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Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Lesão corporal tentada, dano qualificado, corrupção de menores e disparo de arma de fogo. Prisão preventiva. Pedido de revogação da custódia cautelar. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Prisão justificada na necessidade de garantir a ordem pública. 5. Excesso de prazo no encerramento da instrução criminal. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7.Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513573. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste habeas corpus, por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Segundo os autos, em 20.5.2014, o paciente foi preso, juntamente com outros dois acusados, por suposta prática dos crimes previstos no art. 129 c/c art. 14, inciso II; art. 163, parágrafo único, I; art. 147; art. 329; art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal; art. 244-B da Lei 8.069/90 (ECA) e art. 15 da Lei 10.826/2003, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que indeferiu o pedido liminar e, posteriormente, em análise de mérito, denegou a ordem. Ainda inconformada, a defesa manejou novo habeas no STJ, aduzindo a ausência de fundamentação concreta à manutenção da preventiva, bem como excesso de prazo na formação da culpa. O pedido liminar foi indeferido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste habeas corpus, por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Segundo os autos, em 20.5.2014, o paciente foi preso, juntamente com outros dois acusados, por suposta prática dos crimes previstos no art. 129 c/c art. 14, inciso II; art. 163, parágrafo único, I; art. 147; art. 329; art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal; art. 244-B da Lei 8.069/90 (ECA) e art. 15 da Lei 10.826/2003, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que indeferiu o pedido liminar e, posteriormente, em análise de mérito, denegou a ordem. Ainda inconformada, a defesa manejou novo habeas no STJ, aduzindo a ausência de fundamentação concreta à manutenção da preventiva, bem como excesso de prazo na formação da culpa. O pedido liminar foi indeferido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 126737 AGR / PR Por não vislumbrar situação ensejadora do afastamento do Enunciado 691 da Súmula do STF, neguei seguimento ao pedido formulado no presente habeas corpus. Insatisfeita, a defesa interpôs agravo regimental reiterando o pedido de revogação da medida constritiva vigente, possibilitando ao agravante aguardar em liberdade o deslinde da ação penal originária. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR Por não vislumbrar situação ensejadora do afastamento do Enunciado 691 da Súmula do STF, neguei seguimento ao pedido formulado no presente habeas corpus. Insatisfeita, a defesa interpôs agravo regimental reiterando o pedido de revogação da medida constritiva vigente, possibilitando ao agravante aguardar em liberdade o deslinde da ação penal originária. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido, por ser manifestamente incabível, nos termos do Enunciado 691 da Súmula desta Corte. A defesa sustenta, em síntese, a inidoneidade da fundamentação do decreto cautelar, pois baseado na gravidade abstrata do delito e que, ao término da ação penal, o acusado será posto em regime mais brando do que o regime fechado, no qual se encontra segregado por 8 meses. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2ª Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido, por ser manifestamente incabível, nos termos do Enunciado 691 da Súmula desta Corte. A defesa sustenta, em síntese, a inidoneidade da fundamentação do decreto cautelar, pois baseado na gravidade abstrata do delito e que, ao término da ação penal, o acusado será posto em regime mais brando do que o regime fechado, no qual se encontra segregado por 8 meses. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2ª Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1ª Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, redator do acórdão min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1º.8.2005). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula n. 691. O min. Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pedido de liminar nos autos do HC 314.928/PR nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com pedido liminar, impetrado em favor de EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente e foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no art. 129, c/c art. 14, inciso II, art. 163, parágrafo único, I, art. 147, art. 329, art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal, art. 244-B, do ECA, e art. 15, da Lei n. 10.826/2003 (por duas vezes), na forma do art. 69 do Estatuto Processual Penal (fls. 97/105). A defesa impetrou habeas corpus na Corte estadual, cuja ordem restou denegada (fls. 207/212). Aduz-se no presente writ, em síntese, inexistir fundamentação concreta para a manutenção da preventiva, que teria sido decretada com base apenas na gravidade abstrata do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1ª Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, redator do acórdão min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1º.8.2005). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula n. 691. O min. Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pedido de liminar nos autos do HC 314.928/PR nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com pedido liminar, impetrado em favor de EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente e foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no art. 129, c/c art. 14, inciso II, art. 163, parágrafo único, I, art. 147, art. 329, art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal, art. 244-B, do ECA, e art. 15, da Lei n. 10.826/2003 (por duas vezes), na forma do art. 69 do Estatuto Processual Penal (fls. 97/105). A defesa impetrou habeas corpus na Corte estadual, cuja ordem restou denegada (fls. 207/212). Aduz-se no presente writ, em síntese, inexistir fundamentação concreta para a manutenção da preventiva, que teria sido decretada com base apenas na gravidade abstrata do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR delito, bem como alega excesso de prazo na formação da culpa, já que o paciente se encontra segregado cautelarmente por mais de 08 (oito) meses. Pleiteia, por fim, inclusive liminarmente, que seja revogada a prisão preventiva do paciente (fl. 16). Passo a decidir. O pleito formulado em sede liminar exige, para o seu acolhimento, a presença de dois requisitos básicos: a fumaça do bom direito e o perigo na demora da prestação jurisdicional. Na quadra presente, em exame perfunctório da matéria, próprio das tutelas de urgência, não verifico ilegalidade flagrante no acórdão recorrido. Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de liminar”. Ainda, em consulta ao sítio do STJ, verifico que, em 24 de março de 2015, sobreveio decisão colegiada desse Tribunal Superior. Transcrevo os seguintes trechos do acórdão da Quinta Turma do STJ: “A teor do art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando presentes o fumus comissi delicti, consubstanciado na prova da materialidade e na existência de indícios de autoria, bem como o periculum libertatis, fundado no risco que o agente, em liberdade, possa criar à ordem pública/econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. In casu, o juízo monocrático fundamentou a necessidade da segregação cautelar para garantir a ordem pública, a fim de evitar a reiteração delitiva, levando em consideração a gravidade do delito e a periculosidade do agente (fl. 55/60). (…) Como se vê, ao contrário do que alega o impetrante, o decreto prisional está suficientemente fundamentado, conforme ratificou o Tribunal a quo no acórdão vergastado. Dessa forma, havendo elementos hábeis a justificar a prisão, não há ilegalidade na sua decretação, já que amparada 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR delito, bem como alega excesso de prazo na formação da culpa, já que o paciente se encontra segregado cautelarmente por mais de 08 (oito) meses. Pleiteia, por fim, inclusive liminarmente, que seja revogada a prisão preventiva do paciente (fl. 16). Passo a decidir. O pleito formulado em sede liminar exige, para o seu acolhimento, a presença de dois requisitos básicos: a fumaça do bom direito e o perigo na demora da prestação jurisdicional. Na quadra presente, em exame perfunctório da matéria, próprio das tutelas de urgência, não verifico ilegalidade flagrante no acórdão recorrido. Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de liminar”. Ainda, em consulta ao sítio do STJ, verifico que, em 24 de março de 2015, sobreveio decisão colegiada desse Tribunal Superior. Transcrevo os seguintes trechos do acórdão da Quinta Turma do STJ: “A teor do art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando presentes o fumus comissi delicti, consubstanciado na prova da materialidade e na existência de indícios de autoria, bem como o periculum libertatis, fundado no risco que o agente, em liberdade, possa criar à ordem pública/econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. In casu, o juízo monocrático fundamentou a necessidade da segregação cautelar para garantir a ordem pública, a fim de evitar a reiteração delitiva, levando em consideração a gravidade do delito e a periculosidade do agente (fl. 55/60). (…) Como se vê, ao contrário do que alega o impetrante, o decreto prisional está suficientemente fundamentado, conforme ratificou o Tribunal a quo no acórdão vergastado. Dessa forma, havendo elementos hábeis a justificar a prisão, não há ilegalidade na sua decretação, já que amparada 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR no art. 312 do Código de Processo Penal e na jurisprudência dominante: (...) Quanto à alegação de ocorrência de alteração fática dos delitos imputados ao paciente, tem-se que a questão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, não cabendo a esta Corte Superior analisar a pretensão, uma vez que isso implicaria em indevida supressão de instância. Já em relação ao alegado excesso de prazo na formação da culpa, segundo pacífico magistério jurisprudencial deste Tribunal, deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade, a partir das particularidades do caso concreto e das circunstâncias excepcionais que venham a retardar o andamento do feito, não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. No presente caso, não se vislumbra demasiado retardo no processamento do feito, considerando a pluralidade de réus e de fatos a serem apurados, não havendo que se falar em desídia estatal. Por derradeiro, mister se faz reconhecer que eventuais condições pessoais favoráveis do réu, tal como alegado na inicial, não têm o condão de, isoladamente, desconstituir a custódia preventiva, caso estejam presentes outros requisitos de ordem objetiva e subjetiva que autorizem a decretação da medida extrema. Sobressai, portanto, a existência de motivação idônea a respaldar a segregação cautelar do paciente”. Segundo jurisprudência consolidada deste Tribunal, não tendo sido a questão objeto de exame definitivo pelo Superior Tribunal de Justiça ou inexistindo prévia manifestação das demais instâncias inferiores, a apreciação do pedido da defesa implica supressão de instância, o que não é admitido, consoante a reiterada jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: HC 103.282/PA, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2013 e HC 114.867/RJ, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2013. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR no art. 312 do Código de Processo Penal e na jurisprudência dominante: (...) Quanto à alegação de ocorrência de alteração fática dos delitos imputados ao paciente, tem-se que a questão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, não cabendo a esta Corte Superior analisar a pretensão, uma vez que isso implicaria em indevida supressão de instância. Já em relação ao alegado excesso de prazo na formação da culpa, segundo pacífico magistério jurisprudencial deste Tribunal, deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade, a partir das particularidades do caso concreto e das circunstâncias excepcionais que venham a retardar o andamento do feito, não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. No presente caso, não se vislumbra demasiado retardo no processamento do feito, considerando a pluralidade de réus e de fatos a serem apurados, não havendo que se falar em desídia estatal. Por derradeiro, mister se faz reconhecer que eventuais condições pessoais favoráveis do réu, tal como alegado na inicial, não têm o condão de, isoladamente, desconstituir a custódia preventiva, caso estejam presentes outros requisitos de ordem objetiva e subjetiva que autorizem a decretação da medida extrema. Sobressai, portanto, a existência de motivação idônea a respaldar a segregação cautelar do paciente”. Segundo jurisprudência consolidada deste Tribunal, não tendo sido a questão objeto de exame definitivo pelo Superior Tribunal de Justiça ou inexistindo prévia manifestação das demais instâncias inferiores, a apreciação do pedido da defesa implica supressão de instância, o que não é admitido, consoante a reiterada jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: HC 103.282/PA, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2013 e HC 114.867/RJ, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2013. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR Desse modo, não conheço do apontado constrangimento ilegal em razão da alteração fática dos delitos imputados. Com relação à fundamentação da decisão que decretou a preventiva do paciente, reputo pertinente transcrever os seguintes excertos: “A autoria e materialidade ficaram comprovadas por meio dos depoimentos, auto de exibição e apreensão, auto de levantamento de local de furto, boletim de ocorrência. A prisão preventiva foi concedida em razão da ordem pública a fim de se evitar a reiteração delitiva, tendo em vista a gravidade das circunstâncias em que o crime foi cometido, bem como porque restou demonstrado que estavam violentamente agredindo as vítimas e ainda estavam se utilizando de armas de fogo, sendo possível que, se solto, venha a confirmar suas ameaças e praticar delito contra a vida de Fernando”. Da leitura do decisum preventivo, considero justificada a prisão cautelar na necessidade sobretudo de garantir a ordem pública. Afastado, também, o apontado excesso de prazo no encerramento da instrução criminal em razão da complexidade da causa e pluralidade de réus. Desse modo, não vislumbro constrangimento ilegal a ser reparado na presente via. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR Desse modo, não conheço do apontado constrangimento ilegal em razão da alteração fática dos delitos imputados. Com relação à fundamentação da decisão que decretou a preventiva do paciente, reputo pertinente transcrever os seguintes excertos: “A autoria e materialidade ficaram comprovadas por meio dos depoimentos, auto de exibição e apreensão, auto de levantamento de local de furto, boletim de ocorrência. A prisão preventiva foi concedida em razão da ordem pública a fim de se evitar a reiteração delitiva, tendo em vista a gravidade das circunstâncias em que o crime foi cometido, bem como porque restou demonstrado que estavam violentamente agredindo as vítimas e ainda estavam se utilizando de armas de fogo, sendo possível que, se solto, venha a confirmar suas ameaças e praticar delito contra a vida de Fernando”. Da leitura do decisum preventivo, considero justificada a prisão cautelar na necessidade sobretudo de garantir a ordem pública. Afastado, também, o apontado excesso de prazo no encerramento da instrução criminal em razão da complexidade da causa e pluralidade de réus. Desse modo, não vislumbro constrangimento ilegal a ser reparado na presente via. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454369 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8530855
2015-05-05T00:00:00
2015-05-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Lesão corporal tentada, dano qualificado, corrupção de menores e disparo de arma de fogo. Prisão preventiva. Pedido de revogação da custódia cautelar. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Prisão justificada na necessidade de garantir a ordem pública. 5. Excesso de prazo no encerramento da instrução criminal. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7.Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur305643
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691) HC 79238 (1ªT), HC 79748 (1ªT), HC 79775 (1ªT), HC 79776 (1ªT), HC 85185 (TP), HC 88229 (1ªT), HC 84014 AgR (1ªT), HC 76347 QO (1ªT). (SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 103282 (2ªT), HC 114867 (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 691) HC 85826 MC, HC 86213. Número de páginas: 9. Análise: 30/07/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
126737
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 126737 AgR
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AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Lesão corporal tentada, dano qualificado, corrupção de menores e disparo de arma de fogo. Prisão preventiva. Pedido de revogação da custódia cautelar. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Prisão justificada na necessidade de garantir a ordem pública. 5. Excesso de prazo no encerramento da instrução criminal. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7.Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513573. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste habeas corpus, por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Segundo os autos, em 20.5.2014, o paciente foi preso, juntamente com outros dois acusados, por suposta prática dos crimes previstos no art. 129 c/c art. 14, inciso II; art. 163, parágrafo único, I; art. 147; art. 329; art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal; art. 244-B da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) e art. 15 da Lei 10.826/2003, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que indeferiu o pedido liminar e, posteriormente, em análise de mérito, denegou a ordem. Ainda inconformada, a defesa manejou novo habeas no Superior Tribunal de Justiça, aduzindo a ausência de fundamentação concreta à manutenção da preventiva, bem como excesso de prazo na formação da culpa. O pedido liminar foi indeferido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste habeas corpus, por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Segundo os autos, em 20.5.2014, o paciente foi preso, juntamente com outros dois acusados, por suposta prática dos crimes previstos no art. 129 c/c art. 14, inciso II; art. 163, parágrafo único, I; art. 147; art. 329; art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal; art. 244-B da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) e art. 15 da Lei 10.826/2003, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que indeferiu o pedido liminar e, posteriormente, em análise de mérito, denegou a ordem. Ainda inconformada, a defesa manejou novo habeas no Superior Tribunal de Justiça, aduzindo a ausência de fundamentação concreta à manutenção da preventiva, bem como excesso de prazo na formação da culpa. O pedido liminar foi indeferido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 126737 AGR / PR Por não vislumbrar situação ensejadora do afastamento do Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao pedido formulado no presente habeas corpus. Insatisfeita, a defesa interpôs agravo regimental reiterando o pedido de revogação da medida constritiva vigente, possibilitando ao agravante aguardar em liberdade o deslinde da ação penal originária. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR Por não vislumbrar situação ensejadora do afastamento do Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao pedido formulado no presente habeas corpus. Insatisfeita, a defesa interpôs agravo regimental reiterando o pedido de revogação da medida constritiva vigente, possibilitando ao agravante aguardar em liberdade o deslinde da ação penal originária. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido, por ser manifestamente incabível, nos termos do Enunciado 691 da Súmula desta Corte. A defesa sustenta, em síntese, a inidoneidade da fundamentação do decreto cautelar, pois baseado na gravidade abstrata do delito e que, ao término da ação penal, o acusado será posto em regime mais brando do que o regime fechado, no qual se encontra segregado por 8 meses. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2... Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2... Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido, por ser manifestamente incabível, nos termos do Enunciado 691 da Súmula desta Corte. A defesa sustenta, em síntese, a inidoneidade da fundamentação do decreto cautelar, pois baseado na gravidade abstrata do delito e que, ao término da ação penal, o acusado será posto em regime mais brando do que o regime fechado, no qual se encontra segregado por 8 meses. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2... Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2... Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1... Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, redator do acórdão min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1....8.2005). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula n. 691. O min. Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pedido de liminar nos autos do HC 314.928/PR nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com pedido liminar, impetrado em favor de EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente e foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no art. 129, c/c art. 14, inciso II, art. 163, parágrafo único, I, art. 147, art. 329, art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal, art. 244-B, do Estatuto da Criança e do Adolescente, e art. 15, da Lei n. 10.826/2003 (por duas vezes), na forma do art. 69 do Estatuto Processual Penal (fls. 97/105). A defesa impetrou habeas corpus na Corte estadual, cuja ordem restou denegada (fls. 207/212). Aduz-se no presente writ, em síntese, inexistir fundamentação concreta para a manutenção da preventiva, que teria sido decretada com base apenas na gravidade abstrata do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1... Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, redator do acórdão min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1....8.2005). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula n. 691. O min. Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pedido de liminar nos autos do HC 314.928/PR nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com pedido liminar, impetrado em favor de EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente e foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no art. 129, c/c art. 14, inciso II, art. 163, parágrafo único, I, art. 147, art. 329, art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal, art. 244-B, do Estatuto da Criança e do Adolescente, e art. 15, da Lei n. 10.826/2003 (por duas vezes), na forma do art. 69 do Estatuto Processual Penal (fls. 97/105). A defesa impetrou habeas corpus na Corte estadual, cuja ordem restou denegada (fls. 207/212). Aduz-se no presente writ, em síntese, inexistir fundamentação concreta para a manutenção da preventiva, que teria sido decretada com base apenas na gravidade abstrata do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR delito, bem como alega excesso de prazo na formação da culpa, já que o paciente se encontra segregado cautelarmente por mais de 08 (oito) meses. Pleiteia, por fim, inclusive liminarmente, que seja revogada a prisão preventiva do paciente (fl. 16). Passo a decidir. O pleito formulado em sede liminar exige, para o seu acolhimento, a presença de dois requisitos básicos: a fumaça do bom direito e o perigo na demora da prestação jurisdicional. Na quadra presente, em exame perfunctório da matéria, próprio das tutelas de urgência, não verifico ilegalidade flagrante no acórdão recorrido. Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de liminar”. Ainda, em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, verifico que, em 24 de março de 2015, sobreveio decisão colegiada desse Tribunal Superior. Transcrevo os seguintes trechos do acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: “A teor do art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando presentes o fumus comissi delicti, consubstanciado na prova da materialidade e na existência de indícios de autoria, bem como o periculum libertatis, fundado no risco que o agente, em liberdade, possa criar à ordem pública/econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. In casu, o juízo monocrático fundamentou a necessidade da segregação cautelar para garantir a ordem pública, a fim de evitar a reiteração delitiva, levando em consideração a gravidade do delito e a periculosidade do agente (fl. 55/60). (…) Como se vê, ao contrário do que alega o impetrante, o decreto prisional está suficientemente fundamentado, conforme ratificou o Tribunal a quo no acórdão vergastado. Dessa forma, havendo elementos hábeis a justificar a prisão, não há ilegalidade na sua decretação, já que amparada 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR delito, bem como alega excesso de prazo na formação da culpa, já que o paciente se encontra segregado cautelarmente por mais de 08 (oito) meses. Pleiteia, por fim, inclusive liminarmente, que seja revogada a prisão preventiva do paciente (fl. 16). Passo a decidir. O pleito formulado em sede liminar exige, para o seu acolhimento, a presença de dois requisitos básicos: a fumaça do bom direito e o perigo na demora da prestação jurisdicional. Na quadra presente, em exame perfunctório da matéria, próprio das tutelas de urgência, não verifico ilegalidade flagrante no acórdão recorrido. Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de liminar”. Ainda, em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, verifico que, em 24 de março de 2015, sobreveio decisão colegiada desse Tribunal Superior. Transcrevo os seguintes trechos do acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: “A teor do art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando presentes o fumus comissi delicti, consubstanciado na prova da materialidade e na existência de indícios de autoria, bem como o periculum libertatis, fundado no risco que o agente, em liberdade, possa criar à ordem pública/econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. In casu, o juízo monocrático fundamentou a necessidade da segregação cautelar para garantir a ordem pública, a fim de evitar a reiteração delitiva, levando em consideração a gravidade do delito e a periculosidade do agente (fl. 55/60). (…) Como se vê, ao contrário do que alega o impetrante, o decreto prisional está suficientemente fundamentado, conforme ratificou o Tribunal a quo no acórdão vergastado. Dessa forma, havendo elementos hábeis a justificar a prisão, não há ilegalidade na sua decretação, já que amparada 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR no art. 312 do Código de Processo Penal e na jurisprudência dominante: (...) Quanto à alegação de ocorrência de alteração fática dos delitos imputados ao paciente, tem-se que a questão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, não cabendo a esta Corte Superior analisar a pretensão, uma vez que isso implicaria em indevida supressão de instância. Já em relação ao alegado excesso de prazo na formação da culpa, segundo pacífico magistério jurisprudencial deste Tribunal, deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade, a partir das particularidades do caso concreto e das circunstâncias excepcionais que venham a retardar o andamento do feito, não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. No presente caso, não se vislumbra demasiado retardo no processamento do feito, considerando a pluralidade de réus e de fatos a serem apurados, não havendo que se falar em desídia estatal. Por derradeiro, mister se faz reconhecer que eventuais condições pessoais favoráveis do réu, tal como alegado na inicial, não têm o condão de, isoladamente, desconstituir a custódia preventiva, caso estejam presentes outros requisitos de ordem objetiva e subjetiva que autorizem a decretação da medida extrema. Sobressai, portanto, a existência de motivação idônea a respaldar a segregação cautelar do paciente”. Segundo jurisprudência consolidada deste Tribunal, não tendo sido a questão objeto de exame definitivo pelo Superior Tribunal de Justiça ou inexistindo prévia manifestação das demais instâncias inferiores, a apreciação do pedido da defesa implica supressão de instância, o que não é admitido, consoante a reiterada jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: HC 103.282/PA, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2013 e HC 114.867/RJ, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2013. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR no art. 312 do Código de Processo Penal e na jurisprudência dominante: (...) Quanto à alegação de ocorrência de alteração fática dos delitos imputados ao paciente, tem-se que a questão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, não cabendo a esta Corte Superior analisar a pretensão, uma vez que isso implicaria em indevida supressão de instância. Já em relação ao alegado excesso de prazo na formação da culpa, segundo pacífico magistério jurisprudencial deste Tribunal, deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade, a partir das particularidades do caso concreto e das circunstâncias excepcionais que venham a retardar o andamento do feito, não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. No presente caso, não se vislumbra demasiado retardo no processamento do feito, considerando a pluralidade de réus e de fatos a serem apurados, não havendo que se falar em desídia estatal. Por derradeiro, mister se faz reconhecer que eventuais condições pessoais favoráveis do réu, tal como alegado na inicial, não têm o condão de, isoladamente, desconstituir a custódia preventiva, caso estejam presentes outros requisitos de ordem objetiva e subjetiva que autorizem a decretação da medida extrema. Sobressai, portanto, a existência de motivação idônea a respaldar a segregação cautelar do paciente”. Segundo jurisprudência consolidada deste Tribunal, não tendo sido a questão objeto de exame definitivo pelo Superior Tribunal de Justiça ou inexistindo prévia manifestação das demais instâncias inferiores, a apreciação do pedido da defesa implica supressão de instância, o que não é admitido, consoante a reiterada jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: HC 103.282/PA, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2013 e HC 114.867/RJ, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2013. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR Desse modo, não conheço do apontado constrangimento ilegal em razão da alteração fática dos delitos imputados. Com relação à fundamentação da decisão que decretou a preventiva do paciente, reputo pertinente transcrever os seguintes excertos: “A autoria e materialidade ficaram comprovadas por meio dos depoimentos, auto de exibição e apreensão, auto de levantamento de local de furto, boletim de ocorrência. A prisão preventiva foi concedida em razão da ordem pública a fim de se evitar a reiteração delitiva, tendo em vista a gravidade das circunstâncias em que o crime foi cometido, bem como porque restou demonstrado que estavam violentamente agredindo as vítimas e ainda estavam se utilizando de armas de fogo, sendo possível que, se solto, venha a confirmar suas ameaças e praticar delito contra a vida de Fernando”. Da leitura do decisum preventivo, considero justificada a prisão cautelar na necessidade sobretudo de garantir a ordem pública. Afastado, também, o apontado excesso de prazo no encerramento da instrução criminal em razão da complexidade da causa e pluralidade de réus. Desse modo, não vislumbro constrangimento ilegal a ser reparado na presente via. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR Desse modo, não conheço do apontado constrangimento ilegal em razão da alteração fática dos delitos imputados. Com relação à fundamentação da decisão que decretou a preventiva do paciente, reputo pertinente transcrever os seguintes excertos: “A autoria e materialidade ficaram comprovadas por meio dos depoimentos, auto de exibição e apreensão, auto de levantamento de local de furto, boletim de ocorrência. A prisão preventiva foi concedida em razão da ordem pública a fim de se evitar a reiteração delitiva, tendo em vista a gravidade das circunstâncias em que o crime foi cometido, bem como porque restou demonstrado que estavam violentamente agredindo as vítimas e ainda estavam se utilizando de armas de fogo, sendo possível que, se solto, venha a confirmar suas ameaças e praticar delito contra a vida de Fernando”. Da leitura do decisum preventivo, considero justificada a prisão cautelar na necessidade sobretudo de garantir a ordem pública. Afastado, também, o apontado excesso de prazo no encerramento da instrução criminal em razão da complexidade da causa e pluralidade de réus. Desse modo, não vislumbro constrangimento ilegal a ser reparado na presente via. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454369 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 126 . 737", "HABEAS CORPUS 126 . 737", "HABEAS CORPUS 126 . 737", "HC 126737 AGR / PR", "Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HC 126737 AGR / PR", "Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 126 . 737", "Enunciado 691 da Súmula desta Corte", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 / RJ", "HABEAS CORPUS 126 . 737", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 / RJ", "HC 126737 AGR / PR", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 85 . 826 / SP", "HC 86 . 213 / ES", "HC 314 . 928 / PR", "HC 126737 AGR / PR", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 85 . 826 / SP", "HC 86 . 213 / ES", "Súmula n . 691", "HC 314 . 928 / PR", "HC 126737", "HC 126737 AGR / PR", "HC 126737 AGR / PR", "HC 103 . 282 / PA", "HC 114 . 867 / RJ", "HC 126737 AGR / PR", "HC 103 . 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SOUZA GOIS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO", "ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gurgel de Faria", "EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gurgel de Faria", "EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "Fernando ”", "Fernando ”", "GILMAR MENDES", "EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO", "ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANULAÇÃO DE ANISTIAS CONCEDIDAS A EX-EMPREGADOS PÚBLICOS. DECRETOS NºS 1.499/1995 E 3.363/2000. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DAS NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Inexiste repercussão geral quanto à controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 852358 AGR / SE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 386): “Trata-se de processo em que se discute a legalidade da Portaria interministerial nº 118/2000 que suspendeu os efeitos da anistia anteriormente concedida ao agravante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Vejam-se, a propósito, os seguintes julgados: ARE 750.598, Rel. Min. Teori Zavascki; ARE 769.756, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 795.394, Rel. ª Min. ª Cármen Lúcia. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do CPC e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 386): “Trata-se de processo em que se discute a legalidade da Portaria interministerial nº 118/2000 que suspendeu os efeitos da anistia anteriormente concedida ao agravante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Vejam-se, a propósito, os seguintes julgados: ARE 750.598, Rel. Min. Teori Zavascki; ARE 769.756, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 795.394, Rel. ª Min. ª Cármen Lúcia. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do CPC e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 852358 AGR / SE no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário no sentido de que os Decretos nºs 1.499/1995 e 3.363/2000 são inconstitucionais e de que a suspensão da execução da anistia ocorreu sem lei e sem o devido processo legal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário no sentido de que os Decretos nºs 1.499/1995 e 3.363/2000 são inconstitucionais e de que a suspensão da execução da anistia ocorreu sem lei e sem o devido processo legal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Vale destacar o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a questão (fls. 301): “[...] A Petromissa foi extinta por força da lei 8029/90 já esteira da implantação de uma reforma durante o governo Collor de Mello. A lei 8878/94 veio dispor acerca da concessão de anistia aos servidores públicos e empregadores que no período compreendido entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992 tenham preenchidos os seguintes pressupostos, [...] A mesma lei criou uma comissão para apreciação dos requerimentos não tendo habilitado de imediato o que somente foi efetivado por meio da respectiva comissão. Posteriormente seus atos foram contestados pelo Ministério Público Federal, com a revisão por parte do Poder Executivo e posterior edição de portaria de anulação da anistia concedida. Não se pode falar em inconstitucionalidade no decreto 1499/95, que institui revisão dos processos de anistia em curso, nem no decreto 3363/2000 que constitui a comissão que deu início ao reexame dos processos que não teriam se enquadrado nos ditames da lei 8878/94. […].” 3. Ademais, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, fazem-se necessários a análise das normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Vale destacar o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a questão (fls. 301): “[...] A Petromissa foi extinta por força da lei 8029/90 já esteira da implantação de uma reforma durante o governo Collor de Mello. A lei 8878/94 veio dispor acerca da concessão de anistia aos servidores públicos e empregadores que no período compreendido entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992 tenham preenchidos os seguintes pressupostos, [...] A mesma lei criou uma comissão para apreciação dos requerimentos não tendo habilitado de imediato o que somente foi efetivado por meio da respectiva comissão. Posteriormente seus atos foram contestados pelo Ministério Público Federal, com a revisão por parte do Poder Executivo e posterior edição de portaria de anulação da anistia concedida. Não se pode falar em inconstitucionalidade no decreto 1499/95, que institui revisão dos processos de anistia em curso, nem no decreto 3363/2000 que constitui a comissão que deu início ao reexame dos processos que não teriam se enquadrado nos ditames da lei 8878/94. […].” 3. Ademais, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, fazem-se necessários a análise das normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE infraconstitucionais pertinentes e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/STF), providências inviáveis de ser realizadas neste momento processual. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA 636/STF. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE infraconstitucionais pertinentes e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/STF), providências inviáveis de ser realizadas neste momento processual. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA 636/STF. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.12.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 856.421-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber) 5. Por fim, vale ressaltar que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da harmonia dos Decretos nºs 1.499/1995 e 3.363/2000 com a Constituição Federal de 1988, em casos análogos ao dos autos. Sobre a questão, confiram-se: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI Nº 8.878/94. PORTARIA Nº 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto nº 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/STF, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.12.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 856.421-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber) 5. Por fim, vale ressaltar que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da harmonia dos Decretos nºs 1.499/1995 e 3.363/2000 com a Constituição Federal de 1988, em casos análogos ao dos autos. Sobre a questão, confiram-se: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI Nº 8.878/94. PORTARIA Nº 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto nº 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/STF, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto nº 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido.” (RMS 25.662, Rel. Min. Ayres Britto) “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26.235, Rel.ª Min.ª Cámen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto nº 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido.” (RMS 25.662, Rel. Min. Ayres Britto) “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26.235, Rel.ª Min.ª Cámen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410079 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410079 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8493883
2015-04-28T00:00:00
2015-05-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANULAÇÃO DE ANISTIAS CONCEDIDAS A EX-EMPREGADOS PÚBLICOS. DECRETOS NºS 1.499/1995 E 3.363/2000. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DAS NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Inexiste repercussão geral quanto à controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur305023
- Acórdão(s) citado(s): (ANULAÇÃO, ANISTIA) RMS 25662 (1ªT), RMS 26235 (1ªT). (PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG, ARE 797540 AgR-segundo (2ªT), ARE 856421 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 15/06/2015, AMS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
852358
[ "LEG-FED DEC-001499 ANO-1995\n DECRETO\n\n", "LEG-FED DEC-003363 ANO-2000\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 852358 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANULAÇÃO DE ANISTIAS CONCEDIDAS A EX-EMPREGADOS PÚBLICOS. DECRETOS nS 1.499/1995 E 3.363/2000. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DAS NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Inexiste repercussão geral quanto à controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 852358 AGR / SE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 386): “Trata-se de processo em que se discute a legalidade da Portaria interministerial n 118/2000 que suspendeu os efeitos da anistia anteriormente concedida ao agravante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Vejam-se, a propósito, os seguintes julgados: ARE 750.598, Rel. Min. Teori Zavascki; ARE 769.756, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 795.394, Rel. Min. Cármen Lúcia. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do Código de Processo Civil e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 386): “Trata-se de processo em que se discute a legalidade da Portaria interministerial n 118/2000 que suspendeu os efeitos da anistia anteriormente concedida ao agravante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Vejam-se, a propósito, os seguintes julgados: ARE 750.598, Rel. Min. Teori Zavascki; ARE 769.756, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 795.394, Rel. Min. Cármen Lúcia. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do Código de Processo Civil e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 852358 AGR / SE no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário no sentido de que os Decretos ns 1.499/1995 e 3.363/2000 são inconstitucionais e de que a suspensão da execução da anistia ocorreu sem lei e sem o devido processo legal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário no sentido de que os Decretos ns 1.499/1995 e 3.363/2000 são inconstitucionais e de que a suspensão da execução da anistia ocorreu sem lei e sem o devido processo legal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Vale destacar o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a questão (fls. 301): “[...] A Petromissa foi extinta por força da lei 8029/90 já esteira da implantação de uma reforma durante o governo Collor de Mello. A lei 8878/94 veio dispor acerca da concessão de anistia aos servidores públicos e empregadores que no período compreendido entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992 tenham preenchidos os seguintes pressupostos, [...] A mesma lei criou uma comissão para apreciação dos requerimentos não tendo habilitado de imediato o que somente foi efetivado por meio da respectiva comissão. Posteriormente seus atos foram contestados pelo Ministério Público Federal, com a revisão por parte do Poder Executivo e posterior edição de portaria de anulação da anistia concedida. Não se pode falar em inconstitucionalidade no decreto 1499/95, que institui revisão dos processos de anistia em curso, nem no decreto 3363/2000 que constitui a comissão que deu início ao reexame dos processos que não teriam se enquadrado nos ditames da lei 8878/94. […].” 3. Ademais, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, fazem-se necessários a análise das normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Vale destacar o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a questão (fls. 301): “[...] A Petromissa foi extinta por força da lei 8029/90 já esteira da implantação de uma reforma durante o governo Collor de Mello. A lei 8878/94 veio dispor acerca da concessão de anistia aos servidores públicos e empregadores que no período compreendido entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992 tenham preenchidos os seguintes pressupostos, [...] A mesma lei criou uma comissão para apreciação dos requerimentos não tendo habilitado de imediato o que somente foi efetivado por meio da respectiva comissão. Posteriormente seus atos foram contestados pelo Ministério Público Federal, com a revisão por parte do Poder Executivo e posterior edição de portaria de anulação da anistia concedida. Não se pode falar em inconstitucionalidade no decreto 1499/95, que institui revisão dos processos de anistia em curso, nem no decreto 3363/2000 que constitui a comissão que deu início ao reexame dos processos que não teriam se enquadrado nos ditames da lei 8878/94. […].” 3. Ademais, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, fazem-se necessários a análise das normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE infraconstitucionais pertinentes e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), providências inviáveis de ser realizadas neste momento processual. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE infraconstitucionais pertinentes e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), providências inviáveis de ser realizadas neste momento processual. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.12.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 856.421-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 5. Por fim, vale ressaltar que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da harmonia dos Decretos ns 1.499/1995 e 3.363/2000 com a Constituição Federal de 1988, em casos análogos ao dos autos. Sobre a questão, confiram-se: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI n 8.878/94. PORTARIA n 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto n 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/Supremo Tribunal Federal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.12.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 856.421-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 5. Por fim, vale ressaltar que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da harmonia dos Decretos ns 1.499/1995 e 3.363/2000 com a Constituição Federal de 1988, em casos análogos ao dos autos. Sobre a questão, confiram-se: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI n 8.878/94. PORTARIA n 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto n 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/Supremo Tribunal Federal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto n 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido.” (RMS 25.662, Rel. Min. Ayres Britto) “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26.235, Rel. Min. Cámen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto n 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido.” (RMS 25.662, Rel. Min. Ayres Britto) “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26.235, Rel. Min. Cámen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410079 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410079 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 05 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602300. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte (fls. 337/339). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu (fls. 341/345). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602301. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte (fls. 337/339). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu (fls. 341/345). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar a ADI 3.772/DF, Rel. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MANEJADA CONTRA O ART. 1º DA LEI FEDERAL 11.301/2006, QUE ACRESCENTOU O § 2º AO ART. 67 DA LEI 9.394/1996. CARREIRA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL PARA OS EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 40, § 4º, E 201, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM INTERPRETAÇÃO CONFORME. I – A função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar. II – As funções de direção, coordenação e assessoramento pedagógico integram a carreira do magistério, desde que exercidos, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar a ADI 3.772/DF, Rel. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MANEJADA CONTRA O ART. 1º DA LEI FEDERAL 11.301/2006, QUE ACRESCENTOU O § 2º AO ART. 67 DA LEI 9.394/1996. CARREIRA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL PARA OS EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 40, § 4º, E 201, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM INTERPRETAÇÃO CONFORME. I – A função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar. II – As funções de direção, coordenação e assessoramento pedagógico integram a carreira do magistério, desde que exercidos, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG estabelecimentos de ensino básico, por professores de carreira, excluídos os especialistas em educação, fazendo jus aqueles que as desempenham ao regime especial de aposentadoria estabelecido nos arts. 40, § 4º, e 201, § 1º, da Constituição Federal. III – Ação direta julgada parcialmente procedente, com interpretação conforme, nos termos supra.” Cumpre destacar, por oportuno, ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem do voto do eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, proferido por ocasião do mencionado julgamento plenário, no sentido de que: “(...) nas atividades de magistério, compreende-se uma série de outras atividades e não apenas o trabalho em classe, mas o preparo das aulas, o atendimento de alunos, o atendimento de pais, o assessoramento, a coordenação de comissões, mesmo os cargos de direção. Se excluirmos aqueles que exercem cargos de direção, coordenação ou assessoramento, em razão do interesse público, estaríamos punindo, na verdade, os professores que, em razão do interesse público, estão assumindo essas funções.” Cabe ressaltar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 831.266-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 852.375/CE, Rel. Min. ROSA WEBER – RE 765.252/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE PROFESSOR. TEMPO DE SERVIÇO. ADI 3.772/DF. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DE SALA DE AULA. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG estabelecimentos de ensino básico, por professores de carreira, excluídos os especialistas em educação, fazendo jus aqueles que as desempenham ao regime especial de aposentadoria estabelecido nos arts. 40, § 4º, e 201, § 1º, da Constituição Federal. III – Ação direta julgada parcialmente procedente, com interpretação conforme, nos termos supra.” Cumpre destacar, por oportuno, ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem do voto do eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, proferido por ocasião do mencionado julgamento plenário, no sentido de que: “(...) nas atividades de magistério, compreende-se uma série de outras atividades e não apenas o trabalho em classe, mas o preparo das aulas, o atendimento de alunos, o atendimento de pais, o assessoramento, a coordenação de comissões, mesmo os cargos de direção. Se excluirmos aqueles que exercem cargos de direção, coordenação ou assessoramento, em razão do interesse público, estaríamos punindo, na verdade, os professores que, em razão do interesse público, estão assumindo essas funções.” Cabe ressaltar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 831.266-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 852.375/CE, Rel. Min. ROSA WEBER – RE 765.252/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE PROFESSOR. TEMPO DE SERVIÇO. ADI 3.772/DF. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DE SALA DE AULA. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG I – O Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3.772/DF decidiu que, para fins de aposentadoria especial, as funções de magistério incluem, além das restritas às salas de aula, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção da unidade escolar. II – A verificação das atividades que foram exercidas pelas agravadas fora de sala de aula demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (ARE 641.583-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG I – O Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3.772/DF decidiu que, para fins de aposentadoria especial, as funções de magistério incluem, além das restritas às salas de aula, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção da unidade escolar. II – A verificação das atividades que foram exercidas pelas agravadas fora de sala de aula demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (ARE 641.583-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8411238 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8411238 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8634250
2015-05-05T00:00:00
2015-06-08T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur307626
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA ESPECIAL, CARREIRA, MAGISTÉRIO) ADI 3772 (TP), AI 831266 AgR (1ªT), ARE 641583 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (APOSENTADORIA ESPECIAL, CARREIRA, MAGISTÉRIO) RE 765252, ARE 852375. Número de páginas: 6. Análise: 10/07/2015, JRS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
855324
[ "LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 855324 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 05 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602300. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte (fls. 337/339). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu (fls. 341/345). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602301. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte (fls. 337/339). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu (fls. 341/345). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar a ADI 3.772/DF, Rel. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MANEJADA CONTRA O ART. 1... DA LEI FEDERAL 11.301/2006, QUE ACRESCENTOU O § 2... AO ART. 67 DA LEI 9.394/1996. CARREIRA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL PARA OS EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 40, § 4..., E 201, § 1..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM INTERPRETAÇÃO CONFORME. I – A função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar. II – As funções de direção, coordenação e assessoramento pedagógico integram a carreira do magistério, desde que exercidos, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar a ADI 3.772/DF, Rel. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MANEJADA CONTRA O ART. 1... DA LEI FEDERAL 11.301/2006, QUE ACRESCENTOU O § 2... AO ART. 67 DA LEI 9.394/1996. CARREIRA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL PARA OS EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 40, § 4..., E 201, § 1..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM INTERPRETAÇÃO CONFORME. I – A função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar. II – As funções de direção, coordenação e assessoramento pedagógico integram a carreira do magistério, desde que exercidos, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG estabelecimentos de ensino básico, por professores de carreira, excluídos os especialistas em educação, fazendo jus aqueles que as desempenham ao regime especial de aposentadoria estabelecido nos arts. 40, § 4..., e 201, § 1..., da Constituição Federal. III – Ação direta julgada parcialmente procedente, com interpretação conforme, nos termos supra.” Cumpre destacar, por oportuno, ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem do voto do eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, proferido por ocasião do mencionado julgamento plenário, no sentido de que: “(...) nas atividades de magistério, compreende-se uma série de outras atividades e não apenas o trabalho em classe, mas o preparo das aulas, o atendimento de alunos, o atendimento de pais, o assessoramento, a coordenação de comissões, mesmo os cargos de direção. Se excluirmos aqueles que exercem cargos de direção, coordenação ou assessoramento, em razão do interesse público, estaríamos punindo, na verdade, os professores que, em razão do interesse público, estão assumindo essas funções.” Cabe ressaltar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 831.266-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 852.375/CE, Rel. Min. ROSA WEBER – Recurso Extraordinário 765.252/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE PROFESSOR. TEMPO DE SERVIÇO. ADI 3.772/DF. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DE SALA DE AULA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG estabelecimentos de ensino básico, por professores de carreira, excluídos os especialistas em educação, fazendo jus aqueles que as desempenham ao regime especial de aposentadoria estabelecido nos arts. 40, § 4..., e 201, § 1..., da Constituição Federal. III – Ação direta julgada parcialmente procedente, com interpretação conforme, nos termos supra.” Cumpre destacar, por oportuno, ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem do voto do eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, proferido por ocasião do mencionado julgamento plenário, no sentido de que: “(...) nas atividades de magistério, compreende-se uma série de outras atividades e não apenas o trabalho em classe, mas o preparo das aulas, o atendimento de alunos, o atendimento de pais, o assessoramento, a coordenação de comissões, mesmo os cargos de direção. Se excluirmos aqueles que exercem cargos de direção, coordenação ou assessoramento, em razão do interesse público, estaríamos punindo, na verdade, os professores que, em razão do interesse público, estão assumindo essas funções.” Cabe ressaltar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 831.266-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 852.375/CE, Rel. Min. ROSA WEBER – Recurso Extraordinário 765.252/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE PROFESSOR. TEMPO DE SERVIÇO. ADI 3.772/DF. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DE SALA DE AULA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG I – O Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3.772/DF decidiu que, para fins de aposentadoria especial, as funções de magistério incluem, além das restritas às salas de aula, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção da unidade escolar. II – A verificação das atividades que foram exercidas pelas agravadas fora de sala de aula demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (ARE 641.583-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG I – O Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3.772/DF decidiu que, para fins de aposentadoria especial, as funções de magistério incluem, além das restritas às salas de aula, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção da unidade escolar. II – A verificação das atividades que foram exercidas pelas agravadas fora de sala de aula demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (ARE 641.583-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8411238 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8411238 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) :JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS CONTRA ATO DE MINISTRO DO STJ. CORRUPÇÃO PASSIVA E FRAUDE EM PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. PRISÃO PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO DO MÉRITO. 1. A superveniência de “decisão colegiada de Tribunal Superior corresponde a novo ato a desafiar ação própria” (HC 104.813, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). Precedentes. 2. Hipótese em que não há ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício. 3. Habeas Corpus prejudicado, cassada a liminar. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicada a impetração e cassar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/ O ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453641. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) :JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Roberto Lisandro Leão prestou as seguintes informações: O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos artigos 317, duas vezes (corrupção passiva), do Código Penal e 90 (frustrar ou fraudar procedimento licitatório) da Lei nº 8.666/1993, em concurso material. Sobreveio a condenação à pena de 10 anos, 4 meses e 5 dias de reclusão, no regime fechado, e ao pagamento de 235 dias-multa. O Juízo da 2ª Vara da Comarca de Chapadão do Sul/MS, no Processo nº 0002617-28.2013.8.12.0046, vedou o direito de recorrer em liberdade, com fundamento na ordem pública e econômica. Em habeas formalizado no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, buscou-se o trancamento da ação penal, alegando-se inépcia da denúncia em face de não ter sido narrado o procedimento licitatório objeto da fraude. Aduziu-se a inexistência de outros denunciados na peça acusatória, apesar do caráter plurissubjetivo do crime. Asseverou-se o excesso na acusação, porquanto o Ministério Público teria descrito apenas um delito de corrupção passiva, mas se manifestado pela dupla condenação. O relator julgou prejudicado o habeas, observando haver sido superada a matéria, ante a superveniência da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) :JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Roberto Lisandro Leão prestou as seguintes informações: O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos artigos 317, duas vezes (corrupção passiva), do Código Penal e 90 (frustrar ou fraudar procedimento licitatório) da Lei nº 8.666/1993, em concurso material. Sobreveio a condenação à pena de 10 anos, 4 meses e 5 dias de reclusão, no regime fechado, e ao pagamento de 235 dias-multa. O Juízo da 2ª Vara da Comarca de Chapadão do Sul/MS, no Processo nº 0002617-28.2013.8.12.0046, vedou o direito de recorrer em liberdade, com fundamento na ordem pública e econômica. Em habeas formalizado no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, buscou-se o trancamento da ação penal, alegando-se inépcia da denúncia em face de não ter sido narrado o procedimento licitatório objeto da fraude. Aduziu-se a inexistência de outros denunciados na peça acusatória, apesar do caráter plurissubjetivo do crime. Asseverou-se o excesso na acusação, porquanto o Ministério Público teria descrito apenas um delito de corrupção passiva, mas se manifestado pela dupla condenação. O relator julgou prejudicado o habeas, observando haver sido superada a matéria, ante a superveniência da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 124272 / MS sentença condenatória. No Superior Tribunal de Justiça – Habeas Corpus nº 303.843/MS –, sustentou-se que a superveniência de pronunciamento condenatório não obstaculiza o julgamento de impetração por meio da qual se alega inépcia da denúncia e falta de justa causa. Buscou-se a liberdade provisória do paciente, bem como a determinação ao Tribunal estadual para apreciar o habeas lá formalizado – de nº 1402505- 81.2014.8.12.0000. O relator, ao indeferir o pleito liminar, assentou mostrar-se incabível a via eleita, porquanto não prevista no artigo 105, inciso I, alínea “c”, da Constituição Federal. Salientou não vislumbrar, em análise preliminar, a demonstração da existência de flagrante ilegalidade a autorizar o deferimento da medida de urgência. Neste habeas, aduz-se constrangimento ilegal, afirmando- se estar o paciente custodiado em virtude de acusação inepta e fato atípico. Reitera-se a argumentação veiculada nas instâncias inferiores, relativamente à suposta ausência de justa causa. Remete-se às condições pessoais favoráveis, sustentando-se a inexistência de risco ao processo ou à sociedade, e ao fato de o paciente ter se apresentado, espontaneamente, à autoridade policial nove dias após a expedição do mandado de prisão. Requereu-se, em âmbito liminar, o deferimento do pleito de liberdade provisória, com a consequente expedição do alvará de soltura, bem como fosse determinado ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul o julgamento do citado Habeas Corpus nº 1402505-81.2014.8.12.0000. No mérito, pretende-se a confirmação da providência. O Ministério Público Federal manifesta-se pela não admissão do habeas. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 16 de abril de 2015, revelou que a Quinta Turma não admitiu a impetração, mas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Supremo Tribunal Federal HC 124272 / MS sentença condenatória. No Superior Tribunal de Justiça – Habeas Corpus nº 303.843/MS –, sustentou-se que a superveniência de pronunciamento condenatório não obstaculiza o julgamento de impetração por meio da qual se alega inépcia da denúncia e falta de justa causa. Buscou-se a liberdade provisória do paciente, bem como a determinação ao Tribunal estadual para apreciar o habeas lá formalizado – de nº 1402505- 81.2014.8.12.0000. O relator, ao indeferir o pleito liminar, assentou mostrar-se incabível a via eleita, porquanto não prevista no artigo 105, inciso I, alínea “c”, da Constituição Federal. Salientou não vislumbrar, em análise preliminar, a demonstração da existência de flagrante ilegalidade a autorizar o deferimento da medida de urgência. Neste habeas, aduz-se constrangimento ilegal, afirmando- se estar o paciente custodiado em virtude de acusação inepta e fato atípico. Reitera-se a argumentação veiculada nas instâncias inferiores, relativamente à suposta ausência de justa causa. Remete-se às condições pessoais favoráveis, sustentando-se a inexistência de risco ao processo ou à sociedade, e ao fato de o paciente ter se apresentado, espontaneamente, à autoridade policial nove dias após a expedição do mandado de prisão. Requereu-se, em âmbito liminar, o deferimento do pleito de liberdade provisória, com a consequente expedição do alvará de soltura, bem como fosse determinado ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul o julgamento do citado Habeas Corpus nº 1402505-81.2014.8.12.0000. No mérito, pretende-se a confirmação da providência. O Ministério Público Federal manifesta-se pela não admissão do habeas. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 16 de abril de 2015, revelou que a Quinta Turma não admitiu a impetração, mas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 124272 / MS determinou, de ofício, ao Tribunal de origem que aprecie o mérito do habeas lá formalizado. Em pesquisa no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, em 16 de abril de 2015, constatou-se ter a 3ª Câmara Criminal indeferido a ordem no Habeas Corpus nº 1402505- 81.2014.8.12.0000. Lancei visto no processo em 23 de abril de 2015, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 28 seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Supremo Tribunal Federal HC 124272 / MS determinou, de ofício, ao Tribunal de origem que aprecie o mérito do habeas lá formalizado. Em pesquisa no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, em 16 de abril de 2015, constatou-se ter a 3ª Câmara Criminal indeferido a ordem no Habeas Corpus nº 1402505- 81.2014.8.12.0000. Lancei visto no processo em 23 de abril de 2015, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 28 seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) : INÉPCIA DA INICIAL – CONDENAÇÃO – EXAME – PREJUÍZO – NÃO OCORRÊNCIA. A sentença condenatória não impede a análise de habeas no qual alegada a inépcia da inicial, uma vez verificada a impugnação à primeira hora. PRISÃO PREVENTIVA – CONDENAÇÃO – INSUFICIÊNCIA. A prisão preventiva pressupõe dados concretos enquadráveis no artigo 312 do Código de Processo Penal. A sentença condenatória, sem o trânsito em julgado, não autoriza a custódia cautelar. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Consoante venho consignando, o Verbete nº 691 da Súmula do Supremo há de ser tomado em harmonia com o Diploma Maior. É que o habeas corpus não se faz limitado à natureza da decisão impugnada, exceto a previsão relativa a transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei – inciso LXI do artigo 5º da Carta Federal. Deve-se examinar, portanto, a situação retratada no processo para concluir-se pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) : INÉPCIA DA INICIAL – CONDENAÇÃO – EXAME – PREJUÍZO – NÃO OCORRÊNCIA. A sentença condenatória não impede a análise de habeas no qual alegada a inépcia da inicial, uma vez verificada a impugnação à primeira hora. PRISÃO PREVENTIVA – CONDENAÇÃO – INSUFICIÊNCIA. A prisão preventiva pressupõe dados concretos enquadráveis no artigo 312 do Código de Processo Penal. A sentença condenatória, sem o trânsito em julgado, não autoriza a custódia cautelar. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Consoante venho consignando, o Verbete nº 691 da Súmula do Supremo há de ser tomado em harmonia com o Diploma Maior. É que o habeas corpus não se faz limitado à natureza da decisão impugnada, exceto a previsão relativa a transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei – inciso LXI do artigo 5º da Carta Federal. Deve-se examinar, portanto, a situação retratada no processo para concluir-se pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 124272 / MS implemento, ou não, da ordem. A decisão condenatória não retira a natureza preventiva do título prisional, sendo que a inépcia da denúncia não é sanada pela superveniência da condenação e, portanto, não inviabiliza a análise da matéria em sede de habeas. Assim, descabe ao Tribunal declarar prejudicada a impetração ante a prolação da sentença. Ao apreciar, em 3 de outubro de 2014, a medida acauteladora, fiz ver: 2. Observem a organicidade e a dinâmica do Direito, especialmente do instrumental. Incumbia ao Tribunal de Justiça, no que se defrontou com impetração versando a insubsistência da denúncia – matéria evocada na primeira ocasião que a defesa teve para falar no processo, ou seja, na resposta à acusação –, enfrentar o pedido formulado e decidir como entendesse de direito. Descabia tomar a superveniência de pronunciamento condenatório como a gerar o prejuízo da impetração. 3. Ante o quadro, defiro a liminar pretendida, porquanto, a esta altura, o título da preventiva é a sentença condenatória e esta pode acabar declarada insubsistente caso, julgado o pleito veiculado no habeas corpus formalizado no Tribunal de Justiça, haja o acolhimento do que alegado. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: se o paciente não estiver sob custódia por motivo diverso do retratado na sentença condenatória proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Chapadão do Sul/MS no Processo nº 0002617- 28.2013.8.12.0046. Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da culpa, atendendo aos chamamentos judiciais, como, aliás, ocorreu quando, expedido o mandado de prisão, apresentou-se à autoridade policial. 4. O curso deste habeas corpus não prejudica o de nº 303.843/MS, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Supremo Tribunal Federal HC 124272 / MS implemento, ou não, da ordem. A decisão condenatória não retira a natureza preventiva do título prisional, sendo que a inépcia da denúncia não é sanada pela superveniência da condenação e, portanto, não inviabiliza a análise da matéria em sede de habeas. Assim, descabe ao Tribunal declarar prejudicada a impetração ante a prolação da sentença. Ao apreciar, em 3 de outubro de 2014, a medida acauteladora, fiz ver: 2. Observem a organicidade e a dinâmica do Direito, especialmente do instrumental. Incumbia ao Tribunal de Justiça, no que se defrontou com impetração versando a insubsistência da denúncia – matéria evocada na primeira ocasião que a defesa teve para falar no processo, ou seja, na resposta à acusação –, enfrentar o pedido formulado e decidir como entendesse de direito. Descabia tomar a superveniência de pronunciamento condenatório como a gerar o prejuízo da impetração. 3. Ante o quadro, defiro a liminar pretendida, porquanto, a esta altura, o título da preventiva é a sentença condenatória e esta pode acabar declarada insubsistente caso, julgado o pleito veiculado no habeas corpus formalizado no Tribunal de Justiça, haja o acolhimento do que alegado. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: se o paciente não estiver sob custódia por motivo diverso do retratado na sentença condenatória proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Chapadão do Sul/MS no Processo nº 0002617- 28.2013.8.12.0046. Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da culpa, atendendo aos chamamentos judiciais, como, aliás, ocorreu quando, expedido o mandado de prisão, apresentou-se à autoridade policial. 4. O curso deste habeas corpus não prejudica o de nº 303.843/MS, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 124272 / MS Remetam cópia desta decisão, com as homenagens merecidas, ao relator, ministro Jorge Mussi. Nada há a reparar na denúncia. A peça acusatória atende aos requisitos estabelecidos no artigo 41 do Código de Processo Penal. Então, tornando definitiva a liminar quanto à prisão preventiva, determino ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul que examine o mérito do Habeas Corpus nº 1402505-81.2014.8.12.0000. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Supremo Tribunal Federal HC 124272 / MS Remetam cópia desta decisão, com as homenagens merecidas, ao relator, ministro Jorge Mussi. Nada há a reparar na denúncia. A peça acusatória atende aos requisitos estabelecidos no artigo 41 do Código de Processo Penal. Então, tornando definitiva a liminar quanto à prisão preventiva, determino ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul que examine o mérito do Habeas Corpus nº 1402505-81.2014.8.12.0000. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio para encaminhar diferentemente a votação. A impetração originária foi contra uma decisão monocrática do Ministro Jorge Mussi, portanto a hipótese era de Súmula 691. Posteriormente, sobreveio a decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça. E a decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça foi no sentido de acolhimento parcial do habeas corpus para determinar à instância de origem que apreciasse o mérito da impetração. Diante disso, eu observei que o pedido principal no habeas corpus, inclusive o impetrado aqui, é no sentido de que se determine a apreciação do mérito pelo Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul. De modo que, exaltando o trabalho proficiente e empenhado do ilustre Advogado, eu entendo, no entanto, que o habeas corpus está prejudicado, não só pela superveniência da decisão colegiada do STJ, como também pelo acolhimento do pedido que foi formulado. Não concedo a ordem de ofício, Presidente, porque a decisão de prisão preventiva faz o registro inclusive da condição de foragido do réu, por algum tempo, e dá a sua participação em organização criminosa. E aqui eu não vou revolver as questões de fato, cassada a liminar. Eu estou julgando prejudicado o habeas corpus. É como voto. ************** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453642. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio para encaminhar diferentemente a votação. A impetração originária foi contra uma decisão monocrática do Ministro Jorge Mussi, portanto a hipótese era de Súmula 691. Posteriormente, sobreveio a decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça. E a decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça foi no sentido de acolhimento parcial do habeas corpus para determinar à instância de origem que apreciasse o mérito da impetração. Diante disso, eu observei que o pedido principal no habeas corpus, inclusive o impetrado aqui, é no sentido de que se determine a apreciação do mérito pelo Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul. De modo que, exaltando o trabalho proficiente e empenhado do ilustre Advogado, eu entendo, no entanto, que o habeas corpus está prejudicado, não só pela superveniência da decisão colegiada do STJ, como também pelo acolhimento do pedido que foi formulado. Não concedo a ordem de ofício, Presidente, porque a decisão de prisão preventiva faz o registro inclusive da condição de foragido do réu, por algum tempo, e dá a sua participação em organização criminosa. E aqui eu não vou revolver as questões de fato, cassada a liminar. Eu estou julgando prejudicado o habeas corpus. É como voto. ************** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453642. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Explicação 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, apenas duas palavras. Não estaria longe de atuar, mesmo no campo acautelador, de ofício, para soltar um determinado cidadão, mas houve pedido explícito na inicial. O ministro Luís Roberto Barroso referiu-se ao segundo pedido. Realmente está na última página da inicial do habeas: “Ao final, prestadas as informações e colhido o parecer da douta Procuradoria Geral da República, requer a concessão da ordem em definitivo para que se determine que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul prossiga no julgamento do Habeas Corpus” (...). Mas há um outro pleito antes desse: “Forte no exposto, requer a concessão da medida cautelar,” – e ninguém pleitearia uma liminar para, depois, requerer a revogação dessa medida no pedido final – “a fim de que o paciente seja colocado em liberdade, bem como para que se determine que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul” julgue o habeas corpus. Então, menciona-se. É o mesmo habeas corpus. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Quanto ao pedido principal, efetivamente eu o considero prejudicado e, quanto à questão da prisão preventiva, eu a considerei adequadamente fundamentada. Portanto, vou manter a minha posição, Presidente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8543158. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, apenas duas palavras. Não estaria longe de atuar, mesmo no campo acautelador, de ofício, para soltar um determinado cidadão, mas houve pedido explícito na inicial. O ministro Luís Roberto Barroso referiu-se ao segundo pedido. Realmente está na última página da inicial do habeas: “Ao final, prestadas as informações e colhido o parecer da douta Procuradoria Geral da República, requer a concessão da ordem em definitivo para que se determine que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul prossiga no julgamento do Habeas Corpus” (...). Mas há um outro pleito antes desse: “Forte no exposto, requer a concessão da medida cautelar,” – e ninguém pleitearia uma liminar para, depois, requerer a revogação dessa medida no pedido final – “a fim de que o paciente seja colocado em liberdade, bem como para que se determine que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul” julgue o habeas corpus. Então, menciona-se. É o mesmo habeas corpus. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Quanto ao pedido principal, efetivamente eu o considero prejudicado e, quanto à questão da prisão preventiva, eu a considerei adequadamente fundamentada. Portanto, vou manter a minha posição, Presidente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8543158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu peço todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar a divergência aberta pelo Ministro Luís Roberto. É posição majoritária da Turma, reiterada em inúmeros julgados, reputar prejudicado o habeas corpus quando se volta contra decisão que não mais subsiste. É o caso, aqui, porque a impetração se dirigiu contra decisão monocrática do STJ já superada pela decisão definitiva que foi lealmente declinada da tribuna. A alternativa, inclusive enfatizada da tribuna, seria a concessão da ordem de ofício, considerada essa multiplicidade de habeas corpus. Pelo o que aqui contabilizei, no mínimo dois habeas corpus perante o Tribunal de Justiça e dois perante o STJ, e com a concessão provisória da liberdade, aqui, no STF, por força desta impetração. Mas, com todo respeito às compreensões divergentes, eu não vejo teratologia no que foi decidido, inclusive em atenção ao pleiteado e, sobretudo, porque, na verdade, a apelação está no Tribunal de Justiça, aguardando julgamento, apelação essa contra uma sentença condenatória, sentença que concluiu pela condenação e que ensejou a prisão. Embora não haja o trânsito em julgado da decisão - ela está sujeita ao crivo do Tribunal de Justiça, e, quem sabe, depois a outros recursos -, na verdade, não se alega falta de fundamentação, sequer para o decreto de prisão. O que se busca, na verdade, é a sua insubsistência, mas não se invoca falta de fundamentação para esse decreto. Não se concorda, se ataca aquilo que ensejou a ordem de prisão na sentença. Não consigo vislumbrar teratologia que me leve a compreensão diversa da que aqui, reiteradamente, tenho externado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8617917. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu peço todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar a divergência aberta pelo Ministro Luís Roberto. É posição majoritária da Turma, reiterada em inúmeros julgados, reputar prejudicado o habeas corpus quando se volta contra decisão que não mais subsiste. É o caso, aqui, porque a impetração se dirigiu contra decisão monocrática do STJ já superada pela decisão definitiva que foi lealmente declinada da tribuna. A alternativa, inclusive enfatizada da tribuna, seria a concessão da ordem de ofício, considerada essa multiplicidade de habeas corpus. Pelo o que aqui contabilizei, no mínimo dois habeas corpus perante o Tribunal de Justiça e dois perante o STJ, e com a concessão provisória da liberdade, aqui, no STF, por força desta impetração. Mas, com todo respeito às compreensões divergentes, eu não vejo teratologia no que foi decidido, inclusive em atenção ao pleiteado e, sobretudo, porque, na verdade, a apelação está no Tribunal de Justiça, aguardando julgamento, apelação essa contra uma sentença condenatória, sentença que concluiu pela condenação e que ensejou a prisão. Embora não haja o trânsito em julgado da decisão - ela está sujeita ao crivo do Tribunal de Justiça, e, quem sabe, depois a outros recursos -, na verdade, não se alega falta de fundamentação, sequer para o decreto de prisão. O que se busca, na verdade, é a sua insubsistência, mas não se invoca falta de fundamentação para esse decreto. Não se concorda, se ataca aquilo que ensejou a ordem de prisão na sentença. Não consigo vislumbrar teratologia que me leve a compreensão diversa da que aqui, reiteradamente, tenho externado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8617917. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.272 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) : JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicada a impetração e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Falou o Dr. José Belga Assis Trad, pelo Paciente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480273 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.272 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) : JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicada a impetração e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Falou o Dr. José Belga Assis Trad, pelo Paciente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480273 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8643056
2015-05-05T00:00:00
2015-06-09T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicada a impetração e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Falou o Dr. José Belga Assis Trad, pelo Paciente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 5.5.2015.
HABEAS CORPUS
ementa: Processual Penal. Habeas Corpus contra ato de Ministro do STJ. Corrupção passiva e Fraude em procedimento licitatório. Prisão Preventiva. Superveniência do julgamento do mérito. 1. A superveniência de “decisão colegiada de Tribunal Superior corresponde a novo ato a desafiar ação própria” (HC 104.813, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). Precedentes. 2. Hipótese em que não há ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício. 3. Habeas Corpus prejudicado, cassada a liminar.
sjur307840
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUPERVENIÊNCIA, DECISÃO COLEGIADA, TRIBUNAL SUPERIOR) HC 104813 (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 10/06/2015, KBP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
124272
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00061\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041 ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 124272
[ "" ]
PACTE.(S) : ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) : JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS Nº 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) :JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS n 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS CONTRA ATO DE MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. CORRUPÇÃO PASSIVA E FRAUDE EM PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. PRISÃO PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO DO MÉRITO. 1. A superveniência de “decisão colegiada de Tribunal Superior corresponde a novo ato a desafiar ação própria” (HC 104.813, Rel. Min. Rosa Weber). Precedentes. 2. Hipótese em que não há ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício. 3. Habeas Corpus prejudicado, cassada a liminar. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicada a impetração e cassar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/ O ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453641. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) :JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS n 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Roberto Lisandro Leão prestou as seguintes informações: O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos artigos 317, duas vezes (corrupção passiva), do Código Penal e 90 (frustrar ou fraudar procedimento licitatório) da Lei n 8.666/1993, em concurso material. Sobreveio a condenação à pena de 10 anos, 4 meses e 5 dias de reclusão, no regime fechado, e ao pagamento de 235 dias-multa. O Juízo da 2... Vara da Comarca de Chapadão do Sul/MS, no Processo n 0002617-28.2013.8.12.0046, vedou o direito de recorrer em liberdade, com fundamento na ordem pública e econômica. Em habeas formalizado no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, buscou-se o trancamento da ação penal, alegando-se inépcia da denúncia em face de não ter sido narrado o procedimento licitatório objeto da fraude. Aduziu-se a inexistência de outros denunciados na peça acusatória, apesar do caráter plurissubjetivo do crime. Asseverou-se o excesso na acusação, porquanto o Ministério Público teria descrito apenas um delito de corrupção passiva, mas se manifestado pela dupla condenação. O relator julgou prejudicado o habeas, observando haver sido superada a matéria, ante a superveniência da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) :JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HABEAS CORPUS n 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Roberto Lisandro Leão prestou as seguintes informações: O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos artigos 317, duas vezes (corrupção passiva), do Código Penal e 90 (frustrar ou fraudar procedimento licitatório) da Lei n 8.666/1993, em concurso material. Sobreveio a condenação à pena de 10 anos, 4 meses e 5 dias de reclusão, no regime fechado, e ao pagamento de 235 dias-multa. O Juízo da 2... Vara da Comarca de Chapadão do Sul/MS, no Processo n 0002617-28.2013.8.12.0046, vedou o direito de recorrer em liberdade, com fundamento na ordem pública e econômica. Em habeas formalizado no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, buscou-se o trancamento da ação penal, alegando-se inépcia da denúncia em face de não ter sido narrado o procedimento licitatório objeto da fraude. Aduziu-se a inexistência de outros denunciados na peça acusatória, apesar do caráter plurissubjetivo do crime. Asseverou-se o excesso na acusação, porquanto o Ministério Público teria descrito apenas um delito de corrupção passiva, mas se manifestado pela dupla condenação. O relator julgou prejudicado o habeas, observando haver sido superada a matéria, ante a superveniência da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 124272 / MS sentença condenatória. No Superior Tribunal de Justiça – Habeas Corpus n 303.843/MS –, sustentou-se que a superveniência de pronunciamento condenatório não obstaculiza o julgamento de impetração por meio da qual se alega inépcia da denúncia e falta de justa causa. Buscou-se a liberdade provisória do paciente, bem como a determinação ao Tribunal estadual para apreciar o habeas lá formalizado – de n 1402505- 81.2014.8.12.0000. O relator, ao indeferir o pleito liminar, assentou mostrar-se incabível a via eleita, porquanto não prevista no artigo 105, inciso I, alínea “c”, da Constituição Federal. Salientou não vislumbrar, em análise preliminar, a demonstração da existência de flagrante ilegalidade a autorizar o deferimento da medida de urgência. Neste habeas, aduz-se constrangimento ilegal, afirmando- se estar o paciente custodiado em virtude de acusação inepta e fato atípico. Reitera-se a argumentação veiculada nas instâncias inferiores, relativamente à suposta ausência de justa causa. Remete-se às condições pessoais favoráveis, sustentando-se a inexistência de risco ao processo ou à sociedade, e ao fato de o paciente ter se apresentado, espontaneamente, à autoridade policial nove dias após a expedição do mandado de prisão. Requereu-se, em âmbito liminar, o deferimento do pleito de liberdade provisória, com a consequente expedição do alvará de soltura, bem como fosse determinado ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul o julgamento do citado Habeas Corpus n 1402505-81.2014.8.12.0000. No mérito, pretende-se a confirmação da providência. O Ministério Público Federal manifesta-se pela não admissão do habeas. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 16 de abril de 2015, revelou que a Quinta Turma não admitiu a impetração, mas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Supremo Tribunal Federal HC 124272 / MS sentença condenatória. No Superior Tribunal de Justiça – Habeas Corpus n 303.843/MS –, sustentou-se que a superveniência de pronunciamento condenatório não obstaculiza o julgamento de impetração por meio da qual se alega inépcia da denúncia e falta de justa causa. Buscou-se a liberdade provisória do paciente, bem como a determinação ao Tribunal estadual para apreciar o habeas lá formalizado – de n 1402505- 81.2014.8.12.0000. O relator, ao indeferir o pleito liminar, assentou mostrar-se incabível a via eleita, porquanto não prevista no artigo 105, inciso I, alínea “c”, da Constituição Federal. Salientou não vislumbrar, em análise preliminar, a demonstração da existência de flagrante ilegalidade a autorizar o deferimento da medida de urgência. Neste habeas, aduz-se constrangimento ilegal, afirmando- se estar o paciente custodiado em virtude de acusação inepta e fato atípico. Reitera-se a argumentação veiculada nas instâncias inferiores, relativamente à suposta ausência de justa causa. Remete-se às condições pessoais favoráveis, sustentando-se a inexistência de risco ao processo ou à sociedade, e ao fato de o paciente ter se apresentado, espontaneamente, à autoridade policial nove dias após a expedição do mandado de prisão. Requereu-se, em âmbito liminar, o deferimento do pleito de liberdade provisória, com a consequente expedição do alvará de soltura, bem como fosse determinado ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul o julgamento do citado Habeas Corpus n 1402505-81.2014.8.12.0000. No mérito, pretende-se a confirmação da providência. O Ministério Público Federal manifesta-se pela não admissão do habeas. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 16 de abril de 2015, revelou que a Quinta Turma não admitiu a impetração, mas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 124272 / MS determinou, de ofício, ao Tribunal de origem que aprecie o mérito do habeas lá formalizado. Em pesquisa no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, em 16 de abril de 2015, constatou-se ter a 3... Câmara Criminal indeferido a ordem no Habeas Corpus n 1402505- 81.2014.8.12.0000. Lancei visto no processo em 23 de abril de 2015, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 28 seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Supremo Tribunal Federal HC 124272 / MS determinou, de ofício, ao Tribunal de origem que aprecie o mérito do habeas lá formalizado. Em pesquisa no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, em 16 de abril de 2015, constatou-se ter a 3... Câmara Criminal indeferido a ordem no Habeas Corpus n 1402505- 81.2014.8.12.0000. Lancei visto no processo em 23 de abril de 2015, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 28 seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522198. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) : INÉPCIA DA INICIAL – CONDENAÇÃO – EXAME – PREJUÍZO – NÃO OCORRÊNCIA. A sentença condenatória não impede a análise de habeas no qual alegada a inépcia da inicial, uma vez verificada a impugnação à primeira hora. PRISÃO PREVENTIVA – CONDENAÇÃO – INSUFICIÊNCIA. A prisão preventiva pressupõe dados concretos enquadráveis no artigo 312 do Código de Processo Penal. A sentença condenatória, sem o trânsito em julgado, não autoriza a custódia cautelar. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Consoante venho consignando, o Verbete n 691 da Súmula do Supremo há de ser tomado em harmonia com o Diploma Maior. É que o habeas corpus não se faz limitado à natureza da decisão impugnada, exceto a previsão relativa a transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei – inciso LXI do artigo 5... da Carta Federal. Deve-se examinar, portanto, a situação retratada no processo para concluir-se pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) : INÉPCIA DA INICIAL – CONDENAÇÃO – EXAME – PREJUÍZO – NÃO OCORRÊNCIA. A sentença condenatória não impede a análise de habeas no qual alegada a inépcia da inicial, uma vez verificada a impugnação à primeira hora. PRISÃO PREVENTIVA – CONDENAÇÃO – INSUFICIÊNCIA. A prisão preventiva pressupõe dados concretos enquadráveis no artigo 312 do Código de Processo Penal. A sentença condenatória, sem o trânsito em julgado, não autoriza a custódia cautelar. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Consoante venho consignando, o Verbete n 691 da Súmula do Supremo há de ser tomado em harmonia com o Diploma Maior. É que o habeas corpus não se faz limitado à natureza da decisão impugnada, exceto a previsão relativa a transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei – inciso LXI do artigo 5... da Carta Federal. Deve-se examinar, portanto, a situação retratada no processo para concluir-se pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 124272 / MS implemento, ou não, da ordem. A decisão condenatória não retira a natureza preventiva do título prisional, sendo que a inépcia da denúncia não é sanada pela superveniência da condenação e, portanto, não inviabiliza a análise da matéria em sede de habeas. Assim, descabe ao Tribunal declarar prejudicada a impetração ante a prolação da sentença. Ao apreciar, em 3 de outubro de 2014, a medida acauteladora, fiz ver: 2. Observem a organicidade e a dinâmica do Direito, especialmente do instrumental. Incumbia ao Tribunal de Justiça, no que se defrontou com impetração versando a insubsistência da denúncia – matéria evocada na primeira ocasião que a defesa teve para falar no processo, ou seja, na resposta à acusação –, enfrentar o pedido formulado e decidir como entendesse de direito. Descabia tomar a superveniência de pronunciamento condenatório como a gerar o prejuízo da impetração. 3. Ante o quadro, defiro a liminar pretendida, porquanto, a esta altura, o título da preventiva é a sentença condenatória e esta pode acabar declarada insubsistente caso, julgado o pleito veiculado no habeas corpus formalizado no Tribunal de Justiça, haja o acolhimento do que alegado. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: se o paciente não estiver sob custódia por motivo diverso do retratado na sentença condenatória proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Chapadão do Sul/MS no Processo n 0002617- 28.2013.8.12.0046. Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da culpa, atendendo aos chamamentos judiciais, como, aliás, ocorreu quando, expedido o mandado de prisão, apresentou-se à autoridade policial. 4. O curso deste habeas corpus não prejudica o de n 303.843/MS, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Supremo Tribunal Federal HC 124272 / MS implemento, ou não, da ordem. A decisão condenatória não retira a natureza preventiva do título prisional, sendo que a inépcia da denúncia não é sanada pela superveniência da condenação e, portanto, não inviabiliza a análise da matéria em sede de habeas. Assim, descabe ao Tribunal declarar prejudicada a impetração ante a prolação da sentença. Ao apreciar, em 3 de outubro de 2014, a medida acauteladora, fiz ver: 2. Observem a organicidade e a dinâmica do Direito, especialmente do instrumental. Incumbia ao Tribunal de Justiça, no que se defrontou com impetração versando a insubsistência da denúncia – matéria evocada na primeira ocasião que a defesa teve para falar no processo, ou seja, na resposta à acusação –, enfrentar o pedido formulado e decidir como entendesse de direito. Descabia tomar a superveniência de pronunciamento condenatório como a gerar o prejuízo da impetração. 3. Ante o quadro, defiro a liminar pretendida, porquanto, a esta altura, o título da preventiva é a sentença condenatória e esta pode acabar declarada insubsistente caso, julgado o pleito veiculado no habeas corpus formalizado no Tribunal de Justiça, haja o acolhimento do que alegado. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: se o paciente não estiver sob custódia por motivo diverso do retratado na sentença condenatória proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Chapadão do Sul/MS no Processo n 0002617- 28.2013.8.12.0046. Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da culpa, atendendo aos chamamentos judiciais, como, aliás, ocorreu quando, expedido o mandado de prisão, apresentou-se à autoridade policial. 4. O curso deste habeas corpus não prejudica o de n 303.843/MS, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 124272 / MS Remetam cópia desta decisão, com as homenagens merecidas, ao relator, ministro Jorge Mussi. Nada há a reparar na denúncia. A peça acusatória atende aos requisitos estabelecidos no artigo 41 do Código de Processo Penal. Então, tornando definitiva a liminar quanto à prisão preventiva, determino ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul que examine o mérito do Habeas Corpus n 1402505-81.2014.8.12.0000. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Supremo Tribunal Federal HC 124272 / MS Remetam cópia desta decisão, com as homenagens merecidas, ao relator, ministro Jorge Mussi. Nada há a reparar na denúncia. A peça acusatória atende aos requisitos estabelecidos no artigo 41 do Código de Processo Penal. Então, tornando definitiva a liminar quanto à prisão preventiva, determino ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul que examine o mérito do Habeas Corpus n 1402505-81.2014.8.12.0000. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8522199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio para encaminhar diferentemente a votação. A impetração originária foi contra uma decisão monocrática do Ministro Jorge Mussi, portanto a hipótese era de Súmula 691. Posteriormente, sobreveio a decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça. E a decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça foi no sentido de acolhimento parcial do habeas corpus para determinar à instância de origem que apreciasse o mérito da impetração. Diante disso, eu observei que o pedido principal no habeas corpus, inclusive o impetrado aqui, é no sentido de que se determine a apreciação do mérito pelo Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul. De modo que, exaltando o trabalho proficiente e empenhado do ilustre Advogado, eu entendo, no entanto, que o habeas corpus está prejudicado, não só pela superveniência da decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, como também pelo acolhimento do pedido que foi formulado. Não concedo a ordem de ofício, Presidente, porque a decisão de prisão preventiva faz o registro inclusive da condição de foragido do réu, por algum tempo, e dá a sua participação em organização criminosa. E aqui eu não vou revolver as questões de fato, cassada a liminar. Eu estou julgando prejudicado o habeas corpus. É como voto. ************** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453642. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio para encaminhar diferentemente a votação. A impetração originária foi contra uma decisão monocrática do Ministro Jorge Mussi, portanto a hipótese era de Súmula 691. Posteriormente, sobreveio a decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça. E a decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça foi no sentido de acolhimento parcial do habeas corpus para determinar à instância de origem que apreciasse o mérito da impetração. Diante disso, eu observei que o pedido principal no habeas corpus, inclusive o impetrado aqui, é no sentido de que se determine a apreciação do mérito pelo Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul. De modo que, exaltando o trabalho proficiente e empenhado do ilustre Advogado, eu entendo, no entanto, que o habeas corpus está prejudicado, não só pela superveniência da decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, como também pelo acolhimento do pedido que foi formulado. Não concedo a ordem de ofício, Presidente, porque a decisão de prisão preventiva faz o registro inclusive da condição de foragido do réu, por algum tempo, e dá a sua participação em organização criminosa. E aqui eu não vou revolver as questões de fato, cassada a liminar. Eu estou julgando prejudicado o habeas corpus. É como voto. ************** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453642. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Explicação 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, apenas duas palavras. Não estaria longe de atuar, mesmo no campo acautelador, de ofício, para soltar um determinado cidadão, mas houve pedido explícito na inicial. O ministro Luís Roberto Barroso referiu-se ao segundo pedido. Realmente está na última página da inicial do habeas: “Ao final, prestadas as informações e colhido o parecer da douta Procuradoria Geral da República, requer a concessão da ordem em definitivo para que se determine que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul prossiga no julgamento do Habeas Corpus” (...). Mas há um outro pleito antes desse: “Forte no exposto, requer a concessão da medida cautelar,” – e ninguém pleitearia uma liminar para, depois, requerer a revogação dessa medida no pedido final – “a fim de que o paciente seja colocado em liberdade, bem como para que se determine que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul” julgue o habeas corpus. Então, menciona-se. É o mesmo habeas corpus. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Quanto ao pedido principal, efetivamente eu o considero prejudicado e, quanto à questão da prisão preventiva, eu a considerei adequadamente fundamentada. Portanto, vou manter a minha posição, Presidente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8543158. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, apenas duas palavras. Não estaria longe de atuar, mesmo no campo acautelador, de ofício, para soltar um determinado cidadão, mas houve pedido explícito na inicial. O ministro Luís Roberto Barroso referiu-se ao segundo pedido. Realmente está na última página da inicial do habeas: “Ao final, prestadas as informações e colhido o parecer da douta Procuradoria Geral da República, requer a concessão da ordem em definitivo para que se determine que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul prossiga no julgamento do Habeas Corpus” (...). Mas há um outro pleito antes desse: “Forte no exposto, requer a concessão da medida cautelar,” – e ninguém pleitearia uma liminar para, depois, requerer a revogação dessa medida no pedido final – “a fim de que o paciente seja colocado em liberdade, bem como para que se determine que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul” julgue o habeas corpus. Então, menciona-se. É o mesmo habeas corpus. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Quanto ao pedido principal, efetivamente eu o considero prejudicado e, quanto à questão da prisão preventiva, eu a considerei adequadamente fundamentada. Portanto, vou manter a minha posição, Presidente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8543158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu peço todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar a divergência aberta pelo Ministro Luís Roberto. É posição majoritária da Turma, reiterada em inúmeros julgados, reputar prejudicado o habeas corpus quando se volta contra decisão que não mais subsiste. É o caso, aqui, porque a impetração se dirigiu contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça já superada pela decisão definitiva que foi lealmente declinada da tribuna. A alternativa, inclusive enfatizada da tribuna, seria a concessão da ordem de ofício, considerada essa multiplicidade de habeas corpus. Pelo o que aqui contabilizei, no mínimo dois habeas corpus perante o Tribunal de Justiça e dois perante o Superior Tribunal de Justiça, e com a concessão provisória da liberdade, aqui, no Supremo Tribunal Federal, por força desta impetração. Mas, com todo respeito às compreensões divergentes, eu não vejo teratologia no que foi decidido, inclusive em atenção ao pleiteado e, sobretudo, porque, na verdade, a apelação está no Tribunal de Justiça, aguardando julgamento, apelação essa contra uma sentença condenatória, sentença que concluiu pela condenação e que ensejou a prisão. Embora não haja o trânsito em julgado da decisão - ela está sujeita ao crivo do Tribunal de Justiça, e, quem sabe, depois a outros recursos -, na verdade, não se alega falta de fundamentação, sequer para o decreto de prisão. O que se busca, na verdade, é a sua insubsistência, mas não se invoca falta de fundamentação para esse decreto. Não se concorda, se ataca aquilo que ensejou a ordem de prisão na sentença. Não consigo vislumbrar teratologia que me leve a compreensão diversa da que aqui, reiteradamente, tenho externado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8617917. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu peço todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar a divergência aberta pelo Ministro Luís Roberto. É posição majoritária da Turma, reiterada em inúmeros julgados, reputar prejudicado o habeas corpus quando se volta contra decisão que não mais subsiste. É o caso, aqui, porque a impetração se dirigiu contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça já superada pela decisão definitiva que foi lealmente declinada da tribuna. A alternativa, inclusive enfatizada da tribuna, seria a concessão da ordem de ofício, considerada essa multiplicidade de habeas corpus. Pelo o que aqui contabilizei, no mínimo dois habeas corpus perante o Tribunal de Justiça e dois perante o Superior Tribunal de Justiça, e com a concessão provisória da liberdade, aqui, no Supremo Tribunal Federal, por força desta impetração. Mas, com todo respeito às compreensões divergentes, eu não vejo teratologia no que foi decidido, inclusive em atenção ao pleiteado e, sobretudo, porque, na verdade, a apelação está no Tribunal de Justiça, aguardando julgamento, apelação essa contra uma sentença condenatória, sentença que concluiu pela condenação e que ensejou a prisão. Embora não haja o trânsito em julgado da decisão - ela está sujeita ao crivo do Tribunal de Justiça, e, quem sabe, depois a outros recursos -, na verdade, não se alega falta de fundamentação, sequer para o decreto de prisão. O que se busca, na verdade, é a sua insubsistência, mas não se invoca falta de fundamentação para esse decreto. Não se concorda, se ataca aquilo que ensejou a ordem de prisão na sentença. Não consigo vislumbrar teratologia que me leve a compreensão diversa da que aqui, reiteradamente, tenho externado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8617917. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.272 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) : JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS n 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicada a impetração e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Falou o Dr. José Belga Assis Trad, pelo Paciente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480273 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.272 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA IMPTE.(S) : JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS n 303843 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicada a impetração e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Falou o Dr. José Belga Assis Trad, pelo Paciente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480273 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 124 . 272", "HABEAS CORPUS n 303843", "HC 104 . 813", "HABEAS CORPUS 124 . 272", "HABEAS CORPUS n 303843", "Processo n 0002617 - 28 . 2013 . 8 . 12 . 0046", "HABEAS CORPUS 124 . 272", "HABEAS CORPUS n 303843", "Processo n 0002617 - 28 . 2013 . 8 . 12 . 0046", "HC 124272 / MS", "Habeas Corpus n 303 . 843 / MS", "Habeas Corpus n 1402505 - 81 . 2014 . 8 . 12 . 0000", "HC 124272 / MS", "Habeas Corpus n 303 . 843 / MS", "Habeas Corpus n 1402505 - 81 . 2014 . 8 . 12 . 0000", "HC 124272 / MS", "Habeas Corpus n 1402505 - 81 . 2014 . 8 . 12", "HC 124272 / MS", "Habeas Corpus n 1402505 - 81 . 2014 . 8 . 12 . 0000", "HABEAS CORPUS 124 . 272", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HABEAS CORPUS 124 . 272", "Verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 124272 / MS", "Processo n 0002617 - 28 . 2013 . 8 . 12 . 0046", "de n 303 . 843 / MS", "HC 124272 / MS", "Processo n 0002617 - 28 . 2013 . 8 . 12 . 0046", "de n 303 . 843 / MS", "HC 124272 / MS", "Habeas Corpus n 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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Desvio de função. Técnico previdenciário. 3. Demonstração da habitualidade e regularidade do exercício de tarefas exclusivas de analista previdenciário. Inocorrência. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório. Súmula 279. 4. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602284. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279 e nos temas 339 e 660 da sistemática da repercussão geral. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “não se trata da análise da aplicação de normas infraconstitucionais, mas da efetiva negativa do C. Tribunal a quo em apreciar aspectos fundamentais à solução da lide” (eDOC 7, p. 3). Ademais, repisa-se o caráter constitucional do debate em questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602285. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279 e nos temas 339 e 660 da sistemática da repercussão geral. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “não se trata da análise da aplicação de normas infraconstitucionais, mas da efetiva negativa do C. Tribunal a quo em apreciar aspectos fundamentais à solução da lide” (eDOC 7, p. 3). Ademais, repisa-se o caráter constitucional do debate em questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem: “Em suma, não se vislumbra que as tarefas desempenhadas são, de modo habitual e permanente, exclusivas do cargo de analista previdenciário. E o caráter habitual e permanente da irregularidade - é importante frisar - seria imprescindível para a configuração do desvio de função, uma vez que se está tratando de situação de excepcionalidade em face de valores constitucionais, tais como o princípio da legalidade e a exigência de concurso público.” (eDOC 3, p. 62). Na espécie, observo que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que incide a Súmula 279. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: AI- AgR 623.260, rel. min. Eros Grau, DJ 13.4.2007; AI-AgR 594.942, rel. min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem: “Em suma, não se vislumbra que as tarefas desempenhadas são, de modo habitual e permanente, exclusivas do cargo de analista previdenciário. E o caráter habitual e permanente da irregularidade - é importante frisar - seria imprescindível para a configuração do desvio de função, uma vez que se está tratando de situação de excepcionalidade em face de valores constitucionais, tais como o princípio da legalidade e a exigência de concurso público.” (eDOC 3, p. 62). Na espécie, observo que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que incide a Súmula 279. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: AI- AgR 623.260, rel. min. Eros Grau, DJ 13.4.2007; AI-AgR 594.942, rel. min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 880352 AGR / RS Sepúlveda Pertence, DJ 7.12.2006; AI-AgR 815.680, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 9.2.2011; e RE-AgR 644.483, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 4.10.2011, este último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO DE PESSOAL PELO SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO. ALEGADO DESVIO DE FUNÇÃO E IDENTIDADE COM AS ATIVIDADES EXERCIDAS PELOS TÉCNICOS DA RECEITA FEDERAL. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Ademais, conforme já posto na decisão agravada, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Anoto, ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Supremo Tribunal Federal ARE 880352 AGR / RS Sepúlveda Pertence, DJ 7.12.2006; AI-AgR 815.680, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 9.2.2011; e RE-AgR 644.483, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 4.10.2011, este último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO DE PESSOAL PELO SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO. ALEGADO DESVIO DE FUNÇÃO E IDENTIDADE COM AS ATIVIDADES EXERCIDAS PELOS TÉCNICOS DA RECEITA FEDERAL. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Ademais, conforme já posto na decisão agravada, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Anoto, ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 880352 AGR / RS Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Igualmente, vale dizer que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013. Veja-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Supremo Tribunal Federal ARE 880352 AGR / RS Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Igualmente, vale dizer que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013. Veja-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590176 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590176 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8624014
2015-05-19T00:00:00
2015-06-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Desvio de função. Técnico previdenciário. 3. Demonstração da habitualidade e regularidade do exercício de tarefas exclusivas de analista previdenciário. Inocorrência. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório. Súmula 279. 4. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur307448
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, DESVIO DE FUNÇÃO) AI 594942 AgR (1ªT), AI 623260 AgR (2ªT), AI 815680 AgR (2ªT), RE 644483 AgR (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. (OFENSA REFLEXA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 6. Análise: 22/06/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
880352
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 880352 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Desvio de função. Técnico previdenciário. 3. Demonstração da habitualidade e regularidade do exercício de tarefas exclusivas de analista previdenciário. Inocorrência. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório. Súmula 279. 4. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602284. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279 e nos temas 339 e 660 da sistemática da repercussão geral. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “não se trata da análise da aplicação de normas infraconstitucionais, mas da efetiva negativa do C. Tribunal a quo em apreciar aspectos fundamentais à solução da lide” (eDOC 7, p. 3). Ademais, repisa-se o caráter constitucional do debate em questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602285. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279 e nos temas 339 e 660 da sistemática da repercussão geral. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “não se trata da análise da aplicação de normas infraconstitucionais, mas da efetiva negativa do C. Tribunal a quo em apreciar aspectos fundamentais à solução da lide” (eDOC 7, p. 3). Ademais, repisa-se o caráter constitucional do debate em questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem: “Em suma, não se vislumbra que as tarefas desempenhadas são, de modo habitual e permanente, exclusivas do cargo de analista previdenciário. E o caráter habitual e permanente da irregularidade - é importante frisar - seria imprescindível para a configuração do desvio de função, uma vez que se está tratando de situação de excepcionalidade em face de valores constitucionais, tais como o princípio da legalidade e a exigência de concurso público.” (eDOC 3, p. 62). Na espécie, observo que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que incide a Súmula 279. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: AI- AgR 623.260, rel. min. Eros Grau, DJ 13.4.2007; AI-AgR 594.942, rel. min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem: “Em suma, não se vislumbra que as tarefas desempenhadas são, de modo habitual e permanente, exclusivas do cargo de analista previdenciário. E o caráter habitual e permanente da irregularidade - é importante frisar - seria imprescindível para a configuração do desvio de função, uma vez que se está tratando de situação de excepcionalidade em face de valores constitucionais, tais como o princípio da legalidade e a exigência de concurso público.” (eDOC 3, p. 62). Na espécie, observo que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que incide a Súmula 279. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: AI- AgR 623.260, rel. min. Eros Grau, DJ 13.4.2007; AI-AgR 594.942, rel. min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 880352 AGR / RS Sepúlveda Pertence, DJ 7.12.2006; AI-AgR 815.680, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 9.2.2011; e Recurso Extraordinário-AgR 644.483, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 4.10.2011, este último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO DE PESSOAL PELO SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO. ALEGADO DESVIO DE FUNÇÃO E IDENTIDADE COM AS ATIVIDADES EXERCIDAS PELOS TÉCNICOS DA RECEITA FEDERAL. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Ademais, conforme já posto na decisão agravada, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Anoto, ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Supremo Tribunal Federal ARE 880352 AGR / RS Sepúlveda Pertence, DJ 7.12.2006; AI-AgR 815.680, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 9.2.2011; e Recurso Extraordinário-AgR 644.483, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 4.10.2011, este último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO DE PESSOAL PELO SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO. ALEGADO DESVIO DE FUNÇÃO E IDENTIDADE COM AS ATIVIDADES EXERCIDAS PELOS TÉCNICOS DA RECEITA FEDERAL. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Ademais, conforme já posto na decisão agravada, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Anoto, ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 880352 AGR / RS Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Igualmente, vale dizer que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013. Veja-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Supremo Tribunal Federal ARE 880352 AGR / RS Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Igualmente, vale dizer que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013. Veja-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590176 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.352 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590176 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880 . 352", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI", "-", "AgR 623 . 260", "AI", "-", "AgR 594 . 942", "AI", "-", "AgR 623 . 260", "AI", "-", "AgR 594 . 942", "ARE 880352 AGR / RS", "AI", "-", "AgR 815 . 680", "Recurso Extraordinário - AgR 644 . 483", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 880352 AGR / RS", "AI", "-", "AgR 815 . 680", "Recurso Extraordinário - AgR 644 . 483", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE 880352 AGR / RS", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "AGRAVO 880 . 352" ], "LEGISLACAO": [ "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. 1. A análise da ocorrência ou não de nepotismo é objetiva, sendo desnecessária a comprovação de efetiva influência familiar na nomeação de ocupante de cargo ou função pública em comissão. 2. Está conforme a Súmula Vinculante 13 Portaria que exonera de função de confiança empregado público concursado em Prefeitura, em razão da existência de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão no mesmo Município. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548921. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. RECLAMAÇÃO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. 1. A análise da ocorrência ou não de nepotismo é objetiva, sendo desnecessária a comprovação de efetiva influência familiar na nomeação de ocupante de cargo ou função pública em comissão. 2. Está conforme a Súmula Vinculante 13 Portaria que exonera de função de confiança empregado público concursado em Prefeitura, em razão da existência de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão no mesmo Município. 3. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada contra Portaria do Prefeito do Município de Espírito Santo de Pinhal/SP, que determinou a exoneração de Fernando Cavagnolli Corsi da função comissionada de 'Diretor III'. 2. O reclamante alega má aplicação da Súmula Vinculante 13. Narra ter ingressado em emprego público de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. RECLAMAÇÃO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. 1. A análise da ocorrência ou não de nepotismo é objetiva, sendo desnecessária a comprovação de efetiva influência familiar na nomeação de ocupante de cargo ou função pública em comissão. 2. Está conforme a Súmula Vinculante 13 Portaria que exonera de função de confiança empregado público concursado em Prefeitura, em razão da existência de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão no mesmo Município. 3. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada contra Portaria do Prefeito do Município de Espírito Santo de Pinhal/SP, que determinou a exoneração de Fernando Cavagnolli Corsi da função comissionada de 'Diretor III'. 2. O reclamante alega má aplicação da Súmula Vinculante 13. Narra ter ingressado em emprego público de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 19911 AGR / ES ‘auxiliar de escritório’ na Prefeitura por meio de concurso público, em 2008, possuindo graduação e pós-graduação em direito, entre outros cursos. Afirma que desde o ano de 2010 e durante três diferentes gestões municipais, vem ocupando relevantes funções e cargos de confiança. Sustenta que foi exonerado de sua última função comissionada pela constatação de vínculo de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão de ‘Diretora de Departamento’ na mesma Prefeitura: sua tia, nomeada em 2013. Defende que a referida exoneração não possui fundamento idôneo, uma vez que estaria demonstrado que a nomeação na referida função decorreria de sua carreira no Município, e não da influência familiar. 3. É o relatório. Decido. 4. Dispenso as informações, devido à suficiente instrução do feito, bem como a manifestação da Procuradoria- Geral da República, diante do caráter reiterado da matéria (RI/STF, art. 52, parágrafo único). 5. A Súmula Vinculante 13 prevê o seguinte: 'A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal'. 6. Embora a vedação ao nepotismo tenha por finalidade evitar que a influência familiar prevaleça sobre a formação técnica, científica ou acadêmica na formação de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES ‘auxiliar de escritório’ na Prefeitura por meio de concurso público, em 2008, possuindo graduação e pós-graduação em direito, entre outros cursos. Afirma que desde o ano de 2010 e durante três diferentes gestões municipais, vem ocupando relevantes funções e cargos de confiança. Sustenta que foi exonerado de sua última função comissionada pela constatação de vínculo de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão de ‘Diretora de Departamento’ na mesma Prefeitura: sua tia, nomeada em 2013. Defende que a referida exoneração não possui fundamento idôneo, uma vez que estaria demonstrado que a nomeação na referida função decorreria de sua carreira no Município, e não da influência familiar. 3. É o relatório. Decido. 4. Dispenso as informações, devido à suficiente instrução do feito, bem como a manifestação da Procuradoria- Geral da República, diante do caráter reiterado da matéria (RI/STF, art. 52, parágrafo único). 5. A Súmula Vinculante 13 prevê o seguinte: 'A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal'. 6. Embora a vedação ao nepotismo tenha por finalidade evitar que a influência familiar prevaleça sobre a formação técnica, científica ou acadêmica na formação de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 19911 AGR / ES quadro de pessoal da Administração, mostra-se desnecessária a análise da ocorrência de efetiva influência familiar em cada caso concreto para se afirmar a violação à regra. Isto é, o cotejo entre a situação fática e o texto da Súmula Vinculante 13 é meramente objetivo, sob pena de se admitir o nepotismo nas hipóteses de influência velada ou não cabalmente comprovada. Neste sentido, MS 27.945, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma: 'MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR EFETIVO DO PODER EXECUTIVO, QUE EXERCE FUNÇÃO COMISSIONADA EM TRIBUNAL, AO QUAL SEU IRMÃO É VINCULADO COMO JUIZ. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. SÚMULA VINCULANTE N. 13: NEPOTISMO. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Não se faz necessária comprovação de ‘vínculo de amizade ou troca de favores’ entre o irmão do Impetrante e o Desembargador Federal de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da República. 2. A configuração de afronta ao princípio da isonomia pressupõe identidade de situações com tratamento diverso, o que, à evidência, não ocorre na espécie. 3. Mandado de segurança denegado' (dest. acresc.). 7. No mesmo sentido: Rcl 16.669, Rel. Min. Gilmar Mendes. 8. O caso dos autos subsume-se perfeitamente ao teor da Súmula Vinculante 13: o reclamante é parente de terceiro grau, em linha colateral, de ocupante do cargo de Diretora de Departamento do Município de Espírito Santo do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES quadro de pessoal da Administração, mostra-se desnecessária a análise da ocorrência de efetiva influência familiar em cada caso concreto para se afirmar a violação à regra. Isto é, o cotejo entre a situação fática e o texto da Súmula Vinculante 13 é meramente objetivo, sob pena de se admitir o nepotismo nas hipóteses de influência velada ou não cabalmente comprovada. Neste sentido, MS 27.945, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma: 'MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR EFETIVO DO PODER EXECUTIVO, QUE EXERCE FUNÇÃO COMISSIONADA EM TRIBUNAL, AO QUAL SEU IRMÃO É VINCULADO COMO JUIZ. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. SÚMULA VINCULANTE N. 13: NEPOTISMO. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Não se faz necessária comprovação de ‘vínculo de amizade ou troca de favores’ entre o irmão do Impetrante e o Desembargador Federal de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da República. 2. A configuração de afronta ao princípio da isonomia pressupõe identidade de situações com tratamento diverso, o que, à evidência, não ocorre na espécie. 3. Mandado de segurança denegado' (dest. acresc.). 7. No mesmo sentido: Rcl 16.669, Rel. Min. Gilmar Mendes. 8. O caso dos autos subsume-se perfeitamente ao teor da Súmula Vinculante 13: o reclamante é parente de terceiro grau, em linha colateral, de ocupante do cargo de Diretora de Departamento do Município de Espírito Santo do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 19911 AGR / ES Pinhal. Apesar de não haver indicação de existência de subordinação entre os cargos ocupados por sobrinho e tia, a situação é contemplada na parte da norma que dispõe sobre ‘servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento’. 9. Inexistente, portanto, vício na desincompatibilização realizada pelo Município. 10. Diante do exposto, com fundamento no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação, prejudicada a análise do pedido liminar. Publique-se. Brasília, 17 de abril de 2015 Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO Relator” 3. O agravante reitera os fundamentos da inicial, no sentido de que a existência de parentesco entre ele e detentora de cargo em comissão no Município de Espírito Santo do Pinhal/SP não seria óbice para que ocupasse função comissionada no mesmo ente. Defende que, como empregado público, sua nomeação na função decorreria do seu bom histórico profissional, não da influência familiar. Nesta linha, afirma que a Súmula Vinculante 13 apenas reflete uma presunção de existência de nepotismo, que poderia ser elidida quando demonstrada, no caso concreto, a não ocorrência de afronta aos princípios constitucionais. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES Pinhal. Apesar de não haver indicação de existência de subordinação entre os cargos ocupados por sobrinho e tia, a situação é contemplada na parte da norma que dispõe sobre ‘servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento’. 9. Inexistente, portanto, vício na desincompatibilização realizada pelo Município. 10. Diante do exposto, com fundamento no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação, prejudicada a análise do pedido liminar. Publique-se. Brasília, 17 de abril de 2015 Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO Relator” 3. O agravante reitera os fundamentos da inicial, no sentido de que a existência de parentesco entre ele e detentora de cargo em comissão no Município de Espírito Santo do Pinhal/SP não seria óbice para que ocupasse função comissionada no mesmo ente. Defende que, como empregado público, sua nomeação na função decorreria do seu bom histórico profissional, não da influência familiar. Nesta linha, afirma que a Súmula Vinculante 13 apenas reflete uma presunção de existência de nepotismo, que poderia ser elidida quando demonstrada, no caso concreto, a não ocorrência de afronta aos princípios constitucionais. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo regimental não merece provimento. 2. No presente caso, o Prefeito do Município de Espírito Santo do Pinhal/SP dispensou o ora agravante, ocupante de emprego público, da função de confiança “Diretor de Divisão III”. O ato foi fundamentado na constatação de existência de vínculo de parentesco entre o servidor e a ocupante do cargo em comissão de “Diretora de Departamento” na mesma Prefeitura: sua tia, nomeada em 2013. 3. O agravante sustentou, trazendo prova aos autos, que desde o seu ingresso no serviço público municipal em 2010, por meio de concurso público no emprego de “auxiliar de escritório”, ocupou diversas funções e cargos comissionados, em diferentes gestões, condizentes com sua formação acadêmica. Desta sorte, segundo o reclamante, estaria evidenciada a ausência de nepotismo, já que sua indicação para a ocupação da função comissionada decorreria não da influência familiar, mas de sua carreira na Prefeitura. 4. A tese não prospera. Como afirmei na decisão agravada, embora a vedação ao nepotismo tenha por finalidade evitar que a influência familiar prevaleça sobre a formação técnica, científica ou acadêmica do quadro de pessoal da Administração, é desnecessária a análise da ocorrência de efetiva influência familiar em cada caso concreto. Isto é, o cotejo entre a situação fática e o texto da Súmula Vinculante 13 é feito de forma objetiva, sob pena de se admitir o nepotismo nas hipóteses de influência velada ou não cabalmente comprovada. Neste sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo regimental não merece provimento. 2. No presente caso, o Prefeito do Município de Espírito Santo do Pinhal/SP dispensou o ora agravante, ocupante de emprego público, da função de confiança “Diretor de Divisão III”. O ato foi fundamentado na constatação de existência de vínculo de parentesco entre o servidor e a ocupante do cargo em comissão de “Diretora de Departamento” na mesma Prefeitura: sua tia, nomeada em 2013. 3. O agravante sustentou, trazendo prova aos autos, que desde o seu ingresso no serviço público municipal em 2010, por meio de concurso público no emprego de “auxiliar de escritório”, ocupou diversas funções e cargos comissionados, em diferentes gestões, condizentes com sua formação acadêmica. Desta sorte, segundo o reclamante, estaria evidenciada a ausência de nepotismo, já que sua indicação para a ocupação da função comissionada decorreria não da influência familiar, mas de sua carreira na Prefeitura. 4. A tese não prospera. Como afirmei na decisão agravada, embora a vedação ao nepotismo tenha por finalidade evitar que a influência familiar prevaleça sobre a formação técnica, científica ou acadêmica do quadro de pessoal da Administração, é desnecessária a análise da ocorrência de efetiva influência familiar em cada caso concreto. Isto é, o cotejo entre a situação fática e o texto da Súmula Vinculante 13 é feito de forma objetiva, sob pena de se admitir o nepotismo nas hipóteses de influência velada ou não cabalmente comprovada. Neste sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 19911 AGR / ES “MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR EFETIVO DO PODER EXECUTIVO, QUE EXERCE FUNÇÃO COMISSIONADA EM TRIBUNAL, AO QUAL SEU IRMÃO É VINCULADO COMO JUIZ. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. SÚMULA VINCULANTE N. 13: NEPOTISMO. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Não se faz necessária comprovação de ‘vínculo de amizade ou troca de favores’ entre o irmão do Impetrante e o Desembargador Federal de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da República. 2. A configuração de afronta ao princípio da isonomia pressupõe identidade de situações com tratamento diverso, o que, à evidência, não ocorre na espécie. 3. Mandado de segurança denegado” (MS 27.945, Rel. Min. Cármen Lúcia - destaques acrescentados). 5. No mesmo sentido: Rcl 16.669, Rel. Min. Gilmar Mendes. 6. O caso dos autos subsume-se perfeitamente ao teor da Súmula Vinculante 13: o reclamante é parente de terceiro grau, em linha colateral, de ocupante do cargo de Diretora de Departamento do Município de Espírito Santo do Pinhal. Apesar de não haver indicação de existência de subordinação entre os cargos ocupados por sobrinho e tia, a situação é contemplada na parte da norma que dispõe sobre “servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento”. 7. Afasto, ademais, a aplicação dos precedentes invocados no agravo regimental. A hipótese do MS 29.320-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, é distinta, pois a circunstância naqueles autos é de cônjuges ocupantes de mesmo cargo efetivo na Justiça Eleitoral, nomeados para cargos comissionados não subordinados entre si, situação excepcionada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES “MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR EFETIVO DO PODER EXECUTIVO, QUE EXERCE FUNÇÃO COMISSIONADA EM TRIBUNAL, AO QUAL SEU IRMÃO É VINCULADO COMO JUIZ. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. SÚMULA VINCULANTE N. 13: NEPOTISMO. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Não se faz necessária comprovação de ‘vínculo de amizade ou troca de favores’ entre o irmão do Impetrante e o Desembargador Federal de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da República. 2. A configuração de afronta ao princípio da isonomia pressupõe identidade de situações com tratamento diverso, o que, à evidência, não ocorre na espécie. 3. Mandado de segurança denegado” (MS 27.945, Rel. Min. Cármen Lúcia - destaques acrescentados). 5. No mesmo sentido: Rcl 16.669, Rel. Min. Gilmar Mendes. 6. O caso dos autos subsume-se perfeitamente ao teor da Súmula Vinculante 13: o reclamante é parente de terceiro grau, em linha colateral, de ocupante do cargo de Diretora de Departamento do Município de Espírito Santo do Pinhal. Apesar de não haver indicação de existência de subordinação entre os cargos ocupados por sobrinho e tia, a situação é contemplada na parte da norma que dispõe sobre “servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento”. 7. Afasto, ademais, a aplicação dos precedentes invocados no agravo regimental. A hipótese do MS 29.320-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, é distinta, pois a circunstância naqueles autos é de cônjuges ocupantes de mesmo cargo efetivo na Justiça Eleitoral, nomeados para cargos comissionados não subordinados entre si, situação excepcionada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 19911 AGR / ES pelo § 1º do art. 2º da Resolução CNJ nº 07/2005. Já no MS 28.485, Rel. Min. Dias Toffoli, a segurança foi concedida porque a impetrante, exonerada de cargo em comissão, era casada com servidor efetivo que não ocupava qualquer cargo ou função comissionada. 8. As situações narradas não equivalem à do presente caso, em que a incompatibilidade decorre do fato de que os dois servidores são parentes (tia e sobrinho), sendo apenas um deles detentor de emprego público e ocupante de função de confiança, e a outra ocupante apenas de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração. 9. Assim, não há que se falar em vício na desincompatibilização do ora agravante, determinada pelo Município em respeito à Súmula Vinculante 13 desta Corte. 10. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. 11. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES pelo § 1º do art. 2º da Resolução CNJ nº 07/2005. Já no MS 28.485, Rel. Min. Dias Toffoli, a segurança foi concedida porque a impetrante, exonerada de cargo em comissão, era casada com servidor efetivo que não ocupava qualquer cargo ou função comissionada. 8. As situações narradas não equivalem à do presente caso, em que a incompatibilidade decorre do fato de que os dois servidores são parentes (tia e sobrinho), sendo apenas um deles detentor de emprego público e ocupante de função de confiança, e a outra ocupante apenas de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração. 9. Assim, não há que se falar em vício na desincompatibilização do ora agravante, determinada pelo Município em respeito à Súmula Vinculante 13 desta Corte. 10. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. 11. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598920 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598920 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8607333
2015-05-19T00:00:00
2015-06-02T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. 1. A análise da ocorrência ou não de nepotismo é objetiva, sendo desnecessária a comprovação de efetiva influência familiar na nomeação de ocupante de cargo ou função pública em comissão. 2. Está conforme a Súmula Vinculante 13 Portaria que exonera de função de confiança empregado público concursado em Prefeitura, em razão da existência de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão no mesmo Município. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur307003
- Acórdão(s) citado(s): (NEPOTISMO) MS 27945 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 19/06/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
19911
[ "LEG-FED SUV-000013 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 19911 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. 1. A análise da ocorrência ou não de nepotismo é objetiva, sendo desnecessária a comprovação de efetiva influência familiar na nomeação de ocupante de cargo ou função pública em comissão. 2. Está conforme a Súmula Vinculante 13 Portaria que exonera de função de confiança empregado público concursado em Prefeitura, em razão da existência de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão no mesmo Município. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548921. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. RECLAMAÇÃO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. 1. A análise da ocorrência ou não de nepotismo é objetiva, sendo desnecessária a comprovação de efetiva influência familiar na nomeação de ocupante de cargo ou função pública em comissão. 2. Está conforme a Súmula Vinculante 13 Portaria que exonera de função de confiança empregado público concursado em Prefeitura, em razão da existência de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão no mesmo Município. 3. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada contra Portaria do Prefeito do Município de Espírito Santo de Pinhal/SP, que determinou a exoneração de Fernando Cavagnolli Corsi da função comissionada de 'Diretor III'. 2. O reclamante alega má aplicação da Súmula Vinculante 13. Narra ter ingressado em emprego público de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) :FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. RECLAMAÇÃO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. 1. A análise da ocorrência ou não de nepotismo é objetiva, sendo desnecessária a comprovação de efetiva influência familiar na nomeação de ocupante de cargo ou função pública em comissão. 2. Está conforme a Súmula Vinculante 13 Portaria que exonera de função de confiança empregado público concursado em Prefeitura, em razão da existência de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão no mesmo Município. 3. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada contra Portaria do Prefeito do Município de Espírito Santo de Pinhal/SP, que determinou a exoneração de Fernando Cavagnolli Corsi da função comissionada de 'Diretor III'. 2. O reclamante alega má aplicação da Súmula Vinculante 13. Narra ter ingressado em emprego público de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 19911 AGR / ES ‘auxiliar de escritório’ na Prefeitura por meio de concurso público, em 2008, possuindo graduação e pós-graduação em direito, entre outros cursos. Afirma que desde o ano de 2010 e durante três diferentes gestões municipais, vem ocupando relevantes funções e cargos de confiança. Sustenta que foi exonerado de sua última função comissionada pela constatação de vínculo de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão de ‘Diretora de Departamento’ na mesma Prefeitura: sua tia, nomeada em 2013. Defende que a referida exoneração não possui fundamento idôneo, uma vez que estaria demonstrado que a nomeação na referida função decorreria de sua carreira no Município, e não da influência familiar. 3. É o relatório. Decido. 4. Dispenso as informações, devido à suficiente instrução do feito, bem como a manifestação da Procuradoria- Geral da República, diante do caráter reiterado da matéria (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 52, parágrafo único). 5. A Súmula Vinculante 13 prevê o seguinte: 'A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal'. 6. Embora a vedação ao nepotismo tenha por finalidade evitar que a influência familiar prevaleça sobre a formação técnica, científica ou acadêmica na formação de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES ‘auxiliar de escritório’ na Prefeitura por meio de concurso público, em 2008, possuindo graduação e pós-graduação em direito, entre outros cursos. Afirma que desde o ano de 2010 e durante três diferentes gestões municipais, vem ocupando relevantes funções e cargos de confiança. Sustenta que foi exonerado de sua última função comissionada pela constatação de vínculo de parentesco entre ele e ocupante de cargo em comissão de ‘Diretora de Departamento’ na mesma Prefeitura: sua tia, nomeada em 2013. Defende que a referida exoneração não possui fundamento idôneo, uma vez que estaria demonstrado que a nomeação na referida função decorreria de sua carreira no Município, e não da influência familiar. 3. É o relatório. Decido. 4. Dispenso as informações, devido à suficiente instrução do feito, bem como a manifestação da Procuradoria- Geral da República, diante do caráter reiterado da matéria (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 52, parágrafo único). 5. A Súmula Vinculante 13 prevê o seguinte: 'A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal'. 6. Embora a vedação ao nepotismo tenha por finalidade evitar que a influência familiar prevaleça sobre a formação técnica, científica ou acadêmica na formação de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 19911 AGR / ES quadro de pessoal da Administração, mostra-se desnecessária a análise da ocorrência de efetiva influência familiar em cada caso concreto para se afirmar a violação à regra. Isto é, o cotejo entre a situação fática e o texto da Súmula Vinculante 13 é meramente objetivo, sob pena de se admitir o nepotismo nas hipóteses de influência velada ou não cabalmente comprovada. Neste sentido, MS 27.945, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma: 'MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR EFETIVO DO PODER EXECUTIVO, QUE EXERCE FUNÇÃO COMISSIONADA EM TRIBUNAL, AO QUAL SEU IRMÃO É VINCULADO COMO JUIZ. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. SÚMULA VINCULANTE N. 13: NEPOTISMO. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Não se faz necessária comprovação de ‘vínculo de amizade ou troca de favores’ entre o irmão do Impetrante e o Desembargador Federal de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da República. 2. A configuração de afronta ao princípio da isonomia pressupõe identidade de situações com tratamento diverso, o que, à evidência, não ocorre na espécie. 3. Mandado de segurança denegado' (dest. acresc.). 7. No mesmo sentido: Rcl 16.669, Rel. Min. Gilmar Mendes. 8. O caso dos autos subsume-se perfeitamente ao teor da Súmula Vinculante 13: o reclamante é parente de terceiro grau, em linha colateral, de ocupante do cargo de Diretora de Departamento do Município de Espírito Santo do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES quadro de pessoal da Administração, mostra-se desnecessária a análise da ocorrência de efetiva influência familiar em cada caso concreto para se afirmar a violação à regra. Isto é, o cotejo entre a situação fática e o texto da Súmula Vinculante 13 é meramente objetivo, sob pena de se admitir o nepotismo nas hipóteses de influência velada ou não cabalmente comprovada. Neste sentido, MS 27.945, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma: 'MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR EFETIVO DO PODER EXECUTIVO, QUE EXERCE FUNÇÃO COMISSIONADA EM TRIBUNAL, AO QUAL SEU IRMÃO É VINCULADO COMO JUIZ. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. SÚMULA VINCULANTE N. 13: NEPOTISMO. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Não se faz necessária comprovação de ‘vínculo de amizade ou troca de favores’ entre o irmão do Impetrante e o Desembargador Federal de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da República. 2. A configuração de afronta ao princípio da isonomia pressupõe identidade de situações com tratamento diverso, o que, à evidência, não ocorre na espécie. 3. Mandado de segurança denegado' (dest. acresc.). 7. No mesmo sentido: Rcl 16.669, Rel. Min. Gilmar Mendes. 8. O caso dos autos subsume-se perfeitamente ao teor da Súmula Vinculante 13: o reclamante é parente de terceiro grau, em linha colateral, de ocupante do cargo de Diretora de Departamento do Município de Espírito Santo do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 19911 AGR / ES Pinhal. Apesar de não haver indicação de existência de subordinação entre os cargos ocupados por sobrinho e tia, a situação é contemplada na parte da norma que dispõe sobre ‘servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento’. 9. Inexistente, portanto, vício na desincompatibilização realizada pelo Município. 10. Diante do exposto, com fundamento no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação, prejudicada a análise do pedido liminar. Publique-se. Brasília, 17 de abril de 2015 Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO Relator” 3. O agravante reitera os fundamentos da inicial, no sentido de que a existência de parentesco entre ele e detentora de cargo em comissão no Município de Espírito Santo do Pinhal/SP não seria óbice para que ocupasse função comissionada no mesmo ente. Defende que, como empregado público, sua nomeação na função decorreria do seu bom histórico profissional, não da influência familiar. Nesta linha, afirma que a Súmula Vinculante 13 apenas reflete uma presunção de existência de nepotismo, que poderia ser elidida quando demonstrada, no caso concreto, a não ocorrência de afronta aos princípios constitucionais. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES Pinhal. Apesar de não haver indicação de existência de subordinação entre os cargos ocupados por sobrinho e tia, a situação é contemplada na parte da norma que dispõe sobre ‘servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento’. 9. Inexistente, portanto, vício na desincompatibilização realizada pelo Município. 10. Diante do exposto, com fundamento no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação, prejudicada a análise do pedido liminar. Publique-se. Brasília, 17 de abril de 2015 Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO Relator” 3. O agravante reitera os fundamentos da inicial, no sentido de que a existência de parentesco entre ele e detentora de cargo em comissão no Município de Espírito Santo do Pinhal/SP não seria óbice para que ocupasse função comissionada no mesmo ente. Defende que, como empregado público, sua nomeação na função decorreria do seu bom histórico profissional, não da influência familiar. Nesta linha, afirma que a Súmula Vinculante 13 apenas reflete uma presunção de existência de nepotismo, que poderia ser elidida quando demonstrada, no caso concreto, a não ocorrência de afronta aos princípios constitucionais. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo regimental não merece provimento. 2. No presente caso, o Prefeito do Município de Espírito Santo do Pinhal/SP dispensou o ora agravante, ocupante de emprego público, da função de confiança “Diretor de Divisão III”. O ato foi fundamentado na constatação de existência de vínculo de parentesco entre o servidor e a ocupante do cargo em comissão de “Diretora de Departamento” na mesma Prefeitura: sua tia, nomeada em 2013. 3. O agravante sustentou, trazendo prova aos autos, que desde o seu ingresso no serviço público municipal em 2010, por meio de concurso público no emprego de “auxiliar de escritório”, ocupou diversas funções e cargos comissionados, em diferentes gestões, condizentes com sua formação acadêmica. Desta sorte, segundo o reclamante, estaria evidenciada a ausência de nepotismo, já que sua indicação para a ocupação da função comissionada decorreria não da influência familiar, mas de sua carreira na Prefeitura. 4. A tese não prospera. Como afirmei na decisão agravada, embora a vedação ao nepotismo tenha por finalidade evitar que a influência familiar prevaleça sobre a formação técnica, científica ou acadêmica do quadro de pessoal da Administração, é desnecessária a análise da ocorrência de efetiva influência familiar em cada caso concreto. Isto é, o cotejo entre a situação fática e o texto da Súmula Vinculante 13 é feito de forma objetiva, sob pena de se admitir o nepotismo nas hipóteses de influência velada ou não cabalmente comprovada. Neste sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo regimental não merece provimento. 2. No presente caso, o Prefeito do Município de Espírito Santo do Pinhal/SP dispensou o ora agravante, ocupante de emprego público, da função de confiança “Diretor de Divisão III”. O ato foi fundamentado na constatação de existência de vínculo de parentesco entre o servidor e a ocupante do cargo em comissão de “Diretora de Departamento” na mesma Prefeitura: sua tia, nomeada em 2013. 3. O agravante sustentou, trazendo prova aos autos, que desde o seu ingresso no serviço público municipal em 2010, por meio de concurso público no emprego de “auxiliar de escritório”, ocupou diversas funções e cargos comissionados, em diferentes gestões, condizentes com sua formação acadêmica. Desta sorte, segundo o reclamante, estaria evidenciada a ausência de nepotismo, já que sua indicação para a ocupação da função comissionada decorreria não da influência familiar, mas de sua carreira na Prefeitura. 4. A tese não prospera. Como afirmei na decisão agravada, embora a vedação ao nepotismo tenha por finalidade evitar que a influência familiar prevaleça sobre a formação técnica, científica ou acadêmica do quadro de pessoal da Administração, é desnecessária a análise da ocorrência de efetiva influência familiar em cada caso concreto. Isto é, o cotejo entre a situação fática e o texto da Súmula Vinculante 13 é feito de forma objetiva, sob pena de se admitir o nepotismo nas hipóteses de influência velada ou não cabalmente comprovada. Neste sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 19911 AGR / ES “MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR EFETIVO DO PODER EXECUTIVO, QUE EXERCE FUNÇÃO COMISSIONADA EM TRIBUNAL, AO QUAL SEU IRMÃO É VINCULADO COMO JUIZ. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. SÚMULA VINCULANTE N. 13: NEPOTISMO. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Não se faz necessária comprovação de ‘vínculo de amizade ou troca de favores’ entre o irmão do Impetrante e o Desembargador Federal de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da República. 2. A configuração de afronta ao princípio da isonomia pressupõe identidade de situações com tratamento diverso, o que, à evidência, não ocorre na espécie. 3. Mandado de segurança denegado” (MS 27.945, Rel. Min. Cármen Lúcia - destaques acrescentados). 5. No mesmo sentido: Rcl 16.669, Rel. Min. Gilmar Mendes. 6. O caso dos autos subsume-se perfeitamente ao teor da Súmula Vinculante 13: o reclamante é parente de terceiro grau, em linha colateral, de ocupante do cargo de Diretora de Departamento do Município de Espírito Santo do Pinhal. Apesar de não haver indicação de existência de subordinação entre os cargos ocupados por sobrinho e tia, a situação é contemplada na parte da norma que dispõe sobre “servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento”. 7. Afasto, ademais, a aplicação dos precedentes invocados no agravo regimental. A hipótese do MS 29.320-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, é distinta, pois a circunstância naqueles autos é de cônjuges ocupantes de mesmo cargo efetivo na Justiça Eleitoral, nomeados para cargos comissionados não subordinados entre si, situação excepcionada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES “MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR EFETIVO DO PODER EXECUTIVO, QUE EXERCE FUNÇÃO COMISSIONADA EM TRIBUNAL, AO QUAL SEU IRMÃO É VINCULADO COMO JUIZ. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. SÚMULA VINCULANTE N. 13: NEPOTISMO. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Não se faz necessária comprovação de ‘vínculo de amizade ou troca de favores’ entre o irmão do Impetrante e o Desembargador Federal de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da República. 2. A configuração de afronta ao princípio da isonomia pressupõe identidade de situações com tratamento diverso, o que, à evidência, não ocorre na espécie. 3. Mandado de segurança denegado” (MS 27.945, Rel. Min. Cármen Lúcia - destaques acrescentados). 5. No mesmo sentido: Rcl 16.669, Rel. Min. Gilmar Mendes. 6. O caso dos autos subsume-se perfeitamente ao teor da Súmula Vinculante 13: o reclamante é parente de terceiro grau, em linha colateral, de ocupante do cargo de Diretora de Departamento do Município de Espírito Santo do Pinhal. Apesar de não haver indicação de existência de subordinação entre os cargos ocupados por sobrinho e tia, a situação é contemplada na parte da norma que dispõe sobre “servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento”. 7. Afasto, ademais, a aplicação dos precedentes invocados no agravo regimental. A hipótese do MS 29.320-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, é distinta, pois a circunstância naqueles autos é de cônjuges ocupantes de mesmo cargo efetivo na Justiça Eleitoral, nomeados para cargos comissionados não subordinados entre si, situação excepcionada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 19911 AGR / ES pelo § 1... do art. 2... da Resolução CNJ n 07/2005. Já no MS 28.485, Rel. Min. Dias Toffoli, a segurança foi concedida porque a impetrante, exonerada de cargo em comissão, era casada com servidor efetivo que não ocupava qualquer cargo ou função comissionada. 8. As situações narradas não equivalem à do presente caso, em que a incompatibilidade decorre do fato de que os dois servidores são parentes (tia e sobrinho), sendo apenas um deles detentor de emprego público e ocupante de função de confiança, e a outra ocupante apenas de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração. 9. Assim, não há que se falar em vício na desincompatibilização do ora agravante, determinada pelo Município em respeito à Súmula Vinculante 13 desta Corte. 10. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. 11. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Supremo Tribunal Federal RCL 19911 AGR / ES pelo § 1... do art. 2... da Resolução CNJ n 07/2005. Já no MS 28.485, Rel. Min. Dias Toffoli, a segurança foi concedida porque a impetrante, exonerada de cargo em comissão, era casada com servidor efetivo que não ocupava qualquer cargo ou função comissionada. 8. As situações narradas não equivalem à do presente caso, em que a incompatibilidade decorre do fato de que os dois servidores são parentes (tia e sobrinho), sendo apenas um deles detentor de emprego público e ocupante de função de confiança, e a outra ocupante apenas de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração. 9. Assim, não há que se falar em vício na desincompatibilização do ora agravante, determinada pelo Município em respeito à Súmula Vinculante 13 desta Corte. 10. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. 11. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8533260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598920 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI ADV.(A/S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598920 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO", "RECLAMAÇÃO 19 . 911", "Súmula Vinculante 13 Portaria", "RCL 19911 AGR / ES", "RCL 19911 AGR / ES", "Súmula Vinculante 13", "RCL 19911 AGR / ES", "Súmula Vinculante 13", "MS 27 . 945", "SÚMULA VINCULANTE N . 13", "Rcl 16 . 669", "Súmula Vinculante 13", "RCL 19911", "Súmula Vinculante 13", "MS 27 . 945", "SÚMULA VINCULANTE N . 13", "Rcl 16 . 669", "Súmula Vinculante 13", "RCL 19911 AGR / ES", "Súmula Vinculante 13", "RECLAMAÇÃO 19 . 911", "RECLAMAÇÃO", "Súmula Vinculante 13", "MS 27 . 945", "Rcl 16 . 669", "MS 29 . 320 - MC", "RCL 19911 AGR", "MS 27 . 945", "Rcl 16 . 669", "Súmula Vinculante 13", "MS 29 . 320 - MC", "MS 28 . 485", "Súmula Vinculante 13 desta Corte", "RCL 19911 AGR / ES", "MS 28 . 485" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DOENÇA INCAPACITANTE NÃO DECLARADA. EXONERAÇÃO NO ESTÁGIO PROBATÓRIO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534031. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por REGINA XAVIER TEIXEIRA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. POSSE. DOENÇA INCAPACITANTE NÃO DECLARADA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "Merece reforma a sentença prolatada pelo Ministro relator a quo pelas razões de fato e de direito que passa a aduzir. Tal afirmação se faz pois a alegação de reexame de provas, com base na súmula 279 deste tribunal não procede, tendo em vista que o se quer provar é que não se pode prosperar a tese de anulação da posse por inaptidão ao estágio probatório, pois a recorrente JÁ POSSUIA SUA CONDIÇÃO DE SERVIDORA ESTÁVEL! É APENAS UMA QUESTÃO DE OBSERVAR A CONTAGEM DO TEMPO DE EFETIVO EXERCÍCIO!" (Fl. 2 do doc. 25). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534032. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por REGINA XAVIER TEIXEIRA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. POSSE. DOENÇA INCAPACITANTE NÃO DECLARADA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "Merece reforma a sentença prolatada pelo Ministro relator a quo pelas razões de fato e de direito que passa a aduzir. Tal afirmação se faz pois a alegação de reexame de provas, com base na súmula 279 deste tribunal não procede, tendo em vista que o se quer provar é que não se pode prosperar a tese de anulação da posse por inaptidão ao estágio probatório, pois a recorrente JÁ POSSUIA SUA CONDIÇÃO DE SERVIDORA ESTÁVEL! É APENAS UMA QUESTÃO DE OBSERVAR A CONTAGEM DO TEMPO DE EFETIVO EXERCÍCIO!" (Fl. 2 do doc. 25). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534032. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, entendeu que inexistiu ilegalidade ou irregularidade no ato de exoneração da agravante. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "In casu, a decisão agravada analisou todos os pontos controvertidos da demanda, restando esclarecidos os motivos e os critérios pelos quais foi negado seguimento ao recurso de apelação interposto pela parte demandada, aqui agravante. Assim, conforme salientado no julgado combatido (fls. 196/200): ‘(...)a autora que foi admitida no emprego de auxiliar de enfermagem através de concurso público, em 04/07/2001, sob o regime jurídico celetista, convertido em estatutário em 17/05/2002, através da Lei Municipal 3399/2002, de 16/05/2002. A partir de 26/6/2002 a autora passou a requerer e obteve diversas licenças para tratamento de saúde, tendo exercido suas funções apenas de 29/3/2003 até 27/4/2005, quando novamente entrou em licença médica, não tendo completado, portanto, o período de três anos de efetivo exercício no cargo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, entendeu que inexistiu ilegalidade ou irregularidade no ato de exoneração da agravante. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "In casu, a decisão agravada analisou todos os pontos controvertidos da demanda, restando esclarecidos os motivos e os critérios pelos quais foi negado seguimento ao recurso de apelação interposto pela parte demandada, aqui agravante. Assim, conforme salientado no julgado combatido (fls. 196/200): ‘(...)a autora que foi admitida no emprego de auxiliar de enfermagem através de concurso público, em 04/07/2001, sob o regime jurídico celetista, convertido em estatutário em 17/05/2002, através da Lei Municipal 3399/2002, de 16/05/2002. A partir de 26/6/2002 a autora passou a requerer e obteve diversas licenças para tratamento de saúde, tendo exercido suas funções apenas de 29/3/2003 até 27/4/2005, quando novamente entrou em licença médica, não tendo completado, portanto, o período de três anos de efetivo exercício no cargo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 874559 AGR / RJ Observa-se, pois, dos autos virtuais que o cerne da discussão está em saber se o referido afastamento da demandante deu-se em razão de doença incapacitante preexistente à sua posse e que, durante o estágio probatório, levou-a ao afastamento do serviço para tratamento de saúde por longos períodos. Nesta direção, em razão das inúmeras licenças requeridas pela apelante para tratamento de saúde (fls. 146/147 e 152/153) e diante de indícios de que teria ocultado ser portadora de doença preexistente à sua admissão, foi instaurado procedimento administrativo a fim de apurar sobre sua aptidão para o exercício do cargo. Releva destacar que a autora, em declaração prestada aos 24/03/2008 à Comissão de Estágio Probatório do Órgão Central (fls. 150), afirmou ter apresentado exames médicos à Gerência de Acompanhamento de Saúde do Servidor da Secretaria Municipal de Administração, no ato de sua convocação, declarando padecer de doença preexistente e não possuir outra matrícula municipal. No depoimento prestado em 14/05/2008 (fls. 160/161), informou, ainda, que não omitiu ser portadora de tromboflebite (referente a varizes), até porque não tem como omitir tal informação devido ao estado de suas pernas; que não foi detectada a causa do problema de saúde que a levou a pedir licença no período de 26/06/2002 a 28/03/2003, mas que somente após ter realizado exames no Hospital Pedro Ernesto e no Hemorio chegou-se ao diagnóstico de hiperhomocisteina; que a licença iniciada em 27/04/05 foi requerida em razão de flebite e úlcera maleolar aberta. À evidência, portanto, que não se pode falar em aplicação da teoria do fato consumado ao caso em tela, na medida em que a autora admitiu a voluntária ocultação de sua doença, sendo certo que a boa saúde é requisito para a posse em cargo público, na forma do art. 16, VI da Lei Municipal 94/79. Além disso, a declaração médica de fls. 170 atestou que a autora estava em acompanhamento na Unidade de Angiologia desde 04/2001 por apresentar quadro de tromboses venosas de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal ARE 874559 AGR / RJ Observa-se, pois, dos autos virtuais que o cerne da discussão está em saber se o referido afastamento da demandante deu-se em razão de doença incapacitante preexistente à sua posse e que, durante o estágio probatório, levou-a ao afastamento do serviço para tratamento de saúde por longos períodos. Nesta direção, em razão das inúmeras licenças requeridas pela apelante para tratamento de saúde (fls. 146/147 e 152/153) e diante de indícios de que teria ocultado ser portadora de doença preexistente à sua admissão, foi instaurado procedimento administrativo a fim de apurar sobre sua aptidão para o exercício do cargo. Releva destacar que a autora, em declaração prestada aos 24/03/2008 à Comissão de Estágio Probatório do Órgão Central (fls. 150), afirmou ter apresentado exames médicos à Gerência de Acompanhamento de Saúde do Servidor da Secretaria Municipal de Administração, no ato de sua convocação, declarando padecer de doença preexistente e não possuir outra matrícula municipal. No depoimento prestado em 14/05/2008 (fls. 160/161), informou, ainda, que não omitiu ser portadora de tromboflebite (referente a varizes), até porque não tem como omitir tal informação devido ao estado de suas pernas; que não foi detectada a causa do problema de saúde que a levou a pedir licença no período de 26/06/2002 a 28/03/2003, mas que somente após ter realizado exames no Hospital Pedro Ernesto e no Hemorio chegou-se ao diagnóstico de hiperhomocisteina; que a licença iniciada em 27/04/05 foi requerida em razão de flebite e úlcera maleolar aberta. À evidência, portanto, que não se pode falar em aplicação da teoria do fato consumado ao caso em tela, na medida em que a autora admitiu a voluntária ocultação de sua doença, sendo certo que a boa saúde é requisito para a posse em cargo público, na forma do art. 16, VI da Lei Municipal 94/79. Além disso, a declaração médica de fls. 170 atestou que a autora estava em acompanhamento na Unidade de Angiologia desde 04/2001 por apresentar quadro de tromboses venosas de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 874559 AGR / RJ repetição e síndrome pós-trombófica ( fls. 170). Destaque-se que perícia médica realizada em 12/01/2009 afirmou que a autora apresenta histórico confirmado de doença preexistente à posse, omitida no exame admissional, e que os laudos apresentados pela 5ª CPI, juntamente com o Ofício de julho de 2008, comprovam a existência de patologia crônica de longa data. Acrescentou a perícia, ademais, haver a servidora relatado ter sido submetida a procedimento cirúrgico em 1997, o que também corrobora os dados previamente consignados, sendo certo que a mesma negou qualquer procedimento cirúrgico prévio, quando de seu exame admissional, em 03.07.2001. Por fim, concluiu o estudo que a servidora apresenta contra indicações formais ao desempenho pleno de suas funções de Auxiliar de Enfermagem, inexistindo capacidade laborativa plena (fls. 219/224). Dessa forma, restando demonstrado que a autora não completou o período de efetivo exercício no estágio probatório e que omitiu informação essencial quanto ao seu real estado de saúde antes da posse, forçoso reconhecer a ilegítima investidura do cargo público e a legitimidade do ato de anulação da posse, a par de a Administração poder anular seus próprios atos quando eivados de nulidade, consoante o art. 53 da Lei 9.784/99 e da súmula 473 do Egrégio STF, devendo ser observado o prazo quinquenal previsto no art. 54 da Lei 9.784/99. Nesse contexto, e considerando-se que a Junta de Estágio Probatório concluiu pela inaptidão laboral, instaurando-se procedimento administrativo em 31.03.2008 (fls.148 – índice 154), cuja decisão foi proferida em 2010 ultimando com a conclusão da existência de infração, por parte da impetrante, da norma descrita no artigo 16 , VI da Lei Municipal nº 94/79, diante da omissão de doença preexistente, não se trata de penalidade, mas antes, o reconhecimento da nulidade absoluta do ato da posse, como de fato ocorreu, motivo pelo qual não se pode falar em prescrição do direito de aplicar penalidade, na forma do inciso VI do artigo 184 do referido ato normativo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal ARE 874559 AGR / RJ repetição e síndrome pós-trombófica ( fls. 170). Destaque-se que perícia médica realizada em 12/01/2009 afirmou que a autora apresenta histórico confirmado de doença preexistente à posse, omitida no exame admissional, e que os laudos apresentados pela 5ª CPI, juntamente com o Ofício de julho de 2008, comprovam a existência de patologia crônica de longa data. Acrescentou a perícia, ademais, haver a servidora relatado ter sido submetida a procedimento cirúrgico em 1997, o que também corrobora os dados previamente consignados, sendo certo que a mesma negou qualquer procedimento cirúrgico prévio, quando de seu exame admissional, em 03.07.2001. Por fim, concluiu o estudo que a servidora apresenta contra indicações formais ao desempenho pleno de suas funções de Auxiliar de Enfermagem, inexistindo capacidade laborativa plena (fls. 219/224). Dessa forma, restando demonstrado que a autora não completou o período de efetivo exercício no estágio probatório e que omitiu informação essencial quanto ao seu real estado de saúde antes da posse, forçoso reconhecer a ilegítima investidura do cargo público e a legitimidade do ato de anulação da posse, a par de a Administração poder anular seus próprios atos quando eivados de nulidade, consoante o art. 53 da Lei 9.784/99 e da súmula 473 do Egrégio STF, devendo ser observado o prazo quinquenal previsto no art. 54 da Lei 9.784/99. Nesse contexto, e considerando-se que a Junta de Estágio Probatório concluiu pela inaptidão laboral, instaurando-se procedimento administrativo em 31.03.2008 (fls.148 – índice 154), cuja decisão foi proferida em 2010 ultimando com a conclusão da existência de infração, por parte da impetrante, da norma descrita no artigo 16 , VI da Lei Municipal nº 94/79, diante da omissão de doença preexistente, não se trata de penalidade, mas antes, o reconhecimento da nulidade absoluta do ato da posse, como de fato ocorreu, motivo pelo qual não se pode falar em prescrição do direito de aplicar penalidade, na forma do inciso VI do artigo 184 do referido ato normativo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 874559 AGR / RJ De outro ângulo, ad argumentandum, ainda que fosse possível usar da analogia, e, superando a omissão legislativa municipal, admitir a possibilidade de prescrição do ato administrativo em si, o que anulou a posse da apelante, como ocorre no âmbito federal, na forma do artigo 54 da Lei nº 9.784/99, tal circunstância não ocorreria na espécie, pois com a instauração do procedimento administrativo em abril de 2008 ocorreu a interrupção de tal prazo.’ Releva observar haver sido apurado que a apelante é portadora de doença preexistente à posse, circunstância que torna ilegítima a investidura do cargo público, razão pela qual agiu corretamente a Administração Pública ao anular a posse eivada de vício que não convalesce, no seu poder geral de auto-tutela, não havendo que falar em ato jurídico perfeito. Dessa forma, não restando demonstrada a afirmada pretensão resistida, o que vem a corroborar a ausência de litigiosidade, nenhuma reforma merece a decisão agravada, vez que inexistem novos elementos e/ou provas que a justifiquem. Assim, ratifico-a nesta oportunidade, por seus próprios fundamentos, que este integram, na forma regimental." (Fls. 3-6 do doc. 18). Consoante afirmado na decisão agravada, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal ARE 874559 AGR / RJ De outro ângulo, ad argumentandum, ainda que fosse possível usar da analogia, e, superando a omissão legislativa municipal, admitir a possibilidade de prescrição do ato administrativo em si, o que anulou a posse da apelante, como ocorre no âmbito federal, na forma do artigo 54 da Lei nº 9.784/99, tal circunstância não ocorreria na espécie, pois com a instauração do procedimento administrativo em abril de 2008 ocorreu a interrupção de tal prazo.’ Releva observar haver sido apurado que a apelante é portadora de doença preexistente à posse, circunstância que torna ilegítima a investidura do cargo público, razão pela qual agiu corretamente a Administração Pública ao anular a posse eivada de vício que não convalesce, no seu poder geral de auto-tutela, não havendo que falar em ato jurídico perfeito. Dessa forma, não restando demonstrada a afirmada pretensão resistida, o que vem a corroborar a ausência de litigiosidade, nenhuma reforma merece a decisão agravada, vez que inexistem novos elementos e/ou provas que a justifiquem. Assim, ratifico-a nesta oportunidade, por seus próprios fundamentos, que este integram, na forma regimental." (Fls. 3-6 do doc. 18). Consoante afirmado na decisão agravada, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 874559 AGR / RJ APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE CABIMENTO DE RECURSO OU DE OUTRA AÇÃO JUDICIAL NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: PRECEDENTES. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXONERAÇÃO NO ESTÁGIO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 835.048-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 28/11/2014). "DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTÁGIO PROBATÓRIO. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. EXONERAÇÃO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 16.12.2008. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à reelaboração da moldura fática constante do acórdão recorrido, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido." (AI 764.617-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 21/8/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal ARE 874559 AGR / RJ APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE CABIMENTO DE RECURSO OU DE OUTRA AÇÃO JUDICIAL NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: PRECEDENTES. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXONERAÇÃO NO ESTÁGIO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 835.048-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 28/11/2014). "DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTÁGIO PROBATÓRIO. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. EXONERAÇÃO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 16.12.2008. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à reelaboração da moldura fática constante do acórdão recorrido, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido." (AI 764.617-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 21/8/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599156 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625372
2015-05-19T00:00:00
2015-06-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DOENÇA INCAPACITANTE NÃO DECLARADA. EXONERAÇÃO NO ESTÁGIO PROBATÓRIO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur307363
- Acórdão(s) citado(s): (EXONERAÇÃO DE ESTÁGIO PROBATÓRIO) AI 764617 AgR (1ªT), ARE 835048 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 18/06/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
874559
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 874559 AgR
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AGTE.(S) : REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DOENÇA INCAPACITANTE NÃO DECLARADA. EXONERAÇÃO NO ESTÁGIO PROBATÓRIO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534031. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por REGINA XAVIER TEIXEIRA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. POSSE. DOENÇA INCAPACITANTE NÃO DECLARADA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "Merece reforma a sentença prolatada pelo Ministro relator a quo pelas razões de fato e de direito que passa a aduzir. Tal afirmação se faz pois a alegação de reexame de provas, com base na súmula 279 deste tribunal não procede, tendo em vista que o se quer provar é que não se pode prosperar a tese de anulação da posse por inaptidão ao estágio probatório, pois a recorrente JÁ POSSUIA SUA CONDIÇÃO DE SERVIDORA ESTÁVEL! É APENAS UMA QUESTÃO DE OBSERVAR A CONTAGEM DO TEMPO DE EFETIVO EXERCÍCIO!" (Fl. 2 do doc. 25). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534032. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por REGINA XAVIER TEIXEIRA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. POSSE. DOENÇA INCAPACITANTE NÃO DECLARADA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "Merece reforma a sentença prolatada pelo Ministro relator a quo pelas razões de fato e de direito que passa a aduzir. Tal afirmação se faz pois a alegação de reexame de provas, com base na súmula 279 deste tribunal não procede, tendo em vista que o se quer provar é que não se pode prosperar a tese de anulação da posse por inaptidão ao estágio probatório, pois a recorrente JÁ POSSUIA SUA CONDIÇÃO DE SERVIDORA ESTÁVEL! É APENAS UMA QUESTÃO DE OBSERVAR A CONTAGEM DO TEMPO DE EFETIVO EXERCÍCIO!" (Fl. 2 do doc. 25). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534032. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, entendeu que inexistiu ilegalidade ou irregularidade no ato de exoneração da agravante. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "In casu, a decisão agravada analisou todos os pontos controvertidos da demanda, restando esclarecidos os motivos e os critérios pelos quais foi negado seguimento ao recurso de apelação interposto pela parte demandada, aqui agravante. Assim, conforme salientado no julgado combatido (fls. 196/200): ‘(...)a autora que foi admitida no emprego de auxiliar de enfermagem através de concurso público, em 04/07/2001, sob o regime jurídico celetista, convertido em estatutário em 17/05/2002, através da Lei Municipal 3399/2002, de 16/05/2002. A partir de 26/6/2002 a autora passou a requerer e obteve diversas licenças para tratamento de saúde, tendo exercido suas funções apenas de 29/3/2003 até 27/4/2005, quando novamente entrou em licença médica, não tendo completado, portanto, o período de três anos de efetivo exercício no cargo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, entendeu que inexistiu ilegalidade ou irregularidade no ato de exoneração da agravante. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "In casu, a decisão agravada analisou todos os pontos controvertidos da demanda, restando esclarecidos os motivos e os critérios pelos quais foi negado seguimento ao recurso de apelação interposto pela parte demandada, aqui agravante. Assim, conforme salientado no julgado combatido (fls. 196/200): ‘(...)a autora que foi admitida no emprego de auxiliar de enfermagem através de concurso público, em 04/07/2001, sob o regime jurídico celetista, convertido em estatutário em 17/05/2002, através da Lei Municipal 3399/2002, de 16/05/2002. A partir de 26/6/2002 a autora passou a requerer e obteve diversas licenças para tratamento de saúde, tendo exercido suas funções apenas de 29/3/2003 até 27/4/2005, quando novamente entrou em licença médica, não tendo completado, portanto, o período de três anos de efetivo exercício no cargo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 874559 AGR / RJ Observa-se, pois, dos autos virtuais que o cerne da discussão está em saber se o referido afastamento da demandante deu-se em razão de doença incapacitante preexistente à sua posse e que, durante o estágio probatório, levou-a ao afastamento do serviço para tratamento de saúde por longos períodos. Nesta direção, em razão das inúmeras licenças requeridas pela apelante para tratamento de saúde (fls. 146/147 e 152/153) e diante de indícios de que teria ocultado ser portadora de doença preexistente à sua admissão, foi instaurado procedimento administrativo a fim de apurar sobre sua aptidão para o exercício do cargo. Releva destacar que a autora, em declaração prestada aos 24/03/2008 à Comissão de Estágio Probatório do Órgão Central (fls. 150), afirmou ter apresentado exames médicos à Gerência de Acompanhamento de Saúde do Servidor da Secretaria Municipal de Administração, no ato de sua convocação, declarando padecer de doença preexistente e não possuir outra matrícula municipal. No depoimento prestado em 14/05/2008 (fls. 160/161), informou, ainda, que não omitiu ser portadora de tromboflebite (referente a varizes), até porque não tem como omitir tal informação devido ao estado de suas pernas; que não foi detectada a causa do problema de saúde que a levou a pedir licença no período de 26/06/2002 a 28/03/2003, mas que somente após ter realizado exames no Hospital Pedro Ernesto e no Hemorio chegou-se ao diagnóstico de hiperhomocisteina; que a licença iniciada em 27/04/05 foi requerida em razão de flebite e úlcera maleolar aberta. À evidência, portanto, que não se pode falar em aplicação da teoria do fato consumado ao caso em tela, na medida em que a autora admitiu a voluntária ocultação de sua doença, sendo certo que a boa saúde é requisito para a posse em cargo público, na forma do art. 16, VI da Lei Municipal 94/79. Além disso, a declaração médica de fls. 170 atestou que a autora estava em acompanhamento na Unidade de Angiologia desde 04/2001 por apresentar quadro de tromboses venosas de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal ARE 874559 AGR / RJ Observa-se, pois, dos autos virtuais que o cerne da discussão está em saber se o referido afastamento da demandante deu-se em razão de doença incapacitante preexistente à sua posse e que, durante o estágio probatório, levou-a ao afastamento do serviço para tratamento de saúde por longos períodos. Nesta direção, em razão das inúmeras licenças requeridas pela apelante para tratamento de saúde (fls. 146/147 e 152/153) e diante de indícios de que teria ocultado ser portadora de doença preexistente à sua admissão, foi instaurado procedimento administrativo a fim de apurar sobre sua aptidão para o exercício do cargo. Releva destacar que a autora, em declaração prestada aos 24/03/2008 à Comissão de Estágio Probatório do Órgão Central (fls. 150), afirmou ter apresentado exames médicos à Gerência de Acompanhamento de Saúde do Servidor da Secretaria Municipal de Administração, no ato de sua convocação, declarando padecer de doença preexistente e não possuir outra matrícula municipal. No depoimento prestado em 14/05/2008 (fls. 160/161), informou, ainda, que não omitiu ser portadora de tromboflebite (referente a varizes), até porque não tem como omitir tal informação devido ao estado de suas pernas; que não foi detectada a causa do problema de saúde que a levou a pedir licença no período de 26/06/2002 a 28/03/2003, mas que somente após ter realizado exames no Hospital Pedro Ernesto e no Hemorio chegou-se ao diagnóstico de hiperhomocisteina; que a licença iniciada em 27/04/05 foi requerida em razão de flebite e úlcera maleolar aberta. À evidência, portanto, que não se pode falar em aplicação da teoria do fato consumado ao caso em tela, na medida em que a autora admitiu a voluntária ocultação de sua doença, sendo certo que a boa saúde é requisito para a posse em cargo público, na forma do art. 16, VI da Lei Municipal 94/79. Além disso, a declaração médica de fls. 170 atestou que a autora estava em acompanhamento na Unidade de Angiologia desde 04/2001 por apresentar quadro de tromboses venosas de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 874559 AGR / RJ repetição e síndrome pós-trombófica ( fls. 170). Destaque-se que perícia médica realizada em 12/01/2009 afirmou que a autora apresenta histórico confirmado de doença preexistente à posse, omitida no exame admissional, e que os laudos apresentados pela 5... CPI, juntamente com o Ofício de julho de 2008, comprovam a existência de patologia crônica de longa data. Acrescentou a perícia, ademais, haver a servidora relatado ter sido submetida a procedimento cirúrgico em 1997, o que também corrobora os dados previamente consignados, sendo certo que a mesma negou qualquer procedimento cirúrgico prévio, quando de seu exame admissional, em 03.07.2001. Por fim, concluiu o estudo que a servidora apresenta contra indicações formais ao desempenho pleno de suas funções de Auxiliar de Enfermagem, inexistindo capacidade laborativa plena (fls. 219/224). Dessa forma, restando demonstrado que a autora não completou o período de efetivo exercício no estágio probatório e que omitiu informação essencial quanto ao seu real estado de saúde antes da posse, forçoso reconhecer a ilegítima investidura do cargo público e a legitimidade do ato de anulação da posse, a par de a Administração poder anular seus próprios atos quando eivados de nulidade, consoante o art. 53 da Lei 9.784/99 e da súmula 473 do Egrégio Supremo Tribunal Federal, devendo ser observado o prazo quinquenal previsto no art. 54 da Lei 9.784/99. Nesse contexto, e considerando-se que a Junta de Estágio Probatório concluiu pela inaptidão laboral, instaurando-se procedimento administrativo em 31.03.2008 (fls.148 – índice 154), cuja decisão foi proferida em 2010 ultimando com a conclusão da existência de infração, por parte da impetrante, da norma descrita no artigo 16 , VI da Lei Municipal n 94/79, diante da omissão de doença preexistente, não se trata de penalidade, mas antes, o reconhecimento da nulidade absoluta do ato da posse, como de fato ocorreu, motivo pelo qual não se pode falar em prescrição do direito de aplicar penalidade, na forma do inciso VI do artigo 184 do referido ato normativo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal ARE 874559 AGR / RJ repetição e síndrome pós-trombófica ( fls. 170). Destaque-se que perícia médica realizada em 12/01/2009 afirmou que a autora apresenta histórico confirmado de doença preexistente à posse, omitida no exame admissional, e que os laudos apresentados pela 5... CPI, juntamente com o Ofício de julho de 2008, comprovam a existência de patologia crônica de longa data. Acrescentou a perícia, ademais, haver a servidora relatado ter sido submetida a procedimento cirúrgico em 1997, o que também corrobora os dados previamente consignados, sendo certo que a mesma negou qualquer procedimento cirúrgico prévio, quando de seu exame admissional, em 03.07.2001. Por fim, concluiu o estudo que a servidora apresenta contra indicações formais ao desempenho pleno de suas funções de Auxiliar de Enfermagem, inexistindo capacidade laborativa plena (fls. 219/224). Dessa forma, restando demonstrado que a autora não completou o período de efetivo exercício no estágio probatório e que omitiu informação essencial quanto ao seu real estado de saúde antes da posse, forçoso reconhecer a ilegítima investidura do cargo público e a legitimidade do ato de anulação da posse, a par de a Administração poder anular seus próprios atos quando eivados de nulidade, consoante o art. 53 da Lei 9.784/99 e da súmula 473 do Egrégio Supremo Tribunal Federal, devendo ser observado o prazo quinquenal previsto no art. 54 da Lei 9.784/99. Nesse contexto, e considerando-se que a Junta de Estágio Probatório concluiu pela inaptidão laboral, instaurando-se procedimento administrativo em 31.03.2008 (fls.148 – índice 154), cuja decisão foi proferida em 2010 ultimando com a conclusão da existência de infração, por parte da impetrante, da norma descrita no artigo 16 , VI da Lei Municipal n 94/79, diante da omissão de doença preexistente, não se trata de penalidade, mas antes, o reconhecimento da nulidade absoluta do ato da posse, como de fato ocorreu, motivo pelo qual não se pode falar em prescrição do direito de aplicar penalidade, na forma do inciso VI do artigo 184 do referido ato normativo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 874559 AGR / RJ De outro ângulo, ad argumentandum, ainda que fosse possível usar da analogia, e, superando a omissão legislativa municipal, admitir a possibilidade de prescrição do ato administrativo em si, o que anulou a posse da apelante, como ocorre no âmbito federal, na forma do artigo 54 da Lei n 9.784/99, tal circunstância não ocorreria na espécie, pois com a instauração do procedimento administrativo em abril de 2008 ocorreu a interrupção de tal prazo.’ Releva observar haver sido apurado que a apelante é portadora de doença preexistente à posse, circunstância que torna ilegítima a investidura do cargo público, razão pela qual agiu corretamente a Administração Pública ao anular a posse eivada de vício que não convalesce, no seu poder geral de auto-tutela, não havendo que falar em ato jurídico perfeito. Dessa forma, não restando demonstrada a afirmada pretensão resistida, o que vem a corroborar a ausência de litigiosidade, nenhuma reforma merece a decisão agravada, vez que inexistem novos elementos e/ou provas que a justifiquem. Assim, ratifico-a nesta oportunidade, por seus próprios fundamentos, que este integram, na forma regimental." (Fls. 3-6 do doc. 18). Consoante afirmado na decisão agravada, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal ARE 874559 AGR / RJ De outro ângulo, ad argumentandum, ainda que fosse possível usar da analogia, e, superando a omissão legislativa municipal, admitir a possibilidade de prescrição do ato administrativo em si, o que anulou a posse da apelante, como ocorre no âmbito federal, na forma do artigo 54 da Lei n 9.784/99, tal circunstância não ocorreria na espécie, pois com a instauração do procedimento administrativo em abril de 2008 ocorreu a interrupção de tal prazo.’ Releva observar haver sido apurado que a apelante é portadora de doença preexistente à posse, circunstância que torna ilegítima a investidura do cargo público, razão pela qual agiu corretamente a Administração Pública ao anular a posse eivada de vício que não convalesce, no seu poder geral de auto-tutela, não havendo que falar em ato jurídico perfeito. Dessa forma, não restando demonstrada a afirmada pretensão resistida, o que vem a corroborar a ausência de litigiosidade, nenhuma reforma merece a decisão agravada, vez que inexistem novos elementos e/ou provas que a justifiquem. Assim, ratifico-a nesta oportunidade, por seus próprios fundamentos, que este integram, na forma regimental." (Fls. 3-6 do doc. 18). Consoante afirmado na decisão agravada, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 874559 AGR / RJ APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE CABIMENTO DE RECURSO OU DE OUTRA AÇÃO JUDICIAL NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: PRECEDENTES. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXONERAÇÃO NO ESTÁGIO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 835.048-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 28/11/2014). "DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTÁGIO PROBATÓRIO. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. EXONERAÇÃO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 16.12.2008. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à reelaboração da moldura fática constante do acórdão recorrido, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido." (AI 764.617-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 21/8/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Supremo Tribunal Federal ARE 874559 AGR / RJ APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE CABIMENTO DE RECURSO OU DE OUTRA AÇÃO JUDICIAL NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: PRECEDENTES. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXONERAÇÃO NO ESTÁGIO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 835.048-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 28/11/2014). "DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTÁGIO PROBATÓRIO. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. EXONERAÇÃO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 16.12.2008. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à reelaboração da moldura fática constante do acórdão recorrido, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido." (AI 764.617-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 21/8/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599156 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.559 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : REGINA XAVIER TEIXEIRA ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874 . 559", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874 . 559", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 874559 AGR", "ARE 874559 AGR / RJ", "ARE 874559 AGR / RJ", "súmula 473 do Egrégio Supremo Tribunal Federal", "ARE 874559 AGR / RJ", "súmula 473 do Egrégio Supremo", "ARE 874559 AGR / RJ", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 874559", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 874559 AGR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 835 . 048 - AgR", "AI 764 . 617 - AgR", "ARE 874559 AGR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 835 . 048 - AgR", "AI 764 . 617 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal 3399 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal 3399 / 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Central", "Secretaria Municipal de Administração", "Hospital Pedro Ernesto", "Hemorio", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Órgão Central", "Secretaria Municipal de Administração", "Hospital Pedro Ernesto", "Hemorio", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "REGINA XAVIER TEIXEIRA", "RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA", "LUIZ FUX", "REGINA XAVIER TEIXEIRA", "LUIZ FUX", "REGINA XAVIER TEIXEIRA", "RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA", "LUIZ FUX", "REGINA XAVIER TEIXEIRA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "REGINA XAVIER TEIXEIRA", "RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "05", "/", "2015", "19 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "04", "/", "07", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2002", "16", "/", "05", "/", "2002", "26", "/", "6", "/", "2002", "29", "/", "3", "/", "2003", "27", "/", "4", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "04", "/", "07", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2002", "16", "/", "05", "/", "2002", "26", "/", "6", "/", "2002", "29", "/", "3", "/", "2003", "27", "/", "4", "/", "2005", "24", 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Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) :LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) :IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. HOMICÍDIO DE SERVIDOR NO INTERIOR DE REPARTIÇÃO PÚBLICA. DANOS MORAIS E MATERIAIS. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534026. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) :LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) :IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. HOMICÍDIO DE SERVIDOR NO INTERIOR DE REPARTIÇÃO PÚBLICA. DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA Nº 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "Não pretende o Agravante o reexame de provas, que certamente esbarraria no óbice imposto pela Súmula 279, do STF. O que pretende a Municipalidade é a valoração das provas que, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534027. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) :LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) :IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. HOMICÍDIO DE SERVIDOR NO INTERIOR DE REPARTIÇÃO PÚBLICA. DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA Nº 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "Não pretende o Agravante o reexame de provas, que certamente esbarraria no óbice imposto pela Súmula 279, do STF. O que pretende a Municipalidade é a valoração das provas que, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534027. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 873918 AGR / SP diferentemente do simples reexame, pressupõe contrariedade a um princípio ou a regra jurídica no campo probatório. O reexame de provas se faz necessário nos casos em que a pretensão consiste na análise das circunstâncias fáticas da causa, que foram objeto da instrução. Não é o caso dos presentes autos, pois a matéria ventilada é uma questio juris e não matéria de fato. Resta de curial sabença a impossibilidade de reanálise de fatos e provas pelas instâncias superiores, tendo em vista o caráter específico da fundamentação vinculada que rege a interposição dos recursos excepcionais e a soberania do julgamento das instâncias ordinárias no que tange ao conjunto fático probatório. Ocorre que a hipótese versada nestes autos, não se limita apenas e tão-somente à mera análise de provas e fatos, pretensões estas que certamente restariam fulminadas pela referida súmula. Com efeito, temos que as questões atinente à infringência ao artigo 37, §6º, da Constituição Federal, a ausência de nexo de causalidade e a culpa exclusiva da vítima estão bem delineadas na fundamentação constante da r. sentença de primeiro grau e no V. Acórdão, de forma que este Tribunal pode se valer de tais fundamentos para julgar o feito, sem ter que revisar as provas constantes nos autos." (Fl. 4 do doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534027. Supremo Tribunal Federal ARE 873918 AGR / SP diferentemente do simples reexame, pressupõe contrariedade a um princípio ou a regra jurídica no campo probatório. O reexame de provas se faz necessário nos casos em que a pretensão consiste na análise das circunstâncias fáticas da causa, que foram objeto da instrução. Não é o caso dos presentes autos, pois a matéria ventilada é uma questio juris e não matéria de fato. Resta de curial sabença a impossibilidade de reanálise de fatos e provas pelas instâncias superiores, tendo em vista o caráter específico da fundamentação vinculada que rege a interposição dos recursos excepcionais e a soberania do julgamento das instâncias ordinárias no que tange ao conjunto fático probatório. Ocorre que a hipótese versada nestes autos, não se limita apenas e tão-somente à mera análise de provas e fatos, pretensões estas que certamente restariam fulminadas pela referida súmula. Com efeito, temos que as questões atinente à infringência ao artigo 37, §6º, da Constituição Federal, a ausência de nexo de causalidade e a culpa exclusiva da vítima estão bem delineadas na fundamentação constante da r. sentença de primeiro grau e no V. Acórdão, de forma que este Tribunal pode se valer de tais fundamentos para julgar o feito, sem ter que revisar as provas constantes nos autos." (Fl. 4 do doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534027. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano indenizável e à responsabilidade do recorrido com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "O recurso comporta parcial provimento porquanto, embora correta a sentença no que se refere à culpa do réu e o dever de indenizar, terminou por obrigar a ré a constituir capital na forma do artigo 602, do Código de Processo Civil o que, em se tratando de pessoa jurídica de direito público, é desnecessário, de acordo com a farta jurisprudência desta E. Corte. Trata-se de ação indenizatória movida pela esposa e filha da vítima que foi assassinada no interior da Divisão de Fiscalização Habitacional do Município de Santo André sendo que a vitima exercia função perigosa, pois era encarregada de fiscalização de áreas invadidas, ficando caracterizada a omissão da Municipalidade ao não providenciar a segurança necessária aos funcionários dessa repartição na qual, à época dos fatos, restou evidente que pessoas transitavam sem que fosse tomada qualquer cautela. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano indenizável e à responsabilidade do recorrido com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "O recurso comporta parcial provimento porquanto, embora correta a sentença no que se refere à culpa do réu e o dever de indenizar, terminou por obrigar a ré a constituir capital na forma do artigo 602, do Código de Processo Civil o que, em se tratando de pessoa jurídica de direito público, é desnecessário, de acordo com a farta jurisprudência desta E. Corte. Trata-se de ação indenizatória movida pela esposa e filha da vítima que foi assassinada no interior da Divisão de Fiscalização Habitacional do Município de Santo André sendo que a vitima exercia função perigosa, pois era encarregada de fiscalização de áreas invadidas, ficando caracterizada a omissão da Municipalidade ao não providenciar a segurança necessária aos funcionários dessa repartição na qual, à época dos fatos, restou evidente que pessoas transitavam sem que fosse tomada qualquer cautela. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 873918 AGR / SP Também ficou comprovado que as autoras eram dependentes economicamente da vitima e, desta forma corretamente fixados os danos materiais. [...] O artigo 5º da Constituição Federal, por seu inciso X, proclama ser inviolável a honra assegurando indenização pelos danos materiais e morais decorrentes da respectiva violação. O direito à vida e à honra, como se sabe, se traduz juridicamente em larga série de expressões compreendidas como princípios da dignidade humana: o bom nome, a fama, o prestigio, a reputação, a estima, o decoro, a consideração, o respeito, a convivência, o conforto. [...] É certo que no caso em tela a Eminente Prolatora da decisão recorrida observou todos os requisitos para a fixação do valor da indenização, ou seja, os atributos referentes às autoras e à ré. Conforme se observa, a indenização foi corretamente fixada tendo em vista, ainda, a situação em que se deu a perda do pai e marido das autoras, o que lhes deve ter gerado um imenso trauma que jamais serem superado." (Fls. 142-146). Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Supremo Tribunal Federal ARE 873918 AGR / SP Também ficou comprovado que as autoras eram dependentes economicamente da vitima e, desta forma corretamente fixados os danos materiais. [...] O artigo 5º da Constituição Federal, por seu inciso X, proclama ser inviolável a honra assegurando indenização pelos danos materiais e morais decorrentes da respectiva violação. O direito à vida e à honra, como se sabe, se traduz juridicamente em larga série de expressões compreendidas como princípios da dignidade humana: o bom nome, a fama, o prestigio, a reputação, a estima, o decoro, a consideração, o respeito, a convivência, o conforto. [...] É certo que no caso em tela a Eminente Prolatora da decisão recorrida observou todos os requisitos para a fixação do valor da indenização, ou seja, os atributos referentes às autoras e à ré. Conforme se observa, a indenização foi corretamente fixada tendo em vista, ainda, a situação em que se deu a perda do pai e marido das autoras, o que lhes deve ter gerado um imenso trauma que jamais serem superado." (Fls. 142-146). Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 873918 AGR / SP Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 862.933-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/3/2015). "DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANO MATERIAL E MORAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.7.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria o revolvimento do quadro fático delineado na Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 853.755-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12/3/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Supremo Tribunal Federal ARE 873918 AGR / SP Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 862.933-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/3/2015). "DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANO MATERIAL E MORAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.7.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria o revolvimento do quadro fático delineado na Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 853.755-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12/3/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) : LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) : IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599153 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) : LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) : IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625368
2015-05-19T00:00:00
2015-06-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. HOMICÍDIO DE SERVIDOR NO INTERIOR DE REPARTIÇÃO PÚBLICA. DANOS MORAIS E MATERIAIS. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur307364
- Acórdão(s) citado(s): (RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO) ARE 853755 AgR (1ªT), RE 862933 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 18/06/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
873918
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 873918 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) : LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) : IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) :LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) :IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. HOMICÍDIO DE SERVIDOR NO INTERIOR DE REPARTIÇÃO PÚBLICA. DANOS MORAIS E MATERIAIS. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534026. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) :LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) :IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. HOMICÍDIO DE SERVIDOR NO INTERIOR DE REPARTIÇÃO PÚBLICA. DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "Não pretende o Agravante o reexame de provas, que certamente esbarraria no óbice imposto pela Súmula 279, do Supremo Tribunal Federal. O que pretende a Municipalidade é a valoração das provas que, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534027. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) :LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) :IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. HOMICÍDIO DE SERVIDOR NO INTERIOR DE REPARTIÇÃO PÚBLICA. DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "Não pretende o Agravante o reexame de provas, que certamente esbarraria no óbice imposto pela Súmula 279, do Supremo Tribunal Federal. O que pretende a Municipalidade é a valoração das provas que, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534027. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 873918 AGR / SP diferentemente do simples reexame, pressupõe contrariedade a um princípio ou a regra jurídica no campo probatório. O reexame de provas se faz necessário nos casos em que a pretensão consiste na análise das circunstâncias fáticas da causa, que foram objeto da instrução. Não é o caso dos presentes autos, pois a matéria ventilada é uma questio juris e não matéria de fato. Resta de curial sabença a impossibilidade de reanálise de fatos e provas pelas instâncias superiores, tendo em vista o caráter específico da fundamentação vinculada que rege a interposição dos recursos excepcionais e a soberania do julgamento das instâncias ordinárias no que tange ao conjunto fático probatório. Ocorre que a hipótese versada nestes autos, não se limita apenas e tão-somente à mera análise de provas e fatos, pretensões estas que certamente restariam fulminadas pela referida súmula. Com efeito, temos que as questões atinente à infringência ao artigo 37, §6..., da Constituição Federal, a ausência de nexo de causalidade e a culpa exclusiva da vítima estão bem delineadas na fundamentação constante da r. sentença de primeiro grau e no V. Acórdão, de forma que este Tribunal pode se valer de tais fundamentos para julgar o feito, sem ter que revisar as provas constantes nos autos." (Fl. 4 do doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534027. Supremo Tribunal Federal ARE 873918 AGR / SP diferentemente do simples reexame, pressupõe contrariedade a um princípio ou a regra jurídica no campo probatório. O reexame de provas se faz necessário nos casos em que a pretensão consiste na análise das circunstâncias fáticas da causa, que foram objeto da instrução. Não é o caso dos presentes autos, pois a matéria ventilada é uma questio juris e não matéria de fato. Resta de curial sabença a impossibilidade de reanálise de fatos e provas pelas instâncias superiores, tendo em vista o caráter específico da fundamentação vinculada que rege a interposição dos recursos excepcionais e a soberania do julgamento das instâncias ordinárias no que tange ao conjunto fático probatório. Ocorre que a hipótese versada nestes autos, não se limita apenas e tão-somente à mera análise de provas e fatos, pretensões estas que certamente restariam fulminadas pela referida súmula. Com efeito, temos que as questões atinente à infringência ao artigo 37, §6..., da Constituição Federal, a ausência de nexo de causalidade e a culpa exclusiva da vítima estão bem delineadas na fundamentação constante da r. sentença de primeiro grau e no V. Acórdão, de forma que este Tribunal pode se valer de tais fundamentos para julgar o feito, sem ter que revisar as provas constantes nos autos." (Fl. 4 do doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534027. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano indenizável e à responsabilidade do recorrido com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "O recurso comporta parcial provimento porquanto, embora correta a sentença no que se refere à culpa do réu e o dever de indenizar, terminou por obrigar a ré a constituir capital na forma do artigo 602, do Código de Processo Civil o que, em se tratando de pessoa jurídica de direito público, é desnecessário, de acordo com a farta jurisprudência desta E. Corte. Trata-se de ação indenizatória movida pela esposa e filha da vítima que foi assassinada no interior da Divisão de Fiscalização Habitacional do Município de Santo André sendo que a vitima exercia função perigosa, pois era encarregada de fiscalização de áreas invadidas, ficando caracterizada a omissão da Municipalidade ao não providenciar a segurança necessária aos funcionários dessa repartição na qual, à época dos fatos, restou evidente que pessoas transitavam sem que fosse tomada qualquer cautela. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano indenizável e à responsabilidade do recorrido com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "O recurso comporta parcial provimento porquanto, embora correta a sentença no que se refere à culpa do réu e o dever de indenizar, terminou por obrigar a ré a constituir capital na forma do artigo 602, do Código de Processo Civil o que, em se tratando de pessoa jurídica de direito público, é desnecessário, de acordo com a farta jurisprudência desta E. Corte. Trata-se de ação indenizatória movida pela esposa e filha da vítima que foi assassinada no interior da Divisão de Fiscalização Habitacional do Município de Santo André sendo que a vitima exercia função perigosa, pois era encarregada de fiscalização de áreas invadidas, ficando caracterizada a omissão da Municipalidade ao não providenciar a segurança necessária aos funcionários dessa repartição na qual, à época dos fatos, restou evidente que pessoas transitavam sem que fosse tomada qualquer cautela. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 873918 AGR / SP Também ficou comprovado que as autoras eram dependentes economicamente da vitima e, desta forma corretamente fixados os danos materiais. [...] O artigo 5... da Constituição Federal, por seu inciso X, proclama ser inviolável a honra assegurando indenização pelos danos materiais e morais decorrentes da respectiva violação. O direito à vida e à honra, como se sabe, se traduz juridicamente em larga série de expressões compreendidas como princípios da dignidade humana: o bom nome, a fama, o prestigio, a reputação, a estima, o decoro, a consideração, o respeito, a convivência, o conforto. [...] É certo que no caso em tela a Eminente Prolatora da decisão recorrida observou todos os requisitos para a fixação do valor da indenização, ou seja, os atributos referentes às autoras e à ré. Conforme se observa, a indenização foi corretamente fixada tendo em vista, ainda, a situação em que se deu a perda do pai e marido das autoras, o que lhes deve ter gerado um imenso trauma que jamais serem superado." (Fls. 142-146). Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Supremo Tribunal Federal ARE 873918 AGR / SP Também ficou comprovado que as autoras eram dependentes economicamente da vitima e, desta forma corretamente fixados os danos materiais. [...] O artigo 5... da Constituição Federal, por seu inciso X, proclama ser inviolável a honra assegurando indenização pelos danos materiais e morais decorrentes da respectiva violação. O direito à vida e à honra, como se sabe, se traduz juridicamente em larga série de expressões compreendidas como princípios da dignidade humana: o bom nome, a fama, o prestigio, a reputação, a estima, o decoro, a consideração, o respeito, a convivência, o conforto. [...] É certo que no caso em tela a Eminente Prolatora da decisão recorrida observou todos os requisitos para a fixação do valor da indenização, ou seja, os atributos referentes às autoras e à ré. Conforme se observa, a indenização foi corretamente fixada tendo em vista, ainda, a situação em que se deu a perda do pai e marido das autoras, o que lhes deve ter gerado um imenso trauma que jamais serem superado." (Fls. 142-146). Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 873918 AGR / SP Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 862.933-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/3/2015). "DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANO MATERIAL E MORAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.7.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria o revolvimento do quadro fático delineado na Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 853.755-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12/3/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Supremo Tribunal Federal ARE 873918 AGR / SP Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 862.933-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/3/2015). "DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DANO MATERIAL E MORAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.7.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria o revolvimento do quadro fático delineado na Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 853.755-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12/3/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8534028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) : LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) : IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599153 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.918 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : CAROLINE ELLEN DA SILVA AGDO.(A/S) : LOURDES GONZAGA DA SILVA ADV.(A/S) : IVAN BARCHECHEN CORDEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873 . 918", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 , do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873 . 918", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 , do Supremo Tribunal Federal", "ARE 873918 AGR / SP", "ARE 873918 AGR / SP", "ARE 873918 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE 873918 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE 873918 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 862 . 933 - AgR", "ARE 853 . 755 - AgR", "Recurso Extraordinário 862 . 933 - AgR", "ARE 853 . 755 - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADES FAZENDÁRIAS. ALTERAÇÃO DA FORMA DE CÁLCULO. DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração. Sendo, portanto, possível ao legislador desvincular o cálculo da gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo daquela percebida pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455541. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que deu provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 165/166): “Na decisão agravada (fls. 151-152), entendi que a questão se resolveria a partir da interpretação exclusiva da lei estadual. Reconsidero em virtude da argumentação contida no agravo regimental (art. 557, § 1º, do Código de Processo Civil). O fundamento principal da ação mandamental, acolhido pelo acórdão recorrido, não é a aplicação da legislação local, mas o princípio do direito adquirido. Basta ver a passagem a fls. 96: ‘(...) diante do direito consolidado dos impetrantes de auferirem a predita Gratificação de conformidade com a remuneração atribuída ao nível DGS, comissionado, a Administração contemplou-os, equivocadamente, em consonância com o estipendiado para o cargo efetivo, a menor portanto.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455542. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que deu provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 165/166): “Na decisão agravada (fls. 151-152), entendi que a questão se resolveria a partir da interpretação exclusiva da lei estadual. Reconsidero em virtude da argumentação contida no agravo regimental (art. 557, § 1º, do Código de Processo Civil). O fundamento principal da ação mandamental, acolhido pelo acórdão recorrido, não é a aplicação da legislação local, mas o princípio do direito adquirido. Basta ver a passagem a fls. 96: ‘(...) diante do direito consolidado dos impetrantes de auferirem a predita Gratificação de conformidade com a remuneração atribuída ao nível DGS, comissionado, a Administração contemplou-os, equivocadamente, em consonância com o estipendiado para o cargo efetivo, a menor portanto.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455542. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 217846 AGR-SEGUNDO / SC A violação ao art. 5º, XXXVI, foi devidamente prequestionada (embargos de declaração, fls. 104) e impugnada no recurso extraordinário (fls. 122). Em relação ao Estado de Santa Catarina, ainda que proferida em relação a outra gratificação, esta Corte reconheceu a inexistência de direito adquirido a determinada forma de cálculo. Ao fazê-lo, referendou a opção legislativa do Estado, consistente em garantir a continuidade do pagamento do valor do cargo em comissão - valor fixado à época em que apostilado, “estabilidade financeira”, cf. RE 226.462, rel. min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 25.05.2001 - e, ao mesmo tempo, permitir que as parcelas instituídas posteriormente tomassem por base o vencimento do cargo efetivo, não o da apostila. Refiro-me, especialmente, ao RE 311.898, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 11.10.2001, cuja ementa transcrevo: ‘Gratificação de Produtividade. Cálculo incidente sobre a remuneração do cargo efetivo acrescido da vantagem incorporada. Inexistência de direito adquirido. Precedente (RE 230.881, Rel. Min. Moreira Alves). Recurso extraordinário provido.’ Do exposto, nos termos do art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso extraordinário do Estado de Santa Catarina. Sem honorários (súmula 512).” 2. A parte agravante alega que “é cediço que a jurisprudência pacificada do Excelso Pretório menciona a inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Entretanto, esse não é o escopo da impetração que, ressalte-se, remonta a 1993 e visava, tão somente, fosse assegurado o direito dos ora agravantes de, ante a nova realidade fática acerca dos vencimentos, perceberem a gratificação de atividades fazendárias, respeitando o instituto da estabilidade financeira”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455542. Supremo Tribunal Federal RE 217846 AGR-SEGUNDO / SC A violação ao art. 5º, XXXVI, foi devidamente prequestionada (embargos de declaração, fls. 104) e impugnada no recurso extraordinário (fls. 122). Em relação ao Estado de Santa Catarina, ainda que proferida em relação a outra gratificação, esta Corte reconheceu a inexistência de direito adquirido a determinada forma de cálculo. Ao fazê-lo, referendou a opção legislativa do Estado, consistente em garantir a continuidade do pagamento do valor do cargo em comissão - valor fixado à época em que apostilado, “estabilidade financeira”, cf. RE 226.462, rel. min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 25.05.2001 - e, ao mesmo tempo, permitir que as parcelas instituídas posteriormente tomassem por base o vencimento do cargo efetivo, não o da apostila. Refiro-me, especialmente, ao RE 311.898, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 11.10.2001, cuja ementa transcrevo: ‘Gratificação de Produtividade. Cálculo incidente sobre a remuneração do cargo efetivo acrescido da vantagem incorporada. Inexistência de direito adquirido. Precedente (RE 230.881, Rel. Min. Moreira Alves). Recurso extraordinário provido.’ Do exposto, nos termos do art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso extraordinário do Estado de Santa Catarina. Sem honorários (súmula 512).” 2. A parte agravante alega que “é cediço que a jurisprudência pacificada do Excelso Pretório menciona a inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Entretanto, esse não é o escopo da impetração que, ressalte-se, remonta a 1993 e visava, tão somente, fosse assegurado o direito dos ora agravantes de, ante a nova realidade fática acerca dos vencimentos, perceberem a gratificação de atividades fazendárias, respeitando o instituto da estabilidade financeira”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455542. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração. Sendo, portanto, possível ao legislador desvincular o cálculo da gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo daquela percebida pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. 2. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidora pública aposentada. Estabilidade financeira. Cálculo da gratificação de cargo em comissão. Desvinculação. Possibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o que importaria no reconhecimento da existência de direito adquirido a regime jurídico, hipótese refutada por esta Suprema Corte. 2. É possível ao legislador desvincular o cálculo de gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo, daquela ocupada pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. 3. Agravo regimental não provido.”(RE 582.332-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 3. Ademais, vale ressaltar que “só ofende o princípio da irredutibilidade a lei cuja incidência resulte decréscimo no valor nominal da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455543. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração. Sendo, portanto, possível ao legislador desvincular o cálculo da gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo daquela percebida pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. 2. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidora pública aposentada. Estabilidade financeira. Cálculo da gratificação de cargo em comissão. Desvinculação. Possibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o que importaria no reconhecimento da existência de direito adquirido a regime jurídico, hipótese refutada por esta Suprema Corte. 2. É possível ao legislador desvincular o cálculo de gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo, daquela ocupada pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. 3. Agravo regimental não provido.”(RE 582.332-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 3. Ademais, vale ressaltar que “só ofende o princípio da irredutibilidade a lei cuja incidência resulte decréscimo no valor nominal da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455543. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 217846 AGR-SEGUNDO / SC remuneração anterior” (RE 226.462, sob a relatoria do Min. Sepúlveda Pertence). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455543. Supremo Tribunal Federal RE 217846 AGR-SEGUNDO / SC remuneração anterior” (RE 226.462, sob a relatoria do Min. Sepúlveda Pertence). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455543. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409910 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409910 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8493293
2015-04-28T00:00:00
2015-05-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADES FAZENDÁRIAS. ALTERAÇÃO DA FORMA DE CÁLCULO. DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração. Sendo, portanto, possível ao legislador desvincular o cálculo da gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo daquela percebida pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur304993
- Acórdão(s) citado(s): (CÁLCULO, GRATIFICAÇÃO) RE 226462 (2ªT), RE 582332 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 23/06/2015, AMS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
217846
null
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 217846 AgR-segundo
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AGTE.(S) : JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADES FAZENDÁRIAS. ALTERAÇÃO DA FORMA DE CÁLCULO. DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração. Sendo, portanto, possível ao legislador desvincular o cálculo da gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo daquela percebida pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455541. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que deu provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 165/166): “Na decisão agravada (fls. 151-152), entendi que a questão se resolveria a partir da interpretação exclusiva da lei estadual. Reconsidero em virtude da argumentação contida no agravo regimental (art. 557, § 1..., do Código de Processo Civil). O fundamento principal da ação mandamental, acolhido pelo acórdão recorrido, não é a aplicação da legislação local, mas o princípio do direito adquirido. Basta ver a passagem a fls. 96: ‘(...) diante do direito consolidado dos impetrantes de auferirem a predita Gratificação de conformidade com a remuneração atribuída ao nível DGS, comissionado, a Administração contemplou-os, equivocadamente, em consonância com o estipendiado para o cargo efetivo, a menor portanto.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455542. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que deu provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 165/166): “Na decisão agravada (fls. 151-152), entendi que a questão se resolveria a partir da interpretação exclusiva da lei estadual. Reconsidero em virtude da argumentação contida no agravo regimental (art. 557, § 1..., do Código de Processo Civil). O fundamento principal da ação mandamental, acolhido pelo acórdão recorrido, não é a aplicação da legislação local, mas o princípio do direito adquirido. Basta ver a passagem a fls. 96: ‘(...) diante do direito consolidado dos impetrantes de auferirem a predita Gratificação de conformidade com a remuneração atribuída ao nível DGS, comissionado, a Administração contemplou-os, equivocadamente, em consonância com o estipendiado para o cargo efetivo, a menor portanto.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455542. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 217846 AGR-SEGUNDO / SC A violação ao art. 5..., XXXVI, foi devidamente prequestionada (embargos de declaração, fls. 104) e impugnada no recurso extraordinário (fls. 122). Em relação ao Estado de Santa Catarina, ainda que proferida em relação a outra gratificação, esta Corte reconheceu a inexistência de direito adquirido a determinada forma de cálculo. Ao fazê-lo, referendou a opção legislativa do Estado, consistente em garantir a continuidade do pagamento do valor do cargo em comissão - valor fixado à época em que apostilado, “estabilidade financeira”, cf. Recurso Extraordinário 226.462, rel. min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 25.05.2001 - e, ao mesmo tempo, permitir que as parcelas instituídas posteriormente tomassem por base o vencimento do cargo efetivo, não o da apostila. Refiro-me, especialmente, ao Recurso Extraordinário 311.898, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 11.10.2001, cuja ementa transcrevo: ‘Gratificação de Produtividade. Cálculo incidente sobre a remuneração do cargo efetivo acrescido da vantagem incorporada. Inexistência de direito adquirido. Precedente (Recurso Extraordinário 230.881, Rel. Min. Moreira Alves). Recurso extraordinário provido.’ Do exposto, nos termos do art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso extraordinário do Estado de Santa Catarina. Sem honorários (súmula 512).” 2. A parte agravante alega que “é cediço que a jurisprudência pacificada do Excelso Pretório menciona a inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Entretanto, esse não é o escopo da impetração que, ressalte-se, remonta a 1993 e visava, tão somente, fosse assegurado o direito dos ora agravantes de, ante a nova realidade fática acerca dos vencimentos, perceberem a gratificação de atividades fazendárias, respeitando o instituto da estabilidade financeira”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455542. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 217846 AGR-SEGUNDO / SC A violação ao art. 5..., XXXVI, foi devidamente prequestionada (embargos de declaração, fls. 104) e impugnada no recurso extraordinário (fls. 122). Em relação ao Estado de Santa Catarina, ainda que proferida em relação a outra gratificação, esta Corte reconheceu a inexistência de direito adquirido a determinada forma de cálculo. Ao fazê-lo, referendou a opção legislativa do Estado, consistente em garantir a continuidade do pagamento do valor do cargo em comissão - valor fixado à época em que apostilado, “estabilidade financeira”, cf. Recurso Extraordinário 226.462, rel. min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 25.05.2001 - e, ao mesmo tempo, permitir que as parcelas instituídas posteriormente tomassem por base o vencimento do cargo efetivo, não o da apostila. Refiro-me, especialmente, ao Recurso Extraordinário 311.898, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 11.10.2001, cuja ementa transcrevo: ‘Gratificação de Produtividade. Cálculo incidente sobre a remuneração do cargo efetivo acrescido da vantagem incorporada. Inexistência de direito adquirido. Precedente (Recurso Extraordinário 230.881, Rel. Min. Moreira Alves). Recurso extraordinário provido.’ Do exposto, nos termos do art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso extraordinário do Estado de Santa Catarina. Sem honorários (súmula 512).” 2. A parte agravante alega que “é cediço que a jurisprudência pacificada do Excelso Pretório menciona a inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Entretanto, esse não é o escopo da impetração que, ressalte-se, remonta a 1993 e visava, tão somente, fosse assegurado o direito dos ora agravantes de, ante a nova realidade fática acerca dos vencimentos, perceberem a gratificação de atividades fazendárias, respeitando o instituto da estabilidade financeira”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455542. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração. Sendo, portanto, possível ao legislador desvincular o cálculo da gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo daquela percebida pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. 2. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidora pública aposentada. Estabilidade financeira. Cálculo da gratificação de cargo em comissão. Desvinculação. Possibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o que importaria no reconhecimento da existência de direito adquirido a regime jurídico, hipótese refutada por esta Suprema Corte. 2. É possível ao legislador desvincular o cálculo de gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo, daquela ocupada pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. 3. Agravo regimental não provido.”(Recurso Extraordinário 582.332-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 3. Ademais, vale ressaltar que “só ofende o princípio da irredutibilidade a lei cuja incidência resulte decréscimo no valor nominal da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455543. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração. Sendo, portanto, possível ao legislador desvincular o cálculo da gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo daquela percebida pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. 2. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidora pública aposentada. Estabilidade financeira. Cálculo da gratificação de cargo em comissão. Desvinculação. Possibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o que importaria no reconhecimento da existência de direito adquirido a regime jurídico, hipótese refutada por esta Suprema Corte. 2. É possível ao legislador desvincular o cálculo de gratificação que foi incorporada pelo servidor inativo, daquela ocupada pelo servidor em atividade, sem que isto represente violação ao texto constitucional. 3. Agravo regimental não provido.”(Recurso Extraordinário 582.332-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 3. Ademais, vale ressaltar que “só ofende o princípio da irredutibilidade a lei cuja incidência resulte decréscimo no valor nominal da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455543. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 217846 AGR-SEGUNDO / SC remuneração anterior” (Recurso Extraordinário 226.462, sob a relatoria do Min. Sepúlveda Pertence). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455543. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 217846 AGR-SEGUNDO / SC remuneração anterior” (Recurso Extraordinário 226.462, sob a relatoria do Min. Sepúlveda Pertence). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8455543. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409910 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409910 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217 . 846", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217 . 846", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217 . 846", "Recurso Extraordinário 217846 AGR", "Recurso Extraordinário 226 . 462", "Recurso Extraordinário 311 . 898", "Recurso Extraordinário 230 . 881", "Recurso Extraordinário 217846 AGR", "Recurso Extraordinário 226 . 462", "Recurso Extraordinário 311 . 898", "Recurso Extraordinário 230 . 881", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217 . 846", "Recurso Extraordinário 582 . 332 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217 . 846", "Recurso Extraordinário 582 . 332 - AgR", "Recurso Extraordinário 217846 AGR - SEGUNDO / SC", "Recurso Extraordinário 226 . 462", "Recurso Extraordinário 217846 AGR - SEGUNDO / SC", "Recurso Extraordinário 226 . 462", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217 . 846", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217 . 846" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) :ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. LEGALIDADE DE EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279, 280 E 454/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação local aplicada ao caso, bem como a reapreciação dos fatos, do material probatório constante dos autos e das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481811. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) :ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob os seguintes fundamentos: (i) ausência de prequestionamento dos arts. 1º, III; 3º, IV; 5º, caput e II, LIV e LV; (ii) a matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional. 2. A parte agravante sustenta que a matéria está devidamente prequestionada e que o caso “não implica realizar a inspeção de legislação infraconstitucional, pois o que esta em discussão é a verificação da legalidade ou ilegalidade do ato administrativo que submete candidatos a exames de capacidade física sem expressa previsão legal” (fls. 1376). 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481812. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) :ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob os seguintes fundamentos: (i) ausência de prequestionamento dos arts. 1º, III; 3º, IV; 5º, caput e II, LIV e LV; (ii) a matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional. 2. A parte agravante sustenta que a matéria está devidamente prequestionada e que o caso “não implica realizar a inspeção de legislação infraconstitucional, pois o que esta em discussão é a verificação da legalidade ou ilegalidade do ato administrativo que submete candidatos a exames de capacidade física sem expressa previsão legal” (fls. 1376). 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a controvérsia (fls. 1230/1231): “[...] Em análise ao artigo 21, inc. II, alínea ‘e’ da Lei Estadual n.° 1.943/1953, acima transcrito, consta expressamente a realização do Exame de Capacidade Física a todos que pretendem ingressar nas fileiras da Corporação – o que inclui aqueles que visam ocupar vaga no Curso de Formação de Oficiais. Visto isso, o juiz de primeiro grau decidiu corretamente ao entender que ‘a exigência de capacidade física, na forma do Edital, portanto, encontra respaldo na Constituição Federal e na Lei 1.943/54, por isso a administração pode determinar que esse exame seja realizado’. O artigo 37, § 1°, alínea ‘f’, da referida norma, impõe como condição inarredável para ingresso na Polícia Militar do Paraná a comprovada capacidade física do candidato, senão vejamos: […] Tem-se, portanto, que diante da previsão expressa do Exame de Capacidade Física na Lei Estadual n.° 1.943/1954 (´Código da Polícia Militar do Paraná’), a exigência de que candidatos a vaga do Curso de Formação de Oficiais é perfeitamente legal”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a controvérsia (fls. 1230/1231): “[...] Em análise ao artigo 21, inc. II, alínea ‘e’ da Lei Estadual n.° 1.943/1953, acima transcrito, consta expressamente a realização do Exame de Capacidade Física a todos que pretendem ingressar nas fileiras da Corporação – o que inclui aqueles que visam ocupar vaga no Curso de Formação de Oficiais. Visto isso, o juiz de primeiro grau decidiu corretamente ao entender que ‘a exigência de capacidade física, na forma do Edital, portanto, encontra respaldo na Constituição Federal e na Lei 1.943/54, por isso a administração pode determinar que esse exame seja realizado’. O artigo 37, § 1°, alínea ‘f’, da referida norma, impõe como condição inarredável para ingresso na Polícia Militar do Paraná a comprovada capacidade física do candidato, senão vejamos: […] Tem-se, portanto, que diante da previsão expressa do Exame de Capacidade Física na Lei Estadual n.° 1.943/1954 (´Código da Polícia Militar do Paraná’), a exigência de que candidatos a vaga do Curso de Formação de Oficiais é perfeitamente legal”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 871346 AGR / PR 3. Tal como assentou a decisão de admissibilidade mantida pela decisão agravada, dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem exigiria a análise da norma infraconstitucional pertinente (Lei estadual nº 1.943/1954), providência inviável de ser realizada neste momento processual (incidência da Súmula 280/STF). 4. Ademais, ainda que se considerem prequestionados os artigos constitucionais ditos violados, nota-se que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia com base nos fatos e provas constantes dos autos e nos termos das cláusulas editalícias do concurso público para assentar a validade do teste de aptidão física aplicado. A hipótese atrai, portanto, a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. 5. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes das duas Turmas do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.4.2012. Divergir do entendimento firmado pelo Tribunal a quo, acerca da aptidão física para o exercício do cargo de Delegado de Polícia, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Supremo Tribunal Federal ARE 871346 AGR / PR 3. Tal como assentou a decisão de admissibilidade mantida pela decisão agravada, dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem exigiria a análise da norma infraconstitucional pertinente (Lei estadual nº 1.943/1954), providência inviável de ser realizada neste momento processual (incidência da Súmula 280/STF). 4. Ademais, ainda que se considerem prequestionados os artigos constitucionais ditos violados, nota-se que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia com base nos fatos e provas constantes dos autos e nos termos das cláusulas editalícias do concurso público para assentar a validade do teste de aptidão física aplicado. A hipótese atrai, portanto, a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. 5. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes das duas Turmas do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.4.2012. Divergir do entendimento firmado pelo Tribunal a quo, acerca da aptidão física para o exercício do cargo de Delegado de Polícia, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 871346 AGR / PR infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à incidência da Súmula 279/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 765.945-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO ART. 37, I E II, DA CONSTITUIÇÃO. TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. LEI ESTADUAL 5.346/1992. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE NA SÚMULA 636 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 5.346/1992), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Supremo Tribunal Federal ARE 871346 AGR / PR infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à incidência da Súmula 279/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 765.945-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO ART. 37, I E II, DA CONSTITUIÇÃO. TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. LEI ESTADUAL 5.346/1992. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE NA SÚMULA 636 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 5.346/1992), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 871346 AGR / PR (Súmula 636 do STF). Precedentes. IV - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. V - Agravo regimental improvido.” (RE 650.860-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Supremo Tribunal Federal ARE 871346 AGR / PR (Súmula 636 do STF). Precedentes. IV - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. V - Agravo regimental improvido.” (RE 650.860-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) : ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410170 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) : ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410170 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8510925
2015-04-28T00:00:00
2015-05-20T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. LEGALIDADE DE EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279, 280 E 454/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação local aplicada ao caso, bem como a reapreciação dos fatos, do material probatório constante dos autos e das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental que se nega provimento.
sjur305118
- Acórdão(s) citado(s): (EXAME, APTIDÃO FÍSICA) RE 650860 AgR (2ªT), ARE 765945 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 02/07/2015, AMS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
871346
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-001943 ANO-1953\n LEI ORDINÁRIA, PR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 871346 AgR
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AGTE.(S) : NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) : ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) :ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. LEGALIDADE DE EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279, 280 E 454/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação local aplicada ao caso, bem como a reapreciação dos fatos, do material probatório constante dos autos e das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481811. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) :ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob os seguintes fundamentos: (i) ausência de prequestionamento dos arts. 1..., III; 3..., IV; 5..., caput e II, LIV e LV; (ii) a matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional. 2. A parte agravante sustenta que a matéria está devidamente prequestionada e que o caso “não implica realizar a inspeção de legislação infraconstitucional, pois o que esta em discussão é a verificação da legalidade ou ilegalidade do ato administrativo que submete candidatos a exames de capacidade física sem expressa previsão legal” (fls. 1376). 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481812. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) :ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob os seguintes fundamentos: (i) ausência de prequestionamento dos arts. 1..., III; 3..., IV; 5..., caput e II, LIV e LV; (ii) a matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional. 2. A parte agravante sustenta que a matéria está devidamente prequestionada e que o caso “não implica realizar a inspeção de legislação infraconstitucional, pois o que esta em discussão é a verificação da legalidade ou ilegalidade do ato administrativo que submete candidatos a exames de capacidade física sem expressa previsão legal” (fls. 1376). 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a controvérsia (fls. 1230/1231): “[...] Em análise ao artigo 21, inc. II, alínea ‘e’ da Lei Estadual n. 1.943/1953, acima transcrito, consta expressamente a realização do Exame de Capacidade Física a todos que pretendem ingressar nas fileiras da Corporação – o que inclui aqueles que visam ocupar vaga no Curso de Formação de Oficiais. Visto isso, o juiz de primeiro grau decidiu corretamente ao entender que ‘a exigência de capacidade física, na forma do Edital, portanto, encontra respaldo na Constituição Federal e na Lei 1.943/54, por isso a administração pode determinar que esse exame seja realizado’. O artigo 37, § 1..., alínea ‘f’, da referida norma, impõe como condição inarredável para ingresso na Polícia Militar do Paraná a comprovada capacidade física do candidato, senão vejamos: […] Tem-se, portanto, que diante da previsão expressa do Exame de Capacidade Física na Lei Estadual n. 1.943/1954 (´Código da Polícia Militar do Paraná’), a exigência de que candidatos a vaga do Curso de Formação de Oficiais é perfeitamente legal”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a controvérsia (fls. 1230/1231): “[...] Em análise ao artigo 21, inc. II, alínea ‘e’ da Lei Estadual n. 1.943/1953, acima transcrito, consta expressamente a realização do Exame de Capacidade Física a todos que pretendem ingressar nas fileiras da Corporação – o que inclui aqueles que visam ocupar vaga no Curso de Formação de Oficiais. Visto isso, o juiz de primeiro grau decidiu corretamente ao entender que ‘a exigência de capacidade física, na forma do Edital, portanto, encontra respaldo na Constituição Federal e na Lei 1.943/54, por isso a administração pode determinar que esse exame seja realizado’. O artigo 37, § 1..., alínea ‘f’, da referida norma, impõe como condição inarredável para ingresso na Polícia Militar do Paraná a comprovada capacidade física do candidato, senão vejamos: […] Tem-se, portanto, que diante da previsão expressa do Exame de Capacidade Física na Lei Estadual n. 1.943/1954 (´Código da Polícia Militar do Paraná’), a exigência de que candidatos a vaga do Curso de Formação de Oficiais é perfeitamente legal”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 871346 AGR / PR 3. Tal como assentou a decisão de admissibilidade mantida pela decisão agravada, dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem exigiria a análise da norma infraconstitucional pertinente (Lei estadual n 1.943/1954), providência inviável de ser realizada neste momento processual (incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). 4. Ademais, ainda que se considerem prequestionados os artigos constitucionais ditos violados, nota-se que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia com base nos fatos e provas constantes dos autos e nos termos das cláusulas editalícias do concurso público para assentar a validade do teste de aptidão física aplicado. A hipótese atrai, portanto, a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 5. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes das duas Turmas do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.4.2012. Divergir do entendimento firmado pelo Tribunal a quo, acerca da aptidão física para o exercício do cargo de Delegado de Polícia, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Supremo Tribunal Federal ARE 871346 AGR / PR 3. Tal como assentou a decisão de admissibilidade mantida pela decisão agravada, dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem exigiria a análise da norma infraconstitucional pertinente (Lei estadual n 1.943/1954), providência inviável de ser realizada neste momento processual (incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). 4. Ademais, ainda que se considerem prequestionados os artigos constitucionais ditos violados, nota-se que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia com base nos fatos e provas constantes dos autos e nos termos das cláusulas editalícias do concurso público para assentar a validade do teste de aptidão física aplicado. A hipótese atrai, portanto, a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 5. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes das duas Turmas do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.4.2012. Divergir do entendimento firmado pelo Tribunal a quo, acerca da aptidão física para o exercício do cargo de Delegado de Polícia, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 871346 AGR / PR infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 765.945-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO ART. 37, I E II, DA CONSTITUIÇÃO. TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. LEI ESTADUAL 5.346/1992. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE NA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 5.346/1992), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Supremo Tribunal Federal ARE 871346 AGR / PR infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 765.945-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO ART. 37, I E II, DA CONSTITUIÇÃO. TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. LEI ESTADUAL 5.346/1992. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE NA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 5.346/1992), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 871346 AGR / PR (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. V - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 650.860-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Supremo Tribunal Federal ARE 871346 AGR / PR (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. V - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 650.860-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) : ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410170 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.346 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES ADV.(A/S) : ROMULO INOWLOCKI AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410170 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871 . 346", "SÚMULAS 279 , 280 E 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 871 . 346", "ARE 871346 AGR / PR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 871346 AGR / PR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 871346 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 765 . 945 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 871346 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 765 . 945 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 871346 AGR / PR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 650 . 860 - AgR", "ARE 871346 AGR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 650 . 860 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "artigo 21 , inc . II , alínea ‘ e ’ da Lei Estadual n . 1 . 943 / 1953", "Constituição Federal", "Lei 1 . 943 / 54", "Lei Estadual n . 1 . 943 / 1954", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , inc . II , alínea ‘ e ’ da Lei Estadual n . 1 . 943 / 1953", "Constituição Federal", "Lei 1 . 943 / 54", "Lei Estadual n . 1 . 943 / 1954", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 1 . 943 / 1954", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 1 . 943 / 1954", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , I E II , DA CONSTITUIÇÃO", "LEI ESTADUAL 5 . 346 / 1992", "Lei Estadual 5 . 346 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , I E II , DA CONSTITUIÇÃO", "LEI ESTADUAL 5 . 346 / 1992", "Lei Estadual 5 . 346 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Polícia Militar do Paraná", "Polícia Militar do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Polícia Militar do Paraná", "Polícia Militar do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES", "ROMULO INOWLOCKI", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES", "ROMULO INOWLOCKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES", "ROMULO INOWLOCKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES", "ROMULO INOWLOCKI", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES", "ROMULO INOWLOCKI", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "04", "/", "2015", "28 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "28", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DO DEVEDOR. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE IMPUGNAÇÃO. ART. 475-J DO CPC. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, DA LEI MAIOR. JUIZ NATURAL. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.10.2012. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596940. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 866120 AGR / PE referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 26 de maio de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596940. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 26 de maio de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Altronic S/a Equipamentos Eletrônicos. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de afronta aos princípios da legalidade, razoabilidade, segurança jurídica, inafastabilidade da jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Assevera que “(...) ao deixar de examinar a lida segundo foi proposta negando o exame as questões cruciais à defesa dos direitos do recorrente, o acórdão recorrido afrontou o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa (...)”. Sustenta indevida a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Reitera a afronta aos arts. 5º, I, XXXIV, “a” , LIII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO INADMISSÍVEL. APLICAÇÃO DO ART. 557, CAPUT, DO CPC. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. MANUTENÇÃO DO DECISUM. 1. Nos termos do artigo 557, caput, do CPC, se o recurso for manifestamente inadmissível, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596941. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Altronic S/a Equipamentos Eletrônicos. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de afronta aos princípios da legalidade, razoabilidade, segurança jurídica, inafastabilidade da jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Assevera que “(...) ao deixar de examinar a lida segundo foi proposta negando o exame as questões cruciais à defesa dos direitos do recorrente, o acórdão recorrido afrontou o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa (...)”. Sustenta indevida a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Reitera a afronta aos arts. 5º, I, XXXIV, “a” , LIII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO INADMISSÍVEL. APLICAÇÃO DO ART. 557, CAPUT, DO CPC. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. MANUTENÇÃO DO DECISUM. 1. Nos termos do artigo 557, caput, do CPC, se o recurso for manifestamente inadmissível, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 866120 AGR / PE improcedente, prejudicado ou estiver em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior, o relator negará seguimento ao mesmo. 2. O inconformismo dirigido ao cumprimento de sentença arrimado no art. 475-J, do CPC, há de ser manifestado através de impugnação, nos termos do seu § 1º, o que não ocorreu, sendo cabível o agravo tão-só da decisão que examinar tal irresignação. 3. Hipótese em que deve ser mantida a negativa de seguimento do agravo de instrumento, ante a sua manifesta inadmissibilidade. 4. Agravo regimental improvido. Pedido de reconsideração prejudicado” Acórdão recorrido publicado em 1º.10.2012. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596941. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE improcedente, prejudicado ou estiver em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior, o relator negará seguimento ao mesmo. 2. O inconformismo dirigido ao cumprimento de sentença arrimado no art. 475-J, do CPC, há de ser manifestado através de impugnação, nos termos do seu § 1º, o que não ocorreu, sendo cabível o agravo tão-só da decisão que examinar tal irresignação. 3. Hipótese em que deve ser mantida a negativa de seguimento do agravo de instrumento, ante a sua manifesta inadmissibilidade. 4. Agravo regimental improvido. Pedido de reconsideração prejudicado” Acórdão recorrido publicado em 1º.10.2012. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE Tribunal Federal, verbis : "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE Tribunal Federal, verbis : "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual não se divisa a apontada violação dos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Honorários advocatícios. Matéria infraconstitucional. Artigo 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisprudência do Tribunal é firme no sentido de que a questão relativa a honorários advocatícios é de índole infraconstitucional, exaurindo-se no âmbito da legislação processual, para cujo exame não se presta o recurso extraordinário. Incidência da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual não se divisa a apontada violação dos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Honorários advocatícios. Matéria infraconstitucional. Artigo 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisprudência do Tribunal é firme no sentido de que a questão relativa a honorários advocatícios é de índole infraconstitucional, exaurindo-se no âmbito da legislação processual, para cujo exame não se presta o recurso extraordinário. Incidência da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE Súmula nº 636/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE 821818 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 02/09/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-198 DIVULG 09-10-2014 PUBLIC 10-10- 2014). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, do juiz natural, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR- 495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI- AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE Súmula nº 636/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE 821818 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 02/09/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-198 DIVULG 09-10-2014 PUBLIC 10-10- 2014). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, do juiz natural, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR- 495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI- AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). Acresço, à demasia, que o Plenário Virtual desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). Acresço, à demasia, que o Plenário Virtual desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE Tribunais no RE 598.365-RG, verbis: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608.” (RE 598365 RG, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, julgado em 14/08/2009, DJe-055 DIVULG 25-03-2010 PUBLIC 26-03-2010 EMENT VOL-02395-06 PP-01480 RDECTRAB v. 17, n. 195, 2010, p. 213-218 ) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE Tribunais no RE 598.365-RG, verbis: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608.” (RE 598365 RG, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, julgado em 14/08/2009, DJe-055 DIVULG 25-03-2010 PUBLIC 26-03-2010 EMENT VOL-02395-06 PP-01480 RDECTRAB v. 17, n. 195, 2010, p. 213-218 ) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644174 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8659448
2015-05-26T00:00:00
2015-06-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DO DEVEDOR. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE IMPUGNAÇÃO. ART. 475-J DO CPC. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, DA LEI MAIOR. JUIZ NATURAL. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.10.2012. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur308159
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT). (RECURSO, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE) RE 598365 RG. Número de páginas: 11. Análise: 26/06/2015, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
866120
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00001 INC-00034 LET-A \n INC-00053 INC-00054 INC-00055 ART-00102 \n INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0475J\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 866120 AgR
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AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DO DEVEDOR. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE IMPUGNAÇÃO. ART. 475-J DO Código de Processo Civil. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, DA LEI MAIOR. JUIZ NATURAL. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1....10.2012. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596940. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 866120 AGR / PE referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 26 de maio de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596940. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 26 de maio de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Altronic S/a Equipamentos Eletrônicos. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de afronta aos princípios da legalidade, razoabilidade, segurança jurídica, inafastabilidade da jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Assevera que “(...) ao deixar de examinar a lida segundo foi proposta negando o exame as questões cruciais à defesa dos direitos do recorrente, o acórdão recorrido afrontou o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa (...)”. Sustenta indevida a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Reitera a afronta aos arts. 5..., I, XXXIV, “a” , LIII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. O Tribunal Regional Federal da 5... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO INADMISSÍVEL. APLICAÇÃO DO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. MANUTENÇÃO DO DECISUM. 1. Nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, se o recurso for manifestamente inadmissível, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596941. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Altronic S/a Equipamentos Eletrônicos. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de afronta aos princípios da legalidade, razoabilidade, segurança jurídica, inafastabilidade da jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Assevera que “(...) ao deixar de examinar a lida segundo foi proposta negando o exame as questões cruciais à defesa dos direitos do recorrente, o acórdão recorrido afrontou o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa (...)”. Sustenta indevida a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Reitera a afronta aos arts. 5..., I, XXXIV, “a” , LIII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. O Tribunal Regional Federal da 5... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO INADMISSÍVEL. APLICAÇÃO DO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. MANUTENÇÃO DO DECISUM. 1. Nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, se o recurso for manifestamente inadmissível, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 866120 AGR / PE improcedente, prejudicado ou estiver em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior, o relator negará seguimento ao mesmo. 2. O inconformismo dirigido ao cumprimento de sentença arrimado no art. 475-J, do Código de Processo Civil, há de ser manifestado através de impugnação, nos termos do seu § 1..., o que não ocorreu, sendo cabível o agravo tão-só da decisão que examinar tal irresignação. 3. Hipótese em que deve ser mantida a negativa de seguimento do agravo de instrumento, ante a sua manifesta inadmissibilidade. 4. Agravo regimental improvido. Pedido de reconsideração prejudicado” Acórdão recorrido publicado em 1....10.2012. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596941. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE improcedente, prejudicado ou estiver em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior, o relator negará seguimento ao mesmo. 2. O inconformismo dirigido ao cumprimento de sentença arrimado no art. 475-J, do Código de Processo Civil, há de ser manifestado através de impugnação, nos termos do seu § 1..., o que não ocorreu, sendo cabível o agravo tão-só da decisão que examinar tal irresignação. 3. Hipótese em que deve ser mantida a negativa de seguimento do agravo de instrumento, ante a sua manifesta inadmissibilidade. 4. Agravo regimental improvido. Pedido de reconsideração prejudicado” Acórdão recorrido publicado em 1....10.2012. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., I, XXXIV, “a”, LIII, LIV e LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE Tribunal Federal, verbis : "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE Tribunal Federal, verbis : "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual não se divisa a apontada violação dos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Honorários advocatícios. Matéria infraconstitucional. Artigo 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisprudência do Tribunal é firme no sentido de que a questão relativa a honorários advocatícios é de índole infraconstitucional, exaurindo-se no âmbito da legislação processual, para cujo exame não se presta o recurso extraordinário. Incidência da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual não se divisa a apontada violação dos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Honorários advocatícios. Matéria infraconstitucional. Artigo 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisprudência do Tribunal é firme no sentido de que a questão relativa a honorários advocatícios é de índole infraconstitucional, exaurindo-se no âmbito da legislação processual, para cujo exame não se presta o recurso extraordinário. Incidência da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE 821818 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 02/09/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-198 DIVULG 09-10-2014 PUBLIC 10-10- 2014). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, do juiz natural, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR- 495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI- AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE 821818 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 02/09/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-198 DIVULG 09-10-2014 PUBLIC 10-10- 2014). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, do juiz natural, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR- 495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI- AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). Acresço, à demasia, que o Plenário Virtual desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). Acresço, à demasia, que o Plenário Virtual desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 866120 AGR / PE Tribunais no Recurso Extraordinário 598.365-RG, verbis: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608.” (Recurso Extraordinário 598365 RG, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, julgado em 14/08/2009, DJe-055 DIVULG 25-03-2010 PUBLIC 26-03-2010 EMENT VOL-02395-06 PP-01480 RDECTRAB v. 17, n. 195, 2010, p. 213-218 ) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Supremo Tribunal Federal ARE 866120 AGR / PE Tribunais no Recurso Extraordinário 598.365-RG, verbis: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608.” (Recurso Extraordinário 598365 RG, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, julgado em 14/08/2009, DJe-055 DIVULG 25-03-2010 PUBLIC 26-03-2010 EMENT VOL-02395-06 PP-01480 RDECTRAB v. 17, n. 195, 2010, p. 213-218 ) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644174 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.120 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 866120 AGR / PE", "ARE 866120 AGR / PE", "ARE 866120 AGR / PE", "ARE 866120 AGR / PE", "AI", "-", "AgR", "-", ".", "880", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 866120 AGR / PE", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 866120 AGR / PE", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 821818 AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 866120 AGR / PE", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 821818 AgR", "-", "AgR", "-", ".", "AI", "-", "AgR", "436", ".", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "ARE 866120 AGR / PE", "-", "AgR", "-", "154", ".", "158", "/", "SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "AI 842 . 445 - 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Turma", "Plenário Virtual desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ALTRONIC S / A EQUIPAMENTOS", "UNIÃO", ".", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ALTRONIC S / A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER ARE", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER ARE 866120", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER ARE", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Dias Toffoli", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Ellen Gracie", "AYRES BRITTO", "Ellen Gracie", "AYRES BRITTO", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "26", "/", "05", "/", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "09", "/", "2014", "09", "-", "10", "-", "2014", "10", "-", "10", "-", "2014", "05", ".", "8", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "09", "/", "2014", "09", "-", "10", "-", "2014", "10", "-", "10", "-", "2014", "05", ".", "8", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "16", ".", "4", ".", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "16", ".", "4", ".", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2009", "25", "-", "03", "-", "2010", "26", "-", "03", "-", "2010", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2009", "25", "-", "03", "-", "2010", "26", "-", "03", "-", "2010", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "26", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) :RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) :FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI EMENTA: INQUÉRITO. DENÚNCIA CONTRA DEPUTADO FEDERAL. CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL, ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL. POSTERIOR PEDIDO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DO ART. 299 DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA OMISSÃO DE INFORMAÇÕES NA PRESTAÇÃO DE CONTAS ELEITORAIS. AFASTAMENTO DAS PRELIMINARES DE PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA E INÉPCIA DA DENÚNCIA. ALEGADA FALTA DE JUSTA CAUSA PARA O PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO PENAL. ACOLHIMENTO. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVA. REJEIÇÃO DA DENÚNCIA COM FUNDAMENTO NO ART. 395, INC. III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. 1. Inviável a rejeição da denúncia por alegada prescrição em perspectiva, por ter este Supremo Tribunal Federal jurisprudência assente na qual declara ser “descabida a análise antecipada sobre a ocorrência da prescrição” (Ação Penal n. 441/SP, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.6.2012). 2. Descabe a rejeição liminar da denúncia, por alegada inépcia, quando a peça processual atende ao disposto no art. 41 do CPP e descreve, com o cuidado necessário, a conduta criminosa imputada a cada qual dos denunciados, explicitando, minuciosamente, os fundamentos da acusação. 3. Ausentes indícios consistentes de autoria e materialidade delitiva e não demonstrado o dolo específico do crime do art. 299 do Código Penal, é de se rejeitar a denúncia por falta de justa causa, nos termos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552155. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão INQ 2792 / MG art. 395, inc. III, do CPP. 4. Denúncia rejeitada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por votação unânime, em rejeitar a denúncia, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552155. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG art. 395, inc. III, do CPP. 4. Denúncia rejeitada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por votação unânime, em rejeitar a denúncia, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) :RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) :FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República contra o Deputado Federal Leonardo Lemos de Barros Quintão e o codenunciado Rodrigo Lemos de Barros Quintão, pela suposta prática, por duas vezes, da infração tipificada no art. 350 do Código Eleitoral (“omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais: pena: reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa , se o documento [é público, e reclusão até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa, se o documento é particular”), na forma do artigo 69 do Código Penal. 2. Narra-se na inicial: “(...) 1. A partir das investigações empreendidas nestes autos, constatou-se que os denunciados omitiram em prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais declaração que dela deveria constar. A omissão teve por objetivo ocultar a irregularidade das contas referentes à campanha eleitoral para Deputado Federal de Leonardo Quintão no ano de 2006, cuja administração financeira coube a Rodrigo Lemos Barros Quintão (fls. 118). 2. No dia 30.09.2006 a Polícia Militar de Minas Gerais realizou a apreensão de 270 (duzentas e setenta) camisetas brancas contendo propaganda eleitoral do denunciado em posse de Geovane Correia, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) :RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) :FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República contra o Deputado Federal Leonardo Lemos de Barros Quintão e o codenunciado Rodrigo Lemos de Barros Quintão, pela suposta prática, por duas vezes, da infração tipificada no art. 350 do Código Eleitoral (“omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais: pena: reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa , se o documento [é público, e reclusão até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa, se o documento é particular”), na forma do artigo 69 do Código Penal. 2. Narra-se na inicial: “(...) 1. A partir das investigações empreendidas nestes autos, constatou-se que os denunciados omitiram em prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais declaração que dela deveria constar. A omissão teve por objetivo ocultar a irregularidade das contas referentes à campanha eleitoral para Deputado Federal de Leonardo Quintão no ano de 2006, cuja administração financeira coube a Rodrigo Lemos Barros Quintão (fls. 118). 2. No dia 30.09.2006 a Polícia Militar de Minas Gerais realizou a apreensão de 270 (duzentas e setenta) camisetas brancas contendo propaganda eleitoral do denunciado em posse de Geovane Correia, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório INQ 2792 / MG realizava a estampagem de camisetas de diversos candidatos às vésperas das eleições 2006 (boletim de ocorrência às fls. 06/07). 3. Em depoimento prestado às fls. 42/43, Everaldo Fernandes da Silva, responsável pela venda de camisetas à campanha de Leonardo Quintão, informou que vendeu entre “trezentas e quinhentas (não se recordando corretamente) camisas de malha Colmeia, cor branca para tais pessoas que pagaram três reais por cada camisa” (fls. 42). 4. Posteriormente, por indicação de Romero Cândido de Oliveira, as camisas foram entregues por “Zinho” a Geovane Correia, que realizou a estampagem da propaganda eleitoral do parlamentar, tendo entregue parte da encomenda antes da realização da diligência pela autoridade policial. 5. Dessa forma, após a aquisição, as camisetas foram entregues por pessoa de confiança do pai do denunciado Leonardo Quintão – que foi um dos maiores financiadores de sua campanha a Deputado Federal -, ao responsável pela estampagem da propaganda política, o que evidencia o conhecimento dos denunciados sobre a aquisição do material e a prestação do serviço. 6. Contudo, na prestação de contas eleitoral apresentada pelos denunciados ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais não estão listados entre as despesas de campanha a compra das camisetas brancas e o serviço de estampagem da propaganda política. 7. Com efeito, Leonardo Lemos de Barros Quintão e Rodrigo Lemos Barros Quintão entregaram ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais a prestação de contas nº 4343/2006, na qual informaram no Demonstrativo de Receitas e Despesas – DRD (fls. 157/158) que o total da receita de campanha foi de R$ 1.176.898,15 (um milhão, cento e setenta e seis mil, oitocentos e noventa e oito reais e quinze centavos), sendo que as despesas foram de R$ 1.170.546,15 (um milhão, cento e setenta mil, quinhentos e quarenta e seis reais e quinze centavos). 8. O relatório pormenorizado das despesas efetuadas não mencionou, contudo, os valores referentes à aquisição das camisetas e o serviço de estampagem, mesmo diante da imprescindibilidade de tal informação, tendo em vista tratar-se de despesa de campanha. 9. Os denunciados, ao omitirem tais informações, deixaram de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG realizava a estampagem de camisetas de diversos candidatos às vésperas das eleições 2006 (boletim de ocorrência às fls. 06/07). 3. Em depoimento prestado às fls. 42/43, Everaldo Fernandes da Silva, responsável pela venda de camisetas à campanha de Leonardo Quintão, informou que vendeu entre “trezentas e quinhentas (não se recordando corretamente) camisas de malha Colmeia, cor branca para tais pessoas que pagaram três reais por cada camisa” (fls. 42). 4. Posteriormente, por indicação de Romero Cândido de Oliveira, as camisas foram entregues por “Zinho” a Geovane Correia, que realizou a estampagem da propaganda eleitoral do parlamentar, tendo entregue parte da encomenda antes da realização da diligência pela autoridade policial. 5. Dessa forma, após a aquisição, as camisetas foram entregues por pessoa de confiança do pai do denunciado Leonardo Quintão – que foi um dos maiores financiadores de sua campanha a Deputado Federal -, ao responsável pela estampagem da propaganda política, o que evidencia o conhecimento dos denunciados sobre a aquisição do material e a prestação do serviço. 6. Contudo, na prestação de contas eleitoral apresentada pelos denunciados ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais não estão listados entre as despesas de campanha a compra das camisetas brancas e o serviço de estampagem da propaganda política. 7. Com efeito, Leonardo Lemos de Barros Quintão e Rodrigo Lemos Barros Quintão entregaram ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais a prestação de contas nº 4343/2006, na qual informaram no Demonstrativo de Receitas e Despesas – DRD (fls. 157/158) que o total da receita de campanha foi de R$ 1.176.898,15 (um milhão, cento e setenta e seis mil, oitocentos e noventa e oito reais e quinze centavos), sendo que as despesas foram de R$ 1.170.546,15 (um milhão, cento e setenta mil, quinhentos e quarenta e seis reais e quinze centavos). 8. O relatório pormenorizado das despesas efetuadas não mencionou, contudo, os valores referentes à aquisição das camisetas e o serviço de estampagem, mesmo diante da imprescindibilidade de tal informação, tendo em vista tratar-se de despesa de campanha. 9. Os denunciados, ao omitirem tais informações, deixaram de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório INQ 2792 / MG prestar regularmente suas contas à Justiça Eleitoral. As despesas não declaradas, realizadas durante a campanha para Deputado Federal em 2006, deveriam constar na prestação de contas entregue ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, seja como gastos do candidato ou doações de terceiros, caso as camisas e a estampagem tivessem sido pagas por recursos não peretencentes ao candidato. 10. Inafastável, portanto, a conclusão de que ocorridas as despesas e não tendo sido elas declaradas, os denunciados valeram-se de outros recursos que não os oficialmente informados na prestação de contas da campanha eleitoral. Daí a impossibilidade de constar esse dado no documento apresentado à Justiça Eleitoral. 11. Dessa forma, ao omitirem a informação da compra das camisetas de Everaldo Fernandes da Silva e o pagamento do serviço de estampagem a Geovane Correia, os denunciados atuaram com fins eleitorais, visando conferir legalidade à prestação de contas da campanha eleitoral de Leonardo Quintão para Deputado Federal em 2006. 12. Assim agindo, Leonardo Lemos de Barros Quintão e Rodrigo Lemos Barros Quintão praticaram o crime tipificado no art. 350 do Código Eleitoral, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. (...)” (fls. 1442/1445). Com a inicial vieram os documentos de fls. 02-1452. 3. Em 25.11.2011 determinei, por solicitação do Ministério Público, ao Juízo da 130ª Zona Eleitoral de Ipatinga/MG, o encaminhamento a este Supremo Tribunal Federal da camiseta apreendida e juntada aos autos originários e de esclarecimentos sobre o destino dado ao restante do material apreendido (fls. 1457/1458) Determinei também a notificação dos denunciados para oferecimento de resposta à acusação, no prazo de quinze (art. 4º da Lei 8.038/90). 4. Consta dos autos ofício às fls. 1463 do juízo da 130ª Zona Eleitoral 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG prestar regularmente suas contas à Justiça Eleitoral. As despesas não declaradas, realizadas durante a campanha para Deputado Federal em 2006, deveriam constar na prestação de contas entregue ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, seja como gastos do candidato ou doações de terceiros, caso as camisas e a estampagem tivessem sido pagas por recursos não peretencentes ao candidato. 10. Inafastável, portanto, a conclusão de que ocorridas as despesas e não tendo sido elas declaradas, os denunciados valeram-se de outros recursos que não os oficialmente informados na prestação de contas da campanha eleitoral. Daí a impossibilidade de constar esse dado no documento apresentado à Justiça Eleitoral. 11. Dessa forma, ao omitirem a informação da compra das camisetas de Everaldo Fernandes da Silva e o pagamento do serviço de estampagem a Geovane Correia, os denunciados atuaram com fins eleitorais, visando conferir legalidade à prestação de contas da campanha eleitoral de Leonardo Quintão para Deputado Federal em 2006. 12. Assim agindo, Leonardo Lemos de Barros Quintão e Rodrigo Lemos Barros Quintão praticaram o crime tipificado no art. 350 do Código Eleitoral, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. (...)” (fls. 1442/1445). Com a inicial vieram os documentos de fls. 02-1452. 3. Em 25.11.2011 determinei, por solicitação do Ministério Público, ao Juízo da 130ª Zona Eleitoral de Ipatinga/MG, o encaminhamento a este Supremo Tribunal Federal da camiseta apreendida e juntada aos autos originários e de esclarecimentos sobre o destino dado ao restante do material apreendido (fls. 1457/1458) Determinei também a notificação dos denunciados para oferecimento de resposta à acusação, no prazo de quinze (art. 4º da Lei 8.038/90). 4. Consta dos autos ofício às fls. 1463 do juízo da 130ª Zona Eleitoral 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório INQ 2792 / MG encaminhando a camiseta apreendida no processo originário e informando que o restante do material apreendido não está no cartório eleitoral “não sendo possível apresentar cópia de eventual decisão que tenha determinado a destruição ou doação desses itens, tendo em vista que toda documentação alusiva ao referido processo se encontra nos próprios autos.” 5. Notificados (fls. 1468 e 1665), os denunciados trouxeram aos autos respostas autônomas, mas idênticas no conteúdo e subscritas pelo mesmo advogado (fls. 1535/1543 e 1593/1603), suscitando razões que, em seu entender, determinam a rejeição da denúncia. 6. Sustentam que a ação penal examinada não deveria prosseguir por faltar ao Ministério Público interesse de agir pela prescrição em perspectiva pois “(...) [s]e hipoteticamente imaginássemos que o denunciado fosse condenado, o que acredita a defesa não ocorreria, a pena não se afastaria do mínimo legal levando, ao final ao reconhecimento da prescrição.” (fls. 1537) No mesmo sentido assevera que “[e]m hipóteses como esta, o prazo prescricional inicialmente considerado, isto é, pela pena em abstrato (art. 109, CP), seria sensivelmente reduzido após a sentença condenatória (pena em concreto), considerando que o suposto delito se consumou no dia 30/09/2006, transcorridos mais de cinco anos, sem que o recebimento da denúncia, primeira causa interruptiva da contagem prescricional, se operasse.” (fls. 1538) Ademais, argumenta ser inepta a denúncia, causando embaraço ao exercício da ampla defesa por deixar de expor “[a]rticulado lógico, claro e objetivo” e apresenta “uma sugestão de que, por ter havido eventualmente pequenas irregularidades na prestação de contas (que inclusive foi aprovada, conforme cópia em anexo) o fato” (crime de falsidade ideológica do art. 350 do Código Eleitoral) “realmente ocorreu apesar de se saber que em direito penal a culpa não se presume”. (fls. 1538/1539) Assevera “com toda clareza, denota-se que a denúncia é inepta, pois 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG encaminhando a camiseta apreendida no processo originário e informando que o restante do material apreendido não está no cartório eleitoral “não sendo possível apresentar cópia de eventual decisão que tenha determinado a destruição ou doação desses itens, tendo em vista que toda documentação alusiva ao referido processo se encontra nos próprios autos.” 5. Notificados (fls. 1468 e 1665), os denunciados trouxeram aos autos respostas autônomas, mas idênticas no conteúdo e subscritas pelo mesmo advogado (fls. 1535/1543 e 1593/1603), suscitando razões que, em seu entender, determinam a rejeição da denúncia. 6. Sustentam que a ação penal examinada não deveria prosseguir por faltar ao Ministério Público interesse de agir pela prescrição em perspectiva pois “(...) [s]e hipoteticamente imaginássemos que o denunciado fosse condenado, o que acredita a defesa não ocorreria, a pena não se afastaria do mínimo legal levando, ao final ao reconhecimento da prescrição.” (fls. 1537) No mesmo sentido assevera que “[e]m hipóteses como esta, o prazo prescricional inicialmente considerado, isto é, pela pena em abstrato (art. 109, CP), seria sensivelmente reduzido após a sentença condenatória (pena em concreto), considerando que o suposto delito se consumou no dia 30/09/2006, transcorridos mais de cinco anos, sem que o recebimento da denúncia, primeira causa interruptiva da contagem prescricional, se operasse.” (fls. 1538) Ademais, argumenta ser inepta a denúncia, causando embaraço ao exercício da ampla defesa por deixar de expor “[a]rticulado lógico, claro e objetivo” e apresenta “uma sugestão de que, por ter havido eventualmente pequenas irregularidades na prestação de contas (que inclusive foi aprovada, conforme cópia em anexo) o fato” (crime de falsidade ideológica do art. 350 do Código Eleitoral) “realmente ocorreu apesar de se saber que em direito penal a culpa não se presume”. (fls. 1538/1539) Assevera “com toda clareza, denota-se que a denúncia é inepta, pois 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Relatório INQ 2792 / MG mencionada peça acusatória não traz em seu bojo informações seguras e corretas de que o denunciado praticou o delito prescrito pela norma do art. 350, do Código Eleitoral, eivando o procedimento criminal presente de nulidade na exata medida em que inviabiliza o sagrado direito de ampla defesa, além de não externar nenhuma conduta do denunciado que torne apta a persecução penal, nem individualizar as condutas de ambos os denunciados.” (fls. 1539/1540) Salienta, ainda, inexistir, no caso, justa causa para o prosseguimento da ação penal, por não haver “sequer elemento indiciário que relacione a conduta do denunciado ao fato das camisas apreendidas, apesar de se tratar de material de campanha. Não há, portanto, sequer uma testemunha que sinalize participação, no plano fático, do denunciado na compra das camisas apreendidas, ou de contratação da estampagem. Em outras palavras, não há, nem de longe, nada que demonstre autoria a que justifique denuncia em seu desfavor.” (fls. 1539) Enfatiza também ser atípica a conduta narrada na denúncia porque ausente o dolo, genérico ou específico, e"[A]o longo de toda a investigação, não se reuniu uma única declaração ou documento de que o denunciado tinha conhecimento da compra das camisas ou da contratação da estampagem, não devendo se inferir tenha o denunciado agido com dolo. Afinal, não teve ele a consciência e a vontade de realizar crime nenhum, especialmente em se tratando do fato representado pela compra e estampagem das camisas, muito embora tivesse seu nome na véspera da eleição para deputado.” (fls. 1541) Anota equivocar-se o Ministério Público em capitular a conduta descrita na inicial como o crime do art. 350 do Código Eleitoral porque tal matéria é “[f]requentemente revisitada no Colendo Tribunal Superior Eleitoral, onde há entendimento pacífico, segundo o qual a omissão de despesa em prestação de contas não tem o condão de perfectibilizar o crime de falsidade ideológica, por lhe carecer a finalidade eleitoral, já que as contas são prestadas após a realização do pleito.” (fls. 1542) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG mencionada peça acusatória não traz em seu bojo informações seguras e corretas de que o denunciado praticou o delito prescrito pela norma do art. 350, do Código Eleitoral, eivando o procedimento criminal presente de nulidade na exata medida em que inviabiliza o sagrado direito de ampla defesa, além de não externar nenhuma conduta do denunciado que torne apta a persecução penal, nem individualizar as condutas de ambos os denunciados.” (fls. 1539/1540) Salienta, ainda, inexistir, no caso, justa causa para o prosseguimento da ação penal, por não haver “sequer elemento indiciário que relacione a conduta do denunciado ao fato das camisas apreendidas, apesar de se tratar de material de campanha. Não há, portanto, sequer uma testemunha que sinalize participação, no plano fático, do denunciado na compra das camisas apreendidas, ou de contratação da estampagem. Em outras palavras, não há, nem de longe, nada que demonstre autoria a que justifique denuncia em seu desfavor.” (fls. 1539) Enfatiza também ser atípica a conduta narrada na denúncia porque ausente o dolo, genérico ou específico, e"[A]o longo de toda a investigação, não se reuniu uma única declaração ou documento de que o denunciado tinha conhecimento da compra das camisas ou da contratação da estampagem, não devendo se inferir tenha o denunciado agido com dolo. Afinal, não teve ele a consciência e a vontade de realizar crime nenhum, especialmente em se tratando do fato representado pela compra e estampagem das camisas, muito embora tivesse seu nome na véspera da eleição para deputado.” (fls. 1541) Anota equivocar-se o Ministério Público em capitular a conduta descrita na inicial como o crime do art. 350 do Código Eleitoral porque tal matéria é “[f]requentemente revisitada no Colendo Tribunal Superior Eleitoral, onde há entendimento pacífico, segundo o qual a omissão de despesa em prestação de contas não tem o condão de perfectibilizar o crime de falsidade ideológica, por lhe carecer a finalidade eleitoral, já que as contas são prestadas após a realização do pleito.” (fls. 1542) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Relatório INQ 2792 / MG Pede a rejeição da denúncia pelos seguintes motivos: “a) Por se encontrar a punibilidade extinta em face da ocorrência da prescrição antecipada; b) Por ser claramente inepta, não autorizando o prosseguimento da persecução penal, como já exposto; c) Por falta de justa causa já que inexistem elementos mínimos que autorizem a deflagração da ação penal; d) Por ser a conduta atípica, considerando a ausência de dolo, seja genérico, seja específico;”(fls. 1543). A defesa dos senunciados juntou os instrumentos de mandato e cópias dos acórdãos proferidos pelo TRE/MG na Prestação de Contas n. 4343/2006, na Representação 3227/2006 e na Ação de Impugnação de Mandato Eletivo n. 3/2007 (fls. 1544/1591). 7. Às fls. 1682/1694 o Ministério Público Federal reiterou o pedido de recebimento da denúncia, asseverando, porém, que os denunciados não deveriam responder pela suposta prática do crime do art. 350 do Código Eleitoral, mas por terem praticado, supostamente, a conduta descrita no art. 299 do Código Penal, eis que a falsidade descrita na inicial ocorreu após as eleições, o que afasta o dolo específico do art. 350 do Código Eleitoral. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG Pede a rejeição da denúncia pelos seguintes motivos: “a) Por se encontrar a punibilidade extinta em face da ocorrência da prescrição antecipada; b) Por ser claramente inepta, não autorizando o prosseguimento da persecução penal, como já exposto; c) Por falta de justa causa já que inexistem elementos mínimos que autorizem a deflagração da ação penal; d) Por ser a conduta atípica, considerando a ausência de dolo, seja genérico, seja específico;”(fls. 1543). A defesa dos senunciados juntou os instrumentos de mandato e cópias dos acórdãos proferidos pelo TRE/MG na Prestação de Contas n. 4343/2006, na Representação 3227/2006 e na Ação de Impugnação de Mandato Eletivo n. 3/2007 (fls. 1544/1591). 7. Às fls. 1682/1694 o Ministério Público Federal reiterou o pedido de recebimento da denúncia, asseverando, porém, que os denunciados não deveriam responder pela suposta prática do crime do art. 350 do Código Eleitoral, mas por terem praticado, supostamente, a conduta descrita no art. 299 do Código Penal, eis que a falsidade descrita na inicial ocorreu após as eleições, o que afasta o dolo específico do art. 350 do Código Eleitoral. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/05/2015 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Como relatado, o Procurador-Geral da República denunciou o Deputado Federal Leonardo Lemos de Barros Quintão e o codenunciado Rodrigo Lemos de Barros Quintão, imputando-lhes a prática, por duas vezes, do crime previsto no art. 350 do Código Eleitoral: “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita para fins eleitorais: Pena – reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias- multa, se o documento é público, e reclusão de até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa se o documento é particular”. Na inicial, narra-se terem os denunciados omitido, em prestação de contas apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, declaração que dela deveria constar, com o objetivo de ocultar irregularidades nas contas da campanha de 2006, quando Leonardo Quintão foi candidato a deputado federal e Rodrigo Quintão, responsável pela administração financeira da campanha eleitoral. 2. A defesa postulou, preliminarmente, o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva em perspectiva, porque, ainda que sobreviesse, contra os réus, condenação, a pena aplicada aproximar-se-ia do mínimo legal, por serem primários e as circunstâncias judiciais lhes serem favoráveis. Como as pretensas infrações teriam ocorrido há mais de oito anos, em 30.9.2006, e desde então não adveio nenhuma causa interruptiva ou suspensiva do lapso prescricional, sustenta prescrita a pretensão punitiva, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Como relatado, o Procurador-Geral da República denunciou o Deputado Federal Leonardo Lemos de Barros Quintão e o codenunciado Rodrigo Lemos de Barros Quintão, imputando-lhes a prática, por duas vezes, do crime previsto no art. 350 do Código Eleitoral: “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita para fins eleitorais: Pena – reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias- multa, se o documento é público, e reclusão de até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa se o documento é particular”. Na inicial, narra-se terem os denunciados omitido, em prestação de contas apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, declaração que dela deveria constar, com o objetivo de ocultar irregularidades nas contas da campanha de 2006, quando Leonardo Quintão foi candidato a deputado federal e Rodrigo Quintão, responsável pela administração financeira da campanha eleitoral. 2. A defesa postulou, preliminarmente, o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva em perspectiva, porque, ainda que sobreviesse, contra os réus, condenação, a pena aplicada aproximar-se-ia do mínimo legal, por serem primários e as circunstâncias judiciais lhes serem favoráveis. Como as pretensas infrações teriam ocorrido há mais de oito anos, em 30.9.2006, e desde então não adveio nenhuma causa interruptiva ou suspensiva do lapso prescricional, sustenta prescrita a pretensão punitiva, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG considerada a perspectiva de aplicação da pena no patamar mínimo legal. Pleiteia a rejeição da denúncia, alegando-a inepta por não expor quadro lógico, claro e objetivo, além de não trazer informações seguras sobre as condutas dos denunciados, a bloquear, assim, o regular exercício do direito de defesa. Argumenta não existir justa causa para a ação penal, por não haver, nos autos, elementos mínimos de prova a conectá-los à compra das camisetas apreendidas ou à contratação do serviço de estampagem, despesas presumidamente omitidas na prestação de contas. Sustenta a atipicidade da omissão narrada na denúncia porque ausente o dolo, quer genérico, quer específico, exigidos pelo tipo penal, pois, quando os investigados deixaram de informar à Justiça Eleitoral o gasto com a confecção das camisetas, não estavam atuando com consciência e vontade de praticar a falsidade, até porque desconheciam a existência das mencionadas camisetas. Aponta equívoco do Ministério Público ao capitular as omissões descritas na inicial, como o crime do art. 350 do Código Eleitoral. Assinala que as pretensas omissões não teriam o condão de influir nas eleições, por ser a prestação de contas de campanha apresentada após o pleito, pelo que deveriam os denunciados responder, se fosse o caso, pelo crime do art. 299 do Código Penal. 3. Afasto a alegação de prescrição em perspectiva, por ter o Supremo Tribunal Federal sedimentado ser “descabida a análise antecipada sobre a ocorrência de prescrição” (Ação Penal n. 441/SP, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.6.2012), estabelecendo jurisprudência ”firme [no sentido de se] rejeitar a possibilidade de reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou prescrição em perspectiva” (Questão de Ordem no Recurso Extraordinário n. 602.527, Relator o Ministro Cezar Peluso). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG considerada a perspectiva de aplicação da pena no patamar mínimo legal. Pleiteia a rejeição da denúncia, alegando-a inepta por não expor quadro lógico, claro e objetivo, além de não trazer informações seguras sobre as condutas dos denunciados, a bloquear, assim, o regular exercício do direito de defesa. Argumenta não existir justa causa para a ação penal, por não haver, nos autos, elementos mínimos de prova a conectá-los à compra das camisetas apreendidas ou à contratação do serviço de estampagem, despesas presumidamente omitidas na prestação de contas. Sustenta a atipicidade da omissão narrada na denúncia porque ausente o dolo, quer genérico, quer específico, exigidos pelo tipo penal, pois, quando os investigados deixaram de informar à Justiça Eleitoral o gasto com a confecção das camisetas, não estavam atuando com consciência e vontade de praticar a falsidade, até porque desconheciam a existência das mencionadas camisetas. Aponta equívoco do Ministério Público ao capitular as omissões descritas na inicial, como o crime do art. 350 do Código Eleitoral. Assinala que as pretensas omissões não teriam o condão de influir nas eleições, por ser a prestação de contas de campanha apresentada após o pleito, pelo que deveriam os denunciados responder, se fosse o caso, pelo crime do art. 299 do Código Penal. 3. Afasto a alegação de prescrição em perspectiva, por ter o Supremo Tribunal Federal sedimentado ser “descabida a análise antecipada sobre a ocorrência de prescrição” (Ação Penal n. 441/SP, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.6.2012), estabelecendo jurisprudência ”firme [no sentido de se] rejeitar a possibilidade de reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou prescrição em perspectiva” (Questão de Ordem no Recurso Extraordinário n. 602.527, Relator o Ministro Cezar Peluso). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG Na espécie em análise, afastada a possibilidade de reconhecimento da prescrição em perspectiva, também descabe o reconhecimento da prescrição pela pena máxima em abstrato. Os delitos mencionados na denúncia têm pena máxima de cinco anos de reclusão. Nos termos do art. 109, inc. III, do Código Penal, o lapso prescricional é balizado em doze anos, não tendo ainda transcorrido o período desde a suposta consumação dos crimes (30.9.2006), pelo que rejeito a preliminar de prescrição suscitada pela defesa, seja pela pena máxima em abstrato, seja pela pena em perspectiva. 4. Quanto à pretensa inépcia da denúncia, por não ter o Procurador- Geral da República, alegadamente, descrito, com a cautela necessária, a conduta delituosa de cada qual dos denunciados, a análise da peça de ingresso infirma os argumentos da defesa. A descrição da conduta individualizada dos denunciados é indispensável ao exercício da ação penal, por ser corolário das garantias constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da dignidade da pessoa humana. O Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento nesse sentido: “EMENTA: 1. Habeas Corpus. Crime de peculato (art. 303, § 1º do Código Penal Militar). Crime societário. 2. Alegada inépcia da denúncia, por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados. 3. Mudança de orientação jurisprudencial, que, no caso de crimes societários, entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado, bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes: HC no 86.294-SP, 2a Turma, por maioria, de minha relatoria, DJ de 03.02.2006; HC no 85.579-MA, 2a Turma, unânime, de minha relatoria, DJ de 24.05.2005; HC no 80.812-PA, 2a Turma, por maioria, de minha relatoria p/ o acórdão, DJ de 05.03.2004; HC no 73.903-CE, 2a Turma, unânime, Rel. Min. Francisco Rezek, DJ de 25.04.1997; e HC no 74.791-RJ, 1a Turma, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG Na espécie em análise, afastada a possibilidade de reconhecimento da prescrição em perspectiva, também descabe o reconhecimento da prescrição pela pena máxima em abstrato. Os delitos mencionados na denúncia têm pena máxima de cinco anos de reclusão. Nos termos do art. 109, inc. III, do Código Penal, o lapso prescricional é balizado em doze anos, não tendo ainda transcorrido o período desde a suposta consumação dos crimes (30.9.2006), pelo que rejeito a preliminar de prescrição suscitada pela defesa, seja pela pena máxima em abstrato, seja pela pena em perspectiva. 4. Quanto à pretensa inépcia da denúncia, por não ter o Procurador- Geral da República, alegadamente, descrito, com a cautela necessária, a conduta delituosa de cada qual dos denunciados, a análise da peça de ingresso infirma os argumentos da defesa. A descrição da conduta individualizada dos denunciados é indispensável ao exercício da ação penal, por ser corolário das garantias constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da dignidade da pessoa humana. O Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento nesse sentido: “EMENTA: 1. Habeas Corpus. Crime de peculato (art. 303, § 1º do Código Penal Militar). Crime societário. 2. Alegada inépcia da denúncia, por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados. 3. Mudança de orientação jurisprudencial, que, no caso de crimes societários, entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado, bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes: HC no 86.294-SP, 2a Turma, por maioria, de minha relatoria, DJ de 03.02.2006; HC no 85.579-MA, 2a Turma, unânime, de minha relatoria, DJ de 24.05.2005; HC no 80.812-PA, 2a Turma, por maioria, de minha relatoria p/ o acórdão, DJ de 05.03.2004; HC no 73.903-CE, 2a Turma, unânime, Rel. Min. Francisco Rezek, DJ de 25.04.1997; e HC no 74.791-RJ, 1a Turma, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG unânime, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 09.05.1997. 4. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. 5. Observância dos princípios do devido processo legal (CF, art. 5o, LIV), da ampla defesa, contraditório (CF, art. 5o, LV) e da dignidade da pessoa humana (CF, art. 1o, III). Precedentes: HC no 73.590-SP, 1a Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 13.12.1996; e HC no 70.763-DF, 1a Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 23.09.1994. 6. No caso concreto, a denúncia é inepta porque não pormenorizou, de modo adequado e suficiente, a conduta dos pacientes. 7. Habeas corpus deferido” (HC 877.681/RJ, Relator o Ministro Eros Grau, Redator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes, DJ 27.10.2006). Ao contrário do sustentado pela defesa, na espécie em foco, a denúncia individualiza as condutas atribuídas aos denunciados, descrevendo a ação ou a omissão empreendida de forma individualizada. Afirma-se na denúncia que, “a partir das investigações empreendidas nestes autos, constatou-se que os denunciados omitiram em prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais declaração que dela deveria constar” (fl. 1.443). A inicial acusatória contém a forma como se deu a pretensa omissão, ao terem os denunciados entregue “ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais a prestação de contas nº 4343/2006”, estando ausentes do relatório pormenorizado de despesas “os valores referentes à aquisição das camisetas e o serviço de estampagem, mesmo diante da imprescindibilidade de tal informação, tendo em vista tratar-se de despesa de campanha” (fl. 1.444). Segundo o Ministério Público, a alegada omissão teria relevância penal, pois os denunciados, signatários da prestação de contas de fl. 118, tinham o dever jurídico de informar os gastos efetuados na campanha, como consta dos arts. 20 e 21 da Lei n. 9.504/1997: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG unânime, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 09.05.1997. 4. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. 5. Observância dos princípios do devido processo legal (CF, art. 5o, LIV), da ampla defesa, contraditório (CF, art. 5o, LV) e da dignidade da pessoa humana (CF, art. 1o, III). Precedentes: HC no 73.590-SP, 1a Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 13.12.1996; e HC no 70.763-DF, 1a Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 23.09.1994. 6. No caso concreto, a denúncia é inepta porque não pormenorizou, de modo adequado e suficiente, a conduta dos pacientes. 7. Habeas corpus deferido” (HC 877.681/RJ, Relator o Ministro Eros Grau, Redator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes, DJ 27.10.2006). Ao contrário do sustentado pela defesa, na espécie em foco, a denúncia individualiza as condutas atribuídas aos denunciados, descrevendo a ação ou a omissão empreendida de forma individualizada. Afirma-se na denúncia que, “a partir das investigações empreendidas nestes autos, constatou-se que os denunciados omitiram em prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais declaração que dela deveria constar” (fl. 1.443). A inicial acusatória contém a forma como se deu a pretensa omissão, ao terem os denunciados entregue “ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais a prestação de contas nº 4343/2006”, estando ausentes do relatório pormenorizado de despesas “os valores referentes à aquisição das camisetas e o serviço de estampagem, mesmo diante da imprescindibilidade de tal informação, tendo em vista tratar-se de despesa de campanha” (fl. 1.444). Segundo o Ministério Público, a alegada omissão teria relevância penal, pois os denunciados, signatários da prestação de contas de fl. 118, tinham o dever jurídico de informar os gastos efetuados na campanha, como consta dos arts. 20 e 21 da Lei n. 9.504/1997: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG “Art. 20. O candidato a cargo eletivo fará, diretamente ou por intermédio de pessoa por ele designada, a administração financeira de sua campanha, usando recursos repassados pelo comitê, inclusive os relativos à cota do fundo partidário, recursos próprios ou doações de pessoas físicas ou jurídicas, na forma estabelecida nesta Lei. Art. 21. O candidato é solidariamente responsável com a pessoa indicada na forma do art. 20 desta Lei pela veracidade das informações financeiras e contábeis de sua campanha, devendo ambos assinar a respectiva prestação de contas”. Os autos contêm denúncia clara, explicitando-se satisfatoriamente os motivos pelos quais os denunciados figuram como réus na acusação criminal. Não se há cogitar de inépcia da denúncia porque a peça de ingresso registra, de maneira clara e objetiva, o dever jurídico a que os denunciados estavam obrigados, individualizando-se as omissões penalmente relevantes nas quais pretensamente incidiram, garantindo-se- lhes o exercício à ampla defesa, pelo que rejeito o argumento de inépcia da denúncia. 5. Quanto ao requisito da justa causa, porém, assiste razão à defesa quando assevera inexistentes, nos autos, os elementos probatórios mínimos de autoria e materialidade delitiva, a propiciar o prosseguimento da ação penal. A justa causa, definida como o “suporte mínimo de prova, sem o qual a acusação careceria de admissibilidade”, é indispensável ao manejo da ação penal, pois o mero ajuizamento desta “já seria suficiente para atingir o estado de dignidade do acusado, de modo a provocar graves repercussões na órbita de seu patrimônio moral, partilhado socialmente com a comunidade em que desenvolve as suas atividades” (PACELLI, Eugênio. Curso de Processo Penal. 18. ed. São Paulo: Atlas, 2014. p. 116). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG “Art. 20. O candidato a cargo eletivo fará, diretamente ou por intermédio de pessoa por ele designada, a administração financeira de sua campanha, usando recursos repassados pelo comitê, inclusive os relativos à cota do fundo partidário, recursos próprios ou doações de pessoas físicas ou jurídicas, na forma estabelecida nesta Lei. Art. 21. O candidato é solidariamente responsável com a pessoa indicada na forma do art. 20 desta Lei pela veracidade das informações financeiras e contábeis de sua campanha, devendo ambos assinar a respectiva prestação de contas”. Os autos contêm denúncia clara, explicitando-se satisfatoriamente os motivos pelos quais os denunciados figuram como réus na acusação criminal. Não se há cogitar de inépcia da denúncia porque a peça de ingresso registra, de maneira clara e objetiva, o dever jurídico a que os denunciados estavam obrigados, individualizando-se as omissões penalmente relevantes nas quais pretensamente incidiram, garantindo-se- lhes o exercício à ampla defesa, pelo que rejeito o argumento de inépcia da denúncia. 5. Quanto ao requisito da justa causa, porém, assiste razão à defesa quando assevera inexistentes, nos autos, os elementos probatórios mínimos de autoria e materialidade delitiva, a propiciar o prosseguimento da ação penal. A justa causa, definida como o “suporte mínimo de prova, sem o qual a acusação careceria de admissibilidade”, é indispensável ao manejo da ação penal, pois o mero ajuizamento desta “já seria suficiente para atingir o estado de dignidade do acusado, de modo a provocar graves repercussões na órbita de seu patrimônio moral, partilhado socialmente com a comunidade em que desenvolve as suas atividades” (PACELLI, Eugênio. Curso de Processo Penal. 18. ed. São Paulo: Atlas, 2014. p. 116). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG O requisito da justa causa não é “pacificamente aceito como quarta condição da ação [pois] alguns a integram ao interesse de agir, ou mesmo como requisito ao desenvolvimento do procedimento” (TAVORA, Nestor. ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 5. ed. Salvador: Jus Podium, 2011. p. 149). Entretanto, há consenso entre os doutrinadores de que “devem haver provas preliminares suficientes para a probabilidade de condenação efetiva. Esta seria o que boa parte dos processualistas penais denomina ‘justa causa’. Por esse ângulo, a tônica está sobre as ‘provas’, cuja finalidade é formar a convicção de probabilidade de condenação efetiva”. Se não houver “justa causa o juiz rejeitará a denúncia” (FEITOZA, Denílson. Direito Processual Penal, Teoria, Crítica e Práxis. 5. ed. Niterói/RJ: Impetus. p. 223). No caso em foco, a acusação atribui aos denunciados omissão penalmente relevante, consistente em deixar de inserir, na prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral, declaração referente às despesas para aquisição de camisetas de propaganda eleitoral e contratação do serviço de estampagem. Os denunciados não negam a omissão apontada na denúncia, todavia declaram desconhecer a compra dessas camisetas e a contratação do serviço de estampagem. Das duzentas e setenta camisetas de malha apreendidas pela polícia, apenas uma foi retida no cartório eleitoral e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal. Não se localizou o restante do material apreendido, o que inviabilizou a realização de perícia para determinar o valor real do material alegadamente omitido nas contas de campanha. A testemunha Everaldo Fernandes da Silva, que vendeu as camisetas mencionadas na denúncia, em momento algum declarou ter negociado diretamente com os denunciados, conforme se lê no depoimento de fls. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG O requisito da justa causa não é “pacificamente aceito como quarta condição da ação [pois] alguns a integram ao interesse de agir, ou mesmo como requisito ao desenvolvimento do procedimento” (TAVORA, Nestor. ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 5. ed. Salvador: Jus Podium, 2011. p. 149). Entretanto, há consenso entre os doutrinadores de que “devem haver provas preliminares suficientes para a probabilidade de condenação efetiva. Esta seria o que boa parte dos processualistas penais denomina ‘justa causa’. Por esse ângulo, a tônica está sobre as ‘provas’, cuja finalidade é formar a convicção de probabilidade de condenação efetiva”. Se não houver “justa causa o juiz rejeitará a denúncia” (FEITOZA, Denílson. Direito Processual Penal, Teoria, Crítica e Práxis. 5. ed. Niterói/RJ: Impetus. p. 223). No caso em foco, a acusação atribui aos denunciados omissão penalmente relevante, consistente em deixar de inserir, na prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral, declaração referente às despesas para aquisição de camisetas de propaganda eleitoral e contratação do serviço de estampagem. Os denunciados não negam a omissão apontada na denúncia, todavia declaram desconhecer a compra dessas camisetas e a contratação do serviço de estampagem. Das duzentas e setenta camisetas de malha apreendidas pela polícia, apenas uma foi retida no cartório eleitoral e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal. Não se localizou o restante do material apreendido, o que inviabilizou a realização de perícia para determinar o valor real do material alegadamente omitido nas contas de campanha. A testemunha Everaldo Fernandes da Silva, que vendeu as camisetas mencionadas na denúncia, em momento algum declarou ter negociado diretamente com os denunciados, conforme se lê no depoimento de fls. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG 42/43. Everaldo Fernandes da Silva declara ter vendido as camisetas a “um grupo de pessoas”, mas não afirma que os denunciados faziam parte do grupo. O responsável pela estampagem das camisetas, Geovane Correia, também não afirma (declarações de fls. 44-45) ter realizado o serviço a pedido dos denunciados e declara que “não recebeu o pagamento pelos serviços de silk feitos nas camisas, porque as camisas foram apreendidas antes do término do serviço”. Segundo a denúncia, a pessoa conhecida como “Zinho”, identificada pelo Ministério Público como Paulo Sérgio Julião, ex-Secretário de Ação Social de Ipatinga/MG, contatou Geovane Correia para a realização do serviço de estampagem. “Zinho”, segundo o Ministério Público, seria pessoa ligada ao pai dos denunciados, porém não se tomou, no inquérito, o depoimento de “Zinho”, também não arrolado como testemunha na denúncia. Depreende-se dos autos a falta de elementos a conectar os denunciados à compra das camisetas referidas na denúncia e à contratação do serviço de estampagem, não existindo indícios seguros a apontar para a real omissão dos acusados na prestação de contas protocolizada no Tribunal Regional Eleitoral. 6. A defesa também tem razão quando argumenta ausentes indícios suficientes quanto ao dolo específico (especial fim de agir) exigido pelo art. 299 do Código Penal. O mencionado requisito da justa causa impõe ao Ministério Público demonstrar não apenas indícios de autoria delitiva, mas também indícios da “existência material de uma conduta típica e alguma prova de sua antijuridicidade e culpabilidade” (TAVORA, Nestor. ALENCAR, Rosmar 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG 42/43. Everaldo Fernandes da Silva declara ter vendido as camisetas a “um grupo de pessoas”, mas não afirma que os denunciados faziam parte do grupo. O responsável pela estampagem das camisetas, Geovane Correia, também não afirma (declarações de fls. 44-45) ter realizado o serviço a pedido dos denunciados e declara que “não recebeu o pagamento pelos serviços de silk feitos nas camisas, porque as camisas foram apreendidas antes do término do serviço”. Segundo a denúncia, a pessoa conhecida como “Zinho”, identificada pelo Ministério Público como Paulo Sérgio Julião, ex-Secretário de Ação Social de Ipatinga/MG, contatou Geovane Correia para a realização do serviço de estampagem. “Zinho”, segundo o Ministério Público, seria pessoa ligada ao pai dos denunciados, porém não se tomou, no inquérito, o depoimento de “Zinho”, também não arrolado como testemunha na denúncia. Depreende-se dos autos a falta de elementos a conectar os denunciados à compra das camisetas referidas na denúncia e à contratação do serviço de estampagem, não existindo indícios seguros a apontar para a real omissão dos acusados na prestação de contas protocolizada no Tribunal Regional Eleitoral. 6. A defesa também tem razão quando argumenta ausentes indícios suficientes quanto ao dolo específico (especial fim de agir) exigido pelo art. 299 do Código Penal. O mencionado requisito da justa causa impõe ao Ministério Público demonstrar não apenas indícios de autoria delitiva, mas também indícios da “existência material de uma conduta típica e alguma prova de sua antijuridicidade e culpabilidade” (TAVORA, Nestor. ALENCAR, Rosmar 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 5. ed. Salvador: Jus Podium, 2011. p. 149). No art. 299 do Código Penal, tem-se como elemento subjetivo do tipo o “dolo, mas se exige o elemento subjetivo específico, consistente na vontade de ‘prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante’. Dessa forma, a falsificação que não conduza a qualquer desses três resultados deve ser considerada penalmente indiferente” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014. p. 1.238). Inicialmente, o Procurador-Geral da República imputou aos denunciados a prática do crime do art. 350 do Código Eleitoral (falsidade ideológica eleitoral). Porém, no parecer final de fls. 1.682-1.694, pediu o recebimento da denúncia pela prática do crime do art. 299 do Código Penal (falsidade ideológica) porque “a prestação de contas é, com efeito, elemento incapaz de exercer influência nas eleições ou no seu resultado, pois se apresenta quando já findo o pleito eleitoral. Estaria ausente assim, a finalidade eleitoral na omissão dos dados apresentados à justiça especializada, especial fim de agir exigido pelo tipo do art. 350 do Código Eleitoral”. Apesar disso, o Ministério Público sustenta que “os denunciados tinham, com efeito, motivo lógico para pretender ocultar as despesas eleitorais narradas na denúncia. Ainda que não objetivando desequilibrar o pleito de 2006, Leonardo e Rodrigo Quintão, ao omitirem ambas as despesas, agiram com interesse em alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante [e, por isso, praticaram, para o Procurador-Geral da República, o crime do art. 299 do Código Penal]. Os denunciados tinham integral interesse na aprovação de suas contas pela justiça eleitoral: a respectiva rejeição poderia pavimentar o caminho para a cassação do diploma eleitoral de Leonardo Quintão, ou ainda configurar a prática de outro crime eleitoral”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 5. ed. Salvador: Jus Podium, 2011. p. 149). No art. 299 do Código Penal, tem-se como elemento subjetivo do tipo o “dolo, mas se exige o elemento subjetivo específico, consistente na vontade de ‘prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante’. Dessa forma, a falsificação que não conduza a qualquer desses três resultados deve ser considerada penalmente indiferente” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014. p. 1.238). Inicialmente, o Procurador-Geral da República imputou aos denunciados a prática do crime do art. 350 do Código Eleitoral (falsidade ideológica eleitoral). Porém, no parecer final de fls. 1.682-1.694, pediu o recebimento da denúncia pela prática do crime do art. 299 do Código Penal (falsidade ideológica) porque “a prestação de contas é, com efeito, elemento incapaz de exercer influência nas eleições ou no seu resultado, pois se apresenta quando já findo o pleito eleitoral. Estaria ausente assim, a finalidade eleitoral na omissão dos dados apresentados à justiça especializada, especial fim de agir exigido pelo tipo do art. 350 do Código Eleitoral”. Apesar disso, o Ministério Público sustenta que “os denunciados tinham, com efeito, motivo lógico para pretender ocultar as despesas eleitorais narradas na denúncia. Ainda que não objetivando desequilibrar o pleito de 2006, Leonardo e Rodrigo Quintão, ao omitirem ambas as despesas, agiram com interesse em alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante [e, por isso, praticaram, para o Procurador-Geral da República, o crime do art. 299 do Código Penal]. Os denunciados tinham integral interesse na aprovação de suas contas pela justiça eleitoral: a respectiva rejeição poderia pavimentar o caminho para a cassação do diploma eleitoral de Leonardo Quintão, ou ainda configurar a prática de outro crime eleitoral”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG As contas de campanha do denunciado Leonardo Quintão foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (Prestação de Contas n. 4.343/2006), que, mesmo reconhecendo a falta de algumas informações relativas a receitas e despesas, ressaltou serem essas divergências de pequeno valor, “cuja insignificância, diante do total arrecadado pelo candidato enseja apenas ressalva às suas contas”. As despesas de compra e estampagem das camisetas são de pequeno valor. As testemunhas indicam ser o preço unitário da camiseta R$3,00 (três reais) e o serviço de estampagem está estimado em R$1,00 (um real). O valor alegadamente omitido pelos denunciados na prestação de contas representaria o total de R$1.080,00 (mil e oitenta reais), valor ínfimo nos gastos totais da campanha de Leonardo Quintão, os quais superaram, consoante declaração na prestação de contas, o montante de um milhão e cem mil reais. O Ministério Público não demonstrou haver, a partir da apontada omissão dos denunciados, o especial fim de agir descrito no art. 299 do Código Penal, porque os valores tidos como não informados foram considerados ínfimos pelo Tribunal Regional Eleitoral, não implicando alteração da verdade sobre “fato juridicamente relevante”. Essa omissão, supondo que fosse verdadeira, não representaria fato juridicamente relevante para aprovação ou desaprovação das contas eleitorais, como sustenta o Ministério Público, pois nenhuma influência teria no julgamento das contas de campanha, como afirmou o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é assente em determinar a rejeição da denúncia quando inexistentes elementos mínimos de prova a caracterizar a autoria e materialidade delitiva. Assim, por exemplo: “Direito Processual Penal e Penal. 2. Inquérito. 3. Crime contra o Sistema Financeiro Nacional, art. 19 da Lei 7.492/86. Obtenção de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG As contas de campanha do denunciado Leonardo Quintão foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (Prestação de Contas n. 4.343/2006), que, mesmo reconhecendo a falta de algumas informações relativas a receitas e despesas, ressaltou serem essas divergências de pequeno valor, “cuja insignificância, diante do total arrecadado pelo candidato enseja apenas ressalva às suas contas”. As despesas de compra e estampagem das camisetas são de pequeno valor. As testemunhas indicam ser o preço unitário da camiseta R$3,00 (três reais) e o serviço de estampagem está estimado em R$1,00 (um real). O valor alegadamente omitido pelos denunciados na prestação de contas representaria o total de R$1.080,00 (mil e oitenta reais), valor ínfimo nos gastos totais da campanha de Leonardo Quintão, os quais superaram, consoante declaração na prestação de contas, o montante de um milhão e cem mil reais. O Ministério Público não demonstrou haver, a partir da apontada omissão dos denunciados, o especial fim de agir descrito no art. 299 do Código Penal, porque os valores tidos como não informados foram considerados ínfimos pelo Tribunal Regional Eleitoral, não implicando alteração da verdade sobre “fato juridicamente relevante”. Essa omissão, supondo que fosse verdadeira, não representaria fato juridicamente relevante para aprovação ou desaprovação das contas eleitorais, como sustenta o Ministério Público, pois nenhuma influência teria no julgamento das contas de campanha, como afirmou o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é assente em determinar a rejeição da denúncia quando inexistentes elementos mínimos de prova a caracterizar a autoria e materialidade delitiva. Assim, por exemplo: “Direito Processual Penal e Penal. 2. Inquérito. 3. Crime contra o Sistema Financeiro Nacional, art. 19 da Lei 7.492/86. Obtenção de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG financiamento mediante fraude. 4. Crime imputado a parlamentar e outros dirigentes de cooperativas. 5. Preliminares de incompetência do STF em relação aos réus que não ostentam prerrogativa de função, de inépcia da inicial e de falta de justa causa. 6. Denúncia que atende aos requisitos do art. 41 do CPP, inépcia não configurada. 7. Justa Causa: “ônus da acusação de demonstrar, ainda que superficialmente, porém com fundamento de relativa consistência, nesta fase preliminar do processo, os fatos constitutivos sobre os quais se assenta a pretensão punitiva do Estado”. Precedentes. 8. Inexistência de elemento, ainda que circunstancial, que autorize intuir validamente o nexo de causalidade entre a atuação do primeiro acusado e o resultado afirmado. 9. Rejeição da denúncia com relação ao parlamentar, único detentor da prerrogativa de função nesta Corte, com a consequente declinação de competência para o exame e eventual processamento da denúncia no juízo de primeiro grau” (Inq 3.507/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 11.6.2014). Considerando que os elementos probatórios trazidos aos autos não representam indícios consistentes a caracterizar omissão por parte dos denunciados nem o especial fim de agir exigido pelo art. 299 do Código Penal, revela-se ausente, na espécie, o requisito da justa causa a propiciar o prosseguimento da ação penal. 7. Pelo exposto, voto no sentido de rejeitar a denúncia com fundamento no art. 395, inc. III, do Código de Processo Penal, por falta de justa causa para o prosseguimento da ação penal. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG financiamento mediante fraude. 4. Crime imputado a parlamentar e outros dirigentes de cooperativas. 5. Preliminares de incompetência do STF em relação aos réus que não ostentam prerrogativa de função, de inépcia da inicial e de falta de justa causa. 6. Denúncia que atende aos requisitos do art. 41 do CPP, inépcia não configurada. 7. Justa Causa: “ônus da acusação de demonstrar, ainda que superficialmente, porém com fundamento de relativa consistência, nesta fase preliminar do processo, os fatos constitutivos sobre os quais se assenta a pretensão punitiva do Estado”. Precedentes. 8. Inexistência de elemento, ainda que circunstancial, que autorize intuir validamente o nexo de causalidade entre a atuação do primeiro acusado e o resultado afirmado. 9. Rejeição da denúncia com relação ao parlamentar, único detentor da prerrogativa de função nesta Corte, com a consequente declinação de competência para o exame e eventual processamento da denúncia no juízo de primeiro grau” (Inq 3.507/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 11.6.2014). Considerando que os elementos probatórios trazidos aos autos não representam indícios consistentes a caracterizar omissão por parte dos denunciados nem o especial fim de agir exigido pelo art. 299 do Código Penal, revela-se ausente, na espécie, o requisito da justa causa a propiciar o prosseguimento da ação penal. 7. Pelo exposto, voto no sentido de rejeitar a denúncia com fundamento no art. 395, inc. III, do Código de Processo Penal, por falta de justa causa para o prosseguimento da ação penal. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 2.792 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) : RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) : FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou a denúncia, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534524 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 2.792 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) : RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) : FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou a denúncia, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9563428
2015-05-19T00:00:00
2015-10-13T00:00:00
A Turma, por votação unânime, rejeitou a denúncia, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
INQUÉRITO
EMENTA: INQUÉRITO. DENÚNCIA CONTRA DEPUTADO FEDERAL. CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL, ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL. POSTERIOR PEDIDO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DO ART. 299 DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA OMISSÃO DE INFORMAÇÕES NA PRESTAÇÃO DE CONTAS ELEITORAIS. AFASTAMENTO DAS PRELIMINARES DE PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA E INÉPCIA DA DENÚNCIA. ALEGADA FALTA DE JUSTA CAUSA PARA O PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO PENAL. ACOLHIMENTO. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVA. REJEIÇÃO DA DENÚNCIA COM FUNDAMENTO NO ART. 395, INC. III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. 1. Inviável a rejeição da denúncia por alegada prescrição em perspectiva, por ter este Supremo Tribunal Federal jurisprudência assente na qual declara ser “descabida a análise antecipada sobre a ocorrência da prescrição” (Ação Penal n. 441/SP, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.6.2012). 2. Descabe a rejeição liminar da denúncia, por alegada inépcia, quando a peça processual atende ao disposto no art. 41 do CPP e descreve, com o cuidado necessário, a conduta criminosa imputada a cada qual dos denunciados, explicitando, minuciosamente, os fundamentos da acusação. 3. Ausentes indícios consistentes de autoria e materialidade delitiva e não demonstrado o dolo específico do crime do art. 299 do Código Penal, é de se rejeitar a denúncia por falta de justa causa, nos termos do art. 395, inc. III, do CPP. 4. Denúncia rejeitada.
sjur324115
- Acórdão(s) citado(s): (PRESCRIÇÃO ANTECIPADA, INADMISSIBILIDADE) AP 441 (TP), RE 602527 QO-RG. (DENÚNCIA, INDIVIDUALIZAÇÃO DA CONDUTA) HC 87768 (2ªT). (REJEIÇÃO, DENÚNCIA, INEXISTÊNCIA, ELEMENTO MÍNIMO, PROVA) Inq 3507 (TP). Número de páginas: 19. Análise: 22/10/2015, KBP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
2792
[ "LEG-FED LEI-004737 ANO-1965\n ART-00350\n CEL-1965 CÓDIGO ELEITORAL\n\n", "LEG-FED LEI-009504 ANO-1997\n ART-00020 ART-00021\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00109 INC-00003 ART-00299\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041 ART-00395 INC-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
Inq
acordaos
Inq 2792
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AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) : RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) : FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) :RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) :FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI EMENTA: INQUÉRITO. DENÚNCIA CONTRA DEPUTADO FEDERAL. CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL, ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL. POSTERIOR PEDIDO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DO ART. 299 DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA OMISSÃO DE INFORMAÇÕES NA PRESTAÇÃO DE CONTAS ELEITORAIS. AFASTAMENTO DAS PRELIMINARES DE PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA E INÉPCIA DA DENÚNCIA. ALEGADA FALTA DE JUSTA CAUSA PARA O PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO PENAL. ACOLHIMENTO. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVA. REJEIÇÃO DA DENÚNCIA COM FUNDAMENTO NO ART. 395, INC. III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. 1. Inviável a rejeição da denúncia por alegada prescrição em perspectiva, por ter este Supremo Tribunal Federal jurisprudência assente na qual declara ser “descabida a análise antecipada sobre a ocorrência da prescrição” (Ação Penal n. 441/SP, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.6.2012). 2. Descabe a rejeição liminar da denúncia, por alegada inépcia, quando a peça processual atende ao disposto no art. 41 do CPP e descreve, com o cuidado necessário, a conduta criminosa imputada a cada qual dos denunciados, explicitando, minuciosamente, os fundamentos da acusação. 3. Ausentes indícios consistentes de autoria e materialidade delitiva e não demonstrado o dolo específico do crime do art. 299 do Código Penal, é de se rejeitar a denúncia por falta de justa causa, nos termos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552155. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão INQ 2792 / MG art. 395, inc. III, do CPP. 4. Denúncia rejeitada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por votação unânime, em rejeitar a denúncia, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552155. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG art. 395, inc. III, do CPP. 4. Denúncia rejeitada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por votação unânime, em rejeitar a denúncia, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) :RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) :FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República contra o Deputado Federal Leonardo Lemos de Barros Quintão e o codenunciado Rodrigo Lemos de Barros Quintão, pela suposta prática, por duas vezes, da infração tipificada no art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro (“omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais: pena: reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa , se o documento [é público, e reclusão até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa, se o documento é particular”), na forma do artigo 69 do Código Penal. 2. Narra-se na inicial: “(...) 1. A partir das investigações empreendidas nestes autos, constatou-se que os denunciados omitiram em prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais declaração que dela deveria constar. A omissão teve por objetivo ocultar a irregularidade das contas referentes à campanha eleitoral para Deputado Federal de Leonardo Quintão no ano de 2006, cuja administração financeira coube a Rodrigo Lemos Barros Quintão (fls. 118). 2. No dia 30.09.2006 a Polícia Militar de Minas Gerais realizou a apreensão de 270 (duzentas e setenta) camisetas brancas contendo propaganda eleitoral do denunciado em posse de Geovane Correia, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) :RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) :FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República contra o Deputado Federal Leonardo Lemos de Barros Quintão e o codenunciado Rodrigo Lemos de Barros Quintão, pela suposta prática, por duas vezes, da infração tipificada no art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro (“omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais: pena: reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa , se o documento [é público, e reclusão até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa, se o documento é particular”), na forma do artigo 69 do Código Penal. 2. Narra-se na inicial: “(...) 1. A partir das investigações empreendidas nestes autos, constatou-se que os denunciados omitiram em prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais declaração que dela deveria constar. A omissão teve por objetivo ocultar a irregularidade das contas referentes à campanha eleitoral para Deputado Federal de Leonardo Quintão no ano de 2006, cuja administração financeira coube a Rodrigo Lemos Barros Quintão (fls. 118). 2. No dia 30.09.2006 a Polícia Militar de Minas Gerais realizou a apreensão de 270 (duzentas e setenta) camisetas brancas contendo propaganda eleitoral do denunciado em posse de Geovane Correia, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório INQ 2792 / MG realizava a estampagem de camisetas de diversos candidatos às vésperas das eleições 2006 (boletim de ocorrência às fls. 06/07). 3. Em depoimento prestado às fls. 42/43, Everaldo Fernandes da Silva, responsável pela venda de camisetas à campanha de Leonardo Quintão, informou que vendeu entre “trezentas e quinhentas (não se recordando corretamente) camisas de malha Colmeia, cor branca para tais pessoas que pagaram três reais por cada camisa” (fls. 42). 4. Posteriormente, por indicação de Romero Cândido de Oliveira, as camisas foram entregues por “Zinho” a Geovane Correia, que realizou a estampagem da propaganda eleitoral do parlamentar, tendo entregue parte da encomenda antes da realização da diligência pela autoridade policial. 5. Dessa forma, após a aquisição, as camisetas foram entregues por pessoa de confiança do pai do denunciado Leonardo Quintão – que foi um dos maiores financiadores de sua campanha a Deputado Federal -, ao responsável pela estampagem da propaganda política, o que evidencia o conhecimento dos denunciados sobre a aquisição do material e a prestação do serviço. 6. Contudo, na prestação de contas eleitoral apresentada pelos denunciados ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais não estão listados entre as despesas de campanha a compra das camisetas brancas e o serviço de estampagem da propaganda política. 7. Com efeito, Leonardo Lemos de Barros Quintão e Rodrigo Lemos Barros Quintão entregaram ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais a prestação de contas n 4343/2006, na qual informaram no Demonstrativo de Receitas e Despesas – DRD (fls. 157/158) que o total da receita de campanha foi de R$ 1.176.898,15 (um milhão, cento e setenta e seis mil, oitocentos e noventa e oito reais e quinze centavos), sendo que as despesas foram de R$ 1.170.546,15 (um milhão, cento e setenta mil, quinhentos e quarenta e seis reais e quinze centavos). 8. O relatório pormenorizado das despesas efetuadas não mencionou, contudo, os valores referentes à aquisição das camisetas e o serviço de estampagem, mesmo diante da imprescindibilidade de tal informação, tendo em vista tratar-se de despesa de campanha. 9. Os denunciados, ao omitirem tais informações, deixaram de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG realizava a estampagem de camisetas de diversos candidatos às vésperas das eleições 2006 (boletim de ocorrência às fls. 06/07). 3. Em depoimento prestado às fls. 42/43, Everaldo Fernandes da Silva, responsável pela venda de camisetas à campanha de Leonardo Quintão, informou que vendeu entre “trezentas e quinhentas (não se recordando corretamente) camisas de malha Colmeia, cor branca para tais pessoas que pagaram três reais por cada camisa” (fls. 42). 4. Posteriormente, por indicação de Romero Cândido de Oliveira, as camisas foram entregues por “Zinho” a Geovane Correia, que realizou a estampagem da propaganda eleitoral do parlamentar, tendo entregue parte da encomenda antes da realização da diligência pela autoridade policial. 5. Dessa forma, após a aquisição, as camisetas foram entregues por pessoa de confiança do pai do denunciado Leonardo Quintão – que foi um dos maiores financiadores de sua campanha a Deputado Federal -, ao responsável pela estampagem da propaganda política, o que evidencia o conhecimento dos denunciados sobre a aquisição do material e a prestação do serviço. 6. Contudo, na prestação de contas eleitoral apresentada pelos denunciados ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais não estão listados entre as despesas de campanha a compra das camisetas brancas e o serviço de estampagem da propaganda política. 7. Com efeito, Leonardo Lemos de Barros Quintão e Rodrigo Lemos Barros Quintão entregaram ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais a prestação de contas n 4343/2006, na qual informaram no Demonstrativo de Receitas e Despesas – DRD (fls. 157/158) que o total da receita de campanha foi de R$ 1.176.898,15 (um milhão, cento e setenta e seis mil, oitocentos e noventa e oito reais e quinze centavos), sendo que as despesas foram de R$ 1.170.546,15 (um milhão, cento e setenta mil, quinhentos e quarenta e seis reais e quinze centavos). 8. O relatório pormenorizado das despesas efetuadas não mencionou, contudo, os valores referentes à aquisição das camisetas e o serviço de estampagem, mesmo diante da imprescindibilidade de tal informação, tendo em vista tratar-se de despesa de campanha. 9. Os denunciados, ao omitirem tais informações, deixaram de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório INQ 2792 / MG prestar regularmente suas contas à Justiça Eleitoral. As despesas não declaradas, realizadas durante a campanha para Deputado Federal em 2006, deveriam constar na prestação de contas entregue ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, seja como gastos do candidato ou doações de terceiros, caso as camisas e a estampagem tivessem sido pagas por recursos não peretencentes ao candidato. 10. Inafastável, portanto, a conclusão de que ocorridas as despesas e não tendo sido elas declaradas, os denunciados valeram-se de outros recursos que não os oficialmente informados na prestação de contas da campanha eleitoral. Daí a impossibilidade de constar esse dado no documento apresentado à Justiça Eleitoral. 11. Dessa forma, ao omitirem a informação da compra das camisetas de Everaldo Fernandes da Silva e o pagamento do serviço de estampagem a Geovane Correia, os denunciados atuaram com fins eleitorais, visando conferir legalidade à prestação de contas da campanha eleitoral de Leonardo Quintão para Deputado Federal em 2006. 12. Assim agindo, Leonardo Lemos de Barros Quintão e Rodrigo Lemos Barros Quintão praticaram o crime tipificado no art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. (...)” (fls. 1442/1445). Com a inicial vieram os documentos de fls. 02-1452. 3. Em 25.11.2011 determinei, por solicitação do Ministério Público, ao Juízo da 130... Zona Eleitoral de Ipatinga/MG, o encaminhamento a este Supremo Tribunal Federal da camiseta apreendida e juntada aos autos originários e de esclarecimentos sobre o destino dado ao restante do material apreendido (fls. 1457/1458) Determinei também a notificação dos denunciados para oferecimento de resposta à acusação, no prazo de quinze (art. 4... da Lei 8.038/90). 4. Consta dos autos ofício às fls. 1463 do juízo da 130... Zona Eleitoral 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG prestar regularmente suas contas à Justiça Eleitoral. As despesas não declaradas, realizadas durante a campanha para Deputado Federal em 2006, deveriam constar na prestação de contas entregue ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, seja como gastos do candidato ou doações de terceiros, caso as camisas e a estampagem tivessem sido pagas por recursos não peretencentes ao candidato. 10. Inafastável, portanto, a conclusão de que ocorridas as despesas e não tendo sido elas declaradas, os denunciados valeram-se de outros recursos que não os oficialmente informados na prestação de contas da campanha eleitoral. Daí a impossibilidade de constar esse dado no documento apresentado à Justiça Eleitoral. 11. Dessa forma, ao omitirem a informação da compra das camisetas de Everaldo Fernandes da Silva e o pagamento do serviço de estampagem a Geovane Correia, os denunciados atuaram com fins eleitorais, visando conferir legalidade à prestação de contas da campanha eleitoral de Leonardo Quintão para Deputado Federal em 2006. 12. Assim agindo, Leonardo Lemos de Barros Quintão e Rodrigo Lemos Barros Quintão praticaram o crime tipificado no art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. (...)” (fls. 1442/1445). Com a inicial vieram os documentos de fls. 02-1452. 3. Em 25.11.2011 determinei, por solicitação do Ministério Público, ao Juízo da 130... Zona Eleitoral de Ipatinga/MG, o encaminhamento a este Supremo Tribunal Federal da camiseta apreendida e juntada aos autos originários e de esclarecimentos sobre o destino dado ao restante do material apreendido (fls. 1457/1458) Determinei também a notificação dos denunciados para oferecimento de resposta à acusação, no prazo de quinze (art. 4... da Lei 8.038/90). 4. Consta dos autos ofício às fls. 1463 do juízo da 130... Zona Eleitoral 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório INQ 2792 / MG encaminhando a camiseta apreendida no processo originário e informando que o restante do material apreendido não está no cartório eleitoral “não sendo possível apresentar cópia de eventual decisão que tenha determinado a destruição ou doação desses itens, tendo em vista que toda documentação alusiva ao referido processo se encontra nos próprios autos.” 5. Notificados (fls. 1468 e 1665), os denunciados trouxeram aos autos respostas autônomas, mas idênticas no conteúdo e subscritas pelo mesmo advogado (fls. 1535/1543 e 1593/1603), suscitando razões que, em seu entender, determinam a rejeição da denúncia. 6. Sustentam que a ação penal examinada não deveria prosseguir por faltar ao Ministério Público interesse de agir pela prescrição em perspectiva pois “(...) [s]e hipoteticamente imaginássemos que o denunciado fosse condenado, o que acredita a defesa não ocorreria, a pena não se afastaria do mínimo legal levando, ao final ao reconhecimento da prescrição.” (fls. 1537) No mesmo sentido assevera que “[e]m hipóteses como esta, o prazo prescricional inicialmente considerado, isto é, pela pena em abstrato (art. 109, Código Penal Brasileiro), seria sensivelmente reduzido após a sentença condenatória (pena em concreto), considerando que o suposto delito se consumou no dia 30/09/2006, transcorridos mais de cinco anos, sem que o recebimento da denúncia, primeira causa interruptiva da contagem prescricional, se operasse.” (fls. 1538) Ademais, argumenta ser inepta a denúncia, causando embaraço ao exercício da ampla defesa por deixar de expor “[a]rticulado lógico, claro e objetivo” e apresenta “uma sugestão de que, por ter havido eventualmente pequenas irregularidades na prestação de contas (que inclusive foi aprovada, conforme cópia em anexo) o fato” (crime de falsidade ideológica do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro) “realmente ocorreu apesar de se saber que em direito penal a culpa não se presume”. (fls. 1538/1539) Assevera “com toda clareza, denota-se que a denúncia é inepta, pois 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG encaminhando a camiseta apreendida no processo originário e informando que o restante do material apreendido não está no cartório eleitoral “não sendo possível apresentar cópia de eventual decisão que tenha determinado a destruição ou doação desses itens, tendo em vista que toda documentação alusiva ao referido processo se encontra nos próprios autos.” 5. Notificados (fls. 1468 e 1665), os denunciados trouxeram aos autos respostas autônomas, mas idênticas no conteúdo e subscritas pelo mesmo advogado (fls. 1535/1543 e 1593/1603), suscitando razões que, em seu entender, determinam a rejeição da denúncia. 6. Sustentam que a ação penal examinada não deveria prosseguir por faltar ao Ministério Público interesse de agir pela prescrição em perspectiva pois “(...) [s]e hipoteticamente imaginássemos que o denunciado fosse condenado, o que acredita a defesa não ocorreria, a pena não se afastaria do mínimo legal levando, ao final ao reconhecimento da prescrição.” (fls. 1537) No mesmo sentido assevera que “[e]m hipóteses como esta, o prazo prescricional inicialmente considerado, isto é, pela pena em abstrato (art. 109, Código Penal Brasileiro), seria sensivelmente reduzido após a sentença condenatória (pena em concreto), considerando que o suposto delito se consumou no dia 30/09/2006, transcorridos mais de cinco anos, sem que o recebimento da denúncia, primeira causa interruptiva da contagem prescricional, se operasse.” (fls. 1538) Ademais, argumenta ser inepta a denúncia, causando embaraço ao exercício da ampla defesa por deixar de expor “[a]rticulado lógico, claro e objetivo” e apresenta “uma sugestão de que, por ter havido eventualmente pequenas irregularidades na prestação de contas (que inclusive foi aprovada, conforme cópia em anexo) o fato” (crime de falsidade ideológica do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro) “realmente ocorreu apesar de se saber que em direito penal a culpa não se presume”. (fls. 1538/1539) Assevera “com toda clareza, denota-se que a denúncia é inepta, pois 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Relatório INQ 2792 / MG mencionada peça acusatória não traz em seu bojo informações seguras e corretas de que o denunciado praticou o delito prescrito pela norma do art. 350, do Código Eleitoral, eivando o procedimento criminal presente de nulidade na exata medida em que inviabiliza o sagrado direito de ampla defesa, além de não externar nenhuma conduta do denunciado que torne apta a persecução penal, nem individualizar as condutas de ambos os denunciados.” (fls. 1539/1540) Salienta, ainda, inexistir, no caso, justa causa para o prosseguimento da ação penal, por não haver “sequer elemento indiciário que relacione a conduta do denunciado ao fato das camisas apreendidas, apesar de se tratar de material de campanha. Não há, portanto, sequer uma testemunha que sinalize participação, no plano fático, do denunciado na compra das camisas apreendidas, ou de contratação da estampagem. Em outras palavras, não há, nem de longe, nada que demonstre autoria a que justifique denuncia em seu desfavor.” (fls. 1539) Enfatiza também ser atípica a conduta narrada na denúncia porque ausente o dolo, genérico ou específico, e"[A]o longo de toda a investigação, não se reuniu uma única declaração ou documento de que o denunciado tinha conhecimento da compra das camisas ou da contratação da estampagem, não devendo se inferir tenha o denunciado agido com dolo. Afinal, não teve ele a consciência e a vontade de realizar crime nenhum, especialmente em se tratando do fato representado pela compra e estampagem das camisas, muito embora tivesse seu nome na véspera da eleição para deputado.” (fls. 1541) Anota equivocar-se o Ministério Público em capitular a conduta descrita na inicial como o crime do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro porque tal matéria é “[f]requentemente revisitada no Colendo Tribunal Superior Eleitoral, onde há entendimento pacífico, segundo o qual a omissão de despesa em prestação de contas não tem o condão de perfectibilizar o crime de falsidade ideológica, por lhe carecer a finalidade eleitoral, já que as contas são prestadas após a realização do pleito.” (fls. 1542) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG mencionada peça acusatória não traz em seu bojo informações seguras e corretas de que o denunciado praticou o delito prescrito pela norma do art. 350, do Código Eleitoral, eivando o procedimento criminal presente de nulidade na exata medida em que inviabiliza o sagrado direito de ampla defesa, além de não externar nenhuma conduta do denunciado que torne apta a persecução penal, nem individualizar as condutas de ambos os denunciados.” (fls. 1539/1540) Salienta, ainda, inexistir, no caso, justa causa para o prosseguimento da ação penal, por não haver “sequer elemento indiciário que relacione a conduta do denunciado ao fato das camisas apreendidas, apesar de se tratar de material de campanha. Não há, portanto, sequer uma testemunha que sinalize participação, no plano fático, do denunciado na compra das camisas apreendidas, ou de contratação da estampagem. Em outras palavras, não há, nem de longe, nada que demonstre autoria a que justifique denuncia em seu desfavor.” (fls. 1539) Enfatiza também ser atípica a conduta narrada na denúncia porque ausente o dolo, genérico ou específico, e"[A]o longo de toda a investigação, não se reuniu uma única declaração ou documento de que o denunciado tinha conhecimento da compra das camisas ou da contratação da estampagem, não devendo se inferir tenha o denunciado agido com dolo. Afinal, não teve ele a consciência e a vontade de realizar crime nenhum, especialmente em se tratando do fato representado pela compra e estampagem das camisas, muito embora tivesse seu nome na véspera da eleição para deputado.” (fls. 1541) Anota equivocar-se o Ministério Público em capitular a conduta descrita na inicial como o crime do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro porque tal matéria é “[f]requentemente revisitada no Colendo Tribunal Superior Eleitoral, onde há entendimento pacífico, segundo o qual a omissão de despesa em prestação de contas não tem o condão de perfectibilizar o crime de falsidade ideológica, por lhe carecer a finalidade eleitoral, já que as contas são prestadas após a realização do pleito.” (fls. 1542) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Relatório INQ 2792 / MG Pede a rejeição da denúncia pelos seguintes motivos: “a) Por se encontrar a punibilidade extinta em face da ocorrência da prescrição antecipada; b) Por ser claramente inepta, não autorizando o prosseguimento da persecução penal, como já exposto; c) Por falta de justa causa já que inexistem elementos mínimos que autorizem a deflagração da ação penal; d) Por ser a conduta atípica, considerando a ausência de dolo, seja genérico, seja específico;”(fls. 1543). A defesa dos senunciados juntou os instrumentos de mandato e cópias dos acórdãos proferidos pelo TRE/MG na Prestação de Contas n. 4343/2006, na Representação 3227/2006 e na Ação de Impugnação de Mandato Eletivo n. 3/2007 (fls. 1544/1591). 7. Às fls. 1682/1694 o Ministério Público Federal reiterou o pedido de recebimento da denúncia, asseverando, porém, que os denunciados não deveriam responder pela suposta prática do crime do art. 350 do Código Eleitoral, mas por terem praticado, supostamente, a conduta descrita no art. 299 do Código Penal, eis que a falsidade descrita na inicial ocorreu após as eleições, o que afasta o dolo específico do art. 350 do Código Eleitoral. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG Pede a rejeição da denúncia pelos seguintes motivos: “a) Por se encontrar a punibilidade extinta em face da ocorrência da prescrição antecipada; b) Por ser claramente inepta, não autorizando o prosseguimento da persecução penal, como já exposto; c) Por falta de justa causa já que inexistem elementos mínimos que autorizem a deflagração da ação penal; d) Por ser a conduta atípica, considerando a ausência de dolo, seja genérico, seja específico;”(fls. 1543). A defesa dos senunciados juntou os instrumentos de mandato e cópias dos acórdãos proferidos pelo TRE/MG na Prestação de Contas n. 4343/2006, na Representação 3227/2006 e na Ação de Impugnação de Mandato Eletivo n. 3/2007 (fls. 1544/1591). 7. Às fls. 1682/1694 o Ministério Público Federal reiterou o pedido de recebimento da denúncia, asseverando, porém, que os denunciados não deveriam responder pela suposta prática do crime do art. 350 do Código Eleitoral, mas por terem praticado, supostamente, a conduta descrita no art. 299 do Código Penal, eis que a falsidade descrita na inicial ocorreu após as eleições, o que afasta o dolo específico do art. 350 do Código Eleitoral. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/05/2015 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Como relatado, o Procurador-Geral da República denunciou o Deputado Federal Leonardo Lemos de Barros Quintão e o codenunciado Rodrigo Lemos de Barros Quintão, imputando-lhes a prática, por duas vezes, do crime previsto no art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro: “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita para fins eleitorais: Pena – reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias- multa, se o documento é público, e reclusão de até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa se o documento é particular”. Na inicial, narra-se terem os denunciados omitido, em prestação de contas apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, declaração que dela deveria constar, com o objetivo de ocultar irregularidades nas contas da campanha de 2006, quando Leonardo Quintão foi candidato a deputado federal e Rodrigo Quintão, responsável pela administração financeira da campanha eleitoral. 2. A defesa postulou, preliminarmente, o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva em perspectiva, porque, ainda que sobreviesse, contra os réus, condenação, a pena aplicada aproximar-se-ia do mínimo legal, por serem primários e as circunstâncias judiciais lhes serem favoráveis. Como as pretensas infrações teriam ocorrido há mais de oito anos, em 30.9.2006, e desde então não adveio nenhuma causa interruptiva ou suspensiva do lapso prescricional, sustenta prescrita a pretensão punitiva, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 2.792 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Como relatado, o Procurador-Geral da República denunciou o Deputado Federal Leonardo Lemos de Barros Quintão e o codenunciado Rodrigo Lemos de Barros Quintão, imputando-lhes a prática, por duas vezes, do crime previsto no art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro: “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita para fins eleitorais: Pena – reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias- multa, se o documento é público, e reclusão de até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa se o documento é particular”. Na inicial, narra-se terem os denunciados omitido, em prestação de contas apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, declaração que dela deveria constar, com o objetivo de ocultar irregularidades nas contas da campanha de 2006, quando Leonardo Quintão foi candidato a deputado federal e Rodrigo Quintão, responsável pela administração financeira da campanha eleitoral. 2. A defesa postulou, preliminarmente, o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva em perspectiva, porque, ainda que sobreviesse, contra os réus, condenação, a pena aplicada aproximar-se-ia do mínimo legal, por serem primários e as circunstâncias judiciais lhes serem favoráveis. Como as pretensas infrações teriam ocorrido há mais de oito anos, em 30.9.2006, e desde então não adveio nenhuma causa interruptiva ou suspensiva do lapso prescricional, sustenta prescrita a pretensão punitiva, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG considerada a perspectiva de aplicação da pena no patamar mínimo legal. Pleiteia a rejeição da denúncia, alegando-a inepta por não expor quadro lógico, claro e objetivo, além de não trazer informações seguras sobre as condutas dos denunciados, a bloquear, assim, o regular exercício do direito de defesa. Argumenta não existir justa causa para a ação penal, por não haver, nos autos, elementos mínimos de prova a conectá-los à compra das camisetas apreendidas ou à contratação do serviço de estampagem, despesas presumidamente omitidas na prestação de contas. Sustenta a atipicidade da omissão narrada na denúncia porque ausente o dolo, quer genérico, quer específico, exigidos pelo tipo penal, pois, quando os investigados deixaram de informar à Justiça Eleitoral o gasto com a confecção das camisetas, não estavam atuando com consciência e vontade de praticar a falsidade, até porque desconheciam a existência das mencionadas camisetas. Aponta equívoco do Ministério Público ao capitular as omissões descritas na inicial, como o crime do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro. Assinala que as pretensas omissões não teriam o condão de influir nas eleições, por ser a prestação de contas de campanha apresentada após o pleito, pelo que deveriam os denunciados responder, se fosse o caso, pelo crime do art. 299 do Código Penal. 3. Afasto a alegação de prescrição em perspectiva, por ter o Supremo Tribunal Federal sedimentado ser “descabida a análise antecipada sobre a ocorrência de prescrição” (Ação Penal n. 441/SP, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.6.2012), estabelecendo jurisprudência ”firme [no sentido de se] rejeitar a possibilidade de reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou prescrição em perspectiva” (Questão de Ordem no Recurso Extraordinário n. 602.527, Relator o Ministro Cezar Peluso). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG considerada a perspectiva de aplicação da pena no patamar mínimo legal. Pleiteia a rejeição da denúncia, alegando-a inepta por não expor quadro lógico, claro e objetivo, além de não trazer informações seguras sobre as condutas dos denunciados, a bloquear, assim, o regular exercício do direito de defesa. Argumenta não existir justa causa para a ação penal, por não haver, nos autos, elementos mínimos de prova a conectá-los à compra das camisetas apreendidas ou à contratação do serviço de estampagem, despesas presumidamente omitidas na prestação de contas. Sustenta a atipicidade da omissão narrada na denúncia porque ausente o dolo, quer genérico, quer específico, exigidos pelo tipo penal, pois, quando os investigados deixaram de informar à Justiça Eleitoral o gasto com a confecção das camisetas, não estavam atuando com consciência e vontade de praticar a falsidade, até porque desconheciam a existência das mencionadas camisetas. Aponta equívoco do Ministério Público ao capitular as omissões descritas na inicial, como o crime do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro. Assinala que as pretensas omissões não teriam o condão de influir nas eleições, por ser a prestação de contas de campanha apresentada após o pleito, pelo que deveriam os denunciados responder, se fosse o caso, pelo crime do art. 299 do Código Penal. 3. Afasto a alegação de prescrição em perspectiva, por ter o Supremo Tribunal Federal sedimentado ser “descabida a análise antecipada sobre a ocorrência de prescrição” (Ação Penal n. 441/SP, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.6.2012), estabelecendo jurisprudência ”firme [no sentido de se] rejeitar a possibilidade de reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou prescrição em perspectiva” (Questão de Ordem no Recurso Extraordinário n. 602.527, Relator o Ministro Cezar Peluso). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG Na espécie em análise, afastada a possibilidade de reconhecimento da prescrição em perspectiva, também descabe o reconhecimento da prescrição pela pena máxima em abstrato. Os delitos mencionados na denúncia têm pena máxima de cinco anos de reclusão. Nos termos do art. 109, inc. III, do Código Penal, o lapso prescricional é balizado em doze anos, não tendo ainda transcorrido o período desde a suposta consumação dos crimes (30.9.2006), pelo que rejeito a preliminar de prescrição suscitada pela defesa, seja pela pena máxima em abstrato, seja pela pena em perspectiva. 4. Quanto à pretensa inépcia da denúncia, por não ter o Procurador- Geral da República, alegadamente, descrito, com a cautela necessária, a conduta delituosa de cada qual dos denunciados, a análise da peça de ingresso infirma os argumentos da defesa. A descrição da conduta individualizada dos denunciados é indispensável ao exercício da ação penal, por ser corolário das garantias constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da dignidade da pessoa humana. O Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento nesse sentido: “EMENTA: 1. Habeas Corpus. Crime de peculato (art. 303, § 1... do Código Penal Militar). Crime societário. 2. Alegada inépcia da denúncia, por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados. 3. Mudança de orientação jurisprudencial, que, no caso de crimes societários, entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado, bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes: HC no 86.294-SP, 2a Turma, por maioria, de minha relatoria, DJ de 03.02.2006; HC no 85.579-MA, 2a Turma, unânime, de minha relatoria, DJ de 24.05.2005; HC no 80.812-PA, 2a Turma, por maioria, de minha relatoria p/ o acórdão, DJ de 05.03.2004; HC no 73.903-CE, 2a Turma, unânime, Rel. Min. Francisco Rezek, DJ de 25.04.1997; e HC no 74.791-RJ, 1a Turma, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG Na espécie em análise, afastada a possibilidade de reconhecimento da prescrição em perspectiva, também descabe o reconhecimento da prescrição pela pena máxima em abstrato. Os delitos mencionados na denúncia têm pena máxima de cinco anos de reclusão. Nos termos do art. 109, inc. III, do Código Penal, o lapso prescricional é balizado em doze anos, não tendo ainda transcorrido o período desde a suposta consumação dos crimes (30.9.2006), pelo que rejeito a preliminar de prescrição suscitada pela defesa, seja pela pena máxima em abstrato, seja pela pena em perspectiva. 4. Quanto à pretensa inépcia da denúncia, por não ter o Procurador- Geral da República, alegadamente, descrito, com a cautela necessária, a conduta delituosa de cada qual dos denunciados, a análise da peça de ingresso infirma os argumentos da defesa. A descrição da conduta individualizada dos denunciados é indispensável ao exercício da ação penal, por ser corolário das garantias constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da dignidade da pessoa humana. O Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento nesse sentido: “EMENTA: 1. Habeas Corpus. Crime de peculato (art. 303, § 1... do Código Penal Militar). Crime societário. 2. Alegada inépcia da denúncia, por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados. 3. Mudança de orientação jurisprudencial, que, no caso de crimes societários, entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado, bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes: HC no 86.294-SP, 2a Turma, por maioria, de minha relatoria, DJ de 03.02.2006; HC no 85.579-MA, 2a Turma, unânime, de minha relatoria, DJ de 24.05.2005; HC no 80.812-PA, 2a Turma, por maioria, de minha relatoria p/ o acórdão, DJ de 05.03.2004; HC no 73.903-CE, 2a Turma, unânime, Rel. Min. Francisco Rezek, DJ de 25.04.1997; e HC no 74.791-RJ, 1a Turma, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG unânime, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 09.05.1997. 4. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. 5. Observância dos princípios do devido processo legal (Constituição Federal de 1988, art. 5o, LIV), da ampla defesa, contraditório (Constituição Federal de 1988, art. 5o, LV) e da dignidade da pessoa humana (Constituição Federal de 1988, art. 1o, III). Precedentes: HC no 73.590-SP, 1a Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 13.12.1996; e HC no 70.763-DF, 1a Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 23.09.1994. 6. No caso concreto, a denúncia é inepta porque não pormenorizou, de modo adequado e suficiente, a conduta dos pacientes. 7. Habeas corpus deferido” (HC 877.681/RJ, Relator o Ministro Eros Grau, Redator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes, DJ 27.10.2006). Ao contrário do sustentado pela defesa, na espécie em foco, a denúncia individualiza as condutas atribuídas aos denunciados, descrevendo a ação ou a omissão empreendida de forma individualizada. Afirma-se na denúncia que, “a partir das investigações empreendidas nestes autos, constatou-se que os denunciados omitiram em prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais declaração que dela deveria constar” (fl. 1.443). A inicial acusatória contém a forma como se deu a pretensa omissão, ao terem os denunciados entregue “ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais a prestação de contas n 4343/2006”, estando ausentes do relatório pormenorizado de despesas “os valores referentes à aquisição das camisetas e o serviço de estampagem, mesmo diante da imprescindibilidade de tal informação, tendo em vista tratar-se de despesa de campanha” (fl. 1.444). Segundo o Ministério Público, a alegada omissão teria relevância penal, pois os denunciados, signatários da prestação de contas de fl. 118, tinham o dever jurídico de informar os gastos efetuados na campanha, como consta dos arts. 20 e 21 da Lei n. 9.504/1997: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG unânime, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 09.05.1997. 4. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. 5. Observância dos princípios do devido processo legal (Constituição Federal de 1988, art. 5o, LIV), da ampla defesa, contraditório (Constituição Federal de 1988, art. 5o, LV) e da dignidade da pessoa humana (Constituição Federal de 1988, art. 1o, III). Precedentes: HC no 73.590-SP, 1a Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 13.12.1996; e HC no 70.763-DF, 1a Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 23.09.1994. 6. No caso concreto, a denúncia é inepta porque não pormenorizou, de modo adequado e suficiente, a conduta dos pacientes. 7. Habeas corpus deferido” (HC 877.681/RJ, Relator o Ministro Eros Grau, Redator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes, DJ 27.10.2006). Ao contrário do sustentado pela defesa, na espécie em foco, a denúncia individualiza as condutas atribuídas aos denunciados, descrevendo a ação ou a omissão empreendida de forma individualizada. Afirma-se na denúncia que, “a partir das investigações empreendidas nestes autos, constatou-se que os denunciados omitiram em prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais declaração que dela deveria constar” (fl. 1.443). A inicial acusatória contém a forma como se deu a pretensa omissão, ao terem os denunciados entregue “ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais a prestação de contas n 4343/2006”, estando ausentes do relatório pormenorizado de despesas “os valores referentes à aquisição das camisetas e o serviço de estampagem, mesmo diante da imprescindibilidade de tal informação, tendo em vista tratar-se de despesa de campanha” (fl. 1.444). Segundo o Ministério Público, a alegada omissão teria relevância penal, pois os denunciados, signatários da prestação de contas de fl. 118, tinham o dever jurídico de informar os gastos efetuados na campanha, como consta dos arts. 20 e 21 da Lei n. 9.504/1997: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG “Art. 20. O candidato a cargo eletivo fará, diretamente ou por intermédio de pessoa por ele designada, a administração financeira de sua campanha, usando recursos repassados pelo comitê, inclusive os relativos à cota do fundo partidário, recursos próprios ou doações de pessoas físicas ou jurídicas, na forma estabelecida nesta Lei. Art. 21. O candidato é solidariamente responsável com a pessoa indicada na forma do art. 20 desta Lei pela veracidade das informações financeiras e contábeis de sua campanha, devendo ambos assinar a respectiva prestação de contas”. Os autos contêm denúncia clara, explicitando-se satisfatoriamente os motivos pelos quais os denunciados figuram como réus na acusação criminal. Não se há cogitar de inépcia da denúncia porque a peça de ingresso registra, de maneira clara e objetiva, o dever jurídico a que os denunciados estavam obrigados, individualizando-se as omissões penalmente relevantes nas quais pretensamente incidiram, garantindo-se- lhes o exercício à ampla defesa, pelo que rejeito o argumento de inépcia da denúncia. 5. Quanto ao requisito da justa causa, porém, assiste razão à defesa quando assevera inexistentes, nos autos, os elementos probatórios mínimos de autoria e materialidade delitiva, a propiciar o prosseguimento da ação penal. A justa causa, definida como o “suporte mínimo de prova, sem o qual a acusação careceria de admissibilidade”, é indispensável ao manejo da ação penal, pois o mero ajuizamento desta “já seria suficiente para atingir o estado de dignidade do acusado, de modo a provocar graves repercussões na órbita de seu patrimônio moral, partilhado socialmente com a comunidade em que desenvolve as suas atividades” (PACELLI, Eugênio. Curso de Processo Penal. 18. ed. São Paulo: Atlas, 2014. p. 116). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG “Art. 20. O candidato a cargo eletivo fará, diretamente ou por intermédio de pessoa por ele designada, a administração financeira de sua campanha, usando recursos repassados pelo comitê, inclusive os relativos à cota do fundo partidário, recursos próprios ou doações de pessoas físicas ou jurídicas, na forma estabelecida nesta Lei. Art. 21. O candidato é solidariamente responsável com a pessoa indicada na forma do art. 20 desta Lei pela veracidade das informações financeiras e contábeis de sua campanha, devendo ambos assinar a respectiva prestação de contas”. Os autos contêm denúncia clara, explicitando-se satisfatoriamente os motivos pelos quais os denunciados figuram como réus na acusação criminal. Não se há cogitar de inépcia da denúncia porque a peça de ingresso registra, de maneira clara e objetiva, o dever jurídico a que os denunciados estavam obrigados, individualizando-se as omissões penalmente relevantes nas quais pretensamente incidiram, garantindo-se- lhes o exercício à ampla defesa, pelo que rejeito o argumento de inépcia da denúncia. 5. Quanto ao requisito da justa causa, porém, assiste razão à defesa quando assevera inexistentes, nos autos, os elementos probatórios mínimos de autoria e materialidade delitiva, a propiciar o prosseguimento da ação penal. A justa causa, definida como o “suporte mínimo de prova, sem o qual a acusação careceria de admissibilidade”, é indispensável ao manejo da ação penal, pois o mero ajuizamento desta “já seria suficiente para atingir o estado de dignidade do acusado, de modo a provocar graves repercussões na órbita de seu patrimônio moral, partilhado socialmente com a comunidade em que desenvolve as suas atividades” (PACELLI, Eugênio. Curso de Processo Penal. 18. ed. São Paulo: Atlas, 2014. p. 116). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG O requisito da justa causa não é “pacificamente aceito como quarta condição da ação [pois] alguns a integram ao interesse de agir, ou mesmo como requisito ao desenvolvimento do procedimento” (TAVORA, Nestor. ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 5. ed. Salvador: Jus Podium, 2011. p. 149). Entretanto, há consenso entre os doutrinadores de que “devem haver provas preliminares suficientes para a probabilidade de condenação efetiva. Esta seria o que boa parte dos processualistas penais denomina ‘justa causa’. Por esse ângulo, a tônica está sobre as ‘provas’, cuja finalidade é formar a convicção de probabilidade de condenação efetiva”. Se não houver “justa causa o juiz rejeitará a denúncia” (FEITOZA, Denílson. Direito Processual Penal, Teoria, Crítica e Práxis. 5. ed. Niterói/RJ: Impetus. p. 223). No caso em foco, a acusação atribui aos denunciados omissão penalmente relevante, consistente em deixar de inserir, na prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral, declaração referente às despesas para aquisição de camisetas de propaganda eleitoral e contratação do serviço de estampagem. Os denunciados não negam a omissão apontada na denúncia, todavia declaram desconhecer a compra dessas camisetas e a contratação do serviço de estampagem. Das duzentas e setenta camisetas de malha apreendidas pela polícia, apenas uma foi retida no cartório eleitoral e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal. Não se localizou o restante do material apreendido, o que inviabilizou a realização de perícia para determinar o valor real do material alegadamente omitido nas contas de campanha. A testemunha Everaldo Fernandes da Silva, que vendeu as camisetas mencionadas na denúncia, em momento algum declarou ter negociado diretamente com os denunciados, conforme se lê no depoimento de fls. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG O requisito da justa causa não é “pacificamente aceito como quarta condição da ação [pois] alguns a integram ao interesse de agir, ou mesmo como requisito ao desenvolvimento do procedimento” (TAVORA, Nestor. ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 5. ed. Salvador: Jus Podium, 2011. p. 149). Entretanto, há consenso entre os doutrinadores de que “devem haver provas preliminares suficientes para a probabilidade de condenação efetiva. Esta seria o que boa parte dos processualistas penais denomina ‘justa causa’. Por esse ângulo, a tônica está sobre as ‘provas’, cuja finalidade é formar a convicção de probabilidade de condenação efetiva”. Se não houver “justa causa o juiz rejeitará a denúncia” (FEITOZA, Denílson. Direito Processual Penal, Teoria, Crítica e Práxis. 5. ed. Niterói/RJ: Impetus. p. 223). No caso em foco, a acusação atribui aos denunciados omissão penalmente relevante, consistente em deixar de inserir, na prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral, declaração referente às despesas para aquisição de camisetas de propaganda eleitoral e contratação do serviço de estampagem. Os denunciados não negam a omissão apontada na denúncia, todavia declaram desconhecer a compra dessas camisetas e a contratação do serviço de estampagem. Das duzentas e setenta camisetas de malha apreendidas pela polícia, apenas uma foi retida no cartório eleitoral e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal. Não se localizou o restante do material apreendido, o que inviabilizou a realização de perícia para determinar o valor real do material alegadamente omitido nas contas de campanha. A testemunha Everaldo Fernandes da Silva, que vendeu as camisetas mencionadas na denúncia, em momento algum declarou ter negociado diretamente com os denunciados, conforme se lê no depoimento de fls. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG 42/43. Everaldo Fernandes da Silva declara ter vendido as camisetas a “um grupo de pessoas”, mas não afirma que os denunciados faziam parte do grupo. O responsável pela estampagem das camisetas, Geovane Correia, também não afirma (declarações de fls. 44-45) ter realizado o serviço a pedido dos denunciados e declara que “não recebeu o pagamento pelos serviços de silk feitos nas camisas, porque as camisas foram apreendidas antes do término do serviço”. Segundo a denúncia, a pessoa conhecida como “Zinho”, identificada pelo Ministério Público como Paulo Sérgio Julião, ex-Secretário de Ação Social de Ipatinga/MG, contatou Geovane Correia para a realização do serviço de estampagem. “Zinho”, segundo o Ministério Público, seria pessoa ligada ao pai dos denunciados, porém não se tomou, no inquérito, o depoimento de “Zinho”, também não arrolado como testemunha na denúncia. Depreende-se dos autos a falta de elementos a conectar os denunciados à compra das camisetas referidas na denúncia e à contratação do serviço de estampagem, não existindo indícios seguros a apontar para a real omissão dos acusados na prestação de contas protocolizada no Tribunal Regional Eleitoral. 6. A defesa também tem razão quando argumenta ausentes indícios suficientes quanto ao dolo específico (especial fim de agir) exigido pelo art. 299 do Código Penal. O mencionado requisito da justa causa impõe ao Ministério Público demonstrar não apenas indícios de autoria delitiva, mas também indícios da “existência material de uma conduta típica e alguma prova de sua antijuridicidade e culpabilidade” (TAVORA, Nestor. ALENCAR, Rosmar 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG 42/43. Everaldo Fernandes da Silva declara ter vendido as camisetas a “um grupo de pessoas”, mas não afirma que os denunciados faziam parte do grupo. O responsável pela estampagem das camisetas, Geovane Correia, também não afirma (declarações de fls. 44-45) ter realizado o serviço a pedido dos denunciados e declara que “não recebeu o pagamento pelos serviços de silk feitos nas camisas, porque as camisas foram apreendidas antes do término do serviço”. Segundo a denúncia, a pessoa conhecida como “Zinho”, identificada pelo Ministério Público como Paulo Sérgio Julião, ex-Secretário de Ação Social de Ipatinga/MG, contatou Geovane Correia para a realização do serviço de estampagem. “Zinho”, segundo o Ministério Público, seria pessoa ligada ao pai dos denunciados, porém não se tomou, no inquérito, o depoimento de “Zinho”, também não arrolado como testemunha na denúncia. Depreende-se dos autos a falta de elementos a conectar os denunciados à compra das camisetas referidas na denúncia e à contratação do serviço de estampagem, não existindo indícios seguros a apontar para a real omissão dos acusados na prestação de contas protocolizada no Tribunal Regional Eleitoral. 6. A defesa também tem razão quando argumenta ausentes indícios suficientes quanto ao dolo específico (especial fim de agir) exigido pelo art. 299 do Código Penal. O mencionado requisito da justa causa impõe ao Ministério Público demonstrar não apenas indícios de autoria delitiva, mas também indícios da “existência material de uma conduta típica e alguma prova de sua antijuridicidade e culpabilidade” (TAVORA, Nestor. ALENCAR, Rosmar 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 5. ed. Salvador: Jus Podium, 2011. p. 149). No art. 299 do Código Penal, tem-se como elemento subjetivo do tipo o “dolo, mas se exige o elemento subjetivo específico, consistente na vontade de ‘prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante’. Dessa forma, a falsificação que não conduza a qualquer desses três resultados deve ser considerada penalmente indiferente” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014. p. 1.238). Inicialmente, o Procurador-Geral da República imputou aos denunciados a prática do crime do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro (falsidade ideológica eleitoral). Porém, no parecer final de fls. 1.682-1.694, pediu o recebimento da denúncia pela prática do crime do art. 299 do Código Penal (falsidade ideológica) porque “a prestação de contas é, com efeito, elemento incapaz de exercer influência nas eleições ou no seu resultado, pois se apresenta quando já findo o pleito eleitoral. Estaria ausente assim, a finalidade eleitoral na omissão dos dados apresentados à justiça especializada, especial fim de agir exigido pelo tipo do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro”. Apesar disso, o Ministério Público sustenta que “os denunciados tinham, com efeito, motivo lógico para pretender ocultar as despesas eleitorais narradas na denúncia. Ainda que não objetivando desequilibrar o pleito de 2006, Leonardo e Rodrigo Quintão, ao omitirem ambas as despesas, agiram com interesse em alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante [e, por isso, praticaram, para o Procurador-Geral da República, o crime do art. 299 do Código Penal]. Os denunciados tinham integral interesse na aprovação de suas contas pela justiça eleitoral: a respectiva rejeição poderia pavimentar o caminho para a cassação do diploma eleitoral de Leonardo Quintão, ou ainda configurar a prática de outro crime eleitoral”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 5. ed. Salvador: Jus Podium, 2011. p. 149). No art. 299 do Código Penal, tem-se como elemento subjetivo do tipo o “dolo, mas se exige o elemento subjetivo específico, consistente na vontade de ‘prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante’. Dessa forma, a falsificação que não conduza a qualquer desses três resultados deve ser considerada penalmente indiferente” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014. p. 1.238). Inicialmente, o Procurador-Geral da República imputou aos denunciados a prática do crime do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro (falsidade ideológica eleitoral). Porém, no parecer final de fls. 1.682-1.694, pediu o recebimento da denúncia pela prática do crime do art. 299 do Código Penal (falsidade ideológica) porque “a prestação de contas é, com efeito, elemento incapaz de exercer influência nas eleições ou no seu resultado, pois se apresenta quando já findo o pleito eleitoral. Estaria ausente assim, a finalidade eleitoral na omissão dos dados apresentados à justiça especializada, especial fim de agir exigido pelo tipo do art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro”. Apesar disso, o Ministério Público sustenta que “os denunciados tinham, com efeito, motivo lógico para pretender ocultar as despesas eleitorais narradas na denúncia. Ainda que não objetivando desequilibrar o pleito de 2006, Leonardo e Rodrigo Quintão, ao omitirem ambas as despesas, agiram com interesse em alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante [e, por isso, praticaram, para o Procurador-Geral da República, o crime do art. 299 do Código Penal]. Os denunciados tinham integral interesse na aprovação de suas contas pela justiça eleitoral: a respectiva rejeição poderia pavimentar o caminho para a cassação do diploma eleitoral de Leonardo Quintão, ou ainda configurar a prática de outro crime eleitoral”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG As contas de campanha do denunciado Leonardo Quintão foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (Prestação de Contas n. 4.343/2006), que, mesmo reconhecendo a falta de algumas informações relativas a receitas e despesas, ressaltou serem essas divergências de pequeno valor, “cuja insignificância, diante do total arrecadado pelo candidato enseja apenas ressalva às suas contas”. As despesas de compra e estampagem das camisetas são de pequeno valor. As testemunhas indicam ser o preço unitário da camiseta R$3,00 (três reais) e o serviço de estampagem está estimado em R$1,00 (um real). O valor alegadamente omitido pelos denunciados na prestação de contas representaria o total de R$1.080,00 (mil e oitenta reais), valor ínfimo nos gastos totais da campanha de Leonardo Quintão, os quais superaram, consoante declaração na prestação de contas, o montante de um milhão e cem mil reais. O Ministério Público não demonstrou haver, a partir da apontada omissão dos denunciados, o especial fim de agir descrito no art. 299 do Código Penal, porque os valores tidos como não informados foram considerados ínfimos pelo Tribunal Regional Eleitoral, não implicando alteração da verdade sobre “fato juridicamente relevante”. Essa omissão, supondo que fosse verdadeira, não representaria fato juridicamente relevante para aprovação ou desaprovação das contas eleitorais, como sustenta o Ministério Público, pois nenhuma influência teria no julgamento das contas de campanha, como afirmou o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é assente em determinar a rejeição da denúncia quando inexistentes elementos mínimos de prova a caracterizar a autoria e materialidade delitiva. Assim, por exemplo: “Direito Processual Penal e Penal. 2. Inquérito. 3. Crime contra o Sistema Financeiro Nacional, art. 19 da Lei 7.492/86. Obtenção de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG As contas de campanha do denunciado Leonardo Quintão foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (Prestação de Contas n. 4.343/2006), que, mesmo reconhecendo a falta de algumas informações relativas a receitas e despesas, ressaltou serem essas divergências de pequeno valor, “cuja insignificância, diante do total arrecadado pelo candidato enseja apenas ressalva às suas contas”. As despesas de compra e estampagem das camisetas são de pequeno valor. As testemunhas indicam ser o preço unitário da camiseta R$3,00 (três reais) e o serviço de estampagem está estimado em R$1,00 (um real). O valor alegadamente omitido pelos denunciados na prestação de contas representaria o total de R$1.080,00 (mil e oitenta reais), valor ínfimo nos gastos totais da campanha de Leonardo Quintão, os quais superaram, consoante declaração na prestação de contas, o montante de um milhão e cem mil reais. O Ministério Público não demonstrou haver, a partir da apontada omissão dos denunciados, o especial fim de agir descrito no art. 299 do Código Penal, porque os valores tidos como não informados foram considerados ínfimos pelo Tribunal Regional Eleitoral, não implicando alteração da verdade sobre “fato juridicamente relevante”. Essa omissão, supondo que fosse verdadeira, não representaria fato juridicamente relevante para aprovação ou desaprovação das contas eleitorais, como sustenta o Ministério Público, pois nenhuma influência teria no julgamento das contas de campanha, como afirmou o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é assente em determinar a rejeição da denúncia quando inexistentes elementos mínimos de prova a caracterizar a autoria e materialidade delitiva. Assim, por exemplo: “Direito Processual Penal e Penal. 2. Inquérito. 3. Crime contra o Sistema Financeiro Nacional, art. 19 da Lei 7.492/86. Obtenção de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA INQ 2792 / MG financiamento mediante fraude. 4. Crime imputado a parlamentar e outros dirigentes de cooperativas. 5. Preliminares de incompetência do Supremo Tribunal Federal em relação aos réus que não ostentam prerrogativa de função, de inépcia da inicial e de falta de justa causa. 6. Denúncia que atende aos requisitos do art. 41 do CPP, inépcia não configurada. 7. Justa Causa: “ônus da acusação de demonstrar, ainda que superficialmente, porém com fundamento de relativa consistência, nesta fase preliminar do processo, os fatos constitutivos sobre os quais se assenta a pretensão punitiva do Estado”. Precedentes. 8. Inexistência de elemento, ainda que circunstancial, que autorize intuir validamente o nexo de causalidade entre a atuação do primeiro acusado e o resultado afirmado. 9. Rejeição da denúncia com relação ao parlamentar, único detentor da prerrogativa de função nesta Corte, com a consequente declinação de competência para o exame e eventual processamento da denúncia no juízo de primeiro grau” (Inq 3.507/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 11.6.2014). Considerando que os elementos probatórios trazidos aos autos não representam indícios consistentes a caracterizar omissão por parte dos denunciados nem o especial fim de agir exigido pelo art. 299 do Código Penal, revela-se ausente, na espécie, o requisito da justa causa a propiciar o prosseguimento da ação penal. 7. Pelo exposto, voto no sentido de rejeitar a denúncia com fundamento no art. 395, inc. III, do Código de Processo Penal, por falta de justa causa para o prosseguimento da ação penal. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Supremo Tribunal Federal INQ 2792 / MG financiamento mediante fraude. 4. Crime imputado a parlamentar e outros dirigentes de cooperativas. 5. Preliminares de incompetência do Supremo Tribunal Federal em relação aos réus que não ostentam prerrogativa de função, de inépcia da inicial e de falta de justa causa. 6. Denúncia que atende aos requisitos do art. 41 do CPP, inépcia não configurada. 7. Justa Causa: “ônus da acusação de demonstrar, ainda que superficialmente, porém com fundamento de relativa consistência, nesta fase preliminar do processo, os fatos constitutivos sobre os quais se assenta a pretensão punitiva do Estado”. Precedentes. 8. Inexistência de elemento, ainda que circunstancial, que autorize intuir validamente o nexo de causalidade entre a atuação do primeiro acusado e o resultado afirmado. 9. Rejeição da denúncia com relação ao parlamentar, único detentor da prerrogativa de função nesta Corte, com a consequente declinação de competência para o exame e eventual processamento da denúncia no juízo de primeiro grau” (Inq 3.507/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 11.6.2014). Considerando que os elementos probatórios trazidos aos autos não representam indícios consistentes a caracterizar omissão por parte dos denunciados nem o especial fim de agir exigido pelo art. 299 do Código Penal, revela-se ausente, na espécie, o requisito da justa causa a propiciar o prosseguimento da ação penal. 7. Pelo exposto, voto no sentido de rejeitar a denúncia com fundamento no art. 395, inc. III, do Código de Processo Penal, por falta de justa causa para o prosseguimento da ação penal. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9552156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 2.792 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) : RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) : FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou a denúncia, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534524 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 2.792 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : LEONARDO LEMOS DE BARROS QUINTÃO INVEST.(A/S) : RODRIGO LEMOS DE BARROS QUINTÃO ADV.(A/S) : FREDERICO MOURTHÉ SAVASSI Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou a denúncia, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "INQUÉRITO 2 . 792", "Ação Penal n . 441 / SP", "INQ 2792 / MG", "INQ 2792 / MG", "INQ 2792 / MG", "Representação 3227", "Ação de Impugnação", "INQ 2792 / MG", "Representação 3227", "Ação", "Ação Penal n . 441 / SP", "Recurso Extraordinário n . 602 . 527", "INQ 2792 / MG", "Ação Penal n . 441 / SP", "Recurso Extraordinário n . 602 . 527", "HC no 86 . 294 - SP", "HC no 85 . 579 - MA", "HC no 80 . 812 - PA", "HC no 73 . 903 - CE", "HC no 74 . 791 - RJ", "INQ 2792 / MG", "HC no 86 . 294 - SP", "HC no 85 . 579 - MA", "HC no 80 . 812 - PA", "HC no 73 . 903 - CE", "HC no 74 . 791 - RJ", "HC no 73 . 590 - SP", "HC no 70 . 763 - DF", "HC 877 . 681 / RJ", "INQ 2792 / MG", "HC no 73 . 590 - SP", "HC no 70 . 763 - DF", "HC 877 . 681 / RJ", "INQ 2792", "INQ 2792 / MG", "Inq 3 . 507 / MG", "Inq 3 . 507 / MG" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 350 DO CÓDIGO ELEITORAL", "ART . 299 DO CÓDIGO PENAL", "ART . 395 , INC . 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III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "artigo 69 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "artigo 69 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 69 do Código Penal", "art . 4 . . . da Lei 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 69 do Código Penal", "art . 4 . . . da Lei 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , Código Penal Brasileiro", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , Código Penal Brasileiro", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 , do Código Eleitoral", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 , do Código Eleitoral", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral", "art . 299 do Código Penal", "art . 350 do Código Eleitoral", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral", "art . 299 do Código Penal", "art . 350 do Código Eleitoral", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 299 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , inc . III , do Código Penal", "art . 303 , § 1 . . . do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , inc . 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Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) :ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) :POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) :ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) :OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO. HOMOLOGAÇÃO DOS CÁLCULOS DO PERITO PELO JUÍZO DO PRIMEIRO GRAU. NULIDADE DA SENTENÇA DECLARADA PELO TRIBUNAL A QUO. ARTS. 165 E 458 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NA ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.9.2011. 1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A Corte de origem, à luz da legislação infraconstitucional aplicável (Código Processo Civil) e considerada a complexidade da matéria, anulou a sentença que homologou os cálculos da perícia ao entendimento de que ausente fundamentação. Nesse contexto, aferir a ocorrência de eventual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532119. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 871634 AGR / CE afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, bem como a análise da legislação processual aplicável, procedimentos vedados em sede extraordinária. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532119. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, bem como a análise da legislação processual aplicável, procedimentos vedados em sede extraordinária. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) :ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) :POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) :ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) :OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental a Sociedade Educacional Positivo LTDA. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega violado o art. 93, IX da Lei Maior, anulada sentença fundamentada. Afirma que a decisão do primeiro grau possui fundamentação, ainda que sucinta, motivo pelo qual não poderia ter sido anulada pela Corte de origem. Sustenta que “(...) não se discute a nulidade do Acórdão por “vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional”, mas sim a validade da sentença que apresentou motivação sucinta. E esse ponto não foi analisado na decisão agravada (...)”. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. DANOS MATERIAIS E MORAIS. APELAÇÃO EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO. RECURSO INTERPOSTO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532120. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) :ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) :POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) :ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) :OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental a Sociedade Educacional Positivo LTDA. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega violado o art. 93, IX da Lei Maior, anulada sentença fundamentada. Afirma que a decisão do primeiro grau possui fundamentação, ainda que sucinta, motivo pelo qual não poderia ter sido anulada pela Corte de origem. Sustenta que “(...) não se discute a nulidade do Acórdão por “vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional”, mas sim a validade da sentença que apresentou motivação sucinta. E esse ponto não foi analisado na decisão agravada (...)”. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. DANOS MATERIAIS E MORAIS. APELAÇÃO EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO. RECURSO INTERPOSTO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 871634 AGR / CE ANTES DA VIGÊNCIA DA Lei n. 11.232/2005. CABIMENTO. INEXISTÊNCIA DE PRÉVIA IMPUGNAÇÃO. ÓBICE PARA A INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. INTERESSE RECURSAL CONFIGURADO. PRECEDENTES (STJ). MÉRITO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA SENTENÇA LIQUIDATÓRIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. EFEITO TRANSLATIVO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88, C/C OS ARTS. 165 E 458 DO CPC. LAUDO PERICIAL CONFORMADO NA INTEGRA SEM MOTIVAÇÃO. MATÉRIA COMPLEXA. QUANTUM DEBEATUR ELEVADO. NULIDADE ABSOLUTA DECLARADA. APELAÇÃO CONHECIDA E PROVIDA. SENTENÇA ANULADA. RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM PARA FINS DE COMPLEMENTAÇÃO DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.” Acórdão recorrido publicado em 1º.9.2011. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532120. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE ANTES DA VIGÊNCIA DA Lei n. 11.232/2005. CABIMENTO. INEXISTÊNCIA DE PRÉVIA IMPUGNAÇÃO. ÓBICE PARA A INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. INTERESSE RECURSAL CONFIGURADO. PRECEDENTES (STJ). MÉRITO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA SENTENÇA LIQUIDATÓRIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. EFEITO TRANSLATIVO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88, C/C OS ARTS. 165 E 458 DO CPC. LAUDO PERICIAL CONFORMADO NA INTEGRA SEM MOTIVAÇÃO. MATÉRIA COMPLEXA. QUANTUM DEBEATUR ELEVADO. NULIDADE ABSOLUTA DECLARADA. APELAÇÃO CONHECIDA E PROVIDA. SENTENÇA ANULADA. RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM PARA FINS DE COMPLEMENTAÇÃO DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.” Acórdão recorrido publicado em 1º.9.2011. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 871634 AGR / CE “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 871634 AGR / CE Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. A Corte de origem, à luz da legislação infraconstitucional aplicável (Código Processo Civil) e considerada a complexidade da matéria, anulou a sentença que homologou os cálculos da perícia ao entendimento de que deficiente a fundamentação. Nesse contexto, aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, bem como a análise da legislação processual aplicável, procedimentos vedados em sede extraordinária. Cito precedentes: “DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 837211 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 25/11/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-248 DIVULG 16-12-2014 PUBLIC 17-12-2014) “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV, LV, 7º, XXIX E 93, IX. I - Alegação de ofensa à Constituição que, se ocorrente, seria indireta, reflexa, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. II - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. III - 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. A Corte de origem, à luz da legislação infraconstitucional aplicável (Código Processo Civil) e considerada a complexidade da matéria, anulou a sentença que homologou os cálculos da perícia ao entendimento de que deficiente a fundamentação. Nesse contexto, aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, bem como a análise da legislação processual aplicável, procedimentos vedados em sede extraordinária. Cito precedentes: “DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 837211 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 25/11/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-248 DIVULG 16-12-2014 PUBLIC 17-12-2014) “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV, LV, 7º, XXIX E 93, IX. I - Alegação de ofensa à Constituição que, se ocorrente, seria indireta, reflexa, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. II - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. III - 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 871634 AGR / CE Agravo não provido.” (RE 245580 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 05/02/2002, DJ 08-03-2002 PP-00061 EMENT VOL-02060-04 PP-00784) “- Contrato de financiamento de casa própria. Nulidade da cláusula fixadora do preço. - Improcedência da alegação de nulidade da decisão de primeiro grau por ofensa aos artigos 5º, LV, e 93, IX, da Constituição. - Falta de prequestionamento (súmulas 282 e 356) das demais questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. Recurso extraordinário não conhecido.” (RE 348113, Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, Primeira Turma, julgado em 15/10/2002, DJ 29-11-2002 PP-00024 EMENT VOL-02093-06 PP-01303) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal. AI- QO-RG 791.292. 3. Indeferimento de prova pericial pelas instâncias ordinárias. Cerceamento do direito de defesa. ARE- RG 639.228. 4. Violação ao princípio da legalidade. Lei Complementar estadual 207/2007. Enunciado 636. 5. Preenchimento dos requisitos necessários à evolução funcional. Ausência. Conjunto fático-probatório dos autos. Necessidade de reexame dos fatos e provas analisados. Verbete 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 698919 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 30/10/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 20- 11-2012 PUBLIC 21-11-2012) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Desapropriação. Reforma agrária. Perícia. Valor da indenização. Cobertura vegetal. Potencial de exploração. Forma de calcular a indenização. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Mostra-se inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 593871 AgR, Relator(a): 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE Agravo não provido.” (RE 245580 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 05/02/2002, DJ 08-03-2002 PP-00061 EMENT VOL-02060-04 PP-00784) “- Contrato de financiamento de casa própria. Nulidade da cláusula fixadora do preço. - Improcedência da alegação de nulidade da decisão de primeiro grau por ofensa aos artigos 5º, LV, e 93, IX, da Constituição. - Falta de prequestionamento (súmulas 282 e 356) das demais questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. Recurso extraordinário não conhecido.” (RE 348113, Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, Primeira Turma, julgado em 15/10/2002, DJ 29-11-2002 PP-00024 EMENT VOL-02093-06 PP-01303) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal. AI- QO-RG 791.292. 3. Indeferimento de prova pericial pelas instâncias ordinárias. Cerceamento do direito de defesa. ARE- RG 639.228. 4. Violação ao princípio da legalidade. Lei Complementar estadual 207/2007. Enunciado 636. 5. Preenchimento dos requisitos necessários à evolução funcional. Ausência. Conjunto fático-probatório dos autos. Necessidade de reexame dos fatos e provas analisados. Verbete 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 698919 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 30/10/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 20- 11-2012 PUBLIC 21-11-2012) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Desapropriação. Reforma agrária. Perícia. Valor da indenização. Cobertura vegetal. Potencial de exploração. Forma de calcular a indenização. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Mostra-se inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 593871 AgR, Relator(a): 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 871634 AGR / CE Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 13/11/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-026 DIVULG 06-02-2013 PUBLIC 07-02-2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 13/11/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-026 DIVULG 06-02-2013 PUBLIC 07-02-2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) : ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) : POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) : ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) : OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599147 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) : ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) : POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) : ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) : OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599147 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625544
2015-05-19T00:00:00
2015-06-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO. HOMOLOGAÇÃO DOS CÁLCULOS DO PERITO PELO JUÍZO DO PRIMEIRO GRAU. NULIDADE DA SENTENÇA DECLARADA PELO TRIBUNAL A QUO. ARTS. 165 E 458 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NA ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.9.2011. 1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A Corte de origem, à luz da legislação infraconstitucional aplicável (Código Processo Civil) e considerada a complexidade da matéria, anulou a sentença que homologou os cálculos da perícia ao entendimento de que ausente fundamentação. Nesse contexto, aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, bem como a análise da legislação processual aplicável, procedimentos vedados em sede extraordinária. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur307371
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) RE 348113 (1ªT), RE 245580 AgR (2ªT), ARE 698919 AgR (2ªT), RE 593871 AgR (1ªT), ARE 837211 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 21/06/2015, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
871634
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00165 ART-00458\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 871634 AgR
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AGTE.(S) : SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) : ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) : POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) : ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) : OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) :ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) :POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) :ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) :OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO. HOMOLOGAÇÃO DOS CÁLCULOS DO PERITO PELO JUÍZO DO PRIMEIRO GRAU. NULIDADE DA SENTENÇA DECLARADA PELO TRIBUNAL A QUO. ARTS. 165 E 458 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NA ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1....9.2011. 1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A Corte de origem, à luz da legislação infraconstitucional aplicável (Código Processo Civil) e considerada a complexidade da matéria, anulou a sentença que homologou os cálculos da perícia ao entendimento de que ausente fundamentação. Nesse contexto, aferir a ocorrência de eventual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532119. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 871634 AGR / CE afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, bem como a análise da legislação processual aplicável, procedimentos vedados em sede extraordinária. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532119. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, bem como a análise da legislação processual aplicável, procedimentos vedados em sede extraordinária. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) :ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) :POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) :ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) :OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental a Sociedade Educacional Positivo LTDA. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega violado o art. 93, IX da Lei Maior, anulada sentença fundamentada. Afirma que a decisão do primeiro grau possui fundamentação, ainda que sucinta, motivo pelo qual não poderia ter sido anulada pela Corte de origem. Sustenta que “(...) não se discute a nulidade do Acórdão por “vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional”, mas sim a validade da sentença que apresentou motivação sucinta. E esse ponto não foi analisado na decisão agravada (...)”. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. DANOS MATERIAIS E MORAIS. APELAÇÃO EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO. RECURSO INTERPOSTO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532120. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) :ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) :COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) :POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) :ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) :OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental a Sociedade Educacional Positivo LTDA. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega violado o art. 93, IX da Lei Maior, anulada sentença fundamentada. Afirma que a decisão do primeiro grau possui fundamentação, ainda que sucinta, motivo pelo qual não poderia ter sido anulada pela Corte de origem. Sustenta que “(...) não se discute a nulidade do Acórdão por “vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional”, mas sim a validade da sentença que apresentou motivação sucinta. E esse ponto não foi analisado na decisão agravada (...)”. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. DANOS MATERIAIS E MORAIS. APELAÇÃO EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO. RECURSO INTERPOSTO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 871634 AGR / CE ANTES DA VIGÊNCIA DA Lei n. 11.232/2005. CABIMENTO. INEXISTÊNCIA DE PRÉVIA IMPUGNAÇÃO. ÓBICE PARA A INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. INTERESSE RECURSAL CONFIGURADO. PRECEDENTES (Superior Tribunal de Justiça). MÉRITO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA SENTENÇA LIQUIDATÓRIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. EFEITO TRANSLATIVO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88, C/C OS ARTS. 165 E 458 DO Código de Processo Civil. LAUDO PERICIAL CONFORMADO NA INTEGRA SEM MOTIVAÇÃO. MATÉRIA COMPLEXA. QUANTUM DEBEATUR ELEVADO. NULIDADE ABSOLUTA DECLARADA. APELAÇÃO CONHECIDA E PROVIDA. SENTENÇA ANULADA. RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM PARA FINS DE COMPLEMENTAÇÃO DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.” Acórdão recorrido publicado em 1....9.2011. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532120. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE ANTES DA VIGÊNCIA DA Lei n. 11.232/2005. CABIMENTO. INEXISTÊNCIA DE PRÉVIA IMPUGNAÇÃO. ÓBICE PARA A INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. INTERESSE RECURSAL CONFIGURADO. PRECEDENTES (Superior Tribunal de Justiça). MÉRITO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA SENTENÇA LIQUIDATÓRIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. EFEITO TRANSLATIVO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88, C/C OS ARTS. 165 E 458 DO Código de Processo Civil. LAUDO PERICIAL CONFORMADO NA INTEGRA SEM MOTIVAÇÃO. MATÉRIA COMPLEXA. QUANTUM DEBEATUR ELEVADO. NULIDADE ABSOLUTA DECLARADA. APELAÇÃO CONHECIDA E PROVIDA. SENTENÇA ANULADA. RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM PARA FINS DE COMPLEMENTAÇÃO DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.” Acórdão recorrido publicado em 1....9.2011. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 871634 AGR / CE “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 871634 AGR / CE Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. A Corte de origem, à luz da legislação infraconstitucional aplicável (Código Processo Civil) e considerada a complexidade da matéria, anulou a sentença que homologou os cálculos da perícia ao entendimento de que deficiente a fundamentação. Nesse contexto, aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, bem como a análise da legislação processual aplicável, procedimentos vedados em sede extraordinária. Cito precedentes: “DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 837211 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 25/11/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-248 DIVULG 16-12-2014 PUBLIC 17-12-2014) “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV, LV, 7..., XXIX E 93, IX. I - Alegação de ofensa à Constituição que, se ocorrente, seria indireta, reflexa, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. II - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. III - 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. A Corte de origem, à luz da legislação infraconstitucional aplicável (Código Processo Civil) e considerada a complexidade da matéria, anulou a sentença que homologou os cálculos da perícia ao entendimento de que deficiente a fundamentação. Nesse contexto, aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, bem como a análise da legislação processual aplicável, procedimentos vedados em sede extraordinária. Cito precedentes: “DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 837211 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 25/11/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-248 DIVULG 16-12-2014 PUBLIC 17-12-2014) “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV, LV, 7..., XXIX E 93, IX. I - Alegação de ofensa à Constituição que, se ocorrente, seria indireta, reflexa, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. II - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. III - 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 871634 AGR / CE Agravo não provido.” (Recurso Extraordinário 245580 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 05/02/2002, DJ 08-03-2002 PP-00061 EMENT VOL-02060-04 PP-00784) “- Contrato de financiamento de casa própria. Nulidade da cláusula fixadora do preço. - Improcedência da alegação de nulidade da decisão de primeiro grau por ofensa aos artigos 5..., LV, e 93, IX, da Constituição. - Falta de prequestionamento (súmulas 282 e 356) das demais questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. Recurso extraordinário não conhecido.” (Recurso Extraordinário 348113, Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, Primeira Turma, julgado em 15/10/2002, DJ 29-11-2002 PP-00024 EMENT VOL-02093-06 PP-01303) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal. AI- QO-RG 791.292. 3. Indeferimento de prova pericial pelas instâncias ordinárias. Cerceamento do direito de defesa. ARE- RG 639.228. 4. Violação ao princípio da legalidade. Lei Complementar estadual 207/2007. Enunciado 636. 5. Preenchimento dos requisitos necessários à evolução funcional. Ausência. Conjunto fático-probatório dos autos. Necessidade de reexame dos fatos e provas analisados. Verbete 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 698919 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 30/10/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 20- 11-2012 PUBLIC 21-11-2012) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Desapropriação. Reforma agrária. Perícia. Valor da indenização. Cobertura vegetal. Potencial de exploração. Forma de calcular a indenização. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Mostra-se inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 593871 AgR, Relator(a): 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE Agravo não provido.” (Recurso Extraordinário 245580 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 05/02/2002, DJ 08-03-2002 PP-00061 EMENT VOL-02060-04 PP-00784) “- Contrato de financiamento de casa própria. Nulidade da cláusula fixadora do preço. - Improcedência da alegação de nulidade da decisão de primeiro grau por ofensa aos artigos 5..., LV, e 93, IX, da Constituição. - Falta de prequestionamento (súmulas 282 e 356) das demais questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. Recurso extraordinário não conhecido.” (Recurso Extraordinário 348113, Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, Primeira Turma, julgado em 15/10/2002, DJ 29-11-2002 PP-00024 EMENT VOL-02093-06 PP-01303) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal. AI- QO-RG 791.292. 3. Indeferimento de prova pericial pelas instâncias ordinárias. Cerceamento do direito de defesa. ARE- RG 639.228. 4. Violação ao princípio da legalidade. Lei Complementar estadual 207/2007. Enunciado 636. 5. Preenchimento dos requisitos necessários à evolução funcional. Ausência. Conjunto fático-probatório dos autos. Necessidade de reexame dos fatos e provas analisados. Verbete 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 698919 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 30/10/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 20- 11-2012 PUBLIC 21-11-2012) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Desapropriação. Reforma agrária. Perícia. Valor da indenização. Cobertura vegetal. Potencial de exploração. Forma de calcular a indenização. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Mostra-se inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 593871 AgR, Relator(a): 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 871634 AGR / CE Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 13/11/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-026 DIVULG 06-02-2013 PUBLIC 07-02-2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Supremo Tribunal Federal ARE 871634 AGR / CE Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 13/11/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-026 DIVULG 06-02-2013 PUBLIC 07-02-2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) : ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) : POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) : ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) : OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599147 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.634 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SOCIEDADE EDUCACIONAL POSITIVO LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO ADV.(A/S) : ROGERIA DOTTI DORIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO VESTIBULARES AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO BRASIL AGDO.(A/S) : COLEGIO POSITIVO CARLOS DE CARVALHO AGDO.(A/S) : POSIVEST EDITORA DE LIVROS DIDATICOS LTDA AGDO.(A/S) : ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EVOLUTIVO LTDA ADV.(A/S) : OTHONIEL SILVA MARTINS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EURIDES RODRIGUES DE PAULA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599147 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871 . 634", "ARE 871634 AGR / CE", "ARE 871634 AGR / CE", "ARE 871634 AGR / CE", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "ARE 871634 AGR / CE", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "ARE 871634 AGR / CE", "ARE 837211 AgR", "ARE 871634 AGR / CE", "ARE 837211 AgR", "Recurso Extraordinário 245580 AgR", "Recurso Extraordinário 348113", "ARE 698919 AgR", "Recurso Extraordinário 593871 AgR", "ARE 871634 AGR / CE", "Recurso Extraordinário 245580 AgR", "Recurso Extraordinário 348113", "ARE 698919 AgR", "Recurso Extraordinário 593871 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Código", "Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 93 , IX da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 93 , IX da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 11 . 232 / 2005", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ARTS . 165 E 458 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 11 . 232 / 2005", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ARTS . 165 E 458 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Código Processo Civil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Código Processo Civil", "ARTS", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , LV , e 93 , IX , da Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Lei Complementar estadual 207 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , LV , e 93 , IX , da Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Lei Complementar estadual 207 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", 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"CARLOS DE CARVALHO", "OTHONIEL SILVA MARTINS", "EURIDES RODRIGUES DE PAULA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO", "ROGERIA DOTTI DORIA", "OTHONIEL SILVA MARTINS", "EURIDES RODRIGUES DE PAULA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO", "ROGERIA DOTTI DORIA", "CARLOS DE CARVALHO", "OTHONIEL SILVA MARTINS", "EURIDES RODRIGUES DE PAULA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Carlos Britto", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Carlos Britto", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "GILMAR MENDES", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO", "ROGERIA DOTTI DORIA", "OTHONIEL SILVA MARTINS", "EURIDES RODRIGUES DE PAULA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO BEZERRA FALCÃO", "ROGERIA DOTTI DORIA", "CARLOS DE CARVALHO", "OTHONIEL SILVA MARTINS", "EURIDES RODRIGUES DE PAULA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "05", "/", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . .", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "15", ".", "8", ".", "08", "05", ".", "9", ".", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "15", ".", "8", ".", "08", "05", ".", "9", ".", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "11", "/", "2014", "16", "-", "12", "-", "2014", "17", "-", "12", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "11", "/", "2014", "16", "-", "12", "-", "2014", "17", "-", "12", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2002", "08", "-", "03", "-", "2002", "15", "/", "10", "/", "2002", "29", "-", "11", "-", "2002", "30", "/", "10", "/", "2012", "20", "-", "11", "-", "2012", "21", "-", "11", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2002", "08", "-", "03", "-", "2002", "15", "/", "10", "/", "2002", "29", "-", "11", "-", "2002", "30", "/", "10", "/", "2012", "20", "-", "11", "-", "2012", "21", "-", "11", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2012", "06", "-", "02", "-", "2013", "07", "-", "02", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2012", "06", "-", "02", "07", "-", "02", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "19", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) :FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DE COBRANÇA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. SERVIDOR PÚBLICO. ESTADO DE MINAS GERAIS. CUSTEIO DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACÊUTICA. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA EXAMINADA SOB O ENFOQUE DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA Nº 55. RE 573.540. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTROVÉRSIA DE CUNHO EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. DIRETRIZ JURISPRUDENCIAL AFIRMADA NO JULGAMENTO DO RE 633.329. EMBARGOS DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549214. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) :FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS contra acórdão que assentou, verbis: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEIS NS. 9.380/96 E 13.455/00 E LEI COMPLEMENTAR N. 64/02, DO ESTADO DE MINAS GERAIS. INATIVOS E PENSIONISTAS. INEXIGIBILIDADE À PARTIR DA EC N. 20/98 ATÉ A VIGÊNCIA DA EC N. 41/03. SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACÊUTICA. COMPULSORIEDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO. NATUREZA TRIBUTÁRIA. ARTIGO 149, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO. DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS. ROL TAXATIVO. INCOMPETÊNCIA DOS ESTADOS-MEMBROS RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO RE N. 573.540 (REPERCUSSÃO GERAL) E NA ADI N. 3.106. RESTITUIÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549215. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) :FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS contra acórdão que assentou, verbis: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEIS NS. 9.380/96 E 13.455/00 E LEI COMPLEMENTAR N. 64/02, DO ESTADO DE MINAS GERAIS. INATIVOS E PENSIONISTAS. INEXIGIBILIDADE À PARTIR DA EC N. 20/98 ATÉ A VIGÊNCIA DA EC N. 41/03. SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACÊUTICA. COMPULSORIEDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO. NATUREZA TRIBUTÁRIA. ARTIGO 149, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO. DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS. ROL TAXATIVO. INCOMPETÊNCIA DOS ESTADOS-MEMBROS RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO RE N. 573.540 (REPERCUSSÃO GERAL) E NA ADI N. 3.106. RESTITUIÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 596411 AGR-ED / MG DOS VALORES PAGOS INDEVIDAMENTE. 1. A contribuição previdenciária sobre proventos de inativos e pensionistas tornou-se inexigível a partir da promulgação da EC 20/98, que introduziu substancial modificação no ordenamento positivo, perdurando tal inexigibilidade até a vigência da EC 41/03. Destarte, ao não determinar a restituição dos valores indevidamente cobrados, o Tribunal a quo divergiu da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que tem concluído pela sua legitimidade. (Precedentes: ADI n. 2.189, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 09.06.00; RE n. 435.210-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14.6.05; RE n. 346.797-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 28.11.03; RE n. 358.278-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 21.11.03; RE n. 639.708, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27.5.11; RE n. 478.443, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1.10.10; RE n. 516.502, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 6.6.11; RE n. 639.520, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11.5.11). 2. Os Estados-membros podem instituir, nos termos do art. 149, § 1º, da Constituição Federal, apenas contribuição que tenha por finalidade o custeio do regime de previdência de seus servidores, o que não abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos. (RE n. 573.540, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 11.6.2010, e ADI n. 3.106, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 24.9.2010). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Nas razões dos embargos sustenta omissão do julgado na medida em que a Corte não dispôs sobre a eficácia da declaração de inconstitucionalidade. Por essa razão, requer a atribuição de eficácia ex nunc ou o sobrestamento do feito a fim de aguardar o julgamento dos embargos de declaração opostos na ADI 3.106. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549215. Supremo Tribunal Federal RE 596411 AGR-ED / MG DOS VALORES PAGOS INDEVIDAMENTE. 1. A contribuição previdenciária sobre proventos de inativos e pensionistas tornou-se inexigível a partir da promulgação da EC 20/98, que introduziu substancial modificação no ordenamento positivo, perdurando tal inexigibilidade até a vigência da EC 41/03. Destarte, ao não determinar a restituição dos valores indevidamente cobrados, o Tribunal a quo divergiu da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que tem concluído pela sua legitimidade. (Precedentes: ADI n. 2.189, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 09.06.00; RE n. 435.210-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14.6.05; RE n. 346.797-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 28.11.03; RE n. 358.278-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 21.11.03; RE n. 639.708, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27.5.11; RE n. 478.443, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1.10.10; RE n. 516.502, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 6.6.11; RE n. 639.520, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11.5.11). 2. Os Estados-membros podem instituir, nos termos do art. 149, § 1º, da Constituição Federal, apenas contribuição que tenha por finalidade o custeio do regime de previdência de seus servidores, o que não abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos. (RE n. 573.540, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 11.6.2010, e ADI n. 3.106, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 24.9.2010). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Nas razões dos embargos sustenta omissão do julgado na medida em que a Corte não dispôs sobre a eficácia da declaração de inconstitucionalidade. Por essa razão, requer a atribuição de eficácia ex nunc ou o sobrestamento do feito a fim de aguardar o julgamento dos embargos de declaração opostos na ADI 3.106. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme registrei no acórdão recorrido, esta Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou no julgamento do RE 573.540 (Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema nº 55) a inconstitucionalidade da contribuição destinada ao custeio dos serviços de assistência médico-hospitalar instituída pelo Estado de Minas Gerais. Vem o Instituto recorrente alegar omissão do julgado porquanto não foi fixada a modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade. Requer alternativamente o sobrestamento do feito até o julgamento dos embargos de declaração na ADI 3.106. Sem razão. Afasto o sobrestamento deferido à fl. 322. Em casos análogos, ambas as Turmas tem se manifestado pela aplicação, no âmbito do controle difuso, da diretriz jurisprudencial firmada no julgamento do RE 633.329, Rel. Min. Cezar Peluso, Tema nº 407. Eis a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Contribuição previdenciária declarada inconstitucional. Valores descontados compulsoriamente. Restituição. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o direito de servidores públicos estaduais à restituição de valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549216. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme registrei no acórdão recorrido, esta Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou no julgamento do RE 573.540 (Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema nº 55) a inconstitucionalidade da contribuição destinada ao custeio dos serviços de assistência médico-hospitalar instituída pelo Estado de Minas Gerais. Vem o Instituto recorrente alegar omissão do julgado porquanto não foi fixada a modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade. Requer alternativamente o sobrestamento do feito até o julgamento dos embargos de declaração na ADI 3.106. Sem razão. Afasto o sobrestamento deferido à fl. 322. Em casos análogos, ambas as Turmas tem se manifestado pela aplicação, no âmbito do controle difuso, da diretriz jurisprudencial firmada no julgamento do RE 633.329, Rel. Min. Cezar Peluso, Tema nº 407. Eis a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Contribuição previdenciária declarada inconstitucional. Valores descontados compulsoriamente. Restituição. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o direito de servidores públicos estaduais à restituição de valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 596411 AGR-ED / MG declarada inconstitucional, versa sobre tema infraconstitucional.” Nesse sentido, confiram o AI 835.315-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 3/2/2015, o RE 575.048-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2014, o ARE 650.491- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/2/2014, o RE 664.066-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/9/2013, o ARE 737.871-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 27/5/2013, e o RE 553.227-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 29/4/2013. Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549216. Supremo Tribunal Federal RE 596411 AGR-ED / MG declarada inconstitucional, versa sobre tema infraconstitucional.” Nesse sentido, confiram o AI 835.315-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 3/2/2015, o RE 575.048-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2014, o ARE 650.491- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/2/2014, o RE 664.066-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/9/2013, o ARE 737.871-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 27/5/2013, e o RE 553.227-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 29/4/2013. Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) : FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598984 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) : FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598984 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617477
2015-05-19T00:00:00
2015-06-03T00:00:00
A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DE COBRANÇA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. SERVIDOR PÚBLICO. ESTADO DE MINAS GERAIS. CUSTEIO DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACÊUTICA. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA EXAMINADA SOB O ENFOQUE DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA Nº 55. RE 573.540. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTROVÉRSIA DE CUNHO EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. DIRETRIZ JURISPRUDENCIAL AFIRMADA NO JULGAMENTO DO RE 633.329. EMBARGOS DESPROVIDOS.
sjur307201
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, CONTRIBUIÇÃO SOCIAL, CUSTEIO DE SERVIÇOS DE SAÚDE) RE 573540 RG, RE 633329 RG, RE 553227 AgR (1ªT), ARE 650491 AgR (2ªT), AI 835315 AgR (1ªT), ARE 737871 AgR (2ªT), RE 664066 AgR (2ªT), RE 575048 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 18/06/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
596411
null
RE-AgR-ED
acordaos
RE 596411 AgR-ED
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EMBTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) : FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) :FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DE COBRANÇA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. SERVIDOR PÚBLICO. ESTADO DE MINAS GERAIS. CUSTEIO DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACÊUTICA. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA EXAMINADA SOB O ENFOQUE DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA n 55. Recurso Extraordinário 573.540. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTROVÉRSIA DE CUNHO EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. DIRETRIZ JURISPRUDENCIAL AFIRMADA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 633.329. EMBARGOS DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549214. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) :FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS contra acórdão que assentou, verbis: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEIS NS. 9.380/96 E 13.455/00 E LEI COMPLEMENTAR N. 64/02, DO ESTADO DE MINAS GERAIS. INATIVOS E PENSIONISTAS. INEXIGIBILIDADE À PARTIR DA EC N. 20/98 ATÉ A VIGÊNCIA DA EC N. 41/03. SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACÊUTICA. COMPULSORIEDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO. NATUREZA TRIBUTÁRIA. ARTIGO 149, § 1..., DA CONSTITUIÇÃO. DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS. ROL TAXATIVO. INCOMPETÊNCIA DOS ESTADOS-MEMBROS RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário N. 573.540 (REPERCUSSÃO GERAL) E NA ADI N. 3.106. RESTITUIÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549215. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) :FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS contra acórdão que assentou, verbis: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEIS NS. 9.380/96 E 13.455/00 E LEI COMPLEMENTAR N. 64/02, DO ESTADO DE MINAS GERAIS. INATIVOS E PENSIONISTAS. INEXIGIBILIDADE À PARTIR DA EC N. 20/98 ATÉ A VIGÊNCIA DA EC N. 41/03. SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E FARMACÊUTICA. COMPULSORIEDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO. NATUREZA TRIBUTÁRIA. ARTIGO 149, § 1..., DA CONSTITUIÇÃO. DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS. ROL TAXATIVO. INCOMPETÊNCIA DOS ESTADOS-MEMBROS RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário N. 573.540 (REPERCUSSÃO GERAL) E NA ADI N. 3.106. RESTITUIÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 596411 AGR-ED / MG DOS VALORES PAGOS INDEVIDAMENTE. 1. A contribuição previdenciária sobre proventos de inativos e pensionistas tornou-se inexigível a partir da promulgação da EC 20/98, que introduziu substancial modificação no ordenamento positivo, perdurando tal inexigibilidade até a vigência da EC 41/03. Destarte, ao não determinar a restituição dos valores indevidamente cobrados, o Tribunal a quo divergiu da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que tem concluído pela sua legitimidade. (Precedentes: ADI n. 2.189, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 09.06.00; Recurso Extraordinário n. 435.210-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14.6.05; Recurso Extraordinário n. 346.797-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 28.11.03; Recurso Extraordinário n. 358.278-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 21.11.03; Recurso Extraordinário n. 639.708, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27.5.11; Recurso Extraordinário n. 478.443, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1.10.10; Recurso Extraordinário n. 516.502, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 6.6.11; Recurso Extraordinário n. 639.520, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11.5.11). 2. Os Estados-membros podem instituir, nos termos do art. 149, § 1..., da Constituição Federal, apenas contribuição que tenha por finalidade o custeio do regime de previdência de seus servidores, o que não abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos. (Recurso Extraordinário n. 573.540, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 11.6.2010, e ADI n. 3.106, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 24.9.2010). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Nas razões dos embargos sustenta omissão do julgado na medida em que a Corte não dispôs sobre a eficácia da declaração de inconstitucionalidade. Por essa razão, requer a atribuição de eficácia ex nunc ou o sobrestamento do feito a fim de aguardar o julgamento dos embargos de declaração opostos na ADI 3.106. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549215. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596411 AGR-ED / MG DOS VALORES PAGOS INDEVIDAMENTE. 1. A contribuição previdenciária sobre proventos de inativos e pensionistas tornou-se inexigível a partir da promulgação da EC 20/98, que introduziu substancial modificação no ordenamento positivo, perdurando tal inexigibilidade até a vigência da EC 41/03. Destarte, ao não determinar a restituição dos valores indevidamente cobrados, o Tribunal a quo divergiu da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que tem concluído pela sua legitimidade. (Precedentes: ADI n. 2.189, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 09.06.00; Recurso Extraordinário n. 435.210-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14.6.05; Recurso Extraordinário n. 346.797-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 28.11.03; Recurso Extraordinário n. 358.278-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 21.11.03; Recurso Extraordinário n. 639.708, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27.5.11; Recurso Extraordinário n. 478.443, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1.10.10; Recurso Extraordinário n. 516.502, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 6.6.11; Recurso Extraordinário n. 639.520, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11.5.11). 2. Os Estados-membros podem instituir, nos termos do art. 149, § 1..., da Constituição Federal, apenas contribuição que tenha por finalidade o custeio do regime de previdência de seus servidores, o que não abrange a prestação de serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos. (Recurso Extraordinário n. 573.540, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 11.6.2010, e ADI n. 3.106, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 24.9.2010). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Nas razões dos embargos sustenta omissão do julgado na medida em que a Corte não dispôs sobre a eficácia da declaração de inconstitucionalidade. Por essa razão, requer a atribuição de eficácia ex nunc ou o sobrestamento do feito a fim de aguardar o julgamento dos embargos de declaração opostos na ADI 3.106. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme registrei no acórdão recorrido, esta Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou no julgamento do Recurso Extraordinário 573.540 (Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema n 55) a inconstitucionalidade da contribuição destinada ao custeio dos serviços de assistência médico-hospitalar instituída pelo Estado de Minas Gerais. Vem o Instituto recorrente alegar omissão do julgado porquanto não foi fixada a modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade. Requer alternativamente o sobrestamento do feito até o julgamento dos embargos de declaração na ADI 3.106. Sem razão. Afasto o sobrestamento deferido à fl. 322. Em casos análogos, ambas as Turmas tem se manifestado pela aplicação, no âmbito do controle difuso, da diretriz jurisprudencial firmada no julgamento do Recurso Extraordinário 633.329, Rel. Min. Cezar Peluso, Tema n 407. Eis a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Contribuição previdenciária declarada inconstitucional. Valores descontados compulsoriamente. Restituição. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o direito de servidores públicos estaduais à restituição de valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549216. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme registrei no acórdão recorrido, esta Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou no julgamento do Recurso Extraordinário 573.540 (Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema n 55) a inconstitucionalidade da contribuição destinada ao custeio dos serviços de assistência médico-hospitalar instituída pelo Estado de Minas Gerais. Vem o Instituto recorrente alegar omissão do julgado porquanto não foi fixada a modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade. Requer alternativamente o sobrestamento do feito até o julgamento dos embargos de declaração na ADI 3.106. Sem razão. Afasto o sobrestamento deferido à fl. 322. Em casos análogos, ambas as Turmas tem se manifestado pela aplicação, no âmbito do controle difuso, da diretriz jurisprudencial firmada no julgamento do Recurso Extraordinário 633.329, Rel. Min. Cezar Peluso, Tema n 407. Eis a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Contribuição previdenciária declarada inconstitucional. Valores descontados compulsoriamente. Restituição. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o direito de servidores públicos estaduais à restituição de valores descontados compulsoriamente a título de contribuição previdenciária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 596411 AGR-ED / MG declarada inconstitucional, versa sobre tema infraconstitucional.” Nesse sentido, confiram o AI 835.315-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 3/2/2015, o Recurso Extraordinário 575.048-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2014, o ARE 650.491- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/2/2014, o Recurso Extraordinário 664.066-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/9/2013, o ARE 737.871-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 27/5/2013, e o Recurso Extraordinário 553.227-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 29/4/2013. Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549216. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596411 AGR-ED / MG declarada inconstitucional, versa sobre tema infraconstitucional.” Nesse sentido, confiram o AI 835.315-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 3/2/2015, o Recurso Extraordinário 575.048-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2014, o ARE 650.491- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/2/2014, o Recurso Extraordinário 664.066-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/9/2013, o ARE 737.871-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 27/5/2013, e o Recurso Extraordinário 553.227-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 29/4/2013. Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) : FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598984 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.411 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : ANA MARIA MATOS SILVA ADV.(A/S) : FADAIAN CHAGAS CARVALHO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598984 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 411", "Recurso Extraordinário 573 . 540", "Recurso Extraordinário 633 . 329", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 411", "Recurso Extraordinário N . 573 . 540", "ADI N . 3 . 106", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 411", "Recurso Extraordinário N . 573 . 540", "ADI N . 3 . 106 .", "ADI n . 2 . 189", "Recurso Extraordinário n . 435 . 210 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 358 . 278 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 639 . 708", "Recurso Extraordinário n . 478 . 443", "Recurso Extraordinário n . 516 . 502", "Recurso Extraordinário n . 639 . 520", "Recurso Extraordinário n . 573 . 540", "ADI n . 3 . 106", "ADI 3 . 106", "Recurso Extraordinário 596411 AGR - ED / MG", "ADI n . 2 . 189", "Recurso Extraordinário n . 435 . 210 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 346 . 797 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 358 . 278 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 639 . 708", "Recurso Extraordinário n . 478 . 443", "Recurso Extraordinário n . 516 . 502", "Recurso 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"Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "05", "/", "2015", "19 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "06", ".", "00", "14", ".", "6", ".", "05", "28", ".", "11", ".", "03", "21", ".", "11", ".", "03", "27", ".", "5", ".", "11", "1", ".", "10", ".", "10", "6", ".", "6", ".", "11", "11", ".", "5", ".", "11", "11", ".", "6", ".", "2010", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "06", ".", "00", "14", ".", "6", ".", "05", "28", ".", "11", ".", "03", "21", ".", "11", ".", "03", "27", ".", "5", ".", "11", "1", ".", "10", ".", "10", "6", ".", "6", ".", "11", "11", ".", "5", ".", "11", "11", ".", "6", ".", "2010", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", 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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) :CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Contribuição previdenciária. Incidência sobre gratificação de locomoção. 3. Enunciado 280 da Súmula do STF. 4. Recurso que não demonstrou o desacerto da decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602429. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) :CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recuso. Eis um trecho desse julgado: “Verifico que entender de modo diverso do que assentado pelo Tribunal de origem demandaria a interpretação dada à legislação local (Lei Complementar 121/08, Lei Estadual 5.260/2008 e Lei Estadual 4.620/2005), providência vedada nos termos do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. No caso, a ofensa constitucional, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 31). Nas razões recursais, sustenta-se a natureza remuneratória da gratificação de locomoção, ao argumento de que é paga de forma uniforme, em percentual fixo sobre o vencimento a todos os oficiais de justiça, sem considerar o que cada um gasta em deslocamento. (eDOC 33, p. 3), É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602430. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) :CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recuso. Eis um trecho desse julgado: “Verifico que entender de modo diverso do que assentado pelo Tribunal de origem demandaria a interpretação dada à legislação local (Lei Complementar 121/08, Lei Estadual 5.260/2008 e Lei Estadual 4.620/2005), providência vedada nos termos do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. No caso, a ofensa constitucional, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 31). Nas razões recursais, sustenta-se a natureza remuneratória da gratificação de locomoção, ao argumento de que é paga de forma uniforme, em percentual fixo sobre o vencimento a todos os oficiais de justiça, sem considerar o que cada um gasta em deslocamento. (eDOC 33, p. 3), É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (incidência de contribuição previdenciária sobre a gratificação de locomoção), com base na legislação local (Lei Complementar 121/08, leis estaduais 5.260/2008 4.620/2005), providência vedada nos termos do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. Assim, verifico que a matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Registro ainda que esta Corte apreciou questão análoga à dos autos, por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do RE-RG 814.204, rel. min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Transcrevo abaixo a ementa desse julgado: “TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602431. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (incidência de contribuição previdenciária sobre a gratificação de locomoção), com base na legislação local (Lei Complementar 121/08, leis estaduais 5.260/2008 4.620/2005), providência vedada nos termos do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. Assim, verifico que a matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Registro ainda que esta Corte apreciou questão análoga à dos autos, por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do RE-RG 814.204, rel. min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Transcrevo abaixo a ementa desse julgado: “TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 880496 AGR / RJ GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade, fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/4/2010; RE 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010; RE 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de 18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de 29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de 18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543- A do CPC”. (RE-RG 814.204, rel. min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014 ). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602431. Supremo Tribunal Federal ARE 880496 AGR / RJ GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade, fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/4/2010; RE 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010; RE 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de 18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de 29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de 18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543- A do CPC”. (RE-RG 814.204, rel. min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014 ). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590178 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590178 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8624015
2015-05-19T00:00:00
2015-06-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Contribuição previdenciária. Incidência sobre gratificação de locomoção. 3. Enunciado 280 da Súmula do STF. 4. Recurso que não demonstrou o desacerto da decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur307447
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 814204 RG. Número de páginas: 5. Análise: 22/06/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
880496
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000121 ANO-2008\n LEI COMPLEMENTAR, RJ\r\n\n", "LEG-EST LEI-004620 ANO-2005\n LEI ORDINÁRIA, RJ\r\n\n", "LEG-EST LEI-005260 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 880496 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) :CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Contribuição previdenciária. Incidência sobre gratificação de locomoção. 3. Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Recurso que não demonstrou o desacerto da decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602429. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) :CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recuso. Eis um trecho desse julgado: “Verifico que entender de modo diverso do que assentado pelo Tribunal de origem demandaria a interpretação dada à legislação local (Lei Complementar 121/08, Lei Estadual 5.260/2008 e Lei Estadual 4.620/2005), providência vedada nos termos do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. No caso, a ofensa constitucional, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 31). Nas razões recursais, sustenta-se a natureza remuneratória da gratificação de locomoção, ao argumento de que é paga de forma uniforme, em percentual fixo sobre o vencimento a todos os oficiais de justiça, sem considerar o que cada um gasta em deslocamento. (eDOC 33, p. 3), É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602430. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) :CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recuso. Eis um trecho desse julgado: “Verifico que entender de modo diverso do que assentado pelo Tribunal de origem demandaria a interpretação dada à legislação local (Lei Complementar 121/08, Lei Estadual 5.260/2008 e Lei Estadual 4.620/2005), providência vedada nos termos do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. No caso, a ofensa constitucional, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 31). Nas razões recursais, sustenta-se a natureza remuneratória da gratificação de locomoção, ao argumento de que é paga de forma uniforme, em percentual fixo sobre o vencimento a todos os oficiais de justiça, sem considerar o que cada um gasta em deslocamento. (eDOC 33, p. 3), É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (incidência de contribuição previdenciária sobre a gratificação de locomoção), com base na legislação local (Lei Complementar 121/08, leis estaduais 5.260/2008 4.620/2005), providência vedada nos termos do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. Assim, verifico que a matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Registro ainda que esta Corte apreciou questão análoga à dos autos, por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 814.204, rel. min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Transcrevo abaixo a ementa desse julgado: “TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602431. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (incidência de contribuição previdenciária sobre a gratificação de locomoção), com base na legislação local (Lei Complementar 121/08, leis estaduais 5.260/2008 4.620/2005), providência vedada nos termos do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. Assim, verifico que a matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Registro ainda que esta Corte apreciou questão análoga à dos autos, por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 814.204, rel. min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. Transcrevo abaixo a ementa desse julgado: “TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 880496 AGR / RJ GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade, fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/4/2010; Recurso Extraordinário 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010; Recurso Extraordinário 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de 18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de 29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de 18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543- A do Código de Processo Civil”. (Recurso Extraordinário-RG 814.204, rel. min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014 ). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602431. Supremo Tribunal Federal ARE 880496 AGR / RJ GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade, fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/4/2010; Recurso Extraordinário 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010; Recurso Extraordinário 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de 18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de 29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de 18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543- A do Código de Processo Civil”. (Recurso Extraordinário-RG 814.204, rel. min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014 ). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590178 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.496 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DOUGLAS HERINGER ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590178 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880 . 496", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880 . 496", "AGRAVO 880 . 496", "Recurso Extraordinário - RG 814 . 204", "RECURSO", "ARE 880496 AGR / RJ", "AI 705 . 941 - RG", "Recurso Extraordinário 611 . 512 - RG", "Recurso Extraordinário 688 . 001 - RG", "ARE 802 . 082 - RG", "ARE 745 . 901 - RG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "Recurso Extraordinário - RG 814 . 204", "ARE 880496 AGR / RJ", "AI 705 . 941 - RG", "Recurso Extraordinário 611 . 512 - RG", "Recurso Extraordinário 688 . 001 - RG", "ARE 745 . 901 - RG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "Recurso Extraordinário - RG 814 . 204" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Lei Complementar 121 / 08", "Lei Estadual 5 . 260 / 2008", "Lei Estadual 4 . 620 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 121 / 08", "Lei Estadual 5 . 260 / 2008", "Lei Estadual 4 . 620 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) :RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) :AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR EM EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ART. 4º DA LEI 8.437/92 E ART. 1º DA LEI 9.494/97. IMPOSSIBILIDADE EM FACE DA COISA JULGADA DE DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO AJUIZADA PELO PODER PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – O INCRA pretendia atacar decisão protegida pela coisa julgada, utilizando-se da suspensão como verdadeira ação rescisória, situação que prejudica a análise do pedido de contracautela decorrente da perda de seu objeto; II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749082. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) :RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) :AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto da seguinte decisão: “1. Cuida-se de pedido formulado pelo INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (art. 4º da Lei 8.437/92, e art. 1º da Lei 9.494/97), com o objetivo de suspender os efeitos de decisão proferida pelo Juiz Federal da 5ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Norte que, em execução promovida por Agro Industrial São Marcos e outros (Execução de Sentença 93.0028148-8 - fl. 44), determinou o depósito, em 30 dias, do valor de R$ 1.276.312,83 (um milhão, duzentos e setenta e seis mil, trezentos e doze reais e oitenta e três centavos), relativos à atualização da indenização das benfeitorias a que foi condenado o requerente em ação de desapropriação, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais). 2. Em análise dos autos, percebe-se que, contra essa decisão, o Incra formulou (a) pedido de suspensão (SL 3.502-RN) e (b) agravo de instrumento (2000.05.00.038440-0) ao TRF 5ª Região (fl. 06). Ao julgar o primeiro, o Tribunal Regional Federal confirmou a decisão impugnada em sede de agravo regimental oposto pela parte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) :RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) :AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto da seguinte decisão: “1. Cuida-se de pedido formulado pelo INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (art. 4º da Lei 8.437/92, e art. 1º da Lei 9.494/97), com o objetivo de suspender os efeitos de decisão proferida pelo Juiz Federal da 5ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Norte que, em execução promovida por Agro Industrial São Marcos e outros (Execução de Sentença 93.0028148-8 - fl. 44), determinou o depósito, em 30 dias, do valor de R$ 1.276.312,83 (um milhão, duzentos e setenta e seis mil, trezentos e doze reais e oitenta e três centavos), relativos à atualização da indenização das benfeitorias a que foi condenado o requerente em ação de desapropriação, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais). 2. Em análise dos autos, percebe-se que, contra essa decisão, o Incra formulou (a) pedido de suspensão (SL 3.502-RN) e (b) agravo de instrumento (2000.05.00.038440-0) ao TRF 5ª Região (fl. 06). Ao julgar o primeiro, o Tribunal Regional Federal confirmou a decisão impugnada em sede de agravo regimental oposto pela parte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório PET 3553 AGR / RN expropriada (fls. 470-472), julgado que acabou dando origem ao pedido ora em análise. O agravo de instrumento (2000.05.00.038440-00), por sua vez, foi improvido pelo TRF 5ª Região, tendo o MPF recorrido extraordinariamente do aresto (RE 443.356). 3. Em consulta ao Módulo de Acompanhamento Processual (MAP) desta Corte, observo que o mérito da decisão cujos efeitos se pretendem suspender já foi apreciado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 443.356-AgR (rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 20.03.2006), tendo esta decisão transitado em julgado em 07.04.2006. Assim, tendo em vista que o aresto desta Corte que confirmou a juridicidade da decisão impugnada - é dizer, que se requer seja suspensa - já fez coisa julgada, não mais subsiste o interesse processual na apreciação deste incidente, devendo o feito ser extinto por manifesta perda de objeto. 4. Ante o exposto, julgo prejudicado o presente pedido (art. 21, inc. IX, RISTF). Publique-se. Brasília, 18 de abril de 2006. Ministra Ellen Gracie” (fls. 509-520). O agravante sustenta que inexiste relação entre o pedido de contracautela e o AGRT 31354-RN, restando pendentes diversos recursos no feito, o que afastaria a prejudicialidade. Aponta, então, que no processo originário 93.0082148-8 foi formulado pedido de atualização monetária, deferido, determinando-se o pagamento referente às benfeitorias em dinheiro, ao invés de precatório, o que ensejou a interposição do AGTR 31354-RN. Acrescenta que o Ministério Público Federal interpôs o RE 443.356 e, por sua vez, o INCRA interpôs o RE 431.014, tendo sido julgado o primeiro e, pendendo de decisão o segundo. Destaca, assim, que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Supremo Tribunal Federal PET 3553 AGR / RN expropriada (fls. 470-472), julgado que acabou dando origem ao pedido ora em análise. O agravo de instrumento (2000.05.00.038440-00), por sua vez, foi improvido pelo TRF 5ª Região, tendo o MPF recorrido extraordinariamente do aresto (RE 443.356). 3. Em consulta ao Módulo de Acompanhamento Processual (MAP) desta Corte, observo que o mérito da decisão cujos efeitos se pretendem suspender já foi apreciado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 443.356-AgR (rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 20.03.2006), tendo esta decisão transitado em julgado em 07.04.2006. Assim, tendo em vista que o aresto desta Corte que confirmou a juridicidade da decisão impugnada - é dizer, que se requer seja suspensa - já fez coisa julgada, não mais subsiste o interesse processual na apreciação deste incidente, devendo o feito ser extinto por manifesta perda de objeto. 4. Ante o exposto, julgo prejudicado o presente pedido (art. 21, inc. IX, RISTF). Publique-se. Brasília, 18 de abril de 2006. Ministra Ellen Gracie” (fls. 509-520). O agravante sustenta que inexiste relação entre o pedido de contracautela e o AGRT 31354-RN, restando pendentes diversos recursos no feito, o que afastaria a prejudicialidade. Aponta, então, que no processo originário 93.0082148-8 foi formulado pedido de atualização monetária, deferido, determinando-se o pagamento referente às benfeitorias em dinheiro, ao invés de precatório, o que ensejou a interposição do AGTR 31354-RN. Acrescenta que o Ministério Público Federal interpôs o RE 443.356 e, por sua vez, o INCRA interpôs o RE 431.014, tendo sido julgado o primeiro e, pendendo de decisão o segundo. Destaca, assim, que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório PET 3553 AGR / RN “[a] pendência de exame de recursos sobre a matéria em outros processos sobreleva a importância do presente pedido de suspensão, em atenção ao ordenamento constitucional e em resguardo a ordem e economia públicas, no que não se justifica o fundamento de prejudicialidade arguido pela decisão ora agravada” (fl. 522). Ademais, reitera as alegações de inconstitucionalidade da decisão originária e da lesão à ordem e à economia públicas lançados no pedido de suspensão. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino, opinou pelo desprovimento do agravo regimental (páginas 549-551). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Supremo Tribunal Federal PET 3553 AGR / RN “[a] pendência de exame de recursos sobre a matéria em outros processos sobreleva a importância do presente pedido de suspensão, em atenção ao ordenamento constitucional e em resguardo a ordem e economia públicas, no que não se justifica o fundamento de prejudicialidade arguido pela decisão ora agravada” (fl. 522). Ademais, reitera as alegações de inconstitucionalidade da decisão originária e da lesão à ordem e à economia públicas lançados no pedido de suspensão. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino, opinou pelo desprovimento do agravo regimental (páginas 549-551). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão não merece acolhida. Para manter incólume a decisão, faço algumas considerações. O agravante, em suas razões recursais, não foi capaz de convelir os fundamentos da decisão agravada, iterando os fundamentos lançados na inicial do pedido de contracautela, sem trazer argumentos consistentes hábeis a modificar o entendimento assentado na decisão que constatou a perda do objeto do pedido de suspensão, razão pela qual deve ser mantido a negativa de seguimento da suspensão. Por oportuno reputo pertinente a observação do Procurador-Geral da República no sentido de que: “4. O presente pedido de suspensão perdeu o objeto. 5. A 1ª turma desse Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental contra decisão do Relator que negou seguimento ao RE nº 431.014 interposto pelo INCRA, na sessão de 24.04.2007, a saber: ‘EMENTA: Desapropriação: recurso do INCRA contra decisão proferida em execução, onde se alega impossibilidade do pagamento de benfeitorias úteis e necessárias fora da regra do precatório: rejeição: preservação da coisa julgada. Malgrado o Supremo Tribunal Federal tenha se manifestado, por duas vezes, quanto à inconstitucionalidade dos dispositivos legais que autorizam o pagamento das benfeitorias úteis e necessárias fora da regra do precatório (ADIn 1.187-MC, 09.02.1995, Ilmar; RE 247.866, Ilmar, RTJ 176/976), a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749084. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão não merece acolhida. Para manter incólume a decisão, faço algumas considerações. O agravante, em suas razões recursais, não foi capaz de convelir os fundamentos da decisão agravada, iterando os fundamentos lançados na inicial do pedido de contracautela, sem trazer argumentos consistentes hábeis a modificar o entendimento assentado na decisão que constatou a perda do objeto do pedido de suspensão, razão pela qual deve ser mantido a negativa de seguimento da suspensão. Por oportuno reputo pertinente a observação do Procurador-Geral da República no sentido de que: “4. O presente pedido de suspensão perdeu o objeto. 5. A 1ª turma desse Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental contra decisão do Relator que negou seguimento ao RE nº 431.014 interposto pelo INCRA, na sessão de 24.04.2007, a saber: ‘EMENTA: Desapropriação: recurso do INCRA contra decisão proferida em execução, onde se alega impossibilidade do pagamento de benfeitorias úteis e necessárias fora da regra do precatório: rejeição: preservação da coisa julgada. Malgrado o Supremo Tribunal Federal tenha se manifestado, por duas vezes, quanto à inconstitucionalidade dos dispositivos legais que autorizam o pagamento das benfeitorias úteis e necessárias fora da regra do precatório (ADIn 1.187-MC, 09.02.1995, Ilmar; RE 247.866, Ilmar, RTJ 176/976), a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PET 3553 AGR / RN decisão recorrida, exarada em processo de execução, tem por fundamento a fidelidade devida à sentença proferida na ação de desapropriação, que está protegida pela coisa julgada a respeito.’” (página 550). Precisamente por essa razão é que se determinou a extinção prematura do feito, visto que o INCRA pretendia atacar decisão protegida pela coisa julgada, utilizando-se da suspensão como verdadeira ação rescisória, situação que prejudica a análise do pedido de contracautela decorrente da perda de seu objeto. Acrescente-se, ainda, que o alegado RE 443.356/RN transitou em julgado em 7/4/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749084. Supremo Tribunal Federal PET 3553 AGR / RN decisão recorrida, exarada em processo de execução, tem por fundamento a fidelidade devida à sentença proferida na ação de desapropriação, que está protegida pela coisa julgada a respeito.’” (página 550). Precisamente por essa razão é que se determinou a extinção prematura do feito, visto que o INCRA pretendia atacar decisão protegida pela coisa julgada, utilizando-se da suspensão como verdadeira ação rescisória, situação que prejudica a análise do pedido de contracautela decorrente da perda de seu objeto. Acrescente-se, ainda, que o alegado RE 443.356/RN transitou em julgado em 7/4/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) : RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) : AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058515 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) : RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) : AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058515 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9067868
2015-06-17T00:00:00
2015-08-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015.
AG.REG. NA PETIÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR EM EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ART. 4º DA LEI 8.437/92 E ART. 1º DA LEI 9.494/97. IMPOSSIBILIDADE EM FACE DA COISA JULGADA DE DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO AJUIZADA PELO PODER PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – O INCRA pretendia atacar decisão protegida pela coisa julgada, utilizando-se da suspensão como verdadeira ação rescisória, situação que prejudica a análise do pedido de contracautela decorrente da perda de seu objeto; II – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur314380
- Veja RE 443356 do STF. Número de páginas: 7. Análise: 13/08/2015, AMA.
RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente)
Tribunal Pleno
3553
[ "LEG-FED LEI-008437 ANO-1992\n ART-00004\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
Pet-AgR
acordaos
Pet 3553 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) : RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) : AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) :RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) :AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR EM EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ART. 4... DA LEI 8.437/92 E ART. 1... DA LEI 9.494/97. IMPOSSIBILIDADE EM FACE DA COISA JULGADA DE DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO AJUIZADA PELO PODER PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – O INCRA pretendia atacar decisão protegida pela coisa julgada, utilizando-se da suspensão como verdadeira ação rescisória, situação que prejudica a análise do pedido de contracautela decorrente da perda de seu objeto; II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749082. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) :RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) :AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto da seguinte decisão: “1. Cuida-se de pedido formulado pelo INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (art. 4... da Lei 8.437/92, e art. 1... da Lei 9.494/97), com o objetivo de suspender os efeitos de decisão proferida pelo Juiz Federal da 5... Vara da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Norte que, em execução promovida por Agro Industrial São Marcos e outros (Execução de Sentença 93.0028148-8 - fl. 44), determinou o depósito, em 30 dias, do valor de R$ 1.276.312,83 (um milhão, duzentos e setenta e seis mil, trezentos e doze reais e oitenta e três centavos), relativos à atualização da indenização das benfeitorias a que foi condenado o requerente em ação de desapropriação, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais). 2. Em análise dos autos, percebe-se que, contra essa decisão, o Incra formulou (a) pedido de suspensão (SL 3.502-RN) e (b) agravo de instrumento (2000.05.00.038440-0) ao TRF 5... Região (fl. 06). Ao julgar o primeiro, o Tribunal Regional Federal confirmou a decisão impugnada em sede de agravo regimental oposto pela parte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) :RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) :AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto da seguinte decisão: “1. Cuida-se de pedido formulado pelo INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (art. 4... da Lei 8.437/92, e art. 1... da Lei 9.494/97), com o objetivo de suspender os efeitos de decisão proferida pelo Juiz Federal da 5... Vara da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Norte que, em execução promovida por Agro Industrial São Marcos e outros (Execução de Sentença 93.0028148-8 - fl. 44), determinou o depósito, em 30 dias, do valor de R$ 1.276.312,83 (um milhão, duzentos e setenta e seis mil, trezentos e doze reais e oitenta e três centavos), relativos à atualização da indenização das benfeitorias a que foi condenado o requerente em ação de desapropriação, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais). 2. Em análise dos autos, percebe-se que, contra essa decisão, o Incra formulou (a) pedido de suspensão (SL 3.502-RN) e (b) agravo de instrumento (2000.05.00.038440-0) ao TRF 5... Região (fl. 06). Ao julgar o primeiro, o Tribunal Regional Federal confirmou a decisão impugnada em sede de agravo regimental oposto pela parte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório PET 3553 AGR / RN expropriada (fls. 470-472), julgado que acabou dando origem ao pedido ora em análise. O agravo de instrumento (2000.05.00.038440-00), por sua vez, foi improvido pelo TRF 5... Região, tendo o MPF recorrido extraordinariamente do aresto (Recurso Extraordinário 443.356). 3. Em consulta ao Módulo de Acompanhamento Processual (MAP) desta Corte, observo que o mérito da decisão cujos efeitos se pretendem suspender já foi apreciado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 443.356-AgR (rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 20.03.2006), tendo esta decisão transitado em julgado em 07.04.2006. Assim, tendo em vista que o aresto desta Corte que confirmou a juridicidade da decisão impugnada - é dizer, que se requer seja suspensa - já fez coisa julgada, não mais subsiste o interesse processual na apreciação deste incidente, devendo o feito ser extinto por manifesta perda de objeto. 4. Ante o exposto, julgo prejudicado o presente pedido (art. 21, inc. IX, RISTF). Publique-se. Brasília, 18 de abril de 2006. Ministra Ellen Gracie” (fls. 509-520). O agravante sustenta que inexiste relação entre o pedido de contracautela e o AGRT 31354-RN, restando pendentes diversos recursos no feito, o que afastaria a prejudicialidade. Aponta, então, que no processo originário 93.0082148-8 foi formulado pedido de atualização monetária, deferido, determinando-se o pagamento referente às benfeitorias em dinheiro, ao invés de precatório, o que ensejou a interposição do AGTR 31354-RN. Acrescenta que o Ministério Público Federal interpôs o Recurso Extraordinário 443.356 e, por sua vez, o INCRA interpôs o Recurso Extraordinário 431.014, tendo sido julgado o primeiro e, pendendo de decisão o segundo. Destaca, assim, que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Supremo Tribunal Federal PET 3553 AGR / RN expropriada (fls. 470-472), julgado que acabou dando origem ao pedido ora em análise. O agravo de instrumento (2000.05.00.038440-00), por sua vez, foi improvido pelo TRF 5... Região, tendo o MPF recorrido extraordinariamente do aresto (Recurso Extraordinário 443.356). 3. Em consulta ao Módulo de Acompanhamento Processual (MAP) desta Corte, observo que o mérito da decisão cujos efeitos se pretendem suspender já foi apreciado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 443.356-AgR (rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 20.03.2006), tendo esta decisão transitado em julgado em 07.04.2006. Assim, tendo em vista que o aresto desta Corte que confirmou a juridicidade da decisão impugnada - é dizer, que se requer seja suspensa - já fez coisa julgada, não mais subsiste o interesse processual na apreciação deste incidente, devendo o feito ser extinto por manifesta perda de objeto. 4. Ante o exposto, julgo prejudicado o presente pedido (art. 21, inc. IX, RISTF). Publique-se. Brasília, 18 de abril de 2006. Ministra Ellen Gracie” (fls. 509-520). O agravante sustenta que inexiste relação entre o pedido de contracautela e o AGRT 31354-RN, restando pendentes diversos recursos no feito, o que afastaria a prejudicialidade. Aponta, então, que no processo originário 93.0082148-8 foi formulado pedido de atualização monetária, deferido, determinando-se o pagamento referente às benfeitorias em dinheiro, ao invés de precatório, o que ensejou a interposição do AGTR 31354-RN. Acrescenta que o Ministério Público Federal interpôs o Recurso Extraordinário 443.356 e, por sua vez, o INCRA interpôs o Recurso Extraordinário 431.014, tendo sido julgado o primeiro e, pendendo de decisão o segundo. Destaca, assim, que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório PET 3553 AGR / RN “[a] pendência de exame de recursos sobre a matéria em outros processos sobreleva a importância do presente pedido de suspensão, em atenção ao ordenamento constitucional e em resguardo a ordem e economia públicas, no que não se justifica o fundamento de prejudicialidade arguido pela decisão ora agravada” (fl. 522). Ademais, reitera as alegações de inconstitucionalidade da decisão originária e da lesão à ordem e à economia públicas lançados no pedido de suspensão. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino, opinou pelo desprovimento do agravo regimental (páginas 549-551). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Supremo Tribunal Federal PET 3553 AGR / RN “[a] pendência de exame de recursos sobre a matéria em outros processos sobreleva a importância do presente pedido de suspensão, em atenção ao ordenamento constitucional e em resguardo a ordem e economia públicas, no que não se justifica o fundamento de prejudicialidade arguido pela decisão ora agravada” (fl. 522). Ademais, reitera as alegações de inconstitucionalidade da decisão originária e da lesão à ordem e à economia públicas lançados no pedido de suspensão. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino, opinou pelo desprovimento do agravo regimental (páginas 549-551). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão não merece acolhida. Para manter incólume a decisão, faço algumas considerações. O agravante, em suas razões recursais, não foi capaz de convelir os fundamentos da decisão agravada, iterando os fundamentos lançados na inicial do pedido de contracautela, sem trazer argumentos consistentes hábeis a modificar o entendimento assentado na decisão que constatou a perda do objeto do pedido de suspensão, razão pela qual deve ser mantido a negativa de seguimento da suspensão. Por oportuno reputo pertinente a observação do Procurador-Geral da República no sentido de que: “4. O presente pedido de suspensão perdeu o objeto. 5. A 1... turma desse Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental contra decisão do Relator que negou seguimento ao Recurso Extraordinário n 431.014 interposto pelo INCRA, na sessão de 24.04.2007, a saber: ‘EMENTA: Desapropriação: recurso do INCRA contra decisão proferida em execução, onde se alega impossibilidade do pagamento de benfeitorias úteis e necessárias fora da regra do precatório: rejeição: preservação da coisa julgada. Malgrado o Supremo Tribunal Federal tenha se manifestado, por duas vezes, quanto à inconstitucionalidade dos dispositivos legais que autorizam o pagamento das benfeitorias úteis e necessárias fora da regra do precatório (ADIn 1.187-MC, 09.02.1995, Ilmar; Recurso Extraordinário 247.866, Ilmar, RTJ 176/976), a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749084. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão não merece acolhida. Para manter incólume a decisão, faço algumas considerações. O agravante, em suas razões recursais, não foi capaz de convelir os fundamentos da decisão agravada, iterando os fundamentos lançados na inicial do pedido de contracautela, sem trazer argumentos consistentes hábeis a modificar o entendimento assentado na decisão que constatou a perda do objeto do pedido de suspensão, razão pela qual deve ser mantido a negativa de seguimento da suspensão. Por oportuno reputo pertinente a observação do Procurador-Geral da República no sentido de que: “4. O presente pedido de suspensão perdeu o objeto. 5. A 1... turma desse Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental contra decisão do Relator que negou seguimento ao Recurso Extraordinário n 431.014 interposto pelo INCRA, na sessão de 24.04.2007, a saber: ‘EMENTA: Desapropriação: recurso do INCRA contra decisão proferida em execução, onde se alega impossibilidade do pagamento de benfeitorias úteis e necessárias fora da regra do precatório: rejeição: preservação da coisa julgada. Malgrado o Supremo Tribunal Federal tenha se manifestado, por duas vezes, quanto à inconstitucionalidade dos dispositivos legais que autorizam o pagamento das benfeitorias úteis e necessárias fora da regra do precatório (ADIn 1.187-MC, 09.02.1995, Ilmar; Recurso Extraordinário 247.866, Ilmar, RTJ 176/976), a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PET 3553 AGR / RN decisão recorrida, exarada em processo de execução, tem por fundamento a fidelidade devida à sentença proferida na ação de desapropriação, que está protegida pela coisa julgada a respeito.’” (página 550). Precisamente por essa razão é que se determinou a extinção prematura do feito, visto que o INCRA pretendia atacar decisão protegida pela coisa julgada, utilizando-se da suspensão como verdadeira ação rescisória, situação que prejudica a análise do pedido de contracautela decorrente da perda de seu objeto. Acrescente-se, ainda, que o alegado Recurso Extraordinário 443.356/RN transitou em julgado em 7/4/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749084. Supremo Tribunal Federal PET 3553 AGR / RN decisão recorrida, exarada em processo de execução, tem por fundamento a fidelidade devida à sentença proferida na ação de desapropriação, que está protegida pela coisa julgada a respeito.’” (página 550). Precisamente por essa razão é que se determinou a extinção prematura do feito, visto que o INCRA pretendia atacar decisão protegida pela coisa julgada, utilizando-se da suspensão como verdadeira ação rescisória, situação que prejudica a análise do pedido de contracautela decorrente da perda de seu objeto. Acrescente-se, ainda, que o alegado Recurso Extraordinário 443.356/RN transitou em julgado em 7/4/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749084. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) : RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) : AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058515 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 3.553 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA ADV.(A/S) : RICARDO A. FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DAYSEANNE MOREIRA SANTOS AGDO.(A/S) : AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058515 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PETIÇÃO", "SL 3 . 502 - RN", "SL 3 . 502 - RN", "2000", ".", "05", ".", "00", ".", "038440", "-", "00", "Recurso Extraordinário 443 . 356", "Recurso Extraordinário 443 . 356 - AgR", "AGRT 31354 - RN", "Recurso Extraordinário 443 . 356", "Recurso Extraordinário 431 . 014", "2000", ".", "05", ".", "00", ".", "-", "Recurso Extraordinário 443 .", "Recurso Extraordinário 443 . 356", "- AgR", "AGRT 31354 - RN", "AGTR 31354 - RN", "Recurso Extraordinário 443 . 356", "Recurso Extraordinário 431 . 014", "Recurso Extraordinário n 431 . 014", "ADIn 1 . 187 - MC", "Recurso Extraordinário 247 . 866", "Recurso Extraordinário n 431 . 014", "ADIn 1 . 187 - MC", "Recurso Extraordinário 247 . 866", "RTJ 176 / 976", "Recurso Extraordinário 443 . 356 / RN", "Recurso Extraordinário 443 . 356 / RN", "PETIÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 4 . . . DA LEI 8 . 437 / 92", "ART . 1 . . . 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Região", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "INCRA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "INCRA", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "INCRA", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INCRA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "INCRA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "SÃO MARCOS LTDA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "EXTRATO", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "AGRO INDUSTRIAL SÃO MARCOS LTDA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO A . FERREIRA", "DAYSEANNE MOREIRA SANTOS", "MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO A . FERREIRA", "DAYSEANNE MOREIRA SANTOS", "MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO A . FERREIRA", "DAYSEANNE MOREIRA SANTOS", "MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ilmar", "Ilmar", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ilmar", "Ilmar", "RICARDO A . FERREIRA", "DAYSEANNE MOREIRA SANTOS", "MÚCIO BEZERRA BANDEIRA DE MELO", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "RICARDO A . 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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. HABEAS DATA. ARTIGO 5º, LXXII, CRFB/88. LEI Nº 9.507/97. ACESSO ÀS INFORMAÇÕES CONSTANTES DE SISTEMAS INFORMATIZADOS DE CONTROLE DE PAGAMENTOS DE TRIBUTOS. SISTEMA DE CONTA CORRENTE DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL-SINCOR. DIREITO SUBJETIVO DO CONTRIBUINTE. RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. 1. O habeas data, posto instrumento de tutela de direitos fundamentais, encerra amplo espectro, rejeitando-se visão reducionista da garantia constitucional inaugurada pela carta pós-positivista de 1988. 2. A tese fixada na presente repercussão geral é a seguinte: “O Habeas Data é garantia constitucional adequada para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos do próprio contribuinte constantes dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais.” 3. O Sistema de Conta Corrente da Secretaria da Receita Federal do Brasil, conhecido também como SINCOR, registra os dados de apoio à arrecadação federal ao armazenar os débitos e créditos tributários existentes acerca dos contribuintes. 4. O caráter público de todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 50 Ementa e Acórdão RE 673707 / MG não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações é inequívoco (art. 1º, Lei nº 9.507/97). 5. O registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto. (…) Registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto, causando-lhe dano ao seu direito de privacidade.(...) in José Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Luiz Streck. Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1ª Edição, 2013, p.487. 6. A legitimatio ad causam para interpretação de Habeas Data estende- se às pessoas físicas e jurídicas, nacionais e estrangeiras, porquanto garantia constitucional aos direitos individuais ou coletivas. 7. Aos contribuintes foi assegurado constitucionalmente o direito de conhecer as informações que lhes digam respeito em bancos de dados públicos ou de caráter público, em razão da necessidade de preservar o status de seu nome, planejamento empresarial, estratégia de investimento e, em especial, a recuperação de tributos pagos indevidamente, verbis: Art. 5º. …LXXII. Conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, considerado como um writ, uma garantia, um remédio constitucional à disposição dos cidadãos para que possam implementar direitos subjetivos que estão sendo obstaculados. 8. As informações fiscais conexas ao próprio contribuinte, se forem sigilosas, não importa em que grau, devem ser protegidas da sociedade em geral, segundo os termos da lei ou da constituição, mas não de quem a elas se referem, por força da consagração do direito à informação do art. 5º, inciso XXXIII, da Carta Magna, que traz como única ressalva o sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o que não se aplica no caso sub examine, verbis: Art. 5º.…XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações é inequívoco (art. 1º, Lei nº 9.507/97). 5. O registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto. (…) Registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto, causando-lhe dano ao seu direito de privacidade.(...) in José Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Luiz Streck. Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1ª Edição, 2013, p.487. 6. A legitimatio ad causam para interpretação de Habeas Data estende- se às pessoas físicas e jurídicas, nacionais e estrangeiras, porquanto garantia constitucional aos direitos individuais ou coletivas. 7. Aos contribuintes foi assegurado constitucionalmente o direito de conhecer as informações que lhes digam respeito em bancos de dados públicos ou de caráter público, em razão da necessidade de preservar o status de seu nome, planejamento empresarial, estratégia de investimento e, em especial, a recuperação de tributos pagos indevidamente, verbis: Art. 5º. …LXXII. Conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, considerado como um writ, uma garantia, um remédio constitucional à disposição dos cidadãos para que possam implementar direitos subjetivos que estão sendo obstaculados. 8. As informações fiscais conexas ao próprio contribuinte, se forem sigilosas, não importa em que grau, devem ser protegidas da sociedade em geral, segundo os termos da lei ou da constituição, mas não de quem a elas se referem, por força da consagração do direito à informação do art. 5º, inciso XXXIII, da Carta Magna, que traz como única ressalva o sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o que não se aplica no caso sub examine, verbis: Art. 5º.…XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 50 Ementa e Acórdão RE 673707 / MG Estado. 9. In casu, o recorrente requereu à Secretaria da Receita Federal do Brasil os extratos atinentes às anotações constantes do Sistema de Conta- Corrente de Pessoa Jurídica-SINCOR, o Sistema Conta-Corrente de Pessoa Jurídica-CONTACORPJ, como de quaisquer dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação federal, no que tange aos pagamentos de tributos federais, informações que não estão acobertadas pelo sigilo legal ou constitucional, posto que requerida pelo próprio contribuinte, sobre dados próprios. 10. Ex positis, DOU PROVIMENTO ao recurso extraordinário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 582 da repercussão geral, em dar provimento ao recurso extraordinário, assentando a tese de que o habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais. Impedido o Ministro Teori Zavascki. Brasília, 17 de junho de 2015. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG Estado. 9. In casu, o recorrente requereu à Secretaria da Receita Federal do Brasil os extratos atinentes às anotações constantes do Sistema de Conta- Corrente de Pessoa Jurídica-SINCOR, o Sistema Conta-Corrente de Pessoa Jurídica-CONTACORPJ, como de quaisquer dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação federal, no que tange aos pagamentos de tributos federais, informações que não estão acobertadas pelo sigilo legal ou constitucional, posto que requerida pelo próprio contribuinte, sobre dados próprios. 10. Ex positis, DOU PROVIMENTO ao recurso extraordinário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 582 da repercussão geral, em dar provimento ao recurso extraordinário, assentando a tese de que o habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais. Impedido o Ministro Teori Zavascki. Brasília, 17 de junho de 2015. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 50 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de Recurso Extraordinário interposto pela REGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA, com fundamento no artigo 102, III, “a”, da CRFB/88, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região assim ementado: HABEAS DATA. PEDIDO ÀS INFORMAÇÕES RELATIVAS A TODAS AS ANOTAÇÕES CONSTANTES DOS ARQUIVOS DA RECEITA FEDERAL. SINCOR. NÃO SE ENQUADRA NA HIPÓTESE DE CADASTRO PÚBLICO. I - O habeas data assegura o acesso a informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros públicos ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público (art. 5º, LXXII, "a", Constituição), afigurando-se, na espécie, inadequada a via eleita pelo impetrante para satisfazer sua pretensão de obter informações de dados relativos a terceiros. II - Apelação não provida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de Recurso Extraordinário interposto pela REGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA, com fundamento no artigo 102, III, “a”, da CRFB/88, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região assim ementado: HABEAS DATA. PEDIDO ÀS INFORMAÇÕES RELATIVAS A TODAS AS ANOTAÇÕES CONSTANTES DOS ARQUIVOS DA RECEITA FEDERAL. SINCOR. NÃO SE ENQUADRA NA HIPÓTESE DE CADASTRO PÚBLICO. I - O habeas data assegura o acesso a informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros públicos ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público (art. 5º, LXXII, "a", Constituição), afigurando-se, na espécie, inadequada a via eleita pelo impetrante para satisfazer sua pretensão de obter informações de dados relativos a terceiros. II - Apelação não provida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 50 Relatório RE 673707 / MG Na origem, cuida-se de habeas data com o intuito de obter todas as informações relativas a débitos constantes em nome da empresa ora recorrente, bem como de todos os pagamentos efetuados que constem das bases de dados de apoio ao controle da arrecadação federal utilizadas pela Secretaria da Receita Federal, em especial o sistema SINCOR. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou a sentença que julgou improcedente a ação, assentando-se que o registro indicado não se enquadra na hipótese de cadastro público, retirando o enquadramento do direito invocado em habeas data. Nas razões recursais, a recorrente aponta violação ao artigo 5º, LXXII, “a”, da CRFB/88, sustentando, em síntese, que é direito constitucional conhecer as anotações, informações e dados sobre pagamentos por ela implementados nos sistemas de apoio à arrecadação de tributos federais da Secretaria da Receita Federal do Brasil, de forma que exista transparência da atividade administrativa, principalmente com relação a informações que digam respeito ao próprio contribuinte. Em sede de contrarrazões, o recorrido defende que os cadastros e bases de dados de controle de pagamentos não se tratam de cadastros públicos, mas sistema de controle interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, o que inviabiliza o habeas data. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo provimento do recurso extraordinário, em parecer que porta a seguinte ementa: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HABEAS DATA. PEDIDO DE ACESSO A INFROMAÇÕES CONSTANTES DO SINCOR-BANCO DE DADOS DA RECEITA FEDERAL ACERCA DE TRIBUTOS FEDERAIS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NOS AUTPS. DIREITO AMPARADO PELO ART. 5º, LXXII, “a”, da CF.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG Na origem, cuida-se de habeas data com o intuito de obter todas as informações relativas a débitos constantes em nome da empresa ora recorrente, bem como de todos os pagamentos efetuados que constem das bases de dados de apoio ao controle da arrecadação federal utilizadas pela Secretaria da Receita Federal, em especial o sistema SINCOR. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou a sentença que julgou improcedente a ação, assentando-se que o registro indicado não se enquadra na hipótese de cadastro público, retirando o enquadramento do direito invocado em habeas data. Nas razões recursais, a recorrente aponta violação ao artigo 5º, LXXII, “a”, da CRFB/88, sustentando, em síntese, que é direito constitucional conhecer as anotações, informações e dados sobre pagamentos por ela implementados nos sistemas de apoio à arrecadação de tributos federais da Secretaria da Receita Federal do Brasil, de forma que exista transparência da atividade administrativa, principalmente com relação a informações que digam respeito ao próprio contribuinte. Em sede de contrarrazões, o recorrido defende que os cadastros e bases de dados de controle de pagamentos não se tratam de cadastros públicos, mas sistema de controle interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, o que inviabiliza o habeas data. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo provimento do recurso extraordinário, em parecer que porta a seguinte ementa: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HABEAS DATA. PEDIDO DE ACESSO A INFROMAÇÕES CONSTANTES DO SINCOR-BANCO DE DADOS DA RECEITA FEDERAL ACERCA DE TRIBUTOS FEDERAIS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NOS AUTPS. DIREITO AMPARADO PELO ART. 5º, LXXII, “a”, da CF.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 50 Relatório RE 673707 / MG Aduz que a ausência de caráter público dos sistemas não impede o acesso a informações, porquanto não constitui argumento suficiente para indeferir o habeas data, já que o cadastro é mantido por uma entidade governamental. Assevera, portanto, que o direito do contribuinte de obter informações contidas no SINCOR com espeque no art. 5º LXXII, “a”, da CRFB/88. Por fim, esta Corte admitiu a intervenção do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – CFOAB, na qualidade de interessado da causa (amicus curiae), o qual corrobora o direito constitucional postulado pela recorrente. É relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG Aduz que a ausência de caráter público dos sistemas não impede o acesso a informações, porquanto não constitui argumento suficiente para indeferir o habeas data, já que o cadastro é mantido por uma entidade governamental. Assevera, portanto, que o direito do contribuinte de obter informações contidas no SINCOR com espeque no art. 5º LXXII, “a”, da CRFB/88. Por fim, esta Corte admitiu a intervenção do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – CFOAB, na qualidade de interessado da causa (amicus curiae), o qual corrobora o direito constitucional postulado pela recorrente. É relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, egrégio Plenário, ilustre representante do Ministério Público, senhores advogados presentes. Trata-se de recurso extraordinário interposto por Rigliminas Distribuidora LTDA contra acórdão julgado improcedente pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por meio da qual entendeu ser “incabível a pretensão do impetrante de se obrigar a Fazenda Pública a apresentar informações complexas, onerosas e gerais, oriundas de cadastro que não tem caráter público”. Em seu pedido inicial, a recorrente tinha por objetivo: (i) conhecer anotações constantes nos arquivos da Receita Federal com relação a todos os débitos de qualquer natureza contidas no Sistema SINCOR ou de qualquer outro onde estiverem registrados; (ii) conhecer a relação de todos os pagamentos efetuados para a liquidação de débitos através de vinculação automática ou manual e; (iii) conhecer todos os pagamentos sem correlação a débitos existentes, disponíveis no banco de dados do órgão público em questão. A articulação sobre a ausência de pagamento de custas não tem fundamento. A CRFB/88, art. 5º, LXXVII, prevê a gratuidade das ações de habeas corpus e habeas data, verbis: “LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, egrégio Plenário, ilustre representante do Ministério Público, senhores advogados presentes. Trata-se de recurso extraordinário interposto por Rigliminas Distribuidora LTDA contra acórdão julgado improcedente pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por meio da qual entendeu ser “incabível a pretensão do impetrante de se obrigar a Fazenda Pública a apresentar informações complexas, onerosas e gerais, oriundas de cadastro que não tem caráter público”. Em seu pedido inicial, a recorrente tinha por objetivo: (i) conhecer anotações constantes nos arquivos da Receita Federal com relação a todos os débitos de qualquer natureza contidas no Sistema SINCOR ou de qualquer outro onde estiverem registrados; (ii) conhecer a relação de todos os pagamentos efetuados para a liquidação de débitos através de vinculação automática ou manual e; (iii) conhecer todos os pagamentos sem correlação a débitos existentes, disponíveis no banco de dados do órgão público em questão. A articulação sobre a ausência de pagamento de custas não tem fundamento. A CRFB/88, art. 5º, LXXVII, prevê a gratuidade das ações de habeas corpus e habeas data, verbis: “LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG O art. 5º, da Lei nº 9.289/96, Lei de Custas da Justiça Federal, prevê a isenção de custas nos processos constitucionais de habeas corpus e habeas data, verbis: “Art. 5º Não são devidas custas nos processos de habeas corpus e habeas data.” A assertiva é corroborada pela Resolução nº 554/2015, art. 4º, I, do STF, ao dispor que não será exigido porte de remessa e retorno dos autos de recursos interpostos junto aos tribunais sediados em Brasília, sem a utilização dos serviços da ECT. Por fim, o Regimento Interno do STF, por interpretação sistemática quanto ao habeas data, a receber o mesmo tratamento do habeas corpus, dispõe sobre a isenção de preparo: “Art. 61. Cabe às partes prover o pagamento antecipado das despesas dos atos que realizem ou requeiram no processo, ficando o vencido, afinal, responsável pelas custas e despesas pagas pelo vencedor. § 1º Haverá isenção do preparo: I – nos conflitos de jurisdição, nos habeas corpus, e nos demais processos criminais, salvo a ação penal privada;” Os requisitos de admissibilidade do apelo extremo foram preenchidos, estando presentes a tempestividade, o prequestionamento, a legitimidade e o interesse recursais, bem como a preliminar de repercussão geral da matéria (Tema nº 582 do Plenário Virtual). Ante o exposto, admito o presente recurso extraordinário e passo ao exame do mérito. O habeas data é uma ação constitucional por meio da qual se visa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG O art. 5º, da Lei nº 9.289/96, Lei de Custas da Justiça Federal, prevê a isenção de custas nos processos constitucionais de habeas corpus e habeas data, verbis: “Art. 5º Não são devidas custas nos processos de habeas corpus e habeas data.” A assertiva é corroborada pela Resolução nº 554/2015, art. 4º, I, do STF, ao dispor que não será exigido porte de remessa e retorno dos autos de recursos interpostos junto aos tribunais sediados em Brasília, sem a utilização dos serviços da ECT. Por fim, o Regimento Interno do STF, por interpretação sistemática quanto ao habeas data, a receber o mesmo tratamento do habeas corpus, dispõe sobre a isenção de preparo: “Art. 61. Cabe às partes prover o pagamento antecipado das despesas dos atos que realizem ou requeiram no processo, ficando o vencido, afinal, responsável pelas custas e despesas pagas pelo vencedor. § 1º Haverá isenção do preparo: I – nos conflitos de jurisdição, nos habeas corpus, e nos demais processos criminais, salvo a ação penal privada;” Os requisitos de admissibilidade do apelo extremo foram preenchidos, estando presentes a tempestividade, o prequestionamento, a legitimidade e o interesse recursais, bem como a preliminar de repercussão geral da matéria (Tema nº 582 do Plenário Virtual). Ante o exposto, admito o presente recurso extraordinário e passo ao exame do mérito. O habeas data é uma ação constitucional por meio da qual se visa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG garantir o acesso de uma pessoa a informações sobre ela que façam parte de arquivos ou bancos de dados de entidades governamentais ou públicas, como prevê o artigo 5º, inciso LXXII, “a”, da Constituição Federal: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LXXII - Conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;” (grifos nosso) A doutrina assim dispõe sobre este remédio constitucional: “(...) O habeas data é considerado como um writ, uma garantia, um remedio constitucional à disposiçao dos cidadaos para que eles possam implementar direitos subjetivos que estao sendo obstaculados, assegurando o liame entre a normatividade e a normalidade. Como uma das especies de remedios constitucional, ocupa um papel de relevo na teoretica constitucional porque auspicia a garantia de direitos constitucionais, possibilitando sua concretizaçao normativa. Sua inspiraçao adveio da Constituiçao portuguesa de 1976 e da Constituiçao espanhola de 1978, que previram instituto semelhante para resguardar o direito à informaçao e à transmissao de dados (...) (Jose Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Luiz Streck, Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1ª Edição, 2013, p.487).” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG garantir o acesso de uma pessoa a informações sobre ela que façam parte de arquivos ou bancos de dados de entidades governamentais ou públicas, como prevê o artigo 5º, inciso LXXII, “a”, da Constituição Federal: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LXXII - Conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;” (grifos nosso) A doutrina assim dispõe sobre este remédio constitucional: “(...) O habeas data é considerado como um writ, uma garantia, um remedio constitucional à disposiçao dos cidadaos para que eles possam implementar direitos subjetivos que estao sendo obstaculados, assegurando o liame entre a normatividade e a normalidade. Como uma das especies de remedios constitucional, ocupa um papel de relevo na teoretica constitucional porque auspicia a garantia de direitos constitucionais, possibilitando sua concretizaçao normativa. Sua inspiraçao adveio da Constituiçao portuguesa de 1976 e da Constituiçao espanhola de 1978, que previram instituto semelhante para resguardar o direito à informaçao e à transmissao de dados (...) (Jose Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Luiz Streck, Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1ª Edição, 2013, p.487).” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG A Lei nº 9.507/97 regulamentou a matéria, da qual colacionamos os seguintes excertos: “Art. 1º (VETADO) Parágrafo único. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. (...) Art. 7° Conceder-se-á habeas data: I - para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público; II - para a retificação de dados, quando não se prefira fazê- lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; III - para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.” A regra contida no parágrafo único do artigo 1º, da Lei nº 9.507/97, considera de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. A indigitada norma não tem por objetivo negar a seu próprio titular o conhecimento das informações que a seu respeito estejam cadastradas junto às entidades depositárias. Pretende, na verdade, restringir a divulgação a outros órgãos, que não o detentor das informações, ou a terceiros, que não o titular dos dados registrados, porquanto não tem o condão de restringir o direito postulado. Com efeito, a restrição que contém o parágrafo único do artigo 1º da Lei nº 9.507/97 deve ser interpretada em consonância com o supracitado artigo 5º, inciso LXXII da CRFB/88, verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG A Lei nº 9.507/97 regulamentou a matéria, da qual colacionamos os seguintes excertos: “Art. 1º (VETADO) Parágrafo único. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. (...) Art. 7° Conceder-se-á habeas data: I - para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público; II - para a retificação de dados, quando não se prefira fazê- lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; III - para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.” A regra contida no parágrafo único do artigo 1º, da Lei nº 9.507/97, considera de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. A indigitada norma não tem por objetivo negar a seu próprio titular o conhecimento das informações que a seu respeito estejam cadastradas junto às entidades depositárias. Pretende, na verdade, restringir a divulgação a outros órgãos, que não o detentor das informações, ou a terceiros, que não o titular dos dados registrados, porquanto não tem o condão de restringir o direito postulado. Com efeito, a restrição que contém o parágrafo único do artigo 1º da Lei nº 9.507/97 deve ser interpretada em consonância com o supracitado artigo 5º, inciso LXXII da CRFB/88, verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê- lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;” In casu, o Sistema de Conta Corrente da Receita Federal, conhecido também como SINCOR, registra os dados de apoio à arrecadação federal ao armazenar os débitos e créditos existentes acerca dos contribuintes. Encarta-se, assim, no conceito mais amplo de arquivos, bancos ou registro de dados, que devem ser entendidos em seu sentido mais lato, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto. Citamos, em abono ao supra esposado, a doutrina de José Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lênio Luiz Streck (Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1ª Edição, 2013, p. 487), verbis: “ (…) Registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto, causando-lhe dano ao seu direito de privacidade. (...)” Possuem legitimidade ativa para a sua impetração, que se configura na pertinência subjetiva da ação, pessoas físicas e pessoas jurídicas, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê- lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;” In casu, o Sistema de Conta Corrente da Receita Federal, conhecido também como SINCOR, registra os dados de apoio à arrecadação federal ao armazenar os débitos e créditos existentes acerca dos contribuintes. Encarta-se, assim, no conceito mais amplo de arquivos, bancos ou registro de dados, que devem ser entendidos em seu sentido mais lato, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto. Citamos, em abono ao supra esposado, a doutrina de José Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lênio Luiz Streck (Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1ª Edição, 2013, p. 487), verbis: “ (…) Registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto, causando-lhe dano ao seu direito de privacidade. (...)” Possuem legitimidade ativa para a sua impetração, que se configura na pertinência subjetiva da ação, pessoas físicas e pessoas jurídicas, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG nacionais e estrangeiras, desde que preencham os requisitos exigidos, tais como as condições da ação e os pressupostos processuais. Aos contribuintes foi assegurado o direito de conhecer as informações que lhes digam respeito em bancos de dados públicos ou de caráter público, em razão da necessidade de preservar o status de seu nome, planejamento empresarial, estratégia de investimento e, em especial, a recuperação de tributos pagos indevidamente, dentre outras. Consectariamente, estas informações não são de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações, a Receita Federal do Brasil, mas dizem respeito ao próprio contribuinte. Seria diferente se estivessem sendo requeridas pelos contribuintes informações sobre o planejamento estratégico do órgão fazendário, tais como, as informações fiscais sobre outros contribuintes, o mapeamento dos setores estratégicos a serem fiscalizados, a programação da ação fiscal por setor econômico ou faixa de renda, os limites de dedutibilidade a serem utilizados como critérios de fiscalização das declarações de renda das pessoas jurídicas ou físicas, posto que inerentes à atividade da Administração Fazendária, própria de sua atividade institucional. Nestes casos, não há dúvidas que o habeas data deveria ser julgado improcedente. Os extratos atinentes às anotações constantes do Sistema de Conta- Corrente de Pessoa Jurídica – SINCOR, o Sistema Conta-Corrente de Pessoa Jurídica – CONTACORPJ, como de quaisquer dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação federal, utilizados pela Receita Federal do Brasil, no que tange aos pagamentos de tributos federais, não envolvem a hipótese de sigilo legal ou constitucional, posto que requerida pelo próprio contribuinte, sobre dados próprios. Assegurando a Lei Maior ao impetrante contribuinte o direito de conhecer as informações e anotações que lhe digam respeito, deve-se entender como possível a impetração do habeas data de forma a esclarecer 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG nacionais e estrangeiras, desde que preencham os requisitos exigidos, tais como as condições da ação e os pressupostos processuais. Aos contribuintes foi assegurado o direito de conhecer as informações que lhes digam respeito em bancos de dados públicos ou de caráter público, em razão da necessidade de preservar o status de seu nome, planejamento empresarial, estratégia de investimento e, em especial, a recuperação de tributos pagos indevidamente, dentre outras. Consectariamente, estas informações não são de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações, a Receita Federal do Brasil, mas dizem respeito ao próprio contribuinte. Seria diferente se estivessem sendo requeridas pelos contribuintes informações sobre o planejamento estratégico do órgão fazendário, tais como, as informações fiscais sobre outros contribuintes, o mapeamento dos setores estratégicos a serem fiscalizados, a programação da ação fiscal por setor econômico ou faixa de renda, os limites de dedutibilidade a serem utilizados como critérios de fiscalização das declarações de renda das pessoas jurídicas ou físicas, posto que inerentes à atividade da Administração Fazendária, própria de sua atividade institucional. Nestes casos, não há dúvidas que o habeas data deveria ser julgado improcedente. Os extratos atinentes às anotações constantes do Sistema de Conta- Corrente de Pessoa Jurídica – SINCOR, o Sistema Conta-Corrente de Pessoa Jurídica – CONTACORPJ, como de quaisquer dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação federal, utilizados pela Receita Federal do Brasil, no que tange aos pagamentos de tributos federais, não envolvem a hipótese de sigilo legal ou constitucional, posto que requerida pelo próprio contribuinte, sobre dados próprios. Assegurando a Lei Maior ao impetrante contribuinte o direito de conhecer as informações e anotações que lhe digam respeito, deve-se entender como possível a impetração do habeas data de forma a esclarecer 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG à pessoa jurídica ou física os valores por ela pagos a título de tributos ou qualquer outro tipo de pagamentos constantes dos registros da Receita Federal Brasil ou qualquer outro órgão de Administração Fazendária das outras entidades estatais. O Estado, por meio de seus órgãos ou poderes, ao deter em seus registros ou bancos de dados informações dos contribuintes, seja para que fim for, permanentes ou temporárias, não pode se negar a fornecê-los a quem de direito, sob pena de violar a CRFB/88. Deveras, as informações fiscais relativas ao próprio contribuinte, se forem sigilosas, não importa em que grau, devem ser protegidas da sociedade em geral, segundo os termos da lei ou da constituição, mas não de quem a elas se referem, por força da consagração do direito à informação do art. 5º, inciso XXXIII, da Carta Magna, que traz como única ressalva o sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o que não se aplica no caso sub examine, verbis: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;” Ora, tratando-se de informação subjetiva, ou seja, de dados pessoais relativos ao próprio requerente, não há como se defender serem comprometedores para a segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, não podem ser negadas ao próprio requerente. (GRECO 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG à pessoa jurídica ou física os valores por ela pagos a título de tributos ou qualquer outro tipo de pagamentos constantes dos registros da Receita Federal Brasil ou qualquer outro órgão de Administração Fazendária das outras entidades estatais. O Estado, por meio de seus órgãos ou poderes, ao deter em seus registros ou bancos de dados informações dos contribuintes, seja para que fim for, permanentes ou temporárias, não pode se negar a fornecê-los a quem de direito, sob pena de violar a CRFB/88. Deveras, as informações fiscais relativas ao próprio contribuinte, se forem sigilosas, não importa em que grau, devem ser protegidas da sociedade em geral, segundo os termos da lei ou da constituição, mas não de quem a elas se referem, por força da consagração do direito à informação do art. 5º, inciso XXXIII, da Carta Magna, que traz como única ressalva o sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o que não se aplica no caso sub examine, verbis: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;” Ora, tratando-se de informação subjetiva, ou seja, de dados pessoais relativos ao próprio requerente, não há como se defender serem comprometedores para a segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, não podem ser negadas ao próprio requerente. (GRECO 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG FILHO, Vicente. Tutela constitucional das liberdades. São Paulo: Saraiva, 1989, p. 176; e LIPPMANN, Ernesto. O habeas data visto pela doutrina e interpretado pelos Tribunais. Revista dos Tribunais, São Paulo, ano 85, n. 723, jan. 1996, p. 117). Insere-se, aqui, o objeto a que se destina a garantia constitucional do habeas data, ao assegurar o direito fundamental das pessoas de ter ciência de todas as informações subjetivas armazenadas junto às entidades governamentais ou de caráter público. Nas palavras de Richard Calland, Professor da Universidade da Cidade do Cabo, (Access to information: how it is useful and how it is used? In: Neuman, Laura. Access to information: a key to democracy. Atlanta: The Carter Center, 2002, p. 15), “informação é vital para cidadãos, comunidades e organizações da cidadania se eles querem ter participação plena no processo democrático”. Nessa linha é que o constitucionalismo democrático impõe que o amplo acesso à informação traduza e represente as exigências instituídas como a mens legis de publicidade que veio a ser concretizada pela CRFB/88. Assim é que o texto constitucional garante: obediência, pela Administração Pública, do princípio da publicidade (art. 37, caput); assegura a todos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (art. 5º, XXXIII); impõe a elaboração de lei que assegure o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII; ordena caber à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem (art. 216, §2º); e regula o habeas data para assegurar o conhecimento e a correção de informações relativas à pessoa do impetrante (art. 5º, LXXII). De fato, estes dispositivos positivaram constitucionalmente as 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG FILHO, Vicente. Tutela constitucional das liberdades. São Paulo: Saraiva, 1989, p. 176; e LIPPMANN, Ernesto. O habeas data visto pela doutrina e interpretado pelos Tribunais. Revista dos Tribunais, São Paulo, ano 85, n. 723, jan. 1996, p. 117). Insere-se, aqui, o objeto a que se destina a garantia constitucional do habeas data, ao assegurar o direito fundamental das pessoas de ter ciência de todas as informações subjetivas armazenadas junto às entidades governamentais ou de caráter público. Nas palavras de Richard Calland, Professor da Universidade da Cidade do Cabo, (Access to information: how it is useful and how it is used? In: Neuman, Laura. Access to information: a key to democracy. Atlanta: The Carter Center, 2002, p. 15), “informação é vital para cidadãos, comunidades e organizações da cidadania se eles querem ter participação plena no processo democrático”. Nessa linha é que o constitucionalismo democrático impõe que o amplo acesso à informação traduza e represente as exigências instituídas como a mens legis de publicidade que veio a ser concretizada pela CRFB/88. Assim é que o texto constitucional garante: obediência, pela Administração Pública, do princípio da publicidade (art. 37, caput); assegura a todos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (art. 5º, XXXIII); impõe a elaboração de lei que assegure o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII; ordena caber à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem (art. 216, §2º); e regula o habeas data para assegurar o conhecimento e a correção de informações relativas à pessoa do impetrante (art. 5º, LXXII). De fato, estes dispositivos positivaram constitucionalmente as 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG premissas necessárias ao rompimento da cultura do segredo, trazendo a imposição de uma busca incessante pela transparência e publicidade das atividades estatais. Por oportuno, trago à colação a preciosa lição de Joseph Stiglitz (Transparency in government. In: World Bank: The Right to Tell: The Role of Mass Media in Economic Development. Washington: World Bank, 2002, p. 42, tradução livre), Professor da Universidade de Columbia e vencedor do Prêmio Nobel de Economia (2001) por seus trabalhos sobre informação assimétrica, ao salientar que: “Nós temos um direito básico de saber como os poderes que foram capturados da coletividade estão sendo usados. Isso me parece o básico do contrato implícito entre os governados e aqueles que foram selecionados para temporariamente governá-los”. Destarte, a fim de concretizar os mandamentos constitucionais, surge a necessidade dessa Suprema Corte garantir, quando a Administração criar óbices ao seu pleno cumprimento, a efetividade da transparência, do acesso à informação e da participação dos cidadãos no conhecimento da gestão pública e, principalmente, na ciência das informações pessoais que estejam sob a guarda do Estado. Na essência, trata-se de tornar atual o que há muito já ensinava o filósofo alemão Immanuel Kant em sua clássica obra A Paz Perpétua (A Paz Perpétua e Outros Opúsculos. Lisboa: Edições 70, 1995, p. 165), ao elaborar a seguinte fórmula teórica a que denominou de transcendental do direito público: “são injustas todas as ações que se referem ao direito de outros homens, cujas máximas não se harmonizem com a publicidade”. Aliás, o primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo. (BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG premissas necessárias ao rompimento da cultura do segredo, trazendo a imposição de uma busca incessante pela transparência e publicidade das atividades estatais. Por oportuno, trago à colação a preciosa lição de Joseph Stiglitz (Transparency in government. In: World Bank: The Right to Tell: The Role of Mass Media in Economic Development. Washington: World Bank, 2002, p. 42, tradução livre), Professor da Universidade de Columbia e vencedor do Prêmio Nobel de Economia (2001) por seus trabalhos sobre informação assimétrica, ao salientar que: “Nós temos um direito básico de saber como os poderes que foram capturados da coletividade estão sendo usados. Isso me parece o básico do contrato implícito entre os governados e aqueles que foram selecionados para temporariamente governá-los”. Destarte, a fim de concretizar os mandamentos constitucionais, surge a necessidade dessa Suprema Corte garantir, quando a Administração criar óbices ao seu pleno cumprimento, a efetividade da transparência, do acesso à informação e da participação dos cidadãos no conhecimento da gestão pública e, principalmente, na ciência das informações pessoais que estejam sob a guarda do Estado. Na essência, trata-se de tornar atual o que há muito já ensinava o filósofo alemão Immanuel Kant em sua clássica obra A Paz Perpétua (A Paz Perpétua e Outros Opúsculos. Lisboa: Edições 70, 1995, p. 165), ao elaborar a seguinte fórmula teórica a que denominou de transcendental do direito público: “são injustas todas as ações que se referem ao direito de outros homens, cujas máximas não se harmonizem com a publicidade”. Aliás, o primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo. (BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG Mohr, 1976, p. 17). Cabe destacar, na linha do que afirmamos, o parecer do Procurador Geral da República (fls. 284 a 285): “Da leitura do apontado dispositivo constitucional, infere- se, contudo, a proteção em relação aos registros ou bancos de dados de entidade governamentais ou àqueles de caráter público geridos por pessoas privadas. Essa lição de Gilmar Mendes, enquanto doutrinador: “O texto constitucional não deixa dúvida de que o habeas data protege a pessoa não só em relação aos bancos de dados das entidades governamentais, como também em relação aos bancos de caráter público geridos por pessoas privadas. No mesmo sentido José Afonso da Silva: “Entidades governamentais” é uma expressão que abrange órgãos da administração direta e indireta. Logo, a expressão “entidades de caráter público” não pode referir-se a organismos públicos, mas a instituições, entidades e pessoas jurídicas privadas que prestem serviços para o público ou do interesse público, envolvendo-se aí não só os concessionários, permissionários ou exercentes de atividades autorizadas, mas também agentes de controle e proteção de situações sociais ou coletivas, como as instituições de cadastramento de dados pessoais para controle ou proteção ao crédito ou divulgadores profissionais de dados pessoais, como as firmas de assessoria e fornecimento de malas-diretas.” Nesse passo, afirmar a suposta ausência de caráter público não constitui argumento idôneo a impedir o acesso às informações e consequentemente indeferir o habeas data, haja vista ser o cadastro mantido por entidade governamental, qual seja, a Receita Federal, e não por pessoa privada.” No mesmo sentido o CFOAB, como amicus curiae, destacando-se de suas razões os seguintes excertos: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG Mohr, 1976, p. 17). Cabe destacar, na linha do que afirmamos, o parecer do Procurador Geral da República (fls. 284 a 285): “Da leitura do apontado dispositivo constitucional, infere- se, contudo, a proteção em relação aos registros ou bancos de dados de entidade governamentais ou àqueles de caráter público geridos por pessoas privadas. Essa lição de Gilmar Mendes, enquanto doutrinador: “O texto constitucional não deixa dúvida de que o habeas data protege a pessoa não só em relação aos bancos de dados das entidades governamentais, como também em relação aos bancos de caráter público geridos por pessoas privadas. No mesmo sentido José Afonso da Silva: “Entidades governamentais” é uma expressão que abrange órgãos da administração direta e indireta. Logo, a expressão “entidades de caráter público” não pode referir-se a organismos públicos, mas a instituições, entidades e pessoas jurídicas privadas que prestem serviços para o público ou do interesse público, envolvendo-se aí não só os concessionários, permissionários ou exercentes de atividades autorizadas, mas também agentes de controle e proteção de situações sociais ou coletivas, como as instituições de cadastramento de dados pessoais para controle ou proteção ao crédito ou divulgadores profissionais de dados pessoais, como as firmas de assessoria e fornecimento de malas-diretas.” Nesse passo, afirmar a suposta ausência de caráter público não constitui argumento idôneo a impedir o acesso às informações e consequentemente indeferir o habeas data, haja vista ser o cadastro mantido por entidade governamental, qual seja, a Receita Federal, e não por pessoa privada.” No mesmo sentido o CFOAB, como amicus curiae, destacando-se de suas razões os seguintes excertos: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG “(…) Com efeito, é notório que diversos pagamentos efetuados pelos contribuintes ficam sem vinculação a um débito especifico. É dizer: muito embora tenha havido o pagamento de um tributo o mesmo não é processado no sistema, constando o débito em aberto ad aeternum, inclusive servindo de motivo para que seja negada a indispensável certidão negativa para os contribuintes.(...) A demora da Receita Federal do Brasil em fazer a consolidação de pagamentos realizados nos programas de parcelamentos (REFIS e suas reaberturas, PAES, PAEX etc) é outro grave exemplo que prejudica o contribuinte, na medida em que, enquanto não há consolidação, necessita com frequência da via judicial para obter Certidão Negativa de Débitos, assoberbando o Poder Judiciários, inobstante o fato de ter cumprido todos os requisitos da legislação tributária.(...) No presente caso, tal qual se vê da jurisprudência da Corte, deve ser garantido o direito do contribuinte à informação, considerando que, para além de a divulgação não produzir qualquer dano à Receita Federal do Brasil, cumprir-se- ão os princípios que regem a Administração Pública, especialmente o da publicidade, eficiência e moralidade, garantindo a plena transparência na relação entre o Fisco e os contribuintes.” A tese ora adotada corrobora o recentíssimo julgado desta Suprema Corte, que privilegiou o direito à informação ao decidir pela procedência da ação para declarar inexigível a autorização prévia para a publicação de biografia na ADI 4.815, como se vê de trecho do voto proferido pela Ministra Cármen Lúcia: “O direito de se informar relaciona-se à liberdade de buscar a informação em fonte não censurada e sobre qualquer tema que se revele de interesse do cidadão. Coartar a busca livre de assunto ou em fonte circunscrita antecipadamente significa limitar a liberdade de obter dados de conhecimento 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG “(…) Com efeito, é notório que diversos pagamentos efetuados pelos contribuintes ficam sem vinculação a um débito especifico. É dizer: muito embora tenha havido o pagamento de um tributo o mesmo não é processado no sistema, constando o débito em aberto ad aeternum, inclusive servindo de motivo para que seja negada a indispensável certidão negativa para os contribuintes.(...) A demora da Receita Federal do Brasil em fazer a consolidação de pagamentos realizados nos programas de parcelamentos (REFIS e suas reaberturas, PAES, PAEX etc) é outro grave exemplo que prejudica o contribuinte, na medida em que, enquanto não há consolidação, necessita com frequência da via judicial para obter Certidão Negativa de Débitos, assoberbando o Poder Judiciários, inobstante o fato de ter cumprido todos os requisitos da legislação tributária.(...) No presente caso, tal qual se vê da jurisprudência da Corte, deve ser garantido o direito do contribuinte à informação, considerando que, para além de a divulgação não produzir qualquer dano à Receita Federal do Brasil, cumprir-se- ão os princípios que regem a Administração Pública, especialmente o da publicidade, eficiência e moralidade, garantindo a plena transparência na relação entre o Fisco e os contribuintes.” A tese ora adotada corrobora o recentíssimo julgado desta Suprema Corte, que privilegiou o direito à informação ao decidir pela procedência da ação para declarar inexigível a autorização prévia para a publicação de biografia na ADI 4.815, como se vê de trecho do voto proferido pela Ministra Cármen Lúcia: “O direito de se informar relaciona-se à liberdade de buscar a informação em fonte não censurada e sobre qualquer tema que se revele de interesse do cidadão. Coartar a busca livre de assunto ou em fonte circunscrita antecipadamente significa limitar a liberdade de obter dados de conhecimento 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG para a formação de ideias e formulação de opiniões. O direito fundamental constitucionalmente assegurado compreende, pois, a busca, o acesso, o recebimento, a divulgação, a exposição de dados, pensamentos, formulações, sendo todos e cada um responsável pelo que exorbitar a sua esfera de direitos e atingir outrem.” Por outro lado, o argumento da União no sentido de que existiria falta de interesse de agir, já que as informações solicitadas pela impetrante são as mesmas já repassadas pelo recorrente ao Fisco, não se sustenta. Na atual sociedade de risco, os contribuintes estão submetidos a uma imensa gama de obrigações tributárias principais e acessórias, que implicam no pagamento de diversos tributos e o preenchimento de diversas declarações, o que, por si só, já seria suficiente para permitir o acesso a todos os sistemas de apoio à arrecadação, de forma a permitir um melhor controle dos pagamentos e do cumprimento destas obrigações principais e acessórias (TORRES, Ricardo Lobo. Legalidade Tributária e Riscos Sociais. Revista de Direito da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro, nº 53, pp. 178/198). Destarte, ainda que se admita que a empresa deveria ter os dados que objetiva serem prestados pela Receita Federal do Brasil, tal fato, por si só, não obsta o seu interesse no conhecimento das informações contidas nos sistemas informatizados de apoio à arrecadação, para fins de aferição do fiel cumprimento de suas obrigações, o que se justifica diante da transparência que deve revestir as informações atinentes aos pagamentos efetuados pelo próprio contribuinte. Nesse contexto, a partir do direito à informação garantida enfaticamente em diversas passagens da CRFB/88, a doutrina começa a desenvolver a aplicação do conceito/mecanismo de accountability à 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG para a formação de ideias e formulação de opiniões. O direito fundamental constitucionalmente assegurado compreende, pois, a busca, o acesso, o recebimento, a divulgação, a exposição de dados, pensamentos, formulações, sendo todos e cada um responsável pelo que exorbitar a sua esfera de direitos e atingir outrem.” Por outro lado, o argumento da União no sentido de que existiria falta de interesse de agir, já que as informações solicitadas pela impetrante são as mesmas já repassadas pelo recorrente ao Fisco, não se sustenta. Na atual sociedade de risco, os contribuintes estão submetidos a uma imensa gama de obrigações tributárias principais e acessórias, que implicam no pagamento de diversos tributos e o preenchimento de diversas declarações, o que, por si só, já seria suficiente para permitir o acesso a todos os sistemas de apoio à arrecadação, de forma a permitir um melhor controle dos pagamentos e do cumprimento destas obrigações principais e acessórias (TORRES, Ricardo Lobo. Legalidade Tributária e Riscos Sociais. Revista de Direito da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro, nº 53, pp. 178/198). Destarte, ainda que se admita que a empresa deveria ter os dados que objetiva serem prestados pela Receita Federal do Brasil, tal fato, por si só, não obsta o seu interesse no conhecimento das informações contidas nos sistemas informatizados de apoio à arrecadação, para fins de aferição do fiel cumprimento de suas obrigações, o que se justifica diante da transparência que deve revestir as informações atinentes aos pagamentos efetuados pelo próprio contribuinte. Nesse contexto, a partir do direito à informação garantida enfaticamente em diversas passagens da CRFB/88, a doutrina começa a desenvolver a aplicação do conceito/mecanismo de accountability à 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG realidade brasileira. Basicamente, traduz a tentativa de prevenir e corrigir abusos de poder da Administração a partir de três parâmetros basilares: (i) obrigação de se abrir ao público; (ii) obrigação de se explicar e justificar suas ações; e (iii) subordinação à possibilidade de sanções (Schedler, Andreas. Conceptualizing Accountability. In: SCHEDLER, Andreas; DIAMOND, Larry; PLATTNER, Mark F. (Eds.). The Self-Restraining State: Power and Accountability in New Democracies. Colorado: Lynne Rienne, 1999, p. 13-28). Clèmerson Merlin Clève e Julia Ávila Franzoni, em interessantíssimo artigo sobre o tema (Administração Pública e a nova Lei de Acesso à Informação. Interesse Público — IP, Belo Horizonte, ano 15, n. 79, p. 15-40, maio/jun. 2013), enfrentam o tópico e salientam que: “A accountability deve ser compreendida, portanto, como um conceito relacional que envolve, de um lado, a disponibilização de meios, dados e informações por parte do Poder Público e a criação de procedimentos que permitam a participação dos cidadãos na ação política e no controle de seus resultados e, de outro lado, estímulos orientados à transformação da postura passiva do cidadão em ativa.” Pode-se falar, nesta esteira, no direito à informação no quadro da reconfiguração do papel do Estado, do qual o acesso pleno à informação contida em banco de dados públicos, estejam em poder de órgãos públicos ou entidades privadas, é a nova baliza constitucional a ser colmatada por processo de concretização constitucional. Sob esse enfoque e mercê de o habeas data ser instrumento de acesso a informações, forçoso ainda reconhecer que a tese supra esposada é corroborada pela Lei nº 12.527/2011, Lei de Acesso à Informação-LAI. Esta lei veio a regular o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG realidade brasileira. Basicamente, traduz a tentativa de prevenir e corrigir abusos de poder da Administração a partir de três parâmetros basilares: (i) obrigação de se abrir ao público; (ii) obrigação de se explicar e justificar suas ações; e (iii) subordinação à possibilidade de sanções (Schedler, Andreas. Conceptualizing Accountability. In: SCHEDLER, Andreas; DIAMOND, Larry; PLATTNER, Mark F. (Eds.). The Self-Restraining State: Power and Accountability in New Democracies. Colorado: Lynne Rienne, 1999, p. 13-28). Clèmerson Merlin Clève e Julia Ávila Franzoni, em interessantíssimo artigo sobre o tema (Administração Pública e a nova Lei de Acesso à Informação. Interesse Público — IP, Belo Horizonte, ano 15, n. 79, p. 15-40, maio/jun. 2013), enfrentam o tópico e salientam que: “A accountability deve ser compreendida, portanto, como um conceito relacional que envolve, de um lado, a disponibilização de meios, dados e informações por parte do Poder Público e a criação de procedimentos que permitam a participação dos cidadãos na ação política e no controle de seus resultados e, de outro lado, estímulos orientados à transformação da postura passiva do cidadão em ativa.” Pode-se falar, nesta esteira, no direito à informação no quadro da reconfiguração do papel do Estado, do qual o acesso pleno à informação contida em banco de dados públicos, estejam em poder de órgãos públicos ou entidades privadas, é a nova baliza constitucional a ser colmatada por processo de concretização constitucional. Sob esse enfoque e mercê de o habeas data ser instrumento de acesso a informações, forçoso ainda reconhecer que a tese supra esposada é corroborada pela Lei nº 12.527/2011, Lei de Acesso à Informação-LAI. Esta lei veio a regular o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG CRFB/88, subordinando todos os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público. O novel diploma destina-se a assegurar o direito fundamental de acesso à informação (art. 3º, da LAI), em conformidade com os princípios básicos da administração pública previstos no art. 37, da CRFB/88, tendo como diretriz fundamental a observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção. Nesta senda, cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação (art. 6º, da LAI) quanto às informações fiscais de interesse dos próprios contribuintes que as requerem. O acesso à informação de que trata esta lei compreende, entre outros, os direitos de obter informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos (art. 7º, da LAI), o que se aplica com perfeição ao caso concreto. Porquanto, argumentações de cunho técnico não podem solapar um direito subjetivo assegurado ao cidadão-contribuinte no texto constitucional. Ad argumentandum tantum, refutamos, de forma objetiva, os cinco fundamentos apontados pela Fazenda Nacional que ensejariam a impossibilidade de divulgação das informações requeridas pelo contribuinte: (i) o SINCOR não pode ser considerado um banco de dados de caráter público, pois se trata de sistema informatizado de controle interno do órgão; (ii) os chamados pagamentos “não alocados (disponíveis ou não vinculados)” requeridos pelo contribuinte são, na verdade dinâmicos, efêmeros e temporários, destituídos de caráter 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG CRFB/88, subordinando todos os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público. O novel diploma destina-se a assegurar o direito fundamental de acesso à informação (art. 3º, da LAI), em conformidade com os princípios básicos da administração pública previstos no art. 37, da CRFB/88, tendo como diretriz fundamental a observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção. Nesta senda, cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação (art. 6º, da LAI) quanto às informações fiscais de interesse dos próprios contribuintes que as requerem. O acesso à informação de que trata esta lei compreende, entre outros, os direitos de obter informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos (art. 7º, da LAI), o que se aplica com perfeição ao caso concreto. Porquanto, argumentações de cunho técnico não podem solapar um direito subjetivo assegurado ao cidadão-contribuinte no texto constitucional. Ad argumentandum tantum, refutamos, de forma objetiva, os cinco fundamentos apontados pela Fazenda Nacional que ensejariam a impossibilidade de divulgação das informações requeridas pelo contribuinte: (i) o SINCOR não pode ser considerado um banco de dados de caráter público, pois se trata de sistema informatizado de controle interno do órgão; (ii) os chamados pagamentos “não alocados (disponíveis ou não vinculados)” requeridos pelo contribuinte são, na verdade dinâmicos, efêmeros e temporários, destituídos de caráter 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG definitivo por conta de falta de análise e depuração por Auditor-Fiscal; (iii) a inutilidade dessas informações como prova de eventual pagamento indevido, a ser utilizada no âmbito de uma ação de repetição de indébito em face de seu caráter provisório; (iv) a desnecessidade do habeas data para a obtenção das informações acerca dos seus débitos tributários e pagamentos realizados, posto que deveria tê-los em sua contabilidade; (v) o risco para a ordem administrativa decorrente do efeito multiplicador de eventual precedente no sentido do cabimento do habeas data na hipótese. Postas as questões, enfrentemo-las: Aduz a Fazenda Nacional que o SINCOR veicula tão somente informações de forma automatizada, de diversas fontes estranhas à Receita Federal do Brasil, advindas da rede bancária arrecadadora. Portanto, destituídas de depuração humana, o que, por si só, descaracteriza estas informações de pagamento como documento juridicamente representativo de qualquer juízo de valor feito pelo órgão de arrecadação no sentido da inexistência ou não do indébito tributário, quanto ao seu aspecto quantitativo ou mesmo existência para extinguir um débito tributário. Entendemos que a validade jurídica das informações e seu peso probatório devem ser aquilatados pelo contribuinte, à luz de sua contabilidade e perspectivas de êxito em eventual ação de repetição do indébito. Porquanto, ainda que ainda não estejam depuradas pela Receita Federal do Brasil, poderão auxiliar os contribuintes quanto ao controle de seus pagamentos. O juízo de valor sobre o teor probante destas informações não é objeto desta ação, o que já seria suficiente para afastar esta tese. Quanto à classificação dos pagamentos como “não alocados’, “disponíveis” ou “não vinculados”, reforçamos que esta distinção interessa em especial à Fazenda Nacional, como instrumento de aferição 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG definitivo por conta de falta de análise e depuração por Auditor-Fiscal; (iii) a inutilidade dessas informações como prova de eventual pagamento indevido, a ser utilizada no âmbito de uma ação de repetição de indébito em face de seu caráter provisório; (iv) a desnecessidade do habeas data para a obtenção das informações acerca dos seus débitos tributários e pagamentos realizados, posto que deveria tê-los em sua contabilidade; (v) o risco para a ordem administrativa decorrente do efeito multiplicador de eventual precedente no sentido do cabimento do habeas data na hipótese. Postas as questões, enfrentemo-las: Aduz a Fazenda Nacional que o SINCOR veicula tão somente informações de forma automatizada, de diversas fontes estranhas à Receita Federal do Brasil, advindas da rede bancária arrecadadora. Portanto, destituídas de depuração humana, o que, por si só, descaracteriza estas informações de pagamento como documento juridicamente representativo de qualquer juízo de valor feito pelo órgão de arrecadação no sentido da inexistência ou não do indébito tributário, quanto ao seu aspecto quantitativo ou mesmo existência para extinguir um débito tributário. Entendemos que a validade jurídica das informações e seu peso probatório devem ser aquilatados pelo contribuinte, à luz de sua contabilidade e perspectivas de êxito em eventual ação de repetição do indébito. Porquanto, ainda que ainda não estejam depuradas pela Receita Federal do Brasil, poderão auxiliar os contribuintes quanto ao controle de seus pagamentos. O juízo de valor sobre o teor probante destas informações não é objeto desta ação, o que já seria suficiente para afastar esta tese. Quanto à classificação dos pagamentos como “não alocados’, “disponíveis” ou “não vinculados”, reforçamos que esta distinção interessa em especial à Fazenda Nacional, como instrumento de aferição 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG dos dados do sistema informatizado de forma a obter um controle da arrecadação e do adimplemento das obrigações tributárias principais e acessórias pelos contribuintes. A conclusão do status definitivo destes pagamentos é responsabilidade do contribuinte quando em confronto com os livros contábeis e fiscais de escrituração obrigatória. O que se quer afirmar é que a transparência destas informações, por si só, não gera direito subjetivo à repetição do indébito, que deve ser corroborada por suporte probatório idôneo. Nesta senda, irrelevante se no campo interno da Receita Federal do Brasil estes pagamentos estão dissociados ou não vinculados a débitos, posto o seu caráter transitório, sujeito a depuração por parte do órgão de arrecadação. Justificam a transparência destas informações as múltiplas inconsistências que podem advir do controle e tratamento informatizado destes dados, a saber, de forma não exaustiva: a) a captura equivocada do código de pagamento de cada tributo pelo sistema informatizado da rede bancária arrecadadora; b) os possíveis erros de preenchimento dos documentos de arrecadação pelos contribuintes; c) a ausência de processamento das declarações prestadas pelos contribuintes pelos órgãos fazendários; d) a incompatibilidade entre a implementação da Escrituração Contábil Fiscal-ECF/Escrituração Contábil Digital- ECD, fruto da IN RFB nº 1.422, de 19 de dezembro de 2013, com os pronunciamentos contábeis do Conselho Federal de Contabilidade; e) a mudança de critério jurídico da Fazenda Nacional quanto à imputação de pagamentos de tributos, multas, correção monetária e juros de mora; 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG dos dados do sistema informatizado de forma a obter um controle da arrecadação e do adimplemento das obrigações tributárias principais e acessórias pelos contribuintes. A conclusão do status definitivo destes pagamentos é responsabilidade do contribuinte quando em confronto com os livros contábeis e fiscais de escrituração obrigatória. O que se quer afirmar é que a transparência destas informações, por si só, não gera direito subjetivo à repetição do indébito, que deve ser corroborada por suporte probatório idôneo. Nesta senda, irrelevante se no campo interno da Receita Federal do Brasil estes pagamentos estão dissociados ou não vinculados a débitos, posto o seu caráter transitório, sujeito a depuração por parte do órgão de arrecadação. Justificam a transparência destas informações as múltiplas inconsistências que podem advir do controle e tratamento informatizado destes dados, a saber, de forma não exaustiva: a) a captura equivocada do código de pagamento de cada tributo pelo sistema informatizado da rede bancária arrecadadora; b) os possíveis erros de preenchimento dos documentos de arrecadação pelos contribuintes; c) a ausência de processamento das declarações prestadas pelos contribuintes pelos órgãos fazendários; d) a incompatibilidade entre a implementação da Escrituração Contábil Fiscal-ECF/Escrituração Contábil Digital- ECD, fruto da IN RFB nº 1.422, de 19 de dezembro de 2013, com os pronunciamentos contábeis do Conselho Federal de Contabilidade; e) a mudança de critério jurídico da Fazenda Nacional quanto à imputação de pagamentos de tributos, multas, correção monetária e juros de mora; 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG f) a declaração integral ou parcial de inconstitucionalidade de norma tributária, pelo método concentrado ou difuso, a ensejar a interpretação do julgado para eventual ação de repetição de indébito. Isso tudo sem levar em consideração a implementação da já citada Escrituração Contábil Fiscal-ECF/Escrituração Contábil Digital-ECD, fruto da IN RFB nº 1.422, de 19 de dezembro de 2013, a qual, em curto espaço de tempo, dispensará os contribuintes de apresentar a própria declaração da pessoa jurídica à Receita Federal do Brasil, permitindo o processamento direto da contabilidade virtual. Porquanto, o contribuinte não postula diretamente prova de eventual pagamento indevido, a ser utilizada em futura ação de repetição de indébito, mas a possibilidade de controlar, via transparência das informações fiscais, os pagamentos que implementou. Permitir o acesso ao sistemas de controle de pagamentos não significa criar obrigação jurídica para a Fazenda Nacional ou, ainda, direito subjetivo do contribuinte a utilizar essa informação bruta em futura ação de repetição de indébito. Caberá ao contribuinte, na espécie, a depuração dos dados, assim como a verificação da compatibilidade destes pagamentos com a sua contabilidade, de forma que possa aferir se houve erro por parte da Fazenda Nacional na alocação de seus pagamentos ou se houve erro seu no adimplemento das obrigações tributárias. Nesta mesma linha, afastamos a alegação de risco para a ordem administrativa de eventual precedente que acolha a tese de cabimento de habeas data para a obtenção de relatórios do SINCOR. Um direito subjetivo do contribuinte, amparado em dispositivo constitucional, não pode ser negado sob a argumentação de que a administração fazendária não está preparada para atendê-lo. Na verdade, a solução reclama lógica 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG f) a declaração integral ou parcial de inconstitucionalidade de norma tributária, pelo método concentrado ou difuso, a ensejar a interpretação do julgado para eventual ação de repetição de indébito. Isso tudo sem levar em consideração a implementação da já citada Escrituração Contábil Fiscal-ECF/Escrituração Contábil Digital-ECD, fruto da IN RFB nº 1.422, de 19 de dezembro de 2013, a qual, em curto espaço de tempo, dispensará os contribuintes de apresentar a própria declaração da pessoa jurídica à Receita Federal do Brasil, permitindo o processamento direto da contabilidade virtual. Porquanto, o contribuinte não postula diretamente prova de eventual pagamento indevido, a ser utilizada em futura ação de repetição de indébito, mas a possibilidade de controlar, via transparência das informações fiscais, os pagamentos que implementou. Permitir o acesso ao sistemas de controle de pagamentos não significa criar obrigação jurídica para a Fazenda Nacional ou, ainda, direito subjetivo do contribuinte a utilizar essa informação bruta em futura ação de repetição de indébito. Caberá ao contribuinte, na espécie, a depuração dos dados, assim como a verificação da compatibilidade destes pagamentos com a sua contabilidade, de forma que possa aferir se houve erro por parte da Fazenda Nacional na alocação de seus pagamentos ou se houve erro seu no adimplemento das obrigações tributárias. Nesta mesma linha, afastamos a alegação de risco para a ordem administrativa de eventual precedente que acolha a tese de cabimento de habeas data para a obtenção de relatórios do SINCOR. Um direito subjetivo do contribuinte, amparado em dispositivo constitucional, não pode ser negado sob a argumentação de que a administração fazendária não está preparada para atendê-lo. Na verdade, a solução reclama lógica 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 673707 / MG inversa, ou seja, a Fazenda Nacional deve adaptar-se para cumprir os comandos constitucionais, ainda que isso a onere administrativamente. Por fim, os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade são violados pelo próprio Estado através da administração fazendária ao não permitir ao contribuinte o acesso a todas as informações fiscais inerentes aos seus deveres e ao cumprimento de suas obrigações tributarias principais e acessórias, como sói ocorrer com o atual Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal do Brasil/E-CAC. Neste ambiente virtual já se pode ver na internet, através do sítio da Receita Federal do Brasil, as informações decorrentes de processamento de declarações, pagamentos de imposto de renda retido na fonte, entre outras informações que são cada vez mais controladas por este órgão. Por este viés, basta permitir o acesso do contribuinte ao SINCOR pela mesma via eletrônica disponibilizada para ele cumprir as suas obrigações. Na nova ordem constitucional instaurada pela CRFB/88 o contribuinte deixou de ser o objeto da tributação para tornar-se sujeito de direitos. Fixamos, neste contexto, a seguinte tese: “O habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos do próprio contribuinte constantes dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais.” Ex positis, DOU PROVIMENTO ao recurso extraordinário. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG inversa, ou seja, a Fazenda Nacional deve adaptar-se para cumprir os comandos constitucionais, ainda que isso a onere administrativamente. Por fim, os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade são violados pelo próprio Estado através da administração fazendária ao não permitir ao contribuinte o acesso a todas as informações fiscais inerentes aos seus deveres e ao cumprimento de suas obrigações tributarias principais e acessórias, como sói ocorrer com o atual Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal do Brasil/E-CAC. Neste ambiente virtual já se pode ver na internet, através do sítio da Receita Federal do Brasil, as informações decorrentes de processamento de declarações, pagamentos de imposto de renda retido na fonte, entre outras informações que são cada vez mais controladas por este órgão. Por este viés, basta permitir o acesso do contribuinte ao SINCOR pela mesma via eletrônica disponibilizada para ele cumprir as suas obrigações. Na nova ordem constitucional instaurada pela CRFB/88 o contribuinte deixou de ser o objeto da tributação para tornar-se sujeito de direitos. Fixamos, neste contexto, a seguinte tese: “O habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos do próprio contribuinte constantes dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais.” Ex positis, DOU PROVIMENTO ao recurso extraordinário. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 50 Voto - MIN. EDSON FACHIN 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, acompanho em tudo e por tudo o voto do eminente Relator, que, na sua minuciosa e precisa exposição, bem delimitou o conteúdo e a abrangência, quer da garantia constitucional, quer do banco de dados que aqui está em pauta. E, como elucidativamente explicitado pelo exame que fiz, concluo, do mesmo modo, que o fato de o próprio contribuinte ter fornecido informações constantes de banco de dados não enfraquece, senão reforça a ideia de que as conclusões delas extraídas devem ser objeto de acesso. Portanto, em se tratando desse tipo de registro, que não está contemplado pelas hipóteses excepcionais, porque obviamente não está a se afirmar aqui um caráter absoluto, mas o que está a se dizer é que não se está diante de uma exceção; ao contrário, está-se diante da realização do direito fundamental, acesso de uma garantia constitucional. Por isso, com efeito, é caso de conhecer e dar provimento ao recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9384065. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, acompanho em tudo e por tudo o voto do eminente Relator, que, na sua minuciosa e precisa exposição, bem delimitou o conteúdo e a abrangência, quer da garantia constitucional, quer do banco de dados que aqui está em pauta. E, como elucidativamente explicitado pelo exame que fiz, concluo, do mesmo modo, que o fato de o próprio contribuinte ter fornecido informações constantes de banco de dados não enfraquece, senão reforça a ideia de que as conclusões delas extraídas devem ser objeto de acesso. Portanto, em se tratando desse tipo de registro, que não está contemplado pelas hipóteses excepcionais, porque obviamente não está a se afirmar aqui um caráter absoluto, mas o que está a se dizer é que não se está diante de uma exceção; ao contrário, está-se diante da realização do direito fundamental, acesso de uma garantia constitucional. Por isso, com efeito, é caso de conhecer e dar provimento ao recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9384065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 50 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, também estou de acordo. Acompanho o voto do eminente Ministro Luiz Fux, tanto nos seus fundamentos quanto na sua tese. Eu sugeriria ao Ministro Fux só um ligeiro acréscimo: onde está dito ... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu não ouvi, mas já sei o que é. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O habeas data é instrumento processual adequado para obtenção, pelo próprio contribuinte, nos dados concernentes ao pagamento. Só para deixar claro que só o titular da informação é que pode postulá-la via habeas data. Está bem, parece bem a Vossa Excelência? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Parece bem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Então, acompanho integralmente o Relator, Presidente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9029798. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, também estou de acordo. Acompanho o voto do eminente Ministro Luiz Fux, tanto nos seus fundamentos quanto na sua tese. Eu sugeriria ao Ministro Fux só um ligeiro acréscimo: onde está dito ... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu não ouvi, mas já sei o que é. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O habeas data é instrumento processual adequado para obtenção, pelo próprio contribuinte, nos dados concernentes ao pagamento. Só para deixar claro que só o titular da informação é que pode postulá-la via habeas data. Está bem, parece bem a Vossa Excelência? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Parece bem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Então, acompanho integralmente o Relator, Presidente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9029798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 50 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu cumprimento o eminente Relator pelo voto trazido e o subscrevo na íntegra. Conheço e provejo o recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8898769. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu cumprimento o eminente Relator pelo voto trazido e o subscrevo na íntegra. Conheço e provejo o recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8898769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 50 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento o eminente Relator. Mas gostaria, também, de destacar que já é chegada a hora de termos, no Brasil, um Código de Defesa do Contribuinte. Tanto as pessoas naturais contribuintes, quanto as pessoas jurídicas, têm uma dificuldade enorme de acesso a informações e de estabelecer relações com os órgãos públicos tributários, nos municípios, no Distrito Federal, nos estados e no âmbito da Receita Federal do Brasil. Também é chegada a hora, Senhor Presidente, de termos, no Brasil, um processo administrativo eletrônico, on line, que as pessoas possam, através da internet, saber de sua vida relacionada com o poder público. Por isso que temos tomado iniciativas. Vossa Excelência recentemente assinou, pelo CNJ e aqui pelo Supremo, e eu, pelo Tribunal Superior Eleitoral - sei que a Procuradoria-Geral da República também já o fez, e órgãos do Executivo -, a adoção do processo eletrônico administrativo, desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que é uma ferramenta extremamente útil para que todas as pessoas tenham acesso ao processo administrativo que corre em suas instituições e em seus órgãos, dando transparência e permitindo àquele interessado que, por meio da internet, acompanhe seus pedidos - no que diz respeito as suas relações pessoais com os órgãos públicos - e, por outro lado, permitindo que, naqueles processos cuja natureza seja pública, como, por exemplo, os processos de licitação, aquilo esteja à disposição de toda a sociedade. Não há mais razão para que aquilo que seja público não seja colocado em tramitação na internet, de modo que todos tenham conhecimento do que se passa. E aquilo que é do interesse específico de um determinado cidadão ou de uma determinada empresa, como no caso tributário, em que há o sigilo, que essa pessoa também possa se relacionar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830060. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento o eminente Relator. Mas gostaria, também, de destacar que já é chegada a hora de termos, no Brasil, um Código de Defesa do Contribuinte. Tanto as pessoas naturais contribuintes, quanto as pessoas jurídicas, têm uma dificuldade enorme de acesso a informações e de estabelecer relações com os órgãos públicos tributários, nos municípios, no Distrito Federal, nos estados e no âmbito da Receita Federal do Brasil. Também é chegada a hora, Senhor Presidente, de termos, no Brasil, um processo administrativo eletrônico, on line, que as pessoas possam, através da internet, saber de sua vida relacionada com o poder público. Por isso que temos tomado iniciativas. Vossa Excelência recentemente assinou, pelo CNJ e aqui pelo Supremo, e eu, pelo Tribunal Superior Eleitoral - sei que a Procuradoria-Geral da República também já o fez, e órgãos do Executivo -, a adoção do processo eletrônico administrativo, desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que é uma ferramenta extremamente útil para que todas as pessoas tenham acesso ao processo administrativo que corre em suas instituições e em seus órgãos, dando transparência e permitindo àquele interessado que, por meio da internet, acompanhe seus pedidos - no que diz respeito as suas relações pessoais com os órgãos públicos - e, por outro lado, permitindo que, naqueles processos cuja natureza seja pública, como, por exemplo, os processos de licitação, aquilo esteja à disposição de toda a sociedade. Não há mais razão para que aquilo que seja público não seja colocado em tramitação na internet, de modo que todos tenham conhecimento do que se passa. E aquilo que é do interesse específico de um determinado cidadão ou de uma determinada empresa, como no caso tributário, em que há o sigilo, que essa pessoa também possa se relacionar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 50 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 673707 / MG com o Estado por intermédio de uma senha, de um certificado digital, e ter acesso à repartição, por meio dos meios eletrônicos. E o habeas data, no futuro - se Deus quiser! -, será algo do passado. Acompanho o Relator. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830060. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG com o Estado por intermédio de uma senha, de um certificado digital, e ter acesso à repartição, por meio dos meios eletrônicos. E o habeas data, no futuro - se Deus quiser! -, será algo do passado. Acompanho o Relator. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 50 Esclarecimento 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, eu agradeço o voto do eminente Ministro Toffoli e as referências elogiosas. Senhor Presidente, eu apenas olvidei um aspecto, eu acho importante tocarmos nesse ponto, até por uma questão de equilíbrio de armas, que é, digamos assim, componente do devido processo legal. Se nós cotejarmos as contrarrazões da Fazenda com o memorial que foi apresentado, vamos verificar uma diferença amazônica de sustentação, de fundamentação. Nós preparamos os votos com uma certa antecedência e, de ontem para hoje, eu fui obrigado a enfrentar um enorme memorial que me foi trazido com razões completamente diferentes daquelas que constavam das próprias razões, que na verdade eram contrarrazões muito superficiais. Mas acho importante que guardemos essa fidelidade e essa paridade de armas, que recebamos esses memoriais, os quais alteram as razões postas nos autos, com uma certa antecedência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797766. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, eu agradeço o voto do eminente Ministro Toffoli e as referências elogiosas. Senhor Presidente, eu apenas olvidei um aspecto, eu acho importante tocarmos nesse ponto, até por uma questão de equilíbrio de armas, que é, digamos assim, componente do devido processo legal. Se nós cotejarmos as contrarrazões da Fazenda com o memorial que foi apresentado, vamos verificar uma diferença amazônica de sustentação, de fundamentação. Nós preparamos os votos com uma certa antecedência e, de ontem para hoje, eu fui obrigado a enfrentar um enorme memorial que me foi trazido com razões completamente diferentes daquelas que constavam das próprias razões, que na verdade eram contrarrazões muito superficiais. Mas acho importante que guardemos essa fidelidade e essa paridade de armas, que recebamos esses memoriais, os quais alteram as razões postas nos autos, com uma certa antecedência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 50 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, também eu acompanho o Ministro-Relator, realçando apenas que, quando o habeas data foi introduzido, esta terminologia foi muito enfatizada pelo professor José Afonso da Silva na Constituinte, porque não havia, com esse nome, com esse instrumento, habeas data. Há em outras legislações, mas não tinha essa conformação. E ele mesmo dizia que, dentro de muito pouco tempo, depois da promulgação da Constituição, seria de parco uso - o Ministro Toffoli lembra agora. Talvez, com esses processos eletrônicos, nós cheguemos facilmente, em algum tempo, a não ter um poder público e órgãos de caráter público, porque alguns não são estatais, atrás dos quais nós, cidadãos, precisemos correr para saber de algo que diz respeito a nós mesmos. E o professor José Afonso, no período da Constituinte, lembrava isso: Será de pouco uso, porque pensava-se muito naquilo que se tinha guardado e que havia sido um segredo durante o período ditatorial. E nós vemos que não. As sombras continuam permanentemente permeando as estruturas de poder, especialmente no que diz respeito à vida das pessoas. Por isso a importância de um julgamento como esse, para trazer luz cada vez mais. Não é possível que alguém esconda de você mesmo o que diz respeito a você. Quer dizer, até parece um pouco surreal. Isso me lembra a história dos chamados votos de cabresto, que prevaleceu até a década de cinquenta pelo menos, contado pelo Vitor Nunes Leal com tanta leveza, mas também com tanta profundidade, quando dizia que as pessoas recebiam a marmita com o voto dentro. E, quando a pessoa abria a marmita, o coronel dizia: "Você não pode olhar o que tem aqui dentro"."Mas eu quero ver o voto!". "O voto é secreto, meu filho!". Quer dizer, você vai chegar e, perto da urna, abrir e tirar sem olhar. Aí, eu não sei nem o que diz respeito de mim mesmo. Isso parece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, também eu acompanho o Ministro-Relator, realçando apenas que, quando o habeas data foi introduzido, esta terminologia foi muito enfatizada pelo professor José Afonso da Silva na Constituinte, porque não havia, com esse nome, com esse instrumento, habeas data. Há em outras legislações, mas não tinha essa conformação. E ele mesmo dizia que, dentro de muito pouco tempo, depois da promulgação da Constituição, seria de parco uso - o Ministro Toffoli lembra agora. Talvez, com esses processos eletrônicos, nós cheguemos facilmente, em algum tempo, a não ter um poder público e órgãos de caráter público, porque alguns não são estatais, atrás dos quais nós, cidadãos, precisemos correr para saber de algo que diz respeito a nós mesmos. E o professor José Afonso, no período da Constituinte, lembrava isso: Será de pouco uso, porque pensava-se muito naquilo que se tinha guardado e que havia sido um segredo durante o período ditatorial. E nós vemos que não. As sombras continuam permanentemente permeando as estruturas de poder, especialmente no que diz respeito à vida das pessoas. Por isso a importância de um julgamento como esse, para trazer luz cada vez mais. Não é possível que alguém esconda de você mesmo o que diz respeito a você. Quer dizer, até parece um pouco surreal. Isso me lembra a história dos chamados votos de cabresto, que prevaleceu até a década de cinquenta pelo menos, contado pelo Vitor Nunes Leal com tanta leveza, mas também com tanta profundidade, quando dizia que as pessoas recebiam a marmita com o voto dentro. E, quando a pessoa abria a marmita, o coronel dizia: "Você não pode olhar o que tem aqui dentro"."Mas eu quero ver o voto!". "O voto é secreto, meu filho!". Quer dizer, você vai chegar e, perto da urna, abrir e tirar sem olhar. Aí, eu não sei nem o que diz respeito de mim mesmo. Isso parece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 50 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 673707 / MG um pouco surreal, quando levamos em consideração que estamos em 2015, com uma Constituição que fará 27 anos, com habeas data garantido, e mais, com uma grande mudança na estrutura e no modelo de administração pública brasileira, na qual estou acreditando, que é a lei de acesso à informação. Quer dizer, se se informa a respeito de tudo, muito mais ao que me diz respeito e que eu preciso ter acesso. Então, esse é um processo no qual fica um pouco esclarecido que a nossa luta pelas liberdades, inclusive pelas individualidades, é cada vez mais necessária e permanente num mundo em que se mostra tanto e se esconde muito mais. Por isso, estou acompanhando, pelos fundamentos apresentados com tanta tranquilidade, limpidez, o voto do Ministro-Relator, Ministro Luiz Fux, apenas sugerindo, se o Ministro-Relator concordar, na tese fixada e que foi posta nos termos seguintes: O habeas data é instrumento processual adequado para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos pela obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio a arrecadação dos órgãos da administração fazendária e dos entes estatais. Eu sugeriria, se o Ministro-Relator estivesse de acordo, que o habeas data fosse seguido do instrumento próprio da Constituição. O habeas data é uma garantia constitucional. Como tem nível constitucional, quando coloco como instrumento processual, reporto-me especificamente à Lei nº 9.507. E se eu disser que o habeas data é uma garantia constitucional, ao lado do habeas corpus, do mandado de segurança e do mandado de injunção, eu acho que dá a força própria desse instrumento. Então, se não houver objeção, sugeriria que ficasse apenas na tese de que o habeas data é garantia constitucional adequada ou voltada à finalidade. Apenas uma anotação por causa da natureza constitucional. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente, eu tenho o pendor pelo processo civil. Então, evidentemente, deixei-me levar por isso. O habeas data realmente é um instrumento processual e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG um pouco surreal, quando levamos em consideração que estamos em 2015, com uma Constituição que fará 27 anos, com habeas data garantido, e mais, com uma grande mudança na estrutura e no modelo de administração pública brasileira, na qual estou acreditando, que é a lei de acesso à informação. Quer dizer, se se informa a respeito de tudo, muito mais ao que me diz respeito e que eu preciso ter acesso. Então, esse é um processo no qual fica um pouco esclarecido que a nossa luta pelas liberdades, inclusive pelas individualidades, é cada vez mais necessária e permanente num mundo em que se mostra tanto e se esconde muito mais. Por isso, estou acompanhando, pelos fundamentos apresentados com tanta tranquilidade, limpidez, o voto do Ministro-Relator, Ministro Luiz Fux, apenas sugerindo, se o Ministro-Relator concordar, na tese fixada e que foi posta nos termos seguintes: O habeas data é instrumento processual adequado para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos pela obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio a arrecadação dos órgãos da administração fazendária e dos entes estatais. Eu sugeriria, se o Ministro-Relator estivesse de acordo, que o habeas data fosse seguido do instrumento próprio da Constituição. O habeas data é uma garantia constitucional. Como tem nível constitucional, quando coloco como instrumento processual, reporto-me especificamente à Lei nº 9.507. E se eu disser que o habeas data é uma garantia constitucional, ao lado do habeas corpus, do mandado de segurança e do mandado de injunção, eu acho que dá a força própria desse instrumento. Então, se não houver objeção, sugeriria que ficasse apenas na tese de que o habeas data é garantia constitucional adequada ou voltada à finalidade. Apenas uma anotação por causa da natureza constitucional. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente, eu tenho o pendor pelo processo civil. Então, evidentemente, deixei-me levar por isso. O habeas data realmente é um instrumento processual e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 50 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 673707 / MG também uma garantia constitucional. Mas, como o Supremo é o guardião da Constituição, talvez, essa sugestão da Ministra Cármen Lúcia caiba melhor. O habeas data é uma garantia constitucional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG também uma garantia constitucional. Mas, como o Supremo é o guardião da Constituição, talvez, essa sugestão da Ministra Cármen Lúcia caiba melhor. O habeas data é uma garantia constitucional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Senhor Presidente, também gostaria de cumprimentar o ministro Fux pelo voto cuidadoso e percuciente e fazer apenas duas anotações. De um lado, sabe-se, como já foi aqui amplamente destacado, que o instituto, aparentemente, voltava- se a resolver aquelas pendências dos tempos ditatoriais. Imaginava-se, então, ter acesso a bancos de dados do regime anterior e, especialmente, dá para se ver isto quando se lê a alínea a, do art. 5º, LXXII: "LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;" É interessante que, quando se discutiu esse processo e a criação dessa garantia, olvidou-se de que já se discutia, em outras partes do mundo, a ideia numa perspectiva de direito material, que é o direito de autodeterminação sobre dados. No fundo, o nosso habeas data acabou tratando da temática processual, garantística processual, sem explicitar, pelo menos de maneira clara, o direito tutelado, que nós podemos identificar, claro, com os direitos de personalidade, a intimidade privada e assim por diante. De qualquer sorte, o dispositivo, também, traz uma abordagem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Senhor Presidente, também gostaria de cumprimentar o ministro Fux pelo voto cuidadoso e percuciente e fazer apenas duas anotações. De um lado, sabe-se, como já foi aqui amplamente destacado, que o instituto, aparentemente, voltava- se a resolver aquelas pendências dos tempos ditatoriais. Imaginava-se, então, ter acesso a bancos de dados do regime anterior e, especialmente, dá para se ver isto quando se lê a alínea a, do art. 5º, LXXII: "LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;" É interessante que, quando se discutiu esse processo e a criação dessa garantia, olvidou-se de que já se discutia, em outras partes do mundo, a ideia numa perspectiva de direito material, que é o direito de autodeterminação sobre dados. No fundo, o nosso habeas data acabou tratando da temática processual, garantística processual, sem explicitar, pelo menos de maneira clara, o direito tutelado, que nós podemos identificar, claro, com os direitos de personalidade, a intimidade privada e assim por diante. De qualquer sorte, o dispositivo, também, traz uma abordagem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 673707 / MG muito importante, que vem sendo, hoje, anotada por alguns doutrinadores, que é uma ideia de eficácia privada dos direitos fundamentais, ao falar dos bancos de caráter público e, hoje, se entende que são bancos - embora isso não se aplique ao caso - como aqueles que estão aí manejados, geridos por entidades privadas, mas que afetam de maneira muito sensível a vida do cidadão. O nome no SERASA, no SPC, nesses diferentes bancos de dados tem um reflexo enorme na vida das pessoas. E uma informação eventualmente errada tem um impacto significativo. Portanto, aqui, o texto foi avançado e abriu, portanto, ensanchas a uma abordagem que precisa de ser devidamente aprofundada. Então, a mim, parece-me, digna de nota, desde logo, é exatamente a ideia de que, no plano processual, nós temos o habeas data com o propósito, o intento de tutelar aquilo que entendemos ser uma proteção da autonomia privada nesse âmbito da autodeterminação sobre os dados, que ganha cada vez mais importância, na medida em que temos toda essa ampla evolução tecnológica. No que diz respeito ao tema envolvido, até devo dizer que fiquei um tanto quanto perplexo, porque não entendi, sequer, porque a Receita resistiu tanto a oferecer essas informações, uma vez que não se tratava, como já foi destacado, de pedir informações em relação a um terceiro contribuinte, mas em relação ao próprio contribuinte. Depois, a própria Constituição já assegura direito a certidões, de modo que resta realmente ininteligível fazer a vida tão complexa tendo em vista a clareza do texto constitucional a propósito. Mas, a mim, parece-me extremamente importante - acho até que esse julgamento é marcante nesse sentido -, todos nós estávamos ficando com a percepção... E já foi dito, também, isso em relação ao mandado de injunção, em algum momento se percebeu que o instituto parecia não ter utilidade, ou era de utilidade parca. Em relação ao habeas data, essa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG muito importante, que vem sendo, hoje, anotada por alguns doutrinadores, que é uma ideia de eficácia privada dos direitos fundamentais, ao falar dos bancos de caráter público e, hoje, se entende que são bancos - embora isso não se aplique ao caso - como aqueles que estão aí manejados, geridos por entidades privadas, mas que afetam de maneira muito sensível a vida do cidadão. O nome no SERASA, no SPC, nesses diferentes bancos de dados tem um reflexo enorme na vida das pessoas. E uma informação eventualmente errada tem um impacto significativo. Portanto, aqui, o texto foi avançado e abriu, portanto, ensanchas a uma abordagem que precisa de ser devidamente aprofundada. Então, a mim, parece-me, digna de nota, desde logo, é exatamente a ideia de que, no plano processual, nós temos o habeas data com o propósito, o intento de tutelar aquilo que entendemos ser uma proteção da autonomia privada nesse âmbito da autodeterminação sobre os dados, que ganha cada vez mais importância, na medida em que temos toda essa ampla evolução tecnológica. No que diz respeito ao tema envolvido, até devo dizer que fiquei um tanto quanto perplexo, porque não entendi, sequer, porque a Receita resistiu tanto a oferecer essas informações, uma vez que não se tratava, como já foi destacado, de pedir informações em relação a um terceiro contribuinte, mas em relação ao próprio contribuinte. Depois, a própria Constituição já assegura direito a certidões, de modo que resta realmente ininteligível fazer a vida tão complexa tendo em vista a clareza do texto constitucional a propósito. Mas, a mim, parece-me extremamente importante - acho até que esse julgamento é marcante nesse sentido -, todos nós estávamos ficando com a percepção... E já foi dito, também, isso em relação ao mandado de injunção, em algum momento se percebeu que o instituto parecia não ter utilidade, ou era de utilidade parca. Em relação ao habeas data, essa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 673707 / MG sensação, acredito, vem até os dias atuais. E, por incrível que pareça, demos um passo significativo, agora, com a Lei de Acesso à Informação e o habeas data continua a engatinhar. A própria lei processual do habeas data foi bastante tímida e, por isso, temos... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A Lei nº 9.507. Mas ela até dá, por exemplo, alguns dados que foram aproveitados pelo nobre Ministro-Relator. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Sim. Claro. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Quer dizer, essa ampliação do que é de natureza pública, e não sendo estatal, necessariamente, que é a eficácia horizontal do que Vossa Excelência acaba de chamar a atenção. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E vem a definição no próprio texto. É exatamente isso. O artigo 1º dessa lei descreve quais são essas entidades de caráter público. Por isso, acho que este julgamento é extremamente importante. É bem verdade que Saulo Ramos, já fazendo uma certa crítica a esse nosso modelo de ampliação das garantias, dizia: O habeas data é pouco mais do que um mandado de segurança voltado a esse modelo. E, de fato, também na Constituição de 88 - isso é público e notório -, o pensamento garantista fez com que se ampliassem as garantias. Toda vez que se discute isso em sala de aula, percebe-se que há uma certa perplexidade, porque os alunos mais interessados dizem: Por que temos tantos instrumentos para tutelar situações que são idênticas ou similares? A explicação que me vem - e o ministro Celso poderá me corrigir depois - é que isso está associado a uma evolução que guarda relação com a doutrina brasileira do habeas corpus, aquela evolução que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG sensação, acredito, vem até os dias atuais. E, por incrível que pareça, demos um passo significativo, agora, com a Lei de Acesso à Informação e o habeas data continua a engatinhar. A própria lei processual do habeas data foi bastante tímida e, por isso, temos... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A Lei nº 9.507. Mas ela até dá, por exemplo, alguns dados que foram aproveitados pelo nobre Ministro-Relator. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Sim. Claro. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Quer dizer, essa ampliação do que é de natureza pública, e não sendo estatal, necessariamente, que é a eficácia horizontal do que Vossa Excelência acaba de chamar a atenção. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E vem a definição no próprio texto. É exatamente isso. O artigo 1º dessa lei descreve quais são essas entidades de caráter público. Por isso, acho que este julgamento é extremamente importante. É bem verdade que Saulo Ramos, já fazendo uma certa crítica a esse nosso modelo de ampliação das garantias, dizia: O habeas data é pouco mais do que um mandado de segurança voltado a esse modelo. E, de fato, também na Constituição de 88 - isso é público e notório -, o pensamento garantista fez com que se ampliassem as garantias. Toda vez que se discute isso em sala de aula, percebe-se que há uma certa perplexidade, porque os alunos mais interessados dizem: Por que temos tantos instrumentos para tutelar situações que são idênticas ou similares? A explicação que me vem - e o ministro Celso poderá me corrigir depois - é que isso está associado a uma evolução que guarda relação com a doutrina brasileira do habeas corpus, aquela evolução que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 673707 / MG tivemos sobre a República e que nos levou, inicialmente, a uma visão mais ampliada do habeas corpus, depois a uma visão um tanto mais restrita, e, depois, a reforma de 1926 vem e coarcta a doutrina brasileira do habeas corpus, obrigando-nos a desenvolver inicialmente o mandado de segurança, em 1934 e, claro, pavimentando o caminho, então, para essas múltiplas garantias. Quando pensamos, por exemplo, no modelo hispânico do recurso de amparo, vê-se que ele assume características polivalentes. Ou mesmo o recurso constitucional alemão, a Verfassungsbeschwerde, também com características multi ou polivalentes, tratando, inclusive, de questões de omissão e tudo mais. Mas, aqui, acabamos criando e desenvolvendo essa doutrina. De modo que a mim, parece-me... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite um segundo? Não quero usar a palavra, mas é que o habeas data me dá uma impressão um pouco diferente, que, aliás, chegou a ser abordado pelo voto. Ele tem uma celeridade, uma possibilidade de você, primeiro, requerer à própria autoridade, que fica obrigada, porque ele tem uma dupla função: a de querer que se conheça e exigir a correção. O que o mandado de segurança... Por isso que ele diz: quando não couber o mandado de segurança, quando não for cabível, porque o mandado de segurança por omissão... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Mas nada impediria que, via direito de petição, pedíssemos ao órgão que... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas não teria a força do habeas data por isso, porque ele prevê a possibilidade imediata de, perante a autoridade administrativa... E, com relação a bancos, é muito comum - Vossa Excelência, o Ministro Toffoli, o Ministro Barroso, nós, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG tivemos sobre a República e que nos levou, inicialmente, a uma visão mais ampliada do habeas corpus, depois a uma visão um tanto mais restrita, e, depois, a reforma de 1926 vem e coarcta a doutrina brasileira do habeas corpus, obrigando-nos a desenvolver inicialmente o mandado de segurança, em 1934 e, claro, pavimentando o caminho, então, para essas múltiplas garantias. Quando pensamos, por exemplo, no modelo hispânico do recurso de amparo, vê-se que ele assume características polivalentes. Ou mesmo o recurso constitucional alemão, a Verfassungsbeschwerde, também com características multi ou polivalentes, tratando, inclusive, de questões de omissão e tudo mais. Mas, aqui, acabamos criando e desenvolvendo essa doutrina. De modo que a mim, parece-me... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite um segundo? Não quero usar a palavra, mas é que o habeas data me dá uma impressão um pouco diferente, que, aliás, chegou a ser abordado pelo voto. Ele tem uma celeridade, uma possibilidade de você, primeiro, requerer à própria autoridade, que fica obrigada, porque ele tem uma dupla função: a de querer que se conheça e exigir a correção. O que o mandado de segurança... Por isso que ele diz: quando não couber o mandado de segurança, quando não for cabível, porque o mandado de segurança por omissão... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Mas nada impediria que, via direito de petição, pedíssemos ao órgão que... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas não teria a força do habeas data por isso, porque ele prevê a possibilidade imediata de, perante a autoridade administrativa... E, com relação a bancos, é muito comum - Vossa Excelência, o Ministro Toffoli, o Ministro Barroso, nós, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 673707 / MG como procuradores já nos deparamos com isso no plano estadual - pedir- se algo ao banco e o banco não oferecer, principalmente quando era banco estadual. E, aí, a rapidez do habeas data. Ele é muito mais célere, até porque, na via administrativa, conseguimos isso que a Lei nº 9.507 oferece e que o mandado de segurança não daria. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Oxalá seja assim ou que venha a ser assim! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Gilmar, seria, talvez, uma ótica de direito material interdisciplinar: quanto mais expressivo for o direito material assegurado, maior é o número de instrumentos de tutela a serviço desse direito. Então, por exemplo, no campo do direito material, temos vários concursos de ações. E, quando se trata de direito fundamental, não se pode nem utilizar aquela regra que, escolhida uma via, não se pode usar a outra porque o direito é fundamental. Acho que a pluralidade de ações vem daí. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – Hoje, conseguimos ter várias explicações além de relações que são, às vezes, cortantes. Por exemplo, perplexidades que temos, às vezes, sobre a tal fungibilidade do mandado de segurança e habeas corpus, debates que já tivemos, inclusive, neste Plenário. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite só um pequeno registro? É do belo exemplo que o Supremo Tribunal Federal dá nesse tipo de questão ao enfrentar os mais diferentes pedidos ainda que veiculados em simples petições. O primeiro Tribunal que integro em que vejo todas as pretensões, veiculadas de uma forma ou outra, serem apreciadas. Inclusive assim são formalizadas: petição tal, PET tal. Há pouco, o Ministro Fux invocou decisão do Presidente da Corte - à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG como procuradores já nos deparamos com isso no plano estadual - pedir- se algo ao banco e o banco não oferecer, principalmente quando era banco estadual. E, aí, a rapidez do habeas data. Ele é muito mais célere, até porque, na via administrativa, conseguimos isso que a Lei nº 9.507 oferece e que o mandado de segurança não daria. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Oxalá seja assim ou que venha a ser assim! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Gilmar, seria, talvez, uma ótica de direito material interdisciplinar: quanto mais expressivo for o direito material assegurado, maior é o número de instrumentos de tutela a serviço desse direito. Então, por exemplo, no campo do direito material, temos vários concursos de ações. E, quando se trata de direito fundamental, não se pode nem utilizar aquela regra que, escolhida uma via, não se pode usar a outra porque o direito é fundamental. Acho que a pluralidade de ações vem daí. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – Hoje, conseguimos ter várias explicações além de relações que são, às vezes, cortantes. Por exemplo, perplexidades que temos, às vezes, sobre a tal fungibilidade do mandado de segurança e habeas corpus, debates que já tivemos, inclusive, neste Plenário. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite só um pequeno registro? É do belo exemplo que o Supremo Tribunal Federal dá nesse tipo de questão ao enfrentar os mais diferentes pedidos ainda que veiculados em simples petições. O primeiro Tribunal que integro em que vejo todas as pretensões, veiculadas de uma forma ou outra, serem apreciadas. Inclusive assim são formalizadas: petição tal, PET tal. Há pouco, o Ministro Fux invocou decisão do Presidente da Corte - à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 673707 / MG época o Ministro Celso de Mello-, já sobre o tema em debate, veiculada em uma petição. Então, é um belo exemplo do Supremo, que sempre dá uma resposta, ainda que veiculada a questão em uma mera petição. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E veja que, no nosso âmbito, já tínhamos, temos essa preocupação, claro, já com o direito de petição. Depois veio a Lei nº 9.784, a lei do procedimento administrativo, que também tentou assegurar direitos, pelo menos procedimentais, ao cidadão e, agora, a Lei de Acesso à Informação. Ao lado disso, temos essa situação específica que diz respeito a um direito subjetivo material, à proteção de dados ou à proteção dessa autonomia. Daí, a importância, me parece, deste julgado, que pode ser, talvez, o marco inicial de uma vitalização do habeas data, numa percepção mais ampla, na medida em que hoje, para esse julgamento, eu tinha feito um levantamento de vários artigos sobre essa temática, já falando de um direito fundamental à autodeterminação informativa: Ana Maria Neves de Paiva Navarro, ou do próprio colega e amigo Ricardo Cueva, "Há um direito à autodeterminação informativa no Brasil?" Em suma, há já uma reflexão, não no campo procedimental processual, mas também no campo do direito material. De modo que eu acho que é extremamente importante este julgamento, tendo em vista a perspectiva que se abre de vitalizar, de dar uma dinâmica própria e um sentido a esse instrumento, que é considerado hoje... Eu me lembro que, quando autores de direito comparado leem o nosso texto constitucional, eles se encantam com a ideia do habeas data e fazem uma leitura imaginando que, subjacente ao habeas data, está a ideia da proteção dos dados, a proteção informativa. Veja, ministro Fux, que, no Direito alemão, a ideia da autodeterminação sobre dados é considerada um direito que foi criado jurisprudencialmente, porque a Corte constitucional chegou a esse 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG época o Ministro Celso de Mello-, já sobre o tema em debate, veiculada em uma petição. Então, é um belo exemplo do Supremo, que sempre dá uma resposta, ainda que veiculada a questão em uma mera petição. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E veja que, no nosso âmbito, já tínhamos, temos essa preocupação, claro, já com o direito de petição. Depois veio a Lei nº 9.784, a lei do procedimento administrativo, que também tentou assegurar direitos, pelo menos procedimentais, ao cidadão e, agora, a Lei de Acesso à Informação. Ao lado disso, temos essa situação específica que diz respeito a um direito subjetivo material, à proteção de dados ou à proteção dessa autonomia. Daí, a importância, me parece, deste julgado, que pode ser, talvez, o marco inicial de uma vitalização do habeas data, numa percepção mais ampla, na medida em que hoje, para esse julgamento, eu tinha feito um levantamento de vários artigos sobre essa temática, já falando de um direito fundamental à autodeterminação informativa: Ana Maria Neves de Paiva Navarro, ou do próprio colega e amigo Ricardo Cueva, "Há um direito à autodeterminação informativa no Brasil?" Em suma, há já uma reflexão, não no campo procedimental processual, mas também no campo do direito material. De modo que eu acho que é extremamente importante este julgamento, tendo em vista a perspectiva que se abre de vitalizar, de dar uma dinâmica própria e um sentido a esse instrumento, que é considerado hoje... Eu me lembro que, quando autores de direito comparado leem o nosso texto constitucional, eles se encantam com a ideia do habeas data e fazem uma leitura imaginando que, subjacente ao habeas data, está a ideia da proteção dos dados, a proteção informativa. Veja, ministro Fux, que, no Direito alemão, a ideia da autodeterminação sobre dados é considerada um direito que foi criado jurisprudencialmente, porque a Corte constitucional chegou a esse 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 673707 / MG entendimento a partir do desdobramento da ideia do direito de personalidade. Então, quem lê o texto brasileiro diz que os brasileiros se anteciparam no que diz respeito a essa proteção de dados, embora o nosso enfoque, historicamente, estivesse muito voltado aos bancos de dados do regime militar. Mas, ao mesmo tempo, já se vê que isso comporta outras leituras e uma dimensão importantíssima, afora a questão que já foi aqui destacada e que poderíamos até dela ter sido poupados, mas talvez não tenhamos sido para que nós pudéssemos ouvir seu belo voto. Eu acho que a grande dimensão que o habeas data vai ganhar no futuro é essa dimensão da chamada eficácia privada dos direitos fundamentais, os direitos fundamentais aplicados entre privados, quando temos como base esses chamados bancos públicos, que foi um tipo de locução que o constituinte concebeu para permitir o uso de um instrumento, em face de uma entidade tipicamente privada, foi a fórmula. Mas quero subscrever todos os encômios feitos. E eu também não queria encerrar minha fala sem cumprimentar o ministro Fachin por sua participação aqui, saúdo e tenho certeza de que vai compor bem esse Tribunal. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG entendimento a partir do desdobramento da ideia do direito de personalidade. Então, quem lê o texto brasileiro diz que os brasileiros se anteciparam no que diz respeito a essa proteção de dados, embora o nosso enfoque, historicamente, estivesse muito voltado aos bancos de dados do regime militar. Mas, ao mesmo tempo, já se vê que isso comporta outras leituras e uma dimensão importantíssima, afora a questão que já foi aqui destacada e que poderíamos até dela ter sido poupados, mas talvez não tenhamos sido para que nós pudéssemos ouvir seu belo voto. Eu acho que a grande dimensão que o habeas data vai ganhar no futuro é essa dimensão da chamada eficácia privada dos direitos fundamentais, os direitos fundamentais aplicados entre privados, quando temos como base esses chamados bancos públicos, que foi um tipo de locução que o constituinte concebeu para permitir o uso de um instrumento, em face de uma entidade tipicamente privada, foi a fórmula. Mas quero subscrever todos os encômios feitos. E eu também não queria encerrar minha fala sem cumprimentar o ministro Fachin por sua participação aqui, saúdo e tenho certeza de que vai compor bem esse Tribunal. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 50 Observação 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, as reflexões e os debates trazidos agora, no voto do Ministro Gilmar Mendes, fazem-me lembrar que a Administração Pública não é só fechada para o interesse subjetivo, ela é muito fechada ainda no Brasil para o interesso objetivo de toda a coletividade. Quando era Advogado-Geral da União, Ministro Fux, Ministro Gilmar - Vossa Excelência que ocupou aquele nobre cargo -, fiz circular um ofício para todas as agências reguladoras e todas as autarquias que tinham o poder, Ministra Rosa, de fiscalização, para saber o número de multas aplicadas. Por exemplo, quando há uma multa que a ANAC aplica a uma empresa aérea, quando o IBAMA aplica uma multa a uma empresa que poluiu o meio ambiente. Fiz circular, então, um pedido de levantamento do número de multas e valores aplicados àqueles que descumpriram a lei. O resultado foi uma informação de mais de 20 bilhões em multas aplicadas, isso em 2008, mas todas sem inscrição na dívida ativa. Multas aplicadas e trânsitas no processo administrativo, só que sem lançamento na dívida ativa. Ou seja, o cidadão reclama no órgão de fiscalização, o órgão de fiscalização multa o particular que descumpriu a legislação, só que aquilo ficava em uma gaveta. Se criou, a partir de então, o lançamento dessas multas trânsitas administrativamente na dívida ativa para poder ser executada, para poder, então, dar eficiência e eficácia à atuação do Estado regulador e do Estado fiscalizador. É necessário e se impõe que o Estado brasileiro passe a ter maior transparência. Isso é fundamental, e volto a realçar, não é só em relação ao cidadão no seu interesse subjetivo, mas no interesse objetivo de toda a coletividade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Toffoli, inclusive, na semana passada, a Primeira Turma teve oportunidade de, digamos assim, exercer à amplitude essa efetivação, a necessidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8831609. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, as reflexões e os debates trazidos agora, no voto do Ministro Gilmar Mendes, fazem-me lembrar que a Administração Pública não é só fechada para o interesse subjetivo, ela é muito fechada ainda no Brasil para o interesso objetivo de toda a coletividade. Quando era Advogado-Geral da União, Ministro Fux, Ministro Gilmar - Vossa Excelência que ocupou aquele nobre cargo -, fiz circular um ofício para todas as agências reguladoras e todas as autarquias que tinham o poder, Ministra Rosa, de fiscalização, para saber o número de multas aplicadas. Por exemplo, quando há uma multa que a ANAC aplica a uma empresa aérea, quando o IBAMA aplica uma multa a uma empresa que poluiu o meio ambiente. Fiz circular, então, um pedido de levantamento do número de multas e valores aplicados àqueles que descumpriram a lei. O resultado foi uma informação de mais de 20 bilhões em multas aplicadas, isso em 2008, mas todas sem inscrição na dívida ativa. Multas aplicadas e trânsitas no processo administrativo, só que sem lançamento na dívida ativa. Ou seja, o cidadão reclama no órgão de fiscalização, o órgão de fiscalização multa o particular que descumpriu a legislação, só que aquilo ficava em uma gaveta. Se criou, a partir de então, o lançamento dessas multas trânsitas administrativamente na dívida ativa para poder ser executada, para poder, então, dar eficiência e eficácia à atuação do Estado regulador e do Estado fiscalizador. É necessário e se impõe que o Estado brasileiro passe a ter maior transparência. Isso é fundamental, e volto a realçar, não é só em relação ao cidadão no seu interesse subjetivo, mas no interesse objetivo de toda a coletividade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Toffoli, inclusive, na semana passada, a Primeira Turma teve oportunidade de, digamos assim, exercer à amplitude essa efetivação, a necessidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8831609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 50 Observação RE 673707 / MG direito da informação, quando dois órgãos públicos estavam discutindo exatamente para saber sobre a transparência de determinados negócios efetivados pelo país. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sem dúvida. Ainda mais quando se trata de um banco, que presta empréstimos a juros subsidiados. Foi uma bela decisão da Primeira Turma. Meus cumprimentos! 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8831609. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG direito da informação, quando dois órgãos públicos estavam discutindo exatamente para saber sobre a transparência de determinados negócios efetivados pelo país. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sem dúvida. Ainda mais quando se trata de um banco, que presta empréstimos a juros subsidiados. Foi uma bela decisão da Primeira Turma. Meus cumprimentos! 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8831609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 50 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, ainda bem que caminhamos para um consenso unânime. Todavia justificam-se os longos votos, porque, nesses 25 anos, não me lembro de ter julgado, neste Plenário, um habeas data. Presidente, inicialmente, digo que o recurso extraordinário é adequado. Caso o Regional Federal tivesse atuado no âmbito da competência originária, cabível seria o recurso ordinário constitucional e não o extraordinário. Em segundo lugar, é mola mestra, na Administração Pública, não o mistério, mas a publicidade. Qual é a razão de ser desse cadastro, ou seja, o cadastro revelado pelo Sistema de Conta Corrente de Pessoa Jurídica – e nada surge sem uma justificativa, uma justificativa ao menos socialmente aceitável? A razão de ser está em acumular dados alusivos a pessoas jurídicas não de direito público, mas de direito privado. Não entendo por que não se observou imediatamente o fornecimento de informações à impetrante deste habeas corpus. Vejo que a impetração data de 2005. Não sei se, no caso – teria que ver o acórdão –, foi julgado procedente o pedido formulado na impetração em alguma instância. Não o foi, porque recorreu, mediante apelação ao Tribunal Regional Federal, a própria pessoa jurídica de direito privado. Concordo com as colocações dos Colegas: o habeas data presta-se não só ao acesso a informações que estejam no âmbito governamental, ou melhor dizendo, substituindo o vocábulo do preceito constitucional, no âmbito administrativo, e a obtenção de informações – daí a cláusula final “de caráter público” – constantes de dados de pessoas jurídicas de direito privado que sejam de caráter geral, alcançando as pessoas naturais e jurídicas. Tem-se a revelar a dualidade, não o conectivo "e", considerada a primeira e a segunda parte do preceito, mas a disjuntiva "ou". Em síntese, versa-se o conhecimento de informações relativas – está pedagogicamente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8847634. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, ainda bem que caminhamos para um consenso unânime. Todavia justificam-se os longos votos, porque, nesses 25 anos, não me lembro de ter julgado, neste Plenário, um habeas data. Presidente, inicialmente, digo que o recurso extraordinário é adequado. Caso o Regional Federal tivesse atuado no âmbito da competência originária, cabível seria o recurso ordinário constitucional e não o extraordinário. Em segundo lugar, é mola mestra, na Administração Pública, não o mistério, mas a publicidade. Qual é a razão de ser desse cadastro, ou seja, o cadastro revelado pelo Sistema de Conta Corrente de Pessoa Jurídica – e nada surge sem uma justificativa, uma justificativa ao menos socialmente aceitável? A razão de ser está em acumular dados alusivos a pessoas jurídicas não de direito público, mas de direito privado. Não entendo por que não se observou imediatamente o fornecimento de informações à impetrante deste habeas corpus. Vejo que a impetração data de 2005. Não sei se, no caso – teria que ver o acórdão –, foi julgado procedente o pedido formulado na impetração em alguma instância. Não o foi, porque recorreu, mediante apelação ao Tribunal Regional Federal, a própria pessoa jurídica de direito privado. Concordo com as colocações dos Colegas: o habeas data presta-se não só ao acesso a informações que estejam no âmbito governamental, ou melhor dizendo, substituindo o vocábulo do preceito constitucional, no âmbito administrativo, e a obtenção de informações – daí a cláusula final “de caráter público” – constantes de dados de pessoas jurídicas de direito privado que sejam de caráter geral, alcançando as pessoas naturais e jurídicas. Tem-se a revelar a dualidade, não o conectivo "e", considerada a primeira e a segunda parte do preceito, mas a disjuntiva "ou". Em síntese, versa-se o conhecimento de informações relativas – está pedagogicamente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8847634. Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 50 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 673707 / MG no dispositivo constitucional – à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais, Administração Pública – gênero, ou de caráter público. Referiu-se o ministro Gilmar Mendes aos dados do Serasa, quanto ao inadimplemento das pessoas em geral. Acompanho o Relator. Digo que, em ares democráticos, principalmente quanto à Administração Pública – e a publicidade visa à eficiência – não há espaço para trevas. Implemento a ordem conforme preconizado pelo Relator. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8847634. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG no dispositivo constitucional – à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais, Administração Pública – gênero, ou de caráter público. Referiu-se o ministro Gilmar Mendes aos dados do Serasa, quanto ao inadimplemento das pessoas em geral. Acompanho o Relator. Digo que, em ares democráticos, principalmente quanto à Administração Pública – e a publicidade visa à eficiência – não há espaço para trevas. Implemento a ordem conforme preconizado pelo Relator. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8847634. Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 50 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o eminente Relator, para, dando provimento ao presente recurso extraordinário, reconhecer que o “habeas data”, como ação constitucional que é, revela-se instrumento adequado à obtenção, por parte do contribuinte, de dados a ele concernentes relativos ao pagamento de tributos constantes dos sistemas informatizados de apoio que a administração tributária mantém, qualquer que seja o nível da Federação em que se situe (federal, estadual, distrital e/ou municipal). Reafirmo, ainda, quanto à natureza e aos fins do remédio constitucional do “habeas data”, o que esta Corte já proclamou em julgamento plenário que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “‘HABEAS DATA’ – NATUREZA JURÍDICA – REGIME DO PODER VISÍVEL COMO PRESSUPOSTO DA ORDEM DEMOCRÁTICA – A JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL DAS LIBERDADES – SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES (SNI) – ACESSO NÃO RECUSADO AOS REGISTROS ESTATAIS – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – RECURSO IMPROVIDO. – A Carta Federal, ao proclamar os direitos e deveres individuais e coletivos, enunciou preceitos básicos, cuja compreensão é essencial à caracterização da ordem democrática como um regime do poder visível. – O modelo político-jurídico, plasmado na nova ordem constitucional, rejeita o poder que oculta e o poder que se oculta. Com essa vedação, pretendeu o constituinte tornar efetivamente legítima, em face dos destinatários do poder, a prática das instituições do Estado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478404. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o eminente Relator, para, dando provimento ao presente recurso extraordinário, reconhecer que o “habeas data”, como ação constitucional que é, revela-se instrumento adequado à obtenção, por parte do contribuinte, de dados a ele concernentes relativos ao pagamento de tributos constantes dos sistemas informatizados de apoio que a administração tributária mantém, qualquer que seja o nível da Federação em que se situe (federal, estadual, distrital e/ou municipal). Reafirmo, ainda, quanto à natureza e aos fins do remédio constitucional do “habeas data”, o que esta Corte já proclamou em julgamento plenário que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “‘HABEAS DATA’ – NATUREZA JURÍDICA – REGIME DO PODER VISÍVEL COMO PRESSUPOSTO DA ORDEM DEMOCRÁTICA – A JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL DAS LIBERDADES – SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES (SNI) – ACESSO NÃO RECUSADO AOS REGISTROS ESTATAIS – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – RECURSO IMPROVIDO. – A Carta Federal, ao proclamar os direitos e deveres individuais e coletivos, enunciou preceitos básicos, cuja compreensão é essencial à caracterização da ordem democrática como um regime do poder visível. – O modelo político-jurídico, plasmado na nova ordem constitucional, rejeita o poder que oculta e o poder que se oculta. Com essa vedação, pretendeu o constituinte tornar efetivamente legítima, em face dos destinatários do poder, a prática das instituições do Estado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 50 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 673707 / MG – O ‘habeas data’ configura remédio jurídico-processual, de natureza constitucional, que se destina a garantir, em favor da pessoa interessada, o exercício de pretensão jurídica discernível em seu tríplice aspecto: (a) direito de acesso aos registros; (b) direito de retificação dos registros e (c) direito de complementação dos registros. – Trata-se de relevante instrumento de ativação da jurisdição constitucional das liberdades, a qual representa, no plano institucional, a mais expressiva reação jurídica do Estado às situações que lesem, efetiva ou potencialmente, os direitos fundamentais da pessoa, quaisquer que sejam as dimensões em que estes se projetem. – O acesso ao ‘habeas data’ pressupõe, dentre outras condições de admissibilidade, a existência do interesse de agir. Ausente o interesse legitimador da ação, torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. – A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais, ou da omissão em atendê-lo, constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no ‘habeas data’. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida, há carência da ação constitucional do ‘habeas data’.” (RHD 22/DF, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478404. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG – O ‘habeas data’ configura remédio jurídico-processual, de natureza constitucional, que se destina a garantir, em favor da pessoa interessada, o exercício de pretensão jurídica discernível em seu tríplice aspecto: (a) direito de acesso aos registros; (b) direito de retificação dos registros e (c) direito de complementação dos registros. – Trata-se de relevante instrumento de ativação da jurisdição constitucional das liberdades, a qual representa, no plano institucional, a mais expressiva reação jurídica do Estado às situações que lesem, efetiva ou potencialmente, os direitos fundamentais da pessoa, quaisquer que sejam as dimensões em que estes se projetem. – O acesso ao ‘habeas data’ pressupõe, dentre outras condições de admissibilidade, a existência do interesse de agir. Ausente o interesse legitimador da ação, torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. – A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais, ou da omissão em atendê-lo, constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no ‘habeas data’. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida, há carência da ação constitucional do ‘habeas data’.” (RHD 22/DF, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 50 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar o eminente Relator, Ministro Luiz Fux, pelo brilhante voto que traz e, na verdade, é um voto histórico, porque reafirma o direito do cidadão de ter acesso às informações em poder da Administração Pública. Faço eco às palavras do Ministro Gilmar Mendes quando Sua Excelência estranha a resistência da União em entregar informações a um contribuinte as quais deveriam ser de acesso absolutamente corriqueiro, porque são de interesse do próprio contribuinte. E gostaria aqui de repetir aquilo que já foi dito, com muito mais brilho, pelos que me antecederam, que a nossa Constituição, a Constituição Cidadã, a Constituição que implanta o Estado democrático de Direito em nosso país, é pródiga em garantir o acesso a todo tipo de informações à cidadania, sejam elas públicas e mesmo privadas quando de interesse mais amplo, a começar do art. 37, que estabelece que a Administração Pública se pauta pelo princípio da publicidade, seja a Administração Pública direta, seja a indireta e, portanto, este é um vetor, é um dos pilares do Estado brasileiro, da Administração Pública brasileira. Na sequência, se nos debruçarmos sobre a nossa Carta Magna, veremos que o art. 5º, aquele que inaugura o capítulo relativo aos Direitos Fundamentais do cidadão, no inciso XXXIII, como já foi dito aqui, garante a todos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, salvo aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. O Ministro Gilmar Mendes também fez referência ao direito básico do cidadão: o direito de obter certidões, está garantido no inciso XXXIV, que assegura a todos, inclusive independentemente do pagamento de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar o eminente Relator, Ministro Luiz Fux, pelo brilhante voto que traz e, na verdade, é um voto histórico, porque reafirma o direito do cidadão de ter acesso às informações em poder da Administração Pública. Faço eco às palavras do Ministro Gilmar Mendes quando Sua Excelência estranha a resistência da União em entregar informações a um contribuinte as quais deveriam ser de acesso absolutamente corriqueiro, porque são de interesse do próprio contribuinte. E gostaria aqui de repetir aquilo que já foi dito, com muito mais brilho, pelos que me antecederam, que a nossa Constituição, a Constituição Cidadã, a Constituição que implanta o Estado democrático de Direito em nosso país, é pródiga em garantir o acesso a todo tipo de informações à cidadania, sejam elas públicas e mesmo privadas quando de interesse mais amplo, a começar do art. 37, que estabelece que a Administração Pública se pauta pelo princípio da publicidade, seja a Administração Pública direta, seja a indireta e, portanto, este é um vetor, é um dos pilares do Estado brasileiro, da Administração Pública brasileira. Na sequência, se nos debruçarmos sobre a nossa Carta Magna, veremos que o art. 5º, aquele que inaugura o capítulo relativo aos Direitos Fundamentais do cidadão, no inciso XXXIII, como já foi dito aqui, garante a todos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, salvo aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. O Ministro Gilmar Mendes também fez referência ao direito básico do cidadão: o direito de obter certidões, está garantido no inciso XXXIV, que assegura a todos, inclusive independentemente do pagamento de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 50 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 673707 / MG taxas, a obtenção de certidões em repartições públicas para a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Não bastasse isso, a Constituição previu um remédio constitucional. Aliás, essa palavra "remédio" é usual no nosso âmbito, no âmbito jurídico, mas é realmente uma garantia do mais amplo espectro, que é o habeas data, o qual serve exatamente para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, inclusive para retificação desses dados, se esses estiverem errados. E observo também que a própria legislação ordinária vem caminhando no sentido de dar concreção a esse direito à informação. Tivemos, em 27 de maio de 2009, promulgada a chamada Lei da Transparência, que adita à Lei de Responsabilidade Fiscal, acrescenta a essa lei complementar uma série de artigos, segundo a ementa que estabelece norma de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, a fim de determinar a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dentro da linha, inclusive aventada pelo Ministro Dias Toffoli, de que, dentro em breve, isto será um fato absolutamente normal na medida em que a Administração Pública vai se informatizando, sobretudo no que diz respeito aos seus processos administrativos. Na sequência, e ainda num tempo relativamente recente, mas sempre em caráter evolutivo, foi promulgada a Lei 12.527, que é a Lei de Acesso à Informação, em 18 de novembro de 2011, que regula o acesso a informações, previstas no XXXIII do art. 5º, o qual acabei de mencionar, e também aquela lei prevista no § 3º do art. 37 da Carta Magna, justamente garantindo ao cidadão acesso aos atos governamentais. Esta nossa Suprema Corte não só tem historicamente garantido, de forma mais ampla, o direito de obtenção de certidões junto à Administração Pública, mas vem evoluindo no sentido de garantir esse direito mesmo em searas antes ainda, de certo modo, impenetráveis às 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG taxas, a obtenção de certidões em repartições públicas para a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Não bastasse isso, a Constituição previu um remédio constitucional. Aliás, essa palavra "remédio" é usual no nosso âmbito, no âmbito jurídico, mas é realmente uma garantia do mais amplo espectro, que é o habeas data, o qual serve exatamente para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, inclusive para retificação desses dados, se esses estiverem errados. E observo também que a própria legislação ordinária vem caminhando no sentido de dar concreção a esse direito à informação. Tivemos, em 27 de maio de 2009, promulgada a chamada Lei da Transparência, que adita à Lei de Responsabilidade Fiscal, acrescenta a essa lei complementar uma série de artigos, segundo a ementa que estabelece norma de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, a fim de determinar a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dentro da linha, inclusive aventada pelo Ministro Dias Toffoli, de que, dentro em breve, isto será um fato absolutamente normal na medida em que a Administração Pública vai se informatizando, sobretudo no que diz respeito aos seus processos administrativos. Na sequência, e ainda num tempo relativamente recente, mas sempre em caráter evolutivo, foi promulgada a Lei 12.527, que é a Lei de Acesso à Informação, em 18 de novembro de 2011, que regula o acesso a informações, previstas no XXXIII do art. 5º, o qual acabei de mencionar, e também aquela lei prevista no § 3º do art. 37 da Carta Magna, justamente garantindo ao cidadão acesso aos atos governamentais. Esta nossa Suprema Corte não só tem historicamente garantido, de forma mais ampla, o direito de obtenção de certidões junto à Administração Pública, mas vem evoluindo no sentido de garantir esse direito mesmo em searas antes ainda, de certo modo, impenetráveis às 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 50 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 673707 / MG pessoas, ao cidadão. E eu me refiro à famosa, já famosa, Súmula Vinculante 14, que assegura ao defensor, no interesse do representado, acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados, figurem em processo investigatório, em procedimento investigatório. Nós, também, recentemente, quando sufragamos o poder de investigação do Ministério Público, creio que em boa hora, pelos relevantes serviços que esse notável órgão presta à sociedade brasileira, o Plenário desta Corte estabeleceu que, muito embora tivéssemos garantido, tivéssemos reconhecido o poder de investigação do Parquet, nós dissemos que nenhuma investigação pode ser desenvolvida sob sigilo, pelo menos com relação aos investigados. Portanto, vejo que há não apenas uma pletora, diria assim, de normas constitucionais regulamentando esse importantíssimo direito, mas mesmo outras regras infraconstitucionais e uma jurisprudência consolidada desta Corte, no sentido de garantir esse direito primordial, que é o acesso às informações por parte dos cidadãos, que estão sob a guarda do poder público, ou mesmo de entes privados quando essas tenham o interesse mais geral. Com essas breves considerações, e louvando mais uma vez o denso e profundo voto do Ministro Luiz Fux, eu também o acompanho, conhecendo e dando provimento ao Recurso Extraordinário 673.707. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Supremo Tribunal Federal RE 673707 / MG pessoas, ao cidadão. E eu me refiro à famosa, já famosa, Súmula Vinculante 14, que assegura ao defensor, no interesse do representado, acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados, figurem em processo investigatório, em procedimento investigatório. Nós, também, recentemente, quando sufragamos o poder de investigação do Ministério Público, creio que em boa hora, pelos relevantes serviços que esse notável órgão presta à sociedade brasileira, o Plenário desta Corte estabeleceu que, muito embora tivéssemos garantido, tivéssemos reconhecido o poder de investigação do Parquet, nós dissemos que nenhuma investigação pode ser desenvolvida sob sigilo, pelo menos com relação aos investigados. Portanto, vejo que há não apenas uma pletora, diria assim, de normas constitucionais regulamentando esse importantíssimo direito, mas mesmo outras regras infraconstitucionais e uma jurisprudência consolidada desta Corte, no sentido de garantir esse direito primordial, que é o acesso às informações por parte dos cidadãos, que estão sob a guarda do poder público, ou mesmo de entes privados quando essas tenham o interesse mais geral. Com essas breves considerações, e louvando mais uma vez o denso e profundo voto do Ministro Luiz Fux, eu também o acompanho, conhecendo e dando provimento ao Recurso Extraordinário 673.707. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 50 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 582 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, assentando a tese de que o habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais. Impedido o Ministro Teori Zavascki. Falaram, pela União, o Dr. Augusto Cesar de Carvalho Leal, OAB/PE 26041, Procurador da Fazenda Nacional, e, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o Dr. Luiz Gustavo Bichara, OAB/RJ 112.310, Procurador Especial Tributário. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058526 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 582 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, assentando a tese de que o habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais. Impedido o Ministro Teori Zavascki. Falaram, pela União, o Dr. Augusto Cesar de Carvalho Leal, OAB/PE 26041, Procurador da Fazenda Nacional, e, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o Dr. Luiz Gustavo Bichara, OAB/RJ 112.310, Procurador Especial Tributário. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 50
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2015-06-17T00:00:00
2015-09-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 582 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, assentando a tese de que o habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais. Impedido o Ministro Teori Zavascki. Falaram, pela União, o Dr. Augusto Cesar de Carvalho Leal, OAB/PE 26041, Procurador da Fazenda Nacional, e, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o Dr. Luiz Gustavo Bichara, OAB/RJ 112.310, Procurador Especial Tributário. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. HABEAS DATA. ARTIGO 5º, LXXII, CRFB/88. LEI Nº 9.507/97. ACESSO ÀS INFORMAÇÕES CONSTANTES DE SISTEMAS INFORMATIZADOS DE CONTROLE DE PAGAMENTOS DE TRIBUTOS. SISTEMA DE CONTA CORRENTE DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL-SINCOR. DIREITO SUBJETIVO DO CONTRIBUINTE. RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. 1. O habeas data, posto instrumento de tutela de direitos fundamentais, encerra amplo espectro, rejeitando-se visão reducionista da garantia constitucional inaugurada pela carta pós-positivista de 1988. 2. A tese fixada na presente repercussão geral é a seguinte: “O Habeas Data é garantia constitucional adequada para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos do próprio contribuinte constantes dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais.” 3. O Sistema de Conta Corrente da Secretaria da Receita Federal do Brasil, conhecido também como SINCOR, registra os dados de apoio à arrecadação federal ao armazenar os débitos e créditos tributários existentes acerca dos contribuintes. 4. O caráter público de todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações é inequívoco (art. 1º, Lei nº 9.507/97). 5. O registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto. (…) Registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto, causando-lhe dano ao seu direito de privacidade.(...) in José Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Luiz Streck. Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1ª Edição, 2013, p.487. 6. A legitimatio ad causam para interpretação de Habeas Data estende-se às pessoas físicas e jurídicas, nacionais e estrangeiras, porquanto garantia constitucional aos direitos individuais ou coletivas. 7. Aos contribuintes foi assegurado constitucionalmente o direito de conhecer as informações que lhes digam respeito em bancos de dados públicos ou de caráter público, em razão da necessidade de preservar o status de seu nome, planejamento empresarial, estratégia de investimento e, em especial, a recuperação de tributos pagos indevidamente, verbis: Art. 5º. …LXXII. Conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, considerado como um writ, uma garantia, um remédio constitucional à disposição dos cidadãos para que possam implementar direitos subjetivos que estão sendo obstaculados. 8. As informações fiscais conexas ao próprio contribuinte, se forem sigilosas, não importa em que grau, devem ser protegidas da sociedade em geral, segundo os termos da lei ou da constituição, mas não de quem a elas se referem, por força da consagração do direito à informação do art. 5º, inciso XXXIII, da Carta Magna, que traz como única ressalva o sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o que não se aplica no caso sub examine, verbis: Art. 5º.…XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. 9. In casu, o recorrente requereu à Secretaria da Receita Federal do Brasil os extratos atinentes às anotações constantes do Sistema de Conta-Corrente de Pessoa Jurídica-SINCOR, o Sistema Conta-Corrente de Pessoa Jurídica-CONTACORPJ, como de quaisquer dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação federal, no que tange aos pagamentos de tributos federais, informações que não estão acobertadas pelo sigilo legal ou constitucional, posto que requerida pelo próprio contribuinte, sobre dados próprios. 10. Ex positis, DOU PROVIMENTO ao recurso extraordinário.
sjur322444
- Acórdão(s) citado(s): (DIREITO À INFORMAÇÃO, PUBLICAÇÃO) ADI 4815 (TP). (HABEAS DATA, NATUREZA JURÍDICA) RHD 22 (TP). Número de páginas: 50. Análise: 14/10/2015, JRS. Revisão: 26/04/2016, KBP.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
673707
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00010 INC-00033 INC-00034 \n INC-00072 LET-A LET-B INC-00077 \n ART-00037 \"CAPUT\" PAR-00003 INC-00002 \n ART-00216 PAR-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009289 ANO-1996\n ART-00005\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009394 ANO-1996\n LDBEN-1996 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-009507 ANO-1997\n ART-00001 PAR-ÚNICO ART-00007 INC-00001 \n INC-00002 INC-00003\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-012527 ANO-2011\n ART-00003 ART-00006 ART-00007\n LEI ORDINÁRIA - LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO\n\n", "LEG-FED RES-000554 ANO-2015\n ART-00004 INC-00001\n RESOLUÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00061 PAR-00001 INC-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUV-000014 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE
acordaos
RE 673707
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RECTE.(S) : RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. HABEAS DATA. ARTIGO 5..., LXXII, CRFB/88. LEI n 9.507/97. ACESSO ÀS INFORMAÇÕES CONSTANTES DE SISTEMAS INFORMATIZADOS DE CONTROLE DE PAGAMENTOS DE TRIBUTOS. SISTEMA DE CONTA CORRENTE DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL-SINCOR. DIREITO SUBJETIVO DO CONTRIBUINTE. RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. 1. O habeas data, posto instrumento de tutela de direitos fundamentais, encerra amplo espectro, rejeitando-se visão reducionista da garantia constitucional inaugurada pela carta pós-positivista de 1988. 2. A tese fixada na presente repercussão geral é a seguinte: “O Habeas Data é garantia constitucional adequada para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos do próprio contribuinte constantes dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais.” 3. O Sistema de Conta Corrente da Secretaria da Receita Federal do Brasil, conhecido também como SINCOR, registra os dados de apoio à arrecadação federal ao armazenar os débitos e créditos tributários existentes acerca dos contribuintes. 4. O caráter público de todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 50 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 673707 / MG não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações é inequívoco (art. 1..., Lei n 9.507/97). 5. O registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto. (…) Registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto, causando-lhe dano ao seu direito de privacidade.(...) in José Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Luiz Streck. Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1... Edição, 2013, p.487. 6. A legitimatio ad causam para interpretação de Habeas Data estende- se às pessoas físicas e jurídicas, nacionais e estrangeiras, porquanto garantia constitucional aos direitos individuais ou coletivas. 7. Aos contribuintes foi assegurado constitucionalmente o direito de conhecer as informações que lhes digam respeito em bancos de dados públicos ou de caráter público, em razão da necessidade de preservar o status de seu nome, planejamento empresarial, estratégia de investimento e, em especial, a recuperação de tributos pagos indevidamente, verbis: Art. 5.... …LXXII. Conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, considerado como um writ, uma garantia, um remédio constitucional à disposição dos cidadãos para que possam implementar direitos subjetivos que estão sendo obstaculados. 8. As informações fiscais conexas ao próprio contribuinte, se forem sigilosas, não importa em que grau, devem ser protegidas da sociedade em geral, segundo os termos da lei ou da constituição, mas não de quem a elas se referem, por força da consagração do direito à informação do art. 5..., inciso XXXIII, da Carta Magna, que traz como única ressalva o sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o que não se aplica no caso sub examine, verbis: Art. 5....…XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações é inequívoco (art. 1..., Lei n 9.507/97). 5. O registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto. (…) Registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto, causando-lhe dano ao seu direito de privacidade.(...) in José Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Luiz Streck. Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1... Edição, 2013, p.487. 6. A legitimatio ad causam para interpretação de Habeas Data estende- se às pessoas físicas e jurídicas, nacionais e estrangeiras, porquanto garantia constitucional aos direitos individuais ou coletivas. 7. Aos contribuintes foi assegurado constitucionalmente o direito de conhecer as informações que lhes digam respeito em bancos de dados públicos ou de caráter público, em razão da necessidade de preservar o status de seu nome, planejamento empresarial, estratégia de investimento e, em especial, a recuperação de tributos pagos indevidamente, verbis: Art. 5.... …LXXII. Conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, considerado como um writ, uma garantia, um remédio constitucional à disposição dos cidadãos para que possam implementar direitos subjetivos que estão sendo obstaculados. 8. As informações fiscais conexas ao próprio contribuinte, se forem sigilosas, não importa em que grau, devem ser protegidas da sociedade em geral, segundo os termos da lei ou da constituição, mas não de quem a elas se referem, por força da consagração do direito à informação do art. 5..., inciso XXXIII, da Carta Magna, que traz como única ressalva o sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o que não se aplica no caso sub examine, verbis: Art. 5....…XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 50 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 673707 / MG Estado. 9. In casu, o recorrente requereu à Secretaria da Receita Federal do Brasil os extratos atinentes às anotações constantes do Sistema de Conta- Corrente de Pessoa Jurídica-SINCOR, o Sistema Conta-Corrente de Pessoa Jurídica-CONTACORPJ, como de quaisquer dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação federal, no que tange aos pagamentos de tributos federais, informações que não estão acobertadas pelo sigilo legal ou constitucional, posto que requerida pelo próprio contribuinte, sobre dados próprios. 10. Ex positis, DOU PROVIMENTO ao recurso extraordinário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 582 da repercussão geral, em dar provimento ao recurso extraordinário, assentando a tese de que o habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais. Impedido o Ministro Teori Zavascki. Brasília, 17 de junho de 2015. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG Estado. 9. In casu, o recorrente requereu à Secretaria da Receita Federal do Brasil os extratos atinentes às anotações constantes do Sistema de Conta- Corrente de Pessoa Jurídica-SINCOR, o Sistema Conta-Corrente de Pessoa Jurídica-CONTACORPJ, como de quaisquer dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação federal, no que tange aos pagamentos de tributos federais, informações que não estão acobertadas pelo sigilo legal ou constitucional, posto que requerida pelo próprio contribuinte, sobre dados próprios. 10. Ex positis, DOU PROVIMENTO ao recurso extraordinário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 582 da repercussão geral, em dar provimento ao recurso extraordinário, assentando a tese de que o habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais. Impedido o Ministro Teori Zavascki. Brasília, 17 de junho de 2015. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 50 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de Recurso Extraordinário interposto pela REGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA, com fundamento no artigo 102, III, “a”, da CRFB/88, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região assim ementado: HABEAS DATA. PEDIDO ÀS INFORMAÇÕES RELATIVAS A TODAS AS ANOTAÇÕES CONSTANTES DOS ARQUIVOS DA RECEITA FEDERAL. SINCOR. NÃO SE ENQUADRA NA HIPÓTESE DE CADASTRO PÚBLICO. I - O habeas data assegura o acesso a informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros públicos ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público (art. 5..., LXXII, "a", Constituição), afigurando-se, na espécie, inadequada a via eleita pelo impetrante para satisfazer sua pretensão de obter informações de dados relativos a terceiros. II - Apelação não provida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de Recurso Extraordinário interposto pela REGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA, com fundamento no artigo 102, III, “a”, da CRFB/88, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região assim ementado: HABEAS DATA. PEDIDO ÀS INFORMAÇÕES RELATIVAS A TODAS AS ANOTAÇÕES CONSTANTES DOS ARQUIVOS DA RECEITA FEDERAL. SINCOR. NÃO SE ENQUADRA NA HIPÓTESE DE CADASTRO PÚBLICO. I - O habeas data assegura o acesso a informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros públicos ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público (art. 5..., LXXII, "a", Constituição), afigurando-se, na espécie, inadequada a via eleita pelo impetrante para satisfazer sua pretensão de obter informações de dados relativos a terceiros. II - Apelação não provida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 50 Relatório Recurso Extraordinário 673707 / MG Na origem, cuida-se de habeas data com o intuito de obter todas as informações relativas a débitos constantes em nome da empresa ora recorrente, bem como de todos os pagamentos efetuados que constem das bases de dados de apoio ao controle da arrecadação federal utilizadas pela Secretaria da Receita Federal, em especial o sistema SINCOR. O Tribunal Regional Federal da 1... Região confirmou a sentença que julgou improcedente a ação, assentando-se que o registro indicado não se enquadra na hipótese de cadastro público, retirando o enquadramento do direito invocado em habeas data. Nas razões recursais, a recorrente aponta violação ao artigo 5..., LXXII, “a”, da CRFB/88, sustentando, em síntese, que é direito constitucional conhecer as anotações, informações e dados sobre pagamentos por ela implementados nos sistemas de apoio à arrecadação de tributos federais da Secretaria da Receita Federal do Brasil, de forma que exista transparência da atividade administrativa, principalmente com relação a informações que digam respeito ao próprio contribuinte. Em sede de contrarrazões, o recorrido defende que os cadastros e bases de dados de controle de pagamentos não se tratam de cadastros públicos, mas sistema de controle interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, o que inviabiliza o habeas data. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo provimento do recurso extraordinário, em parecer que porta a seguinte ementa: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HABEAS DATA. PEDIDO DE ACESSO A INFROMAÇÕES CONSTANTES DO SINCOR-BANCO DE DADOS DA RECEITA FEDERAL ACERCA DE TRIBUTOS FEDERAIS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NOS AUTPS. DIREITO AMPARADO PELO ART. 5..., LXXII, “a”, da Constituição Federal de 1988.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG Na origem, cuida-se de habeas data com o intuito de obter todas as informações relativas a débitos constantes em nome da empresa ora recorrente, bem como de todos os pagamentos efetuados que constem das bases de dados de apoio ao controle da arrecadação federal utilizadas pela Secretaria da Receita Federal, em especial o sistema SINCOR. O Tribunal Regional Federal da 1... Região confirmou a sentença que julgou improcedente a ação, assentando-se que o registro indicado não se enquadra na hipótese de cadastro público, retirando o enquadramento do direito invocado em habeas data. Nas razões recursais, a recorrente aponta violação ao artigo 5..., LXXII, “a”, da CRFB/88, sustentando, em síntese, que é direito constitucional conhecer as anotações, informações e dados sobre pagamentos por ela implementados nos sistemas de apoio à arrecadação de tributos federais da Secretaria da Receita Federal do Brasil, de forma que exista transparência da atividade administrativa, principalmente com relação a informações que digam respeito ao próprio contribuinte. Em sede de contrarrazões, o recorrido defende que os cadastros e bases de dados de controle de pagamentos não se tratam de cadastros públicos, mas sistema de controle interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, o que inviabiliza o habeas data. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo provimento do recurso extraordinário, em parecer que porta a seguinte ementa: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HABEAS DATA. PEDIDO DE ACESSO A INFROMAÇÕES CONSTANTES DO SINCOR-BANCO DE DADOS DA RECEITA FEDERAL ACERCA DE TRIBUTOS FEDERAIS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NOS AUTPS. DIREITO AMPARADO PELO ART. 5..., LXXII, “a”, da Constituição Federal de 1988.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 50 Relatório Recurso Extraordinário 673707 / MG Aduz que a ausência de caráter público dos sistemas não impede o acesso a informações, porquanto não constitui argumento suficiente para indeferir o habeas data, já que o cadastro é mantido por uma entidade governamental. Assevera, portanto, que o direito do contribuinte de obter informações contidas no SINCOR com espeque no art. 5... LXXII, “a”, da CRFB/88. Por fim, esta Corte admitiu a intervenção do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – CFOAB, na qualidade de interessado da causa (amicus curiae), o qual corrobora o direito constitucional postulado pela recorrente. É relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG Aduz que a ausência de caráter público dos sistemas não impede o acesso a informações, porquanto não constitui argumento suficiente para indeferir o habeas data, já que o cadastro é mantido por uma entidade governamental. Assevera, portanto, que o direito do contribuinte de obter informações contidas no SINCOR com espeque no art. 5... LXXII, “a”, da CRFB/88. Por fim, esta Corte admitiu a intervenção do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – CFOAB, na qualidade de interessado da causa (amicus curiae), o qual corrobora o direito constitucional postulado pela recorrente. É relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, egrégio Plenário, ilustre representante do Ministério Público, senhores advogados presentes. Trata-se de recurso extraordinário interposto por Rigliminas Distribuidora LTDA contra acórdão julgado improcedente pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região, por meio da qual entendeu ser “incabível a pretensão do impetrante de se obrigar a Fazenda Pública a apresentar informações complexas, onerosas e gerais, oriundas de cadastro que não tem caráter público”. Em seu pedido inicial, a recorrente tinha por objetivo: (i) conhecer anotações constantes nos arquivos da Receita Federal com relação a todos os débitos de qualquer natureza contidas no Sistema SINCOR ou de qualquer outro onde estiverem registrados; (ii) conhecer a relação de todos os pagamentos efetuados para a liquidação de débitos através de vinculação automática ou manual e; (iii) conhecer todos os pagamentos sem correlação a débitos existentes, disponíveis no banco de dados do órgão público em questão. A articulação sobre a ausência de pagamento de custas não tem fundamento. A CRFB/88, art. 5..., LXXVII, prevê a gratuidade das ações de habeas corpus e habeas data, verbis: “LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, egrégio Plenário, ilustre representante do Ministério Público, senhores advogados presentes. Trata-se de recurso extraordinário interposto por Rigliminas Distribuidora LTDA contra acórdão julgado improcedente pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região, por meio da qual entendeu ser “incabível a pretensão do impetrante de se obrigar a Fazenda Pública a apresentar informações complexas, onerosas e gerais, oriundas de cadastro que não tem caráter público”. Em seu pedido inicial, a recorrente tinha por objetivo: (i) conhecer anotações constantes nos arquivos da Receita Federal com relação a todos os débitos de qualquer natureza contidas no Sistema SINCOR ou de qualquer outro onde estiverem registrados; (ii) conhecer a relação de todos os pagamentos efetuados para a liquidação de débitos através de vinculação automática ou manual e; (iii) conhecer todos os pagamentos sem correlação a débitos existentes, disponíveis no banco de dados do órgão público em questão. A articulação sobre a ausência de pagamento de custas não tem fundamento. A CRFB/88, art. 5..., LXXVII, prevê a gratuidade das ações de habeas corpus e habeas data, verbis: “LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG O art. 5..., da Lei n 9.289/96, Lei de Custas da Justiça Federal, prevê a isenção de custas nos processos constitucionais de habeas corpus e habeas data, verbis: “Art. 5... Não são devidas custas nos processos de habeas corpus e habeas data.” A assertiva é corroborada pela Resolução n 554/2015, art. 4..., I, do Supremo Tribunal Federal, ao dispor que não será exigido porte de remessa e retorno dos autos de recursos interpostos junto aos tribunais sediados em Brasília, sem a utilização dos serviços da ECT. Por fim, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, por interpretação sistemática quanto ao habeas data, a receber o mesmo tratamento do habeas corpus, dispõe sobre a isenção de preparo: “Art. 61. Cabe às partes prover o pagamento antecipado das despesas dos atos que realizem ou requeiram no processo, ficando o vencido, afinal, responsável pelas custas e despesas pagas pelo vencedor. § 1... Haverá isenção do preparo: I – nos conflitos de jurisdição, nos habeas corpus, e nos demais processos criminais, salvo a ação penal privada;” Os requisitos de admissibilidade do apelo extremo foram preenchidos, estando presentes a tempestividade, o prequestionamento, a legitimidade e o interesse recursais, bem como a preliminar de repercussão geral da matéria (Tema n 582 do Plenário Virtual). Ante o exposto, admito o presente recurso extraordinário e passo ao exame do mérito. O habeas data é uma ação constitucional por meio da qual se visa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG O art. 5..., da Lei n 9.289/96, Lei de Custas da Justiça Federal, prevê a isenção de custas nos processos constitucionais de habeas corpus e habeas data, verbis: “Art. 5... Não são devidas custas nos processos de habeas corpus e habeas data.” A assertiva é corroborada pela Resolução n 554/2015, art. 4..., I, do Supremo Tribunal Federal, ao dispor que não será exigido porte de remessa e retorno dos autos de recursos interpostos junto aos tribunais sediados em Brasília, sem a utilização dos serviços da ECT. Por fim, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, por interpretação sistemática quanto ao habeas data, a receber o mesmo tratamento do habeas corpus, dispõe sobre a isenção de preparo: “Art. 61. Cabe às partes prover o pagamento antecipado das despesas dos atos que realizem ou requeiram no processo, ficando o vencido, afinal, responsável pelas custas e despesas pagas pelo vencedor. § 1... Haverá isenção do preparo: I – nos conflitos de jurisdição, nos habeas corpus, e nos demais processos criminais, salvo a ação penal privada;” Os requisitos de admissibilidade do apelo extremo foram preenchidos, estando presentes a tempestividade, o prequestionamento, a legitimidade e o interesse recursais, bem como a preliminar de repercussão geral da matéria (Tema n 582 do Plenário Virtual). Ante o exposto, admito o presente recurso extraordinário e passo ao exame do mérito. O habeas data é uma ação constitucional por meio da qual se visa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG garantir o acesso de uma pessoa a informações sobre ela que façam parte de arquivos ou bancos de dados de entidades governamentais ou públicas, como prevê o artigo 5..., inciso LXXII, “a”, da Constituição Federal: “Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LXXII - Conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;” (grifos nosso) A doutrina assim dispõe sobre este remédio constitucional: “(...) O habeas data é considerado como um writ, uma garantia, um remedio constitucional à disposiçao dos cidadaos para que eles possam implementar direitos subjetivos que estao sendo obstaculados, assegurando o liame entre a normatividade e a normalidade. Como uma das especies de remedios constitucional, ocupa um papel de relevo na teoretica constitucional porque auspicia a garantia de direitos constitucionais, possibilitando sua concretizaçao normativa. Sua inspiraçao adveio da Constituiçao portuguesa de 1976 e da Constituiçao espanhola de 1978, que previram instituto semelhante para resguardar o direito à informaçao e à transmissao de dados (...) (Jose Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Luiz Streck, Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1... Edição, 2013, p.487).” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG garantir o acesso de uma pessoa a informações sobre ela que façam parte de arquivos ou bancos de dados de entidades governamentais ou públicas, como prevê o artigo 5..., inciso LXXII, “a”, da Constituição Federal: “Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LXXII - Conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;” (grifos nosso) A doutrina assim dispõe sobre este remédio constitucional: “(...) O habeas data é considerado como um writ, uma garantia, um remedio constitucional à disposiçao dos cidadaos para que eles possam implementar direitos subjetivos que estao sendo obstaculados, assegurando o liame entre a normatividade e a normalidade. Como uma das especies de remedios constitucional, ocupa um papel de relevo na teoretica constitucional porque auspicia a garantia de direitos constitucionais, possibilitando sua concretizaçao normativa. Sua inspiraçao adveio da Constituiçao portuguesa de 1976 e da Constituiçao espanhola de 1978, que previram instituto semelhante para resguardar o direito à informaçao e à transmissao de dados (...) (Jose Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Luiz Streck, Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1... Edição, 2013, p.487).” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG A Lei n 9.507/97 regulamentou a matéria, da qual colacionamos os seguintes excertos: “Art. 1... (VETADO) Parágrafo único. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. (...) Art. 7... Conceder-se-á habeas data: I - para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público; II - para a retificação de dados, quando não se prefira fazê- lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; III - para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.” A regra contida no parágrafo único do artigo 1..., da Lei n 9.507/97, considera de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. A indigitada norma não tem por objetivo negar a seu próprio titular o conhecimento das informações que a seu respeito estejam cadastradas junto às entidades depositárias. Pretende, na verdade, restringir a divulgação a outros órgãos, que não o detentor das informações, ou a terceiros, que não o titular dos dados registrados, porquanto não tem o condão de restringir o direito postulado. Com efeito, a restrição que contém o parágrafo único do artigo 1... da Lei n 9.507/97 deve ser interpretada em consonância com o supracitado artigo 5..., inciso LXXII da CRFB/88, verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG A Lei n 9.507/97 regulamentou a matéria, da qual colacionamos os seguintes excertos: “Art. 1... (VETADO) Parágrafo único. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. (...) Art. 7... Conceder-se-á habeas data: I - para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público; II - para a retificação de dados, quando não se prefira fazê- lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; III - para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.” A regra contida no parágrafo único do artigo 1..., da Lei n 9.507/97, considera de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. A indigitada norma não tem por objetivo negar a seu próprio titular o conhecimento das informações que a seu respeito estejam cadastradas junto às entidades depositárias. Pretende, na verdade, restringir a divulgação a outros órgãos, que não o detentor das informações, ou a terceiros, que não o titular dos dados registrados, porquanto não tem o condão de restringir o direito postulado. Com efeito, a restrição que contém o parágrafo único do artigo 1... da Lei n 9.507/97 deve ser interpretada em consonância com o supracitado artigo 5..., inciso LXXII da CRFB/88, verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG “Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê- lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;” In casu, o Sistema de Conta Corrente da Receita Federal, conhecido também como SINCOR, registra os dados de apoio à arrecadação federal ao armazenar os débitos e créditos existentes acerca dos contribuintes. Encarta-se, assim, no conceito mais amplo de arquivos, bancos ou registro de dados, que devem ser entendidos em seu sentido mais lato, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto. Citamos, em abono ao supra esposado, a doutrina de José Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lênio Luiz Streck (Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1... Edição, 2013, p. 487), verbis: “ (…) Registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto, causando-lhe dano ao seu direito de privacidade. (...)” Possuem legitimidade ativa para a sua impetração, que se configura na pertinência subjetiva da ação, pessoas físicas e pessoas jurídicas, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG “Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê- lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;” In casu, o Sistema de Conta Corrente da Receita Federal, conhecido também como SINCOR, registra os dados de apoio à arrecadação federal ao armazenar os débitos e créditos existentes acerca dos contribuintes. Encarta-se, assim, no conceito mais amplo de arquivos, bancos ou registro de dados, que devem ser entendidos em seu sentido mais lato, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto. Citamos, em abono ao supra esposado, a doutrina de José Joaquim Gomes Canotilho, Gilmar Ferreira Mendes, Ingo Wolfgang Sarlet e Lênio Luiz Streck (Comentários à Constituição. Editora Saraiva, 1... Edição, 2013, p. 487), verbis: “ (…) Registro de dados deve ser entendido em seu sentido mais amplo, abrangendo tudo que diga respeito ao interessado, seja de modo direto ou indireto, causando-lhe dano ao seu direito de privacidade. (...)” Possuem legitimidade ativa para a sua impetração, que se configura na pertinência subjetiva da ação, pessoas físicas e pessoas jurídicas, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG nacionais e estrangeiras, desde que preencham os requisitos exigidos, tais como as condições da ação e os pressupostos processuais. Aos contribuintes foi assegurado o direito de conhecer as informações que lhes digam respeito em bancos de dados públicos ou de caráter público, em razão da necessidade de preservar o status de seu nome, planejamento empresarial, estratégia de investimento e, em especial, a recuperação de tributos pagos indevidamente, dentre outras. Consectariamente, estas informações não são de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações, a Receita Federal do Brasil, mas dizem respeito ao próprio contribuinte. Seria diferente se estivessem sendo requeridas pelos contribuintes informações sobre o planejamento estratégico do órgão fazendário, tais como, as informações fiscais sobre outros contribuintes, o mapeamento dos setores estratégicos a serem fiscalizados, a programação da ação fiscal por setor econômico ou faixa de renda, os limites de dedutibilidade a serem utilizados como critérios de fiscalização das declarações de renda das pessoas jurídicas ou físicas, posto que inerentes à atividade da Administração Fazendária, própria de sua atividade institucional. Nestes casos, não há dúvidas que o habeas data deveria ser julgado improcedente. Os extratos atinentes às anotações constantes do Sistema de Conta- Corrente de Pessoa Jurídica – SINCOR, o Sistema Conta-Corrente de Pessoa Jurídica – CONTACORPJ, como de quaisquer dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação federal, utilizados pela Receita Federal do Brasil, no que tange aos pagamentos de tributos federais, não envolvem a hipótese de sigilo legal ou constitucional, posto que requerida pelo próprio contribuinte, sobre dados próprios. Assegurando a Lei Maior ao impetrante contribuinte o direito de conhecer as informações e anotações que lhe digam respeito, deve-se entender como possível a impetração do habeas data de forma a esclarecer 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG nacionais e estrangeiras, desde que preencham os requisitos exigidos, tais como as condições da ação e os pressupostos processuais. Aos contribuintes foi assegurado o direito de conhecer as informações que lhes digam respeito em bancos de dados públicos ou de caráter público, em razão da necessidade de preservar o status de seu nome, planejamento empresarial, estratégia de investimento e, em especial, a recuperação de tributos pagos indevidamente, dentre outras. Consectariamente, estas informações não são de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações, a Receita Federal do Brasil, mas dizem respeito ao próprio contribuinte. Seria diferente se estivessem sendo requeridas pelos contribuintes informações sobre o planejamento estratégico do órgão fazendário, tais como, as informações fiscais sobre outros contribuintes, o mapeamento dos setores estratégicos a serem fiscalizados, a programação da ação fiscal por setor econômico ou faixa de renda, os limites de dedutibilidade a serem utilizados como critérios de fiscalização das declarações de renda das pessoas jurídicas ou físicas, posto que inerentes à atividade da Administração Fazendária, própria de sua atividade institucional. Nestes casos, não há dúvidas que o habeas data deveria ser julgado improcedente. Os extratos atinentes às anotações constantes do Sistema de Conta- Corrente de Pessoa Jurídica – SINCOR, o Sistema Conta-Corrente de Pessoa Jurídica – CONTACORPJ, como de quaisquer dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação federal, utilizados pela Receita Federal do Brasil, no que tange aos pagamentos de tributos federais, não envolvem a hipótese de sigilo legal ou constitucional, posto que requerida pelo próprio contribuinte, sobre dados próprios. Assegurando a Lei Maior ao impetrante contribuinte o direito de conhecer as informações e anotações que lhe digam respeito, deve-se entender como possível a impetração do habeas data de forma a esclarecer 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG à pessoa jurídica ou física os valores por ela pagos a título de tributos ou qualquer outro tipo de pagamentos constantes dos registros da Receita Federal Brasil ou qualquer outro órgão de Administração Fazendária das outras entidades estatais. O Estado, por meio de seus órgãos ou poderes, ao deter em seus registros ou bancos de dados informações dos contribuintes, seja para que fim for, permanentes ou temporárias, não pode se negar a fornecê-los a quem de direito, sob pena de violar a CRFB/88. Deveras, as informações fiscais relativas ao próprio contribuinte, se forem sigilosas, não importa em que grau, devem ser protegidas da sociedade em geral, segundo os termos da lei ou da constituição, mas não de quem a elas se referem, por força da consagração do direito à informação do art. 5..., inciso XXXIII, da Carta Magna, que traz como única ressalva o sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o que não se aplica no caso sub examine, verbis: “Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;” Ora, tratando-se de informação subjetiva, ou seja, de dados pessoais relativos ao próprio requerente, não há como se defender serem comprometedores para a segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, não podem ser negadas ao próprio requerente. (GRECO 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG à pessoa jurídica ou física os valores por ela pagos a título de tributos ou qualquer outro tipo de pagamentos constantes dos registros da Receita Federal Brasil ou qualquer outro órgão de Administração Fazendária das outras entidades estatais. O Estado, por meio de seus órgãos ou poderes, ao deter em seus registros ou bancos de dados informações dos contribuintes, seja para que fim for, permanentes ou temporárias, não pode se negar a fornecê-los a quem de direito, sob pena de violar a CRFB/88. Deveras, as informações fiscais relativas ao próprio contribuinte, se forem sigilosas, não importa em que grau, devem ser protegidas da sociedade em geral, segundo os termos da lei ou da constituição, mas não de quem a elas se referem, por força da consagração do direito à informação do art. 5..., inciso XXXIII, da Carta Magna, que traz como única ressalva o sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o que não se aplica no caso sub examine, verbis: “Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;” Ora, tratando-se de informação subjetiva, ou seja, de dados pessoais relativos ao próprio requerente, não há como se defender serem comprometedores para a segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, não podem ser negadas ao próprio requerente. (GRECO 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG FILHO, Vicente. Tutela constitucional das liberdades. São Paulo: Saraiva, 1989, p. 176; e LIPPMANN, Ernesto. O habeas data visto pela doutrina e interpretado pelos Tribunais. Revista dos Tribunais, São Paulo, ano 85, n. 723, jan. 1996, p. 117). Insere-se, aqui, o objeto a que se destina a garantia constitucional do habeas data, ao assegurar o direito fundamental das pessoas de ter ciência de todas as informações subjetivas armazenadas junto às entidades governamentais ou de caráter público. Nas palavras de Richard Calland, Professor da Universidade da Cidade do Cabo, (Access to information: how it is useful and how it is used? In: Neuman, Laura. Access to information: a key to democracy. Atlanta: The Carter Center, 2002, p. 15), “informação é vital para cidadãos, comunidades e organizações da cidadania se eles querem ter participação plena no processo democrático”. Nessa linha é que o constitucionalismo democrático impõe que o amplo acesso à informação traduza e represente as exigências instituídas como a mens legis de publicidade que veio a ser concretizada pela CRFB/88. Assim é que o texto constitucional garante: obediência, pela Administração Pública, do princípio da publicidade (art. 37, caput); assegura a todos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (art. 5..., XXXIII); impõe a elaboração de lei que assegure o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5..., X e XXXIII; ordena caber à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem (art. 216, §2...); e regula o habeas data para assegurar o conhecimento e a correção de informações relativas à pessoa do impetrante (art. 5..., LXXII). De fato, estes dispositivos positivaram constitucionalmente as 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG FILHO, Vicente. Tutela constitucional das liberdades. São Paulo: Saraiva, 1989, p. 176; e LIPPMANN, Ernesto. O habeas data visto pela doutrina e interpretado pelos Tribunais. Revista dos Tribunais, São Paulo, ano 85, n. 723, jan. 1996, p. 117). Insere-se, aqui, o objeto a que se destina a garantia constitucional do habeas data, ao assegurar o direito fundamental das pessoas de ter ciência de todas as informações subjetivas armazenadas junto às entidades governamentais ou de caráter público. Nas palavras de Richard Calland, Professor da Universidade da Cidade do Cabo, (Access to information: how it is useful and how it is used? In: Neuman, Laura. Access to information: a key to democracy. Atlanta: The Carter Center, 2002, p. 15), “informação é vital para cidadãos, comunidades e organizações da cidadania se eles querem ter participação plena no processo democrático”. Nessa linha é que o constitucionalismo democrático impõe que o amplo acesso à informação traduza e represente as exigências instituídas como a mens legis de publicidade que veio a ser concretizada pela CRFB/88. Assim é que o texto constitucional garante: obediência, pela Administração Pública, do princípio da publicidade (art. 37, caput); assegura a todos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (art. 5..., XXXIII); impõe a elaboração de lei que assegure o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5..., X e XXXIII; ordena caber à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem (art. 216, §2...); e regula o habeas data para assegurar o conhecimento e a correção de informações relativas à pessoa do impetrante (art. 5..., LXXII). De fato, estes dispositivos positivaram constitucionalmente as 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG premissas necessárias ao rompimento da cultura do segredo, trazendo a imposição de uma busca incessante pela transparência e publicidade das atividades estatais. Por oportuno, trago à colação a preciosa lição de Joseph Stiglitz (Transparency in government. In: World Bank: The Right to Tell: The Role of Mass Media in Economic Development. Washington: World Bank, 2002, p. 42, tradução livre), Professor da Universidade de Columbia e vencedor do Prêmio Nobel de Economia (2001) por seus trabalhos sobre informação assimétrica, ao salientar que: “Nós temos um direito básico de saber como os poderes que foram capturados da coletividade estão sendo usados. Isso me parece o básico do contrato implícito entre os governados e aqueles que foram selecionados para temporariamente governá-los”. Destarte, a fim de concretizar os mandamentos constitucionais, surge a necessidade dessa Suprema Corte garantir, quando a Administração criar óbices ao seu pleno cumprimento, a efetividade da transparência, do acesso à informação e da participação dos cidadãos no conhecimento da gestão pública e, principalmente, na ciência das informações pessoais que estejam sob a guarda do Estado. Na essência, trata-se de tornar atual o que há muito já ensinava o filósofo alemão Immanuel Kant em sua clássica obra A Paz Perpétua (A Paz Perpétua e Outros Opúsculos. Lisboa: Edições 70, 1995, p. 165), ao elaborar a seguinte fórmula teórica a que denominou de transcendental do direito público: “são injustas todas as ações que se referem ao direito de outros homens, cujas máximas não se harmonizem com a publicidade”. Aliás, o primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo. (BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG premissas necessárias ao rompimento da cultura do segredo, trazendo a imposição de uma busca incessante pela transparência e publicidade das atividades estatais. Por oportuno, trago à colação a preciosa lição de Joseph Stiglitz (Transparency in government. In: World Bank: The Right to Tell: The Role of Mass Media in Economic Development. Washington: World Bank, 2002, p. 42, tradução livre), Professor da Universidade de Columbia e vencedor do Prêmio Nobel de Economia (2001) por seus trabalhos sobre informação assimétrica, ao salientar que: “Nós temos um direito básico de saber como os poderes que foram capturados da coletividade estão sendo usados. Isso me parece o básico do contrato implícito entre os governados e aqueles que foram selecionados para temporariamente governá-los”. Destarte, a fim de concretizar os mandamentos constitucionais, surge a necessidade dessa Suprema Corte garantir, quando a Administração criar óbices ao seu pleno cumprimento, a efetividade da transparência, do acesso à informação e da participação dos cidadãos no conhecimento da gestão pública e, principalmente, na ciência das informações pessoais que estejam sob a guarda do Estado. Na essência, trata-se de tornar atual o que há muito já ensinava o filósofo alemão Immanuel Kant em sua clássica obra A Paz Perpétua (A Paz Perpétua e Outros Opúsculos. Lisboa: Edições 70, 1995, p. 165), ao elaborar a seguinte fórmula teórica a que denominou de transcendental do direito público: “são injustas todas as ações que se referem ao direito de outros homens, cujas máximas não se harmonizem com a publicidade”. Aliás, o primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo. (BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG Mohr, 1976, p. 17). Cabe destacar, na linha do que afirmamos, o parecer do Procurador Geral da República (fls. 284 a 285): “Da leitura do apontado dispositivo constitucional, infere- se, contudo, a proteção em relação aos registros ou bancos de dados de entidade governamentais ou àqueles de caráter público geridos por pessoas privadas. Essa lição de Gilmar Mendes, enquanto doutrinador: “O texto constitucional não deixa dúvida de que o habeas data protege a pessoa não só em relação aos bancos de dados das entidades governamentais, como também em relação aos bancos de caráter público geridos por pessoas privadas. No mesmo sentido José Afonso da Silva: “Entidades governamentais” é uma expressão que abrange órgãos da administração direta e indireta. Logo, a expressão “entidades de caráter público” não pode referir-se a organismos públicos, mas a instituições, entidades e pessoas jurídicas privadas que prestem serviços para o público ou do interesse público, envolvendo-se aí não só os concessionários, permissionários ou exercentes de atividades autorizadas, mas também agentes de controle e proteção de situações sociais ou coletivas, como as instituições de cadastramento de dados pessoais para controle ou proteção ao crédito ou divulgadores profissionais de dados pessoais, como as firmas de assessoria e fornecimento de malas-diretas.” Nesse passo, afirmar a suposta ausência de caráter público não constitui argumento idôneo a impedir o acesso às informações e consequentemente indeferir o habeas data, haja vista ser o cadastro mantido por entidade governamental, qual seja, a Receita Federal, e não por pessoa privada.” No mesmo sentido o CFOAB, como amicus curiae, destacando-se de suas razões os seguintes excertos: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG Mohr, 1976, p. 17). Cabe destacar, na linha do que afirmamos, o parecer do Procurador Geral da República (fls. 284 a 285): “Da leitura do apontado dispositivo constitucional, infere- se, contudo, a proteção em relação aos registros ou bancos de dados de entidade governamentais ou àqueles de caráter público geridos por pessoas privadas. Essa lição de Gilmar Mendes, enquanto doutrinador: “O texto constitucional não deixa dúvida de que o habeas data protege a pessoa não só em relação aos bancos de dados das entidades governamentais, como também em relação aos bancos de caráter público geridos por pessoas privadas. No mesmo sentido José Afonso da Silva: “Entidades governamentais” é uma expressão que abrange órgãos da administração direta e indireta. Logo, a expressão “entidades de caráter público” não pode referir-se a organismos públicos, mas a instituições, entidades e pessoas jurídicas privadas que prestem serviços para o público ou do interesse público, envolvendo-se aí não só os concessionários, permissionários ou exercentes de atividades autorizadas, mas também agentes de controle e proteção de situações sociais ou coletivas, como as instituições de cadastramento de dados pessoais para controle ou proteção ao crédito ou divulgadores profissionais de dados pessoais, como as firmas de assessoria e fornecimento de malas-diretas.” Nesse passo, afirmar a suposta ausência de caráter público não constitui argumento idôneo a impedir o acesso às informações e consequentemente indeferir o habeas data, haja vista ser o cadastro mantido por entidade governamental, qual seja, a Receita Federal, e não por pessoa privada.” No mesmo sentido o CFOAB, como amicus curiae, destacando-se de suas razões os seguintes excertos: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG “(…) Com efeito, é notório que diversos pagamentos efetuados pelos contribuintes ficam sem vinculação a um débito especifico. É dizer: muito embora tenha havido o pagamento de um tributo o mesmo não é processado no sistema, constando o débito em aberto ad aeternum, inclusive servindo de motivo para que seja negada a indispensável certidão negativa para os contribuintes.(...) A demora da Receita Federal do Brasil em fazer a consolidação de pagamentos realizados nos programas de parcelamentos (REFIS e suas reaberturas, PAES, PAEX etc) é outro grave exemplo que prejudica o contribuinte, na medida em que, enquanto não há consolidação, necessita com frequência da via judicial para obter Certidão Negativa de Débitos, assoberbando o Poder Judiciários, inobstante o fato de ter cumprido todos os requisitos da legislação tributária.(...) No presente caso, tal qual se vê da jurisprudência da Corte, deve ser garantido o direito do contribuinte à informação, considerando que, para além de a divulgação não produzir qualquer dano à Receita Federal do Brasil, cumprir-se- ão os princípios que regem a Administração Pública, especialmente o da publicidade, eficiência e moralidade, garantindo a plena transparência na relação entre o Fisco e os contribuintes.” A tese ora adotada corrobora o recentíssimo julgado desta Suprema Corte, que privilegiou o direito à informação ao decidir pela procedência da ação para declarar inexigível a autorização prévia para a publicação de biografia na ADI 4.815, como se vê de trecho do voto proferido pela Ministra Cármen Lúcia: “O direito de se informar relaciona-se à liberdade de buscar a informação em fonte não censurada e sobre qualquer tema que se revele de interesse do cidadão. Coartar a busca livre de assunto ou em fonte circunscrita antecipadamente significa limitar a liberdade de obter dados de conhecimento 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG “(…) Com efeito, é notório que diversos pagamentos efetuados pelos contribuintes ficam sem vinculação a um débito especifico. É dizer: muito embora tenha havido o pagamento de um tributo o mesmo não é processado no sistema, constando o débito em aberto ad aeternum, inclusive servindo de motivo para que seja negada a indispensável certidão negativa para os contribuintes.(...) A demora da Receita Federal do Brasil em fazer a consolidação de pagamentos realizados nos programas de parcelamentos (REFIS e suas reaberturas, PAES, PAEX etc) é outro grave exemplo que prejudica o contribuinte, na medida em que, enquanto não há consolidação, necessita com frequência da via judicial para obter Certidão Negativa de Débitos, assoberbando o Poder Judiciários, inobstante o fato de ter cumprido todos os requisitos da legislação tributária.(...) No presente caso, tal qual se vê da jurisprudência da Corte, deve ser garantido o direito do contribuinte à informação, considerando que, para além de a divulgação não produzir qualquer dano à Receita Federal do Brasil, cumprir-se- ão os princípios que regem a Administração Pública, especialmente o da publicidade, eficiência e moralidade, garantindo a plena transparência na relação entre o Fisco e os contribuintes.” A tese ora adotada corrobora o recentíssimo julgado desta Suprema Corte, que privilegiou o direito à informação ao decidir pela procedência da ação para declarar inexigível a autorização prévia para a publicação de biografia na ADI 4.815, como se vê de trecho do voto proferido pela Ministra Cármen Lúcia: “O direito de se informar relaciona-se à liberdade de buscar a informação em fonte não censurada e sobre qualquer tema que se revele de interesse do cidadão. Coartar a busca livre de assunto ou em fonte circunscrita antecipadamente significa limitar a liberdade de obter dados de conhecimento 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG para a formação de ideias e formulação de opiniões. O direito fundamental constitucionalmente assegurado compreende, pois, a busca, o acesso, o recebimento, a divulgação, a exposição de dados, pensamentos, formulações, sendo todos e cada um responsável pelo que exorbitar a sua esfera de direitos e atingir outrem.” Por outro lado, o argumento da União no sentido de que existiria falta de interesse de agir, já que as informações solicitadas pela impetrante são as mesmas já repassadas pelo recorrente ao Fisco, não se sustenta. Na atual sociedade de risco, os contribuintes estão submetidos a uma imensa gama de obrigações tributárias principais e acessórias, que implicam no pagamento de diversos tributos e o preenchimento de diversas declarações, o que, por si só, já seria suficiente para permitir o acesso a todos os sistemas de apoio à arrecadação, de forma a permitir um melhor controle dos pagamentos e do cumprimento destas obrigações principais e acessórias (TORRES, Ricardo Lobo. Legalidade Tributária e Riscos Sociais. Revista de Direito da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro, n 53, pp. 178/198). Destarte, ainda que se admita que a empresa deveria ter os dados que objetiva serem prestados pela Receita Federal do Brasil, tal fato, por si só, não obsta o seu interesse no conhecimento das informações contidas nos sistemas informatizados de apoio à arrecadação, para fins de aferição do fiel cumprimento de suas obrigações, o que se justifica diante da transparência que deve revestir as informações atinentes aos pagamentos efetuados pelo próprio contribuinte. Nesse contexto, a partir do direito à informação garantida enfaticamente em diversas passagens da CRFB/88, a doutrina começa a desenvolver a aplicação do conceito/mecanismo de accountability à 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG para a formação de ideias e formulação de opiniões. O direito fundamental constitucionalmente assegurado compreende, pois, a busca, o acesso, o recebimento, a divulgação, a exposição de dados, pensamentos, formulações, sendo todos e cada um responsável pelo que exorbitar a sua esfera de direitos e atingir outrem.” Por outro lado, o argumento da União no sentido de que existiria falta de interesse de agir, já que as informações solicitadas pela impetrante são as mesmas já repassadas pelo recorrente ao Fisco, não se sustenta. Na atual sociedade de risco, os contribuintes estão submetidos a uma imensa gama de obrigações tributárias principais e acessórias, que implicam no pagamento de diversos tributos e o preenchimento de diversas declarações, o que, por si só, já seria suficiente para permitir o acesso a todos os sistemas de apoio à arrecadação, de forma a permitir um melhor controle dos pagamentos e do cumprimento destas obrigações principais e acessórias (TORRES, Ricardo Lobo. Legalidade Tributária e Riscos Sociais. Revista de Direito da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro, n 53, pp. 178/198). Destarte, ainda que se admita que a empresa deveria ter os dados que objetiva serem prestados pela Receita Federal do Brasil, tal fato, por si só, não obsta o seu interesse no conhecimento das informações contidas nos sistemas informatizados de apoio à arrecadação, para fins de aferição do fiel cumprimento de suas obrigações, o que se justifica diante da transparência que deve revestir as informações atinentes aos pagamentos efetuados pelo próprio contribuinte. Nesse contexto, a partir do direito à informação garantida enfaticamente em diversas passagens da CRFB/88, a doutrina começa a desenvolver a aplicação do conceito/mecanismo de accountability à 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG realidade brasileira. Basicamente, traduz a tentativa de prevenir e corrigir abusos de poder da Administração a partir de três parâmetros basilares: (i) obrigação de se abrir ao público; (ii) obrigação de se explicar e justificar suas ações; e (iii) subordinação à possibilidade de sanções (Schedler, Andreas. Conceptualizing Accountability. In: SCHEDLER, Andreas; DIAMOND, Larry; PLATTNER, Mark F. (Eds.). The Self-Restraining State: Power and Accountability in New Democracies. Colorado: Lynne Rienne, 1999, p. 13-28). Clèmerson Merlin Clève e Julia Ávila Franzoni, em interessantíssimo artigo sobre o tema (Administração Pública e a nova Lei de Acesso à Informação. Interesse Público — IP, Belo Horizonte, ano 15, n. 79, p. 15-40, maio/jun. 2013), enfrentam o tópico e salientam que: “A accountability deve ser compreendida, portanto, como um conceito relacional que envolve, de um lado, a disponibilização de meios, dados e informações por parte do Poder Público e a criação de procedimentos que permitam a participação dos cidadãos na ação política e no controle de seus resultados e, de outro lado, estímulos orientados à transformação da postura passiva do cidadão em ativa.” Pode-se falar, nesta esteira, no direito à informação no quadro da reconfiguração do papel do Estado, do qual o acesso pleno à informação contida em banco de dados públicos, estejam em poder de órgãos públicos ou entidades privadas, é a nova baliza constitucional a ser colmatada por processo de concretização constitucional. Sob esse enfoque e mercê de o habeas data ser instrumento de acesso a informações, forçoso ainda reconhecer que a tese supra esposada é corroborada pela Lei n 12.527/2011, Lei de Acesso à Informação-Lei de Acesso à Informação. Esta lei veio a regular o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5..., no inciso II do § 3... do art. 37 e no § 2... do art. 216 da 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG realidade brasileira. Basicamente, traduz a tentativa de prevenir e corrigir abusos de poder da Administração a partir de três parâmetros basilares: (i) obrigação de se abrir ao público; (ii) obrigação de se explicar e justificar suas ações; e (iii) subordinação à possibilidade de sanções (Schedler, Andreas. Conceptualizing Accountability. In: SCHEDLER, Andreas; DIAMOND, Larry; PLATTNER, Mark F. (Eds.). The Self-Restraining State: Power and Accountability in New Democracies. Colorado: Lynne Rienne, 1999, p. 13-28). Clèmerson Merlin Clève e Julia Ávila Franzoni, em interessantíssimo artigo sobre o tema (Administração Pública e a nova Lei de Acesso à Informação. Interesse Público — IP, Belo Horizonte, ano 15, n. 79, p. 15-40, maio/jun. 2013), enfrentam o tópico e salientam que: “A accountability deve ser compreendida, portanto, como um conceito relacional que envolve, de um lado, a disponibilização de meios, dados e informações por parte do Poder Público e a criação de procedimentos que permitam a participação dos cidadãos na ação política e no controle de seus resultados e, de outro lado, estímulos orientados à transformação da postura passiva do cidadão em ativa.” Pode-se falar, nesta esteira, no direito à informação no quadro da reconfiguração do papel do Estado, do qual o acesso pleno à informação contida em banco de dados públicos, estejam em poder de órgãos públicos ou entidades privadas, é a nova baliza constitucional a ser colmatada por processo de concretização constitucional. Sob esse enfoque e mercê de o habeas data ser instrumento de acesso a informações, forçoso ainda reconhecer que a tese supra esposada é corroborada pela Lei n 12.527/2011, Lei de Acesso à Informação-Lei de Acesso à Informação. Esta lei veio a regular o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5..., no inciso II do § 3... do art. 37 e no § 2... do art. 216 da 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG CRFB/88, subordinando todos os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público. O novel diploma destina-se a assegurar o direito fundamental de acesso à informação (art. 3..., da Lei de Acesso à Informação), em conformidade com os princípios básicos da administração pública previstos no art. 37, da CRFB/88, tendo como diretriz fundamental a observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção. Nesta senda, cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação (art. 6..., da Lei de Acesso à Informação) quanto às informações fiscais de interesse dos próprios contribuintes que as requerem. O acesso à informação de que trata esta lei compreende, entre outros, os direitos de obter informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos (art. 7..., da Lei de Acesso à Informação), o que se aplica com perfeição ao caso concreto. Porquanto, argumentações de cunho técnico não podem solapar um direito subjetivo assegurado ao cidadão-contribuinte no texto constitucional. Ad argumentandum tantum, refutamos, de forma objetiva, os cinco fundamentos apontados pela Fazenda Nacional que ensejariam a impossibilidade de divulgação das informações requeridas pelo contribuinte: (i) o SINCOR não pode ser considerado um banco de dados de caráter público, pois se trata de sistema informatizado de controle interno do órgão; (ii) os chamados pagamentos “não alocados (disponíveis ou não vinculados)” requeridos pelo contribuinte são, na verdade dinâmicos, efêmeros e temporários, destituídos de caráter 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG CRFB/88, subordinando todos os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público. O novel diploma destina-se a assegurar o direito fundamental de acesso à informação (art. 3..., da Lei de Acesso à Informação), em conformidade com os princípios básicos da administração pública previstos no art. 37, da CRFB/88, tendo como diretriz fundamental a observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção. Nesta senda, cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação (art. 6..., da Lei de Acesso à Informação) quanto às informações fiscais de interesse dos próprios contribuintes que as requerem. O acesso à informação de que trata esta lei compreende, entre outros, os direitos de obter informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos (art. 7..., da Lei de Acesso à Informação), o que se aplica com perfeição ao caso concreto. Porquanto, argumentações de cunho técnico não podem solapar um direito subjetivo assegurado ao cidadão-contribuinte no texto constitucional. Ad argumentandum tantum, refutamos, de forma objetiva, os cinco fundamentos apontados pela Fazenda Nacional que ensejariam a impossibilidade de divulgação das informações requeridas pelo contribuinte: (i) o SINCOR não pode ser considerado um banco de dados de caráter público, pois se trata de sistema informatizado de controle interno do órgão; (ii) os chamados pagamentos “não alocados (disponíveis ou não vinculados)” requeridos pelo contribuinte são, na verdade dinâmicos, efêmeros e temporários, destituídos de caráter 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG definitivo por conta de falta de análise e depuração por Auditor-Fiscal; (iii) a inutilidade dessas informações como prova de eventual pagamento indevido, a ser utilizada no âmbito de uma ação de repetição de indébito em face de seu caráter provisório; (iv) a desnecessidade do habeas data para a obtenção das informações acerca dos seus débitos tributários e pagamentos realizados, posto que deveria tê-los em sua contabilidade; (v) o risco para a ordem administrativa decorrente do efeito multiplicador de eventual precedente no sentido do cabimento do habeas data na hipótese. Postas as questões, enfrentemo-las: Aduz a Fazenda Nacional que o SINCOR veicula tão somente informações de forma automatizada, de diversas fontes estranhas à Receita Federal do Brasil, advindas da rede bancária arrecadadora. Portanto, destituídas de depuração humana, o que, por si só, descaracteriza estas informações de pagamento como documento juridicamente representativo de qualquer juízo de valor feito pelo órgão de arrecadação no sentido da inexistência ou não do indébito tributário, quanto ao seu aspecto quantitativo ou mesmo existência para extinguir um débito tributário. Entendemos que a validade jurídica das informações e seu peso probatório devem ser aquilatados pelo contribuinte, à luz de sua contabilidade e perspectivas de êxito em eventual ação de repetição do indébito. Porquanto, ainda que ainda não estejam depuradas pela Receita Federal do Brasil, poderão auxiliar os contribuintes quanto ao controle de seus pagamentos. O juízo de valor sobre o teor probante destas informações não é objeto desta ação, o que já seria suficiente para afastar esta tese. Quanto à classificação dos pagamentos como “não alocados’, “disponíveis” ou “não vinculados”, reforçamos que esta distinção interessa em especial à Fazenda Nacional, como instrumento de aferição 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG definitivo por conta de falta de análise e depuração por Auditor-Fiscal; (iii) a inutilidade dessas informações como prova de eventual pagamento indevido, a ser utilizada no âmbito de uma ação de repetição de indébito em face de seu caráter provisório; (iv) a desnecessidade do habeas data para a obtenção das informações acerca dos seus débitos tributários e pagamentos realizados, posto que deveria tê-los em sua contabilidade; (v) o risco para a ordem administrativa decorrente do efeito multiplicador de eventual precedente no sentido do cabimento do habeas data na hipótese. Postas as questões, enfrentemo-las: Aduz a Fazenda Nacional que o SINCOR veicula tão somente informações de forma automatizada, de diversas fontes estranhas à Receita Federal do Brasil, advindas da rede bancária arrecadadora. Portanto, destituídas de depuração humana, o que, por si só, descaracteriza estas informações de pagamento como documento juridicamente representativo de qualquer juízo de valor feito pelo órgão de arrecadação no sentido da inexistência ou não do indébito tributário, quanto ao seu aspecto quantitativo ou mesmo existência para extinguir um débito tributário. Entendemos que a validade jurídica das informações e seu peso probatório devem ser aquilatados pelo contribuinte, à luz de sua contabilidade e perspectivas de êxito em eventual ação de repetição do indébito. Porquanto, ainda que ainda não estejam depuradas pela Receita Federal do Brasil, poderão auxiliar os contribuintes quanto ao controle de seus pagamentos. O juízo de valor sobre o teor probante destas informações não é objeto desta ação, o que já seria suficiente para afastar esta tese. Quanto à classificação dos pagamentos como “não alocados’, “disponíveis” ou “não vinculados”, reforçamos que esta distinção interessa em especial à Fazenda Nacional, como instrumento de aferição 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG dos dados do sistema informatizado de forma a obter um controle da arrecadação e do adimplemento das obrigações tributárias principais e acessórias pelos contribuintes. A conclusão do status definitivo destes pagamentos é responsabilidade do contribuinte quando em confronto com os livros contábeis e fiscais de escrituração obrigatória. O que se quer afirmar é que a transparência destas informações, por si só, não gera direito subjetivo à repetição do indébito, que deve ser corroborada por suporte probatório idôneo. Nesta senda, irrelevante se no campo interno da Receita Federal do Brasil estes pagamentos estão dissociados ou não vinculados a débitos, posto o seu caráter transitório, sujeito a depuração por parte do órgão de arrecadação. Justificam a transparência destas informações as múltiplas inconsistências que podem advir do controle e tratamento informatizado destes dados, a saber, de forma não exaustiva: a) a captura equivocada do código de pagamento de cada tributo pelo sistema informatizado da rede bancária arrecadadora; b) os possíveis erros de preenchimento dos documentos de arrecadação pelos contribuintes; c) a ausência de processamento das declarações prestadas pelos contribuintes pelos órgãos fazendários; d) a incompatibilidade entre a implementação da Escrituração Contábil Fiscal-ECF/Escrituração Contábil Digital- ECD, fruto da IN RFB n 1.422, de 19 de dezembro de 2013, com os pronunciamentos contábeis do Conselho Federal de Contabilidade; e) a mudança de critério jurídico da Fazenda Nacional quanto à imputação de pagamentos de tributos, multas, correção monetária e juros de mora; 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG dos dados do sistema informatizado de forma a obter um controle da arrecadação e do adimplemento das obrigações tributárias principais e acessórias pelos contribuintes. A conclusão do status definitivo destes pagamentos é responsabilidade do contribuinte quando em confronto com os livros contábeis e fiscais de escrituração obrigatória. O que se quer afirmar é que a transparência destas informações, por si só, não gera direito subjetivo à repetição do indébito, que deve ser corroborada por suporte probatório idôneo. Nesta senda, irrelevante se no campo interno da Receita Federal do Brasil estes pagamentos estão dissociados ou não vinculados a débitos, posto o seu caráter transitório, sujeito a depuração por parte do órgão de arrecadação. Justificam a transparência destas informações as múltiplas inconsistências que podem advir do controle e tratamento informatizado destes dados, a saber, de forma não exaustiva: a) a captura equivocada do código de pagamento de cada tributo pelo sistema informatizado da rede bancária arrecadadora; b) os possíveis erros de preenchimento dos documentos de arrecadação pelos contribuintes; c) a ausência de processamento das declarações prestadas pelos contribuintes pelos órgãos fazendários; d) a incompatibilidade entre a implementação da Escrituração Contábil Fiscal-ECF/Escrituração Contábil Digital- ECD, fruto da IN RFB n 1.422, de 19 de dezembro de 2013, com os pronunciamentos contábeis do Conselho Federal de Contabilidade; e) a mudança de critério jurídico da Fazenda Nacional quanto à imputação de pagamentos de tributos, multas, correção monetária e juros de mora; 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG f) a declaração integral ou parcial de inconstitucionalidade de norma tributária, pelo método concentrado ou difuso, a ensejar a interpretação do julgado para eventual ação de repetição de indébito. Isso tudo sem levar em consideração a implementação da já citada Escrituração Contábil Fiscal-ECF/Escrituração Contábil Digital-ECD, fruto da IN RFB n 1.422, de 19 de dezembro de 2013, a qual, em curto espaço de tempo, dispensará os contribuintes de apresentar a própria declaração da pessoa jurídica à Receita Federal do Brasil, permitindo o processamento direto da contabilidade virtual. Porquanto, o contribuinte não postula diretamente prova de eventual pagamento indevido, a ser utilizada em futura ação de repetição de indébito, mas a possibilidade de controlar, via transparência das informações fiscais, os pagamentos que implementou. Permitir o acesso ao sistemas de controle de pagamentos não significa criar obrigação jurídica para a Fazenda Nacional ou, ainda, direito subjetivo do contribuinte a utilizar essa informação bruta em futura ação de repetição de indébito. Caberá ao contribuinte, na espécie, a depuração dos dados, assim como a verificação da compatibilidade destes pagamentos com a sua contabilidade, de forma que possa aferir se houve erro por parte da Fazenda Nacional na alocação de seus pagamentos ou se houve erro seu no adimplemento das obrigações tributárias. Nesta mesma linha, afastamos a alegação de risco para a ordem administrativa de eventual precedente que acolha a tese de cabimento de habeas data para a obtenção de relatórios do SINCOR. Um direito subjetivo do contribuinte, amparado em dispositivo constitucional, não pode ser negado sob a argumentação de que a administração fazendária não está preparada para atendê-lo. Na verdade, a solução reclama lógica 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG f) a declaração integral ou parcial de inconstitucionalidade de norma tributária, pelo método concentrado ou difuso, a ensejar a interpretação do julgado para eventual ação de repetição de indébito. Isso tudo sem levar em consideração a implementação da já citada Escrituração Contábil Fiscal-ECF/Escrituração Contábil Digital-ECD, fruto da IN RFB n 1.422, de 19 de dezembro de 2013, a qual, em curto espaço de tempo, dispensará os contribuintes de apresentar a própria declaração da pessoa jurídica à Receita Federal do Brasil, permitindo o processamento direto da contabilidade virtual. Porquanto, o contribuinte não postula diretamente prova de eventual pagamento indevido, a ser utilizada em futura ação de repetição de indébito, mas a possibilidade de controlar, via transparência das informações fiscais, os pagamentos que implementou. Permitir o acesso ao sistemas de controle de pagamentos não significa criar obrigação jurídica para a Fazenda Nacional ou, ainda, direito subjetivo do contribuinte a utilizar essa informação bruta em futura ação de repetição de indébito. Caberá ao contribuinte, na espécie, a depuração dos dados, assim como a verificação da compatibilidade destes pagamentos com a sua contabilidade, de forma que possa aferir se houve erro por parte da Fazenda Nacional na alocação de seus pagamentos ou se houve erro seu no adimplemento das obrigações tributárias. Nesta mesma linha, afastamos a alegação de risco para a ordem administrativa de eventual precedente que acolha a tese de cabimento de habeas data para a obtenção de relatórios do SINCOR. Um direito subjetivo do contribuinte, amparado em dispositivo constitucional, não pode ser negado sob a argumentação de que a administração fazendária não está preparada para atendê-lo. Na verdade, a solução reclama lógica 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 50 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 673707 / MG inversa, ou seja, a Fazenda Nacional deve adaptar-se para cumprir os comandos constitucionais, ainda que isso a onere administrativamente. Por fim, os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade são violados pelo próprio Estado através da administração fazendária ao não permitir ao contribuinte o acesso a todas as informações fiscais inerentes aos seus deveres e ao cumprimento de suas obrigações tributarias principais e acessórias, como sói ocorrer com o atual Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal do Brasil/E-CAC. Neste ambiente virtual já se pode ver na internet, através do sítio da Receita Federal do Brasil, as informações decorrentes de processamento de declarações, pagamentos de imposto de renda retido na fonte, entre outras informações que são cada vez mais controladas por este órgão. Por este viés, basta permitir o acesso do contribuinte ao SINCOR pela mesma via eletrônica disponibilizada para ele cumprir as suas obrigações. Na nova ordem constitucional instaurada pela CRFB/88 o contribuinte deixou de ser o objeto da tributação para tornar-se sujeito de direitos. Fixamos, neste contexto, a seguinte tese: “O habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos do próprio contribuinte constantes dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais.” Ex positis, DOU PROVIMENTO ao recurso extraordinário. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG inversa, ou seja, a Fazenda Nacional deve adaptar-se para cumprir os comandos constitucionais, ainda que isso a onere administrativamente. Por fim, os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade são violados pelo próprio Estado através da administração fazendária ao não permitir ao contribuinte o acesso a todas as informações fiscais inerentes aos seus deveres e ao cumprimento de suas obrigações tributarias principais e acessórias, como sói ocorrer com o atual Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal do Brasil/E-CAC. Neste ambiente virtual já se pode ver na internet, através do sítio da Receita Federal do Brasil, as informações decorrentes de processamento de declarações, pagamentos de imposto de renda retido na fonte, entre outras informações que são cada vez mais controladas por este órgão. Por este viés, basta permitir o acesso do contribuinte ao SINCOR pela mesma via eletrônica disponibilizada para ele cumprir as suas obrigações. Na nova ordem constitucional instaurada pela CRFB/88 o contribuinte deixou de ser o objeto da tributação para tornar-se sujeito de direitos. Fixamos, neste contexto, a seguinte tese: “O habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos do próprio contribuinte constantes dos sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais.” Ex positis, DOU PROVIMENTO ao recurso extraordinário. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8739167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 50 Voto - MIN. EDSON FACHIN 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, acompanho em tudo e por tudo o voto do eminente Relator, que, na sua minuciosa e precisa exposição, bem delimitou o conteúdo e a abrangência, quer da garantia constitucional, quer do banco de dados que aqui está em pauta. E, como elucidativamente explicitado pelo exame que fiz, concluo, do mesmo modo, que o fato de o próprio contribuinte ter fornecido informações constantes de banco de dados não enfraquece, senão reforça a ideia de que as conclusões delas extraídas devem ser objeto de acesso. Portanto, em se tratando desse tipo de registro, que não está contemplado pelas hipóteses excepcionais, porque obviamente não está a se afirmar aqui um caráter absoluto, mas o que está a se dizer é que não se está diante de uma exceção; ao contrário, está-se diante da realização do direito fundamental, acesso de uma garantia constitucional. Por isso, com efeito, é caso de conhecer e dar provimento ao recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9384065. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, acompanho em tudo e por tudo o voto do eminente Relator, que, na sua minuciosa e precisa exposição, bem delimitou o conteúdo e a abrangência, quer da garantia constitucional, quer do banco de dados que aqui está em pauta. E, como elucidativamente explicitado pelo exame que fiz, concluo, do mesmo modo, que o fato de o próprio contribuinte ter fornecido informações constantes de banco de dados não enfraquece, senão reforça a ideia de que as conclusões delas extraídas devem ser objeto de acesso. Portanto, em se tratando desse tipo de registro, que não está contemplado pelas hipóteses excepcionais, porque obviamente não está a se afirmar aqui um caráter absoluto, mas o que está a se dizer é que não se está diante de uma exceção; ao contrário, está-se diante da realização do direito fundamental, acesso de uma garantia constitucional. Por isso, com efeito, é caso de conhecer e dar provimento ao recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9384065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 50 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, também estou de acordo. Acompanho o voto do eminente Ministro Luiz Fux, tanto nos seus fundamentos quanto na sua tese. Eu sugeriria ao Ministro Fux só um ligeiro acréscimo: onde está dito ... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu não ouvi, mas já sei o que é. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O habeas data é instrumento processual adequado para obtenção, pelo próprio contribuinte, nos dados concernentes ao pagamento. Só para deixar claro que só o titular da informação é que pode postulá-la via habeas data. Está bem, parece bem a Vossa Excelência? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Parece bem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Então, acompanho integralmente o Relator, Presidente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9029798. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, também estou de acordo. Acompanho o voto do eminente Ministro Luiz Fux, tanto nos seus fundamentos quanto na sua tese. Eu sugeriria ao Ministro Fux só um ligeiro acréscimo: onde está dito ... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu não ouvi, mas já sei o que é. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O habeas data é instrumento processual adequado para obtenção, pelo próprio contribuinte, nos dados concernentes ao pagamento. Só para deixar claro que só o titular da informação é que pode postulá-la via habeas data. Está bem, parece bem a Vossa Excelência? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Parece bem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Então, acompanho integralmente o Relator, Presidente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9029798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 50 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu cumprimento o eminente Relator pelo voto trazido e o subscrevo na íntegra. Conheço e provejo o recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8898769. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu cumprimento o eminente Relator pelo voto trazido e o subscrevo na íntegra. Conheço e provejo o recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8898769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 50 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento o eminente Relator. Mas gostaria, também, de destacar que já é chegada a hora de termos, no Brasil, um Código de Defesa do Contribuinte. Tanto as pessoas naturais contribuintes, quanto as pessoas jurídicas, têm uma dificuldade enorme de acesso a informações e de estabelecer relações com os órgãos públicos tributários, nos municípios, no Distrito Federal, nos estados e no âmbito da Receita Federal do Brasil. Também é chegada a hora, Senhor Presidente, de termos, no Brasil, um processo administrativo eletrônico, on line, que as pessoas possam, através da internet, saber de sua vida relacionada com o poder público. Por isso que temos tomado iniciativas. Vossa Excelência recentemente assinou, pelo CNJ e aqui pelo Supremo, e eu, pelo Tribunal Superior Eleitoral - sei que a Procuradoria-Geral da República também já o fez, e órgãos do Executivo -, a adoção do processo eletrônico administrativo, desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, que é uma ferramenta extremamente útil para que todas as pessoas tenham acesso ao processo administrativo que corre em suas instituições e em seus órgãos, dando transparência e permitindo àquele interessado que, por meio da internet, acompanhe seus pedidos - no que diz respeito as suas relações pessoais com os órgãos públicos - e, por outro lado, permitindo que, naqueles processos cuja natureza seja pública, como, por exemplo, os processos de licitação, aquilo esteja à disposição de toda a sociedade. Não há mais razão para que aquilo que seja público não seja colocado em tramitação na internet, de modo que todos tenham conhecimento do que se passa. E aquilo que é do interesse específico de um determinado cidadão ou de uma determinada empresa, como no caso tributário, em que há o sigilo, que essa pessoa também possa se relacionar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830060. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento o eminente Relator. Mas gostaria, também, de destacar que já é chegada a hora de termos, no Brasil, um Código de Defesa do Contribuinte. Tanto as pessoas naturais contribuintes, quanto as pessoas jurídicas, têm uma dificuldade enorme de acesso a informações e de estabelecer relações com os órgãos públicos tributários, nos municípios, no Distrito Federal, nos estados e no âmbito da Receita Federal do Brasil. Também é chegada a hora, Senhor Presidente, de termos, no Brasil, um processo administrativo eletrônico, on line, que as pessoas possam, através da internet, saber de sua vida relacionada com o poder público. Por isso que temos tomado iniciativas. Vossa Excelência recentemente assinou, pelo CNJ e aqui pelo Supremo, e eu, pelo Tribunal Superior Eleitoral - sei que a Procuradoria-Geral da República também já o fez, e órgãos do Executivo -, a adoção do processo eletrônico administrativo, desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, que é uma ferramenta extremamente útil para que todas as pessoas tenham acesso ao processo administrativo que corre em suas instituições e em seus órgãos, dando transparência e permitindo àquele interessado que, por meio da internet, acompanhe seus pedidos - no que diz respeito as suas relações pessoais com os órgãos públicos - e, por outro lado, permitindo que, naqueles processos cuja natureza seja pública, como, por exemplo, os processos de licitação, aquilo esteja à disposição de toda a sociedade. Não há mais razão para que aquilo que seja público não seja colocado em tramitação na internet, de modo que todos tenham conhecimento do que se passa. E aquilo que é do interesse específico de um determinado cidadão ou de uma determinada empresa, como no caso tributário, em que há o sigilo, que essa pessoa também possa se relacionar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 50 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 673707 / MG com o Estado por intermédio de uma senha, de um certificado digital, e ter acesso à repartição, por meio dos meios eletrônicos. E o habeas data, no futuro - se Deus quiser! -, será algo do passado. Acompanho o Relator. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830060. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG com o Estado por intermédio de uma senha, de um certificado digital, e ter acesso à repartição, por meio dos meios eletrônicos. E o habeas data, no futuro - se Deus quiser! -, será algo do passado. Acompanho o Relator. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 50 Esclarecimento 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, eu agradeço o voto do eminente Ministro Toffoli e as referências elogiosas. Senhor Presidente, eu apenas olvidei um aspecto, eu acho importante tocarmos nesse ponto, até por uma questão de equilíbrio de armas, que é, digamos assim, componente do devido processo legal. Se nós cotejarmos as contrarrazões da Fazenda com o memorial que foi apresentado, vamos verificar uma diferença amazônica de sustentação, de fundamentação. Nós preparamos os votos com uma certa antecedência e, de ontem para hoje, eu fui obrigado a enfrentar um enorme memorial que me foi trazido com razões completamente diferentes daquelas que constavam das próprias razões, que na verdade eram contrarrazões muito superficiais. Mas acho importante que guardemos essa fidelidade e essa paridade de armas, que recebamos esses memoriais, os quais alteram as razões postas nos autos, com uma certa antecedência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797766. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, eu agradeço o voto do eminente Ministro Toffoli e as referências elogiosas. Senhor Presidente, eu apenas olvidei um aspecto, eu acho importante tocarmos nesse ponto, até por uma questão de equilíbrio de armas, que é, digamos assim, componente do devido processo legal. Se nós cotejarmos as contrarrazões da Fazenda com o memorial que foi apresentado, vamos verificar uma diferença amazônica de sustentação, de fundamentação. Nós preparamos os votos com uma certa antecedência e, de ontem para hoje, eu fui obrigado a enfrentar um enorme memorial que me foi trazido com razões completamente diferentes daquelas que constavam das próprias razões, que na verdade eram contrarrazões muito superficiais. Mas acho importante que guardemos essa fidelidade e essa paridade de armas, que recebamos esses memoriais, os quais alteram as razões postas nos autos, com uma certa antecedência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 50 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, também eu acompanho o Ministro-Relator, realçando apenas que, quando o habeas data foi introduzido, esta terminologia foi muito enfatizada pelo professor José Afonso da Silva na Constituinte, porque não havia, com esse nome, com esse instrumento, habeas data. Há em outras legislações, mas não tinha essa conformação. E ele mesmo dizia que, dentro de muito pouco tempo, depois da promulgação da Constituição, seria de parco uso - o Ministro Toffoli lembra agora. Talvez, com esses processos eletrônicos, nós cheguemos facilmente, em algum tempo, a não ter um poder público e órgãos de caráter público, porque alguns não são estatais, atrás dos quais nós, cidadãos, precisemos correr para saber de algo que diz respeito a nós mesmos. E o professor José Afonso, no período da Constituinte, lembrava isso: Será de pouco uso, porque pensava-se muito naquilo que se tinha guardado e que havia sido um segredo durante o período ditatorial. E nós vemos que não. As sombras continuam permanentemente permeando as estruturas de poder, especialmente no que diz respeito à vida das pessoas. Por isso a importância de um julgamento como esse, para trazer luz cada vez mais. Não é possível que alguém esconda de você mesmo o que diz respeito a você. Quer dizer, até parece um pouco surreal. Isso me lembra a história dos chamados votos de cabresto, que prevaleceu até a década de cinquenta pelo menos, contado pelo Vitor Nunes Leal com tanta leveza, mas também com tanta profundidade, quando dizia que as pessoas recebiam a marmita com o voto dentro. E, quando a pessoa abria a marmita, o coronel dizia: "Você não pode olhar o que tem aqui dentro"."Mas eu quero ver o voto!". "O voto é secreto, meu filho!". Quer dizer, você vai chegar e, perto da urna, abrir e tirar sem olhar. Aí, eu não sei nem o que diz respeito de mim mesmo. Isso parece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, também eu acompanho o Ministro-Relator, realçando apenas que, quando o habeas data foi introduzido, esta terminologia foi muito enfatizada pelo professor José Afonso da Silva na Constituinte, porque não havia, com esse nome, com esse instrumento, habeas data. Há em outras legislações, mas não tinha essa conformação. E ele mesmo dizia que, dentro de muito pouco tempo, depois da promulgação da Constituição, seria de parco uso - o Ministro Toffoli lembra agora. Talvez, com esses processos eletrônicos, nós cheguemos facilmente, em algum tempo, a não ter um poder público e órgãos de caráter público, porque alguns não são estatais, atrás dos quais nós, cidadãos, precisemos correr para saber de algo que diz respeito a nós mesmos. E o professor José Afonso, no período da Constituinte, lembrava isso: Será de pouco uso, porque pensava-se muito naquilo que se tinha guardado e que havia sido um segredo durante o período ditatorial. E nós vemos que não. As sombras continuam permanentemente permeando as estruturas de poder, especialmente no que diz respeito à vida das pessoas. Por isso a importância de um julgamento como esse, para trazer luz cada vez mais. Não é possível que alguém esconda de você mesmo o que diz respeito a você. Quer dizer, até parece um pouco surreal. Isso me lembra a história dos chamados votos de cabresto, que prevaleceu até a década de cinquenta pelo menos, contado pelo Vitor Nunes Leal com tanta leveza, mas também com tanta profundidade, quando dizia que as pessoas recebiam a marmita com o voto dentro. E, quando a pessoa abria a marmita, o coronel dizia: "Você não pode olhar o que tem aqui dentro"."Mas eu quero ver o voto!". "O voto é secreto, meu filho!". Quer dizer, você vai chegar e, perto da urna, abrir e tirar sem olhar. Aí, eu não sei nem o que diz respeito de mim mesmo. Isso parece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 50 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 673707 / MG um pouco surreal, quando levamos em consideração que estamos em 2015, com uma Constituição que fará 27 anos, com habeas data garantido, e mais, com uma grande mudança na estrutura e no modelo de administração pública brasileira, na qual estou acreditando, que é a lei de acesso à informação. Quer dizer, se se informa a respeito de tudo, muito mais ao que me diz respeito e que eu preciso ter acesso. Então, esse é um processo no qual fica um pouco esclarecido que a nossa luta pelas liberdades, inclusive pelas individualidades, é cada vez mais necessária e permanente num mundo em que se mostra tanto e se esconde muito mais. Por isso, estou acompanhando, pelos fundamentos apresentados com tanta tranquilidade, limpidez, o voto do Ministro-Relator, Ministro Luiz Fux, apenas sugerindo, se o Ministro-Relator concordar, na tese fixada e que foi posta nos termos seguintes: O habeas data é instrumento processual adequado para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos pela obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio a arrecadação dos órgãos da administração fazendária e dos entes estatais. Eu sugeriria, se o Ministro-Relator estivesse de acordo, que o habeas data fosse seguido do instrumento próprio da Constituição. O habeas data é uma garantia constitucional. Como tem nível constitucional, quando coloco como instrumento processual, reporto-me especificamente à Lei n 9.507. E se eu disser que o habeas data é uma garantia constitucional, ao lado do habeas corpus, do mandado de segurança e do mandado de injunção, eu acho que dá a força própria desse instrumento. Então, se não houver objeção, sugeriria que ficasse apenas na tese de que o habeas data é garantia constitucional adequada ou voltada à finalidade. Apenas uma anotação por causa da natureza constitucional. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente, eu tenho o pendor pelo processo civil. Então, evidentemente, deixei-me levar por isso. O habeas data realmente é um instrumento processual e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG um pouco surreal, quando levamos em consideração que estamos em 2015, com uma Constituição que fará 27 anos, com habeas data garantido, e mais, com uma grande mudança na estrutura e no modelo de administração pública brasileira, na qual estou acreditando, que é a lei de acesso à informação. Quer dizer, se se informa a respeito de tudo, muito mais ao que me diz respeito e que eu preciso ter acesso. Então, esse é um processo no qual fica um pouco esclarecido que a nossa luta pelas liberdades, inclusive pelas individualidades, é cada vez mais necessária e permanente num mundo em que se mostra tanto e se esconde muito mais. Por isso, estou acompanhando, pelos fundamentos apresentados com tanta tranquilidade, limpidez, o voto do Ministro-Relator, Ministro Luiz Fux, apenas sugerindo, se o Ministro-Relator concordar, na tese fixada e que foi posta nos termos seguintes: O habeas data é instrumento processual adequado para a obtenção dos dados concernentes ao pagamento de tributos pela obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio a arrecadação dos órgãos da administração fazendária e dos entes estatais. Eu sugeriria, se o Ministro-Relator estivesse de acordo, que o habeas data fosse seguido do instrumento próprio da Constituição. O habeas data é uma garantia constitucional. Como tem nível constitucional, quando coloco como instrumento processual, reporto-me especificamente à Lei n 9.507. E se eu disser que o habeas data é uma garantia constitucional, ao lado do habeas corpus, do mandado de segurança e do mandado de injunção, eu acho que dá a força própria desse instrumento. Então, se não houver objeção, sugeriria que ficasse apenas na tese de que o habeas data é garantia constitucional adequada ou voltada à finalidade. Apenas uma anotação por causa da natureza constitucional. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente, eu tenho o pendor pelo processo civil. Então, evidentemente, deixei-me levar por isso. O habeas data realmente é um instrumento processual e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 50 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 673707 / MG também uma garantia constitucional. Mas, como o Supremo é o guardião da Constituição, talvez, essa sugestão da Ministra Cármen Lúcia caiba melhor. O habeas data é uma garantia constitucional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG também uma garantia constitucional. Mas, como o Supremo é o guardião da Constituição, talvez, essa sugestão da Ministra Cármen Lúcia caiba melhor. O habeas data é uma garantia constitucional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Senhor Presidente, também gostaria de cumprimentar o ministro Fux pelo voto cuidadoso e percuciente e fazer apenas duas anotações. De um lado, sabe-se, como já foi aqui amplamente destacado, que o instituto, aparentemente, voltava- se a resolver aquelas pendências dos tempos ditatoriais. Imaginava-se, então, ter acesso a bancos de dados do regime anterior e, especialmente, dá para se ver isto quando se lê a alínea a, do art. 5..., LXXII: "LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;" É interessante que, quando se discutiu esse processo e a criação dessa garantia, olvidou-se de que já se discutia, em outras partes do mundo, a ideia numa perspectiva de direito material, que é o direito de autodeterminação sobre dados. No fundo, o nosso habeas data acabou tratando da temática processual, garantística processual, sem explicitar, pelo menos de maneira clara, o direito tutelado, que nós podemos identificar, claro, com os direitos de personalidade, a intimidade privada e assim por diante. De qualquer sorte, o dispositivo, também, traz uma abordagem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Senhor Presidente, também gostaria de cumprimentar o ministro Fux pelo voto cuidadoso e percuciente e fazer apenas duas anotações. De um lado, sabe-se, como já foi aqui amplamente destacado, que o instituto, aparentemente, voltava- se a resolver aquelas pendências dos tempos ditatoriais. Imaginava-se, então, ter acesso a bancos de dados do regime anterior e, especialmente, dá para se ver isto quando se lê a alínea a, do art. 5..., LXXII: "LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;" É interessante que, quando se discutiu esse processo e a criação dessa garantia, olvidou-se de que já se discutia, em outras partes do mundo, a ideia numa perspectiva de direito material, que é o direito de autodeterminação sobre dados. No fundo, o nosso habeas data acabou tratando da temática processual, garantística processual, sem explicitar, pelo menos de maneira clara, o direito tutelado, que nós podemos identificar, claro, com os direitos de personalidade, a intimidade privada e assim por diante. De qualquer sorte, o dispositivo, também, traz uma abordagem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 673707 / MG muito importante, que vem sendo, hoje, anotada por alguns doutrinadores, que é uma ideia de eficácia privada dos direitos fundamentais, ao falar dos bancos de caráter público e, hoje, se entende que são bancos - embora isso não se aplique ao caso - como aqueles que estão aí manejados, geridos por entidades privadas, mas que afetam de maneira muito sensível a vida do cidadão. O nome no SERASA, no SPC, nesses diferentes bancos de dados tem um reflexo enorme na vida das pessoas. E uma informação eventualmente errada tem um impacto significativo. Portanto, aqui, o texto foi avançado e abriu, portanto, ensanchas a uma abordagem que precisa de ser devidamente aprofundada. Então, a mim, parece-me, digna de nota, desde logo, é exatamente a ideia de que, no plano processual, nós temos o habeas data com o propósito, o intento de tutelar aquilo que entendemos ser uma proteção da autonomia privada nesse âmbito da autodeterminação sobre os dados, que ganha cada vez mais importância, na medida em que temos toda essa ampla evolução tecnológica. No que diz respeito ao tema envolvido, até devo dizer que fiquei um tanto quanto perplexo, porque não entendi, sequer, porque a Receita resistiu tanto a oferecer essas informações, uma vez que não se tratava, como já foi destacado, de pedir informações em relação a um terceiro contribuinte, mas em relação ao próprio contribuinte. Depois, a própria Constituição já assegura direito a certidões, de modo que resta realmente ininteligível fazer a vida tão complexa tendo em vista a clareza do texto constitucional a propósito. Mas, a mim, parece-me extremamente importante - acho até que esse julgamento é marcante nesse sentido -, todos nós estávamos ficando com a percepção... E já foi dito, também, isso em relação ao mandado de injunção, em algum momento se percebeu que o instituto parecia não ter utilidade, ou era de utilidade parca. Em relação ao habeas data, essa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG muito importante, que vem sendo, hoje, anotada por alguns doutrinadores, que é uma ideia de eficácia privada dos direitos fundamentais, ao falar dos bancos de caráter público e, hoje, se entende que são bancos - embora isso não se aplique ao caso - como aqueles que estão aí manejados, geridos por entidades privadas, mas que afetam de maneira muito sensível a vida do cidadão. O nome no SERASA, no SPC, nesses diferentes bancos de dados tem um reflexo enorme na vida das pessoas. E uma informação eventualmente errada tem um impacto significativo. Portanto, aqui, o texto foi avançado e abriu, portanto, ensanchas a uma abordagem que precisa de ser devidamente aprofundada. Então, a mim, parece-me, digna de nota, desde logo, é exatamente a ideia de que, no plano processual, nós temos o habeas data com o propósito, o intento de tutelar aquilo que entendemos ser uma proteção da autonomia privada nesse âmbito da autodeterminação sobre os dados, que ganha cada vez mais importância, na medida em que temos toda essa ampla evolução tecnológica. No que diz respeito ao tema envolvido, até devo dizer que fiquei um tanto quanto perplexo, porque não entendi, sequer, porque a Receita resistiu tanto a oferecer essas informações, uma vez que não se tratava, como já foi destacado, de pedir informações em relação a um terceiro contribuinte, mas em relação ao próprio contribuinte. Depois, a própria Constituição já assegura direito a certidões, de modo que resta realmente ininteligível fazer a vida tão complexa tendo em vista a clareza do texto constitucional a propósito. Mas, a mim, parece-me extremamente importante - acho até que esse julgamento é marcante nesse sentido -, todos nós estávamos ficando com a percepção... E já foi dito, também, isso em relação ao mandado de injunção, em algum momento se percebeu que o instituto parecia não ter utilidade, ou era de utilidade parca. Em relação ao habeas data, essa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 673707 / MG sensação, acredito, vem até os dias atuais. E, por incrível que pareça, demos um passo significativo, agora, com a Lei de Acesso à Informação e o habeas data continua a engatinhar. A própria lei processual do habeas data foi bastante tímida e, por isso, temos... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A Lei n 9.507. Mas ela até dá, por exemplo, alguns dados que foram aproveitados pelo nobre Ministro-Relator. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Sim. Claro. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Quer dizer, essa ampliação do que é de natureza pública, e não sendo estatal, necessariamente, que é a eficácia horizontal do que Vossa Excelência acaba de chamar a atenção. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E vem a definição no próprio texto. É exatamente isso. O artigo 1... dessa lei descreve quais são essas entidades de caráter público. Por isso, acho que este julgamento é extremamente importante. É bem verdade que Saulo Ramos, já fazendo uma certa crítica a esse nosso modelo de ampliação das garantias, dizia: O habeas data é pouco mais do que um mandado de segurança voltado a esse modelo. E, de fato, também na Constituição de 88 - isso é público e notório -, o pensamento garantista fez com que se ampliassem as garantias. Toda vez que se discute isso em sala de aula, percebe-se que há uma certa perplexidade, porque os alunos mais interessados dizem: Por que temos tantos instrumentos para tutelar situações que são idênticas ou similares? A explicação que me vem - e o ministro Celso poderá me corrigir depois - é que isso está associado a uma evolução que guarda relação com a doutrina brasileira do habeas corpus, aquela evolução que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG sensação, acredito, vem até os dias atuais. E, por incrível que pareça, demos um passo significativo, agora, com a Lei de Acesso à Informação e o habeas data continua a engatinhar. A própria lei processual do habeas data foi bastante tímida e, por isso, temos... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A Lei n 9.507. Mas ela até dá, por exemplo, alguns dados que foram aproveitados pelo nobre Ministro-Relator. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Sim. Claro. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Quer dizer, essa ampliação do que é de natureza pública, e não sendo estatal, necessariamente, que é a eficácia horizontal do que Vossa Excelência acaba de chamar a atenção. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E vem a definição no próprio texto. É exatamente isso. O artigo 1... dessa lei descreve quais são essas entidades de caráter público. Por isso, acho que este julgamento é extremamente importante. É bem verdade que Saulo Ramos, já fazendo uma certa crítica a esse nosso modelo de ampliação das garantias, dizia: O habeas data é pouco mais do que um mandado de segurança voltado a esse modelo. E, de fato, também na Constituição de 88 - isso é público e notório -, o pensamento garantista fez com que se ampliassem as garantias. Toda vez que se discute isso em sala de aula, percebe-se que há uma certa perplexidade, porque os alunos mais interessados dizem: Por que temos tantos instrumentos para tutelar situações que são idênticas ou similares? A explicação que me vem - e o ministro Celso poderá me corrigir depois - é que isso está associado a uma evolução que guarda relação com a doutrina brasileira do habeas corpus, aquela evolução que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 673707 / MG tivemos sobre a República e que nos levou, inicialmente, a uma visão mais ampliada do habeas corpus, depois a uma visão um tanto mais restrita, e, depois, a reforma de 1926 vem e coarcta a doutrina brasileira do habeas corpus, obrigando-nos a desenvolver inicialmente o mandado de segurança, em 1934 e, claro, pavimentando o caminho, então, para essas múltiplas garantias. Quando pensamos, por exemplo, no modelo hispânico do recurso de amparo, vê-se que ele assume características polivalentes. Ou mesmo o recurso constitucional alemão, a Verfassungsbeschwerde, também com características multi ou polivalentes, tratando, inclusive, de questões de omissão e tudo mais. Mas, aqui, acabamos criando e desenvolvendo essa doutrina. De modo que a mim, parece-me... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite um segundo? Não quero usar a palavra, mas é que o habeas data me dá uma impressão um pouco diferente, que, aliás, chegou a ser abordado pelo voto. Ele tem uma celeridade, uma possibilidade de você, primeiro, requerer à própria autoridade, que fica obrigada, porque ele tem uma dupla função: a de querer que se conheça e exigir a correção. O que o mandado de segurança... Por isso que ele diz: quando não couber o mandado de segurança, quando não for cabível, porque o mandado de segurança por omissão... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Mas nada impediria que, via direito de petição, pedíssemos ao órgão que... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas não teria a força do habeas data por isso, porque ele prevê a possibilidade imediata de, perante a autoridade administrativa... E, com relação a bancos, é muito comum - Vossa Excelência, o Ministro Toffoli, o Ministro Barroso, nós, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG tivemos sobre a República e que nos levou, inicialmente, a uma visão mais ampliada do habeas corpus, depois a uma visão um tanto mais restrita, e, depois, a reforma de 1926 vem e coarcta a doutrina brasileira do habeas corpus, obrigando-nos a desenvolver inicialmente o mandado de segurança, em 1934 e, claro, pavimentando o caminho, então, para essas múltiplas garantias. Quando pensamos, por exemplo, no modelo hispânico do recurso de amparo, vê-se que ele assume características polivalentes. Ou mesmo o recurso constitucional alemão, a Verfassungsbeschwerde, também com características multi ou polivalentes, tratando, inclusive, de questões de omissão e tudo mais. Mas, aqui, acabamos criando e desenvolvendo essa doutrina. De modo que a mim, parece-me... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite um segundo? Não quero usar a palavra, mas é que o habeas data me dá uma impressão um pouco diferente, que, aliás, chegou a ser abordado pelo voto. Ele tem uma celeridade, uma possibilidade de você, primeiro, requerer à própria autoridade, que fica obrigada, porque ele tem uma dupla função: a de querer que se conheça e exigir a correção. O que o mandado de segurança... Por isso que ele diz: quando não couber o mandado de segurança, quando não for cabível, porque o mandado de segurança por omissão... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Mas nada impediria que, via direito de petição, pedíssemos ao órgão que... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas não teria a força do habeas data por isso, porque ele prevê a possibilidade imediata de, perante a autoridade administrativa... E, com relação a bancos, é muito comum - Vossa Excelência, o Ministro Toffoli, o Ministro Barroso, nós, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 673707 / MG como procuradores já nos deparamos com isso no plano estadual - pedir- se algo ao banco e o banco não oferecer, principalmente quando era banco estadual. E, aí, a rapidez do habeas data. Ele é muito mais célere, até porque, na via administrativa, conseguimos isso que a Lei n 9.507 oferece e que o mandado de segurança não daria. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Oxalá seja assim ou que venha a ser assim! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Gilmar, seria, talvez, uma ótica de direito material interdisciplinar: quanto mais expressivo for o direito material assegurado, maior é o número de instrumentos de tutela a serviço desse direito. Então, por exemplo, no campo do direito material, temos vários concursos de ações. E, quando se trata de direito fundamental, não se pode nem utilizar aquela regra que, escolhida uma via, não se pode usar a outra porque o direito é fundamental. Acho que a pluralidade de ações vem daí. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – Hoje, conseguimos ter várias explicações além de relações que são, às vezes, cortantes. Por exemplo, perplexidades que temos, às vezes, sobre a tal fungibilidade do mandado de segurança e habeas corpus, debates que já tivemos, inclusive, neste Plenário. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite só um pequeno registro? É do belo exemplo que o Supremo Tribunal Federal dá nesse tipo de questão ao enfrentar os mais diferentes pedidos ainda que veiculados em simples petições. O primeiro Tribunal que integro em que vejo todas as pretensões, veiculadas de uma forma ou outra, serem apreciadas. Inclusive assim são formalizadas: petição tal, PET tal. Há pouco, o Ministro Fux invocou decisão do Presidente da Corte - à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG como procuradores já nos deparamos com isso no plano estadual - pedir- se algo ao banco e o banco não oferecer, principalmente quando era banco estadual. E, aí, a rapidez do habeas data. Ele é muito mais célere, até porque, na via administrativa, conseguimos isso que a Lei n 9.507 oferece e que o mandado de segurança não daria. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Oxalá seja assim ou que venha a ser assim! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Gilmar, seria, talvez, uma ótica de direito material interdisciplinar: quanto mais expressivo for o direito material assegurado, maior é o número de instrumentos de tutela a serviço desse direito. Então, por exemplo, no campo do direito material, temos vários concursos de ações. E, quando se trata de direito fundamental, não se pode nem utilizar aquela regra que, escolhida uma via, não se pode usar a outra porque o direito é fundamental. Acho que a pluralidade de ações vem daí. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – Hoje, conseguimos ter várias explicações além de relações que são, às vezes, cortantes. Por exemplo, perplexidades que temos, às vezes, sobre a tal fungibilidade do mandado de segurança e habeas corpus, debates que já tivemos, inclusive, neste Plenário. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite só um pequeno registro? É do belo exemplo que o Supremo Tribunal Federal dá nesse tipo de questão ao enfrentar os mais diferentes pedidos ainda que veiculados em simples petições. O primeiro Tribunal que integro em que vejo todas as pretensões, veiculadas de uma forma ou outra, serem apreciadas. Inclusive assim são formalizadas: petição tal, PET tal. Há pouco, o Ministro Fux invocou decisão do Presidente da Corte - à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 673707 / MG época o Ministro Celso de Mello-, já sobre o tema em debate, veiculada em uma petição. Então, é um belo exemplo do Supremo, que sempre dá uma resposta, ainda que veiculada a questão em uma mera petição. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E veja que, no nosso âmbito, já tínhamos, temos essa preocupação, claro, já com o direito de petição. Depois veio a Lei n 9.784, a lei do procedimento administrativo, que também tentou assegurar direitos, pelo menos procedimentais, ao cidadão e, agora, a Lei de Acesso à Informação. Ao lado disso, temos essa situação específica que diz respeito a um direito subjetivo material, à proteção de dados ou à proteção dessa autonomia. Daí, a importância, me parece, deste julgado, que pode ser, talvez, o marco inicial de uma vitalização do habeas data, numa percepção mais ampla, na medida em que hoje, para esse julgamento, eu tinha feito um levantamento de vários artigos sobre essa temática, já falando de um direito fundamental à autodeterminação informativa: Ana Maria Neves de Paiva Navarro, ou do próprio colega e amigo Ricardo Cueva, "Há um direito à autodeterminação informativa no Brasil?" Em suma, há já uma reflexão, não no campo procedimental processual, mas também no campo do direito material. De modo que eu acho que é extremamente importante este julgamento, tendo em vista a perspectiva que se abre de vitalizar, de dar uma dinâmica própria e um sentido a esse instrumento, que é considerado hoje... Eu me lembro que, quando autores de direito comparado leem o nosso texto constitucional, eles se encantam com a ideia do habeas data e fazem uma leitura imaginando que, subjacente ao habeas data, está a ideia da proteção dos dados, a proteção informativa. Veja, ministro Fux, que, no Direito alemão, a ideia da autodeterminação sobre dados é considerada um direito que foi criado jurisprudencialmente, porque a Corte constitucional chegou a esse 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG época o Ministro Celso de Mello-, já sobre o tema em debate, veiculada em uma petição. Então, é um belo exemplo do Supremo, que sempre dá uma resposta, ainda que veiculada a questão em uma mera petição. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E veja que, no nosso âmbito, já tínhamos, temos essa preocupação, claro, já com o direito de petição. Depois veio a Lei n 9.784, a lei do procedimento administrativo, que também tentou assegurar direitos, pelo menos procedimentais, ao cidadão e, agora, a Lei de Acesso à Informação. Ao lado disso, temos essa situação específica que diz respeito a um direito subjetivo material, à proteção de dados ou à proteção dessa autonomia. Daí, a importância, me parece, deste julgado, que pode ser, talvez, o marco inicial de uma vitalização do habeas data, numa percepção mais ampla, na medida em que hoje, para esse julgamento, eu tinha feito um levantamento de vários artigos sobre essa temática, já falando de um direito fundamental à autodeterminação informativa: Ana Maria Neves de Paiva Navarro, ou do próprio colega e amigo Ricardo Cueva, "Há um direito à autodeterminação informativa no Brasil?" Em suma, há já uma reflexão, não no campo procedimental processual, mas também no campo do direito material. De modo que eu acho que é extremamente importante este julgamento, tendo em vista a perspectiva que se abre de vitalizar, de dar uma dinâmica própria e um sentido a esse instrumento, que é considerado hoje... Eu me lembro que, quando autores de direito comparado leem o nosso texto constitucional, eles se encantam com a ideia do habeas data e fazem uma leitura imaginando que, subjacente ao habeas data, está a ideia da proteção dos dados, a proteção informativa. Veja, ministro Fux, que, no Direito alemão, a ideia da autodeterminação sobre dados é considerada um direito que foi criado jurisprudencialmente, porque a Corte constitucional chegou a esse 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 50 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 673707 / MG entendimento a partir do desdobramento da ideia do direito de personalidade. Então, quem lê o texto brasileiro diz que os brasileiros se anteciparam no que diz respeito a essa proteção de dados, embora o nosso enfoque, historicamente, estivesse muito voltado aos bancos de dados do regime militar. Mas, ao mesmo tempo, já se vê que isso comporta outras leituras e uma dimensão importantíssima, afora a questão que já foi aqui destacada e que poderíamos até dela ter sido poupados, mas talvez não tenhamos sido para que nós pudéssemos ouvir seu belo voto. Eu acho que a grande dimensão que o habeas data vai ganhar no futuro é essa dimensão da chamada eficácia privada dos direitos fundamentais, os direitos fundamentais aplicados entre privados, quando temos como base esses chamados bancos públicos, que foi um tipo de locução que o constituinte concebeu para permitir o uso de um instrumento, em face de uma entidade tipicamente privada, foi a fórmula. Mas quero subscrever todos os encômios feitos. E eu também não queria encerrar minha fala sem cumprimentar o ministro Fachin por sua participação aqui, saúdo e tenho certeza de que vai compor bem esse Tribunal. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG entendimento a partir do desdobramento da ideia do direito de personalidade. Então, quem lê o texto brasileiro diz que os brasileiros se anteciparam no que diz respeito a essa proteção de dados, embora o nosso enfoque, historicamente, estivesse muito voltado aos bancos de dados do regime militar. Mas, ao mesmo tempo, já se vê que isso comporta outras leituras e uma dimensão importantíssima, afora a questão que já foi aqui destacada e que poderíamos até dela ter sido poupados, mas talvez não tenhamos sido para que nós pudéssemos ouvir seu belo voto. Eu acho que a grande dimensão que o habeas data vai ganhar no futuro é essa dimensão da chamada eficácia privada dos direitos fundamentais, os direitos fundamentais aplicados entre privados, quando temos como base esses chamados bancos públicos, que foi um tipo de locução que o constituinte concebeu para permitir o uso de um instrumento, em face de uma entidade tipicamente privada, foi a fórmula. Mas quero subscrever todos os encômios feitos. E eu também não queria encerrar minha fala sem cumprimentar o ministro Fachin por sua participação aqui, saúdo e tenho certeza de que vai compor bem esse Tribunal. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9070218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 50 Observação 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, as reflexões e os debates trazidos agora, no voto do Ministro Gilmar Mendes, fazem-me lembrar que a Administração Pública não é só fechada para o interesse subjetivo, ela é muito fechada ainda no Brasil para o interesso objetivo de toda a coletividade. Quando era Advogado-Geral da União, Ministro Fux, Ministro Gilmar - Vossa Excelência que ocupou aquele nobre cargo -, fiz circular um ofício para todas as agências reguladoras e todas as autarquias que tinham o poder, Ministra Rosa, de fiscalização, para saber o número de multas aplicadas. Por exemplo, quando há uma multa que a ANAC aplica a uma empresa aérea, quando o IBAMA aplica uma multa a uma empresa que poluiu o meio ambiente. Fiz circular, então, um pedido de levantamento do número de multas e valores aplicados àqueles que descumpriram a lei. O resultado foi uma informação de mais de 20 bilhões em multas aplicadas, isso em 2008, mas todas sem inscrição na dívida ativa. Multas aplicadas e trânsitas no processo administrativo, só que sem lançamento na dívida ativa. Ou seja, o cidadão reclama no órgão de fiscalização, o órgão de fiscalização multa o particular que descumpriu a legislação, só que aquilo ficava em uma gaveta. Se criou, a partir de então, o lançamento dessas multas trânsitas administrativamente na dívida ativa para poder ser executada, para poder, então, dar eficiência e eficácia à atuação do Estado regulador e do Estado fiscalizador. É necessário e se impõe que o Estado brasileiro passe a ter maior transparência. Isso é fundamental, e volto a realçar, não é só em relação ao cidadão no seu interesse subjetivo, mas no interesse objetivo de toda a coletividade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Toffoli, inclusive, na semana passada, a Primeira Turma teve oportunidade de, digamos assim, exercer à amplitude essa efetivação, a necessidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8831609. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, as reflexões e os debates trazidos agora, no voto do Ministro Gilmar Mendes, fazem-me lembrar que a Administração Pública não é só fechada para o interesse subjetivo, ela é muito fechada ainda no Brasil para o interesso objetivo de toda a coletividade. Quando era Advogado-Geral da União, Ministro Fux, Ministro Gilmar - Vossa Excelência que ocupou aquele nobre cargo -, fiz circular um ofício para todas as agências reguladoras e todas as autarquias que tinham o poder, Ministra Rosa, de fiscalização, para saber o número de multas aplicadas. Por exemplo, quando há uma multa que a ANAC aplica a uma empresa aérea, quando o IBAMA aplica uma multa a uma empresa que poluiu o meio ambiente. Fiz circular, então, um pedido de levantamento do número de multas e valores aplicados àqueles que descumpriram a lei. O resultado foi uma informação de mais de 20 bilhões em multas aplicadas, isso em 2008, mas todas sem inscrição na dívida ativa. Multas aplicadas e trânsitas no processo administrativo, só que sem lançamento na dívida ativa. Ou seja, o cidadão reclama no órgão de fiscalização, o órgão de fiscalização multa o particular que descumpriu a legislação, só que aquilo ficava em uma gaveta. Se criou, a partir de então, o lançamento dessas multas trânsitas administrativamente na dívida ativa para poder ser executada, para poder, então, dar eficiência e eficácia à atuação do Estado regulador e do Estado fiscalizador. É necessário e se impõe que o Estado brasileiro passe a ter maior transparência. Isso é fundamental, e volto a realçar, não é só em relação ao cidadão no seu interesse subjetivo, mas no interesse objetivo de toda a coletividade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Toffoli, inclusive, na semana passada, a Primeira Turma teve oportunidade de, digamos assim, exercer à amplitude essa efetivação, a necessidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8831609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 50 Observação Recurso Extraordinário 673707 / MG direito da informação, quando dois órgãos públicos estavam discutindo exatamente para saber sobre a transparência de determinados negócios efetivados pelo país. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sem dúvida. Ainda mais quando se trata de um banco, que presta empréstimos a juros subsidiados. Foi uma bela decisão da Primeira Turma. Meus cumprimentos! 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8831609. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG direito da informação, quando dois órgãos públicos estavam discutindo exatamente para saber sobre a transparência de determinados negócios efetivados pelo país. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sem dúvida. Ainda mais quando se trata de um banco, que presta empréstimos a juros subsidiados. Foi uma bela decisão da Primeira Turma. Meus cumprimentos! 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8831609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 50 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, ainda bem que caminhamos para um consenso unânime. Todavia justificam-se os longos votos, porque, nesses 25 anos, não me lembro de ter julgado, neste Plenário, um habeas data. Presidente, inicialmente, digo que o recurso extraordinário é adequado. Caso o Regional Federal tivesse atuado no âmbito da competência originária, cabível seria o recurso ordinário constitucional e não o extraordinário. Em segundo lugar, é mola mestra, na Administração Pública, não o mistério, mas a publicidade. Qual é a razão de ser desse cadastro, ou seja, o cadastro revelado pelo Sistema de Conta Corrente de Pessoa Jurídica – e nada surge sem uma justificativa, uma justificativa ao menos socialmente aceitável? A razão de ser está em acumular dados alusivos a pessoas jurídicas não de direito público, mas de direito privado. Não entendo por que não se observou imediatamente o fornecimento de informações à impetrante deste habeas corpus. Vejo que a impetração data de 2005. Não sei se, no caso – teria que ver o acórdão –, foi julgado procedente o pedido formulado na impetração em alguma instância. Não o foi, porque recorreu, mediante apelação ao Tribunal Regional Federal, a própria pessoa jurídica de direito privado. Concordo com as colocações dos Colegas: o habeas data presta-se não só ao acesso a informações que estejam no âmbito governamental, ou melhor dizendo, substituindo o vocábulo do preceito constitucional, no âmbito administrativo, e a obtenção de informações – daí a cláusula final “de caráter público” – constantes de dados de pessoas jurídicas de direito privado que sejam de caráter geral, alcançando as pessoas naturais e jurídicas. Tem-se a revelar a dualidade, não o conectivo "e", considerada a primeira e a segunda parte do preceito, mas a disjuntiva "ou". Em síntese, versa-se o conhecimento de informações relativas – está pedagogicamente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8847634. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, ainda bem que caminhamos para um consenso unânime. Todavia justificam-se os longos votos, porque, nesses 25 anos, não me lembro de ter julgado, neste Plenário, um habeas data. Presidente, inicialmente, digo que o recurso extraordinário é adequado. Caso o Regional Federal tivesse atuado no âmbito da competência originária, cabível seria o recurso ordinário constitucional e não o extraordinário. Em segundo lugar, é mola mestra, na Administração Pública, não o mistério, mas a publicidade. Qual é a razão de ser desse cadastro, ou seja, o cadastro revelado pelo Sistema de Conta Corrente de Pessoa Jurídica – e nada surge sem uma justificativa, uma justificativa ao menos socialmente aceitável? A razão de ser está em acumular dados alusivos a pessoas jurídicas não de direito público, mas de direito privado. Não entendo por que não se observou imediatamente o fornecimento de informações à impetrante deste habeas corpus. Vejo que a impetração data de 2005. Não sei se, no caso – teria que ver o acórdão –, foi julgado procedente o pedido formulado na impetração em alguma instância. Não o foi, porque recorreu, mediante apelação ao Tribunal Regional Federal, a própria pessoa jurídica de direito privado. Concordo com as colocações dos Colegas: o habeas data presta-se não só ao acesso a informações que estejam no âmbito governamental, ou melhor dizendo, substituindo o vocábulo do preceito constitucional, no âmbito administrativo, e a obtenção de informações – daí a cláusula final “de caráter público” – constantes de dados de pessoas jurídicas de direito privado que sejam de caráter geral, alcançando as pessoas naturais e jurídicas. Tem-se a revelar a dualidade, não o conectivo "e", considerada a primeira e a segunda parte do preceito, mas a disjuntiva "ou". Em síntese, versa-se o conhecimento de informações relativas – está pedagogicamente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8847634. Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 50 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 673707 / MG no dispositivo constitucional – à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais, Administração Pública – gênero, ou de caráter público. Referiu-se o ministro Gilmar Mendes aos dados do Serasa, quanto ao inadimplemento das pessoas em geral. Acompanho o Relator. Digo que, em ares democráticos, principalmente quanto à Administração Pública – e a publicidade visa à eficiência – não há espaço para trevas. Implemento a ordem conforme preconizado pelo Relator. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8847634. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG no dispositivo constitucional – à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais, Administração Pública – gênero, ou de caráter público. Referiu-se o ministro Gilmar Mendes aos dados do Serasa, quanto ao inadimplemento das pessoas em geral. Acompanho o Relator. Digo que, em ares democráticos, principalmente quanto à Administração Pública – e a publicidade visa à eficiência – não há espaço para trevas. Implemento a ordem conforme preconizado pelo Relator. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8847634. Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 50 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o eminente Relator, para, dando provimento ao presente recurso extraordinário, reconhecer que o “habeas data”, como ação constitucional que é, revela-se instrumento adequado à obtenção, por parte do contribuinte, de dados a ele concernentes relativos ao pagamento de tributos constantes dos sistemas informatizados de apoio que a administração tributária mantém, qualquer que seja o nível da Federação em que se situe (federal, estadual, distrital e/ou municipal). Reafirmo, ainda, quanto à natureza e aos fins do remédio constitucional do “habeas data”, o que esta Corte já proclamou em julgamento plenário que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “‘HABEAS DATA’ – NATUREZA JURÍDICA – REGIME DO PODER VISÍVEL COMO PRESSUPOSTO DA ORDEM DEMOCRÁTICA – A JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL DAS LIBERDADES – SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES (SNI) – ACESSO NÃO RECUSADO AOS REGISTROS ESTATAIS – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – RECURSO IMPROVIDO. – A Carta Federal, ao proclamar os direitos e deveres individuais e coletivos, enunciou preceitos básicos, cuja compreensão é essencial à caracterização da ordem democrática como um regime do poder visível. – O modelo político-jurídico, plasmado na nova ordem constitucional, rejeita o poder que oculta e o poder que se oculta. Com essa vedação, pretendeu o constituinte tornar efetivamente legítima, em face dos destinatários do poder, a prática das instituições do Estado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478404. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o eminente Relator, para, dando provimento ao presente recurso extraordinário, reconhecer que o “habeas data”, como ação constitucional que é, revela-se instrumento adequado à obtenção, por parte do contribuinte, de dados a ele concernentes relativos ao pagamento de tributos constantes dos sistemas informatizados de apoio que a administração tributária mantém, qualquer que seja o nível da Federação em que se situe (federal, estadual, distrital e/ou municipal). Reafirmo, ainda, quanto à natureza e aos fins do remédio constitucional do “habeas data”, o que esta Corte já proclamou em julgamento plenário que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “‘HABEAS DATA’ – NATUREZA JURÍDICA – REGIME DO PODER VISÍVEL COMO PRESSUPOSTO DA ORDEM DEMOCRÁTICA – A JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL DAS LIBERDADES – SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES (SNI) – ACESSO NÃO RECUSADO AOS REGISTROS ESTATAIS – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – RECURSO IMPROVIDO. – A Carta Federal, ao proclamar os direitos e deveres individuais e coletivos, enunciou preceitos básicos, cuja compreensão é essencial à caracterização da ordem democrática como um regime do poder visível. – O modelo político-jurídico, plasmado na nova ordem constitucional, rejeita o poder que oculta e o poder que se oculta. Com essa vedação, pretendeu o constituinte tornar efetivamente legítima, em face dos destinatários do poder, a prática das instituições do Estado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 50 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 673707 / MG – O ‘habeas data’ configura remédio jurídico-processual, de natureza constitucional, que se destina a garantir, em favor da pessoa interessada, o exercício de pretensão jurídica discernível em seu tríplice aspecto: (a) direito de acesso aos registros; (b) direito de retificação dos registros e (c) direito de complementação dos registros. – Trata-se de relevante instrumento de ativação da jurisdição constitucional das liberdades, a qual representa, no plano institucional, a mais expressiva reação jurídica do Estado às situações que lesem, efetiva ou potencialmente, os direitos fundamentais da pessoa, quaisquer que sejam as dimensões em que estes se projetem. – O acesso ao ‘habeas data’ pressupõe, dentre outras condições de admissibilidade, a existência do interesse de agir. Ausente o interesse legitimador da ação, torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. – A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais, ou da omissão em atendê-lo, constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no ‘habeas data’. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida, há carência da ação constitucional do ‘habeas data’.” (RHD 22/DF, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478404. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG – O ‘habeas data’ configura remédio jurídico-processual, de natureza constitucional, que se destina a garantir, em favor da pessoa interessada, o exercício de pretensão jurídica discernível em seu tríplice aspecto: (a) direito de acesso aos registros; (b) direito de retificação dos registros e (c) direito de complementação dos registros. – Trata-se de relevante instrumento de ativação da jurisdição constitucional das liberdades, a qual representa, no plano institucional, a mais expressiva reação jurídica do Estado às situações que lesem, efetiva ou potencialmente, os direitos fundamentais da pessoa, quaisquer que sejam as dimensões em que estes se projetem. – O acesso ao ‘habeas data’ pressupõe, dentre outras condições de admissibilidade, a existência do interesse de agir. Ausente o interesse legitimador da ação, torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. – A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais, ou da omissão em atendê-lo, constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no ‘habeas data’. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida, há carência da ação constitucional do ‘habeas data’.” (RHD 22/DF, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9478404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 50 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar o eminente Relator, Ministro Luiz Fux, pelo brilhante voto que traz e, na verdade, é um voto histórico, porque reafirma o direito do cidadão de ter acesso às informações em poder da Administração Pública. Faço eco às palavras do Ministro Gilmar Mendes quando Sua Excelência estranha a resistência da União em entregar informações a um contribuinte as quais deveriam ser de acesso absolutamente corriqueiro, porque são de interesse do próprio contribuinte. E gostaria aqui de repetir aquilo que já foi dito, com muito mais brilho, pelos que me antecederam, que a nossa Constituição, a Constituição Cidadã, a Constituição que implanta o Estado democrático de Direito em nosso país, é pródiga em garantir o acesso a todo tipo de informações à cidadania, sejam elas públicas e mesmo privadas quando de interesse mais amplo, a começar do art. 37, que estabelece que a Administração Pública se pauta pelo princípio da publicidade, seja a Administração Pública direta, seja a indireta e, portanto, este é um vetor, é um dos pilares do Estado brasileiro, da Administração Pública brasileira. Na sequência, se nos debruçarmos sobre a nossa Carta Magna, veremos que o art. 5..., aquele que inaugura o capítulo relativo aos Direitos Fundamentais do cidadão, no inciso XXXIII, como já foi dito aqui, garante a todos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, salvo aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. O Ministro Gilmar Mendes também fez referência ao direito básico do cidadão: o direito de obter certidões, está garantido no inciso XXXIV, que assegura a todos, inclusive independentemente do pagamento de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar o eminente Relator, Ministro Luiz Fux, pelo brilhante voto que traz e, na verdade, é um voto histórico, porque reafirma o direito do cidadão de ter acesso às informações em poder da Administração Pública. Faço eco às palavras do Ministro Gilmar Mendes quando Sua Excelência estranha a resistência da União em entregar informações a um contribuinte as quais deveriam ser de acesso absolutamente corriqueiro, porque são de interesse do próprio contribuinte. E gostaria aqui de repetir aquilo que já foi dito, com muito mais brilho, pelos que me antecederam, que a nossa Constituição, a Constituição Cidadã, a Constituição que implanta o Estado democrático de Direito em nosso país, é pródiga em garantir o acesso a todo tipo de informações à cidadania, sejam elas públicas e mesmo privadas quando de interesse mais amplo, a começar do art. 37, que estabelece que a Administração Pública se pauta pelo princípio da publicidade, seja a Administração Pública direta, seja a indireta e, portanto, este é um vetor, é um dos pilares do Estado brasileiro, da Administração Pública brasileira. Na sequência, se nos debruçarmos sobre a nossa Carta Magna, veremos que o art. 5..., aquele que inaugura o capítulo relativo aos Direitos Fundamentais do cidadão, no inciso XXXIII, como já foi dito aqui, garante a todos o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, salvo aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. O Ministro Gilmar Mendes também fez referência ao direito básico do cidadão: o direito de obter certidões, está garantido no inciso XXXIV, que assegura a todos, inclusive independentemente do pagamento de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 50 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 673707 / MG taxas, a obtenção de certidões em repartições públicas para a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Não bastasse isso, a Constituição previu um remédio constitucional. Aliás, essa palavra "remédio" é usual no nosso âmbito, no âmbito jurídico, mas é realmente uma garantia do mais amplo espectro, que é o habeas data, o qual serve exatamente para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, inclusive para retificação desses dados, se esses estiverem errados. E observo também que a própria legislação ordinária vem caminhando no sentido de dar concreção a esse direito à informação. Tivemos, em 27 de maio de 2009, promulgada a chamada Lei da Transparência, que adita à Lei de Responsabilidade Fiscal, acrescenta a essa lei complementar uma série de artigos, segundo a ementa que estabelece norma de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, a fim de determinar a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dentro da linha, inclusive aventada pelo Ministro Dias Toffoli, de que, dentro em breve, isto será um fato absolutamente normal na medida em que a Administração Pública vai se informatizando, sobretudo no que diz respeito aos seus processos administrativos. Na sequência, e ainda num tempo relativamente recente, mas sempre em caráter evolutivo, foi promulgada a Lei 12.527, que é a Lei de Acesso à Informação, em 18 de novembro de 2011, que regula o acesso a informações, previstas no XXXIII do art. 5..., o qual acabei de mencionar, e também aquela lei prevista no § 3... do art. 37 da Carta Magna, justamente garantindo ao cidadão acesso aos atos governamentais. Esta nossa Suprema Corte não só tem historicamente garantido, de forma mais ampla, o direito de obtenção de certidões junto à Administração Pública, mas vem evoluindo no sentido de garantir esse direito mesmo em searas antes ainda, de certo modo, impenetráveis às 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG taxas, a obtenção de certidões em repartições públicas para a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Não bastasse isso, a Constituição previu um remédio constitucional. Aliás, essa palavra "remédio" é usual no nosso âmbito, no âmbito jurídico, mas é realmente uma garantia do mais amplo espectro, que é o habeas data, o qual serve exatamente para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, inclusive para retificação desses dados, se esses estiverem errados. E observo também que a própria legislação ordinária vem caminhando no sentido de dar concreção a esse direito à informação. Tivemos, em 27 de maio de 2009, promulgada a chamada Lei da Transparência, que adita à Lei de Responsabilidade Fiscal, acrescenta a essa lei complementar uma série de artigos, segundo a ementa que estabelece norma de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, a fim de determinar a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dentro da linha, inclusive aventada pelo Ministro Dias Toffoli, de que, dentro em breve, isto será um fato absolutamente normal na medida em que a Administração Pública vai se informatizando, sobretudo no que diz respeito aos seus processos administrativos. Na sequência, e ainda num tempo relativamente recente, mas sempre em caráter evolutivo, foi promulgada a Lei 12.527, que é a Lei de Acesso à Informação, em 18 de novembro de 2011, que regula o acesso a informações, previstas no XXXIII do art. 5..., o qual acabei de mencionar, e também aquela lei prevista no § 3... do art. 37 da Carta Magna, justamente garantindo ao cidadão acesso aos atos governamentais. Esta nossa Suprema Corte não só tem historicamente garantido, de forma mais ampla, o direito de obtenção de certidões junto à Administração Pública, mas vem evoluindo no sentido de garantir esse direito mesmo em searas antes ainda, de certo modo, impenetráveis às 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 50 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 673707 / MG pessoas, ao cidadão. E eu me refiro à famosa, já famosa, Súmula Vinculante 14, que assegura ao defensor, no interesse do representado, acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados, figurem em processo investigatório, em procedimento investigatório. Nós, também, recentemente, quando sufragamos o poder de investigação do Ministério Público, creio que em boa hora, pelos relevantes serviços que esse notável órgão presta à sociedade brasileira, o Plenário desta Corte estabeleceu que, muito embora tivéssemos garantido, tivéssemos reconhecido o poder de investigação do Parquet, nós dissemos que nenhuma investigação pode ser desenvolvida sob sigilo, pelo menos com relação aos investigados. Portanto, vejo que há não apenas uma pletora, diria assim, de normas constitucionais regulamentando esse importantíssimo direito, mas mesmo outras regras infraconstitucionais e uma jurisprudência consolidada desta Corte, no sentido de garantir esse direito primordial, que é o acesso às informações por parte dos cidadãos, que estão sob a guarda do poder público, ou mesmo de entes privados quando essas tenham o interesse mais geral. Com essas breves considerações, e louvando mais uma vez o denso e profundo voto do Ministro Luiz Fux, eu também o acompanho, conhecendo e dando provimento ao Recurso Extraordinário 673.707. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 673707 / MG pessoas, ao cidadão. E eu me refiro à famosa, já famosa, Súmula Vinculante 14, que assegura ao defensor, no interesse do representado, acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados, figurem em processo investigatório, em procedimento investigatório. Nós, também, recentemente, quando sufragamos o poder de investigação do Ministério Público, creio que em boa hora, pelos relevantes serviços que esse notável órgão presta à sociedade brasileira, o Plenário desta Corte estabeleceu que, muito embora tivéssemos garantido, tivéssemos reconhecido o poder de investigação do Parquet, nós dissemos que nenhuma investigação pode ser desenvolvida sob sigilo, pelo menos com relação aos investigados. Portanto, vejo que há não apenas uma pletora, diria assim, de normas constitucionais regulamentando esse importantíssimo direito, mas mesmo outras regras infraconstitucionais e uma jurisprudência consolidada desta Corte, no sentido de garantir esse direito primordial, que é o acesso às informações por parte dos cidadãos, que estão sob a guarda do poder público, ou mesmo de entes privados quando essas tenham o interesse mais geral. Com essas breves considerações, e louvando mais uma vez o denso e profundo voto do Ministro Luiz Fux, eu também o acompanho, conhecendo e dando provimento ao Recurso Extraordinário 673.707. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 50 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 582 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, assentando a tese de que o habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais. Impedido o Ministro Teori Zavascki. Falaram, pela União, o Dr. Augusto Cesar de Carvalho Leal, OAB/PE 26041, Procurador da Fazenda Nacional, e, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o Dr. Luiz Gustavo Bichara, OAB/RJ 112.310, Procurador Especial Tributário. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058526 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673.707 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : RIGLIMINAS DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 582 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, assentando a tese de que o habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos da administração fazendária dos entes estatais. Impedido o Ministro Teori Zavascki. Falaram, pela União, o Dr. Augusto Cesar de Carvalho Leal, OAB/PE 26041, Procurador da Fazenda Nacional, e, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o Dr. Luiz Gustavo Bichara, OAB/RJ 112.310, Procurador Especial Tributário. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 50
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Tema n 582 do Plenário Virtual", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707", "Recurso Extraordinário 673707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "ADI 4 . 815", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "ADI 4 . 815", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707 MINAS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RHD 22 / DF", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "RHD 22 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Súmula Vinculante 14", "Recurso Extraordinário 673 . 707 . 3", "Recurso Extraordinário 673707 / MG", "Súmula Vinculante 14", "Recurso Extraordinário 673 . 707 . 3", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 673 . 707" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 5 . . . , LXXII , CRFB / 88", "LEI n 9 . 507 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . ,", "Lei n 9 . 507 / 97", "Constituição", "art . 5 . . . , inciso XXXIII , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 507 / 97", "Constituição", "art . 5 . . . , inciso XXXIII , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , “ a ” , da CRFB / 88", "art . 5 . . . , LXXII , \" a \" , Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , “ a ” , da CRFB / 88", "art . 5 . . . , LXXII , \" a \" , Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LXXII , “ a ” , da CRFB / 88", "ART . 5 . . . , LXXII , “ a ” , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LXXII , “ a ” , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . 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MENDES", "Fux", "GILMAR MENDES", "Fux", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "Saulo Ramos", "Celso", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "Saulo Ramos", "Celso", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "Toffoli", "Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "Toffoli", "Barroso", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "Gilmar", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "Gilmar", "Fux", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "Gilmar", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "Gilmar", "Fux", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Ana Maria Neves de Paiva Navarro", "Ricardo Cueva", "Fux", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Ana Maria Neves de Paiva Navarro", "Ricardo Cueva", "Fux", "GILMAR MENDES", "Fachin", "Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Fux", "Gilmar", "Rosa", "LUIZ FUX", "Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Fux", "Gilmar", "Rosa", "LUIZ FUX", "Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES", "MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO", "Teori Zavascki", "Augusto Cesar de Carvalho Leal", "Luiz Gustavo Bichara", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "LUIZ FUX", "JOSÉ ROBERTO ROCHA GUIMARÃES", "MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO", "Teori Zavascki", "Augusto Cesar de Carvalho Leal", "Luiz Gustavo Bichara", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", 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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) :JEESALA MAYER COUTINHO COELHO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II – As questões em exame nestes autos tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG. Essas decisões valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749094. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 869656 AGR / ES voto do Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749094. Supremo Tribunal Federal RE 869656 AGR / ES voto do Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749094. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) :JEESALA MAYER COUTINHO COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista a inexistência de repercussão geral das questões discutidas nos autos (art. 13, V, c, do RISTF). A agravante reitera os argumentos utilizados no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749095. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) :JEESALA MAYER COUTINHO COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista a inexistência de repercussão geral das questões discutidas nos autos (art. 13, V, c, do RISTF). A agravante reitera os argumentos utilizados no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749095. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Ademais, verifico que o agravo regimental sequer impugnou os fundamentos da decisão recorrida. Com efeito, ao analisar o recurso extraordinário, consignei haver óbice intransponível ao conhecimento do recurso, tendo em vista a inexistência de repercussão geral dos temas ora em exame. A agravante, contudo, não impugnou especificamente os fundamentos da decisão monocrática, limitando-se a repetir as razões do recurso extraordinário. Evidencia-se, dessa forma, a deficiência na fundamentação do agravo regimental, o que atrai a incidência da Súmula 284 do STF. Nesse sentido, cito julgados do Pleno e de ambas as Turmas desta Corte cujas ementas seguem transcritas: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (Rcl 8.974-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno – grifos meus). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Ademais, verifico que o agravo regimental sequer impugnou os fundamentos da decisão recorrida. Com efeito, ao analisar o recurso extraordinário, consignei haver óbice intransponível ao conhecimento do recurso, tendo em vista a inexistência de repercussão geral dos temas ora em exame. A agravante, contudo, não impugnou especificamente os fundamentos da decisão monocrática, limitando-se a repetir as razões do recurso extraordinário. Evidencia-se, dessa forma, a deficiência na fundamentação do agravo regimental, o que atrai a incidência da Súmula 284 do STF. Nesse sentido, cito julgados do Pleno e de ambas as Turmas desta Corte cujas ementas seguem transcritas: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (Rcl 8.974-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno – grifos meus). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RE 869656 AGR / ES EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. 1) RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA: IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PRECEDENTES. 3) AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 667.051-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma – grifos meus). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4. Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5. Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As razões do agravo regimental não atacaram os fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 783.997-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma – grifos meus). Com a mesma orientação, menciono, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: RE 657.870-AgR/PI, Rel. Min. Teori Zavascki; AI 776.488-AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 719.790-ED/PR, Rel. Min. Celso de Mello; ARE 711.985-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 656.300-AgR/SP e RE 575.481-ED-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; ARE 741.353-AgR/RS, de minha relatoria. Além disso, a decisão agravada é de ser mantida por seus próprios fundamentos, porquanto as questões em debate tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG, cujas ementas seguem, respectivamente, transcritas: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Supremo Tribunal Federal RE 869656 AGR / ES EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. 1) RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA: IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PRECEDENTES. 3) AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 667.051-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma – grifos meus). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4. Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5. Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As razões do agravo regimental não atacaram os fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 783.997-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma – grifos meus). Com a mesma orientação, menciono, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: RE 657.870-AgR/PI, Rel. Min. Teori Zavascki; AI 776.488-AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 719.790-ED/PR, Rel. Min. Celso de Mello; ARE 711.985-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 656.300-AgR/SP e RE 575.481-ED-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; ARE 741.353-AgR/RS, de minha relatoria. Além disso, a decisão agravada é de ser mantida por seus próprios fundamentos, porquanto as questões em debate tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG, cujas ementas seguem, respectivamente, transcritas: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RE 869656 AGR / ES “Código de Defesa do Consumidor. 2. Cobrança de tarifas e taxas administrativas acessórias, vinculadas a contratos bancários. Controvérsia que se situa no âmbito da legislação infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral”. “Direito do Consumidor. Responsabilidade do Fornecedor. Indenização por danos morais e materiais. Prestação de serviço. Ineficiência. Matéria infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada”. “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Esses julgamentos valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Supremo Tribunal Federal RE 869656 AGR / ES “Código de Defesa do Consumidor. 2. Cobrança de tarifas e taxas administrativas acessórias, vinculadas a contratos bancários. Controvérsia que se situa no âmbito da legislação infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral”. “Direito do Consumidor. Responsabilidade do Fornecedor. Indenização por danos morais e materiais. Prestação de serviço. Ineficiência. Matéria infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada”. “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Esses julgamentos valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) : JEESALA MAYER COUTINHO COELHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058554 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) : JEESALA MAYER COUTINHO COELHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058554 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9068070
2015-06-17T00:00:00
2015-08-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II – As questões em exame nestes autos tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG. Essas decisões valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur314386
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) Rcl 8974 AgR (TP), RE 575481 ED-AgR (2ªT), AI 783997 AgR (2ªT), RE 667051 AgR (1ªT), ARE 711985 AgR (2ªT), AI 776488 AgR (1ªT), ARE 719790 ED (2ªT), RE 657870 AgR (2ªT), RE 656300 AgR (2ªT), ARE 741353 AgR (2ªT). (INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL) AI 765567 RG, ARE 743771 RG. (COBRANÇA DE TARIFA BANCÁRIA) ARE 675505 RG. Número de páginas: 7. Análise: 17/08/2015, AMS.
RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente)
Tribunal Pleno
869656
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005 INCLUÍDO PELA LEI-11418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 869656 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) : JEESALA MAYER COUTINHO COELHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) :JEESALA MAYER COUTINHO COELHO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II – As questões em exame nestes autos tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG. Essas decisões valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749094. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES voto do Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749094. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES voto do Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749094. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) :JEESALA MAYER COUTINHO COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista a inexistência de repercussão geral das questões discutidas nos autos (art. 13, V, c, do RISTF). A agravante reitera os argumentos utilizados no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749095. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) :JEESALA MAYER COUTINHO COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista a inexistência de repercussão geral das questões discutidas nos autos (art. 13, V, c, do RISTF). A agravante reitera os argumentos utilizados no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749095. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Ademais, verifico que o agravo regimental sequer impugnou os fundamentos da decisão recorrida. Com efeito, ao analisar o recurso extraordinário, consignei haver óbice intransponível ao conhecimento do recurso, tendo em vista a inexistência de repercussão geral dos temas ora em exame. A agravante, contudo, não impugnou especificamente os fundamentos da decisão monocrática, limitando-se a repetir as razões do recurso extraordinário. Evidencia-se, dessa forma, a deficiência na fundamentação do agravo regimental, o que atrai a incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito julgados do Pleno e de ambas as Turmas desta Corte cujas ementas seguem transcritas: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (Rcl 8.974-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno – grifos meus). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Ademais, verifico que o agravo regimental sequer impugnou os fundamentos da decisão recorrida. Com efeito, ao analisar o recurso extraordinário, consignei haver óbice intransponível ao conhecimento do recurso, tendo em vista a inexistência de repercussão geral dos temas ora em exame. A agravante, contudo, não impugnou especificamente os fundamentos da decisão monocrática, limitando-se a repetir as razões do recurso extraordinário. Evidencia-se, dessa forma, a deficiência na fundamentação do agravo regimental, o que atrai a incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito julgados do Pleno e de ambas as Turmas desta Corte cujas ementas seguem transcritas: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (Rcl 8.974-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno – grifos meus). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. 1) RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA: IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PRECEDENTES. 3) AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 667.051-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma – grifos meus). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4. Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5. Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As razões do agravo regimental não atacaram os fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 783.997-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma – grifos meus). Com a mesma orientação, menciono, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: Recurso Extraordinário 657.870-AgR/PI, Rel. Min. Teori Zavascki; AI 776.488-AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 719.790-ED/PR, Rel. Min. Celso de Mello; ARE 711.985-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 656.300-AgR/SP e Recurso Extraordinário 575.481-ED-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; ARE 741.353-AgR/RS, de minha relatoria. Além disso, a decisão agravada é de ser mantida por seus próprios fundamentos, porquanto as questões em debate tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG, cujas ementas seguem, respectivamente, transcritas: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. 1) RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA: IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PRECEDENTES. 3) AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 667.051-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma – grifos meus). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4. Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5. Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As razões do agravo regimental não atacaram os fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 783.997-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma – grifos meus). Com a mesma orientação, menciono, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: Recurso Extraordinário 657.870-AgR/PI, Rel. Min. Teori Zavascki; AI 776.488-AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 719.790-ED/PR, Rel. Min. Celso de Mello; ARE 711.985-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 656.300-AgR/SP e Recurso Extraordinário 575.481-ED-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; ARE 741.353-AgR/RS, de minha relatoria. Além disso, a decisão agravada é de ser mantida por seus próprios fundamentos, porquanto as questões em debate tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG, cujas ementas seguem, respectivamente, transcritas: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES “Código de Defesa do Consumidor. 2. Cobrança de tarifas e taxas administrativas acessórias, vinculadas a contratos bancários. Controvérsia que se situa no âmbito da legislação infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral”. “Direito do Consumidor. Responsabilidade do Fornecedor. Indenização por danos morais e materiais. Prestação de serviço. Ineficiência. Matéria infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada”. “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Esses julgamentos valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES “Código de Defesa do Consumidor. 2. Cobrança de tarifas e taxas administrativas acessórias, vinculadas a contratos bancários. Controvérsia que se situa no âmbito da legislação infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral”. “Direito do Consumidor. Responsabilidade do Fornecedor. Indenização por danos morais e materiais. Prestação de serviço. Ineficiência. Matéria infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada”. “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Esses julgamentos valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) : JEESALA MAYER COUTINHO COELHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058554 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869.656 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BV FINANCEIRA SA - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI ADV.(A/S) : JEESALA MAYER COUTINHO COELHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058554 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869 . 656", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 675 . 505 - RG", "AI 765 . 567 - RG", "ARE 743 . 771 - RG", "Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES", "Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 869 .", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl 8 . 974 - AgR / SC", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl 8 . 974 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 667 . 051 - AgR / RS", "AI 783 . 997 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 657 . 870 - AgR / PI", "AI 776 . 488 - AgR / SP", "ARE 719 . 790 - ED / PR", "ARE 711 . 985 - AgR / PE", "Recurso Extraordinário 656 . 300 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 575 . 481 - ED - AgR / SP", "ARE 741 . 353 - AgR / RS", "ARE 675 . 505 - RG", "AI 765 . 567 - RG", "ARE 743 . 771 - RG", "Recurso Extraordinário 869656 AGR / ES", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL .", "Recurso Extraordinário 667 . 051 - 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CRÉDITO , FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BV FINANCEIRA SA", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO", "RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI", "JEESALA MAYER COUTINHO COELHO", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO", "RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI", "JEESALA MAYER COUTINHO COELHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "BERESFORD MARTINS", "RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI", "JEESALA MAYER COUTINHO COELHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO", "RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI", "JEESALA MAYER COUTINHO COELHO", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "BERESFORD MARTINS MOREIRA NETO", "RAFAEL ANTÔNIO FRACALOSSI", "JEESALA MAYER COUTINHO COELHO", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "17", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) :ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 26 de maio de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) :ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 4 de março de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591498. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) :ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 4 de março de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 806506 AGR / DF análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca da violação ao artigos 5º, incisos II e XXXVI, da Constituição Federal. Evoca o Verbete Vinculante nº 10 da Súmula do Supremo, ante a alegada negativa de aplicação do artigo 5º da Lei nº 11.960/2009. Afirma não ser necessário o reexame de fatos e provas. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591498. Supremo Tribunal Federal ARE 806506 AGR / DF análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca da violação ao artigos 5º, incisos II e XXXVI, da Constituição Federal. Evoca o Verbete Vinculante nº 10 da Súmula do Supremo, ante a alegada negativa de aplicação do artigo 5º da Lei nº 11.960/2009. Afirma não ser necessário o reexame de fatos e provas. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora do Distrito Federal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. De início, excluo a possibilidade de considerar infringido o princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. No mérito, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios consignou, em síntese: JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ADMINISTRATIVO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. RECONHECIMENTO NA ESFERA ADMINISTRATIVA DA CONTAGEM ESPECIAL DE TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES INSALUBRES SOB O REGIME CELETISTA. DIREITO AO RECEBIMENTO DA DIFERENÇA DOS PROVENTOS PAGOS A MENOR. RENÚNCIA TÁCITA À PRESCRIÇÃO. ART. 191 DO CC. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, e não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591499. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora do Distrito Federal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. De início, excluo a possibilidade de considerar infringido o princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. No mérito, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios consignou, em síntese: JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ADMINISTRATIVO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. RECONHECIMENTO NA ESFERA ADMINISTRATIVA DA CONTAGEM ESPECIAL DE TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES INSALUBRES SOB O REGIME CELETISTA. DIREITO AO RECEBIMENTO DA DIFERENÇA DOS PROVENTOS PAGOS A MENOR. RENÚNCIA TÁCITA À PRESCRIÇÃO. ART. 191 DO CC. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, e não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 806506 AGR / DF Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591499. Supremo Tribunal Federal ARE 806506 AGR / DF Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) : ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644091 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) : ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644091 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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2015-05-26T00:00:00
2015-06-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur308124
Número de páginas: 6. Análise: 30/06/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
806506
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 806506 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) : ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) :ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 26 de maio de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) :ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 4 de março de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591498. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) :ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 4 de março de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 806506 AGR / DF análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca da violação ao artigos 5..., incisos II e XXXVI, da Constituição Federal. Evoca o Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo, ante a alegada negativa de aplicação do artigo 5... da Lei n 11.960/2009. Afirma não ser necessário o reexame de fatos e provas. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591498. Supremo Tribunal Federal ARE 806506 AGR / DF análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca da violação ao artigos 5..., incisos II e XXXVI, da Constituição Federal. Evoca o Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo, ante a alegada negativa de aplicação do artigo 5... da Lei n 11.960/2009. Afirma não ser necessário o reexame de fatos e provas. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora do Distrito Federal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. De início, excluo a possibilidade de considerar infringido o princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. No mérito, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios consignou, em síntese: JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ADMINISTRATIVO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. RECONHECIMENTO NA ESFERA ADMINISTRATIVA DA CONTAGEM ESPECIAL DE TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES INSALUBRES SOB O REGIME CELETISTA. DIREITO AO RECEBIMENTO DA DIFERENÇA DOS PROVENTOS PAGOS A MENOR. RENÚNCIA TÁCITA À PRESCRIÇÃO. ART. 191 DO Código Civil Brasileiro. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, e não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591499. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora do Distrito Federal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. De início, excluo a possibilidade de considerar infringido o princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. No mérito, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios consignou, em síntese: JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ADMINISTRATIVO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. RECONHECIMENTO NA ESFERA ADMINISTRATIVA DA CONTAGEM ESPECIAL DE TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES INSALUBRES SOB O REGIME CELETISTA. DIREITO AO RECEBIMENTO DA DIFERENÇA DOS PROVENTOS PAGOS A MENOR. RENÚNCIA TÁCITA À PRESCRIÇÃO. ART. 191 DO Código Civil Brasileiro. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, e não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 806506 AGR / DF Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591499. Supremo Tribunal Federal ARE 806506 AGR / DF Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8591499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) : ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644091 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.506 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA RODRIGUES BORGES ADV.(A/S) : ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644091 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 806506", "Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "ARE 806506 AGR / DF", "Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "AGRAVO 806 . 506", "ARE 806506 AGR", "ARE 806506" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . da Lei n 11 . 960 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . da Lei n 11 . 960 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Carta Federal", "ART . 191 DO Código Civil Brasileiro", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Carta Federal", "ADMINISTRATIVO", "ART . 191 DO Código Civil Brasileiro", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DISTRITO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TURMA", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ROSA RODRIGUES BORGES", "ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE PLENÁRIO", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA RODRIGUES BORGES", "ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA RODRIGUES BORGES", "ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA RODRIGUES BORGES", "ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ROSA RODRIGUES BORGES", "ANA FLÁVIA PESSOA TEIXEIRA LEITE", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "26", "/", "05", "/", "2015", "26 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "4 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "4 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "26", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Cumpre apreciá-los com espírito de compreensão, porquanto voltados, em última análise, ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – ESCLARECIMENTOS. Surgindo, embora unicamente na compreensão da parte, perplexidade quanto ao que decidido, incumbe, provendo os declaratórios, esclarecer o quadro decisório. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em prover os embargos de declaração no agravo regimental na petição, sem eficácia modificativa, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 17 de junho de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755644. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno desproveu agravo voltado a impugnar a decisão por meio da qual o ministro Maurício Corrêa havia negado seguimento ao pedido e determinado o arquivamento destes autos, por entender que a ação ordinária, formalizada por 84 conferentes de carga e descarga do Porto de Santos contra o Presidente da República e os Ministros de Estado dos Transportes e do Trabalho e Emprego, não se encaixa em nenhum dos casos de competência originária do Supremo previstos no artigo 102, inciso I, da Carta Federal. O Tribunal afastou a possibilidade de cogitar de natureza exemplificativa quanto ao texto do aludido preceito constitucional. Em relação ao argumento da existência de mandado de segurança anteriormente impetrado, no qual as mesmas autoridades figuram como coatoras, consignou a ausência da prevenção pretendida, destacando ainda o fato de este não ter frutificado, porque atacada lei em tese. O acórdão, de folha 299 a 304, ficou assim resumido: COMPETÊNCIA – MEDIDA DE ACESSO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – PREVISÃO CONSTITUCIONAL – NATUREZA. A competência do Supremo Tribunal Federal, consideradas as medidas de acesso, é delimitada constitucionalmente, sendo os preceitos exaustivos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755645. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno desproveu agravo voltado a impugnar a decisão por meio da qual o ministro Maurício Corrêa havia negado seguimento ao pedido e determinado o arquivamento destes autos, por entender que a ação ordinária, formalizada por 84 conferentes de carga e descarga do Porto de Santos contra o Presidente da República e os Ministros de Estado dos Transportes e do Trabalho e Emprego, não se encaixa em nenhum dos casos de competência originária do Supremo previstos no artigo 102, inciso I, da Carta Federal. O Tribunal afastou a possibilidade de cogitar de natureza exemplificativa quanto ao texto do aludido preceito constitucional. Em relação ao argumento da existência de mandado de segurança anteriormente impetrado, no qual as mesmas autoridades figuram como coatoras, consignou a ausência da prevenção pretendida, destacando ainda o fato de este não ter frutificado, porque atacada lei em tese. O acórdão, de folha 299 a 304, ficou assim resumido: COMPETÊNCIA – MEDIDA DE ACESSO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – PREVISÃO CONSTITUCIONAL – NATUREZA. A competência do Supremo Tribunal Federal, consideradas as medidas de acesso, é delimitada constitucionalmente, sendo os preceitos exaustivos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório PET 2840 AGR-ED / SP Os embargantes, na peça de folha 312 a 315, pretendem sanar dúvidas decorrentes do julgado. Sustentam que o fato de haver sido processado o Mandado de Segurança nº 00217120/160 “implica em (sic) haver essa Colenda Corte esposado entendimento de existir legitimidade passiva dos requeridos, para responder à presente ação, já que não foi o mesmo indeferido liminarmente” (folha 313). Afirmam que a ação mandamental veio a ser considerada imprópria porque dirigida contra lei em tese. Salientam que o Tribunal teria apreciado o pedido caso houvesse ocorrido violação aos direitos apontados. Consoante alegam, os fatos expostos na inicial revelam denúncia de prática de ilícito civil, conduta passível de ser julgada apenas pelo Supremo. Os embargados, apesar de intimados, deixaram de se manifestar. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755645. Supremo Tribunal Federal PET 2840 AGR-ED / SP Os embargantes, na peça de folha 312 a 315, pretendem sanar dúvidas decorrentes do julgado. Sustentam que o fato de haver sido processado o Mandado de Segurança nº 00217120/160 “implica em (sic) haver essa Colenda Corte esposado entendimento de existir legitimidade passiva dos requeridos, para responder à presente ação, já que não foi o mesmo indeferido liminarmente” (folha 313). Afirmam que a ação mandamental veio a ser considerada imprópria porque dirigida contra lei em tese. Salientam que o Tribunal teria apreciado o pedido caso houvesse ocorrido violação aos direitos apontados. Consoante alegam, os fatos expostos na inicial revelam denúncia de prática de ilícito civil, conduta passível de ser julgada apenas pelo Supremo. Os embargados, apesar de intimados, deixaram de se manifestar. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado, foi protocolada no quinquídio. A notícia do acórdão atacado veio a ser veiculada no Diário da Justiça de 7 de maio de 2004, sexta-feira (folha 305), ocorrendo a manifestação do inconformismo em 13 imediato, quinta-feira (folha 312). Conheço. Os embargantes sustentam a incongruência resultante da admissibilidade do mandado de segurança e a óptica contrária quanto à ação sucessiva, formalizada pelo rito ordinário, considerada a identidade de legitimados passivos. Esclareço. No primeiro caso, foi acionado o artigo 102, inciso I, alínea “d”, da Carta da República, a prever a competência originária do Supremo para julgar os mandados de segurança impetrados contra ato do Presidente da República e de Ministro de Estado. Neste processo, não se tem mandado de segurança e sim ação sob o rito ordinário, situação não contemplada no rol do artigo 102 da Lei Maior. Tampouco há competência originária do Tribunal, para o julgamento de ações cujo objeto sejam “ilícitos civis” praticados pelas autoridades que figuram como rés neste processo, os quais não se confundem com os ilícitos criminais, estes, sim, sujeitos à jurisdição do Supremo. Ante o quadro, provejo os embargos declaratórios para prestar os esclarecimentos acima. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755646. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado, foi protocolada no quinquídio. A notícia do acórdão atacado veio a ser veiculada no Diário da Justiça de 7 de maio de 2004, sexta-feira (folha 305), ocorrendo a manifestação do inconformismo em 13 imediato, quinta-feira (folha 312). Conheço. Os embargantes sustentam a incongruência resultante da admissibilidade do mandado de segurança e a óptica contrária quanto à ação sucessiva, formalizada pelo rito ordinário, considerada a identidade de legitimados passivos. Esclareço. No primeiro caso, foi acionado o artigo 102, inciso I, alínea “d”, da Carta da República, a prever a competência originária do Supremo para julgar os mandados de segurança impetrados contra ato do Presidente da República e de Ministro de Estado. Neste processo, não se tem mandado de segurança e sim ação sob o rito ordinário, situação não contemplada no rol do artigo 102 da Lei Maior. Tampouco há competência originária do Tribunal, para o julgamento de ações cujo objeto sejam “ilícitos civis” praticados pelas autoridades que figuram como rés neste processo, os quais não se confundem com os ilícitos criminais, estes, sim, sujeitos à jurisdição do Supremo. Ante o quadro, provejo os embargos declaratórios para prestar os esclarecimentos acima. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, proveu os embargos de declaração, sem eficácia modificativa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058513 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, proveu os embargos de declaração, sem eficácia modificativa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058513 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9068746
2015-06-17T00:00:00
2015-08-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, proveu os embargos de declaração, sem eficácia modificativa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015.
EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Cumpre apreciá-los com espírito de compreensão, porquanto voltados, em última análise, ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – ESCLARECIMENTOS. Surgindo, embora unicamente na compreensão da parte, perplexidade quanto ao que decidido, incumbe, provendo os declaratórios, esclarecer o quadro decisório.
sjur314399
Número de páginas: 5. Análise: 14/08/2015, IMC.
MARCO AURÉLIO
Tribunal Pleno
2840
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
Pet-AgR-ED
acordaos
Pet 2840 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO
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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Cumpre apreciá-los com espírito de compreensão, porquanto voltados, em última análise, ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – ESCLARECIMENTOS. Surgindo, embora unicamente na compreensão da parte, perplexidade quanto ao que decidido, incumbe, provendo os declaratórios, esclarecer o quadro decisório. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em prover os embargos de declaração no agravo regimental na petição, sem eficácia modificativa, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 17 de junho de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755644. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno desproveu agravo voltado a impugnar a decisão por meio da qual o ministro Maurício Corrêa havia negado seguimento ao pedido e determinado o arquivamento destes autos, por entender que a ação ordinária, formalizada por 84 conferentes de carga e descarga do Porto de Santos contra o Presidente da República e os Ministros de Estado dos Transportes e do Trabalho e Emprego, não se encaixa em nenhum dos casos de competência originária do Supremo previstos no artigo 102, inciso I, da Carta Federal. O Tribunal afastou a possibilidade de cogitar de natureza exemplificativa quanto ao texto do aludido preceito constitucional. Em relação ao argumento da existência de mandado de segurança anteriormente impetrado, no qual as mesmas autoridades figuram como coatoras, consignou a ausência da prevenção pretendida, destacando ainda o fato de este não ter frutificado, porque atacada lei em tese. O acórdão, de folha 299 a 304, ficou assim resumido: COMPETÊNCIA – MEDIDA DE ACESSO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – PREVISÃO CONSTITUCIONAL – NATUREZA. A competência do Supremo Tribunal Federal, consideradas as medidas de acesso, é delimitada constitucionalmente, sendo os preceitos exaustivos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755645. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) :MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno desproveu agravo voltado a impugnar a decisão por meio da qual o ministro Maurício Corrêa havia negado seguimento ao pedido e determinado o arquivamento destes autos, por entender que a ação ordinária, formalizada por 84 conferentes de carga e descarga do Porto de Santos contra o Presidente da República e os Ministros de Estado dos Transportes e do Trabalho e Emprego, não se encaixa em nenhum dos casos de competência originária do Supremo previstos no artigo 102, inciso I, da Carta Federal. O Tribunal afastou a possibilidade de cogitar de natureza exemplificativa quanto ao texto do aludido preceito constitucional. Em relação ao argumento da existência de mandado de segurança anteriormente impetrado, no qual as mesmas autoridades figuram como coatoras, consignou a ausência da prevenção pretendida, destacando ainda o fato de este não ter frutificado, porque atacada lei em tese. O acórdão, de folha 299 a 304, ficou assim resumido: COMPETÊNCIA – MEDIDA DE ACESSO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – PREVISÃO CONSTITUCIONAL – NATUREZA. A competência do Supremo Tribunal Federal, consideradas as medidas de acesso, é delimitada constitucionalmente, sendo os preceitos exaustivos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório PET 2840 AGR-ED / SP Os embargantes, na peça de folha 312 a 315, pretendem sanar dúvidas decorrentes do julgado. Sustentam que o fato de haver sido processado o Mandado de Segurança n 00217120/160 “implica em (sic) haver essa Colenda Corte esposado entendimento de existir legitimidade passiva dos requeridos, para responder à presente ação, já que não foi o mesmo indeferido liminarmente” (folha 313). Afirmam que a ação mandamental veio a ser considerada imprópria porque dirigida contra lei em tese. Salientam que o Tribunal teria apreciado o pedido caso houvesse ocorrido violação aos direitos apontados. Consoante alegam, os fatos expostos na inicial revelam denúncia de prática de ilícito civil, conduta passível de ser julgada apenas pelo Supremo. Os embargados, apesar de intimados, deixaram de se manifestar. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755645. Supremo Tribunal Federal PET 2840 AGR-ED / SP Os embargantes, na peça de folha 312 a 315, pretendem sanar dúvidas decorrentes do julgado. Sustentam que o fato de haver sido processado o Mandado de Segurança n 00217120/160 “implica em (sic) haver essa Colenda Corte esposado entendimento de existir legitimidade passiva dos requeridos, para responder à presente ação, já que não foi o mesmo indeferido liminarmente” (folha 313). Afirmam que a ação mandamental veio a ser considerada imprópria porque dirigida contra lei em tese. Salientam que o Tribunal teria apreciado o pedido caso houvesse ocorrido violação aos direitos apontados. Consoante alegam, os fatos expostos na inicial revelam denúncia de prática de ilícito civil, conduta passível de ser julgada apenas pelo Supremo. Os embargados, apesar de intimados, deixaram de se manifestar. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado, foi protocolada no quinquídio. A notícia do acórdão atacado veio a ser veiculada no Diário da Justiça de 7 de maio de 2004, sexta-feira (folha 305), ocorrendo a manifestação do inconformismo em 13 imediato, quinta-feira (folha 312). Conheço. Os embargantes sustentam a incongruência resultante da admissibilidade do mandado de segurança e a óptica contrária quanto à ação sucessiva, formalizada pelo rito ordinário, considerada a identidade de legitimados passivos. Esclareço. No primeiro caso, foi acionado o artigo 102, inciso I, alínea “d”, da Carta da República, a prever a competência originária do Supremo para julgar os mandados de segurança impetrados contra ato do Presidente da República e de Ministro de Estado. Neste processo, não se tem mandado de segurança e sim ação sob o rito ordinário, situação não contemplada no rol do artigo 102 da Lei Maior. Tampouco há competência originária do Tribunal, para o julgamento de ações cujo objeto sejam “ilícitos civis” praticados pelas autoridades que figuram como rés neste processo, os quais não se confundem com os ilícitos criminais, estes, sim, sujeitos à jurisdição do Supremo. Ante o quadro, provejo os embargos declaratórios para prestar os esclarecimentos acima. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755646. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado, foi protocolada no quinquídio. A notícia do acórdão atacado veio a ser veiculada no Diário da Justiça de 7 de maio de 2004, sexta-feira (folha 305), ocorrendo a manifestação do inconformismo em 13 imediato, quinta-feira (folha 312). Conheço. Os embargantes sustentam a incongruência resultante da admissibilidade do mandado de segurança e a óptica contrária quanto à ação sucessiva, formalizada pelo rito ordinário, considerada a identidade de legitimados passivos. Esclareço. No primeiro caso, foi acionado o artigo 102, inciso I, alínea “d”, da Carta da República, a prever a competência originária do Supremo para julgar os mandados de segurança impetrados contra ato do Presidente da República e de Ministro de Estado. Neste processo, não se tem mandado de segurança e sim ação sob o rito ordinário, situação não contemplada no rol do artigo 102 da Lei Maior. Tampouco há competência originária do Tribunal, para o julgamento de ações cujo objeto sejam “ilícitos civis” praticados pelas autoridades que figuram como rés neste processo, os quais não se confundem com os ilícitos criminais, estes, sim, sujeitos à jurisdição do Supremo. Ante o quadro, provejo os embargos declaratórios para prestar os esclarecimentos acima. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8755646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, proveu os embargos de declaração, sem eficácia modificativa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058513 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 2.840 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ABEL AUGUSTO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FARID CHAHAD EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES EMBDO.(A/S) : MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, proveu os embargos de declaração, sem eficácia modificativa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058513 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PETIÇÃO 2 . 840", "PETIÇÃO 2 . 840 SÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 .", "artigo 102 , inciso I , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alínea “ d ” , da Carta da República", "artigo 102 da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alínea “ d ” , da Carta da República", "artigo 102 da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "Porto de Santos", "Porto de Santos", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Pleno", "Supremo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Pleno", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ABEL AUGUSTO RIBEIRO", "FARID CHAHAD", "Ricardo Lewandowski", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ABEL AUGUSTO RIBEIRO", "FARID CHAHAD", "MARCO AURÉLIO", "Maurício Corrêa", "MARCO AURÉLIO", "ABEL AUGUSTO RIBEIRO", "FARID CHAHAD", "MARCO AURÉLIO", "Maurício Corrêa", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ABEL AUGUSTO RIBEIRO", "FARID CHAHAD", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "MARCO AURÉLIO", "ABEL AUGUSTO RIBEIRO", "FARID CHAHAD", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "17", "/", "06", "/", "2015", "17 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "7 de maio de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "7 de maio de 2004", "imediato", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "17", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Decisão sobre Repercussão Geral 15/09/2016 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :CASSIO MURILO FAGUNDES ADV.(A/S) :HUMBERTO LUCCHESI DE CARVALHO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO CONTRATADO POR TEMPO DETERMINADO PARA ATENDIMENTO DE NECESSIDADE TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. REQUISITOS DE VALIDADE (RE 658.026, REL. MIN. DIAS TOFFOLI, DJE DE 31/10/2014, TEMA 612). DESCUMPRIMENTO. EFEITOS JURÍDICOS. DIREITO À PERCEPÇÃO DOS SALÁRIOS REFERENTES AO PERÍODO TRABALHADO E, NOS TERMOS DO ART. 19-A DA LEI 8.036/1990, AO LEVANTAMENTO DOS DEPÓSITOS EFETUADOS NO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. 1. Reafirma-se, para fins de repercussão geral, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. 2. Recurso extraordinário a que se dá parcial provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686707. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 34 Decisão sobre Repercussão Geral RE 765320 RG / MG Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686707. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS Decisão: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em reclamatória trabalhista ajuizada contra o Estado de Minas Gerais por servidor contratado, sem concurso público, para a função de oficial de apoio judicial. Na petição inicial, alega-se, em síntese, que (a) o reclamante foi contratado pelo reclamado para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, por 3 (três) anos e 8 (oito) meses, período durante o qual teria executado atribuições inerentes e típicas dos integrantes do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em contrariedade ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal; (b) a inobservância às disposições constitucionais pertinentes teria acarretado a nulidade da contratação, gerando ao reclamante o direito à percepção de diversas verbas trabalhistas. Ao final, requer-se (a) a declaração de nulidade da contratação do reclamante, com efeitos ex tunc; (b) o reconhecimento da relação de trabalho que existia entre as partes litigantes (fl. 13); (c) a condenação do reclamado a comprovar o recolhimento dos valores referentes aos depósitos do FGTS correspondente a todo o período da relação de trabalho, fornecendo posteriormente os documentos necessários ao levantamento do montante depositado; (d) em caso de não comprovação dos depósitos, a condenação do reclamado ao pagamento de quantia equivalente aos valores não recolhidos; e (e) a condenação do reclamado ao pagamento (I) de 30 (trinta) dias de salário relativo à ausência da concessão de aviso prévio quando de sua dispensa; (II) de 5 (cinco) parcelas do seguro-desemprego; e (III) da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS Decisão: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em reclamatória trabalhista ajuizada contra o Estado de Minas Gerais por servidor contratado, sem concurso público, para a função de oficial de apoio judicial. Na petição inicial, alega-se, em síntese, que (a) o reclamante foi contratado pelo reclamado para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, por 3 (três) anos e 8 (oito) meses, período durante o qual teria executado atribuições inerentes e típicas dos integrantes do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em contrariedade ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal; (b) a inobservância às disposições constitucionais pertinentes teria acarretado a nulidade da contratação, gerando ao reclamante o direito à percepção de diversas verbas trabalhistas. Ao final, requer-se (a) a declaração de nulidade da contratação do reclamante, com efeitos ex tunc; (b) o reconhecimento da relação de trabalho que existia entre as partes litigantes (fl. 13); (c) a condenação do reclamado a comprovar o recolhimento dos valores referentes aos depósitos do FGTS correspondente a todo o período da relação de trabalho, fornecendo posteriormente os documentos necessários ao levantamento do montante depositado; (d) em caso de não comprovação dos depósitos, a condenação do reclamado ao pagamento de quantia equivalente aos valores não recolhidos; e (e) a condenação do reclamado ao pagamento (I) de 30 (trinta) dias de salário relativo à ausência da concessão de aviso prévio quando de sua dispensa; (II) de 5 (cinco) parcelas do seguro-desemprego; e (III) da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG O TJMG manteve sentença que julgara improcedentes os pedidos, nos termos da seguinte ementa (fl. 250): ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE COBRANÇA - SERVIDOR DESIGNADO PARA O CARGO DE OFICIAL DE APOIO JUDICIAL - PRETENSÃO DE RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS E MULTA DE 40% - RELAÇÃO ADMINISTRATIVA - VÍNCULO ESTATUTÁRIO - INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL - VERBAS INDEVIDAS - IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO EXORDIAL - RECURSO IMPROVIDO. O servidor admitido, em caráter provisório e excepcional, para desempenhar a função de oficial de apoio judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais não faz jus aos valores de FGTS, nem tampouco às demais verbas de natureza celetista, durante o período trabalhado, porquanto tal direito não foi previsto no artigo 39, § 3º da CF/88 e nem tampouco na legislação que trata da designação de terceiros para atender necessidade temporária de excepcional interesse público da Administração Pública Estadual. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, porquanto latentes são os preceitos sociais, políticos e econômicos que impregnam o caso em tela e ultrapassam os interesses subjetivos da mesma, cuja repercussão atinge não somente uma gleba considerável de trabalhadores, mas, sobretudo, afronta princípios caros ao Estado Democrático de Direito, que busca a Justiça Social em toda a sua inteireza (fl. 307). Aponta ofensa ao art. 37, II, § 2º, da CF/1988, pois 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG O TJMG manteve sentença que julgara improcedentes os pedidos, nos termos da seguinte ementa (fl. 250): ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE COBRANÇA - SERVIDOR DESIGNADO PARA O CARGO DE OFICIAL DE APOIO JUDICIAL - PRETENSÃO DE RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS E MULTA DE 40% - RELAÇÃO ADMINISTRATIVA - VÍNCULO ESTATUTÁRIO - INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL - VERBAS INDEVIDAS - IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO EXORDIAL - RECURSO IMPROVIDO. O servidor admitido, em caráter provisório e excepcional, para desempenhar a função de oficial de apoio judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais não faz jus aos valores de FGTS, nem tampouco às demais verbas de natureza celetista, durante o período trabalhado, porquanto tal direito não foi previsto no artigo 39, § 3º da CF/88 e nem tampouco na legislação que trata da designação de terceiros para atender necessidade temporária de excepcional interesse público da Administração Pública Estadual. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, porquanto latentes são os preceitos sociais, políticos e econômicos que impregnam o caso em tela e ultrapassam os interesses subjetivos da mesma, cuja repercussão atinge não somente uma gleba considerável de trabalhadores, mas, sobretudo, afronta princípios caros ao Estado Democrático de Direito, que busca a Justiça Social em toda a sua inteireza (fl. 307). Aponta ofensa ao art. 37, II, § 2º, da CF/1988, pois 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG (a) com o advento da Constituição de 1988, ficou vedada a contratação de pessoas para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, ao longo de quase 4 (quatro) anos, para executar atribuições inerentes e típicas às correspondentes ao exercício de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do TJMG; (b) o art. 19-A da Lei 8.036/1990 preceitua ser devido o recolhimento dos depósitos do FGTS nas hipóteses de contratos irregulares e nulos, como ocorreu no caso. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para reformar o acórdão recorrido e conferir ao recorrente os direitos sociais do trabalho, em especial a indenização relativa aos depósitos do FGTS. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) aplicação da Súmula 280/STF; (b) ausência de demonstração da repercussão geral; (c) incidência da Súmula 283/STF; (d) necessidade de reexame de provas. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo parcial provimento do recurso extraordinário, propondo, para fins de repercussão geral, a fixação da tese de que o contratado pela Administração Pública, por instrumento considerado nulo pela não realização prévia de concurso público, possui direito apenas à retribuição salarial e aos depósitos no FGTS atinentes ao período de prestação de serviços, ainda que firmado nos moldes de contrato temporário, tendo em conta a constitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/1990 (fls. 397/398). 2. Não assiste razão à parte recorrida relativamente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG (a) com o advento da Constituição de 1988, ficou vedada a contratação de pessoas para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, ao longo de quase 4 (quatro) anos, para executar atribuições inerentes e típicas às correspondentes ao exercício de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do TJMG; (b) o art. 19-A da Lei 8.036/1990 preceitua ser devido o recolhimento dos depósitos do FGTS nas hipóteses de contratos irregulares e nulos, como ocorreu no caso. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para reformar o acórdão recorrido e conferir ao recorrente os direitos sociais do trabalho, em especial a indenização relativa aos depósitos do FGTS. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) aplicação da Súmula 280/STF; (b) ausência de demonstração da repercussão geral; (c) incidência da Súmula 283/STF; (d) necessidade de reexame de provas. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo parcial provimento do recurso extraordinário, propondo, para fins de repercussão geral, a fixação da tese de que o contratado pela Administração Pública, por instrumento considerado nulo pela não realização prévia de concurso público, possui direito apenas à retribuição salarial e aos depósitos no FGTS atinentes ao período de prestação de serviços, ainda que firmado nos moldes de contrato temporário, tendo em conta a constitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/1990 (fls. 397/398). 2. Não assiste razão à parte recorrida relativamente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG às preliminares de não conhecimento do recurso extraordinário, o qual preenche os requisitos constitucionais e legais exigidos para a sua admissão. Sobre os óbices alegados, cumpre asseverar que (a) a matéria abordada no recurso extraordinário não envolve legislação local; (b) a preliminar de repercussão geral está devidamente fundamentada; (c) o apelo impugnou todos os argumentos do acórdão recorrido; (d) a matéria é exclusivamente de direito, não se fazendo necessária a reapreciação de fatos ou provas. 3. Consta dos autos que o reclamante, ora recorrente, foi contratado pelo Estado de Minas Gerais para a função de oficial de apoio judicial juntamente ao TJMG, a qual foi exercida durante quase 4 (quatro) anos. O Tribunal de origem rejeitou os pedidos do recorrente aos fundamentos de que, além de a contratação em discussão estar legalmente respaldada, não há que se falar que o apelante faça jus ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço nem às demais verbas pretendidas, como ora se pretende, eis que não previsto tal direito na legislação atinente, revelando-se de todo incompatível com o regime estatutário que regula o liame jurídico que envolve as partes ora litigantes (fl. 253). O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 2.229 (Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 25/6/2004), assentou os seguintes requisitos para a validade da contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. 37, IX, da CF/88): a) previsão em lei dos cargos; b) tempo determinado; c) necessidade temporária de interesse público; d) interesse público excepcional. Mais recentemente, a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG às preliminares de não conhecimento do recurso extraordinário, o qual preenche os requisitos constitucionais e legais exigidos para a sua admissão. Sobre os óbices alegados, cumpre asseverar que (a) a matéria abordada no recurso extraordinário não envolve legislação local; (b) a preliminar de repercussão geral está devidamente fundamentada; (c) o apelo impugnou todos os argumentos do acórdão recorrido; (d) a matéria é exclusivamente de direito, não se fazendo necessária a reapreciação de fatos ou provas. 3. Consta dos autos que o reclamante, ora recorrente, foi contratado pelo Estado de Minas Gerais para a função de oficial de apoio judicial juntamente ao TJMG, a qual foi exercida durante quase 4 (quatro) anos. O Tribunal de origem rejeitou os pedidos do recorrente aos fundamentos de que, além de a contratação em discussão estar legalmente respaldada, não há que se falar que o apelante faça jus ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço nem às demais verbas pretendidas, como ora se pretende, eis que não previsto tal direito na legislação atinente, revelando-se de todo incompatível com o regime estatutário que regula o liame jurídico que envolve as partes ora litigantes (fl. 253). O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 2.229 (Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 25/6/2004), assentou os seguintes requisitos para a validade da contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. 37, IX, da CF/88): a) previsão em lei dos cargos; b) tempo determinado; c) necessidade temporária de interesse público; d) interesse público excepcional. Mais recentemente, a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG questão foi reexaminada pelo Pleno em processo submetido à sistemática da repercussão geral (RE 658.026, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 31/10/2014, Tema 612), ocasião na qual foi assentada a tese de que: (…) para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. Confira-se a ementa desse julgado: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal em face de trecho da Constituição do Estado de Minas Gerais que repete texto da Constituição Federal. Recurso processado pela Corte Suprema, que dele conheceu. Contratação temporária por tempo determinado para atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público. Previsão em lei municipal de atividades ordinárias e regulares. Definição dos conteúdos jurídicos do art. 37, incisos II e IX, da Constituição Federal. Descumprimento dos requisitos constitucionais. Recurso provido. Declarada a inconstitucionalidade da norma municipal. Modulação dos efeitos. 1. O assunto corresponde ao Tema nº 612 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG questão foi reexaminada pelo Pleno em processo submetido à sistemática da repercussão geral (RE 658.026, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 31/10/2014, Tema 612), ocasião na qual foi assentada a tese de que: (…) para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. Confira-se a ementa desse julgado: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal em face de trecho da Constituição do Estado de Minas Gerais que repete texto da Constituição Federal. Recurso processado pela Corte Suprema, que dele conheceu. Contratação temporária por tempo determinado para atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público. Previsão em lei municipal de atividades ordinárias e regulares. Definição dos conteúdos jurídicos do art. 37, incisos II e IX, da Constituição Federal. Descumprimento dos requisitos constitucionais. Recurso provido. Declarada a inconstitucionalidade da norma municipal. Modulação dos efeitos. 1. O assunto corresponde ao Tema nº 612 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG internet e trata, à luz dos incisos II e IX do art. 37 da Constituição Federal, [d]a constitucionalidade de lei municipal que dispõe sobre as hipóteses de contratação temporária de servidores públicos. 2. Prevalência da regra da obrigatoriedade do concurso público (art. 37, inciso II, CF). As regras que restringem o cumprimento desse dispositivo estão previstas na Constituição Federal e devem ser interpretadas restritivamente. 3. O conteúdo jurídico do art. 37, inciso IX, da Constituição Federal pode ser resumido, ratificando- se, dessa forma, o entendimento da Corte Suprema de que, para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. 4. É inconstitucional a lei municipal em comento, eis que a norma não respeitou a Constituição Federal. A imposição constitucional da obrigatoriedade do concurso público é peremptória e tem como objetivo resguardar o cumprimento de princípios constitucionais, dentre eles, os da impessoalidade, da igualdade e da eficiência. Deve-se, como em outras hipóteses de reconhecimento da existência do vício da inconstitucionalidade, proceder à correção da norma, a fim de atender ao que dispõe a Constituição Federal. 5. Há que se garantir a instituição do que os franceses denominam de la culture de gestion, a cultura de gestão (terminologia atualmente ampliada 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG internet e trata, à luz dos incisos II e IX do art. 37 da Constituição Federal, [d]a constitucionalidade de lei municipal que dispõe sobre as hipóteses de contratação temporária de servidores públicos. 2. Prevalência da regra da obrigatoriedade do concurso público (art. 37, inciso II, CF). As regras que restringem o cumprimento desse dispositivo estão previstas na Constituição Federal e devem ser interpretadas restritivamente. 3. O conteúdo jurídico do art. 37, inciso IX, da Constituição Federal pode ser resumido, ratificando- se, dessa forma, o entendimento da Corte Suprema de que, para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. 4. É inconstitucional a lei municipal em comento, eis que a norma não respeitou a Constituição Federal. A imposição constitucional da obrigatoriedade do concurso público é peremptória e tem como objetivo resguardar o cumprimento de princípios constitucionais, dentre eles, os da impessoalidade, da igualdade e da eficiência. Deve-se, como em outras hipóteses de reconhecimento da existência do vício da inconstitucionalidade, proceder à correção da norma, a fim de atender ao que dispõe a Constituição Federal. 5. Há que se garantir a instituição do que os franceses denominam de la culture de gestion, a cultura de gestão (terminologia atualmente ampliada 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG para cultura de gestão estratégica) que consiste na interiorização de um vetor do progresso, com uma apreensão clara do que é normal, ordinário, e na concepção de que os atos de administração devem ter a pretensão de ampliar as potencialidades administrativas, visando à eficácia e à transformação positiva. 6. Dá-se provimento ao recurso extraordinário para o fim de julgar procedente a ação e declarar a inconstitucionalidade do art. 192, inciso III, da Lei nº 509/1999 do Município de Bertópolis/MG, aplicando- se à espécie o efeito ex nunc, a fim de garantir o cumprimento do princípio da segurança jurídica e o atendimento do excepcional interesse social. No caso dos autos, consta que o recorrente foi contratado com base no art. 10, II, § 1º, b, e § 3º, da Lei Estadual 10.254/1990, cuja redação é a seguinte: Art. 10 Para suprir a comprovada necessidade de pessoal, poderá haver designação para o exercício de função pública, nos casos de: (…) II cargo vago, e exclusivamente até o seu definitivo provimento, desde que não haja candidato aprovado em concurso público para a classe correspondente. § 1º A designação para o exercício da função pública de que trata este artigo somente se aplica nas hipóteses de cargos de: (…) b) Serventuários e Auxiliares de Justiça, na forma do art. 7º, parágrafo único, da Lei nº 9.027, de 21 de novembro de 1985, e art. 7º, § 1º, da Lei nº 9.726, de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG para cultura de gestão estratégica) que consiste na interiorização de um vetor do progresso, com uma apreensão clara do que é normal, ordinário, e na concepção de que os atos de administração devem ter a pretensão de ampliar as potencialidades administrativas, visando à eficácia e à transformação positiva. 6. Dá-se provimento ao recurso extraordinário para o fim de julgar procedente a ação e declarar a inconstitucionalidade do art. 192, inciso III, da Lei nº 509/1999 do Município de Bertópolis/MG, aplicando- se à espécie o efeito ex nunc, a fim de garantir o cumprimento do princípio da segurança jurídica e o atendimento do excepcional interesse social. No caso dos autos, consta que o recorrente foi contratado com base no art. 10, II, § 1º, b, e § 3º, da Lei Estadual 10.254/1990, cuja redação é a seguinte: Art. 10 Para suprir a comprovada necessidade de pessoal, poderá haver designação para o exercício de função pública, nos casos de: (…) II cargo vago, e exclusivamente até o seu definitivo provimento, desde que não haja candidato aprovado em concurso público para a classe correspondente. § 1º A designação para o exercício da função pública de que trata este artigo somente se aplica nas hipóteses de cargos de: (…) b) Serventuários e Auxiliares de Justiça, na forma do art. 7º, parágrafo único, da Lei nº 9.027, de 21 de novembro de 1985, e art. 7º, § 1º, da Lei nº 9.726, de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG 5 de dezembro de 1988. (…) § 3º A designação para o exercício de função pública far-se-á por ato próprio, publicado no órgão oficial, que determine o seu prazo e explicite o seu motivo, sob pena de nulidade e de responsabilidade do agente que lhe tenha dado causa. A portaria de designação do recorrente possui, no que importa, o seguinte teor (fl. 22): Departamento de Pessoal da 1ª Instância Diretora: Neuza das Mercês Rezende 06/09/2002 Anotando Portaria de Designação do Diretor do Foro: A partir da data da publicação, por prazo indeterminado: (…) Cássio Murilo Fagundes, de Boa Esperança, Oficial de Apoio Judicial, PJ-22; (…) A contratação do recorrente afigura-se flagrantemente contrária ao art. 37, II e IX, da CF/1988, porquanto foi realizada sem prévia aprovação em concurso público, por tempo indeterminado, para o desempenho de serviços ordinários permanentes do Estado e sem a devida exposição do interesse público excepcional que a justificasse. É clara, portanto, a nulidade da contratação da parte, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal. 4. O art. 19-A da Lei 8.036/1990 dispõe que é devido o depósito na conta vinculada do trabalhador cujo 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG 5 de dezembro de 1988. (…) § 3º A designação para o exercício de função pública far-se-á por ato próprio, publicado no órgão oficial, que determine o seu prazo e explicite o seu motivo, sob pena de nulidade e de responsabilidade do agente que lhe tenha dado causa. A portaria de designação do recorrente possui, no que importa, o seguinte teor (fl. 22): Departamento de Pessoal da 1ª Instância Diretora: Neuza das Mercês Rezende 06/09/2002 Anotando Portaria de Designação do Diretor do Foro: A partir da data da publicação, por prazo indeterminado: (…) Cássio Murilo Fagundes, de Boa Esperança, Oficial de Apoio Judicial, PJ-22; (…) A contratação do recorrente afigura-se flagrantemente contrária ao art. 37, II e IX, da CF/1988, porquanto foi realizada sem prévia aprovação em concurso público, por tempo indeterminado, para o desempenho de serviços ordinários permanentes do Estado e sem a devida exposição do interesse público excepcional que a justificasse. É clara, portanto, a nulidade da contratação da parte, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal. 4. O art. 19-A da Lei 8.036/1990 dispõe que é devido o depósito na conta vinculada do trabalhador cujo 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2º, da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. A constitucionalidade desse dispositivo foi assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do RE 596.478 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/3/2013, Tema 191), submetido ao regime do art. 543-B do CPC/1973, cuja ementa é a seguinte: Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. A validade jurídico-constitucional do art. 19-A da Lei 8.036/90 foi também proclamada por esta Corte em sede de controle concentrado de constitucionalidade (ADI 3.127, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/8/2015). Ademais, na apreciação do RE 705.140 (de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/11/2014, Tema 308), submetido à sistemática da repercussão geral, 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2º, da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. A constitucionalidade desse dispositivo foi assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do RE 596.478 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/3/2013, Tema 191), submetido ao regime do art. 543-B do CPC/1973, cuja ementa é a seguinte: Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. A validade jurídico-constitucional do art. 19-A da Lei 8.036/90 foi também proclamada por esta Corte em sede de controle concentrado de constitucionalidade (ADI 3.127, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/8/2015). Ademais, na apreciação do RE 705.140 (de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/11/2014, Tema 308), submetido à sistemática da repercussão geral, 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG assentou-se a aplicação do art. 19-A da Lei 8.036/1990 aos contratos de trabalho nulos firmados pela Administração Pública. Na ocasião, firmou-se a seguinte tese: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, § 2º), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. Por outro lado, é irrelevante a circunstância de o recorrente ter sido submetido ao regime estatutário após sua contratação pelo Estado de Minas Gerais; o que importa é que foi admitido aos quadros do reclamado sem observância dos pressupostos do art. 37, IX, da CF/88, o que acarretou a nulidade da contratação e lhe conferiu direito à percepção dos salários referentes ao período laborado e ao levantamento dos depósitos efetuados no FGTS, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se no sentido de que o entendimento firmado no julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o Poder Público, por inobservância às disposições constitucionais aplicáveis. Vejam-se: 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG assentou-se a aplicação do art. 19-A da Lei 8.036/1990 aos contratos de trabalho nulos firmados pela Administração Pública. Na ocasião, firmou-se a seguinte tese: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, § 2º), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. Por outro lado, é irrelevante a circunstância de o recorrente ter sido submetido ao regime estatutário após sua contratação pelo Estado de Minas Gerais; o que importa é que foi admitido aos quadros do reclamado sem observância dos pressupostos do art. 37, IX, da CF/88, o que acarretou a nulidade da contratação e lhe conferiu direito à percepção dos salários referentes ao período laborado e ao levantamento dos depósitos efetuados no FGTS, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se no sentido de que o entendimento firmado no julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o Poder Público, por inobservância às disposições constitucionais aplicáveis. Vejam-se: 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. DIREITO AOS DEPÓSITOS. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO RE 596.478 - RG (REL. P/ ACÓRDÃO MIN. DIAS TOFFOLI TEMA 191) E NO RE 705.140 RG (DE MINHA RELATORIA TEMA 308), JULGADOS SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 846.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 1º/8/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. RENOVAÇÃO SUCESSIVA. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO. PRECEDENTES.. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 880.073-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 9/9/2015) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Contratação temporária. Nulidade do contrato. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 596.478/RR- RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 2. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. DIREITO AOS DEPÓSITOS. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO RE 596.478 - RG (REL. P/ ACÓRDÃO MIN. DIAS TOFFOLI TEMA 191) E NO RE 705.140 RG (DE MINHA RELATORIA TEMA 308), JULGADOS SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 846.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 1º/8/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. RENOVAÇÃO SUCESSIVA. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO. PRECEDENTES.. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 880.073-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 9/9/2015) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Contratação temporária. Nulidade do contrato. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 596.478/RR- RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 2. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG de ambas as Turmas. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 867.655-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2015) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRATAÇÃO DE PESSOAL, PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM REALIZAÇÃO DE CONCURSO CONTRATO NULO VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 19-A DA LEI Nº 8.036/90 DEPÓSITO DE FGTS DEVIDO MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO RE 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (RE 888.316- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 6/8/2015) Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: RE-RG 596.478, red. do acórdão Dias Toffoli, e RE-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 863.125-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO FGTS. RE 705.140-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG de ambas as Turmas. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 867.655-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2015) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRATAÇÃO DE PESSOAL, PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM REALIZAÇÃO DE CONCURSO CONTRATO NULO VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 19-A DA LEI Nº 8.036/90 DEPÓSITO DE FGTS DEVIDO MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO RE 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (RE 888.316- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 6/8/2015) Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: RE-RG 596.478, red. do acórdão Dias Toffoli, e RE-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 863.125-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO FGTS. RE 705.140-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO IRREGULAR. FÉRIAS. ABONO DE FÉRIAS. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO PROPORCIONAL. INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS. INDEFERIMENTO NA ORIGEM. RECURSO PROVIDO EM PARTE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. 5. Embargos de declaração REJEITADOS. (ARE 839.606- AgR-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2015) Propõe-se, assim, a reafirmação da jurisprudência do STF no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO IRREGULAR. FÉRIAS. ABONO DE FÉRIAS. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO PROPORCIONAL. INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS. INDEFERIMENTO NA ORIGEM. RECURSO PROVIDO EM PARTE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. 5. Embargos de declaração REJEITADOS. (ARE 839.606- AgR-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2015) Propõe-se, assim, a reafirmação da jurisprudência do STF no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. 5. Registre-se que essa tese não prejudica a apreciação da matéria cuja repercussão geral foi reconhecida no ARE 646.000-RG (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 29/6/2012, Tema 551), referente à extensão de direitos concedidos aos servidores públicos efetivos aos servidores e empregados públicos contratados para atender necessidade temporária e excepcional do setor público. Isso porque, nesse precedente paradigma, o acórdão recorrido reputou válida a contratação do servidor por tempo determinado, e o recurso extraordinário do Estado de Minas Gerais não se insurge contra isso. Defende-se, nesse caso, que os direitos postulados na demanda não são extensíveis aos servidores contratados na forma do art. 37, IX, da CF/88. O Tema 551 abrange, portanto, apenas as contratações por tempo determinado reputadas válidas. 6. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão suscitada e pela reafirmação da jurisprudência sobre a matéria, dando parcial provimento ao recurso extraordinário para julgar parcialmente procedentes os pedidos e condenar o Estado de Minas Gerais ao pagamento dos depósitos do FGTS referentes a todo o período laborado, corrigidos monetariamente pelo IPCA-E, desde o vencimento das obrigações, com incidência de juros de mora na forma 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. 5. Registre-se que essa tese não prejudica a apreciação da matéria cuja repercussão geral foi reconhecida no ARE 646.000-RG (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 29/6/2012, Tema 551), referente à extensão de direitos concedidos aos servidores públicos efetivos aos servidores e empregados públicos contratados para atender necessidade temporária e excepcional do setor público. Isso porque, nesse precedente paradigma, o acórdão recorrido reputou válida a contratação do servidor por tempo determinado, e o recurso extraordinário do Estado de Minas Gerais não se insurge contra isso. Defende-se, nesse caso, que os direitos postulados na demanda não são extensíveis aos servidores contratados na forma do art. 37, IX, da CF/88. O Tema 551 abrange, portanto, apenas as contratações por tempo determinado reputadas válidas. 6. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão suscitada e pela reafirmação da jurisprudência sobre a matéria, dando parcial provimento ao recurso extraordinário para julgar parcialmente procedentes os pedidos e condenar o Estado de Minas Gerais ao pagamento dos depósitos do FGTS referentes a todo o período laborado, corrigidos monetariamente pelo IPCA-E, desde o vencimento das obrigações, com incidência de juros de mora na forma 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG do art. 1º-F da Lei 9.494/1997, na redação da MP 2.180-35/2001, até 29/6/2009, e na redação da Lei 11.960/2009, a partir de então. Tendo em vista a sucumbência recíproca, os ônus sucumbenciais deverão ser arcados de forma proporcional pelas partes (art. 21 do CPC/1973). Brasília, 26 de agosto de 2016. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG do art. 1º-F da Lei 9.494/1997, na redação da MP 2.180-35/2001, até 29/6/2009, e na redação da Lei 11.960/2009, a partir de então. Tendo em vista a sucumbência recíproca, os ônus sucumbenciais deverão ser arcados de forma proporcional pelas partes (art. 21 do CPC/1973). Brasília, 26 de agosto de 2016. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA – ADMISSÃO NA ORIGEM – PASSAGEM DO TEMPO – PECULIARIDADES – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. PLENÁRIO VIRTUAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – JULGAMENTO – INADEQUAÇÃO. 1. A assessora Dra. Juliana Gonçalves de Souza Guimarães prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário nº 765.320/MG, relator o ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 26 de agosto de 2016, com termo final para manifestação em 15 de setembro de 2016. A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, por unanimidade, negou provimento à apelação interposta pelo recorrente, mantendo sentença mediante a qual se julgou improcedente o pedido de condenação do Estado ao pagamento da verba relativa ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS e da respectiva multa, bem como das parcelas alusivas ao aviso prévio e demais verbas trabalhistas devidas em referência ao período em que desempenhou a função de oficial de apoio judicial. O Colegiado consignou a validade do contrato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA – ADMISSÃO NA ORIGEM – PASSAGEM DO TEMPO – PECULIARIDADES – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. PLENÁRIO VIRTUAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – JULGAMENTO – INADEQUAÇÃO. 1. A assessora Dra. Juliana Gonçalves de Souza Guimarães prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário nº 765.320/MG, relator o ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 26 de agosto de 2016, com termo final para manifestação em 15 de setembro de 2016. A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, por unanimidade, negou provimento à apelação interposta pelo recorrente, mantendo sentença mediante a qual se julgou improcedente o pedido de condenação do Estado ao pagamento da verba relativa ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS e da respectiva multa, bem como das parcelas alusivas ao aviso prévio e demais verbas trabalhistas devidas em referência ao período em que desempenhou a função de oficial de apoio judicial. O Colegiado consignou a validade do contrato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG formalizado para o exercício de função temporária e excepcional, nos termos do artigo 37, inciso IX, da Lei Fundamental. Assentou a incompatibilidade entre as verbas pretendidas e o regime estatutário aplicável ao servidor temporário, em virtude de tais direitos não serem previstos na legislação de regência. Os embargos de declaração foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base nas alíneas “a” e “c” do permissivo constitucional, o recorrente argui transgressão ao artigo 37, inciso II e § 2º, da Carta da República. Sustenta surgirem devidos os valores concernentes aos depósitos do FGTS, reportando-se ao artigo 19-A da Lei nº 8.036/1990, ante a nulidade do contrato de trabalho avençado com a Administração por inobservância da exigência de prévia aprovação em concurso público. Sublinha estar descaracterizada a forma de contratação prevista no artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal, porquanto não teriam sido preenchidos os requisitos da temporariedade e excepcionalidade. Salienta que trabalhou por três anos e oito meses, praticando atos típicos de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sob o ângulo da repercussão geral, assinala que a matéria versada no recurso ultrapassa os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante do ponto de vista político, social e econômico. Destaca a transcendência do tema por dizer respeito ao direito de grande número de trabalhadores. Nas contrarrazões, o recorrido articula com a impossibilidade de conhecimento do recurso devido à falta de demonstração da repercussão geral e da impossibilidade de exame de matéria infraconstitucional e fático-probatória. No 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG formalizado para o exercício de função temporária e excepcional, nos termos do artigo 37, inciso IX, da Lei Fundamental. Assentou a incompatibilidade entre as verbas pretendidas e o regime estatutário aplicável ao servidor temporário, em virtude de tais direitos não serem previstos na legislação de regência. Os embargos de declaração foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base nas alíneas “a” e “c” do permissivo constitucional, o recorrente argui transgressão ao artigo 37, inciso II e § 2º, da Carta da República. Sustenta surgirem devidos os valores concernentes aos depósitos do FGTS, reportando-se ao artigo 19-A da Lei nº 8.036/1990, ante a nulidade do contrato de trabalho avençado com a Administração por inobservância da exigência de prévia aprovação em concurso público. Sublinha estar descaracterizada a forma de contratação prevista no artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal, porquanto não teriam sido preenchidos os requisitos da temporariedade e excepcionalidade. Salienta que trabalhou por três anos e oito meses, praticando atos típicos de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sob o ângulo da repercussão geral, assinala que a matéria versada no recurso ultrapassa os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante do ponto de vista político, social e econômico. Destaca a transcendência do tema por dizer respeito ao direito de grande número de trabalhadores. Nas contrarrazões, o recorrido articula com a impossibilidade de conhecimento do recurso devido à falta de demonstração da repercussão geral e da impossibilidade de exame de matéria infraconstitucional e fático-probatória. No 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG mérito, aduz haver regime funcional próprio decorrente do vínculo contratual entre o servidor e a Administração, no qual não estariam abrangidos os direitos postulados. O extraordinário foi admitido na origem. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki, no sentido da existência de repercussão geral: Decisão: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em reclamatória trabalhista ajuizada contra o Estado de Minas Gerais por servidor contratado, sem concurso público, para a função de oficial de apoio judicial. Na petição inicial, alega-se, em síntese, que (a) o reclamante foi contratado pelo reclamado para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, por 3 (três) anos e 8 (oito) meses, período durante o qual teria executado atribuições inerentes e típicas dos integrantes do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em contrariedade ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal; (b) a inobservância às disposições constitucionais pertinentes teria acarretado a nulidade da contratação, gerando ao reclamante o direito à percepção de diversas verbas trabalhistas. Ao final, requer-se (a) a declaração de nulidade da contratação do reclamante, com efeitos ex tunc; (b) o reconhecimento da relação de trabalho que existia entre as partes litigantes (fl. 13); (c) a condenação do reclamado a comprovar o recolhimento dos valores referentes aos depósitos do FGTS correspondente a todo o período da relação de trabalho, fornecendo posteriormente os documentos necessários ao levantamento do montante depositado; (d) em caso de não comprovação dos depósitos, a condenação do reclamado ao pagamento de quantia equivalente aos valores não recolhidos; e (e) a condenação do reclamado ao pagamento (I) de 30 (trinta) dias de salário relativo à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG mérito, aduz haver regime funcional próprio decorrente do vínculo contratual entre o servidor e a Administração, no qual não estariam abrangidos os direitos postulados. O extraordinário foi admitido na origem. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki, no sentido da existência de repercussão geral: Decisão: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em reclamatória trabalhista ajuizada contra o Estado de Minas Gerais por servidor contratado, sem concurso público, para a função de oficial de apoio judicial. Na petição inicial, alega-se, em síntese, que (a) o reclamante foi contratado pelo reclamado para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, por 3 (três) anos e 8 (oito) meses, período durante o qual teria executado atribuições inerentes e típicas dos integrantes do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em contrariedade ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal; (b) a inobservância às disposições constitucionais pertinentes teria acarretado a nulidade da contratação, gerando ao reclamante o direito à percepção de diversas verbas trabalhistas. Ao final, requer-se (a) a declaração de nulidade da contratação do reclamante, com efeitos ex tunc; (b) o reconhecimento da relação de trabalho que existia entre as partes litigantes (fl. 13); (c) a condenação do reclamado a comprovar o recolhimento dos valores referentes aos depósitos do FGTS correspondente a todo o período da relação de trabalho, fornecendo posteriormente os documentos necessários ao levantamento do montante depositado; (d) em caso de não comprovação dos depósitos, a condenação do reclamado ao pagamento de quantia equivalente aos valores não recolhidos; e (e) a condenação do reclamado ao pagamento (I) de 30 (trinta) dias de salário relativo à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG ausência da concessão de aviso prévio quando de sua dispensa; (II) de 5 (cinco) parcelas do seguro-desemprego; e (III) da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT. O TJMG manteve sentença que julgara improcedentes os pedidos, nos termos da seguinte ementa (fl. 250): ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE COBRANÇA - SERVIDOR DESIGNADO PARA O CARGO DE OFICIAL DE APOIO JUDICIAL - PRETENSÃO DE RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS E MULTA DE 40% - RELAÇÃO ADMINISTRATIVA - VÍNCULO ESTATUTÁRIO - INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL - VERBAS INDEVIDAS - IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO EXORDIAL - RECURSO IMPROVIDO. O servidor admitido, em caráter provisório e excepcional, para desempenhar a função de oficial de apoio judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais não faz jus aos valores de FGTS, nem tampouco às demais verbas de natureza celetista, durante o período trabalhado, porquanto tal direito não foi previsto no artigo 39, § 3º da CF/88 e nem tampouco na legislação que trata da designação de terceiros para atender necessidade temporária de excepcional interesse público da Administração Pública Estadual. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, porquanto latentes são os preceitos sociais, políticos e econômicos que impregnam o caso em tela e ultrapassam os interesses subjetivos da mesma, cuja repercussão atinge não somente uma gleba considerável de trabalhadores, mas, sobretudo, afronta princípios caros ao Estado Democrático de Direito, que busca a Justiça 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG ausência da concessão de aviso prévio quando de sua dispensa; (II) de 5 (cinco) parcelas do seguro-desemprego; e (III) da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT. O TJMG manteve sentença que julgara improcedentes os pedidos, nos termos da seguinte ementa (fl. 250): ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE COBRANÇA - SERVIDOR DESIGNADO PARA O CARGO DE OFICIAL DE APOIO JUDICIAL - PRETENSÃO DE RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS E MULTA DE 40% - RELAÇÃO ADMINISTRATIVA - VÍNCULO ESTATUTÁRIO - INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL - VERBAS INDEVIDAS - IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO EXORDIAL - RECURSO IMPROVIDO. O servidor admitido, em caráter provisório e excepcional, para desempenhar a função de oficial de apoio judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais não faz jus aos valores de FGTS, nem tampouco às demais verbas de natureza celetista, durante o período trabalhado, porquanto tal direito não foi previsto no artigo 39, § 3º da CF/88 e nem tampouco na legislação que trata da designação de terceiros para atender necessidade temporária de excepcional interesse público da Administração Pública Estadual. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, porquanto latentes são os preceitos sociais, políticos e econômicos que impregnam o caso em tela e ultrapassam os interesses subjetivos da mesma, cuja repercussão atinge não somente uma gleba considerável de trabalhadores, mas, sobretudo, afronta princípios caros ao Estado Democrático de Direito, que busca a Justiça 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG Social em toda a sua inteireza (fl. 307). Aponta ofensa ao art. 37, II, § 2º, da CF/1988, pois (a) com o advento da Constituição de 1988, ficou vedada a contratação de pessoas para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, ao longo de quase 4 (quatro) anos, para executar atribuições inerentes e típicas às correspondentes ao exercício de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do TJMG; (b) o art. 19-A da Lei 8.036/1990 preceitua ser devido o recolhimento dos depósitos do FGTS nas hipóteses de contratos irregulares e nulos, como ocorreu no caso. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para reformar o acórdão recorrido e conferir ao recorrente os direitos sociais do trabalho, em especial a indenização relativa aos depósitos do FGTS. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) aplicação da Súmula 280/STF; (b) ausência de demonstração da repercussão geral; (c) incidência da Súmula 283/STF; (d) necessidade de reexame de provas. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo parcial provimento do recurso extraordinário, propondo, para fins de repercussão geral, a fixação da tese de que o contratado pela Administração Pública, por instrumento considerado nulo pela não realização prévia de concurso público, possui direito apenas à retribuição salarial e aos depósitos no FGTS atinentes ao período de prestação de serviços, ainda que firmado nos moldes de contrato temporário, tendo em conta a constitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/1990 (fls. 397/398). 2. Não assiste razão à parte recorrida relativamente às preliminares de não conhecimento do recurso extraordinário, o qual preenche os requisitos constitucionais e legais exigidos para a sua admissão. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG Social em toda a sua inteireza (fl. 307). Aponta ofensa ao art. 37, II, § 2º, da CF/1988, pois (a) com o advento da Constituição de 1988, ficou vedada a contratação de pessoas para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, ao longo de quase 4 (quatro) anos, para executar atribuições inerentes e típicas às correspondentes ao exercício de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do TJMG; (b) o art. 19-A da Lei 8.036/1990 preceitua ser devido o recolhimento dos depósitos do FGTS nas hipóteses de contratos irregulares e nulos, como ocorreu no caso. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para reformar o acórdão recorrido e conferir ao recorrente os direitos sociais do trabalho, em especial a indenização relativa aos depósitos do FGTS. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) aplicação da Súmula 280/STF; (b) ausência de demonstração da repercussão geral; (c) incidência da Súmula 283/STF; (d) necessidade de reexame de provas. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo parcial provimento do recurso extraordinário, propondo, para fins de repercussão geral, a fixação da tese de que o contratado pela Administração Pública, por instrumento considerado nulo pela não realização prévia de concurso público, possui direito apenas à retribuição salarial e aos depósitos no FGTS atinentes ao período de prestação de serviços, ainda que firmado nos moldes de contrato temporário, tendo em conta a constitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/1990 (fls. 397/398). 2. Não assiste razão à parte recorrida relativamente às preliminares de não conhecimento do recurso extraordinário, o qual preenche os requisitos constitucionais e legais exigidos para a sua admissão. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG Sobre os óbices alegados, cumpre asseverar que (a) a matéria abordada no recurso extraordinário não envolve legislação local; (b) a preliminar de repercussão geral está devidamente fundamentada; (c) o apelo impugnou todos os argumentos do acórdão recorrido; (d) a matéria é exclusivamente de direito, não se fazendo necessária a reapreciação de fatos ou provas. 3. Consta dos autos que o reclamante, ora recorrente, foi contratado pelo Estado de Minas Gerais para a função de oficial de apoio judicial juntamente ao TJMG, a qual foi exercida durante quase 4 (quatro) anos. O Tribunal de origem rejeitou os pedidos do recorrente aos fundamentos de que, além de a contratação em discussão estar legalmente respaldada, não há que se falar que o apelante faça jus ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço nem às demais verbas pretendidas, como ora se pretende, eis que não previsto tal direito na legislação atinente, revelando-se de todo incompatível com o regime estatutário que regula o liame jurídico que envolve as partes ora litigantes (fl. 253). O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 2.229 (Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 25/6/2004), assentou os seguintes requisitos para a validade da contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. 37, IX, da CF/88): a) previsão em lei dos cargos; b) tempo determinado; c) necessidade temporária de interesse público; d) interesse público excepcional. Mais recentemente, a questão foi reexaminada pelo Pleno em processo submetido à sistemática da repercussão geral (RE 658.026, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 31/10/2014, Tema 612), ocasião na qual foi assentada a tese de que: (…) para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG Sobre os óbices alegados, cumpre asseverar que (a) a matéria abordada no recurso extraordinário não envolve legislação local; (b) a preliminar de repercussão geral está devidamente fundamentada; (c) o apelo impugnou todos os argumentos do acórdão recorrido; (d) a matéria é exclusivamente de direito, não se fazendo necessária a reapreciação de fatos ou provas. 3. Consta dos autos que o reclamante, ora recorrente, foi contratado pelo Estado de Minas Gerais para a função de oficial de apoio judicial juntamente ao TJMG, a qual foi exercida durante quase 4 (quatro) anos. O Tribunal de origem rejeitou os pedidos do recorrente aos fundamentos de que, além de a contratação em discussão estar legalmente respaldada, não há que se falar que o apelante faça jus ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço nem às demais verbas pretendidas, como ora se pretende, eis que não previsto tal direito na legislação atinente, revelando-se de todo incompatível com o regime estatutário que regula o liame jurídico que envolve as partes ora litigantes (fl. 253). O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 2.229 (Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 25/6/2004), assentou os seguintes requisitos para a validade da contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. 37, IX, da CF/88): a) previsão em lei dos cargos; b) tempo determinado; c) necessidade temporária de interesse público; d) interesse público excepcional. Mais recentemente, a questão foi reexaminada pelo Pleno em processo submetido à sistemática da repercussão geral (RE 658.026, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 31/10/2014, Tema 612), ocasião na qual foi assentada a tese de que: (…) para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. Confira-se a ementa desse julgado: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal em face de trecho da Constituição do Estado de Minas Gerais que repete texto da Constituição Federal. Recurso processado pela Corte Suprema, que dele conheceu. Contratação temporária por tempo determinado para atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público. Previsão em lei municipal de atividades ordinárias e regulares. Definição dos conteúdos jurídicos do art. 37, incisos II e IX, da Constituição Federal. Descumprimento dos requisitos constitucionais. Recurso provido. Declarada a inconstitucionalidade da norma municipal. Modulação dos efeitos. 1. O assunto corresponde ao Tema nº 612 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet e trata, à luz dos incisos II e IX do art. 37 da Constituição Federal, [d]a constitucionalidade de lei municipal que dispõe sobre as hipóteses de contratação temporária de servidores públicos. 2. Prevalência da regra da obrigatoriedade do concurso público (art. 37, inciso II, CF). As regras que restringem o cumprimento desse dispositivo estão previstas na Constituição Federal e devem ser interpretadas restritivamente. 3. O conteúdo jurídico do art. 37, inciso IX, da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. Confira-se a ementa desse julgado: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal em face de trecho da Constituição do Estado de Minas Gerais que repete texto da Constituição Federal. Recurso processado pela Corte Suprema, que dele conheceu. Contratação temporária por tempo determinado para atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público. Previsão em lei municipal de atividades ordinárias e regulares. Definição dos conteúdos jurídicos do art. 37, incisos II e IX, da Constituição Federal. Descumprimento dos requisitos constitucionais. Recurso provido. Declarada a inconstitucionalidade da norma municipal. Modulação dos efeitos. 1. O assunto corresponde ao Tema nº 612 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet e trata, à luz dos incisos II e IX do art. 37 da Constituição Federal, [d]a constitucionalidade de lei municipal que dispõe sobre as hipóteses de contratação temporária de servidores públicos. 2. Prevalência da regra da obrigatoriedade do concurso público (art. 37, inciso II, CF). As regras que restringem o cumprimento desse dispositivo estão previstas na Constituição Federal e devem ser interpretadas restritivamente. 3. O conteúdo jurídico do art. 37, inciso IX, da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG Constituição Federal pode ser resumido, ratificando-se, dessa forma, o entendimento da Corte Suprema de que, para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. 4. É inconstitucional a lei municipal em comento, eis que a norma não respeitou a Constituição Federal. A imposição constitucional da obrigatoriedade do concurso público é peremptória e tem como objetivo resguardar o cumprimento de princípios constitucionais, dentre eles, os da impessoalidade, da igualdade e da eficiência. Deve-se, como em outras hipóteses de reconhecimento da existência do vício da inconstitucionalidade, proceder à correção da norma, a fim de atender ao que dispõe a Constituição Federal. 5. Há que se garantir a instituição do que os franceses denominam de la culture de gestion, a cultura de gestão (terminologia atualmente ampliada para cultura de gestão estratégica) que consiste na interiorização de um vetor do progresso, com uma apreensão clara do que é normal, ordinário, e na concepção de que os atos de administração devem ter a pretensão de ampliar as potencialidades administrativas, visando à eficácia e à transformação positiva. 6. Dá-se provimento ao recurso extraordinário para o fim de julgar procedente a ação e declarar a inconstitucionalidade do art. 192, inciso III, da Lei nº 509/1999 do Município de Bertópolis/MG, aplicando-se à espécie o efeito ex nunc, a fim de garantir o cumprimento do princípio da segurança jurídica e o atendimento do 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG Constituição Federal pode ser resumido, ratificando-se, dessa forma, o entendimento da Corte Suprema de que, para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. 4. É inconstitucional a lei municipal em comento, eis que a norma não respeitou a Constituição Federal. A imposição constitucional da obrigatoriedade do concurso público é peremptória e tem como objetivo resguardar o cumprimento de princípios constitucionais, dentre eles, os da impessoalidade, da igualdade e da eficiência. Deve-se, como em outras hipóteses de reconhecimento da existência do vício da inconstitucionalidade, proceder à correção da norma, a fim de atender ao que dispõe a Constituição Federal. 5. Há que se garantir a instituição do que os franceses denominam de la culture de gestion, a cultura de gestão (terminologia atualmente ampliada para cultura de gestão estratégica) que consiste na interiorização de um vetor do progresso, com uma apreensão clara do que é normal, ordinário, e na concepção de que os atos de administração devem ter a pretensão de ampliar as potencialidades administrativas, visando à eficácia e à transformação positiva. 6. Dá-se provimento ao recurso extraordinário para o fim de julgar procedente a ação e declarar a inconstitucionalidade do art. 192, inciso III, da Lei nº 509/1999 do Município de Bertópolis/MG, aplicando-se à espécie o efeito ex nunc, a fim de garantir o cumprimento do princípio da segurança jurídica e o atendimento do 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG excepcional interesse social. No caso dos autos, consta que o recorrente foi contratado com base no art. 10, II, § 1º, b, e § 3º, da Lei Estadual 10.254/1990, cuja redação é a seguinte: Art. 10 Para suprir a comprovada necessidade de pessoal, poderá haver designação para o exercício de função pública, nos casos de: (…) II cargo vago, e exclusivamente até o seu definitivo provimento, desde que não haja candidato aprovado em concurso público para a classe correspondente. § 1º A designação para o exercício da função pública de que trata este artigo somente se aplica nas hipóteses de cargos de: (…) b) Serventuários e Auxiliares de Justiça, na forma do art. 7º, parágrafo único, da Lei nº 9.027, de 21 de novembro de 1985, e art. 7º, § 1º, da Lei nº 9.726, de 5 de dezembro de 1988. (…) § 3º A designação para o exercício de função pública far-se-á por ato próprio, publicado no órgão oficial, que determine o seu prazo e explicite o seu motivo, sob pena de nulidade e de responsabilidade do agente que lhe tenha dado causa. A portaria de designação do recorrente possui, no que importa, o seguinte teor (fl. 22): Departamento de Pessoal da 1ª Instância Diretora: Neuza das Mercês Rezende 06/09/2002 Anotando Portaria de Designação do Diretor do Foro: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG excepcional interesse social. No caso dos autos, consta que o recorrente foi contratado com base no art. 10, II, § 1º, b, e § 3º, da Lei Estadual 10.254/1990, cuja redação é a seguinte: Art. 10 Para suprir a comprovada necessidade de pessoal, poderá haver designação para o exercício de função pública, nos casos de: (…) II cargo vago, e exclusivamente até o seu definitivo provimento, desde que não haja candidato aprovado em concurso público para a classe correspondente. § 1º A designação para o exercício da função pública de que trata este artigo somente se aplica nas hipóteses de cargos de: (…) b) Serventuários e Auxiliares de Justiça, na forma do art. 7º, parágrafo único, da Lei nº 9.027, de 21 de novembro de 1985, e art. 7º, § 1º, da Lei nº 9.726, de 5 de dezembro de 1988. (…) § 3º A designação para o exercício de função pública far-se-á por ato próprio, publicado no órgão oficial, que determine o seu prazo e explicite o seu motivo, sob pena de nulidade e de responsabilidade do agente que lhe tenha dado causa. A portaria de designação do recorrente possui, no que importa, o seguinte teor (fl. 22): Departamento de Pessoal da 1ª Instância Diretora: Neuza das Mercês Rezende 06/09/2002 Anotando Portaria de Designação do Diretor do Foro: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG A partir da data da publicação, por prazo indeterminado: (…) Cássio Murilo Fagundes, de Boa Esperança, Oficial de Apoio Judicial, PJ-22; (…) A contratação do recorrente afigura-se flagrantemente contrária ao art. 37, II e IX, da CF/1988, porquanto foi realizada sem prévia aprovação em concurso público, por tempo indeterminado, para o desempenho de serviços ordinários permanentes do Estado e sem a devida exposição do interesse público excepcional que a justificasse. É clara, portanto, a nulidade da contratação da parte, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal. 4. O art. 19-A da Lei 8.036/1990 dispõe que é devido o depósito na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2º, da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. A constitucionalidade desse dispositivo foi assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do RE 596.478 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/3/2013, Tema 191), submetido ao regime do art. 543-B do CPC/1973, cuja ementa é a seguinte: Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19- A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG A partir da data da publicação, por prazo indeterminado: (…) Cássio Murilo Fagundes, de Boa Esperança, Oficial de Apoio Judicial, PJ-22; (…) A contratação do recorrente afigura-se flagrantemente contrária ao art. 37, II e IX, da CF/1988, porquanto foi realizada sem prévia aprovação em concurso público, por tempo indeterminado, para o desempenho de serviços ordinários permanentes do Estado e sem a devida exposição do interesse público excepcional que a justificasse. É clara, portanto, a nulidade da contratação da parte, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal. 4. O art. 19-A da Lei 8.036/1990 dispõe que é devido o depósito na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2º, da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. A constitucionalidade desse dispositivo foi assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do RE 596.478 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/3/2013, Tema 191), submetido ao regime do art. 543-B do CPC/1973, cuja ementa é a seguinte: Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19- A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. A validade jurídico-constitucional do art. 19-A da Lei 8.036/90 foi também proclamada por esta Corte em sede de controle concentrado de constitucionalidade (ADI 3.127, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/8/2015). Ademais, na apreciação do RE 705.140 (de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/11/2014, Tema 308), submetido à sistemática da repercussão geral, assentou-se a aplicação do art. 19-A da Lei 8.036/1990 aos contratos de trabalho nulos firmados pela Administração Pública. Na ocasião, firmou-se a seguinte tese: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, § 2º), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. Por outro lado, é irrelevante a circunstância de o recorrente ter sido submetido ao regime estatutário após sua contratação pelo Estado de Minas Gerais; o que importa é que foi admitido aos quadros do reclamado sem observância dos pressupostos do art. 37, IX, da CF/88, o 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. A validade jurídico-constitucional do art. 19-A da Lei 8.036/90 foi também proclamada por esta Corte em sede de controle concentrado de constitucionalidade (ADI 3.127, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/8/2015). Ademais, na apreciação do RE 705.140 (de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/11/2014, Tema 308), submetido à sistemática da repercussão geral, assentou-se a aplicação do art. 19-A da Lei 8.036/1990 aos contratos de trabalho nulos firmados pela Administração Pública. Na ocasião, firmou-se a seguinte tese: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, § 2º), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. Por outro lado, é irrelevante a circunstância de o recorrente ter sido submetido ao regime estatutário após sua contratação pelo Estado de Minas Gerais; o que importa é que foi admitido aos quadros do reclamado sem observância dos pressupostos do art. 37, IX, da CF/88, o 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG que acarretou a nulidade da contratação e lhe conferiu direito à percepção dos salários referentes ao período laborado e ao levantamento dos depósitos efetuados no FGTS, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se no sentido de que o entendimento firmado no julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o Poder Público, por inobservância às disposições constitucionais aplicáveis. Vejam-se: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. DIREITO AOS DEPÓSITOS. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO RE 596.478 - RG (REL. P/ ACÓRDÃO MIN. DIAS TOFFOLI TEMA 191) E NO RE 705.140 RG (DE MINHA RELATORIA TEMA 308), JULGADOS SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 846.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 1º/8/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. RENOVAÇÃO SUCESSIVA. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO. PRECEDENTES.. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 880.073-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 9/9/2015) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG que acarretou a nulidade da contratação e lhe conferiu direito à percepção dos salários referentes ao período laborado e ao levantamento dos depósitos efetuados no FGTS, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se no sentido de que o entendimento firmado no julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o Poder Público, por inobservância às disposições constitucionais aplicáveis. Vejam-se: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. DIREITO AOS DEPÓSITOS. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO RE 596.478 - RG (REL. P/ ACÓRDÃO MIN. DIAS TOFFOLI TEMA 191) E NO RE 705.140 RG (DE MINHA RELATORIA TEMA 308), JULGADOS SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 846.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 1º/8/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. RENOVAÇÃO SUCESSIVA. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO. PRECEDENTES.. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 880.073-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 9/9/2015) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Contratação temporária. Nulidade do contrato. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 2. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento de ambas as Turmas. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 867.655- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2015) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRATAÇÃO DE PESSOAL, PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM REALIZAÇÃO DE CONCURSO CONTRATO NULO VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 19-A DA LEI Nº 8.036/90 DEPÓSITO DE FGTS DEVIDO MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO RE 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (RE 888.316-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 6/8/2015) Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: RE-RG 596.478, red. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Contratação temporária. Nulidade do contrato. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 2. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento de ambas as Turmas. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 867.655- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2015) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRATAÇÃO DE PESSOAL, PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM REALIZAÇÃO DE CONCURSO CONTRATO NULO VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 19-A DA LEI Nº 8.036/90 DEPÓSITO DE FGTS DEVIDO MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO RE 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (RE 888.316-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 6/8/2015) Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: RE-RG 596.478, red. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG do acórdão Dias Toffoli, e RE-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 863.125- AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO FGTS. RE 705.140-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE 591.260- AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO IRREGULAR. FÉRIAS. ABONO DE 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG do acórdão Dias Toffoli, e RE-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 863.125- AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO FGTS. RE 705.140-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE 591.260- AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO IRREGULAR. FÉRIAS. ABONO DE 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG FÉRIAS. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO PROPORCIONAL. INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS. INDEFERIMENTO NA ORIGEM. RECURSO PROVIDO EM PARTE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. 5. Embargos de declaração REJEITADOS. (ARE 839.606-AgR-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2015) Propõe-se, assim, a reafirmação da jurisprudência do STF no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. 5. Registre-se que essa tese não prejudica a apreciação da matéria cuja repercussão geral foi reconhecida no ARE 646.000-RG (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 29/6/2012, Tema 551), referente à extensão de direitos concedidos aos servidores públicos efetivos aos servidores e empregados públicos contratados para atender necessidade temporária e excepcional do setor público. Isso porque, nesse precedente paradigma, o acórdão recorrido reputou válida a contratação do servidor por tempo determinado, e o recurso extraordinário do Estado de Minas Gerais não se insurge contra isso. Defende-se, nesse caso, que os direitos postulados na demanda não são extensíveis aos servidores contratados na forma do art. 37, IX, da CF/88. O Tema 551 abrange, portanto, apenas as 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG FÉRIAS. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO PROPORCIONAL. INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS. INDEFERIMENTO NA ORIGEM. RECURSO PROVIDO EM PARTE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. 5. Embargos de declaração REJEITADOS. (ARE 839.606-AgR-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2015) Propõe-se, assim, a reafirmação da jurisprudência do STF no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. 5. Registre-se que essa tese não prejudica a apreciação da matéria cuja repercussão geral foi reconhecida no ARE 646.000-RG (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 29/6/2012, Tema 551), referente à extensão de direitos concedidos aos servidores públicos efetivos aos servidores e empregados públicos contratados para atender necessidade temporária e excepcional do setor público. Isso porque, nesse precedente paradigma, o acórdão recorrido reputou válida a contratação do servidor por tempo determinado, e o recurso extraordinário do Estado de Minas Gerais não se insurge contra isso. Defende-se, nesse caso, que os direitos postulados na demanda não são extensíveis aos servidores contratados na forma do art. 37, IX, da CF/88. O Tema 551 abrange, portanto, apenas as 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG contratações por tempo determinado reputadas válidas. 6. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão suscitada e pela reafirmação da jurisprudência sobre a matéria, dando parcial provimento ao recurso extraordinário para julgar parcialmente procedentes os pedidos e condenar o Estado de Minas Gerais ao pagamento dos depósitos do FGTS referentes a todo o período laborado, corrigidos monetariamente pelo IPCA-E, desde o vencimento das obrigações, com incidência de juros de mora na forma do art. 1º-F da Lei 9.494/1997, na redação da MP 2.180- 35/2001, até 29/6/2009, e na redação da Lei 11.960/2009, a partir de então. Tendo em vista a sucumbência recíproca, os ônus sucumbenciais deverão ser arcados de forma proporcional pelas partes (art. 21 do CPC/1973). Brasília, 26 de agosto de 2016. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Surge a repercussão geral da questão debatida no extraordinário presente a interpretação conferida pelo Tribunal de origem à Constituição Federal. Assentou-se legítima a contratação do recorrente sob o ângulo temporário e excepcional, quando se tem, como pano de fundo, a função de oficial de apoio judicial. No mais, observem a organicidade e dinâmica do Direito. Descabe julgar, no Plenário Virtual, controvérsia da importância da veiculada no processo, reformando-se acórdão formalizado na origem. 3. Manifesto-me no sentido de encontrar-se configurada a repercussão geral, sem adentrar o tema de fundo, no que o fenômeno deve ocorrer no Plenário físico. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG contratações por tempo determinado reputadas válidas. 6. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão suscitada e pela reafirmação da jurisprudência sobre a matéria, dando parcial provimento ao recurso extraordinário para julgar parcialmente procedentes os pedidos e condenar o Estado de Minas Gerais ao pagamento dos depósitos do FGTS referentes a todo o período laborado, corrigidos monetariamente pelo IPCA-E, desde o vencimento das obrigações, com incidência de juros de mora na forma do art. 1º-F da Lei 9.494/1997, na redação da MP 2.180- 35/2001, até 29/6/2009, e na redação da Lei 11.960/2009, a partir de então. Tendo em vista a sucumbência recíproca, os ônus sucumbenciais deverão ser arcados de forma proporcional pelas partes (art. 21 do CPC/1973). Brasília, 26 de agosto de 2016. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Surge a repercussão geral da questão debatida no extraordinário presente a interpretação conferida pelo Tribunal de origem à Constituição Federal. Assentou-se legítima a contratação do recorrente sob o ângulo temporário e excepcional, quando se tem, como pano de fundo, a função de oficial de apoio judicial. No mais, observem a organicidade e dinâmica do Direito. Descabe julgar, no Plenário Virtual, controvérsia da importância da veiculada no processo, reformando-se acórdão formalizado na origem. 3. Manifesto-me no sentido de encontrar-se configurada a repercussão geral, sem adentrar o tema de fundo, no que o fenômeno deve ocorrer no Plenário físico. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 765320 RG / MG 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos que, no Gabinete, versando idêntica matéria, aguardem exame. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 5 de setembro de 2016, às 19h40. Ministro MARCO AURÉLIO 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal RE 765320 RG / MG 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos que, no Gabinete, versando idêntica matéria, aguardem exame. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 5 de setembro de 2016, às 19h40. Ministro MARCO AURÉLIO 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 34
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11702753
2016-09-15T00:00:00
2016-09-23T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO CONTRATADO POR TEMPO DETERMINADO PARA ATENDIMENTO DE NECESSIDADE TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. REQUISITOS DE VALIDADE (RE 658.026, REL. MIN. DIAS TOFFOLI, DJE DE 31/10/2014, TEMA 612). DESCUMPRIMENTO. EFEITOS JURÍDICOS. DIREITO À PERCEPÇÃO DOS SALÁRIOS REFERENTES AO PERÍODO TRABALHADO E, NOS TERMOS DO ART. 19-A DA LEI 8.036/1990, AO LEVANTAMENTO DOS DEPÓSITOS EFETUADOS NO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. 1. Reafirma-se, para fins de repercussão geral, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. 2. Recurso extraordinário a que se dá parcial provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.
repercussao-geral8622
- Acórdão(s) citado(s): (REQUISITO, CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO, NECESSIDADE TEMPORÁRIA, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA) RE 658026 (TP), ADI 2229 (TP). (CONTRATO NULO, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEPÓSITO, FGTS) RE 596478 (TP), ADI 3127 (TP), RE 705140 (TP), ARE 846441 AgR (2ªT), ARE 880073 AgR (2ªT), ARE 867655 AgR (2ªT), RE 888316 AgR (2ªT), RE 863125 AgR (2ªT), ARE 839606 AgR-ED (1ªT). (EXTENSÃO, SERVIDOR PÚBLICO TEMPORÁRIO, DIREITO, SERVIDOR PÚBLICO EFETIVO) RE 646000 RG. Número de páginas: 34. Análise: 29/09/2016, AMA.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
765320
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00037 INC-00002 INC-00009 PAR-00002\r\n ART-00102 INC-00003 LET-A LET-C\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\r\n ART-00477 PAR-00008 \r\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART 00021 ART-0543A PAR-00002 ART-543B \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED LEI-008036 ANO-1990\r\n ART-0019A \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\r\n ART-0001F INCLUÍDO PELA MPR-2180-35/2001\r\n ART-0001F REDAÇÃO DADA PELA LEI-11960/2009\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-011960 ANO-2009\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED MPR-002180 ANO-2001\r\n MEDIDA PROVISÓRIA - REEDIÇÃO Nº 35\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-EST LEI-010254 ANO-1990\r\n ART-00010 INC-00002 PAR-00001 LET-B\r\n PAR-00003 \r\n LEI ORDINÁRIA, MG" ]
RE-RG
acordaos
RE 765320 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : CASSIO MURILO FAGUNDES ADV.(A/S) : HUMBERTO LUCCHESI DE CARVALHO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Decisão sobre Repercussão Geral 15/09/2016 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :CASSIO MURILO FAGUNDES ADV.(A/S) :HUMBERTO LUCCHESI DE CARVALHO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO CONTRATADO POR TEMPO DETERMINADO PARA ATENDIMENTO DE NECESSIDADE TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. REQUISITOS DE VALIDADE (Recurso Extraordinário 658.026, REL. MIN. DIAS TOFFOLI, DJE DE 31/10/2014, TEMA 612). DESCUMPRIMENTO. EFEITOS JURÍDICOS. DIREITO À PERCEPÇÃO DOS SALÁRIOS REFERENTES AO PERÍODO TRABALHADO E, NOS TERMOS DO ART. 19-A DA LEI 8.036/1990, AO LEVANTAMENTO DOS DEPÓSITOS EFETUADOS NO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. 1. Reafirma-se, para fins de repercussão geral, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. 2. Recurso extraordinário a que se dá parcial provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686707. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 34 Decisão sobre Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686707. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS Decisão: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em reclamatória trabalhista ajuizada contra o Estado de Minas Gerais por servidor contratado, sem concurso público, para a função de oficial de apoio judicial. Na petição inicial, alega-se, em síntese, que (a) o reclamante foi contratado pelo reclamado para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, por 3 (três) anos e 8 (oito) meses, período durante o qual teria executado atribuições inerentes e típicas dos integrantes do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em contrariedade ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal; (b) a inobservância às disposições constitucionais pertinentes teria acarretado a nulidade da contratação, gerando ao reclamante o direito à percepção de diversas verbas trabalhistas. Ao final, requer-se (a) a declaração de nulidade da contratação do reclamante, com efeitos ex tunc; (b) o reconhecimento da relação de trabalho que existia entre as partes litigantes (fl. 13); (c) a condenação do reclamado a comprovar o recolhimento dos valores referentes aos depósitos do FGTS correspondente a todo o período da relação de trabalho, fornecendo posteriormente os documentos necessários ao levantamento do montante depositado; (d) em caso de não comprovação dos depósitos, a condenação do reclamado ao pagamento de quantia equivalente aos valores não recolhidos; e (e) a condenação do reclamado ao pagamento (I) de 30 (trinta) dias de salário relativo à ausência da concessão de aviso prévio quando de sua dispensa; (II) de 5 (cinco) parcelas do seguro-desemprego; e (III) da multa prevista no art. 477, § 8..., da Consolidação das Leis do Trabalho. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS Decisão: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em reclamatória trabalhista ajuizada contra o Estado de Minas Gerais por servidor contratado, sem concurso público, para a função de oficial de apoio judicial. Na petição inicial, alega-se, em síntese, que (a) o reclamante foi contratado pelo reclamado para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, por 3 (três) anos e 8 (oito) meses, período durante o qual teria executado atribuições inerentes e típicas dos integrantes do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em contrariedade ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal; (b) a inobservância às disposições constitucionais pertinentes teria acarretado a nulidade da contratação, gerando ao reclamante o direito à percepção de diversas verbas trabalhistas. Ao final, requer-se (a) a declaração de nulidade da contratação do reclamante, com efeitos ex tunc; (b) o reconhecimento da relação de trabalho que existia entre as partes litigantes (fl. 13); (c) a condenação do reclamado a comprovar o recolhimento dos valores referentes aos depósitos do FGTS correspondente a todo o período da relação de trabalho, fornecendo posteriormente os documentos necessários ao levantamento do montante depositado; (d) em caso de não comprovação dos depósitos, a condenação do reclamado ao pagamento de quantia equivalente aos valores não recolhidos; e (e) a condenação do reclamado ao pagamento (I) de 30 (trinta) dias de salário relativo à ausência da concessão de aviso prévio quando de sua dispensa; (II) de 5 (cinco) parcelas do seguro-desemprego; e (III) da multa prevista no art. 477, § 8..., da Consolidação das Leis do Trabalho. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG O TJMG manteve sentença que julgara improcedentes os pedidos, nos termos da seguinte ementa (fl. 250): ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE COBRANÇA - SERVIDOR DESIGNADO PARA O CARGO DE OFICIAL DE APOIO JUDICIAL - PRETENSÃO DE RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS E MULTA DE 40% - RELAÇÃO ADMINISTRATIVA - VÍNCULO ESTATUTÁRIO - INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL - VERBAS INDEVIDAS - IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO EXORDIAL - RECURSO IMPROVIDO. O servidor admitido, em caráter provisório e excepcional, para desempenhar a função de oficial de apoio judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais não faz jus aos valores de FGTS, nem tampouco às demais verbas de natureza celetista, durante o período trabalhado, porquanto tal direito não foi previsto no artigo 39, § 3... da Constituição Federal de 1988/88 e nem tampouco na legislação que trata da designação de terceiros para atender necessidade temporária de excepcional interesse público da Administração Pública Estadual. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, porquanto latentes são os preceitos sociais, políticos e econômicos que impregnam o caso em tela e ultrapassam os interesses subjetivos da mesma, cuja repercussão atinge não somente uma gleba considerável de trabalhadores, mas, sobretudo, afronta princípios caros ao Estado Democrático de Direito, que busca a Justiça Social em toda a sua inteireza (fl. 307). Aponta ofensa ao art. 37, II, § 2..., da Constituição Federal de 1988/1988, pois 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG O TJMG manteve sentença que julgara improcedentes os pedidos, nos termos da seguinte ementa (fl. 250): ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE COBRANÇA - SERVIDOR DESIGNADO PARA O CARGO DE OFICIAL DE APOIO JUDICIAL - PRETENSÃO DE RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS E MULTA DE 40% - RELAÇÃO ADMINISTRATIVA - VÍNCULO ESTATUTÁRIO - INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL - VERBAS INDEVIDAS - IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO EXORDIAL - RECURSO IMPROVIDO. O servidor admitido, em caráter provisório e excepcional, para desempenhar a função de oficial de apoio judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais não faz jus aos valores de FGTS, nem tampouco às demais verbas de natureza celetista, durante o período trabalhado, porquanto tal direito não foi previsto no artigo 39, § 3... da Constituição Federal de 1988/88 e nem tampouco na legislação que trata da designação de terceiros para atender necessidade temporária de excepcional interesse público da Administração Pública Estadual. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, porquanto latentes são os preceitos sociais, políticos e econômicos que impregnam o caso em tela e ultrapassam os interesses subjetivos da mesma, cuja repercussão atinge não somente uma gleba considerável de trabalhadores, mas, sobretudo, afronta princípios caros ao Estado Democrático de Direito, que busca a Justiça Social em toda a sua inteireza (fl. 307). Aponta ofensa ao art. 37, II, § 2..., da Constituição Federal de 1988/1988, pois 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG (a) com o advento da Constituição de 1988, ficou vedada a contratação de pessoas para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, ao longo de quase 4 (quatro) anos, para executar atribuições inerentes e típicas às correspondentes ao exercício de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do TJMG; (b) o art. 19-A da Lei 8.036/1990 preceitua ser devido o recolhimento dos depósitos do FGTS nas hipóteses de contratos irregulares e nulos, como ocorreu no caso. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para reformar o acórdão recorrido e conferir ao recorrente os direitos sociais do trabalho, em especial a indenização relativa aos depósitos do FGTS. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de demonstração da repercussão geral; (c) incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal; (d) necessidade de reexame de provas. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo parcial provimento do recurso extraordinário, propondo, para fins de repercussão geral, a fixação da tese de que o contratado pela Administração Pública, por instrumento considerado nulo pela não realização prévia de concurso público, possui direito apenas à retribuição salarial e aos depósitos no FGTS atinentes ao período de prestação de serviços, ainda que firmado nos moldes de contrato temporário, tendo em conta a constitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/1990 (fls. 397/398). 2. Não assiste razão à parte recorrida relativamente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG (a) com o advento da Constituição de 1988, ficou vedada a contratação de pessoas para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, ao longo de quase 4 (quatro) anos, para executar atribuições inerentes e típicas às correspondentes ao exercício de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do TJMG; (b) o art. 19-A da Lei 8.036/1990 preceitua ser devido o recolhimento dos depósitos do FGTS nas hipóteses de contratos irregulares e nulos, como ocorreu no caso. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para reformar o acórdão recorrido e conferir ao recorrente os direitos sociais do trabalho, em especial a indenização relativa aos depósitos do FGTS. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de demonstração da repercussão geral; (c) incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal; (d) necessidade de reexame de provas. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo parcial provimento do recurso extraordinário, propondo, para fins de repercussão geral, a fixação da tese de que o contratado pela Administração Pública, por instrumento considerado nulo pela não realização prévia de concurso público, possui direito apenas à retribuição salarial e aos depósitos no FGTS atinentes ao período de prestação de serviços, ainda que firmado nos moldes de contrato temporário, tendo em conta a constitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/1990 (fls. 397/398). 2. Não assiste razão à parte recorrida relativamente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG às preliminares de não conhecimento do recurso extraordinário, o qual preenche os requisitos constitucionais e legais exigidos para a sua admissão. Sobre os óbices alegados, cumpre asseverar que (a) a matéria abordada no recurso extraordinário não envolve legislação local; (b) a preliminar de repercussão geral está devidamente fundamentada; (c) o apelo impugnou todos os argumentos do acórdão recorrido; (d) a matéria é exclusivamente de direito, não se fazendo necessária a reapreciação de fatos ou provas. 3. Consta dos autos que o reclamante, ora recorrente, foi contratado pelo Estado de Minas Gerais para a função de oficial de apoio judicial juntamente ao TJMG, a qual foi exercida durante quase 4 (quatro) anos. O Tribunal de origem rejeitou os pedidos do recorrente aos fundamentos de que, além de a contratação em discussão estar legalmente respaldada, não há que se falar que o apelante faça jus ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço nem às demais verbas pretendidas, como ora se pretende, eis que não previsto tal direito na legislação atinente, revelando-se de todo incompatível com o regime estatutário que regula o liame jurídico que envolve as partes ora litigantes (fl. 253). O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 2.229 (Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 25/6/2004), assentou os seguintes requisitos para a validade da contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88): a) previsão em lei dos cargos; b) tempo determinado; c) necessidade temporária de interesse público; d) interesse público excepcional. Mais recentemente, a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG às preliminares de não conhecimento do recurso extraordinário, o qual preenche os requisitos constitucionais e legais exigidos para a sua admissão. Sobre os óbices alegados, cumpre asseverar que (a) a matéria abordada no recurso extraordinário não envolve legislação local; (b) a preliminar de repercussão geral está devidamente fundamentada; (c) o apelo impugnou todos os argumentos do acórdão recorrido; (d) a matéria é exclusivamente de direito, não se fazendo necessária a reapreciação de fatos ou provas. 3. Consta dos autos que o reclamante, ora recorrente, foi contratado pelo Estado de Minas Gerais para a função de oficial de apoio judicial juntamente ao TJMG, a qual foi exercida durante quase 4 (quatro) anos. O Tribunal de origem rejeitou os pedidos do recorrente aos fundamentos de que, além de a contratação em discussão estar legalmente respaldada, não há que se falar que o apelante faça jus ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço nem às demais verbas pretendidas, como ora se pretende, eis que não previsto tal direito na legislação atinente, revelando-se de todo incompatível com o regime estatutário que regula o liame jurídico que envolve as partes ora litigantes (fl. 253). O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 2.229 (Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 25/6/2004), assentou os seguintes requisitos para a validade da contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88): a) previsão em lei dos cargos; b) tempo determinado; c) necessidade temporária de interesse público; d) interesse público excepcional. Mais recentemente, a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG questão foi reexaminada pelo Pleno em processo submetido à sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário 658.026, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 31/10/2014, Tema 612), ocasião na qual foi assentada a tese de que: (…) para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. Confira-se a ementa desse julgado: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal em face de trecho da Constituição do Estado de Minas Gerais que repete texto da Constituição Federal. Recurso processado pela Corte Suprema, que dele conheceu. Contratação temporária por tempo determinado para atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público. Previsão em lei municipal de atividades ordinárias e regulares. Definição dos conteúdos jurídicos do art. 37, incisos II e IX, da Constituição Federal. Descumprimento dos requisitos constitucionais. Recurso provido. Declarada a inconstitucionalidade da norma municipal. Modulação dos efeitos. 1. O assunto corresponde ao Tema n 612 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG questão foi reexaminada pelo Pleno em processo submetido à sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário 658.026, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 31/10/2014, Tema 612), ocasião na qual foi assentada a tese de que: (…) para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. Confira-se a ementa desse julgado: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal em face de trecho da Constituição do Estado de Minas Gerais que repete texto da Constituição Federal. Recurso processado pela Corte Suprema, que dele conheceu. Contratação temporária por tempo determinado para atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público. Previsão em lei municipal de atividades ordinárias e regulares. Definição dos conteúdos jurídicos do art. 37, incisos II e IX, da Constituição Federal. Descumprimento dos requisitos constitucionais. Recurso provido. Declarada a inconstitucionalidade da norma municipal. Modulação dos efeitos. 1. O assunto corresponde ao Tema n 612 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG internet e trata, à luz dos incisos II e IX do art. 37 da Constituição Federal, [d]a constitucionalidade de lei municipal que dispõe sobre as hipóteses de contratação temporária de servidores públicos. 2. Prevalência da regra da obrigatoriedade do concurso público (art. 37, inciso II, Constituição Federal de 1988). As regras que restringem o cumprimento desse dispositivo estão previstas na Constituição Federal e devem ser interpretadas restritivamente. 3. O conteúdo jurídico do art. 37, inciso IX, da Constituição Federal pode ser resumido, ratificando- se, dessa forma, o entendimento da Corte Suprema de que, para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. 4. É inconstitucional a lei municipal em comento, eis que a norma não respeitou a Constituição Federal. A imposição constitucional da obrigatoriedade do concurso público é peremptória e tem como objetivo resguardar o cumprimento de princípios constitucionais, dentre eles, os da impessoalidade, da igualdade e da eficiência. Deve-se, como em outras hipóteses de reconhecimento da existência do vício da inconstitucionalidade, proceder à correção da norma, a fim de atender ao que dispõe a Constituição Federal. 5. Há que se garantir a instituição do que os franceses denominam de la culture de gestion, a cultura de gestão (terminologia atualmente ampliada 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG internet e trata, à luz dos incisos II e IX do art. 37 da Constituição Federal, [d]a constitucionalidade de lei municipal que dispõe sobre as hipóteses de contratação temporária de servidores públicos. 2. Prevalência da regra da obrigatoriedade do concurso público (art. 37, inciso II, Constituição Federal de 1988). As regras que restringem o cumprimento desse dispositivo estão previstas na Constituição Federal e devem ser interpretadas restritivamente. 3. O conteúdo jurídico do art. 37, inciso IX, da Constituição Federal pode ser resumido, ratificando- se, dessa forma, o entendimento da Corte Suprema de que, para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. 4. É inconstitucional a lei municipal em comento, eis que a norma não respeitou a Constituição Federal. A imposição constitucional da obrigatoriedade do concurso público é peremptória e tem como objetivo resguardar o cumprimento de princípios constitucionais, dentre eles, os da impessoalidade, da igualdade e da eficiência. Deve-se, como em outras hipóteses de reconhecimento da existência do vício da inconstitucionalidade, proceder à correção da norma, a fim de atender ao que dispõe a Constituição Federal. 5. Há que se garantir a instituição do que os franceses denominam de la culture de gestion, a cultura de gestão (terminologia atualmente ampliada 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG para cultura de gestão estratégica) que consiste na interiorização de um vetor do progresso, com uma apreensão clara do que é normal, ordinário, e na concepção de que os atos de administração devem ter a pretensão de ampliar as potencialidades administrativas, visando à eficácia e à transformação positiva. 6. Dá-se provimento ao recurso extraordinário para o fim de julgar procedente a ação e declarar a inconstitucionalidade do art. 192, inciso III, da Lei n 509/1999 do Município de Bertópolis/MG, aplicando- se à espécie o efeito ex nunc, a fim de garantir o cumprimento do princípio da segurança jurídica e o atendimento do excepcional interesse social. No caso dos autos, consta que o recorrente foi contratado com base no art. 10, II, § 1..., b, e § 3..., da Lei Estadual 10.254/1990, cuja redação é a seguinte: Art. 10 Para suprir a comprovada necessidade de pessoal, poderá haver designação para o exercício de função pública, nos casos de: (…) II cargo vago, e exclusivamente até o seu definitivo provimento, desde que não haja candidato aprovado em concurso público para a classe correspondente. § 1... A designação para o exercício da função pública de que trata este artigo somente se aplica nas hipóteses de cargos de: (…) b) Serventuários e Auxiliares de Justiça, na forma do art. 7..., parágrafo único, da Lei n 9.027, de 21 de novembro de 1985, e art. 7..., § 1..., da Lei n 9.726, de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG para cultura de gestão estratégica) que consiste na interiorização de um vetor do progresso, com uma apreensão clara do que é normal, ordinário, e na concepção de que os atos de administração devem ter a pretensão de ampliar as potencialidades administrativas, visando à eficácia e à transformação positiva. 6. Dá-se provimento ao recurso extraordinário para o fim de julgar procedente a ação e declarar a inconstitucionalidade do art. 192, inciso III, da Lei n 509/1999 do Município de Bertópolis/MG, aplicando- se à espécie o efeito ex nunc, a fim de garantir o cumprimento do princípio da segurança jurídica e o atendimento do excepcional interesse social. No caso dos autos, consta que o recorrente foi contratado com base no art. 10, II, § 1..., b, e § 3..., da Lei Estadual 10.254/1990, cuja redação é a seguinte: Art. 10 Para suprir a comprovada necessidade de pessoal, poderá haver designação para o exercício de função pública, nos casos de: (…) II cargo vago, e exclusivamente até o seu definitivo provimento, desde que não haja candidato aprovado em concurso público para a classe correspondente. § 1... A designação para o exercício da função pública de que trata este artigo somente se aplica nas hipóteses de cargos de: (…) b) Serventuários e Auxiliares de Justiça, na forma do art. 7..., parágrafo único, da Lei n 9.027, de 21 de novembro de 1985, e art. 7..., § 1..., da Lei n 9.726, de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG 5 de dezembro de 1988. (…) § 3... A designação para o exercício de função pública far-se-á por ato próprio, publicado no órgão oficial, que determine o seu prazo e explicite o seu motivo, sob pena de nulidade e de responsabilidade do agente que lhe tenha dado causa. A portaria de designação do recorrente possui, no que importa, o seguinte teor (fl. 22): Departamento de Pessoal da 1... Instância Diretora: Neuza das Mercês Rezende 06/09/2002 Anotando Portaria de Designação do Diretor do Foro: A partir da data da publicação, por prazo indeterminado: (…) Cássio Murilo Fagundes, de Boa Esperança, Oficial de Apoio Judicial, PJ-22; (…) A contratação do recorrente afigura-se flagrantemente contrária ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal de 1988/1988, porquanto foi realizada sem prévia aprovação em concurso público, por tempo indeterminado, para o desempenho de serviços ordinários permanentes do Estado e sem a devida exposição do interesse público excepcional que a justificasse. É clara, portanto, a nulidade da contratação da parte, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal. 4. O art. 19-A da Lei 8.036/1990 dispõe que é devido o depósito na conta vinculada do trabalhador cujo 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG 5 de dezembro de 1988. (…) § 3... A designação para o exercício de função pública far-se-á por ato próprio, publicado no órgão oficial, que determine o seu prazo e explicite o seu motivo, sob pena de nulidade e de responsabilidade do agente que lhe tenha dado causa. A portaria de designação do recorrente possui, no que importa, o seguinte teor (fl. 22): Departamento de Pessoal da 1... Instância Diretora: Neuza das Mercês Rezende 06/09/2002 Anotando Portaria de Designação do Diretor do Foro: A partir da data da publicação, por prazo indeterminado: (…) Cássio Murilo Fagundes, de Boa Esperança, Oficial de Apoio Judicial, PJ-22; (…) A contratação do recorrente afigura-se flagrantemente contrária ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal de 1988/1988, porquanto foi realizada sem prévia aprovação em concurso público, por tempo indeterminado, para o desempenho de serviços ordinários permanentes do Estado e sem a devida exposição do interesse público excepcional que a justificasse. É clara, portanto, a nulidade da contratação da parte, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal. 4. O art. 19-A da Lei 8.036/1990 dispõe que é devido o depósito na conta vinculada do trabalhador cujo 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2..., da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. A constitucionalidade desse dispositivo foi assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 596.478 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../3/2013, Tema 191), submetido ao regime do art. 543-B do Código de Processo Civil/1973, cuja ementa é a seguinte: Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. A validade jurídico-constitucional do art. 19-A da Lei 8.036/90 foi também proclamada por esta Corte em sede de controle concentrado de constitucionalidade (ADI 3.127, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/8/2015). Ademais, na apreciação do Recurso Extraordinário 705.140 (de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/11/2014, Tema 308), submetido à sistemática da repercussão geral, 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2..., da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. A constitucionalidade desse dispositivo foi assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 596.478 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../3/2013, Tema 191), submetido ao regime do art. 543-B do Código de Processo Civil/1973, cuja ementa é a seguinte: Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. A validade jurídico-constitucional do art. 19-A da Lei 8.036/90 foi também proclamada por esta Corte em sede de controle concentrado de constitucionalidade (ADI 3.127, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/8/2015). Ademais, na apreciação do Recurso Extraordinário 705.140 (de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/11/2014, Tema 308), submetido à sistemática da repercussão geral, 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG assentou-se a aplicação do art. 19-A da Lei 8.036/1990 aos contratos de trabalho nulos firmados pela Administração Pública. Na ocasião, firmou-se a seguinte tese: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 2...), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. Por outro lado, é irrelevante a circunstância de o recorrente ter sido submetido ao regime estatutário após sua contratação pelo Estado de Minas Gerais; o que importa é que foi admitido aos quadros do reclamado sem observância dos pressupostos do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88, o que acarretou a nulidade da contratação e lhe conferiu direito à percepção dos salários referentes ao período laborado e ao levantamento dos depósitos efetuados no FGTS, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se no sentido de que o entendimento firmado no julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o Poder Público, por inobservância às disposições constitucionais aplicáveis. Vejam-se: 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG assentou-se a aplicação do art. 19-A da Lei 8.036/1990 aos contratos de trabalho nulos firmados pela Administração Pública. Na ocasião, firmou-se a seguinte tese: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 2...), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. Por outro lado, é irrelevante a circunstância de o recorrente ter sido submetido ao regime estatutário após sua contratação pelo Estado de Minas Gerais; o que importa é que foi admitido aos quadros do reclamado sem observância dos pressupostos do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88, o que acarretou a nulidade da contratação e lhe conferiu direito à percepção dos salários referentes ao período laborado e ao levantamento dos depósitos efetuados no FGTS, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se no sentido de que o entendimento firmado no julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o Poder Público, por inobservância às disposições constitucionais aplicáveis. Vejam-se: 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. DIREITO AOS DEPÓSITOS. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO Recurso Extraordinário 596.478 - RG (REL. P/ ACÓRDÃO MIN. DIAS TOFFOLI TEMA 191) E NO Recurso Extraordinário 705.140 RG (DE MINHA RELATORIA TEMA 308), JULGADOS SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 846.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 1.../8/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. RENOVAÇÃO SUCESSIVA. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO. PRECEDENTES.. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 880.073-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 9/9/2015) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Contratação temporária. Nulidade do contrato. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 596.478/RR- RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 2. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. DIREITO AOS DEPÓSITOS. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO Recurso Extraordinário 596.478 - RG (REL. P/ ACÓRDÃO MIN. DIAS TOFFOLI TEMA 191) E NO Recurso Extraordinário 705.140 RG (DE MINHA RELATORIA TEMA 308), JULGADOS SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 846.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 1.../8/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. RENOVAÇÃO SUCESSIVA. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO. PRECEDENTES.. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 880.073-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 9/9/2015) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Contratação temporária. Nulidade do contrato. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 596.478/RR- RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 2. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG de ambas as Turmas. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 867.655-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2015) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRATAÇÃO DE PESSOAL, PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM REALIZAÇÃO DE CONCURSO CONTRATO NULO VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 19-A DA LEI n 8.036/90 DEPÓSITO DE FGTS DEVIDO MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Recurso Extraordinário 888.316- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 6/8/2015) Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: Recurso Extraordinário-RG 596.478, red. do acórdão Dias Toffoli, e Recurso Extraordinário-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 863.125-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO FGTS. Recurso Extraordinário 705.140-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG de ambas as Turmas. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 867.655-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2015) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRATAÇÃO DE PESSOAL, PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM REALIZAÇÃO DE CONCURSO CONTRATO NULO VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 19-A DA LEI n 8.036/90 DEPÓSITO DE FGTS DEVIDO MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Recurso Extraordinário 888.316- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 6/8/2015) Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: Recurso Extraordinário-RG 596.478, red. do acórdão Dias Toffoli, e Recurso Extraordinário-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 863.125-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO FGTS. Recurso Extraordinário 705.140-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 8/9/2011; e Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO IRREGULAR. FÉRIAS. ABONO DE FÉRIAS. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO PROPORCIONAL. INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS. INDEFERIMENTO NA ORIGEM. RECURSO PROVIDO EM PARTE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. 5. Embargos de declaração REJEITADOS. (ARE 839.606- AgR-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2015) Propõe-se, assim, a reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 8/9/2011; e Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO IRREGULAR. FÉRIAS. ABONO DE FÉRIAS. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO PROPORCIONAL. INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS. INDEFERIMENTO NA ORIGEM. RECURSO PROVIDO EM PARTE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. 5. Embargos de declaração REJEITADOS. (ARE 839.606- AgR-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2015) Propõe-se, assim, a reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. 5. Registre-se que essa tese não prejudica a apreciação da matéria cuja repercussão geral foi reconhecida no ARE 646.000-RG (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 29/6/2012, Tema 551), referente à extensão de direitos concedidos aos servidores públicos efetivos aos servidores e empregados públicos contratados para atender necessidade temporária e excepcional do setor público. Isso porque, nesse precedente paradigma, o acórdão recorrido reputou válida a contratação do servidor por tempo determinado, e o recurso extraordinário do Estado de Minas Gerais não se insurge contra isso. Defende-se, nesse caso, que os direitos postulados na demanda não são extensíveis aos servidores contratados na forma do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88. O Tema 551 abrange, portanto, apenas as contratações por tempo determinado reputadas válidas. 6. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão suscitada e pela reafirmação da jurisprudência sobre a matéria, dando parcial provimento ao recurso extraordinário para julgar parcialmente procedentes os pedidos e condenar o Estado de Minas Gerais ao pagamento dos depósitos do FGTS referentes a todo o período laborado, corrigidos monetariamente pelo IPCA-E, desde o vencimento das obrigações, com incidência de juros de mora na forma 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. 5. Registre-se que essa tese não prejudica a apreciação da matéria cuja repercussão geral foi reconhecida no ARE 646.000-RG (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 29/6/2012, Tema 551), referente à extensão de direitos concedidos aos servidores públicos efetivos aos servidores e empregados públicos contratados para atender necessidade temporária e excepcional do setor público. Isso porque, nesse precedente paradigma, o acórdão recorrido reputou válida a contratação do servidor por tempo determinado, e o recurso extraordinário do Estado de Minas Gerais não se insurge contra isso. Defende-se, nesse caso, que os direitos postulados na demanda não são extensíveis aos servidores contratados na forma do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88. O Tema 551 abrange, portanto, apenas as contratações por tempo determinado reputadas válidas. 6. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão suscitada e pela reafirmação da jurisprudência sobre a matéria, dando parcial provimento ao recurso extraordinário para julgar parcialmente procedentes os pedidos e condenar o Estado de Minas Gerais ao pagamento dos depósitos do FGTS referentes a todo o período laborado, corrigidos monetariamente pelo IPCA-E, desde o vencimento das obrigações, com incidência de juros de mora na forma 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG do art. 1...-F da Lei 9.494/1997, na redação da Medida Provisória 2.180-35/2001, até 29/6/2009, e na redação da Lei 11.960/2009, a partir de então. Tendo em vista a sucumbência recíproca, os ônus sucumbenciais deverão ser arcados de forma proporcional pelas partes (art. 21 do Código de Processo Civil/1973). Brasília, 26 de agosto de 2016. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG do art. 1...-F da Lei 9.494/1997, na redação da Medida Provisória 2.180-35/2001, até 29/6/2009, e na redação da Lei 11.960/2009, a partir de então. Tendo em vista a sucumbência recíproca, os ônus sucumbenciais deverão ser arcados de forma proporcional pelas partes (art. 21 do Código de Processo Civil/1973). Brasília, 26 de agosto de 2016. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11566278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA – ADMISSÃO NA ORIGEM – PASSAGEM DO TEMPO – PECULIARIDADES – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. PLENÁRIO VIRTUAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – JULGAMENTO – INADEQUAÇÃO. 1. A assessora Dra. Juliana Gonçalves de Souza Guimarães prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário n 765.320/MG, relator o ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 26 de agosto de 2016, com termo final para manifestação em 15 de setembro de 2016. A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, por unanimidade, negou provimento à apelação interposta pelo recorrente, mantendo sentença mediante a qual se julgou improcedente o pedido de condenação do Estado ao pagamento da verba relativa ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS e da respectiva multa, bem como das parcelas alusivas ao aviso prévio e demais verbas trabalhistas devidas em referência ao período em que desempenhou a função de oficial de apoio judicial. O Colegiado consignou a validade do contrato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765.320 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA – ADMISSÃO NA ORIGEM – PASSAGEM DO TEMPO – PECULIARIDADES – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. PLENÁRIO VIRTUAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – JULGAMENTO – INADEQUAÇÃO. 1. A assessora Dra. Juliana Gonçalves de Souza Guimarães prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário n 765.320/MG, relator o ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 26 de agosto de 2016, com termo final para manifestação em 15 de setembro de 2016. A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, por unanimidade, negou provimento à apelação interposta pelo recorrente, mantendo sentença mediante a qual se julgou improcedente o pedido de condenação do Estado ao pagamento da verba relativa ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS e da respectiva multa, bem como das parcelas alusivas ao aviso prévio e demais verbas trabalhistas devidas em referência ao período em que desempenhou a função de oficial de apoio judicial. O Colegiado consignou a validade do contrato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG formalizado para o exercício de função temporária e excepcional, nos termos do artigo 37, inciso IX, da Lei Fundamental. Assentou a incompatibilidade entre as verbas pretendidas e o regime estatutário aplicável ao servidor temporário, em virtude de tais direitos não serem previstos na legislação de regência. Os embargos de declaração foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base nas alíneas “a” e “c” do permissivo constitucional, o recorrente argui transgressão ao artigo 37, inciso II e § 2..., da Carta da República. Sustenta surgirem devidos os valores concernentes aos depósitos do FGTS, reportando-se ao artigo 19-A da Lei n 8.036/1990, ante a nulidade do contrato de trabalho avençado com a Administração por inobservância da exigência de prévia aprovação em concurso público. Sublinha estar descaracterizada a forma de contratação prevista no artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal, porquanto não teriam sido preenchidos os requisitos da temporariedade e excepcionalidade. Salienta que trabalhou por três anos e oito meses, praticando atos típicos de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sob o ângulo da repercussão geral, assinala que a matéria versada no recurso ultrapassa os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante do ponto de vista político, social e econômico. Destaca a transcendência do tema por dizer respeito ao direito de grande número de trabalhadores. Nas contrarrazões, o recorrido articula com a impossibilidade de conhecimento do recurso devido à falta de demonstração da repercussão geral e da impossibilidade de exame de matéria infraconstitucional e fático-probatória. No 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG formalizado para o exercício de função temporária e excepcional, nos termos do artigo 37, inciso IX, da Lei Fundamental. Assentou a incompatibilidade entre as verbas pretendidas e o regime estatutário aplicável ao servidor temporário, em virtude de tais direitos não serem previstos na legislação de regência. Os embargos de declaração foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base nas alíneas “a” e “c” do permissivo constitucional, o recorrente argui transgressão ao artigo 37, inciso II e § 2..., da Carta da República. Sustenta surgirem devidos os valores concernentes aos depósitos do FGTS, reportando-se ao artigo 19-A da Lei n 8.036/1990, ante a nulidade do contrato de trabalho avençado com a Administração por inobservância da exigência de prévia aprovação em concurso público. Sublinha estar descaracterizada a forma de contratação prevista no artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal, porquanto não teriam sido preenchidos os requisitos da temporariedade e excepcionalidade. Salienta que trabalhou por três anos e oito meses, praticando atos típicos de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sob o ângulo da repercussão geral, assinala que a matéria versada no recurso ultrapassa os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante do ponto de vista político, social e econômico. Destaca a transcendência do tema por dizer respeito ao direito de grande número de trabalhadores. Nas contrarrazões, o recorrido articula com a impossibilidade de conhecimento do recurso devido à falta de demonstração da repercussão geral e da impossibilidade de exame de matéria infraconstitucional e fático-probatória. No 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG mérito, aduz haver regime funcional próprio decorrente do vínculo contratual entre o servidor e a Administração, no qual não estariam abrangidos os direitos postulados. O extraordinário foi admitido na origem. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki, no sentido da existência de repercussão geral: Decisão: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em reclamatória trabalhista ajuizada contra o Estado de Minas Gerais por servidor contratado, sem concurso público, para a função de oficial de apoio judicial. Na petição inicial, alega-se, em síntese, que (a) o reclamante foi contratado pelo reclamado para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, por 3 (três) anos e 8 (oito) meses, período durante o qual teria executado atribuições inerentes e típicas dos integrantes do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em contrariedade ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal; (b) a inobservância às disposições constitucionais pertinentes teria acarretado a nulidade da contratação, gerando ao reclamante o direito à percepção de diversas verbas trabalhistas. Ao final, requer-se (a) a declaração de nulidade da contratação do reclamante, com efeitos ex tunc; (b) o reconhecimento da relação de trabalho que existia entre as partes litigantes (fl. 13); (c) a condenação do reclamado a comprovar o recolhimento dos valores referentes aos depósitos do FGTS correspondente a todo o período da relação de trabalho, fornecendo posteriormente os documentos necessários ao levantamento do montante depositado; (d) em caso de não comprovação dos depósitos, a condenação do reclamado ao pagamento de quantia equivalente aos valores não recolhidos; e (e) a condenação do reclamado ao pagamento (I) de 30 (trinta) dias de salário relativo à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG mérito, aduz haver regime funcional próprio decorrente do vínculo contratual entre o servidor e a Administração, no qual não estariam abrangidos os direitos postulados. O extraordinário foi admitido na origem. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki, no sentido da existência de repercussão geral: Decisão: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto em reclamatória trabalhista ajuizada contra o Estado de Minas Gerais por servidor contratado, sem concurso público, para a função de oficial de apoio judicial. Na petição inicial, alega-se, em síntese, que (a) o reclamante foi contratado pelo reclamado para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, por 3 (três) anos e 8 (oito) meses, período durante o qual teria executado atribuições inerentes e típicas dos integrantes do quadro efetivo de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em contrariedade ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal; (b) a inobservância às disposições constitucionais pertinentes teria acarretado a nulidade da contratação, gerando ao reclamante o direito à percepção de diversas verbas trabalhistas. Ao final, requer-se (a) a declaração de nulidade da contratação do reclamante, com efeitos ex tunc; (b) o reconhecimento da relação de trabalho que existia entre as partes litigantes (fl. 13); (c) a condenação do reclamado a comprovar o recolhimento dos valores referentes aos depósitos do FGTS correspondente a todo o período da relação de trabalho, fornecendo posteriormente os documentos necessários ao levantamento do montante depositado; (d) em caso de não comprovação dos depósitos, a condenação do reclamado ao pagamento de quantia equivalente aos valores não recolhidos; e (e) a condenação do reclamado ao pagamento (I) de 30 (trinta) dias de salário relativo à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG ausência da concessão de aviso prévio quando de sua dispensa; (II) de 5 (cinco) parcelas do seguro-desemprego; e (III) da multa prevista no art. 477, § 8..., da Consolidação das Leis do Trabalho. O TJMG manteve sentença que julgara improcedentes os pedidos, nos termos da seguinte ementa (fl. 250): ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE COBRANÇA - SERVIDOR DESIGNADO PARA O CARGO DE OFICIAL DE APOIO JUDICIAL - PRETENSÃO DE RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS E MULTA DE 40% - RELAÇÃO ADMINISTRATIVA - VÍNCULO ESTATUTÁRIO - INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL - VERBAS INDEVIDAS - IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO EXORDIAL - RECURSO IMPROVIDO. O servidor admitido, em caráter provisório e excepcional, para desempenhar a função de oficial de apoio judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais não faz jus aos valores de FGTS, nem tampouco às demais verbas de natureza celetista, durante o período trabalhado, porquanto tal direito não foi previsto no artigo 39, § 3... da Constituição Federal de 1988/88 e nem tampouco na legislação que trata da designação de terceiros para atender necessidade temporária de excepcional interesse público da Administração Pública Estadual. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, porquanto latentes são os preceitos sociais, políticos e econômicos que impregnam o caso em tela e ultrapassam os interesses subjetivos da mesma, cuja repercussão atinge não somente uma gleba considerável de trabalhadores, mas, sobretudo, afronta princípios caros ao Estado Democrático de Direito, que busca a Justiça 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG ausência da concessão de aviso prévio quando de sua dispensa; (II) de 5 (cinco) parcelas do seguro-desemprego; e (III) da multa prevista no art. 477, § 8..., da Consolidação das Leis do Trabalho. O TJMG manteve sentença que julgara improcedentes os pedidos, nos termos da seguinte ementa (fl. 250): ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE COBRANÇA - SERVIDOR DESIGNADO PARA O CARGO DE OFICIAL DE APOIO JUDICIAL - PRETENSÃO DE RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS E MULTA DE 40% - RELAÇÃO ADMINISTRATIVA - VÍNCULO ESTATUTÁRIO - INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL - VERBAS INDEVIDAS - IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO EXORDIAL - RECURSO IMPROVIDO. O servidor admitido, em caráter provisório e excepcional, para desempenhar a função de oficial de apoio judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais não faz jus aos valores de FGTS, nem tampouco às demais verbas de natureza celetista, durante o período trabalhado, porquanto tal direito não foi previsto no artigo 39, § 3... da Constituição Federal de 1988/88 e nem tampouco na legislação que trata da designação de terceiros para atender necessidade temporária de excepcional interesse público da Administração Pública Estadual. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, porquanto latentes são os preceitos sociais, políticos e econômicos que impregnam o caso em tela e ultrapassam os interesses subjetivos da mesma, cuja repercussão atinge não somente uma gleba considerável de trabalhadores, mas, sobretudo, afronta princípios caros ao Estado Democrático de Direito, que busca a Justiça 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Social em toda a sua inteireza (fl. 307). Aponta ofensa ao art. 37, II, § 2..., da Constituição Federal de 1988/1988, pois (a) com o advento da Constituição de 1988, ficou vedada a contratação de pessoas para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, ao longo de quase 4 (quatro) anos, para executar atribuições inerentes e típicas às correspondentes ao exercício de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do TJMG; (b) o art. 19-A da Lei 8.036/1990 preceitua ser devido o recolhimento dos depósitos do FGTS nas hipóteses de contratos irregulares e nulos, como ocorreu no caso. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para reformar o acórdão recorrido e conferir ao recorrente os direitos sociais do trabalho, em especial a indenização relativa aos depósitos do FGTS. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de demonstração da repercussão geral; (c) incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal; (d) necessidade de reexame de provas. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo parcial provimento do recurso extraordinário, propondo, para fins de repercussão geral, a fixação da tese de que o contratado pela Administração Pública, por instrumento considerado nulo pela não realização prévia de concurso público, possui direito apenas à retribuição salarial e aos depósitos no FGTS atinentes ao período de prestação de serviços, ainda que firmado nos moldes de contrato temporário, tendo em conta a constitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/1990 (fls. 397/398). 2. Não assiste razão à parte recorrida relativamente às preliminares de não conhecimento do recurso extraordinário, o qual preenche os requisitos constitucionais e legais exigidos para a sua admissão. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Social em toda a sua inteireza (fl. 307). Aponta ofensa ao art. 37, II, § 2..., da Constituição Federal de 1988/1988, pois (a) com o advento da Constituição de 1988, ficou vedada a contratação de pessoas para o exercício de função pública de natureza permanente e habitual, ao longo de quase 4 (quatro) anos, para executar atribuições inerentes e típicas às correspondentes ao exercício de cargo público integrante do quadro efetivo de pessoal do TJMG; (b) o art. 19-A da Lei 8.036/1990 preceitua ser devido o recolhimento dos depósitos do FGTS nas hipóteses de contratos irregulares e nulos, como ocorreu no caso. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para reformar o acórdão recorrido e conferir ao recorrente os direitos sociais do trabalho, em especial a indenização relativa aos depósitos do FGTS. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de demonstração da repercussão geral; (c) incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal; (d) necessidade de reexame de provas. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo parcial provimento do recurso extraordinário, propondo, para fins de repercussão geral, a fixação da tese de que o contratado pela Administração Pública, por instrumento considerado nulo pela não realização prévia de concurso público, possui direito apenas à retribuição salarial e aos depósitos no FGTS atinentes ao período de prestação de serviços, ainda que firmado nos moldes de contrato temporário, tendo em conta a constitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/1990 (fls. 397/398). 2. Não assiste razão à parte recorrida relativamente às preliminares de não conhecimento do recurso extraordinário, o qual preenche os requisitos constitucionais e legais exigidos para a sua admissão. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Sobre os óbices alegados, cumpre asseverar que (a) a matéria abordada no recurso extraordinário não envolve legislação local; (b) a preliminar de repercussão geral está devidamente fundamentada; (c) o apelo impugnou todos os argumentos do acórdão recorrido; (d) a matéria é exclusivamente de direito, não se fazendo necessária a reapreciação de fatos ou provas. 3. Consta dos autos que o reclamante, ora recorrente, foi contratado pelo Estado de Minas Gerais para a função de oficial de apoio judicial juntamente ao TJMG, a qual foi exercida durante quase 4 (quatro) anos. O Tribunal de origem rejeitou os pedidos do recorrente aos fundamentos de que, além de a contratação em discussão estar legalmente respaldada, não há que se falar que o apelante faça jus ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço nem às demais verbas pretendidas, como ora se pretende, eis que não previsto tal direito na legislação atinente, revelando-se de todo incompatível com o regime estatutário que regula o liame jurídico que envolve as partes ora litigantes (fl. 253). O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 2.229 (Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 25/6/2004), assentou os seguintes requisitos para a validade da contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88): a) previsão em lei dos cargos; b) tempo determinado; c) necessidade temporária de interesse público; d) interesse público excepcional. Mais recentemente, a questão foi reexaminada pelo Pleno em processo submetido à sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário 658.026, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 31/10/2014, Tema 612), ocasião na qual foi assentada a tese de que: (…) para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Sobre os óbices alegados, cumpre asseverar que (a) a matéria abordada no recurso extraordinário não envolve legislação local; (b) a preliminar de repercussão geral está devidamente fundamentada; (c) o apelo impugnou todos os argumentos do acórdão recorrido; (d) a matéria é exclusivamente de direito, não se fazendo necessária a reapreciação de fatos ou provas. 3. Consta dos autos que o reclamante, ora recorrente, foi contratado pelo Estado de Minas Gerais para a função de oficial de apoio judicial juntamente ao TJMG, a qual foi exercida durante quase 4 (quatro) anos. O Tribunal de origem rejeitou os pedidos do recorrente aos fundamentos de que, além de a contratação em discussão estar legalmente respaldada, não há que se falar que o apelante faça jus ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço nem às demais verbas pretendidas, como ora se pretende, eis que não previsto tal direito na legislação atinente, revelando-se de todo incompatível com o regime estatutário que regula o liame jurídico que envolve as partes ora litigantes (fl. 253). O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 2.229 (Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 25/6/2004), assentou os seguintes requisitos para a validade da contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88): a) previsão em lei dos cargos; b) tempo determinado; c) necessidade temporária de interesse público; d) interesse público excepcional. Mais recentemente, a questão foi reexaminada pelo Pleno em processo submetido à sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário 658.026, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 31/10/2014, Tema 612), ocasião na qual foi assentada a tese de que: (…) para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. Confira-se a ementa desse julgado: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal em face de trecho da Constituição do Estado de Minas Gerais que repete texto da Constituição Federal. Recurso processado pela Corte Suprema, que dele conheceu. Contratação temporária por tempo determinado para atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público. Previsão em lei municipal de atividades ordinárias e regulares. Definição dos conteúdos jurídicos do art. 37, incisos II e IX, da Constituição Federal. Descumprimento dos requisitos constitucionais. Recurso provido. Declarada a inconstitucionalidade da norma municipal. Modulação dos efeitos. 1. O assunto corresponde ao Tema n 612 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet e trata, à luz dos incisos II e IX do art. 37 da Constituição Federal, [d]a constitucionalidade de lei municipal que dispõe sobre as hipóteses de contratação temporária de servidores públicos. 2. Prevalência da regra da obrigatoriedade do concurso público (art. 37, inciso II, Constituição Federal de 1988). As regras que restringem o cumprimento desse dispositivo estão previstas na Constituição Federal e devem ser interpretadas restritivamente. 3. O conteúdo jurídico do art. 37, inciso IX, da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. Confira-se a ementa desse julgado: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal em face de trecho da Constituição do Estado de Minas Gerais que repete texto da Constituição Federal. Recurso processado pela Corte Suprema, que dele conheceu. Contratação temporária por tempo determinado para atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público. Previsão em lei municipal de atividades ordinárias e regulares. Definição dos conteúdos jurídicos do art. 37, incisos II e IX, da Constituição Federal. Descumprimento dos requisitos constitucionais. Recurso provido. Declarada a inconstitucionalidade da norma municipal. Modulação dos efeitos. 1. O assunto corresponde ao Tema n 612 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet e trata, à luz dos incisos II e IX do art. 37 da Constituição Federal, [d]a constitucionalidade de lei municipal que dispõe sobre as hipóteses de contratação temporária de servidores públicos. 2. Prevalência da regra da obrigatoriedade do concurso público (art. 37, inciso II, Constituição Federal de 1988). As regras que restringem o cumprimento desse dispositivo estão previstas na Constituição Federal e devem ser interpretadas restritivamente. 3. O conteúdo jurídico do art. 37, inciso IX, da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Constituição Federal pode ser resumido, ratificando-se, dessa forma, o entendimento da Corte Suprema de que, para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. 4. É inconstitucional a lei municipal em comento, eis que a norma não respeitou a Constituição Federal. A imposição constitucional da obrigatoriedade do concurso público é peremptória e tem como objetivo resguardar o cumprimento de princípios constitucionais, dentre eles, os da impessoalidade, da igualdade e da eficiência. Deve-se, como em outras hipóteses de reconhecimento da existência do vício da inconstitucionalidade, proceder à correção da norma, a fim de atender ao que dispõe a Constituição Federal. 5. Há que se garantir a instituição do que os franceses denominam de la culture de gestion, a cultura de gestão (terminologia atualmente ampliada para cultura de gestão estratégica) que consiste na interiorização de um vetor do progresso, com uma apreensão clara do que é normal, ordinário, e na concepção de que os atos de administração devem ter a pretensão de ampliar as potencialidades administrativas, visando à eficácia e à transformação positiva. 6. Dá-se provimento ao recurso extraordinário para o fim de julgar procedente a ação e declarar a inconstitucionalidade do art. 192, inciso III, da Lei n 509/1999 do Município de Bertópolis/MG, aplicando-se à espécie o efeito ex nunc, a fim de garantir o cumprimento do princípio da segurança jurídica e o atendimento do 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Constituição Federal pode ser resumido, ratificando-se, dessa forma, o entendimento da Corte Suprema de que, para que se considere válida a contratação temporária, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional; e) a necessidade de contratação seja indispensável, sendo vedada a contratação para os serviços ordinários permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das contingências normais da Administração. 4. É inconstitucional a lei municipal em comento, eis que a norma não respeitou a Constituição Federal. A imposição constitucional da obrigatoriedade do concurso público é peremptória e tem como objetivo resguardar o cumprimento de princípios constitucionais, dentre eles, os da impessoalidade, da igualdade e da eficiência. Deve-se, como em outras hipóteses de reconhecimento da existência do vício da inconstitucionalidade, proceder à correção da norma, a fim de atender ao que dispõe a Constituição Federal. 5. Há que se garantir a instituição do que os franceses denominam de la culture de gestion, a cultura de gestão (terminologia atualmente ampliada para cultura de gestão estratégica) que consiste na interiorização de um vetor do progresso, com uma apreensão clara do que é normal, ordinário, e na concepção de que os atos de administração devem ter a pretensão de ampliar as potencialidades administrativas, visando à eficácia e à transformação positiva. 6. Dá-se provimento ao recurso extraordinário para o fim de julgar procedente a ação e declarar a inconstitucionalidade do art. 192, inciso III, da Lei n 509/1999 do Município de Bertópolis/MG, aplicando-se à espécie o efeito ex nunc, a fim de garantir o cumprimento do princípio da segurança jurídica e o atendimento do 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG excepcional interesse social. No caso dos autos, consta que o recorrente foi contratado com base no art. 10, II, § 1..., b, e § 3..., da Lei Estadual 10.254/1990, cuja redação é a seguinte: Art. 10 Para suprir a comprovada necessidade de pessoal, poderá haver designação para o exercício de função pública, nos casos de: (…) II cargo vago, e exclusivamente até o seu definitivo provimento, desde que não haja candidato aprovado em concurso público para a classe correspondente. § 1... A designação para o exercício da função pública de que trata este artigo somente se aplica nas hipóteses de cargos de: (…) b) Serventuários e Auxiliares de Justiça, na forma do art. 7..., parágrafo único, da Lei n 9.027, de 21 de novembro de 1985, e art. 7..., § 1..., da Lei n 9.726, de 5 de dezembro de 1988. (…) § 3... A designação para o exercício de função pública far-se-á por ato próprio, publicado no órgão oficial, que determine o seu prazo e explicite o seu motivo, sob pena de nulidade e de responsabilidade do agente que lhe tenha dado causa. A portaria de designação do recorrente possui, no que importa, o seguinte teor (fl. 22): Departamento de Pessoal da 1... Instância Diretora: Neuza das Mercês Rezende 06/09/2002 Anotando Portaria de Designação do Diretor do Foro: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG excepcional interesse social. No caso dos autos, consta que o recorrente foi contratado com base no art. 10, II, § 1..., b, e § 3..., da Lei Estadual 10.254/1990, cuja redação é a seguinte: Art. 10 Para suprir a comprovada necessidade de pessoal, poderá haver designação para o exercício de função pública, nos casos de: (…) II cargo vago, e exclusivamente até o seu definitivo provimento, desde que não haja candidato aprovado em concurso público para a classe correspondente. § 1... A designação para o exercício da função pública de que trata este artigo somente se aplica nas hipóteses de cargos de: (…) b) Serventuários e Auxiliares de Justiça, na forma do art. 7..., parágrafo único, da Lei n 9.027, de 21 de novembro de 1985, e art. 7..., § 1..., da Lei n 9.726, de 5 de dezembro de 1988. (…) § 3... A designação para o exercício de função pública far-se-á por ato próprio, publicado no órgão oficial, que determine o seu prazo e explicite o seu motivo, sob pena de nulidade e de responsabilidade do agente que lhe tenha dado causa. A portaria de designação do recorrente possui, no que importa, o seguinte teor (fl. 22): Departamento de Pessoal da 1... Instância Diretora: Neuza das Mercês Rezende 06/09/2002 Anotando Portaria de Designação do Diretor do Foro: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG A partir da data da publicação, por prazo indeterminado: (…) Cássio Murilo Fagundes, de Boa Esperança, Oficial de Apoio Judicial, PJ-22; (…) A contratação do recorrente afigura-se flagrantemente contrária ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal de 1988/1988, porquanto foi realizada sem prévia aprovação em concurso público, por tempo indeterminado, para o desempenho de serviços ordinários permanentes do Estado e sem a devida exposição do interesse público excepcional que a justificasse. É clara, portanto, a nulidade da contratação da parte, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal. 4. O art. 19-A da Lei 8.036/1990 dispõe que é devido o depósito na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2..., da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. A constitucionalidade desse dispositivo foi assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 596.478 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../3/2013, Tema 191), submetido ao regime do art. 543-B do Código de Processo Civil/1973, cuja ementa é a seguinte: Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19- A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG A partir da data da publicação, por prazo indeterminado: (…) Cássio Murilo Fagundes, de Boa Esperança, Oficial de Apoio Judicial, PJ-22; (…) A contratação do recorrente afigura-se flagrantemente contrária ao art. 37, II e IX, da Constituição Federal de 1988/1988, porquanto foi realizada sem prévia aprovação em concurso público, por tempo indeterminado, para o desempenho de serviços ordinários permanentes do Estado e sem a devida exposição do interesse público excepcional que a justificasse. É clara, portanto, a nulidade da contratação da parte, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal. 4. O art. 19-A da Lei 8.036/1990 dispõe que é devido o depósito na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2..., da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. A constitucionalidade desse dispositivo foi assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 596.478 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../3/2013, Tema 191), submetido ao regime do art. 543-B do Código de Processo Civil/1973, cuja ementa é a seguinte: Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19- A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. A validade jurídico-constitucional do art. 19-A da Lei 8.036/90 foi também proclamada por esta Corte em sede de controle concentrado de constitucionalidade (ADI 3.127, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/8/2015). Ademais, na apreciação do Recurso Extraordinário 705.140 (de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/11/2014, Tema 308), submetido à sistemática da repercussão geral, assentou-se a aplicação do art. 19-A da Lei 8.036/1990 aos contratos de trabalho nulos firmados pela Administração Pública. Na ocasião, firmou-se a seguinte tese: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 2...), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. Por outro lado, é irrelevante a circunstância de o recorrente ter sido submetido ao regime estatutário após sua contratação pelo Estado de Minas Gerais; o que importa é que foi admitido aos quadros do reclamado sem observância dos pressupostos do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88, o 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. A validade jurídico-constitucional do art. 19-A da Lei 8.036/90 foi também proclamada por esta Corte em sede de controle concentrado de constitucionalidade (ADI 3.127, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/8/2015). Ademais, na apreciação do Recurso Extraordinário 705.140 (de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe de 5/11/2014, Tema 308), submetido à sistemática da repercussão geral, assentou-se a aplicação do art. 19-A da Lei 8.036/1990 aos contratos de trabalho nulos firmados pela Administração Pública. Na ocasião, firmou-se a seguinte tese: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 2...), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. Por outro lado, é irrelevante a circunstância de o recorrente ter sido submetido ao regime estatutário após sua contratação pelo Estado de Minas Gerais; o que importa é que foi admitido aos quadros do reclamado sem observância dos pressupostos do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88, o 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG que acarretou a nulidade da contratação e lhe conferiu direito à percepção dos salários referentes ao período laborado e ao levantamento dos depósitos efetuados no FGTS, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se no sentido de que o entendimento firmado no julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o Poder Público, por inobservância às disposições constitucionais aplicáveis. Vejam-se: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. DIREITO AOS DEPÓSITOS. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO Recurso Extraordinário 596.478 - RG (REL. P/ ACÓRDÃO MIN. DIAS TOFFOLI TEMA 191) E NO Recurso Extraordinário 705.140 RG (DE MINHA RELATORIA TEMA 308), JULGADOS SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 846.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 1.../8/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. RENOVAÇÃO SUCESSIVA. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO. PRECEDENTES.. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 880.073-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 9/9/2015) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG que acarretou a nulidade da contratação e lhe conferiu direito à percepção dos salários referentes ao período laborado e ao levantamento dos depósitos efetuados no FGTS, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se no sentido de que o entendimento firmado no julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o Poder Público, por inobservância às disposições constitucionais aplicáveis. Vejam-se: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. DIREITO AOS DEPÓSITOS. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO Recurso Extraordinário 596.478 - RG (REL. P/ ACÓRDÃO MIN. DIAS TOFFOLI TEMA 191) E NO Recurso Extraordinário 705.140 RG (DE MINHA RELATORIA TEMA 308), JULGADOS SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 846.441-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 1.../8/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. RENOVAÇÃO SUCESSIVA. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO. PRECEDENTES.. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 880.073-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 9/9/2015) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Contratação temporária. Nulidade do contrato. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 2. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento de ambas as Turmas. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 867.655- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2015) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRATAÇÃO DE PESSOAL, PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM REALIZAÇÃO DE CONCURSO CONTRATO NULO VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 19-A DA LEI n 8.036/90 DEPÓSITO DE FGTS DEVIDO MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Recurso Extraordinário 888.316-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 6/8/2015) Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: Recurso Extraordinário-RG 596.478, red. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Contratação temporária. Nulidade do contrato. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 2. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento de ambas as Turmas. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 867.655- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2015) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRATAÇÃO DE PESSOAL, PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, SEM REALIZAÇÃO DE CONCURSO CONTRATO NULO VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 19-A DA LEI n 8.036/90 DEPÓSITO DE FGTS DEVIDO MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Recurso Extraordinário 888.316-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 6/8/2015) Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: Recurso Extraordinário-RG 596.478, red. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG do acórdão Dias Toffoli, e Recurso Extraordinário-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 863.125- AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO FGTS. Recurso Extraordinário 705.140-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 8/9/2011; e Recurso Extraordinário 591.260- AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO IRREGULAR. FÉRIAS. ABONO DE 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG do acórdão Dias Toffoli, e Recurso Extraordinário-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 863.125- AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO FGTS. Recurso Extraordinário 705.140-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 8/9/2011; e Recurso Extraordinário 591.260- AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO IRREGULAR. FÉRIAS. ABONO DE 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG FÉRIAS. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO PROPORCIONAL. INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS. INDEFERIMENTO NA ORIGEM. RECURSO PROVIDO EM PARTE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. 5. Embargos de declaração REJEITADOS. (ARE 839.606-AgR-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2015) Propõe-se, assim, a reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. 5. Registre-se que essa tese não prejudica a apreciação da matéria cuja repercussão geral foi reconhecida no ARE 646.000-RG (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 29/6/2012, Tema 551), referente à extensão de direitos concedidos aos servidores públicos efetivos aos servidores e empregados públicos contratados para atender necessidade temporária e excepcional do setor público. Isso porque, nesse precedente paradigma, o acórdão recorrido reputou válida a contratação do servidor por tempo determinado, e o recurso extraordinário do Estado de Minas Gerais não se insurge contra isso. Defende-se, nesse caso, que os direitos postulados na demanda não são extensíveis aos servidores contratados na forma do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88. O Tema 551 abrange, portanto, apenas as 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG FÉRIAS. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO PROPORCIONAL. INDENIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE FGTS. INDEFERIMENTO NA ORIGEM. RECURSO PROVIDO EM PARTE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. 5. Embargos de declaração REJEITADOS. (ARE 839.606-AgR-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2015) Propõe-se, assim, a reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS. 5. Registre-se que essa tese não prejudica a apreciação da matéria cuja repercussão geral foi reconhecida no ARE 646.000-RG (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 29/6/2012, Tema 551), referente à extensão de direitos concedidos aos servidores públicos efetivos aos servidores e empregados públicos contratados para atender necessidade temporária e excepcional do setor público. Isso porque, nesse precedente paradigma, o acórdão recorrido reputou válida a contratação do servidor por tempo determinado, e o recurso extraordinário do Estado de Minas Gerais não se insurge contra isso. Defende-se, nesse caso, que os direitos postulados na demanda não são extensíveis aos servidores contratados na forma do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988/88. O Tema 551 abrange, portanto, apenas as 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG contratações por tempo determinado reputadas válidas. 6. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão suscitada e pela reafirmação da jurisprudência sobre a matéria, dando parcial provimento ao recurso extraordinário para julgar parcialmente procedentes os pedidos e condenar o Estado de Minas Gerais ao pagamento dos depósitos do FGTS referentes a todo o período laborado, corrigidos monetariamente pelo IPCA-E, desde o vencimento das obrigações, com incidência de juros de mora na forma do art. 1...-F da Lei 9.494/1997, na redação da Medida Provisória 2.180- 35/2001, até 29/6/2009, e na redação da Lei 11.960/2009, a partir de então. Tendo em vista a sucumbência recíproca, os ônus sucumbenciais deverão ser arcados de forma proporcional pelas partes (art. 21 do Código de Processo Civil/1973). Brasília, 26 de agosto de 2016. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Surge a repercussão geral da questão debatida no extraordinário presente a interpretação conferida pelo Tribunal de origem à Constituição Federal. Assentou-se legítima a contratação do recorrente sob o ângulo temporário e excepcional, quando se tem, como pano de fundo, a função de oficial de apoio judicial. No mais, observem a organicidade e dinâmica do Direito. Descabe julgar, no Plenário Virtual, controvérsia da importância da veiculada no processo, reformando-se acórdão formalizado na origem. 3. Manifesto-me no sentido de encontrar-se configurada a repercussão geral, sem adentrar o tema de fundo, no que o fenômeno deve ocorrer no Plenário físico. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG contratações por tempo determinado reputadas válidas. 6. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão suscitada e pela reafirmação da jurisprudência sobre a matéria, dando parcial provimento ao recurso extraordinário para julgar parcialmente procedentes os pedidos e condenar o Estado de Minas Gerais ao pagamento dos depósitos do FGTS referentes a todo o período laborado, corrigidos monetariamente pelo IPCA-E, desde o vencimento das obrigações, com incidência de juros de mora na forma do art. 1...-F da Lei 9.494/1997, na redação da Medida Provisória 2.180- 35/2001, até 29/6/2009, e na redação da Lei 11.960/2009, a partir de então. Tendo em vista a sucumbência recíproca, os ônus sucumbenciais deverão ser arcados de forma proporcional pelas partes (art. 21 do Código de Processo Civil/1973). Brasília, 26 de agosto de 2016. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Surge a repercussão geral da questão debatida no extraordinário presente a interpretação conferida pelo Tribunal de origem à Constituição Federal. Assentou-se legítima a contratação do recorrente sob o ângulo temporário e excepcional, quando se tem, como pano de fundo, a função de oficial de apoio judicial. No mais, observem a organicidade e dinâmica do Direito. Descabe julgar, no Plenário Virtual, controvérsia da importância da veiculada no processo, reformando-se acórdão formalizado na origem. 3. Manifesto-me no sentido de encontrar-se configurada a repercussão geral, sem adentrar o tema de fundo, no que o fenômeno deve ocorrer no Plenário físico. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 34 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 765320 RG / MG 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos que, no Gabinete, versando idêntica matéria, aguardem exame. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 5 de setembro de 2016, às 19h40. Ministro MARCO AURÉLIO 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 765320 RG / MG 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos que, no Gabinete, versando idêntica matéria, aguardem exame. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 5 de setembro de 2016, às 19h40. Ministro MARCO AURÉLIO 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11637979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 34
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765 . 320", "Recurso Extraordinário 658 . 026", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765 . 320", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765 . 320", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ADI 2 . 229", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ADI 2 . 229", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 658 . 026", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 658 . 026", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "ADI 3 . 127", "Recurso Extraordinário 705 . 140", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "ADI 3 . 127", "Recurso Extraordinário 705 . 140", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 478 - RG", "Recurso Extraordinário 705 . 140 RG", "ARE 846 . 441 - AgR", "ARE 880 . 073 - AgR", "Recurso Extraordinário n 596 . 478 / RR - RG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 478 - RG", "Recurso Extraordinário 705 . 140 RG", "ARE 846 . 441 - AgR", "ARE 880 . 073 - AgR", "Recurso Extraordinário n 596 . 478 / RR - RG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ARE 867 . 655 - AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 478 / RR", "Recurso Extraordinário 888 . 316 - AgR", "Recurso Extraordinário - RG 596 . 478", "Recurso Extraordinário - RG 705 . 140", "Recurso Extraordinário 863 . 125 - AgR", "Recurso Extraordinário 705 . 140 - RG .", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ARE 867 . 655 - AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 478 / RR", "Recurso Extraordinário 888 . 316 - AgR", "Recurso Extraordinário - RG 596 . 478", "Recurso Extraordinário - RG 705 . 140", "Recurso Extraordinário 863 . 125 - AgR", "Recurso Extraordinário 705 . 140 - RG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "ARE 839 . 606 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "ARE 839 . 606 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ARE 646 . 000 - RG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ARE 646 . 000 - RG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "recurso extraordinário n 765 . 320 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 765 . 320", "recurso extraordinário n 765 . 320 / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Social", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG Social", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ADI 2 . 229", "Recurso Extraordinário 658 . 026", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ADI 2 . 229", "Recurso Extraordinário 658 . 026", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ADI 3 . 127", "Recurso Extraordinário 705 . 140", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "ADI 3 . 127", "Recurso Extraordinário 705 . 140", "Recurso Extraordinário 765320 RG / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 478 - 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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835128. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 790511 AGR-ED / MG voto do Relator, rejeitar os embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835128. Supremo Tribunal Federal ARE 790511 AGR-ED / MG voto do Relator, rejeitar os embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos declaratórios opostos contra acórdão proferido pelo Plenário desta Corte, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II – Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. O embargante alega, em síntese omissão no acórdão embargado, pois a matéria estaria devidamente prequestionada. Além disso, afirma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835129. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos declaratórios opostos contra acórdão proferido pelo Plenário desta Corte, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II – Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. O embargante alega, em síntese omissão no acórdão embargado, pois a matéria estaria devidamente prequestionada. Além disso, afirma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 790511 AGR-ED / MG que teria impugnado todos os fundamentos da decisão agravada. Pugna, por essas razões, pelo acolhimento dos embargos, com efeito infringente, a fim de que seja conhecido e provido o recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835129. Supremo Tribunal Federal ARE 790511 AGR-ED / MG que teria impugnado todos os fundamentos da decisão agravada. Pugna, por essas razões, pelo acolhimento dos embargos, com efeito infringente, a fim de que seja conhecido e provido o recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o embargante não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios fundamentos. Por oportuno, conforme preceitua o CPC, art. 535, I e II, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo do embargante com o decidido. Com efeito, as questões suscitadas pelo embargante já foram devidamente examinadas no julgamento do agravo regimental, consoante se observa no seguinte trecho do acórdão embargado: “Com assinalei na decisão agravada, não houve 'debate prévio, pelo Tribunal de origem, do suscitado art. 146, III, a, da Constituição de 1988, o que definitivamente inviabiliza o recurso extraordinário por ausência do requisito do prequestionamento, a teor da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal'. Assim, como tem consignado este Tribunal por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ao contrário do que sustenta a parte agravante, a oposição dos embargos de declaração com a finalidade de provocar tal debate, é inservível para se reconhecer a matéria como causa decidida, viabilizadora da abertura da instância extraordinária. (…) Ademais, para negar seguimento ao agravo, a decisão agravada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835130. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o embargante não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios fundamentos. Por oportuno, conforme preceitua o CPC, art. 535, I e II, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo do embargante com o decidido. Com efeito, as questões suscitadas pelo embargante já foram devidamente examinadas no julgamento do agravo regimental, consoante se observa no seguinte trecho do acórdão embargado: “Com assinalei na decisão agravada, não houve 'debate prévio, pelo Tribunal de origem, do suscitado art. 146, III, a, da Constituição de 1988, o que definitivamente inviabiliza o recurso extraordinário por ausência do requisito do prequestionamento, a teor da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal'. Assim, como tem consignado este Tribunal por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ao contrário do que sustenta a parte agravante, a oposição dos embargos de declaração com a finalidade de provocar tal debate, é inservível para se reconhecer a matéria como causa decidida, viabilizadora da abertura da instância extraordinária. (…) Ademais, para negar seguimento ao agravo, a decisão agravada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 790511 AGR-ED / MG se fundamentou, também, na ausência de impugnação ao primeiro fundamento da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário referente à incidência da Súmula 283 do STF. A parte agravante, entretanto, não afastou esse fundamento, o que inviabiliza o presente recurso, nos termos da orientação firmada na Corte.”. Ademais, vale salientar que o órgão julgador não está obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos dos recorrentes. Nesse sentido, cito o RE 465.739-AgR-ED/SC, Rel. Min. Ayres Britto: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR DE VENCIMENTO. § 6º DO ARTIGO 10 DA LEI ESTADUAL Nº 9.503/94. OMISSÃO INEXISTENTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Não padece de omissão o acórdão proferido de forma clara, precisa e suficientemente fundamentada, pois é cediço que o Juiz não está obrigado a responder, um a um, aos argumentos expendidos pelas partes. Matéria de fundo dirimida em conformidade com a jurisprudência do Plenário e de ambas as Turmas do STF. Precedentes: RE 426.059, 422.154-AgR, 426.058-AgR, 426.060-AgR e 433.236-AgR. Embargos de declaração rejeitados” (grifos meus). Dessa forma, o recorrente busca tão somente a rediscussão da matéria e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835130. Supremo Tribunal Federal ARE 790511 AGR-ED / MG se fundamentou, também, na ausência de impugnação ao primeiro fundamento da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário referente à incidência da Súmula 283 do STF. A parte agravante, entretanto, não afastou esse fundamento, o que inviabiliza o presente recurso, nos termos da orientação firmada na Corte.”. Ademais, vale salientar que o órgão julgador não está obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos dos recorrentes. Nesse sentido, cito o RE 465.739-AgR-ED/SC, Rel. Min. Ayres Britto: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR DE VENCIMENTO. § 6º DO ARTIGO 10 DA LEI ESTADUAL Nº 9.503/94. OMISSÃO INEXISTENTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Não padece de omissão o acórdão proferido de forma clara, precisa e suficientemente fundamentada, pois é cediço que o Juiz não está obrigado a responder, um a um, aos argumentos expendidos pelas partes. Matéria de fundo dirimida em conformidade com a jurisprudência do Plenário e de ambas as Turmas do STF. Precedentes: RE 426.059, 422.154-AgR, 426.058-AgR, 426.060-AgR e 433.236-AgR. Embargos de declaração rejeitados” (grifos meus). Dessa forma, o recorrente busca tão somente a rediscussão da matéria e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), rejeitou os embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058528 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), rejeitou os embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9099362
2015-06-17T00:00:00
2015-08-12T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), rejeitou os embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados.
