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Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Lesão corporal tentada, dano qualificado, corrupção de menores e disparo de arma de fogo. Prisão preventiva. Pedido de revogação da custódia cautelar. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Prisão justificada na necessidade de garantir a ordem pública. 5. Excesso de prazo no encerramento da instrução criminal. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7.Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513573. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste habeas corpus, por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Segundo os autos, em 20.5.2014, o paciente foi preso, juntamente com outros dois acusados, por suposta prática dos crimes previstos no art. 129 c/c art. 14, inciso II; art. 163, parágrafo único, I; art. 147; art. 329; art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal; art. 244-B da Lei 8.069/90 (ECA) e art. 15 da Lei 10.826/2003, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que indeferiu o pedido liminar e, posteriormente, em análise de mérito, denegou a ordem. Ainda inconformada, a defesa manejou novo habeas no STJ, aduzindo a ausência de fundamentação concreta à manutenção da preventiva, bem como excesso de prazo na formação da culpa. O pedido liminar foi indeferido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste habeas corpus, por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Segundo os autos, em 20.5.2014, o paciente foi preso, juntamente com outros dois acusados, por suposta prática dos crimes previstos no art. 129 c/c art. 14, inciso II; art. 163, parágrafo único, I; art. 147; art. 329; art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal; art. 244-B da Lei 8.069/90 (ECA) e art. 15 da Lei 10.826/2003, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que indeferiu o pedido liminar e, posteriormente, em análise de mérito, denegou a ordem. Ainda inconformada, a defesa manejou novo habeas no STJ, aduzindo a ausência de fundamentação concreta à manutenção da preventiva, bem como excesso de prazo na formação da culpa. O pedido liminar foi indeferido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 126737 AGR / PR Por não vislumbrar situação ensejadora do afastamento do Enunciado 691 da Súmula do STF, neguei seguimento ao pedido formulado no presente habeas corpus. Insatisfeita, a defesa interpôs agravo regimental reiterando o pedido de revogação da medida constritiva vigente, possibilitando ao agravante aguardar em liberdade o deslinde da ação penal originária. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR Por não vislumbrar situação ensejadora do afastamento do Enunciado 691 da Súmula do STF, neguei seguimento ao pedido formulado no presente habeas corpus. Insatisfeita, a defesa interpôs agravo regimental reiterando o pedido de revogação da medida constritiva vigente, possibilitando ao agravante aguardar em liberdade o deslinde da ação penal originária. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido, por ser manifestamente incabível, nos termos do Enunciado 691 da Súmula desta Corte. A defesa sustenta, em síntese, a inidoneidade da fundamentação do decreto cautelar, pois baseado na gravidade abstrata do delito e que, ao término da ação penal, o acusado será posto em regime mais brando do que o regime fechado, no qual se encontra segregado por 8 meses. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2ª Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido, por ser manifestamente incabível, nos termos do Enunciado 691 da Súmula desta Corte. A defesa sustenta, em síntese, a inidoneidade da fundamentação do decreto cautelar, pois baseado na gravidade abstrata do delito e que, ao término da ação penal, o acusado será posto em regime mais brando do que o regime fechado, no qual se encontra segregado por 8 meses. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1ª Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2ª Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1ª Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, redator do acórdão min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1º.8.2005). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula n. 691. O min. Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pedido de liminar nos autos do HC 314.928/PR nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com pedido liminar, impetrado em favor de EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente e foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no art. 129, c/c art. 14, inciso II, art. 163, parágrafo único, I, art. 147, art. 329, art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal, art. 244-B, do ECA, e art. 15, da Lei n. 10.826/2003 (por duas vezes), na forma do art. 69 do Estatuto Processual Penal (fls. 97/105). A defesa impetrou habeas corpus na Corte estadual, cuja ordem restou denegada (fls. 207/212). Aduz-se no presente writ, em síntese, inexistir fundamentação concreta para a manutenção da preventiva, que teria sido decretada com base apenas na gravidade abstrata do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1ª Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, redator do acórdão min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1º.8.2005). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula n. 691. O min. Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pedido de liminar nos autos do HC 314.928/PR nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com pedido liminar, impetrado em favor de EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente e foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no art. 129, c/c art. 14, inciso II, art. 163, parágrafo único, I, art. 147, art. 329, art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal, art. 244-B, do ECA, e art. 15, da Lei n. 10.826/2003 (por duas vezes), na forma do art. 69 do Estatuto Processual Penal (fls. 97/105). A defesa impetrou habeas corpus na Corte estadual, cuja ordem restou denegada (fls. 207/212). Aduz-se no presente writ, em síntese, inexistir fundamentação concreta para a manutenção da preventiva, que teria sido decretada com base apenas na gravidade abstrata do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR delito, bem como alega excesso de prazo na formação da culpa, já que o paciente se encontra segregado cautelarmente por mais de 08 (oito) meses. Pleiteia, por fim, inclusive liminarmente, que seja revogada a prisão preventiva do paciente (fl. 16). Passo a decidir. O pleito formulado em sede liminar exige, para o seu acolhimento, a presença de dois requisitos básicos: a fumaça do bom direito e o perigo na demora da prestação jurisdicional. Na quadra presente, em exame perfunctório da matéria, próprio das tutelas de urgência, não verifico ilegalidade flagrante no acórdão recorrido. Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de liminar”. Ainda, em consulta ao sítio do STJ, verifico que, em 24 de março de 2015, sobreveio decisão colegiada desse Tribunal Superior. Transcrevo os seguintes trechos do acórdão da Quinta Turma do STJ: “A teor do art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando presentes o fumus comissi delicti, consubstanciado na prova da materialidade e na existência de indícios de autoria, bem como o periculum libertatis, fundado no risco que o agente, em liberdade, possa criar à ordem pública/econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. In casu, o juízo monocrático fundamentou a necessidade da segregação cautelar para garantir a ordem pública, a fim de evitar a reiteração delitiva, levando em consideração a gravidade do delito e a periculosidade do agente (fl. 55/60). (…) Como se vê, ao contrário do que alega o impetrante, o decreto prisional está suficientemente fundamentado, conforme ratificou o Tribunal a quo no acórdão vergastado. Dessa forma, havendo elementos hábeis a justificar a prisão, não há ilegalidade na sua decretação, já que amparada 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR delito, bem como alega excesso de prazo na formação da culpa, já que o paciente se encontra segregado cautelarmente por mais de 08 (oito) meses. Pleiteia, por fim, inclusive liminarmente, que seja revogada a prisão preventiva do paciente (fl. 16). Passo a decidir. O pleito formulado em sede liminar exige, para o seu acolhimento, a presença de dois requisitos básicos: a fumaça do bom direito e o perigo na demora da prestação jurisdicional. Na quadra presente, em exame perfunctório da matéria, próprio das tutelas de urgência, não verifico ilegalidade flagrante no acórdão recorrido. Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de liminar”. Ainda, em consulta ao sítio do STJ, verifico que, em 24 de março de 2015, sobreveio decisão colegiada desse Tribunal Superior. Transcrevo os seguintes trechos do acórdão da Quinta Turma do STJ: “A teor do art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando presentes o fumus comissi delicti, consubstanciado na prova da materialidade e na existência de indícios de autoria, bem como o periculum libertatis, fundado no risco que o agente, em liberdade, possa criar à ordem pública/econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. In casu, o juízo monocrático fundamentou a necessidade da segregação cautelar para garantir a ordem pública, a fim de evitar a reiteração delitiva, levando em consideração a gravidade do delito e a periculosidade do agente (fl. 55/60). (…) Como se vê, ao contrário do que alega o impetrante, o decreto prisional está suficientemente fundamentado, conforme ratificou o Tribunal a quo no acórdão vergastado. Dessa forma, havendo elementos hábeis a justificar a prisão, não há ilegalidade na sua decretação, já que amparada 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR no art. 312 do Código de Processo Penal e na jurisprudência dominante: (...) Quanto à alegação de ocorrência de alteração fática dos delitos imputados ao paciente, tem-se que a questão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, não cabendo a esta Corte Superior analisar a pretensão, uma vez que isso implicaria em indevida supressão de instância. Já em relação ao alegado excesso de prazo na formação da culpa, segundo pacífico magistério jurisprudencial deste Tribunal, deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade, a partir das particularidades do caso concreto e das circunstâncias excepcionais que venham a retardar o andamento do feito, não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. No presente caso, não se vislumbra demasiado retardo no processamento do feito, considerando a pluralidade de réus e de fatos a serem apurados, não havendo que se falar em desídia estatal. Por derradeiro, mister se faz reconhecer que eventuais condições pessoais favoráveis do réu, tal como alegado na inicial, não têm o condão de, isoladamente, desconstituir a custódia preventiva, caso estejam presentes outros requisitos de ordem objetiva e subjetiva que autorizem a decretação da medida extrema. Sobressai, portanto, a existência de motivação idônea a respaldar a segregação cautelar do paciente”. Segundo jurisprudência consolidada deste Tribunal, não tendo sido a questão objeto de exame definitivo pelo Superior Tribunal de Justiça ou inexistindo prévia manifestação das demais instâncias inferiores, a apreciação do pedido da defesa implica supressão de instância, o que não é admitido, consoante a reiterada jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: HC 103.282/PA, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2013 e HC 114.867/RJ, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2013. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR no art. 312 do Código de Processo Penal e na jurisprudência dominante: (...) Quanto à alegação de ocorrência de alteração fática dos delitos imputados ao paciente, tem-se que a questão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, não cabendo a esta Corte Superior analisar a pretensão, uma vez que isso implicaria em indevida supressão de instância. Já em relação ao alegado excesso de prazo na formação da culpa, segundo pacífico magistério jurisprudencial deste Tribunal, deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade, a partir das particularidades do caso concreto e das circunstâncias excepcionais que venham a retardar o andamento do feito, não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. No presente caso, não se vislumbra demasiado retardo no processamento do feito, considerando a pluralidade de réus e de fatos a serem apurados, não havendo que se falar em desídia estatal. Por derradeiro, mister se faz reconhecer que eventuais condições pessoais favoráveis do réu, tal como alegado na inicial, não têm o condão de, isoladamente, desconstituir a custódia preventiva, caso estejam presentes outros requisitos de ordem objetiva e subjetiva que autorizem a decretação da medida extrema. Sobressai, portanto, a existência de motivação idônea a respaldar a segregação cautelar do paciente”. Segundo jurisprudência consolidada deste Tribunal, não tendo sido a questão objeto de exame definitivo pelo Superior Tribunal de Justiça ou inexistindo prévia manifestação das demais instâncias inferiores, a apreciação do pedido da defesa implica supressão de instância, o que não é admitido, consoante a reiterada jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: HC 103.282/PA, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2013 e HC 114.867/RJ, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2013. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR Desse modo, não conheço do apontado constrangimento ilegal em razão da alteração fática dos delitos imputados. Com relação à fundamentação da decisão que decretou a preventiva do paciente, reputo pertinente transcrever os seguintes excertos: “A autoria e materialidade ficaram comprovadas por meio dos depoimentos, auto de exibição e apreensão, auto de levantamento de local de furto, boletim de ocorrência. A prisão preventiva foi concedida em razão da ordem pública a fim de se evitar a reiteração delitiva, tendo em vista a gravidade das circunstâncias em que o crime foi cometido, bem como porque restou demonstrado que estavam violentamente agredindo as vítimas e ainda estavam se utilizando de armas de fogo, sendo possível que, se solto, venha a confirmar suas ameaças e praticar delito contra a vida de Fernando”. Da leitura do decisum preventivo, considero justificada a prisão cautelar na necessidade sobretudo de garantir a ordem pública. Afastado, também, o apontado excesso de prazo no encerramento da instrução criminal em razão da complexidade da causa e pluralidade de réus. Desse modo, não vislumbro constrangimento ilegal a ser reparado na presente via. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR Desse modo, não conheço do apontado constrangimento ilegal em razão da alteração fática dos delitos imputados. Com relação à fundamentação da decisão que decretou a preventiva do paciente, reputo pertinente transcrever os seguintes excertos: “A autoria e materialidade ficaram comprovadas por meio dos depoimentos, auto de exibição e apreensão, auto de levantamento de local de furto, boletim de ocorrência. A prisão preventiva foi concedida em razão da ordem pública a fim de se evitar a reiteração delitiva, tendo em vista a gravidade das circunstâncias em que o crime foi cometido, bem como porque restou demonstrado que estavam violentamente agredindo as vítimas e ainda estavam se utilizando de armas de fogo, sendo possível que, se solto, venha a confirmar suas ameaças e praticar delito contra a vida de Fernando”. Da leitura do decisum preventivo, considero justificada a prisão cautelar na necessidade sobretudo de garantir a ordem pública. Afastado, também, o apontado excesso de prazo no encerramento da instrução criminal em razão da complexidade da causa e pluralidade de réus. Desse modo, não vislumbro constrangimento ilegal a ser reparado na presente via. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454369 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8530855
2015-05-05T00:00:00
2015-05-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Lesão corporal tentada, dano qualificado, corrupção de menores e disparo de arma de fogo. Prisão preventiva. Pedido de revogação da custódia cautelar. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Prisão justificada na necessidade de garantir a ordem pública. 5. Excesso de prazo no encerramento da instrução criminal. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7.Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur305643
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691) HC 79238 (1ªT), HC 79748 (1ªT), HC 79775 (1ªT), HC 79776 (1ªT), HC 85185 (TP), HC 88229 (1ªT), HC 84014 AgR (1ªT), HC 76347 QO (1ªT). (SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 103282 (2ªT), HC 114867 (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 691) HC 85826 MC, HC 86213. Número de páginas: 9. Análise: 30/07/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
126737
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 126737 AgR