sjur314838
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, RECURSO) RE 465739 AgR-ED (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 17/08/2015, AMS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Tribunal Pleno
790511
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535 INC-00001 INC-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 790511 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835128. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 790511 AGR-ED / MG voto do Relator, rejeitar os embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835128. Supremo Tribunal Federal ARE 790511 AGR-ED / MG voto do Relator, rejeitar os embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos declaratórios opostos contra acórdão proferido pelo Plenário desta Corte, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II – Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. O embargante alega, em síntese omissão no acórdão embargado, pois a matéria estaria devidamente prequestionada. Além disso, afirma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835129. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) :TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos declaratórios opostos contra acórdão proferido pelo Plenário desta Corte, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II – Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. O embargante alega, em síntese omissão no acórdão embargado, pois a matéria estaria devidamente prequestionada. Além disso, afirma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 790511 AGR-ED / MG que teria impugnado todos os fundamentos da decisão agravada. Pugna, por essas razões, pelo acolhimento dos embargos, com efeito infringente, a fim de que seja conhecido e provido o recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835129. Supremo Tribunal Federal ARE 790511 AGR-ED / MG que teria impugnado todos os fundamentos da decisão agravada. Pugna, por essas razões, pelo acolhimento dos embargos, com efeito infringente, a fim de que seja conhecido e provido o recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o embargante não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios fundamentos. Por oportuno, conforme preceitua o Código de Processo Civil, art. 535, I e II, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo do embargante com o decidido. Com efeito, as questões suscitadas pelo embargante já foram devidamente examinadas no julgamento do agravo regimental, consoante se observa no seguinte trecho do acórdão embargado: “Com assinalei na decisão agravada, não houve 'debate prévio, pelo Tribunal de origem, do suscitado art. 146, III, a, da Constituição de 1988, o que definitivamente inviabiliza o recurso extraordinário por ausência do requisito do prequestionamento, a teor da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal'. Assim, como tem consignado este Tribunal por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ao contrário do que sustenta a parte agravante, a oposição dos embargos de declaração com a finalidade de provocar tal debate, é inservível para se reconhecer a matéria como causa decidida, viabilizadora da abertura da instância extraordinária. (…) Ademais, para negar seguimento ao agravo, a decisão agravada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835130. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o embargante não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus próprios fundamentos. Por oportuno, conforme preceitua o Código de Processo Civil, art. 535, I e II, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo do embargante com o decidido. Com efeito, as questões suscitadas pelo embargante já foram devidamente examinadas no julgamento do agravo regimental, consoante se observa no seguinte trecho do acórdão embargado: “Com assinalei na decisão agravada, não houve 'debate prévio, pelo Tribunal de origem, do suscitado art. 146, III, a, da Constituição de 1988, o que definitivamente inviabiliza o recurso extraordinário por ausência do requisito do prequestionamento, a teor da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal'. Assim, como tem consignado este Tribunal por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ao contrário do que sustenta a parte agravante, a oposição dos embargos de declaração com a finalidade de provocar tal debate, é inservível para se reconhecer a matéria como causa decidida, viabilizadora da abertura da instância extraordinária. (…) Ademais, para negar seguimento ao agravo, a decisão agravada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 790511 AGR-ED / MG se fundamentou, também, na ausência de impugnação ao primeiro fundamento da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário referente à incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante, entretanto, não afastou esse fundamento, o que inviabiliza o presente recurso, nos termos da orientação firmada na Corte.”. Ademais, vale salientar que o órgão julgador não está obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos dos recorrentes. Nesse sentido, cito o Recurso Extraordinário 465.739-AgR-ED/SC, Rel. Min. Ayres Britto: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR DE VENCIMENTO. § 6... DO ARTIGO 10 DA LEI ESTADUAL n 9.503/94. OMISSÃO INEXISTENTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Não padece de omissão o acórdão proferido de forma clara, precisa e suficientemente fundamentada, pois é cediço que o Juiz não está obrigado a responder, um a um, aos argumentos expendidos pelas partes. Matéria de fundo dirimida em conformidade com a jurisprudência do Plenário e de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Recurso Extraordinário 426.059, 422.154-AgR, 426.058-AgR, 426.060-AgR e 433.236-AgR. Embargos de declaração rejeitados” (grifos meus). Dessa forma, o recorrente busca tão somente a rediscussão da matéria e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835130. Supremo Tribunal Federal ARE 790511 AGR-ED / MG se fundamentou, também, na ausência de impugnação ao primeiro fundamento da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário referente à incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante, entretanto, não afastou esse fundamento, o que inviabiliza o presente recurso, nos termos da orientação firmada na Corte.”. Ademais, vale salientar que o órgão julgador não está obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos dos recorrentes. Nesse sentido, cito o Recurso Extraordinário 465.739-AgR-ED/SC, Rel. Min. Ayres Britto: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR DE VENCIMENTO. § 6... DO ARTIGO 10 DA LEI ESTADUAL n 9.503/94. OMISSÃO INEXISTENTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Não padece de omissão o acórdão proferido de forma clara, precisa e suficientemente fundamentada, pois é cediço que o Juiz não está obrigado a responder, um a um, aos argumentos expendidos pelas partes. Matéria de fundo dirimida em conformidade com a jurisprudência do Plenário e de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Recurso Extraordinário 426.059, 422.154-AgR, 426.058-AgR, 426.060-AgR e 433.236-AgR. Embargos de declaração rejeitados” (grifos meus). Dessa forma, o recorrente busca tão somente a rediscussão da matéria e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), rejeitou os embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058528 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.511 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBDO.(A/S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), rejeitou os embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 790511 AGR", "ARE 790511 AGR", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 790 . 511", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 790511 AGR - ED / MG", "ARE 790511 AGR -", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 790511 AGR - ED / MG", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 465 . 739 - AgR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 426 . 059", "ARE 790511 AGR", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 465 . 739 - AgR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 426 . 059" ], "LEGISLACAO": [ "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 535 , I e II", "art . 146 , III , a , da Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art", "art . 146 , III , a , da Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 10 DA LEI ESTADUAL n 9 . 503 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 10 DA LEI ESTADUAL n 9 . 503 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "TELEMAR NORTE LESTE S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "TELEMAR NORTE LESTE S / A", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ESTADO", "TELEMAR NORTE LESTE S / A", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "TELEMAR", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "TELEMAR", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "17", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) :MARCELO VIDA DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação de honorários de sucumbência recursal, previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888699. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 972175 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888699. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888699. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) :MARCELO VIDA DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de agosto de 2016, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, confirmando o Juízo, assentou regular a Certidão de Dívida Ativa – CDA originada de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, independente de procedimento administrativo fiscal, em observância à legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violado o artigo 5º, cabeça e incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Aduz a ausência de liquidez e certeza da Certidão de Dívida Ativa executada, pois a constituição definitiva do lançamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS não se efetiva com a declaração do contribuinte, mas com a atuação da autoridade fiscal, não demonstrada no caso. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) :MARCELO VIDA DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de agosto de 2016, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, confirmando o Juízo, assentou regular a Certidão de Dívida Ativa – CDA originada de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, independente de procedimento administrativo fiscal, em observância à legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violado o artigo 5º, cabeça e incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Aduz a ausência de liquidez e certeza da Certidão de Dívida Ativa executada, pois a constituição definitiva do lançamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS não se efetiva com a declaração do contribuinte, mas com a atuação da autoridade fiscal, não demonstrada no caso. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 972175 AGR / SP revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Tribunal de origem asseverou a presença dos elementos exigíveis na Certidão de Dívida Ativa executada, porquanto o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS é tributo de lançamento por homologação, mediante declaração do contribuinte, dispensável a atuação da autoridade fiscal. Concluir de modo diverso, quanto à presença dos requisitos legais necessários à exequibilidade da Certidão de Dívida Ativa, requer o reexame de matéria fática. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o Colegiado julgador asseverou a regularidade da Certidão de Dívida Ativa – CDA, observados o artigo 202 do Código Tributário Nacional e o artigo 2º, §5º, da Lei nº 6.830/80. Assim, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, inviável a apreciação, em recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Tribunal de origem asseverou a presença dos elementos exigíveis na Certidão de Dívida Ativa executada, porquanto o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS é tributo de lançamento por homologação, mediante declaração do contribuinte, dispensável a atuação da autoridade fiscal. Concluir de modo diverso, quanto à presença dos requisitos legais necessários à exequibilidade da Certidão de Dívida Ativa, requer o reexame de matéria fática. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o Colegiado julgador asseverou a regularidade da Certidão de Dívida Ativa – CDA, observados o artigo 202 do Código Tributário Nacional e o artigo 2º, §5º, da Lei nº 6.830/80. Assim, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, inviável a apreciação, em recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 972175 AGR / SP extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante insiste no processamento do extraordinário, sustentando o caráter constitucional do direito ao contraditório e à ampla defesa. Aduz a necessidade de tratamento isonômico entre o contribuinte declarante e o não declarante do tributo quanto à notificação, intimação ou autuação pela Fazenda Pública, na forma do artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Carta Federal. O Estado de São Paulo, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante insiste no processamento do extraordinário, sustentando o caráter constitucional do direito ao contraditório e à ampla defesa. Aduz a necessidade de tratamento isonômico entre o contribuinte declarante e o não declarante do tributo quanto à notificação, intimação ou autuação pela Fazenda Pública, na forma do artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Carta Federal. O Estado de São Paulo, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Rememorem o decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: APELAÇÃO CÍVEL – EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - ICMS – Irregularidade na CDA – Inocorrência – Tributo sujeito a lançamento por homologação, cuja exigibilidade independente de procedimento administrativo fiscal – Taxa SELIC – Admissibilidade – Jurisprudência pacífica do STJ – Legalidade da multa moratória de 20% (Leis nºs 6.374/89, arts. 87 e 98 e 9.399/96) – Sentença mantida – Recurso improvido. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Carta da República. A partir da interpretação da legislação de regência - artigo 202 do Código Tributário Nacional e artigo 2º, § 5º, da Lei nº 6.830/1980 -, atestou-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Rememorem o decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: APELAÇÃO CÍVEL – EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - ICMS – Irregularidade na CDA – Inocorrência – Tributo sujeito a lançamento por homologação, cuja exigibilidade independente de procedimento administrativo fiscal – Taxa SELIC – Admissibilidade – Jurisprudência pacífica do STJ – Legalidade da multa moratória de 20% (Leis nºs 6.374/89, arts. 87 e 98 e 9.399/96) – Sentença mantida – Recurso improvido. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Carta da República. A partir da interpretação da legislação de regência - artigo 202 do Código Tributário Nacional e artigo 2º, § 5º, da Lei nº 6.830/1980 -, atestou-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 972175 AGR / SP regularidade da Certidão de Dívida Ativa – CDA. Nesse sentido, à mercê de articulação sobre a violência à Constituição Federal, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Está-se diante de conflito que tem solução final no âmbito do Tribunal local. O Supremo, no recurso extraordinário com agravo nº 639.228/RJ, relator o ministro Gilmar Mendes, assentando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Saliento que a agravante ficou vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP regularidade da Certidão de Dívida Ativa – CDA. Nesse sentido, à mercê de articulação sobre a violência à Constituição Federal, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Está-se diante de conflito que tem solução final no âmbito do Tribunal local. O Supremo, no recurso extraordinário com agravo nº 639.228/RJ, relator o ministro Gilmar Mendes, assentando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Saliento que a agravante ficou vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 972175 AGR / SP Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo esta devida ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma. Considerada a fixação em sentença dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor da causa, majoro os honorários recursais no patamar de mais 5% do valor da causa, consoante o artigo 85, § 11, do citado diploma legal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo esta devida ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma. Considerada a fixação em sentença dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor da causa, majoro os honorários recursais no patamar de mais 5% do valor da causa, consoante o artigo 85, § 11, do citado diploma legal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) : MARCELO VIDA DA SILVA (38202/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706817 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) : MARCELO VIDA DA SILVA (38202/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11908057
2016-09-13T00:00:00
2016-10-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação de honorários de sucumbência recursal, previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur358617
Número de páginas: 9. Análise: 09/11/2016, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
972175
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 972175 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) : MARCELO VIDA DA SILVA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) :MARCELO VIDA DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação de honorários de sucumbência recursal, previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888699. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 972175 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888699. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888699. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) :MARCELO VIDA DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de agosto de 2016, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, confirmando o Juízo, assentou regular a Certidão de Dívida Ativa – CDA originada de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, independente de procedimento administrativo fiscal, em observância à legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violado o artigo 5..., cabeça e incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Aduz a ausência de liquidez e certeza da Certidão de Dívida Ativa executada, pois a constituição definitiva do lançamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS não se efetiva com a declaração do contribuinte, mas com a atuação da autoridade fiscal, não demonstrada no caso. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) :MARCELO VIDA DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de agosto de 2016, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, confirmando o Juízo, assentou regular a Certidão de Dívida Ativa – CDA originada de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, independente de procedimento administrativo fiscal, em observância à legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violado o artigo 5..., cabeça e incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Aduz a ausência de liquidez e certeza da Certidão de Dívida Ativa executada, pois a constituição definitiva do lançamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS não se efetiva com a declaração do contribuinte, mas com a atuação da autoridade fiscal, não demonstrada no caso. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 972175 AGR / SP revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Tribunal de origem asseverou a presença dos elementos exigíveis na Certidão de Dívida Ativa executada, porquanto o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS é tributo de lançamento por homologação, mediante declaração do contribuinte, dispensável a atuação da autoridade fiscal. Concluir de modo diverso, quanto à presença dos requisitos legais necessários à exequibilidade da Certidão de Dívida Ativa, requer o reexame de matéria fática. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o Colegiado julgador asseverou a regularidade da Certidão de Dívida Ativa – CDA, observados o artigo 202 do Código Tributário Nacional e o artigo 2..., §5..., da Lei n 6.830/80. Assim, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, inviável a apreciação, em recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Tribunal de origem asseverou a presença dos elementos exigíveis na Certidão de Dívida Ativa executada, porquanto o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS é tributo de lançamento por homologação, mediante declaração do contribuinte, dispensável a atuação da autoridade fiscal. Concluir de modo diverso, quanto à presença dos requisitos legais necessários à exequibilidade da Certidão de Dívida Ativa, requer o reexame de matéria fática. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o Colegiado julgador asseverou a regularidade da Certidão de Dívida Ativa – CDA, observados o artigo 202 do Código Tributário Nacional e o artigo 2..., §5..., da Lei n 6.830/80. Assim, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, inviável a apreciação, em recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 972175 AGR / SP extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante insiste no processamento do extraordinário, sustentando o caráter constitucional do direito ao contraditório e à ampla defesa. Aduz a necessidade de tratamento isonômico entre o contribuinte declarante e o não declarante do tributo quanto à notificação, intimação ou autuação pela Fazenda Pública, na forma do artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Carta Federal. O Estado de São Paulo, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante insiste no processamento do extraordinário, sustentando o caráter constitucional do direito ao contraditório e à ampla defesa. Aduz a necessidade de tratamento isonômico entre o contribuinte declarante e o não declarante do tributo quanto à notificação, intimação ou autuação pela Fazenda Pública, na forma do artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Carta Federal. O Estado de São Paulo, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Rememorem o decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: APELAÇÃO CÍVEL – EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - ICMS – Irregularidade na CDA – Inocorrência – Tributo sujeito a lançamento por homologação, cuja exigibilidade independente de procedimento administrativo fiscal – Taxa SELIC – Admissibilidade – Jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça – Legalidade da multa moratória de 20% (Leis ns 6.374/89, arts. 87 e 98 e 9.399/96) – Sentença mantida – Recurso improvido. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Carta da República. A partir da interpretação da legislação de regência - artigo 202 do Código Tributário Nacional e artigo 2..., § 5..., da Lei n 6.830/1980 -, atestou-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Rememorem o decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: APELAÇÃO CÍVEL – EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - ICMS – Irregularidade na CDA – Inocorrência – Tributo sujeito a lançamento por homologação, cuja exigibilidade independente de procedimento administrativo fiscal – Taxa SELIC – Admissibilidade – Jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça – Legalidade da multa moratória de 20% (Leis ns 6.374/89, arts. 87 e 98 e 9.399/96) – Sentença mantida – Recurso improvido. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Carta da República. A partir da interpretação da legislação de regência - artigo 202 do Código Tributário Nacional e artigo 2..., § 5..., da Lei n 6.830/1980 -, atestou-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 972175 AGR / SP regularidade da Certidão de Dívida Ativa – CDA. Nesse sentido, à mercê de articulação sobre a violência à Constituição Federal, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Está-se diante de conflito que tem solução final no âmbito do Tribunal local. O Supremo, no recurso extraordinário com agravo n 639.228/RJ, relator o ministro Gilmar Mendes, assentando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Saliento que a agravante ficou vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP regularidade da Certidão de Dívida Ativa – CDA. Nesse sentido, à mercê de articulação sobre a violência à Constituição Federal, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Está-se diante de conflito que tem solução final no âmbito do Tribunal local. O Supremo, no recurso extraordinário com agravo n 639.228/RJ, relator o ministro Gilmar Mendes, assentando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Saliento que a agravante ficou vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 972175 AGR / SP Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo esta devida ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma. Considerada a fixação em sentença dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor da causa, majoro os honorários recursais no patamar de mais 5% do valor da causa, consoante o artigo 85, § 11, do citado diploma legal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Supremo Tribunal Federal ARE 972175 AGR / SP Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo esta devida ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma. Considerada a fixação em sentença dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor da causa, majoro os honorários recursais no patamar de mais 5% do valor da causa, consoante o artigo 85, § 11, do citado diploma legal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) : MARCELO VIDA DA SILVA (38202/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706817 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.175 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ENGESEL EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA ADV.(A/S) : MARCELO VIDA DA SILVA (38202/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972 . 175", "ARE 972175 AGR / SP", "ARE 972175 AGR / SP", "ARE 972175 AGR / SP", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 972175 AGR / SP", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 972175 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "ARE 972175 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "ARE 972175 AGR / SP", "recurso extraordinário com agravo n 639 . 228 / RJ", "ARE 972175 AGR", "recurso extraordinário com agravo n 639 . 228 / RJ", "ARE 972175 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . ,", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , cabeça e incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , cabeça e incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 202 do Código Tributário Nacional", "artigo 2 . . . , § 5 . . . , da Lei n 6 . 830 / 80", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 202 do Código Tributário Nacional", "artigo 2 . . . , § 5 . . . , da Lei n 6 . 830 / 80", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 105 , inciso III , alínea “ a ” , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 105 , inciso III , alínea “ a ” , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Leis ns 6 . 374 / 89 , arts . 87 e 98 e", "9 .", "399 /", "96", "Carta da República", "artigo 202 do Código Tributário Nacional", 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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTROLE LEGISLATIVO FINANCEIRO. CONTROLE EXTERNO. REQUISIÇÃO PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO DE INFORMAÇÕES ALUSIVAS A OPERAÇÕES FINANCEIRAS REALIZADAS PELAS IMPETRANTES. RECUSA INJUSTIFICADA. DADOS NÃO ACOBERTADOS PELO SIGILO BANCÁRIO E EMPRESARIAL. 1. O controle financeiro das verbas públicas é essencial e privativo do Parlamento como consectário do Estado de Direito (IPSEN, Jörn. Staatsorganisationsrecht. 9. Auflage. Berlin: Luchterhand, 1997, p. 221). 2. O primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo. (BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: Mohr, 1976, p. 17.) 3. O sigilo de informações necessárias para a preservação da intimidade é relativizado quando se está diante do interesse da sociedade de se conhecer o destino dos recursos públicos. 4. Operações financeiras que envolvam recursos públicos não estão abrangidas pelo sigilo bancário a que alude a Lei Complementar nº 105/2001, visto que as operações dessa espécie estão submetidas aos princípios da administração pública insculpidos no art. 37 da Constituição Federal. Em tais situações, é prerrogativa constitucional do Tribunal [TCU] o acesso a informações relacionadas a operações Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF financiadas com recursos públicos. 5. O segredo como “alma do negócio” consubstancia a máxima cotidiana inaplicável em casos análogos ao sub judice, tanto mais que, quem contrata com o poder público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos. É que a contratação pública não pode ser feita em esconderijos envernizados por um arcabouço jurídico capaz de impedir o controle social quanto ao emprego das verbas públicas. 6. “O dever administrativo de manter plena transparência em seus comportamentos impõe não haver em um Estado Democrático de Direito, no qual o poder reside no povo (art. 1º, parágrafo único, da Constituição), ocultamento aos administrados dos assuntos que a todos interessam, e muito menos em relação aos sujeitos individualmente afetados por alguma medida.” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27ª edição. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 114). 7. O Tribunal de Contas da União não está autorizado a, manu militari, decretar a quebra de sigilo bancário e empresarial de terceiros, medida cautelar condicionada à prévia anuência do Poder Judiciário, ou, em situações pontuais, do Poder Legislativo. Precedente: MS 22.801, Tribunal Pleno, Rel. Min. Menezes Direito, DJe 14.3.2008. 8. In casu, contudo, o TCU deve ter livre acesso às operações financeiras realizadas pelas impetrantes, entidades de direito privado da Administração Indireta submetidas ao seu controle financeiro, mormente porquanto operacionalizadas mediante o emprego de recursos de origem pública. Inoponibilidade de sigilo bancário e empresarial ao TCU quando se está diante de operações fundadas em recursos de origem pública. Conclusão decorrente do dever de atuação transparente dos administradores públicos em um Estado Democrático de Direito. 9. A preservação, in casu, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros não, apenas, impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como, também, representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF financiadas com recursos públicos. 5. O segredo como “alma do negócio” consubstancia a máxima cotidiana inaplicável em casos análogos ao sub judice, tanto mais que, quem contrata com o poder público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos. É que a contratação pública não pode ser feita em esconderijos envernizados por um arcabouço jurídico capaz de impedir o controle social quanto ao emprego das verbas públicas. 6. “O dever administrativo de manter plena transparência em seus comportamentos impõe não haver em um Estado Democrático de Direito, no qual o poder reside no povo (art. 1º, parágrafo único, da Constituição), ocultamento aos administrados dos assuntos que a todos interessam, e muito menos em relação aos sujeitos individualmente afetados por alguma medida.” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27ª edição. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 114). 7. O Tribunal de Contas da União não está autorizado a, manu militari, decretar a quebra de sigilo bancário e empresarial de terceiros, medida cautelar condicionada à prévia anuência do Poder Judiciário, ou, em situações pontuais, do Poder Legislativo. Precedente: MS 22.801, Tribunal Pleno, Rel. Min. Menezes Direito, DJe 14.3.2008. 8. In casu, contudo, o TCU deve ter livre acesso às operações financeiras realizadas pelas impetrantes, entidades de direito privado da Administração Indireta submetidas ao seu controle financeiro, mormente porquanto operacionalizadas mediante o emprego de recursos de origem pública. Inoponibilidade de sigilo bancário e empresarial ao TCU quando se está diante de operações fundadas em recursos de origem pública. Conclusão decorrente do dever de atuação transparente dos administradores públicos em um Estado Democrático de Direito. 9. A preservação, in casu, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros não, apenas, impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como, também, representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF 10. O princípio da conformidade funcional a que se refere Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências. (CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 5ª edição. Coimbra: Almedina, 2002, p. 541.) 11. A Proteção Deficiente de vedação implícita permite assentar que se a publicidade não pode ir tão longe, de forma a esvaziar, desproporcionalmente, o direito fundamental à privacidade e ao sigilo bancário e empresarial; não menos verdadeiro é que a insuficiente limitação ao direito à privacidade revelar-se-ia, por outro ângulo, desproporcional, porquanto lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente. 12. No caso sub examine: I) O TCU determinou o fornecimento de dados pela JBS/Friboi, pessoa que celebrou contratos vultosos com o BNDES, a fim de aferir, por exemplo, os critérios utilizados para a escolha da referida sociedade empresária, quais seriam as vantagens sociais advindas das operações analisadas, se houve cumprimento das cláusulas contratuais, se as operações de troca de debêntures por posição acionária na empresa ora indicada originou prejuízo para o BNDES. II) O TCU não agiu de forma imotivada e arbitrária, e nem mesmo criou exigência irrestrita e genérica de informações sigilosas. Sobre o tema, o ato coator aponta a existência de uma operação da Polícia Federal denominada Operação Santa Tereza que apontou a existência de quadrilha intermediando empréstimos junto ao BNDES, inclusive envolvendo o financiamento obtido pelo Frigorífico Friboi. Ademais, a necessidade do controle financeiro mais detido resultou, segundo o decisum atacado, de um “protesto da Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abrafigo) contra a política do BNDES que estava levanto à concentração econômica do setor”. III) A requisição feita pelo TCU na hipótese destes autos revela plena 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF 10. O princípio da conformidade funcional a que se refere Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências. (CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 5ª edição. Coimbra: Almedina, 2002, p. 541.) 11. A Proteção Deficiente de vedação implícita permite assentar que se a publicidade não pode ir tão longe, de forma a esvaziar, desproporcionalmente, o direito fundamental à privacidade e ao sigilo bancário e empresarial; não menos verdadeiro é que a insuficiente limitação ao direito à privacidade revelar-se-ia, por outro ângulo, desproporcional, porquanto lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente. 12. No caso sub examine: I) O TCU determinou o fornecimento de dados pela JBS/Friboi, pessoa que celebrou contratos vultosos com o BNDES, a fim de aferir, por exemplo, os critérios utilizados para a escolha da referida sociedade empresária, quais seriam as vantagens sociais advindas das operações analisadas, se houve cumprimento das cláusulas contratuais, se as operações de troca de debêntures por posição acionária na empresa ora indicada originou prejuízo para o BNDES. II) O TCU não agiu de forma imotivada e arbitrária, e nem mesmo criou exigência irrestrita e genérica de informações sigilosas. Sobre o tema, o ato coator aponta a existência de uma operação da Polícia Federal denominada Operação Santa Tereza que apontou a existência de quadrilha intermediando empréstimos junto ao BNDES, inclusive envolvendo o financiamento obtido pelo Frigorífico Friboi. Ademais, a necessidade do controle financeiro mais detido resultou, segundo o decisum atacado, de um “protesto da Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abrafigo) contra a política do BNDES que estava levanto à concentração econômica do setor”. III) A requisição feita pelo TCU na hipótese destes autos revela plena 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF compatibilidade com as atribuições constitucionais que lhes são dispensadas e permite, de forma idônea, que a sociedade brasileira tenha conhecimento se os recursos públicos repassados pela União ao seu banco de fomento estão sendo devidamente empregados. 13. Consequentemente a recusa do fornecimento das informações restou inadmissível, porquanto imprescindíveis para o controle da sociedade quanto à destinação de vultosos recursos públicos. O que revela que o determinado pelo TCU não extrapola a medida do razoável. 14. Merece destacar que in casu: a) Os Impetrantes são bancos de fomento econômico e social, e não instituições financeiras privadas comuns, o que impõe, aos que com eles contratam, a exigência de disclosure e de transparência, valores a serem prestigiados em nossa República contemporânea, de modo a viabilizar o pleno controle de legitimidade e responsividade dos que exercem o poder. b) A utilização de recursos públicos por quem está submetido ao controle financeiro externo inibe a alegação de sigilo de dados e autoriza a divulgação das informações necessárias para o controle dos administradores, sob pena de restar inviabilizada a missão constitucional da Corte de Contas. c) À semelhança do que já ocorre com a CVM e com o BACEN, que recebem regularmente dados dos Impetrantes sobre suas operações financeiras, os Demandantes, também, não podem se negar a fornecer as informações que forem requisitadas pelo TCU. 15. A limitação ao direito fundamental à privacidade que, por se revelar proporcional, é compatível com a teoria das restrições das restrições (Schranken-Schranken). O direito ao sigilo bancário e empresarial, mercê de seu caráter fundamental, comporta uma proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. 16. É cediço na jurisprudência do E. STF que: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PUBLICIDADE. A transparência decorre do princípio da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF compatibilidade com as atribuições constitucionais que lhes são dispensadas e permite, de forma idônea, que a sociedade brasileira tenha conhecimento se os recursos públicos repassados pela União ao seu banco de fomento estão sendo devidamente empregados. 13. Consequentemente a recusa do fornecimento das informações restou inadmissível, porquanto imprescindíveis para o controle da sociedade quanto à destinação de vultosos recursos públicos. O que revela que o determinado pelo TCU não extrapola a medida do razoável. 14. Merece destacar que in casu: a) Os Impetrantes são bancos de fomento econômico e social, e não instituições financeiras privadas comuns, o que impõe, aos que com eles contratam, a exigência de disclosure e de transparência, valores a serem prestigiados em nossa República contemporânea, de modo a viabilizar o pleno controle de legitimidade e responsividade dos que exercem o poder. b) A utilização de recursos públicos por quem está submetido ao controle financeiro externo inibe a alegação de sigilo de dados e autoriza a divulgação das informações necessárias para o controle dos administradores, sob pena de restar inviabilizada a missão constitucional da Corte de Contas. c) À semelhança do que já ocorre com a CVM e com o BACEN, que recebem regularmente dados dos Impetrantes sobre suas operações financeiras, os Demandantes, também, não podem se negar a fornecer as informações que forem requisitadas pelo TCU. 15. A limitação ao direito fundamental à privacidade que, por se revelar proporcional, é compatível com a teoria das restrições das restrições (Schranken-Schranken). O direito ao sigilo bancário e empresarial, mercê de seu caráter fundamental, comporta uma proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. 16. É cediço na jurisprudência do E. STF que: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PUBLICIDADE. A transparência decorre do princípio da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF publicidade. TRIBUNAL DE CONTAS – FISCALIZAÇÃO – DOCUMENTOS. Descabe negar ao Tribunal de Contas o acesso a documentos relativos à Administração Pública e ações implementadas, não prevalecendo a óptica de tratar-se de matérias relevantes cuja divulgação possa importar em danos para o Estado. Inconstitucionalidade de preceito da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará que implica óbice ao acesso.” (ADI 2.361, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23/10/2014). 17. Jusfilosoficamente as premissas metodológicas aplicáveis ao caso sub judice revelam que: I - “nuclearmente feito nas pranchetas da Constituição. Foi o legislador de primeiríssimo escalão quem estruturou e funcionalizou todos eles (os Tribunais de Contas), prescindindo das achegas da lei menor. (...) Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do princípio republicano. Pois, numa República, impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e consequente dever) cuidar de tudo que é de todos”. (BRITTO, Carlos Ayres. O regime constitucional dos Tribunais de Contas. In: Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Volume 8. 2º semestre de 2014. Rio de Janeiro: TCE-RJ, p. 18 e 20) II - “A legitimidade do Estado Democrático de Direito depende do controle da legitimidade da sua ordem financeira. Só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legitima o tributo, que é o preço da liberdade. O aperfeiçoamento d controle é que pode derrotar a moral tributária cínica, que prega a sonegação e a desobediência civil a pretexto da ilegitimidade da despesa pública. (TORRES, Ricardo Lobo. Uma Avaliação das Tendências Contemporâneas do Direito Administrativo. Obra em homenagem a Eduardo García de Enterría. Rio de Janeiro: Renovar, 2003, p. 645) 18. Denegação da segurança por ausência de direito material de recusa da remessa dos documentos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF publicidade. TRIBUNAL DE CONTAS – FISCALIZAÇÃO – DOCUMENTOS. Descabe negar ao Tribunal de Contas o acesso a documentos relativos à Administração Pública e ações implementadas, não prevalecendo a óptica de tratar-se de matérias relevantes cuja divulgação possa importar em danos para o Estado. Inconstitucionalidade de preceito da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará que implica óbice ao acesso.” (ADI 2.361, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23/10/2014). 17. Jusfilosoficamente as premissas metodológicas aplicáveis ao caso sub judice revelam que: I - “nuclearmente feito nas pranchetas da Constituição. Foi o legislador de primeiríssimo escalão quem estruturou e funcionalizou todos eles (os Tribunais de Contas), prescindindo das achegas da lei menor. (...) Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do princípio republicano. Pois, numa República, impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e consequente dever) cuidar de tudo que é de todos”. (BRITTO, Carlos Ayres. O regime constitucional dos Tribunais de Contas. In: Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Volume 8. 2º semestre de 2014. Rio de Janeiro: TCE-RJ, p. 18 e 20) II - “A legitimidade do Estado Democrático de Direito depende do controle da legitimidade da sua ordem financeira. Só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legitima o tributo, que é o preço da liberdade. O aperfeiçoamento d controle é que pode derrotar a moral tributária cínica, que prega a sonegação e a desobediência civil a pretexto da ilegitimidade da despesa pública. (TORRES, Ricardo Lobo. Uma Avaliação das Tendências Contemporâneas do Direito Administrativo. Obra em homenagem a Eduardo García de Enterría. Rio de Janeiro: Renovar, 2003, p. 645) 18. Denegação da segurança por ausência de direito material de recusa da remessa dos documentos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Roberto Barroso, que concedia, parcialmente, a ordem. Brasília, 26 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Roberto Barroso, que concedia, parcialmente, a ordem. Brasília, 26 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 49 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de mandado de segurança, com pedido de medida liminar, impetrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e pela BNDES Participações S.A. - BNDESPAR, contra decisão do Tribunal de Contas da União no processo TC-007.527/2014-4 (Acórdão 1.398/2014 - Plenário), que determinou, aos impetrantes, o envio de documentos específicos referentes às operações realizadas entre o BNDES e o Grupo JBS/Friboi. Segundo narram os impetrantes, o citado processo de fiscalização teve início após solicitação do Congresso Nacional. Informam que: “com exceção do Relatório de Análise, todos os documentos foram fornecidos na íntegra, possibilitando perfeitamente a individualização e análise da legalidade do negócio jurídico. Restaram, em relação ao referido Relatório de Análise, contudo, algumas informações preservadas por conta do sigilo bancário: rating de crédito, saldo devedor das operações de crédito, situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi e dados sobre a situação de adimplência. Já a estratégia de hedge do Grupo JBS/Friboi teria sido negada sob Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de mandado de segurança, com pedido de medida liminar, impetrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e pela BNDES Participações S.A. - BNDESPAR, contra decisão do Tribunal de Contas da União no processo TC-007.527/2014-4 (Acórdão 1.398/2014 - Plenário), que determinou, aos impetrantes, o envio de documentos específicos referentes às operações realizadas entre o BNDES e o Grupo JBS/Friboi. Segundo narram os impetrantes, o citado processo de fiscalização teve início após solicitação do Congresso Nacional. Informam que: “com exceção do Relatório de Análise, todos os documentos foram fornecidos na íntegra, possibilitando perfeitamente a individualização e análise da legalidade do negócio jurídico. Restaram, em relação ao referido Relatório de Análise, contudo, algumas informações preservadas por conta do sigilo bancário: rating de crédito, saldo devedor das operações de crédito, situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi e dados sobre a situação de adimplência. Já a estratégia de hedge do Grupo JBS/Friboi teria sido negada sob Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 49 Relatório MS 33340 / DF alegação do sigilo empresarial”. Indicam que o TCU alertou que eventual inobservância de sua decisão poderá sujeitar os responsáveis à multa prevista no art. 58, VI, da Lei nº 8.443/1992, além da medida acautelatória constante no art. 44 da referida lei. Registram que o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União defende a não aplicação da LC nº 105/2001, tendo em vista a existência de recursos transferidos pelo Tesouro Nacional. Sustentam que a matéria versada no presente mandado de segurança exige o exame de duas questões: a caracterização das operações realizadas pelo BNDES como atividades bancárias e a possibilidade de quebra de sigilo pelo TCU. Informam que o TCU, embora tenha reconhecido a impossibilidade de determinar a quebra de sigilo, decidiu que as operações não seriam comparáveis às prestadas pelo mercado financeiro. Argumentam que o sigilo bancário busca proteger a intimidade de terceiros, e não as informações do BNDES. Aduzem que as operações, ainda que praticadas por instituições públicas, estão sujeitas às regras do mercado financeiro e à Lei Complementar nº 105/2001. Defendem a observância do art. 173 da Constituição da República e 17 da Lei nº 4.595/1964, pois o BNDES é uma empresa pública federal exploradora de atividade econômica, independentemente de ser controlada pela União ou da fonte dos recursos que aplica. Registram que a quebra de confiança na relação entre cliente e a instituição financeira pode abalar o próprio sistema financeiro nacional. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF alegação do sigilo empresarial”. Indicam que o TCU alertou que eventual inobservância de sua decisão poderá sujeitar os responsáveis à multa prevista no art. 58, VI, da Lei nº 8.443/1992, além da medida acautelatória constante no art. 44 da referida lei. Registram que o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União defende a não aplicação da LC nº 105/2001, tendo em vista a existência de recursos transferidos pelo Tesouro Nacional. Sustentam que a matéria versada no presente mandado de segurança exige o exame de duas questões: a caracterização das operações realizadas pelo BNDES como atividades bancárias e a possibilidade de quebra de sigilo pelo TCU. Informam que o TCU, embora tenha reconhecido a impossibilidade de determinar a quebra de sigilo, decidiu que as operações não seriam comparáveis às prestadas pelo mercado financeiro. Argumentam que o sigilo bancário busca proteger a intimidade de terceiros, e não as informações do BNDES. Aduzem que as operações, ainda que praticadas por instituições públicas, estão sujeitas às regras do mercado financeiro e à Lei Complementar nº 105/2001. Defendem a observância do art. 173 da Constituição da República e 17 da Lei nº 4.595/1964, pois o BNDES é uma empresa pública federal exploradora de atividade econômica, independentemente de ser controlada pela União ou da fonte dos recursos que aplica. Registram que a quebra de confiança na relação entre cliente e a instituição financeira pode abalar o próprio sistema financeiro nacional. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 49 Relatório MS 33340 / DF Em sede de liminar, os impetrantes requerem a suspensão dos efeitos da decisão do Tribunal de Contas da União, para impedir o afastamento do presidente do BNDES e o fornecimento das informações solicitadas. No mérito, requerem a confirmação da medida liminar. O Tribunal de Contas da União prestou informações, pugnando pela denegação da segurança, sob o fundamento de que as informações requisitadas não estariam acobertadas pelo sigilo bancário e empresarial, porquanto os contratos e operações subjacentes foram custeados com recursos de origem pública. O Ministério Público Federal opinou pela denegação da segurança, em parecer assim ementado: “Mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. BNDES. Operações bancárias financiadas com recursos públicos. Sigilo bancário. Não incidência.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Em sede de liminar, os impetrantes requerem a suspensão dos efeitos da decisão do Tribunal de Contas da União, para impedir o afastamento do presidente do BNDES e o fornecimento das informações solicitadas. No mérito, requerem a confirmação da medida liminar. O Tribunal de Contas da União prestou informações, pugnando pela denegação da segurança, sob o fundamento de que as informações requisitadas não estariam acobertadas pelo sigilo bancário e empresarial, porquanto os contratos e operações subjacentes foram custeados com recursos de origem pública. O Ministério Público Federal opinou pela denegação da segurança, em parecer assim ementado: “Mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. BNDES. Operações bancárias financiadas com recursos públicos. Sigilo bancário. Não incidência.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, senhores Ministros, ilustre representante do Ministério Público Federal, senhores advogados, o presente mandado de segurança versa sobre a possibilidade de o Tribunal de Contas da União (TCU) exigir, diante do possível conflito com a tutela constitucional ao sigilo bancário e empresarial, a entrega de informações acerca de operações financeiras realizadas pelos Impetrantes, entidades da Administração Pública Indireta da União. Da Tempestividade do mandado de segurança Ab initio, destaco que o presente writ foi impetrado dentro do prazo decadencial de 120 dias previsto no art. 23 da legislação de regência. A notificação dos Impetrantes quanto ao teor da decisão denegatória ocorreu no dia 18/11/2014, tendo o presente mandado sido impetrado em 24/11/2014. Tempestivo, portanto, o ajuizamento do presente remédio constitucional. Passemos ao mérito. Da Missão Constitucional da Corte de Contas O Tribunal de Contas da União ostenta a condição de órgão independente da estrutura do Estado brasileiro, cujas principais funções se espraiam pelos diversos incisos do art. 71 da Constituição da República. Na condição de órgão auxiliar do Poder Legislativo, realiza o controle financeiro, missão que, no dizer do professor emérito da Universidade de Osnabruck Jörn Ipsen, é essencial do parlamento em um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, senhores Ministros, ilustre representante do Ministério Público Federal, senhores advogados, o presente mandado de segurança versa sobre a possibilidade de o Tribunal de Contas da União (TCU) exigir, diante do possível conflito com a tutela constitucional ao sigilo bancário e empresarial, a entrega de informações acerca de operações financeiras realizadas pelos Impetrantes, entidades da Administração Pública Indireta da União. Da Tempestividade do mandado de segurança Ab initio, destaco que o presente writ foi impetrado dentro do prazo decadencial de 120 dias previsto no art. 23 da legislação de regência. A notificação dos Impetrantes quanto ao teor da decisão denegatória ocorreu no dia 18/11/2014, tendo o presente mandado sido impetrado em 24/11/2014. Tempestivo, portanto, o ajuizamento do presente remédio constitucional. Passemos ao mérito. Da Missão Constitucional da Corte de Contas O Tribunal de Contas da União ostenta a condição de órgão independente da estrutura do Estado brasileiro, cujas principais funções se espraiam pelos diversos incisos do art. 71 da Constituição da República. Na condição de órgão auxiliar do Poder Legislativo, realiza o controle financeiro, missão que, no dizer do professor emérito da Universidade de Osnabruck Jörn Ipsen, é essencial do parlamento em um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Estado de Direito1. Seus membros possuem as mesmas prerrogativas que as asseguradas aos magistrados, tendo suas decisões a natureza jurídica de atos administrativos passíveis de controle jurisdicional. Cuida-se de Tribunal de índole técnica e política que deve fiscalizar o correto emprego de recursos públicos. No passado, os Tribunais de Contas voltavam sua atenção para o controle de estrita legalidade da atuação dos administradores públicos e de terceiros que tenham recebido ou arrecadado recursos públicos. Surgiram na transição do ordenamento monárquico do final do século XIX para o republicano, tendo, inicialmente, um escopo de atuação muito reduzido ao campo da legalidade. Na presente quadra histórica, as Cortes de Contas implementam um autêntico controle de legitimidade, economicidade e de eficiência2, porquanto devem aferir a compatibilidade dos atos praticados por aqueles que são controlados com a plenitude do ordenamento jurídico, em especial com a moralidade, eficiência, proporcionalidade. Deixaram de configurar meros órgãos auxiliares do Poder Legislativo, pois, nas palavras de Kiyoshi Harada, “além das funções de auxiliar o Congresso Nacional, [a Constituição Federal] conferiu ao TCU atribuições próprias, como se vê no art. 71.”3 Consectariamente, o alcance do controle externo ganhou dimensão amazônica, de modo a compreender o controle não, apenas, da responsabilidade do administrador, mas de sua responsividade. Segundo os ensinamentos de Diogo de Figueiredo, “a responsividade consiste na obrigação de o agente público responder pela postergação ou pelo desvio da 1 IPSEN, Jörn. Staatsrecht I. Staatsorganisationsrecht. 9. Auflage. Berlin: Luchterhand, 1997, p. 221. 2 No mesmo sentido, confira-se a obra de Lucas Rocha Furtado. Curso de Direito Administrativo. Belo Horizonte: Fórum, 2007, p. 1100. 3 Harada, Kiyoshi. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO E A FISCALIZAÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS. BDA – Boletim de Direito Administrativo – Janeiro/2010, p. 1. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Estado de Direito1. Seus membros possuem as mesmas prerrogativas que as asseguradas aos magistrados, tendo suas decisões a natureza jurídica de atos administrativos passíveis de controle jurisdicional. Cuida-se de Tribunal de índole técnica e política que deve fiscalizar o correto emprego de recursos públicos. No passado, os Tribunais de Contas voltavam sua atenção para o controle de estrita legalidade da atuação dos administradores públicos e de terceiros que tenham recebido ou arrecadado recursos públicos. Surgiram na transição do ordenamento monárquico do final do século XIX para o republicano, tendo, inicialmente, um escopo de atuação muito reduzido ao campo da legalidade. Na presente quadra histórica, as Cortes de Contas implementam um autêntico controle de legitimidade, economicidade e de eficiência2, porquanto devem aferir a compatibilidade dos atos praticados por aqueles que são controlados com a plenitude do ordenamento jurídico, em especial com a moralidade, eficiência, proporcionalidade. Deixaram de configurar meros órgãos auxiliares do Poder Legislativo, pois, nas palavras de Kiyoshi Harada, “além das funções de auxiliar o Congresso Nacional, [a Constituição Federal] conferiu ao TCU atribuições próprias, como se vê no art. 71.”3 Consectariamente, o alcance do controle externo ganhou dimensão amazônica, de modo a compreender o controle não, apenas, da responsabilidade do administrador, mas de sua responsividade. Segundo os ensinamentos de Diogo de Figueiredo, “a responsividade consiste na obrigação de o agente público responder pela postergação ou pelo desvio da 1 IPSEN, Jörn. Staatsrecht I. Staatsorganisationsrecht. 9. Auflage. Berlin: Luchterhand, 1997, p. 221. 2 No mesmo sentido, confira-se a obra de Lucas Rocha Furtado. Curso de Direito Administrativo. Belo Horizonte: Fórum, 2007, p. 1100. 3 Harada, Kiyoshi. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO E A FISCALIZAÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS. BDA – Boletim de Direito Administrativo – Janeiro/2010, p. 1. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF vontade popular democraticamente manifestada, fato que pode ocorrer mesmo que os parâmetros de legalidade estrita se encontrem satisfeitos”.4 Assim, no atual contexto juspolítico brasileiro, em que houve expressiva ampliação de suas atribuições, na forma reconhecida pela doutrina abalizada5, a Corte de Contas deve ter competência para aferir se o administrador atua de forma prudente, moralmente aceitável e de acordo com o que a sociedade dele espera. E o TCU não pode se olvidar de que, ao deixar de ser órgão do parlamento para tornar-se da sociedade, passou a representar um dos principais instrumentos republicanos destinados à concretização da democracia e dos direitos fundamentais, na medida em que o controle do emprego de recursos públicos propicia, em larga escala, justiça e igualdade. Da Tutela ao Sigilo Empresarial Os bancos impetrantes sustentam a impossibilidade de fornecimento das informações solicitadas pelo TCU, sob o fundamento de que isso comprometeria o sigilo bancário e empresarial daqueles que com eles contrataram e que desempenham atividades econômicas em regime concorrencial. É cediço que o sigilo empresarial é fundamental para o livre exercício de uma atividade econômica. Trata-se de preocupação universal destinada a assegurar credibilidade e estabilidade ao sistema bancário e 4 MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Poder, Organização, Política e Constituição. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 31. 5 Diogo de Figueiredo Moreira Neto pontifica que a ampliação de competências das Cortes de Contas “se processou de três formas: na ampliação do objeto da fiscalização, na multiplicação de sujeitos fiscalizados e na diversificação da finalidade do controle exercido. MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Transformações das cortes de contas. DE órgão do parlamento a órgão da sociedade. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 154. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF vontade popular democraticamente manifestada, fato que pode ocorrer mesmo que os parâmetros de legalidade estrita se encontrem satisfeitos”.4 Assim, no atual contexto juspolítico brasileiro, em que houve expressiva ampliação de suas atribuições, na forma reconhecida pela doutrina abalizada5, a Corte de Contas deve ter competência para aferir se o administrador atua de forma prudente, moralmente aceitável e de acordo com o que a sociedade dele espera. E o TCU não pode se olvidar de que, ao deixar de ser órgão do parlamento para tornar-se da sociedade, passou a representar um dos principais instrumentos republicanos destinados à concretização da democracia e dos direitos fundamentais, na medida em que o controle do emprego de recursos públicos propicia, em larga escala, justiça e igualdade. Da Tutela ao Sigilo Empresarial Os bancos impetrantes sustentam a impossibilidade de fornecimento das informações solicitadas pelo TCU, sob o fundamento de que isso comprometeria o sigilo bancário e empresarial daqueles que com eles contrataram e que desempenham atividades econômicas em regime concorrencial. É cediço que o sigilo empresarial é fundamental para o livre exercício de uma atividade econômica. Trata-se de preocupação universal destinada a assegurar credibilidade e estabilidade ao sistema bancário e 4 MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Poder, Organização, Política e Constituição. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 31. 5 Diogo de Figueiredo Moreira Neto pontifica que a ampliação de competências das Cortes de Contas “se processou de três formas: na ampliação do objeto da fiscalização, na multiplicação de sujeitos fiscalizados e na diversificação da finalidade do controle exercido. MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Transformações das cortes de contas. DE órgão do parlamento a órgão da sociedade. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 154. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF empresarial. A divulgação irresponsável de dados sigilosos de uma sociedade empresária pode, por razões naturais, inviabilizar a exploração de uma atividade econômica ou expor, indevidamente, um grupo econômico, na medida em que os competidores passam a ter acesso a informações privilegiadas que não deteriam numa situação normal. A proteção estatal ao sigilo bancário e empresarial deve ser, nesse contexto, compreendida como corolário da preservação à intimidade assegurada pelo art. 5º, inciso X, da Carta da República, verbis: X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; O decisum que se propõe, em momento algum, se afasta da premissa quanto à relevância da preservação do sigilo no ambiente empresarial, mormente porque a referida tutela encontra alicerce constitucional e amparo na jurisprudência desta Corte. O referido sigilo deve ser entrevisto, assim, como um direito fundamental, destinado a resguardar a credibilidade do sistema financeiro e a livre iniciativa em um ambiente de salutar concorrência. A vexata questio é assentar a extensão dessa garantia á luz dos cânones pós-positivistas que regem a tutela do patrimônio público. Este Supremo Tribunal Federal decidiu que sem prejuízo da necessidade de tutela da privacidade, e dos seus consectários sigilo bancário e empresarial, as exigências do presente momento histórico compelem a adoção de uma política de governança corporativa responsável no âmbito dos grupos econômicos, o que impede uma visão, deveras, pueril de irresponsável ampliação do alcance da tutela ao sigilo bancário e empresarial. A exigência contemporânea de disclosure para que uma sociedade possa, por exemplo, providenciar a abertura do seu capital reclama a revelação da remuneração dos administradores, a divulgação das operações comerciais entre a sociedade e terceiros, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF empresarial. A divulgação irresponsável de dados sigilosos de uma sociedade empresária pode, por razões naturais, inviabilizar a exploração de uma atividade econômica ou expor, indevidamente, um grupo econômico, na medida em que os competidores passam a ter acesso a informações privilegiadas que não deteriam numa situação normal. A proteção estatal ao sigilo bancário e empresarial deve ser, nesse contexto, compreendida como corolário da preservação à intimidade assegurada pelo art. 5º, inciso X, da Carta da República, verbis: X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; O decisum que se propõe, em momento algum, se afasta da premissa quanto à relevância da preservação do sigilo no ambiente empresarial, mormente porque a referida tutela encontra alicerce constitucional e amparo na jurisprudência desta Corte. O referido sigilo deve ser entrevisto, assim, como um direito fundamental, destinado a resguardar a credibilidade do sistema financeiro e a livre iniciativa em um ambiente de salutar concorrência. A vexata questio é assentar a extensão dessa garantia á luz dos cânones pós-positivistas que regem a tutela do patrimônio público. Este Supremo Tribunal Federal decidiu que sem prejuízo da necessidade de tutela da privacidade, e dos seus consectários sigilo bancário e empresarial, as exigências do presente momento histórico compelem a adoção de uma política de governança corporativa responsável no âmbito dos grupos econômicos, o que impede uma visão, deveras, pueril de irresponsável ampliação do alcance da tutela ao sigilo bancário e empresarial. A exigência contemporânea de disclosure para que uma sociedade possa, por exemplo, providenciar a abertura do seu capital reclama a revelação da remuneração dos administradores, a divulgação das operações comerciais entre a sociedade e terceiros, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF identificação do quadro acionário dentre outras medidas. Tudo com o propósito de tornar as operações de mercado mais confiáveis e atrativas para os investidores. Assim, incumbe à sociedade empresária avaliar a conveniência da manutenção total do sigilo de seus dados bancários e empresariais, pois, mesmo no âmbito privado, esse comportamento poderá inviabilizar a captação de recursos por meio da emissão de valores mobiliários em bolsa de valores. No âmbito do Direito Público, a Administração, também, está pautada por princípios basilares estampados no art. 37 da Constituição da República, dentre eles o da publicidade, preceito que recomenda a atuação transparente do agente público. Por se tratar de princípio, ele, também, comporta exceções, todas fundadas no texto constitucional, quais sejam: i) sigilo que seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (art. 5º, XXXIII da CRFB), e ii) que diga respeito à intimidade ou o interesse social (art. 5º, LX, da CRFB). Nesse contexto, é tarefa simples aceitar que a necessidade de preservação do sigilo bancário e empresarial pode estar contida nas exceções constitucionais, seja porque resultante da reserva de segurança da sociedade, ou por representar um desdobramento da preservação da intimidade ou do interesse social. Em decorrência dessa premissa, o que se veda ao TCU é a quebra do sigilo bancário e fiscal, tout court, consoante se colhe das decisões exaradas nos MS 22.801 e 22.934. Destaque-se que, nos dois julgados acima, há conclusão, no sentido de que a LC nº 105 não pode ser manejada pelo TCU para que seja determinada a quebra de sigilo bancário e empresarial. Sob esse ângulo o próprio próprio Tribunal de Contas da União admitiu, de forma incontroversa, em suas informações, que não pode decretar quebra de sigilo bancário. Nada obstante, a verdadeira vexata quaestio destes autos é a de saber se o pretendido pelo TCU em relação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF identificação do quadro acionário dentre outras medidas. Tudo com o propósito de tornar as operações de mercado mais confiáveis e atrativas para os investidores. Assim, incumbe à sociedade empresária avaliar a conveniência da manutenção total do sigilo de seus dados bancários e empresariais, pois, mesmo no âmbito privado, esse comportamento poderá inviabilizar a captação de recursos por meio da emissão de valores mobiliários em bolsa de valores. No âmbito do Direito Público, a Administração, também, está pautada por princípios basilares estampados no art. 37 da Constituição da República, dentre eles o da publicidade, preceito que recomenda a atuação transparente do agente público. Por se tratar de princípio, ele, também, comporta exceções, todas fundadas no texto constitucional, quais sejam: i) sigilo que seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (art. 5º, XXXIII da CRFB), e ii) que diga respeito à intimidade ou o interesse social (art. 5º, LX, da CRFB). Nesse contexto, é tarefa simples aceitar que a necessidade de preservação do sigilo bancário e empresarial pode estar contida nas exceções constitucionais, seja porque resultante da reserva de segurança da sociedade, ou por representar um desdobramento da preservação da intimidade ou do interesse social. Em decorrência dessa premissa, o que se veda ao TCU é a quebra do sigilo bancário e fiscal, tout court, consoante se colhe das decisões exaradas nos MS 22.801 e 22.934. Destaque-se que, nos dois julgados acima, há conclusão, no sentido de que a LC nº 105 não pode ser manejada pelo TCU para que seja determinada a quebra de sigilo bancário e empresarial. Sob esse ângulo o próprio próprio Tribunal de Contas da União admitiu, de forma incontroversa, em suas informações, que não pode decretar quebra de sigilo bancário. Nada obstante, a verdadeira vexata quaestio destes autos é a de saber se o pretendido pelo TCU em relação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF aos Impetrantes representa uma hipótese de quebra de sigilo bancário e empresarial. Imperioso, portanto, fazer o distinguishing. O caso narrado nestes autos é portanto, ontologicamente distinto daquele apreciado no MS 22.801 ou no MS 22.934. Nos referidos writs, o TCU havia determinado ao Banco Central do Brasil (BACEN) e ao Banco do Brasil (BB), respectivamente, que fornecessem informações sigilosas de terceiros, dados que não diziam respeito a qualquer operação específica do BACEN e do BB com particulares. O BACEN e o BB, apenas, detinham a custódia das referidas informações sigilosas, de modo que elas não eram imprescindíveis para o TCU fiscalizá-los. Com razão, portanto, as decisões que reconheceram ser inadmissível a decretação da quebra de sigilo de informações bancárias de terceiros de que o BACEN e o BB detinham conhecimento. Nesses casos, a quebra do sigilo deveria, nos termos do que decidido, advir do Poder Judiciário, ou, em circunstâncias constitucionalmente previstas, do Poder Legislativo. In casu, a atuação do TCU tem amparo no art. 71 da Carta Magna e se destina, precipuamente, a controlar as operações financeiras realizadas pelo BNDES e pelo BNDESPAR. Cuida-se de regular hipótese de controle legislativo financeiro de entidades federais por iniciativa do Parlamento, precisamente a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, que conta, por força da CRFB, com o auxílio do TCU para esse fim. Nesse particular, o referido órgão determinou ao TCU que realizasse auditoria nas operações de crédito envolvendo o BNDES e o Grupo JBS/Friboi, com fundamento no art. 71, IV, da CRFB: “Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (...) IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF aos Impetrantes representa uma hipótese de quebra de sigilo bancário e empresarial. Imperioso, portanto, fazer o distinguishing. O caso narrado nestes autos é portanto, ontologicamente distinto daquele apreciado no MS 22.801 ou no MS 22.934. Nos referidos writs, o TCU havia determinado ao Banco Central do Brasil (BACEN) e ao Banco do Brasil (BB), respectivamente, que fornecessem informações sigilosas de terceiros, dados que não diziam respeito a qualquer operação específica do BACEN e do BB com particulares. O BACEN e o BB, apenas, detinham a custódia das referidas informações sigilosas, de modo que elas não eram imprescindíveis para o TCU fiscalizá-los. Com razão, portanto, as decisões que reconheceram ser inadmissível a decretação da quebra de sigilo de informações bancárias de terceiros de que o BACEN e o BB detinham conhecimento. Nesses casos, a quebra do sigilo deveria, nos termos do que decidido, advir do Poder Judiciário, ou, em circunstâncias constitucionalmente previstas, do Poder Legislativo. In casu, a atuação do TCU tem amparo no art. 71 da Carta Magna e se destina, precipuamente, a controlar as operações financeiras realizadas pelo BNDES e pelo BNDESPAR. Cuida-se de regular hipótese de controle legislativo financeiro de entidades federais por iniciativa do Parlamento, precisamente a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, que conta, por força da CRFB, com o auxílio do TCU para esse fim. Nesse particular, o referido órgão determinou ao TCU que realizasse auditoria nas operações de crédito envolvendo o BNDES e o Grupo JBS/Friboi, com fundamento no art. 71, IV, da CRFB: “Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (...) IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;” Destaque-se que não se está diante de requisição para a obtenção de informações de terceiros, mas de informações do próprio BNDES que contratou terceiros com o emprego de recursos de origem pública. O que o TCU pretende é o mero repasse de informações no seio de um mesmo ente da federação, e isso não ostenta a conotação de quebra de sigilo bancário. Esta sutil diferença é, deveras, relevante para legitimar a atuação da Corte de Contas, sob pena de restar inviabilizado o pleno desempenho de sua missão constitucionalmente estabelecida. O BNDES, quando contrata, atua como banco de fomento com características muito próprias. A sociedade empresária contratante sabe – ou, ao menos, deveria saber - que os recursos recebidos devem ter uma destinação específica. O BNDES é um banco de fomento econômico e social, e não uma instituição financeira privada comum. Uma ótica desvirtuada dessa percepção é que conduziu o impetrante a equivocadamente afirmar: “o BNDES, em nada se diferencia dos demais Bancos, pois, capta, intermedia e aplica recursos próprios e de terceiros.” (fls. 27 da petição inicial) Por mais que ele detenha a natureza de uma pessoa de direito privado da Administração Indireta, também sofre uma intensa influência do regime de Direito Público, e não, apenas, no que tange às exigências constitucionais de realizar concurso publico e de licitar. Aquele que contrata com os Impetrantes deve aceitar que a exigência de transparência, tão estimada em nossa República contemporânea para o controle de legitimidade dos que exercem o poder, justifica o conhecimento, por toda a sociedade, de informações capazes de interferir 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;” Destaque-se que não se está diante de requisição para a obtenção de informações de terceiros, mas de informações do próprio BNDES que contratou terceiros com o emprego de recursos de origem pública. O que o TCU pretende é o mero repasse de informações no seio de um mesmo ente da federação, e isso não ostenta a conotação de quebra de sigilo bancário. Esta sutil diferença é, deveras, relevante para legitimar a atuação da Corte de Contas, sob pena de restar inviabilizado o pleno desempenho de sua missão constitucionalmente estabelecida. O BNDES, quando contrata, atua como banco de fomento com características muito próprias. A sociedade empresária contratante sabe – ou, ao menos, deveria saber - que os recursos recebidos devem ter uma destinação específica. O BNDES é um banco de fomento econômico e social, e não uma instituição financeira privada comum. Uma ótica desvirtuada dessa percepção é que conduziu o impetrante a equivocadamente afirmar: “o BNDES, em nada se diferencia dos demais Bancos, pois, capta, intermedia e aplica recursos próprios e de terceiros.” (fls. 27 da petição inicial) Por mais que ele detenha a natureza de uma pessoa de direito privado da Administração Indireta, também sofre uma intensa influência do regime de Direito Público, e não, apenas, no que tange às exigências constitucionais de realizar concurso publico e de licitar. Aquele que contrata com os Impetrantes deve aceitar que a exigência de transparência, tão estimada em nossa República contemporânea para o controle de legitimidade dos que exercem o poder, justifica o conhecimento, por toda a sociedade, de informações capazes de interferir 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF no desempenho de sua atividade empresarial. E, neste seguimento, ressoa imperioso destacar que o sigilo de informações necessárias para a preservação da intimidade é relativizado quando se está diante do interesse da sociedade de se conhecer o destino dos recursos públicos. Essa atenuação do sigilo de dados, que tem justa causa, foi o que, aliás, ocorreu quando esta Corte reconheceu a legitimidade da divulgação da remuneração de servidores públicos, aspectos que, no passado recente, eram tidos como integrantes da esfera da intimidade do agente público, verbis: EMENTA: SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃOS QUE IMPEDIAM A DIVULGAÇÃO, EM SÍTIO ELETRÔNICO OFICIAL, DE INFORMAÇÕES FUNCIONAIS DE SERVIDORES PÚBLICOS, INCLUSIVE A RESPECTIVA REMUNERAÇÃO. DEFERIMENTO DA MEDIDA DE SUSPENSÃO PELO PRESIDENTE DO STF. AGRAVO REGIMENTAL. CONFLITO APARENTE DE NORMAS CONSTITUCIONAIS. DIREITO À INFORMAÇÃO DE ATOS ESTATAIS, NELES EMBUTIDA A FOLHA DE PAGAMENTO DE ÓRGÃOS E ENTIDADES PÚBLICAS. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE ADMINISTRATIVA. NÃO RECONHECIMENTO DE VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE, INTIMIDADE E SEGURANÇA DE SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVOS DESPROVIDOS. 1. Caso em que a situação específica dos servidores públicos é regida pela 1ª parte do inciso XXXIII do art. 5º da Constituição. Sua remuneração bruta, cargos e funções por eles titularizados, órgãos de sua formal lotação, tudo é constitutivo de informação de interesse coletivo ou geral. Expondo-se, portanto, a divulgação oficial. Sem que a intimidade deles, vida privada e segurança pessoal e familiar se encaixem nas exceções de que trata a parte derradeira do mesmo dispositivo constitucional (inciso XXXIII do art. 5º), pois o fato é que não estão em jogo nem a segurança do Estado nem do conjunto da sociedade. 2. Não cabe, no caso, falar de intimidade ou de vida privada, pois os dados objeto da divulgação em causa dizem respeito a agentes públicos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF no desempenho de sua atividade empresarial. E, neste seguimento, ressoa imperioso destacar que o sigilo de informações necessárias para a preservação da intimidade é relativizado quando se está diante do interesse da sociedade de se conhecer o destino dos recursos públicos. Essa atenuação do sigilo de dados, que tem justa causa, foi o que, aliás, ocorreu quando esta Corte reconheceu a legitimidade da divulgação da remuneração de servidores públicos, aspectos que, no passado recente, eram tidos como integrantes da esfera da intimidade do agente público, verbis: EMENTA: SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃOS QUE IMPEDIAM A DIVULGAÇÃO, EM SÍTIO ELETRÔNICO OFICIAL, DE INFORMAÇÕES FUNCIONAIS DE SERVIDORES PÚBLICOS, INCLUSIVE A RESPECTIVA REMUNERAÇÃO. DEFERIMENTO DA MEDIDA DE SUSPENSÃO PELO PRESIDENTE DO STF. AGRAVO REGIMENTAL. CONFLITO APARENTE DE NORMAS CONSTITUCIONAIS. DIREITO À INFORMAÇÃO DE ATOS ESTATAIS, NELES EMBUTIDA A FOLHA DE PAGAMENTO DE ÓRGÃOS E ENTIDADES PÚBLICAS. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE ADMINISTRATIVA. NÃO RECONHECIMENTO DE VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE, INTIMIDADE E SEGURANÇA DE SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVOS DESPROVIDOS. 1. Caso em que a situação específica dos servidores públicos é regida pela 1ª parte do inciso XXXIII do art. 5º da Constituição. Sua remuneração bruta, cargos e funções por eles titularizados, órgãos de sua formal lotação, tudo é constitutivo de informação de interesse coletivo ou geral. Expondo-se, portanto, a divulgação oficial. Sem que a intimidade deles, vida privada e segurança pessoal e familiar se encaixem nas exceções de que trata a parte derradeira do mesmo dispositivo constitucional (inciso XXXIII do art. 5º), pois o fato é que não estão em jogo nem a segurança do Estado nem do conjunto da sociedade. 2. Não cabe, no caso, falar de intimidade ou de vida privada, pois os dados objeto da divulgação em causa dizem respeito a agentes públicos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF enquanto agentes públicos mesmos; ou, na linguagem da própria Constituição, agentes estatais agindo “nessa qualidade” (§6º do art. 37). E quanto à segurança física ou corporal dos servidores, seja pessoal, seja familiarmente, claro que ela resultará um tanto ou quanto fragilizada com a divulgação nominalizada dos dados em debate, mas é um tipo de risco pessoal e familiar que se atenua com a proibição de se revelar o endereço residencial, o CPF e a CI de cada servidor. No mais, é o preço que se paga pela opção por uma carreira pública no seio de um Estado republicano. 3. A prevalência do princípio da publicidade administrativa outra coisa não é senão um dos mais altaneiros modos de concretizar a República enquanto forma de governo. Se, por um lado, há um necessário modo republicano de administrar o Estado brasileiro, de outra parte é a cidadania mesma que tem o direito de ver o seu Estado republicanamente administrado. O “como” se administra a coisa pública a preponderar sobre o “quem” administra – falaria Norberto Bobbio -, e o fato é que esse modo público de gerir a máquina estatal é elemento conceitual da nossa República. O olho e a pálpebra da nossa fisionomia constitucional republicana. 4. A negativa de prevalência do princípio da publicidade administrativa implicaria, no caso, inadmissível situação de grave lesão à ordem pública. 5. Agravos Regimentais desprovidos. (SS 3902 AgR-segundo, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 09/06/2011, DJe-189 DIVULG 30-09-2011 PUBLIC 03-10-2011 EMENT VOL-02599-01 PP-00055 RTJ VOL-00220- PP-00149) (Grifamos) Quando uma pessoa aceita assumir um cargo público, ela automaticamente renuncia, nos termos da Lei de Acesso à Informação, Lei nº 12.527/2011, ao direito de manter sua remuneração em completo sigilo, na medida em que sua divulgação é imprescindível para o efetivo controle da sociedade quanto à destinação dos recursos públicos. Se houvesse necessidade de prévia decisão judicial para o fornecimento ao TCU das informações sigilosas de que trata este processo, o provimento judicial, também, seria exigível para a divulgação, pela Administração Pública, da remuneração de seus agentes públicos o que não ressoaria 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF enquanto agentes públicos mesmos; ou, na linguagem da própria Constituição, agentes estatais agindo “nessa qualidade” (§6º do art. 37). E quanto à segurança física ou corporal dos servidores, seja pessoal, seja familiarmente, claro que ela resultará um tanto ou quanto fragilizada com a divulgação nominalizada dos dados em debate, mas é um tipo de risco pessoal e familiar que se atenua com a proibição de se revelar o endereço residencial, o CPF e a CI de cada servidor. No mais, é o preço que se paga pela opção por uma carreira pública no seio de um Estado republicano. 3. A prevalência do princípio da publicidade administrativa outra coisa não é senão um dos mais altaneiros modos de concretizar a República enquanto forma de governo. Se, por um lado, há um necessário modo republicano de administrar o Estado brasileiro, de outra parte é a cidadania mesma que tem o direito de ver o seu Estado republicanamente administrado. O “como” se administra a coisa pública a preponderar sobre o “quem” administra – falaria Norberto Bobbio -, e o fato é que esse modo público de gerir a máquina estatal é elemento conceitual da nossa República. O olho e a pálpebra da nossa fisionomia constitucional republicana. 4. A negativa de prevalência do princípio da publicidade administrativa implicaria, no caso, inadmissível situação de grave lesão à ordem pública. 5. Agravos Regimentais desprovidos. (SS 3902 AgR-segundo, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 09/06/2011, DJe-189 DIVULG 30-09-2011 PUBLIC 03-10-2011 EMENT VOL-02599-01 PP-00055 RTJ VOL-00220- PP-00149) (Grifamos) Quando uma pessoa aceita assumir um cargo público, ela automaticamente renuncia, nos termos da Lei de Acesso à Informação, Lei nº 12.527/2011, ao direito de manter sua remuneração em completo sigilo, na medida em que sua divulgação é imprescindível para o efetivo controle da sociedade quanto à destinação dos recursos públicos. Se houvesse necessidade de prévia decisão judicial para o fornecimento ao TCU das informações sigilosas de que trata este processo, o provimento judicial, também, seria exigível para a divulgação, pela Administração Pública, da remuneração de seus agentes públicos o que não ressoaria 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF sequer admissível ou razoável, posto ausente o mínimo fundamento jurídico. Acertada, portanto, a conclusão do parecer do Ministério Público junto ao TCU quando, assim, assentou: Operações financeiras que envolvam recursos públicos não estão abrangidas pelo sigilo bancário a que alude a Lei Complementar nº 105/2001, visto que as operações dessa espécie estão submetidas aos princípios da administração pública insculpidos no art. 37 da Constituição Federal. Em tais situações, é prerrogativa constitucional do Tribunal [TCU] o acesso a informações relacionadas a operações financiadas com recursos públicos.6 Situação semelhante ocorre com as entidades integrantes do propalado Terceiro Setor que almejam, nos termos do que dispõem a Lei nº 9.637/98 e 9.790/99, a, respectiva, qualificação como Organização Social (OS) ou como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Ao mesmo tempo em que a aludida qualificação traz inúmeras vantagens, por facilitar o recebimento de recursos públicos, bem como a contratação da pessoa que foi qualificada como OS ou OSCIP, ela impõe um maior controle do Poder Público em relação aos atos dessas entidades. Por exemplo, a Lei nº 9.637/98 prevê que a gestão da OS será, necessariamente, compartilhada com o Poder Público, bem como que serão estabelecidas metas de desempenho no contrato de gestão firmado com a organização parceira. Transportando essa lógica chancelada em data recentíssima pelo Pleno ao julgar as ADIS das OS para este writ, as sociedades empresárias que contratarem com as Impetrantes terão a expressiva vantagem da captação de recursos com um reduzido spread, mas, em contrapartida, deverão se submeter a um maior controle público e da sociedade quanto ao emprego desses recursos, o que legitima a publicidade de informações 6 Fls. 11 das informações do TCU. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF sequer admissível ou razoável, posto ausente o mínimo fundamento jurídico. Acertada, portanto, a conclusão do parecer do Ministério Público junto ao TCU quando, assim, assentou: Operações financeiras que envolvam recursos públicos não estão abrangidas pelo sigilo bancário a que alude a Lei Complementar nº 105/2001, visto que as operações dessa espécie estão submetidas aos princípios da administração pública insculpidos no art. 37 da Constituição Federal. Em tais situações, é prerrogativa constitucional do Tribunal [TCU] o acesso a informações relacionadas a operações financiadas com recursos públicos.6 Situação semelhante ocorre com as entidades integrantes do propalado Terceiro Setor que almejam, nos termos do que dispõem a Lei nº 9.637/98 e 9.790/99, a, respectiva, qualificação como Organização Social (OS) ou como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Ao mesmo tempo em que a aludida qualificação traz inúmeras vantagens, por facilitar o recebimento de recursos públicos, bem como a contratação da pessoa que foi qualificada como OS ou OSCIP, ela impõe um maior controle do Poder Público em relação aos atos dessas entidades. Por exemplo, a Lei nº 9.637/98 prevê que a gestão da OS será, necessariamente, compartilhada com o Poder Público, bem como que serão estabelecidas metas de desempenho no contrato de gestão firmado com a organização parceira. Transportando essa lógica chancelada em data recentíssima pelo Pleno ao julgar as ADIS das OS para este writ, as sociedades empresárias que contratarem com as Impetrantes terão a expressiva vantagem da captação de recursos com um reduzido spread, mas, em contrapartida, deverão se submeter a um maior controle público e da sociedade quanto ao emprego desses recursos, o que legitima a publicidade de informações 6 Fls. 11 das informações do TCU. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF consideradas, em outros contextos, como de interesse exclusivo do particular. Por mais que se diga, em linguagem cotidiana, que o segredo é a alma do negócio, quem contrata com o poder público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos. Na precisa lição de Peter Badura, professor emérito da Universidade de Munique: “O primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo.” 7 É por isso que a contratação pública não pode ser feita em esconderijos envernizados por um arcabouço jurídico capaz de impedir o controle social quanto ao emprego das verbas públicas. Essa conclusão ganha força e amplitude no momento atual, em que, recentemente, o Poder Executivo Federal encaminhou um extenso pacote de medidas de combate à corrupção, dentre elas a, tão esperada, regulamentação da Lei Anticorrupção, Lei nº 12.846/13, o que foi feito pelo Decreto nº 8.420/2015. Em relação ao tema específico, Celso Antônio Bandeira de Mello chama atenção para: “o dever administrativo de manter plena transparência em seus comportamentos. Não pode haver em um Estado Democrático de Direito, no qual o poder reside no povo (art. 1º, parágrafo único, da Constituição), ocultamento aos administrados dos assuntos que a todos interessam, e muito menos em relação aos sujeitos individualmente afetados por alguma medida.”8 Os que contratam com o BNDES, banco público de fomento e que 7 BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: Mohr, 1976, p. 17. 8 MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27ª edição. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 114. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF consideradas, em outros contextos, como de interesse exclusivo do particular. Por mais que se diga, em linguagem cotidiana, que o segredo é a alma do negócio, quem contrata com o poder público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos. Na precisa lição de Peter Badura, professor emérito da Universidade de Munique: “O primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo.” 7 É por isso que a contratação pública não pode ser feita em esconderijos envernizados por um arcabouço jurídico capaz de impedir o controle social quanto ao emprego das verbas públicas. Essa conclusão ganha força e amplitude no momento atual, em que, recentemente, o Poder Executivo Federal encaminhou um extenso pacote de medidas de combate à corrupção, dentre elas a, tão esperada, regulamentação da Lei Anticorrupção, Lei nº 12.846/13, o que foi feito pelo Decreto nº 8.420/2015. Em relação ao tema específico, Celso Antônio Bandeira de Mello chama atenção para: “o dever administrativo de manter plena transparência em seus comportamentos. Não pode haver em um Estado Democrático de Direito, no qual o poder reside no povo (art. 1º, parágrafo único, da Constituição), ocultamento aos administrados dos assuntos que a todos interessam, e muito menos em relação aos sujeitos individualmente afetados por alguma medida.”8 Os que contratam com o BNDES, banco público de fomento e que 7 BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: Mohr, 1976, p. 17. 8 MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27ª edição. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 114. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF recebe e administra vultosas quantias de recursos públicos, têm pleno conhecimento de que a obtenção do empréstimo pretendido dependerá do fornecimento de informações sigilosas a serem analisadas pelo mutuante. O sigilo já foi relativizado neste momento, e não se entrevê uma quebra de sigilo quando o TCU reexamina os dados que já haviam sido fornecidos pelo próprio mutuário ao BNDES e ao BNDESPAR. Do Legítimo Alcance da Restrição ao Sigilo No campo da teoria jurídica, a preservação, in casu, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros não, apenas, impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como, também, representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. Partindo-se da premissa de que, nem mesmo, os direitos fundamentais são absolutos, a identificação do seu núcleo duro e intransponível pode ser feita por meio da teoria germânica da restrição das restrições (Schranken-Schranken). A referida teoria enuncia que a limitação a um direito fundamental, como ao da preservação da intimidade, do sigilo bancário e empresarial, deve inserir-se dentro do que é proporcional. Deve haver, assim, uma limitação razoável do alcance do preceito que provoca a restrição ao direito fundamental. Quando um ato estatal limita a privacidade do cidadão por meio da publicidade de atos por ele realizados, há de se verificar se essa contenção, resultante da divulgação do ato, se amolda ao que é proporcional. Essa ótica da publicidade versus intimidade, não pode ir tão longe, de forma a esvaziar, desproporcionalmente a tutela do dinheiro público. A insuficiente limitação ao direito à privacidade revela-se, por outro ângulo, lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente incidindo na cognominada “proteção deficiente”. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF recebe e administra vultosas quantias de recursos públicos, têm pleno conhecimento de que a obtenção do empréstimo pretendido dependerá do fornecimento de informações sigilosas a serem analisadas pelo mutuante. O sigilo já foi relativizado neste momento, e não se entrevê uma quebra de sigilo quando o TCU reexamina os dados que já haviam sido fornecidos pelo próprio mutuário ao BNDES e ao BNDESPAR. Do Legítimo Alcance da Restrição ao Sigilo No campo da teoria jurídica, a preservação, in casu, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros não, apenas, impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como, também, representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. Partindo-se da premissa de que, nem mesmo, os direitos fundamentais são absolutos, a identificação do seu núcleo duro e intransponível pode ser feita por meio da teoria germânica da restrição das restrições (Schranken-Schranken). A referida teoria enuncia que a limitação a um direito fundamental, como ao da preservação da intimidade, do sigilo bancário e empresarial, deve inserir-se dentro do que é proporcional. Deve haver, assim, uma limitação razoável do alcance do preceito que provoca a restrição ao direito fundamental. Quando um ato estatal limita a privacidade do cidadão por meio da publicidade de atos por ele realizados, há de se verificar se essa contenção, resultante da divulgação do ato, se amolda ao que é proporcional. Essa ótica da publicidade versus intimidade, não pode ir tão longe, de forma a esvaziar, desproporcionalmente a tutela do dinheiro público. A insuficiente limitação ao direito à privacidade revela-se, por outro ângulo, lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente incidindo na cognominada “proteção deficiente”. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Nesse contexto, a teoria da restrição das restrições legitima a exigência do TCU dirigida ao BNDES para o fornecimento de dados sigilosos, na medida em que o sigilo bancário e empresarial, mercê da condição de direito fundamental, comporta uma proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. O princípio da conformidade funcional a que se refere Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências.9 Nesse diapasão, a exigência de TCU de fornecimento dos documentos pelo BNDES satisfaz integralmente os subprincípios da proporcionalidade, necessidade, adequação e proporcionalidade em sentido estrito. Do ponto de vista da adequação, identifica-se que os documentos são apropriados para viabilizar o controle financeiro do BNDES pelo TCU. Sem eles, tornar-se-ia impossível avaliar se os atos praticados pelo BNDES são válidos e aceitáveis para o nosso ordenamento jurídico. O TCU determinou o fornecimento de dados pela JBS/Friboi, pessoa que celebrou contratos vultosos com o BNDES, a fim de aferir, por exemplo, os critérios utilizados para a escolha da referida sociedade empresária, quais seriam as vantagens sociais advindas das operações analisadas, se houve cumprimento das cláusulas contratuais, se as operações de troca de debêntures por posição acionária na empresa ora indicada originou prejuízo para o BNDES. A despeito do que alegado pelos Impetrantes em sua exordial, o TCU não agiu de forma imotivada e arbitrária, e nem mesmo criou exigência irrestrita e genérica de informações sigilosas. Sobre o tema, o ato coator aponta a existência de uma operação da Polícia Federal denominada Operação Santa Tereza que apontou a existência de 9 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 5ª edição. Coimbra: Almedina, 2002, p. 541. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Nesse contexto, a teoria da restrição das restrições legitima a exigência do TCU dirigida ao BNDES para o fornecimento de dados sigilosos, na medida em que o sigilo bancário e empresarial, mercê da condição de direito fundamental, comporta uma proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. O princípio da conformidade funcional a que se refere Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências.9 Nesse diapasão, a exigência de TCU de fornecimento dos documentos pelo BNDES satisfaz integralmente os subprincípios da proporcionalidade, necessidade, adequação e proporcionalidade em sentido estrito. Do ponto de vista da adequação, identifica-se que os documentos são apropriados para viabilizar o controle financeiro do BNDES pelo TCU. Sem eles, tornar-se-ia impossível avaliar se os atos praticados pelo BNDES são válidos e aceitáveis para o nosso ordenamento jurídico. O TCU determinou o fornecimento de dados pela JBS/Friboi, pessoa que celebrou contratos vultosos com o BNDES, a fim de aferir, por exemplo, os critérios utilizados para a escolha da referida sociedade empresária, quais seriam as vantagens sociais advindas das operações analisadas, se houve cumprimento das cláusulas contratuais, se as operações de troca de debêntures por posição acionária na empresa ora indicada originou prejuízo para o BNDES. A despeito do que alegado pelos Impetrantes em sua exordial, o TCU não agiu de forma imotivada e arbitrária, e nem mesmo criou exigência irrestrita e genérica de informações sigilosas. Sobre o tema, o ato coator aponta a existência de uma operação da Polícia Federal denominada Operação Santa Tereza que apontou a existência de 9 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 5ª edição. Coimbra: Almedina, 2002, p. 541. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF quadrilha intermediando empréstimos junto ao BNDES, inclusive envolvendo o financiamento obtido pelo Frigorífico Friboi. Ademais, a necessidade do controle financeiro mais detido resultou, segundo o decisum atacado, de um “protesto da Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abrafigo) contra a política do BNDES que estava levando à concentração econômica do setor”. A requisição feita pelo TCU na hipótese destes autos revela plena compatibilidade com as atribuições constitucionais que lhes são dispensadas e permite, de forma idônea, que a sociedade brasileira tenha conhecimento se os recursos públicos repassados pela União e pelo seu banco de fomento estão sendo devidamente empregados. Através do conhecimento, por exemplo, do rating de crédito, da situação de adimplência e da cadastral do grupo JBS/Friboi, o TCU poderá concluir se os contratos firmados pelo BNDES com o referido grupo econômico são aceitáveis do ponto de vista econômico, financeiro, da moralidade, da eficiência e da impessoalidade. A recusa quanto ao fornecimento dos dados requisitados pela Corte de Contas é ilegítima e autoriza a aplicação de sanções previstas na Lei Orgânica do TCU, Lei nº 8.443/92, em especial no seu art. 58, inciso VI. Quanto ao subprincípio da necessidade, verifica-se que a medida do TCU é a que menos gera prejuízos para os destinatários do controle. Não se vislumbra qualquer outra determinação estatal capaz de, simultaneamente, permitir o controle financeiro das operações efetuadas pelo BNDES e que possa originar menos prejuízos à própria instituição ou à sociedade. Consequentemente, a recusa do fornecimento das informações é inadmissível, porquanto imprescindíveis para o controle da sociedade quanto à destinação de vultosos recursos públicos. Nada do que foi determinado extrapola a medida do razoável. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF quadrilha intermediando empréstimos junto ao BNDES, inclusive envolvendo o financiamento obtido pelo Frigorífico Friboi. Ademais, a necessidade do controle financeiro mais detido resultou, segundo o decisum atacado, de um “protesto da Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abrafigo) contra a política do BNDES que estava levando à concentração econômica do setor”. A requisição feita pelo TCU na hipótese destes autos revela plena compatibilidade com as atribuições constitucionais que lhes são dispensadas e permite, de forma idônea, que a sociedade brasileira tenha conhecimento se os recursos públicos repassados pela União e pelo seu banco de fomento estão sendo devidamente empregados. Através do conhecimento, por exemplo, do rating de crédito, da situação de adimplência e da cadastral do grupo JBS/Friboi, o TCU poderá concluir se os contratos firmados pelo BNDES com o referido grupo econômico são aceitáveis do ponto de vista econômico, financeiro, da moralidade, da eficiência e da impessoalidade. A recusa quanto ao fornecimento dos dados requisitados pela Corte de Contas é ilegítima e autoriza a aplicação de sanções previstas na Lei Orgânica do TCU, Lei nº 8.443/92, em especial no seu art. 58, inciso VI. Quanto ao subprincípio da necessidade, verifica-se que a medida do TCU é a que menos gera prejuízos para os destinatários do controle. Não se vislumbra qualquer outra determinação estatal capaz de, simultaneamente, permitir o controle financeiro das operações efetuadas pelo BNDES e que possa originar menos prejuízos à própria instituição ou à sociedade. Consequentemente, a recusa do fornecimento das informações é inadmissível, porquanto imprescindíveis para o controle da sociedade quanto à destinação de vultosos recursos públicos. Nada do que foi determinado extrapola a medida do razoável. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Sob outro enfoque, o controle do TCU há de ser realizado em um ambiente de cooperação, como sói ocorrer, tal como na sociedade pós- moderna, em que há diversos centros de poder. Em um cenário de poliarquia, o antagonismo, tal como o pretendido pelos Impetrantes, deve ceder e prestigiar a cooperação capaz de sedimentar o controle externo de maneira transparente No dizer de Diogo de Figueiredo Moreira Neto, as relações de cooperação devem superar as de antagonismo.10 Sob o prisma da proporcionalidade em sentido estrito, os benefícios para a sociedade, advindos do fornecimento das informações necessárias para o controle do BNDES, são maiores que as desvantagens para aquele que entrevê o sigilo de sua sociedade empresarial passar às mãos de um órgão estatal controlador responsável e dotado de estatura constitucional. Em um Estado Democrático de Direito, a sociedade deve poder debater, com a transparência que a temática exige, os critérios adotados para a escolha de um determinado particular como destinatário de recursos públicos, qual vantagem social se obtém com o repasse de um empréstimo público a uma determinada pessoa ou, mesmo, se os contratos foram adequadamente cumpridos. A inserção desses temas na arena pública produzirá o desejável efeito de aprimorar a injeção de recursos em projetos de repercussão social, aperfeiçoando, sobremaneira, o processo decisório dos impetrantes, a fim de que possam cumprir seus propósitos de maneira eficiente e legítima. Sob o ângulo consequencialista, é preciso evitar um desastroso efeito sistêmico que uma decisão favorável aos impetrantes poderia provocar. A partir de eventual reconhecimento judicial de que os impetrantes não precisariam fornecer dados alusivos às suas operações, toda e qualquer empresa pública ou sociedade de economia mista passaria a se recusar a fornecer informações semelhantes, o que inviabilizaria o eficaz funcionamento da Corte de Contas. 10 MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Poder, Organização, Política e Constituição. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 8. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Sob outro enfoque, o controle do TCU há de ser realizado em um ambiente de cooperação, como sói ocorrer, tal como na sociedade pós- moderna, em que há diversos centros de poder. Em um cenário de poliarquia, o antagonismo, tal como o pretendido pelos Impetrantes, deve ceder e prestigiar a cooperação capaz de sedimentar o controle externo de maneira transparente No dizer de Diogo de Figueiredo Moreira Neto, as relações de cooperação devem superar as de antagonismo.10 Sob o prisma da proporcionalidade em sentido estrito, os benefícios para a sociedade, advindos do fornecimento das informações necessárias para o controle do BNDES, são maiores que as desvantagens para aquele que entrevê o sigilo de sua sociedade empresarial passar às mãos de um órgão estatal controlador responsável e dotado de estatura constitucional. Em um Estado Democrático de Direito, a sociedade deve poder debater, com a transparência que a temática exige, os critérios adotados para a escolha de um determinado particular como destinatário de recursos públicos, qual vantagem social se obtém com o repasse de um empréstimo público a uma determinada pessoa ou, mesmo, se os contratos foram adequadamente cumpridos. A inserção desses temas na arena pública produzirá o desejável efeito de aprimorar a injeção de recursos em projetos de repercussão social, aperfeiçoando, sobremaneira, o processo decisório dos impetrantes, a fim de que possam cumprir seus propósitos de maneira eficiente e legítima. Sob o ângulo consequencialista, é preciso evitar um desastroso efeito sistêmico que uma decisão favorável aos impetrantes poderia provocar. A partir de eventual reconhecimento judicial de que os impetrantes não precisariam fornecer dados alusivos às suas operações, toda e qualquer empresa pública ou sociedade de economia mista passaria a se recusar a fornecer informações semelhantes, o que inviabilizaria o eficaz funcionamento da Corte de Contas. 10 MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Poder, Organização, Política e Constituição. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 8. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Sob a perspectiva da livre iniciativa e da concorrência, nada há nos autos que comprove, de maneira incontroversa, que o fornecimento das informações requisitadas pelo TCU possa ensejar uma instabilidade financeira e um impacto desastroso no mercado e na competição entre os que exploram uma atividade econômica. Por exemplo, qual efeito sistêmico danoso ao mercado, a divulgação da situação cadastral e a de adimplência do grupo JBS/Friboi ocasionará? Isto não é comprovado neste writ. Da Natureza Jurídica dos Recursos do BNDES O BNDES sustenta que os recursos aplicados na linha de crédito envolvendo o Grupo JBS/Friboi não seriam públicos, pois teriam como origem o retorno de operações do Banco e a captação de recursos no mercado internacional. Ocorre que o art. 7º do Decreto nº 4.418/2002, ato que aprovou o Estatuto Social do BNDES, prevê como recursos do BNDES não, apenas, aqueles oriundos de operações de crédito, mas, também, “dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União”, verbis: “Art. 7º Constituem recursos do BNDES: I - os de capital, resultantes da conversão, em espécie, de bens e direitos; II - as receitas operacionais e patrimoniais; III - os oriundos de operações de crédito, assim entendidos os provenientes de empréstimos e financiamentos obtidos pela entidade; IV - as doações de qualquer espécie; V - as dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União; VI - a remuneração que lhe for devida pela aplicação de recursos originários de fundos especiais instituídos pelo Poder Público e destinados a financiar programas e projetos de desenvolvimento econômico e social; VII - os resultantes de prestação de serviços.” Como se isso não bastasse, o BNDES, consoante destacado pelo MPF, faz de uso de recursos públicos oriundos de diversos fundos, verbis: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Sob a perspectiva da livre iniciativa e da concorrência, nada há nos autos que comprove, de maneira incontroversa, que o fornecimento das informações requisitadas pelo TCU possa ensejar uma instabilidade financeira e um impacto desastroso no mercado e na competição entre os que exploram uma atividade econômica. Por exemplo, qual efeito sistêmico danoso ao mercado, a divulgação da situação cadastral e a de adimplência do grupo JBS/Friboi ocasionará? Isto não é comprovado neste writ. Da Natureza Jurídica dos Recursos do BNDES O BNDES sustenta que os recursos aplicados na linha de crédito envolvendo o Grupo JBS/Friboi não seriam públicos, pois teriam como origem o retorno de operações do Banco e a captação de recursos no mercado internacional. Ocorre que o art. 7º do Decreto nº 4.418/2002, ato que aprovou o Estatuto Social do BNDES, prevê como recursos do BNDES não, apenas, aqueles oriundos de operações de crédito, mas, também, “dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União”, verbis: “Art. 7º Constituem recursos do BNDES: I - os de capital, resultantes da conversão, em espécie, de bens e direitos; II - as receitas operacionais e patrimoniais; III - os oriundos de operações de crédito, assim entendidos os provenientes de empréstimos e financiamentos obtidos pela entidade; IV - as doações de qualquer espécie; V - as dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União; VI - a remuneração que lhe for devida pela aplicação de recursos originários de fundos especiais instituídos pelo Poder Público e destinados a financiar programas e projetos de desenvolvimento econômico e social; VII - os resultantes de prestação de serviços.” Como se isso não bastasse, o BNDES, consoante destacado pelo MPF, faz de uso de recursos públicos oriundos de diversos fundos, verbis: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF “Ademais, o próprio sítio eletrônico do BNDES noticia que o Banco utiliza-se de vários fundos públicos – a exemplo do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), Fundo de Garantia à Exportação (FGE), Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Fundo PIS/PASEP, etc-, como fonte de recursos financeiros ou para a complementação de garantias. A substancial origem pública dos recursos administrados pelo BNDES se evidencia, ainda, pelo que dispõe a Lei n. 11.948/2009. O diploma autorizou a União a conceder crédito de até 180 bilhões de reais, como “fonte adicional de recursos para ampliação de limites operacionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.” Ademais, é fato notório que a União tem repassado vultosas quantias de seu orçamento para os cofres do BNDES. Como exemplo, em 19 de maio do corrente ano, o Senado Federal aprovou a MP 663/14 que aumentou em R$ 50 bilhões o limite de recursos que o BNDES poderá emprestar com subsídio da União. O art. 1º, §1º, da Lei 12.096/09 predica, na sua nova redação, que “o valor total dos financiamentos subvencionados pela União é limitado ao montante de até R$ 452.000.000.000,00 (quatrocentos e cinquenta e dois bilhões de reais)”. Por seu turno, a novel Lei nº 13.126, de 21 de maio de 2015, autoriza a União a conceder crédito ao BNDES de até R$30 bilhões de reais. Constata-se, assim, que a participação da União na injeção de recursos a serem contratados pelo BNDES com terceiros pode alcançar o montante de quase meio trilhão de reais, o que torna justificável a preocupação do TCU com o recebimento das informações pretendidas. E essa preocupação é legítima, ainda que não se exija eventual desconsideração da personalidade jurídica do banco e mesmo que se considere não haver confusão entre o patrimônio da União e o do BNDES. É que o TCU não fiscaliza apenas os recursos da União, mas, também, o emprego daqueles que são por ela repassados. Ademais, o próprio BNDES reconhece, às fls. 37 de sua petição 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF “Ademais, o próprio sítio eletrônico do BNDES noticia que o Banco utiliza-se de vários fundos públicos – a exemplo do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), Fundo de Garantia à Exportação (FGE), Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Fundo PIS/PASEP, etc-, como fonte de recursos financeiros ou para a complementação de garantias. A substancial origem pública dos recursos administrados pelo BNDES se evidencia, ainda, pelo que dispõe a Lei n. 11.948/2009. O diploma autorizou a União a conceder crédito de até 180 bilhões de reais, como “fonte adicional de recursos para ampliação de limites operacionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.” Ademais, é fato notório que a União tem repassado vultosas quantias de seu orçamento para os cofres do BNDES. Como exemplo, em 19 de maio do corrente ano, o Senado Federal aprovou a MP 663/14 que aumentou em R$ 50 bilhões o limite de recursos que o BNDES poderá emprestar com subsídio da União. O art. 1º, §1º, da Lei 12.096/09 predica, na sua nova redação, que “o valor total dos financiamentos subvencionados pela União é limitado ao montante de até R$ 452.000.000.000,00 (quatrocentos e cinquenta e dois bilhões de reais)”. Por seu turno, a novel Lei nº 13.126, de 21 de maio de 2015, autoriza a União a conceder crédito ao BNDES de até R$30 bilhões de reais. Constata-se, assim, que a participação da União na injeção de recursos a serem contratados pelo BNDES com terceiros pode alcançar o montante de quase meio trilhão de reais, o que torna justificável a preocupação do TCU com o recebimento das informações pretendidas. E essa preocupação é legítima, ainda que não se exija eventual desconsideração da personalidade jurídica do banco e mesmo que se considere não haver confusão entre o patrimônio da União e o do BNDES. É que o TCU não fiscaliza apenas os recursos da União, mas, também, o emprego daqueles que são por ela repassados. Ademais, o próprio BNDES reconhece, às fls. 37 de sua petição 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF inicial, que já não se opõe ao fornecimento de informações por ele tidas como “sigilosas” ao Banco Central do Brasil (BACEN) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por reconhecer, nas referidas autarquias, poder conferido por lei. Ocorre que o Tribunal de Contas da União é órgão que, no dizer do ministro Ayres Britto, em artigo intitulado “O Regime constitucional dos Tribunais de Contas”, foi: “nuclearmente feito nas pranchetas da Constituição. Foi o legislador de primeiríssimo escalão quem estruturou e funcionalizou todos eles (os Tribunais de Contas), prescindindo das achegas da lei menor. (...) Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do princípio republicano. Pois, numa República, impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e consequente dever) cuidar de tudo que é de todos”.11 (Grifamos) Assim, e à semelhança do que já ocorre com a CVM e o BACEN, o BNDES não pode se negar a fornecer as informações requisitadas pelo TCU, órgão que exerce controle com escopo distinto daquele executado pelas duas autarquias ora referidas. Da Jurisprudência do STF sobre o tema Após ponderar todos os valores em conflito, esta Corte, no julgamento do MS 21.729, Tribunal Pleno, Redator para o acórdão Ministro Néri da Silveira, DJ 19/10/2001, decidiu pela obrigação do Banco do Brasil de fornecer dados referentes a empréstimos concedidos com taxas de juros diferenciadas que se caracterizariam como financiamentos públicos, verbis: EMENTA: Mandado de Segurança. Sigilo bancário. Instituição financeira executora de política creditícia e financeira do Governo 11 BRITTO, Carlos Ayres. O regime constitucional dos Tribunais de Contas. In: Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Volume 8. 2º semestre de 2014. Rio de Janeiro: TCE- RJ, p. 18 e 20. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF inicial, que já não se opõe ao fornecimento de informações por ele tidas como “sigilosas” ao Banco Central do Brasil (BACEN) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por reconhecer, nas referidas autarquias, poder conferido por lei. Ocorre que o Tribunal de Contas da União é órgão que, no dizer do ministro Ayres Britto, em artigo intitulado “O Regime constitucional dos Tribunais de Contas”, foi: “nuclearmente feito nas pranchetas da Constituição. Foi o legislador de primeiríssimo escalão quem estruturou e funcionalizou todos eles (os Tribunais de Contas), prescindindo das achegas da lei menor. (...) Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do princípio republicano. Pois, numa República, impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e consequente dever) cuidar de tudo que é de todos”.11 (Grifamos) Assim, e à semelhança do que já ocorre com a CVM e o BACEN, o BNDES não pode se negar a fornecer as informações requisitadas pelo TCU, órgão que exerce controle com escopo distinto daquele executado pelas duas autarquias ora referidas. Da Jurisprudência do STF sobre o tema Após ponderar todos os valores em conflito, esta Corte, no julgamento do MS 21.729, Tribunal Pleno, Redator para o acórdão Ministro Néri da Silveira, DJ 19/10/2001, decidiu pela obrigação do Banco do Brasil de fornecer dados referentes a empréstimos concedidos com taxas de juros diferenciadas que se caracterizariam como financiamentos públicos, verbis: EMENTA: Mandado de Segurança. Sigilo bancário. Instituição financeira executora de política creditícia e financeira do Governo 11 BRITTO, Carlos Ayres. O regime constitucional dos Tribunais de Contas. In: Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Volume 8. 2º semestre de 2014. Rio de Janeiro: TCE- RJ, p. 18 e 20. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Federal. Legitimidade do Ministério Público para requisitar informações e documentos destinados a instruir procedimentos administrativos de sua competência. 2. Solicitação de informações, pelo Ministério Público Federal ao Banco do Brasil S/A, sobre concessão de empréstimos, subsidiados pelo Tesouro Nacional, com base em plano de governo, a empresas do setor sucroalcooleiro. 3. Alegação do Banco impetrante de não poder informar os beneficiários dos aludidos empréstimos, por estarem protegidos pelo sigilo bancário, previsto no art. 38 da Lei nº 4.595/1964, e, ainda, ao entendimento de que dirigente do Banco do Brasil S/A não é autoridade, para efeito do art. 8º, da LC nº 75/1993. 4. O poder de investigação do Estado é dirigido a coibir atividades afrontosas à ordem jurídica e a garantia do sigilo bancário não se estende às atividades ilícitas. A ordem jurídica confere explicitamente poderes amplos de investigação ao Ministério Público - art. 129, incisos VI, VIII, da Constituição Federal, e art. 8º, incisos II e IV, e § 2º, da Lei Complementar nº 75/1993. 5. Não cabe ao Banco do Brasil negar, ao Ministério Público, informações sobre nomes de beneficiários de empréstimos concedidos pela instituição, com recursos subsidiados pelo erário federal, sob invocação do sigilo bancário, em se tratando de requisição de informações e documentos para instruir procedimento administrativo instaurado em defesa do patrimônio público. Princípio da publicidade, ut art. 37 da Constituição. 6. No caso concreto, os empréstimos concedidos eram verdadeiros financiamentos públicos, porquanto o Banco do Brasil os realizou na condição de executor da política creditícia e financeira do Governo Federal, que deliberou sobre sua concessão e ainda se comprometeu a proceder à equalização da taxa de juros, sob a forma de subvenção econômica ao setor produtivo, de acordo com a Lei nº 8.427/1992. 7. Mandado de segurança indeferido. Acrescento que decisão mais recente deste Tribunal, e que contou com a unanimidade dos presentes na 1ª Turma, firmou-se, no sentido de que deve prevalecer a publicidade como regra na hipótese de utilização de recursos públicos. Sobre essa questão, cito a ADI 2.361, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23/10/2014, com a seguinte ementa: 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Federal. Legitimidade do Ministério Público para requisitar informações e documentos destinados a instruir procedimentos administrativos de sua competência. 2. Solicitação de informações, pelo Ministério Público Federal ao Banco do Brasil S/A, sobre concessão de empréstimos, subsidiados pelo Tesouro Nacional, com base em plano de governo, a empresas do setor sucroalcooleiro. 3. Alegação do Banco impetrante de não poder informar os beneficiários dos aludidos empréstimos, por estarem protegidos pelo sigilo bancário, previsto no art. 38 da Lei nº 4.595/1964, e, ainda, ao entendimento de que dirigente do Banco do Brasil S/A não é autoridade, para efeito do art. 8º, da LC nº 75/1993. 4. O poder de investigação do Estado é dirigido a coibir atividades afrontosas à ordem jurídica e a garantia do sigilo bancário não se estende às atividades ilícitas. A ordem jurídica confere explicitamente poderes amplos de investigação ao Ministério Público - art. 129, incisos VI, VIII, da Constituição Federal, e art. 8º, incisos II e IV, e § 2º, da Lei Complementar nº 75/1993. 5. Não cabe ao Banco do Brasil negar, ao Ministério Público, informações sobre nomes de beneficiários de empréstimos concedidos pela instituição, com recursos subsidiados pelo erário federal, sob invocação do sigilo bancário, em se tratando de requisição de informações e documentos para instruir procedimento administrativo instaurado em defesa do patrimônio público. Princípio da publicidade, ut art. 37 da Constituição. 6. No caso concreto, os empréstimos concedidos eram verdadeiros financiamentos públicos, porquanto o Banco do Brasil os realizou na condição de executor da política creditícia e financeira do Governo Federal, que deliberou sobre sua concessão e ainda se comprometeu a proceder à equalização da taxa de juros, sob a forma de subvenção econômica ao setor produtivo, de acordo com a Lei nº 8.427/1992. 7. Mandado de segurança indeferido. Acrescento que decisão mais recente deste Tribunal, e que contou com a unanimidade dos presentes na 1ª Turma, firmou-se, no sentido de que deve prevalecer a publicidade como regra na hipótese de utilização de recursos públicos. Sobre essa questão, cito a ADI 2.361, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23/10/2014, com a seguinte ementa: 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PUBLICIDADE. A transparência decorre do princípio da publicidade. TRIBUNAL DE CONTAS – FISCALIZAÇÃO – DOCUMENTOS. Descabe negar ao Tribunal de Contas o acesso a documentos relativos à Administração Pública e ações implementadas, não prevalecendo a óptica de tratar-se de matérias relevantes cuja divulgação possa importar em danos para o Estado. Inconstitucionalidade de preceito da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará que implica óbice ao acesso. No mesmo sentido, e ressalvando o papel de destaque a ser dado ao princípio da publicidade, confira-se a ementa da ADI nº 2.444: EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 11.521/2000 do Estado do Rio Grande do Sul. Obrigação do Governo de divulgar na imprensa oficial e na internet dados relativos a contratos de obras públicas. Ausência de vício formal e material. Princípio da publicidade e da transparência. Fiscalização. Constitucionalidade. (...) 2. Lei que obriga o Poder Executivo a divulgar na imprensa oficial e na internet dados relativos a contratos de obras públicas não depende de iniciativa do chefe do Poder Executivo. A lei em questão não cria, extingue ou modifica órgão administrativo, tampouco confere nova atribuição a órgão da administração pública. O fato de a regra estar dirigida ao Poder Executivo, por si só, não implica que ela deva ser de iniciativa privativa do Governador do Estado. Não incide, no caso, a vedação constitucional (CF, art. 61, § 1º, II, e). 3. A legislação estadual inspira-se no princípio da publicidade, na sua vertente mais específica, a da transparência dos atos do Poder Público. Enquadra-se, portanto, nesse contexto de aprimoramento da necessária transparência das atividades administrativas, reafirmando e cumprindo o princípio constitucional da publicidade da administração pública (art. 37, caput, CF/88). 4. É legítimo que o Poder Legislativo, no exercício do controle externo da administração pública, o qual lhe foi outorgado expressamente pelo poder constituinte, implemente medidas de aprimoramento da sua fiscalização, 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PUBLICIDADE. A transparência decorre do princípio da publicidade. TRIBUNAL DE CONTAS – FISCALIZAÇÃO – DOCUMENTOS. Descabe negar ao Tribunal de Contas o acesso a documentos relativos à Administração Pública e ações implementadas, não prevalecendo a óptica de tratar-se de matérias relevantes cuja divulgação possa importar em danos para o Estado. Inconstitucionalidade de preceito da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará que implica óbice ao acesso. No mesmo sentido, e ressalvando o papel de destaque a ser dado ao princípio da publicidade, confira-se a ementa da ADI nº 2.444: EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 11.521/2000 do Estado do Rio Grande do Sul. Obrigação do Governo de divulgar na imprensa oficial e na internet dados relativos a contratos de obras públicas. Ausência de vício formal e material. Princípio da publicidade e da transparência. Fiscalização. Constitucionalidade. (...) 2. Lei que obriga o Poder Executivo a divulgar na imprensa oficial e na internet dados relativos a contratos de obras públicas não depende de iniciativa do chefe do Poder Executivo. A lei em questão não cria, extingue ou modifica órgão administrativo, tampouco confere nova atribuição a órgão da administração pública. O fato de a regra estar dirigida ao Poder Executivo, por si só, não implica que ela deva ser de iniciativa privativa do Governador do Estado. Não incide, no caso, a vedação constitucional (CF, art. 61, § 1º, II, e). 3. A legislação estadual inspira-se no princípio da publicidade, na sua vertente mais específica, a da transparência dos atos do Poder Público. Enquadra-se, portanto, nesse contexto de aprimoramento da necessária transparência das atividades administrativas, reafirmando e cumprindo o princípio constitucional da publicidade da administração pública (art. 37, caput, CF/88). 4. É legítimo que o Poder Legislativo, no exercício do controle externo da administração pública, o qual lhe foi outorgado expressamente pelo poder constituinte, implemente medidas de aprimoramento da sua fiscalização, 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF desde que respeitadas as demais balizas da Carta Constitucional, fato que ora se verifica. 5. Não ocorrência de violação aos ditames do art. 167, I e II, da Carta Magna, pois o custo gerado para o cumprimento da norma seria irrisório, sendo todo o aparato administrativo necessário ao cumprimento da determinação legal preexistente. 6. Ação julgada improcedente. (ADI 2444, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 06/11/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-021 DIVULG 30-01- 2015 PUBLIC 02-02-2015) Encerro este voto pedindo venia para transcrever memorável passagem de trabalho escrito pelo professor Ricardo Lobo Torres a respeito da relevância do fortalecimento do controle financeiro, verbis: “A legitimidade do Estado Democrático de Direito depende do controle da legitimidade da sua ordem financeira. Só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legitima o tributo, que é o preço da liberdade. “ Dispositivo Ex positis, e na esteira do parecer do Ministério Público Federal acostado aos autos e da jurisprudência consolidada desta Corte de que inexiste garantia de sigilo oponível ao TCU em relação a operações bancárias financiadas com recursos de origem pública, DENEGO a segurança, com resolução do mérito, restando prejudicado o exame do pedido de medida liminar, por não entrever qualquer irregularidade na determinação do TCU que obriga o fornecimento de informações sigilosas contidas em operações realizadas pelas Impetrantes, na medida em que imprescindíveis para o desempenho regular do controle financeiro dos Impetrantes pela Corte de Contas da União. É como voto. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF desde que respeitadas as demais balizas da Carta Constitucional, fato que ora se verifica. 5. Não ocorrência de violação aos ditames do art. 167, I e II, da Carta Magna, pois o custo gerado para o cumprimento da norma seria irrisório, sendo todo o aparato administrativo necessário ao cumprimento da determinação legal preexistente. 6. Ação julgada improcedente. (ADI 2444, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 06/11/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-021 DIVULG 30-01- 2015 PUBLIC 02-02-2015) Encerro este voto pedindo venia para transcrever memorável passagem de trabalho escrito pelo professor Ricardo Lobo Torres a respeito da relevância do fortalecimento do controle financeiro, verbis: “A legitimidade do Estado Democrático de Direito depende do controle da legitimidade da sua ordem financeira. Só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legitima o tributo, que é o preço da liberdade. “ Dispositivo Ex positis, e na esteira do parecer do Ministério Público Federal acostado aos autos e da jurisprudência consolidada desta Corte de que inexiste garantia de sigilo oponível ao TCU em relação a operações bancárias financiadas com recursos de origem pública, DENEGO a segurança, com resolução do mérito, restando prejudicado o exame do pedido de medida liminar, por não entrever qualquer irregularidade na determinação do TCU que obriga o fornecimento de informações sigilosas contidas em operações realizadas pelas Impetrantes, na medida em que imprescindíveis para o desempenho regular do controle financeiro dos Impetrantes pela Corte de Contas da União. É como voto. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 49 Esclarecimento 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Antes do intervalo, para poder refletir durante o intervalo, gostaria de fazer uma pergunta ao ilustre Advogado. Cumprimento, em primeiro lugar, o Ministro Luiz Fux pelo voto erudito e abrangente que proferiu. Pelo que entendi do relato do eminente Ministro Luiz Fux e da sustentação da tribuna, BNDES teria colocado à disposição do TCU todos os documentos solicitados, menos cinco documentos, ou cinco categorias de documentos: (1) saldo devedor das operações de crédito; (2) situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi; (3) dados sobre a situação de adimplência do Grupo; (4) rating de crédito; (5) estratégia de hedge do Grupo. Rating de crédito e estratégia de hedge do Grupo, eu entendi as razões do BNDES, pelas quais entende impróprio transferir essas informações para o TCU sem ordem judicial. Quer dizer, aqui, penso que, como o Ministro Fux analisou, à luz da razoabilidade e proporcionalidade, é preciso saber se o documento solicitado é adequado para o fim que legitima a atuação do BNDES. Essa é a primeira consideração. E a segunda é a de saber se se trata de documento ou informação protegida por sigilo bancário, hipótese em que seria exigível uma determinação judicial. Portanto, gostaria de saber do eminente Advogado por qual razão o BNDES considerou, em primeiro lugar, que o saldo devedor das operações de crédito, que suponho seja do Grupo Friboi perante o BNDES, seria uma informação protegida? Essa é a minha primeira pergunta. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - A orientação da nossa consultoria jurídica é de que essa informação diz respeito a uma situação particular da empresa, que pode envolver a análise de dados econômicos e financeiros que não objetiva abrir ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Antes do intervalo, para poder refletir durante o intervalo, gostaria de fazer uma pergunta ao ilustre Advogado. Cumprimento, em primeiro lugar, o Ministro Luiz Fux pelo voto erudito e abrangente que proferiu. Pelo que entendi do relato do eminente Ministro Luiz Fux e da sustentação da tribuna, BNDES teria colocado à disposição do TCU todos os documentos solicitados, menos cinco documentos, ou cinco categorias de documentos: (1) saldo devedor das operações de crédito; (2) situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi; (3) dados sobre a situação de adimplência do Grupo; (4) rating de crédito; (5) estratégia de hedge do Grupo. Rating de crédito e estratégia de hedge do Grupo, eu entendi as razões do BNDES, pelas quais entende impróprio transferir essas informações para o TCU sem ordem judicial. Quer dizer, aqui, penso que, como o Ministro Fux analisou, à luz da razoabilidade e proporcionalidade, é preciso saber se o documento solicitado é adequado para o fim que legitima a atuação do BNDES. Essa é a primeira consideração. E a segunda é a de saber se se trata de documento ou informação protegida por sigilo bancário, hipótese em que seria exigível uma determinação judicial. Portanto, gostaria de saber do eminente Advogado por qual razão o BNDES considerou, em primeiro lugar, que o saldo devedor das operações de crédito, que suponho seja do Grupo Friboi perante o BNDES, seria uma informação protegida? Essa é a minha primeira pergunta. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - A orientação da nossa consultoria jurídica é de que essa informação diz respeito a uma situação particular da empresa, que pode envolver a análise de dados econômicos e financeiros que não objetiva abrir ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 49 Esclarecimento MS 33340 / DF mercado. Então, estaria abrigada pelo núcleo do sigilo bancário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Quer dizer, nós estamos tratando de um contrato de mútuo, próximo do BNDES, a uma empresa privada. E o TCU indaga se a empresa privada está repagando esse valor. Essa informação, o BNDES considera reservada, pelo que Vossa Senhoria acaba de defender. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Na verdade, o TCU não formulou a pergunta, ele pediu todos os documentos, para, a partir daí, fazer a sua própria inferência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Certo. Mas o saldo devedor das operações de crédito permite ao TCU saber se o empréstimo está sendo repago? O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Sim. O empréstimo está sendo repago. Essa é uma informação que pode ser fornecida, diante da pergunta objetiva. Na verdade, nesse momento, trata-se de uma participação acionária. Então, a BNDESPAR é sócia. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Em segundo lugar, outro documento não fornecido foi a situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi. Gostaria de saber, exatamente, em que consiste essa situação cadastral e por que ela não pode ser colocada à disposição do TCU? O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - O cadastro, de fato, envolve os dados econômicos e financeiros do Grupo. Alguns dados são publicados, por ser a JBS uma sociedade de capital aberto, que são disponibilizados, outros não. Então, momento de se fazer a análise da sua capacidade econômica e financeira, inclusive para pagar o financiamentos, são analisados dados que eventualmente a empresa não abre ao mercado em caráter geral. Por essa razão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - A última pergunta, Presidente, o terceiro ponto, por que razão os dados sobre a situação de adimplência do Grupo - suponho adimplência perante o BNDES, não adimplência perante o mercado em geral - também seriam protegidos por sigilo? 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF mercado. Então, estaria abrigada pelo núcleo do sigilo bancário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Quer dizer, nós estamos tratando de um contrato de mútuo, próximo do BNDES, a uma empresa privada. E o TCU indaga se a empresa privada está repagando esse valor. Essa informação, o BNDES considera reservada, pelo que Vossa Senhoria acaba de defender. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Na verdade, o TCU não formulou a pergunta, ele pediu todos os documentos, para, a partir daí, fazer a sua própria inferência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Certo. Mas o saldo devedor das operações de crédito permite ao TCU saber se o empréstimo está sendo repago? O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Sim. O empréstimo está sendo repago. Essa é uma informação que pode ser fornecida, diante da pergunta objetiva. Na verdade, nesse momento, trata-se de uma participação acionária. Então, a BNDESPAR é sócia. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Em segundo lugar, outro documento não fornecido foi a situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi. Gostaria de saber, exatamente, em que consiste essa situação cadastral e por que ela não pode ser colocada à disposição do TCU? O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - O cadastro, de fato, envolve os dados econômicos e financeiros do Grupo. Alguns dados são publicados, por ser a JBS uma sociedade de capital aberto, que são disponibilizados, outros não. Então, momento de se fazer a análise da sua capacidade econômica e financeira, inclusive para pagar o financiamentos, são analisados dados que eventualmente a empresa não abre ao mercado em caráter geral. Por essa razão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - A última pergunta, Presidente, o terceiro ponto, por que razão os dados sobre a situação de adimplência do Grupo - suponho adimplência perante o BNDES, não adimplência perante o mercado em geral - também seriam protegidos por sigilo? 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 49 Esclarecimento MS 33340 / DF O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Pelas mesmas razões anteriores. A orientação jurídica é de que essa informação é protegida pelo núcleo do sigilo bancário, pois, revelaria, se eventualmente divulgado ao mercado, eventualmente uma empresa que não esteja em condições de plena solvência, impediria a captação de recursos em outra instituição financeira. Porque a análise de crédito, que é feita por cada instituição financeira, muitas vezes não se adotada a mesma metodologia. O BNDES tende a ser até mais rigoroso do que as outras instituições financeiras. Então, numa hipótese inversa, nós temos a seguinte situação: o tomador de crédito não consegue captar recursos no BNDES, por conta de não deter um cadastro adequado, e a revelação ao público dessas informações prejudicaria a empresa na tomada de financiamento em outra instituição financeira. Então, não se abre exceções, na verdade, a esse ponto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Satisfeito, Presidente. Muito obrigado. ***************** 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Pelas mesmas razões anteriores. A orientação jurídica é de que essa informação é protegida pelo núcleo do sigilo bancário, pois, revelaria, se eventualmente divulgado ao mercado, eventualmente uma empresa que não esteja em condições de plena solvência, impediria a captação de recursos em outra instituição financeira. Porque a análise de crédito, que é feita por cada instituição financeira, muitas vezes não se adotada a mesma metodologia. O BNDES tende a ser até mais rigoroso do que as outras instituições financeiras. Então, numa hipótese inversa, nós temos a seguinte situação: o tomador de crédito não consegue captar recursos no BNDES, por conta de não deter um cadastro adequado, e a revelação ao público dessas informações prejudicaria a empresa na tomada de financiamento em outra instituição financeira. Então, não se abre exceções, na verdade, a esse ponto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Satisfeito, Presidente. Muito obrigado. ***************** 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Presidente, eu li a inicial e depois o memorial trazido pelo BNDES, e hoje eu ouvi, com prazer e grande proveito, o voto do eminente Ministro Luiz Fux, que trata do assunto com grande proficiência. Eu devo dizer, Presidente, que tenho algumas dúvidas nessa matéria, não dúvidas teóricas, ou quanto aos princípios aplicáveis, esses, para ser franco, eu os tenho bem arrumados na minha mente, que são: o BNDES não pode ser como nenhuma entidade controlada pelo Estado, pode ser uma caixa-preta, portanto, aplica-se ao BNDES a ideia de transparência, ideia célebre mencionada pelo Ministro Brandeis da Suprema Corte Americana, de que "a luz do sol é o melhor detergente." Portanto, essa é a minha primeira ideia, quer dizer, a tutela legítima do interesse público exige o máximo de transparência razoável no BNDES. Minha segunda convicção teórica e principiológica é que o sigilo bancário e o sigilo empresarial, também, têm proteção constitucional e proteção legal, porque a tutela é legítima do interesse privado, assim o exige. Eu considero, no entanto, que o interesse público no controle do destino dos recursos públicos prevalece sobre o interesse privado na manutenção do sigilo como regra geral, embora, nesses casos, a ordem jurídica tenha criado uma cláusula de segurança, que é a exigência de reserva jurisdicional. Portanto, a minha dúvida aqui não é acerca da legitimidade do interesse do TCU em obter as informações necessárias; a minha dúvida aqui é quais são exatamente as informações necessárias e se elas estão ou não protegidas por sigilo bancário a ponto de exigir intervenção judicial. De modo que a questão da caixa-preta eu resolvo dizendo: ela não existe, e todas as informações que, razoavelmente, o TCU possa desejar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Presidente, eu li a inicial e depois o memorial trazido pelo BNDES, e hoje eu ouvi, com prazer e grande proveito, o voto do eminente Ministro Luiz Fux, que trata do assunto com grande proficiência. Eu devo dizer, Presidente, que tenho algumas dúvidas nessa matéria, não dúvidas teóricas, ou quanto aos princípios aplicáveis, esses, para ser franco, eu os tenho bem arrumados na minha mente, que são: o BNDES não pode ser como nenhuma entidade controlada pelo Estado, pode ser uma caixa-preta, portanto, aplica-se ao BNDES a ideia de transparência, ideia célebre mencionada pelo Ministro Brandeis da Suprema Corte Americana, de que "a luz do sol é o melhor detergente." Portanto, essa é a minha primeira ideia, quer dizer, a tutela legítima do interesse público exige o máximo de transparência razoável no BNDES. Minha segunda convicção teórica e principiológica é que o sigilo bancário e o sigilo empresarial, também, têm proteção constitucional e proteção legal, porque a tutela é legítima do interesse privado, assim o exige. Eu considero, no entanto, que o interesse público no controle do destino dos recursos públicos prevalece sobre o interesse privado na manutenção do sigilo como regra geral, embora, nesses casos, a ordem jurídica tenha criado uma cláusula de segurança, que é a exigência de reserva jurisdicional. Portanto, a minha dúvida aqui não é acerca da legitimidade do interesse do TCU em obter as informações necessárias; a minha dúvida aqui é quais são exatamente as informações necessárias e se elas estão ou não protegidas por sigilo bancário a ponto de exigir intervenção judicial. De modo que a questão da caixa-preta eu resolvo dizendo: ela não existe, e todas as informações que, razoavelmente, o TCU possa desejar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF devem ser franqueadas ao TCU. A minha única questão, que considero relevante, é saber quais dessas informações deveriam depender de autorização judicial. Eu procurei, Presidente, cheguei até a pensar em pedir vista para fazer uma reflexão mais profunda, mas, na verdade, eu acho que tenho os elementos suficientes extraídos do voto Ministro Fux e, em parte, das perguntas que fiz ao ilustre Advogado - e como isto é um mandado de segurança, e como o ônus da prova é do impetrante -, aquilo que eu tenho dúvida vai ser decidido em desfavor do impetrante, porque assim é a regra do jogo. De modo que eu consegui, no intervalo, fazer algumas anotações e trago aqui a minha reflexão. Quer dizer, nós estamos lidando com um mandado de segurança do BNDES e do BNDESPAR contra um acórdão do TCU que determinou que o BNDES colocasse à disposição do TCU um conjunto de documentos. Esses documentos, pelo que percebi, foram - eu fujo do neologismo "disponibilizar", Presidente - entregues ao TCU pelo BNDES, a quase totalidade dos documentos requeridos, à exceção de cinco documentos: o saldo devedor das operações de crédito; a situação cadastral no BNDES do Grupo Friboi; dados sobre a situação de adimplência do Grupo; rating de crédito; e a estratégia de hedge do Grupo. A posição do Ministro Luiz Fux é a de que o BNDES vale-se de recursos públicos para financiar a iniciativa privada e que, por essa razão, não pode invocar o sigilo bancário ou empresarial para rejeitar a entrega de documentos ou de informações ao TCU. Entendimento diverso, diz Sua Excelência, frustraria o cumprimento da missão institucional do TCU e impossibilitaria o controle social sobre a Administração Pública, essencial ao Estado Democrático de Direito. Embora, eu esteja de acordo, em linhas gerais, com essa afirmação, eu não a endossaria integralmente. Eu acho que há informações, sim, que estão sujeitas à reserva de jurisdição. Porém, no caso concreto, para mim, e depois das perguntas que fiz, não ficaram totalmente claras as razões pelas quais o BNDES recusou-se a entregar documentos ou informações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF devem ser franqueadas ao TCU. A minha única questão, que considero relevante, é saber quais dessas informações deveriam depender de autorização judicial. Eu procurei, Presidente, cheguei até a pensar em pedir vista para fazer uma reflexão mais profunda, mas, na verdade, eu acho que tenho os elementos suficientes extraídos do voto Ministro Fux e, em parte, das perguntas que fiz ao ilustre Advogado - e como isto é um mandado de segurança, e como o ônus da prova é do impetrante -, aquilo que eu tenho dúvida vai ser decidido em desfavor do impetrante, porque assim é a regra do jogo. De modo que eu consegui, no intervalo, fazer algumas anotações e trago aqui a minha reflexão. Quer dizer, nós estamos lidando com um mandado de segurança do BNDES e do BNDESPAR contra um acórdão do TCU que determinou que o BNDES colocasse à disposição do TCU um conjunto de documentos. Esses documentos, pelo que percebi, foram - eu fujo do neologismo "disponibilizar", Presidente - entregues ao TCU pelo BNDES, a quase totalidade dos documentos requeridos, à exceção de cinco documentos: o saldo devedor das operações de crédito; a situação cadastral no BNDES do Grupo Friboi; dados sobre a situação de adimplência do Grupo; rating de crédito; e a estratégia de hedge do Grupo. A posição do Ministro Luiz Fux é a de que o BNDES vale-se de recursos públicos para financiar a iniciativa privada e que, por essa razão, não pode invocar o sigilo bancário ou empresarial para rejeitar a entrega de documentos ou de informações ao TCU. Entendimento diverso, diz Sua Excelência, frustraria o cumprimento da missão institucional do TCU e impossibilitaria o controle social sobre a Administração Pública, essencial ao Estado Democrático de Direito. Embora, eu esteja de acordo, em linhas gerais, com essa afirmação, eu não a endossaria integralmente. Eu acho que há informações, sim, que estão sujeitas à reserva de jurisdição. Porém, no caso concreto, para mim, e depois das perguntas que fiz, não ficaram totalmente claras as razões pelas quais o BNDES recusou-se a entregar documentos ou informações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF sobre: 1) saldo devedor das operações de crédito do Grupo junto ao BNDES; 2) a situação cadastral no BNDES do Grupo Friboi; e 3) os dados sobre a situação de adimplência do Grupo junto ao BNDES. Considero que essas são informações de interesse público e que teria dúvidas se protegidas pelo sigilo bancário. No caso das informações cadastrais, eu até tenho um pouco de dúvida, porque é possível que, para a obtenção de crédito, uma empresa forneça informações que não quer ver divulgadas ao grande público. Por exemplo: quantas ações judiciais ela responde? Qual é o nível de exposição a que essas ações submetem essas empresas? Então, em relação às informações cadastrais, ainda tenho um pouco de dúvida. Mas não está esclarecido, para mim, nos autos, em que verdadeiramente consistem essas informações cadastrais? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Luís Roberto, apenas uma pequena observação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Claro! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Todo o voto levou em consideração - e, até, esclareci isso à Ministra Rosa, conversei com ela sobre isso -, quer dizer, o que, em primeiro lugar, me chamou a atenção: são duas pessoas praticamente de direito público litigando entre si. Segundo lugar, eu parti da premissa de que o TCU não vai..., ele quer para ele, para ele exercer a sua função. A ideia é essa. Eu não fiz nenhum juízo de valor sobre isso no voto, claro. Mas a ideia que me parece é essa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Vossa Excelência está partindo da premissa de que essas informações serão mantidas sob sigilo no TCU. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É, se elas estiverem sob sigilo, ou não há nenhum interesse do TCU, pelo que eu entendi, o TCU quer exercer a sua função nesse caso concreto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É. Eu, ontem, recebi um pedido muito singular, em que um filho de um delegado polícia que pediu levantamento de sigilo de interceptação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF sobre: 1) saldo devedor das operações de crédito do Grupo junto ao BNDES; 2) a situação cadastral no BNDES do Grupo Friboi; e 3) os dados sobre a situação de adimplência do Grupo junto ao BNDES. Considero que essas são informações de interesse público e que teria dúvidas se protegidas pelo sigilo bancário. No caso das informações cadastrais, eu até tenho um pouco de dúvida, porque é possível que, para a obtenção de crédito, uma empresa forneça informações que não quer ver divulgadas ao grande público. Por exemplo: quantas ações judiciais ela responde? Qual é o nível de exposição a que essas ações submetem essas empresas? Então, em relação às informações cadastrais, ainda tenho um pouco de dúvida. Mas não está esclarecido, para mim, nos autos, em que verdadeiramente consistem essas informações cadastrais? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Luís Roberto, apenas uma pequena observação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Claro! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Todo o voto levou em consideração - e, até, esclareci isso à Ministra Rosa, conversei com ela sobre isso -, quer dizer, o que, em primeiro lugar, me chamou a atenção: são duas pessoas praticamente de direito público litigando entre si. Segundo lugar, eu parti da premissa de que o TCU não vai..., ele quer para ele, para ele exercer a sua função. A ideia é essa. Eu não fiz nenhum juízo de valor sobre isso no voto, claro. Mas a ideia que me parece é essa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Vossa Excelência está partindo da premissa de que essas informações serão mantidas sob sigilo no TCU. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É, se elas estiverem sob sigilo, ou não há nenhum interesse do TCU, pelo que eu entendi, o TCU quer exercer a sua função nesse caso concreto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É. Eu, ontem, recebi um pedido muito singular, em que um filho de um delegado polícia que pediu levantamento de sigilo de interceptação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF telefônica, porque ele gostaria de franquear o acesso à imprensa. Eu posso até levantar o sigilo do inquérito, que farei, mas as informações continuam sigilosas. Portanto, quando você transfere o sigilo para alguém, seja autoridade judicial, seja uma Comissão Parlamentar de Inquérito, seja o Tribunal de Contas da União, você dá acesso àquele órgão, mas o sigilo continua, naturalmente. Mas, dizia eu, é importante notar que nós nos encontramos em sede de mandado de segurança e que compete ao impetrante, que é o BNDES, a demonstração do seu direito líquido e certo. É que achei um ponto interessante na proficiente sustentação feita pelo Advogado, quer dizer, em última análise, o BNDES está, em resguardo do sigilo bancário, protegendo informações da empresa privada contratante. O que eu acho que é um comportamento legítimo se essas informações efetivamente deverem ser protegidas. Portanto, em relação aos itens que eu não desfiz a minha dúvida, como nós estamos em sede de mandado de segurança, e considero que o ônus da prova era do BNDES, eu não estou acolhendo o pedido. De modo que, com essas considerações, eu estou acompanhando o voto do Relator no que respeita a obrigatoriedade do BNDES entregar ao Tribunal de Contas da União as informações e documentos pertinentes a: 1) saldo devedor das operações de crédito; 2) situação cadastral do Grupo JBS/Friboi; e 3) dados sobre a situação de adimplência do Grupo, porque considero que essas são informações diretamente relacionadas com a ida e a vinda deste recurso público. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Ministro Barroso, se me permitir um aparte? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu permito, permito. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Eu não me fiz claro, naturalmente havia esquecido de invocar que o BNDES observa a Instrução Normativa nº 358 da CVM, que determina o modo de comunicação de fatos relevantes ao mercado. E essa Instrução Normativa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF telefônica, porque ele gostaria de franquear o acesso à imprensa. Eu posso até levantar o sigilo do inquérito, que farei, mas as informações continuam sigilosas. Portanto, quando você transfere o sigilo para alguém, seja autoridade judicial, seja uma Comissão Parlamentar de Inquérito, seja o Tribunal de Contas da União, você dá acesso àquele órgão, mas o sigilo continua, naturalmente. Mas, dizia eu, é importante notar que nós nos encontramos em sede de mandado de segurança e que compete ao impetrante, que é o BNDES, a demonstração do seu direito líquido e certo. É que achei um ponto interessante na proficiente sustentação feita pelo Advogado, quer dizer, em última análise, o BNDES está, em resguardo do sigilo bancário, protegendo informações da empresa privada contratante. O que eu acho que é um comportamento legítimo se essas informações efetivamente deverem ser protegidas. Portanto, em relação aos itens que eu não desfiz a minha dúvida, como nós estamos em sede de mandado de segurança, e considero que o ônus da prova era do BNDES, eu não estou acolhendo o pedido. De modo que, com essas considerações, eu estou acompanhando o voto do Relator no que respeita a obrigatoriedade do BNDES entregar ao Tribunal de Contas da União as informações e documentos pertinentes a: 1) saldo devedor das operações de crédito; 2) situação cadastral do Grupo JBS/Friboi; e 3) dados sobre a situação de adimplência do Grupo, porque considero que essas são informações diretamente relacionadas com a ida e a vinda deste recurso público. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Ministro Barroso, se me permitir um aparte? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu permito, permito. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Eu não me fiz claro, naturalmente havia esquecido de invocar que o BNDES observa a Instrução Normativa nº 358 da CVM, que determina o modo de comunicação de fatos relevantes ao mercado. E essa Instrução Normativa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF delimita o tempo e o modo de comunicação, dada a grandiosidade desses empreendimentos que são financiados; e o momento de comunicação desses dados, muitas vezes, é relevante para um impacto, por vezes, sistêmico no mercado. A situação de adimplência ou de inadimplência, na verdade, ela segue uma resolução do Banco Central, que é melhor analisada até no parecer do Banco Central, que foi juntada aos autos. Se permite durante um período de, se não me engano, cento e vinte dias, agora me falha a memória, que o tomador do crédito, em situação de inadimplência, ele possa regularizar o seu saldo devedor. Então, após esse período, o devedor, ele é inscrito no CADIN, e essa informação passa a ser compartilhada pelas demais instituições. Então, eventualmente, é divulgada essa informação sobre saldo devedor ou um dado cadastral que possa trazer impacto ao mercado, dá- se a oportunidade de o credor, nesse período, regularizar sua situação. E, aí, divulgando a situação de adimplência, em contrapartida, talvez, revelaria, de outra forma, que aquele que não recebe a comunicação é, automaticamente, inadimplente. E esse dado poderia ser trabalhado no mercado de forma prejudicial à empresa devedora. O Banco Central, como disse, lavrou um parecer, que é juntado aos autos, analisando, justamente, o regulamento próprio do efeito sistêmico à luz das normas de supervisão do sistema bancário. Então, me perdoem não ter feito essa comunicação a tempo, mas, se for oportuno o pedido de vista, nós podemos trazer mais esclarecimentos até técnicos para, enfim, elucidar melhor os fatos. Então, me perdoem e muito obrigado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Obrigado. Eu estou, no entanto, Presidente, em pequena divergência com o Relator no que diz respeito ao fornecimento das informações sobre rating de crédito e estratégia de hedge do Grupo. Embora tenha tido pouco tempo, vou tentar elaborar o meu argumento. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF delimita o tempo e o modo de comunicação, dada a grandiosidade desses empreendimentos que são financiados; e o momento de comunicação desses dados, muitas vezes, é relevante para um impacto, por vezes, sistêmico no mercado. A situação de adimplência ou de inadimplência, na verdade, ela segue uma resolução do Banco Central, que é melhor analisada até no parecer do Banco Central, que foi juntada aos autos. Se permite durante um período de, se não me engano, cento e vinte dias, agora me falha a memória, que o tomador do crédito, em situação de inadimplência, ele possa regularizar o seu saldo devedor. Então, após esse período, o devedor, ele é inscrito no CADIN, e essa informação passa a ser compartilhada pelas demais instituições. Então, eventualmente, é divulgada essa informação sobre saldo devedor ou um dado cadastral que possa trazer impacto ao mercado, dá- se a oportunidade de o credor, nesse período, regularizar sua situação. E, aí, divulgando a situação de adimplência, em contrapartida, talvez, revelaria, de outra forma, que aquele que não recebe a comunicação é, automaticamente, inadimplente. E esse dado poderia ser trabalhado no mercado de forma prejudicial à empresa devedora. O Banco Central, como disse, lavrou um parecer, que é juntado aos autos, analisando, justamente, o regulamento próprio do efeito sistêmico à luz das normas de supervisão do sistema bancário. Então, me perdoem não ter feito essa comunicação a tempo, mas, se for oportuno o pedido de vista, nós podemos trazer mais esclarecimentos até técnicos para, enfim, elucidar melhor os fatos. Então, me perdoem e muito obrigado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Obrigado. Eu estou, no entanto, Presidente, em pequena divergência com o Relator no que diz respeito ao fornecimento das informações sobre rating de crédito e estratégia de hedge do Grupo. Embora tenha tido pouco tempo, vou tentar elaborar o meu argumento. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF Pelo que eu pude compreender da argumentação apresentada pelo BNDES, o rating de crédito o Grupo JBS/Friboi constitui uma espécie de classificação de risco do empréstimo produzida pelo banco, a partir de critérios próprios, firmados em juízo de discricionariedade técnica, de acordo com documentos empresariais que garantem amplo disclosure sobre a atividade do Grupo. Tais documentos são apresentados ao banco em caráter sigiloso, sob pena de grave comprometimento de estratégias do próprio negócio e de impacto sobre a liberdade e simetria concorrencial no mercado em que atua a empresa financiada. Portanto, Presidente, eu estou entendendo que se trata de informações prestadas pelo Grupo à instituição financeira em razão e para fins de obtenção do empréstimo e que, a meu ver, estão cobertas pelo sigilo bancário nos termos da Lei Complementar nº 105/2001. Fica claro, ainda, que a divulgação do rating do banco pode impactar a credibilidade sobre a avaliação e, consequentemente, sobre os negócios do Grupo, o que sugere que tal informação encontra-se igualmente coberta por sigilo empresarial. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Barroso, apenas para justificar, não para intervir no ponto de vista de Vossa Excelência, jamais faria isso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Vossa Excelência, com muito prazer. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Só para justificar, quer dizer, porque não é comum na nossa linguagem o termo "rating". Em relação a isso, basicamente, ele serve para aferir se o BNDES está fazendo uma operação com uma empresa que não tem nenhuma expertise num mercado que não se conhece, que vai começar alguma coisa que pode dar certo ou errado; o "rating" é o risco. Então, ela precisa apresentar uma série de elementos para demonstrar que ela é apta a receber um empréstimo daquela monta do BNDES; esse é o "rating". O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É isso mesmo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Aí, eu raciocinei 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Pelo que eu pude compreender da argumentação apresentada pelo BNDES, o rating de crédito o Grupo JBS/Friboi constitui uma espécie de classificação de risco do empréstimo produzida pelo banco, a partir de critérios próprios, firmados em juízo de discricionariedade técnica, de acordo com documentos empresariais que garantem amplo disclosure sobre a atividade do Grupo. Tais documentos são apresentados ao banco em caráter sigiloso, sob pena de grave comprometimento de estratégias do próprio negócio e de impacto sobre a liberdade e simetria concorrencial no mercado em que atua a empresa financiada. Portanto, Presidente, eu estou entendendo que se trata de informações prestadas pelo Grupo à instituição financeira em razão e para fins de obtenção do empréstimo e que, a meu ver, estão cobertas pelo sigilo bancário nos termos da Lei Complementar nº 105/2001. Fica claro, ainda, que a divulgação do rating do banco pode impactar a credibilidade sobre a avaliação e, consequentemente, sobre os negócios do Grupo, o que sugere que tal informação encontra-se igualmente coberta por sigilo empresarial. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Barroso, apenas para justificar, não para intervir no ponto de vista de Vossa Excelência, jamais faria isso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Vossa Excelência, com muito prazer. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Só para justificar, quer dizer, porque não é comum na nossa linguagem o termo "rating". Em relação a isso, basicamente, ele serve para aferir se o BNDES está fazendo uma operação com uma empresa que não tem nenhuma expertise num mercado que não se conhece, que vai começar alguma coisa que pode dar certo ou errado; o "rating" é o risco. Então, ela precisa apresentar uma série de elementos para demonstrar que ela é apta a receber um empréstimo daquela monta do BNDES; esse é o "rating". O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É isso mesmo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Aí, eu raciocinei 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF que o TCU poderia querer ver isso. É isso que eu entendi. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Da assertiva de que tais informações encontram-se sujeitas a sigilo, como me parece, não resulta a conclusão de que o TCU não pode ter acesso a elas, para fins da apuração de eventual ocorrência de ilícito ou de comportamento temerário. Entretanto, eu entendo que o acesso a esses dados pela Corte de Contas depende da quebra do sigilo, medida que demanda decisão judicial nos termos da jurisprudência do Supremo. Além disso, o TCU deverá assumir o compromisso de manter o caráter confidencial de tais informações, preservando os demais valores constitucionais já aludidos. Frise-se que não se nega ao TCU a possibilidade de obter as mencionadas informações ou de atuar em sua função de controle. Afirma- se, apenas, que a providência depende de prévia decisão judicial e impõe a obrigação de preservação de seu caráter sigiloso. Portanto, aqui procuro evitar que o TCU, no seu legítimo papel de fiscal do emprego dos recursos públicos, produza, no entanto, uma lesão reflexa de grave monta sobre uma empresa privada que, para obter o empréstimo, fez o disclosure de informações que, muitas vezes, ela não pode e nem quer fazer ao mercado. Aqui é importante esclarecer que esse entendimento não conflita com a decisão do Supremo no Mandado de Segurança nº 21.729, citado pelo eminente Relator, porque, ali, se decidiu que o Banco do Brasil estava obrigado a fornecer a informação sobre o nome do beneficiário de determinado empréstimo, e concluiu-se que, como a operação envolvia recurso público, o nome do beneficiário não se sujeitava a sigilo, com o que eu estou de pleno acordo, mas aqui é algo um pouco mais drástico, que é um pouco o interior do business de uma empresa privada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Mas eu acho que os casos não eram análogos. Eu acho que eu citei que não era a mesma coisa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Não, eu só estou dizendo que não estou aplicando aquela 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF que o TCU poderia querer ver isso. É isso que eu entendi. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Da assertiva de que tais informações encontram-se sujeitas a sigilo, como me parece, não resulta a conclusão de que o TCU não pode ter acesso a elas, para fins da apuração de eventual ocorrência de ilícito ou de comportamento temerário. Entretanto, eu entendo que o acesso a esses dados pela Corte de Contas depende da quebra do sigilo, medida que demanda decisão judicial nos termos da jurisprudência do Supremo. Além disso, o TCU deverá assumir o compromisso de manter o caráter confidencial de tais informações, preservando os demais valores constitucionais já aludidos. Frise-se que não se nega ao TCU a possibilidade de obter as mencionadas informações ou de atuar em sua função de controle. Afirma- se, apenas, que a providência depende de prévia decisão judicial e impõe a obrigação de preservação de seu caráter sigiloso. Portanto, aqui procuro evitar que o TCU, no seu legítimo papel de fiscal do emprego dos recursos públicos, produza, no entanto, uma lesão reflexa de grave monta sobre uma empresa privada que, para obter o empréstimo, fez o disclosure de informações que, muitas vezes, ela não pode e nem quer fazer ao mercado. Aqui é importante esclarecer que esse entendimento não conflita com a decisão do Supremo no Mandado de Segurança nº 21.729, citado pelo eminente Relator, porque, ali, se decidiu que o Banco do Brasil estava obrigado a fornecer a informação sobre o nome do beneficiário de determinado empréstimo, e concluiu-se que, como a operação envolvia recurso público, o nome do beneficiário não se sujeitava a sigilo, com o que eu estou de pleno acordo, mas aqui é algo um pouco mais drástico, que é um pouco o interior do business de uma empresa privada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Mas eu acho que os casos não eram análogos. Eu acho que eu citei que não era a mesma coisa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Não, eu só estou dizendo que não estou aplicando aquela 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF jurisprudência. O BNDES não deixou de informar o nome do beneficiário do empréstimo, no caso em exame, ou o respectivo valor e demais condições do negócio. Entretanto, a informação sobre o rating de uma empresa não é equiparável à informação sobre identidade do beneficiário de um financiamento, pelos fundamentos já indicados. Por essas razões, eu entendo que o BNDES não está obrigado a fornecer informações sobre o rating do Grupo e que a determinação de sua entrega, sem a preservação do sigilo, viola, desproporcionalmente, o direito da empresa, porque medida menos gravosa possibilitaria a consecução do mesmo fim, obtenção das informações pretendidas pelo TCU. E, por fim, Presidente, o mesmo parece ocorrer quanto à estratégia de hedge do Grupo. Eu pensei que "rating" e "hedge", Ministro, não fazem parte da nossa rotina; nossa rotina tem embargos infringentes. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Eu até confesso a Vossa Excelência que, no STJ, nós julgamos muito esses contratos de hedge para saber se a empresa que deve em dólar está alavancada em dólar para não correr o risco da desvalorização da moeda. Tem que ter um contrato à parte dizendo que, se o dólar chegar a "x", ela também está garantida em relação àquele valor. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Mas - enfim, procurei me inteirar para fazer bem feito meu serviço - o hedge é uma estratégia para minimizar os riscos do negócio do próprio grupo, como, por exemplo, os riscos de queda do preço futuro dos bens que produz. A toda evidência, não se pode conferir a essa informação publicidade irrestrita, sob pena de comprometer gravemente a competitividade perante seus próprios concorrentes. O exemplo que eu tinha do meu conhecimento de não expert: eu negocio milho; o milho custa dois mil e quinhentos a saca; eu tenho medo que, daqui há dois anos, o preço do milho caia para mil e quinhentos, o que seria um baque no meu negócio. E, portanto, eu faço um contrato futuro para ter certeza 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF jurisprudência. O BNDES não deixou de informar o nome do beneficiário do empréstimo, no caso em exame, ou o respectivo valor e demais condições do negócio. Entretanto, a informação sobre o rating de uma empresa não é equiparável à informação sobre identidade do beneficiário de um financiamento, pelos fundamentos já indicados. Por essas razões, eu entendo que o BNDES não está obrigado a fornecer informações sobre o rating do Grupo e que a determinação de sua entrega, sem a preservação do sigilo, viola, desproporcionalmente, o direito da empresa, porque medida menos gravosa possibilitaria a consecução do mesmo fim, obtenção das informações pretendidas pelo TCU. E, por fim, Presidente, o mesmo parece ocorrer quanto à estratégia de hedge do Grupo. Eu pensei que "rating" e "hedge", Ministro, não fazem parte da nossa rotina; nossa rotina tem embargos infringentes. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Eu até confesso a Vossa Excelência que, no STJ, nós julgamos muito esses contratos de hedge para saber se a empresa que deve em dólar está alavancada em dólar para não correr o risco da desvalorização da moeda. Tem que ter um contrato à parte dizendo que, se o dólar chegar a "x", ela também está garantida em relação àquele valor. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Mas - enfim, procurei me inteirar para fazer bem feito meu serviço - o hedge é uma estratégia para minimizar os riscos do negócio do próprio grupo, como, por exemplo, os riscos de queda do preço futuro dos bens que produz. A toda evidência, não se pode conferir a essa informação publicidade irrestrita, sob pena de comprometer gravemente a competitividade perante seus próprios concorrentes. O exemplo que eu tinha do meu conhecimento de não expert: eu negocio milho; o milho custa dois mil e quinhentos a saca; eu tenho medo que, daqui há dois anos, o preço do milho caia para mil e quinhentos, o que seria um baque no meu negócio. E, portanto, eu faço um contrato futuro para ter certeza 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF de que eu consiga vender, hoje, a dois e quinhentos e evitando isso. Evidentemente, essa especulação que eu estou fazendo sobre o meu próprio negócio e o do risco dele cair drasticamente, eu posso não querer divulgar ao mercado e acho compreensível. De modo que eu também acho que essa é uma informação protegida pelo sigilo empresarial, pelo sigilo negocial. E não bastasse isso em relação ao hedge, o próprio TCU reconhece, em sua manifestação nestes autos, que a informação sobre a estratégia de hedge do Grupo JBS/Friboi não é necessária para sua investigação, que tem por objeto apenas a relação entre o BNDES e o Grupo, e não a relação entre Friboi e o mercado. E, aí, eu transcrevo a passagem da manifestação do TCU neste sentido. Se não há necessidade de tal informação para atividade de fiscalização do TCU, e se o seu fornecimento pode gerar prejuízo para a estratégia empresarial do Grupo e restrições à sua privacidade, à livre iniciativa e à livre concorrência, não há dúvida que a exigência viola o princípio da proporcionalidade, bem como dos mencionados bens constitucionais. O eminente Advogado suscitou, da tribuna, uma questão relativa à informação cadastral. Se alguém dos nossos Colegas pedir vista, eu me disponho a voltar a refletir, mas, nesse momento, com as informações que eu dispunha na inicial e no memorial, eu estou mantendo a minha posição. De modo, Presidente, que eu estou acompanhando o eminente Relator e, uma vez mais, louvando o voto minucioso, cuidadoso e erudito, no tocante a reconhecer a obrigação do BNDES de entregar informações e documentos sobre: saldo devedor da operações de crédito do Grupo JBS/Friboi no banco. Considero razoável que um banco estatal..., e aqui eu afasto um argumento do BNDES, embora bem defendido, rebatido pelo eminente Relator, de que esses recursos seriam privados ou em ampla medida privados, inclusive por ser uma sociedade de economia mista. O BNDES é um banco de fomento, com um forte aporte de recursos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF de que eu consiga vender, hoje, a dois e quinhentos e evitando isso. Evidentemente, essa especulação que eu estou fazendo sobre o meu próprio negócio e o do risco dele cair drasticamente, eu posso não querer divulgar ao mercado e acho compreensível. De modo que eu também acho que essa é uma informação protegida pelo sigilo empresarial, pelo sigilo negocial. E não bastasse isso em relação ao hedge, o próprio TCU reconhece, em sua manifestação nestes autos, que a informação sobre a estratégia de hedge do Grupo JBS/Friboi não é necessária para sua investigação, que tem por objeto apenas a relação entre o BNDES e o Grupo, e não a relação entre Friboi e o mercado. E, aí, eu transcrevo a passagem da manifestação do TCU neste sentido. Se não há necessidade de tal informação para atividade de fiscalização do TCU, e se o seu fornecimento pode gerar prejuízo para a estratégia empresarial do Grupo e restrições à sua privacidade, à livre iniciativa e à livre concorrência, não há dúvida que a exigência viola o princípio da proporcionalidade, bem como dos mencionados bens constitucionais. O eminente Advogado suscitou, da tribuna, uma questão relativa à informação cadastral. Se alguém dos nossos Colegas pedir vista, eu me disponho a voltar a refletir, mas, nesse momento, com as informações que eu dispunha na inicial e no memorial, eu estou mantendo a minha posição. De modo, Presidente, que eu estou acompanhando o eminente Relator e, uma vez mais, louvando o voto minucioso, cuidadoso e erudito, no tocante a reconhecer a obrigação do BNDES de entregar informações e documentos sobre: saldo devedor da operações de crédito do Grupo JBS/Friboi no banco. Considero razoável que um banco estatal..., e aqui eu afasto um argumento do BNDES, embora bem defendido, rebatido pelo eminente Relator, de que esses recursos seriam privados ou em ampla medida privados, inclusive por ser uma sociedade de economia mista. O BNDES é um banco de fomento, com um forte aporte de recursos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF do Tesouro, de modo que eu acho que, ainda quando por ser uma sociedade de economia mista, esteja sujeito à muitas regras de mercado, nesse particular de controle da aplicação desses recursos públicos, eu não trataria esses recursos como sendo recursos privados - e, aqui, em plena concordância com o Relator - e considero ser um direito do órgão de fiscalização, quando não da sociedade brasileira, saber exatamente o montante que foi emprestado e como esse dinheiro está sendo repago, inclusive como esclareceu o Advogado, da tribuna, por intermédio de uma participação direta no empreendimento. Também estou acompanhando o eminente Relator no tocante a informações e documentos sobre situação cadastral e igualmente sobre situação de adimplência. Acho até, Presidente, e eminente Colegas, que, se firmarmos esse entendimento e ele for prevalecente, talvez se crie uma nova lógica no tipo de relação que vai haver entre empresas privadas e o BNDES, porque haverá um reforço na transparência e na exposição pública desse tipo de operação. E, embora isso possa trazer alguma consequência negativa do ponto de vista creditício ou do interesse bancário, o que se perde nesse domínio se ganha - penso - em proveito para a cidadania em termos de transparência. Portanto, entendo as razões do BNDES, porque talvez, de certa forma, estejamos mudando, quando dão a normatização, ao menos os costumes neste mercado. Mas, aqui, em favor da transparência, que é uma demanda social hoje tão relevante na sociedade brasileira, acho que faz todo o sentido que estejamos abrindo essas informações, porque as considero de interesse público e diretamente relacionadas com a aplicação de dinheiros públicos. E, no entanto, estou concedendo parcialmente a segurança para reconhecer que o BNDES não está obrigado a fornecer informações ao TCU pertinentes ao rating de crédito do Grupo por considerar que esta é uma informação protegida pelo sigilo bancário, que só foi entregue pelo Grupo ao banco de fomento para obter o crédito - portanto, uma operação tipicamente de natureza bancária e protegida por sigilo -, bem como a estratégia de hedge, que também considero protegida pelo sigilo empresarial, sendo que uma e outra podem ser superadas por decisão 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF do Tesouro, de modo que eu acho que, ainda quando por ser uma sociedade de economia mista, esteja sujeito à muitas regras de mercado, nesse particular de controle da aplicação desses recursos públicos, eu não trataria esses recursos como sendo recursos privados - e, aqui, em plena concordância com o Relator - e considero ser um direito do órgão de fiscalização, quando não da sociedade brasileira, saber exatamente o montante que foi emprestado e como esse dinheiro está sendo repago, inclusive como esclareceu o Advogado, da tribuna, por intermédio de uma participação direta no empreendimento. Também estou acompanhando o eminente Relator no tocante a informações e documentos sobre situação cadastral e igualmente sobre situação de adimplência. Acho até, Presidente, e eminente Colegas, que, se firmarmos esse entendimento e ele for prevalecente, talvez se crie uma nova lógica no tipo de relação que vai haver entre empresas privadas e o BNDES, porque haverá um reforço na transparência e na exposição pública desse tipo de operação. E, embora isso possa trazer alguma consequência negativa do ponto de vista creditício ou do interesse bancário, o que se perde nesse domínio se ganha - penso - em proveito para a cidadania em termos de transparência. Portanto, entendo as razões do BNDES, porque talvez, de certa forma, estejamos mudando, quando dão a normatização, ao menos os costumes neste mercado. Mas, aqui, em favor da transparência, que é uma demanda social hoje tão relevante na sociedade brasileira, acho que faz todo o sentido que estejamos abrindo essas informações, porque as considero de interesse público e diretamente relacionadas com a aplicação de dinheiros públicos. E, no entanto, estou concedendo parcialmente a segurança para reconhecer que o BNDES não está obrigado a fornecer informações ao TCU pertinentes ao rating de crédito do Grupo por considerar que esta é uma informação protegida pelo sigilo bancário, que só foi entregue pelo Grupo ao banco de fomento para obter o crédito - portanto, uma operação tipicamente de natureza bancária e protegida por sigilo -, bem como a estratégia de hedge, que também considero protegida pelo sigilo empresarial, sendo que uma e outra podem ser superadas por decisão 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF judicial. Portanto, a única coisa que estou entendendo é que o BNDES não pode, sponte propria, exigir estas informações sem previamente pedir ao órgão competente do Poder Judiciário a quebra do sigilo bancário. De modo, Presidente, e finalizando, é como estou votando. Estou acompanhando o eminente Relator na maior porção do seu voto e divergindo em menor porção, para conceder parcialmente a ordem a fim de excluir o dever de emprestar as informações sobre rating de crédito e estratégia de hedge, salvo decisão judicial que assim o determine. É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF judicial. Portanto, a única coisa que estou entendendo é que o BNDES não pode, sponte propria, exigir estas informações sem previamente pedir ao órgão competente do Poder Judiciário a quebra do sigilo bancário. De modo, Presidente, e finalizando, é como estou votando. Estou acompanhando o eminente Relator na maior porção do seu voto e divergindo em menor porção, para conceder parcialmente a ordem a fim de excluir o dever de emprestar as informações sobre rating de crédito e estratégia de hedge, salvo decisão judicial que assim o determine. É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 49 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na visão leiga, talvez devesse, antes de votar neste caso, pedir autorização ao grande ator que é Tony Ramos! Presidente, o Banco, que não é um estabelecimento bancário propriamente dito, porque não lida com contas, considerados depósitos e saques, veio a Juízo, e entendo por que assim o fez, como apontei, num aparte permitido pelo ministro Luís Roberto Barroso, não para defender direito alheio, mas cuidar dos próprios interesses, sob o ângulo da responsabilidade, no que depositário de informações. Um terceiro aspecto, Presidente, devo presumir o que normalmente ocorre, ou seja, que, pretendendo o Tribunal de Contas da União certas informações, tenha como objetivo o zelo da coisa pública, o zelo de recursos públicos. Tanto quanto possível, se houver informações cobertas pelo sigilo, o preservará. Primeira condição do mandado de segurança: o concurso de direito líquido e certo. Podemos vislumbrar, no caso, o concurso de direito líquido e certo a ponto de não se proporcionar ao Tribunal de Contas as informações? A meu ver, não. E não temos, na Carta da República, normas conflitantes, já que o conflito é simplesmente aparente. Se, de um lado, no rol das garantias constitucionais, principal rol das garantias constitucionais, que é o do artigo 5º, tem-se o sigilo de dados, de outro, na própria Carta da República, presente não mais o interesse individual, privado, mas o público, há o temperamento desse mesmo sigilo. De que forma? Mediante as atribuições do Tribunal de Contas da União. Não podemos imaginar que, para fiscalizar recursos públicos, dependa o Tribunal de Contas da União da burocratização na obtenção de informações, tendo que recorrer ao Judiciário, para que autorize algo que já está autorizado, sem peias, na própria Lei das leis do País, que é a Constituição Federal. Ante esse contexto e, neste caso, ao contrário de um outro caso que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713666. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na visão leiga, talvez devesse, antes de votar neste caso, pedir autorização ao grande ator que é Tony Ramos! Presidente, o Banco, que não é um estabelecimento bancário propriamente dito, porque não lida com contas, considerados depósitos e saques, veio a Juízo, e entendo por que assim o fez, como apontei, num aparte permitido pelo ministro Luís Roberto Barroso, não para defender direito alheio, mas cuidar dos próprios interesses, sob o ângulo da responsabilidade, no que depositário de informações. Um terceiro aspecto, Presidente, devo presumir o que normalmente ocorre, ou seja, que, pretendendo o Tribunal de Contas da União certas informações, tenha como objetivo o zelo da coisa pública, o zelo de recursos públicos. Tanto quanto possível, se houver informações cobertas pelo sigilo, o preservará. Primeira condição do mandado de segurança: o concurso de direito líquido e certo. Podemos vislumbrar, no caso, o concurso de direito líquido e certo a ponto de não se proporcionar ao Tribunal de Contas as informações? A meu ver, não. E não temos, na Carta da República, normas conflitantes, já que o conflito é simplesmente aparente. Se, de um lado, no rol das garantias constitucionais, principal rol das garantias constitucionais, que é o do artigo 5º, tem-se o sigilo de dados, de outro, na própria Carta da República, presente não mais o interesse individual, privado, mas o público, há o temperamento desse mesmo sigilo. De que forma? Mediante as atribuições do Tribunal de Contas da União. Não podemos imaginar que, para fiscalizar recursos públicos, dependa o Tribunal de Contas da União da burocratização na obtenção de informações, tendo que recorrer ao Judiciário, para que autorize algo que já está autorizado, sem peias, na própria Lei das leis do País, que é a Constituição Federal. Ante esse contexto e, neste caso, ao contrário de um outro caso que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713666. Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 49 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 33340 / DF julgamos no Plenário, enaltecendo as lições pedagógicas e a base doutrinária do voto do ministro Luiz Fux, indefiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713666. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF julgamos no Plenário, enaltecendo as lições pedagógicas e a base doutrinária do voto do ministro Luiz Fux, indefiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713666. Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 49 Voto - MIN. ROSA WEBER 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu tenho sempre dito que, na condição de Presidente, fico em uma situação privilegiada, porque voto depois de ouvir os senhores advogados, o Relator e os meus caríssimos pares, Ministro Luís Roberto e Ministro Marco Aurélio. Nesse caso, não estou me sentindo nenhum pouco privilegiada, porque, de tanto ouvi-los, eu que tinha uma convicção muito tranquila, na linha do voto do Ministro Fux, sinto algumas dificuldades a superar depois dos brilhantes argumentos do Ministro Luís Roberto, em que faz essa distinção quanto ao rating de crédito e à estratégia de hedge, ressalvando por óbvio a reserva judicial, a possibilidade de autorização judicial para requisição desses documentos ou fornecimento dessas informações. E o interessante nesse caso, que é tão delicado, é que, com relação às premissas básicas, todos nós estamos de acordo. Todos dizemos que a transparência há de permear sim, não só a própria gestão da coisa pública, mas todos aqueles atos em que, de alguma forma, envolvidos os recursos públicos. Ninguém diverge sobre isso. Ninguém diverge quanto - em função da interpretação dada por esta Casa aos textos constitucionais – ao fato de o TCU não ter competência para determinar a quebra de sigilo. Não há qualquer divergência; ao contrário, o próprio TCU o afirma em todas as suas manifestações. Também não há dúvida alguma de que em jogo recursos públicos, apesar da tese dos impetrantes de que parte dos valores não poderia ser qualificada como recursos públicos em sentido estrito. Mas também não há dúvida alguma - todos estamos de acordo - que o interesse público há de sobrepairar sim sobre o interesse privado e que tanto o sigilo bancário quanto o sigilo empresarial têm estatura, sim, constitucional, proteção constitucional. Todos estamos absolutamente de acordo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669798. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu tenho sempre dito que, na condição de Presidente, fico em uma situação privilegiada, porque voto depois de ouvir os senhores advogados, o Relator e os meus caríssimos pares, Ministro Luís Roberto e Ministro Marco Aurélio. Nesse caso, não estou me sentindo nenhum pouco privilegiada, porque, de tanto ouvi-los, eu que tinha uma convicção muito tranquila, na linha do voto do Ministro Fux, sinto algumas dificuldades a superar depois dos brilhantes argumentos do Ministro Luís Roberto, em que faz essa distinção quanto ao rating de crédito e à estratégia de hedge, ressalvando por óbvio a reserva judicial, a possibilidade de autorização judicial para requisição desses documentos ou fornecimento dessas informações. E o interessante nesse caso, que é tão delicado, é que, com relação às premissas básicas, todos nós estamos de acordo. Todos dizemos que a transparência há de permear sim, não só a própria gestão da coisa pública, mas todos aqueles atos em que, de alguma forma, envolvidos os recursos públicos. Ninguém diverge sobre isso. Ninguém diverge quanto - em função da interpretação dada por esta Casa aos textos constitucionais – ao fato de o TCU não ter competência para determinar a quebra de sigilo. Não há qualquer divergência; ao contrário, o próprio TCU o afirma em todas as suas manifestações. Também não há dúvida alguma de que em jogo recursos públicos, apesar da tese dos impetrantes de que parte dos valores não poderia ser qualificada como recursos públicos em sentido estrito. Mas também não há dúvida alguma - todos estamos de acordo - que o interesse público há de sobrepairar sim sobre o interesse privado e que tanto o sigilo bancário quanto o sigilo empresarial têm estatura, sim, constitucional, proteção constitucional. Todos estamos absolutamente de acordo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 49 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33340 / DF Mas o eminente Ministro Luís Roberto trouxe essa questão – eu a achei interessantíssima, porque envolveria uma nuance-, que extrapolaria a relação BNDES e TCU, no sentido do exame do emprego de recursos públicos, e diria propriamente com a relação do contratante, no caso a empresa do Grupo Friboi, com o mercado. Essa seria a nuance que levou à decisão desta Casa naquele processo que dizia respeito ao Banco do Brasil . E aí a distinção que Vossa Excelência fez, Ministro Luiz Fux, que, naquele processo, se buscavam, junto ao Banco do Brasil, informações e dados de terceiros, e não dos diretamente envolvidos. Realmente é uma situação muito interessante, mas a resolvo também tendo como norte o fato de estarmos em sede de mandado de segurança. Na verdade, os impetrantes precisariam ter a seu favor um direito líquido e certo, e, a completar o tripé, necessário ato de autoridade, com abuso ou ilegalidade, para chegarmos à concessão da ordem. Então, pedindo todas as vênias e com essas brevíssimas considerações, acompanho o voto do eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669798. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Mas o eminente Ministro Luís Roberto trouxe essa questão – eu a achei interessantíssima, porque envolveria uma nuance-, que extrapolaria a relação BNDES e TCU, no sentido do exame do emprego de recursos públicos, e diria propriamente com a relação do contratante, no caso a empresa do Grupo Friboi, com o mercado. Essa seria a nuance que levou à decisão desta Casa naquele processo que dizia respeito ao Banco do Brasil . E aí a distinção que Vossa Excelência fez, Ministro Luiz Fux, que, naquele processo, se buscavam, junto ao Banco do Brasil, informações e dados de terceiros, e não dos diretamente envolvidos. Realmente é uma situação muito interessante, mas a resolvo também tendo como norte o fato de estarmos em sede de mandado de segurança. Na verdade, os impetrantes precisariam ter a seu favor um direito líquido e certo, e, a completar o tripé, necessário ato de autoridade, com abuso ou ilegalidade, para chegarmos à concessão da ordem. Então, pedindo todas as vênias e com essas brevíssimas considerações, acompanho o voto do eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 49 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Roberto Barroso, que concedia, parcialmente, a ordem. Falou o Dr. Patrice Gilles Paim Lyard, pelos Impetrantes. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8643987 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Roberto Barroso, que concedia, parcialmente, a ordem. Falou o Dr. Patrice Gilles Paim Lyard, pelos Impetrantes. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8643987 Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 49
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2015-05-26T00:00:00
2015-08-03T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Roberto Barroso, que concedia, parcialmente, a ordem. Falou o Dr. Patrice Gilles Paim Lyard, pelos Impetrantes. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTROLE LEGISLATIVO FINANCEIRO. CONTROLE EXTERNO. REQUISIÇÃO PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO DE INFORMAÇÕES ALUSIVAS A OPERAÇÕES FINANCEIRAS REALIZADAS PELAS IMPETRANTES. RECUSA INJUSTIFICADA. DADOS NÃO ACOBERTADOS PELO SIGILO BANCÁRIO E EMPRESARIAL. 1. O controle financeiro das verbas públicas é essencial e privativo do Parlamento como consectário do Estado de Direito (IPSEN, Jörn. Staatsorganisationsrecht. 9. Auflage. Berlin: Luchterhand, 1997, p. 221). 2. O primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo. (BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: Mohr, 1976, p. 17.) 3. O sigilo de informações necessárias para a preservação da intimidade é relativizado quando se está diante do interesse da sociedade de se conhecer o destino dos recursos públicos. 4. Operações financeiras que envolvam recursos públicos não estão abrangidas pelo sigilo bancário a que alude a Lei Complementar nº 105/2001, visto que as operações dessa espécie estão submetidas aos princípios da administração pública insculpidos no art. 37 da Constituição Federal. Em tais situações, é prerrogativa constitucional do Tribunal [TCU] o acesso a informações relacionadas a operações financiadas com recursos públicos. 5. O segredo como “alma do negócio” consubstancia a máxima cotidiana inaplicável em casos análogos ao sub judice, tanto mais que, quem contrata com o poder público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos. É que a contratação pública não pode ser feita em esconderijos envernizados por um arcabouço jurídico capaz de impedir o controle social quanto ao emprego das verbas públicas. 6. “O dever administrativo de manter plena transparência em seus comportamentos impõe não haver em um Estado Democrático de Direito, no qual o poder reside no povo (art. 1º, parágrafo único, da Constituição), ocultamento aos administrados dos assuntos que a todos interessam, e muito menos em relação aos sujeitos individualmente afetados por alguma medida.” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27ª edição. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 114). 7. O Tribunal de Contas da União não está autorizado a, manu militari, decretar a quebra de sigilo bancário e empresarial de terceiros, medida cautelar condicionada à prévia anuência do Poder Judiciário, ou, em situações pontuais, do Poder Legislativo. Precedente: MS 22.801, Tribunal Pleno, Rel. Min. Menezes Direito, DJe 14.3.2008. 8. In casu, contudo, o TCU deve ter livre acesso às operações financeiras realizadas pelas impetrantes, entidades de direito privado da Administração Indireta submetidas ao seu controle financeiro, mormente porquanto operacionalizadas mediante o emprego de recursos de origem pública. Inoponibilidade de sigilo bancário e empresarial ao TCU quando se está diante de operações fundadas em recursos de origem pública. Conclusão decorrente do dever de atuação transparente dos administradores públicos em um Estado Democrático de Direito. 9. A preservação, in casu, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros não, apenas, impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como, também, representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. 10. O princípio da conformidade funcional a que se refere Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências.(CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 5ª edição. Coimbra: Almedina, 2002, p. 541.) 11. A Proteção Deficiente de vedação implícita permite assentar que se a publicidade não pode ir tão longe, de forma a esvaziar, desproporcionalmente, o direito fundamental à privacidade e ao sigilo bancário e empresarial; não menos verdadeiro é que a insuficiente limitação ao direito à privacidade revelar-se-ia, por outro ângulo, desproporcional, porquanto lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente. 12. No caso sub examine: I) O TCU determinou o fornecimento de dados pela JBS/Friboi, pessoa que celebrou contratos vultosos com o BNDES, a fim de aferir, por exemplo, os critérios utilizados para a escolha da referida sociedade empresária, quais seriam as vantagens sociais advindas das operações analisadas, se houve cumprimento das cláusulas contratuais, se as operações de troca de debêntures por posição acionária na empresa ora indicada originou prejuízo para o BNDES. II) O TCU não agiu de forma imotivada e arbitrária, e nem mesmo criou exigência irrestrita e genérica de informações sigilosas. Sobre o tema, o ato coator aponta a existência de uma operação da Polícia Federal denominada Operação Santa Tereza que apontou a existência de quadrilha intermediando empréstimos junto ao BNDES, inclusive envolvendo o financiamento obtido pelo Frigorífico Friboi. Ademais, a necessidade do controle financeiro mais detido resultou, segundo o decisum atacado, de um “protesto da Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abrafigo) contra a política do BNDES que estava levanto à concentração econômica do setor”. III) A requisição feita pelo TCU na hipótese destes autos revela plena compatibilidade com as atribuições constitucionais que lhes são dispensadas e permite, de forma idônea, que a sociedade brasileira tenha conhecimento se os recursos públicos repassados pela União ao seu banco de fomento estão sendo devidamente empregados. 13. Consequentemente a recusa do fornecimento das informações restou inadmissível, porquanto imprescindíveis para o controle da sociedade quanto à destinação de vultosos recursos públicos. O que revela que o determinado pelo TCU não extrapola a medida do razoável. 14. Merece destacar que in casu: a) Os Impetrantes são bancos de fomento econômico e social, e não instituições financeiras privadas comuns, o que impõe, aos que com eles contratam, a exigência de disclosure e de transparência, valores a serem prestigiados em nossa República contemporânea, de modo a viabilizar o pleno controle de legitimidade e responsividade dos que exercem o poder. b) A utilização de recursos públicos por quem está submetido ao controle financeiro externo inibe a alegação de sigilo de dados e autoriza a divulgação das informações necessárias para o controle dos administradores, sob pena de restar inviabilizada a missão constitucional da Corte de Contas. c) À semelhança do que já ocorre com a CVM e com o BACEN, que recebem regularmente dados dos Impetrantes sobre suas operações financeiras, os Demandantes, também, não podem se negar a fornecer as informações que forem requisitadas pelo TCU. 15. A limitação ao direito fundamental à privacidade que, por se revelar proporcional, é compatível com a teoria das restrições das restrições (Schranken-Schranken). O direito ao sigilo bancário e empresarial, mercê de seu caráter fundamental, comporta uma proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. 16. É cediço na jurisprudência do E. STF que: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PUBLICIDADE. A transparência decorre do princípio da publicidade. TRIBUNAL DE CONTAS – FISCALIZAÇÃO – DOCUMENTOS. Descabe negar ao Tribunal de Contas o acesso a documentos relativos à Administração Pública e ações implementadas, não prevalecendo a óptica de tratar-se de matérias relevantes cuja divulgação possa importar em danos para o Estado. Inconstitucionalidade de preceito da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará que implica óbice ao acesso.” (ADI 2.361, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23/10/2014). 17. Jusfilosoficamente as premissas metodológicas aplicáveis ao caso sub judice revelam que: I - “nuclearmente feito nas pranchetas da Constituição. Foi o legislador de primeiríssimo escalão quem estruturou e funcionalizou todos eles (os Tribunais de Contas), prescindindo das achegas da lei menor. (...) Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do princípio republicano. Pois, numa República, impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e consequente dever) cuidar de tudo que é de todos”. (BRITTO, Carlos Ayres. O regime constitucional dos Tribunais de Contas. In: Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Volume 8. 2º semestre de 2014. Rio de Janeiro: TCE-RJ, p. 18 e 20) II - “A legitimidade do Estado Democrático de Direito depende do controle da legitimidade da sua ordem financeira. Só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legitima o tributo, que é o preço da liberdade. O aperfeiçoamento d controle é que pode derrotar a moral tributária cínica, que prega a sonegação e a desobediência civil a pretexto da ilegitimidade da despesa pública. (TORRES, Ricardo Lobo. Uma Avaliação das Tendências Contemporâneas do Direito Administrativo. Obra em homenagem a Eduardo García de Enterría. Rio de Janeiro: Renovar, 2003, p. 645) 18. Denegação da segurança por ausência de direito material de recusa da remessa dos documentos.
sjur313576
- Acórdão(s) citado(s): (TCU, QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO) MS 22801 (TP), MS 22934 (2ªT). (DIVULGAÇÃO, REMUNERAÇÃO, AGENTE PÚBLICO) SS 3902 AgR-segundo (TP). (ACESSO, MINISTÉRIO PÚBLICO, INFORMAÇÃO, OPERAÇÃO DE CRÉDITO, BANCO DO BRASIL) MS 21729 (TP). (PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA) ADI 2361 (TP), ADI 2444 (TP). Número de páginas: 49. Análise: 10/08/2015, AMA.
LUIZ FUX
Primeira Turma
33340
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 PAR-ÚNICO ART-00005 INC-00010 \n INC-00033 INC-00060 ART-00037 ART-00071 \n INC-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000105 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-008443 ANO-1992\n ART-00058 INC-00006\n LEI ORDINÁRIA - LEI ORGÂNICA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO\n\n", "LEG-FED LEI-009637 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009790 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00023\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-012096 ANO-2009\n ART-00001 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012527 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012846 ANO-2013\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013126 ANO-2015\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED MPR-000663 ANO-2014\n MEDIDA PROVISÓRIA\n\n", "LEG-FED DEC-004418 ANO-2002\n ART-00007 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n INC-00004 INC-00005 INC-00006 INC-00007\n DECRETO\n\n", "LEG-FED DEC-008420 ANO-2015\n DECRETO\n\n", "LEG-FED INT-000358 ANO-2002\n INSTRUÇÃO NORMATIVA DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM" ]
MS
acordaos
MS 33340
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IMPTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTROLE LEGISLATIVO FINANCEIRO. CONTROLE EXTERNO. REQUISIÇÃO PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO DE INFORMAÇÕES ALUSIVAS A OPERAÇÕES FINANCEIRAS REALIZADAS PELAS IMPETRANTES. RECUSA INJUSTIFICADA. DADOS NÃO ACOBERTADOS PELO SIGILO BANCÁRIO E EMPRESARIAL. 1. O controle financeiro das verbas públicas é essencial e privativo do Parlamento como consectário do Estado de Direito (IPSEN, Jörn. Staatsorganisationsrecht. 9. Auflage. Berlin: Luchterhand, 1997, p. 221). 2. O primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo. (BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: Mohr, 1976, p. 17.) 3. O sigilo de informações necessárias para a preservação da intimidade é relativizado quando se está diante do interesse da sociedade de se conhecer o destino dos recursos públicos. 4. Operações financeiras que envolvam recursos públicos não estão abrangidas pelo sigilo bancário a que alude a Lei Complementar n 105/2001, visto que as operações dessa espécie estão submetidas aos princípios da administração pública insculpidos no art. 37 da Constituição Federal. Em tais situações, é prerrogativa constitucional do Tribunal [TCU] o acesso a informações relacionadas a operações Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF financiadas com recursos públicos. 5. O segredo como “alma do negócio” consubstancia a máxima cotidiana inaplicável em casos análogos ao sub judice, tanto mais que, quem contrata com o poder público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos. É que a contratação pública não pode ser feita em esconderijos envernizados por um arcabouço jurídico capaz de impedir o controle social quanto ao emprego das verbas públicas. 6. “O dever administrativo de manter plena transparência em seus comportamentos impõe não haver em um Estado Democrático de Direito, no qual o poder reside no povo (art. 1..., parágrafo único, da Constituição), ocultamento aos administrados dos assuntos que a todos interessam, e muito menos em relação aos sujeitos individualmente afetados por alguma medida.” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27... edição. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 114). 7. O Tribunal de Contas da União não está autorizado a, manu militari, decretar a quebra de sigilo bancário e empresarial de terceiros, medida cautelar condicionada à prévia anuência do Poder Judiciário, ou, em situações pontuais, do Poder Legislativo. Precedente: MS 22.801, Tribunal Pleno, Rel. Min. Menezes Direito, DJe 14.3.2008. 8. In casu, contudo, o TCU deve ter livre acesso às operações financeiras realizadas pelas impetrantes, entidades de direito privado da Administração Indireta submetidas ao seu controle financeiro, mormente porquanto operacionalizadas mediante o emprego de recursos de origem pública. Inoponibilidade de sigilo bancário e empresarial ao TCU quando se está diante de operações fundadas em recursos de origem pública. Conclusão decorrente do dever de atuação transparente dos administradores públicos em um Estado Democrático de Direito. 9. A preservação, in casu, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros não, apenas, impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como, também, representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF financiadas com recursos públicos. 5. O segredo como “alma do negócio” consubstancia a máxima cotidiana inaplicável em casos análogos ao sub judice, tanto mais que, quem contrata com o poder público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos. É que a contratação pública não pode ser feita em esconderijos envernizados por um arcabouço jurídico capaz de impedir o controle social quanto ao emprego das verbas públicas. 6. “O dever administrativo de manter plena transparência em seus comportamentos impõe não haver em um Estado Democrático de Direito, no qual o poder reside no povo (art. 1..., parágrafo único, da Constituição), ocultamento aos administrados dos assuntos que a todos interessam, e muito menos em relação aos sujeitos individualmente afetados por alguma medida.” (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27... edição. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 114). 7. O Tribunal de Contas da União não está autorizado a, manu militari, decretar a quebra de sigilo bancário e empresarial de terceiros, medida cautelar condicionada à prévia anuência do Poder Judiciário, ou, em situações pontuais, do Poder Legislativo. Precedente: MS 22.801, Tribunal Pleno, Rel. Min. Menezes Direito, DJe 14.3.2008. 8. In casu, contudo, o TCU deve ter livre acesso às operações financeiras realizadas pelas impetrantes, entidades de direito privado da Administração Indireta submetidas ao seu controle financeiro, mormente porquanto operacionalizadas mediante o emprego de recursos de origem pública. Inoponibilidade de sigilo bancário e empresarial ao TCU quando se está diante de operações fundadas em recursos de origem pública. Conclusão decorrente do dever de atuação transparente dos administradores públicos em um Estado Democrático de Direito. 9. A preservação, in casu, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros não, apenas, impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como, também, representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF 10. O princípio da conformidade funcional a que se refere Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências. (CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 5... edição. Coimbra: Almedina, 2002, p. 541.) 11. A Proteção Deficiente de vedação implícita permite assentar que se a publicidade não pode ir tão longe, de forma a esvaziar, desproporcionalmente, o direito fundamental à privacidade e ao sigilo bancário e empresarial; não menos verdadeiro é que a insuficiente limitação ao direito à privacidade revelar-se-ia, por outro ângulo, desproporcional, porquanto lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente. 12. No caso sub examine: I) O TCU determinou o fornecimento de dados pela JBS/Friboi, pessoa que celebrou contratos vultosos com o BNDES, a fim de aferir, por exemplo, os critérios utilizados para a escolha da referida sociedade empresária, quais seriam as vantagens sociais advindas das operações analisadas, se houve cumprimento das cláusulas contratuais, se as operações de troca de debêntures por posição acionária na empresa ora indicada originou prejuízo para o BNDES. II) O TCU não agiu de forma imotivada e arbitrária, e nem mesmo criou exigência irrestrita e genérica de informações sigilosas. Sobre o tema, o ato coator aponta a existência de uma operação da Polícia Federal denominada Operação Santa Tereza que apontou a existência de quadrilha intermediando empréstimos junto ao BNDES, inclusive envolvendo o financiamento obtido pelo Frigorífico Friboi. Ademais, a necessidade do controle financeiro mais detido resultou, segundo o decisum atacado, de um “protesto da Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abrafigo) contra a política do BNDES que estava levanto à concentração econômica do setor”. III) A requisição feita pelo TCU na hipótese destes autos revela plena 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF 10. O princípio da conformidade funcional a que se refere Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências. (CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 5... edição. Coimbra: Almedina, 2002, p. 541.) 11. A Proteção Deficiente de vedação implícita permite assentar que se a publicidade não pode ir tão longe, de forma a esvaziar, desproporcionalmente, o direito fundamental à privacidade e ao sigilo bancário e empresarial; não menos verdadeiro é que a insuficiente limitação ao direito à privacidade revelar-se-ia, por outro ângulo, desproporcional, porquanto lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente. 12. No caso sub examine: I) O TCU determinou o fornecimento de dados pela JBS/Friboi, pessoa que celebrou contratos vultosos com o BNDES, a fim de aferir, por exemplo, os critérios utilizados para a escolha da referida sociedade empresária, quais seriam as vantagens sociais advindas das operações analisadas, se houve cumprimento das cláusulas contratuais, se as operações de troca de debêntures por posição acionária na empresa ora indicada originou prejuízo para o BNDES. II) O TCU não agiu de forma imotivada e arbitrária, e nem mesmo criou exigência irrestrita e genérica de informações sigilosas. Sobre o tema, o ato coator aponta a existência de uma operação da Polícia Federal denominada Operação Santa Tereza que apontou a existência de quadrilha intermediando empréstimos junto ao BNDES, inclusive envolvendo o financiamento obtido pelo Frigorífico Friboi. Ademais, a necessidade do controle financeiro mais detido resultou, segundo o decisum atacado, de um “protesto da Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abrafigo) contra a política do BNDES que estava levanto à concentração econômica do setor”. III) A requisição feita pelo TCU na hipótese destes autos revela plena 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF compatibilidade com as atribuições constitucionais que lhes são dispensadas e permite, de forma idônea, que a sociedade brasileira tenha conhecimento se os recursos públicos repassados pela União ao seu banco de fomento estão sendo devidamente empregados. 13. Consequentemente a recusa do fornecimento das informações restou inadmissível, porquanto imprescindíveis para o controle da sociedade quanto à destinação de vultosos recursos públicos. O que revela que o determinado pelo TCU não extrapola a medida do razoável. 14. Merece destacar que in casu: a) Os Impetrantes são bancos de fomento econômico e social, e não instituições financeiras privadas comuns, o que impõe, aos que com eles contratam, a exigência de disclosure e de transparência, valores a serem prestigiados em nossa República contemporânea, de modo a viabilizar o pleno controle de legitimidade e responsividade dos que exercem o poder. b) A utilização de recursos públicos por quem está submetido ao controle financeiro externo inibe a alegação de sigilo de dados e autoriza a divulgação das informações necessárias para o controle dos administradores, sob pena de restar inviabilizada a missão constitucional da Corte de Contas. c) À semelhança do que já ocorre com a CVM e com o BACEN, que recebem regularmente dados dos Impetrantes sobre suas operações financeiras, os Demandantes, também, não podem se negar a fornecer as informações que forem requisitadas pelo TCU. 15. A limitação ao direito fundamental à privacidade que, por se revelar proporcional, é compatível com a teoria das restrições das restrições (Schranken-Schranken). O direito ao sigilo bancário e empresarial, mercê de seu caráter fundamental, comporta uma proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. 16. É cediço na jurisprudência do E. Supremo Tribunal Federal que: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PUBLICIDADE. A transparência decorre do princípio da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF compatibilidade com as atribuições constitucionais que lhes são dispensadas e permite, de forma idônea, que a sociedade brasileira tenha conhecimento se os recursos públicos repassados pela União ao seu banco de fomento estão sendo devidamente empregados. 13. Consequentemente a recusa do fornecimento das informações restou inadmissível, porquanto imprescindíveis para o controle da sociedade quanto à destinação de vultosos recursos públicos. O que revela que o determinado pelo TCU não extrapola a medida do razoável. 14. Merece destacar que in casu: a) Os Impetrantes são bancos de fomento econômico e social, e não instituições financeiras privadas comuns, o que impõe, aos que com eles contratam, a exigência de disclosure e de transparência, valores a serem prestigiados em nossa República contemporânea, de modo a viabilizar o pleno controle de legitimidade e responsividade dos que exercem o poder. b) A utilização de recursos públicos por quem está submetido ao controle financeiro externo inibe a alegação de sigilo de dados e autoriza a divulgação das informações necessárias para o controle dos administradores, sob pena de restar inviabilizada a missão constitucional da Corte de Contas. c) À semelhança do que já ocorre com a CVM e com o BACEN, que recebem regularmente dados dos Impetrantes sobre suas operações financeiras, os Demandantes, também, não podem se negar a fornecer as informações que forem requisitadas pelo TCU. 15. A limitação ao direito fundamental à privacidade que, por se revelar proporcional, é compatível com a teoria das restrições das restrições (Schranken-Schranken). O direito ao sigilo bancário e empresarial, mercê de seu caráter fundamental, comporta uma proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. 16. É cediço na jurisprudência do E. Supremo Tribunal Federal que: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PUBLICIDADE. A transparência decorre do princípio da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF publicidade. TRIBUNAL DE CONTAS – FISCALIZAÇÃO – DOCUMENTOS. Descabe negar ao Tribunal de Contas o acesso a documentos relativos à Administração Pública e ações implementadas, não prevalecendo a óptica de tratar-se de matérias relevantes cuja divulgação possa importar em danos para o Estado. Inconstitucionalidade de preceito da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará que implica óbice ao acesso.” (ADI 2.361, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23/10/2014). 17. Jusfilosoficamente as premissas metodológicas aplicáveis ao caso sub judice revelam que: I - “nuclearmente feito nas pranchetas da Constituição. Foi o legislador de primeiríssimo escalão quem estruturou e funcionalizou todos eles (os Tribunais de Contas), prescindindo das achegas da lei menor. (...) Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do princípio republicano. Pois, numa República, impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e consequente dever) cuidar de tudo que é de todos”. (BRITTO, Carlos Ayres. O regime constitucional dos Tribunais de Contas. In: Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Volume 8. 2... semestre de 2014. Rio de Janeiro: TCE-RJ, p. 18 e 20) II - “A legitimidade do Estado Democrático de Direito depende do controle da legitimidade da sua ordem financeira. Só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legitima o tributo, que é o preço da liberdade. O aperfeiçoamento d controle é que pode derrotar a moral tributária cínica, que prega a sonegação e a desobediência civil a pretexto da ilegitimidade da despesa pública. (TORRES, Ricardo Lobo. Uma Avaliação das Tendências Contemporâneas do Direito Administrativo. Obra em homenagem a Eduardo García de Enterría. Rio de Janeiro: Renovar, 2003, p. 645) 18. Denegação da segurança por ausência de direito material de recusa da remessa dos documentos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF publicidade. TRIBUNAL DE CONTAS – FISCALIZAÇÃO – DOCUMENTOS. Descabe negar ao Tribunal de Contas o acesso a documentos relativos à Administração Pública e ações implementadas, não prevalecendo a óptica de tratar-se de matérias relevantes cuja divulgação possa importar em danos para o Estado. Inconstitucionalidade de preceito da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará que implica óbice ao acesso.” (ADI 2.361, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23/10/2014). 17. Jusfilosoficamente as premissas metodológicas aplicáveis ao caso sub judice revelam que: I - “nuclearmente feito nas pranchetas da Constituição. Foi o legislador de primeiríssimo escalão quem estruturou e funcionalizou todos eles (os Tribunais de Contas), prescindindo das achegas da lei menor. (...) Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do princípio republicano. Pois, numa República, impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e consequente dever) cuidar de tudo que é de todos”. (BRITTO, Carlos Ayres. O regime constitucional dos Tribunais de Contas. In: Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Volume 8. 2... semestre de 2014. Rio de Janeiro: TCE-RJ, p. 18 e 20) II - “A legitimidade do Estado Democrático de Direito depende do controle da legitimidade da sua ordem financeira. Só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legitima o tributo, que é o preço da liberdade. O aperfeiçoamento d controle é que pode derrotar a moral tributária cínica, que prega a sonegação e a desobediência civil a pretexto da ilegitimidade da despesa pública. (TORRES, Ricardo Lobo. Uma Avaliação das Tendências Contemporâneas do Direito Administrativo. Obra em homenagem a Eduardo García de Enterría. Rio de Janeiro: Renovar, 2003, p. 645) 18. Denegação da segurança por ausência de direito material de recusa da remessa dos documentos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 49 Ementa e Acórdão MS 33340 / DF Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Roberto Barroso, que concedia, parcialmente, a ordem. Brasília, 26 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Roberto Barroso, que concedia, parcialmente, a ordem. Brasília, 26 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8833732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 49 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de mandado de segurança, com pedido de medida liminar, impetrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e pela BNDES Participações S.A. - BNDESPAR, contra decisão do Tribunal de Contas da União no processo TC-007.527/2014-4 (Acórdão 1.398/2014 - Plenário), que determinou, aos impetrantes, o envio de documentos específicos referentes às operações realizadas entre o BNDES e o Grupo JBS/Friboi. Segundo narram os impetrantes, o citado processo de fiscalização teve início após solicitação do Congresso Nacional. Informam que: “com exceção do Relatório de Análise, todos os documentos foram fornecidos na íntegra, possibilitando perfeitamente a individualização e análise da legalidade do negócio jurídico. Restaram, em relação ao referido Relatório de Análise, contudo, algumas informações preservadas por conta do sigilo bancário: rating de crédito, saldo devedor das operações de crédito, situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi e dados sobre a situação de adimplência. Já a estratégia de hedge do Grupo JBS/Friboi teria sido negada sob Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de mandado de segurança, com pedido de medida liminar, impetrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e pela BNDES Participações S.A. - BNDESPAR, contra decisão do Tribunal de Contas da União no processo TC-007.527/2014-4 (Acórdão 1.398/2014 - Plenário), que determinou, aos impetrantes, o envio de documentos específicos referentes às operações realizadas entre o BNDES e o Grupo JBS/Friboi. Segundo narram os impetrantes, o citado processo de fiscalização teve início após solicitação do Congresso Nacional. Informam que: “com exceção do Relatório de Análise, todos os documentos foram fornecidos na íntegra, possibilitando perfeitamente a individualização e análise da legalidade do negócio jurídico. Restaram, em relação ao referido Relatório de Análise, contudo, algumas informações preservadas por conta do sigilo bancário: rating de crédito, saldo devedor das operações de crédito, situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi e dados sobre a situação de adimplência. Já a estratégia de hedge do Grupo JBS/Friboi teria sido negada sob Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 49 Relatório MS 33340 / DF alegação do sigilo empresarial”. Indicam que o TCU alertou que eventual inobservância de sua decisão poderá sujeitar os responsáveis à multa prevista no art. 58, VI, da Lei n 8.443/1992, além da medida acautelatória constante no art. 44 da referida lei. Registram que o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União defende a não aplicação da Lei Complementar n 105/2001, tendo em vista a existência de recursos transferidos pelo Tesouro Nacional. Sustentam que a matéria versada no presente mandado de segurança exige o exame de duas questões: a caracterização das operações realizadas pelo BNDES como atividades bancárias e a possibilidade de quebra de sigilo pelo TCU. Informam que o TCU, embora tenha reconhecido a impossibilidade de determinar a quebra de sigilo, decidiu que as operações não seriam comparáveis às prestadas pelo mercado financeiro. Argumentam que o sigilo bancário busca proteger a intimidade de terceiros, e não as informações do BNDES. Aduzem que as operações, ainda que praticadas por instituições públicas, estão sujeitas às regras do mercado financeiro e à Lei Complementar n 105/2001. Defendem a observância do art. 173 da Constituição da República e 17 da Lei n 4.595/1964, pois o BNDES é uma empresa pública federal exploradora de atividade econômica, independentemente de ser controlada pela União ou da fonte dos recursos que aplica. Registram que a quebra de confiança na relação entre cliente e a instituição financeira pode abalar o próprio sistema financeiro nacional. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF alegação do sigilo empresarial”. Indicam que o TCU alertou que eventual inobservância de sua decisão poderá sujeitar os responsáveis à multa prevista no art. 58, VI, da Lei n 8.443/1992, além da medida acautelatória constante no art. 44 da referida lei. Registram que o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União defende a não aplicação da Lei Complementar n 105/2001, tendo em vista a existência de recursos transferidos pelo Tesouro Nacional. Sustentam que a matéria versada no presente mandado de segurança exige o exame de duas questões: a caracterização das operações realizadas pelo BNDES como atividades bancárias e a possibilidade de quebra de sigilo pelo TCU. Informam que o TCU, embora tenha reconhecido a impossibilidade de determinar a quebra de sigilo, decidiu que as operações não seriam comparáveis às prestadas pelo mercado financeiro. Argumentam que o sigilo bancário busca proteger a intimidade de terceiros, e não as informações do BNDES. Aduzem que as operações, ainda que praticadas por instituições públicas, estão sujeitas às regras do mercado financeiro e à Lei Complementar n 105/2001. Defendem a observância do art. 173 da Constituição da República e 17 da Lei n 4.595/1964, pois o BNDES é uma empresa pública federal exploradora de atividade econômica, independentemente de ser controlada pela União ou da fonte dos recursos que aplica. Registram que a quebra de confiança na relação entre cliente e a instituição financeira pode abalar o próprio sistema financeiro nacional. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 49 Relatório MS 33340 / DF Em sede de liminar, os impetrantes requerem a suspensão dos efeitos da decisão do Tribunal de Contas da União, para impedir o afastamento do presidente do BNDES e o fornecimento das informações solicitadas. No mérito, requerem a confirmação da medida liminar. O Tribunal de Contas da União prestou informações, pugnando pela denegação da segurança, sob o fundamento de que as informações requisitadas não estariam acobertadas pelo sigilo bancário e empresarial, porquanto os contratos e operações subjacentes foram custeados com recursos de origem pública. O Ministério Público Federal opinou pela denegação da segurança, em parecer assim ementado: “Mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. BNDES. Operações bancárias financiadas com recursos públicos. Sigilo bancário. Não incidência.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Em sede de liminar, os impetrantes requerem a suspensão dos efeitos da decisão do Tribunal de Contas da União, para impedir o afastamento do presidente do BNDES e o fornecimento das informações solicitadas. No mérito, requerem a confirmação da medida liminar. O Tribunal de Contas da União prestou informações, pugnando pela denegação da segurança, sob o fundamento de que as informações requisitadas não estariam acobertadas pelo sigilo bancário e empresarial, porquanto os contratos e operações subjacentes foram custeados com recursos de origem pública. O Ministério Público Federal opinou pela denegação da segurança, em parecer assim ementado: “Mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. BNDES. Operações bancárias financiadas com recursos públicos. Sigilo bancário. Não incidência.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, senhores Ministros, ilustre representante do Ministério Público Federal, senhores advogados, o presente mandado de segurança versa sobre a possibilidade de o Tribunal de Contas da União (TCU) exigir, diante do possível conflito com a tutela constitucional ao sigilo bancário e empresarial, a entrega de informações acerca de operações financeiras realizadas pelos Impetrantes, entidades da Administração Pública Indireta da União. Da Tempestividade do mandado de segurança Ab initio, destaco que o presente writ foi impetrado dentro do prazo decadencial de 120 dias previsto no art. 23 da legislação de regência. A notificação dos Impetrantes quanto ao teor da decisão denegatória ocorreu no dia 18/11/2014, tendo o presente mandado sido impetrado em 24/11/2014. Tempestivo, portanto, o ajuizamento do presente remédio constitucional. Passemos ao mérito. Da Missão Constitucional da Corte de Contas O Tribunal de Contas da União ostenta a condição de órgão independente da estrutura do Estado brasileiro, cujas principais funções se espraiam pelos diversos incisos do art. 71 da Constituição da República. Na condição de órgão auxiliar do Poder Legislativo, realiza o controle financeiro, missão que, no dizer do professor emérito da Universidade de Osnabruck Jörn Ipsen, é essencial do parlamento em um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, senhores Ministros, ilustre representante do Ministério Público Federal, senhores advogados, o presente mandado de segurança versa sobre a possibilidade de o Tribunal de Contas da União (TCU) exigir, diante do possível conflito com a tutela constitucional ao sigilo bancário e empresarial, a entrega de informações acerca de operações financeiras realizadas pelos Impetrantes, entidades da Administração Pública Indireta da União. Da Tempestividade do mandado de segurança Ab initio, destaco que o presente writ foi impetrado dentro do prazo decadencial de 120 dias previsto no art. 23 da legislação de regência. A notificação dos Impetrantes quanto ao teor da decisão denegatória ocorreu no dia 18/11/2014, tendo o presente mandado sido impetrado em 24/11/2014. Tempestivo, portanto, o ajuizamento do presente remédio constitucional. Passemos ao mérito. Da Missão Constitucional da Corte de Contas O Tribunal de Contas da União ostenta a condição de órgão independente da estrutura do Estado brasileiro, cujas principais funções se espraiam pelos diversos incisos do art. 71 da Constituição da República. Na condição de órgão auxiliar do Poder Legislativo, realiza o controle financeiro, missão que, no dizer do professor emérito da Universidade de Osnabruck Jörn Ipsen, é essencial do parlamento em um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Estado de Direito1. Seus membros possuem as mesmas prerrogativas que as asseguradas aos magistrados, tendo suas decisões a natureza jurídica de atos administrativos passíveis de controle jurisdicional. Cuida-se de Tribunal de índole técnica e política que deve fiscalizar o correto emprego de recursos públicos. No passado, os Tribunais de Contas voltavam sua atenção para o controle de estrita legalidade da atuação dos administradores públicos e de terceiros que tenham recebido ou arrecadado recursos públicos. Surgiram na transição do ordenamento monárquico do final do século XIX para o republicano, tendo, inicialmente, um escopo de atuação muito reduzido ao campo da legalidade. Na presente quadra histórica, as Cortes de Contas implementam um autêntico controle de legitimidade, economicidade e de eficiência2, porquanto devem aferir a compatibilidade dos atos praticados por aqueles que são controlados com a plenitude do ordenamento jurídico, em especial com a moralidade, eficiência, proporcionalidade. Deixaram de configurar meros órgãos auxiliares do Poder Legislativo, pois, nas palavras de Kiyoshi Harada, “além das funções de auxiliar o Congresso Nacional, [a Constituição Federal] conferiu ao TCU atribuições próprias, como se vê no art. 71.”3 Consectariamente, o alcance do controle externo ganhou dimensão amazônica, de modo a compreender o controle não, apenas, da responsabilidade do administrador, mas de sua responsividade. Segundo os ensinamentos de Diogo de Figueiredo, “a responsividade consiste na obrigação de o agente público responder pela postergação ou pelo desvio da 1 IPSEN, Jörn. Staatsrecht I. Staatsorganisationsrecht. 9. Auflage. Berlin: Luchterhand, 1997, p. 221. 2 No mesmo sentido, confira-se a obra de Lucas Rocha Furtado. Curso de Direito Administrativo. Belo Horizonte: Fórum, 2007, p. 1100. 3 Harada, Kiyoshi. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO E A FISCALIZAÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS. BDA – Boletim de Direito Administrativo – Janeiro/2010, p. 1. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Estado de Direito1. Seus membros possuem as mesmas prerrogativas que as asseguradas aos magistrados, tendo suas decisões a natureza jurídica de atos administrativos passíveis de controle jurisdicional. Cuida-se de Tribunal de índole técnica e política que deve fiscalizar o correto emprego de recursos públicos. No passado, os Tribunais de Contas voltavam sua atenção para o controle de estrita legalidade da atuação dos administradores públicos e de terceiros que tenham recebido ou arrecadado recursos públicos. Surgiram na transição do ordenamento monárquico do final do século XIX para o republicano, tendo, inicialmente, um escopo de atuação muito reduzido ao campo da legalidade. Na presente quadra histórica, as Cortes de Contas implementam um autêntico controle de legitimidade, economicidade e de eficiência2, porquanto devem aferir a compatibilidade dos atos praticados por aqueles que são controlados com a plenitude do ordenamento jurídico, em especial com a moralidade, eficiência, proporcionalidade. Deixaram de configurar meros órgãos auxiliares do Poder Legislativo, pois, nas palavras de Kiyoshi Harada, “além das funções de auxiliar o Congresso Nacional, [a Constituição Federal] conferiu ao TCU atribuições próprias, como se vê no art. 71.”3 Consectariamente, o alcance do controle externo ganhou dimensão amazônica, de modo a compreender o controle não, apenas, da responsabilidade do administrador, mas de sua responsividade. Segundo os ensinamentos de Diogo de Figueiredo, “a responsividade consiste na obrigação de o agente público responder pela postergação ou pelo desvio da 1 IPSEN, Jörn. Staatsrecht I. Staatsorganisationsrecht. 9. Auflage. Berlin: Luchterhand, 1997, p. 221. 2 No mesmo sentido, confira-se a obra de Lucas Rocha Furtado. Curso de Direito Administrativo. Belo Horizonte: Fórum, 2007, p. 1100. 3 Harada, Kiyoshi. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO E A FISCALIZAÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS. BDA – Boletim de Direito Administrativo – Janeiro/2010, p. 1. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF vontade popular democraticamente manifestada, fato que pode ocorrer mesmo que os parâmetros de legalidade estrita se encontrem satisfeitos”.4 Assim, no atual contexto juspolítico brasileiro, em que houve expressiva ampliação de suas atribuições, na forma reconhecida pela doutrina abalizada5, a Corte de Contas deve ter competência para aferir se o administrador atua de forma prudente, moralmente aceitável e de acordo com o que a sociedade dele espera. E o TCU não pode se olvidar de que, ao deixar de ser órgão do parlamento para tornar-se da sociedade, passou a representar um dos principais instrumentos republicanos destinados à concretização da democracia e dos direitos fundamentais, na medida em que o controle do emprego de recursos públicos propicia, em larga escala, justiça e igualdade. Da Tutela ao Sigilo Empresarial Os bancos impetrantes sustentam a impossibilidade de fornecimento das informações solicitadas pelo TCU, sob o fundamento de que isso comprometeria o sigilo bancário e empresarial daqueles que com eles contrataram e que desempenham atividades econômicas em regime concorrencial. É cediço que o sigilo empresarial é fundamental para o livre exercício de uma atividade econômica. Trata-se de preocupação universal destinada a assegurar credibilidade e estabilidade ao sistema bancário e 4 MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Poder, Organização, Política e Constituição. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 31. 5 Diogo de Figueiredo Moreira Neto pontifica que a ampliação de competências das Cortes de Contas “se processou de três formas: na ampliação do objeto da fiscalização, na multiplicação de sujeitos fiscalizados e na diversificação da finalidade do controle exercido. MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Transformações das cortes de contas. DE órgão do parlamento a órgão da sociedade. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 154. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF vontade popular democraticamente manifestada, fato que pode ocorrer mesmo que os parâmetros de legalidade estrita se encontrem satisfeitos”.4 Assim, no atual contexto juspolítico brasileiro, em que houve expressiva ampliação de suas atribuições, na forma reconhecida pela doutrina abalizada5, a Corte de Contas deve ter competência para aferir se o administrador atua de forma prudente, moralmente aceitável e de acordo com o que a sociedade dele espera. E o TCU não pode se olvidar de que, ao deixar de ser órgão do parlamento para tornar-se da sociedade, passou a representar um dos principais instrumentos republicanos destinados à concretização da democracia e dos direitos fundamentais, na medida em que o controle do emprego de recursos públicos propicia, em larga escala, justiça e igualdade. Da Tutela ao Sigilo Empresarial Os bancos impetrantes sustentam a impossibilidade de fornecimento das informações solicitadas pelo TCU, sob o fundamento de que isso comprometeria o sigilo bancário e empresarial daqueles que com eles contrataram e que desempenham atividades econômicas em regime concorrencial. É cediço que o sigilo empresarial é fundamental para o livre exercício de uma atividade econômica. Trata-se de preocupação universal destinada a assegurar credibilidade e estabilidade ao sistema bancário e 4 MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Poder, Organização, Política e Constituição. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 31. 5 Diogo de Figueiredo Moreira Neto pontifica que a ampliação de competências das Cortes de Contas “se processou de três formas: na ampliação do objeto da fiscalização, na multiplicação de sujeitos fiscalizados e na diversificação da finalidade do controle exercido. MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Transformações das cortes de contas. DE órgão do parlamento a órgão da sociedade. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 154. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF empresarial. A divulgação irresponsável de dados sigilosos de uma sociedade empresária pode, por razões naturais, inviabilizar a exploração de uma atividade econômica ou expor, indevidamente, um grupo econômico, na medida em que os competidores passam a ter acesso a informações privilegiadas que não deteriam numa situação normal. A proteção estatal ao sigilo bancário e empresarial deve ser, nesse contexto, compreendida como corolário da preservação à intimidade assegurada pelo art. 5..., inciso X, da Carta da República, verbis: X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; O decisum que se propõe, em momento algum, se afasta da premissa quanto à relevância da preservação do sigilo no ambiente empresarial, mormente porque a referida tutela encontra alicerce constitucional e amparo na jurisprudência desta Corte. O referido sigilo deve ser entrevisto, assim, como um direito fundamental, destinado a resguardar a credibilidade do sistema financeiro e a livre iniciativa em um ambiente de salutar concorrência. A vexata questio é assentar a extensão dessa garantia á luz dos cânones pós-positivistas que regem a tutela do patrimônio público. Este Supremo Tribunal Federal decidiu que sem prejuízo da necessidade de tutela da privacidade, e dos seus consectários sigilo bancário e empresarial, as exigências do presente momento histórico compelem a adoção de uma política de governança corporativa responsável no âmbito dos grupos econômicos, o que impede uma visão, deveras, pueril de irresponsável ampliação do alcance da tutela ao sigilo bancário e empresarial. A exigência contemporânea de disclosure para que uma sociedade possa, por exemplo, providenciar a abertura do seu capital reclama a revelação da remuneração dos administradores, a divulgação das operações comerciais entre a sociedade e terceiros, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF empresarial. A divulgação irresponsável de dados sigilosos de uma sociedade empresária pode, por razões naturais, inviabilizar a exploração de uma atividade econômica ou expor, indevidamente, um grupo econômico, na medida em que os competidores passam a ter acesso a informações privilegiadas que não deteriam numa situação normal. A proteção estatal ao sigilo bancário e empresarial deve ser, nesse contexto, compreendida como corolário da preservação à intimidade assegurada pelo art. 5..., inciso X, da Carta da República, verbis: X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; O decisum que se propõe, em momento algum, se afasta da premissa quanto à relevância da preservação do sigilo no ambiente empresarial, mormente porque a referida tutela encontra alicerce constitucional e amparo na jurisprudência desta Corte. O referido sigilo deve ser entrevisto, assim, como um direito fundamental, destinado a resguardar a credibilidade do sistema financeiro e a livre iniciativa em um ambiente de salutar concorrência. A vexata questio é assentar a extensão dessa garantia á luz dos cânones pós-positivistas que regem a tutela do patrimônio público. Este Supremo Tribunal Federal decidiu que sem prejuízo da necessidade de tutela da privacidade, e dos seus consectários sigilo bancário e empresarial, as exigências do presente momento histórico compelem a adoção de uma política de governança corporativa responsável no âmbito dos grupos econômicos, o que impede uma visão, deveras, pueril de irresponsável ampliação do alcance da tutela ao sigilo bancário e empresarial. A exigência contemporânea de disclosure para que uma sociedade possa, por exemplo, providenciar a abertura do seu capital reclama a revelação da remuneração dos administradores, a divulgação das operações comerciais entre a sociedade e terceiros, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF identificação do quadro acionário dentre outras medidas. Tudo com o propósito de tornar as operações de mercado mais confiáveis e atrativas para os investidores. Assim, incumbe à sociedade empresária avaliar a conveniência da manutenção total do sigilo de seus dados bancários e empresariais, pois, mesmo no âmbito privado, esse comportamento poderá inviabilizar a captação de recursos por meio da emissão de valores mobiliários em bolsa de valores. No âmbito do Direito Público, a Administração, também, está pautada por princípios basilares estampados no art. 37 da Constituição da República, dentre eles o da publicidade, preceito que recomenda a atuação transparente do agente público. Por se tratar de princípio, ele, também, comporta exceções, todas fundadas no texto constitucional, quais sejam: i) sigilo que seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (art. 5..., XXXIII da CRFB), e ii) que diga respeito à intimidade ou o interesse social (art. 5..., LX, da CRFB). Nesse contexto, é tarefa simples aceitar que a necessidade de preservação do sigilo bancário e empresarial pode estar contida nas exceções constitucionais, seja porque resultante da reserva de segurança da sociedade, ou por representar um desdobramento da preservação da intimidade ou do interesse social. Em decorrência dessa premissa, o que se veda ao TCU é a quebra do sigilo bancário e fiscal, tout court, consoante se colhe das decisões exaradas nos MS 22.801 e 22.934. Destaque-se que, nos dois julgados acima, há conclusão, no sentido de que a Lei Complementar n 105 não pode ser manejada pelo TCU para que seja determinada a quebra de sigilo bancário e empresarial. Sob esse ângulo o próprio próprio Tribunal de Contas da União admitiu, de forma incontroversa, em suas informações, que não pode decretar quebra de sigilo bancário. Nada obstante, a verdadeira vexata quaestio destes autos é a de saber se o pretendido pelo TCU em relação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF identificação do quadro acionário dentre outras medidas. Tudo com o propósito de tornar as operações de mercado mais confiáveis e atrativas para os investidores. Assim, incumbe à sociedade empresária avaliar a conveniência da manutenção total do sigilo de seus dados bancários e empresariais, pois, mesmo no âmbito privado, esse comportamento poderá inviabilizar a captação de recursos por meio da emissão de valores mobiliários em bolsa de valores. No âmbito do Direito Público, a Administração, também, está pautada por princípios basilares estampados no art. 37 da Constituição da República, dentre eles o da publicidade, preceito que recomenda a atuação transparente do agente público. Por se tratar de princípio, ele, também, comporta exceções, todas fundadas no texto constitucional, quais sejam: i) sigilo que seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (art. 5..., XXXIII da CRFB), e ii) que diga respeito à intimidade ou o interesse social (art. 5..., LX, da CRFB). Nesse contexto, é tarefa simples aceitar que a necessidade de preservação do sigilo bancário e empresarial pode estar contida nas exceções constitucionais, seja porque resultante da reserva de segurança da sociedade, ou por representar um desdobramento da preservação da intimidade ou do interesse social. Em decorrência dessa premissa, o que se veda ao TCU é a quebra do sigilo bancário e fiscal, tout court, consoante se colhe das decisões exaradas nos MS 22.801 e 22.934. Destaque-se que, nos dois julgados acima, há conclusão, no sentido de que a Lei Complementar n 105 não pode ser manejada pelo TCU para que seja determinada a quebra de sigilo bancário e empresarial. Sob esse ângulo o próprio próprio Tribunal de Contas da União admitiu, de forma incontroversa, em suas informações, que não pode decretar quebra de sigilo bancário. Nada obstante, a verdadeira vexata quaestio destes autos é a de saber se o pretendido pelo TCU em relação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF aos Impetrantes representa uma hipótese de quebra de sigilo bancário e empresarial. Imperioso, portanto, fazer o distinguishing. O caso narrado nestes autos é portanto, ontologicamente distinto daquele apreciado no MS 22.801 ou no MS 22.934. Nos referidos writs, o TCU havia determinado ao Banco Central do Brasil (BACEN) e ao Banco do Brasil (BB), respectivamente, que fornecessem informações sigilosas de terceiros, dados que não diziam respeito a qualquer operação específica do BACEN e do BB com particulares. O BACEN e o BB, apenas, detinham a custódia das referidas informações sigilosas, de modo que elas não eram imprescindíveis para o TCU fiscalizá-los. Com razão, portanto, as decisões que reconheceram ser inadmissível a decretação da quebra de sigilo de informações bancárias de terceiros de que o BACEN e o BB detinham conhecimento. Nesses casos, a quebra do sigilo deveria, nos termos do que decidido, advir do Poder Judiciário, ou, em circunstâncias constitucionalmente previstas, do Poder Legislativo. In casu, a atuação do TCU tem amparo no art. 71 da Carta Magna e se destina, precipuamente, a controlar as operações financeiras realizadas pelo BNDES e pelo BNDESPAR. Cuida-se de regular hipótese de controle legislativo financeiro de entidades federais por iniciativa do Parlamento, precisamente a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, que conta, por força da CRFB, com o auxílio do TCU para esse fim. Nesse particular, o referido órgão determinou ao TCU que realizasse auditoria nas operações de crédito envolvendo o BNDES e o Grupo JBS/Friboi, com fundamento no art. 71, IV, da CRFB: “Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (...) IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF aos Impetrantes representa uma hipótese de quebra de sigilo bancário e empresarial. Imperioso, portanto, fazer o distinguishing. O caso narrado nestes autos é portanto, ontologicamente distinto daquele apreciado no MS 22.801 ou no MS 22.934. Nos referidos writs, o TCU havia determinado ao Banco Central do Brasil (BACEN) e ao Banco do Brasil (BB), respectivamente, que fornecessem informações sigilosas de terceiros, dados que não diziam respeito a qualquer operação específica do BACEN e do BB com particulares. O BACEN e o BB, apenas, detinham a custódia das referidas informações sigilosas, de modo que elas não eram imprescindíveis para o TCU fiscalizá-los. Com razão, portanto, as decisões que reconheceram ser inadmissível a decretação da quebra de sigilo de informações bancárias de terceiros de que o BACEN e o BB detinham conhecimento. Nesses casos, a quebra do sigilo deveria, nos termos do que decidido, advir do Poder Judiciário, ou, em circunstâncias constitucionalmente previstas, do Poder Legislativo. In casu, a atuação do TCU tem amparo no art. 71 da Carta Magna e se destina, precipuamente, a controlar as operações financeiras realizadas pelo BNDES e pelo BNDESPAR. Cuida-se de regular hipótese de controle legislativo financeiro de entidades federais por iniciativa do Parlamento, precisamente a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, que conta, por força da CRFB, com o auxílio do TCU para esse fim. Nesse particular, o referido órgão determinou ao TCU que realizasse auditoria nas operações de crédito envolvendo o BNDES e o Grupo JBS/Friboi, com fundamento no art. 71, IV, da CRFB: “Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (...) IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;” Destaque-se que não se está diante de requisição para a obtenção de informações de terceiros, mas de informações do próprio BNDES que contratou terceiros com o emprego de recursos de origem pública. O que o TCU pretende é o mero repasse de informações no seio de um mesmo ente da federação, e isso não ostenta a conotação de quebra de sigilo bancário. Esta sutil diferença é, deveras, relevante para legitimar a atuação da Corte de Contas, sob pena de restar inviabilizado o pleno desempenho de sua missão constitucionalmente estabelecida. O BNDES, quando contrata, atua como banco de fomento com características muito próprias. A sociedade empresária contratante sabe – ou, ao menos, deveria saber - que os recursos recebidos devem ter uma destinação específica. O BNDES é um banco de fomento econômico e social, e não uma instituição financeira privada comum. Uma ótica desvirtuada dessa percepção é que conduziu o impetrante a equivocadamente afirmar: “o BNDES, em nada se diferencia dos demais Bancos, pois, capta, intermedia e aplica recursos próprios e de terceiros.” (fls. 27 da petição inicial) Por mais que ele detenha a natureza de uma pessoa de direito privado da Administração Indireta, também sofre uma intensa influência do regime de Direito Público, e não, apenas, no que tange às exigências constitucionais de realizar concurso publico e de licitar. Aquele que contrata com os Impetrantes deve aceitar que a exigência de transparência, tão estimada em nossa República contemporânea para o controle de legitimidade dos que exercem o poder, justifica o conhecimento, por toda a sociedade, de informações capazes de interferir 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;” Destaque-se que não se está diante de requisição para a obtenção de informações de terceiros, mas de informações do próprio BNDES que contratou terceiros com o emprego de recursos de origem pública. O que o TCU pretende é o mero repasse de informações no seio de um mesmo ente da federação, e isso não ostenta a conotação de quebra de sigilo bancário. Esta sutil diferença é, deveras, relevante para legitimar a atuação da Corte de Contas, sob pena de restar inviabilizado o pleno desempenho de sua missão constitucionalmente estabelecida. O BNDES, quando contrata, atua como banco de fomento com características muito próprias. A sociedade empresária contratante sabe – ou, ao menos, deveria saber - que os recursos recebidos devem ter uma destinação específica. O BNDES é um banco de fomento econômico e social, e não uma instituição financeira privada comum. Uma ótica desvirtuada dessa percepção é que conduziu o impetrante a equivocadamente afirmar: “o BNDES, em nada se diferencia dos demais Bancos, pois, capta, intermedia e aplica recursos próprios e de terceiros.” (fls. 27 da petição inicial) Por mais que ele detenha a natureza de uma pessoa de direito privado da Administração Indireta, também sofre uma intensa influência do regime de Direito Público, e não, apenas, no que tange às exigências constitucionais de realizar concurso publico e de licitar. Aquele que contrata com os Impetrantes deve aceitar que a exigência de transparência, tão estimada em nossa República contemporânea para o controle de legitimidade dos que exercem o poder, justifica o conhecimento, por toda a sociedade, de informações capazes de interferir 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF no desempenho de sua atividade empresarial. E, neste seguimento, ressoa imperioso destacar que o sigilo de informações necessárias para a preservação da intimidade é relativizado quando se está diante do interesse da sociedade de se conhecer o destino dos recursos públicos. Essa atenuação do sigilo de dados, que tem justa causa, foi o que, aliás, ocorreu quando esta Corte reconheceu a legitimidade da divulgação da remuneração de servidores públicos, aspectos que, no passado recente, eram tidos como integrantes da esfera da intimidade do agente público, verbis: EMENTA: SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃOS QUE IMPEDIAM A DIVULGAÇÃO, EM SÍTIO ELETRÔNICO OFICIAL, DE INFORMAÇÕES FUNCIONAIS DE SERVIDORES PÚBLICOS, INCLUSIVE A RESPECTIVA REMUNERAÇÃO. DEFERIMENTO DA MEDIDA DE SUSPENSÃO PELO PRESIDENTE DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL. CONFLITO APARENTE DE NORMAS CONSTITUCIONAIS. DIREITO À INFORMAÇÃO DE ATOS ESTATAIS, NELES EMBUTIDA A FOLHA DE PAGAMENTO DE ÓRGÃOS E ENTIDADES PÚBLICAS. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE ADMINISTRATIVA. NÃO RECONHECIMENTO DE VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE, INTIMIDADE E SEGURANÇA DE SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVOS DESPROVIDOS. 1. Caso em que a situação específica dos servidores públicos é regida pela 1... parte do inciso XXXIII do art. 5... da Constituição. Sua remuneração bruta, cargos e funções por eles titularizados, órgãos de sua formal lotação, tudo é constitutivo de informação de interesse coletivo ou geral. Expondo-se, portanto, a divulgação oficial. Sem que a intimidade deles, vida privada e segurança pessoal e familiar se encaixem nas exceções de que trata a parte derradeira do mesmo dispositivo constitucional (inciso XXXIII do art. 5...), pois o fato é que não estão em jogo nem a segurança do Estado nem do conjunto da sociedade. 2. Não cabe, no caso, falar de intimidade ou de vida privada, pois os dados objeto da divulgação em causa dizem respeito a agentes públicos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF no desempenho de sua atividade empresarial. E, neste seguimento, ressoa imperioso destacar que o sigilo de informações necessárias para a preservação da intimidade é relativizado quando se está diante do interesse da sociedade de se conhecer o destino dos recursos públicos. Essa atenuação do sigilo de dados, que tem justa causa, foi o que, aliás, ocorreu quando esta Corte reconheceu a legitimidade da divulgação da remuneração de servidores públicos, aspectos que, no passado recente, eram tidos como integrantes da esfera da intimidade do agente público, verbis: EMENTA: SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃOS QUE IMPEDIAM A DIVULGAÇÃO, EM SÍTIO ELETRÔNICO OFICIAL, DE INFORMAÇÕES FUNCIONAIS DE SERVIDORES PÚBLICOS, INCLUSIVE A RESPECTIVA REMUNERAÇÃO. DEFERIMENTO DA MEDIDA DE SUSPENSÃO PELO PRESIDENTE DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL. CONFLITO APARENTE DE NORMAS CONSTITUCIONAIS. DIREITO À INFORMAÇÃO DE ATOS ESTATAIS, NELES EMBUTIDA A FOLHA DE PAGAMENTO DE ÓRGÃOS E ENTIDADES PÚBLICAS. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE ADMINISTRATIVA. NÃO RECONHECIMENTO DE VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE, INTIMIDADE E SEGURANÇA DE SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVOS DESPROVIDOS. 1. Caso em que a situação específica dos servidores públicos é regida pela 1... parte do inciso XXXIII do art. 5... da Constituição. Sua remuneração bruta, cargos e funções por eles titularizados, órgãos de sua formal lotação, tudo é constitutivo de informação de interesse coletivo ou geral. Expondo-se, portanto, a divulgação oficial. Sem que a intimidade deles, vida privada e segurança pessoal e familiar se encaixem nas exceções de que trata a parte derradeira do mesmo dispositivo constitucional (inciso XXXIII do art. 5...), pois o fato é que não estão em jogo nem a segurança do Estado nem do conjunto da sociedade. 2. Não cabe, no caso, falar de intimidade ou de vida privada, pois os dados objeto da divulgação em causa dizem respeito a agentes públicos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF enquanto agentes públicos mesmos; ou, na linguagem da própria Constituição, agentes estatais agindo “nessa qualidade” (§6... do art. 37). E quanto à segurança física ou corporal dos servidores, seja pessoal, seja familiarmente, claro que ela resultará um tanto ou quanto fragilizada com a divulgação nominalizada dos dados em debate, mas é um tipo de risco pessoal e familiar que se atenua com a proibição de se revelar o endereço residencial, o CPF e a CI de cada servidor. No mais, é o preço que se paga pela opção por uma carreira pública no seio de um Estado republicano. 3. A prevalência do princípio da publicidade administrativa outra coisa não é senão um dos mais altaneiros modos de concretizar a República enquanto forma de governo. Se, por um lado, há um necessário modo republicano de administrar o Estado brasileiro, de outra parte é a cidadania mesma que tem o direito de ver o seu Estado republicanamente administrado. O “como” se administra a coisa pública a preponderar sobre o “quem” administra – falaria Norberto Bobbio -, e o fato é que esse modo público de gerir a máquina estatal é elemento conceitual da nossa República. O olho e a pálpebra da nossa fisionomia constitucional republicana. 4. A negativa de prevalência do princípio da publicidade administrativa implicaria, no caso, inadmissível situação de grave lesão à ordem pública. 5. Agravos Regimentais desprovidos. (SS 3902 AgR-segundo, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 09/06/2011, DJe-189 DIVULG 30-09-2011 PUBLIC 03-10-2011 EMENT VOL-02599-01 PP-00055 RTJ VOL-00220- PP-00149) (Grifamos) Quando uma pessoa aceita assumir um cargo público, ela automaticamente renuncia, nos termos da Lei de Acesso à Informação, Lei n 12.527/2011, ao direito de manter sua remuneração em completo sigilo, na medida em que sua divulgação é imprescindível para o efetivo controle da sociedade quanto à destinação dos recursos públicos. Se houvesse necessidade de prévia decisão judicial para o fornecimento ao TCU das informações sigilosas de que trata este processo, o provimento judicial, também, seria exigível para a divulgação, pela Administração Pública, da remuneração de seus agentes públicos o que não ressoaria 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF enquanto agentes públicos mesmos; ou, na linguagem da própria Constituição, agentes estatais agindo “nessa qualidade” (§6... do art. 37). E quanto à segurança física ou corporal dos servidores, seja pessoal, seja familiarmente, claro que ela resultará um tanto ou quanto fragilizada com a divulgação nominalizada dos dados em debate, mas é um tipo de risco pessoal e familiar que se atenua com a proibição de se revelar o endereço residencial, o CPF e a CI de cada servidor. No mais, é o preço que se paga pela opção por uma carreira pública no seio de um Estado republicano. 3. A prevalência do princípio da publicidade administrativa outra coisa não é senão um dos mais altaneiros modos de concretizar a República enquanto forma de governo. Se, por um lado, há um necessário modo republicano de administrar o Estado brasileiro, de outra parte é a cidadania mesma que tem o direito de ver o seu Estado republicanamente administrado. O “como” se administra a coisa pública a preponderar sobre o “quem” administra – falaria Norberto Bobbio -, e o fato é que esse modo público de gerir a máquina estatal é elemento conceitual da nossa República. O olho e a pálpebra da nossa fisionomia constitucional republicana. 4. A negativa de prevalência do princípio da publicidade administrativa implicaria, no caso, inadmissível situação de grave lesão à ordem pública. 5. Agravos Regimentais desprovidos. (SS 3902 AgR-segundo, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 09/06/2011, DJe-189 DIVULG 30-09-2011 PUBLIC 03-10-2011 EMENT VOL-02599-01 PP-00055 RTJ VOL-00220- PP-00149) (Grifamos) Quando uma pessoa aceita assumir um cargo público, ela automaticamente renuncia, nos termos da Lei de Acesso à Informação, Lei n 12.527/2011, ao direito de manter sua remuneração em completo sigilo, na medida em que sua divulgação é imprescindível para o efetivo controle da sociedade quanto à destinação dos recursos públicos. Se houvesse necessidade de prévia decisão judicial para o fornecimento ao TCU das informações sigilosas de que trata este processo, o provimento judicial, também, seria exigível para a divulgação, pela Administração Pública, da remuneração de seus agentes públicos o que não ressoaria 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF sequer admissível ou razoável, posto ausente o mínimo fundamento jurídico. Acertada, portanto, a conclusão do parecer do Ministério Público junto ao TCU quando, assim, assentou: Operações financeiras que envolvam recursos públicos não estão abrangidas pelo sigilo bancário a que alude a Lei Complementar n 105/2001, visto que as operações dessa espécie estão submetidas aos princípios da administração pública insculpidos no art. 37 da Constituição Federal. Em tais situações, é prerrogativa constitucional do Tribunal [TCU] o acesso a informações relacionadas a operações financiadas com recursos públicos.6 Situação semelhante ocorre com as entidades integrantes do propalado Terceiro Setor que almejam, nos termos do que dispõem a Lei n 9.637/98 e 9.790/99, a, respectiva, qualificação como Organização Social (OS) ou como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Ao mesmo tempo em que a aludida qualificação traz inúmeras vantagens, por facilitar o recebimento de recursos públicos, bem como a contratação da pessoa que foi qualificada como OS ou OSCIP, ela impõe um maior controle do Poder Público em relação aos atos dessas entidades. Por exemplo, a Lei n 9.637/98 prevê que a gestão da OS será, necessariamente, compartilhada com o Poder Público, bem como que serão estabelecidas metas de desempenho no contrato de gestão firmado com a organização parceira. Transportando essa lógica chancelada em data recentíssima pelo Pleno ao julgar as ADIS das OS para este writ, as sociedades empresárias que contratarem com as Impetrantes terão a expressiva vantagem da captação de recursos com um reduzido spread, mas, em contrapartida, deverão se submeter a um maior controle público e da sociedade quanto ao emprego desses recursos, o que legitima a publicidade de informações 6 Fls. 11 das informações do TCU. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF sequer admissível ou razoável, posto ausente o mínimo fundamento jurídico. Acertada, portanto, a conclusão do parecer do Ministério Público junto ao TCU quando, assim, assentou: Operações financeiras que envolvam recursos públicos não estão abrangidas pelo sigilo bancário a que alude a Lei Complementar n 105/2001, visto que as operações dessa espécie estão submetidas aos princípios da administração pública insculpidos no art. 37 da Constituição Federal. Em tais situações, é prerrogativa constitucional do Tribunal [TCU] o acesso a informações relacionadas a operações financiadas com recursos públicos.6 Situação semelhante ocorre com as entidades integrantes do propalado Terceiro Setor que almejam, nos termos do que dispõem a Lei n 9.637/98 e 9.790/99, a, respectiva, qualificação como Organização Social (OS) ou como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Ao mesmo tempo em que a aludida qualificação traz inúmeras vantagens, por facilitar o recebimento de recursos públicos, bem como a contratação da pessoa que foi qualificada como OS ou OSCIP, ela impõe um maior controle do Poder Público em relação aos atos dessas entidades. Por exemplo, a Lei n 9.637/98 prevê que a gestão da OS será, necessariamente, compartilhada com o Poder Público, bem como que serão estabelecidas metas de desempenho no contrato de gestão firmado com a organização parceira. Transportando essa lógica chancelada em data recentíssima pelo Pleno ao julgar as ADIS das OS para este writ, as sociedades empresárias que contratarem com as Impetrantes terão a expressiva vantagem da captação de recursos com um reduzido spread, mas, em contrapartida, deverão se submeter a um maior controle público e da sociedade quanto ao emprego desses recursos, o que legitima a publicidade de informações 6 Fls. 11 das informações do TCU. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF consideradas, em outros contextos, como de interesse exclusivo do particular. Por mais que se diga, em linguagem cotidiana, que o segredo é a alma do negócio, quem contrata com o poder público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos. Na precisa lição de Peter Badura, professor emérito da Universidade de Munique: “O primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo.” 7 É por isso que a contratação pública não pode ser feita em esconderijos envernizados por um arcabouço jurídico capaz de impedir o controle social quanto ao emprego das verbas públicas. Essa conclusão ganha força e amplitude no momento atual, em que, recentemente, o Poder Executivo Federal encaminhou um extenso pacote de medidas de combate à corrupção, dentre elas a, tão esperada, regulamentação da Lei Anticorrupção, Lei n 12.846/13, o que foi feito pelo Decreto n 8.420/2015. Em relação ao tema específico, Celso Antônio Bandeira de Mello chama atenção para: “o dever administrativo de manter plena transparência em seus comportamentos. Não pode haver em um Estado Democrático de Direito, no qual o poder reside no povo (art. 1..., parágrafo único, da Constituição), ocultamento aos administrados dos assuntos que a todos interessam, e muito menos em relação aos sujeitos individualmente afetados por alguma medida.”8 Os que contratam com o BNDES, banco público de fomento e que 7 BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: Mohr, 1976, p. 17. 8 MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27... edição. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 114. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF consideradas, em outros contextos, como de interesse exclusivo do particular. Por mais que se diga, em linguagem cotidiana, que o segredo é a alma do negócio, quem contrata com o poder público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos. Na precisa lição de Peter Badura, professor emérito da Universidade de Munique: “O primado do ordenamento constitucional democrático assentado no Estado de Direito pressupõe uma transparente responsabilidade do Estado e, em especial, do Governo.” 7 É por isso que a contratação pública não pode ser feita em esconderijos envernizados por um arcabouço jurídico capaz de impedir o controle social quanto ao emprego das verbas públicas. Essa conclusão ganha força e amplitude no momento atual, em que, recentemente, o Poder Executivo Federal encaminhou um extenso pacote de medidas de combate à corrupção, dentre elas a, tão esperada, regulamentação da Lei Anticorrupção, Lei n 12.846/13, o que foi feito pelo Decreto n 8.420/2015. Em relação ao tema específico, Celso Antônio Bandeira de Mello chama atenção para: “o dever administrativo de manter plena transparência em seus comportamentos. Não pode haver em um Estado Democrático de Direito, no qual o poder reside no povo (art. 1..., parágrafo único, da Constituição), ocultamento aos administrados dos assuntos que a todos interessam, e muito menos em relação aos sujeitos individualmente afetados por alguma medida.”8 Os que contratam com o BNDES, banco público de fomento e que 7 BADURA, Peter. Verfassung, Staat und Gesellschaft in der Sicht des Bundesverfassungsgerichts. In: Bundesverfassungsgericht und Grundgesetz. Festgabe aus Anlass des 25jähringe Bestehens des Bundesverfassungsgerichts. Weiter Band. Tübingen: Mohr, 1976, p. 17. 8 MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27... edição. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 114. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF recebe e administra vultosas quantias de recursos públicos, têm pleno conhecimento de que a obtenção do empréstimo pretendido dependerá do fornecimento de informações sigilosas a serem analisadas pelo mutuante. O sigilo já foi relativizado neste momento, e não se entrevê uma quebra de sigilo quando o TCU reexamina os dados que já haviam sido fornecidos pelo próprio mutuário ao BNDES e ao BNDESPAR. Do Legítimo Alcance da Restrição ao Sigilo No campo da teoria jurídica, a preservação, in casu, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros não, apenas, impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como, também, representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. Partindo-se da premissa de que, nem mesmo, os direitos fundamentais são absolutos, a identificação do seu núcleo duro e intransponível pode ser feita por meio da teoria germânica da restrição das restrições (Schranken-Schranken). A referida teoria enuncia que a limitação a um direito fundamental, como ao da preservação da intimidade, do sigilo bancário e empresarial, deve inserir-se dentro do que é proporcional. Deve haver, assim, uma limitação razoável do alcance do preceito que provoca a restrição ao direito fundamental. Quando um ato estatal limita a privacidade do cidadão por meio da publicidade de atos por ele realizados, há de se verificar se essa contenção, resultante da divulgação do ato, se amolda ao que é proporcional. Essa ótica da publicidade versus intimidade, não pode ir tão longe, de forma a esvaziar, desproporcionalmente a tutela do dinheiro público. A insuficiente limitação ao direito à privacidade revela-se, por outro ângulo, lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente incidindo na cognominada “proteção deficiente”. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF recebe e administra vultosas quantias de recursos públicos, têm pleno conhecimento de que a obtenção do empréstimo pretendido dependerá do fornecimento de informações sigilosas a serem analisadas pelo mutuante. O sigilo já foi relativizado neste momento, e não se entrevê uma quebra de sigilo quando o TCU reexamina os dados que já haviam sido fornecidos pelo próprio mutuário ao BNDES e ao BNDESPAR. Do Legítimo Alcance da Restrição ao Sigilo No campo da teoria jurídica, a preservação, in casu, do sigilo das operações realizadas pelo BNDES e BNDESPAR com terceiros não, apenas, impediria a atuação constitucionalmente prevista para o TCU, como, também, representaria uma acanhada, insuficiente, e, por isso mesmo, desproporcional limitação ao direito fundamental de preservação da intimidade. Partindo-se da premissa de que, nem mesmo, os direitos fundamentais são absolutos, a identificação do seu núcleo duro e intransponível pode ser feita por meio da teoria germânica da restrição das restrições (Schranken-Schranken). A referida teoria enuncia que a limitação a um direito fundamental, como ao da preservação da intimidade, do sigilo bancário e empresarial, deve inserir-se dentro do que é proporcional. Deve haver, assim, uma limitação razoável do alcance do preceito que provoca a restrição ao direito fundamental. Quando um ato estatal limita a privacidade do cidadão por meio da publicidade de atos por ele realizados, há de se verificar se essa contenção, resultante da divulgação do ato, se amolda ao que é proporcional. Essa ótica da publicidade versus intimidade, não pode ir tão longe, de forma a esvaziar, desproporcionalmente a tutela do dinheiro público. A insuficiente limitação ao direito à privacidade revela-se, por outro ângulo, lesiva aos interesses da sociedade de exigir do Estado brasileiro uma atuação transparente incidindo na cognominada “proteção deficiente”. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Nesse contexto, a teoria da restrição das restrições legitima a exigência do TCU dirigida ao BNDES para o fornecimento de dados sigilosos, na medida em que o sigilo bancário e empresarial, mercê da condição de direito fundamental, comporta uma proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. O princípio da conformidade funcional a que se refere Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências.9 Nesse diapasão, a exigência de TCU de fornecimento dos documentos pelo BNDES satisfaz integralmente os subprincípios da proporcionalidade, necessidade, adequação e proporcionalidade em sentido estrito. Do ponto de vista da adequação, identifica-se que os documentos são apropriados para viabilizar o controle financeiro do BNDES pelo TCU. Sem eles, tornar-se-ia impossível avaliar se os atos praticados pelo BNDES são válidos e aceitáveis para o nosso ordenamento jurídico. O TCU determinou o fornecimento de dados pela JBS/Friboi, pessoa que celebrou contratos vultosos com o BNDES, a fim de aferir, por exemplo, os critérios utilizados para a escolha da referida sociedade empresária, quais seriam as vantagens sociais advindas das operações analisadas, se houve cumprimento das cláusulas contratuais, se as operações de troca de debêntures por posição acionária na empresa ora indicada originou prejuízo para o BNDES. A despeito do que alegado pelos Impetrantes em sua exordial, o TCU não agiu de forma imotivada e arbitrária, e nem mesmo criou exigência irrestrita e genérica de informações sigilosas. Sobre o tema, o ato coator aponta a existência de uma operação da Polícia Federal denominada Operação Santa Tereza que apontou a existência de 9 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 5... edição. Coimbra: Almedina, 2002, p. 541. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Nesse contexto, a teoria da restrição das restrições legitima a exigência do TCU dirigida ao BNDES para o fornecimento de dados sigilosos, na medida em que o sigilo bancário e empresarial, mercê da condição de direito fundamental, comporta uma proporcional limitação destinada a permitir o controle financeiro da Administração Publica por órgão constitucionalmente previsto e dotado de capacidade institucional para tanto. O princípio da conformidade funcional a que se refere Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências.9 Nesse diapasão, a exigência de TCU de fornecimento dos documentos pelo BNDES satisfaz integralmente os subprincípios da proporcionalidade, necessidade, adequação e proporcionalidade em sentido estrito. Do ponto de vista da adequação, identifica-se que os documentos são apropriados para viabilizar o controle financeiro do BNDES pelo TCU. Sem eles, tornar-se-ia impossível avaliar se os atos praticados pelo BNDES são válidos e aceitáveis para o nosso ordenamento jurídico. O TCU determinou o fornecimento de dados pela JBS/Friboi, pessoa que celebrou contratos vultosos com o BNDES, a fim de aferir, por exemplo, os critérios utilizados para a escolha da referida sociedade empresária, quais seriam as vantagens sociais advindas das operações analisadas, se houve cumprimento das cláusulas contratuais, se as operações de troca de debêntures por posição acionária na empresa ora indicada originou prejuízo para o BNDES. A despeito do que alegado pelos Impetrantes em sua exordial, o TCU não agiu de forma imotivada e arbitrária, e nem mesmo criou exigência irrestrita e genérica de informações sigilosas. Sobre o tema, o ato coator aponta a existência de uma operação da Polícia Federal denominada Operação Santa Tereza que apontou a existência de 9 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 5... edição. Coimbra: Almedina, 2002, p. 541. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF quadrilha intermediando empréstimos junto ao BNDES, inclusive envolvendo o financiamento obtido pelo Frigorífico Friboi. Ademais, a necessidade do controle financeiro mais detido resultou, segundo o decisum atacado, de um “protesto da Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abrafigo) contra a política do BNDES que estava levando à concentração econômica do setor”. A requisição feita pelo TCU na hipótese destes autos revela plena compatibilidade com as atribuições constitucionais que lhes são dispensadas e permite, de forma idônea, que a sociedade brasileira tenha conhecimento se os recursos públicos repassados pela União e pelo seu banco de fomento estão sendo devidamente empregados. Através do conhecimento, por exemplo, do rating de crédito, da situação de adimplência e da cadastral do grupo JBS/Friboi, o TCU poderá concluir se os contratos firmados pelo BNDES com o referido grupo econômico são aceitáveis do ponto de vista econômico, financeiro, da moralidade, da eficiência e da impessoalidade. A recusa quanto ao fornecimento dos dados requisitados pela Corte de Contas é ilegítima e autoriza a aplicação de sanções previstas na Lei Orgânica do TCU, Lei n 8.443/92, em especial no seu art. 58, inciso VI. Quanto ao subprincípio da necessidade, verifica-se que a medida do TCU é a que menos gera prejuízos para os destinatários do controle. Não se vislumbra qualquer outra determinação estatal capaz de, simultaneamente, permitir o controle financeiro das operações efetuadas pelo BNDES e que possa originar menos prejuízos à própria instituição ou à sociedade. Consequentemente, a recusa do fornecimento das informações é inadmissível, porquanto imprescindíveis para o controle da sociedade quanto à destinação de vultosos recursos públicos. Nada do que foi determinado extrapola a medida do razoável. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF quadrilha intermediando empréstimos junto ao BNDES, inclusive envolvendo o financiamento obtido pelo Frigorífico Friboi. Ademais, a necessidade do controle financeiro mais detido resultou, segundo o decisum atacado, de um “protesto da Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abrafigo) contra a política do BNDES que estava levando à concentração econômica do setor”. A requisição feita pelo TCU na hipótese destes autos revela plena compatibilidade com as atribuições constitucionais que lhes são dispensadas e permite, de forma idônea, que a sociedade brasileira tenha conhecimento se os recursos públicos repassados pela União e pelo seu banco de fomento estão sendo devidamente empregados. Através do conhecimento, por exemplo, do rating de crédito, da situação de adimplência e da cadastral do grupo JBS/Friboi, o TCU poderá concluir se os contratos firmados pelo BNDES com o referido grupo econômico são aceitáveis do ponto de vista econômico, financeiro, da moralidade, da eficiência e da impessoalidade. A recusa quanto ao fornecimento dos dados requisitados pela Corte de Contas é ilegítima e autoriza a aplicação de sanções previstas na Lei Orgânica do TCU, Lei n 8.443/92, em especial no seu art. 58, inciso VI. Quanto ao subprincípio da necessidade, verifica-se que a medida do TCU é a que menos gera prejuízos para os destinatários do controle. Não se vislumbra qualquer outra determinação estatal capaz de, simultaneamente, permitir o controle financeiro das operações efetuadas pelo BNDES e que possa originar menos prejuízos à própria instituição ou à sociedade. Consequentemente, a recusa do fornecimento das informações é inadmissível, porquanto imprescindíveis para o controle da sociedade quanto à destinação de vultosos recursos públicos. Nada do que foi determinado extrapola a medida do razoável. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Sob outro enfoque, o controle do TCU há de ser realizado em um ambiente de cooperação, como sói ocorrer, tal como na sociedade pós- moderna, em que há diversos centros de poder. Em um cenário de poliarquia, o antagonismo, tal como o pretendido pelos Impetrantes, deve ceder e prestigiar a cooperação capaz de sedimentar o controle externo de maneira transparente No dizer de Diogo de Figueiredo Moreira Neto, as relações de cooperação devem superar as de antagonismo.10 Sob o prisma da proporcionalidade em sentido estrito, os benefícios para a sociedade, advindos do fornecimento das informações necessárias para o controle do BNDES, são maiores que as desvantagens para aquele que entrevê o sigilo de sua sociedade empresarial passar às mãos de um órgão estatal controlador responsável e dotado de estatura constitucional. Em um Estado Democrático de Direito, a sociedade deve poder debater, com a transparência que a temática exige, os critérios adotados para a escolha de um determinado particular como destinatário de recursos públicos, qual vantagem social se obtém com o repasse de um empréstimo público a uma determinada pessoa ou, mesmo, se os contratos foram adequadamente cumpridos. A inserção desses temas na arena pública produzirá o desejável efeito de aprimorar a injeção de recursos em projetos de repercussão social, aperfeiçoando, sobremaneira, o processo decisório dos impetrantes, a fim de que possam cumprir seus propósitos de maneira eficiente e legítima. Sob o ângulo consequencialista, é preciso evitar um desastroso efeito sistêmico que uma decisão favorável aos impetrantes poderia provocar. A partir de eventual reconhecimento judicial de que os impetrantes não precisariam fornecer dados alusivos às suas operações, toda e qualquer empresa pública ou sociedade de economia mista passaria a se recusar a fornecer informações semelhantes, o que inviabilizaria o eficaz funcionamento da Corte de Contas. 10 MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Poder, Organização, Política e Constituição. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 8. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Sob outro enfoque, o controle do TCU há de ser realizado em um ambiente de cooperação, como sói ocorrer, tal como na sociedade pós- moderna, em que há diversos centros de poder. Em um cenário de poliarquia, o antagonismo, tal como o pretendido pelos Impetrantes, deve ceder e prestigiar a cooperação capaz de sedimentar o controle externo de maneira transparente No dizer de Diogo de Figueiredo Moreira Neto, as relações de cooperação devem superar as de antagonismo.10 Sob o prisma da proporcionalidade em sentido estrito, os benefícios para a sociedade, advindos do fornecimento das informações necessárias para o controle do BNDES, são maiores que as desvantagens para aquele que entrevê o sigilo de sua sociedade empresarial passar às mãos de um órgão estatal controlador responsável e dotado de estatura constitucional. Em um Estado Democrático de Direito, a sociedade deve poder debater, com a transparência que a temática exige, os critérios adotados para a escolha de um determinado particular como destinatário de recursos públicos, qual vantagem social se obtém com o repasse de um empréstimo público a uma determinada pessoa ou, mesmo, se os contratos foram adequadamente cumpridos. A inserção desses temas na arena pública produzirá o desejável efeito de aprimorar a injeção de recursos em projetos de repercussão social, aperfeiçoando, sobremaneira, o processo decisório dos impetrantes, a fim de que possam cumprir seus propósitos de maneira eficiente e legítima. Sob o ângulo consequencialista, é preciso evitar um desastroso efeito sistêmico que uma decisão favorável aos impetrantes poderia provocar. A partir de eventual reconhecimento judicial de que os impetrantes não precisariam fornecer dados alusivos às suas operações, toda e qualquer empresa pública ou sociedade de economia mista passaria a se recusar a fornecer informações semelhantes, o que inviabilizaria o eficaz funcionamento da Corte de Contas. 10 MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Poder, Organização, Política e Constituição. In: As relações de poder em evolução e seu controle Mutações do Direito Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 8. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Sob a perspectiva da livre iniciativa e da concorrência, nada há nos autos que comprove, de maneira incontroversa, que o fornecimento das informações requisitadas pelo TCU possa ensejar uma instabilidade financeira e um impacto desastroso no mercado e na competição entre os que exploram uma atividade econômica. Por exemplo, qual efeito sistêmico danoso ao mercado, a divulgação da situação cadastral e a de adimplência do grupo JBS/Friboi ocasionará? Isto não é comprovado neste writ. Da Natureza Jurídica dos Recursos do BNDES O BNDES sustenta que os recursos aplicados na linha de crédito envolvendo o Grupo JBS/Friboi não seriam públicos, pois teriam como origem o retorno de operações do Banco e a captação de recursos no mercado internacional. Ocorre que o art. 7... do Decreto n 4.418/2002, ato que aprovou o Estatuto Social do BNDES, prevê como recursos do BNDES não, apenas, aqueles oriundos de operações de crédito, mas, também, “dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União”, verbis: “Art. 7... Constituem recursos do BNDES: I - os de capital, resultantes da conversão, em espécie, de bens e direitos; II - as receitas operacionais e patrimoniais; III - os oriundos de operações de crédito, assim entendidos os provenientes de empréstimos e financiamentos obtidos pela entidade; IV - as doações de qualquer espécie; V - as dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União; VI - a remuneração que lhe for devida pela aplicação de recursos originários de fundos especiais instituídos pelo Poder Público e destinados a financiar programas e projetos de desenvolvimento econômico e social; VII - os resultantes de prestação de serviços.” Como se isso não bastasse, o BNDES, consoante destacado pelo MPF, faz de uso de recursos públicos oriundos de diversos fundos, verbis: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Sob a perspectiva da livre iniciativa e da concorrência, nada há nos autos que comprove, de maneira incontroversa, que o fornecimento das informações requisitadas pelo TCU possa ensejar uma instabilidade financeira e um impacto desastroso no mercado e na competição entre os que exploram uma atividade econômica. Por exemplo, qual efeito sistêmico danoso ao mercado, a divulgação da situação cadastral e a de adimplência do grupo JBS/Friboi ocasionará? Isto não é comprovado neste writ. Da Natureza Jurídica dos Recursos do BNDES O BNDES sustenta que os recursos aplicados na linha de crédito envolvendo o Grupo JBS/Friboi não seriam públicos, pois teriam como origem o retorno de operações do Banco e a captação de recursos no mercado internacional. Ocorre que o art. 7... do Decreto n 4.418/2002, ato que aprovou o Estatuto Social do BNDES, prevê como recursos do BNDES não, apenas, aqueles oriundos de operações de crédito, mas, também, “dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União”, verbis: “Art. 7... Constituem recursos do BNDES: I - os de capital, resultantes da conversão, em espécie, de bens e direitos; II - as receitas operacionais e patrimoniais; III - os oriundos de operações de crédito, assim entendidos os provenientes de empréstimos e financiamentos obtidos pela entidade; IV - as doações de qualquer espécie; V - as dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União; VI - a remuneração que lhe for devida pela aplicação de recursos originários de fundos especiais instituídos pelo Poder Público e destinados a financiar programas e projetos de desenvolvimento econômico e social; VII - os resultantes de prestação de serviços.” Como se isso não bastasse, o BNDES, consoante destacado pelo MPF, faz de uso de recursos públicos oriundos de diversos fundos, verbis: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF “Ademais, o próprio sítio eletrônico do BNDES noticia que o Banco utiliza-se de vários fundos públicos – a exemplo do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), Fundo de Garantia à Exportação (FGE), Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Fundo PIS/PASEP, etc-, como fonte de recursos financeiros ou para a complementação de garantias. A substancial origem pública dos recursos administrados pelo BNDES se evidencia, ainda, pelo que dispõe a Lei n. 11.948/2009. O diploma autorizou a União a conceder crédito de até 180 bilhões de reais, como “fonte adicional de recursos para ampliação de limites operacionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.” Ademais, é fato notório que a União tem repassado vultosas quantias de seu orçamento para os cofres do BNDES. Como exemplo, em 19 de maio do corrente ano, o Senado Federal aprovou a Medida Provisória 663/14 que aumentou em R$ 50 bilhões o limite de recursos que o BNDES poderá emprestar com subsídio da União. O art. 1..., §1..., da Lei 12.096/09 predica, na sua nova redação, que “o valor total dos financiamentos subvencionados pela União é limitado ao montante de até R$ 452.000.000.000,00 (quatrocentos e cinquenta e dois bilhões de reais)”. Por seu turno, a novel Lei n 13.126, de 21 de maio de 2015, autoriza a União a conceder crédito ao BNDES de até R$30 bilhões de reais. Constata-se, assim, que a participação da União na injeção de recursos a serem contratados pelo BNDES com terceiros pode alcançar o montante de quase meio trilhão de reais, o que torna justificável a preocupação do TCU com o recebimento das informações pretendidas. E essa preocupação é legítima, ainda que não se exija eventual desconsideração da personalidade jurídica do banco e mesmo que se considere não haver confusão entre o patrimônio da União e o do BNDES. É que o TCU não fiscaliza apenas os recursos da União, mas, também, o emprego daqueles que são por ela repassados. Ademais, o próprio BNDES reconhece, às fls. 37 de sua petição 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF “Ademais, o próprio sítio eletrônico do BNDES noticia que o Banco utiliza-se de vários fundos públicos – a exemplo do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), Fundo de Garantia à Exportação (FGE), Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Fundo PIS/PASEP, etc-, como fonte de recursos financeiros ou para a complementação de garantias. A substancial origem pública dos recursos administrados pelo BNDES se evidencia, ainda, pelo que dispõe a Lei n. 11.948/2009. O diploma autorizou a União a conceder crédito de até 180 bilhões de reais, como “fonte adicional de recursos para ampliação de limites operacionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.” Ademais, é fato notório que a União tem repassado vultosas quantias de seu orçamento para os cofres do BNDES. Como exemplo, em 19 de maio do corrente ano, o Senado Federal aprovou a Medida Provisória 663/14 que aumentou em R$ 50 bilhões o limite de recursos que o BNDES poderá emprestar com subsídio da União. O art. 1..., §1..., da Lei 12.096/09 predica, na sua nova redação, que “o valor total dos financiamentos subvencionados pela União é limitado ao montante de até R$ 452.000.000.000,00 (quatrocentos e cinquenta e dois bilhões de reais)”. Por seu turno, a novel Lei n 13.126, de 21 de maio de 2015, autoriza a União a conceder crédito ao BNDES de até R$30 bilhões de reais. Constata-se, assim, que a participação da União na injeção de recursos a serem contratados pelo BNDES com terceiros pode alcançar o montante de quase meio trilhão de reais, o que torna justificável a preocupação do TCU com o recebimento das informações pretendidas. E essa preocupação é legítima, ainda que não se exija eventual desconsideração da personalidade jurídica do banco e mesmo que se considere não haver confusão entre o patrimônio da União e o do BNDES. É que o TCU não fiscaliza apenas os recursos da União, mas, também, o emprego daqueles que são por ela repassados. Ademais, o próprio BNDES reconhece, às fls. 37 de sua petição 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF inicial, que já não se opõe ao fornecimento de informações por ele tidas como “sigilosas” ao Banco Central do Brasil (BACEN) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por reconhecer, nas referidas autarquias, poder conferido por lei. Ocorre que o Tribunal de Contas da União é órgão que, no dizer do ministro Ayres Britto, em artigo intitulado “O Regime constitucional dos Tribunais de Contas”, foi: “nuclearmente feito nas pranchetas da Constituição. Foi o legislador de primeiríssimo escalão quem estruturou e funcionalizou todos eles (os Tribunais de Contas), prescindindo das achegas da lei menor. (...) Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do princípio republicano. Pois, numa República, impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e consequente dever) cuidar de tudo que é de todos”.11 (Grifamos) Assim, e à semelhança do que já ocorre com a CVM e o BACEN, o BNDES não pode se negar a fornecer as informações requisitadas pelo TCU, órgão que exerce controle com escopo distinto daquele executado pelas duas autarquias ora referidas. Da Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema Após ponderar todos os valores em conflito, esta Corte, no julgamento do MS 21.729, Tribunal Pleno, Redator para o acórdão Ministro Néri da Silveira, DJ 19/10/2001, decidiu pela obrigação do Banco do Brasil de fornecer dados referentes a empréstimos concedidos com taxas de juros diferenciadas que se caracterizariam como financiamentos públicos, verbis: EMENTA: Mandado de Segurança. Sigilo bancário. Instituição financeira executora de política creditícia e financeira do Governo 11 BRITTO, Carlos Ayres. O regime constitucional dos Tribunais de Contas. In: Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Volume 8. 2... semestre de 2014. Rio de Janeiro: TCE- RJ, p. 18 e 20. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF inicial, que já não se opõe ao fornecimento de informações por ele tidas como “sigilosas” ao Banco Central do Brasil (BACEN) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por reconhecer, nas referidas autarquias, poder conferido por lei. Ocorre que o Tribunal de Contas da União é órgão que, no dizer do ministro Ayres Britto, em artigo intitulado “O Regime constitucional dos Tribunais de Contas”, foi: “nuclearmente feito nas pranchetas da Constituição. Foi o legislador de primeiríssimo escalão quem estruturou e funcionalizou todos eles (os Tribunais de Contas), prescindindo das achegas da lei menor. (...) Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do princípio republicano. Pois, numa República, impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e consequente dever) cuidar de tudo que é de todos”.11 (Grifamos) Assim, e à semelhança do que já ocorre com a CVM e o BACEN, o BNDES não pode se negar a fornecer as informações requisitadas pelo TCU, órgão que exerce controle com escopo distinto daquele executado pelas duas autarquias ora referidas. Da Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema Após ponderar todos os valores em conflito, esta Corte, no julgamento do MS 21.729, Tribunal Pleno, Redator para o acórdão Ministro Néri da Silveira, DJ 19/10/2001, decidiu pela obrigação do Banco do Brasil de fornecer dados referentes a empréstimos concedidos com taxas de juros diferenciadas que se caracterizariam como financiamentos públicos, verbis: EMENTA: Mandado de Segurança. Sigilo bancário. Instituição financeira executora de política creditícia e financeira do Governo 11 BRITTO, Carlos Ayres. O regime constitucional dos Tribunais de Contas. In: Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Volume 8. 2... semestre de 2014. Rio de Janeiro: TCE- RJ, p. 18 e 20. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF Federal. Legitimidade do Ministério Público para requisitar informações e documentos destinados a instruir procedimentos administrativos de sua competência. 2. Solicitação de informações, pelo Ministério Público Federal ao Banco do Brasil S/A, sobre concessão de empréstimos, subsidiados pelo Tesouro Nacional, com base em plano de governo, a empresas do setor sucroalcooleiro. 3. Alegação do Banco impetrante de não poder informar os beneficiários dos aludidos empréstimos, por estarem protegidos pelo sigilo bancário, previsto no art. 38 da Lei n 4.595/1964, e, ainda, ao entendimento de que dirigente do Banco do Brasil S/A não é autoridade, para efeito do art. 8..., da Lei Complementar n 75/1993. 4. O poder de investigação do Estado é dirigido a coibir atividades afrontosas à ordem jurídica e a garantia do sigilo bancário não se estende às atividades ilícitas. A ordem jurídica confere explicitamente poderes amplos de investigação ao Ministério Público - art. 129, incisos VI, VIII, da Constituição Federal, e art. 8..., incisos II e IV, e § 2..., da Lei Complementar n 75/1993. 5. Não cabe ao Banco do Brasil negar, ao Ministério Público, informações sobre nomes de beneficiários de empréstimos concedidos pela instituição, com recursos subsidiados pelo erário federal, sob invocação do sigilo bancário, em se tratando de requisição de informações e documentos para instruir procedimento administrativo instaurado em defesa do patrimônio público. Princípio da publicidade, ut art. 37 da Constituição. 6. No caso concreto, os empréstimos concedidos eram verdadeiros financiamentos públicos, porquanto o Banco do Brasil os realizou na condição de executor da política creditícia e financeira do Governo Federal, que deliberou sobre sua concessão e ainda se comprometeu a proceder à equalização da taxa de juros, sob a forma de subvenção econômica ao setor produtivo, de acordo com a Lei n 8.427/1992. 7. Mandado de segurança indeferido. Acrescento que decisão mais recente deste Tribunal, e que contou com a unanimidade dos presentes na 1... Turma, firmou-se, no sentido de que deve prevalecer a publicidade como regra na hipótese de utilização de recursos públicos. Sobre essa questão, cito a ADI 2.361, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23/10/2014, com a seguinte ementa: 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Federal. Legitimidade do Ministério Público para requisitar informações e documentos destinados a instruir procedimentos administrativos de sua competência. 2. Solicitação de informações, pelo Ministério Público Federal ao Banco do Brasil S/A, sobre concessão de empréstimos, subsidiados pelo Tesouro Nacional, com base em plano de governo, a empresas do setor sucroalcooleiro. 3. Alegação do Banco impetrante de não poder informar os beneficiários dos aludidos empréstimos, por estarem protegidos pelo sigilo bancário, previsto no art. 38 da Lei n 4.595/1964, e, ainda, ao entendimento de que dirigente do Banco do Brasil S/A não é autoridade, para efeito do art. 8..., da Lei Complementar n 75/1993. 4. O poder de investigação do Estado é dirigido a coibir atividades afrontosas à ordem jurídica e a garantia do sigilo bancário não se estende às atividades ilícitas. A ordem jurídica confere explicitamente poderes amplos de investigação ao Ministério Público - art. 129, incisos VI, VIII, da Constituição Federal, e art. 8..., incisos II e IV, e § 2..., da Lei Complementar n 75/1993. 5. Não cabe ao Banco do Brasil negar, ao Ministério Público, informações sobre nomes de beneficiários de empréstimos concedidos pela instituição, com recursos subsidiados pelo erário federal, sob invocação do sigilo bancário, em se tratando de requisição de informações e documentos para instruir procedimento administrativo instaurado em defesa do patrimônio público. Princípio da publicidade, ut art. 37 da Constituição. 6. No caso concreto, os empréstimos concedidos eram verdadeiros financiamentos públicos, porquanto o Banco do Brasil os realizou na condição de executor da política creditícia e financeira do Governo Federal, que deliberou sobre sua concessão e ainda se comprometeu a proceder à equalização da taxa de juros, sob a forma de subvenção econômica ao setor produtivo, de acordo com a Lei n 8.427/1992. 7. Mandado de segurança indeferido. Acrescento que decisão mais recente deste Tribunal, e que contou com a unanimidade dos presentes na 1... Turma, firmou-se, no sentido de que deve prevalecer a publicidade como regra na hipótese de utilização de recursos públicos. Sobre essa questão, cito a ADI 2.361, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23/10/2014, com a seguinte ementa: 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PUBLICIDADE. A transparência decorre do princípio da publicidade. TRIBUNAL DE CONTAS – FISCALIZAÇÃO – DOCUMENTOS. Descabe negar ao Tribunal de Contas o acesso a documentos relativos à Administração Pública e ações implementadas, não prevalecendo a óptica de tratar-se de matérias relevantes cuja divulgação possa importar em danos para o Estado. Inconstitucionalidade de preceito da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará que implica óbice ao acesso. No mesmo sentido, e ressalvando o papel de destaque a ser dado ao princípio da publicidade, confira-se a ementa da ADI n 2.444: EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Lei n 11.521/2000 do Estado do Rio Grande do Sul. Obrigação do Governo de divulgar na imprensa oficial e na internet dados relativos a contratos de obras públicas. Ausência de vício formal e material. Princípio da publicidade e da transparência. Fiscalização. Constitucionalidade. (...) 2. Lei que obriga o Poder Executivo a divulgar na imprensa oficial e na internet dados relativos a contratos de obras públicas não depende de iniciativa do chefe do Poder Executivo. A lei em questão não cria, extingue ou modifica órgão administrativo, tampouco confere nova atribuição a órgão da administração pública. O fato de a regra estar dirigida ao Poder Executivo, por si só, não implica que ela deva ser de iniciativa privativa do Governador do Estado. Não incide, no caso, a vedação constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 61, § 1..., II, e). 3. A legislação estadual inspira-se no princípio da publicidade, na sua vertente mais específica, a da transparência dos atos do Poder Público. Enquadra-se, portanto, nesse contexto de aprimoramento da necessária transparência das atividades administrativas, reafirmando e cumprindo o princípio constitucional da publicidade da administração pública (art. 37, caput, Constituição Federal de 1988/88). 4. É legítimo que o Poder Legislativo, no exercício do controle externo da administração pública, o qual lhe foi outorgado expressamente pelo poder constituinte, implemente medidas de aprimoramento da sua fiscalização, 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PUBLICIDADE. A transparência decorre do princípio da publicidade. TRIBUNAL DE CONTAS – FISCALIZAÇÃO – DOCUMENTOS. Descabe negar ao Tribunal de Contas o acesso a documentos relativos à Administração Pública e ações implementadas, não prevalecendo a óptica de tratar-se de matérias relevantes cuja divulgação possa importar em danos para o Estado. Inconstitucionalidade de preceito da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará que implica óbice ao acesso. No mesmo sentido, e ressalvando o papel de destaque a ser dado ao princípio da publicidade, confira-se a ementa da ADI n 2.444: EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Lei n 11.521/2000 do Estado do Rio Grande do Sul. Obrigação do Governo de divulgar na imprensa oficial e na internet dados relativos a contratos de obras públicas. Ausência de vício formal e material. Princípio da publicidade e da transparência. Fiscalização. Constitucionalidade. (...) 2. Lei que obriga o Poder Executivo a divulgar na imprensa oficial e na internet dados relativos a contratos de obras públicas não depende de iniciativa do chefe do Poder Executivo. A lei em questão não cria, extingue ou modifica órgão administrativo, tampouco confere nova atribuição a órgão da administração pública. O fato de a regra estar dirigida ao Poder Executivo, por si só, não implica que ela deva ser de iniciativa privativa do Governador do Estado. Não incide, no caso, a vedação constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 61, § 1..., II, e). 3. A legislação estadual inspira-se no princípio da publicidade, na sua vertente mais específica, a da transparência dos atos do Poder Público. Enquadra-se, portanto, nesse contexto de aprimoramento da necessária transparência das atividades administrativas, reafirmando e cumprindo o princípio constitucional da publicidade da administração pública (art. 37, caput, Constituição Federal de 1988/88). 4. É legítimo que o Poder Legislativo, no exercício do controle externo da administração pública, o qual lhe foi outorgado expressamente pelo poder constituinte, implemente medidas de aprimoramento da sua fiscalização, 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 49 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 33340 / DF desde que respeitadas as demais balizas da Carta Constitucional, fato que ora se verifica. 5. Não ocorrência de violação aos ditames do art. 167, I e II, da Carta Magna, pois o custo gerado para o cumprimento da norma seria irrisório, sendo todo o aparato administrativo necessário ao cumprimento da determinação legal preexistente. 6. Ação julgada improcedente. (ADI 2444, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 06/11/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-021 DIVULG 30-01- 2015 PUBLIC 02-02-2015) Encerro este voto pedindo venia para transcrever memorável passagem de trabalho escrito pelo professor Ricardo Lobo Torres a respeito da relevância do fortalecimento do controle financeiro, verbis: “A legitimidade do Estado Democrático de Direito depende do controle da legitimidade da sua ordem financeira. Só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legitima o tributo, que é o preço da liberdade. “ Dispositivo Ex positis, e na esteira do parecer do Ministério Público Federal acostado aos autos e da jurisprudência consolidada desta Corte de que inexiste garantia de sigilo oponível ao TCU em relação a operações bancárias financiadas com recursos de origem pública, DENEGO a segurança, com resolução do mérito, restando prejudicado o exame do pedido de medida liminar, por não entrever qualquer irregularidade na determinação do TCU que obriga o fornecimento de informações sigilosas contidas em operações realizadas pelas Impetrantes, na medida em que imprescindíveis para o desempenho regular do controle financeiro dos Impetrantes pela Corte de Contas da União. É como voto. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF desde que respeitadas as demais balizas da Carta Constitucional, fato que ora se verifica. 5. Não ocorrência de violação aos ditames do art. 167, I e II, da Carta Magna, pois o custo gerado para o cumprimento da norma seria irrisório, sendo todo o aparato administrativo necessário ao cumprimento da determinação legal preexistente. 6. Ação julgada improcedente. (ADI 2444, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 06/11/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-021 DIVULG 30-01- 2015 PUBLIC 02-02-2015) Encerro este voto pedindo venia para transcrever memorável passagem de trabalho escrito pelo professor Ricardo Lobo Torres a respeito da relevância do fortalecimento do controle financeiro, verbis: “A legitimidade do Estado Democrático de Direito depende do controle da legitimidade da sua ordem financeira. Só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legitima o tributo, que é o preço da liberdade. “ Dispositivo Ex positis, e na esteira do parecer do Ministério Público Federal acostado aos autos e da jurisprudência consolidada desta Corte de que inexiste garantia de sigilo oponível ao TCU em relação a operações bancárias financiadas com recursos de origem pública, DENEGO a segurança, com resolução do mérito, restando prejudicado o exame do pedido de medida liminar, por não entrever qualquer irregularidade na determinação do TCU que obriga o fornecimento de informações sigilosas contidas em operações realizadas pelas Impetrantes, na medida em que imprescindíveis para o desempenho regular do controle financeiro dos Impetrantes pela Corte de Contas da União. É como voto. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8733061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 49 Esclarecimento 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Antes do intervalo, para poder refletir durante o intervalo, gostaria de fazer uma pergunta ao ilustre Advogado. Cumprimento, em primeiro lugar, o Ministro Luiz Fux pelo voto erudito e abrangente que proferiu. Pelo que entendi do relato do eminente Ministro Luiz Fux e da sustentação da tribuna, BNDES teria colocado à disposição do TCU todos os documentos solicitados, menos cinco documentos, ou cinco categorias de documentos: (1) saldo devedor das operações de crédito; (2) situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi; (3) dados sobre a situação de adimplência do Grupo; (4) rating de crédito; (5) estratégia de hedge do Grupo. Rating de crédito e estratégia de hedge do Grupo, eu entendi as razões do BNDES, pelas quais entende impróprio transferir essas informações para o TCU sem ordem judicial. Quer dizer, aqui, penso que, como o Ministro Fux analisou, à luz da razoabilidade e proporcionalidade, é preciso saber se o documento solicitado é adequado para o fim que legitima a atuação do BNDES. Essa é a primeira consideração. E a segunda é a de saber se se trata de documento ou informação protegida por sigilo bancário, hipótese em que seria exigível uma determinação judicial. Portanto, gostaria de saber do eminente Advogado por qual razão o BNDES considerou, em primeiro lugar, que o saldo devedor das operações de crédito, que suponho seja do Grupo Friboi perante o BNDES, seria uma informação protegida? Essa é a minha primeira pergunta. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - A orientação da nossa consultoria jurídica é de que essa informação diz respeito a uma situação particular da empresa, que pode envolver a análise de dados econômicos e financeiros que não objetiva abrir ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Antes do intervalo, para poder refletir durante o intervalo, gostaria de fazer uma pergunta ao ilustre Advogado. Cumprimento, em primeiro lugar, o Ministro Luiz Fux pelo voto erudito e abrangente que proferiu. Pelo que entendi do relato do eminente Ministro Luiz Fux e da sustentação da tribuna, BNDES teria colocado à disposição do TCU todos os documentos solicitados, menos cinco documentos, ou cinco categorias de documentos: (1) saldo devedor das operações de crédito; (2) situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi; (3) dados sobre a situação de adimplência do Grupo; (4) rating de crédito; (5) estratégia de hedge do Grupo. Rating de crédito e estratégia de hedge do Grupo, eu entendi as razões do BNDES, pelas quais entende impróprio transferir essas informações para o TCU sem ordem judicial. Quer dizer, aqui, penso que, como o Ministro Fux analisou, à luz da razoabilidade e proporcionalidade, é preciso saber se o documento solicitado é adequado para o fim que legitima a atuação do BNDES. Essa é a primeira consideração. E a segunda é a de saber se se trata de documento ou informação protegida por sigilo bancário, hipótese em que seria exigível uma determinação judicial. Portanto, gostaria de saber do eminente Advogado por qual razão o BNDES considerou, em primeiro lugar, que o saldo devedor das operações de crédito, que suponho seja do Grupo Friboi perante o BNDES, seria uma informação protegida? Essa é a minha primeira pergunta. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - A orientação da nossa consultoria jurídica é de que essa informação diz respeito a uma situação particular da empresa, que pode envolver a análise de dados econômicos e financeiros que não objetiva abrir ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 49 Esclarecimento MS 33340 / DF mercado. Então, estaria abrigada pelo núcleo do sigilo bancário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Quer dizer, nós estamos tratando de um contrato de mútuo, próximo do BNDES, a uma empresa privada. E o TCU indaga se a empresa privada está repagando esse valor. Essa informação, o BNDES considera reservada, pelo que Vossa Senhoria acaba de defender. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Na verdade, o TCU não formulou a pergunta, ele pediu todos os documentos, para, a partir daí, fazer a sua própria inferência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Certo. Mas o saldo devedor das operações de crédito permite ao TCU saber se o empréstimo está sendo repago? O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Sim. O empréstimo está sendo repago. Essa é uma informação que pode ser fornecida, diante da pergunta objetiva. Na verdade, nesse momento, trata-se de uma participação acionária. Então, a BNDESPAR é sócia. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Em segundo lugar, outro documento não fornecido foi a situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi. Gostaria de saber, exatamente, em que consiste essa situação cadastral e por que ela não pode ser colocada à disposição do TCU? O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - O cadastro, de fato, envolve os dados econômicos e financeiros do Grupo. Alguns dados são publicados, por ser a JBS uma sociedade de capital aberto, que são disponibilizados, outros não. Então, momento de se fazer a análise da sua capacidade econômica e financeira, inclusive para pagar o financiamentos, são analisados dados que eventualmente a empresa não abre ao mercado em caráter geral. Por essa razão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - A última pergunta, Presidente, o terceiro ponto, por que razão os dados sobre a situação de adimplência do Grupo - suponho adimplência perante o BNDES, não adimplência perante o mercado em geral - também seriam protegidos por sigilo? 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF mercado. Então, estaria abrigada pelo núcleo do sigilo bancário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Quer dizer, nós estamos tratando de um contrato de mútuo, próximo do BNDES, a uma empresa privada. E o TCU indaga se a empresa privada está repagando esse valor. Essa informação, o BNDES considera reservada, pelo que Vossa Senhoria acaba de defender. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Na verdade, o TCU não formulou a pergunta, ele pediu todos os documentos, para, a partir daí, fazer a sua própria inferência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Certo. Mas o saldo devedor das operações de crédito permite ao TCU saber se o empréstimo está sendo repago? O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Sim. O empréstimo está sendo repago. Essa é uma informação que pode ser fornecida, diante da pergunta objetiva. Na verdade, nesse momento, trata-se de uma participação acionária. Então, a BNDESPAR é sócia. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Em segundo lugar, outro documento não fornecido foi a situação cadastral no BNDES do Grupo JBS/Friboi. Gostaria de saber, exatamente, em que consiste essa situação cadastral e por que ela não pode ser colocada à disposição do TCU? O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - O cadastro, de fato, envolve os dados econômicos e financeiros do Grupo. Alguns dados são publicados, por ser a JBS uma sociedade de capital aberto, que são disponibilizados, outros não. Então, momento de se fazer a análise da sua capacidade econômica e financeira, inclusive para pagar o financiamentos, são analisados dados que eventualmente a empresa não abre ao mercado em caráter geral. Por essa razão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - A última pergunta, Presidente, o terceiro ponto, por que razão os dados sobre a situação de adimplência do Grupo - suponho adimplência perante o BNDES, não adimplência perante o mercado em geral - também seriam protegidos por sigilo? 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 49 Esclarecimento MS 33340 / DF O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Pelas mesmas razões anteriores. A orientação jurídica é de que essa informação é protegida pelo núcleo do sigilo bancário, pois, revelaria, se eventualmente divulgado ao mercado, eventualmente uma empresa que não esteja em condições de plena solvência, impediria a captação de recursos em outra instituição financeira. Porque a análise de crédito, que é feita por cada instituição financeira, muitas vezes não se adotada a mesma metodologia. O BNDES tende a ser até mais rigoroso do que as outras instituições financeiras. Então, numa hipótese inversa, nós temos a seguinte situação: o tomador de crédito não consegue captar recursos no BNDES, por conta de não deter um cadastro adequado, e a revelação ao público dessas informações prejudicaria a empresa na tomada de financiamento em outra instituição financeira. Então, não se abre exceções, na verdade, a esse ponto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Satisfeito, Presidente. Muito obrigado. ***************** 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Pelas mesmas razões anteriores. A orientação jurídica é de que essa informação é protegida pelo núcleo do sigilo bancário, pois, revelaria, se eventualmente divulgado ao mercado, eventualmente uma empresa que não esteja em condições de plena solvência, impediria a captação de recursos em outra instituição financeira. Porque a análise de crédito, que é feita por cada instituição financeira, muitas vezes não se adotada a mesma metodologia. O BNDES tende a ser até mais rigoroso do que as outras instituições financeiras. Então, numa hipótese inversa, nós temos a seguinte situação: o tomador de crédito não consegue captar recursos no BNDES, por conta de não deter um cadastro adequado, e a revelação ao público dessas informações prejudicaria a empresa na tomada de financiamento em outra instituição financeira. Então, não se abre exceções, na verdade, a esse ponto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Satisfeito, Presidente. Muito obrigado. ***************** 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Presidente, eu li a inicial e depois o memorial trazido pelo BNDES, e hoje eu ouvi, com prazer e grande proveito, o voto do eminente Ministro Luiz Fux, que trata do assunto com grande proficiência. Eu devo dizer, Presidente, que tenho algumas dúvidas nessa matéria, não dúvidas teóricas, ou quanto aos princípios aplicáveis, esses, para ser franco, eu os tenho bem arrumados na minha mente, que são: o BNDES não pode ser como nenhuma entidade controlada pelo Estado, pode ser uma caixa-preta, portanto, aplica-se ao BNDES a ideia de transparência, ideia célebre mencionada pelo Ministro Brandeis da Suprema Corte Americana, de que "a luz do sol é o melhor detergente." Portanto, essa é a minha primeira ideia, quer dizer, a tutela legítima do interesse público exige o máximo de transparência razoável no BNDES. Minha segunda convicção teórica e principiológica é que o sigilo bancário e o sigilo empresarial, também, têm proteção constitucional e proteção legal, porque a tutela é legítima do interesse privado, assim o exige. Eu considero, no entanto, que o interesse público no controle do destino dos recursos públicos prevalece sobre o interesse privado na manutenção do sigilo como regra geral, embora, nesses casos, a ordem jurídica tenha criado uma cláusula de segurança, que é a exigência de reserva jurisdicional. Portanto, a minha dúvida aqui não é acerca da legitimidade do interesse do TCU em obter as informações necessárias; a minha dúvida aqui é quais são exatamente as informações necessárias e se elas estão ou não protegidas por sigilo bancário a ponto de exigir intervenção judicial. De modo que a questão da caixa-preta eu resolvo dizendo: ela não existe, e todas as informações que, razoavelmente, o TCU possa desejar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Presidente, eu li a inicial e depois o memorial trazido pelo BNDES, e hoje eu ouvi, com prazer e grande proveito, o voto do eminente Ministro Luiz Fux, que trata do assunto com grande proficiência. Eu devo dizer, Presidente, que tenho algumas dúvidas nessa matéria, não dúvidas teóricas, ou quanto aos princípios aplicáveis, esses, para ser franco, eu os tenho bem arrumados na minha mente, que são: o BNDES não pode ser como nenhuma entidade controlada pelo Estado, pode ser uma caixa-preta, portanto, aplica-se ao BNDES a ideia de transparência, ideia célebre mencionada pelo Ministro Brandeis da Suprema Corte Americana, de que "a luz do sol é o melhor detergente." Portanto, essa é a minha primeira ideia, quer dizer, a tutela legítima do interesse público exige o máximo de transparência razoável no BNDES. Minha segunda convicção teórica e principiológica é que o sigilo bancário e o sigilo empresarial, também, têm proteção constitucional e proteção legal, porque a tutela é legítima do interesse privado, assim o exige. Eu considero, no entanto, que o interesse público no controle do destino dos recursos públicos prevalece sobre o interesse privado na manutenção do sigilo como regra geral, embora, nesses casos, a ordem jurídica tenha criado uma cláusula de segurança, que é a exigência de reserva jurisdicional. Portanto, a minha dúvida aqui não é acerca da legitimidade do interesse do TCU em obter as informações necessárias; a minha dúvida aqui é quais são exatamente as informações necessárias e se elas estão ou não protegidas por sigilo bancário a ponto de exigir intervenção judicial. De modo que a questão da caixa-preta eu resolvo dizendo: ela não existe, e todas as informações que, razoavelmente, o TCU possa desejar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF devem ser franqueadas ao TCU. A minha única questão, que considero relevante, é saber quais dessas informações deveriam depender de autorização judicial. Eu procurei, Presidente, cheguei até a pensar em pedir vista para fazer uma reflexão mais profunda, mas, na verdade, eu acho que tenho os elementos suficientes extraídos do voto Ministro Fux e, em parte, das perguntas que fiz ao ilustre Advogado - e como isto é um mandado de segurança, e como o ônus da prova é do impetrante -, aquilo que eu tenho dúvida vai ser decidido em desfavor do impetrante, porque assim é a regra do jogo. De modo que eu consegui, no intervalo, fazer algumas anotações e trago aqui a minha reflexão. Quer dizer, nós estamos lidando com um mandado de segurança do BNDES e do BNDESPAR contra um acórdão do TCU que determinou que o BNDES colocasse à disposição do TCU um conjunto de documentos. Esses documentos, pelo que percebi, foram - eu fujo do neologismo "disponibilizar", Presidente - entregues ao TCU pelo BNDES, a quase totalidade dos documentos requeridos, à exceção de cinco documentos: o saldo devedor das operações de crédito; a situação cadastral no BNDES do Grupo Friboi; dados sobre a situação de adimplência do Grupo; rating de crédito; e a estratégia de hedge do Grupo. A posição do Ministro Luiz Fux é a de que o BNDES vale-se de recursos públicos para financiar a iniciativa privada e que, por essa razão, não pode invocar o sigilo bancário ou empresarial para rejeitar a entrega de documentos ou de informações ao TCU. Entendimento diverso, diz Sua Excelência, frustraria o cumprimento da missão institucional do TCU e impossibilitaria o controle social sobre a Administração Pública, essencial ao Estado Democrático de Direito. Embora, eu esteja de acordo, em linhas gerais, com essa afirmação, eu não a endossaria integralmente. Eu acho que há informações, sim, que estão sujeitas à reserva de jurisdição. Porém, no caso concreto, para mim, e depois das perguntas que fiz, não ficaram totalmente claras as razões pelas quais o BNDES recusou-se a entregar documentos ou informações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF devem ser franqueadas ao TCU. A minha única questão, que considero relevante, é saber quais dessas informações deveriam depender de autorização judicial. Eu procurei, Presidente, cheguei até a pensar em pedir vista para fazer uma reflexão mais profunda, mas, na verdade, eu acho que tenho os elementos suficientes extraídos do voto Ministro Fux e, em parte, das perguntas que fiz ao ilustre Advogado - e como isto é um mandado de segurança, e como o ônus da prova é do impetrante -, aquilo que eu tenho dúvida vai ser decidido em desfavor do impetrante, porque assim é a regra do jogo. De modo que eu consegui, no intervalo, fazer algumas anotações e trago aqui a minha reflexão. Quer dizer, nós estamos lidando com um mandado de segurança do BNDES e do BNDESPAR contra um acórdão do TCU que determinou que o BNDES colocasse à disposição do TCU um conjunto de documentos. Esses documentos, pelo que percebi, foram - eu fujo do neologismo "disponibilizar", Presidente - entregues ao TCU pelo BNDES, a quase totalidade dos documentos requeridos, à exceção de cinco documentos: o saldo devedor das operações de crédito; a situação cadastral no BNDES do Grupo Friboi; dados sobre a situação de adimplência do Grupo; rating de crédito; e a estratégia de hedge do Grupo. A posição do Ministro Luiz Fux é a de que o BNDES vale-se de recursos públicos para financiar a iniciativa privada e que, por essa razão, não pode invocar o sigilo bancário ou empresarial para rejeitar a entrega de documentos ou de informações ao TCU. Entendimento diverso, diz Sua Excelência, frustraria o cumprimento da missão institucional do TCU e impossibilitaria o controle social sobre a Administração Pública, essencial ao Estado Democrático de Direito. Embora, eu esteja de acordo, em linhas gerais, com essa afirmação, eu não a endossaria integralmente. Eu acho que há informações, sim, que estão sujeitas à reserva de jurisdição. Porém, no caso concreto, para mim, e depois das perguntas que fiz, não ficaram totalmente claras as razões pelas quais o BNDES recusou-se a entregar documentos ou informações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF sobre: 1) saldo devedor das operações de crédito do Grupo junto ao BNDES; 2) a situação cadastral no BNDES do Grupo Friboi; e 3) os dados sobre a situação de adimplência do Grupo junto ao BNDES. Considero que essas são informações de interesse público e que teria dúvidas se protegidas pelo sigilo bancário. No caso das informações cadastrais, eu até tenho um pouco de dúvida, porque é possível que, para a obtenção de crédito, uma empresa forneça informações que não quer ver divulgadas ao grande público. Por exemplo: quantas ações judiciais ela responde? Qual é o nível de exposição a que essas ações submetem essas empresas? Então, em relação às informações cadastrais, ainda tenho um pouco de dúvida. Mas não está esclarecido, para mim, nos autos, em que verdadeiramente consistem essas informações cadastrais? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Luís Roberto, apenas uma pequena observação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Claro! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Todo o voto levou em consideração - e, até, esclareci isso à Ministra Rosa, conversei com ela sobre isso -, quer dizer, o que, em primeiro lugar, me chamou a atenção: são duas pessoas praticamente de direito público litigando entre si. Segundo lugar, eu parti da premissa de que o TCU não vai..., ele quer para ele, para ele exercer a sua função. A ideia é essa. Eu não fiz nenhum juízo de valor sobre isso no voto, claro. Mas a ideia que me parece é essa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Vossa Excelência está partindo da premissa de que essas informações serão mantidas sob sigilo no TCU. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É, se elas estiverem sob sigilo, ou não há nenhum interesse do TCU, pelo que eu entendi, o TCU quer exercer a sua função nesse caso concreto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É. Eu, ontem, recebi um pedido muito singular, em que um filho de um delegado polícia que pediu levantamento de sigilo de interceptação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF sobre: 1) saldo devedor das operações de crédito do Grupo junto ao BNDES; 2) a situação cadastral no BNDES do Grupo Friboi; e 3) os dados sobre a situação de adimplência do Grupo junto ao BNDES. Considero que essas são informações de interesse público e que teria dúvidas se protegidas pelo sigilo bancário. No caso das informações cadastrais, eu até tenho um pouco de dúvida, porque é possível que, para a obtenção de crédito, uma empresa forneça informações que não quer ver divulgadas ao grande público. Por exemplo: quantas ações judiciais ela responde? Qual é o nível de exposição a que essas ações submetem essas empresas? Então, em relação às informações cadastrais, ainda tenho um pouco de dúvida. Mas não está esclarecido, para mim, nos autos, em que verdadeiramente consistem essas informações cadastrais? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Luís Roberto, apenas uma pequena observação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Claro! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Todo o voto levou em consideração - e, até, esclareci isso à Ministra Rosa, conversei com ela sobre isso -, quer dizer, o que, em primeiro lugar, me chamou a atenção: são duas pessoas praticamente de direito público litigando entre si. Segundo lugar, eu parti da premissa de que o TCU não vai..., ele quer para ele, para ele exercer a sua função. A ideia é essa. Eu não fiz nenhum juízo de valor sobre isso no voto, claro. Mas a ideia que me parece é essa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Vossa Excelência está partindo da premissa de que essas informações serão mantidas sob sigilo no TCU. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É, se elas estiverem sob sigilo, ou não há nenhum interesse do TCU, pelo que eu entendi, o TCU quer exercer a sua função nesse caso concreto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É. Eu, ontem, recebi um pedido muito singular, em que um filho de um delegado polícia que pediu levantamento de sigilo de interceptação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF telefônica, porque ele gostaria de franquear o acesso à imprensa. Eu posso até levantar o sigilo do inquérito, que farei, mas as informações continuam sigilosas. Portanto, quando você transfere o sigilo para alguém, seja autoridade judicial, seja uma Comissão Parlamentar de Inquérito, seja o Tribunal de Contas da União, você dá acesso àquele órgão, mas o sigilo continua, naturalmente. Mas, dizia eu, é importante notar que nós nos encontramos em sede de mandado de segurança e que compete ao impetrante, que é o BNDES, a demonstração do seu direito líquido e certo. É que achei um ponto interessante na proficiente sustentação feita pelo Advogado, quer dizer, em última análise, o BNDES está, em resguardo do sigilo bancário, protegendo informações da empresa privada contratante. O que eu acho que é um comportamento legítimo se essas informações efetivamente deverem ser protegidas. Portanto, em relação aos itens que eu não desfiz a minha dúvida, como nós estamos em sede de mandado de segurança, e considero que o ônus da prova era do BNDES, eu não estou acolhendo o pedido. De modo que, com essas considerações, eu estou acompanhando o voto do Relator no que respeita a obrigatoriedade do BNDES entregar ao Tribunal de Contas da União as informações e documentos pertinentes a: 1) saldo devedor das operações de crédito; 2) situação cadastral do Grupo JBS/Friboi; e 3) dados sobre a situação de adimplência do Grupo, porque considero que essas são informações diretamente relacionadas com a ida e a vinda deste recurso público. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Ministro Barroso, se me permitir um aparte? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu permito, permito. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Eu não me fiz claro, naturalmente havia esquecido de invocar que o BNDES observa a Instrução Normativa n 358 da CVM, que determina o modo de comunicação de fatos relevantes ao mercado. E essa Instrução Normativa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF telefônica, porque ele gostaria de franquear o acesso à imprensa. Eu posso até levantar o sigilo do inquérito, que farei, mas as informações continuam sigilosas. Portanto, quando você transfere o sigilo para alguém, seja autoridade judicial, seja uma Comissão Parlamentar de Inquérito, seja o Tribunal de Contas da União, você dá acesso àquele órgão, mas o sigilo continua, naturalmente. Mas, dizia eu, é importante notar que nós nos encontramos em sede de mandado de segurança e que compete ao impetrante, que é o BNDES, a demonstração do seu direito líquido e certo. É que achei um ponto interessante na proficiente sustentação feita pelo Advogado, quer dizer, em última análise, o BNDES está, em resguardo do sigilo bancário, protegendo informações da empresa privada contratante. O que eu acho que é um comportamento legítimo se essas informações efetivamente deverem ser protegidas. Portanto, em relação aos itens que eu não desfiz a minha dúvida, como nós estamos em sede de mandado de segurança, e considero que o ônus da prova era do BNDES, eu não estou acolhendo o pedido. De modo que, com essas considerações, eu estou acompanhando o voto do Relator no que respeita a obrigatoriedade do BNDES entregar ao Tribunal de Contas da União as informações e documentos pertinentes a: 1) saldo devedor das operações de crédito; 2) situação cadastral do Grupo JBS/Friboi; e 3) dados sobre a situação de adimplência do Grupo, porque considero que essas são informações diretamente relacionadas com a ida e a vinda deste recurso público. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Ministro Barroso, se me permitir um aparte? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu permito, permito. O SENHOR PATRICE GILLES PAIM LYARD (ADVOGADO) - Eu não me fiz claro, naturalmente havia esquecido de invocar que o BNDES observa a Instrução Normativa n 358 da CVM, que determina o modo de comunicação de fatos relevantes ao mercado. E essa Instrução Normativa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF delimita o tempo e o modo de comunicação, dada a grandiosidade desses empreendimentos que são financiados; e o momento de comunicação desses dados, muitas vezes, é relevante para um impacto, por vezes, sistêmico no mercado. A situação de adimplência ou de inadimplência, na verdade, ela segue uma resolução do Banco Central, que é melhor analisada até no parecer do Banco Central, que foi juntada aos autos. Se permite durante um período de, se não me engano, cento e vinte dias, agora me falha a memória, que o tomador do crédito, em situação de inadimplência, ele possa regularizar o seu saldo devedor. Então, após esse período, o devedor, ele é inscrito no CADIN, e essa informação passa a ser compartilhada pelas demais instituições. Então, eventualmente, é divulgada essa informação sobre saldo devedor ou um dado cadastral que possa trazer impacto ao mercado, dá- se a oportunidade de o credor, nesse período, regularizar sua situação. E, aí, divulgando a situação de adimplência, em contrapartida, talvez, revelaria, de outra forma, que aquele que não recebe a comunicação é, automaticamente, inadimplente. E esse dado poderia ser trabalhado no mercado de forma prejudicial à empresa devedora. O Banco Central, como disse, lavrou um parecer, que é juntado aos autos, analisando, justamente, o regulamento próprio do efeito sistêmico à luz das normas de supervisão do sistema bancário. Então, me perdoem não ter feito essa comunicação a tempo, mas, se for oportuno o pedido de vista, nós podemos trazer mais esclarecimentos até técnicos para, enfim, elucidar melhor os fatos. Então, me perdoem e muito obrigado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Obrigado. Eu estou, no entanto, Presidente, em pequena divergência com o Relator no que diz respeito ao fornecimento das informações sobre rating de crédito e estratégia de hedge do Grupo. Embora tenha tido pouco tempo, vou tentar elaborar o meu argumento. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF delimita o tempo e o modo de comunicação, dada a grandiosidade desses empreendimentos que são financiados; e o momento de comunicação desses dados, muitas vezes, é relevante para um impacto, por vezes, sistêmico no mercado. A situação de adimplência ou de inadimplência, na verdade, ela segue uma resolução do Banco Central, que é melhor analisada até no parecer do Banco Central, que foi juntada aos autos. Se permite durante um período de, se não me engano, cento e vinte dias, agora me falha a memória, que o tomador do crédito, em situação de inadimplência, ele possa regularizar o seu saldo devedor. Então, após esse período, o devedor, ele é inscrito no CADIN, e essa informação passa a ser compartilhada pelas demais instituições. Então, eventualmente, é divulgada essa informação sobre saldo devedor ou um dado cadastral que possa trazer impacto ao mercado, dá- se a oportunidade de o credor, nesse período, regularizar sua situação. E, aí, divulgando a situação de adimplência, em contrapartida, talvez, revelaria, de outra forma, que aquele que não recebe a comunicação é, automaticamente, inadimplente. E esse dado poderia ser trabalhado no mercado de forma prejudicial à empresa devedora. O Banco Central, como disse, lavrou um parecer, que é juntado aos autos, analisando, justamente, o regulamento próprio do efeito sistêmico à luz das normas de supervisão do sistema bancário. Então, me perdoem não ter feito essa comunicação a tempo, mas, se for oportuno o pedido de vista, nós podemos trazer mais esclarecimentos até técnicos para, enfim, elucidar melhor os fatos. Então, me perdoem e muito obrigado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Obrigado. Eu estou, no entanto, Presidente, em pequena divergência com o Relator no que diz respeito ao fornecimento das informações sobre rating de crédito e estratégia de hedge do Grupo. Embora tenha tido pouco tempo, vou tentar elaborar o meu argumento. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF Pelo que eu pude compreender da argumentação apresentada pelo BNDES, o rating de crédito o Grupo JBS/Friboi constitui uma espécie de classificação de risco do empréstimo produzida pelo banco, a partir de critérios próprios, firmados em juízo de discricionariedade técnica, de acordo com documentos empresariais que garantem amplo disclosure sobre a atividade do Grupo. Tais documentos são apresentados ao banco em caráter sigiloso, sob pena de grave comprometimento de estratégias do próprio negócio e de impacto sobre a liberdade e simetria concorrencial no mercado em que atua a empresa financiada. Portanto, Presidente, eu estou entendendo que se trata de informações prestadas pelo Grupo à instituição financeira em razão e para fins de obtenção do empréstimo e que, a meu ver, estão cobertas pelo sigilo bancário nos termos da Lei Complementar n 105/2001. Fica claro, ainda, que a divulgação do rating do banco pode impactar a credibilidade sobre a avaliação e, consequentemente, sobre os negócios do Grupo, o que sugere que tal informação encontra-se igualmente coberta por sigilo empresarial. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Barroso, apenas para justificar, não para intervir no ponto de vista de Vossa Excelência, jamais faria isso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Vossa Excelência, com muito prazer. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Só para justificar, quer dizer, porque não é comum na nossa linguagem o termo "rating". Em relação a isso, basicamente, ele serve para aferir se o BNDES está fazendo uma operação com uma empresa que não tem nenhuma expertise num mercado que não se conhece, que vai começar alguma coisa que pode dar certo ou errado; o "rating" é o risco. Então, ela precisa apresentar uma série de elementos para demonstrar que ela é apta a receber um empréstimo daquela monta do BNDES; esse é o "rating". O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É isso mesmo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Aí, eu raciocinei 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Pelo que eu pude compreender da argumentação apresentada pelo BNDES, o rating de crédito o Grupo JBS/Friboi constitui uma espécie de classificação de risco do empréstimo produzida pelo banco, a partir de critérios próprios, firmados em juízo de discricionariedade técnica, de acordo com documentos empresariais que garantem amplo disclosure sobre a atividade do Grupo. Tais documentos são apresentados ao banco em caráter sigiloso, sob pena de grave comprometimento de estratégias do próprio negócio e de impacto sobre a liberdade e simetria concorrencial no mercado em que atua a empresa financiada. Portanto, Presidente, eu estou entendendo que se trata de informações prestadas pelo Grupo à instituição financeira em razão e para fins de obtenção do empréstimo e que, a meu ver, estão cobertas pelo sigilo bancário nos termos da Lei Complementar n 105/2001. Fica claro, ainda, que a divulgação do rating do banco pode impactar a credibilidade sobre a avaliação e, consequentemente, sobre os negócios do Grupo, o que sugere que tal informação encontra-se igualmente coberta por sigilo empresarial. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Barroso, apenas para justificar, não para intervir no ponto de vista de Vossa Excelência, jamais faria isso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Vossa Excelência, com muito prazer. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Só para justificar, quer dizer, porque não é comum na nossa linguagem o termo "rating". Em relação a isso, basicamente, ele serve para aferir se o BNDES está fazendo uma operação com uma empresa que não tem nenhuma expertise num mercado que não se conhece, que vai começar alguma coisa que pode dar certo ou errado; o "rating" é o risco. Então, ela precisa apresentar uma série de elementos para demonstrar que ela é apta a receber um empréstimo daquela monta do BNDES; esse é o "rating". O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É isso mesmo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Aí, eu raciocinei 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF que o TCU poderia querer ver isso. É isso que eu entendi. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Da assertiva de que tais informações encontram-se sujeitas a sigilo, como me parece, não resulta a conclusão de que o TCU não pode ter acesso a elas, para fins da apuração de eventual ocorrência de ilícito ou de comportamento temerário. Entretanto, eu entendo que o acesso a esses dados pela Corte de Contas depende da quebra do sigilo, medida que demanda decisão judicial nos termos da jurisprudência do Supremo. Além disso, o TCU deverá assumir o compromisso de manter o caráter confidencial de tais informações, preservando os demais valores constitucionais já aludidos. Frise-se que não se nega ao TCU a possibilidade de obter as mencionadas informações ou de atuar em sua função de controle. Afirma- se, apenas, que a providência depende de prévia decisão judicial e impõe a obrigação de preservação de seu caráter sigiloso. Portanto, aqui procuro evitar que o TCU, no seu legítimo papel de fiscal do emprego dos recursos públicos, produza, no entanto, uma lesão reflexa de grave monta sobre uma empresa privada que, para obter o empréstimo, fez o disclosure de informações que, muitas vezes, ela não pode e nem quer fazer ao mercado. Aqui é importante esclarecer que esse entendimento não conflita com a decisão do Supremo no Mandado de Segurança n 21.729, citado pelo eminente Relator, porque, ali, se decidiu que o Banco do Brasil estava obrigado a fornecer a informação sobre o nome do beneficiário de determinado empréstimo, e concluiu-se que, como a operação envolvia recurso público, o nome do beneficiário não se sujeitava a sigilo, com o que eu estou de pleno acordo, mas aqui é algo um pouco mais drástico, que é um pouco o interior do business de uma empresa privada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Mas eu acho que os casos não eram análogos. Eu acho que eu citei que não era a mesma coisa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Não, eu só estou dizendo que não estou aplicando aquela 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF que o TCU poderia querer ver isso. É isso que eu entendi. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Da assertiva de que tais informações encontram-se sujeitas a sigilo, como me parece, não resulta a conclusão de que o TCU não pode ter acesso a elas, para fins da apuração de eventual ocorrência de ilícito ou de comportamento temerário. Entretanto, eu entendo que o acesso a esses dados pela Corte de Contas depende da quebra do sigilo, medida que demanda decisão judicial nos termos da jurisprudência do Supremo. Além disso, o TCU deverá assumir o compromisso de manter o caráter confidencial de tais informações, preservando os demais valores constitucionais já aludidos. Frise-se que não se nega ao TCU a possibilidade de obter as mencionadas informações ou de atuar em sua função de controle. Afirma- se, apenas, que a providência depende de prévia decisão judicial e impõe a obrigação de preservação de seu caráter sigiloso. Portanto, aqui procuro evitar que o TCU, no seu legítimo papel de fiscal do emprego dos recursos públicos, produza, no entanto, uma lesão reflexa de grave monta sobre uma empresa privada que, para obter o empréstimo, fez o disclosure de informações que, muitas vezes, ela não pode e nem quer fazer ao mercado. Aqui é importante esclarecer que esse entendimento não conflita com a decisão do Supremo no Mandado de Segurança n 21.729, citado pelo eminente Relator, porque, ali, se decidiu que o Banco do Brasil estava obrigado a fornecer a informação sobre o nome do beneficiário de determinado empréstimo, e concluiu-se que, como a operação envolvia recurso público, o nome do beneficiário não se sujeitava a sigilo, com o que eu estou de pleno acordo, mas aqui é algo um pouco mais drástico, que é um pouco o interior do business de uma empresa privada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Mas eu acho que os casos não eram análogos. Eu acho que eu citei que não era a mesma coisa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Não, eu só estou dizendo que não estou aplicando aquela 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF jurisprudência. O BNDES não deixou de informar o nome do beneficiário do empréstimo, no caso em exame, ou o respectivo valor e demais condições do negócio. Entretanto, a informação sobre o rating de uma empresa não é equiparável à informação sobre identidade do beneficiário de um financiamento, pelos fundamentos já indicados. Por essas razões, eu entendo que o BNDES não está obrigado a fornecer informações sobre o rating do Grupo e que a determinação de sua entrega, sem a preservação do sigilo, viola, desproporcionalmente, o direito da empresa, porque medida menos gravosa possibilitaria a consecução do mesmo fim, obtenção das informações pretendidas pelo TCU. E, por fim, Presidente, o mesmo parece ocorrer quanto à estratégia de hedge do Grupo. Eu pensei que "rating" e "hedge", Ministro, não fazem parte da nossa rotina; nossa rotina tem embargos infringentes. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Eu até confesso a Vossa Excelência que, no Superior Tribunal de Justiça, nós julgamos muito esses contratos de hedge para saber se a empresa que deve em dólar está alavancada em dólar para não correr o risco da desvalorização da moeda. Tem que ter um contrato à parte dizendo que, se o dólar chegar a "x", ela também está garantida em relação àquele valor. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Mas - enfim, procurei me inteirar para fazer bem feito meu serviço - o hedge é uma estratégia para minimizar os riscos do negócio do próprio grupo, como, por exemplo, os riscos de queda do preço futuro dos bens que produz. A toda evidência, não se pode conferir a essa informação publicidade irrestrita, sob pena de comprometer gravemente a competitividade perante seus próprios concorrentes. O exemplo que eu tinha do meu conhecimento de não expert: eu negocio milho; o milho custa dois mil e quinhentos a saca; eu tenho medo que, daqui há dois anos, o preço do milho caia para mil e quinhentos, o que seria um baque no meu negócio. E, portanto, eu faço um contrato futuro para ter certeza 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF jurisprudência. O BNDES não deixou de informar o nome do beneficiário do empréstimo, no caso em exame, ou o respectivo valor e demais condições do negócio. Entretanto, a informação sobre o rating de uma empresa não é equiparável à informação sobre identidade do beneficiário de um financiamento, pelos fundamentos já indicados. Por essas razões, eu entendo que o BNDES não está obrigado a fornecer informações sobre o rating do Grupo e que a determinação de sua entrega, sem a preservação do sigilo, viola, desproporcionalmente, o direito da empresa, porque medida menos gravosa possibilitaria a consecução do mesmo fim, obtenção das informações pretendidas pelo TCU. E, por fim, Presidente, o mesmo parece ocorrer quanto à estratégia de hedge do Grupo. Eu pensei que "rating" e "hedge", Ministro, não fazem parte da nossa rotina; nossa rotina tem embargos infringentes. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Eu até confesso a Vossa Excelência que, no Superior Tribunal de Justiça, nós julgamos muito esses contratos de hedge para saber se a empresa que deve em dólar está alavancada em dólar para não correr o risco da desvalorização da moeda. Tem que ter um contrato à parte dizendo que, se o dólar chegar a "x", ela também está garantida em relação àquele valor. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Mas - enfim, procurei me inteirar para fazer bem feito meu serviço - o hedge é uma estratégia para minimizar os riscos do negócio do próprio grupo, como, por exemplo, os riscos de queda do preço futuro dos bens que produz. A toda evidência, não se pode conferir a essa informação publicidade irrestrita, sob pena de comprometer gravemente a competitividade perante seus próprios concorrentes. O exemplo que eu tinha do meu conhecimento de não expert: eu negocio milho; o milho custa dois mil e quinhentos a saca; eu tenho medo que, daqui há dois anos, o preço do milho caia para mil e quinhentos, o que seria um baque no meu negócio. E, portanto, eu faço um contrato futuro para ter certeza 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF de que eu consiga vender, hoje, a dois e quinhentos e evitando isso. Evidentemente, essa especulação que eu estou fazendo sobre o meu próprio negócio e o do risco dele cair drasticamente, eu posso não querer divulgar ao mercado e acho compreensível. De modo que eu também acho que essa é uma informação protegida pelo sigilo empresarial, pelo sigilo negocial. E não bastasse isso em relação ao hedge, o próprio TCU reconhece, em sua manifestação nestes autos, que a informação sobre a estratégia de hedge do Grupo JBS/Friboi não é necessária para sua investigação, que tem por objeto apenas a relação entre o BNDES e o Grupo, e não a relação entre Friboi e o mercado. E, aí, eu transcrevo a passagem da manifestação do TCU neste sentido. Se não há necessidade de tal informação para atividade de fiscalização do TCU, e se o seu fornecimento pode gerar prejuízo para a estratégia empresarial do Grupo e restrições à sua privacidade, à livre iniciativa e à livre concorrência, não há dúvida que a exigência viola o princípio da proporcionalidade, bem como dos mencionados bens constitucionais. O eminente Advogado suscitou, da tribuna, uma questão relativa à informação cadastral. Se alguém dos nossos Colegas pedir vista, eu me disponho a voltar a refletir, mas, nesse momento, com as informações que eu dispunha na inicial e no memorial, eu estou mantendo a minha posição. De modo, Presidente, que eu estou acompanhando o eminente Relator e, uma vez mais, louvando o voto minucioso, cuidadoso e erudito, no tocante a reconhecer a obrigação do BNDES de entregar informações e documentos sobre: saldo devedor da operações de crédito do Grupo JBS/Friboi no banco. Considero razoável que um banco estatal..., e aqui eu afasto um argumento do BNDES, embora bem defendido, rebatido pelo eminente Relator, de que esses recursos seriam privados ou em ampla medida privados, inclusive por ser uma sociedade de economia mista. O BNDES é um banco de fomento, com um forte aporte de recursos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF de que eu consiga vender, hoje, a dois e quinhentos e evitando isso. Evidentemente, essa especulação que eu estou fazendo sobre o meu próprio negócio e o do risco dele cair drasticamente, eu posso não querer divulgar ao mercado e acho compreensível. De modo que eu também acho que essa é uma informação protegida pelo sigilo empresarial, pelo sigilo negocial. E não bastasse isso em relação ao hedge, o próprio TCU reconhece, em sua manifestação nestes autos, que a informação sobre a estratégia de hedge do Grupo JBS/Friboi não é necessária para sua investigação, que tem por objeto apenas a relação entre o BNDES e o Grupo, e não a relação entre Friboi e o mercado. E, aí, eu transcrevo a passagem da manifestação do TCU neste sentido. Se não há necessidade de tal informação para atividade de fiscalização do TCU, e se o seu fornecimento pode gerar prejuízo para a estratégia empresarial do Grupo e restrições à sua privacidade, à livre iniciativa e à livre concorrência, não há dúvida que a exigência viola o princípio da proporcionalidade, bem como dos mencionados bens constitucionais. O eminente Advogado suscitou, da tribuna, uma questão relativa à informação cadastral. Se alguém dos nossos Colegas pedir vista, eu me disponho a voltar a refletir, mas, nesse momento, com as informações que eu dispunha na inicial e no memorial, eu estou mantendo a minha posição. De modo, Presidente, que eu estou acompanhando o eminente Relator e, uma vez mais, louvando o voto minucioso, cuidadoso e erudito, no tocante a reconhecer a obrigação do BNDES de entregar informações e documentos sobre: saldo devedor da operações de crédito do Grupo JBS/Friboi no banco. Considero razoável que um banco estatal..., e aqui eu afasto um argumento do BNDES, embora bem defendido, rebatido pelo eminente Relator, de que esses recursos seriam privados ou em ampla medida privados, inclusive por ser uma sociedade de economia mista. O BNDES é um banco de fomento, com um forte aporte de recursos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF do Tesouro, de modo que eu acho que, ainda quando por ser uma sociedade de economia mista, esteja sujeito à muitas regras de mercado, nesse particular de controle da aplicação desses recursos públicos, eu não trataria esses recursos como sendo recursos privados - e, aqui, em plena concordância com o Relator - e considero ser um direito do órgão de fiscalização, quando não da sociedade brasileira, saber exatamente o montante que foi emprestado e como esse dinheiro está sendo repago, inclusive como esclareceu o Advogado, da tribuna, por intermédio de uma participação direta no empreendimento. Também estou acompanhando o eminente Relator no tocante a informações e documentos sobre situação cadastral e igualmente sobre situação de adimplência. Acho até, Presidente, e eminente Colegas, que, se firmarmos esse entendimento e ele for prevalecente, talvez se crie uma nova lógica no tipo de relação que vai haver entre empresas privadas e o BNDES, porque haverá um reforço na transparência e na exposição pública desse tipo de operação. E, embora isso possa trazer alguma consequência negativa do ponto de vista creditício ou do interesse bancário, o que se perde nesse domínio se ganha - penso - em proveito para a cidadania em termos de transparência. Portanto, entendo as razões do BNDES, porque talvez, de certa forma, estejamos mudando, quando dão a normatização, ao menos os costumes neste mercado. Mas, aqui, em favor da transparência, que é uma demanda social hoje tão relevante na sociedade brasileira, acho que faz todo o sentido que estejamos abrindo essas informações, porque as considero de interesse público e diretamente relacionadas com a aplicação de dinheiros públicos. E, no entanto, estou concedendo parcialmente a segurança para reconhecer que o BNDES não está obrigado a fornecer informações ao TCU pertinentes ao rating de crédito do Grupo por considerar que esta é uma informação protegida pelo sigilo bancário, que só foi entregue pelo Grupo ao banco de fomento para obter o crédito - portanto, uma operação tipicamente de natureza bancária e protegida por sigilo -, bem como a estratégia de hedge, que também considero protegida pelo sigilo empresarial, sendo que uma e outra podem ser superadas por decisão 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF do Tesouro, de modo que eu acho que, ainda quando por ser uma sociedade de economia mista, esteja sujeito à muitas regras de mercado, nesse particular de controle da aplicação desses recursos públicos, eu não trataria esses recursos como sendo recursos privados - e, aqui, em plena concordância com o Relator - e considero ser um direito do órgão de fiscalização, quando não da sociedade brasileira, saber exatamente o montante que foi emprestado e como esse dinheiro está sendo repago, inclusive como esclareceu o Advogado, da tribuna, por intermédio de uma participação direta no empreendimento. Também estou acompanhando o eminente Relator no tocante a informações e documentos sobre situação cadastral e igualmente sobre situação de adimplência. Acho até, Presidente, e eminente Colegas, que, se firmarmos esse entendimento e ele for prevalecente, talvez se crie uma nova lógica no tipo de relação que vai haver entre empresas privadas e o BNDES, porque haverá um reforço na transparência e na exposição pública desse tipo de operação. E, embora isso possa trazer alguma consequência negativa do ponto de vista creditício ou do interesse bancário, o que se perde nesse domínio se ganha - penso - em proveito para a cidadania em termos de transparência. Portanto, entendo as razões do BNDES, porque talvez, de certa forma, estejamos mudando, quando dão a normatização, ao menos os costumes neste mercado. Mas, aqui, em favor da transparência, que é uma demanda social hoje tão relevante na sociedade brasileira, acho que faz todo o sentido que estejamos abrindo essas informações, porque as considero de interesse público e diretamente relacionadas com a aplicação de dinheiros públicos. E, no entanto, estou concedendo parcialmente a segurança para reconhecer que o BNDES não está obrigado a fornecer informações ao TCU pertinentes ao rating de crédito do Grupo por considerar que esta é uma informação protegida pelo sigilo bancário, que só foi entregue pelo Grupo ao banco de fomento para obter o crédito - portanto, uma operação tipicamente de natureza bancária e protegida por sigilo -, bem como a estratégia de hedge, que também considero protegida pelo sigilo empresarial, sendo que uma e outra podem ser superadas por decisão 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 49 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33340 / DF judicial. Portanto, a única coisa que estou entendendo é que o BNDES não pode, sponte propria, exigir estas informações sem previamente pedir ao órgão competente do Poder Judiciário a quebra do sigilo bancário. De modo, Presidente, e finalizando, é como estou votando. Estou acompanhando o eminente Relator na maior porção do seu voto e divergindo em menor porção, para conceder parcialmente a ordem a fim de excluir o dever de emprestar as informações sobre rating de crédito e estratégia de hedge, salvo decisão judicial que assim o determine. É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF judicial. Portanto, a única coisa que estou entendendo é que o BNDES não pode, sponte propria, exigir estas informações sem previamente pedir ao órgão competente do Poder Judiciário a quebra do sigilo bancário. De modo, Presidente, e finalizando, é como estou votando. Estou acompanhando o eminente Relator na maior porção do seu voto e divergindo em menor porção, para conceder parcialmente a ordem a fim de excluir o dever de emprestar as informações sobre rating de crédito e estratégia de hedge, salvo decisão judicial que assim o determine. É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 49 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na visão leiga, talvez devesse, antes de votar neste caso, pedir autorização ao grande ator que é Tony Ramos! Presidente, o Banco, que não é um estabelecimento bancário propriamente dito, porque não lida com contas, considerados depósitos e saques, veio a Juízo, e entendo por que assim o fez, como apontei, num aparte permitido pelo ministro Luís Roberto Barroso, não para defender direito alheio, mas cuidar dos próprios interesses, sob o ângulo da responsabilidade, no que depositário de informações. Um terceiro aspecto, Presidente, devo presumir o que normalmente ocorre, ou seja, que, pretendendo o Tribunal de Contas da União certas informações, tenha como objetivo o zelo da coisa pública, o zelo de recursos públicos. Tanto quanto possível, se houver informações cobertas pelo sigilo, o preservará. Primeira condição do mandado de segurança: o concurso de direito líquido e certo. Podemos vislumbrar, no caso, o concurso de direito líquido e certo a ponto de não se proporcionar ao Tribunal de Contas as informações? A meu ver, não. E não temos, na Carta da República, normas conflitantes, já que o conflito é simplesmente aparente. Se, de um lado, no rol das garantias constitucionais, principal rol das garantias constitucionais, que é o do artigo 5..., tem-se o sigilo de dados, de outro, na própria Carta da República, presente não mais o interesse individual, privado, mas o público, há o temperamento desse mesmo sigilo. De que forma? Mediante as atribuições do Tribunal de Contas da União. Não podemos imaginar que, para fiscalizar recursos públicos, dependa o Tribunal de Contas da União da burocratização na obtenção de informações, tendo que recorrer ao Judiciário, para que autorize algo que já está autorizado, sem peias, na própria Lei das leis do País, que é a Constituição Federal. Ante esse contexto e, neste caso, ao contrário de um outro caso que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713666. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na visão leiga, talvez devesse, antes de votar neste caso, pedir autorização ao grande ator que é Tony Ramos! Presidente, o Banco, que não é um estabelecimento bancário propriamente dito, porque não lida com contas, considerados depósitos e saques, veio a Juízo, e entendo por que assim o fez, como apontei, num aparte permitido pelo ministro Luís Roberto Barroso, não para defender direito alheio, mas cuidar dos próprios interesses, sob o ângulo da responsabilidade, no que depositário de informações. Um terceiro aspecto, Presidente, devo presumir o que normalmente ocorre, ou seja, que, pretendendo o Tribunal de Contas da União certas informações, tenha como objetivo o zelo da coisa pública, o zelo de recursos públicos. Tanto quanto possível, se houver informações cobertas pelo sigilo, o preservará. Primeira condição do mandado de segurança: o concurso de direito líquido e certo. Podemos vislumbrar, no caso, o concurso de direito líquido e certo a ponto de não se proporcionar ao Tribunal de Contas as informações? A meu ver, não. E não temos, na Carta da República, normas conflitantes, já que o conflito é simplesmente aparente. Se, de um lado, no rol das garantias constitucionais, principal rol das garantias constitucionais, que é o do artigo 5..., tem-se o sigilo de dados, de outro, na própria Carta da República, presente não mais o interesse individual, privado, mas o público, há o temperamento desse mesmo sigilo. De que forma? Mediante as atribuições do Tribunal de Contas da União. Não podemos imaginar que, para fiscalizar recursos públicos, dependa o Tribunal de Contas da União da burocratização na obtenção de informações, tendo que recorrer ao Judiciário, para que autorize algo que já está autorizado, sem peias, na própria Lei das leis do País, que é a Constituição Federal. Ante esse contexto e, neste caso, ao contrário de um outro caso que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713666. Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 49 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 33340 / DF julgamos no Plenário, enaltecendo as lições pedagógicas e a base doutrinária do voto do ministro Luiz Fux, indefiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713666. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF julgamos no Plenário, enaltecendo as lições pedagógicas e a base doutrinária do voto do ministro Luiz Fux, indefiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713666. Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 49 Voto - MIN. ROSA WEBER 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu tenho sempre dito que, na condição de Presidente, fico em uma situação privilegiada, porque voto depois de ouvir os senhores advogados, o Relator e os meus caríssimos pares, Ministro Luís Roberto e Ministro Marco Aurélio. Nesse caso, não estou me sentindo nenhum pouco privilegiada, porque, de tanto ouvi-los, eu que tinha uma convicção muito tranquila, na linha do voto do Ministro Fux, sinto algumas dificuldades a superar depois dos brilhantes argumentos do Ministro Luís Roberto, em que faz essa distinção quanto ao rating de crédito e à estratégia de hedge, ressalvando por óbvio a reserva judicial, a possibilidade de autorização judicial para requisição desses documentos ou fornecimento dessas informações. E o interessante nesse caso, que é tão delicado, é que, com relação às premissas básicas, todos nós estamos de acordo. Todos dizemos que a transparência há de permear sim, não só a própria gestão da coisa pública, mas todos aqueles atos em que, de alguma forma, envolvidos os recursos públicos. Ninguém diverge sobre isso. Ninguém diverge quanto - em função da interpretação dada por esta Casa aos textos constitucionais – ao fato de o TCU não ter competência para determinar a quebra de sigilo. Não há qualquer divergência; ao contrário, o próprio TCU o afirma em todas as suas manifestações. Também não há dúvida alguma de que em jogo recursos públicos, apesar da tese dos impetrantes de que parte dos valores não poderia ser qualificada como recursos públicos em sentido estrito. Mas também não há dúvida alguma - todos estamos de acordo - que o interesse público há de sobrepairar sim sobre o interesse privado e que tanto o sigilo bancário quanto o sigilo empresarial têm estatura, sim, constitucional, proteção constitucional. Todos estamos absolutamente de acordo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669798. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu tenho sempre dito que, na condição de Presidente, fico em uma situação privilegiada, porque voto depois de ouvir os senhores advogados, o Relator e os meus caríssimos pares, Ministro Luís Roberto e Ministro Marco Aurélio. Nesse caso, não estou me sentindo nenhum pouco privilegiada, porque, de tanto ouvi-los, eu que tinha uma convicção muito tranquila, na linha do voto do Ministro Fux, sinto algumas dificuldades a superar depois dos brilhantes argumentos do Ministro Luís Roberto, em que faz essa distinção quanto ao rating de crédito e à estratégia de hedge, ressalvando por óbvio a reserva judicial, a possibilidade de autorização judicial para requisição desses documentos ou fornecimento dessas informações. E o interessante nesse caso, que é tão delicado, é que, com relação às premissas básicas, todos nós estamos de acordo. Todos dizemos que a transparência há de permear sim, não só a própria gestão da coisa pública, mas todos aqueles atos em que, de alguma forma, envolvidos os recursos públicos. Ninguém diverge sobre isso. Ninguém diverge quanto - em função da interpretação dada por esta Casa aos textos constitucionais – ao fato de o TCU não ter competência para determinar a quebra de sigilo. Não há qualquer divergência; ao contrário, o próprio TCU o afirma em todas as suas manifestações. Também não há dúvida alguma de que em jogo recursos públicos, apesar da tese dos impetrantes de que parte dos valores não poderia ser qualificada como recursos públicos em sentido estrito. Mas também não há dúvida alguma - todos estamos de acordo - que o interesse público há de sobrepairar sim sobre o interesse privado e que tanto o sigilo bancário quanto o sigilo empresarial têm estatura, sim, constitucional, proteção constitucional. Todos estamos absolutamente de acordo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 49 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33340 / DF Mas o eminente Ministro Luís Roberto trouxe essa questão – eu a achei interessantíssima, porque envolveria uma nuance-, que extrapolaria a relação BNDES e TCU, no sentido do exame do emprego de recursos públicos, e diria propriamente com a relação do contratante, no caso a empresa do Grupo Friboi, com o mercado. Essa seria a nuance que levou à decisão desta Casa naquele processo que dizia respeito ao Banco do Brasil . E aí a distinção que Vossa Excelência fez, Ministro Luiz Fux, que, naquele processo, se buscavam, junto ao Banco do Brasil, informações e dados de terceiros, e não dos diretamente envolvidos. Realmente é uma situação muito interessante, mas a resolvo também tendo como norte o fato de estarmos em sede de mandado de segurança. Na verdade, os impetrantes precisariam ter a seu favor um direito líquido e certo, e, a completar o tripé, necessário ato de autoridade, com abuso ou ilegalidade, para chegarmos à concessão da ordem. Então, pedindo todas as vênias e com essas brevíssimas considerações, acompanho o voto do eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669798. Supremo Tribunal Federal MS 33340 / DF Mas o eminente Ministro Luís Roberto trouxe essa questão – eu a achei interessantíssima, porque envolveria uma nuance-, que extrapolaria a relação BNDES e TCU, no sentido do exame do emprego de recursos públicos, e diria propriamente com a relação do contratante, no caso a empresa do Grupo Friboi, com o mercado. Essa seria a nuance que levou à decisão desta Casa naquele processo que dizia respeito ao Banco do Brasil . E aí a distinção que Vossa Excelência fez, Ministro Luiz Fux, que, naquele processo, se buscavam, junto ao Banco do Brasil, informações e dados de terceiros, e não dos diretamente envolvidos. Realmente é uma situação muito interessante, mas a resolvo também tendo como norte o fato de estarmos em sede de mandado de segurança. Na verdade, os impetrantes precisariam ter a seu favor um direito líquido e certo, e, a completar o tripé, necessário ato de autoridade, com abuso ou ilegalidade, para chegarmos à concessão da ordem. Então, pedindo todas as vênias e com essas brevíssimas considerações, acompanho o voto do eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8669798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 49 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Roberto Barroso, que concedia, parcialmente, a ordem. Falou o Dr. Patrice Gilles Paim Lyard, pelos Impetrantes. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8643987 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 33.340 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX IMPTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Roberto Barroso, que concedia, parcialmente, a ordem. Falou o Dr. Patrice Gilles Paim Lyard, pelos Impetrantes. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8643987 Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 49
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 33 . 340", "MS 33340 / DF", "MS 22 . 801", "MS 33340 / DF", "MS 22 . 801", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "ADI 2 . 361", "MS 33340 / DF", "ADI 2 . 361", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "TC", "-", "007", ".", "527", "/", "2014", "-", "4", "Acórdão 1 . 398 / 2014 - Plenário", "TC", "-", "007", ".", "527", "/", "2014", "-", "4", "Acórdão 1 . 398 / 2014 - Plenário", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 22 . 801", "22", ".", "934", "MS 33340 / DF", "MS 22 . 801", "MS 33340 / DF", "MS 22 . 801", "MS 22 . 934", "MS 33340 / DF", "MS 22 . 801", "MS 22 . 934", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "SS 3902 AgR", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 21 . 729", "MS 33340 / DF", "MS 21 . 729", "MS 33340 / DF", "427", "ADI 2 . 361", "MS 33340 / DF", "ADI 2 . 361", "MS 33340 / DF", "ADI n 2 . 444", "MS 33340 / DF", "ADI n 2 . 444", "MS 33340 / DF", "ADI 2444", "MS 33340 / DF", "ADI 2444", "MANDADO DE SEGURANÇA 33 . 340", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 /", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "Mandado de Segurança n 21 . 729", "MS 33340 / DF", "Mandado de Segurança n 21 . 729", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MANDADO", "MANDADO DE SEGURANÇA 33 . 340", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MS 33340 / DF", "MANDADO DE SEGURANÇA 33 . 340" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar n 105 / 2001", "art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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FUX", "Rosa", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "Luís Roberto", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "Rosa", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "GILLES PAIM LYARD", "Barroso", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "GILLES PAIM LYARD", "GILLES PAIM LYARD", "Barroso", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "GILLES PAIM LYARD", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "Barroso", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Barroso", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Friboi", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Tony Ramos", 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Ementa e Acórdão 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) :ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) :MARCIO RODRIGUES ALMEIDA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Tráfico e associação para o tráfico de drogas (arts. 33, caput, e 35, caput, todos da Lei n. 11.343/2006). 3. Prisão preventiva. Necessidade da custódia cautelar para garantir a ordem pública. 3.1. Gravidade concreta do delito: considerável quantidade de droga apreendida e envolvimento de adolescentes. 3.2. Um dos acusados responde a outras ações penais, também por crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas (real possibilidade de reiteração delitiva). 3.3. Fundamentação idônea que recomenda a medida constritiva. 4. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685620. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) :ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) :MARCIO RODRIGUES ALMEIDA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Marcio Rodrigues Almeida, em favor de Ruthere Mendes da Silva e Ecival Gomes Sampaio, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que não conheceu do HC n. 356.770/PA. Segundo os autos, em 9 de março de 2016, os pacientes foram presos em flagrante pela suposta prática dos delitos descritos nos arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006 (tráfico ilícito de entorpecentes e associação para o tráfico). Naquela oportunidade, foram apreendidos com o acusado Ecival 51 (cinquenta e um) papelotes de crack (18,6 gramas) e com o outro agente Ruthere Mendes 1 porção de crack (25,9 gramas) e 20 papelotes de maconha (47,8 gramas). Em 12 de março de 2016, o Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Rondon do Pará/PA converteu a prisão em flagrante em preventiva. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ/PA), alegando, em síntese: a) ausência de fundamentação do decreto preventivo; b) inexistência dos pressupostos da prisão preventiva; e c) a presença de condições pessoais favoráveis. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) :ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) :MARCIO RODRIGUES ALMEIDA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Marcio Rodrigues Almeida, em favor de Ruthere Mendes da Silva e Ecival Gomes Sampaio, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que não conheceu do HC n. 356.770/PA. Segundo os autos, em 9 de março de 2016, os pacientes foram presos em flagrante pela suposta prática dos delitos descritos nos arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006 (tráfico ilícito de entorpecentes e associação para o tráfico). Naquela oportunidade, foram apreendidos com o acusado Ecival 51 (cinquenta e um) papelotes de crack (18,6 gramas) e com o outro agente Ruthere Mendes 1 porção de crack (25,9 gramas) e 20 papelotes de maconha (47,8 gramas). Em 12 de março de 2016, o Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Rondon do Pará/PA converteu a prisão em flagrante em preventiva. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ/PA), alegando, em síntese: a) ausência de fundamentação do decreto preventivo; b) inexistência dos pressupostos da prisão preventiva; e c) a presença de condições pessoais favoráveis. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 135418 / PA A Corte estadual denegou a ordem nos termos da ementa a seguir transcrita: “HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PRISÃO PREVENTIVA. DESFUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. CONDIÇÕES FAVORÁVEIS. 1. O decreto preventivo contra os pacientes está devidamente fundamentado, diante dos indícios de autoria e materialidade, e da gravidade do delito, cuja violação à ordem pública é inerente à natureza do crime, sendo insuficiente a existência de predicados pessoais, principalmente neste caso, em que foi deficiente a instrução mandamental. 2. Ordem denegada. Decisão unânime”. A defesa, então, impetrou novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), reiterando a alegação de ausência de fundamentação idônea da decisão do Juízo de primeiro grau que determinou a segregação cautelar. A Quinta Turma desse Tribunal Superior não conheceu do writ nos seguintes termos: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I - A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do col. Pretório Excelso, firmou orientação no sentido de não admitir a impetração de habeas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA A Corte estadual denegou a ordem nos termos da ementa a seguir transcrita: “HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PRISÃO PREVENTIVA. DESFUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. CONDIÇÕES FAVORÁVEIS. 1. O decreto preventivo contra os pacientes está devidamente fundamentado, diante dos indícios de autoria e materialidade, e da gravidade do delito, cuja violação à ordem pública é inerente à natureza do crime, sendo insuficiente a existência de predicados pessoais, principalmente neste caso, em que foi deficiente a instrução mandamental. 2. Ordem denegada. Decisão unânime”. A defesa, então, impetrou novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), reiterando a alegação de ausência de fundamentação idônea da decisão do Juízo de primeiro grau que determinou a segregação cautelar. A Quinta Turma desse Tribunal Superior não conheceu do writ nos seguintes termos: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I - A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do col. Pretório Excelso, firmou orientação no sentido de não admitir a impetração de habeas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 135418 / PA corpus em substituição ao recurso adequado, situação que implica o não-conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que, configurada flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, seja possível a concessão da ordem de ofício. II - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. III - Na hipótese, o decreto prisional encontra-se devidamente fundamentado em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam que a liberdade dos pacientes acarretaria risco à ordem pública, notadamente se considerada a quantidade de entorpecentes apreendidos em seu poder (cinquenta e um papelotes de ‘crack’). Habeas corpus não conhecido”. Nesta Corte, o impetrante afirma que: a) a prisão preventiva foi decretada com base na gravidade abstrata do delito; b) o decreto cautelar é totalmente destituído de qualquer fundamentação válida; c) sob pena de violação ao princípio da presunção de inocência, a prisão deve ser a exceção e não a regra. Ao final, pede a concessão da ordem para que os pacientes possam responder à ação penal em liberdade. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ e, caso conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA corpus em substituição ao recurso adequado, situação que implica o não-conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que, configurada flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, seja possível a concessão da ordem de ofício. II - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. III - Na hipótese, o decreto prisional encontra-se devidamente fundamentado em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam que a liberdade dos pacientes acarretaria risco à ordem pública, notadamente se considerada a quantidade de entorpecentes apreendidos em seu poder (cinquenta e um papelotes de ‘crack’). Habeas corpus não conhecido”. Nesta Corte, o impetrante afirma que: a) a prisão preventiva foi decretada com base na gravidade abstrata do delito; b) o decreto cautelar é totalmente destituído de qualquer fundamentação válida; c) sob pena de violação ao princípio da presunção de inocência, a prisão deve ser a exceção e não a regra. Ao final, pede a concessão da ordem para que os pacientes possam responder à ação penal em liberdade. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ e, caso conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa reitera, no presente writ, as alegações de ausência dos requisitos autorizadores da custódia cautelar, dispostos no artigo 312 do CPP. De modo geral, a prisão preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para sua decretação, nos termos do art. 312 do CPP: I) garantia da ordem pública; II) garantia da ordem econômica; III) garantia da aplicação da lei penal; e IV) conveniência da instrução criminal. Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais condições realizam-se na espécie. Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos, devidamente explicitados. Por oportuno, transcrevo trechos da decisão do magistrado a quo, que decretou a prisão preventiva dos pacientes: “Consta dos autos de prisão em flagrante que no dia 09/03/2016, por volta das 19h30min, guarnição da Polícia Militar realizou revista em imóvel de propriedade do indiciado ECIVAL GOMES SAMPAIO, tendo encontrado 51 (cinquenta e um) papelotes de substância entorpecente ilícita assemelhada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa reitera, no presente writ, as alegações de ausência dos requisitos autorizadores da custódia cautelar, dispostos no artigo 312 do CPP. De modo geral, a prisão preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para sua decretação, nos termos do art. 312 do CPP: I) garantia da ordem pública; II) garantia da ordem econômica; III) garantia da aplicação da lei penal; e IV) conveniência da instrução criminal. Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais condições realizam-se na espécie. Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos, devidamente explicitados. Por oportuno, transcrevo trechos da decisão do magistrado a quo, que decretou a prisão preventiva dos pacientes: “Consta dos autos de prisão em flagrante que no dia 09/03/2016, por volta das 19h30min, guarnição da Polícia Militar realizou revista em imóvel de propriedade do indiciado ECIVAL GOMES SAMPAIO, tendo encontrado 51 (cinquenta e um) papelotes de substância entorpecente ilícita assemelhada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA ao crack. Durante a condução de ECIVAL GOMES SAMPAIO para a Delegacia de Polícia local, este declarou que 2 (dois) adolescentes o ajudavam a vender a droga, tendo o adolescente MICHAEL JACKSON DA SILVA afirmado que adquiria a droga das mãos do indiciado RUTHERE MENDES DA SILVA. Ao empreenderem busca na residência de RUTHERE MENDES DA SILVA, a guarnição da Polícia Militar encontrou maconha e crack. (…) Os indícios de autoria e materialidade encontram-se perfeitamente demonstrados através do boletim de ocorrência policial, das declarações testemunhais e das demais peças produzidas no presente auto de prisão em flagrante. Neste sentido, impõe-se a HOMOLOGAÇÃO do presente auto, tendo, por consequência, a necessária e devida manutenção da prisão em flagrante de RUTHERE MENDES DA SILVA e ECIVAL GOMES SAMPAIO. (…) Entendo que, no presente caso, o binômio necessidade-adequação se encontra presente, restando segura a possibilidade de os indiciados voltarem a delinquir, posto que RUTHERE MENDES DA SILVA e ECIVAL GOMES SAMPAIO demonstraram ter conduta perigosa, mormente pelo fato de serem traficantes de substâncias entorpecentes ilícitas, tudo com o escopo de obter ganhos financeiros fáceis e às custas da incolumidade pública. Ademais, a forma como agiram está a comprovar a necessidade de suas segregações provisórias, a fim de evitar males maiores. As suas condutas corroboram que possuem a personalidade perigosa, o que demonstra que a concessão da liberdade pode ensejar e até mesmo estimular a prática de novos crimes. As circunstâncias de suas prisões e as suas condutas demonstram audácia e destemor. Tais fatos conduzem à necessidade da segregação, pois indica que, uma vez postos em liberdade, voltarão a delinquir. Ora, a sociedade já vive em constante apreensão pelos elevados índices de criminalidade, sendo, portanto, dever do Estado colaborar para devolver a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA ao crack. Durante a condução de ECIVAL GOMES SAMPAIO para a Delegacia de Polícia local, este declarou que 2 (dois) adolescentes o ajudavam a vender a droga, tendo o adolescente MICHAEL JACKSON DA SILVA afirmado que adquiria a droga das mãos do indiciado RUTHERE MENDES DA SILVA. Ao empreenderem busca na residência de RUTHERE MENDES DA SILVA, a guarnição da Polícia Militar encontrou maconha e crack. (…) Os indícios de autoria e materialidade encontram-se perfeitamente demonstrados através do boletim de ocorrência policial, das declarações testemunhais e das demais peças produzidas no presente auto de prisão em flagrante. Neste sentido, impõe-se a HOMOLOGAÇÃO do presente auto, tendo, por consequência, a necessária e devida manutenção da prisão em flagrante de RUTHERE MENDES DA SILVA e ECIVAL GOMES SAMPAIO. (…) Entendo que, no presente caso, o binômio necessidade-adequação se encontra presente, restando segura a possibilidade de os indiciados voltarem a delinquir, posto que RUTHERE MENDES DA SILVA e ECIVAL GOMES SAMPAIO demonstraram ter conduta perigosa, mormente pelo fato de serem traficantes de substâncias entorpecentes ilícitas, tudo com o escopo de obter ganhos financeiros fáceis e às custas da incolumidade pública. Ademais, a forma como agiram está a comprovar a necessidade de suas segregações provisórias, a fim de evitar males maiores. As suas condutas corroboram que possuem a personalidade perigosa, o que demonstra que a concessão da liberdade pode ensejar e até mesmo estimular a prática de novos crimes. As circunstâncias de suas prisões e as suas condutas demonstram audácia e destemor. Tais fatos conduzem à necessidade da segregação, pois indica que, uma vez postos em liberdade, voltarão a delinquir. Ora, a sociedade já vive em constante apreensão pelos elevados índices de criminalidade, sendo, portanto, dever do Estado colaborar para devolver a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA tranquilidade e a paz ao seio social. Há, neste sentido, extrema necessidade da manutenção dos indiciados no cárcere como medida garantidora da ordem pública, o que torna necessária a manutenção da prisão cautelar aqui avaliada”. Pertinente, outrossim, citar os fundamentos invocados pelo Tribunal de origem ao denegar a ordem do HC n. 0003884-17.2016.8.14.0000, in verbis: “Analisando a decisão impugnada, não vejo como desfundamentado o decreto preventivo, pelo contrário, o magistrado apontou muito bem os motivos pelos quais optou por decretar a prisão preventiva dos Pacientes, baseando-se no fato de que eles foram presos em flagrante no dia 09.03.2016, após revista na residência do Paciente ECIVAL, onde encontraram substância entorpecente (51 papelotes de crack), sendo que logo após dois adolescentes apontados por ECIVAL como sendo quem vendia a droga para ele, acusaram o Paciente RUTHERE de também fornecer drogas para eles, sendo encontrado em sua residência maconha e crack, indícios suficientes para preencher o requisito objetivo da prisão preventiva. Tais requisitos, aliados à gravidade do delito imputado aos Pacientes e às consequências deles advindos para a sociedade, já são motivos suficientes para atestar a possibilidade de violação à ordem pública, como bem apontou o magistrado na decisão impugnada, até porque a perniciosidade do crime de tráfico é inerente à natureza do delito, preenchendo dessa forma os demais requisitos insculpidos no art. 312 do CPP, principalmente onde se verifica que menores de idade eram utilizados para traficar”. Destaco, também, trechos do voto do ministro Felix Fischer, do STJ, que não conheceu do HC 356.770/PA: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA tranquilidade e a paz ao seio social. Há, neste sentido, extrema necessidade da manutenção dos indiciados no cárcere como medida garantidora da ordem pública, o que torna necessária a manutenção da prisão cautelar aqui avaliada”. Pertinente, outrossim, citar os fundamentos invocados pelo Tribunal de origem ao denegar a ordem do HC n. 0003884-17.2016.8.14.0000, in verbis: “Analisando a decisão impugnada, não vejo como desfundamentado o decreto preventivo, pelo contrário, o magistrado apontou muito bem os motivos pelos quais optou por decretar a prisão preventiva dos Pacientes, baseando-se no fato de que eles foram presos em flagrante no dia 09.03.2016, após revista na residência do Paciente ECIVAL, onde encontraram substância entorpecente (51 papelotes de crack), sendo que logo após dois adolescentes apontados por ECIVAL como sendo quem vendia a droga para ele, acusaram o Paciente RUTHERE de também fornecer drogas para eles, sendo encontrado em sua residência maconha e crack, indícios suficientes para preencher o requisito objetivo da prisão preventiva. Tais requisitos, aliados à gravidade do delito imputado aos Pacientes e às consequências deles advindos para a sociedade, já são motivos suficientes para atestar a possibilidade de violação à ordem pública, como bem apontou o magistrado na decisão impugnada, até porque a perniciosidade do crime de tráfico é inerente à natureza do delito, preenchendo dessa forma os demais requisitos insculpidos no art. 312 do CPP, principalmente onde se verifica que menores de idade eram utilizados para traficar”. Destaco, também, trechos do voto do ministro Felix Fischer, do STJ, que não conheceu do HC 356.770/PA: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA “A análise do excerto acima transcrito permite a conclusão de que, conquanto sucinta, a decisão do Juízo de origem que determinou a segregação cautelar dos pacientes encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Corte sobre o tema, uma vez que devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam a necessidade de garantia da ordem pública, notadamente se considerada a quantidade de entorpecentes apreendidos em seu poder (cinquenta e um papelotes de crack), circunstância indicativa de um maior desvalor da conduta perpetrada, e que revela a indispensabilidade da imposição da medida extrema na hipótese”. É forçoso convir que o decreto prisional encontra-se fundamentado na garantia da ordem pública, em razão da quantidade da droga apreendida (51 papelotes de crack e 20 papelotes de maconha) em poder do réus, indicativa de prática da traficância de forma continuada, o que, por si, já demonstra a periculosidade dos acusados e a gravidade da conduta praticada. Além disso, as demais instâncias reafirmaram a existência dos requisitos ensejadores da medida extrema (art. 312 do CPP) e a imperatividade de resguardo da ordem pública, principalmente porque se verifica que “menores de idade eram utilizados para traficar”. Fica evidenciada, ainda, a real possibilidade de reiteração delitiva, uma vez que a certidão criminal anexada aos autos sinaliza que o paciente Ruthere Mendes responde a duas outras ações penais pela prática de tráfico e de associação para o tráfico de drogas. Por oportuno, destaco precedentes desta Corte, no sentido de ser idônea a prisão decretada para resguardo da ordem pública considerada a gravidade concreta dos crimes e em virtude do fundado receio de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA “A análise do excerto acima transcrito permite a conclusão de que, conquanto sucinta, a decisão do Juízo de origem que determinou a segregação cautelar dos pacientes encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Corte sobre o tema, uma vez que devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam a necessidade de garantia da ordem pública, notadamente se considerada a quantidade de entorpecentes apreendidos em seu poder (cinquenta e um papelotes de crack), circunstância indicativa de um maior desvalor da conduta perpetrada, e que revela a indispensabilidade da imposição da medida extrema na hipótese”. É forçoso convir que o decreto prisional encontra-se fundamentado na garantia da ordem pública, em razão da quantidade da droga apreendida (51 papelotes de crack e 20 papelotes de maconha) em poder do réus, indicativa de prática da traficância de forma continuada, o que, por si, já demonstra a periculosidade dos acusados e a gravidade da conduta praticada. Além disso, as demais instâncias reafirmaram a existência dos requisitos ensejadores da medida extrema (art. 312 do CPP) e a imperatividade de resguardo da ordem pública, principalmente porque se verifica que “menores de idade eram utilizados para traficar”. Fica evidenciada, ainda, a real possibilidade de reiteração delitiva, uma vez que a certidão criminal anexada aos autos sinaliza que o paciente Ruthere Mendes responde a duas outras ações penais pela prática de tráfico e de associação para o tráfico de drogas. Por oportuno, destaco precedentes desta Corte, no sentido de ser idônea a prisão decretada para resguardo da ordem pública considerada a gravidade concreta dos crimes e em virtude do fundado receio de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA reiteração delitiva (HC 122.894/PR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.9.2014; AgR no HC 125.290/MG, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 19.12.2014; HC 119.715/TO, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 29.5.2014; HC 118.038/MS, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.2.2014; HC 119.385/RS, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 7.2.2014; HC 127.488/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.7.2015; e HC 127.043/MG, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.5.2015). Portanto, diferentemente do que entende a defesa, há, sim, fundamentação concreta e individualizada na decisão que decretou a prisão preventiva dos pacientes, pois embasada em elementos que indicam a necessidade/manutenção, com vistas à garantia da ordem pública, requisito previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal. Demonstrados os requisitos da prisão preventiva, não é possível a aplicação de quaisquer medidas cautelares dela diversas. Cito trecho do Parecer da Procuradoria-Geral da República: “Com efeito, a decisão constritiva apontou indícios de autoria e a prova da materialidade delitiva, descrevendo a indispensabilidade da custódia dada a gravidade concreta dos ilícitos praticados, conjunto de circunstâncias que tem o condão de comprometer a ordem pública (art. 312 do CPP) e justificar a restrição antecipada de liberdade”. Por fim, destaco que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a primariedade e os bons antecedentes do réu, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva (cf.: RHC 124.486DF, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.2.2015, HC 126.051/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.5.2015, e HC 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA reiteração delitiva (HC 122.894/PR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.9.2014; AgR no HC 125.290/MG, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 19.12.2014; HC 119.715/TO, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 29.5.2014; HC 118.038/MS, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.2.2014; HC 119.385/RS, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 7.2.2014; HC 127.488/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.7.2015; e HC 127.043/MG, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.5.2015). Portanto, diferentemente do que entende a defesa, há, sim, fundamentação concreta e individualizada na decisão que decretou a prisão preventiva dos pacientes, pois embasada em elementos que indicam a necessidade/manutenção, com vistas à garantia da ordem pública, requisito previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal. Demonstrados os requisitos da prisão preventiva, não é possível a aplicação de quaisquer medidas cautelares dela diversas. Cito trecho do Parecer da Procuradoria-Geral da República: “Com efeito, a decisão constritiva apontou indícios de autoria e a prova da materialidade delitiva, descrevendo a indispensabilidade da custódia dada a gravidade concreta dos ilícitos praticados, conjunto de circunstâncias que tem o condão de comprometer a ordem pública (art. 312 do CPP) e justificar a restrição antecipada de liberdade”. Por fim, destaco que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a primariedade e os bons antecedentes do réu, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva (cf.: RHC 124.486DF, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.2.2015, HC 126.051/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.5.2015, e HC 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA 124.535/SP, rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.12.2014). Ante o exposto, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA 124.535/SP, rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.12.2014). Ante o exposto, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 13/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.418 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) : ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) : MARCIO RODRIGUES ALMEIDA (9881/PA) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11698382 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.418 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) : ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) : MARCIO RODRIGUES ALMEIDA (9881/PA) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11698382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11707362
2016-09-13T00:00:00
2016-09-27T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 13.9.2016.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Tráfico e associação para o tráfico de drogas (arts. 33, caput, e 35, caput, todos da Lei n. 11.343/2006). 3. Prisão preventiva. Necessidade da custódia cautelar para garantir a ordem pública. 3.1. Gravidade concreta do delito: considerável quantidade de droga apreendida e envolvimento de adolescentes. 3.2. Um dos acusados responde a outras ações penais, também por crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas (real possibilidade de reiteração delitiva). 3.3. Fundamentação idônea que recomenda a medida constritiva. 4. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada.
sjur356950
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, GRAVIDADE CONCRETA, REITERAÇÃO DELITIVA) HC 118038 (2ªT), HC 119385 (2ªT), HC 119715 (2ªT), HC 122894 (2ªT), HC 125290 AgR (2ªT), HC 127043 (2ªT), HC 127488 (2ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, PRIMARIEDADE, BONS ANTECEDENTES, RESIDÊNCIA FIXA, OCUPAÇÃO LÍCITA) RHC 124486 (2ªT), HC 124535 (2ªT), HC 126051 (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 28/09/2016, JSF.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
135418
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\" ART-00035 \"CAPUT\"\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 135418
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PACTE.(S) : RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) : ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) : MARCIO RODRIGUES ALMEIDA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) :ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) :MARCIO RODRIGUES ALMEIDA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Tráfico e associação para o tráfico de drogas (arts. 33, caput, e 35, caput, todos da Lei n. 11.343/2006). 3. Prisão preventiva. Necessidade da custódia cautelar para garantir a ordem pública. 3.1. Gravidade concreta do delito: considerável quantidade de droga apreendida e envolvimento de adolescentes. 3.2. Um dos acusados responde a outras ações penais, também por crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas (real possibilidade de reiteração delitiva). 3.3. Fundamentação idônea que recomenda a medida constritiva. 4. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685620. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) :ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) :MARCIO RODRIGUES ALMEIDA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Marcio Rodrigues Almeida, em favor de Ruthere Mendes da Silva e Ecival Gomes Sampaio, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) que não conheceu do HC n. 356.770/PA. Segundo os autos, em 9 de março de 2016, os pacientes foram presos em flagrante pela suposta prática dos delitos descritos nos arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006 (tráfico ilícito de entorpecentes e associação para o tráfico). Naquela oportunidade, foram apreendidos com o acusado Ecival 51 (cinquenta e um) papelotes de crack (18,6 gramas) e com o outro agente Ruthere Mendes 1 porção de crack (25,9 gramas) e 20 papelotes de maconha (47,8 gramas). Em 12 de março de 2016, o Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Rondon do Pará/PA converteu a prisão em flagrante em preventiva. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ/PA), alegando, em síntese: a) ausência de fundamentação do decreto preventivo; b) inexistência dos pressupostos da prisão preventiva; e c) a presença de condições pessoais favoráveis. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) :ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) :MARCIO RODRIGUES ALMEIDA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Marcio Rodrigues Almeida, em favor de Ruthere Mendes da Silva e Ecival Gomes Sampaio, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) que não conheceu do HC n. 356.770/PA. Segundo os autos, em 9 de março de 2016, os pacientes foram presos em flagrante pela suposta prática dos delitos descritos nos arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006 (tráfico ilícito de entorpecentes e associação para o tráfico). Naquela oportunidade, foram apreendidos com o acusado Ecival 51 (cinquenta e um) papelotes de crack (18,6 gramas) e com o outro agente Ruthere Mendes 1 porção de crack (25,9 gramas) e 20 papelotes de maconha (47,8 gramas). Em 12 de março de 2016, o Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Rondon do Pará/PA converteu a prisão em flagrante em preventiva. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ/PA), alegando, em síntese: a) ausência de fundamentação do decreto preventivo; b) inexistência dos pressupostos da prisão preventiva; e c) a presença de condições pessoais favoráveis. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 135418 / PA A Corte estadual denegou a ordem nos termos da ementa a seguir transcrita: “HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PRISÃO PREVENTIVA. DESFUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. CONDIÇÕES FAVORÁVEIS. 1. O decreto preventivo contra os pacientes está devidamente fundamentado, diante dos indícios de autoria e materialidade, e da gravidade do delito, cuja violação à ordem pública é inerente à natureza do crime, sendo insuficiente a existência de predicados pessoais, principalmente neste caso, em que foi deficiente a instrução mandamental. 2. Ordem denegada. Decisão unânime”. A defesa, então, impetrou novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), reiterando a alegação de ausência de fundamentação idônea da decisão do Juízo de primeiro grau que determinou a segregação cautelar. A Quinta Turma desse Tribunal Superior não conheceu do writ nos seguintes termos: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I - A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do col. Pretório Excelso, firmou orientação no sentido de não admitir a impetração de habeas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA A Corte estadual denegou a ordem nos termos da ementa a seguir transcrita: “HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PRISÃO PREVENTIVA. DESFUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. CONDIÇÕES FAVORÁVEIS. 1. O decreto preventivo contra os pacientes está devidamente fundamentado, diante dos indícios de autoria e materialidade, e da gravidade do delito, cuja violação à ordem pública é inerente à natureza do crime, sendo insuficiente a existência de predicados pessoais, principalmente neste caso, em que foi deficiente a instrução mandamental. 2. Ordem denegada. Decisão unânime”. A defesa, então, impetrou novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), reiterando a alegação de ausência de fundamentação idônea da decisão do Juízo de primeiro grau que determinou a segregação cautelar. A Quinta Turma desse Tribunal Superior não conheceu do writ nos seguintes termos: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I - A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do col. Pretório Excelso, firmou orientação no sentido de não admitir a impetração de habeas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 135418 / PA corpus em substituição ao recurso adequado, situação que implica o não-conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que, configurada flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, seja possível a concessão da ordem de ofício. II - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. III - Na hipótese, o decreto prisional encontra-se devidamente fundamentado em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam que a liberdade dos pacientes acarretaria risco à ordem pública, notadamente se considerada a quantidade de entorpecentes apreendidos em seu poder (cinquenta e um papelotes de ‘crack’). Habeas corpus não conhecido”. Nesta Corte, o impetrante afirma que: a) a prisão preventiva foi decretada com base na gravidade abstrata do delito; b) o decreto cautelar é totalmente destituído de qualquer fundamentação válida; c) sob pena de violação ao princípio da presunção de inocência, a prisão deve ser a exceção e não a regra. Ao final, pede a concessão da ordem para que os pacientes possam responder à ação penal em liberdade. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ e, caso conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA corpus em substituição ao recurso adequado, situação que implica o não-conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que, configurada flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, seja possível a concessão da ordem de ofício. II - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. III - Na hipótese, o decreto prisional encontra-se devidamente fundamentado em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam que a liberdade dos pacientes acarretaria risco à ordem pública, notadamente se considerada a quantidade de entorpecentes apreendidos em seu poder (cinquenta e um papelotes de ‘crack’). Habeas corpus não conhecido”. Nesta Corte, o impetrante afirma que: a) a prisão preventiva foi decretada com base na gravidade abstrata do delito; b) o decreto cautelar é totalmente destituído de qualquer fundamentação válida; c) sob pena de violação ao princípio da presunção de inocência, a prisão deve ser a exceção e não a regra. Ao final, pede a concessão da ordem para que os pacientes possam responder à ação penal em liberdade. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ e, caso conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa reitera, no presente writ, as alegações de ausência dos requisitos autorizadores da custódia cautelar, dispostos no artigo 312 do CPP. De modo geral, a prisão preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para sua decretação, nos termos do art. 312 do CPP: I) garantia da ordem pública; II) garantia da ordem econômica; III) garantia da aplicação da lei penal; e IV) conveniência da instrução criminal. Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais condições realizam-se na espécie. Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos, devidamente explicitados. Por oportuno, transcrevo trechos da decisão do magistrado a quo, que decretou a prisão preventiva dos pacientes: “Consta dos autos de prisão em flagrante que no dia 09/03/2016, por volta das 19h30min, guarnição da Polícia Militar realizou revista em imóvel de propriedade do indiciado ECIVAL GOMES SAMPAIO, tendo encontrado 51 (cinquenta e um) papelotes de substância entorpecente ilícita assemelhada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.418 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa reitera, no presente writ, as alegações de ausência dos requisitos autorizadores da custódia cautelar, dispostos no artigo 312 do CPP. De modo geral, a prisão preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para sua decretação, nos termos do art. 312 do CPP: I) garantia da ordem pública; II) garantia da ordem econômica; III) garantia da aplicação da lei penal; e IV) conveniência da instrução criminal. Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais condições realizam-se na espécie. Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos, devidamente explicitados. Por oportuno, transcrevo trechos da decisão do magistrado a quo, que decretou a prisão preventiva dos pacientes: “Consta dos autos de prisão em flagrante que no dia 09/03/2016, por volta das 19h30min, guarnição da Polícia Militar realizou revista em imóvel de propriedade do indiciado ECIVAL GOMES SAMPAIO, tendo encontrado 51 (cinquenta e um) papelotes de substância entorpecente ilícita assemelhada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA ao crack. Durante a condução de ECIVAL GOMES SAMPAIO para a Delegacia de Polícia local, este declarou que 2 (dois) adolescentes o ajudavam a vender a droga, tendo o adolescente MICHAEL JACKSON DA SILVA afirmado que adquiria a droga das mãos do indiciado RUTHERE MENDES DA SILVA. Ao empreenderem busca na residência de RUTHERE MENDES DA SILVA, a guarnição da Polícia Militar encontrou maconha e crack. (…) Os indícios de autoria e materialidade encontram-se perfeitamente demonstrados através do boletim de ocorrência policial, das declarações testemunhais e das demais peças produzidas no presente auto de prisão em flagrante. Neste sentido, impõe-se a HOMOLOGAÇÃO do presente auto, tendo, por consequência, a necessária e devida manutenção da prisão em flagrante de RUTHERE MENDES DA SILVA e ECIVAL GOMES SAMPAIO. (…) Entendo que, no presente caso, o binômio necessidade-adequação se encontra presente, restando segura a possibilidade de os indiciados voltarem a delinquir, posto que RUTHERE MENDES DA SILVA e ECIVAL GOMES SAMPAIO demonstraram ter conduta perigosa, mormente pelo fato de serem traficantes de substâncias entorpecentes ilícitas, tudo com o escopo de obter ganhos financeiros fáceis e às custas da incolumidade pública. Ademais, a forma como agiram está a comprovar a necessidade de suas segregações provisórias, a fim de evitar males maiores. As suas condutas corroboram que possuem a personalidade perigosa, o que demonstra que a concessão da liberdade pode ensejar e até mesmo estimular a prática de novos crimes. As circunstâncias de suas prisões e as suas condutas demonstram audácia e destemor. Tais fatos conduzem à necessidade da segregação, pois indica que, uma vez postos em liberdade, voltarão a delinquir. Ora, a sociedade já vive em constante apreensão pelos elevados índices de criminalidade, sendo, portanto, dever do Estado colaborar para devolver a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA ao crack. Durante a condução de ECIVAL GOMES SAMPAIO para a Delegacia de Polícia local, este declarou que 2 (dois) adolescentes o ajudavam a vender a droga, tendo o adolescente MICHAEL JACKSON DA SILVA afirmado que adquiria a droga das mãos do indiciado RUTHERE MENDES DA SILVA. Ao empreenderem busca na residência de RUTHERE MENDES DA SILVA, a guarnição da Polícia Militar encontrou maconha e crack. (…) Os indícios de autoria e materialidade encontram-se perfeitamente demonstrados através do boletim de ocorrência policial, das declarações testemunhais e das demais peças produzidas no presente auto de prisão em flagrante. Neste sentido, impõe-se a HOMOLOGAÇÃO do presente auto, tendo, por consequência, a necessária e devida manutenção da prisão em flagrante de RUTHERE MENDES DA SILVA e ECIVAL GOMES SAMPAIO. (…) Entendo que, no presente caso, o binômio necessidade-adequação se encontra presente, restando segura a possibilidade de os indiciados voltarem a delinquir, posto que RUTHERE MENDES DA SILVA e ECIVAL GOMES SAMPAIO demonstraram ter conduta perigosa, mormente pelo fato de serem traficantes de substâncias entorpecentes ilícitas, tudo com o escopo de obter ganhos financeiros fáceis e às custas da incolumidade pública. Ademais, a forma como agiram está a comprovar a necessidade de suas segregações provisórias, a fim de evitar males maiores. As suas condutas corroboram que possuem a personalidade perigosa, o que demonstra que a concessão da liberdade pode ensejar e até mesmo estimular a prática de novos crimes. As circunstâncias de suas prisões e as suas condutas demonstram audácia e destemor. Tais fatos conduzem à necessidade da segregação, pois indica que, uma vez postos em liberdade, voltarão a delinquir. Ora, a sociedade já vive em constante apreensão pelos elevados índices de criminalidade, sendo, portanto, dever do Estado colaborar para devolver a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA tranquilidade e a paz ao seio social. Há, neste sentido, extrema necessidade da manutenção dos indiciados no cárcere como medida garantidora da ordem pública, o que torna necessária a manutenção da prisão cautelar aqui avaliada”. Pertinente, outrossim, citar os fundamentos invocados pelo Tribunal de origem ao denegar a ordem do HC n. 0003884-17.2016.8.14.0000, in verbis: “Analisando a decisão impugnada, não vejo como desfundamentado o decreto preventivo, pelo contrário, o magistrado apontou muito bem os motivos pelos quais optou por decretar a prisão preventiva dos Pacientes, baseando-se no fato de que eles foram presos em flagrante no dia 09.03.2016, após revista na residência do Paciente ECIVAL, onde encontraram substância entorpecente (51 papelotes de crack), sendo que logo após dois adolescentes apontados por ECIVAL como sendo quem vendia a droga para ele, acusaram o Paciente RUTHERE de também fornecer drogas para eles, sendo encontrado em sua residência maconha e crack, indícios suficientes para preencher o requisito objetivo da prisão preventiva. Tais requisitos, aliados à gravidade do delito imputado aos Pacientes e às consequências deles advindos para a sociedade, já são motivos suficientes para atestar a possibilidade de violação à ordem pública, como bem apontou o magistrado na decisão impugnada, até porque a perniciosidade do crime de tráfico é inerente à natureza do delito, preenchendo dessa forma os demais requisitos insculpidos no art. 312 do CPP, principalmente onde se verifica que menores de idade eram utilizados para traficar”. Destaco, também, trechos do voto do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 356.770/PA: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA tranquilidade e a paz ao seio social. Há, neste sentido, extrema necessidade da manutenção dos indiciados no cárcere como medida garantidora da ordem pública, o que torna necessária a manutenção da prisão cautelar aqui avaliada”. Pertinente, outrossim, citar os fundamentos invocados pelo Tribunal de origem ao denegar a ordem do HC n. 0003884-17.2016.8.14.0000, in verbis: “Analisando a decisão impugnada, não vejo como desfundamentado o decreto preventivo, pelo contrário, o magistrado apontou muito bem os motivos pelos quais optou por decretar a prisão preventiva dos Pacientes, baseando-se no fato de que eles foram presos em flagrante no dia 09.03.2016, após revista na residência do Paciente ECIVAL, onde encontraram substância entorpecente (51 papelotes de crack), sendo que logo após dois adolescentes apontados por ECIVAL como sendo quem vendia a droga para ele, acusaram o Paciente RUTHERE de também fornecer drogas para eles, sendo encontrado em sua residência maconha e crack, indícios suficientes para preencher o requisito objetivo da prisão preventiva. Tais requisitos, aliados à gravidade do delito imputado aos Pacientes e às consequências deles advindos para a sociedade, já são motivos suficientes para atestar a possibilidade de violação à ordem pública, como bem apontou o magistrado na decisão impugnada, até porque a perniciosidade do crime de tráfico é inerente à natureza do delito, preenchendo dessa forma os demais requisitos insculpidos no art. 312 do CPP, principalmente onde se verifica que menores de idade eram utilizados para traficar”. Destaco, também, trechos do voto do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 356.770/PA: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA “A análise do excerto acima transcrito permite a conclusão de que, conquanto sucinta, a decisão do Juízo de origem que determinou a segregação cautelar dos pacientes encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Corte sobre o tema, uma vez que devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam a necessidade de garantia da ordem pública, notadamente se considerada a quantidade de entorpecentes apreendidos em seu poder (cinquenta e um papelotes de crack), circunstância indicativa de um maior desvalor da conduta perpetrada, e que revela a indispensabilidade da imposição da medida extrema na hipótese”. É forçoso convir que o decreto prisional encontra-se fundamentado na garantia da ordem pública, em razão da quantidade da droga apreendida (51 papelotes de crack e 20 papelotes de maconha) em poder do réus, indicativa de prática da traficância de forma continuada, o que, por si, já demonstra a periculosidade dos acusados e a gravidade da conduta praticada. Além disso, as demais instâncias reafirmaram a existência dos requisitos ensejadores da medida extrema (art. 312 do CPP) e a imperatividade de resguardo da ordem pública, principalmente porque se verifica que “menores de idade eram utilizados para traficar”. Fica evidenciada, ainda, a real possibilidade de reiteração delitiva, uma vez que a certidão criminal anexada aos autos sinaliza que o paciente Ruthere Mendes responde a duas outras ações penais pela prática de tráfico e de associação para o tráfico de drogas. Por oportuno, destaco precedentes desta Corte, no sentido de ser idônea a prisão decretada para resguardo da ordem pública considerada a gravidade concreta dos crimes e em virtude do fundado receio de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA “A análise do excerto acima transcrito permite a conclusão de que, conquanto sucinta, a decisão do Juízo de origem que determinou a segregação cautelar dos pacientes encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Corte sobre o tema, uma vez que devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam a necessidade de garantia da ordem pública, notadamente se considerada a quantidade de entorpecentes apreendidos em seu poder (cinquenta e um papelotes de crack), circunstância indicativa de um maior desvalor da conduta perpetrada, e que revela a indispensabilidade da imposição da medida extrema na hipótese”. É forçoso convir que o decreto prisional encontra-se fundamentado na garantia da ordem pública, em razão da quantidade da droga apreendida (51 papelotes de crack e 20 papelotes de maconha) em poder do réus, indicativa de prática da traficância de forma continuada, o que, por si, já demonstra a periculosidade dos acusados e a gravidade da conduta praticada. Além disso, as demais instâncias reafirmaram a existência dos requisitos ensejadores da medida extrema (art. 312 do CPP) e a imperatividade de resguardo da ordem pública, principalmente porque se verifica que “menores de idade eram utilizados para traficar”. Fica evidenciada, ainda, a real possibilidade de reiteração delitiva, uma vez que a certidão criminal anexada aos autos sinaliza que o paciente Ruthere Mendes responde a duas outras ações penais pela prática de tráfico e de associação para o tráfico de drogas. Por oportuno, destaco precedentes desta Corte, no sentido de ser idônea a prisão decretada para resguardo da ordem pública considerada a gravidade concreta dos crimes e em virtude do fundado receio de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA reiteração delitiva (HC 122.894/PR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....9.2014; AgR no HC 125.290/MG, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 19.12.2014; HC 119.715/TO, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 29.5.2014; HC 118.038/MS, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.2.2014; HC 119.385/RS, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 7.2.2014; HC 127.488/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....7.2015; e HC 127.043/MG, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.5.2015). Portanto, diferentemente do que entende a defesa, há, sim, fundamentação concreta e individualizada na decisão que decretou a prisão preventiva dos pacientes, pois embasada em elementos que indicam a necessidade/manutenção, com vistas à garantia da ordem pública, requisito previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal. Demonstrados os requisitos da prisão preventiva, não é possível a aplicação de quaisquer medidas cautelares dela diversas. Cito trecho do Parecer da Procuradoria-Geral da República: “Com efeito, a decisão constritiva apontou indícios de autoria e a prova da materialidade delitiva, descrevendo a indispensabilidade da custódia dada a gravidade concreta dos ilícitos praticados, conjunto de circunstâncias que tem o condão de comprometer a ordem pública (art. 312 do CPP) e justificar a restrição antecipada de liberdade”. Por fim, destaco que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a primariedade e os bons antecedentes do réu, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva (cf.: RHC 124.486DF, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.2.2015, HC 126.051/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.5.2015, e HC 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA reiteração delitiva (HC 122.894/PR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....9.2014; AgR no HC 125.290/MG, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 19.12.2014; HC 119.715/TO, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 29.5.2014; HC 118.038/MS, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.2.2014; HC 119.385/RS, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 7.2.2014; HC 127.488/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....7.2015; e HC 127.043/MG, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.5.2015). Portanto, diferentemente do que entende a defesa, há, sim, fundamentação concreta e individualizada na decisão que decretou a prisão preventiva dos pacientes, pois embasada em elementos que indicam a necessidade/manutenção, com vistas à garantia da ordem pública, requisito previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal. Demonstrados os requisitos da prisão preventiva, não é possível a aplicação de quaisquer medidas cautelares dela diversas. Cito trecho do Parecer da Procuradoria-Geral da República: “Com efeito, a decisão constritiva apontou indícios de autoria e a prova da materialidade delitiva, descrevendo a indispensabilidade da custódia dada a gravidade concreta dos ilícitos praticados, conjunto de circunstâncias que tem o condão de comprometer a ordem pública (art. 312 do CPP) e justificar a restrição antecipada de liberdade”. Por fim, destaco que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a primariedade e os bons antecedentes do réu, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva (cf.: RHC 124.486DF, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.2.2015, HC 126.051/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.5.2015, e HC 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135418 / PA 124.535/SP, rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.12.2014). Ante o exposto, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Supremo Tribunal Federal HC 135418 / PA 124.535/SP, rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.12.2014). Ante o exposto, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11685622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 13/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.418 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) : ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) : MARCIO RODRIGUES ALMEIDA (9881/PA) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11698382 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.418 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RUTHERE MENDES DA SILVA PACTE.(S) : ECIVAL GOMES SAMPAIO IMPTE.(S) : MARCIO RODRIGUES ALMEIDA (9881/PA) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11698382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 135 . 418", "HABEAS CORPUS 135 . 418", "HC n . 356 . 770 / PA", "HABEAS CORPUS 135 . 418 PARÁ", "HC n . 356 . 770 / PA", "HC 135418 / PA", "HC 135418 / PA", "HC 135418 / PA", "HC 135418 / PA", "HABEAS CORPUS 135 . 418", "HABEAS CORPUS 135 . 418", "HC 135418 / PA", "HC 135418 / PA", "HC 135418 / PA", "HC n . 0003884 - 17 . 2016 . 8 . 14 . 0000", "HC 356 . 770 / PA", "HC 135418 / PA", "HC n . 0003884 - 17 . 2016 . 8 . 14 . 0000", "HC 356 . 770 / PA", "HC 135418 / PA", "HC 135418 / PA", "HC 135418 / PA", "HC 122 . 894 / PR", "AgR no HC 125 . 290 / MG", "HC 119 . 715 / TO", "HC 118 . 038 / MS", "HC 119 . 385 / RS", "HC 127 . 488 / SP", "HC 127 . 043 / MG", "RHC 124 . 486DF", "HC 126 . 051 / MG", "HC", "HC 135418 / PA", "HC 122 . 894 / PR", "AgR no HC 125 . 290 / MG", "HC 119 . 715 / TO", "HC 118 . 038 / MS", "HC 119 . 385 / RS", "HC 127 . 488 / SP", "HC 127 . 043 / MG", "RHC 124 . 486DF", "HC 126 . 051 / MG", "HC", "HC 135418 / PA 124 . 535 / SP", "HC 135418 / PA 124 . 535 / SP", "HABEAS CORPUS 135 . 418", "HABEAS CORPUS 135 . 418" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 33 , caput , e 35 , caput , todos da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "ECIVAL GOMES SAMPAIO", "MARCIO RODRIGUES ALMEIDA", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "GOMES SAMPAIO", "MARCIO RODRIGUES ALMEIDA", "GILMAR MENDES", "Marcio Rodrigues Almeida", "Ruthere Mendes da Silva", "Ecival Gomes Sampaio", "Ecival", "Ruthere Mendes", "GILMAR MENDES", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "MARCIO RODRIGUES ALMEIDA", "GILMAR MENDES", "Marcio Rodrigues Almeida", "Ruthere Mendes da Silva", "Ecival Gomes Sampaio", "Ecival", "Ruthere Mendes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ECIVAL GOMES SAMPAIO", "GILMAR MENDES", "ECIVAL GOMES SAMPAIO", "GILMAR MENDES", "ECIVAL GOMES SAMPAIO", "MICHAEL JACKSON DA SILVA", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "ECIVAL GOMES SAMPAIO", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "ECIVAL GOMES SAMPAIO", "ECIVAL GOMES SAMPAIO", "MICHAEL JACKSON DA SILVA", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "ECIVAL GOMES SAMPAIO", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "ECIVAL GOMES SAMPAIO", "GILMAR MENDES", "ECIVAL", "ECIVAL", "RUTHERE", "Felix Fischer", "ECIVAL", "ECIVAL", "RUTHERE", "Felix Fischer", "GILMAR MENDES", "Ruthere Mendes", "Ruthere Mendes", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "GOMES SAMPAIO", "MARCIO RODRIGUES ALMEIDA", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RUTHERE MENDES DA SILVA", "MARCIO RODRIGUES ALMEIDA", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "13", "/", "09", "/", "2016", "13 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "9 de março de 2016", "12 de março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "9 de março de 2016", "12 de março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "09", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "09", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2014", "19", ".", "12", ".", "2014", "29", ".", "5", ".", "2014", "25", ".", "2", ".", "2014", "7", ".", "2", ".", "2014", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2015", "7", ".", "5", ".", "2015", "19", ".", "2", ".", "2015", "29", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2014", "19", ".", "12", ".", "2014", "29", ".", "5", ".", "2014", "25", ".", "2", ".", "2014", "7", ".", "2", ".", "2014", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2015", "7", ".", "5", ".", "2015", "19", ".", "2", ".", "2015", "29", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "13", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA MOEDA FALSA – INSIGNIFICÂNCIA – AFASTAMENTO. Descabe cogitar da insignificância do ato praticado uma vez imputado o crime de circulação de moeda falsa. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671070. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo Federal da Nona Vara Criminal da Seção Judiciária de Minas Gerais (processo nº 2005.38.00.036382-5) absolveu o paciente da prática do crime descrito no artigo 289, § 1º (moeda falsa em circulação), do Código Penal, aludindo ao artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal. Consignou que a conduta imputada – introduzir em circulação uma nota falsa de R$ 50,00 – não produziu nenhum perigo concreto ao bem jurídico tutelado. Ressaltou não haver provas suficientes capazes de demonstrar a autoria delitiva. O Ministério Público Federal interpôs apelação, sustentando a inadequação da observância do princípio da insignificância quanto ao delito em questão, tendo em vista que atenta contra a fé pública. Reportou-se a jurisprudência dos Tribunais Superiores. A Quarta Turma, ao prover o recurso, assentou que, no crime de moeda falsa, não deve incindir o princípio da bagatela, em razão do bem jurídico tutelado, o qual não deixa de ser ofendido quando se introduz no mercado cédula falsa de pequeno valor. Protocolou-se recurso especial visando a observância do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671091. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo Federal da Nona Vara Criminal da Seção Judiciária de Minas Gerais (processo nº 2005.38.00.036382-5) absolveu o paciente da prática do crime descrito no artigo 289, § 1º (moeda falsa em circulação), do Código Penal, aludindo ao artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal. Consignou que a conduta imputada – introduzir em circulação uma nota falsa de R$ 50,00 – não produziu nenhum perigo concreto ao bem jurídico tutelado. Ressaltou não haver provas suficientes capazes de demonstrar a autoria delitiva. O Ministério Público Federal interpôs apelação, sustentando a inadequação da observância do princípio da insignificância quanto ao delito em questão, tendo em vista que atenta contra a fé pública. Reportou-se a jurisprudência dos Tribunais Superiores. A Quarta Turma, ao prover o recurso, assentou que, no crime de moeda falsa, não deve incindir o princípio da bagatela, em razão do bem jurídico tutelado, o qual não deixa de ser ofendido quando se introduz no mercado cédula falsa de pequeno valor. Protocolou-se recurso especial visando a observância do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 126285 / MG mencionado princípio. O Tribunal Regional Federal o inadmitiu, entendendo que a decisão atacada está em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Em seguida, foram interpostos, sucessivamente, com os mesmos fundamentos, agravo em recurso especial e o agravo regimental nº 383.534, ambos sem êxito. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao desprover o agravo regimental, salientou haver ofensa à fé publica, à credibilidade da moeda e à segurança da circulação, independentemente da quantidade e do valor das cédulas contrafeitas. Neste habeas, a Defensoria Pública da União repete os argumentos anteriores. Destaca a presença dos requisitos exigidos pelo Supremo para a incidência do princípio da bagatela. Refere-se a precedentes. Ressalta que o paciente sequer conseguiu introduzir a cédula falsa em circulação. Requereu, liminarmente, a suspensão, até o julgamento definitivo desta impetração, do processo referente à ação penal. No mérito, pleiteia o restabelecimento da sentença absolutória. Vossa Excelência, em 17 de agosto de 2015, deixou de acolher o pedido de liminar. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 24 de agosto de 2016, liberando-o para exame na Turma a partir de 13 de setembro, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671091. Supremo Tribunal Federal HC 126285 / MG mencionado princípio. O Tribunal Regional Federal o inadmitiu, entendendo que a decisão atacada está em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Em seguida, foram interpostos, sucessivamente, com os mesmos fundamentos, agravo em recurso especial e o agravo regimental nº 383.534, ambos sem êxito. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao desprover o agravo regimental, salientou haver ofensa à fé publica, à credibilidade da moeda e à segurança da circulação, independentemente da quantidade e do valor das cédulas contrafeitas. Neste habeas, a Defensoria Pública da União repete os argumentos anteriores. Destaca a presença dos requisitos exigidos pelo Supremo para a incidência do princípio da bagatela. Refere-se a precedentes. Ressalta que o paciente sequer conseguiu introduzir a cédula falsa em circulação. Requereu, liminarmente, a suspensão, até o julgamento definitivo desta impetração, do processo referente à ação penal. No mérito, pleiteia o restabelecimento da sentença absolutória. Vossa Excelência, em 17 de agosto de 2015, deixou de acolher o pedido de liminar. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 24 de agosto de 2016, liberando-o para exame na Turma a partir de 13 de setembro, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reporto- me ao que fiz ver ao deixar de implementar a medida acauteladora, em 17 de agosto de 2015: 2. Ao contrário do afirmado pela Defensoria Pública da União, em se tratando de moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de atentar, seja qual for o valor, para o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Confiram com os seguintes precedentes: Habeas Corpus nº 105.638/GO, da relatoria da ministra Rosa Weber, julgado pela Primeira Turma em 22 de maio de 2012, e nº 112.708/MA, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, apreciado pela Segunda Turma em 26 de junho de 2012. Pretende-se o reconhecimento da atipicidade material da conduta, ante o tipo introdução de moeda falsa em circulação. No que diz respeito a moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de considerar, seja qual for o valor, o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Indefiro a ordem. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671092. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reporto- me ao que fiz ver ao deixar de implementar a medida acauteladora, em 17 de agosto de 2015: 2. Ao contrário do afirmado pela Defensoria Pública da União, em se tratando de moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de atentar, seja qual for o valor, para o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Confiram com os seguintes precedentes: Habeas Corpus nº 105.638/GO, da relatoria da ministra Rosa Weber, julgado pela Primeira Turma em 22 de maio de 2012, e nº 112.708/MA, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, apreciado pela Segunda Turma em 26 de junho de 2012. Pretende-se o reconhecimento da atipicidade material da conduta, ante o tipo introdução de moeda falsa em circulação. No que diz respeito a moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de considerar, seja qual for o valor, o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Indefiro a ordem. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.285 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706807 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.285 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706807 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11707230
2016-09-13T00:00:00
2016-09-27T00:00:00
A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 13.9.2016.
HABEAS CORPUS
MOEDA FALSA – INSIGNIFICÂNCIA – AFASTAMENTO. Descabe cogitar da insignificância do ato praticado uma vez imputado o crime de circulação de moeda falsa.
sjur356983
Número de páginas: 5. Análise: 04/10/2016, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
126285
null
HC
acordaos
HC 126285
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PACTE.(S) : MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA MOEDA FALSA – INSIGNIFICÂNCIA – AFASTAMENTO. Descabe cogitar da insignificância do ato praticado uma vez imputado o crime de circulação de moeda falsa. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671070. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo Federal da Nona Vara Criminal da Seção Judiciária de Minas Gerais (processo n 2005.38.00.036382-5) absolveu o paciente da prática do crime descrito no artigo 289, § 1... (moeda falsa em circulação), do Código Penal, aludindo ao artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal. Consignou que a conduta imputada – introduzir em circulação uma nota falsa de R$ 50,00 – não produziu nenhum perigo concreto ao bem jurídico tutelado. Ressaltou não haver provas suficientes capazes de demonstrar a autoria delitiva. O Ministério Público Federal interpôs apelação, sustentando a inadequação da observância do princípio da insignificância quanto ao delito em questão, tendo em vista que atenta contra a fé pública. Reportou-se a jurisprudência dos Tribunais Superiores. A Quarta Turma, ao prover o recurso, assentou que, no crime de moeda falsa, não deve incindir o princípio da bagatela, em razão do bem jurídico tutelado, o qual não deixa de ser ofendido quando se introduz no mercado cédula falsa de pequeno valor. Protocolou-se recurso especial visando a observância do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671091. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo Federal da Nona Vara Criminal da Seção Judiciária de Minas Gerais (processo n 2005.38.00.036382-5) absolveu o paciente da prática do crime descrito no artigo 289, § 1... (moeda falsa em circulação), do Código Penal, aludindo ao artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal. Consignou que a conduta imputada – introduzir em circulação uma nota falsa de R$ 50,00 – não produziu nenhum perigo concreto ao bem jurídico tutelado. Ressaltou não haver provas suficientes capazes de demonstrar a autoria delitiva. O Ministério Público Federal interpôs apelação, sustentando a inadequação da observância do princípio da insignificância quanto ao delito em questão, tendo em vista que atenta contra a fé pública. Reportou-se a jurisprudência dos Tribunais Superiores. A Quarta Turma, ao prover o recurso, assentou que, no crime de moeda falsa, não deve incindir o princípio da bagatela, em razão do bem jurídico tutelado, o qual não deixa de ser ofendido quando se introduz no mercado cédula falsa de pequeno valor. Protocolou-se recurso especial visando a observância do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 126285 / MG mencionado princípio. O Tribunal Regional Federal o inadmitiu, entendendo que a decisão atacada está em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Em seguida, foram interpostos, sucessivamente, com os mesmos fundamentos, agravo em recurso especial e o agravo regimental n 383.534, ambos sem êxito. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao desprover o agravo regimental, salientou haver ofensa à fé publica, à credibilidade da moeda e à segurança da circulação, independentemente da quantidade e do valor das cédulas contrafeitas. Neste habeas, a Defensoria Pública da União repete os argumentos anteriores. Destaca a presença dos requisitos exigidos pelo Supremo para a incidência do princípio da bagatela. Refere-se a precedentes. Ressalta que o paciente sequer conseguiu introduzir a cédula falsa em circulação. Requereu, liminarmente, a suspensão, até o julgamento definitivo desta impetração, do processo referente à ação penal. No mérito, pleiteia o restabelecimento da sentença absolutória. Vossa Excelência, em 17 de agosto de 2015, deixou de acolher o pedido de liminar. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 24 de agosto de 2016, liberando-o para exame na Turma a partir de 13 de setembro, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671091. Supremo Tribunal Federal HC 126285 / MG mencionado princípio. O Tribunal Regional Federal o inadmitiu, entendendo que a decisão atacada está em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Em seguida, foram interpostos, sucessivamente, com os mesmos fundamentos, agravo em recurso especial e o agravo regimental n 383.534, ambos sem êxito. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao desprover o agravo regimental, salientou haver ofensa à fé publica, à credibilidade da moeda e à segurança da circulação, independentemente da quantidade e do valor das cédulas contrafeitas. Neste habeas, a Defensoria Pública da União repete os argumentos anteriores. Destaca a presença dos requisitos exigidos pelo Supremo para a incidência do princípio da bagatela. Refere-se a precedentes. Ressalta que o paciente sequer conseguiu introduzir a cédula falsa em circulação. Requereu, liminarmente, a suspensão, até o julgamento definitivo desta impetração, do processo referente à ação penal. No mérito, pleiteia o restabelecimento da sentença absolutória. Vossa Excelência, em 17 de agosto de 2015, deixou de acolher o pedido de liminar. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 24 de agosto de 2016, liberando-o para exame na Turma a partir de 13 de setembro, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reporto- me ao que fiz ver ao deixar de implementar a medida acauteladora, em 17 de agosto de 2015: 2. Ao contrário do afirmado pela Defensoria Pública da União, em se tratando de moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de atentar, seja qual for o valor, para o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Confiram com os seguintes precedentes: Habeas Corpus n 105.638/GO, da relatoria da ministra Rosa Weber, julgado pela Primeira Turma em 22 de maio de 2012, e n 112.708/MA, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, apreciado pela Segunda Turma em 26 de junho de 2012. Pretende-se o reconhecimento da atipicidade material da conduta, ante o tipo introdução de moeda falsa em circulação. No que diz respeito a moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de considerar, seja qual for o valor, o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Indefiro a ordem. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671092. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 126.285 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reporto- me ao que fiz ver ao deixar de implementar a medida acauteladora, em 17 de agosto de 2015: 2. Ao contrário do afirmado pela Defensoria Pública da União, em se tratando de moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de atentar, seja qual for o valor, para o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Confiram com os seguintes precedentes: Habeas Corpus n 105.638/GO, da relatoria da ministra Rosa Weber, julgado pela Primeira Turma em 22 de maio de 2012, e n 112.708/MA, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, apreciado pela Segunda Turma em 26 de junho de 2012. Pretende-se o reconhecimento da atipicidade material da conduta, ante o tipo introdução de moeda falsa em circulação. No que diz respeito a moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de considerar, seja qual for o valor, o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Indefiro a ordem. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11671092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.285 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706807 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.285 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCOS ROBERTO DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706807 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 126 . 285", "HABEAS CORPUS 126 . 285", "processo n 2005 . 38 . 00 . 036382 - 5", "HABEAS CORPUS 126 . 285", "processo n 2005 . 38 . 00 . 036382 - 5", "HC 126285 / MG", "agravo regimental n 383 . 534", "HC 126285 / MG", "agravo regimental n 383 . 534", "HABEAS CORPUS 126 . 285", "Habeas Corpus n 105 . 638 / GO", "n", "112 .", "708 / MA", "HABEAS CORPUS 126 . 285", "Habeas Corpus n 105 . 638 / GO", "n", "112 .", "708 / MA", "HABEAS CORPUS 126 . 285", "CORPUS 126 . 285" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 289 , § 1 . . . (", "artigo 386 , inciso III , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 289 , § 1 . . . 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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) :ANDRE GONCALVES DE ARRUDA AGDO.(A/S) :MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) :BENEDITO DOS SANTOS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado ao Tribunal fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2º e 3º, do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944361. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 976316 AGR / SP regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944361. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944361. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) :ANDRE GONCALVES DE ARRUDA AGDO.(A/S) :MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) :BENEDITO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de agosto de 2016, desprovi agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Atentem para o decidido na origem. A Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: Acidente de trânsito em rodovia ocasionado por travessia de animais — Indenização por danos materiais e lucros cessantes - Responsabilidade objetiva - Danos materiais configurados - Recurso improvido. No recurso extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente articula com a violação ao artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Sustenta que as obrigações da concessionária são regidas pelo contrato de concessão. Diz que, no caso, não foi demonstrado descumprimento a ensejar o reconhecimento de responsabilidade e a condenação ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) :ANDRE GONCALVES DE ARRUDA AGDO.(A/S) :MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) :BENEDITO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de agosto de 2016, desprovi agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Atentem para o decidido na origem. A Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: Acidente de trânsito em rodovia ocasionado por travessia de animais — Indenização por danos materiais e lucros cessantes - Responsabilidade objetiva - Danos materiais configurados - Recurso improvido. No recurso extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente articula com a violação ao artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Sustenta que as obrigações da concessionária são regidas pelo contrato de concessão. Diz que, no caso, não foi demonstrado descumprimento a ensejar o reconhecimento de responsabilidade e a condenação ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 976316 AGR / SP pagamento de indenização a usuário. 2. A recorribilidade extraordinária mostra-se distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, consideradas as premissas constantes do ato impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, no qual se assentou: Primo, como bem fundamentado pela decisão monocrática, a responsabilidade da recorrente é objetiva. Secundo, esse entendimento é corroborado pela jurisprudência, conforme se verifica nos recentes julgados: Acidente de veículo. Atropelamento de animal em rodovia administrada pela ré. Ação de reparação de danos materiais e morais. Julgamento antecipado da lide. Admissibilidade. Responsabilidade objetiva da concessionária de serviço público. Inobservância do dever legal de garantir o trânsito em condições seguras. Exegese do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor; artigo Io, §§ 2o e 3o, do Código de Trânsito Brasileiro; e artigo 37 da Constituição Federal. Danos materiais do veículo devidamente comprovados, com prevalência do menor orçamento apresentado. Danos materiais decorrentes de despesas médicas comprovadas nos autos. Acidente que causou lesões corporais severas à autora. Hipótese que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP pagamento de indenização a usuário. 2. A recorribilidade extraordinária mostra-se distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, consideradas as premissas constantes do ato impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, no qual se assentou: Primo, como bem fundamentado pela decisão monocrática, a responsabilidade da recorrente é objetiva. Secundo, esse entendimento é corroborado pela jurisprudência, conforme se verifica nos recentes julgados: Acidente de veículo. Atropelamento de animal em rodovia administrada pela ré. Ação de reparação de danos materiais e morais. Julgamento antecipado da lide. Admissibilidade. Responsabilidade objetiva da concessionária de serviço público. Inobservância do dever legal de garantir o trânsito em condições seguras. Exegese do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor; artigo Io, §§ 2o e 3o, do Código de Trânsito Brasileiro; e artigo 37 da Constituição Federal. Danos materiais do veículo devidamente comprovados, com prevalência do menor orçamento apresentado. Danos materiais decorrentes de despesas médicas comprovadas nos autos. Acidente que causou lesões corporais severas à autora. Hipótese que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 976316 AGR / SP permite reconhecer a existência de dano moral indenizável, fixado pelo magistrado em R$ 40.000,00, com necessidade de elevação para R$ 60.000,00, em razão das graves conseqüências do acidente. Dano estético presente e comprovado por perícia: Arbitramento em R$ 20.000,00. Juros de mora e correção monetária com termo inicial conforme indicado na sentença. Forma de correção e percentual de juros nos termos do decidido pelo E. STF. Correção monetária e os juros de mora incidentes] que no caso deverão ser aqueles disciplinados pelo artigo J°-F da Lei n° 9.494/97, com redação dada pela Lei n° 11.960/09, a partir da vigência dessa alteração ou seja, contados a partir de 29.06.2009. Lei 12.703/12 que, por sua vez, versando sobre as regras relativas à remuneração da caderneta de poupança, exercerá influência no cálculo dos juros de mora das verbas executadas a partir de sua vigência. No período anterior à sua vigência, deverão ser seguidos os parâmetros definidos pela legislação então vigente. Recurso da autora parcialmente provido e apelo da ré improvido. ( TJSP, apelação nº 0012735- 53.2007.8.26.0153 – relator Des. Ruy Coppola – j. 16.07.15). Apelação – Indenização por danos materiais - Acidente de trânsito – Animal na pista de rodovia - Responsabilidade objetiva do Estado. - Ao dispor sobre a responsabilidade objetiva do Estado e dos prestadores de serviços públicos, o artigo 37, § 6°, da Constituição Federal não faz distinção entre conduta comissiva ou omissiva, não cabendo ao intérprete restringir a abrangência de tal norma constitucional. - A presença do animal, na pista de rodovia administrada pelo réu, impõe-lhe o dever de reparar os danos resultantes da colisão havida entre o veículo do autor e o animal, inexistindo dúvida de que o acidente só aconteceu porque o animal estava na pista e lá não deveria estar, constituída, portanto, a relação de causa e efeito. - Apelação desprovida. (TJSP, Apelação n° i 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP permite reconhecer a existência de dano moral indenizável, fixado pelo magistrado em R$ 40.000,00, com necessidade de elevação para R$ 60.000,00, em razão das graves conseqüências do acidente. Dano estético presente e comprovado por perícia: Arbitramento em R$ 20.000,00. Juros de mora e correção monetária com termo inicial conforme indicado na sentença. Forma de correção e percentual de juros nos termos do decidido pelo E. STF. Correção monetária e os juros de mora incidentes] que no caso deverão ser aqueles disciplinados pelo artigo J°-F da Lei n° 9.494/97, com redação dada pela Lei n° 11.960/09, a partir da vigência dessa alteração ou seja, contados a partir de 29.06.2009. Lei 12.703/12 que, por sua vez, versando sobre as regras relativas à remuneração da caderneta de poupança, exercerá influência no cálculo dos juros de mora das verbas executadas a partir de sua vigência. No período anterior à sua vigência, deverão ser seguidos os parâmetros definidos pela legislação então vigente. Recurso da autora parcialmente provido e apelo da ré improvido. ( TJSP, apelação nº 0012735- 53.2007.8.26.0153 – relator Des. Ruy Coppola – j. 16.07.15). Apelação – Indenização por danos materiais - Acidente de trânsito – Animal na pista de rodovia - Responsabilidade objetiva do Estado. - Ao dispor sobre a responsabilidade objetiva do Estado e dos prestadores de serviços públicos, o artigo 37, § 6°, da Constituição Federal não faz distinção entre conduta comissiva ou omissiva, não cabendo ao intérprete restringir a abrangência de tal norma constitucional. - A presença do animal, na pista de rodovia administrada pelo réu, impõe-lhe o dever de reparar os danos resultantes da colisão havida entre o veículo do autor e o animal, inexistindo dúvida de que o acidente só aconteceu porque o animal estava na pista e lá não deveria estar, constituída, portanto, a relação de causa e efeito. - Apelação desprovida. (TJSP, Apelação n° i 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 976316 AGR / SP 0001078-58.2012.8.26.0115 -Relator Des. Lino Machado - j. 15.07.15). Tertio, os danos materiais foram devidamente demonstrados pela decisão monocrática. Com efeito, o valor corresponde ao menor orçamento (fls. 13), não tendo o recorrente demonstrado eventual desproporcionalidade do valor cobrado pelos reparos no veículo. Visa-se, em síntese, a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. No caso, o sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. 3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, apontando a violação ao artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Sustenta não pretender o reexame de provas e fatos, mas a aplicação da Carta da República à espécie. Alega ter interposto embargos de declaração contra o acórdão formalizado na origem, objetivando o prequestionamento da matéria, nos termos da orientação do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, não havendo campo para afirmar-se não ter sido o tema prequestionado. No mérito, aponta o cumprimento integral do contrato de concessão. O agravado, em contraminuta, manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP 0001078-58.2012.8.26.0115 -Relator Des. Lino Machado - j. 15.07.15). Tertio, os danos materiais foram devidamente demonstrados pela decisão monocrática. Com efeito, o valor corresponde ao menor orçamento (fls. 13), não tendo o recorrente demonstrado eventual desproporcionalidade do valor cobrado pelos reparos no veículo. Visa-se, em síntese, a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. No caso, o sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. 3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, apontando a violação ao artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Sustenta não pretender o reexame de provas e fatos, mas a aplicação da Carta da República à espécie. Alega ter interposto embargos de declaração contra o acórdão formalizado na origem, objetivando o prequestionamento da matéria, nos termos da orientação do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, não havendo campo para afirmar-se não ter sido o tema prequestionado. No mérito, aponta o cumprimento integral do contrato de concessão. O agravado, em contraminuta, manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Rememorem o decidido na origem. A Turma Recursal manteve o entendimento constante da sentença, na qual assentada a responsabilidade objetiva da concessionária pelo acidente de trânsito causador do dano a ser indenizado. Conforme consignado na decisão monocrática, a controvérsia foi dirimida considerado o conjunto probatório coligido para o processo. Ora, somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame do acervo probatório, o que não enseja, conforme sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Tribunal local. A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Rememorem o decidido na origem. A Turma Recursal manteve o entendimento constante da sentença, na qual assentada a responsabilidade objetiva da concessionária pelo acidente de trânsito causador do dano a ser indenizado. Conforme consignado na decisão monocrática, a controvérsia foi dirimida considerado o conjunto probatório coligido para o processo. Ora, somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame do acervo probatório, o que não enseja, conforme sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Tribunal local. A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 976316 AGR / SP concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de minha relatoria, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Mesmo protocolizados os embargos declaratórios, nada se disse sobre a alegada violação do artigo 5º, inciso II, do Diploma Maior, sendo que se deixou de arguir oportunamente, no extraordinário, o vício de procedimento, visando a entrega da prestação jurisdicional de forma completa. Saliento que a agravante ficou vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de minha relatoria, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Mesmo protocolizados os embargos declaratórios, nada se disse sobre a alegada violação do artigo 5º, inciso II, do Diploma Maior, sendo que se deixou de arguir oportunamente, no extraordinário, o vício de procedimento, visando a entrega da prestação jurisdicional de forma completa. Saliento que a agravante ficou vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 976316 AGR / SP inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. Deixo de majorar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, considerada a fixação de referida verba, pelo Tribunal local, no patamar limite de 20% do valor da causa. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. Deixo de majorar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, considerada a fixação de referida verba, pelo Tribunal local, no patamar limite de 20% do valor da causa. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) : ANDRE GONCALVES DE ARRUDA (186443/RJ, 200777/SP) AGDO.(A/S) : MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) : BENEDITO DOS SANTOS (107725/SP) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, não implicando fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706819 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) : ANDRE GONCALVES DE ARRUDA (186443/RJ, 200777/SP) AGDO.(A/S) : MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) : BENEDITO DOS SANTOS (107725/SP) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, não implicando fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706819 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11966649
2016-09-13T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, não implicando fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado ao Tribunal fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2º e 3º, do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur359082
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 25/11/2016, MAD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
976316
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 976316 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) : ANDRE GONCALVES DE ARRUDA AGDO.(A/S) : MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) : BENEDITO DOS SANTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) :ANDRE GONCALVES DE ARRUDA AGDO.(A/S) :MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) :BENEDITO DOS SANTOS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado ao Tribunal fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2... e 3..., do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944361. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 976316 AGR / SP regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944361. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944361. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) :ANDRE GONCALVES DE ARRUDA AGDO.(A/S) :MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) :BENEDITO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de agosto de 2016, desprovi agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Atentem para o decidido na origem. A Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: Acidente de trânsito em rodovia ocasionado por travessia de animais — Indenização por danos materiais e lucros cessantes - Responsabilidade objetiva - Danos materiais configurados - Recurso improvido. No recurso extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente articula com a violação ao artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Sustenta que as obrigações da concessionária são regidas pelo contrato de concessão. Diz que, no caso, não foi demonstrado descumprimento a ensejar o reconhecimento de responsabilidade e a condenação ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) :ANDRE GONCALVES DE ARRUDA AGDO.(A/S) :MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) :BENEDITO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de agosto de 2016, desprovi agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Atentem para o decidido na origem. A Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: Acidente de trânsito em rodovia ocasionado por travessia de animais — Indenização por danos materiais e lucros cessantes - Responsabilidade objetiva - Danos materiais configurados - Recurso improvido. No recurso extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente articula com a violação ao artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Sustenta que as obrigações da concessionária são regidas pelo contrato de concessão. Diz que, no caso, não foi demonstrado descumprimento a ensejar o reconhecimento de responsabilidade e a condenação ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 976316 AGR / SP pagamento de indenização a usuário. 2. A recorribilidade extraordinária mostra-se distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, consideradas as premissas constantes do ato impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, no qual se assentou: Primo, como bem fundamentado pela decisão monocrática, a responsabilidade da recorrente é objetiva. Secundo, esse entendimento é corroborado pela jurisprudência, conforme se verifica nos recentes julgados: Acidente de veículo. Atropelamento de animal em rodovia administrada pela ré. Ação de reparação de danos materiais e morais. Julgamento antecipado da lide. Admissibilidade. Responsabilidade objetiva da concessionária de serviço público. Inobservância do dever legal de garantir o trânsito em condições seguras. Exegese do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor; artigo Io, §§ 2o e 3o, do Código de Trânsito Brasileiro; e artigo 37 da Constituição Federal. Danos materiais do veículo devidamente comprovados, com prevalência do menor orçamento apresentado. Danos materiais decorrentes de despesas médicas comprovadas nos autos. Acidente que causou lesões corporais severas à autora. Hipótese que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP pagamento de indenização a usuário. 2. A recorribilidade extraordinária mostra-se distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, consideradas as premissas constantes do ato impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, no qual se assentou: Primo, como bem fundamentado pela decisão monocrática, a responsabilidade da recorrente é objetiva. Secundo, esse entendimento é corroborado pela jurisprudência, conforme se verifica nos recentes julgados: Acidente de veículo. Atropelamento de animal em rodovia administrada pela ré. Ação de reparação de danos materiais e morais. Julgamento antecipado da lide. Admissibilidade. Responsabilidade objetiva da concessionária de serviço público. Inobservância do dever legal de garantir o trânsito em condições seguras. Exegese do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor; artigo Io, §§ 2o e 3o, do Código de Trânsito Brasileiro; e artigo 37 da Constituição Federal. Danos materiais do veículo devidamente comprovados, com prevalência do menor orçamento apresentado. Danos materiais decorrentes de despesas médicas comprovadas nos autos. Acidente que causou lesões corporais severas à autora. Hipótese que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 976316 AGR / SP permite reconhecer a existência de dano moral indenizável, fixado pelo magistrado em R$ 40.000,00, com necessidade de elevação para R$ 60.000,00, em razão das graves conseqüências do acidente. Dano estético presente e comprovado por perícia: Arbitramento em R$ 20.000,00. Juros de mora e correção monetária com termo inicial conforme indicado na sentença. Forma de correção e percentual de juros nos termos do decidido pelo E. Supremo Tribunal Federal. Correção monetária e os juros de mora incidentes] que no caso deverão ser aqueles disciplinados pelo artigo J-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09, a partir da vigência dessa alteração ou seja, contados a partir de 29.06.2009. Lei 12.703/12 que, por sua vez, versando sobre as regras relativas à remuneração da caderneta de poupança, exercerá influência no cálculo dos juros de mora das verbas executadas a partir de sua vigência. No período anterior à sua vigência, deverão ser seguidos os parâmetros definidos pela legislação então vigente. Recurso da autora parcialmente provido e apelo da ré improvido. ( TJSP, apelação n 0012735- 53.2007.8.26.0153 – relator Des. Ruy Coppola – j. 16.07.15). Apelação – Indenização por danos materiais - Acidente de trânsito – Animal na pista de rodovia - Responsabilidade objetiva do Estado. - Ao dispor sobre a responsabilidade objetiva do Estado e dos prestadores de serviços públicos, o artigo 37, § 6..., da Constituição Federal não faz distinção entre conduta comissiva ou omissiva, não cabendo ao intérprete restringir a abrangência de tal norma constitucional. - A presença do animal, na pista de rodovia administrada pelo réu, impõe-lhe o dever de reparar os danos resultantes da colisão havida entre o veículo do autor e o animal, inexistindo dúvida de que o acidente só aconteceu porque o animal estava na pista e lá não deveria estar, constituída, portanto, a relação de causa e efeito. - Apelação desprovida. (TJSP, Apelação n i 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP permite reconhecer a existência de dano moral indenizável, fixado pelo magistrado em R$ 40.000,00, com necessidade de elevação para R$ 60.000,00, em razão das graves conseqüências do acidente. Dano estético presente e comprovado por perícia: Arbitramento em R$ 20.000,00. Juros de mora e correção monetária com termo inicial conforme indicado na sentença. Forma de correção e percentual de juros nos termos do decidido pelo E. Supremo Tribunal Federal. Correção monetária e os juros de mora incidentes] que no caso deverão ser aqueles disciplinados pelo artigo J-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09, a partir da vigência dessa alteração ou seja, contados a partir de 29.06.2009. Lei 12.703/12 que, por sua vez, versando sobre as regras relativas à remuneração da caderneta de poupança, exercerá influência no cálculo dos juros de mora das verbas executadas a partir de sua vigência. No período anterior à sua vigência, deverão ser seguidos os parâmetros definidos pela legislação então vigente. Recurso da autora parcialmente provido e apelo da ré improvido. ( TJSP, apelação n 0012735- 53.2007.8.26.0153 – relator Des. Ruy Coppola – j. 16.07.15). Apelação – Indenização por danos materiais - Acidente de trânsito – Animal na pista de rodovia - Responsabilidade objetiva do Estado. - Ao dispor sobre a responsabilidade objetiva do Estado e dos prestadores de serviços públicos, o artigo 37, § 6..., da Constituição Federal não faz distinção entre conduta comissiva ou omissiva, não cabendo ao intérprete restringir a abrangência de tal norma constitucional. - A presença do animal, na pista de rodovia administrada pelo réu, impõe-lhe o dever de reparar os danos resultantes da colisão havida entre o veículo do autor e o animal, inexistindo dúvida de que o acidente só aconteceu porque o animal estava na pista e lá não deveria estar, constituída, portanto, a relação de causa e efeito. - Apelação desprovida. (TJSP, Apelação n i 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 976316 AGR / SP 0001078-58.2012.8.26.0115 -Relator Des. Lino Machado - j. 15.07.15). Tertio, os danos materiais foram devidamente demonstrados pela decisão monocrática. Com efeito, o valor corresponde ao menor orçamento (fls. 13), não tendo o recorrente demonstrado eventual desproporcionalidade do valor cobrado pelos reparos no veículo. Visa-se, em síntese, a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. No caso, o sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. 3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, apontando a violação ao artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Sustenta não pretender o reexame de provas e fatos, mas a aplicação da Carta da República à espécie. Alega ter interposto embargos de declaração contra o acórdão formalizado na origem, objetivando o prequestionamento da matéria, nos termos da orientação do verbete n 356 da Súmula do Supremo, não havendo campo para afirmar-se não ter sido o tema prequestionado. No mérito, aponta o cumprimento integral do contrato de concessão. O agravado, em contraminuta, manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP 0001078-58.2012.8.26.0115 -Relator Des. Lino Machado - j. 15.07.15). Tertio, os danos materiais foram devidamente demonstrados pela decisão monocrática. Com efeito, o valor corresponde ao menor orçamento (fls. 13), não tendo o recorrente demonstrado eventual desproporcionalidade do valor cobrado pelos reparos no veículo. Visa-se, em síntese, a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. No caso, o sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. 3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, apontando a violação ao artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Sustenta não pretender o reexame de provas e fatos, mas a aplicação da Carta da República à espécie. Alega ter interposto embargos de declaração contra o acórdão formalizado na origem, objetivando o prequestionamento da matéria, nos termos da orientação do verbete n 356 da Súmula do Supremo, não havendo campo para afirmar-se não ter sido o tema prequestionado. No mérito, aponta o cumprimento integral do contrato de concessão. O agravado, em contraminuta, manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Rememorem o decidido na origem. A Turma Recursal manteve o entendimento constante da sentença, na qual assentada a responsabilidade objetiva da concessionária pelo acidente de trânsito causador do dano a ser indenizado. Conforme consignado na decisão monocrática, a controvérsia foi dirimida considerado o conjunto probatório coligido para o processo. Ora, somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame do acervo probatório, o que não enseja, conforme sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Tribunal local. A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Rememorem o decidido na origem. A Turma Recursal manteve o entendimento constante da sentença, na qual assentada a responsabilidade objetiva da concessionária pelo acidente de trânsito causador do dano a ser indenizado. Conforme consignado na decisão monocrática, a controvérsia foi dirimida considerado o conjunto probatório coligido para o processo. Ora, somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame do acervo probatório, o que não enseja, conforme sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Tribunal local. A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 976316 AGR / SP concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de minha relatoria, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Mesmo protocolizados os embargos declaratórios, nada se disse sobre a alegada violação do artigo 5..., inciso II, do Diploma Maior, sendo que se deixou de arguir oportunamente, no extraordinário, o vício de procedimento, visando a entrega da prestação jurisdicional de forma completa. Saliento que a agravante ficou vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de minha relatoria, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Mesmo protocolizados os embargos declaratórios, nada se disse sobre a alegada violação do artigo 5..., inciso II, do Diploma Maior, sendo que se deixou de arguir oportunamente, no extraordinário, o vício de procedimento, visando a entrega da prestação jurisdicional de forma completa. Saliento que a agravante ficou vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 976316 AGR / SP inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. Deixo de majorar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, considerada a fixação de referida verba, pelo Tribunal local, no patamar limite de 20% do valor da causa. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Supremo Tribunal Federal ARE 976316 AGR / SP inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. Deixo de majorar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, considerada a fixação de referida verba, pelo Tribunal local, no patamar limite de 20% do valor da causa. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) : ANDRE GONCALVES DE ARRUDA (186443/RJ, 200777/SP) AGDO.(A/S) : MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) : BENEDITO DOS SANTOS (107725/SP) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, não implicando fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706819 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976.316 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S.A. ADV.(A/S) : ANDRE GONCALVES DE ARRUDA (186443/RJ, 200777/SP) AGDO.(A/S) : MARCOS LUIZ PITONDO ADV.(A/S) : BENEDITO DOS SANTOS (107725/SP) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, não implicando fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706819 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 976 . 316", "ARE 976316 AGR / SP", "ARE 976316 AGR / SP", "ARE 976316 AGR / SP", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 976316 AGR / SP", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 976316 AGR / SP", "apelação n 0012735 - 53 . 2007 . 8 . 26 . 0153", "Apelação n i 3", "ARE 976316 AGR / SP", "apelação n 0012735 - 53 . 2007 . 8 . 26 . 0153", "Apelação n i 3", "ARE 976316 AGR / SP 0001078 - 58 . 2012 . 8 . 26 . 0115", "verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "ARE 976316 AGR / SP 0001078 - 58 . 2012 . 8 . 26 . 0115", "verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "verbete", "ARE 976316 AGR / SP", "agravo de instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 976316 AGR / SP", "agravo de instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 976316 AGR / SP", "ARE 976316 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor", "artigo Io , § § 2o e 3o , do Código de Trânsito Brasileiro", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor", "artigo Io , § § 2o e 3o , do Código de Trânsito Brasileiro", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo J - F da Lei n 9 . 494 /", "Lei n 11 . 960 / 09", "Lei 12 . 703 / 12", "artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo J - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei n 11 . 960 / 09", "Lei 12 . 703 / 12", "artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CONCESSIONARIA ECOVIAS DOS IMIGRANTES S . 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Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO DO PACIENTE: IMPROCEDÊNCIA. DEMORA INJUSTIFICADA PARA O JULGAMENTO NO TRIBUNAL DO JÚRI. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Autônomos e suficientes os fundamentos para a manutenção da prisão do Paciente: garantia da ordem pública pela periculosidade evidenciada pelo modus operandi e a gravidade concreta dos fatos. Precedentes. 2. A custódia cautelar do Paciente está suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública e na necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, não havendo como se reconhecer constrangimento: ao contrário do alegado na petição inicial, há nos autos elementos concretos, não meras conjecturas, a apontar a periculosidade do Paciente, o risco de reiteração delitiva e de que se esquive de eventual aplicação da pena. Precedentes. 3. A inexistência de justificativa plausível para a excessiva demora na realização do julgamento pelo Tribunal do Júri configura constrangimento ilegal por descumprimento do art. 5º, inc. LXXVIII, da Constituição da República, que assegura a duração razoável do processo. 4. Ordem parcialmente concedida, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906453. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29 Ementa e Acórdão HC 107346 / AL A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em conceder parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente Eliton Alves Barros, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, nos termos do voto reajustado da Relatora, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski, que a concedia em maior extensão. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906453. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em conceder parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente Eliton Alves Barros, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, nos termos do voto reajustado da Relatora, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski, que a concedia em maior extensão. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 29 Relatório 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAÚJO, advogado, em favor de ELITON ALVES BARROS, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.9.2010, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 162.195: “ HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. DECRETO CAUTELAR FUNDADO EM DADOS CONCRETOS. PROCEDIMENTO DO CRIME. GRAVIDADE ESPECÍFICA. JUÍZO PRÉVIO LASTREADO EM LÍDIMA PROBABILIDADE. EXCESSO DE PRAZO. DEMORA JUSTIFICADA. COMPLEXIDADE. NECESSIDADE DE RECAMBIAMENTO DO ACUSADO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. LEI ESTADUAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ANDAMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTROLE CONCENTRADO ADEQUADO. 1. Cuidando o evento penal de modus operandi peculiar, relativo a homicídio praticado por grupo organizado, considera-se lídima a indicação de gravidade específica para o fim de legitimar a prisão preventiva. 2. O excesso de prazo afigura-se insubsistente quando o caso denota procedimento transcorrido sob o tom da complexidade, merecendo do julgador intricada condução processual em razão da multiplicidade de réus, do envio de precatórias a localidades diversas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Supremo Tribunal Federal 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAÚJO, advogado, em favor de ELITON ALVES BARROS, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.9.2010, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 162.195: “ HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. DECRETO CAUTELAR FUNDADO EM DADOS CONCRETOS. PROCEDIMENTO DO CRIME. GRAVIDADE ESPECÍFICA. JUÍZO PRÉVIO LASTREADO EM LÍDIMA PROBABILIDADE. EXCESSO DE PRAZO. DEMORA JUSTIFICADA. COMPLEXIDADE. NECESSIDADE DE RECAMBIAMENTO DO ACUSADO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. LEI ESTADUAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ANDAMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTROLE CONCENTRADO ADEQUADO. 1. Cuidando o evento penal de modus operandi peculiar, relativo a homicídio praticado por grupo organizado, considera-se lídima a indicação de gravidade específica para o fim de legitimar a prisão preventiva. 2. O excesso de prazo afigura-se insubsistente quando o caso denota procedimento transcorrido sob o tom da complexidade, merecendo do julgador intricada condução processual em razão da multiplicidade de réus, do envio de precatórias a localidades diversas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 29 Relatório HC 107346 / AL e, principalmente, da necessidade de recambiamento do acusado preso noutra localidade. 3. Havendo discussão promovida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade junto à Suprema Corte, afigura-se de bom senso aguardar aquele desfecho, de modo a evitar entendimentos conflitantes diante de matéria com repercussão geral. 4. Ordem não conhecida em parte e, quanto ao mais, denegada.” 2. Historia o Impetrante, em sessenta e nove laudas, estar o Paciente preso desde 5.12.2008, tendo sido denunciado no Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL pela prática de homicídio duplamente qualificado (art. 121, § 2º, I e IV, do Código Penal) e formação de bando ou quadrilha (art. 288 do Código Penal) - Ação Penal n. 0500046- 83.2009.8.02.0001 (001.09.500046-2). 3. Requereu, sem êxito, a liberdade provisória, no Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL, “arguindo que no dia fatídico (o Paciente) não se encontrava no Estado de Alagoas e sim em busca de trabalho no Estado de São Paulo”. 4. Questionou aquele indeferimento, impetrando habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas (Proc. 2009.000625-0), o qual denegou a ordem em 4.12.2009: “PROCESSO PENAL - HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO, FORMAÇÃO DE QUADRILHA – DENÚNCIA RECEBIDA - DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADO NO ART. 311 E SEGUINTES DO CPP – EXCESSO DE PRAZO JUSTIFICADO – PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE – COMPLEXIDADE - DIFICULDADES NAS DILIGÊNCIAS – AUDIÊNCIA ÚNICA DE JULGAMENTO AGUARDANDO CUMPRIMENTO DE CARTA PRECATÓRIA, A PEDIDO DA DEFESA – WRIT CONHECIDO – ORDEM DENEGADA. POR MAIORIA DE VOTOS”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL e, principalmente, da necessidade de recambiamento do acusado preso noutra localidade. 3. Havendo discussão promovida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade junto à Suprema Corte, afigura-se de bom senso aguardar aquele desfecho, de modo a evitar entendimentos conflitantes diante de matéria com repercussão geral. 4. Ordem não conhecida em parte e, quanto ao mais, denegada.” 2. Historia o Impetrante, em sessenta e nove laudas, estar o Paciente preso desde 5.12.2008, tendo sido denunciado no Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL pela prática de homicídio duplamente qualificado (art. 121, § 2º, I e IV, do Código Penal) e formação de bando ou quadrilha (art. 288 do Código Penal) - Ação Penal n. 0500046- 83.2009.8.02.0001 (001.09.500046-2). 3. Requereu, sem êxito, a liberdade provisória, no Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL, “arguindo que no dia fatídico (o Paciente) não se encontrava no Estado de Alagoas e sim em busca de trabalho no Estado de São Paulo”. 4. Questionou aquele indeferimento, impetrando habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas (Proc. 2009.000625-0), o qual denegou a ordem em 4.12.2009: “PROCESSO PENAL - HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO, FORMAÇÃO DE QUADRILHA – DENÚNCIA RECEBIDA - DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADO NO ART. 311 E SEGUINTES DO CPP – EXCESSO DE PRAZO JUSTIFICADO – PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE – COMPLEXIDADE - DIFICULDADES NAS DILIGÊNCIAS – AUDIÊNCIA ÚNICA DE JULGAMENTO AGUARDANDO CUMPRIMENTO DE CARTA PRECATÓRIA, A PEDIDO DA DEFESA – WRIT CONHECIDO – ORDEM DENEGADA. POR MAIORIA DE VOTOS”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 29 Relatório HC 107346 / AL 5. Impetrou novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (Proc. 162.195), denegada a ordem em 28.9.2010. 6. Na presente ação, o Impetrante argumenta reunir o Paciente as condições subjetivas necessárias à obtenção da liberdade provisória, por ser primário, ter bons antecedentes, família constituída e residência fixa, atendendo às exigências do art. 310, parágrafo único, do Código de Processo Penal. Assinala ser nula a ação penal, porque violaria o princípio constitucional do promotor natural. Afirma que o Grupo Estadual de Combate à Organização Criminosa criado, por resolução, pelo Procurador-Geral do Estado, não poderia, sem o concurso do Promotor de Justiça titular, oferecer denúncia contra qualquer cidadão. Assegura que o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL, que se notabiliza como um “tribunal de exceção”, seria incompetente para processar e julgar o Paciente, por não ter o crime se passado nos limites territoriais da Comarca e porque a Lei Estadual 6.806, de 22.3.2007, que a criou, seria inconstitucional, como reconhecera o próprio Tribunal de Justiça de Alagoas. Anota que “a denúncia não demonstrou a contento os elementos constitutivos do fato típico” e que “o Paciente se encontra recluso por mais de 02 (dois) anos, não sabendo até agora quando será concluído o referido processo, trazendo assim um sério constrangimento ilegal sem previsão para o seu fim”. Afirma que a situação do Paciente afrontaria o princípio constitucional da não-culpabilidade, acarretando a “sua segregação irreparável prejuízo a sua pessoa”, sendo excessivo o prazo de sua prisão, principalmente em razão de estar o processo “concluso para sentença desde 10 de maio de 2010”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL 5. Impetrou novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (Proc. 162.195), denegada a ordem em 28.9.2010. 6. Na presente ação, o Impetrante argumenta reunir o Paciente as condições subjetivas necessárias à obtenção da liberdade provisória, por ser primário, ter bons antecedentes, família constituída e residência fixa, atendendo às exigências do art. 310, parágrafo único, do Código de Processo Penal. Assinala ser nula a ação penal, porque violaria o princípio constitucional do promotor natural. Afirma que o Grupo Estadual de Combate à Organização Criminosa criado, por resolução, pelo Procurador-Geral do Estado, não poderia, sem o concurso do Promotor de Justiça titular, oferecer denúncia contra qualquer cidadão. Assegura que o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL, que se notabiliza como um “tribunal de exceção”, seria incompetente para processar e julgar o Paciente, por não ter o crime se passado nos limites territoriais da Comarca e porque a Lei Estadual 6.806, de 22.3.2007, que a criou, seria inconstitucional, como reconhecera o próprio Tribunal de Justiça de Alagoas. Anota que “a denúncia não demonstrou a contento os elementos constitutivos do fato típico” e que “o Paciente se encontra recluso por mais de 02 (dois) anos, não sabendo até agora quando será concluído o referido processo, trazendo assim um sério constrangimento ilegal sem previsão para o seu fim”. Afirma que a situação do Paciente afrontaria o princípio constitucional da não-culpabilidade, acarretando a “sua segregação irreparável prejuízo a sua pessoa”, sendo excessivo o prazo de sua prisão, principalmente em razão de estar o processo “concluso para sentença desde 10 de maio de 2010”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 29 Relatório HC 107346 / AL • Requer liminar, para se permitir ao Paciente aguardar em liberdade o trâmite do processo, “visto que não existe a possibilidade de que o mesmo venha a dificultar a instrução criminal”, já se tendo finalizado “ sem sentença ou de pronúncia ou absolutória”, e porque ele não teria conduta que pudesse comprometer a “tranquilidade social”. Pede a concessão da ordem, confirmando a liminar. 8. Em 7.5.2010, indeferi o pedido de medida liminar e requisitei informações ao Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió/AL, determinando, na seqüência, vista destes autos ao Procurador-Geral da República. 9. As informações foram prestadas e o Subprocurador-Geral da República, Mário José Gisi, em 13.4.2012, opinou pela “denegação da ordem”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL • Requer liminar, para se permitir ao Paciente aguardar em liberdade o trâmite do processo, “visto que não existe a possibilidade de que o mesmo venha a dificultar a instrução criminal”, já se tendo finalizado “ sem sentença ou de pronúncia ou absolutória”, e porque ele não teria conduta que pudesse comprometer a “tranquilidade social”. Pede a concessão da ordem, confirmando a liminar. 8. Em 7.5.2010, indeferi o pedido de medida liminar e requisitei informações ao Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió/AL, determinando, na seqüência, vista destes autos ao Procurador-Geral da República. 9. As informações foram prestadas e o Subprocurador-Geral da República, Mário José Gisi, em 13.4.2012, opinou pela “denegação da ordem”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Conforme relatado, foi impetrado em benefício do Paciente, no Tribunal de Justiça de Alagoas, o Habeas Corpus n. 2009.000625-0, no qual se sustentaram, basicamente, a) “não preenchimento dos requisitos do art. 312 do CPP”; b) “constrangimento ilegal sofrido pelo paciente face o excesso de prazo para o término da instrução criminal”; e c) “incompetência da 17ª Vara Criminal da Capital para processar e julgar o paciente, por entender que a medida segregadora fere ao princípio do juízo natural”. Quando do julgamento do Habeas Corpus n. 2009.000625-0, o Tribunal de Justiça alagoano decidiu a) pela ausência de constrangimento ilegal “da medida preventiva adotada pelo Juízo Singular”, pois “os fundamentos por ela vertidos tinham por substrato o fato de o Paciente compor grupo organizado para a prática de crimes mediante paga, o qual agia de forma audaciosa em meio público e sem temer as autoridades locais, demonstrando, com isso, extrema periculosidade”; b) pelo não “acolh[imento da] alegação de constrangimento ilegal por excesso de prazo para a conclusão da instrução criminal, vez que resta demonstrado que houve designação de audiência para interrogatório do réu, no entanto a defesa do paciente requereu, pela realização da mesma, somente quando houvesse devolução das Cartas Precatórias no prazo legal para então ser dado seguimento ao feito”; e c) “que Eliton Alves Barros, supostamente integrante do grupo criminoso organizado, agi[ria]delituosamente no Sertão Alagoano, tendo como ocupação na hierarquia do grupo criminoso organizado a função de pistoleiro de aluguel”, o que “legitima[ria] o Núcleo de Combate ao Crime Organizado, competência para receber a denúncia e decretar a prisão preventiva do paciente”. 2. No Superior Tribunal de Justiça, a Relatora, Ministra Maria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Conforme relatado, foi impetrado em benefício do Paciente, no Tribunal de Justiça de Alagoas, o Habeas Corpus n. 2009.000625-0, no qual se sustentaram, basicamente, a) “não preenchimento dos requisitos do art. 312 do CPP”; b) “constrangimento ilegal sofrido pelo paciente face o excesso de prazo para o término da instrução criminal”; e c) “incompetência da 17ª Vara Criminal da Capital para processar e julgar o paciente, por entender que a medida segregadora fere ao princípio do juízo natural”. Quando do julgamento do Habeas Corpus n. 2009.000625-0, o Tribunal de Justiça alagoano decidiu a) pela ausência de constrangimento ilegal “da medida preventiva adotada pelo Juízo Singular”, pois “os fundamentos por ela vertidos tinham por substrato o fato de o Paciente compor grupo organizado para a prática de crimes mediante paga, o qual agia de forma audaciosa em meio público e sem temer as autoridades locais, demonstrando, com isso, extrema periculosidade”; b) pelo não “acolh[imento da] alegação de constrangimento ilegal por excesso de prazo para a conclusão da instrução criminal, vez que resta demonstrado que houve designação de audiência para interrogatório do réu, no entanto a defesa do paciente requereu, pela realização da mesma, somente quando houvesse devolução das Cartas Precatórias no prazo legal para então ser dado seguimento ao feito”; e c) “que Eliton Alves Barros, supostamente integrante do grupo criminoso organizado, agi[ria]delituosamente no Sertão Alagoano, tendo como ocupação na hierarquia do grupo criminoso organizado a função de pistoleiro de aluguel”, o que “legitima[ria] o Núcleo de Combate ao Crime Organizado, competência para receber a denúncia e decretar a prisão preventiva do paciente”. 2. No Superior Tribunal de Justiça, a Relatora, Ministra Maria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL Thereza de Assis Moura, ao proferir o voto-condutor do julgado, decidiu a) pela fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva, pois “os fundamentos por ela vertidos tinham por substrato o fato de o Paciente compor grupo organizado para a prática de crimes mediante paga, o qual agia de forma audaciosa em meio público e sem temer as autoridades locais, demonstrando, com isso, extrema periculosidade”; b) pelo improcedência da alegação de excesso de prazo para a formação da culpa, notadamente em razão do “envio de precatórias a localidades diversas, [d]a existência de vários réus e [d]a necessidade de recambiamento do Paciente, preso noutra localidade, para o distrito da culpa”; e c) “não conhe[cer o habeas] quanto ao tema da incompetência do Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió”, “em razão do que já foi projetado no âmbito da Suprema Corte, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, conforme expediente ajuizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (ADI 4414⁄AL)”; 3. No presente habeas corpus, o Impetrante reitera as alegações de ausência de fundamentação cautelar idônea e de excesso de prazo da prisão cautelar, requerendo a liberdade do Paciente, “visto que não existe a possibilidade de que o mesmo venha a dificultar a instrução criminal”, que “já finalizou sem sentença ou de pronúncia ou absolutória”, e porque ele não tem conduta que possa comprometer a “tranquilidade social”. 4. Quanto à alegação de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto prisional, os fundamentos das decisões proferidas pelas instâncias antecedentes revelam que os requisitos estabelecidos no artigo 312 do Código de Processo Penal foram devidamente observados. Este o teor do decreto de prisão preventiva: “(...) Da análise dos autos do Inquérito Policial, constata-se que os indiciados são propensos à prática de delitos no Estado de Alagoas, conforme restou comprovado pelo depoimento supramencionado, o qual dá conta que ‘[Eli]ton e Nildo’ teriam sido contratados por ‘Alexandre dono da Granja’ para pegarem os ladrões que haviam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Thereza de Assis Moura, ao proferir o voto-condutor do julgado, decidiu a) pela fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva, pois “os fundamentos por ela vertidos tinham por substrato o fato de o Paciente compor grupo organizado para a prática de crimes mediante paga, o qual agia de forma audaciosa em meio público e sem temer as autoridades locais, demonstrando, com isso, extrema periculosidade”; b) pelo improcedência da alegação de excesso de prazo para a formação da culpa, notadamente em razão do “envio de precatórias a localidades diversas, [d]a existência de vários réus e [d]a necessidade de recambiamento do Paciente, preso noutra localidade, para o distrito da culpa”; e c) “não conhe[cer o habeas] quanto ao tema da incompetência do Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió”, “em razão do que já foi projetado no âmbito da Suprema Corte, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, conforme expediente ajuizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (ADI 4414⁄AL)”; 3. No presente habeas corpus, o Impetrante reitera as alegações de ausência de fundamentação cautelar idônea e de excesso de prazo da prisão cautelar, requerendo a liberdade do Paciente, “visto que não existe a possibilidade de que o mesmo venha a dificultar a instrução criminal”, que “já finalizou sem sentença ou de pronúncia ou absolutória”, e porque ele não tem conduta que possa comprometer a “tranquilidade social”. 4. Quanto à alegação de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto prisional, os fundamentos das decisões proferidas pelas instâncias antecedentes revelam que os requisitos estabelecidos no artigo 312 do Código de Processo Penal foram devidamente observados. Este o teor do decreto de prisão preventiva: “(...) Da análise dos autos do Inquérito Policial, constata-se que os indiciados são propensos à prática de delitos no Estado de Alagoas, conforme restou comprovado pelo depoimento supramencionado, o qual dá conta que ‘[Eli]ton e Nildo’ teriam sido contratados por ‘Alexandre dono da Granja’ para pegarem os ladrões que haviam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL invadido a granja onde se hospedaram, o que justifica a decretação da medida, a fim de garantir a ordem pública. Outrossim, cumpre observar que a prática do ilícito em epígrafe, por parte dos indiciados, provocou enorme repercussão no Estado de Alagoas, principalmente no Município de Delmiro Gouveia, onde a vítima residia e possuía mandato eletivo de vereador. Ademais, o modus operandi dos indiciados demonstram audácia, pois a vítima foi morta em via pública, em meio a uma festa popular, com vários tiros, sem intimidação com as pessoas que ali se encontravam, sendo, portanto, imperioso o resguardo da sociedade. Com efeito, a segregação dos indiciados mostra-se necessária, pois resta cristalino o receio de que a ordem pública venha a ser abalada com a liberdade dos mesmos. Os indícios apontam no sentido de que permanecendo soltos, os indiciados encontrariam os mesmos estímulos para a reiteração do crime, colocando em risco a sociedade. Ora, um poder de organização, intimidação e de atemorização desse jaez, por si só, seria suficiente para justificar a retirada do convívio social, visto que a liberdade dos indiciados poderá pôr em risco a colheita de prova testemunhal, ante a insegurança das testemunhas em deporem contra os mesmos, já que antes de qualquer coisa, temem por sua integridade física. (...) Além da necessidade de garantia da ordem pública, a decretação da medida cautelar se faz necessário, também, para a garantia da aplicação da lei penal no que concerne aos indiciados Carlos Marlon, [Eli]ton e Nildo. Com efeito, a condição de foragido dos indiciados, que desapareceram do distrito da culpa, exterioriza a intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. Este fato, por si só, autoriza a decretação da sua Prisão Preventiva, porquanto presente outro requisito autorizador da segregação cautelar, qual seja, a aplicação da lei penal”. Como se vê, a custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública e de aplicação da lei penal, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se alega na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL invadido a granja onde se hospedaram, o que justifica a decretação da medida, a fim de garantir a ordem pública. Outrossim, cumpre observar que a prática do ilícito em epígrafe, por parte dos indiciados, provocou enorme repercussão no Estado de Alagoas, principalmente no Município de Delmiro Gouveia, onde a vítima residia e possuía mandato eletivo de vereador. Ademais, o modus operandi dos indiciados demonstram audácia, pois a vítima foi morta em via pública, em meio a uma festa popular, com vários tiros, sem intimidação com as pessoas que ali se encontravam, sendo, portanto, imperioso o resguardo da sociedade. Com efeito, a segregação dos indiciados mostra-se necessária, pois resta cristalino o receio de que a ordem pública venha a ser abalada com a liberdade dos mesmos. Os indícios apontam no sentido de que permanecendo soltos, os indiciados encontrariam os mesmos estímulos para a reiteração do crime, colocando em risco a sociedade. Ora, um poder de organização, intimidação e de atemorização desse jaez, por si só, seria suficiente para justificar a retirada do convívio social, visto que a liberdade dos indiciados poderá pôr em risco a colheita de prova testemunhal, ante a insegurança das testemunhas em deporem contra os mesmos, já que antes de qualquer coisa, temem por sua integridade física. (...) Além da necessidade de garantia da ordem pública, a decretação da medida cautelar se faz necessário, também, para a garantia da aplicação da lei penal no que concerne aos indiciados Carlos Marlon, [Eli]ton e Nildo. Com efeito, a condição de foragido dos indiciados, que desapareceram do distrito da culpa, exterioriza a intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. Este fato, por si só, autoriza a decretação da sua Prisão Preventiva, porquanto presente outro requisito autorizador da segregação cautelar, qual seja, a aplicação da lei penal”. Como se vê, a custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública e de aplicação da lei penal, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se alega na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade do Paciente e o risco concreto de fuga e de ser afetada a ordem pública. De se ressaltar que o voto do Desembargador José Carlos Malta Marques, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça alagoano, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2011.001532-8, em 25.7.2012, registrou que “as circunstâncias que evidenciaram a necessidade de prisão do [Paciente] ainda estão em voga, pois foram concretamente analisadas pelos magistrados de primeiro grau quando da decretação da segregação cautelar, notadamente no que se refere à garantia da aplicação da lei penal, tendo em vista sua evasão do distrito da culpa tentando obstar a persecutio criminis”. Pelo que se tem nos autos, portanto, não se sustentam juridicamente os argumentos apresentados pelo Paciente, de modo a assegurar o êxito do que pleiteia, impondo-se, pois, a decretação de sua prisão, indicada como está na decisão a necessidade de se garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, que poderia ficar comprometida fosse outra a decisão. Ademais, este Supremo Tribunal manifestou-se sobre a matéria, tendo pacificado o entendimento de que as circunstâncias descritas no decreto de prisão preventiva, ratificadas na sentença de pronúncia, constituem motivações idôneas para fixação da custódia cautelar. Nesse sentido, o julgamento do Habeas Corpus n. 86.347, relator o Ministro Joaquim Barbosa, no qual se verificou ser a periculosidade do réu evidenciada pelo modus operandi é circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar, desde que fundamentada em dados concretos ocorridos no processo-crime, verbis: “(...) EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS. Exige-se, para a decretação da prisão preventiva, num primeiro momento, a observância de dois 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade do Paciente e o risco concreto de fuga e de ser afetada a ordem pública. De se ressaltar que o voto do Desembargador José Carlos Malta Marques, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça alagoano, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2011.001532-8, em 25.7.2012, registrou que “as circunstâncias que evidenciaram a necessidade de prisão do [Paciente] ainda estão em voga, pois foram concretamente analisadas pelos magistrados de primeiro grau quando da decretação da segregação cautelar, notadamente no que se refere à garantia da aplicação da lei penal, tendo em vista sua evasão do distrito da culpa tentando obstar a persecutio criminis”. Pelo que se tem nos autos, portanto, não se sustentam juridicamente os argumentos apresentados pelo Paciente, de modo a assegurar o êxito do que pleiteia, impondo-se, pois, a decretação de sua prisão, indicada como está na decisão a necessidade de se garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, que poderia ficar comprometida fosse outra a decisão. Ademais, este Supremo Tribunal manifestou-se sobre a matéria, tendo pacificado o entendimento de que as circunstâncias descritas no decreto de prisão preventiva, ratificadas na sentença de pronúncia, constituem motivações idôneas para fixação da custódia cautelar. Nesse sentido, o julgamento do Habeas Corpus n. 86.347, relator o Ministro Joaquim Barbosa, no qual se verificou ser a periculosidade do réu evidenciada pelo modus operandi é circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar, desde que fundamentada em dados concretos ocorridos no processo-crime, verbis: “(...) EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS. Exige-se, para a decretação da prisão preventiva, num primeiro momento, a observância de dois 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL pressupostos, que não se confundem com o grau de certeza exigido no mérito da ação penal: presença de indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime. A gravidade do delito, de per si, não pode ser fundamento da custódia cautelar. Porém, no caso, ficou demonstrada a periculosidade do paciente, circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. Ameaça a testemunhas. Fundamento suficiente para a manutenção da custódia cautelar, por conveniência da instrução criminal (...)” (HC 86.347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 25-08-2006). Nesse sentido, ainda, os Habeas Corpus ns. 94.121, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 12.6.2009; 95.721, de minha relatoria, DJ 13.3.2009; 94.979, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 3.4.2009; 98.331, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 11.12.2009; 97.808, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010; e 96.527, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 14.5.2010. Também a fuga do distrito da culpa é circunstância suficiente para a decretação da prisão processual, ressaltando que, no caso, o Paciente permaneceu foragido por cerca de dois anos, somente sendo localizado após ser preso em São Paulo. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. Risco à aplicação da lei penal caracterizado pelo comportamento processual do paciente que se 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL pressupostos, que não se confundem com o grau de certeza exigido no mérito da ação penal: presença de indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime. A gravidade do delito, de per si, não pode ser fundamento da custódia cautelar. Porém, no caso, ficou demonstrada a periculosidade do paciente, circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. Ameaça a testemunhas. Fundamento suficiente para a manutenção da custódia cautelar, por conveniência da instrução criminal (...)” (HC 86.347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 25-08-2006). Nesse sentido, ainda, os Habeas Corpus ns. 94.121, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 12.6.2009; 95.721, de minha relatoria, DJ 13.3.2009; 94.979, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 3.4.2009; 98.331, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 11.12.2009; 97.808, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010; e 96.527, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 14.5.2010. Também a fuga do distrito da culpa é circunstância suficiente para a decretação da prisão processual, ressaltando que, no caso, o Paciente permaneceu foragido por cerca de dois anos, somente sendo localizado após ser preso em São Paulo. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. Risco à aplicação da lei penal caracterizado pelo comportamento processual do paciente que se 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL evadiu do distrito da culpa, mesmo antes da decretação da preventiva, permaneceu foragido por cerca de cinco anos e se refugiou no exterior. Havendo risco à aplicação da lei penal, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 112392, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ 21.3.2013 – grifos nossos) “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL E DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. RÉU REVEL E FORAGIDO. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. I - Conforme remansosa jurisprudência desta Suprema Corte, a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão preventiva. II - Ordem denegada.” (HC 107723, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 24.8.2011 – grifos nossos). 5. No que diz respeito ao alegado excesso de prazo da prisão cautelar, tem-se, nos termos das informações prestadas pelo Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL e do andamento processual da Ação Penal n. 0500046-83.2009.8.02.0001 (001.09.500046-2), que a) em 31.12.2007, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL decretou a prisão do Paciente e a denúncia foi recebida; b) em 4.3.2008, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL determinou a suspensão do processo em relação ao Paciente e ao corréu WAGNER ANDRÉ DE SOUZA, “uma vez que os mesmos haviam sido citados por edital e não comparecerem em juízo, nem constituíram advogado”; c) em 5.12.2008, o Paciente foi “preso no Estado de São Paulo”; d) na audiência designada para 2.10.2009, “o patrono do Paciente requereu a expedição de Cartas Precatórias a fim de realizar a oitiva de testemunhas residentes em São Paulo”; e) em 9.12.2009, “a audiência fora retomada [pelo Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL], (…) ocasião em que ocorreu o interrogatório” do Paciente; f) em 22.2.2010, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL determinou a “[i]ntimação do defensor constituído para tomar conhecimento da Audiência designada para o próximo dia 25/02/2010 ÀS 12:15H, a ser realizada na sala das audiência da vara criminal situada à Av. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL evadiu do distrito da culpa, mesmo antes da decretação da preventiva, permaneceu foragido por cerca de cinco anos e se refugiou no exterior. Havendo risco à aplicação da lei penal, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 112392, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ 21.3.2013 – grifos nossos) “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL E DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. RÉU REVEL E FORAGIDO. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. I - Conforme remansosa jurisprudência desta Suprema Corte, a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão preventiva. II - Ordem denegada.” (HC 107723, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 24.8.2011 – grifos nossos). 5. No que diz respeito ao alegado excesso de prazo da prisão cautelar, tem-se, nos termos das informações prestadas pelo Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL e do andamento processual da Ação Penal n. 0500046-83.2009.8.02.0001 (001.09.500046-2), que a) em 31.12.2007, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL decretou a prisão do Paciente e a denúncia foi recebida; b) em 4.3.2008, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL determinou a suspensão do processo em relação ao Paciente e ao corréu WAGNER ANDRÉ DE SOUZA, “uma vez que os mesmos haviam sido citados por edital e não comparecerem em juízo, nem constituíram advogado”; c) em 5.12.2008, o Paciente foi “preso no Estado de São Paulo”; d) na audiência designada para 2.10.2009, “o patrono do Paciente requereu a expedição de Cartas Precatórias a fim de realizar a oitiva de testemunhas residentes em São Paulo”; e) em 9.12.2009, “a audiência fora retomada [pelo Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL], (…) ocasião em que ocorreu o interrogatório” do Paciente; f) em 22.2.2010, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL determinou a “[i]ntimação do defensor constituído para tomar conhecimento da Audiência designada para o próximo dia 25/02/2010 ÀS 12:15H, a ser realizada na sala das audiência da vara criminal situada à Av. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL Capitão Arlindo Pacheco 72, Centro Arcoverde-PE”; g) em 7.5.2010, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL determinou a intimação da Defesa do Paciente para apresentar as alegações finais; h) em 12.11.2010, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL pronunciou o Paciente “como incurso nas penas do art. 121, § 2º, incisos I e IV, e art. 288, parágrafo único, c/c o art. 69, todos do Código Penal Brasileiro”; i) em 11.1.2011, a Defesa do Paciente interpôs recurso em sentido estrito; j) em 20.2.2011, processo-crime foi remetido ao Tribunal de Justiça de Alagoas; l) em 25.7.2012, o Tribunal de Justiça de Alagoas negou provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2011.001532-8; m) em 13.8.2012, a Defesa do Paciente interpôs recurso especial, ao qual o Presidente do Tribunal de Justiça alagoano inadmitiu; n) em 17.9.2012, a Defesa do Paciente interpôs agravo de instrumento em recurso especial; o) em 3.5.2013, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura negou provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 270.477; p) em 5.6.2013, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL declinou a competência em razão da matéria ao Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL; e q) em 19.2.2014, o Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL “determino[u] vistas as partes para fins do art. 422 do CPP”. 6. Com fundamento nas informações prestadas, esta Segunda Turma iniciou o julgamento do presente habeas corpus na assentada de 10.6.2014, sendo por mim encaminhada a votação no sentido da concessão da ordem, com recomendação, no que fui acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski. O julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 7. Em 3.2.2015, após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, indiquei o adiamento do julgamento. 8. Note-se que, até o momento do julgamento definitivo da presente impetração, o Paciente não foi julgado pelo Tribunal do Júri. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Capitão Arlindo Pacheco 72, Centro Arcoverde-PE”; g) em 7.5.2010, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL determinou a intimação da Defesa do Paciente para apresentar as alegações finais; h) em 12.11.2010, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL pronunciou o Paciente “como incurso nas penas do art. 121, § 2º, incisos I e IV, e art. 288, parágrafo único, c/c o art. 69, todos do Código Penal Brasileiro”; i) em 11.1.2011, a Defesa do Paciente interpôs recurso em sentido estrito; j) em 20.2.2011, processo-crime foi remetido ao Tribunal de Justiça de Alagoas; l) em 25.7.2012, o Tribunal de Justiça de Alagoas negou provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2011.001532-8; m) em 13.8.2012, a Defesa do Paciente interpôs recurso especial, ao qual o Presidente do Tribunal de Justiça alagoano inadmitiu; n) em 17.9.2012, a Defesa do Paciente interpôs agravo de instrumento em recurso especial; o) em 3.5.2013, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura negou provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 270.477; p) em 5.6.2013, o Juízo da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL declinou a competência em razão da matéria ao Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL; e q) em 19.2.2014, o Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL “determino[u] vistas as partes para fins do art. 422 do CPP”. 6. Com fundamento nas informações prestadas, esta Segunda Turma iniciou o julgamento do presente habeas corpus na assentada de 10.6.2014, sendo por mim encaminhada a votação no sentido da concessão da ordem, com recomendação, no que fui acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski. O julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 7. Em 3.2.2015, após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, indiquei o adiamento do julgamento. 8. Note-se que, até o momento do julgamento definitivo da presente impetração, o Paciente não foi julgado pelo Tribunal do Júri. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL Essa constatação configura constrangimento ilegal, porque traduz descumprimento à norma constitucional da razoável duração do processo (art. 5º, inc. LXXVIII, da Constituição da República). 9. É um caso gravíssimo, como foi enfatizado tanto no meu voto quanto no voto do Ministro Gilmar, acompanhado pelo Ministro Celso quanto à gravidade dos fatos, porque as imputações referem-se à formação de grupo criminoso para prática de crimes de homicídio, hierarquia criminosa, enfim. E o Ministro Gilmar, então, concedeu em menor extensão, no que foi acompanhado pelo eminente Ministro Celso de Mello, exatamente para que se determinasse ao juiz a imediata realização do júri. 10. Eu indiquei adiamento, Presidente, porque, quando eu tinha elaborado o voto, as informações que tinha e que fiz constar eram no sentido de que o júri não poderia ser realizado porque o processo não estaria no órgão próprio; e o Ministro Gilmar, quando trouxe, disse exatamente que faltava apenas, ou havia despachos para solução de questões, a regularidade processual, enfim, determinações que o juiz poderia facilmente determinar e realizar de imediato o júri. Por isso que indiquei adiamento e estou reajustando o meu voto no sentido de conceder parcialmente - tal como posto pelo Ministro Gilmar e acompanhado que foi pelo Ministro Celso -, para determinar que o juiz, mantida a prisão, faça realizar imediatamente o júri. O Ministro Gilmar estabelece que no prazo de 5 dias designe a sessão de julgamento em prazo não superior a 90 dias. Eu me ponho de acordo, exatamente, porque verifiquei - e hoje voltei a verificar - se não havia, inclusive, a marcação, porque durante esse período que estamos discutindo o juiz poderia até ter antecipado e ter marcado. Mas não, continua um despacho de sexta-feira apenas, parece-me, dando notícia de conclusão dos autos de novo ao juiz. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Essa constatação configura constrangimento ilegal, porque traduz descumprimento à norma constitucional da razoável duração do processo (art. 5º, inc. LXXVIII, da Constituição da República). 9. É um caso gravíssimo, como foi enfatizado tanto no meu voto quanto no voto do Ministro Gilmar, acompanhado pelo Ministro Celso quanto à gravidade dos fatos, porque as imputações referem-se à formação de grupo criminoso para prática de crimes de homicídio, hierarquia criminosa, enfim. E o Ministro Gilmar, então, concedeu em menor extensão, no que foi acompanhado pelo eminente Ministro Celso de Mello, exatamente para que se determinasse ao juiz a imediata realização do júri. 10. Eu indiquei adiamento, Presidente, porque, quando eu tinha elaborado o voto, as informações que tinha e que fiz constar eram no sentido de que o júri não poderia ser realizado porque o processo não estaria no órgão próprio; e o Ministro Gilmar, quando trouxe, disse exatamente que faltava apenas, ou havia despachos para solução de questões, a regularidade processual, enfim, determinações que o juiz poderia facilmente determinar e realizar de imediato o júri. Por isso que indiquei adiamento e estou reajustando o meu voto no sentido de conceder parcialmente - tal como posto pelo Ministro Gilmar e acompanhado que foi pelo Ministro Celso -, para determinar que o juiz, mantida a prisão, faça realizar imediatamente o júri. O Ministro Gilmar estabelece que no prazo de 5 dias designe a sessão de julgamento em prazo não superior a 90 dias. Eu me ponho de acordo, exatamente, porque verifiquei - e hoje voltei a verificar - se não havia, inclusive, a marcação, porque durante esse período que estamos discutindo o juiz poderia até ter antecipado e ter marcado. Mas não, continua um despacho de sexta-feira apenas, parece-me, dando notícia de conclusão dos autos de novo ao juiz. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL Então, estou votando também tal como posto pelo Ministro Gilmar e reajustando meu voto no sentido de conceder parcialmente a ordem, mantida, portanto, a prisão. 11. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de conceder parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente ELITON ALVES BARROS, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho. Comunique-se esta decisão, com urgência, ao Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Então, estou votando também tal como posto pelo Ministro Gilmar e reajustando meu voto no sentido de conceder parcialmente a ordem, mantida, portanto, a prisão. 11. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de conceder parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente ELITON ALVES BARROS, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho. Comunique-se esta decisão, com urgência, ao Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 29 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, acompanho a Relatora. Realmente, a situação processual e de cerceamento da liberdade constitucionalmente garantida é clara; e a mim, parece-me que o responsável por essa demora é o julgamento, como bem acentuou a Relatora. Acompanho integralmente, concedendo a ordem nos mesmos termos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896460. Supremo Tribunal Federal 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, acompanho a Relatora. Realmente, a situação processual e de cerceamento da liberdade constitucionalmente garantida é clara; e a mim, parece-me que o responsável por essa demora é o julgamento, como bem acentuou a Relatora. Acompanho integralmente, concedendo a ordem nos mesmos termos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 29 Vista 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA VISTA O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, vou pedir paciência à Ministra Cármen para adiar esse caso, pelo menos por uma sessão. Eu vou pedir vista para examinar, porque, a mim, parece-me que essas questões são de tamanha seriedade. Veja, é crime de pistolagem, no Estado de Alagoas. ###### Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867816. Supremo Tribunal Federal 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA VISTA O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, vou pedir paciência à Ministra Cármen para adiar esse caso, pelo menos por uma sessão. Eu vou pedir vista para examinar, porque, a mim, parece-me que essas questões são de tamanha seriedade. Veja, é crime de pistolagem, no Estado de Alagoas. ###### Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 29 Extrato de Ata - 10/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 10.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6157754 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 10.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6157754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 29 Voto Vista 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O - V I S T A O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por João Luiz Fornazari de Araújo, em favor de Eliton Alves Barros, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.9.2010, denegou a ordem no Habeas Corpus 162.195. Relatou estar preso desde 5.12.2008, sob a acusação da prática dos crimes de homicídio duplamente qualificado (art. 121, §2º, I e IV, do Código Penal) e formação de quadrilha (art. 288 do CP). Alegou insubsistência dos fundamentos da prisão e excesso de prazo da prisão. Iniciado o julgamento em 10.6.2014, concederam a ordem a relatora, ministra Cármen Lúcia, e o ministro Ricardo Lewandowski. Pedi vista para melhor analisar a questão. Com relação à demora apontada pela defesa, ressalto que, nos casos a envolver alegação de excesso de prazo, o STF tem deferido a ordem de habeas corpus somente em hipóteses excepcionais, nas quais a mora processual: a) seja decorrência exclusiva de diligências suscitadas pela atuação da acusação (cf.: HC n. 85.400/PE, rel. min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 11.3.2005 e HC n. 89.196/BA, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, maioria, DJ 16.2.2007); b) resulte da inércia do próprio aparato judicial em atendimento ao princípio da razoável duração do processo, nos termos do art. 5º, LXXVIII (cf.: HC n. 85.237/DF, Pleno, unânime, rel. min. Celso de Mello, DJ 29.4.2005 e HC n. 85.068/RJ, rel. min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, unânime, DJ 3.6.2005); e, por fim, c) seja incompatível com o princípio da razoabilidade (cf.: HC n. 84.931/CE, rel. min. Cezar Peluso, 1ª Turma, unânime, DJ 16.12.2005); ou quando o excesso de prazo seja gritante (cf.: HC n. 81.149/RJ, rel. min. Ilmar Galvão, 1ª Turma, unânime, DJ 5.4.2002; RHC no 83.177/PI, rel. min. Nelson Jobim, 2ª Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O - V I S T A O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por João Luiz Fornazari de Araújo, em favor de Eliton Alves Barros, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.9.2010, denegou a ordem no Habeas Corpus 162.195. Relatou estar preso desde 5.12.2008, sob a acusação da prática dos crimes de homicídio duplamente qualificado (art. 121, §2º, I e IV, do Código Penal) e formação de quadrilha (art. 288 do CP). Alegou insubsistência dos fundamentos da prisão e excesso de prazo da prisão. Iniciado o julgamento em 10.6.2014, concederam a ordem a relatora, ministra Cármen Lúcia, e o ministro Ricardo Lewandowski. Pedi vista para melhor analisar a questão. Com relação à demora apontada pela defesa, ressalto que, nos casos a envolver alegação de excesso de prazo, o STF tem deferido a ordem de habeas corpus somente em hipóteses excepcionais, nas quais a mora processual: a) seja decorrência exclusiva de diligências suscitadas pela atuação da acusação (cf.: HC n. 85.400/PE, rel. min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 11.3.2005 e HC n. 89.196/BA, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, maioria, DJ 16.2.2007); b) resulte da inércia do próprio aparato judicial em atendimento ao princípio da razoável duração do processo, nos termos do art. 5º, LXXVIII (cf.: HC n. 85.237/DF, Pleno, unânime, rel. min. Celso de Mello, DJ 29.4.2005 e HC n. 85.068/RJ, rel. min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, unânime, DJ 3.6.2005); e, por fim, c) seja incompatível com o princípio da razoabilidade (cf.: HC n. 84.931/CE, rel. min. Cezar Peluso, 1ª Turma, unânime, DJ 16.12.2005); ou quando o excesso de prazo seja gritante (cf.: HC n. 81.149/RJ, rel. min. Ilmar Galvão, 1ª Turma, unânime, DJ 5.4.2002; RHC no 83.177/PI, rel. min. Nelson Jobim, 2ª Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 29 Voto Vista HC 107346 / AL Turma, unânime, DJ 19.3.2004). É certo que a inserção do inciso LXXVIII ao art. 5º da CF refletiu o anseio de toda a sociedade de obter resposta à solução dos conflitos de forma célere, pois a demora na prestação jurisdicional constitui verdadeira negação de justiça. Por outro lado, não se pode imaginar processo em que o provimento seja imediato. É característica de todo processo durar, não ser instantâneo ou momentâneo, prolongar-se. O processo implica, sempre, um desenvolvimento sucessivo de atos no tempo. No caso, tenho por configurado o excesso de prazo gritante, como bem reconhecido pela eminente relatora. O paciente está preso desde 5.12.2008. Assim, o tempo absoluto de prisão é de seis anos. Os últimos andamentos do processo (Ação Penal 0500046- 83.2009.8.02.0001) revelam marcha processual lenta. O último recurso contra a decisão de pronúncia foi julgado em maio de 2013. Em 19.2.2014, o presidente do tribunal do júri deu vista às partes para fins do art. 422 do CPP – preparação do processo para julgamento em plenário. Em 16.7.2014, foi proferido despacho, dando ciência à defesa da manifestação do Ministério Público. Em 15.10.2014, foi determinada a intimação da defesa para regularizar a representação processual, sob pena de destituição. A defesa não foi intimada, sobrevindo novo despacho, em 6.11.2014, determinando a intimação da defesa do despacho anterior. A defesa respondeu em 15.12.2014, estando o processo concluso desde o dia 19.12.2014, até agora sem despacho. Ou seja, mesmo após o trânsito em julgado da decisão de pronúncia, o andamento do feito não foi eficazmente retomado. O excesso de prazo é gritante. Ainda assim, proponho a concessão da ordem em menor extensão. Sem fazer qualquer juízo acerca do mérito das imputações, as circunstâncias narradas do delito são particularmente graves. O paciente é acusado de fazer parte de grupo criminoso organizado, destinado à prática de homicídio e outros crimes. Teria por atribuição na hierarquia 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Turma, unânime, DJ 19.3.2004). É certo que a inserção do inciso LXXVIII ao art. 5º da CF refletiu o anseio de toda a sociedade de obter resposta à solução dos conflitos de forma célere, pois a demora na prestação jurisdicional constitui verdadeira negação de justiça. Por outro lado, não se pode imaginar processo em que o provimento seja imediato. É característica de todo processo durar, não ser instantâneo ou momentâneo, prolongar-se. O processo implica, sempre, um desenvolvimento sucessivo de atos no tempo. No caso, tenho por configurado o excesso de prazo gritante, como bem reconhecido pela eminente relatora. O paciente está preso desde 5.12.2008. Assim, o tempo absoluto de prisão é de seis anos. Os últimos andamentos do processo (Ação Penal 0500046- 83.2009.8.02.0001) revelam marcha processual lenta. O último recurso contra a decisão de pronúncia foi julgado em maio de 2013. Em 19.2.2014, o presidente do tribunal do júri deu vista às partes para fins do art. 422 do CPP – preparação do processo para julgamento em plenário. Em 16.7.2014, foi proferido despacho, dando ciência à defesa da manifestação do Ministério Público. Em 15.10.2014, foi determinada a intimação da defesa para regularizar a representação processual, sob pena de destituição. A defesa não foi intimada, sobrevindo novo despacho, em 6.11.2014, determinando a intimação da defesa do despacho anterior. A defesa respondeu em 15.12.2014, estando o processo concluso desde o dia 19.12.2014, até agora sem despacho. Ou seja, mesmo após o trânsito em julgado da decisão de pronúncia, o andamento do feito não foi eficazmente retomado. O excesso de prazo é gritante. Ainda assim, proponho a concessão da ordem em menor extensão. Sem fazer qualquer juízo acerca do mérito das imputações, as circunstâncias narradas do delito são particularmente graves. O paciente é acusado de fazer parte de grupo criminoso organizado, destinado à prática de homicídio e outros crimes. Teria por atribuição na hierarquia 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 29 Voto Vista HC 107346 / AL criminosa a execução armada de crimes. Em outras palavras, seria um pistoleiro de aluguel. Teria matado o vereador Fernando Aldo Gomes Brandão, em meio a evento popular na cidade Delmiro Gouveia/AL. Ou seja, é um caso de particular gravidade, com repercussões profundas na comunidade. Além disso, como narrado, o caso já está pronto para julgamento em plenário. Assim, tenho como medida mais adequada determinar ao magistrado a imediata designação do julgamento em plenário. Ressalto que há precedente da Segunda Turma adotando solução semelhante. No Habeas Corpus 112.171, julgado em 12.6.2012, o relator, ministro Ricardo Lewandowski, votou pela soltura do paciente, por excesso de prazo da prisão. Após, debates prevaleceu o voto do ministro Cezar Peluso, deferindo a ordem para determinar que o juiz de primeira instância proferisse sentença em cinco dias. Ante o exposto, peço vênia à relatora para conceder a ordem em menor extensão, para determinar ao magistrado que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, ou demonstre a impossibilidade de fazê-lo. Registro, outrossim, que eventuais providências que possam ser tomadas após a marcação da sessão, como a regularização da representação processual, não devem servir como fundamento para impedir a designação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL criminosa a execução armada de crimes. Em outras palavras, seria um pistoleiro de aluguel. Teria matado o vereador Fernando Aldo Gomes Brandão, em meio a evento popular na cidade Delmiro Gouveia/AL. Ou seja, é um caso de particular gravidade, com repercussões profundas na comunidade. Além disso, como narrado, o caso já está pronto para julgamento em plenário. Assim, tenho como medida mais adequada determinar ao magistrado a imediata designação do julgamento em plenário. Ressalto que há precedente da Segunda Turma adotando solução semelhante. No Habeas Corpus 112.171, julgado em 12.6.2012, o relator, ministro Ricardo Lewandowski, votou pela soltura do paciente, por excesso de prazo da prisão. Após, debates prevaleceu o voto do ministro Cezar Peluso, deferindo a ordem para determinar que o juiz de primeira instância proferisse sentença em cinco dias. Ante o exposto, peço vênia à relatora para conceder a ordem em menor extensão, para determinar ao magistrado que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, ou demonstre a impossibilidade de fazê-lo. Registro, outrossim, que eventuais providências que possam ser tomadas após a marcação da sessão, como a regularização da representação processual, não devem servir como fundamento para impedir a designação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 29 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para acompanhar o eminente Ministro GILMAR MENDES quanto à proposta formulada por Sua Excelência. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147102. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para acompanhar o eminente Ministro GILMAR MENDES quanto à proposta formulada por Sua Excelência. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 29 Adiamento 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS ADIAMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Presidente, eu queria só prestar um esclarecimento, porque inclusive, neste caso, até reajustaria ou ficaria vencida - ficaria vencida, sempre sem problema, em qualquer situação, muito mais neste, por causa da gravidade. Mas agora eu me lembro que tive o cuidado, quando fiz o voto, considerando a gravidade do caso e a demora, de buscar informações até telefônicas, e me pareceu que, no item 8 do meu voto, quando narrei tudo o que tinha acontecido - ele interpôs recurso em sentido estrito, depois recurso especial, depois o agravo veio - e me pareceu, se não me falha a memória, que o Desembargador tinha me dito que o processo ainda não tinha voltado pra lá. Então, apenas para fins de esclarecimento, a despeito do tempo ser longuíssimo deste processo, e não querendo alongar mais, se o Ministro Gilmar e o Ministro Celso e Vossa Excelência, que ainda vai votar, não apresentassem alguma dificuldade, eu gostaria de indicar o retorno dos autos para que eu prestasse esse esclarecimento. Porque eu telefonei e me lembro bem que foi um caso que me levou a trabalhar não apenas com os dados do processo, mas procurando saber onde estava. E agora não sou capaz de recordar se o desembargador... Eu me lembro de ter conversado com o desembargador e o processo ainda não estaria, apesar de a última referência que fiz é que, em fevereiro do ano passado, o processo principal teria ido, ele teria dado prazo para as alegações e eu não sei como ficou isso. Então, considerando este dado... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu anotei, Ministra Cármen, que a defesa respondeu: "Em 15.10.2014, foi determinada a intimação da defesa para regularizar a representação processual, sob pena de destituição. A defesa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS ADIAMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Presidente, eu queria só prestar um esclarecimento, porque inclusive, neste caso, até reajustaria ou ficaria vencida - ficaria vencida, sempre sem problema, em qualquer situação, muito mais neste, por causa da gravidade. Mas agora eu me lembro que tive o cuidado, quando fiz o voto, considerando a gravidade do caso e a demora, de buscar informações até telefônicas, e me pareceu que, no item 8 do meu voto, quando narrei tudo o que tinha acontecido - ele interpôs recurso em sentido estrito, depois recurso especial, depois o agravo veio - e me pareceu, se não me falha a memória, que o Desembargador tinha me dito que o processo ainda não tinha voltado pra lá. Então, apenas para fins de esclarecimento, a despeito do tempo ser longuíssimo deste processo, e não querendo alongar mais, se o Ministro Gilmar e o Ministro Celso e Vossa Excelência, que ainda vai votar, não apresentassem alguma dificuldade, eu gostaria de indicar o retorno dos autos para que eu prestasse esse esclarecimento. Porque eu telefonei e me lembro bem que foi um caso que me levou a trabalhar não apenas com os dados do processo, mas procurando saber onde estava. E agora não sou capaz de recordar se o desembargador... Eu me lembro de ter conversado com o desembargador e o processo ainda não estaria, apesar de a última referência que fiz é que, em fevereiro do ano passado, o processo principal teria ido, ele teria dado prazo para as alegações e eu não sei como ficou isso. Então, considerando este dado... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu anotei, Ministra Cármen, que a defesa respondeu: "Em 15.10.2014, foi determinada a intimação da defesa para regularizar a representação processual, sob pena de destituição. A defesa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 29 Adiamento HC 107346 / AL não foi intimada, sobrevindo novo despacho, em 6.11.2014, determinando a intimação da defesa do despacho anterior. A defesa respondeu em 15.12.2014, estando o processo concluso desde o dia 19.12.2014, até agora sem despacho." A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Portanto, aquilo que eu tinha apurado quando eu fiz o voto já teria sido superado, porque a última informação que eu tinha era de fevereiro de 2014, no sentido que o juiz e o desembargador... Então, se não tivesse problema até a semana que vem, eu atualizaria esses dados, inclusive com esses do Ministro Gilmar, telefonando para estas pessoas que eu procurei - e procurei até por causa exatamente do que o Ministro chamou atenção. Quer dizer, é gravíssimo, ele é mesmo considerado pistoleiro de aluguel - considerado supostamente, para usar o jargão próprio - e a prisão, desde 2008, veio sendo negada nas instâncias exatamente um pouco no automático, por causa da gravidade. E aí se passaram seis anos. Então, se não tivesse problema, porque, se for o caso - e essa informação do Ministro Gilmar é pertinente -, porque eu reajustaria, para adotar a mesma providência, que era a mais coerente com o que eu mesma acho quanto à segurança. Mas queria só ter este dado. Então, se o Ministro Gilmar não... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Por favor. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - E o Ministro Celso também votou. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Ponho-me de inteiro acordo com a eminente Relatora, tendo em vista o reajustamento de seu voto a que vem de proceder. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Eu queria só ter esta clareza. Até porque, como eu disse, eu conversei por telefone tanto com o juiz quanto com o desembargador então responsável 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL não foi intimada, sobrevindo novo despacho, em 6.11.2014, determinando a intimação da defesa do despacho anterior. A defesa respondeu em 15.12.2014, estando o processo concluso desde o dia 19.12.2014, até agora sem despacho." A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Portanto, aquilo que eu tinha apurado quando eu fiz o voto já teria sido superado, porque a última informação que eu tinha era de fevereiro de 2014, no sentido que o juiz e o desembargador... Então, se não tivesse problema até a semana que vem, eu atualizaria esses dados, inclusive com esses do Ministro Gilmar, telefonando para estas pessoas que eu procurei - e procurei até por causa exatamente do que o Ministro chamou atenção. Quer dizer, é gravíssimo, ele é mesmo considerado pistoleiro de aluguel - considerado supostamente, para usar o jargão próprio - e a prisão, desde 2008, veio sendo negada nas instâncias exatamente um pouco no automático, por causa da gravidade. E aí se passaram seis anos. Então, se não tivesse problema, porque, se for o caso - e essa informação do Ministro Gilmar é pertinente -, porque eu reajustaria, para adotar a mesma providência, que era a mais coerente com o que eu mesma acho quanto à segurança. Mas queria só ter este dado. Então, se o Ministro Gilmar não... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Por favor. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - E o Ministro Celso também votou. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Ponho-me de inteiro acordo com a eminente Relatora, tendo em vista o reajustamento de seu voto a que vem de proceder. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Eu queria só ter esta clareza. Até porque, como eu disse, eu conversei por telefone tanto com o juiz quanto com o desembargador então responsável 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 29 Adiamento HC 107346 / AL nesta data. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Isso aqui é apenas a demonstração de uma crise sistêmica nesta questão do Júri, não é? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É. E neste caso, ele ficou foragido um tempo; quando voltou, teve problemas. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E em se tratando, também, de crime pistolagem, até compreende-se o adiamento, a postergação e talvez até a solução alvitrada pelo Ministro Celso, porque, realmente, quem é que quer julgar isso? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É. O desaforamento. Exatamente. Ele ficou foragido no início, então o crime não é nem de 2008. Ele ficou foragido um tempo. Quer dizer, é de muito mais tempo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Ele está preso desde 2008. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Quer dizer, ele está preso desde 2008, mas inicialmente nem se conseguia... Então o caso era muito grave, por isso que eu me lembro tão bem quando eu preparei isso e fiz esses telefonemas. Então, considerando isso, Presidente, se o processo pudesse me voltar para que eu completasse este dado, eu voltaria, ou reajustando ou até mantendo, mas com justificativas de hoje, porque o meu voto era de fevereiro do ano passado. * * * * * * 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL nesta data. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Isso aqui é apenas a demonstração de uma crise sistêmica nesta questão do Júri, não é? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É. E neste caso, ele ficou foragido um tempo; quando voltou, teve problemas. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E em se tratando, também, de crime pistolagem, até compreende-se o adiamento, a postergação e talvez até a solução alvitrada pelo Ministro Celso, porque, realmente, quem é que quer julgar isso? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É. O desaforamento. Exatamente. Ele ficou foragido no início, então o crime não é nem de 2008. Ele ficou foragido um tempo. Quer dizer, é de muito mais tempo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Ele está preso desde 2008. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Quer dizer, ele está preso desde 2008, mas inicialmente nem se conseguia... Então o caso era muito grave, por isso que eu me lembro tão bem quando eu preparei isso e fiz esses telefonemas. Então, considerando isso, Presidente, se o processo pudesse me voltar para que eu completasse este dado, eu voltaria, ou reajustando ou até mantendo, mas com justificativas de hoje, porque o meu voto era de fevereiro do ano passado. * * * * * * 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 29 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 10.06.2014. Decisão: Após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, o julgamento foi adiado por indicação da Ministra Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7689273 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 10.06.2014. Decisão: Após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, o julgamento foi adiado por indicação da Ministra Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7689273 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 29 Retificação de Voto 24/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RETIFICAÇÃO DE VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Presidente, Senhores Ministros, esse é aquele caso de Alagoas, em que o paciente estava preso há um período longuíssimo - eram quase sete anos -, entretanto, estava na iminência da realização do júri. É um caso gravíssimo, como foi enfatizado tanto no meu voto quanto no voto do Ministro Gilmar, acompanhado pelo Ministro Celso quanto à gravidade dos fatos, porque as imputações referem-se à formação de grupo criminoso para prática de crimes de homicídio, hierarquia criminosa, enfim. E o Ministro Gilmar, então, concedeu em menor extensão, no que foi acompanhado pelo eminente Ministro Celso de Mello, exatamente para que se determinasse ao juiz a imediata realização do júri. Eu indiquei adiamento, Presidente, porque, quando eu tinha elaborado o voto, as informações que tinha e que fiz constar eram no sentido de que o júri não poderia ser realizado porque o processo não estaria no órgão próprio; e o Ministro Gilmar, quando trouxe, disse exatamente que faltava apenas, ou havia despachos para solução de questões, a regularidade processual, enfim, determinações que o juiz poderia facilmente determinar e realizar de imediato o júri. Por isso que indiquei adiamento e estou reajustando o meu voto no sentido de conceder parcialmente - tal como posto pelo Ministro Gilmar, e acompanhado que foi pelo Ministro Celso -, para determinar que o juiz, mantida a prisão, faça realizar imediatamente o júri. O Ministro Gilmar estabelece que no prazo de 5 dias designe a sessão de julgamento em prazo não superior a 90 dias. Eu me ponho de acordo, exatamente, porque verifiquei - e hoje voltei a verificar - se não havia, inclusive, a marcação, porque durante esse período que estamos discutindo o juiz poderia até ter antecipado e ter marcado. Mas não, continua um despacho de sexta-feira apenas, parece-me, dando notícia de conclusão dos autos de novo ao juiz. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8342593. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RETIFICAÇÃO DE VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Presidente, Senhores Ministros, esse é aquele caso de Alagoas, em que o paciente estava preso há um período longuíssimo - eram quase sete anos -, entretanto, estava na iminência da realização do júri. É um caso gravíssimo, como foi enfatizado tanto no meu voto quanto no voto do Ministro Gilmar, acompanhado pelo Ministro Celso quanto à gravidade dos fatos, porque as imputações referem-se à formação de grupo criminoso para prática de crimes de homicídio, hierarquia criminosa, enfim. E o Ministro Gilmar, então, concedeu em menor extensão, no que foi acompanhado pelo eminente Ministro Celso de Mello, exatamente para que se determinasse ao juiz a imediata realização do júri. Eu indiquei adiamento, Presidente, porque, quando eu tinha elaborado o voto, as informações que tinha e que fiz constar eram no sentido de que o júri não poderia ser realizado porque o processo não estaria no órgão próprio; e o Ministro Gilmar, quando trouxe, disse exatamente que faltava apenas, ou havia despachos para solução de questões, a regularidade processual, enfim, determinações que o juiz poderia facilmente determinar e realizar de imediato o júri. Por isso que indiquei adiamento e estou reajustando o meu voto no sentido de conceder parcialmente - tal como posto pelo Ministro Gilmar, e acompanhado que foi pelo Ministro Celso -, para determinar que o juiz, mantida a prisão, faça realizar imediatamente o júri. O Ministro Gilmar estabelece que no prazo de 5 dias designe a sessão de julgamento em prazo não superior a 90 dias. Eu me ponho de acordo, exatamente, porque verifiquei - e hoje voltei a verificar - se não havia, inclusive, a marcação, porque durante esse período que estamos discutindo o juiz poderia até ter antecipado e ter marcado. Mas não, continua um despacho de sexta-feira apenas, parece-me, dando notícia de conclusão dos autos de novo ao juiz. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8342593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 29 Retificação de Voto HC 107346 / AL Então, estou votando também tal como posto pelo Ministro Gilmar e reajustando meu voto no sentido de conceder parcialmente a ordem, para determinar ao juiz que no prazo máximo de 90 dias seja designado e realizado o júri, mantida, portanto, a prisão. É como voto, Senhor Presidente. * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8342593. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Então, estou votando também tal como posto pelo Ministro Gilmar e reajustando meu voto no sentido de conceder parcialmente a ordem, para determinar ao juiz que no prazo máximo de 90 dias seja designado e realizado o júri, mantida, portanto, a prisão. É como voto, Senhor Presidente. * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8342593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 29 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 10.06.2014. Decisão: Após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, o julgamento foi adiado por indicação da Ministra Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015. Decisão: A Turma, por maioria, concedeu parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente Eliton Alves Barros, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski que a concedia em maior extensão. Reajustou o voto a Ministra Cármen Lúcia (Relatora). 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887224 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 10.06.2014. Decisão: Após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, o julgamento foi adiado por indicação da Ministra Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015. Decisão: A Turma, por maioria, concedeu parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente Eliton Alves Barros, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski que a concedia em maior extensão. Reajustou o voto a Ministra Cármen Lúcia (Relatora). 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887224 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 29
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8352531
2015-02-24T00:00:00
2015-05-05T00:00:00
Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 10.06.2014. Decisão: Após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, o julgamento foi adiado por indicação da Ministra Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015. Decisão: A Turma, por maioria, concedeu parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente Eliton Alves Barros, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski que a concedia em maior extensão. Reajustou o voto a Ministra Cármen Lúcia (Relatora). 2ª Turma, 24.02.2015.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO DO PACIENTE: IMPROCEDÊNCIA. DEMORA INJUSTIFICADA PARA O JULGAMENTO NO TRIBUNAL DO JÚRI. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Autônomos e suficientes os fundamentos para a manutenção da prisão do Paciente: garantia da ordem pública pela periculosidade evidenciada pelo modus operandi e a gravidade concreta dos fatos. Precedentes. 2. A custódia cautelar do Paciente está suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública e na necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, não havendo como se reconhecer constrangimento: ao contrário do alegado na petição inicial, há nos autos elementos concretos, não meras conjecturas, a apontar a periculosidade do Paciente, o risco de reiteração delitiva e de que se esquive de eventual aplicação da pena. Precedentes. 3. A inexistência de justificativa plausível para a excessiva demora na realização do julgamento pelo Tribunal do Júri configura constrangimento ilegal por descumprimento do art. 5º, inc. LXXVIII, da Constituição da República, que assegura a duração razoável do processo. 4. Ordem parcialmente concedida, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho.
sjur302762
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO CAUTELAR, PERICULOSIDADE, MODUS OPERANDI) HC 86347 (2ªT), HC 94121 (1ªT), HC 94979 (1ªT), HC 95721 (1ªT), HC 96527 (1ªT), HC 97808 (2ªT), HC 98331 (2ªT). (PRISÃO CAUTELAR, FUGA, DISTRITO DA CULPA) HC 107723 (1ªT), HC 112392 (1ªT). (HC, EXCESSO DE PRAZO, PRISÃO PREVENTIVA) HC 81149 (1ªT), RHC 83177 (2ªT), HC 84931 (1ªT), HC 85068 (1ªT), HC 85237 (TP), HC 85400 (1ªT), HC 89196 (1ªT). (EXCESSO DE PRAZO, PRISÃO PREVENTIVA, DETERMINAÇÃO, PROLAÇÃO, SENTENÇA) HC 112171 (2ªT). Número de páginas: 29. Análise: 07/05/2015, JRS. Revisão: 16/07/2015, KBP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
107346
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00001 INC-00004 \n ART-00288\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312 ART-00422\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 107346
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PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO DO PACIENTE: IMPROCEDÊNCIA. DEMORA INJUSTIFICADA PARA O JULGAMENTO NO TRIBUNAL DO JÚRI. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Autônomos e suficientes os fundamentos para a manutenção da prisão do Paciente: garantia da ordem pública pela periculosidade evidenciada pelo modus operandi e a gravidade concreta dos fatos. Precedentes. 2. A custódia cautelar do Paciente está suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública e na necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, não havendo como se reconhecer constrangimento: ao contrário do alegado na petição inicial, há nos autos elementos concretos, não meras conjecturas, a apontar a periculosidade do Paciente, o risco de reiteração delitiva e de que se esquive de eventual aplicação da pena. Precedentes. 3. A inexistência de justificativa plausível para a excessiva demora na realização do julgamento pelo Tribunal do Júri configura constrangimento ilegal por descumprimento do art. 5..., inc. LXXVIII, da Constituição da República, que assegura a duração razoável do processo. 4. Ordem parcialmente concedida, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906453. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29 Ementa e Acórdão HC 107346 / AL A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em conceder parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente Eliton Alves Barros, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, nos termos do voto reajustado da Relatora, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski, que a concedia em maior extensão. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906453. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em conceder parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente Eliton Alves Barros, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, nos termos do voto reajustado da Relatora, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski, que a concedia em maior extensão. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 29 Relatório 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAÚJO, advogado, em favor de ELITON ALVES BARROS, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.9.2010, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 162.195: “ HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. DECRETO CAUTELAR FUNDADO EM DADOS CONCRETOS. PROCEDIMENTO DO CRIME. GRAVIDADE ESPECÍFICA. JUÍZO PRÉVIO LASTREADO EM LÍDIMA PROBABILIDADE. EXCESSO DE PRAZO. DEMORA JUSTIFICADA. COMPLEXIDADE. NECESSIDADE DE RECAMBIAMENTO DO ACUSADO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. LEI ESTADUAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ANDAMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTROLE CONCENTRADO ADEQUADO. 1. Cuidando o evento penal de modus operandi peculiar, relativo a homicídio praticado por grupo organizado, considera-se lídima a indicação de gravidade específica para o fim de legitimar a prisão preventiva. 2. O excesso de prazo afigura-se insubsistente quando o caso denota procedimento transcorrido sob o tom da complexidade, merecendo do julgador intricada condução processual em razão da multiplicidade de réus, do envio de precatórias a localidades diversas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Supremo Tribunal Federal 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAÚJO, advogado, em favor de ELITON ALVES BARROS, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.9.2010, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 162.195: “ HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. DECRETO CAUTELAR FUNDADO EM DADOS CONCRETOS. PROCEDIMENTO DO CRIME. GRAVIDADE ESPECÍFICA. JUÍZO PRÉVIO LASTREADO EM LÍDIMA PROBABILIDADE. EXCESSO DE PRAZO. DEMORA JUSTIFICADA. COMPLEXIDADE. NECESSIDADE DE RECAMBIAMENTO DO ACUSADO. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. LEI ESTADUAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ANDAMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTROLE CONCENTRADO ADEQUADO. 1. Cuidando o evento penal de modus operandi peculiar, relativo a homicídio praticado por grupo organizado, considera-se lídima a indicação de gravidade específica para o fim de legitimar a prisão preventiva. 2. O excesso de prazo afigura-se insubsistente quando o caso denota procedimento transcorrido sob o tom da complexidade, merecendo do julgador intricada condução processual em razão da multiplicidade de réus, do envio de precatórias a localidades diversas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 29 Relatório HC 107346 / AL e, principalmente, da necessidade de recambiamento do acusado preso noutra localidade. 3. Havendo discussão promovida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade junto à Suprema Corte, afigura-se de bom senso aguardar aquele desfecho, de modo a evitar entendimentos conflitantes diante de matéria com repercussão geral. 4. Ordem não conhecida em parte e, quanto ao mais, denegada.” 2. Historia o Impetrante, em sessenta e nove laudas, estar o Paciente preso desde 5.12.2008, tendo sido denunciado no Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL pela prática de homicídio duplamente qualificado (art. 121, § 2..., I e IV, do Código Penal) e formação de bando ou quadrilha (art. 288 do Código Penal) - Ação Penal n. 0500046- 83.2009.8.02.0001 (001.09.500046-2). 3. Requereu, sem êxito, a liberdade provisória, no Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL, “arguindo que no dia fatídico (o Paciente) não se encontrava no Estado de Alagoas e sim em busca de trabalho no Estado de São Paulo”. 4. Questionou aquele indeferimento, impetrando habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas (Proc. 2009.000625-0), o qual denegou a ordem em 4.12.2009: “PROCESSO PENAL - HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO, FORMAÇÃO DE QUADRILHA – DENÚNCIA RECEBIDA - DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADO NO ART. 311 E SEGUINTES DO CPP – EXCESSO DE PRAZO JUSTIFICADO – PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE – COMPLEXIDADE - DIFICULDADES NAS DILIGÊNCIAS – AUDIÊNCIA ÚNICA DE JULGAMENTO AGUARDANDO CUMPRIMENTO DE CARTA PRECATÓRIA, A PEDIDO DA DEFESA – WRIT CONHECIDO – ORDEM DENEGADA. POR MAIORIA DE VOTOS”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL e, principalmente, da necessidade de recambiamento do acusado preso noutra localidade. 3. Havendo discussão promovida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade junto à Suprema Corte, afigura-se de bom senso aguardar aquele desfecho, de modo a evitar entendimentos conflitantes diante de matéria com repercussão geral. 4. Ordem não conhecida em parte e, quanto ao mais, denegada.” 2. Historia o Impetrante, em sessenta e nove laudas, estar o Paciente preso desde 5.12.2008, tendo sido denunciado no Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL pela prática de homicídio duplamente qualificado (art. 121, § 2..., I e IV, do Código Penal) e formação de bando ou quadrilha (art. 288 do Código Penal) - Ação Penal n. 0500046- 83.2009.8.02.0001 (001.09.500046-2). 3. Requereu, sem êxito, a liberdade provisória, no Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL, “arguindo que no dia fatídico (o Paciente) não se encontrava no Estado de Alagoas e sim em busca de trabalho no Estado de São Paulo”. 4. Questionou aquele indeferimento, impetrando habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas (Proc. 2009.000625-0), o qual denegou a ordem em 4.12.2009: “PROCESSO PENAL - HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO, FORMAÇÃO DE QUADRILHA – DENÚNCIA RECEBIDA - DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADO NO ART. 311 E SEGUINTES DO CPP – EXCESSO DE PRAZO JUSTIFICADO – PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE – COMPLEXIDADE - DIFICULDADES NAS DILIGÊNCIAS – AUDIÊNCIA ÚNICA DE JULGAMENTO AGUARDANDO CUMPRIMENTO DE CARTA PRECATÓRIA, A PEDIDO DA DEFESA – WRIT CONHECIDO – ORDEM DENEGADA. POR MAIORIA DE VOTOS”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 29 Relatório HC 107346 / AL 5. Impetrou novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (Proc. 162.195), denegada a ordem em 28.9.2010. 6. Na presente ação, o Impetrante argumenta reunir o Paciente as condições subjetivas necessárias à obtenção da liberdade provisória, por ser primário, ter bons antecedentes, família constituída e residência fixa, atendendo às exigências do art. 310, parágrafo único, do Código de Processo Penal. Assinala ser nula a ação penal, porque violaria o princípio constitucional do promotor natural. Afirma que o Grupo Estadual de Combate à Organização Criminosa criado, por resolução, pelo Procurador-Geral do Estado, não poderia, sem o concurso do Promotor de Justiça titular, oferecer denúncia contra qualquer cidadão. Assegura que o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL, que se notabiliza como um “tribunal de exceção”, seria incompetente para processar e julgar o Paciente, por não ter o crime se passado nos limites territoriais da Comarca e porque a Lei Estadual 6.806, de 22.3.2007, que a criou, seria inconstitucional, como reconhecera o próprio Tribunal de Justiça de Alagoas. Anota que “a denúncia não demonstrou a contento os elementos constitutivos do fato típico” e que “o Paciente se encontra recluso por mais de 02 (dois) anos, não sabendo até agora quando será concluído o referido processo, trazendo assim um sério constrangimento ilegal sem previsão para o seu fim”. Afirma que a situação do Paciente afrontaria o princípio constitucional da não-culpabilidade, acarretando a “sua segregação irreparável prejuízo a sua pessoa”, sendo excessivo o prazo de sua prisão, principalmente em razão de estar o processo “concluso para sentença desde 10 de maio de 2010”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL 5. Impetrou novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (Proc. 162.195), denegada a ordem em 28.9.2010. 6. Na presente ação, o Impetrante argumenta reunir o Paciente as condições subjetivas necessárias à obtenção da liberdade provisória, por ser primário, ter bons antecedentes, família constituída e residência fixa, atendendo às exigências do art. 310, parágrafo único, do Código de Processo Penal. Assinala ser nula a ação penal, porque violaria o princípio constitucional do promotor natural. Afirma que o Grupo Estadual de Combate à Organização Criminosa criado, por resolução, pelo Procurador-Geral do Estado, não poderia, sem o concurso do Promotor de Justiça titular, oferecer denúncia contra qualquer cidadão. Assegura que o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL, que se notabiliza como um “tribunal de exceção”, seria incompetente para processar e julgar o Paciente, por não ter o crime se passado nos limites territoriais da Comarca e porque a Lei Estadual 6.806, de 22.3.2007, que a criou, seria inconstitucional, como reconhecera o próprio Tribunal de Justiça de Alagoas. Anota que “a denúncia não demonstrou a contento os elementos constitutivos do fato típico” e que “o Paciente se encontra recluso por mais de 02 (dois) anos, não sabendo até agora quando será concluído o referido processo, trazendo assim um sério constrangimento ilegal sem previsão para o seu fim”. Afirma que a situação do Paciente afrontaria o princípio constitucional da não-culpabilidade, acarretando a “sua segregação irreparável prejuízo a sua pessoa”, sendo excessivo o prazo de sua prisão, principalmente em razão de estar o processo “concluso para sentença desde 10 de maio de 2010”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 29 Relatório HC 107346 / AL • Requer liminar, para se permitir ao Paciente aguardar em liberdade o trâmite do processo, “visto que não existe a possibilidade de que o mesmo venha a dificultar a instrução criminal”, já se tendo finalizado “ sem sentença ou de pronúncia ou absolutória”, e porque ele não teria conduta que pudesse comprometer a “tranquilidade social”. Pede a concessão da ordem, confirmando a liminar. 8. Em 7.5.2010, indeferi o pedido de medida liminar e requisitei informações ao Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió/AL, determinando, na seqüência, vista destes autos ao Procurador-Geral da República. 9. As informações foram prestadas e o Subprocurador-Geral da República, Mário José Gisi, em 13.4.2012, opinou pela “denegação da ordem”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL • Requer liminar, para se permitir ao Paciente aguardar em liberdade o trâmite do processo, “visto que não existe a possibilidade de que o mesmo venha a dificultar a instrução criminal”, já se tendo finalizado “ sem sentença ou de pronúncia ou absolutória”, e porque ele não teria conduta que pudesse comprometer a “tranquilidade social”. Pede a concessão da ordem, confirmando a liminar. 8. Em 7.5.2010, indeferi o pedido de medida liminar e requisitei informações ao Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió/AL, determinando, na seqüência, vista destes autos ao Procurador-Geral da República. 9. As informações foram prestadas e o Subprocurador-Geral da República, Mário José Gisi, em 13.4.2012, opinou pela “denegação da ordem”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Conforme relatado, foi impetrado em benefício do Paciente, no Tribunal de Justiça de Alagoas, o Habeas Corpus n. 2009.000625-0, no qual se sustentaram, basicamente, a) “não preenchimento dos requisitos do art. 312 do CPP”; b) “constrangimento ilegal sofrido pelo paciente face o excesso de prazo para o término da instrução criminal”; e c) “incompetência da 17... Vara Criminal da Capital para processar e julgar o paciente, por entender que a medida segregadora fere ao princípio do juízo natural”. Quando do julgamento do Habeas Corpus n. 2009.000625-0, o Tribunal de Justiça alagoano decidiu a) pela ausência de constrangimento ilegal “da medida preventiva adotada pelo Juízo Singular”, pois “os fundamentos por ela vertidos tinham por substrato o fato de o Paciente compor grupo organizado para a prática de crimes mediante paga, o qual agia de forma audaciosa em meio público e sem temer as autoridades locais, demonstrando, com isso, extrema periculosidade”; b) pelo não “acolh[imento da] alegação de constrangimento ilegal por excesso de prazo para a conclusão da instrução criminal, vez que resta demonstrado que houve designação de audiência para interrogatório do réu, no entanto a defesa do paciente requereu, pela realização da mesma, somente quando houvesse devolução das Cartas Precatórias no prazo legal para então ser dado seguimento ao feito”; e c) “que Eliton Alves Barros, supostamente integrante do grupo criminoso organizado, agi[ria]delituosamente no Sertão Alagoano, tendo como ocupação na hierarquia do grupo criminoso organizado a função de pistoleiro de aluguel”, o que “legitima[ria] o Núcleo de Combate ao Crime Organizado, competência para receber a denúncia e decretar a prisão preventiva do paciente”. 2. No Superior Tribunal de Justiça, a Relatora, Ministra Maria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Conforme relatado, foi impetrado em benefício do Paciente, no Tribunal de Justiça de Alagoas, o Habeas Corpus n. 2009.000625-0, no qual se sustentaram, basicamente, a) “não preenchimento dos requisitos do art. 312 do CPP”; b) “constrangimento ilegal sofrido pelo paciente face o excesso de prazo para o término da instrução criminal”; e c) “incompetência da 17... Vara Criminal da Capital para processar e julgar o paciente, por entender que a medida segregadora fere ao princípio do juízo natural”. Quando do julgamento do Habeas Corpus n. 2009.000625-0, o Tribunal de Justiça alagoano decidiu a) pela ausência de constrangimento ilegal “da medida preventiva adotada pelo Juízo Singular”, pois “os fundamentos por ela vertidos tinham por substrato o fato de o Paciente compor grupo organizado para a prática de crimes mediante paga, o qual agia de forma audaciosa em meio público e sem temer as autoridades locais, demonstrando, com isso, extrema periculosidade”; b) pelo não “acolh[imento da] alegação de constrangimento ilegal por excesso de prazo para a conclusão da instrução criminal, vez que resta demonstrado que houve designação de audiência para interrogatório do réu, no entanto a defesa do paciente requereu, pela realização da mesma, somente quando houvesse devolução das Cartas Precatórias no prazo legal para então ser dado seguimento ao feito”; e c) “que Eliton Alves Barros, supostamente integrante do grupo criminoso organizado, agi[ria]delituosamente no Sertão Alagoano, tendo como ocupação na hierarquia do grupo criminoso organizado a função de pistoleiro de aluguel”, o que “legitima[ria] o Núcleo de Combate ao Crime Organizado, competência para receber a denúncia e decretar a prisão preventiva do paciente”. 2. No Superior Tribunal de Justiça, a Relatora, Ministra Maria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL Thereza de Assis Moura, ao proferir o voto-condutor do julgado, decidiu a) pela fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva, pois “os fundamentos por ela vertidos tinham por substrato o fato de o Paciente compor grupo organizado para a prática de crimes mediante paga, o qual agia de forma audaciosa em meio público e sem temer as autoridades locais, demonstrando, com isso, extrema periculosidade”; b) pelo improcedência da alegação de excesso de prazo para a formação da culpa, notadamente em razão do “envio de precatórias a localidades diversas, [d]a existência de vários réus e [d]a necessidade de recambiamento do Paciente, preso noutra localidade, para o distrito da culpa”; e c) “não conhe[cer o habeas] quanto ao tema da incompetência do Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió”, “em razão do que já foi projetado no âmbito da Suprema Corte, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, conforme expediente ajuizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (ADI 4414⁄AL)”; 3. No presente habeas corpus, o Impetrante reitera as alegações de ausência de fundamentação cautelar idônea e de excesso de prazo da prisão cautelar, requerendo a liberdade do Paciente, “visto que não existe a possibilidade de que o mesmo venha a dificultar a instrução criminal”, que “já finalizou sem sentença ou de pronúncia ou absolutória”, e porque ele não tem conduta que possa comprometer a “tranquilidade social”. 4. Quanto à alegação de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto prisional, os fundamentos das decisões proferidas pelas instâncias antecedentes revelam que os requisitos estabelecidos no artigo 312 do Código de Processo Penal foram devidamente observados. Este o teor do decreto de prisão preventiva: “(...) Da análise dos autos do Inquérito Policial, constata-se que os indiciados são propensos à prática de delitos no Estado de Alagoas, conforme restou comprovado pelo depoimento supramencionado, o qual dá conta que ‘[Eli]ton e Nildo’ teriam sido contratados por ‘Alexandre dono da Granja’ para pegarem os ladrões que haviam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Thereza de Assis Moura, ao proferir o voto-condutor do julgado, decidiu a) pela fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva, pois “os fundamentos por ela vertidos tinham por substrato o fato de o Paciente compor grupo organizado para a prática de crimes mediante paga, o qual agia de forma audaciosa em meio público e sem temer as autoridades locais, demonstrando, com isso, extrema periculosidade”; b) pelo improcedência da alegação de excesso de prazo para a formação da culpa, notadamente em razão do “envio de precatórias a localidades diversas, [d]a existência de vários réus e [d]a necessidade de recambiamento do Paciente, preso noutra localidade, para o distrito da culpa”; e c) “não conhe[cer o habeas] quanto ao tema da incompetência do Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió”, “em razão do que já foi projetado no âmbito da Suprema Corte, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, conforme expediente ajuizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (ADI 4414⁄AL)”; 3. No presente habeas corpus, o Impetrante reitera as alegações de ausência de fundamentação cautelar idônea e de excesso de prazo da prisão cautelar, requerendo a liberdade do Paciente, “visto que não existe a possibilidade de que o mesmo venha a dificultar a instrução criminal”, que “já finalizou sem sentença ou de pronúncia ou absolutória”, e porque ele não tem conduta que possa comprometer a “tranquilidade social”. 4. Quanto à alegação de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto prisional, os fundamentos das decisões proferidas pelas instâncias antecedentes revelam que os requisitos estabelecidos no artigo 312 do Código de Processo Penal foram devidamente observados. Este o teor do decreto de prisão preventiva: “(...) Da análise dos autos do Inquérito Policial, constata-se que os indiciados são propensos à prática de delitos no Estado de Alagoas, conforme restou comprovado pelo depoimento supramencionado, o qual dá conta que ‘[Eli]ton e Nildo’ teriam sido contratados por ‘Alexandre dono da Granja’ para pegarem os ladrões que haviam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL invadido a granja onde se hospedaram, o que justifica a decretação da medida, a fim de garantir a ordem pública. Outrossim, cumpre observar que a prática do ilícito em epígrafe, por parte dos indiciados, provocou enorme repercussão no Estado de Alagoas, principalmente no Município de Delmiro Gouveia, onde a vítima residia e possuía mandato eletivo de vereador. Ademais, o modus operandi dos indiciados demonstram audácia, pois a vítima foi morta em via pública, em meio a uma festa popular, com vários tiros, sem intimidação com as pessoas que ali se encontravam, sendo, portanto, imperioso o resguardo da sociedade. Com efeito, a segregação dos indiciados mostra-se necessária, pois resta cristalino o receio de que a ordem pública venha a ser abalada com a liberdade dos mesmos. Os indícios apontam no sentido de que permanecendo soltos, os indiciados encontrariam os mesmos estímulos para a reiteração do crime, colocando em risco a sociedade. Ora, um poder de organização, intimidação e de atemorização desse jaez, por si só, seria suficiente para justificar a retirada do convívio social, visto que a liberdade dos indiciados poderá pôr em risco a colheita de prova testemunhal, ante a insegurança das testemunhas em deporem contra os mesmos, já que antes de qualquer coisa, temem por sua integridade física. (...) Além da necessidade de garantia da ordem pública, a decretação da medida cautelar se faz necessário, também, para a garantia da aplicação da lei penal no que concerne aos indiciados Carlos Marlon, [Eli]ton e Nildo. Com efeito, a condição de foragido dos indiciados, que desapareceram do distrito da culpa, exterioriza a intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. Este fato, por si só, autoriza a decretação da sua Prisão Preventiva, porquanto presente outro requisito autorizador da segregação cautelar, qual seja, a aplicação da lei penal”. Como se vê, a custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública e de aplicação da lei penal, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se alega na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL invadido a granja onde se hospedaram, o que justifica a decretação da medida, a fim de garantir a ordem pública. Outrossim, cumpre observar que a prática do ilícito em epígrafe, por parte dos indiciados, provocou enorme repercussão no Estado de Alagoas, principalmente no Município de Delmiro Gouveia, onde a vítima residia e possuía mandato eletivo de vereador. Ademais, o modus operandi dos indiciados demonstram audácia, pois a vítima foi morta em via pública, em meio a uma festa popular, com vários tiros, sem intimidação com as pessoas que ali se encontravam, sendo, portanto, imperioso o resguardo da sociedade. Com efeito, a segregação dos indiciados mostra-se necessária, pois resta cristalino o receio de que a ordem pública venha a ser abalada com a liberdade dos mesmos. Os indícios apontam no sentido de que permanecendo soltos, os indiciados encontrariam os mesmos estímulos para a reiteração do crime, colocando em risco a sociedade. Ora, um poder de organização, intimidação e de atemorização desse jaez, por si só, seria suficiente para justificar a retirada do convívio social, visto que a liberdade dos indiciados poderá pôr em risco a colheita de prova testemunhal, ante a insegurança das testemunhas em deporem contra os mesmos, já que antes de qualquer coisa, temem por sua integridade física. (...) Além da necessidade de garantia da ordem pública, a decretação da medida cautelar se faz necessário, também, para a garantia da aplicação da lei penal no que concerne aos indiciados Carlos Marlon, [Eli]ton e Nildo. Com efeito, a condição de foragido dos indiciados, que desapareceram do distrito da culpa, exterioriza a intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. Este fato, por si só, autoriza a decretação da sua Prisão Preventiva, porquanto presente outro requisito autorizador da segregação cautelar, qual seja, a aplicação da lei penal”. Como se vê, a custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública e de aplicação da lei penal, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se alega na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade do Paciente e o risco concreto de fuga e de ser afetada a ordem pública. De se ressaltar que o voto do Desembargador José Carlos Malta Marques, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça alagoano, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2011.001532-8, em 25.7.2012, registrou que “as circunstâncias que evidenciaram a necessidade de prisão do [Paciente] ainda estão em voga, pois foram concretamente analisadas pelos magistrados de primeiro grau quando da decretação da segregação cautelar, notadamente no que se refere à garantia da aplicação da lei penal, tendo em vista sua evasão do distrito da culpa tentando obstar a persecutio criminis”. Pelo que se tem nos autos, portanto, não se sustentam juridicamente os argumentos apresentados pelo Paciente, de modo a assegurar o êxito do que pleiteia, impondo-se, pois, a decretação de sua prisão, indicada como está na decisão a necessidade de se garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, que poderia ficar comprometida fosse outra a decisão. Ademais, este Supremo Tribunal manifestou-se sobre a matéria, tendo pacificado o entendimento de que as circunstâncias descritas no decreto de prisão preventiva, ratificadas na sentença de pronúncia, constituem motivações idôneas para fixação da custódia cautelar. Nesse sentido, o julgamento do Habeas Corpus n. 86.347, relator o Ministro Joaquim Barbosa, no qual se verificou ser a periculosidade do réu evidenciada pelo modus operandi é circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar, desde que fundamentada em dados concretos ocorridos no processo-crime, verbis: “(...) EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS. Exige-se, para a decretação da prisão preventiva, num primeiro momento, a observância de dois 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade do Paciente e o risco concreto de fuga e de ser afetada a ordem pública. De se ressaltar que o voto do Desembargador José Carlos Malta Marques, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça alagoano, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2011.001532-8, em 25.7.2012, registrou que “as circunstâncias que evidenciaram a necessidade de prisão do [Paciente] ainda estão em voga, pois foram concretamente analisadas pelos magistrados de primeiro grau quando da decretação da segregação cautelar, notadamente no que se refere à garantia da aplicação da lei penal, tendo em vista sua evasão do distrito da culpa tentando obstar a persecutio criminis”. Pelo que se tem nos autos, portanto, não se sustentam juridicamente os argumentos apresentados pelo Paciente, de modo a assegurar o êxito do que pleiteia, impondo-se, pois, a decretação de sua prisão, indicada como está na decisão a necessidade de se garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, que poderia ficar comprometida fosse outra a decisão. Ademais, este Supremo Tribunal manifestou-se sobre a matéria, tendo pacificado o entendimento de que as circunstâncias descritas no decreto de prisão preventiva, ratificadas na sentença de pronúncia, constituem motivações idôneas para fixação da custódia cautelar. Nesse sentido, o julgamento do Habeas Corpus n. 86.347, relator o Ministro Joaquim Barbosa, no qual se verificou ser a periculosidade do réu evidenciada pelo modus operandi é circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar, desde que fundamentada em dados concretos ocorridos no processo-crime, verbis: “(...) EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS. Exige-se, para a decretação da prisão preventiva, num primeiro momento, a observância de dois 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL pressupostos, que não se confundem com o grau de certeza exigido no mérito da ação penal: presença de indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime. A gravidade do delito, de per si, não pode ser fundamento da custódia cautelar. Porém, no caso, ficou demonstrada a periculosidade do paciente, circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. Ameaça a testemunhas. Fundamento suficiente para a manutenção da custódia cautelar, por conveniência da instrução criminal (...)” (HC 86.347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 25-08-2006). Nesse sentido, ainda, os Habeas Corpus ns. 94.121, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 12.6.2009; 95.721, de minha relatoria, DJ 13.3.2009; 94.979, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 3.4.2009; 98.331, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 11.12.2009; 97.808, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010; e 96.527, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 14.5.2010. Também a fuga do distrito da culpa é circunstância suficiente para a decretação da prisão processual, ressaltando que, no caso, o Paciente permaneceu foragido por cerca de dois anos, somente sendo localizado após ser preso em São Paulo. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. Risco à aplicação da lei penal caracterizado pelo comportamento processual do paciente que se 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL pressupostos, que não se confundem com o grau de certeza exigido no mérito da ação penal: presença de indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime. A gravidade do delito, de per si, não pode ser fundamento da custódia cautelar. Porém, no caso, ficou demonstrada a periculosidade do paciente, circunstância suficiente para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. Ameaça a testemunhas. Fundamento suficiente para a manutenção da custódia cautelar, por conveniência da instrução criminal (...)” (HC 86.347, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 25-08-2006). Nesse sentido, ainda, os Habeas Corpus ns. 94.121, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 12.6.2009; 95.721, de minha relatoria, DJ 13.3.2009; 94.979, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 3.4.2009; 98.331, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 11.12.2009; 97.808, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010; e 96.527, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 14.5.2010. Também a fuga do distrito da culpa é circunstância suficiente para a decretação da prisão processual, ressaltando que, no caso, o Paciente permaneceu foragido por cerca de dois anos, somente sendo localizado após ser preso em São Paulo. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. Risco à aplicação da lei penal caracterizado pelo comportamento processual do paciente que se 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL evadiu do distrito da culpa, mesmo antes da decretação da preventiva, permaneceu foragido por cerca de cinco anos e se refugiou no exterior. Havendo risco à aplicação da lei penal, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 112392, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ 21.3.2013 – grifos nossos) “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL E DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. RÉU REVEL E FORAGIDO. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. I - Conforme remansosa jurisprudência desta Suprema Corte, a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão preventiva. II - Ordem denegada.” (HC 107723, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 24.8.2011 – grifos nossos). 5. No que diz respeito ao alegado excesso de prazo da prisão cautelar, tem-se, nos termos das informações prestadas pelo Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL e do andamento processual da Ação Penal n. 0500046-83.2009.8.02.0001 (001.09.500046-2), que a) em 31.12.2007, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL decretou a prisão do Paciente e a denúncia foi recebida; b) em 4.3.2008, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL determinou a suspensão do processo em relação ao Paciente e ao corréu WAGNER ANDRÉ DE SOUZA, “uma vez que os mesmos haviam sido citados por edital e não comparecerem em juízo, nem constituíram advogado”; c) em 5.12.2008, o Paciente foi “preso no Estado de São Paulo”; d) na audiência designada para 2.10.2009, “o patrono do Paciente requereu a expedição de Cartas Precatórias a fim de realizar a oitiva de testemunhas residentes em São Paulo”; e) em 9.12.2009, “a audiência fora retomada [pelo Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL], (…) ocasião em que ocorreu o interrogatório” do Paciente; f) em 22.2.2010, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL determinou a “[i]ntimação do defensor constituído para tomar conhecimento da Audiência designada para o próximo dia 25/02/2010 ÀS 12:15H, a ser realizada na sala das audiência da vara criminal situada à Av. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL evadiu do distrito da culpa, mesmo antes da decretação da preventiva, permaneceu foragido por cerca de cinco anos e se refugiou no exterior. Havendo risco à aplicação da lei penal, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 112392, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ 21.3.2013 – grifos nossos) “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL E DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. RÉU REVEL E FORAGIDO. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. I - Conforme remansosa jurisprudência desta Suprema Corte, a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão preventiva. II - Ordem denegada.” (HC 107723, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 24.8.2011 – grifos nossos). 5. No que diz respeito ao alegado excesso de prazo da prisão cautelar, tem-se, nos termos das informações prestadas pelo Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL e do andamento processual da Ação Penal n. 0500046-83.2009.8.02.0001 (001.09.500046-2), que a) em 31.12.2007, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL decretou a prisão do Paciente e a denúncia foi recebida; b) em 4.3.2008, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL determinou a suspensão do processo em relação ao Paciente e ao corréu WAGNER ANDRÉ DE SOUZA, “uma vez que os mesmos haviam sido citados por edital e não comparecerem em juízo, nem constituíram advogado”; c) em 5.12.2008, o Paciente foi “preso no Estado de São Paulo”; d) na audiência designada para 2.10.2009, “o patrono do Paciente requereu a expedição de Cartas Precatórias a fim de realizar a oitiva de testemunhas residentes em São Paulo”; e) em 9.12.2009, “a audiência fora retomada [pelo Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL], (…) ocasião em que ocorreu o interrogatório” do Paciente; f) em 22.2.2010, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL determinou a “[i]ntimação do defensor constituído para tomar conhecimento da Audiência designada para o próximo dia 25/02/2010 ÀS 12:15H, a ser realizada na sala das audiência da vara criminal situada à Av. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL Capitão Arlindo Pacheco 72, Centro Arcoverde-PE”; g) em 7.5.2010, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL determinou a intimação da Defesa do Paciente para apresentar as alegações finais; h) em 12.11.2010, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL pronunciou o Paciente “como incurso nas penas do art. 121, § 2..., incisos I e IV, e art. 288, parágrafo único, c/c o art. 69, todos do Código Penal Brasileiro”; i) em 11.1.2011, a Defesa do Paciente interpôs recurso em sentido estrito; j) em 20.2.2011, processo-crime foi remetido ao Tribunal de Justiça de Alagoas; l) em 25.7.2012, o Tribunal de Justiça de Alagoas negou provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2011.001532-8; m) em 13.8.2012, a Defesa do Paciente interpôs recurso especial, ao qual o Presidente do Tribunal de Justiça alagoano inadmitiu; n) em 17.9.2012, a Defesa do Paciente interpôs agravo de instrumento em recurso especial; o) em 3.5.2013, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura negou provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 270.477; p) em 5.6.2013, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL declinou a competência em razão da matéria ao Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL; e q) em 19.2.2014, o Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL “determino[u] vistas as partes para fins do art. 422 do CPP”. 6. Com fundamento nas informações prestadas, esta Segunda Turma iniciou o julgamento do presente habeas corpus na assentada de 10.6.2014, sendo por mim encaminhada a votação no sentido da concessão da ordem, com recomendação, no que fui acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski. O julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 7. Em 3.2.2015, após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, indiquei o adiamento do julgamento. 8. Note-se que, até o momento do julgamento definitivo da presente impetração, o Paciente não foi julgado pelo Tribunal do Júri. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Capitão Arlindo Pacheco 72, Centro Arcoverde-PE”; g) em 7.5.2010, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL determinou a intimação da Defesa do Paciente para apresentar as alegações finais; h) em 12.11.2010, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL pronunciou o Paciente “como incurso nas penas do art. 121, § 2..., incisos I e IV, e art. 288, parágrafo único, c/c o art. 69, todos do Código Penal Brasileiro”; i) em 11.1.2011, a Defesa do Paciente interpôs recurso em sentido estrito; j) em 20.2.2011, processo-crime foi remetido ao Tribunal de Justiça de Alagoas; l) em 25.7.2012, o Tribunal de Justiça de Alagoas negou provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2011.001532-8; m) em 13.8.2012, a Defesa do Paciente interpôs recurso especial, ao qual o Presidente do Tribunal de Justiça alagoano inadmitiu; n) em 17.9.2012, a Defesa do Paciente interpôs agravo de instrumento em recurso especial; o) em 3.5.2013, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura negou provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 270.477; p) em 5.6.2013, o Juízo da 17... Vara Criminal de Maceió-AL declinou a competência em razão da matéria ao Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL; e q) em 19.2.2014, o Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL “determino[u] vistas as partes para fins do art. 422 do CPP”. 6. Com fundamento nas informações prestadas, esta Segunda Turma iniciou o julgamento do presente habeas corpus na assentada de 10.6.2014, sendo por mim encaminhada a votação no sentido da concessão da ordem, com recomendação, no que fui acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski. O julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 7. Em 3.2.2015, após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, indiquei o adiamento do julgamento. 8. Note-se que, até o momento do julgamento definitivo da presente impetração, o Paciente não foi julgado pelo Tribunal do Júri. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL Essa constatação configura constrangimento ilegal, porque traduz descumprimento à norma constitucional da razoável duração do processo (art. 5..., inc. LXXVIII, da Constituição da República). 9. É um caso gravíssimo, como foi enfatizado tanto no meu voto quanto no voto do Ministro Gilmar, acompanhado pelo Ministro Celso quanto à gravidade dos fatos, porque as imputações referem-se à formação de grupo criminoso para prática de crimes de homicídio, hierarquia criminosa, enfim. E o Ministro Gilmar, então, concedeu em menor extensão, no que foi acompanhado pelo eminente Ministro Celso de Mello, exatamente para que se determinasse ao juiz a imediata realização do júri. 10. Eu indiquei adiamento, Presidente, porque, quando eu tinha elaborado o voto, as informações que tinha e que fiz constar eram no sentido de que o júri não poderia ser realizado porque o processo não estaria no órgão próprio; e o Ministro Gilmar, quando trouxe, disse exatamente que faltava apenas, ou havia despachos para solução de questões, a regularidade processual, enfim, determinações que o juiz poderia facilmente determinar e realizar de imediato o júri. Por isso que indiquei adiamento e estou reajustando o meu voto no sentido de conceder parcialmente - tal como posto pelo Ministro Gilmar e acompanhado que foi pelo Ministro Celso -, para determinar que o juiz, mantida a prisão, faça realizar imediatamente o júri. O Ministro Gilmar estabelece que no prazo de 5 dias designe a sessão de julgamento em prazo não superior a 90 dias. Eu me ponho de acordo, exatamente, porque verifiquei - e hoje voltei a verificar - se não havia, inclusive, a marcação, porque durante esse período que estamos discutindo o juiz poderia até ter antecipado e ter marcado. Mas não, continua um despacho de sexta-feira apenas, parece-me, dando notícia de conclusão dos autos de novo ao juiz. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Essa constatação configura constrangimento ilegal, porque traduz descumprimento à norma constitucional da razoável duração do processo (art. 5..., inc. LXXVIII, da Constituição da República). 9. É um caso gravíssimo, como foi enfatizado tanto no meu voto quanto no voto do Ministro Gilmar, acompanhado pelo Ministro Celso quanto à gravidade dos fatos, porque as imputações referem-se à formação de grupo criminoso para prática de crimes de homicídio, hierarquia criminosa, enfim. E o Ministro Gilmar, então, concedeu em menor extensão, no que foi acompanhado pelo eminente Ministro Celso de Mello, exatamente para que se determinasse ao juiz a imediata realização do júri. 10. Eu indiquei adiamento, Presidente, porque, quando eu tinha elaborado o voto, as informações que tinha e que fiz constar eram no sentido de que o júri não poderia ser realizado porque o processo não estaria no órgão próprio; e o Ministro Gilmar, quando trouxe, disse exatamente que faltava apenas, ou havia despachos para solução de questões, a regularidade processual, enfim, determinações que o juiz poderia facilmente determinar e realizar de imediato o júri. Por isso que indiquei adiamento e estou reajustando o meu voto no sentido de conceder parcialmente - tal como posto pelo Ministro Gilmar e acompanhado que foi pelo Ministro Celso -, para determinar que o juiz, mantida a prisão, faça realizar imediatamente o júri. O Ministro Gilmar estabelece que no prazo de 5 dias designe a sessão de julgamento em prazo não superior a 90 dias. Eu me ponho de acordo, exatamente, porque verifiquei - e hoje voltei a verificar - se não havia, inclusive, a marcação, porque durante esse período que estamos discutindo o juiz poderia até ter antecipado e ter marcado. Mas não, continua um despacho de sexta-feira apenas, parece-me, dando notícia de conclusão dos autos de novo ao juiz. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 29 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 107346 / AL Então, estou votando também tal como posto pelo Ministro Gilmar e reajustando meu voto no sentido de conceder parcialmente a ordem, mantida, portanto, a prisão. 11. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de conceder parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente ELITON ALVES BARROS, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho. Comunique-se esta decisão, com urgência, ao Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Então, estou votando também tal como posto pelo Ministro Gilmar e reajustando meu voto no sentido de conceder parcialmente a ordem, mantida, portanto, a prisão. 11. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de conceder parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente ELITON ALVES BARROS, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho. Comunique-se esta decisão, com urgência, ao Juízo da Vara do Único Ofício de Mata Grande-AL. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 29 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, acompanho a Relatora. Realmente, a situação processual e de cerceamento da liberdade constitucionalmente garantida é clara; e a mim, parece-me que o responsável por essa demora é o julgamento, como bem acentuou a Relatora. Acompanho integralmente, concedendo a ordem nos mesmos termos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896460. Supremo Tribunal Federal 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, acompanho a Relatora. Realmente, a situação processual e de cerceamento da liberdade constitucionalmente garantida é clara; e a mim, parece-me que o responsável por essa demora é o julgamento, como bem acentuou a Relatora. Acompanho integralmente, concedendo a ordem nos mesmos termos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 29 Vista 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA VISTA O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, vou pedir paciência à Ministra Cármen para adiar esse caso, pelo menos por uma sessão. Eu vou pedir vista para examinar, porque, a mim, parece-me que essas questões são de tamanha seriedade. Veja, é crime de pistolagem, no Estado de Alagoas. ###### Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867816. Supremo Tribunal Federal 10/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) :JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA VISTA O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, vou pedir paciência à Ministra Cármen para adiar esse caso, pelo menos por uma sessão. Eu vou pedir vista para examinar, porque, a mim, parece-me que essas questões são de tamanha seriedade. Veja, é crime de pistolagem, no Estado de Alagoas. ###### Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 29 Extrato de Ata - 10/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 10.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6157754 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 10.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6157754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 29 Voto Vista 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O - V I S T A O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por João Luiz Fornazari de Araújo, em favor de Eliton Alves Barros, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.9.2010, denegou a ordem no Habeas Corpus 162.195. Relatou estar preso desde 5.12.2008, sob a acusação da prática dos crimes de homicídio duplamente qualificado (art. 121, §2..., I e IV, do Código Penal) e formação de quadrilha (art. 288 do Código Penal Brasileiro). Alegou insubsistência dos fundamentos da prisão e excesso de prazo da prisão. Iniciado o julgamento em 10.6.2014, concederam a ordem a relatora, ministra Cármen Lúcia, e o ministro Ricardo Lewandowski. Pedi vista para melhor analisar a questão. Com relação à demora apontada pela defesa, ressalto que, nos casos a envolver alegação de excesso de prazo, o Supremo Tribunal Federal tem deferido a ordem de habeas corpus somente em hipóteses excepcionais, nas quais a mora processual: a) seja decorrência exclusiva de diligências suscitadas pela atuação da acusação (cf.: HC n. 85.400/PE, rel. min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 11.3.2005 e HC n. 89.196/BA, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, maioria, DJ 16.2.2007); b) resulte da inércia do próprio aparato judicial em atendimento ao princípio da razoável duração do processo, nos termos do art. 5..., LXXVIII (cf.: HC n. 85.237/DF, Pleno, unânime, rel. min. Celso de Mello, DJ 29.4.2005 e HC n. 85.068/RJ, rel. min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, unânime, DJ 3.6.2005); e, por fim, c) seja incompatível com o princípio da razoabilidade (cf.: HC n. 84.931/CE, rel. min. Cezar Peluso, 1... Turma, unânime, DJ 16.12.2005); ou quando o excesso de prazo seja gritante (cf.: HC n. 81.149/RJ, rel. min. Ilmar Galvão, 1... Turma, unânime, DJ 5.4.2002; RHC no 83.177/PI, rel. min. Nelson Jobim, 2... Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O - V I S T A O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por João Luiz Fornazari de Araújo, em favor de Eliton Alves Barros, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.9.2010, denegou a ordem no Habeas Corpus 162.195. Relatou estar preso desde 5.12.2008, sob a acusação da prática dos crimes de homicídio duplamente qualificado (art. 121, §2..., I e IV, do Código Penal) e formação de quadrilha (art. 288 do Código Penal Brasileiro). Alegou insubsistência dos fundamentos da prisão e excesso de prazo da prisão. Iniciado o julgamento em 10.6.2014, concederam a ordem a relatora, ministra Cármen Lúcia, e o ministro Ricardo Lewandowski. Pedi vista para melhor analisar a questão. Com relação à demora apontada pela defesa, ressalto que, nos casos a envolver alegação de excesso de prazo, o Supremo Tribunal Federal tem deferido a ordem de habeas corpus somente em hipóteses excepcionais, nas quais a mora processual: a) seja decorrência exclusiva de diligências suscitadas pela atuação da acusação (cf.: HC n. 85.400/PE, rel. min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 11.3.2005 e HC n. 89.196/BA, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, maioria, DJ 16.2.2007); b) resulte da inércia do próprio aparato judicial em atendimento ao princípio da razoável duração do processo, nos termos do art. 5..., LXXVIII (cf.: HC n. 85.237/DF, Pleno, unânime, rel. min. Celso de Mello, DJ 29.4.2005 e HC n. 85.068/RJ, rel. min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, unânime, DJ 3.6.2005); e, por fim, c) seja incompatível com o princípio da razoabilidade (cf.: HC n. 84.931/CE, rel. min. Cezar Peluso, 1... Turma, unânime, DJ 16.12.2005); ou quando o excesso de prazo seja gritante (cf.: HC n. 81.149/RJ, rel. min. Ilmar Galvão, 1... Turma, unânime, DJ 5.4.2002; RHC no 83.177/PI, rel. min. Nelson Jobim, 2... Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 29 Voto Vista HC 107346 / AL Turma, unânime, DJ 19.3.2004). É certo que a inserção do inciso LXXVIII ao art. 5... da Constituição Federal de 1988 refletiu o anseio de toda a sociedade de obter resposta à solução dos conflitos de forma célere, pois a demora na prestação jurisdicional constitui verdadeira negação de justiça. Por outro lado, não se pode imaginar processo em que o provimento seja imediato. É característica de todo processo durar, não ser instantâneo ou momentâneo, prolongar-se. O processo implica, sempre, um desenvolvimento sucessivo de atos no tempo. No caso, tenho por configurado o excesso de prazo gritante, como bem reconhecido pela eminente relatora. O paciente está preso desde 5.12.2008. Assim, o tempo absoluto de prisão é de seis anos. Os últimos andamentos do processo (Ação Penal 0500046- 83.2009.8.02.0001) revelam marcha processual lenta. O último recurso contra a decisão de pronúncia foi julgado em maio de 2013. Em 19.2.2014, o presidente do tribunal do júri deu vista às partes para fins do art. 422 do CPP – preparação do processo para julgamento em plenário. Em 16.7.2014, foi proferido despacho, dando ciência à defesa da manifestação do Ministério Público. Em 15.10.2014, foi determinada a intimação da defesa para regularizar a representação processual, sob pena de destituição. A defesa não foi intimada, sobrevindo novo despacho, em 6.11.2014, determinando a intimação da defesa do despacho anterior. A defesa respondeu em 15.12.2014, estando o processo concluso desde o dia 19.12.2014, até agora sem despacho. Ou seja, mesmo após o trânsito em julgado da decisão de pronúncia, o andamento do feito não foi eficazmente retomado. O excesso de prazo é gritante. Ainda assim, proponho a concessão da ordem em menor extensão. Sem fazer qualquer juízo acerca do mérito das imputações, as circunstâncias narradas do delito são particularmente graves. O paciente é acusado de fazer parte de grupo criminoso organizado, destinado à prática de homicídio e outros crimes. Teria por atribuição na hierarquia 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Turma, unânime, DJ 19.3.2004). É certo que a inserção do inciso LXXVIII ao art. 5... da Constituição Federal de 1988 refletiu o anseio de toda a sociedade de obter resposta à solução dos conflitos de forma célere, pois a demora na prestação jurisdicional constitui verdadeira negação de justiça. Por outro lado, não se pode imaginar processo em que o provimento seja imediato. É característica de todo processo durar, não ser instantâneo ou momentâneo, prolongar-se. O processo implica, sempre, um desenvolvimento sucessivo de atos no tempo. No caso, tenho por configurado o excesso de prazo gritante, como bem reconhecido pela eminente relatora. O paciente está preso desde 5.12.2008. Assim, o tempo absoluto de prisão é de seis anos. Os últimos andamentos do processo (Ação Penal 0500046- 83.2009.8.02.0001) revelam marcha processual lenta. O último recurso contra a decisão de pronúncia foi julgado em maio de 2013. Em 19.2.2014, o presidente do tribunal do júri deu vista às partes para fins do art. 422 do CPP – preparação do processo para julgamento em plenário. Em 16.7.2014, foi proferido despacho, dando ciência à defesa da manifestação do Ministério Público. Em 15.10.2014, foi determinada a intimação da defesa para regularizar a representação processual, sob pena de destituição. A defesa não foi intimada, sobrevindo novo despacho, em 6.11.2014, determinando a intimação da defesa do despacho anterior. A defesa respondeu em 15.12.2014, estando o processo concluso desde o dia 19.12.2014, até agora sem despacho. Ou seja, mesmo após o trânsito em julgado da decisão de pronúncia, o andamento do feito não foi eficazmente retomado. O excesso de prazo é gritante. Ainda assim, proponho a concessão da ordem em menor extensão. Sem fazer qualquer juízo acerca do mérito das imputações, as circunstâncias narradas do delito são particularmente graves. O paciente é acusado de fazer parte de grupo criminoso organizado, destinado à prática de homicídio e outros crimes. Teria por atribuição na hierarquia 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 29 Voto Vista HC 107346 / AL criminosa a execução armada de crimes. Em outras palavras, seria um pistoleiro de aluguel. Teria matado o vereador Fernando Aldo Gomes Brandão, em meio a evento popular na cidade Delmiro Gouveia/AL. Ou seja, é um caso de particular gravidade, com repercussões profundas na comunidade. Além disso, como narrado, o caso já está pronto para julgamento em plenário. Assim, tenho como medida mais adequada determinar ao magistrado a imediata designação do julgamento em plenário. Ressalto que há precedente da Segunda Turma adotando solução semelhante. No Habeas Corpus 112.171, julgado em 12.6.2012, o relator, ministro Ricardo Lewandowski, votou pela soltura do paciente, por excesso de prazo da prisão. Após, debates prevaleceu o voto do ministro Cezar Peluso, deferindo a ordem para determinar que o juiz de primeira instância proferisse sentença em cinco dias. Ante o exposto, peço vênia à relatora para conceder a ordem em menor extensão, para determinar ao magistrado que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, ou demonstre a impossibilidade de fazê-lo. Registro, outrossim, que eventuais providências que possam ser tomadas após a marcação da sessão, como a regularização da representação processual, não devem servir como fundamento para impedir a designação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL criminosa a execução armada de crimes. Em outras palavras, seria um pistoleiro de aluguel. Teria matado o vereador Fernando Aldo Gomes Brandão, em meio a evento popular na cidade Delmiro Gouveia/AL. Ou seja, é um caso de particular gravidade, com repercussões profundas na comunidade. Além disso, como narrado, o caso já está pronto para julgamento em plenário. Assim, tenho como medida mais adequada determinar ao magistrado a imediata designação do julgamento em plenário. Ressalto que há precedente da Segunda Turma adotando solução semelhante. No Habeas Corpus 112.171, julgado em 12.6.2012, o relator, ministro Ricardo Lewandowski, votou pela soltura do paciente, por excesso de prazo da prisão. Após, debates prevaleceu o voto do ministro Cezar Peluso, deferindo a ordem para determinar que o juiz de primeira instância proferisse sentença em cinco dias. Ante o exposto, peço vênia à relatora para conceder a ordem em menor extensão, para determinar ao magistrado que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, ou demonstre a impossibilidade de fazê-lo. Registro, outrossim, que eventuais providências que possam ser tomadas após a marcação da sessão, como a regularização da representação processual, não devem servir como fundamento para impedir a designação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7867817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 29 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para acompanhar o eminente Ministro GILMAR MENDES quanto à proposta formulada por Sua Excelência. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147102. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para acompanhar o eminente Ministro GILMAR MENDES quanto à proposta formulada por Sua Excelência. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 29 Adiamento 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS ADIAMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Presidente, eu queria só prestar um esclarecimento, porque inclusive, neste caso, até reajustaria ou ficaria vencida - ficaria vencida, sempre sem problema, em qualquer situação, muito mais neste, por causa da gravidade. Mas agora eu me lembro que tive o cuidado, quando fiz o voto, considerando a gravidade do caso e a demora, de buscar informações até telefônicas, e me pareceu que, no item 8 do meu voto, quando narrei tudo o que tinha acontecido - ele interpôs recurso em sentido estrito, depois recurso especial, depois o agravo veio - e me pareceu, se não me falha a memória, que o Desembargador tinha me dito que o processo ainda não tinha voltado pra lá. Então, apenas para fins de esclarecimento, a despeito do tempo ser longuíssimo deste processo, e não querendo alongar mais, se o Ministro Gilmar e o Ministro Celso e Vossa Excelência, que ainda vai votar, não apresentassem alguma dificuldade, eu gostaria de indicar o retorno dos autos para que eu prestasse esse esclarecimento. Porque eu telefonei e me lembro bem que foi um caso que me levou a trabalhar não apenas com os dados do processo, mas procurando saber onde estava. E agora não sou capaz de recordar se o desembargador... Eu me lembro de ter conversado com o desembargador e o processo ainda não estaria, apesar de a última referência que fiz é que, em fevereiro do ano passado, o processo principal teria ido, ele teria dado prazo para as alegações e eu não sei como ficou isso. Então, considerando este dado... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu anotei, Ministra Cármen, que a defesa respondeu: "Em 15.10.2014, foi determinada a intimação da defesa para regularizar a representação processual, sob pena de destituição. A defesa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS ADIAMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Presidente, eu queria só prestar um esclarecimento, porque inclusive, neste caso, até reajustaria ou ficaria vencida - ficaria vencida, sempre sem problema, em qualquer situação, muito mais neste, por causa da gravidade. Mas agora eu me lembro que tive o cuidado, quando fiz o voto, considerando a gravidade do caso e a demora, de buscar informações até telefônicas, e me pareceu que, no item 8 do meu voto, quando narrei tudo o que tinha acontecido - ele interpôs recurso em sentido estrito, depois recurso especial, depois o agravo veio - e me pareceu, se não me falha a memória, que o Desembargador tinha me dito que o processo ainda não tinha voltado pra lá. Então, apenas para fins de esclarecimento, a despeito do tempo ser longuíssimo deste processo, e não querendo alongar mais, se o Ministro Gilmar e o Ministro Celso e Vossa Excelência, que ainda vai votar, não apresentassem alguma dificuldade, eu gostaria de indicar o retorno dos autos para que eu prestasse esse esclarecimento. Porque eu telefonei e me lembro bem que foi um caso que me levou a trabalhar não apenas com os dados do processo, mas procurando saber onde estava. E agora não sou capaz de recordar se o desembargador... Eu me lembro de ter conversado com o desembargador e o processo ainda não estaria, apesar de a última referência que fiz é que, em fevereiro do ano passado, o processo principal teria ido, ele teria dado prazo para as alegações e eu não sei como ficou isso. Então, considerando este dado... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu anotei, Ministra Cármen, que a defesa respondeu: "Em 15.10.2014, foi determinada a intimação da defesa para regularizar a representação processual, sob pena de destituição. A defesa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 29 Adiamento HC 107346 / AL não foi intimada, sobrevindo novo despacho, em 6.11.2014, determinando a intimação da defesa do despacho anterior. A defesa respondeu em 15.12.2014, estando o processo concluso desde o dia 19.12.2014, até agora sem despacho." A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Portanto, aquilo que eu tinha apurado quando eu fiz o voto já teria sido superado, porque a última informação que eu tinha era de fevereiro de 2014, no sentido que o juiz e o desembargador... Então, se não tivesse problema até a semana que vem, eu atualizaria esses dados, inclusive com esses do Ministro Gilmar, telefonando para estas pessoas que eu procurei - e procurei até por causa exatamente do que o Ministro chamou atenção. Quer dizer, é gravíssimo, ele é mesmo considerado pistoleiro de aluguel - considerado supostamente, para usar o jargão próprio - e a prisão, desde 2008, veio sendo negada nas instâncias exatamente um pouco no automático, por causa da gravidade. E aí se passaram seis anos. Então, se não tivesse problema, porque, se for o caso - e essa informação do Ministro Gilmar é pertinente -, porque eu reajustaria, para adotar a mesma providência, que era a mais coerente com o que eu mesma acho quanto à segurança. Mas queria só ter este dado. Então, se o Ministro Gilmar não... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Por favor. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - E o Ministro Celso também votou. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Ponho-me de inteiro acordo com a eminente Relatora, tendo em vista o reajustamento de seu voto a que vem de proceder. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Eu queria só ter esta clareza. Até porque, como eu disse, eu conversei por telefone tanto com o juiz quanto com o desembargador então responsável 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL não foi intimada, sobrevindo novo despacho, em 6.11.2014, determinando a intimação da defesa do despacho anterior. A defesa respondeu em 15.12.2014, estando o processo concluso desde o dia 19.12.2014, até agora sem despacho." A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Portanto, aquilo que eu tinha apurado quando eu fiz o voto já teria sido superado, porque a última informação que eu tinha era de fevereiro de 2014, no sentido que o juiz e o desembargador... Então, se não tivesse problema até a semana que vem, eu atualizaria esses dados, inclusive com esses do Ministro Gilmar, telefonando para estas pessoas que eu procurei - e procurei até por causa exatamente do que o Ministro chamou atenção. Quer dizer, é gravíssimo, ele é mesmo considerado pistoleiro de aluguel - considerado supostamente, para usar o jargão próprio - e a prisão, desde 2008, veio sendo negada nas instâncias exatamente um pouco no automático, por causa da gravidade. E aí se passaram seis anos. Então, se não tivesse problema, porque, se for o caso - e essa informação do Ministro Gilmar é pertinente -, porque eu reajustaria, para adotar a mesma providência, que era a mais coerente com o que eu mesma acho quanto à segurança. Mas queria só ter este dado. Então, se o Ministro Gilmar não... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Por favor. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - E o Ministro Celso também votou. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Ponho-me de inteiro acordo com a eminente Relatora, tendo em vista o reajustamento de seu voto a que vem de proceder. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Eu queria só ter esta clareza. Até porque, como eu disse, eu conversei por telefone tanto com o juiz quanto com o desembargador então responsável 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 29 Adiamento HC 107346 / AL nesta data. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Isso aqui é apenas a demonstração de uma crise sistêmica nesta questão do Júri, não é? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É. E neste caso, ele ficou foragido um tempo; quando voltou, teve problemas. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E em se tratando, também, de crime pistolagem, até compreende-se o adiamento, a postergação e talvez até a solução alvitrada pelo Ministro Celso, porque, realmente, quem é que quer julgar isso? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É. O desaforamento. Exatamente. Ele ficou foragido no início, então o crime não é nem de 2008. Ele ficou foragido um tempo. Quer dizer, é de muito mais tempo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Ele está preso desde 2008. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Quer dizer, ele está preso desde 2008, mas inicialmente nem se conseguia... Então o caso era muito grave, por isso que eu me lembro tão bem quando eu preparei isso e fiz esses telefonemas. Então, considerando isso, Presidente, se o processo pudesse me voltar para que eu completasse este dado, eu voltaria, ou reajustando ou até mantendo, mas com justificativas de hoje, porque o meu voto era de fevereiro do ano passado. * * * * * * 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL nesta data. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Isso aqui é apenas a demonstração de uma crise sistêmica nesta questão do Júri, não é? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É. E neste caso, ele ficou foragido um tempo; quando voltou, teve problemas. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E em se tratando, também, de crime pistolagem, até compreende-se o adiamento, a postergação e talvez até a solução alvitrada pelo Ministro Celso, porque, realmente, quem é que quer julgar isso? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É. O desaforamento. Exatamente. Ele ficou foragido no início, então o crime não é nem de 2008. Ele ficou foragido um tempo. Quer dizer, é de muito mais tempo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Ele está preso desde 2008. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Quer dizer, ele está preso desde 2008, mas inicialmente nem se conseguia... Então o caso era muito grave, por isso que eu me lembro tão bem quando eu preparei isso e fiz esses telefonemas. Então, considerando isso, Presidente, se o processo pudesse me voltar para que eu completasse este dado, eu voltaria, ou reajustando ou até mantendo, mas com justificativas de hoje, porque o meu voto era de fevereiro do ano passado. * * * * * * 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8147103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 29 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 10.06.2014. Decisão: Após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, o julgamento foi adiado por indicação da Ministra Relatora. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7689273 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 10.06.2014. Decisão: Após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, o julgamento foi adiado por indicação da Ministra Relatora. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7689273 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 29 Retificação de Voto 24/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RETIFICAÇÃO DE VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Presidente, Senhores Ministros, esse é aquele caso de Alagoas, em que o paciente estava preso há um período longuíssimo - eram quase sete anos -, entretanto, estava na iminência da realização do júri. É um caso gravíssimo, como foi enfatizado tanto no meu voto quanto no voto do Ministro Gilmar, acompanhado pelo Ministro Celso quanto à gravidade dos fatos, porque as imputações referem-se à formação de grupo criminoso para prática de crimes de homicídio, hierarquia criminosa, enfim. E o Ministro Gilmar, então, concedeu em menor extensão, no que foi acompanhado pelo eminente Ministro Celso de Mello, exatamente para que se determinasse ao juiz a imediata realização do júri. Eu indiquei adiamento, Presidente, porque, quando eu tinha elaborado o voto, as informações que tinha e que fiz constar eram no sentido de que o júri não poderia ser realizado porque o processo não estaria no órgão próprio; e o Ministro Gilmar, quando trouxe, disse exatamente que faltava apenas, ou havia despachos para solução de questões, a regularidade processual, enfim, determinações que o juiz poderia facilmente determinar e realizar de imediato o júri. Por isso que indiquei adiamento e estou reajustando o meu voto no sentido de conceder parcialmente - tal como posto pelo Ministro Gilmar, e acompanhado que foi pelo Ministro Celso -, para determinar que o juiz, mantida a prisão, faça realizar imediatamente o júri. O Ministro Gilmar estabelece que no prazo de 5 dias designe a sessão de julgamento em prazo não superior a 90 dias. Eu me ponho de acordo, exatamente, porque verifiquei - e hoje voltei a verificar - se não havia, inclusive, a marcação, porque durante esse período que estamos discutindo o juiz poderia até ter antecipado e ter marcado. Mas não, continua um despacho de sexta-feira apenas, parece-me, dando notícia de conclusão dos autos de novo ao juiz. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8342593. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 107.346 ALAGOAS RETIFICAÇÃO DE VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Presidente, Senhores Ministros, esse é aquele caso de Alagoas, em que o paciente estava preso há um período longuíssimo - eram quase sete anos -, entretanto, estava na iminência da realização do júri. É um caso gravíssimo, como foi enfatizado tanto no meu voto quanto no voto do Ministro Gilmar, acompanhado pelo Ministro Celso quanto à gravidade dos fatos, porque as imputações referem-se à formação de grupo criminoso para prática de crimes de homicídio, hierarquia criminosa, enfim. E o Ministro Gilmar, então, concedeu em menor extensão, no que foi acompanhado pelo eminente Ministro Celso de Mello, exatamente para que se determinasse ao juiz a imediata realização do júri. Eu indiquei adiamento, Presidente, porque, quando eu tinha elaborado o voto, as informações que tinha e que fiz constar eram no sentido de que o júri não poderia ser realizado porque o processo não estaria no órgão próprio; e o Ministro Gilmar, quando trouxe, disse exatamente que faltava apenas, ou havia despachos para solução de questões, a regularidade processual, enfim, determinações que o juiz poderia facilmente determinar e realizar de imediato o júri. Por isso que indiquei adiamento e estou reajustando o meu voto no sentido de conceder parcialmente - tal como posto pelo Ministro Gilmar, e acompanhado que foi pelo Ministro Celso -, para determinar que o juiz, mantida a prisão, faça realizar imediatamente o júri. O Ministro Gilmar estabelece que no prazo de 5 dias designe a sessão de julgamento em prazo não superior a 90 dias. Eu me ponho de acordo, exatamente, porque verifiquei - e hoje voltei a verificar - se não havia, inclusive, a marcação, porque durante esse período que estamos discutindo o juiz poderia até ter antecipado e ter marcado. Mas não, continua um despacho de sexta-feira apenas, parece-me, dando notícia de conclusão dos autos de novo ao juiz. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8342593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 29 Retificação de Voto HC 107346 / AL Então, estou votando também tal como posto pelo Ministro Gilmar e reajustando meu voto no sentido de conceder parcialmente a ordem, para determinar ao juiz que no prazo máximo de 90 dias seja designado e realizado o júri, mantida, portanto, a prisão. É como voto, Senhor Presidente. * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8342593. Supremo Tribunal Federal HC 107346 / AL Então, estou votando também tal como posto pelo Ministro Gilmar e reajustando meu voto no sentido de conceder parcialmente a ordem, para determinar ao juiz que no prazo máximo de 90 dias seja designado e realizado o júri, mantida, portanto, a prisão. É como voto, Senhor Presidente. * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8342593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 29 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 10.06.2014. Decisão: Após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, o julgamento foi adiado por indicação da Ministra Relatora. 2... Turma, 03.02.2015. Decisão: A Turma, por maioria, concedeu parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente Eliton Alves Barros, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski que a concedia em maior extensão. Reajustou o voto a Ministra Cármen Lúcia (Relatora). 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887224 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.346 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ELITON ALVES BARROS IMPTE.(S) : JOÃO LUIZ FORNAZARI DE ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto da Ministra Relatora, que concedia a ordem com recomendação, no que foi acompanhada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso em razão do pedido de vista formulado pelo Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 10.06.2014. Decisão: Após os votos dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, que concediam a ordem em menor extensão, o julgamento foi adiado por indicação da Ministra Relatora. 2... Turma, 03.02.2015. Decisão: A Turma, por maioria, concedeu parcialmente a presente ordem de habeas corpus, para determinar ao Juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, designe a sessão de julgamento do Paciente Eliton Alves Barros, a ser realizada em prazo não superior a noventa dias contados de seu despacho, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski que a concedia em maior extensão. Reajustou o voto a Ministra Cármen Lúcia (Relatora). 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887224 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 29
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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO NÃO DESTOA DA JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PROCEDIMENTO ESPECIAL EM QUE NÃO HÁ FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999835. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, contra decisão que prolatei, publicada em 6/4/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE. NOMEAÇÃO DE CÔNJUGE PARA O CARGO DE SECRETÁRIO MUNICIPAL. POSSIBILIDADE. POSICIONAMENTO DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Como se vê, ainda que a nomeação seja para cargo político deverá o agente observar, independentemente de quem estiver por ser nomeado, a existência de aptidão técnica ou profissional condizentes com o exercício do cargo, já que são qualidades indispensáveis àqueles que buscam integrar a Administração Pública, não podendo, a nosso sentir, serem desconsideradas tais circunstâncias, sob pena de malferimento ao próprio princípio constitucional da eficiência. A partir dessa compreensão, de ver que o acórdão recorrido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999836. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, contra decisão que prolatei, publicada em 6/4/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE. NOMEAÇÃO DE CÔNJUGE PARA O CARGO DE SECRETÁRIO MUNICIPAL. POSSIBILIDADE. POSICIONAMENTO DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Como se vê, ainda que a nomeação seja para cargo político deverá o agente observar, independentemente de quem estiver por ser nomeado, a existência de aptidão técnica ou profissional condizentes com o exercício do cargo, já que são qualidades indispensáveis àqueles que buscam integrar a Administração Pública, não podendo, a nosso sentir, serem desconsideradas tais circunstâncias, sob pena de malferimento ao próprio princípio constitucional da eficiência. A partir dessa compreensão, de ver que o acórdão recorrido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999836. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 806608 AGR / SC conclui pela inexistência de nepotismo, sob o único fundamento de que o agente foi nomeado para cargo de natureza política; logo, por essa razão é que não incide o enunciado da Súmula Vinculante n. 13 do STF. Entretanto, deixou de verificar a circunstância de que não existe nos autos indicação clara e precisa sobre a qualificação técnica ou reconhecimento profissional notório, a justificar a nomeação da esposa do Prefeito Municipal de Chapadão do Lageado para o cargo de Secretária Municipal. Dito isso, é que se insiste no provimento do presente Agravo, a fim de oportunizar o exame das razões do Recurso Extraordinário por essa Primeira Turma, haja vista que a análise do nepotismo deve ser avaliada de acordo com o caso concreto, não havendo qualquer precedente nessa Suprema Corte que autorize a aplicação direta da prefalada Súmula Vinculante n. 13 como permissiva da nomeação para cargos políticos de parentes, cônjuge ou companheiro de detentores de cargos eletivos desvinculada de um exame caso a caso, como sói ocorreu na espécie." (fl. 547). A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (doc. 16). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999836. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC conclui pela inexistência de nepotismo, sob o único fundamento de que o agente foi nomeado para cargo de natureza política; logo, por essa razão é que não incide o enunciado da Súmula Vinculante n. 13 do STF. Entretanto, deixou de verificar a circunstância de que não existe nos autos indicação clara e precisa sobre a qualificação técnica ou reconhecimento profissional notório, a justificar a nomeação da esposa do Prefeito Municipal de Chapadão do Lageado para o cargo de Secretária Municipal. Dito isso, é que se insiste no provimento do presente Agravo, a fim de oportunizar o exame das razões do Recurso Extraordinário por essa Primeira Turma, haja vista que a análise do nepotismo deve ser avaliada de acordo com o caso concreto, não havendo qualquer precedente nessa Suprema Corte que autorize a aplicação direta da prefalada Súmula Vinculante n. 13 como permissiva da nomeação para cargos políticos de parentes, cônjuge ou companheiro de detentores de cargos eletivos desvinculada de um exame caso a caso, como sói ocorreu na espécie." (fl. 547). A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (doc. 16). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999836. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que é inviável a apreciação da questão atinente à qualificação técnica ou reconhecimento profissional notório, a justificar a nomeação da esposa do prefeito municipal, porquanto a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 17/2/2006, com a seguinte ementa: “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.” Demais disso, a edição da Súmula Vinculante 13 decorreu do que decidido pelo Plenário do STF no RE 579.951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 23/10/08, quando se fixou o entendimento de que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que é inviável a apreciação da questão atinente à qualificação técnica ou reconhecimento profissional notório, a justificar a nomeação da esposa do prefeito municipal, porquanto a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 17/2/2006, com a seguinte ementa: “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.” Demais disso, a edição da Súmula Vinculante 13 decorreu do que decidido pelo Plenário do STF no RE 579.951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 23/10/08, quando se fixou o entendimento de que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 806608 AGR / SC vedação ao nepotismo é consequência lógica do caput do art. 37 da CRFB/88, em obediência, notadamente, aos princípios da moralidade e da impessoalidade. O acórdão do julgado foi assim ementado, verbis: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. VEDAÇÃO NEPOTISMO. NECESSIDADE DE LEI FORMAL. INEXIGIBILIDADE. PROIBIÇÃO QUE DECORRE DO ART. 37, CAPUT, DA CF. RE PROVIDO EM PARTE. I - Embora restrita ao âmbito do Judiciário, a Resolução 7/2005 do Conselho Nacional da Justiça, a prática do nepotismo nos demais Poderes é ilícita. II - A vedação do nepotismo não exige a edição de lei formal para coibir a prática. III - Proibição que decorre diretamente dos princípios contidos no art. 37, caput, da Constituição Federal. IV - Precedentes. V - RE conhecido e parcialmente provido para anular a nomeação do servidor, aparentado com agente político, ocupante, de cargo em comissão.” Na ocasião, ao longo dos debates, estabeleceu-se a distinção entre cargos estritamente administrativos e postos de natureza política, dentre os quais se enquadram os de secretários municipais. A propósito, destaco trecho do voto proferido pelo Min. Ayres Britto (grifos nossos): “Senhor Presidente, quando introduzi essa discussão, a partir do voto do Ministro Marco Aurélio, sobre a distinção entre cargo em comissão e função de confiança, de um lado, e, do outro, cargo de Secretário Municipal, Secretário de Estado, Ministro de Estado, portanto, cargos de natureza política, claro que eu não quis dizer que esses princípios do artigo 37 - legalidade e moralidade - não se aplicam aos dirigentes superiores de toda a Administração Pública. Agora, os cargos aqui referidos no inciso V do artigo 37 são singelamente administrativos; são cargos criados por lei, não são nominados pela Constituição. Os cargos de Secretário de Estado, Secretário Municipal têm por êmulo ou paradigma federal os cargos de Ministro de Estado cuja natureza é política, e não singelamente administrativa. Diz a Constituição Federal sobre o Poder Executivo: o Poder Executivo é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC vedação ao nepotismo é consequência lógica do caput do art. 37 da CRFB/88, em obediência, notadamente, aos princípios da moralidade e da impessoalidade. O acórdão do julgado foi assim ementado, verbis: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. VEDAÇÃO NEPOTISMO. NECESSIDADE DE LEI FORMAL. INEXIGIBILIDADE. PROIBIÇÃO QUE DECORRE DO ART. 37, CAPUT, DA CF. RE PROVIDO EM PARTE. I - Embora restrita ao âmbito do Judiciário, a Resolução 7/2005 do Conselho Nacional da Justiça, a prática do nepotismo nos demais Poderes é ilícita. II - A vedação do nepotismo não exige a edição de lei formal para coibir a prática. III - Proibição que decorre diretamente dos princípios contidos no art. 37, caput, da Constituição Federal. IV - Precedentes. V - RE conhecido e parcialmente provido para anular a nomeação do servidor, aparentado com agente político, ocupante, de cargo em comissão.” Na ocasião, ao longo dos debates, estabeleceu-se a distinção entre cargos estritamente administrativos e postos de natureza política, dentre os quais se enquadram os de secretários municipais. A propósito, destaco trecho do voto proferido pelo Min. Ayres Britto (grifos nossos): “Senhor Presidente, quando introduzi essa discussão, a partir do voto do Ministro Marco Aurélio, sobre a distinção entre cargo em comissão e função de confiança, de um lado, e, do outro, cargo de Secretário Municipal, Secretário de Estado, Ministro de Estado, portanto, cargos de natureza política, claro que eu não quis dizer que esses princípios do artigo 37 - legalidade e moralidade - não se aplicam aos dirigentes superiores de toda a Administração Pública. Agora, os cargos aqui referidos no inciso V do artigo 37 são singelamente administrativos; são cargos criados por lei, não são nominados pela Constituição. Os cargos de Secretário de Estado, Secretário Municipal têm por êmulo ou paradigma federal os cargos de Ministro de Estado cuja natureza é política, e não singelamente administrativa. Diz a Constituição Federal sobre o Poder Executivo: o Poder Executivo é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 806608 AGR / SC exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado (art. 76). Ou seja, os Ministros de Estado são ocupantes de cargos de existência necessária, política, porque componentes do governo. Aonde eu quero chegar? O Chefe do Poder Executivo é livre para escolher seus quadros de governo, mas não o é para escolher seus quadros administrativos, porque dentre os quadros administrativos estão os cargos em comissão, os cargos de provimento efetivo e as funções de confiança. A própria Constituição, sentando praça desse caráter constitucional, eminentemente político, dos Ministros de Estado- e isso vale no plano dos Estados-membros e no plano dos municípios -, além de dizer os requisitos deles - 'os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos' -, diz o que basicamente lhes compete. Então, o assento, o locus jurídico dos auxiliares de governo é diretamente constitucional. A Constituição Federal a atestar o caráter político do cargo e do agente. Por isso, o que decidimos no plano da ADC nº 12, e agora servindo de fundamento para a nova decisão, a proibição do nepotismo arranca, decola, deriva diretamente dos princípios do artigo 37, que são princípios extensíveis a toda a Administração Pública de qualquer dos Poderes, de qualquer das pessoas federadas. Tudo isso na vertente, na perspectiva de cargos em comissão e funções de confiança, que têm caráter apenas administrativo, e não caráter político.” No mesmo sentido, assim assentou o Min. Celso de Mello, durante o mencionado julgamento (grifos nossos): “Sabemos todos que a atividade estatal, qualquer que seja o domínio institucional de sua incidência, está necessariamente subordinada à observância de parâmetros éticos-jurídicos que se refletem na consagração constitucional do princípio da moralidade administrativa, que se qualifica como valor constitucional impregnado de substrato ético e erigido à condição de vetor fundamental no processo de poder, condicionado, de modo estrito, o exercício, pelo Estado e por seus agentes, da autoridade que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado (art. 76). Ou seja, os Ministros de Estado são ocupantes de cargos de existência necessária, política, porque componentes do governo. Aonde eu quero chegar? O Chefe do Poder Executivo é livre para escolher seus quadros de governo, mas não o é para escolher seus quadros administrativos, porque dentre os quadros administrativos estão os cargos em comissão, os cargos de provimento efetivo e as funções de confiança. A própria Constituição, sentando praça desse caráter constitucional, eminentemente político, dos Ministros de Estado- e isso vale no plano dos Estados-membros e no plano dos municípios -, além de dizer os requisitos deles - 'os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos' -, diz o que basicamente lhes compete. Então, o assento, o locus jurídico dos auxiliares de governo é diretamente constitucional. A Constituição Federal a atestar o caráter político do cargo e do agente. Por isso, o que decidimos no plano da ADC nº 12, e agora servindo de fundamento para a nova decisão, a proibição do nepotismo arranca, decola, deriva diretamente dos princípios do artigo 37, que são princípios extensíveis a toda a Administração Pública de qualquer dos Poderes, de qualquer das pessoas federadas. Tudo isso na vertente, na perspectiva de cargos em comissão e funções de confiança, que têm caráter apenas administrativo, e não caráter político.” No mesmo sentido, assim assentou o Min. Celso de Mello, durante o mencionado julgamento (grifos nossos): “Sabemos todos que a atividade estatal, qualquer que seja o domínio institucional de sua incidência, está necessariamente subordinada à observância de parâmetros éticos-jurídicos que se refletem na consagração constitucional do princípio da moralidade administrativa, que se qualifica como valor constitucional impregnado de substrato ético e erigido à condição de vetor fundamental no processo de poder, condicionado, de modo estrito, o exercício, pelo Estado e por seus agentes, da autoridade que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 806608 AGR / SC lhes foi outorgada pelo ordenamento normativo. Esse postulado, que rege a atuação do poder Público, confere substância e dá expressão a uma pauta de valores éticos, nos quais se funda a própria ordem positiva do Estado. É por essa razão que o princípio constitucional da moralidade administrativa, ao impor limitações ao exercício do poder estatal, legitima o controle de todos os atos do poder público que transgridam os valores éticos que devem pautar o comportamento dos órgãos e dos agentes governamentais, não importando em que instância de poder eles se situem.” Ressalva semelhante foi também apresentada pelo Min. Gilmar Mendes: “Também eu já havia intuído a necessidade de uma ressalva em relação às funções de natureza eminentemente política. É tradição mundial – a de Jhon e Bob Kennedy – e, no próprio plano nacional, muitas vezes parentes ou irmãos fazem carreiras paralelas e estabelecem um plano eventual de cooperação – temos governadores e secretários de Estado -, sem que haja qualquer conotação de nepotismo. Parece-me que devemos, então, ter cuidado quanto à fixação.” Destarte, nota-se que esta Corte assentou o entendimento de que a mera relação de parentesco não é suficiente a ensejar, de pronto, a nulidade da nomeação de ocupante de cargo de natureza estritamente política. Desse entendimento não divergiu o acórdão recorrido. Por fim, observo que o presente agravo interno foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de nova sucumbência. Contudo, por se tratar de ação civil pública, procedimento especial em que não há fixação de honorários advocatícios, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC lhes foi outorgada pelo ordenamento normativo. Esse postulado, que rege a atuação do poder Público, confere substância e dá expressão a uma pauta de valores éticos, nos quais se funda a própria ordem positiva do Estado. É por essa razão que o princípio constitucional da moralidade administrativa, ao impor limitações ao exercício do poder estatal, legitima o controle de todos os atos do poder público que transgridam os valores éticos que devem pautar o comportamento dos órgãos e dos agentes governamentais, não importando em que instância de poder eles se situem.” Ressalva semelhante foi também apresentada pelo Min. Gilmar Mendes: “Também eu já havia intuído a necessidade de uma ressalva em relação às funções de natureza eminentemente política. É tradição mundial – a de Jhon e Bob Kennedy – e, no próprio plano nacional, muitas vezes parentes ou irmãos fazem carreiras paralelas e estabelecem um plano eventual de cooperação – temos governadores e secretários de Estado -, sem que haja qualquer conotação de nepotismo. Parece-me que devemos, então, ter cuidado quanto à fixação.” Destarte, nota-se que esta Corte assentou o entendimento de que a mera relação de parentesco não é suficiente a ensejar, de pronto, a nulidade da nomeação de ocupante de cargo de natureza estritamente política. Desse entendimento não divergiu o acórdão recorrido. Por fim, observo que o presente agravo interno foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de nova sucumbência. Contudo, por se tratar de ação civil pública, procedimento especial em que não há fixação de honorários advocatícios, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 806608 AGR / SC CPC/2015, neste grau recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC CPC/2015, neste grau recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator para dar seguimento ao extraordinário. O recurso cuida na origem de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público contra suposta prática de nepotismo em razão da nomeação de cônjuge por prefeito para o cargo de secretária municipal. O Ministério Público alega no extraordinário ter o Tribunal de origem afastado a observância do verbete vinculante nº 13 sob o argumento de que o agente foi nomeado para cargo de natureza política. O fato de estar em jogo cargo de livre escolha do Chefe do Poder Executivo, aliado ao grau de parentesco dos envolvidos e à suspeição de favorecimento dele decorrente, não afasta a pertinência do verbete. Há de ser enfrentada pelo Colegiado físico – se é que existe outro – a seguinte controvérsia: legitimidade, ou não, da nomeação por prefeito de cônjuge para o cargo de secretário municipal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968802. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator para dar seguimento ao extraordinário. O recurso cuida na origem de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público contra suposta prática de nepotismo em razão da nomeação de cônjuge por prefeito para o cargo de secretária municipal. O Ministério Público alega no extraordinário ter o Tribunal de origem afastado a observância do verbete vinculante nº 13 sob o argumento de que o agente foi nomeado para cargo de natureza política. O fato de estar em jogo cargo de livre escolha do Chefe do Poder Executivo, aliado ao grau de parentesco dos envolvidos e à suspeição de favorecimento dele decorrente, não afasta a pertinência do verbete. Há de ser enfrentada pelo Colegiado físico – se é que existe outro – a seguinte controvérsia: legitimidade, ou não, da nomeação por prefeito de cônjuge para o cargo de secretário municipal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) : VALÉRIO ERNESTINO SENS (9070/SC) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021170 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) : VALÉRIO ERNESTINO SENS (9070/SC) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021170 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12029099
2016-10-28T00:00:00
2016-11-16T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO NÃO DESTOA DA JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PROCEDIMENTO ESPECIAL EM QUE NÃO HÁ FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur359839
- Acórdão(s) citado(s): (INOVAÇÃO RECURSAL) AI 518051 AgR (2ªT). (NEPOTISMO, CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988) RE 579951 (TP). Número de páginas: 10. Análise: 25/11/2016, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
806608
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 \"CAPUT\"\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000013 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 806608 AgR
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AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) : VALÉRIO ERNESTINO SENS
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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO NÃO DESTOA DA JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PROCEDIMENTO ESPECIAL EM QUE NÃO HÁ FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999835. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, contra decisão que prolatei, publicada em 6/4/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE. NOMEAÇÃO DE CÔNJUGE PARA O CARGO DE SECRETÁRIO MUNICIPAL. POSSIBILIDADE. POSICIONAMENTO DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Como se vê, ainda que a nomeação seja para cargo político deverá o agente observar, independentemente de quem estiver por ser nomeado, a existência de aptidão técnica ou profissional condizentes com o exercício do cargo, já que são qualidades indispensáveis àqueles que buscam integrar a Administração Pública, não podendo, a nosso sentir, serem desconsideradas tais circunstâncias, sob pena de malferimento ao próprio princípio constitucional da eficiência. A partir dessa compreensão, de ver que o acórdão recorrido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999836. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, contra decisão que prolatei, publicada em 6/4/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE. NOMEAÇÃO DE CÔNJUGE PARA O CARGO DE SECRETÁRIO MUNICIPAL. POSSIBILIDADE. POSICIONAMENTO DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Como se vê, ainda que a nomeação seja para cargo político deverá o agente observar, independentemente de quem estiver por ser nomeado, a existência de aptidão técnica ou profissional condizentes com o exercício do cargo, já que são qualidades indispensáveis àqueles que buscam integrar a Administração Pública, não podendo, a nosso sentir, serem desconsideradas tais circunstâncias, sob pena de malferimento ao próprio princípio constitucional da eficiência. A partir dessa compreensão, de ver que o acórdão recorrido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999836. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 806608 AGR / SC conclui pela inexistência de nepotismo, sob o único fundamento de que o agente foi nomeado para cargo de natureza política; logo, por essa razão é que não incide o enunciado da Súmula Vinculante n. 13 do Supremo Tribunal Federal. Entretanto, deixou de verificar a circunstância de que não existe nos autos indicação clara e precisa sobre a qualificação técnica ou reconhecimento profissional notório, a justificar a nomeação da esposa do Prefeito Municipal de Chapadão do Lageado para o cargo de Secretária Municipal. Dito isso, é que se insiste no provimento do presente Agravo, a fim de oportunizar o exame das razões do Recurso Extraordinário por essa Primeira Turma, haja vista que a análise do nepotismo deve ser avaliada de acordo com o caso concreto, não havendo qualquer precedente nessa Suprema Corte que autorize a aplicação direta da prefalada Súmula Vinculante n. 13 como permissiva da nomeação para cargos políticos de parentes, cônjuge ou companheiro de detentores de cargos eletivos desvinculada de um exame caso a caso, como sói ocorreu na espécie." (fl. 547). A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (doc. 16). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999836. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC conclui pela inexistência de nepotismo, sob o único fundamento de que o agente foi nomeado para cargo de natureza política; logo, por essa razão é que não incide o enunciado da Súmula Vinculante n. 13 do Supremo Tribunal Federal. Entretanto, deixou de verificar a circunstância de que não existe nos autos indicação clara e precisa sobre a qualificação técnica ou reconhecimento profissional notório, a justificar a nomeação da esposa do Prefeito Municipal de Chapadão do Lageado para o cargo de Secretária Municipal. Dito isso, é que se insiste no provimento do presente Agravo, a fim de oportunizar o exame das razões do Recurso Extraordinário por essa Primeira Turma, haja vista que a análise do nepotismo deve ser avaliada de acordo com o caso concreto, não havendo qualquer precedente nessa Suprema Corte que autorize a aplicação direta da prefalada Súmula Vinculante n. 13 como permissiva da nomeação para cargos políticos de parentes, cônjuge ou companheiro de detentores de cargos eletivos desvinculada de um exame caso a caso, como sói ocorreu na espécie." (fl. 547). A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (doc. 16). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999836. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que é inviável a apreciação da questão atinente à qualificação técnica ou reconhecimento profissional notório, a justificar a nomeação da esposa do prefeito municipal, porquanto a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 17/2/2006, com a seguinte ementa: “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.” Demais disso, a edição da Súmula Vinculante 13 decorreu do que decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 579.951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 23/10/08, quando se fixou o entendimento de que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que é inviável a apreciação da questão atinente à qualificação técnica ou reconhecimento profissional notório, a justificar a nomeação da esposa do prefeito municipal, porquanto a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 17/2/2006, com a seguinte ementa: “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.” Demais disso, a edição da Súmula Vinculante 13 decorreu do que decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 579.951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 23/10/08, quando se fixou o entendimento de que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 806608 AGR / SC vedação ao nepotismo é consequência lógica do caput do art. 37 da CRFB/88, em obediência, notadamente, aos princípios da moralidade e da impessoalidade. O acórdão do julgado foi assim ementado, verbis: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. VEDAÇÃO NEPOTISMO. NECESSIDADE DE LEI FORMAL. INEXIGIBILIDADE. PROIBIÇÃO QUE DECORRE DO ART. 37, CAPUT, DA Constituição Federal de 1988. Recurso Extraordinário PROVIDO EM PARTE. I - Embora restrita ao âmbito do Judiciário, a Resolução 7/2005 do Conselho Nacional da Justiça, a prática do nepotismo nos demais Poderes é ilícita. II - A vedação do nepotismo não exige a edição de lei formal para coibir a prática. III - Proibição que decorre diretamente dos princípios contidos no art. 37, caput, da Constituição Federal. IV - Precedentes. V - Recurso Extraordinário conhecido e parcialmente provido para anular a nomeação do servidor, aparentado com agente político, ocupante, de cargo em comissão.” Na ocasião, ao longo dos debates, estabeleceu-se a distinção entre cargos estritamente administrativos e postos de natureza política, dentre os quais se enquadram os de secretários municipais. A propósito, destaco trecho do voto proferido pelo Min. Ayres Britto (grifos nossos): “Senhor Presidente, quando introduzi essa discussão, a partir do voto do Ministro Marco Aurélio, sobre a distinção entre cargo em comissão e função de confiança, de um lado, e, do outro, cargo de Secretário Municipal, Secretário de Estado, Ministro de Estado, portanto, cargos de natureza política, claro que eu não quis dizer que esses princípios do artigo 37 - legalidade e moralidade - não se aplicam aos dirigentes superiores de toda a Administração Pública. Agora, os cargos aqui referidos no inciso V do artigo 37 são singelamente administrativos; são cargos criados por lei, não são nominados pela Constituição. Os cargos de Secretário de Estado, Secretário Municipal têm por êmulo ou paradigma federal os cargos de Ministro de Estado cuja natureza é política, e não singelamente administrativa. Diz a Constituição Federal sobre o Poder Executivo: o Poder Executivo é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC vedação ao nepotismo é consequência lógica do caput do art. 37 da CRFB/88, em obediência, notadamente, aos princípios da moralidade e da impessoalidade. O acórdão do julgado foi assim ementado, verbis: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. VEDAÇÃO NEPOTISMO. NECESSIDADE DE LEI FORMAL. INEXIGIBILIDADE. PROIBIÇÃO QUE DECORRE DO ART. 37, CAPUT, DA Constituição Federal de 1988. Recurso Extraordinário PROVIDO EM PARTE. I - Embora restrita ao âmbito do Judiciário, a Resolução 7/2005 do Conselho Nacional da Justiça, a prática do nepotismo nos demais Poderes é ilícita. II - A vedação do nepotismo não exige a edição de lei formal para coibir a prática. III - Proibição que decorre diretamente dos princípios contidos no art. 37, caput, da Constituição Federal. IV - Precedentes. V - Recurso Extraordinário conhecido e parcialmente provido para anular a nomeação do servidor, aparentado com agente político, ocupante, de cargo em comissão.” Na ocasião, ao longo dos debates, estabeleceu-se a distinção entre cargos estritamente administrativos e postos de natureza política, dentre os quais se enquadram os de secretários municipais. A propósito, destaco trecho do voto proferido pelo Min. Ayres Britto (grifos nossos): “Senhor Presidente, quando introduzi essa discussão, a partir do voto do Ministro Marco Aurélio, sobre a distinção entre cargo em comissão e função de confiança, de um lado, e, do outro, cargo de Secretário Municipal, Secretário de Estado, Ministro de Estado, portanto, cargos de natureza política, claro que eu não quis dizer que esses princípios do artigo 37 - legalidade e moralidade - não se aplicam aos dirigentes superiores de toda a Administração Pública. Agora, os cargos aqui referidos no inciso V do artigo 37 são singelamente administrativos; são cargos criados por lei, não são nominados pela Constituição. Os cargos de Secretário de Estado, Secretário Municipal têm por êmulo ou paradigma federal os cargos de Ministro de Estado cuja natureza é política, e não singelamente administrativa. Diz a Constituição Federal sobre o Poder Executivo: o Poder Executivo é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 806608 AGR / SC exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado (art. 76). Ou seja, os Ministros de Estado são ocupantes de cargos de existência necessária, política, porque componentes do governo. Aonde eu quero chegar? O Chefe do Poder Executivo é livre para escolher seus quadros de governo, mas não o é para escolher seus quadros administrativos, porque dentre os quadros administrativos estão os cargos em comissão, os cargos de provimento efetivo e as funções de confiança. A própria Constituição, sentando praça desse caráter constitucional, eminentemente político, dos Ministros de Estado- e isso vale no plano dos Estados-membros e no plano dos municípios -, além de dizer os requisitos deles - 'os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos' -, diz o que basicamente lhes compete. Então, o assento, o locus jurídico dos auxiliares de governo é diretamente constitucional. A Constituição Federal a atestar o caráter político do cargo e do agente. Por isso, o que decidimos no plano da ADC n 12, e agora servindo de fundamento para a nova decisão, a proibição do nepotismo arranca, decola, deriva diretamente dos princípios do artigo 37, que são princípios extensíveis a toda a Administração Pública de qualquer dos Poderes, de qualquer das pessoas federadas. Tudo isso na vertente, na perspectiva de cargos em comissão e funções de confiança, que têm caráter apenas administrativo, e não caráter político.” No mesmo sentido, assim assentou o Min. Celso de Mello, durante o mencionado julgamento (grifos nossos): “Sabemos todos que a atividade estatal, qualquer que seja o domínio institucional de sua incidência, está necessariamente subordinada à observância de parâmetros éticos-jurídicos que se refletem na consagração constitucional do princípio da moralidade administrativa, que se qualifica como valor constitucional impregnado de substrato ético e erigido à condição de vetor fundamental no processo de poder, condicionado, de modo estrito, o exercício, pelo Estado e por seus agentes, da autoridade que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado (art. 76). Ou seja, os Ministros de Estado são ocupantes de cargos de existência necessária, política, porque componentes do governo. Aonde eu quero chegar? O Chefe do Poder Executivo é livre para escolher seus quadros de governo, mas não o é para escolher seus quadros administrativos, porque dentre os quadros administrativos estão os cargos em comissão, os cargos de provimento efetivo e as funções de confiança. A própria Constituição, sentando praça desse caráter constitucional, eminentemente político, dos Ministros de Estado- e isso vale no plano dos Estados-membros e no plano dos municípios -, além de dizer os requisitos deles - 'os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos' -, diz o que basicamente lhes compete. Então, o assento, o locus jurídico dos auxiliares de governo é diretamente constitucional. A Constituição Federal a atestar o caráter político do cargo e do agente. Por isso, o que decidimos no plano da ADC n 12, e agora servindo de fundamento para a nova decisão, a proibição do nepotismo arranca, decola, deriva diretamente dos princípios do artigo 37, que são princípios extensíveis a toda a Administração Pública de qualquer dos Poderes, de qualquer das pessoas federadas. Tudo isso na vertente, na perspectiva de cargos em comissão e funções de confiança, que têm caráter apenas administrativo, e não caráter político.” No mesmo sentido, assim assentou o Min. Celso de Mello, durante o mencionado julgamento (grifos nossos): “Sabemos todos que a atividade estatal, qualquer que seja o domínio institucional de sua incidência, está necessariamente subordinada à observância de parâmetros éticos-jurídicos que se refletem na consagração constitucional do princípio da moralidade administrativa, que se qualifica como valor constitucional impregnado de substrato ético e erigido à condição de vetor fundamental no processo de poder, condicionado, de modo estrito, o exercício, pelo Estado e por seus agentes, da autoridade que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 806608 AGR / SC lhes foi outorgada pelo ordenamento normativo. Esse postulado, que rege a atuação do poder Público, confere substância e dá expressão a uma pauta de valores éticos, nos quais se funda a própria ordem positiva do Estado. É por essa razão que o princípio constitucional da moralidade administrativa, ao impor limitações ao exercício do poder estatal, legitima o controle de todos os atos do poder público que transgridam os valores éticos que devem pautar o comportamento dos órgãos e dos agentes governamentais, não importando em que instância de poder eles se situem.” Ressalva semelhante foi também apresentada pelo Min. Gilmar Mendes: “Também eu já havia intuído a necessidade de uma ressalva em relação às funções de natureza eminentemente política. É tradição mundial – a de Jhon e Bob Kennedy – e, no próprio plano nacional, muitas vezes parentes ou irmãos fazem carreiras paralelas e estabelecem um plano eventual de cooperação – temos governadores e secretários de Estado -, sem que haja qualquer conotação de nepotismo. Parece-me que devemos, então, ter cuidado quanto à fixação.” Destarte, nota-se que esta Corte assentou o entendimento de que a mera relação de parentesco não é suficiente a ensejar, de pronto, a nulidade da nomeação de ocupante de cargo de natureza estritamente política. Desse entendimento não divergiu o acórdão recorrido. Por fim, observo que o presente agravo interno foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de nova sucumbência. Contudo, por se tratar de ação civil pública, procedimento especial em que não há fixação de honorários advocatícios, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC lhes foi outorgada pelo ordenamento normativo. Esse postulado, que rege a atuação do poder Público, confere substância e dá expressão a uma pauta de valores éticos, nos quais se funda a própria ordem positiva do Estado. É por essa razão que o princípio constitucional da moralidade administrativa, ao impor limitações ao exercício do poder estatal, legitima o controle de todos os atos do poder público que transgridam os valores éticos que devem pautar o comportamento dos órgãos e dos agentes governamentais, não importando em que instância de poder eles se situem.” Ressalva semelhante foi também apresentada pelo Min. Gilmar Mendes: “Também eu já havia intuído a necessidade de uma ressalva em relação às funções de natureza eminentemente política. É tradição mundial – a de Jhon e Bob Kennedy – e, no próprio plano nacional, muitas vezes parentes ou irmãos fazem carreiras paralelas e estabelecem um plano eventual de cooperação – temos governadores e secretários de Estado -, sem que haja qualquer conotação de nepotismo. Parece-me que devemos, então, ter cuidado quanto à fixação.” Destarte, nota-se que esta Corte assentou o entendimento de que a mera relação de parentesco não é suficiente a ensejar, de pronto, a nulidade da nomeação de ocupante de cargo de natureza estritamente política. Desse entendimento não divergiu o acórdão recorrido. Por fim, observo que o presente agravo interno foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de nova sucumbência. Contudo, por se tratar de ação civil pública, procedimento especial em que não há fixação de honorários advocatícios, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 806608 AGR / SC Código de Processo Civil/2015, neste grau recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Supremo Tribunal Federal ARE 806608 AGR / SC Código de Processo Civil/2015, neste grau recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator para dar seguimento ao extraordinário. O recurso cuida na origem de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público contra suposta prática de nepotismo em razão da nomeação de cônjuge por prefeito para o cargo de secretária municipal. O Ministério Público alega no extraordinário ter o Tribunal de origem afastado a observância do verbete vinculante n 13 sob o argumento de que o agente foi nomeado para cargo de natureza política. O fato de estar em jogo cargo de livre escolha do Chefe do Poder Executivo, aliado ao grau de parentesco dos envolvidos e à suspeição de favorecimento dele decorrente, não afasta a pertinência do verbete. Há de ser enfrentada pelo Colegiado físico – se é que existe outro – a seguinte controvérsia: legitimidade, ou não, da nomeação por prefeito de cônjuge para o cargo de secretário municipal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968802. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) :VALÉRIO ERNESTINO SENS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator para dar seguimento ao extraordinário. O recurso cuida na origem de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público contra suposta prática de nepotismo em razão da nomeação de cônjuge por prefeito para o cargo de secretária municipal. O Ministério Público alega no extraordinário ter o Tribunal de origem afastado a observância do verbete vinculante n 13 sob o argumento de que o agente foi nomeado para cargo de natureza política. O fato de estar em jogo cargo de livre escolha do Chefe do Poder Executivo, aliado ao grau de parentesco dos envolvidos e à suspeição de favorecimento dele decorrente, não afasta a pertinência do verbete. Há de ser enfrentada pelo Colegiado físico – se é que existe outro – a seguinte controvérsia: legitimidade, ou não, da nomeação por prefeito de cônjuge para o cargo de secretário municipal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) : VALÉRIO ERNESTINO SENS (9070/SC) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021170 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806.608 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO BIZATTO ADV.(A/S) : VALÉRIO ERNESTINO SENS (9070/SC) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021170 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "ARE 806608 AGR / SC", "Súmula Vinculante n . 13 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n . 13", "ARE 806608 AGR / SC", "Súmula Vinculante n . 13 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n . 13", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806 . 608", "AI 518 . 051 - AgR", "Recurso Extraordinário 579 . 951", "AI 518 . 051 - AgR", "Recurso Extraordinário 579 . 951", "ARE 806608 AGR / SC", "ARE 806608 AGR / SC", "ARE 806608 AGR / SC", "ADC n 12", "ARE 806608 AGR / SC", "ADC n 12", "ARE 806608 AGR / SC", "ARE 806608 AGR", "ARE 806608", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 806 . 608" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 da CRFB / 88", "ART . 37 , CAPUT , DA Constituição 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"Bob Kennedy", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO BIZATTO", "VALÉRIO ERNESTINO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO BIZATTO", "VALÉRIO ERNESTINO SENS", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO BIZATTO", "VALÉRIO ERNESTINO SENS", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO BIZATTO", "VALÉRIO ERNESTINO SENS", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", "/", "10", "/", "2016", "28 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "6", "/", "4", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "6", "/", "4", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "17", "/", "2", "/", "2006", "23", "/", "10", 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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :EVERALDO BARBOSA DANTAS E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMPREGADO PÚBLICO. NATUREZA DO VÍNCULO CONTRATUAL. SÚMULA 279/STF. RECURSO QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível o recurso, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992090. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :EVERALDO BARBOSA DANTAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 04.09.2015, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob os seguintes fundamentos: (i) no julgamento em sede de repercussão geral do RE 596.478, o Supremo julgou constitucional o recolhimento do FGTS nas hipóteses de contratação de servidores sem concurso público; e (ii) quanto à controvérsia em relação à competência da Justiça do Trabalho, considerou não ter sido comprovada a contratação temporária ou com base em lei especial, incidindo no caso a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante reafirma a tese do recurso extraordinário de que, no julgamento da ADI 3395/MC, o STF firmou o entendimento de que compete à Justiça comum a análise e julgamento de controvérsia entre servidor regido pelo regime estatutário e o Poder Público. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992091. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :EVERALDO BARBOSA DANTAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 04.09.2015, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob os seguintes fundamentos: (i) no julgamento em sede de repercussão geral do RE 596.478, o Supremo julgou constitucional o recolhimento do FGTS nas hipóteses de contratação de servidores sem concurso público; e (ii) quanto à controvérsia em relação à competência da Justiça do Trabalho, considerou não ter sido comprovada a contratação temporária ou com base em lei especial, incidindo no caso a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante reafirma a tese do recurso extraordinário de que, no julgamento da ADI 3395/MC, o STF firmou o entendimento de que compete à Justiça comum a análise e julgamento de controvérsia entre servidor regido pelo regime estatutário e o Poder Público. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido. A parte agravante não atacou o fundamento da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.“ 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992092. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido. A parte agravante não atacou o fundamento da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.“ 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : EVERALDO BARBOSA DANTAS (2228/PI) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021177 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : EVERALDO BARBOSA DANTAS (2228/PI) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021177 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12036105
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMPREGADO PÚBLICO. NATUREZA DO VÍNCULO CONTRATUAL. SÚMULA 279/STF. RECURSO QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível o recurso, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.
sjur359959
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 737174 AgR (2ªT). Número de páginas: 4. Análise: 23/11/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
834848
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 834848 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : EVERALDO BARBOSA DANTAS E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :EVERALDO BARBOSA DANTAS E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMPREGADO PÚBLICO. NATUREZA DO VÍNCULO CONTRATUAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível o recurso, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992090. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :EVERALDO BARBOSA DANTAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 04.09.2015, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob os seguintes fundamentos: (i) no julgamento em sede de repercussão geral do Recurso Extraordinário 596.478, o Supremo julgou constitucional o recolhimento do FGTS nas hipóteses de contratação de servidores sem concurso público; e (ii) quanto à controvérsia em relação à competência da Justiça do Trabalho, considerou não ter sido comprovada a contratação temporária ou com base em lei especial, incidindo no caso a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reafirma a tese do recurso extraordinário de que, no julgamento da ADI 3395/MC, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que compete à Justiça comum a análise e julgamento de controvérsia entre servidor regido pelo regime estatutário e o Poder Público. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992091. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :EVERALDO BARBOSA DANTAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 04.09.2015, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob os seguintes fundamentos: (i) no julgamento em sede de repercussão geral do Recurso Extraordinário 596.478, o Supremo julgou constitucional o recolhimento do FGTS nas hipóteses de contratação de servidores sem concurso público; e (ii) quanto à controvérsia em relação à competência da Justiça do Trabalho, considerou não ter sido comprovada a contratação temporária ou com base em lei especial, incidindo no caso a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reafirma a tese do recurso extraordinário de que, no julgamento da ADI 3395/MC, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que compete à Justiça comum a análise e julgamento de controvérsia entre servidor regido pelo regime estatutário e o Poder Público. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido. A parte agravante não atacou o fundamento da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.“ 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992092. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido. A parte agravante não atacou o fundamento da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.“ 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11992092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : EVERALDO BARBOSA DANTAS (2228/PI) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021177 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.848 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : ANTONIO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : EVERALDO BARBOSA DANTAS (2228/PI) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021177 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834 . 848", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 3395 / MC", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 3395 / MC", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO RODRIGUES DA SILVA", "EVERALDO BARBOSA DANTAS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO RODRIGUES DA SILVA", "EVERALDO BARBOSA DANTAS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO RODRIGUES DA SILVA", "EVERALDO BARBOSA DANTAS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO RODRIGUES DA SILVA", "EVERALDO BARBOSA DANTAS", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO RODRIGUES DA SILVA", "EVERALDO BARBOSA DANTAS", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "21 a 27 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "04", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "04", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA BURINI ADV.(A/S) :KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) :WILLY WOEHL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. EDUCAÇÃO BÁSICA. PISO NACIONAL. LEI FEDERAL Nº 11.738/2008. ADI 4.167. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO. 1. É constitucional a norma geral federal que fixou o piso salarial dos professores da educação básica com base no vencimento, e não na remuneração global. 2. A Lei nº 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27/4/2011, data do julgamento de mérito da ADI 4.167 e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Precedente: ADI 4.167-ED, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 9/10/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “ADMINISTRATIVO – SERVIDORES DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DE EDUCAÇÃO BÁSICA – PISO NACIONAL DE VENCIMENTO – APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 11.738/2008 – INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADA – ADOÇÃO DA REMUNERAÇÃO COMO PARÂMETRO DURANTE A VIGÊNCIA DA MEDIDA CAUTELAR DA ADI N. 4.167 E DO VENCIMENTO A PARTIR DO JULGAMENTO DESTA (27.04.2011) – ORIENTAÇÃO DADA PELO STF.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046376. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 859994 AGR / SC Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046376. Supremo Tribunal Federal RE 859994 AGR / SC Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA BURINI ADV.(A/S) :KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) :WILLY WOEHL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por NEUSA BURINI contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. EDUCAÇÃO BÁSICA. PISO NACIONAL. LEI FEDERAL Nº 11.738/2008. ADI 4.167. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO A CONTAR DE 27/04/2011. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "3. Em sede de reexame necessário, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (AC 2013.0676445) entendeu que não há diferenças salarias a serem pagas, julgamento completamente improcedente o pedido inicial. 4. Encaminhado o Recurso Extraordinário para ver restabelecida a sentença de primeiro grau, o relator Ministro Luiz Fux proferiu decisão monocrática mencionando que a Lei 11738/2008 passou a ser aplicável somente em 27.04.2011 e que o recurso não merece prosseguir. 5. Ora, o que está se discutindo, é o DIREITO em ter seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046377. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA BURINI ADV.(A/S) :KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) :WILLY WOEHL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por NEUSA BURINI contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. EDUCAÇÃO BÁSICA. PISO NACIONAL. LEI FEDERAL Nº 11.738/2008. ADI 4.167. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO A CONTAR DE 27/04/2011. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "3. Em sede de reexame necessário, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (AC 2013.0676445) entendeu que não há diferenças salarias a serem pagas, julgamento completamente improcedente o pedido inicial. 4. Encaminhado o Recurso Extraordinário para ver restabelecida a sentença de primeiro grau, o relator Ministro Luiz Fux proferiu decisão monocrática mencionando que a Lei 11738/2008 passou a ser aplicável somente em 27.04.2011 e que o recurso não merece prosseguir. 5. Ora, o que está se discutindo, é o DIREITO em ter seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 859994 AGR / SC rendimentos enquadrados na Lei do Piso Nacional do Magistério e que o Município no caso, NÃO VEM CUMPRINDO, ou seja, o que se pretende é o RECONHECIMENTO DO DIREITO DA AGRAVANTE e consequentemente o pagamento dos valores pretéritos e adequação futura, sendo que a decisão da Relatora tão somente menciona que é devido a partir de 27.04.2011 e nada mais, ou seja, deixou de se manifestar sobre o reconhecimento do direito da professora, que é o aspecto principal. 6. Todavia, a Agravante entende que a r. decisão agravada, merece ser revista, eis que sequer o MERITO do recurso fora analisado, ou seja, do reconhecimento da agravante ao piso nacional." (fl. 3 do documento eletrônico 17). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046377. Supremo Tribunal Federal RE 859994 AGR / SC rendimentos enquadrados na Lei do Piso Nacional do Magistério e que o Município no caso, NÃO VEM CUMPRINDO, ou seja, o que se pretende é o RECONHECIMENTO DO DIREITO DA AGRAVANTE e consequentemente o pagamento dos valores pretéritos e adequação futura, sendo que a decisão da Relatora tão somente menciona que é devido a partir de 27.04.2011 e nada mais, ou seja, deixou de se manifestar sobre o reconhecimento do direito da professora, que é o aspecto principal. 6. Todavia, a Agravante entende que a r. decisão agravada, merece ser revista, eis que sequer o MERITO do recurso fora analisado, ou seja, do reconhecimento da agravante ao piso nacional." (fl. 3 do documento eletrônico 17). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, o Tribunal de origem deu parcial provimento ao reexame necessário “para, mantendo a procedência do pedido inicial quanto à aplicação da Lei Federal n. 11.378/2008, julgar improcedente acerca das diferenças eventualmente devidas, bem como aos demais pedidos” (fl. 28 do documento eletrônico 8). Ressalto, ainda, que a agravante não impugnou de forma específica, no recurso extraordinário, as razões de decidir adotadas pelo acórdão recorrido, relativamente à impossibilidade do Poder Judiciário definir o reajustamento proporcional dos vencimentos dos professores que recebem rendimentos superiores ao piso em virtude da maior graduação ou o maior tempo de exercício nas funções do magistério. Desse modo, não há se falar em ausência de manifestação acerca do reconhecimento do direito da recorrente perceber remuneração de acordo com o determinado pela Lei nº 11.738/2008. Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal a quo não divergiu do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, o Tribunal de origem deu parcial provimento ao reexame necessário “para, mantendo a procedência do pedido inicial quanto à aplicação da Lei Federal n. 11.378/2008, julgar improcedente acerca das diferenças eventualmente devidas, bem como aos demais pedidos” (fl. 28 do documento eletrônico 8). Ressalto, ainda, que a agravante não impugnou de forma específica, no recurso extraordinário, as razões de decidir adotadas pelo acórdão recorrido, relativamente à impossibilidade do Poder Judiciário definir o reajustamento proporcional dos vencimentos dos professores que recebem rendimentos superiores ao piso em virtude da maior graduação ou o maior tempo de exercício nas funções do magistério. Desse modo, não há se falar em ausência de manifestação acerca do reconhecimento do direito da recorrente perceber remuneração de acordo com o determinado pela Lei nº 11.738/2008. Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal a quo não divergiu do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 859994 AGR / SC Federal no sentido de que a Lei nº 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27/4/2011, data do julgamento de mérito da ADI 4.167 e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Por oportuno, trago a colação a ementa do referido julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROPÓSITO MODIFICATIVO. MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. ACOLHIMENTO PARCIAL. AGRAVO REGIMENTAL. EFICÁCIA DAS DECISÕES PROFERIDAS EM CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE QUE FOREM OBJETO DE RECURSO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PERDA DE OBJETO. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. 1. A Lei 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27.04.2011, data do julgamento de mérito desta ação direta de inconstitucionalidade e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Aplicação do art. 27 da Lei 9.868/2001. 2. Não cabe estender o prazo de adaptação fixado pela lei, nem fixar regras específicas de reforço do custeio devido pela União. Matéria que deve ser apresentada a tempo e modo próprios aos órgãos competentes. 3. Correções de erros materiais. 4. O amicus curie não tem legitimidade para interpor recurso de embargos de declaração. Embargos de declaração opostos pelo Sindifort não conhecidos. 5. Com o julgamento dos recursos de embargos de declaração, o agravo regimental interposto da parte declaratória do despacho que abriu vista dos autos à União e ao Congresso Nacional perdeu seu objeto. Recursos de embargos de declaração interpostos pelos Estados do Rio Grande do Sul, Ceará, Santa Catarina e Mato Grosso parcialmente acolhidos para (1) correção do erro material constante na ementa, para que a expressão ‘ensino médio’ seja substituída por ‘educação básica’, e que a ata de julgamento seja modificada, para registrar que a ‘ação direta de inconstitucionalidade não foi conhecida quanto aos arts. 3º e 8º da Lei 11.738/2008, por perda superveniente de seu objeto, e, na parte conhecida, ela foi julgada improcedente’, (2) bem como para estabelecer que a Lei 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27.04.2011. Agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Supremo Tribunal Federal RE 859994 AGR / SC Federal no sentido de que a Lei nº 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27/4/2011, data do julgamento de mérito da ADI 4.167 e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Por oportuno, trago a colação a ementa do referido julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROPÓSITO MODIFICATIVO. MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. ACOLHIMENTO PARCIAL. AGRAVO REGIMENTAL. EFICÁCIA DAS DECISÕES PROFERIDAS EM CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE QUE FOREM OBJETO DE RECURSO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PERDA DE OBJETO. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. 1. A Lei 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27.04.2011, data do julgamento de mérito desta ação direta de inconstitucionalidade e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Aplicação do art. 27 da Lei 9.868/2001. 2. Não cabe estender o prazo de adaptação fixado pela lei, nem fixar regras específicas de reforço do custeio devido pela União. Matéria que deve ser apresentada a tempo e modo próprios aos órgãos competentes. 3. Correções de erros materiais. 4. O amicus curie não tem legitimidade para interpor recurso de embargos de declaração. Embargos de declaração opostos pelo Sindifort não conhecidos. 5. Com o julgamento dos recursos de embargos de declaração, o agravo regimental interposto da parte declaratória do despacho que abriu vista dos autos à União e ao Congresso Nacional perdeu seu objeto. Recursos de embargos de declaração interpostos pelos Estados do Rio Grande do Sul, Ceará, Santa Catarina e Mato Grosso parcialmente acolhidos para (1) correção do erro material constante na ementa, para que a expressão ‘ensino médio’ seja substituída por ‘educação básica’, e que a ata de julgamento seja modificada, para registrar que a ‘ação direta de inconstitucionalidade não foi conhecida quanto aos arts. 3º e 8º da Lei 11.738/2008, por perda superveniente de seu objeto, e, na parte conhecida, ela foi julgada improcedente’, (2) bem como para estabelecer que a Lei 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27.04.2011. Agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 859994 AGR / SC do Sul que se julga prejudicado, por perda superveniente de seu objeto.” (ADI 4.167-ED, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 9/10/2013). Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO. LEI 11.738/2008. EXIGIBILIDADE A PARTIR DE 27.4.2011. ADI 4.167. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido." (RE 848.653- AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/2/2015). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. PISO NACIONAL DA EDUCAÇÃO BÁSICA. LEI FEDERAL N. 11.738/2008. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.167/DF. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO A CONTAR DE 27.4.2011: ACÓRDÃO RECORRIDO CONFORME A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Supremo Tribunal Federal RE 859994 AGR / SC do Sul que se julga prejudicado, por perda superveniente de seu objeto.” (ADI 4.167-ED, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 9/10/2013). Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO. LEI 11.738/2008. EXIGIBILIDADE A PARTIR DE 27.4.2011. ADI 4.167. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido." (RE 848.653- AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/2/2015). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. PISO NACIONAL DA EDUCAÇÃO BÁSICA. LEI FEDERAL N. 11.738/2008. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.167/DF. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO A CONTAR DE 27.4.2011: ACÓRDÃO RECORRIDO CONFORME A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 859994 AGR / SC PROVIMENTO." (RE 843.718-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 1º/12/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Supremo Tribunal Federal RE 859994 AGR / SC PROVIMENTO." (RE 843.718-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 1º/12/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NEUSA BURINI ADV.(A/S) : KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) : WILLY WOEHL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058235 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NEUSA BURINI ADV.(A/S) : KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) : WILLY WOEHL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058235 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8077915
2015-03-10T00:00:00
2015-03-26T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. EDUCAÇÃO BÁSICA. PISO NACIONAL. LEI FEDERAL Nº 11.738/2008. ADI 4.167. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO. 1. É constitucional a norma geral federal que fixou o piso salarial dos professores da educação básica com base no vencimento, e não na remuneração global. 2. A Lei nº 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27/4/2011, data do julgamento de mérito da ADI 4.167 e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Precedente: ADI 4.167-ED, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 9/10/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “ADMINISTRATIVO – SERVIDORES DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DE EDUCAÇÃO BÁSICA – PISO NACIONAL DE VENCIMENTO – APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 11.738/2008 – INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADA – ADOÇÃO DA REMUNERAÇÃO COMO PARÂMETRO DURANTE A VIGÊNCIA DA MEDIDA CAUTELAR DA ADI N. 4.167 E DO VENCIMENTO A PARTIR DO JULGAMENTO DESTA (27.04.2011) – ORIENTAÇÃO DADA PELO STF.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur298017
- Acórdão(s) citado(s): (PISO SALARIAL, PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA) ADI 4167 (TP), ADI 4167 ED (TP), RE 843718 AgR (2ªT), RE 848653 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 09/04/2015, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
859994
[ "LEG-FED LEI-011738 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 859994 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NEUSA BURINI ADV.(A/S) : KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) : WILLY WOEHL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA BURINI ADV.(A/S) :KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) :WILLY WOEHL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. EDUCAÇÃO BÁSICA. PISO NACIONAL. LEI FEDERAL n 11.738/2008. ADI 4.167. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO. 1. É constitucional a norma geral federal que fixou o piso salarial dos professores da educação básica com base no vencimento, e não na remuneração global. 2. A Lei n 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27/4/2011, data do julgamento de mérito da ADI 4.167 e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Precedente: ADI 4.167-ED, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 9/10/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “ADMINISTRATIVO – SERVIDORES DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DE EDUCAÇÃO BÁSICA – PISO NACIONAL DE VENCIMENTO – APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 11.738/2008 – INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADA – ADOÇÃO DA REMUNERAÇÃO COMO PARÂMETRO DURANTE A VIGÊNCIA DA MEDIDA CAUTELAR DA ADI N. 4.167 E DO VENCIMENTO A PARTIR DO JULGAMENTO DESTA (27.04.2011) – ORIENTAÇÃO DADA PELO Supremo Tribunal Federal.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046376. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046376. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA BURINI ADV.(A/S) :KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) :WILLY WOEHL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por NEUSA BURINI contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. EDUCAÇÃO BÁSICA. PISO NACIONAL. LEI FEDERAL n 11.738/2008. ADI 4.167. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO A CONTAR DE 27/04/2011. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "3. Em sede de reexame necessário, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (AC 2013.0676445) entendeu que não há diferenças salarias a serem pagas, julgamento completamente improcedente o pedido inicial. 4. Encaminhado o Recurso Extraordinário para ver restabelecida a sentença de primeiro grau, o relator Ministro Luiz Fux proferiu decisão monocrática mencionando que a Lei 11738/2008 passou a ser aplicável somente em 27.04.2011 e que o recurso não merece prosseguir. 5. Ora, o que está se discutindo, é o DIREITO em ter seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046377. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA BURINI ADV.(A/S) :KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) :WILLY WOEHL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por NEUSA BURINI contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. EDUCAÇÃO BÁSICA. PISO NACIONAL. LEI FEDERAL n 11.738/2008. ADI 4.167. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO A CONTAR DE 27/04/2011. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "3. Em sede de reexame necessário, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (AC 2013.0676445) entendeu que não há diferenças salarias a serem pagas, julgamento completamente improcedente o pedido inicial. 4. Encaminhado o Recurso Extraordinário para ver restabelecida a sentença de primeiro grau, o relator Ministro Luiz Fux proferiu decisão monocrática mencionando que a Lei 11738/2008 passou a ser aplicável somente em 27.04.2011 e que o recurso não merece prosseguir. 5. Ora, o que está se discutindo, é o DIREITO em ter seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC rendimentos enquadrados na Lei do Piso Nacional do Magistério e que o Município no caso, NÃO VEM CUMPRINDO, ou seja, o que se pretende é o RECONHECIMENTO DO DIREITO DA AGRAVANTE e consequentemente o pagamento dos valores pretéritos e adequação futura, sendo que a decisão da Relatora tão somente menciona que é devido a partir de 27.04.2011 e nada mais, ou seja, deixou de se manifestar sobre o reconhecimento do direito da professora, que é o aspecto principal. 6. Todavia, a Agravante entende que a r. decisão agravada, merece ser revista, eis que sequer o MERITO do recurso fora analisado, ou seja, do reconhecimento da agravante ao piso nacional." (fl. 3 do documento eletrônico 17). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046377. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC rendimentos enquadrados na Lei do Piso Nacional do Magistério e que o Município no caso, NÃO VEM CUMPRINDO, ou seja, o que se pretende é o RECONHECIMENTO DO DIREITO DA AGRAVANTE e consequentemente o pagamento dos valores pretéritos e adequação futura, sendo que a decisão da Relatora tão somente menciona que é devido a partir de 27.04.2011 e nada mais, ou seja, deixou de se manifestar sobre o reconhecimento do direito da professora, que é o aspecto principal. 6. Todavia, a Agravante entende que a r. decisão agravada, merece ser revista, eis que sequer o MERITO do recurso fora analisado, ou seja, do reconhecimento da agravante ao piso nacional." (fl. 3 do documento eletrônico 17). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, o Tribunal de origem deu parcial provimento ao reexame necessário “para, mantendo a procedência do pedido inicial quanto à aplicação da Lei Federal n. 11.378/2008, julgar improcedente acerca das diferenças eventualmente devidas, bem como aos demais pedidos” (fl. 28 do documento eletrônico 8). Ressalto, ainda, que a agravante não impugnou de forma específica, no recurso extraordinário, as razões de decidir adotadas pelo acórdão recorrido, relativamente à impossibilidade do Poder Judiciário definir o reajustamento proporcional dos vencimentos dos professores que recebem rendimentos superiores ao piso em virtude da maior graduação ou o maior tempo de exercício nas funções do magistério. Desse modo, não há se falar em ausência de manifestação acerca do reconhecimento do direito da recorrente perceber remuneração de acordo com o determinado pela Lei n 11.738/2008. Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal a quo não divergiu do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, o Tribunal de origem deu parcial provimento ao reexame necessário “para, mantendo a procedência do pedido inicial quanto à aplicação da Lei Federal n. 11.378/2008, julgar improcedente acerca das diferenças eventualmente devidas, bem como aos demais pedidos” (fl. 28 do documento eletrônico 8). Ressalto, ainda, que a agravante não impugnou de forma específica, no recurso extraordinário, as razões de decidir adotadas pelo acórdão recorrido, relativamente à impossibilidade do Poder Judiciário definir o reajustamento proporcional dos vencimentos dos professores que recebem rendimentos superiores ao piso em virtude da maior graduação ou o maior tempo de exercício nas funções do magistério. Desse modo, não há se falar em ausência de manifestação acerca do reconhecimento do direito da recorrente perceber remuneração de acordo com o determinado pela Lei n 11.738/2008. Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal a quo não divergiu do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC Federal no sentido de que a Lei n 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27/4/2011, data do julgamento de mérito da ADI 4.167 e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Por oportuno, trago a colação a ementa do referido julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROPÓSITO MODIFICATIVO. MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. ACOLHIMENTO PARCIAL. AGRAVO REGIMENTAL. EFICÁCIA DAS DECISÕES PROFERIDAS EM CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE QUE FOREM OBJETO DE RECURSO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PERDA DE OBJETO. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. 1. A Lei 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27.04.2011, data do julgamento de mérito desta ação direta de inconstitucionalidade e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Aplicação do art. 27 da Lei 9.868/2001. 2. Não cabe estender o prazo de adaptação fixado pela lei, nem fixar regras específicas de reforço do custeio devido pela União. Matéria que deve ser apresentada a tempo e modo próprios aos órgãos competentes. 3. Correções de erros materiais. 4. O amicus curie não tem legitimidade para interpor recurso de embargos de declaração. Embargos de declaração opostos pelo Sindifort não conhecidos. 5. Com o julgamento dos recursos de embargos de declaração, o agravo regimental interposto da parte declaratória do despacho que abriu vista dos autos à União e ao Congresso Nacional perdeu seu objeto. Recursos de embargos de declaração interpostos pelos Estados do Rio Grande do Sul, Ceará, Santa Catarina e Mato Grosso parcialmente acolhidos para (1) correção do erro material constante na ementa, para que a expressão ‘ensino médio’ seja substituída por ‘educação básica’, e que a ata de julgamento seja modificada, para registrar que a ‘ação direta de inconstitucionalidade não foi conhecida quanto aos arts. 3... e 8... da Lei 11.738/2008, por perda superveniente de seu objeto, e, na parte conhecida, ela foi julgada improcedente’, (2) bem como para estabelecer que a Lei 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27.04.2011. Agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC Federal no sentido de que a Lei n 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27/4/2011, data do julgamento de mérito da ADI 4.167 e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Por oportuno, trago a colação a ementa do referido julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROPÓSITO MODIFICATIVO. MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. ACOLHIMENTO PARCIAL. AGRAVO REGIMENTAL. EFICÁCIA DAS DECISÕES PROFERIDAS EM CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE QUE FOREM OBJETO DE RECURSO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PERDA DE OBJETO. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. 1. A Lei 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27.04.2011, data do julgamento de mérito desta ação direta de inconstitucionalidade e em que declarada a constitucionalidade do piso dos professores da educação básica. Aplicação do art. 27 da Lei 9.868/2001. 2. Não cabe estender o prazo de adaptação fixado pela lei, nem fixar regras específicas de reforço do custeio devido pela União. Matéria que deve ser apresentada a tempo e modo próprios aos órgãos competentes. 3. Correções de erros materiais. 4. O amicus curie não tem legitimidade para interpor recurso de embargos de declaração. Embargos de declaração opostos pelo Sindifort não conhecidos. 5. Com o julgamento dos recursos de embargos de declaração, o agravo regimental interposto da parte declaratória do despacho que abriu vista dos autos à União e ao Congresso Nacional perdeu seu objeto. Recursos de embargos de declaração interpostos pelos Estados do Rio Grande do Sul, Ceará, Santa Catarina e Mato Grosso parcialmente acolhidos para (1) correção do erro material constante na ementa, para que a expressão ‘ensino médio’ seja substituída por ‘educação básica’, e que a ata de julgamento seja modificada, para registrar que a ‘ação direta de inconstitucionalidade não foi conhecida quanto aos arts. 3... e 8... da Lei 11.738/2008, por perda superveniente de seu objeto, e, na parte conhecida, ela foi julgada improcedente’, (2) bem como para estabelecer que a Lei 11.738/2008 passou a ser aplicável a partir de 27.04.2011. Agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC do Sul que se julga prejudicado, por perda superveniente de seu objeto.” (ADI 4.167-ED, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 9/10/2013). Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO. LEI 11.738/2008. EXIGIBILIDADE A PARTIR DE 27.4.2011. ADI 4.167. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido." (Recurso Extraordinário 848.653- AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/2/2015). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. PISO NACIONAL DA EDUCAÇÃO BÁSICA. LEI FEDERAL N. 11.738/2008. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.167/DF. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO A CONTAR DE 27.4.2011: ACÓRDÃO RECORRIDO CONFORME A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC do Sul que se julga prejudicado, por perda superveniente de seu objeto.” (ADI 4.167-ED, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 9/10/2013). Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: "DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO. LEI 11.738/2008. EXIGIBILIDADE A PARTIR DE 27.4.2011. ADI 4.167. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido." (Recurso Extraordinário 848.653- AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/2/2015). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. PISO NACIONAL DA EDUCAÇÃO BÁSICA. LEI FEDERAL N. 11.738/2008. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.167/DF. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO A CONTAR DE 27.4.2011: ACÓRDÃO RECORRIDO CONFORME A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC PROVIMENTO." (Recurso Extraordinário 843.718-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 1.../12/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 859994 AGR / SC PROVIMENTO." (Recurso Extraordinário 843.718-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 1.../12/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NEUSA BURINI ADV.(A/S) : KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) : WILLY WOEHL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058235 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 859.994 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NEUSA BURINI ADV.(A/S) : KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE APIÚNA ADV.(A/S) : WILLY WOEHL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058235 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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Weber", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "NEUSA BURINI", "KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG", "WILLY WOEHL", "LUIZ FUX", "NEUSA BURINI", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "NEUSA BURINI", "KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG", "WILLY WOEHL", "LUIZ FUX", "NEUSA BURINI", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "NEUSA BURINI", "KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG", "WILLY WOEHL", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "NEUSA BURINI", "KELIN CRISTINA CORREIA EICKENBERG", "WILLY WOEHL", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "03", "/", "2015", "27", "/", "4", 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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) :SCHINYDER EXUPERY CARDOZO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA DO CPC/1973. FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E DE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO (FUNDEF). REPASSE PARA OS MUNICÍPIOS. DIFERENÇAS. FORMA DE CÁLCULO DO VALOR MÍNIMO NACIONAL POR ALUNO (VMNA) QUESTÃO DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 422). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023052. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) :SCHINYDER EXUPERY CARDOZO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 11.2.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso interposto pela União, por ter este Supremo Tribunal assentado a ausência de repercussão geral das questões trazidas no recurso (Recurso Extraordinário n. 636.978-RG, Tema n. 422). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 23.2.2016, a União interpõe, em 3.3.2016, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que “no recurso extraordinário insurgiu-se o ente central não contra a forma de cálculo do FUNDEF, mas contra a forma de pagamento da suposta diferença devida ao Município. No caso, a sentença, mantida pelo acórdão recorrido, determinou que fosse feito o pagamento sob a forma de repasse, desconsiderando a sistemática dos precatórios, o que certamente afronta o art. 100 da Constituição”. Assevera que, “nos autos do RE n. 635.347/DF, foi reconhecida a repercussão geral sobre a forma de pagamento da complementação do FUNDEF”. Requer a reconsideração da decisão agravada, “para o fim de determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem, conforme dispõe o art. 543-B do CPC, tendo em vista a existência de repercussão geral no RE nº Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023053. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) :SCHINYDER EXUPERY CARDOZO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 11.2.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso interposto pela União, por ter este Supremo Tribunal assentado a ausência de repercussão geral das questões trazidas no recurso (Recurso Extraordinário n. 636.978-RG, Tema n. 422). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 23.2.2016, a União interpõe, em 3.3.2016, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que “no recurso extraordinário insurgiu-se o ente central não contra a forma de cálculo do FUNDEF, mas contra a forma de pagamento da suposta diferença devida ao Município. No caso, a sentença, mantida pelo acórdão recorrido, determinou que fosse feito o pagamento sob a forma de repasse, desconsiderando a sistemática dos precatórios, o que certamente afronta o art. 100 da Constituição”. Assevera que, “nos autos do RE n. 635.347/DF, foi reconhecida a repercussão geral sobre a forma de pagamento da complementação do FUNDEF”. Requer a reconsideração da decisão agravada, “para o fim de determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem, conforme dispõe o art. 543-B do CPC, tendo em vista a existência de repercussão geral no RE nº Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 931981 AGR / DF 635.347”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023053. Supremo Tribunal Federal ARE 931981 AGR / DF 635.347”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Para complementação ao FUNDEF pela União (ADCT da Constituição, art. 60 redação da EC 14/96), o ‘valor mínimo anula por aluno’ (VMAA) de que trata o art. 6º, § 1º da Lei 9.424/96 deve ser calculado levando em conta a média nacional. Precedente do STJ em recurso repetitivo” (vol. 4, e-STJ fl. 413). 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia trazida nos autos: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. FUNDEF. Cálculo do valor mínimo nacional por aluno. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno (VMNA) a ser repassado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), versa sobre tema infraconstitucional” (RE n. 636.978-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 31.8.2011). 4. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023054. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Para complementação ao FUNDEF pela União (ADCT da Constituição, art. 60 redação da EC 14/96), o ‘valor mínimo anula por aluno’ (VMAA) de que trata o art. 6º, § 1º da Lei 9.424/96 deve ser calculado levando em conta a média nacional. Precedente do STJ em recurso repetitivo” (vol. 4, e-STJ fl. 413). 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia trazida nos autos: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. FUNDEF. Cálculo do valor mínimo nacional por aluno. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno (VMNA) a ser repassado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), versa sobre tema infraconstitucional” (RE n. 636.978-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 31.8.2011). 4. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 931981 AGR / DF 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023054. Supremo Tribunal Federal ARE 931981 AGR / DF 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) : SCHINYDER EXUPERY CARDOZO (91452/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021594 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) : SCHINYDER EXUPERY CARDOZO (91452/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021594 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12038438
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA DO CPC/1973. FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E DE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO (FUNDEF). REPASSE PARA OS MUNICÍPIOS. DIFERENÇAS. FORMA DE CÁLCULO DO VALOR MÍNIMO NACIONAL POR ALUNO (VMNA) QUESTÃO DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 422). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur360003
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDEF) RE 636978 RG. Número de páginas: 6. Análise: 09/12/2016, AMS.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
931981
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 931981 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) : SCHINYDER EXUPERY CARDOZO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) :SCHINYDER EXUPERY CARDOZO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E DE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO (FUNDEF). REPASSE PARA OS MUNICÍPIOS. DIFERENÇAS. FORMA DE CÁLCULO DO VALOR MÍNIMO NACIONAL POR ALUNO (VMNA) QUESTÃO DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 422). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023052. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) :SCHINYDER EXUPERY CARDOZO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 11.2.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso interposto pela União, por ter este Supremo Tribunal assentado a ausência de repercussão geral das questões trazidas no recurso (Recurso Extraordinário n. 636.978-RG, Tema n. 422). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 23.2.2016, a União interpõe, em 3.3.2016, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que “no recurso extraordinário insurgiu-se o ente central não contra a forma de cálculo do FUNDEF, mas contra a forma de pagamento da suposta diferença devida ao Município. No caso, a sentença, mantida pelo acórdão recorrido, determinou que fosse feito o pagamento sob a forma de repasse, desconsiderando a sistemática dos precatórios, o que certamente afronta o art. 100 da Constituição”. Assevera que, “nos autos do Recurso Extraordinário n. 635.347/DF, foi reconhecida a repercussão geral sobre a forma de pagamento da complementação do FUNDEF”. Requer a reconsideração da decisão agravada, “para o fim de determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem, conforme dispõe o art. 543-B do Código de Processo Civil, tendo em vista a existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário n Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023053. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) :SCHINYDER EXUPERY CARDOZO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 11.2.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso interposto pela União, por ter este Supremo Tribunal assentado a ausência de repercussão geral das questões trazidas no recurso (Recurso Extraordinário n. 636.978-RG, Tema n. 422). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 23.2.2016, a União interpõe, em 3.3.2016, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que “no recurso extraordinário insurgiu-se o ente central não contra a forma de cálculo do FUNDEF, mas contra a forma de pagamento da suposta diferença devida ao Município. No caso, a sentença, mantida pelo acórdão recorrido, determinou que fosse feito o pagamento sob a forma de repasse, desconsiderando a sistemática dos precatórios, o que certamente afronta o art. 100 da Constituição”. Assevera que, “nos autos do Recurso Extraordinário n. 635.347/DF, foi reconhecida a repercussão geral sobre a forma de pagamento da complementação do FUNDEF”. Requer a reconsideração da decisão agravada, “para o fim de determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem, conforme dispõe o art. 543-B do Código de Processo Civil, tendo em vista a existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário n Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 931981 AGR / DF 635.347”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023053. Supremo Tribunal Federal ARE 931981 AGR / DF 635.347”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Para complementação ao FUNDEF pela União (ADCT da Constituição, art. 60 redação da EC 14/96), o ‘valor mínimo anula por aluno’ (VMAA) de que trata o art. 6..., § 1... da Lei 9.424/96 deve ser calculado levando em conta a média nacional. Precedente do Superior Tribunal de Justiça em recurso repetitivo” (vol. 4, e-Superior Tribunal de Justiça fl. 413). 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia trazida nos autos: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. FUNDEF. Cálculo do valor mínimo nacional por aluno. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno (VMNA) a ser repassado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), versa sobre tema infraconstitucional” (Recurso Extraordinário n. 636.978-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 31.8.2011). 4. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023054. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Para complementação ao FUNDEF pela União (ADCT da Constituição, art. 60 redação da EC 14/96), o ‘valor mínimo anula por aluno’ (VMAA) de que trata o art. 6..., § 1... da Lei 9.424/96 deve ser calculado levando em conta a média nacional. Precedente do Superior Tribunal de Justiça em recurso repetitivo” (vol. 4, e-Superior Tribunal de Justiça fl. 413). 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia trazida nos autos: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. FUNDEF. Cálculo do valor mínimo nacional por aluno. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno (VMNA) a ser repassado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), versa sobre tema infraconstitucional” (Recurso Extraordinário n. 636.978-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 31.8.2011). 4. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 931981 AGR / DF 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023054. Supremo Tribunal Federal ARE 931981 AGR / DF 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) : SCHINYDER EXUPERY CARDOZO (91452/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021594 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931.981 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS ADV.(A/S) : SCHINYDER EXUPERY CARDOZO (91452/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021594 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 931 . 981", "Recurso Extraordinário n . 636 . 978 - RG", "Recurso Extraordinário n . 635 .", "Recurso Extraordinário n . 636 . 978 - RG", "Recurso Extraordinário n . 635 . 347 / DF", "ARE", "ARE 931981", "Recurso Extraordinário n . 636 . 978 - RG", "Recurso Extraordinário n . 636 . 978 - RG", "ARE 931981 AGR / DF 327" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 da Constituição ”", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 da Constituição ”", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ADCT da Constituição", "art . 60 redação da EC 14 / 96", "art . 6 . . . , § 1 . . . da Lei 9 . 424 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ADCT da Constituição , art . 60 redação da EC 14 / 96", "art . 6 . . . , § 1 . . . da Lei 9 . 424 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICIPIO DE CENTRAL", "FUNDEF", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "FUNDEF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "FUNDEF", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de", "Supremo", "FUNDEF", "Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério", "FUNDEF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior", "Supremo Tribunal", "Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério", "FUNDEF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICIPIO DE CENTRAL DE MINAS", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICIPIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "SCHINYDER EXUPERY CARDOZO", "CÁRMEN LÚCIA", "SCHINYDER", "EXUPERY CARDOZO", "CÁRMEN LÚCIA", "SCHINYDER EXUPERY CARDOZO", "LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "SCHINYDER EXUPERY CARDOZO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "SCHINYDER EXUPERY CARDOZO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "28 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "11", ".", "2", ".", "2016", "23", ".", "2", ".", "2016", "3", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "11", ".", "2", ".", "2016", "23", ".", "2", ".", "2016", "3", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "31", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "31", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO RE 90.059/SP. IMPROCEDÊNCIA. SUCEDÂNEO DE RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão proferida por esta Corte no RE 90.059/SP ressaltou que eventual lesão ao patrimônio dos reclamantes deverá ser reparada mediante indenização. Desta orientação não divergiu o ato reclamado. 2. A reclamação não pode ser manejada como sucedâneo de recurso. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031095. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Espólio de Arnaldo Wagih Abdalla e outros em face de decisão em que, reconsiderando decisum anterior, neguei seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECONSIDERAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. Nas suas razões de recurso, os agravantes sustentam, preliminarmente, a nulidade da decisão agravada em razão da ausência de oitiva do Ministério Público Federal. Aduzem, em seguida, que a decisão impugnada não considerou o prejuízo efetivo experimentado pelos reclamantes, tampouco a expressa determinação de reparação por meio de indenização, conforme disposto no acórdão prolatado no RE 90.059. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031096. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Espólio de Arnaldo Wagih Abdalla e outros em face de decisão em que, reconsiderando decisum anterior, neguei seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECONSIDERAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. Nas suas razões de recurso, os agravantes sustentam, preliminarmente, a nulidade da decisão agravada em razão da ausência de oitiva do Ministério Público Federal. Aduzem, em seguida, que a decisão impugnada não considerou o prejuízo efetivo experimentado pelos reclamantes, tampouco a expressa determinação de reparação por meio de indenização, conforme disposto no acórdão prolatado no RE 90.059. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF Alegam, nesse contexto, que o ato reclamado determinou a restituição aos reclamantes somente da quantia arbitrada como valor do bem à época da doação, “ignorando o fato de que o valor a ele agregado, resultante do potencial construtivo dado em contrapartida, já se encontrava incorporado no patrimônio jurídico”. Requerem seja dado provimento ao agravo regimental, julgando-se procedente a reclamação, para desconstituir “o acórdão proferido pelo Eg. Superior Tribunal de Justiça e resguardado o direito à indenização dos reclamantes já reconhecido por este Excelso Pretório”. O Ministério Público Federal apontou que eventual nulidade seria suprida por sua manifestação neste agravo regimental, em função do efeito substitutivo do mencionado recurso. No mérito, opinou pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031096. Supremo Tribunal Federal RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF Alegam, nesse contexto, que o ato reclamado determinou a restituição aos reclamantes somente da quantia arbitrada como valor do bem à época da doação, “ignorando o fato de que o valor a ele agregado, resultante do potencial construtivo dado em contrapartida, já se encontrava incorporado no patrimônio jurídico”. Requerem seja dado provimento ao agravo regimental, julgando-se procedente a reclamação, para desconstituir “o acórdão proferido pelo Eg. Superior Tribunal de Justiça e resguardado o direito à indenização dos reclamantes já reconhecido por este Excelso Pretório”. O Ministério Público Federal apontou que eventual nulidade seria suprida por sua manifestação neste agravo regimental, em função do efeito substitutivo do mencionado recurso. No mérito, opinou pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. In casu, os agravantes insistem que o ato reclamado negou-lhes o direito à justa indenização reconhecido por esta Corte por ocasião do julgamento do RE 90.059. No entanto, conforme consignado na decisão agravada, inexiste afronta à autoridade do decisum proferido no recurso extraordinário em questão, haja vista que o ato reclamado apenas consignou que, diante da declaração de invalidade do negócio jurídico celebrado entre os reclamantes e o Município de São Paulo, não sendo possível o retorno das partes ao status quo ante, a solução é a indenização equivalente ao valor da parcela do imóvel que foi objeto de doação. O que se pretende, em verdade, com esta reclamação, é discutir o valor da indenização devida, o que não tem lugar na via escolhida. É o que se infere da argumentação dos reclamantes, senão vejamos: “O conceito de status quo ante, cujo retorno ficou expressamente determinado no acórdão apontado como desrespeitado, é incompatível com a conclusão do E. Superior Tribunal de Justiça e da própria r. decisão agravada, na medida em que o Município de São Paulo ficou autorizado a restituir aos Reclamantes tão somente quantia arbitrada como valor do bem à época da doação, ignorando o fato de que o valor a ele agregado, resultante do potencial construtivo dado em contrapartida, já se encontrava incorporado no patrimônio jurídico”. Sobressai, desse modo, a clara intenção dos reclamantes em provocar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. In casu, os agravantes insistem que o ato reclamado negou-lhes o direito à justa indenização reconhecido por esta Corte por ocasião do julgamento do RE 90.059. No entanto, conforme consignado na decisão agravada, inexiste afronta à autoridade do decisum proferido no recurso extraordinário em questão, haja vista que o ato reclamado apenas consignou que, diante da declaração de invalidade do negócio jurídico celebrado entre os reclamantes e o Município de São Paulo, não sendo possível o retorno das partes ao status quo ante, a solução é a indenização equivalente ao valor da parcela do imóvel que foi objeto de doação. O que se pretende, em verdade, com esta reclamação, é discutir o valor da indenização devida, o que não tem lugar na via escolhida. É o que se infere da argumentação dos reclamantes, senão vejamos: “O conceito de status quo ante, cujo retorno ficou expressamente determinado no acórdão apontado como desrespeitado, é incompatível com a conclusão do E. Superior Tribunal de Justiça e da própria r. decisão agravada, na medida em que o Município de São Paulo ficou autorizado a restituir aos Reclamantes tão somente quantia arbitrada como valor do bem à época da doação, ignorando o fato de que o valor a ele agregado, resultante do potencial construtivo dado em contrapartida, já se encontrava incorporado no patrimônio jurídico”. Sobressai, desse modo, a clara intenção dos reclamantes em provocar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF a manifestação do Supremo Tribunal Federal, por via transversa, acerca do debate relativo ao quantum indenizatório, deduzindo, para tanto, o instrumento processual da reclamação, destinado à preservação da autoridade das decisões desta Suprema Corte, como sucedâneo recursal. Consoante assentado neste Supremo Tribunal, a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l , da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Neste sentido, cito os precedentes: “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º.2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). “O instituto da reclamação não se presta para substituir recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Supremo Tribunal Federal RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF a manifestação do Supremo Tribunal Federal, por via transversa, acerca do debate relativo ao quantum indenizatório, deduzindo, para tanto, o instrumento processual da reclamação, destinado à preservação da autoridade das decisões desta Suprema Corte, como sucedâneo recursal. Consoante assentado neste Supremo Tribunal, a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l , da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Neste sentido, cito os precedentes: “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º.2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). “O instituto da reclamação não se presta para substituir recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo a quo. 2. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos determinantes” (Rcl 5.703-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 16.10.2009). Não merece, portanto, qualquer reforma a decisão agravada. Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Supremo Tribunal Federal RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo a quo. 2. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos determinantes” (Rcl 5.703-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 16.10.2009). Não merece, portanto, qualquer reforma a decisão agravada. Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058107 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058107 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8078674
2015-03-10T00:00:00
2015-03-26T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015.
SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO RE 90.059/SP. IMPROCEDÊNCIA. SUCEDÂNEO DE RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão proferida por esta Corte no RE 90.059/SP ressaltou que eventual lesão ao patrimônio dos reclamantes deverá ser reparada mediante indenização. Desta orientação não divergiu o ato reclamado. 2. A reclamação não pode ser manejada como sucedâneo de recurso. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido.
sjur298040
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO RECURSAL) Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 5703 AgR (TP), Rcl 10036 AgR (TP), RTJ 134/1033. - Veja RE 90059 do STF. Número de páginas: 7. Análise: 09/04/2015, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
12851
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
Rcl-AgR-segundo
acordaos
Rcl 12851 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO Recurso Extraordinário 90.059/SP. IMPROCEDÊNCIA. SUCEDÂNEO DE RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão proferida por esta Corte no Recurso Extraordinário 90.059/SP ressaltou que eventual lesão ao patrimônio dos reclamantes deverá ser reparada mediante indenização. Desta orientação não divergiu o ato reclamado. 2. A reclamação não pode ser manejada como sucedâneo de recurso. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031095. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Espólio de Arnaldo Wagih Abdalla e outros em face de decisão em que, reconsiderando decisum anterior, neguei seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECONSIDERAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. Nas suas razões de recurso, os agravantes sustentam, preliminarmente, a nulidade da decisão agravada em razão da ausência de oitiva do Ministério Público Federal. Aduzem, em seguida, que a decisão impugnada não considerou o prejuízo efetivo experimentado pelos reclamantes, tampouco a expressa determinação de reparação por meio de indenização, conforme disposto no acórdão prolatado no Recurso Extraordinário 90.059. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031096. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Espólio de Arnaldo Wagih Abdalla e outros em face de decisão em que, reconsiderando decisum anterior, neguei seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECONSIDERAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. Nas suas razões de recurso, os agravantes sustentam, preliminarmente, a nulidade da decisão agravada em razão da ausência de oitiva do Ministério Público Federal. Aduzem, em seguida, que a decisão impugnada não considerou o prejuízo efetivo experimentado pelos reclamantes, tampouco a expressa determinação de reparação por meio de indenização, conforme disposto no acórdão prolatado no Recurso Extraordinário 90.059. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF Alegam, nesse contexto, que o ato reclamado determinou a restituição aos reclamantes somente da quantia arbitrada como valor do bem à época da doação, “ignorando o fato de que o valor a ele agregado, resultante do potencial construtivo dado em contrapartida, já se encontrava incorporado no patrimônio jurídico”. Requerem seja dado provimento ao agravo regimental, julgando-se procedente a reclamação, para desconstituir “o acórdão proferido pelo Eg. Superior Tribunal de Justiça e resguardado o direito à indenização dos reclamantes já reconhecido por este Excelso Pretório”. O Ministério Público Federal apontou que eventual nulidade seria suprida por sua manifestação neste agravo regimental, em função do efeito substitutivo do mencionado recurso. No mérito, opinou pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031096. Supremo Tribunal Federal RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF Alegam, nesse contexto, que o ato reclamado determinou a restituição aos reclamantes somente da quantia arbitrada como valor do bem à época da doação, “ignorando o fato de que o valor a ele agregado, resultante do potencial construtivo dado em contrapartida, já se encontrava incorporado no patrimônio jurídico”. Requerem seja dado provimento ao agravo regimental, julgando-se procedente a reclamação, para desconstituir “o acórdão proferido pelo Eg. Superior Tribunal de Justiça e resguardado o direito à indenização dos reclamantes já reconhecido por este Excelso Pretório”. O Ministério Público Federal apontou que eventual nulidade seria suprida por sua manifestação neste agravo regimental, em função do efeito substitutivo do mencionado recurso. No mérito, opinou pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. In casu, os agravantes insistem que o ato reclamado negou-lhes o direito à justa indenização reconhecido por esta Corte por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 90.059. No entanto, conforme consignado na decisão agravada, inexiste afronta à autoridade do decisum proferido no recurso extraordinário em questão, haja vista que o ato reclamado apenas consignou que, diante da declaração de invalidade do negócio jurídico celebrado entre os reclamantes e o Município de São Paulo, não sendo possível o retorno das partes ao status quo ante, a solução é a indenização equivalente ao valor da parcela do imóvel que foi objeto de doação. O que se pretende, em verdade, com esta reclamação, é discutir o valor da indenização devida, o que não tem lugar na via escolhida. É o que se infere da argumentação dos reclamantes, senão vejamos: “O conceito de status quo ante, cujo retorno ficou expressamente determinado no acórdão apontado como desrespeitado, é incompatível com a conclusão do E. Superior Tribunal de Justiça e da própria r. decisão agravada, na medida em que o Município de São Paulo ficou autorizado a restituir aos Reclamantes tão somente quantia arbitrada como valor do bem à época da doação, ignorando o fato de que o valor a ele agregado, resultante do potencial construtivo dado em contrapartida, já se encontrava incorporado no patrimônio jurídico”. Sobressai, desse modo, a clara intenção dos reclamantes em provocar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. In casu, os agravantes insistem que o ato reclamado negou-lhes o direito à justa indenização reconhecido por esta Corte por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 90.059. No entanto, conforme consignado na decisão agravada, inexiste afronta à autoridade do decisum proferido no recurso extraordinário em questão, haja vista que o ato reclamado apenas consignou que, diante da declaração de invalidade do negócio jurídico celebrado entre os reclamantes e o Município de São Paulo, não sendo possível o retorno das partes ao status quo ante, a solução é a indenização equivalente ao valor da parcela do imóvel que foi objeto de doação. O que se pretende, em verdade, com esta reclamação, é discutir o valor da indenização devida, o que não tem lugar na via escolhida. É o que se infere da argumentação dos reclamantes, senão vejamos: “O conceito de status quo ante, cujo retorno ficou expressamente determinado no acórdão apontado como desrespeitado, é incompatível com a conclusão do E. Superior Tribunal de Justiça e da própria r. decisão agravada, na medida em que o Município de São Paulo ficou autorizado a restituir aos Reclamantes tão somente quantia arbitrada como valor do bem à época da doação, ignorando o fato de que o valor a ele agregado, resultante do potencial construtivo dado em contrapartida, já se encontrava incorporado no patrimônio jurídico”. Sobressai, desse modo, a clara intenção dos reclamantes em provocar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF a manifestação do Supremo Tribunal Federal, por via transversa, acerca do debate relativo ao quantum indenizatório, deduzindo, para tanto, o instrumento processual da reclamação, destinado à preservação da autoridade das decisões desta Suprema Corte, como sucedâneo recursal. Consoante assentado neste Supremo Tribunal, a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l , da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Neste sentido, cito os precedentes: “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1....2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). “O instituto da reclamação não se presta para substituir recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Supremo Tribunal Federal RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF a manifestação do Supremo Tribunal Federal, por via transversa, acerca do debate relativo ao quantum indenizatório, deduzindo, para tanto, o instrumento processual da reclamação, destinado à preservação da autoridade das decisões desta Suprema Corte, como sucedâneo recursal. Consoante assentado neste Supremo Tribunal, a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l , da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Neste sentido, cito os precedentes: “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1....2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). “O instituto da reclamação não se presta para substituir recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo a quo. 2. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos determinantes” (Rcl 5.703-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 16.10.2009). Não merece, portanto, qualquer reforma a decisão agravada. Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Supremo Tribunal Federal RCL 12851 AGR-SEGUNDO / DF específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo a quo. 2. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos determinantes” (Rcl 5.703-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 16.10.2009). Não merece, portanto, qualquer reforma a decisão agravada. Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8031097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058107 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.851 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESPOLIO DE ARNALDO WAGIH ABDALLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO MESQUITA RIBEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058107 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 12 . 851", "Recurso Extraordinário 90 . 059 / SP", "Recurso Extraordinário 90 . 059 / SP", "RECLAMAÇÃO 12 . 851", "Recurso Extraordinário 90 . 059 .", "RECLAMAÇÃO 12 . 851", "Recurso Extraordinário 90 . 059 .", "RCL 12851", "Recurso Extraordinário 90 . 059", "RECLAMAÇÃO 12 . 851", "Recurso Extraordinário 90 . 059", "RCL 12851", "Rcl 4 . 381 - AgR", "Rcl 10 . 036 - AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "Rcl 10 . 036 - AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RCL 12851 AGR - SEGUNDO / DF", "Rcl 5 . 703 - AgR", "RCL", "Rcl 5 . 703 - AgR", "RECLAMAÇÃO 12 . 851", "RECLAMAÇÃO 12 . 851" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "Município de São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "MUNICÍPIO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "Município", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Município", "Superior Tribunal de Justiça", "Município de", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Deputados", "Primeira Turma", 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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) :PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) :SILVESTRE DE LIMA NETO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CORREÇÃO MONETÁRIA DE DÉBITO TRABALHISTA. ÍNDICE. PARADIGMA COM EFEITOS VINCULANTES. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU ERRO MATERIAL. RECURSO ANTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DO CPC/15. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão omissão, contradição, obscuridade ou erro material. 2. Embargos de declaração desprovidos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 13 de setembro de 201. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686443. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 17471 ED / SP Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686443. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) :PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) :SILVESTRE DE LIMA NETO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos declaratórios opostos em face de decisão monocrática em que o Ministro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito, deu procedência à reclamação, nos seguintes termos: “Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta pelo Estado de São Paulo, contra acórdão prolatado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002- 38.2013.8.26.0000, que teria contrariado a decisão proferia pelo Ministro Luiz Fux nos autos das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357/DF e 4.425/DF, cujo pleito final é a cassação da decisão judicial que não aplicou o art. 1º-F da Lei 9.494/97. Consta dos autos que a medida liminar requerida foi concedida (documento eletrônico 7), a fim de sobrestar o referido mandado de segurança, sob o fundamento de o acórdão reclamado ter descumprido a medida cautelar ratificada pelo Plenário do STF, uma vez que se estabelecera índice de correção monetária diverso do fixado pelo art. 1º-F da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) :PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) :SILVESTRE DE LIMA NETO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos declaratórios opostos em face de decisão monocrática em que o Ministro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito, deu procedência à reclamação, nos seguintes termos: “Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta pelo Estado de São Paulo, contra acórdão prolatado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002- 38.2013.8.26.0000, que teria contrariado a decisão proferia pelo Ministro Luiz Fux nos autos das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357/DF e 4.425/DF, cujo pleito final é a cassação da decisão judicial que não aplicou o art. 1º-F da Lei 9.494/97. Consta dos autos que a medida liminar requerida foi concedida (documento eletrônico 7), a fim de sobrestar o referido mandado de segurança, sob o fundamento de o acórdão reclamado ter descumprido a medida cautelar ratificada pelo Plenário do STF, uma vez que se estabelecera índice de correção monetária diverso do fixado pelo art. 1º-F da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP Lei 9.494/97, com a redação dada pelo art. 5º da Lei 11.960/2009. As empresas interessadas apresentam aditamento à impugnação (documento 42) alegando que a decisão do Pleno desta Corte proferida nas ADIs 4.357 e 4.425 em 25/3/2015, modulando os efeitos da declaração de inconstitucionalidade da EC 62/09, apresentou fato novo aos autos. Arguem, outrossim, que: “A ‘liminar’ resultou no sobrestamento integral da execução do v. acórdão do CSTJ, que está sendo realizada pelo Egrégio TJSP, inclusive do pagamento de parte do saldo em débito reconhecido por este (não seria ‘aquele’) C. Tribunal Superior e mandado pagar em prol das credoras, após mais de 22 anos de luta judicial para afastar os improcedentes empecilhos causados pela devedora, que chegaram a lhe acarretar a multa de litigante de má-fé, por atos de notória protelação (v. acórdão dos Embargos de Declaração no REsp nº 403.329/SP, fls. e fls.). (pág. 2 do documento eletrônico 42; grifos no original). O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, apresentou parecer pela procedência da presente reclamação (documento eletrônico 15), cuja ementa transcrevo, in verbis: “Reclamação. Ofensa à decisão liminar nas ADIs 4.357 e 4.425. Ajuste de dívida pública por índice diverso do previsto no artigo 1º-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009. Procedência. Conforme cautelarmente determinado pelo Ministro Luiz Fux, em homenagem à segurança jurídica, até a decisão do Plenário da Suprema Corte acerca da modulação dos efeitos da decisão nas ADIs 4.357 e 4.425, deve-se observar o regime legal então vigente. Parecer pela procedência do pedido.” É o relatório. Passo ao exame do mérito. O Pleno desta Corte julgou parcialmente procedente as ADIs 4.357, 4.372 e 4.425 em 14/03/2013, com decisão de aplicação imediata de efeito erga omnes, considerando a qual julgou inconstitucional a expressão “índice oficial de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP Lei 9.494/97, com a redação dada pelo art. 5º da Lei 11.960/2009. As empresas interessadas apresentam aditamento à impugnação (documento 42) alegando que a decisão do Pleno desta Corte proferida nas ADIs 4.357 e 4.425 em 25/3/2015, modulando os efeitos da declaração de inconstitucionalidade da EC 62/09, apresentou fato novo aos autos. Arguem, outrossim, que: “A ‘liminar’ resultou no sobrestamento integral da execução do v. acórdão do CSTJ, que está sendo realizada pelo Egrégio TJSP, inclusive do pagamento de parte do saldo em débito reconhecido por este (não seria ‘aquele’) C. Tribunal Superior e mandado pagar em prol das credoras, após mais de 22 anos de luta judicial para afastar os improcedentes empecilhos causados pela devedora, que chegaram a lhe acarretar a multa de litigante de má-fé, por atos de notória protelação (v. acórdão dos Embargos de Declaração no REsp nº 403.329/SP, fls. e fls.). (pág. 2 do documento eletrônico 42; grifos no original). O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, apresentou parecer pela procedência da presente reclamação (documento eletrônico 15), cuja ementa transcrevo, in verbis: “Reclamação. Ofensa à decisão liminar nas ADIs 4.357 e 4.425. Ajuste de dívida pública por índice diverso do previsto no artigo 1º-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009. Procedência. Conforme cautelarmente determinado pelo Ministro Luiz Fux, em homenagem à segurança jurídica, até a decisão do Plenário da Suprema Corte acerca da modulação dos efeitos da decisão nas ADIs 4.357 e 4.425, deve-se observar o regime legal então vigente. Parecer pela procedência do pedido.” É o relatório. Passo ao exame do mérito. O Pleno desta Corte julgou parcialmente procedente as ADIs 4.357, 4.372 e 4.425 em 14/03/2013, com decisão de aplicação imediata de efeito erga omnes, considerando a qual julgou inconstitucional a expressão “índice oficial de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP remuneração da caderneta de poupança”, contida no parágrafo 12 do art. 100 da Constituição, com a redação dada pela Emenda Constitucional 62/2009. Posteriormente, após reclamação da Ordem dos Advogados do Brasil acerca de descumprimento e paralisação no pagamento dos precatórios pelos Estados da Federação, o Ministro Luiz Fux, Relator da ADI 4.357, proferiu medica cautelar, in verbis: “Trata-se de petição acostada aos autos pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil na qual se noticia a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Segundo narra a peça, 'os recursos estão disponíveis, mas a Presidência de alguns Tribunais entendeu por paralisar os pagamentos/levantamentos de valores enquanto não modulados os efeitos da r. decisão'. Requer-se, em seguida, seja determinada 'a continuidade dos pagamentos até que o e. Plenário module os efeitos da v. decisão, com a consequente expedição de ofícios a todos os Tribunais de Justiça'. Pede-se ainda sejam os entes devedores instados ao repasse e ao depósito dos recursos junto aos Tribunais locais, sob pena de incidência do regime sancionatório. É o relato suficiente. Decido. A decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade parcial da Emenda Constitucional nº 62/09, assentando a invalidade de regras jurídicas que agravem a situação jurídica do credor do Poder Público além dos limites constitucionalmente aceitáveis. Sem embargo, até que a Suprema Corte se pronuncie sobre o preciso alcance da sua decisão, não se justifica que os Tribunais Locais retrocedam na proteção dos direitos já reconhecidos em juízo. Carece de fundamento, por isso, a paralisação de pagamentos noticiada no requerimento em apreço. Destarte, determino, ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP remuneração da caderneta de poupança”, contida no parágrafo 12 do art. 100 da Constituição, com a redação dada pela Emenda Constitucional 62/2009. Posteriormente, após reclamação da Ordem dos Advogados do Brasil acerca de descumprimento e paralisação no pagamento dos precatórios pelos Estados da Federação, o Ministro Luiz Fux, Relator da ADI 4.357, proferiu medica cautelar, in verbis: “Trata-se de petição acostada aos autos pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil na qual se noticia a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Segundo narra a peça, 'os recursos estão disponíveis, mas a Presidência de alguns Tribunais entendeu por paralisar os pagamentos/levantamentos de valores enquanto não modulados os efeitos da r. decisão'. Requer-se, em seguida, seja determinada 'a continuidade dos pagamentos até que o e. Plenário module os efeitos da v. decisão, com a consequente expedição de ofícios a todos os Tribunais de Justiça'. Pede-se ainda sejam os entes devedores instados ao repasse e ao depósito dos recursos junto aos Tribunais locais, sob pena de incidência do regime sancionatório. É o relato suficiente. Decido. A decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade parcial da Emenda Constitucional nº 62/09, assentando a invalidade de regras jurídicas que agravem a situação jurídica do credor do Poder Público além dos limites constitucionalmente aceitáveis. Sem embargo, até que a Suprema Corte se pronuncie sobre o preciso alcance da sua decisão, não se justifica que os Tribunais Locais retrocedam na proteção dos direitos já reconhecidos em juízo. Carece de fundamento, por isso, a paralisação de pagamentos noticiada no requerimento em apreço. Destarte, determino, ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro” (grifos meus). Em 24/10/2013, o Plenário ratificou a referida cautelar e iniciou o exame de questão de ordem nessas ações diretas para definir a modulação dos efeitos de todas as declarações de inconstitucionalidade levadas a cabo no respectivo julgamento de mérito. Friso que, em 25/3/2015, houve julgamento definitivo acerca da modulação dos efeitos das decisões proferidas nas ADIs 4.357 e 4.425, definindo-se, assim, a limitação da declaração de inconstitucionalidade. Por oportuno, trago à colação trecho da decisão: “3. Confere-se eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade dos seguintes aspectos da ADI, fixando como marco inicial a data de conclusão do julgamento da presente questão de ordem (25.03.2015) e mantendo-se válidos os precatórios expedidos ou pagos até esta data, a saber: (i) fica mantida a aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR), nos termos da Emenda Constitucional nº 62/2009, até 25.03.2015, data após a qual (a) os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) e (b) os precatórios tributários deverão observar os mesmos critérios pelos quais a Fazenda Pública corrige seus créditos tributários; e (ii) ficam resguardados os precatórios expedidos, no âmbito da administração pública federal, com base nos arts. 27 das Leis nº 12.919/13 e nº 13.080/15, que fixam o IPCA-E como índice de correção monetária. (…) 5. Durante o período fixado no item 2 acima, ficam mantidas (i) a vinculação de percentuais mínimos da receita corrente líquida ao pagamento dos precatórios (art. 97, § 10, do ADCT) e (ii) as sanções para o caso de não liberação tempestiva dos recursos destinados ao pagamento de precatórios (art. 97, §10, do ADCT). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro” (grifos meus). Em 24/10/2013, o Plenário ratificou a referida cautelar e iniciou o exame de questão de ordem nessas ações diretas para definir a modulação dos efeitos de todas as declarações de inconstitucionalidade levadas a cabo no respectivo julgamento de mérito. Friso que, em 25/3/2015, houve julgamento definitivo acerca da modulação dos efeitos das decisões proferidas nas ADIs 4.357 e 4.425, definindo-se, assim, a limitação da declaração de inconstitucionalidade. Por oportuno, trago à colação trecho da decisão: “3. Confere-se eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade dos seguintes aspectos da ADI, fixando como marco inicial a data de conclusão do julgamento da presente questão de ordem (25.03.2015) e mantendo-se válidos os precatórios expedidos ou pagos até esta data, a saber: (i) fica mantida a aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR), nos termos da Emenda Constitucional nº 62/2009, até 25.03.2015, data após a qual (a) os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) e (b) os precatórios tributários deverão observar os mesmos critérios pelos quais a Fazenda Pública corrige seus créditos tributários; e (ii) ficam resguardados os precatórios expedidos, no âmbito da administração pública federal, com base nos arts. 27 das Leis nº 12.919/13 e nº 13.080/15, que fixam o IPCA-E como índice de correção monetária. (…) 5. Durante o período fixado no item 2 acima, ficam mantidas (i) a vinculação de percentuais mínimos da receita corrente líquida ao pagamento dos precatórios (art. 97, § 10, do ADCT) e (ii) as sanções para o caso de não liberação tempestiva dos recursos destinados ao pagamento de precatórios (art. 97, §10, do ADCT). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP 6. Delega-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que considere a apresentação de proposta normativa que discipline (i) a utilização compulsória de 50% dos recursos da conta de depósitos judiciais tributários para o pagamento de precatórios e (ii) a possibilidade de compensação de precatórios vencidos, próprios ou de terceiros, com o estoque de créditos inscritos em dívida ativa até 25.03.2015, por opção do credor do precatório”. Forçoso concluir que, até 25/3/2015, a correção dos créditos em precatórios deve ser calculada de acordo com o índice previsto na EC 62/2009, qual seja, o índice oficial da caderneta de poupança (TR); somente a partir de então deve ser aplicado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo e Especial (IPCA-E). No presente caso, ao tempo da decisão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002-38.2013.8.26.0000, estava em vigência a medida cautelar deferida, em 11/04/2013, válida apenas até a modulação temporal dos efeitos da decisão proferida nos autos da ADI 4.357/DF e da ADI 4.425/DF, que, in verbis: “[…] os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro [...]”. Uma vez que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a aplicação de índices de correção monetária sem ter considerado a suspensão de eficácia do julgamento de mérito das ADIs 4.357/DF e 4.425/DF (referendado pelo Pleno do STF em 24/10/2013), forçoso concluir que a decisão proferida pelo TJSP contrariou a autoridade do julgamento desta Corte. Nesse sentido transcrevo ementa de caso análogo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP 6. Delega-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que considere a apresentação de proposta normativa que discipline (i) a utilização compulsória de 50% dos recursos da conta de depósitos judiciais tributários para o pagamento de precatórios e (ii) a possibilidade de compensação de precatórios vencidos, próprios ou de terceiros, com o estoque de créditos inscritos em dívida ativa até 25.03.2015, por opção do credor do precatório”. Forçoso concluir que, até 25/3/2015, a correção dos créditos em precatórios deve ser calculada de acordo com o índice previsto na EC 62/2009, qual seja, o índice oficial da caderneta de poupança (TR); somente a partir de então deve ser aplicado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo e Especial (IPCA-E). No presente caso, ao tempo da decisão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002-38.2013.8.26.0000, estava em vigência a medida cautelar deferida, em 11/04/2013, válida apenas até a modulação temporal dos efeitos da decisão proferida nos autos da ADI 4.357/DF e da ADI 4.425/DF, que, in verbis: “[…] os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro [...]”. Uma vez que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a aplicação de índices de correção monetária sem ter considerado a suspensão de eficácia do julgamento de mérito das ADIs 4.357/DF e 4.425/DF (referendado pelo Pleno do STF em 24/10/2013), forçoso concluir que a decisão proferida pelo TJSP contrariou a autoridade do julgamento desta Corte. Nesse sentido transcrevo ementa de caso análogo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP recentemente julgado por esta Corte, in verbis: “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA NOS AUTOS DAS AÇÕES DIRETAS DE CONSTITUCIONALIDADE 4.357 E 4.425. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA SEM CONSIDERAR A SUSPENSÃO DA EFICÁCIA DO JULGAMENTO DE MÉRITO DAS REFERIDAS AÇÕES DIRETAS. RECLAMAÇÃO JULGADA PROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 16.983-AgR/RS, Relator Min. Teori Zavaski, Dje 14/10/2014) Isso posto, julgo procedente a reclamação, para cassar a decisão proferida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002-38.2013.8.26.0000. Determino, assim, que o Tribunal a quo profira outra decisão, respeitando os parâmetros e limites definidos pelo Plenário desta Corte em 25/3/2015, quando da modulação dos efeitos da decisão de mérito proferida nas ADIs 4.425 e 4.357. Publique-se. Brasília, 7 de maio de 2015. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI Relator” Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, omissão do acórdão recorrido no sentido de que “as suplicantes, respeitosamente, requerem se digne Vossa Excelência de esclarecer a respeito da competência da Colenda Suprema Corte para conhecer da matéria, que não foi julgada por este Colendo Tribunal, nem se enquadra na regulamentação decorrente da EC 62 e da Modulação fixada pelo CSTF.” Assevera-se, ainda, a inaplicabilidade da EC 62 em casos com decisões específicas, diferenciadas dos precatórios em geral. Em contraminuta, a parte ora Embargada pugnou pelo desprovimento dos embargos de declaração. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP recentemente julgado por esta Corte, in verbis: “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA NOS AUTOS DAS AÇÕES DIRETAS DE CONSTITUCIONALIDADE 4.357 E 4.425. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA SEM CONSIDERAR A SUSPENSÃO DA EFICÁCIA DO JULGAMENTO DE MÉRITO DAS REFERIDAS AÇÕES DIRETAS. RECLAMAÇÃO JULGADA PROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 16.983-AgR/RS, Relator Min. Teori Zavaski, Dje 14/10/2014) Isso posto, julgo procedente a reclamação, para cassar a decisão proferida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002-38.2013.8.26.0000. Determino, assim, que o Tribunal a quo profira outra decisão, respeitando os parâmetros e limites definidos pelo Plenário desta Corte em 25/3/2015, quando da modulação dos efeitos da decisão de mérito proferida nas ADIs 4.425 e 4.357. Publique-se. Brasília, 7 de maio de 2015. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI Relator” Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, omissão do acórdão recorrido no sentido de que “as suplicantes, respeitosamente, requerem se digne Vossa Excelência de esclarecer a respeito da competência da Colenda Suprema Corte para conhecer da matéria, que não foi julgada por este Colendo Tribunal, nem se enquadra na regulamentação decorrente da EC 62 e da Modulação fixada pelo CSTF.” Assevera-se, ainda, a inaplicabilidade da EC 62 em casos com decisões específicas, diferenciadas dos precatórios em geral. Em contraminuta, a parte ora Embargada pugnou pelo desprovimento dos embargos de declaração. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Embargante. Nos termos da legislação processual vigente à data da oposição do recurso, os embargos de declaração são cabíveis nos casos de obscuridade, contradição ou omissão da decisão impugnada. Na hipótese, não se constata nenhum dos referidos vícios. Na verdade, observa-se nítido caráter infringente nas alegações recursais, porquanto se busca à revisão da decisão embargada. Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento reiterado no sentido de que os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do assentado no julgado, em decorrência de inconformismo da parte Embargante. Conforme já posto na decisão monocrática, “Uma vez que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a aplicação de índices de correção monetária sem ter considerado a suspensão de eficácia do julgamento de mérito das ADIs 4.357/DF e 4.425/DF (referendado pelo Pleno do STF em 24/10/2013), forçoso concluir que a decisão proferida pelo TJSP contrariou a autoridade do julgamento desta Corte.” Por conseguinte, embora contrário aos interesses da parte Embargante, houve pronunciamento da decisão recorrida quanto ao tema, de modo que descabe falar em omissão. Ante o exposto, conheço dos embargos declaratórios a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686445. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Embargante. Nos termos da legislação processual vigente à data da oposição do recurso, os embargos de declaração são cabíveis nos casos de obscuridade, contradição ou omissão da decisão impugnada. Na hipótese, não se constata nenhum dos referidos vícios. Na verdade, observa-se nítido caráter infringente nas alegações recursais, porquanto se busca à revisão da decisão embargada. Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento reiterado no sentido de que os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do assentado no julgado, em decorrência de inconformismo da parte Embargante. Conforme já posto na decisão monocrática, “Uma vez que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a aplicação de índices de correção monetária sem ter considerado a suspensão de eficácia do julgamento de mérito das ADIs 4.357/DF e 4.425/DF (referendado pelo Pleno do STF em 24/10/2013), forçoso concluir que a decisão proferida pelo TJSP contrariou a autoridade do julgamento desta Corte.” Por conseguinte, embora contrário aos interesses da parte Embargante, houve pronunciamento da decisão recorrida quanto ao tema, de modo que descabe falar em omissão. Ante o exposto, conheço dos embargos declaratórios a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) : PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) : SILVESTRE DE LIMA NETO (29234/SP) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706797 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) : PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) : SILVESTRE DE LIMA NETO (29234/SP) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706797 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11707253
2016-09-13T00:00:00
2016-09-27T00:00:00
A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016.
EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CORREÇÃO MONETÁRIA DE DÉBITO TRABALHISTA. ÍNDICE. PARADIGMA COM EFEITOS VINCULANTES. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU ERRO MATERIAL. RECURSO ANTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DO CPC/15. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão omissão, contradição, obscuridade ou erro material. 2. Embargos de declaração desprovidos.
sjur356984
Número de páginas: 11. Análise: 07/10/2016, MJC.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
17471
null
Rcl-ED
acordaos
Rcl 17471 ED
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EMBTE.(S) : SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) : PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) : SILVESTRE DE LIMA NETO EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) :PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) :SILVESTRE DE LIMA NETO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CORREÇÃO MONETÁRIA DE DÉBITO TRABALHISTA. ÍNDICE. PARADIGMA COM EFEITOS VINCULANTES. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU ERRO MATERIAL. RECURSO ANTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DO Código de Processo Civil/15. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão omissão, contradição, obscuridade ou erro material. 2. Embargos de declaração desprovidos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 13 de setembro de 201. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686443. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 17471 ED / SP Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686443. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) :PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) :SILVESTRE DE LIMA NETO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos declaratórios opostos em face de decisão monocrática em que o Ministro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito, deu procedência à reclamação, nos seguintes termos: “Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta pelo Estado de São Paulo, contra acórdão prolatado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002- 38.2013.8.26.0000, que teria contrariado a decisão proferia pelo Ministro Luiz Fux nos autos das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357/DF e 4.425/DF, cujo pleito final é a cassação da decisão judicial que não aplicou o art. 1...-F da Lei 9.494/97. Consta dos autos que a medida liminar requerida foi concedida (documento eletrônico 7), a fim de sobrestar o referido mandado de segurança, sob o fundamento de o acórdão reclamado ter descumprido a medida cautelar ratificada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, uma vez que se estabelecera índice de correção monetária diverso do fixado pelo art. 1...-F da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) :PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) :SILVESTRE DE LIMA NETO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos declaratórios opostos em face de decisão monocrática em que o Ministro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito, deu procedência à reclamação, nos seguintes termos: “Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta pelo Estado de São Paulo, contra acórdão prolatado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002- 38.2013.8.26.0000, que teria contrariado a decisão proferia pelo Ministro Luiz Fux nos autos das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357/DF e 4.425/DF, cujo pleito final é a cassação da decisão judicial que não aplicou o art. 1...-F da Lei 9.494/97. Consta dos autos que a medida liminar requerida foi concedida (documento eletrônico 7), a fim de sobrestar o referido mandado de segurança, sob o fundamento de o acórdão reclamado ter descumprido a medida cautelar ratificada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, uma vez que se estabelecera índice de correção monetária diverso do fixado pelo art. 1...-F da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP Lei 9.494/97, com a redação dada pelo art. 5... da Lei 11.960/2009. As empresas interessadas apresentam aditamento à impugnação (documento 42) alegando que a decisão do Pleno desta Corte proferida nas ADIs 4.357 e 4.425 em 25/3/2015, modulando os efeitos da declaração de inconstitucionalidade da EC 62/09, apresentou fato novo aos autos. Arguem, outrossim, que: “A ‘liminar’ resultou no sobrestamento integral da execução do v. acórdão do CSTJ, que está sendo realizada pelo Egrégio TJSP, inclusive do pagamento de parte do saldo em débito reconhecido por este (não seria ‘aquele’) C. Tribunal Superior e mandado pagar em prol das credoras, após mais de 22 anos de luta judicial para afastar os improcedentes empecilhos causados pela devedora, que chegaram a lhe acarretar a multa de litigante de má-fé, por atos de notória protelação (v. acórdão dos Embargos de Declaração no REsp n 403.329/SP, fls. e fls.). (pág. 2 do documento eletrônico 42; grifos no original). O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, apresentou parecer pela procedência da presente reclamação (documento eletrônico 15), cuja ementa transcrevo, in verbis: “Reclamação. Ofensa à decisão liminar nas ADIs 4.357 e 4.425. Ajuste de dívida pública por índice diverso do previsto no artigo 1...-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009. Procedência. Conforme cautelarmente determinado pelo Ministro Luiz Fux, em homenagem à segurança jurídica, até a decisão do Plenário da Suprema Corte acerca da modulação dos efeitos da decisão nas ADIs 4.357 e 4.425, deve-se observar o regime legal então vigente. Parecer pela procedência do pedido.” É o relatório. Passo ao exame do mérito. O Pleno desta Corte julgou parcialmente procedente as ADIs 4.357, 4.372 e 4.425 em 14/03/2013, com decisão de aplicação imediata de efeito erga omnes, considerando a qual julgou inconstitucional a expressão “índice oficial de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP Lei 9.494/97, com a redação dada pelo art. 5... da Lei 11.960/2009. As empresas interessadas apresentam aditamento à impugnação (documento 42) alegando que a decisão do Pleno desta Corte proferida nas ADIs 4.357 e 4.425 em 25/3/2015, modulando os efeitos da declaração de inconstitucionalidade da EC 62/09, apresentou fato novo aos autos. Arguem, outrossim, que: “A ‘liminar’ resultou no sobrestamento integral da execução do v. acórdão do CSTJ, que está sendo realizada pelo Egrégio TJSP, inclusive do pagamento de parte do saldo em débito reconhecido por este (não seria ‘aquele’) C. Tribunal Superior e mandado pagar em prol das credoras, após mais de 22 anos de luta judicial para afastar os improcedentes empecilhos causados pela devedora, que chegaram a lhe acarretar a multa de litigante de má-fé, por atos de notória protelação (v. acórdão dos Embargos de Declaração no REsp n 403.329/SP, fls. e fls.). (pág. 2 do documento eletrônico 42; grifos no original). O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, apresentou parecer pela procedência da presente reclamação (documento eletrônico 15), cuja ementa transcrevo, in verbis: “Reclamação. Ofensa à decisão liminar nas ADIs 4.357 e 4.425. Ajuste de dívida pública por índice diverso do previsto no artigo 1...-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009. Procedência. Conforme cautelarmente determinado pelo Ministro Luiz Fux, em homenagem à segurança jurídica, até a decisão do Plenário da Suprema Corte acerca da modulação dos efeitos da decisão nas ADIs 4.357 e 4.425, deve-se observar o regime legal então vigente. Parecer pela procedência do pedido.” É o relatório. Passo ao exame do mérito. O Pleno desta Corte julgou parcialmente procedente as ADIs 4.357, 4.372 e 4.425 em 14/03/2013, com decisão de aplicação imediata de efeito erga omnes, considerando a qual julgou inconstitucional a expressão “índice oficial de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP remuneração da caderneta de poupança”, contida no parágrafo 12 do art. 100 da Constituição, com a redação dada pela Emenda Constitucional 62/2009. Posteriormente, após reclamação da Ordem dos Advogados do Brasil acerca de descumprimento e paralisação no pagamento dos precatórios pelos Estados da Federação, o Ministro Luiz Fux, Relator da ADI 4.357, proferiu medica cautelar, in verbis: “Trata-se de petição acostada aos autos pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil na qual se noticia a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Segundo narra a peça, 'os recursos estão disponíveis, mas a Presidência de alguns Tribunais entendeu por paralisar os pagamentos/levantamentos de valores enquanto não modulados os efeitos da r. decisão'. Requer-se, em seguida, seja determinada 'a continuidade dos pagamentos até que o e. Plenário module os efeitos da v. decisão, com a consequente expedição de ofícios a todos os Tribunais de Justiça'. Pede-se ainda sejam os entes devedores instados ao repasse e ao depósito dos recursos junto aos Tribunais locais, sob pena de incidência do regime sancionatório. É o relato suficiente. Decido. A decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade parcial da Emenda Constitucional n 62/09, assentando a invalidade de regras jurídicas que agravem a situação jurídica do credor do Poder Público além dos limites constitucionalmente aceitáveis. Sem embargo, até que a Suprema Corte se pronuncie sobre o preciso alcance da sua decisão, não se justifica que os Tribunais Locais retrocedam na proteção dos direitos já reconhecidos em juízo. Carece de fundamento, por isso, a paralisação de pagamentos noticiada no requerimento em apreço. Destarte, determino, ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP remuneração da caderneta de poupança”, contida no parágrafo 12 do art. 100 da Constituição, com a redação dada pela Emenda Constitucional 62/2009. Posteriormente, após reclamação da Ordem dos Advogados do Brasil acerca de descumprimento e paralisação no pagamento dos precatórios pelos Estados da Federação, o Ministro Luiz Fux, Relator da ADI 4.357, proferiu medica cautelar, in verbis: “Trata-se de petição acostada aos autos pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil na qual se noticia a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Segundo narra a peça, 'os recursos estão disponíveis, mas a Presidência de alguns Tribunais entendeu por paralisar os pagamentos/levantamentos de valores enquanto não modulados os efeitos da r. decisão'. Requer-se, em seguida, seja determinada 'a continuidade dos pagamentos até que o e. Plenário module os efeitos da v. decisão, com a consequente expedição de ofícios a todos os Tribunais de Justiça'. Pede-se ainda sejam os entes devedores instados ao repasse e ao depósito dos recursos junto aos Tribunais locais, sob pena de incidência do regime sancionatório. É o relato suficiente. Decido. A decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade parcial da Emenda Constitucional n 62/09, assentando a invalidade de regras jurídicas que agravem a situação jurídica do credor do Poder Público além dos limites constitucionalmente aceitáveis. Sem embargo, até que a Suprema Corte se pronuncie sobre o preciso alcance da sua decisão, não se justifica que os Tribunais Locais retrocedam na proteção dos direitos já reconhecidos em juízo. Carece de fundamento, por isso, a paralisação de pagamentos noticiada no requerimento em apreço. Destarte, determino, ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro” (grifos meus). Em 24/10/2013, o Plenário ratificou a referida cautelar e iniciou o exame de questão de ordem nessas ações diretas para definir a modulação dos efeitos de todas as declarações de inconstitucionalidade levadas a cabo no respectivo julgamento de mérito. Friso que, em 25/3/2015, houve julgamento definitivo acerca da modulação dos efeitos das decisões proferidas nas ADIs 4.357 e 4.425, definindo-se, assim, a limitação da declaração de inconstitucionalidade. Por oportuno, trago à colação trecho da decisão: “3. Confere-se eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade dos seguintes aspectos da ADI, fixando como marco inicial a data de conclusão do julgamento da presente questão de ordem (25.03.2015) e mantendo-se válidos os precatórios expedidos ou pagos até esta data, a saber: (i) fica mantida a aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR), nos termos da Emenda Constitucional n 62/2009, até 25.03.2015, data após a qual (a) os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) e (b) os precatórios tributários deverão observar os mesmos critérios pelos quais a Fazenda Pública corrige seus créditos tributários; e (ii) ficam resguardados os precatórios expedidos, no âmbito da administração pública federal, com base nos arts. 27 das Leis n 12.919/13 e n 13.080/15, que fixam o IPCA-E como índice de correção monetária. (…) 5. Durante o período fixado no item 2 acima, ficam mantidas (i) a vinculação de percentuais mínimos da receita corrente líquida ao pagamento dos precatórios (art. 97, § 10, do ADCT) e (ii) as sanções para o caso de não liberação tempestiva dos recursos destinados ao pagamento de precatórios (art. 97, §10, do ADCT). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro” (grifos meus). Em 24/10/2013, o Plenário ratificou a referida cautelar e iniciou o exame de questão de ordem nessas ações diretas para definir a modulação dos efeitos de todas as declarações de inconstitucionalidade levadas a cabo no respectivo julgamento de mérito. Friso que, em 25/3/2015, houve julgamento definitivo acerca da modulação dos efeitos das decisões proferidas nas ADIs 4.357 e 4.425, definindo-se, assim, a limitação da declaração de inconstitucionalidade. Por oportuno, trago à colação trecho da decisão: “3. Confere-se eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade dos seguintes aspectos da ADI, fixando como marco inicial a data de conclusão do julgamento da presente questão de ordem (25.03.2015) e mantendo-se válidos os precatórios expedidos ou pagos até esta data, a saber: (i) fica mantida a aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR), nos termos da Emenda Constitucional n 62/2009, até 25.03.2015, data após a qual (a) os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) e (b) os precatórios tributários deverão observar os mesmos critérios pelos quais a Fazenda Pública corrige seus créditos tributários; e (ii) ficam resguardados os precatórios expedidos, no âmbito da administração pública federal, com base nos arts. 27 das Leis n 12.919/13 e n 13.080/15, que fixam o IPCA-E como índice de correção monetária. (…) 5. Durante o período fixado no item 2 acima, ficam mantidas (i) a vinculação de percentuais mínimos da receita corrente líquida ao pagamento dos precatórios (art. 97, § 10, do ADCT) e (ii) as sanções para o caso de não liberação tempestiva dos recursos destinados ao pagamento de precatórios (art. 97, §10, do ADCT). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP 6. Delega-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que considere a apresentação de proposta normativa que discipline (i) a utilização compulsória de 50% dos recursos da conta de depósitos judiciais tributários para o pagamento de precatórios e (ii) a possibilidade de compensação de precatórios vencidos, próprios ou de terceiros, com o estoque de créditos inscritos em dívida ativa até 25.03.2015, por opção do credor do precatório”. Forçoso concluir que, até 25/3/2015, a correção dos créditos em precatórios deve ser calculada de acordo com o índice previsto na EC 62/2009, qual seja, o índice oficial da caderneta de poupança (TR); somente a partir de então deve ser aplicado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo e Especial (IPCA-E). No presente caso, ao tempo da decisão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002-38.2013.8.26.0000, estava em vigência a medida cautelar deferida, em 11/04/2013, válida apenas até a modulação temporal dos efeitos da decisão proferida nos autos da ADI 4.357/DF e da ADI 4.425/DF, que, in verbis: “[…] os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro [...]”. Uma vez que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a aplicação de índices de correção monetária sem ter considerado a suspensão de eficácia do julgamento de mérito das ADIs 4.357/DF e 4.425/DF (referendado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal em 24/10/2013), forçoso concluir que a decisão proferida pelo TJSP contrariou a autoridade do julgamento desta Corte. Nesse sentido transcrevo ementa de caso análogo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP 6. Delega-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que considere a apresentação de proposta normativa que discipline (i) a utilização compulsória de 50% dos recursos da conta de depósitos judiciais tributários para o pagamento de precatórios e (ii) a possibilidade de compensação de precatórios vencidos, próprios ou de terceiros, com o estoque de créditos inscritos em dívida ativa até 25.03.2015, por opção do credor do precatório”. Forçoso concluir que, até 25/3/2015, a correção dos créditos em precatórios deve ser calculada de acordo com o índice previsto na EC 62/2009, qual seja, o índice oficial da caderneta de poupança (TR); somente a partir de então deve ser aplicado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo e Especial (IPCA-E). No presente caso, ao tempo da decisão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002-38.2013.8.26.0000, estava em vigência a medida cautelar deferida, em 11/04/2013, válida apenas até a modulação temporal dos efeitos da decisão proferida nos autos da ADI 4.357/DF e da ADI 4.425/DF, que, in verbis: “[…] os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro [...]”. Uma vez que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a aplicação de índices de correção monetária sem ter considerado a suspensão de eficácia do julgamento de mérito das ADIs 4.357/DF e 4.425/DF (referendado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal em 24/10/2013), forçoso concluir que a decisão proferida pelo TJSP contrariou a autoridade do julgamento desta Corte. Nesse sentido transcrevo ementa de caso análogo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP recentemente julgado por esta Corte, in verbis: “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA NOS AUTOS DAS AÇÕES DIRETAS DE CONSTITUCIONALIDADE 4.357 E 4.425. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA SEM CONSIDERAR A SUSPENSÃO DA EFICÁCIA DO JULGAMENTO DE MÉRITO DAS REFERIDAS AÇÕES DIRETAS. RECLAMAÇÃO JULGADA PROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 16.983-AgR/RS, Relator Min. Teori Zavaski, Dje 14/10/2014) Isso posto, julgo procedente a reclamação, para cassar a decisão proferida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002-38.2013.8.26.0000. Determino, assim, que o Tribunal a quo profira outra decisão, respeitando os parâmetros e limites definidos pelo Plenário desta Corte em 25/3/2015, quando da modulação dos efeitos da decisão de mérito proferida nas ADIs 4.425 e 4.357. Publique-se. Brasília, 7 de maio de 2015. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI Relator” Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, omissão do acórdão recorrido no sentido de que “as suplicantes, respeitosamente, requerem se digne Vossa Excelência de esclarecer a respeito da competência da Colenda Suprema Corte para conhecer da matéria, que não foi julgada por este Colendo Tribunal, nem se enquadra na regulamentação decorrente da EC 62 e da Modulação fixada pelo CSTF.” Assevera-se, ainda, a inaplicabilidade da EC 62 em casos com decisões específicas, diferenciadas dos precatórios em geral. Em contraminuta, a parte ora Embargada pugnou pelo desprovimento dos embargos de declaração. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP recentemente julgado por esta Corte, in verbis: “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA NOS AUTOS DAS AÇÕES DIRETAS DE CONSTITUCIONALIDADE 4.357 E 4.425. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA SEM CONSIDERAR A SUSPENSÃO DA EFICÁCIA DO JULGAMENTO DE MÉRITO DAS REFERIDAS AÇÕES DIRETAS. RECLAMAÇÃO JULGADA PROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 16.983-AgR/RS, Relator Min. Teori Zavaski, Dje 14/10/2014) Isso posto, julgo procedente a reclamação, para cassar a decisão proferida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 00922002-38.2013.8.26.0000. Determino, assim, que o Tribunal a quo profira outra decisão, respeitando os parâmetros e limites definidos pelo Plenário desta Corte em 25/3/2015, quando da modulação dos efeitos da decisão de mérito proferida nas ADIs 4.425 e 4.357. Publique-se. Brasília, 7 de maio de 2015. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI Relator” Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, omissão do acórdão recorrido no sentido de que “as suplicantes, respeitosamente, requerem se digne Vossa Excelência de esclarecer a respeito da competência da Colenda Suprema Corte para conhecer da matéria, que não foi julgada por este Colendo Tribunal, nem se enquadra na regulamentação decorrente da EC 62 e da Modulação fixada pelo CSTF.” Assevera-se, ainda, a inaplicabilidade da EC 62 em casos com decisões específicas, diferenciadas dos precatórios em geral. Em contraminuta, a parte ora Embargada pugnou pelo desprovimento dos embargos de declaração. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Relatório RCL 17471 ED / SP É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Supremo Tribunal Federal RCL 17471 ED / SP É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Embargante. Nos termos da legislação processual vigente à data da oposição do recurso, os embargos de declaração são cabíveis nos casos de obscuridade, contradição ou omissão da decisão impugnada. Na hipótese, não se constata nenhum dos referidos vícios. Na verdade, observa-se nítido caráter infringente nas alegações recursais, porquanto se busca à revisão da decisão embargada. Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento reiterado no sentido de que os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do assentado no julgado, em decorrência de inconformismo da parte Embargante. Conforme já posto na decisão monocrática, “Uma vez que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a aplicação de índices de correção monetária sem ter considerado a suspensão de eficácia do julgamento de mérito das ADIs 4.357/DF e 4.425/DF (referendado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal em 24/10/2013), forçoso concluir que a decisão proferida pelo TJSP contrariou a autoridade do julgamento desta Corte.” Por conseguinte, embora contrário aos interesses da parte Embargante, houve pronunciamento da decisão recorrida quanto ao tema, de modo que descabe falar em omissão. Ante o exposto, conheço dos embargos declaratórios a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686445. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Embargante. Nos termos da legislação processual vigente à data da oposição do recurso, os embargos de declaração são cabíveis nos casos de obscuridade, contradição ou omissão da decisão impugnada. Na hipótese, não se constata nenhum dos referidos vícios. Na verdade, observa-se nítido caráter infringente nas alegações recursais, porquanto se busca à revisão da decisão embargada. Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento reiterado no sentido de que os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do assentado no julgado, em decorrência de inconformismo da parte Embargante. Conforme já posto na decisão monocrática, “Uma vez que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a aplicação de índices de correção monetária sem ter considerado a suspensão de eficácia do julgamento de mérito das ADIs 4.357/DF e 4.425/DF (referendado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal em 24/10/2013), forçoso concluir que a decisão proferida pelo TJSP contrariou a autoridade do julgamento desta Corte.” Por conseguinte, embora contrário aos interesses da parte Embargante, houve pronunciamento da decisão recorrida quanto ao tema, de modo que descabe falar em omissão. Ante o exposto, conheço dos embargos declaratórios a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11686445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) : PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) : SILVESTRE DE LIMA NETO (29234/SP) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706797 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 17.471 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA EMBTE.(S) : PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA ADV.(A/S) : SILVESTRE DE LIMA NETO (29234/SP) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706797 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RCL 17471 ED /", "Mandado de Segurança 00922002 - 38 . 2013 . 8 . 26 . 0000", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357 / DF", "4", ".", "425", "/ DF", "Mandado de Segurança 00922002 - 38 . 2013 . 8 . 26 . 0000", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357 / DF", "4", ".", "425", "/", "DF", "RCL 17471 ED / SP", "ADIs 4 . 357", "REsp n 403 . 329 / SP", "ADIs", "ADIs 4 . 357", "ADIs 4 . 357", "ADIs 4 . 357", "Embargos de Declaração no REsp n 403 . 329 / SP", "ADIs 4 . 357", "ADIs 4 . 357", "ADIs 4 . 357", "ADI 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade", "ADI 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4 . 357", "4", ".", "425", "RCL 17471 ED / SP", "ADIs 4 . 357", "4", ".", "425", "RCL 17471 ED / SP", "ADIs 4 . 357", "4", ".", "425", "Mandado de Segurança 00922002 - 38 . 2013 . 8 . 26 . 0000", "ADI 4 . 357 / DF", "ADI 4 . 425 / DF", "ADIs 4 . 357 / DF", "4", ".", "425", "/", "DF", "Mandado de Segurança 00922002 - 38 . 2013 . 8 . 26 . 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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 494 / 97", "art . 5 . . . da Lei 11 . 960 / 2009", "EC 62 / 09", "artigo 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "Lei 11 . 960 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 12 do art . 100 da Constituição", "Emenda Constitucional 62 / 2009", "Emenda Constitucional n 62 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 12 do art . 100 da Constituição", "Emenda Constitucional 62 / 2009", "Emenda Constitucional n 62 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "arts . 27 das Leis n 12 . 919 / 13", "n", "13", ".", "080", "/", "15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "arts . 27 das Leis n 12 . 919 / 13", "n", "13", ".", "080", "/", "15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 62 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 62 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 62", "EC 62", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 62", "EC 62", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SANTA VIRGÍNIA AGROPECUÁRIA LTDA", "PONTE ALTA AGROPECUÁRIA LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", 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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :MICHAEL LYNN ADV.(A/S) :CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) :ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) EMBARGOS DECLARATÓRIOS – SUCESSIVIDADE. Os segundos embargos declaratórios pressupõem o surgimento de vício quando do julgamento dos primeiros. PROCESSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – ADVOGADOS – DIVERSIDADE. Uma vez existentes vários advogados credenciados no processo, a renúncia de um deles aos poderes recebidos não implica falta de representação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em conhecer, em parte, dos embargos de declaração e, nessa parte, dar provimento para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :MICHAEL LYNN ADV.(A/S) :CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) :ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: Em 16 de dezembro de 2014, a Primeira Turma, por unanimidade, assentou a viabilidade da entrega do extraditando ao Governo da República da Irlanda no tocante ao delito definido na legislação como roubo – excluindo-se os crimes de falsificação de documento e uso de documento falso –, fenômeno a cargo da Chefia do Estado Brasileiro, observada a detração (folha 989 a 999). Interpostos declaratórios pelo extraditando, foram providos pela Turma apenas para retificar a data do cumprimento do mandado de prisão, considerada a detração, prestando-se, no mais, esclarecimentos (folha 1.107 a 1.113). O extraditando formalizou os segundos embargos de declaração (folha 1.115 a 1.130). Alega a nulidade do julgamento dos primeiros embargos, devido à não notificação do embargante para constituir novos patronos, ante a renúncia daquela que o assistia. Assevera que não poderia ter havido a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679406. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :MICHAEL LYNN ADV.(A/S) :CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) :ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: Em 16 de dezembro de 2014, a Primeira Turma, por unanimidade, assentou a viabilidade da entrega do extraditando ao Governo da República da Irlanda no tocante ao delito definido na legislação como roubo – excluindo-se os crimes de falsificação de documento e uso de documento falso –, fenômeno a cargo da Chefia do Estado Brasileiro, observada a detração (folha 989 a 999). Interpostos declaratórios pelo extraditando, foram providos pela Turma apenas para retificar a data do cumprimento do mandado de prisão, considerada a detração, prestando-se, no mais, esclarecimentos (folha 1.107 a 1.113). O extraditando formalizou os segundos embargos de declaração (folha 1.115 a 1.130). Alega a nulidade do julgamento dos primeiros embargos, devido à não notificação do embargante para constituir novos patronos, ante a renúncia daquela que o assistia. Assevera que não poderia ter havido a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório EXT 1326 ED-ED / DF juntada de documento em língua inglesa, sem tradução para o vernáculo, na qual o Governo requerente se comprometeria a “cumprir o Princípio da Especialidade e a realizar a detração do período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil”. Diz da obscuridade do acórdão, no que se reconheceu a “inaplicabilidade do regime de prescrição da legislação brasileira ao caso dos autos”, destacando ser delito prescritível à luz do ordenamento nacional, embora imprescritível na Irlanda. Assinala, também, estar o pronunciamento obscuro no tocante à existência de efetiva ordem de prisão contra o extraditando. O embargado manifesta-se pelo desprovimento do recurso (folha 1.147 a 1.150). O embargante, por meio da petição/STF nº 23.043, reitera o veiculado nos embargos (folha 1.154 a 1.159). O Ministério da Justiça, mediante a petição/STF nº 28.902, solicita “previsão de data para o envio da decisão definitiva do julgamento do pedido de extradição” (folhas 1.163 e 1.164). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679406. Supremo Tribunal Federal EXT 1326 ED-ED / DF juntada de documento em língua inglesa, sem tradução para o vernáculo, na qual o Governo requerente se comprometeria a “cumprir o Princípio da Especialidade e a realizar a detração do período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil”. Diz da obscuridade do acórdão, no que se reconheceu a “inaplicabilidade do regime de prescrição da legislação brasileira ao caso dos autos”, destacando ser delito prescritível à luz do ordenamento nacional, embora imprescritível na Irlanda. Assinala, também, estar o pronunciamento obscuro no tocante à existência de efetiva ordem de prisão contra o extraditando. O embargado manifesta-se pelo desprovimento do recurso (folha 1.147 a 1.150). O embargante, por meio da petição/STF nº 23.043, reitera o veiculado nos embargos (folha 1.154 a 1.159). O Ministério da Justiça, mediante a petição/STF nº 28.902, solicita “previsão de data para o envio da decisão definitiva do julgamento do pedido de extradição” (folhas 1.163 e 1.164). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL V O T O Observem serem estes os segundos embargos declaratórios. A admissibilidade é estrita. Somente cabe o exame quanto a vício surgido, pela vez primeira, quando do julgamento dos anteriores. Assim, das matérias veiculadas, apenas cumpre analisar a articulação sobre a alegação de, na apreciação dos anteriores, o embargante ter surgido indefeso, bem como a de obscuridade no acórdão resultante dos primeiros declaratórios. No tocante à representação processual, na ocasião do julgamento dos primeiros embargos, em 16 de fevereiro de 2016, o extraditando não se mostrava indefeso – embora a patrona tenha protocolado petição, renunciando aos poderes outorgados, em 30 de setembro de 2015 (folha 1.099), determinando-se a retificação do cabeçalho (folha 1.104). Isso porque os advogados subscritores dos segundos embargos já vinham atuando ativamente no processo, inclusive antes do substabelecimento de folha 874, formalizado em 27 de maio de 2014, presentes as petições juntadas às folhas 850, 883 e 884, de 14 e 28 de abril e 7 de maio anteriores, firmadas também pelo extraditando. O quadro revela que procediam em favor do extraditando, com a plena ciência e aquiescência deste. Aponto, perante o Supremo, as peças de folhas 863 a 873, 953 a 959 – nas quais houve a interposição de agravo, declarado prejudicado pela Turma, quando do exame do pedido de extradição – e 1.066. A própria advogada requereu que a renúncia passasse a surtir efeitos imediatamente, “considerando que há outros constituintes atuando no feito e que o extraditando já foi devidamente notificado” (folha 1.099). Improcede, assim, o vício articulado. Sob o ângulo da obscuridade, considerada a regência da prescrição pela legislação brasileira, a Turma, quando da análise dos primeiros embargos, consignou que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679407. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL V O T O Observem serem estes os segundos embargos declaratórios. A admissibilidade é estrita. Somente cabe o exame quanto a vício surgido, pela vez primeira, quando do julgamento dos anteriores. Assim, das matérias veiculadas, apenas cumpre analisar a articulação sobre a alegação de, na apreciação dos anteriores, o embargante ter surgido indefeso, bem como a de obscuridade no acórdão resultante dos primeiros declaratórios. No tocante à representação processual, na ocasião do julgamento dos primeiros embargos, em 16 de fevereiro de 2016, o extraditando não se mostrava indefeso – embora a patrona tenha protocolado petição, renunciando aos poderes outorgados, em 30 de setembro de 2015 (folha 1.099), determinando-se a retificação do cabeçalho (folha 1.104). Isso porque os advogados subscritores dos segundos embargos já vinham atuando ativamente no processo, inclusive antes do substabelecimento de folha 874, formalizado em 27 de maio de 2014, presentes as petições juntadas às folhas 850, 883 e 884, de 14 e 28 de abril e 7 de maio anteriores, firmadas também pelo extraditando. O quadro revela que procediam em favor do extraditando, com a plena ciência e aquiescência deste. Aponto, perante o Supremo, as peças de folhas 863 a 873, 953 a 959 – nas quais houve a interposição de agravo, declarado prejudicado pela Turma, quando do exame do pedido de extradição – e 1.066. A própria advogada requereu que a renúncia passasse a surtir efeitos imediatamente, “considerando que há outros constituintes atuando no feito e que o extraditando já foi devidamente notificado” (folha 1.099). Improcede, assim, o vício articulado. Sob o ângulo da obscuridade, considerada a regência da prescrição pela legislação brasileira, a Turma, quando da análise dos primeiros embargos, consignou que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO EXT 1326 ED-ED / DF […] A inexistência de prescrição, consideradas isoladamente as legislações irlandesa e brasileira, autoriza a extradição, sendo descabido pretender impor ao Estado requerente os prazos prescricionais próprios da lei penal brasileira, bem como a regra referente à continuidade delitiva, versada no artigo 71 do Código Penal. […] Ao apreciar o pedido de extradição, já havia adotado entendimento a respeito: […] No mais, não há a incidência da prescrição, nem considerada a legislação irlandesa, nem a brasileira, sendo que a procedência da imputação não pode ser definida na extradição instrutória. […] Conheço parcialmente dos embargos declaratórios e, nessa parte, dou-lhes provimento para prestar os esclarecimentos acima. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679407. Supremo Tribunal Federal EXT 1326 ED-ED / DF […] A inexistência de prescrição, consideradas isoladamente as legislações irlandesa e brasileira, autoriza a extradição, sendo descabido pretender impor ao Estado requerente os prazos prescricionais próprios da lei penal brasileira, bem como a regra referente à continuidade delitiva, versada no artigo 71 do Código Penal. […] Ao apreciar o pedido de extradição, já havia adotado entendimento a respeito: […] No mais, não há a incidência da prescrição, nem considerada a legislação irlandesa, nem a brasileira, sendo que a procedência da imputação não pode ser definida na extradição instrutória. […] Conheço parcialmente dos embargos declaratórios e, nessa parte, dou-lhes provimento para prestar os esclarecimentos acima. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu iria fazer duas ponderações ao eminente Relator e também aos eminentes Pares. Do que depreendi, com os esclarecimentos que o Ministro Marco Aurélio acaba de trazer à colação, a rigor, não há alteração alguma da decisão anterior e quiçá até nos leve ao não conhecimento dos embargos. Porque Vossa Excelência está - e nisso o acompanho integralmente - reconhecendo que não há omissão, não há obscuridade e não há contradição. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não enfrentamos explicitamente a problemática, uma vez que o julgamento dos embargos declaratórios é dinâmico. Então há duas partes nesses segundos declaratórios. Na primeira, deles não conheço. Por quê? Porque o acórdão da Turma não é omisso, contraditório ou obscuro. Mas, nessa parte alusiva à representação processual, a renúncia da advogada credenciada, como não se emitiu entendimento na apreciação dos primeiros declaratórios – agora enfrento a matéria e presto os esclarecimentos – não prejudicou, não causou vício na representação, considerada a presença de outros advogados constituídos. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Do que depreendo, Ministro Marco Aurélio, essa é a razão pela qual Vossa Excelência certamente não chegou a definir o caráter protelatório desses embargos, nem indicar a reposta do que o Ministro-Presidente acaba de se referir à execução imediata do julgado. Quiçá, por essa razões. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Exato. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767909. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu iria fazer duas ponderações ao eminente Relator e também aos eminentes Pares. Do que depreendi, com os esclarecimentos que o Ministro Marco Aurélio acaba de trazer à colação, a rigor, não há alteração alguma da decisão anterior e quiçá até nos leve ao não conhecimento dos embargos. Porque Vossa Excelência está - e nisso o acompanho integralmente - reconhecendo que não há omissão, não há obscuridade e não há contradição. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não enfrentamos explicitamente a problemática, uma vez que o julgamento dos embargos declaratórios é dinâmico. Então há duas partes nesses segundos declaratórios. Na primeira, deles não conheço. Por quê? Porque o acórdão da Turma não é omisso, contraditório ou obscuro. Mas, nessa parte alusiva à representação processual, a renúncia da advogada credenciada, como não se emitiu entendimento na apreciação dos primeiros declaratórios – agora enfrento a matéria e presto os esclarecimentos – não prejudicou, não causou vício na representação, considerada a presença de outros advogados constituídos. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Do que depreendo, Ministro Marco Aurélio, essa é a razão pela qual Vossa Excelência certamente não chegou a definir o caráter protelatório desses embargos, nem indicar a reposta do que o Ministro-Presidente acaba de se referir à execução imediata do julgado. Quiçá, por essa razões. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Exato. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN EXT 1326 ED-ED / DF O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Colocadas as coisas nesse estado, acompanho a conclusão do eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767909. Supremo Tribunal Federal EXT 1326 ED-ED / DF O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Colocadas as coisas nesse estado, acompanho a conclusão do eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : MICHAEL LYNN ADV.(A/S) : CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) : ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma conheceu, em parte, dos embargos de declaração e, nessa parte, deu-lhe provimento para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706795 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : MICHAEL LYNN ADV.(A/S) : CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) : ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma conheceu, em parte, dos embargos de declaração e, nessa parte, deu-lhe provimento para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706795 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11839849
2016-09-13T00:00:00
2016-10-13T00:00:00
A Turma conheceu, em parte, dos embargos de declaração e, nessa parte, deu-lhe provimento para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – SUCESSIVIDADE. Os segundos embargos declaratórios pressupõem o surgimento de vício quando do julgamento dos primeiros. PROCESSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – ADVOGADOS – DIVERSIDADE. Uma vez existentes vários advogados credenciados no processo, a renúncia de um deles aos poderes recebidos não implica falta de representação.
sjur357885
Número de páginas: 8. Análise: 21/10/2016, JSF. Revisão: 26/10/2016, AMA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1326
null
Ext-ED-ED
acordaos
Ext 1326 ED-ED
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EMBTE.(S) : MICHAEL LYNN ADV.(A/S) : CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) : ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :MICHAEL LYNN ADV.(A/S) :CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) :ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) EMBARGOS DECLARATÓRIOS – SUCESSIVIDADE. Os segundos embargos declaratórios pressupõem o surgimento de vício quando do julgamento dos primeiros. PROCESSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – ADVOGADOS – DIVERSIDADE. Uma vez existentes vários advogados credenciados no processo, a renúncia de um deles aos poderes recebidos não implica falta de representação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em conhecer, em parte, dos embargos de declaração e, nessa parte, dar provimento para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :MICHAEL LYNN ADV.(A/S) :CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) :ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: Em 16 de dezembro de 2014, a Primeira Turma, por unanimidade, assentou a viabilidade da entrega do extraditando ao Governo da República da Irlanda no tocante ao delito definido na legislação como roubo – excluindo-se os crimes de falsificação de documento e uso de documento falso –, fenômeno a cargo da Chefia do Estado Brasileiro, observada a detração (folha 989 a 999). Interpostos declaratórios pelo extraditando, foram providos pela Turma apenas para retificar a data do cumprimento do mandado de prisão, considerada a detração, prestando-se, no mais, esclarecimentos (folha 1.107 a 1.113). O extraditando formalizou os segundos embargos de declaração (folha 1.115 a 1.130). Alega a nulidade do julgamento dos primeiros embargos, devido à não notificação do embargante para constituir novos patronos, ante a renúncia daquela que o assistia. Assevera que não poderia ter havido a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679406. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :MICHAEL LYNN ADV.(A/S) :CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) :ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: Em 16 de dezembro de 2014, a Primeira Turma, por unanimidade, assentou a viabilidade da entrega do extraditando ao Governo da República da Irlanda no tocante ao delito definido na legislação como roubo – excluindo-se os crimes de falsificação de documento e uso de documento falso –, fenômeno a cargo da Chefia do Estado Brasileiro, observada a detração (folha 989 a 999). Interpostos declaratórios pelo extraditando, foram providos pela Turma apenas para retificar a data do cumprimento do mandado de prisão, considerada a detração, prestando-se, no mais, esclarecimentos (folha 1.107 a 1.113). O extraditando formalizou os segundos embargos de declaração (folha 1.115 a 1.130). Alega a nulidade do julgamento dos primeiros embargos, devido à não notificação do embargante para constituir novos patronos, ante a renúncia daquela que o assistia. Assevera que não poderia ter havido a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório EXT 1326 ED-ED / DF juntada de documento em língua inglesa, sem tradução para o vernáculo, na qual o Governo requerente se comprometeria a “cumprir o Princípio da Especialidade e a realizar a detração do período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil”. Diz da obscuridade do acórdão, no que se reconheceu a “inaplicabilidade do regime de prescrição da legislação brasileira ao caso dos autos”, destacando ser delito prescritível à luz do ordenamento nacional, embora imprescritível na Irlanda. Assinala, também, estar o pronunciamento obscuro no tocante à existência de efetiva ordem de prisão contra o extraditando. O embargado manifesta-se pelo desprovimento do recurso (folha 1.147 a 1.150). O embargante, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 23.043, reitera o veiculado nos embargos (folha 1.154 a 1.159). O Ministério da Justiça, mediante a petição/Supremo Tribunal Federal n 28.902, solicita “previsão de data para o envio da decisão definitiva do julgamento do pedido de extradição” (folhas 1.163 e 1.164). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679406. Supremo Tribunal Federal EXT 1326 ED-ED / DF juntada de documento em língua inglesa, sem tradução para o vernáculo, na qual o Governo requerente se comprometeria a “cumprir o Princípio da Especialidade e a realizar a detração do período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil”. Diz da obscuridade do acórdão, no que se reconheceu a “inaplicabilidade do regime de prescrição da legislação brasileira ao caso dos autos”, destacando ser delito prescritível à luz do ordenamento nacional, embora imprescritível na Irlanda. Assinala, também, estar o pronunciamento obscuro no tocante à existência de efetiva ordem de prisão contra o extraditando. O embargado manifesta-se pelo desprovimento do recurso (folha 1.147 a 1.150). O embargante, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 23.043, reitera o veiculado nos embargos (folha 1.154 a 1.159). O Ministério da Justiça, mediante a petição/Supremo Tribunal Federal n 28.902, solicita “previsão de data para o envio da decisão definitiva do julgamento do pedido de extradição” (folhas 1.163 e 1.164). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL V O T O Observem serem estes os segundos embargos declaratórios. A admissibilidade é estrita. Somente cabe o exame quanto a vício surgido, pela vez primeira, quando do julgamento dos anteriores. Assim, das matérias veiculadas, apenas cumpre analisar a articulação sobre a alegação de, na apreciação dos anteriores, o embargante ter surgido indefeso, bem como a de obscuridade no acórdão resultante dos primeiros declaratórios. No tocante à representação processual, na ocasião do julgamento dos primeiros embargos, em 16 de fevereiro de 2016, o extraditando não se mostrava indefeso – embora a patrona tenha protocolado petição, renunciando aos poderes outorgados, em 30 de setembro de 2015 (folha 1.099), determinando-se a retificação do cabeçalho (folha 1.104). Isso porque os advogados subscritores dos segundos embargos já vinham atuando ativamente no processo, inclusive antes do substabelecimento de folha 874, formalizado em 27 de maio de 2014, presentes as petições juntadas às folhas 850, 883 e 884, de 14 e 28 de abril e 7 de maio anteriores, firmadas também pelo extraditando. O quadro revela que procediam em favor do extraditando, com a plena ciência e aquiescência deste. Aponto, perante o Supremo, as peças de folhas 863 a 873, 953 a 959 – nas quais houve a interposição de agravo, declarado prejudicado pela Turma, quando do exame do pedido de extradição – e 1.066. A própria advogada requereu que a renúncia passasse a surtir efeitos imediatamente, “considerando que há outros constituintes atuando no feito e que o extraditando já foi devidamente notificado” (folha 1.099). Improcede, assim, o vício articulado. Sob o ângulo da obscuridade, considerada a regência da prescrição pela legislação brasileira, a Turma, quando da análise dos primeiros embargos, consignou que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679407. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL V O T O Observem serem estes os segundos embargos declaratórios. A admissibilidade é estrita. Somente cabe o exame quanto a vício surgido, pela vez primeira, quando do julgamento dos anteriores. Assim, das matérias veiculadas, apenas cumpre analisar a articulação sobre a alegação de, na apreciação dos anteriores, o embargante ter surgido indefeso, bem como a de obscuridade no acórdão resultante dos primeiros declaratórios. No tocante à representação processual, na ocasião do julgamento dos primeiros embargos, em 16 de fevereiro de 2016, o extraditando não se mostrava indefeso – embora a patrona tenha protocolado petição, renunciando aos poderes outorgados, em 30 de setembro de 2015 (folha 1.099), determinando-se a retificação do cabeçalho (folha 1.104). Isso porque os advogados subscritores dos segundos embargos já vinham atuando ativamente no processo, inclusive antes do substabelecimento de folha 874, formalizado em 27 de maio de 2014, presentes as petições juntadas às folhas 850, 883 e 884, de 14 e 28 de abril e 7 de maio anteriores, firmadas também pelo extraditando. O quadro revela que procediam em favor do extraditando, com a plena ciência e aquiescência deste. Aponto, perante o Supremo, as peças de folhas 863 a 873, 953 a 959 – nas quais houve a interposição de agravo, declarado prejudicado pela Turma, quando do exame do pedido de extradição – e 1.066. A própria advogada requereu que a renúncia passasse a surtir efeitos imediatamente, “considerando que há outros constituintes atuando no feito e que o extraditando já foi devidamente notificado” (folha 1.099). Improcede, assim, o vício articulado. Sob o ângulo da obscuridade, considerada a regência da prescrição pela legislação brasileira, a Turma, quando da análise dos primeiros embargos, consignou que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO EXT 1326 ED-ED / DF […] A inexistência de prescrição, consideradas isoladamente as legislações irlandesa e brasileira, autoriza a extradição, sendo descabido pretender impor ao Estado requerente os prazos prescricionais próprios da lei penal brasileira, bem como a regra referente à continuidade delitiva, versada no artigo 71 do Código Penal. […] Ao apreciar o pedido de extradição, já havia adotado entendimento a respeito: […] No mais, não há a incidência da prescrição, nem considerada a legislação irlandesa, nem a brasileira, sendo que a procedência da imputação não pode ser definida na extradição instrutória. […] Conheço parcialmente dos embargos declaratórios e, nessa parte, dou-lhes provimento para prestar os esclarecimentos acima. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679407. Supremo Tribunal Federal EXT 1326 ED-ED / DF […] A inexistência de prescrição, consideradas isoladamente as legislações irlandesa e brasileira, autoriza a extradição, sendo descabido pretender impor ao Estado requerente os prazos prescricionais próprios da lei penal brasileira, bem como a regra referente à continuidade delitiva, versada no artigo 71 do Código Penal. […] Ao apreciar o pedido de extradição, já havia adotado entendimento a respeito: […] No mais, não há a incidência da prescrição, nem considerada a legislação irlandesa, nem a brasileira, sendo que a procedência da imputação não pode ser definida na extradição instrutória. […] Conheço parcialmente dos embargos declaratórios e, nessa parte, dou-lhes provimento para prestar os esclarecimentos acima. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11679407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu iria fazer duas ponderações ao eminente Relator e também aos eminentes Pares. Do que depreendi, com os esclarecimentos que o Ministro Marco Aurélio acaba de trazer à colação, a rigor, não há alteração alguma da decisão anterior e quiçá até nos leve ao não conhecimento dos embargos. Porque Vossa Excelência está - e nisso o acompanho integralmente - reconhecendo que não há omissão, não há obscuridade e não há contradição. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não enfrentamos explicitamente a problemática, uma vez que o julgamento dos embargos declaratórios é dinâmico. Então há duas partes nesses segundos declaratórios. Na primeira, deles não conheço. Por quê? Porque o acórdão da Turma não é omisso, contraditório ou obscuro. Mas, nessa parte alusiva à representação processual, a renúncia da advogada credenciada, como não se emitiu entendimento na apreciação dos primeiros declaratórios – agora enfrento a matéria e presto os esclarecimentos – não prejudicou, não causou vício na representação, considerada a presença de outros advogados constituídos. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Do que depreendo, Ministro Marco Aurélio, essa é a razão pela qual Vossa Excelência certamente não chegou a definir o caráter protelatório desses embargos, nem indicar a reposta do que o Ministro-Presidente acaba de se referir à execução imediata do julgado. Quiçá, por essa razões. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Exato. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767909. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu iria fazer duas ponderações ao eminente Relator e também aos eminentes Pares. Do que depreendi, com os esclarecimentos que o Ministro Marco Aurélio acaba de trazer à colação, a rigor, não há alteração alguma da decisão anterior e quiçá até nos leve ao não conhecimento dos embargos. Porque Vossa Excelência está - e nisso o acompanho integralmente - reconhecendo que não há omissão, não há obscuridade e não há contradição. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não enfrentamos explicitamente a problemática, uma vez que o julgamento dos embargos declaratórios é dinâmico. Então há duas partes nesses segundos declaratórios. Na primeira, deles não conheço. Por quê? Porque o acórdão da Turma não é omisso, contraditório ou obscuro. Mas, nessa parte alusiva à representação processual, a renúncia da advogada credenciada, como não se emitiu entendimento na apreciação dos primeiros declaratórios – agora enfrento a matéria e presto os esclarecimentos – não prejudicou, não causou vício na representação, considerada a presença de outros advogados constituídos. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Do que depreendo, Ministro Marco Aurélio, essa é a razão pela qual Vossa Excelência certamente não chegou a definir o caráter protelatório desses embargos, nem indicar a reposta do que o Ministro-Presidente acaba de se referir à execução imediata do julgado. Quiçá, por essa razões. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Exato. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN EXT 1326 ED-ED / DF O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Colocadas as coisas nesse estado, acompanho a conclusão do eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767909. Supremo Tribunal Federal EXT 1326 ED-ED / DF O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Colocadas as coisas nesse estado, acompanho a conclusão do eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : MICHAEL LYNN ADV.(A/S) : CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) : ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma conheceu, em parte, dos embargos de declaração e, nessa parte, deu-lhe provimento para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706795 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.326 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : MICHAEL LYNN ADV.(A/S) : CARLOS DE ARRUDA SÁ (OAB/PE 24.838) ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA (OAB/PE 20.401) EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA REPÚBLICA DA IRLANDA ADV.(A/S) : ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO (OAB/DF 25.930) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma conheceu, em parte, dos embargos de declaração e, nessa parte, deu-lhe provimento para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706795 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "EXTRADIÇÃO 1 . 326", "EXT 1326 ED - ED / DF", "EXT 1326 ED - ED / DF", "EXT" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasil", "Brasil", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", 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"MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA", "ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "MICHAEL LYNN", "CARLOS DE ARRUDA SÁ", "MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA", "ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO", "Luís Roberto Barroso", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MICHAEL LYNN", "CARLOS DE ARRUDA SÁ", "MARCUS VINÍCIUS CARVALHO ALVES DE SOUZA", "ANTENOR PEREIRA MADRUGA FILHO", "Luís Roberto Barroso", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "13", "/", "09", "/", "2016", "13 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "16 de fevereiro de 2016", "30 de setembro de 2015", "27 de maio de 2014", "14 e 28 de abril e 7 de maio anteriores", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "16 de fevereiro de 2016", "30 de setembro de 2015", "27 de maio de 2014", "14 e 28 de abril e", "7 de maio", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "13", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TURMA RECURSAL – INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO. O pronunciamento da Turma Recursal no incidente de uniformização não é impugnável mediante o extraordinário. Este somente se mostra cabível contra a decisão que aprecia o recurso por meio do qual se ataca o ato do Juízo. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação de honorários de sucumbência recursal, previstos no artigo 85, § 11, do referido diploma legal. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933692. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 973370 AGR / PR Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933692. Supremo Tribunal Federal ARE 973370 AGR / PR Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de junho de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO – NÃO CABIMENTO – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Após o julgamento do recurso inominado pela Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Paraná, foi protocolado o incidente de uniformização. Com a apreciação deste, veio a ser interposto o extraordinário. O que assentado pela Turma no incidente, contudo, não se mostra passível de impugnação mediante o extraordinário. Este pressupõe o gravame configurado na decisão em que a Turma Recursal proveu, anteriormente, o recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933693. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de junho de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO – NÃO CABIMENTO – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Após o julgamento do recurso inominado pela Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Paraná, foi protocolado o incidente de uniformização. Com a apreciação deste, veio a ser interposto o extraordinário. O que assentado pela Turma no incidente, contudo, não se mostra passível de impugnação mediante o extraordinário. Este pressupõe o gravame configurado na decisão em que a Turma Recursal proveu, anteriormente, o recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 973370 AGR / PR 3. Publiquem. A agravante discorre acerca do tema de fundo e sustenta o cabimento do extraordinário. O agravado, em contraminuta, defende o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933693. Supremo Tribunal Federal ARE 973370 AGR / PR 3. Publiquem. A agravante discorre acerca do tema de fundo e sustenta o cabimento do extraordinário. O agravado, em contraminuta, defende o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a interposição do agravo interno regida por esse diploma legal. O caso tem peculiaridades próprias. O que asseverado pela Turma, ao manter o pronunciamento de inadmissão do pleito de uniformização da jurisprudência, não se mostra impugnável por meio do extraordinário. Este pressupõe o gravame configurado na decisão em que a Turma Recursal desproveu, anteriormente, o recurso. Saliento ter ficado a agravante vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu, mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933694. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a interposição do agravo interno regida por esse diploma legal. O caso tem peculiaridades próprias. O que asseverado pela Turma, ao manter o pronunciamento de inadmissão do pleito de uniformização da jurisprudência, não se mostra impugnável por meio do extraordinário. Este pressupõe o gravame configurado na decisão em que a Turma Recursal desproveu, anteriormente, o recurso. Saliento ter ficado a agravante vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu, mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 973370 AGR / PR processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo esta devida ao final do processo consoante o artigo 98, § 4º, do referido diploma. Considerada a fixação, pela Turma Recursal, dos honorários advocatícios no valor de 10% sobre o valor da causa, determino os honorários recursais no patamar de 5%, a teor do artigo 85, § 11, do citado diploma legal. Tendo a agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933694. Supremo Tribunal Federal ARE 973370 AGR / PR processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo esta devida ao final do processo consoante o artigo 98, § 4º, do referido diploma. Considerada a fixação, pela Turma Recursal, dos honorários advocatícios no valor de 10% sobre o valor da causa, determino os honorários recursais no patamar de 5%, a teor do artigo 85, § 11, do citado diploma legal. Tendo a agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES (22040/PR) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706818 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES (22040/PR) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706818 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11944943
2016-09-13T00:00:00
2016-10-28T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TURMA RECURSAL – INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO. O pronunciamento da Turma Recursal no incidente de uniformização não é impugnável mediante o extraordinário. Este somente se mostra cabível contra a decisão que aprecia o recurso por meio do qual se ataca o ato do Juízo. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação de honorários de sucumbência recursal, previstos no artigo 85, § 11, do referido diploma legal. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur358909
Número de páginas: 7. Análise: 09/11/2016, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
973370
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 973370 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TURMA RECURSAL – INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO. O pronunciamento da Turma Recursal no incidente de uniformização não é impugnável mediante o extraordinário. Este somente se mostra cabível contra a decisão que aprecia o recurso por meio do qual se ataca o ato do Juízo. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação de honorários de sucumbência recursal, previstos no artigo 85, § 11, do referido diploma legal. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933692. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 973370 AGR / PR Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933692. Supremo Tribunal Federal ARE 973370 AGR / PR Brasília, 13 de setembro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de junho de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO – NÃO CABIMENTO – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Após o julgamento do recurso inominado pela Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Paraná, foi protocolado o incidente de uniformização. Com a apreciação deste, veio a ser interposto o extraordinário. O que assentado pela Turma no incidente, contudo, não se mostra passível de impugnação mediante o extraordinário. Este pressupõe o gravame configurado na decisão em que a Turma Recursal proveu, anteriormente, o recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933693. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de junho de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO – NÃO CABIMENTO – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Após o julgamento do recurso inominado pela Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Paraná, foi protocolado o incidente de uniformização. Com a apreciação deste, veio a ser interposto o extraordinário. O que assentado pela Turma no incidente, contudo, não se mostra passível de impugnação mediante o extraordinário. Este pressupõe o gravame configurado na decisão em que a Turma Recursal proveu, anteriormente, o recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 973370 AGR / PR 3. Publiquem. A agravante discorre acerca do tema de fundo e sustenta o cabimento do extraordinário. O agravado, em contraminuta, defende o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933693. Supremo Tribunal Federal ARE 973370 AGR / PR 3. Publiquem. A agravante discorre acerca do tema de fundo e sustenta o cabimento do extraordinário. O agravado, em contraminuta, defende o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a interposição do agravo interno regida por esse diploma legal. O caso tem peculiaridades próprias. O que asseverado pela Turma, ao manter o pronunciamento de inadmissão do pleito de uniformização da jurisprudência, não se mostra impugnável por meio do extraordinário. Este pressupõe o gravame configurado na decisão em que a Turma Recursal desproveu, anteriormente, o recurso. Saliento ter ficado a agravante vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu, mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933694. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da vigência do Código de Processo Civil, sendo a interposição do agravo interno regida por esse diploma legal. O caso tem peculiaridades próprias. O que asseverado pela Turma, ao manter o pronunciamento de inadmissão do pleito de uniformização da jurisprudência, não se mostra impugnável por meio do extraordinário. Este pressupõe o gravame configurado na decisão em que a Turma Recursal desproveu, anteriormente, o recurso. Saliento ter ficado a agravante vencida quando da apreciação do pedido inicial pelo Juízo. Houve o segundo crivo desfavorável no exame do recurso pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu, mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante de decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quinto julgamento por meio deste agravo. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 973370 AGR / PR processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo esta devida ao final do processo consoante o artigo 98, § 4..., do referido diploma. Considerada a fixação, pela Turma Recursal, dos honorários advocatícios no valor de 10% sobre o valor da causa, determino os honorários recursais no patamar de 5%, a teor do artigo 85, § 11, do citado diploma legal. Tendo a agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933694. Supremo Tribunal Federal ARE 973370 AGR / PR processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Em face da formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo esta devida ao final do processo consoante o artigo 98, § 4..., do referido diploma. Considerada a fixação, pela Turma Recursal, dos honorários advocatícios no valor de 10% sobre o valor da causa, determino os honorários recursais no patamar de 5%, a teor do artigo 85, § 11, do citado diploma legal. Tendo a agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES (22040/PR) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706818 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973.370 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SEBASTIANA LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES (22040/PR) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa e fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706818 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973 . 370", "ARE 973370 AGR / PR", "ARE 973370 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 973 . 370", "ARE 973370 AGR / PR", "ARE 973370 AGR / PR", "RECURSO", "ARE 973370 AGR / PR", "ARE 973370 AGR / PR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSS", "Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIANA LOPES DA SILVA", "HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES", "Luís Roberto Barroso", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIANA LOPES DA SILVA", "HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIANA LOPES DA SILVA", "HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIANA LOPES DA SILVA", "HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES", "Luís Roberto Barroso", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIANA LOPES DA SILVA", "HELDER GONCALVES DIAS RODRIGUES", "Luís Roberto Barroso", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "13", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "30 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "30 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "18 de março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "18 de março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "09", "/", "2016", "13", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. LEI ESTADUAL Nº 8.970/2009. NATUREZA JURÍDICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA Nº 280/STF. INCIDÊNCIA. 1. O reajuste instituído pela Lei Estadual nº 8.970/2009, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula nº 280 desta Corte. Precedentes: ARE 841.187-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/2/2015; ARE 851.098-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 18/2/2015; e ARE 819.422-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 7/10/2014. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: “EMBARGOS INFRINGENTES. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI Nº 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. RECURSO IMPROVIDO.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046278. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 841176 AGR / MA Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046278. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO MARANHÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REAJUSTE. LEIS ESTADUAIS Nº 8.369/2006 E Nº 8.970/2009. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reajuste instituído pelas Leis Estaduais nº 8.369/2006 e nº 8.970/2009, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula nº 280 desta Corte. Precedentes: ARE 788.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/3/2014, ARE 714.086- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 6/8/2013. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046279. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO MARANHÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REAJUSTE. LEIS ESTADUAIS Nº 8.369/2006 E Nº 8.970/2009. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reajuste instituído pelas Leis Estaduais nº 8.369/2006 e nº 8.970/2009, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula nº 280 desta Corte. Precedentes: ARE 788.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/3/2014, ARE 714.086- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 6/8/2013. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 841176 AGR / MA por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘EMBARGOS INFRINGENTES. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI Nº 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. RECURSO IMPROVIDO.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "O apelo extremo interposto pela Fazenda Pública Estadual não se enquadra na proibição citada na respeitável decisão agravada, eis que inaplicável a Súmula 280/STF, pois, em verdade, cuida-se de caso peculiar de violação flagrante de regra constitucional e que merece, de fato, uma nova apreciação pelo Supremo Tribunal Federal. De início cabe ressaltar que o cerne da demanda tem em foco a impossibilidade do judiciário, que não tem função legislativa, aumentar os vencimentos de todos os servidores públicos não integrantes do Grupo Ocupacional Atividades de Nível Superior e das Atividades Profissionais do Grupo Atividades Artísticas e Culturais e o subsídio dos servidores do Grupo Auditoria, mencionados no art. 2º da Lei Estadual nº 8.970, de 19 de maio de 2009, no percentual de 12% (doze por cento), a título de isonomia. Assim, no tocante a alegada incidência da Súmula 280/STF o que se pretende dizer é que objeto do presente recurso prescinde de interpretação de lei local, mas sim da análise de compatibilidade vertical desta com o dispositivo inserto no artigo 37, X, da Constituição." (fls. 282/283). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046279. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘EMBARGOS INFRINGENTES. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI Nº 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. RECURSO IMPROVIDO.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "O apelo extremo interposto pela Fazenda Pública Estadual não se enquadra na proibição citada na respeitável decisão agravada, eis que inaplicável a Súmula 280/STF, pois, em verdade, cuida-se de caso peculiar de violação flagrante de regra constitucional e que merece, de fato, uma nova apreciação pelo Supremo Tribunal Federal. De início cabe ressaltar que o cerne da demanda tem em foco a impossibilidade do judiciário, que não tem função legislativa, aumentar os vencimentos de todos os servidores públicos não integrantes do Grupo Ocupacional Atividades de Nível Superior e das Atividades Profissionais do Grupo Atividades Artísticas e Culturais e o subsídio dos servidores do Grupo Auditoria, mencionados no art. 2º da Lei Estadual nº 8.970, de 19 de maio de 2009, no percentual de 12% (doze por cento), a título de isonomia. Assim, no tocante a alegada incidência da Súmula 280/STF o que se pretende dizer é que objeto do presente recurso prescinde de interpretação de lei local, mas sim da análise de compatibilidade vertical desta com o dispositivo inserto no artigo 37, X, da Constituição." (fls. 282/283). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pelo recorrente, o Tribunal de origem decidiu a questão atinente à natureza jurídica do reajuste instituído pela Lei Estadual nº 8.970/2009, com amparo na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Portanto, não há se falar em aumento de vencimentos com fundamento na isonomia. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Filio-me ao entendimento do então voto vencido, para o fazer vencedor com o presente recurso de embargos infringentes, isto é, por ser o posicionamento que eu, enquanto membro da Primeira Câmara Cível, adoto, mas, maximamente, por ser o majoritário praticado entre as Câmaras Cíveis deste egrégio Tribunal, à exceção da 3ª e da 4ª - salvante apontamento em contrário dos respectivos desembargadores componentes - senão vejamos: Da Primeira Câmara Cível: ‘AGRAVO REGIMENTAL. REAJUSTE DE 6,1%. APELAÇÃO PROVIDA. MATÉRIA PACIFICADA. APLICAÇÃO DA NORMA DO ART. 557 DO CPC. MANUTENÇÃO QUE SE IMPÕE. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pelo recorrente, o Tribunal de origem decidiu a questão atinente à natureza jurídica do reajuste instituído pela Lei Estadual nº 8.970/2009, com amparo na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Portanto, não há se falar em aumento de vencimentos com fundamento na isonomia. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Filio-me ao entendimento do então voto vencido, para o fazer vencedor com o presente recurso de embargos infringentes, isto é, por ser o posicionamento que eu, enquanto membro da Primeira Câmara Cível, adoto, mas, maximamente, por ser o majoritário praticado entre as Câmaras Cíveis deste egrégio Tribunal, à exceção da 3ª e da 4ª - salvante apontamento em contrário dos respectivos desembargadores componentes - senão vejamos: Da Primeira Câmara Cível: ‘AGRAVO REGIMENTAL. REAJUSTE DE 6,1%. APELAÇÃO PROVIDA. MATÉRIA PACIFICADA. APLICAÇÃO DA NORMA DO ART. 557 DO CPC. MANUTENÇÃO QUE SE IMPÕE. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841176 AGR / MA IMPROVIDO. I - A revisão geral da remuneração dos servidores públicos é assegurada pelo art. 37, X, da Constituição Federal. II - Mostra-se ilegal a lei estadual que confere reajuste anual de vencimentos a servidores e, ao mesmo tempo, exclui a sua incidência sobre a gratificação de outra classe de funcionário público, ensejando o reconhecimento do direito destes ao pagamento da diferença do percentual. III - Existindo reiteradas decisões sobre a matéria objeto do recurso, configura-se condição para a aplicação do art. 557 do CPC. Além do que o posicionamento atual desta Corte mostra-se pacificado quanto à questão.’ (AgRg nº 0482082013, Rel. Des. Jorge Rachid Mubárack Maluf, Acórdão registrado em 22/10/2013) Da Segunda Câmara Cível: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. LEI ESTADUAL NO 8.970/2009. REVISÃO GERAL ANUAL DE REMUNERAÇÕES OU SIMPLES REAJUSTAMENTO DE SALÁRIOS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. REJEITADA.PEDIDOS JULGADOS IMPROCEDENTES. DIVERGÊNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA MAJORITÁRIA DESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM 10% (DEZ POR CENTO) DO VALOR DA CONDENAÇÃO. I -A natureza jurídica da Lei Estadual no 8.970/2009 é semelhante à estampada na Lei Estadual nº 8.369/2006, a qual já foi objeto de apreciação por este TJMA, o qual, majoritariamente, firmou jurisprudência no sentido de que se trata de diploma legal que estabeleceu revisão geral anual das remunerações dos servidores públicos estaduais. Nesse sentido: AC 7.896/2011-SÃO LUÍS, Rel.ª Des.ª ANILDES DE JESUS BERNARDES CHAVES CRUZ, Quarta Câmara Cível, julgada em 24.01.12; REM 20.494/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. RAIMUNDO FREIRE CUTRIM, Segunda Câmara Cível, julgada em 05.12.11; AC 18.449/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA IMPROVIDO. I - A revisão geral da remuneração dos servidores públicos é assegurada pelo art. 37, X, da Constituição Federal. II - Mostra-se ilegal a lei estadual que confere reajuste anual de vencimentos a servidores e, ao mesmo tempo, exclui a sua incidência sobre a gratificação de outra classe de funcionário público, ensejando o reconhecimento do direito destes ao pagamento da diferença do percentual. III - Existindo reiteradas decisões sobre a matéria objeto do recurso, configura-se condição para a aplicação do art. 557 do CPC. Além do que o posicionamento atual desta Corte mostra-se pacificado quanto à questão.’ (AgRg nº 0482082013, Rel. Des. Jorge Rachid Mubárack Maluf, Acórdão registrado em 22/10/2013) Da Segunda Câmara Cível: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. LEI ESTADUAL NO 8.970/2009. REVISÃO GERAL ANUAL DE REMUNERAÇÕES OU SIMPLES REAJUSTAMENTO DE SALÁRIOS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. REJEITADA.PEDIDOS JULGADOS IMPROCEDENTES. DIVERGÊNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA MAJORITÁRIA DESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM 10% (DEZ POR CENTO) DO VALOR DA CONDENAÇÃO. I -A natureza jurídica da Lei Estadual no 8.970/2009 é semelhante à estampada na Lei Estadual nº 8.369/2006, a qual já foi objeto de apreciação por este TJMA, o qual, majoritariamente, firmou jurisprudência no sentido de que se trata de diploma legal que estabeleceu revisão geral anual das remunerações dos servidores públicos estaduais. Nesse sentido: AC 7.896/2011-SÃO LUÍS, Rel.ª Des.ª ANILDES DE JESUS BERNARDES CHAVES CRUZ, Quarta Câmara Cível, julgada em 24.01.12; REM 20.494/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. RAIMUNDO FREIRE CUTRIM, Segunda Câmara Cível, julgada em 05.12.11; AC 18.449/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841176 AGR / MA CLEONES CARVALHO CUNHA, Terceira Câmara Cível, julgada em 22.09.11. II - Ao tratar de reajuste geral anual, não pode a lei estabelecer aumentos diferenciados a determinados setores ou categorias do funcionalismo público, sob pena de afronta à isonomia. III - No caso concreto, os autores/apelantes fazem jus ao reajuste de 6,1%, ou seja, à diferença entre os percentuais de reajuste recebidos (5,9%) e o percentual de 12%, deferido pela Lei n.º 8.970/2009, por força da proibição constitucional de distinção de índices entre servidores públicos, nos termos do inciso X do artigo 37 da Constituição Federal, não incidindo o Enunciado 339, da Súmula do STF. IV - O reflexo do índice de 6,1% (seis vírgula um por cento) deve incidir sobre as respectivas remunerações desde a vigência do referido diploma legal, com reflexos nas férias, décimo terceiro salário, gratificações e demais vantagens que compõem as dotações remuneratórias. V - Honorários advocatícios fixados conforme o artigo 20, §§ 3º e 4º do CPC, levando-se em conta os critérios especificados nos mesmos dispositivos. VI - O termo inicial dos juros de mora deve ser a data da citação, e, para a correção monetária, a data em que deveria ter ocorrido o pagamento. VII - Juros moratórios calculados com base no índice oficial de remuneração básica e juros aplicados à caderneta de poupança, segundo a disposição do artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei nº 11.960/09. Correção monetária calculada com base no IPCA. Precedente do STJ. VIII - Apelação provida.‘ (Apelação nº 033594/2013, Rel. Des. Marcelo Carvalho Silva, Acórdão registrado em 24/10/2013) Da Quinta Câmara Cível: ‘AGRAVO REGIMENTAL.DECISÃO MONOCRATICA.EM APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA CLEONES CARVALHO CUNHA, Terceira Câmara Cível, julgada em 22.09.11. II - Ao tratar de reajuste geral anual, não pode a lei estabelecer aumentos diferenciados a determinados setores ou categorias do funcionalismo público, sob pena de afronta à isonomia. III - No caso concreto, os autores/apelantes fazem jus ao reajuste de 6,1%, ou seja, à diferença entre os percentuais de reajuste recebidos (5,9%) e o percentual de 12%, deferido pela Lei n.º 8.970/2009, por força da proibição constitucional de distinção de índices entre servidores públicos, nos termos do inciso X do artigo 37 da Constituição Federal, não incidindo o Enunciado 339, da Súmula do STF. IV - O reflexo do índice de 6,1% (seis vírgula um por cento) deve incidir sobre as respectivas remunerações desde a vigência do referido diploma legal, com reflexos nas férias, décimo terceiro salário, gratificações e demais vantagens que compõem as dotações remuneratórias. V - Honorários advocatícios fixados conforme o artigo 20, §§ 3º e 4º do CPC, levando-se em conta os critérios especificados nos mesmos dispositivos. VI - O termo inicial dos juros de mora deve ser a data da citação, e, para a correção monetária, a data em que deveria ter ocorrido o pagamento. VII - Juros moratórios calculados com base no índice oficial de remuneração básica e juros aplicados à caderneta de poupança, segundo a disposição do artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei nº 11.960/09. Correção monetária calculada com base no IPCA. Precedente do STJ. VIII - Apelação provida.‘ (Apelação nº 033594/2013, Rel. Des. Marcelo Carvalho Silva, Acórdão registrado em 24/10/2013) Da Quinta Câmara Cível: ‘AGRAVO REGIMENTAL.DECISÃO MONOCRATICA.EM APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841176 AGR / MA Nº 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1,% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES.SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. I - O tema em debate já se encontra pacificado na jurisprudência deste Egrégio Tribunal de Justiça, sendo majoritário o entendimento de que a lei Estadual nº 8.369/2006, trata-se de revisão geral anual de vencimentos, portanto deve ser estendida a todos os servidores públicos do Estado do Maranhão, sob pena de afronta a Constituição Federal. II - Agravo regimental conhecido e improvido. Unanimidade’(AgRg nº 32573/2013, Rel. Des. Raimundo José Barros de Sousa, Acórdão registrado em 01/10/2013) Assim, de acordo com o parecer ministerial, voto de acordo com o posicionamento majoritário das Câmaras Cíveis deste egrégio Tribunal para DAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS INFRINGENTES.” (fls. 213-216). Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, especificamente a Lei Estadual nº 8.970/2009, o que não se revela possível na estreita via extraordinária. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere do seguinte julgado: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA Nº 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1,% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES.SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. I - O tema em debate já se encontra pacificado na jurisprudência deste Egrégio Tribunal de Justiça, sendo majoritário o entendimento de que a lei Estadual nº 8.369/2006, trata-se de revisão geral anual de vencimentos, portanto deve ser estendida a todos os servidores públicos do Estado do Maranhão, sob pena de afronta a Constituição Federal. II - Agravo regimental conhecido e improvido. Unanimidade’(AgRg nº 32573/2013, Rel. Des. Raimundo José Barros de Sousa, Acórdão registrado em 01/10/2013) Assim, de acordo com o parecer ministerial, voto de acordo com o posicionamento majoritário das Câmaras Cíveis deste egrégio Tribunal para DAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS INFRINGENTES.” (fls. 213-216). Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, especificamente a Lei Estadual nº 8.970/2009, o que não se revela possível na estreita via extraordinária. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere do seguinte julgado: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841176 AGR / MA "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DO REAJUSTE CONCEDIDO POR LEGISLAÇÃO ESTADUAL (LEI Nº 8.970/2009). NECESSÁRIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 841.187-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/2/2015). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO. LEI ESTADUAL 8.970/2009. NATUREZA JURÍDICA DE REVISÃO GERAL ANUAL DA REMUNERAÇÃO. SÚMULA 280/STF. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INVIABILIDADE. ARTS. 2º, 5º, LIV, 37, XIII, 39, § 1º, E 102, I, ‘A’, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 851.098-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 18/2/2015). "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei estadual nº 8.970/2009. Reajuste. Natureza jurídica de revisão geral declarada na origem. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o exame de legislação local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido." (ARE 819.422-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 7/10/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DO REAJUSTE CONCEDIDO POR LEGISLAÇÃO ESTADUAL (LEI Nº 8.970/2009). NECESSÁRIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 841.187-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/2/2015). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO. LEI ESTADUAL 8.970/2009. NATUREZA JURÍDICA DE REVISÃO GERAL ANUAL DA REMUNERAÇÃO. SÚMULA 280/STF. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INVIABILIDADE. ARTS. 2º, 5º, LIV, 37, XIII, 39, § 1º, E 102, I, ‘A’, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 851.098-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 18/2/2015). "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei estadual nº 8.970/2009. Reajuste. Natureza jurídica de revisão geral declarada na origem. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o exame de legislação local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido." (ARE 819.422-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 7/10/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058190 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058190 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8070488
2015-03-10T00:00:00
2015-03-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. LEI ESTADUAL Nº 8.970/2009. NATUREZA JURÍDICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA Nº 280/STF. INCIDÊNCIA. 1. O reajuste instituído pela Lei Estadual nº 8.970/2009, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula nº 280 desta Corte. Precedentes: ARE 841.187-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/2/2015; ARE 851.098-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 18/2/2015; e ARE 819.422-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 7/10/2014. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: “EMBARGOS INFRINGENTES. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI Nº 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. RECURSO IMPROVIDO.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur297821
- Acórdão(s) citado(s): (NATUREZA JURÍDICA, REAJUSTE) ARE 819422 AgR (1ªT), ARE 841187 AgR (2ªT), ARE 851098 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 09/04/2015, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
841176
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-008970 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA, MA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 841176 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. LEI ESTADUAL n 8.970/2009. NATUREZA JURÍDICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. O reajuste instituído pela Lei Estadual n 8.970/2009, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula n 280 desta Corte. Precedentes: ARE 841.187-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/2/2015; ARE 851.098-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 18/2/2015; e ARE 819.422-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 7/10/2014. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: “EMBARGOS INFRINGENTES. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI n 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. RECURSO IMPROVIDO.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046278. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 841176 AGR / MA Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046278. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO MARANHÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REAJUSTE. LEIS ESTADUAIS n 8.369/2006 E n 8.970/2009. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reajuste instituído pelas Leis Estaduais n 8.369/2006 e n 8.970/2009, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula n 280 desta Corte. Precedentes: ARE 788.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/3/2014, ARE 714.086- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 6/8/2013. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046279. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO MARANHÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REAJUSTE. LEIS ESTADUAIS n 8.369/2006 E n 8.970/2009. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reajuste instituído pelas Leis Estaduais n 8.369/2006 e n 8.970/2009, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula n 280 desta Corte. Precedentes: ARE 788.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/3/2014, ARE 714.086- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 6/8/2013. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 841176 AGR / MA por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘EMBARGOS INFRINGENTES. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI n 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. RECURSO IMPROVIDO.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "O apelo extremo interposto pela Fazenda Pública Estadual não se enquadra na proibição citada na respeitável decisão agravada, eis que inaplicável a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, pois, em verdade, cuida-se de caso peculiar de violação flagrante de regra constitucional e que merece, de fato, uma nova apreciação pelo Supremo Tribunal Federal. De início cabe ressaltar que o cerne da demanda tem em foco a impossibilidade do judiciário, que não tem função legislativa, aumentar os vencimentos de todos os servidores públicos não integrantes do Grupo Ocupacional Atividades de Nível Superior e das Atividades Profissionais do Grupo Atividades Artísticas e Culturais e o subsídio dos servidores do Grupo Auditoria, mencionados no art. 2... da Lei Estadual n 8.970, de 19 de maio de 2009, no percentual de 12% (doze por cento), a título de isonomia. Assim, no tocante a alegada incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal o que se pretende dizer é que objeto do presente recurso prescinde de interpretação de lei local, mas sim da análise de compatibilidade vertical desta com o dispositivo inserto no artigo 37, X, da Constituição." (fls. 282/283). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046279. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘EMBARGOS INFRINGENTES. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI n 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. RECURSO IMPROVIDO.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "O apelo extremo interposto pela Fazenda Pública Estadual não se enquadra na proibição citada na respeitável decisão agravada, eis que inaplicável a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, pois, em verdade, cuida-se de caso peculiar de violação flagrante de regra constitucional e que merece, de fato, uma nova apreciação pelo Supremo Tribunal Federal. De início cabe ressaltar que o cerne da demanda tem em foco a impossibilidade do judiciário, que não tem função legislativa, aumentar os vencimentos de todos os servidores públicos não integrantes do Grupo Ocupacional Atividades de Nível Superior e das Atividades Profissionais do Grupo Atividades Artísticas e Culturais e o subsídio dos servidores do Grupo Auditoria, mencionados no art. 2... da Lei Estadual n 8.970, de 19 de maio de 2009, no percentual de 12% (doze por cento), a título de isonomia. Assim, no tocante a alegada incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal o que se pretende dizer é que objeto do presente recurso prescinde de interpretação de lei local, mas sim da análise de compatibilidade vertical desta com o dispositivo inserto no artigo 37, X, da Constituição." (fls. 282/283). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pelo recorrente, o Tribunal de origem decidiu a questão atinente à natureza jurídica do reajuste instituído pela Lei Estadual n 8.970/2009, com amparo na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Portanto, não há se falar em aumento de vencimentos com fundamento na isonomia. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Filio-me ao entendimento do então voto vencido, para o fazer vencedor com o presente recurso de embargos infringentes, isto é, por ser o posicionamento que eu, enquanto membro da Primeira Câmara Cível, adoto, mas, maximamente, por ser o majoritário praticado entre as Câmaras Cíveis deste egrégio Tribunal, à exceção da 3... e da 4... - salvante apontamento em contrário dos respectivos desembargadores componentes - senão vejamos: Da Primeira Câmara Cível: ‘AGRAVO REGIMENTAL. REAJUSTE DE 6,1%. APELAÇÃO PROVIDA. MATÉRIA PACIFICADA. APLICAÇÃO DA NORMA DO ART. 557 DO Código de Processo Civil. MANUTENÇÃO QUE SE IMPÕE. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pelo recorrente, o Tribunal de origem decidiu a questão atinente à natureza jurídica do reajuste instituído pela Lei Estadual n 8.970/2009, com amparo na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Portanto, não há se falar em aumento de vencimentos com fundamento na isonomia. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Filio-me ao entendimento do então voto vencido, para o fazer vencedor com o presente recurso de embargos infringentes, isto é, por ser o posicionamento que eu, enquanto membro da Primeira Câmara Cível, adoto, mas, maximamente, por ser o majoritário praticado entre as Câmaras Cíveis deste egrégio Tribunal, à exceção da 3... e da 4... - salvante apontamento em contrário dos respectivos desembargadores componentes - senão vejamos: Da Primeira Câmara Cível: ‘AGRAVO REGIMENTAL. REAJUSTE DE 6,1%. APELAÇÃO PROVIDA. MATÉRIA PACIFICADA. APLICAÇÃO DA NORMA DO ART. 557 DO Código de Processo Civil. MANUTENÇÃO QUE SE IMPÕE. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841176 AGR / MA IMPROVIDO. I - A revisão geral da remuneração dos servidores públicos é assegurada pelo art. 37, X, da Constituição Federal. II - Mostra-se ilegal a lei estadual que confere reajuste anual de vencimentos a servidores e, ao mesmo tempo, exclui a sua incidência sobre a gratificação de outra classe de funcionário público, ensejando o reconhecimento do direito destes ao pagamento da diferença do percentual. III - Existindo reiteradas decisões sobre a matéria objeto do recurso, configura-se condição para a aplicação do art. 557 do Código de Processo Civil. Além do que o posicionamento atual desta Corte mostra-se pacificado quanto à questão.’ (AgRg n 0482082013, Rel. Des. Jorge Rachid Mubárack Maluf, Acórdão registrado em 22/10/2013) Da Segunda Câmara Cível: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. LEI ESTADUAL NO 8.970/2009. REVISÃO GERAL ANUAL DE REMUNERAÇÕES OU SIMPLES REAJUSTAMENTO DE SALÁRIOS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. REJEITADA.PEDIDOS JULGADOS IMPROCEDENTES. DIVERGÊNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA MAJORITÁRIA DESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM 10% (DEZ POR CENTO) DO VALOR DA CONDENAÇÃO. I -A natureza jurídica da Lei Estadual no 8.970/2009 é semelhante à estampada na Lei Estadual n 8.369/2006, a qual já foi objeto de apreciação por este TJMA, o qual, majoritariamente, firmou jurisprudência no sentido de que se trata de diploma legal que estabeleceu revisão geral anual das remunerações dos servidores públicos estaduais. Nesse sentido: AC 7.896/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. ANILDES DE JESUS BERNARDES CHAVES CRUZ, Quarta Câmara Cível, julgada em 24.01.12; REM 20.494/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. RAIMUNDO FREIRE CUTRIM, Segunda Câmara Cível, julgada em 05.12.11; AC 18.449/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA IMPROVIDO. I - A revisão geral da remuneração dos servidores públicos é assegurada pelo art. 37, X, da Constituição Federal. II - Mostra-se ilegal a lei estadual que confere reajuste anual de vencimentos a servidores e, ao mesmo tempo, exclui a sua incidência sobre a gratificação de outra classe de funcionário público, ensejando o reconhecimento do direito destes ao pagamento da diferença do percentual. III - Existindo reiteradas decisões sobre a matéria objeto do recurso, configura-se condição para a aplicação do art. 557 do Código de Processo Civil. Além do que o posicionamento atual desta Corte mostra-se pacificado quanto à questão.’ (AgRg n 0482082013, Rel. Des. Jorge Rachid Mubárack Maluf, Acórdão registrado em 22/10/2013) Da Segunda Câmara Cível: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. LEI ESTADUAL NO 8.970/2009. REVISÃO GERAL ANUAL DE REMUNERAÇÕES OU SIMPLES REAJUSTAMENTO DE SALÁRIOS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. REJEITADA.PEDIDOS JULGADOS IMPROCEDENTES. DIVERGÊNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA MAJORITÁRIA DESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM 10% (DEZ POR CENTO) DO VALOR DA CONDENAÇÃO. I -A natureza jurídica da Lei Estadual no 8.970/2009 é semelhante à estampada na Lei Estadual n 8.369/2006, a qual já foi objeto de apreciação por este TJMA, o qual, majoritariamente, firmou jurisprudência no sentido de que se trata de diploma legal que estabeleceu revisão geral anual das remunerações dos servidores públicos estaduais. Nesse sentido: AC 7.896/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. ANILDES DE JESUS BERNARDES CHAVES CRUZ, Quarta Câmara Cível, julgada em 24.01.12; REM 20.494/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. RAIMUNDO FREIRE CUTRIM, Segunda Câmara Cível, julgada em 05.12.11; AC 18.449/2011-SÃO LUÍS, Rel. Des. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841176 AGR / MA CLEONES CARVALHO CUNHA, Terceira Câmara Cível, julgada em 22.09.11. II - Ao tratar de reajuste geral anual, não pode a lei estabelecer aumentos diferenciados a determinados setores ou categorias do funcionalismo público, sob pena de afronta à isonomia. III - No caso concreto, os autores/apelantes fazem jus ao reajuste de 6,1%, ou seja, à diferença entre os percentuais de reajuste recebidos (5,9%) e o percentual de 12%, deferido pela Lei n. 8.970/2009, por força da proibição constitucional de distinção de índices entre servidores públicos, nos termos do inciso X do artigo 37 da Constituição Federal, não incidindo o Enunciado 339, da Súmula do Supremo Tribunal Federal. IV - O reflexo do índice de 6,1% (seis vírgula um por cento) deve incidir sobre as respectivas remunerações desde a vigência do referido diploma legal, com reflexos nas férias, décimo terceiro salário, gratificações e demais vantagens que compõem as dotações remuneratórias. V - Honorários advocatícios fixados conforme o artigo 20, §§ 3... e 4... do Código de Processo Civil, levando-se em conta os critérios especificados nos mesmos dispositivos. VI - O termo inicial dos juros de mora deve ser a data da citação, e, para a correção monetária, a data em que deveria ter ocorrido o pagamento. VII - Juros moratórios calculados com base no índice oficial de remuneração básica e juros aplicados à caderneta de poupança, segundo a disposição do artigo 1...-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09. Correção monetária calculada com base no IPCA. Precedente do Superior Tribunal de Justiça. VIII - Apelação provida.‘ (Apelação n 033594/2013, Rel. Des. Marcelo Carvalho Silva, Acórdão registrado em 24/10/2013) Da Quinta Câmara Cível: ‘AGRAVO REGIMENTAL.DECISÃO MONOCRATICA.EM APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA CLEONES CARVALHO CUNHA, Terceira Câmara Cível, julgada em 22.09.11. II - Ao tratar de reajuste geral anual, não pode a lei estabelecer aumentos diferenciados a determinados setores ou categorias do funcionalismo público, sob pena de afronta à isonomia. III - No caso concreto, os autores/apelantes fazem jus ao reajuste de 6,1%, ou seja, à diferença entre os percentuais de reajuste recebidos (5,9%) e o percentual de 12%, deferido pela Lei n. 8.970/2009, por força da proibição constitucional de distinção de índices entre servidores públicos, nos termos do inciso X do artigo 37 da Constituição Federal, não incidindo o Enunciado 339, da Súmula do Supremo Tribunal Federal. IV - O reflexo do índice de 6,1% (seis vírgula um por cento) deve incidir sobre as respectivas remunerações desde a vigência do referido diploma legal, com reflexos nas férias, décimo terceiro salário, gratificações e demais vantagens que compõem as dotações remuneratórias. V - Honorários advocatícios fixados conforme o artigo 20, §§ 3... e 4... do Código de Processo Civil, levando-se em conta os critérios especificados nos mesmos dispositivos. VI - O termo inicial dos juros de mora deve ser a data da citação, e, para a correção monetária, a data em que deveria ter ocorrido o pagamento. VII - Juros moratórios calculados com base no índice oficial de remuneração básica e juros aplicados à caderneta de poupança, segundo a disposição do artigo 1...-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09. Correção monetária calculada com base no IPCA. Precedente do Superior Tribunal de Justiça. VIII - Apelação provida.‘ (Apelação n 033594/2013, Rel. Des. Marcelo Carvalho Silva, Acórdão registrado em 24/10/2013) Da Quinta Câmara Cível: ‘AGRAVO REGIMENTAL.DECISÃO MONOCRATICA.EM APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA CONTRA O ESTADO DO MARANHÃO. LEI 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841176 AGR / MA n 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1,% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES.SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. I - O tema em debate já se encontra pacificado na jurisprudência deste Egrégio Tribunal de Justiça, sendo majoritário o entendimento de que a lei Estadual n 8.369/2006, trata-se de revisão geral anual de vencimentos, portanto deve ser estendida a todos os servidores públicos do Estado do Maranhão, sob pena de afronta a Constituição Federal. II - Agravo regimental conhecido e improvido. Unanimidade’(AgRg n 32573/2013, Rel. Des. Raimundo José Barros de Sousa, Acórdão registrado em 01/10/2013) Assim, de acordo com o parecer ministerial, voto de acordo com o posicionamento majoritário das Câmaras Cíveis deste egrégio Tribunal para DAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS INFRINGENTES.” (fls. 213-216). Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, especificamente a Lei Estadual n 8.970/2009, o que não se revela possível na estreita via extraordinária. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere do seguinte julgado: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA n 8.970/2009. REVISÃO GERAL. DIREITO AO PERCENTUAL DE 6,1,% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES.SERVIDORES ESTADUAIS. RECONHECIDO. ENTENDIMENTO PACIFICADO. PRECEDENTES. I - O tema em debate já se encontra pacificado na jurisprudência deste Egrégio Tribunal de Justiça, sendo majoritário o entendimento de que a lei Estadual n 8.369/2006, trata-se de revisão geral anual de vencimentos, portanto deve ser estendida a todos os servidores públicos do Estado do Maranhão, sob pena de afronta a Constituição Federal. II - Agravo regimental conhecido e improvido. Unanimidade’(AgRg n 32573/2013, Rel. Des. Raimundo José Barros de Sousa, Acórdão registrado em 01/10/2013) Assim, de acordo com o parecer ministerial, voto de acordo com o posicionamento majoritário das Câmaras Cíveis deste egrégio Tribunal para DAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS INFRINGENTES.” (fls. 213-216). Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, especificamente a Lei Estadual n 8.970/2009, o que não se revela possível na estreita via extraordinária. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere do seguinte julgado: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841176 AGR / MA "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DO REAJUSTE CONCEDIDO POR LEGISLAÇÃO ESTADUAL (LEI n 8.970/2009). NECESSÁRIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 841.187-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/2/2015). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO. LEI ESTADUAL 8.970/2009. NATUREZA JURÍDICA DE REVISÃO GERAL ANUAL DA REMUNERAÇÃO. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INVIABILIDADE. ARTS. 2..., 5..., LIV, 37, XIII, 39, § 1..., E 102, I, ‘A’, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 851.098-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 18/2/2015). "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei estadual n 8.970/2009. Reajuste. Natureza jurídica de revisão geral declarada na origem. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o exame de legislação local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido." (ARE 819.422-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 7/10/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Supremo Tribunal Federal ARE 841176 AGR / MA "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DO REAJUSTE CONCEDIDO POR LEGISLAÇÃO ESTADUAL (LEI n 8.970/2009). NECESSÁRIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 841.187-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/2/2015). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO. LEI ESTADUAL 8.970/2009. NATUREZA JURÍDICA DE REVISÃO GERAL ANUAL DA REMUNERAÇÃO. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INVIABILIDADE. ARTS. 2..., 5..., LIV, 37, XIII, 39, § 1..., E 102, I, ‘A’, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 851.098-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 18/2/2015). "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei estadual n 8.970/2009. Reajuste. Natureza jurídica de revisão geral declarada na origem. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o exame de legislação local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido." (ARE 819.422-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 7/10/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058190 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.176 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZA MACHADO CARDOSO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058190 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841 . 176", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 841 . 187 - AgR", "ARE 851 . 098 - AgR", "ARE 819 . 422 - AgR", "ARE 841176 AGR / MA", "ARE 841176 AGR /", "SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 desta Corte", "ARE 788 . 780 - AgR", "ARE 714 . 086 - AgR", "SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 desta Corte", "ARE 788 . 780 - AgR", "ARE 714 . 086 - AgR", "ARE 841176 AGR / MA", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 841176 AGR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AgRg n 0482082013", "AC 7 . 896 / 2011", "REM 20 . 494 / 2011", "AC 18 . 449 / 2011", "ARE 841176 AGR / MA", "AgRg n 0482082013", "AC 7 . 896 / 2011", "REM 20 . 494 / 2011", "AC 18 . 449 / 2011", "Enunciado 339 , da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Apelação n 033594 / 2013", "Enunciado 339 , da Súmula do Supremo Tribunal 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"Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Deputados", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Deputados", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ELIZA MACHADO CARDOSO", "MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ELIZA MACHADO CARDOSO", "MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "ELIZA MACHADO CARDOSO", "MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Jorge Rachid Mubárack Maluf", "ANILDES DE JESUS BERNARDES CHAVES CRUZ", "RAIMUNDO FREIRE CUTRIM", "Jorge Rachid Mubárack Maluf", "ANILDES DE JESUS BERNARDES CHAVES CRUZ", "RAIMUNDO FREIRE CUTRIM", "LUIZ FUX ARE", "CLEONES CARVALHO CUNHA", "Marcelo Carvalho Silva", "CLEONES CARVALHO CUNHA", "Marcelo Carvalho Silva", "LUIZ FUX", "Raimundo José Barros de Sousa", "Raimundo José Barros de Sousa", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "ELIZA MACHADO CARDOSO", "MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ELIZA MACHADO CARDOSO", "MANUELLA SAMPAIO GALLAS SANTO COSTA", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "03", "/", "2015", "26", "/", "2", "/", "2015", "18", "/", "2", "/", "2015", "7", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "13", "/", "3", "/", "2014", "6", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "13", "/", "3", "/", "2014", "6", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de maio de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de maio de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", ".", "01", ".", "12", "05", ".", "12", ".", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", ".", "01", ".", "12", "05", ".", "12", ".", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "09", ".", 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Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) :VILSON STALL E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL. EMPRESA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que, não havendo interesse da União no feito, compete à Justiça estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de março de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052127. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) :VILSON STALL E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 294): “Trata-se de recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a da Constituição Federal, tendo como violado o artigo 109, VIII da mesma Constituição, uma vez que o acórdão recorrido determinou ser de competência da justiça estadual o julgamento de mandado de segurança impetrado por particular contra ato que determinou o corte do fornecimento de energia elétrica, praticado por sociedade de economia mista estadual, concessionária de energia elétrica. A recorrente afirma que é sociedade de economia mista paranaense, detentora de concessões outorgadas pela União para a exploração de serviços públicos federais de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica no estado do Paraná. Por ser concessionária de serviço público federal, afirma que a competência para processar e julgar o processo é da justiça federal. Não assiste razão à recorrente. Ambas as turmas deste Supremo Tribunal Federal já assentaram que, não havendo interesse da União no feito, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052128. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) :VILSON STALL E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 294): “Trata-se de recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a da Constituição Federal, tendo como violado o artigo 109, VIII da mesma Constituição, uma vez que o acórdão recorrido determinou ser de competência da justiça estadual o julgamento de mandado de segurança impetrado por particular contra ato que determinou o corte do fornecimento de energia elétrica, praticado por sociedade de economia mista estadual, concessionária de energia elétrica. A recorrente afirma que é sociedade de economia mista paranaense, detentora de concessões outorgadas pela União para a exploração de serviços públicos federais de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica no estado do Paraná. Por ser concessionária de serviço público federal, afirma que a competência para processar e julgar o processo é da justiça federal. Não assiste razão à recorrente. Ambas as turmas deste Supremo Tribunal Federal já assentaram que, não havendo interesse da União no feito, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 247746 AGR / PR compete à Justiça Estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Nesse sentido: AI 607.035, rel. min. Sepúlveda Pertence; AI 633.708-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski; RE 505.135-AgR, rel. min. Gilmar Mendes; AI 645.872-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa. Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. Do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante alega que “a decisão agravada foi, portanto, desacertada porque no mandado de segurança a competência não é definida pelo interesse da União na ação mandamental – a competência é estabelecida pela natureza da autoridade impetrada”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052128. Supremo Tribunal Federal RE 247746 AGR / PR compete à Justiça Estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Nesse sentido: AI 607.035, rel. min. Sepúlveda Pertence; AI 633.708-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski; RE 505.135-AgR, rel. min. Gilmar Mendes; AI 645.872-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa. Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. Do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante alega que “a decisão agravada foi, portanto, desacertada porque no mandado de segurança a competência não é definida pelo interesse da União na ação mandamental – a competência é estabelecida pela natureza da autoridade impetrada”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que, não havendo interesse da União no feito, compete à Justiça estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Veja-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. REAJUSTE DO VALOR DA TARIFA. RELAÇÃO DE CONSUMO CARACTERIZADA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO TRIBUNAL DE ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.5.2011. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. O Tribunal de origem reconheceu a existência de vínculo contratual entre a concessionária de serviço público e o consumidor, caracterizando relação de consumo. Assim, não há falar em deslocamento de competência para Justiça Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 711.242-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber) 2. Quanto à definição da competência em mandado de segurança, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a discussão em torno dos requisitos de cabimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052129. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que, não havendo interesse da União no feito, compete à Justiça estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Veja-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. REAJUSTE DO VALOR DA TARIFA. RELAÇÃO DE CONSUMO CARACTERIZADA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO TRIBUNAL DE ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.5.2011. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. O Tribunal de origem reconheceu a existência de vínculo contratual entre a concessionária de serviço público e o consumidor, caracterizando relação de consumo. Assim, não há falar em deslocamento de competência para Justiça Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 711.242-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber) 2. Quanto à definição da competência em mandado de segurança, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a discussão em torno dos requisitos de cabimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 247746 AGR / PR mandado de segurança possui natureza eminentemente processual, o que enseja a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal. Nesse sentido: AI 685.313, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052129. Supremo Tribunal Federal RE 247746 AGR / PR mandado de segurança possui natureza eminentemente processual, o que enseja a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal. Nesse sentido: AI 685.313, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) : VILSON STALL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058118 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) : VILSON STALL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8071088
2015-03-10T00:00:00
2015-03-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL. EMPRESA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que, não havendo interesse da União no feito, compete à Justiça estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur297847
- Acórdão(s) citado(s): (INTERESSE DA UNIÃO, AUSÊNCIA, COMPETÊNCIA) ARE 711242 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (MS, CABIMENTO, REQUISITOS) AI 685313. Número de páginas: 6. Análise: 08/04/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
247746
null
RE-AgR
acordaos
RE 247746 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) : VILSON STALL E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) :VILSON STALL E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL. EMPRESA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que, não havendo interesse da União no feito, compete à Justiça estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de março de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052127. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) :VILSON STALL E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 294): “Trata-se de recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a da Constituição Federal, tendo como violado o artigo 109, VIII da mesma Constituição, uma vez que o acórdão recorrido determinou ser de competência da justiça estadual o julgamento de mandado de segurança impetrado por particular contra ato que determinou o corte do fornecimento de energia elétrica, praticado por sociedade de economia mista estadual, concessionária de energia elétrica. A recorrente afirma que é sociedade de economia mista paranaense, detentora de concessões outorgadas pela União para a exploração de serviços públicos federais de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica no estado do Paraná. Por ser concessionária de serviço público federal, afirma que a competência para processar e julgar o processo é da justiça federal. Não assiste razão à recorrente. Ambas as turmas deste Supremo Tribunal Federal já assentaram que, não havendo interesse da União no feito, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052128. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) :VILSON STALL E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 294): “Trata-se de recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a da Constituição Federal, tendo como violado o artigo 109, VIII da mesma Constituição, uma vez que o acórdão recorrido determinou ser de competência da justiça estadual o julgamento de mandado de segurança impetrado por particular contra ato que determinou o corte do fornecimento de energia elétrica, praticado por sociedade de economia mista estadual, concessionária de energia elétrica. A recorrente afirma que é sociedade de economia mista paranaense, detentora de concessões outorgadas pela União para a exploração de serviços públicos federais de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica no estado do Paraná. Por ser concessionária de serviço público federal, afirma que a competência para processar e julgar o processo é da justiça federal. Não assiste razão à recorrente. Ambas as turmas deste Supremo Tribunal Federal já assentaram que, não havendo interesse da União no feito, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 247746 AGR / PR compete à Justiça Estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Nesse sentido: AI 607.035, rel. min. Sepúlveda Pertence; AI 633.708-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski; Recurso Extraordinário 505.135-AgR, rel. min. Gilmar Mendes; AI 645.872-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa. Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. Do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante alega que “a decisão agravada foi, portanto, desacertada porque no mandado de segurança a competência não é definida pelo interesse da União na ação mandamental – a competência é estabelecida pela natureza da autoridade impetrada”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052128. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 247746 AGR / PR compete à Justiça Estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Nesse sentido: AI 607.035, rel. min. Sepúlveda Pertence; AI 633.708-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski; Recurso Extraordinário 505.135-AgR, rel. min. Gilmar Mendes; AI 645.872-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa. Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. Do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante alega que “a decisão agravada foi, portanto, desacertada porque no mandado de segurança a competência não é definida pelo interesse da União na ação mandamental – a competência é estabelecida pela natureza da autoridade impetrada”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que, não havendo interesse da União no feito, compete à Justiça estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Veja-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. REAJUSTE DO VALOR DA TARIFA. RELAÇÃO DE CONSUMO CARACTERIZADA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO TRIBUNAL DE ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.5.2011. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. O Tribunal de origem reconheceu a existência de vínculo contratual entre a concessionária de serviço público e o consumidor, caracterizando relação de consumo. Assim, não há falar em deslocamento de competência para Justiça Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 711.242-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 2. Quanto à definição da competência em mandado de segurança, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a discussão em torno dos requisitos de cabimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052129. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que, não havendo interesse da União no feito, compete à Justiça estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Veja-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. REAJUSTE DO VALOR DA TARIFA. RELAÇÃO DE CONSUMO CARACTERIZADA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO TRIBUNAL DE ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.5.2011. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. O Tribunal de origem reconheceu a existência de vínculo contratual entre a concessionária de serviço público e o consumidor, caracterizando relação de consumo. Assim, não há falar em deslocamento de competência para Justiça Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 711.242-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 2. Quanto à definição da competência em mandado de segurança, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a discussão em torno dos requisitos de cabimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 247746 AGR / PR mandado de segurança possui natureza eminentemente processual, o que enseja a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal. Nesse sentido: AI 685.313, Rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052129. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 247746 AGR / PR mandado de segurança possui natureza eminentemente processual, o que enseja a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal. Nesse sentido: AI 685.313, Rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8052129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) : VILSON STALL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058118 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247.746 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : HÉLIO EDUARDO RICHTER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : METALÚRGICA LÍDER LTDA ADV.(A/S) : VILSON STALL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247 . 746", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247 . 746", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247 . 746", "Recurso Extraordinário 247746 AGR / PR", "AI 607 . 035", "AI 633 . 708 - AgR", "Recurso Extraordinário 505 . 135 - AgR", "AI 645 . 872 - AgR", "Recurso Extraordinário 247746 AGR / PR", "AI 607 . 035", "AI 633 . 708 - AgR", "Recurso Extraordinário 505 . 135 - AgR", "AI 645 . 872 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247 . 746", "ARE 711 . 242 - AgR", "RECURSO", "ARE 711 . 242 - AgR", "Recurso Extraordinário 247746 AGR / PR", "AI 685 . 313", "Recurso Extraordinário 247746 AGR / PR", "AI 685 . 313", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247 . 746", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 247 . 746" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a da Constituição Federal", "artigo 109 , VIII", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "estado do Paraná", "PARANÁ", "estado do Paraná", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "COPEL", "METALÚRGICA LÍDER LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "COPEL", "METALÚRGICA LÍDER LTDA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "COPEL", "METALÚRGICA LÍDER LTDA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "TRIBUNAL DE ORIGEM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "COPEL", "METALÚRGICA LÍDER LTDA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Deputados", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "COPEL", "METALÚRGICA LÍDER LTDA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Deputados", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "HÉLIO EDUARDO RICHTER", "VILSON STALL", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "HÉLIO EDUARDO RICHTER", "VILSON STALL", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "HÉLIO EDUARDO RICHTER", "VILSON STALL", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Sepúlveda Pertence", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Sepúlveda Pertence", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "HÉLIO EDUARDO RICHTER", "VILSON STALL", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "HÉLIO EDUARDO RICHTER", "VILSON STALL", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "03", "/", "2015", "10 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "31", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "31", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "10", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) :JOSÉ PAZ VAZQUEZ Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processo Penal. 3. Crime contra a ordem tributária. Art. 1º, I e II, da Lei n. 8.137/1990. 4. Suposta violação aos artigos 1º, inciso III, 5º, caput, e inciso XLVI, e 93, IX, todos do texto constitucional. Acórdão recorrido suficientemente motivado. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019028. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) :JOSÉ PAZ VAZQUEZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao agravo, por entender que o acórdão impugnado estava suficientemente motivado e que o exame da controvérsia exigia reapreciação dos fatos e provas, o que é vedado em sede de recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula desta Corte). O agravante reitera alegação de que o acórdão recorrido está insuficientemente motivado e contradiz a necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório constante dos autos. Enfatiza, ainda, nulidade na dosimetria da pena imposta, por utilizar-se de elementos essenciais ao próprio tipo penal para elevar a pena-base. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019029. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) :JOSÉ PAZ VAZQUEZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao agravo, por entender que o acórdão impugnado estava suficientemente motivado e que o exame da controvérsia exigia reapreciação dos fatos e provas, o que é vedado em sede de recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula desta Corte). O agravante reitera alegação de que o acórdão recorrido está insuficientemente motivado e contradiz a necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório constante dos autos. Enfatiza, ainda, nulidade na dosimetria da pena imposta, por utilizar-se de elementos essenciais ao próprio tipo penal para elevar a pena-base. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal. Como já registrado na decisão impugnada, a autoria delitiva restou sobejamente demonstrada na sentença condenatória, não decorrendo de meras presunções de cunho subjetivo. Da mesma forma, veio a constatação da materialidade, passível de justificar condenação nos moldes impostos, feita após detida análise do vasto acervo probatório, notadamente robusta prova documental e testemunhal. A seu turno, o Tribunal de origem consignou, quando da manutenção dos termos da sentença: “(...) Autoria. Interrogado pelo MM. Magistrado a quo, o apelante Gonzalo Gallardo Díaz afirmou que, no período indicado na denúncia, era sócio da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.', com 50% (cinquenta por cento) das cotas, mas não administrava a empresa, tinha outras indústrias e permanecia em São Paulo (SP). Disse que recebia relatórios da empresa e que atuava na área comercial, de relações públicas e investimentos, negando atuação na área contábil e de recolhimento de tributos. Adicionou que a empresa tinha relação antiga com a Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda. e que apenas com o conhecimento dos fatos narrados nestes autos soube de irregularidades na 'Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e nas suas sucessoras, 'Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', irregularidades que prejudicaram outras empresas do setor, além da sua (fls. 1.104/1.105).(...) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal. Como já registrado na decisão impugnada, a autoria delitiva restou sobejamente demonstrada na sentença condenatória, não decorrendo de meras presunções de cunho subjetivo. Da mesma forma, veio a constatação da materialidade, passível de justificar condenação nos moldes impostos, feita após detida análise do vasto acervo probatório, notadamente robusta prova documental e testemunhal. A seu turno, o Tribunal de origem consignou, quando da manutenção dos termos da sentença: “(...) Autoria. Interrogado pelo MM. Magistrado a quo, o apelante Gonzalo Gallardo Díaz afirmou que, no período indicado na denúncia, era sócio da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.', com 50% (cinquenta por cento) das cotas, mas não administrava a empresa, tinha outras indústrias e permanecia em São Paulo (SP). Disse que recebia relatórios da empresa e que atuava na área comercial, de relações públicas e investimentos, negando atuação na área contábil e de recolhimento de tributos. Adicionou que a empresa tinha relação antiga com a Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda. e que apenas com o conhecimento dos fatos narrados nestes autos soube de irregularidades na 'Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e nas suas sucessoras, 'Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', irregularidades que prejudicaram outras empresas do setor, além da sua (fls. 1.104/1.105).(...) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 780224 AGR / SP A testemunha de acusação José Lívio Mota de Paula declarou que houve 2 (duas) autuações da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.', uma delas em dezembro de 2002, no valor de 40 milhões de reais, envolvendo IPI, IRPJ e CSLL e outra no final de 2003, no valor de 99 milhões de reais. Disse que, de início, levantou diversas irregularidades na 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.': os livros contábeis, fiscais e as notas estavam retidas na Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP), que elaborou relatório das apurações; contra a Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda. já tramitava processo de inidoneidade; no relatório da Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP) constava como endereço da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' a mesma rua da 'Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e da 'Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', assim como as notas da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' seguiam o mesmo layout das outras 2 (duas), sendo idênticos os logotipos identificadores das 3 (três) empresas. Afirmou que, em diligência na 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', foi informado que havia sido autuada pela Receita de Jundiaí (SP), em razão da utilização de talonários em branco e que havia fornecido notas com mesma numeração para a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' e para outras empresas, sendo também esclarecido sobre os maiores clientes da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', entre os quais não foi mencionada a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.'. Relatou que, verificando as notas emitidas pelas 3 (três) empresas, as datas de emissão não guardavam congruência com a sequência numérica das notas e que, em diligência nas 4 (quatro) empresas gráficas de São Paulo (SP) que imprimiram as notas, constatou que, em 2 (duas) delas, a data das autorizações para impressões dos documentos eram posteriores à saída das gráficas dos respectivos endereços e, em outras 2 (duas), os sócios disseram não lhes pertencer a impressão porque feita no modo off set, não existente naqueles locais. Aduziu que a Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP) apreendeu relatórios da portaria da 'Aergi Indústria e Comércio 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal ARE 780224 AGR / SP A testemunha de acusação José Lívio Mota de Paula declarou que houve 2 (duas) autuações da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.', uma delas em dezembro de 2002, no valor de 40 milhões de reais, envolvendo IPI, IRPJ e CSLL e outra no final de 2003, no valor de 99 milhões de reais. Disse que, de início, levantou diversas irregularidades na 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.': os livros contábeis, fiscais e as notas estavam retidas na Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP), que elaborou relatório das apurações; contra a Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda. já tramitava processo de inidoneidade; no relatório da Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP) constava como endereço da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' a mesma rua da 'Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e da 'Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', assim como as notas da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' seguiam o mesmo layout das outras 2 (duas), sendo idênticos os logotipos identificadores das 3 (três) empresas. Afirmou que, em diligência na 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', foi informado que havia sido autuada pela Receita de Jundiaí (SP), em razão da utilização de talonários em branco e que havia fornecido notas com mesma numeração para a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' e para outras empresas, sendo também esclarecido sobre os maiores clientes da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', entre os quais não foi mencionada a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.'. Relatou que, verificando as notas emitidas pelas 3 (três) empresas, as datas de emissão não guardavam congruência com a sequência numérica das notas e que, em diligência nas 4 (quatro) empresas gráficas de São Paulo (SP) que imprimiram as notas, constatou que, em 2 (duas) delas, a data das autorizações para impressões dos documentos eram posteriores à saída das gráficas dos respectivos endereços e, em outras 2 (duas), os sócios disseram não lhes pertencer a impressão porque feita no modo off set, não existente naqueles locais. Aduziu que a Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP) apreendeu relatórios da portaria da 'Aergi Indústria e Comércio 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 780224 AGR / SP de Papéis Ltda.', nos quais observou que menos de 3% (três por cento) das notas apreendidas estavam relacionadas. Relatou que pediu à 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' o livro de registro de controle de produção de estoque, a fim de verificar a entrada e a utilização das matérias-primas e que, após a concessão de 2 (duas) prorrogações de prazo, o acesso ao livro foi negado pela empresa sob a alegação de que seria sigiloso, sendo que tampouco os cheques solicitados foram fornecidos pela empresa. Afirmou que os bancos forneceram as cópias desses cheques, permitindo constatar o lançamento de mais de 400 (quatrocentos) cheques compensados com CPMF zero. Adicionou que a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' impetrou Mandado de Segurança para paralisar a análise da documentação obtida junto aos bancos. Asseverou que todas as notas irregulares foram lançadas como custo de produção (fls. 1.138/1.140).(...) Evidencia-se que o acusado Gonzalo Gallardo Díaz não somente consta nas fichas cadastrais da Junta Comercial e nos contratos sociais da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' e respectivas alterações, da época dos fatos, na qualidade de sócio-gerente majoritário (fls. 770/776, 786/792, 834/840, 843/891, 901/935 e 1.089/1.099), como também praticou de fato sua administração, conforme demonstram diversos documentos que assinou, representativos dessa condição (fls. 22, 31/32, 34/35 e 54/55). A partir da alteração registrada em 23.09.91, que conferiu nova redação à cláusula quinta do contrato social, verifica-se que o acusado Gonzalo Gallardo Díaz passou a ser o sócio detentor de maiores poderes de ingerência na administração da empresa (...). Nota-se, portanto, que o acórdão recorrido, valendo-se de análise do arcabouço fático-probatório dos autos, concluiu pela autoria e materialidade, de forma suficientemente motivada, sendo que o presente recurso extraordinário decorre de mero inconformismo da parte, que não aceita seus fundamentos. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal ARE 780224 AGR / SP de Papéis Ltda.', nos quais observou que menos de 3% (três por cento) das notas apreendidas estavam relacionadas. Relatou que pediu à 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' o livro de registro de controle de produção de estoque, a fim de verificar a entrada e a utilização das matérias-primas e que, após a concessão de 2 (duas) prorrogações de prazo, o acesso ao livro foi negado pela empresa sob a alegação de que seria sigiloso, sendo que tampouco os cheques solicitados foram fornecidos pela empresa. Afirmou que os bancos forneceram as cópias desses cheques, permitindo constatar o lançamento de mais de 400 (quatrocentos) cheques compensados com CPMF zero. Adicionou que a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' impetrou Mandado de Segurança para paralisar a análise da documentação obtida junto aos bancos. Asseverou que todas as notas irregulares foram lançadas como custo de produção (fls. 1.138/1.140).(...) Evidencia-se que o acusado Gonzalo Gallardo Díaz não somente consta nas fichas cadastrais da Junta Comercial e nos contratos sociais da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' e respectivas alterações, da época dos fatos, na qualidade de sócio-gerente majoritário (fls. 770/776, 786/792, 834/840, 843/891, 901/935 e 1.089/1.099), como também praticou de fato sua administração, conforme demonstram diversos documentos que assinou, representativos dessa condição (fls. 22, 31/32, 34/35 e 54/55). A partir da alteração registrada em 23.09.91, que conferiu nova redação à cláusula quinta do contrato social, verifica-se que o acusado Gonzalo Gallardo Díaz passou a ser o sócio detentor de maiores poderes de ingerência na administração da empresa (...). Nota-se, portanto, que o acórdão recorrido, valendo-se de análise do arcabouço fático-probatório dos autos, concluiu pela autoria e materialidade, de forma suficientemente motivada, sendo que o presente recurso extraordinário decorre de mero inconformismo da parte, que não aceita seus fundamentos. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 780224 AGR / SP Não se pode olvidar que o deslinde da questão demanda exclusivamente análise de fatos e provas, tarefa adstrita às instâncias ordinárias. Nesse passo, para se entender de forma diversa do consubstanciado nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista o disposto na Súmula 279. De outro lado, no que concerne à dosimetria da pena, é assente que o pleito recursal também não merece guarida. Isso porque não se verifica existência de bis in idem ou qualquer vício na determinação do quantum da pena, restando a sentença, bem como o acórdão confirmatório, irrepreensivelmente fundamentados, tendo o julgador agido nos estritos limites legais de sua discricionariedade. Advirto que a fixação da pena-base acima do mínimo legal, a título de consequências do delito, em face do valor do débito tributário, encontra supedâneo no ordenamento pátrio, ainda que se desconsidere o valor das supostas multas, uma vez que, a despeito da dedução, o débito permanece exorbitante. Anote-se que o montante do tributo omitido não é elemento do tipo. A conduta tida por delituosa é suprimir tributo, pura e simplesmente, não sendo exigidos altos valores para adequação típica. O magistrado de primeira instância e o tribunal de apelação, ao revisarem a pena imposta, entenderam por bem aumentar a pena-base, levando em conta, como consequência do crime, o vultoso valor suprimido o que fizeram com amparo legal. Sob nenhum prisma, tal entender configura bis in idem. Ora, suprimir menor ou maior valor merece menor ou maior reprimenda, por evidente, dentro dos limites definidos pelas penas mínima e máxima cominadas na lei. Insta ressaltar, por oportuno, que o reconhecimento da prescrição, bem como a desclassificação realizados em sede de embargos declaratórios não têm o condão de repercutir na redução da pena, eis que persiste a gravidade da conduta praticada pelo recorrente. Finalmente, no que tange à alegada violação ao art. 93, inciso IX, da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal ARE 780224 AGR / SP Não se pode olvidar que o deslinde da questão demanda exclusivamente análise de fatos e provas, tarefa adstrita às instâncias ordinárias. Nesse passo, para se entender de forma diversa do consubstanciado nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista o disposto na Súmula 279. De outro lado, no que concerne à dosimetria da pena, é assente que o pleito recursal também não merece guarida. Isso porque não se verifica existência de bis in idem ou qualquer vício na determinação do quantum da pena, restando a sentença, bem como o acórdão confirmatório, irrepreensivelmente fundamentados, tendo o julgador agido nos estritos limites legais de sua discricionariedade. Advirto que a fixação da pena-base acima do mínimo legal, a título de consequências do delito, em face do valor do débito tributário, encontra supedâneo no ordenamento pátrio, ainda que se desconsidere o valor das supostas multas, uma vez que, a despeito da dedução, o débito permanece exorbitante. Anote-se que o montante do tributo omitido não é elemento do tipo. A conduta tida por delituosa é suprimir tributo, pura e simplesmente, não sendo exigidos altos valores para adequação típica. O magistrado de primeira instância e o tribunal de apelação, ao revisarem a pena imposta, entenderam por bem aumentar a pena-base, levando em conta, como consequência do crime, o vultoso valor suprimido o que fizeram com amparo legal. Sob nenhum prisma, tal entender configura bis in idem. Ora, suprimir menor ou maior valor merece menor ou maior reprimenda, por evidente, dentro dos limites definidos pelas penas mínima e máxima cominadas na lei. Insta ressaltar, por oportuno, que o reconhecimento da prescrição, bem como a desclassificação realizados em sede de embargos declaratórios não têm o condão de repercutir na redução da pena, eis que persiste a gravidade da conduta praticada pelo recorrente. Finalmente, no que tange à alegada violação ao art. 93, inciso IX, da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 780224 AGR / SP Constituição, não vislumbro ilegalidade manifesta a ensejar o comprometimento da decisão objurgada. Além disso, sabe-se que o Judiciário não está obrigado a se pronunciar sobre todas as questões da parte, sob pena de comprometer a própria prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental por seus próprios fundamentos. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal ARE 780224 AGR / SP Constituição, não vislumbro ilegalidade manifesta a ensejar o comprometimento da decisão objurgada. Além disso, sabe-se que o Judiciário não está obrigado a se pronunciar sobre todas as questões da parte, sob pena de comprometer a própria prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental por seus próprios fundamentos. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) : JOSÉ PAZ VAZQUEZ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052554 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) : JOSÉ PAZ VAZQUEZ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052554 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8070693
2015-03-10T00:00:00
2015-03-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processo Penal. 3. Crime contra a ordem tributária. Art. 1º, I e II, da Lei n. 8.137/1990. 4. Suposta violação aos artigos 1º, inciso III, 5º, caput, e inciso XLVI, e 93, IX, todos do texto constitucional. Acórdão recorrido suficientemente motivado. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur297784
Número de páginas: 8. Análise: 09/04/2015, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
780224
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 \"CAPUT\" \n INC-00046 ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008137 ANO-1990\n ART-00001 INC-00001 INC-00002\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 780224 AgR
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AGTE.(S) : GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) : JOSÉ PAZ VAZQUEZ
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Ementa e Acórdão 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) :JOSÉ PAZ VAZQUEZ Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processo Penal. 3. Crime contra a ordem tributária. Art. 1..., I e II, da Lei n. 8.137/1990. 4. Suposta violação aos artigos 1..., inciso III, 5..., caput, e inciso XLVI, e 93, IX, todos do texto constitucional. Acórdão recorrido suficientemente motivado. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019028. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) :JOSÉ PAZ VAZQUEZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao agravo, por entender que o acórdão impugnado estava suficientemente motivado e que o exame da controvérsia exigia reapreciação dos fatos e provas, o que é vedado em sede de recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula desta Corte). O agravante reitera alegação de que o acórdão recorrido está insuficientemente motivado e contradiz a necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório constante dos autos. Enfatiza, ainda, nulidade na dosimetria da pena imposta, por utilizar-se de elementos essenciais ao próprio tipo penal para elevar a pena-base. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019029. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) :JOSÉ PAZ VAZQUEZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao agravo, por entender que o acórdão impugnado estava suficientemente motivado e que o exame da controvérsia exigia reapreciação dos fatos e provas, o que é vedado em sede de recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula desta Corte). O agravante reitera alegação de que o acórdão recorrido está insuficientemente motivado e contradiz a necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório constante dos autos. Enfatiza, ainda, nulidade na dosimetria da pena imposta, por utilizar-se de elementos essenciais ao próprio tipo penal para elevar a pena-base. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal. Como já registrado na decisão impugnada, a autoria delitiva restou sobejamente demonstrada na sentença condenatória, não decorrendo de meras presunções de cunho subjetivo. Da mesma forma, veio a constatação da materialidade, passível de justificar condenação nos moldes impostos, feita após detida análise do vasto acervo probatório, notadamente robusta prova documental e testemunhal. A seu turno, o Tribunal de origem consignou, quando da manutenção dos termos da sentença: “(...) Autoria. Interrogado pelo MM. Magistrado a quo, o apelante Gonzalo Gallardo Díaz afirmou que, no período indicado na denúncia, era sócio da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.', com 50% (cinquenta por cento) das cotas, mas não administrava a empresa, tinha outras indústrias e permanecia em São Paulo (SP). Disse que recebia relatórios da empresa e que atuava na área comercial, de relações públicas e investimentos, negando atuação na área contábil e de recolhimento de tributos. Adicionou que a empresa tinha relação antiga com a Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda. e que apenas com o conhecimento dos fatos narrados nestes autos soube de irregularidades na 'Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e nas suas sucessoras, 'Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', irregularidades que prejudicaram outras empresas do setor, além da sua (fls. 1.104/1.105).(...) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal. Como já registrado na decisão impugnada, a autoria delitiva restou sobejamente demonstrada na sentença condenatória, não decorrendo de meras presunções de cunho subjetivo. Da mesma forma, veio a constatação da materialidade, passível de justificar condenação nos moldes impostos, feita após detida análise do vasto acervo probatório, notadamente robusta prova documental e testemunhal. A seu turno, o Tribunal de origem consignou, quando da manutenção dos termos da sentença: “(...) Autoria. Interrogado pelo MM. Magistrado a quo, o apelante Gonzalo Gallardo Díaz afirmou que, no período indicado na denúncia, era sócio da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.', com 50% (cinquenta por cento) das cotas, mas não administrava a empresa, tinha outras indústrias e permanecia em São Paulo (SP). Disse que recebia relatórios da empresa e que atuava na área comercial, de relações públicas e investimentos, negando atuação na área contábil e de recolhimento de tributos. Adicionou que a empresa tinha relação antiga com a Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda. e que apenas com o conhecimento dos fatos narrados nestes autos soube de irregularidades na 'Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e nas suas sucessoras, 'Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', irregularidades que prejudicaram outras empresas do setor, além da sua (fls. 1.104/1.105).(...) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 780224 AGR / SP A testemunha de acusação José Lívio Mota de Paula declarou que houve 2 (duas) autuações da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.', uma delas em dezembro de 2002, no valor de 40 milhões de reais, envolvendo IPI, IRPJ e CSLL e outra no final de 2003, no valor de 99 milhões de reais. Disse que, de início, levantou diversas irregularidades na 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.': os livros contábeis, fiscais e as notas estavam retidas na Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP), que elaborou relatório das apurações; contra a Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda. já tramitava processo de inidoneidade; no relatório da Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP) constava como endereço da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' a mesma rua da 'Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e da 'Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', assim como as notas da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' seguiam o mesmo layout das outras 2 (duas), sendo idênticos os logotipos identificadores das 3 (três) empresas. Afirmou que, em diligência na 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', foi informado que havia sido autuada pela Receita de Jundiaí (SP), em razão da utilização de talonários em branco e que havia fornecido notas com mesma numeração para a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' e para outras empresas, sendo também esclarecido sobre os maiores clientes da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', entre os quais não foi mencionada a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.'. Relatou que, verificando as notas emitidas pelas 3 (três) empresas, as datas de emissão não guardavam congruência com a sequência numérica das notas e que, em diligência nas 4 (quatro) empresas gráficas de São Paulo (SP) que imprimiram as notas, constatou que, em 2 (duas) delas, a data das autorizações para impressões dos documentos eram posteriores à saída das gráficas dos respectivos endereços e, em outras 2 (duas), os sócios disseram não lhes pertencer a impressão porque feita no modo off set, não existente naqueles locais. Aduziu que a Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP) apreendeu relatórios da portaria da 'Aergi Indústria e Comércio 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal ARE 780224 AGR / SP A testemunha de acusação José Lívio Mota de Paula declarou que houve 2 (duas) autuações da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.', uma delas em dezembro de 2002, no valor de 40 milhões de reais, envolvendo IPI, IRPJ e CSLL e outra no final de 2003, no valor de 99 milhões de reais. Disse que, de início, levantou diversas irregularidades na 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.': os livros contábeis, fiscais e as notas estavam retidas na Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP), que elaborou relatório das apurações; contra a Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda. já tramitava processo de inidoneidade; no relatório da Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP) constava como endereço da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' a mesma rua da 'Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' e da 'Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', assim como as notas da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.' seguiam o mesmo layout das outras 2 (duas), sendo idênticos os logotipos identificadores das 3 (três) empresas. Afirmou que, em diligência na 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', foi informado que havia sido autuada pela Receita de Jundiaí (SP), em razão da utilização de talonários em branco e que havia fornecido notas com mesma numeração para a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' e para outras empresas, sendo também esclarecido sobre os maiores clientes da 'Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda.', entre os quais não foi mencionada a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.'. Relatou que, verificando as notas emitidas pelas 3 (três) empresas, as datas de emissão não guardavam congruência com a sequência numérica das notas e que, em diligência nas 4 (quatro) empresas gráficas de São Paulo (SP) que imprimiram as notas, constatou que, em 2 (duas) delas, a data das autorizações para impressões dos documentos eram posteriores à saída das gráficas dos respectivos endereços e, em outras 2 (duas), os sócios disseram não lhes pertencer a impressão porque feita no modo off set, não existente naqueles locais. Aduziu que a Receita Estadual de Ribeirão Preto (SP) apreendeu relatórios da portaria da 'Aergi Indústria e Comércio 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 780224 AGR / SP de Papéis Ltda.', nos quais observou que menos de 3% (três por cento) das notas apreendidas estavam relacionadas. Relatou que pediu à 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' o livro de registro de controle de produção de estoque, a fim de verificar a entrada e a utilização das matérias-primas e que, após a concessão de 2 (duas) prorrogações de prazo, o acesso ao livro foi negado pela empresa sob a alegação de que seria sigiloso, sendo que tampouco os cheques solicitados foram fornecidos pela empresa. Afirmou que os bancos forneceram as cópias desses cheques, permitindo constatar o lançamento de mais de 400 (quatrocentos) cheques compensados com CPMF zero. Adicionou que a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' impetrou Mandado de Segurança para paralisar a análise da documentação obtida junto aos bancos. Asseverou que todas as notas irregulares foram lançadas como custo de produção (fls. 1.138/1.140).(...) Evidencia-se que o acusado Gonzalo Gallardo Díaz não somente consta nas fichas cadastrais da Junta Comercial e nos contratos sociais da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' e respectivas alterações, da época dos fatos, na qualidade de sócio-gerente majoritário (fls. 770/776, 786/792, 834/840, 843/891, 901/935 e 1.089/1.099), como também praticou de fato sua administração, conforme demonstram diversos documentos que assinou, representativos dessa condição (fls. 22, 31/32, 34/35 e 54/55). A partir da alteração registrada em 23.09.91, que conferiu nova redação à cláusula quinta do contrato social, verifica-se que o acusado Gonzalo Gallardo Díaz passou a ser o sócio detentor de maiores poderes de ingerência na administração da empresa (...). Nota-se, portanto, que o acórdão recorrido, valendo-se de análise do arcabouço fático-probatório dos autos, concluiu pela autoria e materialidade, de forma suficientemente motivada, sendo que o presente recurso extraordinário decorre de mero inconformismo da parte, que não aceita seus fundamentos. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal ARE 780224 AGR / SP de Papéis Ltda.', nos quais observou que menos de 3% (três por cento) das notas apreendidas estavam relacionadas. Relatou que pediu à 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' o livro de registro de controle de produção de estoque, a fim de verificar a entrada e a utilização das matérias-primas e que, após a concessão de 2 (duas) prorrogações de prazo, o acesso ao livro foi negado pela empresa sob a alegação de que seria sigiloso, sendo que tampouco os cheques solicitados foram fornecidos pela empresa. Afirmou que os bancos forneceram as cópias desses cheques, permitindo constatar o lançamento de mais de 400 (quatrocentos) cheques compensados com CPMF zero. Adicionou que a 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' impetrou Mandado de Segurança para paralisar a análise da documentação obtida junto aos bancos. Asseverou que todas as notas irregulares foram lançadas como custo de produção (fls. 1.138/1.140).(...) Evidencia-se que o acusado Gonzalo Gallardo Díaz não somente consta nas fichas cadastrais da Junta Comercial e nos contratos sociais da 'Ibéria Indústria de Embalagens Ltda.' e respectivas alterações, da época dos fatos, na qualidade de sócio-gerente majoritário (fls. 770/776, 786/792, 834/840, 843/891, 901/935 e 1.089/1.099), como também praticou de fato sua administração, conforme demonstram diversos documentos que assinou, representativos dessa condição (fls. 22, 31/32, 34/35 e 54/55). A partir da alteração registrada em 23.09.91, que conferiu nova redação à cláusula quinta do contrato social, verifica-se que o acusado Gonzalo Gallardo Díaz passou a ser o sócio detentor de maiores poderes de ingerência na administração da empresa (...). Nota-se, portanto, que o acórdão recorrido, valendo-se de análise do arcabouço fático-probatório dos autos, concluiu pela autoria e materialidade, de forma suficientemente motivada, sendo que o presente recurso extraordinário decorre de mero inconformismo da parte, que não aceita seus fundamentos. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 780224 AGR / SP Não se pode olvidar que o deslinde da questão demanda exclusivamente análise de fatos e provas, tarefa adstrita às instâncias ordinárias. Nesse passo, para se entender de forma diversa do consubstanciado nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista o disposto na Súmula 279. De outro lado, no que concerne à dosimetria da pena, é assente que o pleito recursal também não merece guarida. Isso porque não se verifica existência de bis in idem ou qualquer vício na determinação do quantum da pena, restando a sentença, bem como o acórdão confirmatório, irrepreensivelmente fundamentados, tendo o julgador agido nos estritos limites legais de sua discricionariedade. Advirto que a fixação da pena-base acima do mínimo legal, a título de consequências do delito, em face do valor do débito tributário, encontra supedâneo no ordenamento pátrio, ainda que se desconsidere o valor das supostas multas, uma vez que, a despeito da dedução, o débito permanece exorbitante. Anote-se que o montante do tributo omitido não é elemento do tipo. A conduta tida por delituosa é suprimir tributo, pura e simplesmente, não sendo exigidos altos valores para adequação típica. O magistrado de primeira instância e o tribunal de apelação, ao revisarem a pena imposta, entenderam por bem aumentar a pena-base, levando em conta, como consequência do crime, o vultoso valor suprimido o que fizeram com amparo legal. Sob nenhum prisma, tal entender configura bis in idem. Ora, suprimir menor ou maior valor merece menor ou maior reprimenda, por evidente, dentro dos limites definidos pelas penas mínima e máxima cominadas na lei. Insta ressaltar, por oportuno, que o reconhecimento da prescrição, bem como a desclassificação realizados em sede de embargos declaratórios não têm o condão de repercutir na redução da pena, eis que persiste a gravidade da conduta praticada pelo recorrente. Finalmente, no que tange à alegada violação ao art. 93, inciso IX, da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal ARE 780224 AGR / SP Não se pode olvidar que o deslinde da questão demanda exclusivamente análise de fatos e provas, tarefa adstrita às instâncias ordinárias. Nesse passo, para se entender de forma diversa do consubstanciado nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista o disposto na Súmula 279. De outro lado, no que concerne à dosimetria da pena, é assente que o pleito recursal também não merece guarida. Isso porque não se verifica existência de bis in idem ou qualquer vício na determinação do quantum da pena, restando a sentença, bem como o acórdão confirmatório, irrepreensivelmente fundamentados, tendo o julgador agido nos estritos limites legais de sua discricionariedade. Advirto que a fixação da pena-base acima do mínimo legal, a título de consequências do delito, em face do valor do débito tributário, encontra supedâneo no ordenamento pátrio, ainda que se desconsidere o valor das supostas multas, uma vez que, a despeito da dedução, o débito permanece exorbitante. Anote-se que o montante do tributo omitido não é elemento do tipo. A conduta tida por delituosa é suprimir tributo, pura e simplesmente, não sendo exigidos altos valores para adequação típica. O magistrado de primeira instância e o tribunal de apelação, ao revisarem a pena imposta, entenderam por bem aumentar a pena-base, levando em conta, como consequência do crime, o vultoso valor suprimido o que fizeram com amparo legal. Sob nenhum prisma, tal entender configura bis in idem. Ora, suprimir menor ou maior valor merece menor ou maior reprimenda, por evidente, dentro dos limites definidos pelas penas mínima e máxima cominadas na lei. Insta ressaltar, por oportuno, que o reconhecimento da prescrição, bem como a desclassificação realizados em sede de embargos declaratórios não têm o condão de repercutir na redução da pena, eis que persiste a gravidade da conduta praticada pelo recorrente. Finalmente, no que tange à alegada violação ao art. 93, inciso IX, da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 780224 AGR / SP Constituição, não vislumbro ilegalidade manifesta a ensejar o comprometimento da decisão objurgada. Além disso, sabe-se que o Judiciário não está obrigado a se pronunciar sobre todas as questões da parte, sob pena de comprometer a própria prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental por seus próprios fundamentos. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Supremo Tribunal Federal ARE 780224 AGR / SP Constituição, não vislumbro ilegalidade manifesta a ensejar o comprometimento da decisão objurgada. Além disso, sabe-se que o Judiciário não está obrigado a se pronunciar sobre todas as questões da parte, sob pena de comprometer a própria prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental por seus próprios fundamentos. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8019030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) : JOSÉ PAZ VAZQUEZ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052554 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.224 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GONZALO GALLARDO DIAZ ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VALARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO INTDO.(A/S) : JOSÉ PAZ VAZQUEZ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052554 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780 . 224", "RECURSO", "ARE 780224 AGR / SP", "ARE 780224 AGR / SP", "ARE 780224 AGR / SP de Papéis Ltda", "ARE 780224 AGR / SP", "ARE 780224 AGR / SP", "ARE 780224 AGR / SP", "ARE 780224 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "artigos 1 . . . , inciso III , 5 . . . , caput , e inciso XLVI , e 93 , IX , todos do texto", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "São Paulo ( SP )", "SÃO PAULO", "São Paulo ( SP )", "São Paulo ( SP )", "São Paulo ( SP )", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Receita Estadual de Ribeirão Preto ( SP )", "Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Receita Estadual de Ribeirão Preto ( SP", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Receita de Jundiaí ( SP", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Receita Estadual de Ribeirão Preto ( SP", "Aergi Indústria e Comércio 2", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Receita Estadual de Ribeirão Preto ( SP )", "Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Receita Estadual de Ribeirão Preto ( SP", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Alcici Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Icicla Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Receita de Jundiaí ( SP )", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Aergi Indústria e Comércio de Papéis Ltda .", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Receita Estadual de Ribeirão Preto", "Aergi Indústria e Comércio", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda .", "Ibéria Indústria de Embalagens Ltda . '", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "GONZALO GALLARDO DIAZ", "CELSO SANCHEZ VALARDI", "JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO", "JOSÉ PAZ VAZQUEZ", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GONZALO GALLARDO DIAZ", "CELSO SANCHEZ VALARDI", "JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO", "JOSÉ PAZ VAZQUEZ", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GONZALO GALLARDO DIAZ", "CELSO SANCHEZ VALARDI", "JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO", "JOSÉ PAZ VAZQUEZ", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Gonzalo Gallardo Díaz", "GILMAR MENDES", "Gonzalo Gallardo Díaz", "GILMAR MENDES", "José Lívio Mota de Paula", "José Lívio Mota de Paula", "GILMAR MENDES", "Gonzalo Gallardo Díaz", "Gonzalo Gallardo Díaz", "Gonzalo Gallardo Díaz", "Gonzalo Gallardo Díaz", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GONZALO GALLARDO DIAZ", "CELSO SANCHEZ VALARDI", "JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO", "JOSÉ PAZ VAZQUEZ", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "GONZALO GALLARDO DIAZ", "CELSO SANCHEZ VALARDI", "JUAN JOSÉ CAMPOS ALONSO", "JOSÉ PAZ VAZQUEZ", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "03", "/", "2015", "10 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2002", "final de", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2002", "final de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "09", ".", "91", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "09", ".", "91", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "10", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) :HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) :ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) :GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de março de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057427. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 854721 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057427. Supremo Tribunal Federal ARE 854721 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) :HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) :ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) :GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 18 de dezembro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057428. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) :HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) :ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) :GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 18 de dezembro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 854721 AGR / DF demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca da existência de violação aos princípios do devido processo legal, da legalidade, do contraditório e da ampla defesa e da inafastabilidade da jurisdição. Defende a validade do preparo realizado quanto da interposição do recurso especial. A parte agravada, em contraminuta, ressalta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057428. Supremo Tribunal Federal ARE 854721 AGR / DF demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca da existência de violação aos princípios do devido processo legal, da legalidade, do contraditório e da ampla defesa e da inafastabilidade da jurisdição. Defende a validade do preparo realizado quanto da interposição do recurso especial. A parte agravada, em contraminuta, ressalta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça negou acolhida a pedido formulado em agravo regimental, consignando, em síntese: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IRREGULARIDADE DO PREPARO RECURSAL. DESERÇÃO. ACÓRDÃO EMBARGADO CONFORME A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ENUNCIADO Nº 168⁄STJ. INEXISTÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. RECURSO A QUESE NEGA PROVIMENTO. 1. Tendo o acórdão embargado decidido em conformidade com a jurisprudência atual e pacífica deste Superior Tribunal de Justiça no sentido de que o recolhimento errôneo do preparo recursal importa na deserção do recurso, incide o enunciado nº 168⁄STJ. 2. Para o conhecimento dos embargos de divergência, mister a similitude fática dos julgados confrontados, o que não ocorre na espécie. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057429. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça negou acolhida a pedido formulado em agravo regimental, consignando, em síntese: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IRREGULARIDADE DO PREPARO RECURSAL. DESERÇÃO. ACÓRDÃO EMBARGADO CONFORME A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ENUNCIADO Nº 168⁄STJ. INEXISTÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. RECURSO A QUESE NEGA PROVIMENTO. 1. Tendo o acórdão embargado decidido em conformidade com a jurisprudência atual e pacífica deste Superior Tribunal de Justiça no sentido de que o recolhimento errôneo do preparo recursal importa na deserção do recurso, incide o enunciado nº 168⁄STJ. 2. Para o conhecimento dos embargos de divergência, mister a similitude fática dos julgados confrontados, o que não ocorre na espécie. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 854721 AGR / DF Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057429. Supremo Tribunal Federal ARE 854721 AGR / DF Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) : HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) : ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) : GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058213 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) : HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) : ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) : GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058213 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8078232
2015-03-10T00:00:00
2015-03-26T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur298046
Número de páginas: 7. Análise: 09/04/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
854721
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 854721 AgR
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AGTE.(S) : J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) : HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) : ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) : GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) :HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) :ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) :GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de março de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057427. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 854721 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057427. Supremo Tribunal Federal ARE 854721 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) :HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) :ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) :GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 18 de dezembro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057428. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) :HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) :ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) :GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 18 de dezembro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 854721 AGR / DF demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca da existência de violação aos princípios do devido processo legal, da legalidade, do contraditório e da ampla defesa e da inafastabilidade da jurisdição. Defende a validade do preparo realizado quanto da interposição do recurso especial. A parte agravada, em contraminuta, ressalta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057428. Supremo Tribunal Federal ARE 854721 AGR / DF demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca da existência de violação aos princípios do devido processo legal, da legalidade, do contraditório e da ampla defesa e da inafastabilidade da jurisdição. Defende a validade do preparo realizado quanto da interposição do recurso especial. A parte agravada, em contraminuta, ressalta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça negou acolhida a pedido formulado em agravo regimental, consignando, em síntese: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IRREGULARIDADE DO PREPARO RECURSAL. DESERÇÃO. ACÓRDÃO EMBARGADO CONFORME A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ENUNCIADO n 168⁄Superior Tribunal de Justiça. INEXISTÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. RECURSO A QUESE NEGA PROVIMENTO. 1. Tendo o acórdão embargado decidido em conformidade com a jurisprudência atual e pacífica deste Superior Tribunal de Justiça no sentido de que o recolhimento errôneo do preparo recursal importa na deserção do recurso, incide o enunciado n 168⁄Superior Tribunal de Justiça. 2. Para o conhecimento dos embargos de divergência, mister a similitude fática dos julgados confrontados, o que não ocorre na espécie. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057429. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça negou acolhida a pedido formulado em agravo regimental, consignando, em síntese: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IRREGULARIDADE DO PREPARO RECURSAL. DESERÇÃO. ACÓRDÃO EMBARGADO CONFORME A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ENUNCIADO n 168⁄Superior Tribunal de Justiça. INEXISTÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. RECURSO A QUESE NEGA PROVIMENTO. 1. Tendo o acórdão embargado decidido em conformidade com a jurisprudência atual e pacífica deste Superior Tribunal de Justiça no sentido de que o recolhimento errôneo do preparo recursal importa na deserção do recurso, incide o enunciado n 168⁄Superior Tribunal de Justiça. 2. Para o conhecimento dos embargos de divergência, mister a similitude fática dos julgados confrontados, o que não ocorre na espécie. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 854721 AGR / DF Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057429. Supremo Tribunal Federal ARE 854721 AGR / DF Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8057429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) : HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) : ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) : GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058213 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.721 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : J M ATACADO LTDA ADV.(A/S) : HERÁCLITO LACERDA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A - BANESPA ADV.(A/S) : ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA ADV.(A/S) : GUILHERME MORENO MAIA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058213 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854 . 721", "ARE 854721 AGR / DF", "ARE 854721 AGR / DF", "ARE 854721 AGR / DF", "ENUNCIADO n 168⁄Superior Tribunal de Justiça", "enunciado n 168⁄Superior Tribunal de Justiça", "ENUNCIADO n 168⁄Superior Tribunal de Justiça", "enunciado n 168⁄Superior Tribunal de Justiça", "ARE 854721 AGR / DF", "ARE 854721" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "J", "M ATACADO LTDA", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S / A", "BANESPA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S / A", "BANESPA", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "J", "M ATACADO LTDA", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S / A", "BANESPA", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "J M ATACADO LTDA", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S / A", "BANESPA", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Deputados", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S /", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Deputados", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "HERÁCLITO LACERDA NETO", "ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA", "GUILHERME MORENO MAIA", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "J", "M ATACADO LTDA", "HERÁCLITO LACERDA NETO", "ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA", "GUILHERME", "MORENO MAIA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "HERÁCLITO LACERDA NETO", "ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA", "GUILHERME MORENO MAIA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "HERÁCLITO LACERDA NETO", "ROBERTO ABRAMIDES GONÇALVES SILVA", "GUILHERME MORENO MAIA", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "J", "M ATACADO", "HERÁCLITO LACERDA NETO", "ROBERTO", "ABRAMIDES GONÇALVES SILVA", "GUILHERME MORENO MAIA", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "03", "/", "2015", "10 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "18 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "18 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "10", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) :RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: “MEDIDA CAUTELAR INCIDENTAL INOMINADA” – PRETENDIDA SUSPENSÃO PREJUDICIAL DE AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ATÉ FINAL JULGAMENTO DE RECLAMAÇÕES AJUIZADAS PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – O MERO EMPREGO DE AÇÃO RECLAMATÓRIA NÃO OBSTA, EM PRINCÍPIO, A TRAMITAÇÃO DO PROCESSO A QUE ELA SE REFERE, RESSALVADA A CONCESSÃO, SEMPRE EXCEPCIONAL, DE TUTELA DE URGÊNCIA, CUJA VIABILIDADE REVELA-SE INOCORRENTE NA ESPÉCIE, EIS QUE AUSENTES OS PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DA PRÓPRIA UTILIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS RECLAMATÓRIOS A QUE SE REFERE A PRESENTE DEMANDA CAUTELAR – VÍNCULO DE ANCILARIDADE COM A CAUSA PRINCIPAL – EXISTÊNCIA DE CONEXÃO POR ACESSORIEDADE – HEGEMONIA DO PROCESSO PRINCIPAL SOBRE AQUELE DE NATUREZA CAUTELAR – INVIABILIDADE DA TRAMITAÇÃO AUTÔNOMA DO PEDIDO CAUTELAR – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627172. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AC 3795 AGR / SE notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627172. Supremo Tribunal Federal AC 3795 AGR / SE notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627172. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) :RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou seguimento à presente causa. Tal como assinalei na decisão ora recorrida, cuida-se de “medida cautelar incidental inominada” na qual se alega que o E. Superior Tribunal de Justiça, ao processar e julgar o AREsp 281.960-AgRg-EDcl-RE-ARE- -EDcl/SE, Rel. Min. LAURITA VAZ, teria usurpado a competência desta Suprema Corte, além de haver transgredido a autoridade do julgamento proferido nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE, das quais sou Relator. Sustenta-se, em síntese, na presente sede processual, que “a solução completa da lide está ‘sub judice’ neste Egrégio STF, atualmente em fase de análise dos recursos de Agravo Regimental, com vistas ao Procurador-Geral da República” (grifei). Por não vislumbrar plausibilidade jurídica na pretensão cautelar e tendo em consideração a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria versada nesta causa, neguei seguimento à mencionada “medida cautelar incidental inominada”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627173. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) :RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou seguimento à presente causa. Tal como assinalei na decisão ora recorrida, cuida-se de “medida cautelar incidental inominada” na qual se alega que o E. Superior Tribunal de Justiça, ao processar e julgar o AREsp 281.960-AgRg-EDcl-RE-ARE- -EDcl/SE, Rel. Min. LAURITA VAZ, teria usurpado a competência desta Suprema Corte, além de haver transgredido a autoridade do julgamento proferido nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE, das quais sou Relator. Sustenta-se, em síntese, na presente sede processual, que “a solução completa da lide está ‘sub judice’ neste Egrégio STF, atualmente em fase de análise dos recursos de Agravo Regimental, com vistas ao Procurador-Geral da República” (grifei). Por não vislumbrar plausibilidade jurídica na pretensão cautelar e tendo em consideração a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria versada nesta causa, neguei seguimento à mencionada “medida cautelar incidental inominada”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AC 3795 AGR / SE Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento da impugnação recursal por ela deduzida. Submeto, pois, à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627173. Supremo Tribunal Federal AC 3795 AGR / SE Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento da impugnação recursal por ela deduzida. Submeto, pois, à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. É importante assinalar que a suspensão prejudicial do agravo em recurso especial postulada pela parte ora agravante não se justifica em razão de estarem pendentes de julgamento, nesta Suprema Corte, recursos de agravo interpostos contra decisões que negaram seguimento às reclamações por ela ajuizadas (Rcl 18.027-MC/SE e Rcl 19.157-MC/SE). Com efeito, o ajuizamento da ação reclamatória não obsta, em princípio, a tramitação do processo a que ela se refere. A possibilidade abstrata de anulação dos atos judiciais questionados, só por si, não se revela suficiente para inibir, em sede processual civil, o andamento das ações judiciais e dos recursos questionados por meio desta via autônoma de impugnação. Muito embora esta Suprema Corte admita a possibilidade de concessão de medida suspensiva da eficácia da decisão reclamada até o julgamento final da ação reclamatória, tal ocorre, contudo, sempre em caráter extraordinário. Torna-se irrecusável concluir, desse modo, que o mero ajuizamento da ação reclamatória não interfere na produção imediata de todos os efeitos de que se reveste o ato judicial reclamado nem impede o curso dos processos judiciais em que o reclamante figure como parte, eis que hão de ser extremamente graves os fundamentos invocados em sede Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. É importante assinalar que a suspensão prejudicial do agravo em recurso especial postulada pela parte ora agravante não se justifica em razão de estarem pendentes de julgamento, nesta Suprema Corte, recursos de agravo interpostos contra decisões que negaram seguimento às reclamações por ela ajuizadas (Rcl 18.027-MC/SE e Rcl 19.157-MC/SE). Com efeito, o ajuizamento da ação reclamatória não obsta, em princípio, a tramitação do processo a que ela se refere. A possibilidade abstrata de anulação dos atos judiciais questionados, só por si, não se revela suficiente para inibir, em sede processual civil, o andamento das ações judiciais e dos recursos questionados por meio desta via autônoma de impugnação. Muito embora esta Suprema Corte admita a possibilidade de concessão de medida suspensiva da eficácia da decisão reclamada até o julgamento final da ação reclamatória, tal ocorre, contudo, sempre em caráter extraordinário. Torna-se irrecusável concluir, desse modo, que o mero ajuizamento da ação reclamatória não interfere na produção imediata de todos os efeitos de que se reveste o ato judicial reclamado nem impede o curso dos processos judiciais em que o reclamante figure como parte, eis que hão de ser extremamente graves os fundamentos invocados em sede Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AC 3795 AGR / SE reclamatória, para que o Tribunal possa expedir provimento destinado a neutralizar, ainda que temporariamente, a eficácia jurídica emergente dos atos judiciais reclamados. É por tal motivo que se revela inacolhível o pleito cautelar ora em exame, eis que inviável a própria pretensão reclamatória deduzida pelo ora requerente nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE, às quais, em face da inocorrência de qualquer de seus pressupostos legitimadores, foi negado seguimento nesta Suprema Corte. Relevante observar, neste ponto, que há entre a demanda cautelar, ora ajuizada, e a causa principal inegável relação de acessoriedade, de tal modo que a inadmissibilidade do uso do instrumento reclamatório (consideradas as razões expostas nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE) torna inviável o acolhimento do pedido cautelar. A acessoriedade e a instrumentalidade, nesse contexto, constituem notas caracterizadoras do processo e da tutela cautelares. “Destinado a garantir complexivamente o resultado de outro processo”, assinala JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. IV/361, item n. 1.048, 1976, Saraiva), “o processo cautelar se relaciona com este, como o acessório com o principal. Daí o predomínio e hegemonia do processo principal, de que o cautelar é sempre dependente” (grifei). Existe, por isso mesmo, em casos como o que ora se examina, uma situação de conexão por acessoriedade, que decorre do vínculo existente entre a medida cautelar, de um lado, e a causa principal, de outro. Nesse sentido, o magistério, sempre autorizado, de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. I/340, 3ª ed., e vol. III/256-257, 2ª ed., Forense) e de GIUSEPPE CHIOVENDA (“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. II/298-299, trad. da 2ª ed. italiana por ENRICO TULLIO LIEBMAN, 1943, Saraiva). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Supremo Tribunal Federal AC 3795 AGR / SE reclamatória, para que o Tribunal possa expedir provimento destinado a neutralizar, ainda que temporariamente, a eficácia jurídica emergente dos atos judiciais reclamados. É por tal motivo que se revela inacolhível o pleito cautelar ora em exame, eis que inviável a própria pretensão reclamatória deduzida pelo ora requerente nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE, às quais, em face da inocorrência de qualquer de seus pressupostos legitimadores, foi negado seguimento nesta Suprema Corte. Relevante observar, neste ponto, que há entre a demanda cautelar, ora ajuizada, e a causa principal inegável relação de acessoriedade, de tal modo que a inadmissibilidade do uso do instrumento reclamatório (consideradas as razões expostas nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE) torna inviável o acolhimento do pedido cautelar. A acessoriedade e a instrumentalidade, nesse contexto, constituem notas caracterizadoras do processo e da tutela cautelares. “Destinado a garantir complexivamente o resultado de outro processo”, assinala JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. IV/361, item n. 1.048, 1976, Saraiva), “o processo cautelar se relaciona com este, como o acessório com o principal. Daí o predomínio e hegemonia do processo principal, de que o cautelar é sempre dependente” (grifei). Existe, por isso mesmo, em casos como o que ora se examina, uma situação de conexão por acessoriedade, que decorre do vínculo existente entre a medida cautelar, de um lado, e a causa principal, de outro. Nesse sentido, o magistério, sempre autorizado, de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. I/340, 3ª ed., e vol. III/256-257, 2ª ed., Forense) e de GIUSEPPE CHIOVENDA (“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. II/298-299, trad. da 2ª ed. italiana por ENRICO TULLIO LIEBMAN, 1943, Saraiva). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AC 3795 AGR / SE É por isso que tenho por insuscetível de acolhimento a pretensão cautelar formulada pela parte ora recorrente, eis que inviáveis – repita-se – as próprias reclamações a que ela se refere. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Supremo Tribunal Federal AC 3795 AGR / SE É por isso que tenho por insuscetível de acolhimento a pretensão cautelar formulada pela parte ora recorrente, eis que inviáveis – repita-se – as próprias reclamações a que ela se refere. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) : RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8096143 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) : RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8096143 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8644989
2015-03-24T00:00:00
2015-06-09T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015.
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR
E M E N T A: “MEDIDA CAUTELAR INCIDENTAL INOMINADA” – PRETENDIDA SUSPENSÃO PREJUDICIAL DE AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ATÉ FINAL JULGAMENTO DE RECLAMAÇÕES AJUIZADAS PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – O MERO EMPREGO DE AÇÃO RECLAMATÓRIA NÃO OBSTA, EM PRINCÍPIO, A TRAMITAÇÃO DO PROCESSO A QUE ELA SE REFERE, RESSALVADA A CONCESSÃO, SEMPRE EXCEPCIONAL, DE TUTELA DE URGÊNCIA, CUJA VIABILIDADE REVELA-SE INOCORRENTE NA ESPÉCIE, EIS QUE AUSENTES OS PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DA PRÓPRIA UTILIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS RECLAMATÓRIOS A QUE SE REFERE A PRESENTE DEMANDA CAUTELAR – VÍNCULO DE ANCILARIDADE COM A CAUSA PRINCIPAL – EXISTÊNCIA DE CONEXÃO POR ACESSORIEDADE – HEGEMONIA DO PROCESSO PRINCIPAL SOBRE AQUELE DE NATUREZA CAUTELAR – INVIABILIDADE DA TRAMITAÇÃO AUTÔNOMA DO PEDIDO CAUTELAR – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur307823
- Decisões monocráticas citadas: (SUSPENSÃO PREJUDICIAL DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL) Rcl 18027 MC, Rcl 19157 MC. Número de páginas: 8. Análise: 23/06/2015, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
3795
null
AC-AgR
acordaos
AC 3795 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) : RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) :RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: “MEDIDA CAUTELAR INCIDENTAL INOMINADA” – PRETENDIDA SUSPENSÃO PREJUDICIAL DE AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ATÉ FINAL JULGAMENTO DE RECLAMAÇÕES AJUIZADAS PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – O MERO EMPREGO DE AÇÃO RECLAMATÓRIA NÃO OBSTA, EM PRINCÍPIO, A TRAMITAÇÃO DO PROCESSO A QUE ELA SE REFERE, RESSALVADA A CONCESSÃO, SEMPRE EXCEPCIONAL, DE TUTELA DE URGÊNCIA, CUJA VIABILIDADE REVELA-SE INOCORRENTE NA ESPÉCIE, EIS QUE AUSENTES OS PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DA PRÓPRIA UTILIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS RECLAMATÓRIOS A QUE SE REFERE A PRESENTE DEMANDA CAUTELAR – VÍNCULO DE ANCILARIDADE COM A CAUSA PRINCIPAL – EXISTÊNCIA DE CONEXÃO POR ACESSORIEDADE – HEGEMONIA DO PROCESSO PRINCIPAL SOBRE AQUELE DE NATUREZA CAUTELAR – INVIABILIDADE DA TRAMITAÇÃO AUTÔNOMA DO PEDIDO CAUTELAR – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627172. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AC 3795 AGR / SE notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627172. Supremo Tribunal Federal AC 3795 AGR / SE notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627172. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) :RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou seguimento à presente causa. Tal como assinalei na decisão ora recorrida, cuida-se de “medida cautelar incidental inominada” na qual se alega que o E. Superior Tribunal de Justiça, ao processar e julgar o AREsp 281.960-AgRg-EDcl-Recurso Extraordinário-ARE- -EDcl/SE, Rel. Min. LAURITA VAZ, teria usurpado a competência desta Suprema Corte, além de haver transgredido a autoridade do julgamento proferido nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE, das quais sou Relator. Sustenta-se, em síntese, na presente sede processual, que “a solução completa da lide está ‘sub judice’ neste Egrégio Supremo Tribunal Federal, atualmente em fase de análise dos recursos de Agravo Regimental, com vistas ao Procurador-Geral da República” (grifei). Por não vislumbrar plausibilidade jurídica na pretensão cautelar e tendo em consideração a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria versada nesta causa, neguei seguimento à mencionada “medida cautelar incidental inominada”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627173. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) :RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou seguimento à presente causa. Tal como assinalei na decisão ora recorrida, cuida-se de “medida cautelar incidental inominada” na qual se alega que o E. Superior Tribunal de Justiça, ao processar e julgar o AREsp 281.960-AgRg-EDcl-Recurso Extraordinário-ARE- -EDcl/SE, Rel. Min. LAURITA VAZ, teria usurpado a competência desta Suprema Corte, além de haver transgredido a autoridade do julgamento proferido nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE, das quais sou Relator. Sustenta-se, em síntese, na presente sede processual, que “a solução completa da lide está ‘sub judice’ neste Egrégio Supremo Tribunal Federal, atualmente em fase de análise dos recursos de Agravo Regimental, com vistas ao Procurador-Geral da República” (grifei). Por não vislumbrar plausibilidade jurídica na pretensão cautelar e tendo em consideração a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria versada nesta causa, neguei seguimento à mencionada “medida cautelar incidental inominada”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AC 3795 AGR / SE Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento da impugnação recursal por ela deduzida. Submeto, pois, à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627173. Supremo Tribunal Federal AC 3795 AGR / SE Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento da impugnação recursal por ela deduzida. Submeto, pois, à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. É importante assinalar que a suspensão prejudicial do agravo em recurso especial postulada pela parte ora agravante não se justifica em razão de estarem pendentes de julgamento, nesta Suprema Corte, recursos de agravo interpostos contra decisões que negaram seguimento às reclamações por ela ajuizadas (Rcl 18.027-MC/SE e Rcl 19.157-MC/SE). Com efeito, o ajuizamento da ação reclamatória não obsta, em princípio, a tramitação do processo a que ela se refere. A possibilidade abstrata de anulação dos atos judiciais questionados, só por si, não se revela suficiente para inibir, em sede processual civil, o andamento das ações judiciais e dos recursos questionados por meio desta via autônoma de impugnação. Muito embora esta Suprema Corte admita a possibilidade de concessão de medida suspensiva da eficácia da decisão reclamada até o julgamento final da ação reclamatória, tal ocorre, contudo, sempre em caráter extraordinário. Torna-se irrecusável concluir, desse modo, que o mero ajuizamento da ação reclamatória não interfere na produção imediata de todos os efeitos de que se reveste o ato judicial reclamado nem impede o curso dos processos judiciais em que o reclamante figure como parte, eis que hão de ser extremamente graves os fundamentos invocados em sede Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. É importante assinalar que a suspensão prejudicial do agravo em recurso especial postulada pela parte ora agravante não se justifica em razão de estarem pendentes de julgamento, nesta Suprema Corte, recursos de agravo interpostos contra decisões que negaram seguimento às reclamações por ela ajuizadas (Rcl 18.027-MC/SE e Rcl 19.157-MC/SE). Com efeito, o ajuizamento da ação reclamatória não obsta, em princípio, a tramitação do processo a que ela se refere. A possibilidade abstrata de anulação dos atos judiciais questionados, só por si, não se revela suficiente para inibir, em sede processual civil, o andamento das ações judiciais e dos recursos questionados por meio desta via autônoma de impugnação. Muito embora esta Suprema Corte admita a possibilidade de concessão de medida suspensiva da eficácia da decisão reclamada até o julgamento final da ação reclamatória, tal ocorre, contudo, sempre em caráter extraordinário. Torna-se irrecusável concluir, desse modo, que o mero ajuizamento da ação reclamatória não interfere na produção imediata de todos os efeitos de que se reveste o ato judicial reclamado nem impede o curso dos processos judiciais em que o reclamante figure como parte, eis que hão de ser extremamente graves os fundamentos invocados em sede Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AC 3795 AGR / SE reclamatória, para que o Tribunal possa expedir provimento destinado a neutralizar, ainda que temporariamente, a eficácia jurídica emergente dos atos judiciais reclamados. É por tal motivo que se revela inacolhível o pleito cautelar ora em exame, eis que inviável a própria pretensão reclamatória deduzida pelo ora requerente nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE, às quais, em face da inocorrência de qualquer de seus pressupostos legitimadores, foi negado seguimento nesta Suprema Corte. Relevante observar, neste ponto, que há entre a demanda cautelar, ora ajuizada, e a causa principal inegável relação de acessoriedade, de tal modo que a inadmissibilidade do uso do instrumento reclamatório (consideradas as razões expostas nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE) torna inviável o acolhimento do pedido cautelar. A acessoriedade e a instrumentalidade, nesse contexto, constituem notas caracterizadoras do processo e da tutela cautelares. “Destinado a garantir complexivamente o resultado de outro processo”, assinala JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. IV/361, item n. 1.048, 1976, Saraiva), “o processo cautelar se relaciona com este, como o acessório com o principal. Daí o predomínio e hegemonia do processo principal, de que o cautelar é sempre dependente” (grifei). Existe, por isso mesmo, em casos como o que ora se examina, uma situação de conexão por acessoriedade, que decorre do vínculo existente entre a medida cautelar, de um lado, e a causa principal, de outro. Nesse sentido, o magistério, sempre autorizado, de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. I/340, 3... ed., e vol. III/256-257, 2... ed., Forense) e de GIUSEPPE CHIOVENDA (“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. II/298-299, trad. da 2... ed. italiana por ENRICO TULLIO LIEBMAN, 1943, Saraiva). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Supremo Tribunal Federal AC 3795 AGR / SE reclamatória, para que o Tribunal possa expedir provimento destinado a neutralizar, ainda que temporariamente, a eficácia jurídica emergente dos atos judiciais reclamados. É por tal motivo que se revela inacolhível o pleito cautelar ora em exame, eis que inviável a própria pretensão reclamatória deduzida pelo ora requerente nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE, às quais, em face da inocorrência de qualquer de seus pressupostos legitimadores, foi negado seguimento nesta Suprema Corte. Relevante observar, neste ponto, que há entre a demanda cautelar, ora ajuizada, e a causa principal inegável relação de acessoriedade, de tal modo que a inadmissibilidade do uso do instrumento reclamatório (consideradas as razões expostas nos autos da Rcl 18.027-MC/SE e da Rcl 19.157-MC/SE) torna inviável o acolhimento do pedido cautelar. A acessoriedade e a instrumentalidade, nesse contexto, constituem notas caracterizadoras do processo e da tutela cautelares. “Destinado a garantir complexivamente o resultado de outro processo”, assinala JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. IV/361, item n. 1.048, 1976, Saraiva), “o processo cautelar se relaciona com este, como o acessório com o principal. Daí o predomínio e hegemonia do processo principal, de que o cautelar é sempre dependente” (grifei). Existe, por isso mesmo, em casos como o que ora se examina, uma situação de conexão por acessoriedade, que decorre do vínculo existente entre a medida cautelar, de um lado, e a causa principal, de outro. Nesse sentido, o magistério, sempre autorizado, de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. I/340, 3... ed., e vol. III/256-257, 2... ed., Forense) e de GIUSEPPE CHIOVENDA (“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. II/298-299, trad. da 2... ed. italiana por ENRICO TULLIO LIEBMAN, 1943, Saraiva). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AC 3795 AGR / SE É por isso que tenho por insuscetível de acolhimento a pretensão cautelar formulada pela parte ora recorrente, eis que inviáveis – repita-se – as próprias reclamações a que ela se refere. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Supremo Tribunal Federal AC 3795 AGR / SE É por isso que tenho por insuscetível de acolhimento a pretensão cautelar formulada pela parte ora recorrente, eis que inviáveis – repita-se – as próprias reclamações a que ela se refere. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8627174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) : RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8096143 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.795 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOCELINO FARIAS DE MENEZES ADV.(A/S) : RODRIGO DE MELO SILVA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8096143 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CAUTELAR 3 . 795", "AC", "AC 3795", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 795", "AREsp 281 . 960 - AgRg", "Rcl 18 . 027 - MC / SE", "Rcl 19 . 157 - MC / SE", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 795", "AREsp 281 . 960 - AgRg -", "Rcl 18 . 027 - MC / SE", "Rcl 19 . 157 - MC / SE", "AC 3795 AGR", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 795", "Rcl 18 . 027 - MC / SE", "Rcl 19 . 157 - MC / SE", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 795", "Rcl 18 . 027 - MC / SE", "Rcl 19 . 157 - MC / SE", "Rcl 18 . 027 - MC / SE", "Rcl 19 . 157 - MC / SE", "Rcl 18 . 027 - MC / SE", "Rcl 19 . 157 - MC / SE", "AC 3795 AGR / SE", "Rcl 18 . 027 - MC / SE", "Rcl 19 . 157 - MC / SE", "Rcl 18 . 027 - MC / SE", "Rcl 19 . 157 - MC / SE", "AC 3795 AGR / SE", "AC 3795 AGR / SE", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 795", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 795" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AC", "3795", "AGR", "/", "SE", "Suprema", "Saraiva", "Forense", "Saraiva", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Saraiva", "Forense", "Saraiva", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "-", "GERAL DA UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "JOCELINO FARIAS DE MENEZES", "RODRIGO DE MELO SILVA", "Teori Zavascki", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOCELINO FARIAS DE MENEZES", "RODRIGO DE MELO SILVA", "CELSO DE MELLO", "LAURITA VAZ", "CELSO DE MELLO", "JOCELINO FARIAS DE MENEZES", "RODRIGO DE MELO SILVA", "CELSO DE MELLO", "LAURITA VAZ", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "GIUSEPPE CHIOVENDA", "ENRICO TULLIO LIEBMAN", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "GIUSEPPE CHIOVENDA", "ENRICO TULLIO LIEBMAN", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOCELINO FARIAS DE MENEZES", "RODRIGO DE MELO SILVA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "JOCELINO FARIAS DE MENEZES", "RODRIGO DE MELO SILVA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1976", "1943", "24", "/", "08", "/", "2001", "1976", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) :CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206109. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) :CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora agravada. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando seja negado provimento ao apelo extremo deduzido pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206110. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) :CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora agravada. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando seja negado provimento ao apelo extremo deduzido pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo, motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora agravada, trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA FIRMADO ENTRE O MINISTÉRIO PÚBLICO E O MUNICÍPIO DE PANAMBI. APRESENTAÇÃO DE PROJETO E REALIZAÇÃO DE OBRAS PARA SANEAMENTO BÁSICO E PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE. DESCABIMENTO. É certo que a moradia digna, com saneamento básico, e o meio ambiente ecologicamente equilibrado, em observância às políticas fundiárias, bem como à ordem urbanística, são direitos garantidos pela Constituição Federal, constituindo séria questão a ser considerada. Há, todavia, inúmeros outros direitos constitucionalmente assegurados, não implementados, incumbindo exclusivamente à atividade administrativa resolver a questão, sob pena de a conduta do administrador restar pautada pelo ajuizamento e decisões prolatadas em ações civis públicas, bem como de execução de termos de ajustamento de conduta, comprometendo a independência entre os Poderes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo, motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora agravada, trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA FIRMADO ENTRE O MINISTÉRIO PÚBLICO E O MUNICÍPIO DE PANAMBI. APRESENTAÇÃO DE PROJETO E REALIZAÇÃO DE OBRAS PARA SANEAMENTO BÁSICO E PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE. DESCABIMENTO. É certo que a moradia digna, com saneamento básico, e o meio ambiente ecologicamente equilibrado, em observância às políticas fundiárias, bem como à ordem urbanística, são direitos garantidos pela Constituição Federal, constituindo séria questão a ser considerada. Há, todavia, inúmeros outros direitos constitucionalmente assegurados, não implementados, incumbindo exclusivamente à atividade administrativa resolver a questão, sob pena de a conduta do administrador restar pautada pelo ajuizamento e decisões prolatadas em ações civis públicas, bem como de execução de termos de ajustamento de conduta, comprometendo a independência entre os Poderes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS Precedentes do TJRGS e STJ. CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AFASTAMENTO. MÁ-FÉ NÃO CONFIGURADA. Não comprovada má-fé do Ministério Público na execução ajuizada para o cumprimento de obrigações assumidas em Termo de Ajustamento de Conduta, ausente qualquer das hipóteses do art. 17 do CPC, afasta-se a condenação em custas processuais e honorários advocatícios. Aplicação do art. 18 da Lei nº 7.347/85. Precedentes do TJRGS e STJ. Apelação provida em parte.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 2º, da Constituição da República. O Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, ao opinar pelo provimento do recurso extraordinário em causa, formulou parecer assim ementado: “Recurso extraordinário. Discussão sobre a possibilidade de o Ministério Público firmar Termo de Ajustamento de Conduta com Município, tendo por objeto a implementação de política pública. Ausência de violação do princípio da separação dos poderes. Reconhecimento da omissão estatal na implantação de saneamento básico na região, pelo Prefeito Municipal, ao firmar, voluntariamente, o TAC. Parecer pelo provimento do recurso.” Entendo assistir razão ao parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos termos adoto como fundamento da decisão, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem”, reconhecida como plenamente compatível com o texto da Constituição 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS Precedentes do TJRGS e STJ. CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AFASTAMENTO. MÁ-FÉ NÃO CONFIGURADA. Não comprovada má-fé do Ministério Público na execução ajuizada para o cumprimento de obrigações assumidas em Termo de Ajustamento de Conduta, ausente qualquer das hipóteses do art. 17 do CPC, afasta-se a condenação em custas processuais e honorários advocatícios. Aplicação do art. 18 da Lei nº 7.347/85. Precedentes do TJRGS e STJ. Apelação provida em parte.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 2º, da Constituição da República. O Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, ao opinar pelo provimento do recurso extraordinário em causa, formulou parecer assim ementado: “Recurso extraordinário. Discussão sobre a possibilidade de o Ministério Público firmar Termo de Ajustamento de Conduta com Município, tendo por objeto a implementação de política pública. Ausência de violação do princípio da separação dos poderes. Reconhecimento da omissão estatal na implantação de saneamento básico na região, pelo Prefeito Municipal, ao firmar, voluntariamente, o TAC. Parecer pelo provimento do recurso.” Entendo assistir razão ao parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos termos adoto como fundamento da decisão, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem”, reconhecida como plenamente compatível com o texto da Constituição 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS (AI 738.982/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 809.147/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 814.640/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 662.029/SE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – MS 28.989-MC/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, v.g.): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cabe acentuar , desde logo, que a essencialidade do direito ao meio ambiente fez com que o legislador constituinte impusesse, ao Poder Público e à coletividade , o dever de defendê-lo e de preservá-lo para as presentes e futuras gerações (CF , art. 225), em ordem a legitimar a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário naquelas hipóteses em que os órgãos estatais, anomalamente , deixassem de respeitar o mandamento constitucional, frustrando-lhe , arbitrariamente, a eficácia jurídico-social , seja por intolerável omissão, seja por qualquer outra inaceitável modalidade de comportamento governamental desviante . Isso significa, portanto, que se legitima a atuação do Ministério Público – mediante a formalização e eventual execução de termo de ajustamento de conduta, v.g. – visando à defesa do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado tal como reconhecido pela 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS (AI 738.982/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 809.147/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 814.640/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 662.029/SE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – MS 28.989-MC/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, v.g.): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cabe acentuar , desde logo, que a essencialidade do direito ao meio ambiente fez com que o legislador constituinte impusesse, ao Poder Público e à coletividade , o dever de defendê-lo e de preservá-lo para as presentes e futuras gerações (CF , art. 225), em ordem a legitimar a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário naquelas hipóteses em que os órgãos estatais, anomalamente , deixassem de respeitar o mandamento constitucional, frustrando-lhe , arbitrariamente, a eficácia jurídico-social , seja por intolerável omissão, seja por qualquer outra inaceitável modalidade de comportamento governamental desviante . Isso significa, portanto, que se legitima a atuação do Ministério Público – mediante a formalização e eventual execução de termo de ajustamento de conduta, v.g. – visando à defesa do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado tal como reconhecido pela 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS jurisprudência constitucional desta Suprema Corte (RE 254.764/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 577.996-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – RE 658.171-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI): “Agravo regimental no recurso extraordinário. Constitucional. Ação civil pública. Defesa do meio ambiente. Implementação de políticas públicas. Possibilidade. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. Esta Corte já firmou a orientação de que é dever do Poder Público e da sociedade a defesa de um meio ambiente ecologicamente equilibrado para a presente e as futuras gerações, sendo esse um direito transindividual garantido pela Constituição Federal, a qual comete ao Ministério Público a sua proteção. 2. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) A atuação do Ministério Público em defesa de direitos e interesses metaindividuais, viabilizada, instrumentalmente, por meio adequado (o termo de ajustamento de conduta, no caso), que lhe permite invocar a tutela jurisdicional do Estado com o objetivo de fazer com que os Poderes Públicos respeitem, em favor da coletividade, a proteção ao meio ambiente (CF, art. 129, III), legitima-se, plenamente, em decorrência da condição institucional de “defensor do povo” que é conferida ao “Parquet” pela própria Constituição da República. Nesse contexto, põe-se em destaque uma das mais significativas funções institucionais do Ministério Público, consistente no reconhecimento de que lhe assiste a posição eminente de verdadeiro “defensor do povo” (HUGO NIGRO MAZZILLI, “Regime Jurídico do Ministério Público”, p. 224/227, item n. 24, “b”, 3ª ed., 1996, Saraiva, v.g.), incumbido de impor, aos poderes públicos, o respeito efetivo aos direitos que a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS jurisprudência constitucional desta Suprema Corte (RE 254.764/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 577.996-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – RE 658.171-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI): “Agravo regimental no recurso extraordinário. Constitucional. Ação civil pública. Defesa do meio ambiente. Implementação de políticas públicas. Possibilidade. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. Esta Corte já firmou a orientação de que é dever do Poder Público e da sociedade a defesa de um meio ambiente ecologicamente equilibrado para a presente e as futuras gerações, sendo esse um direito transindividual garantido pela Constituição Federal, a qual comete ao Ministério Público a sua proteção. 2. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) A atuação do Ministério Público em defesa de direitos e interesses metaindividuais, viabilizada, instrumentalmente, por meio adequado (o termo de ajustamento de conduta, no caso), que lhe permite invocar a tutela jurisdicional do Estado com o objetivo de fazer com que os Poderes Públicos respeitem, em favor da coletividade, a proteção ao meio ambiente (CF, art. 129, III), legitima-se, plenamente, em decorrência da condição institucional de “defensor do povo” que é conferida ao “Parquet” pela própria Constituição da República. Nesse contexto, põe-se em destaque uma das mais significativas funções institucionais do Ministério Público, consistente no reconhecimento de que lhe assiste a posição eminente de verdadeiro “defensor do povo” (HUGO NIGRO MAZZILLI, “Regime Jurídico do Ministério Público”, p. 224/227, item n. 24, “b”, 3ª ed., 1996, Saraiva, v.g.), incumbido de impor, aos poderes públicos, o respeito efetivo aos direitos que a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS Constituição da República assegura aos cidadãos em geral (CF, art. 129, II), podendo, para tanto, promover as medidas necessárias ao adimplemento de tais garantias, o que lhe permite, por exemplo, valer-se das ações coletivas, como as ações civis públicas, que representam poderoso instrumento processual concretizador das prerrogativas fundamentais atribuídas, a qualquer pessoa, pela Carta Política. Tenho para mim, desse modo, que se revela inquestionável a qualidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública e, igualmente, para formalizar e executar termo de ajustamento de conduta (Lei nº 7.347/85, art. 5º, § 6º), objetivando, em sede de processo coletivo – hipótese em que estará presente “o interesse social, que legitima a intervenção e a ação em juízo do Ministério Público (CF 127 ‘caput’ e CF 129 IX)” (NELSON NERY JUNIOR, “O Ministério Público e as Ações Coletivas”, “in” Ação Civil Pública, p. 366, coord. por Édis Milaré, 1995, RT – grifei) –, a defesa de direitos impregnados de transindividualidade, porque revestidos de inegável relevância social (RTJ 178/377-378 – RTJ 185/302, v.g.), como sucede com o direito ao meio ambiente, que traduz prerrogativa jurídica de índole eminentemente constitucional. Reconhecida, assim, a adequação da via processual eleita, para cuja instauração o Ministério Público dispõe de plena legitimidade ativa (CF, art. 129, III), impõe-se examinar a questão central da presente causa e verificar se se revela possível ao Judiciário, sem que incorra em ofensa ao postulado da separação de poderes, determinar a adoção, pelo Estado, quando injustamente omisso no adimplemento de políticas públicas constitucionalmente estabelecidas, de medidas ou providências destinadas a assegurar, concretamente, à coletividade em geral, o acesso e o gozo de direitos afetados pela inexecução governamental de deveres jurídico-constitucionais. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS Constituição da República assegura aos cidadãos em geral (CF, art. 129, II), podendo, para tanto, promover as medidas necessárias ao adimplemento de tais garantias, o que lhe permite, por exemplo, valer-se das ações coletivas, como as ações civis públicas, que representam poderoso instrumento processual concretizador das prerrogativas fundamentais atribuídas, a qualquer pessoa, pela Carta Política. Tenho para mim, desse modo, que se revela inquestionável a qualidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública e, igualmente, para formalizar e executar termo de ajustamento de conduta (Lei nº 7.347/85, art. 5º, § 6º), objetivando, em sede de processo coletivo – hipótese em que estará presente “o interesse social, que legitima a intervenção e a ação em juízo do Ministério Público (CF 127 ‘caput’ e CF 129 IX)” (NELSON NERY JUNIOR, “O Ministério Público e as Ações Coletivas”, “in” Ação Civil Pública, p. 366, coord. por Édis Milaré, 1995, RT – grifei) –, a defesa de direitos impregnados de transindividualidade, porque revestidos de inegável relevância social (RTJ 178/377-378 – RTJ 185/302, v.g.), como sucede com o direito ao meio ambiente, que traduz prerrogativa jurídica de índole eminentemente constitucional. Reconhecida, assim, a adequação da via processual eleita, para cuja instauração o Ministério Público dispõe de plena legitimidade ativa (CF, art. 129, III), impõe-se examinar a questão central da presente causa e verificar se se revela possível ao Judiciário, sem que incorra em ofensa ao postulado da separação de poderes, determinar a adoção, pelo Estado, quando injustamente omisso no adimplemento de políticas públicas constitucionalmente estabelecidas, de medidas ou providências destinadas a assegurar, concretamente, à coletividade em geral, o acesso e o gozo de direitos afetados pela inexecução governamental de deveres jurídico-constitucionais. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS Observo, quanto a esse tema, que, ao julgar a ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, proferi decisão assim ementada (Informativo/STF nº 345/2004): “ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO CONTROLE E DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM TEMA DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, QUANDO CONFIGURADA HIPÓTESE DE ABUSIVIDADE GOVERNAMENTAL. DIMENSÃO POLÍTICA DA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOPONIBILIDADE DO ARBÍTRIO ESTATAL À EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E CULTURAIS. CARÁTER RELATIVO DA LIBERDADE DE CONFORMAÇÃO DO LEGISLADOR. CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA CLÁUSULA DA ‘RESERVA DO POSSÍVEL’. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO, EM FAVOR DOS INDIVÍDUOS, DA INTEGRIDADE E DA INTANGIBILIDADE DO NÚCLEO CONSUBSTANCIADOR DO ‘MÍNIMO EXISTENCIAL’. VIABILIDADE INSTRUMENTAL DA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO NO PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO DAS LIBERDADES POSITIVAS (DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE SEGUNDA GERAÇÃO).” Salientei, então, em referida decisão, que o Supremo Tribunal Federal, considerada a dimensão política da jurisdição constitucional outorgada a esta Corte, não pode demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivos os direitos econômicos, sociais e culturais que se identificam – enquanto direitos de segunda geração (ou de segunda dimensão) – com as liberdades positivas, reais ou concretas (RTJ 164/158-161, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 199/1219-1220, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS Observo, quanto a esse tema, que, ao julgar a ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, proferi decisão assim ementada (Informativo/STF nº 345/2004): “ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO CONTROLE E DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM TEMA DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, QUANDO CONFIGURADA HIPÓTESE DE ABUSIVIDADE GOVERNAMENTAL. DIMENSÃO POLÍTICA DA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOPONIBILIDADE DO ARBÍTRIO ESTATAL À EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E CULTURAIS. CARÁTER RELATIVO DA LIBERDADE DE CONFORMAÇÃO DO LEGISLADOR. CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA CLÁUSULA DA ‘RESERVA DO POSSÍVEL’. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO, EM FAVOR DOS INDIVÍDUOS, DA INTEGRIDADE E DA INTANGIBILIDADE DO NÚCLEO CONSUBSTANCIADOR DO ‘MÍNIMO EXISTENCIAL’. VIABILIDADE INSTRUMENTAL DA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO NO PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO DAS LIBERDADES POSITIVAS (DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE SEGUNDA GERAÇÃO).” Salientei, então, em referida decisão, que o Supremo Tribunal Federal, considerada a dimensão política da jurisdição constitucional outorgada a esta Corte, não pode demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivos os direitos econômicos, sociais e culturais que se identificam – enquanto direitos de segunda geração (ou de segunda dimensão) – com as liberdades positivas, reais ou concretas (RTJ 164/158-161, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 199/1219-1220, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS É que, se assim não for, restarão comprometidas a integridade e a eficácia da própria Constituição, por efeito de violação negativa do estatuto constitucional, motivada por inaceitável inércia governamental no adimplemento de prestações positivas impostas ao Poder Público, consoante já advertiu, em tema de inconstitucionalidade por omissão, por mais de uma vez (RTJ 175/1212-1213, Rel. Min. CELSO DE MELLO), o Supremo Tribunal Federal: “DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO – MODALIDADES DE COMPORTAMENTOS INCONSTITUCIONAIS DO PODER PÚBLICO. – O desrespeito à Constituição tanto pode ocorrer mediante ação estatal quanto mediante inércia governamental. A situação de inconstitucionalidade pode derivar de um comportamento ativo do Poder Público, que age ou edita normas em desacordo com o que dispõe a Constituição, ofendendo-lhe, assim, os preceitos e os princípios que nela se acham consignados. Essa conduta estatal, que importa em um ‘facere’ (atuação positiva), gera a inconstitucionalidade por ação. – Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exeqüíveis, abstendo-se, em conseqüência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse ‘non facere’ ou ‘non praestare’, resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida efetivada pelo Poder Público. …................................................................................................... – A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS É que, se assim não for, restarão comprometidas a integridade e a eficácia da própria Constituição, por efeito de violação negativa do estatuto constitucional, motivada por inaceitável inércia governamental no adimplemento de prestações positivas impostas ao Poder Público, consoante já advertiu, em tema de inconstitucionalidade por omissão, por mais de uma vez (RTJ 175/1212-1213, Rel. Min. CELSO DE MELLO), o Supremo Tribunal Federal: “DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO – MODALIDADES DE COMPORTAMENTOS INCONSTITUCIONAIS DO PODER PÚBLICO. – O desrespeito à Constituição tanto pode ocorrer mediante ação estatal quanto mediante inércia governamental. A situação de inconstitucionalidade pode derivar de um comportamento ativo do Poder Público, que age ou edita normas em desacordo com o que dispõe a Constituição, ofendendo-lhe, assim, os preceitos e os princípios que nela se acham consignados. Essa conduta estatal, que importa em um ‘facere’ (atuação positiva), gera a inconstitucionalidade por ação. – Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exeqüíveis, abstendo-se, em conseqüência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse ‘non facere’ ou ‘non praestare’, resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida efetivada pelo Poder Público. …................................................................................................... – A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental.” (RTJ 185/794-796, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É certo – tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (Informativo/STF nº 345/2004) – que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário – e nas desta Suprema Corte, em especial – a atribuição de formular e de implementar políticas públicas (JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, “Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976”, p. 207, item n. 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Impende assinalar , contudo, que a incumbência de fazer implementar políticas públicas fundadas na Constituição poderá atribuir-se, ainda que excepcionalmente , ao Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político- -jurídicos que sobre eles incidem em caráter vinculante, vierem a comprometer , com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame . Mais do que nunca, é preciso enfatizar que o dever estatal de atribuir efetividade aos direitos fundamentais, de índole social, qualifica-se como expressiva limitação à discricionariedade administrativa. Isso significa que a intervenção jurisdicional, justificada pela ocorrência de arbitrária recusa governamental em conferir significação real ao direito ao meio ambiente, tornar-se-á plenamente legítima (sem qualquer ofensa, portanto, ao postulado da separação de poderes), sempre que se impuser, nesse processo de ponderação de interesses e de valores em conflito, a necessidade de fazer prevalecer a decisão política fundamental que o legislador constituinte adotou em tema de respeito e de proteção ao direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental.” (RTJ 185/794-796, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É certo – tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (Informativo/STF nº 345/2004) – que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário – e nas desta Suprema Corte, em especial – a atribuição de formular e de implementar políticas públicas (JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, “Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976”, p. 207, item n. 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Impende assinalar , contudo, que a incumbência de fazer implementar políticas públicas fundadas na Constituição poderá atribuir-se, ainda que excepcionalmente , ao Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político- -jurídicos que sobre eles incidem em caráter vinculante, vierem a comprometer , com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame . Mais do que nunca, é preciso enfatizar que o dever estatal de atribuir efetividade aos direitos fundamentais, de índole social, qualifica-se como expressiva limitação à discricionariedade administrativa. Isso significa que a intervenção jurisdicional, justificada pela ocorrência de arbitrária recusa governamental em conferir significação real ao direito ao meio ambiente, tornar-se-á plenamente legítima (sem qualquer ofensa, portanto, ao postulado da separação de poderes), sempre que se impuser, nesse processo de ponderação de interesses e de valores em conflito, a necessidade de fazer prevalecer a decisão política fundamental que o legislador constituinte adotou em tema de respeito e de proteção ao direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS Cabe referir , neste ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a advertência de LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN, ilustre Procuradora Regional da República, hoje eminente Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (“Políticas Públicas – A Responsabilidade do Administrador e o Ministério Público”, p. 59, 95 e 97, 2000, Max Limonad), cujo magistério , a propósito da limitada discricionariedade governamental em tema de concretização das políticas públicas constitucionais, corretamente assinala : “Nesse contexto constitucional, que implica também na renovação das práticas políticas, o administrador está vinculado às políticas públicas estabelecidas na Constituição Federal; a sua omissão é passível de responsabilização e a sua margem de discricionariedade é mínima, não contemplando o não fazer. ....................................................................................................... Como demonstrado no item anterior, o administrador público está vinculado à Constituição e às normas infraconstitucionais para a implementação das políticas públicas relativas à ordem social constitucional, ou seja, própria à finalidade da mesma: o bem-estar e a justiça social. …................................................................................................... Conclui-se, portanto, que o administrador não tem discricionariedade para deliberar sobre a oportunidade e conveniência de implementação de políticas públicas discriminadas na ordem social constitucional, pois tal restou deliberado pelo Constituinte e pelo legislador que elaborou as normas de integração. ....................................................................................................... As dúvidas sobre essa margem de discricionariedade devem ser dirimidas pelo Judiciário, cabendo ao Juiz dar sentido concreto à norma e controlar a legitimidade do ato administrativo (omissivo ou comissivo), verificando se o mesmo não contraria sua finalidade constitucional, no caso, a concretização da ordem social constitucional.” (grifei) 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS Cabe referir , neste ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a advertência de LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN, ilustre Procuradora Regional da República, hoje eminente Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (“Políticas Públicas – A Responsabilidade do Administrador e o Ministério Público”, p. 59, 95 e 97, 2000, Max Limonad), cujo magistério , a propósito da limitada discricionariedade governamental em tema de concretização das políticas públicas constitucionais, corretamente assinala : “Nesse contexto constitucional, que implica também na renovação das práticas políticas, o administrador está vinculado às políticas públicas estabelecidas na Constituição Federal; a sua omissão é passível de responsabilização e a sua margem de discricionariedade é mínima, não contemplando o não fazer. ....................................................................................................... Como demonstrado no item anterior, o administrador público está vinculado à Constituição e às normas infraconstitucionais para a implementação das políticas públicas relativas à ordem social constitucional, ou seja, própria à finalidade da mesma: o bem-estar e a justiça social. …................................................................................................... Conclui-se, portanto, que o administrador não tem discricionariedade para deliberar sobre a oportunidade e conveniência de implementação de políticas públicas discriminadas na ordem social constitucional, pois tal restou deliberado pelo Constituinte e pelo legislador que elaborou as normas de integração. ....................................................................................................... As dúvidas sobre essa margem de discricionariedade devem ser dirimidas pelo Judiciário, cabendo ao Juiz dar sentido concreto à norma e controlar a legitimidade do ato administrativo (omissivo ou comissivo), verificando se o mesmo não contraria sua finalidade constitucional, no caso, a concretização da ordem social constitucional.” (grifei) 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS Não deixo de conferir, no entanto, assentadas tais premissas, significativo relevo ao tema pertinente à “reserva do possível” (LUÍS FERNANDO SGARBOSSA, “Crítica à Teoria dos Custos dos Direitos”, vol. 1, 2010, Fabris Editor; STEPHEN HOLMES/CASS R. SUNSTEIN, “The Cost of Rights”, 1999, Norton, New York; ANA PAULA DE BARCELLOS, “A Eficácia Jurídica dos Princípios Constitucionais”, p. 245/246, 2002, Renovar; FLÁVIO GALDINO, “Introdução à Teoria dos Custos dos Direitos”, p. 190/198, itens ns. 9.5 e 9.6, e p. 345/347, item n. 15.3, 2005, Lumen Juris), notadamente em sede de efetivação e implementação (usualmente onerosas) de determinados direitos cujo adimplemento, pelo Poder Público, impõe e exige, deste, prestações estatais positivas concretizadoras de tais prerrogativas individuais e/ou coletivas. Não se ignora que a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais – além de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de concretização – depende, em grande medida, de um inescapável vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a alegação de incapacidade econômico-financeira da pessoa estatal, desta não se poderá razoavelmente exigir, então, considerada a limitação material referida, a imediata efetivação do comando fundado no texto da Carta Política. Não se mostrará lícito, contudo, ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo artificial que revele – a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa – o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de existência (ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Informativo/STF nº 345/2004). 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS Não deixo de conferir, no entanto, assentadas tais premissas, significativo relevo ao tema pertinente à “reserva do possível” (LUÍS FERNANDO SGARBOSSA, “Crítica à Teoria dos Custos dos Direitos”, vol. 1, 2010, Fabris Editor; STEPHEN HOLMES/CASS R. SUNSTEIN, “The Cost of Rights”, 1999, Norton, New York; ANA PAULA DE BARCELLOS, “A Eficácia Jurídica dos Princípios Constitucionais”, p. 245/246, 2002, Renovar; FLÁVIO GALDINO, “Introdução à Teoria dos Custos dos Direitos”, p. 190/198, itens ns. 9.5 e 9.6, e p. 345/347, item n. 15.3, 2005, Lumen Juris), notadamente em sede de efetivação e implementação (usualmente onerosas) de determinados direitos cujo adimplemento, pelo Poder Público, impõe e exige, deste, prestações estatais positivas concretizadoras de tais prerrogativas individuais e/ou coletivas. Não se ignora que a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais – além de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de concretização – depende, em grande medida, de um inescapável vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a alegação de incapacidade econômico-financeira da pessoa estatal, desta não se poderá razoavelmente exigir, então, considerada a limitação material referida, a imediata efetivação do comando fundado no texto da Carta Política. Não se mostrará lícito, contudo, ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo artificial que revele – a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa – o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de existência (ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Informativo/STF nº 345/2004). 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da “reserva do possível” – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível – não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando, dessa conduta governamental negativa, puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. Tratando-se de típico direito de prestação positiva, a proteção ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – que compreende todas as prerrogativas, individuais ou coletivas, referidas na Constituição da República (notadamente em seu art. 225) – tem por fundamento regra constitucional cuja densidade normativa não permite que, em torno da efetiva realização de tal comando, o Poder Público disponha de um amplo espaço de discricionariedade que lhe enseje maior grau de liberdade de conformação, e de cujo exercício possa resultar, paradoxalmente, com base em simples alegação de mera conveniência e/ou oportunidade, a nulificação mesma dessa prerrogativa essencial. O caso ora em exame põe em evidência o altíssimo relevo jurídico-social que assume, em nosso ordenamento positivo, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, especialmente em face do mandamento inscrito no art. 225 da Constituição da República, que assim dispõe: “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.” Todos sabemos que os preceitos inscritos no art. 225 da Carta Política traduzem, na concreção de seu alcance, a consagração constitucional, em nosso sistema de direito positivo, de uma das mais expressivas prerrogativas asseguradas às formações sociais contemporâneas. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da “reserva do possível” – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível – não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando, dessa conduta governamental negativa, puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. Tratando-se de típico direito de prestação positiva, a proteção ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – que compreende todas as prerrogativas, individuais ou coletivas, referidas na Constituição da República (notadamente em seu art. 225) – tem por fundamento regra constitucional cuja densidade normativa não permite que, em torno da efetiva realização de tal comando, o Poder Público disponha de um amplo espaço de discricionariedade que lhe enseje maior grau de liberdade de conformação, e de cujo exercício possa resultar, paradoxalmente, com base em simples alegação de mera conveniência e/ou oportunidade, a nulificação mesma dessa prerrogativa essencial. O caso ora em exame põe em evidência o altíssimo relevo jurídico-social que assume, em nosso ordenamento positivo, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, especialmente em face do mandamento inscrito no art. 225 da Constituição da República, que assim dispõe: “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.” Todos sabemos que os preceitos inscritos no art. 225 da Carta Política traduzem, na concreção de seu alcance, a consagração constitucional, em nosso sistema de direito positivo, de uma das mais expressivas prerrogativas asseguradas às formações sociais contemporâneas. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS Essa prerrogativa, que se qualifica por seu caráter de metaindividualidade, consiste no reconhecimento de que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Trata-se – consoante já o proclamou o Supremo Tribunal Federal (RTJ 158/205-206, Rel. Min. CELSO DE MELLO) com apoio em douta lição expendida por CELSO LAFER (“A reconstrução dos Direitos Humanos”, p. 131/132, 1988, Companhia das Letras) – de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que assiste, de modo subjetivamente indeterminado, a todo o gênero humano. Tal circunstância, por isso mesmo, justifica a especial obrigação – que incumbe ao Estado e à própria coletividade (PAULO AFFONSO LEME MACHADO, “Direito Ambiental Brasileiro”, p. 121/123, item n. 3.1, 13ª ed., 2005, Malheiros) – de defender e de preservar essa magna prerrogativa em benefício das presentes e das futuras gerações, evitando-se, desse modo, que irrompam, no seio da comunhão social, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade na proteção da integridade desse bem essencial de uso comum de todos quantos compõem o grupo social. Vale referir, neste ponto, até mesmo em face da justa preocupação revelada pelos povos e pela comunidade internacional em tema de direitos humanos, que estes, em seu processo de afirmação e consolidação, comportam diversos níveis de compreensão e abordagem, que permitem distingui-los em ordens, dimensões ou fases sucessivas resultantes de sua evolução histórica (RTJ 164/158-161, v.g.). Nesse sentido, é de assinalar que os direitos de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos, genericamente, e de modo difuso, a todos os integrantes dos agrupamentos sociais, consagram o princípio da solidariedade e constituem, 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS Essa prerrogativa, que se qualifica por seu caráter de metaindividualidade, consiste no reconhecimento de que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Trata-se – consoante já o proclamou o Supremo Tribunal Federal (RTJ 158/205-206, Rel. Min. CELSO DE MELLO) com apoio em douta lição expendida por CELSO LAFER (“A reconstrução dos Direitos Humanos”, p. 131/132, 1988, Companhia das Letras) – de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que assiste, de modo subjetivamente indeterminado, a todo o gênero humano. Tal circunstância, por isso mesmo, justifica a especial obrigação – que incumbe ao Estado e à própria coletividade (PAULO AFFONSO LEME MACHADO, “Direito Ambiental Brasileiro”, p. 121/123, item n. 3.1, 13ª ed., 2005, Malheiros) – de defender e de preservar essa magna prerrogativa em benefício das presentes e das futuras gerações, evitando-se, desse modo, que irrompam, no seio da comunhão social, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade na proteção da integridade desse bem essencial de uso comum de todos quantos compõem o grupo social. Vale referir, neste ponto, até mesmo em face da justa preocupação revelada pelos povos e pela comunidade internacional em tema de direitos humanos, que estes, em seu processo de afirmação e consolidação, comportam diversos níveis de compreensão e abordagem, que permitem distingui-los em ordens, dimensões ou fases sucessivas resultantes de sua evolução histórica (RTJ 164/158-161, v.g.). Nesse sentido, é de assinalar que os direitos de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos, genericamente, e de modo difuso, a todos os integrantes dos agrupamentos sociais, consagram o princípio da solidariedade e constituem, 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS por isso mesmo, ao lado dos denominados direitos de quarta geração (como o direito ao desenvolvimento e o direito à paz), um momento importante no processo de expansão e de reconhecimento dos direitos humanos, qualificados estes, enquanto valores fundamentais indisponíveis, como prerrogativas impregnadas de uma natureza essencialmente inexaurível, consoante proclama autorizado magistério doutrinário (CELSO LAFER, “Desafios: ética e política”, p. 239, 1995, Siciliano). Cumpre rememorar, bem por isso, na linha do que vem de ser afirmado, a precisa lição ministrada por PAULO BONAVIDES (“Curso de Direito Constitucional”, p. 481, item n. 5, 4ª ed., 1993, Malheiros), que confere particular ênfase, entre os direitos de terceira geração (ou de novíssima dimensão), ao direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado: “Com efeito, um novo pólo jurídico de alforria do homem se acrescenta historicamente aos da liberdade e da igualdade. Dotados de altíssimo teor de humanismo e universalidade, os direitos da terceira geração tendem a cristalizar-se neste fim de século enquanto direitos que não se destinam especificamente à proteção dos interesses de um indivíduo, de um grupo ou de um determinado Estado. Têm primeiro por destinatário o gênero humano mesmo, num momento expressivo de sua afirmação como valor supremo em termos de existencialidade concreta. Os publicistas e juristas já os enumeram com familiaridade, assinalando-lhes o caráter fascinante de coroamento de uma evolução de trezentos anos na esteira da concretização dos direitos fundamentais. Emergiram eles da reflexão sobre temas referentes ao desenvolvimento, à paz, ao meio ambiente, à comunicação e ao patrimônio comum da humanidade.” (grifei) A preocupação com a preservação do meio ambiente – que hoje transcende o plano das presentes gerações, para também atuar em favor das gerações futuras (PAULO AFFONSO LEME MACHADO, “Direito Ambiental Brasileiro”, p. 123/124, item n. 3.2, 13ª ed., 2005, Malheiros) – 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS por isso mesmo, ao lado dos denominados direitos de quarta geração (como o direito ao desenvolvimento e o direito à paz), um momento importante no processo de expansão e de reconhecimento dos direitos humanos, qualificados estes, enquanto valores fundamentais indisponíveis, como prerrogativas impregnadas de uma natureza essencialmente inexaurível, consoante proclama autorizado magistério doutrinário (CELSO LAFER, “Desafios: ética e política”, p. 239, 1995, Siciliano). Cumpre rememorar, bem por isso, na linha do que vem de ser afirmado, a precisa lição ministrada por PAULO BONAVIDES (“Curso de Direito Constitucional”, p. 481, item n. 5, 4ª ed., 1993, Malheiros), que confere particular ênfase, entre os direitos de terceira geração (ou de novíssima dimensão), ao direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado: “Com efeito, um novo pólo jurídico de alforria do homem se acrescenta historicamente aos da liberdade e da igualdade. Dotados de altíssimo teor de humanismo e universalidade, os direitos da terceira geração tendem a cristalizar-se neste fim de século enquanto direitos que não se destinam especificamente à proteção dos interesses de um indivíduo, de um grupo ou de um determinado Estado. Têm primeiro por destinatário o gênero humano mesmo, num momento expressivo de sua afirmação como valor supremo em termos de existencialidade concreta. Os publicistas e juristas já os enumeram com familiaridade, assinalando-lhes o caráter fascinante de coroamento de uma evolução de trezentos anos na esteira da concretização dos direitos fundamentais. Emergiram eles da reflexão sobre temas referentes ao desenvolvimento, à paz, ao meio ambiente, à comunicação e ao patrimônio comum da humanidade.” (grifei) A preocupação com a preservação do meio ambiente – que hoje transcende o plano das presentes gerações, para também atuar em favor das gerações futuras (PAULO AFFONSO LEME MACHADO, “Direito Ambiental Brasileiro”, p. 123/124, item n. 3.2, 13ª ed., 2005, Malheiros) – 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS tem constituído, por isso mesmo, objeto de regulações normativas e de proclamações jurídicas que, ultrapassando a província meramente doméstica do direito nacional de cada Estado soberano, projetam-se no plano das declarações internacionais, que refletem, em sua expressão concreta, o compromisso das Nações com o indeclinável respeito a esse direito fundamental que assiste a toda a Humanidade. A questão do meio ambiente, hoje, especialmente em função da Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente (1972) e das conclusões da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio/92), passou a compor um dos tópicos mais expressivos da nova agenda internacional (GERALDO EULÁLIO DO NASCIMENTO E SILVA, “Direito Ambiental Internacional”, 2ª ed., 2002, Thex Editora), particularmente no ponto em que se reconheceu ao gênero humano o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao gozo de condições de vida adequada, em ambiente que lhe permita desenvolver todas as suas potencialidades em clima de dignidade e de bem-estar. Extremamente valioso, sob o aspecto ora referido, o douto magistério expendido por JOSÉ AFONSO DA SILVA (“Direito Ambiental Constitucional”, p. 69/70, item n. 7, 4ª ed./2ª tir., 2003, Malheiros): “A ‘Declaração de Estocolmo’ abriu caminho para que as Constituições supervenientes reconhecessem o meio ambiente ecologicamente equilibrado como um ‘direito fundamental’ entre os direitos sociais do Homem, com sua característica de ‘direitos a serem realizados’ e ‘direitos a não serem perturbados. ....................................................................................................... O que é importante (…) é que se tenha a consciência de que o direito à vida, como matriz de todos os demais direitos fundamentais do Homem, é que há de orientar todas as formas de atuação no 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS tem constituído, por isso mesmo, objeto de regulações normativas e de proclamações jurídicas que, ultrapassando a província meramente doméstica do direito nacional de cada Estado soberano, projetam-se no plano das declarações internacionais, que refletem, em sua expressão concreta, o compromisso das Nações com o indeclinável respeito a esse direito fundamental que assiste a toda a Humanidade. A questão do meio ambiente, hoje, especialmente em função da Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente (1972) e das conclusões da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio/92), passou a compor um dos tópicos mais expressivos da nova agenda internacional (GERALDO EULÁLIO DO NASCIMENTO E SILVA, “Direito Ambiental Internacional”, 2ª ed., 2002, Thex Editora), particularmente no ponto em que se reconheceu ao gênero humano o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao gozo de condições de vida adequada, em ambiente que lhe permita desenvolver todas as suas potencialidades em clima de dignidade e de bem-estar. Extremamente valioso, sob o aspecto ora referido, o douto magistério expendido por JOSÉ AFONSO DA SILVA (“Direito Ambiental Constitucional”, p. 69/70, item n. 7, 4ª ed./2ª tir., 2003, Malheiros): “A ‘Declaração de Estocolmo’ abriu caminho para que as Constituições supervenientes reconhecessem o meio ambiente ecologicamente equilibrado como um ‘direito fundamental’ entre os direitos sociais do Homem, com sua característica de ‘direitos a serem realizados’ e ‘direitos a não serem perturbados. ....................................................................................................... O que é importante (…) é que se tenha a consciência de que o direito à vida, como matriz de todos os demais direitos fundamentais do Homem, é que há de orientar todas as formas de atuação no 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS campo da tutela do meio ambiente. Cumpre compreender que ele é um fator preponderante, que há de estar acima de quaisquer outras considerações como as de desenvolvimento, como as de respeito ao direito de propriedade, como as da iniciativa privada. Também estes são garantidos no texto constitucional, mas, a toda evidência, não podem primar sobre o direito fundamental à vida, que está em jogo quando se discute a tutela da qualidade do meio ambiente. É que a tutela da qualidade do meio ambiente é instrumental no sentido de que, através dela, o que se protege é um valor maior: ‘a qualidade da vida’.” (grifei) Dentro desse contexto, emerge, com nitidez, a ideia de que o meio ambiente constitui patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido pelos organismos sociais e pelas instituições estatais (pelos Municípios, inclusive), qualificando-se como encargo irrenunciável que se impõe – sempre em benefício das presentes e das futuras gerações – tanto ao Poder Público quanto à coletividade em si mesma considerada (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, “Polícia do Meio Ambiente”, “in” Revista Forense 317/179, 181; LUÍS ROBERTO BARROSO, “A proteção do meio ambiente na Constituição brasileira”, “in” Revista Forense 317/161, 167-168, v.g.). Na realidade, o direito à integridade do meio ambiente constitui prerrogativa jurídica de titularidade coletiva, refletindo, dentro do processo de afirmação dos direitos humanos, a expressão significativa de um poder deferido não ao indivíduo identificado em sua singularidade, mas, em um sentido verdadeiramente mais abrangente, atribuído à própria coletividade social. O reconhecimento desse direito de titularidade coletiva, tal como se qualifica o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, constitui, portanto, uma realidade a que não mais se mostram alheios ou insensíveis, como precedentemente enfatizado, os ordenamentos positivos consagrados pelos sistemas jurídicos nacionais e as formulações 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS campo da tutela do meio ambiente. Cumpre compreender que ele é um fator preponderante, que há de estar acima de quaisquer outras considerações como as de desenvolvimento, como as de respeito ao direito de propriedade, como as da iniciativa privada. Também estes são garantidos no texto constitucional, mas, a toda evidência, não podem primar sobre o direito fundamental à vida, que está em jogo quando se discute a tutela da qualidade do meio ambiente. É que a tutela da qualidade do meio ambiente é instrumental no sentido de que, através dela, o que se protege é um valor maior: ‘a qualidade da vida’.” (grifei) Dentro desse contexto, emerge, com nitidez, a ideia de que o meio ambiente constitui patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido pelos organismos sociais e pelas instituições estatais (pelos Municípios, inclusive), qualificando-se como encargo irrenunciável que se impõe – sempre em benefício das presentes e das futuras gerações – tanto ao Poder Público quanto à coletividade em si mesma considerada (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, “Polícia do Meio Ambiente”, “in” Revista Forense 317/179, 181; LUÍS ROBERTO BARROSO, “A proteção do meio ambiente na Constituição brasileira”, “in” Revista Forense 317/161, 167-168, v.g.). Na realidade, o direito à integridade do meio ambiente constitui prerrogativa jurídica de titularidade coletiva, refletindo, dentro do processo de afirmação dos direitos humanos, a expressão significativa de um poder deferido não ao indivíduo identificado em sua singularidade, mas, em um sentido verdadeiramente mais abrangente, atribuído à própria coletividade social. O reconhecimento desse direito de titularidade coletiva, tal como se qualifica o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, constitui, portanto, uma realidade a que não mais se mostram alheios ou insensíveis, como precedentemente enfatizado, os ordenamentos positivos consagrados pelos sistemas jurídicos nacionais e as formulações 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS normativas proclamadas no plano internacional, como enfatizado por autores eminentes (JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público”, p. 223/224, item n. 132, 1989, Saraiva; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Direito Ambiental Constitucional”, p. 46/57 e 58/70, 4ª ed./2ª tir., 2003, Malheiros). São todos esses motivos que têm levado o Supremo Tribunal Federal a consagrar, em seu magistério jurisprudencial, o reconhecimento do direito de todos à integridade do meio ambiente e a competência de todos os entes políticos que compõem a estrutura institucional da Federação em nosso País, com particular destaque para os Municípios, em face do que prescreve, quanto a eles, a própria Constituição da República (art. 30, incisos I, II e VII, c/c o art. 23, incisos II e VI): “A PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE: EXPRESSÃO CONSTITUCIONAL DE UM DIREITO FUNDAMENTAL QUE ASSISTE À GENERALIDADE DAS PESSOAS. – Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Trata-se de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que assiste a todo o gênero humano (RTJ 158/205-206). Incumbe ao Estado e à própria coletividade a especial obrigação de defender e preservar, em benefício das presentes e das futuras gerações, esse direito de titularidade coletiva e de caráter transindividual (RTJ 164/158-161). O adimplemento desse encargo, que é irrenunciável, representa a garantia de que não se instaurarão, no seio da coletividade, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade, que a todos se impõe, na proteção desse bem essencial de uso comum das pessoas em geral. Doutrina. A ATIVIDADE ECONÔMICA NÃO PODE SER EXERCIDA EM DESARMONIA COM OS PRINCÍPIOS DESTINADOS A TORNAR EFETIVA A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE. 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS normativas proclamadas no plano internacional, como enfatizado por autores eminentes (JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público”, p. 223/224, item n. 132, 1989, Saraiva; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Direito Ambiental Constitucional”, p. 46/57 e 58/70, 4ª ed./2ª tir., 2003, Malheiros). São todos esses motivos que têm levado o Supremo Tribunal Federal a consagrar, em seu magistério jurisprudencial, o reconhecimento do direito de todos à integridade do meio ambiente e a competência de todos os entes políticos que compõem a estrutura institucional da Federação em nosso País, com particular destaque para os Municípios, em face do que prescreve, quanto a eles, a própria Constituição da República (art. 30, incisos I, II e VII, c/c o art. 23, incisos II e VI): “A PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE: EXPRESSÃO CONSTITUCIONAL DE UM DIREITO FUNDAMENTAL QUE ASSISTE À GENERALIDADE DAS PESSOAS. – Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Trata-se de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que assiste a todo o gênero humano (RTJ 158/205-206). Incumbe ao Estado e à própria coletividade a especial obrigação de defender e preservar, em benefício das presentes e das futuras gerações, esse direito de titularidade coletiva e de caráter transindividual (RTJ 164/158-161). O adimplemento desse encargo, que é irrenunciável, representa a garantia de que não se instaurarão, no seio da coletividade, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade, que a todos se impõe, na proteção desse bem essencial de uso comum das pessoas em geral. Doutrina. A ATIVIDADE ECONÔMICA NÃO PODE SER EXERCIDA EM DESARMONIA COM OS PRINCÍPIOS DESTINADOS A TORNAR EFETIVA A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE. 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS – A incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida por interesses empresariais nem ficar dependente de motivações de índole meramente econômica, ainda mais se se tiver presente que a atividade econômica, considerada a disciplina constitucional que a rege, está subordinada, entre outros princípios gerais, àquele que privilegia a ‘defesa do meio ambiente’ (CF, art. 170, VI), que traduz conceito amplo e abrangente das noções de meio ambiente natural, de meio ambiente cultural, de meio ambiente artificial (espaço urbano) e de meio ambiente laboral. Doutrina. Os instrumentos jurídicos de caráter legal e de natureza constitucional objetivam viabilizar a tutela efetiva do meio ambiente, para que não se alterem as propriedades e os atributos que lhe são inerentes, o que provocaria inaceitável comprometimento da saúde, segurança, cultura, trabalho e bem-estar da população, além de causar graves danos ecológicos ao patrimônio ambiental, considerado este em seu aspecto físico ou natural. A QUESTÃO DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL (CF, ART. 3º, II) E A NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE (CF, ART. 225): O PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO FATOR DE OBTENÇÃO DO JUSTO EQUILÍBRIO ENTRE AS EXIGÊNCIAS DA ECONOMIA E AS DA ECOLOGIA. – O princípio do desenvolvimento sustentável, além de impregnado de caráter eminentemente constitucional, encontra suporte legitimador em compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro e representa fator de obtenção do justo equilíbrio entre as exigências da economia e as da ecologia, subordinada, no entanto, a invocação desse postulado, quando ocorrente situação de conflito entre valores constitucionais relevantes, a uma condição inafastável, cuja observância não comprometa nem esvazie o conteúdo essencial de um dos mais significativos direitos fundamentais: o direito à preservação do meio ambiente, que traduz bem de uso comum da generalidade das pessoas, a ser resguardado em favor das presentes e futuras gerações. …................................................................................................... 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS – A incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida por interesses empresariais nem ficar dependente de motivações de índole meramente econômica, ainda mais se se tiver presente que a atividade econômica, considerada a disciplina constitucional que a rege, está subordinada, entre outros princípios gerais, àquele que privilegia a ‘defesa do meio ambiente’ (CF, art. 170, VI), que traduz conceito amplo e abrangente das noções de meio ambiente natural, de meio ambiente cultural, de meio ambiente artificial (espaço urbano) e de meio ambiente laboral. Doutrina. Os instrumentos jurídicos de caráter legal e de natureza constitucional objetivam viabilizar a tutela efetiva do meio ambiente, para que não se alterem as propriedades e os atributos que lhe são inerentes, o que provocaria inaceitável comprometimento da saúde, segurança, cultura, trabalho e bem-estar da população, além de causar graves danos ecológicos ao patrimônio ambiental, considerado este em seu aspecto físico ou natural. A QUESTÃO DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL (CF, ART. 3º, II) E A NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE (CF, ART. 225): O PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO FATOR DE OBTENÇÃO DO JUSTO EQUILÍBRIO ENTRE AS EXIGÊNCIAS DA ECONOMIA E AS DA ECOLOGIA. – O princípio do desenvolvimento sustentável, além de impregnado de caráter eminentemente constitucional, encontra suporte legitimador em compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro e representa fator de obtenção do justo equilíbrio entre as exigências da economia e as da ecologia, subordinada, no entanto, a invocação desse postulado, quando ocorrente situação de conflito entre valores constitucionais relevantes, a uma condição inafastável, cuja observância não comprometa nem esvazie o conteúdo essencial de um dos mais significativos direitos fundamentais: o direito à preservação do meio ambiente, que traduz bem de uso comum da generalidade das pessoas, a ser resguardado em favor das presentes e futuras gerações. …................................................................................................... 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 796347 AGR / RS – É lícito ao Poder Público – qualquer que seja a dimensão institucional em que se posicione na estrutura federativa (União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios) – autorizar, licenciar ou permitir a execução de obras e/ou a realização de serviços no âmbito dos espaços territoriais especialmente protegidos, desde que, além de observadas as restrições, limitações e exigências abstratamente estabelecidas em lei, não resulte comprometida a integridade dos atributos que justificaram, quanto a tais territórios, a instituição de regime jurídico de proteção especial (CF, art. 225, § 1º, III).” (ADI 3.540-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou sobre a matéria ora em exame. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo , em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal RE 796347 AGR / RS – É lícito ao Poder Público – qualquer que seja a dimensão institucional em que se posicione na estrutura federativa (União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios) – autorizar, licenciar ou permitir a execução de obras e/ou a realização de serviços no âmbito dos espaços territoriais especialmente protegidos, desde que, além de observadas as restrições, limitações e exigências abstratamente estabelecidas em lei, não resulte comprometida a integridade dos atributos que justificaram, quanto a tais territórios, a instituição de regime jurídico de proteção especial (CF, art. 225, § 1º, III).” (ADI 3.540-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou sobre a matéria ora em exame. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo , em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) : CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8096160 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) : CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8096160 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8439189
2015-03-24T00:00:00
2015-05-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur304302
- Acórdão(s) citado(s): (MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM) AI 825520 AgR-ED (2ªT), HC 54513 (2ªT), RE 37879 (1ªT), RE 49074 (1ªT). (ATUAÇÃO, MINISTÉRIO PÚBLICO, DEFESA, MEIO AMBIENTE EQUILIBRADO) RE 254764 (1ªT), RE 417408 AgR (1ªT), RE 658171 AgR (1ªT), RE 577996 AgR (2ªT). (LEGITIMIDADE ATIVA, MINISTÉRIO PÚBLICO, AÇÃO CIVIL PÚBLICA) RTJ 178/377, RTJ 185/302. (JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL, IMPLEMENTAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS) RTJ 164/158, RTJ 199/1219. (CONTROLE JUDICIAL, OMISSÃO INCONSTITUCIONAL, IMPLEMENTAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS) RTJ 175/1212, RTJ 185/794. (RECONSTRUÇÃO, DIREITOS HUMANOS, TERCEIRA GERAÇÃO) RTJ 158/205. (PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, INTEGRIDADE, MEIO AMBIENTE, DIREITO FUNDAMENTAL) ADI 3540 MC (TP). - Decisões monocráticas citadas: (MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM) AI 809147, AI 814640, MS 28989 MC, AI 738982, ARE 662029. (LEGITIMIDADE ATIVA, MINISTÉRIO PÚBLICO, AÇÃO CIVIL PÚBLICA) ADPF 45 MC. - Veja Informativo 345 do STF. Número de páginas: 21. Análise: 18/05/2015, JRS. Revisão: 31/07/2015, KBP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
796347
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00023 INC-00002 INC-00006 \n ART-00030 INC-00001 INC-00002 INC-00007 \n ART-00129 INC-00002 INC-00003 ART-00225\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007347 ANO-1985\n ART-00005 PAR-00006\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 796347 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) : CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) :CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206109. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) :CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora agravada. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando seja negado provimento ao apelo extremo deduzido pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206110. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) :CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora agravada. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando seja negado provimento ao apelo extremo deduzido pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo, motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora agravada, trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA FIRMADO ENTRE O MINISTÉRIO PÚBLICO E O MUNICÍPIO DE PANAMBI. APRESENTAÇÃO DE PROJETO E REALIZAÇÃO DE OBRAS PARA SANEAMENTO BÁSICO E PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE. DESCABIMENTO. É certo que a moradia digna, com saneamento básico, e o meio ambiente ecologicamente equilibrado, em observância às políticas fundiárias, bem como à ordem urbanística, são direitos garantidos pela Constituição Federal, constituindo séria questão a ser considerada. Há, todavia, inúmeros outros direitos constitucionalmente assegurados, não implementados, incumbindo exclusivamente à atividade administrativa resolver a questão, sob pena de a conduta do administrador restar pautada pelo ajuizamento e decisões prolatadas em ações civis públicas, bem como de execução de termos de ajustamento de conduta, comprometendo a independência entre os Poderes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo, motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora agravada, trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA FIRMADO ENTRE O MINISTÉRIO PÚBLICO E O MUNICÍPIO DE PANAMBI. APRESENTAÇÃO DE PROJETO E REALIZAÇÃO DE OBRAS PARA SANEAMENTO BÁSICO E PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE. DESCABIMENTO. É certo que a moradia digna, com saneamento básico, e o meio ambiente ecologicamente equilibrado, em observância às políticas fundiárias, bem como à ordem urbanística, são direitos garantidos pela Constituição Federal, constituindo séria questão a ser considerada. Há, todavia, inúmeros outros direitos constitucionalmente assegurados, não implementados, incumbindo exclusivamente à atividade administrativa resolver a questão, sob pena de a conduta do administrador restar pautada pelo ajuizamento e decisões prolatadas em ações civis públicas, bem como de execução de termos de ajustamento de conduta, comprometendo a independência entre os Poderes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Precedentes do TJRGS e Superior Tribunal de Justiça. CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AFASTAMENTO. MÁ-FÉ NÃO CONFIGURADA. Não comprovada má-fé do Ministério Público na execução ajuizada para o cumprimento de obrigações assumidas em Termo de Ajustamento de Conduta, ausente qualquer das hipóteses do art. 17 do Código de Processo Civil, afasta-se a condenação em custas processuais e honorários advocatícios. Aplicação do art. 18 da Lei n 7.347/85. Precedentes do TJRGS e Superior Tribunal de Justiça. Apelação provida em parte.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 2..., da Constituição da República. O Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, ao opinar pelo provimento do recurso extraordinário em causa, formulou parecer assim ementado: “Recurso extraordinário. Discussão sobre a possibilidade de o Ministério Público firmar Termo de Ajustamento de Conduta com Município, tendo por objeto a implementação de política pública. Ausência de violação do princípio da separação dos poderes. Reconhecimento da omissão estatal na implantação de saneamento básico na região, pelo Prefeito Municipal, ao firmar, voluntariamente, o TAC. Parecer pelo provimento do recurso.” Entendo assistir razão ao parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos termos adoto como fundamento da decisão, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem”, reconhecida como plenamente compatível com o texto da Constituição 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Precedentes do TJRGS e Superior Tribunal de Justiça. CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AFASTAMENTO. MÁ-FÉ NÃO CONFIGURADA. Não comprovada má-fé do Ministério Público na execução ajuizada para o cumprimento de obrigações assumidas em Termo de Ajustamento de Conduta, ausente qualquer das hipóteses do art. 17 do Código de Processo Civil, afasta-se a condenação em custas processuais e honorários advocatícios. Aplicação do art. 18 da Lei n 7.347/85. Precedentes do TJRGS e Superior Tribunal de Justiça. Apelação provida em parte.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 2..., da Constituição da República. O Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, ao opinar pelo provimento do recurso extraordinário em causa, formulou parecer assim ementado: “Recurso extraordinário. Discussão sobre a possibilidade de o Ministério Público firmar Termo de Ajustamento de Conduta com Município, tendo por objeto a implementação de política pública. Ausência de violação do princípio da separação dos poderes. Reconhecimento da omissão estatal na implantação de saneamento básico na região, pelo Prefeito Municipal, ao firmar, voluntariamente, o TAC. Parecer pelo provimento do recurso.” Entendo assistir razão ao parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos termos adoto como fundamento da decisão, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem”, reconhecida como plenamente compatível com o texto da Constituição 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS (AI 738.982/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 809.147/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 814.640/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 662.029/SE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – MS 28.989-MC/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, v.g.): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cabe acentuar , desde logo, que a essencialidade do direito ao meio ambiente fez com que o legislador constituinte impusesse, ao Poder Público e à coletividade , o dever de defendê-lo e de preservá-lo para as presentes e futuras gerações (Constituição Federal de 1988 , art. 225), em ordem a legitimar a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário naquelas hipóteses em que os órgãos estatais, anomalamente , deixassem de respeitar o mandamento constitucional, frustrando-lhe , arbitrariamente, a eficácia jurídico-social , seja por intolerável omissão, seja por qualquer outra inaceitável modalidade de comportamento governamental desviante . Isso significa, portanto, que se legitima a atuação do Ministério Público – mediante a formalização e eventual execução de termo de ajustamento de conduta, v.g. – visando à defesa do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado tal como reconhecido pela 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS (AI 738.982/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 809.147/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 814.640/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 662.029/SE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – MS 28.989-MC/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, v.g.): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cabe acentuar , desde logo, que a essencialidade do direito ao meio ambiente fez com que o legislador constituinte impusesse, ao Poder Público e à coletividade , o dever de defendê-lo e de preservá-lo para as presentes e futuras gerações (Constituição Federal de 1988 , art. 225), em ordem a legitimar a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário naquelas hipóteses em que os órgãos estatais, anomalamente , deixassem de respeitar o mandamento constitucional, frustrando-lhe , arbitrariamente, a eficácia jurídico-social , seja por intolerável omissão, seja por qualquer outra inaceitável modalidade de comportamento governamental desviante . Isso significa, portanto, que se legitima a atuação do Ministério Público – mediante a formalização e eventual execução de termo de ajustamento de conduta, v.g. – visando à defesa do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado tal como reconhecido pela 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS jurisprudência constitucional desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 254.764/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 577.996-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – Recurso Extraordinário 658.171-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI): “Agravo regimental no recurso extraordinário. Constitucional. Ação civil pública. Defesa do meio ambiente. Implementação de políticas públicas. Possibilidade. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. Esta Corte já firmou a orientação de que é dever do Poder Público e da sociedade a defesa de um meio ambiente ecologicamente equilibrado para a presente e as futuras gerações, sendo esse um direito transindividual garantido pela Constituição Federal, a qual comete ao Ministério Público a sua proteção. 2. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) A atuação do Ministério Público em defesa de direitos e interesses metaindividuais, viabilizada, instrumentalmente, por meio adequado (o termo de ajustamento de conduta, no caso), que lhe permite invocar a tutela jurisdicional do Estado com o objetivo de fazer com que os Poderes Públicos respeitem, em favor da coletividade, a proteção ao meio ambiente (Constituição Federal de 1988, art. 129, III), legitima-se, plenamente, em decorrência da condição institucional de “defensor do povo” que é conferida ao “Parquet” pela própria Constituição da República. Nesse contexto, põe-se em destaque uma das mais significativas funções institucionais do Ministério Público, consistente no reconhecimento de que lhe assiste a posição eminente de verdadeiro “defensor do povo” (HUGO NIGRO MAZZILLI, “Regime Jurídico do Ministério Público”, p. 224/227, item n. 24, “b”, 3... ed., 1996, Saraiva, v.g.), incumbido de impor, aos poderes públicos, o respeito efetivo aos direitos que a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS jurisprudência constitucional desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 254.764/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 577.996-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – Recurso Extraordinário 658.171-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI): “Agravo regimental no recurso extraordinário. Constitucional. Ação civil pública. Defesa do meio ambiente. Implementação de políticas públicas. Possibilidade. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. Esta Corte já firmou a orientação de que é dever do Poder Público e da sociedade a defesa de um meio ambiente ecologicamente equilibrado para a presente e as futuras gerações, sendo esse um direito transindividual garantido pela Constituição Federal, a qual comete ao Ministério Público a sua proteção. 2. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) A atuação do Ministério Público em defesa de direitos e interesses metaindividuais, viabilizada, instrumentalmente, por meio adequado (o termo de ajustamento de conduta, no caso), que lhe permite invocar a tutela jurisdicional do Estado com o objetivo de fazer com que os Poderes Públicos respeitem, em favor da coletividade, a proteção ao meio ambiente (Constituição Federal de 1988, art. 129, III), legitima-se, plenamente, em decorrência da condição institucional de “defensor do povo” que é conferida ao “Parquet” pela própria Constituição da República. Nesse contexto, põe-se em destaque uma das mais significativas funções institucionais do Ministério Público, consistente no reconhecimento de que lhe assiste a posição eminente de verdadeiro “defensor do povo” (HUGO NIGRO MAZZILLI, “Regime Jurídico do Ministério Público”, p. 224/227, item n. 24, “b”, 3... ed., 1996, Saraiva, v.g.), incumbido de impor, aos poderes públicos, o respeito efetivo aos direitos que a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Constituição da República assegura aos cidadãos em geral (Constituição Federal de 1988, art. 129, II), podendo, para tanto, promover as medidas necessárias ao adimplemento de tais garantias, o que lhe permite, por exemplo, valer-se das ações coletivas, como as ações civis públicas, que representam poderoso instrumento processual concretizador das prerrogativas fundamentais atribuídas, a qualquer pessoa, pela Carta Política. Tenho para mim, desse modo, que se revela inquestionável a qualidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública e, igualmente, para formalizar e executar termo de ajustamento de conduta (Lei n 7.347/85, art. 5..., § 6...), objetivando, em sede de processo coletivo – hipótese em que estará presente “o interesse social, que legitima a intervenção e a ação em juízo do Ministério Público (Constituição Federal de 1988 127 ‘caput’ e Constituição Federal de 1988 129 IX)” (NELSON NERY JUNIOR, “O Ministério Público e as Ações Coletivas”, “in” Ação Civil Pública, p. 366, coord. por Édis Milaré, 1995, RT – grifei) –, a defesa de direitos impregnados de transindividualidade, porque revestidos de inegável relevância social (RTJ 178/377-378 – RTJ 185/302, v.g.), como sucede com o direito ao meio ambiente, que traduz prerrogativa jurídica de índole eminentemente constitucional. Reconhecida, assim, a adequação da via processual eleita, para cuja instauração o Ministério Público dispõe de plena legitimidade ativa (Constituição Federal de 1988, art. 129, III), impõe-se examinar a questão central da presente causa e verificar se se revela possível ao Judiciário, sem que incorra em ofensa ao postulado da separação de poderes, determinar a adoção, pelo Estado, quando injustamente omisso no adimplemento de políticas públicas constitucionalmente estabelecidas, de medidas ou providências destinadas a assegurar, concretamente, à coletividade em geral, o acesso e o gozo de direitos afetados pela inexecução governamental de deveres jurídico-constitucionais. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Constituição da República assegura aos cidadãos em geral (Constituição Federal de 1988, art. 129, II), podendo, para tanto, promover as medidas necessárias ao adimplemento de tais garantias, o que lhe permite, por exemplo, valer-se das ações coletivas, como as ações civis públicas, que representam poderoso instrumento processual concretizador das prerrogativas fundamentais atribuídas, a qualquer pessoa, pela Carta Política. Tenho para mim, desse modo, que se revela inquestionável a qualidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública e, igualmente, para formalizar e executar termo de ajustamento de conduta (Lei n 7.347/85, art. 5..., § 6...), objetivando, em sede de processo coletivo – hipótese em que estará presente “o interesse social, que legitima a intervenção e a ação em juízo do Ministério Público (Constituição Federal de 1988 127 ‘caput’ e Constituição Federal de 1988 129 IX)” (NELSON NERY JUNIOR, “O Ministério Público e as Ações Coletivas”, “in” Ação Civil Pública, p. 366, coord. por Édis Milaré, 1995, RT – grifei) –, a defesa de direitos impregnados de transindividualidade, porque revestidos de inegável relevância social (RTJ 178/377-378 – RTJ 185/302, v.g.), como sucede com o direito ao meio ambiente, que traduz prerrogativa jurídica de índole eminentemente constitucional. Reconhecida, assim, a adequação da via processual eleita, para cuja instauração o Ministério Público dispõe de plena legitimidade ativa (Constituição Federal de 1988, art. 129, III), impõe-se examinar a questão central da presente causa e verificar se se revela possível ao Judiciário, sem que incorra em ofensa ao postulado da separação de poderes, determinar a adoção, pelo Estado, quando injustamente omisso no adimplemento de políticas públicas constitucionalmente estabelecidas, de medidas ou providências destinadas a assegurar, concretamente, à coletividade em geral, o acesso e o gozo de direitos afetados pela inexecução governamental de deveres jurídico-constitucionais. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Observo, quanto a esse tema, que, ao julgar a ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, proferi decisão assim ementada (Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004): “ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO CONTROLE E DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM TEMA DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, QUANDO CONFIGURADA HIPÓTESE DE ABUSIVIDADE GOVERNAMENTAL. DIMENSÃO POLÍTICA DA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOPONIBILIDADE DO ARBÍTRIO ESTATAL À EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E CULTURAIS. CARÁTER RELATIVO DA LIBERDADE DE CONFORMAÇÃO DO LEGISLADOR. CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA CLÁUSULA DA ‘RESERVA DO POSSÍVEL’. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO, EM FAVOR DOS INDIVÍDUOS, DA INTEGRIDADE E DA INTANGIBILIDADE DO NÚCLEO CONSUBSTANCIADOR DO ‘MÍNIMO EXISTENCIAL’. VIABILIDADE INSTRUMENTAL DA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO NO PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO DAS LIBERDADES POSITIVAS (DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE SEGUNDA GERAÇÃO).” Salientei, então, em referida decisão, que o Supremo Tribunal Federal, considerada a dimensão política da jurisdição constitucional outorgada a esta Corte, não pode demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivos os direitos econômicos, sociais e culturais que se identificam – enquanto direitos de segunda geração (ou de segunda dimensão) – com as liberdades positivas, reais ou concretas (RTJ 164/158-161, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 199/1219-1220, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Observo, quanto a esse tema, que, ao julgar a ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, proferi decisão assim ementada (Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004): “ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO CONTROLE E DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM TEMA DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, QUANDO CONFIGURADA HIPÓTESE DE ABUSIVIDADE GOVERNAMENTAL. DIMENSÃO POLÍTICA DA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOPONIBILIDADE DO ARBÍTRIO ESTATAL À EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E CULTURAIS. CARÁTER RELATIVO DA LIBERDADE DE CONFORMAÇÃO DO LEGISLADOR. CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA CLÁUSULA DA ‘RESERVA DO POSSÍVEL’. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO, EM FAVOR DOS INDIVÍDUOS, DA INTEGRIDADE E DA INTANGIBILIDADE DO NÚCLEO CONSUBSTANCIADOR DO ‘MÍNIMO EXISTENCIAL’. VIABILIDADE INSTRUMENTAL DA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO NO PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO DAS LIBERDADES POSITIVAS (DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE SEGUNDA GERAÇÃO).” Salientei, então, em referida decisão, que o Supremo Tribunal Federal, considerada a dimensão política da jurisdição constitucional outorgada a esta Corte, não pode demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivos os direitos econômicos, sociais e culturais que se identificam – enquanto direitos de segunda geração (ou de segunda dimensão) – com as liberdades positivas, reais ou concretas (RTJ 164/158-161, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 199/1219-1220, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS É que, se assim não for, restarão comprometidas a integridade e a eficácia da própria Constituição, por efeito de violação negativa do estatuto constitucional, motivada por inaceitável inércia governamental no adimplemento de prestações positivas impostas ao Poder Público, consoante já advertiu, em tema de inconstitucionalidade por omissão, por mais de uma vez (RTJ 175/1212-1213, Rel. Min. CELSO DE MELLO), o Supremo Tribunal Federal: “DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO – MODALIDADES DE COMPORTAMENTOS INCONSTITUCIONAIS DO PODER PÚBLICO. – O desrespeito à Constituição tanto pode ocorrer mediante ação estatal quanto mediante inércia governamental. A situação de inconstitucionalidade pode derivar de um comportamento ativo do Poder Público, que age ou edita normas em desacordo com o que dispõe a Constituição, ofendendo-lhe, assim, os preceitos e os princípios que nela se acham consignados. Essa conduta estatal, que importa em um ‘facere’ (atuação positiva), gera a inconstitucionalidade por ação. – Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exeqüíveis, abstendo-se, em conseqüência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse ‘non facere’ ou ‘non praestare’, resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida efetivada pelo Poder Público. …................................................................................................... – A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS É que, se assim não for, restarão comprometidas a integridade e a eficácia da própria Constituição, por efeito de violação negativa do estatuto constitucional, motivada por inaceitável inércia governamental no adimplemento de prestações positivas impostas ao Poder Público, consoante já advertiu, em tema de inconstitucionalidade por omissão, por mais de uma vez (RTJ 175/1212-1213, Rel. Min. CELSO DE MELLO), o Supremo Tribunal Federal: “DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO – MODALIDADES DE COMPORTAMENTOS INCONSTITUCIONAIS DO PODER PÚBLICO. – O desrespeito à Constituição tanto pode ocorrer mediante ação estatal quanto mediante inércia governamental. A situação de inconstitucionalidade pode derivar de um comportamento ativo do Poder Público, que age ou edita normas em desacordo com o que dispõe a Constituição, ofendendo-lhe, assim, os preceitos e os princípios que nela se acham consignados. Essa conduta estatal, que importa em um ‘facere’ (atuação positiva), gera a inconstitucionalidade por ação. – Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exeqüíveis, abstendo-se, em conseqüência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse ‘non facere’ ou ‘non praestare’, resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida efetivada pelo Poder Público. …................................................................................................... – A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental.” (RTJ 185/794-796, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É certo – tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004) – que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário – e nas desta Suprema Corte, em especial – a atribuição de formular e de implementar políticas públicas (JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, “Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976”, p. 207, item n. 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Impende assinalar , contudo, que a incumbência de fazer implementar políticas públicas fundadas na Constituição poderá atribuir-se, ainda que excepcionalmente , ao Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político- -jurídicos que sobre eles incidem em caráter vinculante, vierem a comprometer , com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame . Mais do que nunca, é preciso enfatizar que o dever estatal de atribuir efetividade aos direitos fundamentais, de índole social, qualifica-se como expressiva limitação à discricionariedade administrativa. Isso significa que a intervenção jurisdicional, justificada pela ocorrência de arbitrária recusa governamental em conferir significação real ao direito ao meio ambiente, tornar-se-á plenamente legítima (sem qualquer ofensa, portanto, ao postulado da separação de poderes), sempre que se impuser, nesse processo de ponderação de interesses e de valores em conflito, a necessidade de fazer prevalecer a decisão política fundamental que o legislador constituinte adotou em tema de respeito e de proteção ao direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental.” (RTJ 185/794-796, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É certo – tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004) – que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário – e nas desta Suprema Corte, em especial – a atribuição de formular e de implementar políticas públicas (JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, “Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976”, p. 207, item n. 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Impende assinalar , contudo, que a incumbência de fazer implementar políticas públicas fundadas na Constituição poderá atribuir-se, ainda que excepcionalmente , ao Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político- -jurídicos que sobre eles incidem em caráter vinculante, vierem a comprometer , com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame . Mais do que nunca, é preciso enfatizar que o dever estatal de atribuir efetividade aos direitos fundamentais, de índole social, qualifica-se como expressiva limitação à discricionariedade administrativa. Isso significa que a intervenção jurisdicional, justificada pela ocorrência de arbitrária recusa governamental em conferir significação real ao direito ao meio ambiente, tornar-se-á plenamente legítima (sem qualquer ofensa, portanto, ao postulado da separação de poderes), sempre que se impuser, nesse processo de ponderação de interesses e de valores em conflito, a necessidade de fazer prevalecer a decisão política fundamental que o legislador constituinte adotou em tema de respeito e de proteção ao direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Cabe referir , neste ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a advertência de LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN, ilustre Procuradora Regional da República, hoje eminente Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (“Políticas Públicas – A Responsabilidade do Administrador e o Ministério Público”, p. 59, 95 e 97, 2000, Max Limonad), cujo magistério , a propósito da limitada discricionariedade governamental em tema de concretização das políticas públicas constitucionais, corretamente assinala : “Nesse contexto constitucional, que implica também na renovação das práticas políticas, o administrador está vinculado às políticas públicas estabelecidas na Constituição Federal; a sua omissão é passível de responsabilização e a sua margem de discricionariedade é mínima, não contemplando o não fazer. ....................................................................................................... Como demonstrado no item anterior, o administrador público está vinculado à Constituição e às normas infraconstitucionais para a implementação das políticas públicas relativas à ordem social constitucional, ou seja, própria à finalidade da mesma: o bem-estar e a justiça social. …................................................................................................... Conclui-se, portanto, que o administrador não tem discricionariedade para deliberar sobre a oportunidade e conveniência de implementação de políticas públicas discriminadas na ordem social constitucional, pois tal restou deliberado pelo Constituinte e pelo legislador que elaborou as normas de integração. ....................................................................................................... As dúvidas sobre essa margem de discricionariedade devem ser dirimidas pelo Judiciário, cabendo ao Juiz dar sentido concreto à norma e controlar a legitimidade do ato administrativo (omissivo ou comissivo), verificando se o mesmo não contraria sua finalidade constitucional, no caso, a concretização da ordem social constitucional.” (grifei) 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Cabe referir , neste ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a advertência de LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN, ilustre Procuradora Regional da República, hoje eminente Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (“Políticas Públicas – A Responsabilidade do Administrador e o Ministério Público”, p. 59, 95 e 97, 2000, Max Limonad), cujo magistério , a propósito da limitada discricionariedade governamental em tema de concretização das políticas públicas constitucionais, corretamente assinala : “Nesse contexto constitucional, que implica também na renovação das práticas políticas, o administrador está vinculado às políticas públicas estabelecidas na Constituição Federal; a sua omissão é passível de responsabilização e a sua margem de discricionariedade é mínima, não contemplando o não fazer. ....................................................................................................... Como demonstrado no item anterior, o administrador público está vinculado à Constituição e às normas infraconstitucionais para a implementação das políticas públicas relativas à ordem social constitucional, ou seja, própria à finalidade da mesma: o bem-estar e a justiça social. …................................................................................................... Conclui-se, portanto, que o administrador não tem discricionariedade para deliberar sobre a oportunidade e conveniência de implementação de políticas públicas discriminadas na ordem social constitucional, pois tal restou deliberado pelo Constituinte e pelo legislador que elaborou as normas de integração. ....................................................................................................... As dúvidas sobre essa margem de discricionariedade devem ser dirimidas pelo Judiciário, cabendo ao Juiz dar sentido concreto à norma e controlar a legitimidade do ato administrativo (omissivo ou comissivo), verificando se o mesmo não contraria sua finalidade constitucional, no caso, a concretização da ordem social constitucional.” (grifei) 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Não deixo de conferir, no entanto, assentadas tais premissas, significativo relevo ao tema pertinente à “reserva do possível” (LUÍS FERNANDO SGARBOSSA, “Crítica à Teoria dos Custos dos Direitos”, vol. 1, 2010, Fabris Editor; STEPHEN HOLMES/CASS R. SUNSTEIN, “The Cost of Rights”, 1999, Norton, New York; ANA PAULA DE BARCELLOS, “A Eficácia Jurídica dos Princípios Constitucionais”, p. 245/246, 2002, Renovar; FLÁVIO GALDINO, “Introdução à Teoria dos Custos dos Direitos”, p. 190/198, itens ns. 9.5 e 9.6, e p. 345/347, item n. 15.3, 2005, Lumen Juris), notadamente em sede de efetivação e implementação (usualmente onerosas) de determinados direitos cujo adimplemento, pelo Poder Público, impõe e exige, deste, prestações estatais positivas concretizadoras de tais prerrogativas individuais e/ou coletivas. Não se ignora que a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais – além de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de concretização – depende, em grande medida, de um inescapável vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a alegação de incapacidade econômico-financeira da pessoa estatal, desta não se poderá razoavelmente exigir, então, considerada a limitação material referida, a imediata efetivação do comando fundado no texto da Carta Política. Não se mostrará lícito, contudo, ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo artificial que revele – a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa – o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de existência (ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004). 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Não deixo de conferir, no entanto, assentadas tais premissas, significativo relevo ao tema pertinente à “reserva do possível” (LUÍS FERNANDO SGARBOSSA, “Crítica à Teoria dos Custos dos Direitos”, vol. 1, 2010, Fabris Editor; STEPHEN HOLMES/CASS R. SUNSTEIN, “The Cost of Rights”, 1999, Norton, New York; ANA PAULA DE BARCELLOS, “A Eficácia Jurídica dos Princípios Constitucionais”, p. 245/246, 2002, Renovar; FLÁVIO GALDINO, “Introdução à Teoria dos Custos dos Direitos”, p. 190/198, itens ns. 9.5 e 9.6, e p. 345/347, item n. 15.3, 2005, Lumen Juris), notadamente em sede de efetivação e implementação (usualmente onerosas) de determinados direitos cujo adimplemento, pelo Poder Público, impõe e exige, deste, prestações estatais positivas concretizadoras de tais prerrogativas individuais e/ou coletivas. Não se ignora que a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais – além de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de concretização – depende, em grande medida, de um inescapável vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a alegação de incapacidade econômico-financeira da pessoa estatal, desta não se poderá razoavelmente exigir, então, considerada a limitação material referida, a imediata efetivação do comando fundado no texto da Carta Política. Não se mostrará lícito, contudo, ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo artificial que revele – a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa – o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de existência (ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004). 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da “reserva do possível” – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível – não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando, dessa conduta governamental negativa, puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. Tratando-se de típico direito de prestação positiva, a proteção ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – que compreende todas as prerrogativas, individuais ou coletivas, referidas na Constituição da República (notadamente em seu art. 225) – tem por fundamento regra constitucional cuja densidade normativa não permite que, em torno da efetiva realização de tal comando, o Poder Público disponha de um amplo espaço de discricionariedade que lhe enseje maior grau de liberdade de conformação, e de cujo exercício possa resultar, paradoxalmente, com base em simples alegação de mera conveniência e/ou oportunidade, a nulificação mesma dessa prerrogativa essencial. O caso ora em exame põe em evidência o altíssimo relevo jurídico-social que assume, em nosso ordenamento positivo, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, especialmente em face do mandamento inscrito no art. 225 da Constituição da República, que assim dispõe: “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.” Todos sabemos que os preceitos inscritos no art. 225 da Carta Política traduzem, na concreção de seu alcance, a consagração constitucional, em nosso sistema de direito positivo, de uma das mais expressivas prerrogativas asseguradas às formações sociais contemporâneas. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da “reserva do possível” – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível – não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando, dessa conduta governamental negativa, puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. Tratando-se de típico direito de prestação positiva, a proteção ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – que compreende todas as prerrogativas, individuais ou coletivas, referidas na Constituição da República (notadamente em seu art. 225) – tem por fundamento regra constitucional cuja densidade normativa não permite que, em torno da efetiva realização de tal comando, o Poder Público disponha de um amplo espaço de discricionariedade que lhe enseje maior grau de liberdade de conformação, e de cujo exercício possa resultar, paradoxalmente, com base em simples alegação de mera conveniência e/ou oportunidade, a nulificação mesma dessa prerrogativa essencial. O caso ora em exame põe em evidência o altíssimo relevo jurídico-social que assume, em nosso ordenamento positivo, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, especialmente em face do mandamento inscrito no art. 225 da Constituição da República, que assim dispõe: “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.” Todos sabemos que os preceitos inscritos no art. 225 da Carta Política traduzem, na concreção de seu alcance, a consagração constitucional, em nosso sistema de direito positivo, de uma das mais expressivas prerrogativas asseguradas às formações sociais contemporâneas. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Essa prerrogativa, que se qualifica por seu caráter de metaindividualidade, consiste no reconhecimento de que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Trata-se – consoante já o proclamou o Supremo Tribunal Federal (RTJ 158/205-206, Rel. Min. CELSO DE MELLO) com apoio em douta lição expendida por CELSO LAFER (“A reconstrução dos Direitos Humanos”, p. 131/132, 1988, Companhia das Letras) – de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que assiste, de modo subjetivamente indeterminado, a todo o gênero humano. Tal circunstância, por isso mesmo, justifica a especial obrigação – que incumbe ao Estado e à própria coletividade (PAULO AFFONSO LEME MACHADO, “Direito Ambiental Brasileiro”, p. 121/123, item n. 3.1, 13... ed., 2005, Malheiros) – de defender e de preservar essa magna prerrogativa em benefício das presentes e das futuras gerações, evitando-se, desse modo, que irrompam, no seio da comunhão social, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade na proteção da integridade desse bem essencial de uso comum de todos quantos compõem o grupo social. Vale referir, neste ponto, até mesmo em face da justa preocupação revelada pelos povos e pela comunidade internacional em tema de direitos humanos, que estes, em seu processo de afirmação e consolidação, comportam diversos níveis de compreensão e abordagem, que permitem distingui-los em ordens, dimensões ou fases sucessivas resultantes de sua evolução histórica (RTJ 164/158-161, v.g.). Nesse sentido, é de assinalar que os direitos de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos, genericamente, e de modo difuso, a todos os integrantes dos agrupamentos sociais, consagram o princípio da solidariedade e constituem, 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS Essa prerrogativa, que se qualifica por seu caráter de metaindividualidade, consiste no reconhecimento de que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Trata-se – consoante já o proclamou o Supremo Tribunal Federal (RTJ 158/205-206, Rel. Min. CELSO DE MELLO) com apoio em douta lição expendida por CELSO LAFER (“A reconstrução dos Direitos Humanos”, p. 131/132, 1988, Companhia das Letras) – de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que assiste, de modo subjetivamente indeterminado, a todo o gênero humano. Tal circunstância, por isso mesmo, justifica a especial obrigação – que incumbe ao Estado e à própria coletividade (PAULO AFFONSO LEME MACHADO, “Direito Ambiental Brasileiro”, p. 121/123, item n. 3.1, 13... ed., 2005, Malheiros) – de defender e de preservar essa magna prerrogativa em benefício das presentes e das futuras gerações, evitando-se, desse modo, que irrompam, no seio da comunhão social, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade na proteção da integridade desse bem essencial de uso comum de todos quantos compõem o grupo social. Vale referir, neste ponto, até mesmo em face da justa preocupação revelada pelos povos e pela comunidade internacional em tema de direitos humanos, que estes, em seu processo de afirmação e consolidação, comportam diversos níveis de compreensão e abordagem, que permitem distingui-los em ordens, dimensões ou fases sucessivas resultantes de sua evolução histórica (RTJ 164/158-161, v.g.). Nesse sentido, é de assinalar que os direitos de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos, genericamente, e de modo difuso, a todos os integrantes dos agrupamentos sociais, consagram o princípio da solidariedade e constituem, 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS por isso mesmo, ao lado dos denominados direitos de quarta geração (como o direito ao desenvolvimento e o direito à paz), um momento importante no processo de expansão e de reconhecimento dos direitos humanos, qualificados estes, enquanto valores fundamentais indisponíveis, como prerrogativas impregnadas de uma natureza essencialmente inexaurível, consoante proclama autorizado magistério doutrinário (CELSO LAFER, “Desafios: ética e política”, p. 239, 1995, Siciliano). Cumpre rememorar, bem por isso, na linha do que vem de ser afirmado, a precisa lição ministrada por PAULO BONAVIDES (“Curso de Direito Constitucional”, p. 481, item n. 5, 4... ed., 1993, Malheiros), que confere particular ênfase, entre os direitos de terceira geração (ou de novíssima dimensão), ao direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado: “Com efeito, um novo pólo jurídico de alforria do homem se acrescenta historicamente aos da liberdade e da igualdade. Dotados de altíssimo teor de humanismo e universalidade, os direitos da terceira geração tendem a cristalizar-se neste fim de século enquanto direitos que não se destinam especificamente à proteção dos interesses de um indivíduo, de um grupo ou de um determinado Estado. Têm primeiro por destinatário o gênero humano mesmo, num momento expressivo de sua afirmação como valor supremo em termos de existencialidade concreta. Os publicistas e juristas já os enumeram com familiaridade, assinalando-lhes o caráter fascinante de coroamento de uma evolução de trezentos anos na esteira da concretização dos direitos fundamentais. Emergiram eles da reflexão sobre temas referentes ao desenvolvimento, à paz, ao meio ambiente, à comunicação e ao patrimônio comum da humanidade.” (grifei) A preocupação com a preservação do meio ambiente – que hoje transcende o plano das presentes gerações, para também atuar em favor das gerações futuras (PAULO AFFONSO LEME MACHADO, “Direito Ambiental Brasileiro”, p. 123/124, item n. 3.2, 13... ed., 2005, Malheiros) – 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS por isso mesmo, ao lado dos denominados direitos de quarta geração (como o direito ao desenvolvimento e o direito à paz), um momento importante no processo de expansão e de reconhecimento dos direitos humanos, qualificados estes, enquanto valores fundamentais indisponíveis, como prerrogativas impregnadas de uma natureza essencialmente inexaurível, consoante proclama autorizado magistério doutrinário (CELSO LAFER, “Desafios: ética e política”, p. 239, 1995, Siciliano). Cumpre rememorar, bem por isso, na linha do que vem de ser afirmado, a precisa lição ministrada por PAULO BONAVIDES (“Curso de Direito Constitucional”, p. 481, item n. 5, 4... ed., 1993, Malheiros), que confere particular ênfase, entre os direitos de terceira geração (ou de novíssima dimensão), ao direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado: “Com efeito, um novo pólo jurídico de alforria do homem se acrescenta historicamente aos da liberdade e da igualdade. Dotados de altíssimo teor de humanismo e universalidade, os direitos da terceira geração tendem a cristalizar-se neste fim de século enquanto direitos que não se destinam especificamente à proteção dos interesses de um indivíduo, de um grupo ou de um determinado Estado. Têm primeiro por destinatário o gênero humano mesmo, num momento expressivo de sua afirmação como valor supremo em termos de existencialidade concreta. Os publicistas e juristas já os enumeram com familiaridade, assinalando-lhes o caráter fascinante de coroamento de uma evolução de trezentos anos na esteira da concretização dos direitos fundamentais. Emergiram eles da reflexão sobre temas referentes ao desenvolvimento, à paz, ao meio ambiente, à comunicação e ao patrimônio comum da humanidade.” (grifei) A preocupação com a preservação do meio ambiente – que hoje transcende o plano das presentes gerações, para também atuar em favor das gerações futuras (PAULO AFFONSO LEME MACHADO, “Direito Ambiental Brasileiro”, p. 123/124, item n. 3.2, 13... ed., 2005, Malheiros) – 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS tem constituído, por isso mesmo, objeto de regulações normativas e de proclamações jurídicas que, ultrapassando a província meramente doméstica do direito nacional de cada Estado soberano, projetam-se no plano das declarações internacionais, que refletem, em sua expressão concreta, o compromisso das Nações com o indeclinável respeito a esse direito fundamental que assiste a toda a Humanidade. A questão do meio ambiente, hoje, especialmente em função da Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente (1972) e das conclusões da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio/92), passou a compor um dos tópicos mais expressivos da nova agenda internacional (GERALDO EULÁLIO DO NASCIMENTO E SILVA, “Direito Ambiental Internacional”, 2... ed., 2002, Thex Editora), particularmente no ponto em que se reconheceu ao gênero humano o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao gozo de condições de vida adequada, em ambiente que lhe permita desenvolver todas as suas potencialidades em clima de dignidade e de bem-estar. Extremamente valioso, sob o aspecto ora referido, o douto magistério expendido por JOSÉ AFONSO DA SILVA (“Direito Ambiental Constitucional”, p. 69/70, item n. 7, 4... ed./2... tir., 2003, Malheiros): “A ‘Declaração de Estocolmo’ abriu caminho para que as Constituições supervenientes reconhecessem o meio ambiente ecologicamente equilibrado como um ‘direito fundamental’ entre os direitos sociais do Homem, com sua característica de ‘direitos a serem realizados’ e ‘direitos a não serem perturbados. ....................................................................................................... O que é importante (…) é que se tenha a consciência de que o direito à vida, como matriz de todos os demais direitos fundamentais do Homem, é que há de orientar todas as formas de atuação no 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS tem constituído, por isso mesmo, objeto de regulações normativas e de proclamações jurídicas que, ultrapassando a província meramente doméstica do direito nacional de cada Estado soberano, projetam-se no plano das declarações internacionais, que refletem, em sua expressão concreta, o compromisso das Nações com o indeclinável respeito a esse direito fundamental que assiste a toda a Humanidade. A questão do meio ambiente, hoje, especialmente em função da Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente (1972) e das conclusões da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio/92), passou a compor um dos tópicos mais expressivos da nova agenda internacional (GERALDO EULÁLIO DO NASCIMENTO E SILVA, “Direito Ambiental Internacional”, 2... ed., 2002, Thex Editora), particularmente no ponto em que se reconheceu ao gênero humano o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao gozo de condições de vida adequada, em ambiente que lhe permita desenvolver todas as suas potencialidades em clima de dignidade e de bem-estar. Extremamente valioso, sob o aspecto ora referido, o douto magistério expendido por JOSÉ AFONSO DA SILVA (“Direito Ambiental Constitucional”, p. 69/70, item n. 7, 4... ed./2... tir., 2003, Malheiros): “A ‘Declaração de Estocolmo’ abriu caminho para que as Constituições supervenientes reconhecessem o meio ambiente ecologicamente equilibrado como um ‘direito fundamental’ entre os direitos sociais do Homem, com sua característica de ‘direitos a serem realizados’ e ‘direitos a não serem perturbados. ....................................................................................................... O que é importante (…) é que se tenha a consciência de que o direito à vida, como matriz de todos os demais direitos fundamentais do Homem, é que há de orientar todas as formas de atuação no 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS campo da tutela do meio ambiente. Cumpre compreender que ele é um fator preponderante, que há de estar acima de quaisquer outras considerações como as de desenvolvimento, como as de respeito ao direito de propriedade, como as da iniciativa privada. Também estes são garantidos no texto constitucional, mas, a toda evidência, não podem primar sobre o direito fundamental à vida, que está em jogo quando se discute a tutela da qualidade do meio ambiente. É que a tutela da qualidade do meio ambiente é instrumental no sentido de que, através dela, o que se protege é um valor maior: ‘a qualidade da vida’.” (grifei) Dentro desse contexto, emerge, com nitidez, a ideia de que o meio ambiente constitui patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido pelos organismos sociais e pelas instituições estatais (pelos Municípios, inclusive), qualificando-se como encargo irrenunciável que se impõe – sempre em benefício das presentes e das futuras gerações – tanto ao Poder Público quanto à coletividade em si mesma considerada (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, “Polícia do Meio Ambiente”, “in” Revista Forense 317/179, 181; LUÍS ROBERTO BARROSO, “A proteção do meio ambiente na Constituição brasileira”, “in” Revista Forense 317/161, 167-168, v.g.). Na realidade, o direito à integridade do meio ambiente constitui prerrogativa jurídica de titularidade coletiva, refletindo, dentro do processo de afirmação dos direitos humanos, a expressão significativa de um poder deferido não ao indivíduo identificado em sua singularidade, mas, em um sentido verdadeiramente mais abrangente, atribuído à própria coletividade social. O reconhecimento desse direito de titularidade coletiva, tal como se qualifica o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, constitui, portanto, uma realidade a que não mais se mostram alheios ou insensíveis, como precedentemente enfatizado, os ordenamentos positivos consagrados pelos sistemas jurídicos nacionais e as formulações 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS campo da tutela do meio ambiente. Cumpre compreender que ele é um fator preponderante, que há de estar acima de quaisquer outras considerações como as de desenvolvimento, como as de respeito ao direito de propriedade, como as da iniciativa privada. Também estes são garantidos no texto constitucional, mas, a toda evidência, não podem primar sobre o direito fundamental à vida, que está em jogo quando se discute a tutela da qualidade do meio ambiente. É que a tutela da qualidade do meio ambiente é instrumental no sentido de que, através dela, o que se protege é um valor maior: ‘a qualidade da vida’.” (grifei) Dentro desse contexto, emerge, com nitidez, a ideia de que o meio ambiente constitui patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido pelos organismos sociais e pelas instituições estatais (pelos Municípios, inclusive), qualificando-se como encargo irrenunciável que se impõe – sempre em benefício das presentes e das futuras gerações – tanto ao Poder Público quanto à coletividade em si mesma considerada (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, “Polícia do Meio Ambiente”, “in” Revista Forense 317/179, 181; LUÍS ROBERTO BARROSO, “A proteção do meio ambiente na Constituição brasileira”, “in” Revista Forense 317/161, 167-168, v.g.). Na realidade, o direito à integridade do meio ambiente constitui prerrogativa jurídica de titularidade coletiva, refletindo, dentro do processo de afirmação dos direitos humanos, a expressão significativa de um poder deferido não ao indivíduo identificado em sua singularidade, mas, em um sentido verdadeiramente mais abrangente, atribuído à própria coletividade social. O reconhecimento desse direito de titularidade coletiva, tal como se qualifica o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, constitui, portanto, uma realidade a que não mais se mostram alheios ou insensíveis, como precedentemente enfatizado, os ordenamentos positivos consagrados pelos sistemas jurídicos nacionais e as formulações 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS normativas proclamadas no plano internacional, como enfatizado por autores eminentes (JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público”, p. 223/224, item n. 132, 1989, Saraiva; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Direito Ambiental Constitucional”, p. 46/57 e 58/70, 4... ed./2... tir., 2003, Malheiros). São todos esses motivos que têm levado o Supremo Tribunal Federal a consagrar, em seu magistério jurisprudencial, o reconhecimento do direito de todos à integridade do meio ambiente e a competência de todos os entes políticos que compõem a estrutura institucional da Federação em nosso País, com particular destaque para os Municípios, em face do que prescreve, quanto a eles, a própria Constituição da República (art. 30, incisos I, II e VII, c/c o art. 23, incisos II e VI): “A PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE: EXPRESSÃO CONSTITUCIONAL DE UM DIREITO FUNDAMENTAL QUE ASSISTE À GENERALIDADE DAS PESSOAS. – Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Trata-se de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que assiste a todo o gênero humano (RTJ 158/205-206). Incumbe ao Estado e à própria coletividade a especial obrigação de defender e preservar, em benefício das presentes e das futuras gerações, esse direito de titularidade coletiva e de caráter transindividual (RTJ 164/158-161). O adimplemento desse encargo, que é irrenunciável, representa a garantia de que não se instaurarão, no seio da coletividade, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade, que a todos se impõe, na proteção desse bem essencial de uso comum das pessoas em geral. Doutrina. A ATIVIDADE ECONÔMICA NÃO PODE SER EXERCIDA EM DESARMONIA COM OS PRINCÍPIOS DESTINADOS A TORNAR EFETIVA A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE. 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS normativas proclamadas no plano internacional, como enfatizado por autores eminentes (JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público”, p. 223/224, item n. 132, 1989, Saraiva; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Direito Ambiental Constitucional”, p. 46/57 e 58/70, 4... ed./2... tir., 2003, Malheiros). São todos esses motivos que têm levado o Supremo Tribunal Federal a consagrar, em seu magistério jurisprudencial, o reconhecimento do direito de todos à integridade do meio ambiente e a competência de todos os entes políticos que compõem a estrutura institucional da Federação em nosso País, com particular destaque para os Municípios, em face do que prescreve, quanto a eles, a própria Constituição da República (art. 30, incisos I, II e VII, c/c o art. 23, incisos II e VI): “A PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE: EXPRESSÃO CONSTITUCIONAL DE UM DIREITO FUNDAMENTAL QUE ASSISTE À GENERALIDADE DAS PESSOAS. – Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Trata-se de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão), que assiste a todo o gênero humano (RTJ 158/205-206). Incumbe ao Estado e à própria coletividade a especial obrigação de defender e preservar, em benefício das presentes e das futuras gerações, esse direito de titularidade coletiva e de caráter transindividual (RTJ 164/158-161). O adimplemento desse encargo, que é irrenunciável, representa a garantia de que não se instaurarão, no seio da coletividade, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade, que a todos se impõe, na proteção desse bem essencial de uso comum das pessoas em geral. Doutrina. A ATIVIDADE ECONÔMICA NÃO PODE SER EXERCIDA EM DESARMONIA COM OS PRINCÍPIOS DESTINADOS A TORNAR EFETIVA A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE. 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS – A incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida por interesses empresariais nem ficar dependente de motivações de índole meramente econômica, ainda mais se se tiver presente que a atividade econômica, considerada a disciplina constitucional que a rege, está subordinada, entre outros princípios gerais, àquele que privilegia a ‘defesa do meio ambiente’ (Constituição Federal de 1988, art. 170, VI), que traduz conceito amplo e abrangente das noções de meio ambiente natural, de meio ambiente cultural, de meio ambiente artificial (espaço urbano) e de meio ambiente laboral. Doutrina. Os instrumentos jurídicos de caráter legal e de natureza constitucional objetivam viabilizar a tutela efetiva do meio ambiente, para que não se alterem as propriedades e os atributos que lhe são inerentes, o que provocaria inaceitável comprometimento da saúde, segurança, cultura, trabalho e bem-estar da população, além de causar graves danos ecológicos ao patrimônio ambiental, considerado este em seu aspecto físico ou natural. A QUESTÃO DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 3..., II) E A NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE (Constituição Federal de 1988, ART. 225): O PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO FATOR DE OBTENÇÃO DO JUSTO EQUILÍBRIO ENTRE AS EXIGÊNCIAS DA ECONOMIA E AS DA ECOLOGIA. – O princípio do desenvolvimento sustentável, além de impregnado de caráter eminentemente constitucional, encontra suporte legitimador em compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro e representa fator de obtenção do justo equilíbrio entre as exigências da economia e as da ecologia, subordinada, no entanto, a invocação desse postulado, quando ocorrente situação de conflito entre valores constitucionais relevantes, a uma condição inafastável, cuja observância não comprometa nem esvazie o conteúdo essencial de um dos mais significativos direitos fundamentais: o direito à preservação do meio ambiente, que traduz bem de uso comum da generalidade das pessoas, a ser resguardado em favor das presentes e futuras gerações. …................................................................................................... 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS – A incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida por interesses empresariais nem ficar dependente de motivações de índole meramente econômica, ainda mais se se tiver presente que a atividade econômica, considerada a disciplina constitucional que a rege, está subordinada, entre outros princípios gerais, àquele que privilegia a ‘defesa do meio ambiente’ (Constituição Federal de 1988, art. 170, VI), que traduz conceito amplo e abrangente das noções de meio ambiente natural, de meio ambiente cultural, de meio ambiente artificial (espaço urbano) e de meio ambiente laboral. Doutrina. Os instrumentos jurídicos de caráter legal e de natureza constitucional objetivam viabilizar a tutela efetiva do meio ambiente, para que não se alterem as propriedades e os atributos que lhe são inerentes, o que provocaria inaceitável comprometimento da saúde, segurança, cultura, trabalho e bem-estar da população, além de causar graves danos ecológicos ao patrimônio ambiental, considerado este em seu aspecto físico ou natural. A QUESTÃO DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 3..., II) E A NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE DO MEIO AMBIENTE (Constituição Federal de 1988, ART. 225): O PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO FATOR DE OBTENÇÃO DO JUSTO EQUILÍBRIO ENTRE AS EXIGÊNCIAS DA ECONOMIA E AS DA ECOLOGIA. – O princípio do desenvolvimento sustentável, além de impregnado de caráter eminentemente constitucional, encontra suporte legitimador em compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro e representa fator de obtenção do justo equilíbrio entre as exigências da economia e as da ecologia, subordinada, no entanto, a invocação desse postulado, quando ocorrente situação de conflito entre valores constitucionais relevantes, a uma condição inafastável, cuja observância não comprometa nem esvazie o conteúdo essencial de um dos mais significativos direitos fundamentais: o direito à preservação do meio ambiente, que traduz bem de uso comum da generalidade das pessoas, a ser resguardado em favor das presentes e futuras gerações. …................................................................................................... 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS – É lícito ao Poder Público – qualquer que seja a dimensão institucional em que se posicione na estrutura federativa (União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios) – autorizar, licenciar ou permitir a execução de obras e/ou a realização de serviços no âmbito dos espaços territoriais especialmente protegidos, desde que, além de observadas as restrições, limitações e exigências abstratamente estabelecidas em lei, não resulte comprometida a integridade dos atributos que justificaram, quanto a tais territórios, a instituição de regime jurídico de proteção especial (Constituição Federal de 1988, art. 225, § 1..., III).” (ADI 3.540-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou sobre a matéria ora em exame. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo , em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 796347 AGR / RS – É lícito ao Poder Público – qualquer que seja a dimensão institucional em que se posicione na estrutura federativa (União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios) – autorizar, licenciar ou permitir a execução de obras e/ou a realização de serviços no âmbito dos espaços territoriais especialmente protegidos, desde que, além de observadas as restrições, limitações e exigências abstratamente estabelecidas em lei, não resulte comprometida a integridade dos atributos que justificaram, quanto a tais territórios, a instituição de regime jurídico de proteção especial (Constituição Federal de 1988, art. 225, § 1..., III).” (ADI 3.540-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou sobre a matéria ora em exame. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo , em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8206111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) : CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8096160 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 796.347 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PANAMBI ADV.(A/S) : CARLA DALL´AGNOL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE PANAMBI AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8096160 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
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Ementa e Acórdão 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) :OMAR FERRI AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA DE OCUPANTE DE CARGO COMISSIONADO. SITUAÇÃO ANTERIOR À EC 20/1998. REGULAMENTAÇÃO PELA LEI MUNICIPAL COMPLEMENTAR Nº 133/1985. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 280 E 284/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que o Tribunal de origem, interpretando normas locais e o conjunto fático-probatório dos autos, entendeu que a parte recorrente não faz jus à aposentadoria com base nas regras do Regime Próprio dos Servidores Públicos. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 2. A parte recorrente não apontou, de forma clara e concreta, as razões pelas quais seria cabível a interposição do recurso extraordinário pelo art. 102, III, c, da Constituição. Incidência da Súmula 284/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222648. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 555350 AGR / RS Brasília, 07 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222648. Supremo Tribunal Federal RE 555350 AGR / RS Brasília, 07 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) :OMAR FERRI AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, cuja ementa transcrevo (fls. 126): ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO EM COMISSÃO. APOSENTADORIA PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O art. 40, § 2º da CF/88 remete à lei local a aposentadoria dos ocupantes de cargo em comissão. Na espécie o art. 169 da Lei Complementar 133/85, não prevê aposentadoria proporcional ao ocupante de cargo em comissão. 2. SENTENÇA REFORMADA.’ Consta dos autos que a recorrente é servidora pública municipal, ocupante de cargo em comissão desde 1983. Com o advento da Emenda Constitucional 20/98, requereu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) :OMAR FERRI AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, cuja ementa transcrevo (fls. 126): ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO EM COMISSÃO. APOSENTADORIA PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O art. 40, § 2º da CF/88 remete à lei local a aposentadoria dos ocupantes de cargo em comissão. Na espécie o art. 169 da Lei Complementar 133/85, não prevê aposentadoria proporcional ao ocupante de cargo em comissão. 2. SENTENÇA REFORMADA.’ Consta dos autos que a recorrente é servidora pública municipal, ocupante de cargo em comissão desde 1983. Com o advento da Emenda Constitucional 20/98, requereu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 555350 AGR / RS aposentadoria proporcional nos termos do art. 40, III, c (redação anterior à EC 20). A sentença concedeu a segurança, nos termos do art. 3º da referida emenda, sob o argumento de que a recorrente teria reunido os requisitos exigidos para a aposentadoria requerida. Em reexame necessário, foi reformada a decisão monocrática. É o relatório. Decido. O Tribunal a quo firmou o entendimento de que o art. 40, § 2º, da Constituição, que tratava da aposentadoria dos ocupantes de cargo em comissão, remetia seu regulamento à lei. Destaco: ‘Pois bem: compete à lei local (ADILSON DE ABREU DALLARI), nos termos da regra constitucional, regular a aposentadoria dos ocupantes do cargo em comissão, até porque inexiste 'cargo temporário', e, uma vez editado tal diploma, o desligamento do serviço público ocorrerá em seus termos (DIÓGENES GASPARINI). A EC 20/98, que modificou o sistema de previdência social e estabeleceu normas de transição dispõe no art. 3º: É assegurada a concessão de aposentadoria e pensão, a qualquer tempo, aos servidores públicos e aos segurados do regime geral de previdência social, bem como aos seus dependentes, que , até a data da publicação da Emenda, tenham cumprido os requisitos para a obtenção destes benefícios, com base nos critérios da legislação então vigente. No caso do Município de Porto Alegre, a legislação vigente, à época, aplicável, ao caso da impetrante era a Lei 133/85- Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Porto Alegre- que estabelece no art. 169 o seguinte: O funcionário em estágio probatório ou em comissão só tem direito à aposentadoria quando invalidado por acidente em serviço, agressão não-provocada no exercício de suas atribuições ou acometido de moléstia profissional. Como se vê, a legislação vigente à época, do benefício postulado pela impetrante, não prevê a aposentadoria voluntária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Supremo Tribunal Federal RE 555350 AGR / RS aposentadoria proporcional nos termos do art. 40, III, c (redação anterior à EC 20). A sentença concedeu a segurança, nos termos do art. 3º da referida emenda, sob o argumento de que a recorrente teria reunido os requisitos exigidos para a aposentadoria requerida. Em reexame necessário, foi reformada a decisão monocrática. É o relatório. Decido. O Tribunal a quo firmou o entendimento de que o art. 40, § 2º, da Constituição, que tratava da aposentadoria dos ocupantes de cargo em comissão, remetia seu regulamento à lei. Destaco: ‘Pois bem: compete à lei local (ADILSON DE ABREU DALLARI), nos termos da regra constitucional, regular a aposentadoria dos ocupantes do cargo em comissão, até porque inexiste 'cargo temporário', e, uma vez editado tal diploma, o desligamento do serviço público ocorrerá em seus termos (DIÓGENES GASPARINI). A EC 20/98, que modificou o sistema de previdência social e estabeleceu normas de transição dispõe no art. 3º: É assegurada a concessão de aposentadoria e pensão, a qualquer tempo, aos servidores públicos e aos segurados do regime geral de previdência social, bem como aos seus dependentes, que , até a data da publicação da Emenda, tenham cumprido os requisitos para a obtenção destes benefícios, com base nos critérios da legislação então vigente. No caso do Município de Porto Alegre, a legislação vigente, à época, aplicável, ao caso da impetrante era a Lei 133/85- Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Porto Alegre- que estabelece no art. 169 o seguinte: O funcionário em estágio probatório ou em comissão só tem direito à aposentadoria quando invalidado por acidente em serviço, agressão não-provocada no exercício de suas atribuições ou acometido de moléstia profissional. Como se vê, a legislação vigente à época, do benefício postulado pela impetrante, não prevê a aposentadoria voluntária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 555350 AGR / RS por tempo de serviço. (fls. 128-129)’ Tal entendimento harmoniza-se com a orientação desta Corte. De fato, os requisitos para a aposentadoria dos ocupantes de cargos em comissão são aqueles previstos na norma local. Nesse sentido: RE 380.382-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.01.2011); RE 433.472-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ 02.06.2006) e RMS 25.039 (de minha relatoria, DJe de 17.04.2008). Ademais, por exigir interpretação de direito local, o recurso extraordinário é incabível, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA: OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. LEI ESTADUAL N. 5.810/94. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULAS 279 E 280). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE 469.253-AgR, rel min. Cármen Lúcia, DJe de 06.08.2009) Por fim, a análise das questões constitucionais suscitadas implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante, servidora comissionada aposentada, pretende que sua aposentadoria se dê nos moldes dos servidores civis efetivos, nos moldes do art. 40, I a III, da Constituição. Sustenta que o art. 169 da LC Nº 133/1985, do Município de Porto Alegre, não foi recepcionado pela Constituição, motivo pelo qual se aplicaria ao caso a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, na ausência de lei regulamentadora sobre a aposentadoria em cargo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Supremo Tribunal Federal RE 555350 AGR / RS por tempo de serviço. (fls. 128-129)’ Tal entendimento harmoniza-se com a orientação desta Corte. De fato, os requisitos para a aposentadoria dos ocupantes de cargos em comissão são aqueles previstos na norma local. Nesse sentido: RE 380.382-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.01.2011); RE 433.472-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ 02.06.2006) e RMS 25.039 (de minha relatoria, DJe de 17.04.2008). Ademais, por exigir interpretação de direito local, o recurso extraordinário é incabível, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA: OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. LEI ESTADUAL N. 5.810/94. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULAS 279 E 280). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE 469.253-AgR, rel min. Cármen Lúcia, DJe de 06.08.2009) Por fim, a análise das questões constitucionais suscitadas implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante, servidora comissionada aposentada, pretende que sua aposentadoria se dê nos moldes dos servidores civis efetivos, nos moldes do art. 40, I a III, da Constituição. Sustenta que o art. 169 da LC Nº 133/1985, do Município de Porto Alegre, não foi recepcionado pela Constituição, motivo pelo qual se aplicaria ao caso a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, na ausência de lei regulamentadora sobre a aposentadoria em cargo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 555350 AGR / RS comissionado, antes do advento da EC 20/98, aplicam-se as regras do Regime Próprio de Previdência dos Servidores. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Supremo Tribunal Federal RE 555350 AGR / RS comissionado, antes do advento da EC 20/98, aplicam-se as regras do Regime Próprio de Previdência dos Servidores. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, o entendimento do Tribunal de origem está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, na ausência de legislação que regule a aposentadoria de ocupante de cargo em comissão, aplicam-se as regras de aposentadoria do Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 382.931-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Carlos Velloso: “CONSTITUCIONAL. APOSENTADORIA. CARGO EM COMISSÃO. I. - Na ausência de lei regulamentadora da aposentadoria dos ocupantes de cargo de provimento em comissão, serão aplicadas as mesmas regras estabelecidas para os servidores públicos em geral. II. - Inexistência de exclusão, mediante lei local, dos exercentes do cargo que deu origem aos benefícios. III. - Agravo não provido.” 3. Ocorre que, havendo legislação local própria que trate da aposentadoria dos comissionados, não há que se falar na aplicação do RPPS como regramento aplicável em caso de omissão legislativa. É o que o Supremo Tribunal Federal decidiu no julgamento do RE 433.472-AgR, Rel. Min. Eros Grau, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. CARGO EM COMISSÃO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. A previsão, em lei municipal, de requisitos para a concessão de aposentadoria de servidor ocupante de cargo em comissão não caracteriza violação da Constituição. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, o entendimento do Tribunal de origem está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, na ausência de legislação que regule a aposentadoria de ocupante de cargo em comissão, aplicam-se as regras de aposentadoria do Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 382.931-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Carlos Velloso: “CONSTITUCIONAL. APOSENTADORIA. CARGO EM COMISSÃO. I. - Na ausência de lei regulamentadora da aposentadoria dos ocupantes de cargo de provimento em comissão, serão aplicadas as mesmas regras estabelecidas para os servidores públicos em geral. II. - Inexistência de exclusão, mediante lei local, dos exercentes do cargo que deu origem aos benefícios. III. - Agravo não provido.” 3. Ocorre que, havendo legislação local própria que trate da aposentadoria dos comissionados, não há que se falar na aplicação do RPPS como regramento aplicável em caso de omissão legislativa. É o que o Supremo Tribunal Federal decidiu no julgamento do RE 433.472-AgR, Rel. Min. Eros Grau, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. CARGO EM COMISSÃO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. A previsão, em lei municipal, de requisitos para a concessão de aposentadoria de servidor ocupante de cargo em comissão não caracteriza violação da Constituição. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 555350 AGR / RS 4. Na hipótese, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz do disposto no art. 169 da Lei Complementar nº 133/1985, do Município de Porto Alegre, que prevê apenas a aposentadoria por invalidez de servidores ocupantes de cargos em comissão. Veja-se trecho conclusivo do acórdão recorrido: “No caso do Município de Porto Alegre, a legislação vigente, à época, aplicável, ao caso da impetrante era a Lei 133/85- Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Porto Alegre- que estabelece no art. 169 o seguinte: ‘O funcionário em estágio probatório ou em comissão só tem direito à aposentadoria quando invalidado por acidente em serviço, agressão não- provocada no exercício de suas atribuições ou acometido de moléstia profissional’. Como se vê, a legislação vigente à época, do benefício postulado pela impetrante, não prevê a aposentadoria voluntária por tempo de serviço. (fls. 128-129)’” 5. Assim, havendo previsão na lei local acerca da aposentadoria dos servidores ocupantes de cargo em comissão, a pretensão da parte recorrente deve ser por esta regulamentada, não encontrando fundamento direto na norma constitucional invocada. Nesse contexto, tal como constatado pela decisão agravada, para dissentir do acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional e dos elementos fáticos-probatórios aplicáveis ao caso, providência inviável nesse momento processual (Súmulas 279 e 280/STF). Nessa linha, confira-se o RE 342.341-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. Ademais, a parte recorrente não indicou as razões pelas quais caberia o recurso extraordinário pela alínea c do art. 102 da Constituição. Realmente, a parte não se desincumbiu de seu ônus de demonstrar como a LC nº 133/1985 teria afrontado materialmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Supremo Tribunal Federal RE 555350 AGR / RS 4. Na hipótese, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz do disposto no art. 169 da Lei Complementar nº 133/1985, do Município de Porto Alegre, que prevê apenas a aposentadoria por invalidez de servidores ocupantes de cargos em comissão. Veja-se trecho conclusivo do acórdão recorrido: “No caso do Município de Porto Alegre, a legislação vigente, à época, aplicável, ao caso da impetrante era a Lei 133/85- Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Porto Alegre- que estabelece no art. 169 o seguinte: ‘O funcionário em estágio probatório ou em comissão só tem direito à aposentadoria quando invalidado por acidente em serviço, agressão não- provocada no exercício de suas atribuições ou acometido de moléstia profissional’. Como se vê, a legislação vigente à época, do benefício postulado pela impetrante, não prevê a aposentadoria voluntária por tempo de serviço. (fls. 128-129)’” 5. Assim, havendo previsão na lei local acerca da aposentadoria dos servidores ocupantes de cargo em comissão, a pretensão da parte recorrente deve ser por esta regulamentada, não encontrando fundamento direto na norma constitucional invocada. Nesse contexto, tal como constatado pela decisão agravada, para dissentir do acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional e dos elementos fáticos-probatórios aplicáveis ao caso, providência inviável nesse momento processual (Súmulas 279 e 280/STF). Nessa linha, confira-se o RE 342.341-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. Ademais, a parte recorrente não indicou as razões pelas quais caberia o recurso extraordinário pela alínea c do art. 102 da Constituição. Realmente, a parte não se desincumbiu de seu ônus de demonstrar como a LC nº 133/1985 teria afrontado materialmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 555350 AGR / RS dispositivo da Constituição, a fim de que se realize o juízo de recepção da referida norma. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Supremo Tribunal Federal RE 555350 AGR / RS dispositivo da Constituição, a fim de que se realize o juízo de recepção da referida norma. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) : OMAR FERRI AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255577 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) : OMAR FERRI AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255577 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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2015-04-07T00:00:00
2015-04-23T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA DE OCUPANTE DE CARGO COMISSIONADO. SITUAÇÃO ANTERIOR À EC 20/1998. REGULAMENTAÇÃO PELA LEI MUNICIPAL COMPLEMENTAR Nº 133/1985. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 280 E 284/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que o Tribunal de origem, interpretando normas locais e o conjunto fático-probatório dos autos, entendeu que a parte recorrente não faz jus à aposentadoria com base nas regras do Regime Próprio dos Servidores Públicos. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 2. A parte recorrente não apontou, de forma clara e concreta, as razões pelas quais seria cabível a interposição do recurso extraordinário pelo art. 102, III, c, da Constituição. Incidência da Súmula 284/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur301653
- Acórdão(s) citado(s): (CARGO EM COMISSÃO, APOSENTADORIA) RE 433472 AgR (2ªT), RE 382931 AgR (2ªT), RE 342341 AgR. Número de páginas: 10. Análise: 08/05/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
555350
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-C\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LCP-000133 ANO-1985\n ART-00169\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE, RS" ]
RE-AgR
acordaos
RE 555350 AgR
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AGTE.(S) : MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) : OMAR FERRI AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO
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Ementa e Acórdão 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) :OMAR FERRI AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA DE OCUPANTE DE CARGO COMISSIONADO. SITUAÇÃO ANTERIOR À EC 20/1998. REGULAMENTAÇÃO PELA LEI MUNICIPAL COMPLEMENTAR n 133/1985. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 280 E 284/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que o Tribunal de origem, interpretando normas locais e o conjunto fático-probatório dos autos, entendeu que a parte recorrente não faz jus à aposentadoria com base nas regras do Regime Próprio dos Servidores Públicos. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte recorrente não apontou, de forma clara e concreta, as razões pelas quais seria cabível a interposição do recurso extraordinário pelo art. 102, III, c, da Constituição. Incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222648. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS Brasília, 07 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222648. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS Brasília, 07 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) :OMAR FERRI AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, cuja ementa transcrevo (fls. 126): ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO EM COMISSÃO. APOSENTADORIA PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O art. 40, § 2... da Constituição Federal de 1988/88 remete à lei local a aposentadoria dos ocupantes de cargo em comissão. Na espécie o art. 169 da Lei Complementar 133/85, não prevê aposentadoria proporcional ao ocupante de cargo em comissão. 2. SENTENÇA REFORMADA.’ Consta dos autos que a recorrente é servidora pública municipal, ocupante de cargo em comissão desde 1983. Com o advento da Emenda Constitucional 20/98, requereu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) :OMAR FERRI AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, cuja ementa transcrevo (fls. 126): ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO EM COMISSÃO. APOSENTADORIA PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O art. 40, § 2... da Constituição Federal de 1988/88 remete à lei local a aposentadoria dos ocupantes de cargo em comissão. Na espécie o art. 169 da Lei Complementar 133/85, não prevê aposentadoria proporcional ao ocupante de cargo em comissão. 2. SENTENÇA REFORMADA.’ Consta dos autos que a recorrente é servidora pública municipal, ocupante de cargo em comissão desde 1983. Com o advento da Emenda Constitucional 20/98, requereu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS aposentadoria proporcional nos termos do art. 40, III, c (redação anterior à EC 20). A sentença concedeu a segurança, nos termos do art. 3... da referida emenda, sob o argumento de que a recorrente teria reunido os requisitos exigidos para a aposentadoria requerida. Em reexame necessário, foi reformada a decisão monocrática. É o relatório. Decido. O Tribunal a quo firmou o entendimento de que o art. 40, § 2..., da Constituição, que tratava da aposentadoria dos ocupantes de cargo em comissão, remetia seu regulamento à lei. Destaco: ‘Pois bem: compete à lei local (ADILSON DE ABREU DALLARI), nos termos da regra constitucional, regular a aposentadoria dos ocupantes do cargo em comissão, até porque inexiste 'cargo temporário', e, uma vez editado tal diploma, o desligamento do serviço público ocorrerá em seus termos (DIÓGENES GASPARINI). A EC 20/98, que modificou o sistema de previdência social e estabeleceu normas de transição dispõe no art. 3...: É assegurada a concessão de aposentadoria e pensão, a qualquer tempo, aos servidores públicos e aos segurados do regime geral de previdência social, bem como aos seus dependentes, que , até a data da publicação da Emenda, tenham cumprido os requisitos para a obtenção destes benefícios, com base nos critérios da legislação então vigente. No caso do Município de Porto Alegre, a legislação vigente, à época, aplicável, ao caso da impetrante era a Lei 133/85- Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Porto Alegre- que estabelece no art. 169 o seguinte: O funcionário em estágio probatório ou em comissão só tem direito à aposentadoria quando invalidado por acidente em serviço, agressão não-provocada no exercício de suas atribuições ou acometido de moléstia profissional. Como se vê, a legislação vigente à época, do benefício postulado pela impetrante, não prevê a aposentadoria voluntária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS aposentadoria proporcional nos termos do art. 40, III, c (redação anterior à EC 20). A sentença concedeu a segurança, nos termos do art. 3... da referida emenda, sob o argumento de que a recorrente teria reunido os requisitos exigidos para a aposentadoria requerida. Em reexame necessário, foi reformada a decisão monocrática. É o relatório. Decido. O Tribunal a quo firmou o entendimento de que o art. 40, § 2..., da Constituição, que tratava da aposentadoria dos ocupantes de cargo em comissão, remetia seu regulamento à lei. Destaco: ‘Pois bem: compete à lei local (ADILSON DE ABREU DALLARI), nos termos da regra constitucional, regular a aposentadoria dos ocupantes do cargo em comissão, até porque inexiste 'cargo temporário', e, uma vez editado tal diploma, o desligamento do serviço público ocorrerá em seus termos (DIÓGENES GASPARINI). A EC 20/98, que modificou o sistema de previdência social e estabeleceu normas de transição dispõe no art. 3...: É assegurada a concessão de aposentadoria e pensão, a qualquer tempo, aos servidores públicos e aos segurados do regime geral de previdência social, bem como aos seus dependentes, que , até a data da publicação da Emenda, tenham cumprido os requisitos para a obtenção destes benefícios, com base nos critérios da legislação então vigente. No caso do Município de Porto Alegre, a legislação vigente, à época, aplicável, ao caso da impetrante era a Lei 133/85- Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Porto Alegre- que estabelece no art. 169 o seguinte: O funcionário em estágio probatório ou em comissão só tem direito à aposentadoria quando invalidado por acidente em serviço, agressão não-provocada no exercício de suas atribuições ou acometido de moléstia profissional. Como se vê, a legislação vigente à época, do benefício postulado pela impetrante, não prevê a aposentadoria voluntária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS por tempo de serviço. (fls. 128-129)’ Tal entendimento harmoniza-se com a orientação desta Corte. De fato, os requisitos para a aposentadoria dos ocupantes de cargos em comissão são aqueles previstos na norma local. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 380.382-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.01.2011); Recurso Extraordinário 433.472-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ 02.06.2006) e RMS 25.039 (de minha relatoria, DJe de 17.04.2008). Ademais, por exigir interpretação de direito local, o recurso extraordinário é incabível, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA: OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. LEI ESTADUAL N. 5.810/94. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULAS 279 E 280). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 469.253-AgR, rel min. Cármen Lúcia, DJe de 06.08.2009) Por fim, a análise das questões constitucionais suscitadas implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante, servidora comissionada aposentada, pretende que sua aposentadoria se dê nos moldes dos servidores civis efetivos, nos moldes do art. 40, I a III, da Constituição. Sustenta que o art. 169 da Lei Complementar n 133/1985, do Município de Porto Alegre, não foi recepcionado pela Constituição, motivo pelo qual se aplicaria ao caso a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, na ausência de lei regulamentadora sobre a aposentadoria em cargo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS por tempo de serviço. (fls. 128-129)’ Tal entendimento harmoniza-se com a orientação desta Corte. De fato, os requisitos para a aposentadoria dos ocupantes de cargos em comissão são aqueles previstos na norma local. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 380.382-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.01.2011); Recurso Extraordinário 433.472-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ 02.06.2006) e RMS 25.039 (de minha relatoria, DJe de 17.04.2008). Ademais, por exigir interpretação de direito local, o recurso extraordinário é incabível, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA: OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. LEI ESTADUAL N. 5.810/94. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULAS 279 E 280). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 469.253-AgR, rel min. Cármen Lúcia, DJe de 06.08.2009) Por fim, a análise das questões constitucionais suscitadas implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante, servidora comissionada aposentada, pretende que sua aposentadoria se dê nos moldes dos servidores civis efetivos, nos moldes do art. 40, I a III, da Constituição. Sustenta que o art. 169 da Lei Complementar n 133/1985, do Município de Porto Alegre, não foi recepcionado pela Constituição, motivo pelo qual se aplicaria ao caso a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, na ausência de lei regulamentadora sobre a aposentadoria em cargo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS comissionado, antes do advento da EC 20/98, aplicam-se as regras do Regime Próprio de Previdência dos Servidores. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS comissionado, antes do advento da EC 20/98, aplicam-se as regras do Regime Próprio de Previdência dos Servidores. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, o entendimento do Tribunal de origem está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, na ausência de legislação que regule a aposentadoria de ocupante de cargo em comissão, aplicam-se as regras de aposentadoria do Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 382.931-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Carlos Velloso: “CONSTITUCIONAL. APOSENTADORIA. CARGO EM COMISSÃO. I. - Na ausência de lei regulamentadora da aposentadoria dos ocupantes de cargo de provimento em comissão, serão aplicadas as mesmas regras estabelecidas para os servidores públicos em geral. II. - Inexistência de exclusão, mediante lei local, dos exercentes do cargo que deu origem aos benefícios. III. - Agravo não provido.” 3. Ocorre que, havendo legislação local própria que trate da aposentadoria dos comissionados, não há que se falar na aplicação do RPPS como regramento aplicável em caso de omissão legislativa. É o que o Supremo Tribunal Federal decidiu no julgamento do Recurso Extraordinário 433.472-AgR, Rel. Min. Eros Grau, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. CARGO EM COMISSÃO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. A previsão, em lei municipal, de requisitos para a concessão de aposentadoria de servidor ocupante de cargo em comissão não caracteriza violação da Constituição. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, o entendimento do Tribunal de origem está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, na ausência de legislação que regule a aposentadoria de ocupante de cargo em comissão, aplicam-se as regras de aposentadoria do Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 382.931-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Carlos Velloso: “CONSTITUCIONAL. APOSENTADORIA. CARGO EM COMISSÃO. I. - Na ausência de lei regulamentadora da aposentadoria dos ocupantes de cargo de provimento em comissão, serão aplicadas as mesmas regras estabelecidas para os servidores públicos em geral. II. - Inexistência de exclusão, mediante lei local, dos exercentes do cargo que deu origem aos benefícios. III. - Agravo não provido.” 3. Ocorre que, havendo legislação local própria que trate da aposentadoria dos comissionados, não há que se falar na aplicação do RPPS como regramento aplicável em caso de omissão legislativa. É o que o Supremo Tribunal Federal decidiu no julgamento do Recurso Extraordinário 433.472-AgR, Rel. Min. Eros Grau, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. CARGO EM COMISSÃO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. A previsão, em lei municipal, de requisitos para a concessão de aposentadoria de servidor ocupante de cargo em comissão não caracteriza violação da Constituição. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS 4. Na hipótese, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz do disposto no art. 169 da Lei Complementar n 133/1985, do Município de Porto Alegre, que prevê apenas a aposentadoria por invalidez de servidores ocupantes de cargos em comissão. Veja-se trecho conclusivo do acórdão recorrido: “No caso do Município de Porto Alegre, a legislação vigente, à época, aplicável, ao caso da impetrante era a Lei 133/85- Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Porto Alegre- que estabelece no art. 169 o seguinte: ‘O funcionário em estágio probatório ou em comissão só tem direito à aposentadoria quando invalidado por acidente em serviço, agressão não- provocada no exercício de suas atribuições ou acometido de moléstia profissional’. Como se vê, a legislação vigente à época, do benefício postulado pela impetrante, não prevê a aposentadoria voluntária por tempo de serviço. (fls. 128-129)’” 5. Assim, havendo previsão na lei local acerca da aposentadoria dos servidores ocupantes de cargo em comissão, a pretensão da parte recorrente deve ser por esta regulamentada, não encontrando fundamento direto na norma constitucional invocada. Nesse contexto, tal como constatado pela decisão agravada, para dissentir do acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional e dos elementos fáticos-probatórios aplicáveis ao caso, providência inviável nesse momento processual (Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal). Nessa linha, confira-se o Recurso Extraordinário 342.341-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. Ademais, a parte recorrente não indicou as razões pelas quais caberia o recurso extraordinário pela alínea c do art. 102 da Constituição. Realmente, a parte não se desincumbiu de seu ônus de demonstrar como a Lei Complementar n 133/1985 teria afrontado materialmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS 4. Na hipótese, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz do disposto no art. 169 da Lei Complementar n 133/1985, do Município de Porto Alegre, que prevê apenas a aposentadoria por invalidez de servidores ocupantes de cargos em comissão. Veja-se trecho conclusivo do acórdão recorrido: “No caso do Município de Porto Alegre, a legislação vigente, à época, aplicável, ao caso da impetrante era a Lei 133/85- Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Porto Alegre- que estabelece no art. 169 o seguinte: ‘O funcionário em estágio probatório ou em comissão só tem direito à aposentadoria quando invalidado por acidente em serviço, agressão não- provocada no exercício de suas atribuições ou acometido de moléstia profissional’. Como se vê, a legislação vigente à época, do benefício postulado pela impetrante, não prevê a aposentadoria voluntária por tempo de serviço. (fls. 128-129)’” 5. Assim, havendo previsão na lei local acerca da aposentadoria dos servidores ocupantes de cargo em comissão, a pretensão da parte recorrente deve ser por esta regulamentada, não encontrando fundamento direto na norma constitucional invocada. Nesse contexto, tal como constatado pela decisão agravada, para dissentir do acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional e dos elementos fáticos-probatórios aplicáveis ao caso, providência inviável nesse momento processual (Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal). Nessa linha, confira-se o Recurso Extraordinário 342.341-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. Ademais, a parte recorrente não indicou as razões pelas quais caberia o recurso extraordinário pela alínea c do art. 102 da Constituição. Realmente, a parte não se desincumbiu de seu ônus de demonstrar como a Lei Complementar n 133/1985 teria afrontado materialmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS dispositivo da Constituição, a fim de que se realize o juízo de recepção da referida norma. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS dispositivo da Constituição, a fim de que se realize o juízo de recepção da referida norma. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222650. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) : OMAR FERRI AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255577 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555.350 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARA CECÍLIA CHAUBT MELGAR ADV.(A/S) : OMAR FERRI AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SIMONE DA ROCHA CUSTÓDIO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255577 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555 . 350", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 555350", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555 . 350", "Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 380 . 382 - AgR", "Recurso Extraordinário 433 . 472 - AgR", "RMS 25 . 039", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 469 . 253 - AgR", "Recurso Extraordinário 555350 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 380 . 382 - AgR", "Recurso Extraordinário 433 . 472 - AgR", "RMS 25 . 039", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 469 . 253 - AgR", "Recurso Extraordinário 555350", "Recurso Extraordinário 555350 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555 . 350", "Recurso Extraordinário 382 . 931 - AgR", "Recurso Extraordinário 433 . 472 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 555 . 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PORTO ALEGRE", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE 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Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) :LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. CADASTRO EM SISTEMA DE PROTEÇÃO DE CRÉDITO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ASTREINTES. SÚMULA 279/STF. O tema constitucional do recurso extraordinário não foi objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Dissentir da conclusão do Colegiado de origem, quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim com a análise de matéria infraconstitucional. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão discutida (RE 602.136 RG, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie), relativa a danos morais por cadastramento indevido em sistemas de proteção de crédito, por restringir-se a tema infraconstitucional. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046529. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 846234 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de março de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046529. Supremo Tribunal Federal ARE 846234 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de março de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046529. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) :LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fls. 57): “Responsabilidade civil – Indenização – Dívida bancária que se afirma inexistente – Dano moral – Antecipação de tutela para desnegativação da autora junto aos órgãos de proteção ao crédito – Multa vicariante que se afirma excessiva (R$1.000,00 diários), para a hipótese de descumprimento – Descabimento – Cumprindo o preceito, nada terá o estabelecimento bancário a temer – Agravo improvido.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) :LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fls. 57): “Responsabilidade civil – Indenização – Dívida bancária que se afirma inexistente – Dano moral – Antecipação de tutela para desnegativação da autora junto aos órgãos de proteção ao crédito – Multa vicariante que se afirma excessiva (R$1.000,00 diários), para a hipótese de descumprimento – Descabimento – Cumprindo o preceito, nada terá o estabelecimento bancário a temer – Agravo improvido.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 846234 AGR / SP 5º, caput, XXXV e LIV, da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que, “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito de afronta direta à Carta Magna” (fls. 85). O recurso não deve acolhimento. De início, observo que a alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Por fim, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Supremo Tribunal Federal ARE 846234 AGR / SP 5º, caput, XXXV e LIV, da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que, “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito de afronta direta à Carta Magna” (fls. 85). O recurso não deve acolhimento. De início, observo que a alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Por fim, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 846234 AGR / SP CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, §1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. “ 2. A parte agravante alega que houve o devido prequestionamento da matéria dita violada e que há repercussão geral em seu caso. Sustenta que “o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Supremo Tribunal Federal ARE 846234 AGR / SP CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, §1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. “ 2. A parte agravante alega que houve o devido prequestionamento da matéria dita violada e que há repercussão geral em seu caso. Sustenta que “o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Luís Roberto Barroso (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” 4. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046531. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Luís Roberto Barroso (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” 4. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 846234 AGR / SP julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046531. Supremo Tribunal Federal ARE 846234 AGR / SP julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) : LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058199 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) : LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058199 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8070499
2015-03-10T00:00:00
2015-03-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. CADASTRO EM SISTEMA DE PROTEÇÃO DE CRÉDITO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ASTREINTES. SÚMULA 279/STF. O tema constitucional do recurso extraordinário não foi objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Dissentir da conclusão do Colegiado de origem, quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim com a análise de matéria infraconstitucional. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão discutida (RE 602.136 RG, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie), relativa a danos morais por cadastramento indevido em sistemas de proteção de crédito, por restringir-se a tema infraconstitucional. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur297820
- Acórdão(s) citado(s): (SPC, CADASTRAMENTO INDEVIDO) RE 602136 RG. (SÚMULA 279) ARE 682770 AgR (1ªT), ARE 750060 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 09/04/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
846234
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 846234 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) : LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA
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Ementa e Acórdão 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) :LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. CADASTRO EM SISTEMA DE PROTEÇÃO DE CRÉDITO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ASTREINTES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O tema constitucional do recurso extraordinário não foi objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Dissentir da conclusão do Colegiado de origem, quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), assim com a análise de matéria infraconstitucional. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão discutida (Recurso Extraordinário 602.136 RG, Rel. Min. Ellen Gracie), relativa a danos morais por cadastramento indevido em sistemas de proteção de crédito, por restringir-se a tema infraconstitucional. O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046529. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 846234 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de março de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046529. Supremo Tribunal Federal ARE 846234 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de março de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046529. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) :LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão 8... Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fls. 57): “Responsabilidade civil – Indenização – Dívida bancária que se afirma inexistente – Dano moral – Antecipação de tutela para desnegativação da autora junto aos órgãos de proteção ao crédito – Multa vicariante que se afirma excessiva (R$1.000,00 diários), para a hipótese de descumprimento – Descabimento – Cumprindo o preceito, nada terá o estabelecimento bancário a temer – Agravo improvido.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) :LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão 8... Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fls. 57): “Responsabilidade civil – Indenização – Dívida bancária que se afirma inexistente – Dano moral – Antecipação de tutela para desnegativação da autora junto aos órgãos de proteção ao crédito – Multa vicariante que se afirma excessiva (R$1.000,00 diários), para a hipótese de descumprimento – Descabimento – Cumprindo o preceito, nada terá o estabelecimento bancário a temer – Agravo improvido.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 846234 AGR / SP 5..., caput, XXXV e LIV, da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que, “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito de afronta direta à Carta Magna” (fls. 85). O recurso não deve acolhimento. De início, observo que a alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Por fim, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Supremo Tribunal Federal ARE 846234 AGR / SP 5..., caput, XXXV e LIV, da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que, “para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito de afronta direta à Carta Magna” (fls. 85). O recurso não deve acolhimento. De início, observo que a alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Por fim, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 846234 AGR / SP CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. “ 2. A parte agravante alega que houve o devido prequestionamento da matéria dita violada e que há repercussão geral em seu caso. Sustenta que “o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Supremo Tribunal Federal ARE 846234 AGR / SP CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. “ 2. A parte agravante alega que houve o devido prequestionamento da matéria dita violada e que há repercussão geral em seu caso. Sustenta que “o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Luís Roberto Barroso (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” 4. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046531. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Luís Roberto Barroso (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” 4. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 846234 AGR / SP julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046531. Supremo Tribunal Federal ARE 846234 AGR / SP julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8046531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) : LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058199 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.234 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : L'UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME ADV.(A/S) : LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em Audiência Pública da Reforma Política realizada na Câmara dos Deputados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8058199 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846 . 234", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 602 . 136 RG", "ARE 846234 AGR / SP", "ARE 846234 AGR / SP", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 682 . 770 - AgR", "ARE 750 . 060 - AgR", "ARE 756 . 470", "ARE 846234 AGR / SP", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 682 . 770 - AgR", "ARE 750 . 060 - AgR", "ARE 756 . 470", "ARE", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 682 . 770 - AgR", "ARE 750 . 060 - AgR", "ARE 756 . 470", "AGRAVO 846 . 234", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 682 . 770 - AgR", "ARE 750 . 060 - AgR", "ARE 756 . 470", "ARE 846234 AGR / SP", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 846234 AGR / SP", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ], "LEGISLACAO": [ "A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "arts . 326 e 327 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "L", "'", "UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "L", "'", "UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA - ME", "Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "L", "'", "UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA", "Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "L", "'", "UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Deputados", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "L", "'", "UNION VEST COMÉRCIO E CONFECÇÕES LTDA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Deputados", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ISABELA BRAGA POMPILIO", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ISABELA BRAGA POMPILIO", "OSMAR MENDES PAIXÃO", "LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ISABELA BRAGA POMPILIO", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "Luís Roberto Barroso", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Luís Roberto Barroso", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "ISABELA BRAGA POMPILIO", "OSMAR MENDES PAIXÃO", "LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ISABELA BRAGA POMPILIO", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "LUCIANE MARQUES DA SILVA PAIVA", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "03", "/", "2015", "10", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Formação de quadrilha armada. Prisão preventiva. 3. Tese de ausência de fundamentos válidos à custódia cautelar. Inocorrência. 4. Homicídios cometidos com características de execução e cobrança dos moradores do pagamento de serviços de Internet e TV a cabo clandestinos. 4.1. Paciente apontado líder de quadrilha armada complexamente hierarquizada (milícia), com precisa divisão de tarefas, ramificações na comunidade carioca e participação de integrantes das Forças Armadas, policiais militares e ex-policiais. 4.2. Possibilidade concreta de interferência nas testemunhas e na produção de provas. 5. A jurisprudência desta Corte consolidou entendimento no sentido de ser idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa. 6. Prisão justificada na necessidade de garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal. 7. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059567. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 126025 / RJ Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059567. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Edison Ferreira de Lima, em favor de José Carlos Ferreira Junior, contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou provimento ao RHC 50.321/RJ. Segundo a denúncia, o paciente e outros corréus, em data que não se pode precisar, mas pelo menos desde o ano de 2002 até abril de 2013, na cidade de São João de Meriti, de modo estável e permanente, associaram- se em quadrilha armada, com o fim de praticar homicídios, nos moldes dos conhecidos grupos de extermínio. Colhe-se, ainda, dos autos que os denunciados, dentre eles vários integrantes das Forças Armadas, Policiais Militares ou ex-policiais, supostamente teriam formado uma organização criminosa, popularmente conhecida como milícia, com atuação na Comarca de São João de Meriti, com vistas à distribuição ilícita de sinais de TV a cabo (gatonet) e de internet (gatovelox). Com o recebimento da denúncia, o Juízo de origem decretou a prisão preventiva de José Carlos. Irresignada, a defesa manejou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o qual denegou a ordem. Confira-se: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Edison Ferreira de Lima, em favor de José Carlos Ferreira Junior, contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou provimento ao RHC 50.321/RJ. Segundo a denúncia, o paciente e outros corréus, em data que não se pode precisar, mas pelo menos desde o ano de 2002 até abril de 2013, na cidade de São João de Meriti, de modo estável e permanente, associaram- se em quadrilha armada, com o fim de praticar homicídios, nos moldes dos conhecidos grupos de extermínio. Colhe-se, ainda, dos autos que os denunciados, dentre eles vários integrantes das Forças Armadas, Policiais Militares ou ex-policiais, supostamente teriam formado uma organização criminosa, popularmente conhecida como milícia, com atuação na Comarca de São João de Meriti, com vistas à distribuição ilícita de sinais de TV a cabo (gatonet) e de internet (gatovelox). Com o recebimento da denúncia, o Juízo de origem decretou a prisão preventiva de José Carlos. Irresignada, a defesa manejou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o qual denegou a ordem. Confira-se: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 126025 / RJ “HABEAS CORPUS. PLEITO DE REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA SOB AS ALEGAÇÕES DE NÃO ESTAREM PRESENTES OS REQUISITOS ENSEJADORES DA SUA DECRETAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. O paciente José Carlos Ferreira Júnior, Sargento do Exército Brasileiro foi denunciado, juntamente com mais onze acusados, porque, desde o ano de 2002, até abril de 2013, com vontade livre e consciente, em comunhão de ações e desígnios, entre si, de modo estável e permanente, associava-se em quadrilha armada, com o fim de praticar homicídios nos moldes dos conhecidos grupos de extermínio. A denúncia foi recebida em 27/05/2014 e, na mesma oportunidade, foi decretada a prisão preventiva do mesmo, como também dos demais denunciados. Inicialmente, pode-se verificar que não consta dos autos da presente ação, informação de que o referido pedido tenha sido formulado junto ao Juiz monocrático. Assim, a manifestação deste órgão colegiado in casu configuraria supressão de instância com a inversão da ordem processual legal. Verifica-se que o Juiz monocrático fundamentou concretamente os motivos fáticos, de caráter extratípico e de peculiar e grave modus operandi pelos quais entendeu necessária a manutenção da custódia prisional no caso em tela, em total consonância com a doutrina e jurisprudência pátrias, destacando-se a gravidade dos fatos narrados e a presença da prova do cometimento dos crimes e dos fortes indícios de autoria delitiva, o que torna a prisão cautelar necessária à garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Ademais, verifica-se que o crime em exame, pelo qual o paciente é acusado possui pena em abstrato superior a quatro anos de reclusão, a caracterizar o inciso I, do artigo 313 do CPP. Esclareça, ainda, que, conforme a orientação dos Tribunais Superiores, a comprovação isolada das condições pessoais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ “HABEAS CORPUS. PLEITO DE REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA SOB AS ALEGAÇÕES DE NÃO ESTAREM PRESENTES OS REQUISITOS ENSEJADORES DA SUA DECRETAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. O paciente José Carlos Ferreira Júnior, Sargento do Exército Brasileiro foi denunciado, juntamente com mais onze acusados, porque, desde o ano de 2002, até abril de 2013, com vontade livre e consciente, em comunhão de ações e desígnios, entre si, de modo estável e permanente, associava-se em quadrilha armada, com o fim de praticar homicídios nos moldes dos conhecidos grupos de extermínio. A denúncia foi recebida em 27/05/2014 e, na mesma oportunidade, foi decretada a prisão preventiva do mesmo, como também dos demais denunciados. Inicialmente, pode-se verificar que não consta dos autos da presente ação, informação de que o referido pedido tenha sido formulado junto ao Juiz monocrático. Assim, a manifestação deste órgão colegiado in casu configuraria supressão de instância com a inversão da ordem processual legal. Verifica-se que o Juiz monocrático fundamentou concretamente os motivos fáticos, de caráter extratípico e de peculiar e grave modus operandi pelos quais entendeu necessária a manutenção da custódia prisional no caso em tela, em total consonância com a doutrina e jurisprudência pátrias, destacando-se a gravidade dos fatos narrados e a presença da prova do cometimento dos crimes e dos fortes indícios de autoria delitiva, o que torna a prisão cautelar necessária à garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Ademais, verifica-se que o crime em exame, pelo qual o paciente é acusado possui pena em abstrato superior a quatro anos de reclusão, a caracterizar o inciso I, do artigo 313 do CPP. Esclareça, ainda, que, conforme a orientação dos Tribunais Superiores, a comprovação isolada das condições pessoais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 126025 / RJ favoráveis ao paciente - que sequer foram demonstradas - não representam a garantia necessária e suficiente para a supressão da cautela restritiva, devendo as mesmas serem analisadas junto a todo o contexto fático trazido aos autos, o que não se recomenda, à espécie, a supressão da cautela restritiva, configurando-se insuficientes e ineficazes imposição das medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei n. 12.403/2011. FACE AO EXPOSTO, CONHECE-SE DO PRESENTE WRIT , DENEGANDO-SE A ORDEM”. Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso em habeas perante o Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao recurso, nos termos do acórdão, assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUADRILHA ARMADA (MILÍCIA). PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. PERICULOSIDADE DO AGENTE. SUPOSTO INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. GRAVIDADE CONCRETA DOS FATOS. MODUS OPERANDI. INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES. NECESSIDADE. APLICAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. INVIABILIDADE. PARECER ACOLHIDO. 1. Segundo a nossa jurisprudência, toda prisão imposta ou mantida antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, por ser medida de índole excepcional, deve vir sempre baseada em fundamentação concreta, isto é, em elementos vinculados à realidade. 2. Na espécie dos autos, encontra-se fundamentada a prisão do recorrente, sargento do Exército Brasileiro, principalmente no modus operandi utilizado pela quadrilha, da qual era o chefe, que, formada também por policiais e ex- policiais, espalhava temor nas áreas em que atuava. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ favoráveis ao paciente - que sequer foram demonstradas - não representam a garantia necessária e suficiente para a supressão da cautela restritiva, devendo as mesmas serem analisadas junto a todo o contexto fático trazido aos autos, o que não se recomenda, à espécie, a supressão da cautela restritiva, configurando-se insuficientes e ineficazes imposição das medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei n. 12.403/2011. FACE AO EXPOSTO, CONHECE-SE DO PRESENTE WRIT , DENEGANDO-SE A ORDEM”. Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso em habeas perante o Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao recurso, nos termos do acórdão, assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUADRILHA ARMADA (MILÍCIA). PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. PERICULOSIDADE DO AGENTE. SUPOSTO INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. GRAVIDADE CONCRETA DOS FATOS. MODUS OPERANDI. INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES. NECESSIDADE. APLICAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. INVIABILIDADE. PARECER ACOLHIDO. 1. Segundo a nossa jurisprudência, toda prisão imposta ou mantida antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, por ser medida de índole excepcional, deve vir sempre baseada em fundamentação concreta, isto é, em elementos vinculados à realidade. 2. Na espécie dos autos, encontra-se fundamentada a prisão do recorrente, sargento do Exército Brasileiro, principalmente no modus operandi utilizado pela quadrilha, da qual era o chefe, que, formada também por policiais e ex- policiais, espalhava temor nas áreas em que atuava. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 126025 / RJ 3. Recurso em habeas corpus improvido”. No presente writ, o impetrante reitera a tese de ausência de fundamentos válidos para a prisão preventiva, por se tratar de paciente com condições pessoais favoráveis. Pede a concessão da ordem para revogar a prisão do paciente, mesmo que vinculado a medidas cautelares diversas. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ 3. Recurso em habeas corpus improvido”. No presente writ, o impetrante reitera a tese de ausência de fundamentos válidos para a prisão preventiva, por se tratar de paciente com condições pessoais favoráveis. Pede a concessão da ordem para revogar a prisão do paciente, mesmo que vinculado a medidas cautelares diversas. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, a defesa busca a revogação da prisão preventiva do paciente. De modo geral, a prisão preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para decretação, nos termos do art. 312 do CPP: I) garantia da ordem pública; II) garantia da ordem econômica; III) garantia da aplicação da lei penal; e, IV) conveniência da instrução criminal. Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais condições realizam-se na espécie. Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos, devidamente explicitados. No caso, o Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti/RJ, ao receber a denúncia em 27 de maio de 2014, decretou a prisão preventiva do paciente nos seguintes termos: “(...) A investigação que alicerça a denúncia deixa revelar ainda, de forma minudente, as funções que cabiam a cada um dos integrantes do grupo, o que também vem de ser exposto a contento na (…) acusatória, a estampar o caráter permanente e estável da alegada quadrilha supostamente integrada pelos denunciados. Especificamente no que diz com os acusados, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, a defesa busca a revogação da prisão preventiva do paciente. De modo geral, a prisão preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para decretação, nos termos do art. 312 do CPP: I) garantia da ordem pública; II) garantia da ordem econômica; III) garantia da aplicação da lei penal; e, IV) conveniência da instrução criminal. Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais condições realizam-se na espécie. Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos, devidamente explicitados. No caso, o Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti/RJ, ao receber a denúncia em 27 de maio de 2014, decretou a prisão preventiva do paciente nos seguintes termos: “(...) A investigação que alicerça a denúncia deixa revelar ainda, de forma minudente, as funções que cabiam a cada um dos integrantes do grupo, o que também vem de ser exposto a contento na (…) acusatória, a estampar o caráter permanente e estável da alegada quadrilha supostamente integrada pelos denunciados. Especificamente no que diz com os acusados, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ relação aos quais o Ministério Público postula pela decretação da prisão preventiva, observa-se que os mesmos exerceriam atividades nevrálgicas na associação, seja na chefia ou na execução direta das ordens emanadas por esta. Ressalte-se ainda, por oportuno, a imperiosidade da custódia cautelar dos acusados José Carlos Ferreira Júnior, (…) com vistas ao devido resguardo da ordem pública, vulnerada pela formação crescente de tais organizações, mormente em comunidades mais carentes do Município do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Além disso, as condutas apuradas são de extrema gravidade, realizadas por agentes dotados de treinamento policial ou militar, donde ressai legítimo inferir alta periculosidade dos mesmos. [...] Ademais, a decretação da prisão preventiva dos acusados presta-se também a assegurar o bom andamento da instrução criminal, haja vista que a liberdade prematura dos réus poderia implicar em inviabilidade de colhimento dos depoimentos testemunhais, porquanto estas poderiam se sentir atemorizadas em virem a Juízo para serem ouvidas e, ainda que compareçam, certamente seus testemunhos não seriam prestados de forma livre e desembaraçada. Ora, como é cediço, grupos criminosos conhecidos como milícias, sejam eles quais forem, têm por modus operandi disseminar o temor nas áreas em que atuam, razão pela qual forçoso concluir que testemunhas residentes nos locais conflagrados restariam intimidadas a esclarecer os fatos, maculando a prova oral a ser produzida em Juízo”. Pertinente, outrossim, trazer à baila os fundamentos invocados pelo Superior Tribunal de Justiça, in verbis: “(...) Assim, não há como discordar do parecer ministerial, com o qual concordo, principalmente no ponto em que o nobre Subprocurador-Geral da República diz que é inegável a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ relação aos quais o Ministério Público postula pela decretação da prisão preventiva, observa-se que os mesmos exerceriam atividades nevrálgicas na associação, seja na chefia ou na execução direta das ordens emanadas por esta. Ressalte-se ainda, por oportuno, a imperiosidade da custódia cautelar dos acusados José Carlos Ferreira Júnior, (…) com vistas ao devido resguardo da ordem pública, vulnerada pela formação crescente de tais organizações, mormente em comunidades mais carentes do Município do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Além disso, as condutas apuradas são de extrema gravidade, realizadas por agentes dotados de treinamento policial ou militar, donde ressai legítimo inferir alta periculosidade dos mesmos. [...] Ademais, a decretação da prisão preventiva dos acusados presta-se também a assegurar o bom andamento da instrução criminal, haja vista que a liberdade prematura dos réus poderia implicar em inviabilidade de colhimento dos depoimentos testemunhais, porquanto estas poderiam se sentir atemorizadas em virem a Juízo para serem ouvidas e, ainda que compareçam, certamente seus testemunhos não seriam prestados de forma livre e desembaraçada. Ora, como é cediço, grupos criminosos conhecidos como milícias, sejam eles quais forem, têm por modus operandi disseminar o temor nas áreas em que atuam, razão pela qual forçoso concluir que testemunhas residentes nos locais conflagrados restariam intimidadas a esclarecer os fatos, maculando a prova oral a ser produzida em Juízo”. Pertinente, outrossim, trazer à baila os fundamentos invocados pelo Superior Tribunal de Justiça, in verbis: “(...) Assim, não há como discordar do parecer ministerial, com o qual concordo, principalmente no ponto em que o nobre Subprocurador-Geral da República diz que é inegável a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ necessidade de manutenção do confinamento do paciente sob pena de causar, novamente, grave e irreparável dano à ordem pública, considerando a alta probabilidade de que em liberdade dê continuidade à prática delituosa, uma vez que o domínio exercido pelo grupo paramilitar do qual seria integrante, sobre a comunidade de São João de Meriti, já dura muitos anos (desde o ano de 2002), sendo evidente o interesse da quadrilha em manter o poder no local e usufruir a grande quantidade de dinheiro que decorre das atividades ilícitas praticadas (fl. 167). Dada a gravidade dos fatos narrados na inicial acusatória, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão se torna inviável”. Pois bem. Na hipótese, o decreto de prisão preventiva baseou-se, quanto à segregação do paciente, na necessidade de resguardar a ordem pública, tendo em vista a alta probabilidade de que, em liberdade até o trânsito em julgado da ação penal, dê prosseguimento à atividade (a quadrilha praticava homicídios com características de execução e extorquia os moradores exigindo-lhes o pagamento de serviços de Internet e TV a cabo clandestinos). Noto que os fundamentos esboçados pelo Magistrado de primeiro grau atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, e à interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale dizer, do ato decisório transcrito é possível inferir razões concretas à segregação. José Carlos Ferreira Junior, sargento do Exército, é apontado líder de uma quadrilha armada complexamente hierarquizada (milícia), com precisa divisão de tarefas e ramificações na comunidade de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, com participação, inclusive, de integrantes das Forças Armadas, policiais militares e ex-policiais. Da leitura dos autos, verifico, portanto, que a manutenção do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ necessidade de manutenção do confinamento do paciente sob pena de causar, novamente, grave e irreparável dano à ordem pública, considerando a alta probabilidade de que em liberdade dê continuidade à prática delituosa, uma vez que o domínio exercido pelo grupo paramilitar do qual seria integrante, sobre a comunidade de São João de Meriti, já dura muitos anos (desde o ano de 2002), sendo evidente o interesse da quadrilha em manter o poder no local e usufruir a grande quantidade de dinheiro que decorre das atividades ilícitas praticadas (fl. 167). Dada a gravidade dos fatos narrados na inicial acusatória, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão se torna inviável”. Pois bem. Na hipótese, o decreto de prisão preventiva baseou-se, quanto à segregação do paciente, na necessidade de resguardar a ordem pública, tendo em vista a alta probabilidade de que, em liberdade até o trânsito em julgado da ação penal, dê prosseguimento à atividade (a quadrilha praticava homicídios com características de execução e extorquia os moradores exigindo-lhes o pagamento de serviços de Internet e TV a cabo clandestinos). Noto que os fundamentos esboçados pelo Magistrado de primeiro grau atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, e à interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale dizer, do ato decisório transcrito é possível inferir razões concretas à segregação. José Carlos Ferreira Junior, sargento do Exército, é apontado líder de uma quadrilha armada complexamente hierarquizada (milícia), com precisa divisão de tarefas e ramificações na comunidade de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, com participação, inclusive, de integrantes das Forças Armadas, policiais militares e ex-policiais. Da leitura dos autos, verifico, portanto, que a manutenção do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ paciente na prisão está devidamente justificada na necessidade de garantir a ordem pública, ante o fundado receio de reiteração delitiva. Em idêntico sentido ao caso dos autos, cito trecho da ementa de julgado da Primeira Turma, relatora a ministra Rosa Weber: “HABEAS CORPUS. LIBERDADE PROVISÓRIA NO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA E À ORDEM PÚBLICA. (…) Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria.” (...) (HC 109.528/PA, 1ª Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe 7.8.2012). E, também, destaco a ementa de julgado da Segunda Turma, de relatoria do ministro Teori Zavascki (DJe 21.8.2014): “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDADO RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. ORDEM DENEGADA. 1. Os fundamentos utilizados revelam-se idôneos para manter a segregação cautelar da paciente, na linha de precedentes desta Corte. É que a decisão aponta de maneira concreta a necessidade de garantir a ordem pública, ante o fundado receio de reiteração delituosa. 2. Habeas corpus denegado (HC 122.622/MG, rel. min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 21.8.2014). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ paciente na prisão está devidamente justificada na necessidade de garantir a ordem pública, ante o fundado receio de reiteração delitiva. Em idêntico sentido ao caso dos autos, cito trecho da ementa de julgado da Primeira Turma, relatora a ministra Rosa Weber: “HABEAS CORPUS. LIBERDADE PROVISÓRIA NO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA E À ORDEM PÚBLICA. (…) Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria.” (...) (HC 109.528/PA, 1ª Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe 7.8.2012). E, também, destaco a ementa de julgado da Segunda Turma, de relatoria do ministro Teori Zavascki (DJe 21.8.2014): “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDADO RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. ORDEM DENEGADA. 1. Os fundamentos utilizados revelam-se idôneos para manter a segregação cautelar da paciente, na linha de precedentes desta Corte. É que a decisão aponta de maneira concreta a necessidade de garantir a ordem pública, ante o fundado receio de reiteração delituosa. 2. Habeas corpus denegado (HC 122.622/MG, rel. min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 21.8.2014). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ Ainda, no mesmo sentido, cito os seguintes precedentes: HC 119.715/TO, rel. min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 29.5.2014; HC 120.835/SP, rel. min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 26.3.2014; HC 118.038/MS, rel. min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 25.2.2014; e HC 119.385/RS, rel. min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 7.2.2014. Além disso, a prisão preventiva foi decretada com base na possibilidade concreta de interferência nas testemunhos e na produção de provas. Por oportuno, destaco também precedentes, no sentido de ser idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa (HC 122.894/PR, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 1º.9.2014; AgR no HC 125.290/MG, rel. min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 19.12.2014; e HC 124.027/MG, rel. min. Rosa Weber, 1ª Turma, DJe 11.2.2015). No mesmo sentido, cito trechos do parecer da Procuradoria-Geral da República: “A gravidade concreta dos delitos perpetrados de forma reiterada pelo paciente e pelos demais integrantes do grupo criminoso autoriza a prisão provisória para a garantia da ordem pública, procurando-se evitar a nova prática de crimes. 11. Assim, a imperatividade da custódia cautelar impôs-se em razão da imprescindibilidade de desarticulação da quadrilha destinada à prática de crimes hediondos (homicídios, ocultação e destruição de cadáveres, torturas, lesões corporais graves, extorsão, ameaças, invasões de domicílio, constrangimentos ilegais e injúrias) e a necessidade de estancamento da atividades delitivas habitualmente desempenhadas por seus integrantes nas comunidades 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ Ainda, no mesmo sentido, cito os seguintes precedentes: HC 119.715/TO, rel. min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 29.5.2014; HC 120.835/SP, rel. min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 26.3.2014; HC 118.038/MS, rel. min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 25.2.2014; e HC 119.385/RS, rel. min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 7.2.2014. Além disso, a prisão preventiva foi decretada com base na possibilidade concreta de interferência nas testemunhos e na produção de provas. Por oportuno, destaco também precedentes, no sentido de ser idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa (HC 122.894/PR, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 1º.9.2014; AgR no HC 125.290/MG, rel. min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 19.12.2014; e HC 124.027/MG, rel. min. Rosa Weber, 1ª Turma, DJe 11.2.2015). No mesmo sentido, cito trechos do parecer da Procuradoria-Geral da República: “A gravidade concreta dos delitos perpetrados de forma reiterada pelo paciente e pelos demais integrantes do grupo criminoso autoriza a prisão provisória para a garantia da ordem pública, procurando-se evitar a nova prática de crimes. 11. Assim, a imperatividade da custódia cautelar impôs-se em razão da imprescindibilidade de desarticulação da quadrilha destinada à prática de crimes hediondos (homicídios, ocultação e destruição de cadáveres, torturas, lesões corporais graves, extorsão, ameaças, invasões de domicílio, constrangimentos ilegais e injúrias) e a necessidade de estancamento da atividades delitivas habitualmente desempenhadas por seus integrantes nas comunidades 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ subjugadas. (…) Como bem ressaltou o Subprocurador-Geral da República Mário Gisi, no parecer dado nos autos do RHC 50.321/RJ, ‘é inegável a necessidade de manutenção do confinamento do paciente sob pena de causar, novamente, grave e irreparável dano à ordem pública, considerando a alta probabilidade de que em liberdade dê continuidade à prática delituosa, uma vez que o domínio exercido pelo grupo paramilitar do qual seria integrante, sobre a comunidade de São João de Meriti, já dura muitos anos (desde o ano de 2002), sendo evidente o interesse da quadrilha em manter o poder no local e usufruir a grande quantidade de dinheiro que decorre das atividades ilícitas praticadas’. (…) Por fim, vale informar que o paciente responde a três outros processos pela prática do delito de homicídio (fls. 50). Tal circunstância agrava a situação acima relatada, sendo notória a necessidade de se manter a sua custódia cautelar. A prisão, em hipótese como a presente, não caracteriza punição antecipada pelos crimes praticados, tendo em vista a presença dos requisitos previstos no art. 312 do CPP, sendo necessária a medida especialmente para a garantia da ordem pública, dada a evidente e indiscutível periculosidade do paciente”. Desse modo, observo que a prisão do paciente está devidamente justificada na necessidade de garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Assim, ausente constrangimento ilegal a ser sanado, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ subjugadas. (…) Como bem ressaltou o Subprocurador-Geral da República Mário Gisi, no parecer dado nos autos do RHC 50.321/RJ, ‘é inegável a necessidade de manutenção do confinamento do paciente sob pena de causar, novamente, grave e irreparável dano à ordem pública, considerando a alta probabilidade de que em liberdade dê continuidade à prática delituosa, uma vez que o domínio exercido pelo grupo paramilitar do qual seria integrante, sobre a comunidade de São João de Meriti, já dura muitos anos (desde o ano de 2002), sendo evidente o interesse da quadrilha em manter o poder no local e usufruir a grande quantidade de dinheiro que decorre das atividades ilícitas praticadas’. (…) Por fim, vale informar que o paciente responde a três outros processos pela prática do delito de homicídio (fls. 50). Tal circunstância agrava a situação acima relatada, sendo notória a necessidade de se manter a sua custódia cautelar. A prisão, em hipótese como a presente, não caracteriza punição antecipada pelos crimes praticados, tendo em vista a presença dos requisitos previstos no art. 312 do CPP, sendo necessária a medida especialmente para a garantia da ordem pública, dada a evidente e indiscutível periculosidade do paciente”. Desse modo, observo que a prisão do paciente está devidamente justificada na necessidade de garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Assim, ausente constrangimento ilegal a ser sanado, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 10/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.025 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052534 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.025 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8078681
2015-03-10T00:00:00
2015-03-26T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Formação de quadrilha armada. Prisão preventiva. 3. Tese de ausência de fundamentos válidos à custódia cautelar. Inocorrência. 4. Homicídios cometidos com características de execução e cobrança dos moradores do pagamento de serviços de Internet e TV a cabo clandestinos. 4.1. Paciente apontado líder de quadrilha armada complexamente hierarquizada (milícia), com precisa divisão de tarefas, ramificações na comunidade carioca e participação de integrantes das Forças Armadas, policiais militares e ex-policiais. 4.2. Possibilidade concreta de interferência nas testemunhas e na produção de provas. 5. A jurisprudência desta Corte consolidou entendimento no sentido de ser idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa. 6. Prisão justificada na necessidade de garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal. 7. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada.