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AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Lesão corporal tentada, dano qualificado, corrupção de menores e disparo de arma de fogo. Prisão preventiva. Pedido de revogação da custódia cautelar. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Prisão justificada na necessidade de garantir a ordem pública. 5. Excesso de prazo no encerramento da instrução criminal. Complexidade da causa (pluralidade de réus). 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7.Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de maio de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513573. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste habeas corpus, por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Segundo os autos, em 20.5.2014, o paciente foi preso, juntamente com outros dois acusados, por suposta prática dos crimes previstos no art. 129 c/c art. 14, inciso II; art. 163, parágrafo único, I; art. 147; art. 329; art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal; art. 244-B da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) e art. 15 da Lei 10.826/2003, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que indeferiu o pedido liminar e, posteriormente, em análise de mérito, denegou a ordem. Ainda inconformada, a defesa manejou novo habeas no Superior Tribunal de Justiça, aduzindo a ausência de fundamentação concreta à manutenção da preventiva, bem como excesso de prazo na formação da culpa. O pedido liminar foi indeferido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) :ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido formulado neste habeas corpus, por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Segundo os autos, em 20.5.2014, o paciente foi preso, juntamente com outros dois acusados, por suposta prática dos crimes previstos no art. 129 c/c art. 14, inciso II; art. 163, parágrafo único, I; art. 147; art. 329; art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal; art. 244-B da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) e art. 15 da Lei 10.826/2003, por duas vezes, na forma do art. 69 do Código Penal. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que indeferiu o pedido liminar e, posteriormente, em análise de mérito, denegou a ordem. Ainda inconformada, a defesa manejou novo habeas no Superior Tribunal de Justiça, aduzindo a ausência de fundamentação concreta à manutenção da preventiva, bem como excesso de prazo na formação da culpa. O pedido liminar foi indeferido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 126737 AGR / PR Por não vislumbrar situação ensejadora do afastamento do Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao pedido formulado no presente habeas corpus. Insatisfeita, a defesa interpôs agravo regimental reiterando o pedido de revogação da medida constritiva vigente, possibilitando ao agravante aguardar em liberdade o deslinde da ação penal originária. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR Por não vislumbrar situação ensejadora do afastamento do Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao pedido formulado no presente habeas corpus. Insatisfeita, a defesa interpôs agravo regimental reiterando o pedido de revogação da medida constritiva vigente, possibilitando ao agravante aguardar em liberdade o deslinde da ação penal originária. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido, por ser manifestamente incabível, nos termos do Enunciado 691 da Súmula desta Corte. A defesa sustenta, em síntese, a inidoneidade da fundamentação do decreto cautelar, pois baseado na gravidade abstrata do delito e que, ao término da ação penal, o acusado será posto em regime mais brando do que o regime fechado, no qual se encontra segregado por 8 meses. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2... Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2... Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao pedido, por ser manifestamente incabível, nos termos do Enunciado 691 da Súmula desta Corte. A defesa sustenta, em síntese, a inidoneidade da fundamentação do decreto cautelar, pois baseado na gravidade abstrata do delito e que, ao término da ação penal, o acusado será posto em regime mais brando do que o regime fechado, no qual se encontra segregado por 8 meses. Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [cf . HC (QO) 76.347/MS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, rel. min. Moreira Alves, 1... Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, rel. min. Maurício Corrêa, 2... Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, rel. min. Celso de Mello, 2... Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula n. 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1... Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, redator do acórdão min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1....8.2005). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula n. 691. O min. Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pedido de liminar nos autos do HC 314.928/PR nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com pedido liminar, impetrado em favor de EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente e foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no art. 129, c/c art. 14, inciso II, art. 163, parágrafo único, I, art. 147, art. 329, art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal, art. 244-B, do Estatuto da Criança e do Adolescente, e art. 15, da Lei n. 10.826/2003 (por duas vezes), na forma do art. 69 do Estatuto Processual Penal (fls. 97/105). A defesa impetrou habeas corpus na Corte estadual, cuja ordem restou denegada (fls. 207/212). Aduz-se no presente writ, em síntese, inexistir fundamentação concreta para a manutenção da preventiva, que teria sido decretada com base apenas na gravidade abstrata do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, 1... Turma, unânime, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, rel. min. Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; e HC 88.229/SE, rel. min. Marco Aurélio, redator do acórdão min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), rel. min. Marco Aurélio, DJ 1....8.2005). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula n. 691. O min. Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu o pedido de liminar nos autos do HC 314.928/PR nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com pedido liminar, impetrado em favor de EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente e foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no art. 129, c/c art. 14, inciso II, art. 163, parágrafo único, I, art. 147, art. 329, art. 288, parágrafo único, todos do Código Penal, art. 244-B, do Estatuto da Criança e do Adolescente, e art. 15, da Lei n. 10.826/2003 (por duas vezes), na forma do art. 69 do Estatuto Processual Penal (fls. 97/105). A defesa impetrou habeas corpus na Corte estadual, cuja ordem restou denegada (fls. 207/212). Aduz-se no presente writ, em síntese, inexistir fundamentação concreta para a manutenção da preventiva, que teria sido decretada com base apenas na gravidade abstrata do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR delito, bem como alega excesso de prazo na formação da culpa, já que o paciente se encontra segregado cautelarmente por mais de 08 (oito) meses. Pleiteia, por fim, inclusive liminarmente, que seja revogada a prisão preventiva do paciente (fl. 16). Passo a decidir. O pleito formulado em sede liminar exige, para o seu acolhimento, a presença de dois requisitos básicos: a fumaça do bom direito e o perigo na demora da prestação jurisdicional. Na quadra presente, em exame perfunctório da matéria, próprio das tutelas de urgência, não verifico ilegalidade flagrante no acórdão recorrido. Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de liminar”. Ainda, em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, verifico que, em 24 de março de 2015, sobreveio decisão colegiada desse Tribunal Superior. Transcrevo os seguintes trechos do acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: “A teor do art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando presentes o fumus comissi delicti, consubstanciado na prova da materialidade e na existência de indícios de autoria, bem como o periculum libertatis, fundado no risco que o agente, em liberdade, possa criar à ordem pública/econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. In casu, o juízo monocrático fundamentou a necessidade da segregação cautelar para garantir a ordem pública, a fim de evitar a reiteração delitiva, levando em consideração a gravidade do delito e a periculosidade do agente (fl. 55/60). (…) Como se vê, ao contrário do que alega o impetrante, o decreto prisional está suficientemente fundamentado, conforme ratificou o Tribunal a quo no acórdão vergastado. Dessa forma, havendo elementos hábeis a justificar a prisão, não há ilegalidade na sua decretação, já que amparada 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR delito, bem como alega excesso de prazo na formação da culpa, já que o paciente se encontra segregado cautelarmente por mais de 08 (oito) meses. Pleiteia, por fim, inclusive liminarmente, que seja revogada a prisão preventiva do paciente (fl. 16). Passo a decidir. O pleito formulado em sede liminar exige, para o seu acolhimento, a presença de dois requisitos básicos: a fumaça do bom direito e o perigo na demora da prestação jurisdicional. Na quadra presente, em exame perfunctório da matéria, próprio das tutelas de urgência, não verifico ilegalidade flagrante no acórdão recorrido. Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de liminar”. Ainda, em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, verifico que, em 24 de março de 2015, sobreveio decisão colegiada desse Tribunal Superior. Transcrevo os seguintes trechos do acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: “A teor do art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando presentes o fumus comissi delicti, consubstanciado na prova da materialidade e na existência de indícios de autoria, bem como o periculum libertatis, fundado no risco que o agente, em liberdade, possa criar à ordem pública/econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. In casu, o juízo monocrático fundamentou a necessidade da segregação cautelar para garantir a ordem pública, a fim de evitar a reiteração delitiva, levando em consideração a gravidade do delito e a periculosidade do agente (fl. 55/60). (…) Como se vê, ao contrário do que alega o impetrante, o decreto prisional está suficientemente fundamentado, conforme ratificou o Tribunal a quo no acórdão vergastado. Dessa forma, havendo elementos hábeis a justificar a prisão, não há ilegalidade na sua decretação, já que amparada 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR no art. 312 do Código de Processo Penal e na jurisprudência dominante: (...) Quanto à alegação de ocorrência de alteração fática dos delitos imputados ao paciente, tem-se que a questão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, não cabendo a esta Corte Superior analisar a pretensão, uma vez que isso implicaria em indevida supressão de instância. Já em relação ao alegado excesso de prazo na formação da culpa, segundo pacífico magistério jurisprudencial deste Tribunal, deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade, a partir das particularidades do caso concreto e das circunstâncias excepcionais que venham a retardar o andamento do feito, não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. No presente caso, não se vislumbra demasiado retardo no processamento do feito, considerando a pluralidade de réus e de fatos a serem apurados, não havendo que se falar em desídia estatal. Por derradeiro, mister se faz reconhecer que eventuais condições pessoais favoráveis do réu, tal como alegado na inicial, não têm o condão de, isoladamente, desconstituir a custódia preventiva, caso estejam presentes outros requisitos de ordem objetiva e subjetiva que autorizem a decretação da medida extrema. Sobressai, portanto, a existência de motivação idônea a respaldar a segregação cautelar do paciente”. Segundo jurisprudência consolidada deste Tribunal, não tendo sido a questão objeto de exame definitivo pelo Superior Tribunal de Justiça ou inexistindo prévia manifestação das demais instâncias inferiores, a apreciação do pedido da defesa implica supressão de instância, o que não é admitido, consoante a reiterada jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: HC 103.282/PA, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2013 e HC 114.867/RJ, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2013. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR no art. 312 do Código de Processo Penal e na jurisprudência dominante: (...) Quanto à alegação de ocorrência de alteração fática dos delitos imputados ao paciente, tem-se que a questão não foi apreciada pelo Tribunal de origem, não cabendo a esta Corte Superior analisar a pretensão, uma vez que isso implicaria em indevida supressão de instância. Já em relação ao alegado excesso de prazo na formação da culpa, segundo pacífico magistério jurisprudencial deste Tribunal, deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade, a partir das particularidades do caso concreto e das circunstâncias excepcionais que venham a retardar o andamento do feito, não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. No presente caso, não se vislumbra demasiado retardo no processamento do feito, considerando a pluralidade de réus e de fatos a serem apurados, não havendo que se falar em desídia estatal. Por derradeiro, mister se faz reconhecer que eventuais condições pessoais favoráveis do réu, tal como alegado na inicial, não têm o condão de, isoladamente, desconstituir a custódia preventiva, caso estejam presentes outros requisitos de ordem objetiva e subjetiva que autorizem a decretação da medida extrema. Sobressai, portanto, a existência de motivação idônea a respaldar a segregação cautelar do paciente”. Segundo jurisprudência consolidada deste Tribunal, não tendo sido a questão objeto de exame definitivo pelo Superior Tribunal de Justiça ou inexistindo prévia manifestação das demais instâncias inferiores, a apreciação do pedido da defesa implica supressão de instância, o que não é admitido, consoante a reiterada jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: HC 103.282/PA, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2013 e HC 114.867/RJ, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2013. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 126737 AGR / PR Desse modo, não conheço do apontado constrangimento ilegal em razão da alteração fática dos delitos imputados. Com relação à fundamentação da decisão que decretou a preventiva do paciente, reputo pertinente transcrever os seguintes excertos: “A autoria e materialidade ficaram comprovadas por meio dos depoimentos, auto de exibição e apreensão, auto de levantamento de local de furto, boletim de ocorrência. A prisão preventiva foi concedida em razão da ordem pública a fim de se evitar a reiteração delitiva, tendo em vista a gravidade das circunstâncias em que o crime foi cometido, bem como porque restou demonstrado que estavam violentamente agredindo as vítimas e ainda estavam se utilizando de armas de fogo, sendo possível que, se solto, venha a confirmar suas ameaças e praticar delito contra a vida de Fernando”. Da leitura do decisum preventivo, considero justificada a prisão cautelar na necessidade sobretudo de garantir a ordem pública. Afastado, também, o apontado excesso de prazo no encerramento da instrução criminal em razão da complexidade da causa e pluralidade de réus. Desse modo, não vislumbro constrangimento ilegal a ser reparado na presente via. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Supremo Tribunal Federal HC 126737 AGR / PR Desse modo, não conheço do apontado constrangimento ilegal em razão da alteração fática dos delitos imputados. Com relação à fundamentação da decisão que decretou a preventiva do paciente, reputo pertinente transcrever os seguintes excertos: “A autoria e materialidade ficaram comprovadas por meio dos depoimentos, auto de exibição e apreensão, auto de levantamento de local de furto, boletim de ocorrência. A prisão preventiva foi concedida em razão da ordem pública a fim de se evitar a reiteração delitiva, tendo em vista a gravidade das circunstâncias em que o crime foi cometido, bem como porque restou demonstrado que estavam violentamente agredindo as vítimas e ainda estavam se utilizando de armas de fogo, sendo possível que, se solto, venha a confirmar suas ameaças e praticar delito contra a vida de Fernando”. Da leitura do decisum preventivo, considero justificada a prisão cautelar na necessidade sobretudo de garantir a ordem pública. Afastado, também, o apontado excesso de prazo no encerramento da instrução criminal em razão da complexidade da causa e pluralidade de réus. Desse modo, não vislumbro constrangimento ilegal a ser reparado na presente via. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8513575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454369 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.737 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO ADV.(A/S) : ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8454369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 126 . 737", "HABEAS CORPUS 126 . 737", "HABEAS CORPUS 126 . 737", "HC 126737 AGR / PR", "Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HC 126737 AGR / PR", "Enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 126 . 737", "Enunciado 691 da Súmula desta Corte", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 / RJ", "HABEAS CORPUS 126 . 737", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 / RJ", "HC 126737 AGR / PR", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 85 . 826 / SP", "HC 86 . 213 / ES", "HC 314 . 928 / PR", "HC 126737 AGR / PR", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 85 . 826 / SP", "HC 86 . 213 / ES", "Súmula n . 691", "HC 314 . 928 / PR", "HC 126737", "HC 126737 AGR / PR", "HC 126737 AGR / PR", "HC 103 . 282 / PA", "HC 114 . 867 / RJ", "HC 126737 AGR / PR", "HC 103 . 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SOUZA GOIS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO", "ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gurgel de Faria", "EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gurgel de Faria", "EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "Fernando ”", "Fernando ”", "GILMAR MENDES", "EWERTON HENRIQUE GONÇALVES DE CARVALHO", "ADOLFO LUIZ DE SOUZA GOIS", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen 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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANULAÇÃO DE ANISTIAS CONCEDIDAS A EX-EMPREGADOS PÚBLICOS. DECRETOS NºS 1.499/1995 E 3.363/2000. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DAS NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Inexiste repercussão geral quanto à controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 852358 AGR / SE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 386): “Trata-se de processo em que se discute a legalidade da Portaria interministerial nº 118/2000 que suspendeu os efeitos da anistia anteriormente concedida ao agravante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Vejam-se, a propósito, os seguintes julgados: ARE 750.598, Rel. Min. Teori Zavascki; ARE 769.756, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 795.394, Rel. ª Min. ª Cármen Lúcia. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do CPC e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 386): “Trata-se de processo em que se discute a legalidade da Portaria interministerial nº 118/2000 que suspendeu os efeitos da anistia anteriormente concedida ao agravante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Vejam-se, a propósito, os seguintes julgados: ARE 750.598, Rel. Min. Teori Zavascki; ARE 769.756, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 795.394, Rel. ª Min. ª Cármen Lúcia. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do CPC e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 852358 AGR / SE no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário no sentido de que os Decretos nºs 1.499/1995 e 3.363/2000 são inconstitucionais e de que a suspensão da execução da anistia ocorreu sem lei e sem o devido processo legal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário no sentido de que os Decretos nºs 1.499/1995 e 3.363/2000 são inconstitucionais e de que a suspensão da execução da anistia ocorreu sem lei e sem o devido processo legal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Vale destacar o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a questão (fls. 301): “[...] A Petromissa foi extinta por força da lei 8029/90 já esteira da implantação de uma reforma durante o governo Collor de Mello. A lei 8878/94 veio dispor acerca da concessão de anistia aos servidores públicos e empregadores que no período compreendido entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992 tenham preenchidos os seguintes pressupostos, [...] A mesma lei criou uma comissão para apreciação dos requerimentos não tendo habilitado de imediato o que somente foi efetivado por meio da respectiva comissão. Posteriormente seus atos foram contestados pelo Ministério Público Federal, com a revisão por parte do Poder Executivo e posterior edição de portaria de anulação da anistia concedida. Não se pode falar em inconstitucionalidade no decreto 1499/95, que institui revisão dos processos de anistia em curso, nem no decreto 3363/2000 que constitui a comissão que deu início ao reexame dos processos que não teriam se enquadrado nos ditames da lei 8878/94. […].” 3. Ademais, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, fazem-se necessários a análise das normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Vale destacar o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a questão (fls. 301): “[...] A Petromissa foi extinta por força da lei 8029/90 já esteira da implantação de uma reforma durante o governo Collor de Mello. A lei 8878/94 veio dispor acerca da concessão de anistia aos servidores públicos e empregadores que no período compreendido entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992 tenham preenchidos os seguintes pressupostos, [...] A mesma lei criou uma comissão para apreciação dos requerimentos não tendo habilitado de imediato o que somente foi efetivado por meio da respectiva comissão. Posteriormente seus atos foram contestados pelo Ministério Público Federal, com a revisão por parte do Poder Executivo e posterior edição de portaria de anulação da anistia concedida. Não se pode falar em inconstitucionalidade no decreto 1499/95, que institui revisão dos processos de anistia em curso, nem no decreto 3363/2000 que constitui a comissão que deu início ao reexame dos processos que não teriam se enquadrado nos ditames da lei 8878/94. […].” 3. Ademais, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, fazem-se necessários a análise das normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE infraconstitucionais pertinentes e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/STF), providências inviáveis de ser realizadas neste momento processual. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA 636/STF. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE infraconstitucionais pertinentes e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/STF), providências inviáveis de ser realizadas neste momento processual. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA 636/STF. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.12.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 856.421-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber) 5. Por fim, vale ressaltar que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da harmonia dos Decretos nºs 1.499/1995 e 3.363/2000 com a Constituição Federal de 1988, em casos análogos ao dos autos. Sobre a questão, confiram-se: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI Nº 8.878/94. PORTARIA Nº 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto nº 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/STF, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.12.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 856.421-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber) 5. Por fim, vale ressaltar que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da harmonia dos Decretos nºs 1.499/1995 e 3.363/2000 com a Constituição Federal de 1988, em casos análogos ao dos autos. Sobre a questão, confiram-se: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI Nº 8.878/94. PORTARIA Nº 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto nº 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/STF, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto nº 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido.” (RMS 25.662, Rel. Min. Ayres Britto) “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26.235, Rel.ª Min.ª Cámen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto nº 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido.” (RMS 25.662, Rel. Min. Ayres Britto) “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26.235, Rel.ª Min.ª Cámen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410079 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410079 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8493883
2015-04-28T00:00:00
2015-05-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANULAÇÃO DE ANISTIAS CONCEDIDAS A EX-EMPREGADOS PÚBLICOS. DECRETOS NºS 1.499/1995 E 3.363/2000. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DAS NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Inexiste repercussão geral quanto à controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur305023
- Acórdão(s) citado(s): (ANULAÇÃO, ANISTIA) RMS 25662 (1ªT), RMS 26235 (1ªT). (PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG, ARE 797540 AgR-segundo (2ªT), ARE 856421 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 15/06/2015, AMS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
852358
[ "LEG-FED DEC-001499 ANO-1995\n DECRETO\n\n", "LEG-FED DEC-003363 ANO-2000\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 852358 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANULAÇÃO DE ANISTIAS CONCEDIDAS A EX-EMPREGADOS PÚBLICOS. DECRETOS nS 1.499/1995 E 3.363/2000. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DAS NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Inexiste repercussão geral quanto à controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 28 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 852358 AGR / SE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 386): “Trata-se de processo em que se discute a legalidade da Portaria interministerial n 118/2000 que suspendeu os efeitos da anistia anteriormente concedida ao agravante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Vejam-se, a propósito, os seguintes julgados: ARE 750.598, Rel. Min. Teori Zavascki; ARE 769.756, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 795.394, Rel. Min. Cármen Lúcia. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do Código de Processo Civil e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 386): “Trata-se de processo em que se discute a legalidade da Portaria interministerial n 118/2000 que suspendeu os efeitos da anistia anteriormente concedida ao agravante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Vejam-se, a propósito, os seguintes julgados: ARE 750.598, Rel. Min. Teori Zavascki; ARE 769.756, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 795.394, Rel. Min. Cármen Lúcia. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do Código de Processo Civil e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 852358 AGR / SE no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário no sentido de que os Decretos ns 1.499/1995 e 3.363/2000 são inconstitucionais e de que a suspensão da execução da anistia ocorreu sem lei e sem o devido processo legal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário no sentido de que os Decretos ns 1.499/1995 e 3.363/2000 são inconstitucionais e de que a suspensão da execução da anistia ocorreu sem lei e sem o devido processo legal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Vale destacar o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a questão (fls. 301): “[...] A Petromissa foi extinta por força da lei 8029/90 já esteira da implantação de uma reforma durante o governo Collor de Mello. A lei 8878/94 veio dispor acerca da concessão de anistia aos servidores públicos e empregadores que no período compreendido entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992 tenham preenchidos os seguintes pressupostos, [...] A mesma lei criou uma comissão para apreciação dos requerimentos não tendo habilitado de imediato o que somente foi efetivado por meio da respectiva comissão. Posteriormente seus atos foram contestados pelo Ministério Público Federal, com a revisão por parte do Poder Executivo e posterior edição de portaria de anulação da anistia concedida. Não se pode falar em inconstitucionalidade no decreto 1499/95, que institui revisão dos processos de anistia em curso, nem no decreto 3363/2000 que constitui a comissão que deu início ao reexame dos processos que não teriam se enquadrado nos ditames da lei 8878/94. […].” 3. Ademais, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, fazem-se necessários a análise das normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Vale destacar o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido esclarecendo a questão (fls. 301): “[...] A Petromissa foi extinta por força da lei 8029/90 já esteira da implantação de uma reforma durante o governo Collor de Mello. A lei 8878/94 veio dispor acerca da concessão de anistia aos servidores públicos e empregadores que no período compreendido entre 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992 tenham preenchidos os seguintes pressupostos, [...] A mesma lei criou uma comissão para apreciação dos requerimentos não tendo habilitado de imediato o que somente foi efetivado por meio da respectiva comissão. Posteriormente seus atos foram contestados pelo Ministério Público Federal, com a revisão por parte do Poder Executivo e posterior edição de portaria de anulação da anistia concedida. Não se pode falar em inconstitucionalidade no decreto 1499/95, que institui revisão dos processos de anistia em curso, nem no decreto 3363/2000 que constitui a comissão que deu início ao reexame dos processos que não teriam se enquadrado nos ditames da lei 8878/94. […].” 3. Ademais, para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, fazem-se necessários a análise das normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE infraconstitucionais pertinentes e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), providências inviáveis de ser realizadas neste momento processual. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE infraconstitucionais pertinentes e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), providências inviáveis de ser realizadas neste momento processual. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS REFLEXA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 797.540-AgR-segundo, Rel. Min. Teori Zavascki) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.12.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 856.421-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 5. Por fim, vale ressaltar que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da harmonia dos Decretos ns 1.499/1995 e 3.363/2000 com a Constituição Federal de 1988, em casos análogos ao dos autos. Sobre a questão, confiram-se: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI n 8.878/94. PORTARIA n 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto n 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/Supremo Tribunal Federal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.12.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 856.421-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 5. Por fim, vale ressaltar que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da harmonia dos Decretos ns 1.499/1995 e 3.363/2000 com a Constituição Federal de 1988, em casos análogos ao dos autos. Sobre a questão, confiram-se: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI n 8.878/94. PORTARIA n 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto n 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/Supremo Tribunal Federal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 852358 AGR / SE pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto n 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido.” (RMS 25.662, Rel. Min. Ayres Britto) “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26.235, Rel. Min. Cámen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Supremo Tribunal Federal AI 852358 AGR / SE pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto n 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido.” (RMS 25.662, Rel. Min. Ayres Britto) “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26.235, Rel. Min. Cámen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8453570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410079 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.358 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ ADIELSON ANDRADE VIEIRA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410079 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 05 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602300. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte (fls. 337/339). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu (fls. 341/345). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602301. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte (fls. 337/339). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu (fls. 341/345). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar a ADI 3.772/DF, Rel. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MANEJADA CONTRA O ART. 1º DA LEI FEDERAL 11.301/2006, QUE ACRESCENTOU O § 2º AO ART. 67 DA LEI 9.394/1996. CARREIRA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL PARA OS EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 40, § 4º, E 201, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM INTERPRETAÇÃO CONFORME. I – A função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar. II – As funções de direção, coordenação e assessoramento pedagógico integram a carreira do magistério, desde que exercidos, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar a ADI 3.772/DF, Rel. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MANEJADA CONTRA O ART. 1º DA LEI FEDERAL 11.301/2006, QUE ACRESCENTOU O § 2º AO ART. 67 DA LEI 9.394/1996. CARREIRA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL PARA OS EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 40, § 4º, E 201, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM INTERPRETAÇÃO CONFORME. I – A função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar. II – As funções de direção, coordenação e assessoramento pedagógico integram a carreira do magistério, desde que exercidos, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG estabelecimentos de ensino básico, por professores de carreira, excluídos os especialistas em educação, fazendo jus aqueles que as desempenham ao regime especial de aposentadoria estabelecido nos arts. 40, § 4º, e 201, § 1º, da Constituição Federal. III – Ação direta julgada parcialmente procedente, com interpretação conforme, nos termos supra.” Cumpre destacar, por oportuno, ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem do voto do eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, proferido por ocasião do mencionado julgamento plenário, no sentido de que: “(...) nas atividades de magistério, compreende-se uma série de outras atividades e não apenas o trabalho em classe, mas o preparo das aulas, o atendimento de alunos, o atendimento de pais, o assessoramento, a coordenação de comissões, mesmo os cargos de direção. Se excluirmos aqueles que exercem cargos de direção, coordenação ou assessoramento, em razão do interesse público, estaríamos punindo, na verdade, os professores que, em razão do interesse público, estão assumindo essas funções.” Cabe ressaltar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 831.266-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 852.375/CE, Rel. Min. ROSA WEBER – RE 765.252/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE PROFESSOR. TEMPO DE SERVIÇO. ADI 3.772/DF. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DE SALA DE AULA. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG estabelecimentos de ensino básico, por professores de carreira, excluídos os especialistas em educação, fazendo jus aqueles que as desempenham ao regime especial de aposentadoria estabelecido nos arts. 40, § 4º, e 201, § 1º, da Constituição Federal. III – Ação direta julgada parcialmente procedente, com interpretação conforme, nos termos supra.” Cumpre destacar, por oportuno, ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem do voto do eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, proferido por ocasião do mencionado julgamento plenário, no sentido de que: “(...) nas atividades de magistério, compreende-se uma série de outras atividades e não apenas o trabalho em classe, mas o preparo das aulas, o atendimento de alunos, o atendimento de pais, o assessoramento, a coordenação de comissões, mesmo os cargos de direção. Se excluirmos aqueles que exercem cargos de direção, coordenação ou assessoramento, em razão do interesse público, estaríamos punindo, na verdade, os professores que, em razão do interesse público, estão assumindo essas funções.” Cabe ressaltar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 831.266-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 852.375/CE, Rel. Min. ROSA WEBER – RE 765.252/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE PROFESSOR. TEMPO DE SERVIÇO. ADI 3.772/DF. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DE SALA DE AULA. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG I – O Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3.772/DF decidiu que, para fins de aposentadoria especial, as funções de magistério incluem, além das restritas às salas de aula, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção da unidade escolar. II – A verificação das atividades que foram exercidas pelas agravadas fora de sala de aula demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (ARE 641.583-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG I – O Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3.772/DF decidiu que, para fins de aposentadoria especial, as funções de magistério incluem, além das restritas às salas de aula, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção da unidade escolar. II – A verificação das atividades que foram exercidas pelas agravadas fora de sala de aula demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (ARE 641.583-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8411238 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8411238 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8634250
2015-05-05T00:00:00
2015-06-08T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.05.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur307626
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA ESPECIAL, CARREIRA, MAGISTÉRIO) ADI 3772 (TP), AI 831266 AgR (1ªT), ARE 641583 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (APOSENTADORIA ESPECIAL, CARREIRA, MAGISTÉRIO) RE 765252, ARE 852375. Número de páginas: 6. Análise: 10/07/2015, JRS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
855324
[ "LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 855324 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS
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Ementa e Acórdão 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 05 de maio de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602300. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte (fls. 337/339). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu (fls. 341/345). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602301. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte (fls. 337/339). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu (fls. 341/345). Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar a ADI 3.772/DF, Rel. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MANEJADA CONTRA O ART. 1... DA LEI FEDERAL 11.301/2006, QUE ACRESCENTOU O § 2... AO ART. 67 DA LEI 9.394/1996. CARREIRA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL PARA OS EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 40, § 4..., E 201, § 1..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM INTERPRETAÇÃO CONFORME. I – A função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar. II – As funções de direção, coordenação e assessoramento pedagógico integram a carreira do magistério, desde que exercidos, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal 05/05/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar a ADI 3.772/DF, Rel. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MANEJADA CONTRA O ART. 1... DA LEI FEDERAL 11.301/2006, QUE ACRESCENTOU O § 2... AO ART. 67 DA LEI 9.394/1996. CARREIRA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL PARA OS EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 40, § 4..., E 201, § 1..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM INTERPRETAÇÃO CONFORME. I – A função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar. II – As funções de direção, coordenação e assessoramento pedagógico integram a carreira do magistério, desde que exercidos, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG estabelecimentos de ensino básico, por professores de carreira, excluídos os especialistas em educação, fazendo jus aqueles que as desempenham ao regime especial de aposentadoria estabelecido nos arts. 40, § 4..., e 201, § 1..., da Constituição Federal. III – Ação direta julgada parcialmente procedente, com interpretação conforme, nos termos supra.” Cumpre destacar, por oportuno, ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem do voto do eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, proferido por ocasião do mencionado julgamento plenário, no sentido de que: “(...) nas atividades de magistério, compreende-se uma série de outras atividades e não apenas o trabalho em classe, mas o preparo das aulas, o atendimento de alunos, o atendimento de pais, o assessoramento, a coordenação de comissões, mesmo os cargos de direção. Se excluirmos aqueles que exercem cargos de direção, coordenação ou assessoramento, em razão do interesse público, estaríamos punindo, na verdade, os professores que, em razão do interesse público, estão assumindo essas funções.” Cabe ressaltar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 831.266-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 852.375/CE, Rel. Min. ROSA WEBER – Recurso Extraordinário 765.252/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE PROFESSOR. TEMPO DE SERVIÇO. ADI 3.772/DF. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DE SALA DE AULA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG estabelecimentos de ensino básico, por professores de carreira, excluídos os especialistas em educação, fazendo jus aqueles que as desempenham ao regime especial de aposentadoria estabelecido nos arts. 40, § 4..., e 201, § 1..., da Constituição Federal. III – Ação direta julgada parcialmente procedente, com interpretação conforme, nos termos supra.” Cumpre destacar, por oportuno, ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem do voto do eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, proferido por ocasião do mencionado julgamento plenário, no sentido de que: “(...) nas atividades de magistério, compreende-se uma série de outras atividades e não apenas o trabalho em classe, mas o preparo das aulas, o atendimento de alunos, o atendimento de pais, o assessoramento, a coordenação de comissões, mesmo os cargos de direção. Se excluirmos aqueles que exercem cargos de direção, coordenação ou assessoramento, em razão do interesse público, estaríamos punindo, na verdade, os professores que, em razão do interesse público, estão assumindo essas funções.” Cabe ressaltar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 831.266-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 852.375/CE, Rel. Min. ROSA WEBER – Recurso Extraordinário 765.252/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE PROFESSOR. TEMPO DE SERVIÇO. ADI 3.772/DF. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DE SALA DE AULA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG I – O Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3.772/DF decidiu que, para fins de aposentadoria especial, as funções de magistério incluem, além das restritas às salas de aula, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção da unidade escolar. II – A verificação das atividades que foram exercidas pelas agravadas fora de sala de aula demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (ARE 641.583-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Supremo Tribunal Federal ARE 855324 AGR-SEGUNDO / MG I – O Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3.772/DF decidiu que, para fins de aposentadoria especial, as funções de magistério incluem, além das restritas às salas de aula, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção da unidade escolar. II – A verificação das atividades que foram exercidas pelas agravadas fora de sala de aula demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (ARE 641.583-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8602302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/05/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8411238 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.324 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.05.