sjur297988
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, CRIME, ELEMENTO CONCRETO) HC 109528 (1ªT), HC 118038 (2ªT), HC 119385 (2ªT), HC 119715 (2ªT), HC 120835 (2ªT), HC 122622 (2ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, PERICULOSIDADE, GRAVIDADE DO CRIME, MODUS OPERANDI) HC 122894 (2ªT), HC 124027 (1ªT), HC 125290 AgR (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 06/04/2015, JRS. Revisão: 31/07/2015, KBP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
126025
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 126025
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PACTE.(S) : JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Formação de quadrilha armada. Prisão preventiva. 3. Tese de ausência de fundamentos válidos à custódia cautelar. Inocorrência. 4. Homicídios cometidos com características de execução e cobrança dos moradores do pagamento de serviços de Internet e TV a cabo clandestinos. 4.1. Paciente apontado líder de quadrilha armada complexamente hierarquizada (milícia), com precisa divisão de tarefas, ramificações na comunidade carioca e participação de integrantes das Forças Armadas, policiais militares e ex-policiais. 4.2. Possibilidade concreta de interferência nas testemunhas e na produção de provas. 5. A jurisprudência desta Corte consolidou entendimento no sentido de ser idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa. 6. Prisão justificada na necessidade de garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal. 7. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de março de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059567. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 126025 / RJ Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059567. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Edison Ferreira de Lima, em favor de José Carlos Ferreira Junior, contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que negou provimento ao RHC 50.321/RJ. Segundo a denúncia, o paciente e outros corréus, em data que não se pode precisar, mas pelo menos desde o ano de 2002 até abril de 2013, na cidade de São João de Meriti, de modo estável e permanente, associaram- se em quadrilha armada, com o fim de praticar homicídios, nos moldes dos conhecidos grupos de extermínio. Colhe-se, ainda, dos autos que os denunciados, dentre eles vários integrantes das Forças Armadas, Policiais Militares ou ex-policiais, supostamente teriam formado uma organização criminosa, popularmente conhecida como milícia, com atuação na Comarca de São João de Meriti, com vistas à distribuição ilícita de sinais de TV a cabo (gatonet) e de internet (gatovelox). Com o recebimento da denúncia, o Juízo de origem decretou a prisão preventiva de José Carlos. Irresignada, a defesa manejou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o qual denegou a ordem. Confira-se: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Edison Ferreira de Lima, em favor de José Carlos Ferreira Junior, contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que negou provimento ao RHC 50.321/RJ. Segundo a denúncia, o paciente e outros corréus, em data que não se pode precisar, mas pelo menos desde o ano de 2002 até abril de 2013, na cidade de São João de Meriti, de modo estável e permanente, associaram- se em quadrilha armada, com o fim de praticar homicídios, nos moldes dos conhecidos grupos de extermínio. Colhe-se, ainda, dos autos que os denunciados, dentre eles vários integrantes das Forças Armadas, Policiais Militares ou ex-policiais, supostamente teriam formado uma organização criminosa, popularmente conhecida como milícia, com atuação na Comarca de São João de Meriti, com vistas à distribuição ilícita de sinais de TV a cabo (gatonet) e de internet (gatovelox). Com o recebimento da denúncia, o Juízo de origem decretou a prisão preventiva de José Carlos. Irresignada, a defesa manejou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o qual denegou a ordem. Confira-se: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 126025 / RJ “HABEAS CORPUS. PLEITO DE REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA SOB AS ALEGAÇÕES DE NÃO ESTAREM PRESENTES OS REQUISITOS ENSEJADORES DA SUA DECRETAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. O paciente José Carlos Ferreira Júnior, Sargento do Exército Brasileiro foi denunciado, juntamente com mais onze acusados, porque, desde o ano de 2002, até abril de 2013, com vontade livre e consciente, em comunhão de ações e desígnios, entre si, de modo estável e permanente, associava-se em quadrilha armada, com o fim de praticar homicídios nos moldes dos conhecidos grupos de extermínio. A denúncia foi recebida em 27/05/2014 e, na mesma oportunidade, foi decretada a prisão preventiva do mesmo, como também dos demais denunciados. Inicialmente, pode-se verificar que não consta dos autos da presente ação, informação de que o referido pedido tenha sido formulado junto ao Juiz monocrático. Assim, a manifestação deste órgão colegiado in casu configuraria supressão de instância com a inversão da ordem processual legal. Verifica-se que o Juiz monocrático fundamentou concretamente os motivos fáticos, de caráter extratípico e de peculiar e grave modus operandi pelos quais entendeu necessária a manutenção da custódia prisional no caso em tela, em total consonância com a doutrina e jurisprudência pátrias, destacando-se a gravidade dos fatos narrados e a presença da prova do cometimento dos crimes e dos fortes indícios de autoria delitiva, o que torna a prisão cautelar necessária à garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Ademais, verifica-se que o crime em exame, pelo qual o paciente é acusado possui pena em abstrato superior a quatro anos de reclusão, a caracterizar o inciso I, do artigo 313 do CPP. Esclareça, ainda, que, conforme a orientação dos Tribunais Superiores, a comprovação isolada das condições pessoais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ “HABEAS CORPUS. PLEITO DE REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA SOB AS ALEGAÇÕES DE NÃO ESTAREM PRESENTES OS REQUISITOS ENSEJADORES DA SUA DECRETAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. O paciente José Carlos Ferreira Júnior, Sargento do Exército Brasileiro foi denunciado, juntamente com mais onze acusados, porque, desde o ano de 2002, até abril de 2013, com vontade livre e consciente, em comunhão de ações e desígnios, entre si, de modo estável e permanente, associava-se em quadrilha armada, com o fim de praticar homicídios nos moldes dos conhecidos grupos de extermínio. A denúncia foi recebida em 27/05/2014 e, na mesma oportunidade, foi decretada a prisão preventiva do mesmo, como também dos demais denunciados. Inicialmente, pode-se verificar que não consta dos autos da presente ação, informação de que o referido pedido tenha sido formulado junto ao Juiz monocrático. Assim, a manifestação deste órgão colegiado in casu configuraria supressão de instância com a inversão da ordem processual legal. Verifica-se que o Juiz monocrático fundamentou concretamente os motivos fáticos, de caráter extratípico e de peculiar e grave modus operandi pelos quais entendeu necessária a manutenção da custódia prisional no caso em tela, em total consonância com a doutrina e jurisprudência pátrias, destacando-se a gravidade dos fatos narrados e a presença da prova do cometimento dos crimes e dos fortes indícios de autoria delitiva, o que torna a prisão cautelar necessária à garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Ademais, verifica-se que o crime em exame, pelo qual o paciente é acusado possui pena em abstrato superior a quatro anos de reclusão, a caracterizar o inciso I, do artigo 313 do CPP. Esclareça, ainda, que, conforme a orientação dos Tribunais Superiores, a comprovação isolada das condições pessoais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 126025 / RJ favoráveis ao paciente - que sequer foram demonstradas - não representam a garantia necessária e suficiente para a supressão da cautela restritiva, devendo as mesmas serem analisadas junto a todo o contexto fático trazido aos autos, o que não se recomenda, à espécie, a supressão da cautela restritiva, configurando-se insuficientes e ineficazes imposição das medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei n. 12.403/2011. FACE AO EXPOSTO, CONHECE-SE DO PRESENTE WRIT , DENEGANDO-SE A ORDEM”. Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso em habeas perante o Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao recurso, nos termos do acórdão, assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUADRILHA ARMADA (MILÍCIA). PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. PERICULOSIDADE DO AGENTE. SUPOSTO INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. GRAVIDADE CONCRETA DOS FATOS. MODUS OPERANDI. INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES. NECESSIDADE. APLICAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. INVIABILIDADE. PARECER ACOLHIDO. 1. Segundo a nossa jurisprudência, toda prisão imposta ou mantida antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, por ser medida de índole excepcional, deve vir sempre baseada em fundamentação concreta, isto é, em elementos vinculados à realidade. 2. Na espécie dos autos, encontra-se fundamentada a prisão do recorrente, sargento do Exército Brasileiro, principalmente no modus operandi utilizado pela quadrilha, da qual era o chefe, que, formada também por policiais e ex- policiais, espalhava temor nas áreas em que atuava. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ favoráveis ao paciente - que sequer foram demonstradas - não representam a garantia necessária e suficiente para a supressão da cautela restritiva, devendo as mesmas serem analisadas junto a todo o contexto fático trazido aos autos, o que não se recomenda, à espécie, a supressão da cautela restritiva, configurando-se insuficientes e ineficazes imposição das medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei n. 12.403/2011. FACE AO EXPOSTO, CONHECE-SE DO PRESENTE WRIT , DENEGANDO-SE A ORDEM”. Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso em habeas perante o Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao recurso, nos termos do acórdão, assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUADRILHA ARMADA (MILÍCIA). PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. PERICULOSIDADE DO AGENTE. SUPOSTO INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. GRAVIDADE CONCRETA DOS FATOS. MODUS OPERANDI. INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES. NECESSIDADE. APLICAÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. INVIABILIDADE. PARECER ACOLHIDO. 1. Segundo a nossa jurisprudência, toda prisão imposta ou mantida antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, por ser medida de índole excepcional, deve vir sempre baseada em fundamentação concreta, isto é, em elementos vinculados à realidade. 2. Na espécie dos autos, encontra-se fundamentada a prisão do recorrente, sargento do Exército Brasileiro, principalmente no modus operandi utilizado pela quadrilha, da qual era o chefe, que, formada também por policiais e ex- policiais, espalhava temor nas áreas em que atuava. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 126025 / RJ 3. Recurso em habeas corpus improvido”. No presente writ, o impetrante reitera a tese de ausência de fundamentos válidos para a prisão preventiva, por se tratar de paciente com condições pessoais favoráveis. Pede a concessão da ordem para revogar a prisão do paciente, mesmo que vinculado a medidas cautelares diversas. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ 3. Recurso em habeas corpus improvido”. No presente writ, o impetrante reitera a tese de ausência de fundamentos válidos para a prisão preventiva, por se tratar de paciente com condições pessoais favoráveis. Pede a concessão da ordem para revogar a prisão do paciente, mesmo que vinculado a medidas cautelares diversas. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, a defesa busca a revogação da prisão preventiva do paciente. De modo geral, a prisão preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para decretação, nos termos do art. 312 do CPP: I) garantia da ordem pública; II) garantia da ordem econômica; III) garantia da aplicação da lei penal; e, IV) conveniência da instrução criminal. Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais condições realizam-se na espécie. Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos, devidamente explicitados. No caso, o Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti/RJ, ao receber a denúncia em 27 de maio de 2014, decretou a prisão preventiva do paciente nos seguintes termos: “(...) A investigação que alicerça a denúncia deixa revelar ainda, de forma minudente, as funções que cabiam a cada um dos integrantes do grupo, o que também vem de ser exposto a contento na (…) acusatória, a estampar o caráter permanente e estável da alegada quadrilha supostamente integrada pelos denunciados. Especificamente no que diz com os acusados, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.025 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, a defesa busca a revogação da prisão preventiva do paciente. De modo geral, a prisão preventiva deve indicar, de forma expressa, os seguintes fundamentos para decretação, nos termos do art. 312 do CPP: I) garantia da ordem pública; II) garantia da ordem econômica; III) garantia da aplicação da lei penal; e, IV) conveniência da instrução criminal. Na linha da jurisprudência deste Tribunal, porém, não basta a mera explicitação textual dos requisitos previstos, sendo necessário que a alegação abstrata ceda à demonstração concreta e firme de que tais condições realizam-se na espécie. Dessarte, a tarefa de interpretação constitucional para análise de excepcional situação jurídica de constrição da liberdade exige que a alusão a esses aspectos esteja lastreada em elementos concretos, devidamente explicitados. No caso, o Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti/RJ, ao receber a denúncia em 27 de maio de 2014, decretou a prisão preventiva do paciente nos seguintes termos: “(...) A investigação que alicerça a denúncia deixa revelar ainda, de forma minudente, as funções que cabiam a cada um dos integrantes do grupo, o que também vem de ser exposto a contento na (…) acusatória, a estampar o caráter permanente e estável da alegada quadrilha supostamente integrada pelos denunciados. Especificamente no que diz com os acusados, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ relação aos quais o Ministério Público postula pela decretação da prisão preventiva, observa-se que os mesmos exerceriam atividades nevrálgicas na associação, seja na chefia ou na execução direta das ordens emanadas por esta. Ressalte-se ainda, por oportuno, a imperiosidade da custódia cautelar dos acusados José Carlos Ferreira Júnior, (…) com vistas ao devido resguardo da ordem pública, vulnerada pela formação crescente de tais organizações, mormente em comunidades mais carentes do Município do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Além disso, as condutas apuradas são de extrema gravidade, realizadas por agentes dotados de treinamento policial ou militar, donde ressai legítimo inferir alta periculosidade dos mesmos. [...] Ademais, a decretação da prisão preventiva dos acusados presta-se também a assegurar o bom andamento da instrução criminal, haja vista que a liberdade prematura dos réus poderia implicar em inviabilidade de colhimento dos depoimentos testemunhais, porquanto estas poderiam se sentir atemorizadas em virem a Juízo para serem ouvidas e, ainda que compareçam, certamente seus testemunhos não seriam prestados de forma livre e desembaraçada. Ora, como é cediço, grupos criminosos conhecidos como milícias, sejam eles quais forem, têm por modus operandi disseminar o temor nas áreas em que atuam, razão pela qual forçoso concluir que testemunhas residentes nos locais conflagrados restariam intimidadas a esclarecer os fatos, maculando a prova oral a ser produzida em Juízo”. Pertinente, outrossim, trazer à baila os fundamentos invocados pelo Superior Tribunal de Justiça, in verbis: “(...) Assim, não há como discordar do parecer ministerial, com o qual concordo, principalmente no ponto em que o nobre Subprocurador-Geral da República diz que é inegável a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ relação aos quais o Ministério Público postula pela decretação da prisão preventiva, observa-se que os mesmos exerceriam atividades nevrálgicas na associação, seja na chefia ou na execução direta das ordens emanadas por esta. Ressalte-se ainda, por oportuno, a imperiosidade da custódia cautelar dos acusados José Carlos Ferreira Júnior, (…) com vistas ao devido resguardo da ordem pública, vulnerada pela formação crescente de tais organizações, mormente em comunidades mais carentes do Município do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Além disso, as condutas apuradas são de extrema gravidade, realizadas por agentes dotados de treinamento policial ou militar, donde ressai legítimo inferir alta periculosidade dos mesmos. [...] Ademais, a decretação da prisão preventiva dos acusados presta-se também a assegurar o bom andamento da instrução criminal, haja vista que a liberdade prematura dos réus poderia implicar em inviabilidade de colhimento dos depoimentos testemunhais, porquanto estas poderiam se sentir atemorizadas em virem a Juízo para serem ouvidas e, ainda que compareçam, certamente seus testemunhos não seriam prestados de forma livre e desembaraçada. Ora, como é cediço, grupos criminosos conhecidos como milícias, sejam eles quais forem, têm por modus operandi disseminar o temor nas áreas em que atuam, razão pela qual forçoso concluir que testemunhas residentes nos locais conflagrados restariam intimidadas a esclarecer os fatos, maculando a prova oral a ser produzida em Juízo”. Pertinente, outrossim, trazer à baila os fundamentos invocados pelo Superior Tribunal de Justiça, in verbis: “(...) Assim, não há como discordar do parecer ministerial, com o qual concordo, principalmente no ponto em que o nobre Subprocurador-Geral da República diz que é inegável a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ necessidade de manutenção do confinamento do paciente sob pena de causar, novamente, grave e irreparável dano à ordem pública, considerando a alta probabilidade de que em liberdade dê continuidade à prática delituosa, uma vez que o domínio exercido pelo grupo paramilitar do qual seria integrante, sobre a comunidade de São João de Meriti, já dura muitos anos (desde o ano de 2002), sendo evidente o interesse da quadrilha em manter o poder no local e usufruir a grande quantidade de dinheiro que decorre das atividades ilícitas praticadas (fl. 167). Dada a gravidade dos fatos narrados na inicial acusatória, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão se torna inviável”. Pois bem. Na hipótese, o decreto de prisão preventiva baseou-se, quanto à segregação do paciente, na necessidade de resguardar a ordem pública, tendo em vista a alta probabilidade de que, em liberdade até o trânsito em julgado da ação penal, dê prosseguimento à atividade (a quadrilha praticava homicídios com características de execução e extorquia os moradores exigindo-lhes o pagamento de serviços de Internet e TV a cabo clandestinos). Noto que os fundamentos esboçados pelo Magistrado de primeiro grau atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, e à interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale dizer, do ato decisório transcrito é possível inferir razões concretas à segregação. José Carlos Ferreira Junior, sargento do Exército, é apontado líder de uma quadrilha armada complexamente hierarquizada (milícia), com precisa divisão de tarefas e ramificações na comunidade de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, com participação, inclusive, de integrantes das Forças Armadas, policiais militares e ex-policiais. Da leitura dos autos, verifico, portanto, que a manutenção do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ necessidade de manutenção do confinamento do paciente sob pena de causar, novamente, grave e irreparável dano à ordem pública, considerando a alta probabilidade de que em liberdade dê continuidade à prática delituosa, uma vez que o domínio exercido pelo grupo paramilitar do qual seria integrante, sobre a comunidade de São João de Meriti, já dura muitos anos (desde o ano de 2002), sendo evidente o interesse da quadrilha em manter o poder no local e usufruir a grande quantidade de dinheiro que decorre das atividades ilícitas praticadas (fl. 167). Dada a gravidade dos fatos narrados na inicial acusatória, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão se torna inviável”. Pois bem. Na hipótese, o decreto de prisão preventiva baseou-se, quanto à segregação do paciente, na necessidade de resguardar a ordem pública, tendo em vista a alta probabilidade de que, em liberdade até o trânsito em julgado da ação penal, dê prosseguimento à atividade (a quadrilha praticava homicídios com características de execução e extorquia os moradores exigindo-lhes o pagamento de serviços de Internet e TV a cabo clandestinos). Noto que os fundamentos esboçados pelo Magistrado de primeiro grau atenderam ao disposto no artigo 312 do CPP, que rege a matéria, e à interpretação que dá ao dispositivo o Supremo Tribunal Federal. Vale dizer, do ato decisório transcrito é possível inferir razões concretas à segregação. José Carlos Ferreira Junior, sargento do Exército, é apontado líder de uma quadrilha armada complexamente hierarquizada (milícia), com precisa divisão de tarefas e ramificações na comunidade de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, com participação, inclusive, de integrantes das Forças Armadas, policiais militares e ex-policiais. Da leitura dos autos, verifico, portanto, que a manutenção do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ paciente na prisão está devidamente justificada na necessidade de garantir a ordem pública, ante o fundado receio de reiteração delitiva. Em idêntico sentido ao caso dos autos, cito trecho da ementa de julgado da Primeira Turma, relatora a ministra Rosa Weber: “HABEAS CORPUS. LIBERDADE PROVISÓRIA NO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA E À ORDEM PÚBLICA. (…) Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria.” (...) (HC 109.528/PA, 1... Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe 7.8.2012). E, também, destaco a ementa de julgado da Segunda Turma, de relatoria do ministro Teori Zavascki (DJe 21.8.2014): “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDADO RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. ORDEM DENEGADA. 1. Os fundamentos utilizados revelam-se idôneos para manter a segregação cautelar da paciente, na linha de precedentes desta Corte. É que a decisão aponta de maneira concreta a necessidade de garantir a ordem pública, ante o fundado receio de reiteração delituosa. 2. Habeas corpus denegado (HC 122.622/MG, rel. min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 21.8.2014). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ paciente na prisão está devidamente justificada na necessidade de garantir a ordem pública, ante o fundado receio de reiteração delitiva. Em idêntico sentido ao caso dos autos, cito trecho da ementa de julgado da Primeira Turma, relatora a ministra Rosa Weber: “HABEAS CORPUS. LIBERDADE PROVISÓRIA NO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA E À ORDEM PÚBLICA. (…) Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria.” (...) (HC 109.528/PA, 1... Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe 7.8.2012). E, também, destaco a ementa de julgado da Segunda Turma, de relatoria do ministro Teori Zavascki (DJe 21.8.2014): “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDADO RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. ORDEM DENEGADA. 1. Os fundamentos utilizados revelam-se idôneos para manter a segregação cautelar da paciente, na linha de precedentes desta Corte. É que a decisão aponta de maneira concreta a necessidade de garantir a ordem pública, ante o fundado receio de reiteração delituosa. 2. Habeas corpus denegado (HC 122.622/MG, rel. min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 21.8.2014). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ Ainda, no mesmo sentido, cito os seguintes precedentes: HC 119.715/TO, rel. min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 29.5.2014; HC 120.835/SP, rel. min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 26.3.2014; HC 118.038/MS, rel. min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 25.2.2014; e HC 119.385/RS, rel. min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 7.2.2014. Além disso, a prisão preventiva foi decretada com base na possibilidade concreta de interferência nas testemunhos e na produção de provas. Por oportuno, destaco também precedentes, no sentido de ser idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa (HC 122.894/PR, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 1....9.2014; AgR no HC 125.290/MG, rel. min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 19.12.2014; e HC 124.027/MG, rel. min. Rosa Weber, 1... Turma, DJe 11.2.2015). No mesmo sentido, cito trechos do parecer da Procuradoria-Geral da República: “A gravidade concreta dos delitos perpetrados de forma reiterada pelo paciente e pelos demais integrantes do grupo criminoso autoriza a prisão provisória para a garantia da ordem pública, procurando-se evitar a nova prática de crimes. 11. Assim, a imperatividade da custódia cautelar impôs-se em razão da imprescindibilidade de desarticulação da quadrilha destinada à prática de crimes hediondos (homicídios, ocultação e destruição de cadáveres, torturas, lesões corporais graves, extorsão, ameaças, invasões de domicílio, constrangimentos ilegais e injúrias) e a necessidade de estancamento da atividades delitivas habitualmente desempenhadas por seus integrantes nas comunidades 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ Ainda, no mesmo sentido, cito os seguintes precedentes: HC 119.715/TO, rel. min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 29.5.2014; HC 120.835/SP, rel. min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 26.3.2014; HC 118.038/MS, rel. min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 25.2.2014; e HC 119.385/RS, rel. min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 7.2.2014. Além disso, a prisão preventiva foi decretada com base na possibilidade concreta de interferência nas testemunhos e na produção de provas. Por oportuno, destaco também precedentes, no sentido de ser idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa (HC 122.894/PR, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 1....9.2014; AgR no HC 125.290/MG, rel. min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 19.12.2014; e HC 124.027/MG, rel. min. Rosa Weber, 1... Turma, DJe 11.2.2015). No mesmo sentido, cito trechos do parecer da Procuradoria-Geral da República: “A gravidade concreta dos delitos perpetrados de forma reiterada pelo paciente e pelos demais integrantes do grupo criminoso autoriza a prisão provisória para a garantia da ordem pública, procurando-se evitar a nova prática de crimes. 11. Assim, a imperatividade da custódia cautelar impôs-se em razão da imprescindibilidade de desarticulação da quadrilha destinada à prática de crimes hediondos (homicídios, ocultação e destruição de cadáveres, torturas, lesões corporais graves, extorsão, ameaças, invasões de domicílio, constrangimentos ilegais e injúrias) e a necessidade de estancamento da atividades delitivas habitualmente desempenhadas por seus integrantes nas comunidades 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126025 / RJ subjugadas. (…) Como bem ressaltou o Subprocurador-Geral da República Mário Gisi, no parecer dado nos autos do RHC 50.321/RJ, ‘é inegável a necessidade de manutenção do confinamento do paciente sob pena de causar, novamente, grave e irreparável dano à ordem pública, considerando a alta probabilidade de que em liberdade dê continuidade à prática delituosa, uma vez que o domínio exercido pelo grupo paramilitar do qual seria integrante, sobre a comunidade de São João de Meriti, já dura muitos anos (desde o ano de 2002), sendo evidente o interesse da quadrilha em manter o poder no local e usufruir a grande quantidade de dinheiro que decorre das atividades ilícitas praticadas’. (…) Por fim, vale informar que o paciente responde a três outros processos pela prática do delito de homicídio (fls. 50). Tal circunstância agrava a situação acima relatada, sendo notória a necessidade de se manter a sua custódia cautelar. A prisão, em hipótese como a presente, não caracteriza punição antecipada pelos crimes praticados, tendo em vista a presença dos requisitos previstos no art. 312 do CPP, sendo necessária a medida especialmente para a garantia da ordem pública, dada a evidente e indiscutível periculosidade do paciente”. Desse modo, observo que a prisão do paciente está devidamente justificada na necessidade de garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Assim, ausente constrangimento ilegal a ser sanado, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Supremo Tribunal Federal HC 126025 / RJ subjugadas. (…) Como bem ressaltou o Subprocurador-Geral da República Mário Gisi, no parecer dado nos autos do RHC 50.321/RJ, ‘é inegável a necessidade de manutenção do confinamento do paciente sob pena de causar, novamente, grave e irreparável dano à ordem pública, considerando a alta probabilidade de que em liberdade dê continuidade à prática delituosa, uma vez que o domínio exercido pelo grupo paramilitar do qual seria integrante, sobre a comunidade de São João de Meriti, já dura muitos anos (desde o ano de 2002), sendo evidente o interesse da quadrilha em manter o poder no local e usufruir a grande quantidade de dinheiro que decorre das atividades ilícitas praticadas’. (…) Por fim, vale informar que o paciente responde a três outros processos pela prática do delito de homicídio (fls. 50). Tal circunstância agrava a situação acima relatada, sendo notória a necessidade de se manter a sua custódia cautelar. A prisão, em hipótese como a presente, não caracteriza punição antecipada pelos crimes praticados, tendo em vista a presença dos requisitos previstos no art. 312 do CPP, sendo necessária a medida especialmente para a garantia da ordem pública, dada a evidente e indiscutível periculosidade do paciente”. Desse modo, observo que a prisão do paciente está devidamente justificada na necessidade de garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Assim, ausente constrangimento ilegal a ser sanado, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 10/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.025 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052534 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.025 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOSÉ CARLOS FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : EDISON FERREIRA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
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Turma", "Segunda Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "1", ".", ". . Turma", "Segunda Turma", "2", ".", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". 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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDIÁRIO ADESIVO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO: FUNDAMENTAÇÃO PRÓPRIA. NÃO INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO NO MOMENTO PROCESSUAL PRÓPRIO: PRECLUSÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 07 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281519. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.10.2005, a Ministra Ellen Gracie, então Relatora, negou seguimento aos recursos extraordinários interpostos pela União e por Carmina Napoleão de Sousa e outras contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal, a qual determinou a implantação nos proventos de aposentadoria das servidoras inativas o valor correspondente a cinquenta pontos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA (fls. 235-236). 2. Dessa decisão, somente as servidoras aposentadas interpuseram agravo regimental (fls. 241-247). 3. Em 4.12.2008, reconsiderei a decisão de fls. 235-236, para novo exame do recurso extraordinário interposto por Carmina Napoleão de Sousa e outras. 4. Diante do entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal, ao julgar os Recursos Extraordinários ns. 476.279, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, e 476.930, Relator o Ministro Gilmar Mendes, dei parcial provimento ao recurso extraordinário interposto por Carmina Napoleão de Sousa e outras. A decisão agravada teve a seguinte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.10.2005, a Ministra Ellen Gracie, então Relatora, negou seguimento aos recursos extraordinários interpostos pela União e por Carmina Napoleão de Sousa e outras contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal, a qual determinou a implantação nos proventos de aposentadoria das servidoras inativas o valor correspondente a cinquenta pontos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA (fls. 235-236). 2. Dessa decisão, somente as servidoras aposentadas interpuseram agravo regimental (fls. 241-247). 3. Em 4.12.2008, reconsiderei a decisão de fls. 235-236, para novo exame do recurso extraordinário interposto por Carmina Napoleão de Sousa e outras. 4. Diante do entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal, ao julgar os Recursos Extraordinários ns. 476.279, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, e 476.930, Relator o Ministro Gilmar Mendes, dei parcial provimento ao recurso extraordinário interposto por Carmina Napoleão de Sousa e outras. A decisão agravada teve a seguinte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 464849 AGR-AGR / DF fundamentação: “3. A Turma Recursal decidiu que a Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa (GDATA), instituída pela Lei n. 10.404/2002, seria devida aos servidores inativos no valor de cinquenta pontos da gratificação paga aos servidores ativos. 4. Ao julgar os Recursos Extraordinários ns. 476.279, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, e 476.930, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o Plenário do Supremo Tribunal Federal apreciou tese idêntica à que se contém neste processo. Os recursos extraordinários da União foram parcialmente providos para “que a GDATA seja deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e nos termos do art. 5o, parágrafo único, da L. 10.404/2002, para o período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o art. 1o da MPv 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos” (RE 476.279 – voto do Relator). No mesmo sentido, ao julgar o Recurso Extraordinário n. 525.180, DJ 12.6.2007, o Ministro Gilmar Mendes deferiu a concessão aos servidores inativos nas seguintes pontuações: ‘1) 37,5 pontos, nos termos do art. 6º da Lei 10.404, de 2002, no período de fevereiro a maio de 2002; 2) 10 pontos, conforme art. 5º, II, da citada lei, no período de junho de 2002 a abril de 2004; 3) 60 pontos, nos termos do art. 1º da Lei 10.971, de 2004, a partir de maio de 2004 até que seja instituída nova disciplina para aferição de avaliação de desempenho individual e institucional, e sejam concluídos os efeitos do último ciclo de avaliação.’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Supremo Tribunal Federal RE 464849 AGR-AGR / DF fundamentação: “3. A Turma Recursal decidiu que a Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa (GDATA), instituída pela Lei n. 10.404/2002, seria devida aos servidores inativos no valor de cinquenta pontos da gratificação paga aos servidores ativos. 4. Ao julgar os Recursos Extraordinários ns. 476.279, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, e 476.930, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o Plenário do Supremo Tribunal Federal apreciou tese idêntica à que se contém neste processo. Os recursos extraordinários da União foram parcialmente providos para “que a GDATA seja deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e nos termos do art. 5o, parágrafo único, da L. 10.404/2002, para o período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o art. 1o da MPv 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos” (RE 476.279 – voto do Relator). No mesmo sentido, ao julgar o Recurso Extraordinário n. 525.180, DJ 12.6.2007, o Ministro Gilmar Mendes deferiu a concessão aos servidores inativos nas seguintes pontuações: ‘1) 37,5 pontos, nos termos do art. 6º da Lei 10.404, de 2002, no período de fevereiro a maio de 2002; 2) 10 pontos, conforme art. 5º, II, da citada lei, no período de junho de 2002 a abril de 2004; 3) 60 pontos, nos termos do art. 1º da Lei 10.971, de 2004, a partir de maio de 2004 até que seja instituída nova disciplina para aferição de avaliação de desempenho individual e institucional, e sejam concluídos os efeitos do último ciclo de avaliação.’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 464849 AGR-AGR / DF 5. O disposto no art. 5º, inc. II, da Lei n. 10.404/2002 ficou restrito aos meses de junho de 2002 a abril de 2004. Isso porque a Lei n. 10.971/2004 deu nova redação à Lei n. 10.404/2002 e determinou, no parágrafo único do art. 3º, que ‘os efeitos das alterações introduzidas por este artigo e os decorrentes do Anexo I desta Medida Lei aplicam-se aos aposentados e pensionistas a partir de 1º de maio de 2004’. 6. Dessa orientação divergiu, em parte, o acórdão recorrido. 7. No caso dos autos, a Turma Recursal concedeu um valor único de cinquenta pontos para todos os períodos. Esse entendimento diverge, em parte, da jurisprudência deste Supremo Tribunal. No entanto, não houve impugnação pela União, o que tornou a matéria preclusa. Assim, mantenho, nesse ponto, a decisão recorrida. 8. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso extraordinário para determinar, nos termos dos mencionados precedentes do Plenário, que, a partir da conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o art. 1o da Medida Provisória n. 198/2004, convertida na Lei n. 10.971/2004, seja a Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa deferida aos servidores no valor de sessenta pontos, mantendo-se a decisão recorrida quanto aos demais períodos (art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil), devendo os ônus da sucumbência ser proporcionalmente distribuídos e compensados” (fls. 249-251). 5. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 5.2.2009, interpõe a União, em 11.2.2009, agravo regimental. 6. A Agravante afirma não ter havido preclusão da matéria discutida no seu recurso extraordinário adesivo. Aduz que “o recurso adesivo, dado o seu caráter acessório, deve seguir a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Supremo Tribunal Federal RE 464849 AGR-AGR / DF 5. O disposto no art. 5º, inc. II, da Lei n. 10.404/2002 ficou restrito aos meses de junho de 2002 a abril de 2004. Isso porque a Lei n. 10.971/2004 deu nova redação à Lei n. 10.404/2002 e determinou, no parágrafo único do art. 3º, que ‘os efeitos das alterações introduzidas por este artigo e os decorrentes do Anexo I desta Medida Lei aplicam-se aos aposentados e pensionistas a partir de 1º de maio de 2004’. 6. Dessa orientação divergiu, em parte, o acórdão recorrido. 7. No caso dos autos, a Turma Recursal concedeu um valor único de cinquenta pontos para todos os períodos. Esse entendimento diverge, em parte, da jurisprudência deste Supremo Tribunal. No entanto, não houve impugnação pela União, o que tornou a matéria preclusa. Assim, mantenho, nesse ponto, a decisão recorrida. 8. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso extraordinário para determinar, nos termos dos mencionados precedentes do Plenário, que, a partir da conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o art. 1o da Medida Provisória n. 198/2004, convertida na Lei n. 10.971/2004, seja a Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa deferida aos servidores no valor de sessenta pontos, mantendo-se a decisão recorrida quanto aos demais períodos (art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil), devendo os ônus da sucumbência ser proporcionalmente distribuídos e compensados” (fls. 249-251). 5. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 5.2.2009, interpõe a União, em 11.2.2009, agravo regimental. 6. A Agravante afirma não ter havido preclusão da matéria discutida no seu recurso extraordinário adesivo. Aduz que “o recurso adesivo, dado o seu caráter acessório, deve seguir a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 464849 AGR-AGR / DF sorte do recurso principal. No caso dos autos, a decisão de fls. 235/236 negou conhecimento ao extraordinário principal e por isso inviabilizaria igualmente a apreciação do adesivo. Não tinha, portanto, a União interesse em promover agravo regimental, pois sabia que necessariamente teria que patrocinar a defesa do apelo extremo da parte contrária para que o seu fosse apreciado. (...) Assim, o fato da União não ter interposto regimental do decisum de fls. 235/236 não torna preclusa a matéria disciplinada no seu extraordinário” (fls. 257-258). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Supremo Tribunal Federal RE 464849 AGR-AGR / DF sorte do recurso principal. No caso dos autos, a decisão de fls. 235/236 negou conhecimento ao extraordinário principal e por isso inviabilizaria igualmente a apreciação do adesivo. Não tinha, portanto, a União interesse em promover agravo regimental, pois sabia que necessariamente teria que patrocinar a defesa do apelo extremo da parte contrária para que o seu fosse apreciado. (...) Assim, o fato da União não ter interposto regimental do decisum de fls. 235/236 não torna preclusa a matéria disciplinada no seu extraordinário” (fls. 257-258). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a Turma Recursal concedeu um valor único de cinquenta pontos para todos os períodos. Esse entendimento diverge, em parte, da jurisprudência deste Supremo Tribunal. Entretanto, não houve impugnação pela União, a tornar a matéria preclusa. 3. Ao contrário do sustentado pela União, caber-lhe-ia ter interposto agravo regimental da decisão que lhe foi contrária, pois a negativa de seguimento do seu recurso extraordinário teve fundamentação própria (fls. 235-236). Assim, o RE 198.851, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJ 31.10.1997): “EMENTA: I. Finsocial: empresas prestadoras de serviço: constitucionalidade das sucessivas elevações de alíquotas (RE 187.436). II. Recurso adesivo: denegação com fundamentação própria: exigência de agravo, sob pena de preclusão. Ao contrário do que sucede na hipótese em que a motivação do indeferimento do recurso adesivo foi exclusivamente a denegação do principal, a inadmissão do adesivo se torna preclusa, à falta de agravo, se tem fundamentação própria, estranha à sua subordinação ao recurso principal” (grifos nossos). Confira-se, também, excerto do voto proferido pelo Ministro Relator no RE 196.430 (DJ 21.11.1997): Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281521. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a Turma Recursal concedeu um valor único de cinquenta pontos para todos os períodos. Esse entendimento diverge, em parte, da jurisprudência deste Supremo Tribunal. Entretanto, não houve impugnação pela União, a tornar a matéria preclusa. 3. Ao contrário do sustentado pela União, caber-lhe-ia ter interposto agravo regimental da decisão que lhe foi contrária, pois a negativa de seguimento do seu recurso extraordinário teve fundamentação própria (fls. 235-236). Assim, o RE 198.851, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJ 31.10.1997): “EMENTA: I. Finsocial: empresas prestadoras de serviço: constitucionalidade das sucessivas elevações de alíquotas (RE 187.436). II. Recurso adesivo: denegação com fundamentação própria: exigência de agravo, sob pena de preclusão. Ao contrário do que sucede na hipótese em que a motivação do indeferimento do recurso adesivo foi exclusivamente a denegação do principal, a inadmissão do adesivo se torna preclusa, à falta de agravo, se tem fundamentação própria, estranha à sua subordinação ao recurso principal” (grifos nossos). Confira-se, também, excerto do voto proferido pelo Ministro Relator no RE 196.430 (DJ 21.11.1997): Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281521. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 464849 AGR-AGR / DF “No caso, o RE adesivo foi indeferido exclusivamente porque igualmente não admitido o RE principal: determinado o processamento deste por força do provimento do agravo, impõe-se o exame da admissibilidade do adesivo, malgrado contra a sua denegação a União, de sua vez, não haja interposto o agravo. (...) Daí reputar-se, mais que inexigível, inadmissível o agravo que – para viabilizar o seu recurso adesivo – a parte interpusesse contra o indeferimento o recurso principal da parte adversa. (...) Se assim é, também parece indiscutível, também não se admitirá agravo do recorrente adesivo contra a decisão que não admitiu o seu próprio recurso subordinado, se fundada exclusivamente no indeferimento do principal, cujo cabimento, portanto, haveria de ser o único fundamento do seu agravo. Solução diferente seria de dar, a meu ver, à hipótese em que a inadmissão do recurso adesivo tivesse fundamentação própria, só a ela pertinente” (grifos nossos). Além disso, a União também interpôs agravo de instrumento (fls. 149-174) da decisão do Juiz Presidente da Turma Recursal da Seção Judiciária do Distrito Federal, que realizou o primeiro juízo de admissibilidade, propiciando a conversão do agravo de instrumento em recurso extraordinário, sem que a Ministra Relatora fizesse qualquer vinculação da admissibilidade do recurso adesivo ao recurso principal (fl. 205). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281521. Supremo Tribunal Federal RE 464849 AGR-AGR / DF “No caso, o RE adesivo foi indeferido exclusivamente porque igualmente não admitido o RE principal: determinado o processamento deste por força do provimento do agravo, impõe-se o exame da admissibilidade do adesivo, malgrado contra a sua denegação a União, de sua vez, não haja interposto o agravo. (...) Daí reputar-se, mais que inexigível, inadmissível o agravo que – para viabilizar o seu recurso adesivo – a parte interpusesse contra o indeferimento o recurso principal da parte adversa. (...) Se assim é, também parece indiscutível, também não se admitirá agravo do recorrente adesivo contra a decisão que não admitiu o seu próprio recurso subordinado, se fundada exclusivamente no indeferimento do principal, cujo cabimento, portanto, haveria de ser o único fundamento do seu agravo. Solução diferente seria de dar, a meu ver, à hipótese em que a inadmissão do recurso adesivo tivesse fundamentação própria, só a ela pertinente” (grifos nossos). Além disso, a União também interpôs agravo de instrumento (fls. 149-174) da decisão do Juiz Presidente da Turma Recursal da Seção Judiciária do Distrito Federal, que realizou o primeiro juízo de admissibilidade, propiciando a conversão do agravo de instrumento em recurso extraordinário, sem que a Ministra Relatora fizesse qualquer vinculação da admissibilidade do recurso adesivo ao recurso principal (fl. 205). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281521. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184598 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184598 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8321587
2015-04-07T00:00:00
2015-04-29T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDIÁRIO ADESIVO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO: FUNDAMENTAÇÃO PRÓPRIA. NÃO INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO NO MOMENTO PROCESSUAL PRÓPRIO: PRECLUSÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur302306
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO ADESIVO, INADMISSÃO, PRECLUSÃO) RE 196430 (2ªT), RE 198851 (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 05/05/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
464849
null
RE-AgR-AgR
acordaos
RE 464849 AgR-AgR
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AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDIÁRIO ADESIVO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO: FUNDAMENTAÇÃO PRÓPRIA. NÃO INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO NO MOMENTO PROCESSUAL PRÓPRIO: PRECLUSÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 07 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281519. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.10.2005, a Ministra Ellen Gracie, então Relatora, negou seguimento aos recursos extraordinários interpostos pela União e por Carmina Napoleão de Sousa e outras contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal, a qual determinou a implantação nos proventos de aposentadoria das servidoras inativas o valor correspondente a cinquenta pontos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA (fls. 235-236). 2. Dessa decisão, somente as servidoras aposentadas interpuseram agravo regimental (fls. 241-247). 3. Em 4.12.2008, reconsiderei a decisão de fls. 235-236, para novo exame do recurso extraordinário interposto por Carmina Napoleão de Sousa e outras. 4. Diante do entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal, ao julgar os Recursos Extraordinários ns. 476.279, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, e 476.930, Relator o Ministro Gilmar Mendes, dei parcial provimento ao recurso extraordinário interposto por Carmina Napoleão de Sousa e outras. A decisão agravada teve a seguinte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.10.2005, a Ministra Ellen Gracie, então Relatora, negou seguimento aos recursos extraordinários interpostos pela União e por Carmina Napoleão de Sousa e outras contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal, a qual determinou a implantação nos proventos de aposentadoria das servidoras inativas o valor correspondente a cinquenta pontos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA (fls. 235-236). 2. Dessa decisão, somente as servidoras aposentadas interpuseram agravo regimental (fls. 241-247). 3. Em 4.12.2008, reconsiderei a decisão de fls. 235-236, para novo exame do recurso extraordinário interposto por Carmina Napoleão de Sousa e outras. 4. Diante do entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal, ao julgar os Recursos Extraordinários ns. 476.279, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, e 476.930, Relator o Ministro Gilmar Mendes, dei parcial provimento ao recurso extraordinário interposto por Carmina Napoleão de Sousa e outras. A decisão agravada teve a seguinte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 464849 AGR-AGR / DF fundamentação: “3. A Turma Recursal decidiu que a Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa (GDATA), instituída pela Lei n. 10.404/2002, seria devida aos servidores inativos no valor de cinquenta pontos da gratificação paga aos servidores ativos. 4. Ao julgar os Recursos Extraordinários ns. 476.279, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, e 476.930, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o Plenário do Supremo Tribunal Federal apreciou tese idêntica à que se contém neste processo. Os recursos extraordinários da União foram parcialmente providos para “que a GDATA seja deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e nos termos do art. 5o, parágrafo único, da L. 10.404/2002, para o período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o art. 1o da MPv 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos” (Recurso Extraordinário 476.279 – voto do Relator). No mesmo sentido, ao julgar o Recurso Extraordinário n. 525.180, DJ 12.6.2007, o Ministro Gilmar Mendes deferiu a concessão aos servidores inativos nas seguintes pontuações: ‘1) 37,5 pontos, nos termos do art. 6... da Lei 10.404, de 2002, no período de fevereiro a maio de 2002; 2) 10 pontos, conforme art. 5..., II, da citada lei, no período de junho de 2002 a abril de 2004; 3) 60 pontos, nos termos do art. 1... da Lei 10.971, de 2004, a partir de maio de 2004 até que seja instituída nova disciplina para aferição de avaliação de desempenho individual e institucional, e sejam concluídos os efeitos do último ciclo de avaliação.’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464849 AGR-AGR / DF fundamentação: “3. A Turma Recursal decidiu que a Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa (GDATA), instituída pela Lei n. 10.404/2002, seria devida aos servidores inativos no valor de cinquenta pontos da gratificação paga aos servidores ativos. 4. Ao julgar os Recursos Extraordinários ns. 476.279, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, e 476.930, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o Plenário do Supremo Tribunal Federal apreciou tese idêntica à que se contém neste processo. Os recursos extraordinários da União foram parcialmente providos para “que a GDATA seja deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e nos termos do art. 5o, parágrafo único, da L. 10.404/2002, para o período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o art. 1o da MPv 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos” (Recurso Extraordinário 476.279 – voto do Relator). No mesmo sentido, ao julgar o Recurso Extraordinário n. 525.180, DJ 12.6.2007, o Ministro Gilmar Mendes deferiu a concessão aos servidores inativos nas seguintes pontuações: ‘1) 37,5 pontos, nos termos do art. 6... da Lei 10.404, de 2002, no período de fevereiro a maio de 2002; 2) 10 pontos, conforme art. 5..., II, da citada lei, no período de junho de 2002 a abril de 2004; 3) 60 pontos, nos termos do art. 1... da Lei 10.971, de 2004, a partir de maio de 2004 até que seja instituída nova disciplina para aferição de avaliação de desempenho individual e institucional, e sejam concluídos os efeitos do último ciclo de avaliação.’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 464849 AGR-AGR / DF 5. O disposto no art. 5..., inc. II, da Lei n. 10.404/2002 ficou restrito aos meses de junho de 2002 a abril de 2004. Isso porque a Lei n. 10.971/2004 deu nova redação à Lei n. 10.404/2002 e determinou, no parágrafo único do art. 3..., que ‘os efeitos das alterações introduzidas por este artigo e os decorrentes do Anexo I desta Medida Lei aplicam-se aos aposentados e pensionistas a partir de 1... de maio de 2004’. 6. Dessa orientação divergiu, em parte, o acórdão recorrido. 7. No caso dos autos, a Turma Recursal concedeu um valor único de cinquenta pontos para todos os períodos. Esse entendimento diverge, em parte, da jurisprudência deste Supremo Tribunal. No entanto, não houve impugnação pela União, o que tornou a matéria preclusa. Assim, mantenho, nesse ponto, a decisão recorrida. 8. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso extraordinário para determinar, nos termos dos mencionados precedentes do Plenário, que, a partir da conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o art. 1o da Medida Provisória n. 198/2004, convertida na Lei n. 10.971/2004, seja a Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa deferida aos servidores no valor de sessenta pontos, mantendo-se a decisão recorrida quanto aos demais períodos (art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil), devendo os ônus da sucumbência ser proporcionalmente distribuídos e compensados” (fls. 249-251). 5. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 5.2.2009, interpõe a União, em 11.2.2009, agravo regimental. 6. A Agravante afirma não ter havido preclusão da matéria discutida no seu recurso extraordinário adesivo. Aduz que “o recurso adesivo, dado o seu caráter acessório, deve seguir a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464849 AGR-AGR / DF 5. O disposto no art. 5..., inc. II, da Lei n. 10.404/2002 ficou restrito aos meses de junho de 2002 a abril de 2004. Isso porque a Lei n. 10.971/2004 deu nova redação à Lei n. 10.404/2002 e determinou, no parágrafo único do art. 3..., que ‘os efeitos das alterações introduzidas por este artigo e os decorrentes do Anexo I desta Medida Lei aplicam-se aos aposentados e pensionistas a partir de 1... de maio de 2004’. 6. Dessa orientação divergiu, em parte, o acórdão recorrido. 7. No caso dos autos, a Turma Recursal concedeu um valor único de cinquenta pontos para todos os períodos. Esse entendimento diverge, em parte, da jurisprudência deste Supremo Tribunal. No entanto, não houve impugnação pela União, o que tornou a matéria preclusa. Assim, mantenho, nesse ponto, a decisão recorrida. 8. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso extraordinário para determinar, nos termos dos mencionados precedentes do Plenário, que, a partir da conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o art. 1o da Medida Provisória n. 198/2004, convertida na Lei n. 10.971/2004, seja a Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa deferida aos servidores no valor de sessenta pontos, mantendo-se a decisão recorrida quanto aos demais períodos (art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil), devendo os ônus da sucumbência ser proporcionalmente distribuídos e compensados” (fls. 249-251). 5. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 5.2.2009, interpõe a União, em 11.2.2009, agravo regimental. 6. A Agravante afirma não ter havido preclusão da matéria discutida no seu recurso extraordinário adesivo. Aduz que “o recurso adesivo, dado o seu caráter acessório, deve seguir a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 464849 AGR-AGR / DF sorte do recurso principal. No caso dos autos, a decisão de fls. 235/236 negou conhecimento ao extraordinário principal e por isso inviabilizaria igualmente a apreciação do adesivo. Não tinha, portanto, a União interesse em promover agravo regimental, pois sabia que necessariamente teria que patrocinar a defesa do apelo extremo da parte contrária para que o seu fosse apreciado. (...) Assim, o fato da União não ter interposto regimental do decisum de fls. 235/236 não torna preclusa a matéria disciplinada no seu extraordinário” (fls. 257-258). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464849 AGR-AGR / DF sorte do recurso principal. No caso dos autos, a decisão de fls. 235/236 negou conhecimento ao extraordinário principal e por isso inviabilizaria igualmente a apreciação do adesivo. Não tinha, portanto, a União interesse em promover agravo regimental, pois sabia que necessariamente teria que patrocinar a defesa do apelo extremo da parte contrária para que o seu fosse apreciado. (...) Assim, o fato da União não ter interposto regimental do decisum de fls. 235/236 não torna preclusa a matéria disciplinada no seu extraordinário” (fls. 257-258). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a Turma Recursal concedeu um valor único de cinquenta pontos para todos os períodos. Esse entendimento diverge, em parte, da jurisprudência deste Supremo Tribunal. Entretanto, não houve impugnação pela União, a tornar a matéria preclusa. 3. Ao contrário do sustentado pela União, caber-lhe-ia ter interposto agravo regimental da decisão que lhe foi contrária, pois a negativa de seguimento do seu recurso extraordinário teve fundamentação própria (fls. 235-236). Assim, o Recurso Extraordinário 198.851, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJ 31.10.1997): “EMENTA: I. Finsocial: empresas prestadoras de serviço: constitucionalidade das sucessivas elevações de alíquotas (Recurso Extraordinário 187.436). II. Recurso adesivo: denegação com fundamentação própria: exigência de agravo, sob pena de preclusão. Ao contrário do que sucede na hipótese em que a motivação do indeferimento do recurso adesivo foi exclusivamente a denegação do principal, a inadmissão do adesivo se torna preclusa, à falta de agravo, se tem fundamentação própria, estranha à sua subordinação ao recurso principal” (grifos nossos). Confira-se, também, excerto do voto proferido pelo Ministro Relator no Recurso Extraordinário 196.430 (DJ 21.11.1997): Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281521. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a Turma Recursal concedeu um valor único de cinquenta pontos para todos os períodos. Esse entendimento diverge, em parte, da jurisprudência deste Supremo Tribunal. Entretanto, não houve impugnação pela União, a tornar a matéria preclusa. 3. Ao contrário do sustentado pela União, caber-lhe-ia ter interposto agravo regimental da decisão que lhe foi contrária, pois a negativa de seguimento do seu recurso extraordinário teve fundamentação própria (fls. 235-236). Assim, o Recurso Extraordinário 198.851, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJ 31.10.1997): “EMENTA: I. Finsocial: empresas prestadoras de serviço: constitucionalidade das sucessivas elevações de alíquotas (Recurso Extraordinário 187.436). II. Recurso adesivo: denegação com fundamentação própria: exigência de agravo, sob pena de preclusão. Ao contrário do que sucede na hipótese em que a motivação do indeferimento do recurso adesivo foi exclusivamente a denegação do principal, a inadmissão do adesivo se torna preclusa, à falta de agravo, se tem fundamentação própria, estranha à sua subordinação ao recurso principal” (grifos nossos). Confira-se, também, excerto do voto proferido pelo Ministro Relator no Recurso Extraordinário 196.430 (DJ 21.11.1997): Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281521. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 464849 AGR-AGR / DF “No caso, o Recurso Extraordinário adesivo foi indeferido exclusivamente porque igualmente não admitido o Recurso Extraordinário principal: determinado o processamento deste por força do provimento do agravo, impõe-se o exame da admissibilidade do adesivo, malgrado contra a sua denegação a União, de sua vez, não haja interposto o agravo. (...) Daí reputar-se, mais que inexigível, inadmissível o agravo que – para viabilizar o seu recurso adesivo – a parte interpusesse contra o indeferimento o recurso principal da parte adversa. (...) Se assim é, também parece indiscutível, também não se admitirá agravo do recorrente adesivo contra a decisão que não admitiu o seu próprio recurso subordinado, se fundada exclusivamente no indeferimento do principal, cujo cabimento, portanto, haveria de ser o único fundamento do seu agravo. Solução diferente seria de dar, a meu ver, à hipótese em que a inadmissão do recurso adesivo tivesse fundamentação própria, só a ela pertinente” (grifos nossos). Além disso, a União também interpôs agravo de instrumento (fls. 149-174) da decisão do Juiz Presidente da Turma Recursal da Seção Judiciária do Distrito Federal, que realizou o primeiro juízo de admissibilidade, propiciando a conversão do agravo de instrumento em recurso extraordinário, sem que a Ministra Relatora fizesse qualquer vinculação da admissibilidade do recurso adesivo ao recurso principal (fl. 205). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281521. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464849 AGR-AGR / DF “No caso, o Recurso Extraordinário adesivo foi indeferido exclusivamente porque igualmente não admitido o Recurso Extraordinário principal: determinado o processamento deste por força do provimento do agravo, impõe-se o exame da admissibilidade do adesivo, malgrado contra a sua denegação a União, de sua vez, não haja interposto o agravo. (...) Daí reputar-se, mais que inexigível, inadmissível o agravo que – para viabilizar o seu recurso adesivo – a parte interpusesse contra o indeferimento o recurso principal da parte adversa. (...) Se assim é, também parece indiscutível, também não se admitirá agravo do recorrente adesivo contra a decisão que não admitiu o seu próprio recurso subordinado, se fundada exclusivamente no indeferimento do principal, cujo cabimento, portanto, haveria de ser o único fundamento do seu agravo. Solução diferente seria de dar, a meu ver, à hipótese em que a inadmissão do recurso adesivo tivesse fundamentação própria, só a ela pertinente” (grifos nossos). Além disso, a União também interpôs agravo de instrumento (fls. 149-174) da decisão do Juiz Presidente da Turma Recursal da Seção Judiciária do Distrito Federal, que realizou o primeiro juízo de admissibilidade, propiciando a conversão do agravo de instrumento em recurso extraordinário, sem que a Ministra Relatora fizesse qualquer vinculação da admissibilidade do recurso adesivo ao recurso principal (fl. 205). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281521. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184598 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.849 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LINO DE CARVALHO CAVALCANTE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184598 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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Pertence", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA", "LINO DE CARVALHO CAVALCANTE", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "CARMINA NAPOLEÃO DE SOUSA", "LINO DE CARVALHO CAVALCANTE", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "07", "/", "04", "/", "2015", "07 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "19", ".", "10", ".", "2005", "4", ".", "12", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "19", ".", "10", ".", "2005", "4", ".", "12", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "fevereiro a maio de 2002", "junho de 2002", "12", ".", "6", ".", "2007", "2002", "fevereiro", "junho de 2002", "abril de 2004", "2004", "maio de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "fevereiro", "junho de 2002", "12", ".", "6", ".", "2007", "2002", "fevereiro a maio de 2002", "junho de 2002", "abril de 2004", "2004", "maio de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2002", "abril de 2004", "1", ".", ". . de maio de 2004", "5", ".", "2", ".", "2009", "11", ".", "2", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2002", "abril de 2004", "1", ".", ". . de maio de 2004", "5", ".", "2", ".", "2009", "11", ".", "2", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "31", ".", "10", ".", "1997", "21", ".", "11", ".", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "31", ".", "10", ".", "1997", "21", ".", "11", 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Ementa e Acórdão 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) :ROBERTO TORRES DE MARTIN ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I – Recurso extraordinário com alegação que esbarra no óbice da ausência de prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356 do STF. II – Para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do STF, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. A não aplicação de determinada norma, apenas pelo órgão julgador entender, mediante simples interpretação da legislação infraconstitucional, que outra norma é aplicável ao caso, não viola a cláusula de reserva de plenário. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000780. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 978314 AGR / SP A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000780. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) :ROBERTO TORRES DE MARTIN ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão proferida por minha antecessora na relatoria do feito, Ministra Cármen Lúcia, abaixo transcrita: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. CONSULTA FISCAL ANTES DA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra inadmissão de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, inc. III, al. a, da Constituição da República contra o seguinte julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo: “MANDADO DE SEGURANÇA - Consulta fiscal - Formulação anterior à constituição do crédito tributário - Suspensão da exigibilidade do crédito - Manutenção da segurança - Quando formulada consulta fiscal antes da constituição do crédito tributário, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) :ROBERTO TORRES DE MARTIN ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão proferida por minha antecessora na relatoria do feito, Ministra Cármen Lúcia, abaixo transcrita: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. CONSULTA FISCAL ANTES DA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra inadmissão de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, inc. III, al. a, da Constituição da República contra o seguinte julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo: “MANDADO DE SEGURANÇA - Consulta fiscal - Formulação anterior à constituição do crédito tributário - Suspensão da exigibilidade do crédito - Manutenção da segurança - Quando formulada consulta fiscal antes da constituição do crédito tributário, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 978314 AGR / SP suspende-se a exigência tributária, os juros e a multa até que haja resposta administrativa. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO”. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. 2. No recurso extraordinário, o Agravante alega contrariados os arts. 2º e 97 da Constituição da República, sustentando ter o Tribunal de origem afastado a aplicação do art. 75 da Lei municipal n. 13.602/2003. 3. O recurso extraordinário foi inadmitido sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 5. A alegada ofensa ao art. 2º da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 6. Quanto à alegada contrariedade ao art. 97 da Constituição, verifica-se que no julgado recorrido não se declarou a inconstitucionalidade nem se afastou a incidência, com base em fundamento constitucional do art. 75 da Lei municipal n. 13.602/2003. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo (art. 932, inc. IV, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP suspende-se a exigência tributária, os juros e a multa até que haja resposta administrativa. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO”. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. 2. No recurso extraordinário, o Agravante alega contrariados os arts. 2º e 97 da Constituição da República, sustentando ter o Tribunal de origem afastado a aplicação do art. 75 da Lei municipal n. 13.602/2003. 3. O recurso extraordinário foi inadmitido sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 5. A alegada ofensa ao art. 2º da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 6. Quanto à alegada contrariedade ao art. 97 da Constituição, verifica-se que no julgado recorrido não se declarou a inconstitucionalidade nem se afastou a incidência, com base em fundamento constitucional do art. 75 da Lei municipal n. 13.602/2003. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo (art. 932, inc. IV, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 978314 AGR / SP No presente agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: a) houve prequestionamento implícito do art. 2º da Constituição; b) o acórdão recorrido, ao afastar de forma implícita a incidência da Lei Municipal de São Paulo 13.602/03, violou o art. 97 da Constituição, nos termos da Súmula Vinculante 10 do STF. É o relatório necessário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP No presente agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: a) houve prequestionamento implícito do art. 2º da Constituição; b) o acórdão recorrido, ao afastar de forma implícita a incidência da Lei Municipal de São Paulo 13.602/03, violou o art. 97 da Constituição, nos termos da Súmula Vinculante 10 do STF. É o relatório necessário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Como já assentado pela decisão agravada, a alegação de violação do art. 2º da Constituição esbarra no óbice da ausência de prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356 do STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. AUMENTO DE SALÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 37, X, DA CF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ÓBICE DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 860.320 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 26/08/2016, DJe de 13/9/2016) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL ANUAL. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. LEI ESTADUAL 8.369/2006. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 683.626 AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de DJe 23/4/2015) Ademais, para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do STF, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Como já assentado pela decisão agravada, a alegação de violação do art. 2º da Constituição esbarra no óbice da ausência de prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356 do STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. AUMENTO DE SALÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 37, X, DA CF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ÓBICE DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 860.320 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 26/08/2016, DJe de 13/9/2016) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL ANUAL. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. LEI ESTADUAL 8.369/2006. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 683.626 AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de DJe 23/4/2015) Ademais, para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do STF, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 978314 AGR / SP de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. Dessa forma, a não aplicação de determinada norma, apenas pelo órgão julgador entender, mediante simples interpretação da legislação infraconstitucional, que outra norma é aplicável ao caso, não viola a cláusula de reserva de plenário. Confira-se a jurisprudência da Corte: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE Nº 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 790.364 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 17/6/2015 - grifei) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional. Direito à moradia e aluguel social. Catástrofe Natural. Chuvas. Interdição de imóvel. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Violação do princípio da reserva de plenário. Inexistência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, como é o caso do direito à moradia, sem que isso configure violação do princípio da separação dos poderes. 2. Não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. Dessa forma, a não aplicação de determinada norma, apenas pelo órgão julgador entender, mediante simples interpretação da legislação infraconstitucional, que outra norma é aplicável ao caso, não viola a cláusula de reserva de plenário. Confira-se a jurisprudência da Corte: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE Nº 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 790.364 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 17/6/2015 - grifei) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional. Direito à moradia e aluguel social. Catástrofe Natural. Chuvas. Interdição de imóvel. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Violação do princípio da reserva de plenário. Inexistência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, como é o caso do direito à moradia, sem que isso configure violação do princípio da separação dos poderes. 2. Não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 978314 AGR / SP sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 914.634 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 29/2/2016 - grifei) No caso concreto, o Tribunal de origem não afastou a incidência da Lei Municipal de São Paulo 13.602/03, com fundamento de base constitucional. Ele apenas entendeu, com base na interpretação da legislação infraconstitucional, que ao caso aplicavam-se os arts. 151, III, e 161, § 2º, do Código Tributário Nacional. Inexiste, portanto, afronta ao art. 97 da Constituição ou à Súmula Vinculante 10 do STF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Por reconhecer a manifesta improcedência do agravo regimental, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 914.634 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 29/2/2016 - grifei) No caso concreto, o Tribunal de origem não afastou a incidência da Lei Municipal de São Paulo 13.602/03, com fundamento de base constitucional. Ele apenas entendeu, com base na interpretação da legislação infraconstitucional, que ao caso aplicavam-se os arts. 151, III, e 161, § 2º, do Código Tributário Nacional. Inexiste, portanto, afronta ao art. 97 da Constituição ou à Súmula Vinculante 10 do STF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Por reconhecer a manifesta improcedência do agravo regimental, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) : ROBERTO TORRES DE MARTIN (201283/SP) ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR (67613/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12022214 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) : ROBERTO TORRES DE MARTIN (201283/SP) ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR (67613/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12022214 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12047443
2016-10-28T00:00:00
2016-11-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I – Recurso extraordinário com alegação que esbarra no óbice da ausência de prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356 do STF. II – Para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do STF, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. A não aplicação de determinada norma, apenas pelo órgão julgador entender, mediante simples interpretação da legislação infraconstitucional, que outra norma é aplicável ao caso, não viola a cláusula de reserva de plenário. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC).
sjur360107
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) ARE 683626 AgR-segundo (2ªT), RE 860320 AgR (1ªT). (RESERVA DE PLENÁRIO) ARE 790364 AgR (1ªT), ARE 914634 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 25/11/2016, MAD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
978314
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n ART-00151 INC-00003 ART-00161 PAR-00002\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-013602 ANO-2003\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 978314 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) : ROBERTO TORRES DE MARTIN ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR
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Ementa e Acórdão 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) :ROBERTO TORRES DE MARTIN ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I – Recurso extraordinário com alegação que esbarra no óbice da ausência de prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. A não aplicação de determinada norma, apenas pelo órgão julgador entender, mediante simples interpretação da legislação infraconstitucional, que outra norma é aplicável ao caso, não viola a cláusula de reserva de plenário. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000780. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 978314 AGR / SP A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000780. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) :ROBERTO TORRES DE MARTIN ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão proferida por minha antecessora na relatoria do feito, Ministra Cármen Lúcia, abaixo transcrita: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. CONSULTA FISCAL ANTES DA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra inadmissão de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, inc. III, al. a, da Constituição da República contra o seguinte julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo: “MANDADO DE SEGURANÇA - Consulta fiscal - Formulação anterior à constituição do crédito tributário - Suspensão da exigibilidade do crédito - Manutenção da segurança - Quando formulada consulta fiscal antes da constituição do crédito tributário, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) :ROBERTO TORRES DE MARTIN ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão proferida por minha antecessora na relatoria do feito, Ministra Cármen Lúcia, abaixo transcrita: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. CONSULTA FISCAL ANTES DA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra inadmissão de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, inc. III, al. a, da Constituição da República contra o seguinte julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo: “MANDADO DE SEGURANÇA - Consulta fiscal - Formulação anterior à constituição do crédito tributário - Suspensão da exigibilidade do crédito - Manutenção da segurança - Quando formulada consulta fiscal antes da constituição do crédito tributário, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 978314 AGR / SP suspende-se a exigência tributária, os juros e a multa até que haja resposta administrativa. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO”. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. 2. No recurso extraordinário, o Agravante alega contrariados os arts. 2... e 97 da Constituição da República, sustentando ter o Tribunal de origem afastado a aplicação do art. 75 da Lei municipal n. 13.602/2003. 3. O recurso extraordinário foi inadmitido sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 5. A alegada ofensa ao art. 2... da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 6. Quanto à alegada contrariedade ao art. 97 da Constituição, verifica-se que no julgado recorrido não se declarou a inconstitucionalidade nem se afastou a incidência, com base em fundamento constitucional do art. 75 da Lei municipal n. 13.602/2003. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo (art. 932, inc. IV, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP suspende-se a exigência tributária, os juros e a multa até que haja resposta administrativa. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO”. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. 2. No recurso extraordinário, o Agravante alega contrariados os arts. 2... e 97 da Constituição da República, sustentando ter o Tribunal de origem afastado a aplicação do art. 75 da Lei municipal n. 13.602/2003. 3. O recurso extraordinário foi inadmitido sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 5. A alegada ofensa ao art. 2... da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 6. Quanto à alegada contrariedade ao art. 97 da Constituição, verifica-se que no julgado recorrido não se declarou a inconstitucionalidade nem se afastou a incidência, com base em fundamento constitucional do art. 75 da Lei municipal n. 13.602/2003. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo (art. 932, inc. IV, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 978314 AGR / SP No presente agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: a) houve prequestionamento implícito do art. 2... da Constituição; b) o acórdão recorrido, ao afastar de forma implícita a incidência da Lei Municipal de São Paulo 13.602/03, violou o art. 97 da Constituição, nos termos da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório necessário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP No presente agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: a) houve prequestionamento implícito do art. 2... da Constituição; b) o acórdão recorrido, ao afastar de forma implícita a incidência da Lei Municipal de São Paulo 13.602/03, violou o art. 97 da Constituição, nos termos da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório necessário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Como já assentado pela decisão agravada, a alegação de violação do art. 2... da Constituição esbarra no óbice da ausência de prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. AUMENTO DE SALÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 37, X, DA Constituição Federal de 1988. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ÓBICE DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 860.320 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 26/08/2016, DJe de 13/9/2016) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL ANUAL. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. LEI ESTADUAL 8.369/2006. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 683.626 AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de DJe 23/4/2015) Ademais, para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Como já assentado pela decisão agravada, a alegação de violação do art. 2... da Constituição esbarra no óbice da ausência de prequestionamento, nos termos das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. AUMENTO DE SALÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 37, X, DA Constituição Federal de 1988. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ÓBICE DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 860.320 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 26/08/2016, DJe de 13/9/2016) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL ANUAL. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. LEI ESTADUAL 8.369/2006. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 683.626 AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de DJe 23/4/2015) Ademais, para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 978314 AGR / SP de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. Dessa forma, a não aplicação de determinada norma, apenas pelo órgão julgador entender, mediante simples interpretação da legislação infraconstitucional, que outra norma é aplicável ao caso, não viola a cláusula de reserva de plenário. Confira-se a jurisprudência da Corte: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88 E SÚMULA VINCULANTE n 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 790.364 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 17/6/2015 - grifei) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional. Direito à moradia e aluguel social. Catástrofe Natural. Chuvas. Interdição de imóvel. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Violação do princípio da reserva de plenário. Inexistência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, como é o caso do direito à moradia, sem que isso configure violação do princípio da separação dos poderes. 2. Não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. Dessa forma, a não aplicação de determinada norma, apenas pelo órgão julgador entender, mediante simples interpretação da legislação infraconstitucional, que outra norma é aplicável ao caso, não viola a cláusula de reserva de plenário. Confira-se a jurisprudência da Corte: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88 E SÚMULA VINCULANTE n 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 790.364 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 17/6/2015 - grifei) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional. Direito à moradia e aluguel social. Catástrofe Natural. Chuvas. Interdição de imóvel. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Violação do princípio da reserva de plenário. Inexistência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, como é o caso do direito à moradia, sem que isso configure violação do princípio da separação dos poderes. 2. Não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 978314 AGR / SP sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 914.634 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 29/2/2016 - grifei) No caso concreto, o Tribunal de origem não afastou a incidência da Lei Municipal de São Paulo 13.602/03, com fundamento de base constitucional. Ele apenas entendeu, com base na interpretação da legislação infraconstitucional, que ao caso aplicavam-se os arts. 151, III, e 161, § 2..., do Código Tributário Nacional. Inexiste, portanto, afronta ao art. 97 da Constituição ou à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Por reconhecer a manifesta improcedência do agravo regimental, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Supremo Tribunal Federal ARE 978314 AGR / SP sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 914.634 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 29/2/2016 - grifei) No caso concreto, o Tribunal de origem não afastou a incidência da Lei Municipal de São Paulo 13.602/03, com fundamento de base constitucional. Ele apenas entendeu, com base na interpretação da legislação infraconstitucional, que ao caso aplicavam-se os arts. 151, III, e 161, § 2..., do Código Tributário Nacional. Inexiste, portanto, afronta ao art. 97 da Constituição ou à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Por reconhecer a manifesta improcedência do agravo regimental, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) : ROBERTO TORRES DE MARTIN (201283/SP) ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR (67613/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12022214 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.314 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO - FECAP ADV.(A/S) : ROBERTO TORRES DE MARTIN (201283/SP) ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR (67613/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12022214 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978 . 314", "Súmulas 282", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 978314 AGR / SP", "SÚMULAS NS . 282", "SÚMULAS NS . 282", "ARE 978314 AGR / SP", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 580 . 465 - AgR", "ARE 978314 AGR / SP", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 580 . 465 - AgR", "ARE 978314", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 978314 AGR / SP", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário 860 . 320 AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 683 . 626 AgR - segundo", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978 . 314", "Súmulas 282", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário 860 . 320 AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 683 . 626 AgR - segundo", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA VINCULANTE n 10", "ARE 790 . 364 AgR", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 978314 AGR / SP", "SÚMULA", "ARE 790 . 364 AgR", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 978314 AGR / SP", "ARE 914 . 634 AgR", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 978314 AGR / SP", "ARE 914 . 634 AgR", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 97 da Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , inc . III , al . a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , inc . III , al . a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 2 . . . e 97 da Constituição da República", "art . 75 da Lei municipal n . 13 . 602 / 2003", "art . 2 . . . da Constituição da República", "art . 97 da Constituição", "art . 75 da Lei municipal n . 13 . 602 / 2003", "art . 932 , inc . IV , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "arts . 2 . . . e 97 da Constituição da República", "art . 75 da Lei municipal n . 13 . 602 / 2003", "art . 2 . . . da Constituição da República", "art . 97 da Constituição", "art . 75 da Lei municipal", "art . 932 , inc . IV , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Constituição", "Lei Municipal de São Paulo 13 . 602 / 03", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Constituição", "Lei Municipal de São Paulo 13 . 602 / 03", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Constituição", "ARTIGO 37 , X , DA Constituição Federal de 1988", "LEI ESTADUAL 8 . 369 / 2006", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Constituição", "ARTIGO 37 , X , DA Constituição Federal de 1988", "ESTADUAL 8 .", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Municipal de São Paulo 13 . 602 / 03", "arts . 151 , III , e 161 , § 2 . . . , do Código Tributário Nacional", "art . 97 da Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Municipal de São Paulo 13 . 602 / 03", "arts . 151 , III , e 161 , § 2 . . . , do Código Tributário Nacional", "art . 97 da Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO", "FECAP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO", "FECAP", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "FUNDACAO ESCOLA DE COMERCIO ALVARES PENTEADO", 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Lewandowski", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO TORRES DE MARTIN", "LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO TORRES DE MARTIN", "LUIZ FERNANDO MUSSOLINI JUNIOR", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", 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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) :AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) :ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) :MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) :VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) :ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) :LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO DE FORMA SUFICIENTE E ADEQUADA A DEMONSTRAR AS RAZÕES DE CONVENCIMENTO DO JULGADOR. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 07 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281372. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) :AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) :ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) :MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) :VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) :ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) :LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Carlos Humberto de Souza Andrade e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, pelo qual se decidiu inexistir afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República em decisão na qual expostos, ainda que de forma sucinta, os motivos de convencimento do prolator. A decisão ora agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão de direito não assiste aos Agravantes. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) :AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) :ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) :MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) :VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) :ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) :LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Carlos Humberto de Souza Andrade e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, pelo qual se decidiu inexistir afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República em decisão na qual expostos, ainda que de forma sucinta, os motivos de convencimento do prolator. A decisão ora agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão de direito não assiste aos Agravantes. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 870804 AGR / GO dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A assertiva de inobservância do art. 5º, inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Código de Processo Civil): (...) “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO ” (RE 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). 8. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Supremo Tribunal Federal ARE 870804 AGR / GO dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A assertiva de inobservância do art. 5º, inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Código de Processo Civil): (...) “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO ” (RE 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). 8. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 870804 AGR / GO infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e arts. 21, § 1º, e 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.3.2015, interpõem Carlos Humberto de Souza Andrade e outros, em 24.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que, “ao contrário do alegado o acórdão agravado não foi fundamentado, tendo o E. Tribunal se limitado a negar seguimento ao recurso sem explicitar as razões do indeferimento. A lei está correta, devendo ser salientado que todas as questões que compõem a causa de pedir ou o fundamento da defesa devem ser enfrentadas. A falta de enfrentamento de um fundamento ou alegação apresentados pela parte enseja a falta de motivação, tornando nula a decisão judicial”. Asseveram que, na espécie vertente, “o E. Tribunal a quo não analisou todas as teses defendidas pelos agravantes. Não especificou, ainda, o D. Relator quais os dispositivos legais em que se firmou para decidir da forma como decidiu, limitando-se a apenas expor seu ponto de vista e comentários pessoais, não analisando todas as questões trazidas pelas partes em Juízo, não mencionando os verdadeiros motivos jurídicos de sua decisão, caracterizando ausência de fundamentação”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Supremo Tribunal Federal ARE 870804 AGR / GO infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e arts. 21, § 1º, e 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.3.2015, interpõem Carlos Humberto de Souza Andrade e outros, em 24.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que, “ao contrário do alegado o acórdão agravado não foi fundamentado, tendo o E. Tribunal se limitado a negar seguimento ao recurso sem explicitar as razões do indeferimento. A lei está correta, devendo ser salientado que todas as questões que compõem a causa de pedir ou o fundamento da defesa devem ser enfrentadas. A falta de enfrentamento de um fundamento ou alegação apresentados pela parte enseja a falta de motivação, tornando nula a decisão judicial”. Asseveram que, na espécie vertente, “o E. Tribunal a quo não analisou todas as teses defendidas pelos agravantes. Não especificou, ainda, o D. Relator quais os dispositivos legais em que se firmou para decidir da forma como decidiu, limitando-se a apenas expor seu ponto de vista e comentários pessoais, não analisando todas as questões trazidas pelas partes em Juízo, não mencionando os verdadeiros motivos jurídicos de sua decisão, caracterizando ausência de fundamentação”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, embora em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido apresentou suficiente e fundamentação. Este Supremo Tribunal assentou: “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). Ademais, é também entendimento do Supremo Tribunal Federal a “desnecessidade de o órgão judicante se manifestar sobre todos os argumentos de defesa apresentados” (RE 839.163-QO, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 10.2.2015). Confiram-se, ainda: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INOCORRÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA AINDA QUE NÃO ANALISADOS TODOS OS ARGUMENTOS DA PARTE. PRECEDENTES. 2. MILITAR. PROVENTOS DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. ANÁLISE PRÉVIA DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, embora em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido apresentou suficiente e fundamentação. Este Supremo Tribunal assentou: “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). Ademais, é também entendimento do Supremo Tribunal Federal a “desnecessidade de o órgão judicante se manifestar sobre todos os argumentos de defesa apresentados” (RE 839.163-QO, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 10.2.2015). Confiram-se, ainda: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INOCORRÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA AINDA QUE NÃO ANALISADOS TODOS OS ARGUMENTOS DA PARTE. PRECEDENTES. 2. MILITAR. PROVENTOS DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. ANÁLISE PRÉVIA DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 870804 AGR / GO LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. RECURSO INCABÍVEL PELAS ALINEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS NECESSÁRIAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 724.151-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 28.10.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. ALEGADA CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à alegada ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Precedente. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Também não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 470.937-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 31.3.2015, grifos nossos). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Supremo Tribunal Federal ARE 870804 AGR / GO LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. RECURSO INCABÍVEL PELAS ALINEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS NECESSÁRIAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 724.151-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 28.10.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. ALEGADA CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à alegada ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Precedente. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Também não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 470.937-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 31.3.2015, grifos nossos). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 870804 AGR / GO pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Supremo Tribunal Federal ARE 870804 AGR / GO pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) : AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) : ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) : MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) : VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) : ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) : LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184635 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) : AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) : ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) : MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) : VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) : ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) : LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184635 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8312525
2015-04-07T00:00:00
2015-04-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO DE FORMA SUFICIENTE E ADEQUADA A DEMONSTRAR AS RAZÕES DE CONVENCIMENTO DO JULGADOR. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur302092
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) RE 140370 (1ªT), RE 470937 AgR (1ªT), RE 724151 AgR (2ªT), RE 839163 QO (TP). Número de páginas: 8. Análise: 05/05/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
870804
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 870804 AgR
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AGTE.(S) : CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) : AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) : ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) : MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) : VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) : ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) : LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) :AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) :ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) :MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) :VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) :ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) :LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO DE FORMA SUFICIENTE E ADEQUADA A DEMONSTRAR AS RAZÕES DE CONVENCIMENTO DO JULGADOR. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 07 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281372. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) :AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) :ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) :MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) :VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) :ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) :LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Carlos Humberto de Souza Andrade e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, pelo qual se decidiu inexistir afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República em decisão na qual expostos, ainda que de forma sucinta, os motivos de convencimento do prolator. A decisão ora agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão de direito não assiste aos Agravantes. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) :AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) :ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) :MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) :VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) :ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) :LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Carlos Humberto de Souza Andrade e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, pelo qual se decidiu inexistir afronta ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República em decisão na qual expostos, ainda que de forma sucinta, os motivos de convencimento do prolator. A decisão ora agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão de direito não assiste aos Agravantes. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 870804 AGR / GO dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A assertiva de inobservância do art. 5..., inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Código de Processo Civil): (...) “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO ” (Recurso Extraordinário 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). 8. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Supremo Tribunal Federal ARE 870804 AGR / GO dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A assertiva de inobservância do art. 5..., inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Código de Processo Civil): (...) “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO ” (Recurso Extraordinário 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). 8. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 870804 AGR / GO infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e arts. 21, § 1..., e 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.3.2015, interpõem Carlos Humberto de Souza Andrade e outros, em 24.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que, “ao contrário do alegado o acórdão agravado não foi fundamentado, tendo o E. Tribunal se limitado a negar seguimento ao recurso sem explicitar as razões do indeferimento. A lei está correta, devendo ser salientado que todas as questões que compõem a causa de pedir ou o fundamento da defesa devem ser enfrentadas. A falta de enfrentamento de um fundamento ou alegação apresentados pela parte enseja a falta de motivação, tornando nula a decisão judicial”. Asseveram que, na espécie vertente, “o E. Tribunal a quo não analisou todas as teses defendidas pelos agravantes. Não especificou, ainda, o D. Relator quais os dispositivos legais em que se firmou para decidir da forma como decidiu, limitando-se a apenas expor seu ponto de vista e comentários pessoais, não analisando todas as questões trazidas pelas partes em Juízo, não mencionando os verdadeiros motivos jurídicos de sua decisão, caracterizando ausência de fundamentação”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Supremo Tribunal Federal ARE 870804 AGR / GO infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e arts. 21, § 1..., e 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.3.2015, interpõem Carlos Humberto de Souza Andrade e outros, em 24.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que, “ao contrário do alegado o acórdão agravado não foi fundamentado, tendo o E. Tribunal se limitado a negar seguimento ao recurso sem explicitar as razões do indeferimento. A lei está correta, devendo ser salientado que todas as questões que compõem a causa de pedir ou o fundamento da defesa devem ser enfrentadas. A falta de enfrentamento de um fundamento ou alegação apresentados pela parte enseja a falta de motivação, tornando nula a decisão judicial”. Asseveram que, na espécie vertente, “o E. Tribunal a quo não analisou todas as teses defendidas pelos agravantes. Não especificou, ainda, o D. Relator quais os dispositivos legais em que se firmou para decidir da forma como decidiu, limitando-se a apenas expor seu ponto de vista e comentários pessoais, não analisando todas as questões trazidas pelas partes em Juízo, não mencionando os verdadeiros motivos jurídicos de sua decisão, caracterizando ausência de fundamentação”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, embora em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido apresentou suficiente e fundamentação. Este Supremo Tribunal assentou: “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). Ademais, é também entendimento do Supremo Tribunal Federal a “desnecessidade de o órgão judicante se manifestar sobre todos os argumentos de defesa apresentados” (Recurso Extraordinário 839.163-QO, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 10.2.2015). Confiram-se, ainda: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INOCORRÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA AINDA QUE NÃO ANALISADOS TODOS OS ARGUMENTOS DA PARTE. PRECEDENTES. 2. MILITAR. PROVENTOS DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. ANÁLISE PRÉVIA DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, embora em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido apresentou suficiente e fundamentação. Este Supremo Tribunal assentou: “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). Ademais, é também entendimento do Supremo Tribunal Federal a “desnecessidade de o órgão judicante se manifestar sobre todos os argumentos de defesa apresentados” (Recurso Extraordinário 839.163-QO, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 10.2.2015). Confiram-se, ainda: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INOCORRÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA AINDA QUE NÃO ANALISADOS TODOS OS ARGUMENTOS DA PARTE. PRECEDENTES. 2. MILITAR. PROVENTOS DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. ANÁLISE PRÉVIA DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 870804 AGR / GO LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. RECURSO INCABÍVEL PELAS ALINEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS NECESSÁRIAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 724.151-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 28.10.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. ALEGADA CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à alegada ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Precedente. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Também não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 470.937-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 31.3.2015, grifos nossos). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Supremo Tribunal Federal ARE 870804 AGR / GO LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. RECURSO INCABÍVEL PELAS ALINEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS NECESSÁRIAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 724.151-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 28.10.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. ALEGADA CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à alegada ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Precedente. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Também não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 470.937-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 31.3.2015, grifos nossos). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 870804 AGR / GO pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Supremo Tribunal Federal ARE 870804 AGR / GO pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) : AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) : ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) : MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) : VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) : ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) : LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184635 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.804 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARLOS HUMBERTO DE SOUZA ANDRADE AGTE.(S) : AUDELINO CARMO DE SOUZA AGTE.(S) : ANA MARIA DE PAULA SOUZA AGTE.(S) : MANOEL ALVES DE SOUZA AGTE.(S) : VANDA MENDONÇA DE SOUSA ADV.(A/S) : ANDREA RODRIGUES ROSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DOS PRODUTORES RURAIS DO SUDOESTE GOIANO ADV.(A/S) : LUCI CLÉIA FERREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184635 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 804", "ARE 870804 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 745 . 965 - AgR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 631 . 736 - ED", "Recurso Extraordinário n . 748 . 371", "ARE 870804 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 745 . 965 - AgR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO", "Recurso Extraordinário 631 . 736 - ED", "ARE 870804 AGR / GO", "ARE 870804 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "Recurso Extraordinário 839 . 163 - QO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "Recurso Extraordinário 839 . 163 - QO", "Recurso Extraordinário 724 . 151 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 470 . 937 - AgR", "ARE 870804 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 724 . 151 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 470 . 937 - AgR", "ARE 870804" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , INC . 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II , al . a , do Código de Processo Civil", "arts . 21 , § 1 . . . , e 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "arts . 21 , § 1 . . . , e 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALINEAS", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALINEAS C E D DO INC . 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Ementa e Acórdão 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) :RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) :CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violação aos limites da coisa julgada, uma vez que se trata de tema cujo âmbito é estritamente infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 07 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222470. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) :RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) :CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário pelo fundamento de que a questão está restrita ao âmbito infraconstitucional. A decisão agravada está correta, uma vez que o recurso extraordinário não preenche os requisitos necessários para a sua admissibilidade. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, a , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo, mas lhe nego provimento.” 2. A parte agravante alega que “o recurso preenche os requisitos necessários para sua admissibilidade, até porque infirmou os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, notadamente no tocante a flagrante violação ao art. 5º, XXXVI, da CRFB/88”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222471. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) :RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) :CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário pelo fundamento de que a questão está restrita ao âmbito infraconstitucional. A decisão agravada está correta, uma vez que o recurso extraordinário não preenche os requisitos necessários para a sua admissibilidade. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, a , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo, mas lhe nego provimento.” 2. A parte agravante alega que “o recurso preenche os requisitos necessários para sua admissibilidade, até porque infirmou os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, notadamente no tocante a flagrante violação ao art. 5º, XXXVI, da CRFB/88”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O recurso extraordinário não discute matéria constitucional. Com efeito, a parte recorrente alega que o comando expedido pelo acórdão recorrido teria excedido os limites objetivos da coisa julgada. Nesses termos, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: AIs 587.396-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; 765.612-AgR, da Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; 767.968-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, Rel. Min. Celso de Mello. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222472. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O recurso extraordinário não discute matéria constitucional. Com efeito, a parte recorrente alega que o comando expedido pelo acórdão recorrido teria excedido os limites objetivos da coisa julgada. Nesses termos, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: AIs 587.396-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; 765.612-AgR, da Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; 767.968-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, Rel. Min. Celso de Mello. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no de número 7 da lista, estou divergindo. Vamos ver qual é a matéria. Aponta-se que a coisa julgada tem disciplina infraconstitucional. Entendo que tem disciplina constitucional. Provejo, portanto, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 747.947. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8245032. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no de número 7 da lista, estou divergindo. Vamos ver qual é a matéria. Aponta-se que a coisa julgada tem disciplina infraconstitucional. Entendo que tem disciplina constitucional. Provejo, portanto, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 747.947. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8245032. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) : RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) : CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255603 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) : RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) : CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255603 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8272730
2015-04-07T00:00:00
2015-04-23T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violação aos limites da coisa julgada, uma vez que se trata de tema cujo âmbito é estritamente infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur301600
- Acórdão(s) citado(s): (LIMITES DA COISA JULGADA) AI 587396 AgR (1ªT), AI 733272 AgR (2ªT), AI 754994 AgR (1ªT), AI 710529 AgR (1ªT), AI 765612 AgR (1ªT), AI 767968 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 06/05/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
747947
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 747947 AgR
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AGTE.(S) : JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) : RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) : CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) :RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) :CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violação aos limites da coisa julgada, uma vez que se trata de tema cujo âmbito é estritamente infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 07 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222470. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) :RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) :CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário pelo fundamento de que a questão está restrita ao âmbito infraconstitucional. A decisão agravada está correta, uma vez que o recurso extraordinário não preenche os requisitos necessários para a sua admissibilidade. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, a , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo, mas lhe nego provimento.” 2. A parte agravante alega que “o recurso preenche os requisitos necessários para sua admissibilidade, até porque infirmou os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, notadamente no tocante a flagrante violação ao art. 5..., XXXVI, da CRFB/88”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222471. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) :RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) :CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário pelo fundamento de que a questão está restrita ao âmbito infraconstitucional. A decisão agravada está correta, uma vez que o recurso extraordinário não preenche os requisitos necessários para a sua admissibilidade. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, a , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo, mas lhe nego provimento.” 2. A parte agravante alega que “o recurso preenche os requisitos necessários para sua admissibilidade, até porque infirmou os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, notadamente no tocante a flagrante violação ao art. 5..., XXXVI, da CRFB/88”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O recurso extraordinário não discute matéria constitucional. Com efeito, a parte recorrente alega que o comando expedido pelo acórdão recorrido teria excedido os limites objetivos da coisa julgada. Nesses termos, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: AIs 587.396-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; 765.612-AgR, da Rel. Min. Cármen Lúcia; 767.968-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, Rel. Min. Celso de Mello. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222472. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O recurso extraordinário não discute matéria constitucional. Com efeito, a parte recorrente alega que o comando expedido pelo acórdão recorrido teria excedido os limites objetivos da coisa julgada. Nesses termos, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: AIs 587.396-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; 765.612-AgR, da Rel. Min. Cármen Lúcia; 767.968-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, Rel. Min. Celso de Mello. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no de número 7 da lista, estou divergindo. Vamos ver qual é a matéria. Aponta-se que a coisa julgada tem disciplina infraconstitucional. Entendo que tem disciplina constitucional. Provejo, portanto, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 747.947. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8245032. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PARAÍBA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no de número 7 da lista, estou divergindo. Vamos ver qual é a matéria. Aponta-se que a coisa julgada tem disciplina infraconstitucional. Entendo que tem disciplina constitucional. Provejo, portanto, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 747.947. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8245032. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) : RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) : CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255603 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 747.947 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSE LYNDON JONHSON BRAGA ADV.(A/S) : RODRIGO DE SÁ QUEIROGA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A - BNB ADV.(A/S) : CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255603 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "AIs 587 . 396 - AgR", "-", "RECURSO", "AIs 587 . 396 - AgR", "-", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 747 . 947", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 747 . 947" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , XXXVI , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , XXXVI , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S / A", "BNB", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S / A", "BNB", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S / A", "BNB", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S / A", "BNB", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S / A", "BNB", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JOSE LYNDON JONHSON BRAGA", "RODRIGO DE SÁ QUEIROGA", "CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSE LYNDON JONHSON BRAGA", "RODRIGO DE SÁ QUEIROGA", "CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSE LYNDON JONHSON BRAGA", "RODRIGO DE SÁ QUEIROGA", "CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sepúlveda Pertence", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sepúlveda Pertence", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSE LYNDON JONHSON BRAGA", "RODRIGO DE SÁ QUEIROGA", "CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "JOSE LYNDON JONHSON BRAGA", "RODRIGO DE SÁ QUEIROGA", "CAMILA VASCONCELOS BRITO DE URQUIZA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "04", "/", "2015", "07 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "7", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) :RODRIGO FIGUEIREDO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO-ADMINISTRATIVA – GDATA. EXTENSÃO A INATIVOS E PENSIONISTAS. SÚMULA VINCULANTE N. 20. ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE PARIDADE. PRETENSÃO DA AGRAVANTE QUE ESBARRA NO ÓBICE DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 07 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281561. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) :RODRIGO FIGUEIREDO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.2.2015, dei provimento, em parte, ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul, que conferira à Agravada, pensionista de servidor público, o direito ao recebimento das diferenças com relação aos valores pagos aos servidores em atividade a título de Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa – GDATA. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica assiste, em parte, à União. 4. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência deste Supremo Tribunal: “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) :RODRIGO FIGUEIREDO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.2.2015, dei provimento, em parte, ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul, que conferira à Agravada, pensionista de servidor público, o direito ao recebimento das diferenças com relação aos valores pagos aos servidores em atividade a título de Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa – GDATA. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica assiste, em parte, à União. 4. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência deste Supremo Tribunal: “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 851502 AGR / DF 5. O acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à extensão aos inativos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA: (...) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES INATIVOS. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO – ADMINISTRATIVA – GDATA E DE GRATIFICAÇÃO DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO-OPERACIONAL EM TECNOLOGIA MILITAR – GDATEM. SÚMULA VINCULANTE N. 20. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (AI 811.049-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.3.2011). Em 10.11.2009, este Supremo Tribunal Federal editou a Súmula Vinculante n. 20: “A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa GDATA, instituída pela Lei nº 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei nº 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1º da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos”. 6. Na sentença, mantida em parte pela Turma Recursal, o Juiz Federal Paulo Vieira Aveline decidiu que “a correção monetária dos valores será feita pela variação do INPC” e que “os valores devidos também serão acrescidos de juros de mora de 6% (seis por cento) ao ano, a contar da citação (Lei nº 9494/1997, art. 1º-F, redação dada pela MP nº 2180-35/2001)”, sem observância da Lei n. 11.960/2009 (doc. 7). Na espécie, as questões afetas à modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357 e 4.425 (vista ao Ministro Dias Toffoli em 19.3.2014) alteram a situação posta em exame neste recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Supremo Tribunal Federal RE 851502 AGR / DF 5. O acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à extensão aos inativos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA: (...) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES INATIVOS. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO – ADMINISTRATIVA – GDATA E DE GRATIFICAÇÃO DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO-OPERACIONAL EM TECNOLOGIA MILITAR – GDATEM. SÚMULA VINCULANTE N. 20. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (AI 811.049-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.3.2011). Em 10.11.2009, este Supremo Tribunal Federal editou a Súmula Vinculante n. 20: “A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa GDATA, instituída pela Lei nº 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei nº 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1º da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos”. 6. Na sentença, mantida em parte pela Turma Recursal, o Juiz Federal Paulo Vieira Aveline decidiu que “a correção monetária dos valores será feita pela variação do INPC” e que “os valores devidos também serão acrescidos de juros de mora de 6% (seis por cento) ao ano, a contar da citação (Lei nº 9494/1997, art. 1º-F, redação dada pela MP nº 2180-35/2001)”, sem observância da Lei n. 11.960/2009 (doc. 7). Na espécie, as questões afetas à modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357 e 4.425 (vista ao Ministro Dias Toffoli em 19.3.2014) alteram a situação posta em exame neste recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 851502 AGR / DF Persiste a eficácia do sistema normativo e administrativo de pagamentos de precatórios atual, enquanto não decididos os pedidos de modulação dos efeitos, como concluiu, por exemplo, o Ministro Teori Zavascki no seguinte precedente: 7. O acórdão recorrido diverge da jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido da aplicabilidade imediata do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. JUROS DE MORA. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI 9.494/97 COM REDAÇÃO DA MP 2.180-35. CONSTITUCIONALIDADE. EFICÁCIA IMEDIATA. 1. É constitucional a limitação de 6% (seis por cento) ao ano dos juros de mora devidos em decorrência de condenação judicial da Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos. Precedentes. 2. Aplicação imediata da lei processual aos processos em curso. 3. Agravo regimental improvido” (RE 559.445-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 12.6.2009, grifos nossos). Confira-se também o Recurso Extraordinário n. 810.266, de minha relatoria, DJe 23.5.2014. 8. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para determinar a aplicação imediata do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997”. 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.3.2015, interpõe a União, em 16.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma que a decisão monocrática “invocou precedentes que tratam de questão distinta daquela trazida à Suprema Corte mediante o apelo extremo. É que, o cerne da questão não se restringe ao direito de equiparação entre ativos inativos, para fins de percepção de verba paga a título de gratificação, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Supremo Tribunal Federal RE 851502 AGR / DF Persiste a eficácia do sistema normativo e administrativo de pagamentos de precatórios atual, enquanto não decididos os pedidos de modulação dos efeitos, como concluiu, por exemplo, o Ministro Teori Zavascki no seguinte precedente: 7. O acórdão recorrido diverge da jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido da aplicabilidade imediata do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. JUROS DE MORA. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI 9.494/97 COM REDAÇÃO DA MP 2.180-35. CONSTITUCIONALIDADE. EFICÁCIA IMEDIATA. 1. É constitucional a limitação de 6% (seis por cento) ao ano dos juros de mora devidos em decorrência de condenação judicial da Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos. Precedentes. 2. Aplicação imediata da lei processual aos processos em curso. 3. Agravo regimental improvido” (RE 559.445-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 12.6.2009, grifos nossos). Confira-se também o Recurso Extraordinário n. 810.266, de minha relatoria, DJe 23.5.2014. 8. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para determinar a aplicação imediata do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997”. 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.3.2015, interpõe a União, em 16.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma que a decisão monocrática “invocou precedentes que tratam de questão distinta daquela trazida à Suprema Corte mediante o apelo extremo. É que, o cerne da questão não se restringe ao direito de equiparação entre ativos inativos, para fins de percepção de verba paga a título de gratificação, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 851502 AGR / DF mas sim à paridade da pensionista no caso de falecimento do instituidor do benefício e, consequentemente, de a concessão da pensão ocorrer após a data de promulgação da EC nº 41/2003, quando tal equiparação não mais era albergada pela Constituição Federal”. Assevera que “o Plenário Virtual dessa Suprema Corte, em sessão datada de 06/05/2011, concluiu, no exame do RE nº 603.580-RG/RJ, pela existência de repercussão geral da matéria constitucional. (…) o Plenário desse Supremo Tribunal Federal entendeu que a questão relativa à possibilidade ou não de se estender aos pensionistas aumentos concedidos aos servidores da ativa, ao argumento de que o instituidor da pensão, embora aposentado antes do advento da referida emenda, faleceu após sua promulgação apresenta repercussão geral. A discussão travada no acórdão regional não é outra senão a mesma que levou essa Corte Suprema a decidir pelo reconhecimento da repercussão geral da matéria no RE-RG n° 603.580-RJ. Com efeito, conforme restou incontroverso nos autos, a autora teve benefício deferido em setembro 20082, portanto, após a aludida emenda constitucional, que é de 2003”. Requer a reconsideração da decisão agravada “com a devolução dos autos ao juízo de origem, nos termos do art. 543-B do CPC” ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Supremo Tribunal Federal RE 851502 AGR / DF mas sim à paridade da pensionista no caso de falecimento do instituidor do benefício e, consequentemente, de a concessão da pensão ocorrer após a data de promulgação da EC nº 41/2003, quando tal equiparação não mais era albergada pela Constituição Federal”. Assevera que “o Plenário Virtual dessa Suprema Corte, em sessão datada de 06/05/2011, concluiu, no exame do RE nº 603.580-RG/RJ, pela existência de repercussão geral da matéria constitucional. (…) o Plenário desse Supremo Tribunal Federal entendeu que a questão relativa à possibilidade ou não de se estender aos pensionistas aumentos concedidos aos servidores da ativa, ao argumento de que o instituidor da pensão, embora aposentado antes do advento da referida emenda, faleceu após sua promulgação apresenta repercussão geral. A discussão travada no acórdão regional não é outra senão a mesma que levou essa Corte Suprema a decidir pelo reconhecimento da repercussão geral da matéria no RE-RG n° 603.580-RJ. Com efeito, conforme restou incontroverso nos autos, a autora teve benefício deferido em setembro 20082, portanto, após a aludida emenda constitucional, que é de 2003”. Requer a reconsideração da decisão agravada “com a devolução dos autos ao juízo de origem, nos termos do art. 543-B do CPC” ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL VO T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Relator do recurso na Turma Recursal assentou: “na linha do entendimento do Supremo Tribunal Federal, a GDATA é devida aos servidores aposentados antes da instituição dessa vantagem pela Lei nº 10.404/2002 nos seguintes patamares mínimos: (a) 37,5 pontos nos meses de fevereiro a maio de 2002 (art. 6º da Lei n.º 10.404/02 e Decreto n° 4.247/2002); (b) 10 pontos nos meses de junho de 2002 a abril de 2004 (art. 5º, parágrafo único, da Lei n.º 10.404/02, Decreto n° 4.247/2002 e art. 1º, § 1º, da Lei n.º 10.971/04); e (c) 60 pontos a partir de maio de 2004 (art. 1º, § 1º, da Lei n.º 10.971/04) até sua extinção (pela Lei n.º 11.357/06 para os integrantes do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo – PGPE), ou eventual extinção de garantia de patamar mínimo aos servidores em atividade. Cabe esclarecer que a paridade dos proventos de aposentadoria e pensões foi estendida aos servidores que tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003 (data da publicação da EC 41/2003) pelo art. 2º e art. 3º, parágrafo único, ambos da EC n. 47/2003. Assim, a pontuação paga aos servidores em atividade, referente às diversas gratificações de desempenho, deve ser acrescida aos proventos de aposentadoria e pensão dos servidores que tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003”. 3. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, quanto à extensão aos inativos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA. Confira-se o teor da Súmula Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL VO T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Relator do recurso na Turma Recursal assentou: “na linha do entendimento do Supremo Tribunal Federal, a GDATA é devida aos servidores aposentados antes da instituição dessa vantagem pela Lei nº 10.404/2002 nos seguintes patamares mínimos: (a) 37,5 pontos nos meses de fevereiro a maio de 2002 (art. 6º da Lei n.º 10.404/02 e Decreto n° 4.247/2002); (b) 10 pontos nos meses de junho de 2002 a abril de 2004 (art. 5º, parágrafo único, da Lei n.º 10.404/02, Decreto n° 4.247/2002 e art. 1º, § 1º, da Lei n.º 10.971/04); e (c) 60 pontos a partir de maio de 2004 (art. 1º, § 1º, da Lei n.º 10.971/04) até sua extinção (pela Lei n.º 11.357/06 para os integrantes do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo – PGPE), ou eventual extinção de garantia de patamar mínimo aos servidores em atividade. Cabe esclarecer que a paridade dos proventos de aposentadoria e pensões foi estendida aos servidores que tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003 (data da publicação da EC 41/2003) pelo art. 2º e art. 3º, parágrafo único, ambos da EC n. 47/2003. Assim, a pontuação paga aos servidores em atividade, referente às diversas gratificações de desempenho, deve ser acrescida aos proventos de aposentadoria e pensão dos servidores que tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003”. 3. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, quanto à extensão aos inativos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA. Confira-se o teor da Súmula Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 851502 AGR / DF Vinculante n. 20: “A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa - GDATA, instituída pela Lei nº 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei nº 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1º da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos” (aprovada na Sessão Penária de 29.10.2009, DJe de 10.11.2009). 4. Ademais, concluir de forma diversa do acórdão recorrido quanto às datas de aposentadoria e de instituição da pensão, como pretende a Agravante, demandaria o reexame de provas, procedimento que não pode ser adotado em recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. PARIDADE. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, quanto à ausência de comprovação de cargo equivalente, para fins de equiparação salarial, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 703.670-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.4.2013). 5. A incidência da Súmula n. 279 afasta, ainda, na espécie vertente, a subsunção do presente recurso à sistemática da repercussão geral pelo paradigma indicado, o Recurso Extraordinário n. 603.580. 6. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Supremo Tribunal Federal RE 851502 AGR / DF Vinculante n. 20: “A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa - GDATA, instituída pela Lei nº 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei nº 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1º da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos” (aprovada na Sessão Penária de 29.10.2009, DJe de 10.11.2009). 4. Ademais, concluir de forma diversa do acórdão recorrido quanto às datas de aposentadoria e de instituição da pensão, como pretende a Agravante, demandaria o reexame de provas, procedimento que não pode ser adotado em recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. PARIDADE. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, quanto à ausência de comprovação de cargo equivalente, para fins de equiparação salarial, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 703.670-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.4.2013). 5. A incidência da Súmula n. 279 afasta, ainda, na espécie vertente, a subsunção do presente recurso à sistemática da repercussão geral pelo paradigma indicado, o Recurso Extraordinário n. 603.580. 6. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 851502 AGR / DF decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Supremo Tribunal Federal RE 851502 AGR / DF decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) : RODRIGO FIGUEIREDO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184611 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) : RODRIGO FIGUEIREDO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8312336
2015-04-07T00:00:00
2015-04-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO-ADMINISTRATIVA – GDATA. EXTENSÃO A INATIVOS E PENSIONISTAS. SÚMULA VINCULANTE N. 20. ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE PARIDADE. PRETENSÃO DA AGRAVANTE QUE ESBARRA NO ÓBICE DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur302067
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, PENSÃO POR MORTE, PARIDADE) ARE 703670 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 05/05/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
851502
[ "LEG-FED LEI-010404 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUV-000020 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 851502 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) : RODRIGO FIGUEIREDO
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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) :RODRIGO FIGUEIREDO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO-ADMINISTRATIVA – GDATA. EXTENSÃO A INATIVOS E PENSIONISTAS. SÚMULA VINCULANTE N. 20. ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE PARIDADE. PRETENSÃO DA AGRAVANTE QUE ESBARRA NO ÓBICE DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 07 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281561. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) :RODRIGO FIGUEIREDO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.2.2015, dei provimento, em parte, ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul, que conferira à Agravada, pensionista de servidor público, o direito ao recebimento das diferenças com relação aos valores pagos aos servidores em atividade a título de Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa – GDATA. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica assiste, em parte, à União. 4. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência deste Supremo Tribunal: “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) :RODRIGO FIGUEIREDO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.2.2015, dei provimento, em parte, ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul, que conferira à Agravada, pensionista de servidor público, o direito ao recebimento das diferenças com relação aos valores pagos aos servidores em atividade a título de Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa – GDATA. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica assiste, em parte, à União. 4. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência deste Supremo Tribunal: “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF 5. O acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à extensão aos inativos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA: (...) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES INATIVOS. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO – ADMINISTRATIVA – GDATA E DE GRATIFICAÇÃO DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO-OPERACIONAL EM TECNOLOGIA MILITAR – GDATEM. SÚMULA VINCULANTE N. 20. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (AI 811.049-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.3.2011). Em 10.11.2009, este Supremo Tribunal Federal editou a Súmula Vinculante n. 20: “A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa GDATA, instituída pela Lei n 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5..., parágrafo único, da Lei n 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1... da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos”. 6. Na sentença, mantida em parte pela Turma Recursal, o Juiz Federal Paulo Vieira Aveline decidiu que “a correção monetária dos valores será feita pela variação do INPC” e que “os valores devidos também serão acrescidos de juros de mora de 6% (seis por cento) ao ano, a contar da citação (Lei n 9494/1997, art. 1...-F, redação dada pela Medida Provisória n 2180-35/2001)”, sem observância da Lei n. 11.960/2009 (doc. 7). Na espécie, as questões afetas à modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357 e 4.425 (vista ao Ministro Dias Toffoli em 19.3.2014) alteram a situação posta em exame neste recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF 5. O acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à extensão aos inativos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA: (...) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES INATIVOS. EXTENSÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO – ADMINISTRATIVA – GDATA E DE GRATIFICAÇÃO DESEMPENHO DE ATIVIDADE TÉCNICO-OPERACIONAL EM TECNOLOGIA MILITAR – GDATEM. SÚMULA VINCULANTE N. 20. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (AI 811.049-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.3.2011). Em 10.11.2009, este Supremo Tribunal Federal editou a Súmula Vinculante n. 20: “A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa GDATA, instituída pela Lei n 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5..., parágrafo único, da Lei n 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1... da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos”. 6. Na sentença, mantida em parte pela Turma Recursal, o Juiz Federal Paulo Vieira Aveline decidiu que “a correção monetária dos valores será feita pela variação do INPC” e que “os valores devidos também serão acrescidos de juros de mora de 6% (seis por cento) ao ano, a contar da citação (Lei n 9494/1997, art. 1...-F, redação dada pela Medida Provisória n 2180-35/2001)”, sem observância da Lei n. 11.960/2009 (doc. 7). Na espécie, as questões afetas à modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357 e 4.425 (vista ao Ministro Dias Toffoli em 19.3.2014) alteram a situação posta em exame neste recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF Persiste a eficácia do sistema normativo e administrativo de pagamentos de precatórios atual, enquanto não decididos os pedidos de modulação dos efeitos, como concluiu, por exemplo, o Ministro Teori Zavascki no seguinte precedente: 7. O acórdão recorrido diverge da jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido da aplicabilidade imediata do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. JUROS DE MORA. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. ART. 1...-F DA LEI 9.494/97 COM REDAÇÃO DA Medida Provisória 2.180-35. CONSTITUCIONALIDADE. EFICÁCIA IMEDIATA. 1. É constitucional a limitação de 6% (seis por cento) ao ano dos juros de mora devidos em decorrência de condenação judicial da Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos. Precedentes. 2. Aplicação imediata da lei processual aos processos em curso. 3. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 559.445-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 12.6.2009, grifos nossos). Confira-se também o Recurso Extraordinário n. 810.266, de minha relatoria, DJe 23.5.2014. 8. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para determinar a aplicação imediata do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997”. 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.3.2015, interpõe a União, em 16.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma que a decisão monocrática “invocou precedentes que tratam de questão distinta daquela trazida à Suprema Corte mediante o apelo extremo. É que, o cerne da questão não se restringe ao direito de equiparação entre ativos inativos, para fins de percepção de verba paga a título de gratificação, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF Persiste a eficácia do sistema normativo e administrativo de pagamentos de precatórios atual, enquanto não decididos os pedidos de modulação dos efeitos, como concluiu, por exemplo, o Ministro Teori Zavascki no seguinte precedente: 7. O acórdão recorrido diverge da jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido da aplicabilidade imediata do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. JUROS DE MORA. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. ART. 1...-F DA LEI 9.494/97 COM REDAÇÃO DA Medida Provisória 2.180-35. CONSTITUCIONALIDADE. EFICÁCIA IMEDIATA. 1. É constitucional a limitação de 6% (seis por cento) ao ano dos juros de mora devidos em decorrência de condenação judicial da Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos. Precedentes. 2. Aplicação imediata da lei processual aos processos em curso. 3. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 559.445-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 12.6.2009, grifos nossos). Confira-se também o Recurso Extraordinário n. 810.266, de minha relatoria, DJe 23.5.2014. 8. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para determinar a aplicação imediata do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997”. 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.3.2015, interpõe a União, em 16.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma que a decisão monocrática “invocou precedentes que tratam de questão distinta daquela trazida à Suprema Corte mediante o apelo extremo. É que, o cerne da questão não se restringe ao direito de equiparação entre ativos inativos, para fins de percepção de verba paga a título de gratificação, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF mas sim à paridade da pensionista no caso de falecimento do instituidor do benefício e, consequentemente, de a concessão da pensão ocorrer após a data de promulgação da EC n 41/2003, quando tal equiparação não mais era albergada pela Constituição Federal”. Assevera que “o Plenário Virtual dessa Suprema Corte, em sessão datada de 06/05/2011, concluiu, no exame do Recurso Extraordinário n 603.580-RG/RJ, pela existência de repercussão geral da matéria constitucional. (…) o Plenário desse Supremo Tribunal Federal entendeu que a questão relativa à possibilidade ou não de se estender aos pensionistas aumentos concedidos aos servidores da ativa, ao argumento de que o instituidor da pensão, embora aposentado antes do advento da referida emenda, faleceu após sua promulgação apresenta repercussão geral. A discussão travada no acórdão regional não é outra senão a mesma que levou essa Corte Suprema a decidir pelo reconhecimento da repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário-RG n 603.580-RJ. Com efeito, conforme restou incontroverso nos autos, a autora teve benefício deferido em setembro 20082, portanto, após a aludida emenda constitucional, que é de 2003”. Requer a reconsideração da decisão agravada “com a devolução dos autos ao juízo de origem, nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil” ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF mas sim à paridade da pensionista no caso de falecimento do instituidor do benefício e, consequentemente, de a concessão da pensão ocorrer após a data de promulgação da EC n 41/2003, quando tal equiparação não mais era albergada pela Constituição Federal”. Assevera que “o Plenário Virtual dessa Suprema Corte, em sessão datada de 06/05/2011, concluiu, no exame do Recurso Extraordinário n 603.580-RG/RJ, pela existência de repercussão geral da matéria constitucional. (…) o Plenário desse Supremo Tribunal Federal entendeu que a questão relativa à possibilidade ou não de se estender aos pensionistas aumentos concedidos aos servidores da ativa, ao argumento de que o instituidor da pensão, embora aposentado antes do advento da referida emenda, faleceu após sua promulgação apresenta repercussão geral. A discussão travada no acórdão regional não é outra senão a mesma que levou essa Corte Suprema a decidir pelo reconhecimento da repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário-RG n 603.580-RJ. Com efeito, conforme restou incontroverso nos autos, a autora teve benefício deferido em setembro 20082, portanto, após a aludida emenda constitucional, que é de 2003”. Requer a reconsideração da decisão agravada “com a devolução dos autos ao juízo de origem, nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil” ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL VO T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Relator do recurso na Turma Recursal assentou: “na linha do entendimento do Supremo Tribunal Federal, a GDATA é devida aos servidores aposentados antes da instituição dessa vantagem pela Lei n 10.404/2002 nos seguintes patamares mínimos: (a) 37,5 pontos nos meses de fevereiro a maio de 2002 (art. 6... da Lei n. 10.404/02 e Decreto n 4.247/2002); (b) 10 pontos nos meses de junho de 2002 a abril de 2004 (art. 5..., parágrafo único, da Lei n. 10.404/02, Decreto n 4.247/2002 e art. 1..., § 1..., da Lei n. 10.971/04); e (c) 60 pontos a partir de maio de 2004 (art. 1..., § 1..., da Lei n. 10.971/04) até sua extinção (pela Lei n. 11.357/06 para os integrantes do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo – PGPE), ou eventual extinção de garantia de patamar mínimo aos servidores em atividade. Cabe esclarecer que a paridade dos proventos de aposentadoria e pensões foi estendida aos servidores que tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003 (data da publicação da EC 41/2003) pelo art. 2... e art. 3..., parágrafo único, ambos da EC n. 47/2003. Assim, a pontuação paga aos servidores em atividade, referente às diversas gratificações de desempenho, deve ser acrescida aos proventos de aposentadoria e pensão dos servidores que tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003”. 3. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, quanto à extensão aos inativos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA. Confira-se o teor da Súmula Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 DISTRITO FEDERAL VO T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Relator do recurso na Turma Recursal assentou: “na linha do entendimento do Supremo Tribunal Federal, a GDATA é devida aos servidores aposentados antes da instituição dessa vantagem pela Lei n 10.404/2002 nos seguintes patamares mínimos: (a) 37,5 pontos nos meses de fevereiro a maio de 2002 (art. 6... da Lei n. 10.404/02 e Decreto n 4.247/2002); (b) 10 pontos nos meses de junho de 2002 a abril de 2004 (art. 5..., parágrafo único, da Lei n. 10.404/02, Decreto n 4.247/2002 e art. 1..., § 1..., da Lei n. 10.971/04); e (c) 60 pontos a partir de maio de 2004 (art. 1..., § 1..., da Lei n. 10.971/04) até sua extinção (pela Lei n. 11.357/06 para os integrantes do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo – PGPE), ou eventual extinção de garantia de patamar mínimo aos servidores em atividade. Cabe esclarecer que a paridade dos proventos de aposentadoria e pensões foi estendida aos servidores que tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003 (data da publicação da EC 41/2003) pelo art. 2... e art. 3..., parágrafo único, ambos da EC n. 47/2003. Assim, a pontuação paga aos servidores em atividade, referente às diversas gratificações de desempenho, deve ser acrescida aos proventos de aposentadoria e pensão dos servidores que tenham ingressado no serviço público até 31 de dezembro de 2003”. 3. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, quanto à extensão aos inativos da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA. Confira-se o teor da Súmula Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF Vinculante n. 20: “A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa - GDATA, instituída pela Lei n 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5..., parágrafo único, da Lei n 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1... da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos” (aprovada na Sessão Penária de 29.10.2009, DJe de 10.11.2009). 4. Ademais, concluir de forma diversa do acórdão recorrido quanto às datas de aposentadoria e de instituição da pensão, como pretende a Agravante, demandaria o reexame de provas, procedimento que não pode ser adotado em recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. PARIDADE. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, quanto à ausência de comprovação de cargo equivalente, para fins de equiparação salarial, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 703.670-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.4.2013). 5. A incidência da Súmula n. 279 afasta, ainda, na espécie vertente, a subsunção do presente recurso à sistemática da repercussão geral pelo paradigma indicado, o Recurso Extraordinário n. 603.580. 6. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF Vinculante n. 20: “A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa - GDATA, instituída pela Lei n 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5..., parágrafo único, da Lei n 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1... da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos” (aprovada na Sessão Penária de 29.10.2009, DJe de 10.11.2009). 4. Ademais, concluir de forma diversa do acórdão recorrido quanto às datas de aposentadoria e de instituição da pensão, como pretende a Agravante, demandaria o reexame de provas, procedimento que não pode ser adotado em recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. PARIDADE. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, quanto à ausência de comprovação de cargo equivalente, para fins de equiparação salarial, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 703.670-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.4.2013). 5. A incidência da Súmula n. 279 afasta, ainda, na espécie vertente, a subsunção do presente recurso à sistemática da repercussão geral pelo paradigma indicado, o Recurso Extraordinário n. 603.580. 6. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281563. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) : RODRIGO FIGUEIREDO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184611 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.502 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGRIPINA SANTOS DOS ANJOS ADV.(A/S) : RODRIGO FIGUEIREDO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 502", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 502", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 502", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF", "AI 811 . 049 - AgR", "Súmula Vinculante n . 20", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 4 . 357", "Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF", "AI 811 . 049 - AgR", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 4 . 357", "Recurso Extraordinário 559 . 445 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 810 . 266", "Recurso Extraordinário 851502", "Recurso Extraordinário 559 . 445 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 810 . 266", "Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 603 . 580 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário - RG n 603 . 580 - RJ", "Recurso Extraordinário 851502 AGR", "Recurso Extraordinário n 603 . 580 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário - RG n 603 . 580 - RJ", "Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 703 . 670 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 603 . 580 .", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 703 . 670 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 603 . 580 .", "Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 851502 AGR / DF", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 502" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 404 / 2002", "artigo 5 . . . , parágrafo único , da Lei n 10 . 404 / 2002", "artigo 1 . . . da Medida Provisória no 198 / 2004", "Lei n 9494 / 1997 , art . 1 . . . - F", "Medida Provisória n 2180 - 35 / 2001", "Lei n . 11 . 960 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AGRAVO", "Lei n 10 . 404 / 2002", "artigo 5 . . . , parágrafo único , da Lei n 10 . 404 / 2002", "artigo", "Medida Provisória no 198 / 2004", "Lei n 9494 / 1997 , art . 1 . . . - F", "Medida Provisória n 2180 - 35 / 2001", "Lei n . 11 . 960 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 1997", "ART . 1 . . . - F DA", "LEI 9 . 494 / 97", "Medida Provisória 2 . 180 - 35", "art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 1 . . . - F da Lei n . 9 . 494 / 1997", "Medida 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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) :ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. EXTINÇÃO PREMATURA DA AÇÃO PENAL. RECORRENTE DENUNCIADO PELO DELITO DE PECULATO (ART. 312 DO CP) E FRAUDE À LICITAÇÃO (ART. 90 DA LEI 8.666/1993). INÉPCIA DA INICIAL. NÃO OCORRÊNCIA. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. 1. A denúncia narra de forma clara e objetiva os fatos supostamente delituosos, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação, de modo a permitir, àquele que sofre a persecução criminal, o pleno exercício do direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. 2. De outro lado, não há como avançar nas alegações sobre a veracidade ou não dos fatos imputados, questões que serão apuradas no âmbito da ação penal originária, impossível de ser avaliada nesta via recursal. É de competência do juiz da causa proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferir a definição jurídica adequada para o caso. 3. Recurso improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195684. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 127144 / RO Brasília, 7 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195684. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO Brasília, 7 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195684. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) :ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de recurso em habeas corpus interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 255.048/RO, Rel. Min. Walter de Almeida Guilherme (Desembargador convocado do TJ/SP). Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente, promotor de justiça, foi denunciado, com outras três pessoas, pela suposta prática dos delitos de peculato-desvio (art. 312 do CP) e de fraude à licitação (art. 90 da Lei 8.666/1993), ambos na forma do art. 29 do Código Penal; (b) buscando a extinção da ação penal em trâmite no Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: “(…) 1. Está consagrada, na jurisprudência nacional, de que o trancamento da ação penal, na via estreita do habeas corpus, faz-se possível, em caráter excepcional, quando se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, a ausência de indícios de autoria e a prova da materialidade do delito ou a inépcia da denúncia. 2. Verifica-se nos autos a existência de elementos indiciários no sentido de que o paciente, aproveitando-se da função de Promotor de Justiça, participou da destinação dos recursos do Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, influenciando Administrador Público na gestão da verbas originárias da ação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) :ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de recurso em habeas corpus interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 255.048/RO, Rel. Min. Walter de Almeida Guilherme (Desembargador convocado do TJ/SP). Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente, promotor de justiça, foi denunciado, com outras três pessoas, pela suposta prática dos delitos de peculato-desvio (art. 312 do CP) e de fraude à licitação (art. 90 da Lei 8.666/1993), ambos na forma do art. 29 do Código Penal; (b) buscando a extinção da ação penal em trâmite no Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: “(…) 1. Está consagrada, na jurisprudência nacional, de que o trancamento da ação penal, na via estreita do habeas corpus, faz-se possível, em caráter excepcional, quando se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, a ausência de indícios de autoria e a prova da materialidade do delito ou a inépcia da denúncia. 2. Verifica-se nos autos a existência de elementos indiciários no sentido de que o paciente, aproveitando-se da função de Promotor de Justiça, participou da destinação dos recursos do Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, influenciando Administrador Público na gestão da verbas originárias da ação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 127144 / RO civil pública, culminando, inclusive, na confecção de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, para que valores deste Fundo fossem empregados no asfaltamento da vias públicas do bairro Cidade Alta. Além do que, devem ser melhor esclarecidos no decorrer da ação penal, eventual ingerência do paciente no processo licitatório, uma vez que interferiu no resultado da licitação e determinou a contratação direta de empresa que não teria participado do certame. 3. Somente a instrução processual permitirá o esclarecimento total dos fatos, descabendo o trancamento prematuro da Ação Penal, mormente na via estreita do habeas corpus, que não admite incursão na seara fático-probatória, notadamente em matéria fática complexa e controvertida, como a dos autos. 4. Habeas corpus denegado”. Neste recurso, o recorrente alega, em síntese, que: (a) quanto aos fatos imputados na denúncia, ele e um dos corréus, também promotor de justiça, agiram no exercício de suas atribuições, fiscalizando, rigorosamente, o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta- TAC - entabulado entre o Ministério Público do Estado de Rondônia e o Município de Rolim de Moura; (b) “não restou demostrado, nem por indícios, que a destinação dos valores bloqueados encontravam-se na esfera de posse ou poder jurídico dos Promotores de Justiça”; (c) a denúncia não indica nenhum elemento probatório no sentido de que ele e o corréu “elaboraram estratagema para desviar, em proveito próprio e alheios, numerários bloqueados judicialmente”, além de não demonstrar em que a contratação direta da Construtora Medianeira (objeto do TAC) causou prejuízo ao erário; (d) “não houve frustração ou fraude alguma do caráter competitivo do processo licitatório (…), porquanto se encontrou proposta muito mais vantajosa aos interesses da municipalidade, a qual poderia ser coberta pelas demais licitantes, que assim não procederam”. Requer, ao final, o provimento do recurso, para que seja reformado o acórdão atacado e, por consequência, trancada a Ação Penal 0010499- 74.2011.822.0000, que tramita no Tribunal de Justiça do Estado de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO civil pública, culminando, inclusive, na confecção de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, para que valores deste Fundo fossem empregados no asfaltamento da vias públicas do bairro Cidade Alta. Além do que, devem ser melhor esclarecidos no decorrer da ação penal, eventual ingerência do paciente no processo licitatório, uma vez que interferiu no resultado da licitação e determinou a contratação direta de empresa que não teria participado do certame. 3. Somente a instrução processual permitirá o esclarecimento total dos fatos, descabendo o trancamento prematuro da Ação Penal, mormente na via estreita do habeas corpus, que não admite incursão na seara fático-probatória, notadamente em matéria fática complexa e controvertida, como a dos autos. 4. Habeas corpus denegado”. Neste recurso, o recorrente alega, em síntese, que: (a) quanto aos fatos imputados na denúncia, ele e um dos corréus, também promotor de justiça, agiram no exercício de suas atribuições, fiscalizando, rigorosamente, o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta- TAC - entabulado entre o Ministério Público do Estado de Rondônia e o Município de Rolim de Moura; (b) “não restou demostrado, nem por indícios, que a destinação dos valores bloqueados encontravam-se na esfera de posse ou poder jurídico dos Promotores de Justiça”; (c) a denúncia não indica nenhum elemento probatório no sentido de que ele e o corréu “elaboraram estratagema para desviar, em proveito próprio e alheios, numerários bloqueados judicialmente”, além de não demonstrar em que a contratação direta da Construtora Medianeira (objeto do TAC) causou prejuízo ao erário; (d) “não houve frustração ou fraude alguma do caráter competitivo do processo licitatório (…), porquanto se encontrou proposta muito mais vantajosa aos interesses da municipalidade, a qual poderia ser coberta pelas demais licitantes, que assim não procederam”. Requer, ao final, o provimento do recurso, para que seja reformado o acórdão atacado e, por consequência, trancada a Ação Penal 0010499- 74.2011.822.0000, que tramita no Tribunal de Justiça do Estado de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 127144 / RO Rondônia. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo improvimento do recurso ordinário. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO Rondônia. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo improvimento do recurso ordinário. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 04-09-2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 08-10-2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23-05-2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13- 08-2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14-08-2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27-06-2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10-12-2012. 2. No caso, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção da ação penal de forma prematura. Eis o trecho da inicial acusatória, que descreve o fato criminoso e o vincula ao recorrente: “(...) No ano de 2006, no município de Rolim de Moura, os denunciados Leandro de Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando-se dos cargos de Promotores de Justiça, em unidade de desígnios, elaboraram estratagema para desviar, em proveito próprio e alheio, numerário bloqueado judicialmente na ação civil pública registrada sob n° 010970002066-0. Referida ação, devidamente julgada e com confirmação do Tribunal de Justiça (fls. 320-325 - anexo 1), estipulou multa em favor do Fundo de Defesa dos Consumidores cujo valor, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 04-09-2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 08-10-2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23-05-2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13- 08-2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14-08-2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27-06-2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10-12-2012. 2. No caso, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção da ação penal de forma prematura. Eis o trecho da inicial acusatória, que descreve o fato criminoso e o vincula ao recorrente: “(...) No ano de 2006, no município de Rolim de Moura, os denunciados Leandro de Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando-se dos cargos de Promotores de Justiça, em unidade de desígnios, elaboraram estratagema para desviar, em proveito próprio e alheio, numerário bloqueado judicialmente na ação civil pública registrada sob n° 010970002066-0. Referida ação, devidamente julgada e com confirmação do Tribunal de Justiça (fls. 320-325 - anexo 1), estipulou multa em favor do Fundo de Defesa dos Consumidores cujo valor, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO liquidação de sentença, resultou em pouco mais de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais). Com a finalidade de realizar o desvio do valor existente em conta judicial, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, únicos Promotores de Justiça da Comarca de Rolim de Moura, idealizaram e executaram a criação de um Fundo e de um Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos que era por eles efetivamente dirigido e gerido. Referido Conselho, mero simulacro de controle social, foi instituído com o único propósito de proporcionar o desvio da vultosa verba, pois não contava com representantes da sociedade civil, funcionava na Promotoria de Justiça, com a utilização dos recursos materiais e humanos do Ministério Público. Deste modo, no dia 06 de outubro de 2006, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando seus cargos de Promotores de Justiça, celebraram um termo de ajustamento de conduta com o Município de Rolim de Moura, que tinha como objeto o repasse ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos das verbas que se encontravam depositadas em conta judicial. No termo de ajustamento de conduta, sem qualquer participação do Conselho Municipal, que sequer havia sido instalado e seus membros nomeados, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando seus cargos de Promotores de Justiça, impuseram à Prefeitura de Rolim de Moura que mais de um milhão de reais da verba bloqueada fosse utilizada no asfaltamento de vias públicas no bairro Cidade Alta, naquele município, inclusive com a previsão expressa de não cobrança pelo Município de contribuição de melhoria. Nesse contexto, a Prefeitura Municipal de Rolim de Moura chegou a solicitar que o numerário fosse utilizado em outras finalidades como a construção de escolas ou a aquisição de equipamentos para o setor de obras. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO liquidação de sentença, resultou em pouco mais de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais). Com a finalidade de realizar o desvio do valor existente em conta judicial, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, únicos Promotores de Justiça da Comarca de Rolim de Moura, idealizaram e executaram a criação de um Fundo e de um Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos que era por eles efetivamente dirigido e gerido. Referido Conselho, mero simulacro de controle social, foi instituído com o único propósito de proporcionar o desvio da vultosa verba, pois não contava com representantes da sociedade civil, funcionava na Promotoria de Justiça, com a utilização dos recursos materiais e humanos do Ministério Público. Deste modo, no dia 06 de outubro de 2006, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando seus cargos de Promotores de Justiça, celebraram um termo de ajustamento de conduta com o Município de Rolim de Moura, que tinha como objeto o repasse ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos das verbas que se encontravam depositadas em conta judicial. No termo de ajustamento de conduta, sem qualquer participação do Conselho Municipal, que sequer havia sido instalado e seus membros nomeados, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando seus cargos de Promotores de Justiça, impuseram à Prefeitura de Rolim de Moura que mais de um milhão de reais da verba bloqueada fosse utilizada no asfaltamento de vias públicas no bairro Cidade Alta, naquele município, inclusive com a previsão expressa de não cobrança pelo Município de contribuição de melhoria. Nesse contexto, a Prefeitura Municipal de Rolim de Moura chegou a solicitar que o numerário fosse utilizado em outras finalidades como a construção de escolas ou a aquisição de equipamentos para o setor de obras. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO Por sua vez, a CERON, parte necessária no Ajustamento de Conduta, mas omitida, também apresentou proposta para a utilização do numerário em obras para regularizar o fornecimento de energia. Conforme prevista na Termo de Ajustamento de Conduta, com o propósito de realizar obra de asfaltamento do bairro Cidade Alta, determinou-se à Prefeitura Municipal de Rolim de Moura que realizasse o procedimento licitatório que foi orçada pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura no valor de RS 1.071.847,74 (um milhão setenta e um mil oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e quatro centavos) - fls. 1550 e 1594- ANEXO 8. Os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio acompanharam todo o processo licitatório, inclusive recebendo continuamente toda a documentação referente ao certame e participando das sessões da Comissão de Licitação, por intermédio de servidores do Ministério Público por eles indicados. Três empresas participaram da licitação da obra de asfaltamento, sendo certo que todas foram habilitadas técnica e juridicamente, apresentando valores abaixo do estabelecido pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura, na planilha e orçamento da obra - fl. 1901 - 1902 - ANEXO 9, contudo, no edital do procedimento licitatório constava que, após o julgamento das propostas, o procedimento iria ao Ministério Público para análise e aprovação. Era exigido, ainda, que a empresa que quisesse participar do certame assinasse Termo concordando com essa condição - fls. 1643 e 1667 - ANEXO 8. Após o julgamento das propostas, já com a indicação do licitante vencedor, a empresa Terracal, todo o procedimento licitatório foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Rolim de Moura para análise, no dia 21.05.07, tendo sido recebido no protocolo às 11h21 -fl. 1709 ANEXO 8. No mesmo dia 21.05.07, às 15h30, o procedimento foi devolvido à Prefeitura de Rolim de Moura pelo denunciado Leandro da Costa Gandolfo, indicando que havia sido 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO Por sua vez, a CERON, parte necessária no Ajustamento de Conduta, mas omitida, também apresentou proposta para a utilização do numerário em obras para regularizar o fornecimento de energia. Conforme prevista na Termo de Ajustamento de Conduta, com o propósito de realizar obra de asfaltamento do bairro Cidade Alta, determinou-se à Prefeitura Municipal de Rolim de Moura que realizasse o procedimento licitatório que foi orçada pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura no valor de RS 1.071.847,74 (um milhão setenta e um mil oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e quatro centavos) - fls. 1550 e 1594- ANEXO 8. Os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio acompanharam todo o processo licitatório, inclusive recebendo continuamente toda a documentação referente ao certame e participando das sessões da Comissão de Licitação, por intermédio de servidores do Ministério Público por eles indicados. Três empresas participaram da licitação da obra de asfaltamento, sendo certo que todas foram habilitadas técnica e juridicamente, apresentando valores abaixo do estabelecido pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura, na planilha e orçamento da obra - fl. 1901 - 1902 - ANEXO 9, contudo, no edital do procedimento licitatório constava que, após o julgamento das propostas, o procedimento iria ao Ministério Público para análise e aprovação. Era exigido, ainda, que a empresa que quisesse participar do certame assinasse Termo concordando com essa condição - fls. 1643 e 1667 - ANEXO 8. Após o julgamento das propostas, já com a indicação do licitante vencedor, a empresa Terracal, todo o procedimento licitatório foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Rolim de Moura para análise, no dia 21.05.07, tendo sido recebido no protocolo às 11h21 -fl. 1709 ANEXO 8. No mesmo dia 21.05.07, às 15h30, o procedimento foi devolvido à Prefeitura de Rolim de Moura pelo denunciado Leandro da Costa Gandolfo, indicando que havia sido 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO encontrada uma empresa, no caso a Construtora Medianeira (Fernandes Salame-ME), de propriedade do denunciado Fernandes Salame e representada pelo também denunciado Ivan Salame, que se propunha a fazer a obra por menor preço que o ofertado pela empresa licitante vencedora, conforme documentos que encaminhou com a devolução dos autos - fls. 1711, 1712, 1713 e 1732 ANEXO 8. Em seguida, o denunciado Leandro da Costa Gandolfo em conjunto com o denunciado Marcelo Lincoln Guidio. determinou à Prefeitura Municipal de Rolim de Moura que desconsiderasse o resultado da licitação e revogasse o certame. por ter sido encontrado preço menor (fl. 1911 - ANEXO 9), justamente o da Construtora Medianeira, de propriedade do denunciado Fernandes Salame e representada pelo também denunciado Ivan Salame que, inclusive, retirou o edital do procedimento licitatório, contudo não participou do certame - fls. 1899 - 1900 - ANEXO 9. Após o acolhimento da determinação dos denunciados Leandro (e-STJ Fl. 28) da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio para revogar a licitação (fl. 1916 - ANEXO 9), a Prefeitura Municipal de Rolim de Moura intimou a empresa vencedora (Terracal) que, a par de manter o valor da proposta originária (assim como as demais licitantes), ingressou, no dia 25.06.07, com recurso administrativo contra a revogação da licitação - fls. 1922-1925 ANEXO 9. O Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, no dia 28.06.07, oficiou à Prefeitura de Rolim de Moura para que lhe fosse informado se houve recurso administrativo a respeito da decisão de revogação da licitação e, em caso positivo, que lhe fosse enviada cópia (fl. 1920 -ANEXO 9), o que foi feito pela Prefeitura de Rolim de Moura em 03.07.2007 (fl. 1921 -ANEXO 9). Após cientificados do recurso administrativo intentado pela empresa vencedora da licitação (Terracal), os Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, no dia 06.07.07, ofertaram ‘despacho’, manifestando-se 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO encontrada uma empresa, no caso a Construtora Medianeira (Fernandes Salame-ME), de propriedade do denunciado Fernandes Salame e representada pelo também denunciado Ivan Salame, que se propunha a fazer a obra por menor preço que o ofertado pela empresa licitante vencedora, conforme documentos que encaminhou com a devolução dos autos - fls. 1711, 1712, 1713 e 1732 ANEXO 8. Em seguida, o denunciado Leandro da Costa Gandolfo em conjunto com o denunciado Marcelo Lincoln Guidio. determinou à Prefeitura Municipal de Rolim de Moura que desconsiderasse o resultado da licitação e revogasse o certame. por ter sido encontrado preço menor (fl. 1911 - ANEXO 9), justamente o da Construtora Medianeira, de propriedade do denunciado Fernandes Salame e representada pelo também denunciado Ivan Salame que, inclusive, retirou o edital do procedimento licitatório, contudo não participou do certame - fls. 1899 - 1900 - ANEXO 9. Após o acolhimento da determinação dos denunciados Leandro (e-STJ Fl. 28) da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio para revogar a licitação (fl. 1916 - ANEXO 9), a Prefeitura Municipal de Rolim de Moura intimou a empresa vencedora (Terracal) que, a par de manter o valor da proposta originária (assim como as demais licitantes), ingressou, no dia 25.06.07, com recurso administrativo contra a revogação da licitação - fls. 1922-1925 ANEXO 9. O Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, no dia 28.06.07, oficiou à Prefeitura de Rolim de Moura para que lhe fosse informado se houve recurso administrativo a respeito da decisão de revogação da licitação e, em caso positivo, que lhe fosse enviada cópia (fl. 1920 -ANEXO 9), o que foi feito pela Prefeitura de Rolim de Moura em 03.07.2007 (fl. 1921 -ANEXO 9). Após cientificados do recurso administrativo intentado pela empresa vencedora da licitação (Terracal), os Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, no dia 06.07.07, ofertaram ‘despacho’, manifestando-se 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO pela revogação do certame, bem como pela contratação direta da empresa Construtora Medianeira, afirmando que eventuais dúvidas havidas na proposta apresentada por essa última poderiam ser sanadas antes da contratação, por meio de notificação para tal mister - fls. 1929-1930 - ANEXO 9. Importante destacar que, não obstante que o mandado de segurança interposto pela empresa vencedora do certame licitatório tenha sido julgado improcedente, verifica-se que o Tribunal de Justiça analisou apenas a formalidade dos atos administrativos, não tendo conhecimento de todo o esquema ora relatado. Consta dos autos que o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo é amigo pessoal do denunciado Ivan Salame, um dos beneficiários da contratação direta da Construtora Medianeira, inclusive tendo realizado obras de reforma na residência do referido membro do Ministério Público. Além disso, existe comprovação de que o denunciado Ivan Salame ia continuamente à sede da Promotoria de Justiça de Rolim de Moura travar contato com o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo. Verifica-se que os Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio desconsideraram dois pareceres técnicos, um de engenheiro da Prefeitura Municipal de Rolim de Moura (fls. 1906-1908 - anexo 9), outro de engenheiro do Ministério Publico, que apontavam sérias irregularidades na proposta apresentada pela Construtora Medianeira, persistindo os mencionados membros do Ministério Público em determinar, exigir e manter a contratação direta com a referida empresa, inclusive fixando prazo para a assinatura do contrato e início da obra. Infere-se, ainda, que a contratação direta da Construtora Medianeira, exigida pelos Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, também causou sérios prejuízos ao erário. A obra de asfaltamento do bairro Cidade Alta foi orçada pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura no valor de R$ 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO pela revogação do certame, bem como pela contratação direta da empresa Construtora Medianeira, afirmando que eventuais dúvidas havidas na proposta apresentada por essa última poderiam ser sanadas antes da contratação, por meio de notificação para tal mister - fls. 1929-1930 - ANEXO 9. Importante destacar que, não obstante que o mandado de segurança interposto pela empresa vencedora do certame licitatório tenha sido julgado improcedente, verifica-se que o Tribunal de Justiça analisou apenas a formalidade dos atos administrativos, não tendo conhecimento de todo o esquema ora relatado. Consta dos autos que o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo é amigo pessoal do denunciado Ivan Salame, um dos beneficiários da contratação direta da Construtora Medianeira, inclusive tendo realizado obras de reforma na residência do referido membro do Ministério Público. Além disso, existe comprovação de que o denunciado Ivan Salame ia continuamente à sede da Promotoria de Justiça de Rolim de Moura travar contato com o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo. Verifica-se que os Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio desconsideraram dois pareceres técnicos, um de engenheiro da Prefeitura Municipal de Rolim de Moura (fls. 1906-1908 - anexo 9), outro de engenheiro do Ministério Publico, que apontavam sérias irregularidades na proposta apresentada pela Construtora Medianeira, persistindo os mencionados membros do Ministério Público em determinar, exigir e manter a contratação direta com a referida empresa, inclusive fixando prazo para a assinatura do contrato e início da obra. Infere-se, ainda, que a contratação direta da Construtora Medianeira, exigida pelos Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, também causou sérios prejuízos ao erário. A obra de asfaltamento do bairro Cidade Alta foi orçada pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura no valor de R$ 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO 1.071.847,74 (um milhão, setenta e um mil, oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e quatro centavos) – fls. 1550 e 1594 - ANEXO 8. A empresa Terracal apresentou proposta vencedora da licitação para obra de asfaltamento no bairro Cidade Alta, no valor de R$ 1.063 152,98 (um milhão, sessenta e três mil, cento e cinquenta e dois reais e noventa e oito centavos) - fls. 1901-1902 - ANEXO 9. Por sua vez, a Construtora Medianeira apresentou proposta direta a Promotoria de Justiça de RS 896.823,55 (oitocentos e noventa e seis mil, oitocentos e vinte e três reais e cinquenta e cinco centavos), para realizar a obra de asfaltamento no bairro Cidade Alta - fl. 1923 - ANEXO 9 e fl. 237- autos n° 2009001120019122. No relatório final de pagamentos da obra de pavimentação asfáltica no bairro Cidade Alta, assinado pela então Presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em 08.05.08, consta que o valor total da obra, incluindo o aditivo e reajustes, chegou a R$ 1.184.166.40 (um milhão, cento e oitenta e quatro mil cento e sessenta e seis reais e quarenta centavos) (fl. 237- autos n° 2009001120019122). Desse valor, diante da insuficiência de recursos existentes no Fundo Municipal dos Direitos Difusos e Coletivos, o Município de Rolim de Moura foi obrigado a pagar a Construtora Medianeira o valor de R$ 122.614.50 (cento e vinte e dois mil reais), conforme consta de ata de reunião de trabalho, de 19.03.08, referentes ao Termo de Ajustamento de Conduta entre o Ministério Público e a Prefeitura Municipal, na qual participaram o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, a então Prefeita Municipal (Mileni Cristina Benetti Motta), o então Procurador do Município (Marcio Antônio Pereira) e Ivan Salame (representante da empresa contratada), sem a presença de qualquer membro do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos (fls. 232- 233 - autos n° 2009001120019122). Restou claro que o objetivo dos denunciados Leandro da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO 1.071.847,74 (um milhão, setenta e um mil, oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e quatro centavos) – fls. 1550 e 1594 - ANEXO 8. A empresa Terracal apresentou proposta vencedora da licitação para obra de asfaltamento no bairro Cidade Alta, no valor de R$ 1.063 152,98 (um milhão, sessenta e três mil, cento e cinquenta e dois reais e noventa e oito centavos) - fls. 1901-1902 - ANEXO 9. Por sua vez, a Construtora Medianeira apresentou proposta direta a Promotoria de Justiça de RS 896.823,55 (oitocentos e noventa e seis mil, oitocentos e vinte e três reais e cinquenta e cinco centavos), para realizar a obra de asfaltamento no bairro Cidade Alta - fl. 1923 - ANEXO 9 e fl. 237- autos n° 2009001120019122. No relatório final de pagamentos da obra de pavimentação asfáltica no bairro Cidade Alta, assinado pela então Presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em 08.05.08, consta que o valor total da obra, incluindo o aditivo e reajustes, chegou a R$ 1.184.166.40 (um milhão, cento e oitenta e quatro mil cento e sessenta e seis reais e quarenta centavos) (fl. 237- autos n° 2009001120019122). Desse valor, diante da insuficiência de recursos existentes no Fundo Municipal dos Direitos Difusos e Coletivos, o Município de Rolim de Moura foi obrigado a pagar a Construtora Medianeira o valor de R$ 122.614.50 (cento e vinte e dois mil reais), conforme consta de ata de reunião de trabalho, de 19.03.08, referentes ao Termo de Ajustamento de Conduta entre o Ministério Público e a Prefeitura Municipal, na qual participaram o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, a então Prefeita Municipal (Mileni Cristina Benetti Motta), o então Procurador do Município (Marcio Antônio Pereira) e Ivan Salame (representante da empresa contratada), sem a presença de qualquer membro do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos (fls. 232- 233 - autos n° 2009001120019122). Restou claro que o objetivo dos denunciados Leandro da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO Costa Gandolfo, Marcelo Lincoln Guidio, Fernandes Salame e Ivan Salame, ao realizarem as condutas acima narradas, foi a obtenção de benefícios direto para eles. No caso dos Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, a valorização de seus imóveis pelas obras de asfaltamento. E, no caso dos denunciados Fernandes Salame e Ivan Salame, a contratação direta de obra pública, deixando-se de se submeter, de forma ilegal, às condições impostas em processo licitatório. DA CAPITULAÇÃO Diante do exposto, denuncio: (…) 2) MARCELO LINCOLN GUIDIO, como incurso nas penas do art. 312, ‘caput’, combinado com o art. 29, ambos do Código Penal (1º fato) e art. 90 de Lei n° 8.666/93, combinado com o art. 29 do Código Penal (2º fato), na forma do art. 69 do Estatuto Repressivo”. Bem se vê, portanto, que a denúncia narra de forma clara e objetiva os fatos supostamente delituosos, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação, de modo a permitir, àquele que sofre a persecução criminal, o pleno exercício do direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. Em tese, os Promotores de Justiça denunciados, entre eles o ora recorrente, aproveitando-se dos cargos que ocupam, direcionaram os serviços a serem realizados pela municipalidade em razão de Termo de Ajustamento de Conduta – TAC e, na sequência, interferiram no resultado do procedimento licitatório, fazendo com que a Administração Pública procedesse à contratação direta de uma empresa que não havia participado do certame, contratação essa que, ao fim, se mostrou mais onerosa do que a proposta apresentada pela empresa vencedora, evidenciando, ao que parece, possível proveito de verba pertencente ao Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO Costa Gandolfo, Marcelo Lincoln Guidio, Fernandes Salame e Ivan Salame, ao realizarem as condutas acima narradas, foi a obtenção de benefícios direto para eles. No caso dos Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, a valorização de seus imóveis pelas obras de asfaltamento. E, no caso dos denunciados Fernandes Salame e Ivan Salame, a contratação direta de obra pública, deixando-se de se submeter, de forma ilegal, às condições impostas em processo licitatório. DA CAPITULAÇÃO Diante do exposto, denuncio: (…) 2) MARCELO LINCOLN GUIDIO, como incurso nas penas do art. 312, ‘caput’, combinado com o art. 29, ambos do Código Penal (1º fato) e art. 90 de Lei n° 8.666/93, combinado com o art. 29 do Código Penal (2º fato), na forma do art. 69 do Estatuto Repressivo”. Bem se vê, portanto, que a denúncia narra de forma clara e objetiva os fatos supostamente delituosos, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação, de modo a permitir, àquele que sofre a persecução criminal, o pleno exercício do direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. Em tese, os Promotores de Justiça denunciados, entre eles o ora recorrente, aproveitando-se dos cargos que ocupam, direcionaram os serviços a serem realizados pela municipalidade em razão de Termo de Ajustamento de Conduta – TAC e, na sequência, interferiram no resultado do procedimento licitatório, fazendo com que a Administração Pública procedesse à contratação direta de uma empresa que não havia participado do certame, contratação essa que, ao fim, se mostrou mais onerosa do que a proposta apresentada pela empresa vencedora, evidenciando, ao que parece, possível proveito de verba pertencente ao Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO 3. Como se sabe, somente é viável estancar o normal curso da ação penal se o fatos não constituírem, nem mesmo em tese, crime ou inexistir qualquer indício de autoria. E, no caso, ao menos neste juízo superficial, parece estar plenamente demonstrado que a narrativa exposta possui relevo para esfera penal. De outro lado, não há como avançar nas alegações postas neste recurso sobre (a) a regularidade ou não da contratação direta e (b) o eventual equívoco na classificação do delito, questões que serão apuradas no âmbito da ação penal originária, impossível de ser avaliada nesta via recursal. É de competência do juiz da causa proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferir a definição jurídica adequada para os fatos que restarem comprovados. Nessas circunstâncias, antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias implicaria em evidente distorção do modelo constitucional de competências (v.g, entre outros, HC 94730, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-10-2013; RHC 112583, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19-02-2013; HC 112254, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 17- 12-2012). Foi esse também o entendimento adotado acórdão recorrido: (…) “Verifica-se nos autos a existência de elementos indiciários no sentido de que o paciente, aproveitando-se da função de Promotor de Justiça, participou da destinação dos recursos do Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, influenciando Administrador Público na gestão da verbas originárias da ação civil pública, culminando, inclusive, na confecção de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, para que valores deste Fundo fossem empregados no asfaltamento de vias públicas do bairro Cidade Alta. Além do que, devem ser melhor esclarecidos no decorrer da ação penal, eventual ingerência do paciente no processo licitatório, uma vez que interferiu no resultado da licitação e determinou a contratação direta de empresa que não teria 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO 3. Como se sabe, somente é viável estancar o normal curso da ação penal se o fatos não constituírem, nem mesmo em tese, crime ou inexistir qualquer indício de autoria. E, no caso, ao menos neste juízo superficial, parece estar plenamente demonstrado que a narrativa exposta possui relevo para esfera penal. De outro lado, não há como avançar nas alegações postas neste recurso sobre (a) a regularidade ou não da contratação direta e (b) o eventual equívoco na classificação do delito, questões que serão apuradas no âmbito da ação penal originária, impossível de ser avaliada nesta via recursal. É de competência do juiz da causa proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferir a definição jurídica adequada para os fatos que restarem comprovados. Nessas circunstâncias, antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias implicaria em evidente distorção do modelo constitucional de competências (v.g, entre outros, HC 94730, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-10-2013; RHC 112583, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19-02-2013; HC 112254, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 17- 12-2012). Foi esse também o entendimento adotado acórdão recorrido: (…) “Verifica-se nos autos a existência de elementos indiciários no sentido de que o paciente, aproveitando-se da função de Promotor de Justiça, participou da destinação dos recursos do Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, influenciando Administrador Público na gestão da verbas originárias da ação civil pública, culminando, inclusive, na confecção de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, para que valores deste Fundo fossem empregados no asfaltamento de vias públicas do bairro Cidade Alta. Além do que, devem ser melhor esclarecidos no decorrer da ação penal, eventual ingerência do paciente no processo licitatório, uma vez que interferiu no resultado da licitação e determinou a contratação direta de empresa que não teria 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO participado do certame. Assim sendo, somente a instrução processual permitirá o esclarecimento total dos fatos, descabendo o trancamento prematuro da Ação Penal, mormente na via estreita do habeas corpus, que não admite incursão na seara fático-probatória, notadamente em matéria fática complexa e controvertida, como a dos autos. Consoante ressaltou o ilustre Subprocurador-Geral da República, a denúncia se refere à interferência indevida do Ministério Público nas decisões administrativas da prefeitura municipal em procedimento licitatório para asfaltamento de bairro, e o desvio de montante significativo dos valores destinados à obra pública. Desta forma, impõe-se o prosseguimento da ação penal, para que se possa produzir os elementos probatórios para se demonstrar o efetivo desvio dos recursos públicos, e a fraude à licitação ocorridas (e-STJ fl. 108)”. 4. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO participado do certame. Assim sendo, somente a instrução processual permitirá o esclarecimento total dos fatos, descabendo o trancamento prematuro da Ação Penal, mormente na via estreita do habeas corpus, que não admite incursão na seara fático-probatória, notadamente em matéria fática complexa e controvertida, como a dos autos. Consoante ressaltou o ilustre Subprocurador-Geral da República, a denúncia se refere à interferência indevida do Ministério Público nas decisões administrativas da prefeitura municipal em procedimento licitatório para asfaltamento de bairro, e o desvio de montante significativo dos valores destinados à obra pública. Desta forma, impõe-se o prosseguimento da ação penal, para que se possa produzir os elementos probatórios para se demonstrar o efetivo desvio dos recursos públicos, e a fraude à licitação ocorridas (e-STJ fl. 108)”. 4. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) : MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) : ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8245983 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) : MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) : ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8245983 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8273272
2015-04-07T00:00:00
2015-04-23T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. EXTINÇÃO PREMATURA DA AÇÃO PENAL. RECORRENTE DENUNCIADO PELO DELITO DE PECULATO (ART. 312 DO CP) E FRAUDE À LICITAÇÃO (ART. 90 DA LEI 8.666/1993). INÉPCIA DA INICIAL. NÃO OCORRÊNCIA. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. 1. A denúncia narra de forma clara e objetiva os fatos supostamente delituosos, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação, de modo a permitir, àquele que sofre a persecução criminal, o pleno exercício do direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. 2. De outro lado, não há como avançar nas alegações sobre a veracidade ou não dos fatos imputados, questões que serão apuradas no âmbito da ação penal originária, impossível de ser avaliada nesta via recursal. É de competência do juiz da causa proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferir a definição jurídica adequada para o caso. 3. Recurso improvido.
sjur301689
- Acórdão(s) citado(s): (HC, TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL) HC 94730 (2ªT), HC 107412 (1ªT), HC 110315 (2ªT), HC 110321 (2ªT), HC 110697 (2ªT), HC 112254 (2ªT), RHC 112583 (1ªT), RHC 114739 (1ªT), HC 114867 (1ªT), HC 115432 AgR (1ªT). Número de páginas: 15. Análise: 04/05/2015, AMA.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
127144
[ "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n ART-00090\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00312\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 127144
[ "" ]
RECTE.(S) : MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) : ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) :ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. EXTINÇÃO PREMATURA DA AÇÃO PENAL. RECORRENTE DENUNCIADO PELO DELITO DE PECULATO (ART. 312 DO Código Penal Brasileiro) E FRAUDE À LICITAÇÃO (ART. 90 DA LEI 8.666/1993). INÉPCIA DA INICIAL. NÃO OCORRÊNCIA. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. 1. A denúncia narra de forma clara e objetiva os fatos supostamente delituosos, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação, de modo a permitir, àquele que sofre a persecução criminal, o pleno exercício do direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. 2. De outro lado, não há como avançar nas alegações sobre a veracidade ou não dos fatos imputados, questões que serão apuradas no âmbito da ação penal originária, impossível de ser avaliada nesta via recursal. É de competência do juiz da causa proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferir a definição jurídica adequada para o caso. 3. Recurso improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195684. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 127144 / RO Brasília, 7 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195684. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO Brasília, 7 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195684. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) :ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de recurso em habeas corpus interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 255.048/RO, Rel. Min. Walter de Almeida Guilherme (Desembargador convocado do TJ/SP). Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente, promotor de justiça, foi denunciado, com outras três pessoas, pela suposta prática dos delitos de peculato-desvio (art. 312 do Código Penal Brasileiro) e de fraude à licitação (art. 90 da Lei 8.666/1993), ambos na forma do art. 29 do Código Penal; (b) buscando a extinção da ação penal em trâmite no Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: “(…) 1. Está consagrada, na jurisprudência nacional, de que o trancamento da ação penal, na via estreita do habeas corpus, faz-se possível, em caráter excepcional, quando se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, a ausência de indícios de autoria e a prova da materialidade do delito ou a inépcia da denúncia. 2. Verifica-se nos autos a existência de elementos indiciários no sentido de que o paciente, aproveitando-se da função de Promotor de Justiça, participou da destinação dos recursos do Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, influenciando Administrador Público na gestão da verbas originárias da ação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) :ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de recurso em habeas corpus interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 255.048/RO, Rel. Min. Walter de Almeida Guilherme (Desembargador convocado do TJ/SP). Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente, promotor de justiça, foi denunciado, com outras três pessoas, pela suposta prática dos delitos de peculato-desvio (art. 312 do Código Penal Brasileiro) e de fraude à licitação (art. 90 da Lei 8.666/1993), ambos na forma do art. 29 do Código Penal; (b) buscando a extinção da ação penal em trâmite no Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: “(…) 1. Está consagrada, na jurisprudência nacional, de que o trancamento da ação penal, na via estreita do habeas corpus, faz-se possível, em caráter excepcional, quando se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, a ausência de indícios de autoria e a prova da materialidade do delito ou a inépcia da denúncia. 2. Verifica-se nos autos a existência de elementos indiciários no sentido de que o paciente, aproveitando-se da função de Promotor de Justiça, participou da destinação dos recursos do Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, influenciando Administrador Público na gestão da verbas originárias da ação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 127144 / RO civil pública, culminando, inclusive, na confecção de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, para que valores deste Fundo fossem empregados no asfaltamento da vias públicas do bairro Cidade Alta. Além do que, devem ser melhor esclarecidos no decorrer da ação penal, eventual ingerência do paciente no processo licitatório, uma vez que interferiu no resultado da licitação e determinou a contratação direta de empresa que não teria participado do certame. 3. Somente a instrução processual permitirá o esclarecimento total dos fatos, descabendo o trancamento prematuro da Ação Penal, mormente na via estreita do habeas corpus, que não admite incursão na seara fático-probatória, notadamente em matéria fática complexa e controvertida, como a dos autos. 4. Habeas corpus denegado”. Neste recurso, o recorrente alega, em síntese, que: (a) quanto aos fatos imputados na denúncia, ele e um dos corréus, também promotor de justiça, agiram no exercício de suas atribuições, fiscalizando, rigorosamente, o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta- TAC - entabulado entre o Ministério Público do Estado de Rondônia e o Município de Rolim de Moura; (b) “não restou demostrado, nem por indícios, que a destinação dos valores bloqueados encontravam-se na esfera de posse ou poder jurídico dos Promotores de Justiça”; (c) a denúncia não indica nenhum elemento probatório no sentido de que ele e o corréu “elaboraram estratagema para desviar, em proveito próprio e alheios, numerários bloqueados judicialmente”, além de não demonstrar em que a contratação direta da Construtora Medianeira (objeto do TAC) causou prejuízo ao erário; (d) “não houve frustração ou fraude alguma do caráter competitivo do processo licitatório (…), porquanto se encontrou proposta muito mais vantajosa aos interesses da municipalidade, a qual poderia ser coberta pelas demais licitantes, que assim não procederam”. Requer, ao final, o provimento do recurso, para que seja reformado o acórdão atacado e, por consequência, trancada a Ação Penal 0010499- 74.2011.822.0000, que tramita no Tribunal de Justiça do Estado de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO civil pública, culminando, inclusive, na confecção de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, para que valores deste Fundo fossem empregados no asfaltamento da vias públicas do bairro Cidade Alta. Além do que, devem ser melhor esclarecidos no decorrer da ação penal, eventual ingerência do paciente no processo licitatório, uma vez que interferiu no resultado da licitação e determinou a contratação direta de empresa que não teria participado do certame. 3. Somente a instrução processual permitirá o esclarecimento total dos fatos, descabendo o trancamento prematuro da Ação Penal, mormente na via estreita do habeas corpus, que não admite incursão na seara fático-probatória, notadamente em matéria fática complexa e controvertida, como a dos autos. 4. Habeas corpus denegado”. Neste recurso, o recorrente alega, em síntese, que: (a) quanto aos fatos imputados na denúncia, ele e um dos corréus, também promotor de justiça, agiram no exercício de suas atribuições, fiscalizando, rigorosamente, o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta- TAC - entabulado entre o Ministério Público do Estado de Rondônia e o Município de Rolim de Moura; (b) “não restou demostrado, nem por indícios, que a destinação dos valores bloqueados encontravam-se na esfera de posse ou poder jurídico dos Promotores de Justiça”; (c) a denúncia não indica nenhum elemento probatório no sentido de que ele e o corréu “elaboraram estratagema para desviar, em proveito próprio e alheios, numerários bloqueados judicialmente”, além de não demonstrar em que a contratação direta da Construtora Medianeira (objeto do TAC) causou prejuízo ao erário; (d) “não houve frustração ou fraude alguma do caráter competitivo do processo licitatório (…), porquanto se encontrou proposta muito mais vantajosa aos interesses da municipalidade, a qual poderia ser coberta pelas demais licitantes, que assim não procederam”. Requer, ao final, o provimento do recurso, para que seja reformado o acórdão atacado e, por consequência, trancada a Ação Penal 0010499- 74.2011.822.0000, que tramita no Tribunal de Justiça do Estado de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 127144 / RO Rondônia. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo improvimento do recurso ordinário. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO Rondônia. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo improvimento do recurso ordinário. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195685. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 04-09-2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 08-10-2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23-05-2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13- 08-2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14-08-2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27-06-2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10-12-2012. 2. No caso, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção da ação penal de forma prematura. Eis o trecho da inicial acusatória, que descreve o fato criminoso e o vincula ao recorrente: “(...) No ano de 2006, no município de Rolim de Moura, os denunciados Leandro de Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando-se dos cargos de Promotores de Justiça, em unidade de desígnios, elaboraram estratagema para desviar, em proveito próprio e alheio, numerário bloqueado judicialmente na ação civil pública registrada sob n 010970002066-0. Referida ação, devidamente julgada e com confirmação do Tribunal de Justiça (fls. 320-325 - anexo 1), estipulou multa em favor do Fundo de Defesa dos Consumidores cujo valor, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 04-09-2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 08-10-2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23-05-2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13- 08-2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14-08-2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27-06-2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10-12-2012. 2. No caso, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção da ação penal de forma prematura. Eis o trecho da inicial acusatória, que descreve o fato criminoso e o vincula ao recorrente: “(...) No ano de 2006, no município de Rolim de Moura, os denunciados Leandro de Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando-se dos cargos de Promotores de Justiça, em unidade de desígnios, elaboraram estratagema para desviar, em proveito próprio e alheio, numerário bloqueado judicialmente na ação civil pública registrada sob n 010970002066-0. Referida ação, devidamente julgada e com confirmação do Tribunal de Justiça (fls. 320-325 - anexo 1), estipulou multa em favor do Fundo de Defesa dos Consumidores cujo valor, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO liquidação de sentença, resultou em pouco mais de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais). Com a finalidade de realizar o desvio do valor existente em conta judicial, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, únicos Promotores de Justiça da Comarca de Rolim de Moura, idealizaram e executaram a criação de um Fundo e de um Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos que era por eles efetivamente dirigido e gerido. Referido Conselho, mero simulacro de controle social, foi instituído com o único propósito de proporcionar o desvio da vultosa verba, pois não contava com representantes da sociedade civil, funcionava na Promotoria de Justiça, com a utilização dos recursos materiais e humanos do Ministério Público. Deste modo, no dia 06 de outubro de 2006, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando seus cargos de Promotores de Justiça, celebraram um termo de ajustamento de conduta com o Município de Rolim de Moura, que tinha como objeto o repasse ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos das verbas que se encontravam depositadas em conta judicial. No termo de ajustamento de conduta, sem qualquer participação do Conselho Municipal, que sequer havia sido instalado e seus membros nomeados, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando seus cargos de Promotores de Justiça, impuseram à Prefeitura de Rolim de Moura que mais de um milhão de reais da verba bloqueada fosse utilizada no asfaltamento de vias públicas no bairro Cidade Alta, naquele município, inclusive com a previsão expressa de não cobrança pelo Município de contribuição de melhoria. Nesse contexto, a Prefeitura Municipal de Rolim de Moura chegou a solicitar que o numerário fosse utilizado em outras finalidades como a construção de escolas ou a aquisição de equipamentos para o setor de obras. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO liquidação de sentença, resultou em pouco mais de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais). Com a finalidade de realizar o desvio do valor existente em conta judicial, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, únicos Promotores de Justiça da Comarca de Rolim de Moura, idealizaram e executaram a criação de um Fundo e de um Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos que era por eles efetivamente dirigido e gerido. Referido Conselho, mero simulacro de controle social, foi instituído com o único propósito de proporcionar o desvio da vultosa verba, pois não contava com representantes da sociedade civil, funcionava na Promotoria de Justiça, com a utilização dos recursos materiais e humanos do Ministério Público. Deste modo, no dia 06 de outubro de 2006, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando seus cargos de Promotores de Justiça, celebraram um termo de ajustamento de conduta com o Município de Rolim de Moura, que tinha como objeto o repasse ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos das verbas que se encontravam depositadas em conta judicial. No termo de ajustamento de conduta, sem qualquer participação do Conselho Municipal, que sequer havia sido instalado e seus membros nomeados, os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, utilizando seus cargos de Promotores de Justiça, impuseram à Prefeitura de Rolim de Moura que mais de um milhão de reais da verba bloqueada fosse utilizada no asfaltamento de vias públicas no bairro Cidade Alta, naquele município, inclusive com a previsão expressa de não cobrança pelo Município de contribuição de melhoria. Nesse contexto, a Prefeitura Municipal de Rolim de Moura chegou a solicitar que o numerário fosse utilizado em outras finalidades como a construção de escolas ou a aquisição de equipamentos para o setor de obras. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO Por sua vez, a CERON, parte necessária no Ajustamento de Conduta, mas omitida, também apresentou proposta para a utilização do numerário em obras para regularizar o fornecimento de energia. Conforme prevista na Termo de Ajustamento de Conduta, com o propósito de realizar obra de asfaltamento do bairro Cidade Alta, determinou-se à Prefeitura Municipal de Rolim de Moura que realizasse o procedimento licitatório que foi orçada pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura no valor de RS 1.071.847,74 (um milhão setenta e um mil oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e quatro centavos) - fls. 1550 e 1594- ANEXO 8. Os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio acompanharam todo o processo licitatório, inclusive recebendo continuamente toda a documentação referente ao certame e participando das sessões da Comissão de Licitação, por intermédio de servidores do Ministério Público por eles indicados. Três empresas participaram da licitação da obra de asfaltamento, sendo certo que todas foram habilitadas técnica e juridicamente, apresentando valores abaixo do estabelecido pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura, na planilha e orçamento da obra - fl. 1901 - 1902 - ANEXO 9, contudo, no edital do procedimento licitatório constava que, após o julgamento das propostas, o procedimento iria ao Ministério Público para análise e aprovação. Era exigido, ainda, que a empresa que quisesse participar do certame assinasse Termo concordando com essa condição - fls. 1643 e 1667 - ANEXO 8. Após o julgamento das propostas, já com a indicação do licitante vencedor, a empresa Terracal, todo o procedimento licitatório foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Rolim de Moura para análise, no dia 21.05.07, tendo sido recebido no protocolo às 11h21 -fl. 1709 ANEXO 8. No mesmo dia 21.05.07, às 15h30, o procedimento foi devolvido à Prefeitura de Rolim de Moura pelo denunciado Leandro da Costa Gandolfo, indicando que havia sido 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO Por sua vez, a CERON, parte necessária no Ajustamento de Conduta, mas omitida, também apresentou proposta para a utilização do numerário em obras para regularizar o fornecimento de energia. Conforme prevista na Termo de Ajustamento de Conduta, com o propósito de realizar obra de asfaltamento do bairro Cidade Alta, determinou-se à Prefeitura Municipal de Rolim de Moura que realizasse o procedimento licitatório que foi orçada pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura no valor de RS 1.071.847,74 (um milhão setenta e um mil oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e quatro centavos) - fls. 1550 e 1594- ANEXO 8. Os denunciados Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio acompanharam todo o processo licitatório, inclusive recebendo continuamente toda a documentação referente ao certame e participando das sessões da Comissão de Licitação, por intermédio de servidores do Ministério Público por eles indicados. Três empresas participaram da licitação da obra de asfaltamento, sendo certo que todas foram habilitadas técnica e juridicamente, apresentando valores abaixo do estabelecido pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura, na planilha e orçamento da obra - fl. 1901 - 1902 - ANEXO 9, contudo, no edital do procedimento licitatório constava que, após o julgamento das propostas, o procedimento iria ao Ministério Público para análise e aprovação. Era exigido, ainda, que a empresa que quisesse participar do certame assinasse Termo concordando com essa condição - fls. 1643 e 1667 - ANEXO 8. Após o julgamento das propostas, já com a indicação do licitante vencedor, a empresa Terracal, todo o procedimento licitatório foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Rolim de Moura para análise, no dia 21.05.07, tendo sido recebido no protocolo às 11h21 -fl. 1709 ANEXO 8. No mesmo dia 21.05.07, às 15h30, o procedimento foi devolvido à Prefeitura de Rolim de Moura pelo denunciado Leandro da Costa Gandolfo, indicando que havia sido 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO encontrada uma empresa, no caso a Construtora Medianeira (Fernandes Salame-ME), de propriedade do denunciado Fernandes Salame e representada pelo também denunciado Ivan Salame, que se propunha a fazer a obra por menor preço que o ofertado pela empresa licitante vencedora, conforme documentos que encaminhou com a devolução dos autos - fls. 1711, 1712, 1713 e 1732 ANEXO 8. Em seguida, o denunciado Leandro da Costa Gandolfo em conjunto com o denunciado Marcelo Lincoln Guidio. determinou à Prefeitura Municipal de Rolim de Moura que desconsiderasse o resultado da licitação e revogasse o certame. por ter sido encontrado preço menor (fl. 1911 - ANEXO 9), justamente o da Construtora Medianeira, de propriedade do denunciado Fernandes Salame e representada pelo também denunciado Ivan Salame que, inclusive, retirou o edital do procedimento licitatório, contudo não participou do certame - fls. 1899 - 1900 - ANEXO 9. Após o acolhimento da determinação dos denunciados Leandro (e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 28) da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio para revogar a licitação (fl. 1916 - ANEXO 9), a Prefeitura Municipal de Rolim de Moura intimou a empresa vencedora (Terracal) que, a par de manter o valor da proposta originária (assim como as demais licitantes), ingressou, no dia 25.06.07, com recurso administrativo contra a revogação da licitação - fls. 1922-1925 ANEXO 9. O Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, no dia 28.06.07, oficiou à Prefeitura de Rolim de Moura para que lhe fosse informado se houve recurso administrativo a respeito da decisão de revogação da licitação e, em caso positivo, que lhe fosse enviada cópia (fl. 1920 -ANEXO 9), o que foi feito pela Prefeitura de Rolim de Moura em 03.07.2007 (fl. 1921 -ANEXO 9). Após cientificados do recurso administrativo intentado pela empresa vencedora da licitação (Terracal), os Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, no dia 06.07.07, ofertaram ‘despacho’, manifestando-se 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO encontrada uma empresa, no caso a Construtora Medianeira (Fernandes Salame-ME), de propriedade do denunciado Fernandes Salame e representada pelo também denunciado Ivan Salame, que se propunha a fazer a obra por menor preço que o ofertado pela empresa licitante vencedora, conforme documentos que encaminhou com a devolução dos autos - fls. 1711, 1712, 1713 e 1732 ANEXO 8. Em seguida, o denunciado Leandro da Costa Gandolfo em conjunto com o denunciado Marcelo Lincoln Guidio. determinou à Prefeitura Municipal de Rolim de Moura que desconsiderasse o resultado da licitação e revogasse o certame. por ter sido encontrado preço menor (fl. 1911 - ANEXO 9), justamente o da Construtora Medianeira, de propriedade do denunciado Fernandes Salame e representada pelo também denunciado Ivan Salame que, inclusive, retirou o edital do procedimento licitatório, contudo não participou do certame - fls. 1899 - 1900 - ANEXO 9. Após o acolhimento da determinação dos denunciados Leandro (e-Superior Tribunal de Justiça Fl. 28) da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio para revogar a licitação (fl. 1916 - ANEXO 9), a Prefeitura Municipal de Rolim de Moura intimou a empresa vencedora (Terracal) que, a par de manter o valor da proposta originária (assim como as demais licitantes), ingressou, no dia 25.06.07, com recurso administrativo contra a revogação da licitação - fls. 1922-1925 ANEXO 9. O Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, no dia 28.06.07, oficiou à Prefeitura de Rolim de Moura para que lhe fosse informado se houve recurso administrativo a respeito da decisão de revogação da licitação e, em caso positivo, que lhe fosse enviada cópia (fl. 1920 -ANEXO 9), o que foi feito pela Prefeitura de Rolim de Moura em 03.07.2007 (fl. 1921 -ANEXO 9). Após cientificados do recurso administrativo intentado pela empresa vencedora da licitação (Terracal), os Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, no dia 06.07.07, ofertaram ‘despacho’, manifestando-se 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO pela revogação do certame, bem como pela contratação direta da empresa Construtora Medianeira, afirmando que eventuais dúvidas havidas na proposta apresentada por essa última poderiam ser sanadas antes da contratação, por meio de notificação para tal mister - fls. 1929-1930 - ANEXO 9. Importante destacar que, não obstante que o mandado de segurança interposto pela empresa vencedora do certame licitatório tenha sido julgado improcedente, verifica-se que o Tribunal de Justiça analisou apenas a formalidade dos atos administrativos, não tendo conhecimento de todo o esquema ora relatado. Consta dos autos que o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo é amigo pessoal do denunciado Ivan Salame, um dos beneficiários da contratação direta da Construtora Medianeira, inclusive tendo realizado obras de reforma na residência do referido membro do Ministério Público. Além disso, existe comprovação de que o denunciado Ivan Salame ia continuamente à sede da Promotoria de Justiça de Rolim de Moura travar contato com o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo. Verifica-se que os Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio desconsideraram dois pareceres técnicos, um de engenheiro da Prefeitura Municipal de Rolim de Moura (fls. 1906-1908 - anexo 9), outro de engenheiro do Ministério Publico, que apontavam sérias irregularidades na proposta apresentada pela Construtora Medianeira, persistindo os mencionados membros do Ministério Público em determinar, exigir e manter a contratação direta com a referida empresa, inclusive fixando prazo para a assinatura do contrato e início da obra. Infere-se, ainda, que a contratação direta da Construtora Medianeira, exigida pelos Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, também causou sérios prejuízos ao erário. A obra de asfaltamento do bairro Cidade Alta foi orçada pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura no valor de R$ 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO pela revogação do certame, bem como pela contratação direta da empresa Construtora Medianeira, afirmando que eventuais dúvidas havidas na proposta apresentada por essa última poderiam ser sanadas antes da contratação, por meio de notificação para tal mister - fls. 1929-1930 - ANEXO 9. Importante destacar que, não obstante que o mandado de segurança interposto pela empresa vencedora do certame licitatório tenha sido julgado improcedente, verifica-se que o Tribunal de Justiça analisou apenas a formalidade dos atos administrativos, não tendo conhecimento de todo o esquema ora relatado. Consta dos autos que o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo é amigo pessoal do denunciado Ivan Salame, um dos beneficiários da contratação direta da Construtora Medianeira, inclusive tendo realizado obras de reforma na residência do referido membro do Ministério Público. Além disso, existe comprovação de que o denunciado Ivan Salame ia continuamente à sede da Promotoria de Justiça de Rolim de Moura travar contato com o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo. Verifica-se que os Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio desconsideraram dois pareceres técnicos, um de engenheiro da Prefeitura Municipal de Rolim de Moura (fls. 1906-1908 - anexo 9), outro de engenheiro do Ministério Publico, que apontavam sérias irregularidades na proposta apresentada pela Construtora Medianeira, persistindo os mencionados membros do Ministério Público em determinar, exigir e manter a contratação direta com a referida empresa, inclusive fixando prazo para a assinatura do contrato e início da obra. Infere-se, ainda, que a contratação direta da Construtora Medianeira, exigida pelos Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, também causou sérios prejuízos ao erário. A obra de asfaltamento do bairro Cidade Alta foi orçada pela Prefeitura Municipal de Rolim de Moura no valor de R$ 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO 1.071.847,74 (um milhão, setenta e um mil, oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e quatro centavos) – fls. 1550 e 1594 - ANEXO 8. A empresa Terracal apresentou proposta vencedora da licitação para obra de asfaltamento no bairro Cidade Alta, no valor de R$ 1.063 152,98 (um milhão, sessenta e três mil, cento e cinquenta e dois reais e noventa e oito centavos) - fls. 1901-1902 - ANEXO 9. Por sua vez, a Construtora Medianeira apresentou proposta direta a Promotoria de Justiça de RS 896.823,55 (oitocentos e noventa e seis mil, oitocentos e vinte e três reais e cinquenta e cinco centavos), para realizar a obra de asfaltamento no bairro Cidade Alta - fl. 1923 - ANEXO 9 e fl. 237- autos n 2009001120019122. No relatório final de pagamentos da obra de pavimentação asfáltica no bairro Cidade Alta, assinado pela então Presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em 08.05.08, consta que o valor total da obra, incluindo o aditivo e reajustes, chegou a R$ 1.184.166.40 (um milhão, cento e oitenta e quatro mil cento e sessenta e seis reais e quarenta centavos) (fl. 237- autos n 2009001120019122). Desse valor, diante da insuficiência de recursos existentes no Fundo Municipal dos Direitos Difusos e Coletivos, o Município de Rolim de Moura foi obrigado a pagar a Construtora Medianeira o valor de R$ 122.614.50 (cento e vinte e dois mil reais), conforme consta de ata de reunião de trabalho, de 19.03.08, referentes ao Termo de Ajustamento de Conduta entre o Ministério Público e a Prefeitura Municipal, na qual participaram o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, a então Prefeita Municipal (Mileni Cristina Benetti Motta), o então Procurador do Município (Marcio Antônio Pereira) e Ivan Salame (representante da empresa contratada), sem a presença de qualquer membro do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos (fls. 232- 233 - autos n 2009001120019122). Restou claro que o objetivo dos denunciados Leandro da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO 1.071.847,74 (um milhão, setenta e um mil, oitocentos e quarenta e sete reais e setenta e quatro centavos) – fls. 1550 e 1594 - ANEXO 8. A empresa Terracal apresentou proposta vencedora da licitação para obra de asfaltamento no bairro Cidade Alta, no valor de R$ 1.063 152,98 (um milhão, sessenta e três mil, cento e cinquenta e dois reais e noventa e oito centavos) - fls. 1901-1902 - ANEXO 9. Por sua vez, a Construtora Medianeira apresentou proposta direta a Promotoria de Justiça de RS 896.823,55 (oitocentos e noventa e seis mil, oitocentos e vinte e três reais e cinquenta e cinco centavos), para realizar a obra de asfaltamento no bairro Cidade Alta - fl. 1923 - ANEXO 9 e fl. 237- autos n 2009001120019122. No relatório final de pagamentos da obra de pavimentação asfáltica no bairro Cidade Alta, assinado pela então Presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em 08.05.08, consta que o valor total da obra, incluindo o aditivo e reajustes, chegou a R$ 1.184.166.40 (um milhão, cento e oitenta e quatro mil cento e sessenta e seis reais e quarenta centavos) (fl. 237- autos n 2009001120019122). Desse valor, diante da insuficiência de recursos existentes no Fundo Municipal dos Direitos Difusos e Coletivos, o Município de Rolim de Moura foi obrigado a pagar a Construtora Medianeira o valor de R$ 122.614.50 (cento e vinte e dois mil reais), conforme consta de ata de reunião de trabalho, de 19.03.08, referentes ao Termo de Ajustamento de Conduta entre o Ministério Público e a Prefeitura Municipal, na qual participaram o Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, a então Prefeita Municipal (Mileni Cristina Benetti Motta), o então Procurador do Município (Marcio Antônio Pereira) e Ivan Salame (representante da empresa contratada), sem a presença de qualquer membro do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos (fls. 232- 233 - autos n 2009001120019122). Restou claro que o objetivo dos denunciados Leandro da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO Costa Gandolfo, Marcelo Lincoln Guidio, Fernandes Salame e Ivan Salame, ao realizarem as condutas acima narradas, foi a obtenção de benefícios direto para eles. No caso dos Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, a valorização de seus imóveis pelas obras de asfaltamento. E, no caso dos denunciados Fernandes Salame e Ivan Salame, a contratação direta de obra pública, deixando-se de se submeter, de forma ilegal, às condições impostas em processo licitatório. DA CAPITULAÇÃO Diante do exposto, denuncio: (…) 2) MARCELO LINCOLN GUIDIO, como incurso nas penas do art. 312, ‘caput’, combinado com o art. 29, ambos do Código Penal (1... fato) e art. 90 de Lei n 8.666/93, combinado com o art. 29 do Código Penal (2... fato), na forma do art. 69 do Estatuto Repressivo”. Bem se vê, portanto, que a denúncia narra de forma clara e objetiva os fatos supostamente delituosos, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação, de modo a permitir, àquele que sofre a persecução criminal, o pleno exercício do direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. Em tese, os Promotores de Justiça denunciados, entre eles o ora recorrente, aproveitando-se dos cargos que ocupam, direcionaram os serviços a serem realizados pela municipalidade em razão de Termo de Ajustamento de Conduta – TAC e, na sequência, interferiram no resultado do procedimento licitatório, fazendo com que a Administração Pública procedesse à contratação direta de uma empresa que não havia participado do certame, contratação essa que, ao fim, se mostrou mais onerosa do que a proposta apresentada pela empresa vencedora, evidenciando, ao que parece, possível proveito de verba pertencente ao Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO Costa Gandolfo, Marcelo Lincoln Guidio, Fernandes Salame e Ivan Salame, ao realizarem as condutas acima narradas, foi a obtenção de benefícios direto para eles. No caso dos Promotores de Justiça Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, a valorização de seus imóveis pelas obras de asfaltamento. E, no caso dos denunciados Fernandes Salame e Ivan Salame, a contratação direta de obra pública, deixando-se de se submeter, de forma ilegal, às condições impostas em processo licitatório. DA CAPITULAÇÃO Diante do exposto, denuncio: (…) 2) MARCELO LINCOLN GUIDIO, como incurso nas penas do art. 312, ‘caput’, combinado com o art. 29, ambos do Código Penal (1... fato) e art. 90 de Lei n 8.666/93, combinado com o art. 29 do Código Penal (2... fato), na forma do art. 69 do Estatuto Repressivo”. Bem se vê, portanto, que a denúncia narra de forma clara e objetiva os fatos supostamente delituosos, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação, de modo a permitir, àquele que sofre a persecução criminal, o pleno exercício do direito de defesa, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal. Em tese, os Promotores de Justiça denunciados, entre eles o ora recorrente, aproveitando-se dos cargos que ocupam, direcionaram os serviços a serem realizados pela municipalidade em razão de Termo de Ajustamento de Conduta – TAC e, na sequência, interferiram no resultado do procedimento licitatório, fazendo com que a Administração Pública procedesse à contratação direta de uma empresa que não havia participado do certame, contratação essa que, ao fim, se mostrou mais onerosa do que a proposta apresentada pela empresa vencedora, evidenciando, ao que parece, possível proveito de verba pertencente ao Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO 3. Como se sabe, somente é viável estancar o normal curso da ação penal se o fatos não constituírem, nem mesmo em tese, crime ou inexistir qualquer indício de autoria. E, no caso, ao menos neste juízo superficial, parece estar plenamente demonstrado que a narrativa exposta possui relevo para esfera penal. De outro lado, não há como avançar nas alegações postas neste recurso sobre (a) a regularidade ou não da contratação direta e (b) o eventual equívoco na classificação do delito, questões que serão apuradas no âmbito da ação penal originária, impossível de ser avaliada nesta via recursal. É de competência do juiz da causa proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferir a definição jurídica adequada para os fatos que restarem comprovados. Nessas circunstâncias, antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias implicaria em evidente distorção do modelo constitucional de competências (v.g, entre outros, HC 94730, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-10-2013; RHC 112583, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19-02-2013; HC 112254, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 17- 12-2012). Foi esse também o entendimento adotado acórdão recorrido: (…) “Verifica-se nos autos a existência de elementos indiciários no sentido de que o paciente, aproveitando-se da função de Promotor de Justiça, participou da destinação dos recursos do Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, influenciando Administrador Público na gestão da verbas originárias da ação civil pública, culminando, inclusive, na confecção de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, para que valores deste Fundo fossem empregados no asfaltamento de vias públicas do bairro Cidade Alta. Além do que, devem ser melhor esclarecidos no decorrer da ação penal, eventual ingerência do paciente no processo licitatório, uma vez que interferiu no resultado da licitação e determinou a contratação direta de empresa que não teria 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO 3. Como se sabe, somente é viável estancar o normal curso da ação penal se o fatos não constituírem, nem mesmo em tese, crime ou inexistir qualquer indício de autoria. E, no caso, ao menos neste juízo superficial, parece estar plenamente demonstrado que a narrativa exposta possui relevo para esfera penal. De outro lado, não há como avançar nas alegações postas neste recurso sobre (a) a regularidade ou não da contratação direta e (b) o eventual equívoco na classificação do delito, questões que serão apuradas no âmbito da ação penal originária, impossível de ser avaliada nesta via recursal. É de competência do juiz da causa proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferir a definição jurídica adequada para os fatos que restarem comprovados. Nessas circunstâncias, antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias implicaria em evidente distorção do modelo constitucional de competências (v.g, entre outros, HC 94730, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-10-2013; RHC 112583, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19-02-2013; HC 112254, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 17- 12-2012). Foi esse também o entendimento adotado acórdão recorrido: (…) “Verifica-se nos autos a existência de elementos indiciários no sentido de que o paciente, aproveitando-se da função de Promotor de Justiça, participou da destinação dos recursos do Fundo Municipal de Defesa de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, influenciando Administrador Público na gestão da verbas originárias da ação civil pública, culminando, inclusive, na confecção de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, para que valores deste Fundo fossem empregados no asfaltamento de vias públicas do bairro Cidade Alta. Além do que, devem ser melhor esclarecidos no decorrer da ação penal, eventual ingerência do paciente no processo licitatório, uma vez que interferiu no resultado da licitação e determinou a contratação direta de empresa que não teria 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 127144 / RO participado do certame. Assim sendo, somente a instrução processual permitirá o esclarecimento total dos fatos, descabendo o trancamento prematuro da Ação Penal, mormente na via estreita do habeas corpus, que não admite incursão na seara fático-probatória, notadamente em matéria fática complexa e controvertida, como a dos autos. Consoante ressaltou o ilustre Subprocurador-Geral da República, a denúncia se refere à interferência indevida do Ministério Público nas decisões administrativas da prefeitura municipal em procedimento licitatório para asfaltamento de bairro, e o desvio de montante significativo dos valores destinados à obra pública. Desta forma, impõe-se o prosseguimento da ação penal, para que se possa produzir os elementos probatórios para se demonstrar o efetivo desvio dos recursos públicos, e a fraude à licitação ocorridas (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 108)”. 4. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Supremo Tribunal Federal RHC 127144 / RO participado do certame. Assim sendo, somente a instrução processual permitirá o esclarecimento total dos fatos, descabendo o trancamento prematuro da Ação Penal, mormente na via estreita do habeas corpus, que não admite incursão na seara fático-probatória, notadamente em matéria fática complexa e controvertida, como a dos autos. Consoante ressaltou o ilustre Subprocurador-Geral da República, a denúncia se refere à interferência indevida do Ministério Público nas decisões administrativas da prefeitura municipal em procedimento licitatório para asfaltamento de bairro, e o desvio de montante significativo dos valores destinados à obra pública. Desta forma, impõe-se o prosseguimento da ação penal, para que se possa produzir os elementos probatórios para se demonstrar o efetivo desvio dos recursos públicos, e a fraude à licitação ocorridas (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 108)”. 4. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) : MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) : ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8245983 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127.144 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) : MARCELO LINCOLN GUIDIO ADV.(A/S) : ULYSSES RIBEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8245983 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127 . 144 RONDÔNIA", "RHC 127144 / RO", "RHC 127144 / RO", "HC 255 . 048 / RO", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 127 . 144 RONDÔNIA", "HC 255 . 048 / RO", "RHC", "Ação Penal 0010499 - 74 . 2011 . 822 . 0000", "RHC 127144 / RO", "Ação Penal 0010499 - 74 . 2011 . 822 . 0000", "RHC 127144 / RO", "RHC 127144 / RO", "HC 110315", "HC 110697", "HC 107412", "HC 110321", "HC 114867", "HC 115432 - AgR", "RHC 114739", "HC 110315", "HC 110697", "HC 107412", "HC 110321", "HC 114867", "HC 115432 - AgR", "RHC 114739", "RHC 127144 / RO", "RHC 127144 / RO", "RHC 127144 / RO", "RHC 127144 / RO", "RHC 127144 / RO", "RHC 127144 / RO", "RHC 127144 / RO", "HC 94730", "RHC 112583", "HC 112254", "RHC 127144 / RO", "RHC 112583", "HC 112254", "RHC 127144 / RO" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 312 DO Código Penal Brasileiro", "ART . 90 DA LEI 8 . 666 / 1993", "art . 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória 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Ementa e Acórdão 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) :JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR EMENTA: AÇÃO PENAL. SENADOR DA REPÚBLICA. ARTIGO 20 DA LEI 7.492/86. ABSOLVIÇÃO. 1. O delito do art. 20 da Lei 7.492/86 consuma-se no momento da aplicação do recurso em finalidade diversa da prevista no contrato. 2. À falta de prova suficiente de que o réu concorreu para o crime, impõe-se a absolvição na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 3. Pretensão acusatória julgada improcedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar improcedente a ação penal, absolvendo o réu (art. 386, V, CPP), nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453575. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) :JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de ação penal proposta pelo Ministério Público Federal no Estado de Rondônia em face do Senador da República Valdir Raupp de Matos, Arno Voigt, Hilda Paiva Cruz e Pedro Costa Beber imputando-lhes o crime previsto no art. 20 da Lei 7.492/86 (“Aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá-lo: Pena - Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa”). 2. Segundo a acusação, o Brasil firmou um acordo (nº. 3.444/BR) de empréstimo com o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD). Posteriormente, o Ministério do Planejamento e Orçamento e o Governo e Rondônia assinaram um convênio (nº. 028/97) para a execução do Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia (PLANAFLORO). No entanto, o Governo do Estado de Rondônia teria transferido o valor para a conta única do Tesouro Estadual para saldar despesas daquele Estado. 4. A denúncia (fls. 2/5) foi oferecida em 04.11.2002 ao juízo da 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Rondônia. Em decorrência da diplomação de Valdir Raupp de Matos para o mandato de Senador da República, o juízo federal declinou do processo em favor do Supremo Tribunal Federal, que desmembrou o feito, integrando o polo passivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Supremo Tribunal Federal AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) :JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de ação penal proposta pelo Ministério Público Federal no Estado de Rondônia em face do Senador da República Valdir Raupp de Matos, Arno Voigt, Hilda Paiva Cruz e Pedro Costa Beber imputando-lhes o crime previsto no art. 20 da Lei 7.492/86 (“Aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá-lo: Pena - Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa”). 2. Segundo a acusação, o Brasil firmou um acordo (nº. 3.444/BR) de empréstimo com o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD). Posteriormente, o Ministério do Planejamento e Orçamento e o Governo e Rondônia assinaram um convênio (nº. 028/97) para a execução do Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia (PLANAFLORO). No entanto, o Governo do Estado de Rondônia teria transferido o valor para a conta única do Tesouro Estadual para saldar despesas daquele Estado. 4. A denúncia (fls. 2/5) foi oferecida em 04.11.2002 ao juízo da 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Rondônia. Em decorrência da diplomação de Valdir Raupp de Matos para o mandato de Senador da República, o juízo federal declinou do processo em favor do Supremo Tribunal Federal, que desmembrou o feito, integrando o polo passivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório AP 554 / RO desta relação processual apenas o congressista. 5. O acusado foi interrogado (fls. 1.691/1.705) e apresentou defesa prévia (fls. 1.128/1.150). 6. Na instrução, foram inquiridas as seguintes testemunhas arroladas pela acusação: José de Albuquerque Cavalcanti (fls. 1609, 1637, 1643/1655), Orlandina Pereira Gonçalves (fls 1393/1399), Grinaura Carvalho de Oliveira (fls. 1415/1423), Jader Terceiro dos Santos (fls. 1415/1423), Manuel José Costa Farias (fls. 1415/1423), Osmar da Rocha Campos (fls. 1415/1423) 7. Realizou-se a oitiva das seguintes testemunhas indicadas pela defesa: Tomas Guilherme Correia Williames Pimentel de Oliveira (fls. 1426/1427), Aldenor José Neves (fls. 1428/1429), Maria Augusta Matola Pacheco (fls. 1432/1433), Valdecir da Silva Maciel (fls. 1430/1431), Jane Rodrigues Maihone (fls.1436/1437). 8. Foram indeferidas as diligências na fase do art. 10 da Lei nº 8.038/90, requeridas pelo Parquet (fls. 1924/1927). 9. O Procurador-Geral da República apresentou as alegações finais às fls. 1930/1956, requerendo a improcedência da pretensão punitiva e, com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal, a absolvição do acusado. 10. Em 20 de outubro deste ano, a defesa ofereceu as alegações finais de fls. 1985/2005, requerendo: (i) o reconhecimento da ilegitimidade passiva; (ii) o reconhecimento da ausência do dolo; (iii) o reconhecimento da ausência de dano ao erário; (iv) equívoco na capitulação penal, que seria, em tese, o tipo previsto no art. 315 do CP; (v) e, no mérito, que seja julgada improcedente a pretensão punitiva, absolvendo-se o réu, em face da inexistência de prova de sua participação nos fatos supostamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO desta relação processual apenas o congressista. 5. O acusado foi interrogado (fls. 1.691/1.705) e apresentou defesa prévia (fls. 1.128/1.150). 6. Na instrução, foram inquiridas as seguintes testemunhas arroladas pela acusação: José de Albuquerque Cavalcanti (fls. 1609, 1637, 1643/1655), Orlandina Pereira Gonçalves (fls 1393/1399), Grinaura Carvalho de Oliveira (fls. 1415/1423), Jader Terceiro dos Santos (fls. 1415/1423), Manuel José Costa Farias (fls. 1415/1423), Osmar da Rocha Campos (fls. 1415/1423) 7. Realizou-se a oitiva das seguintes testemunhas indicadas pela defesa: Tomas Guilherme Correia Williames Pimentel de Oliveira (fls. 1426/1427), Aldenor José Neves (fls. 1428/1429), Maria Augusta Matola Pacheco (fls. 1432/1433), Valdecir da Silva Maciel (fls. 1430/1431), Jane Rodrigues Maihone (fls.1436/1437). 8. Foram indeferidas as diligências na fase do art. 10 da Lei nº 8.038/90, requeridas pelo Parquet (fls. 1924/1927). 9. O Procurador-Geral da República apresentou as alegações finais às fls. 1930/1956, requerendo a improcedência da pretensão punitiva e, com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal, a absolvição do acusado. 10. Em 20 de outubro deste ano, a defesa ofereceu as alegações finais de fls. 1985/2005, requerendo: (i) o reconhecimento da ilegitimidade passiva; (ii) o reconhecimento da ausência do dolo; (iii) o reconhecimento da ausência de dano ao erário; (iv) equívoco na capitulação penal, que seria, em tese, o tipo previsto no art. 315 do CP; (v) e, no mérito, que seja julgada improcedente a pretensão punitiva, absolvendo-se o réu, em face da inexistência de prova de sua participação nos fatos supostamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório AP 554 / RO criminosos, nos termos do art. 386, V, do CPP. 11. Esse é o relatório. À douta revisão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO criminosos, nos termos do art. 386, V, do CPP. 11. Esse é o relatório. À douta revisão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Nos termos da própria manifestação da Procuradoria- Geral da República, a pretensão punitiva, quanto ao crime do art. 20 da Lei 7.49286, deve ser julgada improcedente, com a absolvição do réu por falta de prova de ter concorrido para a infração penal, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 2. No caso, não há dúvidas de que valores depositados na conta específica da PLANAFORO foram transferidos para conta única do tesouro estadual para saldar despesas diversas do Estado de Rondônia. Ademais, é pacífica a jurisprudência de que as esferas administrativa e penal são independentes e, embora o acusado não tenha sido condenado no Tribunal de Contas de Rondônia, bem como no Tribunal de Contas da União, o delito do art. 20 da Lei 7.492/86 consuma-se no momento da aplicação do recurso em finalidade diversa da prevista no contrato de financiamento. 3. No entanto, não há nos autos provas suficientes da efetiva participação do acusado no delito. Há dúvida se o réu concorreu para o crime, cuja materialidade está configurada, dando ordens para a transferência dos valores. Nessa linha, são os depoimentos isolados de Osmar da Rocha Campos, que “soube por comentários” que o réu era o mandante, bem como a afirmativa da testemunha Grinaura Carvalho de Oliveira. 4. Permitir que o acusado seja condenado somente pela posição hierárquica superior, no caso chefe do poder executivo estadual, seria um mal uso da teoria do domínio do fato. Deve haver prova inequívoca de que o acusado emitiu tal ordem, o que não é o caso dos autos. Ademais, o mero “dever de saber” não é suficiente para uma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Nos termos da própria manifestação da Procuradoria- Geral da República, a pretensão punitiva, quanto ao crime do art. 20 da Lei 7.49286, deve ser julgada improcedente, com a absolvição do réu por falta de prova de ter concorrido para a infração penal, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 2. No caso, não há dúvidas de que valores depositados na conta específica da PLANAFORO foram transferidos para conta única do tesouro estadual para saldar despesas diversas do Estado de Rondônia. Ademais, é pacífica a jurisprudência de que as esferas administrativa e penal são independentes e, embora o acusado não tenha sido condenado no Tribunal de Contas de Rondônia, bem como no Tribunal de Contas da União, o delito do art. 20 da Lei 7.492/86 consuma-se no momento da aplicação do recurso em finalidade diversa da prevista no contrato de financiamento. 3. No entanto, não há nos autos provas suficientes da efetiva participação do acusado no delito. Há dúvida se o réu concorreu para o crime, cuja materialidade está configurada, dando ordens para a transferência dos valores. Nessa linha, são os depoimentos isolados de Osmar da Rocha Campos, que “soube por comentários” que o réu era o mandante, bem como a afirmativa da testemunha Grinaura Carvalho de Oliveira. 4. Permitir que o acusado seja condenado somente pela posição hierárquica superior, no caso chefe do poder executivo estadual, seria um mal uso da teoria do domínio do fato. Deve haver prova inequívoca de que o acusado emitiu tal ordem, o que não é o caso dos autos. Ademais, o mero “dever de saber” não é suficiente para uma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO condenação em razão de ensejar responsabilização objetiva, incompatível com o direito penal. Não cabe presunção in malan partem, ante o princípio da não culpabilidade (art. 5º, LVII da Constituição Federal). 5. Em um caso análogo, esta Corte manifestou-se no sentido de que “não se pode, é certo, presumir a responsabilidade criminal daquele que se ache no cargo de Prefeito municipal, em função apenas dessa titularidade. Increpação mecânica ou linear que redundaria na aplicação da inadmissível figura da responsabilidade penal objetiva. Se se prefere, implicaria presumir a responsabilidade penal objetiva em razão da simples titularidade do cargo público.” (AP 409, Rel. Min. Ayres Britto) 6. Assim, o Procurador-Geral da República sustentou: “(…) os depoimentos de Grinaura Carvalho e Osmar da Rocha, embora não possam ser inteiramente desconsiderados, não poderiam sustentar, por si sós, a condenação, sobretudo pela circunstância de haver outros depoimentos com versão contraposta, sem que se possa apontar hiato significativo de credibilidade subjetiva entre as testemunhas que sustentam uma e outra versão.” 7. Contrapondo-se aos depoimentos que basearam a inicial acusatória é o depoimento de Aldenor José Neves, Coordenador de Orçamento do Estado, que afirmou (fls. 1430/1431, 1525/1526): “(…) que fazia parte de uma comissão técnica instituída a pedido da Secretaria do Tesouro Nacional, que tinha por objeto realizar o levantamento da situação orçamentária e financeira do Estado junto à União (…) que PEDRO BEBER era o ordenador de despesas do PLANAFLORO; que houve uma época em que as verbas destinadas ao PLANAFLORO foram migradas para a conta única do Estado, como forma de controle e que conforme necessário, eles voltavam para a conta específica do convênio para fins de pagamento das ações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO condenação em razão de ensejar responsabilização objetiva, incompatível com o direito penal. Não cabe presunção in malan partem, ante o princípio da não culpabilidade (art. 5º, LVII da Constituição Federal). 5. Em um caso análogo, esta Corte manifestou-se no sentido de que “não se pode, é certo, presumir a responsabilidade criminal daquele que se ache no cargo de Prefeito municipal, em função apenas dessa titularidade. Increpação mecânica ou linear que redundaria na aplicação da inadmissível figura da responsabilidade penal objetiva. Se se prefere, implicaria presumir a responsabilidade penal objetiva em razão da simples titularidade do cargo público.” (AP 409, Rel. Min. Ayres Britto) 6. Assim, o Procurador-Geral da República sustentou: “(…) os depoimentos de Grinaura Carvalho e Osmar da Rocha, embora não possam ser inteiramente desconsiderados, não poderiam sustentar, por si sós, a condenação, sobretudo pela circunstância de haver outros depoimentos com versão contraposta, sem que se possa apontar hiato significativo de credibilidade subjetiva entre as testemunhas que sustentam uma e outra versão.” 7. Contrapondo-se aos depoimentos que basearam a inicial acusatória é o depoimento de Aldenor José Neves, Coordenador de Orçamento do Estado, que afirmou (fls. 1430/1431, 1525/1526): “(…) que fazia parte de uma comissão técnica instituída a pedido da Secretaria do Tesouro Nacional, que tinha por objeto realizar o levantamento da situação orçamentária e financeira do Estado junto à União (…) que PEDRO BEBER era o ordenador de despesas do PLANAFLORO; que houve uma época em que as verbas destinadas ao PLANAFLORO foram migradas para a conta única do Estado, como forma de controle e que conforme necessário, eles voltavam para a conta específica do convênio para fins de pagamento das ações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO realizadas; que o Governador não precisava autorizar as movimentações financeiras; que estas ficavam a cargo do Secretário de Fazenda; que, à época, era Secretário de Fazenda ARNO VOIGT; que não se recorda de qualquer pedido ou ordem do Governador no sentido de transferir verbas das contas do convênio para a conta única do Estado.” 8. Na mesma linha, é o depoimento de Leila Maria Bedeschi, Chefe de Gabinete da Secretaria de Fazenda, que relatou (fls. 1449/1450, 1550/1551): “que se recorda que durante as reuniões de trabalho o Secretário de Fazenda ARNO VOIGT ventilou a possibilidade de transferir recursos do PLANAFLORO para a conta única do Estado (…) que a decisão de transferir recursos do PLANAFLORO para a conta única do Estado não dependia da anuência do Governador, pois o Secretário de Fazenda tinha autonomia para isso;” 9. Não é outro o depoimento de Tomás Guilherme Correia, Secretário de Obras, que narrou: “Que à época eu era secretário de obras da gestão do réu Valdir Raupp de Matos, e tomei conhecimento de que houve essa transferência de numerários. Fato que foi discutido em uma reunião de secretariados. Que nesta reunião o então governador Valdir Raupp tomou conhecimento de que a transferência havia sido realizada. Que quem comunicou o governador foi Pedro Costa Beber, secretário do PLANAFLORO, e Arno Voigt. Que afirmo que o governador não consentiu e somente soube da transferência quando ela já tinha sido feita (…). Que na época dos fatos foi determinada pelo Governador Valdir Raupp a instauração de processo administrativo, bem como a tomada de conta para a apuração dos fatos.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO realizadas; que o Governador não precisava autorizar as movimentações financeiras; que estas ficavam a cargo do Secretário de Fazenda; que, à época, era Secretário de Fazenda ARNO VOIGT; que não se recorda de qualquer pedido ou ordem do Governador no sentido de transferir verbas das contas do convênio para a conta única do Estado.” 8. Na mesma linha, é o depoimento de Leila Maria Bedeschi, Chefe de Gabinete da Secretaria de Fazenda, que relatou (fls. 1449/1450, 1550/1551): “que se recorda que durante as reuniões de trabalho o Secretário de Fazenda ARNO VOIGT ventilou a possibilidade de transferir recursos do PLANAFLORO para a conta única do Estado (…) que a decisão de transferir recursos do PLANAFLORO para a conta única do Estado não dependia da anuência do Governador, pois o Secretário de Fazenda tinha autonomia para isso;” 9. Não é outro o depoimento de Tomás Guilherme Correia, Secretário de Obras, que narrou: “Que à época eu era secretário de obras da gestão do réu Valdir Raupp de Matos, e tomei conhecimento de que houve essa transferência de numerários. Fato que foi discutido em uma reunião de secretariados. Que nesta reunião o então governador Valdir Raupp tomou conhecimento de que a transferência havia sido realizada. Que quem comunicou o governador foi Pedro Costa Beber, secretário do PLANAFLORO, e Arno Voigt. Que afirmo que o governador não consentiu e somente soube da transferência quando ela já tinha sido feita (…). Que na época dos fatos foi determinada pelo Governador Valdir Raupp a instauração de processo administrativo, bem como a tomada de conta para a apuração dos fatos.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO 10. No mesmo sentido, José de Albuquerque Cavalcante declarou (fls. 1644/1655): “Quem tinha essa competência [transferência de recursos do PLANAFLORO] e voluntariedade para fazê-lo era o Secretário da Fazenda Arno Voigt, porque ele era o titular da pasta (…) Então, quem tinha essa gestão financeira de controle era o Secretário Argo Voigt; e, no âmbito do PLANFLORO, o designado como gestor financeiro era o Senhor Pedro da Costa Beber, que tinha essa titularidade. O Governador do Estado não tinha, assim, conhecimento específico do pagar ‘x’, autorizar ‘y’.” 11. O Procurador-Geral da República, em sede de alegações finais, concluiu acerca do interrogatório de Pedro Costa Beber realizado às fls. 1773: “A infirmar a imputação dirigida ao réu Valdir Raupp há, também, o interrogatório de Pedro Costa Beber, que afirmou em Juízo que a ideia de utilizar os valores do PLANAFLORO para pagar outras despesas do Estado partiu dele próprio, com a aquiescência do Secretário Arno Voigt.” 12. Ainda conforme manifestação do Procurador-Geral da República: “O conjunto probatório não dissipou, portanto, quanto a Valdir Raupp, o quadro de mera probabilidade de autoria existente quando da propositura da ação penal.” 13. Conclui-se, portanto, que o acusado não era o responsável pelas transferências, já que as provas colhidas nos autos apontam que essa atribuição era do Secretário de Fazenda. 14. Nesse contexto, é necessário reproduzir a observação 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO 10. No mesmo sentido, José de Albuquerque Cavalcante declarou (fls. 1644/1655): “Quem tinha essa competência [transferência de recursos do PLANAFLORO] e voluntariedade para fazê-lo era o Secretário da Fazenda Arno Voigt, porque ele era o titular da pasta (…) Então, quem tinha essa gestão financeira de controle era o Secretário Argo Voigt; e, no âmbito do PLANFLORO, o designado como gestor financeiro era o Senhor Pedro da Costa Beber, que tinha essa titularidade. O Governador do Estado não tinha, assim, conhecimento específico do pagar ‘x’, autorizar ‘y’.” 11. O Procurador-Geral da República, em sede de alegações finais, concluiu acerca do interrogatório de Pedro Costa Beber realizado às fls. 1773: “A infirmar a imputação dirigida ao réu Valdir Raupp há, também, o interrogatório de Pedro Costa Beber, que afirmou em Juízo que a ideia de utilizar os valores do PLANAFLORO para pagar outras despesas do Estado partiu dele próprio, com a aquiescência do Secretário Arno Voigt.” 12. Ainda conforme manifestação do Procurador-Geral da República: “O conjunto probatório não dissipou, portanto, quanto a Valdir Raupp, o quadro de mera probabilidade de autoria existente quando da propositura da ação penal.” 13. Conclui-se, portanto, que o acusado não era o responsável pelas transferências, já que as provas colhidas nos autos apontam que essa atribuição era do Secretário de Fazenda. 14. Nesse contexto, é necessário reproduzir a observação 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO proferida pelo Min. Celso de Mello, relator, em seu voto na AP 470: “O entendimento que venho de referir encontra apoio em autorizado magistério doutrinário (EDUARDO ESPÍNOLA FILHO, “Código de Processo Penal Brasileiro Anotado”, vol. IV/126-127, item n. 765, 3ª ed., 1955, Borsoi; JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado” p. 1.004, item n. 386.3, 11ª ed., 2003, Atlas; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de Processo Penal Comentado”, p. 679, item n. 48, 5ª ed., 2006, RT), valendo referir, no ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a lição de FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (“Código de Processo Penal Comentado”, vol. I/655, item n. VI, 5ª ed., 1999, Saraiva): ‘(...) Para que o Juiz possa proferir um decreto condenatório é preciso haja prova da materialidade delitiva e da autoria. Na dúvida, a absolvição se impõe. Evidente que a prova deve ser séria, ao menos sensata. Mais ainda: prova séria é aquela colhida sob o crivo do contraditório. Na hipótese de, na instrução, não ter sido feita nenhuma prova a respeito da autoria, não pode o Juiz louvar-se no apurado na fase inquisitorial presidida pela Autoridade Policial. Não que o inquérito não apresente valor probatório; este, contudo, somente poderá ser levado em conta se, na instrução, surgir alguma prova, quando, então, é lícito ao Juiz considerar tanto as provas do inquérito quanto aquelas por ele colhidas, mesmo porque, não fosse assim, estaria proferindo um decreto condenatório sem permitir ao réu o direito constitucional do contraditório. (...).’ (grifei) Em suma: a análise dos elementos de informação contidos neste processo leva-me a reconhecer a inexistência de prova penal convincente e necessária que permita a formação de um juízo seguro de culpabilidade em relação ao ora acusado, no que concerne ao crime que lhe foi imputado.” (destaques no original) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO proferida pelo Min. Celso de Mello, relator, em seu voto na AP 470: “O entendimento que venho de referir encontra apoio em autorizado magistério doutrinário (EDUARDO ESPÍNOLA FILHO, “Código de Processo Penal Brasileiro Anotado”, vol. IV/126-127, item n. 765, 3ª ed., 1955, Borsoi; JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado” p. 1.004, item n. 386.3, 11ª ed., 2003, Atlas; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de Processo Penal Comentado”, p. 679, item n. 48, 5ª ed., 2006, RT), valendo referir, no ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a lição de FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (“Código de Processo Penal Comentado”, vol. I/655, item n. VI, 5ª ed., 1999, Saraiva): ‘(...) Para que o Juiz possa proferir um decreto condenatório é preciso haja prova da materialidade delitiva e da autoria. Na dúvida, a absolvição se impõe. Evidente que a prova deve ser séria, ao menos sensata. Mais ainda: prova séria é aquela colhida sob o crivo do contraditório. Na hipótese de, na instrução, não ter sido feita nenhuma prova a respeito da autoria, não pode o Juiz louvar-se no apurado na fase inquisitorial presidida pela Autoridade Policial. Não que o inquérito não apresente valor probatório; este, contudo, somente poderá ser levado em conta se, na instrução, surgir alguma prova, quando, então, é lícito ao Juiz considerar tanto as provas do inquérito quanto aquelas por ele colhidas, mesmo porque, não fosse assim, estaria proferindo um decreto condenatório sem permitir ao réu o direito constitucional do contraditório. (...).’ (grifei) Em suma: a análise dos elementos de informação contidos neste processo leva-me a reconhecer a inexistência de prova penal convincente e necessária que permita a formação de um juízo seguro de culpabilidade em relação ao ora acusado, no que concerne ao crime que lhe foi imputado.” (destaques no original) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO 15. Diante do exposto, julgo improcedente a pretensão punitiva, absolvendo o réu do crime do art. 20 da Lei 7.492/86, pela ausência de provas de ter concorrido para o delito (CPP, art. 386, V). 16. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO 15. Diante do exposto, julgo improcedente a pretensão punitiva, absolvendo o réu do crime do art. 20 da Lei 7.492/86, pela ausência de provas de ter concorrido para o delito (CPP, art. 386, V). 16. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto do(a) Revisor(a) 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (REVISOR) – Este processo teve início com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal do Estado de Rondônia contra o senador Valdir Raupp e outros, em razão do suposto cometimento do delito capitulado no artigo 20 da Lei nº 7.492/86 (aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá- lo: pena – reclusão, de dois a seis anos, e multa). A peça acusatória foi formalizada em 4 de novembro de 2002. Diante da diplomação de Valdir Raupp como Senador da República, o processo foi encaminhado ao Supremo. Analisando os dez volumes, percebe-se que o Ministério Público Federal não comprovou, no curso da instrução criminal, a participação do réu, à época Governador do Estado de Rondônia, no crime imputado. A conduta que lhe foi atribuída teria sido supostamente praticada por meio de interposta pessoa. Não há elemento, documental ou testemunhal, que revele o cometimento do delito. A maioria das testemunhas, inclusive as arroladas pela acusação, afirmou categoricamente não saber se o acusado tinha envolvimento com os ilícitos investigados. Observem que o próprio Ministério Público Federal, em fase de alegações finais (folha 1924 a 1927), pediu a absolvição do réu, ante a ausência de demonstração de autoria. O exame do acervo probatório direciona para a ocorrência da figura tipificada no artigo 20 da Lei nº 7.492/86. Porém, mostrou-se insuficiente ao convencimento quanto à autoria do réu. Logo, é impossível atribuir- lhe responsabilidade. Então, em razão da ausência de provas da participação do acusado nos crimes que lhe foram imputados, absolvo-o com fundamento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420330. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (REVISOR) – Este processo teve início com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal do Estado de Rondônia contra o senador Valdir Raupp e outros, em razão do suposto cometimento do delito capitulado no artigo 20 da Lei nº 7.492/86 (aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá- lo: pena – reclusão, de dois a seis anos, e multa). A peça acusatória foi formalizada em 4 de novembro de 2002. Diante da diplomação de Valdir Raupp como Senador da República, o processo foi encaminhado ao Supremo. Analisando os dez volumes, percebe-se que o Ministério Público Federal não comprovou, no curso da instrução criminal, a participação do réu, à época Governador do Estado de Rondônia, no crime imputado. A conduta que lhe foi atribuída teria sido supostamente praticada por meio de interposta pessoa. Não há elemento, documental ou testemunhal, que revele o cometimento do delito. A maioria das testemunhas, inclusive as arroladas pela acusação, afirmou categoricamente não saber se o acusado tinha envolvimento com os ilícitos investigados. Observem que o próprio Ministério Público Federal, em fase de alegações finais (folha 1924 a 1927), pediu a absolvição do réu, ante a ausência de demonstração de autoria. O exame do acervo probatório direciona para a ocorrência da figura tipificada no artigo 20 da Lei nº 7.492/86. Porém, mostrou-se insuficiente ao convencimento quanto à autoria do réu. Logo, é impossível atribuir- lhe responsabilidade. Então, em razão da ausência de provas da participação do acusado nos crimes que lhe foram imputados, absolvo-o com fundamento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto do(a) Revisor(a) AP 554 / RO artigo 386, inciso V, do Código de Processo Penal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420330. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO artigo 386, inciso V, do Código de Processo Penal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Aditamento ao Voto 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (REVISOR) – Presidente, há uma proximidade muito grande entre o inciso IV e o inciso V, mas os preceitos são diametralmente diversos. Por quê? Porque, no inciso IV, tem-se que há necessidade de “estar provado que o réu não concorreu para a infração penal”; o inciso V, que é pertinente ao caso concreto, versa “não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal”. Então, acompanho o Relator, absolvendo pelo inciso V do artigo 386, porquanto é esse o preceito no qual o caso se enquadra. Tenho voto e o juntarei. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8543102. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (REVISOR) – Presidente, há uma proximidade muito grande entre o inciso IV e o inciso V, mas os preceitos são diametralmente diversos. Por quê? Porque, no inciso IV, tem-se que há necessidade de “estar provado que o réu não concorreu para a infração penal”; o inciso V, que é pertinente ao caso concreto, versa “não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal”. Então, acompanho o Relator, absolvendo pelo inciso V do artigo 386, porquanto é esse o preceito no qual o caso se enquadra. Tenho voto e o juntarei. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8543102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu acompanho os votos de Relator e Revisor. Colhi, inclusive do parecer do Ministério Público, a contraposição entre os depoimentos das testemunhas, e concluo que, embora aqueles indicativos da participação do réu no delito não possam ser totalmente desconsiderados, não subsistem, diante do conjunto da prova, de maneira a que se possa afirmar tal participação. Por essa razão, também estou absolvendo o réu, com base no art. 386, inciso V, do Código de Processo Penal: não existência de prova hábil de ter o réu concorrido para a infração penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8617049. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu acompanho os votos de Relator e Revisor. Colhi, inclusive do parecer do Ministério Público, a contraposição entre os depoimentos das testemunhas, e concluo que, embora aqueles indicativos da participação do réu no delito não possam ser totalmente desconsiderados, não subsistem, diante do conjunto da prova, de maneira a que se possa afirmar tal participação. Por essa razão, também estou absolvendo o réu, com base no art. 386, inciso V, do Código de Processo Penal: não existência de prova hábil de ter o réu concorrido para a infração penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8617049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 554 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR Decisão: A Turma julgou improcedente a ação penal, absolvendo o réu (art. 386, inc. V, CPP), nos termos do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. José de Almeida Júnior, pelo réu. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480261 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 554 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR Decisão: A Turma julgou improcedente a ação penal, absolvendo o réu (art. 386, inc. V, CPP), nos termos do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. José de Almeida Júnior, pelo réu. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480261 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8633802
2015-05-05T00:00:00
2015-06-08T00:00:00
A Turma julgou improcedente a ação penal, absolvendo o réu (art. 386, inc. V, CPP), nos termos do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. José de Almeida Júnior, pelo réu. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 5.5.2015.
AÇÃO PENAL
ementa: Ação Penal. Senador da República. Artigo 20 da Lei 7.492/86. Absolvição. 1. O delito do art. 20 da Lei 7.492/86 consuma-se no momento da aplicação do recurso em finalidade diversa da prevista no contrato. 2. À falta de prova suficiente de que o réu concorreu para o crime, impõe-se a absolvição na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 3. Pretensão acusatória julgada improcedente.
sjur307582
- Acórdão(s) citado(s): (RESPONSABILIDADE OBJETIVA, TITULAR, CARGO PÚBLICO, ÂMBITO PENAL) AP 409 (TP). (PROVA, CONDENAÇÃO, ÂMBITO PENAL) AP 470 (TP). Número de páginas: 15. Análise: 11/06/2015, AMA.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
554
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00057\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007492 ANO-1986\n ART-00020\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00386 INC-00004 INC-00005\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
AP
acordaos
AP 554
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AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) :JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR EMENTA: AÇÃO PENAL. SENADOR DA REPÚBLICA. ARTIGO 20 DA LEI 7.492/86. ABSOLVIÇÃO. 1. O delito do art. 20 da Lei 7.492/86 consuma-se no momento da aplicação do recurso em finalidade diversa da prevista no contrato. 2. À falta de prova suficiente de que o réu concorreu para o crime, impõe-se a absolvição na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 3. Pretensão acusatória julgada improcedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar improcedente a ação penal, absolvendo o réu (art. 386, V, CPP), nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453575. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) :JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de ação penal proposta pelo Ministério Público Federal no Estado de Rondônia em face do Senador da República Valdir Raupp de Matos, Arno Voigt, Hilda Paiva Cruz e Pedro Costa Beber imputando-lhes o crime previsto no art. 20 da Lei 7.492/86 (“Aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá-lo: Pena - Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa”). 2. Segundo a acusação, o Brasil firmou um acordo (n. 3.444/BR) de empréstimo com o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD). Posteriormente, o Ministério do Planejamento e Orçamento e o Governo e Rondônia assinaram um convênio (n. 028/97) para a execução do Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia (PLANAFLORO). No entanto, o Governo do Estado de Rondônia teria transferido o valor para a conta única do Tesouro Estadual para saldar despesas daquele Estado. 4. A denúncia (fls. 2/5) foi oferecida em 04.11.2002 ao juízo da 3... Vara Federal da Subseção Judiciária de Rondônia. Em decorrência da diplomação de Valdir Raupp de Matos para o mandato de Senador da República, o juízo federal declinou do processo em favor do Supremo Tribunal Federal, que desmembrou o feito, integrando o polo passivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Supremo Tribunal Federal AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) :JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de ação penal proposta pelo Ministério Público Federal no Estado de Rondônia em face do Senador da República Valdir Raupp de Matos, Arno Voigt, Hilda Paiva Cruz e Pedro Costa Beber imputando-lhes o crime previsto no art. 20 da Lei 7.492/86 (“Aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá-lo: Pena - Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa”). 2. Segundo a acusação, o Brasil firmou um acordo (n. 3.444/BR) de empréstimo com o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD). Posteriormente, o Ministério do Planejamento e Orçamento e o Governo e Rondônia assinaram um convênio (n. 028/97) para a execução do Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia (PLANAFLORO). No entanto, o Governo do Estado de Rondônia teria transferido o valor para a conta única do Tesouro Estadual para saldar despesas daquele Estado. 4. A denúncia (fls. 2/5) foi oferecida em 04.11.2002 ao juízo da 3... Vara Federal da Subseção Judiciária de Rondônia. Em decorrência da diplomação de Valdir Raupp de Matos para o mandato de Senador da República, o juízo federal declinou do processo em favor do Supremo Tribunal Federal, que desmembrou o feito, integrando o polo passivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório AP 554 / RO desta relação processual apenas o congressista. 5. O acusado foi interrogado (fls. 1.691/1.705) e apresentou defesa prévia (fls. 1.128/1.150). 6. Na instrução, foram inquiridas as seguintes testemunhas arroladas pela acusação: José de Albuquerque Cavalcanti (fls. 1609, 1637, 1643/1655), Orlandina Pereira Gonçalves (fls 1393/1399), Grinaura Carvalho de Oliveira (fls. 1415/1423), Jader Terceiro dos Santos (fls. 1415/1423), Manuel José Costa Farias (fls. 1415/1423), Osmar da Rocha Campos (fls. 1415/1423) 7. Realizou-se a oitiva das seguintes testemunhas indicadas pela defesa: Tomas Guilherme Correia Williames Pimentel de Oliveira (fls. 1426/1427), Aldenor José Neves (fls. 1428/1429), Maria Augusta Matola Pacheco (fls. 1432/1433), Valdecir da Silva Maciel (fls. 1430/1431), Jane Rodrigues Maihone (fls.1436/1437). 8. Foram indeferidas as diligências na fase do art. 10 da Lei n 8.038/90, requeridas pelo Parquet (fls. 1924/1927). 9. O Procurador-Geral da República apresentou as alegações finais às fls. 1930/1956, requerendo a improcedência da pretensão punitiva e, com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal, a absolvição do acusado. 10. Em 20 de outubro deste ano, a defesa ofereceu as alegações finais de fls. 1985/2005, requerendo: (i) o reconhecimento da ilegitimidade passiva; (ii) o reconhecimento da ausência do dolo; (iii) o reconhecimento da ausência de dano ao erário; (iv) equívoco na capitulação penal, que seria, em tese, o tipo previsto no art. 315 do Código Penal Brasileiro; (v) e, no mérito, que seja julgada improcedente a pretensão punitiva, absolvendo-se o réu, em face da inexistência de prova de sua participação nos fatos supostamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO desta relação processual apenas o congressista. 5. O acusado foi interrogado (fls. 1.691/1.705) e apresentou defesa prévia (fls. 1.128/1.150). 6. Na instrução, foram inquiridas as seguintes testemunhas arroladas pela acusação: José de Albuquerque Cavalcanti (fls. 1609, 1637, 1643/1655), Orlandina Pereira Gonçalves (fls 1393/1399), Grinaura Carvalho de Oliveira (fls. 1415/1423), Jader Terceiro dos Santos (fls. 1415/1423), Manuel José Costa Farias (fls. 1415/1423), Osmar da Rocha Campos (fls. 1415/1423) 7. Realizou-se a oitiva das seguintes testemunhas indicadas pela defesa: Tomas Guilherme Correia Williames Pimentel de Oliveira (fls. 1426/1427), Aldenor José Neves (fls. 1428/1429), Maria Augusta Matola Pacheco (fls. 1432/1433), Valdecir da Silva Maciel (fls. 1430/1431), Jane Rodrigues Maihone (fls.1436/1437). 8. Foram indeferidas as diligências na fase do art. 10 da Lei n 8.038/90, requeridas pelo Parquet (fls. 1924/1927). 9. O Procurador-Geral da República apresentou as alegações finais às fls. 1930/1956, requerendo a improcedência da pretensão punitiva e, com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal, a absolvição do acusado. 10. Em 20 de outubro deste ano, a defesa ofereceu as alegações finais de fls. 1985/2005, requerendo: (i) o reconhecimento da ilegitimidade passiva; (ii) o reconhecimento da ausência do dolo; (iii) o reconhecimento da ausência de dano ao erário; (iv) equívoco na capitulação penal, que seria, em tese, o tipo previsto no art. 315 do Código Penal Brasileiro; (v) e, no mérito, que seja julgada improcedente a pretensão punitiva, absolvendo-se o réu, em face da inexistência de prova de sua participação nos fatos supostamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório AP 554 / RO criminosos, nos termos do art. 386, V, do CPP. 11. Esse é o relatório. À douta revisão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO criminosos, nos termos do art. 386, V, do CPP. 11. Esse é o relatório. À douta revisão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7148483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Nos termos da própria manifestação da Procuradoria- Geral da República, a pretensão punitiva, quanto ao crime do art. 20 da Lei 7.49286, deve ser julgada improcedente, com a absolvição do réu por falta de prova de ter concorrido para a infração penal, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 2. No caso, não há dúvidas de que valores depositados na conta específica da PLANAFORO foram transferidos para conta única do tesouro estadual para saldar despesas diversas do Estado de Rondônia. Ademais, é pacífica a jurisprudência de que as esferas administrativa e penal são independentes e, embora o acusado não tenha sido condenado no Tribunal de Contas de Rondônia, bem como no Tribunal de Contas da União, o delito do art. 20 da Lei 7.492/86 consuma-se no momento da aplicação do recurso em finalidade diversa da prevista no contrato de financiamento. 3. No entanto, não há nos autos provas suficientes da efetiva participação do acusado no delito. Há dúvida se o réu concorreu para o crime, cuja materialidade está configurada, dando ordens para a transferência dos valores. Nessa linha, são os depoimentos isolados de Osmar da Rocha Campos, que “soube por comentários” que o réu era o mandante, bem como a afirmativa da testemunha Grinaura Carvalho de Oliveira. 4. Permitir que o acusado seja condenado somente pela posição hierárquica superior, no caso chefe do poder executivo estadual, seria um mal uso da teoria do domínio do fato. Deve haver prova inequívoca de que o acusado emitiu tal ordem, o que não é o caso dos autos. Ademais, o mero “dever de saber” não é suficiente para uma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Nos termos da própria manifestação da Procuradoria- Geral da República, a pretensão punitiva, quanto ao crime do art. 20 da Lei 7.49286, deve ser julgada improcedente, com a absolvição do réu por falta de prova de ter concorrido para a infração penal, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 2. No caso, não há dúvidas de que valores depositados na conta específica da PLANAFORO foram transferidos para conta única do tesouro estadual para saldar despesas diversas do Estado de Rondônia. Ademais, é pacífica a jurisprudência de que as esferas administrativa e penal são independentes e, embora o acusado não tenha sido condenado no Tribunal de Contas de Rondônia, bem como no Tribunal de Contas da União, o delito do art. 20 da Lei 7.492/86 consuma-se no momento da aplicação do recurso em finalidade diversa da prevista no contrato de financiamento. 3. No entanto, não há nos autos provas suficientes da efetiva participação do acusado no delito. Há dúvida se o réu concorreu para o crime, cuja materialidade está configurada, dando ordens para a transferência dos valores. Nessa linha, são os depoimentos isolados de Osmar da Rocha Campos, que “soube por comentários” que o réu era o mandante, bem como a afirmativa da testemunha Grinaura Carvalho de Oliveira. 4. Permitir que o acusado seja condenado somente pela posição hierárquica superior, no caso chefe do poder executivo estadual, seria um mal uso da teoria do domínio do fato. Deve haver prova inequívoca de que o acusado emitiu tal ordem, o que não é o caso dos autos. Ademais, o mero “dever de saber” não é suficiente para uma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO condenação em razão de ensejar responsabilização objetiva, incompatível com o direito penal. Não cabe presunção in malan partem, ante o princípio da não culpabilidade (art. 5..., LVII da Constituição Federal). 5. Em um caso análogo, esta Corte manifestou-se no sentido de que “não se pode, é certo, presumir a responsabilidade criminal daquele que se ache no cargo de Prefeito municipal, em função apenas dessa titularidade. Increpação mecânica ou linear que redundaria na aplicação da inadmissível figura da responsabilidade penal objetiva. Se se prefere, implicaria presumir a responsabilidade penal objetiva em razão da simples titularidade do cargo público.” (AP 409, Rel. Min. Ayres Britto) 6. Assim, o Procurador-Geral da República sustentou: “(…) os depoimentos de Grinaura Carvalho e Osmar da Rocha, embora não possam ser inteiramente desconsiderados, não poderiam sustentar, por si sós, a condenação, sobretudo pela circunstância de haver outros depoimentos com versão contraposta, sem que se possa apontar hiato significativo de credibilidade subjetiva entre as testemunhas que sustentam uma e outra versão.” 7. Contrapondo-se aos depoimentos que basearam a inicial acusatória é o depoimento de Aldenor José Neves, Coordenador de Orçamento do Estado, que afirmou (fls. 1430/1431, 1525/1526): “(…) que fazia parte de uma comissão técnica instituída a pedido da Secretaria do Tesouro Nacional, que tinha por objeto realizar o levantamento da situação orçamentária e financeira do Estado junto à União (…) que PEDRO BEBER era o ordenador de despesas do PLANAFLORO; que houve uma época em que as verbas destinadas ao PLANAFLORO foram migradas para a conta única do Estado, como forma de controle e que conforme necessário, eles voltavam para a conta específica do convênio para fins de pagamento das ações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO condenação em razão de ensejar responsabilização objetiva, incompatível com o direito penal. Não cabe presunção in malan partem, ante o princípio da não culpabilidade (art. 5..., LVII da Constituição Federal). 5. Em um caso análogo, esta Corte manifestou-se no sentido de que “não se pode, é certo, presumir a responsabilidade criminal daquele que se ache no cargo de Prefeito municipal, em função apenas dessa titularidade. Increpação mecânica ou linear que redundaria na aplicação da inadmissível figura da responsabilidade penal objetiva. Se se prefere, implicaria presumir a responsabilidade penal objetiva em razão da simples titularidade do cargo público.” (AP 409, Rel. Min. Ayres Britto) 6. Assim, o Procurador-Geral da República sustentou: “(…) os depoimentos de Grinaura Carvalho e Osmar da Rocha, embora não possam ser inteiramente desconsiderados, não poderiam sustentar, por si sós, a condenação, sobretudo pela circunstância de haver outros depoimentos com versão contraposta, sem que se possa apontar hiato significativo de credibilidade subjetiva entre as testemunhas que sustentam uma e outra versão.” 7. Contrapondo-se aos depoimentos que basearam a inicial acusatória é o depoimento de Aldenor José Neves, Coordenador de Orçamento do Estado, que afirmou (fls. 1430/1431, 1525/1526): “(…) que fazia parte de uma comissão técnica instituída a pedido da Secretaria do Tesouro Nacional, que tinha por objeto realizar o levantamento da situação orçamentária e financeira do Estado junto à União (…) que PEDRO BEBER era o ordenador de despesas do PLANAFLORO; que houve uma época em que as verbas destinadas ao PLANAFLORO foram migradas para a conta única do Estado, como forma de controle e que conforme necessário, eles voltavam para a conta específica do convênio para fins de pagamento das ações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO realizadas; que o Governador não precisava autorizar as movimentações financeiras; que estas ficavam a cargo do Secretário de Fazenda; que, à época, era Secretário de Fazenda ARNO VOIGT; que não se recorda de qualquer pedido ou ordem do Governador no sentido de transferir verbas das contas do convênio para a conta única do Estado.” 8. Na mesma linha, é o depoimento de Leila Maria Bedeschi, Chefe de Gabinete da Secretaria de Fazenda, que relatou (fls. 1449/1450, 1550/1551): “que se recorda que durante as reuniões de trabalho o Secretário de Fazenda ARNO VOIGT ventilou a possibilidade de transferir recursos do PLANAFLORO para a conta única do Estado (…) que a decisão de transferir recursos do PLANAFLORO para a conta única do Estado não dependia da anuência do Governador, pois o Secretário de Fazenda tinha autonomia para isso;” 9. Não é outro o depoimento de Tomás Guilherme Correia, Secretário de Obras, que narrou: “Que à época eu era secretário de obras da gestão do réu Valdir Raupp de Matos, e tomei conhecimento de que houve essa transferência de numerários. Fato que foi discutido em uma reunião de secretariados. Que nesta reunião o então governador Valdir Raupp tomou conhecimento de que a transferência havia sido realizada. Que quem comunicou o governador foi Pedro Costa Beber, secretário do PLANAFLORO, e Arno Voigt. Que afirmo que o governador não consentiu e somente soube da transferência quando ela já tinha sido feita (…). Que na época dos fatos foi determinada pelo Governador Valdir Raupp a instauração de processo administrativo, bem como a tomada de conta para a apuração dos fatos.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO realizadas; que o Governador não precisava autorizar as movimentações financeiras; que estas ficavam a cargo do Secretário de Fazenda; que, à época, era Secretário de Fazenda ARNO VOIGT; que não se recorda de qualquer pedido ou ordem do Governador no sentido de transferir verbas das contas do convênio para a conta única do Estado.” 8. Na mesma linha, é o depoimento de Leila Maria Bedeschi, Chefe de Gabinete da Secretaria de Fazenda, que relatou (fls. 1449/1450, 1550/1551): “que se recorda que durante as reuniões de trabalho o Secretário de Fazenda ARNO VOIGT ventilou a possibilidade de transferir recursos do PLANAFLORO para a conta única do Estado (…) que a decisão de transferir recursos do PLANAFLORO para a conta única do Estado não dependia da anuência do Governador, pois o Secretário de Fazenda tinha autonomia para isso;” 9. Não é outro o depoimento de Tomás Guilherme Correia, Secretário de Obras, que narrou: “Que à época eu era secretário de obras da gestão do réu Valdir Raupp de Matos, e tomei conhecimento de que houve essa transferência de numerários. Fato que foi discutido em uma reunião de secretariados. Que nesta reunião o então governador Valdir Raupp tomou conhecimento de que a transferência havia sido realizada. Que quem comunicou o governador foi Pedro Costa Beber, secretário do PLANAFLORO, e Arno Voigt. Que afirmo que o governador não consentiu e somente soube da transferência quando ela já tinha sido feita (…). Que na época dos fatos foi determinada pelo Governador Valdir Raupp a instauração de processo administrativo, bem como a tomada de conta para a apuração dos fatos.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO 10. No mesmo sentido, José de Albuquerque Cavalcante declarou (fls. 1644/1655): “Quem tinha essa competência [transferência de recursos do PLANAFLORO] e voluntariedade para fazê-lo era o Secretário da Fazenda Arno Voigt, porque ele era o titular da pasta (…) Então, quem tinha essa gestão financeira de controle era o Secretário Argo Voigt; e, no âmbito do PLANFLORO, o designado como gestor financeiro era o Senhor Pedro da Costa Beber, que tinha essa titularidade. O Governador do Estado não tinha, assim, conhecimento específico do pagar ‘x’, autorizar ‘y’.” 11. O Procurador-Geral da República, em sede de alegações finais, concluiu acerca do interrogatório de Pedro Costa Beber realizado às fls. 1773: “A infirmar a imputação dirigida ao réu Valdir Raupp há, também, o interrogatório de Pedro Costa Beber, que afirmou em Juízo que a ideia de utilizar os valores do PLANAFLORO para pagar outras despesas do Estado partiu dele próprio, com a aquiescência do Secretário Arno Voigt.” 12. Ainda conforme manifestação do Procurador-Geral da República: “O conjunto probatório não dissipou, portanto, quanto a Valdir Raupp, o quadro de mera probabilidade de autoria existente quando da propositura da ação penal.” 13. Conclui-se, portanto, que o acusado não era o responsável pelas transferências, já que as provas colhidas nos autos apontam que essa atribuição era do Secretário de Fazenda. 14. Nesse contexto, é necessário reproduzir a observação 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO 10. No mesmo sentido, José de Albuquerque Cavalcante declarou (fls. 1644/1655): “Quem tinha essa competência [transferência de recursos do PLANAFLORO] e voluntariedade para fazê-lo era o Secretário da Fazenda Arno Voigt, porque ele era o titular da pasta (…) Então, quem tinha essa gestão financeira de controle era o Secretário Argo Voigt; e, no âmbito do PLANFLORO, o designado como gestor financeiro era o Senhor Pedro da Costa Beber, que tinha essa titularidade. O Governador do Estado não tinha, assim, conhecimento específico do pagar ‘x’, autorizar ‘y’.” 11. O Procurador-Geral da República, em sede de alegações finais, concluiu acerca do interrogatório de Pedro Costa Beber realizado às fls. 1773: “A infirmar a imputação dirigida ao réu Valdir Raupp há, também, o interrogatório de Pedro Costa Beber, que afirmou em Juízo que a ideia de utilizar os valores do PLANAFLORO para pagar outras despesas do Estado partiu dele próprio, com a aquiescência do Secretário Arno Voigt.” 12. Ainda conforme manifestação do Procurador-Geral da República: “O conjunto probatório não dissipou, portanto, quanto a Valdir Raupp, o quadro de mera probabilidade de autoria existente quando da propositura da ação penal.” 13. Conclui-se, portanto, que o acusado não era o responsável pelas transferências, já que as provas colhidas nos autos apontam que essa atribuição era do Secretário de Fazenda. 14. Nesse contexto, é necessário reproduzir a observação 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO proferida pelo Min. Celso de Mello, relator, em seu voto na AP 470: “O entendimento que venho de referir encontra apoio em autorizado magistério doutrinário (EDUARDO ESPÍNOLA FILHO, “Código de Processo Penal Brasileiro Anotado”, vol. IV/126-127, item n. 765, 3... ed., 1955, Borsoi; JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado” p. 1.004, item n. 386.3, 11... ed., 2003, Atlas; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de Processo Penal Comentado”, p. 679, item n. 48, 5... ed., 2006, RT), valendo referir, no ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a lição de FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (“Código de Processo Penal Comentado”, vol. I/655, item n. VI, 5... ed., 1999, Saraiva): ‘(...) Para que o Juiz possa proferir um decreto condenatório é preciso haja prova da materialidade delitiva e da autoria. Na dúvida, a absolvição se impõe. Evidente que a prova deve ser séria, ao menos sensata. Mais ainda: prova séria é aquela colhida sob o crivo do contraditório. Na hipótese de, na instrução, não ter sido feita nenhuma prova a respeito da autoria, não pode o Juiz louvar-se no apurado na fase inquisitorial presidida pela Autoridade Policial. Não que o inquérito não apresente valor probatório; este, contudo, somente poderá ser levado em conta se, na instrução, surgir alguma prova, quando, então, é lícito ao Juiz considerar tanto as provas do inquérito quanto aquelas por ele colhidas, mesmo porque, não fosse assim, estaria proferindo um decreto condenatório sem permitir ao réu o direito constitucional do contraditório. (...).’ (grifei) Em suma: a análise dos elementos de informação contidos neste processo leva-me a reconhecer a inexistência de prova penal convincente e necessária que permita a formação de um juízo seguro de culpabilidade em relação ao ora acusado, no que concerne ao crime que lhe foi imputado.” (destaques no original) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO proferida pelo Min. Celso de Mello, relator, em seu voto na AP 470: “O entendimento que venho de referir encontra apoio em autorizado magistério doutrinário (EDUARDO ESPÍNOLA FILHO, “Código de Processo Penal Brasileiro Anotado”, vol. IV/126-127, item n. 765, 3... ed., 1955, Borsoi; JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado” p. 1.004, item n. 386.3, 11... ed., 2003, Atlas; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de Processo Penal Comentado”, p. 679, item n. 48, 5... ed., 2006, RT), valendo referir, no ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a lição de FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (“Código de Processo Penal Comentado”, vol. I/655, item n. VI, 5... ed., 1999, Saraiva): ‘(...) Para que o Juiz possa proferir um decreto condenatório é preciso haja prova da materialidade delitiva e da autoria. Na dúvida, a absolvição se impõe. Evidente que a prova deve ser séria, ao menos sensata. Mais ainda: prova séria é aquela colhida sob o crivo do contraditório. Na hipótese de, na instrução, não ter sido feita nenhuma prova a respeito da autoria, não pode o Juiz louvar-se no apurado na fase inquisitorial presidida pela Autoridade Policial. Não que o inquérito não apresente valor probatório; este, contudo, somente poderá ser levado em conta se, na instrução, surgir alguma prova, quando, então, é lícito ao Juiz considerar tanto as provas do inquérito quanto aquelas por ele colhidas, mesmo porque, não fosse assim, estaria proferindo um decreto condenatório sem permitir ao réu o direito constitucional do contraditório. (...).’ (grifei) Em suma: a análise dos elementos de informação contidos neste processo leva-me a reconhecer a inexistência de prova penal convincente e necessária que permita a formação de um juízo seguro de culpabilidade em relação ao ora acusado, no que concerne ao crime que lhe foi imputado.” (destaques no original) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 554 / RO 15. Diante do exposto, julgo improcedente a pretensão punitiva, absolvendo o réu do crime do art. 20 da Lei 7.492/86, pela ausência de provas de ter concorrido para o delito (CPP, art. 386, V). 16. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO 15. Diante do exposto, julgo improcedente a pretensão punitiva, absolvendo o réu do crime do art. 20 da Lei 7.492/86, pela ausência de provas de ter concorrido para o delito (CPP, art. 386, V). 16. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8379807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto do(a) Revisor(a) 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (REVISOR) – Este processo teve início com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal do Estado de Rondônia contra o senador Valdir Raupp e outros, em razão do suposto cometimento do delito capitulado no artigo 20 da Lei n 7.492/86 (aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá- lo: pena – reclusão, de dois a seis anos, e multa). A peça acusatória foi formalizada em 4 de novembro de 2002. Diante da diplomação de Valdir Raupp como Senador da República, o processo foi encaminhado ao Supremo. Analisando os dez volumes, percebe-se que o Ministério Público Federal não comprovou, no curso da instrução criminal, a participação do réu, à época Governador do Estado de Rondônia, no crime imputado. A conduta que lhe foi atribuída teria sido supostamente praticada por meio de interposta pessoa. Não há elemento, documental ou testemunhal, que revele o cometimento do delito. A maioria das testemunhas, inclusive as arroladas pela acusação, afirmou categoricamente não saber se o acusado tinha envolvimento com os ilícitos investigados. Observem que o próprio Ministério Público Federal, em fase de alegações finais (folha 1924 a 1927), pediu a absolvição do réu, ante a ausência de demonstração de autoria. O exame do acervo probatório direciona para a ocorrência da figura tipificada no artigo 20 da Lei n 7.492/86. Porém, mostrou-se insuficiente ao convencimento quanto à autoria do réu. Logo, é impossível atribuir- lhe responsabilidade. Então, em razão da ausência de provas da participação do acusado nos crimes que lhe foram imputados, absolvo-o com fundamento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420330. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (REVISOR) – Este processo teve início com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal do Estado de Rondônia contra o senador Valdir Raupp e outros, em razão do suposto cometimento do delito capitulado no artigo 20 da Lei n 7.492/86 (aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá- lo: pena – reclusão, de dois a seis anos, e multa). A peça acusatória foi formalizada em 4 de novembro de 2002. Diante da diplomação de Valdir Raupp como Senador da República, o processo foi encaminhado ao Supremo. Analisando os dez volumes, percebe-se que o Ministério Público Federal não comprovou, no curso da instrução criminal, a participação do réu, à época Governador do Estado de Rondônia, no crime imputado. A conduta que lhe foi atribuída teria sido supostamente praticada por meio de interposta pessoa. Não há elemento, documental ou testemunhal, que revele o cometimento do delito. A maioria das testemunhas, inclusive as arroladas pela acusação, afirmou categoricamente não saber se o acusado tinha envolvimento com os ilícitos investigados. Observem que o próprio Ministério Público Federal, em fase de alegações finais (folha 1924 a 1927), pediu a absolvição do réu, ante a ausência de demonstração de autoria. O exame do acervo probatório direciona para a ocorrência da figura tipificada no artigo 20 da Lei n 7.492/86. Porém, mostrou-se insuficiente ao convencimento quanto à autoria do réu. Logo, é impossível atribuir- lhe responsabilidade. Então, em razão da ausência de provas da participação do acusado nos crimes que lhe foram imputados, absolvo-o com fundamento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto do(a) Revisor(a) AP 554 / RO artigo 386, inciso V, do Código de Processo Penal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420330. Supremo Tribunal Federal AP 554 / RO artigo 386, inciso V, do Código de Processo Penal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Aditamento ao Voto 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (REVISOR) – Presidente, há uma proximidade muito grande entre o inciso IV e o inciso V, mas os preceitos são diametralmente diversos. Por quê? Porque, no inciso IV, tem-se que há necessidade de “estar provado que o réu não concorreu para a infração penal”; o inciso V, que é pertinente ao caso concreto, versa “não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal”. Então, acompanho o Relator, absolvendo pelo inciso V do artigo 386, porquanto é esse o preceito no qual o caso se enquadra. Tenho voto e o juntarei. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8543102. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (REVISOR) – Presidente, há uma proximidade muito grande entre o inciso IV e o inciso V, mas os preceitos são diametralmente diversos. Por quê? Porque, no inciso IV, tem-se que há necessidade de “estar provado que o réu não concorreu para a infração penal”; o inciso V, que é pertinente ao caso concreto, versa “não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal”. Então, acompanho o Relator, absolvendo pelo inciso V do artigo 386, porquanto é esse o preceito no qual o caso se enquadra. Tenho voto e o juntarei. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8543102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu acompanho os votos de Relator e Revisor. Colhi, inclusive do parecer do Ministério Público, a contraposição entre os depoimentos das testemunhas, e concluo que, embora aqueles indicativos da participação do réu no delito não possam ser totalmente desconsiderados, não subsistem, diante do conjunto da prova, de maneira a que se possa afirmar tal participação. Por essa razão, também estou absolvendo o réu, com base no art. 386, inciso V, do Código de Processo Penal: não existência de prova hábil de ter o réu concorrido para a infração penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8617049. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Eu acompanho os votos de Relator e Revisor. Colhi, inclusive do parecer do Ministério Público, a contraposição entre os depoimentos das testemunhas, e concluo que, embora aqueles indicativos da participação do réu no delito não possam ser totalmente desconsiderados, não subsistem, diante do conjunto da prova, de maneira a que se possa afirmar tal participação. Por essa razão, também estou absolvendo o réu, com base no art. 386, inciso V, do Código de Processo Penal: não existência de prova hábil de ter o réu concorrido para a infração penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8617049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 554 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR Decisão: A Turma julgou improcedente a ação penal, absolvendo o réu (art. 386, inc. V, CPP), nos termos do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. José de Almeida Júnior, pelo réu. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480261 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 554 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : VALDIR RAUPP DE MATOS ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR Decisão: A Turma julgou improcedente a ação penal, absolvendo o réu (art. 386, inc. V, CPP), nos termos do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. José de Almeida Júnior, pelo réu. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480261 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA", "AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA", "AÇÃO PENAL 554 RONDÔNIA", "AP 554 / RO", "AP 554 / RO", "AÇÃO PENAL 554", "AÇÃO PENAL 554", "AP 554 / RO", "AP 409", "AP 554 / RO", "AP 409", "AP 554 / RO", "AP 554 / RO", "AP 554 / RO", "AP 554 / RO", "AP 470", "AP 554 / RO", "AP 470", "AP 554 / RO", "AP 554 / RO", "AÇÃO", "AP 554", "AÇÃO", "AÇÃO", "AÇÃO", "AÇÃO", "AÇÃO PENAL 554", "AÇÃO PENAL 554" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 20 DA LEI 7 . 492 / 86", "art . 20 da Lei 7 . 492 / 86", "art . 386 , V , do Código de Processo Penal", "art . 386 , V , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 da Lei 7 . 492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 da Lei 7 . 492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 386 , V , do Código de Processo Penal", "art . 315 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 386 , V , do Código de Processo Penal", "art . 315 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , V , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , V , do CPP .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 da Lei 7 . 49286", "art . 386 , V , do Código de Processo Penal", "art . 20 da Lei 7 . 492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 da Lei 7 . 49286", "art . 386 , V , do Código de Processo Penal", "art . 20 da Lei 7 . 492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal Brasileiro", "Código de Processo Penal Interpretado", "Código de Processo Penal Comentado", "Código de Processo Penal Comentado", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal Brasileiro", "Código de Processo Penal", "Código de", "Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 da Lei 7 . 492 / 86", "CPP , art . 386 , V", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 da Lei 7 . 492 / 86", "CPP , art . 386 , V", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 20 da Lei n 7 . 492 / 86", "artigo 20 da Lei n 7 . 492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 20 da Lei n 7 . 492 / 86", "artigo 20 da Lei n 7 . 492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AP", "artigo 386 , inciso V , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 386 , inciso V , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , inciso V , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , inciso V , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , inc . 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Vara Federal da Subseção Judiciária de", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público Federal no Estado de Rondônia", "Brasil", "Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento", "BIRD", "Ministério do Planejamento e Orçamento", "Governo e Rondônia", "Plano", "PLANAFLORO", "Governo do Estado de Rondônia", "Tesouro Estadual", "3", ".", ". . Vara Federal da Subseção Judiciária de Rondônia", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PLANAFORO", "Tribunal de Contas de Rondônia", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PLANAFORO", "Tribunal de Contas de Rondônia", "Tribunal de Contas da União", "Supremo 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Voigt", "Pedro da Costa Beber", "Pedro Costa Beber", "Valdir Raupp", "Pedro Costa Beber", "Arno Voigt .", "Valdir Raupp", "José de Albuquerque Cavalcante", "Arno Voigt", "Argo Voigt", "Pedro da Costa Beber", "Pedro Costa Beber", "Valdir Raupp", "Pedro Costa Beber", "Arno Voigt", "Valdir Raupp", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "EDUARDO ESPÍNOLA FILHO", "JULIO FABBRINI MIRABETE", "GUILHERME DE SOUZA NUCCI", "FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO", "Celso de Mello", "EDUARDO ESPÍNOLA FILHO", "JULIO FABBRINI MIRABETE", "GUILHERME DE SOUZA NUCCI", "FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "Valdir Raupp", "Valdir Raupp", "MARCO AURÉLIO", "Valdir Raupp", "Valdir Raupp", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "VALDIR RAUPP DE MATOS", "JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR", "José de Almeida Júnior", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Edson Oliveira de 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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: PENAL MILITAR. PACIENTE CONDENADO PELO DELITO DO ART. 290 DO CPM. ATIPICIDADE DA CONDUTA. AUSÊNCIA DE LAUDO CONCLUSIVO SOBRE A PRESENÇA DO PRINCÍPIO ATIVO THC. NÃO OCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A tese defensiva não encontra guarida no quadro fático descrito pelas instâncias ordinárias, uma vez que a materialidade do crime de posse de droga está devidamente comprovada por intermédio de laudo pericial, entre outros elementos probantes. Portanto, para decidir de forma contrária seria necessário rechaçar, além do suporte probatório apresentado, a idoneidade dos expertos responsáveis pelo laudo toxicológico, providência inviável em sede de habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 7 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195677. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal Militar que negou provimento à Apelação 109-51.2012.7.05.0005/PR, Rel. Min. Ten Brig Ar Cleonilson Nicácio Silva. Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente foi condenado à pena de 1 ano de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 290 do Código Penal Militar, na modalidade guardar substância entorpecente em lugar sujeito à Administração Militar, com o benefício do sursis pelo prazo de 2 anos e o direito de apelar em liberdade; (b) a defesa apelou para o Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao recurso, em acórdão assim ementado, na parte que interessa: “(…) Consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a ausência de indicação, no Laudo Toxicológico, do principal componente psicotrópico ativo da substância entorpecente vulgarmente conhecida como ‘maconha’ não impede a caracterização da materialidade delitiva, mormente quando o agente confessa a prática delituosa”. Neste habeas corpus, a impetrante sustenta, em suma, que (a) “ao se deparar com ausência do Tetrahidrocanabiol (THC) na substância periciada, a incerteza é gerada, sendo amplamente prejudicial ao julgamento do mérito, pois, em caso de ausência de comprovação de materialidade delitiva necessária para comprovar a configuração do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195678. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal Militar que negou provimento à Apelação 109-51.2012.7.05.0005/PR, Rel. Min. Ten Brig Ar Cleonilson Nicácio Silva. Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente foi condenado à pena de 1 ano de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 290 do Código Penal Militar, na modalidade guardar substância entorpecente em lugar sujeito à Administração Militar, com o benefício do sursis pelo prazo de 2 anos e o direito de apelar em liberdade; (b) a defesa apelou para o Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao recurso, em acórdão assim ementado, na parte que interessa: “(…) Consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a ausência de indicação, no Laudo Toxicológico, do principal componente psicotrópico ativo da substância entorpecente vulgarmente conhecida como ‘maconha’ não impede a caracterização da materialidade delitiva, mormente quando o agente confessa a prática delituosa”. Neste habeas corpus, a impetrante sustenta, em suma, que (a) “ao se deparar com ausência do Tetrahidrocanabiol (THC) na substância periciada, a incerteza é gerada, sendo amplamente prejudicial ao julgamento do mérito, pois, em caso de ausência de comprovação de materialidade delitiva necessária para comprovar a configuração do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195678. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 126963 / PR delito descrito no art. 290 do CPM, o STM deveria se utilizar do princípio ‘in dúbio pro reo’”; (b) o Laudo de Perícia Criminal concluiu tratar-se de elementos característicos da planta Cannabis Sativa L., “entretanto, não apresentou qualquer informação sobre a presença de substâncias psicoativas e causadoras de dependência e nem ao menos há qualquer referência à presença de THC”; (c) “para o ordenamento jurídico brasileiro, a ‘maconha’ de forma genérica não é substância de uso proibido, mas sim o THC, desta forma, é imprescindível, para justificar uma condenação justa, que se atente para a existência dessa substância, que deverá ser comprovada por meio da perícia técnica”. Requer, ao final, a concessão da ordem, para que seja “reconhecida a atipicidade penal da conduta supostamente praticada (art. 290, caput, do CPM), com aplicação do art. 439, alínea ‘b’ e ‘e’ do CPPM”. O pedido de liminar foi indeferido. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus e, se conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195678. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR delito descrito no art. 290 do CPM, o STM deveria se utilizar do princípio ‘in dúbio pro reo’”; (b) o Laudo de Perícia Criminal concluiu tratar-se de elementos característicos da planta Cannabis Sativa L., “entretanto, não apresentou qualquer informação sobre a presença de substâncias psicoativas e causadoras de dependência e nem ao menos há qualquer referência à presença de THC”; (c) “para o ordenamento jurídico brasileiro, a ‘maconha’ de forma genérica não é substância de uso proibido, mas sim o THC, desta forma, é imprescindível, para justificar uma condenação justa, que se atente para a existência dessa substância, que deverá ser comprovada por meio da perícia técnica”. Requer, ao final, a concessão da ordem, para que seja “reconhecida a atipicidade penal da conduta supostamente praticada (art. 290, caput, do CPM), com aplicação do art. 439, alínea ‘b’ e ‘e’ do CPPM”. O pedido de liminar foi indeferido. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus e, se conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195678. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O Superior Tribunal Militar, ao manter a condenação proferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar, apresentou a seguinte fundamentação: “Não assiste razão ao Órgão de Defesa, por estarem comprovadas a autoria, a materialidade e a culpabilidade do Acusado. Quanto à autoria, o Acusado confessou que é verdadeira a acusação que lhe foi imputada, confirmando que a substância entorpecente encontrada dentro do seu armário lhe pertencia. Nesses termos, revelam-se oportunas as transcrições dos seguintes depoimentos: 1) ex-Sd Ex KAIQUE MENEGUEL VAZ, Acusado (transcrição do interrogatório de fls. 264/269): ‘(...) Juíza: Ok, o senhor tá ciente da acusação que lhe é feita? Que foi encontrado uma substância... maconha... não é isso? Acusado: Isso. Juíza: acho que dentro do armário do senhor, é isso? Acusado: sim Juíza: Então o senhor está ciente da acusação? E antes de qualquer coisa eu devo informar o senhor que pode permanecer calado sem impor em confissão, tá bom? Bom, seu Kaique, é verdadeira a acusação que lhe é feita, o que o senhor tem para relatar desse dia, que foi que aconteceu? Acusado: É verdadeira Juíza: É verdadeira? Mas o que o senhor pode relatar... do dia que aconteceu? O senhor tava na... foi encontrar primeiro acho que num mato, não é isso? Acusado: É... eu ia usar ... (...)’ . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O Superior Tribunal Militar, ao manter a condenação proferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar, apresentou a seguinte fundamentação: “Não assiste razão ao Órgão de Defesa, por estarem comprovadas a autoria, a materialidade e a culpabilidade do Acusado. Quanto à autoria, o Acusado confessou que é verdadeira a acusação que lhe foi imputada, confirmando que a substância entorpecente encontrada dentro do seu armário lhe pertencia. Nesses termos, revelam-se oportunas as transcrições dos seguintes depoimentos: 1) ex-Sd Ex KAIQUE MENEGUEL VAZ, Acusado (transcrição do interrogatório de fls. 264/269): ‘(...) Juíza: Ok, o senhor tá ciente da acusação que lhe é feita? Que foi encontrado uma substância... maconha... não é isso? Acusado: Isso. Juíza: acho que dentro do armário do senhor, é isso? Acusado: sim Juíza: Então o senhor está ciente da acusação? E antes de qualquer coisa eu devo informar o senhor que pode permanecer calado sem impor em confissão, tá bom? Bom, seu Kaique, é verdadeira a acusação que lhe é feita, o que o senhor tem para relatar desse dia, que foi que aconteceu? Acusado: É verdadeira Juíza: É verdadeira? Mas o que o senhor pode relatar... do dia que aconteceu? O senhor tava na... foi encontrar primeiro acho que num mato, não é isso? Acusado: É... eu ia usar ... (...)’ . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 126963 / PR 2) Cb Ex Reigileh Gonçalves Lopes, testemunha arrolada pelo MPM (fls. 237/238): ‘(...) que conhece o acusado desde a incorporação dele em MARÇO DE 2012; que viu quando a droga foi encontrada, ela estava dentro do armário em cima num encaixe que há na quina do armário: que a droga foi encontrada pelo Sgt OLIVEIRA; que o acusado estava presente assim como o Ten DEMICHURKI que era o Oficial-de-Dia; às perguntas do MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR respondeu: que a droga estava enrolada em um pacote plástico pequeno; que na ocasião foi perguntado e o acusado respondeu que a droga era maconha, que ele era usuário e que já fazia uso da droga antes de entrar para o quartel; que o acusado teve instrução sobre problemas de droga dentro do quartel: que há uma instrução específica sobre esse assunto e quase que diariamente o Comandante de Cia e o Pelotão tratam desse assunto; que o depoente era da mesma companhia do acusado; que na data do ocorrido o acusado estava de serviço; que a revista foi feita somente em três armários, o do acusado, do MAINARDES e do FRANÇA, isto porque o Sargento-de-Dia viu o acusado usando maconha; que estava presente quando a droga foi encontrada pelo fato de estar de Cabo-de-Dia (...)’. Acerca da materialidade, o Laudo de Perícia Criminal n° 455.5784 (fl. 157), elaborado pelo Instituto de Criminalística do Estado do Paraná constatou que: ‘(...) Trata-se de vegetal de coloração marrom esverdeada, sob a forma de erva dessecada e prensada, que acusou a massa líquida de 1.762g, tendo sido analisado em seus aspectos organolépticos, histológicos (estruturas próprias) e químicos (reações químicas e exames cromatográficos visando identificar derivados canabinoides), direcionados à pesquisa de elementos característicos da planta Cannabis sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados POSITIVOS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR 2) Cb Ex Reigileh Gonçalves Lopes, testemunha arrolada pelo MPM (fls. 237/238): ‘(...) que conhece o acusado desde a incorporação dele em MARÇO DE 2012; que viu quando a droga foi encontrada, ela estava dentro do armário em cima num encaixe que há na quina do armário: que a droga foi encontrada pelo Sgt OLIVEIRA; que o acusado estava presente assim como o Ten DEMICHURKI que era o Oficial-de-Dia; às perguntas do MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR respondeu: que a droga estava enrolada em um pacote plástico pequeno; que na ocasião foi perguntado e o acusado respondeu que a droga era maconha, que ele era usuário e que já fazia uso da droga antes de entrar para o quartel; que o acusado teve instrução sobre problemas de droga dentro do quartel: que há uma instrução específica sobre esse assunto e quase que diariamente o Comandante de Cia e o Pelotão tratam desse assunto; que o depoente era da mesma companhia do acusado; que na data do ocorrido o acusado estava de serviço; que a revista foi feita somente em três armários, o do acusado, do MAINARDES e do FRANÇA, isto porque o Sargento-de-Dia viu o acusado usando maconha; que estava presente quando a droga foi encontrada pelo fato de estar de Cabo-de-Dia (...)’. Acerca da materialidade, o Laudo de Perícia Criminal n° 455.5784 (fl. 157), elaborado pelo Instituto de Criminalística do Estado do Paraná constatou que: ‘(...) Trata-se de vegetal de coloração marrom esverdeada, sob a forma de erva dessecada e prensada, que acusou a massa líquida de 1.762g, tendo sido analisado em seus aspectos organolépticos, histológicos (estruturas próprias) e químicos (reações químicas e exames cromatográficos visando identificar derivados canabinoides), direcionados à pesquisa de elementos característicos da planta Cannabis sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados POSITIVOS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 126963 / PR (...)’. Em que pese o referido Laudo não mencionar expressamente a presença do THC, o citado Órgão Pericial, em informação complementar de fls. 212/213, foi categórico ao afirmar que: ‘(...) Desnecessária a realização de novo Laudo e reanálise de contraprova, face aos fatos e fundamentos expostos abaixo: (…) - Desconhece-se a existência de espécime de Cannabis sp. naturalmente desprovidos de canabinoides, dentre estes o THC, visto que a rota, biossintética deste metabólito secundário ser geneticamente definida e de fundamental importância para a própria fisiologia vegetal. Do ponto ponto de vista criminalístico, a determinação de tais canabinoides apenas corroboram com as demais características da planta para permitir a sua identificação de forma inequívoca, visto, conforme citado, no item anterior, ser a própria planta proscrita no Brasil (…)’. Portanto, é inegável a prova material de que a substância apreendida é entorpecente”. Como se vê, o ato impugnado registra que o paciente foi preso em flagrante e confessou ser o proprietário do entorpecente apreendido, confissão que foi confirmada pela prova testemunhal produzida pela acusação. O produto foi submetido à perícia técnica, ocasião em que o Instituto de Criminalística do Estado do Paraná elaborou o Laudo de Perícia Criminal 455.578-4, que constatou a presença de “elementos característicos da planta Cannabis sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados positivos”. Questionado pelo juízo sobre a presença do princípio ativo Tetrahidrocanabiol (THC) na amostra submetida à perícia, aquele órgão pericial registrou que não seria necessária a realização de laudo pericial complementar, refutando a tese defensiva da seguinte forma: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR (...)’. Em que pese o referido Laudo não mencionar expressamente a presença do THC, o citado Órgão Pericial, em informação complementar de fls. 212/213, foi categórico ao afirmar que: ‘(...) Desnecessária a realização de novo Laudo e reanálise de contraprova, face aos fatos e fundamentos expostos abaixo: (…) - Desconhece-se a existência de espécime de Cannabis sp. naturalmente desprovidos de canabinoides, dentre estes o THC, visto que a rota, biossintética deste metabólito secundário ser geneticamente definida e de fundamental importância para a própria fisiologia vegetal. Do ponto ponto de vista criminalístico, a determinação de tais canabinoides apenas corroboram com as demais características da planta para permitir a sua identificação de forma inequívoca, visto, conforme citado, no item anterior, ser a própria planta proscrita no Brasil (…)’. Portanto, é inegável a prova material de que a substância apreendida é entorpecente”. Como se vê, o ato impugnado registra que o paciente foi preso em flagrante e confessou ser o proprietário do entorpecente apreendido, confissão que foi confirmada pela prova testemunhal produzida pela acusação. O produto foi submetido à perícia técnica, ocasião em que o Instituto de Criminalística do Estado do Paraná elaborou o Laudo de Perícia Criminal 455.578-4, que constatou a presença de “elementos característicos da planta Cannabis sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados positivos”. Questionado pelo juízo sobre a presença do princípio ativo Tetrahidrocanabiol (THC) na amostra submetida à perícia, aquele órgão pericial registrou que não seria necessária a realização de laudo pericial complementar, refutando a tese defensiva da seguinte forma: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 126963 / PR “(...) Desnecessária a realização de novo Laudo e reanálise de contraprova, face aos fatos e fundamentos abaixo expostos - Consta no corpo do Laudo sob nº 455.578-4, no tópico 'MÉTODOS E: RESULTADOS': 'Trata-se de vegetal de coloração marrom esverdeada, sob a forma de erva dessecada e prensada, que acusou massa líquida de 1,762g, tendo sido analisado em seus aspectos organolépticos, histológicos (estrutura própria) e químicos (reações químicas e exames cromatográficos visando identificar derivados canabinoides), direcionados à pesquisa de elementos característicos da planta Cannabis Sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados POSITIVOS(...)', no qual o termo derivados canabinóides refere-se a uma classe de compostos encontrados na planta Cannabis sativa L., dentre os quais se encontra a substância tetrahidrocanabinol (A9THC), sua principal substância psicoativa (conforme consta da nota de rodapé de número 1 presente no Laudo em tela). (...) - Desconhece-se a existência de espécimes de Cannabis sp. naturalmente desprovidas de canabinóides, dentre estes o THC, visto a rotina biossintética deste metabólito secundário ser geneticamente definida e de fundamental importância para a própria fisiologia vegetal. Do ponto de vista criminalístico, a determinação de tais canabinóides apenas corroboram com as demais características da planta para permitir a sua identificação de forma inequívoca, visto, conforme citado no item anterior, ser a própria planta proscrita no Brasil”. Para decidir de forma contrária, portanto, seria necessário rechaçar, além do suporte probatório apresentado, a idoneidade dos expertos responsáveis pelo laudo toxicológico, providência inviável em sede de habeas corpus (cf. HC 116.153/MS, Relª. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJ de 06/6/2013). 2. Registre-se, ademais, que caso análogo já foi julgado por esta Segunda Turma, cuja conclusão está sintetizada na ementa que se transcreve: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR “(...) Desnecessária a realização de novo Laudo e reanálise de contraprova, face aos fatos e fundamentos abaixo expostos - Consta no corpo do Laudo sob nº 455.578-4, no tópico 'MÉTODOS E: RESULTADOS': 'Trata-se de vegetal de coloração marrom esverdeada, sob a forma de erva dessecada e prensada, que acusou massa líquida de 1,762g, tendo sido analisado em seus aspectos organolépticos, histológicos (estrutura própria) e químicos (reações químicas e exames cromatográficos visando identificar derivados canabinoides), direcionados à pesquisa de elementos característicos da planta Cannabis Sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados POSITIVOS(...)', no qual o termo derivados canabinóides refere-se a uma classe de compostos encontrados na planta Cannabis sativa L., dentre os quais se encontra a substância tetrahidrocanabinol (A9THC), sua principal substância psicoativa (conforme consta da nota de rodapé de número 1 presente no Laudo em tela). (...) - Desconhece-se a existência de espécimes de Cannabis sp. naturalmente desprovidas de canabinóides, dentre estes o THC, visto a rotina biossintética deste metabólito secundário ser geneticamente definida e de fundamental importância para a própria fisiologia vegetal. Do ponto de vista criminalístico, a determinação de tais canabinóides apenas corroboram com as demais características da planta para permitir a sua identificação de forma inequívoca, visto, conforme citado no item anterior, ser a própria planta proscrita no Brasil”. Para decidir de forma contrária, portanto, seria necessário rechaçar, além do suporte probatório apresentado, a idoneidade dos expertos responsáveis pelo laudo toxicológico, providência inviável em sede de habeas corpus (cf. HC 116.153/MS, Relª. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJ de 06/6/2013). 2. Registre-se, ademais, que caso análogo já foi julgado por esta Segunda Turma, cuja conclusão está sintetizada na ementa que se transcreve: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 126963 / PR “(...) 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal acentua que a ausência de indicação, no laudo toxicológico, de um dos princípios ativos do entorpecente vulgarmente conhecido como ‘maconha’ não impede a caracterização da materialidade delitiva, máxime como no caso dos autos em que o Paciente confessa a prática da infração penal e a instância antecedente afirma que a prova pericial é conclusiva no sentido de que o material examinado consiste em psicotrópico causador de dependência física e/ou psíquica. 3. Ordem denegada” (HC 122247, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-06-2014). Mutatis mutandis, outros precedentes: RHC 110429, Relator(a): LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 21-03-2012; HC 82035, Relator(a): SYDNEY SANCHES, Primeira Turma, DJ 04-04-2003; HC 85173, Relator(a): JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJ 03-06-2005; HC 69806, Relator(a): CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ 04-06-1993. 3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR “(...) 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal acentua que a ausência de indicação, no laudo toxicológico, de um dos princípios ativos do entorpecente vulgarmente conhecido como ‘maconha’ não impede a caracterização da materialidade delitiva, máxime como no caso dos autos em que o Paciente confessa a prática da infração penal e a instância antecedente afirma que a prova pericial é conclusiva no sentido de que o material examinado consiste em psicotrópico causador de dependência física e/ou psíquica. 3. Ordem denegada” (HC 122247, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-06-2014). Mutatis mutandis, outros precedentes: RHC 110429, Relator(a): LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 21-03-2012; HC 82035, Relator(a): SYDNEY SANCHES, Primeira Turma, DJ 04-04-2003; HC 85173, Relator(a): JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJ 03-06-2005; HC 69806, Relator(a): CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ 04-06-1993. 3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.963 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8245981 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.963 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8245981 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8273720
2015-04-07T00:00:00
2015-04-23T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL MILITAR. PACIENTE CONDENADO PELO DELITO DO ART. 290 DO CPM. ATIPICIDADE DA CONDUTA. AUSÊNCIA DE LAUDO CONCLUSIVO SOBRE A PRESENÇA DO PRINCÍPIO ATIVO THC. NÃO OCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A tese defensiva não encontra guarida no quadro fático descrito pelas instâncias ordinárias, uma vez que a materialidade do crime de posse de droga está devidamente comprovada por intermédio de laudo pericial, entre outros elementos probantes. Portanto, para decidir de forma contrária seria necessário rechaçar, além do suporte probatório apresentado, a idoneidade dos expertos responsáveis pelo laudo toxicológico, providência inviável em sede de habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada.
sjur301686
- Acórdão(s) citado(s): (LAUDO TOXICOLÓGICO, IDONEIDADE) HC 69806 (1ªT), HC 82035 (1ªT), HC 85173 (2ªT), RHC 110429 (1ªT), HC 116153 (2ªT), HC 122247 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 06/05/2015, BMP.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
126963
[ "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00290\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR" ]
HC
acordaos
HC 126963
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PACTE.(S) : KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: PENAL MILITAR. PACIENTE CONDENADO PELO DELITO DO ART. 290 DO CPM. ATIPICIDADE DA CONDUTA. AUSÊNCIA DE LAUDO CONCLUSIVO SOBRE A PRESENÇA DO PRINCÍPIO ATIVO THC. NÃO OCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A tese defensiva não encontra guarida no quadro fático descrito pelas instâncias ordinárias, uma vez que a materialidade do crime de posse de droga está devidamente comprovada por intermédio de laudo pericial, entre outros elementos probantes. Portanto, para decidir de forma contrária seria necessário rechaçar, além do suporte probatório apresentado, a idoneidade dos expertos responsáveis pelo laudo toxicológico, providência inviável em sede de habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 7 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195677. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal Militar que negou provimento à Apelação 109-51.2012.7.05.0005/PR, Rel. Min. Ten Brig Ar Cleonilson Nicácio Silva. Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente foi condenado à pena de 1 ano de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 290 do Código Penal Militar, na modalidade guardar substância entorpecente em lugar sujeito à Administração Militar, com o benefício do sursis pelo prazo de 2 anos e o direito de apelar em liberdade; (b) a defesa apelou para o Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao recurso, em acórdão assim ementado, na parte que interessa: “(…) Consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a ausência de indicação, no Laudo Toxicológico, do principal componente psicotrópico ativo da substância entorpecente vulgarmente conhecida como ‘maconha’ não impede a caracterização da materialidade delitiva, mormente quando o agente confessa a prática delituosa”. Neste habeas corpus, a impetrante sustenta, em suma, que (a) “ao se deparar com ausência do Tetrahidrocanabiol (THC) na substância periciada, a incerteza é gerada, sendo amplamente prejudicial ao julgamento do mérito, pois, em caso de ausência de comprovação de materialidade delitiva necessária para comprovar a configuração do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195678. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal Militar que negou provimento à Apelação 109-51.2012.7.05.0005/PR, Rel. Min. Ten Brig Ar Cleonilson Nicácio Silva. Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente foi condenado à pena de 1 ano de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 290 do Código Penal Militar, na modalidade guardar substância entorpecente em lugar sujeito à Administração Militar, com o benefício do sursis pelo prazo de 2 anos e o direito de apelar em liberdade; (b) a defesa apelou para o Superior Tribunal Militar, que negou provimento ao recurso, em acórdão assim ementado, na parte que interessa: “(…) Consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a ausência de indicação, no Laudo Toxicológico, do principal componente psicotrópico ativo da substância entorpecente vulgarmente conhecida como ‘maconha’ não impede a caracterização da materialidade delitiva, mormente quando o agente confessa a prática delituosa”. Neste habeas corpus, a impetrante sustenta, em suma, que (a) “ao se deparar com ausência do Tetrahidrocanabiol (THC) na substância periciada, a incerteza é gerada, sendo amplamente prejudicial ao julgamento do mérito, pois, em caso de ausência de comprovação de materialidade delitiva necessária para comprovar a configuração do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195678. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 126963 / PR delito descrito no art. 290 do CPM, o STM deveria se utilizar do princípio ‘in dúbio pro reo’”; (b) o Laudo de Perícia Criminal concluiu tratar-se de elementos característicos da planta Cannabis Sativa L., “entretanto, não apresentou qualquer informação sobre a presença de substâncias psicoativas e causadoras de dependência e nem ao menos há qualquer referência à presença de THC”; (c) “para o ordenamento jurídico brasileiro, a ‘maconha’ de forma genérica não é substância de uso proibido, mas sim o THC, desta forma, é imprescindível, para justificar uma condenação justa, que se atente para a existência dessa substância, que deverá ser comprovada por meio da perícia técnica”. Requer, ao final, a concessão da ordem, para que seja “reconhecida a atipicidade penal da conduta supostamente praticada (art. 290, caput, do CPM), com aplicação do art. 439, alínea ‘b’ e ‘e’ do CPPM”. O pedido de liminar foi indeferido. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus e, se conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195678. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR delito descrito no art. 290 do CPM, o STM deveria se utilizar do princípio ‘in dúbio pro reo’”; (b) o Laudo de Perícia Criminal concluiu tratar-se de elementos característicos da planta Cannabis Sativa L., “entretanto, não apresentou qualquer informação sobre a presença de substâncias psicoativas e causadoras de dependência e nem ao menos há qualquer referência à presença de THC”; (c) “para o ordenamento jurídico brasileiro, a ‘maconha’ de forma genérica não é substância de uso proibido, mas sim o THC, desta forma, é imprescindível, para justificar uma condenação justa, que se atente para a existência dessa substância, que deverá ser comprovada por meio da perícia técnica”. Requer, ao final, a concessão da ordem, para que seja “reconhecida a atipicidade penal da conduta supostamente praticada (art. 290, caput, do CPM), com aplicação do art. 439, alínea ‘b’ e ‘e’ do CPPM”. O pedido de liminar foi indeferido. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus e, se conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195678. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O Superior Tribunal Militar, ao manter a condenação proferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 5... Circunscrição Judiciária Militar, apresentou a seguinte fundamentação: “Não assiste razão ao Órgão de Defesa, por estarem comprovadas a autoria, a materialidade e a culpabilidade do Acusado. Quanto à autoria, o Acusado confessou que é verdadeira a acusação que lhe foi imputada, confirmando que a substância entorpecente encontrada dentro do seu armário lhe pertencia. Nesses termos, revelam-se oportunas as transcrições dos seguintes depoimentos: 1) ex-Sd Ex KAIQUE MENEGUEL VAZ, Acusado (transcrição do interrogatório de fls. 264/269): ‘(...) Juíza: Ok, o senhor tá ciente da acusação que lhe é feita? Que foi encontrado uma substância... maconha... não é isso? Acusado: Isso. Juíza: acho que dentro do armário do senhor, é isso? Acusado: sim Juíza: Então o senhor está ciente da acusação? E antes de qualquer coisa eu devo informar o senhor que pode permanecer calado sem impor em confissão, tá bom? Bom, seu Kaique, é verdadeira a acusação que lhe é feita, o que o senhor tem para relatar desse dia, que foi que aconteceu? Acusado: É verdadeira Juíza: É verdadeira? Mas o que o senhor pode relatar... do dia que aconteceu? O senhor tava na... foi encontrar primeiro acho que num mato, não é isso? Acusado: É... eu ia usar ... (...)’ . Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 126.963 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O Superior Tribunal Militar, ao manter a condenação proferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 5... Circunscrição Judiciária Militar, apresentou a seguinte fundamentação: “Não assiste razão ao Órgão de Defesa, por estarem comprovadas a autoria, a materialidade e a culpabilidade do Acusado. Quanto à autoria, o Acusado confessou que é verdadeira a acusação que lhe foi imputada, confirmando que a substância entorpecente encontrada dentro do seu armário lhe pertencia. Nesses termos, revelam-se oportunas as transcrições dos seguintes depoimentos: 1) ex-Sd Ex KAIQUE MENEGUEL VAZ, Acusado (transcrição do interrogatório de fls. 264/269): ‘(...) Juíza: Ok, o senhor tá ciente da acusação que lhe é feita? Que foi encontrado uma substância... maconha... não é isso? Acusado: Isso. Juíza: acho que dentro do armário do senhor, é isso? Acusado: sim Juíza: Então o senhor está ciente da acusação? E antes de qualquer coisa eu devo informar o senhor que pode permanecer calado sem impor em confissão, tá bom? Bom, seu Kaique, é verdadeira a acusação que lhe é feita, o que o senhor tem para relatar desse dia, que foi que aconteceu? Acusado: É verdadeira Juíza: É verdadeira? Mas o que o senhor pode relatar... do dia que aconteceu? O senhor tava na... foi encontrar primeiro acho que num mato, não é isso? Acusado: É... eu ia usar ... (...)’ . Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 126963 / PR 2) Cb Ex Reigileh Gonçalves Lopes, testemunha arrolada pelo MPM (fls. 237/238): ‘(...) que conhece o acusado desde a incorporação dele em MARÇO DE 2012; que viu quando a droga foi encontrada, ela estava dentro do armário em cima num encaixe que há na quina do armário: que a droga foi encontrada pelo Sgt OLIVEIRA; que o acusado estava presente assim como o Ten DEMICHURKI que era o Oficial-de-Dia; às perguntas do MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR respondeu: que a droga estava enrolada em um pacote plástico pequeno; que na ocasião foi perguntado e o acusado respondeu que a droga era maconha, que ele era usuário e que já fazia uso da droga antes de entrar para o quartel; que o acusado teve instrução sobre problemas de droga dentro do quartel: que há uma instrução específica sobre esse assunto e quase que diariamente o Comandante de Cia e o Pelotão tratam desse assunto; que o depoente era da mesma companhia do acusado; que na data do ocorrido o acusado estava de serviço; que a revista foi feita somente em três armários, o do acusado, do MAINARDES e do FRANÇA, isto porque o Sargento-de-Dia viu o acusado usando maconha; que estava presente quando a droga foi encontrada pelo fato de estar de Cabo-de-Dia (...)’. Acerca da materialidade, o Laudo de Perícia Criminal n 455.5784 (fl. 157), elaborado pelo Instituto de Criminalística do Estado do Paraná constatou que: ‘(...) Trata-se de vegetal de coloração marrom esverdeada, sob a forma de erva dessecada e prensada, que acusou a massa líquida de 1.762g, tendo sido analisado em seus aspectos organolépticos, histológicos (estruturas próprias) e químicos (reações químicas e exames cromatográficos visando identificar derivados canabinoides), direcionados à pesquisa de elementos característicos da planta Cannabis sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados POSITIVOS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR 2) Cb Ex Reigileh Gonçalves Lopes, testemunha arrolada pelo MPM (fls. 237/238): ‘(...) que conhece o acusado desde a incorporação dele em MARÇO DE 2012; que viu quando a droga foi encontrada, ela estava dentro do armário em cima num encaixe que há na quina do armário: que a droga foi encontrada pelo Sgt OLIVEIRA; que o acusado estava presente assim como o Ten DEMICHURKI que era o Oficial-de-Dia; às perguntas do MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR respondeu: que a droga estava enrolada em um pacote plástico pequeno; que na ocasião foi perguntado e o acusado respondeu que a droga era maconha, que ele era usuário e que já fazia uso da droga antes de entrar para o quartel; que o acusado teve instrução sobre problemas de droga dentro do quartel: que há uma instrução específica sobre esse assunto e quase que diariamente o Comandante de Cia e o Pelotão tratam desse assunto; que o depoente era da mesma companhia do acusado; que na data do ocorrido o acusado estava de serviço; que a revista foi feita somente em três armários, o do acusado, do MAINARDES e do FRANÇA, isto porque o Sargento-de-Dia viu o acusado usando maconha; que estava presente quando a droga foi encontrada pelo fato de estar de Cabo-de-Dia (...)’. Acerca da materialidade, o Laudo de Perícia Criminal n 455.5784 (fl. 157), elaborado pelo Instituto de Criminalística do Estado do Paraná constatou que: ‘(...) Trata-se de vegetal de coloração marrom esverdeada, sob a forma de erva dessecada e prensada, que acusou a massa líquida de 1.762g, tendo sido analisado em seus aspectos organolépticos, histológicos (estruturas próprias) e químicos (reações químicas e exames cromatográficos visando identificar derivados canabinoides), direcionados à pesquisa de elementos característicos da planta Cannabis sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados POSITIVOS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 126963 / PR (...)’. Em que pese o referido Laudo não mencionar expressamente a presença do THC, o citado Órgão Pericial, em informação complementar de fls. 212/213, foi categórico ao afirmar que: ‘(...) Desnecessária a realização de novo Laudo e reanálise de contraprova, face aos fatos e fundamentos expostos abaixo: (…) - Desconhece-se a existência de espécime de Cannabis sp. naturalmente desprovidos de canabinoides, dentre estes o THC, visto que a rota, biossintética deste metabólito secundário ser geneticamente definida e de fundamental importância para a própria fisiologia vegetal. Do ponto ponto de vista criminalístico, a determinação de tais canabinoides apenas corroboram com as demais características da planta para permitir a sua identificação de forma inequívoca, visto, conforme citado, no item anterior, ser a própria planta proscrita no Brasil (…)’. Portanto, é inegável a prova material de que a substância apreendida é entorpecente”. Como se vê, o ato impugnado registra que o paciente foi preso em flagrante e confessou ser o proprietário do entorpecente apreendido, confissão que foi confirmada pela prova testemunhal produzida pela acusação. O produto foi submetido à perícia técnica, ocasião em que o Instituto de Criminalística do Estado do Paraná elaborou o Laudo de Perícia Criminal 455.578-4, que constatou a presença de “elementos característicos da planta Cannabis sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados positivos”. Questionado pelo juízo sobre a presença do princípio ativo Tetrahidrocanabiol (THC) na amostra submetida à perícia, aquele órgão pericial registrou que não seria necessária a realização de laudo pericial complementar, refutando a tese defensiva da seguinte forma: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR (...)’. Em que pese o referido Laudo não mencionar expressamente a presença do THC, o citado Órgão Pericial, em informação complementar de fls. 212/213, foi categórico ao afirmar que: ‘(...) Desnecessária a realização de novo Laudo e reanálise de contraprova, face aos fatos e fundamentos expostos abaixo: (…) - Desconhece-se a existência de espécime de Cannabis sp. naturalmente desprovidos de canabinoides, dentre estes o THC, visto que a rota, biossintética deste metabólito secundário ser geneticamente definida e de fundamental importância para a própria fisiologia vegetal. Do ponto ponto de vista criminalístico, a determinação de tais canabinoides apenas corroboram com as demais características da planta para permitir a sua identificação de forma inequívoca, visto, conforme citado, no item anterior, ser a própria planta proscrita no Brasil (…)’. Portanto, é inegável a prova material de que a substância apreendida é entorpecente”. Como se vê, o ato impugnado registra que o paciente foi preso em flagrante e confessou ser o proprietário do entorpecente apreendido, confissão que foi confirmada pela prova testemunhal produzida pela acusação. O produto foi submetido à perícia técnica, ocasião em que o Instituto de Criminalística do Estado do Paraná elaborou o Laudo de Perícia Criminal 455.578-4, que constatou a presença de “elementos característicos da planta Cannabis sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados positivos”. Questionado pelo juízo sobre a presença do princípio ativo Tetrahidrocanabiol (THC) na amostra submetida à perícia, aquele órgão pericial registrou que não seria necessária a realização de laudo pericial complementar, refutando a tese defensiva da seguinte forma: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 126963 / PR “(...) Desnecessária a realização de novo Laudo e reanálise de contraprova, face aos fatos e fundamentos abaixo expostos - Consta no corpo do Laudo sob n 455.578-4, no tópico 'MÉTODOS E: RESULTADOS': 'Trata-se de vegetal de coloração marrom esverdeada, sob a forma de erva dessecada e prensada, que acusou massa líquida de 1,762g, tendo sido analisado em seus aspectos organolépticos, histológicos (estrutura própria) e químicos (reações químicas e exames cromatográficos visando identificar derivados canabinoides), direcionados à pesquisa de elementos característicos da planta Cannabis Sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados POSITIVOS(...)', no qual o termo derivados canabinóides refere-se a uma classe de compostos encontrados na planta Cannabis sativa L., dentre os quais se encontra a substância tetrahidrocanabinol (A9THC), sua principal substância psicoativa (conforme consta da nota de rodapé de número 1 presente no Laudo em tela). (...) - Desconhece-se a existência de espécimes de Cannabis sp. naturalmente desprovidas de canabinóides, dentre estes o THC, visto a rotina biossintética deste metabólito secundário ser geneticamente definida e de fundamental importância para a própria fisiologia vegetal. Do ponto de vista criminalístico, a determinação de tais canabinóides apenas corroboram com as demais características da planta para permitir a sua identificação de forma inequívoca, visto, conforme citado no item anterior, ser a própria planta proscrita no Brasil”. Para decidir de forma contrária, portanto, seria necessário rechaçar, além do suporte probatório apresentado, a idoneidade dos expertos responsáveis pelo laudo toxicológico, providência inviável em sede de habeas corpus (cf. HC 116.153/MS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJ de 06/6/2013). 2. Registre-se, ademais, que caso análogo já foi julgado por esta Segunda Turma, cuja conclusão está sintetizada na ementa que se transcreve: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR “(...) Desnecessária a realização de novo Laudo e reanálise de contraprova, face aos fatos e fundamentos abaixo expostos - Consta no corpo do Laudo sob n 455.578-4, no tópico 'MÉTODOS E: RESULTADOS': 'Trata-se de vegetal de coloração marrom esverdeada, sob a forma de erva dessecada e prensada, que acusou massa líquida de 1,762g, tendo sido analisado em seus aspectos organolépticos, histológicos (estrutura própria) e químicos (reações químicas e exames cromatográficos visando identificar derivados canabinoides), direcionados à pesquisa de elementos característicos da planta Cannabis Sativa L., popularmente conhecida como maconha, obtendo-se resultados POSITIVOS(...)', no qual o termo derivados canabinóides refere-se a uma classe de compostos encontrados na planta Cannabis sativa L., dentre os quais se encontra a substância tetrahidrocanabinol (A9THC), sua principal substância psicoativa (conforme consta da nota de rodapé de número 1 presente no Laudo em tela). (...) - Desconhece-se a existência de espécimes de Cannabis sp. naturalmente desprovidas de canabinóides, dentre estes o THC, visto a rotina biossintética deste metabólito secundário ser geneticamente definida e de fundamental importância para a própria fisiologia vegetal. Do ponto de vista criminalístico, a determinação de tais canabinóides apenas corroboram com as demais características da planta para permitir a sua identificação de forma inequívoca, visto, conforme citado no item anterior, ser a própria planta proscrita no Brasil”. Para decidir de forma contrária, portanto, seria necessário rechaçar, além do suporte probatório apresentado, a idoneidade dos expertos responsáveis pelo laudo toxicológico, providência inviável em sede de habeas corpus (cf. HC 116.153/MS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJ de 06/6/2013). 2. Registre-se, ademais, que caso análogo já foi julgado por esta Segunda Turma, cuja conclusão está sintetizada na ementa que se transcreve: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 126963 / PR “(...) 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal acentua que a ausência de indicação, no laudo toxicológico, de um dos princípios ativos do entorpecente vulgarmente conhecido como ‘maconha’ não impede a caracterização da materialidade delitiva, máxime como no caso dos autos em que o Paciente confessa a prática da infração penal e a instância antecedente afirma que a prova pericial é conclusiva no sentido de que o material examinado consiste em psicotrópico causador de dependência física e/ou psíquica. 3. Ordem denegada” (HC 122247, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-06-2014). Mutatis mutandis, outros precedentes: RHC 110429, Relator(a): LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 21-03-2012; HC 82035, Relator(a): SYDNEY SANCHES, Primeira Turma, DJ 04-04-2003; HC 85173, Relator(a): JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJ 03-06-2005; HC 69806, Relator(a): CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ 04-06-1993. 3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Supremo Tribunal Federal HC 126963 / PR “(...) 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal acentua que a ausência de indicação, no laudo toxicológico, de um dos princípios ativos do entorpecente vulgarmente conhecido como ‘maconha’ não impede a caracterização da materialidade delitiva, máxime como no caso dos autos em que o Paciente confessa a prática da infração penal e a instância antecedente afirma que a prova pericial é conclusiva no sentido de que o material examinado consiste em psicotrópico causador de dependência física e/ou psíquica. 3. Ordem denegada” (HC 122247, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-06-2014). Mutatis mutandis, outros precedentes: RHC 110429, Relator(a): LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 21-03-2012; HC 82035, Relator(a): SYDNEY SANCHES, Primeira Turma, DJ 04-04-2003; HC 85173, Relator(a): JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJ 03-06-2005; HC 69806, Relator(a): CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ 04-06-1993. 3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.963 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8245981 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 126.963 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : KAIQUE MENEGUEL VAZ IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8245981 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 126 . 963", "HABEAS CORPUS 126 . 963", "Apelação 109 - 51 . 2012 . 7 . 05 . 0005 / PR", "HABEAS CORPUS 126 . 963", "Apelação 109 - 51 . 2012 . 7 . 05 . 0005 / PR", "HC 126963 / PR", "HC 126963 / PR", "HABEAS CORPUS 126 . 963", "HABEAS CORPUS 126 . 963", "HC 126963 / PR", "HC 126963 / PR", "HC 126963 / PR", "HC 126963 / PR", "HC 126963 / PR", "HC 116 . 153 / MS", "HC 126963 / PR", "HC 116 . 153 / MS", "HC 126963 / PR", "HC 122247", "RHC 110429", "HC 82035", "HC 85173", "HC 69806", "HC 126963 / PR", "HC 122247", "RHC 110429", "HC 82035", "HC 85173", "HC 69806", "HABEAS CORPUS 126 . 963", "HABEAS CORPUS 126 . 963" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 290 DO CPM", "art . 290 do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 290 do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 290 do CPM", "art . 290 , caput , do CPM", "art . 439 , alínea ‘ b ’ e ‘ e ’ do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 290 do CPM", "art . 290 , caput , do CPM", "art . 439 , alínea ‘ b ’ e ‘ e ’ do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "Superior Tribunal Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "Superior Tribunal Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "STM", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "STM", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal Militar", "Conselho Permanente de Justiça", "Exército da Auditoria", "5", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal Militar", "Conselho Permanente de Justiça", "Exército da Auditoria", "5", "Órgão de Defesa", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MPM", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Instituto de Criminalística do Estado do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MPM", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Instituto de Criminalística do Estado do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Instituto de Criminalística do Estado do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto de Criminalística do Estado do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA", "TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "KAIQUE MENEGUEL VAZ", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "KAIQUE MENEGUEL VAZ", "TEORI ZAVASCKI", "Cleonilson Nicácio Silva", "TEORI ZAVASCKI", "KAIQUE MENEGUEL VAZ", "TEORI ZAVASCKI", "Cleonilson Nicácio Silva", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "KAIQUE MENEGUEL VAZ", "Kaique", "TEORI ZAVASCKI", "KAIQUE MENEGUEL VAZ", "Kaique", "TEORI ZAVASCKI", "Reigileh Gonçalves Lopes", "OLIVEIRA", "DEMICHURKI", "MAINARDES", "FRANÇA", "Reigileh Gonçalves Lopes", "OLIVEIRA", "DEMICHURKI", "MAINARDES", "FRANÇA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "SYDNEY SANCHES", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "SYDNEY SANCHES", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "KAIQUE MENEGUEL VAZ", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "KAIQUE MENEGUEL VAZ", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "07", "/", "04", "/", "2015", "7 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "MARÇO DE 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "MARÇO DE 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "-", "06", "-", "2014", "21", "-", "03", "-", "2012", "04", "-", "04", "-", "2003", "03", "-", "06", "-", "2005", "04", "-", "06", "-", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "-", "06", "-", "2014", "21", "-", "03", "-", "2012", "04", "-", "04", "-", "2003", "03", "-", "06", "-", "2005", "04", "-", "06", "-", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "04", "/", "2015", "07", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) :JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Súmula 691. Superação. 3. Roubo. Absolvição em primeiro grau e condenação em sede de apelação. Certificação do trânsito em julgado. 4. Defesa patrocinada por defensor nomeado ou ad hoc. Ausência de intimação pessoal. Nulidade absoluta. Previsão do art. 370, § 4º, do CPP. Precedentes. 5. Ordem concedida, confirmando a liminar, a fim de anular o trânsito em julgado do acórdão, com consequente reabertura do prazo recursal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514819. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) :JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Jean Kelver Garcia Vieira e outro, em favor de Ederson Lucas Leandro Lima, contra decisão proferida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que indeferiu o pedido liminar nos autos do HC 318.216/SP. Segundo os autos, em 25.4.2008, o paciente foi denunciado pela prática, em tese, do crime previsto no art. 157, § 2º, incisos I e II, do Código Penal, tendo em vista ter praticado roubo, em concurso de agentes e mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo, em empresa privada, subtraindo dos clientes e funcionários que lá estavam dinheiro e celulares. Sobreveio sentença que absolveu o réu, com base no art. 386, inciso VII, do CPP (não existir prova suficiente para condenação). Irresignado, o Ministério Público interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP), o qual deu provimento ao recurso para condenar o réu à pena de 7 (sete) anos, 5 (cinco) meses e 25 (vinte e cinco) dias de reclusão, em regime inicial fechado. Confira-se a ementa: “APELAÇÃO - ROUBO QUALIFICADO - AUTORIA E MATERIALIDADE DEMONSTRADAS – CONDENAÇÃO - Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514820. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) :JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Jean Kelver Garcia Vieira e outro, em favor de Ederson Lucas Leandro Lima, contra decisão proferida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que indeferiu o pedido liminar nos autos do HC 318.216/SP. Segundo os autos, em 25.4.2008, o paciente foi denunciado pela prática, em tese, do crime previsto no art. 157, § 2º, incisos I e II, do Código Penal, tendo em vista ter praticado roubo, em concurso de agentes e mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo, em empresa privada, subtraindo dos clientes e funcionários que lá estavam dinheiro e celulares. Sobreveio sentença que absolveu o réu, com base no art. 386, inciso VII, do CPP (não existir prova suficiente para condenação). Irresignado, o Ministério Público interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP), o qual deu provimento ao recurso para condenar o réu à pena de 7 (sete) anos, 5 (cinco) meses e 25 (vinte e cinco) dias de reclusão, em regime inicial fechado. Confira-se a ementa: “APELAÇÃO - ROUBO QUALIFICADO - AUTORIA E MATERIALIDADE DEMONSTRADAS – CONDENAÇÃO - Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 127393 / SP Necessidade: reconhecido na época com segurança pelas vítimas, não teria nenhuma razão para inculpá-lo, tem contra si, ainda, a firme palavra dos policiais que descreveram as circunstâncias da prisão do acusado e das testemunhas que compraram o bem de uma das vítimas. Recurso provido.” O trânsito em julgado foi certificado em 19.8.2014. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O pedido liminar foi indeferido. No presente writ, os impetrantes aduzem, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal, em virtude de o paciente não ter sido intimado pessoalmente do acórdão condenatório, havendo apenas a intimação pela imprensa oficial. Asseveram que o processo é antigo, o paciente não tinha ciência da condenação, respondia o processo em liberdade, exercia trabalho lícito e foi preso enquanto laborava. Sustentam, ainda, que foi considerado de maneira equivocada reincidente, razão pela qual o Tribunal descartou regime mais brando. Pleiteiam a suspensão dos efeitos da prisão, a anulação do trânsito em julgado, bem como a determinação da intimação pessoal do paciente, com a consequente reabertura do prazo recursal. Em 31.3.2015 deferi em parte o pedido liminar para suspender, até o julgamento final deste habeas, os efeitos da ordem de prisão decretada em desfavor do acusado. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514820. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP Necessidade: reconhecido na época com segurança pelas vítimas, não teria nenhuma razão para inculpá-lo, tem contra si, ainda, a firme palavra dos policiais que descreveram as circunstâncias da prisão do acusado e das testemunhas que compraram o bem de uma das vítimas. Recurso provido.” O trânsito em julgado foi certificado em 19.8.2014. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O pedido liminar foi indeferido. No presente writ, os impetrantes aduzem, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal, em virtude de o paciente não ter sido intimado pessoalmente do acórdão condenatório, havendo apenas a intimação pela imprensa oficial. Asseveram que o processo é antigo, o paciente não tinha ciência da condenação, respondia o processo em liberdade, exercia trabalho lícito e foi preso enquanto laborava. Sustentam, ainda, que foi considerado de maneira equivocada reincidente, razão pela qual o Tribunal descartou regime mais brando. Pleiteiam a suspensão dos efeitos da prisão, a anulação do trânsito em julgado, bem como a determinação da intimação pessoal do paciente, com a consequente reabertura do prazo recursal. Em 31.3.2015 deferi em parte o pedido liminar para suspender, até o julgamento final deste habeas, os efeitos da ordem de prisão decretada em desfavor do acusado. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, no presente habeas corpus, a defesa alega, em síntese, a ausência de intimação do paciente pessoalmente do acórdão condenatório, havendo apenas a intimação pela imprensa oficial. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2ª Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula n. 691 tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1ª Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, red. do acórdão, min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, no presente habeas corpus, a defesa alega, em síntese, a ausência de intimação do paciente pessoalmente do acórdão condenatório, havendo apenas a intimação pela imprensa oficial. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2ª Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula n. 691 tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1ª Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, red. do acórdão, min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127393 / SP monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1º.8.2005). Na hipótese dos autos, verifico ser caso de afastamento da incidência da Súmula 691. Passo a análise do mérito. Depreende-se dos autos que o acórdão condenatório prolatado pela 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi publicado na imprensa oficial em 8.4.2014. Na sequência, foi determinado ao Juízo a quo que procedesse à intimação pessoal do defensor da parte ré. Entretanto, conforme consta no sítio eletrônico do TJSP, bem como nos documentos juntados pelos impetrantes, verifica-se que a Secretaria da 1ª Vara Criminal da Comarca de Franca efetivou a intimação do então advogado unicamente por intermédio do Diário de Justiça Eletrônico, não havendo, entretanto, sua intimação na forma pessoal. Cumpre pontuar que, no âmbito criminal, os defensores público e dativo, bem como o Ministério Público detêm a prerrogativa da intimação pessoal, conforme disposto no § 4º do art. 370 do CPP, in verbis: “Art.370. Nas intimações dos acusados, das testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato, será observado, no que for aplicável, o disposto no Capítulo anterior. (...) § 4º A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal”. No caso em epígrafe, o paciente foi patrocinado por defensor nomeado pelo convênio existente entre a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo e a Defensoria Pública do referido ente federado, enquadrando-se, portanto, no conceito legal de defensor ad hoc. Não se pode olvidar que houve vício na comunicação do acórdão condenatório ao causídico nomeado, fato esse que prejudicou sobremaneira o paciente que, em face da ignorância da decisão, sequer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1º.8.2005). Na hipótese dos autos, verifico ser caso de afastamento da incidência da Súmula 691. Passo a análise do mérito. Depreende-se dos autos que o acórdão condenatório prolatado pela 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi publicado na imprensa oficial em 8.4.2014. Na sequência, foi determinado ao Juízo a quo que procedesse à intimação pessoal do defensor da parte ré. Entretanto, conforme consta no sítio eletrônico do TJSP, bem como nos documentos juntados pelos impetrantes, verifica-se que a Secretaria da 1ª Vara Criminal da Comarca de Franca efetivou a intimação do então advogado unicamente por intermédio do Diário de Justiça Eletrônico, não havendo, entretanto, sua intimação na forma pessoal. Cumpre pontuar que, no âmbito criminal, os defensores público e dativo, bem como o Ministério Público detêm a prerrogativa da intimação pessoal, conforme disposto no § 4º do art. 370 do CPP, in verbis: “Art.370. Nas intimações dos acusados, das testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato, será observado, no que for aplicável, o disposto no Capítulo anterior. (...) § 4º A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal”. No caso em epígrafe, o paciente foi patrocinado por defensor nomeado pelo convênio existente entre a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo e a Defensoria Pública do referido ente federado, enquadrando-se, portanto, no conceito legal de defensor ad hoc. Não se pode olvidar que houve vício na comunicação do acórdão condenatório ao causídico nomeado, fato esse que prejudicou sobremaneira o paciente que, em face da ignorância da decisão, sequer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127393 / SP teve oportunidade de apresentar recurso defensivo. Nessa perspectiva, é assente que o réu foi privado do exercício da ampla defesa, sendo imperativo o reconhecimento da nulidade da intimação. Nesse sentido, cito precedentes de ambas as turmas: “Habeas Corpus. 2. Alegação de nulidade de julgamento dos embargos de declaração, ante a ausência de intimação pessoal do defensor dativo. 3. Informações prestadas pela autoridade coatora confirmando a alegação. Constrangimento ilegal evidenciado. 4. Ordem concedida”. (HC 104.810/GO, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 1º.3.2011); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR DATIVO. DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO AGRAVO DE INSTRUMENTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE ABSOLUTA. ORDEM CONCEDIDA PARA ANULAR O TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. I – A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que é necessária a intimação pessoal do defensor público ou dativo para sessão de julgamento, em face de expressa disposição legal. Precedentes. II – O mesmo entendimento deve ser aplicado ao caso sob exame, por se tratar de ato processual sem o qual fica o defensor impedido de interpor o recurso cabível e, por consequência, realizar a ampla defesa do acusado, nos termos constitucionalmente previstos. III – Ordem concedida para anular o trânsito em julgado da condenação e determinar que o advogado dativo seja intimado pessoalmente da decisão que não conheceu do agravo de instrumento interposto no STJ. (HC 108.271/GO, rel. min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 22.9.2011); e, “Habeas corpus. Ação Penal. Réu defendido por defensor dativo. Ausência de intimação pessoal do defensor. Ofensa ao disposto no art. 370, § 4º, do CPP. Nulidade absoluta. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP teve oportunidade de apresentar recurso defensivo. Nessa perspectiva, é assente que o réu foi privado do exercício da ampla defesa, sendo imperativo o reconhecimento da nulidade da intimação. Nesse sentido, cito precedentes de ambas as turmas: “Habeas Corpus. 2. Alegação de nulidade de julgamento dos embargos de declaração, ante a ausência de intimação pessoal do defensor dativo. 3. Informações prestadas pela autoridade coatora confirmando a alegação. Constrangimento ilegal evidenciado. 4. Ordem concedida”. (HC 104.810/GO, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 1º.3.2011); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR DATIVO. DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO AGRAVO DE INSTRUMENTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE ABSOLUTA. ORDEM CONCEDIDA PARA ANULAR O TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. I – A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que é necessária a intimação pessoal do defensor público ou dativo para sessão de julgamento, em face de expressa disposição legal. Precedentes. II – O mesmo entendimento deve ser aplicado ao caso sob exame, por se tratar de ato processual sem o qual fica o defensor impedido de interpor o recurso cabível e, por consequência, realizar a ampla defesa do acusado, nos termos constitucionalmente previstos. III – Ordem concedida para anular o trânsito em julgado da condenação e determinar que o advogado dativo seja intimado pessoalmente da decisão que não conheceu do agravo de instrumento interposto no STJ. (HC 108.271/GO, rel. min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 22.9.2011); e, “Habeas corpus. Ação Penal. Réu defendido por defensor dativo. Ausência de intimação pessoal do defensor. Ofensa ao disposto no art. 370, § 4º, do CPP. Nulidade absoluta. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127393 / SP Precedentes. É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4º, do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica-se como causa geradora de nulidade processual absoluta, sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida”. (HC 98.802/GO, rel. min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 27.11.2009). Corrobora esse entendimento o Parquet, conforme excerto da manifestação, a seguir transcrito: “A regra no Processo Penal é que as intimações em segundo grau são feitas por meio da imprensa oficial. No entanto, tem-se abrandado o rigor desse entendimento, em prestígio ao princípio da ampla defesa, quando o réu, absolvido em primeira instância, é condenado em sede de apelação e a sua defesa é patrocinado por defensor nomeado ou defensor ad hoc. Nesses casos, tem-se entendido que a intimação do defensor deve ser pessoal. Ao que consta dos autos, o paciente foi absolvido em primeira instância e condenado em sede de apelação. A sua defesa foi patrocinada por defensor nomeado pelo convênio existente entre a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo e a Defensoria Pública daquele Estado, qualificando- se, assim, como defensor ad hoc. Como observou o eminente Relator na decisão que deferiu a liminar, o art. 370, § 4º, do CPP, determina que a intimação do defensor nomeado deve ser pessoal. A aplicação dessa norma ao presente caso justifica-se em razão de o defensor, apesar de intimado pela imprensa oficial, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP Precedentes. É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4º, do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica-se como causa geradora de nulidade processual absoluta, sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida”. (HC 98.802/GO, rel. min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 27.11.2009). Corrobora esse entendimento o Parquet, conforme excerto da manifestação, a seguir transcrito: “A regra no Processo Penal é que as intimações em segundo grau são feitas por meio da imprensa oficial. No entanto, tem-se abrandado o rigor desse entendimento, em prestígio ao princípio da ampla defesa, quando o réu, absolvido em primeira instância, é condenado em sede de apelação e a sua defesa é patrocinado por defensor nomeado ou defensor ad hoc. Nesses casos, tem-se entendido que a intimação do defensor deve ser pessoal. Ao que consta dos autos, o paciente foi absolvido em primeira instância e condenado em sede de apelação. A sua defesa foi patrocinada por defensor nomeado pelo convênio existente entre a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo e a Defensoria Pública daquele Estado, qualificando- se, assim, como defensor ad hoc. Como observou o eminente Relator na decisão que deferiu a liminar, o art. 370, § 4º, do CPP, determina que a intimação do defensor nomeado deve ser pessoal. A aplicação dessa norma ao presente caso justifica-se em razão de o defensor, apesar de intimado pela imprensa oficial, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127393 / SP ter se mantido inerte, do que resultou o trânsito em julgado da condenação. O paciente, que havia sido absolvido em primeiro grau, viu-se condenado em apelação à pena de 7 anos de prisão, sem que houvesse a interposição de qualquer recurso pelo defensor nomeado contra o acórdão condenatório. (…) Ante o exposto, manifesta-se o Ministério Público Federal pelo não conhecimento da impetração e, se conhecida, pela concessão da ordem”. (eDOC 19). Ante o exposto, meu voto é no sentido de, confirmando a liminar deferida, conceder a ordem de habeas corpus para: a) cassar o decreto de prisão expedido em desfavor do paciente Ederson Lucas Leandro Lima; b) anular o trânsito em julgado da ação penal; e, c) determinar nova publicação do acórdão condenatório proferido pelo TJ/SP, nos autos da Apelação n. 0029718-61.2008.8.26.0196, em nome do advogado constituído. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP ter se mantido inerte, do que resultou o trânsito em julgado da condenação. O paciente, que havia sido absolvido em primeiro grau, viu-se condenado em apelação à pena de 7 anos de prisão, sem que houvesse a interposição de qualquer recurso pelo defensor nomeado contra o acórdão condenatório. (…) Ante o exposto, manifesta-se o Ministério Público Federal pelo não conhecimento da impetração e, se conhecida, pela concessão da ordem”. (eDOC 19). Ante o exposto, meu voto é no sentido de, confirmando a liminar deferida, conceder a ordem de habeas corpus para: a) cassar o decreto de prisão expedido em desfavor do paciente Ederson Lucas Leandro Lima; b) anular o trânsito em julgado da ação penal; e, c) determinar nova publicação do acórdão condenatório proferido pelo TJ/SP, nos autos da Apelação n. 0029718-61.2008.8.26.0196, em nome do advogado constituído. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 127.393 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) : JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de habeas corpus para: a) cassar o decreto de prisão expedido em desfavor do paciente Ederson Lucas Leandro Lima; b) anular o trânsito em julgado da ação penal; e c) determinar nova publicação do acórdão condenatório proferido pelo TJ/SP, nos autos da Apelação n. 0029718-61.2008.8.26.0196, em nome do advogado constituído, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454372 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 127.393 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) : JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de habeas corpus para: a) cassar o decreto de prisão expedido em desfavor do paciente Ederson Lucas Leandro Lima; b) anular o trânsito em julgado da ação penal; e c) determinar nova publicação do acórdão condenatório proferido pelo TJ/SP, nos autos da Apelação n. 0029718-61.2008.8.26.0196, em nome do advogado constituído, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454372 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8530436
2015-05-05T00:00:00
2015-05-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de habeas corpus para: a) cassar o decreto de prisão expedido em desfavor do paciente Ederson Lucas Leandro Lima; b) anular o trânsito em julgado da ação penal; e c) determinar nova publicação do acórdão condenatório proferido pelo TJ/SP, nos autos da Apelação n. 0029718-61.2008.8.26.0196, em nome do advogado constituído, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Súmula 691. Superação. 3. Roubo. Absolvição em primeiro grau e condenação em sede de apelação. Certificação do trânsito em julgado. 4. Defesa patrocinada por defensor nomeado ou ad hoc. Ausência de intimação pessoal. Nulidade absoluta. Previsão do art. 370, § 4º, do CPP. Precedentes. 5. Ordem concedida, confirmando a liminar, a fim de anular o trânsito em julgado do acórdão, com consequente reabertura do prazo recursal.
sjur305617
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691) HC 79238 (1ªT), HC 79748 (1ªT), HC 79775 (1ªT), HC 79776 (1ªT), HC 85185 (TP), HC 88229 (1ªT), HC 84014 AgR (1ªT), HC 76347 QO (1ªT). (INTIMAÇÃO PESSOAL, DEFENSOR DATIVO) HC 98802 (2ªT), HC 104810 (2ªT), HC 108271 (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 691) HC 85826 MC, HC 86213. Número de páginas: 9. Análise: 30/07/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
127393
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00370 PAR-00004\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 127393
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PACTE.(S) : EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) : JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) :JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Súmula 691. Superação. 3. Roubo. Absolvição em primeiro grau e condenação em sede de apelação. Certificação do trânsito em julgado. 4. Defesa patrocinada por defensor nomeado ou ad hoc. Ausência de intimação pessoal. Nulidade absoluta. Previsão do art. 370, § 4..., do CPP. Precedentes. 5. Ordem concedida, confirmando a liminar, a fim de anular o trânsito em julgado do acórdão, com consequente reabertura do prazo recursal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514819. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) :JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Jean Kelver Garcia Vieira e outro, em favor de Ederson Lucas Leandro Lima, contra decisão proferida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que indeferiu o pedido liminar nos autos do HC 318.216/SP. Segundo os autos, em 25.4.2008, o paciente foi denunciado pela prática, em tese, do crime previsto no art. 157, § 2..., incisos I e II, do Código Penal, tendo em vista ter praticado roubo, em concurso de agentes e mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo, em empresa privada, subtraindo dos clientes e funcionários que lá estavam dinheiro e celulares. Sobreveio sentença que absolveu o réu, com base no art. 386, inciso VII, do CPP (não existir prova suficiente para condenação). Irresignado, o Ministério Público interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP), o qual deu provimento ao recurso para condenar o réu à pena de 7 (sete) anos, 5 (cinco) meses e 25 (vinte e cinco) dias de reclusão, em regime inicial fechado. Confira-se a ementa: “APELAÇÃO - ROUBO QUALIFICADO - AUTORIA E MATERIALIDADE DEMONSTRADAS – CONDENAÇÃO - Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514820. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) :JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Jean Kelver Garcia Vieira e outro, em favor de Ederson Lucas Leandro Lima, contra decisão proferida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que indeferiu o pedido liminar nos autos do HC 318.216/SP. Segundo os autos, em 25.4.2008, o paciente foi denunciado pela prática, em tese, do crime previsto no art. 157, § 2..., incisos I e II, do Código Penal, tendo em vista ter praticado roubo, em concurso de agentes e mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo, em empresa privada, subtraindo dos clientes e funcionários que lá estavam dinheiro e celulares. Sobreveio sentença que absolveu o réu, com base no art. 386, inciso VII, do CPP (não existir prova suficiente para condenação). Irresignado, o Ministério Público interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP), o qual deu provimento ao recurso para condenar o réu à pena de 7 (sete) anos, 5 (cinco) meses e 25 (vinte e cinco) dias de reclusão, em regime inicial fechado. Confira-se a ementa: “APELAÇÃO - ROUBO QUALIFICADO - AUTORIA E MATERIALIDADE DEMONSTRADAS – CONDENAÇÃO - Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 127393 / SP Necessidade: reconhecido na época com segurança pelas vítimas, não teria nenhuma razão para inculpá-lo, tem contra si, ainda, a firme palavra dos policiais que descreveram as circunstâncias da prisão do acusado e das testemunhas que compraram o bem de uma das vítimas. Recurso provido.” O trânsito em julgado foi certificado em 19.8.2014. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O pedido liminar foi indeferido. No presente writ, os impetrantes aduzem, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal, em virtude de o paciente não ter sido intimado pessoalmente do acórdão condenatório, havendo apenas a intimação pela imprensa oficial. Asseveram que o processo é antigo, o paciente não tinha ciência da condenação, respondia o processo em liberdade, exercia trabalho lícito e foi preso enquanto laborava. Sustentam, ainda, que foi considerado de maneira equivocada reincidente, razão pela qual o Tribunal descartou regime mais brando. Pleiteiam a suspensão dos efeitos da prisão, a anulação do trânsito em julgado, bem como a determinação da intimação pessoal do paciente, com a consequente reabertura do prazo recursal. Em 31.3.2015 deferi em parte o pedido liminar para suspender, até o julgamento final deste habeas, os efeitos da ordem de prisão decretada em desfavor do acusado. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514820. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP Necessidade: reconhecido na época com segurança pelas vítimas, não teria nenhuma razão para inculpá-lo, tem contra si, ainda, a firme palavra dos policiais que descreveram as circunstâncias da prisão do acusado e das testemunhas que compraram o bem de uma das vítimas. Recurso provido.” O trânsito em julgado foi certificado em 19.8.2014. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O pedido liminar foi indeferido. No presente writ, os impetrantes aduzem, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal, em virtude de o paciente não ter sido intimado pessoalmente do acórdão condenatório, havendo apenas a intimação pela imprensa oficial. Asseveram que o processo é antigo, o paciente não tinha ciência da condenação, respondia o processo em liberdade, exercia trabalho lícito e foi preso enquanto laborava. Sustentam, ainda, que foi considerado de maneira equivocada reincidente, razão pela qual o Tribunal descartou regime mais brando. Pleiteiam a suspensão dos efeitos da prisão, a anulação do trânsito em julgado, bem como a determinação da intimação pessoal do paciente, com a consequente reabertura do prazo recursal. Em 31.3.2015 deferi em parte o pedido liminar para suspender, até o julgamento final deste habeas, os efeitos da ordem de prisão decretada em desfavor do acusado. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, no presente habeas corpus, a defesa alega, em síntese, a ausência de intimação do paciente pessoalmente do acórdão condenatório, havendo apenas a intimação pela imprensa oficial. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2... Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2... Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula n. 691 tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1... Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, red. do acórdão, min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 127.393 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme já relatado, no presente habeas corpus, a defesa alega, em síntese, a ausência de intimação do paciente pessoalmente do acórdão condenatório, havendo apenas a intimação pela imprensa oficial. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2... Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2... Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula n. 691 tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1... Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, red. do acórdão, min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127393 / SP monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1....8.2005). Na hipótese dos autos, verifico ser caso de afastamento da incidência da Súmula 691. Passo a análise do mérito. Depreende-se dos autos que o acórdão condenatório prolatado pela 15... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi publicado na imprensa oficial em 8.4.2014. Na sequência, foi determinado ao Juízo a quo que procedesse à intimação pessoal do defensor da parte ré. Entretanto, conforme consta no sítio eletrônico do TJSP, bem como nos documentos juntados pelos impetrantes, verifica-se que a Secretaria da 1... Vara Criminal da Comarca de Franca efetivou a intimação do então advogado unicamente por intermédio do Diário de Justiça Eletrônico, não havendo, entretanto, sua intimação na forma pessoal. Cumpre pontuar que, no âmbito criminal, os defensores público e dativo, bem como o Ministério Público detêm a prerrogativa da intimação pessoal, conforme disposto no § 4... do art. 370 do CPP, in verbis: “Art.370. Nas intimações dos acusados, das testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato, será observado, no que for aplicável, o disposto no Capítulo anterior. (...) § 4... A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal”. No caso em epígrafe, o paciente foi patrocinado por defensor nomeado pelo convênio existente entre a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo e a Defensoria Pública do referido ente federado, enquadrando-se, portanto, no conceito legal de defensor ad hoc. Não se pode olvidar que houve vício na comunicação do acórdão condenatório ao causídico nomeado, fato esse que prejudicou sobremaneira o paciente que, em face da ignorância da decisão, sequer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1....8.2005). Na hipótese dos autos, verifico ser caso de afastamento da incidência da Súmula 691. Passo a análise do mérito. Depreende-se dos autos que o acórdão condenatório prolatado pela 15... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi publicado na imprensa oficial em 8.4.2014. Na sequência, foi determinado ao Juízo a quo que procedesse à intimação pessoal do defensor da parte ré. Entretanto, conforme consta no sítio eletrônico do TJSP, bem como nos documentos juntados pelos impetrantes, verifica-se que a Secretaria da 1... Vara Criminal da Comarca de Franca efetivou a intimação do então advogado unicamente por intermédio do Diário de Justiça Eletrônico, não havendo, entretanto, sua intimação na forma pessoal. Cumpre pontuar que, no âmbito criminal, os defensores público e dativo, bem como o Ministério Público detêm a prerrogativa da intimação pessoal, conforme disposto no § 4... do art. 370 do CPP, in verbis: “Art.370. Nas intimações dos acusados, das testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato, será observado, no que for aplicável, o disposto no Capítulo anterior. (...) § 4... A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal”. No caso em epígrafe, o paciente foi patrocinado por defensor nomeado pelo convênio existente entre a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo e a Defensoria Pública do referido ente federado, enquadrando-se, portanto, no conceito legal de defensor ad hoc. Não se pode olvidar que houve vício na comunicação do acórdão condenatório ao causídico nomeado, fato esse que prejudicou sobremaneira o paciente que, em face da ignorância da decisão, sequer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127393 / SP teve oportunidade de apresentar recurso defensivo. Nessa perspectiva, é assente que o réu foi privado do exercício da ampla defesa, sendo imperativo o reconhecimento da nulidade da intimação. Nesse sentido, cito precedentes de ambas as turmas: “Habeas Corpus. 2. Alegação de nulidade de julgamento dos embargos de declaração, ante a ausência de intimação pessoal do defensor dativo. 3. Informações prestadas pela autoridade coatora confirmando a alegação. Constrangimento ilegal evidenciado. 4. Ordem concedida”. (HC 104.810/GO, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 1....3.2011); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR DATIVO. DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO AGRAVO DE INSTRUMENTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE ABSOLUTA. ORDEM CONCEDIDA PARA ANULAR O TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. I – A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que é necessária a intimação pessoal do defensor público ou dativo para sessão de julgamento, em face de expressa disposição legal. Precedentes. II – O mesmo entendimento deve ser aplicado ao caso sob exame, por se tratar de ato processual sem o qual fica o defensor impedido de interpor o recurso cabível e, por consequência, realizar a ampla defesa do acusado, nos termos constitucionalmente previstos. III – Ordem concedida para anular o trânsito em julgado da condenação e determinar que o advogado dativo seja intimado pessoalmente da decisão que não conheceu do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. (HC 108.271/GO, rel. min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 22.9.2011); e, “Habeas corpus. Ação Penal. Réu defendido por defensor dativo. Ausência de intimação pessoal do defensor. Ofensa ao disposto no art. 370, § 4..., do CPP. Nulidade absoluta. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP teve oportunidade de apresentar recurso defensivo. Nessa perspectiva, é assente que o réu foi privado do exercício da ampla defesa, sendo imperativo o reconhecimento da nulidade da intimação. Nesse sentido, cito precedentes de ambas as turmas: “Habeas Corpus. 2. Alegação de nulidade de julgamento dos embargos de declaração, ante a ausência de intimação pessoal do defensor dativo. 3. Informações prestadas pela autoridade coatora confirmando a alegação. Constrangimento ilegal evidenciado. 4. Ordem concedida”. (HC 104.810/GO, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 1....3.2011); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR DATIVO. DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO AGRAVO DE INSTRUMENTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE ABSOLUTA. ORDEM CONCEDIDA PARA ANULAR O TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. I – A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que é necessária a intimação pessoal do defensor público ou dativo para sessão de julgamento, em face de expressa disposição legal. Precedentes. II – O mesmo entendimento deve ser aplicado ao caso sob exame, por se tratar de ato processual sem o qual fica o defensor impedido de interpor o recurso cabível e, por consequência, realizar a ampla defesa do acusado, nos termos constitucionalmente previstos. III – Ordem concedida para anular o trânsito em julgado da condenação e determinar que o advogado dativo seja intimado pessoalmente da decisão que não conheceu do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. (HC 108.271/GO, rel. min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 22.9.2011); e, “Habeas corpus. Ação Penal. Réu defendido por defensor dativo. Ausência de intimação pessoal do defensor. Ofensa ao disposto no art. 370, § 4..., do CPP. Nulidade absoluta. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127393 / SP Precedentes. É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4..., do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica-se como causa geradora de nulidade processual absoluta, sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida”. (HC 98.802/GO, rel. min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 27.11.2009). Corrobora esse entendimento o Parquet, conforme excerto da manifestação, a seguir transcrito: “A regra no Processo Penal é que as intimações em segundo grau são feitas por meio da imprensa oficial. No entanto, tem-se abrandado o rigor desse entendimento, em prestígio ao princípio da ampla defesa, quando o réu, absolvido em primeira instância, é condenado em sede de apelação e a sua defesa é patrocinado por defensor nomeado ou defensor ad hoc. Nesses casos, tem-se entendido que a intimação do defensor deve ser pessoal. Ao que consta dos autos, o paciente foi absolvido em primeira instância e condenado em sede de apelação. A sua defesa foi patrocinada por defensor nomeado pelo convênio existente entre a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo e a Defensoria Pública daquele Estado, qualificando- se, assim, como defensor ad hoc. Como observou o eminente Relator na decisão que deferiu a liminar, o art. 370, § 4..., do CPP, determina que a intimação do defensor nomeado deve ser pessoal. A aplicação dessa norma ao presente caso justifica-se em razão de o defensor, apesar de intimado pela imprensa oficial, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP Precedentes. É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4..., do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica-se como causa geradora de nulidade processual absoluta, sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida”. (HC 98.802/GO, rel. min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 27.11.2009). Corrobora esse entendimento o Parquet, conforme excerto da manifestação, a seguir transcrito: “A regra no Processo Penal é que as intimações em segundo grau são feitas por meio da imprensa oficial. No entanto, tem-se abrandado o rigor desse entendimento, em prestígio ao princípio da ampla defesa, quando o réu, absolvido em primeira instância, é condenado em sede de apelação e a sua defesa é patrocinado por defensor nomeado ou defensor ad hoc. Nesses casos, tem-se entendido que a intimação do defensor deve ser pessoal. Ao que consta dos autos, o paciente foi absolvido em primeira instância e condenado em sede de apelação. A sua defesa foi patrocinada por defensor nomeado pelo convênio existente entre a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo e a Defensoria Pública daquele Estado, qualificando- se, assim, como defensor ad hoc. Como observou o eminente Relator na decisão que deferiu a liminar, o art. 370, § 4..., do CPP, determina que a intimação do defensor nomeado deve ser pessoal. A aplicação dessa norma ao presente caso justifica-se em razão de o defensor, apesar de intimado pela imprensa oficial, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127393 / SP ter se mantido inerte, do que resultou o trânsito em julgado da condenação. O paciente, que havia sido absolvido em primeiro grau, viu-se condenado em apelação à pena de 7 anos de prisão, sem que houvesse a interposição de qualquer recurso pelo defensor nomeado contra o acórdão condenatório. (…) Ante o exposto, manifesta-se o Ministério Público Federal pelo não conhecimento da impetração e, se conhecida, pela concessão da ordem”. (eDOC 19). Ante o exposto, meu voto é no sentido de, confirmando a liminar deferida, conceder a ordem de habeas corpus para: a) cassar o decreto de prisão expedido em desfavor do paciente Ederson Lucas Leandro Lima; b) anular o trânsito em julgado da ação penal; e, c) determinar nova publicação do acórdão condenatório proferido pelo TJ/SP, nos autos da Apelação n. 0029718-61.2008.8.26.0196, em nome do advogado constituído. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Supremo Tribunal Federal HC 127393 / SP ter se mantido inerte, do que resultou o trânsito em julgado da condenação. O paciente, que havia sido absolvido em primeiro grau, viu-se condenado em apelação à pena de 7 anos de prisão, sem que houvesse a interposição de qualquer recurso pelo defensor nomeado contra o acórdão condenatório. (…) Ante o exposto, manifesta-se o Ministério Público Federal pelo não conhecimento da impetração e, se conhecida, pela concessão da ordem”. (eDOC 19). Ante o exposto, meu voto é no sentido de, confirmando a liminar deferida, conceder a ordem de habeas corpus para: a) cassar o decreto de prisão expedido em desfavor do paciente Ederson Lucas Leandro Lima; b) anular o trânsito em julgado da ação penal; e, c) determinar nova publicação do acórdão condenatório proferido pelo TJ/SP, nos autos da Apelação n. 0029718-61.2008.8.26.0196, em nome do advogado constituído. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 127.393 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) : JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de habeas corpus para: a) cassar o decreto de prisão expedido em desfavor do paciente Ederson Lucas Leandro Lima; b) anular o trânsito em julgado da ação penal; e c) determinar nova publicação do acórdão condenatório proferido pelo TJ/SP, nos autos da Apelação n. 0029718-61.2008.8.26.0196, em nome do advogado constituído, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454372 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 127.393 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA IMPTE.(S) : JEAN KELVER GARCIA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 318.216 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem de habeas corpus para: a) cassar o decreto de prisão expedido em desfavor do paciente Ederson Lucas Leandro Lima; b) anular o trânsito em julgado da ação penal; e c) determinar nova publicação do acórdão condenatório proferido pelo TJ/SP, nos autos da Apelação n. 0029718-61.2008.8.26.0196, em nome do advogado constituído, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454372 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 127 . 393", "HC n 318 . 216", "CORPUS 127 . 393", "HC n 318 . 216 DO SUPERIOR", "HC 318 . 216 / SP", "HABEAS CORPUS 127 . 393 SÃO", "HC n 318 . 216 DO SUPERIOR", "HC 318 . 216 / SP", "HC 127393 / SP", "HC 127393 / SP", "HABEAS CORPUS 127 . 393", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 / RJ", "Súmula n . 691", "HC 84 .", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HABEAS CORPUS 127 . 393 SÃO", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 /", "Súmula n . 691", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 127393 / SP", "HC 85 . 826 / SP", "HC 86 . 213 / ES", "HC 127393 / SP", "HC 85 . 826 / SP", "HC 86 . 213 / ES", "HC 127393 / SP", "HC 104 . 810 / GO", "HC 108 . 271 / GO", "HC 127393 / SP", "HC 104 . 810 / GO", "HC 108 . 271 / GO", "HC 127393 / SP", "HC 98 . 802 / GO", "HC 127393 / SP", "HC 98 . 802 / GO", "HC 127393 / SP", "Apelação n . 0029718 - 61 . 2008 . 8 . 26 . 0196", "HC 127393 / SP", "Apelação n", "HC n 318 . 216 DO SUPERIOR", "Apelação n . 0029718 - 61 . 2008 . 8 . 26 . 0196", "HABEAS CORPUS 127 . 393", "HC n 318 . 216 DO SUPERIOR", "Apelação n . 0029718 - 61 . 2008 . 8 . 26 . 0196" ], "LEGISLACAO": [ "art . 370 , § 4 . . . , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "HABEAS", "art . 157 , § 2 . . . , incisos I e II , do Código Penal", "art . 386 , inciso VII , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "art . 157 , § 2 . . . , incisos I e II , do Código Penal", "art . 386 , inciso VII , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do", "art . 370 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 370 , § 4 . . . , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 370 , § 4 . . . , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 370 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal", "Constituição", "art . 370 , § 4 . . . , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 370 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal", "Constituição", "art . 370 , § 4 . . . , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "RJ", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "TJ", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "TJ", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", "1", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "15", ".", ".", ". Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "TJSP", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo", "Defensoria Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "15", ".", ". . Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "TJSP", "1", ".", ".", ".", "Vara Criminal da Comarca de Franca", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo", "Defensoria Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo", "Defensoria Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Parquet", "Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo", "Defensoria Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "TJ", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "TJ", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "TJ", "/", "SP", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Comuns do Reino Unido", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TJ", "/", "SP", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Comuns do Reino Unido", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA", "JEAN KELVER GARCIA VIEIRA", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA", "JEAN KELVER GARCIA VIEIRA", "GILMAR MENDES", "Jean Kelver Garcia Vieira", "Ederson Lucas Leandro Lima", "Felix Fischer", "GILMAR MENDES", "EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA", "JEAN KELVER GARCIA VIEIRA", "GILMAR MENDES", "Jean Kelver Garcia Vieira", "Ederson Lucas Leandro Lima", "Felix Fischer", "GILMAR", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "GILMAR MENDES", "Ederson Lucas Leandro Lima", "Ederson Lucas Leandro Lima", "GILMAR MENDES", "EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA", "JEAN KELVER GARCIA VIEIRA", "Ederson Lucas Leandro Lima", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "EDERSON LUCAS LEANDRO LIMA", "JEAN KELVER GARCIA VIEIRA", "Ederson Lucas Leandro Lima", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "05", "/", "05", "/", "2015", "5 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "25", ".", "4", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "25", ".", "4", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "8", ".", "2014", "31", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "8", ".", "2014", "31", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "8", ".", "5", ".", "1998", "6", ".", "8", ".", "1999", "3", ".", "3", ".", "2000", "17", ".", "3", ".", "2000", "23", ".", "6", ".", "2000", "25", ".", "6", ".", "2004", ".", ".", "9", ".", "2006", "23", ".", "2", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "8", ".", "5", ".", "1998", "6", ".", "8", ".", "1999", "3", ".", "3", ".", "2000", "17", ".", "3", ".", "2000", "23", ".", "6", ".", "2000", "25", ".", "6", ".", "2004", ".", ".", ".", "9", ".", "2006", "23", ".", "2", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2005", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2005", "8", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2005", ".", ".", "8", ".", "2005", "8", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2011", "22", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2011", "22", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "05", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) :OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) :DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito constitucional. Exercício de profissão. Advocacia. Exame da OAB. Constitucionalidade. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Plenário do Tribunal, no julgamento de mérito do RE nº 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, assentou ser constitucional a exigência de realização do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481942. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 861775 AGR / PE Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481942. Supremo Tribunal Federal ARE 861775 AGR / PE Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) :OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) :DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ricardo Antônio dos Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: ‘Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 1º, inciso IV, 3º, incisos I, III e IV, e 5º caput e incisos IX e XIII, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. INSCRIÇÃO NA OAB SEM SUBMISSÃO A EXAME. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO.’ Decido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) :OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) :DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ricardo Antônio dos Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: ‘Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 1º, inciso IV, 3º, incisos I, III e IV, e 5º caput e incisos IX e XIII, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. INSCRIÇÃO NA OAB SEM SUBMISSÃO A EXAME. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO.’ Decido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 861775 AGR / PE Com exceção do inc. XIII do art. 5º da Constituição, os demais dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, no julgamento do RE nº 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, cuja a repercussão geral havia sido reconhecida, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal ratificou a jurisprudência da Corte no sentido de reconhecer a constitucionalidade da exigência do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia. O acórdão desse julgamento restou assim ementado: ‘TRABALHO – OFÍCIO OU PROFISSÃO – EXERCÍCIO. Consoante disposto no inciso XIII do artigo 5º da Constituição Federal, ‘é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer’. BACHARÉIS EM DIREITO – QUALIFICAÇÃO. Alcança-se a qualificação de bacharel em Direito mediante conclusão do curso respectivo e colação de grau. ADVOGADO – EXERCÍCIO PROFISSIONAL – EXAME DE ORDEM. O Exame de Ordem, inicialmente previsto no artigo 48, inciso III, da Lei nº 4.215/63 e hoje no artigo 84 da Lei nº 8.906/94, no que a atuação profissional repercute no campo de interesse de terceiros, mostra-se consentâneo com a Constituição Federal, que remete às qualificações previstas em lei. Considerações.’(DJe de 24/5/2012). O acórdão atacado não divergiu dessa orientação. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Supremo Tribunal Federal ARE 861775 AGR / PE Com exceção do inc. XIII do art. 5º da Constituição, os demais dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, no julgamento do RE nº 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, cuja a repercussão geral havia sido reconhecida, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal ratificou a jurisprudência da Corte no sentido de reconhecer a constitucionalidade da exigência do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia. O acórdão desse julgamento restou assim ementado: ‘TRABALHO – OFÍCIO OU PROFISSÃO – EXERCÍCIO. Consoante disposto no inciso XIII do artigo 5º da Constituição Federal, ‘é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer’. BACHARÉIS EM DIREITO – QUALIFICAÇÃO. Alcança-se a qualificação de bacharel em Direito mediante conclusão do curso respectivo e colação de grau. ADVOGADO – EXERCÍCIO PROFISSIONAL – EXAME DE ORDEM. O Exame de Ordem, inicialmente previsto no artigo 48, inciso III, da Lei nº 4.215/63 e hoje no artigo 84 da Lei nº 8.906/94, no que a atuação profissional repercute no campo de interesse de terceiros, mostra-se consentâneo com a Constituição Federal, que remete às qualificações previstas em lei. Considerações.’(DJe de 24/5/2012). O acórdão atacado não divergiu dessa orientação. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 861775 AGR / PE Sustenta o ora agravante a não incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF no caso dos autos. Alega que a matéria ventilada no RE nº 603.583/RS-RG, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, não abarca exatamente a hipótese destes autos. Aduz, in verbis, que, “[c]om relação ao citado RE nº 603.583/RS-RG, Relator Ministro Marco Aurélio, destaca-se que a Repercussão Geral teve como ponto de análise e alinhamento o inciso XIII, do artigo 5º da CRFB. Assim, não foi objeto de apreciação a não submissão dos excluídos dos quadros da OAB ao exame de ordem e sua contrariedade ao Caput do artigo 5º da CRFB/88. Nesta sistemática, pontua-se que o retro mencionado inciso, para produzir seus efeitos, depende da LUZ Maior insculpida e cristalizada no Caput do artigo 5° da vigente Constituição Federativa, que é mais ampla. Por conseguinte, nova Repercussão Geral deve ser apreciada pela Corte Suprema, uma vez que ocorre inobservância à Carta Política Brasileira e os requisitos necessários para tal estão preenchidos e já apontados nos autos”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Supremo Tribunal Federal ARE 861775 AGR / PE Sustenta o ora agravante a não incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF no caso dos autos. Alega que a matéria ventilada no RE nº 603.583/RS-RG, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, não abarca exatamente a hipótese destes autos. Aduz, in verbis, que, “[c]om relação ao citado RE nº 603.583/RS-RG, Relator Ministro Marco Aurélio, destaca-se que a Repercussão Geral teve como ponto de análise e alinhamento o inciso XIII, do artigo 5º da CRFB. Assim, não foi objeto de apreciação a não submissão dos excluídos dos quadros da OAB ao exame de ordem e sua contrariedade ao Caput do artigo 5º da CRFB/88. Nesta sistemática, pontua-se que o retro mencionado inciso, para produzir seus efeitos, depende da LUZ Maior insculpida e cristalizada no Caput do artigo 5° da vigente Constituição Federativa, que é mais ampla. Por conseguinte, nova Repercussão Geral deve ser apreciada pela Corte Suprema, uma vez que ocorre inobservância à Carta Política Brasileira e os requisitos necessários para tal estão preenchidos e já apontados nos autos”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, verifica-se que os arts. 1º, inciso IV; 3º, incisos III e IV; 5º, caput e incisos IX e XIII, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313884. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, verifica-se que os arts. 1º, inciso IV; 3º, incisos III e IV; 5º, caput e incisos IX e XIII, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 861775 AGR / PE provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário deste Tribunal, no julgamento de mérito do RE nº 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, assentou ser constitucional a exigência de realização do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia, tema que é o cerne da discussão trazida nos presentes autos. Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313884. Supremo Tribunal Federal ARE 861775 AGR / PE provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário deste Tribunal, no julgamento de mérito do RE nº 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, assentou ser constitucional a exigência de realização do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia, tema que é o cerne da discussão trazida nos presentes autos. Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) : OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) : DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8530663 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) : OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) : DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8530663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8546202
2015-03-24T00:00:00
2015-05-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito constitucional. Exercício de profissão. Advocacia. Exame da OAB. Constitucionalidade. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Plenário do Tribunal, no julgamento de mérito do RE nº 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, assentou ser constitucional a exigência de realização do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia. 3. Agravo regimental não provido.
sjur305817
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 411859 AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), RE 449232 AgR-AgR (2ªT). (EXAME DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL) RE 603583 RG. Número de páginas: 8. Análise: 10/06/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
861775
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 861775 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) : OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) : DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) :OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) :DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito constitucional. Exercício de profissão. Advocacia. Exame da OAB. Constitucionalidade. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário do Tribunal, no julgamento de mérito do Recurso Extraordinário n 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, assentou ser constitucional a exigência de realização do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481942. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 861775 AGR / PE Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481942. Supremo Tribunal Federal ARE 861775 AGR / PE Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) :OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) :DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ricardo Antônio dos Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: ‘Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 1..., inciso IV, 3..., incisos I, III e IV, e 5... caput e incisos IX e XIII, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. INSCRIÇÃO NA OAB SEM SUBMISSÃO A EXAME. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO.’ Decido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) :OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) :DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ricardo Antônio dos Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: ‘Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 1..., inciso IV, 3..., incisos I, III e IV, e 5... caput e incisos IX e XIII, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. INSCRIÇÃO NA OAB SEM SUBMISSÃO A EXAME. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO.’ Decido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 861775 AGR / PE Com exceção do inc. XIII do art. 5... da Constituição, os demais dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, no julgamento do Recurso Extraordinário n 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, cuja a repercussão geral havia sido reconhecida, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal ratificou a jurisprudência da Corte no sentido de reconhecer a constitucionalidade da exigência do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia. O acórdão desse julgamento restou assim ementado: ‘TRABALHO – OFÍCIO OU PROFISSÃO – EXERCÍCIO. Consoante disposto no inciso XIII do artigo 5... da Constituição Federal, ‘é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer’. BACHARÉIS EM DIREITO – QUALIFICAÇÃO. Alcança-se a qualificação de bacharel em Direito mediante conclusão do curso respectivo e colação de grau. ADVOGADO – EXERCÍCIO PROFISSIONAL – EXAME DE ORDEM. O Exame de Ordem, inicialmente previsto no artigo 48, inciso III, da Lei n 4.215/63 e hoje no artigo 84 da Lei n 8.906/94, no que a atuação profissional repercute no campo de interesse de terceiros, mostra-se consentâneo com a Constituição Federal, que remete às qualificações previstas em lei. Considerações.’(DJe de 24/5/2012). O acórdão atacado não divergiu dessa orientação. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Supremo Tribunal Federal ARE 861775 AGR / PE Com exceção do inc. XIII do art. 5... da Constituição, os demais dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, no julgamento do Recurso Extraordinário n 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, cuja a repercussão geral havia sido reconhecida, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal ratificou a jurisprudência da Corte no sentido de reconhecer a constitucionalidade da exigência do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia. O acórdão desse julgamento restou assim ementado: ‘TRABALHO – OFÍCIO OU PROFISSÃO – EXERCÍCIO. Consoante disposto no inciso XIII do artigo 5... da Constituição Federal, ‘é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer’. BACHARÉIS EM DIREITO – QUALIFICAÇÃO. Alcança-se a qualificação de bacharel em Direito mediante conclusão do curso respectivo e colação de grau. ADVOGADO – EXERCÍCIO PROFISSIONAL – EXAME DE ORDEM. O Exame de Ordem, inicialmente previsto no artigo 48, inciso III, da Lei n 4.215/63 e hoje no artigo 84 da Lei n 8.906/94, no que a atuação profissional repercute no campo de interesse de terceiros, mostra-se consentâneo com a Constituição Federal, que remete às qualificações previstas em lei. Considerações.’(DJe de 24/5/2012). O acórdão atacado não divergiu dessa orientação. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 861775 AGR / PE Sustenta o ora agravante a não incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. Alega que a matéria ventilada no Recurso Extraordinário n 603.583/RS-RG, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, não abarca exatamente a hipótese destes autos. Aduz, in verbis, que, “[c]om relação ao citado Recurso Extraordinário n 603.583/RS-RG, Relator Ministro Marco Aurélio, destaca-se que a Repercussão Geral teve como ponto de análise e alinhamento o inciso XIII, do artigo 5... da CRFB. Assim, não foi objeto de apreciação a não submissão dos excluídos dos quadros da OAB ao exame de ordem e sua contrariedade ao Caput do artigo 5... da CRFB/88. Nesta sistemática, pontua-se que o retro mencionado inciso, para produzir seus efeitos, depende da LUZ Maior insculpida e cristalizada no Caput do artigo 5... da vigente Constituição Federativa, que é mais ampla. Por conseguinte, nova Repercussão Geral deve ser apreciada pela Corte Suprema, uma vez que ocorre inobservância à Carta Política Brasileira e os requisitos necessários para tal estão preenchidos e já apontados nos autos”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Supremo Tribunal Federal ARE 861775 AGR / PE Sustenta o ora agravante a não incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. Alega que a matéria ventilada no Recurso Extraordinário n 603.583/RS-RG, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, não abarca exatamente a hipótese destes autos. Aduz, in verbis, que, “[c]om relação ao citado Recurso Extraordinário n 603.583/RS-RG, Relator Ministro Marco Aurélio, destaca-se que a Repercussão Geral teve como ponto de análise e alinhamento o inciso XIII, do artigo 5... da CRFB. Assim, não foi objeto de apreciação a não submissão dos excluídos dos quadros da OAB ao exame de ordem e sua contrariedade ao Caput do artigo 5... da CRFB/88. Nesta sistemática, pontua-se que o retro mencionado inciso, para produzir seus efeitos, depende da LUZ Maior insculpida e cristalizada no Caput do artigo 5... da vigente Constituição Federativa, que é mais ampla. Por conseguinte, nova Repercussão Geral deve ser apreciada pela Corte Suprema, uma vez que ocorre inobservância à Carta Política Brasileira e os requisitos necessários para tal estão preenchidos e já apontados nos autos”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8481940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, verifica-se que os arts. 1..., inciso IV; 3..., incisos III e IV; 5..., caput e incisos IX e XIII, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313884. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, verifica-se que os arts. 1..., inciso IV; 3..., incisos III e IV; 5..., caput e incisos IX e XIII, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 861775 AGR / PE provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário deste Tribunal, no julgamento de mérito do Recurso Extraordinário n 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, assentou ser constitucional a exigência de realização do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia, tema que é o cerne da discussão trazida nos presentes autos. Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313884. Supremo Tribunal Federal ARE 861775 AGR / PE provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário deste Tribunal, no julgamento de mérito do Recurso Extraordinário n 603.583/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, assentou ser constitucional a exigência de realização do exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia, tema que é o cerne da discussão trazida nos presentes autos. Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) : OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) : DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8530663 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.775 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RICARDO ANTONIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : MARIA JOSÉ DE SANTANA LIMA AGDO.(A/S) : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - CFOAB ADV.(A/S) : OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL PERNAMBUCO ADV.(A/S) : DANIEL CAVALCANTE DE ARAÚJO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8530663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861 . 775", "Súmulas ns 282", "Recurso Extraordinário n 603 . 583 / RS -", "ARE 861775 AGR /", "ARE 861775 AGR", "Súmulas ns 282", "Recurso Extraordinário n 603 . 583 / RS - RG", "ARE 861775 AGR / PE", "Recurso Extraordinário n 603 . 583 / RS - RG", "ARE 861775 AGR / PE", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 603 . 583 / RS - RG", "Recurso Extraordinário n 603 . 583 / RS - RG", "ARE 861775 AGR / PE", "Súmulas ns 282", "Recurso Extraordinário n 603 . 583 / RS - RG", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 282", "ARE 861775 AGR / PE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR", "Recurso Extraordinário n 603 . 583 / RS -", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR", "Recurso Extraordinário n 603 . 583 / RS - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . , inciso IV , 3 . . . , incisos I , III e IV , e 5 . . . caput e incisos IX e XIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . , inciso IV , 3 . . . , incisos I , III e IV , e 5 . . . caput e incisos IX e XIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Constituição", "inciso XIII do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "artigo 48 , inciso III , da Lei n 4 . 215 / 63", "artigo 84 da Lei n 8 . 906 / 94", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . 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. . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL", "CFOAB", "ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL", "SECCIONAL", "PERNAMBUCO", "Plenário do Tribunal", "RG", "Ordem dos Advogados do Brasil", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL", "CFOAB", "ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL", "SECCIONAL", 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Malferimento dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa (CF, art. 5º, LIV e LV). Ofensa reflexa à Constituição. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. Precedentes. Regimental não provido. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa ou do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição Federal. 2. Conclusão em sentido diverso do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do cotejo fático-probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615109. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 864764 AGR / SC Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615109. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Reginaldo José do Nascimento interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. Sucede que o Tribunal de origem ao decidir a questão se ateve ao exame de normas processuais, por consequência, eventual violação ao dispositivo constitucional em questão, se ocorresse, indireta ou reflexa. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nessa linha, destaco: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Reginaldo José do Nascimento interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. Sucede que o Tribunal de origem ao decidir a questão se ateve ao exame de normas processuais, por consequência, eventual violação ao dispositivo constitucional em questão, se ocorresse, indireta ou reflexa. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nessa linha, destaco: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 864764 AGR / SC Seguimento negado. Ação penal. Homicídio doloso. Júri. Vício na citação, falta de ciência de documentos e de intimação para a sessão do tribunal do júri. Alegação de nulidades não acolhida diante da apreciação dos fatos à luz de normas do Código de Processo Penal. Arguição de ofensa ao art. 5º, incs. XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da CF. Inconsistência. Questões jurídico-normativas que apresentam ângulos ou aspectos constitucionais. Irrelevância. Inexistência de ofensa direta. Agravo improvido. 1. Somente se caracteriza ofensa à Constituição da República, quando a decisão recorrida atribuir a texto de lei significado normativo que guarde possibilidade teórica de afronta a norma constitucional. 2. É natural que, propondo-se a Constituição como fundamento jurídico último, formal e material, do ordenamento, toda questão jurídico-normativa apresente ângulos ou aspectos de algum modo constitucionais, em coerência com os predicados da unidade e da lógica que permeiam toda a ordem jurídica. 3. Este fenômeno não autoriza que sempre se dê prevalência à dimensão constitucional da quaestio iuris, sob pretexto de a aplicação da norma ordinária encobrir ofensa à Constituição, porque esse corte epistemológico de natureza absoluta equivaleria à adoção de um atalho que, de um lado, degradaria o valor referencial da Carta, barateando-lhe a eficácia, e, de outro, aniquilaria todo o alcance teórico das normas infraconstitucionais. 4. Tal preponderância só quadra à hipótese de o recurso alegar e demonstrar que o significado normativo atribuído pela decisão ao texto da lei subalterna, no ato de aplicá-la ao caso, guarde possibilidade teórica de afronta a princípio ou regra constitucional objeto de discussão na causa. E, ainda assim, sem descurar-se da falácia de conhecido estratagema retórico que, no recurso, invoca, desnecessariamente, norma constitucional para justificar pretensão de releitura da norma infraconstitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC Seguimento negado. Ação penal. Homicídio doloso. Júri. Vício na citação, falta de ciência de documentos e de intimação para a sessão do tribunal do júri. Alegação de nulidades não acolhida diante da apreciação dos fatos à luz de normas do Código de Processo Penal. Arguição de ofensa ao art. 5º, incs. XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da CF. Inconsistência. Questões jurídico-normativas que apresentam ângulos ou aspectos constitucionais. Irrelevância. Inexistência de ofensa direta. Agravo improvido. 1. Somente se caracteriza ofensa à Constituição da República, quando a decisão recorrida atribuir a texto de lei significado normativo que guarde possibilidade teórica de afronta a norma constitucional. 2. É natural que, propondo-se a Constituição como fundamento jurídico último, formal e material, do ordenamento, toda questão jurídico-normativa apresente ângulos ou aspectos de algum modo constitucionais, em coerência com os predicados da unidade e da lógica que permeiam toda a ordem jurídica. 3. Este fenômeno não autoriza que sempre se dê prevalência à dimensão constitucional da quaestio iuris, sob pretexto de a aplicação da norma ordinária encobrir ofensa à Constituição, porque esse corte epistemológico de natureza absoluta equivaleria à adoção de um atalho que, de um lado, degradaria o valor referencial da Carta, barateando-lhe a eficácia, e, de outro, aniquilaria todo o alcance teórico das normas infraconstitucionais. 4. Tal preponderância só quadra à hipótese de o recurso alegar e demonstrar que o significado normativo atribuído pela decisão ao texto da lei subalterna, no ato de aplicá-la ao caso, guarde possibilidade teórica de afronta a princípio ou regra constitucional objeto de discussão na causa. E, ainda assim, sem descurar-se da falácia de conhecido estratagema retórico que, no recurso, invoca, desnecessariamente, norma constitucional para justificar pretensão de releitura da norma infraconstitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 864764 AGR / SC aplicada, quando, na instância ordinária, não se discutiu ou, o que é mais, nem se delineie eventual incompatibilidade entre ambas’ (RE nº 517.961/RNAgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, Dje de 27/2/09); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Apesar dos argumentos do Agravante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’ (AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07). E, ainda: AI nº 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI nº 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI nº 563.028/GO- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mende, DJ de 11/5/07, entre outros. Registre-se, ainda, que esse tema já foi apreciado pela Corte, que reconheceu não ser ele dotado de repercussão geral. Tal ocorreu no julgamento do ARE nº 748.371-RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1/8/13, assim ementado: Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC aplicada, quando, na instância ordinária, não se discutiu ou, o que é mais, nem se delineie eventual incompatibilidade entre ambas’ (RE nº 517.961/RNAgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, Dje de 27/2/09); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Apesar dos argumentos do Agravante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’ (AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07). E, ainda: AI nº 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI nº 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI nº 563.028/GO- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mende, DJ de 11/5/07, entre outros. Registre-se, ainda, que esse tema já foi apreciado pela Corte, que reconheceu não ser ele dotado de repercussão geral. Tal ocorreu no julgamento do ARE nº 748.371-RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1/8/13, assim ementado: Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 864764 AGR / SC Em suas razões, aduz o agravante, em síntese, que a ofensa ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição seria direta, pois “aquela c. Corte manifestou-se de forma expressa, e sem mencionar qualquer dispositivo legal (...)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC Em suas razões, aduz o agravante, em síntese, que a ofensa ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição seria direta, pois “aquela c. Corte manifestou-se de forma expressa, e sem mencionar qualquer dispositivo legal (...)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado na decisão agravada, o Tribunal a quo, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a transgressão ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Com efeito, é firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Perfilhando esse entendimento: AI nº 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI nº 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa DJe de 30/5/08; AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07; AI nº 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI nº 562.809/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI nº 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Cabe registrar, ademais, que o Tribunal a quo, ao analisar a apelação interposta pelo recorrente, assim concluiu: “1) Ausência de citação válida (…) No caso em questão, duas foram as diligências procedidas na intenção de dar cumprimento ao mandado de citação do acusado. Logo na primeira tentativa, a despeito do erro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado na decisão agravada, o Tribunal a quo, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a transgressão ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Com efeito, é firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Perfilhando esse entendimento: AI nº 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI nº 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa DJe de 30/5/08; AI nº 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07; AI nº 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI nº 562.809/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI nº 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Cabe registrar, ademais, que o Tribunal a quo, ao analisar a apelação interposta pelo recorrente, assim concluiu: “1) Ausência de citação válida (…) No caso em questão, duas foram as diligências procedidas na intenção de dar cumprimento ao mandado de citação do acusado. Logo na primeira tentativa, a despeito do erro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 864764 AGR / SC existente acerca do endereço residencial do réu, o oficial de justiça logrou êxito em proceder a citação de Reginaldo do Nascimento (fl. 148). Ocorre que, conforme esclareceu a Magistrada a quo na sentença (fl. 276), houve equivocadamente a expedição de um segundo mandado de citação, desta vez com o endereço correto do acusado, mas que em nada comprometeu a validade da primeira citação procedida. Assim, não há falar em ausência de citação válida, uma vez que o mandado anteriormente cumprido teve sua finalidade alcançada, qual seja, dar ao réu a ciência do ajuizamento da ação, oferecendo-lhe a oportunidade de se defender. (…) 2) Ausência de defesa e violação aos princípios do devido processo legal, da isonomia, do contraditório e da ampla defesa. (…) No caso dos autos, o advogado nomeado ofereceu defesa prévia à acusação, alegando que não eram verdadeiros os fatos narrados na peça acusatória, sendo que a inocência do réu seria demonstrada no decorrer da instrução criminal. Como se vê, embora sucinta e concisa, a defesa prévia apresentada pela defensora nomeada é perfeitamente válida, porquanto ressaltou o que entendeu pertinente naquele momento processual, sendo os fundamentos expostos condizentes com o caso em questão. (…) Como se percebe, ao apelante foram assegurados os princípios do contraditório e da ampla defesa, o que torna inexistente a mácula suscitada. Assim, tendo em vista que a defesa prévia foi oportunizada de acordo com as normas processuais vigentes, após o silêncio da parte em constituir advogado nos autos, não há falar em nulidade do processo por ausência de defesa” (fls. 432 a 433 – grifei). Conclui-se, portanto, que uma decisão contrária ao acórdão atacado, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC existente acerca do endereço residencial do réu, o oficial de justiça logrou êxito em proceder a citação de Reginaldo do Nascimento (fl. 148). Ocorre que, conforme esclareceu a Magistrada a quo na sentença (fl. 276), houve equivocadamente a expedição de um segundo mandado de citação, desta vez com o endereço correto do acusado, mas que em nada comprometeu a validade da primeira citação procedida. Assim, não há falar em ausência de citação válida, uma vez que o mandado anteriormente cumprido teve sua finalidade alcançada, qual seja, dar ao réu a ciência do ajuizamento da ação, oferecendo-lhe a oportunidade de se defender. (…) 2) Ausência de defesa e violação aos princípios do devido processo legal, da isonomia, do contraditório e da ampla defesa. (…) No caso dos autos, o advogado nomeado ofereceu defesa prévia à acusação, alegando que não eram verdadeiros os fatos narrados na peça acusatória, sendo que a inocência do réu seria demonstrada no decorrer da instrução criminal. Como se vê, embora sucinta e concisa, a defesa prévia apresentada pela defensora nomeada é perfeitamente válida, porquanto ressaltou o que entendeu pertinente naquele momento processual, sendo os fundamentos expostos condizentes com o caso em questão. (…) Como se percebe, ao apelante foram assegurados os princípios do contraditório e da ampla defesa, o que torna inexistente a mácula suscitada. Assim, tendo em vista que a defesa prévia foi oportunizada de acordo com as normas processuais vigentes, após o silêncio da parte em constituir advogado nos autos, não há falar em nulidade do processo por ausência de defesa” (fls. 432 a 433 – grifei). Conclui-se, portanto, que uma decisão contrária ao acórdão atacado, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 864764 AGR / SC como pretende o ora agravante, demandaria o revolvimento de matéria probatória, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita. Incidência, portanto, da Súmula nº 279/STF. Perfilhando esse entendimento, destaco: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSO PENAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVIII, c, e LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279. A alegação de violação do art. 5º, LV, da Constituição Federal trata de matéria cuja suposta violação demandaria o exame prévio da legislação infraconstitucional, no caso, do Código de Processo Penal, de modo que se trata de hipótese de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Precedentes. As razões recursais trazem questões constitucionais cuja análise implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. O agravante não demonstrou o desacerto da decisão ora agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 662.918/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/5/10 – grifei). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC como pretende o ora agravante, demandaria o revolvimento de matéria probatória, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita. Incidência, portanto, da Súmula nº 279/STF. Perfilhando esse entendimento, destaco: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSO PENAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVIII, c, e LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279. A alegação de violação do art. 5º, LV, da Constituição Federal trata de matéria cuja suposta violação demandaria o exame prévio da legislação infraconstitucional, no caso, do Código de Processo Penal, de modo que se trata de hipótese de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Precedentes. As razões recursais trazem questões constitucionais cuja análise implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. O agravante não demonstrou o desacerto da decisão ora agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 662.918/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/5/10 – grifei). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400445 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400445 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8632829
2015-04-28T00:00:00
2015-06-08T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Malferimento dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa (CF, art. 5º, LIV e LV). Ofensa reflexa à Constituição. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. Precedentes. Regimental não provido. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa ou do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição Federal. 2. Conclusão em sentido diverso do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do cotejo fático-probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur307612
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO) AI 603952 AgR (1ªT), AI 562809 AgR (1ªT), AI 563028 AgR (2ªT), AI 649191 AgR (1ªT), AI 622527 AgR (2ªT), AI 651927 AgR (2ªT). (SÚMULA 279) AI 662918 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 17/06/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
864764
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 864764 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Malferimento dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIV e LV). Ofensa reflexa à Constituição. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Regimental não provido. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa ou do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição Federal. 2. Conclusão em sentido diverso do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do cotejo fático-probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615109. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 864764 AGR / SC Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615109. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Reginaldo José do Nascimento interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. Sucede que o Tribunal de origem ao decidir a questão se ateve ao exame de normas processuais, por consequência, eventual violação ao dispositivo constitucional em questão, se ocorresse, indireta ou reflexa. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nessa linha, destaco: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Reginaldo José do Nascimento interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. Sucede que o Tribunal de origem ao decidir a questão se ateve ao exame de normas processuais, por consequência, eventual violação ao dispositivo constitucional em questão, se ocorresse, indireta ou reflexa. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nessa linha, destaco: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 864764 AGR / SC Seguimento negado. Ação penal. Homicídio doloso. Júri. Vício na citação, falta de ciência de documentos e de intimação para a sessão do tribunal do júri. Alegação de nulidades não acolhida diante da apreciação dos fatos à luz de normas do Código de Processo Penal. Arguição de ofensa ao art. 5..., incs. XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da Constituição Federal de 1988. Inconsistência. Questões jurídico-normativas que apresentam ângulos ou aspectos constitucionais. Irrelevância. Inexistência de ofensa direta. Agravo improvido. 1. Somente se caracteriza ofensa à Constituição da República, quando a decisão recorrida atribuir a texto de lei significado normativo que guarde possibilidade teórica de afronta a norma constitucional. 2. É natural que, propondo-se a Constituição como fundamento jurídico último, formal e material, do ordenamento, toda questão jurídico-normativa apresente ângulos ou aspectos de algum modo constitucionais, em coerência com os predicados da unidade e da lógica que permeiam toda a ordem jurídica. 3. Este fenômeno não autoriza que sempre se dê prevalência à dimensão constitucional da quaestio iuris, sob pretexto de a aplicação da norma ordinária encobrir ofensa à Constituição, porque esse corte epistemológico de natureza absoluta equivaleria à adoção de um atalho que, de um lado, degradaria o valor referencial da Carta, barateando-lhe a eficácia, e, de outro, aniquilaria todo o alcance teórico das normas infraconstitucionais. 4. Tal preponderância só quadra à hipótese de o recurso alegar e demonstrar que o significado normativo atribuído pela decisão ao texto da lei subalterna, no ato de aplicá-la ao caso, guarde possibilidade teórica de afronta a princípio ou regra constitucional objeto de discussão na causa. E, ainda assim, sem descurar-se da falácia de conhecido estratagema retórico que, no recurso, invoca, desnecessariamente, norma constitucional para justificar pretensão de releitura da norma infraconstitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC Seguimento negado. Ação penal. Homicídio doloso. Júri. Vício na citação, falta de ciência de documentos e de intimação para a sessão do tribunal do júri. Alegação de nulidades não acolhida diante da apreciação dos fatos à luz de normas do Código de Processo Penal. Arguição de ofensa ao art. 5..., incs. XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da Constituição Federal de 1988. Inconsistência. Questões jurídico-normativas que apresentam ângulos ou aspectos constitucionais. Irrelevância. Inexistência de ofensa direta. Agravo improvido. 1. Somente se caracteriza ofensa à Constituição da República, quando a decisão recorrida atribuir a texto de lei significado normativo que guarde possibilidade teórica de afronta a norma constitucional. 2. É natural que, propondo-se a Constituição como fundamento jurídico último, formal e material, do ordenamento, toda questão jurídico-normativa apresente ângulos ou aspectos de algum modo constitucionais, em coerência com os predicados da unidade e da lógica que permeiam toda a ordem jurídica. 3. Este fenômeno não autoriza que sempre se dê prevalência à dimensão constitucional da quaestio iuris, sob pretexto de a aplicação da norma ordinária encobrir ofensa à Constituição, porque esse corte epistemológico de natureza absoluta equivaleria à adoção de um atalho que, de um lado, degradaria o valor referencial da Carta, barateando-lhe a eficácia, e, de outro, aniquilaria todo o alcance teórico das normas infraconstitucionais. 4. Tal preponderância só quadra à hipótese de o recurso alegar e demonstrar que o significado normativo atribuído pela decisão ao texto da lei subalterna, no ato de aplicá-la ao caso, guarde possibilidade teórica de afronta a princípio ou regra constitucional objeto de discussão na causa. E, ainda assim, sem descurar-se da falácia de conhecido estratagema retórico que, no recurso, invoca, desnecessariamente, norma constitucional para justificar pretensão de releitura da norma infraconstitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 864764 AGR / SC aplicada, quando, na instância ordinária, não se discutiu ou, o que é mais, nem se delineie eventual incompatibilidade entre ambas’ (Recurso Extraordinário n 517.961/RNAgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, Dje de 27/2/09); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Apesar dos argumentos do Agravante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’ (AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07). E, ainda: AI n 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI n 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI n 563.028/GO- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mende, DJ de 11/5/07, entre outros. Registre-se, ainda, que esse tema já foi apreciado pela Corte, que reconheceu não ser ele dotado de repercussão geral. Tal ocorreu no julgamento do ARE n 748.371-RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1/8/13, assim ementado: Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC aplicada, quando, na instância ordinária, não se discutiu ou, o que é mais, nem se delineie eventual incompatibilidade entre ambas’ (Recurso Extraordinário n 517.961/RNAgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, Dje de 27/2/09); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Apesar dos argumentos do Agravante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’ (AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07). E, ainda: AI n 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI n 562.809/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI n 563.028/GO- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mende, DJ de 11/5/07, entre outros. Registre-se, ainda, que esse tema já foi apreciado pela Corte, que reconheceu não ser ele dotado de repercussão geral. Tal ocorreu no julgamento do ARE n 748.371-RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1/8/13, assim ementado: Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 864764 AGR / SC Em suas razões, aduz o agravante, em síntese, que a ofensa ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição seria direta, pois “aquela c. Corte manifestou-se de forma expressa, e sem mencionar qualquer dispositivo legal (...)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC Em suas razões, aduz o agravante, em síntese, que a ofensa ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição seria direta, pois “aquela c. Corte manifestou-se de forma expressa, e sem mencionar qualquer dispositivo legal (...)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado na decisão agravada, o Tribunal a quo, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a transgressão ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Com efeito, é firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Perfilhando esse entendimento: AI n 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI n 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa DJe de 30/5/08; AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07; AI n 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI n 562.809/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI n 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Cabe registrar, ademais, que o Tribunal a quo, ao analisar a apelação interposta pelo recorrente, assim concluiu: “1) Ausência de citação válida (…) No caso em questão, duas foram as diligências procedidas na intenção de dar cumprimento ao mandado de citação do acusado. Logo na primeira tentativa, a despeito do erro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado na decisão agravada, o Tribunal a quo, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a transgressão ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Com efeito, é firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Perfilhando esse entendimento: AI n 603.952/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI n 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa DJe de 30/5/08; AI n 649.191/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07; AI n 622.527/AP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 18/5/07; AI n 562.809/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/5/07; e AI n 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07, entre outros. Cabe registrar, ademais, que o Tribunal a quo, ao analisar a apelação interposta pelo recorrente, assim concluiu: “1) Ausência de citação válida (…) No caso em questão, duas foram as diligências procedidas na intenção de dar cumprimento ao mandado de citação do acusado. Logo na primeira tentativa, a despeito do erro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 864764 AGR / SC existente acerca do endereço residencial do réu, o oficial de justiça logrou êxito em proceder a citação de Reginaldo do Nascimento (fl. 148). Ocorre que, conforme esclareceu a Magistrada a quo na sentença (fl. 276), houve equivocadamente a expedição de um segundo mandado de citação, desta vez com o endereço correto do acusado, mas que em nada comprometeu a validade da primeira citação procedida. Assim, não há falar em ausência de citação válida, uma vez que o mandado anteriormente cumprido teve sua finalidade alcançada, qual seja, dar ao réu a ciência do ajuizamento da ação, oferecendo-lhe a oportunidade de se defender. (…) 2) Ausência de defesa e violação aos princípios do devido processo legal, da isonomia, do contraditório e da ampla defesa. (…) No caso dos autos, o advogado nomeado ofereceu defesa prévia à acusação, alegando que não eram verdadeiros os fatos narrados na peça acusatória, sendo que a inocência do réu seria demonstrada no decorrer da instrução criminal. Como se vê, embora sucinta e concisa, a defesa prévia apresentada pela defensora nomeada é perfeitamente válida, porquanto ressaltou o que entendeu pertinente naquele momento processual, sendo os fundamentos expostos condizentes com o caso em questão. (…) Como se percebe, ao apelante foram assegurados os princípios do contraditório e da ampla defesa, o que torna inexistente a mácula suscitada. Assim, tendo em vista que a defesa prévia foi oportunizada de acordo com as normas processuais vigentes, após o silêncio da parte em constituir advogado nos autos, não há falar em nulidade do processo por ausência de defesa” (fls. 432 a 433 – grifei). Conclui-se, portanto, que uma decisão contrária ao acórdão atacado, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC existente acerca do endereço residencial do réu, o oficial de justiça logrou êxito em proceder a citação de Reginaldo do Nascimento (fl. 148). Ocorre que, conforme esclareceu a Magistrada a quo na sentença (fl. 276), houve equivocadamente a expedição de um segundo mandado de citação, desta vez com o endereço correto do acusado, mas que em nada comprometeu a validade da primeira citação procedida. Assim, não há falar em ausência de citação válida, uma vez que o mandado anteriormente cumprido teve sua finalidade alcançada, qual seja, dar ao réu a ciência do ajuizamento da ação, oferecendo-lhe a oportunidade de se defender. (…) 2) Ausência de defesa e violação aos princípios do devido processo legal, da isonomia, do contraditório e da ampla defesa. (…) No caso dos autos, o advogado nomeado ofereceu defesa prévia à acusação, alegando que não eram verdadeiros os fatos narrados na peça acusatória, sendo que a inocência do réu seria demonstrada no decorrer da instrução criminal. Como se vê, embora sucinta e concisa, a defesa prévia apresentada pela defensora nomeada é perfeitamente válida, porquanto ressaltou o que entendeu pertinente naquele momento processual, sendo os fundamentos expostos condizentes com o caso em questão. (…) Como se percebe, ao apelante foram assegurados os princípios do contraditório e da ampla defesa, o que torna inexistente a mácula suscitada. Assim, tendo em vista que a defesa prévia foi oportunizada de acordo com as normas processuais vigentes, após o silêncio da parte em constituir advogado nos autos, não há falar em nulidade do processo por ausência de defesa” (fls. 432 a 433 – grifei). Conclui-se, portanto, que uma decisão contrária ao acórdão atacado, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 864764 AGR / SC como pretende o ora agravante, demandaria o revolvimento de matéria probatória, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita. Incidência, portanto, da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Perfilhando esse entendimento, destaco: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSO PENAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVIII, c, e LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279. A alegação de violação do art. 5..., LV, da Constituição Federal trata de matéria cuja suposta violação demandaria o exame prévio da legislação infraconstitucional, no caso, do Código de Processo Penal, de modo que se trata de hipótese de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Precedentes. As razões recursais trazem questões constitucionais cuja análise implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. O agravante não demonstrou o desacerto da decisão ora agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 662.918/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/5/10 – grifei). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Supremo Tribunal Federal ARE 864764 AGR / SC como pretende o ora agravante, demandaria o revolvimento de matéria probatória, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita. Incidência, portanto, da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Perfilhando esse entendimento, destaco: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSO PENAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVIII, c, e LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279. A alegação de violação do art. 5..., LV, da Constituição Federal trata de matéria cuja suposta violação demandaria o exame prévio da legislação infraconstitucional, no caso, do Código de Processo Penal, de modo que se trata de hipótese de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Precedentes. As razões recursais trazem questões constitucionais cuja análise implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. O agravante não demonstrou o desacerto da decisão ora agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 662.918/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/5/10 – grifei). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400445 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864.764 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : REGINALDO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALCEU MACHADO FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400445 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 864 . 764", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 864764 AGR / SC", "ARE 864764 AGR / SC", "ARE 864764 AGR / SC", "ARE 864764 AGR / SC", "ARE 864764 AGR / SC", "Recurso Extraordinário n 517 . 961 / RNAgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 622 . 527 / AP - AgR", "AI n 562 . 809 / SP - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "ARE n 748 . 371 - RG / MT", "ARE 864764 AGR", "Recurso Extraordinário n 517 . 961 / RNAgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 622 . 527 / AP - AgR", "AI n 562 . 809 / SP - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "ARE n 748 . 371 - RG / MT", "ARE 864764 AGR / SC", "ARE 864764 AGR / SC", "AI n 603 . 952 / SP - AgR", "AI n 651 . 927 / SP - AgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 622", ".", "527", "/", "AP", "-", "AgR", "AI n 562 . 809 / SP - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "AI n 603 . 952 / SP", "AI n 651 . 927 / SP - AgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 622 . 527 / AP - AgR", "AI n 562 . 809 / SP - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "ARE 864764 AGR / SC", "ARE 864764 AGR / SC", "ARE 864764 AGR / SC", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 662 . 918 / SP - AgR", "ARE 864764 AGR / SC", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 662 . 918 / SP - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LIV e LV", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Constituição da República", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "art . 5 . . . , incs . XXXV , XXXVIII , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "Constituição da República", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXVIII , c , e LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) :ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420346. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 857029 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420346. Supremo Tribunal Federal ARE 857029 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) :ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de dezembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS INVIABILIDADE FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. De início, registro que, o extraordinário foi interposto com alegada base na alínea c do permissivo constitucional. Todavia, não tendo ocorrido a declaração da validade de lei ou ato de governo local contestado em face da Carta da República, salta aos olhos o não cabimento do recurso, no particular. No mais, o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter à análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420347. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) :ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de dezembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS INVIABILIDADE FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. De início, registro que, o extraordinário foi interposto com alegada base na alínea c do permissivo constitucional. Todavia, não tendo ocorrido a declaração da validade de lei ou ato de governo local contestado em face da Carta da República, salta aos olhos o não cabimento do recurso, no particular. No mais, o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter à análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 857029 AGR / SP decisão prévios sobre a alegada violação ao artigo 5º, § 2º, da Carta da República. Vale frisar que o recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. 3. Nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, assevera não pretender a interpretação de normas legais e aponta o prequestionamento da matéria. Afirma tratar-se de discussão acerca da inconstitucionalidade do tipo penal previsto no artigo 273 do Código Penal, articulando com a existência de afronta aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade, adequação social e intervenção mínima. O Ministério Público do Estado de São Paulo, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420347. Supremo Tribunal Federal ARE 857029 AGR / SP decisão prévios sobre a alegada violação ao artigo 5º, § 2º, da Carta da República. Vale frisar que o recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. 3. Nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, assevera não pretender a interpretação de normas legais e aponta o prequestionamento da matéria. Afirma tratar-se de discussão acerca da inconstitucionalidade do tipo penal previsto no artigo 273 do Código Penal, articulando com a existência de afronta aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade, adequação social e intervenção mínima. O Ministério Público do Estado de São Paulo, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: Assim, restou comprovado de forma segura que o réu tinha remédios em depósito para a venda, em desacordo com as disposições legais. A finalidade ao comércio restou comprovada pelas denúncias anônimas indicando que o apelante comercializava medicamentos de origem ignorada em praça pública, vindos do Paraguai, em seu veículo DEL REY, o que foi confirmado através de diligência policial que o flagrou nessa prática. A Defesa, por sua vez, não demostrou o alegado, tampouco contrariou a prova acusatória, toda desfavorável ao réu, a demonstrar que ele tinha em depósito medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente, sem as características de identidade admitidas para a sua comercialização, bem como de procedência ignorada, conforme constou da denúncia e reconhecido pela r. sentença. Enfim, a sentença analisou com detalhes o ocorrido e concluiu acertadamente pela responsabilidade do recorrente, o mesmo sendo dito das manifestações dos dignos representantes do Ministério Público de ambas as instâncias, devendo ser considerada toda essa fundamentação como parte integrante deste voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: Assim, restou comprovado de forma segura que o réu tinha remédios em depósito para a venda, em desacordo com as disposições legais. A finalidade ao comércio restou comprovada pelas denúncias anônimas indicando que o apelante comercializava medicamentos de origem ignorada em praça pública, vindos do Paraguai, em seu veículo DEL REY, o que foi confirmado através de diligência policial que o flagrou nessa prática. A Defesa, por sua vez, não demostrou o alegado, tampouco contrariou a prova acusatória, toda desfavorável ao réu, a demonstrar que ele tinha em depósito medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente, sem as características de identidade admitidas para a sua comercialização, bem como de procedência ignorada, conforme constou da denúncia e reconhecido pela r. sentença. Enfim, a sentença analisou com detalhes o ocorrido e concluiu acertadamente pela responsabilidade do recorrente, o mesmo sendo dito das manifestações dos dignos representantes do Ministério Público de ambas as instâncias, devendo ser considerada toda essa fundamentação como parte integrante deste voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 857029 AGR / SP O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Supremo Tribunal Federal ARE 857029 AGR / SP O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 857029 AGR / SP 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Supremo Tribunal Federal ARE 857029 AGR / SP 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) : ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410094 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) : ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410094 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8453138
2015-04-28T00:00:00
2015-05-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional.
sjur304576
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 01/06/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
857029
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 857029 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) : ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) :ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420346. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 857029 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420346. Supremo Tribunal Federal ARE 857029 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) :ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de dezembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS INVIABILIDADE FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. De início, registro que, o extraordinário foi interposto com alegada base na alínea c do permissivo constitucional. Todavia, não tendo ocorrido a declaração da validade de lei ou ato de governo local contestado em face da Carta da República, salta aos olhos o não cabimento do recurso, no particular. No mais, o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter à análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420347. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) :ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de dezembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS INVIABILIDADE FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. De início, registro que, o extraordinário foi interposto com alegada base na alínea c do permissivo constitucional. Todavia, não tendo ocorrido a declaração da validade de lei ou ato de governo local contestado em face da Carta da República, salta aos olhos o não cabimento do recurso, no particular. No mais, o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter à análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 857029 AGR / SP decisão prévios sobre a alegada violação ao artigo 5..., § 2..., da Carta da República. Vale frisar que o recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. 3. Nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, assevera não pretender a interpretação de normas legais e aponta o prequestionamento da matéria. Afirma tratar-se de discussão acerca da inconstitucionalidade do tipo penal previsto no artigo 273 do Código Penal, articulando com a existência de afronta aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade, adequação social e intervenção mínima. O Ministério Público do Estado de São Paulo, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420347. Supremo Tribunal Federal ARE 857029 AGR / SP decisão prévios sobre a alegada violação ao artigo 5..., § 2..., da Carta da República. Vale frisar que o recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. 3. Nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, assevera não pretender a interpretação de normas legais e aponta o prequestionamento da matéria. Afirma tratar-se de discussão acerca da inconstitucionalidade do tipo penal previsto no artigo 273 do Código Penal, articulando com a existência de afronta aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade, adequação social e intervenção mínima. O Ministério Público do Estado de São Paulo, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: Assim, restou comprovado de forma segura que o réu tinha remédios em depósito para a venda, em desacordo com as disposições legais. A finalidade ao comércio restou comprovada pelas denúncias anônimas indicando que o apelante comercializava medicamentos de origem ignorada em praça pública, vindos do Paraguai, em seu veículo DEL REY, o que foi confirmado através de diligência policial que o flagrou nessa prática. A Defesa, por sua vez, não demostrou o alegado, tampouco contrariou a prova acusatória, toda desfavorável ao réu, a demonstrar que ele tinha em depósito medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente, sem as características de identidade admitidas para a sua comercialização, bem como de procedência ignorada, conforme constou da denúncia e reconhecido pela r. sentença. Enfim, a sentença analisou com detalhes o ocorrido e concluiu acertadamente pela responsabilidade do recorrente, o mesmo sendo dito das manifestações dos dignos representantes do Ministério Público de ambas as instâncias, devendo ser considerada toda essa fundamentação como parte integrante deste voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: Assim, restou comprovado de forma segura que o réu tinha remédios em depósito para a venda, em desacordo com as disposições legais. A finalidade ao comércio restou comprovada pelas denúncias anônimas indicando que o apelante comercializava medicamentos de origem ignorada em praça pública, vindos do Paraguai, em seu veículo DEL REY, o que foi confirmado através de diligência policial que o flagrou nessa prática. A Defesa, por sua vez, não demostrou o alegado, tampouco contrariou a prova acusatória, toda desfavorável ao réu, a demonstrar que ele tinha em depósito medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente, sem as características de identidade admitidas para a sua comercialização, bem como de procedência ignorada, conforme constou da denúncia e reconhecido pela r. sentença. Enfim, a sentença analisou com detalhes o ocorrido e concluiu acertadamente pela responsabilidade do recorrente, o mesmo sendo dito das manifestações dos dignos representantes do Ministério Público de ambas as instâncias, devendo ser considerada toda essa fundamentação como parte integrante deste voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 857029 AGR / SP O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Supremo Tribunal Federal ARE 857029 AGR / SP O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 857029 AGR / SP 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Supremo Tribunal Federal ARE 857029 AGR / SP 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) : ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410094 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.029 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ NABOR EVANGELISTA ADV.(A/S) : ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410094 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857 . 029", "ARE 857029 AGR / SP", "ARE 857029 AGR / SP", "ARE 857029 AGR / SP", "ARE 857029 AGR / SP", "ARE 857029", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Verbete n 282 da referida Súmula", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 857029 AGR / SP", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Verbete n 282 da referida Súmula", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 857029 AGR", "ARE 857029 AGR", "AGRAVO 857 . 029" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , § 2 . . . , da Carta da República", "artigo 273", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , § 2 . . . , da Carta da República", "artigo 273 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Paraguai", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ NABOR", "ANGELO AUGUSTO CARDOSO", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ NABOR", "ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ NABOR EVANGELISTA", "ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ NABOR EVANGELISTA", "ANGELO AUGUSTO CARDOSO PASCOTTO", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ NABOR EVANGELISTA", "ANGELO AUGUSTO CARDOSO", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "04", "/", "2015", "28 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "28", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) :CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO PREVISTA NO ARTIGO 6º, II, DA LEI COMPLEMENTAR Nº 70/1991 PELO ARTIGO 56 DA LEI Nº 9.430/1996. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Nº 283/STF. INCIDÊNCIA. 1. “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” (Súmula nº 283/STF). Precedente: RE 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS PRESTADORAS DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS. REVOGAÇÃO DO ART. 6º, DA LC 70/91. ART. 59 DA LEI 9.430/96. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183886. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 863561 AGR / AM das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183886. Supremo Tribunal Federal ARE 863561 AGR / AM das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) :CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO PREVISTA NO ARTIGO 6º, II, DA LEI COMPLEMENTAR Nº 70/1991 PELO ARTIGO 56 DA LEI Nº 9.430/1996. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-B DO CPC. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO PARA O STF. NÃO CABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO.” Nas razões do agravo, sustenta, em síntese, que “a decisão ora recorrida causa prejuízo ao direito da Agravante, visto que, ao contrário dos fundamentos expostos, restou demonstrado em sede de Recurso Extraordinário que o Acórdão do TRF-1 não só contrariou dispositivo da Carta Magna vigente, como também deixou de modular os efeitos da decisão guerreada, afrontando sobremaneira o primado da segurança jurídica, não podendo assim prosperar”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183887. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) :CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO PREVISTA NO ARTIGO 6º, II, DA LEI COMPLEMENTAR Nº 70/1991 PELO ARTIGO 56 DA LEI Nº 9.430/1996. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-B DO CPC. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO PARA O STF. NÃO CABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO.” Nas razões do agravo, sustenta, em síntese, que “a decisão ora recorrida causa prejuízo ao direito da Agravante, visto que, ao contrário dos fundamentos expostos, restou demonstrado em sede de Recurso Extraordinário que o Acórdão do TRF-1 não só contrariou dispositivo da Carta Magna vigente, como também deixou de modular os efeitos da decisão guerreada, afrontando sobremaneira o primado da segurança jurídica, não podendo assim prosperar”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Demais disso, a decisão agravada assentou que o recurso de agravo, previsto no artigo 544 do CPC, é inadmissível contra decisão que, com fundamento no artigo 543-B do CPC, aplica a sistemática da repercussão geral ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. Destacou-se que a competência para a aplicação da sistemática da repercussão geral é dos tribunais de origem e que o cabimento de agravo dirigido a esta Corte resume-se aos casos elencados nos artigos 544 do CPC e 313 do Regimento Interno do STF. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada, limitando-se a reafirmar as razões trazidas na petição de recurso extraordinário. Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula nº 283 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da referida súmula: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183888. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Demais disso, a decisão agravada assentou que o recurso de agravo, previsto no artigo 544 do CPC, é inadmissível contra decisão que, com fundamento no artigo 543-B do CPC, aplica a sistemática da repercussão geral ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. Destacou-se que a competência para a aplicação da sistemática da repercussão geral é dos tribunais de origem e que o cabimento de agravo dirigido a esta Corte resume-se aos casos elencados nos artigos 544 do CPC e 313 do Regimento Interno do STF. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada, limitando-se a reafirmar as razões trazidas na petição de recurso extraordinário. Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula nº 283 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da referida súmula: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 863561 AGR / AM “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; RE 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; RE 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; RE 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; RE 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; RE 79.623, RTJ 75/849; RE 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do STJ (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140) Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183888. Supremo Tribunal Federal ARE 863561 AGR / AM “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; RE 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; RE 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; RE 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; RE 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; RE 79.623, RTJ 75/849; RE 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do STJ (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140) Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) : CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204720 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) : CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204720 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8232177
2015-03-24T00:00:00
2015-04-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO PREVISTA NO ARTIGO 6º, II, DA LEI COMPLEMENTAR Nº 70/1991 PELO ARTIGO 56 DA LEI Nº 9.430/1996. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Nº 283/STF. INCIDÊNCIA. 1. “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” (Súmula nº 283/STF). Precedente: RE 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS PRESTADORAS DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS. REVOGAÇÃO DO ART. 6º, DA LC 70/91. ART. 59 DA LEI 9.430/96. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur300724
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) AI 489247 AgR (1ªT), RE 505028 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 29/04/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
863561
[ "LEG-FED LCP-000070 ANO-1991\n ART-00006 INC-00002\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-009430 ANO-1996\n ART-00056\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 863561 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) : CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) :CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO PREVISTA NO ARTIGO 6..., II, DA LEI COMPLEMENTAR n 70/1991 PELO ARTIGO 56 DA LEI n 9.430/1996. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA n 283/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” (Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal). Precedente: Recurso Extraordinário 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS PRESTADORAS DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS. REVOGAÇÃO DO ART. 6..., DA Lei Complementar 70/91. ART. 59 DA LEI 9.430/96. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183886. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 863561 AGR / AM das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183886. Supremo Tribunal Federal ARE 863561 AGR / AM das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) :CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO PREVISTA NO ARTIGO 6..., II, DA LEI COMPLEMENTAR n 70/1991 PELO ARTIGO 56 DA LEI n 9.430/1996. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-B DO Código de Processo Civil. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO PARA O Supremo Tribunal Federal. NÃO CABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO.” Nas razões do agravo, sustenta, em síntese, que “a decisão ora recorrida causa prejuízo ao direito da Agravante, visto que, ao contrário dos fundamentos expostos, restou demonstrado em sede de Recurso Extraordinário que o Acórdão do TRF-1 não só contrariou dispositivo da Carta Magna vigente, como também deixou de modular os efeitos da decisão guerreada, afrontando sobremaneira o primado da segurança jurídica, não podendo assim prosperar”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183887. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) :CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO PREVISTA NO ARTIGO 6..., II, DA LEI COMPLEMENTAR n 70/1991 PELO ARTIGO 56 DA LEI n 9.430/1996. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-B DO Código de Processo Civil. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO PARA O Supremo Tribunal Federal. NÃO CABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO.” Nas razões do agravo, sustenta, em síntese, que “a decisão ora recorrida causa prejuízo ao direito da Agravante, visto que, ao contrário dos fundamentos expostos, restou demonstrado em sede de Recurso Extraordinário que o Acórdão do TRF-1 não só contrariou dispositivo da Carta Magna vigente, como também deixou de modular os efeitos da decisão guerreada, afrontando sobremaneira o primado da segurança jurídica, não podendo assim prosperar”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Demais disso, a decisão agravada assentou que o recurso de agravo, previsto no artigo 544 do Código de Processo Civil, é inadmissível contra decisão que, com fundamento no artigo 543-B do Código de Processo Civil, aplica a sistemática da repercussão geral ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. Destacou-se que a competência para a aplicação da sistemática da repercussão geral é dos tribunais de origem e que o cabimento de agravo dirigido a esta Corte resume-se aos casos elencados nos artigos 544 do Código de Processo Civil e 313 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada, limitando-se a reafirmar as razões trazidas na petição de recurso extraordinário. Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da referida súmula: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183888. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Demais disso, a decisão agravada assentou que o recurso de agravo, previsto no artigo 544 do Código de Processo Civil, é inadmissível contra decisão que, com fundamento no artigo 543-B do Código de Processo Civil, aplica a sistemática da repercussão geral ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. Destacou-se que a competência para a aplicação da sistemática da repercussão geral é dos tribunais de origem e que o cabimento de agravo dirigido a esta Corte resume-se aos casos elencados nos artigos 544 do Código de Processo Civil e 313 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar os fundamentos da decisão impugnada, limitando-se a reafirmar as razões trazidas na petição de recurso extraordinário. Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da referida súmula: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 863561 AGR / AM “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; Recurso Extraordinário 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; Recurso Extraordinário 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; Recurso Extraordinário 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; Recurso Extraordinário 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; Recurso Extraordinário 79.623, RTJ 75/849; Recurso Extraordinário 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do Superior Tribunal de Justiça (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140) Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183888. Supremo Tribunal Federal ARE 863561 AGR / AM “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; Recurso Extraordinário 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; Recurso Extraordinário 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; Recurso Extraordinário 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; Recurso Extraordinário 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; Recurso Extraordinário 79.623, RTJ 75/849; Recurso Extraordinário 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do Superior Tribunal de Justiça (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140) Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8183888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) : CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204720 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.561 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DENYS DANTAS E LOPES CONSULTORES ASSOCIADOS ADV.(A/S) : CLÁUDIA ALVES LOPES BERNARDINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204720 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 505 . 028 - AgR", "ARE 863561 AGR", "ARE 863561", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 863561 AGR", "Recurso Extraordinário 65 . 072", "Recurso Extraordinário 66 . 768", "Recurso Extraordinário 60 . 854", "Recurso Extraordinário 63 . 174", "Recurso Extraordinário 79 . 083", "Recurso Extraordinário 79 . 623", "Recurso Extraordinário 84 . 077", "REsp 16 . 076", "REsp 21 . 064", "REsp 23 . 026", "REsp 29 . 682", "SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR", "ARE 863561 AGR / AM", "Recurso Extraordinário 65 . 072", "Recurso Extraordinário 66 . 768", "Recurso Extraordinário 60 . 854", "Recurso Extraordinário 63 . 174", "Recurso Extraordinário 79 . 083", "Recurso Extraordinário 79 . 623", "Recurso Extraordinário 84", "REsp 16 . 076", "REsp 21 . 064", "REsp 23 . 026", "REsp 29 . 682", "SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 6 . . . , II , DA LEI COMPLEMENTAR n 70", "ARTIGO 56 DA LEI n 9 . 430 / 1996", "ART . 6 . . . , DA Lei Complementar 70 / 91", "ART . 59 DA LEI 9 . 430 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "ARTIGO 6 . . . , II , DA LEI COMPLEMENTAR n 70 / 1991", "ARTIGO 56 DA LEI n 9 . 430 / 1996", "ARTIGO 543 - B DO Código de Processo Civil", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 6 . . . , II , DA LEI COMPLEMENTAR n 70 / 1991", "ARTIGO 56 DA LEI n 9 . 430 / 1996", "ARTIGO 543 - B DO Código de Processo Civil", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 544 do Código de Processo Civil", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "artigos 544 do Código de Processo Civil", "313 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 544 do Código de Processo Civil", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "artigos 544 do Código de Processo Civil", "313 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) :RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420350. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) :RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de janeiro de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420351. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) :RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de janeiro de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 860231 AGR / SP procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do princípio da individualização da pena, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5º, inciso XLVI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. O Ministério Público do Estado de São Paulo, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420351. Supremo Tribunal Federal ARE 860231 AGR / SP procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do princípio da individualização da pena, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5º, inciso XLVI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. O Ministério Público do Estado de São Paulo, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento à apelação, assentando: Assim, diante de tais elementos de prova, de absolvição não era mesmo de se cogitar, estando plenamente justificada a incidência das circunstâncias qualificadoras relativas ao emprego de arma de fogo e ao concurso de agentes, amplamente demonstradas por intermédio da prova oral. Resta, então, fixar a reprimenda do réu, por infração ao artigo 157, parágrafo 2º, inciso I e II, do Código Penal. Atento às circunstâncias previstas no artigo 59 do Código Penal, fixo a pena-base a ser descontada por THIAGO TADEU no mínimo legal, ou seja, 4 anos de reclusão, mais o pagamento de 10 dias-multa, no piso. Em seguida, diante das qualificadoras acima referidas, aumento a reprimenda em 3/8, tornando-a definitiva em 5 anos e 6 meses de reclusão, mais o pagamento de 13 dias-multa, no limiar, em face da ausência de outras causas modificadoras. Registro que é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, uma vez que o réu não atende os requisitos do artigo 44, inciso I, do Código Penal. A pena carcerária deverá ser cumprida em regime inicial fechado, que é a opção mais adequada, em se tratando do delito de roubo, ademais, duplamente qualificado, levando-se em conta não só a natureza do delito e as suas circunstâncias, mas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420352. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento à apelação, assentando: Assim, diante de tais elementos de prova, de absolvição não era mesmo de se cogitar, estando plenamente justificada a incidência das circunstâncias qualificadoras relativas ao emprego de arma de fogo e ao concurso de agentes, amplamente demonstradas por intermédio da prova oral. Resta, então, fixar a reprimenda do réu, por infração ao artigo 157, parágrafo 2º, inciso I e II, do Código Penal. Atento às circunstâncias previstas no artigo 59 do Código Penal, fixo a pena-base a ser descontada por THIAGO TADEU no mínimo legal, ou seja, 4 anos de reclusão, mais o pagamento de 10 dias-multa, no piso. Em seguida, diante das qualificadoras acima referidas, aumento a reprimenda em 3/8, tornando-a definitiva em 5 anos e 6 meses de reclusão, mais o pagamento de 13 dias-multa, no limiar, em face da ausência de outras causas modificadoras. Registro que é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, uma vez que o réu não atende os requisitos do artigo 44, inciso I, do Código Penal. A pena carcerária deverá ser cumprida em regime inicial fechado, que é a opção mais adequada, em se tratando do delito de roubo, ademais, duplamente qualificado, levando-se em conta não só a natureza do delito e as suas circunstâncias, mas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 860231 AGR / SP também a periculosidade e a ousadia revelada pelo réu. O deslinde do caso deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420352. Supremo Tribunal Federal ARE 860231 AGR / SP também a periculosidade e a ousadia revelada pelo réu. O deslinde do caso deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) : RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410110 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) : RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410110 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8452547
2015-04-28T00:00:00
2015-05-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur304581
Número de páginas: 6. Análise: 01/06/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
860231
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 860231 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) : RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) :RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420350. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) :RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de janeiro de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420351. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) :RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de janeiro de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 860231 AGR / SP procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do princípio da individualização da pena, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5..., inciso XLVI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. O Ministério Público do Estado de São Paulo, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420351. Supremo Tribunal Federal ARE 860231 AGR / SP procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do princípio da individualização da pena, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5..., inciso XLVI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. O Ministério Público do Estado de São Paulo, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento à apelação, assentando: Assim, diante de tais elementos de prova, de absolvição não era mesmo de se cogitar, estando plenamente justificada a incidência das circunstâncias qualificadoras relativas ao emprego de arma de fogo e ao concurso de agentes, amplamente demonstradas por intermédio da prova oral. Resta, então, fixar a reprimenda do réu, por infração ao artigo 157, parágrafo 2..., inciso I e II, do Código Penal. Atento às circunstâncias previstas no artigo 59 do Código Penal, fixo a pena-base a ser descontada por THIAGO TADEU no mínimo legal, ou seja, 4 anos de reclusão, mais o pagamento de 10 dias-multa, no piso. Em seguida, diante das qualificadoras acima referidas, aumento a reprimenda em 3/8, tornando-a definitiva em 5 anos e 6 meses de reclusão, mais o pagamento de 13 dias-multa, no limiar, em face da ausência de outras causas modificadoras. Registro que é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, uma vez que o réu não atende os requisitos do artigo 44, inciso I, do Código Penal. A pena carcerária deverá ser cumprida em regime inicial fechado, que é a opção mais adequada, em se tratando do delito de roubo, ademais, duplamente qualificado, levando-se em conta não só a natureza do delito e as suas circunstâncias, mas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420352. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento à apelação, assentando: Assim, diante de tais elementos de prova, de absolvição não era mesmo de se cogitar, estando plenamente justificada a incidência das circunstâncias qualificadoras relativas ao emprego de arma de fogo e ao concurso de agentes, amplamente demonstradas por intermédio da prova oral. Resta, então, fixar a reprimenda do réu, por infração ao artigo 157, parágrafo 2..., inciso I e II, do Código Penal. Atento às circunstâncias previstas no artigo 59 do Código Penal, fixo a pena-base a ser descontada por THIAGO TADEU no mínimo legal, ou seja, 4 anos de reclusão, mais o pagamento de 10 dias-multa, no piso. Em seguida, diante das qualificadoras acima referidas, aumento a reprimenda em 3/8, tornando-a definitiva em 5 anos e 6 meses de reclusão, mais o pagamento de 13 dias-multa, no limiar, em face da ausência de outras causas modificadoras. Registro que é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, uma vez que o réu não atende os requisitos do artigo 44, inciso I, do Código Penal. A pena carcerária deverá ser cumprida em regime inicial fechado, que é a opção mais adequada, em se tratando do delito de roubo, ademais, duplamente qualificado, levando-se em conta não só a natureza do delito e as suas circunstâncias, mas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 860231 AGR / SP também a periculosidade e a ousadia revelada pelo réu. O deslinde do caso deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420352. Supremo Tribunal Federal ARE 860231 AGR / SP também a periculosidade e a ousadia revelada pelo réu. O deslinde do caso deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo órgão de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8420352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) : RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410110 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860.231 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : THIAGO TADEU SENNA ADV.(A/S) : RENATO CRISTIAM DOMINGOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410110 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860 . 231", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860 . 231 SÃO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 860 . 231", "ARE 860231 AGR / SP", "ARE 860231 AGR / SP", "ARE 860231 AGR / SP", "ARE 860231 AGR / SP", "AGRAVO 860 . 231" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso XLVI , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso XLVI , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , parágrafo 2 . . . , inciso I e II , do Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "inciso I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , parágrafo 2 . . . , inciso I e II , do Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "artigo 44 , inciso I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Militar. Horas extras. Base de cálculo. Discussão. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 728.428/SC-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu que não possui repercussão geral a questão relativa à definição da base de cálculo das horas extras prestadas por servidor policial estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614911. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls.131/134), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘RECURSO INOMINADO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MILITAR. HORA EXTRA. BASE DE CÁLCULO. INCIDÊNCIA DAS VANTAGENS TEMPORAIS SOBRE O RISCO DE VIDA E GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À ATIVIDADE POLICIAL, ENQUANTO BASE DE CÁLCULO DO PAGAMENTO DA HORA EXTRA. SENTENÇA IMPROCEDENTE REFORMADA. Em se tratando de base de cálculo para exercício de serviço extraordinário deve ser apurada conforme dispõe os Decretos 40.986/01, 41.255/01 e 41.448/02, ou seja, considerando o salário básico dos servidores da Brigada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls.131/134), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘RECURSO INOMINADO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MILITAR. HORA EXTRA. BASE DE CÁLCULO. INCIDÊNCIA DAS VANTAGENS TEMPORAIS SOBRE O RISCO DE VIDA E GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À ATIVIDADE POLICIAL, ENQUANTO BASE DE CÁLCULO DO PAGAMENTO DA HORA EXTRA. SENTENÇA IMPROCEDENTE REFORMADA. Em se tratando de base de cálculo para exercício de serviço extraordinário deve ser apurada conforme dispõe os Decretos 40.986/01, 41.255/01 e 41.448/02, ou seja, considerando o salário básico dos servidores da Brigada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 866847 AGR / RS Militar acrescido do percentual relativo à gratificação por risco de vida e, quando for o caso, também de Gratificação de Incentivo à Atividade Policial – GIAP, sem a inclusão de vantagens temporais (art. 37, XIV, da Constituição Federal). Apresentação de cálculo genérico por parte do Estado, a justificar o correto pagamento das horas extras laboradas, com valor fixo de gratificação por risco de vida que não se aplica ao caso dos autores, conforme se observa nos contracheques juntados aos autos. Sentença improcedente reformada. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO’. Opostos embargos declaratórios, foram desacolhidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 37, inciso XIV, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, uma vez que para ultrapassar o entendimento firmado no acórdão recorrido seria imprescindível reexaminar a legislação local aplicável à espécie e o quadro fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nº 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS E DO ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 266/2004 E LEI ESTADUAL 6.843/1986. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 39, § 4º, e 144, § 9º, DA CONSTITUIÇÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS Militar acrescido do percentual relativo à gratificação por risco de vida e, quando for o caso, também de Gratificação de Incentivo à Atividade Policial – GIAP, sem a inclusão de vantagens temporais (art. 37, XIV, da Constituição Federal). Apresentação de cálculo genérico por parte do Estado, a justificar o correto pagamento das horas extras laboradas, com valor fixo de gratificação por risco de vida que não se aplica ao caso dos autores, conforme se observa nos contracheques juntados aos autos. Sentença improcedente reformada. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO’. Opostos embargos declaratórios, foram desacolhidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 37, inciso XIV, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, uma vez que para ultrapassar o entendimento firmado no acórdão recorrido seria imprescindível reexaminar a legislação local aplicável à espécie e o quadro fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nº 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS E DO ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 266/2004 E LEI ESTADUAL 6.843/1986. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 39, § 4º, e 144, § 9º, DA CONSTITUIÇÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 866847 AGR / RS FEDERAL. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS ESTADUAIS. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 39, § 4º, e 144, § 9º, da CF. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Os Ministros desta Corte, no RE 728.428-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. IV - É incabível a inovação, em relação ao pedido do recurso extraordinário, em agravo regimental. Precedentes. V - Agravo regimental improvido’ (RE nº 728.763/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20/8/13). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Remuneração integral como base de cálculo do adicional noturno e das horas extras. LCE 266/2004 e LCE 549/2009 e Lei estadual 6.218/83. 4. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Controvérsia decidida com base na legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 730.897/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS FEDERAL. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS ESTADUAIS. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 39, § 4º, e 144, § 9º, da CF. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Os Ministros desta Corte, no RE 728.428-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. IV - É incabível a inovação, em relação ao pedido do recurso extraordinário, em agravo regimental. Precedentes. V - Agravo regimental improvido’ (RE nº 728.763/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20/8/13). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Remuneração integral como base de cálculo do adicional noturno e das horas extras. LCE 266/2004 e LCE 549/2009 e Lei estadual 6.218/83. 4. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Controvérsia decidida com base na legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 730.897/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 866847 AGR / RS 25/4/13). Essa orientação restou consolidada pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal que, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 728.428 RG/SC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada nesse feito, em virtude de sua natureza infraconstitucional. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS. LEIS 266/2004 E 6.843/1986 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’. Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante, in verbis, que “(...) a controvérsia aqui enfrentada teve a repercussão geral reconhecida no bojo do RE 563.708/RG - impossibilidade de cálculo de horas extras tomando por base de cálculo os adicionais de tempo de serviço, razão pela qual revela-se equivocada a decisão ora agravada, ao mencionar que a questão em tela se identifica com a controvérsia referente ao RE 728.428 RG/SC. (…) Verifica-se, portanto, que não se trata de reexame do contexto fático-probatório dos autos, tampouco de análise de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS 25/4/13). Essa orientação restou consolidada pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal que, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 728.428 RG/SC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada nesse feito, em virtude de sua natureza infraconstitucional. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS. LEIS 266/2004 E 6.843/1986 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’. Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante, in verbis, que “(...) a controvérsia aqui enfrentada teve a repercussão geral reconhecida no bojo do RE 563.708/RG - impossibilidade de cálculo de horas extras tomando por base de cálculo os adicionais de tempo de serviço, razão pela qual revela-se equivocada a decisão ora agravada, ao mencionar que a questão em tela se identifica com a controvérsia referente ao RE 728.428 RG/SC. (…) Verifica-se, portanto, que não se trata de reexame do contexto fático-probatório dos autos, tampouco de análise de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 866847 AGR / RS legislação local, bastando apenas a demonstração da escorreita aplicação dos dispositivos constitucionais apontados como violados” (fl. 140). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS legislação local, bastando apenas a demonstração da escorreita aplicação dos dispositivos constitucionais apontados como violados” (fl. 140). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Turma Recursal, no julgamento do recurso inominado, consignou o seguinte: “(...) merece reforma a sentença a quo com relação à base de cálculo para o pagamento de horas extraordinárias do servidor militar estadual. (…) A controvérsia (…) diz respeito ao cálculo equivocadamente elaborado pelo Estado, uma vez que alega ter aplicado corretamente a base de cálculo que inclui o vencimento básico dos autores, [acrescido da gratificação de risco de vida percebida e da GIAP, quando for o caso]. Ocorre, porém, que, ao apresentar um cálculo genérico das horas extras pagas aos recorrentes, como demonstrado no documento de fl. 60, o Estado utiliza como parâmetro de gratificação de risco de vida o valor de R$ 808,59. Entretanto, é possível compreender que este valor apontado não condiz com a realidade dos autos, uma vez que os contracheques anexados às fls. 13, 17, 20, 23 e 29 demonstram o recebimento de valores diversos a título de gratificação de risco de vida. Corretos, portanto, os valores nominais apresentados pelo autor quando da juntada da memória descritiva de cálculo às fls. 38/47. (…) Isso posto, voto por dar parcial provimento ao recurso dos autores, condenando o Estado ao pagamento das diferenças entre o valor das horas extraordinárias pagas e o valor Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Turma Recursal, no julgamento do recurso inominado, consignou o seguinte: “(...) merece reforma a sentença a quo com relação à base de cálculo para o pagamento de horas extraordinárias do servidor militar estadual. (…) A controvérsia (…) diz respeito ao cálculo equivocadamente elaborado pelo Estado, uma vez que alega ter aplicado corretamente a base de cálculo que inclui o vencimento básico dos autores, [acrescido da gratificação de risco de vida percebida e da GIAP, quando for o caso]. Ocorre, porém, que, ao apresentar um cálculo genérico das horas extras pagas aos recorrentes, como demonstrado no documento de fl. 60, o Estado utiliza como parâmetro de gratificação de risco de vida o valor de R$ 808,59. Entretanto, é possível compreender que este valor apontado não condiz com a realidade dos autos, uma vez que os contracheques anexados às fls. 13, 17, 20, 23 e 29 demonstram o recebimento de valores diversos a título de gratificação de risco de vida. Corretos, portanto, os valores nominais apresentados pelo autor quando da juntada da memória descritiva de cálculo às fls. 38/47. (…) Isso posto, voto por dar parcial provimento ao recurso dos autores, condenando o Estado ao pagamento das diferenças entre o valor das horas extraordinárias pagas e o valor Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 866847 AGR / RS efetivamente devido, levando-se em consideração para a base de cálculo o vencimento básico de cada autor, acrescido do valor de gratificação de risco de vida efetivamente recebido, bem como da Gratificação de Incentivo à Atividade Policial, quando for o caso, corrigidos monetariamente (...)” (fls. 87/88). Destarte, consoante consignado na decisão agravada, a discussão dos autos ajusta-se ao que decido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do RE nº 728.428/SC-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu que não possui repercussão geral a questão relativa à definição da base de cálculo das horas extras prestadas por servidor policial estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria. No referido julgamento, consignou o Relator o seguinte: “(…) [A] controvérsia debatida no extraordinário não possui repercussão geral. A questão em exame está adstrita à determinação da base de cálculo das horas extras trabalhadas pelo recorrente e, por conseguinte, na definição da lei local aplicável à especie. (…) Assim, conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. Com efeito, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à interpretação conferida pela Corte de origem à legislação infraconstitucional local em análise.” No sentido de que o caso dos autos restringe-se ao âmbito infraconstitucional, além dos precedentes citados na decisão agravada, anotem-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS efetivamente devido, levando-se em consideração para a base de cálculo o vencimento básico de cada autor, acrescido do valor de gratificação de risco de vida efetivamente recebido, bem como da Gratificação de Incentivo à Atividade Policial, quando for o caso, corrigidos monetariamente (...)” (fls. 87/88). Destarte, consoante consignado na decisão agravada, a discussão dos autos ajusta-se ao que decido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do RE nº 728.428/SC-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu que não possui repercussão geral a questão relativa à definição da base de cálculo das horas extras prestadas por servidor policial estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria. No referido julgamento, consignou o Relator o seguinte: “(…) [A] controvérsia debatida no extraordinário não possui repercussão geral. A questão em exame está adstrita à determinação da base de cálculo das horas extras trabalhadas pelo recorrente e, por conseguinte, na definição da lei local aplicável à especie. (…) Assim, conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. Com efeito, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à interpretação conferida pela Corte de origem à legislação infraconstitucional local em análise.” No sentido de que o caso dos autos restringe-se ao âmbito infraconstitucional, além dos precedentes citados na decisão agravada, anotem-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 866847 AGR / RS PROVIMENTO” (RE nº 728.440/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA. PAGAMENTO DE ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAORDINÁRIAS. BASE DE CÁLCULO. DISCUSSÃO QUE ENVOLVE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280 DO STF. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE A RESPEITO DO TEMA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte, no exame de casos idênticos, firmou jurisprudência no sentido de que a discussão acerca da base de cálculo para pagamento de adicional noturno e horas extraordinárias de serviço aos policias militares de Santa Catarina envolve a análise e interpretação de legislação local. Assim, eventual ofensa à Constituição da República, acaso existente, seria reflexa, nos termos da súmula STF nº 280. Precedentes. 2. In casu, os recursos extraordinários listados no relatório destes autos tiveram o seguimento negado por ausência de prequestionamento e aplicação da súmula STF nº 280. Na origem, as 16 ações foram ajuizadas por Policiais Militares de Santa Catarina que pretendiam a inclusão da remuneração integral da Corporação, à exceção do vale- alimentação, na base de cálculo das horas extras de serviço e do adicional noturno, pagos sob o título de Indenização de Estímulo Operacional. Os pedidos foram julgados improcedentes. O Tribunal de Justiça catarinense, conheceu dos recursos interpostos, mas negou-lhes provimento para manter as sentenças por seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental desprovido” (RE nº 727.139/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 26/4/13). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao presente caso o que decidido por esta Corte no RE nº 563.708/RG-MS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, no qual se reconheceu a repercussão geral do tema 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS PROVIMENTO” (RE nº 728.440/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA. PAGAMENTO DE ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAORDINÁRIAS. BASE DE CÁLCULO. DISCUSSÃO QUE ENVOLVE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280 DO STF. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE A RESPEITO DO TEMA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte, no exame de casos idênticos, firmou jurisprudência no sentido de que a discussão acerca da base de cálculo para pagamento de adicional noturno e horas extraordinárias de serviço aos policias militares de Santa Catarina envolve a análise e interpretação de legislação local. Assim, eventual ofensa à Constituição da República, acaso existente, seria reflexa, nos termos da súmula STF nº 280. Precedentes. 2. In casu, os recursos extraordinários listados no relatório destes autos tiveram o seguimento negado por ausência de prequestionamento e aplicação da súmula STF nº 280. Na origem, as 16 ações foram ajuizadas por Policiais Militares de Santa Catarina que pretendiam a inclusão da remuneração integral da Corporação, à exceção do vale- alimentação, na base de cálculo das horas extras de serviço e do adicional noturno, pagos sob o título de Indenização de Estímulo Operacional. Os pedidos foram julgados improcedentes. O Tribunal de Justiça catarinense, conheceu dos recursos interpostos, mas negou-lhes provimento para manter as sentenças por seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental desprovido” (RE nº 727.139/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 26/4/13). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao presente caso o que decidido por esta Corte no RE nº 563.708/RG-MS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, no qual se reconheceu a repercussão geral do tema 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 866847 AGR / RS relativo à definição da “base de cálculo do adicional por tempo de serviço de servidor público admitido antes da Emenda Constitucional nº 19/98”. Com efeito, no citado paradigma, discutiu-se a base de cálculo das vantagens pessoais à luz das alterações introduzidas pela Emenda Constitucional nº 19/98. Já no caso dos autos, discute-se, em face da legislação local, quais as parcelas remuneratórias e quais os valores que devem ser levados em consideração para o cálculo de retribuição por serviço extraordinário, donde resta patente a inaplicabilidade do citado precedente ao feito em análise. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS relativo à definição da “base de cálculo do adicional por tempo de serviço de servidor público admitido antes da Emenda Constitucional nº 19/98”. Com efeito, no citado paradigma, discutiu-se a base de cálculo das vantagens pessoais à luz das alterações introduzidas pela Emenda Constitucional nº 19/98. Já no caso dos autos, discute-se, em face da legislação local, quais as parcelas remuneratórias e quais os valores que devem ser levados em consideração para o cálculo de retribuição por serviço extraordinário, donde resta patente a inaplicabilidade do citado precedente ao feito em análise. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400478 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400478 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8635108
2015-04-28T00:00:00
2015-06-08T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Militar. Horas extras. Base de cálculo. Discussão. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 728.428/SC-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu que não possui repercussão geral a questão relativa à definição da base de cálculo das horas extras prestadas por servidor policial estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Agravo regimental não provido.
sjur307643
- Acórdão(s) citado(s): (MILITAR, HORAS EXTRAS) RE 563708 RG, RE 727139 AgR (1ªT), RE 728440 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 17/06/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
866847
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 866847 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Militar. Horas extras. Base de cálculo. Discussão. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 728.428/SC-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu que não possui repercussão geral a questão relativa à definição da base de cálculo das horas extras prestadas por servidor policial estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614911. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls.131/134), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘RECURSO INOMINADO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MILITAR. HORA EXTRA. BASE DE CÁLCULO. INCIDÊNCIA DAS VANTAGENS TEMPORAIS SOBRE O RISCO DE VIDA E GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À ATIVIDADE POLICIAL, ENQUANTO BASE DE CÁLCULO DO PAGAMENTO DA HORA EXTRA. SENTENÇA IMPROCEDENTE REFORMADA. Em se tratando de base de cálculo para exercício de serviço extraordinário deve ser apurada conforme dispõe os Decretos 40.986/01, 41.255/01 e 41.448/02, ou seja, considerando o salário básico dos servidores da Brigada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls.131/134), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘RECURSO INOMINADO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MILITAR. HORA EXTRA. BASE DE CÁLCULO. INCIDÊNCIA DAS VANTAGENS TEMPORAIS SOBRE O RISCO DE VIDA E GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À ATIVIDADE POLICIAL, ENQUANTO BASE DE CÁLCULO DO PAGAMENTO DA HORA EXTRA. SENTENÇA IMPROCEDENTE REFORMADA. Em se tratando de base de cálculo para exercício de serviço extraordinário deve ser apurada conforme dispõe os Decretos 40.986/01, 41.255/01 e 41.448/02, ou seja, considerando o salário básico dos servidores da Brigada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 866847 AGR / RS Militar acrescido do percentual relativo à gratificação por risco de vida e, quando for o caso, também de Gratificação de Incentivo à Atividade Policial – GIAP, sem a inclusão de vantagens temporais (art. 37, XIV, da Constituição Federal). Apresentação de cálculo genérico por parte do Estado, a justificar o correto pagamento das horas extras laboradas, com valor fixo de gratificação por risco de vida que não se aplica ao caso dos autores, conforme se observa nos contracheques juntados aos autos. Sentença improcedente reformada. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO’. Opostos embargos declaratórios, foram desacolhidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 37, inciso XIV, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, uma vez que para ultrapassar o entendimento firmado no acórdão recorrido seria imprescindível reexaminar a legislação local aplicável à espécie e o quadro fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas n 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS E DO ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 266/2004 E LEI ESTADUAL 6.843/1986. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 39, § 4..., e 144, § 9..., DA CONSTITUIÇÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS Militar acrescido do percentual relativo à gratificação por risco de vida e, quando for o caso, também de Gratificação de Incentivo à Atividade Policial – GIAP, sem a inclusão de vantagens temporais (art. 37, XIV, da Constituição Federal). Apresentação de cálculo genérico por parte do Estado, a justificar o correto pagamento das horas extras laboradas, com valor fixo de gratificação por risco de vida que não se aplica ao caso dos autores, conforme se observa nos contracheques juntados aos autos. Sentença improcedente reformada. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO’. Opostos embargos declaratórios, foram desacolhidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 37, inciso XIV, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, uma vez que para ultrapassar o entendimento firmado no acórdão recorrido seria imprescindível reexaminar a legislação local aplicável à espécie e o quadro fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas n 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS E DO ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 266/2004 E LEI ESTADUAL 6.843/1986. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS LOCAIS. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 39, § 4..., e 144, § 9..., DA CONSTITUIÇÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 866847 AGR / RS FEDERAL. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS ESTADUAIS. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 39, § 4..., e 144, § 9..., da Constituição Federal de 1988. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 728.428-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. IV - É incabível a inovação, em relação ao pedido do recurso extraordinário, em agravo regimental. Precedentes. V - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 728.763/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20/8/13). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Remuneração integral como base de cálculo do adicional noturno e das horas extras. LCE 266/2004 e LCE 549/2009 e Lei estadual 6.218/83. 4. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Controvérsia decidida com base na legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 730.897/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS FEDERAL. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS ESTADUAIS. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 39, § 4..., e 144, § 9..., da Constituição Federal de 1988. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 728.428-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. IV - É incabível a inovação, em relação ao pedido do recurso extraordinário, em agravo regimental. Precedentes. V - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 728.763/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20/8/13). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Remuneração integral como base de cálculo do adicional noturno e das horas extras. LCE 266/2004 e LCE 549/2009 e Lei estadual 6.218/83. 4. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Controvérsia decidida com base na legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 730.897/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 866847 AGR / RS 25/4/13). Essa orientação restou consolidada pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal que, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 728.428 RG/SC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada nesse feito, em virtude de sua natureza infraconstitucional. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS. LEIS 266/2004 E 6.843/1986 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’. Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante, in verbis, que “(...) a controvérsia aqui enfrentada teve a repercussão geral reconhecida no bojo do Recurso Extraordinário 563.708/RG - impossibilidade de cálculo de horas extras tomando por base de cálculo os adicionais de tempo de serviço, razão pela qual revela-se equivocada a decisão ora agravada, ao mencionar que a questão em tela se identifica com a controvérsia referente ao Recurso Extraordinário 728.428 RG/SC. (…) Verifica-se, portanto, que não se trata de reexame do contexto fático-probatório dos autos, tampouco de análise de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS 25/4/13). Essa orientação restou consolidada pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal que, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 728.428 RG/SC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada nesse feito, em virtude de sua natureza infraconstitucional. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS. LEIS 266/2004 E 6.843/1986 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’. Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante, in verbis, que “(...) a controvérsia aqui enfrentada teve a repercussão geral reconhecida no bojo do Recurso Extraordinário 563.708/RG - impossibilidade de cálculo de horas extras tomando por base de cálculo os adicionais de tempo de serviço, razão pela qual revela-se equivocada a decisão ora agravada, ao mencionar que a questão em tela se identifica com a controvérsia referente ao Recurso Extraordinário 728.428 RG/SC. (…) Verifica-se, portanto, que não se trata de reexame do contexto fático-probatório dos autos, tampouco de análise de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 866847 AGR / RS legislação local, bastando apenas a demonstração da escorreita aplicação dos dispositivos constitucionais apontados como violados” (fl. 140). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS legislação local, bastando apenas a demonstração da escorreita aplicação dos dispositivos constitucionais apontados como violados” (fl. 140). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Turma Recursal, no julgamento do recurso inominado, consignou o seguinte: “(...) merece reforma a sentença a quo com relação à base de cálculo para o pagamento de horas extraordinárias do servidor militar estadual. (…) A controvérsia (…) diz respeito ao cálculo equivocadamente elaborado pelo Estado, uma vez que alega ter aplicado corretamente a base de cálculo que inclui o vencimento básico dos autores, [acrescido da gratificação de risco de vida percebida e da GIAP, quando for o caso]. Ocorre, porém, que, ao apresentar um cálculo genérico das horas extras pagas aos recorrentes, como demonstrado no documento de fl. 60, o Estado utiliza como parâmetro de gratificação de risco de vida o valor de R$ 808,59. Entretanto, é possível compreender que este valor apontado não condiz com a realidade dos autos, uma vez que os contracheques anexados às fls. 13, 17, 20, 23 e 29 demonstram o recebimento de valores diversos a título de gratificação de risco de vida. Corretos, portanto, os valores nominais apresentados pelo autor quando da juntada da memória descritiva de cálculo às fls. 38/47. (…) Isso posto, voto por dar parcial provimento ao recurso dos autores, condenando o Estado ao pagamento das diferenças entre o valor das horas extraordinárias pagas e o valor Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Turma Recursal, no julgamento do recurso inominado, consignou o seguinte: “(...) merece reforma a sentença a quo com relação à base de cálculo para o pagamento de horas extraordinárias do servidor militar estadual. (…) A controvérsia (…) diz respeito ao cálculo equivocadamente elaborado pelo Estado, uma vez que alega ter aplicado corretamente a base de cálculo que inclui o vencimento básico dos autores, [acrescido da gratificação de risco de vida percebida e da GIAP, quando for o caso]. Ocorre, porém, que, ao apresentar um cálculo genérico das horas extras pagas aos recorrentes, como demonstrado no documento de fl. 60, o Estado utiliza como parâmetro de gratificação de risco de vida o valor de R$ 808,59. Entretanto, é possível compreender que este valor apontado não condiz com a realidade dos autos, uma vez que os contracheques anexados às fls. 13, 17, 20, 23 e 29 demonstram o recebimento de valores diversos a título de gratificação de risco de vida. Corretos, portanto, os valores nominais apresentados pelo autor quando da juntada da memória descritiva de cálculo às fls. 38/47. (…) Isso posto, voto por dar parcial provimento ao recurso dos autores, condenando o Estado ao pagamento das diferenças entre o valor das horas extraordinárias pagas e o valor Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 866847 AGR / RS efetivamente devido, levando-se em consideração para a base de cálculo o vencimento básico de cada autor, acrescido do valor de gratificação de risco de vida efetivamente recebido, bem como da Gratificação de Incentivo à Atividade Policial, quando for o caso, corrigidos monetariamente (...)” (fls. 87/88). Destarte, consoante consignado na decisão agravada, a discussão dos autos ajusta-se ao que decido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do Recurso Extraordinário n 728.428/SC-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu que não possui repercussão geral a questão relativa à definição da base de cálculo das horas extras prestadas por servidor policial estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria. No referido julgamento, consignou o Relator o seguinte: “(…) [A] controvérsia debatida no extraordinário não possui repercussão geral. A questão em exame está adstrita à determinação da base de cálculo das horas extras trabalhadas pelo recorrente e, por conseguinte, na definição da lei local aplicável à especie. (…) Assim, conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. Com efeito, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à interpretação conferida pela Corte de origem à legislação infraconstitucional local em análise.” No sentido de que o caso dos autos restringe-se ao âmbito infraconstitucional, além dos precedentes citados na decisão agravada, anotem-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS efetivamente devido, levando-se em consideração para a base de cálculo o vencimento básico de cada autor, acrescido do valor de gratificação de risco de vida efetivamente recebido, bem como da Gratificação de Incentivo à Atividade Policial, quando for o caso, corrigidos monetariamente (...)” (fls. 87/88). Destarte, consoante consignado na decisão agravada, a discussão dos autos ajusta-se ao que decido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do Recurso Extraordinário n 728.428/SC-RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu que não possui repercussão geral a questão relativa à definição da base de cálculo das horas extras prestadas por servidor policial estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria. No referido julgamento, consignou o Relator o seguinte: “(…) [A] controvérsia debatida no extraordinário não possui repercussão geral. A questão em exame está adstrita à determinação da base de cálculo das horas extras trabalhadas pelo recorrente e, por conseguinte, na definição da lei local aplicável à especie. (…) Assim, conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. Com efeito, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à interpretação conferida pela Corte de origem à legislação infraconstitucional local em análise.” No sentido de que o caso dos autos restringe-se ao âmbito infraconstitucional, além dos precedentes citados na decisão agravada, anotem-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 866847 AGR / RS PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 728.440/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA. PAGAMENTO DE ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAORDINÁRIAS. BASE DE CÁLCULO. DISCUSSÃO QUE ENVOLVE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE A RESPEITO DO TEMA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte, no exame de casos idênticos, firmou jurisprudência no sentido de que a discussão acerca da base de cálculo para pagamento de adicional noturno e horas extraordinárias de serviço aos policias militares de Santa Catarina envolve a análise e interpretação de legislação local. Assim, eventual ofensa à Constituição da República, acaso existente, seria reflexa, nos termos da súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Precedentes. 2. In casu, os recursos extraordinários listados no relatório destes autos tiveram o seguimento negado por ausência de prequestionamento e aplicação da súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Na origem, as 16 ações foram ajuizadas por Policiais Militares de Santa Catarina que pretendiam a inclusão da remuneração integral da Corporação, à exceção do vale- alimentação, na base de cálculo das horas extras de serviço e do adicional noturno, pagos sob o título de Indenização de Estímulo Operacional. Os pedidos foram julgados improcedentes. O Tribunal de Justiça catarinense, conheceu dos recursos interpostos, mas negou-lhes provimento para manter as sentenças por seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 727.139/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 26/4/13). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao presente caso o que decidido por esta Corte no Recurso Extraordinário n 563.708/RG-MS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, no qual se reconheceu a repercussão geral do tema 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 728.440/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA. PAGAMENTO DE ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAORDINÁRIAS. BASE DE CÁLCULO. DISCUSSÃO QUE ENVOLVE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE A RESPEITO DO TEMA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte, no exame de casos idênticos, firmou jurisprudência no sentido de que a discussão acerca da base de cálculo para pagamento de adicional noturno e horas extraordinárias de serviço aos policias militares de Santa Catarina envolve a análise e interpretação de legislação local. Assim, eventual ofensa à Constituição da República, acaso existente, seria reflexa, nos termos da súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Precedentes. 2. In casu, os recursos extraordinários listados no relatório destes autos tiveram o seguimento negado por ausência de prequestionamento e aplicação da súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Na origem, as 16 ações foram ajuizadas por Policiais Militares de Santa Catarina que pretendiam a inclusão da remuneração integral da Corporação, à exceção do vale- alimentação, na base de cálculo das horas extras de serviço e do adicional noturno, pagos sob o título de Indenização de Estímulo Operacional. Os pedidos foram julgados improcedentes. O Tribunal de Justiça catarinense, conheceu dos recursos interpostos, mas negou-lhes provimento para manter as sentenças por seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 727.139/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 26/4/13). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao presente caso o que decidido por esta Corte no Recurso Extraordinário n 563.708/RG-MS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, no qual se reconheceu a repercussão geral do tema 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 866847 AGR / RS relativo à definição da “base de cálculo do adicional por tempo de serviço de servidor público admitido antes da Emenda Constitucional n 19/98”. Com efeito, no citado paradigma, discutiu-se a base de cálculo das vantagens pessoais à luz das alterações introduzidas pela Emenda Constitucional n 19/98. Já no caso dos autos, discute-se, em face da legislação local, quais as parcelas remuneratórias e quais os valores que devem ser levados em consideração para o cálculo de retribuição por serviço extraordinário, donde resta patente a inaplicabilidade do citado precedente ao feito em análise. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Supremo Tribunal Federal ARE 866847 AGR / RS relativo à definição da “base de cálculo do adicional por tempo de serviço de servidor público admitido antes da Emenda Constitucional n 19/98”. Com efeito, no citado paradigma, discutiu-se a base de cálculo das vantagens pessoais à luz das alterações introduzidas pela Emenda Constitucional n 19/98. Já no caso dos autos, discute-se, em face da legislação local, quais as parcelas remuneratórias e quais os valores que devem ser levados em consideração para o cálculo de retribuição por serviço extraordinário, donde resta patente a inaplicabilidade do citado precedente ao feito em análise. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400478 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.847 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JULIANO OLIVEIRA GOULART E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL FERNANDO NARDÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400478 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866 . 847", "Recurso Extraordinário n 728 . 428 / SC - RG", "ARE 866847 AGR / RS", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 866847", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 866847 AGR / RS", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 728 . 428 - RG / SC", "Recurso Extraordinário n 728 . 763 / SC - AgR", "Recurso Extraordinário n 730 . 897 / SC - AgR", "ARE 866847 AGR", "SÚMULAS 282", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 728 . 428 - RG / SC", "Recurso Extraordinário n 728", ".", "763", "/", "SC", "-", "AgR", "Recurso Extraordinário n 730 . 897 / SC - AgR", "ARE 866847 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 728 . 428 RG / SC", "Recurso Extraordinário 563 . 708 / RG", "Recurso Extraordinário 728 . 428 RG / SC", "ARE 866847 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 728 . 428 RG / SC", "Recurso 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) :ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. LIMITES À DEDUÇÃO. APURAÇÃO DO LUCRO. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a questão relativa às restrições à dedução de despesas operacionais para fins de fixação do lucro real da pessoa jurídica tem natureza infraconstitucional. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514168. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) :ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional correlata. 2. A parte agravante sustenta que, por se tratar de sociedade dedicada à distribuição de títulos e valores mobiliários, autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil, tem entre suas principais atividades a compra, venda, distribuição e emissão de títulos e valores mobiliários, por conta própria ou de terceiros. Assim, as perdas apuradas por meio de operações day trade são normais e usuais e, como tal, perfeitamente dedutíveis do lucro real. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514169. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) :ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional correlata. 2. A parte agravante sustenta que, por se tratar de sociedade dedicada à distribuição de títulos e valores mobiliários, autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil, tem entre suas principais atividades a compra, venda, distribuição e emissão de títulos e valores mobiliários, por conta própria ou de terceiros. Assim, as perdas apuradas por meio de operações day trade são normais e usuais e, como tal, perfeitamente dedutíveis do lucro real. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Controverte-se sobre a vedação à dedução de perdas incorridas em operações financeiras iniciadas e encerradas no mesmo dia, denominadas day-trade. Alega-se que a referida restrição impede que a agravante proceda à plena dedução das perdas incorridas nas operações de renda variável. Considerando o óbice imposto, a base de cálculo não estaria restrita aos acréscimos apurados no exercício de sua atividade, alcançando efetivamente o patrimônio da contribuinte. Alega que a legislação tributária assegura a dedutibilidade dos encargos necessários à atividade da pessoa jurídica, desde que as despesas sejam comuns às operações habitualmente realizadas. Afirma dedicar-se à distribuição de títulos e valores mobiliários, razão pela qual faria jus à dedução é pretendida. 2. A pretensão não merece acolhida. Nos termos da jurisprudência da Corte, o conceito de lucro real decorre imediatamente da lei, pois as hipóteses de ajuste a que se submete o lucro líquido apurado na demonstração do resultado do exercício (adições, exclusões e compensações) provêm da legislação ordinária. A propósito, cumpre rememorar lição do Ministro Nelson Jobim, para quem “o conceito de Lucro Real Tributável é puramente legal e decorrente exclusivamente da lei, que adota a técnica da enumeração taxativa" (RE 201465, Rel. Min. Nelson Jobim, Tribunal Pleno). No mesmo sentido, destaco os precedentes a seguir: “PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO. RECURSO ESPECIAL. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Controverte-se sobre a vedação à dedução de perdas incorridas em operações financeiras iniciadas e encerradas no mesmo dia, denominadas day-trade. Alega-se que a referida restrição impede que a agravante proceda à plena dedução das perdas incorridas nas operações de renda variável. Considerando o óbice imposto, a base de cálculo não estaria restrita aos acréscimos apurados no exercício de sua atividade, alcançando efetivamente o patrimônio da contribuinte. Alega que a legislação tributária assegura a dedutibilidade dos encargos necessários à atividade da pessoa jurídica, desde que as despesas sejam comuns às operações habitualmente realizadas. Afirma dedicar-se à distribuição de títulos e valores mobiliários, razão pela qual faria jus à dedução é pretendida. 2. A pretensão não merece acolhida. Nos termos da jurisprudência da Corte, o conceito de lucro real decorre imediatamente da lei, pois as hipóteses de ajuste a que se submete o lucro líquido apurado na demonstração do resultado do exercício (adições, exclusões e compensações) provêm da legislação ordinária. A propósito, cumpre rememorar lição do Ministro Nelson Jobim, para quem “o conceito de Lucro Real Tributável é puramente legal e decorrente exclusivamente da lei, que adota a técnica da enumeração taxativa" (RE 201465, Rel. Min. Nelson Jobim, Tribunal Pleno). No mesmo sentido, destaco os precedentes a seguir: “PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO. RECURSO ESPECIAL. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 708547 AGR / RJ NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO REFLEXA E INDIRETA. 1. A decisão monocrática que julgou o recurso especial, bem como o acórdão que a confirmou em sede de agravo regimental não versaram, tampouco podiam versar, sobre tema constitucional, sendo ainda certo que os embargos de declaração opostos não se prestam para tal fim, conforme reiterada jurisprudência desta Corte. Está correta, portanto, a decisão que não admitiu o recurso extraordinário, diante da ausência de prequestionamento da matéria constitucional. 2. A questão relativa às deduções de despesas para apurar o lucro real e, conseqüentemente, a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica demanda análise de legislação infraconstitucional, hipótese inviável em sede extraordinária. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 642.425- AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie) “Agravo regimental no agravo de instrumento. IRPF. Lei nº 9.250/95. Limitações à dedução com despesas para educação. Ofensa reflexa. Impossibilidade de atuação do judiciário como legislador positivo. Precedentes desta Corte. 1. A discussão relativa à limitação da dedução, na declaração de ajuste anual do imposto de renda, dos valores pagos a título de educação, na forma da Lei nº 9.250/95, insere- se no âmbito infraconstitucional, sendo certo, ainda, que eventual ofensa à Constituição, caso ocorresse, dar-se-ia de forma reflexa ou indireta. Precedentes desta Corte. 2. Impossibilidade do Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções, reduções de tributos e deduções de despesas da base de cálculo. Tais hipóteses são sempre dependentes de lei que as preveja. 3. As alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (AI 724.817-AgR, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Supremo Tribunal Federal RE 708547 AGR / RJ NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO REFLEXA E INDIRETA. 1. A decisão monocrática que julgou o recurso especial, bem como o acórdão que a confirmou em sede de agravo regimental não versaram, tampouco podiam versar, sobre tema constitucional, sendo ainda certo que os embargos de declaração opostos não se prestam para tal fim, conforme reiterada jurisprudência desta Corte. Está correta, portanto, a decisão que não admitiu o recurso extraordinário, diante da ausência de prequestionamento da matéria constitucional. 2. A questão relativa às deduções de despesas para apurar o lucro real e, conseqüentemente, a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica demanda análise de legislação infraconstitucional, hipótese inviável em sede extraordinária. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 642.425- AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie) “Agravo regimental no agravo de instrumento. IRPF. Lei nº 9.250/95. Limitações à dedução com despesas para educação. Ofensa reflexa. Impossibilidade de atuação do judiciário como legislador positivo. Precedentes desta Corte. 1. A discussão relativa à limitação da dedução, na declaração de ajuste anual do imposto de renda, dos valores pagos a título de educação, na forma da Lei nº 9.250/95, insere- se no âmbito infraconstitucional, sendo certo, ainda, que eventual ofensa à Constituição, caso ocorresse, dar-se-ia de forma reflexa ou indireta. Precedentes desta Corte. 2. Impossibilidade do Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções, reduções de tributos e deduções de despesas da base de cálculo. Tais hipóteses são sempre dependentes de lei que as preveja. 3. As alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (AI 724.817-AgR, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 708547 AGR / RJ Min. Dias Toffoli) “Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95. Questão infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95, se insere no campo infraconstitucional. Assim sendo, eventual incompatibilidade com a Constituição Federal, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 505.508 AgR- segundo, Rel. Min. Dias Toffoli) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Supremo Tribunal Federal RE 708547 AGR / RJ Min. Dias Toffoli) “Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95. Questão infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95, se insere no campo infraconstitucional. Assim sendo, eventual incompatibilidade com a Constituição Federal, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 505.508 AgR- segundo, Rel. Min. Dias Toffoli) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) : ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409947 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) : ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8531172
2015-04-28T00:00:00
2015-05-22T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. LIMITES À DEDUÇÃO. APURAÇÃO DO LUCRO. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a questão relativa às restrições à dedução de despesas operacionais para fins de fixação do lucro real da pessoa jurídica tem natureza infraconstitucional. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur305595
- Acórdão(s) citado(s): (LUCRO REAL, APURAÇÃO) RE 201465 (TP), AI 642425 AgR (2ªT), RE 505508 AgR-segundo (1ªT), AI 724817 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 03/07/2015, AMS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
708547
null
RE-AgR
acordaos
RE 708547 AgR
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AGTE.(S) : ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) : ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) :ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. LIMITES À DEDUÇÃO. APURAÇÃO DO LUCRO. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a questão relativa às restrições à dedução de despesas operacionais para fins de fixação do lucro real da pessoa jurídica tem natureza infraconstitucional. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514168. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) :ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional correlata. 2. A parte agravante sustenta que, por se tratar de sociedade dedicada à distribuição de títulos e valores mobiliários, autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil, tem entre suas principais atividades a compra, venda, distribuição e emissão de títulos e valores mobiliários, por conta própria ou de terceiros. Assim, as perdas apuradas por meio de operações day trade são normais e usuais e, como tal, perfeitamente dedutíveis do lucro real. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514169. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) :ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional correlata. 2. A parte agravante sustenta que, por se tratar de sociedade dedicada à distribuição de títulos e valores mobiliários, autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil, tem entre suas principais atividades a compra, venda, distribuição e emissão de títulos e valores mobiliários, por conta própria ou de terceiros. Assim, as perdas apuradas por meio de operações day trade são normais e usuais e, como tal, perfeitamente dedutíveis do lucro real. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Controverte-se sobre a vedação à dedução de perdas incorridas em operações financeiras iniciadas e encerradas no mesmo dia, denominadas day-trade. Alega-se que a referida restrição impede que a agravante proceda à plena dedução das perdas incorridas nas operações de renda variável. Considerando o óbice imposto, a base de cálculo não estaria restrita aos acréscimos apurados no exercício de sua atividade, alcançando efetivamente o patrimônio da contribuinte. Alega que a legislação tributária assegura a dedutibilidade dos encargos necessários à atividade da pessoa jurídica, desde que as despesas sejam comuns às operações habitualmente realizadas. Afirma dedicar-se à distribuição de títulos e valores mobiliários, razão pela qual faria jus à dedução é pretendida. 2. A pretensão não merece acolhida. Nos termos da jurisprudência da Corte, o conceito de lucro real decorre imediatamente da lei, pois as hipóteses de ajuste a que se submete o lucro líquido apurado na demonstração do resultado do exercício (adições, exclusões e compensações) provêm da legislação ordinária. A propósito, cumpre rememorar lição do Ministro Nelson Jobim, para quem “o conceito de Lucro Real Tributável é puramente legal e decorrente exclusivamente da lei, que adota a técnica da enumeração taxativa" (Recurso Extraordinário 201465, Rel. Min. Nelson Jobim, Tribunal Pleno). No mesmo sentido, destaco os precedentes a seguir: “PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO. RECURSO ESPECIAL. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Controverte-se sobre a vedação à dedução de perdas incorridas em operações financeiras iniciadas e encerradas no mesmo dia, denominadas day-trade. Alega-se que a referida restrição impede que a agravante proceda à plena dedução das perdas incorridas nas operações de renda variável. Considerando o óbice imposto, a base de cálculo não estaria restrita aos acréscimos apurados no exercício de sua atividade, alcançando efetivamente o patrimônio da contribuinte. Alega que a legislação tributária assegura a dedutibilidade dos encargos necessários à atividade da pessoa jurídica, desde que as despesas sejam comuns às operações habitualmente realizadas. Afirma dedicar-se à distribuição de títulos e valores mobiliários, razão pela qual faria jus à dedução é pretendida. 2. A pretensão não merece acolhida. Nos termos da jurisprudência da Corte, o conceito de lucro real decorre imediatamente da lei, pois as hipóteses de ajuste a que se submete o lucro líquido apurado na demonstração do resultado do exercício (adições, exclusões e compensações) provêm da legislação ordinária. A propósito, cumpre rememorar lição do Ministro Nelson Jobim, para quem “o conceito de Lucro Real Tributável é puramente legal e decorrente exclusivamente da lei, que adota a técnica da enumeração taxativa" (Recurso Extraordinário 201465, Rel. Min. Nelson Jobim, Tribunal Pleno). No mesmo sentido, destaco os precedentes a seguir: “PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO. RECURSO ESPECIAL. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 708547 AGR / RJ NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO REFLEXA E INDIRETA. 1. A decisão monocrática que julgou o recurso especial, bem como o acórdão que a confirmou em sede de agravo regimental não versaram, tampouco podiam versar, sobre tema constitucional, sendo ainda certo que os embargos de declaração opostos não se prestam para tal fim, conforme reiterada jurisprudência desta Corte. Está correta, portanto, a decisão que não admitiu o recurso extraordinário, diante da ausência de prequestionamento da matéria constitucional. 2. A questão relativa às deduções de despesas para apurar o lucro real e, conseqüentemente, a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica demanda análise de legislação infraconstitucional, hipótese inviável em sede extraordinária. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 642.425- AgR, Rel. Min. Ellen Gracie) “Agravo regimental no agravo de instrumento. IRPF. Lei n 9.250/95. Limitações à dedução com despesas para educação. Ofensa reflexa. Impossibilidade de atuação do judiciário como legislador positivo. Precedentes desta Corte. 1. A discussão relativa à limitação da dedução, na declaração de ajuste anual do imposto de renda, dos valores pagos a título de educação, na forma da Lei n 9.250/95, insere- se no âmbito infraconstitucional, sendo certo, ainda, que eventual ofensa à Constituição, caso ocorresse, dar-se-ia de forma reflexa ou indireta. Precedentes desta Corte. 2. Impossibilidade do Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções, reduções de tributos e deduções de despesas da base de cálculo. Tais hipóteses são sempre dependentes de lei que as preveja. 3. As alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (AI 724.817-AgR, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 708547 AGR / RJ NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO REFLEXA E INDIRETA. 1. A decisão monocrática que julgou o recurso especial, bem como o acórdão que a confirmou em sede de agravo regimental não versaram, tampouco podiam versar, sobre tema constitucional, sendo ainda certo que os embargos de declaração opostos não se prestam para tal fim, conforme reiterada jurisprudência desta Corte. Está correta, portanto, a decisão que não admitiu o recurso extraordinário, diante da ausência de prequestionamento da matéria constitucional. 2. A questão relativa às deduções de despesas para apurar o lucro real e, conseqüentemente, a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica demanda análise de legislação infraconstitucional, hipótese inviável em sede extraordinária. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 642.425- AgR, Rel. Min. Ellen Gracie) “Agravo regimental no agravo de instrumento. IRPF. Lei n 9.250/95. Limitações à dedução com despesas para educação. Ofensa reflexa. Impossibilidade de atuação do judiciário como legislador positivo. Precedentes desta Corte. 1. A discussão relativa à limitação da dedução, na declaração de ajuste anual do imposto de renda, dos valores pagos a título de educação, na forma da Lei n 9.250/95, insere- se no âmbito infraconstitucional, sendo certo, ainda, que eventual ofensa à Constituição, caso ocorresse, dar-se-ia de forma reflexa ou indireta. Precedentes desta Corte. 2. Impossibilidade do Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções, reduções de tributos e deduções de despesas da base de cálculo. Tais hipóteses são sempre dependentes de lei que as preveja. 3. As alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (AI 724.817-AgR, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 708547 AGR / RJ Min. Dias Toffoli) “Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis ns 8.541/92 e 8.981/95. Questão infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis ns 8.541/92 e 8.981/95, se insere no campo infraconstitucional. Assim sendo, eventual incompatibilidade com a Constituição Federal, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 505.508 AgR- segundo, Rel. Min. Dias Toffoli) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 708547 AGR / RJ Min. Dias Toffoli) “Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis ns 8.541/92 e 8.981/95. Questão infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis ns 8.541/92 e 8.981/95, se insere no campo infraconstitucional. Assim sendo, eventual incompatibilidade com a Constituição Federal, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 505.508 AgR- segundo, Rel. Min. Dias Toffoli) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) : ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409947 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.547 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ABC BRASIL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A ADV.(A/S) : ÂNGELA BEATRIZ PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REVISÃO DE BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558172. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), por entender que a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte. 2. O Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negou seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos de que a controvérsia envolve ofensa indireta à Constituição e de que incidem as Súmulas 279 e 459/STF. 3. A parte agravante afasta os fundamentos da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. 4. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558173. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com agravo (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), por entender que a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte. 2. O Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negou seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos de que a controvérsia envolve ofensa indireta à Constituição e de que incidem as Súmulas 279 e 459/STF. 3. A parte agravante afasta os fundamentos da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. 4. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como assentado pela decisão agravada, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. REVISÃO DE BENEFÍCIO. PEDIDO DE PREVALÊNCIA DE REGULAMENTO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A Súmula 279/STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como assentado pela decisão agravada, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. REVISÃO DE BENEFÍCIO. PEDIDO DE PREVALÊNCIA DE REGULAMENTO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A Súmula 279/STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 841666 AGR / DF 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA (SISTEL). REVISÃO DE BENEFÍCIO SUPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DO ESTATUTO VIGENTE À ÉPOCA DA APOSENTADORIA. CÁLCULO DO VALOR INICIAL. BENEFÍCIO MÍNIMO (10%). 1. As normas legais e regulamentares que devem ser observadas para a realização do cálculo do benefício suplementar inicial a ser pago pela entidade fechada de previdência privada em favor do participante são aquelas vigentes ao tempo do requerimento do benefício. Precedentes. 2. O dispositivo estatutário que prevê a incidência de benefício mínimo a ser calculado em favor do participante, no percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor do benefício não se aplica à hipótese em que o beneficiário adianta a sua aposentadoria, devendo, nesse caso, suportar redução proporcional no respectivo valor inicial. 3. Recurso não provido.’ (fl. 54, vol. 7, e-STF). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 694.243-AgR, Rel. Min. Luiz Fux) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Revisão de benefício. Reexame de fatos e provas e de cláusulas contratuais. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 2. A alegada violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido.”’(ARE 745.311-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Supremo Tribunal Federal ARE 841666 AGR / DF 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA (SISTEL). REVISÃO DE BENEFÍCIO SUPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DO ESTATUTO VIGENTE À ÉPOCA DA APOSENTADORIA. CÁLCULO DO VALOR INICIAL. BENEFÍCIO MÍNIMO (10%). 1. As normas legais e regulamentares que devem ser observadas para a realização do cálculo do benefício suplementar inicial a ser pago pela entidade fechada de previdência privada em favor do participante são aquelas vigentes ao tempo do requerimento do benefício. Precedentes. 2. O dispositivo estatutário que prevê a incidência de benefício mínimo a ser calculado em favor do participante, no percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor do benefício não se aplica à hipótese em que o beneficiário adianta a sua aposentadoria, devendo, nesse caso, suportar redução proporcional no respectivo valor inicial. 3. Recurso não provido.’ (fl. 54, vol. 7, e-STF). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 694.243-AgR, Rel. Min. Luiz Fux) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Revisão de benefício. Reexame de fatos e provas e de cláusulas contratuais. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 2. A alegada violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido.”’(ARE 745.311-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 841666 AGR / DF 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Supremo Tribunal Federal ARE 841666 AGR / DF 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599061 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599061 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8607467
2015-05-19T00:00:00
2015-06-02T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REVISÃO DE BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur307052
- Acórdão(s) citado(s): (PREVIDÊNCIA PRIVADA, REVISÃO DE BENEFÍCIO) ARE 694243 AgR (1ªT), ARE 745311 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 22/06/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
841666
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 841666 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REVISÃO DE BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558172. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte. 2. O Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negou seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos de que a controvérsia envolve ofensa indireta à Constituição e de que incidem as Súmulas 279 e 459/Supremo Tribunal Federal. 3. A parte agravante afasta os fundamentos da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. 4. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558173. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO ( Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário com agravo (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte. 2. O Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negou seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos de que a controvérsia envolve ofensa indireta à Constituição e de que incidem as Súmulas 279 e 459/Supremo Tribunal Federal. 3. A parte agravante afasta os fundamentos da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. 4. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558173. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como assentado pela decisão agravada, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. REVISÃO DE BENEFÍCIO. PEDIDO DE PREVALÊNCIA DE REGULAMENTO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, especialmente porque a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como assentado pela decisão agravada, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. REVISÃO DE BENEFÍCIO. PEDIDO DE PREVALÊNCIA DE REGULAMENTO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 841666 AGR / DF 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA (SISTEL). REVISÃO DE BENEFÍCIO SUPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DO ESTATUTO VIGENTE À ÉPOCA DA APOSENTADORIA. CÁLCULO DO VALOR INICIAL. BENEFÍCIO MÍNIMO (10%). 1. As normas legais e regulamentares que devem ser observadas para a realização do cálculo do benefício suplementar inicial a ser pago pela entidade fechada de previdência privada em favor do participante são aquelas vigentes ao tempo do requerimento do benefício. Precedentes. 2. O dispositivo estatutário que prevê a incidência de benefício mínimo a ser calculado em favor do participante, no percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor do benefício não se aplica à hipótese em que o beneficiário adianta a sua aposentadoria, devendo, nesse caso, suportar redução proporcional no respectivo valor inicial. 3. Recurso não provido.’ (fl. 54, vol. 7, e-Supremo Tribunal Federal). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 694.243-AgR, Rel. Min. Luiz Fux) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Revisão de benefício. Reexame de fatos e provas e de cláusulas contratuais. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 2. A alegada violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.”’(ARE 745.311-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Supremo Tribunal Federal ARE 841666 AGR / DF 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CIVIL. PREVIDÊNCIA PRIVADA (SISTEL). REVISÃO DE BENEFÍCIO SUPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DO ESTATUTO VIGENTE À ÉPOCA DA APOSENTADORIA. CÁLCULO DO VALOR INICIAL. BENEFÍCIO MÍNIMO (10%). 1. As normas legais e regulamentares que devem ser observadas para a realização do cálculo do benefício suplementar inicial a ser pago pela entidade fechada de previdência privada em favor do participante são aquelas vigentes ao tempo do requerimento do benefício. Precedentes. 2. O dispositivo estatutário que prevê a incidência de benefício mínimo a ser calculado em favor do participante, no percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor do benefício não se aplica à hipótese em que o beneficiário adianta a sua aposentadoria, devendo, nesse caso, suportar redução proporcional no respectivo valor inicial. 3. Recurso não provido.’ (fl. 54, vol. 7, e-Supremo Tribunal Federal). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 694.243-AgR, Rel. Min. Luiz Fux) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Revisão de benefício. Reexame de fatos e provas e de cláusulas contratuais. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 2. A alegada violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.”’(ARE 745.311-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 841666 AGR / DF 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Supremo Tribunal Federal ARE 841666 AGR / DF 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8558174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599061 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.666 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ENIVALDO PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599061 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841 . 666", "SÚMULAS 279 E 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841 . 666", "Súmulas 279 e 459 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "SÚMULA 279", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 694 . 243 - AgR", "Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 745 . 311 - AgR", "ARE 841666 AGR / DF", "ARE 694 . 243 - AgR", "Súmulas ns 279", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 745 . 311 - AgR", "ARE 841666 AGR / DF", "ARE 841666" ], "LEGISLACAO": [ "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Desnecessidade de o órgão judicante se manifestar sobre todos os argumentos de defesa apresentados. Fundamentação calcada em razões suficientes para a formação do convencimento. Reafirmação da jurisprudência em sede de repercussão geral reconhecida. Precedente. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada mediante decisão suficientemente motivada, não obstante essa tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o acórdão recorrido explicitado as razões de decidir. 2. O art. 93, IX, da Constituição não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Ao reconhecer a repercussão geral desse tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou essa orientação (AI nº 791.292/PE- RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615053. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 855626 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615053. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Denilson Custodio dos Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) Ao contrário do que fazer crer o agravante, não há falar em violação do art. 93, inciso IX, da Constituição, pois a jurisdição foi prestada, no caso em espécie, mediante decisão suficientemente motivada, tendo a instância antecedente, como se observa do acórdão proferido, justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Consoante jurisprudência da Corte, ‘só se considera nula a decisão desprovida de fundamentação, não aquela que, embora concisa, contenha motivação’ (AI nº 847.887/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/2/12). Na esteira desse entendimento, destaco precedentes: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Denilson Custodio dos Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) Ao contrário do que fazer crer o agravante, não há falar em violação do art. 93, inciso IX, da Constituição, pois a jurisdição foi prestada, no caso em espécie, mediante decisão suficientemente motivada, tendo a instância antecedente, como se observa do acórdão proferido, justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Consoante jurisprudência da Corte, ‘só se considera nula a decisão desprovida de fundamentação, não aquela que, embora concisa, contenha motivação’ (AI nº 847.887/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/2/12). Na esteira desse entendimento, destaco precedentes: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 855626 AGR / SC ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO LÍCITA E CONCRETA. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. As razões recursais trazem questões cuja análise implica reexame de fatos e provas, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. 2. As alegadas ofensas à Constituição Federal demandam o exame prévio de legislação infraconstitucional, no caso, o Código Penal e a Lei 10.684/2003, de modo que eventual ofensa ao texto constitucional, acaso demonstrada, seria meramente reflexa. 3. A matéria constitucional suscitada não foi ventilada no acórdão recorrido, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Súmula 282/STF. 4. O acórdão condenatório que contenha fundamentação lícita e baseada em dados concretos não autoriza que se declare sua nulidade com base no art. 93, IX, da Constituição da República. 5. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 649.400/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 29/4/11 - grifei); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. ART. 93, IX, DA CF. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS. AGRAVO IMPROVIDO. I - É pacífico o entendimento nesta Corte de que não cabe rever, em recurso extraordinário, decisão do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso especial. II Os ministros dessa Corte, no RE 598.365/MG, recusaram o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral sobre os pressupostos de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO LÍCITA E CONCRETA. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. As razões recursais trazem questões cuja análise implica reexame de fatos e provas, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. 2. As alegadas ofensas à Constituição Federal demandam o exame prévio de legislação infraconstitucional, no caso, o Código Penal e a Lei 10.684/2003, de modo que eventual ofensa ao texto constitucional, acaso demonstrada, seria meramente reflexa. 3. A matéria constitucional suscitada não foi ventilada no acórdão recorrido, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Súmula 282/STF. 4. O acórdão condenatório que contenha fundamentação lícita e baseada em dados concretos não autoriza que se declare sua nulidade com base no art. 93, IX, da Constituição da República. 5. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 649.400/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 29/4/11 - grifei); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. ART. 93, IX, DA CF. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS. AGRAVO IMPROVIDO. I - É pacífico o entendimento nesta Corte de que não cabe rever, em recurso extraordinário, decisão do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso especial. II Os ministros dessa Corte, no RE 598.365/MG, recusaram o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral sobre os pressupostos de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 855626 AGR / SC admissibilidade de recursos de Cortes diversas, por não se tratar de matéria constitucional. III - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu convencimento. IV - Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido’ (AI nº 797.581/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/2/11 - grifei). Diga-se, ainda, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou essa jurisprudência (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Alega haver comprovado satisfatoriamente a existência de ofensa direta ao art. 93, IX, do texto constitucional, na medida em que o Tribunal a quo não teria se manifestado sobre as teses suscitadas pela defesa. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC admissibilidade de recursos de Cortes diversas, por não se tratar de matéria constitucional. III - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu convencimento. IV - Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido’ (AI nº 797.581/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/2/11 - grifei). Diga-se, ainda, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou essa jurisprudência (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Alega haver comprovado satisfatoriamente a existência de ofensa direta ao art. 93, IX, do texto constitucional, na medida em que o Tribunal a quo não teria se manifestado sobre as teses suscitadas pela defesa. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece ser acolhida. Reitero não haver afronta ao art. 93, IX, da Constituição Republicana, pois a jurisdição foi prestada, na espécie, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo a Corte de origem, como se extrai do acórdão proferido, explicitado suas razões de decidir. Como se sabe, o art. 93, IX, da Constituição não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Nesses termos, destaco: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA STF 283. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL NAS RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. 1. As razões do agravo regimental não atacam todos os fundamentos da decisão agravada, incidindo o óbice da Súmula nº 283/STF. Precedentes. 2. Não se conhece de recurso extraordinário se a alegada afronta a Constituição é reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. 3. Acórdão que contém motivação suficiente não se ressente do vício da ausência de fundamentação, com afronta ao art. 93, IX, da Constituição Federal . 4. Inconfundíveis os pressupostos processuais e condições da ação constitucional do habeas corpus e os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário. 5. Não se admite o recurso extraordinário se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece ser acolhida. Reitero não haver afronta ao art. 93, IX, da Constituição Republicana, pois a jurisdição foi prestada, na espécie, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo a Corte de origem, como se extrai do acórdão proferido, explicitado suas razões de decidir. Como se sabe, o art. 93, IX, da Constituição não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Nesses termos, destaco: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA STF 283. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL NAS RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. 1. As razões do agravo regimental não atacam todos os fundamentos da decisão agravada, incidindo o óbice da Súmula nº 283/STF. Precedentes. 2. Não se conhece de recurso extraordinário se a alegada afronta a Constituição é reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. 3. Acórdão que contém motivação suficiente não se ressente do vício da ausência de fundamentação, com afronta ao art. 93, IX, da Constituição Federal . 4. Inconfundíveis os pressupostos processuais e condições da ação constitucional do habeas corpus e os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário. 5. Não se admite o recurso extraordinário se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 855626 AGR / SC ausente a preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 834.125/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 8/5/12 - grifei). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se nega provimento. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 812.439/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/12). Anote-se, ainda, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a jurisprudência nesse sentido (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por fim, para que não restem quaisquer dúvidas a respeito da existência de suficiente motivação do acórdão recorrido, transcrevo trecho do seu voto condutor: “Denota-se dos autos que o réu, Sargento da Polícia Militar, determinou que o Soldado Igor Camili Prates procedesse à inclusão de mais 2 (dois) disparos de arma de fogo no registro de ocorrência nº 183796 (fls. 8/9), no qual constava que o Soldado Euzébio Pedro Garcia havia efetuado apenas 1 (um) disparo de arma de fogo durante uma abordagem de tráfico de drogas (fl.5). Registra-se que o acusado era, na oportunidade, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC ausente a preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 834.125/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 8/5/12 - grifei). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se nega provimento. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 812.439/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/12). Anote-se, ainda, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a jurisprudência nesse sentido (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por fim, para que não restem quaisquer dúvidas a respeito da existência de suficiente motivação do acórdão recorrido, transcrevo trecho do seu voto condutor: “Denota-se dos autos que o réu, Sargento da Polícia Militar, determinou que o Soldado Igor Camili Prates procedesse à inclusão de mais 2 (dois) disparos de arma de fogo no registro de ocorrência nº 183796 (fls. 8/9), no qual constava que o Soldado Euzébio Pedro Garcia havia efetuado apenas 1 (um) disparo de arma de fogo durante uma abordagem de tráfico de drogas (fl.5). Registra-se que o acusado era, na oportunidade, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 855626 AGR / SC responsável pelo levantamento da reserva de munições e armas da 3ª Companhia do 18º Batalhão de Polícia Militar, as quais seriam trocadas, posteriormente, por uma equipe do Centro de Material Bélico da Polícia Militar. A materialidade e autoria delitivas estão devidamente comprovadas pelo relatório da 3ª Companhia (fls. 5/7), registro de ocorrência nº 183796 (fls. 8/9) e pela prova oral coligida. (…) A condição subjetiva para a caracterização do crime descrito no art. no art. 312 do Código de Penal Militar, o dolo específico, consistem em “prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, desde que o fato atente contra a administração ou serviço militar”. Assim, embora o acusado alegue que determinou a alteração do registro de ocorrência por orientação do Sargento Cabral, bem como que ’agiu somente para dar trâmite à baixa das munições’ e que ’não tinha conhecimento da rotina burocrática do P- 4’ (fls 54/55), o elemento subjetivo de sua conduta se materializou quando ordenou a inserção de declaração falsa em documento público, alterando a verdade sobre a quantidade de disparos efetuados em ocorrência policial. O ato praticado pelo réu atenta contra a administração militar, pois, apesar de ser o responsável direto pelo levantamento da reserva de armamento, preferiu acobertar o fato e, consequentemente, inviabilizar a apuração do uso dos artefatos bélicos sem nenhum registro. A tese de que a ação do apelante foi cometida em virtude de suposta orientação de outro militar, além de não ter sido comprovada nos autos, não se revela suficiente paras afastar a responsabilidade criminal que lhe recai. Até porque, em sendo membro da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, sabia, no mínimo, de seu dever de agir em conformidade com a Lei, a qual, de forma expressa, veda a inserção de dados falsos em documento público (…) Como se vê, a conduta de Denilson não se enquadra no 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC responsável pelo levantamento da reserva de munições e armas da 3ª Companhia do 18º Batalhão de Polícia Militar, as quais seriam trocadas, posteriormente, por uma equipe do Centro de Material Bélico da Polícia Militar. A materialidade e autoria delitivas estão devidamente comprovadas pelo relatório da 3ª Companhia (fls. 5/7), registro de ocorrência nº 183796 (fls. 8/9) e pela prova oral coligida. (…) A condição subjetiva para a caracterização do crime descrito no art. no art. 312 do Código de Penal Militar, o dolo específico, consistem em “prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, desde que o fato atente contra a administração ou serviço militar”. Assim, embora o acusado alegue que determinou a alteração do registro de ocorrência por orientação do Sargento Cabral, bem como que ’agiu somente para dar trâmite à baixa das munições’ e que ’não tinha conhecimento da rotina burocrática do P- 4’ (fls 54/55), o elemento subjetivo de sua conduta se materializou quando ordenou a inserção de declaração falsa em documento público, alterando a verdade sobre a quantidade de disparos efetuados em ocorrência policial. O ato praticado pelo réu atenta contra a administração militar, pois, apesar de ser o responsável direto pelo levantamento da reserva de armamento, preferiu acobertar o fato e, consequentemente, inviabilizar a apuração do uso dos artefatos bélicos sem nenhum registro. A tese de que a ação do apelante foi cometida em virtude de suposta orientação de outro militar, além de não ter sido comprovada nos autos, não se revela suficiente paras afastar a responsabilidade criminal que lhe recai. Até porque, em sendo membro da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, sabia, no mínimo, de seu dever de agir em conformidade com a Lei, a qual, de forma expressa, veda a inserção de dados falsos em documento público (…) Como se vê, a conduta de Denilson não se enquadra no 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 855626 AGR / SC tipo penal do art. 319 do Estatuto Repressivo Castrense, uma vez que não se trata de simples ato de ofício em oposição à lei para satisfazer sentimento pessoal, mas sim da inserção de declaração inverídica sobre fato relevante em documento público, em prejuízo ao serviço militar. Cumpre frisar, ainda, que, acaso estivesse demonstrada também a ocorrência do crime de prevaricação, este estaria subsumido, pela falsidade ideológica, em face do princípio da subsidiariedade. (…) Dessa feita, comprovado que Denilson perpetrou o tipo penal inserido no art. 312 do Código Penal Militar, acaba prejudicada a análise do recurso defensivo que visa à sua absolvição pelo crime de prevaricação”. Como visto, as teses defensivas relativas à atipicidade do fato e à insuficiência probatória foram suficientemente analisadas pela instância de origem, em decisão fundamentada. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão recorrido, necessário seria o reexame aprofundado do conjunto fático- probatório dos autos e de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita, a teor da Súmula nº 279/STF. Quanto à tese deduzida no recurso extraordinário de que as provas “demonstram de forma inequívoca a completa ausência de dolo por parte do Recorrente, pelo que descaracteriza-se o tipo penal, o que foi exaustivamente questionado por esta Defesa”, é firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “quest[ões] relativas ao dolo da prática criminosa remetem à análise aprofundada dos elementos fático-probatórios, não podendo ser conhecidos na via extraordinária” (RE nº 585.901/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/10/10). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC tipo penal do art. 319 do Estatuto Repressivo Castrense, uma vez que não se trata de simples ato de ofício em oposição à lei para satisfazer sentimento pessoal, mas sim da inserção de declaração inverídica sobre fato relevante em documento público, em prejuízo ao serviço militar. Cumpre frisar, ainda, que, acaso estivesse demonstrada também a ocorrência do crime de prevaricação, este estaria subsumido, pela falsidade ideológica, em face do princípio da subsidiariedade. (…) Dessa feita, comprovado que Denilson perpetrou o tipo penal inserido no art. 312 do Código Penal Militar, acaba prejudicada a análise do recurso defensivo que visa à sua absolvição pelo crime de prevaricação”. Como visto, as teses defensivas relativas à atipicidade do fato e à insuficiência probatória foram suficientemente analisadas pela instância de origem, em decisão fundamentada. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão recorrido, necessário seria o reexame aprofundado do conjunto fático- probatório dos autos e de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita, a teor da Súmula nº 279/STF. Quanto à tese deduzida no recurso extraordinário de que as provas “demonstram de forma inequívoca a completa ausência de dolo por parte do Recorrente, pelo que descaracteriza-se o tipo penal, o que foi exaustivamente questionado por esta Defesa”, é firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “quest[ões] relativas ao dolo da prática criminosa remetem à análise aprofundada dos elementos fático-probatórios, não podendo ser conhecidos na via extraordinária” (RE nº 585.901/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/10/10). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400423 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400423 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8649781
2015-04-28T00:00:00
2015-06-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Desnecessidade de o órgão judicante se manifestar sobre todos os argumentos de defesa apresentados. Fundamentação calcada em razões suficientes para a formação do convencimento. Reafirmação da jurisprudência em sede de repercussão geral reconhecida. Precedente. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada mediante decisão suficientemente motivada, não obstante essa tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o acórdão recorrido explicitado as razões de decidir. 2. O art. 93, IX, da Constituição não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Ao reconhecer a repercussão geral desse tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou essa orientação (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur307962
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG, AI 834125 AgR (1ªT), AI 812439 AgR (1ªT). (DOLO, PRÁTICA CRIMINOSA) RE 585901 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 14/07/2015, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
855626
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 855626 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
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Ementa e Acórdão 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Desnecessidade de o órgão judicante se manifestar sobre todos os argumentos de defesa apresentados. Fundamentação calcada em razões suficientes para a formação do convencimento. Reafirmação da jurisprudência em sede de repercussão geral reconhecida. Precedente. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada mediante decisão suficientemente motivada, não obstante essa tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o acórdão recorrido explicitado as razões de decidir. 2. O art. 93, IX, da Constituição não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Ao reconhecer a repercussão geral desse tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou essa orientação (AI n 791.292/PE- RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615053. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 855626 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615053. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Denilson Custodio dos Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) Ao contrário do que fazer crer o agravante, não há falar em violação do art. 93, inciso IX, da Constituição, pois a jurisdição foi prestada, no caso em espécie, mediante decisão suficientemente motivada, tendo a instância antecedente, como se observa do acórdão proferido, justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Consoante jurisprudência da Corte, ‘só se considera nula a decisão desprovida de fundamentação, não aquela que, embora concisa, contenha motivação’ (AI n 847.887/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/2/12). Na esteira desse entendimento, destaco precedentes: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) :RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Denilson Custodio dos Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual conheci do agravo e neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) Ao contrário do que fazer crer o agravante, não há falar em violação do art. 93, inciso IX, da Constituição, pois a jurisdição foi prestada, no caso em espécie, mediante decisão suficientemente motivada, tendo a instância antecedente, como se observa do acórdão proferido, justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Consoante jurisprudência da Corte, ‘só se considera nula a decisão desprovida de fundamentação, não aquela que, embora concisa, contenha motivação’ (AI n 847.887/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/2/12). Na esteira desse entendimento, destaco precedentes: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 855626 AGR / SC ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO LÍCITA E CONCRETA. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. As razões recursais trazem questões cuja análise implica reexame de fatos e provas, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. 2. As alegadas ofensas à Constituição Federal demandam o exame prévio de legislação infraconstitucional, no caso, o Código Penal e a Lei 10.684/2003, de modo que eventual ofensa ao texto constitucional, acaso demonstrada, seria meramente reflexa. 3. A matéria constitucional suscitada não foi ventilada no acórdão recorrido, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 4. O acórdão condenatório que contenha fundamentação lícita e baseada em dados concretos não autoriza que se declare sua nulidade com base no art. 93, IX, da Constituição da República. 5. Agravo regimental desprovido’ (AI n 649.400/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 29/4/11 - grifei); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS. AGRAVO IMPROVIDO. I - É pacífico o entendimento nesta Corte de que não cabe rever, em recurso extraordinário, decisão do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso especial. II Os ministros dessa Corte, no Recurso Extraordinário 598.365/MG, recusaram o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral sobre os pressupostos de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO LÍCITA E CONCRETA. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. As razões recursais trazem questões cuja análise implica reexame de fatos e provas, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. 2. As alegadas ofensas à Constituição Federal demandam o exame prévio de legislação infraconstitucional, no caso, o Código Penal e a Lei 10.684/2003, de modo que eventual ofensa ao texto constitucional, acaso demonstrada, seria meramente reflexa. 3. A matéria constitucional suscitada não foi ventilada no acórdão recorrido, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 4. O acórdão condenatório que contenha fundamentação lícita e baseada em dados concretos não autoriza que se declare sua nulidade com base no art. 93, IX, da Constituição da República. 5. Agravo regimental desprovido’ (AI n 649.400/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 29/4/11 - grifei); ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS. AGRAVO IMPROVIDO. I - É pacífico o entendimento nesta Corte de que não cabe rever, em recurso extraordinário, decisão do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso especial. II Os ministros dessa Corte, no Recurso Extraordinário 598.365/MG, recusaram o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral sobre os pressupostos de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 855626 AGR / SC admissibilidade de recursos de Cortes diversas, por não se tratar de matéria constitucional. III - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu convencimento. IV - Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido’ (AI n 797.581/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../2/11 - grifei). Diga-se, ainda, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou essa jurisprudência (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Alega haver comprovado satisfatoriamente a existência de ofensa direta ao art. 93, IX, do texto constitucional, na medida em que o Tribunal a quo não teria se manifestado sobre as teses suscitadas pela defesa. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC admissibilidade de recursos de Cortes diversas, por não se tratar de matéria constitucional. III - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu convencimento. IV - Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido’ (AI n 797.581/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../2/11 - grifei). Diga-se, ainda, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou essa jurisprudência (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Alega haver comprovado satisfatoriamente a existência de ofensa direta ao art. 93, IX, do texto constitucional, na medida em que o Tribunal a quo não teria se manifestado sobre as teses suscitadas pela defesa. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece ser acolhida. Reitero não haver afronta ao art. 93, IX, da Constituição Republicana, pois a jurisdição foi prestada, na espécie, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo a Corte de origem, como se extrai do acórdão proferido, explicitado suas razões de decidir. Como se sabe, o art. 93, IX, da Constituição não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Nesses termos, destaco: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 283. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL NAS RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. 1. As razões do agravo regimental não atacam todos os fundamentos da decisão agravada, incidindo o óbice da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Não se conhece de recurso extraordinário se a alegada afronta a Constituição é reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. 3. Acórdão que contém motivação suficiente não se ressente do vício da ausência de fundamentação, com afronta ao art. 93, IX, da Constituição Federal . 4. Inconfundíveis os pressupostos processuais e condições da ação constitucional do habeas corpus e os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário. 5. Não se admite o recurso extraordinário se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece ser acolhida. Reitero não haver afronta ao art. 93, IX, da Constituição Republicana, pois a jurisdição foi prestada, na espécie, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo a Corte de origem, como se extrai do acórdão proferido, explicitado suas razões de decidir. Como se sabe, o art. 93, IX, da Constituição não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Nesses termos, destaco: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 283. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL NAS RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. 1. As razões do agravo regimental não atacam todos os fundamentos da decisão agravada, incidindo o óbice da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Não se conhece de recurso extraordinário se a alegada afronta a Constituição é reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. 3. Acórdão que contém motivação suficiente não se ressente do vício da ausência de fundamentação, com afronta ao art. 93, IX, da Constituição Federal . 4. Inconfundíveis os pressupostos processuais e condições da ação constitucional do habeas corpus e os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário. 5. Não se admite o recurso extraordinário se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 855626 AGR / SC ausente a preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 834.125/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 8/5/12 - grifei). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se nega provimento. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 812.439/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/12). Anote-se, ainda, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a jurisprudência nesse sentido (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por fim, para que não restem quaisquer dúvidas a respeito da existência de suficiente motivação do acórdão recorrido, transcrevo trecho do seu voto condutor: “Denota-se dos autos que o réu, Sargento da Polícia Militar, determinou que o Soldado Igor Camili Prates procedesse à inclusão de mais 2 (dois) disparos de arma de fogo no registro de ocorrência n 183796 (fls. 8/9), no qual constava que o Soldado Euzébio Pedro Garcia havia efetuado apenas 1 (um) disparo de arma de fogo durante uma abordagem de tráfico de drogas (fl.5). Registra-se que o acusado era, na oportunidade, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC ausente a preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 834.125/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 8/5/12 - grifei). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se nega provimento. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 812.439/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/12). Anote-se, ainda, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a jurisprudência nesse sentido (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por fim, para que não restem quaisquer dúvidas a respeito da existência de suficiente motivação do acórdão recorrido, transcrevo trecho do seu voto condutor: “Denota-se dos autos que o réu, Sargento da Polícia Militar, determinou que o Soldado Igor Camili Prates procedesse à inclusão de mais 2 (dois) disparos de arma de fogo no registro de ocorrência n 183796 (fls. 8/9), no qual constava que o Soldado Euzébio Pedro Garcia havia efetuado apenas 1 (um) disparo de arma de fogo durante uma abordagem de tráfico de drogas (fl.5). Registra-se que o acusado era, na oportunidade, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 855626 AGR / SC responsável pelo levantamento da reserva de munições e armas da 3... Companhia do 18... Batalhão de Polícia Militar, as quais seriam trocadas, posteriormente, por uma equipe do Centro de Material Bélico da Polícia Militar. A materialidade e autoria delitivas estão devidamente comprovadas pelo relatório da 3... Companhia (fls. 5/7), registro de ocorrência n 183796 (fls. 8/9) e pela prova oral coligida. (…) A condição subjetiva para a caracterização do crime descrito no art. no art. 312 do Código de Penal Militar, o dolo específico, consistem em “prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, desde que o fato atente contra a administração ou serviço militar”. Assim, embora o acusado alegue que determinou a alteração do registro de ocorrência por orientação do Sargento Cabral, bem como que ’agiu somente para dar trâmite à baixa das munições’ e que ’não tinha conhecimento da rotina burocrática do P- 4’ (fls 54/55), o elemento subjetivo de sua conduta se materializou quando ordenou a inserção de declaração falsa em documento público, alterando a verdade sobre a quantidade de disparos efetuados em ocorrência policial. O ato praticado pelo réu atenta contra a administração militar, pois, apesar de ser o responsável direto pelo levantamento da reserva de armamento, preferiu acobertar o fato e, consequentemente, inviabilizar a apuração do uso dos artefatos bélicos sem nenhum registro. A tese de que a ação do apelante foi cometida em virtude de suposta orientação de outro militar, além de não ter sido comprovada nos autos, não se revela suficiente paras afastar a responsabilidade criminal que lhe recai. Até porque, em sendo membro da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, sabia, no mínimo, de seu dever de agir em conformidade com a Lei, a qual, de forma expressa, veda a inserção de dados falsos em documento público (…) Como se vê, a conduta de Denilson não se enquadra no 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC responsável pelo levantamento da reserva de munições e armas da 3... Companhia do 18... Batalhão de Polícia Militar, as quais seriam trocadas, posteriormente, por uma equipe do Centro de Material Bélico da Polícia Militar. A materialidade e autoria delitivas estão devidamente comprovadas pelo relatório da 3... Companhia (fls. 5/7), registro de ocorrência n 183796 (fls. 8/9) e pela prova oral coligida. (…) A condição subjetiva para a caracterização do crime descrito no art. no art. 312 do Código de Penal Militar, o dolo específico, consistem em “prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, desde que o fato atente contra a administração ou serviço militar”. Assim, embora o acusado alegue que determinou a alteração do registro de ocorrência por orientação do Sargento Cabral, bem como que ’agiu somente para dar trâmite à baixa das munições’ e que ’não tinha conhecimento da rotina burocrática do P- 4’ (fls 54/55), o elemento subjetivo de sua conduta se materializou quando ordenou a inserção de declaração falsa em documento público, alterando a verdade sobre a quantidade de disparos efetuados em ocorrência policial. O ato praticado pelo réu atenta contra a administração militar, pois, apesar de ser o responsável direto pelo levantamento da reserva de armamento, preferiu acobertar o fato e, consequentemente, inviabilizar a apuração do uso dos artefatos bélicos sem nenhum registro. A tese de que a ação do apelante foi cometida em virtude de suposta orientação de outro militar, além de não ter sido comprovada nos autos, não se revela suficiente paras afastar a responsabilidade criminal que lhe recai. Até porque, em sendo membro da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, sabia, no mínimo, de seu dever de agir em conformidade com a Lei, a qual, de forma expressa, veda a inserção de dados falsos em documento público (…) Como se vê, a conduta de Denilson não se enquadra no 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 855626 AGR / SC tipo penal do art. 319 do Estatuto Repressivo Castrense, uma vez que não se trata de simples ato de ofício em oposição à lei para satisfazer sentimento pessoal, mas sim da inserção de declaração inverídica sobre fato relevante em documento público, em prejuízo ao serviço militar. Cumpre frisar, ainda, que, acaso estivesse demonstrada também a ocorrência do crime de prevaricação, este estaria subsumido, pela falsidade ideológica, em face do princípio da subsidiariedade. (…) Dessa feita, comprovado que Denilson perpetrou o tipo penal inserido no art. 312 do Código Penal Militar, acaba prejudicada a análise do recurso defensivo que visa à sua absolvição pelo crime de prevaricação”. Como visto, as teses defensivas relativas à atipicidade do fato e à insuficiência probatória foram suficientemente analisadas pela instância de origem, em decisão fundamentada. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão recorrido, necessário seria o reexame aprofundado do conjunto fático- probatório dos autos e de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à tese deduzida no recurso extraordinário de que as provas “demonstram de forma inequívoca a completa ausência de dolo por parte do Recorrente, pelo que descaracteriza-se o tipo penal, o que foi exaustivamente questionado por esta Defesa”, é firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “quest[ões] relativas ao dolo da prática criminosa remetem à análise aprofundada dos elementos fático-probatórios, não podendo ser conhecidos na via extraordinária” (Recurso Extraordinário n 585.901/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/10/10). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Supremo Tribunal Federal ARE 855626 AGR / SC tipo penal do art. 319 do Estatuto Repressivo Castrense, uma vez que não se trata de simples ato de ofício em oposição à lei para satisfazer sentimento pessoal, mas sim da inserção de declaração inverídica sobre fato relevante em documento público, em prejuízo ao serviço militar. Cumpre frisar, ainda, que, acaso estivesse demonstrada também a ocorrência do crime de prevaricação, este estaria subsumido, pela falsidade ideológica, em face do princípio da subsidiariedade. (…) Dessa feita, comprovado que Denilson perpetrou o tipo penal inserido no art. 312 do Código Penal Militar, acaba prejudicada a análise do recurso defensivo que visa à sua absolvição pelo crime de prevaricação”. Como visto, as teses defensivas relativas à atipicidade do fato e à insuficiência probatória foram suficientemente analisadas pela instância de origem, em decisão fundamentada. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão recorrido, necessário seria o reexame aprofundado do conjunto fático- probatório dos autos e de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o qual é inviável na via eleita, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à tese deduzida no recurso extraordinário de que as provas “demonstram de forma inequívoca a completa ausência de dolo por parte do Recorrente, pelo que descaracteriza-se o tipo penal, o que foi exaustivamente questionado por esta Defesa”, é firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “quest[ões] relativas ao dolo da prática criminosa remetem à análise aprofundada dos elementos fático-probatórios, não podendo ser conhecidos na via extraordinária” (Recurso Extraordinário n 585.901/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/10/10). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8615050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400423 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.626 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400423 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855 . 626", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 855626 AGR / SC", "ARE 855626 AGR / SC", "RECURSO", "AI n 847 . 887 / MG - AgR", "AI n 847 . 887 / MG - AgR", "ARE 855626 AGR / SC", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 649 . 400 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG", "ARE 855626 AGR / SC", "AI n 649 . 400 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG", "ARE 855626 AGR / SC", "AI n 797 . 581 / PB - AgR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 855626 AGR /", "AI n 797 . 581 / PB - AgR", "AI n 791 . 292 / PE - RG", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 855626 AGR /", "AI n 834 . 125 / SP - AgR", "AI n 812 . 439 / SP - AgR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 855626 AGR / SC", "AI n 834 . 125 / SP - AgR", "AI n 812 . 439 / SP - AgR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 855626 AGR / SC", "ARE 855626 AGR / SC", "ARE 855626 AGR / SC", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 585 . 901 / MG - 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Companhia", "18", ".", ". .", "Batalhão de Polícia Militar", "Centro de Material Bélico da Polícia Militar", "Polícia Militar do Estado de Santa Catarina", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "18", ".", ".", ".", "Batalhão de Polícia Militar", "Centro de Material Bélico da Polícia Militar", "Polícia Militar do Estado de Santa Catarina", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS", "RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS", "RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "Denilson Custodio dos Santos", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS", "RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "Denilson Custodio dos Santos", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Igor Camili Prates", "Euzébio Pedro Garcia", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Igor Camili Prates", "Euzébio Pedro Garcia", "DIAS TOFFOLI", "Cabral", "Denilson", "Cabral", "Denilson", "DIAS TOFFOLI", "Denilson", "Joaquim Barbosa", "Denilson", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS", "RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "DENILSON CUSTODIO DOS SANTOS", "RODRIGO TADEU PIMENTA DE OLIVEIRA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "04", "/", "2015", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "16", "/", "2", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "16", "/", "2", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "4", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "4", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "-", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "5", "/", "12", "21", "/", "3", "/", "12", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "5", "/", "12", "21", "/", "3", "/", "12", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "10", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "10", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "28", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. AGENCIAMENTO DE MÃO-DE-OBRA. ATIVIDADE NÃO EXCLUSIVA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. 1. Para dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem e acolher as alegações levantadas pela agravante quanto à natureza das atividades prestadas pela empresa seria necessário o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a pretensão deduzida pela parte não encontra ressonância na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante sustenta que o julgamento do recurso não envolve a análise de circunstâncias fáticas do serviço prestado. As características do serviço prestado pelas agravantes são definidas na Lei nº 6.019/74, de modo que o julgamento, neste caso concreto, decorre de mera análise de direito. Inaplicável, portanto, a Súmula 279/STF. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514164. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a pretensão deduzida pela parte não encontra ressonância na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante sustenta que o julgamento do recurso não envolve a análise de circunstâncias fáticas do serviço prestado. As características do serviço prestado pelas agravantes são definidas na Lei nº 6.019/74, de modo que o julgamento, neste caso concreto, decorre de mera análise de direito. Inaplicável, portanto, a Súmula 279/STF. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a decisão agravada, a pretensão deduzida pela parte não encontra amparo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou o seguinte: “Esta Corte entende que, quando trata-se de mera intermediação, as empresas agenciadoras de mão-de-obra temporária devem recolher ISS tão somente sobre o preço da taxa de comissão. Todavia, quando a atividade de prestação de serviço de mão-de-obra temporária executada não se limita à simples intermediação, havendo contratação dos próprios empregados das empresas, o tributo em questão deve ser calculado não só sobre a taxa de administração, mas também sobre os valores referentes aos salários e encargos sociais pagos. Esse posicionamento foi consolidado e estampado no REsp 1.138.205/PR, Rel. Min. Luiz Fux, submetido à eg. Primeira Seção pelo regime da Lei nº 11.672/08 (Lei dos Recursos Repetitivos), que introduziu o art. 543-C do CPC, julgado em 09.12.09 e publicado no DJe de 01.02.10.” 3. Com efeito, para dissentir das conclusões adotadas e acolher as alegações levantadas pela agravante quanto à natureza das atividades prestadas pela empresa seria necessário o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada neste momento processual. Nessa linha, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514165. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a decisão agravada, a pretensão deduzida pela parte não encontra amparo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou o seguinte: “Esta Corte entende que, quando trata-se de mera intermediação, as empresas agenciadoras de mão-de-obra temporária devem recolher ISS tão somente sobre o preço da taxa de comissão. Todavia, quando a atividade de prestação de serviço de mão-de-obra temporária executada não se limita à simples intermediação, havendo contratação dos próprios empregados das empresas, o tributo em questão deve ser calculado não só sobre a taxa de administração, mas também sobre os valores referentes aos salários e encargos sociais pagos. Esse posicionamento foi consolidado e estampado no REsp 1.138.205/PR, Rel. Min. Luiz Fux, submetido à eg. Primeira Seção pelo regime da Lei nº 11.672/08 (Lei dos Recursos Repetitivos), que introduziu o art. 543-C do CPC, julgado em 09.12.09 e publicado no DJe de 01.02.10.” 3. Com efeito, para dissentir das conclusões adotadas e acolher as alegações levantadas pela agravante quanto à natureza das atividades prestadas pela empresa seria necessário o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada neste momento processual. Nessa linha, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 652989 AGR / DF veja-se ementa do RE 789.582-AgR, julgado sob relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. ISS. Empresa fornecedora de mão de obra especializada. 3. Enquadramento da atividade. Necessidade de reexame fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Agravo regimental não provido.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514165. Supremo Tribunal Federal RE 652989 AGR / DF veja-se ementa do RE 789.582-AgR, julgado sob relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. ISS. Empresa fornecedora de mão de obra especializada. 3. Enquadramento da atividade. Necessidade de reexame fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Agravo regimental não provido.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409941 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8531101
2015-04-28T00:00:00
2015-05-22T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. AGENCIAMENTO DE MÃO-DE-OBRA. ATIVIDADE NÃO EXCLUSIVA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. 1. Para dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem e acolher as alegações levantadas pela agravante quanto à natureza das atividades prestadas pela empresa seria necessário o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur305578
- Acórdão(s) citado(s): (ISS) RE 789582 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 10/06/2015, AMS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
652989
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 652989 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. AGENCIAMENTO DE MÃO-DE-OBRA. ATIVIDADE NÃO EXCLUSIVA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem e acolher as alegações levantadas pela agravante quanto à natureza das atividades prestadas pela empresa seria necessário o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a pretensão deduzida pela parte não encontra ressonância na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante sustenta que o julgamento do recurso não envolve a análise de circunstâncias fáticas do serviço prestado. As características do serviço prestado pelas agravantes são definidas na Lei n 6.019/74, de modo que o julgamento, neste caso concreto, decorre de mera análise de direito. Inaplicável, portanto, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514164. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a pretensão deduzida pela parte não encontra ressonância na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante sustenta que o julgamento do recurso não envolve a análise de circunstâncias fáticas do serviço prestado. As características do serviço prestado pelas agravantes são definidas na Lei n 6.019/74, de modo que o julgamento, neste caso concreto, decorre de mera análise de direito. Inaplicável, portanto, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a decisão agravada, a pretensão deduzida pela parte não encontra amparo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou o seguinte: “Esta Corte entende que, quando trata-se de mera intermediação, as empresas agenciadoras de mão-de-obra temporária devem recolher ISS tão somente sobre o preço da taxa de comissão. Todavia, quando a atividade de prestação de serviço de mão-de-obra temporária executada não se limita à simples intermediação, havendo contratação dos próprios empregados das empresas, o tributo em questão deve ser calculado não só sobre a taxa de administração, mas também sobre os valores referentes aos salários e encargos sociais pagos. Esse posicionamento foi consolidado e estampado no REsp 1.138.205/PR, Rel. Min. Luiz Fux, submetido à eg. Primeira Seção pelo regime da Lei n 11.672/08 (Lei dos Recursos Repetitivos), que introduziu o art. 543-C do Código de Processo Civil, julgado em 09.12.09 e publicado no DJe de 01.02.10.” 3. Com efeito, para dissentir das conclusões adotadas e acolher as alegações levantadas pela agravante quanto à natureza das atividades prestadas pela empresa seria necessário o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada neste momento processual. Nessa linha, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514165. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a decisão agravada, a pretensão deduzida pela parte não encontra amparo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou o seguinte: “Esta Corte entende que, quando trata-se de mera intermediação, as empresas agenciadoras de mão-de-obra temporária devem recolher ISS tão somente sobre o preço da taxa de comissão. Todavia, quando a atividade de prestação de serviço de mão-de-obra temporária executada não se limita à simples intermediação, havendo contratação dos próprios empregados das empresas, o tributo em questão deve ser calculado não só sobre a taxa de administração, mas também sobre os valores referentes aos salários e encargos sociais pagos. Esse posicionamento foi consolidado e estampado no REsp 1.138.205/PR, Rel. Min. Luiz Fux, submetido à eg. Primeira Seção pelo regime da Lei n 11.672/08 (Lei dos Recursos Repetitivos), que introduziu o art. 543-C do Código de Processo Civil, julgado em 09.12.09 e publicado no DJe de 01.02.10.” 3. Com efeito, para dissentir das conclusões adotadas e acolher as alegações levantadas pela agravante quanto à natureza das atividades prestadas pela empresa seria necessário o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada neste momento processual. Nessa linha, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 652989 AGR / DF veja-se ementa do Recurso Extraordinário 789.582-AgR, julgado sob relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. ISS. Empresa fornecedora de mão de obra especializada. 3. Enquadramento da atividade. Necessidade de reexame fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514165. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652989 AGR / DF veja-se ementa do Recurso Extraordinário 789.582-AgR, julgado sob relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. ISS. Empresa fornecedora de mão de obra especializada. 3. Enquadramento da atividade. Necessidade de reexame fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409941 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.989 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : S.R.H. SERVIÇOS GERAIS S/C LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO PANTOJA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8409941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652 . 989", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652 . 989", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652 . 989", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652 . 989", "REsp 1 . 138 . 205 / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652 . 989", "REsp 1 . 138 . 205 / PR", "Recurso Extraordinário 652989 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 789 . 582 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 652989 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 789 . 582 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652 . 989" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 6 . 019 / 74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 6 . 019 / 74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 672 / 08", "Lei dos Recursos Repetitivos", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 672 / 08", "Lei dos Recursos Repetitivos", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "S", ".", "R", ". H . SERVIÇOS GERAIS S / C LTDA .", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "S", ".", "R", ". H . SERVIÇOS GERAIS S / C LTDA .", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "S", ".", "R", ". H . SERVIÇOS GERAIS S / C LTDA .", "MUNICÍPIO DE SANTO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Seção", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Seção", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "S", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARCELO PANTOJA", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO PANTOJA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO PANTOJA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO PANTOJA", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO PANTOJA", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "04", "/", "2015", "28 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "09", ".", "12", ".", "09", "01", ".", "02", ".", "10", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "09", ".", "12", ".", "09", "01", ".", "02", ".", "10", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "28", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CÉLIA PACITO ADV.(A/S) :PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588028. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CÉLIA PACITO ADV.(A/S) :PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.4.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Célia Pacito contra julgado do Colégio Recursal de Presidente Venceslau/SP, o qual manteve a contagem do período de estágio probatório de servidora municipal conforme disposto em legislação municipal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal exigiria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1992). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO. PROGRESSÃO NA CARREIRA. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CÉLIA PACITO ADV.(A/S) :PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.4.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Célia Pacito contra julgado do Colégio Recursal de Presidente Venceslau/SP, o qual manteve a contagem do período de estágio probatório de servidora municipal conforme disposto em legislação municipal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal exigiria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1992). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO. PROGRESSÃO NA CARREIRA. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 879274 AGR / SP RECORRIDO PUBLICADO EM 26.8.2013. A suposta ofensa ao postulado constitucional somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.’ Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE 820.238-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.10.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO DE CARREIRA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CF. INADMISSIBILIDADE. 1. A progressão de carreira de servidor público municipal, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: AI 441.711-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25/11/2013 e ARE 693.518-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 18/9/2012. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário’ (ARE 738.975-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, De 18.3.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 850.073-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.2.2015). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP RECORRIDO PUBLICADO EM 26.8.2013. A suposta ofensa ao postulado constitucional somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.’ Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE 820.238-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.10.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO DE CARREIRA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CF. INADMISSIBILIDADE. 1. A progressão de carreira de servidor público municipal, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: AI 441.711-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25/11/2013 e ARE 693.518-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 18/9/2012. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário’ (ARE 738.975-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, De 18.3.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 850.073-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.2.2015). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 879274 AGR / SP 7. Este Supremo Tribunal decidiu que a alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. XXXV e LIV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar municipal n. 2/1992), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SENTENÇA ULTRA PETITA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia ora em debate, referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 812.134-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 5.2.2015, grifos nossos). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. (...) ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE 603.357-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.3.2010). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 270-272). 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.4.2015, Célia Pacito interpõe, em 4.5.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta a Agravante “não se trata[r] de análise da Lei Complementar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP 7. Este Supremo Tribunal decidiu que a alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. XXXV e LIV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar municipal n. 2/1992), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SENTENÇA ULTRA PETITA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia ora em debate, referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 812.134-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 5.2.2015, grifos nossos). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. (...) ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE 603.357-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.3.2010). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 270-272). 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.4.2015, Célia Pacito interpõe, em 4.5.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta a Agravante “não se trata[r] de análise da Lei Complementar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 879274 AGR / SP Municipal 02/1992, mas sim de análise de violação a dispositivo constitucional” (fl. 283). Aduz que “a ausência de contagem do estágio probatório para todos os fins de direito, inclusive para progressão de carreira, afronta ao § 3º do artigo 39 da Constituição Federal que estabelece a aplicação, a todos os servidores ocupantes de cargo público, incluindo aí os servidores em estágio probatório, dos direitos estabelecidos em vários incisos do artigo 7º da Constituição Federal” (fl. 284). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP Municipal 02/1992, mas sim de análise de violação a dispositivo constitucional” (fl. 283). Aduz que “a ausência de contagem do estágio probatório para todos os fins de direito, inclusive para progressão de carreira, afronta ao § 3º do artigo 39 da Constituição Federal que estabelece a aplicação, a todos os servidores ocupantes de cargo público, incluindo aí os servidores em estágio probatório, dos direitos estabelecidos em vários incisos do artigo 7º da Constituição Federal” (fl. 284). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1992). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO. PROGRESSÃO NA CARREIRA. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.8.2013. A suposta ofensa ao postulado constitucional somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 820.238-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.10.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1992). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO. PROGRESSÃO NA CARREIRA. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.8.2013. A suposta ofensa ao postulado constitucional somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 820.238-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.10.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 879274 AGR / SP PROGRESSÃO DE CARREIRA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CF. INADMISSIBILIDADE. 1. A progressão de carreira de servidor público municipal, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: AI 441.711-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25/11/2013 e ARE 693.518-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 18/9/2012. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário” (ARE 738.975-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18.3.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 850.073-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.2.2015). 3. Este Supremo Tribunal decidiu que a alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. XXXV e LIV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar municipal n. 2/1992), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SENTENÇA ULTRA PETITA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP PROGRESSÃO DE CARREIRA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CF. INADMISSIBILIDADE. 1. A progressão de carreira de servidor público municipal, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: AI 441.711-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25/11/2013 e ARE 693.518-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 18/9/2012. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário” (ARE 738.975-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18.3.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 850.073-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.2.2015). 3. Este Supremo Tribunal decidiu que a alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. XXXV e LIV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar municipal n. 2/1992), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SENTENÇA ULTRA PETITA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 879274 AGR / SP ora em debate, referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 812.134-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 5.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. (...) ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 603.357-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.3.2010). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP ora em debate, referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 812.134-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 5.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. (...) ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 603.357-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.3.2010). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CÉLIA PACITO ADV.(A/S) : PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534547 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CÉLIA PACITO ADV.(A/S) : PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534547 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617277
2015-05-19T00:00:00
2015-06-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur307241
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, PROGRESSÃO FUNCIONAL) ARE 738975 AgR (1ªT), ARE 820238 AgR (1ªT), ARE 850073 AgR (2ªT). (OFENSA REFLEXA) RE 603357 AgR (1ªT), ARE 812134 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 19/06/2015, MAD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
879274
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00054\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LCP-000002 ANO-1992\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 879274 AgR
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AGTE.(S) : CÉLIA PACITO ADV.(A/S) : PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CÉLIA PACITO ADV.(A/S) :PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588028. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CÉLIA PACITO ADV.(A/S) :PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.4.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Célia Pacito contra julgado do Colégio Recursal de Presidente Venceslau/SP, o qual manteve a contagem do período de estágio probatório de servidora municipal conforme disposto em legislação municipal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal exigiria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1992). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO. PROGRESSÃO NA CARREIRA. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CÉLIA PACITO ADV.(A/S) :PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.4.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Célia Pacito contra julgado do Colégio Recursal de Presidente Venceslau/SP, o qual manteve a contagem do período de estágio probatório de servidora municipal conforme disposto em legislação municipal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal exigiria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1992). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO. PROGRESSÃO NA CARREIRA. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 879274 AGR / SP RECORRIDO PUBLICADO EM 26.8.2013. A suposta ofensa ao postulado constitucional somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.’ Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE 820.238-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.10.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO DE CARREIRA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA Constituição Federal de 1988. INADMISSIBILIDADE. 1. A progressão de carreira de servidor público municipal, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: AI 441.711-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25/11/2013 e ARE 693.518-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 18/9/2012. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário’ (ARE 738.975-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, De 18.3.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 850.073-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.2.2015). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP RECORRIDO PUBLICADO EM 26.8.2013. A suposta ofensa ao postulado constitucional somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.’ Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE 820.238-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.10.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO DE CARREIRA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA Constituição Federal de 1988. INADMISSIBILIDADE. 1. A progressão de carreira de servidor público municipal, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: AI 441.711-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25/11/2013 e ARE 693.518-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 18/9/2012. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário’ (ARE 738.975-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, De 18.3.2014). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 850.073-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.2.2015). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 879274 AGR / SP 7. Este Supremo Tribunal decidiu que a alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. XXXV e LIV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar municipal n. 2/1992), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SENTENÇA ULTRA PETITA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia ora em debate, referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 812.134-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 5.2.2015, grifos nossos). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. (...) ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 603.357-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.3.2010). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 270-272). 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.4.2015, Célia Pacito interpõe, em 4.5.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta a Agravante “não se trata[r] de análise da Lei Complementar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP 7. Este Supremo Tribunal decidiu que a alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. XXXV e LIV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar municipal n. 2/1992), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SENTENÇA ULTRA PETITA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia ora em debate, referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 812.134-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 5.2.2015, grifos nossos). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. (...) ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 603.357-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.3.2010). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 270-272). 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.4.2015, Célia Pacito interpõe, em 4.5.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta a Agravante “não se trata[r] de análise da Lei Complementar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 879274 AGR / SP Municipal 02/1992, mas sim de análise de violação a dispositivo constitucional” (fl. 283). Aduz que “a ausência de contagem do estágio probatório para todos os fins de direito, inclusive para progressão de carreira, afronta ao § 3... do artigo 39 da Constituição Federal que estabelece a aplicação, a todos os servidores ocupantes de cargo público, incluindo aí os servidores em estágio probatório, dos direitos estabelecidos em vários incisos do artigo 7... da Constituição Federal” (fl. 284). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP Municipal 02/1992, mas sim de análise de violação a dispositivo constitucional” (fl. 283). Aduz que “a ausência de contagem do estágio probatório para todos os fins de direito, inclusive para progressão de carreira, afronta ao § 3... do artigo 39 da Constituição Federal que estabelece a aplicação, a todos os servidores ocupantes de cargo público, incluindo aí os servidores em estágio probatório, dos direitos estabelecidos em vários incisos do artigo 7... da Constituição Federal” (fl. 284). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1992). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO. PROGRESSÃO NA CARREIRA. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.8.2013. A suposta ofensa ao postulado constitucional somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 820.238-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.10.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1992). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO. PROGRESSÃO NA CARREIRA. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.8.2013. A suposta ofensa ao postulado constitucional somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 820.238-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.10.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 879274 AGR / SP PROGRESSÃO DE CARREIRA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA Constituição Federal de 1988. INADMISSIBILIDADE. 1. A progressão de carreira de servidor público municipal, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: AI 441.711-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25/11/2013 e ARE 693.518-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 18/9/2012. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário” (ARE 738.975-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18.3.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 850.073-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.2.2015). 3. Este Supremo Tribunal decidiu que a alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. XXXV e LIV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar municipal n. 2/1992), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SENTENÇA ULTRA PETITA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP PROGRESSÃO DE CARREIRA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA Constituição Federal de 1988. INADMISSIBILIDADE. 1. A progressão de carreira de servidor público municipal, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: AI 441.711-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25/11/2013 e ARE 693.518-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 18/9/2012. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário” (ARE 738.975-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18.3.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 850.073-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.2.2015). 3. Este Supremo Tribunal decidiu que a alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. XXXV e LIV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar municipal n. 2/1992), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SENTENÇA ULTRA PETITA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 879274 AGR / SP ora em debate, referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 812.134-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 5.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. (...) ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 603.357-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.3.2010). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Supremo Tribunal Federal ARE 879274 AGR / SP ora em debate, referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 812.134-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 5.2.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. (...) ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 603.357-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.3.2010). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CÉLIA PACITO ADV.(A/S) : PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534547 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.274 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CÉLIA PACITO ADV.(A/S) : PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534547 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 879274 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 820 . 238 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 441 . 711 - AgR", "ARE 693 . 518 - AgR", "ARE 738 . 975 - AgR", "ARE 850 . 073 - AgR", "ARE 879274 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 820 . 238 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 441 . 711 - AgR", "ARE 693 . 518 - AgR", "ARE 738 . 975 - AgR", "SÚMULA N", "ARE 850 . 073 - AgR", "ARE 879274 AGR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 812 . 134 - AgR", "Recurso Extraordinário 603 . 357 - AgR", "ARE 879274 AGR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 812", "AgR", "Recurso Extraordinário 603 . 357 - AgR", "ARE 879274 AGR / SP Municipal 02 / 1992", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 820 . 238 - AgR", "RECURSO", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 820 . 238 - AgR", "ARE 879274 AGR / SP", "SÚMULA 280 / Supremo", "AI 441 . 711 - AgR", "ARE 693 . 518 - AgR", "ARE 738 . 975 - AgR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 850 . 073 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 879274 AGR / SP", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 441 . 711 - AgR", "ARE 693 . 518 - AgR", "ARE 738 . 975 - AgR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 850 . 073 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 879274 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 812 . 134 - AgR", "Recurso Extraordinário 603 . 357 - AgR", "ARE 879274 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 812 . 134 - AgR", "Recurso Extraordinário 603 . 357 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar municipal n . 2 / 1992", "Constituição da República", "LEI MUNICIPAL 7 . 169 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar municipal n . 2 / 1992", "Constituição da República", "LEI MUNICIPAL 7 . 169 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALÍNEA C DO INC . 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XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei Complementar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 39 da Constituição Federal", "artigo 7 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 39 da Constituição Federal", "artigo 7 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar municipal n . 2 / 1992", "Constituição da República", "LEI MUNICIPAL 7 . 169 / 1996", "Medida Provisória n 2 .", "Lei Complementar municipal n", "Constituição da República", "LEI MUNICIPAL 7 . 169 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALÍNEA C DO INC . III DO ART . 102 DA Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "LEGISLAÇÃO", "art", "Lei Complementar municipal n . 2 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALÍNEA C DO INC . III DO ART . 102 DA Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , incs . XXXV e LIV , da Constituição da República", "Lei Complementar municipal n . 2 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . XXXV , XXXVI , LIV E LV", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU", "MUNICÍPIO", "DE PRESIDENTE VENCESLAU", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU", "MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PRESIDENTE VENCESLAU" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Colégio Recursal de Presidente Venceslau / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA 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"Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", ".", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÉLIA PACITO", "PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÉLIA PACITO", "PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "Célia Pacito", "CÁRMEN LÚCIA", "CÉLIA PACITO", "CÁRMEN LÚCIA", "Célia Pacito", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Célia Pacito", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Célia Pacito", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÉLIA PACITO", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "CÉLIA PACITO", "PATRÍCIA LOPES FERIANI DA SILVA", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "19", "/", "05", "/", "2015", "19 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "16", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "16", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "8", ".", "2013", "16", ".", "10", ".", "2014", "25", "/", "11", "/", "2013", "18", "/", "9", "/", "2012", "18", ".", "3", ".", "2014", "13", ".", "2", ".", 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Ementa e Acórdão 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) :FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) :HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de maio de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494305. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) :FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) :HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 437 e 438, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. 2. Da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou o recurso a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação das Leis Estaduais nº 6.174/70 e 11.713/97 e dos Decretos nº 5.613/05 e 5.965/05. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494306. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) :FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) :HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 437 e 438, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. 2. Da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou o recurso a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação das Leis Estaduais nº 6.174/70 e 11.713/97 e dos Decretos nº 5.613/05 e 5.965/05. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 870181 AGR / PR 4. Publiquem. O agravante, na minuta de folha 446 a 448, insiste na índole constitucional da controvérsia. Afirma não estar em jogo a legalidade ou constitucionalidade das Leis Estaduais nºs 11.713/97 e 16.372/09, mas a garantia da aplicação do artigo 37, inciso XIII, da Carta Federal. A Universidade Estadual de Londrina, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 452). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494306. Supremo Tribunal Federal ARE 870181 AGR / PR 4. Publiquem. O agravante, na minuta de folha 446 a 448, insiste na índole constitucional da controvérsia. Afirma não estar em jogo a legalidade ou constitucionalidade das Leis Estaduais nºs 11.713/97 e 16.372/09, mas a garantia da aplicação do artigo 37, inciso XIII, da Carta Federal. A Universidade Estadual de Londrina, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 452). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná consignou, em síntese (folhas 372 e 373): APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE COBRANÇA – SERVIDOR PÚBLICO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – UEL – PRELIMINAR DE LEGITIMIDADE DO ESTADO DO PARANÁ – REJEITADA – UEL QUE GOZA DE PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA E POSSUI AUTONOMIA ADMINISTRATIVA, FINANCEIRA E PATRIMONIAL – PERCEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE ENCARGOS ESPECIAIS – CARGO EM COMISSÃO – SIMBOLOGIA FG02 – NÃO PROCEDE – SERVIDOR ESTATUTÁRIO COM VÍNCULO DE TRABALHO DESDE 1982, NA FORMA DO ART. 19 DO ADCT QUE RECEBE FUNÇÃO GRATIFICADA – CARGO EM COMISSÃO QUE EM NADA SE CONFUNDE COM A FUNÇÃO GRATIFICADA RECEBIDA PELO APELANTE - GRATIFICAÇÃO PLEITEADA QUE NÃO ENCONTRA RESPALDO NA LEGISLAÇÃO APLICADA AOS SERVIDORES DAS IEES (INSTITUIÇÕES ESTADUAIS DE ENSINO SUPERIOR) – ART. 29 DA LEI Nº 11.713/1997, ALTERADO PELAS LEIS Nº 15.050/2006 E Nº 17.382/2012 – EQUIPARAÇÃO DAS VANTAGENS PERCEBIDAS PELOS SERVIDORES DE OUTRAS IEES – IMPOSSIBILIDADE – NORMA CONSTITUCIONAL QUE VEDA A ADMINISTRAÇÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494307. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná consignou, em síntese (folhas 372 e 373): APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE COBRANÇA – SERVIDOR PÚBLICO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – UEL – PRELIMINAR DE LEGITIMIDADE DO ESTADO DO PARANÁ – REJEITADA – UEL QUE GOZA DE PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA E POSSUI AUTONOMIA ADMINISTRATIVA, FINANCEIRA E PATRIMONIAL – PERCEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE ENCARGOS ESPECIAIS – CARGO EM COMISSÃO – SIMBOLOGIA FG02 – NÃO PROCEDE – SERVIDOR ESTATUTÁRIO COM VÍNCULO DE TRABALHO DESDE 1982, NA FORMA DO ART. 19 DO ADCT QUE RECEBE FUNÇÃO GRATIFICADA – CARGO EM COMISSÃO QUE EM NADA SE CONFUNDE COM A FUNÇÃO GRATIFICADA RECEBIDA PELO APELANTE - GRATIFICAÇÃO PLEITEADA QUE NÃO ENCONTRA RESPALDO NA LEGISLAÇÃO APLICADA AOS SERVIDORES DAS IEES (INSTITUIÇÕES ESTADUAIS DE ENSINO SUPERIOR) – ART. 29 DA LEI Nº 11.713/1997, ALTERADO PELAS LEIS Nº 15.050/2006 E Nº 17.382/2012 – EQUIPARAÇÃO DAS VANTAGENS PERCEBIDAS PELOS SERVIDORES DE OUTRAS IEES – IMPOSSIBILIDADE – NORMA CONSTITUCIONAL QUE VEDA A ADMINISTRAÇÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 870181 AGR / PR PÚBLICA DIRETA, INDIRETA, FUNDACIONAL E AUTÁRQUICA A VINCULAR OU EQUIPARAR AS ESPÉCIES REMUNERATÓRIAS DOS SERVIDORES PÚBLICOS – ART. 37, XIII, DA CF – PODER JUDICIÁRIO QUE NÃO TEM O CONDÃO DE AUMENTAR OS VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS QUANDO AUSENTE DE LEGISLAÇÃO, SOB PENA DE FERIR O PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES – SÚMULA 339, DO STF – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO IMPROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se à luz das Leis Estaduais nº 6.174/70 e 11.713/97 e dos Decretos nº 5.613/05 e 5.965/05. Nesse sentido, a análise de lei local não viabiliza, conforme sedimentado na jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesses que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494307. Supremo Tribunal Federal ARE 870181 AGR / PR PÚBLICA DIRETA, INDIRETA, FUNDACIONAL E AUTÁRQUICA A VINCULAR OU EQUIPARAR AS ESPÉCIES REMUNERATÓRIAS DOS SERVIDORES PÚBLICOS – ART. 37, XIII, DA CF – PODER JUDICIÁRIO QUE NÃO TEM O CONDÃO DE AUMENTAR OS VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS QUANDO AUSENTE DE LEGISLAÇÃO, SOB PENA DE FERIR O PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES – SÚMULA 339, DO STF – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO IMPROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se à luz das Leis Estaduais nº 6.174/70 e 11.713/97 e dos Decretos nº 5.613/05 e 5.965/05. Nesse sentido, a análise de lei local não viabiliza, conforme sedimentado na jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesses que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) : FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) : HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480352 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) : FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) : HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480352 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8544314
2015-05-05T00:00:00
2015-05-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 5.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República.
sjur305789
Número de páginas: 6. Análise: 08/06/2015, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
870181
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-EST LEI-006174 ANO-1970\n LEI ORDINÁRIA, PR\n\n", "LEG-EST LEI-011713 ANO-1997\n LEI ORDINÁRIA, PR\n\n", "LEG-EST DEC-005613 ANO-2005\n DECRETO, PR\n\n", "LEG-EST DEC-005965 ANO-2005\n DECRETO, PR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 870181 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) : FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) : HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) :FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) :HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de maio de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494305. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) :FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) :HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 437 e 438, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. 2. Da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou o recurso a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação das Leis Estaduais n 6.174/70 e 11.713/97 e dos Decretos n 5.613/05 e 5.965/05. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494306. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) :FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) :HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 437 e 438, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. 2. Da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou o recurso a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação das Leis Estaduais n 6.174/70 e 11.713/97 e dos Decretos n 5.613/05 e 5.965/05. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 870181 AGR / PR 4. Publiquem. O agravante, na minuta de folha 446 a 448, insiste na índole constitucional da controvérsia. Afirma não estar em jogo a legalidade ou constitucionalidade das Leis Estaduais ns 11.713/97 e 16.372/09, mas a garantia da aplicação do artigo 37, inciso XIII, da Carta Federal. A Universidade Estadual de Londrina, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 452). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494306. Supremo Tribunal Federal ARE 870181 AGR / PR 4. Publiquem. O agravante, na minuta de folha 446 a 448, insiste na índole constitucional da controvérsia. Afirma não estar em jogo a legalidade ou constitucionalidade das Leis Estaduais ns 11.713/97 e 16.372/09, mas a garantia da aplicação do artigo 37, inciso XIII, da Carta Federal. A Universidade Estadual de Londrina, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 452). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná consignou, em síntese (folhas 372 e 373): APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE COBRANÇA – SERVIDOR PÚBLICO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – UEL – PRELIMINAR DE LEGITIMIDADE DO ESTADO DO PARANÁ – REJEITADA – UEL QUE GOZA DE PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA E POSSUI AUTONOMIA ADMINISTRATIVA, FINANCEIRA E PATRIMONIAL – PERCEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE ENCARGOS ESPECIAIS – CARGO EM COMISSÃO – SIMBOLOGIA FG02 – NÃO PROCEDE – SERVIDOR ESTATUTÁRIO COM VÍNCULO DE TRABALHO DESDE 1982, NA FORMA DO ART. 19 DO ADCT QUE RECEBE FUNÇÃO GRATIFICADA – CARGO EM COMISSÃO QUE EM NADA SE CONFUNDE COM A FUNÇÃO GRATIFICADA RECEBIDA PELO APELANTE - GRATIFICAÇÃO PLEITEADA QUE NÃO ENCONTRA RESPALDO NA LEGISLAÇÃO APLICADA AOS SERVIDORES DAS IEES (INSTITUIÇÕES ESTADUAIS DE ENSINO SUPERIOR) – ART. 29 DA LEI n 11.713/1997, ALTERADO PELAS LEIS n 15.050/2006 E n 17.382/2012 – EQUIPARAÇÃO DAS VANTAGENS PERCEBIDAS PELOS SERVIDORES DE OUTRAS IEES – IMPOSSIBILIDADE – NORMA CONSTITUCIONAL QUE VEDA A ADMINISTRAÇÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494307. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná consignou, em síntese (folhas 372 e 373): APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE COBRANÇA – SERVIDOR PÚBLICO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – UEL – PRELIMINAR DE LEGITIMIDADE DO ESTADO DO PARANÁ – REJEITADA – UEL QUE GOZA DE PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA E POSSUI AUTONOMIA ADMINISTRATIVA, FINANCEIRA E PATRIMONIAL – PERCEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE ENCARGOS ESPECIAIS – CARGO EM COMISSÃO – SIMBOLOGIA FG02 – NÃO PROCEDE – SERVIDOR ESTATUTÁRIO COM VÍNCULO DE TRABALHO DESDE 1982, NA FORMA DO ART. 19 DO ADCT QUE RECEBE FUNÇÃO GRATIFICADA – CARGO EM COMISSÃO QUE EM NADA SE CONFUNDE COM A FUNÇÃO GRATIFICADA RECEBIDA PELO APELANTE - GRATIFICAÇÃO PLEITEADA QUE NÃO ENCONTRA RESPALDO NA LEGISLAÇÃO APLICADA AOS SERVIDORES DAS IEES (INSTITUIÇÕES ESTADUAIS DE ENSINO SUPERIOR) – ART. 29 DA LEI n 11.713/1997, ALTERADO PELAS LEIS n 15.050/2006 E n 17.382/2012 – EQUIPARAÇÃO DAS VANTAGENS PERCEBIDAS PELOS SERVIDORES DE OUTRAS IEES – IMPOSSIBILIDADE – NORMA CONSTITUCIONAL QUE VEDA A ADMINISTRAÇÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 870181 AGR / PR PÚBLICA DIRETA, INDIRETA, FUNDACIONAL E AUTÁRQUICA A VINCULAR OU EQUIPARAR AS ESPÉCIES REMUNERATÓRIAS DOS SERVIDORES PÚBLICOS – ART. 37, XIII, DA Constituição Federal de 1988 – PODER JUDICIÁRIO QUE NÃO TEM O CONDÃO DE AUMENTAR OS VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS QUANDO AUSENTE DE LEGISLAÇÃO, SOB PENA DE FERIR O PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES – SÚMULA 339, DO Supremo Tribunal Federal – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO IMPROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se à luz das Leis Estaduais n 6.174/70 e 11.713/97 e dos Decretos n 5.613/05 e 5.965/05. Nesse sentido, a análise de lei local não viabiliza, conforme sedimentado na jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesses que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494307. Supremo Tribunal Federal ARE 870181 AGR / PR PÚBLICA DIRETA, INDIRETA, FUNDACIONAL E AUTÁRQUICA A VINCULAR OU EQUIPARAR AS ESPÉCIES REMUNERATÓRIAS DOS SERVIDORES PÚBLICOS – ART. 37, XIII, DA Constituição Federal de 1988 – PODER JUDICIÁRIO QUE NÃO TEM O CONDÃO DE AUMENTAR OS VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS QUANDO AUSENTE DE LEGISLAÇÃO, SOB PENA DE FERIR O PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES – SÚMULA 339, DO Supremo Tribunal Federal – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO IMPROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se à luz das Leis Estaduais n 6.174/70 e 11.713/97 e dos Decretos n 5.613/05 e 5.965/05. Nesse sentido, a análise de lei local não viabiliza, conforme sedimentado na jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesses que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8494307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) : FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) : HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480352 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.181 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SEBASTIÃO RODRIGUES ADV.(A/S) : FELLIPE CIANCA FORTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA ADV.(A/S) : HAMILTON ANTONIO DE MELO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 5.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8480352 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Verbete n 280 da Súmula", "ARE 870181 AGR / PR", "ARE 870181 AGR / PR", "ARE 870181 AGR", "SÚMULA 339 , DO Supremo Tribunal", "ARE 870181", "SÚMULA 339 , DO Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "inciso III do artigo 102 da Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais n 6 . 174 / 70", "11", ".", "713", "/", "97", "Decretos n 5 . 613 / 05", "5", ".", "965", "/", "05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais n 6 . 174 / 70", "11", ".", "713", "/", "97", "Decretos n 5 . 613 / 05", "5", ".", "965", "/", "05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais ns 11 . 713 / 97", "16", ".", "372", "/", "09", "artigo 37 , inciso XIII , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais ns 11 . 713 / 97", "16", ".", "372", "/", "09", "artigo 37 , inciso XIII , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 29 DA LEI n 11 . 713 / 1997", "LEIS n 15 . 050 / 2006", "n 17 . 382 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 19 DO ADCT", "ART . 29 DA LEI n 11 . 713 / 1997", "LEIS n 15 . 050 / 2006", "n 17 . 382 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , XIII , DA Constituição Federal de 1988", "Leis Estaduais n 6 . 174 / 70", "11", ".", "713", "/", "97", "Decretos n 5 . 613 / 05", "5", ".", "965", "/", "05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , XIII , DA", "Constituição Federal de 1988", "Leis Estaduais n 6 . 174 / 70", "11", ".", "713", "/", "97", "Decretos n 5 . 613 / 05", "5", ".", "965", "/", "05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Universidade Estadual de Londrina", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Universidade Estadual de Londrina", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA", "UEL", "UEL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA", "UEL", "UEL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIÃO RODRIGUES", "FELLIPE CIANCA FORTES", "HAMILTON ANTONIO DE MELO", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIÃO RODRIGUES", "FELLIPE CIANCA FORTES", "HAMILTON ANTONIO DE MELO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIÃO RODRIGUES", "FELLIPE CIANCA FORTES", "HAMILTON ANTONIO DE MELO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIÃO RODRIGUES", "FELLIPE CIANCA FORTES", "HAMILTON", "ANTONIO DE MELO", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "SEBASTIÃO RODRIGUES", "FELLIPE CIANCA FORTES", "HAMILTON ANTONIO DE MELO", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "05", "/", "2015", "5 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "1982", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "1982", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "5", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.974 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :E T H AGDO.(A/S) :E E T H PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito à vida e à saúde. Procedimento cirúrgico de urgência. Obrigação solidária de todos os entes da Federação. Art. 196 da Constituição. Precedentes. 3. Divergir do entendimento do Tribunal de origem acerca da procedência do pedido para que o Estado do Rio Grande do Sul forneça transporte aéreo e estada à paciente para realização de procedimento cirúrgico de urgência, bem como custeie 20% de tratamento, em razão de seu plano de saúde não cobrir todas as despesas, demandaria análise da moldura fática delineada nos autos. Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513422. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 839974 AGR / RS Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513422. Supremo Tribunal Federal ARE 839974 AGR / RS Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.974 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : E T H AGDO.(A/S) : E E T H PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454392 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.974 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : E T H AGDO.(A/S) : E E T H PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454392 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8531452
2015-05-05T00:00:00
2015-05-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito à vida e à saúde. Procedimento cirúrgico de urgência. Obrigação solidária de todos os entes da Federação. Art. 196 da Constituição. Precedentes. 3. Divergir do entendimento do Tribunal de origem acerca da procedência do pedido para que o Estado do Rio Grande do Sul forneça transporte aéreo e estada à paciente para realização de procedimento cirúrgico de urgência, bem como custeie 20% de tratamento, em razão de seu plano de saúde não cobrir todas as despesas, demandaria análise da moldura fática delineada nos autos. Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur305662
Número de páginas: 3. Análise: 01/06/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
839974
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00196\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 839974 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : E T H AGDO.(A/S) : E E T H PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.974 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :E T H AGDO.(A/S) :E E T H PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito à vida e à saúde. Procedimento cirúrgico de urgência. Obrigação solidária de todos os entes da Federação. Art. 196 da Constituição. Precedentes. 3. Divergir do entendimento do Tribunal de origem acerca da procedência do pedido para que o Estado do Rio Grande do Sul forneça transporte aéreo e estada à paciente para realização de procedimento cirúrgico de urgência, bem como custeie 20% de tratamento, em razão de seu plano de saúde não cobrir todas as despesas, demandaria análise da moldura fática delineada nos autos. Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513422. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 839974 AGR / RS Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513422. Supremo Tribunal Federal ARE 839974 AGR / RS Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.974 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : E T H AGDO.(A/S) : E E T H PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454392 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.974 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : E T H AGDO.(A/S) : E E T H PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454392 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839 . 974", "ARE 839974 AGR / RS", "ARE 839974 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "Art . 196 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Comuns do Reino Unido", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Comuns do Reino Unido", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "05", "/", "05", "/", "2015", "5 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "05", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) :PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL E M E N T A: EXTRADIÇÃO PASSIVA DE CARÁTER INSTRUTÓRIO – EXTRADITANDO ACUSADO PELA PRÁTICA DE CRIMES DE “FRAUDE AGRAVADA” – DELITOS QUE ENCONTRAM CORRESPONDÊNCIA TÍPICA NO ART. 171 (ESTELIONATO) DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO – INEXISTÊNCIA DE TRATADO DE EXTRADIÇÃO ENTRE O BRASIL E A REPÚBLICA TCHECA – NOTA DIPLOMÁTICA FORMULADA COM BASE EM PROMESSA DE RECIPROCIDADE – FUNDAMENTO JURÍDICO SUFICIENTE – OBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE – ALEGADA NULIDADE DO INTERROGATÓRIO PROCEDIDO POR JUIZ FEDERAL, MEDIANTE DELEGAÇÃO DO RELATOR DA CAUSA EXTRADICIONAL – INOCORRÊNCIA – EXTRADITANDO QUE DEMONSTROU POSSUIR CONHECIMENTO, ATIVO E PASSIVO, DA LÍNGUA PORTUGUESA – DESNECESSIDADE DE NOMEAÇÃO DE TRADUTOR PARA A REALIZAÇÃO DO ATO DE INTERROGATÓRIO – ARGUIÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO DA TIPICIDADE PENAL POR AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO DOLO DIRETO – NECESSÁRIO REEXAME APROFUNDADO DOS FATOS E DAS PROVAS SUBJACENTES À INVESTIGAÇÃO PENAL – INADMISSIBILIDADE – SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA – ATENDIMENTO, NO CASO, DOS PRESSUPOSTOS E REQUISITOS NECESSÁRIOS AO ACOLHIMENTO DO PLEITO EXTRADICIONAL – EXIGÊNCIA DE DETRAÇÃO PENAL (ART. 91, II, DA LEI Nº 6.815/80) – EXTRADIÇÃO DEFERIDA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 41 Ementa e Acórdão EXT 1334 / DF INEXISTÊNCIA DE TRATADO DE EXTRADIÇÃO E OFERECIMENTO DE PROMESSA DE RECIPROCIDADE POR PARTE DO ESTADO REQUERENTE. – A inexistência de tratado de extradição não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional, desde que o Estado requerente prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática. Doutrina. Precedentes. EXTRADIÇÃO – DUPLA TIPICIDADE E DUPLA PUNIBILIDADE. – O postulado da dupla tipicidade – por constituir requisito essencial ao atendimento do pedido de extradição – impõe que o ilícito penal atribuído ao extraditando seja juridicamente qualificado como crime tanto no Brasil quanto no Estado requerente. D elito imputado ao súdito estrangeiro que encontra, na espécie em exame, correspondência típica na legislação penal brasileira. – Não se concederá a extradição, quando se achar extinta, em decorrência de qualquer causa legal, a punibilidade do extraditando, notadamente se se verificar a consumação da prescrição penal, seja nos termos da lei brasileira, seja segundo o ordenamento positivo do Estado requerente. A satisfação da exigência concernente à dupla punibilidade constitui requisito essencial ao deferimento do pedido extradicional. Inocorrência, na espécie, de qualquer causa extintiva da punibilidade. PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF INEXISTÊNCIA DE TRATADO DE EXTRADIÇÃO E OFERECIMENTO DE PROMESSA DE RECIPROCIDADE POR PARTE DO ESTADO REQUERENTE. – A inexistência de tratado de extradição não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional, desde que o Estado requerente prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática. Doutrina. Precedentes. EXTRADIÇÃO – DUPLA TIPICIDADE E DUPLA PUNIBILIDADE. – O postulado da dupla tipicidade – por constituir requisito essencial ao atendimento do pedido de extradição – impõe que o ilícito penal atribuído ao extraditando seja juridicamente qualificado como crime tanto no Brasil quanto no Estado requerente. D elito imputado ao súdito estrangeiro que encontra, na espécie em exame, correspondência típica na legislação penal brasileira. – Não se concederá a extradição, quando se achar extinta, em decorrência de qualquer causa legal, a punibilidade do extraditando, notadamente se se verificar a consumação da prescrição penal, seja nos termos da lei brasileira, seja segundo o ordenamento positivo do Estado requerente. A satisfação da exigência concernente à dupla punibilidade constitui requisito essencial ao deferimento do pedido extradicional. Inocorrência, na espécie, de qualquer causa extintiva da punibilidade. PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 41 Ementa e Acórdão EXT 1334 / DF – A ação de extradição passiva não confere, ordinariamente, ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional apoia-se, não cabendo, ainda, a esta Corte Suprema o exame aprofundado dos fatos subjacentes à acusação penal. Precedentes. Doutrina. – O sistema de contenciosidade limitada, que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro, não permite qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução, no exterior, justificou o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal Federal. – Revelar-se-á excepcionalmente possível, no entanto, a análise, pelo Supremo Tribunal Federal, de aspectos materiais concernentes à própria substância da imputação penal, sempre que tal exame mostrar-se indispensável à solução de controvérsia pertinente (a) à ocorrência de prescrição penal, (b) à observância do princípio da dupla tipicidade ou (c) à configuração eventualmente política tanto do delito atribuído ao extraditando quanto das razões que levaram o Estado estrangeiro a requerer ao Governo brasileiro a extradição de determinada pessoa. Inocorrência, na espécie, de qualquer dessas hipóteses. DETRAÇÃO PENAL E PRISÃO CAUTELAR PARA EFEITOS EXTRADICIONAIS. – O período de duração da prisão cautelar do súdito estrangeiro no Brasil, decretada para fins extradicionais, deve ser integralmente computado na pena a ser cumprida no Estado requerente. – Essa exigência – originariamente estabelecida no Código Bustamante (art. 379), hoje fundada no Estatuto do Estrangeiro ou, quando houver, em tratado de extradição específico – objetiva impedir que a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF – A ação de extradição passiva não confere, ordinariamente, ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional apoia-se, não cabendo, ainda, a esta Corte Suprema o exame aprofundado dos fatos subjacentes à acusação penal. Precedentes. Doutrina. – O sistema de contenciosidade limitada, que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro, não permite qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução, no exterior, justificou o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal Federal. – Revelar-se-á excepcionalmente possível, no entanto, a análise, pelo Supremo Tribunal Federal, de aspectos materiais concernentes à própria substância da imputação penal, sempre que tal exame mostrar-se indispensável à solução de controvérsia pertinente (a) à ocorrência de prescrição penal, (b) à observância do princípio da dupla tipicidade ou (c) à configuração eventualmente política tanto do delito atribuído ao extraditando quanto das razões que levaram o Estado estrangeiro a requerer ao Governo brasileiro a extradição de determinada pessoa. Inocorrência, na espécie, de qualquer dessas hipóteses. DETRAÇÃO PENAL E PRISÃO CAUTELAR PARA EFEITOS EXTRADICIONAIS. – O período de duração da prisão cautelar do súdito estrangeiro no Brasil, decretada para fins extradicionais, deve ser integralmente computado na pena a ser cumprida no Estado requerente. – Essa exigência – originariamente estabelecida no Código Bustamante (art. 379), hoje fundada no Estatuto do Estrangeiro ou, quando houver, em tratado de extradição específico – objetiva impedir que a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 41 Ementa e Acórdão EXT 1334 / DF prisão cautelar no Brasil, quando decretada para fins extradicionais, culmine por prorrogar, indevidamente, o lapso temporal da pena de prisão a que estará eventualmente sujeito, no Estado requerente, o súdito estrangeiro cuja entrega foi reclamada ao Governo brasileiro. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir o pedido de extradição, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo extraditando, o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público Federal. Brasília, 26 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF prisão cautelar no Brasil, quando decretada para fins extradicionais, culmine por prorrogar, indevidamente, o lapso temporal da pena de prisão a que estará eventualmente sujeito, no Estado requerente, o súdito estrangeiro cuja entrega foi reclamada ao Governo brasileiro. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir o pedido de extradição, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo extraditando, o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público Federal. Brasília, 26 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 41 Relatório 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) :PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Governo da República Tcheca, mediante Nota Verbal (nº 1.106/2013) regularmente apresentada por sua Missão Diplomática ao Governo brasileiro (fls. 03), requer, com base em promessa de reciprocidade, a entrega extradicional, de caráter instrutório, de Petr Falta, nacional tcheco, ora submetido, naquele País, a atos de persecução penal por suposta prática de crimes de “fraude agravada” (fls. 04). Eis, em síntese, as acusações deduzidas contra o ora extraditando e reproduzidas na Nota Verbal apresentada pela Missão Diplomática do Estado requerente (fls. 04): “Petr Falta é perseguido penalmente na República Tcheca por um crime de fraude especialmente grave de acordo com o § 209 alínea 1, 5 letra a) da Lei número 40/2009 da Coleção de Leis, Código Penal (mais adiante somente ‘Código Penal’), o qual cometeu tendo ludibriado repetidamente uma quantia financeira dos prejudicados, no período do julho de 2007 até ao fim do junho de 2012, tendo prometido devolvê-la até à data combinada, porém não o fez. Não obstante ele devia saber já no tempo de tomar dinheiro emprestado de que, vista a sua situação financeira, não era capaz de cumprir os seus compromissos e devolver o montante completo dos recursos financeiros emprestados aos prejudicados. Com a sua ação causou o dano no montante total de CZK 58 556 500 aos prejudicados. A ação do citado, incluindo a respectiva qualificação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) :PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Governo da República Tcheca, mediante Nota Verbal (nº 1.106/2013) regularmente apresentada por sua Missão Diplomática ao Governo brasileiro (fls. 03), requer, com base em promessa de reciprocidade, a entrega extradicional, de caráter instrutório, de Petr Falta, nacional tcheco, ora submetido, naquele País, a atos de persecução penal por suposta prática de crimes de “fraude agravada” (fls. 04). Eis, em síntese, as acusações deduzidas contra o ora extraditando e reproduzidas na Nota Verbal apresentada pela Missão Diplomática do Estado requerente (fls. 04): “Petr Falta é perseguido penalmente na República Tcheca por um crime de fraude especialmente grave de acordo com o § 209 alínea 1, 5 letra a) da Lei número 40/2009 da Coleção de Leis, Código Penal (mais adiante somente ‘Código Penal’), o qual cometeu tendo ludibriado repetidamente uma quantia financeira dos prejudicados, no período do julho de 2007 até ao fim do junho de 2012, tendo prometido devolvê-la até à data combinada, porém não o fez. Não obstante ele devia saber já no tempo de tomar dinheiro emprestado de que, vista a sua situação financeira, não era capaz de cumprir os seus compromissos e devolver o montante completo dos recursos financeiros emprestados aos prejudicados. Com a sua ação causou o dano no montante total de CZK 58 556 500 aos prejudicados. A ação do citado, incluindo a respectiva qualificação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 41 Relatório EXT 1334 / DF jurídica, está descrita detalhadamente na ordem internacional de detenção do Tribunal Distrital em Hradec Králové do dia de 17 de outubro de 2012, referência de processo 0 Nt 869/2012 que faz parte do Anexo do presente pedido.” (grifei) Registro que, nos autos da PPE 669, a República Tcheca, pela Nota Verbal nº 980/2013 (Apenso, fls. 03), requereu a decretação da prisão preventiva, para efeitos extradicionais, do súdito estrangeiro em questão. Por verificar que o pleito formulado pela República Tcheca não se achava instruído com cópia de mandado de prisão expedido por autoridade tcheca competente, determinei à Missão Diplomática do Estado requerente, em 16/10/2013, que, cumprindo a previsão inscrita no art. 82 do Estatuto do Estrangeiro, produzisse a documentação essencial à apreciação de seu pedido. Em consequência dessa determinação, o Senhor Ministro de Estado da Justiça, por meio do Aviso MJ nº 1936/2013, que instrui a presente extradição, encaminhou a esta Corte, em 04/12/2013, os documentos “justificativos e formalizadores do pedido de extradição”, a que se refere a Nota Verbal nº 980/2103 da República Tcheca (Apenso, fls. 03). Após constatar a regularidade formal do pleito de índole cautelar, decretei, em 09/12/2013 (Apenso, fls. 20/21), a prisão processual do nacional tcheco em questão, efetivada em 08/07/2014 (Apenso, fls. 37). Observo que o súdito estrangeiro já se encontrava recolhido no Presídio Cyridião Durval, em Maceió/AL, em razão de prisão preventiva decretada pelo Juízo de Direito da 17ª Vara Criminal da comarca de Maceió/AL nos autos do Processo-crime nº 000288-88.2013.8.2.0024 (uso de documento falso), em tramitação perante aquela vara judicial. Como a prisão foi efetivada no Estado de Alagoas, o eminente Senhor Presidente desta Suprema Corte, durante o período de recesso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF jurídica, está descrita detalhadamente na ordem internacional de detenção do Tribunal Distrital em Hradec Králové do dia de 17 de outubro de 2012, referência de processo 0 Nt 869/2012 que faz parte do Anexo do presente pedido.” (grifei) Registro que, nos autos da PPE 669, a República Tcheca, pela Nota Verbal nº 980/2013 (Apenso, fls. 03), requereu a decretação da prisão preventiva, para efeitos extradicionais, do súdito estrangeiro em questão. Por verificar que o pleito formulado pela República Tcheca não se achava instruído com cópia de mandado de prisão expedido por autoridade tcheca competente, determinei à Missão Diplomática do Estado requerente, em 16/10/2013, que, cumprindo a previsão inscrita no art. 82 do Estatuto do Estrangeiro, produzisse a documentação essencial à apreciação de seu pedido. Em consequência dessa determinação, o Senhor Ministro de Estado da Justiça, por meio do Aviso MJ nº 1936/2013, que instrui a presente extradição, encaminhou a esta Corte, em 04/12/2013, os documentos “justificativos e formalizadores do pedido de extradição”, a que se refere a Nota Verbal nº 980/2103 da República Tcheca (Apenso, fls. 03). Após constatar a regularidade formal do pleito de índole cautelar, decretei, em 09/12/2013 (Apenso, fls. 20/21), a prisão processual do nacional tcheco em questão, efetivada em 08/07/2014 (Apenso, fls. 37). Observo que o súdito estrangeiro já se encontrava recolhido no Presídio Cyridião Durval, em Maceió/AL, em razão de prisão preventiva decretada pelo Juízo de Direito da 17ª Vara Criminal da comarca de Maceió/AL nos autos do Processo-crime nº 000288-88.2013.8.2.0024 (uso de documento falso), em tramitação perante aquela vara judicial. Como a prisão foi efetivada no Estado de Alagoas, o eminente Senhor Presidente desta Suprema Corte, durante o período de recesso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 41 Relatório EXT 1334 / DF forense (09/07/2014), delegou competência a Juiz Federal daquela Seção Judiciária para a realização do interrogatório do ora extraditando (fls. 271), que ocorreu no dia 1º/09/2014 (fls. 323/327 e 334/350), havendo sido assistido, em referido ato, por Advogado regularmente constituído pelo próprio súdito estrangeiro em questão (fls. 323). Em 17/09/2014, determinei à Secretaria Judiciária desta Corte que procedesse à notificação do ilustre Advogado constituído pelo ora extraditando, para que oferecesse, no prazo de dez (10) dias, a pertinente defesa escrita, nos termos do art. 210 do RISTF. Observo que, não obstante regularmente intimado (DJe nº 182, do dia 19/09/2014), o ilustre Advogado constituído, “apud acta”, pelo ora extraditando deixou de impugnar o pedido extradicional (RISTF , art. 210), motivo pelo qual o Senhor Petr Falta foi intimado para que constituísse, querendo, novo mandatário judicial. Uma vez que o Senhor Petr Falta deixou transcorrer, “in albis”, o prazo que lhe foi concedido para regularizar sua representação processual, encaminhei os autos ao eminente Senhor Defensor Público-Geral Federal, em ordem a propiciar ao súdito estrangeiro em causa a possibilidade de exercer defesa técnica neste processo de extradição (RISTF, art. 210, “caput”, e respectivo § 1º). O extraditando, por intermédio de Defensor Público Federal que lhe foi designado, ofereceu defesa, sustentando, em síntese, o que se segue (fls. 374/376): “Pois bem, inicialmente impende salientar que não existe Tratado de extradição celebrado entre o Brasil e a República Tcheca, não se afigurando suficiente para atender ao disposto no artigo 76 da Lei 6.815/1980 a afirmação genérica lançada pelo Estado requerente nos termos seguintes (EXT – f. 05 – …): 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF forense (09/07/2014), delegou competência a Juiz Federal daquela Seção Judiciária para a realização do interrogatório do ora extraditando (fls. 271), que ocorreu no dia 1º/09/2014 (fls. 323/327 e 334/350), havendo sido assistido, em referido ato, por Advogado regularmente constituído pelo próprio súdito estrangeiro em questão (fls. 323). Em 17/09/2014, determinei à Secretaria Judiciária desta Corte que procedesse à notificação do ilustre Advogado constituído pelo ora extraditando, para que oferecesse, no prazo de dez (10) dias, a pertinente defesa escrita, nos termos do art. 210 do RISTF. Observo que, não obstante regularmente intimado (DJe nº 182, do dia 19/09/2014), o ilustre Advogado constituído, “apud acta”, pelo ora extraditando deixou de impugnar o pedido extradicional (RISTF , art. 210), motivo pelo qual o Senhor Petr Falta foi intimado para que constituísse, querendo, novo mandatário judicial. Uma vez que o Senhor Petr Falta deixou transcorrer, “in albis”, o prazo que lhe foi concedido para regularizar sua representação processual, encaminhei os autos ao eminente Senhor Defensor Público-Geral Federal, em ordem a propiciar ao súdito estrangeiro em causa a possibilidade de exercer defesa técnica neste processo de extradição (RISTF, art. 210, “caput”, e respectivo § 1º). O extraditando, por intermédio de Defensor Público Federal que lhe foi designado, ofereceu defesa, sustentando, em síntese, o que se segue (fls. 374/376): “Pois bem, inicialmente impende salientar que não existe Tratado de extradição celebrado entre o Brasil e a República Tcheca, não se afigurando suficiente para atender ao disposto no artigo 76 da Lei 6.815/1980 a afirmação genérica lançada pelo Estado requerente nos termos seguintes (EXT – f. 05 – …): 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 41 Relatório EXT 1334 / DF ‘O Ministério da Justiça da República Tcheca, apesar de estar ciente da inexistência do acordo contratual entre a República Federativa do Brasil e a República Tcheca em matéria de extradição das pessoas para a persecução penal ou execução penal ou execução da pena, ACREDITA na POSSIBILIDADE da reciprocidade e procedimento comum ao combater fatos criminais e infligir penas justas. O Ministério da Justiça da República Tcheca se refere a uma boa cooperação mútua na realização dos pedidos precedentes da República Tcheca da extradição de autores de fatos criminais.’ Como se vê, o GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA não prometeu ao Brasil a reciprocidade. O que se tem é uma vaga afirmação de que o Ministério da Justiça daquele país acredita (apenas acredita) na possibilidade (uma mera possibilidade) de reciprocidade. Ora, a lacônica afirmação do Ministério da Justiça de que (apenas) acredita na (mera) possibilidade de reciprocidade parece algo substancialmente diferente de uma PROMESSA de reciprocidade por parte do Governo do Estado requerente, requisito esse exigido no artigo 76 da Lei 6.815/1980 (‘A extradição poderá ser concedida quando o governo requerente se fundamentar em tratado, ou quando prometer ao Brasil a reciprocidade’ – …). De outro giro, sob a ótica da defesa técnica, o interrogatório não se traduziu em verdadeiro instrumento de autodefesa para o Extraditando, uma vez que ele demonstrou que mal compreendia o idioma nacional, bem como que não dispunha do vocabulário e da fluência necessários para responder às indagações que, durante esse ato processual, foram formuladas pela Magistrada Federal, pelo membro do Ministério Público Federal ou pelo Advogado que ele havia constituído para a sua defesa. …................................................................................................... Registre-se que o Advogado que o Senhor PETR FALTA constituíra, oportunamente, advertiu à Juíza Federal presidente do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF ‘O Ministério da Justiça da República Tcheca, apesar de estar ciente da inexistência do acordo contratual entre a República Federativa do Brasil e a República Tcheca em matéria de extradição das pessoas para a persecução penal ou execução penal ou execução da pena, ACREDITA na POSSIBILIDADE da reciprocidade e procedimento comum ao combater fatos criminais e infligir penas justas. O Ministério da Justiça da República Tcheca se refere a uma boa cooperação mútua na realização dos pedidos precedentes da República Tcheca da extradição de autores de fatos criminais.’ Como se vê, o GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA não prometeu ao Brasil a reciprocidade. O que se tem é uma vaga afirmação de que o Ministério da Justiça daquele país acredita (apenas acredita) na possibilidade (uma mera possibilidade) de reciprocidade. Ora, a lacônica afirmação do Ministério da Justiça de que (apenas) acredita na (mera) possibilidade de reciprocidade parece algo substancialmente diferente de uma PROMESSA de reciprocidade por parte do Governo do Estado requerente, requisito esse exigido no artigo 76 da Lei 6.815/1980 (‘A extradição poderá ser concedida quando o governo requerente se fundamentar em tratado, ou quando prometer ao Brasil a reciprocidade’ – …). De outro giro, sob a ótica da defesa técnica, o interrogatório não se traduziu em verdadeiro instrumento de autodefesa para o Extraditando, uma vez que ele demonstrou que mal compreendia o idioma nacional, bem como que não dispunha do vocabulário e da fluência necessários para responder às indagações que, durante esse ato processual, foram formuladas pela Magistrada Federal, pelo membro do Ministério Público Federal ou pelo Advogado que ele havia constituído para a sua defesa. …................................................................................................... Registre-se que o Advogado que o Senhor PETR FALTA constituíra, oportunamente, advertiu à Juíza Federal presidente do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 41 Relatório EXT 1334 / DF ato de interrogatório sobre a dificuldade do Extraditando com o idioma pátrio (EXT – f. 337). Essa dificuldade do Extraditando de comunicar-se em língua portuguesa é agravada pelo fato de a Juíza Federal haver indeferido a juntada (e mesmo a exibição) de um documento que o Senhor PETR FALTA solicitou que fosse apresentado pelo Advogado (conforme registrado às fls. 340 a 342 – EXT). Agora que o Advogado não está mais atuando no caso, a juntada de tal documento não foi realizada, de modo a estar recrudescido o risco à real utilidade do interrogatório realizado no presente feito. …................................................................................................... Noutro prisma, ao teor da narrativa apresentada pelo GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA tem-se que os fatos que motivam a persecução penal em face do extraditando naquele país são, em síntese, os seguintes (EXT – f. 04 – …): …................................................................................................... Ao que se depreende dessa narrativa, tem-se que o Estado requerente pretende punir com prisão o Extraditando em razão de ele haver tomado empréstimos que não conseguiu saldar no tempo aprazado. No ordenamento jurídico brasileiro, essa pretensão encontra óbice no artigo 5º, inciso LXVII, da Constituição (‘não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel!’), bem como é vedada pelo artigo 7º, item 7, do Pacto de São José da Costa Rica (‘Ninguém deve ser detido por dívidas. Este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar’). No Brasil, tomar dinheiro emprestado e não conseguir quitar o empréstimo é um ato ilícito na esfera civil, mas não na órbita penal. Não se trata, pois, de crime. Desse modo, o pedido de extradição em tela é vedado pela norma prevista no artigo 77, inciso II, da Lei 6.815/1980 (‘Art. 77. Não se concederá a extradição quando: (…) II – o fato que motivar o pedido não for considerado crime no Brasil ou no Estado requerente’).” (grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF ato de interrogatório sobre a dificuldade do Extraditando com o idioma pátrio (EXT – f. 337). Essa dificuldade do Extraditando de comunicar-se em língua portuguesa é agravada pelo fato de a Juíza Federal haver indeferido a juntada (e mesmo a exibição) de um documento que o Senhor PETR FALTA solicitou que fosse apresentado pelo Advogado (conforme registrado às fls. 340 a 342 – EXT). Agora que o Advogado não está mais atuando no caso, a juntada de tal documento não foi realizada, de modo a estar recrudescido o risco à real utilidade do interrogatório realizado no presente feito. …................................................................................................... Noutro prisma, ao teor da narrativa apresentada pelo GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA tem-se que os fatos que motivam a persecução penal em face do extraditando naquele país são, em síntese, os seguintes (EXT – f. 04 – …): …................................................................................................... Ao que se depreende dessa narrativa, tem-se que o Estado requerente pretende punir com prisão o Extraditando em razão de ele haver tomado empréstimos que não conseguiu saldar no tempo aprazado. No ordenamento jurídico brasileiro, essa pretensão encontra óbice no artigo 5º, inciso LXVII, da Constituição (‘não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel!’), bem como é vedada pelo artigo 7º, item 7, do Pacto de São José da Costa Rica (‘Ninguém deve ser detido por dívidas. Este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar’). No Brasil, tomar dinheiro emprestado e não conseguir quitar o empréstimo é um ato ilícito na esfera civil, mas não na órbita penal. Não se trata, pois, de crime. Desse modo, o pedido de extradição em tela é vedado pela norma prevista no artigo 77, inciso II, da Lei 6.815/1980 (‘Art. 77. Não se concederá a extradição quando: (…) II – o fato que motivar o pedido não for considerado crime no Brasil ou no Estado requerente’).” (grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 41 Relatório EXT 1334 / DF O Ministério Público Federal, por sua vez, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, ao opinar pelo deferimento do pedido extradicional, assim resumiu e apreciou a presente causa (fls. 382/391): “1. Trata-se de pedido de extradição instrutória formulado pelo Governo da República Tcheca, conforme a Nota Verbal nº 1106/2013 (fl. 03). 2. O extraditando Petr Falta é investigado pela suposta prática do crime de fraude agravada, tipificado no art. 209, alínea 1, 5, letra ‘a’ do Código Penal da República Tcheca: ‘Quem obtiver enriquecimento para si ou para terceiro induzindo alguém em erro, aproveitando o erro de alguém ou ocultando factos relevantes, causando, desta forma, prejuízo patrimonial relevante, é punido com pena de prisão até 2 anos, de proibição de exercício de actividade ou de apreenção de objeto ou outro ativo. (5) O agente será punido com pena de 5 a 10 anos de prisão; a) quando causar, pelo acto referido no ponto 1, danos em grande escala’. 3. Consta que contra ele foi expedida ordem de prisão preventiva, datada de 17.10.2012, e firmada pelo Tribunal Distrital em Hradec Králové (fls. 20/30). 4. Em 9 de dezembro de 2013 foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva para fins de extradição (fl. 13/17 da PPE nº 699), cumprida em 08.07.2014, encontrando-se o extraditando recolhido ao Presídio Cyridião Durval, em Maceió/AL (fl. 37 da PPE). O extraditando já estava detido pelo crime de uso de documento falso, cometido no Brasil, e pelo qual foi denunciado perante a 17ª Vara Criminal de Maceió/AL (Processo nº 000288- -88.2013.8.2.0024). 5. O extraditando, ao ser interrogado, alegou que chegou ao Brasil em 03.07.2012, tem esposa e filho na República Tcheca e tem ciência de que cometeu crime em seu país de origem (334/350). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF O Ministério Público Federal, por sua vez, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, ao opinar pelo deferimento do pedido extradicional, assim resumiu e apreciou a presente causa (fls. 382/391): “1. Trata-se de pedido de extradição instrutória formulado pelo Governo da República Tcheca, conforme a Nota Verbal nº 1106/2013 (fl. 03). 2. O extraditando Petr Falta é investigado pela suposta prática do crime de fraude agravada, tipificado no art. 209, alínea 1, 5, letra ‘a’ do Código Penal da República Tcheca: ‘Quem obtiver enriquecimento para si ou para terceiro induzindo alguém em erro, aproveitando o erro de alguém ou ocultando factos relevantes, causando, desta forma, prejuízo patrimonial relevante, é punido com pena de prisão até 2 anos, de proibição de exercício de actividade ou de apreenção de objeto ou outro ativo. (5) O agente será punido com pena de 5 a 10 anos de prisão; a) quando causar, pelo acto referido no ponto 1, danos em grande escala’. 3. Consta que contra ele foi expedida ordem de prisão preventiva, datada de 17.10.2012, e firmada pelo Tribunal Distrital em Hradec Králové (fls. 20/30). 4. Em 9 de dezembro de 2013 foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva para fins de extradição (fl. 13/17 da PPE nº 699), cumprida em 08.07.2014, encontrando-se o extraditando recolhido ao Presídio Cyridião Durval, em Maceió/AL (fl. 37 da PPE). O extraditando já estava detido pelo crime de uso de documento falso, cometido no Brasil, e pelo qual foi denunciado perante a 17ª Vara Criminal de Maceió/AL (Processo nº 000288- -88.2013.8.2.0024). 5. O extraditando, ao ser interrogado, alegou que chegou ao Brasil em 03.07.2012, tem esposa e filho na República Tcheca e tem ciência de que cometeu crime em seu país de origem (334/350). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 41 Relatório EXT 1334 / DF 6. A defesa, a cargo da Defensoria Pública, questiona a promessa de reciprocidade e a validade do interrogatório, pois o extraditando mal compreende o idioma nacional e foi interrogado sem tradutor. Alega que os fatos imputados ao extraditando não constituem crime no Brasil. Pede o indeferimento do pedido. 7. A inexistência de tratado bilateral de extradição entre o Brasil e a República Tcheca é suprida pela promessa de reciprocidade constante da nota verbal transmitida pela Embaixada do país requerente (fl. 3/5). A redação da nota verbal, apesar de questionada pela defesa, não deixa dúvida de que foi ofertada a reciprocidade. 8. Não há crime político e a Justiça estrangeira é competente para a investigação dos fatos. 9. O fato de o extraditando não ser fluente em português não chegou a comprometer a validade do interrogatório, ficando claro que ele tem pleno conhecimento dos fatos. 10. O pedido de extradição instrutória contém indicações sobre local, data, natureza e circunstâncias dos fatos imputados ao extraditando. O pedido está instruído com o mandado de prisão do juiz estrangeiro, que narra suficientemente os fatos atribuídos ao extraditando. Também constam os textos da lei penal estrangeira sobre o crime, a pena e sua prescrição (fls. 20/30). 11. Os documentos apresentados pela autoridade estrangeira narram que, por fatos ocorridos entre julho de 2007 e junho de 2012, o extraditando é acusado de ser (…) responsável pelo crime de fraude agravada, por ter repetidas vezes tomado empréstimos a várias pessoas, a todas iludindo com a promessa de valorização do investimento, supostamente destinado à compra de imóveis e à fabricação de aberturas de madeira. Eis a síntese dos fatos: ‘1. No início de Julho de 2007, em data não apurada, no lugar de Novy Hrádek, distrito de Náchod, levou a que o lesado Bohumil Bares, nasc. 12/06/1957, residente em Novy Hrádek 303, lhe emprestasse dinheiro no valor de 250.000 coroas checas sob o pretexto de dificuldades financeiras, a fim de pagar as prestações do crédito bancário nº 51-3093011107/0100 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF 6. A defesa, a cargo da Defensoria Pública, questiona a promessa de reciprocidade e a validade do interrogatório, pois o extraditando mal compreende o idioma nacional e foi interrogado sem tradutor. Alega que os fatos imputados ao extraditando não constituem crime no Brasil. Pede o indeferimento do pedido. 7. A inexistência de tratado bilateral de extradição entre o Brasil e a República Tcheca é suprida pela promessa de reciprocidade constante da nota verbal transmitida pela Embaixada do país requerente (fl. 3/5). A redação da nota verbal, apesar de questionada pela defesa, não deixa dúvida de que foi ofertada a reciprocidade. 8. Não há crime político e a Justiça estrangeira é competente para a investigação dos fatos. 9. O fato de o extraditando não ser fluente em português não chegou a comprometer a validade do interrogatório, ficando claro que ele tem pleno conhecimento dos fatos. 10. O pedido de extradição instrutória contém indicações sobre local, data, natureza e circunstâncias dos fatos imputados ao extraditando. O pedido está instruído com o mandado de prisão do juiz estrangeiro, que narra suficientemente os fatos atribuídos ao extraditando. Também constam os textos da lei penal estrangeira sobre o crime, a pena e sua prescrição (fls. 20/30). 11. Os documentos apresentados pela autoridade estrangeira narram que, por fatos ocorridos entre julho de 2007 e junho de 2012, o extraditando é acusado de ser (…) responsável pelo crime de fraude agravada, por ter repetidas vezes tomado empréstimos a várias pessoas, a todas iludindo com a promessa de valorização do investimento, supostamente destinado à compra de imóveis e à fabricação de aberturas de madeira. Eis a síntese dos fatos: ‘1. No início de Julho de 2007, em data não apurada, no lugar de Novy Hrádek, distrito de Náchod, levou a que o lesado Bohumil Bares, nasc. 12/06/1957, residente em Novy Hrádek 303, lhe emprestasse dinheiro no valor de 250.000 coroas checas sob o pretexto de dificuldades financeiras, a fim de pagar as prestações do crédito bancário nº 51-3093011107/0100 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 41 Relatório EXT 1334 / DF obtido junto da instituição Komercní banka, banco do qual provinham os meios financeiros avançados por Bohumil Bares. O ora processado não cumpriu o acordo, tendo direcionado a verba para seu uso pessoal causando, deste modo, ao lesado Bohumil Bares, um dano no valor mínimo de 250.000 coroas checas. Em 20 de Outubro de 2010, em Novy Hrádek, levou o lesado Bohumil Bares a emprestar uma quantia de dinheiro no valor de 2.000.000 coroas checas, verba que o lesado Bares obteve previamente por meio do Contrato de crédito nº 585/2009 celebrado com a sociedade Leasing Star, s.r.o., Teplice, NI 41324536, com sede em Krakovská 1346, Praha. Os meios referidos foram pedidos sob o pretexto de precisar de dinheiro para fabricar 300 peças de janelas duplas de madeira para o Conselho Municipal da cidade de Plzen, tendo o ora processado prometido pagar as mensalidades do crédito no valor de 39.000 coroas checas, substituindo-se ao devedor original Bohumil Bares. Tal pagamento prestacional foi interrompido no início do ano de 2012 e nunca retomado. 2. No início do verão de 2008, em data exata não apurada, em Náchod, levou o lesado Marek Stfecha, médico, nasc. 13/06/1966, residente em Duhová 265, em Náchod, emprestar-lhe dinheiro no valor de 1.000.000 de coroas checas sob o pretexto de realização de empreendimento comum no ramo de fabricação das janelas EURO. Comprometeu-se a pagar as mensalidades decorrentes do Contrato de crédito do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Stfecha. Este pagamento aconteceu apenas até Abril de 2012, sendo depois interrompido. (…) No início do verão de 2009, em data exata não apurada, em Náchod, levou o lesado Marek Stfecha, médico, a emprestar-lhe dinheiro no valor de 950.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar máquina de fabricar aglomerados a partir de aparas de madeira. (…) durante o ano 2009, em data exata não apurada, em Náchod, levou lesado Marek Stfecha, médico, a realizar empréstimo de dinheiro no valor de 700.000 coroas checas. Comprometeu-se a pagar as mensalidades decorrentes do Contrato de crédito com o banco 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF obtido junto da instituição Komercní banka, banco do qual provinham os meios financeiros avançados por Bohumil Bares. O ora processado não cumpriu o acordo, tendo direcionado a verba para seu uso pessoal causando, deste modo, ao lesado Bohumil Bares, um dano no valor mínimo de 250.000 coroas checas. Em 20 de Outubro de 2010, em Novy Hrádek, levou o lesado Bohumil Bares a emprestar uma quantia de dinheiro no valor de 2.000.000 coroas checas, verba que o lesado Bares obteve previamente por meio do Contrato de crédito nº 585/2009 celebrado com a sociedade Leasing Star, s.r.o., Teplice, NI 41324536, com sede em Krakovská 1346, Praha. Os meios referidos foram pedidos sob o pretexto de precisar de dinheiro para fabricar 300 peças de janelas duplas de madeira para o Conselho Municipal da cidade de Plzen, tendo o ora processado prometido pagar as mensalidades do crédito no valor de 39.000 coroas checas, substituindo-se ao devedor original Bohumil Bares. Tal pagamento prestacional foi interrompido no início do ano de 2012 e nunca retomado. 2. No início do verão de 2008, em data exata não apurada, em Náchod, levou o lesado Marek Stfecha, médico, nasc. 13/06/1966, residente em Duhová 265, em Náchod, emprestar-lhe dinheiro no valor de 1.000.000 de coroas checas sob o pretexto de realização de empreendimento comum no ramo de fabricação das janelas EURO. Comprometeu-se a pagar as mensalidades decorrentes do Contrato de crédito do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Stfecha. Este pagamento aconteceu apenas até Abril de 2012, sendo depois interrompido. (…) No início do verão de 2009, em data exata não apurada, em Náchod, levou o lesado Marek Stfecha, médico, a emprestar-lhe dinheiro no valor de 950.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar máquina de fabricar aglomerados a partir de aparas de madeira. (…) durante o ano 2009, em data exata não apurada, em Náchod, levou lesado Marek Stfecha, médico, a realizar empréstimo de dinheiro no valor de 700.000 coroas checas. Comprometeu-se a pagar as mensalidades decorrentes do Contrato de crédito com o banco 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 41 Relatório EXT 1334 / DF Ceská spofitelna do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Stfecha, o que aconteceu apenas até Abril de 2012. (…) no total causou ao lesado Marek Stfecha danos no valor mínimo de 1.550.000 coroas checas. 3. Durante o período compreendido entre Setembro 2009 e 25 de Fevereiro de 2011, em diversos lugares de Praga e de Náchod, levou o lesado Petr Klika, nasc. 05/11/1952, residente em Raisova 1817, Náchod, a realizar empréstimo de dinheiro em seis prestações no valor total de 3.644.000 coroas checas sob o pretexto de valorização dos meios financeiros emprestados mediante investimento na fabricação de placas de madeira. Prometeu ao lesado pagar juros no valor de 4% ao ano bem como pagar as mensalidades do crédito do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Petr Klika. No entanto, tal acordo não foi cumprido e os meios financeiros obtidos deste modo foram direcionados para seu pessoal. 4. Em 24 de Fevereiro de 2012, em Náchod, levou a lesada Stanislava Prokopová, nasc. 28/03/1963, residente a U Haly 54, Dolní Radechová, a emprestar quantia de dinheiro no valor de 250.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para investimento em construções de madeira finlandesas. Stanislava Prokopová obteve tal dinheiro através de Contrato de empréstimo com hipoteca. O ora processado prometeu reembolso do empréstimo dentro de um ano, acrescido de um rendimento de 10%, tendo cumprido apenas parcialmente e de forma irregular, durante o ano 2010, em data exata não apurada, levou a lesada Stanislava Prokopová a emprestar meios financeiros no valor total de 650.000 coroas checas, verba que Stanislava Prokopová obteve mediante Contrato de locação financeira nº 33557111 celebrado com a sociedade GE Money Auto, s.r.o. e mediante Contrato de crédito nº 0171846449 celebrado com a sociedade Ceská spofitelna, a.s. O ora processado prometeu pagar comissões mensais no valor de 5 a 8% do montante emprestado, o que fez apenas parcialmente e de forma irregular. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Ceská spofitelna do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Stfecha, o que aconteceu apenas até Abril de 2012. (…) no total causou ao lesado Marek Stfecha danos no valor mínimo de 1.550.000 coroas checas. 3. Durante o período compreendido entre Setembro 2009 e 25 de Fevereiro de 2011, em diversos lugares de Praga e de Náchod, levou o lesado Petr Klika, nasc. 05/11/1952, residente em Raisova 1817, Náchod, a realizar empréstimo de dinheiro em seis prestações no valor total de 3.644.000 coroas checas sob o pretexto de valorização dos meios financeiros emprestados mediante investimento na fabricação de placas de madeira. Prometeu ao lesado pagar juros no valor de 4% ao ano bem como pagar as mensalidades do crédito do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Petr Klika. No entanto, tal acordo não foi cumprido e os meios financeiros obtidos deste modo foram direcionados para seu pessoal. 4. Em 24 de Fevereiro de 2012, em Náchod, levou a lesada Stanislava Prokopová, nasc. 28/03/1963, residente a U Haly 54, Dolní Radechová, a emprestar quantia de dinheiro no valor de 250.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para investimento em construções de madeira finlandesas. Stanislava Prokopová obteve tal dinheiro através de Contrato de empréstimo com hipoteca. O ora processado prometeu reembolso do empréstimo dentro de um ano, acrescido de um rendimento de 10%, tendo cumprido apenas parcialmente e de forma irregular, durante o ano 2010, em data exata não apurada, levou a lesada Stanislava Prokopová a emprestar meios financeiros no valor total de 650.000 coroas checas, verba que Stanislava Prokopová obteve mediante Contrato de locação financeira nº 33557111 celebrado com a sociedade GE Money Auto, s.r.o. e mediante Contrato de crédito nº 0171846449 celebrado com a sociedade Ceská spofitelna, a.s. O ora processado prometeu pagar comissões mensais no valor de 5 a 8% do montante emprestado, o que fez apenas parcialmente e de forma irregular. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 41 Relatório EXT 1334 / DF 5. Em 2010, em data exata não apurada, em Úpice, levou o lesado Jifí Leden, nasc. 28/10/1958, residente a Jiráskova 731, Úpice, a emprestar dinheiro no valor de 1.200.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para iniciar a fabricação de janelas EURO na comuna de Kárany u Prahy. Prometeu pagar o empréstimo sob a forma de prestações regulares, o que fez mas apenas parcialmente e de forma irregular. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal e os seus atos causaram ao lesado Jifí Leden danos no valor mínimo de 840.000 coroas checas. 6. No início de 2011, em data exata não apurada, em Náchod-Jizbice, levou o lesado Petr Spacek, nasc. 24/12/1982, residente a Jizbice 44, Náchod, a fornecer empréstimo de dinheiro no valor de 1.200.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar uma linha de produção CNC para fabricar as janelas EURO. Comprometeu-se a pagar o empréstimo sob a forma de mensalidades regulares, o que fez apenas no início. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal, tendo causado ao lesado Petr Spacek danos no valor mínimo de 400.000 coroas checas, em 3 de Abril de 2012 em Náchod o ora processado levou o lesado Petr Spacek a emprestar-lhe dinheiro no valor de 1.920.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar uma floresta situada junto à fronteira eslovaca. Comprometeu-se a pagar o empréstimo até 10 de Maio de 2012, sem sucesso. 7. Em 24 de Fevereiro de 2011, em Náchod, levou o lesado Zbynék Gebrt, nasc. 04/10/1955, residente em U Haly 54, Dolní Radechová, a emprestar quantia de dinheiro no valor de 240.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para investimento em construções de madeira finlandesas. Zdenék Gebrt obteve o dado montante mediante Contrato de crédito hipotecário. Prometeu reembolso do empréstimo dentro de um ano, acrescido de valorização de 10%, o que cumpriu mas apenas parcialmente e de forma irregular. Posteriormente, durante o verão de 2011, em data exata não apurada, em Dolní 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF 5. Em 2010, em data exata não apurada, em Úpice, levou o lesado Jifí Leden, nasc. 28/10/1958, residente a Jiráskova 731, Úpice, a emprestar dinheiro no valor de 1.200.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para iniciar a fabricação de janelas EURO na comuna de Kárany u Prahy. Prometeu pagar o empréstimo sob a forma de prestações regulares, o que fez mas apenas parcialmente e de forma irregular. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal e os seus atos causaram ao lesado Jifí Leden danos no valor mínimo de 840.000 coroas checas. 6. No início de 2011, em data exata não apurada, em Náchod-Jizbice, levou o lesado Petr Spacek, nasc. 24/12/1982, residente a Jizbice 44, Náchod, a fornecer empréstimo de dinheiro no valor de 1.200.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar uma linha de produção CNC para fabricar as janelas EURO. Comprometeu-se a pagar o empréstimo sob a forma de mensalidades regulares, o que fez apenas no início. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal, tendo causado ao lesado Petr Spacek danos no valor mínimo de 400.000 coroas checas, em 3 de Abril de 2012 em Náchod o ora processado levou o lesado Petr Spacek a emprestar-lhe dinheiro no valor de 1.920.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar uma floresta situada junto à fronteira eslovaca. Comprometeu-se a pagar o empréstimo até 10 de Maio de 2012, sem sucesso. 7. Em 24 de Fevereiro de 2011, em Náchod, levou o lesado Zbynék Gebrt, nasc. 04/10/1955, residente em U Haly 54, Dolní Radechová, a emprestar quantia de dinheiro no valor de 240.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para investimento em construções de madeira finlandesas. Zdenék Gebrt obteve o dado montante mediante Contrato de crédito hipotecário. Prometeu reembolso do empréstimo dentro de um ano, acrescido de valorização de 10%, o que cumpriu mas apenas parcialmente e de forma irregular. Posteriormente, durante o verão de 2011, em data exata não apurada, em Dolní 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 41 Relatório EXT 1334 / DF Radechová levou o lesado Zbynèk Gebrt a fornecer empréstimo de dinheiro no valor de 727.000 coroas checas, verba que Zbynèk Gebrt obteve mediante Contrato de empréstimo empresarial celebrado com a sociedade Ceská spofitelna a.s.. Prometeu o reembolso do empréstimo dentro de um ano, incluindo um aumento de 10% sobre o valor emprestado, o que cumpriu apenas parcialmente e de forma irregular. 8. Durante o período compreendido entre a primavera de 2011 e 29 de Junho de 2011, em data exata não apurada, em Náchod, convenceu o lesado Alois Vejmola, médico, nasc. 03/08/1950, residente em Lhotky 7, Kramolna, a 5 ou 6 empréstimos de dinheiro no valor total de 1.940.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar madeira e sob promessa de valorização dos meios financeiros mediante investimento num empreendimento. Prometeu o reembolso do dinheiro no prazo de um mês o que não aconteceu. Pagou apenas o montante de 300.000 coroas checas. Os meios financeiros obtidos foram direcionados para seu uso pessoal tendo provocado, com os seus atos, ao lesado Alois Vejmola, danos no valor total mínimo de 1.640.000 coroas checas. 9. Em Janeiro de 2012, em data exata não apurada, em Hradec Králové, levou a lesada Marcela Rezníková, nasc. 08/07/1948, residente em Formánkova 506/3, Hradec Králové, a conceder empréstimo de dinheiro no valor de 1.800.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar florestas na região de Ostrava e na Eslováquia. A seguir, em 14 de Março de 2012, levou a lesada Marcela Rezníková a conceder-lhe empréstimo de dinheiro no valor de 500.000 coroas checas. Prometeu reembolso dos dois empréstimos o mais tardar até 13 de Abril de 2012, incluindo um aumento do montante no valor de 70.000 coroas checas o que não sucedeu nem na data acordada nem depois. Os meios financeiros assim obtidos foram direcionados para seu uso pessoal e com os seus actos causou à lesada Marcela Rezníková danos no valor total mínimo de 2.300.000 coroas checas. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Radechová levou o lesado Zbynèk Gebrt a fornecer empréstimo de dinheiro no valor de 727.000 coroas checas, verba que Zbynèk Gebrt obteve mediante Contrato de empréstimo empresarial celebrado com a sociedade Ceská spofitelna a.s.. Prometeu o reembolso do empréstimo dentro de um ano, incluindo um aumento de 10% sobre o valor emprestado, o que cumpriu apenas parcialmente e de forma irregular. 8. Durante o período compreendido entre a primavera de 2011 e 29 de Junho de 2011, em data exata não apurada, em Náchod, convenceu o lesado Alois Vejmola, médico, nasc. 03/08/1950, residente em Lhotky 7, Kramolna, a 5 ou 6 empréstimos de dinheiro no valor total de 1.940.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar madeira e sob promessa de valorização dos meios financeiros mediante investimento num empreendimento. Prometeu o reembolso do dinheiro no prazo de um mês o que não aconteceu. Pagou apenas o montante de 300.000 coroas checas. Os meios financeiros obtidos foram direcionados para seu uso pessoal tendo provocado, com os seus atos, ao lesado Alois Vejmola, danos no valor total mínimo de 1.640.000 coroas checas. 9. Em Janeiro de 2012, em data exata não apurada, em Hradec Králové, levou a lesada Marcela Rezníková, nasc. 08/07/1948, residente em Formánkova 506/3, Hradec Králové, a conceder empréstimo de dinheiro no valor de 1.800.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar florestas na região de Ostrava e na Eslováquia. A seguir, em 14 de Março de 2012, levou a lesada Marcela Rezníková a conceder-lhe empréstimo de dinheiro no valor de 500.000 coroas checas. Prometeu reembolso dos dois empréstimos o mais tardar até 13 de Abril de 2012, incluindo um aumento do montante no valor de 70.000 coroas checas o que não sucedeu nem na data acordada nem depois. Os meios financeiros assim obtidos foram direcionados para seu uso pessoal e com os seus actos causou à lesada Marcela Rezníková danos no valor total mínimo de 2.300.000 coroas checas. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 41 Relatório EXT 1334 / DF 10. No fim de Junho de 2012, em dia exato não apurado, em Hradec Králové, levou o lesado Karel Cejpa, nasc. 03/11/1942, residente em Dolní Radechová 90, Náchod, a conceder-lhe empréstimo de dinheiro no valor de 400.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar um terreno nos arredores de Bmo, com promessa de reembolso do empréstimo no prazo de um mês, com valorização de 10%, o que não sucedeu. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal e com seus actos causou ao lesado Karel Cejpa danos no valor total mínimo de 400.000 coroas checas. 11. Durante o período compreendido entre meados de 2009 e 1 de Julho de 2012 em Ceská Skalice, Náchod e outros locais, levou o lesado Radek Vejdêlek, nasc. 09/03/1978, residente em Nerudova 684, Ceská Skalice, a conceder 20 empréstimos de dinheiro prometendo valorização de 30% a 300%, reembolso dos meios financeiros no prazo de um ano e pagamento dos juros a cada dois meses, o que fez apenas parcialmente e de forma irregular. O dinheiro emprestado foi usado para seu uso pessoal e com os seus actos causou ao lesado Petr Vejdêlek danos no valor total mínimo de 2.500.000 coroas checas. Por despacho do comissário da Polícia de República Checa, Direção regional de Polícia da região de Hradec Králové, Departamento de Criminalidade económica, Serviço de Polícia criminal e de investigações de Hradec Králové, posto de serviço Náchod, datado de 20 de Setembro de 2012, com o nº de processo KRPH-69504/TC-2012-050080 o período de procedimento penal sobre o acusado foi alargado devido à existência de outros actos singulares de atividade criminosa fraudulenta continuada, cometidos contra mais nove lesados aos quais causou danos no valor de 38.649.000 coroas checas por repetidamente os levar a fornecer dinheiro que prometia devolver até certa data acordada, promessa que nunca cumpria, acrescendo que já à data da contração dos empréstimos de dinheiro em causa devia saber que, considerando a sua situação financeira, não seria capaz de 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF 10. No fim de Junho de 2012, em dia exato não apurado, em Hradec Králové, levou o lesado Karel Cejpa, nasc. 03/11/1942, residente em Dolní Radechová 90, Náchod, a conceder-lhe empréstimo de dinheiro no valor de 400.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar um terreno nos arredores de Bmo, com promessa de reembolso do empréstimo no prazo de um mês, com valorização de 10%, o que não sucedeu. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal e com seus actos causou ao lesado Karel Cejpa danos no valor total mínimo de 400.000 coroas checas. 11. Durante o período compreendido entre meados de 2009 e 1 de Julho de 2012 em Ceská Skalice, Náchod e outros locais, levou o lesado Radek Vejdêlek, nasc. 09/03/1978, residente em Nerudova 684, Ceská Skalice, a conceder 20 empréstimos de dinheiro prometendo valorização de 30% a 300%, reembolso dos meios financeiros no prazo de um ano e pagamento dos juros a cada dois meses, o que fez apenas parcialmente e de forma irregular. O dinheiro emprestado foi usado para seu uso pessoal e com os seus actos causou ao lesado Petr Vejdêlek danos no valor total mínimo de 2.500.000 coroas checas. Por despacho do comissário da Polícia de República Checa, Direção regional de Polícia da região de Hradec Králové, Departamento de Criminalidade económica, Serviço de Polícia criminal e de investigações de Hradec Králové, posto de serviço Náchod, datado de 20 de Setembro de 2012, com o nº de processo KRPH-69504/TC-2012-050080 o período de procedimento penal sobre o acusado foi alargado devido à existência de outros actos singulares de atividade criminosa fraudulenta continuada, cometidos contra mais nove lesados aos quais causou danos no valor de 38.649.000 coroas checas por repetidamente os levar a fornecer dinheiro que prometia devolver até certa data acordada, promessa que nunca cumpria, acrescendo que já à data da contração dos empréstimos de dinheiro em causa devia saber que, considerando a sua situação financeira, não seria capaz de 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 41 Relatório EXT 1334 / DF cumprir os seus compromissos e devolver às pessoas lesadas a totalidade dos meios financeiros emprestados. (…) Assim, verifica-se que o ora acusado causou danos no valor mínimo de 38.649.000 coroas checas. No total, até agora, 58.556.500 coroas checas.’ 12. Está comprovada a competência da Justiça tcheca (os fatos ocorreram na República Tcheca, de onde é nacional o extraditando) e a dupla incriminação, pois os fatos atribuídos ao extraditando correspondem, no Brasil, ao crime de estelionato (art. 171, do Código Penal). 13. É consabido que na extradição instrutória não cabe pesquisar os elementos de convicção nos quais se fundou a Justiça do Estado estrangeiro para iniciar a investigação penal e decretar a prisão preventiva do extraditando, não cabendo discutir neste momento se o extraditando agiu com dolo ao praticar os fatos pelos quais está sendo investigado (Extradição 531, rel. Min. Sydney Sanches, RTJ 136(2):540, maio 91; Extradição 542, rel. Min. Celso de Mello, RTJ 140(2):436, maio 1992; Extradição 549, rel. Min. Celso de Mello, RTJ 141(2):397, ago. 92). 14. Não é possível afastar de plano o dolo do extraditando e impedir a Justiça estrangeira de prosseguir na apuração e esclarecimento dos fatos. A desclassificação para simples fraude civil, pretendida pela Defensoria Pública, é questão de mérito e só poderá ser decidida, pelo juiz estrangeiro, após o encerramento da instrução. …................................................................................................... 16. Quanto à prescrição, que no caso é da pretensão punitiva e regula-se pelo máximo da pena cominada, tem-se que o crime imputado ao extraditando, fraude agravada, tem pena máxima de 10 anos de prisão (fl. 27). Os fatos ocorreram entre julho de 2007 e junho de 2012. Pela legislação da República Tcheca, a prescrição se dá após decorridos quinze (15) anos da data do fato (art. 34, ‘b’, do Código Penal tcheco). Ademais, a ordem de prisão decretada pela Justiça tcheca, em 17.10.2012 (fls. 20), é causa interruptiva da 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF cumprir os seus compromissos e devolver às pessoas lesadas a totalidade dos meios financeiros emprestados. (…) Assim, verifica-se que o ora acusado causou danos no valor mínimo de 38.649.000 coroas checas. No total, até agora, 58.556.500 coroas checas.’ 12. Está comprovada a competência da Justiça tcheca (os fatos ocorreram na República Tcheca, de onde é nacional o extraditando) e a dupla incriminação, pois os fatos atribuídos ao extraditando correspondem, no Brasil, ao crime de estelionato (art. 171, do Código Penal). 13. É consabido que na extradição instrutória não cabe pesquisar os elementos de convicção nos quais se fundou a Justiça do Estado estrangeiro para iniciar a investigação penal e decretar a prisão preventiva do extraditando, não cabendo discutir neste momento se o extraditando agiu com dolo ao praticar os fatos pelos quais está sendo investigado (Extradição 531, rel. Min. Sydney Sanches, RTJ 136(2):540, maio 91; Extradição 542, rel. Min. Celso de Mello, RTJ 140(2):436, maio 1992; Extradição 549, rel. Min. Celso de Mello, RTJ 141(2):397, ago. 92). 14. Não é possível afastar de plano o dolo do extraditando e impedir a Justiça estrangeira de prosseguir na apuração e esclarecimento dos fatos. A desclassificação para simples fraude civil, pretendida pela Defensoria Pública, é questão de mérito e só poderá ser decidida, pelo juiz estrangeiro, após o encerramento da instrução. …................................................................................................... 16. Quanto à prescrição, que no caso é da pretensão punitiva e regula-se pelo máximo da pena cominada, tem-se que o crime imputado ao extraditando, fraude agravada, tem pena máxima de 10 anos de prisão (fl. 27). Os fatos ocorreram entre julho de 2007 e junho de 2012. Pela legislação da República Tcheca, a prescrição se dá após decorridos quinze (15) anos da data do fato (art. 34, ‘b’, do Código Penal tcheco). Ademais, a ordem de prisão decretada pela Justiça tcheca, em 17.10.2012 (fls. 20), é causa interruptiva da 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 41 Relatório EXT 1334 / DF prescrição, conforme o art. 34, 4, ‘a’ do Código Penal da República Tcheca: ‘4) A prescrição interrompe-se: com início do procedimento criminal por acto criminoso relacionado com a prescrição e, igualmente, com a transferência para a custódia, emissão de mandado de detenção ou mandado europeu de detenção, apresentação da acusação, proposta de aprovação de acordo sobre culpa e pena, proposta de punição, publicação da sentença condenatória pelo acto criminoso referido ou entrega da decisão administrativa condenatória por tal acto ao arguido’. Portanto, ainda não houve o transcurso do prazo prescricional pela legislação do Estado requerente. 17. Pela lei brasileira também não há prescrição, o prazo de prescrição é de doze anos (CP, art. 109, III), pois o estelionato tem pena máxima de cinco (5) anos. 18. Quanto à detração (art. 91, II, da lei 6.815/80), deve ser computado apenas o tempo em que o extraditando esteve preso para fins de extradição, não cabendo a detração pelo tempo que ele ficou preso pelo crime praticado no Brasil. 19. Isso posto, o Ministério Público Federal opina pelo deferimento do pedido de extradição, sem prejuízo da observância dos artigos 89 e 67 da Lei 6.815/80, tendo em vista a notícia de que há ação penal em tramitação na Justiça Brasileira.” (grifei) É o relatório. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF prescrição, conforme o art. 34, 4, ‘a’ do Código Penal da República Tcheca: ‘4) A prescrição interrompe-se: com início do procedimento criminal por acto criminoso relacionado com a prescrição e, igualmente, com a transferência para a custódia, emissão de mandado de detenção ou mandado europeu de detenção, apresentação da acusação, proposta de aprovação de acordo sobre culpa e pena, proposta de punição, publicação da sentença condenatória pelo acto criminoso referido ou entrega da decisão administrativa condenatória por tal acto ao arguido’. Portanto, ainda não houve o transcurso do prazo prescricional pela legislação do Estado requerente. 17. Pela lei brasileira também não há prescrição, o prazo de prescrição é de doze anos (CP, art. 109, III), pois o estelionato tem pena máxima de cinco (5) anos. 18. Quanto à detração (art. 91, II, da lei 6.815/80), deve ser computado apenas o tempo em que o extraditando esteve preso para fins de extradição, não cabendo a detração pelo tempo que ele ficou preso pelo crime praticado no Brasil. 19. Isso posto, o Ministério Público Federal opina pelo deferimento do pedido de extradição, sem prejuízo da observância dos artigos 89 e 67 da Lei 6.815/80, tendo em vista a notícia de que há ação penal em tramitação na Justiça Brasileira.” (grifei) É o relatório. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A República Tcheca pretende a entrega extradicional de Petr Falta, súdito tcheco, contra quem existe, naquele País, acusação penal pela suposta prática de crimes de “fraude agravada”. A presente extradição reveste-se de caráter instrutório (YUSSEF SAID CAHALI, “Estatuto do Estrangeiro”, p. 315, item n. 26.30, 2ª ed., 2011, RT; GILDA RUSSOMANO, “A Extradição no Direito Internacional e no Direito Brasileiro”, p. 22, 2ª ed., 1973, Konfino; MIRTÔ FRAGA, “O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 318, 1985, Forense), pois o ora extraditando – porque sujeito a procedimento penal em curso – ainda não sofreu condenação definitiva pela eventual perpetração de mencionadas infrações delituosas. Entendo, primeiramente, que esta extradição reveste-se de plena legitimidade e encontra fundamento jurídico no compromisso de reciprocidade formalmente assumido pelo Governo do Estado requerente (fls. 03/05). É que não existe entre o Brasil e a República Tcheca tratado de extradição. Tal circunstância, contudo, não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional, desde que o Estado requerente, como no caso, prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática, consoante tem sido reiteradamente enfatizado pela jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 96/42, Rel. Min. RAFAEL MAYER – RTJ 145/428-430, Red. p/ o acórdão Min. SEPÚLVEDA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A República Tcheca pretende a entrega extradicional de Petr Falta, súdito tcheco, contra quem existe, naquele País, acusação penal pela suposta prática de crimes de “fraude agravada”. A presente extradição reveste-se de caráter instrutório (YUSSEF SAID CAHALI, “Estatuto do Estrangeiro”, p. 315, item n. 26.30, 2ª ed., 2011, RT; GILDA RUSSOMANO, “A Extradição no Direito Internacional e no Direito Brasileiro”, p. 22, 2ª ed., 1973, Konfino; MIRTÔ FRAGA, “O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 318, 1985, Forense), pois o ora extraditando – porque sujeito a procedimento penal em curso – ainda não sofreu condenação definitiva pela eventual perpetração de mencionadas infrações delituosas. Entendo, primeiramente, que esta extradição reveste-se de plena legitimidade e encontra fundamento jurídico no compromisso de reciprocidade formalmente assumido pelo Governo do Estado requerente (fls. 03/05). É que não existe entre o Brasil e a República Tcheca tratado de extradição. Tal circunstância, contudo, não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional, desde que o Estado requerente, como no caso, prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática, consoante tem sido reiteradamente enfatizado pela jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 96/42, Rel. Min. RAFAEL MAYER – RTJ 145/428-430, Red. p/ o acórdão Min. SEPÚLVEDA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF PERTENCE – RTJ 162/452, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Ext 315/República Federal da Alemanha, Rel. Min. XAVIER DE ALBUQUERQUE – Ext 340/República Federal da Alemanha, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – Ext 824/República Federal da Alemanha, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Ext 897/República Tcheca, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Extradição. Tratado. Ausência que se supre com a promessa de reciprocidade. (…).” (RTJ 91/8, Rel. Min. LEITÃO DE ABREU – grifei) Cabe relembrar, neste ponto, por oportuno, que, além dos tratados bilaterais – que atuam, no contexto dos processos extradicionais, como verdadeiras “leges speciales” (RTJ 154/26, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 164/420-421, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.) –, também a promessa de reciprocidade constitui, em nosso sistema normativo, fundamento jurídico suficiente para legitimar a válida formulação do pedido de extradição passiva, consoante assinala o magistério da doutrina (ALEXANDRE DE MORAES, “Direitos Humanos Fundamentais”, p. 249, item n. 5.98, 3ª ed., 2000, Atlas; CAROLINA CARDOSO GUIMARÃES LISBOA, “A Relação Extradicional no Direito Brasileiro”, p. 126/128, item n. 2.1.2, 2001, Del Rey; GILDA MACIEL CORRÊA MEYER RUSSOMANO, “A Extradição no Direito Internacional e no Direito Brasileiro”, p. 48, item n. 2, 3ª ed., 1981, Revista dos Tribunais; ARTUR DE BRITO GUEIROS SOUZA, “As Novas Tendências do Direito Extradicional”, p. 105, item n. 1.3, 1998, Renovar; LUIZ ALBERTO DAVID ARAÚJO/VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, “Curso de Direito Constitucional”, p. 147, item n. 2.32, 6ª ed., Saraiva; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Curso de Direito Constitucional”, p. 382, item n. 16.1, 2002, Celso Bastos Editor; JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público”, p. 198/200, itens ns. 115/116, 7ª ed., 1998, Saraiva; CARMEN TIBURCIO/LUÍS ROBERTO BARROSO, “Algumas Questões sobre a Extradição no Direito Brasileiro”, “in” RT 787/437-460, 438). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF PERTENCE – RTJ 162/452, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Ext 315/República Federal da Alemanha, Rel. Min. XAVIER DE ALBUQUERQUE – Ext 340/República Federal da Alemanha, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – Ext 824/República Federal da Alemanha, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Ext 897/República Tcheca, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Extradição. Tratado. Ausência que se supre com a promessa de reciprocidade. (…).” (RTJ 91/8, Rel. Min. LEITÃO DE ABREU – grifei) Cabe relembrar, neste ponto, por oportuno, que, além dos tratados bilaterais – que atuam, no contexto dos processos extradicionais, como verdadeiras “leges speciales” (RTJ 154/26, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 164/420-421, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.) –, também a promessa de reciprocidade constitui, em nosso sistema normativo, fundamento jurídico suficiente para legitimar a válida formulação do pedido de extradição passiva, consoante assinala o magistério da doutrina (ALEXANDRE DE MORAES, “Direitos Humanos Fundamentais”, p. 249, item n. 5.98, 3ª ed., 2000, Atlas; CAROLINA CARDOSO GUIMARÃES LISBOA, “A Relação Extradicional no Direito Brasileiro”, p. 126/128, item n. 2.1.2, 2001, Del Rey; GILDA MACIEL CORRÊA MEYER RUSSOMANO, “A Extradição no Direito Internacional e no Direito Brasileiro”, p. 48, item n. 2, 3ª ed., 1981, Revista dos Tribunais; ARTUR DE BRITO GUEIROS SOUZA, “As Novas Tendências do Direito Extradicional”, p. 105, item n. 1.3, 1998, Renovar; LUIZ ALBERTO DAVID ARAÚJO/VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, “Curso de Direito Constitucional”, p. 147, item n. 2.32, 6ª ed., Saraiva; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Curso de Direito Constitucional”, p. 382, item n. 16.1, 2002, Celso Bastos Editor; JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público”, p. 198/200, itens ns. 115/116, 7ª ed., 1998, Saraiva; CARMEN TIBURCIO/LUÍS ROBERTO BARROSO, “Algumas Questões sobre a Extradição no Direito Brasileiro”, “in” RT 787/437-460, 438). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF A existência, no caso, de promessa de reciprocidade formulada pelo Estado requerente, como resulta inequívoco da Nota Verbal apresentada ao Governo brasileiro (fls. 03/05), legitima o processamento, na espécie, da presente ação de extradição passiva. Saliento, ainda, no que se refere aos aspectos formais do pedido, que o Estado requerente apresentou cópia da legislação necessária ao julgamento da presente extradição. Na realidade, produziram-se, nestes autos, cópias do mandado de detenção internacional emanado do Tribunal Distrital em Hradec Králové, situado na República Tcheca (fls. 20/30), dos documentos aptos a comprovar a identidade do extraditando (fls. 18/19), dos textos legais referentes à tipificação do delito de “fraude agravada” e concernentes à respectiva cominação penal (fls. 26/27), bem assim à correspondente prescrição penal (fls. 27/28). Cabe destacar, no ponto, que o mandado de prisão que instrui este pedido extradicional revela-se apto a satisfazer o requisito estabelecido no art. 80, § 1º, da Lei nº 6.815/1980, pois apresenta indicações precisas sobre as datas, os locais, a natureza e as circunstâncias das práticas delituosas atribuídas ao súdito estrangeiro (fls. 20/30), achando-se, por isso mesmo, em conformidade com a diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte: “(...) 1. O pedido de extradição foi formalizado nos autos, com mandado de prisão que indica precisamente o local, a data, a natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos atribuídos ao extraditando, transcrevendo os dispositivos legais da ordem jurídica alemã pertinentes ao caso. Observados os requisitos do art. 77 da Lei nº 6.815/80. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF A existência, no caso, de promessa de reciprocidade formulada pelo Estado requerente, como resulta inequívoco da Nota Verbal apresentada ao Governo brasileiro (fls. 03/05), legitima o processamento, na espécie, da presente ação de extradição passiva. Saliento, ainda, no que se refere aos aspectos formais do pedido, que o Estado requerente apresentou cópia da legislação necessária ao julgamento da presente extradição. Na realidade, produziram-se, nestes autos, cópias do mandado de detenção internacional emanado do Tribunal Distrital em Hradec Králové, situado na República Tcheca (fls. 20/30), dos documentos aptos a comprovar a identidade do extraditando (fls. 18/19), dos textos legais referentes à tipificação do delito de “fraude agravada” e concernentes à respectiva cominação penal (fls. 26/27), bem assim à correspondente prescrição penal (fls. 27/28). Cabe destacar, no ponto, que o mandado de prisão que instrui este pedido extradicional revela-se apto a satisfazer o requisito estabelecido no art. 80, § 1º, da Lei nº 6.815/1980, pois apresenta indicações precisas sobre as datas, os locais, a natureza e as circunstâncias das práticas delituosas atribuídas ao súdito estrangeiro (fls. 20/30), achando-se, por isso mesmo, em conformidade com a diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte: “(...) 1. O pedido de extradição foi formalizado nos autos, com mandado de prisão que indica precisamente o local, a data, a natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos atribuídos ao extraditando, transcrevendo os dispositivos legais da ordem jurídica alemã pertinentes ao caso. Observados os requisitos do art. 77 da Lei nº 6.815/80. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF 2. Indícios de autoria e de materialidade evidenciados no mandado de prisão, que faz alusão a provas testemunhais e documentais do suposto envolvimento do extraditando nos fatos que lhe são imputados.” (Ext 1.015/República Federal da Alemanha, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) Não se pode desconhecer, de outro lado, que o Estado requerente qualifica-se como Estado verdadeiramente democrático, cujas instituições asseguram, em juízo penal, a qualquer réu as garantias jurídico-processuais básicas reconhecidas pelas declarações internacionais de direitos. Cabe ressaltar que as infrações penais atribuídas ao extraditando (fls. 20) acham-se desvestidas de caráter político. Constituem delitos comuns, insuscetíveis de julgamento perante tribunais de exceção no Estado requerente. O súdito estrangeiro em questão deverá ser julgado, na República Tcheca, por órgãos do Poder Judiciário que se conformam às exigências impostas pelo princípio do juiz natural, em tudo compatíveis com as diretrizes que esta Suprema Corte firmou a propósito de tão relevante postulado constitucional (RTJ 169/557, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 179/378-379, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA GARANTIA CONSTITUCIONAL INDISPONÍVEL ASSEGURADA A QUALQUER RÉU EM SEDE DE PERSECUÇÃO PENAL. – O princípio da naturalidade do juízo representa uma das mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a própria atividade legislativa do Estado e que condicionam o desempenho, por parte do Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório, notadamente quando exercidas em sede judicial. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF 2. Indícios de autoria e de materialidade evidenciados no mandado de prisão, que faz alusão a provas testemunhais e documentais do suposto envolvimento do extraditando nos fatos que lhe são imputados.” (Ext 1.015/República Federal da Alemanha, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) Não se pode desconhecer, de outro lado, que o Estado requerente qualifica-se como Estado verdadeiramente democrático, cujas instituições asseguram, em juízo penal, a qualquer réu as garantias jurídico-processuais básicas reconhecidas pelas declarações internacionais de direitos. Cabe ressaltar que as infrações penais atribuídas ao extraditando (fls. 20) acham-se desvestidas de caráter político. Constituem delitos comuns, insuscetíveis de julgamento perante tribunais de exceção no Estado requerente. O súdito estrangeiro em questão deverá ser julgado, na República Tcheca, por órgãos do Poder Judiciário que se conformam às exigências impostas pelo princípio do juiz natural, em tudo compatíveis com as diretrizes que esta Suprema Corte firmou a propósito de tão relevante postulado constitucional (RTJ 169/557, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 179/378-379, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA GARANTIA CONSTITUCIONAL INDISPONÍVEL ASSEGURADA A QUALQUER RÉU EM SEDE DE PERSECUÇÃO PENAL. – O princípio da naturalidade do juízo representa uma das mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a própria atividade legislativa do Estado e que condicionam o desempenho, por parte do Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório, notadamente quando exercidas em sede judicial. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF O postulado do juiz natural reveste-se, em sua projeção político-jurídica, de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia indisponível, tem por titular qualquer pessoa exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado e, enquanto limitação insuperável, representa fator de restrição que incide sobre os órgãos do poder estatal incumbidos de promover, judicialmente, a repressão criminal. É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional positivo – considerado o princípio do juiz natural –, que ninguém poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela autoridade judicial competente. Nenhuma pessoa, em conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas – que representam limitações expressivas aos poderes do Estado –, consagrou, agora, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz natural. O art. 5º, LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’.” (RTJ 193/357-358, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Os fatos delituosos ensejadores da formulação deste pedido extradicional, por sua vez, submetem-se à competência penal exclusiva da Justiça do Estado requerente, a quem incumbe, sem o concurso da jurisdição dos tribunais brasileiros, processar e julgar o extraditando. A pretensão extradicional deduzida pelo Governo da República Tcheca também satisfaz, de outro lado, a exigência concernente ao postulado da dupla tipicidade. Como anteriormente destacado, a República Tcheca pretende a entrega extradicional do súdito estrangeiro em causa, contra quem existe, naquele País, acusação penal pela suposta prática de diversos crimes de “fraude 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF O postulado do juiz natural reveste-se, em sua projeção político-jurídica, de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia indisponível, tem por titular qualquer pessoa exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado e, enquanto limitação insuperável, representa fator de restrição que incide sobre os órgãos do poder estatal incumbidos de promover, judicialmente, a repressão criminal. É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional positivo – considerado o princípio do juiz natural –, que ninguém poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela autoridade judicial competente. Nenhuma pessoa, em conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas – que representam limitações expressivas aos poderes do Estado –, consagrou, agora, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz natural. O art. 5º, LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’.” (RTJ 193/357-358, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Os fatos delituosos ensejadores da formulação deste pedido extradicional, por sua vez, submetem-se à competência penal exclusiva da Justiça do Estado requerente, a quem incumbe, sem o concurso da jurisdição dos tribunais brasileiros, processar e julgar o extraditando. A pretensão extradicional deduzida pelo Governo da República Tcheca também satisfaz, de outro lado, a exigência concernente ao postulado da dupla tipicidade. Como anteriormente destacado, a República Tcheca pretende a entrega extradicional do súdito estrangeiro em causa, contra quem existe, naquele País, acusação penal pela suposta prática de diversos crimes de “fraude 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF agravada”, como resulta claro da seguinte passagem constante do “mandado de detenção internacional” (fls. 20): “O Tribunal Distrital de Hradec Králové solicita a detenção de Petr Falta, nascido a 16/2/1973 natural de Náchod, nº de identif. 730216/3275, nacional da República Checa, residente em Borová 90, Náchod, República Checa, processado pela Polícia da República Checa, Direção regional de Polícia da região de Hradec Králové, Departamento de Criminalidade econômica, Serviço de Polícia criminal e de investigações de Hradec Králové, posto de serviço de Náchod, nos termos do constante no despacho de 28 de Agosto de 2012, com o nº de processo KRPH-69504/TC-2012-050080, pelo crime de fraude agravada nos termos do § 209 pontos 1 e 5, alínea ‘a’, do Código Penal, cometido por, repetidamente, levar os lesados a entregar-lhe quantias de dinheiro que devolveria em data acordada. Tal devolução nunca ocorreu. O ora processado deveria saber, já na altura de empréstimo, que face à sua situação financeira não seria capaz de cumprir o compromisso assumido de devolver aos lesados a totalidade da verba emprestada.” A legislação penal tcheca, por sua vez, ao tipificar o delito de “fraude agravada”, assim define esse ilícito penal (fls. 26/27): “Art. 209 do Código penal (1) Quem obtiver enriquecimento para si ou para terceiro induzindo alguém em erro, aproveitando o erro de alguém ou ocultando factos relevantes, causando, desta forma, prejuízo patrimonial relevante, é punido com pena de prisão até 2 anos, de proibição de exercício de atividade ou de apreensão de objeto ou outro ativo. …................................................................................................... (5) O agente será punido com pena de 5 a 10 anos de prisão: (a) quando causar, pelo ato referido no ponto 1, danos em grande escala (…).” (grifei) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF agravada”, como resulta claro da seguinte passagem constante do “mandado de detenção internacional” (fls. 20): “O Tribunal Distrital de Hradec Králové solicita a detenção de Petr Falta, nascido a 16/2/1973 natural de Náchod, nº de identif. 730216/3275, nacional da República Checa, residente em Borová 90, Náchod, República Checa, processado pela Polícia da República Checa, Direção regional de Polícia da região de Hradec Králové, Departamento de Criminalidade econômica, Serviço de Polícia criminal e de investigações de Hradec Králové, posto de serviço de Náchod, nos termos do constante no despacho de 28 de Agosto de 2012, com o nº de processo KRPH-69504/TC-2012-050080, pelo crime de fraude agravada nos termos do § 209 pontos 1 e 5, alínea ‘a’, do Código Penal, cometido por, repetidamente, levar os lesados a entregar-lhe quantias de dinheiro que devolveria em data acordada. Tal devolução nunca ocorreu. O ora processado deveria saber, já na altura de empréstimo, que face à sua situação financeira não seria capaz de cumprir o compromisso assumido de devolver aos lesados a totalidade da verba emprestada.” A legislação penal tcheca, por sua vez, ao tipificar o delito de “fraude agravada”, assim define esse ilícito penal (fls. 26/27): “Art. 209 do Código penal (1) Quem obtiver enriquecimento para si ou para terceiro induzindo alguém em erro, aproveitando o erro de alguém ou ocultando factos relevantes, causando, desta forma, prejuízo patrimonial relevante, é punido com pena de prisão até 2 anos, de proibição de exercício de atividade ou de apreensão de objeto ou outro ativo. …................................................................................................... (5) O agente será punido com pena de 5 a 10 anos de prisão: (a) quando causar, pelo ato referido no ponto 1, danos em grande escala (…).” (grifei) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Vê-se, desse modo, que os delitos imputados ao súdito estrangeiro – “fraude agravada” – encontram plena correspondência típica no art. 171 (estelionato) do Código Penal Brasileiro, que assim dispõe: “Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.” (grifei) Tenho para mim , presente esse contexto, que as infrações penais cuja suposta prática ensejou este pedido extradicional atendem a exigência da dupla tipicidade, eis que os delitos de “fraude agravada” atribuídos ao ora extraditando acham-se definidos como fato criminoso tanto na legislação penal do Estado requerente (Código Penal Tcheco , art. 209, ns. 1 e 5, “a” – fls. 26/27) quanto no ordenamento positivo vigente no Brasil (CP, art. 171, “caput”), o que se mostra suficiente para satisfazer o postulado da dupla incriminação, na linha do que tem sido reiteradamente proclamado pela jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 162/452 – RTJ 176/73-74): “EXTRADIÇÃO – DUPLA TIPICIDADE E DUPLA PUNIBILIDADE. – A possível diversidade formal concernente ao ‘nomen juris’ das entidades delituosas não atua como causa obstativa da extradição, desde que o fato imputado constitua crime sob a dupla perspectiva dos ordenamentos jurídicos vigentes no Brasil e no Estado estrangeiro que requer a efetivação da medida extradicional. O postulado da dupla tipicidade – por constituir requisito essencial ao atendimento do pedido de extradição – impõe que o ilícito penal atribuído ao extraditando seja juridicamente qualificado como crime tanto no Brasil quanto no Estado requerente, sendo irrelevante, para esse específico efeito, a eventual variação terminológica registrada nas leis penais em confronto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Vê-se, desse modo, que os delitos imputados ao súdito estrangeiro – “fraude agravada” – encontram plena correspondência típica no art. 171 (estelionato) do Código Penal Brasileiro, que assim dispõe: “Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.” (grifei) Tenho para mim , presente esse contexto, que as infrações penais cuja suposta prática ensejou este pedido extradicional atendem a exigência da dupla tipicidade, eis que os delitos de “fraude agravada” atribuídos ao ora extraditando acham-se definidos como fato criminoso tanto na legislação penal do Estado requerente (Código Penal Tcheco , art. 209, ns. 1 e 5, “a” – fls. 26/27) quanto no ordenamento positivo vigente no Brasil (CP, art. 171, “caput”), o que se mostra suficiente para satisfazer o postulado da dupla incriminação, na linha do que tem sido reiteradamente proclamado pela jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 162/452 – RTJ 176/73-74): “EXTRADIÇÃO – DUPLA TIPICIDADE E DUPLA PUNIBILIDADE. – A possível diversidade formal concernente ao ‘nomen juris’ das entidades delituosas não atua como causa obstativa da extradição, desde que o fato imputado constitua crime sob a dupla perspectiva dos ordenamentos jurídicos vigentes no Brasil e no Estado estrangeiro que requer a efetivação da medida extradicional. O postulado da dupla tipicidade – por constituir requisito essencial ao atendimento do pedido de extradição – impõe que o ilícito penal atribuído ao extraditando seja juridicamente qualificado como crime tanto no Brasil quanto no Estado requerente, sendo irrelevante, para esse específico efeito, a eventual variação terminológica registrada nas leis penais em confronto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF O que realmente importa, na aferição do postulado da dupla tipicidade, é a presença dos elementos estruturantes do tipo penal (‘essentialia delicti’), tal como definidos nos preceitos primários de incriminação constantes da legislação brasileira e vigentes no ordenamento positivo do Estado requerente, independentemente da designação formal por eles atribuída aos fatos delituosos.” (Ext 977/República Portuguesa, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Extradição: delitos de ‘burla qualificada’ (C. Penal alemão, art. 263, alíneas 1 e 3) e ‘desvio’ (C. Penal alemão, art. 246, alíneas 1 e 2), à base da imputação de fatos que, no direito brasileiro, encontram adequação no crime de estelionato (C. Penal, art. 171, ‘caput’): dúplice incriminação dos fatos: demais pressupostos legais atendidos: deferimento.” (Ext 1.004/República Federal da Alemanha, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) A defesa do extraditando sustenta, no entanto, que o súdito estrangeiro, na verdade, teria apenas “tomado empréstimos que não conseguiu saldar no tempo aprazado”, de modo que o comportamento a ele atribuído, por ausente a comprovação do “animus fraudandi”, qualificar-se-ia como mero ilícito de natureza civil, não configurando, portanto, segundo alegado, conduta penalmente relevante. Ao contrário do que sustenta o extraditando (fls. 376), os fatos descritos no mandado de prisão não traduzem simples ilícito civil, mas evidenciam a possível ocorrência, em tese, de infração penal (CP, art. 171), o que torna pertinente invocar, por inteiramente aplicáveis ao caso, precedentes firmados pela jurisprudência dos Tribunais, inclusive pela desta Suprema Corte: “A distinção entre fraude civil e penal enseja danosa confusão, especialmente no tocante ao crime de estelionato. O que importa 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF O que realmente importa, na aferição do postulado da dupla tipicidade, é a presença dos elementos estruturantes do tipo penal (‘essentialia delicti’), tal como definidos nos preceitos primários de incriminação constantes da legislação brasileira e vigentes no ordenamento positivo do Estado requerente, independentemente da designação formal por eles atribuída aos fatos delituosos.” (Ext 977/República Portuguesa, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Extradição: delitos de ‘burla qualificada’ (C. Penal alemão, art. 263, alíneas 1 e 3) e ‘desvio’ (C. Penal alemão, art. 246, alíneas 1 e 2), à base da imputação de fatos que, no direito brasileiro, encontram adequação no crime de estelionato (C. Penal, art. 171, ‘caput’): dúplice incriminação dos fatos: demais pressupostos legais atendidos: deferimento.” (Ext 1.004/República Federal da Alemanha, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) A defesa do extraditando sustenta, no entanto, que o súdito estrangeiro, na verdade, teria apenas “tomado empréstimos que não conseguiu saldar no tempo aprazado”, de modo que o comportamento a ele atribuído, por ausente a comprovação do “animus fraudandi”, qualificar-se-ia como mero ilícito de natureza civil, não configurando, portanto, segundo alegado, conduta penalmente relevante. Ao contrário do que sustenta o extraditando (fls. 376), os fatos descritos no mandado de prisão não traduzem simples ilícito civil, mas evidenciam a possível ocorrência, em tese, de infração penal (CP, art. 171), o que torna pertinente invocar, por inteiramente aplicáveis ao caso, precedentes firmados pela jurisprudência dos Tribunais, inclusive pela desta Suprema Corte: “A distinção entre fraude civil e penal enseja danosa confusão, especialmente no tocante ao crime de estelionato. O que importa 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF verificar, pois, é se em determinado fato configuram-se todos os requisitos de tal crime, caso em que o fato é sempre punível a tal título, sejam quais forem as relações, a modalidade e a contingência do mesmo fato.” (RT 543/347-348 – grifei) “ESTELIONATO – Delito caracterizado – Hipótese em que não há falar em mero ilícito civil – Distinção entre a fraude penal e a civil – Condenação decretada – Inteligência do art. 171 do Código Penal. A distinção entre fraude civil e penal é não só supérflua ou arbitrária, mas apta a produzir danosa confusão, especialmente no que tange ao delito de estelionato.” (RT 423/401 – grifei) “CRIME DE ESTELIONATO. ELEMENTO MORAL. MENTIRA VERBAL. – Em face do caráter amplíssimo da expressão e ‘outros meios astuciosos’, empregada no art. 171 do Código Penal, e da ausência de um critério científico que abstratamente distinga a fraude penal da fraude civil, é de admitir-se a orientação de que incumbe ao juiz, após terminada a instrução judicial e em face dela, decidir sobre o grau de convencimento, no caso concreto, da mentira verbal e, bem assim, se o denunciado tinha a idéia preconcebida, o propósito ‘ab initio’ de obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, mentindo e induzindo em erro a vítima. ‘Habeas corpus’ indeferido. Recurso a que se nega provimento.” (RTJ 100/598, Rel. Min. SOARES MUÑOZ – grifei) Também a douta Procuradoria-Geral da República vislumbrou, na espécie, a aparente ocorrência de fraude penal apta a caracterizar o delito de estelionato (fls. 389): “Não é possível afastar de plano o dolo do extraditando e impedir a Justiça estrangeira de prosseguir na apuração e 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF verificar, pois, é se em determinado fato configuram-se todos os requisitos de tal crime, caso em que o fato é sempre punível a tal título, sejam quais forem as relações, a modalidade e a contingência do mesmo fato.” (RT 543/347-348 – grifei) “ESTELIONATO – Delito caracterizado – Hipótese em que não há falar em mero ilícito civil – Distinção entre a fraude penal e a civil – Condenação decretada – Inteligência do art. 171 do Código Penal. A distinção entre fraude civil e penal é não só supérflua ou arbitrária, mas apta a produzir danosa confusão, especialmente no que tange ao delito de estelionato.” (RT 423/401 – grifei) “CRIME DE ESTELIONATO. ELEMENTO MORAL. MENTIRA VERBAL. – Em face do caráter amplíssimo da expressão e ‘outros meios astuciosos’, empregada no art. 171 do Código Penal, e da ausência de um critério científico que abstratamente distinga a fraude penal da fraude civil, é de admitir-se a orientação de que incumbe ao juiz, após terminada a instrução judicial e em face dela, decidir sobre o grau de convencimento, no caso concreto, da mentira verbal e, bem assim, se o denunciado tinha a idéia preconcebida, o propósito ‘ab initio’ de obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, mentindo e induzindo em erro a vítima. ‘Habeas corpus’ indeferido. Recurso a que se nega provimento.” (RTJ 100/598, Rel. Min. SOARES MUÑOZ – grifei) Também a douta Procuradoria-Geral da República vislumbrou, na espécie, a aparente ocorrência de fraude penal apta a caracterizar o delito de estelionato (fls. 389): “Não é possível afastar de plano o dolo do extraditando e impedir a Justiça estrangeira de prosseguir na apuração e 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF esclarecimento dos fatos. A desclassificação para simples fraude civil, pretendida pela Defensoria Pública, é questão de mérito e só poderá ser decidida, pelo juiz estrangeiro, após o encerramento da instrução.” (grifei) Na realidade, tal como enfatizado na douta manifestação do Ministério Público Federal, mostra-se inviável qualquer análise do quadro probatório concernente ao procedimento penal instaurado, na República Tcheca, contra o extraditando. O Plenário desta Suprema Corte, ao não admitir, em sede extradicional, a discussão em torno da prova subjacente ao procedimento penal motivador do pedido extradicional, inclusive a análise da ocorrência, ou não, de dolo preordenado por parte do agente, teve o ensejo de proferir decisões consubstanciadas em acórdãos a seguir ementados, cujo teor desautoriza o pretendido exame do conjunto probatório produzido no âmbito da causal penal instaurada perante órgão competente do Estado estrangeiro: “PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. – A ação de extradição passiva não confere, ordinariamente, ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional se apóia, não cabendo, ainda, a esta Corte Suprema o exame da negativa de autoria invocada pelo extraditando em sua defesa. Precedentes. Doutrina. – O sistema de contenciosidade limitada, que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro, não permite, ordinariamente, qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução, no exterior, justifica o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF esclarecimento dos fatos. A desclassificação para simples fraude civil, pretendida pela Defensoria Pública, é questão de mérito e só poderá ser decidida, pelo juiz estrangeiro, após o encerramento da instrução.” (grifei) Na realidade, tal como enfatizado na douta manifestação do Ministério Público Federal, mostra-se inviável qualquer análise do quadro probatório concernente ao procedimento penal instaurado, na República Tcheca, contra o extraditando. O Plenário desta Suprema Corte, ao não admitir, em sede extradicional, a discussão em torno da prova subjacente ao procedimento penal motivador do pedido extradicional, inclusive a análise da ocorrência, ou não, de dolo preordenado por parte do agente, teve o ensejo de proferir decisões consubstanciadas em acórdãos a seguir ementados, cujo teor desautoriza o pretendido exame do conjunto probatório produzido no âmbito da causal penal instaurada perante órgão competente do Estado estrangeiro: “PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. – A ação de extradição passiva não confere, ordinariamente, ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional se apóia, não cabendo, ainda, a esta Corte Suprema o exame da negativa de autoria invocada pelo extraditando em sua defesa. Precedentes. Doutrina. – O sistema de contenciosidade limitada, que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro, não permite, ordinariamente, qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução, no exterior, justifica o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Federal, ressalvada a hipótese prevista no inciso LI do art. 5º da Constituição da República (‘...salvo o naturalizado, em caso (...) de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei’).” (Ext 1.121/EUA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Não cabe, em processo de extradição, o exame do mérito da pretensão penal deduzida em juízo no país solicitante, razão por que alegações concernentes à matéria de defesa própria da ação penal, tal como a negativa de autoria, não elidem o deferimento do pedido. Precedentes. (…).” (Ext 1.126/República Federal da Alemanha, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) Vê-se, assim, que nenhum relevo tem para o sistema extradicional vigente no Brasil a discussão probatória sobre a realidade material do fato delituoso, inclusive sobre o dolo motivador da conduta alegadamente delituosa e sobre os elementos de convicção concernentes à prática criminosa atribuída ao extraditando (RTJ 160/105-106, Rel. Min. CELSO DE MELLO). O modelo que rege, no Brasil, a disciplina normativa da extradição passiva – vinculado, quanto à sua matriz jurídica, ao sistema misto ou belga – não autoriza que se renove, no âmbito do processo extradicional, o litígio penal que lhe deu origem nem que se promova o reexame ou rediscussão do mérito (RTJ 161/409-411 – RTJ 170/746-747). O Supremo Tribunal Federal, ao proferir juízo de mera delibação sobre a postulação extradicional, só excepcionalmente analisa aspectos materiais concernentes à própria substância da imputação penal, e, mesmo assim, apenas naqueles casos em que esse exame tornar-se indispensável à solução de eventual controvérsia concernente (a) à ocorrência de prescrição penal, (b) à observância do princípio da dupla tipicidade ou (c) à configuração eventualmente política tanto do delito imputado ao 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Federal, ressalvada a hipótese prevista no inciso LI do art. 5º da Constituição da República (‘...salvo o naturalizado, em caso (...) de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei’).” (Ext 1.121/EUA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Não cabe, em processo de extradição, o exame do mérito da pretensão penal deduzida em juízo no país solicitante, razão por que alegações concernentes à matéria de defesa própria da ação penal, tal como a negativa de autoria, não elidem o deferimento do pedido. Precedentes. (…).” (Ext 1.126/República Federal da Alemanha, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) Vê-se, assim, que nenhum relevo tem para o sistema extradicional vigente no Brasil a discussão probatória sobre a realidade material do fato delituoso, inclusive sobre o dolo motivador da conduta alegadamente delituosa e sobre os elementos de convicção concernentes à prática criminosa atribuída ao extraditando (RTJ 160/105-106, Rel. Min. CELSO DE MELLO). O modelo que rege, no Brasil, a disciplina normativa da extradição passiva – vinculado, quanto à sua matriz jurídica, ao sistema misto ou belga – não autoriza que se renove, no âmbito do processo extradicional, o litígio penal que lhe deu origem nem que se promova o reexame ou rediscussão do mérito (RTJ 161/409-411 – RTJ 170/746-747). O Supremo Tribunal Federal, ao proferir juízo de mera delibação sobre a postulação extradicional, só excepcionalmente analisa aspectos materiais concernentes à própria substância da imputação penal, e, mesmo assim, apenas naqueles casos em que esse exame tornar-se indispensável à solução de eventual controvérsia concernente (a) à ocorrência de prescrição penal, (b) à observância do princípio da dupla tipicidade ou (c) à configuração eventualmente política tanto do delito imputado ao 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF extraditando quanto das razões que levaram uma soberania estrangeira a requerer a extradição de determinada pessoa ao Governo brasileiro. Esse sistema de controle limitado – que enseja mera verificação jurisdicional de pontos determinados referidos pela própria legislação doméstica brasileira ou, quando existente, pelo tratado bilateral específico –, além de não viabilizar a possibilidade de qualquer juízo de revisão sobre os fatos subjacentes ao pedido extradicional (como já precedentemente enfatizado), restringe a atividade processual do Supremo Tribunal Federal ao plano da mera delibação. Isso significa, na perspectiva do modelo extradicional vigente no ordenamento jurídico brasileiro (Lei nº 6.815/80) – que repele a possibilidade de revisão ou de reapreciação do mérito das acusações penais ou das condenações criminais proferidas no âmbito do Estado requerente –, que o Estatuto do Estrangeiro consagra o sistema de contenciosidade limitada (Ext 720-ED/República Portuguesa, Rel. Min. CELSO DE MELLO), que circunscreve o “thema decidendum”, nas ações de extradição passiva, à análise dos pressupostos (art. 77) e das condições (art. 78) inerentes ao pedido formulado pelo Estado estrangeiro, consoante proclama iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 161/409-411, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que esta Corte Suprema, por mais de uma vez, com apoio em autorizado magistério doutrinário (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Tratado de Direito Penal”, vol. I/319, 2ª ed., 1964, Saraiva; MIRTÔ FRAGA, “O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 336, 1985, Forense; YUSSEF SAID CAHALI, “Estatuto do Estrangeiro”, p. 324/328, item n. 26.33, 2ª ed., 2011, RT; JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público – Curso Elementar”, p. 204, item n. 118, 1989, Saraiva; NEGI CALIXTO, “A Propósito da Extradição: a Impossibilidade de o STF Apreciar o Mérito no Processo de Extradição. Indisponibilidade do Controle Jurisdicional na Extradição”, “in” 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF extraditando quanto das razões que levaram uma soberania estrangeira a requerer a extradição de determinada pessoa ao Governo brasileiro. Esse sistema de controle limitado – que enseja mera verificação jurisdicional de pontos determinados referidos pela própria legislação doméstica brasileira ou, quando existente, pelo tratado bilateral específico –, além de não viabilizar a possibilidade de qualquer juízo de revisão sobre os fatos subjacentes ao pedido extradicional (como já precedentemente enfatizado), restringe a atividade processual do Supremo Tribunal Federal ao plano da mera delibação. Isso significa, na perspectiva do modelo extradicional vigente no ordenamento jurídico brasileiro (Lei nº 6.815/80) – que repele a possibilidade de revisão ou de reapreciação do mérito das acusações penais ou das condenações criminais proferidas no âmbito do Estado requerente –, que o Estatuto do Estrangeiro consagra o sistema de contenciosidade limitada (Ext 720-ED/República Portuguesa, Rel. Min. CELSO DE MELLO), que circunscreve o “thema decidendum”, nas ações de extradição passiva, à análise dos pressupostos (art. 77) e das condições (art. 78) inerentes ao pedido formulado pelo Estado estrangeiro, consoante proclama iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 161/409-411, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que esta Corte Suprema, por mais de uma vez, com apoio em autorizado magistério doutrinário (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Tratado de Direito Penal”, vol. I/319, 2ª ed., 1964, Saraiva; MIRTÔ FRAGA, “O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 336, 1985, Forense; YUSSEF SAID CAHALI, “Estatuto do Estrangeiro”, p. 324/328, item n. 26.33, 2ª ed., 2011, RT; JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público – Curso Elementar”, p. 204, item n. 118, 1989, Saraiva; NEGI CALIXTO, “A Propósito da Extradição: a Impossibilidade de o STF Apreciar o Mérito no Processo de Extradição. Indisponibilidade do Controle Jurisdicional na Extradição”, “in” 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Revista de Informação Legislativa, vol. 109/163, v.g.), já advertiu que “a justiça ou injustiça, a procedência ou improcedência da acusação escapam ao exame do Tribunal” (Ext 183/Suíça, Rel. Min. EDGARD COSTA). Cumpre não desconsiderar, por isso mesmo, a propósito da impossibilidade de discussão probatória em sede extradicional, a advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Tratado de Direito Penal”, vol. 1/319, 2ª ed., 1964, Saraiva): “O pronunciamento judiciário não visa decidir sobre o mérito da extradição. O juiz do Estado requerido não pode indagar dos pressupostos da persecução penal no Estado requerente, nem cuidar da justiça ou injustiça da condenação neste pronunciada. Os tribunais do Estado, a que é solicitada a entrega, apenas resolvem sobre a admissibilidade da extradição. Restringe-se, assim, o ‘thema decidendum’, no processo de extradição passiva, ao exame e julgamento das condições e pressupostos da extradição.” (grifei) Daí a exata observação de JOSÉ FRANCISCO REZEK (“Direito Internacional Público – Curso Elementar”, p. 201, item n. 121, 10ª ed., 2005, Saraiva), que destaca as restrições de ordem temática pertinentes ao direito de defesa, quando exercido no contexto de processo extradicional: “A defesa do extraditando não pode explorar o mérito da acusação: ela será impertinente em tudo quanto não diga respeito à sua identidade, à instrução do pedido ou à ilegalidade da extradição à luz da lei específica.” (grifei) Esse mesmo entendimento é também sustentado por MIRTÔ FRAGA (“O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 341/342, item n. 2, 1985, Forense), que acentua, de maneira bastante expressiva, a 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Revista de Informação Legislativa, vol. 109/163, v.g.), já advertiu que “a justiça ou injustiça, a procedência ou improcedência da acusação escapam ao exame do Tribunal” (Ext 183/Suíça, Rel. Min. EDGARD COSTA). Cumpre não desconsiderar, por isso mesmo, a propósito da impossibilidade de discussão probatória em sede extradicional, a advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Tratado de Direito Penal”, vol. 1/319, 2ª ed., 1964, Saraiva): “O pronunciamento judiciário não visa decidir sobre o mérito da extradição. O juiz do Estado requerido não pode indagar dos pressupostos da persecução penal no Estado requerente, nem cuidar da justiça ou injustiça da condenação neste pronunciada. Os tribunais do Estado, a que é solicitada a entrega, apenas resolvem sobre a admissibilidade da extradição. Restringe-se, assim, o ‘thema decidendum’, no processo de extradição passiva, ao exame e julgamento das condições e pressupostos da extradição.” (grifei) Daí a exata observação de JOSÉ FRANCISCO REZEK (“Direito Internacional Público – Curso Elementar”, p. 201, item n. 121, 10ª ed., 2005, Saraiva), que destaca as restrições de ordem temática pertinentes ao direito de defesa, quando exercido no contexto de processo extradicional: “A defesa do extraditando não pode explorar o mérito da acusação: ela será impertinente em tudo quanto não diga respeito à sua identidade, à instrução do pedido ou à ilegalidade da extradição à luz da lei específica.” (grifei) Esse mesmo entendimento é também sustentado por MIRTÔ FRAGA (“O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 341/342, item n. 2, 1985, Forense), que acentua, de maneira bastante expressiva, a 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF plena validade constitucional das limitações impostas à defesa, no processo extradicional, pelo art. 85, § 1º, da Lei nº 6.815/80: “Nos termos do § 1º, a defesa do extraditando não é ampla, estando circunscrita a três pontos, isto é, à identidade do extraditando, à instrução do pedido e à ilegalidade da extradição, segundo a lei brasileira ou o tratado aplicável ao caso. Tudo que não esteja relacionado com esses três aspectos será ignorado, ou seja, será considerado impertinente e não merecerá acolhida do Supremo. ....................................................................................................... Igualmente não serão acolhidas as alegações sobre vício de citação, mérito da condenação e outros vícios processuais, questões de distribuição interna de competência de Tribunais do Estado requerente; enfim, tudo quanto exceder ao permitido no § 1º do art. 85 será considerado impertinente. A limitação imposta no § 1º se prende à natureza do pedido de extradição e não ofende o preceito constitucional de ampla defesa, como decidiu bem recentemente a Corte. Afinal, o Supremo Tribunal não apura os fatos imputados ao extraditando, limitando-se a verificar a ocorrência de pressupostos e condições da extradição e de ser o extraditando a pessoa reclamada.” (grifei) Todas essas razões, por sua vez, evidenciam a integral compatibilidade hierárquica da norma inscrita no art. 85, § 1º, da Lei nº 6.815/80 com a cláusula constitucional que assegura o contraditório e a plenitude de defesa. A pré-exclusão de qualquer debate judicial em torno do contexto probatório e das circunstâncias de fato que envolvem a alegada prática delituosa e o seu suposto autor – justificada pelo modelo extradicional adotado pelo Direito brasileiro – implica, por efeito consequencial, a necessidade de delimitar o âmbito de impugnação material a ser deduzida pelo extraditando, consideradas a natureza da controvérsia 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF plena validade constitucional das limitações impostas à defesa, no processo extradicional, pelo art. 85, § 1º, da Lei nº 6.815/80: “Nos termos do § 1º, a defesa do extraditando não é ampla, estando circunscrita a três pontos, isto é, à identidade do extraditando, à instrução do pedido e à ilegalidade da extradição, segundo a lei brasileira ou o tratado aplicável ao caso. Tudo que não esteja relacionado com esses três aspectos será ignorado, ou seja, será considerado impertinente e não merecerá acolhida do Supremo. ....................................................................................................... Igualmente não serão acolhidas as alegações sobre vício de citação, mérito da condenação e outros vícios processuais, questões de distribuição interna de competência de Tribunais do Estado requerente; enfim, tudo quanto exceder ao permitido no § 1º do art. 85 será considerado impertinente. A limitação imposta no § 1º se prende à natureza do pedido de extradição e não ofende o preceito constitucional de ampla defesa, como decidiu bem recentemente a Corte. Afinal, o Supremo Tribunal não apura os fatos imputados ao extraditando, limitando-se a verificar a ocorrência de pressupostos e condições da extradição e de ser o extraditando a pessoa reclamada.” (grifei) Todas essas razões, por sua vez, evidenciam a integral compatibilidade hierárquica da norma inscrita no art. 85, § 1º, da Lei nº 6.815/80 com a cláusula constitucional que assegura o contraditório e a plenitude de defesa. A pré-exclusão de qualquer debate judicial em torno do contexto probatório e das circunstâncias de fato que envolvem a alegada prática delituosa e o seu suposto autor – justificada pelo modelo extradicional adotado pelo Direito brasileiro – implica, por efeito consequencial, a necessidade de delimitar o âmbito de impugnação material a ser deduzida pelo extraditando, consideradas a natureza da controvérsia 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF instaurada no processo extradicional e as restrições impostas à própria atuação desta Corte. As observações que venho de referir, feitas pela jurisprudência desta Corte e pelo mais autorizado magistério doutrinário, levaram o Pleno do Supremo Tribunal Federal a repelir a alegação de ofensa à Constituição pelo art. 85, § 1º, do Estatuto do Estrangeiro em julgamento no qual se enfatizou que a enumeração contida no preceito legal em questão, por ajustar-se à própria natureza do processo extradicional, não transgride o postulado constitucional da ampla defesa (RTJ 105/3, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Esta Suprema Corte, ao proferir o julgamento em referência – e ao repudiar o alegado cerceamento de defesa –, salientou, no voto do eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator da Ext 396/República Argentina, o que se seque (RTJ 105/4-5): “1. A alegação de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 85 da Lei n. 6.815/80, por atentar contra o preceito constitucional da ampla defesa (§ 15 do artigo 153 da Constituição Federal), é de total improcedência. Pela própria natureza do pedido de extradição, não cabe à Corte que o examina julgar o mérito da ação penal que se processa no país que o formulou. Por isso, e sem qualquer ofensa ao princípio da ampla defesa, o § 1º do artigo 85 da Lei n. 6.815/80 enumera as defesas possíveis em pedido dessa ordem, tendo em vista a sua natureza. Não cabe, portanto, a esta Corte entrar em indagações que dizem respeito ao mérito da ação penal, como as relativas à existência, ou não, de artifício para enganar outrem, nem à de ausência de dolo no agente.” (grifei) 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF instaurada no processo extradicional e as restrições impostas à própria atuação desta Corte. As observações que venho de referir, feitas pela jurisprudência desta Corte e pelo mais autorizado magistério doutrinário, levaram o Pleno do Supremo Tribunal Federal a repelir a alegação de ofensa à Constituição pelo art. 85, § 1º, do Estatuto do Estrangeiro em julgamento no qual se enfatizou que a enumeração contida no preceito legal em questão, por ajustar-se à própria natureza do processo extradicional, não transgride o postulado constitucional da ampla defesa (RTJ 105/3, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Esta Suprema Corte, ao proferir o julgamento em referência – e ao repudiar o alegado cerceamento de defesa –, salientou, no voto do eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator da Ext 396/República Argentina, o que se seque (RTJ 105/4-5): “1. A alegação de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 85 da Lei n. 6.815/80, por atentar contra o preceito constitucional da ampla defesa (§ 15 do artigo 153 da Constituição Federal), é de total improcedência. Pela própria natureza do pedido de extradição, não cabe à Corte que o examina julgar o mérito da ação penal que se processa no país que o formulou. Por isso, e sem qualquer ofensa ao princípio da ampla defesa, o § 1º do artigo 85 da Lei n. 6.815/80 enumera as defesas possíveis em pedido dessa ordem, tendo em vista a sua natureza. Não cabe, portanto, a esta Corte entrar em indagações que dizem respeito ao mérito da ação penal, como as relativas à existência, ou não, de artifício para enganar outrem, nem à de ausência de dolo no agente.” (grifei) 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Esse entendimento também foi reafirmado sob a égide da vigente Constituição, como resulta de julgamentos emanados desta Suprema Corte: “ESTATUTO DO ESTRANGEIRO – DEFESA DO EXTRADITANDO – LIMITAÇÕES – VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 85, § 1º, DA LEI Nº 6.815/80. …................................................................................................... As restrições de ordem temática que delimitam materialmente o âmbito de exercício do direito de defesa, estabelecidas pelo art. 85, § 1º, do Estatuto do Estrangeiro, não são inconstitucionais nem ofendem a garantia da plenitude de defesa, em face da natureza mesma de que se reveste o processo extradicional no direito brasileiro. Precedente: RTJ 105/3.” (RTJ 161/409, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PROCESSO EXTRADICIONAL – EXAME DA PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO ESTRANGEIRO – INADMISSIBILIDADE. – O modelo extradicional vigente no Brasil – que consagra o sistema de contenciosidade limitada, fundado em norma legal (Estatuto do Estrangeiro, art. 85, § 1º) reputada compatível com o texto da Constituição da República (RTJ 105/4-5 – RTJ 160/433- -434 – RTJ 161/409-411) – não autoriza que se renove, no âmbito da ação de extradição passiva promovida perante o Supremo Tribunal Federal, o litígio penal que lhe deu origem nem que se efetive o reexame do quadro probatório ou a discussão sobre o mérito da acusação ou da condenação emanadas de órgão competente do Estado estrangeiro. Doutrina. Precedentes.” (Ext 804/República Federal da Alemanha, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Entendo, desse modo, que se revela atendida, no caso, a exigência concernente ao postulado da dupla tipicidade. 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Esse entendimento também foi reafirmado sob a égide da vigente Constituição, como resulta de julgamentos emanados desta Suprema Corte: “ESTATUTO DO ESTRANGEIRO – DEFESA DO EXTRADITANDO – LIMITAÇÕES – VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 85, § 1º, DA LEI Nº 6.815/80. …................................................................................................... As restrições de ordem temática que delimitam materialmente o âmbito de exercício do direito de defesa, estabelecidas pelo art. 85, § 1º, do Estatuto do Estrangeiro, não são inconstitucionais nem ofendem a garantia da plenitude de defesa, em face da natureza mesma de que se reveste o processo extradicional no direito brasileiro. Precedente: RTJ 105/3.” (RTJ 161/409, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PROCESSO EXTRADICIONAL – EXAME DA PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO ESTRANGEIRO – INADMISSIBILIDADE. – O modelo extradicional vigente no Brasil – que consagra o sistema de contenciosidade limitada, fundado em norma legal (Estatuto do Estrangeiro, art. 85, § 1º) reputada compatível com o texto da Constituição da República (RTJ 105/4-5 – RTJ 160/433- -434 – RTJ 161/409-411) – não autoriza que se renove, no âmbito da ação de extradição passiva promovida perante o Supremo Tribunal Federal, o litígio penal que lhe deu origem nem que se efetive o reexame do quadro probatório ou a discussão sobre o mérito da acusação ou da condenação emanadas de órgão competente do Estado estrangeiro. Doutrina. Precedentes.” (Ext 804/República Federal da Alemanha, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Entendo, desse modo, que se revela atendida, no caso, a exigência concernente ao postulado da dupla tipicidade. 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Vale referir, de outro lado, a respeito da manifesta inocorrência, no caso, da consumação da prescrição penal, quer segundo a lei tcheca, quer conforme o direito brasileiro, o correto pronunciamento emanado da douta Procuradoria-Geral da República (fls. 108): “16. Quanto à prescrição, que no caso é da pretensão punitiva e regula-se pelo máximo da pena cominada, tem-se que o crime imputado ao extraditando, fraude agravada, tem pena máxima de 10 anos de prisão (fl. 27). Os fatos ocorreram entre julho de 2007 e junho de 2012. Pela legislação da República Tcheca, a prescrição se dá após decorridos quinze (15) anos da data do fato (art. 34, ‘b’, do Código Penal tcheco). Ademais, a ordem de prisão decretada pela Justiça tcheca, em 17.10.2012 (fls. 20), é causa interruptiva da prescrição, conforme o art. 34, 4, ‘a’, do Código Penal da República Tcheca: ‘4) A prescrição interrompe-se: com início do procedimento criminal por acto criminoso relacionado com a prescrição e, igualmente, com a transferência para a custódia, emissão de mandado de detenção ou mandado europeu de detenção, apresentação da acusação, proposta de aprovação de acordo sobre culpa e pena, proposta de punição, publicação da sentença condenatória pelo acto criminoso referido ou entrega da decisão administrativa condenatória por tal acto ao arguido’. Portanto, ainda não houve o transcurso do prazo prescricional, pela legislação do Estado requerente. 17. Pela lei brasileira também não há prescrição, o prazo de prescrição é de doze anos (CP, art. 109, III), pois o estelionato tem pena máxima de cinco (5) anos.” (grifei) Vê-se, pois, que o exame da presente causa evidencia que a pretensão extradicional ora deduzida pelo Governo da República Tcheca satisfaz, integralmente, a exigência concernente ao postulado da dupla punibilidade, revelando-se possível, desse modo, sob tal aspecto, a presente extradição, de natureza instrutória. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Vale referir, de outro lado, a respeito da manifesta inocorrência, no caso, da consumação da prescrição penal, quer segundo a lei tcheca, quer conforme o direito brasileiro, o correto pronunciamento emanado da douta Procuradoria-Geral da República (fls. 108): “16. Quanto à prescrição, que no caso é da pretensão punitiva e regula-se pelo máximo da pena cominada, tem-se que o crime imputado ao extraditando, fraude agravada, tem pena máxima de 10 anos de prisão (fl. 27). Os fatos ocorreram entre julho de 2007 e junho de 2012. Pela legislação da República Tcheca, a prescrição se dá após decorridos quinze (15) anos da data do fato (art. 34, ‘b’, do Código Penal tcheco). Ademais, a ordem de prisão decretada pela Justiça tcheca, em 17.10.2012 (fls. 20), é causa interruptiva da prescrição, conforme o art. 34, 4, ‘a’, do Código Penal da República Tcheca: ‘4) A prescrição interrompe-se: com início do procedimento criminal por acto criminoso relacionado com a prescrição e, igualmente, com a transferência para a custódia, emissão de mandado de detenção ou mandado europeu de detenção, apresentação da acusação, proposta de aprovação de acordo sobre culpa e pena, proposta de punição, publicação da sentença condenatória pelo acto criminoso referido ou entrega da decisão administrativa condenatória por tal acto ao arguido’. Portanto, ainda não houve o transcurso do prazo prescricional, pela legislação do Estado requerente. 17. Pela lei brasileira também não há prescrição, o prazo de prescrição é de doze anos (CP, art. 109, III), pois o estelionato tem pena máxima de cinco (5) anos.” (grifei) Vê-se, pois, que o exame da presente causa evidencia que a pretensão extradicional ora deduzida pelo Governo da República Tcheca satisfaz, integralmente, a exigência concernente ao postulado da dupla punibilidade, revelando-se possível, desse modo, sob tal aspecto, a presente extradição, de natureza instrutória. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Cabe assinalar, ainda, na linha do entendimento corretamente manifestado pela douta Procuradoria-Geral da República, que não se configurou, no caso, hipótese de nulidade do interrogatório efetuado, na espécie, por magistrado brasileiro, cuja ocorrência – segundo alegado pela Defesa – teria resultado da ausência, a tal ato processual, de tradutor juramentado (fls. 374/375). Cumpre enfatizar, neste ponto, que, além da declaração expressa do próprio extraditando de que entende e fala português (fls. 291), o magistrado federal de primeira instância determinou ao Oficial de Justiça que realizou a intimação pessoal do Senhor Petr Falta que verificasse se o súdito estrangeiro “compreende outras línguas além do tcheco” e “se há necessidade de tradutor quando do seu interrogatório nesta Vara Federal”, sendo certo que o Senhor Oficial de Justiça certificou que o teor da comunicação estabelecida entre eles “foi bem compreendido por ambas as partes” (fls. 291/292). Impende assinalar, por oportuno, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, defrontando-se com situação semelhante à ora em exame, reconheceu desnecessária a nomeação de tradutor para a realização do ato de interrogatório do extraditando, considerada a circunstância de que o súdito estrangeiro havia demonstrado, como na espécie, compreensão ativa (falar) e passiva (ouvir) da língua portuguesa: “EXTRADIÇÃO PASSIVA – CRIME DE HOMICÍDIO SIMPLES – OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE – ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO INTERROGATÓRIO PROCEDIDO POR JUIZ FEDERAL, MEDIANTE DELEGAÇÃO DO RELATOR DA CAUSA EXTRADICIONAL – EXTRADITANDO QUE DEMONSTROU POSSUIR CONHECIMENTO, ATIVO E 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Cabe assinalar, ainda, na linha do entendimento corretamente manifestado pela douta Procuradoria-Geral da República, que não se configurou, no caso, hipótese de nulidade do interrogatório efetuado, na espécie, por magistrado brasileiro, cuja ocorrência – segundo alegado pela Defesa – teria resultado da ausência, a tal ato processual, de tradutor juramentado (fls. 374/375). Cumpre enfatizar, neste ponto, que, além da declaração expressa do próprio extraditando de que entende e fala português (fls. 291), o magistrado federal de primeira instância determinou ao Oficial de Justiça que realizou a intimação pessoal do Senhor Petr Falta que verificasse se o súdito estrangeiro “compreende outras línguas além do tcheco” e “se há necessidade de tradutor quando do seu interrogatório nesta Vara Federal”, sendo certo que o Senhor Oficial de Justiça certificou que o teor da comunicação estabelecida entre eles “foi bem compreendido por ambas as partes” (fls. 291/292). Impende assinalar, por oportuno, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, defrontando-se com situação semelhante à ora em exame, reconheceu desnecessária a nomeação de tradutor para a realização do ato de interrogatório do extraditando, considerada a circunstância de que o súdito estrangeiro havia demonstrado, como na espécie, compreensão ativa (falar) e passiva (ouvir) da língua portuguesa: “EXTRADIÇÃO PASSIVA – CRIME DE HOMICÍDIO SIMPLES – OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE – ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO INTERROGATÓRIO PROCEDIDO POR JUIZ FEDERAL, MEDIANTE DELEGAÇÃO DO RELATOR DA CAUSA EXTRADICIONAL – EXTRADITANDO QUE DEMONSTROU POSSUIR CONHECIMENTO, ATIVO E 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF PASSIVO, DA LÍNGUA PORTUGUESA – DESNECESSIDADE DE NOMEAÇÃO DE TRADUTOR PARA A REALIZAÇÃO DO ATO DE INTERROGATÓRIO – PRETENDIDA CONFIGURAÇÃO DE CRIMINALIDADE POLÍTICA – INOCORRÊNCIA – PROCESSO EXTRADICIONAL REGULARMENTE INSTRUÍDO – JURISDIÇÃO PENAL DO ESTADO REQUERENTE SOBRE O ILÍCITO ATRIBUÍDO AO EXTRADITANDO – PEDIDO EXTRADICIONAL DEFERIDO.” (Ext 835/República Argentina, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Além disso, o ora extraditando foi devidamente assistido por Advogado por ele constituído, o Senhor Herbert Mozart Melo de Araújo, que interveio, adequadamente, auxiliando o seu constituinte na compreensão do conteúdo das perguntas que lhe foram dirigidas. Como se vê, e tal como ressaltado pela douta Procuradoria-Geral da República, não houve irregularidade, muito menos nulidade, que prejudicasse os interesses da Defesa ou os direitos do próprio extraditando. Observo, finalmente, que se impõe, no caso, a detração penal – exigida pelo Estatuto do Estrangeiro (art. 91, II) –, em ordem a que se deduza da pena eventualmente imposta ao ora extraditando o período de prisão cautelar a que ele esteve sujeito, em nosso País, por efeito exclusivo deste processo extradicional. Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República (fls. 382/391), defiro, integralmente, sem qualquer restrição, o pedido de extradição formulado pela República Tcheca, observadas as exigências estabelecidas no Estatuto do Estrangeiro (art. 91), notadamente aquela referente à detração penal, considerado, para tanto, o período de prisão cautelar a que o ora extraditando esteve sujeito, em nosso País, unicamente por efeito deste 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF PASSIVO, DA LÍNGUA PORTUGUESA – DESNECESSIDADE DE NOMEAÇÃO DE TRADUTOR PARA A REALIZAÇÃO DO ATO DE INTERROGATÓRIO – PRETENDIDA CONFIGURAÇÃO DE CRIMINALIDADE POLÍTICA – INOCORRÊNCIA – PROCESSO EXTRADICIONAL REGULARMENTE INSTRUÍDO – JURISDIÇÃO PENAL DO ESTADO REQUERENTE SOBRE O ILÍCITO ATRIBUÍDO AO EXTRADITANDO – PEDIDO EXTRADICIONAL DEFERIDO.” (Ext 835/República Argentina, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Além disso, o ora extraditando foi devidamente assistido por Advogado por ele constituído, o Senhor Herbert Mozart Melo de Araújo, que interveio, adequadamente, auxiliando o seu constituinte na compreensão do conteúdo das perguntas que lhe foram dirigidas. Como se vê, e tal como ressaltado pela douta Procuradoria-Geral da República, não houve irregularidade, muito menos nulidade, que prejudicasse os interesses da Defesa ou os direitos do próprio extraditando. Observo, finalmente, que se impõe, no caso, a detração penal – exigida pelo Estatuto do Estrangeiro (art. 91, II) –, em ordem a que se deduza da pena eventualmente imposta ao ora extraditando o período de prisão cautelar a que ele esteve sujeito, em nosso País, por efeito exclusivo deste processo extradicional. Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República (fls. 382/391), defiro, integralmente, sem qualquer restrição, o pedido de extradição formulado pela República Tcheca, observadas as exigências estabelecidas no Estatuto do Estrangeiro (art. 91), notadamente aquela referente à detração penal, considerado, para tanto, o período de prisão cautelar a que o ora extraditando esteve sujeito, em nosso País, unicamente por efeito deste 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF processo extradicional, excluído desse cômputo, em consequência, o período em que ele ficou preso por outros crimes cometidos no Brasil. É o meu voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF processo extradicional, excluído desse cômputo, em consequência, o período em que ele ficou preso por outros crimes cometidos no Brasil. É o meu voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 41 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, também me ponho de acordo. Não posso deixar de realçar o brilhantismo do voto do Ministro Celso de Mello, que constitui verdadeira fonte para nós, Juízes, e para a comunidade brasileira, com tratamento tão percuciente sobre a jurisprudência. Acompanho-o às inteiras. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694420. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, também me ponho de acordo. Não posso deixar de realçar o brilhantismo do voto do Ministro Celso de Mello, que constitui verdadeira fonte para nós, Juízes, e para a comunidade brasileira, com tratamento tão percuciente sobre a jurisprudência. Acompanho-o às inteiras. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 41 Voto - MIN. GILMAR MENDES 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, vou fazer minhas as palavras da ministra Cármen Lúcia de encômios ao voto brilhante do ministro Celso de Mello que, como sói acontecer, não é nenhuma novidade. Certamente, nós encontramos na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se fizermos um inventário, uma inequívoca contribuição de Sua Excelência em diversas matérias, mas especialmente no que diz respeito a essas questões ligadas à extradição. Acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9048712. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, vou fazer minhas as palavras da ministra Cármen Lúcia de encômios ao voto brilhante do ministro Celso de Mello que, como sói acontecer, não é nenhuma novidade. Certamente, nós encontramos na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se fizermos um inventário, uma inequívoca contribuição de Sua Excelência em diversas matérias, mas especialmente no que diz respeito a essas questões ligadas à extradição. Acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9048712. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 41 Extrato de Ata - 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.334 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) : GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) : PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de extradição, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo extraditando, o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599241 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.334 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) : GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) : PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de extradição, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo extraditando, o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599241 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 41
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9077351
2015-05-26T00:00:00
2015-08-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de extradição, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo extraditando, o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
EXTRADIÇÃO
E M E N T A: EXTRADIÇÃO PASSIVA DE CARÁTER INSTRUTÓRIO – EXTRADITANDO ACUSADO PELA PRÁTICA DE CRIMES DE “FRAUDE AGRAVADA” – DELITOS QUE ENCONTRAM CORRESPONDÊNCIA TÍPICA NO ART. 171 (ESTELIONATO) DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO – INEXISTÊNCIA DE TRATADO DE EXTRADIÇÃO ENTRE O BRASIL E A REPÚBLICA TCHECA – NOTA DIPLOMÁTICA FORMULADA COM BASE EM PROMESSA DE RECIPROCIDADE – FUNDAMENTO JURÍDICO SUFICIENTE – OBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE – ALEGADA NULIDADE DO INTERROGATÓRIO PROCEDIDO POR JUIZ FEDERAL, MEDIANTE DELEGAÇÃO DO RELATOR DA CAUSA EXTRADICIONAL – INOCORRÊNCIA – EXTRADITANDO QUE DEMONSTROU POSSUIR CONHECIMENTO, ATIVO E PASSIVO, DA LÍNGUA PORTUGUESA – DESNECESSIDADE DE NOMEAÇÃO DE TRADUTOR PARA A REALIZAÇÃO DO ATO DE INTERROGATÓRIO – ARGUIÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO DA TIPICIDADE PENAL POR AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO DOLO DIRETO – NECESSÁRIO REEXAME APROFUNDADO DOS FATOS E DAS PROVAS SUBJACENTES À INVESTIGAÇÃO PENAL – INADMISSIBILIDADE – SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA – ATENDIMENTO, NO CASO, DOS PRESSUPOSTOS E REQUISITOS NECESSÁRIOS AO ACOLHIMENTO DO PLEITO EXTRADICIONAL – EXIGÊNCIA DE DETRAÇÃO PENAL (ART. 91, II, DA LEI Nº 6.815/80) – EXTRADIÇÃO DEFERIDA. INEXISTÊNCIA DE TRATADO DE EXTRADIÇÃO E OFERECIMENTO DE PROMESSA DE RECIPROCIDADE POR PARTE DO ESTADO REQUERENTE. – A inexistência de tratado de extradição não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional, desde que o Estado requerente prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática. Doutrina. Precedentes. EXTRADIÇÃO – DUPLA TIPICIDADE E DUPLA PUNIBILIDADE. – O postulado da dupla tipicidade – por constituir requisito essencial ao atendimento do pedido de extradição – impõe que o ilícito penal atribuído ao extraditando seja juridicamente qualificado como crime tanto no Brasil quanto no Estado requerente. Delito imputado ao súdito estrangeiro que encontra, na espécie em exame, correspondência típica na legislação penal brasileira. – Não se concederá a extradição, quando se achar extinta, em decorrência de qualquer causa legal, a punibilidade do extraditando, notadamente se se verificar a consumação da prescrição penal, seja nos termos da lei brasileira, seja segundo o ordenamento positivo do Estado requerente. A satisfação da exigência concernente à dupla punibilidade constitui requisito essencial ao deferimento do pedido extradicional. Inocorrência, na espécie, de qualquer causa extintiva da punibilidade. PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. – A ação de extradição passiva não confere, ordinariamente, ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional apoia-se, não cabendo, ainda, a esta Corte Suprema o exame aprofundado dos fatos subjacentes à acusação penal. Precedentes. Doutrina. – O sistema de contenciosidade limitada, que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro, não permite qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução, no exterior, justificou o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal Federal. – Revelar-se-á excepcionalmente possível, no entanto, a análise, pelo Supremo Tribunal Federal, de aspectos materiais concernentes à própria substância da imputação penal, sempre que tal exame mostrar-se indispensável à solução de controvérsia pertinente (a) à ocorrência de prescrição penal, (b) à observância do princípio da dupla tipicidade ou (c) à configuração eventualmente política tanto do delito atribuído ao extraditando quanto das razões que levaram o Estado estrangeiro a requerer ao Governo brasileiro a extradição de determinada pessoa. Inocorrência, na espécie, de qualquer dessas hipóteses. DETRAÇÃO PENAL E PRISÃO CAUTELAR PARA EFEITOS EXTRADICIONAIS. – O período de duração da prisão cautelar do súdito estrangeiro no Brasil, decretada para fins extradicionais, deve ser integralmente computado na pena a ser cumprida no Estado requerente. – Essa exigência – originariamente estabelecida no Código Bustamante (art. 379), hoje fundada no Estatuto do Estrangeiro ou, quando houver, em tratado de extradição específico – objetiva impedir que a prisão cautelar no Brasil, quando decretada para fins extradicionais, culmine por prorrogar, indevidamente, o lapso temporal da pena de prisão a que estará eventualmente sujeito, no Estado requerente, o súdito estrangeiro cuja entrega foi reclamada ao Governo brasileiro.
sjur314503
- Acórdão(s) citado(s): (EXTRADIÇÃO, PROMESSA, RECIPROCIDADE) Ext 897 (TP), RTJ 96/42, RTJ 145/428, RTJ 162/452, EXT 824 (TP), EXT 315 (TP), EXT 340 (TP), RTJ 91/8. (TRATADO DE EXTRADIÇÃO, LEGISLAÇÃO ESPECIAL) RTJ 154/26, RTJ 164/420. (EXTRADIÇÃO, CARACTERIZAÇÃO, FATO CRIMINOSO) Ext 1015 (TP). (PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL) RTJ 169/557, RTJ 179/378, RTJ 193/357. (EXTRADIÇÃO, DUPLA TIPICIDADE) Ext 977 (TP), Ext 1004 (TP), RTJ 162/452, RTJ 176/73. (ESTELIONATO, ILÍCITO CIVIL, ILÍCITO PENAL) RT 543/347, RT 423/401, RTJ 100/598. (EXTRADIÇÃO, PRINCÍPIO DA CONTENCIOSIDADE LIMITADA) Ext 183 (TP), Ext 1121 (TP), Ext 1126 (TP), RTJ 161/409, RTJ 170/746, EXT 720 ED (TP), RTJ 160/105. (EXTRADIÇÃO, INTERROGATÓRIO, TRADUÇÃO) Ext 835 (TP). (PRINCÍPIO DA CONTENCIOSIDADE LIMITADA, GARANTIA À AMPLA DEFESA) Ext 804 (TP), EXT 396 (TP), RTJ 161/409. - Legislação estrangeira citada: Art. 209, ns. 1 e 5, "a", do Código Penal da República Tcheca. Número de páginas: 41. Análise: 24/08/2015, AMA.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1334
[ "LEG-FED LEI-006815 ANO-1980\n ART-00077 ART-00078 ART-00080 PAR-00001 \n ART-00085 PAR-00001 ART-00091 INC-00002\n EE-1980 ESTATUTO DO ESTRANGEIRO\n\n", "LEG-INT CVC ANO-1928\n ART-00379\n CONVENÇÃO DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO DE HAVANA - CÓDIGO BUSTAMANTE\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00171 \"CAPUT\"\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEC-005647 ANO-1929\n DECRETO - APROVA AS CONVENÇÕES ASSINADAS NA SEXTA CONFERÊNCIA PAN-AMERICANA, REALIZADA EM HAVANA\n\n", "LEG-FED DEC-018871 ANO-1929\n DECRETO - PROMULGA A CONVENÇÃO DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO DE HAVANA - CÓDIGO BUSTAMANTE" ]
Ext
acordaos
Ext 1334
[ "" ]
REQTE.(S) : GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) : PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) :PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL E M E N T A: EXTRADIÇÃO PASSIVA DE CARÁTER INSTRUTÓRIO – EXTRADITANDO ACUSADO PELA PRÁTICA DE CRIMES DE “FRAUDE AGRAVADA” – DELITOS QUE ENCONTRAM CORRESPONDÊNCIA TÍPICA NO ART. 171 (ESTELIONATO) DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO – INEXISTÊNCIA DE TRATADO DE EXTRADIÇÃO ENTRE O BRASIL E A REPÚBLICA TCHECA – NOTA DIPLOMÁTICA FORMULADA COM BASE EM PROMESSA DE RECIPROCIDADE – FUNDAMENTO JURÍDICO SUFICIENTE – OBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE – ALEGADA NULIDADE DO INTERROGATÓRIO PROCEDIDO POR JUIZ FEDERAL, MEDIANTE DELEGAÇÃO DO RELATOR DA CAUSA EXTRADICIONAL – INOCORRÊNCIA – EXTRADITANDO QUE DEMONSTROU POSSUIR CONHECIMENTO, ATIVO E PASSIVO, DA LÍNGUA PORTUGUESA – DESNECESSIDADE DE NOMEAÇÃO DE TRADUTOR PARA A REALIZAÇÃO DO ATO DE INTERROGATÓRIO – ARGUIÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO DA TIPICIDADE PENAL POR AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO DOLO DIRETO – NECESSÁRIO REEXAME APROFUNDADO DOS FATOS E DAS PROVAS SUBJACENTES À INVESTIGAÇÃO PENAL – INADMISSIBILIDADE – SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA – ATENDIMENTO, NO CASO, DOS PRESSUPOSTOS E REQUISITOS NECESSÁRIOS AO ACOLHIMENTO DO PLEITO EXTRADICIONAL – EXIGÊNCIA DE DETRAÇÃO PENAL (ART. 91, II, DA LEI n 6.815/80) – EXTRADIÇÃO DEFERIDA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 41 Ementa e Acórdão EXT 1334 / DF INEXISTÊNCIA DE TRATADO DE EXTRADIÇÃO E OFERECIMENTO DE PROMESSA DE RECIPROCIDADE POR PARTE DO ESTADO REQUERENTE. – A inexistência de tratado de extradição não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional, desde que o Estado requerente prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática. Doutrina. Precedentes. EXTRADIÇÃO – DUPLA TIPICIDADE E DUPLA PUNIBILIDADE. – O postulado da dupla tipicidade – por constituir requisito essencial ao atendimento do pedido de extradição – impõe que o ilícito penal atribuído ao extraditando seja juridicamente qualificado como crime tanto no Brasil quanto no Estado requerente. D elito imputado ao súdito estrangeiro que encontra, na espécie em exame, correspondência típica na legislação penal brasileira. – Não se concederá a extradição, quando se achar extinta, em decorrência de qualquer causa legal, a punibilidade do extraditando, notadamente se se verificar a consumação da prescrição penal, seja nos termos da lei brasileira, seja segundo o ordenamento positivo do Estado requerente. A satisfação da exigência concernente à dupla punibilidade constitui requisito essencial ao deferimento do pedido extradicional. Inocorrência, na espécie, de qualquer causa extintiva da punibilidade. PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF INEXISTÊNCIA DE TRATADO DE EXTRADIÇÃO E OFERECIMENTO DE PROMESSA DE RECIPROCIDADE POR PARTE DO ESTADO REQUERENTE. – A inexistência de tratado de extradição não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional, desde que o Estado requerente prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática. Doutrina. Precedentes. EXTRADIÇÃO – DUPLA TIPICIDADE E DUPLA PUNIBILIDADE. – O postulado da dupla tipicidade – por constituir requisito essencial ao atendimento do pedido de extradição – impõe que o ilícito penal atribuído ao extraditando seja juridicamente qualificado como crime tanto no Brasil quanto no Estado requerente. D elito imputado ao súdito estrangeiro que encontra, na espécie em exame, correspondência típica na legislação penal brasileira. – Não se concederá a extradição, quando se achar extinta, em decorrência de qualquer causa legal, a punibilidade do extraditando, notadamente se se verificar a consumação da prescrição penal, seja nos termos da lei brasileira, seja segundo o ordenamento positivo do Estado requerente. A satisfação da exigência concernente à dupla punibilidade constitui requisito essencial ao deferimento do pedido extradicional. Inocorrência, na espécie, de qualquer causa extintiva da punibilidade. PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 41 Ementa e Acórdão EXT 1334 / DF – A ação de extradição passiva não confere, ordinariamente, ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional apoia-se, não cabendo, ainda, a esta Corte Suprema o exame aprofundado dos fatos subjacentes à acusação penal. Precedentes. Doutrina. – O sistema de contenciosidade limitada, que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro, não permite qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução, no exterior, justificou o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal Federal. – Revelar-se-á excepcionalmente possível, no entanto, a análise, pelo Supremo Tribunal Federal, de aspectos materiais concernentes à própria substância da imputação penal, sempre que tal exame mostrar-se indispensável à solução de controvérsia pertinente (a) à ocorrência de prescrição penal, (b) à observância do princípio da dupla tipicidade ou (c) à configuração eventualmente política tanto do delito atribuído ao extraditando quanto das razões que levaram o Estado estrangeiro a requerer ao Governo brasileiro a extradição de determinada pessoa. Inocorrência, na espécie, de qualquer dessas hipóteses. DETRAÇÃO PENAL E PRISÃO CAUTELAR PARA EFEITOS EXTRADICIONAIS. – O período de duração da prisão cautelar do súdito estrangeiro no Brasil, decretada para fins extradicionais, deve ser integralmente computado na pena a ser cumprida no Estado requerente. – Essa exigência – originariamente estabelecida no Código Bustamante (art. 379), hoje fundada no Estatuto do Estrangeiro ou, quando houver, em tratado de extradição específico – objetiva impedir que a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF – A ação de extradição passiva não confere, ordinariamente, ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional apoia-se, não cabendo, ainda, a esta Corte Suprema o exame aprofundado dos fatos subjacentes à acusação penal. Precedentes. Doutrina. – O sistema de contenciosidade limitada, que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro, não permite qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução, no exterior, justificou o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal Federal. – Revelar-se-á excepcionalmente possível, no entanto, a análise, pelo Supremo Tribunal Federal, de aspectos materiais concernentes à própria substância da imputação penal, sempre que tal exame mostrar-se indispensável à solução de controvérsia pertinente (a) à ocorrência de prescrição penal, (b) à observância do princípio da dupla tipicidade ou (c) à configuração eventualmente política tanto do delito atribuído ao extraditando quanto das razões que levaram o Estado estrangeiro a requerer ao Governo brasileiro a extradição de determinada pessoa. Inocorrência, na espécie, de qualquer dessas hipóteses. DETRAÇÃO PENAL E PRISÃO CAUTELAR PARA EFEITOS EXTRADICIONAIS. – O período de duração da prisão cautelar do súdito estrangeiro no Brasil, decretada para fins extradicionais, deve ser integralmente computado na pena a ser cumprida no Estado requerente. – Essa exigência – originariamente estabelecida no Código Bustamante (art. 379), hoje fundada no Estatuto do Estrangeiro ou, quando houver, em tratado de extradição específico – objetiva impedir que a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 41 Ementa e Acórdão EXT 1334 / DF prisão cautelar no Brasil, quando decretada para fins extradicionais, culmine por prorrogar, indevidamente, o lapso temporal da pena de prisão a que estará eventualmente sujeito, no Estado requerente, o súdito estrangeiro cuja entrega foi reclamada ao Governo brasileiro. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir o pedido de extradição, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo extraditando, o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público Federal. Brasília, 26 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF prisão cautelar no Brasil, quando decretada para fins extradicionais, culmine por prorrogar, indevidamente, o lapso temporal da pena de prisão a que estará eventualmente sujeito, no Estado requerente, o súdito estrangeiro cuja entrega foi reclamada ao Governo brasileiro. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir o pedido de extradição, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo extraditando, o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público Federal. Brasília, 26 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 41 Relatório 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) :PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Governo da República Tcheca, mediante Nota Verbal (n 1.106/2013) regularmente apresentada por sua Missão Diplomática ao Governo brasileiro (fls. 03), requer, com base em promessa de reciprocidade, a entrega extradicional, de caráter instrutório, de Petr Falta, nacional tcheco, ora submetido, naquele País, a atos de persecução penal por suposta prática de crimes de “fraude agravada” (fls. 04). Eis, em síntese, as acusações deduzidas contra o ora extraditando e reproduzidas na Nota Verbal apresentada pela Missão Diplomática do Estado requerente (fls. 04): “Petr Falta é perseguido penalmente na República Tcheca por um crime de fraude especialmente grave de acordo com o § 209 alínea 1, 5 letra a) da Lei número 40/2009 da Coleção de Leis, Código Penal (mais adiante somente ‘Código Penal’), o qual cometeu tendo ludibriado repetidamente uma quantia financeira dos prejudicados, no período do julho de 2007 até ao fim do junho de 2012, tendo prometido devolvê-la até à data combinada, porém não o fez. Não obstante ele devia saber já no tempo de tomar dinheiro emprestado de que, vista a sua situação financeira, não era capaz de cumprir os seus compromissos e devolver o montante completo dos recursos financeiros emprestados aos prejudicados. Com a sua ação causou o dano no montante total de CZK 58 556 500 aos prejudicados. A ação do citado, incluindo a respectiva qualificação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) :PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Governo da República Tcheca, mediante Nota Verbal (n 1.106/2013) regularmente apresentada por sua Missão Diplomática ao Governo brasileiro (fls. 03), requer, com base em promessa de reciprocidade, a entrega extradicional, de caráter instrutório, de Petr Falta, nacional tcheco, ora submetido, naquele País, a atos de persecução penal por suposta prática de crimes de “fraude agravada” (fls. 04). Eis, em síntese, as acusações deduzidas contra o ora extraditando e reproduzidas na Nota Verbal apresentada pela Missão Diplomática do Estado requerente (fls. 04): “Petr Falta é perseguido penalmente na República Tcheca por um crime de fraude especialmente grave de acordo com o § 209 alínea 1, 5 letra a) da Lei número 40/2009 da Coleção de Leis, Código Penal (mais adiante somente ‘Código Penal’), o qual cometeu tendo ludibriado repetidamente uma quantia financeira dos prejudicados, no período do julho de 2007 até ao fim do junho de 2012, tendo prometido devolvê-la até à data combinada, porém não o fez. Não obstante ele devia saber já no tempo de tomar dinheiro emprestado de que, vista a sua situação financeira, não era capaz de cumprir os seus compromissos e devolver o montante completo dos recursos financeiros emprestados aos prejudicados. Com a sua ação causou o dano no montante total de CZK 58 556 500 aos prejudicados. A ação do citado, incluindo a respectiva qualificação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 41 Relatório EXT 1334 / DF jurídica, está descrita detalhadamente na ordem internacional de detenção do Tribunal Distrital em Hradec Králové do dia de 17 de outubro de 2012, referência de processo 0 Nt 869/2012 que faz parte do Anexo do presente pedido.” (grifei) Registro que, nos autos da PPE 669, a República Tcheca, pela Nota Verbal n 980/2013 (Apenso, fls. 03), requereu a decretação da prisão preventiva, para efeitos extradicionais, do súdito estrangeiro em questão. Por verificar que o pleito formulado pela República Tcheca não se achava instruído com cópia de mandado de prisão expedido por autoridade tcheca competente, determinei à Missão Diplomática do Estado requerente, em 16/10/2013, que, cumprindo a previsão inscrita no art. 82 do Estatuto do Estrangeiro, produzisse a documentação essencial à apreciação de seu pedido. Em consequência dessa determinação, o Senhor Ministro de Estado da Justiça, por meio do Aviso MJ n 1936/2013, que instrui a presente extradição, encaminhou a esta Corte, em 04/12/2013, os documentos “justificativos e formalizadores do pedido de extradição”, a que se refere a Nota Verbal n 980/2103 da República Tcheca (Apenso, fls. 03). Após constatar a regularidade formal do pleito de índole cautelar, decretei, em 09/12/2013 (Apenso, fls. 20/21), a prisão processual do nacional tcheco em questão, efetivada em 08/07/2014 (Apenso, fls. 37). Observo que o súdito estrangeiro já se encontrava recolhido no Presídio Cyridião Durval, em Maceió/AL, em razão de prisão preventiva decretada pelo Juízo de Direito da 17... Vara Criminal da comarca de Maceió/AL nos autos do Processo-crime n 000288-88.2013.8.2.0024 (uso de documento falso), em tramitação perante aquela vara judicial. Como a prisão foi efetivada no Estado de Alagoas, o eminente Senhor Presidente desta Suprema Corte, durante o período de recesso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF jurídica, está descrita detalhadamente na ordem internacional de detenção do Tribunal Distrital em Hradec Králové do dia de 17 de outubro de 2012, referência de processo 0 Nt 869/2012 que faz parte do Anexo do presente pedido.” (grifei) Registro que, nos autos da PPE 669, a República Tcheca, pela Nota Verbal n 980/2013 (Apenso, fls. 03), requereu a decretação da prisão preventiva, para efeitos extradicionais, do súdito estrangeiro em questão. Por verificar que o pleito formulado pela República Tcheca não se achava instruído com cópia de mandado de prisão expedido por autoridade tcheca competente, determinei à Missão Diplomática do Estado requerente, em 16/10/2013, que, cumprindo a previsão inscrita no art. 82 do Estatuto do Estrangeiro, produzisse a documentação essencial à apreciação de seu pedido. Em consequência dessa determinação, o Senhor Ministro de Estado da Justiça, por meio do Aviso MJ n 1936/2013, que instrui a presente extradição, encaminhou a esta Corte, em 04/12/2013, os documentos “justificativos e formalizadores do pedido de extradição”, a que se refere a Nota Verbal n 980/2103 da República Tcheca (Apenso, fls. 03). Após constatar a regularidade formal do pleito de índole cautelar, decretei, em 09/12/2013 (Apenso, fls. 20/21), a prisão processual do nacional tcheco em questão, efetivada em 08/07/2014 (Apenso, fls. 37). Observo que o súdito estrangeiro já se encontrava recolhido no Presídio Cyridião Durval, em Maceió/AL, em razão de prisão preventiva decretada pelo Juízo de Direito da 17... Vara Criminal da comarca de Maceió/AL nos autos do Processo-crime n 000288-88.2013.8.2.0024 (uso de documento falso), em tramitação perante aquela vara judicial. Como a prisão foi efetivada no Estado de Alagoas, o eminente Senhor Presidente desta Suprema Corte, durante o período de recesso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 41 Relatório EXT 1334 / DF forense (09/07/2014), delegou competência a Juiz Federal daquela Seção Judiciária para a realização do interrogatório do ora extraditando (fls. 271), que ocorreu no dia 1.../09/2014 (fls. 323/327 e 334/350), havendo sido assistido, em referido ato, por Advogado regularmente constituído pelo próprio súdito estrangeiro em questão (fls. 323). Em 17/09/2014, determinei à Secretaria Judiciária desta Corte que procedesse à notificação do ilustre Advogado constituído pelo ora extraditando, para que oferecesse, no prazo de dez (10) dias, a pertinente defesa escrita, nos termos do art. 210 do RISTF. Observo que, não obstante regularmente intimado (DJe n 182, do dia 19/09/2014), o ilustre Advogado constituído, “apud acta”, pelo ora extraditando deixou de impugnar o pedido extradicional (RISTF , art. 210), motivo pelo qual o Senhor Petr Falta foi intimado para que constituísse, querendo, novo mandatário judicial. Uma vez que o Senhor Petr Falta deixou transcorrer, “in albis”, o prazo que lhe foi concedido para regularizar sua representação processual, encaminhei os autos ao eminente Senhor Defensor Público-Geral Federal, em ordem a propiciar ao súdito estrangeiro em causa a possibilidade de exercer defesa técnica neste processo de extradição (RISTF, art. 210, “caput”, e respectivo § 1...). O extraditando, por intermédio de Defensor Público Federal que lhe foi designado, ofereceu defesa, sustentando, em síntese, o que se segue (fls. 374/376): “Pois bem, inicialmente impende salientar que não existe Tratado de extradição celebrado entre o Brasil e a República Tcheca, não se afigurando suficiente para atender ao disposto no artigo 76 da Lei 6.815/1980 a afirmação genérica lançada pelo Estado requerente nos termos seguintes (EXT – f. 05 – …): 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF forense (09/07/2014), delegou competência a Juiz Federal daquela Seção Judiciária para a realização do interrogatório do ora extraditando (fls. 271), que ocorreu no dia 1.../09/2014 (fls. 323/327 e 334/350), havendo sido assistido, em referido ato, por Advogado regularmente constituído pelo próprio súdito estrangeiro em questão (fls. 323). Em 17/09/2014, determinei à Secretaria Judiciária desta Corte que procedesse à notificação do ilustre Advogado constituído pelo ora extraditando, para que oferecesse, no prazo de dez (10) dias, a pertinente defesa escrita, nos termos do art. 210 do RISTF. Observo que, não obstante regularmente intimado (DJe n 182, do dia 19/09/2014), o ilustre Advogado constituído, “apud acta”, pelo ora extraditando deixou de impugnar o pedido extradicional (RISTF , art. 210), motivo pelo qual o Senhor Petr Falta foi intimado para que constituísse, querendo, novo mandatário judicial. Uma vez que o Senhor Petr Falta deixou transcorrer, “in albis”, o prazo que lhe foi concedido para regularizar sua representação processual, encaminhei os autos ao eminente Senhor Defensor Público-Geral Federal, em ordem a propiciar ao súdito estrangeiro em causa a possibilidade de exercer defesa técnica neste processo de extradição (RISTF, art. 210, “caput”, e respectivo § 1...). O extraditando, por intermédio de Defensor Público Federal que lhe foi designado, ofereceu defesa, sustentando, em síntese, o que se segue (fls. 374/376): “Pois bem, inicialmente impende salientar que não existe Tratado de extradição celebrado entre o Brasil e a República Tcheca, não se afigurando suficiente para atender ao disposto no artigo 76 da Lei 6.815/1980 a afirmação genérica lançada pelo Estado requerente nos termos seguintes (EXT – f. 05 – …): 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 41 Relatório EXT 1334 / DF ‘O Ministério da Justiça da República Tcheca, apesar de estar ciente da inexistência do acordo contratual entre a República Federativa do Brasil e a República Tcheca em matéria de extradição das pessoas para a persecução penal ou execução penal ou execução da pena, ACREDITA na POSSIBILIDADE da reciprocidade e procedimento comum ao combater fatos criminais e infligir penas justas. O Ministério da Justiça da República Tcheca se refere a uma boa cooperação mútua na realização dos pedidos precedentes da República Tcheca da extradição de autores de fatos criminais.’ Como se vê, o GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA não prometeu ao Brasil a reciprocidade. O que se tem é uma vaga afirmação de que o Ministério da Justiça daquele país acredita (apenas acredita) na possibilidade (uma mera possibilidade) de reciprocidade. Ora, a lacônica afirmação do Ministério da Justiça de que (apenas) acredita na (mera) possibilidade de reciprocidade parece algo substancialmente diferente de uma PROMESSA de reciprocidade por parte do Governo do Estado requerente, requisito esse exigido no artigo 76 da Lei 6.815/1980 (‘A extradição poderá ser concedida quando o governo requerente se fundamentar em tratado, ou quando prometer ao Brasil a reciprocidade’ – …). De outro giro, sob a ótica da defesa técnica, o interrogatório não se traduziu em verdadeiro instrumento de autodefesa para o Extraditando, uma vez que ele demonstrou que mal compreendia o idioma nacional, bem como que não dispunha do vocabulário e da fluência necessários para responder às indagações que, durante esse ato processual, foram formuladas pela Magistrada Federal, pelo membro do Ministério Público Federal ou pelo Advogado que ele havia constituído para a sua defesa. …................................................................................................... Registre-se que o Advogado que o Senhor PETR FALTA constituíra, oportunamente, advertiu à Juíza Federal presidente do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF ‘O Ministério da Justiça da República Tcheca, apesar de estar ciente da inexistência do acordo contratual entre a República Federativa do Brasil e a República Tcheca em matéria de extradição das pessoas para a persecução penal ou execução penal ou execução da pena, ACREDITA na POSSIBILIDADE da reciprocidade e procedimento comum ao combater fatos criminais e infligir penas justas. O Ministério da Justiça da República Tcheca se refere a uma boa cooperação mútua na realização dos pedidos precedentes da República Tcheca da extradição de autores de fatos criminais.’ Como se vê, o GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA não prometeu ao Brasil a reciprocidade. O que se tem é uma vaga afirmação de que o Ministério da Justiça daquele país acredita (apenas acredita) na possibilidade (uma mera possibilidade) de reciprocidade. Ora, a lacônica afirmação do Ministério da Justiça de que (apenas) acredita na (mera) possibilidade de reciprocidade parece algo substancialmente diferente de uma PROMESSA de reciprocidade por parte do Governo do Estado requerente, requisito esse exigido no artigo 76 da Lei 6.815/1980 (‘A extradição poderá ser concedida quando o governo requerente se fundamentar em tratado, ou quando prometer ao Brasil a reciprocidade’ – …). De outro giro, sob a ótica da defesa técnica, o interrogatório não se traduziu em verdadeiro instrumento de autodefesa para o Extraditando, uma vez que ele demonstrou que mal compreendia o idioma nacional, bem como que não dispunha do vocabulário e da fluência necessários para responder às indagações que, durante esse ato processual, foram formuladas pela Magistrada Federal, pelo membro do Ministério Público Federal ou pelo Advogado que ele havia constituído para a sua defesa. …................................................................................................... Registre-se que o Advogado que o Senhor PETR FALTA constituíra, oportunamente, advertiu à Juíza Federal presidente do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 41 Relatório EXT 1334 / DF ato de interrogatório sobre a dificuldade do Extraditando com o idioma pátrio (EXT – f. 337). Essa dificuldade do Extraditando de comunicar-se em língua portuguesa é agravada pelo fato de a Juíza Federal haver indeferido a juntada (e mesmo a exibição) de um documento que o Senhor PETR FALTA solicitou que fosse apresentado pelo Advogado (conforme registrado às fls. 340 a 342 – EXT). Agora que o Advogado não está mais atuando no caso, a juntada de tal documento não foi realizada, de modo a estar recrudescido o risco à real utilidade do interrogatório realizado no presente feito. …................................................................................................... Noutro prisma, ao teor da narrativa apresentada pelo GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA tem-se que os fatos que motivam a persecução penal em face do extraditando naquele país são, em síntese, os seguintes (EXT – f. 04 – …): …................................................................................................... Ao que se depreende dessa narrativa, tem-se que o Estado requerente pretende punir com prisão o Extraditando em razão de ele haver tomado empréstimos que não conseguiu saldar no tempo aprazado. No ordenamento jurídico brasileiro, essa pretensão encontra óbice no artigo 5..., inciso LXVII, da Constituição (‘não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel!’), bem como é vedada pelo artigo 7..., item 7, do Pacto de São José da Costa Rica (‘Ninguém deve ser detido por dívidas. Este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar’). No Brasil, tomar dinheiro emprestado e não conseguir quitar o empréstimo é um ato ilícito na esfera civil, mas não na órbita penal. Não se trata, pois, de crime. Desse modo, o pedido de extradição em tela é vedado pela norma prevista no artigo 77, inciso II, da Lei 6.815/1980 (‘Art. 77. Não se concederá a extradição quando: (…) II – o fato que motivar o pedido não for considerado crime no Brasil ou no Estado requerente’).” (grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF ato de interrogatório sobre a dificuldade do Extraditando com o idioma pátrio (EXT – f. 337). Essa dificuldade do Extraditando de comunicar-se em língua portuguesa é agravada pelo fato de a Juíza Federal haver indeferido a juntada (e mesmo a exibição) de um documento que o Senhor PETR FALTA solicitou que fosse apresentado pelo Advogado (conforme registrado às fls. 340 a 342 – EXT). Agora que o Advogado não está mais atuando no caso, a juntada de tal documento não foi realizada, de modo a estar recrudescido o risco à real utilidade do interrogatório realizado no presente feito. …................................................................................................... Noutro prisma, ao teor da narrativa apresentada pelo GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA tem-se que os fatos que motivam a persecução penal em face do extraditando naquele país são, em síntese, os seguintes (EXT – f. 04 – …): …................................................................................................... Ao que se depreende dessa narrativa, tem-se que o Estado requerente pretende punir com prisão o Extraditando em razão de ele haver tomado empréstimos que não conseguiu saldar no tempo aprazado. No ordenamento jurídico brasileiro, essa pretensão encontra óbice no artigo 5..., inciso LXVII, da Constituição (‘não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel!’), bem como é vedada pelo artigo 7..., item 7, do Pacto de São José da Costa Rica (‘Ninguém deve ser detido por dívidas. Este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar’). No Brasil, tomar dinheiro emprestado e não conseguir quitar o empréstimo é um ato ilícito na esfera civil, mas não na órbita penal. Não se trata, pois, de crime. Desse modo, o pedido de extradição em tela é vedado pela norma prevista no artigo 77, inciso II, da Lei 6.815/1980 (‘Art. 77. Não se concederá a extradição quando: (…) II – o fato que motivar o pedido não for considerado crime no Brasil ou no Estado requerente’).” (grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 41 Relatório EXT 1334 / DF O Ministério Público Federal, por sua vez, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, ao opinar pelo deferimento do pedido extradicional, assim resumiu e apreciou a presente causa (fls. 382/391): “1. Trata-se de pedido de extradição instrutória formulado pelo Governo da República Tcheca, conforme a Nota Verbal n 1106/2013 (fl. 03). 2. O extraditando Petr Falta é investigado pela suposta prática do crime de fraude agravada, tipificado no art. 209, alínea 1, 5, letra ‘a’ do Código Penal da República Tcheca: ‘Quem obtiver enriquecimento para si ou para terceiro induzindo alguém em erro, aproveitando o erro de alguém ou ocultando factos relevantes, causando, desta forma, prejuízo patrimonial relevante, é punido com pena de prisão até 2 anos, de proibição de exercício de actividade ou de apreenção de objeto ou outro ativo. (5) O agente será punido com pena de 5 a 10 anos de prisão; a) quando causar, pelo acto referido no ponto 1, danos em grande escala’. 3. Consta que contra ele foi expedida ordem de prisão preventiva, datada de 17.10.2012, e firmada pelo Tribunal Distrital em Hradec Králové (fls. 20/30). 4. Em 9 de dezembro de 2013 foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva para fins de extradição (fl. 13/17 da PPE n 699), cumprida em 08.07.2014, encontrando-se o extraditando recolhido ao Presídio Cyridião Durval, em Maceió/AL (fl. 37 da PPE). O extraditando já estava detido pelo crime de uso de documento falso, cometido no Brasil, e pelo qual foi denunciado perante a 17... Vara Criminal de Maceió/AL (Processo n 000288- -88.2013.8.2.0024). 5. O extraditando, ao ser interrogado, alegou que chegou ao Brasil em 03.07.2012, tem esposa e filho na República Tcheca e tem ciência de que cometeu crime em seu país de origem (334/350). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF O Ministério Público Federal, por sua vez, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, ao opinar pelo deferimento do pedido extradicional, assim resumiu e apreciou a presente causa (fls. 382/391): “1. Trata-se de pedido de extradição instrutória formulado pelo Governo da República Tcheca, conforme a Nota Verbal n 1106/2013 (fl. 03). 2. O extraditando Petr Falta é investigado pela suposta prática do crime de fraude agravada, tipificado no art. 209, alínea 1, 5, letra ‘a’ do Código Penal da República Tcheca: ‘Quem obtiver enriquecimento para si ou para terceiro induzindo alguém em erro, aproveitando o erro de alguém ou ocultando factos relevantes, causando, desta forma, prejuízo patrimonial relevante, é punido com pena de prisão até 2 anos, de proibição de exercício de actividade ou de apreenção de objeto ou outro ativo. (5) O agente será punido com pena de 5 a 10 anos de prisão; a) quando causar, pelo acto referido no ponto 1, danos em grande escala’. 3. Consta que contra ele foi expedida ordem de prisão preventiva, datada de 17.10.2012, e firmada pelo Tribunal Distrital em Hradec Králové (fls. 20/30). 4. Em 9 de dezembro de 2013 foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva para fins de extradição (fl. 13/17 da PPE n 699), cumprida em 08.07.2014, encontrando-se o extraditando recolhido ao Presídio Cyridião Durval, em Maceió/AL (fl. 37 da PPE). O extraditando já estava detido pelo crime de uso de documento falso, cometido no Brasil, e pelo qual foi denunciado perante a 17... Vara Criminal de Maceió/AL (Processo n 000288- -88.2013.8.2.0024). 5. O extraditando, ao ser interrogado, alegou que chegou ao Brasil em 03.07.2012, tem esposa e filho na República Tcheca e tem ciência de que cometeu crime em seu país de origem (334/350). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 41 Relatório EXT 1334 / DF 6. A defesa, a cargo da Defensoria Pública, questiona a promessa de reciprocidade e a validade do interrogatório, pois o extraditando mal compreende o idioma nacional e foi interrogado sem tradutor. Alega que os fatos imputados ao extraditando não constituem crime no Brasil. Pede o indeferimento do pedido. 7. A inexistência de tratado bilateral de extradição entre o Brasil e a República Tcheca é suprida pela promessa de reciprocidade constante da nota verbal transmitida pela Embaixada do país requerente (fl. 3/5). A redação da nota verbal, apesar de questionada pela defesa, não deixa dúvida de que foi ofertada a reciprocidade. 8. Não há crime político e a Justiça estrangeira é competente para a investigação dos fatos. 9. O fato de o extraditando não ser fluente em português não chegou a comprometer a validade do interrogatório, ficando claro que ele tem pleno conhecimento dos fatos. 10. O pedido de extradição instrutória contém indicações sobre local, data, natureza e circunstâncias dos fatos imputados ao extraditando. O pedido está instruído com o mandado de prisão do juiz estrangeiro, que narra suficientemente os fatos atribuídos ao extraditando. Também constam os textos da lei penal estrangeira sobre o crime, a pena e sua prescrição (fls. 20/30). 11. Os documentos apresentados pela autoridade estrangeira narram que, por fatos ocorridos entre julho de 2007 e junho de 2012, o extraditando é acusado de ser (…) responsável pelo crime de fraude agravada, por ter repetidas vezes tomado empréstimos a várias pessoas, a todas iludindo com a promessa de valorização do investimento, supostamente destinado à compra de imóveis e à fabricação de aberturas de madeira. Eis a síntese dos fatos: ‘1. No início de Julho de 2007, em data não apurada, no lugar de Novy Hrádek, distrito de Náchod, levou a que o lesado Bohumil Bares, nasc. 12/06/1957, residente em Novy Hrádek 303, lhe emprestasse dinheiro no valor de 250.000 coroas checas sob o pretexto de dificuldades financeiras, a fim de pagar as prestações do crédito bancário n 51-3093011107/0100 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF 6. A defesa, a cargo da Defensoria Pública, questiona a promessa de reciprocidade e a validade do interrogatório, pois o extraditando mal compreende o idioma nacional e foi interrogado sem tradutor. Alega que os fatos imputados ao extraditando não constituem crime no Brasil. Pede o indeferimento do pedido. 7. A inexistência de tratado bilateral de extradição entre o Brasil e a República Tcheca é suprida pela promessa de reciprocidade constante da nota verbal transmitida pela Embaixada do país requerente (fl. 3/5). A redação da nota verbal, apesar de questionada pela defesa, não deixa dúvida de que foi ofertada a reciprocidade. 8. Não há crime político e a Justiça estrangeira é competente para a investigação dos fatos. 9. O fato de o extraditando não ser fluente em português não chegou a comprometer a validade do interrogatório, ficando claro que ele tem pleno conhecimento dos fatos. 10. O pedido de extradição instrutória contém indicações sobre local, data, natureza e circunstâncias dos fatos imputados ao extraditando. O pedido está instruído com o mandado de prisão do juiz estrangeiro, que narra suficientemente os fatos atribuídos ao extraditando. Também constam os textos da lei penal estrangeira sobre o crime, a pena e sua prescrição (fls. 20/30). 11. Os documentos apresentados pela autoridade estrangeira narram que, por fatos ocorridos entre julho de 2007 e junho de 2012, o extraditando é acusado de ser (…) responsável pelo crime de fraude agravada, por ter repetidas vezes tomado empréstimos a várias pessoas, a todas iludindo com a promessa de valorização do investimento, supostamente destinado à compra de imóveis e à fabricação de aberturas de madeira. Eis a síntese dos fatos: ‘1. No início de Julho de 2007, em data não apurada, no lugar de Novy Hrádek, distrito de Náchod, levou a que o lesado Bohumil Bares, nasc. 12/06/1957, residente em Novy Hrádek 303, lhe emprestasse dinheiro no valor de 250.000 coroas checas sob o pretexto de dificuldades financeiras, a fim de pagar as prestações do crédito bancário n 51-3093011107/0100 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 41 Relatório EXT 1334 / DF obtido junto da instituição Komercní banka, banco do qual provinham os meios financeiros avançados por Bohumil Bares. O ora processado não cumpriu o acordo, tendo direcionado a verba para seu uso pessoal causando, deste modo, ao lesado Bohumil Bares, um dano no valor mínimo de 250.000 coroas checas. Em 20 de Outubro de 2010, em Novy Hrádek, levou o lesado Bohumil Bares a emprestar uma quantia de dinheiro no valor de 2.000.000 coroas checas, verba que o lesado Bares obteve previamente por meio do Contrato de crédito n 585/2009 celebrado com a sociedade Leasing Star, s.r.o., Teplice, NI 41324536, com sede em Krakovská 1346, Praha. Os meios referidos foram pedidos sob o pretexto de precisar de dinheiro para fabricar 300 peças de janelas duplas de madeira para o Conselho Municipal da cidade de Plzen, tendo o ora processado prometido pagar as mensalidades do crédito no valor de 39.000 coroas checas, substituindo-se ao devedor original Bohumil Bares. Tal pagamento prestacional foi interrompido no início do ano de 2012 e nunca retomado. 2. No início do verão de 2008, em data exata não apurada, em Náchod, levou o lesado Marek Stfecha, médico, nasc. 13/06/1966, residente em Duhová 265, em Náchod, emprestar-lhe dinheiro no valor de 1.000.000 de coroas checas sob o pretexto de realização de empreendimento comum no ramo de fabricação das janelas EURO. Comprometeu-se a pagar as mensalidades decorrentes do Contrato de crédito do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Stfecha. Este pagamento aconteceu apenas até Abril de 2012, sendo depois interrompido. (…) No início do verão de 2009, em data exata não apurada, em Náchod, levou o lesado Marek Stfecha, médico, a emprestar-lhe dinheiro no valor de 950.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar máquina de fabricar aglomerados a partir de aparas de madeira. (…) durante o ano 2009, em data exata não apurada, em Náchod, levou lesado Marek Stfecha, médico, a realizar empréstimo de dinheiro no valor de 700.000 coroas checas. Comprometeu-se a pagar as mensalidades decorrentes do Contrato de crédito com o banco 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF obtido junto da instituição Komercní banka, banco do qual provinham os meios financeiros avançados por Bohumil Bares. O ora processado não cumpriu o acordo, tendo direcionado a verba para seu uso pessoal causando, deste modo, ao lesado Bohumil Bares, um dano no valor mínimo de 250.000 coroas checas. Em 20 de Outubro de 2010, em Novy Hrádek, levou o lesado Bohumil Bares a emprestar uma quantia de dinheiro no valor de 2.000.000 coroas checas, verba que o lesado Bares obteve previamente por meio do Contrato de crédito n 585/2009 celebrado com a sociedade Leasing Star, s.r.o., Teplice, NI 41324536, com sede em Krakovská 1346, Praha. Os meios referidos foram pedidos sob o pretexto de precisar de dinheiro para fabricar 300 peças de janelas duplas de madeira para o Conselho Municipal da cidade de Plzen, tendo o ora processado prometido pagar as mensalidades do crédito no valor de 39.000 coroas checas, substituindo-se ao devedor original Bohumil Bares. Tal pagamento prestacional foi interrompido no início do ano de 2012 e nunca retomado. 2. No início do verão de 2008, em data exata não apurada, em Náchod, levou o lesado Marek Stfecha, médico, nasc. 13/06/1966, residente em Duhová 265, em Náchod, emprestar-lhe dinheiro no valor de 1.000.000 de coroas checas sob o pretexto de realização de empreendimento comum no ramo de fabricação das janelas EURO. Comprometeu-se a pagar as mensalidades decorrentes do Contrato de crédito do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Stfecha. Este pagamento aconteceu apenas até Abril de 2012, sendo depois interrompido. (…) No início do verão de 2009, em data exata não apurada, em Náchod, levou o lesado Marek Stfecha, médico, a emprestar-lhe dinheiro no valor de 950.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar máquina de fabricar aglomerados a partir de aparas de madeira. (…) durante o ano 2009, em data exata não apurada, em Náchod, levou lesado Marek Stfecha, médico, a realizar empréstimo de dinheiro no valor de 700.000 coroas checas. Comprometeu-se a pagar as mensalidades decorrentes do Contrato de crédito com o banco 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 41 Relatório EXT 1334 / DF Ceská spofitelna do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Stfecha, o que aconteceu apenas até Abril de 2012. (…) no total causou ao lesado Marek Stfecha danos no valor mínimo de 1.550.000 coroas checas. 3. Durante o período compreendido entre Setembro 2009 e 25 de Fevereiro de 2011, em diversos lugares de Praga e de Náchod, levou o lesado Petr Klika, nasc. 05/11/1952, residente em Raisova 1817, Náchod, a realizar empréstimo de dinheiro em seis prestações no valor total de 3.644.000 coroas checas sob o pretexto de valorização dos meios financeiros emprestados mediante investimento na fabricação de placas de madeira. Prometeu ao lesado pagar juros no valor de 4% ao ano bem como pagar as mensalidades do crédito do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Petr Klika. No entanto, tal acordo não foi cumprido e os meios financeiros obtidos deste modo foram direcionados para seu pessoal. 4. Em 24 de Fevereiro de 2012, em Náchod, levou a lesada Stanislava Prokopová, nasc. 28/03/1963, residente a U Haly 54, Dolní Radechová, a emprestar quantia de dinheiro no valor de 250.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para investimento em construções de madeira finlandesas. Stanislava Prokopová obteve tal dinheiro através de Contrato de empréstimo com hipoteca. O ora processado prometeu reembolso do empréstimo dentro de um ano, acrescido de um rendimento de 10%, tendo cumprido apenas parcialmente e de forma irregular, durante o ano 2010, em data exata não apurada, levou a lesada Stanislava Prokopová a emprestar meios financeiros no valor total de 650.000 coroas checas, verba que Stanislava Prokopová obteve mediante Contrato de locação financeira n 33557111 celebrado com a sociedade GE Money Auto, s.r.o. e mediante Contrato de crédito n 0171846449 celebrado com a sociedade Ceská spofitelna, a.s. O ora processado prometeu pagar comissões mensais no valor de 5 a 8% do montante emprestado, o que fez apenas parcialmente e de forma irregular. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Ceská spofitelna do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Stfecha, o que aconteceu apenas até Abril de 2012. (…) no total causou ao lesado Marek Stfecha danos no valor mínimo de 1.550.000 coroas checas. 3. Durante o período compreendido entre Setembro 2009 e 25 de Fevereiro de 2011, em diversos lugares de Praga e de Náchod, levou o lesado Petr Klika, nasc. 05/11/1952, residente em Raisova 1817, Náchod, a realizar empréstimo de dinheiro em seis prestações no valor total de 3.644.000 coroas checas sob o pretexto de valorização dos meios financeiros emprestados mediante investimento na fabricação de placas de madeira. Prometeu ao lesado pagar juros no valor de 4% ao ano bem como pagar as mensalidades do crédito do qual provinham os meios financeiros fornecidos por Petr Klika. No entanto, tal acordo não foi cumprido e os meios financeiros obtidos deste modo foram direcionados para seu pessoal. 4. Em 24 de Fevereiro de 2012, em Náchod, levou a lesada Stanislava Prokopová, nasc. 28/03/1963, residente a U Haly 54, Dolní Radechová, a emprestar quantia de dinheiro no valor de 250.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para investimento em construções de madeira finlandesas. Stanislava Prokopová obteve tal dinheiro através de Contrato de empréstimo com hipoteca. O ora processado prometeu reembolso do empréstimo dentro de um ano, acrescido de um rendimento de 10%, tendo cumprido apenas parcialmente e de forma irregular, durante o ano 2010, em data exata não apurada, levou a lesada Stanislava Prokopová a emprestar meios financeiros no valor total de 650.000 coroas checas, verba que Stanislava Prokopová obteve mediante Contrato de locação financeira n 33557111 celebrado com a sociedade GE Money Auto, s.r.o. e mediante Contrato de crédito n 0171846449 celebrado com a sociedade Ceská spofitelna, a.s. O ora processado prometeu pagar comissões mensais no valor de 5 a 8% do montante emprestado, o que fez apenas parcialmente e de forma irregular. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 41 Relatório EXT 1334 / DF 5. Em 2010, em data exata não apurada, em Úpice, levou o lesado Jifí Leden, nasc. 28/10/1958, residente a Jiráskova 731, Úpice, a emprestar dinheiro no valor de 1.200.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para iniciar a fabricação de janelas EURO na comuna de Kárany u Prahy. Prometeu pagar o empréstimo sob a forma de prestações regulares, o que fez mas apenas parcialmente e de forma irregular. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal e os seus atos causaram ao lesado Jifí Leden danos no valor mínimo de 840.000 coroas checas. 6. No início de 2011, em data exata não apurada, em Náchod-Jizbice, levou o lesado Petr Spacek, nasc. 24/12/1982, residente a Jizbice 44, Náchod, a fornecer empréstimo de dinheiro no valor de 1.200.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar uma linha de produção CNC para fabricar as janelas EURO. Comprometeu-se a pagar o empréstimo sob a forma de mensalidades regulares, o que fez apenas no início. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal, tendo causado ao lesado Petr Spacek danos no valor mínimo de 400.000 coroas checas, em 3 de Abril de 2012 em Náchod o ora processado levou o lesado Petr Spacek a emprestar-lhe dinheiro no valor de 1.920.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar uma floresta situada junto à fronteira eslovaca. Comprometeu-se a pagar o empréstimo até 10 de Maio de 2012, sem sucesso. 7. Em 24 de Fevereiro de 2011, em Náchod, levou o lesado Zbynék Gebrt, nasc. 04/10/1955, residente em U Haly 54, Dolní Radechová, a emprestar quantia de dinheiro no valor de 240.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para investimento em construções de madeira finlandesas. Zdenék Gebrt obteve o dado montante mediante Contrato de crédito hipotecário. Prometeu reembolso do empréstimo dentro de um ano, acrescido de valorização de 10%, o que cumpriu mas apenas parcialmente e de forma irregular. Posteriormente, durante o verão de 2011, em data exata não apurada, em Dolní 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF 5. Em 2010, em data exata não apurada, em Úpice, levou o lesado Jifí Leden, nasc. 28/10/1958, residente a Jiráskova 731, Úpice, a emprestar dinheiro no valor de 1.200.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para iniciar a fabricação de janelas EURO na comuna de Kárany u Prahy. Prometeu pagar o empréstimo sob a forma de prestações regulares, o que fez mas apenas parcialmente e de forma irregular. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal e os seus atos causaram ao lesado Jifí Leden danos no valor mínimo de 840.000 coroas checas. 6. No início de 2011, em data exata não apurada, em Náchod-Jizbice, levou o lesado Petr Spacek, nasc. 24/12/1982, residente a Jizbice 44, Náchod, a fornecer empréstimo de dinheiro no valor de 1.200.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar uma linha de produção CNC para fabricar as janelas EURO. Comprometeu-se a pagar o empréstimo sob a forma de mensalidades regulares, o que fez apenas no início. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal, tendo causado ao lesado Petr Spacek danos no valor mínimo de 400.000 coroas checas, em 3 de Abril de 2012 em Náchod o ora processado levou o lesado Petr Spacek a emprestar-lhe dinheiro no valor de 1.920.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de comprar uma floresta situada junto à fronteira eslovaca. Comprometeu-se a pagar o empréstimo até 10 de Maio de 2012, sem sucesso. 7. Em 24 de Fevereiro de 2011, em Náchod, levou o lesado Zbynék Gebrt, nasc. 04/10/1955, residente em U Haly 54, Dolní Radechová, a emprestar quantia de dinheiro no valor de 240.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para investimento em construções de madeira finlandesas. Zdenék Gebrt obteve o dado montante mediante Contrato de crédito hipotecário. Prometeu reembolso do empréstimo dentro de um ano, acrescido de valorização de 10%, o que cumpriu mas apenas parcialmente e de forma irregular. Posteriormente, durante o verão de 2011, em data exata não apurada, em Dolní 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 41 Relatório EXT 1334 / DF Radechová levou o lesado Zbynèk Gebrt a fornecer empréstimo de dinheiro no valor de 727.000 coroas checas, verba que Zbynèk Gebrt obteve mediante Contrato de empréstimo empresarial celebrado com a sociedade Ceská spofitelna a.s.. Prometeu o reembolso do empréstimo dentro de um ano, incluindo um aumento de 10% sobre o valor emprestado, o que cumpriu apenas parcialmente e de forma irregular. 8. Durante o período compreendido entre a primavera de 2011 e 29 de Junho de 2011, em data exata não apurada, em Náchod, convenceu o lesado Alois Vejmola, médico, nasc. 03/08/1950, residente em Lhotky 7, Kramolna, a 5 ou 6 empréstimos de dinheiro no valor total de 1.940.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar madeira e sob promessa de valorização dos meios financeiros mediante investimento num empreendimento. Prometeu o reembolso do dinheiro no prazo de um mês o que não aconteceu. Pagou apenas o montante de 300.000 coroas checas. Os meios financeiros obtidos foram direcionados para seu uso pessoal tendo provocado, com os seus atos, ao lesado Alois Vejmola, danos no valor total mínimo de 1.640.000 coroas checas. 9. Em Janeiro de 2012, em data exata não apurada, em Hradec Králové, levou a lesada Marcela Rezníková, nasc. 08/07/1948, residente em Formánkova 506/3, Hradec Králové, a conceder empréstimo de dinheiro no valor de 1.800.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar florestas na região de Ostrava e na Eslováquia. A seguir, em 14 de Março de 2012, levou a lesada Marcela Rezníková a conceder-lhe empréstimo de dinheiro no valor de 500.000 coroas checas. Prometeu reembolso dos dois empréstimos o mais tardar até 13 de Abril de 2012, incluindo um aumento do montante no valor de 70.000 coroas checas o que não sucedeu nem na data acordada nem depois. Os meios financeiros assim obtidos foram direcionados para seu uso pessoal e com os seus actos causou à lesada Marcela Rezníková danos no valor total mínimo de 2.300.000 coroas checas. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Radechová levou o lesado Zbynèk Gebrt a fornecer empréstimo de dinheiro no valor de 727.000 coroas checas, verba que Zbynèk Gebrt obteve mediante Contrato de empréstimo empresarial celebrado com a sociedade Ceská spofitelna a.s.. Prometeu o reembolso do empréstimo dentro de um ano, incluindo um aumento de 10% sobre o valor emprestado, o que cumpriu apenas parcialmente e de forma irregular. 8. Durante o período compreendido entre a primavera de 2011 e 29 de Junho de 2011, em data exata não apurada, em Náchod, convenceu o lesado Alois Vejmola, médico, nasc. 03/08/1950, residente em Lhotky 7, Kramolna, a 5 ou 6 empréstimos de dinheiro no valor total de 1.940.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar madeira e sob promessa de valorização dos meios financeiros mediante investimento num empreendimento. Prometeu o reembolso do dinheiro no prazo de um mês o que não aconteceu. Pagou apenas o montante de 300.000 coroas checas. Os meios financeiros obtidos foram direcionados para seu uso pessoal tendo provocado, com os seus atos, ao lesado Alois Vejmola, danos no valor total mínimo de 1.640.000 coroas checas. 9. Em Janeiro de 2012, em data exata não apurada, em Hradec Králové, levou a lesada Marcela Rezníková, nasc. 08/07/1948, residente em Formánkova 506/3, Hradec Králové, a conceder empréstimo de dinheiro no valor de 1.800.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar florestas na região de Ostrava e na Eslováquia. A seguir, em 14 de Março de 2012, levou a lesada Marcela Rezníková a conceder-lhe empréstimo de dinheiro no valor de 500.000 coroas checas. Prometeu reembolso dos dois empréstimos o mais tardar até 13 de Abril de 2012, incluindo um aumento do montante no valor de 70.000 coroas checas o que não sucedeu nem na data acordada nem depois. Os meios financeiros assim obtidos foram direcionados para seu uso pessoal e com os seus actos causou à lesada Marcela Rezníková danos no valor total mínimo de 2.300.000 coroas checas. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 41 Relatório EXT 1334 / DF 10. No fim de Junho de 2012, em dia exato não apurado, em Hradec Králové, levou o lesado Karel Cejpa, nasc. 03/11/1942, residente em Dolní Radechová 90, Náchod, a conceder-lhe empréstimo de dinheiro no valor de 400.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar um terreno nos arredores de Bmo, com promessa de reembolso do empréstimo no prazo de um mês, com valorização de 10%, o que não sucedeu. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal e com seus actos causou ao lesado Karel Cejpa danos no valor total mínimo de 400.000 coroas checas. 11. Durante o período compreendido entre meados de 2009 e 1 de Julho de 2012 em Ceská Skalice, Náchod e outros locais, levou o lesado Radek Vejdêlek, nasc. 09/03/1978, residente em Nerudova 684, Ceská Skalice, a conceder 20 empréstimos de dinheiro prometendo valorização de 30% a 300%, reembolso dos meios financeiros no prazo de um ano e pagamento dos juros a cada dois meses, o que fez apenas parcialmente e de forma irregular. O dinheiro emprestado foi usado para seu uso pessoal e com os seus actos causou ao lesado Petr Vejdêlek danos no valor total mínimo de 2.500.000 coroas checas. Por despacho do comissário da Polícia de República Checa, Direção regional de Polícia da região de Hradec Králové, Departamento de Criminalidade económica, Serviço de Polícia criminal e de investigações de Hradec Králové, posto de serviço Náchod, datado de 20 de Setembro de 2012, com o n de processo KRPH-69504/TC-2012-050080 o período de procedimento penal sobre o acusado foi alargado devido à existência de outros actos singulares de atividade criminosa fraudulenta continuada, cometidos contra mais nove lesados aos quais causou danos no valor de 38.649.000 coroas checas por repetidamente os levar a fornecer dinheiro que prometia devolver até certa data acordada, promessa que nunca cumpria, acrescendo que já à data da contração dos empréstimos de dinheiro em causa devia saber que, considerando a sua situação financeira, não seria capaz de 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF 10. No fim de Junho de 2012, em dia exato não apurado, em Hradec Králové, levou o lesado Karel Cejpa, nasc. 03/11/1942, residente em Dolní Radechová 90, Náchod, a conceder-lhe empréstimo de dinheiro no valor de 400.000 coroas checas sob o pretexto de precisar de dinheiro para comprar um terreno nos arredores de Bmo, com promessa de reembolso do empréstimo no prazo de um mês, com valorização de 10%, o que não sucedeu. Os meios financeiros obtidos foram usados para seu uso pessoal e com seus actos causou ao lesado Karel Cejpa danos no valor total mínimo de 400.000 coroas checas. 11. Durante o período compreendido entre meados de 2009 e 1 de Julho de 2012 em Ceská Skalice, Náchod e outros locais, levou o lesado Radek Vejdêlek, nasc. 09/03/1978, residente em Nerudova 684, Ceská Skalice, a conceder 20 empréstimos de dinheiro prometendo valorização de 30% a 300%, reembolso dos meios financeiros no prazo de um ano e pagamento dos juros a cada dois meses, o que fez apenas parcialmente e de forma irregular. O dinheiro emprestado foi usado para seu uso pessoal e com os seus actos causou ao lesado Petr Vejdêlek danos no valor total mínimo de 2.500.000 coroas checas. Por despacho do comissário da Polícia de República Checa, Direção regional de Polícia da região de Hradec Králové, Departamento de Criminalidade económica, Serviço de Polícia criminal e de investigações de Hradec Králové, posto de serviço Náchod, datado de 20 de Setembro de 2012, com o n de processo KRPH-69504/TC-2012-050080 o período de procedimento penal sobre o acusado foi alargado devido à existência de outros actos singulares de atividade criminosa fraudulenta continuada, cometidos contra mais nove lesados aos quais causou danos no valor de 38.649.000 coroas checas por repetidamente os levar a fornecer dinheiro que prometia devolver até certa data acordada, promessa que nunca cumpria, acrescendo que já à data da contração dos empréstimos de dinheiro em causa devia saber que, considerando a sua situação financeira, não seria capaz de 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 41 Relatório EXT 1334 / DF cumprir os seus compromissos e devolver às pessoas lesadas a totalidade dos meios financeiros emprestados. (…) Assim, verifica-se que o ora acusado causou danos no valor mínimo de 38.649.000 coroas checas. No total, até agora, 58.556.500 coroas checas.’ 12. Está comprovada a competência da Justiça tcheca (os fatos ocorreram na República Tcheca, de onde é nacional o extraditando) e a dupla incriminação, pois os fatos atribuídos ao extraditando correspondem, no Brasil, ao crime de estelionato (art. 171, do Código Penal). 13. É consabido que na extradição instrutória não cabe pesquisar os elementos de convicção nos quais se fundou a Justiça do Estado estrangeiro para iniciar a investigação penal e decretar a prisão preventiva do extraditando, não cabendo discutir neste momento se o extraditando agiu com dolo ao praticar os fatos pelos quais está sendo investigado (Extradição 531, rel. Min. Sydney Sanches, RTJ 136(2):540, maio 91; Extradição 542, rel. Min. Celso de Mello, RTJ 140(2):436, maio 1992; Extradição 549, rel. Min. Celso de Mello, RTJ 141(2):397, ago. 92). 14. Não é possível afastar de plano o dolo do extraditando e impedir a Justiça estrangeira de prosseguir na apuração e esclarecimento dos fatos. A desclassificação para simples fraude civil, pretendida pela Defensoria Pública, é questão de mérito e só poderá ser decidida, pelo juiz estrangeiro, após o encerramento da instrução. …................................................................................................... 16. Quanto à prescrição, que no caso é da pretensão punitiva e regula-se pelo máximo da pena cominada, tem-se que o crime imputado ao extraditando, fraude agravada, tem pena máxima de 10 anos de prisão (fl. 27). Os fatos ocorreram entre julho de 2007 e junho de 2012. Pela legislação da República Tcheca, a prescrição se dá após decorridos quinze (15) anos da data do fato (art. 34, ‘b’, do Código Penal tcheco). Ademais, a ordem de prisão decretada pela Justiça tcheca, em 17.10.2012 (fls. 20), é causa interruptiva da 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF cumprir os seus compromissos e devolver às pessoas lesadas a totalidade dos meios financeiros emprestados. (…) Assim, verifica-se que o ora acusado causou danos no valor mínimo de 38.649.000 coroas checas. No total, até agora, 58.556.500 coroas checas.’ 12. Está comprovada a competência da Justiça tcheca (os fatos ocorreram na República Tcheca, de onde é nacional o extraditando) e a dupla incriminação, pois os fatos atribuídos ao extraditando correspondem, no Brasil, ao crime de estelionato (art. 171, do Código Penal). 13. É consabido que na extradição instrutória não cabe pesquisar os elementos de convicção nos quais se fundou a Justiça do Estado estrangeiro para iniciar a investigação penal e decretar a prisão preventiva do extraditando, não cabendo discutir neste momento se o extraditando agiu com dolo ao praticar os fatos pelos quais está sendo investigado (Extradição 531, rel. Min. Sydney Sanches, RTJ 136(2):540, maio 91; Extradição 542, rel. Min. Celso de Mello, RTJ 140(2):436, maio 1992; Extradição 549, rel. Min. Celso de Mello, RTJ 141(2):397, ago. 92). 14. Não é possível afastar de plano o dolo do extraditando e impedir a Justiça estrangeira de prosseguir na apuração e esclarecimento dos fatos. A desclassificação para simples fraude civil, pretendida pela Defensoria Pública, é questão de mérito e só poderá ser decidida, pelo juiz estrangeiro, após o encerramento da instrução. …................................................................................................... 16. Quanto à prescrição, que no caso é da pretensão punitiva e regula-se pelo máximo da pena cominada, tem-se que o crime imputado ao extraditando, fraude agravada, tem pena máxima de 10 anos de prisão (fl. 27). Os fatos ocorreram entre julho de 2007 e junho de 2012. Pela legislação da República Tcheca, a prescrição se dá após decorridos quinze (15) anos da data do fato (art. 34, ‘b’, do Código Penal tcheco). Ademais, a ordem de prisão decretada pela Justiça tcheca, em 17.10.2012 (fls. 20), é causa interruptiva da 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 41 Relatório EXT 1334 / DF prescrição, conforme o art. 34, 4, ‘a’ do Código Penal da República Tcheca: ‘4) A prescrição interrompe-se: com início do procedimento criminal por acto criminoso relacionado com a prescrição e, igualmente, com a transferência para a custódia, emissão de mandado de detenção ou mandado europeu de detenção, apresentação da acusação, proposta de aprovação de acordo sobre culpa e pena, proposta de punição, publicação da sentença condenatória pelo acto criminoso referido ou entrega da decisão administrativa condenatória por tal acto ao arguido’. Portanto, ainda não houve o transcurso do prazo prescricional pela legislação do Estado requerente. 17. Pela lei brasileira também não há prescrição, o prazo de prescrição é de doze anos (Código Penal Brasileiro, art. 109, III), pois o estelionato tem pena máxima de cinco (5) anos. 18. Quanto à detração (art. 91, II, da lei 6.815/80), deve ser computado apenas o tempo em que o extraditando esteve preso para fins de extradição, não cabendo a detração pelo tempo que ele ficou preso pelo crime praticado no Brasil. 19. Isso posto, o Ministério Público Federal opina pelo deferimento do pedido de extradição, sem prejuízo da observância dos artigos 89 e 67 da Lei 6.815/80, tendo em vista a notícia de que há ação penal em tramitação na Justiça Brasileira.” (grifei) É o relatório. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF prescrição, conforme o art. 34, 4, ‘a’ do Código Penal da República Tcheca: ‘4) A prescrição interrompe-se: com início do procedimento criminal por acto criminoso relacionado com a prescrição e, igualmente, com a transferência para a custódia, emissão de mandado de detenção ou mandado europeu de detenção, apresentação da acusação, proposta de aprovação de acordo sobre culpa e pena, proposta de punição, publicação da sentença condenatória pelo acto criminoso referido ou entrega da decisão administrativa condenatória por tal acto ao arguido’. Portanto, ainda não houve o transcurso do prazo prescricional pela legislação do Estado requerente. 17. Pela lei brasileira também não há prescrição, o prazo de prescrição é de doze anos (Código Penal Brasileiro, art. 109, III), pois o estelionato tem pena máxima de cinco (5) anos. 18. Quanto à detração (art. 91, II, da lei 6.815/80), deve ser computado apenas o tempo em que o extraditando esteve preso para fins de extradição, não cabendo a detração pelo tempo que ele ficou preso pelo crime praticado no Brasil. 19. Isso posto, o Ministério Público Federal opina pelo deferimento do pedido de extradição, sem prejuízo da observância dos artigos 89 e 67 da Lei 6.815/80, tendo em vista a notícia de que há ação penal em tramitação na Justiça Brasileira.” (grifei) É o relatório. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A República Tcheca pretende a entrega extradicional de Petr Falta, súdito tcheco, contra quem existe, naquele País, acusação penal pela suposta prática de crimes de “fraude agravada”. A presente extradição reveste-se de caráter instrutório (YUSSEF SAID CAHALI, “Estatuto do Estrangeiro”, p. 315, item n. 26.30, 2... ed., 2011, RT; GILDA RUSSOMANO, “A Extradição no Direito Internacional e no Direito Brasileiro”, p. 22, 2... ed., 1973, Konfino; MIRTÔ FRAGA, “O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 318, 1985, Forense), pois o ora extraditando – porque sujeito a procedimento penal em curso – ainda não sofreu condenação definitiva pela eventual perpetração de mencionadas infrações delituosas. Entendo, primeiramente, que esta extradição reveste-se de plena legitimidade e encontra fundamento jurídico no compromisso de reciprocidade formalmente assumido pelo Governo do Estado requerente (fls. 03/05). É que não existe entre o Brasil e a República Tcheca tratado de extradição. Tal circunstância, contudo, não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional, desde que o Estado requerente, como no caso, prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática, consoante tem sido reiteradamente enfatizado pela jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 96/42, Rel. Min. RAFAEL MAYER – RTJ 145/428-430, Red. p/ o acórdão Min. SEPÚLVEDA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A República Tcheca pretende a entrega extradicional de Petr Falta, súdito tcheco, contra quem existe, naquele País, acusação penal pela suposta prática de crimes de “fraude agravada”. A presente extradição reveste-se de caráter instrutório (YUSSEF SAID CAHALI, “Estatuto do Estrangeiro”, p. 315, item n. 26.30, 2... ed., 2011, RT; GILDA RUSSOMANO, “A Extradição no Direito Internacional e no Direito Brasileiro”, p. 22, 2... ed., 1973, Konfino; MIRTÔ FRAGA, “O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 318, 1985, Forense), pois o ora extraditando – porque sujeito a procedimento penal em curso – ainda não sofreu condenação definitiva pela eventual perpetração de mencionadas infrações delituosas. Entendo, primeiramente, que esta extradição reveste-se de plena legitimidade e encontra fundamento jurídico no compromisso de reciprocidade formalmente assumido pelo Governo do Estado requerente (fls. 03/05). É que não existe entre o Brasil e a República Tcheca tratado de extradição. Tal circunstância, contudo, não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional, desde que o Estado requerente, como no caso, prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática, consoante tem sido reiteradamente enfatizado pela jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 96/42, Rel. Min. RAFAEL MAYER – RTJ 145/428-430, Red. p/ o acórdão Min. SEPÚLVEDA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF PERTENCE – RTJ 162/452, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Ext 315/República Federal da Alemanha, Rel. Min. XAVIER DE ALBUQUERQUE – Ext 340/República Federal da Alemanha, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – Ext 824/República Federal da Alemanha, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Ext 897/República Tcheca, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Extradição. Tratado. Ausência que se supre com a promessa de reciprocidade. (…).” (RTJ 91/8, Rel. Min. LEITÃO DE ABREU – grifei) Cabe relembrar, neste ponto, por oportuno, que, além dos tratados bilaterais – que atuam, no contexto dos processos extradicionais, como verdadeiras “leges speciales” (RTJ 154/26, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 164/420-421, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.) –, também a promessa de reciprocidade constitui, em nosso sistema normativo, fundamento jurídico suficiente para legitimar a válida formulação do pedido de extradição passiva, consoante assinala o magistério da doutrina (ALEXANDRE DE MORAES, “Direitos Humanos Fundamentais”, p. 249, item n. 5.98, 3... ed., 2000, Atlas; CAROLINA CARDOSO GUIMARÃES LISBOA, “A Relação Extradicional no Direito Brasileiro”, p. 126/128, item n. 2.1.2, 2001, Del Rey; GILDA MACIEL CORRÊA MEYER RUSSOMANO, “A Extradição no Direito Internacional e no Direito Brasileiro”, p. 48, item n. 2, 3... ed., 1981, Revista dos Tribunais; ARTUR DE BRITO GUEIROS SOUZA, “As Novas Tendências do Direito Extradicional”, p. 105, item n. 1.3, 1998, Renovar; LUIZ ALBERTO DAVID ARAÚJO/VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, “Curso de Direito Constitucional”, p. 147, item n. 2.32, 6... ed., Saraiva; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Curso de Direito Constitucional”, p. 382, item n. 16.1, 2002, Celso Bastos Editor; JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público”, p. 198/200, itens ns. 115/116, 7... ed., 1998, Saraiva; CARMEN TIBURCIO/LUÍS ROBERTO BARROSO, “Algumas Questões sobre a Extradição no Direito Brasileiro”, “in” RT 787/437-460, 438). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF PERTENCE – RTJ 162/452, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Ext 315/República Federal da Alemanha, Rel. Min. XAVIER DE ALBUQUERQUE – Ext 340/República Federal da Alemanha, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – Ext 824/República Federal da Alemanha, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Ext 897/República Tcheca, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Extradição. Tratado. Ausência que se supre com a promessa de reciprocidade. (…).” (RTJ 91/8, Rel. Min. LEITÃO DE ABREU – grifei) Cabe relembrar, neste ponto, por oportuno, que, além dos tratados bilaterais – que atuam, no contexto dos processos extradicionais, como verdadeiras “leges speciales” (RTJ 154/26, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 164/420-421, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.) –, também a promessa de reciprocidade constitui, em nosso sistema normativo, fundamento jurídico suficiente para legitimar a válida formulação do pedido de extradição passiva, consoante assinala o magistério da doutrina (ALEXANDRE DE MORAES, “Direitos Humanos Fundamentais”, p. 249, item n. 5.98, 3... ed., 2000, Atlas; CAROLINA CARDOSO GUIMARÃES LISBOA, “A Relação Extradicional no Direito Brasileiro”, p. 126/128, item n. 2.1.2, 2001, Del Rey; GILDA MACIEL CORRÊA MEYER RUSSOMANO, “A Extradição no Direito Internacional e no Direito Brasileiro”, p. 48, item n. 2, 3... ed., 1981, Revista dos Tribunais; ARTUR DE BRITO GUEIROS SOUZA, “As Novas Tendências do Direito Extradicional”, p. 105, item n. 1.3, 1998, Renovar; LUIZ ALBERTO DAVID ARAÚJO/VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, “Curso de Direito Constitucional”, p. 147, item n. 2.32, 6... ed., Saraiva; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Curso de Direito Constitucional”, p. 382, item n. 16.1, 2002, Celso Bastos Editor; JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público”, p. 198/200, itens ns. 115/116, 7... ed., 1998, Saraiva; CARMEN TIBURCIO/LUÍS ROBERTO BARROSO, “Algumas Questões sobre a Extradição no Direito Brasileiro”, “in” RT 787/437-460, 438). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF A existência, no caso, de promessa de reciprocidade formulada pelo Estado requerente, como resulta inequívoco da Nota Verbal apresentada ao Governo brasileiro (fls. 03/05), legitima o processamento, na espécie, da presente ação de extradição passiva. Saliento, ainda, no que se refere aos aspectos formais do pedido, que o Estado requerente apresentou cópia da legislação necessária ao julgamento da presente extradição. Na realidade, produziram-se, nestes autos, cópias do mandado de detenção internacional emanado do Tribunal Distrital em Hradec Králové, situado na República Tcheca (fls. 20/30), dos documentos aptos a comprovar a identidade do extraditando (fls. 18/19), dos textos legais referentes à tipificação do delito de “fraude agravada” e concernentes à respectiva cominação penal (fls. 26/27), bem assim à correspondente prescrição penal (fls. 27/28). Cabe destacar, no ponto, que o mandado de prisão que instrui este pedido extradicional revela-se apto a satisfazer o requisito estabelecido no art. 80, § 1..., da Lei n 6.815/1980, pois apresenta indicações precisas sobre as datas, os locais, a natureza e as circunstâncias das práticas delituosas atribuídas ao súdito estrangeiro (fls. 20/30), achando-se, por isso mesmo, em conformidade com a diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte: “(...) 1. O pedido de extradição foi formalizado nos autos, com mandado de prisão que indica precisamente o local, a data, a natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos atribuídos ao extraditando, transcrevendo os dispositivos legais da ordem jurídica alemã pertinentes ao caso. Observados os requisitos do art. 77 da Lei n 6.815/80. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF A existência, no caso, de promessa de reciprocidade formulada pelo Estado requerente, como resulta inequívoco da Nota Verbal apresentada ao Governo brasileiro (fls. 03/05), legitima o processamento, na espécie, da presente ação de extradição passiva. Saliento, ainda, no que se refere aos aspectos formais do pedido, que o Estado requerente apresentou cópia da legislação necessária ao julgamento da presente extradição. Na realidade, produziram-se, nestes autos, cópias do mandado de detenção internacional emanado do Tribunal Distrital em Hradec Králové, situado na República Tcheca (fls. 20/30), dos documentos aptos a comprovar a identidade do extraditando (fls. 18/19), dos textos legais referentes à tipificação do delito de “fraude agravada” e concernentes à respectiva cominação penal (fls. 26/27), bem assim à correspondente prescrição penal (fls. 27/28). Cabe destacar, no ponto, que o mandado de prisão que instrui este pedido extradicional revela-se apto a satisfazer o requisito estabelecido no art. 80, § 1..., da Lei n 6.815/1980, pois apresenta indicações precisas sobre as datas, os locais, a natureza e as circunstâncias das práticas delituosas atribuídas ao súdito estrangeiro (fls. 20/30), achando-se, por isso mesmo, em conformidade com a diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte: “(...) 1. O pedido de extradição foi formalizado nos autos, com mandado de prisão que indica precisamente o local, a data, a natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos atribuídos ao extraditando, transcrevendo os dispositivos legais da ordem jurídica alemã pertinentes ao caso. Observados os requisitos do art. 77 da Lei n 6.815/80. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF 2. Indícios de autoria e de materialidade evidenciados no mandado de prisão, que faz alusão a provas testemunhais e documentais do suposto envolvimento do extraditando nos fatos que lhe são imputados.” (Ext 1.015/República Federal da Alemanha, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) Não se pode desconhecer, de outro lado, que o Estado requerente qualifica-se como Estado verdadeiramente democrático, cujas instituições asseguram, em juízo penal, a qualquer réu as garantias jurídico-processuais básicas reconhecidas pelas declarações internacionais de direitos. Cabe ressaltar que as infrações penais atribuídas ao extraditando (fls. 20) acham-se desvestidas de caráter político. Constituem delitos comuns, insuscetíveis de julgamento perante tribunais de exceção no Estado requerente. O súdito estrangeiro em questão deverá ser julgado, na República Tcheca, por órgãos do Poder Judiciário que se conformam às exigências impostas pelo princípio do juiz natural, em tudo compatíveis com as diretrizes que esta Suprema Corte firmou a propósito de tão relevante postulado constitucional (RTJ 169/557, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 179/378-379, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA GARANTIA CONSTITUCIONAL INDISPONÍVEL ASSEGURADA A QUALQUER RÉU EM SEDE DE PERSECUÇÃO PENAL. – O princípio da naturalidade do juízo representa uma das mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a própria atividade legislativa do Estado e que condicionam o desempenho, por parte do Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório, notadamente quando exercidas em sede judicial. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF 2. Indícios de autoria e de materialidade evidenciados no mandado de prisão, que faz alusão a provas testemunhais e documentais do suposto envolvimento do extraditando nos fatos que lhe são imputados.” (Ext 1.015/República Federal da Alemanha, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) Não se pode desconhecer, de outro lado, que o Estado requerente qualifica-se como Estado verdadeiramente democrático, cujas instituições asseguram, em juízo penal, a qualquer réu as garantias jurídico-processuais básicas reconhecidas pelas declarações internacionais de direitos. Cabe ressaltar que as infrações penais atribuídas ao extraditando (fls. 20) acham-se desvestidas de caráter político. Constituem delitos comuns, insuscetíveis de julgamento perante tribunais de exceção no Estado requerente. O súdito estrangeiro em questão deverá ser julgado, na República Tcheca, por órgãos do Poder Judiciário que se conformam às exigências impostas pelo princípio do juiz natural, em tudo compatíveis com as diretrizes que esta Suprema Corte firmou a propósito de tão relevante postulado constitucional (RTJ 169/557, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 179/378-379, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA GARANTIA CONSTITUCIONAL INDISPONÍVEL ASSEGURADA A QUALQUER RÉU EM SEDE DE PERSECUÇÃO PENAL. – O princípio da naturalidade do juízo representa uma das mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a própria atividade legislativa do Estado e que condicionam o desempenho, por parte do Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório, notadamente quando exercidas em sede judicial. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF O postulado do juiz natural reveste-se, em sua projeção político-jurídica, de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia indisponível, tem por titular qualquer pessoa exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado e, enquanto limitação insuperável, representa fator de restrição que incide sobre os órgãos do poder estatal incumbidos de promover, judicialmente, a repressão criminal. É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional positivo – considerado o princípio do juiz natural –, que ninguém poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela autoridade judicial competente. Nenhuma pessoa, em conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas – que representam limitações expressivas aos poderes do Estado –, consagrou, agora, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz natural. O art. 5..., LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’.” (RTJ 193/357-358, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Os fatos delituosos ensejadores da formulação deste pedido extradicional, por sua vez, submetem-se à competência penal exclusiva da Justiça do Estado requerente, a quem incumbe, sem o concurso da jurisdição dos tribunais brasileiros, processar e julgar o extraditando. A pretensão extradicional deduzida pelo Governo da República Tcheca também satisfaz, de outro lado, a exigência concernente ao postulado da dupla tipicidade. Como anteriormente destacado, a República Tcheca pretende a entrega extradicional do súdito estrangeiro em causa, contra quem existe, naquele País, acusação penal pela suposta prática de diversos crimes de “fraude 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF O postulado do juiz natural reveste-se, em sua projeção político-jurídica, de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia indisponível, tem por titular qualquer pessoa exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado e, enquanto limitação insuperável, representa fator de restrição que incide sobre os órgãos do poder estatal incumbidos de promover, judicialmente, a repressão criminal. É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional positivo – considerado o princípio do juiz natural –, que ninguém poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela autoridade judicial competente. Nenhuma pessoa, em conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas – que representam limitações expressivas aos poderes do Estado –, consagrou, agora, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz natural. O art. 5..., LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’.” (RTJ 193/357-358, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Os fatos delituosos ensejadores da formulação deste pedido extradicional, por sua vez, submetem-se à competência penal exclusiva da Justiça do Estado requerente, a quem incumbe, sem o concurso da jurisdição dos tribunais brasileiros, processar e julgar o extraditando. A pretensão extradicional deduzida pelo Governo da República Tcheca também satisfaz, de outro lado, a exigência concernente ao postulado da dupla tipicidade. Como anteriormente destacado, a República Tcheca pretende a entrega extradicional do súdito estrangeiro em causa, contra quem existe, naquele País, acusação penal pela suposta prática de diversos crimes de “fraude 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF agravada”, como resulta claro da seguinte passagem constante do “mandado de detenção internacional” (fls. 20): “O Tribunal Distrital de Hradec Králové solicita a detenção de Petr Falta, nascido a 16/2/1973 natural de Náchod, n de identif. 730216/3275, nacional da República Checa, residente em Borová 90, Náchod, República Checa, processado pela Polícia da República Checa, Direção regional de Polícia da região de Hradec Králové, Departamento de Criminalidade econômica, Serviço de Polícia criminal e de investigações de Hradec Králové, posto de serviço de Náchod, nos termos do constante no despacho de 28 de Agosto de 2012, com o n de processo KRPH-69504/TC-2012-050080, pelo crime de fraude agravada nos termos do § 209 pontos 1 e 5, alínea ‘a’, do Código Penal, cometido por, repetidamente, levar os lesados a entregar-lhe quantias de dinheiro que devolveria em data acordada. Tal devolução nunca ocorreu. O ora processado deveria saber, já na altura de empréstimo, que face à sua situação financeira não seria capaz de cumprir o compromisso assumido de devolver aos lesados a totalidade da verba emprestada.” A legislação penal tcheca, por sua vez, ao tipificar o delito de “fraude agravada”, assim define esse ilícito penal (fls. 26/27): “Art. 209 do Código penal (1) Quem obtiver enriquecimento para si ou para terceiro induzindo alguém em erro, aproveitando o erro de alguém ou ocultando factos relevantes, causando, desta forma, prejuízo patrimonial relevante, é punido com pena de prisão até 2 anos, de proibição de exercício de atividade ou de apreensão de objeto ou outro ativo. …................................................................................................... (5) O agente será punido com pena de 5 a 10 anos de prisão: (a) quando causar, pelo ato referido no ponto 1, danos em grande escala (…).” (grifei) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF agravada”, como resulta claro da seguinte passagem constante do “mandado de detenção internacional” (fls. 20): “O Tribunal Distrital de Hradec Králové solicita a detenção de Petr Falta, nascido a 16/2/1973 natural de Náchod, n de identif. 730216/3275, nacional da República Checa, residente em Borová 90, Náchod, República Checa, processado pela Polícia da República Checa, Direção regional de Polícia da região de Hradec Králové, Departamento de Criminalidade econômica, Serviço de Polícia criminal e de investigações de Hradec Králové, posto de serviço de Náchod, nos termos do constante no despacho de 28 de Agosto de 2012, com o n de processo KRPH-69504/TC-2012-050080, pelo crime de fraude agravada nos termos do § 209 pontos 1 e 5, alínea ‘a’, do Código Penal, cometido por, repetidamente, levar os lesados a entregar-lhe quantias de dinheiro que devolveria em data acordada. Tal devolução nunca ocorreu. O ora processado deveria saber, já na altura de empréstimo, que face à sua situação financeira não seria capaz de cumprir o compromisso assumido de devolver aos lesados a totalidade da verba emprestada.” A legislação penal tcheca, por sua vez, ao tipificar o delito de “fraude agravada”, assim define esse ilícito penal (fls. 26/27): “Art. 209 do Código penal (1) Quem obtiver enriquecimento para si ou para terceiro induzindo alguém em erro, aproveitando o erro de alguém ou ocultando factos relevantes, causando, desta forma, prejuízo patrimonial relevante, é punido com pena de prisão até 2 anos, de proibição de exercício de atividade ou de apreensão de objeto ou outro ativo. …................................................................................................... (5) O agente será punido com pena de 5 a 10 anos de prisão: (a) quando causar, pelo ato referido no ponto 1, danos em grande escala (…).” (grifei) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Vê-se, desse modo, que os delitos imputados ao súdito estrangeiro – “fraude agravada” – encontram plena correspondência típica no art. 171 (estelionato) do Código Penal Brasileiro, que assim dispõe: “Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.” (grifei) Tenho para mim , presente esse contexto, que as infrações penais cuja suposta prática ensejou este pedido extradicional atendem a exigência da dupla tipicidade, eis que os delitos de “fraude agravada” atribuídos ao ora extraditando acham-se definidos como fato criminoso tanto na legislação penal do Estado requerente (Código Penal Tcheco , art. 209, ns. 1 e 5, “a” – fls. 26/27) quanto no ordenamento positivo vigente no Brasil (Código Penal Brasileiro, art. 171, “caput”), o que se mostra suficiente para satisfazer o postulado da dupla incriminação, na linha do que tem sido reiteradamente proclamado pela jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 162/452 – RTJ 176/73-74): “EXTRADIÇÃO – DUPLA TIPICIDADE E DUPLA PUNIBILIDADE. – A possível diversidade formal concernente ao ‘nomen juris’ das entidades delituosas não atua como causa obstativa da extradição, desde que o fato imputado constitua crime sob a dupla perspectiva dos ordenamentos jurídicos vigentes no Brasil e no Estado estrangeiro que requer a efetivação da medida extradicional. O postulado da dupla tipicidade – por constituir requisito essencial ao atendimento do pedido de extradição – impõe que o ilícito penal atribuído ao extraditando seja juridicamente qualificado como crime tanto no Brasil quanto no Estado requerente, sendo irrelevante, para esse específico efeito, a eventual variação terminológica registrada nas leis penais em confronto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Vê-se, desse modo, que os delitos imputados ao súdito estrangeiro – “fraude agravada” – encontram plena correspondência típica no art. 171 (estelionato) do Código Penal Brasileiro, que assim dispõe: “Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.” (grifei) Tenho para mim , presente esse contexto, que as infrações penais cuja suposta prática ensejou este pedido extradicional atendem a exigência da dupla tipicidade, eis que os delitos de “fraude agravada” atribuídos ao ora extraditando acham-se definidos como fato criminoso tanto na legislação penal do Estado requerente (Código Penal Tcheco , art. 209, ns. 1 e 5, “a” – fls. 26/27) quanto no ordenamento positivo vigente no Brasil (Código Penal Brasileiro, art. 171, “caput”), o que se mostra suficiente para satisfazer o postulado da dupla incriminação, na linha do que tem sido reiteradamente proclamado pela jurisprudência desta Suprema Corte (RTJ 162/452 – RTJ 176/73-74): “EXTRADIÇÃO – DUPLA TIPICIDADE E DUPLA PUNIBILIDADE. – A possível diversidade formal concernente ao ‘nomen juris’ das entidades delituosas não atua como causa obstativa da extradição, desde que o fato imputado constitua crime sob a dupla perspectiva dos ordenamentos jurídicos vigentes no Brasil e no Estado estrangeiro que requer a efetivação da medida extradicional. O postulado da dupla tipicidade – por constituir requisito essencial ao atendimento do pedido de extradição – impõe que o ilícito penal atribuído ao extraditando seja juridicamente qualificado como crime tanto no Brasil quanto no Estado requerente, sendo irrelevante, para esse específico efeito, a eventual variação terminológica registrada nas leis penais em confronto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF O que realmente importa, na aferição do postulado da dupla tipicidade, é a presença dos elementos estruturantes do tipo penal (‘essentialia delicti’), tal como definidos nos preceitos primários de incriminação constantes da legislação brasileira e vigentes no ordenamento positivo do Estado requerente, independentemente da designação formal por eles atribuída aos fatos delituosos.” (Ext 977/República Portuguesa, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Extradição: delitos de ‘burla qualificada’ (C. Penal alemão, art. 263, alíneas 1 e 3) e ‘desvio’ (C. Penal alemão, art. 246, alíneas 1 e 2), à base da imputação de fatos que, no direito brasileiro, encontram adequação no crime de estelionato (C. Penal, art. 171, ‘caput’): dúplice incriminação dos fatos: demais pressupostos legais atendidos: deferimento.” (Ext 1.004/República Federal da Alemanha, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) A defesa do extraditando sustenta, no entanto, que o súdito estrangeiro, na verdade, teria apenas “tomado empréstimos que não conseguiu saldar no tempo aprazado”, de modo que o comportamento a ele atribuído, por ausente a comprovação do “animus fraudandi”, qualificar-se-ia como mero ilícito de natureza civil, não configurando, portanto, segundo alegado, conduta penalmente relevante. Ao contrário do que sustenta o extraditando (fls. 376), os fatos descritos no mandado de prisão não traduzem simples ilícito civil, mas evidenciam a possível ocorrência, em tese, de infração penal (Código Penal Brasileiro, art. 171), o que torna pertinente invocar, por inteiramente aplicáveis ao caso, precedentes firmados pela jurisprudência dos Tribunais, inclusive pela desta Suprema Corte: “A distinção entre fraude civil e penal enseja danosa confusão, especialmente no tocante ao crime de estelionato. O que importa 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF O que realmente importa, na aferição do postulado da dupla tipicidade, é a presença dos elementos estruturantes do tipo penal (‘essentialia delicti’), tal como definidos nos preceitos primários de incriminação constantes da legislação brasileira e vigentes no ordenamento positivo do Estado requerente, independentemente da designação formal por eles atribuída aos fatos delituosos.” (Ext 977/República Portuguesa, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Extradição: delitos de ‘burla qualificada’ (C. Penal alemão, art. 263, alíneas 1 e 3) e ‘desvio’ (C. Penal alemão, art. 246, alíneas 1 e 2), à base da imputação de fatos que, no direito brasileiro, encontram adequação no crime de estelionato (C. Penal, art. 171, ‘caput’): dúplice incriminação dos fatos: demais pressupostos legais atendidos: deferimento.” (Ext 1.004/República Federal da Alemanha, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) A defesa do extraditando sustenta, no entanto, que o súdito estrangeiro, na verdade, teria apenas “tomado empréstimos que não conseguiu saldar no tempo aprazado”, de modo que o comportamento a ele atribuído, por ausente a comprovação do “animus fraudandi”, qualificar-se-ia como mero ilícito de natureza civil, não configurando, portanto, segundo alegado, conduta penalmente relevante. Ao contrário do que sustenta o extraditando (fls. 376), os fatos descritos no mandado de prisão não traduzem simples ilícito civil, mas evidenciam a possível ocorrência, em tese, de infração penal (Código Penal Brasileiro, art. 171), o que torna pertinente invocar, por inteiramente aplicáveis ao caso, precedentes firmados pela jurisprudência dos Tribunais, inclusive pela desta Suprema Corte: “A distinção entre fraude civil e penal enseja danosa confusão, especialmente no tocante ao crime de estelionato. O que importa 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF verificar, pois, é se em determinado fato configuram-se todos os requisitos de tal crime, caso em que o fato é sempre punível a tal título, sejam quais forem as relações, a modalidade e a contingência do mesmo fato.” (RT 543/347-348 – grifei) “ESTELIONATO – Delito caracterizado – Hipótese em que não há falar em mero ilícito civil – Distinção entre a fraude penal e a civil – Condenação decretada – Inteligência do art. 171 do Código Penal. A distinção entre fraude civil e penal é não só supérflua ou arbitrária, mas apta a produzir danosa confusão, especialmente no que tange ao delito de estelionato.” (RT 423/401 – grifei) “CRIME DE ESTELIONATO. ELEMENTO MORAL. MENTIRA VERBAL. – Em face do caráter amplíssimo da expressão e ‘outros meios astuciosos’, empregada no art. 171 do Código Penal, e da ausência de um critério científico que abstratamente distinga a fraude penal da fraude civil, é de admitir-se a orientação de que incumbe ao juiz, após terminada a instrução judicial e em face dela, decidir sobre o grau de convencimento, no caso concreto, da mentira verbal e, bem assim, se o denunciado tinha a idéia preconcebida, o propósito ‘ab initio’ de obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, mentindo e induzindo em erro a vítima. ‘Habeas corpus’ indeferido. Recurso a que se nega provimento.” (RTJ 100/598, Rel. Min. SOARES MUÑOZ – grifei) Também a douta Procuradoria-Geral da República vislumbrou, na espécie, a aparente ocorrência de fraude penal apta a caracterizar o delito de estelionato (fls. 389): “Não é possível afastar de plano o dolo do extraditando e impedir a Justiça estrangeira de prosseguir na apuração e 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF verificar, pois, é se em determinado fato configuram-se todos os requisitos de tal crime, caso em que o fato é sempre punível a tal título, sejam quais forem as relações, a modalidade e a contingência do mesmo fato.” (RT 543/347-348 – grifei) “ESTELIONATO – Delito caracterizado – Hipótese em que não há falar em mero ilícito civil – Distinção entre a fraude penal e a civil – Condenação decretada – Inteligência do art. 171 do Código Penal. A distinção entre fraude civil e penal é não só supérflua ou arbitrária, mas apta a produzir danosa confusão, especialmente no que tange ao delito de estelionato.” (RT 423/401 – grifei) “CRIME DE ESTELIONATO. ELEMENTO MORAL. MENTIRA VERBAL. – Em face do caráter amplíssimo da expressão e ‘outros meios astuciosos’, empregada no art. 171 do Código Penal, e da ausência de um critério científico que abstratamente distinga a fraude penal da fraude civil, é de admitir-se a orientação de que incumbe ao juiz, após terminada a instrução judicial e em face dela, decidir sobre o grau de convencimento, no caso concreto, da mentira verbal e, bem assim, se o denunciado tinha a idéia preconcebida, o propósito ‘ab initio’ de obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, mentindo e induzindo em erro a vítima. ‘Habeas corpus’ indeferido. Recurso a que se nega provimento.” (RTJ 100/598, Rel. Min. SOARES MUÑOZ – grifei) Também a douta Procuradoria-Geral da República vislumbrou, na espécie, a aparente ocorrência de fraude penal apta a caracterizar o delito de estelionato (fls. 389): “Não é possível afastar de plano o dolo do extraditando e impedir a Justiça estrangeira de prosseguir na apuração e 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF esclarecimento dos fatos. A desclassificação para simples fraude civil, pretendida pela Defensoria Pública, é questão de mérito e só poderá ser decidida, pelo juiz estrangeiro, após o encerramento da instrução.” (grifei) Na realidade, tal como enfatizado na douta manifestação do Ministério Público Federal, mostra-se inviável qualquer análise do quadro probatório concernente ao procedimento penal instaurado, na República Tcheca, contra o extraditando. O Plenário desta Suprema Corte, ao não admitir, em sede extradicional, a discussão em torno da prova subjacente ao procedimento penal motivador do pedido extradicional, inclusive a análise da ocorrência, ou não, de dolo preordenado por parte do agente, teve o ensejo de proferir decisões consubstanciadas em acórdãos a seguir ementados, cujo teor desautoriza o pretendido exame do conjunto probatório produzido no âmbito da causal penal instaurada perante órgão competente do Estado estrangeiro: “PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. – A ação de extradição passiva não confere, ordinariamente, ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional se apóia, não cabendo, ainda, a esta Corte Suprema o exame da negativa de autoria invocada pelo extraditando em sua defesa. Precedentes. Doutrina. – O sistema de contenciosidade limitada, que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro, não permite, ordinariamente, qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução, no exterior, justifica o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF esclarecimento dos fatos. A desclassificação para simples fraude civil, pretendida pela Defensoria Pública, é questão de mérito e só poderá ser decidida, pelo juiz estrangeiro, após o encerramento da instrução.” (grifei) Na realidade, tal como enfatizado na douta manifestação do Ministério Público Federal, mostra-se inviável qualquer análise do quadro probatório concernente ao procedimento penal instaurado, na República Tcheca, contra o extraditando. O Plenário desta Suprema Corte, ao não admitir, em sede extradicional, a discussão em torno da prova subjacente ao procedimento penal motivador do pedido extradicional, inclusive a análise da ocorrência, ou não, de dolo preordenado por parte do agente, teve o ensejo de proferir decisões consubstanciadas em acórdãos a seguir ementados, cujo teor desautoriza o pretendido exame do conjunto probatório produzido no âmbito da causal penal instaurada perante órgão competente do Estado estrangeiro: “PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. – A ação de extradição passiva não confere, ordinariamente, ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional se apóia, não cabendo, ainda, a esta Corte Suprema o exame da negativa de autoria invocada pelo extraditando em sua defesa. Precedentes. Doutrina. – O sistema de contenciosidade limitada, que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro, não permite, ordinariamente, qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução, no exterior, justifica o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Federal, ressalvada a hipótese prevista no inciso LI do art. 5... da Constituição da República (‘...salvo o naturalizado, em caso (...) de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei’).” (Ext 1.121/EUA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Não cabe, em processo de extradição, o exame do mérito da pretensão penal deduzida em juízo no país solicitante, razão por que alegações concernentes à matéria de defesa própria da ação penal, tal como a negativa de autoria, não elidem o deferimento do pedido. Precedentes. (…).” (Ext 1.126/República Federal da Alemanha, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) Vê-se, assim, que nenhum relevo tem para o sistema extradicional vigente no Brasil a discussão probatória sobre a realidade material do fato delituoso, inclusive sobre o dolo motivador da conduta alegadamente delituosa e sobre os elementos de convicção concernentes à prática criminosa atribuída ao extraditando (RTJ 160/105-106, Rel. Min. CELSO DE MELLO). O modelo que rege, no Brasil, a disciplina normativa da extradição passiva – vinculado, quanto à sua matriz jurídica, ao sistema misto ou belga – não autoriza que se renove, no âmbito do processo extradicional, o litígio penal que lhe deu origem nem que se promova o reexame ou rediscussão do mérito (RTJ 161/409-411 – RTJ 170/746-747). O Supremo Tribunal Federal, ao proferir juízo de mera delibação sobre a postulação extradicional, só excepcionalmente analisa aspectos materiais concernentes à própria substância da imputação penal, e, mesmo assim, apenas naqueles casos em que esse exame tornar-se indispensável à solução de eventual controvérsia concernente (a) à ocorrência de prescrição penal, (b) à observância do princípio da dupla tipicidade ou (c) à configuração eventualmente política tanto do delito imputado ao 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Federal, ressalvada a hipótese prevista no inciso LI do art. 5... da Constituição da República (‘...salvo o naturalizado, em caso (...) de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei’).” (Ext 1.121/EUA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Não cabe, em processo de extradição, o exame do mérito da pretensão penal deduzida em juízo no país solicitante, razão por que alegações concernentes à matéria de defesa própria da ação penal, tal como a negativa de autoria, não elidem o deferimento do pedido. Precedentes. (…).” (Ext 1.126/República Federal da Alemanha, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) Vê-se, assim, que nenhum relevo tem para o sistema extradicional vigente no Brasil a discussão probatória sobre a realidade material do fato delituoso, inclusive sobre o dolo motivador da conduta alegadamente delituosa e sobre os elementos de convicção concernentes à prática criminosa atribuída ao extraditando (RTJ 160/105-106, Rel. Min. CELSO DE MELLO). O modelo que rege, no Brasil, a disciplina normativa da extradição passiva – vinculado, quanto à sua matriz jurídica, ao sistema misto ou belga – não autoriza que se renove, no âmbito do processo extradicional, o litígio penal que lhe deu origem nem que se promova o reexame ou rediscussão do mérito (RTJ 161/409-411 – RTJ 170/746-747). O Supremo Tribunal Federal, ao proferir juízo de mera delibação sobre a postulação extradicional, só excepcionalmente analisa aspectos materiais concernentes à própria substância da imputação penal, e, mesmo assim, apenas naqueles casos em que esse exame tornar-se indispensável à solução de eventual controvérsia concernente (a) à ocorrência de prescrição penal, (b) à observância do princípio da dupla tipicidade ou (c) à configuração eventualmente política tanto do delito imputado ao 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF extraditando quanto das razões que levaram uma soberania estrangeira a requerer a extradição de determinada pessoa ao Governo brasileiro. Esse sistema de controle limitado – que enseja mera verificação jurisdicional de pontos determinados referidos pela própria legislação doméstica brasileira ou, quando existente, pelo tratado bilateral específico –, além de não viabilizar a possibilidade de qualquer juízo de revisão sobre os fatos subjacentes ao pedido extradicional (como já precedentemente enfatizado), restringe a atividade processual do Supremo Tribunal Federal ao plano da mera delibação. Isso significa, na perspectiva do modelo extradicional vigente no ordenamento jurídico brasileiro (Lei n 6.815/80) – que repele a possibilidade de revisão ou de reapreciação do mérito das acusações penais ou das condenações criminais proferidas no âmbito do Estado requerente –, que o Estatuto do Estrangeiro consagra o sistema de contenciosidade limitada (Ext 720-ED/República Portuguesa, Rel. Min. CELSO DE MELLO), que circunscreve o “thema decidendum”, nas ações de extradição passiva, à análise dos pressupostos (art. 77) e das condições (art. 78) inerentes ao pedido formulado pelo Estado estrangeiro, consoante proclama iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 161/409-411, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que esta Corte Suprema, por mais de uma vez, com apoio em autorizado magistério doutrinário (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Tratado de Direito Penal”, vol. I/319, 2... ed., 1964, Saraiva; MIRTÔ FRAGA, “O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 336, 1985, Forense; YUSSEF SAID CAHALI, “Estatuto do Estrangeiro”, p. 324/328, item n. 26.33, 2... ed., 2011, RT; JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público – Curso Elementar”, p. 204, item n. 118, 1989, Saraiva; NEGI CALIXTO, “A Propósito da Extradição: a Impossibilidade de o Supremo Tribunal Federal Apreciar o Mérito no Processo de Extradição. Indisponibilidade do Controle Jurisdicional na Extradição”, “in” 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF extraditando quanto das razões que levaram uma soberania estrangeira a requerer a extradição de determinada pessoa ao Governo brasileiro. Esse sistema de controle limitado – que enseja mera verificação jurisdicional de pontos determinados referidos pela própria legislação doméstica brasileira ou, quando existente, pelo tratado bilateral específico –, além de não viabilizar a possibilidade de qualquer juízo de revisão sobre os fatos subjacentes ao pedido extradicional (como já precedentemente enfatizado), restringe a atividade processual do Supremo Tribunal Federal ao plano da mera delibação. Isso significa, na perspectiva do modelo extradicional vigente no ordenamento jurídico brasileiro (Lei n 6.815/80) – que repele a possibilidade de revisão ou de reapreciação do mérito das acusações penais ou das condenações criminais proferidas no âmbito do Estado requerente –, que o Estatuto do Estrangeiro consagra o sistema de contenciosidade limitada (Ext 720-ED/República Portuguesa, Rel. Min. CELSO DE MELLO), que circunscreve o “thema decidendum”, nas ações de extradição passiva, à análise dos pressupostos (art. 77) e das condições (art. 78) inerentes ao pedido formulado pelo Estado estrangeiro, consoante proclama iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 161/409-411, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que esta Corte Suprema, por mais de uma vez, com apoio em autorizado magistério doutrinário (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Tratado de Direito Penal”, vol. I/319, 2... ed., 1964, Saraiva; MIRTÔ FRAGA, “O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 336, 1985, Forense; YUSSEF SAID CAHALI, “Estatuto do Estrangeiro”, p. 324/328, item n. 26.33, 2... ed., 2011, RT; JOSÉ FRANCISCO REZEK, “Direito Internacional Público – Curso Elementar”, p. 204, item n. 118, 1989, Saraiva; NEGI CALIXTO, “A Propósito da Extradição: a Impossibilidade de o Supremo Tribunal Federal Apreciar o Mérito no Processo de Extradição. Indisponibilidade do Controle Jurisdicional na Extradição”, “in” 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Revista de Informação Legislativa, vol. 109/163, v.g.), já advertiu que “a justiça ou injustiça, a procedência ou improcedência da acusação escapam ao exame do Tribunal” (Ext 183/Suíça, Rel. Min. EDGARD COSTA). Cumpre não desconsiderar, por isso mesmo, a propósito da impossibilidade de discussão probatória em sede extradicional, a advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Tratado de Direito Penal”, vol. 1/319, 2... ed., 1964, Saraiva): “O pronunciamento judiciário não visa decidir sobre o mérito da extradição. O juiz do Estado requerido não pode indagar dos pressupostos da persecução penal no Estado requerente, nem cuidar da justiça ou injustiça da condenação neste pronunciada. Os tribunais do Estado, a que é solicitada a entrega, apenas resolvem sobre a admissibilidade da extradição. Restringe-se, assim, o ‘thema decidendum’, no processo de extradição passiva, ao exame e julgamento das condições e pressupostos da extradição.” (grifei) Daí a exata observação de JOSÉ FRANCISCO REZEK (“Direito Internacional Público – Curso Elementar”, p. 201, item n. 121, 10... ed., 2005, Saraiva), que destaca as restrições de ordem temática pertinentes ao direito de defesa, quando exercido no contexto de processo extradicional: “A defesa do extraditando não pode explorar o mérito da acusação: ela será impertinente em tudo quanto não diga respeito à sua identidade, à instrução do pedido ou à ilegalidade da extradição à luz da lei específica.” (grifei) Esse mesmo entendimento é também sustentado por MIRTÔ FRAGA (“O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 341/342, item n. 2, 1985, Forense), que acentua, de maneira bastante expressiva, a 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Revista de Informação Legislativa, vol. 109/163, v.g.), já advertiu que “a justiça ou injustiça, a procedência ou improcedência da acusação escapam ao exame do Tribunal” (Ext 183/Suíça, Rel. Min. EDGARD COSTA). Cumpre não desconsiderar, por isso mesmo, a propósito da impossibilidade de discussão probatória em sede extradicional, a advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Tratado de Direito Penal”, vol. 1/319, 2... ed., 1964, Saraiva): “O pronunciamento judiciário não visa decidir sobre o mérito da extradição. O juiz do Estado requerido não pode indagar dos pressupostos da persecução penal no Estado requerente, nem cuidar da justiça ou injustiça da condenação neste pronunciada. Os tribunais do Estado, a que é solicitada a entrega, apenas resolvem sobre a admissibilidade da extradição. Restringe-se, assim, o ‘thema decidendum’, no processo de extradição passiva, ao exame e julgamento das condições e pressupostos da extradição.” (grifei) Daí a exata observação de JOSÉ FRANCISCO REZEK (“Direito Internacional Público – Curso Elementar”, p. 201, item n. 121, 10... ed., 2005, Saraiva), que destaca as restrições de ordem temática pertinentes ao direito de defesa, quando exercido no contexto de processo extradicional: “A defesa do extraditando não pode explorar o mérito da acusação: ela será impertinente em tudo quanto não diga respeito à sua identidade, à instrução do pedido ou à ilegalidade da extradição à luz da lei específica.” (grifei) Esse mesmo entendimento é também sustentado por MIRTÔ FRAGA (“O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”, p. 341/342, item n. 2, 1985, Forense), que acentua, de maneira bastante expressiva, a 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF plena validade constitucional das limitações impostas à defesa, no processo extradicional, pelo art. 85, § 1..., da Lei n 6.815/80: “Nos termos do § 1..., a defesa do extraditando não é ampla, estando circunscrita a três pontos, isto é, à identidade do extraditando, à instrução do pedido e à ilegalidade da extradição, segundo a lei brasileira ou o tratado aplicável ao caso. Tudo que não esteja relacionado com esses três aspectos será ignorado, ou seja, será considerado impertinente e não merecerá acolhida do Supremo. ....................................................................................................... Igualmente não serão acolhidas as alegações sobre vício de citação, mérito da condenação e outros vícios processuais, questões de distribuição interna de competência de Tribunais do Estado requerente; enfim, tudo quanto exceder ao permitido no § 1... do art. 85 será considerado impertinente. A limitação imposta no § 1... se prende à natureza do pedido de extradição e não ofende o preceito constitucional de ampla defesa, como decidiu bem recentemente a Corte. Afinal, o Supremo Tribunal não apura os fatos imputados ao extraditando, limitando-se a verificar a ocorrência de pressupostos e condições da extradição e de ser o extraditando a pessoa reclamada.” (grifei) Todas essas razões, por sua vez, evidenciam a integral compatibilidade hierárquica da norma inscrita no art. 85, § 1..., da Lei n 6.815/80 com a cláusula constitucional que assegura o contraditório e a plenitude de defesa. A pré-exclusão de qualquer debate judicial em torno do contexto probatório e das circunstâncias de fato que envolvem a alegada prática delituosa e o seu suposto autor – justificada pelo modelo extradicional adotado pelo Direito brasileiro – implica, por efeito consequencial, a necessidade de delimitar o âmbito de impugnação material a ser deduzida pelo extraditando, consideradas a natureza da controvérsia 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF plena validade constitucional das limitações impostas à defesa, no processo extradicional, pelo art. 85, § 1..., da Lei n 6.815/80: “Nos termos do § 1..., a defesa do extraditando não é ampla, estando circunscrita a três pontos, isto é, à identidade do extraditando, à instrução do pedido e à ilegalidade da extradição, segundo a lei brasileira ou o tratado aplicável ao caso. Tudo que não esteja relacionado com esses três aspectos será ignorado, ou seja, será considerado impertinente e não merecerá acolhida do Supremo. ....................................................................................................... Igualmente não serão acolhidas as alegações sobre vício de citação, mérito da condenação e outros vícios processuais, questões de distribuição interna de competência de Tribunais do Estado requerente; enfim, tudo quanto exceder ao permitido no § 1... do art. 85 será considerado impertinente. A limitação imposta no § 1... se prende à natureza do pedido de extradição e não ofende o preceito constitucional de ampla defesa, como decidiu bem recentemente a Corte. Afinal, o Supremo Tribunal não apura os fatos imputados ao extraditando, limitando-se a verificar a ocorrência de pressupostos e condições da extradição e de ser o extraditando a pessoa reclamada.” (grifei) Todas essas razões, por sua vez, evidenciam a integral compatibilidade hierárquica da norma inscrita no art. 85, § 1..., da Lei n 6.815/80 com a cláusula constitucional que assegura o contraditório e a plenitude de defesa. A pré-exclusão de qualquer debate judicial em torno do contexto probatório e das circunstâncias de fato que envolvem a alegada prática delituosa e o seu suposto autor – justificada pelo modelo extradicional adotado pelo Direito brasileiro – implica, por efeito consequencial, a necessidade de delimitar o âmbito de impugnação material a ser deduzida pelo extraditando, consideradas a natureza da controvérsia 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF instaurada no processo extradicional e as restrições impostas à própria atuação desta Corte. As observações que venho de referir, feitas pela jurisprudência desta Corte e pelo mais autorizado magistério doutrinário, levaram o Pleno do Supremo Tribunal Federal a repelir a alegação de ofensa à Constituição pelo art. 85, § 1..., do Estatuto do Estrangeiro em julgamento no qual se enfatizou que a enumeração contida no preceito legal em questão, por ajustar-se à própria natureza do processo extradicional, não transgride o postulado constitucional da ampla defesa (RTJ 105/3, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Esta Suprema Corte, ao proferir o julgamento em referência – e ao repudiar o alegado cerceamento de defesa –, salientou, no voto do eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator da Ext 396/República Argentina, o que se seque (RTJ 105/4-5): “1. A alegação de inconstitucionalidade do § 1... do artigo 85 da Lei n. 6.815/80, por atentar contra o preceito constitucional da ampla defesa (§ 15 do artigo 153 da Constituição Federal), é de total improcedência. Pela própria natureza do pedido de extradição, não cabe à Corte que o examina julgar o mérito da ação penal que se processa no país que o formulou. Por isso, e sem qualquer ofensa ao princípio da ampla defesa, o § 1... do artigo 85 da Lei n. 6.815/80 enumera as defesas possíveis em pedido dessa ordem, tendo em vista a sua natureza. Não cabe, portanto, a esta Corte entrar em indagações que dizem respeito ao mérito da ação penal, como as relativas à existência, ou não, de artifício para enganar outrem, nem à de ausência de dolo no agente.” (grifei) 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF instaurada no processo extradicional e as restrições impostas à própria atuação desta Corte. As observações que venho de referir, feitas pela jurisprudência desta Corte e pelo mais autorizado magistério doutrinário, levaram o Pleno do Supremo Tribunal Federal a repelir a alegação de ofensa à Constituição pelo art. 85, § 1..., do Estatuto do Estrangeiro em julgamento no qual se enfatizou que a enumeração contida no preceito legal em questão, por ajustar-se à própria natureza do processo extradicional, não transgride o postulado constitucional da ampla defesa (RTJ 105/3, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Esta Suprema Corte, ao proferir o julgamento em referência – e ao repudiar o alegado cerceamento de defesa –, salientou, no voto do eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator da Ext 396/República Argentina, o que se seque (RTJ 105/4-5): “1. A alegação de inconstitucionalidade do § 1... do artigo 85 da Lei n. 6.815/80, por atentar contra o preceito constitucional da ampla defesa (§ 15 do artigo 153 da Constituição Federal), é de total improcedência. Pela própria natureza do pedido de extradição, não cabe à Corte que o examina julgar o mérito da ação penal que se processa no país que o formulou. Por isso, e sem qualquer ofensa ao princípio da ampla defesa, o § 1... do artigo 85 da Lei n. 6.815/80 enumera as defesas possíveis em pedido dessa ordem, tendo em vista a sua natureza. Não cabe, portanto, a esta Corte entrar em indagações que dizem respeito ao mérito da ação penal, como as relativas à existência, ou não, de artifício para enganar outrem, nem à de ausência de dolo no agente.” (grifei) 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Esse entendimento também foi reafirmado sob a égide da vigente Constituição, como resulta de julgamentos emanados desta Suprema Corte: “ESTATUTO DO ESTRANGEIRO – DEFESA DO EXTRADITANDO – LIMITAÇÕES – VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 85, § 1..., DA LEI n 6.815/80. …................................................................................................... As restrições de ordem temática que delimitam materialmente o âmbito de exercício do direito de defesa, estabelecidas pelo art. 85, § 1..., do Estatuto do Estrangeiro, não são inconstitucionais nem ofendem a garantia da plenitude de defesa, em face da natureza mesma de que se reveste o processo extradicional no direito brasileiro. Precedente: RTJ 105/3.” (RTJ 161/409, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PROCESSO EXTRADICIONAL – EXAME DA PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO ESTRANGEIRO – INADMISSIBILIDADE. – O modelo extradicional vigente no Brasil – que consagra o sistema de contenciosidade limitada, fundado em norma legal (Estatuto do Estrangeiro, art. 85, § 1...) reputada compatível com o texto da Constituição da República (RTJ 105/4-5 – RTJ 160/433- -434 – RTJ 161/409-411) – não autoriza que se renove, no âmbito da ação de extradição passiva promovida perante o Supremo Tribunal Federal, o litígio penal que lhe deu origem nem que se efetive o reexame do quadro probatório ou a discussão sobre o mérito da acusação ou da condenação emanadas de órgão competente do Estado estrangeiro. Doutrina. Precedentes.” (Ext 804/República Federal da Alemanha, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Entendo, desse modo, que se revela atendida, no caso, a exigência concernente ao postulado da dupla tipicidade. 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Esse entendimento também foi reafirmado sob a égide da vigente Constituição, como resulta de julgamentos emanados desta Suprema Corte: “ESTATUTO DO ESTRANGEIRO – DEFESA DO EXTRADITANDO – LIMITAÇÕES – VALIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 85, § 1..., DA LEI n 6.815/80. …................................................................................................... As restrições de ordem temática que delimitam materialmente o âmbito de exercício do direito de defesa, estabelecidas pelo art. 85, § 1..., do Estatuto do Estrangeiro, não são inconstitucionais nem ofendem a garantia da plenitude de defesa, em face da natureza mesma de que se reveste o processo extradicional no direito brasileiro. Precedente: RTJ 105/3.” (RTJ 161/409, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PROCESSO EXTRADICIONAL – EXAME DA PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO ESTRANGEIRO – INADMISSIBILIDADE. – O modelo extradicional vigente no Brasil – que consagra o sistema de contenciosidade limitada, fundado em norma legal (Estatuto do Estrangeiro, art. 85, § 1...) reputada compatível com o texto da Constituição da República (RTJ 105/4-5 – RTJ 160/433- -434 – RTJ 161/409-411) – não autoriza que se renove, no âmbito da ação de extradição passiva promovida perante o Supremo Tribunal Federal, o litígio penal que lhe deu origem nem que se efetive o reexame do quadro probatório ou a discussão sobre o mérito da acusação ou da condenação emanadas de órgão competente do Estado estrangeiro. Doutrina. Precedentes.” (Ext 804/República Federal da Alemanha, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Entendo, desse modo, que se revela atendida, no caso, a exigência concernente ao postulado da dupla tipicidade. 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Vale referir, de outro lado, a respeito da manifesta inocorrência, no caso, da consumação da prescrição penal, quer segundo a lei tcheca, quer conforme o direito brasileiro, o correto pronunciamento emanado da douta Procuradoria-Geral da República (fls. 108): “16. Quanto à prescrição, que no caso é da pretensão punitiva e regula-se pelo máximo da pena cominada, tem-se que o crime imputado ao extraditando, fraude agravada, tem pena máxima de 10 anos de prisão (fl. 27). Os fatos ocorreram entre julho de 2007 e junho de 2012. Pela legislação da República Tcheca, a prescrição se dá após decorridos quinze (15) anos da data do fato (art. 34, ‘b’, do Código Penal tcheco). Ademais, a ordem de prisão decretada pela Justiça tcheca, em 17.10.2012 (fls. 20), é causa interruptiva da prescrição, conforme o art. 34, 4, ‘a’, do Código Penal da República Tcheca: ‘4) A prescrição interrompe-se: com início do procedimento criminal por acto criminoso relacionado com a prescrição e, igualmente, com a transferência para a custódia, emissão de mandado de detenção ou mandado europeu de detenção, apresentação da acusação, proposta de aprovação de acordo sobre culpa e pena, proposta de punição, publicação da sentença condenatória pelo acto criminoso referido ou entrega da decisão administrativa condenatória por tal acto ao arguido’. Portanto, ainda não houve o transcurso do prazo prescricional, pela legislação do Estado requerente. 17. Pela lei brasileira também não há prescrição, o prazo de prescrição é de doze anos (Código Penal Brasileiro, art. 109, III), pois o estelionato tem pena máxima de cinco (5) anos.” (grifei) Vê-se, pois, que o exame da presente causa evidencia que a pretensão extradicional ora deduzida pelo Governo da República Tcheca satisfaz, integralmente, a exigência concernente ao postulado da dupla punibilidade, revelando-se possível, desse modo, sob tal aspecto, a presente extradição, de natureza instrutória. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Vale referir, de outro lado, a respeito da manifesta inocorrência, no caso, da consumação da prescrição penal, quer segundo a lei tcheca, quer conforme o direito brasileiro, o correto pronunciamento emanado da douta Procuradoria-Geral da República (fls. 108): “16. Quanto à prescrição, que no caso é da pretensão punitiva e regula-se pelo máximo da pena cominada, tem-se que o crime imputado ao extraditando, fraude agravada, tem pena máxima de 10 anos de prisão (fl. 27). Os fatos ocorreram entre julho de 2007 e junho de 2012. Pela legislação da República Tcheca, a prescrição se dá após decorridos quinze (15) anos da data do fato (art. 34, ‘b’, do Código Penal tcheco). Ademais, a ordem de prisão decretada pela Justiça tcheca, em 17.10.2012 (fls. 20), é causa interruptiva da prescrição, conforme o art. 34, 4, ‘a’, do Código Penal da República Tcheca: ‘4) A prescrição interrompe-se: com início do procedimento criminal por acto criminoso relacionado com a prescrição e, igualmente, com a transferência para a custódia, emissão de mandado de detenção ou mandado europeu de detenção, apresentação da acusação, proposta de aprovação de acordo sobre culpa e pena, proposta de punição, publicação da sentença condenatória pelo acto criminoso referido ou entrega da decisão administrativa condenatória por tal acto ao arguido’. Portanto, ainda não houve o transcurso do prazo prescricional, pela legislação do Estado requerente. 17. Pela lei brasileira também não há prescrição, o prazo de prescrição é de doze anos (Código Penal Brasileiro, art. 109, III), pois o estelionato tem pena máxima de cinco (5) anos.” (grifei) Vê-se, pois, que o exame da presente causa evidencia que a pretensão extradicional ora deduzida pelo Governo da República Tcheca satisfaz, integralmente, a exigência concernente ao postulado da dupla punibilidade, revelando-se possível, desse modo, sob tal aspecto, a presente extradição, de natureza instrutória. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF Cabe assinalar, ainda, na linha do entendimento corretamente manifestado pela douta Procuradoria-Geral da República, que não se configurou, no caso, hipótese de nulidade do interrogatório efetuado, na espécie, por magistrado brasileiro, cuja ocorrência – segundo alegado pela Defesa – teria resultado da ausência, a tal ato processual, de tradutor juramentado (fls. 374/375). Cumpre enfatizar, neste ponto, que, além da declaração expressa do próprio extraditando de que entende e fala português (fls. 291), o magistrado federal de primeira instância determinou ao Oficial de Justiça que realizou a intimação pessoal do Senhor Petr Falta que verificasse se o súdito estrangeiro “compreende outras línguas além do tcheco” e “se há necessidade de tradutor quando do seu interrogatório nesta Vara Federal”, sendo certo que o Senhor Oficial de Justiça certificou que o teor da comunicação estabelecida entre eles “foi bem compreendido por ambas as partes” (fls. 291/292). Impende assinalar, por oportuno, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, defrontando-se com situação semelhante à ora em exame, reconheceu desnecessária a nomeação de tradutor para a realização do ato de interrogatório do extraditando, considerada a circunstância de que o súdito estrangeiro havia demonstrado, como na espécie, compreensão ativa (falar) e passiva (ouvir) da língua portuguesa: “EXTRADIÇÃO PASSIVA – CRIME DE HOMICÍDIO SIMPLES – OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE – ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO INTERROGATÓRIO PROCEDIDO POR JUIZ FEDERAL, MEDIANTE DELEGAÇÃO DO RELATOR DA CAUSA EXTRADICIONAL – EXTRADITANDO QUE DEMONSTROU POSSUIR CONHECIMENTO, ATIVO E 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF Cabe assinalar, ainda, na linha do entendimento corretamente manifestado pela douta Procuradoria-Geral da República, que não se configurou, no caso, hipótese de nulidade do interrogatório efetuado, na espécie, por magistrado brasileiro, cuja ocorrência – segundo alegado pela Defesa – teria resultado da ausência, a tal ato processual, de tradutor juramentado (fls. 374/375). Cumpre enfatizar, neste ponto, que, além da declaração expressa do próprio extraditando de que entende e fala português (fls. 291), o magistrado federal de primeira instância determinou ao Oficial de Justiça que realizou a intimação pessoal do Senhor Petr Falta que verificasse se o súdito estrangeiro “compreende outras línguas além do tcheco” e “se há necessidade de tradutor quando do seu interrogatório nesta Vara Federal”, sendo certo que o Senhor Oficial de Justiça certificou que o teor da comunicação estabelecida entre eles “foi bem compreendido por ambas as partes” (fls. 291/292). Impende assinalar, por oportuno, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, defrontando-se com situação semelhante à ora em exame, reconheceu desnecessária a nomeação de tradutor para a realização do ato de interrogatório do extraditando, considerada a circunstância de que o súdito estrangeiro havia demonstrado, como na espécie, compreensão ativa (falar) e passiva (ouvir) da língua portuguesa: “EXTRADIÇÃO PASSIVA – CRIME DE HOMICÍDIO SIMPLES – OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS DA DUPLA TIPICIDADE E DA DUPLA PUNIBILIDADE – ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO INTERROGATÓRIO PROCEDIDO POR JUIZ FEDERAL, MEDIANTE DELEGAÇÃO DO RELATOR DA CAUSA EXTRADICIONAL – EXTRADITANDO QUE DEMONSTROU POSSUIR CONHECIMENTO, ATIVO E 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF PASSIVO, DA LÍNGUA PORTUGUESA – DESNECESSIDADE DE NOMEAÇÃO DE TRADUTOR PARA A REALIZAÇÃO DO ATO DE INTERROGATÓRIO – PRETENDIDA CONFIGURAÇÃO DE CRIMINALIDADE POLÍTICA – INOCORRÊNCIA – PROCESSO EXTRADICIONAL REGULARMENTE INSTRUÍDO – JURISDIÇÃO PENAL DO ESTADO REQUERENTE SOBRE O ILÍCITO ATRIBUÍDO AO EXTRADITANDO – PEDIDO EXTRADICIONAL DEFERIDO.” (Ext 835/República Argentina, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Além disso, o ora extraditando foi devidamente assistido por Advogado por ele constituído, o Senhor Herbert Mozart Melo de Araújo, que interveio, adequadamente, auxiliando o seu constituinte na compreensão do conteúdo das perguntas que lhe foram dirigidas. Como se vê, e tal como ressaltado pela douta Procuradoria-Geral da República, não houve irregularidade, muito menos nulidade, que prejudicasse os interesses da Defesa ou os direitos do próprio extraditando. Observo, finalmente, que se impõe, no caso, a detração penal – exigida pelo Estatuto do Estrangeiro (art. 91, II) –, em ordem a que se deduza da pena eventualmente imposta ao ora extraditando o período de prisão cautelar a que ele esteve sujeito, em nosso País, por efeito exclusivo deste processo extradicional. Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República (fls. 382/391), defiro, integralmente, sem qualquer restrição, o pedido de extradição formulado pela República Tcheca, observadas as exigências estabelecidas no Estatuto do Estrangeiro (art. 91), notadamente aquela referente à detração penal, considerado, para tanto, o período de prisão cautelar a que o ora extraditando esteve sujeito, em nosso País, unicamente por efeito deste 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF PASSIVO, DA LÍNGUA PORTUGUESA – DESNECESSIDADE DE NOMEAÇÃO DE TRADUTOR PARA A REALIZAÇÃO DO ATO DE INTERROGATÓRIO – PRETENDIDA CONFIGURAÇÃO DE CRIMINALIDADE POLÍTICA – INOCORRÊNCIA – PROCESSO EXTRADICIONAL REGULARMENTE INSTRUÍDO – JURISDIÇÃO PENAL DO ESTADO REQUERENTE SOBRE O ILÍCITO ATRIBUÍDO AO EXTRADITANDO – PEDIDO EXTRADICIONAL DEFERIDO.” (Ext 835/República Argentina, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Além disso, o ora extraditando foi devidamente assistido por Advogado por ele constituído, o Senhor Herbert Mozart Melo de Araújo, que interveio, adequadamente, auxiliando o seu constituinte na compreensão do conteúdo das perguntas que lhe foram dirigidas. Como se vê, e tal como ressaltado pela douta Procuradoria-Geral da República, não houve irregularidade, muito menos nulidade, que prejudicasse os interesses da Defesa ou os direitos do próprio extraditando. Observo, finalmente, que se impõe, no caso, a detração penal – exigida pelo Estatuto do Estrangeiro (art. 91, II) –, em ordem a que se deduza da pena eventualmente imposta ao ora extraditando o período de prisão cautelar a que ele esteve sujeito, em nosso País, por efeito exclusivo deste processo extradicional. Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República (fls. 382/391), defiro, integralmente, sem qualquer restrição, o pedido de extradição formulado pela República Tcheca, observadas as exigências estabelecidas no Estatuto do Estrangeiro (art. 91), notadamente aquela referente à detração penal, considerado, para tanto, o período de prisão cautelar a que o ora extraditando esteve sujeito, em nosso País, unicamente por efeito deste 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 41 Voto - MIN. CELSO DE MELLO EXT 1334 / DF processo extradicional, excluído desse cômputo, em consequência, o período em que ele ficou preso por outros crimes cometidos no Brasil. É o meu voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Supremo Tribunal Federal EXT 1334 / DF processo extradicional, excluído desse cômputo, em consequência, o período em que ele ficou preso por outros crimes cometidos no Brasil. É o meu voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8660957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 41 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, também me ponho de acordo. Não posso deixar de realçar o brilhantismo do voto do Ministro Celso de Mello, que constitui verdadeira fonte para nós, Juízes, e para a comunidade brasileira, com tratamento tão percuciente sobre a jurisprudência. Acompanho-o às inteiras. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694420. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, também me ponho de acordo. Não posso deixar de realçar o brilhantismo do voto do Ministro Celso de Mello, que constitui verdadeira fonte para nós, Juízes, e para a comunidade brasileira, com tratamento tão percuciente sobre a jurisprudência. Acompanho-o às inteiras. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 41 Voto - MIN. GILMAR MENDES 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, vou fazer minhas as palavras da ministra Cármen Lúcia de encômios ao voto brilhante do ministro Celso de Mello que, como sói acontecer, não é nenhuma novidade. Certamente, nós encontramos na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se fizermos um inventário, uma inequívoca contribuição de Sua Excelência em diversas matérias, mas especialmente no que diz respeito a essas questões ligadas à extradição. Acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9048712. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRADIÇÃO 1.334 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, vou fazer minhas as palavras da ministra Cármen Lúcia de encômios ao voto brilhante do ministro Celso de Mello que, como sói acontecer, não é nenhuma novidade. Certamente, nós encontramos na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se fizermos um inventário, uma inequívoca contribuição de Sua Excelência em diversas matérias, mas especialmente no que diz respeito a essas questões ligadas à extradição. Acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9048712. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 41 Extrato de Ata - 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.334 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) : GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) : PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de extradição, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo extraditando, o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599241 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.334 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) : GOVERNO DA REPÚBLICA TCHECA EXTDO.(A/S) : PETR FALTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de extradição, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo extraditando, o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599241 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 41
{ "JURISPRUDENCIA": [ "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "PPE", "Processo", "-", "crime n 000288 - 88 . 2013 . 8 . 2 . 0024", "Nt 869 /", "PPE 669", "Processo", "-", "crime n 000288 - 88 . 2013 . 8 . 2 . 0024", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "Processo n 000288 - - 88 . 2013 . 8 . 2 . 0024", "EXT 1334 / DF", "Processo n 000288 - - 88 . 2013 . 8 . 2 . 0024", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "Extradição 531", "Extradição 542", "Extradição 549", "Extradição", "Extradição", "EXT", "RTJ", "RTJ 96 / 42", "RTJ 145 / 428 - 430", "EXT 1334 / DF", "RTJ", "RTJ 91 / 8", "RTJ 154 / 26", "RTJ 164 / 420 - 421", "RT 787 / 437 - 460", "RTJ", "RTJ 91 / 8", "RTJ 154 / 26", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "EXT 1334 / DF", "Ext 1 . 015 / República", "RTJ 169 / 557", "RTJ 179 / 378 - 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "GOVERNO DA REPÚBLICA", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "Dias Toffoli", "Gustavo Zortea da Silva", "CELSO DE MELLO", "Dias Toffoli", "Gustavo Zortea da Silva", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Petr Falta", "Petr Falta", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Petr Falta", "Petr Falta", "Petr Falta", "Petr Falta", "Petr", "Falta", "Petr", "Falta", "PETR", "PETR", "EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA", "Petr Falta", "EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA", "Petr Falta", "Bohumil Bares", "Bohumil Bares", "Bohumil Bares", "Bohumil Bares", "Bohumil Bares", "Bares", "Bohumil Bares", "Marek Stfecha", "Stfecha", "Marek Stfecha", "Marek Stfecha", "Bohumil Bares", "Bohumil Bares", "Bohumil Bares", "Bares", "Bohumil Bares", "Marek Stfecha", "Stfecha", "Marek Stfecha", "Marek 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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) :CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PREVISTA EM EDITAL. COMPROVAÇÃO. MOMENTO DA POSSE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662146. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) :CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO LEGAL. MOMENTO DA POSSE. PRECEDENTES. CONTROLE JURISDICIONAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "3. Notadamente, o acesso aos empregos públicos nas sociedades de economia mista opera-se mediante os concursos públicos, contudo o regime jurídico entre a sociedade de economia mista e seus empregados é de natureza celetista, de acordo com o art. 173 da CF/88. 3.1. Com efeito, os processos seletivos da PETROBRAS são elaborados dentro dos poderes assegurados à empresa pelo art. 173, §1º, II da CF/88. Assim, são definidos os requisitos para os cargos dos processos seletivos, de acordo com as qualificações e técnicas necessárias para se exercer a função, atendendo ao disposto no art. 37, caput e inciso II da CF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662147. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) :CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO LEGAL. MOMENTO DA POSSE. PRECEDENTES. CONTROLE JURISDICIONAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "3. Notadamente, o acesso aos empregos públicos nas sociedades de economia mista opera-se mediante os concursos públicos, contudo o regime jurídico entre a sociedade de economia mista e seus empregados é de natureza celetista, de acordo com o art. 173 da CF/88. 3.1. Com efeito, os processos seletivos da PETROBRAS são elaborados dentro dos poderes assegurados à empresa pelo art. 173, §1º, II da CF/88. Assim, são definidos os requisitos para os cargos dos processos seletivos, de acordo com as qualificações e técnicas necessárias para se exercer a função, atendendo ao disposto no art. 37, caput e inciso II da CF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 879526 AGR / RJ 3.2. Destarte, as sociedades de economia mista e seus empregados se submetem ao regime jurídico celetista, sendo que, não existe a figura da posse, mas apenas a assinatura do contrato de trabalho, de acordo com o art. 173, §1º, II, da CF. 3.3. Assim, nenhuma das jurisprudências citadas pela r. decisão guarda coincidência fática com o caso, uma vez que todas elas cuidam de servidores públicos, regidos pela Lei 8.112/90, onde existe a figura da posse. 3.4. Destarte, merece reforma a r. decisão agravada, posto que restou configurada a violação direta aos arts. 2º, 5º, caput e XIII, 37 e 173, §1º, II, todos da Constituição Federal." (fl. 2 do doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662147. Supremo Tribunal Federal ARE 879526 AGR / RJ 3.2. Destarte, as sociedades de economia mista e seus empregados se submetem ao regime jurídico celetista, sendo que, não existe a figura da posse, mas apenas a assinatura do contrato de trabalho, de acordo com o art. 173, §1º, II, da CF. 3.3. Assim, nenhuma das jurisprudências citadas pela r. decisão guarda coincidência fática com o caso, uma vez que todas elas cuidam de servidores públicos, regidos pela Lei 8.112/90, onde existe a figura da posse. 3.4. Destarte, merece reforma a r. decisão agravada, posto que restou configurada a violação direta aos arts. 2º, 5º, caput e XIII, 37 e 173, §1º, II, todos da Constituição Federal." (fl. 2 do doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem concluiu que o curso de formação, por constituir etapa obrigatória e eliminatória do processo seletivo, trata- se de uma fase do certame, não sendo exigível a comprovação da escolaridade antes da sua conclusão. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "O cerne da questão é perquirir se o Curso de Formação é uma fase do Concurso, autorizando o candidato a apresentar a habilitação de nível superior no momento da posse. Consta de fl. 31, referente ao Programa de Formação de Empregados, a cláusula 14.1, que estabelece, in litteris: '14.1 – Os(As) candidatos(as) que vierem a ser admitidos(as) ou readmitidos(as) nos cargos de Administrador(a) Júnior, Auditor(a) Júnior, Contador(a) Júnior, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Eletrônica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Inspeção, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Mecânica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Terminais e Dutos, Engenheiro(a) de Meio Ambiente Júnior, Engenheiro(a) de Petróleo Júnior, Engenheiro(a) de Produção Júnior, Engenheiro(a) de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem concluiu que o curso de formação, por constituir etapa obrigatória e eliminatória do processo seletivo, trata- se de uma fase do certame, não sendo exigível a comprovação da escolaridade antes da sua conclusão. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "O cerne da questão é perquirir se o Curso de Formação é uma fase do Concurso, autorizando o candidato a apresentar a habilitação de nível superior no momento da posse. Consta de fl. 31, referente ao Programa de Formação de Empregados, a cláusula 14.1, que estabelece, in litteris: '14.1 – Os(As) candidatos(as) que vierem a ser admitidos(as) ou readmitidos(as) nos cargos de Administrador(a) Júnior, Auditor(a) Júnior, Contador(a) Júnior, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Eletrônica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Inspeção, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Mecânica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Terminais e Dutos, Engenheiro(a) de Meio Ambiente Júnior, Engenheiro(a) de Petróleo Júnior, Engenheiro(a) de Produção Júnior, Engenheiro(a) de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 879526 AGR / RJ Processamento Júnior, Engenheiro(a) de Segurança Júnior, Engenheiro(a) Naval Júnior, Geofísico(a) Júnior - Física, Geofísico(a) Júnior - Geologia, Geólogo(a) Júnior, Químico(a) de Petróleo Júnior e Técnico(a) de Operação Júnior participarão de Programa de Formação de Empregados, realizado após a admissão ou readmissão, no cargo objeto do processo seletivo, de caráter obrigatório, conforme normas internas. O local de realização do referido curso será informado na fase de admissão ou readmissão.' Observando isoladamente a cláusula antes transcrita, percebe-se que o Curso de Formação não se trata de uma etapa do certame, até porque ele é ultimado após a admissão do candidato. Ocorre que, cláusula 14.5 do Edital (fl. 31) é o seguinte teor, in verbis: '14.5 - Serão excluídos(as) do Programa de Formação de Empregados e desligados(as) da Companhia os(as) empregados(as) que não obtiverem as notas definidas no plano de desenvolvimento do curso ou, ainda, infringirem as normas da Petrobras.' Assim, tendo em vista a possibilidade de eliminação do candidato, na hipótese de não obter o aproveitamento definido no plano do Curso de Formação, resta evidente que se trata de uma fase do certame, razão pela qual aplicável por analogia é o Verbete Sumular n.º 266 do STJ, in litteris: 'O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público.'" (fls. 5-6 do doc. 6). Desse modo, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem não divergiu do entendimento firmado por esta Corte no sentido de que o momento devido para se exigir o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei e no edital do certame para investidura em cargo ou emprego público é o da posse. Nesse sentido, em casos análogos ao dos autos, transcrevo a ementa dos seguintes julgados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Supremo Tribunal Federal ARE 879526 AGR / RJ Processamento Júnior, Engenheiro(a) de Segurança Júnior, Engenheiro(a) Naval Júnior, Geofísico(a) Júnior - Física, Geofísico(a) Júnior - Geologia, Geólogo(a) Júnior, Químico(a) de Petróleo Júnior e Técnico(a) de Operação Júnior participarão de Programa de Formação de Empregados, realizado após a admissão ou readmissão, no cargo objeto do processo seletivo, de caráter obrigatório, conforme normas internas. O local de realização do referido curso será informado na fase de admissão ou readmissão.' Observando isoladamente a cláusula antes transcrita, percebe-se que o Curso de Formação não se trata de uma etapa do certame, até porque ele é ultimado após a admissão do candidato. Ocorre que, cláusula 14.5 do Edital (fl. 31) é o seguinte teor, in verbis: '14.5 - Serão excluídos(as) do Programa de Formação de Empregados e desligados(as) da Companhia os(as) empregados(as) que não obtiverem as notas definidas no plano de desenvolvimento do curso ou, ainda, infringirem as normas da Petrobras.' Assim, tendo em vista a possibilidade de eliminação do candidato, na hipótese de não obter o aproveitamento definido no plano do Curso de Formação, resta evidente que se trata de uma fase do certame, razão pela qual aplicável por analogia é o Verbete Sumular n.º 266 do STJ, in litteris: 'O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público.'" (fls. 5-6 do doc. 6). Desse modo, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem não divergiu do entendimento firmado por esta Corte no sentido de que o momento devido para se exigir o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei e no edital do certame para investidura em cargo ou emprego público é o da posse. Nesse sentido, em casos análogos ao dos autos, transcrevo a ementa dos seguintes julgados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 879526 AGR / RJ "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. COMPROVAÇÃO DA HABILITAÇÃO PREVISTA NO EDITAL. INEXIGILIDADE EM MOMENTO ANTERIOR AO CURSO DE FORMAÇÃO. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 2º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que a comprovação da habilitação exigida nos editais de concurso público há de ocorrer após a conclusão das fases respectivas, e não no momento da inscrição no certame. Precedentes. Esta Corte já assentou o entendimento de que o exame de legalidade e abusividade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não implica violação ao princípio da separação dos Poderes, porquanto não se trata, nessas hipóteses, de análise das circunstâncias que circunscrevem ao mérito administrativo. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental que se nega provimento." (ARE 814.379-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/12/2014). "DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PREVISTA EM EDITAL. INEXIGIBILIDADE EM MOMENTO ANTERIOR AO CURSO DE FORMAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS DEMAIS MATÉRIAS DE ESTATURA CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 282 E 356/STF. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 279 E 454/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.5.2013. A comprovação da habilitação prevista em edital, para o exercício do cargo objeto do certame, somente pode ser exigida após o curso de formação. Precedentes. Aplicação das Súmulas 282 e 356/STF quanto às questões constitucionais não prequestionadas: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Supremo Tribunal Federal ARE 879526 AGR / RJ "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. COMPROVAÇÃO DA HABILITAÇÃO PREVISTA NO EDITAL. INEXIGILIDADE EM MOMENTO ANTERIOR AO CURSO DE FORMAÇÃO. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 2º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que a comprovação da habilitação exigida nos editais de concurso público há de ocorrer após a conclusão das fases respectivas, e não no momento da inscrição no certame. Precedentes. Esta Corte já assentou o entendimento de que o exame de legalidade e abusividade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não implica violação ao princípio da separação dos Poderes, porquanto não se trata, nessas hipóteses, de análise das circunstâncias que circunscrevem ao mérito administrativo. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental que se nega provimento." (ARE 814.379-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/12/2014). "DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PREVISTA EM EDITAL. INEXIGIBILIDADE EM MOMENTO ANTERIOR AO CURSO DE FORMAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS DEMAIS MATÉRIAS DE ESTATURA CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 282 E 356/STF. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 279 E 454/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.5.2013. A comprovação da habilitação prevista em edital, para o exercício do cargo objeto do certame, somente pode ser exigida após o curso de formação. Precedentes. Aplicação das Súmulas 282 e 356/STF quanto às questões constitucionais não prequestionadas: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 879526 AGR / RJ o requisito do prequestionamento.’ Divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido exigiria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, procedimento vedado em sede extraordinária, nos termos das Súmulas 279 e 454/STF: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ e ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.’ Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 792.530-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/9/2014). "Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Concurso público. 3. Comprovação de habilitação. Momento da posse. Exigência de apresentação de diploma e registro no órgão de classe competente após a conclusão do curso de formação que, no caso, consiste em etapa do referido concurso. 3. Precedentes da Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (AI 839.058-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 19/4/2011). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Supremo Tribunal Federal ARE 879526 AGR / RJ o requisito do prequestionamento.’ Divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido exigiria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, procedimento vedado em sede extraordinária, nos termos das Súmulas 279 e 454/STF: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ e ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.’ Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 792.530-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/9/2014). "Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Concurso público. 3. Comprovação de habilitação. Momento da posse. Exigência de apresentação de diploma e registro no órgão de classe competente após a conclusão do curso de formação que, no caso, consiste em etapa do referido concurso. 3. Precedentes da Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (AI 839.058-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 19/4/2011). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644219 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644219 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8677658
2015-05-26T00:00:00
2015-06-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PREVISTA EM EDITAL. COMPROVAÇÃO. MOMENTO DA POSSE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur308601
- Acórdão(s) citado(s): (HABILITAÇÃO TÉCNICA, COMPROVAÇÃO) AI 839058 AgR (2ªT), ARE 792530 AgR (1ªT), ARE 814379 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 02/07/2015, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
879526
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 879526 AgR
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AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) :CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PREVISTA EM EDITAL. COMPROVAÇÃO. MOMENTO DA POSSE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662146. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) :CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO LEGAL. MOMENTO DA POSSE. PRECEDENTES. CONTROLE JURISDICIONAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "3. Notadamente, o acesso aos empregos públicos nas sociedades de economia mista opera-se mediante os concursos públicos, contudo o regime jurídico entre a sociedade de economia mista e seus empregados é de natureza celetista, de acordo com o art. 173 da Constituição Federal de 1988/88. 3.1. Com efeito, os processos seletivos da PETROBRAS são elaborados dentro dos poderes assegurados à empresa pelo art. 173, §1..., II da Constituição Federal de 1988/88. Assim, são definidos os requisitos para os cargos dos processos seletivos, de acordo com as qualificações e técnicas necessárias para se exercer a função, atendendo ao disposto no art. 37, caput e inciso II da Constituição Federal de 1988. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662147. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) :CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO LEGAL. MOMENTO DA POSSE. PRECEDENTES. CONTROLE JURISDICIONAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "3. Notadamente, o acesso aos empregos públicos nas sociedades de economia mista opera-se mediante os concursos públicos, contudo o regime jurídico entre a sociedade de economia mista e seus empregados é de natureza celetista, de acordo com o art. 173 da Constituição Federal de 1988/88. 3.1. Com efeito, os processos seletivos da PETROBRAS são elaborados dentro dos poderes assegurados à empresa pelo art. 173, §1..., II da Constituição Federal de 1988/88. Assim, são definidos os requisitos para os cargos dos processos seletivos, de acordo com as qualificações e técnicas necessárias para se exercer a função, atendendo ao disposto no art. 37, caput e inciso II da Constituição Federal de 1988. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 879526 AGR / RJ 3.2. Destarte, as sociedades de economia mista e seus empregados se submetem ao regime jurídico celetista, sendo que, não existe a figura da posse, mas apenas a assinatura do contrato de trabalho, de acordo com o art. 173, §1..., II, da Constituição Federal de 1988. 3.3. Assim, nenhuma das jurisprudências citadas pela r. decisão guarda coincidência fática com o caso, uma vez que todas elas cuidam de servidores públicos, regidos pela Lei 8.112/90, onde existe a figura da posse. 3.4. Destarte, merece reforma a r. decisão agravada, posto que restou configurada a violação direta aos arts. 2..., 5..., caput e XIII, 37 e 173, §1..., II, todos da Constituição Federal." (fl. 2 do doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662147. Supremo Tribunal Federal ARE 879526 AGR / RJ 3.2. Destarte, as sociedades de economia mista e seus empregados se submetem ao regime jurídico celetista, sendo que, não existe a figura da posse, mas apenas a assinatura do contrato de trabalho, de acordo com o art. 173, §1..., II, da Constituição Federal de 1988. 3.3. Assim, nenhuma das jurisprudências citadas pela r. decisão guarda coincidência fática com o caso, uma vez que todas elas cuidam de servidores públicos, regidos pela Lei 8.112/90, onde existe a figura da posse. 3.4. Destarte, merece reforma a r. decisão agravada, posto que restou configurada a violação direta aos arts. 2..., 5..., caput e XIII, 37 e 173, §1..., II, todos da Constituição Federal." (fl. 2 do doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem concluiu que o curso de formação, por constituir etapa obrigatória e eliminatória do processo seletivo, trata- se de uma fase do certame, não sendo exigível a comprovação da escolaridade antes da sua conclusão. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "O cerne da questão é perquirir se o Curso de Formação é uma fase do Concurso, autorizando o candidato a apresentar a habilitação de nível superior no momento da posse. Consta de fl. 31, referente ao Programa de Formação de Empregados, a cláusula 14.1, que estabelece, in litteris: '14.1 – Os(As) candidatos(as) que vierem a ser admitidos(as) ou readmitidos(as) nos cargos de Administrador(a) Júnior, Auditor(a) Júnior, Contador(a) Júnior, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Eletrônica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Inspeção, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Mecânica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Terminais e Dutos, Engenheiro(a) de Meio Ambiente Júnior, Engenheiro(a) de Petróleo Júnior, Engenheiro(a) de Produção Júnior, Engenheiro(a) de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem concluiu que o curso de formação, por constituir etapa obrigatória e eliminatória do processo seletivo, trata- se de uma fase do certame, não sendo exigível a comprovação da escolaridade antes da sua conclusão. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "O cerne da questão é perquirir se o Curso de Formação é uma fase do Concurso, autorizando o candidato a apresentar a habilitação de nível superior no momento da posse. Consta de fl. 31, referente ao Programa de Formação de Empregados, a cláusula 14.1, que estabelece, in litteris: '14.1 – Os(As) candidatos(as) que vierem a ser admitidos(as) ou readmitidos(as) nos cargos de Administrador(a) Júnior, Auditor(a) Júnior, Contador(a) Júnior, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Eletrônica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Inspeção, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Mecânica, Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Terminais e Dutos, Engenheiro(a) de Meio Ambiente Júnior, Engenheiro(a) de Petróleo Júnior, Engenheiro(a) de Produção Júnior, Engenheiro(a) de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 879526 AGR / RJ Processamento Júnior, Engenheiro(a) de Segurança Júnior, Engenheiro(a) Naval Júnior, Geofísico(a) Júnior - Física, Geofísico(a) Júnior - Geologia, Geólogo(a) Júnior, Químico(a) de Petróleo Júnior e Técnico(a) de Operação Júnior participarão de Programa de Formação de Empregados, realizado após a admissão ou readmissão, no cargo objeto do processo seletivo, de caráter obrigatório, conforme normas internas. O local de realização do referido curso será informado na fase de admissão ou readmissão.' Observando isoladamente a cláusula antes transcrita, percebe-se que o Curso de Formação não se trata de uma etapa do certame, até porque ele é ultimado após a admissão do candidato. Ocorre que, cláusula 14.5 do Edital (fl. 31) é o seguinte teor, in verbis: '14.5 - Serão excluídos(as) do Programa de Formação de Empregados e desligados(as) da Companhia os(as) empregados(as) que não obtiverem as notas definidas no plano de desenvolvimento do curso ou, ainda, infringirem as normas da Petrobras.' Assim, tendo em vista a possibilidade de eliminação do candidato, na hipótese de não obter o aproveitamento definido no plano do Curso de Formação, resta evidente que se trata de uma fase do certame, razão pela qual aplicável por analogia é o Verbete Sumular n. 266 do Superior Tribunal de Justiça, in litteris: 'O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público.'" (fls. 5-6 do doc. 6). Desse modo, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem não divergiu do entendimento firmado por esta Corte no sentido de que o momento devido para se exigir o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei e no edital do certame para investidura em cargo ou emprego público é o da posse. Nesse sentido, em casos análogos ao dos autos, transcrevo a ementa dos seguintes julgados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Supremo Tribunal Federal ARE 879526 AGR / RJ Processamento Júnior, Engenheiro(a) de Segurança Júnior, Engenheiro(a) Naval Júnior, Geofísico(a) Júnior - Física, Geofísico(a) Júnior - Geologia, Geólogo(a) Júnior, Químico(a) de Petróleo Júnior e Técnico(a) de Operação Júnior participarão de Programa de Formação de Empregados, realizado após a admissão ou readmissão, no cargo objeto do processo seletivo, de caráter obrigatório, conforme normas internas. O local de realização do referido curso será informado na fase de admissão ou readmissão.' Observando isoladamente a cláusula antes transcrita, percebe-se que o Curso de Formação não se trata de uma etapa do certame, até porque ele é ultimado após a admissão do candidato. Ocorre que, cláusula 14.5 do Edital (fl. 31) é o seguinte teor, in verbis: '14.5 - Serão excluídos(as) do Programa de Formação de Empregados e desligados(as) da Companhia os(as) empregados(as) que não obtiverem as notas definidas no plano de desenvolvimento do curso ou, ainda, infringirem as normas da Petrobras.' Assim, tendo em vista a possibilidade de eliminação do candidato, na hipótese de não obter o aproveitamento definido no plano do Curso de Formação, resta evidente que se trata de uma fase do certame, razão pela qual aplicável por analogia é o Verbete Sumular n. 266 do Superior Tribunal de Justiça, in litteris: 'O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público.'" (fls. 5-6 do doc. 6). Desse modo, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem não divergiu do entendimento firmado por esta Corte no sentido de que o momento devido para se exigir o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei e no edital do certame para investidura em cargo ou emprego público é o da posse. Nesse sentido, em casos análogos ao dos autos, transcrevo a ementa dos seguintes julgados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 879526 AGR / RJ "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. COMPROVAÇÃO DA HABILITAÇÃO PREVISTA NO EDITAL. INEXIGILIDADE EM MOMENTO ANTERIOR AO CURSO DE FORMAÇÃO. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 2... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que a comprovação da habilitação exigida nos editais de concurso público há de ocorrer após a conclusão das fases respectivas, e não no momento da inscrição no certame. Precedentes. Esta Corte já assentou o entendimento de que o exame de legalidade e abusividade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não implica violação ao princípio da separação dos Poderes, porquanto não se trata, nessas hipóteses, de análise das circunstâncias que circunscrevem ao mérito administrativo. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental que se nega provimento." (ARE 814.379-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/12/2014). "DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PREVISTA EM EDITAL. INEXIGIBILIDADE EM MOMENTO ANTERIOR AO CURSO DE FORMAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS DEMAIS MATÉRIAS DE ESTATURA CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.5.2013. A comprovação da habilitação prevista em edital, para o exercício do cargo objeto do certame, somente pode ser exigida após o curso de formação. Precedentes. Aplicação das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal quanto às questões constitucionais não prequestionadas: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Supremo Tribunal Federal ARE 879526 AGR / RJ "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. COMPROVAÇÃO DA HABILITAÇÃO PREVISTA NO EDITAL. INEXIGILIDADE EM MOMENTO ANTERIOR AO CURSO DE FORMAÇÃO. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 2... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que a comprovação da habilitação exigida nos editais de concurso público há de ocorrer após a conclusão das fases respectivas, e não no momento da inscrição no certame. Precedentes. Esta Corte já assentou o entendimento de que o exame de legalidade e abusividade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não implica violação ao princípio da separação dos Poderes, porquanto não se trata, nessas hipóteses, de análise das circunstâncias que circunscrevem ao mérito administrativo. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental que se nega provimento." (ARE 814.379-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/12/2014). "DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PREVISTA EM EDITAL. INEXIGIBILIDADE EM MOMENTO ANTERIOR AO CURSO DE FORMAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS DEMAIS MATÉRIAS DE ESTATURA CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.5.2013. A comprovação da habilitação prevista em edital, para o exercício do cargo objeto do certame, somente pode ser exigida após o curso de formação. Precedentes. Aplicação das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal quanto às questões constitucionais não prequestionadas: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 879526 AGR / RJ o requisito do prequestionamento.’ Divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido exigiria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, procedimento vedado em sede extraordinária, nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ e ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.’ Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 792.530-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/9/2014). "Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Concurso público. 3. Comprovação de habilitação. Momento da posse. Exigência de apresentação de diploma e registro no órgão de classe competente após a conclusão do curso de formação que, no caso, consiste em etapa do referido concurso. 3. Precedentes da Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (AI 839.058-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 19/4/2011). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Supremo Tribunal Federal ARE 879526 AGR / RJ o requisito do prequestionamento.’ Divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido exigiria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, procedimento vedado em sede extraordinária, nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ e ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.’ Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 792.530-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/9/2014). "Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Concurso público. 3. Comprovação de habilitação. Momento da posse. Exigência de apresentação de diploma e registro no órgão de classe competente após a conclusão do curso de formação que, no caso, consiste em etapa do referido concurso. 3. Precedentes da Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (AI 839.058-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 19/4/2011). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644219 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.526 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DANIEL TOMMASINI ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644219 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879 . 526", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879 . 526", "ARE 879526 AGR / RJ", "ARE 879526 AGR / RJ", "Verbete Sumular n . 266 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 879526 AGR / RJ", "Verbete Sumular n . 266 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 879526 AGR / RJ", "ARE 814 . 379 - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULAS 279", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 879526", "ARE 814 . 379 - AgR", "SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 E 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 879526 AGR / RJ", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 792 . 530 - AgR", "AI 839 . 058 - AgR", "ARE 879526 AGR / RJ", "ARE 792 . 530 - AgR", "AI 839 . 058 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 173 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 173 , § 1 . . . , II da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 37 , caput e inciso II da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 173 da Constituição Federal de 1988 /", "art . 173 , § 1 . . . , II da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 37 , caput e inciso II da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 173 , § 1 . . . , II , da Constituição Federal de 1988", "Lei 8 . 112 / 90", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 173 , § 1 . . . , II , da Constituição Federal de 1988", "Lei 8 . 112 / 90", "arts . 2 . . . , 5 . . . , caput e XIII , 37 e 173 , § 1 . . . , II , todos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 2 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "PETROBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "PETROBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "RJ", "Petrobras", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Petrobras", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO", "DANIEL TOMMASINI", "CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO", "DANIEL TOMMASINI", "CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO", "DANIEL TOMMASINI", "CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX ARE", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO", "DANIEL TOMMASINI", "CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "RAFAEL LUCAS DE ARAÚJO", "DANIEL TOMMASINI", "CAMILA DE VASCONCELLOS MARCHI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "26", "/", "05", "/", "2015", "26 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "88", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2014", "07", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2014", "07", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "9", "/", "2014", "19", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "9", "/", "2014", "19", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "26", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE JURÍDICA. ALEGAÇÕES DE MOTIVAÇÃO INIDÔNEA DA PRISÃO CAUTELAR E DE PREVENÇÃO: REPETIÇÃO LITERAL DE HABEAS CORPUS IMPETRADO NESTE SUPREMO TRIBUNAL. CONVERSÃO DA PRISÃO PREVENTIVA EM DOMICILIAR: QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO EXAME DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA DE PRONÚNCIA. SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL. ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO- JURÍDICO. PERDA DE OBJETO DA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Agravante tem o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. 2. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades que foram objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator. 4. A impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial se limitado ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417349. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 126071 AGR / MG de mérito. 5. Agravo Regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 7 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417349. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG de mérito. 5. Agravo Regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 7 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.11.2014, neguei seguimento ao habeas corpus impetrado por Bruno Consentino Ribeiro Agostini, advogado, em favor de Luiz Antonio Caus, contra a) acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139 e b) decisão do Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 12.12.2014, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882. Na decisão agravada se adotaram os seguintes fundamentos: “(...) 2. Tem-se, nos autos, terem sido denunciados o Paciente e quatro corréus pela prática do crime previsto no art. 121, § 2°, incs. I e IV, do Código Penal, nas formas consumada e tentada. Consta na denúncia que: ‘(...) Segundo apurado, mediante ajuste prévio de condutas, o quarto e quinto denunciados Jeremias Eufrânio da Silva e Pedro Carlos de Freitas Ferreira Alves, informado que a vítima André Elias Ferreira viajaria, com esposa e filho, para o Município de Caxambu/MG, (…), realizaram campana em frente à sua residência, (…), aguardando sua saída e, assim que isto ocorreu, passaram a segui-la (…). Ao parar, para fazer uma refeição, na lanchonete ‘Paineiras da Serra’, a vítima André Elias Ferreira foi abordada pelo quarto denunciado Jeremias Eufrânio da Silva que, depois de chamá-la pelo prenome, efetuou disparos a queima roupa, dois deles atingindo-a na face e na região peitoral, evadindo do local Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.11.2014, neguei seguimento ao habeas corpus impetrado por Bruno Consentino Ribeiro Agostini, advogado, em favor de Luiz Antonio Caus, contra a) acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139 e b) decisão do Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 12.12.2014, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882. Na decisão agravada se adotaram os seguintes fundamentos: “(...) 2. Tem-se, nos autos, terem sido denunciados o Paciente e quatro corréus pela prática do crime previsto no art. 121, § 2°, incs. I e IV, do Código Penal, nas formas consumada e tentada. Consta na denúncia que: ‘(...) Segundo apurado, mediante ajuste prévio de condutas, o quarto e quinto denunciados Jeremias Eufrânio da Silva e Pedro Carlos de Freitas Ferreira Alves, informado que a vítima André Elias Ferreira viajaria, com esposa e filho, para o Município de Caxambu/MG, (…), realizaram campana em frente à sua residência, (…), aguardando sua saída e, assim que isto ocorreu, passaram a segui-la (…). Ao parar, para fazer uma refeição, na lanchonete ‘Paineiras da Serra’, a vítima André Elias Ferreira foi abordada pelo quarto denunciado Jeremias Eufrânio da Silva que, depois de chamá-la pelo prenome, efetuou disparos a queima roupa, dois deles atingindo-a na face e na região peitoral, evadindo do local Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG logo em seguida, na companhia do quinto denunciado Pedro Carlos de Freitas Ferreira Alves. Realizada intensa investigação policial, no curso da qual, inclusive cumpridas várias medidas cautelares deferidas por este Juízo (prisões temporárias e preventivas, buscas e apreensões, interceptações telefônicas e quebra de sigilo de dados telefônicos), apurou-se que a vítima André Elias Ferreira teria sido executada a mando do primeiro denunciado Luiz Antônio Caus, seu cunhado, enquanto o segundo e terceiro denunciados Ivens José Lombardi e João Alves Moreira Neto teriam atuado na trama criminoso como intermediários, contratado o quarto denunciado Jeremias Eufrânio da Silva para executar o crime; sendo o homicídio previamente ajustado entre os cinco participantes, através de contatos telefônicos, e figurando o primeiro denunciado Luiz Antônio Caus como financiador da trama criminosa. A motivação do crime foi torpe, tendo o primeiro denunciado Luiz Antônio Caus encomendado a morte de seu cunhado, a vítima André Elias Ferreira, por desavenças familiares patrimoniais; tendo o quarto e quinto denunciados Jeremias Eufrânio da Silva e Pedro Carlos de Freitas Alves sido contratados como pistoleiros. No homicídio, foi empregado recurso que dificultou a defesa do ofendido, que foi emboscado no estacionamento da lanchonete 'Paineiras da Serra', onde foi alvejado com disparos fulminantes (...)’ (grifos nossos). 3. O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG a) em 28.1.2014, decretou a prisão temporária do Paciente e dos demais corréus; b) em 28.2.2014, ‘convert[eu] a prisão temporária dos cinco Acusados LUIS ANTÔNIO CAUS, IVENS JOSÉ LOMBARDI, JOÃO ALVES MOREIRA NETO, JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA e PEDRO CARLOS FREITAS FERREIRA ALVES, (…) em prisão preventiva’. 4. Contra essa decisão a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 1.0000.14.025933-4/000 no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e Territórios. Em 8.5.2014, a 7ª Câmara Criminal daquele Tribunal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG logo em seguida, na companhia do quinto denunciado Pedro Carlos de Freitas Ferreira Alves. Realizada intensa investigação policial, no curso da qual, inclusive cumpridas várias medidas cautelares deferidas por este Juízo (prisões temporárias e preventivas, buscas e apreensões, interceptações telefônicas e quebra de sigilo de dados telefônicos), apurou-se que a vítima André Elias Ferreira teria sido executada a mando do primeiro denunciado Luiz Antônio Caus, seu cunhado, enquanto o segundo e terceiro denunciados Ivens José Lombardi e João Alves Moreira Neto teriam atuado na trama criminoso como intermediários, contratado o quarto denunciado Jeremias Eufrânio da Silva para executar o crime; sendo o homicídio previamente ajustado entre os cinco participantes, através de contatos telefônicos, e figurando o primeiro denunciado Luiz Antônio Caus como financiador da trama criminosa. A motivação do crime foi torpe, tendo o primeiro denunciado Luiz Antônio Caus encomendado a morte de seu cunhado, a vítima André Elias Ferreira, por desavenças familiares patrimoniais; tendo o quarto e quinto denunciados Jeremias Eufrânio da Silva e Pedro Carlos de Freitas Alves sido contratados como pistoleiros. No homicídio, foi empregado recurso que dificultou a defesa do ofendido, que foi emboscado no estacionamento da lanchonete 'Paineiras da Serra', onde foi alvejado com disparos fulminantes (...)’ (grifos nossos). 3. O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG a) em 28.1.2014, decretou a prisão temporária do Paciente e dos demais corréus; b) em 28.2.2014, ‘convert[eu] a prisão temporária dos cinco Acusados LUIS ANTÔNIO CAUS, IVENS JOSÉ LOMBARDI, JOÃO ALVES MOREIRA NETO, JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA e PEDRO CARLOS FREITAS FERREIRA ALVES, (…) em prisão preventiva’. 4. Contra essa decisão a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 1.0000.14.025933-4/000 no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e Territórios. Em 8.5.2014, a 7ª Câmara Criminal daquele Tribunal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG Justiça denegou a ordem pleiteada: ‘HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO – PRISÃO TEMPORÁRIA CONVERTIDA EM PRISÃO PREVENTIVA – DECISÃO FUNDAMENTADA – PRESENÇA DOS PRESSUPOSTOS ELENCADOS NOS ARTIGOS 312 E 313 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS – IRRELEVÂNCIA – ORDEM DENEGADA. - Não há constrangimento ilegal no decreto de prisão cautelar, devidamente fundamentado à luz, de dados concretos do processo, visando, nos moldes do artigo 312 do Código de Processo Penal, sobretudo, ao resguardo da ordem pública, tendo em vista as circunstâncias delitivas em que o crime supostamente foi cometido. - O crime de homicídio, por cuja autoria o paciente foi denunciado, encontra, em seu preceito secundário, pena privativa de liberdade superior a quatro anos, o que implementa o comando normativo contido no inciso I do artigo 313 do Código de Processo Penal. - A presença de condições pessoais favoráveis, por si só, não é suficiente para elidir a custódia cautelar, em sendo demonstrada a necessidade de sua manutenção. - Ordem denegada’. 5. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça os Habeas Corpus ns. 295.139 e 311.882. Em 21.10.2014, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal denegou a ordem no julgamento do Habeas Corpus n. 295.139 : ‘HABEAS CORPUS SUBSTITUTO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. CARÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA COM FULCRO NA CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E NA FUTURA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. CUSTÓDIA FUNDAMENTADA E 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Justiça denegou a ordem pleiteada: ‘HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO – PRISÃO TEMPORÁRIA CONVERTIDA EM PRISÃO PREVENTIVA – DECISÃO FUNDAMENTADA – PRESENÇA DOS PRESSUPOSTOS ELENCADOS NOS ARTIGOS 312 E 313 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS – IRRELEVÂNCIA – ORDEM DENEGADA. - Não há constrangimento ilegal no decreto de prisão cautelar, devidamente fundamentado à luz, de dados concretos do processo, visando, nos moldes do artigo 312 do Código de Processo Penal, sobretudo, ao resguardo da ordem pública, tendo em vista as circunstâncias delitivas em que o crime supostamente foi cometido. - O crime de homicídio, por cuja autoria o paciente foi denunciado, encontra, em seu preceito secundário, pena privativa de liberdade superior a quatro anos, o que implementa o comando normativo contido no inciso I do artigo 313 do Código de Processo Penal. - A presença de condições pessoais favoráveis, por si só, não é suficiente para elidir a custódia cautelar, em sendo demonstrada a necessidade de sua manutenção. - Ordem denegada’. 5. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça os Habeas Corpus ns. 295.139 e 311.882. Em 21.10.2014, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal denegou a ordem no julgamento do Habeas Corpus n. 295.139 : ‘HABEAS CORPUS SUBSTITUTO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. CARÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA COM FULCRO NA CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E NA FUTURA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. CUSTÓDIA FUNDAMENTADA E 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG NECESSÁRIA. MODUS OPERANDI. PERICULOSIDADE DO AGENTE. POSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento firmado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, não admite a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso próprio previsto no ordenamento jurídico. Contudo, nos casos de flagrante ilegalidade, a ordem poderá ser concedida de ofício. 2. Pela sistemática processual pátria, a prisão preventiva de acusado de prática delituosa - medida que, em absoluto, conflita com o princípio constitucional de inocência presumida - deve se abroquelar na sua necessidade, que, em termos do prescrito na lei processual penal, se traduz na garantia da ordem pública, conveniência da instrução e asseguramento da aplicação da lei penal. Assim, seja qual for a modalidade da prisão ante tempus, somente se justifica constrição à liberdade de ir e vir se necessária, em função da proteção daqueles valores. 3. Não encontra supedâneo nos autos a inferência de que o paciente, por não ter residência no distrito da culpa, irá se evadir, frustrando a aplicação da lei penal. O prognóstico é em sentido contrário, tendo-se em conta que o paciente tem residência fixa na cidade de Belo Horizonte, em local onde foi intimado para prestar declarações e fez entrega de seu passaporte à autoridade policial encarregada de presidir as investigações. Carência de fundamentação idônea de prisão preventiva com fulcro na conveniência da instrução criminal e na aplicação da lei penal. 4. A descrição dos fatos é, sim, elemento idôneo para justificar o decreto constritivo, pois ela revela o modus operandi do crime, que se constitui elemento de monta para aferir a periculosidade do agente e fundar, pois, prisão preventiva. Assim, alto grau de profissionalismo, crime cometido na clandestinidade, crime de verdadeira execução, premeditado, crime cometido mediante emboscada, em plena luz do dia, enfim, tudo está a denotar a prisão como garantia da ordem pública. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG NECESSÁRIA. MODUS OPERANDI. PERICULOSIDADE DO AGENTE. POSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento firmado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, não admite a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso próprio previsto no ordenamento jurídico. Contudo, nos casos de flagrante ilegalidade, a ordem poderá ser concedida de ofício. 2. Pela sistemática processual pátria, a prisão preventiva de acusado de prática delituosa - medida que, em absoluto, conflita com o princípio constitucional de inocência presumida - deve se abroquelar na sua necessidade, que, em termos do prescrito na lei processual penal, se traduz na garantia da ordem pública, conveniência da instrução e asseguramento da aplicação da lei penal. Assim, seja qual for a modalidade da prisão ante tempus, somente se justifica constrição à liberdade de ir e vir se necessária, em função da proteção daqueles valores. 3. Não encontra supedâneo nos autos a inferência de que o paciente, por não ter residência no distrito da culpa, irá se evadir, frustrando a aplicação da lei penal. O prognóstico é em sentido contrário, tendo-se em conta que o paciente tem residência fixa na cidade de Belo Horizonte, em local onde foi intimado para prestar declarações e fez entrega de seu passaporte à autoridade policial encarregada de presidir as investigações. Carência de fundamentação idônea de prisão preventiva com fulcro na conveniência da instrução criminal e na aplicação da lei penal. 4. A descrição dos fatos é, sim, elemento idôneo para justificar o decreto constritivo, pois ela revela o modus operandi do crime, que se constitui elemento de monta para aferir a periculosidade do agente e fundar, pois, prisão preventiva. Assim, alto grau de profissionalismo, crime cometido na clandestinidade, crime de verdadeira execução, premeditado, crime cometido mediante emboscada, em plena luz do dia, enfim, tudo está a denotar a prisão como garantia da ordem pública. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG 5. Deve-se ter em mente que não consubstancia constrangimento ilegal, passível de reparação por via de habeas corpus, a ordem de custódia preventiva cujo teor contém fundamentos suficientes, demonstrativos da presença de uma das circunstâncias inscritas no art. 312, do CPP. 6. Habeas corpus a que se denega a ordem’. Em 12.12.2014, o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882: ‘Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LUIZ ANTÔNIO CAUS – preso preventivamente e denunciado pela suposta prática da conduta descrita no art. 121, § 2º, I e IV, c⁄c o art. 29, ambos do Código Penal – contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. A defesa impetrou habeas corpus na Corte de origem alegando ausência de fundamentação idônea na decisão que decretou a prisão cautelar do paciente, bem ainda, não haver respaldo legal, com base no art. 312 do Código de Processo Penal. O Tribunal de origem, contudo, denegou a ordem (e-STJ fl. 41): (...) A impetrante ressalta, de início, que os fatos denunciados ocorreram em 23⁄6⁄2011 e o inquérito policial tramitou por mais de 2 (dois) anos, o que afasta, por si só, a necessidade de cautelaridade da prisão. Alega que as condições das instalações prisionais – cela ‘especial’ do pavilhão H da Penitenciária Nelson Hungria, destinado aos internos com curso superior – não apresentam as condições mínimas de salubridade para abrigar o paciente, razão pela qual faz jus à prisão especial em regime domiciliar, inclusive com monitoramento eletrônico. Sustenta, ainda, não haver elementos concretos para aferir eventual periculosidade ou mesmo atestar que, se posto em liberdade, o paciente colocaria em risco a ordem pública. Destaca, por último, que o paciente foi diagnosticado com 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG 5. Deve-se ter em mente que não consubstancia constrangimento ilegal, passível de reparação por via de habeas corpus, a ordem de custódia preventiva cujo teor contém fundamentos suficientes, demonstrativos da presença de uma das circunstâncias inscritas no art. 312, do CPP. 6. Habeas corpus a que se denega a ordem’. Em 12.12.2014, o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882: ‘Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LUIZ ANTÔNIO CAUS – preso preventivamente e denunciado pela suposta prática da conduta descrita no art. 121, § 2º, I e IV, c⁄c o art. 29, ambos do Código Penal – contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. A defesa impetrou habeas corpus na Corte de origem alegando ausência de fundamentação idônea na decisão que decretou a prisão cautelar do paciente, bem ainda, não haver respaldo legal, com base no art. 312 do Código de Processo Penal. O Tribunal de origem, contudo, denegou a ordem (e-STJ fl. 41): (...) A impetrante ressalta, de início, que os fatos denunciados ocorreram em 23⁄6⁄2011 e o inquérito policial tramitou por mais de 2 (dois) anos, o que afasta, por si só, a necessidade de cautelaridade da prisão. Alega que as condições das instalações prisionais – cela ‘especial’ do pavilhão H da Penitenciária Nelson Hungria, destinado aos internos com curso superior – não apresentam as condições mínimas de salubridade para abrigar o paciente, razão pela qual faz jus à prisão especial em regime domiciliar, inclusive com monitoramento eletrônico. Sustenta, ainda, não haver elementos concretos para aferir eventual periculosidade ou mesmo atestar que, se posto em liberdade, o paciente colocaria em risco a ordem pública. Destaca, por último, que o paciente foi diagnosticado com 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG hiperplasia da próstata, com indicação de cirurgia, cujo quadro vem evoluindo, em razão da ausência de atenção e tratamento médico, além de ser primário, trabalhador e pai de família. Diante disso, pede, liminarmente e no mérito, seja deferida a prisão domiciliar, expedindo-se o alvará de soltura em favor do paciente. Por intermédio da Petição n. 00455305⁄2014, a impetrante juntou cópia da inicial de habeas corpus impetrado no Tribunal de origem pelo filho do paciente, HC n. 1.0000.14.096163-2, não havendo notícia do julgamento do referido writ (e-STJ fls. 246⁄276). É o relatório, decido. No que se refere aos motivos da prisão preventiva e às condições subjetiva do paciente, cumpre asseverar que tais questões já foram devidamente analisadas pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por ocasião do julgamento do HC n. 295139⁄MG, realizado no dia 21⁄10⁄2014. Quanto às demais alegações, consistentes nas inadequadas condições físicas da prisão que abriga o paciente e o seu atual estado de saúde, que ensejariam a concessão da prisão domiciliar, observa-se que não foram previamente analisadas no Tribunal estadual. Com efeito, para que se verifique a existência de eventual constrangimento ilegal é necessária a prévia submissão das alegações à apreciação da Corte de origem, de modo a atrair a competência do Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 105, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, sob pena de configurar indevida supressão de instância. Nesse sentido, a título de exemplo: (…) (HC n. 279.897⁄RJ, Rel. Ministro Jorge Mussi, DJe 17⁄2⁄2014) Ante o exposto, com base no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o pedido’. 6. No presente habeas corpus, a defesa reitera as alegações suscitadas na instância antecedente, sustentando ausência de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG hiperplasia da próstata, com indicação de cirurgia, cujo quadro vem evoluindo, em razão da ausência de atenção e tratamento médico, além de ser primário, trabalhador e pai de família. Diante disso, pede, liminarmente e no mérito, seja deferida a prisão domiciliar, expedindo-se o alvará de soltura em favor do paciente. Por intermédio da Petição n. 00455305⁄2014, a impetrante juntou cópia da inicial de habeas corpus impetrado no Tribunal de origem pelo filho do paciente, HC n. 1.0000.14.096163-2, não havendo notícia do julgamento do referido writ (e-STJ fls. 246⁄276). É o relatório, decido. No que se refere aos motivos da prisão preventiva e às condições subjetiva do paciente, cumpre asseverar que tais questões já foram devidamente analisadas pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por ocasião do julgamento do HC n. 295139⁄MG, realizado no dia 21⁄10⁄2014. Quanto às demais alegações, consistentes nas inadequadas condições físicas da prisão que abriga o paciente e o seu atual estado de saúde, que ensejariam a concessão da prisão domiciliar, observa-se que não foram previamente analisadas no Tribunal estadual. Com efeito, para que se verifique a existência de eventual constrangimento ilegal é necessária a prévia submissão das alegações à apreciação da Corte de origem, de modo a atrair a competência do Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 105, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, sob pena de configurar indevida supressão de instância. Nesse sentido, a título de exemplo: (…) (HC n. 279.897⁄RJ, Rel. Ministro Jorge Mussi, DJe 17⁄2⁄2014) Ante o exposto, com base no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o pedido’. 6. No presente habeas corpus, a defesa reitera as alegações suscitadas na instância antecedente, sustentando ausência de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG fundamentação cautelar idônea para a prisão preventiva do Paciente e conversão da prisão preventiva em domiciliar. Defende a ‘superação da Súmula 691, do Supremo Tribunal Federal’, destacando ‘a peculiaridade da hipótese em tela, a preencher os requisitos da exceção à regra geral estabelecida, de vedar a impetração do Remédio Heróico contra o indeferimento de liminar do habeas corpus 311.882/MG’. Afirma que o decreto de prisão preventiva ‘foi mantid[o pelo Superior Tribunal de Justiça] para assegurar a ordem pública, utilizando dos mesmos pseudofundamentos lançados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, quais sejam, a gravidade em abstrato do crime e a periculosidade demonstrada no modus operandi’. Registra, ainda, que ‘o paciente (...) vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno’, ressaltando que a ‘cela especial, destinada igualmente aos advogados e aos portadores de curso superior, o denominado ‘Pavilhão H’ da Penitenciária Nelson Hungria encontra-se em péssimo estado de conservação, condições indignas e sobrehumanas, totalmente insalubre, sem condições básicas de aeração, sem circulação de ar necessária, local abafado, excessivamente quente, chegando a temperatura aproximada de 40 graus em dias de calor, sem contar que o número de detentos nesta cela é sempre superior ao compatível, hoje, por exemplo, são 19 internos em um espaço de 20 m2 e apenas seis camas beliches’. Este o teor dos pedidos: ‘(...) Por todo o exposto, escancaradas as ilegalidades que contaminam a decisão da prisão preventiva, pelos fortes argumentos expendidos nesta impetração, o paciente confia que V. Exa, fiel à sua gloriosa tradição e aos ditames da lei e da justiça, haverá de conceder, liminarmente, a presente ordem de habeas corpus, para possibilitar que aquele possa responder ao processo em liberdade até decisão final transitada em julgado, mediante termo de comparecimento a todos os atos do processo. Devendo ser expedido o competente alvará para imediata soltura do paciente, com as devidas comunicações de praxe. Alternativamente, escancarado o constrangimento ilegal 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG fundamentação cautelar idônea para a prisão preventiva do Paciente e conversão da prisão preventiva em domiciliar. Defende a ‘superação da Súmula 691, do Supremo Tribunal Federal’, destacando ‘a peculiaridade da hipótese em tela, a preencher os requisitos da exceção à regra geral estabelecida, de vedar a impetração do Remédio Heróico contra o indeferimento de liminar do habeas corpus 311.882/MG’. Afirma que o decreto de prisão preventiva ‘foi mantid[o pelo Superior Tribunal de Justiça] para assegurar a ordem pública, utilizando dos mesmos pseudofundamentos lançados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, quais sejam, a gravidade em abstrato do crime e a periculosidade demonstrada no modus operandi’. Registra, ainda, que ‘o paciente (...) vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno’, ressaltando que a ‘cela especial, destinada igualmente aos advogados e aos portadores de curso superior, o denominado ‘Pavilhão H’ da Penitenciária Nelson Hungria encontra-se em péssimo estado de conservação, condições indignas e sobrehumanas, totalmente insalubre, sem condições básicas de aeração, sem circulação de ar necessária, local abafado, excessivamente quente, chegando a temperatura aproximada de 40 graus em dias de calor, sem contar que o número de detentos nesta cela é sempre superior ao compatível, hoje, por exemplo, são 19 internos em um espaço de 20 m2 e apenas seis camas beliches’. Este o teor dos pedidos: ‘(...) Por todo o exposto, escancaradas as ilegalidades que contaminam a decisão da prisão preventiva, pelos fortes argumentos expendidos nesta impetração, o paciente confia que V. Exa, fiel à sua gloriosa tradição e aos ditames da lei e da justiça, haverá de conceder, liminarmente, a presente ordem de habeas corpus, para possibilitar que aquele possa responder ao processo em liberdade até decisão final transitada em julgado, mediante termo de comparecimento a todos os atos do processo. Devendo ser expedido o competente alvará para imediata soltura do paciente, com as devidas comunicações de praxe. Alternativamente, escancarado o constrangimento ilegal 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG que o Paciente vem passando, alojado em cela irrefutavelmente insalubre, precária, sem condições físicas mínimas de aeração e circulação, e considerando que a dita ‘cela especial’ da Penitenciária Nelson Hungria é a única destinada para os internos diplomados em curso superior e para os advogados, nem mesmo na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pelos fortes argumentos expendidos nesta impetração, REQUER a impetrante, por imperativo de JUSTIÇA a CONCESSÃO DA ORDEM para deferir ao paciente a prisão domiciliar, nos termos do artigo 1º da Lei 5.256, de 06 de abril de 1967 (...)’. 7. Em 12.1.2015, o Ministro Ricardo Lewandowski, Presidente deste Supremo Tribunal de Justiça, decidiu: ‘(...) O Impetrante alega, nos termos do art. 67, § 6º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a inexistência de prevenção na distribuição deste habeas corpus à Ministra Cármen Lúcia, designada Relatora. Requer seja o feito redistribuído aleatoriamente ou distribuído por prevenção ao Ministro Roberto Barroso, Relator dos Habeas Corpus 123.323/MG e 123.993/MG. É o Relatório. Decido. Bem examinados os autos, pondero que quando do julgamento do HC 125.290-AgR/MG, que seria a causa da presente prevenção, a Ministra Cármen Lúcia, Relatora, asseverou o seguinte: ‘Quanto à alegação ‘de competência por prevenção do Ministro Luís Roberto Barroso e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal’, ao argumento de que ‘antes do ‘habeas corpus’ nº 125.290/MG, dois outros ‘writs’ [HC ns. 123.323 e 123.993] haviam sido impetrados em favor do mesmo paciente tendo como origem a mesma ação penal de autos nº 0065814-92.20118.13.0338, que tramita perante a 1ª Vara Criminal da Comarca de Itaúna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais’, registro que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que ‘a competência por prevenção é relativa, estando sujeita à prorrogação, caso precluída a oportunidade de arguição da incompetência’ (HC n. 88.759- 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG que o Paciente vem passando, alojado em cela irrefutavelmente insalubre, precária, sem condições físicas mínimas de aeração e circulação, e considerando que a dita ‘cela especial’ da Penitenciária Nelson Hungria é a única destinada para os internos diplomados em curso superior e para os advogados, nem mesmo na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pelos fortes argumentos expendidos nesta impetração, REQUER a impetrante, por imperativo de JUSTIÇA a CONCESSÃO DA ORDEM para deferir ao paciente a prisão domiciliar, nos termos do artigo 1º da Lei 5.256, de 06 de abril de 1967 (...)’. 7. Em 12.1.2015, o Ministro Ricardo Lewandowski, Presidente deste Supremo Tribunal de Justiça, decidiu: ‘(...) O Impetrante alega, nos termos do art. 67, § 6º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a inexistência de prevenção na distribuição deste habeas corpus à Ministra Cármen Lúcia, designada Relatora. Requer seja o feito redistribuído aleatoriamente ou distribuído por prevenção ao Ministro Roberto Barroso, Relator dos Habeas Corpus 123.323/MG e 123.993/MG. É o Relatório. Decido. Bem examinados os autos, pondero que quando do julgamento do HC 125.290-AgR/MG, que seria a causa da presente prevenção, a Ministra Cármen Lúcia, Relatora, asseverou o seguinte: ‘Quanto à alegação ‘de competência por prevenção do Ministro Luís Roberto Barroso e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal’, ao argumento de que ‘antes do ‘habeas corpus’ nº 125.290/MG, dois outros ‘writs’ [HC ns. 123.323 e 123.993] haviam sido impetrados em favor do mesmo paciente tendo como origem a mesma ação penal de autos nº 0065814-92.20118.13.0338, que tramita perante a 1ª Vara Criminal da Comarca de Itaúna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais’, registro que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que ‘a competência por prevenção é relativa, estando sujeita à prorrogação, caso precluída a oportunidade de arguição da incompetência’ (HC n. 88.759- 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 2.5.2008). Nesse sentido, entre outros, os Habeas Corpus ns. 69.599, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.8.1993; e 77.754, Relator o Ministro Sidney Sanches, DJ 28.5.1999. No caso, além de o Ministro Luís Barroso e a Primeira Turma deste Supremo Tribunal não terem examinado o mérito das ações antes impetradas (Proc. ns. 123.323 e 123.993), os Agravantes não fizeram ressalva sobre eventual prevenção nem menção à existência dos ‘dois outros writs’ na inicial do presente habeas corpus, o que importa na preclusão da oportunidade de arguição da prevenção e na prorrogação da competência’. Nesse sentido, reafirmo o que decidido acima, uma vez que, nos termos do que estabelece o art. 67, § 6º do RISTF, ‘a prevenção deve ser alegada pela parte na primeira oportunidade que se lhe apresente, sob pena de preclusão’. Com efeito, no caso dos autos, a primeira oportunidade para a manifestação ocorreu justamente na apresentação deste writ, porquanto, ao que consta, outros três habeas corpus, referentes ao mesmo paciente, já haviam sido impetrados nesta Suprema Corte e distribuídos a relatores diversos. Assim, tenho como preclusa a oportunidade de arguição da prevenção. Isso posto, não acolho os argumentos trazidos pelo Impetrante, ficando mantida a distribuição por prevenção à Ministra Cármen Lúcia. Por fim, verifico que o caso sob exame não se amolda à hipótese prevista no art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, em especial ante a possibilidade da incidência da Súmula 691 desta Suprema Corte. Desse modo, encaminhe-se o writ ao gabinete da Ministra Relatora (...) ‘. 8. Tem-se, ainda, que a) em 19.1.2015, a Defesa interpôs agravo regimental contra a decisão proferida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, Presidente deste Supremo Tribunal Federal; b) em 21.1.2015, o Ministro Ricardo Lewandowski decidiu que ‘o caso sob exame não se amolda à hipótese prevista no art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal’, determinando o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 2.5.2008). Nesse sentido, entre outros, os Habeas Corpus ns. 69.599, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.8.1993; e 77.754, Relator o Ministro Sidney Sanches, DJ 28.5.1999. No caso, além de o Ministro Luís Barroso e a Primeira Turma deste Supremo Tribunal não terem examinado o mérito das ações antes impetradas (Proc. ns. 123.323 e 123.993), os Agravantes não fizeram ressalva sobre eventual prevenção nem menção à existência dos ‘dois outros writs’ na inicial do presente habeas corpus, o que importa na preclusão da oportunidade de arguição da prevenção e na prorrogação da competência’. Nesse sentido, reafirmo o que decidido acima, uma vez que, nos termos do que estabelece o art. 67, § 6º do RISTF, ‘a prevenção deve ser alegada pela parte na primeira oportunidade que se lhe apresente, sob pena de preclusão’. Com efeito, no caso dos autos, a primeira oportunidade para a manifestação ocorreu justamente na apresentação deste writ, porquanto, ao que consta, outros três habeas corpus, referentes ao mesmo paciente, já haviam sido impetrados nesta Suprema Corte e distribuídos a relatores diversos. Assim, tenho como preclusa a oportunidade de arguição da prevenção. Isso posto, não acolho os argumentos trazidos pelo Impetrante, ficando mantida a distribuição por prevenção à Ministra Cármen Lúcia. Por fim, verifico que o caso sob exame não se amolda à hipótese prevista no art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, em especial ante a possibilidade da incidência da Súmula 691 desta Suprema Corte. Desse modo, encaminhe-se o writ ao gabinete da Ministra Relatora (...) ‘. 8. Tem-se, ainda, que a) em 19.1.2015, a Defesa interpôs agravo regimental contra a decisão proferida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, Presidente deste Supremo Tribunal Federal; b) em 21.1.2015, o Ministro Ricardo Lewandowski decidiu que ‘o caso sob exame não se amolda à hipótese prevista no art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal’, determinando o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG encaminhamento do ‘feito ao gabinete da Ministra Relatora’; c) em 12.2.2015, a Defesa aditou a inicial, informando que ‘[a]pós a impetração deste habeas corpus, sobreveio sentença de pronúncia proferida na Ação Penal nº 0065814-92.2011.8.13.0338/Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG, mantendo a prisão preventiva do paciente’, realçando que ‘[n]ão se desconhece que a pronúncia que decreta a prisão do réu substitui a decisão que determinou a sua prisão preventiva. Subsiste, no entanto, o interesse no julgamento do habeas corpus contra a ilegalidade que, iniciada na decretação da prisão temporária, permaneceu produzindo os seus efeitos na determinação da prisão preventiva e na pronúncia’. Este o teor dos pedidos em aditamento à peça inicial: ‘(...) Os impetrantes reiteram a concessão liminar da ordem de habeas corpus para suspender a manutenção da prisão do paciente pela sentença de pronúncia, afastada a incidência da Súmula 691/STF diante da flagrante ilegalidade da sua custódia cautelar. No mérito, pedem a anulação da prisão cautelar, concedendo liberdade provisória ao paciente, que deverá entregar o seu passaporte ao juízo da ação penal e comparecer periodicamente no prazo e nas condições a serem fixadas. Além disso, que fique impedido de se ausentar da comarca sem autorização do juiz e de manter contato com qualquer um dos corréus. Concedido o habeas corpus, requerem os impetrantes comunicação do Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG (Ação Penal nº 0065814-92.2011.8.13.0338) por ordem de quem o paciente está preso (...)’. Examinada a matéria posta à apreciação, DECIDO. 9. O Impetrante não tem razão de direito. 10. Quanto às alegações de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva e de prevenção do Ministro Roberto Barroso, a presente ação é repetição do Habeas Corpus n. 125.290. Em 16.12.2014, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal negou provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 125.290, por unanimidade, nos termos do voto-condutor por mim 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG encaminhamento do ‘feito ao gabinete da Ministra Relatora’; c) em 12.2.2015, a Defesa aditou a inicial, informando que ‘[a]pós a impetração deste habeas corpus, sobreveio sentença de pronúncia proferida na Ação Penal nº 0065814-92.2011.8.13.0338/Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG, mantendo a prisão preventiva do paciente’, realçando que ‘[n]ão se desconhece que a pronúncia que decreta a prisão do réu substitui a decisão que determinou a sua prisão preventiva. Subsiste, no entanto, o interesse no julgamento do habeas corpus contra a ilegalidade que, iniciada na decretação da prisão temporária, permaneceu produzindo os seus efeitos na determinação da prisão preventiva e na pronúncia’. Este o teor dos pedidos em aditamento à peça inicial: ‘(...) Os impetrantes reiteram a concessão liminar da ordem de habeas corpus para suspender a manutenção da prisão do paciente pela sentença de pronúncia, afastada a incidência da Súmula 691/STF diante da flagrante ilegalidade da sua custódia cautelar. No mérito, pedem a anulação da prisão cautelar, concedendo liberdade provisória ao paciente, que deverá entregar o seu passaporte ao juízo da ação penal e comparecer periodicamente no prazo e nas condições a serem fixadas. Além disso, que fique impedido de se ausentar da comarca sem autorização do juiz e de manter contato com qualquer um dos corréus. Concedido o habeas corpus, requerem os impetrantes comunicação do Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG (Ação Penal nº 0065814-92.2011.8.13.0338) por ordem de quem o paciente está preso (...)’. Examinada a matéria posta à apreciação, DECIDO. 9. O Impetrante não tem razão de direito. 10. Quanto às alegações de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva e de prevenção do Ministro Roberto Barroso, a presente ação é repetição do Habeas Corpus n. 125.290. Em 16.12.2014, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal negou provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 125.290, por unanimidade, nos termos do voto-condutor por mim 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG proferido: ‘(...) 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Quanto à alegação de ‘competência por prevenção do Ministro Luís Roberto Barroso e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal’, ao argumento de que ‘antes do habeas corpus nº 125.290/MG, dois outros writs [HC ns. 123.323 e 123.993] haviam sido impetrados em favor do mesmo paciente tendo como origem a mesma ação penal de autos nº 0065814-92.20118.13.0338, que tramita perante a 1ª Vara Criminal da Comarca de Itaúna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais’, registro que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a ‘competência por prevenção é relativa, estando sujeita à prorrogação, caso precluída a oportunidade de argüição da incompetência’ (HC n. 88.759- AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 2.5.2008). Nesse sentido, entre outros, os Habeas Corpus ns. 69.599, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.8.1993; e 77.754, Relator o Ministro Sidney Sanches, DJ 28.5.1999. No caso, além de o Ministro Luís Barroso e a Primeira Turma deste Supremo Tribunal não terem examinado o mérito das ações antes impetradas (Proc. ns. 123.323 e 123.993), os Agravantes não fizeram ressalva sobre eventual prevenção nem menção à existência dos ‘dois outros writs’ na inicial do presente habeas corpus, o que importa na preclusão da oportunidade de arguição da prevenção e na prorrogação da competência. 3. Ademais, conforme ressaltei ao negar seguimento à presente impetração, o pedido apresentado pelos Agravantes é contrário à jurisprudência dominante deste Supremo Tribunal Federal. 4. Ao decretar a prisão preventiva do Paciente, o Juízo de primeiro grau registrou que o Paciente a) foi o ‘mandante e financiador da morte do ofendido’; b) ‘evidenci[ou] alto grau de profissionalismo’ e ‘comete[u] o crime na clandestinidade’; c) ‘por motivos de desavença com a vítima, em relação à gestão do patrimônio de sua família, e dotado de personalidade 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG proferido: ‘(...) 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Quanto à alegação de ‘competência por prevenção do Ministro Luís Roberto Barroso e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal’, ao argumento de que ‘antes do habeas corpus nº 125.290/MG, dois outros writs [HC ns. 123.323 e 123.993] haviam sido impetrados em favor do mesmo paciente tendo como origem a mesma ação penal de autos nº 0065814-92.20118.13.0338, que tramita perante a 1ª Vara Criminal da Comarca de Itaúna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais’, registro que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a ‘competência por prevenção é relativa, estando sujeita à prorrogação, caso precluída a oportunidade de argüição da incompetência’ (HC n. 88.759- AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 2.5.2008). Nesse sentido, entre outros, os Habeas Corpus ns. 69.599, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.8.1993; e 77.754, Relator o Ministro Sidney Sanches, DJ 28.5.1999. No caso, além de o Ministro Luís Barroso e a Primeira Turma deste Supremo Tribunal não terem examinado o mérito das ações antes impetradas (Proc. ns. 123.323 e 123.993), os Agravantes não fizeram ressalva sobre eventual prevenção nem menção à existência dos ‘dois outros writs’ na inicial do presente habeas corpus, o que importa na preclusão da oportunidade de arguição da prevenção e na prorrogação da competência. 3. Ademais, conforme ressaltei ao negar seguimento à presente impetração, o pedido apresentado pelos Agravantes é contrário à jurisprudência dominante deste Supremo Tribunal Federal. 4. Ao decretar a prisão preventiva do Paciente, o Juízo de primeiro grau registrou que o Paciente a) foi o ‘mandante e financiador da morte do ofendido’; b) ‘evidenci[ou] alto grau de profissionalismo’ e ‘comete[u] o crime na clandestinidade’; c) ‘por motivos de desavença com a vítima, em relação à gestão do patrimônio de sua família, e dotado de personalidade 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG gananciosa, a ponto de não se dar nem mesmo com o próprio pai, resolveu eliminar o cunhado, passando a monitorar, por meio de interpostas pessoas, os seus passos, inclusive descobrindo que, no dia fatídico, iria ele realizar uma viagem com a família para Caxambu, a partir do que acionou seus comandados, para a execução do restante do plano’; e d) ‘para dificultar a futura elucidação do caso, (…) contatou, inicialmente, dois intermediários de sua confiança, (…) os quais, por sua vez, contataram os dois autores materiais, (…) residentes noutra cidade, os quais, segundo demonstram os relatórios circunstanciados acostados aos autos, seguiram o veículo da vítima, desde a porta de sua casa, em Nova Lima, até o momento em que ela parou para fazer um lanche, nesta Comarca, onde veio a ser assassinada’; realçando, ao final, que ‘[c]hama a atenção (...) o fato comprovado nos autos de ter a vítima sido chamada pelo nome, quando abordada pelos autores executores, pois não era conhecida deles, o que reforça a conclusão de estarmos diante de pistolagem’. Os fundamentos do decreto de prisão preventiva são sólidos, guardando harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, segundo a qual a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar, notadamente porque ‘réu que contrata pistoleiros para a perpetração de homicídio é perigoso’ (RHC 56.204, Relator o Ministro Antonio Neder, DJ 25.4.1978). Nesse sentido: (…) (HC 105.725, de minha relatoria, DJe 18.8.2011, grifos nossos); e (...) (RHC 110.575, de minha relatoria, DJ 17.4.2012, grifos nossos). Nesse sentido: HC 113.793, de minha relatoria, DJe 28.5.2013; HC 106.211, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 1º.8.2011; HC 106.991, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.5.2011; HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG gananciosa, a ponto de não se dar nem mesmo com o próprio pai, resolveu eliminar o cunhado, passando a monitorar, por meio de interpostas pessoas, os seus passos, inclusive descobrindo que, no dia fatídico, iria ele realizar uma viagem com a família para Caxambu, a partir do que acionou seus comandados, para a execução do restante do plano’; e d) ‘para dificultar a futura elucidação do caso, (…) contatou, inicialmente, dois intermediários de sua confiança, (…) os quais, por sua vez, contataram os dois autores materiais, (…) residentes noutra cidade, os quais, segundo demonstram os relatórios circunstanciados acostados aos autos, seguiram o veículo da vítima, desde a porta de sua casa, em Nova Lima, até o momento em que ela parou para fazer um lanche, nesta Comarca, onde veio a ser assassinada’; realçando, ao final, que ‘[c]hama a atenção (...) o fato comprovado nos autos de ter a vítima sido chamada pelo nome, quando abordada pelos autores executores, pois não era conhecida deles, o que reforça a conclusão de estarmos diante de pistolagem’. Os fundamentos do decreto de prisão preventiva são sólidos, guardando harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, segundo a qual a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar, notadamente porque ‘réu que contrata pistoleiros para a perpetração de homicídio é perigoso’ (RHC 56.204, Relator o Ministro Antonio Neder, DJ 25.4.1978). Nesse sentido: (…) (HC 105.725, de minha relatoria, DJe 18.8.2011, grifos nossos); e (...) (RHC 110.575, de minha relatoria, DJ 17.4.2012, grifos nossos). Nesse sentido: HC 113.793, de minha relatoria, DJe 28.5.2013; HC 106.211, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 1º.8.2011; HC 106.991, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.5.2011; HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG Grau, DJe 4.6.2010; HC 98.231, de minha relatoria, DJe 14.5.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, HC 90.138–ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 13.4.2007; HC 93.895, de minha relatoria, DJe 13.6.2008; HC 91.285, Relator o Ministro Ayres Britto, Dje 25.4.2008; e HC 94.615, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 20.3.2009. 5. Conforme reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, as ‘condições subjetivas favoráveis (...), tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção’ (HC 96.182, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 20.3.2009), como se tem na espécie vertente. 6. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, ‘pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental’ (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJ 5.12.2008). Nessa linha, entre outras, as decisões proferidas no julgamento dos Habeas Corpus ns. 93.343, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJE 31.1.2008; 89.994, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 22.11.2006; 94.134, Rel. Ministro Carlos Britto, DJE 3.4.2008; 93.983, Rel. Ministro Carlos Britto, DJE 17.3.2008; 93.973, Rel. Ministro Cezar Peluso, DJE 13.3.2008; 92.881, Rel. Ministro Eros Grau, DJE 30.10.2007; 88.803, Rel. Ministro Eros Grau, DJ 23.5.2006; 92.595, Rel. Ministro Menezes Direito, DJ 5.10.2007; 92.504, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJE 26.9.2007; 92.206, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJ 17.8.2007; 91.476, Rel. Ministro Gilmar Mendes, DJ 13.8.2007; 90.978, Rel. Ministro Gilmar Mendes, DJ 13.4.2007; 87.921, Rel. Ministra Ellen Gracie, DJ 15.2.2006; 87.271, Rel. Ministra Ellen Gracie, DJ 23.11.2005; 92.989, Rel. Ministro Celso de Mello, DJE 20.2.2008; 93.219, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Grau, DJe 4.6.2010; HC 98.231, de minha relatoria, DJe 14.5.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, HC 90.138–ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 13.4.2007; HC 93.895, de minha relatoria, DJe 13.6.2008; HC 91.285, Relator o Ministro Ayres Britto, Dje 25.4.2008; e HC 94.615, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 20.3.2009. 5. Conforme reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, as ‘condições subjetivas favoráveis (...), tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção’ (HC 96.182, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 20.3.2009), como se tem na espécie vertente. 6. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, ‘pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental’ (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJ 5.12.2008). Nessa linha, entre outras, as decisões proferidas no julgamento dos Habeas Corpus ns. 93.343, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJE 31.1.2008; 89.994, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 22.11.2006; 94.134, Rel. Ministro Carlos Britto, DJE 3.4.2008; 93.983, Rel. Ministro Carlos Britto, DJE 17.3.2008; 93.973, Rel. Ministro Cezar Peluso, DJE 13.3.2008; 92.881, Rel. Ministro Eros Grau, DJE 30.10.2007; 88.803, Rel. Ministro Eros Grau, DJ 23.5.2006; 92.595, Rel. Ministro Menezes Direito, DJ 5.10.2007; 92.504, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJE 26.9.2007; 92.206, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJ 17.8.2007; 91.476, Rel. Ministro Gilmar Mendes, DJ 13.8.2007; 90.978, Rel. Ministro Gilmar Mendes, DJ 13.4.2007; 87.921, Rel. Ministra Ellen Gracie, DJ 15.2.2006; 87.271, Rel. Ministra Ellen Gracie, DJ 23.11.2005; 92.989, Rel. Ministro Celso de Mello, DJE 20.2.2008; 93.219, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 11.12.2007; e 96.883, de minha relatoria, DJ 5.12.2008; e 109.133-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 17.10.2011. 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental (...)’ (DJ 19.12.2014, trânsito em julgado em 6.2.2015 - grifos nossos). Na presente impetração, aponta-se o mesmo ato coator (‘acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139’), noticia-se idêntico encadeamento histórico, formulam-se pedidos iguais e apresentam-se os mesmo argumentos daqueles apresentados no Habeas Corpus n. 125.290, objeto de análise e julgamento. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades que foram objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação, com fundamento na jurisprudência deste Supremo Tribunal: (...) (Habeas Corpus n. 80.623-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, p. 6.4.2001) 11. Verifica-se ainda que, tanto no Habeas Corpus n. 311.882 submetido à apreciação do Superior Tribunal de Justiça quanto na presente ação, o Impetrante pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sustentando que ‘vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno’. Entretanto, além de o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, ter indeferido liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882 e não - como registra o Impetrante - indeferido a medida liminar requerida com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, a insurgência é inédita e diversa daquela submetida ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, provocado para julgar tão-somente as alegações relativas a) à inexistência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva; b) às consequências jurídicas advindas da primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Em casos como o presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 11.12.2007; e 96.883, de minha relatoria, DJ 5.12.2008; e 109.133-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 17.10.2011. 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental (...)’ (DJ 19.12.2014, trânsito em julgado em 6.2.2015 - grifos nossos). Na presente impetração, aponta-se o mesmo ato coator (‘acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139’), noticia-se idêntico encadeamento histórico, formulam-se pedidos iguais e apresentam-se os mesmo argumentos daqueles apresentados no Habeas Corpus n. 125.290, objeto de análise e julgamento. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades que foram objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação, com fundamento na jurisprudência deste Supremo Tribunal: (...) (Habeas Corpus n. 80.623-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, p. 6.4.2001) 11. Verifica-se ainda que, tanto no Habeas Corpus n. 311.882 submetido à apreciação do Superior Tribunal de Justiça quanto na presente ação, o Impetrante pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sustentando que ‘vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno’. Entretanto, além de o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, ter indeferido liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882 e não - como registra o Impetrante - indeferido a medida liminar requerida com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, a insurgência é inédita e diversa daquela submetida ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, provocado para julgar tão-somente as alegações relativas a) à inexistência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva; b) às consequências jurídicas advindas da primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Em casos como o presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator (HC 73.390, Relator Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 12. Ademais, conforme bem explicitou o Impetrante no aditamento, tem-se que, em 13.1.2015, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG proferiu sentença de pronúncia em desfavor do Paciente (Proc. n. 0065814-92.2011.8.13.0338), nos termos seguintes: ‘(...) Assim e pelo mais que dos autos consta, acreditando estar diante de crimes da competência do Júri e vendo presentes os requisitos do art. 413, do Código de Processo Penal, outra alternativa não me resta senão PRONUNCIAR: a) o Acusado JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA, como autor material de um crime do art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal; b) o Acusado LUIZ ANTÔNIO CAUS, como autor intelectual (mandante) de um crime do art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal, e, c) os Acusados IVENS JOSÉ LOMBARDI e JOÃO ALVES MOREIRA NETO, como partícipes de um crime do art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal, todos na forma do art. 29, do Código Penal, determinando que sejam submetidos a julgamento pelo Egrégio Tribunal Popular. Considerando que os Acusados Luiz Antônio, Ivens e Jeremias responderam ao processo presos, não havendo motivos para alteração desse estado inicial, bem assim que a necessidade de suas prisões preventivas foi aferida em diversas decisões proferidas no curso da instrução, e constatada até mesmo pelo Egrégio TJMG e pelo Colendo STJ, quando do julgamento de habeas corpus impetrados em seu favor, mantenho suas prisões preventivas, por estarem presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, do CPP. Quanto aos novos argumentos lançados pelas i. Defesas, no sentido de que, agora, com a pronúncia dos Acusados, a manutenção de suas prisões provisórias se mostraria desnecessária, não me parecem corretos, em primeiro lugar, pois, conforme salientado ao longo do processo, os Acusados parecem ter planejado de forma detalhada o homicídio, de modo a não 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator (HC 73.390, Relator Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 12. Ademais, conforme bem explicitou o Impetrante no aditamento, tem-se que, em 13.1.2015, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG proferiu sentença de pronúncia em desfavor do Paciente (Proc. n. 0065814-92.2011.8.13.0338), nos termos seguintes: ‘(...) Assim e pelo mais que dos autos consta, acreditando estar diante de crimes da competência do Júri e vendo presentes os requisitos do art. 413, do Código de Processo Penal, outra alternativa não me resta senão PRONUNCIAR: a) o Acusado JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA, como autor material de um crime do art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal; b) o Acusado LUIZ ANTÔNIO CAUS, como autor intelectual (mandante) de um crime do art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal, e, c) os Acusados IVENS JOSÉ LOMBARDI e JOÃO ALVES MOREIRA NETO, como partícipes de um crime do art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal, todos na forma do art. 29, do Código Penal, determinando que sejam submetidos a julgamento pelo Egrégio Tribunal Popular. Considerando que os Acusados Luiz Antônio, Ivens e Jeremias responderam ao processo presos, não havendo motivos para alteração desse estado inicial, bem assim que a necessidade de suas prisões preventivas foi aferida em diversas decisões proferidas no curso da instrução, e constatada até mesmo pelo Egrégio TJMG e pelo Colendo STJ, quando do julgamento de habeas corpus impetrados em seu favor, mantenho suas prisões preventivas, por estarem presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, do CPP. Quanto aos novos argumentos lançados pelas i. Defesas, no sentido de que, agora, com a pronúncia dos Acusados, a manutenção de suas prisões provisórias se mostraria desnecessária, não me parecem corretos, em primeiro lugar, pois, conforme salientado ao longo do processo, os Acusados parecem ter planejado de forma detalhada o homicídio, de modo a não 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG permitir a sua elucidação, a evidenciar a sua periculosidade e a sua intenção de dificultarem os trabalhos da Justiça; em segundo, pois o crime provocou grande clamor social, inclusive repercutindo na imprensa da Capital Mineira, de modo que a soltura dos Acusados, no presente momento, quando estão prestes a serem submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, certamente causaria sensação de descrédito da população em relação à Justiça, e, em terceiro, pois a soltura dos Acusados, agora, poderia prejudicar e/ou dificultar a realização dos atos processuais futuros, notadamente o seu comparecimento ao plenário de julgamento, mesmo porque, tendo em vista a fortuna amealhada por Luiz Antônio, não se pode descartar a hipótese de se evadir do distrito da culpa e viabilizar o mesmo procedimento aos demais corréus, frustrando a aplicação da lei penal (...)’. Portanto, além de manifestamente inadmissível, a presente impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial limitado-se ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias de mérito. 13. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, ‘pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental’ (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). Nesse sentido, entre outras, as decisões proferidas no julgamento do RHC 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC 117.983, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 21.6.2013; RHC 117.164, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 19.6.2013; RHC 116.071, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 12.6.2013; RHC 117.976-MC, de minha relatoria, DJe 7.6.2013; RHC 117981, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 3.6.2013; HC 93.343, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1º.2.2008; HC 89.994, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 22.11.2006; HC 94.134, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 18.3.2008; HC 93.973, Relator o Ministro Cezar Peluso, 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG permitir a sua elucidação, a evidenciar a sua periculosidade e a sua intenção de dificultarem os trabalhos da Justiça; em segundo, pois o crime provocou grande clamor social, inclusive repercutindo na imprensa da Capital Mineira, de modo que a soltura dos Acusados, no presente momento, quando estão prestes a serem submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, certamente causaria sensação de descrédito da população em relação à Justiça, e, em terceiro, pois a soltura dos Acusados, agora, poderia prejudicar e/ou dificultar a realização dos atos processuais futuros, notadamente o seu comparecimento ao plenário de julgamento, mesmo porque, tendo em vista a fortuna amealhada por Luiz Antônio, não se pode descartar a hipótese de se evadir do distrito da culpa e viabilizar o mesmo procedimento aos demais corréus, frustrando a aplicação da lei penal (...)’. Portanto, além de manifestamente inadmissível, a presente impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial limitado-se ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias de mérito. 13. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, ‘pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental’ (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). Nesse sentido, entre outras, as decisões proferidas no julgamento do RHC 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC 117.983, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 21.6.2013; RHC 117.164, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 19.6.2013; RHC 116.071, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 12.6.2013; RHC 117.976-MC, de minha relatoria, DJe 7.6.2013; RHC 117981, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 3.6.2013; HC 93.343, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1º.2.2008; HC 89.994, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 22.11.2006; HC 94.134, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 18.3.2008; HC 93.973, Relator o Ministro Cezar Peluso, 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG DJe 13.3.2008; HC 92.881, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 31.10.2007; HC 88.803, Relator o Eros Grau, DJe 23.5.2006; HC 92.595, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.10.2007; HC 92.206, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 17.8.2007; HC 91.476, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2007; HC 90.978, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.4.2007; HC 87.921, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 15.2.2006; HC 87.271, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 30.11.2005; HC 92.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 21.2.2008; HC 93.219, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 11.12.2007; HC 96.883, de minha relatoria, DJe 9.12.2008; e HC 109.133-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.10.2011. 14. Pelo exposto, em razão das mudanças processadas no quadro fático-jurídico após a impetração, nego seguimento ao presente habeas corpus, por perda superveniente de objeto (art. 21, inc. IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 659 do Código de Processo Penal), ficando, por óbvio, prejudicados a medida liminar requerida e o agravo regimental (...)”. 2. Publicada essa decisão em 4.3.2015, interpõe Luiz Antonio Caus, em 9.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. No presente recurso, o Agravante afirma que a “decisão agravada negou seguimento a este habeas corpus por considerá-lo inadmissível (porque inovou na matéria submetida ao STJ) e prejudicado”, reiterando as questões suscitadas na impetração, notadamente a ausência de fundamentação cautelar idônea da prisão cautelar do Paciente. Afirma que “[o] que se pretende é obter da Turma Julgadora manifestação sobre a subsistência do interesse no julgamento do habeas corpus considerando a persistência da ilegalidade decorrente, inclusive, das sucessivas remissões das decisões posteriores às anteriores”, arrematando que “[s]e a ordem de soltura pode ser concedida de ofício, o caso é de reparar a ilegalidade manifesta, não obstante a substituição do título da prisão”. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG DJe 13.3.2008; HC 92.881, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 31.10.2007; HC 88.803, Relator o Eros Grau, DJe 23.5.2006; HC 92.595, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.10.2007; HC 92.206, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 17.8.2007; HC 91.476, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2007; HC 90.978, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.4.2007; HC 87.921, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 15.2.2006; HC 87.271, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 30.11.2005; HC 92.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 21.2.2008; HC 93.219, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 11.12.2007; HC 96.883, de minha relatoria, DJe 9.12.2008; e HC 109.133-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.10.2011. 14. Pelo exposto, em razão das mudanças processadas no quadro fático-jurídico após a impetração, nego seguimento ao presente habeas corpus, por perda superveniente de objeto (art. 21, inc. IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 659 do Código de Processo Penal), ficando, por óbvio, prejudicados a medida liminar requerida e o agravo regimental (...)”. 2. Publicada essa decisão em 4.3.2015, interpõe Luiz Antonio Caus, em 9.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. No presente recurso, o Agravante afirma que a “decisão agravada negou seguimento a este habeas corpus por considerá-lo inadmissível (porque inovou na matéria submetida ao STJ) e prejudicado”, reiterando as questões suscitadas na impetração, notadamente a ausência de fundamentação cautelar idônea da prisão cautelar do Paciente. Afirma que “[o] que se pretende é obter da Turma Julgadora manifestação sobre a subsistência do interesse no julgamento do habeas corpus considerando a persistência da ilegalidade decorrente, inclusive, das sucessivas remissões das decisões posteriores às anteriores”, arrematando que “[s]e a ordem de soltura pode ser concedida de ofício, o caso é de reparar a ilegalidade manifesta, não obstante a substituição do título da prisão”. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG Este o teor dos pedidos: “(...) Os impetrantes pedem o provimento do AGRAVO REGIMENTAL para, reformando a respeitável decisão recorrida, conceder a liminar da ordem de habeas corpus para suspender a prisão do paciente pela sentença de pronúncia. No mérito, pedem a anulação da prisão cautelar, concedendo liberdade provisória ao paciente, que deverá entregar o seu passaporte ao juízo da ação penal e comparecer periodicamente no prazo e nas condições a serem fixadas. Além disso, que fique impedido de se ausentar da comarca sem autorização do juiz e de manter contato com qualquer um dos corréus. Concedido o habeas corpus, requerem os impetrantes comunicação do Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG (Ação Penal nº 0065814-92.2011.8.13.0338) por ordem de quem o paciente está preso (...)”. É o relatório. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Este o teor dos pedidos: “(...) Os impetrantes pedem o provimento do AGRAVO REGIMENTAL para, reformando a respeitável decisão recorrida, conceder a liminar da ordem de habeas corpus para suspender a prisão do paciente pela sentença de pronúncia. No mérito, pedem a anulação da prisão cautelar, concedendo liberdade provisória ao paciente, que deverá entregar o seu passaporte ao juízo da ação penal e comparecer periodicamente no prazo e nas condições a serem fixadas. Além disso, que fique impedido de se ausentar da comarca sem autorização do juiz e de manter contato com qualquer um dos corréus. Concedido o habeas corpus, requerem os impetrantes comunicação do Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG (Ação Penal nº 0065814-92.2011.8.13.0338) por ordem de quem o paciente está preso (...)”. É o relatório. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Ao negar seguimento à impetração, ressaltei que, “[q]uanto [à] alegaç[ão] de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva (...), a presente ação é repetição do Habeas Corpus n. 125.290”. Entretanto, o Agravante não impugnou, de forma específica, esse fundamento da decisão agravada. A ausência de impugnação de todos os seus fundamentos torna inviável o agravo, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O Agravante tem o dever de impugnar, de forma específica, os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não seguimento do agravo regimental (art. 317, § 1º, do RISTF). 2. Inviável o agravo regimental que se limita a reiterar as razões do recurso extraordinário, sem abordar o fundamento específico da decisão agravada” (RE 394.997-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 2.5.2008); e “EMENTA: 1. RECURSO. Agravo de instrumento. Seguimento negado. Impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não ocorrência. Agravo regimental improvido. Não procede agravo em que a parte agravante não contesta todos os fundamentos da decisão agravada” (AI 677.236-AgR, Relator o Ministro Cezar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Ao negar seguimento à impetração, ressaltei que, “[q]uanto [à] alegaç[ão] de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva (...), a presente ação é repetição do Habeas Corpus n. 125.290”. Entretanto, o Agravante não impugnou, de forma específica, esse fundamento da decisão agravada. A ausência de impugnação de todos os seus fundamentos torna inviável o agravo, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O Agravante tem o dever de impugnar, de forma específica, os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não seguimento do agravo regimental (art. 317, § 1º, do RISTF). 2. Inviável o agravo regimental que se limita a reiterar as razões do recurso extraordinário, sem abordar o fundamento específico da decisão agravada” (RE 394.997-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 2.5.2008); e “EMENTA: 1. RECURSO. Agravo de instrumento. Seguimento negado. Impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não ocorrência. Agravo regimental improvido. Não procede agravo em que a parte agravante não contesta todos os fundamentos da decisão agravada” (AI 677.236-AgR, Relator o Ministro Cezar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126071 AGR / MG Peluso, Segunda Turma, DJe 24.10.2008). 3. Na presente impetração, aponta-se o mesmo ato coator (“acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139”), noticia-se idêntico encadeamento histórico, formulam-se pedidos iguais e apresentam-se os mesmos argumentos daqueles apresentados no Habeas Corpus n. 125.290, objeto de análise e julgamento. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação, com fundamento na jurisprudência deste Supremo Tribunal: "EMENTA: HABEAS CORPUS. INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DEDUZIDOS QUANDO DA IMPETRAÇÃO DE ANTERIOR PEDIDO DE HABEAS CORPUS - NÃO-CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ - AGRAVO IMPROVIDO.- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a inadmissibilidade, em sede de habeas corpus, de impetrações que se limitam a reproduzir, sem qualquer inovação de fato ou de direito, os mesmos fundamentos objeto de postulação , especialmente quando esta resultar não conhecida, por incabível” (Habeas Corpus n. 80.623-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, p. 6.4.2001) 4. Verifica-se ainda que, tanto no Habeas Corpus n. 311.882, submetido à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, quanto na presente ação, o Agravante pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sustentando que “vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno”. Entretanto, além de o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, ter indeferido liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882 e não, como registra o Agravante, indeferido a medida liminar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Peluso, Segunda Turma, DJe 24.10.2008). 3. Na presente impetração, aponta-se o mesmo ato coator (“acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139”), noticia-se idêntico encadeamento histórico, formulam-se pedidos iguais e apresentam-se os mesmos argumentos daqueles apresentados no Habeas Corpus n. 125.290, objeto de análise e julgamento. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação, com fundamento na jurisprudência deste Supremo Tribunal: "EMENTA: HABEAS CORPUS. INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DEDUZIDOS QUANDO DA IMPETRAÇÃO DE ANTERIOR PEDIDO DE HABEAS CORPUS - NÃO-CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ - AGRAVO IMPROVIDO.- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a inadmissibilidade, em sede de habeas corpus, de impetrações que se limitam a reproduzir, sem qualquer inovação de fato ou de direito, os mesmos fundamentos objeto de postulação , especialmente quando esta resultar não conhecida, por incabível” (Habeas Corpus n. 80.623-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, p. 6.4.2001) 4. Verifica-se ainda que, tanto no Habeas Corpus n. 311.882, submetido à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, quanto na presente ação, o Agravante pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sustentando que “vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno”. Entretanto, além de o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, ter indeferido liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882 e não, como registra o Agravante, indeferido a medida liminar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126071 AGR / MG requerida com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, a insurgência é inédita e diversa daquela submetida ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, provocado para julgar tão somente as alegações relativas a) à inexistência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva e b) às consequências jurídicas advindas da primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Em casos como o presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator (HC 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 5. Ademais, conforme bem explicitou o Agravante no aditamento à inicial da impetração, tem-se que, em 13.1.2015, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG proferiu sentença de pronúncia em desfavor do Paciente (Proc. n. 0065814-92.2011.8.13.0338), nos termos seguintes: “(...) Assim e pelo mais que dos autos consta, acreditando estar diante de crimes da competência do Júri e vendo presentes os requisitos do art. 413, do Código de Processo Penal, outra alternativa não me resta senão PRONUNCIAR: a) o Acusado JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA, como autor material de um crime do art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal; b) o Acusado LUIZ ANTÔNIO CAUS, como autor intelectual (mandante) de um crime do art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal, e, c) os Acusados IVENS JOSÉ LOMBARDI e JOÃO ALVES MOREIRA NETO, como partícipes de um crime do art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal, todos na forma do art. 29, do Código Penal, determinando que sejam submetidos a julgamento pelo Egrégio Tribunal Popular. Considerando que os Acusados Luiz Antônio, Ivens e Jeremias responderam ao processo presos, não havendo motivos para alteração desse estado inicial, bem assim que a necessidade de suas prisões preventivas foi aferida em diversas decisões proferidas no curso da instrução, e constatada até mesmo pelo Egrégio TJMG e pelo Colendo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG requerida com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, a insurgência é inédita e diversa daquela submetida ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, provocado para julgar tão somente as alegações relativas a) à inexistência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva e b) às consequências jurídicas advindas da primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Em casos como o presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator (HC 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 5. Ademais, conforme bem explicitou o Agravante no aditamento à inicial da impetração, tem-se que, em 13.1.2015, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG proferiu sentença de pronúncia em desfavor do Paciente (Proc. n. 0065814-92.2011.8.13.0338), nos termos seguintes: “(...) Assim e pelo mais que dos autos consta, acreditando estar diante de crimes da competência do Júri e vendo presentes os requisitos do art. 413, do Código de Processo Penal, outra alternativa não me resta senão PRONUNCIAR: a) o Acusado JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA, como autor material de um crime do art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal; b) o Acusado LUIZ ANTÔNIO CAUS, como autor intelectual (mandante) de um crime do art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal, e, c) os Acusados IVENS JOSÉ LOMBARDI e JOÃO ALVES MOREIRA NETO, como partícipes de um crime do art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal, todos na forma do art. 29, do Código Penal, determinando que sejam submetidos a julgamento pelo Egrégio Tribunal Popular. Considerando que os Acusados Luiz Antônio, Ivens e Jeremias responderam ao processo presos, não havendo motivos para alteração desse estado inicial, bem assim que a necessidade de suas prisões preventivas foi aferida em diversas decisões proferidas no curso da instrução, e constatada até mesmo pelo Egrégio TJMG e pelo Colendo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126071 AGR / MG STJ, quando do julgamento de habeas corpus impetrados em seu favor, mantenho suas prisões preventivas, por estarem presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, do CPP. Quanto aos novos argumentos lançados pelas i. Defesas, no sentido de que, agora, com a pronúncia dos Acusados, a manutenção de suas prisões provisórias se mostraria desnecessária, não me parecem corretos, em primeiro lugar, pois, conforme salientado ao longo do processo, os Acusados parecem ter planejado de forma detalhada o homicídio, de modo a não permitir a sua elucidação, a evidenciar a sua periculosidade e a sua intenção de dificultarem os trabalhos da Justiça; em segundo, pois o crime provocou grande clamor social, inclusive repercutindo na imprensa da Capital Mineira, de modo que a soltura dos Acusados, no presente momento, quando estão prestes a serem submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, certamente causaria sensação de descrédito da população em relação à Justiça, e, em terceiro, pois a soltura dos Acusados, agora, poderia prejudicar e/ou dificultar a realização dos atos processuais futuros, notadamente o seu comparecimento ao plenário de julgamento, mesmo porque, tendo em vista a fortuna amealhada por Luiz Antônio, não se pode descartar a hipótese de se evadir do distrito da culpa e viabilizar o mesmo procedimento aos demais corréus, frustrando a aplicação da lei penal (...)”. Portanto, além de manifestamente inadmissível, a impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial limitado-se ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias de mérito. 6. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG STJ, quando do julgamento de habeas corpus impetrados em seu favor, mantenho suas prisões preventivas, por estarem presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, do CPP. Quanto aos novos argumentos lançados pelas i. Defesas, no sentido de que, agora, com a pronúncia dos Acusados, a manutenção de suas prisões provisórias se mostraria desnecessária, não me parecem corretos, em primeiro lugar, pois, conforme salientado ao longo do processo, os Acusados parecem ter planejado de forma detalhada o homicídio, de modo a não permitir a sua elucidação, a evidenciar a sua periculosidade e a sua intenção de dificultarem os trabalhos da Justiça; em segundo, pois o crime provocou grande clamor social, inclusive repercutindo na imprensa da Capital Mineira, de modo que a soltura dos Acusados, no presente momento, quando estão prestes a serem submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, certamente causaria sensação de descrédito da população em relação à Justiça, e, em terceiro, pois a soltura dos Acusados, agora, poderia prejudicar e/ou dificultar a realização dos atos processuais futuros, notadamente o seu comparecimento ao plenário de julgamento, mesmo porque, tendo em vista a fortuna amealhada por Luiz Antônio, não se pode descartar a hipótese de se evadir do distrito da culpa e viabilizar o mesmo procedimento aos demais corréus, frustrando a aplicação da lei penal (...)”. Portanto, além de manifestamente inadmissível, a impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial limitado-se ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias de mérito. 6. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126071 AGR / MG 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184593 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184593 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8439193
2015-04-07T00:00:00
2015-05-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE JURÍDICA. ALEGAÇÕES DE MOTIVAÇÃO INIDÔNEA DA PRISÃO CAUTELAR E DE PREVENÇÃO: REPETIÇÃO LITERAL DE HABEAS CORPUS IMPETRADO NESTE SUPREMO TRIBUNAL. CONVERSÃO DA PRISÃO PREVENTIVA EM DOMICILIAR: QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO EXAME DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA DE PRONÚNCIA. SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL. ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO-JURÍDICO. PERDA DE OBJETO DA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Agravante tem o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. 2. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades que foram objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator. 4. A impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial se limitado ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias de mérito. 5. Agravo Regimental não provido.