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Programa de Visitantes Internacionais, por ocasião das eleições para a Câmara dos Comuns do Reino Unido. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8411238 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "RECURSO", "ADI 3 . 772 / DF", "ADI 3 . 772 / DF", "AI 831 . 266 - AgR / SC", "ARE 852 . 375 / CE", "Recurso Extraordinário 765 . 252 / MG", "ADI 3 . 772 / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 855324 AGR", "AI 831 . 266 - AgR / SC", "ARE 852 . 375 / CE", "Recurso Extraordinário 765 . 252 / MG", "ADI 3 . 772 / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ADI 3 . 772 / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 641 . 583 - AgR / SC", "ARE 855324 AGR - SEGUNDO / MG", "ADI 3 . 772 / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 641 . 583 - AgR / SC" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . DA LEI FEDERAL 11 . 301 / 2006", "ART . 67 DA LEI 9 . 394 / 1996", "ARTS . 40 , § 4 . . . , E 201 , § 1 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . DA", "LEI FEDERAL 11 . 301 / 2006", "ART . 67 DA LEI 9 . 394 / 1996", "ARTS . 40 , § 4 . . . , E 201 , § 1 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 40 , § 4 . . . , e 201 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 40 , § 4 . . . , e 201 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "Brasília", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Comuns do Reino Unido", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Tribunal Superior Eleitoral", "Câmara dos Comuns do Reino Unido", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA", "EDUARDO MACHADO DIAS", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA", "EDUARDO MACHADO DIAS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA", "EDUARDO MACHADO DIAS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", ".", "CELSO DE MELLO", "RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA", "EDUARDO MACHADO DIAS", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "RAIMUNDA CARDOSO DE OLIVEIRA", "EDUARDO MACHADO DIAS", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "05", "/", "05", "/", "2015", "05 de maio de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "05", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n05/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nHABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL\nRELATOR\n(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8643056
2015-05-05T00:00:00
2015-06-09T00:00:00
"Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicada a impetração e cassou a liminar anteriormente de(...TRUNCATED)
HABEAS CORPUS
"ementa: Processual Penal. Habeas Corpus contra ato de Ministro do STJ. Corrupção passiva e Fraude(...TRUNCATED)
sjur307840
"- Acórdão(s) citado(s):\n(HC, SUPERVENIÊNCIA, DECISÃO COLEGIADA, TRIBUNAL SUPERIOR)\nHC 104813 (...TRUNCATED)
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
124272
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00061\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO (...TRUNCATED)
HC
acordaos
HC 124272
[ "" ]
"PACTE.(S) : ALTAIR JOSÉ BEVILACQUA \nIMPTE.(S) : JOSÉ BELGA ASSIS TRAD E OUTRO(A/S)\nCOATOR(A/S(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n05/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nHABEAS CORPUS 124.272 MATO GROSSO DO SUL\nRELATOR\n(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 124 . 272","HABEAS CORPUS n 303843","HC 104 . 813","HABEAS CORPUS (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.35(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8624014
2015-05-19T00:00:00
2015-06-05T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor públi(...TRUNCATED)
sjur307448
"- Acórdão(s) citado(s):\n(SERVIDOR PÚBLICO, DESVIO DE FUNÇÃO)\nAI 594942 AgR (1ªT), AI 623260(...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
880352
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO (...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 880352 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA \nADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)\nAGDO.(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.35(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880 . 352","AI","-","QO","-","RG 791 . 292","(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO\nREL(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8607333
2015-05-19T00:00:00
2015-06-02T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidênci(...TRUNCATED)
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
"Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13(...TRUNCATED)
sjur307003
"- Acórdão(s) citado(s):\n(NEPOTISMO)\nMS 27945 (2ªT). \nNúmero de páginas: 9.\nAnálise: 19/06(...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
19911
[ "LEG-FED SUV-000013 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 19911 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI \nADV.(A/S) : FERNANDO CAVAGNOLLI CORSI \nAGDO.(A/S) : PREF(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.911 ESPÍRITO SANTO\nREL(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECLAMAÇÃO","RECLAMAÇÃO 19 . 911","Súmula Vinculante 13 Portaria","RCL 1991(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.5(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625372
2015-05-19T00:00:00
2015-06-05T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidênci(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.(...TRUNCATED)
sjur307363
"- Acórdão(s) citado(s):\n(EXONERAÇÃO DE ESTÁGIO PROBATÓRIO)\nAI 764617 AgR (1ªT), ARE 835048(...TRUNCATED)
LUIZ FUX
Primeira Turma
874559
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 874559 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : REGINA XAVIER TEIXEIRA \nADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS OLIVEIRA \nAGDO.(A/S) : MUNIC(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.5(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874 . 559","SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.9(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8625368
2015-05-19T00:00:00
2015-06-05T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidênci(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTAD(...TRUNCATED)
sjur307364
"- Acórdão(s) citado(s):\n(RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO)\nARE 853755 AgR (1ªT), RE 8(...TRUNCATED)
LUIZ FUX
Primeira Turma
873918
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 873918 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO A(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873.9(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 873 . 918","SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n28/04/2015\nPRIMEIRA TURMA\nSEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 (...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8493293
2015-04-28T00:00:00
2015-05-19T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não partic(...TRUNCATED)
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃ(...TRUNCATED)
sjur304993
"- Acórdão(s) citado(s):\n(CÁLCULO, GRATIFICAÇÃO)\nRE 226462 (2ªT), RE 582332 AgR (1ªT). \nN(...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
217846
null
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 217846 AgR-segundo
[ "" ]
"AGTE.(S) : JOSÉ PIZZOLATTI E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : ANA CRISTINA FERRO BLASI E OUTRO(A/S)\nAGDO(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n28/04/2015\nPRIMEIRA TURMA\nSEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217.846 (...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217 . 846","RECURSO EXTRAORDINÁRIO 217 . 846","RECURSO (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n28/04/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.3(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8510925
2015-04-28T00:00:00
2015-05-20T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não partic(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO P(...TRUNCATED)
sjur305118
"- Acórdão(s) citado(s):\n(EXAME, APTIDÃO FÍSICA)\nRE 650860 AgR (2ªT), ARE 765945 AgR (1ªT). (...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
871346
["LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n","LEG(...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 871346 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : NAYHARA DE OLIVEIRA DOMINGUES \nADV.(A/S) : ROMULO INOWLOCKI \nAGDO.(A/S) : ESTADO DO(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n28/04/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.3(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871 . 346","SÚMULAS 279 , 280 E 454 / Suprem(...TRUNCATED)
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