sjur304289
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO REGIMENTAL, IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) RE 394997 AgR (1ªT), AI 677236 AgR (2ªT). (HC, REPETIÇÃO, IMPETRAÇÃO) HC 80623 AgR (2ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 73390 (2ªT), HC 81115 (1ªT). (RELATOR, NEGATIVA DE SEGUIMENTO, HC) HC 96883 AgR (1ªT). - Veja HC 125290 do STF. Número de páginas: 26. Análise: 21/05/2015, JRS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
126071
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 126071 AgR
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AGTE.(S) : LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE JURÍDICA. ALEGAÇÕES DE MOTIVAÇÃO INIDÔNEA DA PRISÃO CAUTELAR E DE PREVENÇÃO: REPETIÇÃO LITERAL DE HABEAS CORPUS IMPETRADO NESTE SUPREMO TRIBUNAL. CONVERSÃO DA PRISÃO PREVENTIVA EM DOMICILIAR: QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO EXAME DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA DE PRONÚNCIA. SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL. ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO- JURÍDICO. PERDA DE OBJETO DA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Agravante tem o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. 2. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades que foram objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator. 4. A impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial se limitado ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417349. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 126071 AGR / MG de mérito. 5. Agravo Regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 7 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417349. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG de mérito. 5. Agravo Regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 7 de abril de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Relatório 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.11.2014, neguei seguimento ao habeas corpus impetrado por Bruno Consentino Ribeiro Agostini, advogado, em favor de Luiz Antonio Caus, contra a) acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139 e b) decisão do Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 12.12.2014, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882. Na decisão agravada se adotaram os seguintes fundamentos: “(...) 2. Tem-se, nos autos, terem sido denunciados o Paciente e quatro corréus pela prática do crime previsto no art. 121, § 2..., incs. I e IV, do Código Penal, nas formas consumada e tentada. Consta na denúncia que: ‘(...) Segundo apurado, mediante ajuste prévio de condutas, o quarto e quinto denunciados Jeremias Eufrânio da Silva e Pedro Carlos de Freitas Ferreira Alves, informado que a vítima André Elias Ferreira viajaria, com esposa e filho, para o Município de Caxambu/MG, (…), realizaram campana em frente à sua residência, (…), aguardando sua saída e, assim que isto ocorreu, passaram a segui-la (…). Ao parar, para fazer uma refeição, na lanchonete ‘Paineiras da Serra’, a vítima André Elias Ferreira foi abordada pelo quarto denunciado Jeremias Eufrânio da Silva que, depois de chamá-la pelo prenome, efetuou disparos a queima roupa, dois deles atingindo-a na face e na região peitoral, evadindo do local Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.11.2014, neguei seguimento ao habeas corpus impetrado por Bruno Consentino Ribeiro Agostini, advogado, em favor de Luiz Antonio Caus, contra a) acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139 e b) decisão do Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 12.12.2014, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882. Na decisão agravada se adotaram os seguintes fundamentos: “(...) 2. Tem-se, nos autos, terem sido denunciados o Paciente e quatro corréus pela prática do crime previsto no art. 121, § 2..., incs. I e IV, do Código Penal, nas formas consumada e tentada. Consta na denúncia que: ‘(...) Segundo apurado, mediante ajuste prévio de condutas, o quarto e quinto denunciados Jeremias Eufrânio da Silva e Pedro Carlos de Freitas Ferreira Alves, informado que a vítima André Elias Ferreira viajaria, com esposa e filho, para o Município de Caxambu/MG, (…), realizaram campana em frente à sua residência, (…), aguardando sua saída e, assim que isto ocorreu, passaram a segui-la (…). Ao parar, para fazer uma refeição, na lanchonete ‘Paineiras da Serra’, a vítima André Elias Ferreira foi abordada pelo quarto denunciado Jeremias Eufrânio da Silva que, depois de chamá-la pelo prenome, efetuou disparos a queima roupa, dois deles atingindo-a na face e na região peitoral, evadindo do local Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG logo em seguida, na companhia do quinto denunciado Pedro Carlos de Freitas Ferreira Alves. Realizada intensa investigação policial, no curso da qual, inclusive cumpridas várias medidas cautelares deferidas por este Juízo (prisões temporárias e preventivas, buscas e apreensões, interceptações telefônicas e quebra de sigilo de dados telefônicos), apurou-se que a vítima André Elias Ferreira teria sido executada a mando do primeiro denunciado Luiz Antônio Caus, seu cunhado, enquanto o segundo e terceiro denunciados Ivens José Lombardi e João Alves Moreira Neto teriam atuado na trama criminoso como intermediários, contratado o quarto denunciado Jeremias Eufrânio da Silva para executar o crime; sendo o homicídio previamente ajustado entre os cinco participantes, através de contatos telefônicos, e figurando o primeiro denunciado Luiz Antônio Caus como financiador da trama criminosa. A motivação do crime foi torpe, tendo o primeiro denunciado Luiz Antônio Caus encomendado a morte de seu cunhado, a vítima André Elias Ferreira, por desavenças familiares patrimoniais; tendo o quarto e quinto denunciados Jeremias Eufrânio da Silva e Pedro Carlos de Freitas Alves sido contratados como pistoleiros. No homicídio, foi empregado recurso que dificultou a defesa do ofendido, que foi emboscado no estacionamento da lanchonete 'Paineiras da Serra', onde foi alvejado com disparos fulminantes (...)’ (grifos nossos). 3. O Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG a) em 28.1.2014, decretou a prisão temporária do Paciente e dos demais corréus; b) em 28.2.2014, ‘convert[eu] a prisão temporária dos cinco Acusados LUIS ANTÔNIO CAUS, IVENS JOSÉ LOMBARDI, JOÃO ALVES MOREIRA NETO, JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA e PEDRO CARLOS FREITAS FERREIRA ALVES, (…) em prisão preventiva’. 4. Contra essa decisão a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 1.0000.14.025933-4/000 no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e Territórios. Em 8.5.2014, a 7... Câmara Criminal daquele Tribunal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG logo em seguida, na companhia do quinto denunciado Pedro Carlos de Freitas Ferreira Alves. Realizada intensa investigação policial, no curso da qual, inclusive cumpridas várias medidas cautelares deferidas por este Juízo (prisões temporárias e preventivas, buscas e apreensões, interceptações telefônicas e quebra de sigilo de dados telefônicos), apurou-se que a vítima André Elias Ferreira teria sido executada a mando do primeiro denunciado Luiz Antônio Caus, seu cunhado, enquanto o segundo e terceiro denunciados Ivens José Lombardi e João Alves Moreira Neto teriam atuado na trama criminoso como intermediários, contratado o quarto denunciado Jeremias Eufrânio da Silva para executar o crime; sendo o homicídio previamente ajustado entre os cinco participantes, através de contatos telefônicos, e figurando o primeiro denunciado Luiz Antônio Caus como financiador da trama criminosa. A motivação do crime foi torpe, tendo o primeiro denunciado Luiz Antônio Caus encomendado a morte de seu cunhado, a vítima André Elias Ferreira, por desavenças familiares patrimoniais; tendo o quarto e quinto denunciados Jeremias Eufrânio da Silva e Pedro Carlos de Freitas Alves sido contratados como pistoleiros. No homicídio, foi empregado recurso que dificultou a defesa do ofendido, que foi emboscado no estacionamento da lanchonete 'Paineiras da Serra', onde foi alvejado com disparos fulminantes (...)’ (grifos nossos). 3. O Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG a) em 28.1.2014, decretou a prisão temporária do Paciente e dos demais corréus; b) em 28.2.2014, ‘convert[eu] a prisão temporária dos cinco Acusados LUIS ANTÔNIO CAUS, IVENS JOSÉ LOMBARDI, JOÃO ALVES MOREIRA NETO, JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA e PEDRO CARLOS FREITAS FERREIRA ALVES, (…) em prisão preventiva’. 4. Contra essa decisão a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 1.0000.14.025933-4/000 no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e Territórios. Em 8.5.2014, a 7... Câmara Criminal daquele Tribunal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG Justiça denegou a ordem pleiteada: ‘HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO – PRISÃO TEMPORÁRIA CONVERTIDA EM PRISÃO PREVENTIVA – DECISÃO FUNDAMENTADA – PRESENÇA DOS PRESSUPOSTOS ELENCADOS NOS ARTIGOS 312 E 313 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS – IRRELEVÂNCIA – ORDEM DENEGADA. - Não há constrangimento ilegal no decreto de prisão cautelar, devidamente fundamentado à luz, de dados concretos do processo, visando, nos moldes do artigo 312 do Código de Processo Penal, sobretudo, ao resguardo da ordem pública, tendo em vista as circunstâncias delitivas em que o crime supostamente foi cometido. - O crime de homicídio, por cuja autoria o paciente foi denunciado, encontra, em seu preceito secundário, pena privativa de liberdade superior a quatro anos, o que implementa o comando normativo contido no inciso I do artigo 313 do Código de Processo Penal. - A presença de condições pessoais favoráveis, por si só, não é suficiente para elidir a custódia cautelar, em sendo demonstrada a necessidade de sua manutenção. - Ordem denegada’. 5. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça os Habeas Corpus ns. 295.139 e 311.882. Em 21.10.2014, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal denegou a ordem no julgamento do Habeas Corpus n. 295.139 : ‘HABEAS CORPUS SUBSTITUTO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. CARÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA COM FULCRO NA CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E NA FUTURA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. CUSTÓDIA FUNDAMENTADA E 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Justiça denegou a ordem pleiteada: ‘HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO – PRISÃO TEMPORÁRIA CONVERTIDA EM PRISÃO PREVENTIVA – DECISÃO FUNDAMENTADA – PRESENÇA DOS PRESSUPOSTOS ELENCADOS NOS ARTIGOS 312 E 313 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS – IRRELEVÂNCIA – ORDEM DENEGADA. - Não há constrangimento ilegal no decreto de prisão cautelar, devidamente fundamentado à luz, de dados concretos do processo, visando, nos moldes do artigo 312 do Código de Processo Penal, sobretudo, ao resguardo da ordem pública, tendo em vista as circunstâncias delitivas em que o crime supostamente foi cometido. - O crime de homicídio, por cuja autoria o paciente foi denunciado, encontra, em seu preceito secundário, pena privativa de liberdade superior a quatro anos, o que implementa o comando normativo contido no inciso I do artigo 313 do Código de Processo Penal. - A presença de condições pessoais favoráveis, por si só, não é suficiente para elidir a custódia cautelar, em sendo demonstrada a necessidade de sua manutenção. - Ordem denegada’. 5. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça os Habeas Corpus ns. 295.139 e 311.882. Em 21.10.2014, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal denegou a ordem no julgamento do Habeas Corpus n. 295.139 : ‘HABEAS CORPUS SUBSTITUTO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. CARÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA COM FULCRO NA CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E NA FUTURA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. CUSTÓDIA FUNDAMENTADA E 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG NECESSÁRIA. MODUS OPERANDI. PERICULOSIDADE DO AGENTE. POSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento firmado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, não admite a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso próprio previsto no ordenamento jurídico. Contudo, nos casos de flagrante ilegalidade, a ordem poderá ser concedida de ofício. 2. Pela sistemática processual pátria, a prisão preventiva de acusado de prática delituosa - medida que, em absoluto, conflita com o princípio constitucional de inocência presumida - deve se abroquelar na sua necessidade, que, em termos do prescrito na lei processual penal, se traduz na garantia da ordem pública, conveniência da instrução e asseguramento da aplicação da lei penal. Assim, seja qual for a modalidade da prisão ante tempus, somente se justifica constrição à liberdade de ir e vir se necessária, em função da proteção daqueles valores. 3. Não encontra supedâneo nos autos a inferência de que o paciente, por não ter residência no distrito da culpa, irá se evadir, frustrando a aplicação da lei penal. O prognóstico é em sentido contrário, tendo-se em conta que o paciente tem residência fixa na cidade de Belo Horizonte, em local onde foi intimado para prestar declarações e fez entrega de seu passaporte à autoridade policial encarregada de presidir as investigações. Carência de fundamentação idônea de prisão preventiva com fulcro na conveniência da instrução criminal e na aplicação da lei penal. 4. A descrição dos fatos é, sim, elemento idôneo para justificar o decreto constritivo, pois ela revela o modus operandi do crime, que se constitui elemento de monta para aferir a periculosidade do agente e fundar, pois, prisão preventiva. Assim, alto grau de profissionalismo, crime cometido na clandestinidade, crime de verdadeira execução, premeditado, crime cometido mediante emboscada, em plena luz do dia, enfim, tudo está a denotar a prisão como garantia da ordem pública. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG NECESSÁRIA. MODUS OPERANDI. PERICULOSIDADE DO AGENTE. POSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento firmado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, não admite a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso próprio previsto no ordenamento jurídico. Contudo, nos casos de flagrante ilegalidade, a ordem poderá ser concedida de ofício. 2. Pela sistemática processual pátria, a prisão preventiva de acusado de prática delituosa - medida que, em absoluto, conflita com o princípio constitucional de inocência presumida - deve se abroquelar na sua necessidade, que, em termos do prescrito na lei processual penal, se traduz na garantia da ordem pública, conveniência da instrução e asseguramento da aplicação da lei penal. Assim, seja qual for a modalidade da prisão ante tempus, somente se justifica constrição à liberdade de ir e vir se necessária, em função da proteção daqueles valores. 3. Não encontra supedâneo nos autos a inferência de que o paciente, por não ter residência no distrito da culpa, irá se evadir, frustrando a aplicação da lei penal. O prognóstico é em sentido contrário, tendo-se em conta que o paciente tem residência fixa na cidade de Belo Horizonte, em local onde foi intimado para prestar declarações e fez entrega de seu passaporte à autoridade policial encarregada de presidir as investigações. Carência de fundamentação idônea de prisão preventiva com fulcro na conveniência da instrução criminal e na aplicação da lei penal. 4. A descrição dos fatos é, sim, elemento idôneo para justificar o decreto constritivo, pois ela revela o modus operandi do crime, que se constitui elemento de monta para aferir a periculosidade do agente e fundar, pois, prisão preventiva. Assim, alto grau de profissionalismo, crime cometido na clandestinidade, crime de verdadeira execução, premeditado, crime cometido mediante emboscada, em plena luz do dia, enfim, tudo está a denotar a prisão como garantia da ordem pública. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG 5. Deve-se ter em mente que não consubstancia constrangimento ilegal, passível de reparação por via de habeas corpus, a ordem de custódia preventiva cujo teor contém fundamentos suficientes, demonstrativos da presença de uma das circunstâncias inscritas no art. 312, do CPP. 6. Habeas corpus a que se denega a ordem’. Em 12.12.2014, o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882: ‘Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LUIZ ANTÔNIO CAUS – preso preventivamente e denunciado pela suposta prática da conduta descrita no art. 121, § 2..., I e IV, c⁄c o art. 29, ambos do Código Penal – contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. A defesa impetrou habeas corpus na Corte de origem alegando ausência de fundamentação idônea na decisão que decretou a prisão cautelar do paciente, bem ainda, não haver respaldo legal, com base no art. 312 do Código de Processo Penal. O Tribunal de origem, contudo, denegou a ordem (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 41): (...) A impetrante ressalta, de início, que os fatos denunciados ocorreram em 23⁄6⁄2011 e o inquérito policial tramitou por mais de 2 (dois) anos, o que afasta, por si só, a necessidade de cautelaridade da prisão. Alega que as condições das instalações prisionais – cela ‘especial’ do pavilhão H da Penitenciária Nelson Hungria, destinado aos internos com curso superior – não apresentam as condições mínimas de salubridade para abrigar o paciente, razão pela qual faz jus à prisão especial em regime domiciliar, inclusive com monitoramento eletrônico. Sustenta, ainda, não haver elementos concretos para aferir eventual periculosidade ou mesmo atestar que, se posto em liberdade, o paciente colocaria em risco a ordem pública. Destaca, por último, que o paciente foi diagnosticado com 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG 5. Deve-se ter em mente que não consubstancia constrangimento ilegal, passível de reparação por via de habeas corpus, a ordem de custódia preventiva cujo teor contém fundamentos suficientes, demonstrativos da presença de uma das circunstâncias inscritas no art. 312, do CPP. 6. Habeas corpus a que se denega a ordem’. Em 12.12.2014, o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882: ‘Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LUIZ ANTÔNIO CAUS – preso preventivamente e denunciado pela suposta prática da conduta descrita no art. 121, § 2..., I e IV, c⁄c o art. 29, ambos do Código Penal – contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. A defesa impetrou habeas corpus na Corte de origem alegando ausência de fundamentação idônea na decisão que decretou a prisão cautelar do paciente, bem ainda, não haver respaldo legal, com base no art. 312 do Código de Processo Penal. O Tribunal de origem, contudo, denegou a ordem (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 41): (...) A impetrante ressalta, de início, que os fatos denunciados ocorreram em 23⁄6⁄2011 e o inquérito policial tramitou por mais de 2 (dois) anos, o que afasta, por si só, a necessidade de cautelaridade da prisão. Alega que as condições das instalações prisionais – cela ‘especial’ do pavilhão H da Penitenciária Nelson Hungria, destinado aos internos com curso superior – não apresentam as condições mínimas de salubridade para abrigar o paciente, razão pela qual faz jus à prisão especial em regime domiciliar, inclusive com monitoramento eletrônico. Sustenta, ainda, não haver elementos concretos para aferir eventual periculosidade ou mesmo atestar que, se posto em liberdade, o paciente colocaria em risco a ordem pública. Destaca, por último, que o paciente foi diagnosticado com 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG hiperplasia da próstata, com indicação de cirurgia, cujo quadro vem evoluindo, em razão da ausência de atenção e tratamento médico, além de ser primário, trabalhador e pai de família. Diante disso, pede, liminarmente e no mérito, seja deferida a prisão domiciliar, expedindo-se o alvará de soltura em favor do paciente. Por intermédio da Petição n. 00455305⁄2014, a impetrante juntou cópia da inicial de habeas corpus impetrado no Tribunal de origem pelo filho do paciente, HC n. 1.0000.14.096163-2, não havendo notícia do julgamento do referido writ (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 246⁄276). É o relatório, decido. No que se refere aos motivos da prisão preventiva e às condições subjetiva do paciente, cumpre asseverar que tais questões já foram devidamente analisadas pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por ocasião do julgamento do HC n. 295139⁄MG, realizado no dia 21⁄10⁄2014. Quanto às demais alegações, consistentes nas inadequadas condições físicas da prisão que abriga o paciente e o seu atual estado de saúde, que ensejariam a concessão da prisão domiciliar, observa-se que não foram previamente analisadas no Tribunal estadual. Com efeito, para que se verifique a existência de eventual constrangimento ilegal é necessária a prévia submissão das alegações à apreciação da Corte de origem, de modo a atrair a competência do Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 105, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, sob pena de configurar indevida supressão de instância. Nesse sentido, a título de exemplo: (…) (HC n. 279.897⁄RJ, Rel. Ministro Jorge Mussi, DJe 17⁄2⁄2014) Ante o exposto, com base no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o pedido’. 6. No presente habeas corpus, a defesa reitera as alegações suscitadas na instância antecedente, sustentando ausência de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG hiperplasia da próstata, com indicação de cirurgia, cujo quadro vem evoluindo, em razão da ausência de atenção e tratamento médico, além de ser primário, trabalhador e pai de família. Diante disso, pede, liminarmente e no mérito, seja deferida a prisão domiciliar, expedindo-se o alvará de soltura em favor do paciente. Por intermédio da Petição n. 00455305⁄2014, a impetrante juntou cópia da inicial de habeas corpus impetrado no Tribunal de origem pelo filho do paciente, HC n. 1.0000.14.096163-2, não havendo notícia do julgamento do referido writ (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 246⁄276). É o relatório, decido. No que se refere aos motivos da prisão preventiva e às condições subjetiva do paciente, cumpre asseverar que tais questões já foram devidamente analisadas pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por ocasião do julgamento do HC n. 295139⁄MG, realizado no dia 21⁄10⁄2014. Quanto às demais alegações, consistentes nas inadequadas condições físicas da prisão que abriga o paciente e o seu atual estado de saúde, que ensejariam a concessão da prisão domiciliar, observa-se que não foram previamente analisadas no Tribunal estadual. Com efeito, para que se verifique a existência de eventual constrangimento ilegal é necessária a prévia submissão das alegações à apreciação da Corte de origem, de modo a atrair a competência do Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 105, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, sob pena de configurar indevida supressão de instância. Nesse sentido, a título de exemplo: (…) (HC n. 279.897⁄RJ, Rel. Ministro Jorge Mussi, DJe 17⁄2⁄2014) Ante o exposto, com base no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o pedido’. 6. No presente habeas corpus, a defesa reitera as alegações suscitadas na instância antecedente, sustentando ausência de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG fundamentação cautelar idônea para a prisão preventiva do Paciente e conversão da prisão preventiva em domiciliar. Defende a ‘superação da Súmula 691, do Supremo Tribunal Federal’, destacando ‘a peculiaridade da hipótese em tela, a preencher os requisitos da exceção à regra geral estabelecida, de vedar a impetração do Remédio Heróico contra o indeferimento de liminar do habeas corpus 311.882/MG’. Afirma que o decreto de prisão preventiva ‘foi mantid[o pelo Superior Tribunal de Justiça] para assegurar a ordem pública, utilizando dos mesmos pseudofundamentos lançados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, quais sejam, a gravidade em abstrato do crime e a periculosidade demonstrada no modus operandi’. Registra, ainda, que ‘o paciente (...) vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno’, ressaltando que a ‘cela especial, destinada igualmente aos advogados e aos portadores de curso superior, o denominado ‘Pavilhão H’ da Penitenciária Nelson Hungria encontra-se em péssimo estado de conservação, condições indignas e sobrehumanas, totalmente insalubre, sem condições básicas de aeração, sem circulação de ar necessária, local abafado, excessivamente quente, chegando a temperatura aproximada de 40 graus em dias de calor, sem contar que o número de detentos nesta cela é sempre superior ao compatível, hoje, por exemplo, são 19 internos em um espaço de 20 m2 e apenas seis camas beliches’. Este o teor dos pedidos: ‘(...) Por todo o exposto, escancaradas as ilegalidades que contaminam a decisão da prisão preventiva, pelos fortes argumentos expendidos nesta impetração, o paciente confia que V. Exa, fiel à sua gloriosa tradição e aos ditames da lei e da justiça, haverá de conceder, liminarmente, a presente ordem de habeas corpus, para possibilitar que aquele possa responder ao processo em liberdade até decisão final transitada em julgado, mediante termo de comparecimento a todos os atos do processo. Devendo ser expedido o competente alvará para imediata soltura do paciente, com as devidas comunicações de praxe. Alternativamente, escancarado o constrangimento ilegal 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG fundamentação cautelar idônea para a prisão preventiva do Paciente e conversão da prisão preventiva em domiciliar. Defende a ‘superação da Súmula 691, do Supremo Tribunal Federal’, destacando ‘a peculiaridade da hipótese em tela, a preencher os requisitos da exceção à regra geral estabelecida, de vedar a impetração do Remédio Heróico contra o indeferimento de liminar do habeas corpus 311.882/MG’. Afirma que o decreto de prisão preventiva ‘foi mantid[o pelo Superior Tribunal de Justiça] para assegurar a ordem pública, utilizando dos mesmos pseudofundamentos lançados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, quais sejam, a gravidade em abstrato do crime e a periculosidade demonstrada no modus operandi’. Registra, ainda, que ‘o paciente (...) vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno’, ressaltando que a ‘cela especial, destinada igualmente aos advogados e aos portadores de curso superior, o denominado ‘Pavilhão H’ da Penitenciária Nelson Hungria encontra-se em péssimo estado de conservação, condições indignas e sobrehumanas, totalmente insalubre, sem condições básicas de aeração, sem circulação de ar necessária, local abafado, excessivamente quente, chegando a temperatura aproximada de 40 graus em dias de calor, sem contar que o número de detentos nesta cela é sempre superior ao compatível, hoje, por exemplo, são 19 internos em um espaço de 20 m2 e apenas seis camas beliches’. Este o teor dos pedidos: ‘(...) Por todo o exposto, escancaradas as ilegalidades que contaminam a decisão da prisão preventiva, pelos fortes argumentos expendidos nesta impetração, o paciente confia que V. Exa, fiel à sua gloriosa tradição e aos ditames da lei e da justiça, haverá de conceder, liminarmente, a presente ordem de habeas corpus, para possibilitar que aquele possa responder ao processo em liberdade até decisão final transitada em julgado, mediante termo de comparecimento a todos os atos do processo. Devendo ser expedido o competente alvará para imediata soltura do paciente, com as devidas comunicações de praxe. Alternativamente, escancarado o constrangimento ilegal 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG que o Paciente vem passando, alojado em cela irrefutavelmente insalubre, precária, sem condições físicas mínimas de aeração e circulação, e considerando que a dita ‘cela especial’ da Penitenciária Nelson Hungria é a única destinada para os internos diplomados em curso superior e para os advogados, nem mesmo na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pelos fortes argumentos expendidos nesta impetração, REQUER a impetrante, por imperativo de JUSTIÇA a CONCESSÃO DA ORDEM para deferir ao paciente a prisão domiciliar, nos termos do artigo 1... da Lei 5.256, de 06 de abril de 1967 (...)’. 7. Em 12.1.2015, o Ministro Ricardo Lewandowski, Presidente deste Supremo Tribunal de Justiça, decidiu: ‘(...) O Impetrante alega, nos termos do art. 67, § 6..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a inexistência de prevenção na distribuição deste habeas corpus à Ministra Cármen Lúcia, designada Relatora. Requer seja o feito redistribuído aleatoriamente ou distribuído por prevenção ao Ministro Roberto Barroso, Relator dos Habeas Corpus 123.323/MG e 123.993/MG. É o Relatório. Decido. Bem examinados os autos, pondero que quando do julgamento do HC 125.290-AgR/MG, que seria a causa da presente prevenção, a Ministra Cármen Lúcia, Relatora, asseverou o seguinte: ‘Quanto à alegação ‘de competência por prevenção do Ministro Luís Roberto Barroso e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal’, ao argumento de que ‘antes do ‘habeas corpus’ n 125.290/MG, dois outros ‘writs’ [HC ns. 123.323 e 123.993] haviam sido impetrados em favor do mesmo paciente tendo como origem a mesma ação penal de autos n 0065814-92.20118.13.0338, que tramita perante a 1... Vara Criminal da Comarca de Itaúna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais’, registro que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que ‘a competência por prevenção é relativa, estando sujeita à prorrogação, caso precluída a oportunidade de arguição da incompetência’ (HC n. 88.759- 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG que o Paciente vem passando, alojado em cela irrefutavelmente insalubre, precária, sem condições físicas mínimas de aeração e circulação, e considerando que a dita ‘cela especial’ da Penitenciária Nelson Hungria é a única destinada para os internos diplomados em curso superior e para os advogados, nem mesmo na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pelos fortes argumentos expendidos nesta impetração, REQUER a impetrante, por imperativo de JUSTIÇA a CONCESSÃO DA ORDEM para deferir ao paciente a prisão domiciliar, nos termos do artigo 1... da Lei 5.256, de 06 de abril de 1967 (...)’. 7. Em 12.1.2015, o Ministro Ricardo Lewandowski, Presidente deste Supremo Tribunal de Justiça, decidiu: ‘(...) O Impetrante alega, nos termos do art. 67, § 6..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a inexistência de prevenção na distribuição deste habeas corpus à Ministra Cármen Lúcia, designada Relatora. Requer seja o feito redistribuído aleatoriamente ou distribuído por prevenção ao Ministro Roberto Barroso, Relator dos Habeas Corpus 123.323/MG e 123.993/MG. É o Relatório. Decido. Bem examinados os autos, pondero que quando do julgamento do HC 125.290-AgR/MG, que seria a causa da presente prevenção, a Ministra Cármen Lúcia, Relatora, asseverou o seguinte: ‘Quanto à alegação ‘de competência por prevenção do Ministro Luís Roberto Barroso e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal’, ao argumento de que ‘antes do ‘habeas corpus’ n 125.290/MG, dois outros ‘writs’ [HC ns. 123.323 e 123.993] haviam sido impetrados em favor do mesmo paciente tendo como origem a mesma ação penal de autos n 0065814-92.20118.13.0338, que tramita perante a 1... Vara Criminal da Comarca de Itaúna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais’, registro que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que ‘a competência por prevenção é relativa, estando sujeita à prorrogação, caso precluída a oportunidade de arguição da incompetência’ (HC n. 88.759- 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 2.5.2008). Nesse sentido, entre outros, os Habeas Corpus ns. 69.599, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.8.1993; e 77.754, Relator o Ministro Sidney Sanches, DJ 28.5.1999. No caso, além de o Ministro Luís Barroso e a Primeira Turma deste Supremo Tribunal não terem examinado o mérito das ações antes impetradas (Proc. ns. 123.323 e 123.993), os Agravantes não fizeram ressalva sobre eventual prevenção nem menção à existência dos ‘dois outros writs’ na inicial do presente habeas corpus, o que importa na preclusão da oportunidade de arguição da prevenção e na prorrogação da competência’. Nesse sentido, reafirmo o que decidido acima, uma vez que, nos termos do que estabelece o art. 67, § 6... do RISTF, ‘a prevenção deve ser alegada pela parte na primeira oportunidade que se lhe apresente, sob pena de preclusão’. Com efeito, no caso dos autos, a primeira oportunidade para a manifestação ocorreu justamente na apresentação deste writ, porquanto, ao que consta, outros três habeas corpus, referentes ao mesmo paciente, já haviam sido impetrados nesta Suprema Corte e distribuídos a relatores diversos. Assim, tenho como preclusa a oportunidade de arguição da prevenção. Isso posto, não acolho os argumentos trazidos pelo Impetrante, ficando mantida a distribuição por prevenção à Ministra Cármen Lúcia. Por fim, verifico que o caso sob exame não se amolda à hipótese prevista no art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, em especial ante a possibilidade da incidência da Súmula 691 desta Suprema Corte. Desse modo, encaminhe-se o writ ao gabinete da Ministra Relatora (...) ‘. 8. Tem-se, ainda, que a) em 19.1.2015, a Defesa interpôs agravo regimental contra a decisão proferida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, Presidente deste Supremo Tribunal Federal; b) em 21.1.2015, o Ministro Ricardo Lewandowski decidiu que ‘o caso sob exame não se amolda à hipótese prevista no art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal’, determinando o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 2.5.2008). Nesse sentido, entre outros, os Habeas Corpus ns. 69.599, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.8.1993; e 77.754, Relator o Ministro Sidney Sanches, DJ 28.5.1999. No caso, além de o Ministro Luís Barroso e a Primeira Turma deste Supremo Tribunal não terem examinado o mérito das ações antes impetradas (Proc. ns. 123.323 e 123.993), os Agravantes não fizeram ressalva sobre eventual prevenção nem menção à existência dos ‘dois outros writs’ na inicial do presente habeas corpus, o que importa na preclusão da oportunidade de arguição da prevenção e na prorrogação da competência’. Nesse sentido, reafirmo o que decidido acima, uma vez que, nos termos do que estabelece o art. 67, § 6... do RISTF, ‘a prevenção deve ser alegada pela parte na primeira oportunidade que se lhe apresente, sob pena de preclusão’. Com efeito, no caso dos autos, a primeira oportunidade para a manifestação ocorreu justamente na apresentação deste writ, porquanto, ao que consta, outros três habeas corpus, referentes ao mesmo paciente, já haviam sido impetrados nesta Suprema Corte e distribuídos a relatores diversos. Assim, tenho como preclusa a oportunidade de arguição da prevenção. Isso posto, não acolho os argumentos trazidos pelo Impetrante, ficando mantida a distribuição por prevenção à Ministra Cármen Lúcia. Por fim, verifico que o caso sob exame não se amolda à hipótese prevista no art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, em especial ante a possibilidade da incidência da Súmula 691 desta Suprema Corte. Desse modo, encaminhe-se o writ ao gabinete da Ministra Relatora (...) ‘. 8. Tem-se, ainda, que a) em 19.1.2015, a Defesa interpôs agravo regimental contra a decisão proferida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, Presidente deste Supremo Tribunal Federal; b) em 21.1.2015, o Ministro Ricardo Lewandowski decidiu que ‘o caso sob exame não se amolda à hipótese prevista no art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal’, determinando o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG encaminhamento do ‘feito ao gabinete da Ministra Relatora’; c) em 12.2.2015, a Defesa aditou a inicial, informando que ‘[a]pós a impetração deste habeas corpus, sobreveio sentença de pronúncia proferida na Ação Penal n 0065814-92.2011.8.13.0338/Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG, mantendo a prisão preventiva do paciente’, realçando que ‘[n]ão se desconhece que a pronúncia que decreta a prisão do réu substitui a decisão que determinou a sua prisão preventiva. Subsiste, no entanto, o interesse no julgamento do habeas corpus contra a ilegalidade que, iniciada na decretação da prisão temporária, permaneceu produzindo os seus efeitos na determinação da prisão preventiva e na pronúncia’. Este o teor dos pedidos em aditamento à peça inicial: ‘(...) Os impetrantes reiteram a concessão liminar da ordem de habeas corpus para suspender a manutenção da prisão do paciente pela sentença de pronúncia, afastada a incidência da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal diante da flagrante ilegalidade da sua custódia cautelar. No mérito, pedem a anulação da prisão cautelar, concedendo liberdade provisória ao paciente, que deverá entregar o seu passaporte ao juízo da ação penal e comparecer periodicamente no prazo e nas condições a serem fixadas. Além disso, que fique impedido de se ausentar da comarca sem autorização do juiz e de manter contato com qualquer um dos corréus. Concedido o habeas corpus, requerem os impetrantes comunicação do Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG (Ação Penal n 0065814-92.2011.8.13.0338) por ordem de quem o paciente está preso (...)’. Examinada a matéria posta à apreciação, DECIDO. 9. O Impetrante não tem razão de direito. 10. Quanto às alegações de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva e de prevenção do Ministro Roberto Barroso, a presente ação é repetição do Habeas Corpus n. 125.290. Em 16.12.2014, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal negou provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 125.290, por unanimidade, nos termos do voto-condutor por mim 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG encaminhamento do ‘feito ao gabinete da Ministra Relatora’; c) em 12.2.2015, a Defesa aditou a inicial, informando que ‘[a]pós a impetração deste habeas corpus, sobreveio sentença de pronúncia proferida na Ação Penal n 0065814-92.2011.8.13.0338/Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG, mantendo a prisão preventiva do paciente’, realçando que ‘[n]ão se desconhece que a pronúncia que decreta a prisão do réu substitui a decisão que determinou a sua prisão preventiva. Subsiste, no entanto, o interesse no julgamento do habeas corpus contra a ilegalidade que, iniciada na decretação da prisão temporária, permaneceu produzindo os seus efeitos na determinação da prisão preventiva e na pronúncia’. Este o teor dos pedidos em aditamento à peça inicial: ‘(...) Os impetrantes reiteram a concessão liminar da ordem de habeas corpus para suspender a manutenção da prisão do paciente pela sentença de pronúncia, afastada a incidência da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal diante da flagrante ilegalidade da sua custódia cautelar. No mérito, pedem a anulação da prisão cautelar, concedendo liberdade provisória ao paciente, que deverá entregar o seu passaporte ao juízo da ação penal e comparecer periodicamente no prazo e nas condições a serem fixadas. Além disso, que fique impedido de se ausentar da comarca sem autorização do juiz e de manter contato com qualquer um dos corréus. Concedido o habeas corpus, requerem os impetrantes comunicação do Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG (Ação Penal n 0065814-92.2011.8.13.0338) por ordem de quem o paciente está preso (...)’. Examinada a matéria posta à apreciação, DECIDO. 9. O Impetrante não tem razão de direito. 10. Quanto às alegações de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva e de prevenção do Ministro Roberto Barroso, a presente ação é repetição do Habeas Corpus n. 125.290. Em 16.12.2014, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal negou provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 125.290, por unanimidade, nos termos do voto-condutor por mim 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG proferido: ‘(...) 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Quanto à alegação de ‘competência por prevenção do Ministro Luís Roberto Barroso e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal’, ao argumento de que ‘antes do habeas corpus n 125.290/MG, dois outros writs [HC ns. 123.323 e 123.993] haviam sido impetrados em favor do mesmo paciente tendo como origem a mesma ação penal de autos n 0065814-92.20118.13.0338, que tramita perante a 1... Vara Criminal da Comarca de Itaúna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais’, registro que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a ‘competência por prevenção é relativa, estando sujeita à prorrogação, caso precluída a oportunidade de argüição da incompetência’ (HC n. 88.759- AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 2.5.2008). Nesse sentido, entre outros, os Habeas Corpus ns. 69.599, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.8.1993; e 77.754, Relator o Ministro Sidney Sanches, DJ 28.5.1999. No caso, além de o Ministro Luís Barroso e a Primeira Turma deste Supremo Tribunal não terem examinado o mérito das ações antes impetradas (Proc. ns. 123.323 e 123.993), os Agravantes não fizeram ressalva sobre eventual prevenção nem menção à existência dos ‘dois outros writs’ na inicial do presente habeas corpus, o que importa na preclusão da oportunidade de arguição da prevenção e na prorrogação da competência. 3. Ademais, conforme ressaltei ao negar seguimento à presente impetração, o pedido apresentado pelos Agravantes é contrário à jurisprudência dominante deste Supremo Tribunal Federal. 4. Ao decretar a prisão preventiva do Paciente, o Juízo de primeiro grau registrou que o Paciente a) foi o ‘mandante e financiador da morte do ofendido’; b) ‘evidenci[ou] alto grau de profissionalismo’ e ‘comete[u] o crime na clandestinidade’; c) ‘por motivos de desavença com a vítima, em relação à gestão do patrimônio de sua família, e dotado de personalidade 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG proferido: ‘(...) 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Quanto à alegação de ‘competência por prevenção do Ministro Luís Roberto Barroso e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal’, ao argumento de que ‘antes do habeas corpus n 125.290/MG, dois outros writs [HC ns. 123.323 e 123.993] haviam sido impetrados em favor do mesmo paciente tendo como origem a mesma ação penal de autos n 0065814-92.20118.13.0338, que tramita perante a 1... Vara Criminal da Comarca de Itaúna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais’, registro que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a ‘competência por prevenção é relativa, estando sujeita à prorrogação, caso precluída a oportunidade de argüição da incompetência’ (HC n. 88.759- AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 2.5.2008). Nesse sentido, entre outros, os Habeas Corpus ns. 69.599, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.8.1993; e 77.754, Relator o Ministro Sidney Sanches, DJ 28.5.1999. No caso, além de o Ministro Luís Barroso e a Primeira Turma deste Supremo Tribunal não terem examinado o mérito das ações antes impetradas (Proc. ns. 123.323 e 123.993), os Agravantes não fizeram ressalva sobre eventual prevenção nem menção à existência dos ‘dois outros writs’ na inicial do presente habeas corpus, o que importa na preclusão da oportunidade de arguição da prevenção e na prorrogação da competência. 3. Ademais, conforme ressaltei ao negar seguimento à presente impetração, o pedido apresentado pelos Agravantes é contrário à jurisprudência dominante deste Supremo Tribunal Federal. 4. Ao decretar a prisão preventiva do Paciente, o Juízo de primeiro grau registrou que o Paciente a) foi o ‘mandante e financiador da morte do ofendido’; b) ‘evidenci[ou] alto grau de profissionalismo’ e ‘comete[u] o crime na clandestinidade’; c) ‘por motivos de desavença com a vítima, em relação à gestão do patrimônio de sua família, e dotado de personalidade 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG gananciosa, a ponto de não se dar nem mesmo com o próprio pai, resolveu eliminar o cunhado, passando a monitorar, por meio de interpostas pessoas, os seus passos, inclusive descobrindo que, no dia fatídico, iria ele realizar uma viagem com a família para Caxambu, a partir do que acionou seus comandados, para a execução do restante do plano’; e d) ‘para dificultar a futura elucidação do caso, (…) contatou, inicialmente, dois intermediários de sua confiança, (…) os quais, por sua vez, contataram os dois autores materiais, (…) residentes noutra cidade, os quais, segundo demonstram os relatórios circunstanciados acostados aos autos, seguiram o veículo da vítima, desde a porta de sua casa, em Nova Lima, até o momento em que ela parou para fazer um lanche, nesta Comarca, onde veio a ser assassinada’; realçando, ao final, que ‘[c]hama a atenção (...) o fato comprovado nos autos de ter a vítima sido chamada pelo nome, quando abordada pelos autores executores, pois não era conhecida deles, o que reforça a conclusão de estarmos diante de pistolagem’. Os fundamentos do decreto de prisão preventiva são sólidos, guardando harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, segundo a qual a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar, notadamente porque ‘réu que contrata pistoleiros para a perpetração de homicídio é perigoso’ (RHC 56.204, Relator o Ministro Antonio Neder, DJ 25.4.1978). Nesse sentido: (…) (HC 105.725, de minha relatoria, DJe 18.8.2011, grifos nossos); e (...) (RHC 110.575, de minha relatoria, DJ 17.4.2012, grifos nossos). Nesse sentido: HC 113.793, de minha relatoria, DJe 28.5.2013; HC 106.211, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 1....8.2011; HC 106.991, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.5.2011; HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG gananciosa, a ponto de não se dar nem mesmo com o próprio pai, resolveu eliminar o cunhado, passando a monitorar, por meio de interpostas pessoas, os seus passos, inclusive descobrindo que, no dia fatídico, iria ele realizar uma viagem com a família para Caxambu, a partir do que acionou seus comandados, para a execução do restante do plano’; e d) ‘para dificultar a futura elucidação do caso, (…) contatou, inicialmente, dois intermediários de sua confiança, (…) os quais, por sua vez, contataram os dois autores materiais, (…) residentes noutra cidade, os quais, segundo demonstram os relatórios circunstanciados acostados aos autos, seguiram o veículo da vítima, desde a porta de sua casa, em Nova Lima, até o momento em que ela parou para fazer um lanche, nesta Comarca, onde veio a ser assassinada’; realçando, ao final, que ‘[c]hama a atenção (...) o fato comprovado nos autos de ter a vítima sido chamada pelo nome, quando abordada pelos autores executores, pois não era conhecida deles, o que reforça a conclusão de estarmos diante de pistolagem’. Os fundamentos do decreto de prisão preventiva são sólidos, guardando harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, segundo a qual a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar, notadamente porque ‘réu que contrata pistoleiros para a perpetração de homicídio é perigoso’ (RHC 56.204, Relator o Ministro Antonio Neder, DJ 25.4.1978). Nesse sentido: (…) (HC 105.725, de minha relatoria, DJe 18.8.2011, grifos nossos); e (...) (RHC 110.575, de minha relatoria, DJ 17.4.2012, grifos nossos). Nesse sentido: HC 113.793, de minha relatoria, DJe 28.5.2013; HC 106.211, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 1....8.2011; HC 106.991, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.5.2011; HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG Grau, DJe 4.6.2010; HC 98.231, de minha relatoria, DJe 14.5.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, HC 90.138–ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 13.4.2007; HC 93.895, de minha relatoria, DJe 13.6.2008; HC 91.285, Relator o Ministro Ayres Britto, Dje 25.4.2008; e HC 94.615, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 20.3.2009. 5. Conforme reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, as ‘condições subjetivas favoráveis (...), tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção’ (HC 96.182, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 20.3.2009), como se tem na espécie vertente. 6. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, ‘pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental’ (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJ 5.12.2008). Nessa linha, entre outras, as decisões proferidas no julgamento dos Habeas Corpus ns. 93.343, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJE 31.1.2008; 89.994, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 22.11.2006; 94.134, Rel. Ministro Carlos Britto, DJE 3.4.2008; 93.983, Rel. Ministro Carlos Britto, DJE 17.3.2008; 93.973, Rel. Ministro Cezar Peluso, DJE 13.3.2008; 92.881, Rel. Ministro Eros Grau, DJE 30.10.2007; 88.803, Rel. Ministro Eros Grau, DJ 23.5.2006; 92.595, Rel. Ministro Menezes Direito, DJ 5.10.2007; 92.504, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJE 26.9.2007; 92.206, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJ 17.8.2007; 91.476, Rel. Ministro Gilmar Mendes, DJ 13.8.2007; 90.978, Rel. Ministro Gilmar Mendes, DJ 13.4.2007; 87.921, Rel. Ministra Ellen Gracie, DJ 15.2.2006; 87.271, Rel. Ministra Ellen Gracie, DJ 23.11.2005; 92.989, Rel. Ministro Celso de Mello, DJE 20.2.2008; 93.219, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Grau, DJe 4.6.2010; HC 98.231, de minha relatoria, DJe 14.5.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, HC 90.138–ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 13.4.2007; HC 93.895, de minha relatoria, DJe 13.6.2008; HC 91.285, Relator o Ministro Ayres Britto, Dje 25.4.2008; e HC 94.615, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 20.3.2009. 5. Conforme reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, as ‘condições subjetivas favoráveis (...), tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção’ (HC 96.182, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 20.3.2009), como se tem na espécie vertente. 6. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, ‘pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental’ (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJ 5.12.2008). Nessa linha, entre outras, as decisões proferidas no julgamento dos Habeas Corpus ns. 93.343, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJE 31.1.2008; 89.994, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 22.11.2006; 94.134, Rel. Ministro Carlos Britto, DJE 3.4.2008; 93.983, Rel. Ministro Carlos Britto, DJE 17.3.2008; 93.973, Rel. Ministro Cezar Peluso, DJE 13.3.2008; 92.881, Rel. Ministro Eros Grau, DJE 30.10.2007; 88.803, Rel. Ministro Eros Grau, DJ 23.5.2006; 92.595, Rel. Ministro Menezes Direito, DJ 5.10.2007; 92.504, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJE 26.9.2007; 92.206, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJ 17.8.2007; 91.476, Rel. Ministro Gilmar Mendes, DJ 13.8.2007; 90.978, Rel. Ministro Gilmar Mendes, DJ 13.4.2007; 87.921, Rel. Ministra Ellen Gracie, DJ 15.2.2006; 87.271, Rel. Ministra Ellen Gracie, DJ 23.11.2005; 92.989, Rel. Ministro Celso de Mello, DJE 20.2.2008; 93.219, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 11.12.2007; e 96.883, de minha relatoria, DJ 5.12.2008; e 109.133-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 17.10.2011. 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental (...)’ (DJ 19.12.2014, trânsito em julgado em 6.2.2015 - grifos nossos). Na presente impetração, aponta-se o mesmo ato coator (‘acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139’), noticia-se idêntico encadeamento histórico, formulam-se pedidos iguais e apresentam-se os mesmo argumentos daqueles apresentados no Habeas Corpus n. 125.290, objeto de análise e julgamento. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades que foram objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação, com fundamento na jurisprudência deste Supremo Tribunal: (...) (Habeas Corpus n. 80.623-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, p. 6.4.2001) 11. Verifica-se ainda que, tanto no Habeas Corpus n. 311.882 submetido à apreciação do Superior Tribunal de Justiça quanto na presente ação, o Impetrante pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sustentando que ‘vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno’. Entretanto, além de o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, ter indeferido liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882 e não - como registra o Impetrante - indeferido a medida liminar requerida com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, a insurgência é inédita e diversa daquela submetida ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, provocado para julgar tão-somente as alegações relativas a) à inexistência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva; b) às consequências jurídicas advindas da primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Em casos como o presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 11.12.2007; e 96.883, de minha relatoria, DJ 5.12.2008; e 109.133-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 17.10.2011. 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental (...)’ (DJ 19.12.2014, trânsito em julgado em 6.2.2015 - grifos nossos). Na presente impetração, aponta-se o mesmo ato coator (‘acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139’), noticia-se idêntico encadeamento histórico, formulam-se pedidos iguais e apresentam-se os mesmo argumentos daqueles apresentados no Habeas Corpus n. 125.290, objeto de análise e julgamento. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades que foram objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação, com fundamento na jurisprudência deste Supremo Tribunal: (...) (Habeas Corpus n. 80.623-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, p. 6.4.2001) 11. Verifica-se ainda que, tanto no Habeas Corpus n. 311.882 submetido à apreciação do Superior Tribunal de Justiça quanto na presente ação, o Impetrante pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sustentando que ‘vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno’. Entretanto, além de o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, ter indeferido liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882 e não - como registra o Impetrante - indeferido a medida liminar requerida com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, a insurgência é inédita e diversa daquela submetida ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, provocado para julgar tão-somente as alegações relativas a) à inexistência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva; b) às consequências jurídicas advindas da primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Em casos como o presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator (HC 73.390, Relator Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 12. Ademais, conforme bem explicitou o Impetrante no aditamento, tem-se que, em 13.1.2015, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG proferiu sentença de pronúncia em desfavor do Paciente (Proc. n. 0065814-92.2011.8.13.0338), nos termos seguintes: ‘(...) Assim e pelo mais que dos autos consta, acreditando estar diante de crimes da competência do Júri e vendo presentes os requisitos do art. 413, do Código de Processo Penal, outra alternativa não me resta senão PRONUNCIAR: a) o Acusado JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA, como autor material de um crime do art. 121, § 2..., incisos I e IV, do Código Penal; b) o Acusado LUIZ ANTÔNIO CAUS, como autor intelectual (mandante) de um crime do art. 121, § 2..., inciso I, do Código Penal, e, c) os Acusados IVENS JOSÉ LOMBARDI e JOÃO ALVES MOREIRA NETO, como partícipes de um crime do art. 121, § 2..., inciso I, do Código Penal, todos na forma do art. 29, do Código Penal, determinando que sejam submetidos a julgamento pelo Egrégio Tribunal Popular. Considerando que os Acusados Luiz Antônio, Ivens e Jeremias responderam ao processo presos, não havendo motivos para alteração desse estado inicial, bem assim que a necessidade de suas prisões preventivas foi aferida em diversas decisões proferidas no curso da instrução, e constatada até mesmo pelo Egrégio TJMG e pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento de habeas corpus impetrados em seu favor, mantenho suas prisões preventivas, por estarem presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, do CPP. Quanto aos novos argumentos lançados pelas i. Defesas, no sentido de que, agora, com a pronúncia dos Acusados, a manutenção de suas prisões provisórias se mostraria desnecessária, não me parecem corretos, em primeiro lugar, pois, conforme salientado ao longo do processo, os Acusados parecem ter planejado de forma detalhada o homicídio, de modo a não 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator (HC 73.390, Relator Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 12. Ademais, conforme bem explicitou o Impetrante no aditamento, tem-se que, em 13.1.2015, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG proferiu sentença de pronúncia em desfavor do Paciente (Proc. n. 0065814-92.2011.8.13.0338), nos termos seguintes: ‘(...) Assim e pelo mais que dos autos consta, acreditando estar diante de crimes da competência do Júri e vendo presentes os requisitos do art. 413, do Código de Processo Penal, outra alternativa não me resta senão PRONUNCIAR: a) o Acusado JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA, como autor material de um crime do art. 121, § 2..., incisos I e IV, do Código Penal; b) o Acusado LUIZ ANTÔNIO CAUS, como autor intelectual (mandante) de um crime do art. 121, § 2..., inciso I, do Código Penal, e, c) os Acusados IVENS JOSÉ LOMBARDI e JOÃO ALVES MOREIRA NETO, como partícipes de um crime do art. 121, § 2..., inciso I, do Código Penal, todos na forma do art. 29, do Código Penal, determinando que sejam submetidos a julgamento pelo Egrégio Tribunal Popular. Considerando que os Acusados Luiz Antônio, Ivens e Jeremias responderam ao processo presos, não havendo motivos para alteração desse estado inicial, bem assim que a necessidade de suas prisões preventivas foi aferida em diversas decisões proferidas no curso da instrução, e constatada até mesmo pelo Egrégio TJMG e pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento de habeas corpus impetrados em seu favor, mantenho suas prisões preventivas, por estarem presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, do CPP. Quanto aos novos argumentos lançados pelas i. Defesas, no sentido de que, agora, com a pronúncia dos Acusados, a manutenção de suas prisões provisórias se mostraria desnecessária, não me parecem corretos, em primeiro lugar, pois, conforme salientado ao longo do processo, os Acusados parecem ter planejado de forma detalhada o homicídio, de modo a não 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG permitir a sua elucidação, a evidenciar a sua periculosidade e a sua intenção de dificultarem os trabalhos da Justiça; em segundo, pois o crime provocou grande clamor social, inclusive repercutindo na imprensa da Capital Mineira, de modo que a soltura dos Acusados, no presente momento, quando estão prestes a serem submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, certamente causaria sensação de descrédito da população em relação à Justiça, e, em terceiro, pois a soltura dos Acusados, agora, poderia prejudicar e/ou dificultar a realização dos atos processuais futuros, notadamente o seu comparecimento ao plenário de julgamento, mesmo porque, tendo em vista a fortuna amealhada por Luiz Antônio, não se pode descartar a hipótese de se evadir do distrito da culpa e viabilizar o mesmo procedimento aos demais corréus, frustrando a aplicação da lei penal (...)’. Portanto, além de manifestamente inadmissível, a presente impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial limitado-se ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias de mérito. 13. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, ‘pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental’ (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). Nesse sentido, entre outras, as decisões proferidas no julgamento do RHC 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC 117.983, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 21.6.2013; RHC 117.164, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 19.6.2013; RHC 116.071, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 12.6.2013; RHC 117.976-MC, de minha relatoria, DJe 7.6.2013; RHC 117981, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 3.6.2013; HC 93.343, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1....2.2008; HC 89.994, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 22.11.2006; HC 94.134, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 18.3.2008; HC 93.973, Relator o Ministro Cezar Peluso, 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG permitir a sua elucidação, a evidenciar a sua periculosidade e a sua intenção de dificultarem os trabalhos da Justiça; em segundo, pois o crime provocou grande clamor social, inclusive repercutindo na imprensa da Capital Mineira, de modo que a soltura dos Acusados, no presente momento, quando estão prestes a serem submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, certamente causaria sensação de descrédito da população em relação à Justiça, e, em terceiro, pois a soltura dos Acusados, agora, poderia prejudicar e/ou dificultar a realização dos atos processuais futuros, notadamente o seu comparecimento ao plenário de julgamento, mesmo porque, tendo em vista a fortuna amealhada por Luiz Antônio, não se pode descartar a hipótese de se evadir do distrito da culpa e viabilizar o mesmo procedimento aos demais corréus, frustrando a aplicação da lei penal (...)’. Portanto, além de manifestamente inadmissível, a presente impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial limitado-se ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias de mérito. 13. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, ‘pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental’ (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). Nesse sentido, entre outras, as decisões proferidas no julgamento do RHC 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC 117.983, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 21.6.2013; RHC 117.164, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 19.6.2013; RHC 116.071, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 12.6.2013; RHC 117.976-MC, de minha relatoria, DJe 7.6.2013; RHC 117981, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 3.6.2013; HC 93.343, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1....2.2008; HC 89.994, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 22.11.2006; HC 94.134, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 18.3.2008; HC 93.973, Relator o Ministro Cezar Peluso, 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG DJe 13.3.2008; HC 92.881, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 31.10.2007; HC 88.803, Relator o Eros Grau, DJe 23.5.2006; HC 92.595, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.10.2007; HC 92.206, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 17.8.2007; HC 91.476, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2007; HC 90.978, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.4.2007; HC 87.921, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 15.2.2006; HC 87.271, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 30.11.2005; HC 92.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 21.2.2008; HC 93.219, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 11.12.2007; HC 96.883, de minha relatoria, DJe 9.12.2008; e HC 109.133-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.10.2011. 14. Pelo exposto, em razão das mudanças processadas no quadro fático-jurídico após a impetração, nego seguimento ao presente habeas corpus, por perda superveniente de objeto (art. 21, inc. IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 659 do Código de Processo Penal), ficando, por óbvio, prejudicados a medida liminar requerida e o agravo regimental (...)”. 2. Publicada essa decisão em 4.3.2015, interpõe Luiz Antonio Caus, em 9.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. No presente recurso, o Agravante afirma que a “decisão agravada negou seguimento a este habeas corpus por considerá-lo inadmissível (porque inovou na matéria submetida ao Superior Tribunal de Justiça) e prejudicado”, reiterando as questões suscitadas na impetração, notadamente a ausência de fundamentação cautelar idônea da prisão cautelar do Paciente. Afirma que “[o] que se pretende é obter da Turma Julgadora manifestação sobre a subsistência do interesse no julgamento do habeas corpus considerando a persistência da ilegalidade decorrente, inclusive, das sucessivas remissões das decisões posteriores às anteriores”, arrematando que “[s]e a ordem de soltura pode ser concedida de ofício, o caso é de reparar a ilegalidade manifesta, não obstante a substituição do título da prisão”. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG DJe 13.3.2008; HC 92.881, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 31.10.2007; HC 88.803, Relator o Eros Grau, DJe 23.5.2006; HC 92.595, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.10.2007; HC 92.206, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 17.8.2007; HC 91.476, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2007; HC 90.978, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.4.2007; HC 87.921, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 15.2.2006; HC 87.271, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 30.11.2005; HC 92.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 21.2.2008; HC 93.219, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 11.12.2007; HC 96.883, de minha relatoria, DJe 9.12.2008; e HC 109.133-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.10.2011. 14. Pelo exposto, em razão das mudanças processadas no quadro fático-jurídico após a impetração, nego seguimento ao presente habeas corpus, por perda superveniente de objeto (art. 21, inc. IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 659 do Código de Processo Penal), ficando, por óbvio, prejudicados a medida liminar requerida e o agravo regimental (...)”. 2. Publicada essa decisão em 4.3.2015, interpõe Luiz Antonio Caus, em 9.3.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. No presente recurso, o Agravante afirma que a “decisão agravada negou seguimento a este habeas corpus por considerá-lo inadmissível (porque inovou na matéria submetida ao Superior Tribunal de Justiça) e prejudicado”, reiterando as questões suscitadas na impetração, notadamente a ausência de fundamentação cautelar idônea da prisão cautelar do Paciente. Afirma que “[o] que se pretende é obter da Turma Julgadora manifestação sobre a subsistência do interesse no julgamento do habeas corpus considerando a persistência da ilegalidade decorrente, inclusive, das sucessivas remissões das decisões posteriores às anteriores”, arrematando que “[s]e a ordem de soltura pode ser concedida de ofício, o caso é de reparar a ilegalidade manifesta, não obstante a substituição do título da prisão”. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Relatório HC 126071 AGR / MG Este o teor dos pedidos: “(...) Os impetrantes pedem o provimento do AGRAVO REGIMENTAL para, reformando a respeitável decisão recorrida, conceder a liminar da ordem de habeas corpus para suspender a prisão do paciente pela sentença de pronúncia. No mérito, pedem a anulação da prisão cautelar, concedendo liberdade provisória ao paciente, que deverá entregar o seu passaporte ao juízo da ação penal e comparecer periodicamente no prazo e nas condições a serem fixadas. Além disso, que fique impedido de se ausentar da comarca sem autorização do juiz e de manter contato com qualquer um dos corréus. Concedido o habeas corpus, requerem os impetrantes comunicação do Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG (Ação Penal n 0065814-92.2011.8.13.0338) por ordem de quem o paciente está preso (...)”. É o relatório. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Este o teor dos pedidos: “(...) Os impetrantes pedem o provimento do AGRAVO REGIMENTAL para, reformando a respeitável decisão recorrida, conceder a liminar da ordem de habeas corpus para suspender a prisão do paciente pela sentença de pronúncia. No mérito, pedem a anulação da prisão cautelar, concedendo liberdade provisória ao paciente, que deverá entregar o seu passaporte ao juízo da ação penal e comparecer periodicamente no prazo e nas condições a serem fixadas. Além disso, que fique impedido de se ausentar da comarca sem autorização do juiz e de manter contato com qualquer um dos corréus. Concedido o habeas corpus, requerem os impetrantes comunicação do Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG (Ação Penal n 0065814-92.2011.8.13.0338) por ordem de quem o paciente está preso (...)”. É o relatório. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Ao negar seguimento à impetração, ressaltei que, “[q]uanto [à] alegaç[ão] de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva (...), a presente ação é repetição do Habeas Corpus n. 125.290”. Entretanto, o Agravante não impugnou, de forma específica, esse fundamento da decisão agravada. A ausência de impugnação de todos os seus fundamentos torna inviável o agravo, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O Agravante tem o dever de impugnar, de forma específica, os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não seguimento do agravo regimental (art. 317, § 1..., do RISTF). 2. Inviável o agravo regimental que se limita a reiterar as razões do recurso extraordinário, sem abordar o fundamento específico da decisão agravada” (Recurso Extraordinário 394.997-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 2.5.2008); e “EMENTA: 1. RECURSO. Agravo de instrumento. Seguimento negado. Impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não ocorrência. Agravo regimental improvido. Não procede agravo em que a parte agravante não contesta todos os fundamentos da decisão agravada” (AI 677.236-AgR, Relator o Ministro Cezar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal 07/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Ao negar seguimento à impetração, ressaltei que, “[q]uanto [à] alegaç[ão] de ausência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva (...), a presente ação é repetição do Habeas Corpus n. 125.290”. Entretanto, o Agravante não impugnou, de forma específica, esse fundamento da decisão agravada. A ausência de impugnação de todos os seus fundamentos torna inviável o agravo, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O Agravante tem o dever de impugnar, de forma específica, os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não seguimento do agravo regimental (art. 317, § 1..., do RISTF). 2. Inviável o agravo regimental que se limita a reiterar as razões do recurso extraordinário, sem abordar o fundamento específico da decisão agravada” (Recurso Extraordinário 394.997-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 2.5.2008); e “EMENTA: 1. RECURSO. Agravo de instrumento. Seguimento negado. Impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não ocorrência. Agravo regimental improvido. Não procede agravo em que a parte agravante não contesta todos os fundamentos da decisão agravada” (AI 677.236-AgR, Relator o Ministro Cezar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126071 AGR / MG Peluso, Segunda Turma, DJe 24.10.2008). 3. Na presente impetração, aponta-se o mesmo ato coator (“acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139”), noticia-se idêntico encadeamento histórico, formulam-se pedidos iguais e apresentam-se os mesmos argumentos daqueles apresentados no Habeas Corpus n. 125.290, objeto de análise e julgamento. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação, com fundamento na jurisprudência deste Supremo Tribunal: "EMENTA: HABEAS CORPUS. INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DEDUZIDOS QUANDO DA IMPETRAÇÃO DE ANTERIOR PEDIDO DE HABEAS CORPUS - NÃO-CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ - AGRAVO IMPROVIDO.- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a inadmissibilidade, em sede de habeas corpus, de impetrações que se limitam a reproduzir, sem qualquer inovação de fato ou de direito, os mesmos fundamentos objeto de postulação , especialmente quando esta resultar não conhecida, por incabível” (Habeas Corpus n. 80.623-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, p. 6.4.2001) 4. Verifica-se ainda que, tanto no Habeas Corpus n. 311.882, submetido à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, quanto na presente ação, o Agravante pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sustentando que “vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno”. Entretanto, além de o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, ter indeferido liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882 e não, como registra o Agravante, indeferido a medida liminar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Peluso, Segunda Turma, DJe 24.10.2008). 3. Na presente impetração, aponta-se o mesmo ato coator (“acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 21.10.2014, denegou o Habeas Corpus n. 295.139”), noticia-se idêntico encadeamento histórico, formulam-se pedidos iguais e apresentam-se os mesmos argumentos daqueles apresentados no Habeas Corpus n. 125.290, objeto de análise e julgamento. A repetição do que antes alegado, com as mesmas finalidades objeto de apreciação e decisão, conduz, inevitavelmente, ao não conhecimento desta nova postulação, com fundamento na jurisprudência deste Supremo Tribunal: "EMENTA: HABEAS CORPUS. INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DEDUZIDOS QUANDO DA IMPETRAÇÃO DE ANTERIOR PEDIDO DE HABEAS CORPUS - NÃO-CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ - AGRAVO IMPROVIDO.- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a inadmissibilidade, em sede de habeas corpus, de impetrações que se limitam a reproduzir, sem qualquer inovação de fato ou de direito, os mesmos fundamentos objeto de postulação , especialmente quando esta resultar não conhecida, por incabível” (Habeas Corpus n. 80.623-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, p. 6.4.2001) 4. Verifica-se ainda que, tanto no Habeas Corpus n. 311.882, submetido à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, quanto na presente ação, o Agravante pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sustentando que “vem sendo privado da sua liberdade em local totalmente inapropriado, insalubre e indigno”. Entretanto, além de o Ministro Walter de Almeida Guilherme, do Superior Tribunal de Justiça, ter indeferido liminarmente o Habeas Corpus n. 311.882 e não, como registra o Agravante, indeferido a medida liminar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126071 AGR / MG requerida com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, a insurgência é inédita e diversa daquela submetida ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, provocado para julgar tão somente as alegações relativas a) à inexistência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva e b) às consequências jurídicas advindas da primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Em casos como o presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator (HC 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 5. Ademais, conforme bem explicitou o Agravante no aditamento à inicial da impetração, tem-se que, em 13.1.2015, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG proferiu sentença de pronúncia em desfavor do Paciente (Proc. n. 0065814-92.2011.8.13.0338), nos termos seguintes: “(...) Assim e pelo mais que dos autos consta, acreditando estar diante de crimes da competência do Júri e vendo presentes os requisitos do art. 413, do Código de Processo Penal, outra alternativa não me resta senão PRONUNCIAR: a) o Acusado JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA, como autor material de um crime do art. 121, § 2..., incisos I e IV, do Código Penal; b) o Acusado LUIZ ANTÔNIO CAUS, como autor intelectual (mandante) de um crime do art. 121, § 2..., inciso I, do Código Penal, e, c) os Acusados IVENS JOSÉ LOMBARDI e JOÃO ALVES MOREIRA NETO, como partícipes de um crime do art. 121, § 2..., inciso I, do Código Penal, todos na forma do art. 29, do Código Penal, determinando que sejam submetidos a julgamento pelo Egrégio Tribunal Popular. Considerando que os Acusados Luiz Antônio, Ivens e Jeremias responderam ao processo presos, não havendo motivos para alteração desse estado inicial, bem assim que a necessidade de suas prisões preventivas foi aferida em diversas decisões proferidas no curso da instrução, e constatada até mesmo pelo Egrégio TJMG e pelo Colendo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG requerida com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, a insurgência é inédita e diversa daquela submetida ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, provocado para julgar tão somente as alegações relativas a) à inexistência de fundamentação cautelar idônea do decreto de prisão preventiva e b) às consequências jurídicas advindas da primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Em casos como o presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento do habeas corpus, por se ter como incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator (HC 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 5. Ademais, conforme bem explicitou o Agravante no aditamento à inicial da impetração, tem-se que, em 13.1.2015, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Itaúna-MG proferiu sentença de pronúncia em desfavor do Paciente (Proc. n. 0065814-92.2011.8.13.0338), nos termos seguintes: “(...) Assim e pelo mais que dos autos consta, acreditando estar diante de crimes da competência do Júri e vendo presentes os requisitos do art. 413, do Código de Processo Penal, outra alternativa não me resta senão PRONUNCIAR: a) o Acusado JEREMIAS EUFRÂNIO DA SILVA, como autor material de um crime do art. 121, § 2..., incisos I e IV, do Código Penal; b) o Acusado LUIZ ANTÔNIO CAUS, como autor intelectual (mandante) de um crime do art. 121, § 2..., inciso I, do Código Penal, e, c) os Acusados IVENS JOSÉ LOMBARDI e JOÃO ALVES MOREIRA NETO, como partícipes de um crime do art. 121, § 2..., inciso I, do Código Penal, todos na forma do art. 29, do Código Penal, determinando que sejam submetidos a julgamento pelo Egrégio Tribunal Popular. Considerando que os Acusados Luiz Antônio, Ivens e Jeremias responderam ao processo presos, não havendo motivos para alteração desse estado inicial, bem assim que a necessidade de suas prisões preventivas foi aferida em diversas decisões proferidas no curso da instrução, e constatada até mesmo pelo Egrégio TJMG e pelo Colendo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126071 AGR / MG Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento de habeas corpus impetrados em seu favor, mantenho suas prisões preventivas, por estarem presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, do CPP. Quanto aos novos argumentos lançados pelas i. Defesas, no sentido de que, agora, com a pronúncia dos Acusados, a manutenção de suas prisões provisórias se mostraria desnecessária, não me parecem corretos, em primeiro lugar, pois, conforme salientado ao longo do processo, os Acusados parecem ter planejado de forma detalhada o homicídio, de modo a não permitir a sua elucidação, a evidenciar a sua periculosidade e a sua intenção de dificultarem os trabalhos da Justiça; em segundo, pois o crime provocou grande clamor social, inclusive repercutindo na imprensa da Capital Mineira, de modo que a soltura dos Acusados, no presente momento, quando estão prestes a serem submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, certamente causaria sensação de descrédito da população em relação à Justiça, e, em terceiro, pois a soltura dos Acusados, agora, poderia prejudicar e/ou dificultar a realização dos atos processuais futuros, notadamente o seu comparecimento ao plenário de julgamento, mesmo porque, tendo em vista a fortuna amealhada por Luiz Antônio, não se pode descartar a hipótese de se evadir do distrito da culpa e viabilizar o mesmo procedimento aos demais corréus, frustrando a aplicação da lei penal (...)”. Portanto, além de manifestamente inadmissível, a impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial limitado-se ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias de mérito. 6. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento de habeas corpus impetrados em seu favor, mantenho suas prisões preventivas, por estarem presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, do CPP. Quanto aos novos argumentos lançados pelas i. Defesas, no sentido de que, agora, com a pronúncia dos Acusados, a manutenção de suas prisões provisórias se mostraria desnecessária, não me parecem corretos, em primeiro lugar, pois, conforme salientado ao longo do processo, os Acusados parecem ter planejado de forma detalhada o homicídio, de modo a não permitir a sua elucidação, a evidenciar a sua periculosidade e a sua intenção de dificultarem os trabalhos da Justiça; em segundo, pois o crime provocou grande clamor social, inclusive repercutindo na imprensa da Capital Mineira, de modo que a soltura dos Acusados, no presente momento, quando estão prestes a serem submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, certamente causaria sensação de descrédito da população em relação à Justiça, e, em terceiro, pois a soltura dos Acusados, agora, poderia prejudicar e/ou dificultar a realização dos atos processuais futuros, notadamente o seu comparecimento ao plenário de julgamento, mesmo porque, tendo em vista a fortuna amealhada por Luiz Antônio, não se pode descartar a hipótese de se evadir do distrito da culpa e viabilizar o mesmo procedimento aos demais corréus, frustrando a aplicação da lei penal (...)”. Portanto, além de manifestamente inadmissível, a impetração está prejudicada pela perda superveniente de objeto, pois a prisão atual decorre da sentença de pronúncia, tendo o pedido da inicial limitado-se ao questionamento da idoneidade dos fundamentos da prisão preventiva e a matéria não submetida à apreciação das instâncias de mérito. 6. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126071 AGR / MG 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Supremo Tribunal Federal HC 126071 AGR / MG 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8417351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 07/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184593 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.071 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LUIZ ANTONIO CAUS ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 07.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184593 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 126 . 071", "HC 126071 AGR /", "HC 126071 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 126 . 071", "Habeas Corpus n . 295 . 139", "Habeas Corpus n . 311 . 882", "HABEAS CORPUS 126 . 071", "Habeas Corpus n . 295 . 139", "Habeas Corpus n . 311 . 882", "HC 126071 AGR / MG", "Habeas Corpus n . 1 . 0000 . 14 . 025933 - 4 / 000", "HC 126071 AGR / MG", "Habeas Corpus n . 1 . 0000 . 14 . 025933 - 4 / 000", "HC 126071 AGR / MG", "Habeas Corpus n . 295 . 139", "HC 126071 AGR", "Habeas Corpus ns . 295 . 139", "Habeas Corpus n . 295 . 139", "HC 126071 AGR / MG", "HC 126071 AGR / MG", "HC 126071 AGR / MG", "Habeas Corpus n . 311 . 882", "HC 126071 AGR / MG", "Habeas Corpus n . 311 . 882", "HC 126071 AGR / MG", "HC n . 1 . 0000 . 14 . 096163 - 2", "HC n . 295139⁄MG", "HC n . 279 . 897⁄RJ", "HC 126071 AGR / MG", "HC n . 1 . 0000 . 14 . 096163 - 2", "HC n . 295139⁄MG", "HC n . 279 . 897⁄RJ", "HC 126071 AGR / MG", "Súmula 691 , do Supremo Tribunal Federal", "habeas corpus 311 . 882 / MG", "HC 126071 AGR / MG", "Súmula 691 , do Supremo Tribunal Federal", "HC 126071 AGR / MG", "Habeas Corpus 123 . 323 /", "123 .", "993 /", "MG", "HC 125 . 290 - 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Ementa e Acórdão 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) :MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. – A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673055. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) :MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “A parte ora recorrente, ao deduzir o presente recurso extraordinário, sustentou que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Observo, ainda, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) :MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “A parte ora recorrente, ao deduzir o presente recurso extraordinário, sustentou que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Observo, ainda, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 824942 AGR / RS parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer assim ementado: ‘Recurso extraordinário. Ação de indenização. Piso salarial profissional nacional para os professores do magistério público da educação básica. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Ausência de prequestionamento. Ilegitimidade passiva da União e incompetência da Justiça Federal. Questões decididas com base na legislação infraconstitucional. Precedentes. Parecer pelo desprovimento do recurso.’ Acolho, por seus próprios fundamentos, essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República. Registro, por oportuno, que se reveste de plena legitimidade jurídico-constitucional a adoção, no caso, da técnica da motivação ‘per relationem’ (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): ‘Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Supremo Tribunal Federal RE 824942 AGR / RS parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer assim ementado: ‘Recurso extraordinário. Ação de indenização. Piso salarial profissional nacional para os professores do magistério público da educação básica. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Ausência de prequestionamento. Ilegitimidade passiva da União e incompetência da Justiça Federal. Questões decididas com base na legislação infraconstitucional. Precedentes. Parecer pelo desprovimento do recurso.’ Acolho, por seus próprios fundamentos, essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República. Registro, por oportuno, que se reveste de plena legitimidade jurídico-constitucional a adoção, no caso, da técnica da motivação ‘per relationem’ (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): ‘Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 824942 AGR / RS incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.’ (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, pelas razões expostas, e considerando, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, não conheço do presente recurso extraordinário. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o conhecimento e o provimento do recurso extraordinário que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Supremo Tribunal Federal RE 824942 AGR / RS incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.’ (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, pelas razões expostas, e considerando, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, não conheço do presente recurso extraordinário. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o conhecimento e o provimento do recurso extraordinário que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. Como se sabe, a situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impõe-se registrar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão acha-se consagrado em acórdão proferido pela colenda Segunda Turma desta Suprema Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Interesse da União. Competência da Justiça Federal. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Jurisprudência da Corte é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal ou a análise de legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 811.365-AgR/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673057. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. Como se sabe, a situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impõe-se registrar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão acha-se consagrado em acórdão proferido pela colenda Segunda Turma desta Suprema Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Interesse da União. Competência da Justiça Federal. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Jurisprudência da Corte é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal ou a análise de legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 811.365-AgR/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 824942 AGR / RS Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673057. Supremo Tribunal Federal RE 824942 AGR / RS Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) : MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599270 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) : MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599270 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8696201
2015-05-26T00:00:00
2015-06-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. – A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária.
sjur309199
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL, DETERMINAR, INTERESSE DA UNIÃO) RE 811365 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 03/07/2015, MAD.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
824942
null
RE-AgR
acordaos
RE 824942 AgR
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AGTE.(S) : NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) : MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) :MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. – A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673055. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) :MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “A parte ora recorrente, ao deduzir o presente recurso extraordinário, sustentou que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Observo, ainda, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) :MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “A parte ora recorrente, ao deduzir o presente recurso extraordinário, sustentou que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Observo, ainda, por relevante, que a douta Procuradoria-Geral da República, ao opinar nesta causa, manifestou-se contrariamente à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer assim ementado: ‘Recurso extraordinário. Ação de indenização. Piso salarial profissional nacional para os professores do magistério público da educação básica. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Ausência de prequestionamento. Ilegitimidade passiva da União e incompetência da Justiça Federal. Questões decididas com base na legislação infraconstitucional. Precedentes. Parecer pelo desprovimento do recurso.’ Acolho, por seus próprios fundamentos, essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República. Registro, por oportuno, que se reveste de plena legitimidade jurídico-constitucional a adoção, no caso, da técnica da motivação ‘per relationem’ (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): ‘Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS parte ora recorrente, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer assim ementado: ‘Recurso extraordinário. Ação de indenização. Piso salarial profissional nacional para os professores do magistério público da educação básica. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Ausência de prequestionamento. Ilegitimidade passiva da União e incompetência da Justiça Federal. Questões decididas com base na legislação infraconstitucional. Precedentes. Parecer pelo desprovimento do recurso.’ Acolho, por seus próprios fundamentos, essa manifestação da douta Procuradoria-Geral da República. Registro, por oportuno, que se reveste de plena legitimidade jurídico-constitucional a adoção, no caso, da técnica da motivação ‘per relationem’ (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): ‘Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.’ (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, pelas razões expostas, e considerando, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, não conheço do presente recurso extraordinário. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o conhecimento e o provimento do recurso extraordinário que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.’ (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, pelas razões expostas, e considerando, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, não conheço do presente recurso extraordinário. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o conhecimento e o provimento do recurso extraordinário que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. Como se sabe, a situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impõe-se registrar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão acha-se consagrado em acórdão proferido pela colenda Segunda Turma desta Suprema Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Interesse da União. Competência da Justiça Federal. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Jurisprudência da Corte é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal ou a análise de legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 811.365-AgR/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673057. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. Como se sabe, a situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impõe-se registrar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão acha-se consagrado em acórdão proferido pela colenda Segunda Turma desta Suprema Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional e Processual Civil. Interesse da União. Competência da Justiça Federal. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A Jurisprudência da Corte é de que compete à Justiça Federal analisar a existência ou não de interesse jurídico da União em determinada demanda. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal ou a análise de legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 811.365-AgR/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673057. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) : MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599270 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.942 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NILZA LEAL VIANNA ADV.(A/S) : MARCOS LAGUNA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599270 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 942", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 942", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 942", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS", "HC 69 . 438 / SP", "HC 69 . 987 / SP", "HC 54 . 513 / DF", "Recurso Extraordinário 37 . 879 / MG", "Recurso Extraordinário 49 . 074 / MA", "Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS", "HC 69 . 438 / SP", "HC 69 . 987 / SP", "HC 54 . 513 / DF", "Recurso Extraordinário 37 . 879 / MG", "Recurso Extraordinário 49 . 074 / MA", "Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS", "AI 825 . 520 - AgR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS", "AI 825 . 520 - AgR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 811 . 365 - AgR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 942", "Recurso Extraordinário 811 . 365 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 824942 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 942", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 942" ], "LEGISLACAO": [ "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) :CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Gratificação de risco de vida. 3. Não cabe ao STF rever decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. Precedente: AI-QO 760.358. 4. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local. Leis estaduais 9.935 e 9.889 de 1993. Súmulas 279 e 280. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592955. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) :CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279 ao fundamento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-B do CPC. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez que o Tribunal a quo não se manifestou sobre a tese relativa ao vício de iniciativa da Lei n. 9.935/93. Ademais, sustenta-se que a discussão apresenta índole constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592956. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) :CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279 ao fundamento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-B do CPC. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez que o Tribunal a quo não se manifestou sobre a tese relativa ao vício de iniciativa da Lei n. 9.935/93. Ademais, sustenta-se que a discussão apresenta índole constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, vale ressaltar que o Pleno do STF consignou o seguinte sobre o juízo de admissibilidade na regência da repercussão geral: “Questão de ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-b, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, vale ressaltar que o Pleno do STF consignou o seguinte sobre o juízo de admissibilidade na regência da repercussão geral: “Questão de ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-b, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 877386 AGR / RS mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (AI 760358 QO, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe 12.2.2010). Nesses termos, a alegação referente ao art. 93, IX, da Constituição Federal, não comporta conhecimento, tendo em conta o disposto em juízo de admissibilidade à luz da sistemática da repercussão geral. De qualquer forma, verifico que a tese de inconstitucionalidade do diploma legal em questão foi explicitamente desacolhida, tanto no recurso inominado (fl. 73-v) quanto nos embargos declaratórios (fl. 86). Logo, não há negativa de prestação jurisdicional. Igualmente, observo que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável à espécie, notadamente as leis estaduais 9.935 e 9.889 de 1993, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplicam as súmulas 279 e 280. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. CLASSE ESPECIAL. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE VIDA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI ESTADUAL Nº 9.935/1993. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.7.2014. Inexiste violação do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Supremo Tribunal Federal ARE 877386 AGR / RS mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (AI 760358 QO, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe 12.2.2010). Nesses termos, a alegação referente ao art. 93, IX, da Constituição Federal, não comporta conhecimento, tendo em conta o disposto em juízo de admissibilidade à luz da sistemática da repercussão geral. De qualquer forma, verifico que a tese de inconstitucionalidade do diploma legal em questão foi explicitamente desacolhida, tanto no recurso inominado (fl. 73-v) quanto nos embargos declaratórios (fl. 86). Logo, não há negativa de prestação jurisdicional. Igualmente, observo que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável à espécie, notadamente as leis estaduais 9.935 e 9.889 de 1993, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplicam as súmulas 279 e 280. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. CLASSE ESPECIAL. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE VIDA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI ESTADUAL Nº 9.935/1993. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.7.2014. Inexiste violação do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 877386 AGR / RS artigo 93, IX, da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 861893 AgR, rel. min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 25.3.2015); “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. OFENSA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280-STF. I. - Questão constitucional posta no RE não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356- STF. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão assenta-se em interpretação de leis estaduais. Incidência da Súmula 280-STF. III. - A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido.” (AI 542891 AgR, rel. min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 3.2.2006); e, “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Supremo Tribunal Federal ARE 877386 AGR / RS artigo 93, IX, da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 861893 AgR, rel. min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 25.3.2015); “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. OFENSA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280-STF. I. - Questão constitucional posta no RE não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356- STF. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão assenta-se em interpretação de leis estaduais. Incidência da Súmula 280-STF. III. - A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido.” (AI 542891 AgR, rel. min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 3.2.2006); e, “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 877386 AGR / RS 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”(RE 637858 AgR, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 28.6.2011). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Supremo Tribunal Federal ARE 877386 AGR / RS 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”(RE 637858 AgR, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 28.6.2011). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) : CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590168 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) : CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617268
2015-05-19T00:00:00
2015-06-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Gratificação de risco de vida. 3. Não cabe ao STF rever decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. Precedente: AI-QO 760.358. 4. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local. Leis estaduais 9.935 e 9.889 de 1993. Súmulas 279 e 280. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur307250
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, APLICAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL) AI 760358 QO (TP). (GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE VIDA) AI 542891 AgR (2ªT), RE 637858 AgR (1ªT), ARE 861893 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 17/07/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
877386
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-009889 ANO-1993\n LEI ORDINÁRIA, RS\n\n", "LEG-EST LEI-009935 ANO-1993\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 877386 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) : CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) :CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Gratificação de risco de vida. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente: AI-QO 760.358. 4. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local. Leis estaduais 9.935 e 9.889 de 1993. Súmulas 279 e 280. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592955. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) :CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279 ao fundamento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez que o Tribunal a quo não se manifestou sobre a tese relativa ao vício de iniciativa da Lei n. 9.935/93. Ademais, sustenta-se que a discussão apresenta índole constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592956. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) :CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279 ao fundamento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez que o Tribunal a quo não se manifestou sobre a tese relativa ao vício de iniciativa da Lei n. 9.935/93. Ademais, sustenta-se que a discussão apresenta índole constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, vale ressaltar que o Pleno do Supremo Tribunal Federal consignou o seguinte sobre o juízo de admissibilidade na regência da repercussão geral: “Questão de ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-b, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, vale ressaltar que o Pleno do Supremo Tribunal Federal consignou o seguinte sobre o juízo de admissibilidade na regência da repercussão geral: “Questão de ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-b, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 877386 AGR / RS mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (AI 760358 QO, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe 12.2.2010). Nesses termos, a alegação referente ao art. 93, IX, da Constituição Federal, não comporta conhecimento, tendo em conta o disposto em juízo de admissibilidade à luz da sistemática da repercussão geral. De qualquer forma, verifico que a tese de inconstitucionalidade do diploma legal em questão foi explicitamente desacolhida, tanto no recurso inominado (fl. 73-v) quanto nos embargos declaratórios (fl. 86). Logo, não há negativa de prestação jurisdicional. Igualmente, observo que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável à espécie, notadamente as leis estaduais 9.935 e 9.889 de 1993, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplicam as súmulas 279 e 280. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. CLASSE ESPECIAL. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE VIDA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI ESTADUAL n 9.935/1993. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.7.2014. Inexiste violação do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Supremo Tribunal Federal ARE 877386 AGR / RS mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (AI 760358 QO, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe 12.2.2010). Nesses termos, a alegação referente ao art. 93, IX, da Constituição Federal, não comporta conhecimento, tendo em conta o disposto em juízo de admissibilidade à luz da sistemática da repercussão geral. De qualquer forma, verifico que a tese de inconstitucionalidade do diploma legal em questão foi explicitamente desacolhida, tanto no recurso inominado (fl. 73-v) quanto nos embargos declaratórios (fl. 86). Logo, não há negativa de prestação jurisdicional. Igualmente, observo que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável à espécie, notadamente as leis estaduais 9.935 e 9.889 de 1993, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplicam as súmulas 279 e 280. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. CLASSE ESPECIAL. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE VIDA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI ESTADUAL n 9.935/1993. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.7.2014. Inexiste violação do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 877386 AGR / RS artigo 93, IX, da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 861893 AgR, rel. min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 25.3.2015); “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. OFENSA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280-Supremo Tribunal Federal. I. - Questão constitucional posta no Recurso Extraordinário não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356- Supremo Tribunal Federal. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão assenta-se em interpretação de leis estaduais. Incidência da Súmula 280-Supremo Tribunal Federal. III. - A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido.” (AI 542891 AgR, rel. min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 3.2.2006); e, “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Supremo Tribunal Federal ARE 877386 AGR / RS artigo 93, IX, da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 861893 AgR, rel. min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 25.3.2015); “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. OFENSA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 280-Supremo Tribunal Federal. I. - Questão constitucional posta no Recurso Extraordinário não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356- Supremo Tribunal Federal. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão assenta-se em interpretação de leis estaduais. Incidência da Súmula 280-Supremo Tribunal Federal. III. - A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido.” (AI 542891 AgR, rel. min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 3.2.2006); e, “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 877386 AGR / RS 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”(Recurso Extraordinário 637858 AgR, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 28.6.2011). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Supremo Tribunal Federal ARE 877386 AGR / RS 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”(Recurso Extraordinário 637858 AgR, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 28.6.2011). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) : CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590168 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.386 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ROSELAINE DORNELES DE FREITAS ADV.(A/S) : CLARISSA KOLLET BRENNER E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877 . 386", "AI", "-", "QO 760 . 358", "AGRAVO 877 . 386", "ARE 877386 AGR", "AI 760358 QO", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 877386 AGR / RS", "AI 760358 QO", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 877386 AGR / RS", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 861893 AgR", "SÚMULA 280 - Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 - Supremo Tribunal Federal", "AI 542891 AgR", "ARE 877386 AGR", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 861893 AgR", "SÚMULA 280 - Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 - Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 - Supremo Tribunal Federal", "AI 542891 AgR", "Recurso Extraordinário 637858 AgR", "ARE 877386 AGR / RS 280", "Recurso Extraordinário 637858 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877 . 386" ], "LEGISLACAO": [ "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Leis", "estaduais 9 . 935", "9", ".", "889 de 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Lei n . 9 . 935 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) :EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE PORTARIA DE CONCESSÃO DE ANISTIA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/1999. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ DO DESTINATÁRIO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662262. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) :EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE PORTARIA DE CONCESSÃO DE ANISTIA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/1999. POSSIBILIDADE. PRECEDENTE. COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ DO DESTINATÁRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. INOCORRÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "No caso, o acórdão recorrido assentou que o prazo decadencial, previsto no art. 54 da Lei nº 9.784/99, não se aplica apenas nos casos em que comprovada a má-fé do administrado, o que não teria sido alegado nos autos. Importante notar que a União não refuta tal argumento, na medida em que não pretende rediscutir os fatos no sentido de apurar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662263. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) :EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE PORTARIA DE CONCESSÃO DE ANISTIA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/1999. POSSIBILIDADE. PRECEDENTE. COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ DO DESTINATÁRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. INOCORRÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "No caso, o acórdão recorrido assentou que o prazo decadencial, previsto no art. 54 da Lei nº 9.784/99, não se aplica apenas nos casos em que comprovada a má-fé do administrado, o que não teria sido alegado nos autos. Importante notar que a União não refuta tal argumento, na medida em que não pretende rediscutir os fatos no sentido de apurar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 853472 AGR / DF ocorrência, ou não, da má-fé do administrado. Com efeito, o recurso extraordinário restringe-se à tese de inaplicabilidade do art. 54, da Lei 9.784/99, diante de atos nulos e flagrantemente inconstitucionais, o que configura matéria unicamente de direito, e não de fato, como entendeu a decisão recorrida." (Fl. 3 do doc. 25). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662263. Supremo Tribunal Federal RE 853472 AGR / DF ocorrência, ou não, da má-fé do administrado. Com efeito, o recurso extraordinário restringe-se à tese de inaplicabilidade do art. 54, da Lei 9.784/99, diante de atos nulos e flagrantemente inconstitucionais, o que configura matéria unicamente de direito, e não de fato, como entendeu a decisão recorrida." (Fl. 3 do doc. 25). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão impugnada, o Supremo Tribunal Federal admite a incidência do prazo decadencial de cinco anos, previsto no artigo 54 da Lei nº 9.784/1999, para a instauração dos procedimentos que visem anular atos de anistia, salvo comprovada má-fé do interessado, a ser apurada em procedimento próprio, circunstância que eximirá a Administração da observância do prazo legal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada, transcrevo os seguintes julgados: "Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Anistia. Portaria Interministerial 134/2011. Violação de direito líquido e certo individual. Não configuração. Inaplicabilidade da decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É pacífico, na Suprema Corte, o entendimento firmado por ambas as Turmas de que a Portaria Interministerial 134/11 não ofende direito líquido e certo do anistiado, na medida em que apenas permite a instauração de procedimento de revisão da anistia concedida, com vistas a apurar ocorrências de eventuais ilegalidades. 2. Também não há que se falar em violação do art. 54 da Lei 9.784/99. A decadência pode ser afastada caso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão impugnada, o Supremo Tribunal Federal admite a incidência do prazo decadencial de cinco anos, previsto no artigo 54 da Lei nº 9.784/1999, para a instauração dos procedimentos que visem anular atos de anistia, salvo comprovada má-fé do interessado, a ser apurada em procedimento próprio, circunstância que eximirá a Administração da observância do prazo legal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada, transcrevo os seguintes julgados: "Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Anistia. Portaria Interministerial 134/2011. Violação de direito líquido e certo individual. Não configuração. Inaplicabilidade da decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É pacífico, na Suprema Corte, o entendimento firmado por ambas as Turmas de que a Portaria Interministerial 134/11 não ofende direito líquido e certo do anistiado, na medida em que apenas permite a instauração de procedimento de revisão da anistia concedida, com vistas a apurar ocorrências de eventuais ilegalidades. 2. Também não há que se falar em violação do art. 54 da Lei 9.784/99. A decadência pode ser afastada caso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 853472 AGR / DF configurada a má-fé do interessado, a qual deve ser analisada em procedimento próprio, respeitando-se as garantias da ampla defesa e do devido processo legal. 3. Agravo regimental não provido." (RMS 31.761-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 4/6/2014). "Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Administrativo. Revisão de Anistia Política. 3. Portaria interministerial 134/2011. Previsão de instauração do procedimento de revisão. Possibilidade. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a mera instauração de procedimento de revisão dos atos concessivos de anistia política, com fundamento na Portaria interministerial 134/2011, não caracteriza, por si só, violação a direito individual daqueles que já tiveram reconhecida sua condição de anistiado nos termos do previsto no art. 8º do ADCT e na Lei 10.559/2002. 4. Decadência administrativa. Improcedência da alegação. A verificação da incidência do art. 54 da Lei 9.784/99 demanda a aferição de ausência de má-fé do destinatário do ato, hipótese que só pode ser analisada em procedimento administrativo próprio e individualizado, respeitadas as garantias do contraditório e da ampla defesa. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (RMS 31.607-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014). Demais disso, a análise da presença ou ausência de má-fé na conduta do ora recorrido demandaria o incursionamento no conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279 do STF Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Supremo Tribunal Federal RE 853472 AGR / DF configurada a má-fé do interessado, a qual deve ser analisada em procedimento próprio, respeitando-se as garantias da ampla defesa e do devido processo legal. 3. Agravo regimental não provido." (RMS 31.761-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 4/6/2014). "Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Administrativo. Revisão de Anistia Política. 3. Portaria interministerial 134/2011. Previsão de instauração do procedimento de revisão. Possibilidade. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a mera instauração de procedimento de revisão dos atos concessivos de anistia política, com fundamento na Portaria interministerial 134/2011, não caracteriza, por si só, violação a direito individual daqueles que já tiveram reconhecida sua condição de anistiado nos termos do previsto no art. 8º do ADCT e na Lei 10.559/2002. 4. Decadência administrativa. Improcedência da alegação. A verificação da incidência do art. 54 da Lei 9.784/99 demanda a aferição de ausência de má-fé do destinatário do ato, hipótese que só pode ser analisada em procedimento administrativo próprio e individualizado, respeitadas as garantias do contraditório e da ampla defesa. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (RMS 31.607-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014). Demais disso, a análise da presença ou ausência de má-fé na conduta do ora recorrido demandaria o incursionamento no conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279 do STF Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 853472 AGR / DF verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ANISTIA POLÍTICA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999. EXCEÇÃO: MÁ-FÉ DO INTERESSADO. COMPROVAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (RE 784.731-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 23/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Supremo Tribunal Federal RE 853472 AGR / DF verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ANISTIA POLÍTICA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999. EXCEÇÃO: MÁ-FÉ DO INTERESSADO. COMPROVAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (RE 784.731-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 23/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) : EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644135 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) : EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644135 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8677894
2015-05-26T00:00:00
2015-06-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE PORTARIA DE CONCESSÃO DE ANISTIA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/1999. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ DO DESTINATÁRIO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur308566
- Acórdão(s) citado(s): (PRAZO DECADENCIAL, APLICAÇÃO, MÁ-FÉ) RMS 31761 AgR (1ªT), RMS 31607 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 03/07/2015, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
853472
[ "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 853472 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) : EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) :EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE PORTARIA DE CONCESSÃO DE ANISTIA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ARTIGO 54 DA LEI n 9.784/1999. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ DO DESTINATÁRIO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662262. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) :EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE PORTARIA DE CONCESSÃO DE ANISTIA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ARTIGO 54 DA LEI n 9.784/1999. POSSIBILIDADE. PRECEDENTE. COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ DO DESTINATÁRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. INOCORRÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "No caso, o acórdão recorrido assentou que o prazo decadencial, previsto no art. 54 da Lei n 9.784/99, não se aplica apenas nos casos em que comprovada a má-fé do administrado, o que não teria sido alegado nos autos. Importante notar que a União não refuta tal argumento, na medida em que não pretende rediscutir os fatos no sentido de apurar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662263. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) :EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE PORTARIA DE CONCESSÃO DE ANISTIA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ARTIGO 54 DA LEI n 9.784/1999. POSSIBILIDADE. PRECEDENTE. COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ DO DESTINATÁRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. INOCORRÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "No caso, o acórdão recorrido assentou que o prazo decadencial, previsto no art. 54 da Lei n 9.784/99, não se aplica apenas nos casos em que comprovada a má-fé do administrado, o que não teria sido alegado nos autos. Importante notar que a União não refuta tal argumento, na medida em que não pretende rediscutir os fatos no sentido de apurar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF ocorrência, ou não, da má-fé do administrado. Com efeito, o recurso extraordinário restringe-se à tese de inaplicabilidade do art. 54, da Lei 9.784/99, diante de atos nulos e flagrantemente inconstitucionais, o que configura matéria unicamente de direito, e não de fato, como entendeu a decisão recorrida." (Fl. 3 do doc. 25). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662263. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF ocorrência, ou não, da má-fé do administrado. Com efeito, o recurso extraordinário restringe-se à tese de inaplicabilidade do art. 54, da Lei 9.784/99, diante de atos nulos e flagrantemente inconstitucionais, o que configura matéria unicamente de direito, e não de fato, como entendeu a decisão recorrida." (Fl. 3 do doc. 25). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão impugnada, o Supremo Tribunal Federal admite a incidência do prazo decadencial de cinco anos, previsto no artigo 54 da Lei n 9.784/1999, para a instauração dos procedimentos que visem anular atos de anistia, salvo comprovada má-fé do interessado, a ser apurada em procedimento próprio, circunstância que eximirá a Administração da observância do prazo legal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada, transcrevo os seguintes julgados: "Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Anistia. Portaria Interministerial 134/2011. Violação de direito líquido e certo individual. Não configuração. Inaplicabilidade da decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É pacífico, na Suprema Corte, o entendimento firmado por ambas as Turmas de que a Portaria Interministerial 134/11 não ofende direito líquido e certo do anistiado, na medida em que apenas permite a instauração de procedimento de revisão da anistia concedida, com vistas a apurar ocorrências de eventuais ilegalidades. 2. Também não há que se falar em violação do art. 54 da Lei 9.784/99. A decadência pode ser afastada caso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão impugnada, o Supremo Tribunal Federal admite a incidência do prazo decadencial de cinco anos, previsto no artigo 54 da Lei n 9.784/1999, para a instauração dos procedimentos que visem anular atos de anistia, salvo comprovada má-fé do interessado, a ser apurada em procedimento próprio, circunstância que eximirá a Administração da observância do prazo legal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada, transcrevo os seguintes julgados: "Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Anistia. Portaria Interministerial 134/2011. Violação de direito líquido e certo individual. Não configuração. Inaplicabilidade da decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É pacífico, na Suprema Corte, o entendimento firmado por ambas as Turmas de que a Portaria Interministerial 134/11 não ofende direito líquido e certo do anistiado, na medida em que apenas permite a instauração de procedimento de revisão da anistia concedida, com vistas a apurar ocorrências de eventuais ilegalidades. 2. Também não há que se falar em violação do art. 54 da Lei 9.784/99. A decadência pode ser afastada caso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF configurada a má-fé do interessado, a qual deve ser analisada em procedimento próprio, respeitando-se as garantias da ampla defesa e do devido processo legal. 3. Agravo regimental não provido." (RMS 31.761-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 4/6/2014). "Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Administrativo. Revisão de Anistia Política. 3. Portaria interministerial 134/2011. Previsão de instauração do procedimento de revisão. Possibilidade. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a mera instauração de procedimento de revisão dos atos concessivos de anistia política, com fundamento na Portaria interministerial 134/2011, não caracteriza, por si só, violação a direito individual daqueles que já tiveram reconhecida sua condição de anistiado nos termos do previsto no art. 8... do ADCT e na Lei 10.559/2002. 4. Decadência administrativa. Improcedência da alegação. A verificação da incidência do art. 54 da Lei 9.784/99 demanda a aferição de ausência de má-fé do destinatário do ato, hipótese que só pode ser analisada em procedimento administrativo próprio e individualizado, respeitadas as garantias do contraditório e da ampla defesa. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (RMS 31.607-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014). Demais disso, a análise da presença ou ausência de má-fé na conduta do ora recorrido demandaria o incursionamento no conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF configurada a má-fé do interessado, a qual deve ser analisada em procedimento próprio, respeitando-se as garantias da ampla defesa e do devido processo legal. 3. Agravo regimental não provido." (RMS 31.761-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 4/6/2014). "Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Administrativo. Revisão de Anistia Política. 3. Portaria interministerial 134/2011. Previsão de instauração do procedimento de revisão. Possibilidade. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a mera instauração de procedimento de revisão dos atos concessivos de anistia política, com fundamento na Portaria interministerial 134/2011, não caracteriza, por si só, violação a direito individual daqueles que já tiveram reconhecida sua condição de anistiado nos termos do previsto no art. 8... do ADCT e na Lei 10.559/2002. 4. Decadência administrativa. Improcedência da alegação. A verificação da incidência do art. 54 da Lei 9.784/99 demanda a aferição de ausência de má-fé do destinatário do ato, hipótese que só pode ser analisada em procedimento administrativo próprio e individualizado, respeitadas as garantias do contraditório e da ampla defesa. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (RMS 31.607-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014). Demais disso, a análise da presença ou ausência de má-fé na conduta do ora recorrido demandaria o incursionamento no conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ANISTIA POLÍTICA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999. EXCEÇÃO: MÁ-FÉ DO INTERESSADO. COMPROVAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (Recurso Extraordinário 784.731-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 23/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ANISTIA POLÍTICA. DECADÊNCIA. INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999. EXCEÇÃO: MÁ-FÉ DO INTERESSADO. COMPROVAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (Recurso Extraordinário 784.731-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 23/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662264. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) : EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644135 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.472 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES ARAÚJO ADV.(A/S) : EVANDRO RUI DA SILVA COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644135 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853 . 472", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853 . 472", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853 . 472", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853 .", "Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF", "RMS 31 . 761 - AgR", "RMS 31 . 607 - AgR", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF", "RMS", "31", ".", "761", "-", "AgR", "RMS 31 . 607 - AgR", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 784 . 731 - AgR", "Recurso Extraordinário 853472 AGR / DF", "ADMINISTRATIVO", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "Recurso Extraordinário 784 . 731 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853 . 472", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853 . 472" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 54 DA LEI n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 54 DA LEI n 9 . 784 / 1999", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "54 DA LEI n 9 . 784 / 1999", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 , da Lei 9 . 784 / 99", "art . 54 , da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 1999", "Portaria Interministerial 134 / 2011", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Portaria Interministerial 134 / 11", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 1999", "Portaria Interministerial 134 / 2011", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Portaria Interministerial 134 / 11", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria interministerial 134 / 2011", "art . 8 . . . do ADCT", "Lei 10 . 559 / 2002", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :RAUL ARES ADV.(A/S) :ROBERTO ELIAS CURY EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DESAPROPRIAÇÃO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. INDENIZAÇÃO DA COBERTURA VEGETAL DEVIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588186. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :RAUL ARES ADV.(A/S) :ROBERTO ELIAS CURY R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.9.2003, a Ministra Ellen Gracie, então Relatora, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que determinara a inclusão, no valor da indenização por desapropriação, das áreas correspondentes à mata de preservação permanente e aos terrenos de marinha (fls. 1.500-1.501). 2. Publicada essa decisão no DJ de 9.10.2003 (fl. 1.502), o Estado de São Paulo interpõe, em 17.10.2003, tempestivamente, agravo regimental (fls. 1.504-1.511). 3. O Agravante alega que, ao contrário do contido na decisão agravada, “a jurisprudência da Corte não está sedimentada no sentido de que indenizáveis seriam todas e quaisquer matas de preservação permanente” (fl. 1.507). Assevera que “a interpretação sistemática desses dispositivos ainda não foi levada a efeito por esta Colenda Corte. (…) O RE 100.717, anterior à CF/88, que tem sido mal interpretado (…) para consagrar uma indústria de super indenizações pelo valor eivado de falsos em despropositadas cubagens de madeira” (fl. 1.509). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588187. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :RAUL ARES ADV.(A/S) :ROBERTO ELIAS CURY R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.9.2003, a Ministra Ellen Gracie, então Relatora, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que determinara a inclusão, no valor da indenização por desapropriação, das áreas correspondentes à mata de preservação permanente e aos terrenos de marinha (fls. 1.500-1.501). 2. Publicada essa decisão no DJ de 9.10.2003 (fl. 1.502), o Estado de São Paulo interpõe, em 17.10.2003, tempestivamente, agravo regimental (fls. 1.504-1.511). 3. O Agravante alega que, ao contrário do contido na decisão agravada, “a jurisprudência da Corte não está sedimentada no sentido de que indenizáveis seriam todas e quaisquer matas de preservação permanente” (fl. 1.507). Assevera que “a interpretação sistemática desses dispositivos ainda não foi levada a efeito por esta Colenda Corte. (…) O RE 100.717, anterior à CF/88, que tem sido mal interpretado (…) para consagrar uma indústria de super indenizações pelo valor eivado de falsos em despropositadas cubagens de madeira” (fl. 1.509). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 248052 AGR / SP Pondera que “o RE 134.297, relatado pelo Eminente Min. Celso de Mello, desafia ação rescisória por violação literal, dentre outros, do art. 5º, XXIV da CF/88, falsa perícia, dolo processual etc., rescisória esta em curso e relatada pelo Eminente Ministro Nelson Jobim (AR 1379), e cautelar que suspendeu os efeitos do paradigma (Pet 1347)” (fl. 1509). Argumenta que, “quanto aos terrenos de marinha, são eles de propriedade da União Federal, descabendo – por expressa norma constitucional – qualquer indenização sobre eles, eis que não pertencem ao domínio particular” (fl. 1.510). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em 23.6.2006 substituí a Ministra Ellen Gracie na relatoria deste processo, em conformidade com o art. 38 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (fl. 1.532). 5. Em 22.6.2009, determinei o sobrestamento dos autos, para aguardar-se o julgamento dos Embargos de Divergência no Recurso Extraordinário n. 267.817 (fls. 1.554-1.555). Em 20.5.2014, o Agravado protocolou petição pela qual requereu o prosseguimento do julgamento deste recurso por ter sido finalizado o julgamento dos embargos de divergência (fl. 1.568). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588187. Supremo Tribunal Federal RE 248052 AGR / SP Pondera que “o RE 134.297, relatado pelo Eminente Min. Celso de Mello, desafia ação rescisória por violação literal, dentre outros, do art. 5º, XXIV da CF/88, falsa perícia, dolo processual etc., rescisória esta em curso e relatada pelo Eminente Ministro Nelson Jobim (AR 1379), e cautelar que suspendeu os efeitos do paradigma (Pet 1347)” (fl. 1509). Argumenta que, “quanto aos terrenos de marinha, são eles de propriedade da União Federal, descabendo – por expressa norma constitucional – qualquer indenização sobre eles, eis que não pertencem ao domínio particular” (fl. 1.510). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em 23.6.2006 substituí a Ministra Ellen Gracie na relatoria deste processo, em conformidade com o art. 38 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (fl. 1.532). 5. Em 22.6.2009, determinei o sobrestamento dos autos, para aguardar-se o julgamento dos Embargos de Divergência no Recurso Extraordinário n. 267.817 (fls. 1.554-1.555). Em 20.5.2014, o Agravado protocolou petição pela qual requereu o prosseguimento do julgamento deste recurso por ter sido finalizado o julgamento dos embargos de divergência (fl. 1.568). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Os embargos de divergência opostos no Recurso Extraordinário n. 267.817, Relator o Ministro Teori Zavascki, foram inadmitidos por decisão monocrática publicada no DJe de 8.5.2014 e transitada em julgado. Assim, não subsiste razão para o sobrestamento do presente recurso. 3. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “Na desapropriação, contudo, surge, para os expropriados, parcial atendimento ao pedido de reforma. O Magistrado negou pedido indenizatório (fls. 841) quanto às matas de preservação permanente, sem deixar de ressalvar o respeito a julgados no sentido contrário (fls. 840/841). É verdade, os há, e muitos. Especialmente os proferidos pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, a qual corrente, data venia, os filiamos, sob vários argumentos. O principal deles reside no fato de que as matas não têm por fim precípuo a finalidade do corte. Têm as matas, até porque preservadas, finalidade mais nobre e, por esta razão, seu valor intrínseco, o valor ecológico se expande a benefício da saúde, do lazer, do turismo, que ao proprietário se arrebata. Neste diapasão, pouco importa a dificuldade do desmatamento – pernicioso que é – pouco importam as dificuldades das trilhas e do acesso, até pelas canoas e barcos. O valor existe lá, no local, aliás, sagrado habitat da riquíssima fauna, isto se o interesse menos ex comercium não considerá-la simplesmente sem valor porque se tratam de res extra comercium. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Os embargos de divergência opostos no Recurso Extraordinário n. 267.817, Relator o Ministro Teori Zavascki, foram inadmitidos por decisão monocrática publicada no DJe de 8.5.2014 e transitada em julgado. Assim, não subsiste razão para o sobrestamento do presente recurso. 3. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “Na desapropriação, contudo, surge, para os expropriados, parcial atendimento ao pedido de reforma. O Magistrado negou pedido indenizatório (fls. 841) quanto às matas de preservação permanente, sem deixar de ressalvar o respeito a julgados no sentido contrário (fls. 840/841). É verdade, os há, e muitos. Especialmente os proferidos pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, a qual corrente, data venia, os filiamos, sob vários argumentos. O principal deles reside no fato de que as matas não têm por fim precípuo a finalidade do corte. Têm as matas, até porque preservadas, finalidade mais nobre e, por esta razão, seu valor intrínseco, o valor ecológico se expande a benefício da saúde, do lazer, do turismo, que ao proprietário se arrebata. Neste diapasão, pouco importa a dificuldade do desmatamento – pernicioso que é – pouco importam as dificuldades das trilhas e do acesso, até pelas canoas e barcos. O valor existe lá, no local, aliás, sagrado habitat da riquíssima fauna, isto se o interesse menos ex comercium não considerá-la simplesmente sem valor porque se tratam de res extra comercium. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 248052 AGR / SP Quanto à ‘área de marinha’, é também indenizável face ao patente cerceamento de uso da propriedade. Inexistiu sentença condicional uma vez que a decisão limitou-se a impor ao expropriado a demonstração do seu direito à indenização, em face da decisão da Egrégia Corregedoria-Geral da Justiça que suspendeu títulos aquisitivos. É uma supressão do direito de propriedade que, à evidência precisa ser indenizada, com a avaliação das matas, todas, as de preservação, como as demais. A avaliação fica, pois, mantida, devendo-se-lhe acrescer à da terra nua, também da cobertura vegetal” (fls. 1.085-1.088). 4. Como afirmado na decisão agravada, a decisão do Tribunal de origem quanto à possibilidade de indenizar áreas de cobertura vegetal ou de matas de preservação permanente está em harmonia com a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ESTAÇÃO ECOLÓGICA - RESERVA FLORESTAL NA SERRA DO MAR - PATRIMÔNIO NACIONAL (CF, ART. 225, PAR.4.) - LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA QUE AFETA O CONTEÚDO ECONÔMICO DO DIREITO DE PROPRIEDADE - DIREITO DO PROPRIETÁRIO À INDENIZAÇÃO - DEVER ESTATAL DE RESSARCIR OS PREJUÍZOS DE ORDEM PATRIMONIAL SOFRIDOS PELO PARTICULAR - RE NÃO CONHECIDO. - Incumbe ao Poder Público o dever constitucional de proteger a flora e de adotar as necessárias medidas que visem a coibir praticas lesivas ao equilíbrio ambiental. Esse encargo, contudo, não exonera o Estado da obrigação de indenizar os proprietários cujos imóveis venham a ser afetados, em sua potencialidade econômica, pelas limitações impostas pela Administração Pública. (...) - Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado: a consagração constitucional de um tipico direito de terceira geração (CF, art. 225, caput)” (RE 134.297, Relator o Ministro Celso de Mello, Primeira Turma, DJ 22.9.1995). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTAÇÃO ECOLÓGICA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal RE 248052 AGR / SP Quanto à ‘área de marinha’, é também indenizável face ao patente cerceamento de uso da propriedade. Inexistiu sentença condicional uma vez que a decisão limitou-se a impor ao expropriado a demonstração do seu direito à indenização, em face da decisão da Egrégia Corregedoria-Geral da Justiça que suspendeu títulos aquisitivos. É uma supressão do direito de propriedade que, à evidência precisa ser indenizada, com a avaliação das matas, todas, as de preservação, como as demais. A avaliação fica, pois, mantida, devendo-se-lhe acrescer à da terra nua, também da cobertura vegetal” (fls. 1.085-1.088). 4. Como afirmado na decisão agravada, a decisão do Tribunal de origem quanto à possibilidade de indenizar áreas de cobertura vegetal ou de matas de preservação permanente está em harmonia com a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ESTAÇÃO ECOLÓGICA - RESERVA FLORESTAL NA SERRA DO MAR - PATRIMÔNIO NACIONAL (CF, ART. 225, PAR.4.) - LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA QUE AFETA O CONTEÚDO ECONÔMICO DO DIREITO DE PROPRIEDADE - DIREITO DO PROPRIETÁRIO À INDENIZAÇÃO - DEVER ESTATAL DE RESSARCIR OS PREJUÍZOS DE ORDEM PATRIMONIAL SOFRIDOS PELO PARTICULAR - RE NÃO CONHECIDO. - Incumbe ao Poder Público o dever constitucional de proteger a flora e de adotar as necessárias medidas que visem a coibir praticas lesivas ao equilíbrio ambiental. Esse encargo, contudo, não exonera o Estado da obrigação de indenizar os proprietários cujos imóveis venham a ser afetados, em sua potencialidade econômica, pelas limitações impostas pela Administração Pública. (...) - Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado: a consagração constitucional de um tipico direito de terceira geração (CF, art. 225, caput)” (RE 134.297, Relator o Ministro Celso de Mello, Primeira Turma, DJ 22.9.1995). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTAÇÃO ECOLÓGICA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 248052 AGR / SP JURÉIA-ITATINS. DESAPROPRIAÇÃO. MATAS SUJEITAS À PRESERVAÇÃO PERMANENTE. VEGETAÇÃO DE COBERTURA. INDENIZAÇÃO DEVIDA. 1. Desapropriação. Cobertura vegetal sujeita a limitação legal. A vedação de atividade extrativista não elimina o valor econômico das matas preservadas, nem lhes retira do patrimônio do proprietário. 2. Impossível considerar essa vegetação como elemento neutro na apuração do valor devido pelo Estado expropriante. A inexistência de qualquer indenização sobre a parcela de cobertura vegetal sujeita a preservação permanente implica violação aos postulados que asseguram os direito de propriedade e a justa indenização (CF, artigo 5º, incisos XXII e XXIV). 3. Reexame de fatos e provas técnicas em sede extraordinária. Inadmissibilidade. Retorno dos autos ao Tribunal de origem para que profira nova decisão, como entender de direito, considerando os parâmetros jurídicos ora fixados. Recurso extraordinário conhecido em parte e, nesta, provido” (RE 267.817, Relator o Ministro Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.11.2002). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. ÁREA SUJEITA À PRESERVAÇÃO PERMANENTE. INDENIZAÇÃO DEVIDA. 1. A área de cobertura vegetal sujeita à limitação legal e, consequentemente à vedação de atividade extrativista não elimina o valor econômico das matas protegidas. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 677.647-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 6.6.2008). “AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. PRINCÍPIO DA JUSTA INDENIZAÇÃO. MATAS PRESERVADAS. VALOR ECONÔMICO. REEXAME DE QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. À luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, as matas preservadas têm valor econômico que deve ser considerado na indenização relativa à desapropriação. Assim, não há que se falar em violação do princípio da justa indenização. Questão de âmbito infraconstitucional. JUROS COMPENSATÓRIOS. AJUIZAMENTO DE AÇÃO EM DATA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal RE 248052 AGR / SP JURÉIA-ITATINS. DESAPROPRIAÇÃO. MATAS SUJEITAS À PRESERVAÇÃO PERMANENTE. VEGETAÇÃO DE COBERTURA. INDENIZAÇÃO DEVIDA. 1. Desapropriação. Cobertura vegetal sujeita a limitação legal. A vedação de atividade extrativista não elimina o valor econômico das matas preservadas, nem lhes retira do patrimônio do proprietário. 2. Impossível considerar essa vegetação como elemento neutro na apuração do valor devido pelo Estado expropriante. A inexistência de qualquer indenização sobre a parcela de cobertura vegetal sujeita a preservação permanente implica violação aos postulados que asseguram os direito de propriedade e a justa indenização (CF, artigo 5º, incisos XXII e XXIV). 3. Reexame de fatos e provas técnicas em sede extraordinária. Inadmissibilidade. Retorno dos autos ao Tribunal de origem para que profira nova decisão, como entender de direito, considerando os parâmetros jurídicos ora fixados. Recurso extraordinário conhecido em parte e, nesta, provido” (RE 267.817, Relator o Ministro Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.11.2002). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. ÁREA SUJEITA À PRESERVAÇÃO PERMANENTE. INDENIZAÇÃO DEVIDA. 1. A área de cobertura vegetal sujeita à limitação legal e, consequentemente à vedação de atividade extrativista não elimina o valor econômico das matas protegidas. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 677.647-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 6.6.2008). “AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. PRINCÍPIO DA JUSTA INDENIZAÇÃO. MATAS PRESERVADAS. VALOR ECONÔMICO. REEXAME DE QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. À luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, as matas preservadas têm valor econômico que deve ser considerado na indenização relativa à desapropriação. Assim, não há que se falar em violação do princípio da justa indenização. Questão de âmbito infraconstitucional. JUROS COMPENSATÓRIOS. AJUIZAMENTO DE AÇÃO EM DATA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 248052 AGR / SP ANTERIOR À VIGÊNCIA DA MEDIDA PROVISÓRIA 1.632-7, DE 12.12.1997. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A demanda foi ajuizada em data anterior à da modificação implementada pela Medida Provisória 1.632-7, de 12.12.1997. Conclui-se, portanto, que a questão relativa à aplicabilidade da referida medida provisória tem natureza infraconstitucional. TAXA DE JUROS COMPENSATÓRIOS. DOZE POR CENTO AO ANO. SÚMULA 618 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Na desapropriação, direta ou indireta, a taxa dos juros compensatórios é de 12% ao ano. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 295.072-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.11.2009). 5. Quanto à indenização dos “terrenos de marinha”, a Ministra Relatora adotou o parecer do Subprocurador-Geral da República, Paulo de Tarso Braz Lucas, que opinara pelo não conhecimento do recurso extraordinário do Agravante, em manifestação fundamentada nos seguintes termos: “Já no tocante à indenizabilidade da área de marinha (fls. 1088, in limine), como os embargos declaratórios de fls. 1101/1106 foram rejeitados, a obscuridade quanto ao sentido da referida expressão permanece, e como o recurso especial do ora recorrente (fls. 1160/1169) não vingou, a matéria, no ponto, se não está preclusa, esbarra no óbice da Súmula 279-STF. É que embora os recorridos tenham asseverado às fls. 1304/1305 que a mencionada ‘área de marinha’, na verdade refere-se aos ‘terrenos reservados’ do art. 14 do Código de Águas – Decreto nº 24.643/34, nada disso pode ser inferido pela simples leitura do aresto recorrido, a não ser que se reexaminem os fatos e provas dos autos. Ora, uma coisa são os terrenos de marinha, bens da União que sequer poderiam pertencer aos recorridos (CF, art. 20, VII; Decreto nº 24.643/34, arts. 11 e 13; e Decreto-Lei nº 9.760/46, art. 2º). Outra, bem diferente são os terrenos reservados (Decreto nº 24.643/34, arts. 11 e 14; e Decreto-Lei nº 9.760/46, art. 4º), insuscetíveis de indenização por desapropriação (v. Súmula 479- STF e RE nº 88.698, Rel. Min. Décio Miranda, DJ 06.04.79, em que pese o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça no âmbito de vários 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal RE 248052 AGR / SP ANTERIOR À VIGÊNCIA DA MEDIDA PROVISÓRIA 1.632-7, DE 12.12.1997. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A demanda foi ajuizada em data anterior à da modificação implementada pela Medida Provisória 1.632-7, de 12.12.1997. Conclui-se, portanto, que a questão relativa à aplicabilidade da referida medida provisória tem natureza infraconstitucional. TAXA DE JUROS COMPENSATÓRIOS. DOZE POR CENTO AO ANO. SÚMULA 618 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Na desapropriação, direta ou indireta, a taxa dos juros compensatórios é de 12% ao ano. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 295.072-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.11.2009). 5. Quanto à indenização dos “terrenos de marinha”, a Ministra Relatora adotou o parecer do Subprocurador-Geral da República, Paulo de Tarso Braz Lucas, que opinara pelo não conhecimento do recurso extraordinário do Agravante, em manifestação fundamentada nos seguintes termos: “Já no tocante à indenizabilidade da área de marinha (fls. 1088, in limine), como os embargos declaratórios de fls. 1101/1106 foram rejeitados, a obscuridade quanto ao sentido da referida expressão permanece, e como o recurso especial do ora recorrente (fls. 1160/1169) não vingou, a matéria, no ponto, se não está preclusa, esbarra no óbice da Súmula 279-STF. É que embora os recorridos tenham asseverado às fls. 1304/1305 que a mencionada ‘área de marinha’, na verdade refere-se aos ‘terrenos reservados’ do art. 14 do Código de Águas – Decreto nº 24.643/34, nada disso pode ser inferido pela simples leitura do aresto recorrido, a não ser que se reexaminem os fatos e provas dos autos. Ora, uma coisa são os terrenos de marinha, bens da União que sequer poderiam pertencer aos recorridos (CF, art. 20, VII; Decreto nº 24.643/34, arts. 11 e 13; e Decreto-Lei nº 9.760/46, art. 2º). Outra, bem diferente são os terrenos reservados (Decreto nº 24.643/34, arts. 11 e 14; e Decreto-Lei nº 9.760/46, art. 4º), insuscetíveis de indenização por desapropriação (v. Súmula 479- STF e RE nº 88.698, Rel. Min. Décio Miranda, DJ 06.04.79, em que pese o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça no âmbito de vários 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 248052 AGR / SP julgados, de que são exemplos o AGRESP nº 396.620-PR, DJ de 31.3.2003, e o RESP nº 35.509-SP, DJ de 20.03.2000). E isso tudo, de resto, parece indicar que, no particular, a controvérsia tampouco possui a pretendida dimensão constitucional” (fl. 1.498). Esse fundamento não foi impugnado pelo Agravante no agravo regimental, pelo que o recurso interposto se mostra incabível. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INCABÍVEL O RECURSO QUE NÃO INFIRMA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 785.243-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.3.2014). “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA. Lei nº 10.165, de 27.12.2000. Constitucionalidade. Precedente do Plenário. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega- se provimento a agravo regimental quando a parte agravante não infirma os fundamentos adotados na decisão agravada. 2. RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar a agravante a pagar multa ao agravado” (RE 421.279-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 2.6.2006). 6. Na Ação Rescisória n. 1.379, ajuizada pelo Estado de São Paulo, as partes celebraram acordo, que foi homologado, o processo foi extinto e a decisão transitou em julgado em 23.11.2006. A Pet 1.347 foi extinta pela celebração de acordo na ação principal (AR 1.379). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal RE 248052 AGR / SP julgados, de que são exemplos o AGRESP nº 396.620-PR, DJ de 31.3.2003, e o RESP nº 35.509-SP, DJ de 20.03.2000). E isso tudo, de resto, parece indicar que, no particular, a controvérsia tampouco possui a pretendida dimensão constitucional” (fl. 1.498). Esse fundamento não foi impugnado pelo Agravante no agravo regimental, pelo que o recurso interposto se mostra incabível. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INCABÍVEL O RECURSO QUE NÃO INFIRMA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 785.243-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.3.2014). “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA. Lei nº 10.165, de 27.12.2000. Constitucionalidade. Precedente do Plenário. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega- se provimento a agravo regimental quando a parte agravante não infirma os fundamentos adotados na decisão agravada. 2. RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar a agravante a pagar multa ao agravado” (RE 421.279-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 2.6.2006). 6. Na Ação Rescisória n. 1.379, ajuizada pelo Estado de São Paulo, as partes celebraram acordo, que foi homologado, o processo foi extinto e a decisão transitou em julgado em 23.11.2006. A Pet 1.347 foi extinta pela celebração de acordo na ação principal (AR 1.379). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 248052 AGR / SP 7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal RE 248052 AGR / SP 7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : RAUL ARES ADV.(A/S) : ROBERTO ELIAS CURY Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534528 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : RAUL ARES ADV.(A/S) : ROBERTO ELIAS CURY Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617499
2015-05-19T00:00:00
2015-06-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DESAPROPRIAÇÃO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. INDENIZAÇÃO DA COBERTURA VEGETAL DEVIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur307245
- Acórdão(s) citado(s): (DESAPROPRIAÇÃO, ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE) RE 134297 (1ªT), RE 267817 (2ªT), AI 295072 AgR (2ªT), AI 677647 AgR (2ªT). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) RE 421279 AgR (1ªT), ARE 785243 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 01/07/2015, MAD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
248052
null
RE-AgR
acordaos
RE 248052 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : RAUL ARES ADV.(A/S) : ROBERTO ELIAS CURY
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Ementa e Acórdão 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :RAUL ARES ADV.(A/S) :ROBERTO ELIAS CURY EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DESAPROPRIAÇÃO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. INDENIZAÇÃO DA COBERTURA VEGETAL DEVIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 19 de maio de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588186. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :RAUL ARES ADV.(A/S) :ROBERTO ELIAS CURY R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.9.2003, a Ministra Ellen Gracie, então Relatora, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que determinara a inclusão, no valor da indenização por desapropriação, das áreas correspondentes à mata de preservação permanente e aos terrenos de marinha (fls. 1.500-1.501). 2. Publicada essa decisão no DJ de 9.10.2003 (fl. 1.502), o Estado de São Paulo interpõe, em 17.10.2003, tempestivamente, agravo regimental (fls. 1.504-1.511). 3. O Agravante alega que, ao contrário do contido na decisão agravada, “a jurisprudência da Corte não está sedimentada no sentido de que indenizáveis seriam todas e quaisquer matas de preservação permanente” (fl. 1.507). Assevera que “a interpretação sistemática desses dispositivos ainda não foi levada a efeito por esta Colenda Corte. (…) O Recurso Extraordinário 100.717, anterior à Constituição Federal de 1988/88, que tem sido mal interpretado (…) para consagrar uma indústria de super indenizações pelo valor eivado de falsos em despropositadas cubagens de madeira” (fl. 1.509). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588187. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :RAUL ARES ADV.(A/S) :ROBERTO ELIAS CURY R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.9.2003, a Ministra Ellen Gracie, então Relatora, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que determinara a inclusão, no valor da indenização por desapropriação, das áreas correspondentes à mata de preservação permanente e aos terrenos de marinha (fls. 1.500-1.501). 2. Publicada essa decisão no DJ de 9.10.2003 (fl. 1.502), o Estado de São Paulo interpõe, em 17.10.2003, tempestivamente, agravo regimental (fls. 1.504-1.511). 3. O Agravante alega que, ao contrário do contido na decisão agravada, “a jurisprudência da Corte não está sedimentada no sentido de que indenizáveis seriam todas e quaisquer matas de preservação permanente” (fl. 1.507). Assevera que “a interpretação sistemática desses dispositivos ainda não foi levada a efeito por esta Colenda Corte. (…) O Recurso Extraordinário 100.717, anterior à Constituição Federal de 1988/88, que tem sido mal interpretado (…) para consagrar uma indústria de super indenizações pelo valor eivado de falsos em despropositadas cubagens de madeira” (fl. 1.509). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP Pondera que “o Recurso Extraordinário 134.297, relatado pelo Eminente Min. Celso de Mello, desafia ação rescisória por violação literal, dentre outros, do art. 5..., XXIV da Constituição Federal de 1988/88, falsa perícia, dolo processual etc., rescisória esta em curso e relatada pelo Eminente Ministro Nelson Jobim (AR 1379), e cautelar que suspendeu os efeitos do paradigma (Pet 1347)” (fl. 1509). Argumenta que, “quanto aos terrenos de marinha, são eles de propriedade da União Federal, descabendo – por expressa norma constitucional – qualquer indenização sobre eles, eis que não pertencem ao domínio particular” (fl. 1.510). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em 23.6.2006 substituí a Ministra Ellen Gracie na relatoria deste processo, em conformidade com o art. 38 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (fl. 1.532). 5. Em 22.6.2009, determinei o sobrestamento dos autos, para aguardar-se o julgamento dos Embargos de Divergência no Recurso Extraordinário n. 267.817 (fls. 1.554-1.555). Em 20.5.2014, o Agravado protocolou petição pela qual requereu o prosseguimento do julgamento deste recurso por ter sido finalizado o julgamento dos embargos de divergência (fl. 1.568). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588187. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP Pondera que “o Recurso Extraordinário 134.297, relatado pelo Eminente Min. Celso de Mello, desafia ação rescisória por violação literal, dentre outros, do art. 5..., XXIV da Constituição Federal de 1988/88, falsa perícia, dolo processual etc., rescisória esta em curso e relatada pelo Eminente Ministro Nelson Jobim (AR 1379), e cautelar que suspendeu os efeitos do paradigma (Pet 1347)” (fl. 1509). Argumenta que, “quanto aos terrenos de marinha, são eles de propriedade da União Federal, descabendo – por expressa norma constitucional – qualquer indenização sobre eles, eis que não pertencem ao domínio particular” (fl. 1.510). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em 23.6.2006 substituí a Ministra Ellen Gracie na relatoria deste processo, em conformidade com o art. 38 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (fl. 1.532). 5. Em 22.6.2009, determinei o sobrestamento dos autos, para aguardar-se o julgamento dos Embargos de Divergência no Recurso Extraordinário n. 267.817 (fls. 1.554-1.555). Em 20.5.2014, o Agravado protocolou petição pela qual requereu o prosseguimento do julgamento deste recurso por ter sido finalizado o julgamento dos embargos de divergência (fl. 1.568). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Os embargos de divergência opostos no Recurso Extraordinário n. 267.817, Relator o Ministro Teori Zavascki, foram inadmitidos por decisão monocrática publicada no DJe de 8.5.2014 e transitada em julgado. Assim, não subsiste razão para o sobrestamento do presente recurso. 3. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “Na desapropriação, contudo, surge, para os expropriados, parcial atendimento ao pedido de reforma. O Magistrado negou pedido indenizatório (fls. 841) quanto às matas de preservação permanente, sem deixar de ressalvar o respeito a julgados no sentido contrário (fls. 840/841). É verdade, os há, e muitos. Especialmente os proferidos pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, a qual corrente, data venia, os filiamos, sob vários argumentos. O principal deles reside no fato de que as matas não têm por fim precípuo a finalidade do corte. Têm as matas, até porque preservadas, finalidade mais nobre e, por esta razão, seu valor intrínseco, o valor ecológico se expande a benefício da saúde, do lazer, do turismo, que ao proprietário se arrebata. Neste diapasão, pouco importa a dificuldade do desmatamento – pernicioso que é – pouco importam as dificuldades das trilhas e do acesso, até pelas canoas e barcos. O valor existe lá, no local, aliás, sagrado habitat da riquíssima fauna, isto se o interesse menos ex comercium não considerá-la simplesmente sem valor porque se tratam de res extra comercium. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Os embargos de divergência opostos no Recurso Extraordinário n. 267.817, Relator o Ministro Teori Zavascki, foram inadmitidos por decisão monocrática publicada no DJe de 8.5.2014 e transitada em julgado. Assim, não subsiste razão para o sobrestamento do presente recurso. 3. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “Na desapropriação, contudo, surge, para os expropriados, parcial atendimento ao pedido de reforma. O Magistrado negou pedido indenizatório (fls. 841) quanto às matas de preservação permanente, sem deixar de ressalvar o respeito a julgados no sentido contrário (fls. 840/841). É verdade, os há, e muitos. Especialmente os proferidos pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, a qual corrente, data venia, os filiamos, sob vários argumentos. O principal deles reside no fato de que as matas não têm por fim precípuo a finalidade do corte. Têm as matas, até porque preservadas, finalidade mais nobre e, por esta razão, seu valor intrínseco, o valor ecológico se expande a benefício da saúde, do lazer, do turismo, que ao proprietário se arrebata. Neste diapasão, pouco importa a dificuldade do desmatamento – pernicioso que é – pouco importam as dificuldades das trilhas e do acesso, até pelas canoas e barcos. O valor existe lá, no local, aliás, sagrado habitat da riquíssima fauna, isto se o interesse menos ex comercium não considerá-la simplesmente sem valor porque se tratam de res extra comercium. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP Quanto à ‘área de marinha’, é também indenizável face ao patente cerceamento de uso da propriedade. Inexistiu sentença condicional uma vez que a decisão limitou-se a impor ao expropriado a demonstração do seu direito à indenização, em face da decisão da Egrégia Corregedoria-Geral da Justiça que suspendeu títulos aquisitivos. É uma supressão do direito de propriedade que, à evidência precisa ser indenizada, com a avaliação das matas, todas, as de preservação, como as demais. A avaliação fica, pois, mantida, devendo-se-lhe acrescer à da terra nua, também da cobertura vegetal” (fls. 1.085-1.088). 4. Como afirmado na decisão agravada, a decisão do Tribunal de origem quanto à possibilidade de indenizar áreas de cobertura vegetal ou de matas de preservação permanente está em harmonia com a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ESTAÇÃO ECOLÓGICA - RESERVA FLORESTAL NA SERRA DO MAR - PATRIMÔNIO NACIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 225, PAR.4.) - LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA QUE AFETA O CONTEÚDO ECONÔMICO DO DIREITO DE PROPRIEDADE - DIREITO DO PROPRIETÁRIO À INDENIZAÇÃO - DEVER ESTATAL DE RESSARCIR OS PREJUÍZOS DE ORDEM PATRIMONIAL SOFRIDOS PELO PARTICULAR - Recurso Extraordinário NÃO CONHECIDO. - Incumbe ao Poder Público o dever constitucional de proteger a flora e de adotar as necessárias medidas que visem a coibir praticas lesivas ao equilíbrio ambiental. Esse encargo, contudo, não exonera o Estado da obrigação de indenizar os proprietários cujos imóveis venham a ser afetados, em sua potencialidade econômica, pelas limitações impostas pela Administração Pública. (...) - Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado: a consagração constitucional de um tipico direito de terceira geração (Constituição Federal de 1988, art. 225, caput)” (Recurso Extraordinário 134.297, Relator o Ministro Celso de Mello, Primeira Turma, DJ 22.9.1995). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTAÇÃO ECOLÓGICA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP Quanto à ‘área de marinha’, é também indenizável face ao patente cerceamento de uso da propriedade. Inexistiu sentença condicional uma vez que a decisão limitou-se a impor ao expropriado a demonstração do seu direito à indenização, em face da decisão da Egrégia Corregedoria-Geral da Justiça que suspendeu títulos aquisitivos. É uma supressão do direito de propriedade que, à evidência precisa ser indenizada, com a avaliação das matas, todas, as de preservação, como as demais. A avaliação fica, pois, mantida, devendo-se-lhe acrescer à da terra nua, também da cobertura vegetal” (fls. 1.085-1.088). 4. Como afirmado na decisão agravada, a decisão do Tribunal de origem quanto à possibilidade de indenizar áreas de cobertura vegetal ou de matas de preservação permanente está em harmonia com a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ESTAÇÃO ECOLÓGICA - RESERVA FLORESTAL NA SERRA DO MAR - PATRIMÔNIO NACIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 225, PAR.4.) - LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA QUE AFETA O CONTEÚDO ECONÔMICO DO DIREITO DE PROPRIEDADE - DIREITO DO PROPRIETÁRIO À INDENIZAÇÃO - DEVER ESTATAL DE RESSARCIR OS PREJUÍZOS DE ORDEM PATRIMONIAL SOFRIDOS PELO PARTICULAR - Recurso Extraordinário NÃO CONHECIDO. - Incumbe ao Poder Público o dever constitucional de proteger a flora e de adotar as necessárias medidas que visem a coibir praticas lesivas ao equilíbrio ambiental. Esse encargo, contudo, não exonera o Estado da obrigação de indenizar os proprietários cujos imóveis venham a ser afetados, em sua potencialidade econômica, pelas limitações impostas pela Administração Pública. (...) - Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado: a consagração constitucional de um tipico direito de terceira geração (Constituição Federal de 1988, art. 225, caput)” (Recurso Extraordinário 134.297, Relator o Ministro Celso de Mello, Primeira Turma, DJ 22.9.1995). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTAÇÃO ECOLÓGICA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP JURÉIA-ITATINS. DESAPROPRIAÇÃO. MATAS SUJEITAS À PRESERVAÇÃO PERMANENTE. VEGETAÇÃO DE COBERTURA. INDENIZAÇÃO DEVIDA. 1. Desapropriação. Cobertura vegetal sujeita a limitação legal. A vedação de atividade extrativista não elimina o valor econômico das matas preservadas, nem lhes retira do patrimônio do proprietário. 2. Impossível considerar essa vegetação como elemento neutro na apuração do valor devido pelo Estado expropriante. A inexistência de qualquer indenização sobre a parcela de cobertura vegetal sujeita a preservação permanente implica violação aos postulados que asseguram os direito de propriedade e a justa indenização (Constituição Federal de 1988, artigo 5..., incisos XXII e XXIV). 3. Reexame de fatos e provas técnicas em sede extraordinária. Inadmissibilidade. Retorno dos autos ao Tribunal de origem para que profira nova decisão, como entender de direito, considerando os parâmetros jurídicos ora fixados. Recurso extraordinário conhecido em parte e, nesta, provido” (Recurso Extraordinário 267.817, Relator o Ministro Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.11.2002). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. ÁREA SUJEITA À PRESERVAÇÃO PERMANENTE. INDENIZAÇÃO DEVIDA. 1. A área de cobertura vegetal sujeita à limitação legal e, consequentemente à vedação de atividade extrativista não elimina o valor econômico das matas protegidas. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 677.647-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 6.6.2008). “AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. PRINCÍPIO DA JUSTA INDENIZAÇÃO. MATAS PRESERVADAS. VALOR ECONÔMICO. REEXAME DE QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. À luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, as matas preservadas têm valor econômico que deve ser considerado na indenização relativa à desapropriação. Assim, não há que se falar em violação do princípio da justa indenização. Questão de âmbito infraconstitucional. JUROS COMPENSATÓRIOS. AJUIZAMENTO DE AÇÃO EM DATA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP JURÉIA-ITATINS. DESAPROPRIAÇÃO. MATAS SUJEITAS À PRESERVAÇÃO PERMANENTE. VEGETAÇÃO DE COBERTURA. INDENIZAÇÃO DEVIDA. 1. Desapropriação. Cobertura vegetal sujeita a limitação legal. A vedação de atividade extrativista não elimina o valor econômico das matas preservadas, nem lhes retira do patrimônio do proprietário. 2. Impossível considerar essa vegetação como elemento neutro na apuração do valor devido pelo Estado expropriante. A inexistência de qualquer indenização sobre a parcela de cobertura vegetal sujeita a preservação permanente implica violação aos postulados que asseguram os direito de propriedade e a justa indenização (Constituição Federal de 1988, artigo 5..., incisos XXII e XXIV). 3. Reexame de fatos e provas técnicas em sede extraordinária. Inadmissibilidade. Retorno dos autos ao Tribunal de origem para que profira nova decisão, como entender de direito, considerando os parâmetros jurídicos ora fixados. Recurso extraordinário conhecido em parte e, nesta, provido” (Recurso Extraordinário 267.817, Relator o Ministro Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.11.2002). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. ÁREA SUJEITA À PRESERVAÇÃO PERMANENTE. INDENIZAÇÃO DEVIDA. 1. A área de cobertura vegetal sujeita à limitação legal e, consequentemente à vedação de atividade extrativista não elimina o valor econômico das matas protegidas. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 677.647-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 6.6.2008). “AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. PRINCÍPIO DA JUSTA INDENIZAÇÃO. MATAS PRESERVADAS. VALOR ECONÔMICO. REEXAME DE QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. À luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, as matas preservadas têm valor econômico que deve ser considerado na indenização relativa à desapropriação. Assim, não há que se falar em violação do princípio da justa indenização. Questão de âmbito infraconstitucional. JUROS COMPENSATÓRIOS. AJUIZAMENTO DE AÇÃO EM DATA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP ANTERIOR À VIGÊNCIA DA MEDIDA PROVISÓRIA 1.632-7, DE 12.12.1997. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A demanda foi ajuizada em data anterior à da modificação implementada pela Medida Provisória 1.632-7, de 12.12.1997. Conclui-se, portanto, que a questão relativa à aplicabilidade da referida medida provisória tem natureza infraconstitucional. TAXA DE JUROS COMPENSATÓRIOS. DOZE POR CENTO AO ANO. SÚMULA 618 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Na desapropriação, direta ou indireta, a taxa dos juros compensatórios é de 12% ao ano. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 295.072-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.11.2009). 5. Quanto à indenização dos “terrenos de marinha”, a Ministra Relatora adotou o parecer do Subprocurador-Geral da República, Paulo de Tarso Braz Lucas, que opinara pelo não conhecimento do recurso extraordinário do Agravante, em manifestação fundamentada nos seguintes termos: “Já no tocante à indenizabilidade da área de marinha (fls. 1088, in limine), como os embargos declaratórios de fls. 1101/1106 foram rejeitados, a obscuridade quanto ao sentido da referida expressão permanece, e como o recurso especial do ora recorrente (fls. 1160/1169) não vingou, a matéria, no ponto, se não está preclusa, esbarra no óbice da Súmula 279-Supremo Tribunal Federal. É que embora os recorridos tenham asseverado às fls. 1304/1305 que a mencionada ‘área de marinha’, na verdade refere-se aos ‘terrenos reservados’ do art. 14 do Código de Águas – Decreto n 24.643/34, nada disso pode ser inferido pela simples leitura do aresto recorrido, a não ser que se reexaminem os fatos e provas dos autos. Ora, uma coisa são os terrenos de marinha, bens da União que sequer poderiam pertencer aos recorridos (Constituição Federal de 1988, art. 20, VII; Decreto n 24.643/34, arts. 11 e 13; e Decreto-Lei n 9.760/46, art. 2...). Outra, bem diferente são os terrenos reservados (Decreto n 24.643/34, arts. 11 e 14; e Decreto-Lei n 9.760/46, art. 4...), insuscetíveis de indenização por desapropriação (v. Súmula 479- Supremo Tribunal Federal e Recurso Extraordinário n 88.698, Rel. Min. Décio Miranda, DJ 06.04.79, em que pese o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça no âmbito de vários 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP ANTERIOR À VIGÊNCIA DA MEDIDA PROVISÓRIA 1.632-7, DE 12.12.1997. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A demanda foi ajuizada em data anterior à da modificação implementada pela Medida Provisória 1.632-7, de 12.12.1997. Conclui-se, portanto, que a questão relativa à aplicabilidade da referida medida provisória tem natureza infraconstitucional. TAXA DE JUROS COMPENSATÓRIOS. DOZE POR CENTO AO ANO. SÚMULA 618 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Na desapropriação, direta ou indireta, a taxa dos juros compensatórios é de 12% ao ano. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 295.072-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.11.2009). 5. Quanto à indenização dos “terrenos de marinha”, a Ministra Relatora adotou o parecer do Subprocurador-Geral da República, Paulo de Tarso Braz Lucas, que opinara pelo não conhecimento do recurso extraordinário do Agravante, em manifestação fundamentada nos seguintes termos: “Já no tocante à indenizabilidade da área de marinha (fls. 1088, in limine), como os embargos declaratórios de fls. 1101/1106 foram rejeitados, a obscuridade quanto ao sentido da referida expressão permanece, e como o recurso especial do ora recorrente (fls. 1160/1169) não vingou, a matéria, no ponto, se não está preclusa, esbarra no óbice da Súmula 279-Supremo Tribunal Federal. É que embora os recorridos tenham asseverado às fls. 1304/1305 que a mencionada ‘área de marinha’, na verdade refere-se aos ‘terrenos reservados’ do art. 14 do Código de Águas – Decreto n 24.643/34, nada disso pode ser inferido pela simples leitura do aresto recorrido, a não ser que se reexaminem os fatos e provas dos autos. Ora, uma coisa são os terrenos de marinha, bens da União que sequer poderiam pertencer aos recorridos (Constituição Federal de 1988, art. 20, VII; Decreto n 24.643/34, arts. 11 e 13; e Decreto-Lei n 9.760/46, art. 2...). Outra, bem diferente são os terrenos reservados (Decreto n 24.643/34, arts. 11 e 14; e Decreto-Lei n 9.760/46, art. 4...), insuscetíveis de indenização por desapropriação (v. Súmula 479- Supremo Tribunal Federal e Recurso Extraordinário n 88.698, Rel. Min. Décio Miranda, DJ 06.04.79, em que pese o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça no âmbito de vários 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP julgados, de que são exemplos o AGRESP n 396.620-PR, DJ de 31.3.2003, e o RESP n 35.509-SP, DJ de 20.03.2000). E isso tudo, de resto, parece indicar que, no particular, a controvérsia tampouco possui a pretendida dimensão constitucional” (fl. 1.498). Esse fundamento não foi impugnado pelo Agravante no agravo regimental, pelo que o recurso interposto se mostra incabível. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INCABÍVEL O RECURSO QUE NÃO INFIRMA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 785.243-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.3.2014). “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA. Lei n 10.165, de 27.12.2000. Constitucionalidade. Precedente do Plenário. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega- se provimento a agravo regimental quando a parte agravante não infirma os fundamentos adotados na decisão agravada. 2. RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar a agravante a pagar multa ao agravado” (Recurso Extraordinário 421.279-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 2.6.2006). 6. Na Ação Rescisória n. 1.379, ajuizada pelo Estado de São Paulo, as partes celebraram acordo, que foi homologado, o processo foi extinto e a decisão transitou em julgado em 23.11.2006. A Pet 1.347 foi extinta pela celebração de acordo na ação principal (AR 1.379). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP julgados, de que são exemplos o AGRESP n 396.620-PR, DJ de 31.3.2003, e o RESP n 35.509-SP, DJ de 20.03.2000). E isso tudo, de resto, parece indicar que, no particular, a controvérsia tampouco possui a pretendida dimensão constitucional” (fl. 1.498). Esse fundamento não foi impugnado pelo Agravante no agravo regimental, pelo que o recurso interposto se mostra incabível. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INCABÍVEL O RECURSO QUE NÃO INFIRMA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 785.243-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.3.2014). “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA. Lei n 10.165, de 27.12.2000. Constitucionalidade. Precedente do Plenário. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega- se provimento a agravo regimental quando a parte agravante não infirma os fundamentos adotados na decisão agravada. 2. RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar a agravante a pagar multa ao agravado” (Recurso Extraordinário 421.279-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 2.6.2006). 6. Na Ação Rescisória n. 1.379, ajuizada pelo Estado de São Paulo, as partes celebraram acordo, que foi homologado, o processo foi extinto e a decisão transitou em julgado em 23.11.2006. A Pet 1.347 foi extinta pela celebração de acordo na ação principal (AR 1.379). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP 7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP 7. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8588188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : RAUL ARES ADV.(A/S) : ROBERTO ELIAS CURY Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534528 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248.052 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : RAUL ARES ADV.(A/S) : ROBERTO ELIAS CURY Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 19.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8534528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248 . 052", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248 . 052", "Recurso Extraordinário 100 . 717", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248 . 052", "Recurso Extraordinário 100 . 717", "Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 134 . 297", "Recurso Extraordinário n . 267 . 817", "Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 134 . 297", "Recurso Extraordinário n . 267 . 817", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248 . 052", "Recurso Extraordinário n . 267 . 817", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 248 . 052", "Recurso Extraordinário n . 267 . 817", "Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 134 . 297", "Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 134 . 297", "Recurso Extraordinário 248052", "Recurso Extraordinário 267 . 817", "AI 677 . 647 - AgR", "Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 267 . 817", "AI 677 . 647 - AgR", "Recurso Extraordinário 248052 AGR / SP", "SÚMULA 618 DO 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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) :ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. JUIZADOS ESPECIAIS. RECURSO. DESCABIMENTO. 1. A petição de agravo regimental não impugnou o fundamento da decisão ora agravada. Nesse caso é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de recurso das decisões interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais (RE 576.847, Rel. Min. Eros Grau). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732670. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 708238 ED / RJ Brasília, 26 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732670. Supremo Tribunal Federal ARE 708238 ED / RJ Brasília, 26 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) :ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, uma vez que, para concluir diversamente do Tribunal de origem, seria necessário o prévio exame da legislação infraconstitucional. A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário no sentido de que ‘o declínio de competência e as demais decisões insertas na ação de consumo, após o trânsito em julgado e iniciada a execução, violam a ordem legal prevista nos art. 98, I e a segurança Constitucional prevista no art. 5º, XXXV; XXXVI e XXXVII da CRFB /88’. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 576.847-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Eros Grau, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de agravo de instrumento das decisões Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) :ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, uma vez que, para concluir diversamente do Tribunal de origem, seria necessário o prévio exame da legislação infraconstitucional. A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário no sentido de que ‘o declínio de competência e as demais decisões insertas na ação de consumo, após o trânsito em julgado e iniciada a execução, violam a ordem legal prevista nos art. 98, I e a segurança Constitucional prevista no art. 5º, XXXV; XXXVI e XXXVII da CRFB /88’. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 576.847-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Eros Grau, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de agravo de instrumento das decisões Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 708238 ED / RJ interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais. Restou assentado, naquela ocasião, que ‘a Lei n. 9.099/95 está voltada à promoção de celeridade no processamento e julgamento de causas cíveis de complexidade menor. Daí ter consagrado a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias, inarredável. Não cabe, nos casos por ela abrangidos, aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, sob a forma do agravo de instrumento, ou o uso do instituto do mandado de segurança’. Esta a ementa do referido julgado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. MANDADO DE SEGURANÇA. CABIMENTO. DECISÃO LIMINAR NOS JUIZADOS ESPECIAIS. LEI N. 9.099/95. ART. 5º, LV DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. 1. Não cabe mandado de segurança das decisões interlocutórias exaradas em processos submetidos ao rito da Lei n. 9.099/95. 2. A Lei n. 9.099/95 está voltada à promoção de celeridade no processamento e julgamento de causas cíveis de complexidade menor. Daí ter consagrado a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias, inarredável. 3. Não cabe, nos casos por ela abrangidos, aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, sob a forma do agravo de instrumento, ou o uso do instituto do mandado de segurança. 4. Não há afronta ao princípio constitucional da ampla defesa (art. 5º, LV da CB), vez que decisões interlocutórias podem ser impugnadas quando da interposição de recurso inominado. Recurso extraordinário a que se nega provimento.’ Diante do exposto, reconsidero a decisão agravada e com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Supremo Tribunal Federal ARE 708238 ED / RJ interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais. Restou assentado, naquela ocasião, que ‘a Lei n. 9.099/95 está voltada à promoção de celeridade no processamento e julgamento de causas cíveis de complexidade menor. Daí ter consagrado a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias, inarredável. Não cabe, nos casos por ela abrangidos, aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, sob a forma do agravo de instrumento, ou o uso do instituto do mandado de segurança’. Esta a ementa do referido julgado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. MANDADO DE SEGURANÇA. CABIMENTO. DECISÃO LIMINAR NOS JUIZADOS ESPECIAIS. LEI N. 9.099/95. ART. 5º, LV DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. 1. Não cabe mandado de segurança das decisões interlocutórias exaradas em processos submetidos ao rito da Lei n. 9.099/95. 2. A Lei n. 9.099/95 está voltada à promoção de celeridade no processamento e julgamento de causas cíveis de complexidade menor. Daí ter consagrado a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias, inarredável. 3. Não cabe, nos casos por ela abrangidos, aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, sob a forma do agravo de instrumento, ou o uso do instituto do mandado de segurança. 4. Não há afronta ao princípio constitucional da ampla defesa (art. 5º, LV da CB), vez que decisões interlocutórias podem ser impugnadas quando da interposição de recurso inominado. Recurso extraordinário a que se nega provimento.’ Diante do exposto, reconsidero a decisão agravada e com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 708238 ED / RJ base no art. 557, caput, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao agravo. Julgo prejudicado o agravo regimental.” 2. A parte embargante reitera os fundamentos do recurso extraordinário, no sentido de que a decisão que declinou da competência, após o trânsito em julgado, viola a ordem legal e a segurança Constitucional prevista no art. 5º, XXXV e XXXVII, da Constituição. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Supremo Tribunal Federal ARE 708238 ED / RJ base no art. 557, caput, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao agravo. Julgo prejudicado o agravo regimental.” 2. A parte embargante reitera os fundamentos do recurso extraordinário, no sentido de que a decisão que declinou da competência, após o trânsito em julgado, viola a ordem legal e a segurança Constitucional prevista no art. 5º, XXXV e XXXVII, da Constituição. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. O agravo não deve ser provido, uma vez que a parte agravante não atacou especificamente o fundamento da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174 AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II Agravo regimental improvido.” 3. Ademais, verifica-se que, no caso, contra a decisão interlocutória que reconheceu a incompetência do Juízo e declinou da competência para a 1ª Vara Empresarial, a parte interpôs recurso inominado, o qual não foi conhecido pelo Juízo de origem, em face de seu não cabimento, uma vez que a Lei nº 9.099/1995 apenas prevê a interposição de Recurso Inominado para atacar sentença (fls. 462). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732672. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. O agravo não deve ser provido, uma vez que a parte agravante não atacou especificamente o fundamento da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174 AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II Agravo regimental improvido.” 3. Ademais, verifica-se que, no caso, contra a decisão interlocutória que reconheceu a incompetência do Juízo e declinou da competência para a 1ª Vara Empresarial, a parte interpôs recurso inominado, o qual não foi conhecido pelo Juízo de origem, em face de seu não cabimento, uma vez que a Lei nº 9.099/1995 apenas prevê a interposição de Recurso Inominado para atacar sentença (fls. 462). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 708238 ED / RJ 4. Tal como constatou a decisão agravada, o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de recurso das decisões interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais (RE 576.847 - RG, Rel. Min. Eros Grau). 5. O Tribunal de origem apenas decidiu sobre os pressupostos de admissibilidade de recurso de sua competência, de modo que não há questão constitucional a ser examinada. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 598.365-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Ayres Britto (Tema 181): “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE recursos DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da repercussão Geral no RE 584.608. “ 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732672. Supremo Tribunal Federal ARE 708238 ED / RJ 4. Tal como constatou a decisão agravada, o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de recurso das decisões interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais (RE 576.847 - RG, Rel. Min. Eros Grau). 5. O Tribunal de origem apenas decidiu sobre os pressupostos de admissibilidade de recurso de sua competência, de modo que não há questão constitucional a ser examinada. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 598.365-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Ayres Britto (Tema 181): “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE recursos DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da repercussão Geral no RE 584.608. “ 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) : ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644063 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) : ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644063 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8756447
2015-05-26T00:00:00
2015-06-25T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. JUIZADOS ESPECIAIS. RECURSO. DESCABIMENTO. 1. A petição de agravo regimental não impugnou o fundamento da decisão ora agravada. Nesse caso é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de recurso das decisões interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais (RE 576.847, Rel. Min. Eros Grau). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur310176
- Acórdão(s) citado(s): (CABIMENTO DE RECURSO DE DECISÃO INTERLOCUTÓRIA DE JUIZADO ESPECIAL) RE 576847 RG. (ED, CONVERSÃO) Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT), MI 823 ED-SEGUNDOS (TP). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) ARE 737174 AgR (2ªT). (RECURSO, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE) RE 598365 RG. Número de páginas: 8. Análise: 21/07/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
708238
[ "LEG-FED LEI-009099 ANO-1995\n LJE-1995 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 708238 ED
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EMBTE.(S) : RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) : ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) :ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. JUIZADOS ESPECIAIS. RECURSO. DESCABIMENTO. 1. A petição de agravo regimental não impugnou o fundamento da decisão ora agravada. Nesse caso é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de recurso das decisões interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais (Recurso Extraordinário 576.847, Rel. Min. Eros Grau). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732670. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 708238 ED / RJ Brasília, 26 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732670. Supremo Tribunal Federal ARE 708238 ED / RJ Brasília, 26 de maio de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) :ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, uma vez que, para concluir diversamente do Tribunal de origem, seria necessário o prévio exame da legislação infraconstitucional. A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário no sentido de que ‘o declínio de competência e as demais decisões insertas na ação de consumo, após o trânsito em julgado e iniciada a execução, violam a ordem legal prevista nos art. 98, I e a segurança Constitucional prevista no art. 5..., XXXV; XXXVI e XXXVII da CRFB /88’. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 576.847-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Eros Grau, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de agravo de instrumento das decisões Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) :ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, uma vez que, para concluir diversamente do Tribunal de origem, seria necessário o prévio exame da legislação infraconstitucional. A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário no sentido de que ‘o declínio de competência e as demais decisões insertas na ação de consumo, após o trânsito em julgado e iniciada a execução, violam a ordem legal prevista nos art. 98, I e a segurança Constitucional prevista no art. 5..., XXXV; XXXVI e XXXVII da CRFB /88’. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 576.847-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Eros Grau, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de agravo de instrumento das decisões Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 708238 ED / RJ interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais. Restou assentado, naquela ocasião, que ‘a Lei n. 9.099/95 está voltada à promoção de celeridade no processamento e julgamento de causas cíveis de complexidade menor. Daí ter consagrado a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias, inarredável. Não cabe, nos casos por ela abrangidos, aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, sob a forma do agravo de instrumento, ou o uso do instituto do mandado de segurança’. Esta a ementa do referido julgado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. MANDADO DE SEGURANÇA. CABIMENTO. DECISÃO LIMINAR NOS JUIZADOS ESPECIAIS. LEI N. 9.099/95. ART. 5..., LV DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. 1. Não cabe mandado de segurança das decisões interlocutórias exaradas em processos submetidos ao rito da Lei n. 9.099/95. 2. A Lei n. 9.099/95 está voltada à promoção de celeridade no processamento e julgamento de causas cíveis de complexidade menor. Daí ter consagrado a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias, inarredável. 3. Não cabe, nos casos por ela abrangidos, aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, sob a forma do agravo de instrumento, ou o uso do instituto do mandado de segurança. 4. Não há afronta ao princípio constitucional da ampla defesa (art. 5..., LV da CB), vez que decisões interlocutórias podem ser impugnadas quando da interposição de recurso inominado. Recurso extraordinário a que se nega provimento.’ Diante do exposto, reconsidero a decisão agravada e com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Supremo Tribunal Federal ARE 708238 ED / RJ interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais. Restou assentado, naquela ocasião, que ‘a Lei n. 9.099/95 está voltada à promoção de celeridade no processamento e julgamento de causas cíveis de complexidade menor. Daí ter consagrado a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias, inarredável. Não cabe, nos casos por ela abrangidos, aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, sob a forma do agravo de instrumento, ou o uso do instituto do mandado de segurança’. Esta a ementa do referido julgado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. MANDADO DE SEGURANÇA. CABIMENTO. DECISÃO LIMINAR NOS JUIZADOS ESPECIAIS. LEI N. 9.099/95. ART. 5..., LV DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. 1. Não cabe mandado de segurança das decisões interlocutórias exaradas em processos submetidos ao rito da Lei n. 9.099/95. 2. A Lei n. 9.099/95 está voltada à promoção de celeridade no processamento e julgamento de causas cíveis de complexidade menor. Daí ter consagrado a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias, inarredável. 3. Não cabe, nos casos por ela abrangidos, aplicação subsidiária do Código de Processo Civil, sob a forma do agravo de instrumento, ou o uso do instituto do mandado de segurança. 4. Não há afronta ao princípio constitucional da ampla defesa (art. 5..., LV da CB), vez que decisões interlocutórias podem ser impugnadas quando da interposição de recurso inominado. Recurso extraordinário a que se nega provimento.’ Diante do exposto, reconsidero a decisão agravada e com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 708238 ED / RJ base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao agravo. Julgo prejudicado o agravo regimental.” 2. A parte embargante reitera os fundamentos do recurso extraordinário, no sentido de que a decisão que declinou da competência, após o trânsito em julgado, viola a ordem legal e a segurança Constitucional prevista no art. 5..., XXXV e XXXVII, da Constituição. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Supremo Tribunal Federal ARE 708238 ED / RJ base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao agravo. Julgo prejudicado o agravo regimental.” 2. A parte embargante reitera os fundamentos do recurso extraordinário, no sentido de que a decisão que declinou da competência, após o trânsito em julgado, viola a ordem legal e a segurança Constitucional prevista no art. 5..., XXXV e XXXVII, da Constituição. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. O agravo não deve ser provido, uma vez que a parte agravante não atacou especificamente o fundamento da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174 AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II Agravo regimental improvido.” 3. Ademais, verifica-se que, no caso, contra a decisão interlocutória que reconheceu a incompetência do Juízo e declinou da competência para a 1... Vara Empresarial, a parte interpôs recurso inominado, o qual não foi conhecido pelo Juízo de origem, em face de seu não cabimento, uma vez que a Lei n 9.099/1995 apenas prevê a interposição de Recurso Inominado para atacar sentença (fls. 462). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732672. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. O agravo não deve ser provido, uma vez que a parte agravante não atacou especificamente o fundamento da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174 AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II Agravo regimental improvido.” 3. Ademais, verifica-se que, no caso, contra a decisão interlocutória que reconheceu a incompetência do Juízo e declinou da competência para a 1... Vara Empresarial, a parte interpôs recurso inominado, o qual não foi conhecido pelo Juízo de origem, em face de seu não cabimento, uma vez que a Lei n 9.099/1995 apenas prevê a interposição de Recurso Inominado para atacar sentença (fls. 462). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 708238 ED / RJ 4. Tal como constatou a decisão agravada, o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de recurso das decisões interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais (Recurso Extraordinário 576.847 - RG, Rel. Min. Eros Grau). 5. O Tribunal de origem apenas decidiu sobre os pressupostos de admissibilidade de recurso de sua competência, de modo que não há questão constitucional a ser examinada. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 598.365-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Ayres Britto (Tema 181): “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE recursos DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608. “ 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732672. Supremo Tribunal Federal ARE 708238 ED / RJ 4. Tal como constatou a decisão agravada, o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, após reconhecer a repercussão geral da matéria, decidiu pelo não cabimento de recurso das decisões interlocutórias exaradas em processos dos juizados especiais (Recurso Extraordinário 576.847 - RG, Rel. Min. Eros Grau). 5. O Tribunal de origem apenas decidiu sobre os pressupostos de admissibilidade de recurso de sua competência, de modo que não há questão constitucional a ser examinada. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 598.365-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Ayres Britto (Tema 181): “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE recursos DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608. “ 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8732672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) : ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644063 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 708.238 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : RISOMAR BORBA CARDOSO ADV.(A/S) : ANTÔNIO CÉSAR VALENZUELA CHAVES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : VRG LINHAS AÉREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644063 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Recurso Extraordinário 576 . 847", "ARE 708238 ED / RJ", "ARE 708238 ED / RJ", "Recurso Extraordinário 576 . 847 - RG", "Recurso Extraordinário 576 . 847 - RG", "ARE 708238 ED / RJ", "ARE 708238 ED / RJ", "ARE 708238 ED / RJ", "ARE 708238 ED / RJ", "AGRAVO 708 . 238", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "ARE 737 . 174 AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "ARE 737 . 174 AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 708238 ED / RJ", "Recurso Extraordinário 576 . 847 - RG", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 . “", "ARE 708238 ED / RJ", "Recurso Extraordinário 576 . 847 - RG", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 ." ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO DE CASTRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280/STF. ALEGADA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA Nº 636 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549168. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DE RONDÔNIA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA Nº 636 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "O Recurso Extraordinário interposto aponta expressamente os dispositivos constitucionais violados e discorre fundamentadamente sobre a controvérsia, conforme pode ser constatado às fls. 203/215 dos autos. Compreendida a controvérsia, com fundamentação suficientemente demonstrada, constata-se que a decisão do TJ/RO violou os dispositivos constitucionais apontados, não sendo o caso, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549169. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DE RONDÔNIA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA Nº 636 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "O Recurso Extraordinário interposto aponta expressamente os dispositivos constitucionais violados e discorre fundamentadamente sobre a controvérsia, conforme pode ser constatado às fls. 203/215 dos autos. Compreendida a controvérsia, com fundamentação suficientemente demonstrada, constata-se que a decisão do TJ/RO violou os dispositivos constitucionais apontados, não sendo o caso, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 866452 AGR / RO data máxima vênia, de aplicação das Súmulas 636 e 280/STF. Percebam, Doutos Ministros, que a lide trata de pleito de progressão funcional de servidor público, sendo que, no caso ora trazido à análise, não há previsão legal para a concessão do pedido e, deste modo, é impositivo concluir que a decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública do Estado de Rondônia impôs ao ESTADO DE RONDÔNIA uma obrigação sem qualquer respaldo legal, em flagrante desrespeito ao artigo 5.º, caput, inciso II e 37, caput, da CRFB/88, conforme demonstrado nas razões recursais. Desta forma, Douto Relator, com a devida vênia, longe de querer traçar teses prolongadas e discursivas, toda matéria encontra-se lançada integralmente nos autos, não havendo qualquer necessidade em demanda de revolvimento do conteúdo fático. Portanto, com a mesma vênia, afastada encontra-se a incidência das Súmulas 636 e 280 deste Egrégio Supremo Tribunal Federal, considerando que, ao contrário do entendimento edificado pelo Douto Ministro Relator, para o julgamento do apelo extremo não é necessário a interpretação e/ou análise de normas locais, mas sim a adequação da decisão combatida com os dispositivos constitucionais apontados." (Fls. 269- 270). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549169. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO data máxima vênia, de aplicação das Súmulas 636 e 280/STF. Percebam, Doutos Ministros, que a lide trata de pleito de progressão funcional de servidor público, sendo que, no caso ora trazido à análise, não há previsão legal para a concessão do pedido e, deste modo, é impositivo concluir que a decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública do Estado de Rondônia impôs ao ESTADO DE RONDÔNIA uma obrigação sem qualquer respaldo legal, em flagrante desrespeito ao artigo 5.º, caput, inciso II e 37, caput, da CRFB/88, conforme demonstrado nas razões recursais. Desta forma, Douto Relator, com a devida vênia, longe de querer traçar teses prolongadas e discursivas, toda matéria encontra-se lançada integralmente nos autos, não havendo qualquer necessidade em demanda de revolvimento do conteúdo fático. Portanto, com a mesma vênia, afastada encontra-se a incidência das Súmulas 636 e 280 deste Egrégio Supremo Tribunal Federal, considerando que, ao contrário do entendimento edificado pelo Douto Ministro Relator, para o julgamento do apelo extremo não é necessário a interpretação e/ou análise de normas locais, mas sim a adequação da decisão combatida com os dispositivos constitucionais apontados." (Fls. 269- 270). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional local de regência, assentou ser legítima a progressão funcional do ora recorrido. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Conheço do Recurso, eis que presentes os requisitos de admissibilidade recursal. A fim de analisar o mérito recursal necessário se mostra fazer um estudo de diversos diplomas legais estaduais que tratam da matéria. A Lei Complementar 67/92 tratou da progressão do servidor público estadual nos arts. 11 e 12: [...] A Lei Complementar n.º 68/92, que dispõe sobre o regime jurídico do Estado de Rondônia, criou um sistema de progressão do servidor que ocorre de dois em dois anos de efetivo exercício, de acordo com os critérios a serem definidos pelo Plano de Carreira, Cargos e Salários do Pessoal Civil da Administração Direta do Poder Executivo, Autarquias, Fundações e seus regulamentos. Nesse sentido, importa colacionar o art. 293 da Lei 68/92: [...] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional local de regência, assentou ser legítima a progressão funcional do ora recorrido. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Conheço do Recurso, eis que presentes os requisitos de admissibilidade recursal. A fim de analisar o mérito recursal necessário se mostra fazer um estudo de diversos diplomas legais estaduais que tratam da matéria. A Lei Complementar 67/92 tratou da progressão do servidor público estadual nos arts. 11 e 12: [...] A Lei Complementar n.º 68/92, que dispõe sobre o regime jurídico do Estado de Rondônia, criou um sistema de progressão do servidor que ocorre de dois em dois anos de efetivo exercício, de acordo com os critérios a serem definidos pelo Plano de Carreira, Cargos e Salários do Pessoal Civil da Administração Direta do Poder Executivo, Autarquias, Fundações e seus regulamentos. Nesse sentido, importa colacionar o art. 293 da Lei 68/92: [...] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 866452 AGR / RO A Lei Estadual 1.067/2002 instituiu o Plano de Carreiras Cargos e Remuneração do grupo ocupacional da saúde, constituído de hierarquização dos cargos e das classes, tabela salarial e descrição de atividades e cargos. Importa colacionar os arts. 4º e 5º dessa legislação: [...] Posteriormente, a Lei 1.386/2004 alterou o art. 4º da Lei 1.067/2002, destacando-se os §§ 3º e 4º, que passou a vigorar com a seguinte redação: [...] Percebe-se que há, de fato, uma hierarquização dos cargos, classes e, ainda, previsão de tabela salarial. Pela análise da legislação acima, percebe-se que o Recorrido possui direito à progressão, cujas referências vão de 1 a 18, sendo a diferença de vencimento de uma referência para a outra equivalente a 2%. Continuando a análise da legislação pertinente ao caso, a Lei Estadual 1.386/2004 acrescentou à Lei 1.067/2002 os arts. 6º-A e 6º- B, que possuem a seguinte redação: [...] Percebe-se que a partir da edição da aludida legislação, foi criado para o Grupo Ocupacional da Saúde do SUS um sistema misto que engloba tanto a progressão horizontal como a vertical. A Lei 1993/2008 estabeleceu um piso para a classe médica em seu art. 3º: [...] Ocorre que após a edição da Lei 1993/2008, o Estado de Rondônia passou a pagar aos médicos sem aplicar o instituto da progressão sob o argumento de falta de previsibilidade legal. Nesse contexto, todos os médicos com contrato de 20 horas passaram a receber R$ 3.300,00, independente do tempo de serviço e de seu nível de habilitação. Fato é que a aplicação isolada do art. 3º da Lei 1993/2008, sem a devida associação com a Lei 1.067/2002, termina por excluir legislação vigente que deve ser aplicada. Isso porque não houve revogação da Lei 1.067/2002, já que a Lei 1993/2008 apenas alterou dispositivos da Lei 1.067/2002. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO A Lei Estadual 1.067/2002 instituiu o Plano de Carreiras Cargos e Remuneração do grupo ocupacional da saúde, constituído de hierarquização dos cargos e das classes, tabela salarial e descrição de atividades e cargos. Importa colacionar os arts. 4º e 5º dessa legislação: [...] Posteriormente, a Lei 1.386/2004 alterou o art. 4º da Lei 1.067/2002, destacando-se os §§ 3º e 4º, que passou a vigorar com a seguinte redação: [...] Percebe-se que há, de fato, uma hierarquização dos cargos, classes e, ainda, previsão de tabela salarial. Pela análise da legislação acima, percebe-se que o Recorrido possui direito à progressão, cujas referências vão de 1 a 18, sendo a diferença de vencimento de uma referência para a outra equivalente a 2%. Continuando a análise da legislação pertinente ao caso, a Lei Estadual 1.386/2004 acrescentou à Lei 1.067/2002 os arts. 6º-A e 6º- B, que possuem a seguinte redação: [...] Percebe-se que a partir da edição da aludida legislação, foi criado para o Grupo Ocupacional da Saúde do SUS um sistema misto que engloba tanto a progressão horizontal como a vertical. A Lei 1993/2008 estabeleceu um piso para a classe médica em seu art. 3º: [...] Ocorre que após a edição da Lei 1993/2008, o Estado de Rondônia passou a pagar aos médicos sem aplicar o instituto da progressão sob o argumento de falta de previsibilidade legal. Nesse contexto, todos os médicos com contrato de 20 horas passaram a receber R$ 3.300,00, independente do tempo de serviço e de seu nível de habilitação. Fato é que a aplicação isolada do art. 3º da Lei 1993/2008, sem a devida associação com a Lei 1.067/2002, termina por excluir legislação vigente que deve ser aplicada. Isso porque não houve revogação da Lei 1.067/2002, já que a Lei 1993/2008 apenas alterou dispositivos da Lei 1.067/2002. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 866452 AGR / RO Além disso, ao estabelecer o vencimento da classe médica, a Lei 1993/2008 é clara ao afirmar que se tratam dos vencimentos inciais, o que, por óbvio, permite a aplicação da Lei 1.067/2002, com o fito de que haja progressão. Nesse sentido, não prospera o principal argumento de falta de previsão legal para a progressão, já que esta está devidamente regulamentada pela Lei 1.067/2002. Assiste razão, pois, ao Recorrido, ao afirmar que os vencimentos de R$ 3.300,00 para contrato de 20 horas e de R$ 6.600,00 para contrato de 40 horas são iniciais, devendo-se utilizar os parâmetros para progressão previstos na Lei 1.067/2002, de modo a se considerar as referências de 1 a 18, sendo que a diferença de rendimento de uma para outra é de 2%, bem como as classes A, B, C e D, de acordo com o nível de habilitação de cada profissional. Como condição do direito de progressão funcional do servidor público médico a Lei 1.067/2002 assevera que as progressões apenas ocorrerão após o estágio probatório. O estágio probatório aplicado ao grupo dos servidores do grupo ocupacional de saúde é de 3 anos para aqueles que foram admitidos a partir de 04 de junho de 1998, data da promulgação da emenda constitucional n.º 19/1998. Já os servidores do grupo ocupacional da saúde que foram admitidos antes de 04 de junho de 1998 possuem estágio probatório de 2 anos. Após o estágio probatório, as progressões funcionais ocorrerão a cada 2 anos, obedecendo aos critérios de antiguidade e merecimento para aqueles servidores que não tenham sofrido qualquer pena de suspensão ou nota aquém da mínima necessária no boletim de avaliação. Como o Recorrente se ateve à inexistência de previsão legal, entende-se que concordou com a progressão realizada no caso concreto, razão pela qual terminou por concordar tacitamente com o cálculo realizado pelo Juízo a quo." (Fls. 198v-200v). Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, especificamente as Leis Complementares Estaduais nº 67/1992 e nº 68/1992 e a Lei Estadual nº 1.067/2002, o que não se revela 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO Além disso, ao estabelecer o vencimento da classe médica, a Lei 1993/2008 é clara ao afirmar que se tratam dos vencimentos inciais, o que, por óbvio, permite a aplicação da Lei 1.067/2002, com o fito de que haja progressão. Nesse sentido, não prospera o principal argumento de falta de previsão legal para a progressão, já que esta está devidamente regulamentada pela Lei 1.067/2002. Assiste razão, pois, ao Recorrido, ao afirmar que os vencimentos de R$ 3.300,00 para contrato de 20 horas e de R$ 6.600,00 para contrato de 40 horas são iniciais, devendo-se utilizar os parâmetros para progressão previstos na Lei 1.067/2002, de modo a se considerar as referências de 1 a 18, sendo que a diferença de rendimento de uma para outra é de 2%, bem como as classes A, B, C e D, de acordo com o nível de habilitação de cada profissional. Como condição do direito de progressão funcional do servidor público médico a Lei 1.067/2002 assevera que as progressões apenas ocorrerão após o estágio probatório. O estágio probatório aplicado ao grupo dos servidores do grupo ocupacional de saúde é de 3 anos para aqueles que foram admitidos a partir de 04 de junho de 1998, data da promulgação da emenda constitucional n.º 19/1998. Já os servidores do grupo ocupacional da saúde que foram admitidos antes de 04 de junho de 1998 possuem estágio probatório de 2 anos. Após o estágio probatório, as progressões funcionais ocorrerão a cada 2 anos, obedecendo aos critérios de antiguidade e merecimento para aqueles servidores que não tenham sofrido qualquer pena de suspensão ou nota aquém da mínima necessária no boletim de avaliação. Como o Recorrente se ateve à inexistência de previsão legal, entende-se que concordou com a progressão realizada no caso concreto, razão pela qual terminou por concordar tacitamente com o cálculo realizado pelo Juízo a quo." (Fls. 198v-200v). Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, especificamente as Leis Complementares Estaduais nº 67/1992 e nº 68/1992 e a Lei Estadual nº 1.067/2002, o que não se revela 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 866452 AGR / RO possível na estreita via extraordinária. Destaco que a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, trago, além dos já citados na decisão monocrática, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 850.073-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/2/2015). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.7.2013. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 781.930-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/11/2014). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO possível na estreita via extraordinária. Destaco que a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, trago, além dos já citados na decisão monocrática, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 850.073-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/2/2015). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.7.2013. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 781.930-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/11/2014). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 866452 AGR / RO Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, este Pretório Excelso, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que, quando o exame de violação ao princípio da legalidade, em cada caso concreto, demanda análise de norma infraconstitucional, a via extraordinária não pode ser aberta, porquanto a apontada violação dos dispositivos constitucionais, conforme se verifica na hipótese dos autos, se de fato ocorresse, seria meramente reflexa ou indireta, obstando o exame do apelo máximo e atraindo a inarredável incidência da Súmula nº 636/STF, cujo teor já foi mencionado. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Concurso público. Candidato aprovado e nomeado pela Administração. Direito subjetivo à posse e exercício no cargo. 3. Violação ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula do STF. 4. Violação ao princípio da separação de poderes. Inocorrência. 5. Análise do conjunto fático-probatório. Incidência da Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 841.741-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 5/5/2015). “DIREITO DO CONSUMIDOR. DIREITO PROCESSUAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 636/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.02.2014. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Aplicação da Súmula 636/STF. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 815.637-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 16/10/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, este Pretório Excelso, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que, quando o exame de violação ao princípio da legalidade, em cada caso concreto, demanda análise de norma infraconstitucional, a via extraordinária não pode ser aberta, porquanto a apontada violação dos dispositivos constitucionais, conforme se verifica na hipótese dos autos, se de fato ocorresse, seria meramente reflexa ou indireta, obstando o exame do apelo máximo e atraindo a inarredável incidência da Súmula nº 636/STF, cujo teor já foi mencionado. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Concurso público. Candidato aprovado e nomeado pela Administração. Direito subjetivo à posse e exercício no cargo. 3. Violação ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula do STF. 4. Violação ao princípio da separação de poderes. Inocorrência. 5. Análise do conjunto fático-probatório. Incidência da Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 841.741-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 5/5/2015). “DIREITO DO CONSUMIDOR. DIREITO PROCESSUAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 636/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.02.2014. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Aplicação da Súmula 636/STF. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 815.637-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 16/10/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO DE CASTRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599124 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO DE CASTRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599124 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617586
2015-05-19T00:00:00
2015-06-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280/STF. ALEGADA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA Nº 636 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur307211
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, PROGRESSÃO FUNCIONAL) ARE 781930 AgR (1ªT), ARE 850073 AgR (2ªT). (SÚMULA 636) RE 815637 AgR (1ªT), ARE 841741 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 18/06/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
866452
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000068 ANO-1992\n LEI COMPLEMENTAR, RO\n\n", "LEG-EST LEI-001067 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA, RO\n\n", "LEG-EST LEI-001386 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA, RO\n\n", "LEG-EST LEI-001993 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA, RO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 866452 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO DE CASTRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO DE CASTRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. ALEGADA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de maio de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549168. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DE RONDÔNIA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "O Recurso Extraordinário interposto aponta expressamente os dispositivos constitucionais violados e discorre fundamentadamente sobre a controvérsia, conforme pode ser constatado às fls. 203/215 dos autos. Compreendida a controvérsia, com fundamentação suficientemente demonstrada, constata-se que a decisão do TJ/RO violou os dispositivos constitucionais apontados, não sendo o caso, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549169. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DE RONDÔNIA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso, alegando, em síntese: "O Recurso Extraordinário interposto aponta expressamente os dispositivos constitucionais violados e discorre fundamentadamente sobre a controvérsia, conforme pode ser constatado às fls. 203/215 dos autos. Compreendida a controvérsia, com fundamentação suficientemente demonstrada, constata-se que a decisão do TJ/RO violou os dispositivos constitucionais apontados, não sendo o caso, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 866452 AGR / RO data máxima vênia, de aplicação das Súmulas 636 e 280/Supremo Tribunal Federal. Percebam, Doutos Ministros, que a lide trata de pleito de progressão funcional de servidor público, sendo que, no caso ora trazido à análise, não há previsão legal para a concessão do pedido e, deste modo, é impositivo concluir que a decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública do Estado de Rondônia impôs ao ESTADO DE RONDÔNIA uma obrigação sem qualquer respaldo legal, em flagrante desrespeito ao artigo 5., caput, inciso II e 37, caput, da CRFB/88, conforme demonstrado nas razões recursais. Desta forma, Douto Relator, com a devida vênia, longe de querer traçar teses prolongadas e discursivas, toda matéria encontra-se lançada integralmente nos autos, não havendo qualquer necessidade em demanda de revolvimento do conteúdo fático. Portanto, com a mesma vênia, afastada encontra-se a incidência das Súmulas 636 e 280 deste Egrégio Supremo Tribunal Federal, considerando que, ao contrário do entendimento edificado pelo Douto Ministro Relator, para o julgamento do apelo extremo não é necessário a interpretação e/ou análise de normas locais, mas sim a adequação da decisão combatida com os dispositivos constitucionais apontados." (Fls. 269- 270). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549169. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO data máxima vênia, de aplicação das Súmulas 636 e 280/Supremo Tribunal Federal. Percebam, Doutos Ministros, que a lide trata de pleito de progressão funcional de servidor público, sendo que, no caso ora trazido à análise, não há previsão legal para a concessão do pedido e, deste modo, é impositivo concluir que a decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública do Estado de Rondônia impôs ao ESTADO DE RONDÔNIA uma obrigação sem qualquer respaldo legal, em flagrante desrespeito ao artigo 5., caput, inciso II e 37, caput, da CRFB/88, conforme demonstrado nas razões recursais. Desta forma, Douto Relator, com a devida vênia, longe de querer traçar teses prolongadas e discursivas, toda matéria encontra-se lançada integralmente nos autos, não havendo qualquer necessidade em demanda de revolvimento do conteúdo fático. Portanto, com a mesma vênia, afastada encontra-se a incidência das Súmulas 636 e 280 deste Egrégio Supremo Tribunal Federal, considerando que, ao contrário do entendimento edificado pelo Douto Ministro Relator, para o julgamento do apelo extremo não é necessário a interpretação e/ou análise de normas locais, mas sim a adequação da decisão combatida com os dispositivos constitucionais apontados." (Fls. 269- 270). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional local de regência, assentou ser legítima a progressão funcional do ora recorrido. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Conheço do Recurso, eis que presentes os requisitos de admissibilidade recursal. A fim de analisar o mérito recursal necessário se mostra fazer um estudo de diversos diplomas legais estaduais que tratam da matéria. A Lei Complementar 67/92 tratou da progressão do servidor público estadual nos arts. 11 e 12: [...] A Lei Complementar n. 68/92, que dispõe sobre o regime jurídico do Estado de Rondônia, criou um sistema de progressão do servidor que ocorre de dois em dois anos de efetivo exercício, de acordo com os critérios a serem definidos pelo Plano de Carreira, Cargos e Salários do Pessoal Civil da Administração Direta do Poder Executivo, Autarquias, Fundações e seus regulamentos. Nesse sentido, importa colacionar o art. 293 da Lei 68/92: [...] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional local de regência, assentou ser legítima a progressão funcional do ora recorrido. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Conheço do Recurso, eis que presentes os requisitos de admissibilidade recursal. A fim de analisar o mérito recursal necessário se mostra fazer um estudo de diversos diplomas legais estaduais que tratam da matéria. A Lei Complementar 67/92 tratou da progressão do servidor público estadual nos arts. 11 e 12: [...] A Lei Complementar n. 68/92, que dispõe sobre o regime jurídico do Estado de Rondônia, criou um sistema de progressão do servidor que ocorre de dois em dois anos de efetivo exercício, de acordo com os critérios a serem definidos pelo Plano de Carreira, Cargos e Salários do Pessoal Civil da Administração Direta do Poder Executivo, Autarquias, Fundações e seus regulamentos. Nesse sentido, importa colacionar o art. 293 da Lei 68/92: [...] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 866452 AGR / RO A Lei Estadual 1.067/2002 instituiu o Plano de Carreiras Cargos e Remuneração do grupo ocupacional da saúde, constituído de hierarquização dos cargos e das classes, tabela salarial e descrição de atividades e cargos. Importa colacionar os arts. 4... e 5... dessa legislação: [...] Posteriormente, a Lei 1.386/2004 alterou o art. 4... da Lei 1.067/2002, destacando-se os §§ 3... e 4..., que passou a vigorar com a seguinte redação: [...] Percebe-se que há, de fato, uma hierarquização dos cargos, classes e, ainda, previsão de tabela salarial. Pela análise da legislação acima, percebe-se que o Recorrido possui direito à progressão, cujas referências vão de 1 a 18, sendo a diferença de vencimento de uma referência para a outra equivalente a 2%. Continuando a análise da legislação pertinente ao caso, a Lei Estadual 1.386/2004 acrescentou à Lei 1.067/2002 os arts. 6...-A e 6...- B, que possuem a seguinte redação: [...] Percebe-se que a partir da edição da aludida legislação, foi criado para o Grupo Ocupacional da Saúde do SUS um sistema misto que engloba tanto a progressão horizontal como a vertical. A Lei 1993/2008 estabeleceu um piso para a classe médica em seu art. 3...: [...] Ocorre que após a edição da Lei 1993/2008, o Estado de Rondônia passou a pagar aos médicos sem aplicar o instituto da progressão sob o argumento de falta de previsibilidade legal. Nesse contexto, todos os médicos com contrato de 20 horas passaram a receber R$ 3.300,00, independente do tempo de serviço e de seu nível de habilitação. Fato é que a aplicação isolada do art. 3... da Lei 1993/2008, sem a devida associação com a Lei 1.067/2002, termina por excluir legislação vigente que deve ser aplicada. Isso porque não houve revogação da Lei 1.067/2002, já que a Lei 1993/2008 apenas alterou dispositivos da Lei 1.067/2002. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO A Lei Estadual 1.067/2002 instituiu o Plano de Carreiras Cargos e Remuneração do grupo ocupacional da saúde, constituído de hierarquização dos cargos e das classes, tabela salarial e descrição de atividades e cargos. Importa colacionar os arts. 4... e 5... dessa legislação: [...] Posteriormente, a Lei 1.386/2004 alterou o art. 4... da Lei 1.067/2002, destacando-se os §§ 3... e 4..., que passou a vigorar com a seguinte redação: [...] Percebe-se que há, de fato, uma hierarquização dos cargos, classes e, ainda, previsão de tabela salarial. Pela análise da legislação acima, percebe-se que o Recorrido possui direito à progressão, cujas referências vão de 1 a 18, sendo a diferença de vencimento de uma referência para a outra equivalente a 2%. Continuando a análise da legislação pertinente ao caso, a Lei Estadual 1.386/2004 acrescentou à Lei 1.067/2002 os arts. 6...-A e 6...- B, que possuem a seguinte redação: [...] Percebe-se que a partir da edição da aludida legislação, foi criado para o Grupo Ocupacional da Saúde do SUS um sistema misto que engloba tanto a progressão horizontal como a vertical. A Lei 1993/2008 estabeleceu um piso para a classe médica em seu art. 3...: [...] Ocorre que após a edição da Lei 1993/2008, o Estado de Rondônia passou a pagar aos médicos sem aplicar o instituto da progressão sob o argumento de falta de previsibilidade legal. Nesse contexto, todos os médicos com contrato de 20 horas passaram a receber R$ 3.300,00, independente do tempo de serviço e de seu nível de habilitação. Fato é que a aplicação isolada do art. 3... da Lei 1993/2008, sem a devida associação com a Lei 1.067/2002, termina por excluir legislação vigente que deve ser aplicada. Isso porque não houve revogação da Lei 1.067/2002, já que a Lei 1993/2008 apenas alterou dispositivos da Lei 1.067/2002. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 866452 AGR / RO Além disso, ao estabelecer o vencimento da classe médica, a Lei 1993/2008 é clara ao afirmar que se tratam dos vencimentos inciais, o que, por óbvio, permite a aplicação da Lei 1.067/2002, com o fito de que haja progressão. Nesse sentido, não prospera o principal argumento de falta de previsão legal para a progressão, já que esta está devidamente regulamentada pela Lei 1.067/2002. Assiste razão, pois, ao Recorrido, ao afirmar que os vencimentos de R$ 3.300,00 para contrato de 20 horas e de R$ 6.600,00 para contrato de 40 horas são iniciais, devendo-se utilizar os parâmetros para progressão previstos na Lei 1.067/2002, de modo a se considerar as referências de 1 a 18, sendo que a diferença de rendimento de uma para outra é de 2%, bem como as classes A, B, C e D, de acordo com o nível de habilitação de cada profissional. Como condição do direito de progressão funcional do servidor público médico a Lei 1.067/2002 assevera que as progressões apenas ocorrerão após o estágio probatório. O estágio probatório aplicado ao grupo dos servidores do grupo ocupacional de saúde é de 3 anos para aqueles que foram admitidos a partir de 04 de junho de 1998, data da promulgação da emenda constitucional n. 19/1998. Já os servidores do grupo ocupacional da saúde que foram admitidos antes de 04 de junho de 1998 possuem estágio probatório de 2 anos. Após o estágio probatório, as progressões funcionais ocorrerão a cada 2 anos, obedecendo aos critérios de antiguidade e merecimento para aqueles servidores que não tenham sofrido qualquer pena de suspensão ou nota aquém da mínima necessária no boletim de avaliação. Como o Recorrente se ateve à inexistência de previsão legal, entende-se que concordou com a progressão realizada no caso concreto, razão pela qual terminou por concordar tacitamente com o cálculo realizado pelo Juízo a quo." (Fls. 198v-200v). Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, especificamente as Leis Complementares Estaduais n 67/1992 e n 68/1992 e a Lei Estadual n 1.067/2002, o que não se revela 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO Além disso, ao estabelecer o vencimento da classe médica, a Lei 1993/2008 é clara ao afirmar que se tratam dos vencimentos inciais, o que, por óbvio, permite a aplicação da Lei 1.067/2002, com o fito de que haja progressão. Nesse sentido, não prospera o principal argumento de falta de previsão legal para a progressão, já que esta está devidamente regulamentada pela Lei 1.067/2002. Assiste razão, pois, ao Recorrido, ao afirmar que os vencimentos de R$ 3.300,00 para contrato de 20 horas e de R$ 6.600,00 para contrato de 40 horas são iniciais, devendo-se utilizar os parâmetros para progressão previstos na Lei 1.067/2002, de modo a se considerar as referências de 1 a 18, sendo que a diferença de rendimento de uma para outra é de 2%, bem como as classes A, B, C e D, de acordo com o nível de habilitação de cada profissional. Como condição do direito de progressão funcional do servidor público médico a Lei 1.067/2002 assevera que as progressões apenas ocorrerão após o estágio probatório. O estágio probatório aplicado ao grupo dos servidores do grupo ocupacional de saúde é de 3 anos para aqueles que foram admitidos a partir de 04 de junho de 1998, data da promulgação da emenda constitucional n. 19/1998. Já os servidores do grupo ocupacional da saúde que foram admitidos antes de 04 de junho de 1998 possuem estágio probatório de 2 anos. Após o estágio probatório, as progressões funcionais ocorrerão a cada 2 anos, obedecendo aos critérios de antiguidade e merecimento para aqueles servidores que não tenham sofrido qualquer pena de suspensão ou nota aquém da mínima necessária no boletim de avaliação. Como o Recorrente se ateve à inexistência de previsão legal, entende-se que concordou com a progressão realizada no caso concreto, razão pela qual terminou por concordar tacitamente com o cálculo realizado pelo Juízo a quo." (Fls. 198v-200v). Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, especificamente as Leis Complementares Estaduais n 67/1992 e n 68/1992 e a Lei Estadual n 1.067/2002, o que não se revela 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 866452 AGR / RO possível na estreita via extraordinária. Destaco que a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, trago, além dos já citados na decisão monocrática, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 850.073-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/2/2015). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1....7.2013. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 781.930-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/11/2014). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO possível na estreita via extraordinária. Destaco que a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, trago, além dos já citados na decisão monocrática, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 850.073-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/2/2015). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1....7.2013. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 781.930-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/11/2014). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 866452 AGR / RO Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, este Pretório Excelso, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que, quando o exame de violação ao princípio da legalidade, em cada caso concreto, demanda análise de norma infraconstitucional, a via extraordinária não pode ser aberta, porquanto a apontada violação dos dispositivos constitucionais, conforme se verifica na hipótese dos autos, se de fato ocorresse, seria meramente reflexa ou indireta, obstando o exame do apelo máximo e atraindo a inarredável incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal, cujo teor já foi mencionado. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Concurso público. Candidato aprovado e nomeado pela Administração. Direito subjetivo à posse e exercício no cargo. 3. Violação ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Violação ao princípio da separação de poderes. Inocorrência. 5. Análise do conjunto fático-probatório. Incidência da Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 841.741-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 5/5/2015). “DIREITO DO CONSUMIDOR. DIREITO PROCESSUAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.02.2014. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Aplicação da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 815.637-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 16/10/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Supremo Tribunal Federal ARE 866452 AGR / RO Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, este Pretório Excelso, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que, quando o exame de violação ao princípio da legalidade, em cada caso concreto, demanda análise de norma infraconstitucional, a via extraordinária não pode ser aberta, porquanto a apontada violação dos dispositivos constitucionais, conforme se verifica na hipótese dos autos, se de fato ocorresse, seria meramente reflexa ou indireta, obstando o exame do apelo máximo e atraindo a inarredável incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal, cujo teor já foi mencionado. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Concurso público. Candidato aprovado e nomeado pela Administração. Direito subjetivo à posse e exercício no cargo. 3. Violação ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Violação ao princípio da separação de poderes. Inocorrência. 5. Análise do conjunto fático-probatório. Incidência da Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 841.741-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 5/5/2015). “DIREITO DO CONSUMIDOR. DIREITO PROCESSUAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.02.2014. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Aplicação da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 815.637-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 16/10/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO DE CASTRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599124 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.452 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO DE CASTRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599124 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 866452 AGR / RO", "Súmulas 636 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas", "ARE 866452 AGR / RO", "Súmulas 636 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas", "ARE 866452 AGR / RO", "ARE 866452 AGR / RO", "ARE", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 850 . 073 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 781 . 930 - AgR", "ARE 866452 AGR / RO", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 850 . 073 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 781 . 930 - AgR", "ARE 866452 AGR / RO", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", 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RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Estado de Rondônia", "Estado de Rondônia", "Estado de Rondônia", "Estado de Rondônia", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TJ", "/", "RO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TJ", "/", "RO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública do Estado de Rondônia", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves 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"Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT", "JOSÉ ROBERTO DE CASTRO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT", "JOSÉ ROBERTO DE CASTRO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "RONDÔNIA", "LUIZ FUX", "RONDÔNIA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT", "JOSÉ ROBERTO DE CASTRO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "GEORGE LUIZ SABAG SKROBOT", "JOSÉ ROBERTO DE CASTRO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "05", "/", "2015", "19 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) :SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) EMENTA: RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. INADMISSIBILIDADE. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. PEDIDO DE SUSPENSÃO DE SEGURANÇA PELO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ. RECURSO NÃO CONHECIDO. NÃO SE CONHECE DE AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO APÓS TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conhecer do agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749132. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) :SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto pelo Município de Santo André contra decisão da Presidência dessa Corte, que declarou prejudicado o pedido de suspensão de segurança ajuizado e julgou-o extinto em virtude do trânsito em julgado do demanda principal (Mandado de Segurança 0548664-59.2010.8.26.0000). A decisão monocrática proferida por essa corte transitou em julgado em 25/5/2015. No entanto, o gravo regimental foi interposto somente em 26/5/2015. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749133. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) :SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto pelo Município de Santo André contra decisão da Presidência dessa Corte, que declarou prejudicado o pedido de suspensão de segurança ajuizado e julgou-o extinto em virtude do trânsito em julgado do demanda principal (Mandado de Segurança 0548664-59.2010.8.26.0000). A decisão monocrática proferida por essa corte transitou em julgado em 25/5/2015. No entanto, o gravo regimental foi interposto somente em 26/5/2015. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Incognoscível o agravo. O agravante apresentou intempestivamente o recurso. Com efeito, publicada a decisão agravada no dia 15/5/2015 (sexta- feira), conforme certidão (documento eletrônico 17), o prazo de cinco dias para o agravo regimental começou a correr dia 15/5/2015 (segunda-feira) e expirou em 22/5/2015 (sexta-feira) (art. 297, § 2º, c/c art. 317, caput , do RISTF, art. 4º, § 3º, da Lei nº 8.437/1992 e art. 39 da Lei nº 8.038/90). O agravo regimental, contudo, somente foi protocolado em 26/5/2015 (documento eletrônico 18), quatro dias após o término do prazo para a interposição do recurso, sem causa legal de suspensão, nem interrupção do prazo. Veio, pois, a desoras. Isto posto, não conheço do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749134. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Incognoscível o agravo. O agravante apresentou intempestivamente o recurso. Com efeito, publicada a decisão agravada no dia 15/5/2015 (sexta- feira), conforme certidão (documento eletrônico 17), o prazo de cinco dias para o agravo regimental começou a correr dia 15/5/2015 (segunda-feira) e expirou em 22/5/2015 (sexta-feira) (art. 297, § 2º, c/c art. 317, caput , do RISTF, art. 4º, § 3º, da Lei nº 8.437/1992 e art. 39 da Lei nº 8.038/90). O agravo regimental, contudo, somente foi protocolado em 26/5/2015 (documento eletrônico 18), quatro dias após o término do prazo para a interposição do recurso, sem causa legal de suspensão, nem interrupção do prazo. Veio, pois, a desoras. Isto posto, não conheço do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no primeiro caso, Vossa Excelência não conhece do recurso? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu estaria negando provimento. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Foi inserido numa lista de desprovimento, mas o regimental é que seria inoportuno, já haveria o trânsito em julgado do ato atacado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Isto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, tem-se o não conhecimento. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Vossa Excelência propugna pelo não conhecimento? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não conhecimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045555. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no primeiro caso, Vossa Excelência não conhece do recurso? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu estaria negando provimento. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Foi inserido numa lista de desprovimento, mas o regimental é que seria inoportuno, já haveria o trânsito em julgado do ato atacado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Isto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, tem-se o não conhecimento. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Vossa Excelência propugna pelo não conhecimento? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não conhecimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045555. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Retificação de Voto 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RETIFICAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu não tenho objeção quanto a isso. Então não conhecemos relativamente ao primeiro. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835168. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RETIFICAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu não tenho objeção quanto a isso. Então não conhecemos relativamente ao primeiro. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835168. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), não conheceu do agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058518 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), não conheceu do agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058518 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9099818
2015-06-17T00:00:00
2015-08-12T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), não conheceu do agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015.
AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA
Ementa: RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. INADMISSIBILIDADE. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. PEDIDO DE SUSPENSÃO DE SEGURANÇA PELO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ. RECURSO NÃO CONHECIDO. NÃO SE CONHECE DE AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO APÓS TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO.
sjur314839
Número de páginas: 6. Análise: 01/09/2015, IMC.
RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente)
Tribunal Pleno
4679
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00039\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008437 ANO-1992\n ART-00004 PAR-00003\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00297 PAR-00002 ART-00317 \"CAPUT\"\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
SS-AgR
acordaos
SS 4679 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) :SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) EMENTA: RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. INADMISSIBILIDADE. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. PEDIDO DE SUSPENSÃO DE SEGURANÇA PELO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ. RECURSO NÃO CONHECIDO. NÃO SE CONHECE DE AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO APÓS TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conhecer do agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749132. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) :SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto pelo Município de Santo André contra decisão da Presidência dessa Corte, que declarou prejudicado o pedido de suspensão de segurança ajuizado e julgou-o extinto em virtude do trânsito em julgado do demanda principal (Mandado de Segurança 0548664-59.2010.8.26.0000). A decisão monocrática proferida por essa corte transitou em julgado em 25/5/2015. No entanto, o gravo regimental foi interposto somente em 26/5/2015. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749133. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) :SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto pelo Município de Santo André contra decisão da Presidência dessa Corte, que declarou prejudicado o pedido de suspensão de segurança ajuizado e julgou-o extinto em virtude do trânsito em julgado do demanda principal (Mandado de Segurança 0548664-59.2010.8.26.0000). A decisão monocrática proferida por essa corte transitou em julgado em 25/5/2015. No entanto, o gravo regimental foi interposto somente em 26/5/2015. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Incognoscível o agravo. O agravante apresentou intempestivamente o recurso. Com efeito, publicada a decisão agravada no dia 15/5/2015 (sexta- feira), conforme certidão (documento eletrônico 17), o prazo de cinco dias para o agravo regimental começou a correr dia 15/5/2015 (segunda-feira) e expirou em 22/5/2015 (sexta-feira) (art. 297, § 2..., c/c art. 317, caput , do RISTF, art. 4..., § 3..., da Lei n 8.437/1992 e art. 39 da Lei n 8.038/90). O agravo regimental, contudo, somente foi protocolado em 26/5/2015 (documento eletrônico 18), quatro dias após o término do prazo para a interposição do recurso, sem causa legal de suspensão, nem interrupção do prazo. Veio, pois, a desoras. Isto posto, não conheço do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749134. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Incognoscível o agravo. O agravante apresentou intempestivamente o recurso. Com efeito, publicada a decisão agravada no dia 15/5/2015 (sexta- feira), conforme certidão (documento eletrônico 17), o prazo de cinco dias para o agravo regimental começou a correr dia 15/5/2015 (segunda-feira) e expirou em 22/5/2015 (sexta-feira) (art. 297, § 2..., c/c art. 317, caput , do RISTF, art. 4..., § 3..., da Lei n 8.437/1992 e art. 39 da Lei n 8.038/90). O agravo regimental, contudo, somente foi protocolado em 26/5/2015 (documento eletrônico 18), quatro dias após o término do prazo para a interposição do recurso, sem causa legal de suspensão, nem interrupção do prazo. Veio, pois, a desoras. Isto posto, não conheço do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no primeiro caso, Vossa Excelência não conhece do recurso? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu estaria negando provimento. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Foi inserido numa lista de desprovimento, mas o regimental é que seria inoportuno, já haveria o trânsito em julgado do ato atacado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Isto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, tem-se o não conhecimento. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Vossa Excelência propugna pelo não conhecimento? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não conhecimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045555. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no primeiro caso, Vossa Excelência não conhece do recurso? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu estaria negando provimento. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Foi inserido numa lista de desprovimento, mas o regimental é que seria inoportuno, já haveria o trânsito em julgado do ato atacado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Isto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, tem-se o não conhecimento. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Vossa Excelência propugna pelo não conhecimento? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não conhecimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045555. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Retificação de Voto 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RETIFICAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu não tenho objeção quanto a isso. Então não conhecemos relativamente ao primeiro. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835168. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 SÃO PAULO RETIFICAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu não tenho objeção quanto a isso. Então não conhecemos relativamente ao primeiro. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8835168. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), não conheceu do agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058518 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.679 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO (REPRESENTADO POR SEU INVENTARIANTE JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR) ADV.(A/S) : SILVIO VALENTIM VALENTE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), não conheceu do agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058518 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Mandado de Segurança 0548664 - 59 . 2010 . 8 . 26 . 0000", "Mandado de Segurança 0548664 - 59 . 2010 . 8 . 26 . 0000" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 39 da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 297 , § 2 . . . , c / c art . 317 , caput , do RISTF", "art . 4 . . . , § 3 . . . , da Lei n 8 . 437 / 1992", "art . 39 da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "MUNICÍPIO", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "Município de Santo André", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", 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Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO", "JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR", "SILVIO VALENTIM VALENTE", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO", "JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR", "SILVIO VALENTIM VALENTE", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO", "JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR", "SILVIO VALENTIM", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO", "JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR", "SILVIO VALENTIM VALENTE", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "ESPÓLIO DE MARIA SAMPAIO FRANCO", "JOSÉ COELHO PAMPLONA JÚNIOR", "SILVIO VALENTIM VALENTE", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÕES INFRACONSTITUCIONAIS QUE FIXARAM OS ÍNDICES DE REAJUSTES DE BENEFÍCIOS. CONSTITUCIONALIDADE. CRITÉRIOS DE REAJUSTAMENTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. O Plenário desta Corte, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante acerca da constitucionalidade do reajustamento dos benefícios previdenciários relativos aos anos de 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 e 2003 (Tema 728). 2. Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, trata-se de matéria infraconstitucional a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512910. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 865484 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512910. Supremo Tribunal Federal ARE 865484 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é seguinte decisão que conheceu do agravo, mas lhe negou provimento para manter a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário pelo fundamento de que a questão está restrita ao âmbito infraconstitucional. 2. A parte agravante afasta o entendimento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512911. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é seguinte decisão que conheceu do agravo, mas lhe negou provimento para manter a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário pelo fundamento de que a questão está restrita ao âmbito infraconstitucional. 2. A parte agravante afasta o entendimento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, a Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de São Paulo, ao apreciar a presente controvérsia, proferiu o seguinte voto-ementa: “PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. REAJUSTAMENTO. INPC/IGPDI/MANUTENÇÃO DO VALOR REAL. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DO AUTOR. MANTENHO PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ART. 46 DA LEI Nº 9.099/95. 1. Cuida-se de ação objetivando a revisão de benefício previdenciário. A r. sentença de primeiro grau julgou improcedente o pedido formulado na inicial. A parte autora recorreu pleiteando a reforma da sentença. 2. Não obstante a relevância das razões apresentadas pelo(a) recorrente, o fato é que todas as questões suscitadas pelas partes foram corretamente apreciadas pelo Juízo de Primeiro Grau, pelo que confirmo a r. sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei nº 9.099/95, e NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. 3. Fixo os honorários advocatícios em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa, limitados a 06 (seis) salários mínimos. Na hipótese de a parte autora ser beneficiária de assistência judiciária gratuita, o pagamento dos valores mencionados ficará suspenso nos termos do artigo 12, da Lei nº 1.060/50. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, a Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de São Paulo, ao apreciar a presente controvérsia, proferiu o seguinte voto-ementa: “PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. REAJUSTAMENTO. INPC/IGPDI/MANUTENÇÃO DO VALOR REAL. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DO AUTOR. MANTENHO PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ART. 46 DA LEI Nº 9.099/95. 1. Cuida-se de ação objetivando a revisão de benefício previdenciário. A r. sentença de primeiro grau julgou improcedente o pedido formulado na inicial. A parte autora recorreu pleiteando a reforma da sentença. 2. Não obstante a relevância das razões apresentadas pelo(a) recorrente, o fato é que todas as questões suscitadas pelas partes foram corretamente apreciadas pelo Juízo de Primeiro Grau, pelo que confirmo a r. sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei nº 9.099/95, e NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. 3. Fixo os honorários advocatícios em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa, limitados a 06 (seis) salários mínimos. Na hipótese de a parte autora ser beneficiária de assistência judiciária gratuita, o pagamento dos valores mencionados ficará suspenso nos termos do artigo 12, da Lei nº 1.060/50. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 865484 AGR / SP 4. É o voto.” 3. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega que ocorreu violação aos arts. 194, IV; e 201, § 4º, da Constituição. A parte autora requer o reajustamento do benefício previdenciário, “aplicando-se a complementação de reajuste pelos índices INPC no período de 1996 a 2005”. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria em discussão neste processo. Veja-se, nesse sentido, a ementa do julgado (Tema 728): “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 376.846, rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 02-04-2004, afastou a alegação de inconstitucionalidade das normas que fixaram os índices de correção monetária de benefícios previdenciários empregados nos reajustes relativos aos anos de 1997, 1999, 2000 e 2001, que foram de um modo geral superiores ao INPC e observaram os comandos normativos de regência. 2. Tratando-se de situações semelhantes, os mesmos fundamentos são inteiramente aplicáveis aos índices de reajuste relativos aos anos de 2002 e 2003. 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5º, XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Supremo Tribunal Federal ARE 865484 AGR / SP 4. É o voto.” 3. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega que ocorreu violação aos arts. 194, IV; e 201, § 4º, da Constituição. A parte autora requer o reajustamento do benefício previdenciário, “aplicando-se a complementação de reajuste pelos índices INPC no período de 1996 a 2005”. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria em discussão neste processo. Veja-se, nesse sentido, a ementa do julgado (Tema 728): “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 376.846, rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 02-04-2004, afastou a alegação de inconstitucionalidade das normas que fixaram os índices de correção monetária de benefícios previdenciários empregados nos reajustes relativos aos anos de 1997, 1999, 2000 e 2001, que foram de um modo geral superiores ao INPC e observaram os comandos normativos de regência. 2. Tratando-se de situações semelhantes, os mesmos fundamentos são inteiramente aplicáveis aos índices de reajuste relativos aos anos de 2002 e 2003. 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5º, XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 865484 AGR / SP AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real, trata-se de matéria infraconstitucional. Veja-se, nesse sentido, a ementado do AI 543.804- AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie: "PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REAJUSTE DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. CF/88, ART. 201, § 4º. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A norma constitucional do § 4º do art. 201 assegura revisão dos benefícios previdenciários pelos critérios definidos em lei. 2. O debate em torno do índice utilizado para o reajuste de benefícios previdenciários depende de exame da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido." 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Supremo Tribunal Federal ARE 865484 AGR / SP AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real, trata-se de matéria infraconstitucional. Veja-se, nesse sentido, a ementado do AI 543.804- AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie: "PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REAJUSTE DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. CF/88, ART. 201, § 4º. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A norma constitucional do § 4º do art. 201 assegura revisão dos benefícios previdenciários pelos critérios definidos em lei. 2. O debate em torno do índice utilizado para o reajuste de benefícios previdenciários depende de exame da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido." 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410137 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410137 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8530309
2015-04-28T00:00:00
2015-05-22T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÕES INFRACONSTITUCIONAIS QUE FIXARAM OS ÍNDICES DE REAJUSTES DE BENEFÍCIOS. CONSTITUCIONALIDADE. CRITÉRIOS DE REAJUSTAMENTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. O Plenário desta Corte, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante acerca da constitucionalidade do reajustamento dos benefícios previdenciários relativos aos anos de 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 e 2003 (Tema 728). 2. Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, trata-se de matéria infraconstitucional a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur305529
- Acórdão(s) citado(s): (ÍNDICE, REAJUSTE, BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO) ARE 808107 RG. (REAJUSTE, BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO) AI 543804 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 24/06/2015, AMS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
865484
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 865484 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÕES INFRACONSTITUCIONAIS QUE FIXARAM OS ÍNDICES DE REAJUSTES DE BENEFÍCIOS. CONSTITUCIONALIDADE. CRITÉRIOS DE REAJUSTAMENTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. O Plenário desta Corte, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante acerca da constitucionalidade do reajustamento dos benefícios previdenciários relativos aos anos de 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 e 2003 (Tema 728). 2. Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, trata-se de matéria infraconstitucional a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512910. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 865484 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512910. Supremo Tribunal Federal ARE 865484 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é seguinte decisão que conheceu do agravo, mas lhe negou provimento para manter a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário pelo fundamento de que a questão está restrita ao âmbito infraconstitucional. 2. A parte agravante afasta o entendimento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512911. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é seguinte decisão que conheceu do agravo, mas lhe negou provimento para manter a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário pelo fundamento de que a questão está restrita ao âmbito infraconstitucional. 2. A parte agravante afasta o entendimento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, a Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de São Paulo, ao apreciar a presente controvérsia, proferiu o seguinte voto-ementa: “PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. REAJUSTAMENTO. INPC/IGPDI/MANUTENÇÃO DO VALOR REAL. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DO AUTOR. MANTENHO PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ART. 46 DA LEI n 9.099/95. 1. Cuida-se de ação objetivando a revisão de benefício previdenciário. A r. sentença de primeiro grau julgou improcedente o pedido formulado na inicial. A parte autora recorreu pleiteando a reforma da sentença. 2. Não obstante a relevância das razões apresentadas pelo(a) recorrente, o fato é que todas as questões suscitadas pelas partes foram corretamente apreciadas pelo Juízo de Primeiro Grau, pelo que confirmo a r. sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei n 9.099/95, e NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. 3. Fixo os honorários advocatícios em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa, limitados a 06 (seis) salários mínimos. Na hipótese de a parte autora ser beneficiária de assistência judiciária gratuita, o pagamento dos valores mencionados ficará suspenso nos termos do artigo 12, da Lei n 1.060/50. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, a Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de São Paulo, ao apreciar a presente controvérsia, proferiu o seguinte voto-ementa: “PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. REAJUSTAMENTO. INPC/IGPDI/MANUTENÇÃO DO VALOR REAL. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DO AUTOR. MANTENHO PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ART. 46 DA LEI n 9.099/95. 1. Cuida-se de ação objetivando a revisão de benefício previdenciário. A r. sentença de primeiro grau julgou improcedente o pedido formulado na inicial. A parte autora recorreu pleiteando a reforma da sentença. 2. Não obstante a relevância das razões apresentadas pelo(a) recorrente, o fato é que todas as questões suscitadas pelas partes foram corretamente apreciadas pelo Juízo de Primeiro Grau, pelo que confirmo a r. sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei n 9.099/95, e NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. 3. Fixo os honorários advocatícios em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa, limitados a 06 (seis) salários mínimos. Na hipótese de a parte autora ser beneficiária de assistência judiciária gratuita, o pagamento dos valores mencionados ficará suspenso nos termos do artigo 12, da Lei n 1.060/50. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 865484 AGR / SP 4. É o voto.” 3. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega que ocorreu violação aos arts. 194, IV; e 201, § 4..., da Constituição. A parte autora requer o reajustamento do benefício previdenciário, “aplicando-se a complementação de reajuste pelos índices INPC no período de 1996 a 2005”. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria em discussão neste processo. Veja-se, nesse sentido, a ementa do julgado (Tema 728): “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 376.846, rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 02-04-2004, afastou a alegação de inconstitucionalidade das normas que fixaram os índices de correção monetária de benefícios previdenciários empregados nos reajustes relativos aos anos de 1997, 1999, 2000 e 2001, que foram de um modo geral superiores ao INPC e observaram os comandos normativos de regência. 2. Tratando-se de situações semelhantes, os mesmos fundamentos são inteiramente aplicáveis aos índices de reajuste relativos aos anos de 2002 e 2003. 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5..., XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Supremo Tribunal Federal ARE 865484 AGR / SP 4. É o voto.” 3. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega que ocorreu violação aos arts. 194, IV; e 201, § 4..., da Constituição. A parte autora requer o reajustamento do benefício previdenciário, “aplicando-se a complementação de reajuste pelos índices INPC no período de 1996 a 2005”. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria em discussão neste processo. Veja-se, nesse sentido, a ementa do julgado (Tema 728): “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 376.846, rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 02-04-2004, afastou a alegação de inconstitucionalidade das normas que fixaram os índices de correção monetária de benefícios previdenciários empregados nos reajustes relativos aos anos de 1997, 1999, 2000 e 2001, que foram de um modo geral superiores ao INPC e observaram os comandos normativos de regência. 2. Tratando-se de situações semelhantes, os mesmos fundamentos são inteiramente aplicáveis aos índices de reajuste relativos aos anos de 2002 e 2003. 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5..., XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 865484 AGR / SP AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real, trata-se de matéria infraconstitucional. Veja-se, nesse sentido, a ementado do AI 543.804- AgR, Rel. Min. Ellen Gracie: "PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REAJUSTE DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. Constituição Federal de 1988/88, ART. 201, § 4.... PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A norma constitucional do § 4... do art. 201 assegura revisão dos benefícios previdenciários pelos critérios definidos em lei. 2. O debate em torno do índice utilizado para o reajuste de benefícios previdenciários depende de exame da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido." 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Supremo Tribunal Federal ARE 865484 AGR / SP AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real, trata-se de matéria infraconstitucional. Veja-se, nesse sentido, a ementado do AI 543.804- AgR, Rel. Min. Ellen Gracie: "PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REAJUSTE DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. Constituição Federal de 1988/88, ART. 201, § 4.... PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A norma constitucional do § 4... do art. 201 assegura revisão dos benefícios previdenciários pelos critérios definidos em lei. 2. O debate em torno do índice utilizado para o reajuste de benefícios previdenciários depende de exame da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido." 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8512912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410137 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BENEDITO ASPAZIO DINIZ ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410137 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 865 . 484", "ARE 808 . 107", "ARE 865484 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 865484 AGR / SP", "ARE 808 . 107", "Recurso Extraordinário 376 . 846", "AI 796 . 905 - AgR / PE", "AI 622 . 814 - 2", "ARE 865484 AGR / SP", "ARE 808 . 107", "Recurso Extraordinário 376 . 846", "AI 796 . 905 - AgR / PE", "AI 622 . 814 - 2", "ARE 865484 AGR / SP AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "AI 543 . 804 - AgR", "ARE 865484 AGR / SP AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "AI 543 . 804 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 46 DA LEI n 9 . 099 / 95", "art . 46 da Lei n 9 . 099 / 95", "artigo 12 , da Lei n 1 . 060 / 50", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 46 DA LEI n 9 . 099 / 95", "art . 46 da Lei n 9 . 099 / 95", "artigo 12 , da Lei n 1 . 060 / 50", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 194 , IV ; e 201 , § 4 . . . , da Constituição", "art . 5 . . . , XXXV e XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 194 , IV ; e 201 , § 4 . . . , da Constituição", ", XXXV e XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 201 , § 4 . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 201 , § 4 . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário desta Corte", "Primeira Turma do", "Supremo 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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO E M E N T A: AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA CAUSA – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 21, § 1º) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – IMPEDIMENTO À REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO DESTINADAS AO PROGRAMA EMERGENCIAL DE FINANCIAMENTO AOS ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL - PEF, AO PROJETO DE MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DAS RECEITAS E DA GESTÃO FISCAL, FINANCEIRA E PATRIMONIAL DAS ADMINISTRAÇÕES ESTADUAIS - PMAE E AO PROJETO DE FORTALECIMENTO DA GESTÃO FISCAL - PROFIS – RESTRIÇÕES QUE, EMANADAS DA UNIÃO, INCIDEM SOBRE O ESTADO DO MARANHÃO POR ALEGADO DESCUMPRIMENTO, POR PARTE DE SEU PODER LEGISLATIVO E DE SEU MINISTÉRIO PÚBLICO, DOS LIMITES SETORIAIS QUE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL IMPÕE A TAIS ÓRGÃOS PÚBLICOS (LC Nº 101/2000, ART. 20, II, “A”) – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410608. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ACO 1431 AGR / MA A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410608. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410608. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto (fls. 296/307), contra decisão que deferiu, em parte, o pedido formulado pelo Estado do Maranhão na petição inicial, tornando definitivo, para o fim nele indicado, em consequência, o conteúdo do provimento cautelar concedido nos presentes autos desta ação originária (fls. 275/283). Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, o que se segue (fls. 298/306): “Na decisão ora agravada, o Ministro relator afirmou que esse STF teria firmado seu entendimento no sentido de reconhecer a intranscendência subjetiva na aplicação das medidas restritivas de direitos, citando como precedentes a AC 1.761/AP, a AC 2.094 e a ACO 1.526-MC/GO. Entretanto, os julgados acima foram proferidos em sede de cognição sumária (decisão de questão de ordem em ação cautelar e referendos de liminares), em que são suficientes apenas o ‘fumus boni iuris’ e o ‘periculum in mora’. Ou seja, não representam jurisprudência pacífica sobre o mérito da questão em debate. Logo, como não há posição sedimentada do Plenário que autorize os Ministros a decidirem monocraticamente, não é possível, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410609. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto (fls. 296/307), contra decisão que deferiu, em parte, o pedido formulado pelo Estado do Maranhão na petição inicial, tornando definitivo, para o fim nele indicado, em consequência, o conteúdo do provimento cautelar concedido nos presentes autos desta ação originária (fls. 275/283). Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, o que se segue (fls. 298/306): “Na decisão ora agravada, o Ministro relator afirmou que esse STF teria firmado seu entendimento no sentido de reconhecer a intranscendência subjetiva na aplicação das medidas restritivas de direitos, citando como precedentes a AC 1.761/AP, a AC 2.094 e a ACO 1.526-MC/GO. Entretanto, os julgados acima foram proferidos em sede de cognição sumária (decisão de questão de ordem em ação cautelar e referendos de liminares), em que são suficientes apenas o ‘fumus boni iuris’ e o ‘periculum in mora’. Ou seja, não representam jurisprudência pacífica sobre o mérito da questão em debate. Logo, como não há posição sedimentada do Plenário que autorize os Ministros a decidirem monocraticamente, não é possível, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ACO 1431 AGR / MA ‘data venia’, o acolhimento do pedido inicial decretada de forma isolada pelo Relator, devendo a questão ser levada ao Plenário da Casa. Já no que se refere aos acórdãos proferidos no julgamento dos agravos regimentais na ACO nº 1.848, ACO nº 1.975 e ACO nº 1.612, também citados como fundamento da decisão agravada, não podem igualmente ser considerados como precedentes representativos da jurisprudência dessa Suprema Corte. Isso porque tais recursos foram julgados em lista pelo Tribunal. …................................................................................................... Muito menos se pode considerar como jurisprudência pacífica a aplicação indiscriminada do princípio da intranscendência em casos como o dos autos, que envolvem a observância dos requisitos da Lei de Responsabilidade Fiscal. …................................................................................................... Diante do exposto, os argumentos articulados pelo autor e acatados pela decisão ora agravada, no que se refere à intranscendência subjetiva das sanções jurídicas, não encontram amparo jurídico, motivo pelo qual merecem ser rejeitados.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, opinou pela improcedência da ação (fls. 266/273). Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410609. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA ‘data venia’, o acolhimento do pedido inicial decretada de forma isolada pelo Relator, devendo a questão ser levada ao Plenário da Casa. Já no que se refere aos acórdãos proferidos no julgamento dos agravos regimentais na ACO nº 1.848, ACO nº 1.975 e ACO nº 1.612, também citados como fundamento da decisão agravada, não podem igualmente ser considerados como precedentes representativos da jurisprudência dessa Suprema Corte. Isso porque tais recursos foram julgados em lista pelo Tribunal. …................................................................................................... Muito menos se pode considerar como jurisprudência pacífica a aplicação indiscriminada do princípio da intranscendência em casos como o dos autos, que envolvem a observância dos requisitos da Lei de Responsabilidade Fiscal. …................................................................................................... Diante do exposto, os argumentos articulados pelo autor e acatados pela decisão ora agravada, no que se refere à intranscendência subjetiva das sanções jurídicas, não encontram amparo jurídico, motivo pelo qual merecem ser rejeitados.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, opinou pela improcedência da ação (fls. 266/273). Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, observo que os elementos produzidos nesta sede processual revelam-se suficientes para justificar o acolhimento da pretensão deduzida pelo Estado do Maranhão. Com efeito, tenho para mim que as restrições que, emanadas da União, incidem sobre o Estado do Maranhão por alegado descumprimento, por parte de seu Poder Legislativo e de seu Ministério Público, dos limites setoriais que a lei de responsabilidade fiscal impõe a tais órgãos públicos (LC nº 101/2000, art. 20, II, “a”) resulta em violação ao princípio da intranscendência (ou da personalidade) das sanções e das medidas restritivas de ordem jurídica. É importante assinalar que o postulado da intranscendência tem recebido o amparo jurisdicional desta Suprema Corte, cujo Plenário, em diversos julgados (ACO 1.372-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 2.091-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO), pronunciando-se em situações como a que ora se examina, deferiu, em favor de entidades estatais, pedidos formulados nos mesmos termos em que foram eles requeridos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, observo que os elementos produzidos nesta sede processual revelam-se suficientes para justificar o acolhimento da pretensão deduzida pelo Estado do Maranhão. Com efeito, tenho para mim que as restrições que, emanadas da União, incidem sobre o Estado do Maranhão por alegado descumprimento, por parte de seu Poder Legislativo e de seu Ministério Público, dos limites setoriais que a lei de responsabilidade fiscal impõe a tais órgãos públicos (LC nº 101/2000, art. 20, II, “a”) resulta em violação ao princípio da intranscendência (ou da personalidade) das sanções e das medidas restritivas de ordem jurídica. É importante assinalar que o postulado da intranscendência tem recebido o amparo jurisdicional desta Suprema Corte, cujo Plenário, em diversos julgados (ACO 1.372-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 2.091-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO), pronunciando-se em situações como a que ora se examina, deferiu, em favor de entidades estatais, pedidos formulados nos mesmos termos em que foram eles requeridos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA Cabe ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária reflete-se em sucessivos julgamentos proferidos no âmbito desta Corte (ACO 1.434/PE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – ACO 1.848/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 1.946/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 683.681/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 768.005/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA OU DA PERSONALIDADE DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE ORDEM JURÍDICA. ART. 5º, XLV, DA CF. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO ENTE ESTATAL POR ATO PRATICADO POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA OU PELO PODER LEGISLATIVO OU JUDICIÁRIO. TESE ADOTADA EM COGNIÇÃO SUMÁRIA PELO PLENO DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal entende que as limitações jurídicas decorrentes do descumprimento de obrigação por entidade da administração indireta não podem ser atribuídas ao ente federal da qual participam, e, pelo mesmo motivo, quando o desrespeito for ocasionado pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário, as consequências não podem alcançar o Poder Executivo. II – Situação dos autos diversa daquela em que se afasta a adoção do princípio se a responsabilidade deriva de ato praticado por órgão do próprio Poder Executivo. III – O caráter provisório de orientação adotada pelo Pleno desta Corte, ainda que proferida em cognição sumária, não impede o julgamento imediato de causas que versem sobre idêntica controvérsia nem dá ensejo a necessário sobrestamento do feito. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 768.238-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA Cabe ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária reflete-se em sucessivos julgamentos proferidos no âmbito desta Corte (ACO 1.434/PE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – ACO 1.848/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 1.946/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 683.681/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 768.005/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA OU DA PERSONALIDADE DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE ORDEM JURÍDICA. ART. 5º, XLV, DA CF. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO ENTE ESTATAL POR ATO PRATICADO POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA OU PELO PODER LEGISLATIVO OU JUDICIÁRIO. TESE ADOTADA EM COGNIÇÃO SUMÁRIA PELO PLENO DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal entende que as limitações jurídicas decorrentes do descumprimento de obrigação por entidade da administração indireta não podem ser atribuídas ao ente federal da qual participam, e, pelo mesmo motivo, quando o desrespeito for ocasionado pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário, as consequências não podem alcançar o Poder Executivo. II – Situação dos autos diversa daquela em que se afasta a adoção do princípio se a responsabilidade deriva de ato praticado por órgão do próprio Poder Executivo. III – O caráter provisório de orientação adotada pelo Pleno desta Corte, ainda que proferida em cognição sumária, não impede o julgamento imediato de causas que versem sobre idêntica controvérsia nem dá ensejo a necessário sobrestamento do feito. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 768.238-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA Vale salientar que, em casos semelhantes ao de que ora se cuida – nos quais se registrava a ocorrência de igual restrição fundada em suposta inobservância dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, alegadamente descumpridos por órgãos estatais dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária (Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa) –, o Supremo Tribunal Federal deferiu provimentos cautelares em favor de Estados-membros que os haviam requerido. Em consequência da outorga de tais medidas cautelares, esta Suprema Corte determinou à União Federal, tal como ora postulado na presente causa, que se abstivesse “(...) de negar autorização ao Estado (...) para operações de crédito, transferências de recursos federais ou, ainda, a obtenção de garantias (art. 23, § 3º, da LRF), com fundamento no descumprimento, pelo Poder Legislativo do referido Estado, do limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal” (AC 2.094-REF- -MC/RO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO), valendo referir, por expressivo dessa orientação, entre outros (AC 1.761/AP, Rel. Min. EROS GRAU – ACO 1.526-MC/GO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.), julgamento proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, consubstanciado em acórdão assim ementado: “O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO DISTRITO FEDERAL: LIMITE GLOBAL E LIMITES SETORIAIS EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (CÂMARA LEGISLATIVA E TRIBUNAL DE CONTAS). – O Poder Executivo do Distrito Federal não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições impostas pela União Federal em tema de celebração de operações financeiras internacionais (recusa de prestação de aval e negativa de autorização), sob a alegação de que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA Vale salientar que, em casos semelhantes ao de que ora se cuida – nos quais se registrava a ocorrência de igual restrição fundada em suposta inobservância dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, alegadamente descumpridos por órgãos estatais dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária (Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa) –, o Supremo Tribunal Federal deferiu provimentos cautelares em favor de Estados-membros que os haviam requerido. Em consequência da outorga de tais medidas cautelares, esta Suprema Corte determinou à União Federal, tal como ora postulado na presente causa, que se abstivesse “(...) de negar autorização ao Estado (...) para operações de crédito, transferências de recursos federais ou, ainda, a obtenção de garantias (art. 23, § 3º, da LRF), com fundamento no descumprimento, pelo Poder Legislativo do referido Estado, do limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal” (AC 2.094-REF- -MC/RO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO), valendo referir, por expressivo dessa orientação, entre outros (AC 1.761/AP, Rel. Min. EROS GRAU – ACO 1.526-MC/GO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.), julgamento proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, consubstanciado em acórdão assim ementado: “O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO DISTRITO FEDERAL: LIMITE GLOBAL E LIMITES SETORIAIS EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (CÂMARA LEGISLATIVA E TRIBUNAL DE CONTAS). – O Poder Executivo do Distrito Federal não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições impostas pela União Federal em tema de celebração de operações financeiras internacionais (recusa de prestação de aval e negativa de autorização), sob a alegação de que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA o Tribunal de Contas e o Poder Legislativo locais – embora observando o índice setorial de 3% – teriam descumprido, cada qual, os limites individuais a eles impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, ‘a’), pois o Governo do Distrito Federal não tem competência para intervir na esfera orgânica da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas, por tratar-se de órgãos investidos de autonomia institucional, por força e efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes. – O art. 20, inciso II, ‘a’, da Lei de Responsabilidade Fiscal – cuja validade constitucional foi inteiramente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (ADI 3.756/DF) – aplica-se, de modo plenamente legítimo, no que se refere ao índice setorial de 3% (três por cento), ao Distrito Federal.” (AC 2.197-REF-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impende observar, ainda, que o Plenário desta Suprema Corte, em recentes julgamentos (ACO 1.848-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 1.975-AgR/SE, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), ao examinar recursos de agravo que versavam matérias similares à ora debatida nesta sede processual, negou-lhes provimento, mantendo, em consequência, decisões impregnadas do mesmo conteúdo veiculado na causa em exame: “O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: LIMITE GLOBAL E LIMITE SETORIAL EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (PODER JUDICIÁRIO). – O Poder Executivo estadual não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições emanadas da União Federal, em matéria de realização de operações de crédito, sob a alegação de que o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas ou o Ministério Público locais teriam descumprido o limite individual a eles imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, ‘a’, ‘b’ e ‘d’), pois o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica de referidas instituições, que dispõem de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA o Tribunal de Contas e o Poder Legislativo locais – embora observando o índice setorial de 3% – teriam descumprido, cada qual, os limites individuais a eles impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, ‘a’), pois o Governo do Distrito Federal não tem competência para intervir na esfera orgânica da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas, por tratar-se de órgãos investidos de autonomia institucional, por força e efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes. – O art. 20, inciso II, ‘a’, da Lei de Responsabilidade Fiscal – cuja validade constitucional foi inteiramente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (ADI 3.756/DF) – aplica-se, de modo plenamente legítimo, no que se refere ao índice setorial de 3% (três por cento), ao Distrito Federal.” (AC 2.197-REF-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impende observar, ainda, que o Plenário desta Suprema Corte, em recentes julgamentos (ACO 1.848-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 1.975-AgR/SE, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), ao examinar recursos de agravo que versavam matérias similares à ora debatida nesta sede processual, negou-lhes provimento, mantendo, em consequência, decisões impregnadas do mesmo conteúdo veiculado na causa em exame: “O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: LIMITE GLOBAL E LIMITE SETORIAL EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (PODER JUDICIÁRIO). – O Poder Executivo estadual não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições emanadas da União Federal, em matéria de realização de operações de crédito, sob a alegação de que o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas ou o Ministério Público locais teriam descumprido o limite individual a eles imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, ‘a’, ‘b’ e ‘d’), pois o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica de referidas instituições, que dispõem de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA plena autonomia institucional a elas outorgada por efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes.” (ACO 1.612-AgR/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre referir, por relevante, no sentido ora exposto e ante a inquestionável procedência de suas observações, ementa de decisão proferida pelo eminente Ministro LUIZ FUX que bem resume a orientação jurisprudencial prevalecente no âmbito desta Suprema Corte sobre a controvérsia jurídica debatida na presente causa: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. INTERESSE DE AGIR CARACTERIZADO. O DESCUMPRIMENTO DE LIMITES DE GASTOS PREVISTOS NA LEGISLAÇÃO ORÇAMENTÁRIA REALIZADO POR TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO, ENTE DOTADO DE AUTONOMIA INSTITUCIONAL, ORGÂNICO- -ADMINISTRATIVA E AUTOGOVERNO, NÃO PODE ENSEJAR A INSCRIÇÃO, NOS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO UTILIZADOS PELA UNIÃO, DE OUTRO ÓRGÃO QUE SOBRE ELE NÃO PODE EXERCER INGERÊNCIA (PODER EXECUTIVO). AÇÃO QUE SE JULGA PROCEDENTE.” (ACO 1.501/PB, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Cabe acentuar, finalmente, que a inviabilidade do presente recurso de agravo interposto pela União Federal, em decorrência da jurisprudência mencionada, impõe uma observação final: no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste ao Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente, o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, legitimando-se, em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar (RTJ 139/53 – 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA plena autonomia institucional a elas outorgada por efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes.” (ACO 1.612-AgR/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre referir, por relevante, no sentido ora exposto e ante a inquestionável procedência de suas observações, ementa de decisão proferida pelo eminente Ministro LUIZ FUX que bem resume a orientação jurisprudencial prevalecente no âmbito desta Suprema Corte sobre a controvérsia jurídica debatida na presente causa: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. INTERESSE DE AGIR CARACTERIZADO. O DESCUMPRIMENTO DE LIMITES DE GASTOS PREVISTOS NA LEGISLAÇÃO ORÇAMENTÁRIA REALIZADO POR TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO, ENTE DOTADO DE AUTONOMIA INSTITUCIONAL, ORGÂNICO- -ADMINISTRATIVA E AUTOGOVERNO, NÃO PODE ENSEJAR A INSCRIÇÃO, NOS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO UTILIZADOS PELA UNIÃO, DE OUTRO ÓRGÃO QUE SOBRE ELE NÃO PODE EXERCER INGERÊNCIA (PODER EXECUTIVO). AÇÃO QUE SE JULGA PROCEDENTE.” (ACO 1.501/PB, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Cabe acentuar, finalmente, que a inviabilidade do presente recurso de agravo interposto pela União Federal, em decorrência da jurisprudência mencionada, impõe uma observação final: no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste ao Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente, o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, legitimando-se, em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar (RTJ 139/53 – 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA RTJ 168/174-175 – RTJ 185/581-582 – RTJ 187/576 – AO 963/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Inq 2.258/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Vale assinalar, por oportuno, que, ao assim proceder, fazendo-o mediante interna delegação de atribuições jurisdicionais, esta Suprema Corte, atenta às exigências de celeridade e de racionalização do processo decisório, limitou-se a reafirmar princípio consagrado em nosso ordenamento positivo (RISTF, art. 21, § 1º; Lei nº 8.038/90, art. 38; CPC, art. 557) que autoriza o Relator da causa a decidir, monocraticamente, o litígio, sempre que este referir-se a tema já definido em “jurisprudência dominante” no Supremo Tribunal Federal. Impõe-se ressaltar, por necessário, que esse preceito legal não implica transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre restará preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “2. A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. Nesse sentido: AI 742.738- -AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 19/3/2010.” (ARE 809.787-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “Agravo regimental em petição. (…). 3. Competência do relator à luz do art. 38 da Lei 8.038/90 e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF 21, § 1º. 4. Ofensa ao princípio da colegialidade não configurada. 5. Precedentes: INQ 2.816, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA RTJ 168/174-175 – RTJ 185/581-582 – RTJ 187/576 – AO 963/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Inq 2.258/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Vale assinalar, por oportuno, que, ao assim proceder, fazendo-o mediante interna delegação de atribuições jurisdicionais, esta Suprema Corte, atenta às exigências de celeridade e de racionalização do processo decisório, limitou-se a reafirmar princípio consagrado em nosso ordenamento positivo (RISTF, art. 21, § 1º; Lei nº 8.038/90, art. 38; CPC, art. 557) que autoriza o Relator da causa a decidir, monocraticamente, o litígio, sempre que este referir-se a tema já definido em “jurisprudência dominante” no Supremo Tribunal Federal. Impõe-se ressaltar, por necessário, que esse preceito legal não implica transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre restará preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “2. A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. Nesse sentido: AI 742.738- -AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 19/3/2010.” (ARE 809.787-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “Agravo regimental em petição. (…). 3. Competência do relator à luz do art. 38 da Lei 8.038/90 e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF 21, § 1º. 4. Ofensa ao princípio da colegialidade não configurada. 5. Precedentes: INQ 2.816, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA Celso de Mello; INQ 2.902, Ayres Britto; INQ 1.775, Nelson Jobim, INQ 1.920, Marco Aurélio.” (Pet 5.055-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA Celso de Mello; INQ 2.902, Ayres Britto; INQ 1.775, Nelson Jobim, INQ 1.920, Marco Aurélio.” (Pet 5.055-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058508 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9426284
2015-06-17T00:00:00
2015-09-22T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
E M E N T A: AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA CAUSA – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 21, § 1º) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – IMPEDIMENTO À REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO DESTINADAS AO PROGRAMA EMERGENCIAL DE FINANCIAMENTO AOS ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL - PEF, AO PROJETO DE MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DAS RECEITAS E DA GESTÃO FISCAL, FINANCEIRA E PATRIMONIAL DAS ADMINISTRAÇÕES ESTADUAIS - PMAE E AO PROJETO DE FORTALECIMENTO DA GESTÃO FISCAL - PROFIS – RESTRIÇÕES QUE, EMANADAS DA UNIÃO, INCIDEM SOBRE O ESTADO DO MARANHÃO POR ALEGADO DESCUMPRIMENTO, POR PARTE DE SEU PODER LEGISLATIVO E DE SEU MINISTÉRIO PÚBLICO, DOS LIMITES SETORIAIS QUE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL IMPÕE A TAIS ÓRGÃOS PÚBLICOS (LC Nº 101/2000, ART. 20, II, “A”) – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur320768
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DA PENA) RE 768238 AgR (2ªT), ACO 1372 AgR (TP), ACO 2091 AgR (TP). (ESTADO-MEMBRO, OPERAÇÃO DE CRÉDITO, LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL) AC 2094 MC-REF (TP), AC 2197 MC-REF (TP), ACO 1975 AgR (TP), ACO 1612 AgR (TP), ACO 1848 AgR (TP). (COMPETÊNCIA, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO RELATOR) RTJ 139/53, RTJ 168/174, RTJ 185/581. (PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE) Pet 5055 AgR (TP), ARE 809787 AgR (1ªT), AI 159892 AGR (1ªT), RTJ 181/1133. - Decisões monocráticas citadas: (PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DA PENA ) ACO 1434, ACO 1848, ACO 1946, RE 768005, ARE 683681. (ESTADO-MEMBRO, OPERAÇÃO DE CRÉDITO, LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL) AC 1761, ACO 1501, ACO 1526. (COMPETÊNCIA, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO-RELATOR) Inq 2258, AO 963. Número de páginas: 12. Análise: 06/10/2015, KBP.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
1431
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00038\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-000101 ANO-2000\n ART-00020 INC-00002 LET-A\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ACO-AgR
acordaos
ACO 1431 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO E M E N T A: AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA CAUSA – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 21, § 1...) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – IMPEDIMENTO À REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO DESTINADAS AO PROGRAMA EMERGENCIAL DE FINANCIAMENTO AOS ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL - PEF, AO PROJETO DE MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DAS RECEITAS E DA GESTÃO FISCAL, FINANCEIRA E PATRIMONIAL DAS ADMINISTRAÇÕES ESTADUAIS - PMAE E AO PROJETO DE FORTALECIMENTO DA GESTÃO FISCAL - PROFIS – RESTRIÇÕES QUE, EMANADAS DA UNIÃO, INCIDEM SOBRE O ESTADO DO MARANHÃO POR ALEGADO DESCUMPRIMENTO, POR PARTE DE SEU PODER LEGISLATIVO E DE SEU MINISTÉRIO PÚBLICO, DOS LIMITES SETORIAIS QUE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL IMPÕE A TAIS ÓRGÃOS PÚBLICOS (Lei Complementar n 101/2000, ART. 20, II, “A”) – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410608. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ACO 1431 AGR / MA A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410608. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410608. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto (fls. 296/307), contra decisão que deferiu, em parte, o pedido formulado pelo Estado do Maranhão na petição inicial, tornando definitivo, para o fim nele indicado, em consequência, o conteúdo do provimento cautelar concedido nos presentes autos desta ação originária (fls. 275/283). Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, o que se segue (fls. 298/306): “Na decisão ora agravada, o Ministro relator afirmou que esse Supremo Tribunal Federal teria firmado seu entendimento no sentido de reconhecer a intranscendência subjetiva na aplicação das medidas restritivas de direitos, citando como precedentes a AC 1.761/AP, a AC 2.094 e a ACO 1.526-MC/GO. Entretanto, os julgados acima foram proferidos em sede de cognição sumária (decisão de questão de ordem em ação cautelar e referendos de liminares), em que são suficientes apenas o ‘fumus boni iuris’ e o ‘periculum in mora’. Ou seja, não representam jurisprudência pacífica sobre o mérito da questão em debate. Logo, como não há posição sedimentada do Plenário que autorize os Ministros a decidirem monocraticamente, não é possível, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410609. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto (fls. 296/307), contra decisão que deferiu, em parte, o pedido formulado pelo Estado do Maranhão na petição inicial, tornando definitivo, para o fim nele indicado, em consequência, o conteúdo do provimento cautelar concedido nos presentes autos desta ação originária (fls. 275/283). Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, o que se segue (fls. 298/306): “Na decisão ora agravada, o Ministro relator afirmou que esse Supremo Tribunal Federal teria firmado seu entendimento no sentido de reconhecer a intranscendência subjetiva na aplicação das medidas restritivas de direitos, citando como precedentes a AC 1.761/AP, a AC 2.094 e a ACO 1.526-MC/GO. Entretanto, os julgados acima foram proferidos em sede de cognição sumária (decisão de questão de ordem em ação cautelar e referendos de liminares), em que são suficientes apenas o ‘fumus boni iuris’ e o ‘periculum in mora’. Ou seja, não representam jurisprudência pacífica sobre o mérito da questão em debate. Logo, como não há posição sedimentada do Plenário que autorize os Ministros a decidirem monocraticamente, não é possível, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ACO 1431 AGR / MA ‘data venia’, o acolhimento do pedido inicial decretada de forma isolada pelo Relator, devendo a questão ser levada ao Plenário da Casa. Já no que se refere aos acórdãos proferidos no julgamento dos agravos regimentais na ACO n 1.848, ACO n 1.975 e ACO n 1.612, também citados como fundamento da decisão agravada, não podem igualmente ser considerados como precedentes representativos da jurisprudência dessa Suprema Corte. Isso porque tais recursos foram julgados em lista pelo Tribunal. …................................................................................................... Muito menos se pode considerar como jurisprudência pacífica a aplicação indiscriminada do princípio da intranscendência em casos como o dos autos, que envolvem a observância dos requisitos da Lei de Responsabilidade Fiscal. …................................................................................................... Diante do exposto, os argumentos articulados pelo autor e acatados pela decisão ora agravada, no que se refere à intranscendência subjetiva das sanções jurídicas, não encontram amparo jurídico, motivo pelo qual merecem ser rejeitados.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, opinou pela improcedência da ação (fls. 266/273). Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410609. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA ‘data venia’, o acolhimento do pedido inicial decretada de forma isolada pelo Relator, devendo a questão ser levada ao Plenário da Casa. Já no que se refere aos acórdãos proferidos no julgamento dos agravos regimentais na ACO n 1.848, ACO n 1.975 e ACO n 1.612, também citados como fundamento da decisão agravada, não podem igualmente ser considerados como precedentes representativos da jurisprudência dessa Suprema Corte. Isso porque tais recursos foram julgados em lista pelo Tribunal. …................................................................................................... Muito menos se pode considerar como jurisprudência pacífica a aplicação indiscriminada do princípio da intranscendência em casos como o dos autos, que envolvem a observância dos requisitos da Lei de Responsabilidade Fiscal. …................................................................................................... Diante do exposto, os argumentos articulados pelo autor e acatados pela decisão ora agravada, no que se refere à intranscendência subjetiva das sanções jurídicas, não encontram amparo jurídico, motivo pelo qual merecem ser rejeitados.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, opinou pela improcedência da ação (fls. 266/273). Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, observo que os elementos produzidos nesta sede processual revelam-se suficientes para justificar o acolhimento da pretensão deduzida pelo Estado do Maranhão. Com efeito, tenho para mim que as restrições que, emanadas da União, incidem sobre o Estado do Maranhão por alegado descumprimento, por parte de seu Poder Legislativo e de seu Ministério Público, dos limites setoriais que a lei de responsabilidade fiscal impõe a tais órgãos públicos (Lei Complementar n 101/2000, art. 20, II, “a”) resulta em violação ao princípio da intranscendência (ou da personalidade) das sanções e das medidas restritivas de ordem jurídica. É importante assinalar que o postulado da intranscendência tem recebido o amparo jurisdicional desta Suprema Corte, cujo Plenário, em diversos julgados (ACO 1.372-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 2.091-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO), pronunciando-se em situações como a que ora se examina, deferiu, em favor de entidades estatais, pedidos formulados nos mesmos termos em que foram eles requeridos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, observo que os elementos produzidos nesta sede processual revelam-se suficientes para justificar o acolhimento da pretensão deduzida pelo Estado do Maranhão. Com efeito, tenho para mim que as restrições que, emanadas da União, incidem sobre o Estado do Maranhão por alegado descumprimento, por parte de seu Poder Legislativo e de seu Ministério Público, dos limites setoriais que a lei de responsabilidade fiscal impõe a tais órgãos públicos (Lei Complementar n 101/2000, art. 20, II, “a”) resulta em violação ao princípio da intranscendência (ou da personalidade) das sanções e das medidas restritivas de ordem jurídica. É importante assinalar que o postulado da intranscendência tem recebido o amparo jurisdicional desta Suprema Corte, cujo Plenário, em diversos julgados (ACO 1.372-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 2.091-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO), pronunciando-se em situações como a que ora se examina, deferiu, em favor de entidades estatais, pedidos formulados nos mesmos termos em que foram eles requeridos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA Cabe ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária reflete-se em sucessivos julgamentos proferidos no âmbito desta Corte (ACO 1.434/PE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – ACO 1.848/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 1.946/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 683.681/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 768.005/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA OU DA PERSONALIDADE DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE ORDEM JURÍDICA. ART. 5..., XLV, DA Constituição Federal de 1988. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO ENTE ESTATAL POR ATO PRATICADO POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA OU PELO PODER LEGISLATIVO OU JUDICIÁRIO. TESE ADOTADA EM COGNIÇÃO SUMÁRIA PELO PLENO DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal entende que as limitações jurídicas decorrentes do descumprimento de obrigação por entidade da administração indireta não podem ser atribuídas ao ente federal da qual participam, e, pelo mesmo motivo, quando o desrespeito for ocasionado pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário, as consequências não podem alcançar o Poder Executivo. II – Situação dos autos diversa daquela em que se afasta a adoção do princípio se a responsabilidade deriva de ato praticado por órgão do próprio Poder Executivo. III – O caráter provisório de orientação adotada pelo Pleno desta Corte, ainda que proferida em cognição sumária, não impede o julgamento imediato de causas que versem sobre idêntica controvérsia nem dá ensejo a necessário sobrestamento do feito. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 768.238-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA Cabe ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária reflete-se em sucessivos julgamentos proferidos no âmbito desta Corte (ACO 1.434/PE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – ACO 1.848/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 1.946/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 683.681/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 768.005/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA OU DA PERSONALIDADE DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE ORDEM JURÍDICA. ART. 5..., XLV, DA Constituição Federal de 1988. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO ENTE ESTATAL POR ATO PRATICADO POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA OU PELO PODER LEGISLATIVO OU JUDICIÁRIO. TESE ADOTADA EM COGNIÇÃO SUMÁRIA PELO PLENO DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal entende que as limitações jurídicas decorrentes do descumprimento de obrigação por entidade da administração indireta não podem ser atribuídas ao ente federal da qual participam, e, pelo mesmo motivo, quando o desrespeito for ocasionado pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário, as consequências não podem alcançar o Poder Executivo. II – Situação dos autos diversa daquela em que se afasta a adoção do princípio se a responsabilidade deriva de ato praticado por órgão do próprio Poder Executivo. III – O caráter provisório de orientação adotada pelo Pleno desta Corte, ainda que proferida em cognição sumária, não impede o julgamento imediato de causas que versem sobre idêntica controvérsia nem dá ensejo a necessário sobrestamento do feito. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 768.238-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA Vale salientar que, em casos semelhantes ao de que ora se cuida – nos quais se registrava a ocorrência de igual restrição fundada em suposta inobservância dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, alegadamente descumpridos por órgãos estatais dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária (Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa) –, o Supremo Tribunal Federal deferiu provimentos cautelares em favor de Estados-membros que os haviam requerido. Em consequência da outorga de tais medidas cautelares, esta Suprema Corte determinou à União Federal, tal como ora postulado na presente causa, que se abstivesse “(...) de negar autorização ao Estado (...) para operações de crédito, transferências de recursos federais ou, ainda, a obtenção de garantias (art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal), com fundamento no descumprimento, pelo Poder Legislativo do referido Estado, do limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal” (AC 2.094-REF- -MC/RO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO), valendo referir, por expressivo dessa orientação, entre outros (AC 1.761/AP, Rel. Min. EROS GRAU – ACO 1.526-MC/GO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.), julgamento proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, consubstanciado em acórdão assim ementado: “O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO DISTRITO FEDERAL: LIMITE GLOBAL E LIMITES SETORIAIS EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (CÂMARA LEGISLATIVA E TRIBUNAL DE CONTAS). – O Poder Executivo do Distrito Federal não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições impostas pela União Federal em tema de celebração de operações financeiras internacionais (recusa de prestação de aval e negativa de autorização), sob a alegação de que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA Vale salientar que, em casos semelhantes ao de que ora se cuida – nos quais se registrava a ocorrência de igual restrição fundada em suposta inobservância dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, alegadamente descumpridos por órgãos estatais dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária (Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa) –, o Supremo Tribunal Federal deferiu provimentos cautelares em favor de Estados-membros que os haviam requerido. Em consequência da outorga de tais medidas cautelares, esta Suprema Corte determinou à União Federal, tal como ora postulado na presente causa, que se abstivesse “(...) de negar autorização ao Estado (...) para operações de crédito, transferências de recursos federais ou, ainda, a obtenção de garantias (art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal), com fundamento no descumprimento, pelo Poder Legislativo do referido Estado, do limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal” (AC 2.094-REF- -MC/RO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO), valendo referir, por expressivo dessa orientação, entre outros (AC 1.761/AP, Rel. Min. EROS GRAU – ACO 1.526-MC/GO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.), julgamento proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, consubstanciado em acórdão assim ementado: “O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO DISTRITO FEDERAL: LIMITE GLOBAL E LIMITES SETORIAIS EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (CÂMARA LEGISLATIVA E TRIBUNAL DE CONTAS). – O Poder Executivo do Distrito Federal não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições impostas pela União Federal em tema de celebração de operações financeiras internacionais (recusa de prestação de aval e negativa de autorização), sob a alegação de que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA o Tribunal de Contas e o Poder Legislativo locais – embora observando o índice setorial de 3% – teriam descumprido, cada qual, os limites individuais a eles impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, ‘a’), pois o Governo do Distrito Federal não tem competência para intervir na esfera orgânica da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas, por tratar-se de órgãos investidos de autonomia institucional, por força e efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes. – O art. 20, inciso II, ‘a’, da Lei de Responsabilidade Fiscal – cuja validade constitucional foi inteiramente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (ADI 3.756/DF) – aplica-se, de modo plenamente legítimo, no que se refere ao índice setorial de 3% (três por cento), ao Distrito Federal.” (AC 2.197-REF-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impende observar, ainda, que o Plenário desta Suprema Corte, em recentes julgamentos (ACO 1.848-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 1.975-AgR/SE, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), ao examinar recursos de agravo que versavam matérias similares à ora debatida nesta sede processual, negou-lhes provimento, mantendo, em consequência, decisões impregnadas do mesmo conteúdo veiculado na causa em exame: “O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: LIMITE GLOBAL E LIMITE SETORIAL EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (PODER JUDICIÁRIO). – O Poder Executivo estadual não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições emanadas da União Federal, em matéria de realização de operações de crédito, sob a alegação de que o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas ou o Ministério Público locais teriam descumprido o limite individual a eles imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, ‘a’, ‘b’ e ‘d’), pois o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica de referidas instituições, que dispõem de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA o Tribunal de Contas e o Poder Legislativo locais – embora observando o índice setorial de 3% – teriam descumprido, cada qual, os limites individuais a eles impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, ‘a’), pois o Governo do Distrito Federal não tem competência para intervir na esfera orgânica da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas, por tratar-se de órgãos investidos de autonomia institucional, por força e efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes. – O art. 20, inciso II, ‘a’, da Lei de Responsabilidade Fiscal – cuja validade constitucional foi inteiramente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (ADI 3.756/DF) – aplica-se, de modo plenamente legítimo, no que se refere ao índice setorial de 3% (três por cento), ao Distrito Federal.” (AC 2.197-REF-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impende observar, ainda, que o Plenário desta Suprema Corte, em recentes julgamentos (ACO 1.848-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 1.975-AgR/SE, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), ao examinar recursos de agravo que versavam matérias similares à ora debatida nesta sede processual, negou-lhes provimento, mantendo, em consequência, decisões impregnadas do mesmo conteúdo veiculado na causa em exame: “O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: LIMITE GLOBAL E LIMITE SETORIAL EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (PODER JUDICIÁRIO). – O Poder Executivo estadual não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições emanadas da União Federal, em matéria de realização de operações de crédito, sob a alegação de que o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas ou o Ministério Público locais teriam descumprido o limite individual a eles imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, ‘a’, ‘b’ e ‘d’), pois o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica de referidas instituições, que dispõem de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA plena autonomia institucional a elas outorgada por efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes.” (ACO 1.612-AgR/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre referir, por relevante, no sentido ora exposto e ante a inquestionável procedência de suas observações, ementa de decisão proferida pelo eminente Ministro LUIZ FUX que bem resume a orientação jurisprudencial prevalecente no âmbito desta Suprema Corte sobre a controvérsia jurídica debatida na presente causa: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. INTERESSE DE AGIR CARACTERIZADO. O DESCUMPRIMENTO DE LIMITES DE GASTOS PREVISTOS NA LEGISLAÇÃO ORÇAMENTÁRIA REALIZADO POR TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO, ENTE DOTADO DE AUTONOMIA INSTITUCIONAL, ORGÂNICO- -ADMINISTRATIVA E AUTOGOVERNO, NÃO PODE ENSEJAR A INSCRIÇÃO, NOS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO UTILIZADOS PELA UNIÃO, DE OUTRO ÓRGÃO QUE SOBRE ELE NÃO PODE EXERCER INGERÊNCIA (PODER EXECUTIVO). AÇÃO QUE SE JULGA PROCEDENTE.” (ACO 1.501/PB, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Cabe acentuar, finalmente, que a inviabilidade do presente recurso de agravo interposto pela União Federal, em decorrência da jurisprudência mencionada, impõe uma observação final: no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste ao Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente, o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, legitimando-se, em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar (RTJ 139/53 – 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA plena autonomia institucional a elas outorgada por efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes.” (ACO 1.612-AgR/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre referir, por relevante, no sentido ora exposto e ante a inquestionável procedência de suas observações, ementa de decisão proferida pelo eminente Ministro LUIZ FUX que bem resume a orientação jurisprudencial prevalecente no âmbito desta Suprema Corte sobre a controvérsia jurídica debatida na presente causa: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. INTERESSE DE AGIR CARACTERIZADO. O DESCUMPRIMENTO DE LIMITES DE GASTOS PREVISTOS NA LEGISLAÇÃO ORÇAMENTÁRIA REALIZADO POR TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO, ENTE DOTADO DE AUTONOMIA INSTITUCIONAL, ORGÂNICO- -ADMINISTRATIVA E AUTOGOVERNO, NÃO PODE ENSEJAR A INSCRIÇÃO, NOS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO UTILIZADOS PELA UNIÃO, DE OUTRO ÓRGÃO QUE SOBRE ELE NÃO PODE EXERCER INGERÊNCIA (PODER EXECUTIVO). AÇÃO QUE SE JULGA PROCEDENTE.” (ACO 1.501/PB, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Cabe acentuar, finalmente, que a inviabilidade do presente recurso de agravo interposto pela União Federal, em decorrência da jurisprudência mencionada, impõe uma observação final: no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste ao Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente, o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, legitimando-se, em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar (RTJ 139/53 – 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA RTJ 168/174-175 – RTJ 185/581-582 – RTJ 187/576 – AO 963/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Inq 2.258/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Vale assinalar, por oportuno, que, ao assim proceder, fazendo-o mediante interna delegação de atribuições jurisdicionais, esta Suprema Corte, atenta às exigências de celeridade e de racionalização do processo decisório, limitou-se a reafirmar princípio consagrado em nosso ordenamento positivo (RISTF, art. 21, § 1...; Lei n 8.038/90, art. 38; Código de Processo Civil, art. 557) que autoriza o Relator da causa a decidir, monocraticamente, o litígio, sempre que este referir-se a tema já definido em “jurisprudência dominante” no Supremo Tribunal Federal. Impõe-se ressaltar, por necessário, que esse preceito legal não implica transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre restará preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “2. A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. Nesse sentido: AI 742.738- -AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 19/3/2010.” (ARE 809.787-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “Agravo regimental em petição. (…). 3. Competência do relator à luz do art. 38 da Lei 8.038/90 e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF 21, § 1.... 4. Ofensa ao princípio da colegialidade não configurada. 5. Precedentes: INQ 2.816, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA RTJ 168/174-175 – RTJ 185/581-582 – RTJ 187/576 – AO 963/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Inq 2.258/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Vale assinalar, por oportuno, que, ao assim proceder, fazendo-o mediante interna delegação de atribuições jurisdicionais, esta Suprema Corte, atenta às exigências de celeridade e de racionalização do processo decisório, limitou-se a reafirmar princípio consagrado em nosso ordenamento positivo (RISTF, art. 21, § 1...; Lei n 8.038/90, art. 38; Código de Processo Civil, art. 557) que autoriza o Relator da causa a decidir, monocraticamente, o litígio, sempre que este referir-se a tema já definido em “jurisprudência dominante” no Supremo Tribunal Federal. Impõe-se ressaltar, por necessário, que esse preceito legal não implica transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre restará preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “2. A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. Nesse sentido: AI 742.738- -AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 19/3/2010.” (ARE 809.787-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “Agravo regimental em petição. (…). 3. Competência do relator à luz do art. 38 da Lei 8.038/90 e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF 21, § 1.... 4. Ofensa ao princípio da colegialidade não configurada. 5. Precedentes: INQ 2.816, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ACO 1431 AGR / MA Celso de Mello; INQ 2.902, Ayres Britto; INQ 1.775, Nelson Jobim, INQ 1.920, Marco Aurélio.” (Pet 5.055-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Supremo Tribunal Federal ACO 1431 AGR / MA Celso de Mello; INQ 2.902, Ayres Britto; INQ 1.775, Nelson Jobim, INQ 1.920, Marco Aurélio.” (Pet 5.055-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9410610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058508 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.431 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em petição 2. Não cabimento de recurso ordinário constitucional em sede de execução em mandado de segurança. 3. Rol de hipóteses de cabimento do recurso ordinário, do art. 102, II, “a”, CF, é taxativo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247524. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a uma petição de agravo de instrumento, tendo em vista a manifesta inadmissibilidade. Em síntese, a ora agravante, ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL, obteve a segurança pleiteada no Superior Tribunal de Justiça. No entanto, o ora agravado, INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, opôs embargos à execução, alegando, entre outros aspectos, litispendência da execução em relação às execuções promovidas no MS 4.000/DF e no MS 4.151/DF. O argumento foi acolhido pela Corte Superior de Justiça, em decisão monocrática, motivo pelo qual a decisão foi agravada e, posteriormente, embargada. Após o insucesso dos recursos interpostos, a agravante interpôs recurso ordinário, o qual foi inadmitido pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista a ausência de previsão legal. Daí, a interposição de petição de agravo de instrumento, requerendo o trânsito do recurso ordinário. Neguei-lhe seguimento, conforme fundamentos da inadmissão pelo STJ – ausência de previsão legal do recurso e impossibilidade de aplicação do princípio da fungibilidade, diante da configuração de erro grosseiro. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247525. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a uma petição de agravo de instrumento, tendo em vista a manifesta inadmissibilidade. Em síntese, a ora agravante, ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL, obteve a segurança pleiteada no Superior Tribunal de Justiça. No entanto, o ora agravado, INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, opôs embargos à execução, alegando, entre outros aspectos, litispendência da execução em relação às execuções promovidas no MS 4.000/DF e no MS 4.151/DF. O argumento foi acolhido pela Corte Superior de Justiça, em decisão monocrática, motivo pelo qual a decisão foi agravada e, posteriormente, embargada. Após o insucesso dos recursos interpostos, a agravante interpôs recurso ordinário, o qual foi inadmitido pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista a ausência de previsão legal. Daí, a interposição de petição de agravo de instrumento, requerendo o trânsito do recurso ordinário. Neguei-lhe seguimento, conforme fundamentos da inadmissão pelo STJ – ausência de previsão legal do recurso e impossibilidade de aplicação do princípio da fungibilidade, diante da configuração de erro grosseiro. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório PET 5349 AGR / DF Por esse motivo, foi interposto o presente agravo regimental, no qual se reiteram os argumentos anteriores, enfatizando a tese do cabimento do recurso ordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247525. Supremo Tribunal Federal PET 5349 AGR / DF Por esse motivo, foi interposto o presente agravo regimental, no qual se reiteram os argumentos anteriores, enfatizando a tese do cabimento do recurso ordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como já consignado na decisão agravada, o cabimento do recurso ordinário é restrito às hipóteses previstas no art. 102, inciso II, “a”, da Constituição Federal – o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos tribunais superiores, se denegatória a decisão. Por óbvio, somente é possível denegar a segurança na fase de conhecimento da impugnação, razão pela qual é incabível a interposição do recurso em sede executiva. Logo, não cabe o recurso previsto no art. 102, inciso II, “a”, CF, na fase executiva, conforme apontado na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Ressalto que a garantia do duplo grau de jurisdição não implica a ampliação das hipóteses de interposição de recurso ordinário previstas no permissivo constitucional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247528. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como já consignado na decisão agravada, o cabimento do recurso ordinário é restrito às hipóteses previstas no art. 102, inciso II, “a”, da Constituição Federal – o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos tribunais superiores, se denegatória a decisão. Por óbvio, somente é possível denegar a segurança na fase de conhecimento da impugnação, razão pela qual é incabível a interposição do recurso em sede executiva. Logo, não cabe o recurso previsto no art. 102, inciso II, “a”, CF, na fase executiva, conforme apontado na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Ressalto que a garantia do duplo grau de jurisdição não implica a ampliação das hipóteses de interposição de recurso ordinário previstas no permissivo constitucional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247528. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8283696 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8283696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8297845
2015-02-24T00:00:00
2015-04-27T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.02.2015.
AG.REG. NA PETIÇÃO
Agravo regimental em petição 2. Não cabimento de recurso ordinário constitucional em sede de execução em mandado de segurança. 3. Rol de hipóteses de cabimento do recurso ordinário, do art. 102, II, “a”, CF, é taxativo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur301969
Número de páginas: 5. Análise: 04/05/2015, AMA.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
5349
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
Pet-AgR
acordaos
Pet 5349 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em petição 2. Não cabimento de recurso ordinário constitucional em sede de execução em mandado de segurança. 3. Rol de hipóteses de cabimento do recurso ordinário, do art. 102, II, “a”, Constituição Federal de 1988, é taxativo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247524. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a uma petição de agravo de instrumento, tendo em vista a manifesta inadmissibilidade. Em síntese, a ora agravante, ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL, obteve a segurança pleiteada no Superior Tribunal de Justiça. No entanto, o ora agravado, INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, opôs embargos à execução, alegando, entre outros aspectos, litispendência da execução em relação às execuções promovidas no MS 4.000/DF e no MS 4.151/DF. O argumento foi acolhido pela Corte Superior de Justiça, em decisão monocrática, motivo pelo qual a decisão foi agravada e, posteriormente, embargada. Após o insucesso dos recursos interpostos, a agravante interpôs recurso ordinário, o qual foi inadmitido pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista a ausência de previsão legal. Daí, a interposição de petição de agravo de instrumento, requerendo o trânsito do recurso ordinário. Neguei-lhe seguimento, conforme fundamentos da inadmissão pelo Superior Tribunal de Justiça – ausência de previsão legal do recurso e impossibilidade de aplicação do princípio da fungibilidade, diante da configuração de erro grosseiro. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247525. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a uma petição de agravo de instrumento, tendo em vista a manifesta inadmissibilidade. Em síntese, a ora agravante, ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL, obteve a segurança pleiteada no Superior Tribunal de Justiça. No entanto, o ora agravado, INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, opôs embargos à execução, alegando, entre outros aspectos, litispendência da execução em relação às execuções promovidas no MS 4.000/DF e no MS 4.151/DF. O argumento foi acolhido pela Corte Superior de Justiça, em decisão monocrática, motivo pelo qual a decisão foi agravada e, posteriormente, embargada. Após o insucesso dos recursos interpostos, a agravante interpôs recurso ordinário, o qual foi inadmitido pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista a ausência de previsão legal. Daí, a interposição de petição de agravo de instrumento, requerendo o trânsito do recurso ordinário. Neguei-lhe seguimento, conforme fundamentos da inadmissão pelo Superior Tribunal de Justiça – ausência de previsão legal do recurso e impossibilidade de aplicação do princípio da fungibilidade, diante da configuração de erro grosseiro. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório PET 5349 AGR / DF Por esse motivo, foi interposto o presente agravo regimental, no qual se reiteram os argumentos anteriores, enfatizando a tese do cabimento do recurso ordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247525. Supremo Tribunal Federal PET 5349 AGR / DF Por esse motivo, foi interposto o presente agravo regimental, no qual se reiteram os argumentos anteriores, enfatizando a tese do cabimento do recurso ordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como já consignado na decisão agravada, o cabimento do recurso ordinário é restrito às hipóteses previstas no art. 102, inciso II, “a”, da Constituição Federal – o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos tribunais superiores, se denegatória a decisão. Por óbvio, somente é possível denegar a segurança na fase de conhecimento da impugnação, razão pela qual é incabível a interposição do recurso em sede executiva. Logo, não cabe o recurso previsto no art. 102, inciso II, “a”, Constituição Federal de 1988, na fase executiva, conforme apontado na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Ressalto que a garantia do duplo grau de jurisdição não implica a ampliação das hipóteses de interposição de recurso ordinário previstas no permissivo constitucional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247528. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como já consignado na decisão agravada, o cabimento do recurso ordinário é restrito às hipóteses previstas no art. 102, inciso II, “a”, da Constituição Federal – o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos tribunais superiores, se denegatória a decisão. Por óbvio, somente é possível denegar a segurança na fase de conhecimento da impugnação, razão pela qual é incabível a interposição do recurso em sede executiva. Logo, não cabe o recurso previsto no art. 102, inciso II, “a”, Constituição Federal de 1988, na fase executiva, conforme apontado na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Ressalto que a garantia do duplo grau de jurisdição não implica a ampliação das hipóteses de interposição de recurso ordinário previstas no permissivo constitucional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8247528. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8283696 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 5.349 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8283696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 4 . 000 / DF", "MS 4 . 151 / DF", "PETIÇÃO 5 . 349", "MS 4 . 000 / DF", "MS 4 . 151 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , II , “ a ” , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso II , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 102 , inciso II , “ a ” , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso II , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 102 , inciso II , “ a ” , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "Corte Superior de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "ASSOCIAÇÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "Corte Superior de Justiça", "Superior Tribunal de", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "MARIANA PRADO GARCIA DE QUEIROZ VELHO", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) :BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI Nº 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA E M E N T A: RECLAMAÇÃO – FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 – RTJ 166/785) – COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE JUSTIÇA PARA EXERCER O CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS E ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS E/OU MUNICIPAIS CONTESTADOS EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL – A “REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE” NO ÂMBITO DOS ESTADOS-MEMBROS (CF, ART. 125, § 2º) – A QUESTÃO DA PARAMETRICIDADE DAS CLÁUSULAS CONSTITUCIONAIS ESTADUAIS, DE CARÁTER REMISSIVO, PARA FINS DE CONTROLE CONCENTRADO DE LEIS E ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS E/OU MUNICIPAIS CONTESTADOS, PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL, EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL – DOUTRINA – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O único instrumento jurídico revestido de parametricidade, para efeito de fiscalização concentrada de constitucionalidade de lei ou de atos normativos estaduais e/ou municipais, é, tão somente, a Constituição do próprio Estado-membro (CF, art. 125, § 2º), que se qualifica, para esse fim, como pauta de referência ou paradigma de confronto, mesmo nos casos em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258536. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão RCL 5690 AGR / RS que a Carta Estadual haja formalmente incorporado ao seu texto normas constitucionais federais que se impõem à observância compulsória das unidades federadas. Doutrina. Precedentes. – Revela-se legítimo invocar, como referência paradigmática, para efeito de controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e/ou municipais, cláusula de caráter remissivo que, inscrita na Constituição Estadual, remete, diretamente, às regras normativas constantes da própria Constituição Federal, assim incorporando-as, formalmente, mediante referida técnica de remissão, ao plano do ordenamento constitucional do Estado-membro. – Com a técnica de remissão normativa, o Estado-membro confere parametricidade às normas que, embora constantes da Constituição Federal, passam a compor, formalmente, em razão da expressa referência a elas feita, o “corpus” constitucional dessa unidade política da Federação, o que torna possível erigir-se, como parâmetro de confronto, para os fins a que se refere o art. 125, § 2º, da Constituição da República, a própria norma constitucional estadual de conteúdo remissivo. Doutrina. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258536. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS que a Carta Estadual haja formalmente incorporado ao seu texto normas constitucionais federais que se impõem à observância compulsória das unidades federadas. Doutrina. Precedentes. – Revela-se legítimo invocar, como referência paradigmática, para efeito de controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e/ou municipais, cláusula de caráter remissivo que, inscrita na Constituição Estadual, remete, diretamente, às regras normativas constantes da própria Constituição Federal, assim incorporando-as, formalmente, mediante referida técnica de remissão, ao plano do ordenamento constitucional do Estado-membro. – Com a técnica de remissão normativa, o Estado-membro confere parametricidade às normas que, embora constantes da Constituição Federal, passam a compor, formalmente, em razão da expressa referência a elas feita, o “corpus” constitucional dessa unidade política da Federação, o que torna possível erigir-se, como parâmetro de confronto, para os fins a que se refere o art. 125, § 2º, da Constituição da República, a própria norma constitucional estadual de conteúdo remissivo. Doutrina. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) :BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI Nº 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento, nesta Corte Suprema, à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue (fls. 145/148): “Na referida ADIN a Fecomércio alegou que a Lei n. 1.871/2000 do Município de Cachoeirinha havia violado os artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988, conforme se verifica na inicial em anexo. Sob fundamento de que a Lei Municipal havia violado a Constituição Federal, o referido desembargador deferiu liminar para suspender a Lei n. 1.871/00, ao entender que havia violado dispositivos da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) :BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI Nº 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento, nesta Corte Suprema, à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue (fls. 145/148): “Na referida ADIN a Fecomércio alegou que a Lei n. 1.871/2000 do Município de Cachoeirinha havia violado os artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988, conforme se verifica na inicial em anexo. Sob fundamento de que a Lei Municipal havia violado a Constituição Federal, o referido desembargador deferiu liminar para suspender a Lei n. 1.871/00, ao entender que havia violado dispositivos da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório RCL 5690 AGR / RS Constituição Federal, conforme cópia em anexo e cujos trechos destacamos abaixo: ‘O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1º, inc. IV, da CF/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8º).’ …................................................................................................ Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da CF/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da CF/88).’ (…) O Governador do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou a ADIN n. 409-3 perante o Supremo Tribunal Federal postulando a declaração de inconstitucionalidade da expressão ‘e a Constituição Federal’ contida na alínea ‘d’ do inciso XII do artigo 95 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Entendeu o STF ser incabível a interposição de ADIN contra lei municipal sob o fundamento de suposta violação à Constituição Federal. ….............................................................................................................. Constata-se que a ADIn interposta perante o Tribunal de Justiça tem como base a suposta violação dos artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988. Ainda, verifica-se que o despacho que concedeu a liminar teve como fundamentação principal e que levou a concessão da mesma, foi em decorrência de suposta violação da Constituição Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Constituição Federal, conforme cópia em anexo e cujos trechos destacamos abaixo: ‘O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1º, inc. IV, da CF/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8º).’ …................................................................................................ Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da CF/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da CF/88).’ (…) O Governador do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou a ADIN n. 409-3 perante o Supremo Tribunal Federal postulando a declaração de inconstitucionalidade da expressão ‘e a Constituição Federal’ contida na alínea ‘d’ do inciso XII do artigo 95 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Entendeu o STF ser incabível a interposição de ADIN contra lei municipal sob o fundamento de suposta violação à Constituição Federal. ….............................................................................................................. Constata-se que a ADIn interposta perante o Tribunal de Justiça tem como base a suposta violação dos artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988. Ainda, verifica-se que o despacho que concedeu a liminar teve como fundamentação principal e que levou a concessão da mesma, foi em decorrência de suposta violação da Constituição Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório RCL 5690 AGR / RS Não é admissível, conforme decisão do STF, a interposição de ADIN onde seja postulada a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal frente à Constituição Federal. O ato praticado em total contrariedade ao já decidido pelo STF vem causando grave e irreparável prejuízo aos comerciários de Cachoeirinha. Além disso, foi deferida LIMINAR em ADIn contra Lei Municipal que já vigorava desde 2000, o que também demonstra contrariedade às decisões do STF quanto à necessidade de que o ato seja recente. Desta forma, está demonstrado que a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul na ADIN 70022103543 contraria a decisão proferida pelo STF na ADIN 409-3/600. …................................................................................................... Desta forma, ‘data vênia’, ao contrário do contido no referido despacho, tanto a inicial da referida ação como os fundamentos da antecipação de tutela concedida na referida ADIN tiveram como fundamento suposta violação à Constituição Federal, razão pela [qual] deveria ser admitida a RECLAMAÇÃO.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Não é admissível, conforme decisão do STF, a interposição de ADIN onde seja postulada a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal frente à Constituição Federal. O ato praticado em total contrariedade ao já decidido pelo STF vem causando grave e irreparável prejuízo aos comerciários de Cachoeirinha. Além disso, foi deferida LIMINAR em ADIn contra Lei Municipal que já vigorava desde 2000, o que também demonstra contrariedade às decisões do STF quanto à necessidade de que o ato seja recente. Desta forma, está demonstrado que a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul na ADIN 70022103543 contraria a decisão proferida pelo STF na ADIN 409-3/600. …................................................................................................... Desta forma, ‘data vênia’, ao contrário do contido no referido despacho, tanto a inicial da referida ação como os fundamentos da antecipação de tutela concedida na referida ADIN tiveram como fundamento suposta violação à Constituição Federal, razão pela [qual] deveria ser admitida a RECLAMAÇÃO.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Como já referido na decisão ora agravada, trata-se de reclamação na qual se sustenta que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul teria usurpado a competência desta Suprema Corte, ao conceder medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade, em cujo âmbito é impugnada a Lei municipal nº 1.871/2000, do Município de Cachoeirinha, em face do art. 8º da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, que assim dispõe: “Art. 8º. O Município, dotado de autonomia política, administrativa e financeira, reger-se-á por lei orgânica e pela legislação que adotar, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Constituição.” (grifei) O ora agravante sustentou, nesta sede reclamatória, que a alegada usurpação decorreria do fato de o paradigma de confronto, invocado no processo de controle abstrato de constitucionalidade instaurado perante o E. Tribunal de Justiça local, residir, em última análise, em texto da própria Constituição Federal (art. 22, inciso I, e art. 30, inciso I). Os fundamentos em que se apoia esta reclamação foram, em síntese, assim expostos (fls. 03/06): “O Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deferiu liminar em ADIn interposta pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Como já referido na decisão ora agravada, trata-se de reclamação na qual se sustenta que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul teria usurpado a competência desta Suprema Corte, ao conceder medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade, em cujo âmbito é impugnada a Lei municipal nº 1.871/2000, do Município de Cachoeirinha, em face do art. 8º da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, que assim dispõe: “Art. 8º. O Município, dotado de autonomia política, administrativa e financeira, reger-se-á por lei orgânica e pela legislação que adotar, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Constituição.” (grifei) O ora agravante sustentou, nesta sede reclamatória, que a alegada usurpação decorreria do fato de o paradigma de confronto, invocado no processo de controle abstrato de constitucionalidade instaurado perante o E. Tribunal de Justiça local, residir, em última análise, em texto da própria Constituição Federal (art. 22, inciso I, e art. 30, inciso I). Os fundamentos em que se apoia esta reclamação foram, em síntese, assim expostos (fls. 03/06): “O Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deferiu liminar em ADIn interposta pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS Na referida ADIN a Fecomércio alegou que a Lei n. 1.871/2000 do Município de Cachoeirinha havia violado os artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988, conforme se verifica na inicial em anexo. Sob fundamento de que a Lei Municipal havia violado a Constituição Federal, ao reconsiderar decisão anterior, o referido desembargador deferiu liminar para suspender a Lei n. 1.871/00, ao entender que havia violado dispositivos da Constituição Federal, conforme cópia em anexo e cujos trechos destacamos abaixo: ‘O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1º, Inc. IV, da CF/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8º).’ …................................................................................................ Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da CF/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da CF/88).’ (…) A referida Lei Municipal, conforme se verifica pela inicial da ADIn em anexo, trata da regulamentação do comércio aos domingos. ….............................................................................................................. O Governador do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou a ADIN n. 409-3 perante o Supremo Tribunal Federal postulando a declaração de inconstitucionalidade da expressão ‘e a Constituição Federal’ contida na aliena ‘d’ do inciso XII do artigo 95 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Na referida ADIN a Fecomércio alegou que a Lei n. 1.871/2000 do Município de Cachoeirinha havia violado os artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988, conforme se verifica na inicial em anexo. Sob fundamento de que a Lei Municipal havia violado a Constituição Federal, ao reconsiderar decisão anterior, o referido desembargador deferiu liminar para suspender a Lei n. 1.871/00, ao entender que havia violado dispositivos da Constituição Federal, conforme cópia em anexo e cujos trechos destacamos abaixo: ‘O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1º, Inc. IV, da CF/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8º).’ …................................................................................................ Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da CF/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da CF/88).’ (…) A referida Lei Municipal, conforme se verifica pela inicial da ADIn em anexo, trata da regulamentação do comércio aos domingos. ….............................................................................................................. O Governador do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou a ADIN n. 409-3 perante o Supremo Tribunal Federal postulando a declaração de inconstitucionalidade da expressão ‘e a Constituição Federal’ contida na aliena ‘d’ do inciso XII do artigo 95 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS Entendeu o STF ser incabível a interposição de ADIN contra lei municipal sob o fundamento de suposta violação à Constituição Federal. Inclusive, destaca o Reclamante trechos da decisão do STF na ADIN: ‘ADI 409/RS – RIO GRANDE DO SUL AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE Julgamento: 13/03/2002 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação: DJ DATA-26-04-02 PP-00065 EMENT VOL-02066-01 PP-00001 EMENTA: Controle abstrato de constitucionalidade de leis locais (CF, art. 125, § 2º): cabimento restrito à fiscalização da validade de leis ou atos normativos locais – sejam estaduais ou municipais –, em face da Constituição estadual: invalidade da disposição constitucional estadual que outorga competência ao respectivo Tribunal de Justiça para processar e julgar ação direta de inconstitucionalidade de normas municipais em face também da Constituição Federal: precedentes.’ No julgamento, o entendimento foi no sentido de que a Constituição de 1988, ao prever o controle concentrado de constitucionalidade no âmbito dos Estados-membros, erigiu a própria Constituição Estadual à condição de parâmetro único e exclusivo de verificação da validade das leis e atos normativos. Constata-se que a ADIn interposta perante o Tribunal de Justiça tem como base a suposta violação dos artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988. Ainda, verifica-se que o despacho que concedeu a liminar teve como fundamentação principal e que levou a concessão da mesma, foi em decorrência de suposta violação da Constituição Federal. Não é admissível, conforme decisão do STF, a interposição de ADIN onde seja postulada a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal frente à Constituição Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Entendeu o STF ser incabível a interposição de ADIN contra lei municipal sob o fundamento de suposta violação à Constituição Federal. Inclusive, destaca o Reclamante trechos da decisão do STF na ADIN: ‘ADI 409/RS – RIO GRANDE DO SUL AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE Julgamento: 13/03/2002 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação: DJ DATA-26-04-02 PP-00065 EMENT VOL-02066-01 PP-00001 EMENTA: Controle abstrato de constitucionalidade de leis locais (CF, art. 125, § 2º): cabimento restrito à fiscalização da validade de leis ou atos normativos locais – sejam estaduais ou municipais –, em face da Constituição estadual: invalidade da disposição constitucional estadual que outorga competência ao respectivo Tribunal de Justiça para processar e julgar ação direta de inconstitucionalidade de normas municipais em face também da Constituição Federal: precedentes.’ No julgamento, o entendimento foi no sentido de que a Constituição de 1988, ao prever o controle concentrado de constitucionalidade no âmbito dos Estados-membros, erigiu a própria Constituição Estadual à condição de parâmetro único e exclusivo de verificação da validade das leis e atos normativos. Constata-se que a ADIn interposta perante o Tribunal de Justiça tem como base a suposta violação dos artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988. Ainda, verifica-se que o despacho que concedeu a liminar teve como fundamentação principal e que levou a concessão da mesma, foi em decorrência de suposta violação da Constituição Federal. Não é admissível, conforme decisão do STF, a interposição de ADIN onde seja postulada a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal frente à Constituição Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS O ato praticado em total contrariedade ao já decidido pelo STF vem causando grave e irreparável prejuízo aos comerciários de Cachoeirinha. Além disso, foi deferida LIMINAR em ADIn contra Lei Municipal que já vigorava desde 2000, o que também demonstra contrariedade às decisões do STF quanto à necessidade de que o ato seja recente. Desta forma, está demonstrado que a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul na ADIN 70022103543 contraria a decisão proferida pelo STF na ADIN 409-3/600.” (grifei) A reclamação, como se sabe, qualquer que seja a natureza que se lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal (MOACYR AMARAL SANTOS, RTJ 56/546-548; ALCIDES DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80, l989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro de Mello, “O Processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280), incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”, p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 3º, 2ª parte, p. 199, item n. 653, 9ª ed., l987, Saraiva) ou medida processual de caráter excepcional (RTJ 112/518-522, Rel. Min. DJACI FALCÃO) –, configura instrumento de extração constitucional, não obstante a origem pretoriana de sua criação (RTJ 112/504), destinado a viabilizar, na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal, de um lado, e a garantia da autoridade de suas decisões, de outro (CF, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o exame do pedido em análise revela que se mostra processualmente inviável a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS O ato praticado em total contrariedade ao já decidido pelo STF vem causando grave e irreparável prejuízo aos comerciários de Cachoeirinha. Além disso, foi deferida LIMINAR em ADIn contra Lei Municipal que já vigorava desde 2000, o que também demonstra contrariedade às decisões do STF quanto à necessidade de que o ato seja recente. Desta forma, está demonstrado que a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul na ADIN 70022103543 contraria a decisão proferida pelo STF na ADIN 409-3/600.” (grifei) A reclamação, como se sabe, qualquer que seja a natureza que se lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal (MOACYR AMARAL SANTOS, RTJ 56/546-548; ALCIDES DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80, l989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro de Mello, “O Processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280), incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”, p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 3º, 2ª parte, p. 199, item n. 653, 9ª ed., l987, Saraiva) ou medida processual de caráter excepcional (RTJ 112/518-522, Rel. Min. DJACI FALCÃO) –, configura instrumento de extração constitucional, não obstante a origem pretoriana de sua criação (RTJ 112/504), destinado a viabilizar, na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal, de um lado, e a garantia da autoridade de suas decisões, de outro (CF, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o exame do pedido em análise revela que se mostra processualmente inviável a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS presente reclamação, por inocorrente, na espécie, qualquer situação de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal. A decisão liminar impugnada nesta sede reclamatória, proferida pelo eminente Desembargador Relator LUIZ FELIPE SILVEIRA DIFINI, está assim fundamentada (fls. 123/125): “II – Defiro a liminar. Compulsados os autos, tenho por bem evidenciados, na hipótese, o ‘fumus boni juris’ e o ‘periculum in mora’ a viabilizar a concessão da liminar pretendida. Eis o dispositivo impugnado: ‘1º Fica proibido no âmbito do Município de Cachoeirinha, o funcionamento do comércio aos domingos e feriados. Parágrafo único – Excetuam-se deste artigo os seguintes estabelecimentos comerciais: I – os constantes da relação anexa ao artigo 7º do Decreto Federal n. 27.048, de 21 de agosto de 1949, que regulamentou a Lei n. 605, de 05 de janeiro de 1949; II – os operados diretamente pelos sócios e/ou pelos familiares até o 1º [grau] de parentesco; III – os que atendam o disposto nos incisos III e VI do art. 8º da Constituição Federal.’ O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1º, inc. IV, da CF/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8º). Não bastante, dispõe a Constituição Estadual sobre a ordem econômica, estabelecendo, dentre seus princípios, a ‘promoção do bem- -estar do homem como fim essencial da produção e do desenvolvimento 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS presente reclamação, por inocorrente, na espécie, qualquer situação de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal. A decisão liminar impugnada nesta sede reclamatória, proferida pelo eminente Desembargador Relator LUIZ FELIPE SILVEIRA DIFINI, está assim fundamentada (fls. 123/125): “II – Defiro a liminar. Compulsados os autos, tenho por bem evidenciados, na hipótese, o ‘fumus boni juris’ e o ‘periculum in mora’ a viabilizar a concessão da liminar pretendida. Eis o dispositivo impugnado: ‘1º Fica proibido no âmbito do Município de Cachoeirinha, o funcionamento do comércio aos domingos e feriados. Parágrafo único – Excetuam-se deste artigo os seguintes estabelecimentos comerciais: I – os constantes da relação anexa ao artigo 7º do Decreto Federal n. 27.048, de 21 de agosto de 1949, que regulamentou a Lei n. 605, de 05 de janeiro de 1949; II – os operados diretamente pelos sócios e/ou pelos familiares até o 1º [grau] de parentesco; III – os que atendam o disposto nos incisos III e VI do art. 8º da Constituição Federal.’ O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1º, inc. IV, da CF/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8º). Não bastante, dispõe a Constituição Estadual sobre a ordem econômica, estabelecendo, dentre seus princípios, a ‘promoção do bem- -estar do homem como fim essencial da produção e do desenvolvimento 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS econômico’ e a ‘valorização econômica e social do trabalho e do trabalhador, associada a uma política de expansão das oportunidades e de humanização do processo social de produção com a defesa dos interesses do povo’ (incs. I e II do art. 157 da Constituição Estadual). Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da CF/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da CF/88). Quanto a este ponto, oportuno lembrar ainda que a Lei Federal n. 10.101, de 19 de dezembro de 2000, autoriza, expressamente, o trabalho aos domingos, bem como nos feriados, nas atividades do comércio em geral, observadas as demais exigências postas na lei (arts. 6º e 6º- A). A propósito do tema, destaco os seguintes precedentes do Órgão Especial deste Tribunal, quando da análise de leis de semelhante conteúdo: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL. MUNICÍPIO DE ESTEIO. FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO LOCAL. COMPETÊNCIA ESTABELECIDA NO ART. 13, II, DA CE/89. LEIS MUNICIPAIS N.ºS 1.201/83, 1.461/89, 1.978/93, 3.306/02, E DECRETO N.º 2.419/02. VEDAÇÃO AO FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO AOS SÁBADOS À TARDE E DOMINGOS DURANTE OS MESES DE JANEIRO E FEVEREIRO. VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 8º, 19, 157, I E II, E 176, I E XI, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. VÍCIO DE NATUREZA SUBSTANCIAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS DESTA CORTE. LIMINAR DEFERIDA. 1. A vedação do funcionamento do comércio lojista aos sábados à tarde e aos domingos durante os meses de janeiro e fevereiro imposta pelo Município de Esteio 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS econômico’ e a ‘valorização econômica e social do trabalho e do trabalhador, associada a uma política de expansão das oportunidades e de humanização do processo social de produção com a defesa dos interesses do povo’ (incs. I e II do art. 157 da Constituição Estadual). Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da CF/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da CF/88). Quanto a este ponto, oportuno lembrar ainda que a Lei Federal n. 10.101, de 19 de dezembro de 2000, autoriza, expressamente, o trabalho aos domingos, bem como nos feriados, nas atividades do comércio em geral, observadas as demais exigências postas na lei (arts. 6º e 6º- A). A propósito do tema, destaco os seguintes precedentes do Órgão Especial deste Tribunal, quando da análise de leis de semelhante conteúdo: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL. MUNICÍPIO DE ESTEIO. FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO LOCAL. COMPETÊNCIA ESTABELECIDA NO ART. 13, II, DA CE/89. LEIS MUNICIPAIS N.ºS 1.201/83, 1.461/89, 1.978/93, 3.306/02, E DECRETO N.º 2.419/02. VEDAÇÃO AO FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO AOS SÁBADOS À TARDE E DOMINGOS DURANTE OS MESES DE JANEIRO E FEVEREIRO. VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 8º, 19, 157, I E II, E 176, I E XI, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. VÍCIO DE NATUREZA SUBSTANCIAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS DESTA CORTE. LIMINAR DEFERIDA. 1. A vedação do funcionamento do comércio lojista aos sábados à tarde e aos domingos durante os meses de janeiro e fevereiro imposta pelo Município de Esteio 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS através das Leis n.ºs 1.978/93, art. 1º, parte final; 3.306/02, art. 1º; e do Decreto n.º 2.419/02, art. 1º, parte final, viola frontalmente os arts. 8º, 19, 157, I e II, e 176, I e XI, da Constituição Estadual, não obstante, pela Emenda à Constituição Estadual n.º 35/2003, fora delegada aos Municípios também a competência para legislar sobre os dias de funcionamento do comércio local. 2. Sendo as Leis n.ºs 1.201/83, 1.461/89, anteriores à vigência da Constituição Estadual, impossível se mostra a declaração de sua inconstitucionalidade. Ação prejudicada nessa parte. AÇÃO PROVIDA EM PARTE, POR MAIORIA.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade Nº 70013970835, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Wellington Pacheco Barros, Julgado em 25/09/2006) ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Inconstitucionalidade material de lei do Município de Guaíba, que proíbe a abertura dos estabelecimentos comerciais aos domingos e feriados. Violação dos artigos 8º, 19, 157, I e II, e 176, I e XI, da Constituição Estadual. Precedentes jurisprudenciais deste Tribunal: ADIn 70008442238 (Rel. Des. Luiz Ari Azambuja Ramos); ADIn 70004762472 (Rel. Des. Clarindo Favretto) e ADIns 70007760325 e 70005683040 (Rel. Des. Arminio José Abreu Lima da Rosa). AÇÃO JULGADA PROCEDENTE.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade Nº 70006896138, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Cacildo de Andrade Xavier, Julgado em 15/08/2005) ‘LEI MUNICIPAL. RESTRIÇÃO AO COMÉRCIO AOS DOMINGOS. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 8.º, 19, 157, I, II, E V, E 176, I E II, TODOS DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade Nº 70007922362, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da Rosa, Julgado em 19/04/2004) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS através das Leis n.ºs 1.978/93, art. 1º, parte final; 3.306/02, art. 1º; e do Decreto n.º 2.419/02, art. 1º, parte final, viola frontalmente os arts. 8º, 19, 157, I e II, e 176, I e XI, da Constituição Estadual, não obstante, pela Emenda à Constituição Estadual n.º 35/2003, fora delegada aos Municípios também a competência para legislar sobre os dias de funcionamento do comércio local. 2. Sendo as Leis n.ºs 1.201/83, 1.461/89, anteriores à vigência da Constituição Estadual, impossível se mostra a declaração de sua inconstitucionalidade. Ação prejudicada nessa parte. AÇÃO PROVIDA EM PARTE, POR MAIORIA.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade Nº 70013970835, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Wellington Pacheco Barros, Julgado em 25/09/2006) ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Inconstitucionalidade material de lei do Município de Guaíba, que proíbe a abertura dos estabelecimentos comerciais aos domingos e feriados. Violação dos artigos 8º, 19, 157, I e II, e 176, I e XI, da Constituição Estadual. Precedentes jurisprudenciais deste Tribunal: ADIn 70008442238 (Rel. Des. Luiz Ari Azambuja Ramos); ADIn 70004762472 (Rel. Des. Clarindo Favretto) e ADIns 70007760325 e 70005683040 (Rel. Des. Arminio José Abreu Lima da Rosa). AÇÃO JULGADA PROCEDENTE.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade Nº 70006896138, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Cacildo de Andrade Xavier, Julgado em 15/08/2005) ‘LEI MUNICIPAL. RESTRIÇÃO AO COMÉRCIO AOS DOMINGOS. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 8.º, 19, 157, I, II, E V, E 176, I E II, TODOS DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade Nº 70007922362, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da Rosa, Julgado em 19/04/2004) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS Ainda, tem-se por configurado o ‘periculum in mora’ a amparar o pedido de suspensão liminar, especialmente diante da previsão de multa, no art. 2º da referida Lei Municipal, para o caso de não cumprimento da Lei por qualquer estabelecimento comercial, com as ressalvas do parágrafo único do art. 1º.” (grifei) A análise de referido julgamento evidencia que não se registrou, no caso, a alegada usurpação de competência deste Supremo Tribunal Federal. É que, consoante se verifica da leitura da decisão emanada do E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, este somente utilizou, como parâmetro de confronto, as regras inscritas na própria Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Impende assinalar , neste ponto, por necessário, que o processo objetivo de fiscalização normativa abstrata, instaurável perante os Tribunais de Justiça locais, somente pode ter por objeto leis ou atos normativos municipais, estaduais ou distritais, desde que contestados em face da própria Constituição do Estado-membro (ou, quando for o caso, da Lei Orgânica do Distrito Federal), que representa , nesse contexto, o único parâmetro de controle admitido pela Constituição da República, cujo art. 125, § 2º , assim dispõe: “Art. 125 (…). § 2º – Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual (…).” (grifei) O que se revela essencial reconhecer , em tema de controle abstrato de constitucionalidade, quando instaurado perante os Tribunais de Justiça dos Estados-membros ou do Distrito Federal e Territórios, é que o único instrumento normativo revestido de parametricidade para esse específico efeito é, somente, a Constituição 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Ainda, tem-se por configurado o ‘periculum in mora’ a amparar o pedido de suspensão liminar, especialmente diante da previsão de multa, no art. 2º da referida Lei Municipal, para o caso de não cumprimento da Lei por qualquer estabelecimento comercial, com as ressalvas do parágrafo único do art. 1º.” (grifei) A análise de referido julgamento evidencia que não se registrou, no caso, a alegada usurpação de competência deste Supremo Tribunal Federal. É que, consoante se verifica da leitura da decisão emanada do E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, este somente utilizou, como parâmetro de confronto, as regras inscritas na própria Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Impende assinalar , neste ponto, por necessário, que o processo objetivo de fiscalização normativa abstrata, instaurável perante os Tribunais de Justiça locais, somente pode ter por objeto leis ou atos normativos municipais, estaduais ou distritais, desde que contestados em face da própria Constituição do Estado-membro (ou, quando for o caso, da Lei Orgânica do Distrito Federal), que representa , nesse contexto, o único parâmetro de controle admitido pela Constituição da República, cujo art. 125, § 2º , assim dispõe: “Art. 125 (…). § 2º – Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual (…).” (grifei) O que se revela essencial reconhecer , em tema de controle abstrato de constitucionalidade, quando instaurado perante os Tribunais de Justiça dos Estados-membros ou do Distrito Federal e Territórios, é que o único instrumento normativo revestido de parametricidade para esse específico efeito é, somente, a Constituição 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS estadual ou, quando for o caso, a Lei Orgânica do Distrito Federal, jamais, porém, a própria Constituição da República. Cabe acentuar , neste ponto, que esse entendimento tem o beneplácito do magistério doutrinário (LUIZ ALBERTO DAVID ARAÚJO/VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, “Curso de Direito Constitucional”, p. 64/65, item n. 7.5, 9ª ed., 2005, Saraiva; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Comentário Contextual à Constituição”, p. 591, item n. 6, 2005, Malheiros; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.523/1.526, item n. 125.5, e p. 2.168/2.172, itens ns. 1.15 e 1.17, 8ª ed., 2011, Atlas, v.g.), cuja orientação , no tema, adverte , tratando-se de controle normativo abstrato no plano local, que apenas a Constituição estadual (ou, quando for o caso, a Lei Orgânica do Distrito Federal) qualifica-se como pauta de referência ou como paradigma de confronto para efeito de fiscalização concentrada de constitucionalidade de leis ou atos normativos locais, sem possibilidade , no entanto, de erigir-se a própria Constituição da República como parâmetro de controle nas ações diretas ajuizadas, originariamente , perante os Tribunais de Justiça estaduais ou do Distrito Federal e Territórios. Essa percepção do alcance da norma inscrita no art. 125, § 2º, da Constituição, por sua vez, reflete-se na jurisprudência constitucional que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em análise, sempre salientando que, em tema de fiscalização abstrata perante os Tribunais de Justiça locais, o parâmetro de controle a ser invocado (e considerado) nas ações diretas somente pode ser a Constituição do próprio Estado-membro, e não a Constituição da República (RTJ 135/12 – RTJ 181/7 – RTJ 185/373-374, v.g.), ainda que a Carta local haja formalmente incorporado ao seu texto normas constitucionais federais de observância compulsória por parte das unidades federadas (RTJ 147/404, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 152/371-373, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RTJ 158/3, Rel. Min. MOREIRA ALVES – 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS estadual ou, quando for o caso, a Lei Orgânica do Distrito Federal, jamais, porém, a própria Constituição da República. Cabe acentuar , neste ponto, que esse entendimento tem o beneplácito do magistério doutrinário (LUIZ ALBERTO DAVID ARAÚJO/VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, “Curso de Direito Constitucional”, p. 64/65, item n. 7.5, 9ª ed., 2005, Saraiva; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Comentário Contextual à Constituição”, p. 591, item n. 6, 2005, Malheiros; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.523/1.526, item n. 125.5, e p. 2.168/2.172, itens ns. 1.15 e 1.17, 8ª ed., 2011, Atlas, v.g.), cuja orientação , no tema, adverte , tratando-se de controle normativo abstrato no plano local, que apenas a Constituição estadual (ou, quando for o caso, a Lei Orgânica do Distrito Federal) qualifica-se como pauta de referência ou como paradigma de confronto para efeito de fiscalização concentrada de constitucionalidade de leis ou atos normativos locais, sem possibilidade , no entanto, de erigir-se a própria Constituição da República como parâmetro de controle nas ações diretas ajuizadas, originariamente , perante os Tribunais de Justiça estaduais ou do Distrito Federal e Territórios. Essa percepção do alcance da norma inscrita no art. 125, § 2º, da Constituição, por sua vez, reflete-se na jurisprudência constitucional que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em análise, sempre salientando que, em tema de fiscalização abstrata perante os Tribunais de Justiça locais, o parâmetro de controle a ser invocado (e considerado) nas ações diretas somente pode ser a Constituição do próprio Estado-membro, e não a Constituição da República (RTJ 135/12 – RTJ 181/7 – RTJ 185/373-374, v.g.), ainda que a Carta local haja formalmente incorporado ao seu texto normas constitucionais federais de observância compulsória por parte das unidades federadas (RTJ 147/404, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 152/371-373, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RTJ 158/3, Rel. Min. MOREIRA ALVES – 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS RTJ 177/1084, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 183/936, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 1.529-QO/MT, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – Rcl 526/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 1.701-MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 2.129-AgR/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM): “– A Constituição de 1988, ao prever o controle concentrado de constitucionalidade no âmbito dos Estados- -membros, erigiu a própria Constituição estadual à condição de parâmetro único e exclusivo de verificação da validade das leis ou atos normativos locais (art. 125, § 2º). Precedente da Corte (…).” (RTJ 134/1066, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “Controle abstrato de constitucionalidade: ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal, perante o Tribunal de Justiça, fundada em violação de preceitos da Constituição do Estado, ainda que se cuide de reprodução compulsória de normas da Constituição da República: admissibilidade afirmada na Rcl. 383, 10.6.92: aplicação do precedente, com ressalva do relator.” (RTJ 155/974, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “COMPETÊNCIA – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CARTA DO ESTADO, NO QUE REPETE PRECEITO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O § 2º do artigo 125 da Constituição Federal não contempla exceção: define a competência para a ação direta de inconstitucionalidade, a causa de pedir lançada na inicial; sendo esta o conflito da norma atacada com a Carta do Estado, impõe-se concluir pela competência do Tribunal de Justiça, pouco importando que ocorra repetição de preceito da Carta da República de adoção obrigatória (…).” (RE 177.865/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “COMPETÊNCIA – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – BALIZAS – NORMA LOCAL – 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS RTJ 177/1084, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 183/936, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 1.529-QO/MT, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – Rcl 526/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 1.701-MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 2.129-AgR/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM): “– A Constituição de 1988, ao prever o controle concentrado de constitucionalidade no âmbito dos Estados- -membros, erigiu a própria Constituição estadual à condição de parâmetro único e exclusivo de verificação da validade das leis ou atos normativos locais (art. 125, § 2º). Precedente da Corte (…).” (RTJ 134/1066, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “Controle abstrato de constitucionalidade: ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal, perante o Tribunal de Justiça, fundada em violação de preceitos da Constituição do Estado, ainda que se cuide de reprodução compulsória de normas da Constituição da República: admissibilidade afirmada na Rcl. 383, 10.6.92: aplicação do precedente, com ressalva do relator.” (RTJ 155/974, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “COMPETÊNCIA – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CARTA DO ESTADO, NO QUE REPETE PRECEITO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O § 2º do artigo 125 da Constituição Federal não contempla exceção: define a competência para a ação direta de inconstitucionalidade, a causa de pedir lançada na inicial; sendo esta o conflito da norma atacada com a Carta do Estado, impõe-se concluir pela competência do Tribunal de Justiça, pouco importando que ocorra repetição de preceito da Carta da República de adoção obrigatória (…).” (RE 177.865/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “COMPETÊNCIA – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – BALIZAS – NORMA LOCAL – 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS CARTA DO ESTADO. A competência para julgar a ação direta de inconstitucionalidade em que impugnada norma local contestada em face de Carta Estadual é do Tribunal de Justiça respectivo, ainda que o preceito atacado revele-se como pura repetição de dispositivos da Constituição Federal de observância obrigatória pelos Estados (…).” (RTJ 163/836, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) Assentadas tais premissas, cumpre observar que o artigo 8º da Constituição do Rio Grande do Sul veicula prescrição normativa impregnada de parametricidade, cujo teor permite qualificá-la como paradigma de confronto para fins de instauração, perante o E. Tribunal de Justiça local, do concernente processo objetivo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, tal como o autoriza o § 2º do art. 125 da Constituição da República. Eis o conteúdo normativo do art. 8º da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul: “Art. 8º. O Município, dotado de autonomia política, administrativa e financeira, reger-se-á por lei orgânica e pela legislação que adotar, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Constituição.” (grifei) O conteúdo remissivo desse preceito constitucional estadual torna legítimo considerá-lo como padrão de referência para o fim específico de se ajuizar a “representação de inconstitucionalidade” perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, o que lhe permite deferir, no exercício do poder geral de cautela, provimento suspensivo da eficácia da própria aplicabilidade da Lei municipal nº 1.871/2000, tal como sucedeu na espécie ora em exame. Vale mencionar, neste ponto, que esta Suprema Corte também tem admitido, como parâmetro de confronto, para os fins a que alude o art. 125, 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS CARTA DO ESTADO. A competência para julgar a ação direta de inconstitucionalidade em que impugnada norma local contestada em face de Carta Estadual é do Tribunal de Justiça respectivo, ainda que o preceito atacado revele-se como pura repetição de dispositivos da Constituição Federal de observância obrigatória pelos Estados (…).” (RTJ 163/836, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) Assentadas tais premissas, cumpre observar que o artigo 8º da Constituição do Rio Grande do Sul veicula prescrição normativa impregnada de parametricidade, cujo teor permite qualificá-la como paradigma de confronto para fins de instauração, perante o E. Tribunal de Justiça local, do concernente processo objetivo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, tal como o autoriza o § 2º do art. 125 da Constituição da República. Eis o conteúdo normativo do art. 8º da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul: “Art. 8º. O Município, dotado de autonomia política, administrativa e financeira, reger-se-á por lei orgânica e pela legislação que adotar, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Constituição.” (grifei) O conteúdo remissivo desse preceito constitucional estadual torna legítimo considerá-lo como padrão de referência para o fim específico de se ajuizar a “representação de inconstitucionalidade” perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, o que lhe permite deferir, no exercício do poder geral de cautela, provimento suspensivo da eficácia da própria aplicabilidade da Lei municipal nº 1.871/2000, tal como sucedeu na espécie ora em exame. Vale mencionar, neste ponto, que esta Suprema Corte também tem admitido, como parâmetro de confronto, para os fins a que alude o art. 125, 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS § 2º, da Constituição da República, a referência constante de dispositivos que, inscritos no texto da Constituição estadual, limitam-se a fazer mera remissão normativa a regras positivadas na Constituição Federal, como se vê, p. ex., de decisão que está assim ementada: “(…) A questão da parametricidade das cláusulas constitucionais estaduais, de caráter remissivo, para fins de controle concentrado, no âmbito do Tribunal de Justiça local, de leis e atos normativos estaduais e/ou municipais contestados em face da Constituição Estadual. Revela-se legítimo invocar, como referência paradigmática, para efeito de controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e/ou municipais, cláusula de caráter remissivo, que, inscrita na Constituição Estadual, remete, diretamente, às regras normativas constantes da própria Constituição Federal, assim incorporando-as, formalmente, mediante referida técnica de remissão, ao plano do ordenamento constitucional do Estado-membro. Com a técnica de remissão normativa, o Estado-membro confere parametricidade às normas, que, embora constantes da Constituição Federal, passam a compor, formalmente, em razão da expressa referência a elas feita, o ‘corpus’ constitucional dessa unidade política da Federação, o que torna possível erigir-se, como parâmetro de confronto, para os fins a que se refere o art. 125, § 2º, da Constituição da República, a própria norma constitucional estadual de conteúdo remissivo. (…).” (RTJ 207/1283-1284, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cabe destacar, ainda, por extremamente relevante, fragmento da decisão proferida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES, que, ao julgar a Rcl 4.432/TO, de que foi Relator, reafirmou a legitimidade da utilização, no plano local, da técnica das normas remissivas, salientando, então, a esse propósito, em sentido idêntico ao deste ato decisório, que “(…) as normas pertencentes à Constituição estadual, que remetem à disciplina de determinada matéria na Constituição Federal, podem servir de parâmetro de controle abstrato de Constitucionalidade no âmbito estadual” (grifei). 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS § 2º, da Constituição da República, a referência constante de dispositivos que, inscritos no texto da Constituição estadual, limitam-se a fazer mera remissão normativa a regras positivadas na Constituição Federal, como se vê, p. ex., de decisão que está assim ementada: “(…) A questão da parametricidade das cláusulas constitucionais estaduais, de caráter remissivo, para fins de controle concentrado, no âmbito do Tribunal de Justiça local, de leis e atos normativos estaduais e/ou municipais contestados em face da Constituição Estadual. Revela-se legítimo invocar, como referência paradigmática, para efeito de controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e/ou municipais, cláusula de caráter remissivo, que, inscrita na Constituição Estadual, remete, diretamente, às regras normativas constantes da própria Constituição Federal, assim incorporando-as, formalmente, mediante referida técnica de remissão, ao plano do ordenamento constitucional do Estado-membro. Com a técnica de remissão normativa, o Estado-membro confere parametricidade às normas, que, embora constantes da Constituição Federal, passam a compor, formalmente, em razão da expressa referência a elas feita, o ‘corpus’ constitucional dessa unidade política da Federação, o que torna possível erigir-se, como parâmetro de confronto, para os fins a que se refere o art. 125, § 2º, da Constituição da República, a própria norma constitucional estadual de conteúdo remissivo. (…).” (RTJ 207/1283-1284, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cabe destacar, ainda, por extremamente relevante, fragmento da decisão proferida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES, que, ao julgar a Rcl 4.432/TO, de que foi Relator, reafirmou a legitimidade da utilização, no plano local, da técnica das normas remissivas, salientando, então, a esse propósito, em sentido idêntico ao deste ato decisório, que “(…) as normas pertencentes à Constituição estadual, que remetem à disciplina de determinada matéria na Constituição Federal, podem servir de parâmetro de controle abstrato de Constitucionalidade no âmbito estadual” (grifei). 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS Vê-se, portanto, admitida a legitimidade da utilização, na espécie, como padrão de confronto, das normas constitucionais estaduais de conteúdo remissivo (Constituição do Rio Grande do Sul, art. 8º), para efeito de instauração, perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, de processo objetivo de fiscalização abstrata, que as razões invocadas no ato reclamado revelam-se em conformidade com a orientação firmada por esta Suprema Corte, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. Sendo assim, em face das razões expostas, e por inocorrente, na espécie, qualquer situação de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Vê-se, portanto, admitida a legitimidade da utilização, na espécie, como padrão de confronto, das normas constitucionais estaduais de conteúdo remissivo (Constituição do Rio Grande do Sul, art. 8º), para efeito de instauração, perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, de processo objetivo de fiscalização abstrata, que as razões invocadas no ato reclamado revelam-se em conformidade com a orientação firmada por esta Suprema Corte, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. Sendo assim, em face das razões expostas, e por inocorrente, na espécie, qualquer situação de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) : BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI Nº 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887299 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) : BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI Nº 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8265669
2015-02-24T00:00:00
2015-04-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.02.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 – RTJ 166/785) – COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE JUSTIÇA PARA EXERCER O CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS E ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS E/OU MUNICIPAIS CONTESTADOS EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL – A “REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE” NO ÂMBITO DOS ESTADOS-MEMBROS (CF, ART. 125, § 2º) – A QUESTÃO DA PARAMETRICIDADE DAS CLÁUSULAS CONSTITUCIONAIS ESTADUAIS, DE CARÁTER REMISSIVO, PARA FINS DE CONTROLE CONCENTRADO DE LEIS E ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS E/OU MUNICIPAIS CONTESTADOS, PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL, EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL – DOUTRINA – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O único instrumento jurídico revestido de parametricidade, para efeito de fiscalização concentrada de constitucionalidade de lei ou de atos normativos estaduais e/ou municipais, é, tão somente, a Constituição do próprio Estado-membro (CF, art. 125, § 2º), que se qualifica, para esse fim, como pauta de referência ou paradigma de confronto, mesmo nos casos em que a Carta Estadual haja formalmente incorporado ao seu texto normas constitucionais federais que se impõem à observância compulsória das unidades federadas. Doutrina. Precedentes. – Revela-se legítimo invocar, como referência paradigmática, para efeito de controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e/ou municipais, cláusula de caráter remissivo que, inscrita na Constituição Estadual, remete, diretamente, às regras normativas constantes da própria Constituição Federal, assim incorporando-as, formalmente, mediante referida técnica de remissão, ao plano do ordenamento constitucional do Estado-membro. – Com a técnica de remissão normativa, o Estado-membro confere parametricidade às normas que, embora constantes da Constituição Federal, passam a compor, formalmente, em razão da expressa referência a elas feita, o “corpus” constitucional dessa unidade política da Federação, o que torna possível erigir-se, como parâmetro de confronto, para os fins a que se refere o art. 125, § 2º, da Constituição da República, a própria norma constitucional estadual de conteúdo remissivo. Doutrina. Precedentes.
sjur301447
- Acórdão(s) citado(s): (FUNÇÃO CONSTITUCIONAL, RECLAMAÇÃO) RTJ 134/1033, RTJ 166/785. (PARÂMETRO, CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE, TRIBUNAL DE JUSTIÇA) RE 177865 (2ªT), Rcl 2129 AgR (TP), ADI 1529 QO (TP), RCL 526 (TP), RTJ 134/1066, RTJ 135/12, RTJ 147/404, RTJ 152/371, RTJ 155/974, RTJ 158/3, RTJ 163/836, RTJ 177/1084, RTJ 181/7, RTJ 183/936, RTJ 185/373. (CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE, CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, REMISSÃO, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) RTJ 207/1283. (NATUREZA JURÍDICA, RECLAMAÇÃO) RTJ 56/546, RTJ 112/504. - Decisões monocráticas citadas: (PARÂMETRO, CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE, TRIBUNAL DE JUSTIÇA) Rcl 1701 MC. (CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE, CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, REMISSÃO, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) Rcl 4432. Número de páginas: 19. Análise: 04/05/2015, AMA.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
5690
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00022 INC-00001 ART-00030 INC-00001 \n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-00125 \n PAR-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00008\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, RS\n\n", "LEG-DIS LEI ANO-1993\n LODF-1993 LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL\n\n", "LEG-MUN LEI-001871 ANO-2000\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA, RS" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 5690 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) : BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI Nº 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) :BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI n 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA E M E N T A: RECLAMAÇÃO – FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 – RTJ 166/785) – COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE JUSTIÇA PARA EXERCER O CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS E ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS E/OU MUNICIPAIS CONTESTADOS EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL – A “REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE” NO ÂMBITO DOS ESTADOS-MEMBROS (Constituição Federal de 1988, ART. 125, § 2...) – A QUESTÃO DA PARAMETRICIDADE DAS CLÁUSULAS CONSTITUCIONAIS ESTADUAIS, DE CARÁTER REMISSIVO, PARA FINS DE CONTROLE CONCENTRADO DE LEIS E ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS E/OU MUNICIPAIS CONTESTADOS, PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL, EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL – DOUTRINA – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O único instrumento jurídico revestido de parametricidade, para efeito de fiscalização concentrada de constitucionalidade de lei ou de atos normativos estaduais e/ou municipais, é, tão somente, a Constituição do próprio Estado-membro (Constituição Federal de 1988, art. 125, § 2...), que se qualifica, para esse fim, como pauta de referência ou paradigma de confronto, mesmo nos casos em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258536. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão RCL 5690 AGR / RS que a Carta Estadual haja formalmente incorporado ao seu texto normas constitucionais federais que se impõem à observância compulsória das unidades federadas. Doutrina. Precedentes. – Revela-se legítimo invocar, como referência paradigmática, para efeito de controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e/ou municipais, cláusula de caráter remissivo que, inscrita na Constituição Estadual, remete, diretamente, às regras normativas constantes da própria Constituição Federal, assim incorporando-as, formalmente, mediante referida técnica de remissão, ao plano do ordenamento constitucional do Estado-membro. – Com a técnica de remissão normativa, o Estado-membro confere parametricidade às normas que, embora constantes da Constituição Federal, passam a compor, formalmente, em razão da expressa referência a elas feita, o “corpus” constitucional dessa unidade política da Federação, o que torna possível erigir-se, como parâmetro de confronto, para os fins a que se refere o art. 125, § 2..., da Constituição da República, a própria norma constitucional estadual de conteúdo remissivo. Doutrina. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258536. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS que a Carta Estadual haja formalmente incorporado ao seu texto normas constitucionais federais que se impõem à observância compulsória das unidades federadas. Doutrina. Precedentes. – Revela-se legítimo invocar, como referência paradigmática, para efeito de controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e/ou municipais, cláusula de caráter remissivo que, inscrita na Constituição Estadual, remete, diretamente, às regras normativas constantes da própria Constituição Federal, assim incorporando-as, formalmente, mediante referida técnica de remissão, ao plano do ordenamento constitucional do Estado-membro. – Com a técnica de remissão normativa, o Estado-membro confere parametricidade às normas que, embora constantes da Constituição Federal, passam a compor, formalmente, em razão da expressa referência a elas feita, o “corpus” constitucional dessa unidade política da Federação, o que torna possível erigir-se, como parâmetro de confronto, para os fins a que se refere o art. 125, § 2..., da Constituição da República, a própria norma constitucional estadual de conteúdo remissivo. Doutrina. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) :BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI n 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento, nesta Corte Suprema, à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue (fls. 145/148): “Na referida ADIN a Fecomércio alegou que a Lei n. 1.871/2000 do Município de Cachoeirinha havia violado os artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988, conforme se verifica na inicial em anexo. Sob fundamento de que a Lei Municipal havia violado a Constituição Federal, o referido desembargador deferiu liminar para suspender a Lei n. 1.871/00, ao entender que havia violado dispositivos da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) :BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI n 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento, nesta Corte Suprema, à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue (fls. 145/148): “Na referida ADIN a Fecomércio alegou que a Lei n. 1.871/2000 do Município de Cachoeirinha havia violado os artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988, conforme se verifica na inicial em anexo. Sob fundamento de que a Lei Municipal havia violado a Constituição Federal, o referido desembargador deferiu liminar para suspender a Lei n. 1.871/00, ao entender que havia violado dispositivos da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório RCL 5690 AGR / RS Constituição Federal, conforme cópia em anexo e cujos trechos destacamos abaixo: ‘O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1..., inc. IV, da Constituição Federal de 1988/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8...).’ …................................................................................................ Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88).’ (…) O Governador do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou a ADIN n. 409-3 perante o Supremo Tribunal Federal postulando a declaração de inconstitucionalidade da expressão ‘e a Constituição Federal’ contida na alínea ‘d’ do inciso XII do artigo 95 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Entendeu o Supremo Tribunal Federal ser incabível a interposição de ADIN contra lei municipal sob o fundamento de suposta violação à Constituição Federal. ….............................................................................................................. Constata-se que a ADIn interposta perante o Tribunal de Justiça tem como base a suposta violação dos artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988. Ainda, verifica-se que o despacho que concedeu a liminar teve como fundamentação principal e que levou a concessão da mesma, foi em decorrência de suposta violação da Constituição Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Constituição Federal, conforme cópia em anexo e cujos trechos destacamos abaixo: ‘O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1..., inc. IV, da Constituição Federal de 1988/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8...).’ …................................................................................................ Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88).’ (…) O Governador do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou a ADIN n. 409-3 perante o Supremo Tribunal Federal postulando a declaração de inconstitucionalidade da expressão ‘e a Constituição Federal’ contida na alínea ‘d’ do inciso XII do artigo 95 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Entendeu o Supremo Tribunal Federal ser incabível a interposição de ADIN contra lei municipal sob o fundamento de suposta violação à Constituição Federal. ….............................................................................................................. Constata-se que a ADIn interposta perante o Tribunal de Justiça tem como base a suposta violação dos artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988. Ainda, verifica-se que o despacho que concedeu a liminar teve como fundamentação principal e que levou a concessão da mesma, foi em decorrência de suposta violação da Constituição Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório RCL 5690 AGR / RS Não é admissível, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, a interposição de ADIN onde seja postulada a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal frente à Constituição Federal. O ato praticado em total contrariedade ao já decidido pelo Supremo Tribunal Federal vem causando grave e irreparável prejuízo aos comerciários de Cachoeirinha. Além disso, foi deferida LIMINAR em ADIn contra Lei Municipal que já vigorava desde 2000, o que também demonstra contrariedade às decisões do Supremo Tribunal Federal quanto à necessidade de que o ato seja recente. Desta forma, está demonstrado que a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul na ADIN 70022103543 contraria a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal na ADIN 409-3/600. …................................................................................................... Desta forma, ‘data vênia’, ao contrário do contido no referido despacho, tanto a inicial da referida ação como os fundamentos da antecipação de tutela concedida na referida ADIN tiveram como fundamento suposta violação à Constituição Federal, razão pela [qual] deveria ser admitida a RECLAMAÇÃO.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Não é admissível, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, a interposição de ADIN onde seja postulada a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal frente à Constituição Federal. O ato praticado em total contrariedade ao já decidido pelo Supremo Tribunal Federal vem causando grave e irreparável prejuízo aos comerciários de Cachoeirinha. Além disso, foi deferida LIMINAR em ADIn contra Lei Municipal que já vigorava desde 2000, o que também demonstra contrariedade às decisões do Supremo Tribunal Federal quanto à necessidade de que o ato seja recente. Desta forma, está demonstrado que a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul na ADIN 70022103543 contraria a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal na ADIN 409-3/600. …................................................................................................... Desta forma, ‘data vênia’, ao contrário do contido no referido despacho, tanto a inicial da referida ação como os fundamentos da antecipação de tutela concedida na referida ADIN tiveram como fundamento suposta violação à Constituição Federal, razão pela [qual] deveria ser admitida a RECLAMAÇÃO.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Como já referido na decisão ora agravada, trata-se de reclamação na qual se sustenta que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul teria usurpado a competência desta Suprema Corte, ao conceder medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade, em cujo âmbito é impugnada a Lei municipal n 1.871/2000, do Município de Cachoeirinha, em face do art. 8... da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, que assim dispõe: “Art. 8.... O Município, dotado de autonomia política, administrativa e financeira, reger-se-á por lei orgânica e pela legislação que adotar, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Constituição.” (grifei) O ora agravante sustentou, nesta sede reclamatória, que a alegada usurpação decorreria do fato de o paradigma de confronto, invocado no processo de controle abstrato de constitucionalidade instaurado perante o E. Tribunal de Justiça local, residir, em última análise, em texto da própria Constituição Federal (art. 22, inciso I, e art. 30, inciso I). Os fundamentos em que se apoia esta reclamação foram, em síntese, assim expostos (fls. 03/06): “O Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deferiu liminar em ADIn interposta pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Como já referido na decisão ora agravada, trata-se de reclamação na qual se sustenta que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul teria usurpado a competência desta Suprema Corte, ao conceder medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade, em cujo âmbito é impugnada a Lei municipal n 1.871/2000, do Município de Cachoeirinha, em face do art. 8... da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, que assim dispõe: “Art. 8.... O Município, dotado de autonomia política, administrativa e financeira, reger-se-á por lei orgânica e pela legislação que adotar, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Constituição.” (grifei) O ora agravante sustentou, nesta sede reclamatória, que a alegada usurpação decorreria do fato de o paradigma de confronto, invocado no processo de controle abstrato de constitucionalidade instaurado perante o E. Tribunal de Justiça local, residir, em última análise, em texto da própria Constituição Federal (art. 22, inciso I, e art. 30, inciso I). Os fundamentos em que se apoia esta reclamação foram, em síntese, assim expostos (fls. 03/06): “O Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deferiu liminar em ADIn interposta pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS Na referida ADIN a Fecomércio alegou que a Lei n. 1.871/2000 do Município de Cachoeirinha havia violado os artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988, conforme se verifica na inicial em anexo. Sob fundamento de que a Lei Municipal havia violado a Constituição Federal, ao reconsiderar decisão anterior, o referido desembargador deferiu liminar para suspender a Lei n. 1.871/00, ao entender que havia violado dispositivos da Constituição Federal, conforme cópia em anexo e cujos trechos destacamos abaixo: ‘O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1..., Inc. IV, da Constituição Federal de 1988/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8...).’ …................................................................................................ Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88).’ (…) A referida Lei Municipal, conforme se verifica pela inicial da ADIn em anexo, trata da regulamentação do comércio aos domingos. ….............................................................................................................. O Governador do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou a ADIN n. 409-3 perante o Supremo Tribunal Federal postulando a declaração de inconstitucionalidade da expressão ‘e a Constituição Federal’ contida na aliena ‘d’ do inciso XII do artigo 95 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Na referida ADIN a Fecomércio alegou que a Lei n. 1.871/2000 do Município de Cachoeirinha havia violado os artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988, conforme se verifica na inicial em anexo. Sob fundamento de que a Lei Municipal havia violado a Constituição Federal, ao reconsiderar decisão anterior, o referido desembargador deferiu liminar para suspender a Lei n. 1.871/00, ao entender que havia violado dispositivos da Constituição Federal, conforme cópia em anexo e cujos trechos destacamos abaixo: ‘O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1..., Inc. IV, da Constituição Federal de 1988/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8...).’ …................................................................................................ Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88).’ (…) A referida Lei Municipal, conforme se verifica pela inicial da ADIn em anexo, trata da regulamentação do comércio aos domingos. ….............................................................................................................. O Governador do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou a ADIN n. 409-3 perante o Supremo Tribunal Federal postulando a declaração de inconstitucionalidade da expressão ‘e a Constituição Federal’ contida na aliena ‘d’ do inciso XII do artigo 95 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS Entendeu o Supremo Tribunal Federal ser incabível a interposição de ADIN contra lei municipal sob o fundamento de suposta violação à Constituição Federal. Inclusive, destaca o Reclamante trechos da decisão do Supremo Tribunal Federal na ADIN: ‘ADI 409/RS – RIO GRANDE DO SUL AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE Julgamento: 13/03/2002 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação: DJ DATA-26-04-02 PP-00065 EMENT VOL-02066-01 PP-00001 EMENTA: Controle abstrato de constitucionalidade de leis locais (Constituição Federal de 1988, art. 125, § 2...): cabimento restrito à fiscalização da validade de leis ou atos normativos locais – sejam estaduais ou municipais –, em face da Constituição estadual: invalidade da disposição constitucional estadual que outorga competência ao respectivo Tribunal de Justiça para processar e julgar ação direta de inconstitucionalidade de normas municipais em face também da Constituição Federal: precedentes.’ No julgamento, o entendimento foi no sentido de que a Constituição de 1988, ao prever o controle concentrado de constitucionalidade no âmbito dos Estados-membros, erigiu a própria Constituição Estadual à condição de parâmetro único e exclusivo de verificação da validade das leis e atos normativos. Constata-se que a ADIn interposta perante o Tribunal de Justiça tem como base a suposta violação dos artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988. Ainda, verifica-se que o despacho que concedeu a liminar teve como fundamentação principal e que levou a concessão da mesma, foi em decorrência de suposta violação da Constituição Federal. Não é admissível, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, a interposição de ADIN onde seja postulada a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal frente à Constituição Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Entendeu o Supremo Tribunal Federal ser incabível a interposição de ADIN contra lei municipal sob o fundamento de suposta violação à Constituição Federal. Inclusive, destaca o Reclamante trechos da decisão do Supremo Tribunal Federal na ADIN: ‘ADI 409/RS – RIO GRANDE DO SUL AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE Julgamento: 13/03/2002 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação: DJ DATA-26-04-02 PP-00065 EMENT VOL-02066-01 PP-00001 EMENTA: Controle abstrato de constitucionalidade de leis locais (Constituição Federal de 1988, art. 125, § 2...): cabimento restrito à fiscalização da validade de leis ou atos normativos locais – sejam estaduais ou municipais –, em face da Constituição estadual: invalidade da disposição constitucional estadual que outorga competência ao respectivo Tribunal de Justiça para processar e julgar ação direta de inconstitucionalidade de normas municipais em face também da Constituição Federal: precedentes.’ No julgamento, o entendimento foi no sentido de que a Constituição de 1988, ao prever o controle concentrado de constitucionalidade no âmbito dos Estados-membros, erigiu a própria Constituição Estadual à condição de parâmetro único e exclusivo de verificação da validade das leis e atos normativos. Constata-se que a ADIn interposta perante o Tribunal de Justiça tem como base a suposta violação dos artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, ambos da Constituição Federal de 1988. Ainda, verifica-se que o despacho que concedeu a liminar teve como fundamentação principal e que levou a concessão da mesma, foi em decorrência de suposta violação da Constituição Federal. Não é admissível, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, a interposição de ADIN onde seja postulada a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal frente à Constituição Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS O ato praticado em total contrariedade ao já decidido pelo Supremo Tribunal Federal vem causando grave e irreparável prejuízo aos comerciários de Cachoeirinha. Além disso, foi deferida LIMINAR em ADIn contra Lei Municipal que já vigorava desde 2000, o que também demonstra contrariedade às decisões do Supremo Tribunal Federal quanto à necessidade de que o ato seja recente. Desta forma, está demonstrado que a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul na ADIN 70022103543 contraria a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal na ADIN 409-3/600.” (grifei) A reclamação, como se sabe, qualquer que seja a natureza que se lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal (MOACYR AMARAL SANTOS, RTJ 56/546-548; ALCIDES DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80, l989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro de Mello, “O Processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280), incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”, p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 3..., 2... parte, p. 199, item n. 653, 9... ed., l987, Saraiva) ou medida processual de caráter excepcional (RTJ 112/518-522, Rel. Min. DJACI FALCÃO) –, configura instrumento de extração constitucional, não obstante a origem pretoriana de sua criação (RTJ 112/504), destinado a viabilizar, na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal, de um lado, e a garantia da autoridade de suas decisões, de outro (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o exame do pedido em análise revela que se mostra processualmente inviável a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS O ato praticado em total contrariedade ao já decidido pelo Supremo Tribunal Federal vem causando grave e irreparável prejuízo aos comerciários de Cachoeirinha. Além disso, foi deferida LIMINAR em ADIn contra Lei Municipal que já vigorava desde 2000, o que também demonstra contrariedade às decisões do Supremo Tribunal Federal quanto à necessidade de que o ato seja recente. Desta forma, está demonstrado que a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul na ADIN 70022103543 contraria a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal na ADIN 409-3/600.” (grifei) A reclamação, como se sabe, qualquer que seja a natureza que se lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal (MOACYR AMARAL SANTOS, RTJ 56/546-548; ALCIDES DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80, l989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro de Mello, “O Processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280), incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”, p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 3..., 2... parte, p. 199, item n. 653, 9... ed., l987, Saraiva) ou medida processual de caráter excepcional (RTJ 112/518-522, Rel. Min. DJACI FALCÃO) –, configura instrumento de extração constitucional, não obstante a origem pretoriana de sua criação (RTJ 112/504), destinado a viabilizar, na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal, de um lado, e a garantia da autoridade de suas decisões, de outro (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o exame do pedido em análise revela que se mostra processualmente inviável a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS presente reclamação, por inocorrente, na espécie, qualquer situação de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal. A decisão liminar impugnada nesta sede reclamatória, proferida pelo eminente Desembargador Relator LUIZ FELIPE SILVEIRA DIFINI, está assim fundamentada (fls. 123/125): “II – Defiro a liminar. Compulsados os autos, tenho por bem evidenciados, na hipótese, o ‘fumus boni juris’ e o ‘periculum in mora’ a viabilizar a concessão da liminar pretendida. Eis o dispositivo impugnado: ‘1... Fica proibido no âmbito do Município de Cachoeirinha, o funcionamento do comércio aos domingos e feriados. Parágrafo único – Excetuam-se deste artigo os seguintes estabelecimentos comerciais: I – os constantes da relação anexa ao artigo 7... do Decreto Federal n. 27.048, de 21 de agosto de 1949, que regulamentou a Lei n. 605, de 05 de janeiro de 1949; II – os operados diretamente pelos sócios e/ou pelos familiares até o 1... [grau] de parentesco; III – os que atendam o disposto nos incisos III e VI do art. 8... da Constituição Federal.’ O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1..., inc. IV, da Constituição Federal de 1988/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8...). Não bastante, dispõe a Constituição Estadual sobre a ordem econômica, estabelecendo, dentre seus princípios, a ‘promoção do bem- -estar do homem como fim essencial da produção e do desenvolvimento 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS presente reclamação, por inocorrente, na espécie, qualquer situação de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal. A decisão liminar impugnada nesta sede reclamatória, proferida pelo eminente Desembargador Relator LUIZ FELIPE SILVEIRA DIFINI, está assim fundamentada (fls. 123/125): “II – Defiro a liminar. Compulsados os autos, tenho por bem evidenciados, na hipótese, o ‘fumus boni juris’ e o ‘periculum in mora’ a viabilizar a concessão da liminar pretendida. Eis o dispositivo impugnado: ‘1... Fica proibido no âmbito do Município de Cachoeirinha, o funcionamento do comércio aos domingos e feriados. Parágrafo único – Excetuam-se deste artigo os seguintes estabelecimentos comerciais: I – os constantes da relação anexa ao artigo 7... do Decreto Federal n. 27.048, de 21 de agosto de 1949, que regulamentou a Lei n. 605, de 05 de janeiro de 1949; II – os operados diretamente pelos sócios e/ou pelos familiares até o 1... [grau] de parentesco; III – os que atendam o disposto nos incisos III e VI do art. 8... da Constituição Federal.’ O ‘fumus boni juris’ encontra-se evidenciado pelo aparente confronto de ordem material existente entre o dispositivo da Lei Municipal n. 1.871/2000, de Cachoeirinha, acima destacado, e os princípios fundamentais à estrutura de nosso Estado Federal, em especial àquele que preconiza ‘os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa’ (art. 1..., inc. IV, da Constituição Federal de 1988/88), cuja observância é obrigatória para os Municípios (art. 8...). Não bastante, dispõe a Constituição Estadual sobre a ordem econômica, estabelecendo, dentre seus princípios, a ‘promoção do bem- -estar do homem como fim essencial da produção e do desenvolvimento 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS econômico’ e a ‘valorização econômica e social do trabalho e do trabalhador, associada a uma política de expansão das oportunidades e de humanização do processo social de produção com a defesa dos interesses do povo’ (incs. I e II do art. 157 da Constituição Estadual). Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88). Quanto a este ponto, oportuno lembrar ainda que a Lei Federal n. 10.101, de 19 de dezembro de 2000, autoriza, expressamente, o trabalho aos domingos, bem como nos feriados, nas atividades do comércio em geral, observadas as demais exigências postas na lei (arts. 6... e 6...- A). A propósito do tema, destaco os seguintes precedentes do Órgão Especial deste Tribunal, quando da análise de leis de semelhante conteúdo: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL. MUNICÍPIO DE ESTEIO. FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO LOCAL. COMPETÊNCIA ESTABELECIDA NO ART. 13, II, DA CE/89. LEIS MUNICIPAIS N.S 1.201/83, 1.461/89, 1.978/93, 3.306/02, E DECRETO N. 2.419/02. VEDAÇÃO AO FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO AOS SÁBADOS À TARDE E DOMINGOS DURANTE OS MESES DE JANEIRO E FEVEREIRO. VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 8..., 19, 157, I E II, E 176, I E XI, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. VÍCIO DE NATUREZA SUBSTANCIAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS DESTA CORTE. LIMINAR DEFERIDA. 1. A vedação do funcionamento do comércio lojista aos sábados à tarde e aos domingos durante os meses de janeiro e fevereiro imposta pelo Município de Esteio 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS econômico’ e a ‘valorização econômica e social do trabalho e do trabalhador, associada a uma política de expansão das oportunidades e de humanização do processo social de produção com a defesa dos interesses do povo’ (incs. I e II do art. 157 da Constituição Estadual). Alem disso, o legislador municipal, ao disciplinar de forma genérica sobre a proibição de funcionamento do comércio aos domingos e feriados – ressalvadas algumas exceções –, sem ater-se às peculiaridades locais, acaba por distanciar-se da expressão ‘assuntos de interesse local’ e, por conseguinte, de sua competência legislativa (art. 30, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88) invadindo esfera de competência de outro ente da federação (art. 22, inc. I, da Constituição Federal de 1988/88). Quanto a este ponto, oportuno lembrar ainda que a Lei Federal n. 10.101, de 19 de dezembro de 2000, autoriza, expressamente, o trabalho aos domingos, bem como nos feriados, nas atividades do comércio em geral, observadas as demais exigências postas na lei (arts. 6... e 6...- A). A propósito do tema, destaco os seguintes precedentes do Órgão Especial deste Tribunal, quando da análise de leis de semelhante conteúdo: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL. MUNICÍPIO DE ESTEIO. FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO LOCAL. COMPETÊNCIA ESTABELECIDA NO ART. 13, II, DA CE/89. LEIS MUNICIPAIS N.S 1.201/83, 1.461/89, 1.978/93, 3.306/02, E DECRETO N. 2.419/02. VEDAÇÃO AO FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO AOS SÁBADOS À TARDE E DOMINGOS DURANTE OS MESES DE JANEIRO E FEVEREIRO. VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 8..., 19, 157, I E II, E 176, I E XI, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. VÍCIO DE NATUREZA SUBSTANCIAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS DESTA CORTE. LIMINAR DEFERIDA. 1. A vedação do funcionamento do comércio lojista aos sábados à tarde e aos domingos durante os meses de janeiro e fevereiro imposta pelo Município de Esteio 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS através das Leis n.s 1.978/93, art. 1..., parte final; 3.306/02, art. 1...; e do Decreto n. 2.419/02, art. 1..., parte final, viola frontalmente os arts. 8..., 19, 157, I e II, e 176, I e XI, da Constituição Estadual, não obstante, pela Emenda à Constituição Estadual n. 35/2003, fora delegada aos Municípios também a competência para legislar sobre os dias de funcionamento do comércio local. 2. Sendo as Leis n.s 1.201/83, 1.461/89, anteriores à vigência da Constituição Estadual, impossível se mostra a declaração de sua inconstitucionalidade. Ação prejudicada nessa parte. AÇÃO PROVIDA EM PARTE, POR MAIORIA.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 70013970835, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Wellington Pacheco Barros, Julgado em 25/09/2006) ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Inconstitucionalidade material de lei do Município de Guaíba, que proíbe a abertura dos estabelecimentos comerciais aos domingos e feriados. Violação dos artigos 8..., 19, 157, I e II, e 176, I e XI, da Constituição Estadual. Precedentes jurisprudenciais deste Tribunal: ADIn 70008442238 (Rel. Des. Luiz Ari Azambuja Ramos); ADIn 70004762472 (Rel. Des. Clarindo Favretto) e ADIns 70007760325 e 70005683040 (Rel. Des. Arminio José Abreu Lima da Rosa). AÇÃO JULGADA PROCEDENTE.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 70006896138, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Cacildo de Andrade Xavier, Julgado em 15/08/2005) ‘LEI MUNICIPAL. RESTRIÇÃO AO COMÉRCIO AOS DOMINGOS. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 8., 19, 157, I, II, E V, E 176, I E II, TODOS DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 70007922362, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da Rosa, Julgado em 19/04/2004) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS através das Leis n.s 1.978/93, art. 1..., parte final; 3.306/02, art. 1...; e do Decreto n. 2.419/02, art. 1..., parte final, viola frontalmente os arts. 8..., 19, 157, I e II, e 176, I e XI, da Constituição Estadual, não obstante, pela Emenda à Constituição Estadual n. 35/2003, fora delegada aos Municípios também a competência para legislar sobre os dias de funcionamento do comércio local. 2. Sendo as Leis n.s 1.201/83, 1.461/89, anteriores à vigência da Constituição Estadual, impossível se mostra a declaração de sua inconstitucionalidade. Ação prejudicada nessa parte. AÇÃO PROVIDA EM PARTE, POR MAIORIA.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 70013970835, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Wellington Pacheco Barros, Julgado em 25/09/2006) ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Inconstitucionalidade material de lei do Município de Guaíba, que proíbe a abertura dos estabelecimentos comerciais aos domingos e feriados. Violação dos artigos 8..., 19, 157, I e II, e 176, I e XI, da Constituição Estadual. Precedentes jurisprudenciais deste Tribunal: ADIn 70008442238 (Rel. Des. Luiz Ari Azambuja Ramos); ADIn 70004762472 (Rel. Des. Clarindo Favretto) e ADIns 70007760325 e 70005683040 (Rel. Des. Arminio José Abreu Lima da Rosa). AÇÃO JULGADA PROCEDENTE.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 70006896138, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Cacildo de Andrade Xavier, Julgado em 15/08/2005) ‘LEI MUNICIPAL. RESTRIÇÃO AO COMÉRCIO AOS DOMINGOS. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 8., 19, 157, I, II, E V, E 176, I E II, TODOS DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL.’ (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 70007922362, Tribunal Pleno, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da Rosa, Julgado em 19/04/2004) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS Ainda, tem-se por configurado o ‘periculum in mora’ a amparar o pedido de suspensão liminar, especialmente diante da previsão de multa, no art. 2... da referida Lei Municipal, para o caso de não cumprimento da Lei por qualquer estabelecimento comercial, com as ressalvas do parágrafo único do art. 1....” (grifei) A análise de referido julgamento evidencia que não se registrou, no caso, a alegada usurpação de competência deste Supremo Tribunal Federal. É que, consoante se verifica da leitura da decisão emanada do E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, este somente utilizou, como parâmetro de confronto, as regras inscritas na própria Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Impende assinalar , neste ponto, por necessário, que o processo objetivo de fiscalização normativa abstrata, instaurável perante os Tribunais de Justiça locais, somente pode ter por objeto leis ou atos normativos municipais, estaduais ou distritais, desde que contestados em face da própria Constituição do Estado-membro (ou, quando for o caso, da Lei Orgânica do Distrito Federal), que representa , nesse contexto, o único parâmetro de controle admitido pela Constituição da República, cujo art. 125, § 2... , assim dispõe: “Art. 125 (…). § 2... – Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual (…).” (grifei) O que se revela essencial reconhecer , em tema de controle abstrato de constitucionalidade, quando instaurado perante os Tribunais de Justiça dos Estados-membros ou do Distrito Federal e Territórios, é que o único instrumento normativo revestido de parametricidade para esse específico efeito é, somente, a Constituição 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Ainda, tem-se por configurado o ‘periculum in mora’ a amparar o pedido de suspensão liminar, especialmente diante da previsão de multa, no art. 2... da referida Lei Municipal, para o caso de não cumprimento da Lei por qualquer estabelecimento comercial, com as ressalvas do parágrafo único do art. 1....” (grifei) A análise de referido julgamento evidencia que não se registrou, no caso, a alegada usurpação de competência deste Supremo Tribunal Federal. É que, consoante se verifica da leitura da decisão emanada do E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, este somente utilizou, como parâmetro de confronto, as regras inscritas na própria Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Impende assinalar , neste ponto, por necessário, que o processo objetivo de fiscalização normativa abstrata, instaurável perante os Tribunais de Justiça locais, somente pode ter por objeto leis ou atos normativos municipais, estaduais ou distritais, desde que contestados em face da própria Constituição do Estado-membro (ou, quando for o caso, da Lei Orgânica do Distrito Federal), que representa , nesse contexto, o único parâmetro de controle admitido pela Constituição da República, cujo art. 125, § 2... , assim dispõe: “Art. 125 (…). § 2... – Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual (…).” (grifei) O que se revela essencial reconhecer , em tema de controle abstrato de constitucionalidade, quando instaurado perante os Tribunais de Justiça dos Estados-membros ou do Distrito Federal e Territórios, é que o único instrumento normativo revestido de parametricidade para esse específico efeito é, somente, a Constituição 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS estadual ou, quando for o caso, a Lei Orgânica do Distrito Federal, jamais, porém, a própria Constituição da República. Cabe acentuar , neste ponto, que esse entendimento tem o beneplácito do magistério doutrinário (LUIZ ALBERTO DAVID ARAÚJO/VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, “Curso de Direito Constitucional”, p. 64/65, item n. 7.5, 9... ed., 2005, Saraiva; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Comentário Contextual à Constituição”, p. 591, item n. 6, 2005, Malheiros; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.523/1.526, item n. 125.5, e p. 2.168/2.172, itens ns. 1.15 e 1.17, 8... ed., 2011, Atlas, v.g.), cuja orientação , no tema, adverte , tratando-se de controle normativo abstrato no plano local, que apenas a Constituição estadual (ou, quando for o caso, a Lei Orgânica do Distrito Federal) qualifica-se como pauta de referência ou como paradigma de confronto para efeito de fiscalização concentrada de constitucionalidade de leis ou atos normativos locais, sem possibilidade , no entanto, de erigir-se a própria Constituição da República como parâmetro de controle nas ações diretas ajuizadas, originariamente , perante os Tribunais de Justiça estaduais ou do Distrito Federal e Territórios. Essa percepção do alcance da norma inscrita no art. 125, § 2..., da Constituição, por sua vez, reflete-se na jurisprudência constitucional que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em análise, sempre salientando que, em tema de fiscalização abstrata perante os Tribunais de Justiça locais, o parâmetro de controle a ser invocado (e considerado) nas ações diretas somente pode ser a Constituição do próprio Estado-membro, e não a Constituição da República (RTJ 135/12 – RTJ 181/7 – RTJ 185/373-374, v.g.), ainda que a Carta local haja formalmente incorporado ao seu texto normas constitucionais federais de observância compulsória por parte das unidades federadas (RTJ 147/404, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 152/371-373, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RTJ 158/3, Rel. Min. MOREIRA ALVES – 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS estadual ou, quando for o caso, a Lei Orgânica do Distrito Federal, jamais, porém, a própria Constituição da República. Cabe acentuar , neste ponto, que esse entendimento tem o beneplácito do magistério doutrinário (LUIZ ALBERTO DAVID ARAÚJO/VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, “Curso de Direito Constitucional”, p. 64/65, item n. 7.5, 9... ed., 2005, Saraiva; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Comentário Contextual à Constituição”, p. 591, item n. 6, 2005, Malheiros; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.523/1.526, item n. 125.5, e p. 2.168/2.172, itens ns. 1.15 e 1.17, 8... ed., 2011, Atlas, v.g.), cuja orientação , no tema, adverte , tratando-se de controle normativo abstrato no plano local, que apenas a Constituição estadual (ou, quando for o caso, a Lei Orgânica do Distrito Federal) qualifica-se como pauta de referência ou como paradigma de confronto para efeito de fiscalização concentrada de constitucionalidade de leis ou atos normativos locais, sem possibilidade , no entanto, de erigir-se a própria Constituição da República como parâmetro de controle nas ações diretas ajuizadas, originariamente , perante os Tribunais de Justiça estaduais ou do Distrito Federal e Territórios. Essa percepção do alcance da norma inscrita no art. 125, § 2..., da Constituição, por sua vez, reflete-se na jurisprudência constitucional que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em análise, sempre salientando que, em tema de fiscalização abstrata perante os Tribunais de Justiça locais, o parâmetro de controle a ser invocado (e considerado) nas ações diretas somente pode ser a Constituição do próprio Estado-membro, e não a Constituição da República (RTJ 135/12 – RTJ 181/7 – RTJ 185/373-374, v.g.), ainda que a Carta local haja formalmente incorporado ao seu texto normas constitucionais federais de observância compulsória por parte das unidades federadas (RTJ 147/404, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 152/371-373, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RTJ 158/3, Rel. Min. MOREIRA ALVES – 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS RTJ 177/1084, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 183/936, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 1.529-QO/MT, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – Rcl 526/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 1.701-MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 2.129-AgR/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM): “– A Constituição de 1988, ao prever o controle concentrado de constitucionalidade no âmbito dos Estados- -membros, erigiu a própria Constituição estadual à condição de parâmetro único e exclusivo de verificação da validade das leis ou atos normativos locais (art. 125, § 2...). Precedente da Corte (…).” (RTJ 134/1066, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “Controle abstrato de constitucionalidade: ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal, perante o Tribunal de Justiça, fundada em violação de preceitos da Constituição do Estado, ainda que se cuide de reprodução compulsória de normas da Constituição da República: admissibilidade afirmada na Rcl. 383, 10.6.92: aplicação do precedente, com ressalva do relator.” (RTJ 155/974, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “COMPETÊNCIA – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CARTA DO ESTADO, NO QUE REPETE PRECEITO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O § 2... do artigo 125 da Constituição Federal não contempla exceção: define a competência para a ação direta de inconstitucionalidade, a causa de pedir lançada na inicial; sendo esta o conflito da norma atacada com a Carta do Estado, impõe-se concluir pela competência do Tribunal de Justiça, pouco importando que ocorra repetição de preceito da Carta da República de adoção obrigatória (…).” (Recurso Extraordinário 177.865/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “COMPETÊNCIA – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – BALIZAS – NORMA LOCAL – 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS RTJ 177/1084, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 183/936, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 1.529-QO/MT, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – Rcl 526/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 1.701-MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 2.129-AgR/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM): “– A Constituição de 1988, ao prever o controle concentrado de constitucionalidade no âmbito dos Estados- -membros, erigiu a própria Constituição estadual à condição de parâmetro único e exclusivo de verificação da validade das leis ou atos normativos locais (art. 125, § 2...). Precedente da Corte (…).” (RTJ 134/1066, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “Controle abstrato de constitucionalidade: ação direta de inconstitucionalidade de lei municipal, perante o Tribunal de Justiça, fundada em violação de preceitos da Constituição do Estado, ainda que se cuide de reprodução compulsória de normas da Constituição da República: admissibilidade afirmada na Rcl. 383, 10.6.92: aplicação do precedente, com ressalva do relator.” (RTJ 155/974, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “COMPETÊNCIA – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CARTA DO ESTADO, NO QUE REPETE PRECEITO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O § 2... do artigo 125 da Constituição Federal não contempla exceção: define a competência para a ação direta de inconstitucionalidade, a causa de pedir lançada na inicial; sendo esta o conflito da norma atacada com a Carta do Estado, impõe-se concluir pela competência do Tribunal de Justiça, pouco importando que ocorra repetição de preceito da Carta da República de adoção obrigatória (…).” (Recurso Extraordinário 177.865/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “COMPETÊNCIA – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – BALIZAS – NORMA LOCAL – 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS CARTA DO ESTADO. A competência para julgar a ação direta de inconstitucionalidade em que impugnada norma local contestada em face de Carta Estadual é do Tribunal de Justiça respectivo, ainda que o preceito atacado revele-se como pura repetição de dispositivos da Constituição Federal de observância obrigatória pelos Estados (…).” (RTJ 163/836, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) Assentadas tais premissas, cumpre observar que o artigo 8... da Constituição do Rio Grande do Sul veicula prescrição normativa impregnada de parametricidade, cujo teor permite qualificá-la como paradigma de confronto para fins de instauração, perante o E. Tribunal de Justiça local, do concernente processo objetivo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, tal como o autoriza o § 2... do art. 125 da Constituição da República. Eis o conteúdo normativo do art. 8... da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul: “Art. 8.... O Município, dotado de autonomia política, administrativa e financeira, reger-se-á por lei orgânica e pela legislação que adotar, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Constituição.” (grifei) O conteúdo remissivo desse preceito constitucional estadual torna legítimo considerá-lo como padrão de referência para o fim específico de se ajuizar a “representação de inconstitucionalidade” perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, o que lhe permite deferir, no exercício do poder geral de cautela, provimento suspensivo da eficácia da própria aplicabilidade da Lei municipal n 1.871/2000, tal como sucedeu na espécie ora em exame. Vale mencionar, neste ponto, que esta Suprema Corte também tem admitido, como parâmetro de confronto, para os fins a que alude o art. 125, 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS CARTA DO ESTADO. A competência para julgar a ação direta de inconstitucionalidade em que impugnada norma local contestada em face de Carta Estadual é do Tribunal de Justiça respectivo, ainda que o preceito atacado revele-se como pura repetição de dispositivos da Constituição Federal de observância obrigatória pelos Estados (…).” (RTJ 163/836, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) Assentadas tais premissas, cumpre observar que o artigo 8... da Constituição do Rio Grande do Sul veicula prescrição normativa impregnada de parametricidade, cujo teor permite qualificá-la como paradigma de confronto para fins de instauração, perante o E. Tribunal de Justiça local, do concernente processo objetivo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, tal como o autoriza o § 2... do art. 125 da Constituição da República. Eis o conteúdo normativo do art. 8... da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul: “Art. 8.... O Município, dotado de autonomia política, administrativa e financeira, reger-se-á por lei orgânica e pela legislação que adotar, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Constituição.” (grifei) O conteúdo remissivo desse preceito constitucional estadual torna legítimo considerá-lo como padrão de referência para o fim específico de se ajuizar a “representação de inconstitucionalidade” perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, o que lhe permite deferir, no exercício do poder geral de cautela, provimento suspensivo da eficácia da própria aplicabilidade da Lei municipal n 1.871/2000, tal como sucedeu na espécie ora em exame. Vale mencionar, neste ponto, que esta Suprema Corte também tem admitido, como parâmetro de confronto, para os fins a que alude o art. 125, 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS § 2..., da Constituição da República, a referência constante de dispositivos que, inscritos no texto da Constituição estadual, limitam-se a fazer mera remissão normativa a regras positivadas na Constituição Federal, como se vê, p. ex., de decisão que está assim ementada: “(…) A questão da parametricidade das cláusulas constitucionais estaduais, de caráter remissivo, para fins de controle concentrado, no âmbito do Tribunal de Justiça local, de leis e atos normativos estaduais e/ou municipais contestados em face da Constituição Estadual. Revela-se legítimo invocar, como referência paradigmática, para efeito de controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e/ou municipais, cláusula de caráter remissivo, que, inscrita na Constituição Estadual, remete, diretamente, às regras normativas constantes da própria Constituição Federal, assim incorporando-as, formalmente, mediante referida técnica de remissão, ao plano do ordenamento constitucional do Estado-membro. Com a técnica de remissão normativa, o Estado-membro confere parametricidade às normas, que, embora constantes da Constituição Federal, passam a compor, formalmente, em razão da expressa referência a elas feita, o ‘corpus’ constitucional dessa unidade política da Federação, o que torna possível erigir-se, como parâmetro de confronto, para os fins a que se refere o art. 125, § 2..., da Constituição da República, a própria norma constitucional estadual de conteúdo remissivo. (…).” (RTJ 207/1283-1284, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cabe destacar, ainda, por extremamente relevante, fragmento da decisão proferida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES, que, ao julgar a Rcl 4.432/TO, de que foi Relator, reafirmou a legitimidade da utilização, no plano local, da técnica das normas remissivas, salientando, então, a esse propósito, em sentido idêntico ao deste ato decisório, que “(…) as normas pertencentes à Constituição estadual, que remetem à disciplina de determinada matéria na Constituição Federal, podem servir de parâmetro de controle abstrato de Constitucionalidade no âmbito estadual” (grifei). 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS § 2..., da Constituição da República, a referência constante de dispositivos que, inscritos no texto da Constituição estadual, limitam-se a fazer mera remissão normativa a regras positivadas na Constituição Federal, como se vê, p. ex., de decisão que está assim ementada: “(…) A questão da parametricidade das cláusulas constitucionais estaduais, de caráter remissivo, para fins de controle concentrado, no âmbito do Tribunal de Justiça local, de leis e atos normativos estaduais e/ou municipais contestados em face da Constituição Estadual. Revela-se legítimo invocar, como referência paradigmática, para efeito de controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e/ou municipais, cláusula de caráter remissivo, que, inscrita na Constituição Estadual, remete, diretamente, às regras normativas constantes da própria Constituição Federal, assim incorporando-as, formalmente, mediante referida técnica de remissão, ao plano do ordenamento constitucional do Estado-membro. Com a técnica de remissão normativa, o Estado-membro confere parametricidade às normas, que, embora constantes da Constituição Federal, passam a compor, formalmente, em razão da expressa referência a elas feita, o ‘corpus’ constitucional dessa unidade política da Federação, o que torna possível erigir-se, como parâmetro de confronto, para os fins a que se refere o art. 125, § 2..., da Constituição da República, a própria norma constitucional estadual de conteúdo remissivo. (…).” (RTJ 207/1283-1284, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cabe destacar, ainda, por extremamente relevante, fragmento da decisão proferida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES, que, ao julgar a Rcl 4.432/TO, de que foi Relator, reafirmou a legitimidade da utilização, no plano local, da técnica das normas remissivas, salientando, então, a esse propósito, em sentido idêntico ao deste ato decisório, que “(…) as normas pertencentes à Constituição estadual, que remetem à disciplina de determinada matéria na Constituição Federal, podem servir de parâmetro de controle abstrato de Constitucionalidade no âmbito estadual” (grifei). 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 5690 AGR / RS Vê-se, portanto, admitida a legitimidade da utilização, na espécie, como padrão de confronto, das normas constitucionais estaduais de conteúdo remissivo (Constituição do Rio Grande do Sul, art. 8...), para efeito de instauração, perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, de processo objetivo de fiscalização abstrata, que as razões invocadas no ato reclamado revelam-se em conformidade com a orientação firmada por esta Suprema Corte, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. Sendo assim, em face das razões expostas, e por inocorrente, na espécie, qualquer situação de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Supremo Tribunal Federal RCL 5690 AGR / RS Vê-se, portanto, admitida a legitimidade da utilização, na espécie, como padrão de confronto, das normas constitucionais estaduais de conteúdo remissivo (Constituição do Rio Grande do Sul, art. 8...), para efeito de instauração, perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, de processo objetivo de fiscalização abstrata, que as razões invocadas no ato reclamado revelam-se em conformidade com a orientação firmada por esta Suprema Corte, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. Sendo assim, em face das razões expostas, e por inocorrente, na espécie, qualquer situação de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) : BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI n 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887299 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.690 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE CANOAS ADV.(A/S) : BRUNO KAHLE FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI n 70022103543 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOB BARRETO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CACHOEIRINHA INTDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI n 70022103543", "RCL 5690 AGR / RS", "RCL 5690", "RECLAMAÇÃO 5 . 690", "ADI n 70022103543", "ADI n 70022103543", "RCL 5690 AGR / RS", "ADIN n . 409 - 3", "ADIN n . 409 -", "RCL 5690", "ADIN 70022103543", "ADIN 409 - 3 / 600 . 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IV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 30 , inc . I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 22 , inc . I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "alínea ‘ d ’ do inciso XII do artigo 95 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul .", "Constituição Federal .", "artigos 22 , inciso I , e 30 , inciso I , ambos da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Municipal n . 1 . 871 / 2000", "art . 1 . . . , inc . IV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 30 , inc . I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 22 , inc . 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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) :ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC Nº 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) :EGON KOLLING ADV.(A/S) :MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO CPC. 1. Não podem ser conhecidos segundos embargos de declaração que visam a obter efeitos modificativos ao acórdão primitivo, ainda mais se não aponta qualquer vício no acórdão que julgou os primeiros embargos. 2. Embargos de declaração não conhecidos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754481. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) :ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC Nº 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) :EGON KOLLING ADV.(A/S) :MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão do Plenário, cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO CPC. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES JÁ DECIDIDAS EM RECLAMAÇÃO PROVIDA PARA CASSAR A DECISÃO QUE DETERMINARA O LEVANTAMENTO DE VALORES COMPLEMENTARES DEVIDOS A TÍTULO DE DESAPROPRIAÇÃO, UMA VEZ RECONHECIDA AFRONTA AO RE 52.331, EM QUE ESTA CORTE RECONHECEU SEREM DE DOMÍNIO DA UNIÃO AS TERRAS DEVOLUTAS SITUADAS NA FAIXA DE FRONTEIRA DO OESTE PARANAENSE. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS. Inicialmente, sustenta o embargante que é caso de anulação do acórdão embargado, pois (a) os embargos de declaração foram apresentados em mesa “mais de 6 anos e 6 meses depois de sua interposição”, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) :ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC Nº 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) :EGON KOLLING ADV.(A/S) :MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão do Plenário, cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO CPC. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES JÁ DECIDIDAS EM RECLAMAÇÃO PROVIDA PARA CASSAR A DECISÃO QUE DETERMINARA O LEVANTAMENTO DE VALORES COMPLEMENTARES DEVIDOS A TÍTULO DE DESAPROPRIAÇÃO, UMA VEZ RECONHECIDA AFRONTA AO RE 52.331, EM QUE ESTA CORTE RECONHECEU SEREM DE DOMÍNIO DA UNIÃO AS TERRAS DEVOLUTAS SITUADAS NA FAIXA DE FRONTEIRA DO OESTE PARANAENSE. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS. Inicialmente, sustenta o embargante que é caso de anulação do acórdão embargado, pois (a) os embargos de declaração foram apresentados em mesa “mais de 6 anos e 6 meses depois de sua interposição”, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 3437 ED-ED / PR o que lhe causou surpresa; (b) tendo em vista a mudança de composição da Corte nesse período, era caso de inclusão do processo em pauta de julgamento, nos termos do art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal e do art. 337, § 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, para que lhe fosse dada oportunidade de distribuição de memoriais aos Ministros – “notadamente aqueles que não compunham a Corte no momento do julgamento da Reclamação” (fl. 1.045). No mérito, afirma que (i) “durante a demora no julgamento dos embargos de declaração, o STF modificou seu entendimento em relação à questão que constitui o objeto da Reclamação sob análise” (fl. 1.047); (ii) na ACO 79, “O Supremo Tribunal Federal, embora tenha reconhecido que houve ofensa a tal preceito constitucional, pois o Senado Federal não autorizou previamente ao Estado do Mato Grosso a conceder terras públicas de extensão superior a dez mil hectares, julgou improcedente a ação pelo fato de que os atos haviam sido celebrados havia mais de 53 anos”, utilizando como fundamentos jurídicos para tanto “os princípios da segurança jurídica, da boa-fé e da confiança legítima” (fl. 1.048); (iii) “O fato é que, nos termos da decisão exarada na ACO nº 79, mesmo quando a alienação das terras foi feita pelo Estado-membro de modo inconstitucional, sem autorização do Senado – tal como ocorreu com o Mato Grosso – a sua anulação, passados 50 anos, não é mais admitida pelo sistema normativo, em razão da incidência dos princípios da segurança jurídica, da boa-fé e da confiança legítima” (fl. 1.050). Quanto ao mais, aduz que o acórdão embargado padece de contradição, visto que (I) “de um lado, utilizou a natureza da ação de desapropriação para afastar a incidência da coisa julgada em relação à titularidade do domínio da terra, por não ser esse o objeto da ação de desapropriação”; (II) “de outro lado, ignorou o fato de que, no RE 52.331 o objeto da ação também não consistia na questão da titularidade do domínio das terras situadas na faixa de fronteira, não recaindo, portanto, sobre este tema o manto da coisa julgada, por tratar-se na realidade de uma ação anulatória de registro, na qual se discutia a legitimação ou não do Estado do Paraná para cancelar os contratos de concessão de terras por ele firmados” (fl. 1.053). Ao final, pede a anulação do acórdão embargado, de modo sejam os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Supremo Tribunal Federal RCL 3437 ED-ED / PR o que lhe causou surpresa; (b) tendo em vista a mudança de composição da Corte nesse período, era caso de inclusão do processo em pauta de julgamento, nos termos do art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal e do art. 337, § 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, para que lhe fosse dada oportunidade de distribuição de memoriais aos Ministros – “notadamente aqueles que não compunham a Corte no momento do julgamento da Reclamação” (fl. 1.045). No mérito, afirma que (i) “durante a demora no julgamento dos embargos de declaração, o STF modificou seu entendimento em relação à questão que constitui o objeto da Reclamação sob análise” (fl. 1.047); (ii) na ACO 79, “O Supremo Tribunal Federal, embora tenha reconhecido que houve ofensa a tal preceito constitucional, pois o Senado Federal não autorizou previamente ao Estado do Mato Grosso a conceder terras públicas de extensão superior a dez mil hectares, julgou improcedente a ação pelo fato de que os atos haviam sido celebrados havia mais de 53 anos”, utilizando como fundamentos jurídicos para tanto “os princípios da segurança jurídica, da boa-fé e da confiança legítima” (fl. 1.048); (iii) “O fato é que, nos termos da decisão exarada na ACO nº 79, mesmo quando a alienação das terras foi feita pelo Estado-membro de modo inconstitucional, sem autorização do Senado – tal como ocorreu com o Mato Grosso – a sua anulação, passados 50 anos, não é mais admitida pelo sistema normativo, em razão da incidência dos princípios da segurança jurídica, da boa-fé e da confiança legítima” (fl. 1.050). Quanto ao mais, aduz que o acórdão embargado padece de contradição, visto que (I) “de um lado, utilizou a natureza da ação de desapropriação para afastar a incidência da coisa julgada em relação à titularidade do domínio da terra, por não ser esse o objeto da ação de desapropriação”; (II) “de outro lado, ignorou o fato de que, no RE 52.331 o objeto da ação também não consistia na questão da titularidade do domínio das terras situadas na faixa de fronteira, não recaindo, portanto, sobre este tema o manto da coisa julgada, por tratar-se na realidade de uma ação anulatória de registro, na qual se discutia a legitimação ou não do Estado do Paraná para cancelar os contratos de concessão de terras por ele firmados” (fl. 1.053). Ao final, pede a anulação do acórdão embargado, de modo sejam os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 3437 ED-ED / PR primeiros embargos de declaração previamente incluídos em pauta para novo julgamento; ou então o acolhimento dos presentes embargos declaratórios, com efeitos modificativos, de forma seja a reclamação da União julgada improcedente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Supremo Tribunal Federal RCL 3437 ED-ED / PR primeiros embargos de declaração previamente incluídos em pauta para novo julgamento; ou então o acolhimento dos presentes embargos declaratórios, com efeitos modificativos, de forma seja a reclamação da União julgada improcedente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Sem razão o embargante quando alega nulidade do julgamento dos primeiros embargos de declaração, por não terem sido previamente incluídos em pauta. Isso porque, o Código de Processo Civil, em seu art. 537, estabelece que os embargos de declaração serão apresentados “em mesa” pelo relator. Por outro lado, nos termos do § 1º, inciso III, do art. 83 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, “Independem de pauta: (…) III – o julgamento de habeas corpus, de conflito de jurisdição ou competência (...), de embargos declaratórios, de agravo regimental e de agravo de instrumento”. 2. No mérito, não prospera a irresignação da parte embargante. De acordo com o estatuído no art. 535 do Código de Processo Civil, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição ou omissão da decisão atacada. Entretanto, não se verifica a existência de quaisquer das deficiências em questão. Na hipótese dos autos, a matéria trazida nos embargos de declaração anteriormente opostos foi inteiramente enfrentada e todos os pontos decididos com adequada fundamentação, conforme se percebe do teor do voto condutor do aresto embargado. Ora, os segundos embargos de declaração devem limitar-se a apontar os vícios porventura constatados no acórdão que julgou os primeiros embargos, sendo inadmissíveis quando se contrapõem aos argumentos delineados no aresto anteriormente impugnado, o qual assentou estar configurada afronta ao decidido por esta Corte no julgamento do RE 52.331, pois (a) o Estado do Paraná transferiu à Fundação Paranaense de Colonização e Imigração, por meio da escritura nº 2.493, área contida exatamente no mesmo perímetro a que se referia o título nº 130, objeto de discussão no RE 52.331; (b) no julgamento dos embargos de declaração opostos nesse recurso extraordinário, esta Corte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Sem razão o embargante quando alega nulidade do julgamento dos primeiros embargos de declaração, por não terem sido previamente incluídos em pauta. Isso porque, o Código de Processo Civil, em seu art. 537, estabelece que os embargos de declaração serão apresentados “em mesa” pelo relator. Por outro lado, nos termos do § 1º, inciso III, do art. 83 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, “Independem de pauta: (…) III – o julgamento de habeas corpus, de conflito de jurisdição ou competência (...), de embargos declaratórios, de agravo regimental e de agravo de instrumento”. 2. No mérito, não prospera a irresignação da parte embargante. De acordo com o estatuído no art. 535 do Código de Processo Civil, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição ou omissão da decisão atacada. Entretanto, não se verifica a existência de quaisquer das deficiências em questão. Na hipótese dos autos, a matéria trazida nos embargos de declaração anteriormente opostos foi inteiramente enfrentada e todos os pontos decididos com adequada fundamentação, conforme se percebe do teor do voto condutor do aresto embargado. Ora, os segundos embargos de declaração devem limitar-se a apontar os vícios porventura constatados no acórdão que julgou os primeiros embargos, sendo inadmissíveis quando se contrapõem aos argumentos delineados no aresto anteriormente impugnado, o qual assentou estar configurada afronta ao decidido por esta Corte no julgamento do RE 52.331, pois (a) o Estado do Paraná transferiu à Fundação Paranaense de Colonização e Imigração, por meio da escritura nº 2.493, área contida exatamente no mesmo perímetro a que se referia o título nº 130, objeto de discussão no RE 52.331; (b) no julgamento dos embargos de declaração opostos nesse recurso extraordinário, esta Corte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 3437 ED-ED / PR assentou que as concessões estaduais de terras devolutas situadas em faixas de fronteira devem ser consideradas como simples tolerância da União, e não como reconhecimento de efetiva transferência de domínio; (c) a questão atinente ao domínio da gleba desapropriada não foi objeto de discussão na ação desapropriatória, motivo pelo qual não há como ser acolhida tese da existência de declaração judicial atestando a propriedade dos reclamados; (d) no julgado paradigma, restou proclamado que os Estados-membros não podem dispor de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, que são de domínio da União; (e) os documentos juntados aos autos não deixam dúvidas que as terras desapropriadas foram alcançadas pela decisão proferida no recurso extraordinário invocado pela reclamante. Ademais, no acórdão dos primeiros embargos de declaração, assentou-se que: (i) não há falar em contradição no acórdão embargado, uma vez que nele restou consignado que o domínio das terras da União foi efetivamente afirmado no julgamento dos embargos de declaração opostos no RE 52.331, daí a conclusão de que a decisão reclamada afrontou a autoridade desse julgado; (ii) não podem os embargantes pretender sejam agora revisitadas questões decididas nos embargos de declaração opostos no referido recurso extraordinário, ocasião em que esta Corte assentou ter a Constituição de 1946 estabelecido o domínio da União sobre as terras devolutas situadas em zonas fronteiriças – e que as vendas das glebas dessa área pelos Estados se deram a non domino. 3. Registre-se que, de qualquer modo, são inteiramente distintas, tanto nos seus aspectos fáticos, como nos jurídicos, as situações tratadas na ACO 79 (Min. Cezar Peluso, DJe de 28/5/2012) e na que deu origem à presente reclamação. E ainda que semelhantes fossem, isso não seria circunstância por si só apta a ensejar o pedido de efeitos infringentes a estes segundos embargos de declaração, os quais não poderiam ter por objeto mais do que a existência de vício no acórdão que julgou os embargos anteriores. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Supremo Tribunal Federal RCL 3437 ED-ED / PR assentou que as concessões estaduais de terras devolutas situadas em faixas de fronteira devem ser consideradas como simples tolerância da União, e não como reconhecimento de efetiva transferência de domínio; (c) a questão atinente ao domínio da gleba desapropriada não foi objeto de discussão na ação desapropriatória, motivo pelo qual não há como ser acolhida tese da existência de declaração judicial atestando a propriedade dos reclamados; (d) no julgado paradigma, restou proclamado que os Estados-membros não podem dispor de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, que são de domínio da União; (e) os documentos juntados aos autos não deixam dúvidas que as terras desapropriadas foram alcançadas pela decisão proferida no recurso extraordinário invocado pela reclamante. Ademais, no acórdão dos primeiros embargos de declaração, assentou-se que: (i) não há falar em contradição no acórdão embargado, uma vez que nele restou consignado que o domínio das terras da União foi efetivamente afirmado no julgamento dos embargos de declaração opostos no RE 52.331, daí a conclusão de que a decisão reclamada afrontou a autoridade desse julgado; (ii) não podem os embargantes pretender sejam agora revisitadas questões decididas nos embargos de declaração opostos no referido recurso extraordinário, ocasião em que esta Corte assentou ter a Constituição de 1946 estabelecido o domínio da União sobre as terras devolutas situadas em zonas fronteiriças – e que as vendas das glebas dessa área pelos Estados se deram a non domino. 3. Registre-se que, de qualquer modo, são inteiramente distintas, tanto nos seus aspectos fáticos, como nos jurídicos, as situações tratadas na ACO 79 (Min. Cezar Peluso, DJe de 28/5/2012) e na que deu origem à presente reclamação. E ainda que semelhantes fossem, isso não seria circunstância por si só apta a ensejar o pedido de efeitos infringentes a estes segundos embargos de declaração, os quais não poderiam ter por objeto mais do que a existência de vício no acórdão que julgou os embargos anteriores. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 3437 ED-ED / PR 4. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Supremo Tribunal Federal RCL 3437 ED-ED / PR 4. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC Nº 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) : EGON KOLLING ADV.(A/S) : MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058514 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC Nº 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) : EGON KOLLING ADV.(A/S) : MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058514 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9067988
2015-06-17T00:00:00
2015-08-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO CPC. 1. Não podem ser conhecidos segundos embargos de declaração que visam a obter efeitos modificativos ao acórdão primitivo, ainda mais se não aponta qualquer vício no acórdão que julgou os primeiros embargos. 2. Embargos de declaração não conhecidos.
sjur319984
Número de páginas: 8. Análise: 24/09/2015, BMP.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
3437
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535 ART-00537\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00083 PAR-00001 INC-00003\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-ED-ED
acordaos
Rcl 3437 ED-ED
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EMBTE.(S) : JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC Nº 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) : EGON KOLLING ADV.(A/S) : MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL
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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) :ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC n 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) :EGON KOLLING ADV.(A/S) :MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO Código de Processo Civil. 1. Não podem ser conhecidos segundos embargos de declaração que visam a obter efeitos modificativos ao acórdão primitivo, ainda mais se não aponta qualquer vício no acórdão que julgou os primeiros embargos. 2. Embargos de declaração não conhecidos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754481. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) :ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC n 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) :EGON KOLLING ADV.(A/S) :MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão do Plenário, cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO Código de Processo Civil. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES JÁ DECIDIDAS EM RECLAMAÇÃO PROVIDA PARA CASSAR A DECISÃO QUE DETERMINARA O LEVANTAMENTO DE VALORES COMPLEMENTARES DEVIDOS A TÍTULO DE DESAPROPRIAÇÃO, UMA VEZ RECONHECIDA AFRONTA AO Recurso Extraordinário 52.331, EM QUE ESTA CORTE RECONHECEU SEREM DE DOMÍNIO DA UNIÃO AS TERRAS DEVOLUTAS SITUADAS NA FAIXA DE FRONTEIRA DO OESTE PARANAENSE. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS. Inicialmente, sustenta o embargante que é caso de anulação do acórdão embargado, pois (a) os embargos de declaração foram apresentados em mesa “mais de 6 anos e 6 meses depois de sua interposição”, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) :ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC n 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) :EGON KOLLING ADV.(A/S) :MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão do Plenário, cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO Código de Processo Civil. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES JÁ DECIDIDAS EM RECLAMAÇÃO PROVIDA PARA CASSAR A DECISÃO QUE DETERMINARA O LEVANTAMENTO DE VALORES COMPLEMENTARES DEVIDOS A TÍTULO DE DESAPROPRIAÇÃO, UMA VEZ RECONHECIDA AFRONTA AO Recurso Extraordinário 52.331, EM QUE ESTA CORTE RECONHECEU SEREM DE DOMÍNIO DA UNIÃO AS TERRAS DEVOLUTAS SITUADAS NA FAIXA DE FRONTEIRA DO OESTE PARANAENSE. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS. Inicialmente, sustenta o embargante que é caso de anulação do acórdão embargado, pois (a) os embargos de declaração foram apresentados em mesa “mais de 6 anos e 6 meses depois de sua interposição”, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 3437 ED-ED / PR o que lhe causou surpresa; (b) tendo em vista a mudança de composição da Corte nesse período, era caso de inclusão do processo em pauta de julgamento, nos termos do art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal e do art. 337, § 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, para que lhe fosse dada oportunidade de distribuição de memoriais aos Ministros – “notadamente aqueles que não compunham a Corte no momento do julgamento da Reclamação” (fl. 1.045). No mérito, afirma que (i) “durante a demora no julgamento dos embargos de declaração, o Supremo Tribunal Federal modificou seu entendimento em relação à questão que constitui o objeto da Reclamação sob análise” (fl. 1.047); (ii) na ACO 79, “O Supremo Tribunal Federal, embora tenha reconhecido que houve ofensa a tal preceito constitucional, pois o Senado Federal não autorizou previamente ao Estado do Mato Grosso a conceder terras públicas de extensão superior a dez mil hectares, julgou improcedente a ação pelo fato de que os atos haviam sido celebrados havia mais de 53 anos”, utilizando como fundamentos jurídicos para tanto “os princípios da segurança jurídica, da boa-fé e da confiança legítima” (fl. 1.048); (iii) “O fato é que, nos termos da decisão exarada na ACO n 79, mesmo quando a alienação das terras foi feita pelo Estado-membro de modo inconstitucional, sem autorização do Senado – tal como ocorreu com o Mato Grosso – a sua anulação, passados 50 anos, não é mais admitida pelo sistema normativo, em razão da incidência dos princípios da segurança jurídica, da boa-fé e da confiança legítima” (fl. 1.050). Quanto ao mais, aduz que o acórdão embargado padece de contradição, visto que (I) “de um lado, utilizou a natureza da ação de desapropriação para afastar a incidência da coisa julgada em relação à titularidade do domínio da terra, por não ser esse o objeto da ação de desapropriação”; (II) “de outro lado, ignorou o fato de que, no Recurso Extraordinário 52.331 o objeto da ação também não consistia na questão da titularidade do domínio das terras situadas na faixa de fronteira, não recaindo, portanto, sobre este tema o manto da coisa julgada, por tratar-se na realidade de uma ação anulatória de registro, na qual se discutia a legitimação ou não do Estado do Paraná para cancelar os contratos de concessão de terras por ele firmados” (fl. 1.053). Ao final, pede a anulação do acórdão embargado, de modo sejam os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Supremo Tribunal Federal RCL 3437 ED-ED / PR o que lhe causou surpresa; (b) tendo em vista a mudança de composição da Corte nesse período, era caso de inclusão do processo em pauta de julgamento, nos termos do art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal e do art. 337, § 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, para que lhe fosse dada oportunidade de distribuição de memoriais aos Ministros – “notadamente aqueles que não compunham a Corte no momento do julgamento da Reclamação” (fl. 1.045). No mérito, afirma que (i) “durante a demora no julgamento dos embargos de declaração, o Supremo Tribunal Federal modificou seu entendimento em relação à questão que constitui o objeto da Reclamação sob análise” (fl. 1.047); (ii) na ACO 79, “O Supremo Tribunal Federal, embora tenha reconhecido que houve ofensa a tal preceito constitucional, pois o Senado Federal não autorizou previamente ao Estado do Mato Grosso a conceder terras públicas de extensão superior a dez mil hectares, julgou improcedente a ação pelo fato de que os atos haviam sido celebrados havia mais de 53 anos”, utilizando como fundamentos jurídicos para tanto “os princípios da segurança jurídica, da boa-fé e da confiança legítima” (fl. 1.048); (iii) “O fato é que, nos termos da decisão exarada na ACO n 79, mesmo quando a alienação das terras foi feita pelo Estado-membro de modo inconstitucional, sem autorização do Senado – tal como ocorreu com o Mato Grosso – a sua anulação, passados 50 anos, não é mais admitida pelo sistema normativo, em razão da incidência dos princípios da segurança jurídica, da boa-fé e da confiança legítima” (fl. 1.050). Quanto ao mais, aduz que o acórdão embargado padece de contradição, visto que (I) “de um lado, utilizou a natureza da ação de desapropriação para afastar a incidência da coisa julgada em relação à titularidade do domínio da terra, por não ser esse o objeto da ação de desapropriação”; (II) “de outro lado, ignorou o fato de que, no Recurso Extraordinário 52.331 o objeto da ação também não consistia na questão da titularidade do domínio das terras situadas na faixa de fronteira, não recaindo, portanto, sobre este tema o manto da coisa julgada, por tratar-se na realidade de uma ação anulatória de registro, na qual se discutia a legitimação ou não do Estado do Paraná para cancelar os contratos de concessão de terras por ele firmados” (fl. 1.053). Ao final, pede a anulação do acórdão embargado, de modo sejam os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 3437 ED-ED / PR primeiros embargos de declaração previamente incluídos em pauta para novo julgamento; ou então o acolhimento dos presentes embargos declaratórios, com efeitos modificativos, de forma seja a reclamação da União julgada improcedente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Supremo Tribunal Federal RCL 3437 ED-ED / PR primeiros embargos de declaração previamente incluídos em pauta para novo julgamento; ou então o acolhimento dos presentes embargos declaratórios, com efeitos modificativos, de forma seja a reclamação da União julgada improcedente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754482. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Sem razão o embargante quando alega nulidade do julgamento dos primeiros embargos de declaração, por não terem sido previamente incluídos em pauta. Isso porque, o Código de Processo Civil, em seu art. 537, estabelece que os embargos de declaração serão apresentados “em mesa” pelo relator. Por outro lado, nos termos do § 1..., inciso III, do art. 83 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, “Independem de pauta: (…) III – o julgamento de habeas corpus, de conflito de jurisdição ou competência (...), de embargos declaratórios, de agravo regimental e de agravo de instrumento”. 2. No mérito, não prospera a irresignação da parte embargante. De acordo com o estatuído no art. 535 do Código de Processo Civil, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição ou omissão da decisão atacada. Entretanto, não se verifica a existência de quaisquer das deficiências em questão. Na hipótese dos autos, a matéria trazida nos embargos de declaração anteriormente opostos foi inteiramente enfrentada e todos os pontos decididos com adequada fundamentação, conforme se percebe do teor do voto condutor do aresto embargado. Ora, os segundos embargos de declaração devem limitar-se a apontar os vícios porventura constatados no acórdão que julgou os primeiros embargos, sendo inadmissíveis quando se contrapõem aos argumentos delineados no aresto anteriormente impugnado, o qual assentou estar configurada afronta ao decidido por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 52.331, pois (a) o Estado do Paraná transferiu à Fundação Paranaense de Colonização e Imigração, por meio da escritura n 2.493, área contida exatamente no mesmo perímetro a que se referia o título n 130, objeto de discussão no Recurso Extraordinário 52.331; (b) no julgamento dos embargos de declaração opostos nesse recurso extraordinário, esta Corte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Sem razão o embargante quando alega nulidade do julgamento dos primeiros embargos de declaração, por não terem sido previamente incluídos em pauta. Isso porque, o Código de Processo Civil, em seu art. 537, estabelece que os embargos de declaração serão apresentados “em mesa” pelo relator. Por outro lado, nos termos do § 1..., inciso III, do art. 83 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, “Independem de pauta: (…) III – o julgamento de habeas corpus, de conflito de jurisdição ou competência (...), de embargos declaratórios, de agravo regimental e de agravo de instrumento”. 2. No mérito, não prospera a irresignação da parte embargante. De acordo com o estatuído no art. 535 do Código de Processo Civil, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição ou omissão da decisão atacada. Entretanto, não se verifica a existência de quaisquer das deficiências em questão. Na hipótese dos autos, a matéria trazida nos embargos de declaração anteriormente opostos foi inteiramente enfrentada e todos os pontos decididos com adequada fundamentação, conforme se percebe do teor do voto condutor do aresto embargado. Ora, os segundos embargos de declaração devem limitar-se a apontar os vícios porventura constatados no acórdão que julgou os primeiros embargos, sendo inadmissíveis quando se contrapõem aos argumentos delineados no aresto anteriormente impugnado, o qual assentou estar configurada afronta ao decidido por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 52.331, pois (a) o Estado do Paraná transferiu à Fundação Paranaense de Colonização e Imigração, por meio da escritura n 2.493, área contida exatamente no mesmo perímetro a que se referia o título n 130, objeto de discussão no Recurso Extraordinário 52.331; (b) no julgamento dos embargos de declaração opostos nesse recurso extraordinário, esta Corte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 3437 ED-ED / PR assentou que as concessões estaduais de terras devolutas situadas em faixas de fronteira devem ser consideradas como simples tolerância da União, e não como reconhecimento de efetiva transferência de domínio; (c) a questão atinente ao domínio da gleba desapropriada não foi objeto de discussão na ação desapropriatória, motivo pelo qual não há como ser acolhida tese da existência de declaração judicial atestando a propriedade dos reclamados; (d) no julgado paradigma, restou proclamado que os Estados-membros não podem dispor de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, que são de domínio da União; (e) os documentos juntados aos autos não deixam dúvidas que as terras desapropriadas foram alcançadas pela decisão proferida no recurso extraordinário invocado pela reclamante. Ademais, no acórdão dos primeiros embargos de declaração, assentou-se que: (i) não há falar em contradição no acórdão embargado, uma vez que nele restou consignado que o domínio das terras da União foi efetivamente afirmado no julgamento dos embargos de declaração opostos no Recurso Extraordinário 52.331, daí a conclusão de que a decisão reclamada afrontou a autoridade desse julgado; (ii) não podem os embargantes pretender sejam agora revisitadas questões decididas nos embargos de declaração opostos no referido recurso extraordinário, ocasião em que esta Corte assentou ter a Constituição de 1946 estabelecido o domínio da União sobre as terras devolutas situadas em zonas fronteiriças – e que as vendas das glebas dessa área pelos Estados se deram a non domino. 3. Registre-se que, de qualquer modo, são inteiramente distintas, tanto nos seus aspectos fáticos, como nos jurídicos, as situações tratadas na ACO 79 (Min. Cezar Peluso, DJe de 28/5/2012) e na que deu origem à presente reclamação. E ainda que semelhantes fossem, isso não seria circunstância por si só apta a ensejar o pedido de efeitos infringentes a estes segundos embargos de declaração, os quais não poderiam ter por objeto mais do que a existência de vício no acórdão que julgou os embargos anteriores. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Supremo Tribunal Federal RCL 3437 ED-ED / PR assentou que as concessões estaduais de terras devolutas situadas em faixas de fronteira devem ser consideradas como simples tolerância da União, e não como reconhecimento de efetiva transferência de domínio; (c) a questão atinente ao domínio da gleba desapropriada não foi objeto de discussão na ação desapropriatória, motivo pelo qual não há como ser acolhida tese da existência de declaração judicial atestando a propriedade dos reclamados; (d) no julgado paradigma, restou proclamado que os Estados-membros não podem dispor de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, que são de domínio da União; (e) os documentos juntados aos autos não deixam dúvidas que as terras desapropriadas foram alcançadas pela decisão proferida no recurso extraordinário invocado pela reclamante. Ademais, no acórdão dos primeiros embargos de declaração, assentou-se que: (i) não há falar em contradição no acórdão embargado, uma vez que nele restou consignado que o domínio das terras da União foi efetivamente afirmado no julgamento dos embargos de declaração opostos no Recurso Extraordinário 52.331, daí a conclusão de que a decisão reclamada afrontou a autoridade desse julgado; (ii) não podem os embargantes pretender sejam agora revisitadas questões decididas nos embargos de declaração opostos no referido recurso extraordinário, ocasião em que esta Corte assentou ter a Constituição de 1946 estabelecido o domínio da União sobre as terras devolutas situadas em zonas fronteiriças – e que as vendas das glebas dessa área pelos Estados se deram a non domino. 3. Registre-se que, de qualquer modo, são inteiramente distintas, tanto nos seus aspectos fáticos, como nos jurídicos, as situações tratadas na ACO 79 (Min. Cezar Peluso, DJe de 28/5/2012) e na que deu origem à presente reclamação. E ainda que semelhantes fossem, isso não seria circunstância por si só apta a ensejar o pedido de efeitos infringentes a estes segundos embargos de declaração, os quais não poderiam ter por objeto mais do que a existência de vício no acórdão que julgou os embargos anteriores. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 3437 ED-ED / PR 4. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Supremo Tribunal Federal RCL 3437 ED-ED / PR 4. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754483. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC n 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) : EGON KOLLING ADV.(A/S) : MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058514 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 3.437 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOÃO CARAM SOBRINHO ADV.(A/S) : ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUÍZA FEDERAL DA VARA AMBIENTAL, AGRÁRIA E RESIDUAL DE CURITIBA - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ (PROC n 2001.70.00.016323-0) INTDO.(A/S) : EGON KOLLING ADV.(A/S) : MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058514 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recurso Extraordinário 52 . 331", "RECLAMAÇÃO", "PROC n 2001 . 70 . 00 . 016323 - 0", "Recurso Extraordinário 52 . 331", "RCL 3437 ED - ED / PR", "ACO", "ACO n 79", "Recurso Extraordinário 52 . 331", "ACO", "ACO n 79", "Recurso Extraordinário 52 . 331", "RCL 3437", "RCL 3437 ED", "-", "ED / PR", "Recurso Extraordinário 52 . 331", "Recurso Extraordinário 52 . 331", "Recurso Extraordinário 52 . 331", "Recurso Extraordinário 52 . 331", "Recurso Extraordinário 52 . 331", "RCL 3437 ED - ED / PR", "Recurso Extraordinário 52 . 331", "ACO 79", "RCL 3437 ED", "RCL 3437 ED -", "PROC n 2001 . 70 . 00 . 016323 - 0" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal", "art . 337 , § 2 . . . , do Regimento Interno 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"Brasil", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA AMBIENTAL , AGRÁRIA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA AMBIENTAL , AGRÁRIA", "SEÇÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "JOÃO CARAM SOBRINHO", "EGON KOLLING", "MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "JOÃO CARAM SOBRINHO", "ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO", "EGON KOLLING", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOÃO CARAM SOBRINHO", "ROMEU FELIPE BACELLAR FILHO", "EGON KOLLING", "INÊS BIAZUS", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOÃO CARAM SOBRINHO", "EGON KOLLING", "MARGARETE INÊS BIAZUS LEAL", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de 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Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PASSAGEM PARA A RESERVA REMUNERADA COM ESTIPÊNDIOS DE GRAU HIERÁRQUICO SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906294. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 2.1.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Fundo de Aposentadoria e Pensões do Estado de Pernambuco - Funape contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou o direito do Agravado a receber estipêndios no valor do grau hierárquico superior àquele ocupado na ativa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 6. O Tribunal de Justiça assentou “não se vislumbra[r], no caso em análise, afronta a qualquer dos dispositivos constitucionais aprontados pelos Agravantes, uma vez que o enfoque da Lei Complementar n. 059/2004 é de promoção e não de mera remuneração. Assim, o militar reformado tem direito à promoção para a graduação imediatamente superior à que lhe corresponde, devendo perceber remuneração equivalente à graduação a qual foi promovido” (fl. 26, doc. 2). A pretensão dos Agravantes exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 2.1.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Fundo de Aposentadoria e Pensões do Estado de Pernambuco - Funape contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou o direito do Agravado a receber estipêndios no valor do grau hierárquico superior àquele ocupado na ativa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 6. O Tribunal de Justiça assentou “não se vislumbra[r], no caso em análise, afronta a qualquer dos dispositivos constitucionais aprontados pelos Agravantes, uma vez que o enfoque da Lei Complementar n. 059/2004 é de promoção e não de mera remuneração. Assim, o militar reformado tem direito à promoção para a graduação imediatamente superior à que lhe corresponde, devendo perceber remuneração equivalente à graduação a qual foi promovido” (fl. 26, doc. 2). A pretensão dos Agravantes exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 844706 AGR / PE ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. O exame da questão apresentada imporia a análise e a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar estadual n. 59/2004). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “Segundo agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Adicional de inatividade. Reexame de legislação local. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n. 280/STF. 2. Agravo regimental não provido” (AI 824.986-AgR-segundo, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). (...) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. APOSENTADORIA. PROMOÇÃO A POSTO IMEDIATAMENTE SUPERIOR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS MATÉRIAS CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356/STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. 1. A ausência de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem sobre os temas constitucionais suscitados no apelo extremo inviabiliza a abertura da via extraordinária por faltar o requisito do prequestionamento da matéria. 2. De mais a mais, não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 646.866-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 20.4.2012). Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Supremo Tribunal Federal ARE 844706 AGR / PE ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. O exame da questão apresentada imporia a análise e a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar estadual n. 59/2004). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “Segundo agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Adicional de inatividade. Reexame de legislação local. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n. 280/STF. 2. Agravo regimental não provido” (AI 824.986-AgR-segundo, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). (...) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. APOSENTADORIA. PROMOÇÃO A POSTO IMEDIATAMENTE SUPERIOR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS MATÉRIAS CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356/STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. 1. A ausência de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem sobre os temas constitucionais suscitados no apelo extremo inviabiliza a abertura da via extraordinária por faltar o requisito do prequestionamento da matéria. 2. De mais a mais, não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 646.866-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 20.4.2012). Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 844706 AGR / PE II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.2.2015, interpõe Fundo de Aposentadoria e Pensões do Estado de Pernambuco - Funape, em 13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam não haver “necessidade de revolvimento de prova” e que ”tampouco a causa foi decidida com base em norma legal inferior: a discussão cinge-se à aplicabilidade das normas constitucionais indicadas como violadas no RE obstado”. Asseveram que “a não apreciação dos embargos declaratórios terminou por violar os incisos XXXV, LV e LIV do art. 5º da Carta Política, ou seja, os princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, do devido processo legal e do contraditório e da ampla defesa”. Requerem o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Supremo Tribunal Federal ARE 844706 AGR / PE II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.2.2015, interpõe Fundo de Aposentadoria e Pensões do Estado de Pernambuco - Funape, em 13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam não haver “necessidade de revolvimento de prova” e que ”tampouco a causa foi decidida com base em norma legal inferior: a discussão cinge-se à aplicabilidade das normas constitucionais indicadas como violadas no RE obstado”. Asseveram que “a não apreciação dos embargos declaratórios terminou por violar os incisos XXXV, LV e LIV do art. 5º da Carta Política, ou seja, os princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, do devido processo legal e do contraditório e da ampla defesa”. Requerem o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na análise da legislação infraconstitucional, especificamente na Lei Complementar estadual n. 59/2004 e no exame do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar transferido para reserva remunerada. 3. Critérios de promoção a grau hierárquico superior. Revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local. Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 817.701-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4.11.2014). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na legislação estadual pertinente e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906296. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na análise da legislação infraconstitucional, especificamente na Lei Complementar estadual n. 59/2004 e no exame do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar transferido para reserva remunerada. 3. Critérios de promoção a grau hierárquico superior. Revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local. Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 817.701-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4.11.2014). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na legislação estadual pertinente e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906296. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 844706 AGR / PE 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 815.084-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 18.11.2013). 3. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral do tema ora em debate: “Direito Administrativo. 1. Promoção de policial militar a posto de hierarquia superior quando de sua passagem para a inatividade. 2. Leis estaduais de regência dos servidores militares devem ser similares às disposições federais sobre o tema. 3. Matéria de índole infraconstitucional. Precedentes. 4. Inexistência de repercussão geral” (ARE 717.898-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 29.10.2013). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906296. Supremo Tribunal Federal ARE 844706 AGR / PE 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 815.084-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 18.11.2013). 3. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral do tema ora em debate: “Direito Administrativo. 1. Promoção de policial militar a posto de hierarquia superior quando de sua passagem para a inatividade. 2. Leis estaduais de regência dos servidores militares devem ser similares às disposições federais sobre o tema. 3. Matéria de índole infraconstitucional. Precedentes. 4. Inexistência de repercussão geral” (ARE 717.898-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 29.10.2013). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906296. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887242 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887242 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7924821
2015-02-24T00:00:00
2015-03-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PASSAGEM PARA A RESERVA REMUNERADA COM ESTIPÊNDIOS DE GRAU HIERÁRQUICO SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur294618
- Acórdão(s) citado(s): (MILITAR, TRANSFERÊNCIA PARA RESERVA, PROMOÇÃO) AI 815084 AgR (1ªT), ARE 717898 RG, ARE 817701 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 23/03/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
844706
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000059 ANO-2004\n LEI COMPLEMENTAR, PE" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 844706 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PASSAGEM PARA A RESERVA REMUNERADA COM ESTIPÊNDIOS DE GRAU HIERÁRQUICO SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906294. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 2.1.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Fundo de Aposentadoria e Pensões do Estado de Pernambuco - Funape contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou o direito do Agravado a receber estipêndios no valor do grau hierárquico superior àquele ocupado na ativa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 6. O Tribunal de Justiça assentou “não se vislumbra[r], no caso em análise, afronta a qualquer dos dispositivos constitucionais aprontados pelos Agravantes, uma vez que o enfoque da Lei Complementar n. 059/2004 é de promoção e não de mera remuneração. Assim, o militar reformado tem direito à promoção para a graduação imediatamente superior à que lhe corresponde, devendo perceber remuneração equivalente à graduação a qual foi promovido” (fl. 26, doc. 2). A pretensão dos Agravantes exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 2.1.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Fundo de Aposentadoria e Pensões do Estado de Pernambuco - Funape contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, que assentou o direito do Agravado a receber estipêndios no valor do grau hierárquico superior àquele ocupado na ativa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 6. O Tribunal de Justiça assentou “não se vislumbra[r], no caso em análise, afronta a qualquer dos dispositivos constitucionais aprontados pelos Agravantes, uma vez que o enfoque da Lei Complementar n. 059/2004 é de promoção e não de mera remuneração. Assim, o militar reformado tem direito à promoção para a graduação imediatamente superior à que lhe corresponde, devendo perceber remuneração equivalente à graduação a qual foi promovido” (fl. 26, doc. 2). A pretensão dos Agravantes exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 844706 AGR / PE ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. O exame da questão apresentada imporia a análise e a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar estadual n. 59/2004). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “Segundo agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Adicional de inatividade. Reexame de legislação local. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n. 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 824.986-AgR-segundo, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). (...) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. APOSENTADORIA. PROMOÇÃO A POSTO IMEDIATAMENTE SUPERIOR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS MATÉRIAS CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. 1. A ausência de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem sobre os temas constitucionais suscitados no apelo extremo inviabiliza a abertura da via extraordinária por faltar o requisito do prequestionamento da matéria. 2. De mais a mais, não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 646.866-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 20.4.2012). Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Supremo Tribunal Federal ARE 844706 AGR / PE ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. O exame da questão apresentada imporia a análise e a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar estadual n. 59/2004). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “Segundo agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Adicional de inatividade. Reexame de legislação local. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n. 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 824.986-AgR-segundo, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). (...) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. APOSENTADORIA. PROMOÇÃO A POSTO IMEDIATAMENTE SUPERIOR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS MATÉRIAS CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. 1. A ausência de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem sobre os temas constitucionais suscitados no apelo extremo inviabiliza a abertura da via extraordinária por faltar o requisito do prequestionamento da matéria. 2. De mais a mais, não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 646.866-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 20.4.2012). Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 844706 AGR / PE II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.2.2015, interpõe Fundo de Aposentadoria e Pensões do Estado de Pernambuco - Funape, em 13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam não haver “necessidade de revolvimento de prova” e que ”tampouco a causa foi decidida com base em norma legal inferior: a discussão cinge-se à aplicabilidade das normas constitucionais indicadas como violadas no Recurso Extraordinário obstado”. Asseveram que “a não apreciação dos embargos declaratórios terminou por violar os incisos XXXV, LV e LIV do art. 5... da Carta Política, ou seja, os princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, do devido processo legal e do contraditório e da ampla defesa”. Requerem o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Supremo Tribunal Federal ARE 844706 AGR / PE II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.2.2015, interpõe Fundo de Aposentadoria e Pensões do Estado de Pernambuco - Funape, em 13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam não haver “necessidade de revolvimento de prova” e que ”tampouco a causa foi decidida com base em norma legal inferior: a discussão cinge-se à aplicabilidade das normas constitucionais indicadas como violadas no Recurso Extraordinário obstado”. Asseveram que “a não apreciação dos embargos declaratórios terminou por violar os incisos XXXV, LV e LIV do art. 5... da Carta Política, ou seja, os princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, do devido processo legal e do contraditório e da ampla defesa”. Requerem o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na análise da legislação infraconstitucional, especificamente na Lei Complementar estadual n. 59/2004 e no exame do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar transferido para reserva remunerada. 3. Critérios de promoção a grau hierárquico superior. Revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local. Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 817.701-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4.11.2014). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na legislação estadual pertinente e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 280 e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906296. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na análise da legislação infraconstitucional, especificamente na Lei Complementar estadual n. 59/2004 e no exame do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar transferido para reserva remunerada. 3. Critérios de promoção a grau hierárquico superior. Revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local. Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 817.701-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4.11.2014). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na legislação estadual pertinente e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 280 e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906296. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 844706 AGR / PE 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 815.084-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 18.11.2013). 3. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral do tema ora em debate: “Direito Administrativo. 1. Promoção de policial militar a posto de hierarquia superior quando de sua passagem para a inatividade. 2. Leis estaduais de regência dos servidores militares devem ser similares às disposições federais sobre o tema. 3. Matéria de índole infraconstitucional. Precedentes. 4. Inexistência de repercussão geral” (ARE 717.898-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 29.10.2013). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906296. Supremo Tribunal Federal ARE 844706 AGR / PE 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 815.084-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 18.11.2013). 3. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral do tema ora em debate: “Direito Administrativo. 1. Promoção de policial militar a posto de hierarquia superior quando de sua passagem para a inatividade. 2. Leis estaduais de regência dos servidores militares devem ser similares às disposições federais sobre o tema. 3. Matéria de índole infraconstitucional. Precedentes. 4. Inexistência de repercussão geral” (ARE 717.898-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 29.10.2013). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906296. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887242 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.706 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO- FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ROMILDO GONÇALVES DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887242 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS NS . 279", "ARE 844706 AGR / PE", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 824 . 986 - AgR - segundo", "SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI 646 . 866 - AgR", "ARE 844706 AGR / PE", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 824 . 986 - AgR - segundo", "SÚMULAS 282", "AI 646 . 866 - AgR", "ARE 844706 AGR / PE", "ARE 844706 AGR / PE", "Súmulas ns . 279", "ARE 817 . 701 - AgR", "Súmulas ns 280", "Súmulas ns . 279", "ARE 817 . 701 - AgR", "Súmulas ns 280", "ARE 844706 AGR / PE 279 / Supremo", "AI 815 . 084 - AgR", "ARE 717 . 898 - RG", "ARE 844706 AGR / PE 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 815 . 084 - AgR", "ARE 717 . 898 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 059 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "FUNAPE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "FUNAPE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROMILDO GONÇALVES DA SILVA", "RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ROMILDO GONÇALVES DA SILVA", "RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ROMILDO GONÇALVES DA SILVA", "RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "ROMILDO GONÇALVES DA SILVA", "RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ROMILDO GONÇALVES DA SILVA", "RODOLFO DOMINGOS DE SOUZA", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "2", 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Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ADELIA TEALDI ADV.(A/S) :RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) :PEDRO MORETTI FOGAÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CARÁTER PROTELATÓRIO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS, COM DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração e determinar a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754465. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 811791 AGR-EDV-AGR-ED-ED / SC Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754465. Supremo Tribunal Federal ARE 811791 AGR-EDV-AGR-ED-ED / SC Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ADELIA TEALDI ADV.(A/S) :RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) :PEDRO MORETTI FOGAÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 619 DO CPP. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Sustenta a parte embargante, em suma, que as instâncias de origem não observaram o determinado pela Súmula 155/STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754466. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ADELIA TEALDI ADV.(A/S) :RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) :PEDRO MORETTI FOGAÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 619 DO CPP. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Sustenta a parte embargante, em suma, que as instâncias de origem não observaram o determinado pela Súmula 155/STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754466. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de quinto recurso que, mais uma vez, não está apto a desconstituir o que foi decidido ao se negar provimento ao agravo em recurso extraordinário. Estes embargos de declaração, a exemplo dos declaratórios anteriormente opostos, revelam-se inteiramente impertinentes, por não haver qualquer fundamento relevante e adequado que justifique a sua interposição. Com efeito, o comportamento da parte embargante mostra-se, na verdade, manifestamente descabido, demonstrando flagrante abuso de direito de recorrer ou de demandar e constitui-se em visível afronta ao dever de prestação jurisdicional. O propósito é o de, tão somente, postergar, indefinidamente, a formação da coisa julgada contrária aos seus interesses. Para coibir práticas como essas, o Supremo Tribunal Federal, construiu, há tempos (RE 179.502–ED-ED-ED, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Plenário, unânime, DJ de 8/9/2000), importante jurisprudência legitimadora de controle de comportamentos deletérios ao postulado da duração razoável do processo para dar concretude e efetividade a decisões inquestionavelmente impassíveis de alteração, como é o caso, a justificar, de forma excepcional, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo (AI 818.606 AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 14/5/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CARÁTER MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. USO ABSUSIVO DO DIREITO DE RECORRER. POSSIBILIDADE DE IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO EMANADA DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754467. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de quinto recurso que, mais uma vez, não está apto a desconstituir o que foi decidido ao se negar provimento ao agravo em recurso extraordinário. Estes embargos de declaração, a exemplo dos declaratórios anteriormente opostos, revelam-se inteiramente impertinentes, por não haver qualquer fundamento relevante e adequado que justifique a sua interposição. Com efeito, o comportamento da parte embargante mostra-se, na verdade, manifestamente descabido, demonstrando flagrante abuso de direito de recorrer ou de demandar e constitui-se em visível afronta ao dever de prestação jurisdicional. O propósito é o de, tão somente, postergar, indefinidamente, a formação da coisa julgada contrária aos seus interesses. Para coibir práticas como essas, o Supremo Tribunal Federal, construiu, há tempos (RE 179.502–ED-ED-ED, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Plenário, unânime, DJ de 8/9/2000), importante jurisprudência legitimadora de controle de comportamentos deletérios ao postulado da duração razoável do processo para dar concretude e efetividade a decisões inquestionavelmente impassíveis de alteração, como é o caso, a justificar, de forma excepcional, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo (AI 818.606 AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 14/5/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CARÁTER MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. USO ABSUSIVO DO DIREITO DE RECORRER. POSSIBILIDADE DE IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO EMANADA DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754467. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 811791 AGR-EDV-AGR-ED-ED / SC TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, A QUE SE NEGA PROVIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II – O recurso interposto pelo recorrente possui natureza meramente procrastinatória, sem nenhum conteúdo jurídico que viabilize o seu conhecimento, tampouco o seu provimento. Tenta-se, na verdade, a todo custo, impedir o trânsito em julgado da condenação. III – A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória, autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. IV – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento. Determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. No mesmo sentido: AI 852.123 AgR-ED-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 15/5/2013 e AI 458.072 ED-AgR-EDv-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 27/2/2013. 2. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754467. Supremo Tribunal Federal ARE 811791 AGR-EDV-AGR-ED-ED / SC TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, A QUE SE NEGA PROVIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II – O recurso interposto pelo recorrente possui natureza meramente procrastinatória, sem nenhum conteúdo jurídico que viabilize o seu conhecimento, tampouco o seu provimento. Tenta-se, na verdade, a todo custo, impedir o trânsito em julgado da condenação. III – A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória, autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. IV – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento. Determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. No mesmo sentido: AI 852.123 AgR-ED-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 15/5/2013 e AI 458.072 ED-AgR-EDv-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 27/2/2013. 2. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754467. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ADELIA TEALDI ADV.(A/S) : RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) : PEDRO MORETTI FOGAÇA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058532 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ADELIA TEALDI ADV.(A/S) : RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) : PEDRO MORETTI FOGAÇA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9078166
2015-06-17T00:00:00
2015-08-12T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CARÁTER PROTELATÓRIO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS, COM DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO.
sjur314835
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO DE DECISÃO INDEPENDENTEMENTE DE PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO) RE 179502 ED-ED-ED (2ªT), AI 458072 ED-AgR-EDv-ED (TP), AI 852123 AgR-ED-ED (1ªT), AI 818606 AgR-ED-ED (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 18/08/2015, MAD.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
811791
null
ARE-AgR-EDv-AgR-ED-ED
acordaos
ARE 811791 AgR-EDv-AgR-ED-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ADELIA TEALDI ADV.(A/S) : RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) : PEDRO MORETTI FOGAÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ADELIA TEALDI ADV.(A/S) :RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) :PEDRO MORETTI FOGAÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CARÁTER PROTELATÓRIO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS, COM DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração e determinar a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 17 de junho de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754465. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 811791 AGR-EDV-AGR-ED-ED / SC Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754465. Supremo Tribunal Federal ARE 811791 AGR-EDV-AGR-ED-ED / SC Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ADELIA TEALDI ADV.(A/S) :RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) :PEDRO MORETTI FOGAÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 619 DO CPP. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Sustenta a parte embargante, em suma, que as instâncias de origem não observaram o determinado pela Súmula 155/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754466. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ADELIA TEALDI ADV.(A/S) :RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) :PEDRO MORETTI FOGAÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 619 DO CPP. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Sustenta a parte embargante, em suma, que as instâncias de origem não observaram o determinado pela Súmula 155/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754466. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de quinto recurso que, mais uma vez, não está apto a desconstituir o que foi decidido ao se negar provimento ao agravo em recurso extraordinário. Estes embargos de declaração, a exemplo dos declaratórios anteriormente opostos, revelam-se inteiramente impertinentes, por não haver qualquer fundamento relevante e adequado que justifique a sua interposição. Com efeito, o comportamento da parte embargante mostra-se, na verdade, manifestamente descabido, demonstrando flagrante abuso de direito de recorrer ou de demandar e constitui-se em visível afronta ao dever de prestação jurisdicional. O propósito é o de, tão somente, postergar, indefinidamente, a formação da coisa julgada contrária aos seus interesses. Para coibir práticas como essas, o Supremo Tribunal Federal, construiu, há tempos (Recurso Extraordinário 179.502–ED-ED-ED, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Plenário, unânime, DJ de 8/9/2000), importante jurisprudência legitimadora de controle de comportamentos deletérios ao postulado da duração razoável do processo para dar concretude e efetividade a decisões inquestionavelmente impassíveis de alteração, como é o caso, a justificar, de forma excepcional, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo (AI 818.606 AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 14/5/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CARÁTER MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. USO ABSUSIVO DO DIREITO DE RECORRER. POSSIBILIDADE DE IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO EMANADA DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754467. Supremo Tribunal Federal 17/06/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de quinto recurso que, mais uma vez, não está apto a desconstituir o que foi decidido ao se negar provimento ao agravo em recurso extraordinário. Estes embargos de declaração, a exemplo dos declaratórios anteriormente opostos, revelam-se inteiramente impertinentes, por não haver qualquer fundamento relevante e adequado que justifique a sua interposição. Com efeito, o comportamento da parte embargante mostra-se, na verdade, manifestamente descabido, demonstrando flagrante abuso de direito de recorrer ou de demandar e constitui-se em visível afronta ao dever de prestação jurisdicional. O propósito é o de, tão somente, postergar, indefinidamente, a formação da coisa julgada contrária aos seus interesses. Para coibir práticas como essas, o Supremo Tribunal Federal, construiu, há tempos (Recurso Extraordinário 179.502–ED-ED-ED, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Plenário, unânime, DJ de 8/9/2000), importante jurisprudência legitimadora de controle de comportamentos deletérios ao postulado da duração razoável do processo para dar concretude e efetividade a decisões inquestionavelmente impassíveis de alteração, como é o caso, a justificar, de forma excepcional, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo (AI 818.606 AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 14/5/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CARÁTER MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. USO ABSUSIVO DO DIREITO DE RECORRER. POSSIBILIDADE DE IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO EMANADA DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754467. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 811791 AGR-EDV-AGR-ED-ED / SC TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, A QUE SE NEGA PROVIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II – O recurso interposto pelo recorrente possui natureza meramente procrastinatória, sem nenhum conteúdo jurídico que viabilize o seu conhecimento, tampouco o seu provimento. Tenta-se, na verdade, a todo custo, impedir o trânsito em julgado da condenação. III – A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória, autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. IV – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento. Determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. No mesmo sentido: AI 852.123 AgR-ED-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 15/5/2013 e AI 458.072 ED-AgR-EDv-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 27/2/2013. 2. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754467. Supremo Tribunal Federal ARE 811791 AGR-EDV-AGR-ED-ED / SC TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, A QUE SE NEGA PROVIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II – O recurso interposto pelo recorrente possui natureza meramente procrastinatória, sem nenhum conteúdo jurídico que viabilize o seu conhecimento, tampouco o seu provimento. Tenta-se, na verdade, a todo custo, impedir o trânsito em julgado da condenação. III – A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória, autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. IV – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento. Determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. No mesmo sentido: AI 852.123 AgR-ED-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 15/5/2013 e AI 458.072 ED-AgR-EDv-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 27/2/2013. 2. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8754467. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/06/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ADELIA TEALDI ADV.(A/S) : RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) : PEDRO MORETTI FOGAÇA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058532 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.791 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ADELIA TEALDI ADV.(A/S) : RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ANGELA GAZZOLA TEALDI INTDO.(A/S) : PEDRO MORETTI FOGAÇA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. Ausente, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 17.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9058532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ADELIA TEALDI", "RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA", "ANGELA GAZZOLA TEALDI", "PEDRO MORETTI FOGAÇA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ADELIA TEALDI", "RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA", "ANGELA GAZZOLA TEALDI", "PEDRO MORETTI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MOREIRA ALVES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "MOREIRA ALVES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "ADELIA TEALDI", "RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA", "ANGELA GAZZOLA TEALDI", "PEDRO MORETTI FOGAÇA", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "TEORI ZAVASCKI", "ADELIA TEALDI", "RODRIGO GOETTEN DE ALMEIDA", "ANGELA GAZZOLA TEALDI", "PEDRO MORETTI FOGAÇA", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco", "Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "17", "/", "06", "/", "2015", "17 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "8", "/", "9", "/", "2000", "14", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2015", "8", "/", "9", "/", "2000", "14", "/", "5", "/", "2013", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "5", "/", "2013", "27", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "5", "/", "2013", "27", "/", "2", 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Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO PARANÁ. DECLARAÇÃO DE VACÂNCIA A PARTIR DA CONSTATAÇÃO DE IRREGULARIDADES EM PERMUTAS, NOS TERMOS DE DECISÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. IMPUGNAÇÃO DESSA DECISÃO POR UMA SÉRIE DE MANDADOS DE SEGURANÇA INDIVIDUAIS. REPROPOSITURA DA CONTROVÉRSIA, AGORA EM UM ÚNICO MANDADO DE SEGURANÇA, DENOMINADO DE ‘COLETIVO’ PELOS AUTORES. INADMISSIBILIDADE. Nos termos do art. 5º, LXX, da Constituição Federal, ‘o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados’. Pessoas físicas já impetrantes de mandados de segurança individuais não possuem autorização constitucional para nova impetração ‘coletiva’. Eventual litisconsórcio ativo, instituto da teoria geral do processo, não se confunde com as hipóteses constitucionais do art. 5º, LXX, da CF/88. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904379. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão MS 32832 AGR / DF Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904379. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão de minha relatoria, mediante a qual não conheci do mandado de segurança, indeferindo a inicial (art. 10 da Lei nº 12.016/09), maneja agravo regimental Denyz Myszkowski de Oliveira em conjunto com outros treze titulares de serventias extrajudiciais do Paraná. Os agravantes se insurgem contra o não conhecimento da impetração. Apesar de admitirem a existência de uma série de mandados de segurança individuais ainda pendentes de julgamento definitivo por esta Suprema Corte, alegam ter havido um segundo ato do Conselho Nacional de Justiça que os afetaria no tocante à titularidade das serventias extrajudiciais paranaenses, dando ensejo a nova impetração. A respeito desse segundo ato do CNJ, de 2013, invocam ocorrência de violação da ampla defesa e do contraditório, na medida em que aos interessados não teria sido franqueada a participação no processo administrativo. Além disso, a decisão de desconstituição das permutas esbarraria em obstáculo fático, consistente na extinção legal de várias serventias relacionadas. O Parecer do Ministério Público Federal, de lavra do Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, é pelo desprovimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904380. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão de minha relatoria, mediante a qual não conheci do mandado de segurança, indeferindo a inicial (art. 10 da Lei nº 12.016/09), maneja agravo regimental Denyz Myszkowski de Oliveira em conjunto com outros treze titulares de serventias extrajudiciais do Paraná. Os agravantes se insurgem contra o não conhecimento da impetração. Apesar de admitirem a existência de uma série de mandados de segurança individuais ainda pendentes de julgamento definitivo por esta Suprema Corte, alegam ter havido um segundo ato do Conselho Nacional de Justiça que os afetaria no tocante à titularidade das serventias extrajudiciais paranaenses, dando ensejo a nova impetração. A respeito desse segundo ato do CNJ, de 2013, invocam ocorrência de violação da ampla defesa e do contraditório, na medida em que aos interessados não teria sido franqueada a participação no processo administrativo. Além disso, a decisão de desconstituição das permutas esbarraria em obstáculo fático, consistente na extinção legal de várias serventias relacionadas. O Parecer do Ministério Público Federal, de lavra do Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, é pelo desprovimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Nos termos do art. 5º, LXX, da Constituição Federal, o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados. Isso porque a impetração (...) será sempre em nome próprio da entidade, pois o mandado de segurança coletivo não se presta à defesa de direito individual de um ou de alguns filiados de partido político, de sindicato ou de associação, mas, sim, da categoria, ou seja, da totalidade ou de parte de seus filiados que tenham um direito ou uma prerrogativa a defender em juízo (Meirelles, Hely Lopes; Wald, Arnoldo; Mendes, Gilmar Ferreira. Mandado de segurança e ações constitucionais. São Paulo: Malheiros, 35ª edição, p. 133). No caso, há invencível equívoco na utilização do mandado de segurança como se este fosse coletivo (para o qual os impetrantes sequer possuem legitimidade ativa), quando ocorreria, em tese, apenas litisconsórcio ativo. A inicial não esconde que o tema de fundo, em sua perspectiva histórica, vem sendo tratado em diversos outros mandados de segurança individuais; nesse sentido, pesquisa pelo nome dos impetrantes indica, por exemplo, que Denyz Miskowiski de Oliveira é impetrante do MS nº 29.423/DF, distribuído ao Ministro Roberto Barroso; Edna Peron Costa é impetrante do MS nº 29.426/DF, distribuído ao Ministro Celso de Mello; Hamilton Jorge Jolly, do MS nº 29.521/DF, de minha relatoria; e assim sucessivamente. A aglomeração de impetrantes em única inicial representa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Nos termos do art. 5º, LXX, da Constituição Federal, o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados. Isso porque a impetração (...) será sempre em nome próprio da entidade, pois o mandado de segurança coletivo não se presta à defesa de direito individual de um ou de alguns filiados de partido político, de sindicato ou de associação, mas, sim, da categoria, ou seja, da totalidade ou de parte de seus filiados que tenham um direito ou uma prerrogativa a defender em juízo (Meirelles, Hely Lopes; Wald, Arnoldo; Mendes, Gilmar Ferreira. Mandado de segurança e ações constitucionais. São Paulo: Malheiros, 35ª edição, p. 133). No caso, há invencível equívoco na utilização do mandado de segurança como se este fosse coletivo (para o qual os impetrantes sequer possuem legitimidade ativa), quando ocorreria, em tese, apenas litisconsórcio ativo. A inicial não esconde que o tema de fundo, em sua perspectiva histórica, vem sendo tratado em diversos outros mandados de segurança individuais; nesse sentido, pesquisa pelo nome dos impetrantes indica, por exemplo, que Denyz Miskowiski de Oliveira é impetrante do MS nº 29.423/DF, distribuído ao Ministro Roberto Barroso; Edna Peron Costa é impetrante do MS nº 29.426/DF, distribuído ao Ministro Celso de Mello; Hamilton Jorge Jolly, do MS nº 29.521/DF, de minha relatoria; e assim sucessivamente. A aglomeração de impetrantes em única inicial representa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF burla à prevenção existente em face dos mandados de segurança anteriores, nos quais travada, em resumo, a mesma discussão. Saliente-se que a segunda decisão proferida pelo CNJ no PCA nº 0000.3011-13.2013.2.00.0000, ora apontada como ato coator, foi proferida apenas em face da renitência dos impetrantes no cumprimento da decisão anterior já objeto dos mandados de segurança em curso, a partir da reapresentação do tema já decidido pelo CNJ à Corregedoria de Justiça local. Essa situação, e os efeitos por ela gerados em termos de prevenção para mandados de segurança impetrados nesta Corte, foi por mim suscitada no MS nº 32.123/DF, nos seguintes termos: ‘O MS 31.514/DF, que alegadamente geraria a prevenção de minha relatoria, foi impetrado por Aramis de Melo Sá, titular por permuta do 1º Tabelionato de Notas de Ponta Grossa-PR. Nesse processo, muito embora impugnado ato praticado no PP 0000600.65.2011.2.00.0000 pela então Corregedora-Nacional de Justiça, verificou-se, conforme consta da decisão monocrática por mim proferida para deferir a liminar pleiteada, que na verdade a questão jurídica remetia ao anterior PCA 2008.10.00.001273-1, em que teria sido definida a impossibilidade de desfazimento da permuta do delegatário Aramis de Melo Sá, apesar da constatação de sua ilegalidade. Na presente hipótese, trata-se de outro ato de permuta e de delegatário diverso; a questão jurídica, por sua vez, está vinculada diretamente à edição, pelo CNJ, da Resolução 80, de junho de 2009. A inclusão da serventia do ora impetrante na lista de vacâncias foi, conforme relatado, impugnada à época própria no MS 29.453/DF, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. Há, nestes autos, cópia da inicial do MS anterior, cujo pedido então deduzido, para efeitos de comparação com o pedido presente, segue transcrito: ‘- deferir o provimento liminar, inaudita altera 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF burla à prevenção existente em face dos mandados de segurança anteriores, nos quais travada, em resumo, a mesma discussão. Saliente-se que a segunda decisão proferida pelo CNJ no PCA nº 0000.3011-13.2013.2.00.0000, ora apontada como ato coator, foi proferida apenas em face da renitência dos impetrantes no cumprimento da decisão anterior já objeto dos mandados de segurança em curso, a partir da reapresentação do tema já decidido pelo CNJ à Corregedoria de Justiça local. Essa situação, e os efeitos por ela gerados em termos de prevenção para mandados de segurança impetrados nesta Corte, foi por mim suscitada no MS nº 32.123/DF, nos seguintes termos: ‘O MS 31.514/DF, que alegadamente geraria a prevenção de minha relatoria, foi impetrado por Aramis de Melo Sá, titular por permuta do 1º Tabelionato de Notas de Ponta Grossa-PR. Nesse processo, muito embora impugnado ato praticado no PP 0000600.65.2011.2.00.0000 pela então Corregedora-Nacional de Justiça, verificou-se, conforme consta da decisão monocrática por mim proferida para deferir a liminar pleiteada, que na verdade a questão jurídica remetia ao anterior PCA 2008.10.00.001273-1, em que teria sido definida a impossibilidade de desfazimento da permuta do delegatário Aramis de Melo Sá, apesar da constatação de sua ilegalidade. Na presente hipótese, trata-se de outro ato de permuta e de delegatário diverso; a questão jurídica, por sua vez, está vinculada diretamente à edição, pelo CNJ, da Resolução 80, de junho de 2009. A inclusão da serventia do ora impetrante na lista de vacâncias foi, conforme relatado, impugnada à época própria no MS 29.453/DF, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. Há, nestes autos, cópia da inicial do MS anterior, cujo pedido então deduzido, para efeitos de comparação com o pedido presente, segue transcrito: ‘- deferir o provimento liminar, inaudita altera 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF pars, para suspender todos os efeitos do r. ato coator, até julgamento definitivo deste writ, determinando a exclusão da serventia da Relação Geral de Vacâncias, para que não seja declarada vaga e procedida a abertura de novo concurso público para seu provimento; - após concessão da medida liminar pleiteada, que seja comunicado, com urgência, a autoridade coatora, na figura de seu Presidente, em endereço de conhecimento desta Corte, bem como que seja ouvido o Procurador Geral da República, para que, ao final, seja concedida a ordem, em sede de provimento jurisdicional definitivo, para declarar a insubsistência do ato coator, ilegal e abusivo; - alternativamente, na hipótese de não ser acatada nenhuma das teses de defesa acima expostas e o impetrante tenha que deixar a sua Serventia, que seja colocado à disposição do Estado (art. 41, parág. 3., CF/88), recebendo vencimentos proporcionais aos valores que aufere atualmente em sua Serventia, até que futuramente venha a ser alojado em uma nova Serventia, para que não seja, injustamente, jogado em um limbo funcional, sem qualquer direito (doc. 17, fl. 30).’ Nos dois processos, portanto, o que busca o impetrante é a manutenção do ato de permuta e o afastamento da vacância da serventia que titulariza. O presente mandado de segurança, a rigor, só se justifica em face da reabertura da discussão anteriormente travada no CNJ perante o Conselho da Magistratura do TJ/PR. O elemento de conexão retratado pela inicial qual seja, o fato de que, tanto no MS 31.514/DF quanto neste, se estaria a combater ato praticado no âmbito do PP 0000600.65.2011.2.00.0000 olvida não só a preexistência do MS 29.453/DF, como o aparente fato de que o citado 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF pars, para suspender todos os efeitos do r. ato coator, até julgamento definitivo deste writ, determinando a exclusão da serventia da Relação Geral de Vacâncias, para que não seja declarada vaga e procedida a abertura de novo concurso público para seu provimento; - após concessão da medida liminar pleiteada, que seja comunicado, com urgência, a autoridade coatora, na figura de seu Presidente, em endereço de conhecimento desta Corte, bem como que seja ouvido o Procurador Geral da República, para que, ao final, seja concedida a ordem, em sede de provimento jurisdicional definitivo, para declarar a insubsistência do ato coator, ilegal e abusivo; - alternativamente, na hipótese de não ser acatada nenhuma das teses de defesa acima expostas e o impetrante tenha que deixar a sua Serventia, que seja colocado à disposição do Estado (art. 41, parág. 3., CF/88), recebendo vencimentos proporcionais aos valores que aufere atualmente em sua Serventia, até que futuramente venha a ser alojado em uma nova Serventia, para que não seja, injustamente, jogado em um limbo funcional, sem qualquer direito (doc. 17, fl. 30).’ Nos dois processos, portanto, o que busca o impetrante é a manutenção do ato de permuta e o afastamento da vacância da serventia que titulariza. O presente mandado de segurança, a rigor, só se justifica em face da reabertura da discussão anteriormente travada no CNJ perante o Conselho da Magistratura do TJ/PR. O elemento de conexão retratado pela inicial qual seja, o fato de que, tanto no MS 31.514/DF quanto neste, se estaria a combater ato praticado no âmbito do PP 0000600.65.2011.2.00.0000 olvida não só a preexistência do MS 29.453/DF, como o aparente fato de que o citado 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF Pedido de Providências tem sido usado pelo CNJ de forma a aglomerar todo tipo de exame referente às diversas situações dos Cartórios do Estado do Paraná. Com efeito, houve delegação ao Corregedor Nacional de Justiça da competência para fiscalizar o cumprimento da Resolução 80/2009, conforme esclarecido pela decisão impugnada; a esse respeito, assim se manifestou o Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça: ‘E diante dessa delegação encontra-se, também, fixada a atribuição de Vossa Excelência para a análise e a decisão relativa às situações em que, embora já declaradas as vacâncias das unidades do serviço extrajudicial pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça (porque os pretensos provimentos decorreram de permutas, remoções ou declarações de efetivação de forma contrária à Constituição Federal), permanece a recusa do Tribunal de Justiça em inseri-las na lista de vacância que, na forma das Resoluções CNJ nºs 80/2011 e 81/2009, deve elaborar para o efeito de oferta em concurso público de provas e títulos para a outorga de delegações’. No citado Pedido de Providências, de acordo com os diversos despachos proferidos e que constam do sítio do CNJ na internet, é possível verificar que mesmo as questões relativas ao trâmite do novo concurso para os serviços notariais e de registro do Estado do Paraná estão sendo tratados em seu bojo (cf, por exemplo, o DESP155, de 07.02.2012). Adotada tal premissa, não subsiste, salvo melhor juízo, a alegação do impetrante de prevenção com o MS 31.514/DF, este sendo o primeiro recurso de Mandado de Segurança que visou impugnar tal ato, pois tal argumento nivela, por critério puramente formal a unificação de diversos pedidos em um único Pedido de Providências questões jurídicas diversas e, porventura, anteriormente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF Pedido de Providências tem sido usado pelo CNJ de forma a aglomerar todo tipo de exame referente às diversas situações dos Cartórios do Estado do Paraná. Com efeito, houve delegação ao Corregedor Nacional de Justiça da competência para fiscalizar o cumprimento da Resolução 80/2009, conforme esclarecido pela decisão impugnada; a esse respeito, assim se manifestou o Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça: ‘E diante dessa delegação encontra-se, também, fixada a atribuição de Vossa Excelência para a análise e a decisão relativa às situações em que, embora já declaradas as vacâncias das unidades do serviço extrajudicial pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça (porque os pretensos provimentos decorreram de permutas, remoções ou declarações de efetivação de forma contrária à Constituição Federal), permanece a recusa do Tribunal de Justiça em inseri-las na lista de vacância que, na forma das Resoluções CNJ nºs 80/2011 e 81/2009, deve elaborar para o efeito de oferta em concurso público de provas e títulos para a outorga de delegações’. No citado Pedido de Providências, de acordo com os diversos despachos proferidos e que constam do sítio do CNJ na internet, é possível verificar que mesmo as questões relativas ao trâmite do novo concurso para os serviços notariais e de registro do Estado do Paraná estão sendo tratados em seu bojo (cf, por exemplo, o DESP155, de 07.02.2012). Adotada tal premissa, não subsiste, salvo melhor juízo, a alegação do impetrante de prevenção com o MS 31.514/DF, este sendo o primeiro recurso de Mandado de Segurança que visou impugnar tal ato, pois tal argumento nivela, por critério puramente formal a unificação de diversos pedidos em um único Pedido de Providências questões jurídicas diversas e, porventura, anteriormente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF trazidas ao conhecimento desta Corte. Submeto, portanto, o processo à consideração da Presidência do STF, para análise da necessidade de eventual redistribuição do feito à relatoria do Ministro relator do MS 29.453/DF”. A prevenção entre o mandado de segurança impetrado diretamente contra o indeferimento, pelo Corregedor Nacional de Justiça, de pedido de reconsideração relativo à inclusão de serventia em lista de vacância pela Resolução nº 80/CNJ e o posterior, impetrado após nova manifestação desse órgão em resposta à decisão do Tribunal de Justiça local, foi reconhecida pela Presidência desta Corte em 04.7.2013, com os seguintes fundamentos: ‘É caso de redistribuição. Com efeito, a inclusão da serventia do ora impetrante na listagem de vacância foi impugnada por meio do MS 29.453, de relatoria do ministro Roberto Barroso. Referido mandado de segurança possui, ao final, a mesma causa de pedir do presente MS 32.123, qual seja, a manutenção do ato de permuta do impetrante e o afastamento da vacância da serventia que titulariza. Assim, ante o risco de decisões conflitantes nos mandados de segurança, a norma aplicável ao caso é a do art. 69, caput, do RISTF: Art. 69. A distribuição da ação ou do recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão ou continência’. A inicial, portanto, não merece trânsito diante das impropriedades apontadas. Não conheço do mandado de segurança, porque incabível, indeferindo a inicial (art. 10 da Lei 12.016/09)”. Nada colhe o agravo. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF trazidas ao conhecimento desta Corte. Submeto, portanto, o processo à consideração da Presidência do STF, para análise da necessidade de eventual redistribuição do feito à relatoria do Ministro relator do MS 29.453/DF”. A prevenção entre o mandado de segurança impetrado diretamente contra o indeferimento, pelo Corregedor Nacional de Justiça, de pedido de reconsideração relativo à inclusão de serventia em lista de vacância pela Resolução nº 80/CNJ e o posterior, impetrado após nova manifestação desse órgão em resposta à decisão do Tribunal de Justiça local, foi reconhecida pela Presidência desta Corte em 04.7.2013, com os seguintes fundamentos: ‘É caso de redistribuição. Com efeito, a inclusão da serventia do ora impetrante na listagem de vacância foi impugnada por meio do MS 29.453, de relatoria do ministro Roberto Barroso. Referido mandado de segurança possui, ao final, a mesma causa de pedir do presente MS 32.123, qual seja, a manutenção do ato de permuta do impetrante e o afastamento da vacância da serventia que titulariza. Assim, ante o risco de decisões conflitantes nos mandados de segurança, a norma aplicável ao caso é a do art. 69, caput, do RISTF: Art. 69. A distribuição da ação ou do recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão ou continência’. A inicial, portanto, não merece trânsito diante das impropriedades apontadas. Não conheço do mandado de segurança, porque incabível, indeferindo a inicial (art. 10 da Lei 12.016/09)”. Nada colhe o agravo. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF A somatória de impetrantes individuais em uma mesma inicial não perfaz um mandado de segurança ‘coletivo’, como pretende a impetração. Este tem suas peculiaridades fundadas em disciplina constitucional, ali elencados os possíveis impetrantes. O mandado de segurança coletivo, propriamente considerado, em nada se assemelha a um eventual litisconsórcio ativo facultativo. O que ocorre, no caso, é uma tentativa de reeditar controvérsia pendente em diversos outros mandados de segurança individuais em curso nesta Suprema Corte, unindo-os de forma a evitar a prevenção já existente para cada impetrante. Tal desiderato não é de ser admitido, tanto pelas impropriedades técnicas já apontadas, quanto pelo fato de que o suposto segundo ato coator praticado pelo CNJ nada mais é do que mera reiteração da ordem anterior. O CNJ reiterou a determinação diante da renitência do Tribunal de Justiça local em cumprir o comando dado. Não houve novo exame jurídico da controvérsia. Além disso, acrescente-se o disposto no Parecer do Ministério Público Federal: esta Suprema Corte, no julgamento do MS 31.228/DF, já determinou que as serventias extrajudiciais ‘sub judice’ no Estado do Paraná não sejam oferecidas em delegação por novo concurso até o trânsito em julgado dos mandados de segurança individuais, ainda pendentes de julgamento definitivo. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF A somatória de impetrantes individuais em uma mesma inicial não perfaz um mandado de segurança ‘coletivo’, como pretende a impetração. Este tem suas peculiaridades fundadas em disciplina constitucional, ali elencados os possíveis impetrantes. O mandado de segurança coletivo, propriamente considerado, em nada se assemelha a um eventual litisconsórcio ativo facultativo. O que ocorre, no caso, é uma tentativa de reeditar controvérsia pendente em diversos outros mandados de segurança individuais em curso nesta Suprema Corte, unindo-os de forma a evitar a prevenção já existente para cada impetrante. Tal desiderato não é de ser admitido, tanto pelas impropriedades técnicas já apontadas, quanto pelo fato de que o suposto segundo ato coator praticado pelo CNJ nada mais é do que mera reiteração da ordem anterior. O CNJ reiterou a determinação diante da renitência do Tribunal de Justiça local em cumprir o comando dado. Não houve novo exame jurídico da controvérsia. Além disso, acrescente-se o disposto no Parecer do Ministério Público Federal: esta Suprema Corte, no julgamento do MS 31.228/DF, já determinou que as serventias extrajudiciais ‘sub judice’ no Estado do Paraná não sejam oferecidas em delegação por novo concurso até o trânsito em julgado dos mandados de segurança individuais, ainda pendentes de julgamento definitivo. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958724 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7982091
2015-02-24T00:00:00
2015-03-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO PARANÁ. DECLARAÇÃO DE VACÂNCIA A PARTIR DA CONSTATAÇÃO DE IRREGULARIDADES EM PERMUTAS, NOS TERMOS DE DECISÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. IMPUGNAÇÃO DESSA DECISÃO POR UMA SÉRIE DE MANDADOS DE SEGURANÇA INDIVIDUAIS. REPROPOSITURA DA CONTROVÉRSIA, AGORA EM UM ÚNICO MANDADO DE SEGURANÇA, DENOMINADO DE ‘COLETIVO’ PELOS AUTORES. INADMISSIBILIDADE. Nos termos do art. 5º, LXX, da Constituição Federal, ‘o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados’. Pessoas físicas já impetrantes de mandados de segurança individuais não possuem autorização constitucional para nova impetração ‘coletiva’. Eventual litisconsórcio ativo, instituto da teoria geral do processo, não se confunde com as hipóteses constitucionais do art. 5º, LXX, da CF/88. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur295627
- Acórdão(s) citado(s): (SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS "SUB JUDICE", CONCURSO) MS 31228. Número de páginas: 10. Análise: 24/03/2015, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
32832
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00070\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
MS-AgR
acordaos
MS 32832 AgR
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AGTE.(S) : DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO PARANÁ. DECLARAÇÃO DE VACÂNCIA A PARTIR DA CONSTATAÇÃO DE IRREGULARIDADES EM PERMUTAS, NOS TERMOS DE DECISÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. IMPUGNAÇÃO DESSA DECISÃO POR UMA SÉRIE DE MANDADOS DE SEGURANÇA INDIVIDUAIS. REPROPOSITURA DA CONTROVÉRSIA, AGORA EM UM ÚNICO MANDADO DE SEGURANÇA, DENOMINADO DE ‘COLETIVO’ PELOS AUTORES. INADMISSIBILIDADE. Nos termos do art. 5..., LXX, da Constituição Federal, ‘o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados’. Pessoas físicas já impetrantes de mandados de segurança individuais não possuem autorização constitucional para nova impetração ‘coletiva’. Eventual litisconsórcio ativo, instituto da teoria geral do processo, não se confunde com as hipóteses constitucionais do art. 5..., LXX, da Constituição Federal de 1988/88. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904379. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão MS 32832 AGR / DF Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904379. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão de minha relatoria, mediante a qual não conheci do mandado de segurança, indeferindo a inicial (art. 10 da Lei n 12.016/09), maneja agravo regimental Denyz Myszkowski de Oliveira em conjunto com outros treze titulares de serventias extrajudiciais do Paraná. Os agravantes se insurgem contra o não conhecimento da impetração. Apesar de admitirem a existência de uma série de mandados de segurança individuais ainda pendentes de julgamento definitivo por esta Suprema Corte, alegam ter havido um segundo ato do Conselho Nacional de Justiça que os afetaria no tocante à titularidade das serventias extrajudiciais paranaenses, dando ensejo a nova impetração. A respeito desse segundo ato do CNJ, de 2013, invocam ocorrência de violação da ampla defesa e do contraditório, na medida em que aos interessados não teria sido franqueada a participação no processo administrativo. Além disso, a decisão de desconstituição das permutas esbarraria em obstáculo fático, consistente na extinção legal de várias serventias relacionadas. O Parecer do Ministério Público Federal, de lavra do Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, é pelo desprovimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904380. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão de minha relatoria, mediante a qual não conheci do mandado de segurança, indeferindo a inicial (art. 10 da Lei n 12.016/09), maneja agravo regimental Denyz Myszkowski de Oliveira em conjunto com outros treze titulares de serventias extrajudiciais do Paraná. Os agravantes se insurgem contra o não conhecimento da impetração. Apesar de admitirem a existência de uma série de mandados de segurança individuais ainda pendentes de julgamento definitivo por esta Suprema Corte, alegam ter havido um segundo ato do Conselho Nacional de Justiça que os afetaria no tocante à titularidade das serventias extrajudiciais paranaenses, dando ensejo a nova impetração. A respeito desse segundo ato do CNJ, de 2013, invocam ocorrência de violação da ampla defesa e do contraditório, na medida em que aos interessados não teria sido franqueada a participação no processo administrativo. Além disso, a decisão de desconstituição das permutas esbarraria em obstáculo fático, consistente na extinção legal de várias serventias relacionadas. O Parecer do Ministério Público Federal, de lavra do Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, é pelo desprovimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Nos termos do art. 5..., LXX, da Constituição Federal, o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados. Isso porque a impetração (...) será sempre em nome próprio da entidade, pois o mandado de segurança coletivo não se presta à defesa de direito individual de um ou de alguns filiados de partido político, de sindicato ou de associação, mas, sim, da categoria, ou seja, da totalidade ou de parte de seus filiados que tenham um direito ou uma prerrogativa a defender em juízo (Meirelles, Hely Lopes; Wald, Arnoldo; Mendes, Gilmar Ferreira. Mandado de segurança e ações constitucionais. São Paulo: Malheiros, 35... edição, p. 133). No caso, há invencível equívoco na utilização do mandado de segurança como se este fosse coletivo (para o qual os impetrantes sequer possuem legitimidade ativa), quando ocorreria, em tese, apenas litisconsórcio ativo. A inicial não esconde que o tema de fundo, em sua perspectiva histórica, vem sendo tratado em diversos outros mandados de segurança individuais; nesse sentido, pesquisa pelo nome dos impetrantes indica, por exemplo, que Denyz Miskowiski de Oliveira é impetrante do MS n 29.423/DF, distribuído ao Ministro Roberto Barroso; Edna Peron Costa é impetrante do MS n 29.426/DF, distribuído ao Ministro Celso de Mello; Hamilton Jorge Jolly, do MS n 29.521/DF, de minha relatoria; e assim sucessivamente. A aglomeração de impetrantes em única inicial representa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Nos termos do art. 5..., LXX, da Constituição Federal, o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados. Isso porque a impetração (...) será sempre em nome próprio da entidade, pois o mandado de segurança coletivo não se presta à defesa de direito individual de um ou de alguns filiados de partido político, de sindicato ou de associação, mas, sim, da categoria, ou seja, da totalidade ou de parte de seus filiados que tenham um direito ou uma prerrogativa a defender em juízo (Meirelles, Hely Lopes; Wald, Arnoldo; Mendes, Gilmar Ferreira. Mandado de segurança e ações constitucionais. São Paulo: Malheiros, 35... edição, p. 133). No caso, há invencível equívoco na utilização do mandado de segurança como se este fosse coletivo (para o qual os impetrantes sequer possuem legitimidade ativa), quando ocorreria, em tese, apenas litisconsórcio ativo. A inicial não esconde que o tema de fundo, em sua perspectiva histórica, vem sendo tratado em diversos outros mandados de segurança individuais; nesse sentido, pesquisa pelo nome dos impetrantes indica, por exemplo, que Denyz Miskowiski de Oliveira é impetrante do MS n 29.423/DF, distribuído ao Ministro Roberto Barroso; Edna Peron Costa é impetrante do MS n 29.426/DF, distribuído ao Ministro Celso de Mello; Hamilton Jorge Jolly, do MS n 29.521/DF, de minha relatoria; e assim sucessivamente. A aglomeração de impetrantes em única inicial representa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF burla à prevenção existente em face dos mandados de segurança anteriores, nos quais travada, em resumo, a mesma discussão. Saliente-se que a segunda decisão proferida pelo CNJ no PCA n 0000.3011-13.2013.2.00.0000, ora apontada como ato coator, foi proferida apenas em face da renitência dos impetrantes no cumprimento da decisão anterior já objeto dos mandados de segurança em curso, a partir da reapresentação do tema já decidido pelo CNJ à Corregedoria de Justiça local. Essa situação, e os efeitos por ela gerados em termos de prevenção para mandados de segurança impetrados nesta Corte, foi por mim suscitada no MS n 32.123/DF, nos seguintes termos: ‘O MS 31.514/DF, que alegadamente geraria a prevenção de minha relatoria, foi impetrado por Aramis de Melo Sá, titular por permuta do 1... Tabelionato de Notas de Ponta Grossa-PR. Nesse processo, muito embora impugnado ato praticado no PP 0000600.65.2011.2.00.0000 pela então Corregedora-Nacional de Justiça, verificou-se, conforme consta da decisão monocrática por mim proferida para deferir a liminar pleiteada, que na verdade a questão jurídica remetia ao anterior PCA 2008.10.00.001273-1, em que teria sido definida a impossibilidade de desfazimento da permuta do delegatário Aramis de Melo Sá, apesar da constatação de sua ilegalidade. Na presente hipótese, trata-se de outro ato de permuta e de delegatário diverso; a questão jurídica, por sua vez, está vinculada diretamente à edição, pelo CNJ, da Resolução 80, de junho de 2009. A inclusão da serventia do ora impetrante na lista de vacâncias foi, conforme relatado, impugnada à época própria no MS 29.453/DF, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. Há, nestes autos, cópia da inicial do MS anterior, cujo pedido então deduzido, para efeitos de comparação com o pedido presente, segue transcrito: ‘- deferir o provimento liminar, inaudita altera 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF burla à prevenção existente em face dos mandados de segurança anteriores, nos quais travada, em resumo, a mesma discussão. Saliente-se que a segunda decisão proferida pelo CNJ no PCA n 0000.3011-13.2013.2.00.0000, ora apontada como ato coator, foi proferida apenas em face da renitência dos impetrantes no cumprimento da decisão anterior já objeto dos mandados de segurança em curso, a partir da reapresentação do tema já decidido pelo CNJ à Corregedoria de Justiça local. Essa situação, e os efeitos por ela gerados em termos de prevenção para mandados de segurança impetrados nesta Corte, foi por mim suscitada no MS n 32.123/DF, nos seguintes termos: ‘O MS 31.514/DF, que alegadamente geraria a prevenção de minha relatoria, foi impetrado por Aramis de Melo Sá, titular por permuta do 1... Tabelionato de Notas de Ponta Grossa-PR. Nesse processo, muito embora impugnado ato praticado no PP 0000600.65.2011.2.00.0000 pela então Corregedora-Nacional de Justiça, verificou-se, conforme consta da decisão monocrática por mim proferida para deferir a liminar pleiteada, que na verdade a questão jurídica remetia ao anterior PCA 2008.10.00.001273-1, em que teria sido definida a impossibilidade de desfazimento da permuta do delegatário Aramis de Melo Sá, apesar da constatação de sua ilegalidade. Na presente hipótese, trata-se de outro ato de permuta e de delegatário diverso; a questão jurídica, por sua vez, está vinculada diretamente à edição, pelo CNJ, da Resolução 80, de junho de 2009. A inclusão da serventia do ora impetrante na lista de vacâncias foi, conforme relatado, impugnada à época própria no MS 29.453/DF, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. Há, nestes autos, cópia da inicial do MS anterior, cujo pedido então deduzido, para efeitos de comparação com o pedido presente, segue transcrito: ‘- deferir o provimento liminar, inaudita altera 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF pars, para suspender todos os efeitos do r. ato coator, até julgamento definitivo deste writ, determinando a exclusão da serventia da Relação Geral de Vacâncias, para que não seja declarada vaga e procedida a abertura de novo concurso público para seu provimento; - após concessão da medida liminar pleiteada, que seja comunicado, com urgência, a autoridade coatora, na figura de seu Presidente, em endereço de conhecimento desta Corte, bem como que seja ouvido o Procurador Geral da República, para que, ao final, seja concedida a ordem, em sede de provimento jurisdicional definitivo, para declarar a insubsistência do ato coator, ilegal e abusivo; - alternativamente, na hipótese de não ser acatada nenhuma das teses de defesa acima expostas e o impetrante tenha que deixar a sua Serventia, que seja colocado à disposição do Estado (art. 41, parág. 3., Constituição Federal de 1988/88), recebendo vencimentos proporcionais aos valores que aufere atualmente em sua Serventia, até que futuramente venha a ser alojado em uma nova Serventia, para que não seja, injustamente, jogado em um limbo funcional, sem qualquer direito (doc. 17, fl. 30).’ Nos dois processos, portanto, o que busca o impetrante é a manutenção do ato de permuta e o afastamento da vacância da serventia que titulariza. O presente mandado de segurança, a rigor, só se justifica em face da reabertura da discussão anteriormente travada no CNJ perante o Conselho da Magistratura do TJ/PR. O elemento de conexão retratado pela inicial qual seja, o fato de que, tanto no MS 31.514/DF quanto neste, se estaria a combater ato praticado no âmbito do PP 0000600.65.2011.2.00.0000 olvida não só a preexistência do MS 29.453/DF, como o aparente fato de que o citado 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF pars, para suspender todos os efeitos do r. ato coator, até julgamento definitivo deste writ, determinando a exclusão da serventia da Relação Geral de Vacâncias, para que não seja declarada vaga e procedida a abertura de novo concurso público para seu provimento; - após concessão da medida liminar pleiteada, que seja comunicado, com urgência, a autoridade coatora, na figura de seu Presidente, em endereço de conhecimento desta Corte, bem como que seja ouvido o Procurador Geral da República, para que, ao final, seja concedida a ordem, em sede de provimento jurisdicional definitivo, para declarar a insubsistência do ato coator, ilegal e abusivo; - alternativamente, na hipótese de não ser acatada nenhuma das teses de defesa acima expostas e o impetrante tenha que deixar a sua Serventia, que seja colocado à disposição do Estado (art. 41, parág. 3., Constituição Federal de 1988/88), recebendo vencimentos proporcionais aos valores que aufere atualmente em sua Serventia, até que futuramente venha a ser alojado em uma nova Serventia, para que não seja, injustamente, jogado em um limbo funcional, sem qualquer direito (doc. 17, fl. 30).’ Nos dois processos, portanto, o que busca o impetrante é a manutenção do ato de permuta e o afastamento da vacância da serventia que titulariza. O presente mandado de segurança, a rigor, só se justifica em face da reabertura da discussão anteriormente travada no CNJ perante o Conselho da Magistratura do TJ/PR. O elemento de conexão retratado pela inicial qual seja, o fato de que, tanto no MS 31.514/DF quanto neste, se estaria a combater ato praticado no âmbito do PP 0000600.65.2011.2.00.0000 olvida não só a preexistência do MS 29.453/DF, como o aparente fato de que o citado 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF Pedido de Providências tem sido usado pelo CNJ de forma a aglomerar todo tipo de exame referente às diversas situações dos Cartórios do Estado do Paraná. Com efeito, houve delegação ao Corregedor Nacional de Justiça da competência para fiscalizar o cumprimento da Resolução 80/2009, conforme esclarecido pela decisão impugnada; a esse respeito, assim se manifestou o Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça: ‘E diante dessa delegação encontra-se, também, fixada a atribuição de Vossa Excelência para a análise e a decisão relativa às situações em que, embora já declaradas as vacâncias das unidades do serviço extrajudicial pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça (porque os pretensos provimentos decorreram de permutas, remoções ou declarações de efetivação de forma contrária à Constituição Federal), permanece a recusa do Tribunal de Justiça em inseri-las na lista de vacância que, na forma das Resoluções CNJ ns 80/2011 e 81/2009, deve elaborar para o efeito de oferta em concurso público de provas e títulos para a outorga de delegações’. No citado Pedido de Providências, de acordo com os diversos despachos proferidos e que constam do sítio do CNJ na internet, é possível verificar que mesmo as questões relativas ao trâmite do novo concurso para os serviços notariais e de registro do Estado do Paraná estão sendo tratados em seu bojo (cf, por exemplo, o DESP155, de 07.02.2012). Adotada tal premissa, não subsiste, salvo melhor juízo, a alegação do impetrante de prevenção com o MS 31.514/DF, este sendo o primeiro recurso de Mandado de Segurança que visou impugnar tal ato, pois tal argumento nivela, por critério puramente formal a unificação de diversos pedidos em um único Pedido de Providências questões jurídicas diversas e, porventura, anteriormente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF Pedido de Providências tem sido usado pelo CNJ de forma a aglomerar todo tipo de exame referente às diversas situações dos Cartórios do Estado do Paraná. Com efeito, houve delegação ao Corregedor Nacional de Justiça da competência para fiscalizar o cumprimento da Resolução 80/2009, conforme esclarecido pela decisão impugnada; a esse respeito, assim se manifestou o Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça: ‘E diante dessa delegação encontra-se, também, fixada a atribuição de Vossa Excelência para a análise e a decisão relativa às situações em que, embora já declaradas as vacâncias das unidades do serviço extrajudicial pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça (porque os pretensos provimentos decorreram de permutas, remoções ou declarações de efetivação de forma contrária à Constituição Federal), permanece a recusa do Tribunal de Justiça em inseri-las na lista de vacância que, na forma das Resoluções CNJ ns 80/2011 e 81/2009, deve elaborar para o efeito de oferta em concurso público de provas e títulos para a outorga de delegações’. No citado Pedido de Providências, de acordo com os diversos despachos proferidos e que constam do sítio do CNJ na internet, é possível verificar que mesmo as questões relativas ao trâmite do novo concurso para os serviços notariais e de registro do Estado do Paraná estão sendo tratados em seu bojo (cf, por exemplo, o DESP155, de 07.02.2012). Adotada tal premissa, não subsiste, salvo melhor juízo, a alegação do impetrante de prevenção com o MS 31.514/DF, este sendo o primeiro recurso de Mandado de Segurança que visou impugnar tal ato, pois tal argumento nivela, por critério puramente formal a unificação de diversos pedidos em um único Pedido de Providências questões jurídicas diversas e, porventura, anteriormente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF trazidas ao conhecimento desta Corte. Submeto, portanto, o processo à consideração da Presidência do Supremo Tribunal Federal, para análise da necessidade de eventual redistribuição do feito à relatoria do Ministro relator do MS 29.453/DF”. A prevenção entre o mandado de segurança impetrado diretamente contra o indeferimento, pelo Corregedor Nacional de Justiça, de pedido de reconsideração relativo à inclusão de serventia em lista de vacância pela Resolução n 80/CNJ e o posterior, impetrado após nova manifestação desse órgão em resposta à decisão do Tribunal de Justiça local, foi reconhecida pela Presidência desta Corte em 04.7.2013, com os seguintes fundamentos: ‘É caso de redistribuição. Com efeito, a inclusão da serventia do ora impetrante na listagem de vacância foi impugnada por meio do MS 29.453, de relatoria do ministro Roberto Barroso. Referido mandado de segurança possui, ao final, a mesma causa de pedir do presente MS 32.123, qual seja, a manutenção do ato de permuta do impetrante e o afastamento da vacância da serventia que titulariza. Assim, ante o risco de decisões conflitantes nos mandados de segurança, a norma aplicável ao caso é a do art. 69, caput, do RISTF: Art. 69. A distribuição da ação ou do recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão ou continência’. A inicial, portanto, não merece trânsito diante das impropriedades apontadas. Não conheço do mandado de segurança, porque incabível, indeferindo a inicial (art. 10 da Lei 12.016/09)”. Nada colhe o agravo. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF trazidas ao conhecimento desta Corte. Submeto, portanto, o processo à consideração da Presidência do Supremo Tribunal Federal, para análise da necessidade de eventual redistribuição do feito à relatoria do Ministro relator do MS 29.453/DF”. A prevenção entre o mandado de segurança impetrado diretamente contra o indeferimento, pelo Corregedor Nacional de Justiça, de pedido de reconsideração relativo à inclusão de serventia em lista de vacância pela Resolução n 80/CNJ e o posterior, impetrado após nova manifestação desse órgão em resposta à decisão do Tribunal de Justiça local, foi reconhecida pela Presidência desta Corte em 04.7.2013, com os seguintes fundamentos: ‘É caso de redistribuição. Com efeito, a inclusão da serventia do ora impetrante na listagem de vacância foi impugnada por meio do MS 29.453, de relatoria do ministro Roberto Barroso. Referido mandado de segurança possui, ao final, a mesma causa de pedir do presente MS 32.123, qual seja, a manutenção do ato de permuta do impetrante e o afastamento da vacância da serventia que titulariza. Assim, ante o risco de decisões conflitantes nos mandados de segurança, a norma aplicável ao caso é a do art. 69, caput, do RISTF: Art. 69. A distribuição da ação ou do recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão ou continência’. A inicial, portanto, não merece trânsito diante das impropriedades apontadas. Não conheço do mandado de segurança, porque incabível, indeferindo a inicial (art. 10 da Lei 12.016/09)”. Nada colhe o agravo. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 32832 AGR / DF A somatória de impetrantes individuais em uma mesma inicial não perfaz um mandado de segurança ‘coletivo’, como pretende a impetração. Este tem suas peculiaridades fundadas em disciplina constitucional, ali elencados os possíveis impetrantes. O mandado de segurança coletivo, propriamente considerado, em nada se assemelha a um eventual litisconsórcio ativo facultativo. O que ocorre, no caso, é uma tentativa de reeditar controvérsia pendente em diversos outros mandados de segurança individuais em curso nesta Suprema Corte, unindo-os de forma a evitar a prevenção já existente para cada impetrante. Tal desiderato não é de ser admitido, tanto pelas impropriedades técnicas já apontadas, quanto pelo fato de que o suposto segundo ato coator praticado pelo CNJ nada mais é do que mera reiteração da ordem anterior. O CNJ reiterou a determinação diante da renitência do Tribunal de Justiça local em cumprir o comando dado. Não houve novo exame jurídico da controvérsia. Além disso, acrescente-se o disposto no Parecer do Ministério Público Federal: esta Suprema Corte, no julgamento do MS 31.228/DF, já determinou que as serventias extrajudiciais ‘sub judice’ no Estado do Paraná não sejam oferecidas em delegação por novo concurso até o trânsito em julgado dos mandados de segurança individuais, ainda pendentes de julgamento definitivo. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Supremo Tribunal Federal MS 32832 AGR / DF A somatória de impetrantes individuais em uma mesma inicial não perfaz um mandado de segurança ‘coletivo’, como pretende a impetração. Este tem suas peculiaridades fundadas em disciplina constitucional, ali elencados os possíveis impetrantes. O mandado de segurança coletivo, propriamente considerado, em nada se assemelha a um eventual litisconsórcio ativo facultativo. O que ocorre, no caso, é uma tentativa de reeditar controvérsia pendente em diversos outros mandados de segurança individuais em curso nesta Suprema Corte, unindo-os de forma a evitar a prevenção já existente para cada impetrante. Tal desiderato não é de ser admitido, tanto pelas impropriedades técnicas já apontadas, quanto pelo fato de que o suposto segundo ato coator praticado pelo CNJ nada mais é do que mera reiteração da ordem anterior. O CNJ reiterou a determinação diante da renitência do Tribunal de Justiça local em cumprir o comando dado. Não houve novo exame jurídico da controvérsia. Além disso, acrescente-se o disposto no Parecer do Ministério Público Federal: esta Suprema Corte, no julgamento do MS 31.228/DF, já determinou que as serventias extrajudiciais ‘sub judice’ no Estado do Paraná não sejam oferecidas em delegação por novo concurso até o trânsito em julgado dos mandados de segurança individuais, ainda pendentes de julgamento definitivo. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958724 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.832 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 32832 AGR / DF", "MS 32832 AGR / DF", "MANDADO DE SEGURANÇA 32 . 832", "MS n 29 . 423 / DF", "MS n 29 . 426 / DF", "MS n 29 . 521 / DF", "MS n 29 . 423 / DF", "MS n 29 . 426 / DF", "MS n 29 . 521 / DF", "MS 32832 AGR / DF", "PCA n 0000 . 3011 - 13 . 2013 . 2 . 00 . 0000", "MS n 32 . 123 / DF", "MS 31 . 514 / DF", "PP 0000600 . 65 . 2011 . 2", "PCA 2008 . 10", "MS 29 . 453 / DF", "MS 32832 AGR", "PCA n 0000 . 3011 - 13 . 2013 . 2 . 00", "MS n 32 . 123 / DF", "MS 31 . 514 / DF", "PP", "PCA 2008", ".", ".", ".", "MS 29 . 453 / DF", "MS 32832 AGR / DF", "MS 31 . 514 / DF", "MS 29 . 453 / DF", "MS 32832 AGR / DF", "MS 31 . 514 / DF", "MS 29 . 453 / DF", "MS 32832 AGR / DF", "MS 31 . 514 / DF", "MS 32832 AGR", "MS 31 . 514 / DF", "MS 32832 AGR / DF", "MS 29 . 453 / DF", "MS 29 . 453", "MS 32 . 123", "MS 32832 AGR / DF", "MS 29 . 453 / DF", "MS 29 . 453", "MS 32 . 123", "MS 32832 AGR", "MS 31 . 228 / DF", "MS 32832 AGR /", "MS 31 . 228 / DF", "MANDADO DE SEGURANÇA 32 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Myszkowski de Oliveira", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Meirelles , Hely Lopes", "Wald ,", "Arnoldo", "Mendes , Gilmar Ferreira", "Denyz Miskowiski de Oliveira", "Roberto Barroso", "Edna Peron Costa", "Celso de Mello", "Hamilton Jorge Jolly", "Rosa Weber", "Meirelles , Hely Lopes", "Wald , Arnoldo", "Mendes , Gilmar Ferreira", "Denyz Miskowiski de Oliveira", "Roberto Barroso", "Edna Peron Costa", "Celso de Mello", "Hamilton Jorge Jolly", "ROSA WEBER", "Aramis de Melo Sá", "Aramis de Melo Sá", "Joaquim Barbosa", "Aramis de Melo Sá", "Aramis de Melo Sá", "Joaquim Barbosa", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA", "CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "DENYZ MYSZKOWSKI DE OLIVEIRA", "CASSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "35", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "35", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "7", ".", 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Ementa e Acórdão 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) :OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Responsabilidade civil. Dano material. Retirada de árvore. Necessidade. Omissão da municipalidade. Dever de indenizar. Pressupostos. Demonstração. Obrigação de fazer. Astreintes. Excesso. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636, 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829763. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) :OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de Niterói interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. Ação de obrigação de fazer c/c indenizatória proposta em face de MUNICÍPIO DE NITERÓI, em razão dos danos suportados com a inércia do réu em efetuar a retirada de uma árvore situada na calçada em frente à casa da demandante. Sentença que condenou o demandado a retirar a árvore situada em frente à residência da parte autora, bem como ao pagamento de indenização por danos materiais. Comprovação da ocorrência do alegado fato, do dano e do nexo causal. Danos causados pela infestação de cupins e pelo crescimento das raízes da referida árvore efetivamente comprovados, através do laudo pericial apresentado. Recurso ao qual se nega Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) :OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de Niterói interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. Ação de obrigação de fazer c/c indenizatória proposta em face de MUNICÍPIO DE NITERÓI, em razão dos danos suportados com a inércia do réu em efetuar a retirada de uma árvore situada na calçada em frente à casa da demandante. Sentença que condenou o demandado a retirar a árvore situada em frente à residência da parte autora, bem como ao pagamento de indenização por danos materiais. Comprovação da ocorrência do alegado fato, do dano e do nexo causal. Danos causados pela infestação de cupins e pelo crescimento das raízes da referida árvore efetivamente comprovados, através do laudo pericial apresentado. Recurso ao qual se nega Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório ARE 867607 AGR / RJ provimento.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, incisos XXXVI e LIV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ provimento.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, incisos XXXVI e LIV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 867607 AGR / RJ postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ART. 37, § 6º, CF/88. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO ESTADO. OMISSÃO. FALTA DE CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ÁREA PÚBLICA. QUEDA DE ÁRVORE. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA STF 279. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5º, LIV, DA CF/88. OFENSA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ART. 37, § 6º, CF/88. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO ESTADO. OMISSÃO. FALTA DE CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ÁREA PÚBLICA. QUEDA DE ÁRVORE. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA STF 279. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5º, LIV, DA CF/88. OFENSA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 867607 AGR / RJ REFLEXA. 1. O Tribunal a quo, a partir da análise dos fatos e das provas dos autos, concluiu que houve omissão, imputável ao poder público, que detinha o dever de conservação e manutenção de árvore, e concluiu pela responsabilidade subjetiva do agravante pelos danos causados à autora. Incidência, na espécie, da Súmula STF 279. 2. A jurisprudência dessa Corte está sedimentada no sentido de que as alegações de ofensa a incisos do artigo 5º da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural – podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 830.461/PA- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 16/8/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Afirma o agravante que teriam sido violados os arts. 2º; 5º, caput, e incisos XXIII, XXXVI, LIV e LV; 37, § 6º; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[a] construção da residência em questão não observou legislação urbanística, não teve projeto aprovado pela Prefeitura, nem tampouco boletim de aceite de obras (habite- se). Outro fato importante é que a árvore, conforme laudo da i. perita, foi plantada na década de 30, mais especificamente, por volta do ano de 1937, enquanto que o imóvel da autora foi (irregularmente) edificado depois do citado plantio, posto que a construção data entre 50 e 60 anos atrás. E a construção do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ REFLEXA. 1. O Tribunal a quo, a partir da análise dos fatos e das provas dos autos, concluiu que houve omissão, imputável ao poder público, que detinha o dever de conservação e manutenção de árvore, e concluiu pela responsabilidade subjetiva do agravante pelos danos causados à autora. Incidência, na espécie, da Súmula STF 279. 2. A jurisprudência dessa Corte está sedimentada no sentido de que as alegações de ofensa a incisos do artigo 5º da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural – podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 830.461/PA- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 16/8/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Afirma o agravante que teriam sido violados os arts. 2º; 5º, caput, e incisos XXIII, XXXVI, LIV e LV; 37, § 6º; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[a] construção da residência em questão não observou legislação urbanística, não teve projeto aprovado pela Prefeitura, nem tampouco boletim de aceite de obras (habite- se). Outro fato importante é que a árvore, conforme laudo da i. perita, foi plantada na década de 30, mais especificamente, por volta do ano de 1937, enquanto que o imóvel da autora foi (irregularmente) edificado depois do citado plantio, posto que a construção data entre 50 e 60 anos atrás. E a construção do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 867607 AGR / RJ imóvel não obedeceu à distância mínima permitida por lei em relação à árvore. Desta feita, lógico se faz constatar que não é a árvore que está em local errado e, sim a residência da parte autora! Impende esclarecer ainda que a Lei municipal nº. 1.042/32, que instituiu o Guia de Arborização Municipal, o qual embasou a decisão pela irregularidade da árvore, é posterior à plantação da árvore. A própria perita afirma que ‘o loteamento no Bairro de Fonseca data de 1937 e a legislação vigente (Guia de Arborização Municipal) é regida pela Lei nº. 1.042, de 06/04/32, portanto, posterior à ocupação do local’. Assim, cumpre frisar no presente agravo que a decisão monocrática, confirmada pelo acórdão recorrido, permitiu a retroatividade da lei municipal em comento, afrontando o art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. No que diz respeito à violação ao art. 5º, LIV, é necessário atentar para o fato de que foge aos parâmetros da proporcionalidade a multa diária fixada, diante da exigüidade do prazo estipulado e o caráter excessivo das astreintes impostas no valor de R$ 500,00 por dia”. Sustenta, ainda, que a solução da lide não encontra óbice na Súmula nº 279/STF. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ imóvel não obedeceu à distância mínima permitida por lei em relação à árvore. Desta feita, lógico se faz constatar que não é a árvore que está em local errado e, sim a residência da parte autora! Impende esclarecer ainda que a Lei municipal nº. 1.042/32, que instituiu o Guia de Arborização Municipal, o qual embasou a decisão pela irregularidade da árvore, é posterior à plantação da árvore. A própria perita afirma que ‘o loteamento no Bairro de Fonseca data de 1937 e a legislação vigente (Guia de Arborização Municipal) é regida pela Lei nº. 1.042, de 06/04/32, portanto, posterior à ocupação do local’. Assim, cumpre frisar no presente agravo que a decisão monocrática, confirmada pelo acórdão recorrido, permitiu a retroatividade da lei municipal em comento, afrontando o art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. No que diz respeito à violação ao art. 5º, LIV, é necessário atentar para o fato de que foge aos parâmetros da proporcionalidade a multa diária fixada, diante da exigüidade do prazo estipulado e o caráter excessivo das astreintes impostas no valor de R$ 500,00 por dia”. Sustenta, ainda, que a solução da lide não encontra óbice na Súmula nº 279/STF. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, anote-se que as supostas violações dos arts. arts. 2º; 5º, caput, e incisos XXIII e LV; 37, § 6º; e 93, inciso IX, da Constituição Federal não foram suscitadas nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações recursais manifestas em momento inoportuno. De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Trata-se de ação de obrigação de fazer c/c indenizatória proposta por OLGA MARIA DE SOUZA em face do MUNICÍPIO DE NITERÓI, em razão dos danos suportados com a inércia do réu em efetuar a retirada de uma árvores situada na calçada em frente à casa da demandante. Alega a autora que a árvore se encontrava infestada de cupins e suas raízes estavam provocando rachaduras no muro, escada e piso de sua residência. Sustenta que efetuou requerimento de retirada da árvore junto à municipalidade e recebeu um número de protocolo para acompanhamento do procedimento. Aduz que, diante da demora na solução do problema, resolveu contratar um pedreiro para trocar os tacos por piso de cerâmica, a fim de reparar a infestação de cupins. Requer a retirada da árvore e a indenização por danos materiais. (...) (...) observa-se de todo o exposto nos autos que restaram efetivamente comprovados, através do laudo pericial apresentado às fls. 82/105, os danos causados pela infestação de cupins e pelo crescimento das raízes da referida árvore. Conforme se observa das diversas fotos e explicações proferidas no mencionado laudo, o foco principal de cupins, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, anote-se que as supostas violações dos arts. arts. 2º; 5º, caput, e incisos XXIII e LV; 37, § 6º; e 93, inciso IX, da Constituição Federal não foram suscitadas nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações recursais manifestas em momento inoportuno. De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Trata-se de ação de obrigação de fazer c/c indenizatória proposta por OLGA MARIA DE SOUZA em face do MUNICÍPIO DE NITERÓI, em razão dos danos suportados com a inércia do réu em efetuar a retirada de uma árvores situada na calçada em frente à casa da demandante. Alega a autora que a árvore se encontrava infestada de cupins e suas raízes estavam provocando rachaduras no muro, escada e piso de sua residência. Sustenta que efetuou requerimento de retirada da árvore junto à municipalidade e recebeu um número de protocolo para acompanhamento do procedimento. Aduz que, diante da demora na solução do problema, resolveu contratar um pedreiro para trocar os tacos por piso de cerâmica, a fim de reparar a infestação de cupins. Requer a retirada da árvore e a indenização por danos materiais. (...) (...) observa-se de todo o exposto nos autos que restaram efetivamente comprovados, através do laudo pericial apresentado às fls. 82/105, os danos causados pela infestação de cupins e pelo crescimento das raízes da referida árvore. Conforme se observa das diversas fotos e explicações proferidas no mencionado laudo, o foco principal de cupins, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 867607 AGR / RJ que posteriormente se expandiu para dentro do imóvel, é visivelmente encontrado na árvore, assim com as rachaduras e infiltrações no imóvel também dela se originam. Ademais, importa que o plantio da árvore se encontra em desacordo com a própria legislação municipal, que através do Guia de Arborização, prevê que as árvores de médio porte devem ser utilizadas em calçadas com largura igual ou acima de 3m, e, na hipótese em comento, a calçada possui apenas 1,50m. Desta forma, restou caracterizada a omissão da municipalidade, tanto em atender ao requerimento efetuado pela demandante, quanto em cumprir sua obrigação de manutenção e fiscalização da vegetação situada nos espaços públicos”. Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de Justiça concluiu, com fundamento na legislação municipal e nos fatos e nas provas dos autos, que cabia à municipalidade “atender ao requerimento efetuado pela demandante” para retirar a árvore infestada, assim como “cumprir sua obrigação de manutenção e fiscalização da vegetação situada nos espaços públicos”, motivos pelos quais sua omissão em cumprir tais deveres configurava ato ilícito indenizável. Para divergir do entendimento adotado pela Corte de origem, seria necessário analisar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ÁREA PÚBLICA. OCUPAÇÃO IRREGULAR. DANOS AO PATRIMÔNIO PÚBLICO E SOCIAL. PODER-DEVER DE FISCALIZAÇÃO. OMISSÃO DO PODER PÚBLICO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DO NEXO DE CAUSALIDADE E CULPA ADMINISTRATIVA DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ que posteriormente se expandiu para dentro do imóvel, é visivelmente encontrado na árvore, assim com as rachaduras e infiltrações no imóvel também dela se originam. Ademais, importa que o plantio da árvore se encontra em desacordo com a própria legislação municipal, que através do Guia de Arborização, prevê que as árvores de médio porte devem ser utilizadas em calçadas com largura igual ou acima de 3m, e, na hipótese em comento, a calçada possui apenas 1,50m. Desta forma, restou caracterizada a omissão da municipalidade, tanto em atender ao requerimento efetuado pela demandante, quanto em cumprir sua obrigação de manutenção e fiscalização da vegetação situada nos espaços públicos”. Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de Justiça concluiu, com fundamento na legislação municipal e nos fatos e nas provas dos autos, que cabia à municipalidade “atender ao requerimento efetuado pela demandante” para retirar a árvore infestada, assim como “cumprir sua obrigação de manutenção e fiscalização da vegetação situada nos espaços públicos”, motivos pelos quais sua omissão em cumprir tais deveres configurava ato ilícito indenizável. Para divergir do entendimento adotado pela Corte de origem, seria necessário analisar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ÁREA PÚBLICA. OCUPAÇÃO IRREGULAR. DANOS AO PATRIMÔNIO PÚBLICO E SOCIAL. PODER-DEVER DE FISCALIZAÇÃO. OMISSÃO DO PODER PÚBLICO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DO NEXO DE CAUSALIDADE E CULPA ADMINISTRATIVA DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 867607 AGR / RJ ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.3.2006. Divergir do entendimento do acórdão recorrido quanto à responsabilidade subjetiva do Estado por danos ao patrimônio público e social, uma vez que presente o nexo causal e verificação de culpa - evidenciado pela falha do serviço, por ausência de fiscalização efetiva, deixando de cumprir bem seu dever de evitar a ocupação irregular de áreas públicas -, demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 655.916/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 31/10/14). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Responsabilidade civil do Estado. Indenização por dano moral. 3. Verificação de nexo de causalidade. Necessidade de reexame fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 779.442/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/4/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 436.552/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/6/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade civil do município do Rio de Janeiro por evento danoso. Omissão quanto ao dever de fiscalização. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 553.075/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.3.2006. Divergir do entendimento do acórdão recorrido quanto à responsabilidade subjetiva do Estado por danos ao patrimônio público e social, uma vez que presente o nexo causal e verificação de culpa - evidenciado pela falha do serviço, por ausência de fiscalização efetiva, deixando de cumprir bem seu dever de evitar a ocupação irregular de áreas públicas -, demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 655.916/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 31/10/14). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Responsabilidade civil do Estado. Indenização por dano moral. 3. Verificação de nexo de causalidade. Necessidade de reexame fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 779.442/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/4/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 436.552/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/6/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade civil do município do Rio de Janeiro por evento danoso. Omissão quanto ao dever de fiscalização. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 553.075/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 867607 AGR / RJ Gilmar Mendes, DJe de 11/3/11). Ademais, a verificação de excesso na cominação da multa diária por descumprimento de determinação judicial não prescinde da análise da legislação infraconstitucional, nem do reexame dos fatos e das provas dos autos, os quais são inadmissíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA (ASTREINTES) PELO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. VALOR EXCESSIVO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. VALOR DA CAUSA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem, no tocante ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. Além do mais, requer a análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. Não há questão constitucional a ser decidida em controvérsia envolvendo a competência dos juizados especiais, em razão da complexidade e do valor da causa. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 648.934/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/3/14). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ Gilmar Mendes, DJe de 11/3/11). Ademais, a verificação de excesso na cominação da multa diária por descumprimento de determinação judicial não prescinde da análise da legislação infraconstitucional, nem do reexame dos fatos e das provas dos autos, os quais são inadmissíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA (ASTREINTES) PELO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. VALOR EXCESSIVO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. VALOR DA CAUSA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem, no tocante ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. Além do mais, requer a análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. Não há questão constitucional a ser decidida em controvérsia envolvendo a competência dos juizados especiais, em razão da complexidade e do valor da causa. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 648.934/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/3/14). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 867607 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) : OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636412 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) : OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636412 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8831983
2015-05-26T00:00:00
2015-07-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Responsabilidade civil. Dano material. Retirada de árvore. Necessidade. Omissão da municipalidade. Dever de indenizar. Pressupostos. Demonstração. Obrigação de fazer. Astreintes. Excesso. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636, 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.
sjur311069
- Acórdão(s) citado(s): (RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO) AI 436552 AgR (2ªT), RE 553075 AgR (2ªT), RE 655916 AgR (1ªT), ARE 779442 AgR (2ªT). (ASTREINTES) AI 826326 AgR (2ªT), ARE 648934 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 24/07/2015, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
867607
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 867607 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) : OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) :OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Responsabilidade civil. Dano material. Retirada de árvore. Necessidade. Omissão da municipalidade. Dever de indenizar. Pressupostos. Demonstração. Obrigação de fazer. Astreintes. Excesso. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636, 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829763. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) :OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de Niterói interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 12... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. Ação de obrigação de fazer c/c indenizatória proposta em face de MUNICÍPIO DE NITERÓI, em razão dos danos suportados com a inércia do réu em efetuar a retirada de uma árvore situada na calçada em frente à casa da demandante. Sentença que condenou o demandado a retirar a árvore situada em frente à residência da parte autora, bem como ao pagamento de indenização por danos materiais. Comprovação da ocorrência do alegado fato, do dano e do nexo causal. Danos causados pela infestação de cupins e pelo crescimento das raízes da referida árvore efetivamente comprovados, através do laudo pericial apresentado. Recurso ao qual se nega Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) :OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de Niterói interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 12... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. Ação de obrigação de fazer c/c indenizatória proposta em face de MUNICÍPIO DE NITERÓI, em razão dos danos suportados com a inércia do réu em efetuar a retirada de uma árvore situada na calçada em frente à casa da demandante. Sentença que condenou o demandado a retirar a árvore situada em frente à residência da parte autora, bem como ao pagamento de indenização por danos materiais. Comprovação da ocorrência do alegado fato, do dano e do nexo causal. Danos causados pela infestação de cupins e pelo crescimento das raízes da referida árvore efetivamente comprovados, através do laudo pericial apresentado. Recurso ao qual se nega Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório ARE 867607 AGR / RJ provimento.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., incisos XXXVI e LIV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ provimento.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., incisos XXXVI e LIV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 867607 AGR / RJ postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ART. 37, § 6..., Constituição Federal de 1988/88. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO ESTADO. OMISSÃO. FALTA DE CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ÁREA PÚBLICA. QUEDA DE ÁRVORE. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5..., LIV, DA Constituição Federal de 1988/88. OFENSA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ART. 37, § 6..., Constituição Federal de 1988/88. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO ESTADO. OMISSÃO. FALTA DE CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ÁREA PÚBLICA. QUEDA DE ÁRVORE. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5..., LIV, DA Constituição Federal de 1988/88. OFENSA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 867607 AGR / RJ REFLEXA. 1. O Tribunal a quo, a partir da análise dos fatos e das provas dos autos, concluiu que houve omissão, imputável ao poder público, que detinha o dever de conservação e manutenção de árvore, e concluiu pela responsabilidade subjetiva do agravante pelos danos causados à autora. Incidência, na espécie, da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. A jurisprudência dessa Corte está sedimentada no sentido de que as alegações de ofensa a incisos do artigo 5... da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural – podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 830.461/PA- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 16/8/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Afirma o agravante que teriam sido violados os arts. 2...; 5..., caput, e incisos XXIII, XXXVI, LIV e LV; 37, § 6...; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[a] construção da residência em questão não observou legislação urbanística, não teve projeto aprovado pela Prefeitura, nem tampouco boletim de aceite de obras (habite- se). Outro fato importante é que a árvore, conforme laudo da i. perita, foi plantada na década de 30, mais especificamente, por volta do ano de 1937, enquanto que o imóvel da autora foi (irregularmente) edificado depois do citado plantio, posto que a construção data entre 50 e 60 anos atrás. E a construção do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ REFLEXA. 1. O Tribunal a quo, a partir da análise dos fatos e das provas dos autos, concluiu que houve omissão, imputável ao poder público, que detinha o dever de conservação e manutenção de árvore, e concluiu pela responsabilidade subjetiva do agravante pelos danos causados à autora. Incidência, na espécie, da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. A jurisprudência dessa Corte está sedimentada no sentido de que as alegações de ofensa a incisos do artigo 5... da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural – podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 830.461/PA- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 16/8/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Afirma o agravante que teriam sido violados os arts. 2...; 5..., caput, e incisos XXIII, XXXVI, LIV e LV; 37, § 6...; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[a] construção da residência em questão não observou legislação urbanística, não teve projeto aprovado pela Prefeitura, nem tampouco boletim de aceite de obras (habite- se). Outro fato importante é que a árvore, conforme laudo da i. perita, foi plantada na década de 30, mais especificamente, por volta do ano de 1937, enquanto que o imóvel da autora foi (irregularmente) edificado depois do citado plantio, posto que a construção data entre 50 e 60 anos atrás. E a construção do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 867607 AGR / RJ imóvel não obedeceu à distância mínima permitida por lei em relação à árvore. Desta feita, lógico se faz constatar que não é a árvore que está em local errado e, sim a residência da parte autora! Impende esclarecer ainda que a Lei municipal n. 1.042/32, que instituiu o Guia de Arborização Municipal, o qual embasou a decisão pela irregularidade da árvore, é posterior à plantação da árvore. A própria perita afirma que ‘o loteamento no Bairro de Fonseca data de 1937 e a legislação vigente (Guia de Arborização Municipal) é regida pela Lei n. 1.042, de 06/04/32, portanto, posterior à ocupação do local’. Assim, cumpre frisar no presente agravo que a decisão monocrática, confirmada pelo acórdão recorrido, permitiu a retroatividade da lei municipal em comento, afrontando o art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal. No que diz respeito à violação ao art. 5..., LIV, é necessário atentar para o fato de que foge aos parâmetros da proporcionalidade a multa diária fixada, diante da exigüidade do prazo estipulado e o caráter excessivo das astreintes impostas no valor de R$ 500,00 por dia”. Sustenta, ainda, que a solução da lide não encontra óbice na Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ imóvel não obedeceu à distância mínima permitida por lei em relação à árvore. Desta feita, lógico se faz constatar que não é a árvore que está em local errado e, sim a residência da parte autora! Impende esclarecer ainda que a Lei municipal n. 1.042/32, que instituiu o Guia de Arborização Municipal, o qual embasou a decisão pela irregularidade da árvore, é posterior à plantação da árvore. A própria perita afirma que ‘o loteamento no Bairro de Fonseca data de 1937 e a legislação vigente (Guia de Arborização Municipal) é regida pela Lei n. 1.042, de 06/04/32, portanto, posterior à ocupação do local’. Assim, cumpre frisar no presente agravo que a decisão monocrática, confirmada pelo acórdão recorrido, permitiu a retroatividade da lei municipal em comento, afrontando o art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal. No que diz respeito à violação ao art. 5..., LIV, é necessário atentar para o fato de que foge aos parâmetros da proporcionalidade a multa diária fixada, diante da exigüidade do prazo estipulado e o caráter excessivo das astreintes impostas no valor de R$ 500,00 por dia”. Sustenta, ainda, que a solução da lide não encontra óbice na Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, anote-se que as supostas violações dos arts. arts. 2...; 5..., caput, e incisos XXIII e LV; 37, § 6...; e 93, inciso IX, da Constituição Federal não foram suscitadas nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações recursais manifestas em momento inoportuno. De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Trata-se de ação de obrigação de fazer c/c indenizatória proposta por OLGA MARIA DE SOUZA em face do MUNICÍPIO DE NITERÓI, em razão dos danos suportados com a inércia do réu em efetuar a retirada de uma árvores situada na calçada em frente à casa da demandante. Alega a autora que a árvore se encontrava infestada de cupins e suas raízes estavam provocando rachaduras no muro, escada e piso de sua residência. Sustenta que efetuou requerimento de retirada da árvore junto à municipalidade e recebeu um número de protocolo para acompanhamento do procedimento. Aduz que, diante da demora na solução do problema, resolveu contratar um pedreiro para trocar os tacos por piso de cerâmica, a fim de reparar a infestação de cupins. Requer a retirada da árvore e a indenização por danos materiais. (...) (...) observa-se de todo o exposto nos autos que restaram efetivamente comprovados, através do laudo pericial apresentado às fls. 82/105, os danos causados pela infestação de cupins e pelo crescimento das raízes da referida árvore. Conforme se observa das diversas fotos e explicações proferidas no mencionado laudo, o foco principal de cupins, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, anote-se que as supostas violações dos arts. arts. 2...; 5..., caput, e incisos XXIII e LV; 37, § 6...; e 93, inciso IX, da Constituição Federal não foram suscitadas nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações recursais manifestas em momento inoportuno. De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Trata-se de ação de obrigação de fazer c/c indenizatória proposta por OLGA MARIA DE SOUZA em face do MUNICÍPIO DE NITERÓI, em razão dos danos suportados com a inércia do réu em efetuar a retirada de uma árvores situada na calçada em frente à casa da demandante. Alega a autora que a árvore se encontrava infestada de cupins e suas raízes estavam provocando rachaduras no muro, escada e piso de sua residência. Sustenta que efetuou requerimento de retirada da árvore junto à municipalidade e recebeu um número de protocolo para acompanhamento do procedimento. Aduz que, diante da demora na solução do problema, resolveu contratar um pedreiro para trocar os tacos por piso de cerâmica, a fim de reparar a infestação de cupins. Requer a retirada da árvore e a indenização por danos materiais. (...) (...) observa-se de todo o exposto nos autos que restaram efetivamente comprovados, através do laudo pericial apresentado às fls. 82/105, os danos causados pela infestação de cupins e pelo crescimento das raízes da referida árvore. Conforme se observa das diversas fotos e explicações proferidas no mencionado laudo, o foco principal de cupins, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 867607 AGR / RJ que posteriormente se expandiu para dentro do imóvel, é visivelmente encontrado na árvore, assim com as rachaduras e infiltrações no imóvel também dela se originam. Ademais, importa que o plantio da árvore se encontra em desacordo com a própria legislação municipal, que através do Guia de Arborização, prevê que as árvores de médio porte devem ser utilizadas em calçadas com largura igual ou acima de 3m, e, na hipótese em comento, a calçada possui apenas 1,50m. Desta forma, restou caracterizada a omissão da municipalidade, tanto em atender ao requerimento efetuado pela demandante, quanto em cumprir sua obrigação de manutenção e fiscalização da vegetação situada nos espaços públicos”. Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de Justiça concluiu, com fundamento na legislação municipal e nos fatos e nas provas dos autos, que cabia à municipalidade “atender ao requerimento efetuado pela demandante” para retirar a árvore infestada, assim como “cumprir sua obrigação de manutenção e fiscalização da vegetação situada nos espaços públicos”, motivos pelos quais sua omissão em cumprir tais deveres configurava ato ilícito indenizável. Para divergir do entendimento adotado pela Corte de origem, seria necessário analisar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ÁREA PÚBLICA. OCUPAÇÃO IRREGULAR. DANOS AO PATRIMÔNIO PÚBLICO E SOCIAL. PODER-DEVER DE FISCALIZAÇÃO. OMISSÃO DO PODER PÚBLICO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DO NEXO DE CAUSALIDADE E CULPA ADMINISTRATIVA DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ que posteriormente se expandiu para dentro do imóvel, é visivelmente encontrado na árvore, assim com as rachaduras e infiltrações no imóvel também dela se originam. Ademais, importa que o plantio da árvore se encontra em desacordo com a própria legislação municipal, que através do Guia de Arborização, prevê que as árvores de médio porte devem ser utilizadas em calçadas com largura igual ou acima de 3m, e, na hipótese em comento, a calçada possui apenas 1,50m. Desta forma, restou caracterizada a omissão da municipalidade, tanto em atender ao requerimento efetuado pela demandante, quanto em cumprir sua obrigação de manutenção e fiscalização da vegetação situada nos espaços públicos”. Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de Justiça concluiu, com fundamento na legislação municipal e nos fatos e nas provas dos autos, que cabia à municipalidade “atender ao requerimento efetuado pela demandante” para retirar a árvore infestada, assim como “cumprir sua obrigação de manutenção e fiscalização da vegetação situada nos espaços públicos”, motivos pelos quais sua omissão em cumprir tais deveres configurava ato ilícito indenizável. Para divergir do entendimento adotado pela Corte de origem, seria necessário analisar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ÁREA PÚBLICA. OCUPAÇÃO IRREGULAR. DANOS AO PATRIMÔNIO PÚBLICO E SOCIAL. PODER-DEVER DE FISCALIZAÇÃO. OMISSÃO DO PODER PÚBLICO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DO NEXO DE CAUSALIDADE E CULPA ADMINISTRATIVA DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 867607 AGR / RJ ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.3.2006. Divergir do entendimento do acórdão recorrido quanto à responsabilidade subjetiva do Estado por danos ao patrimônio público e social, uma vez que presente o nexo causal e verificação de culpa - evidenciado pela falha do serviço, por ausência de fiscalização efetiva, deixando de cumprir bem seu dever de evitar a ocupação irregular de áreas públicas -, demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 655.916/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 31/10/14). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Responsabilidade civil do Estado. Indenização por dano moral. 3. Verificação de nexo de causalidade. Necessidade de reexame fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 779.442/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/4/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 436.552/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/6/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade civil do município do Rio de Janeiro por evento danoso. Omissão quanto ao dever de fiscalização. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 553.075/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.3.2006. Divergir do entendimento do acórdão recorrido quanto à responsabilidade subjetiva do Estado por danos ao patrimônio público e social, uma vez que presente o nexo causal e verificação de culpa - evidenciado pela falha do serviço, por ausência de fiscalização efetiva, deixando de cumprir bem seu dever de evitar a ocupação irregular de áreas públicas -, demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 655.916/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 31/10/14). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Responsabilidade civil do Estado. Indenização por dano moral. 3. Verificação de nexo de causalidade. Necessidade de reexame fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 779.442/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/4/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 436.552/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/6/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade civil do município do Rio de Janeiro por evento danoso. Omissão quanto ao dever de fiscalização. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 553.075/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 867607 AGR / RJ Gilmar Mendes, DJe de 11/3/11). Ademais, a verificação de excesso na cominação da multa diária por descumprimento de determinação judicial não prescinde da análise da legislação infraconstitucional, nem do reexame dos fatos e das provas dos autos, os quais são inadmissíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA (ASTREINTES) PELO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. VALOR EXCESSIVO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. VALOR DA CAUSA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem, no tocante ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Além do mais, requer a análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. Não há questão constitucional a ser decidida em controvérsia envolvendo a competência dos juizados especiais, em razão da complexidade e do valor da causa. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 648.934/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/3/14). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ Gilmar Mendes, DJe de 11/3/11). Ademais, a verificação de excesso na cominação da multa diária por descumprimento de determinação judicial não prescinde da análise da legislação infraconstitucional, nem do reexame dos fatos e das provas dos autos, os quais são inadmissíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA (ASTREINTES) PELO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. VALOR EXCESSIVO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. VALOR DA CAUSA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem, no tocante ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Além do mais, requer a análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. Não há questão constitucional a ser decidida em controvérsia envolvendo a competência dos juizados especiais, em razão da complexidade e do valor da causa. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 648.934/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/3/14). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 867607 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Supremo Tribunal Federal ARE 867607 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8830090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 26/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) : OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636412 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.607 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NITERÓI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NITERÓI AGDO.(A/S) : OLGA MARILIA DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO MARTINEZ MONTERO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. p/ Maria Silvia Marques dos Santos Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636412 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmulas ns 636", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867 . 607", "ARE 867607 AGR / RJ", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 867607 AGR / RJ", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 867607 AGR / RJ", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 ’", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "ARE 867607 AGR / RJ", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "ARE 867607 AGR", "Súmula", "AI n 830 . 461 / PA - AgR", "ARE 867607 AGR / RJ", "Súmula Supremo Tribunal Federal 279 . 2", "AI n 830 . 461 / PA - AgR", "ARE 867607 AGR / RJ", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 867607 AGR / RJ", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 867607 AGR / RJ", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 867607 AGR / RJ", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 867607 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 655 . 916 / DF - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 779 . 442", "/", "AgR", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA", "AI n 436 . 552 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 553 . 075 / RJ - AgR", "ARE 867607 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 655", ".", "916", "/", "DF", "-", "AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 779 . 442 / RJ - AgR", "AI n 436 . 552 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 553 . 075 / RJ - AgR", "ARE 867607 AGR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 648 . 934 / SP - AgR", "AI n 826 . 326 / RS - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 648 . 934 / SP - AgR", "AI n 826 . 326 / RS - AgR", "ARE 867607" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos XXXVI e LIV , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos XXXVI e LIV , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 37 , § 6 . . . ,", "Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 5 . . . , LIV , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 37 , § 6 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 5 . . . , LIV , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Constituição", "arts", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Constituição", "37 , § 6 .", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal n . 1 . 042 / 32", "Lei n . 1 . 042", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal n . 1 . 042 /", "Lei n", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "5", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "Município", "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "Município", "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "Bairro de Fonseca", "Bairro de Fonseca", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "Rio de Janeiro", "município do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE NITERÓI", "RIO DE JANEIRO", "NITERÓI", "MUNICÍPIO DE NITERÓI" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "12", ". . . Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "12", ".", "Câmara Cível do Tribunal de Justiça do", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo 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".", "2006", "31", "/", "10", "/", "14", "2", "/", "4", "/", "14", "2", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "3", "/", "11", "25", "/", "3", "/", "14", "5", "/", "4", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "3", "/", "11", "25", "/", "3", "/", "14", "5", "/", "4", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "26", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) :CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CÁLCULO DO COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME. ACORDO COLETIVO. ANÁLISE PRÉVIA DAS CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906350. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) :CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que assentou a forma de cálculo da parcela denominada Remuneração Mínima por Nível e Regime – RMNR, prevista em acordo coletivo de trabalho. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e do acordo coletivo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Acordo coletivo de trabalho. Participação nos lucros. Redução de percentual. 3. Controvérsia decidida exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 716.905-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 19.9.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE HORAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) :CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que assentou a forma de cálculo da parcela denominada Remuneração Mínima por Nível e Regime – RMNR, prevista em acordo coletivo de trabalho. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e do acordo coletivo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Acordo coletivo de trabalho. Participação nos lucros. Redução de percentual. 3. Controvérsia decidida exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 716.905-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 19.9.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE HORAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 853464 AGR / AM IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(AI 824.649-AgR/SC, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.3.2011). “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (RE 603.278-AgR/PA, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 20.11.2014). 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.12.2014, interpõe Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS, em 18.12.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que “a questão trazida a julgamento não envolve discussão acerca de interpretação de cláusula de Acordo Coletivo de Trabalho. O que se busca é uma determinação do Poder Judiciário sobre os limites objetivos da negociação coletiva de trabalho consagrada no artigo 7º, XXVI, da Constituição Federal. A literalidade da cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho em debate dispensa interpretação. A controvérsia gira em torno da possibilidade de, por meio de Acordo Coletivo de Trabalho, definir-se política remuneratória que discorra, inclusive, sobre piso remuneratório de cada uma dos regimes de trabalho dos empregados, englobando os adicionais devidos aos trabalhadores por força de dispositivo constitucional, legal e convencional. Discute-se ainda se a referida política remuneratória vulnera o principio da isonomia previsto no art. 5º, caput, da CF sendo parte na ação, tenha o seu patrimônio atingido pela referida via”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Supremo Tribunal Federal ARE 853464 AGR / AM IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(AI 824.649-AgR/SC, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.3.2011). “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (RE 603.278-AgR/PA, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 20.11.2014). 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.12.2014, interpõe Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS, em 18.12.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que “a questão trazida a julgamento não envolve discussão acerca de interpretação de cláusula de Acordo Coletivo de Trabalho. O que se busca é uma determinação do Poder Judiciário sobre os limites objetivos da negociação coletiva de trabalho consagrada no artigo 7º, XXVI, da Constituição Federal. A literalidade da cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho em debate dispensa interpretação. A controvérsia gira em torno da possibilidade de, por meio de Acordo Coletivo de Trabalho, definir-se política remuneratória que discorra, inclusive, sobre piso remuneratório de cada uma dos regimes de trabalho dos empregados, englobando os adicionais devidos aos trabalhadores por força de dispositivo constitucional, legal e convencional. Discute-se ainda se a referida política remuneratória vulnera o principio da isonomia previsto no art. 5º, caput, da CF sendo parte na ação, tenha o seu patrimônio atingido pela referida via”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 853464 AGR / AM presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Supremo Tribunal Federal ARE 853464 AGR / AM presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Ministro Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “A RMNR não pode igualar onde a lei e, sobretudo, a Constituição exigem desigualdade. E essa constatação, a qual é bastante per se, ganha agravamento quando se infere da própria cláusula normativa que a observância da remuneração mínima ocorre “sem prejuízo de eventuais outras parcelas pagas, podendo resultar em valor superior a RMNR”. A isonomia, a qual se mostra assim deliberadamente parcial, ressalva apenas os elementos de discriminação os quais a tabela de níveis remuneratórios da empresa entende razoáveis, sem qualquer parâmetro na lei. É como dizer: há parcelas, criadas no âmbito da empresa, as quais não seriam absorvidas pela RMNR, enquanto os adicionais previstos em norma estatal o seriam. O discrímen legal ou mesmo constitucional é pretensiosamente desconsiderado pelo modelo exegético proposto pela defesa, em proveito da forma discriminatória de remunerar supostamente criada pela norma coletiva. Como visto, não o foi, nem poderia ter sido”. 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise do acordo coletivo interpretado. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906352. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Ministro Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “A RMNR não pode igualar onde a lei e, sobretudo, a Constituição exigem desigualdade. E essa constatação, a qual é bastante per se, ganha agravamento quando se infere da própria cláusula normativa que a observância da remuneração mínima ocorre “sem prejuízo de eventuais outras parcelas pagas, podendo resultar em valor superior a RMNR”. A isonomia, a qual se mostra assim deliberadamente parcial, ressalva apenas os elementos de discriminação os quais a tabela de níveis remuneratórios da empresa entende razoáveis, sem qualquer parâmetro na lei. É como dizer: há parcelas, criadas no âmbito da empresa, as quais não seriam absorvidas pela RMNR, enquanto os adicionais previstos em norma estatal o seriam. O discrímen legal ou mesmo constitucional é pretensiosamente desconsiderado pelo modelo exegético proposto pela defesa, em proveito da forma discriminatória de remunerar supostamente criada pela norma coletiva. Como visto, não o foi, nem poderia ter sido”. 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise do acordo coletivo interpretado. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 853464 AGR / AM trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (RE 603.278- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 20.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE ABONO CONCEDIDO POR ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA DO ABONO. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO ACORDO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 858.260-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 5.5.2014). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO DO TRABALHO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO. PREVISÃO EM ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 774.112-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 2.12.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906352. Supremo Tribunal Federal ARE 853464 AGR / AM trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (RE 603.278- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 20.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE ABONO CONCEDIDO POR ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA DO ABONO. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO ACORDO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 858.260-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 5.5.2014). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO DO TRABALHO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO. PREVISÃO EM ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 774.112-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 2.12.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) : CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887265 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) : CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887265 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7938414
2015-02-24T00:00:00
2015-03-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CÁLCULO DO COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME. ACORDO COLETIVO. ANÁLISE PRÉVIA DAS CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur294809
- Acórdão(s) citado(s): (ACORDO COLETIVO DE TRABALHO) AI 858260 AgR (2ªT), RE 603278 AgR (1ªT), ARE 774112 ED (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 19/03/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
853464
[ "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 853464 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) : CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) :CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CÁLCULO DO COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME. ACORDO COLETIVO. ANÁLISE PRÉVIA DAS CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906350. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) :CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que assentou a forma de cálculo da parcela denominada Remuneração Mínima por Nível e Regime – RMNR, prevista em acordo coletivo de trabalho. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e do acordo coletivo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Acordo coletivo de trabalho. Participação nos lucros. Redução de percentual. 3. Controvérsia decidida exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 716.905-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 19.9.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE HORAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) :CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que assentou a forma de cálculo da parcela denominada Remuneração Mínima por Nível e Regime – RMNR, prevista em acordo coletivo de trabalho. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e do acordo coletivo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Acordo coletivo de trabalho. Participação nos lucros. Redução de percentual. 3. Controvérsia decidida exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 716.905-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 19.9.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE HORAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 853464 AGR / AM IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(AI 824.649-AgR/SC, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.3.2011). “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 603.278-AgR/PA, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 20.11.2014). 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.12.2014, interpõe Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS, em 18.12.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que “a questão trazida a julgamento não envolve discussão acerca de interpretação de cláusula de Acordo Coletivo de Trabalho. O que se busca é uma determinação do Poder Judiciário sobre os limites objetivos da negociação coletiva de trabalho consagrada no artigo 7..., XXVI, da Constituição Federal. A literalidade da cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho em debate dispensa interpretação. A controvérsia gira em torno da possibilidade de, por meio de Acordo Coletivo de Trabalho, definir-se política remuneratória que discorra, inclusive, sobre piso remuneratório de cada uma dos regimes de trabalho dos empregados, englobando os adicionais devidos aos trabalhadores por força de dispositivo constitucional, legal e convencional. Discute-se ainda se a referida política remuneratória vulnera o principio da isonomia previsto no art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988 sendo parte na ação, tenha o seu patrimônio atingido pela referida via”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Supremo Tribunal Federal ARE 853464 AGR / AM IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(AI 824.649-AgR/SC, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.3.2011). “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 603.278-AgR/PA, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 20.11.2014). 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.12.2014, interpõe Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS, em 18.12.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que “a questão trazida a julgamento não envolve discussão acerca de interpretação de cláusula de Acordo Coletivo de Trabalho. O que se busca é uma determinação do Poder Judiciário sobre os limites objetivos da negociação coletiva de trabalho consagrada no artigo 7..., XXVI, da Constituição Federal. A literalidade da cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho em debate dispensa interpretação. A controvérsia gira em torno da possibilidade de, por meio de Acordo Coletivo de Trabalho, definir-se política remuneratória que discorra, inclusive, sobre piso remuneratório de cada uma dos regimes de trabalho dos empregados, englobando os adicionais devidos aos trabalhadores por força de dispositivo constitucional, legal e convencional. Discute-se ainda se a referida política remuneratória vulnera o principio da isonomia previsto no art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988 sendo parte na ação, tenha o seu patrimônio atingido pela referida via”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 853464 AGR / AM presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Supremo Tribunal Federal ARE 853464 AGR / AM presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Ministro Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “A RMNR não pode igualar onde a lei e, sobretudo, a Constituição exigem desigualdade. E essa constatação, a qual é bastante per se, ganha agravamento quando se infere da própria cláusula normativa que a observância da remuneração mínima ocorre “sem prejuízo de eventuais outras parcelas pagas, podendo resultar em valor superior a RMNR”. A isonomia, a qual se mostra assim deliberadamente parcial, ressalva apenas os elementos de discriminação os quais a tabela de níveis remuneratórios da empresa entende razoáveis, sem qualquer parâmetro na lei. É como dizer: há parcelas, criadas no âmbito da empresa, as quais não seriam absorvidas pela RMNR, enquanto os adicionais previstos em norma estatal o seriam. O discrímen legal ou mesmo constitucional é pretensiosamente desconsiderado pelo modelo exegético proposto pela defesa, em proveito da forma discriminatória de remunerar supostamente criada pela norma coletiva. Como visto, não o foi, nem poderia ter sido”. 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise do acordo coletivo interpretado. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906352. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 AMAZONAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Ministro Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “A RMNR não pode igualar onde a lei e, sobretudo, a Constituição exigem desigualdade. E essa constatação, a qual é bastante per se, ganha agravamento quando se infere da própria cláusula normativa que a observância da remuneração mínima ocorre “sem prejuízo de eventuais outras parcelas pagas, podendo resultar em valor superior a RMNR”. A isonomia, a qual se mostra assim deliberadamente parcial, ressalva apenas os elementos de discriminação os quais a tabela de níveis remuneratórios da empresa entende razoáveis, sem qualquer parâmetro na lei. É como dizer: há parcelas, criadas no âmbito da empresa, as quais não seriam absorvidas pela RMNR, enquanto os adicionais previstos em norma estatal o seriam. O discrímen legal ou mesmo constitucional é pretensiosamente desconsiderado pelo modelo exegético proposto pela defesa, em proveito da forma discriminatória de remunerar supostamente criada pela norma coletiva. Como visto, não o foi, nem poderia ter sido”. 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise do acordo coletivo interpretado. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 853464 AGR / AM trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 603.278- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 20.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE ABONO CONCEDIDO POR ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA DO ABONO. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO ACORDO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 858.260-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 5.5.2014). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO DO TRABALHO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO. PREVISÃO EM ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 774.112-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 2.12.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906352. Supremo Tribunal Federal ARE 853464 AGR / AM trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 603.278- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 20.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE ABONO CONCEDIDO POR ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA DO ABONO. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO ACORDO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 858.260-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 5.5.2014). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO DO TRABALHO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO. PREVISÃO EM ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 774.112-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 2.12.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) : CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887265 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 853.464 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : RAIMUNDO RAFAEL DE QUEIROZ NETO ADV.(A/S) : CAROLINA CAMPOS PINTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRA MORENO SAUNIER ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887265 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmulas ns . 279", "ARE 716 . 905 - AgR", "Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 716 . 905 - AgR", "AI 824 . 649 - AgR / SC", "Súmulas ns 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 603 . 278 - AgR / PA", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 824 . 649 - AgR / SC", "Súmulas ns 454", "Recurso Extraordinário 603 . 278 - AgR / PA", "ARE 853464 AGR / AM", "ARE 853464 AGR / AM", "Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 853464 AGR / AM", "Súmulas ns 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 603 . 278 - AgR", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 858 . 260 - AgR", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 774 . 112 - ED", "ARE 853464 AGR / AM", "Súmulas ns 454", "Recurso Extraordinário 603 . 278 - AgR", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 858 . 260 - AgR", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 774 . 112 - ED" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) :ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível. Precedentes. 2. “A prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas” (HC 122.911-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Ademais, “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”. (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de maio de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662566. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 127630 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662566. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662566. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) :ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto da decisão que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO DE DESEMBARGADOR QUE NEGOU A TUTELA DE URGÊNCIA NO WRIT ORIGINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE PATENTE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. INDEFERIMENTO SUMÁRIO DO MANDAMUS. EXCEPCIONALIDADE NÃO EVIDENCIADA. DECISÃO MONOCRÁTICA CONFIRMADA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Segundo orientação pacificada neste Superior Tribunal, é incabível habeas corpus contra indeferimento de medida liminar, salvo em casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão impugnada, sob pena de indevida supressão de instância. Exegese da Súmula 691/STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) :ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto da decisão que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO DE DESEMBARGADOR QUE NEGOU A TUTELA DE URGÊNCIA NO WRIT ORIGINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE PATENTE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. INDEFERIMENTO SUMÁRIO DO MANDAMUS. EXCEPCIONALIDADE NÃO EVIDENCIADA. DECISÃO MONOCRÁTICA CONFIRMADA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Segundo orientação pacificada neste Superior Tribunal, é incabível habeas corpus contra indeferimento de medida liminar, salvo em casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão impugnada, sob pena de indevida supressão de instância. Exegese da Súmula 691/STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 127630 AGR / RJ 2. Encontrando-se a decisão da autoridade impetrada suficientemente motivada, não há como se afastar o óbice ao conhecimento do remédio constitucional, imposto pela súmula apontada, merecendo, portanto, ser confirmado o decisum agravado, por seus próprios fundamentos. 3. A existência de associação criminosa voltada para a comercialização de drogas em unidades prisionais, que foi constatada por intermédio de interceptações telefônicas devidamente autorizadas, afastam qualquer constrangimento que seja hábil a autorizar, excepcionalmente, a superação da súmula apontada. 4. Ademais, o revolvimento das questões aventadas no writ originário e aqui reiteradas certamente acarretaria a indevida supressão de instância, pois serão alvo de exame oportuno na Corte de Justiça indicada como coatora, quando do julgamento do seu mérito. 5. Agravo regimental improvido.’ 2. Extrai-se dos autos que a paciente, cuja prisão preventiva foi decretada em 21.01.15, foi denunciada pelos crimes previstos nos artigos 33, caput, e 35, caput, c/c o artigo 40, inciso II, todos da Lei 11.343/06. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Indeferida a liminar, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 315.767, Ministro Jorge Mussi, negou seguimento ao pedido, por entender inviável a supressão de instância pretendida pela defesa. 4. Em seguida, foi interposto agravo regimental, não provido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência dos requisitos necessários à decretação da custódia preventiva. Daí o pedido de concessão da ordem para que seja revogada a prisão processual da paciente. 6. Por meio da petição nº 17014/2015, a defesa aditou a petição inicial para reiterar a necessidade de revogação da prisão preventiva ou mesmo de imposição das medidas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ 2. Encontrando-se a decisão da autoridade impetrada suficientemente motivada, não há como se afastar o óbice ao conhecimento do remédio constitucional, imposto pela súmula apontada, merecendo, portanto, ser confirmado o decisum agravado, por seus próprios fundamentos. 3. A existência de associação criminosa voltada para a comercialização de drogas em unidades prisionais, que foi constatada por intermédio de interceptações telefônicas devidamente autorizadas, afastam qualquer constrangimento que seja hábil a autorizar, excepcionalmente, a superação da súmula apontada. 4. Ademais, o revolvimento das questões aventadas no writ originário e aqui reiteradas certamente acarretaria a indevida supressão de instância, pois serão alvo de exame oportuno na Corte de Justiça indicada como coatora, quando do julgamento do seu mérito. 5. Agravo regimental improvido.’ 2. Extrai-se dos autos que a paciente, cuja prisão preventiva foi decretada em 21.01.15, foi denunciada pelos crimes previstos nos artigos 33, caput, e 35, caput, c/c o artigo 40, inciso II, todos da Lei 11.343/06. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Indeferida a liminar, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 315.767, Ministro Jorge Mussi, negou seguimento ao pedido, por entender inviável a supressão de instância pretendida pela defesa. 4. Em seguida, foi interposto agravo regimental, não provido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência dos requisitos necessários à decretação da custódia preventiva. Daí o pedido de concessão da ordem para que seja revogada a prisão processual da paciente. 6. Por meio da petição nº 17014/2015, a defesa aditou a petição inicial para reiterar a necessidade de revogação da prisão preventiva ou mesmo de imposição das medidas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 127630 AGR / RJ alternativas do art. 319 do CPP. Decido. 7. Há óbice processual ao conhecimento deste habeas corpus. 8. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). Muito embora o Ministro Marco Aurélio tenha passado a admitir o HC substitutivo impetrado em favor de paciente preso ou com mandado de prisão já expedido, tem prevalecido na Turma a orientação pela extinção da impetração por inadequação da via eleita. Vejam-se os seguintes precedentes: ‘[...] 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita.’ (HC 114.415, Rel. Min. Luiz Fux) ‘EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ESTELIONATO. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO INAPLICÁVEL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Não há falar em princípio da consunção entre os crimes de falso e de estelionato quando não exaurida a potencialidade lesiva do primeiro 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ alternativas do art. 319 do CPP. Decido. 7. Há óbice processual ao conhecimento deste habeas corpus. 8. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). Muito embora o Ministro Marco Aurélio tenha passado a admitir o HC substitutivo impetrado em favor de paciente preso ou com mandado de prisão já expedido, tem prevalecido na Turma a orientação pela extinção da impetração por inadequação da via eleita. Vejam-se os seguintes precedentes: ‘[...] 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita.’ (HC 114.415, Rel. Min. Luiz Fux) ‘EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ESTELIONATO. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO INAPLICÁVEL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Não há falar em princípio da consunção entre os crimes de falso e de estelionato quando não exaurida a potencialidade lesiva do primeiro 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 127630 AGR / RJ após a prática do segundo. 3. Verificada lesão a interesse da União, decorrente de falsa declaração de imposto de renda prestada à Receita Federal, a competência para exame da controvérsia é da Justiça Federal (art. 109, IV, da Constituição da República). 4. Agravo regimental não provido.’ (HC 116.979-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) ‘EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. HABEAS CORPUS EXTINTO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal entende que “a competência desta Corte somente se inaugura com a prolação do ato colegiado, salvo as hipóteses de exceção à Súmula 691/STF” (HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Hipótese em que não foi exaurida a instância. 3. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão cautelar do paciente. 4. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida.’(HC 117.502, Redator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso) 9. Por outro lado, não é caso de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que o pronunciamento da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça está alinhado, em princípio, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que ‘a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas’ (HC 122.911-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 10. No caso de que se trata, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro apontou a existência de uma ‘quadrilha voltada para o tráfico ilícito de drogas, e como diz o Ministério Público na denúncia ‘com a finalidade de praticar o crime de tráfico de drogas, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ após a prática do segundo. 3. Verificada lesão a interesse da União, decorrente de falsa declaração de imposto de renda prestada à Receita Federal, a competência para exame da controvérsia é da Justiça Federal (art. 109, IV, da Constituição da República). 4. Agravo regimental não provido.’ (HC 116.979-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) ‘EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. HABEAS CORPUS EXTINTO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal entende que “a competência desta Corte somente se inaugura com a prolação do ato colegiado, salvo as hipóteses de exceção à Súmula 691/STF” (HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Hipótese em que não foi exaurida a instância. 3. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão cautelar do paciente. 4. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida.’(HC 117.502, Redator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso) 9. Por outro lado, não é caso de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que o pronunciamento da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça está alinhado, em princípio, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que ‘a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas’ (HC 122.911-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 10. No caso de que se trata, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro apontou a existência de uma ‘quadrilha voltada para o tráfico ilícito de drogas, e como diz o Ministério Público na denúncia ‘com a finalidade de praticar o crime de tráfico de drogas, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório HC 127630 AGR / RJ forma reiterada, inserindo e promovendo a venda dessubstancia entorpecente em unidades prisionais...A periculosidade, no caso em tela, não é decorrente só da gravidade do delito em si, mas pelas características do grupo criminoso, armado, havendo a necessidade de se interromper ou diminuir, pelo menos, a atuação da quadrilha..’. 11. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação ausência dos requisitos necessários à decretação da custódia preventiva e insiste na necessidade de revogação da prisão preventiva ou mesmo de imposição das medidas alternativas do art. 319 do CPP. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ forma reiterada, inserindo e promovendo a venda dessubstancia entorpecente em unidades prisionais...A periculosidade, no caso em tela, não é decorrente só da gravidade do delito em si, mas pelas características do grupo criminoso, armado, havendo a necessidade de se interromper ou diminuir, pelo menos, a atuação da quadrilha..’. 11. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação ausência dos requisitos necessários à decretação da custódia preventiva e insiste na necessidade de revogação da prisão preventiva ou mesmo de imposição das medidas alternativas do art. 319 do CPP. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Inicialmente, verifico que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). Muito embora o Ministro Marco Aurélio tenha passado a admitir o HC substitutivo impetrado em favor de paciente preso ou com mandado de prisão já expedido, tem prevalecido na Turma a orientação pela extinção da impetração por inadequação da via eleita. Nesse sentido: HC 114.415, Rel. Min. Luiz Fux; HC 116.979-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 117.502, Redator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso. 2. Conforme assentado na decisão agravada, não é caso de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que o pronunciamento da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça está alinhado, em princípio, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas” (HC 122.911- AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. No caso de que se trata, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro apontou a existência de uma “quadrilha voltada para o tráfico ilícito de drogas, e como diz o Ministério Público na denúncia ‘com a finalidade de praticar o crime de tráfico de drogas, de forma reiterada, inserindo e promovendo a venda dessubstancia entorpecente em unidades prisionais […] A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662568. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Inicialmente, verifico que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). Muito embora o Ministro Marco Aurélio tenha passado a admitir o HC substitutivo impetrado em favor de paciente preso ou com mandado de prisão já expedido, tem prevalecido na Turma a orientação pela extinção da impetração por inadequação da via eleita. Nesse sentido: HC 114.415, Rel. Min. Luiz Fux; HC 116.979-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 117.502, Redator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso. 2. Conforme assentado na decisão agravada, não é caso de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que o pronunciamento da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça está alinhado, em princípio, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas” (HC 122.911- AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. No caso de que se trata, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro apontou a existência de uma “quadrilha voltada para o tráfico ilícito de drogas, e como diz o Ministério Público na denúncia ‘com a finalidade de praticar o crime de tráfico de drogas, de forma reiterada, inserindo e promovendo a venda dessubstancia entorpecente em unidades prisionais […] A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 127630 AGR / RJ periculosidade, no caso em tela, não é decorrente só da gravidade do delito em si, mas pelas características do grupo criminoso, armado, havendo a necessidade de se interromper ou diminuir, pelo menos, a atuação da quadrilha”. 4. Ademais, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”. (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). No caso, em consulta à página oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na internet, verifico que, antes da impetração deste habeas corpus, foi julgado o mérito da impetração formalizada naquele Tribunal, tendo sido denegada a ordem. Contra o acórdão estadual, foi interposto recurso ordinário no Superior Tribunal de Justiça (RHC 59.032), cuja medida cautelar foi indeferida em 11.05.2015. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662568. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ periculosidade, no caso em tela, não é decorrente só da gravidade do delito em si, mas pelas características do grupo criminoso, armado, havendo a necessidade de se interromper ou diminuir, pelo menos, a atuação da quadrilha”. 4. Ademais, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”. (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). No caso, em consulta à página oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na internet, verifico que, antes da impetração deste habeas corpus, foi julgado o mérito da impetração formalizada naquele Tribunal, tendo sido denegada a ordem. Contra o acórdão estadual, foi interposto recurso ordinário no Superior Tribunal de Justiça (RHC 59.032), cuja medida cautelar foi indeferida em 11.05.2015. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No 7º da lista, é a questão do habeas corpus. Entendo que, com o processo devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma, não se observando, quer o artigo 21 do Regimento Interno, que autoriza o Relator a negar seguimento a ação incabível, quer, muito menos, o artigo 557 do Código de Processo Civil, que revela idêntica autorização. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8644732. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No 7º da lista, é a questão do habeas corpus. Entendo que, com o processo devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma, não se observando, quer o artigo 21 do Regimento Interno, que autoriza o Relator a negar seguimento a ação incabível, quer, muito menos, o artigo 557 do Código de Processo Civil, que revela idêntica autorização. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8644732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644013 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8677458
2015-05-26T00:00:00
2015-06-15T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: Agravo regimental em habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Tráfico de entorpecentes. Prisão preventiva. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível. Precedentes. 2. “A prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas” (HC 122.911-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Ademais, “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”. (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur308604
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO) HC 109956 (1ªT), HC 114415 (1ªT), HC 117502 (1ªT), HC 116979 AgR (1ªT). (PRISÃO CAUTELAR, FUNDAMENTAÇÃO) HC 114147 (1ªT), HC 122911 AgR (1ªT), HC 125557 (1ªT). (HC, PREJUDICIALIDADE) RHC 83799 AgR (2ªT), RTJ 141/502. Número de páginas: 11. Análise: 15/07/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
127630
null
HC-AgR
acordaos
HC 127630 AgR
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AGTE.(S) : NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) :ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível. Precedentes. 2. “A prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas” (HC 122.911-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel. Min. Rosa Weber; HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Ademais, “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”. (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de maio de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662566. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 127630 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662566. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662566. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) :ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto da decisão que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO DE DESEMBARGADOR QUE NEGOU A TUTELA DE URGÊNCIA NO WRIT ORIGINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE PATENTE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. INDEFERIMENTO SUMÁRIO DO MANDAMUS. EXCEPCIONALIDADE NÃO EVIDENCIADA. DECISÃO MONOCRÁTICA CONFIRMADA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Segundo orientação pacificada neste Superior Tribunal, é incabível habeas corpus contra indeferimento de medida liminar, salvo em casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão impugnada, sob pena de indevida supressão de instância. Exegese da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) :ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto da decisão que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO DE DESEMBARGADOR QUE NEGOU A TUTELA DE URGÊNCIA NO WRIT ORIGINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE PATENTE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. INDEFERIMENTO SUMÁRIO DO MANDAMUS. EXCEPCIONALIDADE NÃO EVIDENCIADA. DECISÃO MONOCRÁTICA CONFIRMADA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Segundo orientação pacificada neste Superior Tribunal, é incabível habeas corpus contra indeferimento de medida liminar, salvo em casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão impugnada, sob pena de indevida supressão de instância. Exegese da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 127630 AGR / RJ 2. Encontrando-se a decisão da autoridade impetrada suficientemente motivada, não há como se afastar o óbice ao conhecimento do remédio constitucional, imposto pela súmula apontada, merecendo, portanto, ser confirmado o decisum agravado, por seus próprios fundamentos. 3. A existência de associação criminosa voltada para a comercialização de drogas em unidades prisionais, que foi constatada por intermédio de interceptações telefônicas devidamente autorizadas, afastam qualquer constrangimento que seja hábil a autorizar, excepcionalmente, a superação da súmula apontada. 4. Ademais, o revolvimento das questões aventadas no writ originário e aqui reiteradas certamente acarretaria a indevida supressão de instância, pois serão alvo de exame oportuno na Corte de Justiça indicada como coatora, quando do julgamento do seu mérito. 5. Agravo regimental improvido.’ 2. Extrai-se dos autos que a paciente, cuja prisão preventiva foi decretada em 21.01.15, foi denunciada pelos crimes previstos nos artigos 33, caput, e 35, caput, c/c o artigo 40, inciso II, todos da Lei 11.343/06. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Indeferida a liminar, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 315.767, Ministro Jorge Mussi, negou seguimento ao pedido, por entender inviável a supressão de instância pretendida pela defesa. 4. Em seguida, foi interposto agravo regimental, não provido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência dos requisitos necessários à decretação da custódia preventiva. Daí o pedido de concessão da ordem para que seja revogada a prisão processual da paciente. 6. Por meio da petição n 17014/2015, a defesa aditou a petição inicial para reiterar a necessidade de revogação da prisão preventiva ou mesmo de imposição das medidas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ 2. Encontrando-se a decisão da autoridade impetrada suficientemente motivada, não há como se afastar o óbice ao conhecimento do remédio constitucional, imposto pela súmula apontada, merecendo, portanto, ser confirmado o decisum agravado, por seus próprios fundamentos. 3. A existência de associação criminosa voltada para a comercialização de drogas em unidades prisionais, que foi constatada por intermédio de interceptações telefônicas devidamente autorizadas, afastam qualquer constrangimento que seja hábil a autorizar, excepcionalmente, a superação da súmula apontada. 4. Ademais, o revolvimento das questões aventadas no writ originário e aqui reiteradas certamente acarretaria a indevida supressão de instância, pois serão alvo de exame oportuno na Corte de Justiça indicada como coatora, quando do julgamento do seu mérito. 5. Agravo regimental improvido.’ 2. Extrai-se dos autos que a paciente, cuja prisão preventiva foi decretada em 21.01.15, foi denunciada pelos crimes previstos nos artigos 33, caput, e 35, caput, c/c o artigo 40, inciso II, todos da Lei 11.343/06. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Indeferida a liminar, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 315.767, Ministro Jorge Mussi, negou seguimento ao pedido, por entender inviável a supressão de instância pretendida pela defesa. 4. Em seguida, foi interposto agravo regimental, não provido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência dos requisitos necessários à decretação da custódia preventiva. Daí o pedido de concessão da ordem para que seja revogada a prisão processual da paciente. 6. Por meio da petição n 17014/2015, a defesa aditou a petição inicial para reiterar a necessidade de revogação da prisão preventiva ou mesmo de imposição das medidas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 127630 AGR / RJ alternativas do art. 319 do CPP. Decido. 7. Há óbice processual ao conhecimento deste habeas corpus. 8. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). Muito embora o Ministro Marco Aurélio tenha passado a admitir o HC substitutivo impetrado em favor de paciente preso ou com mandado de prisão já expedido, tem prevalecido na Turma a orientação pela extinção da impetração por inadequação da via eleita. Vejam-se os seguintes precedentes: ‘[...] 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita.’ (HC 114.415, Rel. Min. Luiz Fux) ‘EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ESTELIONATO. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO INAPLICÁVEL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Não há falar em princípio da consunção entre os crimes de falso e de estelionato quando não exaurida a potencialidade lesiva do primeiro 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ alternativas do art. 319 do CPP. Decido. 7. Há óbice processual ao conhecimento deste habeas corpus. 8. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). Muito embora o Ministro Marco Aurélio tenha passado a admitir o HC substitutivo impetrado em favor de paciente preso ou com mandado de prisão já expedido, tem prevalecido na Turma a orientação pela extinção da impetração por inadequação da via eleita. Vejam-se os seguintes precedentes: ‘[...] 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita.’ (HC 114.415, Rel. Min. Luiz Fux) ‘EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ESTELIONATO. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO INAPLICÁVEL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Não há falar em princípio da consunção entre os crimes de falso e de estelionato quando não exaurida a potencialidade lesiva do primeiro 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 127630 AGR / RJ após a prática do segundo. 3. Verificada lesão a interesse da União, decorrente de falsa declaração de imposto de renda prestada à Receita Federal, a competência para exame da controvérsia é da Justiça Federal (art. 109, IV, da Constituição da República). 4. Agravo regimental não provido.’ (HC 116.979-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) ‘EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. HABEAS CORPUS EXTINTO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal entende que “a competência desta Corte somente se inaugura com a prolação do ato colegiado, salvo as hipóteses de exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal” (HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Hipótese em que não foi exaurida a instância. 3. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão cautelar do paciente. 4. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida.’(HC 117.502, Redator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso) 9. Por outro lado, não é caso de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que o pronunciamento da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça está alinhado, em princípio, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que ‘a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas’ (HC 122.911-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel. Min. Rosa Weber, HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 10. No caso de que se trata, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro apontou a existência de uma ‘quadrilha voltada para o tráfico ilícito de drogas, e como diz o Ministério Público na denúncia ‘com a finalidade de praticar o crime de tráfico de drogas, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ após a prática do segundo. 3. Verificada lesão a interesse da União, decorrente de falsa declaração de imposto de renda prestada à Receita Federal, a competência para exame da controvérsia é da Justiça Federal (art. 109, IV, da Constituição da República). 4. Agravo regimental não provido.’ (HC 116.979-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) ‘EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. HABEAS CORPUS EXTINTO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal entende que “a competência desta Corte somente se inaugura com a prolação do ato colegiado, salvo as hipóteses de exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal” (HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Hipótese em que não foi exaurida a instância. 3. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão cautelar do paciente. 4. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida.’(HC 117.502, Redator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso) 9. Por outro lado, não é caso de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que o pronunciamento da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça está alinhado, em princípio, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que ‘a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas’ (HC 122.911-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel. Min. Rosa Weber, HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 10. No caso de que se trata, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro apontou a existência de uma ‘quadrilha voltada para o tráfico ilícito de drogas, e como diz o Ministério Público na denúncia ‘com a finalidade de praticar o crime de tráfico de drogas, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório HC 127630 AGR / RJ forma reiterada, inserindo e promovendo a venda dessubstancia entorpecente em unidades prisionais...A periculosidade, no caso em tela, não é decorrente só da gravidade do delito em si, mas pelas características do grupo criminoso, armado, havendo a necessidade de se interromper ou diminuir, pelo menos, a atuação da quadrilha..’. 11. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação ausência dos requisitos necessários à decretação da custódia preventiva e insiste na necessidade de revogação da prisão preventiva ou mesmo de imposição das medidas alternativas do art. 319 do CPP. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ forma reiterada, inserindo e promovendo a venda dessubstancia entorpecente em unidades prisionais...A periculosidade, no caso em tela, não é decorrente só da gravidade do delito em si, mas pelas características do grupo criminoso, armado, havendo a necessidade de se interromper ou diminuir, pelo menos, a atuação da quadrilha..’. 11. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação ausência dos requisitos necessários à decretação da custódia preventiva e insiste na necessidade de revogação da prisão preventiva ou mesmo de imposição das medidas alternativas do art. 319 do CPP. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Inicialmente, verifico que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). Muito embora o Ministro Marco Aurélio tenha passado a admitir o HC substitutivo impetrado em favor de paciente preso ou com mandado de prisão já expedido, tem prevalecido na Turma a orientação pela extinção da impetração por inadequação da via eleita. Nesse sentido: HC 114.415, Rel. Min. Luiz Fux; HC 116.979-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; HC 117.502, Redator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso. 2. Conforme assentado na decisão agravada, não é caso de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que o pronunciamento da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça está alinhado, em princípio, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas” (HC 122.911- AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel. Min. Rosa Weber, HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. No caso de que se trata, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro apontou a existência de uma “quadrilha voltada para o tráfico ilícito de drogas, e como diz o Ministério Público na denúncia ‘com a finalidade de praticar o crime de tráfico de drogas, de forma reiterada, inserindo e promovendo a venda dessubstancia entorpecente em unidades prisionais […] A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662568. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Inicialmente, verifico que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário cabível (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). Muito embora o Ministro Marco Aurélio tenha passado a admitir o HC substitutivo impetrado em favor de paciente preso ou com mandado de prisão já expedido, tem prevalecido na Turma a orientação pela extinção da impetração por inadequação da via eleita. Nesse sentido: HC 114.415, Rel. Min. Luiz Fux; HC 116.979-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; HC 117.502, Redator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso. 2. Conforme assentado na decisão agravada, não é caso de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que o pronunciamento da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça está alinhado, em princípio, com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas” (HC 122.911- AgR, Rel. Min. Luiz Fux). No mesmo sentido: HC 125.557, Rel. Min. Rosa Weber, HC 114.147, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. No caso de que se trata, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro apontou a existência de uma “quadrilha voltada para o tráfico ilícito de drogas, e como diz o Ministério Público na denúncia ‘com a finalidade de praticar o crime de tráfico de drogas, de forma reiterada, inserindo e promovendo a venda dessubstancia entorpecente em unidades prisionais […] A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 127630 AGR / RJ periculosidade, no caso em tela, não é decorrente só da gravidade do delito em si, mas pelas características do grupo criminoso, armado, havendo a necessidade de se interromper ou diminuir, pelo menos, a atuação da quadrilha”. 4. Ademais, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”. (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). No caso, em consulta à página oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na internet, verifico que, antes da impetração deste habeas corpus, foi julgado o mérito da impetração formalizada naquele Tribunal, tendo sido denegada a ordem. Contra o acórdão estadual, foi interposto recurso ordinário no Superior Tribunal de Justiça (RHC 59.032), cuja medida cautelar foi indeferida em 11.05.2015. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662568. Supremo Tribunal Federal HC 127630 AGR / RJ periculosidade, no caso em tela, não é decorrente só da gravidade do delito em si, mas pelas características do grupo criminoso, armado, havendo a necessidade de se interromper ou diminuir, pelo menos, a atuação da quadrilha”. 4. Ademais, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”. (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). No caso, em consulta à página oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na internet, verifico que, antes da impetração deste habeas corpus, foi julgado o mérito da impetração formalizada naquele Tribunal, tendo sido denegada a ordem. Contra o acórdão estadual, foi interposto recurso ordinário no Superior Tribunal de Justiça (RHC 59.032), cuja medida cautelar foi indeferida em 11.05.2015. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No 7... da lista, é a questão do habeas corpus. Entendo que, com o processo devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma, não se observando, quer o artigo 21 do Regimento Interno, que autoriza o Relator a negar seguimento a ação incabível, quer, muito menos, o artigo 557 do Código de Processo Civil, que revela idêntica autorização. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8644732. Supremo Tribunal Federal 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No 7... da lista, é a questão do habeas corpus. Entendo que, com o processo devidamente aparelhado, deve vir ao julgamento da Turma, não se observando, quer o artigo 21 do Regimento Interno, que autoriza o Relator a negar seguimento a ação incabível, quer, muito menos, o artigo 557 do Código de Processo Civil, que revela idêntica autorização. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8644732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 26/05/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644013 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.630 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NAYARA MORAIS DA COSTA ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 127 . 630", "HC 122 . 911 - AgR", "HC 125 . 557", "HC 114 . 147", "RTJ 141 / 502", "HC 83 . 799 - AgR", "HC 127630 AGR / RJ", "HC 127630 AGR / RJ", "HABEAS CORPUS 127 . 630", "SÚMULA 691 / Supremo", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 127 . 630", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 127630 AGR / RJ", "HC 315 . 767", "HC 127630 AGR / RJ", "HC 315 . 767", "HC 127630 AGR / RJ", "HC 109 . 956", "HC 114 . 415", "HC 127630 AGR / RJ", "HC 109 . 956", "HC 114 . 415", "HC 127630 AGR / RJ", "HC 116 . 979 - AgR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 122 . 911 - AgR", "HC 125 . 557", "HC 114 . 147", "HC 127630 AGR / RJ", "HC 116 . 979 - AgR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 122 . 911 - AgR", "HC 125 . 557", "HC 114 . 147", "HC 127630 AGR / RJ", "HC 127630 AGR / RJ", "HABEAS CORPUS", "HC 109 . 956", "HC 114 . 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/ 2001", "art . 319 do CPP", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do CPP", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , IV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 319 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "artigo 557 do 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BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Jorge Mussi", "ROBERTO BARROSO", "NAYARA MORAIS DA COSTA", "ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Jorge Mussi", "Jorge Mussi", "Jorge Mussi", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "NAYARA MORAIS DA COSTA", "ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "NAYARA MORAIS DA COSTA", "ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "26", "/", "05", "/", "2015", "26 de maio de 2015", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "01", ".", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "01", ".", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. HONORÁRIOS COMPENSADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA.SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - A questão em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 748.371-RG. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que foram compensados reciprocamente pelo juízo de origem, ante a sucumbência recíproca. III- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000953. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida pela Ministra Cármen Lúcia que negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a inexistência de repercussão geral das questões discutidas nos autos (pág. 1-4 do volume eletrônico 74). A parte agravante sustenta, em síntese, que “a repercussão geral é notória” (pág. 2 do volume eletrônico 76). Intimada, a parte agravada pugnou pelo desprovimento do agravo regimental (pág. 1-2 do volume eletrônico 81). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000954. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida pela Ministra Cármen Lúcia que negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a inexistência de repercussão geral das questões discutidas nos autos (pág. 1-4 do volume eletrônico 74). A parte agravante sustenta, em síntese, que “a repercussão geral é notória” (pág. 2 do volume eletrônico 76). Intimada, a parte agravada pugnou pelo desprovimento do agravo regimental (pág. 1-2 do volume eletrônico 81). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão atacada não merece reforma, visto que não foram aduzidos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Destaco trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “Porém, no último item do documento (p. 15), intitulado Observações, consta a seguinte informação: O trabalhador recebeu adicional de periculosidade durante todo o período laborado, pela proximidade com produtos inflamáveis. Conforme o PPP, o autor trabalhou como Inspetor de Qualidade em Oficina de Manutenção, tendo como atividades inspeção em geral da soldagem de tanques, organizar e acompanhar a execução das tarefas de fabricação de tanques, acompanhar os trabalhos em espaço confinado. Fica evidenciado que o demandante trabalhava em local com risco de explosão, devido à proximidade com agentes inflamáveis, de forma que a atividade pode ser enquadrada como especial devido à periculosidade, com fundamento na Súmula 198 do TFR, que tem o seguinte teor: Atendidos os demais requisitos, é devida a aposentadoria especial, se pericia judicial constata que a atividade exercida pelo segurado e perigosa, insalubre ou penosa, mesmo não inscrita em regulamento” (pág. 3 do volume eletrônico 7). Conforme assinalado na decisão agravada, o tema em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 906.569-RG, cuja ementa segue transcrita: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. CONVERSÃO DO TEMPO DE SERVIÇO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000955. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão atacada não merece reforma, visto que não foram aduzidos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Destaco trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “Porém, no último item do documento (p. 15), intitulado Observações, consta a seguinte informação: O trabalhador recebeu adicional de periculosidade durante todo o período laborado, pela proximidade com produtos inflamáveis. Conforme o PPP, o autor trabalhou como Inspetor de Qualidade em Oficina de Manutenção, tendo como atividades inspeção em geral da soldagem de tanques, organizar e acompanhar a execução das tarefas de fabricação de tanques, acompanhar os trabalhos em espaço confinado. Fica evidenciado que o demandante trabalhava em local com risco de explosão, devido à proximidade com agentes inflamáveis, de forma que a atividade pode ser enquadrada como especial devido à periculosidade, com fundamento na Súmula 198 do TFR, que tem o seguinte teor: Atendidos os demais requisitos, é devida a aposentadoria especial, se pericia judicial constata que a atividade exercida pelo segurado e perigosa, insalubre ou penosa, mesmo não inscrita em regulamento” (pág. 3 do volume eletrônico 7). Conforme assinalado na decisão agravada, o tema em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 906.569-RG, cuja ementa segue transcrita: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. CONVERSÃO DO TEMPO DE SERVIÇO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 984035 AGR / RS CARACTERIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE DO LABOR. ARTIGOS 57 E 58 DA LEI 8.213/91. 1. A avaliação judicial de critérios para a caracterização da especialidade do labor, para fins de reconhecimento de aposentadoria especial ou de conversão de tempo de serviço, conforme previsão dos artigos 57 e 58 da Lei 8.213/91, é controvérsia que não apresenta repercussão geral, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, §5º, do Código de Processo Civil. 2. O juízo acerca da especialidade do labor depende necessariamente da análise fático-probatória, em concreto, de diversos fatores, tais como o reconhecimento de atividades e agentes nocivos à saúde ou à integridade física do segurado; a comprovação de efetiva exposição aos referidos agentes e atividades; apreciação jurisdicional de laudos periciais e demais elementos probatórios; e a permanência, não ocasional nem intermitente, do exercício de trabalho em condições especiais. Logo, eventual divergência ao entendimento adotado pelo Tribunal de origem, em relação à caracterização da especialidade do trabalho, demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, caso unânime a votação. Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do CPC, uma vez que foram compensados pelo juízo de origem, ante a sucumbência recíproca. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000955. Supremo Tribunal Federal RE 984035 AGR / RS CARACTERIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE DO LABOR. ARTIGOS 57 E 58 DA LEI 8.213/91. 1. A avaliação judicial de critérios para a caracterização da especialidade do labor, para fins de reconhecimento de aposentadoria especial ou de conversão de tempo de serviço, conforme previsão dos artigos 57 e 58 da Lei 8.213/91, é controvérsia que não apresenta repercussão geral, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, §5º, do Código de Processo Civil. 2. O juízo acerca da especialidade do labor depende necessariamente da análise fático-probatória, em concreto, de diversos fatores, tais como o reconhecimento de atividades e agentes nocivos à saúde ou à integridade física do segurado; a comprovação de efetiva exposição aos referidos agentes e atividades; apreciação jurisdicional de laudos periciais e demais elementos probatórios; e a permanência, não ocasional nem intermitente, do exercício de trabalho em condições especiais. Logo, eventual divergência ao entendimento adotado pelo Tribunal de origem, em relação à caracterização da especialidade do trabalho, demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, caso unânime a votação. Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do CPC, uma vez que foram compensados pelo juízo de origem, ante a sucumbência recíproca. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO (33559/RS, 38701-A/SC) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12022222 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO (33559/RS, 38701-A/SC) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12022222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12036521
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. HONORÁRIOS COMPENSADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA.SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - A questão em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 748.371-RG. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que foram compensados reciprocamente pelo juízo de origem, ante a sucumbência recíproca. III- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.
sjur360021
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA ESPECIAL) RE 906569 RG. Número de páginas: 5. Análise: 25/11/2016, MAD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
984035
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 984035 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. HONORÁRIOS COMPENSADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA.SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - A questão em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 748.371-RG. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que foram compensados reciprocamente pelo juízo de origem, ante a sucumbência recíproca. III- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000953. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida pela Ministra Cármen Lúcia que negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a inexistência de repercussão geral das questões discutidas nos autos (pág. 1-4 do volume eletrônico 74). A parte agravante sustenta, em síntese, que “a repercussão geral é notória” (pág. 2 do volume eletrônico 76). Intimada, a parte agravada pugnou pelo desprovimento do agravo regimental (pág. 1-2 do volume eletrônico 81). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000954. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida pela Ministra Cármen Lúcia que negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a inexistência de repercussão geral das questões discutidas nos autos (pág. 1-4 do volume eletrônico 74). A parte agravante sustenta, em síntese, que “a repercussão geral é notória” (pág. 2 do volume eletrônico 76). Intimada, a parte agravada pugnou pelo desprovimento do agravo regimental (pág. 1-2 do volume eletrônico 81). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão atacada não merece reforma, visto que não foram aduzidos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Destaco trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “Porém, no último item do documento (p. 15), intitulado Observações, consta a seguinte informação: O trabalhador recebeu adicional de periculosidade durante todo o período laborado, pela proximidade com produtos inflamáveis. Conforme o PPP, o autor trabalhou como Inspetor de Qualidade em Oficina de Manutenção, tendo como atividades inspeção em geral da soldagem de tanques, organizar e acompanhar a execução das tarefas de fabricação de tanques, acompanhar os trabalhos em espaço confinado. Fica evidenciado que o demandante trabalhava em local com risco de explosão, devido à proximidade com agentes inflamáveis, de forma que a atividade pode ser enquadrada como especial devido à periculosidade, com fundamento na Súmula 198 do TFR, que tem o seguinte teor: Atendidos os demais requisitos, é devida a aposentadoria especial, se pericia judicial constata que a atividade exercida pelo segurado e perigosa, insalubre ou penosa, mesmo não inscrita em regulamento” (pág. 3 do volume eletrônico 7). Conforme assinalado na decisão agravada, o tema em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 906.569-RG, cuja ementa segue transcrita: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. CONVERSÃO DO TEMPO DE SERVIÇO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000955. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 RIO GRANDE DO SUL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão atacada não merece reforma, visto que não foram aduzidos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Destaco trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “Porém, no último item do documento (p. 15), intitulado Observações, consta a seguinte informação: O trabalhador recebeu adicional de periculosidade durante todo o período laborado, pela proximidade com produtos inflamáveis. Conforme o PPP, o autor trabalhou como Inspetor de Qualidade em Oficina de Manutenção, tendo como atividades inspeção em geral da soldagem de tanques, organizar e acompanhar a execução das tarefas de fabricação de tanques, acompanhar os trabalhos em espaço confinado. Fica evidenciado que o demandante trabalhava em local com risco de explosão, devido à proximidade com agentes inflamáveis, de forma que a atividade pode ser enquadrada como especial devido à periculosidade, com fundamento na Súmula 198 do TFR, que tem o seguinte teor: Atendidos os demais requisitos, é devida a aposentadoria especial, se pericia judicial constata que a atividade exercida pelo segurado e perigosa, insalubre ou penosa, mesmo não inscrita em regulamento” (pág. 3 do volume eletrônico 7). Conforme assinalado na decisão agravada, o tema em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 906.569-RG, cuja ementa segue transcrita: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. CONVERSÃO DO TEMPO DE SERVIÇO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 984035 AGR / RS CARACTERIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE DO LABOR. ARTIGOS 57 E 58 DA LEI 8.213/91. 1. A avaliação judicial de critérios para a caracterização da especialidade do labor, para fins de reconhecimento de aposentadoria especial ou de conversão de tempo de serviço, conforme previsão dos artigos 57 e 58 da Lei 8.213/91, é controvérsia que não apresenta repercussão geral, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, §5..., do Código de Processo Civil. 2. O juízo acerca da especialidade do labor depende necessariamente da análise fático-probatória, em concreto, de diversos fatores, tais como o reconhecimento de atividades e agentes nocivos à saúde ou à integridade física do segurado; a comprovação de efetiva exposição aos referidos agentes e atividades; apreciação jurisdicional de laudos periciais e demais elementos probatórios; e a permanência, não ocasional nem intermitente, do exercício de trabalho em condições especiais. Logo, eventual divergência ao entendimento adotado pelo Tribunal de origem, em relação à caracterização da especialidade do trabalho, demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso unânime a votação. Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que foram compensados pelo juízo de origem, ante a sucumbência recíproca. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000955. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 984035 AGR / RS CARACTERIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE DO LABOR. ARTIGOS 57 E 58 DA LEI 8.213/91. 1. A avaliação judicial de critérios para a caracterização da especialidade do labor, para fins de reconhecimento de aposentadoria especial ou de conversão de tempo de serviço, conforme previsão dos artigos 57 e 58 da Lei 8.213/91, é controvérsia que não apresenta repercussão geral, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, §5..., do Código de Processo Civil. 2. O juízo acerca da especialidade do labor depende necessariamente da análise fático-probatória, em concreto, de diversos fatores, tais como o reconhecimento de atividades e agentes nocivos à saúde ou à integridade física do segurado; a comprovação de efetiva exposição aos referidos agentes e atividades; apreciação jurisdicional de laudos periciais e demais elementos probatórios; e a permanência, não ocasional nem intermitente, do exercício de trabalho em condições especiais. Logo, eventual divergência ao entendimento adotado pelo Tribunal de origem, em relação à caracterização da especialidade do trabalho, demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso unânime a votação. Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que foram compensados pelo juízo de origem, ante a sucumbência recíproca. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12000955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO (33559/RS, 38701-A/SC) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12022222 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984.035 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ZEFERINO PRESTES ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO (33559/RS, 38701-A/SC) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12022222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984 . 035", "ARE 748 . 371 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984 . 035", "Súmula 198 do TFR", "ARE 906 . 569 - RG", "Súmula 198 do TFR", "ARE 906 . 569 - RG", "Recurso Extraordinário 984035 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 984035 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 984 . 035" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 326 e 327 do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 57 E 58 DA LEI 8 . 213 / 91", "artigos 57 e 58 da Lei 8 . 213 / 91", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "arts . 326 e 327 do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 57 E 58 DA LEI 8 . 213 / 91", "artigos 57 e 58 da Lei 8 . 213 / 91", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "arts . 326 e 327 do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "ZEFERINO PRESTES", "VILMAR LOURENCO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ZEFERINO PRESTES", "VILMAR LOURENCO", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ZEFERINO PRESTES", "VILMAR LOURENCO", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ZEFERINO PRESTES", "VILMAR LOURENCO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ZEFERINO PRESTES", "VILMAR LOURENCO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "27 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) :SÉRGIO FERRAZ AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. INTERPOSIÇÃO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. OUTORGA DE DELEGAÇÃO A SUBSTITUTO, SEM CONCURSO PÚBLICO. SITUAÇÃO JURÍDICA CONSOLIDADA SOB A ÉGIDE DO REGIME CONSTITUCIONAL PRETÉRITO (ART. 208 DA CF/1967, NA REDAÇÃO DADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 22/1982). PRAZO DECADENCIAL PREVISTO NO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. 1. Firmada a compreensão, na linha do decidido por esta Turma nos mandados de segurança nºs 27571, 27579, 27728, 27761, 27787, 27815 e 27829, todos de minha relatoria, de que a deliberação do Conselho Nacional de Justiça no PCA nº 2008.10.00.000885-5, em virtude de seu caráter genérico, não teve o condão de desconstituir, de forma direta e imediata, o ato pelo qual concedida a delegação ao impetrante, resulta insubsistente a sustentada afronta a situação jurídica consolidada sob a égide do art. 208 da Carta de 1967, na redação que lhe foi conferida pela EC nº 22/1982, bem como ao art. 54 da Lei 9.784/1999, cenário a ensejar a denegação da segurança. 2. Ainda que, por concessão argumentativa, se adotasse a premissa da aptidão do ato impugnado para atingir a esfera do impetrante, sem prévia avaliação de sua situação por parte do Tribunal de Justiça do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672183. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão MS 27738 AGR / DF Estado do Espírito Santo, impor-se-ia, nessa hipótese, concluir pela superação do gravame, ante a subsequente apuração particularizada feita pelo CNJ, no PP nº 0000384-41.2010.2.00.0000, no qual, segundo consta do banco de dados do sistema “Justiça Aberta”, alimentado por aquele órgão de controle administrativo e financeiro do Judiciário, restou convertido em diligência o exame da delegação em tela. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672183. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF Estado do Espírito Santo, impor-se-ia, nessa hipótese, concluir pela superação do gravame, ante a subsequente apuração particularizada feita pelo CNJ, no PP nº 0000384-41.2010.2.00.0000, no qual, segundo consta do banco de dados do sistema “Justiça Aberta”, alimentado por aquele órgão de controle administrativo e financeiro do Judiciário, restou convertido em diligência o exame da delegação em tela. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672183. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) :SÉRGIO FERRAZ AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática do Ministro Cezar Peluso, mediante a qual denegada a ordem mandamental, maneja agravo regimental Carlos Alberto dos Santos Guimarães (evento 3, fls. 247-58). O agravo regimental, protocolado em 30.04.2010, foi interposto tempestivamente. Em virtude da posse do relator originário, Ministro Cezar Peluso, na Presidência deste Supremo Tribunal Federal, em 23.4.2010, os autos foram distribuídos, sucessivamente, ao Ministro Gilmar Mendes (evento 3, fl. 239) e à Ministra Ellen Gracie (evento 3, fl. 278), a quem sucedi em 19 de dezembro de 2011. O agravante argumenta que a decisão agravada incidiu em equívoco material, pois não teria considerado seu ingresso, em 1º de setembro de 1973, no serviço do Cartório do 1º Ofício de Cariacica/ES, como escrevente, posteriormente elevado à função de escrevente juramentado, com exercício da função de substituição, tampouco o fato de que a vacância da referida serventia extrajudicial ocorreu em 11 de fevereiro de 1987, antes, portanto, da promulgação da Constituição de 1988. Nessa perspectiva, sustenta ser “pacífico que ocorrendo a vacância da titularidade da serventia extrajudicial antes da vigência da Constituição Federal de 1988 o Escrevente Substituto que em 1983 já contava com mais de cinco anos de exercício no mesmo Ofício, substituindo o titular, adquiria o direito à efetivação, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672184. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) :SÉRGIO FERRAZ AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática do Ministro Cezar Peluso, mediante a qual denegada a ordem mandamental, maneja agravo regimental Carlos Alberto dos Santos Guimarães (evento 3, fls. 247-58). O agravo regimental, protocolado em 30.04.2010, foi interposto tempestivamente. Em virtude da posse do relator originário, Ministro Cezar Peluso, na Presidência deste Supremo Tribunal Federal, em 23.4.2010, os autos foram distribuídos, sucessivamente, ao Ministro Gilmar Mendes (evento 3, fl. 239) e à Ministra Ellen Gracie (evento 3, fl. 278), a quem sucedi em 19 de dezembro de 2011. O agravante argumenta que a decisão agravada incidiu em equívoco material, pois não teria considerado seu ingresso, em 1º de setembro de 1973, no serviço do Cartório do 1º Ofício de Cariacica/ES, como escrevente, posteriormente elevado à função de escrevente juramentado, com exercício da função de substituição, tampouco o fato de que a vacância da referida serventia extrajudicial ocorreu em 11 de fevereiro de 1987, antes, portanto, da promulgação da Constituição de 1988. Nessa perspectiva, sustenta ser “pacífico que ocorrendo a vacância da titularidade da serventia extrajudicial antes da vigência da Constituição Federal de 1988 o Escrevente Substituto que em 1983 já contava com mais de cinco anos de exercício no mesmo Ofício, substituindo o titular, adquiria o direito à efetivação, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório MS 27738 AGR / DF sucedendo este último” (evento 3, fl. 253). Invoca, em abono de sua tese, as decisões proferidas nos seguintes recursos extraordinários: RE 182.641, RE 252.313, RE 105.812 e RE 196.126. Acrescenta que a decisão agravada tampouco levou em consideração a alegação de que o ato impugnado foi proferido após o decurso do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99. Defende, nessa esteira, que a autoridade impetrada não poderia desconstituir o Ato nº 788/93, da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, prolatado cerca de 15 anos antes da abertura dos PCAs nºs 2008.10.00.000885-5 e 2008.10.00.000697-4. O Ministério Público, em parecer do então Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, opina pela denegação da segurança (evento 3, fls. 290-1). Indeferi o pedido de ingresso da Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartórios (ANDECC) como amicus curiae (evento 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672184. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF sucedendo este último” (evento 3, fl. 253). Invoca, em abono de sua tese, as decisões proferidas nos seguintes recursos extraordinários: RE 182.641, RE 252.313, RE 105.812 e RE 196.126. Acrescenta que a decisão agravada tampouco levou em consideração a alegação de que o ato impugnado foi proferido após o decurso do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99. Defende, nessa esteira, que a autoridade impetrada não poderia desconstituir o Ato nº 788/93, da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, prolatado cerca de 15 anos antes da abertura dos PCAs nºs 2008.10.00.000885-5 e 2008.10.00.000697-4. O Ministério Público, em parecer do então Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, opina pela denegação da segurança (evento 3, fls. 290-1). Indeferi o pedido de ingresso da Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartórios (ANDECC) como amicus curiae (evento 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. O Ministro Cezar Peluso negou seguimento ao presente mandado de segurança à consideração, em síntese, de que, à luz da jurisprudência desta Suprema Corte, “(...) a investidura na titularidade de serventia após a promulgação da Constituição de 1988 deve [ser] precedida, necessariamente, de aprovação em concurso de provas e títulos, circunstância não demonstrada [pelo impetrante]” (evento 3, fl. 241). O agravante argumenta que a mencionada decisão não atentou para algumas questões suscitadas na inaugural, notadamente quanto à alegada existência de direito adquirido sob a égide da Constituição de 1967 e à sustentada inobservância, pela autoridade coatora, do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/1999, as quais, em sua ótica, ensejariam a concessão da segurança pretendida. Com efeito, verifico que os aspectos suscitados pelo agravante não foram abordados na decisão agravada. Nada obstante, embora por outros fundamentos, entendo que a decisão denegatória do seguimento do mandado de segurança deve ser mantida. O PCA teve como requerente Paulo Tadeu Vale da Silva (no PCA nº 2008.10.00.000697-4, conexo, o requerente foi Sérgio Neumann Cupolilo) e como requeridos, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo e a Corregedoria-Geral do Espírito Santo. Essas eram as partes nos dois PCAs. O objetivo dos procedimentos de controle era fazer um amplo apanhado da situação das delegações no Estado, em torno da debatida possibilidade de “titularização” dos substitutos, após a vigência da Constituição Federal de 1988. É certo que a inicial do PCA nº 2008.10.00.000885-5 se referiu, eventualmente, a casos específicos e nominados, mas tal se deu a título exemplificativo, dentro de um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. O Ministro Cezar Peluso negou seguimento ao presente mandado de segurança à consideração, em síntese, de que, à luz da jurisprudência desta Suprema Corte, “(...) a investidura na titularidade de serventia após a promulgação da Constituição de 1988 deve [ser] precedida, necessariamente, de aprovação em concurso de provas e títulos, circunstância não demonstrada [pelo impetrante]” (evento 3, fl. 241). O agravante argumenta que a mencionada decisão não atentou para algumas questões suscitadas na inaugural, notadamente quanto à alegada existência de direito adquirido sob a égide da Constituição de 1967 e à sustentada inobservância, pela autoridade coatora, do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/1999, as quais, em sua ótica, ensejariam a concessão da segurança pretendida. Com efeito, verifico que os aspectos suscitados pelo agravante não foram abordados na decisão agravada. Nada obstante, embora por outros fundamentos, entendo que a decisão denegatória do seguimento do mandado de segurança deve ser mantida. O PCA teve como requerente Paulo Tadeu Vale da Silva (no PCA nº 2008.10.00.000697-4, conexo, o requerente foi Sérgio Neumann Cupolilo) e como requeridos, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo e a Corregedoria-Geral do Espírito Santo. Essas eram as partes nos dois PCAs. O objetivo dos procedimentos de controle era fazer um amplo apanhado da situação das delegações no Estado, em torno da debatida possibilidade de “titularização” dos substitutos, após a vigência da Constituição Federal de 1988. É certo que a inicial do PCA nº 2008.10.00.000885-5 se referiu, eventualmente, a casos específicos e nominados, mas tal se deu a título exemplificativo, dentro de um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF panorama amplo. O que importa destacar é que o provimento não se dirigiu à desconstituição de situações jurídicas específicas, salvo as referentes a dois delegatários nominalmente identificados no dispositivo do acórdão – em face dos quais foram identificados problemas diversos, não relacionados, simplesmente, à constitucionalidade da delegação por substituição sem concurso público na vigência da Carta de 1988. Transcrevo o teor da parte dispositiva do ato impugnado, proferido na 66ª sessão ordinária do CNJ, realizada em 29.7.2008: “Em razão do exposto, julgam parcialmente procedentes os pedidos constantes dos PCA nº 200810000006974 e 200810000008855, restando denegados ou prejudicados os demais, inclusive da ANOREG como terceira interessada, determinando: a) a desconstituição de todas as delegações concedidas por ato do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo sem a realização de concurso público, com base na Constituição de 1967 e também as delegações concedidas sem a realização de concurso após a Constituição de 1988, com fundamento na Carta de 1967, ou em legislação estadual revogada. b) a instauração, de ofício, de procedimento administrativo para verificação da ocorrência de infração disciplinar com aplicação da sanção cabível, ficando, de imediato, proibido o funcionamento das sucursais do Cartório de Registro Civil das pessoas físicas e jurídicas, ‘Cartório Sarlo’, em que é titular RODRIGO SARLO ANTÔNIO; c) Instaurar procedimento administrativo específico para apurar a ocorrência de provimento derivado de serventias (permuta direta entre titulares) de forma a reverter a permuta ilegalmente admitida, inclusive apurando se a efetivação de PERINA CHABAI MARTINS tem amparo jurídico e sustentação legal. d) inclusão, no próximo concurso público a ser realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, imediatamente após o cumprimento do disposto no item ‘a’ acima, das serventias que terão sua vacância declarada após a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF panorama amplo. O que importa destacar é que o provimento não se dirigiu à desconstituição de situações jurídicas específicas, salvo as referentes a dois delegatários nominalmente identificados no dispositivo do acórdão – em face dos quais foram identificados problemas diversos, não relacionados, simplesmente, à constitucionalidade da delegação por substituição sem concurso público na vigência da Carta de 1988. Transcrevo o teor da parte dispositiva do ato impugnado, proferido na 66ª sessão ordinária do CNJ, realizada em 29.7.2008: “Em razão do exposto, julgam parcialmente procedentes os pedidos constantes dos PCA nº 200810000006974 e 200810000008855, restando denegados ou prejudicados os demais, inclusive da ANOREG como terceira interessada, determinando: a) a desconstituição de todas as delegações concedidas por ato do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo sem a realização de concurso público, com base na Constituição de 1967 e também as delegações concedidas sem a realização de concurso após a Constituição de 1988, com fundamento na Carta de 1967, ou em legislação estadual revogada. b) a instauração, de ofício, de procedimento administrativo para verificação da ocorrência de infração disciplinar com aplicação da sanção cabível, ficando, de imediato, proibido o funcionamento das sucursais do Cartório de Registro Civil das pessoas físicas e jurídicas, ‘Cartório Sarlo’, em que é titular RODRIGO SARLO ANTÔNIO; c) Instaurar procedimento administrativo específico para apurar a ocorrência de provimento derivado de serventias (permuta direta entre titulares) de forma a reverter a permuta ilegalmente admitida, inclusive apurando se a efetivação de PERINA CHABAI MARTINS tem amparo jurídico e sustentação legal. d) inclusão, no próximo concurso público a ser realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, imediatamente após o cumprimento do disposto no item ‘a’ acima, das serventias que terão sua vacância declarada após a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF desconstituição dos atos de nomeação referidos nesta decisão, em observância ao prazo legal de 6 (seis) meses, como forma de cumprimento do princípio constitucional da eficiência administrativa” (evento 3, fl. 197). As situações jurídicas nominalmente identificadas, portanto, disseram respeito a um caso de permuta e a um caso de acumulação. O CNJ, nesta decisão, não desconstituiu imediatamente nenhuma delegação concedida a substituto; apenas determinou que “todas as delegações concedidas por ato do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo” fossem verificadas pela autoridade delegante. É o que fica claro da leitura dos itens ‘a’ e ‘d’ do dispositivo: após desconstituir as nomeações irregulares (aplicando, em cada caso, as premissas estipuladas de forma genérica pelo julgado do CNJ), as serventias deveriam ser oferecidas pelo TJ/ES em concurso. O próprio impetrante reconhece, na exordial, o caráter genérico da apuração feita pela autoridade impetrada: “Esses procedimentos de controle administrativo [nºs 2008.10.00.000885-5 e 2008.10.00.000697-4] foram gerados por denúncias de objeto coletivo ou ‘por atacado’, dirigidas por particulares àquele Colegiado [Conselho Nacional de Justiça], em que foram abordadas as mais variadas hipóteses de provimento de delegações e supostas irregularidades praticadas no seu exercício” (evento 3, fl. 10). Tanto é verdadeiro que a análise empreendida, nos mencionados procedimentos de controle administrativo, foi ampla, a culminar com determinação genérica, sem enfocar as circunstâncias específicas de cada serventia extrajudicial do Estado do Espírito Santo, que, como se extrai de consulta ao sistema “Justiça Aberta”1, posteriormente, o próprio CNJ, em cumprimento à sua Resolução nº 80/2009, apurou, no Pedido de Providências nº 0000384-41.2010.2.00.0000, a situação particular de cada uma das serventias extrajudiciais existentes no país, dentre as quais a titularizada pelo ora impetrante, sendo o Cartório do 1º Ofício de Cariacica/ES (CNS 02.280-6), em um primeiro momento, incluído na lista 1 Disponível em: http://www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta/?. Consulta realizada em 27.07.2016. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF desconstituição dos atos de nomeação referidos nesta decisão, em observância ao prazo legal de 6 (seis) meses, como forma de cumprimento do princípio constitucional da eficiência administrativa” (evento 3, fl. 197). As situações jurídicas nominalmente identificadas, portanto, disseram respeito a um caso de permuta e a um caso de acumulação. O CNJ, nesta decisão, não desconstituiu imediatamente nenhuma delegação concedida a substituto; apenas determinou que “todas as delegações concedidas por ato do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo” fossem verificadas pela autoridade delegante. É o que fica claro da leitura dos itens ‘a’ e ‘d’ do dispositivo: após desconstituir as nomeações irregulares (aplicando, em cada caso, as premissas estipuladas de forma genérica pelo julgado do CNJ), as serventias deveriam ser oferecidas pelo TJ/ES em concurso. O próprio impetrante reconhece, na exordial, o caráter genérico da apuração feita pela autoridade impetrada: “Esses procedimentos de controle administrativo [nºs 2008.10.00.000885-5 e 2008.10.00.000697-4] foram gerados por denúncias de objeto coletivo ou ‘por atacado’, dirigidas por particulares àquele Colegiado [Conselho Nacional de Justiça], em que foram abordadas as mais variadas hipóteses de provimento de delegações e supostas irregularidades praticadas no seu exercício” (evento 3, fl. 10). Tanto é verdadeiro que a análise empreendida, nos mencionados procedimentos de controle administrativo, foi ampla, a culminar com determinação genérica, sem enfocar as circunstâncias específicas de cada serventia extrajudicial do Estado do Espírito Santo, que, como se extrai de consulta ao sistema “Justiça Aberta”1, posteriormente, o próprio CNJ, em cumprimento à sua Resolução nº 80/2009, apurou, no Pedido de Providências nº 0000384-41.2010.2.00.0000, a situação particular de cada uma das serventias extrajudiciais existentes no país, dentre as quais a titularizada pelo ora impetrante, sendo o Cartório do 1º Ofício de Cariacica/ES (CNS 02.280-6), em um primeiro momento, incluído na lista 1 Disponível em: http://www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta/?. Consulta realizada em 27.07.2016. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF das serventias providas (decisões de 24.01.2010 e de 12.7.2010), com ulterior determinação (decisão de 11.9.2010) de conversão em diligência, para averiguar, de modo específico, se Carlos Alberto dos Santos Guimarães cumprira, sob a égide da ordem constitucional pretérita – à luz, em especial, do art. 208 da Constituição Federal de 1967, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 22/1982 -, todos os requisitos para a efetivação como titular. Transcrevo, a propósito, por elucidativo, o teor da decisão proferida pela autoridade impetrada em 11.9.2010, no Pedido de Providências nº 0000384-41.2010.2.00.0000: “Trata-se de manifestação à decisão proferida no evento 6802 – DEC 16659 a respeito da possibilidade de inclusão do Cartório do 1º Ofício de Cariacica/ES, CNS 02.280-6, (evento 8593), serventia titularizada pela requerente, na relação de pendência judicial capaz de afastar a análise do caso pelo CNJ. Narra a peticionante que sua titularização na serventia extrajudicial se deu com fundamento no Artigo 208 da Constituição Federal de 1967/69, posto que, verificada a vacância em razão da aposentadoria do antigo delegatário, ocorrida em 11/2/1987, o requerente exercia efetiva substituição por 05 (cinco) anos até 31/12/1983, tendo o Conselho da Magistratura do Estado do Espírito Santo consolidado sua titularização em decisão publicada no DJ/ES datado de 27/07/1993. Aduz que no dia 16/12/2008, foi atingido por ato emanado pelo então Presidente do TJES que fez publicar no Diário da Justiça capixaba os atos que deram cumprimento à decisão do CNJ proferida no Procedimento de Controle Administrativo – PCA nº 200810000008855, cessando as delegações de serventias extrajudiciais concedidas no atual regime constitucional sem a realização de concurso público. Apresenta documentos comprobatórios do afirmado. Considerando que os fatos narrados demonstram indícios de que o serviço extrajudicial em análise pode ser lançado na 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF das serventias providas (decisões de 24.01.2010 e de 12.7.2010), com ulterior determinação (decisão de 11.9.2010) de conversão em diligência, para averiguar, de modo específico, se Carlos Alberto dos Santos Guimarães cumprira, sob a égide da ordem constitucional pretérita – à luz, em especial, do art. 208 da Constituição Federal de 1967, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 22/1982 -, todos os requisitos para a efetivação como titular. Transcrevo, a propósito, por elucidativo, o teor da decisão proferida pela autoridade impetrada em 11.9.2010, no Pedido de Providências nº 0000384-41.2010.2.00.0000: “Trata-se de manifestação à decisão proferida no evento 6802 – DEC 16659 a respeito da possibilidade de inclusão do Cartório do 1º Ofício de Cariacica/ES, CNS 02.280-6, (evento 8593), serventia titularizada pela requerente, na relação de pendência judicial capaz de afastar a análise do caso pelo CNJ. Narra a peticionante que sua titularização na serventia extrajudicial se deu com fundamento no Artigo 208 da Constituição Federal de 1967/69, posto que, verificada a vacância em razão da aposentadoria do antigo delegatário, ocorrida em 11/2/1987, o requerente exercia efetiva substituição por 05 (cinco) anos até 31/12/1983, tendo o Conselho da Magistratura do Estado do Espírito Santo consolidado sua titularização em decisão publicada no DJ/ES datado de 27/07/1993. Aduz que no dia 16/12/2008, foi atingido por ato emanado pelo então Presidente do TJES que fez publicar no Diário da Justiça capixaba os atos que deram cumprimento à decisão do CNJ proferida no Procedimento de Controle Administrativo – PCA nº 200810000008855, cessando as delegações de serventias extrajudiciais concedidas no atual regime constitucional sem a realização de concurso público. Apresenta documentos comprobatórios do afirmado. Considerando que os fatos narrados demonstram indícios de que o serviço extrajudicial em análise pode ser lançado na 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF relação de serventias providas, oficie-se à Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Espírito Santo para que se manifeste sobre as alegações apresentadas no prazo de 15 (quinze) dias.” Revela o sistema “Justiça Aberta”, ademais, ter sido noticiada a subsequente aplicação, ao impetrante, pela Corte estadual capixaba, da pena de perda da delegação – a qual tem por pressuposto, vale notar, precisamente a validade do ato que o alçou à titularidade do Cartório do 1º Ofício de Cariacica/ES -, em processo disciplinar instaurado para apurar supostas irregularidades na gestão da serventia por ele titularizada, a que se seguiu a impetração de mandado de segurança perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, com o intuito de questionar a aludida sanção administrativa. Por consequência, atualmente a referida serventia, no “Justiça Aberta”, consta com o status “vago – sub judice”. Retomando, portanto, a análise do ato impugnado no presente writ, reafirmo a compreensão, externada por esta Primeira Turma em outros mandados de seguranças impetrados com a finalidade de impugnar a deliberação proferida pelo CNJ no PCA nº 2008.10.00.000885-5 (MS 27571, MS 27579, MS 27728, MS 27761, MS 27787, MS 27815 e MS 27829, todos de minha relatoria), de que, por seu caráter genérico, a mencionada deliberação não teve o condão de impactar, de forma direta e imediata, a esfera jurídica do impetrante, cenário a revelar insubsistente a sustentada afronta a situação jurídica consolidada (direito adquirido) sob a égide do art. 208 da Constituição de 1967, na redação que lhe foi dada pela EC nº 22/1982, bem como ao art. 54 da Lei 9.784/1999. Ainda que, por concessão argumentativa, se adotasse a premissa da aptidão do ato impugnado para atingir a esfera do impetrante, sem prévia avaliação de sua situação por parte do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, impor-se-ia, nessa hipótese, concluir pela superação do gravame, ante a subsequente apuração particularizada feita pelo CNJ, no PP nº 0000384-41.2010.2.00.0000, no qual, segundo consta do banco de dados do sistema “Justiça Aberta”, alimentado por aquele órgão de controle administrativo e financeiro do Judiciário, restou convertido 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF relação de serventias providas, oficie-se à Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Espírito Santo para que se manifeste sobre as alegações apresentadas no prazo de 15 (quinze) dias.” Revela o sistema “Justiça Aberta”, ademais, ter sido noticiada a subsequente aplicação, ao impetrante, pela Corte estadual capixaba, da pena de perda da delegação – a qual tem por pressuposto, vale notar, precisamente a validade do ato que o alçou à titularidade do Cartório do 1º Ofício de Cariacica/ES -, em processo disciplinar instaurado para apurar supostas irregularidades na gestão da serventia por ele titularizada, a que se seguiu a impetração de mandado de segurança perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, com o intuito de questionar a aludida sanção administrativa. Por consequência, atualmente a referida serventia, no “Justiça Aberta”, consta com o status “vago – sub judice”. Retomando, portanto, a análise do ato impugnado no presente writ, reafirmo a compreensão, externada por esta Primeira Turma em outros mandados de seguranças impetrados com a finalidade de impugnar a deliberação proferida pelo CNJ no PCA nº 2008.10.00.000885-5 (MS 27571, MS 27579, MS 27728, MS 27761, MS 27787, MS 27815 e MS 27829, todos de minha relatoria), de que, por seu caráter genérico, a mencionada deliberação não teve o condão de impactar, de forma direta e imediata, a esfera jurídica do impetrante, cenário a revelar insubsistente a sustentada afronta a situação jurídica consolidada (direito adquirido) sob a égide do art. 208 da Constituição de 1967, na redação que lhe foi dada pela EC nº 22/1982, bem como ao art. 54 da Lei 9.784/1999. Ainda que, por concessão argumentativa, se adotasse a premissa da aptidão do ato impugnado para atingir a esfera do impetrante, sem prévia avaliação de sua situação por parte do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, impor-se-ia, nessa hipótese, concluir pela superação do gravame, ante a subsequente apuração particularizada feita pelo CNJ, no PP nº 0000384-41.2010.2.00.0000, no qual, segundo consta do banco de dados do sistema “Justiça Aberta”, alimentado por aquele órgão de controle administrativo e financeiro do Judiciário, restou convertido 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF em diligência o exame da delegação em tela. Vale dizer, ainda nesse exercício de concessão argumentativa, que a autoridade impetrada teria evoluído, abandonada, por meio da decisão proferida em 11.9.2010, em prol de avaliação individualizada do caso concreto, a compreensão primitiva, veiculada em 29.7.2008, de que a delegação concedida ao impetrante estaria eivada de vício e, por isso, deveria ser desconstituída. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF em diligência o exame da delegação em tela. Vale dizer, ainda nesse exercício de concessão argumentativa, que a autoridade impetrada teria evoluído, abandonada, por meio da decisão proferida em 11.9.2010, em prol de avaliação individualizada do caso concreto, a compreensão primitiva, veiculada em 29.7.2008, de que a delegação concedida ao impetrante estaria eivada de vício e, por isso, deveria ser desconstituída. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, também se tem o envolvimento do prazo decadencial previsto no artigo 54 da Lei 9.784/1999. Ante essa premissa, que penso verdadeira, provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944385. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, também se tem o envolvimento do prazo decadencial previsto no artigo 54 da Lei 9.784/1999. Ante essa premissa, que penso verdadeira, provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) : SÉRGIO FERRAZ (320A/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706798 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) : SÉRGIO FERRAZ (320A/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706798 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11966321
2016-09-13T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 13.9.2016.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. INTERPOSIÇÃO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. OUTORGA DE DELEGAÇÃO A SUBSTITUTO, SEM CONCURSO PÚBLICO. SITUAÇÃO JURÍDICA CONSOLIDADA SOB A ÉGIDE DO REGIME CONSTITUCIONAL PRETÉRITO (ART. 208 DA CF/1967, NA REDAÇÃO DADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 22/1982). PRAZO DECADENCIAL PREVISTO NO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. 1. Firmada a compreensão, na linha do decidido por esta Turma nos mandados de segurança nºs 27571, 27579, 27728, 27761, 27787, 27815 e 27829, todos de minha relatoria, de que a deliberação do Conselho Nacional de Justiça no PCA nº 2008.10.00.000885-5, em virtude de seu caráter genérico, não teve o condão de desconstituir, de forma direta e imediata, o ato pelo qual concedida a delegação ao impetrante, resulta insubsistente a sustentada afronta a situação jurídica consolidada sob a égide do art. 208 da Carta de 1967, na redação que lhe foi conferida pela EC nº 22/1982, bem como ao art. 54 da Lei 9.784/1999, cenário a ensejar a denegação da segurança. 2. Ainda que, por concessão argumentativa, se adotasse a premissa da aptidão do ato impugnado para atingir a esfera do impetrante, sem prévia avaliação de sua situação por parte do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, impor-se-ia, nessa hipótese, concluir pela superação do gravame, ante a subsequente apuração particularizada feita pelo CNJ, no PP nº 0000384-41.2010.2.00.0000, no qual, segundo consta do banco de dados do sistema “Justiça Aberta”, alimentado por aquele órgão de controle administrativo e financeiro do Judiciário, restou convertido em diligência o exame da delegação em tela. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur359091
- Decisões monocráticas citadas: (DIREITO ADQUIRIDO, DELEGAÇÃO, SERVENTIA EXTRAJUDICIAL) MS 27815, MS 27579, MS 27571, MS 27728, MS 27761, MS 27787, MS 27829. - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: CNJ: PCA 2008.10.00.000697-4, PCA 2008.10.00.000885-5, PP 0000384-41.2010.2.00.0000. Número de páginas: 12. Análise: 09/11/2016, JSF. Revisão: 16/11/2016, KBP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
27738
[ "LEG-FED CF ANO-1967\n ART-00208 REDAÇÃO DADA PELA EMC-22/1982\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000022 ANO-1982\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED RES-000080 ANO-2009\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ" ]
MS-AgR
acordaos
MS 27738 AgR
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AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) : SÉRGIO FERRAZ AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) :SÉRGIO FERRAZ AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. INTERPOSIÇÃO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. OUTORGA DE DELEGAÇÃO A SUBSTITUTO, SEM CONCURSO PÚBLICO. SITUAÇÃO JURÍDICA CONSOLIDADA SOB A ÉGIDE DO REGIME CONSTITUCIONAL PRETÉRITO (ART. 208 DA Constituição Federal de 1988/1967, NA REDAÇÃO DADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL n 22/1982). PRAZO DECADENCIAL PREVISTO NO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. 1. Firmada a compreensão, na linha do decidido por esta Turma nos mandados de segurança ns 27571, 27579, 27728, 27761, 27787, 27815 e 27829, todos de minha relatoria, de que a deliberação do Conselho Nacional de Justiça no PCA n 2008.10.00.000885-5, em virtude de seu caráter genérico, não teve o condão de desconstituir, de forma direta e imediata, o ato pelo qual concedida a delegação ao impetrante, resulta insubsistente a sustentada afronta a situação jurídica consolidada sob a égide do art. 208 da Carta de 1967, na redação que lhe foi conferida pela EC n 22/1982, bem como ao art. 54 da Lei 9.784/1999, cenário a ensejar a denegação da segurança. 2. Ainda que, por concessão argumentativa, se adotasse a premissa da aptidão do ato impugnado para atingir a esfera do impetrante, sem prévia avaliação de sua situação por parte do Tribunal de Justiça do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672183. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão MS 27738 AGR / DF Estado do Espírito Santo, impor-se-ia, nessa hipótese, concluir pela superação do gravame, ante a subsequente apuração particularizada feita pelo CNJ, no PP n 0000384-41.2010.2.00.0000, no qual, segundo consta do banco de dados do sistema “Justiça Aberta”, alimentado por aquele órgão de controle administrativo e financeiro do Judiciário, restou convertido em diligência o exame da delegação em tela. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672183. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF Estado do Espírito Santo, impor-se-ia, nessa hipótese, concluir pela superação do gravame, ante a subsequente apuração particularizada feita pelo CNJ, no PP n 0000384-41.2010.2.00.0000, no qual, segundo consta do banco de dados do sistema “Justiça Aberta”, alimentado por aquele órgão de controle administrativo e financeiro do Judiciário, restou convertido em diligência o exame da delegação em tela. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672183. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) :SÉRGIO FERRAZ AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática do Ministro Cezar Peluso, mediante a qual denegada a ordem mandamental, maneja agravo regimental Carlos Alberto dos Santos Guimarães (evento 3, fls. 247-58). O agravo regimental, protocolado em 30.04.2010, foi interposto tempestivamente. Em virtude da posse do relator originário, Ministro Cezar Peluso, na Presidência deste Supremo Tribunal Federal, em 23.4.2010, os autos foram distribuídos, sucessivamente, ao Ministro Gilmar Mendes (evento 3, fl. 239) e à Ministra Ellen Gracie (evento 3, fl. 278), a quem sucedi em 19 de dezembro de 2011. O agravante argumenta que a decisão agravada incidiu em equívoco material, pois não teria considerado seu ingresso, em 1... de setembro de 1973, no serviço do Cartório do 1... Ofício de Cariacica/ES, como escrevente, posteriormente elevado à função de escrevente juramentado, com exercício da função de substituição, tampouco o fato de que a vacância da referida serventia extrajudicial ocorreu em 11 de fevereiro de 1987, antes, portanto, da promulgação da Constituição de 1988. Nessa perspectiva, sustenta ser “pacífico que ocorrendo a vacância da titularidade da serventia extrajudicial antes da vigência da Constituição Federal de 1988 o Escrevente Substituto que em 1983 já contava com mais de cinco anos de exercício no mesmo Ofício, substituindo o titular, adquiria o direito à efetivação, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672184. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) :SÉRGIO FERRAZ AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática do Ministro Cezar Peluso, mediante a qual denegada a ordem mandamental, maneja agravo regimental Carlos Alberto dos Santos Guimarães (evento 3, fls. 247-58). O agravo regimental, protocolado em 30.04.2010, foi interposto tempestivamente. Em virtude da posse do relator originário, Ministro Cezar Peluso, na Presidência deste Supremo Tribunal Federal, em 23.4.2010, os autos foram distribuídos, sucessivamente, ao Ministro Gilmar Mendes (evento 3, fl. 239) e à Ministra Ellen Gracie (evento 3, fl. 278), a quem sucedi em 19 de dezembro de 2011. O agravante argumenta que a decisão agravada incidiu em equívoco material, pois não teria considerado seu ingresso, em 1... de setembro de 1973, no serviço do Cartório do 1... Ofício de Cariacica/ES, como escrevente, posteriormente elevado à função de escrevente juramentado, com exercício da função de substituição, tampouco o fato de que a vacância da referida serventia extrajudicial ocorreu em 11 de fevereiro de 1987, antes, portanto, da promulgação da Constituição de 1988. Nessa perspectiva, sustenta ser “pacífico que ocorrendo a vacância da titularidade da serventia extrajudicial antes da vigência da Constituição Federal de 1988 o Escrevente Substituto que em 1983 já contava com mais de cinco anos de exercício no mesmo Ofício, substituindo o titular, adquiria o direito à efetivação, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório MS 27738 AGR / DF sucedendo este último” (evento 3, fl. 253). Invoca, em abono de sua tese, as decisões proferidas nos seguintes recursos extraordinários: Recurso Extraordinário 182.641, Recurso Extraordinário 252.313, Recurso Extraordinário 105.812 e Recurso Extraordinário 196.126. Acrescenta que a decisão agravada tampouco levou em consideração a alegação de que o ato impugnado foi proferido após o decurso do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99. Defende, nessa esteira, que a autoridade impetrada não poderia desconstituir o Ato n 788/93, da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, prolatado cerca de 15 anos antes da abertura dos PCAs ns 2008.10.00.000885-5 e 2008.10.00.000697-4. O Ministério Público, em parecer do então Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, opina pela denegação da segurança (evento 3, fls. 290-1). Indeferi o pedido de ingresso da Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartórios (ANDECC) como amicus curiae (evento 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672184. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF sucedendo este último” (evento 3, fl. 253). Invoca, em abono de sua tese, as decisões proferidas nos seguintes recursos extraordinários: Recurso Extraordinário 182.641, Recurso Extraordinário 252.313, Recurso Extraordinário 105.812 e Recurso Extraordinário 196.126. Acrescenta que a decisão agravada tampouco levou em consideração a alegação de que o ato impugnado foi proferido após o decurso do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99. Defende, nessa esteira, que a autoridade impetrada não poderia desconstituir o Ato n 788/93, da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, prolatado cerca de 15 anos antes da abertura dos PCAs ns 2008.10.00.000885-5 e 2008.10.00.000697-4. O Ministério Público, em parecer do então Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, opina pela denegação da segurança (evento 3, fls. 290-1). Indeferi o pedido de ingresso da Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartórios (ANDECC) como amicus curiae (evento 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. O Ministro Cezar Peluso negou seguimento ao presente mandado de segurança à consideração, em síntese, de que, à luz da jurisprudência desta Suprema Corte, “(...) a investidura na titularidade de serventia após a promulgação da Constituição de 1988 deve [ser] precedida, necessariamente, de aprovação em concurso de provas e títulos, circunstância não demonstrada [pelo impetrante]” (evento 3, fl. 241). O agravante argumenta que a mencionada decisão não atentou para algumas questões suscitadas na inaugural, notadamente quanto à alegada existência de direito adquirido sob a égide da Constituição de 1967 e à sustentada inobservância, pela autoridade coatora, do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/1999, as quais, em sua ótica, ensejariam a concessão da segurança pretendida. Com efeito, verifico que os aspectos suscitados pelo agravante não foram abordados na decisão agravada. Nada obstante, embora por outros fundamentos, entendo que a decisão denegatória do seguimento do mandado de segurança deve ser mantida. O PCA teve como requerente Paulo Tadeu Vale da Silva (no PCA n 2008.10.00.000697-4, conexo, o requerente foi Sérgio Neumann Cupolilo) e como requeridos, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo e a Corregedoria-Geral do Espírito Santo. Essas eram as partes nos dois PCAs. O objetivo dos procedimentos de controle era fazer um amplo apanhado da situação das delegações no Estado, em torno da debatida possibilidade de “titularização” dos substitutos, após a vigência da Constituição Federal de 1988. É certo que a inicial do PCA n 2008.10.00.000885-5 se referiu, eventualmente, a casos específicos e nominados, mas tal se deu a título exemplificativo, dentro de um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. O Ministro Cezar Peluso negou seguimento ao presente mandado de segurança à consideração, em síntese, de que, à luz da jurisprudência desta Suprema Corte, “(...) a investidura na titularidade de serventia após a promulgação da Constituição de 1988 deve [ser] precedida, necessariamente, de aprovação em concurso de provas e títulos, circunstância não demonstrada [pelo impetrante]” (evento 3, fl. 241). O agravante argumenta que a mencionada decisão não atentou para algumas questões suscitadas na inaugural, notadamente quanto à alegada existência de direito adquirido sob a égide da Constituição de 1967 e à sustentada inobservância, pela autoridade coatora, do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/1999, as quais, em sua ótica, ensejariam a concessão da segurança pretendida. Com efeito, verifico que os aspectos suscitados pelo agravante não foram abordados na decisão agravada. Nada obstante, embora por outros fundamentos, entendo que a decisão denegatória do seguimento do mandado de segurança deve ser mantida. O PCA teve como requerente Paulo Tadeu Vale da Silva (no PCA n 2008.10.00.000697-4, conexo, o requerente foi Sérgio Neumann Cupolilo) e como requeridos, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo e a Corregedoria-Geral do Espírito Santo. Essas eram as partes nos dois PCAs. O objetivo dos procedimentos de controle era fazer um amplo apanhado da situação das delegações no Estado, em torno da debatida possibilidade de “titularização” dos substitutos, após a vigência da Constituição Federal de 1988. É certo que a inicial do PCA n 2008.10.00.000885-5 se referiu, eventualmente, a casos específicos e nominados, mas tal se deu a título exemplificativo, dentro de um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF panorama amplo. O que importa destacar é que o provimento não se dirigiu à desconstituição de situações jurídicas específicas, salvo as referentes a dois delegatários nominalmente identificados no dispositivo do acórdão – em face dos quais foram identificados problemas diversos, não relacionados, simplesmente, à constitucionalidade da delegação por substituição sem concurso público na vigência da Carta de 1988. Transcrevo o teor da parte dispositiva do ato impugnado, proferido na 66... sessão ordinária do CNJ, realizada em 29.7.2008: “Em razão do exposto, julgam parcialmente procedentes os pedidos constantes dos PCA n 200810000006974 e 200810000008855, restando denegados ou prejudicados os demais, inclusive da ANOREG como terceira interessada, determinando: a) a desconstituição de todas as delegações concedidas por ato do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo sem a realização de concurso público, com base na Constituição de 1967 e também as delegações concedidas sem a realização de concurso após a Constituição de 1988, com fundamento na Carta de 1967, ou em legislação estadual revogada. b) a instauração, de ofício, de procedimento administrativo para verificação da ocorrência de infração disciplinar com aplicação da sanção cabível, ficando, de imediato, proibido o funcionamento das sucursais do Cartório de Registro Civil das pessoas físicas e jurídicas, ‘Cartório Sarlo’, em que é titular RODRIGO SARLO ANTÔNIO; c) Instaurar procedimento administrativo específico para apurar a ocorrência de provimento derivado de serventias (permuta direta entre titulares) de forma a reverter a permuta ilegalmente admitida, inclusive apurando se a efetivação de PERINA CHABAI MARTINS tem amparo jurídico e sustentação legal. d) inclusão, no próximo concurso público a ser realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, imediatamente após o cumprimento do disposto no item ‘a’ acima, das serventias que terão sua vacância declarada após a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF panorama amplo. O que importa destacar é que o provimento não se dirigiu à desconstituição de situações jurídicas específicas, salvo as referentes a dois delegatários nominalmente identificados no dispositivo do acórdão – em face dos quais foram identificados problemas diversos, não relacionados, simplesmente, à constitucionalidade da delegação por substituição sem concurso público na vigência da Carta de 1988. Transcrevo o teor da parte dispositiva do ato impugnado, proferido na 66... sessão ordinária do CNJ, realizada em 29.7.2008: “Em razão do exposto, julgam parcialmente procedentes os pedidos constantes dos PCA n 200810000006974 e 200810000008855, restando denegados ou prejudicados os demais, inclusive da ANOREG como terceira interessada, determinando: a) a desconstituição de todas as delegações concedidas por ato do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo sem a realização de concurso público, com base na Constituição de 1967 e também as delegações concedidas sem a realização de concurso após a Constituição de 1988, com fundamento na Carta de 1967, ou em legislação estadual revogada. b) a instauração, de ofício, de procedimento administrativo para verificação da ocorrência de infração disciplinar com aplicação da sanção cabível, ficando, de imediato, proibido o funcionamento das sucursais do Cartório de Registro Civil das pessoas físicas e jurídicas, ‘Cartório Sarlo’, em que é titular RODRIGO SARLO ANTÔNIO; c) Instaurar procedimento administrativo específico para apurar a ocorrência de provimento derivado de serventias (permuta direta entre titulares) de forma a reverter a permuta ilegalmente admitida, inclusive apurando se a efetivação de PERINA CHABAI MARTINS tem amparo jurídico e sustentação legal. d) inclusão, no próximo concurso público a ser realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, imediatamente após o cumprimento do disposto no item ‘a’ acima, das serventias que terão sua vacância declarada após a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF desconstituição dos atos de nomeação referidos nesta decisão, em observância ao prazo legal de 6 (seis) meses, como forma de cumprimento do princípio constitucional da eficiência administrativa” (evento 3, fl. 197). As situações jurídicas nominalmente identificadas, portanto, disseram respeito a um caso de permuta e a um caso de acumulação. O CNJ, nesta decisão, não desconstituiu imediatamente nenhuma delegação concedida a substituto; apenas determinou que “todas as delegações concedidas por ato do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo” fossem verificadas pela autoridade delegante. É o que fica claro da leitura dos itens ‘a’ e ‘d’ do dispositivo: após desconstituir as nomeações irregulares (aplicando, em cada caso, as premissas estipuladas de forma genérica pelo julgado do CNJ), as serventias deveriam ser oferecidas pelo TJ/ES em concurso. O próprio impetrante reconhece, na exordial, o caráter genérico da apuração feita pela autoridade impetrada: “Esses procedimentos de controle administrativo [ns 2008.10.00.000885-5 e 2008.10.00.000697-4] foram gerados por denúncias de objeto coletivo ou ‘por atacado’, dirigidas por particulares àquele Colegiado [Conselho Nacional de Justiça], em que foram abordadas as mais variadas hipóteses de provimento de delegações e supostas irregularidades praticadas no seu exercício” (evento 3, fl. 10). Tanto é verdadeiro que a análise empreendida, nos mencionados procedimentos de controle administrativo, foi ampla, a culminar com determinação genérica, sem enfocar as circunstâncias específicas de cada serventia extrajudicial do Estado do Espírito Santo, que, como se extrai de consulta ao sistema “Justiça Aberta”1, posteriormente, o próprio CNJ, em cumprimento à sua Resolução n 80/2009, apurou, no Pedido de Providências n 0000384-41.2010.2.00.0000, a situação particular de cada uma das serventias extrajudiciais existentes no país, dentre as quais a titularizada pelo ora impetrante, sendo o Cartório do 1... Ofício de Cariacica/ES (CNS 02.280-6), em um primeiro momento, incluído na lista 1 Disponível em: http://www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta/?. Consulta realizada em 27.07.2016. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF desconstituição dos atos de nomeação referidos nesta decisão, em observância ao prazo legal de 6 (seis) meses, como forma de cumprimento do princípio constitucional da eficiência administrativa” (evento 3, fl. 197). As situações jurídicas nominalmente identificadas, portanto, disseram respeito a um caso de permuta e a um caso de acumulação. O CNJ, nesta decisão, não desconstituiu imediatamente nenhuma delegação concedida a substituto; apenas determinou que “todas as delegações concedidas por ato do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo” fossem verificadas pela autoridade delegante. É o que fica claro da leitura dos itens ‘a’ e ‘d’ do dispositivo: após desconstituir as nomeações irregulares (aplicando, em cada caso, as premissas estipuladas de forma genérica pelo julgado do CNJ), as serventias deveriam ser oferecidas pelo TJ/ES em concurso. O próprio impetrante reconhece, na exordial, o caráter genérico da apuração feita pela autoridade impetrada: “Esses procedimentos de controle administrativo [ns 2008.10.00.000885-5 e 2008.10.00.000697-4] foram gerados por denúncias de objeto coletivo ou ‘por atacado’, dirigidas por particulares àquele Colegiado [Conselho Nacional de Justiça], em que foram abordadas as mais variadas hipóteses de provimento de delegações e supostas irregularidades praticadas no seu exercício” (evento 3, fl. 10). Tanto é verdadeiro que a análise empreendida, nos mencionados procedimentos de controle administrativo, foi ampla, a culminar com determinação genérica, sem enfocar as circunstâncias específicas de cada serventia extrajudicial do Estado do Espírito Santo, que, como se extrai de consulta ao sistema “Justiça Aberta”1, posteriormente, o próprio CNJ, em cumprimento à sua Resolução n 80/2009, apurou, no Pedido de Providências n 0000384-41.2010.2.00.0000, a situação particular de cada uma das serventias extrajudiciais existentes no país, dentre as quais a titularizada pelo ora impetrante, sendo o Cartório do 1... Ofício de Cariacica/ES (CNS 02.280-6), em um primeiro momento, incluído na lista 1 Disponível em: http://www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta/?. Consulta realizada em 27.07.2016. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF das serventias providas (decisões de 24.01.2010 e de 12.7.2010), com ulterior determinação (decisão de 11.9.2010) de conversão em diligência, para averiguar, de modo específico, se Carlos Alberto dos Santos Guimarães cumprira, sob a égide da ordem constitucional pretérita – à luz, em especial, do art. 208 da Constituição Federal de 1967, na redação dada pela Emenda Constitucional n 22/1982 -, todos os requisitos para a efetivação como titular. Transcrevo, a propósito, por elucidativo, o teor da decisão proferida pela autoridade impetrada em 11.9.2010, no Pedido de Providências n 0000384-41.2010.2.00.0000: “Trata-se de manifestação à decisão proferida no evento 6802 – DEC 16659 a respeito da possibilidade de inclusão do Cartório do 1... Ofício de Cariacica/ES, CNS 02.280-6, (evento 8593), serventia titularizada pela requerente, na relação de pendência judicial capaz de afastar a análise do caso pelo CNJ. Narra a peticionante que sua titularização na serventia extrajudicial se deu com fundamento no Artigo 208 da Constituição Federal de 1967/69, posto que, verificada a vacância em razão da aposentadoria do antigo delegatário, ocorrida em 11/2/1987, o requerente exercia efetiva substituição por 05 (cinco) anos até 31/12/1983, tendo o Conselho da Magistratura do Estado do Espírito Santo consolidado sua titularização em decisão publicada no DJ/ES datado de 27/07/1993. Aduz que no dia 16/12/2008, foi atingido por ato emanado pelo então Presidente do TJES que fez publicar no Diário da Justiça capixaba os atos que deram cumprimento à decisão do CNJ proferida no Procedimento de Controle Administrativo – PCA n 200810000008855, cessando as delegações de serventias extrajudiciais concedidas no atual regime constitucional sem a realização de concurso público. Apresenta documentos comprobatórios do afirmado. Considerando que os fatos narrados demonstram indícios de que o serviço extrajudicial em análise pode ser lançado na 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF das serventias providas (decisões de 24.01.2010 e de 12.7.2010), com ulterior determinação (decisão de 11.9.2010) de conversão em diligência, para averiguar, de modo específico, se Carlos Alberto dos Santos Guimarães cumprira, sob a égide da ordem constitucional pretérita – à luz, em especial, do art. 208 da Constituição Federal de 1967, na redação dada pela Emenda Constitucional n 22/1982 -, todos os requisitos para a efetivação como titular. Transcrevo, a propósito, por elucidativo, o teor da decisão proferida pela autoridade impetrada em 11.9.2010, no Pedido de Providências n 0000384-41.2010.2.00.0000: “Trata-se de manifestação à decisão proferida no evento 6802 – DEC 16659 a respeito da possibilidade de inclusão do Cartório do 1... Ofício de Cariacica/ES, CNS 02.280-6, (evento 8593), serventia titularizada pela requerente, na relação de pendência judicial capaz de afastar a análise do caso pelo CNJ. Narra a peticionante que sua titularização na serventia extrajudicial se deu com fundamento no Artigo 208 da Constituição Federal de 1967/69, posto que, verificada a vacância em razão da aposentadoria do antigo delegatário, ocorrida em 11/2/1987, o requerente exercia efetiva substituição por 05 (cinco) anos até 31/12/1983, tendo o Conselho da Magistratura do Estado do Espírito Santo consolidado sua titularização em decisão publicada no DJ/ES datado de 27/07/1993. Aduz que no dia 16/12/2008, foi atingido por ato emanado pelo então Presidente do TJES que fez publicar no Diário da Justiça capixaba os atos que deram cumprimento à decisão do CNJ proferida no Procedimento de Controle Administrativo – PCA n 200810000008855, cessando as delegações de serventias extrajudiciais concedidas no atual regime constitucional sem a realização de concurso público. Apresenta documentos comprobatórios do afirmado. Considerando que os fatos narrados demonstram indícios de que o serviço extrajudicial em análise pode ser lançado na 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF relação de serventias providas, oficie-se à Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Espírito Santo para que se manifeste sobre as alegações apresentadas no prazo de 15 (quinze) dias.” Revela o sistema “Justiça Aberta”, ademais, ter sido noticiada a subsequente aplicação, ao impetrante, pela Corte estadual capixaba, da pena de perda da delegação – a qual tem por pressuposto, vale notar, precisamente a validade do ato que o alçou à titularidade do Cartório do 1... Ofício de Cariacica/ES -, em processo disciplinar instaurado para apurar supostas irregularidades na gestão da serventia por ele titularizada, a que se seguiu a impetração de mandado de segurança perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, com o intuito de questionar a aludida sanção administrativa. Por consequência, atualmente a referida serventia, no “Justiça Aberta”, consta com o status “vago – sub judice”. Retomando, portanto, a análise do ato impugnado no presente writ, reafirmo a compreensão, externada por esta Primeira Turma em outros mandados de seguranças impetrados com a finalidade de impugnar a deliberação proferida pelo CNJ no PCA n 2008.10.00.000885-5 (MS 27571, MS 27579, MS 27728, MS 27761, MS 27787, MS 27815 e MS 27829, todos de minha relatoria), de que, por seu caráter genérico, a mencionada deliberação não teve o condão de impactar, de forma direta e imediata, a esfera jurídica do impetrante, cenário a revelar insubsistente a sustentada afronta a situação jurídica consolidada (direito adquirido) sob a égide do art. 208 da Constituição de 1967, na redação que lhe foi dada pela EC n 22/1982, bem como ao art. 54 da Lei 9.784/1999. Ainda que, por concessão argumentativa, se adotasse a premissa da aptidão do ato impugnado para atingir a esfera do impetrante, sem prévia avaliação de sua situação por parte do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, impor-se-ia, nessa hipótese, concluir pela superação do gravame, ante a subsequente apuração particularizada feita pelo CNJ, no PP n 0000384-41.2010.2.00.0000, no qual, segundo consta do banco de dados do sistema “Justiça Aberta”, alimentado por aquele órgão de controle administrativo e financeiro do Judiciário, restou convertido 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF relação de serventias providas, oficie-se à Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Espírito Santo para que se manifeste sobre as alegações apresentadas no prazo de 15 (quinze) dias.” Revela o sistema “Justiça Aberta”, ademais, ter sido noticiada a subsequente aplicação, ao impetrante, pela Corte estadual capixaba, da pena de perda da delegação – a qual tem por pressuposto, vale notar, precisamente a validade do ato que o alçou à titularidade do Cartório do 1... Ofício de Cariacica/ES -, em processo disciplinar instaurado para apurar supostas irregularidades na gestão da serventia por ele titularizada, a que se seguiu a impetração de mandado de segurança perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, com o intuito de questionar a aludida sanção administrativa. Por consequência, atualmente a referida serventia, no “Justiça Aberta”, consta com o status “vago – sub judice”. Retomando, portanto, a análise do ato impugnado no presente writ, reafirmo a compreensão, externada por esta Primeira Turma em outros mandados de seguranças impetrados com a finalidade de impugnar a deliberação proferida pelo CNJ no PCA n 2008.10.00.000885-5 (MS 27571, MS 27579, MS 27728, MS 27761, MS 27787, MS 27815 e MS 27829, todos de minha relatoria), de que, por seu caráter genérico, a mencionada deliberação não teve o condão de impactar, de forma direta e imediata, a esfera jurídica do impetrante, cenário a revelar insubsistente a sustentada afronta a situação jurídica consolidada (direito adquirido) sob a égide do art. 208 da Constituição de 1967, na redação que lhe foi dada pela EC n 22/1982, bem como ao art. 54 da Lei 9.784/1999. Ainda que, por concessão argumentativa, se adotasse a premissa da aptidão do ato impugnado para atingir a esfera do impetrante, sem prévia avaliação de sua situação por parte do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, impor-se-ia, nessa hipótese, concluir pela superação do gravame, ante a subsequente apuração particularizada feita pelo CNJ, no PP n 0000384-41.2010.2.00.0000, no qual, segundo consta do banco de dados do sistema “Justiça Aberta”, alimentado por aquele órgão de controle administrativo e financeiro do Judiciário, restou convertido 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 27738 AGR / DF em diligência o exame da delegação em tela. Vale dizer, ainda nesse exercício de concessão argumentativa, que a autoridade impetrada teria evoluído, abandonada, por meio da decisão proferida em 11.9.2010, em prol de avaliação individualizada do caso concreto, a compreensão primitiva, veiculada em 29.7.2008, de que a delegação concedida ao impetrante estaria eivada de vício e, por isso, deveria ser desconstituída. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Supremo Tribunal Federal MS 27738 AGR / DF em diligência o exame da delegação em tela. Vale dizer, ainda nesse exercício de concessão argumentativa, que a autoridade impetrada teria evoluído, abandonada, por meio da decisão proferida em 11.9.2010, em prol de avaliação individualizada do caso concreto, a compreensão primitiva, veiculada em 29.7.2008, de que a delegação concedida ao impetrante estaria eivada de vício e, por isso, deveria ser desconstituída. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, também se tem o envolvimento do prazo decadencial previsto no artigo 54 da Lei 9.784/1999. Ante essa premissa, que penso verdadeira, provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944385. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, também se tem o envolvimento do prazo decadencial previsto no artigo 54 da Lei 9.784/1999. Ante essa premissa, que penso verdadeira, provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11944385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) : SÉRGIO FERRAZ (320A/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706798 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.738 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES ADV.(A/S) : SÉRGIO FERRAZ (320A/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 2008.10.00.000885-5) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706798 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PCA n 2008 . 10 . 00 . 000885 - 5", "MS 27738", "PP n 0000384 - 41 . 2010 . 2 . 00 . 0000", "MS 27738", "PP n 0000384 - 41 . 2010 . 2 . 00 . 0000", "MS 27738 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 182 . 641", "Recurso Extraordinário 252 . 313", "Recurso Extraordinário 105 . 812", "Recurso Extraordinário 196 . 126", "2008", ".", "10", ".", "00", ".", "000697", "-", "MS 27738 AGR", "Recurso Extraordinário 182 . 641", "Recurso Extraordinário 252 . 313", "Recurso Extraordinário 105 . 812", "Recurso Extraordinário 196 . 126", "PCA n 2008 . 10 . 00", "PCA n 2008 . 10 . 00 . 000697 - 4", "MS 27738 AGR", "MS 27738", "Pedido de Providências n 0000384 - 41 . 2010 . 2 . 00 . 0000", "MS 27738 AGR / DF", "ns", "2008", ".", "10", ".", "00", ".", "000885", "-", "5", "2008", ".", "10", ".", "00", ".", "000697", "-", "4", "Pedido", "MS 27738 AGR / DF", "PCA n 2008 . 10 . 00 . 000885 - 5", "MS 27571", "MS 27579", "MS 27728", "MS 27761", "MS 27787", "MS 27815", "MS 27829", "MS 27738", 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Guimarães", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES", "SÉRGIO FERRAZ", "Rosa Weber", "Cezar Peluso", "Carlos Alberto dos Santos Guimarães", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Cezar Peluso", "Paulo Tadeu Vale da Silva", "Sérgio Neumann Cupolilo", "Rosa Weber", "Cezar Peluso", "Paulo Tadeu Vale da Silva", "Sérgio Neumann Cupolilo", "ROSA WEBER", "Sarlo ’", "RODRIGO SARLO ANTÔNIO", "PERINA CHABAI MARTINS", "Sarlo ’", "RODRIGO SARLO ANTÔNIO", "PERINA CHABAI MARTINS", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER MS", "Carlos Alberto dos Santos Guimarães", "Carlos Alberto dos Santos Guimarães", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES", "SÉRGIO FERRAZ", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "Luís Roberto Barroso", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz 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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SÚMULA 691/STF. AFASTAMENTO. ROUBO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. MOTIVAÇÃO GENÉRICA E ABSTRATA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. CONCESSÃO DA ORDEM. EXTENSÃO DO BENEFÍCIO AO CORRÉU. 1. Em casos excepcionais, viável a superação do óbice da Súmula 691 desta Suprema Corte. Precedentes. 2. O decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas circunstâncias fáticas do caso concreto, evidenciando que a soltura ou a manutenção em liberdade do agente implicará risco à ordem pública, à ordem econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal (CPP, art. 312). 3. A motivação genérica e abstrata, sem elementos concretos ou base empírica idônea a amparar o decreto prisional, esbarra na jurisprudência consolidada deste Supremo Tribunal Federal, que não lhe reconhece validade. Precedentes. 4. Substituição da prisão preventiva por medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau. 5. Identidade de situações entre o paciente e o corréu enseja, na hipótese, a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal - “No concurso de agentes (Código Penal, art. 25), a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672178. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 136296 / SP 6. Ordem de habeas corpus concedida para revogar a prisão preventiva do paciente, sem prejuízo da imposição, pelo magistrado de primeiro grau, se assim o entender, das medidas cautelares ao feitio legal, estendendo os efeitos desta decisão ao corréu. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de habeas corpus, com extensão ao corréu, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672178. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP 6. Ordem de habeas corpus concedida para revogar a prisão preventiva do paciente, sem prejuízo da imposição, pelo magistrado de primeiro grau, se assim o entender, das medidas cautelares ao feitio legal, estendendo os efeitos desta decisão ao corréu. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de habeas corpus, com extensão ao corréu, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672178. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por João Carlos Pereira Filho e outro em favor de Cristiano Caetano dos Santos, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Francisco Falcão, Presidente do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 365.302/SP. Em 07.3.2016, o paciente foi preso em flagrante delito e, posteriormente, denunciado pela suposta prática do crime de roubo qualificado, tipificado no art. 157, § 2º, I e II, do Código Penal. O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de São Vicente/SP converteu o flagrante em prisão preventiva. Inconformada com a custódia cautelar do paciente, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem. A questão, então, foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Francisco Falcão, indeferiu a liminar no HC 365.302/SP. No presente writ, os Impetrantes pugnam, preliminarmente, pelo afastamento da Súmula 691/STF. Para tanto, asseveram a falta de fundamentação idônea da constrição cautelar, porquanto ausentes seus requisitos autorizadores. Asseveram a existência de circunstâncias favoráveis ao paciente, como primariedade, residência fixa e ocupação lícita. Apontam a ilegalidade da prisão ante a ausência do flagrante e da audiência de custódia. Requerem, em medida liminar, a liberdade provisória do paciente, com expedição do competente alvará de soltura. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672179. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por João Carlos Pereira Filho e outro em favor de Cristiano Caetano dos Santos, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Francisco Falcão, Presidente do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 365.302/SP. Em 07.3.2016, o paciente foi preso em flagrante delito e, posteriormente, denunciado pela suposta prática do crime de roubo qualificado, tipificado no art. 157, § 2º, I e II, do Código Penal. O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de São Vicente/SP converteu o flagrante em prisão preventiva. Inconformada com a custódia cautelar do paciente, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem. A questão, então, foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Francisco Falcão, indeferiu a liminar no HC 365.302/SP. No presente writ, os Impetrantes pugnam, preliminarmente, pelo afastamento da Súmula 691/STF. Para tanto, asseveram a falta de fundamentação idônea da constrição cautelar, porquanto ausentes seus requisitos autorizadores. Asseveram a existência de circunstâncias favoráveis ao paciente, como primariedade, residência fixa e ocupação lícita. Apontam a ilegalidade da prisão ante a ausência do flagrante e da audiência de custódia. Requerem, em medida liminar, a liberdade provisória do paciente, com expedição do competente alvará de soltura. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 136296 / SP No mérito, pleiteiam a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Em 19.8.2016, indeferi a liminar. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina pelo não conhecimento do pedido e, sucessivamente, pela denegação da ordem de habeas corpus. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672179. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP No mérito, pleiteiam a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Em 19.8.2016, indeferi a liminar. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina pelo não conhecimento do pedido e, sucessivamente, pela denegação da ordem de habeas corpus. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O objeto do presente habeas corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada contra o paciente. Extraio do ato dito coator: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que, tendo como pano de fundo o crime previsto no art. 157, § 2º, I e II, do Código Penal, denegou a ordem impetrada. É o relatório. Decido. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça firmaram o entendimento de que é incabível a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso próprio. Essa orientação tem sido adotada sem prejuízo de, eventualmente, deferir-se a ordem de ofício, em caso de flagrante ilegalidade – razão pela qual o presente writ deve ser processado. Todavia, a espécie em testilha não se enquadra nas hipóteses excepcionais passíveis de deferimento do pedido em caráter de urgência, por não veicular situação configuradora de abuso de poder ou de manifesta ilegalidade sanável no presente juízo perfunctório, devendo a controvérsia ser decidida após a tramitação completa do feito. Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar.” À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula nº 691/STF: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. A compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O objeto do presente habeas corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada contra o paciente. Extraio do ato dito coator: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que, tendo como pano de fundo o crime previsto no art. 157, § 2º, I e II, do Código Penal, denegou a ordem impetrada. É o relatório. Decido. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça firmaram o entendimento de que é incabível a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso próprio. Essa orientação tem sido adotada sem prejuízo de, eventualmente, deferir-se a ordem de ofício, em caso de flagrante ilegalidade – razão pela qual o presente writ deve ser processado. Todavia, a espécie em testilha não se enquadra nas hipóteses excepcionais passíveis de deferimento do pedido em caráter de urgência, por não veicular situação configuradora de abuso de poder ou de manifesta ilegalidade sanável no presente juízo perfunctório, devendo a controvérsia ser decidida após a tramitação completa do feito. Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar.” À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula nº 691/STF: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. A compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 136296 / SP em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de flagrante ilegalidade, teratologia ou abuso de poder na denegação da tutela de eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas: HC 125.783/BA, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 27.3.2015; HC 124.052/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 24.11.2014; e HC 120.274/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 20.6.2014. Todavia, ao exame dos autos, verifico situação autorizadora do afastamento do mencionado verbete, porquanto a prisão preventiva decretada pelo magistrado de primeiro grau carece de fundamentação idônea. O paciente e outro corréu foram presos em flagrante delito e, posteriormente, denunciados pela suposta prática do crime de roubo qualificado, tipificado no art. 157, § 2º, I e II, do Código Penal. Relata a peça acusatória que os denunciados, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma, subtraíram da vítima sua bicicleta e demais pertences pessoais. O flagrante foi convertido em prisão preventiva em decisão assim exarada: “Trata-se de auto de prisão em flagrante delito pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2º, incisos I e II, do Código Penal. (…). Conclui-se, portanto, que o flagrante encontra-se formalmente em ordem, não havendo que se falar em relaxamento da prisão. Aos autuados está sendo imputada a prática de crime grave, que vem causando grande temor na tranquila população local, em detrimento da ordem pública e social. O Poder Judiciário deve, sobremaneira, buscar fazer com que a paz social vingue, afastando sujeitos que não observam os ditames sociais do convício em sociedade, acautelando-se a própria credibilidade da justiça. Dessa forma, nada menos severo se mostra adequado ao presente caso, revelando-se inadequadas as medidas cautelares diversas da prisão, motivo pelo qual CONVERTO a prisão em flagrante em prisão preventiva, nos termos do artigo 310, II, do Código de Processo Penal, uma vez que presentes os requisitos do artigo 312 do Código de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de flagrante ilegalidade, teratologia ou abuso de poder na denegação da tutela de eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas: HC 125.783/BA, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 27.3.2015; HC 124.052/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 24.11.2014; e HC 120.274/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 20.6.2014. Todavia, ao exame dos autos, verifico situação autorizadora do afastamento do mencionado verbete, porquanto a prisão preventiva decretada pelo magistrado de primeiro grau carece de fundamentação idônea. O paciente e outro corréu foram presos em flagrante delito e, posteriormente, denunciados pela suposta prática do crime de roubo qualificado, tipificado no art. 157, § 2º, I e II, do Código Penal. Relata a peça acusatória que os denunciados, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma, subtraíram da vítima sua bicicleta e demais pertences pessoais. O flagrante foi convertido em prisão preventiva em decisão assim exarada: “Trata-se de auto de prisão em flagrante delito pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2º, incisos I e II, do Código Penal. (…). Conclui-se, portanto, que o flagrante encontra-se formalmente em ordem, não havendo que se falar em relaxamento da prisão. Aos autuados está sendo imputada a prática de crime grave, que vem causando grande temor na tranquila população local, em detrimento da ordem pública e social. O Poder Judiciário deve, sobremaneira, buscar fazer com que a paz social vingue, afastando sujeitos que não observam os ditames sociais do convício em sociedade, acautelando-se a própria credibilidade da justiça. Dessa forma, nada menos severo se mostra adequado ao presente caso, revelando-se inadequadas as medidas cautelares diversas da prisão, motivo pelo qual CONVERTO a prisão em flagrante em prisão preventiva, nos termos do artigo 310, II, do Código de Processo Penal, uma vez que presentes os requisitos do artigo 312 do Código de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 136296 / SP Processo Penal. Consigna-se que o reconhecimento da presença dos requisitos legais para a custódia cautelar, por consequência lógica, faz com que as questões pessoais periféricas, como a primariedade, residência fixa ou ocupação lícita, percam a relevância... Expeçam-se mandados de prisão.” A custódia cautelar, por sua característica de medida excepcional, exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade, sob pena de antecipação da reprimenda a ser cumprida quando da condenação (HC 105.556/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 30.8.2013). Dessa forma, o decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas circunstâncias fáticas do caso concreto, evidenciando que a soltura colocará em risco a ordem pública, a ordem econômica, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, conforme art. 312 do Código de Processo Penal. Na hipótese, sem qualquer alusão ao caso concreto e ao desamparo de base empírica idônea, o magistrado de primeiro grau fez referências genéricas e abstratas acerca da necessidade da custódia cautelar. É certo que todo delito comporta uma gravidade em sua essência, mas afirmar que a prática de crime, por si só, representa verdadeira ameaça à ordem pública e justifica a supressão da liberdade individual traduz juízo genérico acerca das circunstâncias que o envolvem na espécie. Aliás, sequer indicados elementos pertinentes aos requisitos da garantia da ordem pública. O risco à ordem pública elencado no decreto prisional em absoluto pode ser inferido da gravidade abstrata do delito imputado para justificar a prisão preventiva. A jurisprudência desta Corte Suprema reputa inidônea a fundamentação de prisão preventiva lastreada em circunstâncias genéricas e impessoais (HC 121.286/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 30.5.2014; HC 121.250/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 22.5.2014; HC 116.491/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP Processo Penal. Consigna-se que o reconhecimento da presença dos requisitos legais para a custódia cautelar, por consequência lógica, faz com que as questões pessoais periféricas, como a primariedade, residência fixa ou ocupação lícita, percam a relevância... Expeçam-se mandados de prisão.” A custódia cautelar, por sua característica de medida excepcional, exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade, sob pena de antecipação da reprimenda a ser cumprida quando da condenação (HC 105.556/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 30.8.2013). Dessa forma, o decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas circunstâncias fáticas do caso concreto, evidenciando que a soltura colocará em risco a ordem pública, a ordem econômica, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, conforme art. 312 do Código de Processo Penal. Na hipótese, sem qualquer alusão ao caso concreto e ao desamparo de base empírica idônea, o magistrado de primeiro grau fez referências genéricas e abstratas acerca da necessidade da custódia cautelar. É certo que todo delito comporta uma gravidade em sua essência, mas afirmar que a prática de crime, por si só, representa verdadeira ameaça à ordem pública e justifica a supressão da liberdade individual traduz juízo genérico acerca das circunstâncias que o envolvem na espécie. Aliás, sequer indicados elementos pertinentes aos requisitos da garantia da ordem pública. O risco à ordem pública elencado no decreto prisional em absoluto pode ser inferido da gravidade abstrata do delito imputado para justificar a prisão preventiva. A jurisprudência desta Corte Suprema reputa inidônea a fundamentação de prisão preventiva lastreada em circunstâncias genéricas e impessoais (HC 121.286/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 30.5.2014; HC 121.250/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 22.5.2014; HC 116.491/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 136296 / SP Turma, DJe 25.6.2013). Ademais, o fundamento acerca da credibilidade da justiça como lastro do decreto prisional preventivo já foi amplamente rechaçado pela jurisprudência desta Casa: “A custódia preventiva não está relacionada à credibilidade da Justiça” (HC 109.449/GO, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 21.6.2013); “No seu cotidiano exercício de interpretação constitucional do Direito Penal e Processual Penal, o Supremo Tribunal Federal já consolidou o entendimento de que o uso de expressões fortemente retóricas ou emocionais, além do apelo à credibilidade da Justiça ou ao clamor público, não se prestam para preencher o conteúdo da expressão ‘ordem pública’” (HC111.244/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 26.6.2012); e “Não se reveste de idoneidade jurídica, para efeito de justificação do ato excepcional da prisão cautelar, a alegação de que essa modalidade de prisão é necessária para resguardar a credibilidade das instituições” (HC 92.751/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 23.10.2012). No mesmo sentido: HC 127.186/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 03.8.2015; HC 101.055/GO, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 18.12.2009; HC 99.379/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 23.10.2009). Por outro lado, ainda que examinado o acréscimo de fundamentação exarado pela Corte Estadual, em especial “as circunstâncias em que praticados os crimes evidenciam a perigosidade incomum de seus autores”, a orientação firmada pela jurisprudência desta Suprema Corte é no sentido da impossibilidade de reforço argumentativo da custódia provisória pela Corte Estadual ou pelo Superior Tribunal de Justiça (HC 125.555/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 14.4.2015). De todo modo, à falta de fundamentação idônea para a prisão cautelar, tenho por imperativa a concessão da ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente, sem prejuízo da imposição, pelo julgador da ação penal de origem, se assim o entender, das medidas cautelares objeto do art. 319 do Código de Processo Penal. Anoto, por fim, ser aplicável o disposto no art. 580 do Código de Processo Penal - “No concurso de agentes (Código Penal, art. 25), a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP Turma, DJe 25.6.2013). Ademais, o fundamento acerca da credibilidade da justiça como lastro do decreto prisional preventivo já foi amplamente rechaçado pela jurisprudência desta Casa: “A custódia preventiva não está relacionada à credibilidade da Justiça” (HC 109.449/GO, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 21.6.2013); “No seu cotidiano exercício de interpretação constitucional do Direito Penal e Processual Penal, o Supremo Tribunal Federal já consolidou o entendimento de que o uso de expressões fortemente retóricas ou emocionais, além do apelo à credibilidade da Justiça ou ao clamor público, não se prestam para preencher o conteúdo da expressão ‘ordem pública’” (HC111.244/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 26.6.2012); e “Não se reveste de idoneidade jurídica, para efeito de justificação do ato excepcional da prisão cautelar, a alegação de que essa modalidade de prisão é necessária para resguardar a credibilidade das instituições” (HC 92.751/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 23.10.2012). No mesmo sentido: HC 127.186/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 03.8.2015; HC 101.055/GO, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 18.12.2009; HC 99.379/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 23.10.2009). Por outro lado, ainda que examinado o acréscimo de fundamentação exarado pela Corte Estadual, em especial “as circunstâncias em que praticados os crimes evidenciam a perigosidade incomum de seus autores”, a orientação firmada pela jurisprudência desta Suprema Corte é no sentido da impossibilidade de reforço argumentativo da custódia provisória pela Corte Estadual ou pelo Superior Tribunal de Justiça (HC 125.555/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 14.4.2015). De todo modo, à falta de fundamentação idônea para a prisão cautelar, tenho por imperativa a concessão da ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente, sem prejuízo da imposição, pelo julgador da ação penal de origem, se assim o entender, das medidas cautelares objeto do art. 319 do Código de Processo Penal. Anoto, por fim, ser aplicável o disposto no art. 580 do Código de Processo Penal - “No concurso de agentes (Código Penal, art. 25), a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 136296 / SP caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros” - em favor do corréu David Agnelo de Freitas, porquanto o magistrado de primeiro grau, em idêntico lastro de razões, a ele se referiu sem indicar elementos justificadores da constrição cautelar. Ante o exposto, supero excepcionalmente o óbice da Súmula nº 691/STF e concedo a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente Cristiano Caetano dos Santos, sem prejuízo da imposição, pelo magistrado de primeiro grau, se assim o entender, das medidas cautelares ao feitio legal, estendendo os efeitos desta decisão ao corréu. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros” - em favor do corréu David Agnelo de Freitas, porquanto o magistrado de primeiro grau, em idêntico lastro de razões, a ele se referiu sem indicar elementos justificadores da constrição cautelar. Ante o exposto, supero excepcionalmente o óbice da Súmula nº 691/STF e concedo a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente Cristiano Caetano dos Santos, sem prejuízo da imposição, pelo magistrado de primeiro grau, se assim o entender, das medidas cautelares ao feitio legal, estendendo os efeitos desta decisão ao corréu. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministra-Relatora Rosa Weber, o que é de se lamentar é que a denúncia, tal como formulada, não foi espelhada na decisão em comento; efetivamente, a decisão, tal como trazida à colação pela eminente Ministra-Relatora - e já adianto que estarei a acompanhar integralmente Vossa Excelência -, é de uma generalidade que não se basta para verticalizar no caso concreto. Mas elementos havia, quer nos autos, quer até mesmo naqueles que foram oferecidos quando a matéria foi deduzida pelo representante do Ministério Público, indicando a gravidade concreta da situação, narrando os fatos, dando detalhes do modo e do procedimento respectivo. Nada obstante, a decisão atacada nesta via não se houve com esse esmero que me parece imprescindível. Por essa razão, Senhor Presidente, estou acompanhando a eminente Ministra Rosa Weber. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11697214. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministra-Relatora Rosa Weber, o que é de se lamentar é que a denúncia, tal como formulada, não foi espelhada na decisão em comento; efetivamente, a decisão, tal como trazida à colação pela eminente Ministra-Relatora - e já adianto que estarei a acompanhar integralmente Vossa Excelência -, é de uma generalidade que não se basta para verticalizar no caso concreto. Mas elementos havia, quer nos autos, quer até mesmo naqueles que foram oferecidos quando a matéria foi deduzida pelo representante do Ministério Público, indicando a gravidade concreta da situação, narrando os fatos, dando detalhes do modo e do procedimento respectivo. Nada obstante, a decisão atacada nesta via não se houve com esse esmero que me parece imprescindível. Por essa razão, Senhor Presidente, estou acompanhando a eminente Ministra Rosa Weber. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11697214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia à Relatora para admitir a impetração. Importante é saber se, no caso, houve a prática de ato, na origem, a alcançar a liberdade de ir e vir do paciente; iniludivelmente sim, no que o Relator, no habeas corpus, indeferiu a medida de urgência. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, no tocante aos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Portanto tem-se órgão competente para apreciar o merecimento de atos que pratique – o Supremo. Por isso, admito a impetração. Em passo seguinte, defiro a ordem. A situação revela-se emblemática e, de certa forma, mostra por que a população carcerária provisória chegou, praticamente, ao mesmo patamar da definitiva. Houve desprezo à regra constitucional segundo a qual toda decisão judicial deve ser fundamentada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829427. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia à Relatora para admitir a impetração. Importante é saber se, no caso, houve a prática de ato, na origem, a alcançar a liberdade de ir e vir do paciente; iniludivelmente sim, no que o Relator, no habeas corpus, indeferiu a medida de urgência. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, no tocante aos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Portanto tem-se órgão competente para apreciar o merecimento de atos que pratique – o Supremo. Por isso, admito a impetração. Em passo seguinte, defiro a ordem. A situação revela-se emblemática e, de certa forma, mostra por que a população carcerária provisória chegou, praticamente, ao mesmo patamar da definitiva. Houve desprezo à regra constitucional segundo a qual toda decisão judicial deve ser fundamentada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 136.296 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO (249729/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, com extensão ao Corréu, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706810 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 136.296 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO (249729/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, com extensão ao Corréu, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706810 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11899790
2016-09-13T00:00:00
2016-10-24T00:00:00
A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, com extensão ao Corréu, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 13.9.2016.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SÚMULA 691/STF. AFASTAMENTO. ROUBO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. MOTIVAÇÃO GENÉRICA E ABSTRATA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. CONCESSÃO DA ORDEM. EXTENSÃO DO BENEFÍCIO AO CORRÉU. 1. Em casos excepcionais, viável a superação do óbice da Súmula 691 desta Suprema Corte. Precedentes. 2. O decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas circunstâncias fáticas do caso concreto, evidenciando que a soltura ou a manutenção em liberdade do agente implicará risco à ordem pública, à ordem econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal (CPP, art. 312). 3. A motivação genérica e abstrata, sem elementos concretos ou base empírica idônea a amparar o decreto prisional, esbarra na jurisprudência consolidada deste Supremo Tribunal Federal, que não lhe reconhece validade. Precedentes. 4. Substituição da prisão preventiva por medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau. 5. Identidade de situações entre o paciente e o corréu enseja, na hipótese, a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal - “No concurso de agentes (Código Penal, art. 25), a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros”. 6. Ordem de habeas corpus concedida para revogar a prisão preventiva do paciente, sem prejuízo da imposição, pelo magistrado de primeiro grau, se assim o entender, das medidas cautelares ao feitio legal, estendendo os efeitos desta decisão ao corréu.
sjur358474
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691/STF, SUPERAÇÃO) HC 120274 (2ªT), HC 124052 (2ªT), HC 125783 (1ªT). (PRISÃO CAUTELAR, PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA) HC 105556 (2ªT). (FUNDAMENTAÇÃO, PRISÃO PREVENTIVA, GRAVIDADE ABSTRATA) HC 116491 (2ªT), HC 121250 (1ªT), HC 121286 (2ªT). (FUNDAMENTAÇÃO, PRISÃO PREVENTIVA, CREDIBILIDADE, JUSTIÇA) HC 92751 (2ªT), HC 99379 (2ªT), HC 101055 (2ªT), HC 109449 (1ªT), HC 111244 (2ªT), HC 127186 (2ªT). (INSTÂNCIA SUPERIOR, REFORÇO, FUNDAMENTAÇÃO, PRISÃO PREVENTIVA) HC 125555 (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 22/11/2016, JSF. Revisão: 28/11/2016, KBP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
136296
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312 ART-00319 ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 136296
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PACTE.(S) : CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. AFASTAMENTO. ROUBO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. MOTIVAÇÃO GENÉRICA E ABSTRATA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. CONCESSÃO DA ORDEM. EXTENSÃO DO BENEFÍCIO AO CORRÉU. 1. Em casos excepcionais, viável a superação do óbice da Súmula 691 desta Suprema Corte. Precedentes. 2. O decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas circunstâncias fáticas do caso concreto, evidenciando que a soltura ou a manutenção em liberdade do agente implicará risco à ordem pública, à ordem econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal (CPP, art. 312). 3. A motivação genérica e abstrata, sem elementos concretos ou base empírica idônea a amparar o decreto prisional, esbarra na jurisprudência consolidada deste Supremo Tribunal Federal, que não lhe reconhece validade. Precedentes. 4. Substituição da prisão preventiva por medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau. 5. Identidade de situações entre o paciente e o corréu enseja, na hipótese, a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal - “No concurso de agentes (Código Penal, art. 25), a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672178. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 136296 / SP 6. Ordem de habeas corpus concedida para revogar a prisão preventiva do paciente, sem prejuízo da imposição, pelo magistrado de primeiro grau, se assim o entender, das medidas cautelares ao feitio legal, estendendo os efeitos desta decisão ao corréu. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de habeas corpus, com extensão ao corréu, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672178. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP 6. Ordem de habeas corpus concedida para revogar a prisão preventiva do paciente, sem prejuízo da imposição, pelo magistrado de primeiro grau, se assim o entender, das medidas cautelares ao feitio legal, estendendo os efeitos desta decisão ao corréu. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de habeas corpus, com extensão ao corréu, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 13 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672178. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por João Carlos Pereira Filho e outro em favor de Cristiano Caetano dos Santos, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Francisco Falcão, Presidente do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 365.302/SP. Em 07.3.2016, o paciente foi preso em flagrante delito e, posteriormente, denunciado pela suposta prática do crime de roubo qualificado, tipificado no art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal. O Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de São Vicente/SP converteu o flagrante em prisão preventiva. Inconformada com a custódia cautelar do paciente, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem. A questão, então, foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Francisco Falcão, indeferiu a liminar no HC 365.302/SP. No presente writ, os Impetrantes pugnam, preliminarmente, pelo afastamento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Para tanto, asseveram a falta de fundamentação idônea da constrição cautelar, porquanto ausentes seus requisitos autorizadores. Asseveram a existência de circunstâncias favoráveis ao paciente, como primariedade, residência fixa e ocupação lícita. Apontam a ilegalidade da prisão ante a ausência do flagrante e da audiência de custódia. Requerem, em medida liminar, a liberdade provisória do paciente, com expedição do competente alvará de soltura. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672179. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por João Carlos Pereira Filho e outro em favor de Cristiano Caetano dos Santos, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Francisco Falcão, Presidente do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 365.302/SP. Em 07.3.2016, o paciente foi preso em flagrante delito e, posteriormente, denunciado pela suposta prática do crime de roubo qualificado, tipificado no art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal. O Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de São Vicente/SP converteu o flagrante em prisão preventiva. Inconformada com a custódia cautelar do paciente, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem. A questão, então, foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Francisco Falcão, indeferiu a liminar no HC 365.302/SP. No presente writ, os Impetrantes pugnam, preliminarmente, pelo afastamento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Para tanto, asseveram a falta de fundamentação idônea da constrição cautelar, porquanto ausentes seus requisitos autorizadores. Asseveram a existência de circunstâncias favoráveis ao paciente, como primariedade, residência fixa e ocupação lícita. Apontam a ilegalidade da prisão ante a ausência do flagrante e da audiência de custódia. Requerem, em medida liminar, a liberdade provisória do paciente, com expedição do competente alvará de soltura. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 136296 / SP No mérito, pleiteiam a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Em 19.8.2016, indeferi a liminar. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina pelo não conhecimento do pedido e, sucessivamente, pela denegação da ordem de habeas corpus. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672179. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP No mérito, pleiteiam a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Em 19.8.2016, indeferi a liminar. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina pelo não conhecimento do pedido e, sucessivamente, pela denegação da ordem de habeas corpus. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O objeto do presente habeas corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada contra o paciente. Extraio do ato dito coator: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que, tendo como pano de fundo o crime previsto no art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal, denegou a ordem impetrada. É o relatório. Decido. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça firmaram o entendimento de que é incabível a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso próprio. Essa orientação tem sido adotada sem prejuízo de, eventualmente, deferir-se a ordem de ofício, em caso de flagrante ilegalidade – razão pela qual o presente writ deve ser processado. Todavia, a espécie em testilha não se enquadra nas hipóteses excepcionais passíveis de deferimento do pedido em caráter de urgência, por não veicular situação configuradora de abuso de poder ou de manifesta ilegalidade sanável no presente juízo perfunctório, devendo a controvérsia ser decidida após a tramitação completa do feito. Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar.” À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. A compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O objeto do presente habeas corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada contra o paciente. Extraio do ato dito coator: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que, tendo como pano de fundo o crime previsto no art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal, denegou a ordem impetrada. É o relatório. Decido. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça firmaram o entendimento de que é incabível a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso próprio. Essa orientação tem sido adotada sem prejuízo de, eventualmente, deferir-se a ordem de ofício, em caso de flagrante ilegalidade – razão pela qual o presente writ deve ser processado. Todavia, a espécie em testilha não se enquadra nas hipóteses excepcionais passíveis de deferimento do pedido em caráter de urgência, por não veicular situação configuradora de abuso de poder ou de manifesta ilegalidade sanável no presente juízo perfunctório, devendo a controvérsia ser decidida após a tramitação completa do feito. Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar.” À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. A compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 136296 / SP em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de flagrante ilegalidade, teratologia ou abuso de poder na denegação da tutela de eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas: HC 125.783/BA, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 27.3.2015; HC 124.052/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 24.11.2014; e HC 120.274/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 20.6.2014. Todavia, ao exame dos autos, verifico situação autorizadora do afastamento do mencionado verbete, porquanto a prisão preventiva decretada pelo magistrado de primeiro grau carece de fundamentação idônea. O paciente e outro corréu foram presos em flagrante delito e, posteriormente, denunciados pela suposta prática do crime de roubo qualificado, tipificado no art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal. Relata a peça acusatória que os denunciados, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma, subtraíram da vítima sua bicicleta e demais pertences pessoais. O flagrante foi convertido em prisão preventiva em decisão assim exarada: “Trata-se de auto de prisão em flagrante delito pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2..., incisos I e II, do Código Penal. (…). Conclui-se, portanto, que o flagrante encontra-se formalmente em ordem, não havendo que se falar em relaxamento da prisão. Aos autuados está sendo imputada a prática de crime grave, que vem causando grande temor na tranquila população local, em detrimento da ordem pública e social. O Poder Judiciário deve, sobremaneira, buscar fazer com que a paz social vingue, afastando sujeitos que não observam os ditames sociais do convício em sociedade, acautelando-se a própria credibilidade da justiça. Dessa forma, nada menos severo se mostra adequado ao presente caso, revelando-se inadequadas as medidas cautelares diversas da prisão, motivo pelo qual CONVERTO a prisão em flagrante em prisão preventiva, nos termos do artigo 310, II, do Código de Processo Penal, uma vez que presentes os requisitos do artigo 312 do Código de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de flagrante ilegalidade, teratologia ou abuso de poder na denegação da tutela de eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas: HC 125.783/BA, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 27.3.2015; HC 124.052/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 24.11.2014; e HC 120.274/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 20.6.2014. Todavia, ao exame dos autos, verifico situação autorizadora do afastamento do mencionado verbete, porquanto a prisão preventiva decretada pelo magistrado de primeiro grau carece de fundamentação idônea. O paciente e outro corréu foram presos em flagrante delito e, posteriormente, denunciados pela suposta prática do crime de roubo qualificado, tipificado no art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal. Relata a peça acusatória que os denunciados, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma, subtraíram da vítima sua bicicleta e demais pertences pessoais. O flagrante foi convertido em prisão preventiva em decisão assim exarada: “Trata-se de auto de prisão em flagrante delito pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2..., incisos I e II, do Código Penal. (…). Conclui-se, portanto, que o flagrante encontra-se formalmente em ordem, não havendo que se falar em relaxamento da prisão. Aos autuados está sendo imputada a prática de crime grave, que vem causando grande temor na tranquila população local, em detrimento da ordem pública e social. O Poder Judiciário deve, sobremaneira, buscar fazer com que a paz social vingue, afastando sujeitos que não observam os ditames sociais do convício em sociedade, acautelando-se a própria credibilidade da justiça. Dessa forma, nada menos severo se mostra adequado ao presente caso, revelando-se inadequadas as medidas cautelares diversas da prisão, motivo pelo qual CONVERTO a prisão em flagrante em prisão preventiva, nos termos do artigo 310, II, do Código de Processo Penal, uma vez que presentes os requisitos do artigo 312 do Código de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 136296 / SP Processo Penal. Consigna-se que o reconhecimento da presença dos requisitos legais para a custódia cautelar, por consequência lógica, faz com que as questões pessoais periféricas, como a primariedade, residência fixa ou ocupação lícita, percam a relevância... Expeçam-se mandados de prisão.” A custódia cautelar, por sua característica de medida excepcional, exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade, sob pena de antecipação da reprimenda a ser cumprida quando da condenação (HC 105.556/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 30.8.2013). Dessa forma, o decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas circunstâncias fáticas do caso concreto, evidenciando que a soltura colocará em risco a ordem pública, a ordem econômica, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, conforme art. 312 do Código de Processo Penal. Na hipótese, sem qualquer alusão ao caso concreto e ao desamparo de base empírica idônea, o magistrado de primeiro grau fez referências genéricas e abstratas acerca da necessidade da custódia cautelar. É certo que todo delito comporta uma gravidade em sua essência, mas afirmar que a prática de crime, por si só, representa verdadeira ameaça à ordem pública e justifica a supressão da liberdade individual traduz juízo genérico acerca das circunstâncias que o envolvem na espécie. Aliás, sequer indicados elementos pertinentes aos requisitos da garantia da ordem pública. O risco à ordem pública elencado no decreto prisional em absoluto pode ser inferido da gravidade abstrata do delito imputado para justificar a prisão preventiva. A jurisprudência desta Corte Suprema reputa inidônea a fundamentação de prisão preventiva lastreada em circunstâncias genéricas e impessoais (HC 121.286/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 30.5.2014; HC 121.250/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 22.5.2014; HC 116.491/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP Processo Penal. Consigna-se que o reconhecimento da presença dos requisitos legais para a custódia cautelar, por consequência lógica, faz com que as questões pessoais periféricas, como a primariedade, residência fixa ou ocupação lícita, percam a relevância... Expeçam-se mandados de prisão.” A custódia cautelar, por sua característica de medida excepcional, exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade, sob pena de antecipação da reprimenda a ser cumprida quando da condenação (HC 105.556/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 30.8.2013). Dessa forma, o decreto de prisão cautelar há de se apoiar nas circunstâncias fáticas do caso concreto, evidenciando que a soltura colocará em risco a ordem pública, a ordem econômica, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, conforme art. 312 do Código de Processo Penal. Na hipótese, sem qualquer alusão ao caso concreto e ao desamparo de base empírica idônea, o magistrado de primeiro grau fez referências genéricas e abstratas acerca da necessidade da custódia cautelar. É certo que todo delito comporta uma gravidade em sua essência, mas afirmar que a prática de crime, por si só, representa verdadeira ameaça à ordem pública e justifica a supressão da liberdade individual traduz juízo genérico acerca das circunstâncias que o envolvem na espécie. Aliás, sequer indicados elementos pertinentes aos requisitos da garantia da ordem pública. O risco à ordem pública elencado no decreto prisional em absoluto pode ser inferido da gravidade abstrata do delito imputado para justificar a prisão preventiva. A jurisprudência desta Corte Suprema reputa inidônea a fundamentação de prisão preventiva lastreada em circunstâncias genéricas e impessoais (HC 121.286/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 30.5.2014; HC 121.250/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 22.5.2014; HC 116.491/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 136296 / SP Turma, DJe 25.6.2013). Ademais, o fundamento acerca da credibilidade da justiça como lastro do decreto prisional preventivo já foi amplamente rechaçado pela jurisprudência desta Casa: “A custódia preventiva não está relacionada à credibilidade da Justiça” (HC 109.449/GO, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 21.6.2013); “No seu cotidiano exercício de interpretação constitucional do Direito Penal e Processual Penal, o Supremo Tribunal Federal já consolidou o entendimento de que o uso de expressões fortemente retóricas ou emocionais, além do apelo à credibilidade da Justiça ou ao clamor público, não se prestam para preencher o conteúdo da expressão ‘ordem pública’” (HC111.244/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 26.6.2012); e “Não se reveste de idoneidade jurídica, para efeito de justificação do ato excepcional da prisão cautelar, a alegação de que essa modalidade de prisão é necessária para resguardar a credibilidade das instituições” (HC 92.751/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 23.10.2012). No mesmo sentido: HC 127.186/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 03.8.2015; HC 101.055/GO, Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe 18.12.2009; HC 99.379/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 23.10.2009). Por outro lado, ainda que examinado o acréscimo de fundamentação exarado pela Corte Estadual, em especial “as circunstâncias em que praticados os crimes evidenciam a perigosidade incomum de seus autores”, a orientação firmada pela jurisprudência desta Suprema Corte é no sentido da impossibilidade de reforço argumentativo da custódia provisória pela Corte Estadual ou pelo Superior Tribunal de Justiça (HC 125.555/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 14.4.2015). De todo modo, à falta de fundamentação idônea para a prisão cautelar, tenho por imperativa a concessão da ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente, sem prejuízo da imposição, pelo julgador da ação penal de origem, se assim o entender, das medidas cautelares objeto do art. 319 do Código de Processo Penal. Anoto, por fim, ser aplicável o disposto no art. 580 do Código de Processo Penal - “No concurso de agentes (Código Penal, art. 25), a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP Turma, DJe 25.6.2013). Ademais, o fundamento acerca da credibilidade da justiça como lastro do decreto prisional preventivo já foi amplamente rechaçado pela jurisprudência desta Casa: “A custódia preventiva não está relacionada à credibilidade da Justiça” (HC 109.449/GO, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 21.6.2013); “No seu cotidiano exercício de interpretação constitucional do Direito Penal e Processual Penal, o Supremo Tribunal Federal já consolidou o entendimento de que o uso de expressões fortemente retóricas ou emocionais, além do apelo à credibilidade da Justiça ou ao clamor público, não se prestam para preencher o conteúdo da expressão ‘ordem pública’” (HC111.244/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 26.6.2012); e “Não se reveste de idoneidade jurídica, para efeito de justificação do ato excepcional da prisão cautelar, a alegação de que essa modalidade de prisão é necessária para resguardar a credibilidade das instituições” (HC 92.751/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 23.10.2012). No mesmo sentido: HC 127.186/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 03.8.2015; HC 101.055/GO, Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe 18.12.2009; HC 99.379/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 23.10.2009). Por outro lado, ainda que examinado o acréscimo de fundamentação exarado pela Corte Estadual, em especial “as circunstâncias em que praticados os crimes evidenciam a perigosidade incomum de seus autores”, a orientação firmada pela jurisprudência desta Suprema Corte é no sentido da impossibilidade de reforço argumentativo da custódia provisória pela Corte Estadual ou pelo Superior Tribunal de Justiça (HC 125.555/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 14.4.2015). De todo modo, à falta de fundamentação idônea para a prisão cautelar, tenho por imperativa a concessão da ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente, sem prejuízo da imposição, pelo julgador da ação penal de origem, se assim o entender, das medidas cautelares objeto do art. 319 do Código de Processo Penal. Anoto, por fim, ser aplicável o disposto no art. 580 do Código de Processo Penal - “No concurso de agentes (Código Penal, art. 25), a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 136296 / SP caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros” - em favor do corréu David Agnelo de Freitas, porquanto o magistrado de primeiro grau, em idêntico lastro de razões, a ele se referiu sem indicar elementos justificadores da constrição cautelar. Ante o exposto, supero excepcionalmente o óbice da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal e concedo a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente Cristiano Caetano dos Santos, sem prejuízo da imposição, pelo magistrado de primeiro grau, se assim o entender, das medidas cautelares ao feitio legal, estendendo os efeitos desta decisão ao corréu. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Supremo Tribunal Federal HC 136296 / SP caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros” - em favor do corréu David Agnelo de Freitas, porquanto o magistrado de primeiro grau, em idêntico lastro de razões, a ele se referiu sem indicar elementos justificadores da constrição cautelar. Ante o exposto, supero excepcionalmente o óbice da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal e concedo a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente Cristiano Caetano dos Santos, sem prejuízo da imposição, pelo magistrado de primeiro grau, se assim o entender, das medidas cautelares ao feitio legal, estendendo os efeitos desta decisão ao corréu. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11672180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministra-Relatora Rosa Weber, o que é de se lamentar é que a denúncia, tal como formulada, não foi espelhada na decisão em comento; efetivamente, a decisão, tal como trazida à colação pela eminente Ministra-Relatora - e já adianto que estarei a acompanhar integralmente Vossa Excelência -, é de uma generalidade que não se basta para verticalizar no caso concreto. Mas elementos havia, quer nos autos, quer até mesmo naqueles que foram oferecidos quando a matéria foi deduzida pelo representante do Ministério Público, indicando a gravidade concreta da situação, narrando os fatos, dando detalhes do modo e do procedimento respectivo. Nada obstante, a decisão atacada nesta via não se houve com esse esmero que me parece imprescindível. Por essa razão, Senhor Presidente, estou acompanhando a eminente Ministra Rosa Weber. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11697214. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministra-Relatora Rosa Weber, o que é de se lamentar é que a denúncia, tal como formulada, não foi espelhada na decisão em comento; efetivamente, a decisão, tal como trazida à colação pela eminente Ministra-Relatora - e já adianto que estarei a acompanhar integralmente Vossa Excelência -, é de uma generalidade que não se basta para verticalizar no caso concreto. Mas elementos havia, quer nos autos, quer até mesmo naqueles que foram oferecidos quando a matéria foi deduzida pelo representante do Ministério Público, indicando a gravidade concreta da situação, narrando os fatos, dando detalhes do modo e do procedimento respectivo. Nada obstante, a decisão atacada nesta via não se houve com esse esmero que me parece imprescindível. Por essa razão, Senhor Presidente, estou acompanhando a eminente Ministra Rosa Weber. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11697214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia à Relatora para admitir a impetração. Importante é saber se, no caso, houve a prática de ato, na origem, a alcançar a liberdade de ir e vir do paciente; iniludivelmente sim, no que o Relator, no habeas corpus, indeferiu a medida de urgência. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, no tocante aos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Portanto tem-se órgão competente para apreciar o merecimento de atos que pratique – o Supremo. Por isso, admito a impetração. Em passo seguinte, defiro a ordem. A situação revela-se emblemática e, de certa forma, mostra por que a população carcerária provisória chegou, praticamente, ao mesmo patamar da definitiva. Houve desprezo à regra constitucional segundo a qual toda decisão judicial deve ser fundamentada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829427. Supremo Tribunal Federal 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 136.296 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia à Relatora para admitir a impetração. Importante é saber se, no caso, houve a prática de ato, na origem, a alcançar a liberdade de ir e vir do paciente; iniludivelmente sim, no que o Relator, no habeas corpus, indeferiu a medida de urgência. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, no tocante aos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Portanto tem-se órgão competente para apreciar o merecimento de atos que pratique – o Supremo. Por isso, admito a impetração. Em passo seguinte, defiro a ordem. A situação revela-se emblemática e, de certa forma, mostra por que a população carcerária provisória chegou, praticamente, ao mesmo patamar da definitiva. Houve desprezo à regra constitucional segundo a qual toda decisão judicial deve ser fundamentada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 13/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 136.296 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO (249729/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, com extensão ao Corréu, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706810 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 136.296 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : CRISTIANO CAETANO DOS SANTOS IMPTE.(S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO (249729/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 365.302 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, com extensão ao Corréu, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 13.9.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11706810 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 136 . 296", "HC n 365 . 302", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 desta Suprema Corte", "HC 136296 / SP", "HC 136296 / SP", "HABEAS CORPUS 136 . 296", "HC n 365 . 302 DO SUPERIOR", "HC 365 . 302 / SP", "HC 365 . 302 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 136 . 296", "HC n 365 . 302", "HC 365 . 302 / SP", "HC 365 . 302 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 136296 / SP", "HC 136296 / SP", "HABEAS CORPUS 136 . 296", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 136 . 296", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 136296 / SP", "HC 125 . 783 / BA", "HC 124 . 052 / PR", "HC 120 . 274 / ES", "HC 136296 / SP", "HC 125 . 783 / BA", "HC 124 . 052 / PR", "HC 120 . 274 / ES", "HC 136296 / SP", "HC 105 . 556 / SP", "HC 121 . 286 / PE", "HC 121 . 250 / SE", "HC 116 . 491 / SP", "HC 136296 / SP", "HC 105 . 556 / SP", "HC 121 . 286 / PE", "HC 121 . 250 / SE", "HC 116 . 491 / SP", "HC 136296 / SP", "HC 109 . 449 / GO", "HC111 . 244 / SP", "HC 92 . 751 / SP", "HC 127 . 186 / PR", "HC 101 . 055 / GO", "HC 99 . 379 / SP", "HC 125 . 555 / PR", "HC 136296 / SP Turma", "HC 109", "HC111 . 244 / SP", "HC 92 . 751 / SP", "HC 127 . 186 / PR", "HC 101 . 055 / GO", "HC 99 . 379 / SP", "HC 125 . 555 / PR", "HC 136296 / SP", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 136296 / SP", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 136 . 296 SÃO", "HABEAS CORPUS 136 . 296", "HABEAS CORPUS 136 . 296", "HABEAS CORPUS 136 . 296 SÃO", "HABEAS CORPUS 136 . 296", "HC n 365 . 302 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 136 . 296", "HC n 365 . 302 DO SUPERIOR" ], "LEGISLACAO": [ "CPP , art . 312", "art . 319 do Código de Processo Penal", "art . 580 do Código de Processo Penal", "Código Penal , art . 25", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "artigo 157 , § 2 . . . , incisos I e II , do Código Penal", "artigo 310 , II , do Código de Processo Penal", "artigo 312 do Código de 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "artigo 157 , § 2 . . . , incisos I e II , do Código Penal", "artigo 310 , II , do Código de Processo Penal", "artigo 312 do Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "art . 580 do Código de Processo Penal", "Código Penal , art . 25 )", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "art . 580 do Código de Processo Penal", "Código Penal , art . 25", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "1", ". . 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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Não há ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a excepcionalíssima concessão da ordem de ofício na decisão que, amoldando-se a precedente desta Corte, implementa a execução provisória da pena na pendência de julgamento de recursos excepcionais. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 21 a 27 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028751. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 135347 AGR / PB Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028751. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ocorrência de hipótese de não conhecimento, sem possibilidade de concessão da ordem de ofício em razão da ausência de ilegalidade flagrante ou teratologia, negou seguimento ao habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que a execução da pena, antes do esgotamento dos recursos excepcionais, contraria o Princípio da Presunção da Inocência. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028752. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ocorrência de hipótese de não conhecimento, sem possibilidade de concessão da ordem de ofício em razão da ausência de ilegalidade flagrante ou teratologia, negou seguimento ao habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que a execução da pena, antes do esgotamento dos recursos excepcionais, contraria o Princípio da Presunção da Inocência. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028752. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada. A ordem foi denegada nos seguintes termos: “Registro que a decisão proferida pelo Tribunal Pleno no HC 126.292/SP, em que se reconheceu a possibilidade de execução provisória de provimento condenatório sujeito a recursos excepcionais, parte da premissa de que, nas palavras do eminente Ministro Teori Zavascki, é “no âmbito das instâncias ordinárias que se exaure a possibilidade de exame de fatos e provas e, sob esse aspecto, a própria fixação da responsabilidade criminal do acusado.“ A esse respeito, na mesma oportunidade, consignei: “Da leitura que faço dos artigos 102 e 105 da Constituição da República, igualmente não depreendo, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, terem sido concebidos, na estrutura recursal ali prevista, para revisar injustiças do caso concreto. O caso concreto tem, para sua escorreita solução, um Juízo monocrático e um Colegiado, este formado por pelo menos três magistrados em estágio adiantado de suas carreiras, os quais, em grau de recurso, devem reexaminar juízos equivocados e sanar injustiças. O revolvimento da matéria fática, firmada nas instâncias ordinárias, não deve estar ao alcance das Cortes Superiores, que podem apenas dar aos fatos afirmados nos acórdãos recorridos nova definição jurídica, mas não nova versão. As instâncias ordinárias, portanto, são soberanas no que diz respeito à avaliação das provas e à definição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada. A ordem foi denegada nos seguintes termos: “Registro que a decisão proferida pelo Tribunal Pleno no HC 126.292/SP, em que se reconheceu a possibilidade de execução provisória de provimento condenatório sujeito a recursos excepcionais, parte da premissa de que, nas palavras do eminente Ministro Teori Zavascki, é “no âmbito das instâncias ordinárias que se exaure a possibilidade de exame de fatos e provas e, sob esse aspecto, a própria fixação da responsabilidade criminal do acusado.“ A esse respeito, na mesma oportunidade, consignei: “Da leitura que faço dos artigos 102 e 105 da Constituição da República, igualmente não depreendo, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, terem sido concebidos, na estrutura recursal ali prevista, para revisar injustiças do caso concreto. O caso concreto tem, para sua escorreita solução, um Juízo monocrático e um Colegiado, este formado por pelo menos três magistrados em estágio adiantado de suas carreiras, os quais, em grau de recurso, devem reexaminar juízos equivocados e sanar injustiças. O revolvimento da matéria fática, firmada nas instâncias ordinárias, não deve estar ao alcance das Cortes Superiores, que podem apenas dar aos fatos afirmados nos acórdãos recorridos nova definição jurídica, mas não nova versão. As instâncias ordinárias, portanto, são soberanas no que diz respeito à avaliação das provas e à definição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB das versões fáticas apresentadas pelas partes.” Em razão disso, fixou-se a tese no sentido de que: “A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal.” Em relação à suposta negativa de vigência ao art. 283, CPP, reporto-me ao que decidi no HC 133387/DF, julgado em 14.06.2016: “Quando do julgamento do HC 126.292/SP ainda estava em vigor o art. 27, § 2º, da Lei 8.038/90 segundo o qual “os recursos extraordinário e especial serão recebidos no efeito devolutivo”. A essa regra somava-se aquela do art. 637 do CPP segundo a qual “o recurso extraordinário não tem efeito suspensivo, e uma vez arrazoados pelo recorrido os autos do traslado, os originais baixarão à primeira instância, para a execução da sentença.” Com a revogação expressa do artigo 27, § 2º, da Lei 8.038/90, após a entrada em vigor do novo Código de Processo Civil, as regras desse diploma passaram a regulamentar os recursos especial e extraordinário também no âmbito do processo penal, em razão do que dispõe o art. 3º do CPP. Sendo assim, daquilo que se depreende do art. 995 c/c o art. 1.029, § 5º, ambos do CPC, permanece sendo excepcional a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos especial e extraordinário na seara criminal. A regra geral continua a ser o recebimento desses recursos excepcionais no efeito meramente devolutivo. Como se sabe, as decisões jurisdicionais não impugnáveis por recursos dotados de efeito suspensivo possuem eficácia imediata. Essa a razão pela qual, após esgotadas as instâncias ordinárias, a condenação criminal poderá provisoriamente surtir o imediato efeito do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB das versões fáticas apresentadas pelas partes.” Em razão disso, fixou-se a tese no sentido de que: “A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal.” Em relação à suposta negativa de vigência ao art. 283, CPP, reporto-me ao que decidi no HC 133387/DF, julgado em 14.06.2016: “Quando do julgamento do HC 126.292/SP ainda estava em vigor o art. 27, § 2º, da Lei 8.038/90 segundo o qual “os recursos extraordinário e especial serão recebidos no efeito devolutivo”. A essa regra somava-se aquela do art. 637 do CPP segundo a qual “o recurso extraordinário não tem efeito suspensivo, e uma vez arrazoados pelo recorrido os autos do traslado, os originais baixarão à primeira instância, para a execução da sentença.” Com a revogação expressa do artigo 27, § 2º, da Lei 8.038/90, após a entrada em vigor do novo Código de Processo Civil, as regras desse diploma passaram a regulamentar os recursos especial e extraordinário também no âmbito do processo penal, em razão do que dispõe o art. 3º do CPP. Sendo assim, daquilo que se depreende do art. 995 c/c o art. 1.029, § 5º, ambos do CPC, permanece sendo excepcional a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos especial e extraordinário na seara criminal. A regra geral continua a ser o recebimento desses recursos excepcionais no efeito meramente devolutivo. Como se sabe, as decisões jurisdicionais não impugnáveis por recursos dotados de efeito suspensivo possuem eficácia imediata. Essa a razão pela qual, após esgotadas as instâncias ordinárias, a condenação criminal poderá provisoriamente surtir o imediato efeito do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB encarceramento, uma vez que o acesso às instâncias extraordinárias se dá por meio de recursos que não são ordinariamente dotados de efeito meramente devolutivo. Nem mesmo a regra do art. 283, CPP, com sua atual redação, conduz a resultado diverso. Referido artigo dispõe que “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva.” Essa redação foi dada pela Lei nº 12.403/2011, a qual alterou dispositivos “relativos à prisão processual, fiança, liberdade provisória, demais medidas cautelares.” Ao contrário do que se tem propalado, com a devida vênia de quem concebe diversamente, não depreendo da regra acima transcrita, a vedação a toda e qualquer prisão, exceto aquelas ali expressamente previstas. Tem-se sustentado que, à exceção da prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva e prisão decorrente de sentença condenatória transitada em julgado, todas as demais formas de prisão restaram revogadas pela norma do referido art. 283 do CPP, tendo em vista o critério temporal de solução de antinomias previsto no art. 2º, § 1º, da Lei 4.657/1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Inicialmente, consigno que não depreendo entre a regra do art. 283 do CPP e a regra que dispõe ser apenas devolutivo o efeito dos recursos excepcionais (art. 637 do CPP c/c a dos arts. 995 e 1.029, § 5º, ambos do CPC) antinomia que desafie solução pelo critério temporal. Se assim o fosse, a conclusão seria, singelamente, pela prevalência da regra que dispõe ser mesmo meramente devolutivo o efeito dos recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, haja vista que os arts. 995 e 1.029, § 5º, ambos do CPC, têm 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB encarceramento, uma vez que o acesso às instâncias extraordinárias se dá por meio de recursos que não são ordinariamente dotados de efeito meramente devolutivo. Nem mesmo a regra do art. 283, CPP, com sua atual redação, conduz a resultado diverso. Referido artigo dispõe que “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva.” Essa redação foi dada pela Lei nº 12.403/2011, a qual alterou dispositivos “relativos à prisão processual, fiança, liberdade provisória, demais medidas cautelares.” Ao contrário do que se tem propalado, com a devida vênia de quem concebe diversamente, não depreendo da regra acima transcrita, a vedação a toda e qualquer prisão, exceto aquelas ali expressamente previstas. Tem-se sustentado que, à exceção da prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva e prisão decorrente de sentença condenatória transitada em julgado, todas as demais formas de prisão restaram revogadas pela norma do referido art. 283 do CPP, tendo em vista o critério temporal de solução de antinomias previsto no art. 2º, § 1º, da Lei 4.657/1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Inicialmente, consigno que não depreendo entre a regra do art. 283 do CPP e a regra que dispõe ser apenas devolutivo o efeito dos recursos excepcionais (art. 637 do CPP c/c a dos arts. 995 e 1.029, § 5º, ambos do CPC) antinomia que desafie solução pelo critério temporal. Se assim o fosse, a conclusão seria, singelamente, pela prevalência da regra que dispõe ser mesmo meramente devolutivo o efeito dos recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, haja vista que os arts. 995 e 1.029, § 5º, ambos do CPC, têm 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB vigência posterior à regra do art. 283 do CPP. Entendo aplicável ao caso, ao contrário, o disposto no art. 2°, § 2°, da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Lei 4.657/1942), segundo o qual regra posterior que dispõe sobre questão especial não revoga as disposições especiais já existentes. Em outras palavras, não há verdadeira antinomia entre o que dispõe o art. 283 do CPP e a regra que confere eficácia imediata aos acórdãos proferidos por Tribunais de Apelação. Primeiro, porque não é adequada a interpretação segundo a qual o art. 283 do CPP varreu do mundo jurídico toda forma de prisão que não aquelas ali expressamente previstas, quais sejam, a prisão em flagrante, a prisão temporária, a prisão preventiva e prisão decorrente de sentença condenatória transitada em julgado. É intuitivo que as demais prisões reguladas por outros ramos do direito, como é o caso da prisão civil por inadimplemento voluntário e inescusável de pensão alimentícia e a prisão administrativa decorrente de transgressão militar, permanecem com suas regulamentações intactas, a despeito da posterior entrada em vigor do disposto no art. 283 do CPP. Vale dizer, fosse correta a afirmação segundo a qual depois da entrada em vigor da regra do art. 283 do CPP, toda e qualquer modalidade de prisão não contemplada expressamente no referido dispositivo, estaria revogada, ter-se-ia de admitir que as demais modalidades de prisão civil e administrativa teriam sido igualmente extintas. Ainda que se possa objetar ter o art. 283 do CPP tratado exclusivamente do fenômeno da prisão penal e processual penal, não haveria a propalada incompatibilidade entre a regra do art. 283 do CPP e aquela que atribui efeito meramente devolutivo aos recursos excepcionais. Como dito, houvesse incompatibilidade a ser sanada 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB vigência posterior à regra do art. 283 do CPP. Entendo aplicável ao caso, ao contrário, o disposto no art. 2°, § 2°, da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Lei 4.657/1942), segundo o qual regra posterior que dispõe sobre questão especial não revoga as disposições especiais já existentes. Em outras palavras, não há verdadeira antinomia entre o que dispõe o art. 283 do CPP e a regra que confere eficácia imediata aos acórdãos proferidos por Tribunais de Apelação. Primeiro, porque não é adequada a interpretação segundo a qual o art. 283 do CPP varreu do mundo jurídico toda forma de prisão que não aquelas ali expressamente previstas, quais sejam, a prisão em flagrante, a prisão temporária, a prisão preventiva e prisão decorrente de sentença condenatória transitada em julgado. É intuitivo que as demais prisões reguladas por outros ramos do direito, como é o caso da prisão civil por inadimplemento voluntário e inescusável de pensão alimentícia e a prisão administrativa decorrente de transgressão militar, permanecem com suas regulamentações intactas, a despeito da posterior entrada em vigor do disposto no art. 283 do CPP. Vale dizer, fosse correta a afirmação segundo a qual depois da entrada em vigor da regra do art. 283 do CPP, toda e qualquer modalidade de prisão não contemplada expressamente no referido dispositivo, estaria revogada, ter-se-ia de admitir que as demais modalidades de prisão civil e administrativa teriam sido igualmente extintas. Ainda que se possa objetar ter o art. 283 do CPP tratado exclusivamente do fenômeno da prisão penal e processual penal, não haveria a propalada incompatibilidade entre a regra do art. 283 do CPP e aquela que atribui efeito meramente devolutivo aos recursos excepcionais. Como dito, houvesse incompatibilidade a ser sanada 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB pelo critério temporal (regra posterior revoga regra anterior com ela incompatível), prevaleceria a regra do efeito meramente devolutivo dos recursos especial e extraordinário, dada a vigência posterior dos arts. 995 e 1.029, § 5º, ambos do CPC. Da forma como concebo referidas normas, no que diz respeito à condenação, o disposto no art. 283 do CPP impõe, como regra, o trânsito em julgado do título judicial. Vale dizer, sentenças de Juízos de primeiro grau, acórdãos não unânimes (ainda passíveis de impugnação por meio dos embargos infringentes) de Tribunais locais, como regra, não podem produzir seus efeitos antes do trânsito em julgado, ou seja, antes de decorridos os prazos preclusivos. Nessa linha, recentemente, neguei seguimento monocraticamente à Reclamação 23.535, por meio da qual o Ministério Público pretendia efeito imediato a condenação não unânime proferida por Tribunal local, dentre outras razões, porque em tais casos ainda é cabível o recurso de embargos infringentes, dotado de efeito suspensivo. A disposição geral que exige o trânsito em julgado da condenação para produção de efeitos não é incompatível com a especial regra que confere efeito imediato aos acórdãos somente atacáveis pela via dos recursos excepcionais, os quais não são ordinariamente dotados de efeito suspensivo. A excepcionalidade do efeito suspensivo a ser conferido aos recursos extraordinário e especial, como assentado por esta Suprema Corte quando do julgamento do HC 126.292/SP, não é incompatível com a regra do art. 5º, LVII, da Constituição da República. Ao contrário, prevaleceu o entendimento segundo o qual às Cortes Superiores foi conferida competência recursal pela Constituição da República visando a tutelar o direito objetivo e não eventuais injustiças cometidas 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB pelo critério temporal (regra posterior revoga regra anterior com ela incompatível), prevaleceria a regra do efeito meramente devolutivo dos recursos especial e extraordinário, dada a vigência posterior dos arts. 995 e 1.029, § 5º, ambos do CPC. Da forma como concebo referidas normas, no que diz respeito à condenação, o disposto no art. 283 do CPP impõe, como regra, o trânsito em julgado do título judicial. Vale dizer, sentenças de Juízos de primeiro grau, acórdãos não unânimes (ainda passíveis de impugnação por meio dos embargos infringentes) de Tribunais locais, como regra, não podem produzir seus efeitos antes do trânsito em julgado, ou seja, antes de decorridos os prazos preclusivos. Nessa linha, recentemente, neguei seguimento monocraticamente à Reclamação 23.535, por meio da qual o Ministério Público pretendia efeito imediato a condenação não unânime proferida por Tribunal local, dentre outras razões, porque em tais casos ainda é cabível o recurso de embargos infringentes, dotado de efeito suspensivo. A disposição geral que exige o trânsito em julgado da condenação para produção de efeitos não é incompatível com a especial regra que confere efeito imediato aos acórdãos somente atacáveis pela via dos recursos excepcionais, os quais não são ordinariamente dotados de efeito suspensivo. A excepcionalidade do efeito suspensivo a ser conferido aos recursos extraordinário e especial, como assentado por esta Suprema Corte quando do julgamento do HC 126.292/SP, não é incompatível com a regra do art. 5º, LVII, da Constituição da República. Ao contrário, prevaleceu o entendimento segundo o qual às Cortes Superiores foi conferida competência recursal pela Constituição da República visando a tutelar o direito objetivo e não eventuais injustiças cometidas 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB num caso concreto. Sendo assim, a atribuição de efeitos ordinariamente devolutivos a esses recursos, que são excepcionais até pela denominação que lhes emprega a Constituição (especial e extraordinário), está em absoluta conformidade com o sistema constitucional visto como um todo. Nesse aspecto, repiso o que assentei naquela oportunidade, quando considerei que o acesso via recurso ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça se dá em caráter de absoluta excepcionalidade. A própria definição constitucional da quantidade de magistrados com assento nessas Cortes repele qualquer interpretação que queria delas fazer instâncias revisoras universais. A finalidade que a Constituição persegue não é outorgar uma terceira ou quarta chance para a revisão de um pronunciamento jurisdicional com o qual o sucumbente não se conforma e considera injusto. O acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercerem seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. Tanto é assim que o art. 102, § 3º, da Constituição Federal exige demonstração de repercussão geral das questões constitucionais debatidas no recurso extraordinário. Ou seja, não basta ao recorrente demonstrar que no julgamento de seu caso concreto malferiu-se um preceito constitucional. Necessário que demonstre, além disso, no mínimo, a transcendência e relevância da tese jurídica a ser afirmada pelo Supremo Tribunal Federal. A própria Constituição é que põe o Supremo Tribunal Federal primordialmente a serviço da ordem jurídica e apenas reflexamente a operar para apreciar situações de injustiças individuais. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB num caso concreto. Sendo assim, a atribuição de efeitos ordinariamente devolutivos a esses recursos, que são excepcionais até pela denominação que lhes emprega a Constituição (especial e extraordinário), está em absoluta conformidade com o sistema constitucional visto como um todo. Nesse aspecto, repiso o que assentei naquela oportunidade, quando considerei que o acesso via recurso ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça se dá em caráter de absoluta excepcionalidade. A própria definição constitucional da quantidade de magistrados com assento nessas Cortes repele qualquer interpretação que queria delas fazer instâncias revisoras universais. A finalidade que a Constituição persegue não é outorgar uma terceira ou quarta chance para a revisão de um pronunciamento jurisdicional com o qual o sucumbente não se conforma e considera injusto. O acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercerem seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. Tanto é assim que o art. 102, § 3º, da Constituição Federal exige demonstração de repercussão geral das questões constitucionais debatidas no recurso extraordinário. Ou seja, não basta ao recorrente demonstrar que no julgamento de seu caso concreto malferiu-se um preceito constitucional. Necessário que demonstre, além disso, no mínimo, a transcendência e relevância da tese jurídica a ser afirmada pelo Supremo Tribunal Federal. A própria Constituição é que põe o Supremo Tribunal Federal primordialmente a serviço da ordem jurídica e apenas reflexamente a operar para apreciar situações de injustiças individuais. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB Nem mesmo o excessivo apego à literalidade da regra do art. 5º, LVII, da Constituição da República, a qual, nessa concepção, imporia sempre o trânsito em julgado, seria capaz de conduzir a solução diversa. A opção legislativa de dar eficácia à sentença condenatória tão logo confirmada em segundo grau de jurisdição, e não mais sujeita a recurso com efeito suspensivo, está consentânea com a razão constitucional da própria existência dos recursos às instâncias extraordinárias. Sabem todos que o trânsito em julgado, no sistema recursal brasileiro, depende em algum momento da inércia da parte sucumbente. Há sempre um recurso oponível a uma decisão, por mais incabível que seja, por mais estapafúrdias que sejam as razões recursais invocadas. Se pudéssemos dar à regra do art. 5º, LVII, da CF caráter absoluto, teríamos de admitir, no limite, que a execução da pena privativa de liberdade só poderia operar-se quando o réu se conformasse com sua sorte e deixasse de opor novos embargos declaratórios. Isso significaria dizer que a execução da pena privativa de liberdade estaria condicionada à concordância do apenado. Salta aos olhos, portanto, que não se pode dar caráter absoluto à dicção do art. 5º, LVII, da Constituição da República ao mencionar trânsito em julgado. Do contrário, estar-se-ia a admitir que a Constituição erigiu em caráter absoluto uma presunção de inépcia das instâncias ordinárias. Afinal, se a presunção de inocência não cede nem mesmo depois de um Juízo monocrático ter afirmado a culpa de um acusado, após devido processo legal, com a subsequente confirmação por parte de experientes julgadores de segundo grau, soberanos na avaliação dos fatos e integrantes de instância à qual não se opõem limites à devolutividade recursal, reflexamente 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB Nem mesmo o excessivo apego à literalidade da regra do art. 5º, LVII, da Constituição da República, a qual, nessa concepção, imporia sempre o trânsito em julgado, seria capaz de conduzir a solução diversa. A opção legislativa de dar eficácia à sentença condenatória tão logo confirmada em segundo grau de jurisdição, e não mais sujeita a recurso com efeito suspensivo, está consentânea com a razão constitucional da própria existência dos recursos às instâncias extraordinárias. Sabem todos que o trânsito em julgado, no sistema recursal brasileiro, depende em algum momento da inércia da parte sucumbente. Há sempre um recurso oponível a uma decisão, por mais incabível que seja, por mais estapafúrdias que sejam as razões recursais invocadas. Se pudéssemos dar à regra do art. 5º, LVII, da CF caráter absoluto, teríamos de admitir, no limite, que a execução da pena privativa de liberdade só poderia operar-se quando o réu se conformasse com sua sorte e deixasse de opor novos embargos declaratórios. Isso significaria dizer que a execução da pena privativa de liberdade estaria condicionada à concordância do apenado. Salta aos olhos, portanto, que não se pode dar caráter absoluto à dicção do art. 5º, LVII, da Constituição da República ao mencionar trânsito em julgado. Do contrário, estar-se-ia a admitir que a Constituição erigiu em caráter absoluto uma presunção de inépcia das instâncias ordinárias. Afinal, se a presunção de inocência não cede nem mesmo depois de um Juízo monocrático ter afirmado a culpa de um acusado, após devido processo legal, com a subsequente confirmação por parte de experientes julgadores de segundo grau, soberanos na avaliação dos fatos e integrantes de instância à qual não se opõem limites à devolutividade recursal, reflexamente 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB estaríamos a afirmar que a Constituição erigiu uma presunção absoluta de desconfiança às decisões provenientes das instâncias ordinárias. Não desconsidero, embora em homenagem à grande maioria da magistratura brasileira deva ressaltar que isto é excepcional, a existência de teratológicas decisões jurisdicionais, mesmo em segundo grau de jurisdição. Isso, todavia, não serve de argumento a conferir efeito paralisante à eficácia de absolutamente todas as condenações criminais assentadas em segundo grau. Para sanar essas situações, como se sabe, há instrumentos processuais eficazes, tais como as medidas cautelares para conferir efeito suspensivo a recursos especiais e extraordinários, bem como o habeas corpus, que a despeito de interpretação mais restritiva sobre seu cabimento, em casos de teratologia, são concedidos de ofício por esta Suprema Corte. Além disso, como bem assentado pelo eminente Ministro Luiz Fux quando do julgamento do HC 126.292/SP, a conformação do conceito de trânsito em julgado é matéria que atine à legislação infraconstitucional. Não há, em princípio, um conceito constitucional de coisa julgada e de trânsito em julgado. Percebe-se que a lei contempla modalidades distintas de coisas julgadas. Basta ver que uma condenação criminal jamais faz coisa julgada material, pois a qualquer tempo, ainda que falecido o condenado, está sujeita à revogação por via da revisão criminal. Nessa linha, nada impede que, pela via da atribuição de efeito meramente devolutivo a recursos excepcionais, a lei ordinária promova a extensão de efeitos que usualmente só permite que tenham decisões trânsitas em julgado. Como dito, o art. 283 do CPP, em regra, exige o trânsito em julgado para a eficácia dos provimentos jurisdicionais condenatórios em geral. As regras dos arts. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB estaríamos a afirmar que a Constituição erigiu uma presunção absoluta de desconfiança às decisões provenientes das instâncias ordinárias. Não desconsidero, embora em homenagem à grande maioria da magistratura brasileira deva ressaltar que isto é excepcional, a existência de teratológicas decisões jurisdicionais, mesmo em segundo grau de jurisdição. Isso, todavia, não serve de argumento a conferir efeito paralisante à eficácia de absolutamente todas as condenações criminais assentadas em segundo grau. Para sanar essas situações, como se sabe, há instrumentos processuais eficazes, tais como as medidas cautelares para conferir efeito suspensivo a recursos especiais e extraordinários, bem como o habeas corpus, que a despeito de interpretação mais restritiva sobre seu cabimento, em casos de teratologia, são concedidos de ofício por esta Suprema Corte. Além disso, como bem assentado pelo eminente Ministro Luiz Fux quando do julgamento do HC 126.292/SP, a conformação do conceito de trânsito em julgado é matéria que atine à legislação infraconstitucional. Não há, em princípio, um conceito constitucional de coisa julgada e de trânsito em julgado. Percebe-se que a lei contempla modalidades distintas de coisas julgadas. Basta ver que uma condenação criminal jamais faz coisa julgada material, pois a qualquer tempo, ainda que falecido o condenado, está sujeita à revogação por via da revisão criminal. Nessa linha, nada impede que, pela via da atribuição de efeito meramente devolutivo a recursos excepcionais, a lei ordinária promova a extensão de efeitos que usualmente só permite que tenham decisões trânsitas em julgado. Como dito, o art. 283 do CPP, em regra, exige o trânsito em julgado para a eficácia dos provimentos jurisdicionais condenatórios em geral. As regras dos arts. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB 637 do CPP c/c a dos arts. 995 e 1.029, § 5º, ambos do CPC, ao atribuir efeito meramente devolutivo aos recursos extraordinário e especial, excepcionam a regra geral do art. 283 do CPP, permitindo o início da execução quando o provimento condenatório for proferido por Tribunal de Apelação. A afirmação da vigência do art. 283 do CPP, portanto, na minha ótica, em nada macula a conclusão a que chegou esta Suprema Corte quando do julgamento do HC 126.292/SP.” Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Posto isso, com fulcro no art. 21, §1º, do RISTF, nego seguimento ao habeas corpus.” Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Com efeito, a decisão vergastada amolda-se à jurisprudência da Corte, merecendo destaque a inexistência de decisão colegiada que contrarie o precedente do Plenário questionado pelo impetrante. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB 637 do CPP c/c a dos arts. 995 e 1.029, § 5º, ambos do CPC, ao atribuir efeito meramente devolutivo aos recursos extraordinário e especial, excepcionam a regra geral do art. 283 do CPP, permitindo o início da execução quando o provimento condenatório for proferido por Tribunal de Apelação. A afirmação da vigência do art. 283 do CPP, portanto, na minha ótica, em nada macula a conclusão a que chegou esta Suprema Corte quando do julgamento do HC 126.292/SP.” Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Posto isso, com fulcro no art. 21, §1º, do RISTF, nego seguimento ao habeas corpus.” Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Com efeito, a decisão vergastada amolda-se à jurisprudência da Corte, merecendo destaque a inexistência de decisão colegiada que contrarie o precedente do Plenário questionado pelo impetrante. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Tipo Texto 524 AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933765. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) : LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) : PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES (14942/PB) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021133 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) : LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) : PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES (14942/PB) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021133 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12035913
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Não há ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a excepcionalíssima concessão da ordem de ofício na decisão que, amoldando-se a precedente desta Corte, implementa a execução provisória da pena na pendência de julgamento de recursos excepcionais. 3. Agravo regimental desprovido.
sjur359971
Número de páginas: 14. Análise: 21/11/2016, JSF. Revisão: 28/11/2016, KBP.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
135347
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 135347 AgR
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AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) : LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) : PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Não há ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a excepcionalíssima concessão da ordem de ofício na decisão que, amoldando-se a precedente desta Corte, implementa a execução provisória da pena na pendência de julgamento de recursos excepcionais. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 21 a 27 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028751. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 135347 AGR / PB Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028751. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ocorrência de hipótese de não conhecimento, sem possibilidade de concessão da ordem de ofício em razão da ausência de ilegalidade flagrante ou teratologia, negou seguimento ao habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que a execução da pena, antes do esgotamento dos recursos excepcionais, contraria o Princípio da Presunção da Inocência. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028752. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ocorrência de hipótese de não conhecimento, sem possibilidade de concessão da ordem de ofício em razão da ausência de ilegalidade flagrante ou teratologia, negou seguimento ao habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que a execução da pena, antes do esgotamento dos recursos excepcionais, contraria o Princípio da Presunção da Inocência. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028752. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada. A ordem foi denegada nos seguintes termos: “Registro que a decisão proferida pelo Tribunal Pleno no HC 126.292/SP, em que se reconheceu a possibilidade de execução provisória de provimento condenatório sujeito a recursos excepcionais, parte da premissa de que, nas palavras do eminente Ministro Teori Zavascki, é “no âmbito das instâncias ordinárias que se exaure a possibilidade de exame de fatos e provas e, sob esse aspecto, a própria fixação da responsabilidade criminal do acusado.“ A esse respeito, na mesma oportunidade, consignei: “Da leitura que faço dos artigos 102 e 105 da Constituição da República, igualmente não depreendo, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, terem sido concebidos, na estrutura recursal ali prevista, para revisar injustiças do caso concreto. O caso concreto tem, para sua escorreita solução, um Juízo monocrático e um Colegiado, este formado por pelo menos três magistrados em estágio adiantado de suas carreiras, os quais, em grau de recurso, devem reexaminar juízos equivocados e sanar injustiças. O revolvimento da matéria fática, firmada nas instâncias ordinárias, não deve estar ao alcance das Cortes Superiores, que podem apenas dar aos fatos afirmados nos acórdãos recorridos nova definição jurídica, mas não nova versão. As instâncias ordinárias, portanto, são soberanas no que diz respeito à avaliação das provas e à definição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada. A ordem foi denegada nos seguintes termos: “Registro que a decisão proferida pelo Tribunal Pleno no HC 126.292/SP, em que se reconheceu a possibilidade de execução provisória de provimento condenatório sujeito a recursos excepcionais, parte da premissa de que, nas palavras do eminente Ministro Teori Zavascki, é “no âmbito das instâncias ordinárias que se exaure a possibilidade de exame de fatos e provas e, sob esse aspecto, a própria fixação da responsabilidade criminal do acusado.“ A esse respeito, na mesma oportunidade, consignei: “Da leitura que faço dos artigos 102 e 105 da Constituição da República, igualmente não depreendo, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, terem sido concebidos, na estrutura recursal ali prevista, para revisar injustiças do caso concreto. O caso concreto tem, para sua escorreita solução, um Juízo monocrático e um Colegiado, este formado por pelo menos três magistrados em estágio adiantado de suas carreiras, os quais, em grau de recurso, devem reexaminar juízos equivocados e sanar injustiças. O revolvimento da matéria fática, firmada nas instâncias ordinárias, não deve estar ao alcance das Cortes Superiores, que podem apenas dar aos fatos afirmados nos acórdãos recorridos nova definição jurídica, mas não nova versão. As instâncias ordinárias, portanto, são soberanas no que diz respeito à avaliação das provas e à definição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB das versões fáticas apresentadas pelas partes.” Em razão disso, fixou-se a tese no sentido de que: “A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal.” Em relação à suposta negativa de vigência ao art. 283, CPP, reporto-me ao que decidi no HC 133387/DF, julgado em 14.06.2016: “Quando do julgamento do HC 126.292/SP ainda estava em vigor o art. 27, § 2..., da Lei 8.038/90 segundo o qual “os recursos extraordinário e especial serão recebidos no efeito devolutivo”. A essa regra somava-se aquela do art. 637 do CPP segundo a qual “o recurso extraordinário não tem efeito suspensivo, e uma vez arrazoados pelo recorrido os autos do traslado, os originais baixarão à primeira instância, para a execução da sentença.” Com a revogação expressa do artigo 27, § 2..., da Lei 8.038/90, após a entrada em vigor do novo Código de Processo Civil, as regras desse diploma passaram a regulamentar os recursos especial e extraordinário também no âmbito do processo penal, em razão do que dispõe o art. 3... do CPP. Sendo assim, daquilo que se depreende do art. 995 c/c o art. 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil, permanece sendo excepcional a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos especial e extraordinário na seara criminal. A regra geral continua a ser o recebimento desses recursos excepcionais no efeito meramente devolutivo. Como se sabe, as decisões jurisdicionais não impugnáveis por recursos dotados de efeito suspensivo possuem eficácia imediata. Essa a razão pela qual, após esgotadas as instâncias ordinárias, a condenação criminal poderá provisoriamente surtir o imediato efeito do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB das versões fáticas apresentadas pelas partes.” Em razão disso, fixou-se a tese no sentido de que: “A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal.” Em relação à suposta negativa de vigência ao art. 283, CPP, reporto-me ao que decidi no HC 133387/DF, julgado em 14.06.2016: “Quando do julgamento do HC 126.292/SP ainda estava em vigor o art. 27, § 2..., da Lei 8.038/90 segundo o qual “os recursos extraordinário e especial serão recebidos no efeito devolutivo”. A essa regra somava-se aquela do art. 637 do CPP segundo a qual “o recurso extraordinário não tem efeito suspensivo, e uma vez arrazoados pelo recorrido os autos do traslado, os originais baixarão à primeira instância, para a execução da sentença.” Com a revogação expressa do artigo 27, § 2..., da Lei 8.038/90, após a entrada em vigor do novo Código de Processo Civil, as regras desse diploma passaram a regulamentar os recursos especial e extraordinário também no âmbito do processo penal, em razão do que dispõe o art. 3... do CPP. Sendo assim, daquilo que se depreende do art. 995 c/c o art. 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil, permanece sendo excepcional a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos especial e extraordinário na seara criminal. A regra geral continua a ser o recebimento desses recursos excepcionais no efeito meramente devolutivo. Como se sabe, as decisões jurisdicionais não impugnáveis por recursos dotados de efeito suspensivo possuem eficácia imediata. Essa a razão pela qual, após esgotadas as instâncias ordinárias, a condenação criminal poderá provisoriamente surtir o imediato efeito do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB encarceramento, uma vez que o acesso às instâncias extraordinárias se dá por meio de recursos que não são ordinariamente dotados de efeito meramente devolutivo. Nem mesmo a regra do art. 283, CPP, com sua atual redação, conduz a resultado diverso. Referido artigo dispõe que “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva.” Essa redação foi dada pela Lei n 12.403/2011, a qual alterou dispositivos “relativos à prisão processual, fiança, liberdade provisória, demais medidas cautelares.” Ao contrário do que se tem propalado, com a devida vênia de quem concebe diversamente, não depreendo da regra acima transcrita, a vedação a toda e qualquer prisão, exceto aquelas ali expressamente previstas. Tem-se sustentado que, à exceção da prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva e prisão decorrente de sentença condenatória transitada em julgado, todas as demais formas de prisão restaram revogadas pela norma do referido art. 283 do CPP, tendo em vista o critério temporal de solução de antinomias previsto no art. 2..., § 1..., da Lei 4.657/1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Inicialmente, consigno que não depreendo entre a regra do art. 283 do CPP e a regra que dispõe ser apenas devolutivo o efeito dos recursos excepcionais (art. 637 do CPP c/c a dos arts. 995 e 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil) antinomia que desafie solução pelo critério temporal. Se assim o fosse, a conclusão seria, singelamente, pela prevalência da regra que dispõe ser mesmo meramente devolutivo o efeito dos recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, haja vista que os arts. 995 e 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil, têm 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB encarceramento, uma vez que o acesso às instâncias extraordinárias se dá por meio de recursos que não são ordinariamente dotados de efeito meramente devolutivo. Nem mesmo a regra do art. 283, CPP, com sua atual redação, conduz a resultado diverso. Referido artigo dispõe que “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva.” Essa redação foi dada pela Lei n 12.403/2011, a qual alterou dispositivos “relativos à prisão processual, fiança, liberdade provisória, demais medidas cautelares.” Ao contrário do que se tem propalado, com a devida vênia de quem concebe diversamente, não depreendo da regra acima transcrita, a vedação a toda e qualquer prisão, exceto aquelas ali expressamente previstas. Tem-se sustentado que, à exceção da prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva e prisão decorrente de sentença condenatória transitada em julgado, todas as demais formas de prisão restaram revogadas pela norma do referido art. 283 do CPP, tendo em vista o critério temporal de solução de antinomias previsto no art. 2..., § 1..., da Lei 4.657/1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Inicialmente, consigno que não depreendo entre a regra do art. 283 do CPP e a regra que dispõe ser apenas devolutivo o efeito dos recursos excepcionais (art. 637 do CPP c/c a dos arts. 995 e 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil) antinomia que desafie solução pelo critério temporal. Se assim o fosse, a conclusão seria, singelamente, pela prevalência da regra que dispõe ser mesmo meramente devolutivo o efeito dos recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, haja vista que os arts. 995 e 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil, têm 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB vigência posterior à regra do art. 283 do CPP. Entendo aplicável ao caso, ao contrário, o disposto no art. 2..., § 2..., da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Lei 4.657/1942), segundo o qual regra posterior que dispõe sobre questão especial não revoga as disposições especiais já existentes. Em outras palavras, não há verdadeira antinomia entre o que dispõe o art. 283 do CPP e a regra que confere eficácia imediata aos acórdãos proferidos por Tribunais de Apelação. Primeiro, porque não é adequada a interpretação segundo a qual o art. 283 do CPP varreu do mundo jurídico toda forma de prisão que não aquelas ali expressamente previstas, quais sejam, a prisão em flagrante, a prisão temporária, a prisão preventiva e prisão decorrente de sentença condenatória transitada em julgado. É intuitivo que as demais prisões reguladas por outros ramos do direito, como é o caso da prisão civil por inadimplemento voluntário e inescusável de pensão alimentícia e a prisão administrativa decorrente de transgressão militar, permanecem com suas regulamentações intactas, a despeito da posterior entrada em vigor do disposto no art. 283 do CPP. Vale dizer, fosse correta a afirmação segundo a qual depois da entrada em vigor da regra do art. 283 do CPP, toda e qualquer modalidade de prisão não contemplada expressamente no referido dispositivo, estaria revogada, ter-se-ia de admitir que as demais modalidades de prisão civil e administrativa teriam sido igualmente extintas. Ainda que se possa objetar ter o art. 283 do CPP tratado exclusivamente do fenômeno da prisão penal e processual penal, não haveria a propalada incompatibilidade entre a regra do art. 283 do CPP e aquela que atribui efeito meramente devolutivo aos recursos excepcionais. Como dito, houvesse incompatibilidade a ser sanada 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB vigência posterior à regra do art. 283 do CPP. Entendo aplicável ao caso, ao contrário, o disposto no art. 2..., § 2..., da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Lei 4.657/1942), segundo o qual regra posterior que dispõe sobre questão especial não revoga as disposições especiais já existentes. Em outras palavras, não há verdadeira antinomia entre o que dispõe o art. 283 do CPP e a regra que confere eficácia imediata aos acórdãos proferidos por Tribunais de Apelação. Primeiro, porque não é adequada a interpretação segundo a qual o art. 283 do CPP varreu do mundo jurídico toda forma de prisão que não aquelas ali expressamente previstas, quais sejam, a prisão em flagrante, a prisão temporária, a prisão preventiva e prisão decorrente de sentença condenatória transitada em julgado. É intuitivo que as demais prisões reguladas por outros ramos do direito, como é o caso da prisão civil por inadimplemento voluntário e inescusável de pensão alimentícia e a prisão administrativa decorrente de transgressão militar, permanecem com suas regulamentações intactas, a despeito da posterior entrada em vigor do disposto no art. 283 do CPP. Vale dizer, fosse correta a afirmação segundo a qual depois da entrada em vigor da regra do art. 283 do CPP, toda e qualquer modalidade de prisão não contemplada expressamente no referido dispositivo, estaria revogada, ter-se-ia de admitir que as demais modalidades de prisão civil e administrativa teriam sido igualmente extintas. Ainda que se possa objetar ter o art. 283 do CPP tratado exclusivamente do fenômeno da prisão penal e processual penal, não haveria a propalada incompatibilidade entre a regra do art. 283 do CPP e aquela que atribui efeito meramente devolutivo aos recursos excepcionais. Como dito, houvesse incompatibilidade a ser sanada 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB pelo critério temporal (regra posterior revoga regra anterior com ela incompatível), prevaleceria a regra do efeito meramente devolutivo dos recursos especial e extraordinário, dada a vigência posterior dos arts. 995 e 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil. Da forma como concebo referidas normas, no que diz respeito à condenação, o disposto no art. 283 do CPP impõe, como regra, o trânsito em julgado do título judicial. Vale dizer, sentenças de Juízos de primeiro grau, acórdãos não unânimes (ainda passíveis de impugnação por meio dos embargos infringentes) de Tribunais locais, como regra, não podem produzir seus efeitos antes do trânsito em julgado, ou seja, antes de decorridos os prazos preclusivos. Nessa linha, recentemente, neguei seguimento monocraticamente à Reclamação 23.535, por meio da qual o Ministério Público pretendia efeito imediato a condenação não unânime proferida por Tribunal local, dentre outras razões, porque em tais casos ainda é cabível o recurso de embargos infringentes, dotado de efeito suspensivo. A disposição geral que exige o trânsito em julgado da condenação para produção de efeitos não é incompatível com a especial regra que confere efeito imediato aos acórdãos somente atacáveis pela via dos recursos excepcionais, os quais não são ordinariamente dotados de efeito suspensivo. A excepcionalidade do efeito suspensivo a ser conferido aos recursos extraordinário e especial, como assentado por esta Suprema Corte quando do julgamento do HC 126.292/SP, não é incompatível com a regra do art. 5..., LVII, da Constituição da República. Ao contrário, prevaleceu o entendimento segundo o qual às Cortes Superiores foi conferida competência recursal pela Constituição da República visando a tutelar o direito objetivo e não eventuais injustiças cometidas 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB pelo critério temporal (regra posterior revoga regra anterior com ela incompatível), prevaleceria a regra do efeito meramente devolutivo dos recursos especial e extraordinário, dada a vigência posterior dos arts. 995 e 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil. Da forma como concebo referidas normas, no que diz respeito à condenação, o disposto no art. 283 do CPP impõe, como regra, o trânsito em julgado do título judicial. Vale dizer, sentenças de Juízos de primeiro grau, acórdãos não unânimes (ainda passíveis de impugnação por meio dos embargos infringentes) de Tribunais locais, como regra, não podem produzir seus efeitos antes do trânsito em julgado, ou seja, antes de decorridos os prazos preclusivos. Nessa linha, recentemente, neguei seguimento monocraticamente à Reclamação 23.535, por meio da qual o Ministério Público pretendia efeito imediato a condenação não unânime proferida por Tribunal local, dentre outras razões, porque em tais casos ainda é cabível o recurso de embargos infringentes, dotado de efeito suspensivo. A disposição geral que exige o trânsito em julgado da condenação para produção de efeitos não é incompatível com a especial regra que confere efeito imediato aos acórdãos somente atacáveis pela via dos recursos excepcionais, os quais não são ordinariamente dotados de efeito suspensivo. A excepcionalidade do efeito suspensivo a ser conferido aos recursos extraordinário e especial, como assentado por esta Suprema Corte quando do julgamento do HC 126.292/SP, não é incompatível com a regra do art. 5..., LVII, da Constituição da República. Ao contrário, prevaleceu o entendimento segundo o qual às Cortes Superiores foi conferida competência recursal pela Constituição da República visando a tutelar o direito objetivo e não eventuais injustiças cometidas 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB num caso concreto. Sendo assim, a atribuição de efeitos ordinariamente devolutivos a esses recursos, que são excepcionais até pela denominação que lhes emprega a Constituição (especial e extraordinário), está em absoluta conformidade com o sistema constitucional visto como um todo. Nesse aspecto, repiso o que assentei naquela oportunidade, quando considerei que o acesso via recurso ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça se dá em caráter de absoluta excepcionalidade. A própria definição constitucional da quantidade de magistrados com assento nessas Cortes repele qualquer interpretação que queria delas fazer instâncias revisoras universais. A finalidade que a Constituição persegue não é outorgar uma terceira ou quarta chance para a revisão de um pronunciamento jurisdicional com o qual o sucumbente não se conforma e considera injusto. O acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercerem seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. Tanto é assim que o art. 102, § 3..., da Constituição Federal exige demonstração de repercussão geral das questões constitucionais debatidas no recurso extraordinário. Ou seja, não basta ao recorrente demonstrar que no julgamento de seu caso concreto malferiu-se um preceito constitucional. Necessário que demonstre, além disso, no mínimo, a transcendência e relevância da tese jurídica a ser afirmada pelo Supremo Tribunal Federal. A própria Constituição é que põe o Supremo Tribunal Federal primordialmente a serviço da ordem jurídica e apenas reflexamente a operar para apreciar situações de injustiças individuais. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB num caso concreto. Sendo assim, a atribuição de efeitos ordinariamente devolutivos a esses recursos, que são excepcionais até pela denominação que lhes emprega a Constituição (especial e extraordinário), está em absoluta conformidade com o sistema constitucional visto como um todo. Nesse aspecto, repiso o que assentei naquela oportunidade, quando considerei que o acesso via recurso ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça se dá em caráter de absoluta excepcionalidade. A própria definição constitucional da quantidade de magistrados com assento nessas Cortes repele qualquer interpretação que queria delas fazer instâncias revisoras universais. A finalidade que a Constituição persegue não é outorgar uma terceira ou quarta chance para a revisão de um pronunciamento jurisdicional com o qual o sucumbente não se conforma e considera injusto. O acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercerem seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. Tanto é assim que o art. 102, § 3..., da Constituição Federal exige demonstração de repercussão geral das questões constitucionais debatidas no recurso extraordinário. Ou seja, não basta ao recorrente demonstrar que no julgamento de seu caso concreto malferiu-se um preceito constitucional. Necessário que demonstre, além disso, no mínimo, a transcendência e relevância da tese jurídica a ser afirmada pelo Supremo Tribunal Federal. A própria Constituição é que põe o Supremo Tribunal Federal primordialmente a serviço da ordem jurídica e apenas reflexamente a operar para apreciar situações de injustiças individuais. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB Nem mesmo o excessivo apego à literalidade da regra do art. 5..., LVII, da Constituição da República, a qual, nessa concepção, imporia sempre o trânsito em julgado, seria capaz de conduzir a solução diversa. A opção legislativa de dar eficácia à sentença condenatória tão logo confirmada em segundo grau de jurisdição, e não mais sujeita a recurso com efeito suspensivo, está consentânea com a razão constitucional da própria existência dos recursos às instâncias extraordinárias. Sabem todos que o trânsito em julgado, no sistema recursal brasileiro, depende em algum momento da inércia da parte sucumbente. Há sempre um recurso oponível a uma decisão, por mais incabível que seja, por mais estapafúrdias que sejam as razões recursais invocadas. Se pudéssemos dar à regra do art. 5..., LVII, da Constituição Federal de 1988 caráter absoluto, teríamos de admitir, no limite, que a execução da pena privativa de liberdade só poderia operar-se quando o réu se conformasse com sua sorte e deixasse de opor novos embargos declaratórios. Isso significaria dizer que a execução da pena privativa de liberdade estaria condicionada à concordância do apenado. Salta aos olhos, portanto, que não se pode dar caráter absoluto à dicção do art. 5..., LVII, da Constituição da República ao mencionar trânsito em julgado. Do contrário, estar-se-ia a admitir que a Constituição erigiu em caráter absoluto uma presunção de inépcia das instâncias ordinárias. Afinal, se a presunção de inocência não cede nem mesmo depois de um Juízo monocrático ter afirmado a culpa de um acusado, após devido processo legal, com a subsequente confirmação por parte de experientes julgadores de segundo grau, soberanos na avaliação dos fatos e integrantes de instância à qual não se opõem limites à devolutividade recursal, reflexamente 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB Nem mesmo o excessivo apego à literalidade da regra do art. 5..., LVII, da Constituição da República, a qual, nessa concepção, imporia sempre o trânsito em julgado, seria capaz de conduzir a solução diversa. A opção legislativa de dar eficácia à sentença condenatória tão logo confirmada em segundo grau de jurisdição, e não mais sujeita a recurso com efeito suspensivo, está consentânea com a razão constitucional da própria existência dos recursos às instâncias extraordinárias. Sabem todos que o trânsito em julgado, no sistema recursal brasileiro, depende em algum momento da inércia da parte sucumbente. Há sempre um recurso oponível a uma decisão, por mais incabível que seja, por mais estapafúrdias que sejam as razões recursais invocadas. Se pudéssemos dar à regra do art. 5..., LVII, da Constituição Federal de 1988 caráter absoluto, teríamos de admitir, no limite, que a execução da pena privativa de liberdade só poderia operar-se quando o réu se conformasse com sua sorte e deixasse de opor novos embargos declaratórios. Isso significaria dizer que a execução da pena privativa de liberdade estaria condicionada à concordância do apenado. Salta aos olhos, portanto, que não se pode dar caráter absoluto à dicção do art. 5..., LVII, da Constituição da República ao mencionar trânsito em julgado. Do contrário, estar-se-ia a admitir que a Constituição erigiu em caráter absoluto uma presunção de inépcia das instâncias ordinárias. Afinal, se a presunção de inocência não cede nem mesmo depois de um Juízo monocrático ter afirmado a culpa de um acusado, após devido processo legal, com a subsequente confirmação por parte de experientes julgadores de segundo grau, soberanos na avaliação dos fatos e integrantes de instância à qual não se opõem limites à devolutividade recursal, reflexamente 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB estaríamos a afirmar que a Constituição erigiu uma presunção absoluta de desconfiança às decisões provenientes das instâncias ordinárias. Não desconsidero, embora em homenagem à grande maioria da magistratura brasileira deva ressaltar que isto é excepcional, a existência de teratológicas decisões jurisdicionais, mesmo em segundo grau de jurisdição. Isso, todavia, não serve de argumento a conferir efeito paralisante à eficácia de absolutamente todas as condenações criminais assentadas em segundo grau. Para sanar essas situações, como se sabe, há instrumentos processuais eficazes, tais como as medidas cautelares para conferir efeito suspensivo a recursos especiais e extraordinários, bem como o habeas corpus, que a despeito de interpretação mais restritiva sobre seu cabimento, em casos de teratologia, são concedidos de ofício por esta Suprema Corte. Além disso, como bem assentado pelo eminente Ministro Luiz Fux quando do julgamento do HC 126.292/SP, a conformação do conceito de trânsito em julgado é matéria que atine à legislação infraconstitucional. Não há, em princípio, um conceito constitucional de coisa julgada e de trânsito em julgado. Percebe-se que a lei contempla modalidades distintas de coisas julgadas. Basta ver que uma condenação criminal jamais faz coisa julgada material, pois a qualquer tempo, ainda que falecido o condenado, está sujeita à revogação por via da revisão criminal. Nessa linha, nada impede que, pela via da atribuição de efeito meramente devolutivo a recursos excepcionais, a lei ordinária promova a extensão de efeitos que usualmente só permite que tenham decisões trânsitas em julgado. Como dito, o art. 283 do CPP, em regra, exige o trânsito em julgado para a eficácia dos provimentos jurisdicionais condenatórios em geral. As regras dos arts. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB estaríamos a afirmar que a Constituição erigiu uma presunção absoluta de desconfiança às decisões provenientes das instâncias ordinárias. Não desconsidero, embora em homenagem à grande maioria da magistratura brasileira deva ressaltar que isto é excepcional, a existência de teratológicas decisões jurisdicionais, mesmo em segundo grau de jurisdição. Isso, todavia, não serve de argumento a conferir efeito paralisante à eficácia de absolutamente todas as condenações criminais assentadas em segundo grau. Para sanar essas situações, como se sabe, há instrumentos processuais eficazes, tais como as medidas cautelares para conferir efeito suspensivo a recursos especiais e extraordinários, bem como o habeas corpus, que a despeito de interpretação mais restritiva sobre seu cabimento, em casos de teratologia, são concedidos de ofício por esta Suprema Corte. Além disso, como bem assentado pelo eminente Ministro Luiz Fux quando do julgamento do HC 126.292/SP, a conformação do conceito de trânsito em julgado é matéria que atine à legislação infraconstitucional. Não há, em princípio, um conceito constitucional de coisa julgada e de trânsito em julgado. Percebe-se que a lei contempla modalidades distintas de coisas julgadas. Basta ver que uma condenação criminal jamais faz coisa julgada material, pois a qualquer tempo, ainda que falecido o condenado, está sujeita à revogação por via da revisão criminal. Nessa linha, nada impede que, pela via da atribuição de efeito meramente devolutivo a recursos excepcionais, a lei ordinária promova a extensão de efeitos que usualmente só permite que tenham decisões trânsitas em julgado. Como dito, o art. 283 do CPP, em regra, exige o trânsito em julgado para a eficácia dos provimentos jurisdicionais condenatórios em geral. As regras dos arts. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135347 AGR / PB 637 do CPP c/c a dos arts. 995 e 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil, ao atribuir efeito meramente devolutivo aos recursos extraordinário e especial, excepcionam a regra geral do art. 283 do CPP, permitindo o início da execução quando o provimento condenatório for proferido por Tribunal de Apelação. A afirmação da vigência do art. 283 do CPP, portanto, na minha ótica, em nada macula a conclusão a que chegou esta Suprema Corte quando do julgamento do HC 126.292/SP.” Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Posto isso, com fulcro no art. 21, §1..., do RISTF, nego seguimento ao habeas corpus.” Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Com efeito, a decisão vergastada amolda-se à jurisprudência da Corte, merecendo destaque a inexistência de decisão colegiada que contrarie o precedente do Plenário questionado pelo impetrante. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Supremo Tribunal Federal HC 135347 AGR / PB 637 do CPP c/c a dos arts. 995 e 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil, ao atribuir efeito meramente devolutivo aos recursos extraordinário e especial, excepcionam a regra geral do art. 283 do CPP, permitindo o início da execução quando o provimento condenatório for proferido por Tribunal de Apelação. A afirmação da vigência do art. 283 do CPP, portanto, na minha ótica, em nada macula a conclusão a que chegou esta Suprema Corte quando do julgamento do HC 126.292/SP.” Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Posto isso, com fulcro no art. 21, §1..., do RISTF, nego seguimento ao habeas corpus.” Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Com efeito, a decisão vergastada amolda-se à jurisprudência da Corte, merecendo destaque a inexistência de decisão colegiada que contrarie o precedente do Plenário questionado pelo impetrante. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12028743. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Tipo Texto 524 AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933765. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) :LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) :PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) : LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) : PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES (14942/PB) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021133 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 135.347 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CARLOS ALBERTO MATIAS AGTE.(S) : LAERTE MATIAS DE ARAÚJO ADV.(A/S) : PABLO EMMANUEL MAGALHAES NUNES (14942/PB) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021133 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 135 . 347", "HC 135347 AGR / PB", "HC 135347 AGR / PB", "HABEAS CORPUS 135 . 347", "HABEAS CORPUS 135 . 347", "HABEAS CORPUS 135 . 347", "HC 126 . 292 / SP", "HABEAS CORPUS 135 . 347", "HC 126 . 292 / SP", "HC 135347 AGR / PB", "HC 133387 / DF", "HC 126 . 292 / SP", "HC 135347 AGR / PB", "HC 133387 / DF", "HC 126 . 292 / SP", "HC 135347 AGR / PB", "HC 135347 AGR / PB", "HC 135347 AGR / PB", "HC 135347 AGR / PB", "HC 135347 AGR / PB", "Reclamação 23 . 535", "HC 126 . 292 / SP", "HC 135347 AGR / PB", "Reclamação 23 . 535", "HC 126 . 292 / SP", "HC 135347 AGR / PB", "HC 135347 AGR / PB", "HC 135347 AGR / PB", "HC 135347 AGR / PB", "HC 135347 AGR / PB", "HC 126 . 292 / SP", "HC 135347 AGR / PB", "HC 126 . 292 / SP", "HC 135347 AGR / PB", "HC 126 . 292 / SP .", "HC 135347 AGR", "HC 126 . 292 / SP", "HABEAS CORPUS 135 . 347", "HABEAS CORPUS 135 . 347", "HABEAS CORPUS 135 . 347", "HABEAS CORPUS 135" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO DO TRABALHO. COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME - RMNR. ACORDO COLETIVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.8.2014. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902884. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 862685 AGR / DF portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Divergir da conclusão do acórdão recorrido exigiria o reexame da interpretação conferida a cláusulas de acordo coletivo, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Súmula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal discutida na espécie. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902884. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Divergir da conclusão do acórdão recorrido exigiria o reexame da interpretação conferida a cláusulas de acordo coletivo, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Súmula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal discutida na espécie. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 5º, caput, XXXVI, 7º, VI e XXVI e 93, IX, da Lei Maior e à Súmula Vinculante 10. Alega que “(...) ao fundamento de conferir a “correta interpretação” a cláusula de Acordo Coletivo de Trabalho, o TST, na verdade, invalidou a cláusula, impondo conteúdo diametralmente oposto à vontade das partes, (...)”. Acórdão recorrido publicado em 15.8.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902885. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 5º, caput, XXXVI, 7º, VI e XXVI e 93, IX, da Lei Maior e à Súmula Vinculante 10. Alega que “(...) ao fundamento de conferir a “correta interpretação” a cláusula de Acordo Coletivo de Trabalho, o TST, na verdade, invalidou a cláusula, impondo conteúdo diametralmente oposto à vontade das partes, (...)”. Acórdão recorrido publicado em 15.8.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, caput, XXXVI, 7º, VI e XXVI e 93, IX, da Lei Maior e à Súmula Vinculante 10. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico- processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, caput, XXXVI, 7º, VI e XXVI e 93, IX, da Lei Maior e à Súmula Vinculante 10. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico- processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Outrossim, a verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Outrossim, a verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF 817.580-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012; e ARE 654.842-AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 28.11.2012, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. DISSÍDIO COLETIVO. ACORDO COLETIVO. REAJUSTE SALARIAL. ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL TRANSITÓRIA N. 68 DA SBDI-1. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5º, CAPUT , 7º, XXVI, E 8º, III E VI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454/STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 2. É cediço na Corte que a interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: AGRAVO INTERPOSTO PELO SINDICATO. BANESPA. CONVENÇÃO COLETIVA. REAJUSTE SALARIAL. SUPERVENIÊNCIA DE ACORDO EM DISSÍDIO COLETIVO. PREVALÊNCIA. ABRANGÊNCIA NACIONAL. APLICAÇÃO DA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL TRANSITÓRIA N.º 68 DA SBDI-1. Em face do princípio do conglobamento, o acordo homologado no Dissídio Coletivo n.º TST - DC - 810.905/2001.3, que estabeleceu a garantia de emprego, prevalece sobre a fixação do reajuste salarial previsto na convenção coletiva firmada entre a Federação Nacional dos Bancos - Fenaban e os sindicatos dos bancários. Tal diretriz não excepciona os empregados do Banco Banespa representados pelo Sindicato 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF 817.580-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012; e ARE 654.842-AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 28.11.2012, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. DISSÍDIO COLETIVO. ACORDO COLETIVO. REAJUSTE SALARIAL. ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL TRANSITÓRIA N. 68 DA SBDI-1. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5º, CAPUT , 7º, XXVI, E 8º, III E VI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454/STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 2. É cediço na Corte que a interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: AGRAVO INTERPOSTO PELO SINDICATO. BANESPA. CONVENÇÃO COLETIVA. REAJUSTE SALARIAL. SUPERVENIÊNCIA DE ACORDO EM DISSÍDIO COLETIVO. PREVALÊNCIA. ABRANGÊNCIA NACIONAL. APLICAÇÃO DA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL TRANSITÓRIA N.º 68 DA SBDI-1. Em face do princípio do conglobamento, o acordo homologado no Dissídio Coletivo n.º TST - DC - 810.905/2001.3, que estabeleceu a garantia de emprego, prevalece sobre a fixação do reajuste salarial previsto na convenção coletiva firmada entre a Federação Nacional dos Bancos - Fenaban e os sindicatos dos bancários. Tal diretriz não excepciona os empregados do Banco Banespa representados pelo Sindicato 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF dos Bancários de Belo Horizonte, tal como pretende demonstrar o Autor. Conforme declinado pela Turma, a situação do Banco Banespa é peculiar, por possuir tal instituição quadro de carreira em nível nacional, o que afasta as convenções coletivas de trabalho regionalizadas e autoriza a aplicação do acordo coletivo homologado no Dissídio Coletivo em que figurou a CONTEC. Incidência da Orientação Jurisprudencial n.º 68 da SBDI-1. Agravo a que se nega provimento . 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Por último, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: RE 639.866- AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 24.4.2012, este assim ementado: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF dos Bancários de Belo Horizonte, tal como pretende demonstrar o Autor. Conforme declinado pela Turma, a situação do Banco Banespa é peculiar, por possuir tal instituição quadro de carreira em nível nacional, o que afasta as convenções coletivas de trabalho regionalizadas e autoriza a aplicação do acordo coletivo homologado no Dissídio Coletivo em que figurou a CONTEC. Incidência da Orientação Jurisprudencial n.º 68 da SBDI-1. Agravo a que se nega provimento . 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Por último, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: RE 639.866- AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 24.4.2012, este assim ementado: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE- AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Divergir da conclusão da Corte a quo exigiria o reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas de acordo coletivo, procedimento vedado em sede extraordinária, nos termos da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.” 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE- AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Divergir da conclusão da Corte a quo exigiria o reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas de acordo coletivo, procedimento vedado em sede extraordinária, nos termos da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.” 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF Ademais, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Colho precedente: “RESERVA DE PLENÁRIO. Descabe confundir reserva de Plenário – artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (RE 773577 AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 19-03-2014 Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF Ademais, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Colho precedente: “RESERVA DE PLENÁRIO. Descabe confundir reserva de Plenário – artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (RE 773577 AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 19-03-2014 Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958915 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958915 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7981327
2015-02-24T00:00:00
2015-03-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO DO TRABALHO. COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME - RMNR. ACORDO COLETIVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.8.2014. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Divergir da conclusão do acórdão recorrido exigiria o reexame da interpretação conferida a cláusulas de acordo coletivo, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Súmula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal discutida na espécie. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur295555
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT). (CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO) RE 773577 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 24/03/2015, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
862685
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 862685 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO DO TRABALHO. COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME - RMNR. ACORDO COLETIVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.8.2014. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902884. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 862685 AGR / DF portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Divergir da conclusão do acórdão recorrido exigiria o reexame da interpretação conferida a cláusulas de acordo coletivo, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Súmula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal discutida na espécie. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902884. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Divergir da conclusão do acórdão recorrido exigiria o reexame da interpretação conferida a cláusulas de acordo coletivo, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Súmula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal discutida na espécie. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 5..., caput, XXXVI, 7..., VI e XXVI e 93, IX, da Lei Maior e à Súmula Vinculante 10. Alega que “(...) ao fundamento de conferir a “correta interpretação” a cláusula de Acordo Coletivo de Trabalho, o Tribunal Superior do Trabalho, na verdade, invalidou a cláusula, impondo conteúdo diametralmente oposto à vontade das partes, (...)”. Acórdão recorrido publicado em 15.8.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902885. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 5..., caput, XXXVI, 7..., VI e XXVI e 93, IX, da Lei Maior e à Súmula Vinculante 10. Alega que “(...) ao fundamento de conferir a “correta interpretação” a cláusula de Acordo Coletivo de Trabalho, o Tribunal Superior do Trabalho, na verdade, invalidou a cláusula, impondo conteúdo diametralmente oposto à vontade das partes, (...)”. Acórdão recorrido publicado em 15.8.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., caput, XXXVI, 7..., VI e XXVI e 93, IX, da Lei Maior e à Súmula Vinculante 10. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico- processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., caput, XXXVI, 7..., VI e XXVI e 93, IX, da Lei Maior e à Súmula Vinculante 10. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico- processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Outrossim, a verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Outrossim, a verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF 817.580-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012; e ARE 654.842-AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 28.11.2012, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. DISSÍDIO COLETIVO. ACORDO COLETIVO. REAJUSTE SALARIAL. ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL TRANSITÓRIA N. 68 DA SBDI-1. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5..., CAPUT , 7..., XXVI, E 8..., III E VI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454/Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 2. É cediço na Corte que a interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: AGRAVO INTERPOSTO PELO SINDICATO. BANESPA. CONVENÇÃO COLETIVA. REAJUSTE SALARIAL. SUPERVENIÊNCIA DE ACORDO EM DISSÍDIO COLETIVO. PREVALÊNCIA. ABRANGÊNCIA NACIONAL. APLICAÇÃO DA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL TRANSITÓRIA N. 68 DA SBDI-1. Em face do princípio do conglobamento, o acordo homologado no Dissídio Coletivo n. Tribunal Superior do Trabalho - DC - 810.905/2001.3, que estabeleceu a garantia de emprego, prevalece sobre a fixação do reajuste salarial previsto na convenção coletiva firmada entre a Federação Nacional dos Bancos - Fenaban e os sindicatos dos bancários. Tal diretriz não excepciona os empregados do Banco Banespa representados pelo Sindicato 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF 817.580-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012; e ARE 654.842-AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 28.11.2012, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. DISSÍDIO COLETIVO. ACORDO COLETIVO. REAJUSTE SALARIAL. ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL TRANSITÓRIA N. 68 DA SBDI-1. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5..., CAPUT , 7..., XXVI, E 8..., III E VI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454/Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 2. É cediço na Corte que a interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: AGRAVO INTERPOSTO PELO SINDICATO. BANESPA. CONVENÇÃO COLETIVA. REAJUSTE SALARIAL. SUPERVENIÊNCIA DE ACORDO EM DISSÍDIO COLETIVO. PREVALÊNCIA. ABRANGÊNCIA NACIONAL. APLICAÇÃO DA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL TRANSITÓRIA N. 68 DA SBDI-1. Em face do princípio do conglobamento, o acordo homologado no Dissídio Coletivo n. Tribunal Superior do Trabalho - DC - 810.905/2001.3, que estabeleceu a garantia de emprego, prevalece sobre a fixação do reajuste salarial previsto na convenção coletiva firmada entre a Federação Nacional dos Bancos - Fenaban e os sindicatos dos bancários. Tal diretriz não excepciona os empregados do Banco Banespa representados pelo Sindicato 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF dos Bancários de Belo Horizonte, tal como pretende demonstrar o Autor. Conforme declinado pela Turma, a situação do Banco Banespa é peculiar, por possuir tal instituição quadro de carreira em nível nacional, o que afasta as convenções coletivas de trabalho regionalizadas e autoriza a aplicação do acordo coletivo homologado no Dissídio Coletivo em que figurou a CONTEC. Incidência da Orientação Jurisprudencial n. 68 da SBDI-1. Agravo a que se nega provimento . 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Por último, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 639.866- AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 24.4.2012, este assim ementado: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF dos Bancários de Belo Horizonte, tal como pretende demonstrar o Autor. Conforme declinado pela Turma, a situação do Banco Banespa é peculiar, por possuir tal instituição quadro de carreira em nível nacional, o que afasta as convenções coletivas de trabalho regionalizadas e autoriza a aplicação do acordo coletivo homologado no Dissídio Coletivo em que figurou a CONTEC. Incidência da Orientação Jurisprudencial n. 68 da SBDI-1. Agravo a que se nega provimento . 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Por último, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 639.866- AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 24.4.2012, este assim ementado: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Divergir da conclusão da Corte a quo exigiria o reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas de acordo coletivo, procedimento vedado em sede extraordinária, nos termos da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.” 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Divergir da conclusão da Corte a quo exigiria o reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas de acordo coletivo, procedimento vedado em sede extraordinária, nos termos da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.” 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862685 AGR / DF Ademais, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Colho precedente: “RESERVA DE PLENÁRIO. Descabe confundir reserva de Plenário – artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (Recurso Extraordinário 773577 AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 19-03-2014 Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Supremo Tribunal Federal ARE 862685 AGR / DF Ademais, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Colho precedente: “RESERVA DE PLENÁRIO. Descabe confundir reserva de Plenário – artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.” (Recurso Extraordinário 773577 AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 19-03-2014 Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958915 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.685 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ALEXANDRE PUDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ HENRIQUE COELHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958915 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862 . 685", "ARE 862685 AGR / DF", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10", "ARE 862685 AGR / DF", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10", "Súmula Vinculante 10", "Súmula Vinculante 10", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862 . 685", "Súmula Vinculante 10", "ARE 862685 AGR / DF", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "ARE 862685 AGR / DF", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 862685 AGR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 4 Supremo", "Recurso", ".", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 4", "ARE 862685", "AGR", "ARE 654 . 842 - AgR / MG", "SÚMULA N . 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 775 . 275 - AgR", "AI 595 . 651 - AgR", "Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal", "ORIENTAÇÃO", "Dissídio Coletivo n . Tribunal Superior do Trabalho - DC - 810 . 905 / 2001 .", "ARE 862685 AGR /", "DF 817 . 580 -", "AgR / MG", "ARE 654 . 842 - AgR / MG", "SÚMULA N . 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 775 . 275 - AgR", "AI 595 . 651 - AgR", "Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal", "Dissídio Coletivo n . Tribunal Superior do Trabalho - DC", "-", "810", ".", "905 / 2001", "Orientação Jurisprudencial n . 68 da SBDI - 1", "Recurso Extraordinário 639 . 866 - AgR / RS", "AI 848 . 332 - AgR / RJ", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 862685 AGR / DF", "Orientação Jurisprudencial n . 68 da SBDI - 1", "Sumula Vinculante 10", "Recurso Extraordinário 639 . 866 - AgR /", "AI 848 . 332 - AgR / RJ", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 862685", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 862685", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 862685 AGR / DF", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Sumula Vinculante 10", "Recurso Extraordinário 773577 AgR", "ARE 862685 AGR / DF", "Sumula Vinculante 10", "Recurso Extraordinário 773577 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 97 DA LEI MAIOR", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 97 da Carta Maior", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 97 da Carta Maior", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 5 . . . , caput , XXXVI , 7 . . . , VI e XXVI e 93 , IX , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 5 . . . , caput , XXXVI , 7 . . . , VI e XXVI e 93 , IX , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , caput , XXXVI , 7 . . . , VI e XXVI e 93 , IX , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "PIS", ".", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "art . 93 , IX", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C", ".", "F . , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts", "C", ".", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "C", "C", ".", "F", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , XXXV", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 5 . . . , CAPUT , 7 . . . , XXVI , E 8 . . . , III E VI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CAPUT , 7 . . . , XXVI , E 8 . . . , III E VI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Carta Maior", "Constituição Federal", "Artigo 97 da Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Carta Maior", "Constituição Federal", "Artigo 97 da Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .", "incisos XXXV", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Carta Maior", "Constituição Federal", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Carta Maior", "Constituição Federal", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "/", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "1", ".", ". . Turma", "SBDI", "1", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "-", "1", "Federação Nacional dos Bancos", "Fenaban", "Banco Banespa", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", "1", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SBDI", "Federação Nacional dos Bancos", "Fenaban", "Banco Banespa", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "DF", "Belo Horizonte", "Banco Banespa", "CONTEC", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Belo Horizonte", "Banco Banespa", "CONTEC", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Tribunal Superior Eleitoral", "Primeira Turma", "Infra", "estrutura", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Tribunal Superior Eleitoral", "Suécia", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES", "ALEXANDRE PUDO", "JOSÉ HENRIQUE COELHO", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES", "ALEXANDRE PUDO", "JOSÉ HENRIQUE COELHO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES", "ALEXANDRE PUDO", "JOSÉ HENRIQUE COELHO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Carlos Britto", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Carlos Britto", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER ARE 862685", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER ARE 862685", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES", "ALEXANDRE PUDO", "JOSÉ HENRIQUE COELHO", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "EDUARDO DE ARAUJO PEREIRA GOMES", "ALEXANDRE PUDO", "JOSÉ HENRIQUE COELHO", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "15", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de", "fevereiro de 2015", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) :RENATO DE ANDRADE GOMES AGDO.(A/S) :MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) :CLÉVER ALVES DE ARAÚJO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACORDO E CONVENÇÃO COLETIVOS DE TRABALHO. DURAÇÃO DO TRABALHO. HORAS IN ITINERE. ADICIONAL NOTURNO E DE INSALUBRIDADE. REMUNERAÇÃO, VERBAS INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Inviável o processamento do recurso extraordinário quando para seu deslinde seja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas. 3. Agravo regimental, interposto em 30/05/2016, a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 21 a 27 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021948. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 955304 AGR / MG regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021948. Supremo Tribunal Federal ARE 955304 AGR / MG regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021948. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) :RENATO DE ANDRADE GOMES AGDO.(A/S) :MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) :CLÉVER ALVES DE ARAÚJO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática por mim proferida em 23.05.2016, a qual negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão do Tribunal Regional de origem que julgou procedentes os pedidos de condenação do Recorrente ao pagamento de valores referentes à supressão das horas in itinere, contribuição associativa, adicional noturno e de insalubridade. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos art. 5º, II, V, X, XIII , LIV, LV e XXXVI, 7º, XIII e XXVI e 8º, III e VI da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido ao manter a condenação ao pagamento das verbas pleiteadas na inicial trabalhista, afrontou os princípios da legalidade, da liberdade de exercício profissional, da ampla defesa e contraditório, do devido processo legal, do ato jurídico perfeito e não reconheceu a validade dos ajustes firmados nos acordos coletivos de trabalho. A Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) :RENATO DE ANDRADE GOMES AGDO.(A/S) :MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) :CLÉVER ALVES DE ARAÚJO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática por mim proferida em 23.05.2016, a qual negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão do Tribunal Regional de origem que julgou procedentes os pedidos de condenação do Recorrente ao pagamento de valores referentes à supressão das horas in itinere, contribuição associativa, adicional noturno e de insalubridade. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos art. 5º, II, V, X, XIII , LIV, LV e XXXVI, 7º, XIII e XXVI e 8º, III e VI da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido ao manter a condenação ao pagamento das verbas pleiteadas na inicial trabalhista, afrontou os princípios da legalidade, da liberdade de exercício profissional, da ampla defesa e contraditório, do devido processo legal, do ato jurídico perfeito e não reconheceu a validade dos ajustes firmados nos acordos coletivos de trabalho. A Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 955304 AGR / MG negou seguimento ao recurso extraordinário por entender ser intempestivo e pela incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal . (eDOC 39) É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Constato que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, no que diz respeito à controvérsia acerca das condenações impostas ao recorrente, tal como posta na lide, demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Consolidação das Leis Trabalhistas), bem como exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e análise das cláusulas dos acordos coletivos em questão, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo por ausência de questão constitucional e porque a ofensa constitucional, se existente, seria meramente reflexa, e atrai a incidência das Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal. No mesmo sentido: ARE 697887, DJe 1º.10.2013, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes; ARE 917371, DJe 03.05.2016, de relatoria do Ministro Luiz Fux; ARE 955403, DJe 29.04.2016, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; ARE 916632, DJe 05.10.2015, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, RISTF”. Nas razões recursais, o agravante alega que “demonstrou, de forma clara e inconteste, que no bojo do Recurso Extraordinário interposto houve a demonstração de existência de questão constitucional, a qual oferece repercussão geral, seja sob o ponto de vista econômico, seja sob o ponto de vista jurídico, as quais ultrapassam os limites subjetivos da lide” (eDOC, p. 4). Nesse sentindo, ressalta, quanto ao tema debatido no Recurso Extraordinário, que houve ofensa aos princípios da legalidade, da ampla defesa e contraditório, do devido processo legal e a liberdade do exercício profissional por não reconhecer a validade dos acordos coletivos firmados. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Supremo Tribunal Federal ARE 955304 AGR / MG negou seguimento ao recurso extraordinário por entender ser intempestivo e pela incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal . (eDOC 39) É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Constato que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, no que diz respeito à controvérsia acerca das condenações impostas ao recorrente, tal como posta na lide, demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Consolidação das Leis Trabalhistas), bem como exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e análise das cláusulas dos acordos coletivos em questão, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo por ausência de questão constitucional e porque a ofensa constitucional, se existente, seria meramente reflexa, e atrai a incidência das Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal. No mesmo sentido: ARE 697887, DJe 1º.10.2013, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes; ARE 917371, DJe 03.05.2016, de relatoria do Ministro Luiz Fux; ARE 955403, DJe 29.04.2016, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; ARE 916632, DJe 05.10.2015, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, RISTF”. Nas razões recursais, o agravante alega que “demonstrou, de forma clara e inconteste, que no bojo do Recurso Extraordinário interposto houve a demonstração de existência de questão constitucional, a qual oferece repercussão geral, seja sob o ponto de vista econômico, seja sob o ponto de vista jurídico, as quais ultrapassam os limites subjetivos da lide” (eDOC, p. 4). Nesse sentindo, ressalta, quanto ao tema debatido no Recurso Extraordinário, que houve ofensa aos princípios da legalidade, da ampla defesa e contraditório, do devido processo legal e a liberdade do exercício profissional por não reconhecer a validade dos acordos coletivos firmados. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 955304 AGR / MG Além disso, trouxe o argumento que a decisão do Tribunal Regional viola o disposto no art. 5º, II, V, X, XIII, XXXVI, LIV e LV; 7.º, XXVI; 8°, III, e VI da Constituição Federal, diante do pagamento dos valores referentes à supressão das horas in itinere, contribuição associativa, adicional noturno e de insalubridade. Intimada nos termos do art. 1.021, § 2º, do CPC, a parte agravada não se manifestou, conforme a Certidão do dia 25 de julho de 2016 (eDOC 55). Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Supremo Tribunal Federal ARE 955304 AGR / MG Além disso, trouxe o argumento que a decisão do Tribunal Regional viola o disposto no art. 5º, II, V, X, XIII, XXXVI, LIV e LV; 7.º, XXVI; 8°, III, e VI da Constituição Federal, diante do pagamento dos valores referentes à supressão das horas in itinere, contribuição associativa, adicional noturno e de insalubridade. Intimada nos termos do art. 1.021, § 2º, do CPC, a parte agravada não se manifestou, conforme a Certidão do dia 25 de julho de 2016 (eDOC 55). Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante, porquanto não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, a apreciação da questão trazida no presente recurso extraordinário com agravo é inviável, pois tal questão demandaria a análise da legislação infraconstitucional, Consolidação da Leis Trabalhistas, e o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, bem como a análise de cláusulas de acordo ou convenção coletivos. Nessa conjuntura, a hipótese aqui debatida atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 665.338 AgR, relator Min. Roberto Barroso, Dje 22.10.2013; ARE 654.467 AgR, relator Min. Ayres Britto, Dje 15.12.2011; ARE 671.444 AgR, relator Min. Dias Toffoli, Dje 31.05.2013; ARE 914.859 AgR, relator Min. Cármen Lúcia, Dje 04.10.2015. Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em face de decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021950. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante, porquanto não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, a apreciação da questão trazida no presente recurso extraordinário com agravo é inviável, pois tal questão demandaria a análise da legislação infraconstitucional, Consolidação da Leis Trabalhistas, e o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, bem como a análise de cláusulas de acordo ou convenção coletivos. Nessa conjuntura, a hipótese aqui debatida atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 665.338 AgR, relator Min. Roberto Barroso, Dje 22.10.2013; ARE 654.467 AgR, relator Min. Ayres Britto, Dje 15.12.2011; ARE 671.444 AgR, relator Min. Dias Toffoli, Dje 31.05.2013; ARE 914.859 AgR, relator Min. Cármen Lúcia, Dje 04.10.2015. Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em face de decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 955304 AGR / MG desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021950. Supremo Tribunal Federal ARE 955304 AGR / MG desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) : RENATO DE ANDRADE GOMES (MG063248/) AGDO.(A/S) : MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) : CLÉVER ALVES DE ARAÚJO (MG073508/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021248 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) : RENATO DE ANDRADE GOMES (MG063248/) AGDO.(A/S) : MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) : CLÉVER ALVES DE ARAÚJO (MG073508/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021248 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12036588
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACORDO E CONVENÇÃO COLETIVOS DE TRABALHO. DURAÇÃO DO TRABALHO. HORAS IN ITINERE. ADICIONAL NOTURNO E DE INSALUBRIDADE. REMUNERAÇÃO, VERBAS INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Inviável o processamento do recurso extraordinário quando para seu deslinde seja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas. 3. Agravo regimental, interposto em 30/05/2016, a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC.
sjur359947
- Acórdão(s) citado(s): (ACORDO COLETIVO DE TRABALHO) ARE 654467 AgR (2ªT), ARE 665338 AgR (1ªT), ARE 671444 AgR (1ªT), ARE 914859 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 05/12/2016, MJC.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
955304
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 955304 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) : RENATO DE ANDRADE GOMES AGDO.(A/S) : MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) : CLÉVER ALVES DE ARAÚJO
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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) :RENATO DE ANDRADE GOMES AGDO.(A/S) :MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) :CLÉVER ALVES DE ARAÚJO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACORDO E CONVENÇÃO COLETIVOS DE TRABALHO. DURAÇÃO DO TRABALHO. HORAS IN ITINERE. ADICIONAL NOTURNO E DE INSALUBRIDADE. REMUNERAÇÃO, VERBAS INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Inviável o processamento do recurso extraordinário quando para seu deslinde seja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas. 3. Agravo regimental, interposto em 30/05/2016, a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 21 a 27 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021948. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 955304 AGR / MG regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021948. Supremo Tribunal Federal ARE 955304 AGR / MG regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021948. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) :RENATO DE ANDRADE GOMES AGDO.(A/S) :MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) :CLÉVER ALVES DE ARAÚJO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática por mim proferida em 23.05.2016, a qual negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão do Tribunal Regional de origem que julgou procedentes os pedidos de condenação do Recorrente ao pagamento de valores referentes à supressão das horas in itinere, contribuição associativa, adicional noturno e de insalubridade. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos art. 5..., II, V, X, XIII , LIV, LV e XXXVI, 7..., XIII e XXVI e 8..., III e VI da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido ao manter a condenação ao pagamento das verbas pleiteadas na inicial trabalhista, afrontou os princípios da legalidade, da liberdade de exercício profissional, da ampla defesa e contraditório, do devido processo legal, do ato jurídico perfeito e não reconheceu a validade dos ajustes firmados nos acordos coletivos de trabalho. A Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) :RENATO DE ANDRADE GOMES AGDO.(A/S) :MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) :CLÉVER ALVES DE ARAÚJO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática por mim proferida em 23.05.2016, a qual negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão do Tribunal Regional de origem que julgou procedentes os pedidos de condenação do Recorrente ao pagamento de valores referentes à supressão das horas in itinere, contribuição associativa, adicional noturno e de insalubridade. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos art. 5..., II, V, X, XIII , LIV, LV e XXXVI, 7..., XIII e XXVI e 8..., III e VI da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido ao manter a condenação ao pagamento das verbas pleiteadas na inicial trabalhista, afrontou os princípios da legalidade, da liberdade de exercício profissional, da ampla defesa e contraditório, do devido processo legal, do ato jurídico perfeito e não reconheceu a validade dos ajustes firmados nos acordos coletivos de trabalho. A Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 955304 AGR / MG negou seguimento ao recurso extraordinário por entender ser intempestivo e pela incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal . (eDOC 39) É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Constato que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, no que diz respeito à controvérsia acerca das condenações impostas ao recorrente, tal como posta na lide, demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Consolidação das Leis Trabalhistas), bem como exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e análise das cláusulas dos acordos coletivos em questão, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo por ausência de questão constitucional e porque a ofensa constitucional, se existente, seria meramente reflexa, e atrai a incidência das Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal. No mesmo sentido: ARE 697887, DJe 1....10.2013, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes; ARE 917371, DJe 03.05.2016, de relatoria do Ministro Luiz Fux; ARE 955403, DJe 29.04.2016, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; ARE 916632, DJe 05.10.2015, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., RISTF”. Nas razões recursais, o agravante alega que “demonstrou, de forma clara e inconteste, que no bojo do Recurso Extraordinário interposto houve a demonstração de existência de questão constitucional, a qual oferece repercussão geral, seja sob o ponto de vista econômico, seja sob o ponto de vista jurídico, as quais ultrapassam os limites subjetivos da lide” (eDOC, p. 4). Nesse sentindo, ressalta, quanto ao tema debatido no Recurso Extraordinário, que houve ofensa aos princípios da legalidade, da ampla defesa e contraditório, do devido processo legal e a liberdade do exercício profissional por não reconhecer a validade dos acordos coletivos firmados. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Supremo Tribunal Federal ARE 955304 AGR / MG negou seguimento ao recurso extraordinário por entender ser intempestivo e pela incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal . (eDOC 39) É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Constato que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, no que diz respeito à controvérsia acerca das condenações impostas ao recorrente, tal como posta na lide, demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Consolidação das Leis Trabalhistas), bem como exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e análise das cláusulas dos acordos coletivos em questão, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo por ausência de questão constitucional e porque a ofensa constitucional, se existente, seria meramente reflexa, e atrai a incidência das Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal. No mesmo sentido: ARE 697887, DJe 1....10.2013, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes; ARE 917371, DJe 03.05.2016, de relatoria do Ministro Luiz Fux; ARE 955403, DJe 29.04.2016, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; ARE 916632, DJe 05.10.2015, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., RISTF”. Nas razões recursais, o agravante alega que “demonstrou, de forma clara e inconteste, que no bojo do Recurso Extraordinário interposto houve a demonstração de existência de questão constitucional, a qual oferece repercussão geral, seja sob o ponto de vista econômico, seja sob o ponto de vista jurídico, as quais ultrapassam os limites subjetivos da lide” (eDOC, p. 4). Nesse sentindo, ressalta, quanto ao tema debatido no Recurso Extraordinário, que houve ofensa aos princípios da legalidade, da ampla defesa e contraditório, do devido processo legal e a liberdade do exercício profissional por não reconhecer a validade dos acordos coletivos firmados. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 955304 AGR / MG Além disso, trouxe o argumento que a decisão do Tribunal Regional viola o disposto no art. 5..., II, V, X, XIII, XXXVI, LIV e LV; 7., XXVI; 8..., III, e VI da Constituição Federal, diante do pagamento dos valores referentes à supressão das horas in itinere, contribuição associativa, adicional noturno e de insalubridade. Intimada nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, a parte agravada não se manifestou, conforme a Certidão do dia 25 de julho de 2016 (eDOC 55). Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Supremo Tribunal Federal ARE 955304 AGR / MG Além disso, trouxe o argumento que a decisão do Tribunal Regional viola o disposto no art. 5..., II, V, X, XIII, XXXVI, LIV e LV; 7., XXVI; 8..., III, e VI da Constituição Federal, diante do pagamento dos valores referentes à supressão das horas in itinere, contribuição associativa, adicional noturno e de insalubridade. Intimada nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, a parte agravada não se manifestou, conforme a Certidão do dia 25 de julho de 2016 (eDOC 55). Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante, porquanto não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, a apreciação da questão trazida no presente recurso extraordinário com agravo é inviável, pois tal questão demandaria a análise da legislação infraconstitucional, Consolidação da Leis Trabalhistas, e o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, bem como a análise de cláusulas de acordo ou convenção coletivos. Nessa conjuntura, a hipótese aqui debatida atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 665.338 AgR, relator Min. Roberto Barroso, Dje 22.10.2013; ARE 654.467 AgR, relator Min. Ayres Britto, Dje 15.12.2011; ARE 671.444 AgR, relator Min. Dias Toffoli, Dje 31.05.2013; ARE 914.859 AgR, relator Min. Cármen Lúcia, Dje 04.10.2015. Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em face de decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021950. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante, porquanto não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, a apreciação da questão trazida no presente recurso extraordinário com agravo é inviável, pois tal questão demandaria a análise da legislação infraconstitucional, Consolidação da Leis Trabalhistas, e o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, bem como a análise de cláusulas de acordo ou convenção coletivos. Nessa conjuntura, a hipótese aqui debatida atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 665.338 AgR, relator Min. Roberto Barroso, Dje 22.10.2013; ARE 654.467 AgR, relator Min. Ayres Britto, Dje 15.12.2011; ARE 671.444 AgR, relator Min. Dias Toffoli, Dje 31.05.2013; ARE 914.859 AgR, relator Min. Cármen Lúcia, Dje 04.10.2015. Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em face de decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 955304 AGR / MG desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021950. Supremo Tribunal Federal ARE 955304 AGR / MG desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) : RENATO DE ANDRADE GOMES (MG063248/) AGDO.(A/S) : MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) : CLÉVER ALVES DE ARAÚJO (MG073508/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021248 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.304 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : RIO BRANCO ALIMENTOS S/A ADV.(A/S) : RENATO DE ANDRADE GOMES (MG063248/) AGDO.(A/S) : MARCO AURELIO ROSA DE MAGALHAES ADV.(A/S) : CLÉVER ALVES DE ARAÚJO (MG073508/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021248 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 955304 AGR / MG", "ARE 955304 AGR / MG", "AGRAVO 955 . 304", "ARE 955304 AGR / MG", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal", "ARE 697887", "ARE 917371", "ARE 955403", "ARE 916632", "ARE 955304 AGR / MG", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal", "ARE 697887", "ARE 917371", "ARE 955403", "ARE 916632", "ARE 955304 AGR / MG", "Súmulas 279", "ARE 665 . 338 AgR", "ARE 654 . 467 AgR", "ARE 671 . 444 AgR", "ARE 914 . 859 AgR", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 665 . 338 AgR", "ARE 654 . 467 AgR", "ARE 671 . 444 AgR", "ARE 914 . 859 AgR", "ARE 955304 AGR / MG", "ARE 955304 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , II , V , X , XIII , LIV , LV e XXXVI , 7 . . . , XIII e XXVI e 8 . . . , III e VI da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , II , V , X , XIII , LIV , LV e XXXVI , 7 . . . , XIII e XXVI e 8 . . . , III e VI da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis Trabalhistas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis Trabalhistas", "art . 21 , § 1 . . . , RISTF ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , II , V , X , XIII , XXXVI , LIV e LV ; 7 . , XXVI ; 8 . . . , III , e VI da Constituição Federal", "art", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 52 , parágrafo único , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação da Leis Trabalhistas", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação da Leis Trabalhistas", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "RIO BRANCO ALIMENTOS S / A", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", 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Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À FISCALIZAÇÃO DE ATIVIDADES URBANAS. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGADO DECESSO REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906318. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Aécio da Silva Campos e outros contra julgado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, pelo qual se assentou que “a legislação posterior estabeleceu regime diverso para o cálculo do pagamento da Gratificação de Incentivos à Fiscalização de Atividades Urbanas (Leis 3.8241/06, 4.4701/10 e 4.4791/10), não havendo direito adquirido à manutenção de cálculo estabelecido pela legislação pretérita, pois preservado o montante global da remuneração”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “7. A apreciação do pleito recursal, no ponto referente à irredutibilidade de vencimentos, demandaria análise do conjunto probatório constante dos autos, inviável de ser adotado validamente em recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis distritais ns. 3.824/2006, 4.470/2010 e 4.479/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Aécio da Silva Campos e outros contra julgado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, pelo qual se assentou que “a legislação posterior estabeleceu regime diverso para o cálculo do pagamento da Gratificação de Incentivos à Fiscalização de Atividades Urbanas (Leis 3.8241/06, 4.4701/10 e 4.4791/10), não havendo direito adquirido à manutenção de cálculo estabelecido pela legislação pretérita, pois preservado o montante global da remuneração”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “7. A apreciação do pleito recursal, no ponto referente à irredutibilidade de vencimentos, demandaria análise do conjunto probatório constante dos autos, inviável de ser adotado validamente em recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis distritais ns. 3.824/2006, 4.470/2010 e 4.479/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 851204 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E À FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Precedente. O Supremo Tribunal Federal possui firme entendimento no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo assegurada somente a irredutibilidade de vencimentos. Precedentes. Hipótese em que dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que a remuneração dos agravantes não sofreu nenhuma redução nominal exigiria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 833.399-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.12.2014, grifos nossos). (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.2.2015, interpõem Aécio da Silva Campos e outros, em 19.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Supremo Tribunal Federal ARE 851204 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E À FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Precedente. O Supremo Tribunal Federal possui firme entendimento no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo assegurada somente a irredutibilidade de vencimentos. Precedentes. Hipótese em que dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que a remuneração dos agravantes não sofreu nenhuma redução nominal exigiria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 833.399-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.12.2014, grifos nossos). (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.2.2015, interpõem Aécio da Silva Campos e outros, em 19.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 851204 AGR / DF criam uma moldura para o caso e que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer (…) O egrégio Tribunal a quo decidiu pela inexistência de decesso remuneratório em desacordo manifesto e flagrante com a realidade fática, porquanto ignorou a existência da Lei Distrital nº. 4.470/2010”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Supremo Tribunal Federal ARE 851204 AGR / DF criam uma moldura para o caso e que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer (…) O egrégio Tribunal a quo decidiu pela inexistência de decesso remuneratório em desacordo manifesto e flagrante com a realidade fática, porquanto ignorou a existência da Lei Distrital nº. 4.470/2010”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem proferiu voto nos seguintes termos: “Após análise detida dos autos, verifico que a modificação introduzida pela Lei 4.479/10 (fl. 84) preservou o montante global da remuneração dos servidores, não acarretando qualquer diminuição nos seus vencimentos. Em verdade, houve um incremento na carreira, pois foi preservado o valor da GIURB para todos os integrantes da carreira de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal, com exceção daqueles que figuravam nas últimas referências, os quais foram contemplados com acréscimo no valor da GIURB. Confiram-se os diplomas legais às fls. 62/84”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria prévia análise da legislação infraconstitucional interpretada e do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. SUPRESSÃO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 2.131/2000. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AUSÊNCIA DE OFENSA À IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.8.2012. A jurisprudência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem proferiu voto nos seguintes termos: “Após análise detida dos autos, verifico que a modificação introduzida pela Lei 4.479/10 (fl. 84) preservou o montante global da remuneração dos servidores, não acarretando qualquer diminuição nos seus vencimentos. Em verdade, houve um incremento na carreira, pois foi preservado o valor da GIURB para todos os integrantes da carreira de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal, com exceção daqueles que figuravam nas últimas referências, os quais foram contemplados com acréscimo no valor da GIURB. Confiram-se os diplomas legais às fls. 62/84”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria prévia análise da legislação infraconstitucional interpretada e do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. SUPRESSÃO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 2.131/2000. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AUSÊNCIA DE OFENSA À IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.8.2012. A jurisprudência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 851204 AGR / DF firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no sentido de não houve redução vencimental demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE 793.034-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26.3.2014, grifos nossos). “Agravo regimental em embargos de declaração em embargos de divergência em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Administrativo. Reestruturação do plano de cargos e salários. Servidor aposentado. Reenquadramento. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Repercussão geral reconhecida. RE-RG 606.199. 3. Irredutibilidade de vencimentos. Ocorrência de decesso remuneratório. Reexame de provas. Aplicação da Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 601.936-AgR- EDv-ED-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 2.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 637.858-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.6.2011, grifos nossos). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Supremo Tribunal Federal ARE 851204 AGR / DF firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no sentido de não houve redução vencimental demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE 793.034-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26.3.2014, grifos nossos). “Agravo regimental em embargos de declaração em embargos de divergência em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Administrativo. Reestruturação do plano de cargos e salários. Servidor aposentado. Reenquadramento. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Repercussão geral reconhecida. RE-RG 606.199. 3. Irredutibilidade de vencimentos. Ocorrência de decesso remuneratório. Reexame de provas. Aplicação da Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 601.936-AgR- EDv-ED-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 2.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 637.858-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.6.2011, grifos nossos). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 851204 AGR / DF decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Supremo Tribunal Federal ARE 851204 AGR / DF decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887254 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7924477
2015-02-24T00:00:00
2015-03-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À FISCALIZAÇÃO DE ATIVIDADES URBANAS. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGADO DECESSO REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur294621
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, DIREITO ADQUIRIDO) RE 637858 AgR (1ªT), AI 601936 AgR-EDv-ED-AgR (TP). Número de páginas: 8. Análise: 23/03/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
851204
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-DIS LEI-003824 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA, DF\n\n", "LEG-DIS LEI-004470 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA, DF\n\n", "LEG-DIS LEI-004479 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA, DF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 851204 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À FISCALIZAÇÃO DE ATIVIDADES URBANAS. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGADO DECESSO REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906318. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Aécio da Silva Campos e outros contra julgado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, pelo qual se assentou que “a legislação posterior estabeleceu regime diverso para o cálculo do pagamento da Gratificação de Incentivos à Fiscalização de Atividades Urbanas (Leis 3.8241/06, 4.4701/10 e 4.4791/10), não havendo direito adquirido à manutenção de cálculo estabelecido pela legislação pretérita, pois preservado o montante global da remuneração”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “7. A apreciação do pleito recursal, no ponto referente à irredutibilidade de vencimentos, demandaria análise do conjunto probatório constante dos autos, inviável de ser adotado validamente em recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis distritais ns. 3.824/2006, 4.470/2010 e 4.479/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Aécio da Silva Campos e outros contra julgado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, pelo qual se assentou que “a legislação posterior estabeleceu regime diverso para o cálculo do pagamento da Gratificação de Incentivos à Fiscalização de Atividades Urbanas (Leis 3.8241/06, 4.4701/10 e 4.4791/10), não havendo direito adquirido à manutenção de cálculo estabelecido pela legislação pretérita, pois preservado o montante global da remuneração”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “7. A apreciação do pleito recursal, no ponto referente à irredutibilidade de vencimentos, demandaria análise do conjunto probatório constante dos autos, inviável de ser adotado validamente em recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis distritais ns. 3.824/2006, 4.470/2010 e 4.479/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 851204 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E À FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Precedente. O Supremo Tribunal Federal possui firme entendimento no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo assegurada somente a irredutibilidade de vencimentos. Precedentes. Hipótese em que dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que a remuneração dos agravantes não sofreu nenhuma redução nominal exigiria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 833.399-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.12.2014, grifos nossos). (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.2.2015, interpõem Aécio da Silva Campos e outros, em 19.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Supremo Tribunal Federal ARE 851204 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E À FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Precedente. O Supremo Tribunal Federal possui firme entendimento no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo assegurada somente a irredutibilidade de vencimentos. Precedentes. Hipótese em que dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que a remuneração dos agravantes não sofreu nenhuma redução nominal exigiria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 833.399-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.12.2014, grifos nossos). (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.2.2015, interpõem Aécio da Silva Campos e outros, em 19.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 851204 AGR / DF criam uma moldura para o caso e que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer (…) O egrégio Tribunal a quo decidiu pela inexistência de decesso remuneratório em desacordo manifesto e flagrante com a realidade fática, porquanto ignorou a existência da Lei Distrital n. 4.470/2010”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Supremo Tribunal Federal ARE 851204 AGR / DF criam uma moldura para o caso e que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer (…) O egrégio Tribunal a quo decidiu pela inexistência de decesso remuneratório em desacordo manifesto e flagrante com a realidade fática, porquanto ignorou a existência da Lei Distrital n. 4.470/2010”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem proferiu voto nos seguintes termos: “Após análise detida dos autos, verifico que a modificação introduzida pela Lei 4.479/10 (fl. 84) preservou o montante global da remuneração dos servidores, não acarretando qualquer diminuição nos seus vencimentos. Em verdade, houve um incremento na carreira, pois foi preservado o valor da GIURB para todos os integrantes da carreira de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal, com exceção daqueles que figuravam nas últimas referências, os quais foram contemplados com acréscimo no valor da GIURB. Confiram-se os diplomas legais às fls. 62/84”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria prévia análise da legislação infraconstitucional interpretada e do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. SUPRESSÃO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 2.131/2000. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AUSÊNCIA DE OFENSA À IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.8.2012. A jurisprudência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem proferiu voto nos seguintes termos: “Após análise detida dos autos, verifico que a modificação introduzida pela Lei 4.479/10 (fl. 84) preservou o montante global da remuneração dos servidores, não acarretando qualquer diminuição nos seus vencimentos. Em verdade, houve um incremento na carreira, pois foi preservado o valor da GIURB para todos os integrantes da carreira de Fiscalização de Atividades Urbanas do Distrito Federal, com exceção daqueles que figuravam nas últimas referências, os quais foram contemplados com acréscimo no valor da GIURB. Confiram-se os diplomas legais às fls. 62/84”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria prévia análise da legislação infraconstitucional interpretada e do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. SUPRESSÃO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 2.131/2000. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AUSÊNCIA DE OFENSA À IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.8.2012. A jurisprudência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 851204 AGR / DF firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no sentido de não houve redução vencimental demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 793.034-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26.3.2014, grifos nossos). “Agravo regimental em embargos de declaração em embargos de divergência em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Administrativo. Reestruturação do plano de cargos e salários. Servidor aposentado. Reenquadramento. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Repercussão geral reconhecida. Recurso Extraordinário-RG 606.199. 3. Irredutibilidade de vencimentos. Ocorrência de decesso remuneratório. Reexame de provas. Aplicação da Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 601.936-AgR- EDv-ED-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 2.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 637.858-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.6.2011, grifos nossos). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Supremo Tribunal Federal ARE 851204 AGR / DF firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no sentido de não houve redução vencimental demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 793.034-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26.3.2014, grifos nossos). “Agravo regimental em embargos de declaração em embargos de divergência em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Administrativo. Reestruturação do plano de cargos e salários. Servidor aposentado. Reenquadramento. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Repercussão geral reconhecida. Recurso Extraordinário-RG 606.199. 3. Irredutibilidade de vencimentos. Ocorrência de decesso remuneratório. Reexame de provas. Aplicação da Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 601.936-AgR- EDv-ED-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 2.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 637.858-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.6.2011, grifos nossos). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 851204 AGR / DF decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Supremo Tribunal Federal ARE 851204 AGR / DF decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887254 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.204 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : AÉCIO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALTER FERREIRA XAVIER FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 851204 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 833 . 399 - AgR", "ARE 851204 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 833 . 399 - AgR", "ARE 851204 AGR", "ARE 851204 AGR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 793 . 034 - AgR", "AI 601 . 936 - AgR - EDv - ED - AgR", "SÚMULAS N . 279", "Recurso Extraordinário 637 . 858 - AgR", "ARE 851204 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 793 . 034 - AgR", "AI 601 . 936 - AgR - EDv - ED - AgR", "SÚMULAS N . 279", "Recurso Extraordinário 637 . 858 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 3 . 8241 / 06", "4", ".", "4701", "/", "10", "4", ".", "4791", "/", "10", "Leis distritais ns . 3 . 824 / 2006", "4", ".", "470", "/", "2010", "4", ".", "479", "/", "2010", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 3 . 8241 / 06", "4", ".", "4701", "/", "10", "4", ".", "4791", "/", "10", "Leis distritais ns . 3 . 824 / 2006", "4", ".", "470", "/", "2010", "4", ".", "479", "/", "2010", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art .", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926626. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 203 e 204, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926627. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 203 e 204, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 851412 AGR / DF As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação das Leis Ordinárias Distritais nº 1.172/96 e 2.105/98. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 207 a 210, insiste na índole constitucional da controvérsia. Sustenta a existência de ofensa aos princípios da isonomia, razoabilidade, proporcionalidade, dignidade da pessoa humana e função social da propriedade, apontando a impertinência dos Verbetes nºs 279 e 280 da Súmula do Supremo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 214). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926627. Supremo Tribunal Federal RE 851412 AGR / DF As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação das Leis Ordinárias Distritais nº 1.172/96 e 2.105/98. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 207 a 210, insiste na índole constitucional da controvérsia. Sustenta a existência de ofensa aos princípios da isonomia, razoabilidade, proporcionalidade, dignidade da pessoa humana e função social da propriedade, apontando a impertinência dos Verbetes nºs 279 e 280 da Súmula do Supremo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 214). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por defensora pública, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios consignou, em síntese (folhas 149 e 150): CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER. IMÓVEL SITUADO EM ÁREA NÃO REGULARIZADA. OBRA. EDIFICAÇÃO. DESTINAÇÃO À MORADIA. IRREGULARIDADE. AUSÊNCIA DE ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO. REGULARIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUTO DE EMBARGO E INTIMAÇÃO DEMOLITÓRIA. ELISÃO DA EFICÁCIA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. LEGITIMIDADE. SUSPENSÃO DA EXTERIORIZAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO. REJEIÇÃO. 1. A administração pública é municiada do poder-dever de fiscalizar as construções erigidas em áreas urbanas, podendo embargá-las e até mesmo demolir as obras executadas em desconformidade com o legalmente exigido sem prévia autorização judicial, não estando o detentor de imóvel situado em parcelamento não regularizado infenso à ação estatal, inviabilizando a desqualificação da legitimidade das autuações de embargo e intimação demolitória que lhe foram endereçadas por ter erigido obra de forma irregular e ilegal com o escopo de, elidida a atuação administrativa, ser imunizada a obra que erigira à margem do legalmente tolerado. 2. A realização de qualquer construção em área urbana depende da obtenção de prévia autorização administrativa por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por defensora pública, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios consignou, em síntese (folhas 149 e 150): CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER. IMÓVEL SITUADO EM ÁREA NÃO REGULARIZADA. OBRA. EDIFICAÇÃO. DESTINAÇÃO À MORADIA. IRREGULARIDADE. AUSÊNCIA DE ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO. REGULARIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUTO DE EMBARGO E INTIMAÇÃO DEMOLITÓRIA. ELISÃO DA EFICÁCIA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. LEGITIMIDADE. SUSPENSÃO DA EXTERIORIZAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO. REJEIÇÃO. 1. A administração pública é municiada do poder-dever de fiscalizar as construções erigidas em áreas urbanas, podendo embargá-las e até mesmo demolir as obras executadas em desconformidade com o legalmente exigido sem prévia autorização judicial, não estando o detentor de imóvel situado em parcelamento não regularizado infenso à ação estatal, inviabilizando a desqualificação da legitimidade das autuações de embargo e intimação demolitória que lhe foram endereçadas por ter erigido obra de forma irregular e ilegal com o escopo de, elidida a atuação administrativa, ser imunizada a obra que erigira à margem do legalmente tolerado. 2. A realização de qualquer construção em área urbana depende da obtenção de prévia autorização administrativa por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 851412 AGR / DF parte do interessado, resultando que, optando o particular por erigir acessão em imóvel parcelado irregularmente, assume o risco e os efeitos da postura que adotara, legitimando que a administração, municiada do poder-dever de que está municiada, exercite o poder de polícia que lhe é assegurado, embargando a obra iniciada ou executada à margem das exigências urbanísticas e promovendo sua demolição como forma de restabelecimento do estado de direito, cujas balizas derivam certamente do direito positivado como forma de viabilização da vida em sociedade de forma ordenada e juridicamente tutelada. 3. Conquanto a dignidade da pessoa humana e o direito à moradia digna consubstanciem direitos fundamentais resguardados pelo legislador constitucional, a realização desses enunciados deve ser consumada em ponderação com os demais vigamentos legais que pautam o estado de direito, pois o interesse coletivo sobrepuja o individual, resultando na apreensão de que não se afigura legítimo se resguardar a construção irregular erigida por qualquer pessoa sob o prisma de que a ilegalidade fora praticada na efetivação de aludidos comandados, notadamente porque a realização material dos enunciados principiológicos não pode ser efetuada à margem do legalmente autorizado e mediante a tolerância da ocupação de áreas parceladas irregularmente e a efetivação de parcelamentos à revelia da administração e do poder público (CF, arts. 1º, III, 5º, 6º, 182, 205 etc.). 4. Ao Judiciário é resguardado exclusivamente o controle da legalidade da atuação administrativa, não lhe sendo lícito imiscuir-se no mérito do ato administrativo, donde resulta que não pode interferir na condução das políticas públicas, ainda que revestidas de interesse e alcance sociais, competindo ao interessado inscrever-se e participar dos programas sociais de conformidade com o legalmente estabelecido, ficando reservada à tutela jurisdicional apenas o controle da observância dos parâmetros positivados. 5. Apelação conhecida e desprovida. Maioria. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Supremo Tribunal Federal RE 851412 AGR / DF parte do interessado, resultando que, optando o particular por erigir acessão em imóvel parcelado irregularmente, assume o risco e os efeitos da postura que adotara, legitimando que a administração, municiada do poder-dever de que está municiada, exercite o poder de polícia que lhe é assegurado, embargando a obra iniciada ou executada à margem das exigências urbanísticas e promovendo sua demolição como forma de restabelecimento do estado de direito, cujas balizas derivam certamente do direito positivado como forma de viabilização da vida em sociedade de forma ordenada e juridicamente tutelada. 3. Conquanto a dignidade da pessoa humana e o direito à moradia digna consubstanciem direitos fundamentais resguardados pelo legislador constitucional, a realização desses enunciados deve ser consumada em ponderação com os demais vigamentos legais que pautam o estado de direito, pois o interesse coletivo sobrepuja o individual, resultando na apreensão de que não se afigura legítimo se resguardar a construção irregular erigida por qualquer pessoa sob o prisma de que a ilegalidade fora praticada na efetivação de aludidos comandados, notadamente porque a realização material dos enunciados principiológicos não pode ser efetuada à margem do legalmente autorizado e mediante a tolerância da ocupação de áreas parceladas irregularmente e a efetivação de parcelamentos à revelia da administração e do poder público (CF, arts. 1º, III, 5º, 6º, 182, 205 etc.). 4. Ao Judiciário é resguardado exclusivamente o controle da legalidade da atuação administrativa, não lhe sendo lícito imiscuir-se no mérito do ato administrativo, donde resulta que não pode interferir na condução das políticas públicas, ainda que revestidas de interesse e alcance sociais, competindo ao interessado inscrever-se e participar dos programas sociais de conformidade com o legalmente estabelecido, ficando reservada à tutela jurisdicional apenas o controle da observância dos parâmetros positivados. 5. Apelação conhecida e desprovida. Maioria. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 851412 AGR / DF O deslinde da controvérsia deu-se à luz das Leis Ordinárias Distritais nº 1.172/96 e nº 2.105/98 e do conjunto probatório coligido para o processo. A análise de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário estadual. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Supremo Tribunal Federal RE 851412 AGR / DF O deslinde da controvérsia deu-se à luz das Leis Ordinárias Distritais nº 1.172/96 e nº 2.105/98 e do conjunto probatório coligido para o processo. A análise de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário estadual. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958866 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8332618
2015-02-24T00:00:00
2015-04-30T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República.
sjur302494
Número de páginas: 7. Análise: 18/05/2015, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
851412
[ "LEG-DIS LEI-001172 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA, DF\n\n", "LEG-DIS LEI-002105 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA, DF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 851412 AgR
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AGTE.(S) : ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926626. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 203 e 204, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926627. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 203 e 204, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação das Leis Ordinárias Distritais n 1.172/96 e 2.105/98. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 207 a 210, insiste na índole constitucional da controvérsia. Sustenta a existência de ofensa aos princípios da isonomia, razoabilidade, proporcionalidade, dignidade da pessoa humana e função social da propriedade, apontando a impertinência dos Verbetes ns 279 e 280 da Súmula do Supremo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 214). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926627. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação das Leis Ordinárias Distritais n 1.172/96 e 2.105/98. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 207 a 210, insiste na índole constitucional da controvérsia. Sustenta a existência de ofensa aos princípios da isonomia, razoabilidade, proporcionalidade, dignidade da pessoa humana e função social da propriedade, apontando a impertinência dos Verbetes ns 279 e 280 da Súmula do Supremo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 214). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por defensora pública, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios consignou, em síntese (folhas 149 e 150): CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER. IMÓVEL SITUADO EM ÁREA NÃO REGULARIZADA. OBRA. EDIFICAÇÃO. DESTINAÇÃO À MORADIA. IRREGULARIDADE. AUSÊNCIA DE ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO. REGULARIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUTO DE EMBARGO E INTIMAÇÃO DEMOLITÓRIA. ELISÃO DA EFICÁCIA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. LEGITIMIDADE. SUSPENSÃO DA EXTERIORIZAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO. REJEIÇÃO. 1. A administração pública é municiada do poder-dever de fiscalizar as construções erigidas em áreas urbanas, podendo embargá-las e até mesmo demolir as obras executadas em desconformidade com o legalmente exigido sem prévia autorização judicial, não estando o detentor de imóvel situado em parcelamento não regularizado infenso à ação estatal, inviabilizando a desqualificação da legitimidade das autuações de embargo e intimação demolitória que lhe foram endereçadas por ter erigido obra de forma irregular e ilegal com o escopo de, elidida a atuação administrativa, ser imunizada a obra que erigira à margem do legalmente tolerado. 2. A realização de qualquer construção em área urbana depende da obtenção de prévia autorização administrativa por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por defensora pública, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios consignou, em síntese (folhas 149 e 150): CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER. IMÓVEL SITUADO EM ÁREA NÃO REGULARIZADA. OBRA. EDIFICAÇÃO. DESTINAÇÃO À MORADIA. IRREGULARIDADE. AUSÊNCIA DE ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO. REGULARIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUTO DE EMBARGO E INTIMAÇÃO DEMOLITÓRIA. ELISÃO DA EFICÁCIA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. LEGITIMIDADE. SUSPENSÃO DA EXTERIORIZAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO. REJEIÇÃO. 1. A administração pública é municiada do poder-dever de fiscalizar as construções erigidas em áreas urbanas, podendo embargá-las e até mesmo demolir as obras executadas em desconformidade com o legalmente exigido sem prévia autorização judicial, não estando o detentor de imóvel situado em parcelamento não regularizado infenso à ação estatal, inviabilizando a desqualificação da legitimidade das autuações de embargo e intimação demolitória que lhe foram endereçadas por ter erigido obra de forma irregular e ilegal com o escopo de, elidida a atuação administrativa, ser imunizada a obra que erigira à margem do legalmente tolerado. 2. A realização de qualquer construção em área urbana depende da obtenção de prévia autorização administrativa por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF parte do interessado, resultando que, optando o particular por erigir acessão em imóvel parcelado irregularmente, assume o risco e os efeitos da postura que adotara, legitimando que a administração, municiada do poder-dever de que está municiada, exercite o poder de polícia que lhe é assegurado, embargando a obra iniciada ou executada à margem das exigências urbanísticas e promovendo sua demolição como forma de restabelecimento do estado de direito, cujas balizas derivam certamente do direito positivado como forma de viabilização da vida em sociedade de forma ordenada e juridicamente tutelada. 3. Conquanto a dignidade da pessoa humana e o direito à moradia digna consubstanciem direitos fundamentais resguardados pelo legislador constitucional, a realização desses enunciados deve ser consumada em ponderação com os demais vigamentos legais que pautam o estado de direito, pois o interesse coletivo sobrepuja o individual, resultando na apreensão de que não se afigura legítimo se resguardar a construção irregular erigida por qualquer pessoa sob o prisma de que a ilegalidade fora praticada na efetivação de aludidos comandados, notadamente porque a realização material dos enunciados principiológicos não pode ser efetuada à margem do legalmente autorizado e mediante a tolerância da ocupação de áreas parceladas irregularmente e a efetivação de parcelamentos à revelia da administração e do poder público (Constituição Federal de 1988, arts. 1..., III, 5..., 6..., 182, 205 etc.). 4. Ao Judiciário é resguardado exclusivamente o controle da legalidade da atuação administrativa, não lhe sendo lícito imiscuir-se no mérito do ato administrativo, donde resulta que não pode interferir na condução das políticas públicas, ainda que revestidas de interesse e alcance sociais, competindo ao interessado inscrever-se e participar dos programas sociais de conformidade com o legalmente estabelecido, ficando reservada à tutela jurisdicional apenas o controle da observância dos parâmetros positivados. 5. Apelação conhecida e desprovida. Maioria. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF parte do interessado, resultando que, optando o particular por erigir acessão em imóvel parcelado irregularmente, assume o risco e os efeitos da postura que adotara, legitimando que a administração, municiada do poder-dever de que está municiada, exercite o poder de polícia que lhe é assegurado, embargando a obra iniciada ou executada à margem das exigências urbanísticas e promovendo sua demolição como forma de restabelecimento do estado de direito, cujas balizas derivam certamente do direito positivado como forma de viabilização da vida em sociedade de forma ordenada e juridicamente tutelada. 3. Conquanto a dignidade da pessoa humana e o direito à moradia digna consubstanciem direitos fundamentais resguardados pelo legislador constitucional, a realização desses enunciados deve ser consumada em ponderação com os demais vigamentos legais que pautam o estado de direito, pois o interesse coletivo sobrepuja o individual, resultando na apreensão de que não se afigura legítimo se resguardar a construção irregular erigida por qualquer pessoa sob o prisma de que a ilegalidade fora praticada na efetivação de aludidos comandados, notadamente porque a realização material dos enunciados principiológicos não pode ser efetuada à margem do legalmente autorizado e mediante a tolerância da ocupação de áreas parceladas irregularmente e a efetivação de parcelamentos à revelia da administração e do poder público (Constituição Federal de 1988, arts. 1..., III, 5..., 6..., 182, 205 etc.). 4. Ao Judiciário é resguardado exclusivamente o controle da legalidade da atuação administrativa, não lhe sendo lícito imiscuir-se no mérito do ato administrativo, donde resulta que não pode interferir na condução das políticas públicas, ainda que revestidas de interesse e alcance sociais, competindo ao interessado inscrever-se e participar dos programas sociais de conformidade com o legalmente estabelecido, ficando reservada à tutela jurisdicional apenas o controle da observância dos parâmetros positivados. 5. Apelação conhecida e desprovida. Maioria. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF O deslinde da controvérsia deu-se à luz das Leis Ordinárias Distritais n 1.172/96 e n 2.105/98 e do conjunto probatório coligido para o processo. A análise de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário estadual. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF O deslinde da controvérsia deu-se à luz das Leis Ordinárias Distritais n 1.172/96 e n 2.105/98 e do conjunto probatório coligido para o processo. A análise de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência, o acesso ao Supremo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário estadual. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926628. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958866 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.412 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ADELCIO SIMÃO DE ARAÚJO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : AGÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL-AGEFIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 412", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 412", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 412", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF", "Verbetes ns 279", "Verbetes ns 279 e 280 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 412", "Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 851412 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 412", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 412" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "inciso III do artigo 102 da Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Leis Ordinárias Distritais n 1 . 172 / 96", "2", ".", "105", "/", "98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Ordinárias Distritais n 1 . 172 / 96", "2", ".", "105", "/", "98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALOR COBRADO PELA UTILIZAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULAS 280 E 454 DO STF. SUPOSTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/10/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999770. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALOR COBRADO PELA UTILIZAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULAS 280 E 454 DO STF. SUPOSTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Nas razões do agravo, sustentou, em síntese, que as alegadas ofensas à Constituição Federal seriam diretas e teriam sido prequestionadas. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999771. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALOR COBRADO PELA UTILIZAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULAS 280 E 454 DO STF. SUPOSTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Nas razões do agravo, sustentou, em síntese, que as alegadas ofensas à Constituição Federal seriam diretas e teriam sido prequestionadas. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Com efeito, as alegadas ofensas ao artigo 150, VI, a, e § 2º, da Constituição Federal não foram debatidas no acórdão recorrido e também não foram suscitadas em embargos de declaração, a fim de sanar eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento da matéria, o que inviabiliza seu exame na via estreita do recurso extraordinário, em razão do disposto nas Súmulas 282 e 356 do STF, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. A respeito da aplicação das aludidas súmulas, assim discorre Roberto Rosas: “A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: ‘quando se questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e leis federais, e a decisão for contra ela’. De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art. 76, III, a: ‘quando a decisão for contra literal disposição de tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado’. Essas Constituições eram mais explícitas a respeito do âmbito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Com efeito, as alegadas ofensas ao artigo 150, VI, a, e § 2º, da Constituição Federal não foram debatidas no acórdão recorrido e também não foram suscitadas em embargos de declaração, a fim de sanar eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento da matéria, o que inviabiliza seu exame na via estreita do recurso extraordinário, em razão do disposto nas Súmulas 282 e 356 do STF, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. A respeito da aplicação das aludidas súmulas, assim discorre Roberto Rosas: “A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: ‘quando se questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e leis federais, e a decisão for contra ela’. De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art. 76, III, a: ‘quando a decisão for contra literal disposição de tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado’. Essas Constituições eram mais explícitas a respeito do âmbito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS recurso extraordinário. Limita-se este às questões apreciadas na decisão recorrida. Se foi omissa em relação a determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios. Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada na decisão recorrida. (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do STF e Súmula 211 do STJ; Nelson Luiz Pinto, Manual dos Recursos Cíveis, Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas de Direito Público, p. 236) (...) Os embargos declaratórios visam a pedir ao juiz ou juízes prolatores da decisão que espanquem dúvidas, supram omissões ou eliminem contradições. Se esse possível ponto omisso não foi aventado, nada há que se alegar posteriormente no recurso extraordinário. Falta o prequestionamento da matéria. A parte não considerou a existência de omissão, por isso não opôs os embargos declaratórios no devido tempo, por não existir matéria a discutir no recurso extraordinário sobre essa questão (RE 77.128, RTJ 79/162; v. Súmula 282). O STF interpretou o teor da Súmula no sentido da desnecessidade de nova provocação, se a parte opôs os embargos, e o tribunal se recusou a suprir a omissão (RE 176.626, RTJ 168/305; v. Súmula 211 do STJ).” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 139-140 e 175-176) Nesse sentido, ARE 738.029-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/6/2013, e ARE 737.360-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/6/2013, esse último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS recurso extraordinário. Limita-se este às questões apreciadas na decisão recorrida. Se foi omissa em relação a determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios. Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada na decisão recorrida. (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do STF e Súmula 211 do STJ; Nelson Luiz Pinto, Manual dos Recursos Cíveis, Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas de Direito Público, p. 236) (...) Os embargos declaratórios visam a pedir ao juiz ou juízes prolatores da decisão que espanquem dúvidas, supram omissões ou eliminem contradições. Se esse possível ponto omisso não foi aventado, nada há que se alegar posteriormente no recurso extraordinário. Falta o prequestionamento da matéria. A parte não considerou a existência de omissão, por isso não opôs os embargos declaratórios no devido tempo, por não existir matéria a discutir no recurso extraordinário sobre essa questão (RE 77.128, RTJ 79/162; v. Súmula 282). O STF interpretou o teor da Súmula no sentido da desnecessidade de nova provocação, se a parte opôs os embargos, e o tribunal se recusou a suprir a omissão (RE 176.626, RTJ 168/305; v. Súmula 211 do STJ).” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 139-140 e 175-176) Nesse sentido, ARE 738.029-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/6/2013, e ARE 737.360-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/6/2013, esse último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS II - Agravo regimental improvido.” Quanto à natureza jurídica dos valores cobrados pelo Município ora recorrido em razão do uso, pela recorrente, do aterro sanitário municipal, o Tribunal a quo se pronunciou nos seguintes termos: “(...) há discussão no apelo quanto a legitimidade do crédito do Município, posto que decorrente da exigência de taxa pela utilização do aterro sanitário municipal sem que tenha havido a publicação de lei autorizando a cobrança, em consonância com o princípio da legalidade tributária. Entretanto, as circunstâncias presentes nos autos apontam que a cobrança perfilhada pelo Poder Público não decorre de relação de natureza tributária, mas contratual via preço público (tarifa). Consta no documento de fls. 1215-1216 o pedido da apelante ao Município para que este verificasse a possibilidade de isenção do pagamento das descargas de resíduos no aterro municipal ou, subsidiariamente, a celebração de convênio visando o abatimento de débitos existentes entre as partes. Neste passo, resta comprovada a existência da relação jurídica entre elas resultante do depósito de resíduos no aterro municipal com o efetivo pagamento da contraprestação por essa utilização aos cofres municipais, situação que se amolda perfeitamente à conclusão de que existia uma relação contratual entre os envolvidos que permitia a cobrança do preço público, instituto sob o qual não as disposições de natureza tributária, em especial a necessidade de lei autorizando a referida cobrança. O Código Tributário Municipal chega a prever: DA TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS Seção I Da Incidência Art. 342. A Taxa de Serviços Diversos tem como fato gerador a utilização de serviço público, pela apresentação de petição para: VI Taxa de utilização do aterro sanitário; (Redação dada 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS II - Agravo regimental improvido.” Quanto à natureza jurídica dos valores cobrados pelo Município ora recorrido em razão do uso, pela recorrente, do aterro sanitário municipal, o Tribunal a quo se pronunciou nos seguintes termos: “(...) há discussão no apelo quanto a legitimidade do crédito do Município, posto que decorrente da exigência de taxa pela utilização do aterro sanitário municipal sem que tenha havido a publicação de lei autorizando a cobrança, em consonância com o princípio da legalidade tributária. Entretanto, as circunstâncias presentes nos autos apontam que a cobrança perfilhada pelo Poder Público não decorre de relação de natureza tributária, mas contratual via preço público (tarifa). Consta no documento de fls. 1215-1216 o pedido da apelante ao Município para que este verificasse a possibilidade de isenção do pagamento das descargas de resíduos no aterro municipal ou, subsidiariamente, a celebração de convênio visando o abatimento de débitos existentes entre as partes. Neste passo, resta comprovada a existência da relação jurídica entre elas resultante do depósito de resíduos no aterro municipal com o efetivo pagamento da contraprestação por essa utilização aos cofres municipais, situação que se amolda perfeitamente à conclusão de que existia uma relação contratual entre os envolvidos que permitia a cobrança do preço público, instituto sob o qual não as disposições de natureza tributária, em especial a necessidade de lei autorizando a referida cobrança. O Código Tributário Municipal chega a prever: DA TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS Seção I Da Incidência Art. 342. A Taxa de Serviços Diversos tem como fato gerador a utilização de serviço público, pela apresentação de petição para: VI Taxa de utilização do aterro sanitário; (Redação dada 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS pela LC 208 de 26/12/2012) ANEXO III TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS (Redação dada pela LC nº 208 de 26.12.2012) ESPECIFICAÇÃO VALOR 6. Utilização do aterro sanitário (por tonelada) R$ 90,00 Assim, realmente à partir de 16/12/2012 há a determinação legal para que a cobrança da utilização do aterro sanitário se dê mediante a instituição de taxa, todavia, a dívida refere-se a pagamentos devidos entre dezembro/2008 e agosto /2012, portanto, período em que não havia essa exigência, restando válida a dívida de natureza contratual. (...) Ora, se durante determinado período a apelante pagou pela utilização do aterro (abril a agosto/2011) a título de ressarcimento e não de tributo, já que não existia qualquer lei nesse sentido, e ainda, verificando-se que aludida empresa não nega ter utilizado aquele aterro em período anterior, bem como o fato de que ainda continua depositando resíduos no local, a negativa de pagamento pela utilização de área de domínio público por empresa privada constitui-se em verdadeiro enriquecimento ilícito. (...) Daí que, independente da existência ou não de lei, deve a concessionária, empresa de natureza privada, ressarcir o Município pela utilização do aterro sanitário municipal, como o fez no período de abril a agosto de 2011, na mesma proporção paga à empresa licitada, para receber o depósito de resíduos da apelante.” Nesse contexto, conforme asseverado na decisão ora agravada, concluir diversamente do acórdão recorrido, quanto à natureza jurídica dos valores em questão, demandaria a interpretação de direito local e de cláusulas contratuais, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário. Incidem, in casu, os óbices das Súmulas 280 e 454 do STF, que dispõem, respectivamente, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS pela LC 208 de 26/12/2012) ANEXO III TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS (Redação dada pela LC nº 208 de 26.12.2012) ESPECIFICAÇÃO VALOR 6. Utilização do aterro sanitário (por tonelada) R$ 90,00 Assim, realmente à partir de 16/12/2012 há a determinação legal para que a cobrança da utilização do aterro sanitário se dê mediante a instituição de taxa, todavia, a dívida refere-se a pagamentos devidos entre dezembro/2008 e agosto /2012, portanto, período em que não havia essa exigência, restando válida a dívida de natureza contratual. (...) Ora, se durante determinado período a apelante pagou pela utilização do aterro (abril a agosto/2011) a título de ressarcimento e não de tributo, já que não existia qualquer lei nesse sentido, e ainda, verificando-se que aludida empresa não nega ter utilizado aquele aterro em período anterior, bem como o fato de que ainda continua depositando resíduos no local, a negativa de pagamento pela utilização de área de domínio público por empresa privada constitui-se em verdadeiro enriquecimento ilícito. (...) Daí que, independente da existência ou não de lei, deve a concessionária, empresa de natureza privada, ressarcir o Município pela utilização do aterro sanitário municipal, como o fez no período de abril a agosto de 2011, na mesma proporção paga à empresa licitada, para receber o depósito de resíduos da apelante.” Nesse contexto, conforme asseverado na decisão ora agravada, concluir diversamente do acórdão recorrido, quanto à natureza jurídica dos valores em questão, demandaria a interpretação de direito local e de cláusulas contratuais, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário. Incidem, in casu, os óbices das Súmulas 280 e 454 do STF, que dispõem, respectivamente, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS lugar a recurso extraordinário”. No mesmo sentido: “DIREITO TRIBUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 145, II, E 150, I, DA MAGNA CARTA. COBRANÇA PELO SERVIÇO DE DESARQUIVAMENTO DE AUTOS. NECESSIDADE DE EXAME DE PRECEITOS INFRACONSTITUCIONAIS DE CARÁTER LOCAL PARA A DEFINIÇÃO DE SUA NATUREZA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 23.05.2012. A definição da natureza jurídica do cobrado pelo serviço de desarquivamento de autos findos, se custas judiciais ou preço público, vincula-se ao exame da legislação infraconstitucional de regência, em especial a Lei Estadual nº 8.876/94 e as Portarias 2.850/95, 6.431/03 e 7.219/05. A interpretação desse conjunto normativo infraconstitucional mostra-se suficiente a tanto, pois é por meio da exegese da legislação estadual e das portarias exaradas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo que se delinearão suas características e o regime jurídico pertinente. No caso em exame, o Tribunal de origem, ao realizar a análise da legislação infraconstitucional, definiu a verba em debate como taxa e, por corolário, consignou a compulsória observância do regime tributário. Assim, eventual violação de preceitos da Constituição da República materializar-se-ia de forma indireta, pois o cerne da controvérsia reside na interpretação de normas infraconstitucionais de caráter local (Súmula 280/STF), o que inviabiliza o apelo extremo. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 737.217- AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/3/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNDO ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO DAS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO-FUNDAF. NATUREZA JURÍDICA. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS lugar a recurso extraordinário”. No mesmo sentido: “DIREITO TRIBUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 145, II, E 150, I, DA MAGNA CARTA. COBRANÇA PELO SERVIÇO DE DESARQUIVAMENTO DE AUTOS. NECESSIDADE DE EXAME DE PRECEITOS INFRACONSTITUCIONAIS DE CARÁTER LOCAL PARA A DEFINIÇÃO DE SUA NATUREZA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 23.05.2012. A definição da natureza jurídica do cobrado pelo serviço de desarquivamento de autos findos, se custas judiciais ou preço público, vincula-se ao exame da legislação infraconstitucional de regência, em especial a Lei Estadual nº 8.876/94 e as Portarias 2.850/95, 6.431/03 e 7.219/05. A interpretação desse conjunto normativo infraconstitucional mostra-se suficiente a tanto, pois é por meio da exegese da legislação estadual e das portarias exaradas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo que se delinearão suas características e o regime jurídico pertinente. No caso em exame, o Tribunal de origem, ao realizar a análise da legislação infraconstitucional, definiu a verba em debate como taxa e, por corolário, consignou a compulsória observância do regime tributário. Assim, eventual violação de preceitos da Constituição da República materializar-se-ia de forma indireta, pois o cerne da controvérsia reside na interpretação de normas infraconstitucionais de caráter local (Súmula 280/STF), o que inviabiliza o apelo extremo. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 737.217- AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/3/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNDO ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO DAS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO-FUNDAF. NATUREZA JURÍDICA. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido – como deseja o recorrente – quanto à natureza jurídica da contribuição, in casu, se taxa ou preço público, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional que o orientou (Decretos-leis ns. 1.437/75 e 1.45576, Decreto n. 91.030/85, e Instrução Normativa n. 48/96 da SRF), por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 9.12.94; RE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; RE n. 197.773-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 1ª Turma, DJ de 19.10.01, entre outros). 4. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. (Precedentes: AI n. 804.854, 1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18.08.10 e AI n. 756.336-AgR, 2ª Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.10.10). 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido – como deseja o recorrente – quanto à natureza jurídica da contribuição, in casu, se taxa ou preço público, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional que o orientou (Decretos-leis ns. 1.437/75 e 1.45576, Decreto n. 91.030/85, e Instrução Normativa n. 48/96 da SRF), por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 9.12.94; RE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; RE n. 197.773-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 1ª Turma, DJ de 19.10.01, entre outros). 4. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. (Precedentes: AI n. 804.854, 1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18.08.10 e AI n. 756.336-AgR, 2ª Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.10.10). 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS ‘TRIBUTÁRIO. FUNDO ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO DAS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO – FUNDAF. TAXA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. A contribuição ao FUNDAF constitui taxa, porquanto compulsória e destinada a custear atividades estatais típicas de polícia. A referida taxa não foi criada pelo Decreto-lei nº 1.437/75, que institui o FUNDAF, tampouco pelo Decreto-lei nº 1.455/76. O Decreto nº 91.030/85 atribui competência ao Secretário da Receita Federal, o qual, através de instrução normativa, veio dispor sobre sujeição passiva e valores devidos, inobservando o princípio da legalidade em matéria tributária. Indevida a imposição tributária, pois ausente a base legal.’ 6. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (RE 684.842- AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 29/10/2012). “AGRAVO REGIMENTAL. FISCALIZAÇÃO DE OBRA PÚBLICA. CARACTERIZAÇÃO COMO TRIBUTO (TAXA) OU COMO PREÇO PÚBLICO. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 145, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO, NÃO PREQUESTIONADA (SÚMULA 282/STF). CARACTERIZAÇÃO DA EXIGÊNCIA COMO DISTRIBUIÇÃO DE CUSTOS BASEADA EXCLUSIVAMENTE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E INFRAORDINÁRIA. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA OU INDIRETA (SÚMULA 636/STF). Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 716.419-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 22/5/2012). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide do CPC/2015, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ressalte-se que não houve intimação para a apresentação de contrarrazões ao agravo, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS ‘TRIBUTÁRIO. FUNDO ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO DAS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO – FUNDAF. TAXA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. A contribuição ao FUNDAF constitui taxa, porquanto compulsória e destinada a custear atividades estatais típicas de polícia. A referida taxa não foi criada pelo Decreto-lei nº 1.437/75, que institui o FUNDAF, tampouco pelo Decreto-lei nº 1.455/76. O Decreto nº 91.030/85 atribui competência ao Secretário da Receita Federal, o qual, através de instrução normativa, veio dispor sobre sujeição passiva e valores devidos, inobservando o princípio da legalidade em matéria tributária. Indevida a imposição tributária, pois ausente a base legal.’ 6. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (RE 684.842- AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 29/10/2012). “AGRAVO REGIMENTAL. FISCALIZAÇÃO DE OBRA PÚBLICA. CARACTERIZAÇÃO COMO TRIBUTO (TAXA) OU COMO PREÇO PÚBLICO. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 145, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO, NÃO PREQUESTIONADA (SÚMULA 282/STF). CARACTERIZAÇÃO DA EXIGÊNCIA COMO DISTRIBUIÇÃO DE CUSTOS BASEADA EXCLUSIVAMENTE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E INFRAORDINÁRIA. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA OU INDIRETA (SÚMULA 636/STF). Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 716.419-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 22/5/2012). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide do CPC/2015, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ressalte-se que não houve intimação para a apresentação de contrarrazões ao agravo, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem (artigo 85, § 8º, do CPC/2015). É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem (artigo 85, § 8º, do CPC/2015). É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933652. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO (7684/MS) ADV.(A/S) : SILVANA BISPO DA SILVA (12539/MS) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021211 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO (7684/MS) ADV.(A/S) : SILVANA BISPO DA SILVA (12539/MS) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021211 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12035998
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALOR COBRADO PELA UTILIZAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULAS 280 E 454 DO STF. SUPOSTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur359905
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) ARE 737360 AgR (2ªT), ARE 738029 AgR (1ªT). (TAXA ADMINISTRATIVA) AI 716419 AgR (2ªT), RE 684842 AgR (1ªT), RE 737217 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 06/12/2016, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
917273
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00008\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LCP-000208 ANO-2012\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE DOURADOS, MS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 917273 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) : SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS
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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALOR COBRADO PELA UTILIZAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULAS 280 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. SUPOSTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/10/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999770. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALOR COBRADO PELA UTILIZAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULAS 280 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. SUPOSTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Nas razões do agravo, sustentou, em síntese, que as alegadas ofensas à Constituição Federal seriam diretas e teriam sido prequestionadas. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999771. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALOR COBRADO PELA UTILIZAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO MUNICIPAL. NATUREZA JURÍDICA. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. SÚMULAS 280 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. SUPOSTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Nas razões do agravo, sustentou, em síntese, que as alegadas ofensas à Constituição Federal seriam diretas e teriam sido prequestionadas. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Com efeito, as alegadas ofensas ao artigo 150, VI, a, e § 2..., da Constituição Federal não foram debatidas no acórdão recorrido e também não foram suscitadas em embargos de declaração, a fim de sanar eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento da matéria, o que inviabiliza seu exame na via estreita do recurso extraordinário, em razão do disposto nas Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. A respeito da aplicação das aludidas súmulas, assim discorre Roberto Rosas: “A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: ‘quando se questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e leis federais, e a decisão for contra ela’. De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art. 76, III, a: ‘quando a decisão for contra literal disposição de tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado’. Essas Constituições eram mais explícitas a respeito do âmbito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Com efeito, as alegadas ofensas ao artigo 150, VI, a, e § 2..., da Constituição Federal não foram debatidas no acórdão recorrido e também não foram suscitadas em embargos de declaração, a fim de sanar eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento da matéria, o que inviabiliza seu exame na via estreita do recurso extraordinário, em razão do disposto nas Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. A respeito da aplicação das aludidas súmulas, assim discorre Roberto Rosas: “A Constituição de 1891, no art. 59, III, a, dizia: ‘quando se questionar sobre a validade de leis ou aplicação de tratados e leis federais, e a decisão for contra ela’. De forma idêntica dispôs a Constituição de 1934, no art. 76, III, a: ‘quando a decisão for contra literal disposição de tratado ou lei federal, sobre cuja aplicação se haja questionado’. Essas Constituições eram mais explícitas a respeito do âmbito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS recurso extraordinário. Limita-se este às questões apreciadas na decisão recorrida. Se foi omissa em relação a determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios. Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada na decisão recorrida. (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal e Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça; Nelson Luiz Pinto, Manual dos Recursos Cíveis, Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas de Direito Público, p. 236) (...) Os embargos declaratórios visam a pedir ao juiz ou juízes prolatores da decisão que espanquem dúvidas, supram omissões ou eliminem contradições. Se esse possível ponto omisso não foi aventado, nada há que se alegar posteriormente no recurso extraordinário. Falta o prequestionamento da matéria. A parte não considerou a existência de omissão, por isso não opôs os embargos declaratórios no devido tempo, por não existir matéria a discutir no recurso extraordinário sobre essa questão (Recurso Extraordinário 77.128, RTJ 79/162; v. Súmula 282). O Supremo Tribunal Federal interpretou o teor da Súmula no sentido da desnecessidade de nova provocação, se a parte opôs os embargos, e o tribunal se recusou a suprir a omissão (Recurso Extraordinário 176.626, RTJ 168/305; v. Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça).” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 139-140 e 175-176) Nesse sentido, ARE 738.029-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/6/2013, e ARE 737.360-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/6/2013, esse último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS recurso extraordinário. Limita-se este às questões apreciadas na decisão recorrida. Se foi omissa em relação a determinado ponto, a parte deve opor embargos declaratórios. Caso não o faça, não poderá invocar essa questão não apreciada na decisão recorrida. (RTJ 56/70; v. Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal e Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça; Nelson Luiz Pinto, Manual dos Recursos Cíveis, Malheiros Editores, 1999, p. 234; Carlos Mário Velloso, Temas de Direito Público, p. 236) (...) Os embargos declaratórios visam a pedir ao juiz ou juízes prolatores da decisão que espanquem dúvidas, supram omissões ou eliminem contradições. Se esse possível ponto omisso não foi aventado, nada há que se alegar posteriormente no recurso extraordinário. Falta o prequestionamento da matéria. A parte não considerou a existência de omissão, por isso não opôs os embargos declaratórios no devido tempo, por não existir matéria a discutir no recurso extraordinário sobre essa questão (Recurso Extraordinário 77.128, RTJ 79/162; v. Súmula 282). O Supremo Tribunal Federal interpretou o teor da Súmula no sentido da desnecessidade de nova provocação, se a parte opôs os embargos, e o tribunal se recusou a suprir a omissão (Recurso Extraordinário 176.626, RTJ 168/305; v. Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça).” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 139-140 e 175-176) Nesse sentido, ARE 738.029-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/6/2013, e ARE 737.360-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/6/2013, esse último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS II - Agravo regimental improvido.” Quanto à natureza jurídica dos valores cobrados pelo Município ora recorrido em razão do uso, pela recorrente, do aterro sanitário municipal, o Tribunal a quo se pronunciou nos seguintes termos: “(...) há discussão no apelo quanto a legitimidade do crédito do Município, posto que decorrente da exigência de taxa pela utilização do aterro sanitário municipal sem que tenha havido a publicação de lei autorizando a cobrança, em consonância com o princípio da legalidade tributária. Entretanto, as circunstâncias presentes nos autos apontam que a cobrança perfilhada pelo Poder Público não decorre de relação de natureza tributária, mas contratual via preço público (tarifa). Consta no documento de fls. 1215-1216 o pedido da apelante ao Município para que este verificasse a possibilidade de isenção do pagamento das descargas de resíduos no aterro municipal ou, subsidiariamente, a celebração de convênio visando o abatimento de débitos existentes entre as partes. Neste passo, resta comprovada a existência da relação jurídica entre elas resultante do depósito de resíduos no aterro municipal com o efetivo pagamento da contraprestação por essa utilização aos cofres municipais, situação que se amolda perfeitamente à conclusão de que existia uma relação contratual entre os envolvidos que permitia a cobrança do preço público, instituto sob o qual não as disposições de natureza tributária, em especial a necessidade de lei autorizando a referida cobrança. O Código Tributário Municipal chega a prever: DA TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS Seção I Da Incidência Art. 342. A Taxa de Serviços Diversos tem como fato gerador a utilização de serviço público, pela apresentação de petição para: VI Taxa de utilização do aterro sanitário; (Redação dada 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS II - Agravo regimental improvido.” Quanto à natureza jurídica dos valores cobrados pelo Município ora recorrido em razão do uso, pela recorrente, do aterro sanitário municipal, o Tribunal a quo se pronunciou nos seguintes termos: “(...) há discussão no apelo quanto a legitimidade do crédito do Município, posto que decorrente da exigência de taxa pela utilização do aterro sanitário municipal sem que tenha havido a publicação de lei autorizando a cobrança, em consonância com o princípio da legalidade tributária. Entretanto, as circunstâncias presentes nos autos apontam que a cobrança perfilhada pelo Poder Público não decorre de relação de natureza tributária, mas contratual via preço público (tarifa). Consta no documento de fls. 1215-1216 o pedido da apelante ao Município para que este verificasse a possibilidade de isenção do pagamento das descargas de resíduos no aterro municipal ou, subsidiariamente, a celebração de convênio visando o abatimento de débitos existentes entre as partes. Neste passo, resta comprovada a existência da relação jurídica entre elas resultante do depósito de resíduos no aterro municipal com o efetivo pagamento da contraprestação por essa utilização aos cofres municipais, situação que se amolda perfeitamente à conclusão de que existia uma relação contratual entre os envolvidos que permitia a cobrança do preço público, instituto sob o qual não as disposições de natureza tributária, em especial a necessidade de lei autorizando a referida cobrança. O Código Tributário Municipal chega a prever: DA TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS Seção I Da Incidência Art. 342. A Taxa de Serviços Diversos tem como fato gerador a utilização de serviço público, pela apresentação de petição para: VI Taxa de utilização do aterro sanitário; (Redação dada 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS pela Lei Complementar 208 de 26/12/2012) ANEXO III TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS (Redação dada pela Lei Complementar n 208 de 26.12.2012) ESPECIFICAÇÃO VALOR 6. Utilização do aterro sanitário (por tonelada) R$ 90,00 Assim, realmente à partir de 16/12/2012 há a determinação legal para que a cobrança da utilização do aterro sanitário se dê mediante a instituição de taxa, todavia, a dívida refere-se a pagamentos devidos entre dezembro/2008 e agosto /2012, portanto, período em que não havia essa exigência, restando válida a dívida de natureza contratual. (...) Ora, se durante determinado período a apelante pagou pela utilização do aterro (abril a agosto/2011) a título de ressarcimento e não de tributo, já que não existia qualquer lei nesse sentido, e ainda, verificando-se que aludida empresa não nega ter utilizado aquele aterro em período anterior, bem como o fato de que ainda continua depositando resíduos no local, a negativa de pagamento pela utilização de área de domínio público por empresa privada constitui-se em verdadeiro enriquecimento ilícito. (...) Daí que, independente da existência ou não de lei, deve a concessionária, empresa de natureza privada, ressarcir o Município pela utilização do aterro sanitário municipal, como o fez no período de abril a agosto de 2011, na mesma proporção paga à empresa licitada, para receber o depósito de resíduos da apelante.” Nesse contexto, conforme asseverado na decisão ora agravada, concluir diversamente do acórdão recorrido, quanto à natureza jurídica dos valores em questão, demandaria a interpretação de direito local e de cláusulas contratuais, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário. Incidem, in casu, os óbices das Súmulas 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal, que dispõem, respectivamente, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS pela Lei Complementar 208 de 26/12/2012) ANEXO III TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS (Redação dada pela Lei Complementar n 208 de 26.12.2012) ESPECIFICAÇÃO VALOR 6. Utilização do aterro sanitário (por tonelada) R$ 90,00 Assim, realmente à partir de 16/12/2012 há a determinação legal para que a cobrança da utilização do aterro sanitário se dê mediante a instituição de taxa, todavia, a dívida refere-se a pagamentos devidos entre dezembro/2008 e agosto /2012, portanto, período em que não havia essa exigência, restando válida a dívida de natureza contratual. (...) Ora, se durante determinado período a apelante pagou pela utilização do aterro (abril a agosto/2011) a título de ressarcimento e não de tributo, já que não existia qualquer lei nesse sentido, e ainda, verificando-se que aludida empresa não nega ter utilizado aquele aterro em período anterior, bem como o fato de que ainda continua depositando resíduos no local, a negativa de pagamento pela utilização de área de domínio público por empresa privada constitui-se em verdadeiro enriquecimento ilícito. (...) Daí que, independente da existência ou não de lei, deve a concessionária, empresa de natureza privada, ressarcir o Município pela utilização do aterro sanitário municipal, como o fez no período de abril a agosto de 2011, na mesma proporção paga à empresa licitada, para receber o depósito de resíduos da apelante.” Nesse contexto, conforme asseverado na decisão ora agravada, concluir diversamente do acórdão recorrido, quanto à natureza jurídica dos valores em questão, demandaria a interpretação de direito local e de cláusulas contratuais, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário. Incidem, in casu, os óbices das Súmulas 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal, que dispõem, respectivamente, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS lugar a recurso extraordinário”. No mesmo sentido: “DIREITO TRIBUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 145, II, E 150, I, DA MAGNA CARTA. COBRANÇA PELO SERVIÇO DE DESARQUIVAMENTO DE AUTOS. NECESSIDADE DE EXAME DE PRECEITOS INFRACONSTITUCIONAIS DE CARÁTER LOCAL PARA A DEFINIÇÃO DE SUA NATUREZA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 23.05.2012. A definição da natureza jurídica do cobrado pelo serviço de desarquivamento de autos findos, se custas judiciais ou preço público, vincula-se ao exame da legislação infraconstitucional de regência, em especial a Lei Estadual n 8.876/94 e as Portarias 2.850/95, 6.431/03 e 7.219/05. A interpretação desse conjunto normativo infraconstitucional mostra-se suficiente a tanto, pois é por meio da exegese da legislação estadual e das portarias exaradas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo que se delinearão suas características e o regime jurídico pertinente. No caso em exame, o Tribunal de origem, ao realizar a análise da legislação infraconstitucional, definiu a verba em debate como taxa e, por corolário, consignou a compulsória observância do regime tributário. Assim, eventual violação de preceitos da Constituição da República materializar-se-ia de forma indireta, pois o cerne da controvérsia reside na interpretação de normas infraconstitucionais de caráter local (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal), o que inviabiliza o apelo extremo. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 737.217- AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/3/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNDO ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO DAS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO-FUNDAF. NATUREZA JURÍDICA. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS lugar a recurso extraordinário”. No mesmo sentido: “DIREITO TRIBUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 145, II, E 150, I, DA MAGNA CARTA. COBRANÇA PELO SERVIÇO DE DESARQUIVAMENTO DE AUTOS. NECESSIDADE DE EXAME DE PRECEITOS INFRACONSTITUCIONAIS DE CARÁTER LOCAL PARA A DEFINIÇÃO DE SUA NATUREZA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 23.05.2012. A definição da natureza jurídica do cobrado pelo serviço de desarquivamento de autos findos, se custas judiciais ou preço público, vincula-se ao exame da legislação infraconstitucional de regência, em especial a Lei Estadual n 8.876/94 e as Portarias 2.850/95, 6.431/03 e 7.219/05. A interpretação desse conjunto normativo infraconstitucional mostra-se suficiente a tanto, pois é por meio da exegese da legislação estadual e das portarias exaradas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo que se delinearão suas características e o regime jurídico pertinente. No caso em exame, o Tribunal de origem, ao realizar a análise da legislação infraconstitucional, definiu a verba em debate como taxa e, por corolário, consignou a compulsória observância do regime tributário. Assim, eventual violação de preceitos da Constituição da República materializar-se-ia de forma indireta, pois o cerne da controvérsia reside na interpretação de normas infraconstitucionais de caráter local (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal), o que inviabiliza o apelo extremo. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 737.217- AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/3/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FUNDO ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO DAS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO-FUNDAF. NATUREZA JURÍDICA. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido – como deseja o recorrente – quanto à natureza jurídica da contribuição, in casu, se taxa ou preço público, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional que o orientou (Decretos-leis ns. 1.437/75 e 1.45576, Decreto n. 91.030/85, e Instrução Normativa n. 48/96 da SRF), por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1... Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de 9.12.94; Recurso Extraordinário n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma, DJ de 24.11.09; Recurso Extraordinário n. 197.773-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 1... Turma, DJ de 19.10.01, entre outros). 4. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. (Precedentes: AI n. 804.854, 1... Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18.08.10 e AI n. 756.336-AgR, 2... Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.10.10). 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido – como deseja o recorrente – quanto à natureza jurídica da contribuição, in casu, se taxa ou preço público, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional que o orientou (Decretos-leis ns. 1.437/75 e 1.45576, Decreto n. 91.030/85, e Instrução Normativa n. 48/96 da SRF), por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1... Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de 9.12.94; Recurso Extraordinário n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma, DJ de 24.11.09; Recurso Extraordinário n. 197.773-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 1... Turma, DJ de 19.10.01, entre outros). 4. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. (Precedentes: AI n. 804.854, 1... Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18.08.10 e AI n. 756.336-AgR, 2... Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.10.10). 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS ‘TRIBUTÁRIO. FUNDO ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO DAS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO – FUNDAF. TAXA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. A contribuição ao FUNDAF constitui taxa, porquanto compulsória e destinada a custear atividades estatais típicas de polícia. A referida taxa não foi criada pelo Decreto-lei n 1.437/75, que institui o FUNDAF, tampouco pelo Decreto-lei n 1.455/76. O Decreto n 91.030/85 atribui competência ao Secretário da Receita Federal, o qual, através de instrução normativa, veio dispor sobre sujeição passiva e valores devidos, inobservando o princípio da legalidade em matéria tributária. Indevida a imposição tributária, pois ausente a base legal.’ 6. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 684.842- AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 29/10/2012). “AGRAVO REGIMENTAL. FISCALIZAÇÃO DE OBRA PÚBLICA. CARACTERIZAÇÃO COMO TRIBUTO (TAXA) OU COMO PREÇO PÚBLICO. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 145, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO, NÃO PREQUESTIONADA (SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal). CARACTERIZAÇÃO DA EXIGÊNCIA COMO DISTRIBUIÇÃO DE CUSTOS BASEADA EXCLUSIVAMENTE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E INFRAORDINÁRIA. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA OU INDIRETA (SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 716.419-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 22/5/2012). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ressalte-se que não houve intimação para a apresentação de contrarrazões ao agravo, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS ‘TRIBUTÁRIO. FUNDO ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO DAS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO – FUNDAF. TAXA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. A contribuição ao FUNDAF constitui taxa, porquanto compulsória e destinada a custear atividades estatais típicas de polícia. A referida taxa não foi criada pelo Decreto-lei n 1.437/75, que institui o FUNDAF, tampouco pelo Decreto-lei n 1.455/76. O Decreto n 91.030/85 atribui competência ao Secretário da Receita Federal, o qual, através de instrução normativa, veio dispor sobre sujeição passiva e valores devidos, inobservando o princípio da legalidade em matéria tributária. Indevida a imposição tributária, pois ausente a base legal.’ 6. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 684.842- AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 29/10/2012). “AGRAVO REGIMENTAL. FISCALIZAÇÃO DE OBRA PÚBLICA. CARACTERIZAÇÃO COMO TRIBUTO (TAXA) OU COMO PREÇO PÚBLICO. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 145, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO, NÃO PREQUESTIONADA (SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal). CARACTERIZAÇÃO DA EXIGÊNCIA COMO DISTRIBUIÇÃO DE CUSTOS BASEADA EXCLUSIVAMENTE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E INFRAORDINÁRIA. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA OU INDIRETA (SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 716.419-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 22/5/2012). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ressalte-se que não houve intimação para a apresentação de contrarrazões ao agravo, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 917273 AGR / MS Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem (artigo 85, § 8..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Supremo Tribunal Federal ARE 917273 AGR / MS Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem (artigo 85, § 8..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11999772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933652. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) :LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO ADV.(A/S) :SILVANA BISPO DA SILVA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11933652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO (7684/MS) ADV.(A/S) : SILVANA BISPO DA SILVA (12539/MS) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021211 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 917.273 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EMPRESA DE SANEAMENTO DE MATO GROSSO DO SUL S/A - SANESUL ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE VOLPE CAMARGO (7684/MS) ADV.(A/S) : SILVANA BISPO DA SILVA (12539/MS) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE DOURADOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE DOURADOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021211 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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"2011", "abril a agosto de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "05", ".", "2012", "18", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "05", ".", "2012", "18", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "93", "9", ".", "12", ".", "94", "2", ".", "8", ".", "96", "24", ".", "11", ".", "09", "19", ".", "10", ".", "01", "18", ".", "08", ".", "10", "25", ".", "10", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "93", "9", ".", "12", ".", "94", "2", ".", "8", ".", "96", "24", ".", "11", ".", "09", "19", ".", "10", ".", "01", "18", ".", "08", ".", "10", "25", ".", "10", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "10", "/", "2012", "22", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "10", "/", "2012", "22", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", 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Ementa e Acórdão 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) :JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: RECLAMAÇÃO – INVOCAÇÃO, COMO PARADIGMA DE CONFRONTO, DE SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE (SÚMULA 356/STF) – INVIABILIDADE – INADEQUAÇÃO, ADEMAIS, DO EMPREGO DO INTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 10 de março de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240603. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) :JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “1. Trata-se de agravo regimental interposto por Peter Augusto Mayer e outro de decisão do Ministro Relator que negou seguimento à reclamação, ajuizada em impugnação a ato do Superior Tribunal de Justiça que, negando provimento a embargos de declaração, estaria a ofender a Súmula nº 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Alegam os agravantes que aquele Tribunal Superior, ao negar acolhimento ao seu recurso, deixando, portanto, de determinar o retorno dos autos para que o juízo de origem examinasse as questões suscitadas nos declaratórios, além de importar em ofensa ao artigo 535, II, do Código de Processo Civil, também colide com a jurisprudência pacificada da Corte sobre o tema. 3. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 4. Conforme asseverado pelo Ministro Relator quando do indeferimento da reclamação, não estão presentes as hipóteses Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240604. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) :JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “1. Trata-se de agravo regimental interposto por Peter Augusto Mayer e outro de decisão do Ministro Relator que negou seguimento à reclamação, ajuizada em impugnação a ato do Superior Tribunal de Justiça que, negando provimento a embargos de declaração, estaria a ofender a Súmula nº 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Alegam os agravantes que aquele Tribunal Superior, ao negar acolhimento ao seu recurso, deixando, portanto, de determinar o retorno dos autos para que o juízo de origem examinasse as questões suscitadas nos declaratórios, além de importar em ofensa ao artigo 535, II, do Código de Processo Civil, também colide com a jurisprudência pacificada da Corte sobre o tema. 3. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 4. Conforme asseverado pelo Ministro Relator quando do indeferimento da reclamação, não estão presentes as hipóteses Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório RCL 14333 AGR / DF autorizadoras da presente medida, já que os autores, ora recorrentes, invocam como paradigmas enunciado de súmula despido de efeito vinculante, bem como decisões proferidas em processos subjetivos nos quais não figuraram como sujeitos processuais. 5. Ora, a reclamação constitucional vocaciona-se a preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e a autoridade de suas decisões e súmulas dotadas de efeito vinculante, não podendo ser utilizada como sucedâneo de recurso ou demais ações eventualmente cabíveis. No ponto, cabe trazer à colação trecho de decisão do Ministro Ricardo Lewandowski no bojo da Rcl nº 7.775/MG: ‘Conforme já ressaltado por ocasião da análise da decisão de mérito, a reclamação não se presta a desbordar os caminhos recursais ordinários ou outras medidas processuais para afrontar atos tidos como ilegais ou abusivos. A via recursal escolhida está reservada àqueles casos em que se está a desafiar diretamente a autoridade desta Suprema Corte, situação que não se evidencia na espécie. Não se pode, com efeito, ampliar o alcance da reclamação, sob pena de transformá-la em verdadeiro sucedâneo ou substitutivo de recurso.’ (DJe 16/03/09) Neste contexto, mostra-se inviável o acolhimento da reclamação, razão pela qual o parecer é pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240604. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF autorizadoras da presente medida, já que os autores, ora recorrentes, invocam como paradigmas enunciado de súmula despido de efeito vinculante, bem como decisões proferidas em processos subjetivos nos quais não figuraram como sujeitos processuais. 5. Ora, a reclamação constitucional vocaciona-se a preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e a autoridade de suas decisões e súmulas dotadas de efeito vinculante, não podendo ser utilizada como sucedâneo de recurso ou demais ações eventualmente cabíveis. No ponto, cabe trazer à colação trecho de decisão do Ministro Ricardo Lewandowski no bojo da Rcl nº 7.775/MG: ‘Conforme já ressaltado por ocasião da análise da decisão de mérito, a reclamação não se presta a desbordar os caminhos recursais ordinários ou outras medidas processuais para afrontar atos tidos como ilegais ou abusivos. A via recursal escolhida está reservada àqueles casos em que se está a desafiar diretamente a autoridade desta Suprema Corte, situação que não se evidencia na espécie. Não se pode, com efeito, ampliar o alcance da reclamação, sob pena de transformá-la em verdadeiro sucedâneo ou substitutivo de recurso.’ (DJe 16/03/09) Neste contexto, mostra-se inviável o acolhimento da reclamação, razão pela qual o parecer é pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que, como se sabe, a reclamação, qualquer que seja a natureza que se lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal (MOACYR AMARAL SANTOS, RTJ 56/546-548; ALCIDES DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80, 1989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro de Mello, “O Processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280), incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”, p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 03, 2ª parte, p. 199, item n. 653, 9ª ed., 1987, Saraiva) ou medida processual de caráter excepcional (RTJ 112/518-522, Rel. Min. DJACI FALCÃO) –, configura instrumento de extração constitucional, não obstante a origem pretoriana de sua criação (RTJ 112/504), destinado a viabilizar, na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal, de um lado, e a garantia da autoridade de suas decisões, de outro (CF, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Para que se legitime o acesso à via reclamatória, torna-se necessário que se demonstre, de maneira efetiva, a existência de desrespeito a julgamento proferido por esta Suprema Corte, com efeito vinculante (ou, então, que se indique decisão emanada do Supremo Tribunal Federal em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que, como se sabe, a reclamação, qualquer que seja a natureza que se lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal (MOACYR AMARAL SANTOS, RTJ 56/546-548; ALCIDES DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80, 1989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro de Mello, “O Processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280), incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”, p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 03, 2ª parte, p. 199, item n. 653, 9ª ed., 1987, Saraiva) ou medida processual de caráter excepcional (RTJ 112/518-522, Rel. Min. DJACI FALCÃO) –, configura instrumento de extração constitucional, não obstante a origem pretoriana de sua criação (RTJ 112/504), destinado a viabilizar, na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal, de um lado, e a garantia da autoridade de suas decisões, de outro (CF, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Para que se legitime o acesso à via reclamatória, torna-se necessário que se demonstre, de maneira efetiva, a existência de desrespeito a julgamento proferido por esta Suprema Corte, com efeito vinculante (ou, então, que se indique decisão emanada do Supremo Tribunal Federal em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF processo no qual haja intervindo a parte reclamante), ou, ainda, que se comprove a ocorrência de usurpação da competência deste Tribunal. Ocorre, no entanto, que a parte ora reclamante, pretendendo justificar a utilização da presente medida processual, invoca, como suposta referência paradigmática, a Súmula 356/STF. Impende referir, bem por isso, que a invocação, pela parte ora reclamante, de enunciado sumular desvestido de efeito vinculante – no caso, a Súmula 356/STF – constitui fundamento apto a obstar, só por si, a própria admissibilidade da presente reclamação (Rcl 6.165-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Cumpre destacar, no ponto, a natureza jurídica de que se reveste, em seu perfil ordinário ou comum, a súmula da jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal, valendo relembrar, quanto a tal aspecto, decisão emanada da colenda Primeira Turma desta Corte: “A SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL. – A Súmula – enquanto instrumento de formal enunciação da jurisprudência consolidada e predominante de uma Corte judiciária – constitui mera proposição jurídica, destituída de caráter prescritivo, que não vincula, por ausência de eficácia subordinante, a atuação jurisdicional dos magistrados e Tribunais inferiores. A Súmula, em conseqüência, não se identifica com atos estatais revestidos de densidade normativa, não se revelando apta, por isso mesmo, a gerar o denominado ‘binding effect’, ao contrário do que se registra, no sistema da ‘Common Law’, por efeito do princípio do ‘stare decisis et non quieta movere’, que confere força vinculante ao precedente judicial. – A Súmula, embora refletindo a consagração jurisprudencial de uma dada interpretação normativa, não constitui, ela própria, norma de decisão, mas, isso sim, decisão sobre normas, na medida em que exprime – no conteúdo de sua formulação – o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF processo no qual haja intervindo a parte reclamante), ou, ainda, que se comprove a ocorrência de usurpação da competência deste Tribunal. Ocorre, no entanto, que a parte ora reclamante, pretendendo justificar a utilização da presente medida processual, invoca, como suposta referência paradigmática, a Súmula 356/STF. Impende referir, bem por isso, que a invocação, pela parte ora reclamante, de enunciado sumular desvestido de efeito vinculante – no caso, a Súmula 356/STF – constitui fundamento apto a obstar, só por si, a própria admissibilidade da presente reclamação (Rcl 6.165-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Cumpre destacar, no ponto, a natureza jurídica de que se reveste, em seu perfil ordinário ou comum, a súmula da jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal, valendo relembrar, quanto a tal aspecto, decisão emanada da colenda Primeira Turma desta Corte: “A SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL. – A Súmula – enquanto instrumento de formal enunciação da jurisprudência consolidada e predominante de uma Corte judiciária – constitui mera proposição jurídica, destituída de caráter prescritivo, que não vincula, por ausência de eficácia subordinante, a atuação jurisdicional dos magistrados e Tribunais inferiores. A Súmula, em conseqüência, não se identifica com atos estatais revestidos de densidade normativa, não se revelando apta, por isso mesmo, a gerar o denominado ‘binding effect’, ao contrário do que se registra, no sistema da ‘Common Law’, por efeito do princípio do ‘stare decisis et non quieta movere’, que confere força vinculante ao precedente judicial. – A Súmula, embora refletindo a consagração jurisprudencial de uma dada interpretação normativa, não constitui, ela própria, norma de decisão, mas, isso sim, decisão sobre normas, na medida em que exprime – no conteúdo de sua formulação – o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF resultado de pronunciamentos jurisdicionais reiterados sobre o sentido, o significado e a aplicabilidade das regras jurídicas editadas pelo Estado. – A formulação sumular, que não se qualifica como ‘pauta vinculante de julgamento’, há de ser entendida, consideradas as múltiplas funções que lhe são inerentes – função de estabilidade do sistema, função de segurança jurídica, função de orientação jurisprudencial, função de simplificação da atividade processual e função de previsibilidade decisória, v.g. (RDA 78/453-459 – RDA 145/1-20) –, como resultado paradigmático a ser autonomamente observado, sem caráter impositivo, pelos magistrados e demais Tribunais judiciários, nas decisões que venham a proferir.” (AI 179.560-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Esse entendimento que venho de mencionar nada mais reflete senão a advertência do Supremo Tribunal Federal de que “(...) Súmula é cristalização de jurisprudência”, não constituindo, por isso mesmo, ela própria, uma “norma jurídica” (RE 116.116/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Nesse contexto, mostra-se necessário acentuar que a Súmula, em seu perfil ordinário, ainda que se possa considerar inexistente qualquer “distinção ontológica” entre ela e aquela de caráter vinculante (LUIZ GUILHERME MARINONI, “Precedentes Obrigatórios”, 2010, RT), não realiza as funções específicas da norma. A formulação sumular, embora refletindo precedente jurisprudencial, não se reveste de caráter impositivo, prescritivo, permissivo, autorizativo ou derrogatório de condutas individuais ou sociais. A Súmula de jurisprudência, portanto, quando desprovida de eficácia vinculante, encerra mero conteúdo descritivo. Ao ostentar essa condição, torna-se lícito asseverar que lhe falece a nota da multidimensionalidade funcional, que tipifica, sob os atributos da imposição, da permissão, da autorização e da derrogação, as funções específicas da norma jurídica. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF resultado de pronunciamentos jurisdicionais reiterados sobre o sentido, o significado e a aplicabilidade das regras jurídicas editadas pelo Estado. – A formulação sumular, que não se qualifica como ‘pauta vinculante de julgamento’, há de ser entendida, consideradas as múltiplas funções que lhe são inerentes – função de estabilidade do sistema, função de segurança jurídica, função de orientação jurisprudencial, função de simplificação da atividade processual e função de previsibilidade decisória, v.g. (RDA 78/453-459 – RDA 145/1-20) –, como resultado paradigmático a ser autonomamente observado, sem caráter impositivo, pelos magistrados e demais Tribunais judiciários, nas decisões que venham a proferir.” (AI 179.560-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Esse entendimento que venho de mencionar nada mais reflete senão a advertência do Supremo Tribunal Federal de que “(...) Súmula é cristalização de jurisprudência”, não constituindo, por isso mesmo, ela própria, uma “norma jurídica” (RE 116.116/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Nesse contexto, mostra-se necessário acentuar que a Súmula, em seu perfil ordinário, ainda que se possa considerar inexistente qualquer “distinção ontológica” entre ela e aquela de caráter vinculante (LUIZ GUILHERME MARINONI, “Precedentes Obrigatórios”, 2010, RT), não realiza as funções específicas da norma. A formulação sumular, embora refletindo precedente jurisprudencial, não se reveste de caráter impositivo, prescritivo, permissivo, autorizativo ou derrogatório de condutas individuais ou sociais. A Súmula de jurisprudência, portanto, quando desprovida de eficácia vinculante, encerra mero conteúdo descritivo. Ao ostentar essa condição, torna-se lícito asseverar que lhe falece a nota da multidimensionalidade funcional, que tipifica, sob os atributos da imposição, da permissão, da autorização e da derrogação, as funções específicas da norma jurídica. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF Daí a advertência da doutrina, segundo a qual o direito proclamado pelas formulações jurisprudenciais tem valor meramente persuasivo, “(...) maior ou menor, na medida do prestígio jurídico de que desfrutem os juízes ou Tribunais de onde ele procede” (RUBEM NOGUEIRA, “Desempenho normativo da jurisprudência do STF”, “in” RT 448/24). A interpretação jurisprudencial consubstanciada no enunciado sumular, ressalvada a hipótese excepcional a que alude o art. 103-A da Lei Fundamental, constitui, em nosso sistema jurídico – que se ajusta, em sua linhagem histórica, ao sistema de direito estatutário –, precedente de valor meramente relativo, despojado, não obstante a estatalidade de que se reveste, da força vinculante e da autoridade subordinante da lei, tal como acentua o magistério doutrinário (JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA, “O Novo Processo Civil Brasileiro”, p. 245; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/322; HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “Processo de Conhecimento”, vol. II/751; ERNANE FIDELIS DOS SANTOS, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 2/280; e ROBERTO ROSAS e PAULO CEZAR ARAGÃO, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/70, v.g.). Cumpre enfatizar, neste ponto, a autorizada advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processo Civil”, vol. 3/206) – que recebeu, em seu magistério, a prestigiosa adesão de JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA (“Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/38-39) – no sentido de que os precedentes e as súmulas, porque desprovidos do conteúdo eficacial pertinente ao ato legislativo (exceção feita à súmula vinculante), “(...) não passam de indicações úteis para uniformizar-se a jurisprudência, a que, entretanto, juízes e Tribunais não se encontram presos”, eis que – consoante acentua o Mestre paulista – “vinculação dessa ordem, só a Constituição poderia criar” (grifei). Sabemos que a Súmula – idealizada e concebida, entre nós, pelo saudoso Ministro VICTOR NUNES LEAL (“Passado e Futuro da Súmula 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF Daí a advertência da doutrina, segundo a qual o direito proclamado pelas formulações jurisprudenciais tem valor meramente persuasivo, “(...) maior ou menor, na medida do prestígio jurídico de que desfrutem os juízes ou Tribunais de onde ele procede” (RUBEM NOGUEIRA, “Desempenho normativo da jurisprudência do STF”, “in” RT 448/24). A interpretação jurisprudencial consubstanciada no enunciado sumular, ressalvada a hipótese excepcional a que alude o art. 103-A da Lei Fundamental, constitui, em nosso sistema jurídico – que se ajusta, em sua linhagem histórica, ao sistema de direito estatutário –, precedente de valor meramente relativo, despojado, não obstante a estatalidade de que se reveste, da força vinculante e da autoridade subordinante da lei, tal como acentua o magistério doutrinário (JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA, “O Novo Processo Civil Brasileiro”, p. 245; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/322; HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “Processo de Conhecimento”, vol. II/751; ERNANE FIDELIS DOS SANTOS, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 2/280; e ROBERTO ROSAS e PAULO CEZAR ARAGÃO, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/70, v.g.). Cumpre enfatizar, neste ponto, a autorizada advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processo Civil”, vol. 3/206) – que recebeu, em seu magistério, a prestigiosa adesão de JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA (“Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/38-39) – no sentido de que os precedentes e as súmulas, porque desprovidos do conteúdo eficacial pertinente ao ato legislativo (exceção feita à súmula vinculante), “(...) não passam de indicações úteis para uniformizar-se a jurisprudência, a que, entretanto, juízes e Tribunais não se encontram presos”, eis que – consoante acentua o Mestre paulista – “vinculação dessa ordem, só a Constituição poderia criar” (grifei). Sabemos que a Súmula – idealizada e concebida, entre nós, pelo saudoso Ministro VICTOR NUNES LEAL (“Passado e Futuro da Súmula 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF do STF”, “in” RDA 145/1-20) – desempenha, na lição desse eminente Magistrado, enquanto método de trabalho e ato provido de eficácia “interna corporis”, várias e significativas funções, pois (a) confere maior estabilidade à jurisprudência predominante nos Tribunais, (b) atua como instrumento de referência oficial aos precedentes jurisprudenciais nela compendiados, (c) acelera o julgamento das causas e (d) evita julgados contraditórios. A Súmula, contudo (excetuada aquela de perfil vinculante), ao contrário das notas que tipificam o ato normativo, não se reveste de compulsoriedade na sua observância externa nem de cogência na sua aplicação por terceiros. A Súmula comum, na realidade, configura mero instrumento formal de exteriorização interpretativa de uma dada orientação jurisprudencial. A Súmula comum, portanto, tendo em vista a tese jurisprudencial não vinculante que nela se acha consagrada, encerra, apenas, um resultado paradigmático para decisões futuras. A jurisprudência compendiada na formulação sumular, desse modo, não se reveste de expressão normativa, muito embora traduza e reflita, a partir da experiência jurídica motivada pela atuação jurisdicional do Estado, o significado da norma de direito positivo, tal como ela é compreendida e constatada pela atividade cognitiva e interpretativa dos Tribunais. Em uma palavra: a Súmula não é, em nosso sistema de direito positivo – e para utilizar uma significativa expressão de KARL LARENZ –, uma pauta vinculante de julgamento, ressalvada, por óbvio, a possibilidade – agora legitimada pela EC nº 45/2004 – de formulação de súmulas impregnadas de efeito vinculante (CF, art. 103-A, “caput”). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF do STF”, “in” RDA 145/1-20) – desempenha, na lição desse eminente Magistrado, enquanto método de trabalho e ato provido de eficácia “interna corporis”, várias e significativas funções, pois (a) confere maior estabilidade à jurisprudência predominante nos Tribunais, (b) atua como instrumento de referência oficial aos precedentes jurisprudenciais nela compendiados, (c) acelera o julgamento das causas e (d) evita julgados contraditórios. A Súmula, contudo (excetuada aquela de perfil vinculante), ao contrário das notas que tipificam o ato normativo, não se reveste de compulsoriedade na sua observância externa nem de cogência na sua aplicação por terceiros. A Súmula comum, na realidade, configura mero instrumento formal de exteriorização interpretativa de uma dada orientação jurisprudencial. A Súmula comum, portanto, tendo em vista a tese jurisprudencial não vinculante que nela se acha consagrada, encerra, apenas, um resultado paradigmático para decisões futuras. A jurisprudência compendiada na formulação sumular, desse modo, não se reveste de expressão normativa, muito embora traduza e reflita, a partir da experiência jurídica motivada pela atuação jurisdicional do Estado, o significado da norma de direito positivo, tal como ela é compreendida e constatada pela atividade cognitiva e interpretativa dos Tribunais. Em uma palavra: a Súmula não é, em nosso sistema de direito positivo – e para utilizar uma significativa expressão de KARL LARENZ –, uma pauta vinculante de julgamento, ressalvada, por óbvio, a possibilidade – agora legitimada pela EC nº 45/2004 – de formulação de súmulas impregnadas de efeito vinculante (CF, art. 103-A, “caput”). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF Sendo assim – e diversamente do que ocorria com os “Arrêts de Règlement” dos órgãos judiciários franceses, de que emanavam as “Lois Provisionelles” no sistema anterior ao da Revolução de 1789, e com os “Assentos” da Casa de Suplicação, que dispunham de força de lei e de consequente eficácia vinculante –, a Súmula configura, ordinariamente, modelo de conteúdo descritivo, qualificável como fonte de conhecimento – e não de produção – do Direito, a partir da interpretação jurisprudencial das normas jurídicas nela consubstanciada. Cumpre relembrar, por isso mesmo, a lição de KARL LARENZ (“Metodologia da Ciência do Direito”, p. 499, item n. 4, 2ª ed., 1978, Fundação Calouste Gulbenkian) sobre o valor e o significado do direito revelado pela interpretação dos Tribunais: “Quem quiser conhecer o Direito tal como é realmente aplicado e 'vive', não pode contentar-se com as normas, tem de inquirir do entendimento que lhes é dado pela jurisprudência. Os precedentes são, pois, uma fonte de conhecimento do Direito. Não, porém, uma fonte de normas jurídicas imediatamente vinculativas (…).” (grifei) Concluindo: a formulação sumular de perfil ordinário, que não se qualifica como “pauta vinculante de julgamento” (despojada, portanto, da eficácia vinculante que lhe é excepcional, considerado o que dispõe o art. 103-A da Carta Magna), há de ser entendida, em face das múltiplas funções que lhe são inerentes – função de estabilidade do sistema, função de segurança jurídica, função de orientação jurisprudencial, função de simplificação da atividade processual e função de previsibilidade decisória, v.g. (RDA 78/453-459 – RDA 145/1-20) –, como mero resultado paradigmático a ser autonomamente observado, sem caráter impositivo, pelos magistrados e demais Tribunais judiciários, nas decisões que venham a proferir. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF Sendo assim – e diversamente do que ocorria com os “Arrêts de Règlement” dos órgãos judiciários franceses, de que emanavam as “Lois Provisionelles” no sistema anterior ao da Revolução de 1789, e com os “Assentos” da Casa de Suplicação, que dispunham de força de lei e de consequente eficácia vinculante –, a Súmula configura, ordinariamente, modelo de conteúdo descritivo, qualificável como fonte de conhecimento – e não de produção – do Direito, a partir da interpretação jurisprudencial das normas jurídicas nela consubstanciada. Cumpre relembrar, por isso mesmo, a lição de KARL LARENZ (“Metodologia da Ciência do Direito”, p. 499, item n. 4, 2ª ed., 1978, Fundação Calouste Gulbenkian) sobre o valor e o significado do direito revelado pela interpretação dos Tribunais: “Quem quiser conhecer o Direito tal como é realmente aplicado e 'vive', não pode contentar-se com as normas, tem de inquirir do entendimento que lhes é dado pela jurisprudência. Os precedentes são, pois, uma fonte de conhecimento do Direito. Não, porém, uma fonte de normas jurídicas imediatamente vinculativas (…).” (grifei) Concluindo: a formulação sumular de perfil ordinário, que não se qualifica como “pauta vinculante de julgamento” (despojada, portanto, da eficácia vinculante que lhe é excepcional, considerado o que dispõe o art. 103-A da Carta Magna), há de ser entendida, em face das múltiplas funções que lhe são inerentes – função de estabilidade do sistema, função de segurança jurídica, função de orientação jurisprudencial, função de simplificação da atividade processual e função de previsibilidade decisória, v.g. (RDA 78/453-459 – RDA 145/1-20) –, como mero resultado paradigmático a ser autonomamente observado, sem caráter impositivo, pelos magistrados e demais Tribunais judiciários, nas decisões que venham a proferir. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF É por essas razões que não adquire relevo, para fins de acesso ao instrumento da reclamação, a invocação, no caso, de enunciado sumular (como aquele inscrito na Súmula 356/STF) destituído de eficácia vinculante, tal como adverte a jurisprudência desta Suprema Corte, que considera inadmissível, presente referida circunstância, a utilização da via reclamatória: “1. A petição inicial sustenta que, ao dar provimento a agravo regimental no agravo de instrumento nº 4.769, o Tribunal Superior Eleitoral contrariou a Súmula 279 do STF. Requer, o reclamante, a concessão de medida liminar para ‘tornar nula a decisão do TSE que deferiu a transferência de domicílio eleitoral’ (fl. 10). 2. A reclamação é manifestamente incabível. Possível descumprimento de Súmula do STF não justifica o uso da via processual escolhida como meio de correção do ato impugnado. Além disso, inexiste decisão desta Corte relacionada diretamente com o objeto da decisão impugnada. 3. Nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à reclamação, restando prejudicada a liminar.” (Rcl 3.043/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Desse modo, em virtude da ausência de indicação de paradigma supostamente desrespeitado (que há de ser, necessariamente, uma decisão do Supremo Tribunal Federal), torna-se evidente a inadmissibilidade da reclamação, cuja pertinência somente se justificaria nas estritas hipóteses definidas no art. 102, I, “l”, da Constituição da República, conforme tem sido assinalado pela jurisprudência desta Corte (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Cumpre destacar, por necessário, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF É por essas razões que não adquire relevo, para fins de acesso ao instrumento da reclamação, a invocação, no caso, de enunciado sumular (como aquele inscrito na Súmula 356/STF) destituído de eficácia vinculante, tal como adverte a jurisprudência desta Suprema Corte, que considera inadmissível, presente referida circunstância, a utilização da via reclamatória: “1. A petição inicial sustenta que, ao dar provimento a agravo regimental no agravo de instrumento nº 4.769, o Tribunal Superior Eleitoral contrariou a Súmula 279 do STF. Requer, o reclamante, a concessão de medida liminar para ‘tornar nula a decisão do TSE que deferiu a transferência de domicílio eleitoral’ (fl. 10). 2. A reclamação é manifestamente incabível. Possível descumprimento de Súmula do STF não justifica o uso da via processual escolhida como meio de correção do ato impugnado. Além disso, inexiste decisão desta Corte relacionada diretamente com o objeto da decisão impugnada. 3. Nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à reclamação, restando prejudicada a liminar.” (Rcl 3.043/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Desse modo, em virtude da ausência de indicação de paradigma supostamente desrespeitado (que há de ser, necessariamente, uma decisão do Supremo Tribunal Federal), torna-se evidente a inadmissibilidade da reclamação, cuja pertinência somente se justificaria nas estritas hipóteses definidas no art. 102, I, “l”, da Constituição da República, conforme tem sido assinalado pela jurisprudência desta Corte (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Cumpre destacar, por necessário, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 10/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) : JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246962 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) : JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8247091
2015-03-10T00:00:00
2015-04-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 10.03.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – INVOCAÇÃO, COMO PARADIGMA DE CONFRONTO, DE SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE (SÚMULA 356/STF) – INVIABILIDADE – INADEQUAÇÃO, ADEMAIS, DO EMPREGO DO INTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur301246
- Acórdão(s) citado(s): (NATUREZA JURÍDICA, RECLAMAÇÃO) RTJ 56/546, RTJ 112/518, RTJ 112/504, RTJ 134/1033. (SÚMULA, NATUREZA JURÍDICA) AI 179560 AgR (1ªT), RE 116116 (1ªT), RDA 78/453, RDA 145/1. (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 1591 (TP), Rcl 724 AgR (2ªT), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), RTJ 134/1033, 168/718, RCL 1852 AGR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (RECLAMAÇÃO, PARADIGMA, SÚMULA) Rcl 3043, Rcl 6165 MC. Número de páginas: 14. Análise: 13/05/2015, JRS. Revisão: 31/07/2015, KBP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
14333
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n \"CAPUT\"\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 14333 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) : JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) :JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: RECLAMAÇÃO – INVOCAÇÃO, COMO PARADIGMA DE CONFRONTO, DE SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE (SÚMULA 356/Supremo Tribunal Federal) – INVIABILIDADE – INADEQUAÇÃO, ADEMAIS, DO EMPREGO DO INTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 10 de março de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240603. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) :JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “1. Trata-se de agravo regimental interposto por Peter Augusto Mayer e outro de decisão do Ministro Relator que negou seguimento à reclamação, ajuizada em impugnação a ato do Superior Tribunal de Justiça que, negando provimento a embargos de declaração, estaria a ofender a Súmula n 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Alegam os agravantes que aquele Tribunal Superior, ao negar acolhimento ao seu recurso, deixando, portanto, de determinar o retorno dos autos para que o juízo de origem examinasse as questões suscitadas nos declaratórios, além de importar em ofensa ao artigo 535, II, do Código de Processo Civil, também colide com a jurisprudência pacificada da Corte sobre o tema. 3. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 4. Conforme asseverado pelo Ministro Relator quando do indeferimento da reclamação, não estão presentes as hipóteses Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240604. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) :JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “1. Trata-se de agravo regimental interposto por Peter Augusto Mayer e outro de decisão do Ministro Relator que negou seguimento à reclamação, ajuizada em impugnação a ato do Superior Tribunal de Justiça que, negando provimento a embargos de declaração, estaria a ofender a Súmula n 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Alegam os agravantes que aquele Tribunal Superior, ao negar acolhimento ao seu recurso, deixando, portanto, de determinar o retorno dos autos para que o juízo de origem examinasse as questões suscitadas nos declaratórios, além de importar em ofensa ao artigo 535, II, do Código de Processo Civil, também colide com a jurisprudência pacificada da Corte sobre o tema. 3. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 4. Conforme asseverado pelo Ministro Relator quando do indeferimento da reclamação, não estão presentes as hipóteses Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório RCL 14333 AGR / DF autorizadoras da presente medida, já que os autores, ora recorrentes, invocam como paradigmas enunciado de súmula despido de efeito vinculante, bem como decisões proferidas em processos subjetivos nos quais não figuraram como sujeitos processuais. 5. Ora, a reclamação constitucional vocaciona-se a preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e a autoridade de suas decisões e súmulas dotadas de efeito vinculante, não podendo ser utilizada como sucedâneo de recurso ou demais ações eventualmente cabíveis. No ponto, cabe trazer à colação trecho de decisão do Ministro Ricardo Lewandowski no bojo da Rcl n 7.775/MG: ‘Conforme já ressaltado por ocasião da análise da decisão de mérito, a reclamação não se presta a desbordar os caminhos recursais ordinários ou outras medidas processuais para afrontar atos tidos como ilegais ou abusivos. A via recursal escolhida está reservada àqueles casos em que se está a desafiar diretamente a autoridade desta Suprema Corte, situação que não se evidencia na espécie. Não se pode, com efeito, ampliar o alcance da reclamação, sob pena de transformá-la em verdadeiro sucedâneo ou substitutivo de recurso.’ (DJe 16/03/09) Neste contexto, mostra-se inviável o acolhimento da reclamação, razão pela qual o parecer é pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240604. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF autorizadoras da presente medida, já que os autores, ora recorrentes, invocam como paradigmas enunciado de súmula despido de efeito vinculante, bem como decisões proferidas em processos subjetivos nos quais não figuraram como sujeitos processuais. 5. Ora, a reclamação constitucional vocaciona-se a preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e a autoridade de suas decisões e súmulas dotadas de efeito vinculante, não podendo ser utilizada como sucedâneo de recurso ou demais ações eventualmente cabíveis. No ponto, cabe trazer à colação trecho de decisão do Ministro Ricardo Lewandowski no bojo da Rcl n 7.775/MG: ‘Conforme já ressaltado por ocasião da análise da decisão de mérito, a reclamação não se presta a desbordar os caminhos recursais ordinários ou outras medidas processuais para afrontar atos tidos como ilegais ou abusivos. A via recursal escolhida está reservada àqueles casos em que se está a desafiar diretamente a autoridade desta Suprema Corte, situação que não se evidencia na espécie. Não se pode, com efeito, ampliar o alcance da reclamação, sob pena de transformá-la em verdadeiro sucedâneo ou substitutivo de recurso.’ (DJe 16/03/09) Neste contexto, mostra-se inviável o acolhimento da reclamação, razão pela qual o parecer é pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que, como se sabe, a reclamação, qualquer que seja a natureza que se lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal (MOACYR AMARAL SANTOS, RTJ 56/546-548; ALCIDES DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80, 1989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro de Mello, “O Processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280), incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”, p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 03, 2... parte, p. 199, item n. 653, 9... ed., 1987, Saraiva) ou medida processual de caráter excepcional (RTJ 112/518-522, Rel. Min. DJACI FALCÃO) –, configura instrumento de extração constitucional, não obstante a origem pretoriana de sua criação (RTJ 112/504), destinado a viabilizar, na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal, de um lado, e a garantia da autoridade de suas decisões, de outro (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Para que se legitime o acesso à via reclamatória, torna-se necessário que se demonstre, de maneira efetiva, a existência de desrespeito a julgamento proferido por esta Suprema Corte, com efeito vinculante (ou, então, que se indique decisão emanada do Supremo Tribunal Federal em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal 10/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que, como se sabe, a reclamação, qualquer que seja a natureza que se lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal (MOACYR AMARAL SANTOS, RTJ 56/546-548; ALCIDES DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80, 1989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro de Mello, “O Processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280), incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”, p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 03, 2... parte, p. 199, item n. 653, 9... ed., 1987, Saraiva) ou medida processual de caráter excepcional (RTJ 112/518-522, Rel. Min. DJACI FALCÃO) –, configura instrumento de extração constitucional, não obstante a origem pretoriana de sua criação (RTJ 112/504), destinado a viabilizar, na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal, de um lado, e a garantia da autoridade de suas decisões, de outro (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Para que se legitime o acesso à via reclamatória, torna-se necessário que se demonstre, de maneira efetiva, a existência de desrespeito a julgamento proferido por esta Suprema Corte, com efeito vinculante (ou, então, que se indique decisão emanada do Supremo Tribunal Federal em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF processo no qual haja intervindo a parte reclamante), ou, ainda, que se comprove a ocorrência de usurpação da competência deste Tribunal. Ocorre, no entanto, que a parte ora reclamante, pretendendo justificar a utilização da presente medida processual, invoca, como suposta referência paradigmática, a Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Impende referir, bem por isso, que a invocação, pela parte ora reclamante, de enunciado sumular desvestido de efeito vinculante – no caso, a Súmula 356/Supremo Tribunal Federal – constitui fundamento apto a obstar, só por si, a própria admissibilidade da presente reclamação (Rcl 6.165-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Cumpre destacar, no ponto, a natureza jurídica de que se reveste, em seu perfil ordinário ou comum, a súmula da jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal, valendo relembrar, quanto a tal aspecto, decisão emanada da colenda Primeira Turma desta Corte: “A SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL. – A Súmula – enquanto instrumento de formal enunciação da jurisprudência consolidada e predominante de uma Corte judiciária – constitui mera proposição jurídica, destituída de caráter prescritivo, que não vincula, por ausência de eficácia subordinante, a atuação jurisdicional dos magistrados e Tribunais inferiores. A Súmula, em conseqüência, não se identifica com atos estatais revestidos de densidade normativa, não se revelando apta, por isso mesmo, a gerar o denominado ‘binding effect’, ao contrário do que se registra, no sistema da ‘Common Law’, por efeito do princípio do ‘stare decisis et non quieta movere’, que confere força vinculante ao precedente judicial. – A Súmula, embora refletindo a consagração jurisprudencial de uma dada interpretação normativa, não constitui, ela própria, norma de decisão, mas, isso sim, decisão sobre normas, na medida em que exprime – no conteúdo de sua formulação – o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF processo no qual haja intervindo a parte reclamante), ou, ainda, que se comprove a ocorrência de usurpação da competência deste Tribunal. Ocorre, no entanto, que a parte ora reclamante, pretendendo justificar a utilização da presente medida processual, invoca, como suposta referência paradigmática, a Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Impende referir, bem por isso, que a invocação, pela parte ora reclamante, de enunciado sumular desvestido de efeito vinculante – no caso, a Súmula 356/Supremo Tribunal Federal – constitui fundamento apto a obstar, só por si, a própria admissibilidade da presente reclamação (Rcl 6.165-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Cumpre destacar, no ponto, a natureza jurídica de que se reveste, em seu perfil ordinário ou comum, a súmula da jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal, valendo relembrar, quanto a tal aspecto, decisão emanada da colenda Primeira Turma desta Corte: “A SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL. – A Súmula – enquanto instrumento de formal enunciação da jurisprudência consolidada e predominante de uma Corte judiciária – constitui mera proposição jurídica, destituída de caráter prescritivo, que não vincula, por ausência de eficácia subordinante, a atuação jurisdicional dos magistrados e Tribunais inferiores. A Súmula, em conseqüência, não se identifica com atos estatais revestidos de densidade normativa, não se revelando apta, por isso mesmo, a gerar o denominado ‘binding effect’, ao contrário do que se registra, no sistema da ‘Common Law’, por efeito do princípio do ‘stare decisis et non quieta movere’, que confere força vinculante ao precedente judicial. – A Súmula, embora refletindo a consagração jurisprudencial de uma dada interpretação normativa, não constitui, ela própria, norma de decisão, mas, isso sim, decisão sobre normas, na medida em que exprime – no conteúdo de sua formulação – o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF resultado de pronunciamentos jurisdicionais reiterados sobre o sentido, o significado e a aplicabilidade das regras jurídicas editadas pelo Estado. – A formulação sumular, que não se qualifica como ‘pauta vinculante de julgamento’, há de ser entendida, consideradas as múltiplas funções que lhe são inerentes – função de estabilidade do sistema, função de segurança jurídica, função de orientação jurisprudencial, função de simplificação da atividade processual e função de previsibilidade decisória, v.g. (RDA 78/453-459 – RDA 145/1-20) –, como resultado paradigmático a ser autonomamente observado, sem caráter impositivo, pelos magistrados e demais Tribunais judiciários, nas decisões que venham a proferir.” (AI 179.560-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Esse entendimento que venho de mencionar nada mais reflete senão a advertência do Supremo Tribunal Federal de que “(...) Súmula é cristalização de jurisprudência”, não constituindo, por isso mesmo, ela própria, uma “norma jurídica” (Recurso Extraordinário 116.116/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Nesse contexto, mostra-se necessário acentuar que a Súmula, em seu perfil ordinário, ainda que se possa considerar inexistente qualquer “distinção ontológica” entre ela e aquela de caráter vinculante (LUIZ GUILHERME MARINONI, “Precedentes Obrigatórios”, 2010, RT), não realiza as funções específicas da norma. A formulação sumular, embora refletindo precedente jurisprudencial, não se reveste de caráter impositivo, prescritivo, permissivo, autorizativo ou derrogatório de condutas individuais ou sociais. A Súmula de jurisprudência, portanto, quando desprovida de eficácia vinculante, encerra mero conteúdo descritivo. Ao ostentar essa condição, torna-se lícito asseverar que lhe falece a nota da multidimensionalidade funcional, que tipifica, sob os atributos da imposição, da permissão, da autorização e da derrogação, as funções específicas da norma jurídica. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF resultado de pronunciamentos jurisdicionais reiterados sobre o sentido, o significado e a aplicabilidade das regras jurídicas editadas pelo Estado. – A formulação sumular, que não se qualifica como ‘pauta vinculante de julgamento’, há de ser entendida, consideradas as múltiplas funções que lhe são inerentes – função de estabilidade do sistema, função de segurança jurídica, função de orientação jurisprudencial, função de simplificação da atividade processual e função de previsibilidade decisória, v.g. (RDA 78/453-459 – RDA 145/1-20) –, como resultado paradigmático a ser autonomamente observado, sem caráter impositivo, pelos magistrados e demais Tribunais judiciários, nas decisões que venham a proferir.” (AI 179.560-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Esse entendimento que venho de mencionar nada mais reflete senão a advertência do Supremo Tribunal Federal de que “(...) Súmula é cristalização de jurisprudência”, não constituindo, por isso mesmo, ela própria, uma “norma jurídica” (Recurso Extraordinário 116.116/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Nesse contexto, mostra-se necessário acentuar que a Súmula, em seu perfil ordinário, ainda que se possa considerar inexistente qualquer “distinção ontológica” entre ela e aquela de caráter vinculante (LUIZ GUILHERME MARINONI, “Precedentes Obrigatórios”, 2010, RT), não realiza as funções específicas da norma. A formulação sumular, embora refletindo precedente jurisprudencial, não se reveste de caráter impositivo, prescritivo, permissivo, autorizativo ou derrogatório de condutas individuais ou sociais. A Súmula de jurisprudência, portanto, quando desprovida de eficácia vinculante, encerra mero conteúdo descritivo. Ao ostentar essa condição, torna-se lícito asseverar que lhe falece a nota da multidimensionalidade funcional, que tipifica, sob os atributos da imposição, da permissão, da autorização e da derrogação, as funções específicas da norma jurídica. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF Daí a advertência da doutrina, segundo a qual o direito proclamado pelas formulações jurisprudenciais tem valor meramente persuasivo, “(...) maior ou menor, na medida do prestígio jurídico de que desfrutem os juízes ou Tribunais de onde ele procede” (RUBEM NOGUEIRA, “Desempenho normativo da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal”, “in” RT 448/24). A interpretação jurisprudencial consubstanciada no enunciado sumular, ressalvada a hipótese excepcional a que alude o art. 103-A da Lei Fundamental, constitui, em nosso sistema jurídico – que se ajusta, em sua linhagem histórica, ao sistema de direito estatutário –, precedente de valor meramente relativo, despojado, não obstante a estatalidade de que se reveste, da força vinculante e da autoridade subordinante da lei, tal como acentua o magistério doutrinário (JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA, “O Novo Processo Civil Brasileiro”, p. 245; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/322; HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “Processo de Conhecimento”, vol. II/751; ERNANE FIDELIS DOS SANTOS, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 2/280; e ROBERTO ROSAS e PAULO CEZAR ARAGÃO, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/70, v.g.). Cumpre enfatizar, neste ponto, a autorizada advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processo Civil”, vol. 3/206) – que recebeu, em seu magistério, a prestigiosa adesão de JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA (“Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/38-39) – no sentido de que os precedentes e as súmulas, porque desprovidos do conteúdo eficacial pertinente ao ato legislativo (exceção feita à súmula vinculante), “(...) não passam de indicações úteis para uniformizar-se a jurisprudência, a que, entretanto, juízes e Tribunais não se encontram presos”, eis que – consoante acentua o Mestre paulista – “vinculação dessa ordem, só a Constituição poderia criar” (grifei). Sabemos que a Súmula – idealizada e concebida, entre nós, pelo saudoso Ministro VICTOR NUNES LEAL (“Passado e Futuro da Súmula 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF Daí a advertência da doutrina, segundo a qual o direito proclamado pelas formulações jurisprudenciais tem valor meramente persuasivo, “(...) maior ou menor, na medida do prestígio jurídico de que desfrutem os juízes ou Tribunais de onde ele procede” (RUBEM NOGUEIRA, “Desempenho normativo da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal”, “in” RT 448/24). A interpretação jurisprudencial consubstanciada no enunciado sumular, ressalvada a hipótese excepcional a que alude o art. 103-A da Lei Fundamental, constitui, em nosso sistema jurídico – que se ajusta, em sua linhagem histórica, ao sistema de direito estatutário –, precedente de valor meramente relativo, despojado, não obstante a estatalidade de que se reveste, da força vinculante e da autoridade subordinante da lei, tal como acentua o magistério doutrinário (JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA, “O Novo Processo Civil Brasileiro”, p. 245; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/322; HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “Processo de Conhecimento”, vol. II/751; ERNANE FIDELIS DOS SANTOS, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 2/280; e ROBERTO ROSAS e PAULO CEZAR ARAGÃO, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/70, v.g.). Cumpre enfatizar, neste ponto, a autorizada advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processo Civil”, vol. 3/206) – que recebeu, em seu magistério, a prestigiosa adesão de JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA (“Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/38-39) – no sentido de que os precedentes e as súmulas, porque desprovidos do conteúdo eficacial pertinente ao ato legislativo (exceção feita à súmula vinculante), “(...) não passam de indicações úteis para uniformizar-se a jurisprudência, a que, entretanto, juízes e Tribunais não se encontram presos”, eis que – consoante acentua o Mestre paulista – “vinculação dessa ordem, só a Constituição poderia criar” (grifei). Sabemos que a Súmula – idealizada e concebida, entre nós, pelo saudoso Ministro VICTOR NUNES LEAL (“Passado e Futuro da Súmula 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF do Supremo Tribunal Federal”, “in” RDA 145/1-20) – desempenha, na lição desse eminente Magistrado, enquanto método de trabalho e ato provido de eficácia “interna corporis”, várias e significativas funções, pois (a) confere maior estabilidade à jurisprudência predominante nos Tribunais, (b) atua como instrumento de referência oficial aos precedentes jurisprudenciais nela compendiados, (c) acelera o julgamento das causas e (d) evita julgados contraditórios. A Súmula, contudo (excetuada aquela de perfil vinculante), ao contrário das notas que tipificam o ato normativo, não se reveste de compulsoriedade na sua observância externa nem de cogência na sua aplicação por terceiros. A Súmula comum, na realidade, configura mero instrumento formal de exteriorização interpretativa de uma dada orientação jurisprudencial. A Súmula comum, portanto, tendo em vista a tese jurisprudencial não vinculante que nela se acha consagrada, encerra, apenas, um resultado paradigmático para decisões futuras. A jurisprudência compendiada na formulação sumular, desse modo, não se reveste de expressão normativa, muito embora traduza e reflita, a partir da experiência jurídica motivada pela atuação jurisdicional do Estado, o significado da norma de direito positivo, tal como ela é compreendida e constatada pela atividade cognitiva e interpretativa dos Tribunais. Em uma palavra: a Súmula não é, em nosso sistema de direito positivo – e para utilizar uma significativa expressão de KARL LARENZ –, uma pauta vinculante de julgamento, ressalvada, por óbvio, a possibilidade – agora legitimada pela EC n 45/2004 – de formulação de súmulas impregnadas de efeito vinculante (Constituição Federal de 1988, art. 103-A, “caput”). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF do Supremo Tribunal Federal”, “in” RDA 145/1-20) – desempenha, na lição desse eminente Magistrado, enquanto método de trabalho e ato provido de eficácia “interna corporis”, várias e significativas funções, pois (a) confere maior estabilidade à jurisprudência predominante nos Tribunais, (b) atua como instrumento de referência oficial aos precedentes jurisprudenciais nela compendiados, (c) acelera o julgamento das causas e (d) evita julgados contraditórios. A Súmula, contudo (excetuada aquela de perfil vinculante), ao contrário das notas que tipificam o ato normativo, não se reveste de compulsoriedade na sua observância externa nem de cogência na sua aplicação por terceiros. A Súmula comum, na realidade, configura mero instrumento formal de exteriorização interpretativa de uma dada orientação jurisprudencial. A Súmula comum, portanto, tendo em vista a tese jurisprudencial não vinculante que nela se acha consagrada, encerra, apenas, um resultado paradigmático para decisões futuras. A jurisprudência compendiada na formulação sumular, desse modo, não se reveste de expressão normativa, muito embora traduza e reflita, a partir da experiência jurídica motivada pela atuação jurisdicional do Estado, o significado da norma de direito positivo, tal como ela é compreendida e constatada pela atividade cognitiva e interpretativa dos Tribunais. Em uma palavra: a Súmula não é, em nosso sistema de direito positivo – e para utilizar uma significativa expressão de KARL LARENZ –, uma pauta vinculante de julgamento, ressalvada, por óbvio, a possibilidade – agora legitimada pela EC n 45/2004 – de formulação de súmulas impregnadas de efeito vinculante (Constituição Federal de 1988, art. 103-A, “caput”). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF Sendo assim – e diversamente do que ocorria com os “Arrêts de Règlement” dos órgãos judiciários franceses, de que emanavam as “Lois Provisionelles” no sistema anterior ao da Revolução de 1789, e com os “Assentos” da Casa de Suplicação, que dispunham de força de lei e de consequente eficácia vinculante –, a Súmula configura, ordinariamente, modelo de conteúdo descritivo, qualificável como fonte de conhecimento – e não de produção – do Direito, a partir da interpretação jurisprudencial das normas jurídicas nela consubstanciada. Cumpre relembrar, por isso mesmo, a lição de KARL LARENZ (“Metodologia da Ciência do Direito”, p. 499, item n. 4, 2... ed., 1978, Fundação Calouste Gulbenkian) sobre o valor e o significado do direito revelado pela interpretação dos Tribunais: “Quem quiser conhecer o Direito tal como é realmente aplicado e 'vive', não pode contentar-se com as normas, tem de inquirir do entendimento que lhes é dado pela jurisprudência. Os precedentes são, pois, uma fonte de conhecimento do Direito. Não, porém, uma fonte de normas jurídicas imediatamente vinculativas (…).” (grifei) Concluindo: a formulação sumular de perfil ordinário, que não se qualifica como “pauta vinculante de julgamento” (despojada, portanto, da eficácia vinculante que lhe é excepcional, considerado o que dispõe o art. 103-A da Carta Magna), há de ser entendida, em face das múltiplas funções que lhe são inerentes – função de estabilidade do sistema, função de segurança jurídica, função de orientação jurisprudencial, função de simplificação da atividade processual e função de previsibilidade decisória, v.g. (RDA 78/453-459 – RDA 145/1-20) –, como mero resultado paradigmático a ser autonomamente observado, sem caráter impositivo, pelos magistrados e demais Tribunais judiciários, nas decisões que venham a proferir. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF Sendo assim – e diversamente do que ocorria com os “Arrêts de Règlement” dos órgãos judiciários franceses, de que emanavam as “Lois Provisionelles” no sistema anterior ao da Revolução de 1789, e com os “Assentos” da Casa de Suplicação, que dispunham de força de lei e de consequente eficácia vinculante –, a Súmula configura, ordinariamente, modelo de conteúdo descritivo, qualificável como fonte de conhecimento – e não de produção – do Direito, a partir da interpretação jurisprudencial das normas jurídicas nela consubstanciada. Cumpre relembrar, por isso mesmo, a lição de KARL LARENZ (“Metodologia da Ciência do Direito”, p. 499, item n. 4, 2... ed., 1978, Fundação Calouste Gulbenkian) sobre o valor e o significado do direito revelado pela interpretação dos Tribunais: “Quem quiser conhecer o Direito tal como é realmente aplicado e 'vive', não pode contentar-se com as normas, tem de inquirir do entendimento que lhes é dado pela jurisprudência. Os precedentes são, pois, uma fonte de conhecimento do Direito. Não, porém, uma fonte de normas jurídicas imediatamente vinculativas (…).” (grifei) Concluindo: a formulação sumular de perfil ordinário, que não se qualifica como “pauta vinculante de julgamento” (despojada, portanto, da eficácia vinculante que lhe é excepcional, considerado o que dispõe o art. 103-A da Carta Magna), há de ser entendida, em face das múltiplas funções que lhe são inerentes – função de estabilidade do sistema, função de segurança jurídica, função de orientação jurisprudencial, função de simplificação da atividade processual e função de previsibilidade decisória, v.g. (RDA 78/453-459 – RDA 145/1-20) –, como mero resultado paradigmático a ser autonomamente observado, sem caráter impositivo, pelos magistrados e demais Tribunais judiciários, nas decisões que venham a proferir. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF É por essas razões que não adquire relevo, para fins de acesso ao instrumento da reclamação, a invocação, no caso, de enunciado sumular (como aquele inscrito na Súmula 356/Supremo Tribunal Federal) destituído de eficácia vinculante, tal como adverte a jurisprudência desta Suprema Corte, que considera inadmissível, presente referida circunstância, a utilização da via reclamatória: “1. A petição inicial sustenta que, ao dar provimento a agravo regimental no agravo de instrumento n 4.769, o Tribunal Superior Eleitoral contrariou a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Requer, o reclamante, a concessão de medida liminar para ‘tornar nula a decisão do TSE que deferiu a transferência de domicílio eleitoral’ (fl. 10). 2. A reclamação é manifestamente incabível. Possível descumprimento de Súmula do Supremo Tribunal Federal não justifica o uso da via processual escolhida como meio de correção do ato impugnado. Além disso, inexiste decisão desta Corte relacionada diretamente com o objeto da decisão impugnada. 3. Nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à reclamação, restando prejudicada a liminar.” (Rcl 3.043/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Desse modo, em virtude da ausência de indicação de paradigma supostamente desrespeitado (que há de ser, necessariamente, uma decisão do Supremo Tribunal Federal), torna-se evidente a inadmissibilidade da reclamação, cuja pertinência somente se justificaria nas estritas hipóteses definidas no art. 102, I, “l”, da Constituição da República, conforme tem sido assinalado pela jurisprudência desta Corte (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Cumpre destacar, por necessário, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF É por essas razões que não adquire relevo, para fins de acesso ao instrumento da reclamação, a invocação, no caso, de enunciado sumular (como aquele inscrito na Súmula 356/Supremo Tribunal Federal) destituído de eficácia vinculante, tal como adverte a jurisprudência desta Suprema Corte, que considera inadmissível, presente referida circunstância, a utilização da via reclamatória: “1. A petição inicial sustenta que, ao dar provimento a agravo regimental no agravo de instrumento n 4.769, o Tribunal Superior Eleitoral contrariou a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Requer, o reclamante, a concessão de medida liminar para ‘tornar nula a decisão do TSE que deferiu a transferência de domicílio eleitoral’ (fl. 10). 2. A reclamação é manifestamente incabível. Possível descumprimento de Súmula do Supremo Tribunal Federal não justifica o uso da via processual escolhida como meio de correção do ato impugnado. Além disso, inexiste decisão desta Corte relacionada diretamente com o objeto da decisão impugnada. 3. Nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à reclamação, restando prejudicada a liminar.” (Rcl 3.043/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Desse modo, em virtude da ausência de indicação de paradigma supostamente desrespeitado (que há de ser, necessariamente, uma decisão do Supremo Tribunal Federal), torna-se evidente a inadmissibilidade da reclamação, cuja pertinência somente se justificaria nas estritas hipóteses definidas no art. 102, I, “l”, da Constituição da República, conforme tem sido assinalado pela jurisprudência desta Corte (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Cumpre destacar, por necessário, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 14333 AGR / DF 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Supremo Tribunal Federal RCL 14333 AGR / DF 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8240605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 10/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) : JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246962 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.333 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETER AUGUSTO MAYER DE AQUINO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO - POUPEX ADV.(A/S) : JULIANA SERMOUD FONSECA INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 10.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 356 / Supremo Tribunal Federal", "RECLAMAÇÃO 14 . 333", "Súmula n 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 356 do Supremo Tribunal Federal", "RCL 14333 AGR / DF", "Rcl n 7 . 775 / MG", "RCL 14333 AGR / DF", "Rcl n 7 . 775 / MG", "RTJ 112 / 518", "RTJ 112 / 504", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 112 / 518 - 522", "RTJ 112 / 504", "RTJ 134 / 1033", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl 6 . 165 - MC / SP", "RCL 14333 AGR / DF", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl 6 . 165 - MC / SP", "RCL 14333 AGR / DF", "RDA 78 / 453 - 459", "RDA 145 / 1 - 20", "AI 179 . 560 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 116 . 116 / MG", "RCL 14333 AGR / DF", "RDA 78 / 453 - 459", "RDA 145 / 1 - 20", "AI 179 . 560 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 116 . 116 / MG", "RT 448 / 24", "RT 448 / 24", "RCL 14333 AGR / DF", "RCL 14333 AGR / DF", "RCL 14333 AGR / DF", "RDA 78 / 453 - 459", "RDA 145 / 1 - 20", "RCL", "RDA 78 / 453 - 459", "RDA 145 / 1 - 20", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "agravo de instrumento n 4 . 769", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl 3 . 043 / RJ", "RTJ 134 / 1033", "RCL 14333 AGR", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "agravo", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl 3 . 043 / RJ", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "RCL 14333 AGR / DF", "Rcl Ag . 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"Fundação Calouste Gulbenkian", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Casa de Suplicação", "Fundação Calouste Gulbenkian", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Superior Eleitoral", "TSE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Tribunal Superior Eleitoral", "TSE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Plenário", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas 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Ementa e Acórdão 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO INTEMPESTIVO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em receber os embargos de declaração como agravo regimental, e a este, por unanimidade, em negar provimento, tudo nos termos do voto da Relatora. Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023008. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 16.6.2014, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Banco Bradesco S/A, por intempestividade (doc. 9). 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.6.2014, Banco Bradesco S/A opõe, em 30.6.2014, embargos de declaração (doc. 11). 3. O Embargante alega “est[ar] equivocada a certidão, o que levou a decisão a erro material. Conforme se verifica da própria documentação juntada com o agravo, a publicação da decisão que rejeitou o Recurso Extraordinário se deu em 12/12/2011, levando o prazo para o recesso forense”. (fl. 2, doc. 11) Requer o acolhimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023009. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 16.6.2014, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Banco Bradesco S/A, por intempestividade (doc. 9). 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.6.2014, Banco Bradesco S/A opõe, em 30.6.2014, embargos de declaração (doc. 11). 3. O Embargante alega “est[ar] equivocada a certidão, o que levou a decisão a erro material. Conforme se verifica da própria documentação juntada com o agravo, a publicação da decisão que rejeitou o Recurso Extraordinário se deu em 12/12/2011, levando o prazo para o recesso forense”. (fl. 2, doc. 11) Requer o acolhimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. O recurso extraordinário com agravo é intempestivo. 4. O Agravante foi intimado da decisão de inadmissão do recurso extraordinário em 8.11.2011 (terça-feira). O agravo no recurso extraordinário foi recebido na Secretaria do Tribunal de origem em 10.1.2012 (terça-feira), após o decurso do prazo legal. 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023010. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. O recurso extraordinário com agravo é intempestivo. 4. O Agravante foi intimado da decisão de inadmissão do recurso extraordinário em 8.11.2011 (terça-feira). O agravo no recurso extraordinário foi recebido na Secretaria do Tribunal de origem em 10.1.2012 (terça-feira), após o decurso do prazo legal. 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Tipo Texto 524 EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Todo e qualquer pronunciamento judicial, com carga decisória, seja individual ou de Colegiado, desafia os embargos de declaração. Divirjo apenas quanto à conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11954972. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Todo e qualquer pronunciamento judicial, com carga decisória, seja individual ou de Colegiado, desafia os embargos de declaração. Divirjo apenas quanto à conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11954972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : MATILDE DUARTE GONÇALVES (SP048519/) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEX PFEIFFER (181251/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI (182544/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021582 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : MATILDE DUARTE GONÇALVES (SP048519/) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEX PFEIFFER (181251/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI (182544/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021582 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12036716
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO INTEMPESTIVO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur360007
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGR) RE 195578 ED (2ªT), Pet 1245 ED-AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 13/12/2016, AMS.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
809900
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 809900 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO INTEMPESTIVO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em receber os embargos de declaração como agravo regimental, e a este, por unanimidade, em negar provimento, tudo nos termos do voto da Relatora. Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023008. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 16.6.2014, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Banco Bradesco S/A, por intempestividade (doc. 9). 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.6.2014, Banco Bradesco S/A opõe, em 30.6.2014, embargos de declaração (doc. 11). 3. O Embargante alega “est[ar] equivocada a certidão, o que levou a decisão a erro material. Conforme se verifica da própria documentação juntada com o agravo, a publicação da decisão que rejeitou o Recurso Extraordinário se deu em 12/12/2011, levando o prazo para o recesso forense”. (fl. 2, doc. 11) Requer o acolhimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023009. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 16.6.2014, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Banco Bradesco S/A, por intempestividade (doc. 9). 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.6.2014, Banco Bradesco S/A opõe, em 30.6.2014, embargos de declaração (doc. 11). 3. O Embargante alega “est[ar] equivocada a certidão, o que levou a decisão a erro material. Conforme se verifica da própria documentação juntada com o agravo, a publicação da decisão que rejeitou o Recurso Extraordinário se deu em 12/12/2011, levando o prazo para o recesso forense”. (fl. 2, doc. 11) Requer o acolhimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. O recurso extraordinário com agravo é intempestivo. 4. O Agravante foi intimado da decisão de inadmissão do recurso extraordinário em 8.11.2011 (terça-feira). O agravo no recurso extraordinário foi recebido na Secretaria do Tribunal de origem em 10.1.2012 (terça-feira), após o decurso do prazo legal. 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023010. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. O recurso extraordinário com agravo é intempestivo. 4. O Agravante foi intimado da decisão de inadmissão do recurso extraordinário em 8.11.2011 (terça-feira). O agravo no recurso extraordinário foi recebido na Secretaria do Tribunal de origem em 10.1.2012 (terça-feira), após o decurso do prazo legal. 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Tipo Texto 524 EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Todo e qualquer pronunciamento judicial, com carga decisória, seja individual ou de Colegiado, desafia os embargos de declaração. Divirjo apenas quanto à conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11954972. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :MATILDE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEX PFEIFFER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Todo e qualquer pronunciamento judicial, com carga decisória, seja individual ou de Colegiado, desafia os embargos de declaração. Divirjo apenas quanto à conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11954972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : MATILDE DUARTE GONÇALVES (SP048519/) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEX PFEIFFER (181251/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI (182544/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021582 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.900 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : MATILDE DUARTE GONÇALVES (SP048519/) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEX PFEIFFER (181251/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NEWTON JOSE FREGONEZI ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI (182544/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021582 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809 . 900", "Pet n . 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário n . 195 . 578 - ED", "Pet n . 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário n . 195 . 578 - ED" ], "LEGISLACAO": [ "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Banco Bradesco S / A", "Banco Bradesco S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Banco Bradesco S / A", "Banco Bradesco S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "NEWTON", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MATILDE DUARTE GONÇALVES", "ALEX PFEIFFER", "NEWTON JOSE FREGONEZI", "MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "MATILDE DUARTE GONÇALVES", "ALEX PFEIFFER", "NEWTON JOSE FREGONEZI", "MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI", "CÁRMEN LÚCIA", "MATILDE DUARTE GONÇALVES", "ALEX PFEIFFER", "NEWTON JOSE FREGONEZI", "MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "MATILDE DUARTE GONÇALVES", "ALEX PFEIFFER", "NEWTON JOSE FREGONEZI", "MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI", "MARCO AURÉLIO", "MATILDE DUARTE GONÇALVES", "ALEX PFEIFFER", "NEWTON JOSE FREGONEZI", "MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI", "MARCO AURÉLIO", "MATILDE DUARTE GONÇALVES", "ALEX PFEIFFER", "MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "MATILDE DUARTE GONÇALVES", "ALEX PFEIFFER", "NEWTON JOSE FREGONEZI", "MAURÍCIO ROBERTO FERNANDES NOVELLI", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "28 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "16", ".", "6", ".", "2014", "25", ".", "6", ".", "2014", "30", ".", "6", ".", "2014", "12", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "16", ".", "6", ".", "2014", "25", ".", "6", ".", "2014", "30", ".", "6", ".", "2014", "12", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "8", ".", "11", ".", "2011", "terça", "-", "feira", "10", ".", "1", ".", "2012", "terça", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "10", "/", "2016", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "8", ".", "11", ".", "2011", "terça", "-", "feira", "10", ".", "1", ".", "2012", "terça", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CEF. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. COMPENSAÇÃO COM GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca da efetiva compensação de horas extraordinárias com gratificação de função demandaria a reanálise de fatos e provas, o que se revela incabível em sede de recurso extraordinário. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo também seria necessário analisar legislação infraconstitucional, incabível na instância extraordinária. 3. Agravo regimental, interposto em 17.06.2016, a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC/15. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, §11, do CPC/15, verifica-se que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 21 a 27 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021940. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 933513 AGR / SP Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC/15, nos termos do voto do Relator. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do CPC/15, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021940. Supremo Tribunal Federal ARE 933513 AGR / SP Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC/15, nos termos do voto do Relator. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do CPC/15, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, por mim proferida em 08.06.2016, negando seguimento ao recurso, nos seguintes termos: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que negou provimento ao recurso, nos seguintes termos: AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS NÃO ADMITIDOS. CEF. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. COMPENSAÇÃO COM GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. OJT 70 DA C. SBDI-1 DO TST. Constatado que a decisão da c. Turma encontra-se em consonância com orientação jurisprudencial do TST não há que se admitir recurso de embargos, nos termos do art. 894, II, in fine , da CLT. Agravo Regimental desprovido. No recurso extraordinário, com fundamento no permissivo constitucional do art. 102, III, a, aponta-se ofensa aos artigos 1º, IV, 5º, VI e XXXV, 7º, VI e IV e 37, todos da Constituição da República, por violação dos princípios garantidores da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais do trabalho, da irredutibilidade salarial, e, ainda, dos princípios regentes da administração pública da legalidade. A irresignação não merece prosperar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021941. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, por mim proferida em 08.06.2016, negando seguimento ao recurso, nos seguintes termos: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que negou provimento ao recurso, nos seguintes termos: AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS NÃO ADMITIDOS. CEF. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. COMPENSAÇÃO COM GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. OJT 70 DA C. SBDI-1 DO TST. Constatado que a decisão da c. Turma encontra-se em consonância com orientação jurisprudencial do TST não há que se admitir recurso de embargos, nos termos do art. 894, II, in fine , da CLT. Agravo Regimental desprovido. No recurso extraordinário, com fundamento no permissivo constitucional do art. 102, III, a, aponta-se ofensa aos artigos 1º, IV, 5º, VI e XXXV, 7º, VI e IV e 37, todos da Constituição da República, por violação dos princípios garantidores da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais do trabalho, da irredutibilidade salarial, e, ainda, dos princípios regentes da administração pública da legalidade. A irresignação não merece prosperar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 933513 AGR / SP Sem embargo do teor, manifestado nestes autos, a respeito, abstratamente, da suposta violação de princípios fundamentais e de direitos sociais (artigos 1º, IV e 7º, VI e IV), o Recorrente fundamenta o apelo extremo em argumentos genéricos que, a mim, demonstram inconformismo com o deslinde legal do feito, fundado em normas infraconstitucionais (os artigos 224 e 468 da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário, por demandar o reexame de legislação infraconstitucional. De igual forma, embora haja estribo argumentativo na afronta a compensação de horas extraordinárias com o valor da função gratificada, sua apreciação demandaria reexame de dados fáticos, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, inviável na instância extraordinária. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do artigo 21, §1º, RISTF. Nas razões recursais, sustenta a parte ora agravante que o recurso se abriga “no princípio da dignidade da pessoa humana e dos princípios da Administração Pública da legalidade e da moralidade, todos previstos nos artigos 1º, inciso I e 37 da Constituição da República.” Intimada para se manisfestar sobre o recurso, tendo em vista o disposto no art. 1.021, § 2º, do CPC/15, a parte ora agravada, nas contrarrazões, pugna pelo desprovimento do presente recurso. Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021941. Supremo Tribunal Federal ARE 933513 AGR / SP Sem embargo do teor, manifestado nestes autos, a respeito, abstratamente, da suposta violação de princípios fundamentais e de direitos sociais (artigos 1º, IV e 7º, VI e IV), o Recorrente fundamenta o apelo extremo em argumentos genéricos que, a mim, demonstram inconformismo com o deslinde legal do feito, fundado em normas infraconstitucionais (os artigos 224 e 468 da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário, por demandar o reexame de legislação infraconstitucional. De igual forma, embora haja estribo argumentativo na afronta a compensação de horas extraordinárias com o valor da função gratificada, sua apreciação demandaria reexame de dados fáticos, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, inviável na instância extraordinária. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do artigo 21, §1º, RISTF. Nas razões recursais, sustenta a parte ora agravante que o recurso se abriga “no princípio da dignidade da pessoa humana e dos princípios da Administração Pública da legalidade e da moralidade, todos previstos nos artigos 1º, inciso I e 37 da Constituição da República.” Intimada para se manisfestar sobre o recurso, tendo em vista o disposto no art. 1.021, § 2º, do CPC/15, a parte ora agravada, nas contrarrazões, pugna pelo desprovimento do presente recurso. Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora agravante. Compulsando os autos, verifico que a parte agravante não trouxe argumentos novos suficientes a ensejar a reforma da decisão. Conforme já posto na decisão recorrida, a controvérsia foi dirimida a partir do conjunto fático probatório e à luz da legislação ordinária, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. Eis o trecho da decisão objeto de recurso para esta Corte que demonstra a inviabilidade do apelo extraordinário: “Observe-se que a delimitação constante dos autos é no sentido de ser inválida a opção da autora pela jornada de 8 horas, a ensejar a compensação dos valores devidos a título de horas extraordinárias, com a gratificação de função percebida, portanto, impertinente a alegação da autora, no sentido de que não efetivada a opção pelo cargo, referente à jornada de oito horas. Igualmente não há delimitação nos autos acerca da fidúcia especial do cargo ocupado, a justificar o pagamento da gratificação de função e impedir a compensação, nos termos da OJT 70 da c. SBDI-1 do TST. Estando, pois, a decisão recorrida em consonância com orientação jurisprudencial deste Tribunal, tem-se por inviabilizado o processamento do recurso de embargos, a teor o art. 894, II, in fine, da CLT.” É importante anotar que o extraordinário é recurso de fundamentação vinculada, uma vez que apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021942. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora agravante. Compulsando os autos, verifico que a parte agravante não trouxe argumentos novos suficientes a ensejar a reforma da decisão. Conforme já posto na decisão recorrida, a controvérsia foi dirimida a partir do conjunto fático probatório e à luz da legislação ordinária, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. Eis o trecho da decisão objeto de recurso para esta Corte que demonstra a inviabilidade do apelo extraordinário: “Observe-se que a delimitação constante dos autos é no sentido de ser inválida a opção da autora pela jornada de 8 horas, a ensejar a compensação dos valores devidos a título de horas extraordinárias, com a gratificação de função percebida, portanto, impertinente a alegação da autora, no sentido de que não efetivada a opção pelo cargo, referente à jornada de oito horas. Igualmente não há delimitação nos autos acerca da fidúcia especial do cargo ocupado, a justificar o pagamento da gratificação de função e impedir a compensação, nos termos da OJT 70 da c. SBDI-1 do TST. Estando, pois, a decisão recorrida em consonância com orientação jurisprudencial deste Tribunal, tem-se por inviabilizado o processamento do recurso de embargos, a teor o art. 894, II, in fine, da CLT.” É importante anotar que o extraordinário é recurso de fundamentação vinculada, uma vez que apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 933513 AGR / SP estando em seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária, tampouco a reavaliação de fatos e provas. Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Quanto a majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do CPC/2015, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021942. Supremo Tribunal Federal ARE 933513 AGR / SP estando em seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária, tampouco a reavaliação de fatos e provas. Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Quanto a majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do CPC/2015, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Os honorários advocatícios recursais não dependem da fixação na origem. Importa saber se a situação jurídica os contempla. A referência no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015 à majoração não é excludente quando, em ato omissivo, se tenha deixado de estipulá-los no Juízo. Divirjo do Relator tão somente quanto ao fundamento da não fixação de honorários recursais, uma vez que no caso concreto trata-se de rito que não os comporta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11954978. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Os honorários advocatícios recursais não dependem da fixação na origem. Importa saber se a situação jurídica os contempla. A referência no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015 à majoração não é excludente quando, em ato omissivo, se tenha deixado de estipulá-los no Juízo. Divirjo do Relator tão somente quanto ao fundamento da não fixação de honorários recursais, uma vez que no caso concreto trata-se de rito que não os comporta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11954978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) : GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA (SP117883/) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : VLADIMIR CORNÉLIO (SP237020/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC/15, nos termos do voto do Relator. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do CPC/15, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021221 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) : GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA (SP117883/) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : VLADIMIR CORNÉLIO (SP237020/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC/15, nos termos do voto do Relator. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do CPC/15, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021221 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12036557
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC/15, nos termos do voto do Relator. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do CPC/15, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CEF. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. COMPENSAÇÃO COM GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca da efetiva compensação de horas extraordinárias com gratificação de função demandaria a reanálise de fatos e provas, o que se revela incabível em sede de recurso extraordinário. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo também seria necessário analisar legislação infraconstitucional, incabível na instância extraordinária. 3. Agravo regimental, interposto em 17.06.2016, a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC/15. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, §11, do CPC/15, verifica-se que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem.
sjur359950
Número de páginas: 8. Análise: 05/12/2016, MJC.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
933513
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 933513 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) : GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : VLADIMIR CORNÉLIO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CEF. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. COMPENSAÇÃO COM GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca da efetiva compensação de horas extraordinárias com gratificação de função demandaria a reanálise de fatos e provas, o que se revela incabível em sede de recurso extraordinário. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo também seria necessário analisar legislação infraconstitucional, incabível na instância extraordinária. 3. Agravo regimental, interposto em 17.06.2016, a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil/15. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, §11, do Código de Processo Civil/15, verifica-se que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 21 a 27 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021940. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 933513 AGR / SP Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil/15, nos termos do voto do Relator. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021940. Supremo Tribunal Federal ARE 933513 AGR / SP Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil/15, nos termos do voto do Relator. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, por mim proferida em 08.06.2016, negando seguimento ao recurso, nos seguintes termos: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que negou provimento ao recurso, nos seguintes termos: AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS NÃO ADMITIDOS. CEF. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. COMPENSAÇÃO COM GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. OJT 70 DA C. SBDI-1 DO Tribunal Superior do Trabalho. Constatado que a decisão da c. Turma encontra-se em consonância com orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho não há que se admitir recurso de embargos, nos termos do art. 894, II, in fine , da Consolidação das Leis do Trabalho. Agravo Regimental desprovido. No recurso extraordinário, com fundamento no permissivo constitucional do art. 102, III, a, aponta-se ofensa aos artigos 1..., IV, 5..., VI e XXXV, 7..., VI e IV e 37, todos da Constituição da República, por violação dos princípios garantidores da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais do trabalho, da irredutibilidade salarial, e, ainda, dos princípios regentes da administração pública da legalidade. A irresignação não merece prosperar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021941. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, por mim proferida em 08.06.2016, negando seguimento ao recurso, nos seguintes termos: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que negou provimento ao recurso, nos seguintes termos: AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS NÃO ADMITIDOS. CEF. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. COMPENSAÇÃO COM GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. OJT 70 DA C. SBDI-1 DO Tribunal Superior do Trabalho. Constatado que a decisão da c. Turma encontra-se em consonância com orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho não há que se admitir recurso de embargos, nos termos do art. 894, II, in fine , da Consolidação das Leis do Trabalho. Agravo Regimental desprovido. No recurso extraordinário, com fundamento no permissivo constitucional do art. 102, III, a, aponta-se ofensa aos artigos 1..., IV, 5..., VI e XXXV, 7..., VI e IV e 37, todos da Constituição da República, por violação dos princípios garantidores da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais do trabalho, da irredutibilidade salarial, e, ainda, dos princípios regentes da administração pública da legalidade. A irresignação não merece prosperar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 933513 AGR / SP Sem embargo do teor, manifestado nestes autos, a respeito, abstratamente, da suposta violação de princípios fundamentais e de direitos sociais (artigos 1..., IV e 7..., VI e IV), o Recorrente fundamenta o apelo extremo em argumentos genéricos que, a mim, demonstram inconformismo com o deslinde legal do feito, fundado em normas infraconstitucionais (os artigos 224 e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho - Consolidação das Leis do Trabalho), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário, por demandar o reexame de legislação infraconstitucional. De igual forma, embora haja estribo argumentativo na afronta a compensação de horas extraordinárias com o valor da função gratificada, sua apreciação demandaria reexame de dados fáticos, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, inviável na instância extraordinária. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do artigo 21, §1..., RISTF. Nas razões recursais, sustenta a parte ora agravante que o recurso se abriga “no princípio da dignidade da pessoa humana e dos princípios da Administração Pública da legalidade e da moralidade, todos previstos nos artigos 1..., inciso I e 37 da Constituição da República.” Intimada para se manisfestar sobre o recurso, tendo em vista o disposto no art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil/15, a parte ora agravada, nas contrarrazões, pugna pelo desprovimento do presente recurso. Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021941. Supremo Tribunal Federal ARE 933513 AGR / SP Sem embargo do teor, manifestado nestes autos, a respeito, abstratamente, da suposta violação de princípios fundamentais e de direitos sociais (artigos 1..., IV e 7..., VI e IV), o Recorrente fundamenta o apelo extremo em argumentos genéricos que, a mim, demonstram inconformismo com o deslinde legal do feito, fundado em normas infraconstitucionais (os artigos 224 e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho - Consolidação das Leis do Trabalho), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário, por demandar o reexame de legislação infraconstitucional. De igual forma, embora haja estribo argumentativo na afronta a compensação de horas extraordinárias com o valor da função gratificada, sua apreciação demandaria reexame de dados fáticos, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, inviável na instância extraordinária. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do artigo 21, §1..., RISTF. Nas razões recursais, sustenta a parte ora agravante que o recurso se abriga “no princípio da dignidade da pessoa humana e dos princípios da Administração Pública da legalidade e da moralidade, todos previstos nos artigos 1..., inciso I e 37 da Constituição da República.” Intimada para se manisfestar sobre o recurso, tendo em vista o disposto no art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil/15, a parte ora agravada, nas contrarrazões, pugna pelo desprovimento do presente recurso. Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora agravante. Compulsando os autos, verifico que a parte agravante não trouxe argumentos novos suficientes a ensejar a reforma da decisão. Conforme já posto na decisão recorrida, a controvérsia foi dirimida a partir do conjunto fático probatório e à luz da legislação ordinária, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. Eis o trecho da decisão objeto de recurso para esta Corte que demonstra a inviabilidade do apelo extraordinário: “Observe-se que a delimitação constante dos autos é no sentido de ser inválida a opção da autora pela jornada de 8 horas, a ensejar a compensação dos valores devidos a título de horas extraordinárias, com a gratificação de função percebida, portanto, impertinente a alegação da autora, no sentido de que não efetivada a opção pelo cargo, referente à jornada de oito horas. Igualmente não há delimitação nos autos acerca da fidúcia especial do cargo ocupado, a justificar o pagamento da gratificação de função e impedir a compensação, nos termos da OJT 70 da c. SBDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho. Estando, pois, a decisão recorrida em consonância com orientação jurisprudencial deste Tribunal, tem-se por inviabilizado o processamento do recurso de embargos, a teor o art. 894, II, in fine, da Consolidação das Leis do Trabalho.” É importante anotar que o extraordinário é recurso de fundamentação vinculada, uma vez que apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021942. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora agravante. Compulsando os autos, verifico que a parte agravante não trouxe argumentos novos suficientes a ensejar a reforma da decisão. Conforme já posto na decisão recorrida, a controvérsia foi dirimida a partir do conjunto fático probatório e à luz da legislação ordinária, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. Eis o trecho da decisão objeto de recurso para esta Corte que demonstra a inviabilidade do apelo extraordinário: “Observe-se que a delimitação constante dos autos é no sentido de ser inválida a opção da autora pela jornada de 8 horas, a ensejar a compensação dos valores devidos a título de horas extraordinárias, com a gratificação de função percebida, portanto, impertinente a alegação da autora, no sentido de que não efetivada a opção pelo cargo, referente à jornada de oito horas. Igualmente não há delimitação nos autos acerca da fidúcia especial do cargo ocupado, a justificar o pagamento da gratificação de função e impedir a compensação, nos termos da OJT 70 da c. SBDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho. Estando, pois, a decisão recorrida em consonância com orientação jurisprudencial deste Tribunal, tem-se por inviabilizado o processamento do recurso de embargos, a teor o art. 894, II, in fine, da Consolidação das Leis do Trabalho.” É importante anotar que o extraordinário é recurso de fundamentação vinculada, uma vez que apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 933513 AGR / SP estando em seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária, tampouco a reavaliação de fatos e provas. Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Quanto a majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021942. Supremo Tribunal Federal ARE 933513 AGR / SP estando em seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária, tampouco a reavaliação de fatos e provas. Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Quanto a majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12021942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Os honorários advocatícios recursais não dependem da fixação na origem. Importa saber se a situação jurídica os contempla. A referência no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015 à majoração não é excludente quando, em ato omissivo, se tenha deixado de estipulá-los no Juízo. Divirjo do Relator tão somente quanto ao fundamento da não fixação de honorários recursais, uma vez que no caso concreto trata-se de rito que não os comporta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11954978. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) :GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :VLADIMIR CORNÉLIO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Os honorários advocatícios recursais não dependem da fixação na origem. Importa saber se a situação jurídica os contempla. A referência no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015 à majoração não é excludente quando, em ato omissivo, se tenha deixado de estipulá-los no Juízo. Divirjo do Relator tão somente quanto ao fundamento da não fixação de honorários recursais, uma vez que no caso concreto trata-se de rito que não os comporta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11954978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) : GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA (SP117883/) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : VLADIMIR CORNÉLIO (SP237020/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil/15, nos termos do voto do Relator. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021221 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933.513 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DINORAH TAVARES DE MENDONCA CHAIM ADV.(A/S) : GISLÂNDIA FERREIRA DA SILVA (SP117883/) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : VLADIMIR CORNÉLIO (SP237020/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil/15, nos termos do voto do Relator. Quanto à majoração dos honorários, prevista no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, verifica-se, que não se aplica ao caso dos autos uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021221 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933 . 513", "ARE 933513", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 933 . 513", "OJT 70 DA C . SBDI - 1 DO Tribunal Superior do Trabalho", "OJT 70 DA C . SBDI - 1 DO Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 933513 AGR / SP", "ARE 933513 AGR / SP", "OJT 70 da c . SBDI - 1 do Tribunal Superior do Trabalho", "OJT 70 da c . SBDI - 1 do Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 933513 AGR / SP", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil / 15", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil / 15", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil / 15", "85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 894 , II , in fine , da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos 1 . . . , IV , 5 . . . , VI e XXXV , 7 . . . , VI e IV e 37 , todos da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 894 , II , in fine , da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 224 e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 21 , § 1 . . . , RISTF", "artigos 1 . . . , inciso I e 37 da Constituição da", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 15", "art . 52 , parágrafo único , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 224 e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 21 , § 1 . . . , RISTF", "artigos 1 . . . , inciso I e 37 da Constituição da República .", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 894 , II , in fine , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 894 , II , in fine , da Consolidação das Leis do Trabalho .", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de 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